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Golpistas usam Instagram para enviar ofertas falsas; veja como se proteger

 Golpistas usam Instagram para enviar ofertas falsas; veja como se proteger

em - tecnologia Com mais de 1 bilhão de usuários ativos ao redor do mundo, o Instagram é considerado uma ótima ferramenta para anunciar  serviços e produtos à venda. Contudo, os usuários têm que ficar atentos aos possíveis golpes. É cada vez mais comum na rede social que golpistas utilizEm do espaço para anunciar ofertas falsas, que podem levar a roubo de dinheiro, dados, entre outras  ameaças.De acordo com o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), um dos crimes cibernéticos que mais tem crescido nos últimos tempos é a de anúncios falsos através do Instagram. O órgão pede atenção à população visto que o crime está aumentando exponencialmente e causando prejuízos às pessoas.Com o crescimento dos golpes é preciso que os consumidores fiquem cada vez mais atentos a promoções vantajosas demais ou perfis suspeitos nas redes sociais. Para a Advogada especializada em dos Consumidores, Daniele Avelar, a população tem que se atentar a propostas benéficas em excesso. “É aquele velho ditado: ‘Quando a esmola é demais, o santo desconfia’. Toda vez que a proposta for oferecida com muita facilidade como de empréstimos, limpar o nome, o consumidor tem que prestar atenção. Ninguém no universo do consumo sai dando nada para ninguém de graça, tudo que é vantajoso demais tem um porém por trás. Pode ser uma fraude, uma promoção que não é promoção”, destaca a advogada.Dicas para evitar golpesPara a especialista, o cuidado nas redes sociais tem que ser redobrado. Algumas dicas que podem evitar esses golpes no Instagram, de acordo com a advogada, é sempre checar o máximo de informações que você tiver daquele perfil. "Existe imagem de perfil? O usuário tem seguidores? Porque se ele segue pessoas, mas não tem seguidores, é importante prestar atenção. Se segue em excesso e ninguém segue, também é uma suspeita", indica Daniele.Outras dicas que a advogada destaca é observar se o usuário não possui postagens ou apenas publicações e comentários genéricos. Além disso, verificar se o perfil usa imagem de outras pessoas. A especialista também alerta para perfis que tentam passar confiança através de mensagens. Daniele aponta que este tipo de perfil pode ser de "robôs", tentando gerar uma interação através de comentários e likes, para que assim você siga e acompanhe a conta. Ela alerta que geralmente esses comentários tendem a ser genéricos."Você entra no perfil e vê que tem algo estranho. Não tem engajamento. Também preste atenção em contas que foram criadas recentemente. Se o perfil tem postagem de várias pessoas, cada hora uma pessoa", pontua.Daniele ressalta que os consumidores têm que ficar desconfiados de preços vantajosos demais em itens de valores mais altos. O barato, no fim das contas, pode sair bem caro para o bolso do consumidor. “Se tem ofertas muito exageradas. Um Rayban, iPhone com valores muito abaixo do mercado”, aponta a advogada sobre características suspeitas.Cai no golpe virtual, o que fazer?Cada crime cibernético tem sua particularidade, sendo necessário consultar um especialista para cada caso. No caso do Instagram, a advogada aponta que, dependendo do tipo do golpe, o consumidor tem que acionar uma Delegacia Especializada em Crimes Virtuais e Cibernéticos. Contudo, ela ressalta que em algumas ocasiões é possível fazer a denúncia em uma Delegacia de Relações de Consumo ou na Delegacia da Polícia Civil, em casos de cidades em que não haja as outras duas alternativas.A especialista esclarece que na situação, o consumidor não precisa buscar apenas o golpista, uma vez que o meio onde o golpe foi realizado também pode ser responsabilizado. "Embora muitas pessoas não saibam, as relações realizadas dentro do universo das redes sociais, na maior parte das vezes são consideradas relações consumeristas. O intermediário dessa relação, que pode ser o Instagram, WhatsApp, Facebook, é um responsável pelo que acontece ali no ambiente virtual", explica. Veja Mais

Vida em Marte? Sonda Perseverance da Nasa inicia busca inédita por sinais

 Vida em Marte? Sonda Perseverance da Nasa inicia busca inédita por sinais

em - tecnologia A sonda Perseverance, da Nasa, atingiu um momento importante de sua missão em Marte. Nesta terça-feira (17/5), o robô de seis rodas começará a escalar um antigo delta na cratera onde pousou.Ela vai rolar morro acima, parando de vez em quando para examinar rochas que parecem ter mais chance de possuir sinais de vida passada no planeta.No caminho de volta, a Perseverance coletará algumas dessas rochas, colocando as amostras na base do delta para serem recuperadas por missões posteriores. O objetivo é trazer esse material de volta à Terra na década de 2030 para uma análise mais detalhada. Eclipse com superlua de sangue: imagens do fenômeno em várias partes do mundo Cientistas conseguem cultivar plantas em solo lunar pela 1ª vez Asteroides, Lua e Marte: as missões espaciais para ficar de olho em 2022 "O delta na Cratera Jezero é o principal alvo astrobiológico da Perseverance", diz a vice-cientista do projeto, Katie Stack Morgan, à BBC. "Estas são as rochas que acreditamos ter o maior potencial para conter sinais de vida antiga e também podem nos contar sobre o clima de Marte e como isso evoluiu ao longo do tempo", disse ela.A sonda fez um pouso espetacular no meio da Cratera Jezero, de 45 km, em 18 de fevereiro de 2021.Desde então, a sonda vem testando ferramentas e instrumentos, pilotando um mini-helicóptero experimental e coletando uma impressão geral do local.Mas o principal objetivo do robô ao ir para o local no Planeta Vermelho sempre foi estudar o enorme monte de sedimentos no oeste de Jezero.Com base em imagens de satélite, cientistas suspeitam se tratar de um delta. As observações iniciais do Perseverance no solo agora confirmaram essa avaliação. Um delta é uma estrutura que se forma a partir do lodo e da areia despejados por um rio quando ele entra em um corpo de água maior. A desaceleração repentina que ocorre no fluxo do rio permite que qualquer coisa transportada em suspensão caia.No caso de Jezero, o corpo de água mais largo era muito provavelmente um lago com a largura de uma cratera que existia há bilhões de anos."Os rios que fluem para um delta trazem nutrientes, que são úteis para a vida, obviamente; e então o sedimento de grão fino que é trazido e depositado em alta taxa em um delta é bom para preservação", explica o cientista da missão, Sanjeev Gupta, do Imperial College London, Reino Unido."Além disso, se houvesse vida no interior, isso poderia ter sido levado rio abaixo e concentrado em um delta."Nos últimos dias, a Perseverance se deslocou em direção a uma "rampa" no delta apelidado de Hawksbill Gap. Esta é uma inclinação suave que levará o robô a uma elevação de algumas dezenas de metros acima do chão da cratera. A subida é uma missão de reconhecimento. Perseverance vai "passear" em busca das rochas mais interessantes."A sonda tem um conjunto incrível de instrumentos que podem nos informar sobre a química, mineralogia e estrutura do delta, examinando os sedimentos até a escala de um grão de sal", diz a cientista da missão Briony Horgan, da Universidade de Purdue, no Estado americano de Indiana."Vamos aprender sobre a química deste antigo lago, se suas águas eram ácidas ou neutras, se era um ambiente habitável e que tipo de vida ele poderia ter sustentado."É preciso ser claro: ninguém sabe se houve mesmo vida em Marte, mas essas três ou quatro rochas que a Perseverance vai recolher no fundo da cratera podem talvez achar sinais — caso eles existam. É pouco provável que o próprio robô seja capaz de atingir conclusões definitivas — por mais inteligentes que sejam seus instrumentos. Mesmo na Terra, onde sabemos que a vida microbiana existe há bilhões de anos, a evidência de suas primeiras formas fossilizadas é de difícil interpretação, e ainda é polêmica.Estabelecer se houve mesmo vida em Marte terá que esperar até que as rochas cheguem na Terra para uma análise detalhada que apenas os maiores laboratórios estão equipados para realizar."A afirmação de que existe vida microscópica em outro planeta do nosso Sistema Solar é uma afirmação enorme. E, portanto, a prova também precisa ser enorme", diz Jennifer Trosper, gerente do projeto Perseverance da Nasa."Eu não acho que os instrumentos que temos por si só possam fornecer esse nível de prova. Eles podem fornecer algo como 'achamos que pode ser isso', e depois, quando trouxermos as amostras de volta à Terra e usarmos instrumentos mais sofisticados, poderemos ter certeza", disse ela à BBC News. No final do ano, espera-se que a Perseverance deposite um primeiro conjunto de rochas quando ela retornar ao fundo da cratera. Isso incluirá não apenas as rochas coletadas durante a descida de Hawksbill, mas quatro amostras coletadas nos meses anteriores no fundo da cratera.A Nasa, juntamente com a Agência Espacial Europeia, está em estágios avançados de planejamento das missões necessárias para pegar essas rochas depositadas e enviá-las à Terra. Esses projetos — que envolvem outra sonda, um foguete de Marte e uma espaçonave transportadora — devem ser lançados no final desta década.A Perseverance ainda tem anos de trabalho pela frente. Depois de depositar seu primeiro estoque de rochas, a sonda voltará para Hawksbill Gap até o topo do delta e além dele, para visitar rochas que parecem ser os restos da costa do antigo lago Jezero.Esses depósitos são feitos de minerais de carbonato e, novamente, parecem ter se formado em um ambiente propício ao registro da vida passada em Marte — se é que ela existiu.Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Teve seu perfil no Instagram hackeado? Saiba o que fazer

 Teve seu perfil no Instagram hackeado? Saiba o que fazer

em - tecnologia A invasão de perfis no Instagram esteve entre os crimes cibernéticos de maior incidência em 2022, segundo levantamento da Coordenadoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público de Minas Gerais (Coeciber). A estratégia mais comum para hackear esses perfis é o “phishing” ou engenharia social. Os criminosos enviam uma mensagem para o Instagram, Whatsapp ou email da vítima com ofertas ou prêmios.Quando o usuário clica no link da mensagem, um programa malicioso fornece ao hacker acesso aos dados da vítima. Esses criminosos também podem pedir os dados à própria vítima alegando ser um funcionário da plataforma, por exemplo.Com os dados obtidos ou fornecidos, os criminosos têm acesso ao perfil e podem mudar a senha e os dados de verificação. A partir daí, o golpista se passa pela vítima para enganar seus seguidores. É comum divulgarem falsas ofertas, fazerem negócios com os seguidores pelo ‘direct’ e pedirem pagamento por Pix.Meu Instagram foi hackeado, e agora?“A primeira medida é registrar um boletim de ocorrência”, indica o promotor Mauro Ellovitch. Segundo ele, essa etapa é importante “para a vítima se prevenir do uso indevido do nome dela ou que cometam algum crime em seu nome".Ao boletim, ele recomenda anexar capturas de tela do perfil hackeado e outras informações úteis que comprovem que a vítima não tem acesso à conta. É importante que a pessoa faça o procedimento do Instagram e comunique parentes e pessoas próximas sobre o hackeamento da conta, explica o promotor. O procedimento da plataforma envolve a criação de uma nova senha e permite que a vítima recupere o seu acesso. Ellovitch lembra que também é importante avisar outros usuários caso perceba alguma atividade suspeita no perfil deles."Cada dia de atraso para tomar uma providência é um risco maior da consumação de novos crimes”, destaca. Como se prevenir Não clique em links de ofertas ou prêmios recebidos pelo Instagram, Whatsapp, SMS ou por e-mail;Não forneça dados pessoais em conversas por redes sociais;Ative a verificação em duas etapas em sua conta no Instagram;Não deixe o número de telefone vinculado ao aplicativo Instagram;Desconfie de ofertas muito baratas em contas pessoais no Instagram;Não faça pagamentos via depósito ou Pix para terceiros sem confirmar antes a sua autenticidade.Invasão de conta no Instagram é crimeMauro Ellovitch explica que a invasão de perfis no Instagram para aplicar golpes envolve, pelo menos, dois crimes, um em relação ao titular e outro à vítima que fez o negócio com o golpista. O primeiro está previsto no artigo 154A do Código Penal como “invasão de dispositivo informático de uso alheio”. Já o segundo crime é enquadrado como estelionato, previsto no artigo 171. Quando se trata da responsabilidade da plataforma, Ellovitch afirma que “é uma questão supercontroversa" e está aberta a diferentes interpretações. Ainda segundo ele, se existirem fragilidades no sistema da plataforma que permitiram o hackeamento, o caso pode ser enquadrado como vício na prestação do serviço, previsto no Código de Defesa do Consumidor.  Veja Mais

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Fui vítima do golpe em rede social! E agora, o que fazer?

 Fui vítima do golpe em rede social! E agora, o que fazer?

em - tecnologia Golpes no Instagram que usam fotos de mulheres retiradas ilegalmente dos perfis de usuárias para criar contas falsas que vendem conteúdos eróticos têm se tornado comum. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) orienta as vítimas desse tipo de crime e outros, como ataques hackers em redes sociais, a entrarem com uma denúncia imediatamente. Quem tentou comprar algum serviço ou podruto na golpa fraudada ou hackeada, deve contestar o pagamento o mais rápido possível. Quando uma pessoa tem sua foto usada sem autorização para a criação de um perfil, como ocorreu com dea orientação da polícia é que, primeiramente, a vítima faça uma denúncia na própria rede social. Quanto mais denúncias, mais ágil é a revisão da conta pela empresa que a administra. Então, o ideal é que mais pessoas, como parentes e amigos, também denunciem a conta por meio do próprio aplicativo.Nesta quinta-feira (12/5), várias mineiras relataram terem sido vítimas da fraude no Instagram, na qual golpistas roubaram fotos íntimas para criar perfis falsos que vendiam conteúdos pornográficos.O que fazer após o golpe?Caso a empresa de aplicativo demore para retirar o perfil do ar após denúncias, a Polícia Civil recomenda que a vítima recorra à Justiça. "No caso de demora no cancelamento da conta, a empresa dona da plataforma pode ser acionada judicialmente por inoperância, má prestação de serviço e consequente danos morais", informou a Polícia Civil mineira.As medidas indicadas para uma pessoa que caiu no golpe e chegou a pagar algum valor é imediatamente contestar o saldo transferido com a instituição responsável pela saída do dinheiro. Além disso, é essencial verificar se o dispositivo usado não foi hackeado ou infectado por algum vírus. Polícia investiga golpes pelo InstagramJá existem alguns casos sobre esse tipo de golpe sendo investigados pela PCMG, no entanto, além do registro da ocorrência, a vítima precisa formalizar a denúncia comparecendo à delegacia mais próxima."Se tratando de crimes de estelionato, cuja ação penal é privada condicionada à representação das vítimas, conforme prevê a legislação, para início das investigações, é de suma importância, além do registro da ocorrência constando o relato de todo o corrido, o comparecimento à delegacia de polícia mais próxima para a formalização da representação criminal", afirmou a Polícia Civil de Minas, por meio de nota.Por ser um ambiente prático e acessível, tem sido comum a criação de perfis falsos com o objetivo de infringir normas e, por isso, a polícia afirma que "a recomendação é sempre estar atento, denunciar na plataforma e também registrar uma ocorrência policial." Veja Mais

Para que servem as teclas de F1 a F12 nos computadores

 Para que servem as teclas de F1 a F12 nos computadores

em - tecnologia Caso esteja em frente a um teclado de computador agora, você consegue identificar para que servem as 12 teclas enfileiradas que vão de F1 a F12? Elas são chamadas teclas de funções rápidas e podem facilitar a rotina de quem usa tanto o sistema operacional da Microsoft, o Windows; quanto o da Apple, o Mac. Em seu blog, a Microsoft lembra que "para os usuários com deficiências visuais ou de mobilidade, os atalhos de teclado podem ser mais fáceis do que usar a tela sensível ao toque e são uma alternativa essencial ao uso de um mouse". No sistema operacional da Apple, as funções especiais são marcadas por ícones exibidos nas teclas, como os que indicam o ajuste de brilho da tela ou de volume. Se pressionadas junto com a tecla função (fn), elas também podem acionar funções rápidas — o que é especialmente útil se você usa Word no Mac. Apresentamos abaixo algumas funções úteis e que estão ao alcance dos seus dedos. F1No Windows, o F1 abre o menu de ajuda do programa que está sendo usado. Se pressionado ao mesmo tempo que a tecla Ctrl, ele oculta ou mostra o menu de opções do Excel e do Word. Apertando F1 + Shift (aquela tecla com a setinha pra cima), surge nesses programas o painel "mostrar formato". No Mac, a tecla F1, com ícone de uma pequena lâmpada, reduz o brilho da tela. No Word, ao pressionar a tecla Fn + F1, é possível desfazer a ação anterior. F2Se você pressionar Alt + Ctrl + F2 no Microsoft Office, imediatamente se abre a biblioteca de documentos. No Word, com Ctrl + F2, você consegue ver uma prévia da impressão do arquivo. No sistema da Apple, o F2 aumenta o brilho da tela. F3A tecla F3 serve para a abrir a função de busca no explorador do Windows, Firefox e Chrome. Ao digitar, se você juntar esta tecla à de Shift, mudará a letra para maiúscula ou minúscula. No Mac, esta tecla ativa ou desativa o chamado controle de missão, que oferece uma vista ampla de todas as janelas abertas. Se você usa o Word no Mac, o F3 serve para copiar o conteúdo selecionado para a área de transferência. F4Com Alt + F4, é facil fechar uma janela. Se você usa o sistema da Apple, o F4 ativa e desativa o Launchpad, uma ferramenta para encontrar e abrir aplicativos no Mac. F5Quer atualizar uma página da web ou uma pasta que você abriu? Pressione o F5. Se além disso você deseja limpar o cache (dados que estão armazenados temporariamente), pressione Ctrl + F5. Se você estiver usando o PowerPoint e quiser iniciar a apresentação, essa também é sua tecla. No Microsoft Office, o F5 é usado para abrir a função "Localizar e substituir".No sistema da Apple, ele reduz a intensidade da luz das teclas. F6No Word, usando Windows, a combinação Ctrl + Shift + F6 permite mudar facilmente de documento para documento. No Mac, a tecla F6 aumenta a intensidade da luz das teclas. F7Se você estiver trabalhando no Word, sistema Windows, e precisar de uma verificação ortográfica e gramatical, há um atalho à mão: Alt + F7. Se estiver usando um Mac, use apenas a tecla F7. Com Shift + F7, você também pode acessar o dicionário de sinônimos no Windows. F8Para habilitar o modo seguro no Windows, basta apertar F8. Além disso, usando o Word no Mac, o F8 serve para ampliar uma seleção: por exemplo, se você seleciona uma palavra e depois o atalho, a seleção é ampliada para a frase inteira. F9Essa tecla permite enviar e receber e-mails em alguns aplicativos. Se você usa Windows, Ctrl + F9 é usado para inserir campos vazios. No Mac, a combinação atualiza os campos selecionados.F10O F10 permite marcar elementos da janela ativa e passar a uma outra janela.  Junto ao Shift, essa tecla abre aquele mesmo menu que costuma aparecer quando clicamos com o botão direito do mouse na área de trabalho, em cima de um arquivo ou pasta. O mesmo acontece se usa Mac, mas nesse caso, é preciso apertar F10 + Fn. No PC, o Ctrl + F10 faz maximizar a janela. F11Rapidamente, é possível entrar no modo de tela cheia: é só apertar F11. Se estiver usando o sistema da Apple, use esta tecla para reduzir o volume do áudio.F12Para abrir a função "Salvar como" no Word, clique em F12. Você também pode salvar diretamente o documento apertando F12 + Shift, ou abrir um documento com F12 + Ctrl. Juntando as três teclas de uma vez, Ctrl + Shift + F12, abrirá a função imprimir. Com o Mac, você pode usar o F12 para aumentar o volume do áudio. Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

WhatsApp: clientes poderão cancelar compras e serviços a partir de outubro

 WhatsApp: clientes poderão cancelar compras e serviços a partir de outubro

em - tecnologia  Com o novo decreto do Governo Federal, os clientes poderão cancelar serviços por meio do aplicativo de mensagens. A lógica é que, se as empresas oferecem a contratação pelo WhatsApp, deverão ofertar o cancelamento pelo mesmo meio. As regras foram divulgadas na segunda-feira (2) no Diário Oficial da União (DOU). A nova medida faz parte do Decreto 11.034/2022, que regulamenta o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). Dentre os serviços, estão: bancos, companhias aéreas, imobiliárias, empresas de telefonia e TV, planos de saúde, luz e água. Escolas, supermercados, lojas de varejo, restaurantes ou similares não entram na lista. A ação deve entrar em vigor efetivamente a partir de outubro de 2022. O WhatsApp já tinha declarado em acordo com o Governo Federal que grandes mudanças chegariam para os brasileiros após as eleições presidenciais para evitar fraudes. Mudanças no SAC - Serviço de Atendimento ao ConsumidorDe acordo com o artigo 14 do decreto, “Os efeitos do pedido de cancelamento serão imediatos, independentemente do adimplemento contratual, exceto quando for necessário o processamento técnico da demanda.” Diante disso, os SAC’s devem funcionar 24 horas nos sete dias da semana. O telefone seguirá como uma via obrigatória e deverá funcionar por, no mínimo, oito horas diárias com opção para falar com um atendente humano. Leia também: Fique atento: WhatsApp oficial bane contas de usuários do WhatsApp GBAlém disso, outra decisões também vieram no pacote:Toda ligação de reclamação, cancelamento, entre outros deverá ficar no sistema da empresa por 90 dias. Caso o arquivo seja solicitado pelo cliente, ele tem direito ao acesso sem justificativa;Em caso de ligações interrompidas, a empresa deverá refazer o contato, não o cliente, acionando o identificador de chamadas;As empresas terão sete dias corridos para retornar o consumidor sobre uma reclamação;A resposta ao consumidor, segundo a proposta, deve ser clara, objetiva, conclusiva e deve abordar todos os pontos demandados.Em relação aos pedidos de cancelamentos realizados pelo consumidor, o decreto lista  que as diretrizes devem ser observadas pelos fornecedores de serviços, destacando a necessidade de garantia de que os pedidos foram processados por todos os meios disponíveis.   Veja Mais

Nova ameaça: malware invade aparelhos Android e rouba dados bancários

 Nova ameaça: malware invade aparelhos Android e rouba dados bancários

em - tecnologia  Um novo vírus que invade aparelhos Android está roubando dados bancários dos usuários. O Octo, como foi apelidado, reduz o brilho da tela do equipamento e aciona o modo “não perturbe", o que dificulta a detecção. Segundo Thiago Cabral, especialista em segurança digital e fundador da Athena Security, o novo malware, na verdade, é uma variação avançada de outro vírus, o ExoCompact. Eles permitem que os hackers realizem fraudes a distância em dispositivos com sistema operacional Android. A ação é conhecida como ODF: on-device fraud.O Octa pode realizar inúmeros comandos no aparelho. Os principais são: bloqueio, notificações, push de aplicativos, interceptação de SMS, desativação do som e bloqueio temporário da tela do dispositivo, inicialização de aplicativos, abertura de URLs e envio de SMS. “Os criminosos assistem à sua tela enquanto utilizam o aparelho, portanto, é possível que veja senhas utilizadas e veja sua utilização de apps bancários, por exemplo”, completa.Como saber se seu aparelho foi invadido?O ataque tem características que dificultam a percepção pelo usuário. Os hackers criam uma sobreposição de tela preta, que define e diminui o brilho da tela do aparelho e desativa todas as notificações para o módulo "sem interrupção" ou "não perturbe". Esse mecanismo faz com que o usuário pense que o aparelho está desligado ou até mesmo com defeito. O que fazer em caso de invasão?Thiago Cabral conta que o aparelho precisa estar em pleno funcionamento para a operação do golpe. Por isso, caso a vítima perceba o ataque, ele sugere que o celular seja desligado imediatamente, que o usuário espere por algumas horas, se possível, e em seguida ligue e reinicie o processo de formatação de fábrica.Como se prevenir?“A dica principal é, primeiramente, manter os dados pessoais seguros na nuvem. Jamais deixe informações importantes armazenadas no dispositivo”, aconselha. Assim, o golpista não terá acesso a informações que o usuário possa ter registrado, como senhas e dados da conta bancária. "Em segundo lugar, nunca faça download de aplicativos sem antes verificar suas avaliações e o tempo que o app está no ar. Por último, observe o comportamento do seu aparelho no dia a dia. Notando algo de estranho, formate o celular imediatamente.* Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie.  Veja Mais

Twitter: por que Elon Musk quis tanto comprar a rede social

 Twitter: por que Elon Musk quis tanto comprar a rede social

em - tecnologia Inicialmente, a história entre Elon Musk e o Twitter parecia um conto de amor não correspondido. O casal improvável começou sua relação com um desequilíbrio de poder.Elon Musk adora o Twitter. O bilionário nascido na África do Sul tem impressionantes 83,9 milhões de seguidores na rede social. Ele tuíta de modo prolífico, às vezes de forma controversa ou catastrófica. Quem é Elon Musk, o novo dono do Twitter A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês), uma agência federal de regulamentação e controle dos mercados financeiros, chegou a proibi-lo de postar sobre assuntos relacionados à sua empresa automotiva Tesla depois que um tuíte fez o preço das ações da companhia despencarem US$ 14 bilhões. Ele também foi processado por difamação após um tuíte em que chamou o mergulhador britânico Vern Unsworth, que participou da operação de resgate de 12 meninos presos numa caverna da Tailândia em 2018, de "pedófilo". Mas ele nunca se afastou da rede social. O Twitter, por outro lado, é muito menos empolgado com Musk. É de se imaginar que, se alguém oferecesse US$ 44 bilhões por um negócio de 16 anos que não experimentou o mesmo crescimento exponencial de seus rivais, estaria fazendo um favor à empresa - e os acionistas do Twitter parecem concordar. Musk diz que quer ver o Twitter atingir seu "potencial extraordinário" e não está interessado em ganhar dinheiro com isso. Ele já tem uma fortuna enorme, e os multibilionários podem se dar ao luxo de ter prioridades diferentes. Ainda que um acordo tenha sido fechado nesta segunda-feira (25/04), o Twitter inicialmente respondeu à oferta de Musk usando uma abordagem defensiva, usando como justificativa o fato de que uma única pessoa não pode possuir mais de 15% de suas ações. Por quê? Talvez o conselho tenha ficado nervoso com a declaração de Musk de que queria ver mais "liberdade de expressão" e menos moderação no Twitter. Muitos republicanos, que há muito sentem que as políticas de moderação do Twitter favorecem a liberdade de expressão de pontos de vista de esquerda, se alegraram. Mas agências reguladores de todo o mundo têm trabalhado para forçar as redes sociais a assumir mais responsabilidade pelo conteúdo que exibem, emitindo multas altas por casos de compartilhamento de material que incite à violência, seja abusivo ou classificado como discurso de ódio, entre outras coisas. Já é possível ouvir os primeiros alertas de preocupação.  Não podemos esquecer das finanças. O principal modelo de negócios do Twitter é baseado em anúncios - e Musk quer mudar isso. Ele se diz mais interessado em assinaturas pagas, um modelo que pode ser difícil de vender em um ambiente onde todas as principais redes sociais são de uso gratuito. A ideia é permitir que os usuários do Twitter possam decidir se preferem que seus dados não sejam usados para anúncios em troca de uma taxa - mas isso é apenas uma aposta. O bilionário também se interessa pelas criptomoedas. Será que ele poderia usar a plataforma para incentivar pagamentos em moedas voláteis e desprotegidas, como o Bitcoin? E há ainda o próprio Musk. Ele é o homem mais rico do mundo, um empreendedor em série cujos sucessos incluem companhias como PayPal e Tesla. Ele é carismático e não tem filtros - o que pode torná-lo bastante imprevisível. Ele gosta de testar limites e quebrar regras. Há uma razão pela qual ele se recusou a se juntar ao conselho do Twitter depois de comprar 9,2% das ações da empresa em janeiro - ele não queria estar vinculado a nenhuma responsabilidade. E ele tem um exército de fãs leais que o adoram. Uma vez tuitei sobre o fato de que, devido à forma como suas finanças estão estruturadas (sua riqueza é em grande parte baseada em ações e não em dinheiro, e ele não possui propriedades), ele não paga imposto de renda. Recebi comentários e respostas me questionado como ousava dizer isso e que ele era um homem brilhante pelo qual deveríamos ser gratos. Ele não cortejou o Twitter com flores e chocolates e, ao invés disso, fez uma oferta agressiva de um empresário agressivo - sem negociação, sem compromisso. É uma venda privada, de uma empresa privada, e não é uma fusão entre dois gigantes, então é improvável que haja muitos obstáculos regulatórios. O Twitter de Musk seria um cenário muito diferente para os 300 milhões de pessoas que continuam a usá-lo, se é que o fazem. Mais ousado, talvez, e menos liberal. Ele poderia restabelecer a conta de Donald Trump, que está atualmente banido da rede social. E considerando que a plataforma criada pelo próprio ex-presidente americano, Truth Social, parece não estar dando certo, ele provavelmente retornaria para o Twitter facilmente. É difícil resumir a visão coletiva dos usuários do Twitter. Mas de acordo com a minha análise não científica, para cada tuíte de boas-vindas a Musk, parece haver outro de um usuário ameaçando abandonar a rede. Mas desde quando os usuários do Twitter concordam em alguma coisa?Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

WhatsApp lança pacote de melhorias; grupos poderão ter milhares de pessoas

 WhatsApp lança pacote de melhorias; grupos poderão ter milhares de pessoas

em - tecnologia  O Whatsapp anunciou nesta quinta-feira (14), mais novidades para o seu pacote de ferramentas. Uma delas, será a possibilidade de montar grupos com milhares de pessoas, enviando mensagens para todos simultaneamente. O aplicativo irá liberar no Brasil novas funcionalidades após as eleições, devido a um acordo selado com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para combater a desinformação durante as eleições.  Will Carhcart, CEO do Whatsapp, se comprometeu a não implementar nenhuma mudança significativa no aplicativo no Brasil antes das eleições.   A nova ferramenta, "Whatsapp Comunidades" poderá ser usada de várias formas, mas principalmente para atender vários grupos com o mesmo interesse, como condomínios, escolas e empresas de médio e grande porte. Quem for administrador do grupo também irá se beneficiar das novas ferramentas, agora, será possível enviar avisos a todos os participantes do grupo e controlar quais grupos e usuários podem ser adicionados na comunidade.   Leia também: Fique atento: WhatsApp oficial bane contas de usuários do WhatsApp GB O novo pacote de melhorias deve chegar ao Brasil em breve, permitindo :  Reagir as mensagens com emojisEnvio de vídeos, fotos e documentos de até 2GB Ligação em grupo de até 32 pessoasO administrador poderá apagar mensagens do grupoO usuário poderá configurar quais contatos poderão adicioná - lo em grupos e comunidadesO número de telefone dos participantes será oculto para a comunida, somente os administradores e os membros do grupo em comum poderão verMensagens encaminhadas só poderão ser encaminhadas novamente para um grupo de cada vez Nas redes, os usuários ficaram animados com a notícia. Até o momento, foi anunciado que as comunidades podem ter até 10 grupos, de 256 integrantes cada.     Diferentemente do Telegram, as comunidades do Whatsapp não poderão ser encontrados por qualquer mensageiro, é preciso ter o link do grupo. Segundo a empresa, isso acontece porque a ideia é mantê-las como um chat privado - ou seja, não será possível pesquisar por Comunidades para participar. Desse modo, usuários que queiram participar de uma Comunidade precisarão ser incluídos pelos administradores.  *Estagiária sob supervisão de    Veja Mais

Os microchips que permitem pagamento com a mão

 Os microchips que permitem pagamento com a mão

em - tecnologia O holandês Patrick Paumen, de 37 anos, causa rebuliço sempre que paga por algo em uma loja ou restaurante. Ele não precisa usar dinheiro, cartão de banco ou celular para pagar. Em vez disso, ele simplesmente coloca a mão esquerda perto do leitor de cartão e o pagamento é realizado. "As reações que recebo dos caixas são impagáveis", diz Paumen, que trabalha como guarda de segurança. A evolução do deepfake, futuro da criação de conteúdo Quais os planos de Elon Musk para o Twitter? Ele consegue pagar usando apenas sua mão porque em 2019 ele teve um microchip de pagamento injetado sob a pele. "O procedimento dói tanto quanto quando um beliscão na pele", diz Paumen. A primeira vez que um microchip foi implantado em um ser humano foi em 1998, mas foi apenas na últimadécada que essa tecnologia ficou disponível comercialmente. A empresa anglo-polonesa Walletmor diz que se tornou, no ano passado, a primeira empresa a colocar à venda chips de pagamento implantáveis.  "O implante pode ser usado para pagar uma bebida na praia do Rio, um café em Nova York, um corte de cabelo em Paris — ou no supermercado local", diz o fundador e presidente-executivo Wojtek Paprota. "Ele pode ser usado onde quer que pagamentos sem contato sejam aceitos." O chip de Walletmor, que pesa menos de um grama e é pouco maior que um grão de arroz, é composto por um minúsculo microchip e uma antena envolta em um biopolímero — um material de origem natural, semelhante ao plástico. Paprota diz que o chip é totalmente seguro, tem aprovação regulatória e funciona imediatamente após ser implantado. Também não requer bateria ou outra fonte. A empresa diz que já vendeu mais de 500 chips. A tecnologia que a Walletmor usa é a comunicação de campo próximo ou NFC, em inglês - o sistema de pagamento por aproximação em smartphones. Outros implantes de pagamento são baseados em identificação por radiofrequência (RFID), que é a tecnologia similar normalmente encontrada em cartões de débito e crédito físicos por aproximação.  Para muitos de nós, a ideia de ter um chip implantado em nosso corpo é horrível, mas uma pesquisa de 2021 com mais de 4 mil pessoas no Reino Unido e na União Europeia descobriu que 51% considerariam fazer um implante. No entanto, sem fornecer uma porcentagem, o relatório acrescentou que "questões de invasão e segurança continuam sendo uma grande preocupação" para os entrevistados. Paumen diz que não tem nenhuma dessas preocupações. "Os implantes de chip contêm o mesmo tipo de tecnologia que as pessoas usam diariamente", diz ele, "desde chaveiros a destrancar portas, cartões de transporte público como o cartão Oyster [do transporte público de Londres] ou cartões bancários com função de pagamento sem contato." "A distância de leitura é limitada pela pequena bobina da antena dentro do implante. O implante precisa estar dentro do campo eletromagnético de um leitor RFID [ou NFC]. Somente quando há um acoplamento magnético entre o leitor e o transponder o implante pode ser lido." Ele acrescenta que não está preocupado em ter seu paradeiro rastreado. O spray forense que está ajudando a combater violência contra a mulher O que desvio de quase R$ 3 bilhões indica sobre segurança de criptomoedas "Os chips RFID são usados %u200B%u200Bem animais de estimação para identificá-los quando estão perdidos", diz ele. "Mas não é possível localizá-los usando um implante de chip RFID — o animal desaparecido precisa ser encontrado fisicamente. Então todo o corpo é escaneado até que o implante de chip RFID seja encontrado e lido." No entanto, o problema com esses chips (e o que causa preocupação) é se no futuro eles se tornarão cada vez mais avançados e cheios de dados privados de uma pessoa. E se essas informações são seguras e se uma pessoa pode de fato ser rastreada. A especialista em Tecnologia Financeira, Theodora Lau, é coautora do livro Beyond Good: How Technology Is Leading A Business Driven Revolution (Além do Bem: Como a Tecnologia Está Liderando uma Revolução Impulsionada pelos Negócios, em tradução livre). Ela diz que os chips de pagamento implantados são apenas "uma extensão da internet das coisas". Ou seja, trata-se de uma nova maneira de conectar e trocar dados.  No entanto, embora ela diga que muitas pessoas estão abertas à ideia — pois tornaria o pagamento das coisas mais rápido e fácil — o benefício deve ser ponderado com os riscos. Especialmente na medida em que os chips comecem a carregar mais informações pessoais. "Quanto estamos dispostos a pagar por conveniência?" ela diz. "Onde traçamos a linha quando se trata de privacidade e segurança? Quem protegerá a infraestrutura crítica e os humanos que fazem parte dela?" Nada Kakabadse, professora de Política, Governança e Ética na Henley Business School da Reading University, também é cautelosa sobre o futuro de chips mais avançados. "Existe um lado sombrio da tecnologia que tem potencial para abuso", diz ela. "Para aqueles que não amam a liberdade individual, abre novas e sedutoras visões de controle, manipulação e opressão. E quem é o dono dos dados? Quem tem acesso aos dados? E é ético colocar chip em pessoas como fazemos com animais de estimação?" O resultado, ela adverte, pode ser "o desempoderamento de muitos para o benefício de poucos". Steven Northam, professor de Inovação e Empreendedorismo da Universidade de Winchester, diz que as preocupações são injustificadas. Além de seu trabalho acadêmico, ele é o fundador da empresa britânica BioTeq, que fabrica chips implantados wireless desde 2017. Seus implantes são voltados para pessoas com deficiência que podem usar os chips para abrir portas automaticamente. "Temos consultas diárias", diz ele, "e realizamos mais de 500 implantes no Reino Unido — mas a covid causou alguma redução na procura". "Essa tecnologia é usada em animais há anos", argumenta. "São objetos muito pequenos e inertes. Não há riscos."  Na Holanda, Paumen se descreve como um "biohacker" — alguém que coloca pedaços de tecnologia em seu corpo para tentar melhorar seu desempenho. Ele tem 32 implantes no total, incluindo chips para abrir portas e ímãs embutidos. "A tecnologia continua evoluindo, então continuo colecionando mais", diz ele. "Meus implantes melhoram meu corpo. Eu não gostaria de viver sem eles", diz ele. "Sempre haverá pessoas que não querem modificar seus corpos. Devemos respeitar isso — e eles devem nos respeitar como biohackers."Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

O mundo secreto das confissões anônimas na internet

 O mundo secreto das confissões anônimas na internet

em - tecnologia Não há nada como a sensação de jogar para fora algo que está te sufocando. Mas às vezes não é possível compartilhar um segredo.Medo, vergonha e estigma podem impedir as pessoas de revelar questões profundas e íntimas. Ou, às vezes, é uma questão de privacidade.Guardar segredos pode realmente causar danos, "levando à fadiga, isolamento social e uma sensação reduzida de bem-estar", de acordo com pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.Então, de que outra forma podemos revelar questões íntimas sem ferir a nós mesmos ou aos outros? Com as redes sociais, surgiram "páginas de confissões" anônimas.'Um espaço seguro'Durante séculos, os humanos se confessam a líderes religiosos, enquanto nas décadas mais recentes programas de rádio ocuparam esse espaço, permitindo que as pessoas contem seus segredos de maneira anônima.Em 1980, um artista criou a Apology Line ("Linha de Desculpas", em tradução literal), que funcionou por 15 anos e permitiu que os nova-iorquinos deixassem mensagens em uma secretária eletrônica. O objetivo era "fornecer uma maneira de as pessoas se desculparem por seus erros contra as pessoas sem se prejudicarem". Recentemente, as fitas foram compartilhadas em um podcast que se tornou popular na cidade, provando que há um apetite por escutar as confissões dos outros.Agora, em um mundo que busca sempre a perfeição em contas de Instagram, há um raro canto da internet onde as pessoas se mostram mais honestas, sem revelar suas identidades: as páginas de confissão que permitem aos usuários compartilhar segredos. A princípio, fóruns e salas de bate-papo formavam o local certo para esse conteúdo e, posteriormente, foram desenvolvidos aplicativos dedicados ao assunto.Mas agora são as contas moderadas de rede social que estão ocupando esse espaço.Os segredos compartilhados variam de histórias engraçadas a devastadoras - e esse compartilhamento tem uma história enraizada nas comunidades escolares e universitárias."Se as pessoas puderem se conectar a grupos de apoio na internet, pode ser uma ótima oportunidade para compartilhar segredos anonimamente, sentir-se validado e aprender com outras pessoas que passam por experiências parecidas", diz Zehra Kamal Alam, psicóloga oriunda de Islamabad, no Paquistão."Isso pode ser extremamente útil, especialmente quando se trata de se abrir sobre questões tabus de sexualidade, violência e abuso sexual".Ela diz que, no espaço de aconselhamento e terapia, falar sobre problemas é um processo de cura, então não é surpresa que as pessoas estejam recorrendo à internet para compartilhar seus segredos. "Nos velhos tempos da internet, você podia entrar em um fórum e gastar seu cérebro praticamente sem consequências", diz Rob Manuel, de Londres, o homem por trás de uma página de confissões chamada Fesshole, bastante popular no Twitter."A página não é lida por sua família ou por seu chefe, é apenas um espaço seguro para descarregar sua mente. Sem ela, com o passar dos tempos, você poderia dizer a coisa errada e seu mundo poderia explodir"."A mídia social é como um processador de frutas onde, se você continuar girando, poderá ganhar milhares de curtidas inúteis e, se parar, pode perder seu emprego."O Fesshole começou há dois anos e meio e possui mais de 325 mil seguidores. Centenas de confissões anônimas são enviadas a Rob todos os dias, e ele seleciona apenas 16 para compartilhar com o público."Estou funcionando como uma espécie de editor", explica. "Eu não vou compartilhar coisas que são obviamente falsas, ou que não são consensuais. Há algumas coisas que são apenas sombrias e eu não gostaria de incentivá-las", explica. As confissões de Fesshole incluem a histórias banais de um professor que xinga os alunos por trás de sua máscara e uma pessoa que inventa palavras para completar palavras cruzadas.Outra pessoa escreveu: "Meu padrasto faleceu no ano passado e minha mãe estava com o coração partido. Precisei vasculhar as coisas dele e encontrar suas senhas. Acontece que ele estava tendo casos em vários sites de namoro. Eu nunca disse a ela, isso partiria seu coração ainda mais."Rob quer que a página seja principalmente cômica, mas inclui histórias mais complexas para dar aos relatos um "alcance emocional".Combatendo a vergonha e o estigmaOutras páginas, como The Secret Keepers, que opera no Instagram, se voltaram para "confissões pessoais mais intensas"."Vivemos em um mundo desprovido de nuances e pode ser difícil falar sobre questões pessoais intensas com amigos e familiares", diz Olivia Petter, uma das pessoas por trás de The Secret Keepers, com sede no Reino Unido. "Se você se sente sensível sobre algo, talvez não queira se expor. Parece mais seguro e menos aberto a julgamentos quando você é anônimo, na internet. É por isso que as pessoas têm terapeutas: você diz a eles coisas que nunca diria a seus amigos", diz Petter.The Secret Keepers fornece um fórum aberto para apoio e discussão sobre as confissões compartilhados na página, que incluem uma mulher que se arrepende da maternidade e outra que ama seu parceiro, mas acha sua vida sexual terrível.Os seguidores da conta, que incluem muitos terapeutas e psicólogos, escrevem incentivos e dão conselhos às pessoas que fazem as confissões."Compartilhar segredos pode fazer com que as pessoas se sintam menos sozinhas e mais conectadas quando já estão isoladas, além de lidar com a vergonha de muitos desses problemas", diz Olivia."A página está realmente repercutindo entre o público, e é adorável ver que ela está realmente ajudando. Esperamos que The Secret Keepers possa ajudar a combater um pouco do estigma em torno dos problemas, mostrando que os sentimentos são válidos".CyberbullyingNo entanto, há um lado ruim nas plataformas de confissão, especialmente quando elas não são controladas.Embora o anonimato possa incentivar uma discussão honesta, também pode fornecer espaço para comentários imprudentes e cruéis.O aplicativo Sarahah foi removido das lojas do Google e da Apple em 2018 após acusações de que estava facilitando o bullying.O aplicativo - cujo nome é uma referência à palavra árabe para honestidade - foi criado para que empregadores recebam feedback anônimo e honesto de colegas.Em vez disso, os usuários usavam a plataforma como um dispositivo para praticar cyberbullying.Aplicativos como Whisper, Secret e Ask.fm fecharam ao longo dos anos depois que os desenvolvedores não conseguiram conter o uso indevido e o abuso."Os fóruns online também podem ser explorados por pessoas com outros motivos e podem colocar em risco a segurança de alguns grupos vulneráveis", diz Zehra."Se eles não são regulamentados, não têm qualquer forma de estrutura e fiscalização para os usuários, pode ser mais prejudicial do que benéfico. As pessoas podem acabar se sentindo mais sobrecarregadas, recebendo mensagens ruins e ainda mais confusas sobre como lidar com quaisquer desafios de saúde mental" diz.Confissões em todo o mundoMas a tendência das páginas de confissão é um fenômeno global que continua evoluindo.No Facebook, existem contas de confissão de universidades em todo o mundo, fornecendo uma comunidade aos estudantes por meio de páginas moderadasEm Hong Kong existem contas no Instagram, como Sticky_Rice_Love e Couple.Murmur, que fornecem conselhos sobre sexo e relacionamento aos seguidores através do formato de confissões e respostas.No Paquistão, existe uma tendência no Twitter conhecida como "gham hour", no qual os usuários tuitam pensamentos e emoções após a meia-noite. Embora nem sempre anônimos, os comentários apontam para a formação de uma comunidade confessional compartilhada.Já na Coréia do Sul esses tipos de sites são conhecidos como "florestas de bambu" - isso por causa de uma fábula em que um homem com um segredo sobre um rei não conseguiu guardá-lo para si mesmo e, em vez disso, gritou para uma floresta. A partir de então, conta a fábula, sempre que o vento soprava, a floresta repetia o segredo do rei. Os benefícios de confessar tudoPara muitas pessoas, confessar segredos de forma anônima pode ser algo muito terapêutico.Estima-se que até 75% das pessoas em países de baixa renda, que estão enfrentando problemas de saúde mental, não têm acesso a profissionais de saúde mental, de acordo com o Programa de Ação de Lacunas de Saúde Mental da Organização Mundial da Saúde (OMS)."Isso significa que a lacuna de tratamento é enorme", diz Zehra."Indisponibilidade de profissionais treinados, foco limitado em atividades preventivas, alcance limitado de serviços para grupos rurais e de baixa renda e tabus em torno da saúde mental são alguns dos fatores que contribuem".Zehra tem visto uma tendência crescente de pessoas que acessam cuidados de saúde mental, no entanto, isso tende a ocorrer em ambientes urbanos.Embora sua própria experiência de prestação de cuidados psicológicos seja em um ambiente profissional, ela diz que criar um espaço seguro para compartilhar segredos é essencial para páginas de confissão na internet."Falar sobre problemas pode ser curativo, mas às vezes também pode desencadear as pessoas e trazer de volta emoções negativas", diz ela."É importante que as pessoas se sintam seguras e criem segurança no processo, para ajudar a gerenciar a experiência se as pessoas ficarem excessivamente ansiosas ou sobrecarregadas".Já o psicoterapeuta Angelo Foley, que administra uma conta no Instagram na França chamada Balance Ta Peur ("exponha seu medo", em tradução livre), vai ainda mais longe.Ele diz que há um benefício genuíno tanto para quem confessa, quanto para os leitores que consomem essas postagens anônimas."Ler as confissões de outras pessoas é como ler um romance", diz ele. "Nós nos projetamos nele, nos identificamos, as histórias dos outros ativam nosso próprio processo psíquico e emocional." Ele usa sua conta na rede social para compartilhar anonimamente os medos mais profundos de seus colaboradores para 70 mil seguidores, na esperança de que eles se sintam menos sozinhos."A página alimenta a curiosidade insaciável, um voyeurismo presente em todos os seres humanos", diz Angelo. "Gostamos de saber o que está acontecendo com os outros por instinto de sobrevivência, para saber se estamos do lado certo ou errado. Acho que o anonimato nos dá a ilusão de proteção, seja do julgamento dos outros, seja de nossos entes queridos descobrindo nossos mundos íntimos."Angelo foi a primeira pessoa a compartilhar seus medos no Balance Ta Peur, e acredita que seu treinamento como psicoterapeuta lhe deu as habilidades para criar um espaço seguro para as pessoas confessarem seus segredos"O medo está presente em todas as nossas experiências de vida, nossas crises temporárias, nossos traumas, nossos sofrimentos, nossos questionamentos existenciais", diz."Não havia espaço para nos expressarmos essas questões. Ajudei a tornar o Instagram algo além de uma vitrine das vidas perfeitas e falsas das pessoas".Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Como uso excessivo de celular impacta cérebro da criança

 Como uso excessivo de celular impacta cérebro da criança

em - tecnologia O caso de um menino de 13 anos da Paraíba que, no dia 19 de março, confessou ter matado a mãe e o irmão e ferido o pai com uma arma de fogo após ser proibido de usar o celular reacendeu o debate sobre os efeitos que smartphones, tablets e outros aparelhos eletrônicos podem ter na saúde mental de crianças e adolescentes.Embora esse seja um episódio extremo, especialistas consultados pela BBC News Brasil relatam que é possível notar um aumento nas queixas que chegam até os consultórios relacionadas ao uso excessivo de aparelhos eletrônicos.Nesta reportagem, mostramos que pesquisa com famílias brasileiras apontou que o uso de dispositivos eletrônicos diminuiu a capacidade de comunicação, de resolução de problemas e de sociabilidade de crianças até 5 anos. E o problema não se limita à primeira infância — o contato excessivo com telas mexe com o cérebro de jovens, que ainda não está suficientemente amadurecido para controlar impulsos, fazer julgamentos, manter a atenção e tomar decisões. Pandemia agrava 'déficit de natureza' em crianças e adultos: 'Estamos menos vivos quando nos concentramos nas telas' As razões por trás do aumento de peso entre as crianças brasileiras "Faço parte de uma rede de pediatras e médicos de adolescentes e nunca vi tantos relatos de problemas causados pelo exagero na internet, seja nas redes sociais, seja pelos jogos online", analisa a médica Evelyn Eisenstein, que coordena o Grupo de Trabalho em Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).E uma pesquisa feita em 2019 pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil dá uma ideia da popularidade das plataformas online entre os jovens do país. O levantamento aponta que 89% da população de 9 a 17 anos está conectada, o que representa 24,3 milhões de crianças e adolescentes. Desses, 95% (ou 23 milhões) usam o celular como o principal dispositivo para acessar sites e aplicativos. Mas os números que mais preocupam os especialistas vêm a seguir: 43% dos jovens brasileiros já testemunharam episódios de discriminação online. E as meninas são as mais impactadas por conteúdos prejudiciais: 31% foram tratadas de forma ofensiva, 27% acabaram expostas à violência e 21% acessaram materiais sobre estratégias para ficar muito magra. O levantamento ainda indica que um quarto dos jovens brasileiros consideram que ficam muito tempo conectados e não conseguem controlar muito bem esse período na frente das telas.Por um lado, é preciso considerar que os celulares fazem parte da rotina e é muito difícil viver sem eles. Inclusive, quando utilizados na medida certa, esses dispositivos trazem mais benefícios que prejuízos."Nem tudo é ruim quando falamos dos smartphones. Eles também trazem coisas boas e fazem parte da vivência do que é ser jovem hoje em dia", pondera o psicólogo Thiago Viola, do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul.Por outro, o exagero faz mal à saúde da mente e do corpo — e os efeitos podem ser ainda mais danosos nas duas primeiras décadas de vida."Como tudo, o problema está no excesso e na falta de controle adequado", complementa Viola, que também é professor da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Entenda a seguir como ficar muitas horas grudado nas telas e nas redes faz mal à saúde de crianças e adolescentes — e o que fazer quando o uso da internet ultrapassou todos os limites.Problema que vem de berçoUma cena que se torna cada vez mais comum em shoppings centers, restaurantes e outros espaços públicos é a de um adulto colocando vídeos cheios de estímulos sonoros e visuais na frente de um bebê. A ideia é que a criança fique entretida enquanto os pais ou os tutores fazem uma determinada atividade (como almoçar ou comprar algo, por exemplo).Os especialistas alertam que exagerar nessa exposição às telas, ainda mais numa idade tão precoce, pode prejudicar o desenvolvimento do recém-nascido."Quando os pais fornecem à criança um vídeo no celular ou no tablet, isso ativa as vias de processamento cerebral que são predominantemente passivas", explica o médico Rodrigo Machado, do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. "E esse tipo de atividade passiva ocupa um tempo em que o bebê poderia ser estimulado com atividades mais ativas, que aperfeiçoam a capacidade de coordenação motora e outras habilidades importantes nessa faixa etária." Uma pesquisa feita pela Universidade Federal do Ceará e pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, em parceria com outras instituições, dá uma dimensão do prejuízo que o acesso aos celulares e tablets nos primeiros anos de vida pode trazer.Os cientistas acompanharam 3.155 crianças cearenses desde o nascimento até elas completarem 5 anos de idade. Eles descobriram que, em média, 69% de todos os participantes foram expostos a um tempo excessivo de tela. Nos primeiros 12 meses de vida, 41,7% dos recém-nascidos tiveram acesso a vídeos e outros estímulos visuais passivos além da medida, porcentagem que aumenta e bate os 85,2% quando eles chegam aos 4 e 5 anos.O trabalho ainda apontou que cada hora de uso desses dispositivos eletrônicos diminuiu consideravelmente a capacidade de comunicação, de resolução de problemas e de sociabilidade dos pequenos.Os autores concluem que "o excesso de exposição às telas é altamente prevalente e esteve associado de forma independente aos problemas de desenvolvimento em crianças menores de 5 anos".Uma cabeça em construçãoMas o problema não se limita à primeira infância: mesmo crianças um pouco mais velhas precisam ter o acesso limitado e supervisionado ao mundo digital, garantem os especialistas. Para entender como o contato excessivo com as telas afeta o bem-estar mental dos jovens, é preciso considerar que o cérebro não nasce pronto: ele se desenvolve pouco a pouco ao longo das primeiras três décadas de vida. Algumas partes desse órgão vital só amadurecem completamente quando chegamos lá pelos 25 ou 30 anos.É o caso, por exemplo, do córtex pré-frontal. Essa região cerebral é responsável, entre outras coisas, por controlar impulsos, fazer julgamentos, resolver problemas, manter a atenção e tomar decisões. "É por isso que os adolescentes são mais impulsivos e têm esse comportamento típico de explorar e experimentar", relaciona Machado."Com o córtex pré-frontal ainda imaturo nessa faixa etária, ficamos mais propensos a buscar o prazer sem pensar em todas as consequências", complementa o psiquiatra.Agora, imagine o que acontece quando esse cérebro em formação é exposto a um turbilhão de estímulos prazerosos, disponíveis facilmente em qualquer plataforma online."Os estudos que analisam o funcionamento cerebral mostram que algumas regiões relacionadas à aceitação do convívio em sociedade ficam muito ativas quando os jovens usam as redes sociais", detalha Viola."Se um adolescente posta algum conteúdo, como uma foto ou um vídeo, e começa a receber respostas em formas de curtidas, comentários e compartilhamentos, isso estimula um circuito cerebral relacionado à sensação de prazer e recompensa", continua o especialista. E uma característica comum de todos os mamíferos, incluindo os seres humanos, é sempre querer mais. Quando somos expostos a uma fonte de prazer e sensações boas, vamos buscar aquilo de novo, numa frequência cada vez maior.Ou seja: o retorno positivo que recebemos quando compartilhamos algo nas redes sociais é um incentivo para postarmos mais e mais, numa espécie de círculo vicioso marcado por uma busca constante por ser relevante e influente na internet.E hoje em dia já é consenso entre especialistas de que é possível criar uma dependência não apenas de substâncias químicas, mas também de comportamentos, como os jogos de azar ou o uso de dispositivos eletrônicos."Do lado oposto, quando somos rejeitados, criticados ou cancelados nas mídias sociais, isso ativa circuitos cerebrais relacionados ao medo e à agressividade, o que pode ter proporções imensas no estado psicológico de um indivíduo mais jovem", observa Viola.Mais repercussões na cabeça (e no resto do corpo)Além desse balanço delicado entre estímulos positivos e negativos, o cérebro de crianças e adolescentes pode ser impactado pelo uso excessivo dos celulares por outros meios."A luz emitida pelas telas inibe a produção da melatonina, um hormônio essencial para a indução do sono", exemplifica Eisenstein."E nós sabemos que os mais jovens precisam dormir, no mínimo, entre 9 e 10 horas por dia", acrescenta.Boas noites de sono são essenciais para o desenvolvimento do corpo e da mente. Se o descanso noturno não é adequado logo nesses primeiros anos de vida, as consequências à saúde podem perdurar por toda a vida."Quem não dorme bem têm mais transtornos de irritabilidade e de comportamento e pode apresentar dificuldades de aprendizagem", lembra a pediatra.A representante da SBP também chama a atenção para os efeitos que o uso prolongado desses aparelhos pode trazer para outras partes do corpo em desenvolvimento nas crianças e nos adolescentes."O excesso de telas pode levar à inatividade física, que está relacionada com sobrepeso e obesidade. Na direção oposta, o acesso a conteúdos sobre emagrecimento e a busca de um corpo idealizado aumenta o risco de transtornos alimentares", lembra."Fora a maior frequência de problemas auditivos, pelo uso de fones de ouvido num volume alto, e de visão, pela falta de vivência em espaços abertos, que estimulam uma visão de longo alcance", lista a pediatra. Como desatar esse nó?Considerando o fato de que os celulares são parte da rotina da vasta maioria das pessoas, será que é possível ter uma relação mais saudável com a tecnologia? E como identificar as situações em que o uso desses dispositivos ultrapassou os limites, especialmente na infância e na adolescência?"A primeira coisa é estabelecer limites. A criança e o adolescente precisam saber que podem entrar na internet por um determinado número de horas por dia", sugere Viola. A recomendação de tempo varia de acordo com a faixa etária. Em diretrizes publicadas recentemente, a SBP indica que crianças menores de dois anos não tenham nenhum acesso às telas. Dos três aos seis anos, é possível ofertar atividades em dispositivos eletrônicos por 30 minutos a uma hora, sempre com a supervisão de um adulto. E, entre o sexto e o décimo ano de vida, é possível ampliar um pouquinho esse limite, desde que exista um acompanhamento de alguém responsável."É muito importante mesclar as atividades online com outros momentos de lazer, brincadeiras e conversas presenciais entre familiares e amigos", continua o psicólogo."Já os pais de crianças menores não podem usar o celular ou o tablet como bengala, para deixar a criança entretida enquanto eles fazem outras atividades", acrescenta.Eisenstein também joga a responsabilidade no colo das grandes empresas de tecnologia. "Elas ganham bilhões todos os anos e querem justamente fisgar esse público mais jovem, para que eles se transformem em novos consumidores", critica."É preciso pensar na responsabilidade social de companhias como Google, YouTube, Facebook, entre outras, que só estão começando a se preocupar com esse aspecto mais recentemente", cita.A pediatra também entende que os governos devem criar leis para proteger melhor a população mais jovem de todos os malefícios do abuso das plataformas digitais.Por fim, vale reforçar que existem formas de identificar e tratar os quadros de vício no uso de celular e outros dispositivos eletrônicos."A primeira coisa é observar se a prática está prejudicando algum aspecto da vida daquele indivíduo. Se ele apresenta dificuldades nos âmbitos social, profissional, educacional ou familiar, é necessário buscar a avaliação de um profissional de saúde", orienta Machado.Alguns exemplos práticos desse prejuízo são a queda no rendimento escolar, a substituição do dia pela noite, a ausência do jovem nas refeições e a falta de uma rotina estabelecida. Para os casos em que há diagnóstico de um transtorno, é possível intervir por meio da terapia cognitivo-comportamental, uma abordagem da psicologia que busca analisar, racionalizar e propor intervenções nos hábitos e nos pensamentos do paciente."Nesse contexto, a primeira intervenção é se desconectar aos poucos. De nada adianta castigar ou tirar o celular da criança ou do adolescente de forma brusca e definitiva", aponta Eisenstein."E, claro, esse ato de se desconectar da internet precisa envolver todos os integrantes da família, não apenas os jovens", destaca a pediatra. A resposta das empresasA BBC News Brasil entrou em contato com as principais empresas de tecnologia para saber como elas enxergam a discussão sobre o uso das plataformas e das mídias sociais por crianças e adolescentes.Por meio da assessoria de imprensa, a Meta, que é dona de Facebook e Instagram, disse que é proibido que indivíduos com menos de 13 anos criem perfis nas plataformas. O único contexto em que as crianças têm acesso a alguma ferramenta da companhia é no Messenger Kids, lançado em 2017."Em setembro de 2021, passamos a pedir a data de nascimento dos usuários do Instagram que ainda não a tinham compartilhado como parte de nossos esforços para evitar que crianças tenham acesso à plataforma", informaram. "Mais recentemente, em fevereiro deste ano, o Instagram lançou, globalmente, o 'Faça uma Pausa', um recurso desenvolvido para ajudar as pessoas a terem maior consciência sobre o tempo que passam conectadas. Após ativá-lo, as pessoas recebem lembretes para fazer uma pausa no uso do aplicativo após determinado período de tempo navegando pela plataforma — 10, 20 ou 30 minutos. Durante o período de testes da ferramenta, mais de 90% dos adolescentes que configuraram o recurso o mantiveram ativo." "Semana passada, a Meta lançou, nos Estados Unidos, a Central da Família, um novo espaço onde os pais podem supervisionar as contas de seus adolescentes nas tecnologias, configurar e utilizar recursos de supervisão parental, além de acessar informações sobre a melhor forma de conversarem com os adolescentes sobre o uso da Internet em um hub educacional. A ferramenta foi desenvolvida em conjunto com especialistas, pais, tutores e adolescentes e deve chegar ao restante do mundo até o fim do ano", finaliza o texto. O Google declarou acreditar "que as crianças devem poder experimentar o melhor da tecnologia, enquanto suas famílias se sentem seguras em deixá-los explorar a vida digital.""Por isso, estamos continuamente criando e aprimorando ferramentas para que as experiências online das crianças sejam de qualidade e educativas, e, principalmente, que ajudem as famílias a construir hábitos digitais saudáveis", escrevem os representantes da empresa. Alguns exemplos dados como resposta desse aprimoramento contínuo do Google foram lançamentos como o Family Link (que permite gerenciar as experiências online das crianças) e o Kids Space (um espaço de aprendizado pela internet). Clarissa Orberg, gerente de parcerias de conteúdo para entretenimento infantil, educação e saúde no YouTube e responsável pelo YouTube Kids no Brasil, salientou que o objetivo da plataforma "sempre foi promover um ambiente saudável e apropriado para as crianças, adolescentes e famílias". "Entendemos que, hoje, os jovens estão se conectando cada vez mais cedo e por longos períodos, por isso, ao longo dos últimos anos, lançamos novas funcionalidades e adotamos medidas que ajudam na conscientização sobre o uso dos aplicativos, tanto para as crianças, quanto para seus pais e responsáveis", disse. "Muitas vezes, as crianças e adolescentes não têm consciência dos limites de conteúdo e tempo de uso. Por isso, acreditamos que ferramentas que desenvolvemos como a de timer, desativar pesquisa, desativar a reprodução automática, ou a de lembretes para pausas, são fundamentais para criar um ambiente mais saudável", exemplifica Orberg.Por fim, o Twitter respondeu dizendo que "tem como prioridade oferecer um ambiente seguro às pessoas e, para isso, estabelece parcerias com organizações em segurança online para o aprimoramento contínuo dos mecanismos de segurança na plataforma"."Os serviços do Twitter não são direcionados a crianças e não podem ser usados por pessoas com menos de 13 anos de idade. Qualquer conhecimento sobre um usuário abaixo da idade permitida pode ser denunciado por meio da Central de Ajuda", conclui a nota, enviada à BBC News Brasil. Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Mineira que descobriu asteroide faz 'vaquinha' por curso na Nasa

 Mineira que descobriu asteroide faz 'vaquinha' por curso na Nasa

em - tecnologia Laysa Peixoto Sena Lage, de 18 anos, descobriu, em agosto de 2021, um asteroide em uma campanha lançada pela NASA, a Agência Espacial Americana, e o batizou de LPS 003, iniciais de seu nome. A jovem é moradora de Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Agora, a estudante de física da UFMG sonha em fazer um curso nos Estados Unidos e organiza uma "vaquinha" para atingir seu objetivo financeiro: R$ 15 mil. Além de ser reconhecida pela NASA, Laysa foi medalhista de prata na 23ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, em 2020, e chegou à final da Competição Internacional de Astronomia e Astrofísica, sendo contemplada com a medalha de bronze.Paixão pelas estrelasDesde criança, a física nutre uma paixão por astronomia e ciência, e resolveu participar do projeto “Caça Asteroides” da NASA. Ela analisou o sistema solar com telescópios em sua casa. A NASA reconheceu e certificou a estudante pelo feito. No futuro, a jovem terá a oportunidade de nomear o asteroide oficialmente. Por causa dessa descoberta, a estudante foi convidada pela NASA para participar do curso “Advanced Space Academy” que acontecerá em Huntsville, Alabama. Além disso, o embaixador da NASA, Gabe Gabrielle, fez o convite para ela ir ao Kennedy Space Center em Houston, no Texas. O curso oferece um treinamento intensivo de astronautas, simulando uma missão espacial. Laysa tem interesse em desenvolver sua carreira como Física e, futuramente, como piloto, representando o Brasil em prol da ciência e da educação. “Dá um orgulho para nós mineiros saber que uma menina, de apenas 18 anos, fez uma descoberta que foi reconhecida pela NASA. Laysa é brilhante, não só na física, ela é violinista na orquestra Cefart do Palácio das Artes, escritora e vencedora de concursos. Sua paixão pelas estrelas já está fazendo história e tenho certeza que esse é apenas um passo de uma trajetória linda que ela terá pela frente”, destacou o subsecretário de Ciências, Tecnologia e Inovação de Minas Gerais, Felipe Attiê. *Estagiária sob supervisão do subeditor Eduardo Oliveira  Veja Mais

Spotify apresenta instabilidade e empresa responde: 'Estamos investigando'

 Spotify apresenta instabilidade e empresa responde: 'Estamos investigando'

em - tecnologia Nesta terça-feira (8/3), os usuários do Spotify se surpreenderam ao entrar no aplicativo de músicas porque suas contas tinham sido deslogadas sem nenhum aviso prévio. E ao tentar fazer o login novamente, muitos relataram falhas.No Twitter, internautas fizeram memes da situação além de ir nas postagens mais recentes do serviço de streaming musical para cobrar uma resposta sobre a instabilidade no aplicativo.O Correio entrou em contato com a assessoria do Spotify para saber o que pode ter causado essa falha no sistema e em resposta a empresa informou que, até o momento, a única posição era a publicada no perfil oficial do Twitter do serviço de streaming. Lá, os seguidores encontram a mensagem: "Algo não está certo e estamos investigando. Obrigado por seus relatórios!".   Veja Mais

Pong, o jogo que deu origem à indústria de videogames há 5 décadas

 Pong, o jogo que deu origem à indústria de videogames há 5 décadas

em - tecnologia De uma garagem na Califórnia, saiu em 1972 o jogo que abriria as portas da bilionária indústria dos videogames.Na época, Nolan Bushnell e Ted Dabney haviam acabado de montar uma empresa de jogos de computador, a qual deram o nome de Atari. Vício em games: por dentro de clínica que trata dependentes em jogos eletrônicos O que é metaverso, a nova aposta das gigantes de tecnologia E foi durante o exercício de treinamento de um dos novos engenheiros da companhia que nasceu Pong — basicamente uma simulação simplificada de uma partida de tênis de mesa, o ping-pong."Na verdade, (o Pong) foi concebido como um projeto de treinamento para um dos meus engenheiros", conta Nolan Bushnell, em entrevista à jornalista Louise Hidalgo, do programa de rádio Witness, da BBC."Continuamos mexendo com ele e fazendo pequenas melhorias. E uma das melhorias, de repente, tornou o jogo completamente divertido."O jogo em preto e branco, composto basicamente por duas barras verticais (raquetes), uma linha pontilhada (a rede) e um pequeno quadrado (a bolinha), tinha como objetivo usar a raquete para rebater a bola. Bushnell ficou tão impressionado com o resultado que tentou vender a ideia para um cliente:"A gente tinha um contrato com a Bally Manufacturing na época para fazer um videogame de corrida de carro. E pensamos: (Pong) é tão divertido, talvez eles aceitem (o Pong, no lugar) para cobrir nosso contrato. E eles disseram: 'Não, queremos o jogo de carro'."Ter a proposta recusada pode ter sido um banho de água fria na hora, mas não deteve o jovem executivo.Bushnell convenceu um bar, chamado Andy Capp's, em Sunnyvale, na Califórnia, a instalar o Pong em uma máquina de fliperama — daquelas que funcionam com a inserção de moedas. E ao abrir o compartimento de moedas da máquina, que estava abarrotado, ele teve a confirmação de que de fato estava diante de algo maior:"Em um jogo que funciona com moedas, você praticamente pode prever o sucesso dele, 100%, com base em quanto dinheiro as pessoas colocam", explica."O padrão de excelência era que se conseguisse fazer 20 dólares por dia, daria muito dinheiro. E o Pong estava dando como retorno 35 dólares, 40 dólares, às vezes 50 dólares, alguns dias. Estava tão acima do padrão de excelência que sabíamos que era um sucesso."Foi então que ele decidiu que a Atari fabricaria e venderia o jogo por conta própria."Nós tínhamos este jogo nas mãos e dissemos: 'Sabe de uma coisa, nós podemos fabricar. E fabricamos 13. Vendemos por dinheiro, e fabricamos 45. Vendemos por dinheiro. E, como dizem, o resto é história."Como inicialmente não tinham a infraestrutura necessária, Bushnell lembra que tudo era um tanto caótico."Tínhamos muito mais pedidos do que éramos capazes de atender. Não tínhamos fábrica, não tínhamos processo, não tínhamos sistemas implantados, e éramos jovens, muito inexperientes, estávamos inventando à medida que avançávamos."A essa altura, ele havia transferido a empresa da garagem para um galpão, outrora uma pista de patinação, que se transformou em uma unidade de produção para fazer frente à demanda por Pong. Reza a lenda que o jogo se tornou tão popular nos anos 1970 que causou uma escassez de moedas nos EUA.Dois anos depois da criação do jogo de fliperama, a Atari desenvolveu uma versão do Pong para ser jogada em casa, com um console que podia ser plugado na parte de trás da televisão. Foi o início de uma revolução no mundo dos games.Em 1975, Pong era um dos presentes de Natal mais procurados. E sua fama já havia atravessado o Atlântico.Razão para o sucesso"Foi um feliz acidente no espaço e no tempo", avalia Bushnell.Ele atribui o sucesso do jogo a alguns fatores, como o fato de permitir que as mulheres disputassem em igualdade de condições com os homens."Uma mulher podia derrotar um homem jogando Pong. E isso foi na época da liberação das mulheres. Era tremendamente empoderador para as mulheres.""Nos bares, começou a haver toda essa sociologia construída em torno do jogo em que era aceitável uma mulher desafiar um cara sentado no bar para jogar Pong", afirma.Além disso, o executivo acredita que havia algo hipnotizante no jogo."Uma vez que você jogava, tendo ganhado ou perdido, você praticamente tinha que jogar de novo."E, segundo ele, provavelmente era a primeira vez que as pessoas podiam jogar algo tão dominável e inteligível — o que gerava um sentimento de satisfação.Precursor de Bill Gates e Steve JobsBushnell se lembra de quando caiu a ficha do que havia construído:"Me lembro de dirigir no estacionamento da nossa instalação, olhei em volta e havia carros estacionados em todos os lugares.""De repente, me ocorreu que 100% daqueles carros eram pagos por esta empresa que eu havia começado. Pensei: 'Caramba, tudo isso está sendo pago pelas moedas que colocam nas máquinas (de fliperama)'. Foi uma espécie de epifania para mim."Ele tinha apenas 28 anos nesta época."Todos os executivos da empresa tinham na faixa dos 20 e tantos anos. A maioria dos funcionários tinha 20 e poucos anos. E não era comum", afirma."Ao ver isso acontecendo hoje em dia, sinto que meio que abri o caminho para Steve Jobs, Bill Gates, Michael Dell. Todos esses caras vieram depois de mim.""Não conhecia nenhum CEO de 20 e poucos anos de uma grande empresa de eletrônicos antes de mim. Foram tempos bem interessantes", analisa.Hoje, Bushnell é considerado um dos fundadores da indústria de videogames. Ele foi eleito pela revista Newsweek como um dos "50 Homens que Mudaram a América".Ouça aqui a íntegra da entrevista de Nolan Bushnell ao programa Witness (em inglês)Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Como mulheres ao redor do mundo estão usando tecnologia contra assédio nas ruas

 Como mulheres ao redor do mundo estão usando tecnologia contra assédio nas ruas

em - tecnologia "Ele estava a uns três ou quatro passos atrás de mim e tentou entrar pela porta da minha casa quando tirei as chaves, mas quando perguntei o que ele estava fazendo e disse que meu namorado estava lá dentro, ele fugiu."Em Glasgow, na Escócia, mulheres estão coletando dados sobre suas experiências de violência e assédio nas ruas. Um mapa online permite que as mulheres incluam seus relatos de assédio, incluindo ameaças, intimidação e agressão sexual. As crianças do narcotráfico no México: 'Encontrei algo que me fazia sentir melhor que a droga: matar' Como AirTag da Apple está sendo usado para perseguir mulheres Esse projeto é dirigido pela rede de segurança comunitária Wise Women e tem como objetivo identificar os principais lugares onde ocorrem os incidentes de assédio. Dawn Fyfe, profissional de desenvolvimento estratégico da Wise Women, espera influenciar os políticos e planejadores urbanos para fazer com que a cidade seja um espaço mais seguro para as mulheres."Sabemos que o assédio e o abuso das mulheres ocorrem em espaços públicos", declarou Fyfe à BBC. "Podemos usar isso para contribuir com informações sobre os enfoques estratégicos da violência contra as mulheres e influenciar a realização de algumas mudanças."Os dados de Glasgow estão sendo coletados por três meses até 1° de março e as conclusões iniciais serão publicadas no Dia Internacional da Mulher (8 de março). As responsáveis pelo projeto esperam que, no futuro, o sistema possa ser ampliado e até implementado em nível nacional no Reino Unido.Diversos projetos em várias partes do mundo estão usando a tecnologia para mudar políticas, acabar com o assédio e tornar as ruas mais seguras para as mulheres.Mapeamento do assédioA coleta de dados geográficos das pessoas para criar um mapa digital atualizado - chamado em inglês de crowdmapping - já foi utilizada no passado para combater o assédio nas ruas.Em 2010, um grupo de voluntárias no Egito criou o HarassMap, que permite às mulheres fazer denúncias anônimas sobre incidentes de abuso em espaços públicos. Uma pesquisa da época, realizada pelo Centro Egípcio para os Direitos das Mulheres, concluiu que 83% das mulheres egípcias e 98% das estrangeiras haviam sofrido algum tipo de assédio em público. "Antes de nós, não havia ninguém que vinculasse o trabalho tradicional comunitário ao digital neste setor", afirma Rebecca Chiao, uma das fundadoras do HarassMap. "Acho que fomos as primeiras a fazer isso."O HarassMap foi lançado pouco antes da Primavera Árabe, em 2011, que coincidiu com grande aumento da participação nas redes sociais em todo o Egito. Segundo Chiao, isso colaborou para o sucesso da sua plataforma."Ver as reações das pessoas ao lerem os relatos anônimos foi incrível", recorda ela. "Alguns relatos eram muito emotivos ou visuais e não era algo que as mulheres egípcias tivessem comodidade para falar abertamente - talvez com amigos, mas certamente não com a família, nem publicamente.""Estava caminhando sozinha e um operário não parava de me chamar, olhar para mim e tentar chamar minha atenção. Seus colegas também riam e me olhavam", escreveu uma usuária.Outra usuária relatou uma experiência de exposição indecente e intimidação: "estava indo a pé para casa à noite e um motorista de táxi parou na minha frente, saiu do carro, abriu as calças e começou a tocar-se. Dobrei a esquina e fingi entrar em um dos edifícios. Ele passou lentamente com o carro para ver se eu havia entrado."Mas o HarassMap não coleta mais relatos anônimos porque as leis egípcias relativas à coleta de dados foram alteradas. Por isso, seu braço internacional agora assessora e apoia a instalação de plataformas em outros países e compartilha sua experiência para atingir tolerância zero com o assédio em locais públicos e privados.Chiao afirma que uma das histórias de sucesso apoiadas pelo HarassMap é o SafeCity, que começou na Índia e já se expandiu para outros países, como o Nepal, Quênia e Nigéria. 'Problema mundial'SafeCity foi fundada por ElsaMarie D'Silva e seus amigos em dezembro de 2012, em resposta ao estupro coletivo e assassinato brutal da estudante Jyoti Singh em um ônibus de Nova Déli, na Índia."Queríamos fazer alguma coisa imediatamente", conta D'Silva. "Trata-se de um problema global com subnotificação em todos os lugares. Ferramentas como SafeCity são uma excelente forma de denunciar sua experiência de forma anônima e acreditamos que documentá-la é o primeiro passo para fazer justiça."O mapa coleta casos de assédio, incluindo fotografias, assobios, exibição indecente e masturbação pública."As mulheres muitas vezes sabem instintivamente que o que foi feito com elas é errado, mas nem sempre sabem que têm direito a denunciá-lo", ressalta D'Silva. "SafeCity estabelece uma comunidade de apoio e compartilhamento de experiências. É algo curador, que desenvolve a capacidade de consciência da situação."D'Silva afirma que os dados foram levados às autoridades, com reação positiva com vistas ao aumento da segurança das mulheres em áreas problemáticas, por meio de novas medidas que incluem aumento das patrulhas policiais e instalação de circuitos fechados de televisão. 'Igreja precisa mudar sistema que abusa das freiras', diz autor de livro sobre vida religiosa feminina O que está por trás de onda de suicídios de donas de casa na Índia "As mulheres e meninas sentem-se mais seguras informando e acionando o alarme. Assim, podem ficar fora até mais tarde e aproveitar mais o seu tempo", destaca ela. "O mundo não para às 7 horas da noite."É exatamente por isso que, em resposta às ligações das suas usuárias, o aplicativo global de mapeamento de rotas Citymapper agora oferece trajetos que podem não ser necessariamente os mais rápidos, mas sim os mais povoados ou mais bem iluminados. A função "ruas principais" fornece opções específicas para quem viaja depois do anoitecer."Ruas mais movimentadas e bem iluminadas, fáceis de memorizar e evitando parques e ruas sem saída", afirmou Gilbert Wedam, chefe de projeto do Citymapper. "A 'melhor' rota nem sempre é a mais rápida, dependendo, em grande parte, do contexto em que se encontrem as pessoas." Uma iniciativa no BrasilParalelamente às iniciativas internacionais, uma empreendedora do Recife procurou preencher a enorme lacuna de dados sobre denúncias de assédio no Brasil e encontrar uma solução para tornar as ruas mais seguras.Simony César é fundadora e diretora-executiva de NINA, uma tecnologia que pode ser integrada a outros aplicativos, incluindo os de mapeamento de rotas e transporte compartilhado, para permitir denúncias de assédio.A mãe de César trabalhava em um ônibus urbano e comentava como era difícil para as mulheres deslocar-se para o trabalho e de volta para casa. Quando Simony cresceu, ela mesma observou e sofreu a realidade do assédio no transporte público."Conheci muitas mulheres que abandonariam a escola ou seu trabalho, simplesmente para evitar o medo do transporte público", afirma ela. Mas "nos dados oficiais do governo, é como se o problema não existisse".Em uma pesquisa recente realizada por uma rede de segurança de mulheres - o Instituto Patrícia Galvão/Locomotiva -, 81% das mulheres informaram ter sofrido algum tipo de violência nas cidades brasileiras. Já a ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública estima que haja um caso de assédio a cada quatro segundos no transporte público brasileiro. NINA funciona integrando-se a outros aplicativos e fornecendo um botão para denunciar facilmente os incidentes de assédio ou agressão, fornecendo dados a Simony e sua equipe."Os dados que coletamos são utilizados para demonstrar que existe um problema real", afirma ela. "Levamos essas informações para as autoridades e promovemos o desenvolvimento de políticas que tornem as cidades mais seguras, inclusivas e habitáveis, especialmente para as mulheres."Na Escócia, Dawn Fyfe destaca a mesma necessidade de escutar mais as vozes das mulheres. Segundo ela, "queremos que as mulheres sejam incluídas na tomada de decisões para que suas experiências sejam o centro das soluções de planejamento urbano. Isso é misoginia pura e simples e precisamos reagir para cortá-la pela raiz"."Queremos fazer a mudança agora. Chega!", conclui Fyfe.Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Carne de laboratório é igual à carne real? Pesquisadora do Cefet-MG explica

 Carne de laboratório é igual à carne real? Pesquisadora do Cefet-MG explica

em - tecnologia Já imaginou comer um pedaço de carne sem que um animal precise ser sacrificado? Ou se preocupar com doenças e uso de medicamentos usados durante sua produção, além dos impactos para o meio ambiente? Pode parecer coisa de filme de ficção científica, mas saiba que é possível que isso aconteça em breve.  A professora Aline Bruna da Silva, do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMAT), do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), é responsável pela condução de pesquisas com carne cultivada, também conhecida como carne de laboratório. “A carne cultivada é uma carne para consumo humano, produzida a partir do cultivo de células animais em laboratório. Essa é uma nova frente tecnológica que utiliza técnicas de reprodução da engenharia de tecidos, combinando materiais e células, para obtenção de carne idêntica à carne convencional. Ou seja, é simplesmente carne”, explica.Segundo a pesquisadora, “o desenvolvimento de novas tecnologias do setor é uma questão de sobrevivência”. Basicamente, a produção de carne cultivada envolve a extração de células de um animal, como células-tronco, em uma biópsia. Em seguida, esse material é expandido em um biorreator com nutrientes adequados (meio de cultura) para proliferação e diferenciação das células. A carne, então, é colhida. “O produto resultante dessa tecnologia é uma carne real, mas sem a necessidade de sacrifício de animais, obtida em ambiente limpo, livre de doenças e sem uso de antibióticos durante sua produção”, pontua a pesquisadora. Ecossistema e saúde agradecem A tecnologia garante a alimentação humana sem a necessidade da criação de animais para obtenção de carne, trazendo benefícios para a saúde e para o meio ambiente. “Estima-se que com a produção de carne cultivada o consumo de energia pode ser reduzido em até 50%, a emissões de gases de efeito estufa entre 75 e 90%, o consumo de água entre 80 e 95% e o uso de terra em até 99%”, detalha Aline.  O tempo de produção do alimento é outra variável que chama a atenção: uma tonelada do produto levará cerca de duas semanas para ser produzida. A criação de um boi pronto para abate leva, em média, dois anos. Na nutrição, as carnes cultivadas são consideradas fontes alternativas de proteína animal, que podem trazer benefícios para a saúde humana. “Os níveis de gordura e colesterol nas carnes cultivadas podem ser controlados, levando a resultados potencialmente positivos para a saúde, uma vez que valores elevados de colesterol no sangue podem levar ao desenvolvimento de doenças crônicas não-transmissíveis, como as doenças cardiovasculares. Devido às características inerentes da sua produção, essas carnes também podem ser fortificadas com vitaminas e minerais e, dessa forma, se enquadrar como um alimento de relevante valor nutricional”, explica a nutricionista do CEFET-MG em Varginha, Andreza Campos. Para o presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), Ricardo Laurino, a carne cultivada pode ser uma “opção interessante”, com contribuições para o meio ambiente e para a vida dos animais. “Vemos como um desenvolvimento, uma novidade que pode, sim, atingir um grupo numeroso de pessoas que, até então, não abre mão de comer carne e é relutante quanto às grandes possibilidades disponíveis na alimentação à base de vegetais.” Por outro lado ... Nenhuma empresa de carne cultivada atingiu produção comercial em termos de escala ou custo no mundo, apesar dos avanços nos últimos anos. O primeiro hambúrguer totalmente cultivado em laboratório foi fruto de pesquisas lideradas pelo professor Mark Post, biólogo da Universidade de Maastricht, na Holanda, e custou U $330 mil. Atualmente, o mesmo hambúrguer já pode ser produzido por U$ 10. As dificuldades passam por desafios técnicos e científicos para alavancar a tecnologia, que vão desde o desenvolvimento da linhagem celular ao projeto do biorreator, além da formação de profissionais qualificados para atuar na área, aponta a professora do Cefet-MG. Além do custo do produto, é preciso considerar um fator determinante para que ele chegue à mesa dos brasileiros: o consumidor, avalia a nutricionista Andreza Campos. “É importante que este tipo de produto possa replicar as experiências sensoriais (visão e paladar) trazidas pelo consumo de carne. Passar pela aprovação dos consumidores, incluindo vencer a resistência por ser um produto ‘de laboratório’, enquanto há forte preferência por alimentos naturais, deve ser o desafio mais decisivo”, afirma. Regulamentação No mundo, as negociações para comercialização desses novos produtos estão a todo vapor. Em 2020, a empresa israelense Eat Just recebeu aprovação regulatória para vender seu frango cultivado em Singapura. Logo em seguida, foi aprovada e regulamentada a primeira instalação para produção da carne, também em Singapura. A segurança alimentar é um fator decisivo para aprovação e regulamentação de produtos pelos órgãos de fiscalização e controle. Por isso, a indústria alimentícia deve atender a padrões de qualidade, tanto nos aspectos higiênico-sanitário, quanto nutricional, ou seja, precisa estar atenta à isenção de contaminantes de toda ordem e oferecer nutrientes e minerais, explica Andreza. No Brasil, grandes empresas, como a BRF e a JBS, declararam recentemente que estão investindo nessa tecnologia e pretendem comercializar carne cultivada no país a partir de 2024. Essas notícias mobilizaram o The Good Food Institute (GFI), instituição sem fins lucrativos que busca promover e financiar soluções inovadoras para resolver o problema da alimentação no mundo. A entidade organizou um workshop para reguladores brasileiros, com foco nas equipes do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (DIPOA/MAPA) e da Gerência Geral de Alimentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (GGALI/Anvisa). Durante o evento, realizado entre 17 e 22 de junho de 2021, foram apresentadas informações sobre a técnica de cultivo celular para obtenção de produtos cárneos, além de pontos importantes que podem ser considerados na regulação. A pesquisadora destaca as questões de segurança do processo e do produto final. Aline esteve entre as apresentadoras da tecnologia para os órgãos de fiscalização, ao lado do biólogo e professor da Sociedade Educacional de Santa Catarina (UniSociesc), Dr. Bruno Bellagamba; do cientista do GFI Estados Unidos, Dr. Elliot Swartz; e do engenheiro químico e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, Dr. Luismar Porto. O workshop reuniu 70 profissionais. Esse foi o primeiro grande movimento para regulamentação da carne cultivada no Brasil, mas os desafios ainda são grandes, afinal o produto é novo e protocolos precisam ser traçados. “A regulamentação convencional da carne não servirá para essa nova realidade e já existem iniciativas para definir regulação e controle, porém trabalhando na incerteza, afinal, não há processos bem definidos. Mesmo questões tão simples, como a deterioração e proliferação de microrganismos patogênicos na carne cultivada, precisam ser pesquisadas para que seja possível definir as bases da regulamentação”, afirma Andreza. *Estagiária sob supervisão   Veja Mais

CES 2022: garçons robôs e carros que mudam de cor em feira de tecnologia

 CES 2022: garçons robôs e carros que mudam de cor em feira de tecnologia

em - tecnologia Uma das maiores feiras de tecnologia do mundo, a CES 2022 está sendo realizada em Las Vegas, nos EUA, nesta semana.A pandemia e os temores sobre a disseminação da variante ômicron do coronavírus fizeram o número de participantes diminuir e algumas das maiores empresas do ramo - incluindo Meta (antigo Facebook), Google e Amazon - ficaram de fora. Mesmo assim, o evento ainda tem muitas novidades tecnológicas empolgantes, estranhas ou curiosas. Veja algumas das novidades que mais chamaram a atenção na exposição até agora. Onde está o controle remoto?As TVs sempre foram uma grande atração na CES - com ênfase nas grandes, já que a cada ano elas parecem ganhar mais polegadas.Este ano foi um acessório muito menor - o controle remoto da TV - que teve destaque. Em 2021, a Samsung adicionou um painel solar na parte de trás de seu controle remoto para dispensar o uso de pilhas. Sua nova versão possui também uma pequena antena que pode captar sinais de radiofrequência emitidos por roteadores wi-fi a uma distância de até 40 metros, permitindo que o dispositivo seja carregado mesmo quando não há sol. A Samsung disse que o dispositivo será incluído em novas TVs e outros eletrodomésticos, embora não tenha dado muitos detalhes sobre as especificações técnicas.Carro camaleãoSe você já ficou entediado com a cor do seu carro, talvez goste da ideia da BMW - a possibilidade de mudá-la com o toque de um botão.A empresa exibiu um carro com uma carroceria que, quando carregada com uma pequena corrente elétrica, muda de cor ou cria um padrão.Sua tecnologia "iX Flow" é semelhante à tecnologia do Kindle e de outros leitores de e-books e cobre o carro com milhões de minúsculas microcápsulas.O projeto por enquanto está na fase conceitual, mas a ideia não é ser apenas uma questão de aparência, mas também de eficiência. O carro mudaria para uma cor clara em climas quentes, por exemplo, e para uma cor mais escura quando está frio - reduzindo a quantidade de resfriamento e aquecimento necessários dentro do veículo, diz a empresa.Críticos apontaram que o sistema parece ser sensível à temperatura e que por enquanto só três cores estão disponíveis: branco, preto e cinza. Robôs garçonsAs edições anteriores da CES costumavam ter dezenas de robôs de aparência humana, variando do fofo ao assustador e bizarro. Embora alguns deles ainda tenham sido trazidos para a exposição neste ano, parece que 2022 pode inaugurar uma era de robôs mais práticos.O Servi one, da Bear Robotics, foi um dos destaques. Ele flutuava em um dos stands com hambúrgueres e sushi em bandejas, ocupando o lugar de garçons humanos.Um robô buscador também foi exibido. A Labrador Systems apresentou o robô Retriever, que foi projetado para ajudar pessoas com mobilidade reduzida, segundo o presidente-executivo da empresa, Mike Dooley.O robô com rodas se movimenta usando sensores e os usuários se comunicam com ele por controle de voz ou por um aplicativo. Ele pode carregar até 11 kg e alcançar diferentes alturas.O robô está em fase de testes, com o objetivo de entrar em produção em 2023. Espelhos 'mágicos'A CES também se tornou um espaço para exibição de tecnologia de ponta da indústria cosmética. Em 2022 o espelho Sound Mirror, da Icon.AI, ganhou um prêmio de inovação. Ele parece um espelho convencional, mas esconde um alto-falante inteligente ativado por voz que pode tocar música, permitir que você verifique o tempo, defina alarmes ou controle outros dispositivos inteligentes.Enquanto isso, a L'Oreal revelou um aparelho caseiro para pintar o cabelo e a Ninu lançou um aparelho inteligente que pode criar uma fragrância de perfume personalizada quando conectado a um aplicativo de smartphone.Seus frascos de perfume de alta tecnologia podem ser capazes de fornecer 100 fragrâncias diferentes, dependendo do humor, do clima ou da ocasião do usuário. A marca deve começar a entregar os primeiros exemplares em junho. E a Y-Brush, uma escova de dentes elétrica incomum em formato de mandíbula que afirma escovar os dentes em apenas 10 segundos, e que estreou na CES em 2017, voltou este ano com um design aprimorado. Isso inclui uma alça mais fácil de segurar e mais funções, como clareamento dos dentes e cuidados com as gengivas. Virtual CESCom o coronavírus ainda representando uma ameaça para eventos da vida real, algumas empresas optaram por apresentações totalmente virtuais, enquanto outras tentaram combinar sua presença física com a no "metaverso" - um mundo digital que alguns acreditam que será um espaço para trabalhar, aprender e jogar no futuro.A Samsung ofereceu um "estande metaverso" que permitia aos usuários experimentar alguns de seus produtos enquanto decoravam sua própria casa.A Procter and Gamble também optou por uma experiência de "metaverso". Em parceria com o Royal Botanic Gardens de Londres, os usuários podem passear pelo terreno virtual do jardim botânico e aprender sobre os ingredientes e as iniciativas de sustentabilidade da empresa - além de conversar com representantes de marcas como Gillette e Oral-B.E o SK Group, com sede na Coreia do Sul, ofereceu aos visitantes uma apresentação em vídeo de 360 %u200B%u200Bgraus, mesclando o físico e o digital em seu Green Forest Pavilion, que exibiu seus planos de redução global de carbono.Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Como identificar se seus dispositivos eletrônicos estão te espionando

 Como identificar se seus dispositivos eletrônicos estão te espionando

em - tecnologia Maria diz que cresceu em uma família católica e "amorosa" na costa leste dos Estados Unidos, que fazia grandes jantares de domingo. Os pais dela tinham um bom casamento e ela queria esse tipo de respeito e proximidade em seu próprio relacionamento.Quando ela conheceu o marido com vinte e poucos anos, foi amor à primeira vista.Mas o romance azedou rapidamente, transformando-se em uma história de 25 anos de abuso e controle. Primeiro, foi o xingamento. Então, o controle total de suas finanças, seus movimentos e, eventualmente, sobre seus três filhos.O marido se opôs à ideia de ela ter um emprego onde pudesse interagir com outras pessoas e a proibiu de usar o computador."Ele me chamava de gorda todos os dias e me expulsava de casa quando estava com raiva", lembra ela.Eventualmente, o abuso financeiro aumentou. Primeiro, ele tomava o salário que ela recebia pelo trabalho como faxineira, depois, solicitou cartões de crédito em nome de Maria usando os documentos pessoais dela.Seis anos atrás, Maria finalmente desabou quando o ouviu dizer que a queria morta. Com a ajuda da igreja que ela frequentava e da família, ela formulou lentamente um plano de fuga.Depois de ter a sua casa hipotecada, ela finalmente foi morar com a irmã. Ela ganhou um laptop pela primeira vez e finalmente teve a liberdade de abrir uma conta no Facebook. E começou a namorar.Mas logo o ex-marido passou a responder as mensagens para o homem com quem ela estava saindo. E também começou a aparecer onde quer que ela estivesse.De repente, ela o localizaria dirigindo atrás dela em uma rodovia. Certa vez, ela estava com tanto medo de que ele a estivesse perseguindo e pudesse puxar uma arma, que chamou a polícia.Embora ela não tenha prestado queixa, a perseguição acabou diminuindo e ela se afastou ainda mais. Mas ela descobriu que tinha sido vítima do chamado stalkerware.Stalkerware é um software disponível comercialmente que é usado para espionar outra pessoa por meio de seu dispositivo - geralmente um telefone - sem seu consentimento.Ele pode permitir que o usuário veja as mensagens de outra pessoa, localização, fotos, arquivos e até mesmo vasculhar conversas nas proximidades do telefone. Para ajudar a resolver o problema, Eva Galperin formou a Coalition Against Stalkerware em 2019.Ela decidiu formar o grupo depois de olhar os relatos de várias supostas vítimas de estupro, que estavam com medo de que suas vidas continuassem sendo arruinadas pelos agressores por meio da tecnologia. Quando alguém tem acesso ao seu telefone, o potencial de exploração é enorme, explica ela. Por exemplo, uma vítima pode ser chantageada com ameaças de compartilhar fotos íntimas.Galperin diz que nos casos de violência doméstica que ela encontra, "algum nível de abuso habilitado por tecnologia está quase universalmente presente", e que isso geralmente inclui stalkerware."Geralmente está relacionado aos casos mais violentos - porque é uma ferramenta poderosa de controle coercitivo", acrescenta ela.Uma pesquisa indica que a proliferação de stalkerware é um problema crescente: um estudo do Norton Labs descobriu que o número de dispositivos indicando que eles tinham stalkerware instalado aumentou 63% entre setembro de 2020 e maio de 2021.O relatório sugeriu que o aumento significativo pode ter sido causado pelo isolamento social, quando as pessoas passaram a ficar mais tempo em casa."Os pertences pessoais estão mais acessíveis, provavelmente criando mais oportunidades para os abusadores instalarem aplicativos de stalker nos dispositivos de seus parceiros", constatou o relatório.Nos últimos dois anos, Galperin conseguiu convencer um punhado de empresas de antivírus a identificar esse tipo de software como malicioso. Isso ocorreu após uma relutância inicial em marcar o stalkerware como um programa indesejado - ou malware - por causa de sua possível legitimidade de uso.Em outubro, o Google removeu vários anúncios de aplicativos que incentivam os usuários em potencial a espionar o telefone de seus parceiros. Esses aplicativos costumam ser comercializados para pais que desejam monitorar os movimentos e as mensagens de seus filhos - mas, em vez disso, foram reaproveitados por abusadores para espionar seus cônjuges. Um desses aplicativos, o SpyFone, foi banido pela Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos em setembro de 2021 por coletar e compartilhar dados sobre os movimentos e atividades das pessoas por meio de um hack oculto no dispositivo.Apesar desses movimentos positivos, alguns aplicativos de stalkerware e conselhos sobre como usá-los ainda são facilmente acessíveis na internet.De acordo com Galperin, o próximo problema que a FTC está investigando são as empresas que vendem e compram dados de localização de telefones de usuários sem o conhecimento deles. Ela chama essa tecnologia de "uma ferramenta extremamente poderosa" para investigadores particulares, que a usam para rastrear a localização das vítimas.Com o stalkerware deliberadamente projetado para ser difícil de detectar, mesmo aqueles que são mais experientes em tecnologia ainda podem ser vítimas dele.Uma dessas pessoas era Charlotte (nome fictício), de uma analista sênior de segurança cibernética.Logo depois de ficar noiva, ela lentamente percebeu que coisas estranhas começaram a acontecer com seu telefone. A bateria descarregava rapidamente e ele reiniciava repentinamente - ambos sinais reveladores de um stalkerware potencialmente instalado no dispositivo dela.Até que o parceiro dela deixou claro que ele sempre sabia onde ela estava, e foi quando ela finalmente conectou os pontos.Para obter alguns conselhos sobre o que fazer, ela foi a um encontro de hackers. A reunião aconteceu em um local onde o noivo dela havia trabalhado e ela conhecia alguns dos rostos.Ela ficou chocada ao descobrir que existe uma cultura de aceitação de que parceiros possam rastrear um ao outro.O ambiente de "irmandade" entre homens da área de tecnologia que ela encontrou a estimulou a entrar na segurança cibernética, para reforçar a "representação a partir de diferentes perspectivas". Uma rápida pesquisa na Internet revela muitos serviços alegando que podem invadir o smartphone de alguém com apenas um número de telefone, geralmente por algumas centenas de dólares a serem pagos em criptomoeda.No entanto, embora o software com esses recursos possa ser acessado por órgãos de investigação, os especialistas em segurança cibernética acreditam que esses sites são provavelmente golpes. Em vez disso, o uso do stalkerware depende, em grande parte, de uma "engenharia social", com a qual Charlotte diz que as pessoas podem aprender a ter cuidado e evitar.O alvo pode receber uma mensagem de texto, que parece verídica, convidando-o a clicar em um link. Ou um aplicativo falso, disfarçado de legítimo, pode ser compartilhado com ele.Charlotte diz "não tenha medo" caso você tente excluir um aplicativo suspeito e ele exibir uma série de avisos."Às vezes, eles usam táticas assustadoras para fazer com que os usuários não removam o software. Eles usam muitas técnicas de engenharia social."Se tudo falhar, Charlotte recomenda fazer uma redefinição de fábrica do telefone, alterando todas as senhas de suas contas de redes sociais e usando autenticação de duas etapas o tempo todo. Então, qual seria a melhor forma de enfrentar o problema?A maioria dos países já possui algum tipo de estatuto de escuta telefônica e leis anti-stalking em vigor.Por exemplo, em 2020, a França apresentou um novo projeto de lei sobre violência doméstica que, entre outros pontos, reforçou as sanções à vigilância secreta: o rastreamento geográfico de alguém sem o seu consentimento agora é punível com um ano de prisão e multa de € 45 mil (R$ 290 mil ). Se isso for feito pelo parceiro, as multas serão potencialmente ainda maiores.Caminhos a seguirMas, para Eva Galperin, esse não é um problema que possamos esperar que uma nova legislação resolva inteiramente.Ela acha que tanto o Google quanto a Apple poderiam, por exemplo, agir tornando impossível a compra de qualquer um desses aplicativos em suas lojas.Crucialmente, ela acrescenta, o foco deve ser em um melhor treinamento para que a polícia trate o problema de maneira mais rigorosa.Um dos maiores problemas que ela diz ver, é que as vítimas procuram a aplicação da lei na intenção de que ela seja cumprida. Porém, as autoridades fazem vista grossa e "dizem que esse não é um problema" prioritário.A proliferação do cyber-stalking também trouxe um novo tipo de serviço de apoio às vítimas de violência doméstica.A Clinic To End Tech Abuse - Ceta - é uma dessas instalações, associada à Cornell University nos Estados Unidos. A Ceta trabalha diretamente com sobreviventes de abusos, ao mesmo tempo em que coleta pesquisas sobre o crescente uso indevido de tecnologia.Rosanna Bellini, do Ceta, diz que normalmente eles não recomendam a remoção imediata do stalkerware do telefone da vítima - sem fazer um planejamento de segurança primeiro com um responsável pelo caso. A experiência anterior revelou esta abordagem: se o acesso do agressor ao telefone da vítima for cortado repentinamente, isso pode levar a uma escalada de violência.Para Maria, que está livre do casamento abusivo há seis anos, as coisas não estão perfeitas, mas melhorando."Tenho um bom relacionamento com alguém que realmente se preocupa comigo e me apoia, ajudando a construir minha história", diz ela.Ainda há momentos em que ela fica ansiosa ao lidar com o telefone. Ela foi diagnosticada com transtorno de estresse pós-traumático (PTSD). Mas ela quer que outras vítimas saibam que a perseguição cibernética é enorme e que não estão sozinhas."Não tenha medo. Há ajuda lá fora. Fiz grandes avanços e, se posso fazer isso na minha idade, - aos 56 - qualquer um pode fazer."Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

WhatsApp: administradores de grupos vão poder apagar qualquer mensagem

 WhatsApp: administradores de grupos vão poder apagar qualquer mensagem

em - tecnologia O Whatsapp está desenvolvendo uma ferramenta que vai permitir que os administradores de grupos deletem mensagens enviadas por qualquer membro. De acordo com o site WABetaInfo, a nova versão de testes do aplicativo para Android expande o alcance do recurso "Excluir mensagem para todos". Agora, com a nova função, os administradores poderão excluir qualquer mensagem enviada por qualquer membro de um grupo, impedindo que os outros participantes não vejam a mensagem enviada. Até o momento, apenas os próprios autores das mensagens podiam excluí-las da plataforma.   A novidade está em fase de desenvolvimento e por isso ainda não está disponível em todos os celulares. Veja Mais

Atualização do WhatsApp permite mensagens temporárias como padrão

 Atualização do WhatsApp permite mensagens temporárias como padrão

em - tecnologia Uma atualização do programa de mensagens instantâneas WhatsApp foi liberada ontem (6/12) e trará recursos de mensagens temporárias como padrão para novas conversas.Segundo a empresa, a nova função pode ser modificada pelos usuários, que definirão quanto tempo as mensagens ficarão disponíveis no histórico. As opções disponíveis são 24h, 7 dias, 90 dias ou desabilitada - que deixa as mensagens disponíveis permanentemente.Em comunicado, o WhatsApp - que pertence à Meta, antiga Facebook - disse que a mudança visa aumentar a privacidade e assegurar que os usuários possam manter "conversas francas"."Nossa missão é conectar o mundo com privacidade. À medida que nossas conversas acontecem cada vez mais no mundo digital, sabemos quão especial é simplesmente sentar-se com alguém e conversar com privacidade, sabendo que tudo fica só entre vocês naquele momento. A liberdade que há em poder se abrir, ter uma conversa franca, com a certeza de que esta conversa não ficará gravada nem armazenada para sempre, não tem preço", esclarece a nota.Usuários que adotarem o novo padrão serão notificados da ativação do recurso em um aviso que ficará no topo das conversas. Tanto os destinatários quanto os remetentes serão avisados sobre o período de duração das mensagens.O recurso de mensagens temporárias também pode ser utilizado em arquivos de mídia, como vídeos, fotos e áudios. A função, no entanto, já havia sido implementada anteriormente. Veja Mais

Tecnologia 5G é lançada em Uberaba

 Tecnologia 5G é lançada em Uberaba

em - tecnologia   Em solenidade realizada nesta quinta-feira (2/12), no campus avançado do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), conhecido como Parque Tecnológico, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, lançou oficialmente em Uberaba, no Triângulo Mineiro, o Projeto Piloto da Antena 5G. Inicialmente, a antena, que foi instalada ao lado da IFTM, tem o objetivo de atender o setor de agronegócio da cidade.     Durante o evento, foi usada uma antena provisória, instalada no ginásio do IFTM. Na oportunidade, seis startups, sendo três com parcerias em Uberaba (pela Fazu e IFTM), fizeram demonstrações de como a conectividade, também chamada de inteligência artificial, vai impulsionar o agronegócio, seja na área de alimentação, tecnificação, combate às pragas, entre outros benefícios.   Na solenidade, Fábio Faria destacou que a tecnologia 5G vai duplicar a produção agrícola. "Ela é 100 vezes mais rápida do que a 4G. Sem falar em economicidade e sustentabilidade, com solução de problemas ali mesmo na lavoura, com o produtor ou operador conectado com o mundo”, ressaltou. Já a prefeita de Uberaba, Elisa Araújo (Solidariedade), destacou que entre milhares de municípios no Brasil, Uberaba está entre os sete escolhidos para testar a tecnologia 5G.   “E destes, somos a quarta cidade a lançar os trabalhos para a efetivação da antena piloto. A cada ano, o agro demonstra ainda mais a sua pujança econômica e cresce, de maneira significativa, o envolvimento da nossa cidade com as startups”, declarou.   De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Marcos Montes Cordeiro, até dia 23 de dezembro, as antenas comerciais 5G estarão instaladas em Uberaba.   Além dele, do ministro das Comunicações e da prefeita de Uberaba, participaram do evento os deputados federais Franco Cartafina e Greice Elias e o estadual Delegado Heli Grilo; o presidente da Câmara Municipal de Uberaba, Ismar Marão, e demais vereadores; representantes da Algar e Nokia; o secretário do Agronegócio, José Geraldo Celani; o presidente da Associação Comercial de Uberaba (Aciu), Anderson Cadima; lideranças classistas e educacionais e empreendedores do segmento.   Veja Mais

David Buick, o pioneiro inventor de carros que morreu na pobreza

 David Buick, o pioneiro inventor de carros que morreu na pobreza

em - tecnologia Quando se fala em inventores, David Dunbar Buick precisa ser lembrado entre os melhores.Ele criou um sistema de irrigação de gramados, um dispositivo de descarga de vasos sanitários e um processo de esmaltar banheiras e pias de ferro fundido que é empregado até hoje.Mas a sua maior criação foi um veículo que se tornaria o modelo inicial de produção de um dos maiores fabricantes de carros do mundo, a General Motors. Mais de 50 milhões de veículos receberam o nome de Buick no último século.Mas, apesar de ter feito não apenas uma, mas duas fortunas, ele acabou virtualmente sem nada.A sua história levou um empresário e filantropo contemporâneo norte-americano a afirmar: "Ele tomou um gole da taça da grandeza e depois derramou o conteúdo restante."Mas como isso aconteceu? A história de Buick sugere que ele era um inventor brilhante, mas tinha pouco senso comercial.Buick mudou-se de Arbroath, na Escócia, para os Estados Unidos em 1856, quando ainda era criança. Ele viria a ser o cofundador de uma empresa de encanamentos.O empreendimento serviu para provar um dos seus estrondosos sucessos, enquanto ele desenvolvia o seu gênio inventivo.Mas Buick não ficou satisfeito. No final do século 19, ele havia encontrado outra obsessão - o motor a combustão interna.Ele vendeu a sua parte na empresa de encanamentos por impressionantes US$ 100 mil (equivalentes a US$ 3,3 milhões, ou cerca de R$ 18 milhões, em valores de hoje) e formou sua própria empresa automotiva.A Buick Auto Vim criaria o motor de válvulas suspensas - ainda utilizado atualmente - mas, até 1902, ele só havia produzido um carro e seu dinheiro havia acabado.Buick foi substituído por William Crapo Durant, que assumiu a empresa com sede em Detroit, nos Estados Unidos, e fundou a General Motors (GM), que, até pouco tempo atrás, era a maior fabricante de carros do mundo.A GM reconhece o legado de Buick e afirma que "a sua importância para a marca Buick e a General Motors nos dias atuais não pode ser menosprezada".Uma porta-voz da empresa afirmou: "Embora a história de David Buick por si só seja muito complicada, não há dúvida que, se não fosse por ele, o automóvel Buick não existiria".Buick foi retirado da companhia alguns anos depois com mais um pagamento de US$ 100 mil - que representa uma fração do que ele poderia ter recebido se mantivesse sua participação na empresa.Mas ele acabou por perder sua segunda fortuna com maus investimentos na exploração de petróleo na Califórnia e em terrenos na Flórida, nos Estados Unidos.Em 1924, com 69 anos de idade, Buick voltou para Detroit desempregado e virtualmente sem um tostão, sem poder ter nem um telefone em casa.Ele finalmente conseguiu encontrar um emprego como instrutor na Escola de Comércio de Detroit, mas a sua saúde estava se deteriorando. 'Velhinho curvado'"Enquanto a saúde se debilitava, ele conseguiu um emprego mais simples em um balcão de informações, onde era lembrado como um velhinho magro e curvado que examinava os visitantes com seus óculos pesados", afirma o jornalista aposentado Ian Lamb, residente em Arbroath. Lamb liderou uma campanha para a construção de uma estátua na cidade em homenagem a Buick.Em março de 1929, Buick morreu de pneumonia no Hospital Harper, em Detroit, após uma operação para remover um tumor do cólon. Ele tinha 74 anos de idade.Em uma entrevista pouco antes de ir para o hospital, Buick afirmou: "Não estou preocupado. O homem fracassado é aquele que permanece no chão quando cai, que se senta preocupado com o que aconteceu ontem, em vez de se levantar e planejar o que ele irá fazer hoje e amanhã.""O sucesso é isso: olhar para frente, para o amanhã. Não acuso ninguém de me enganar. Faz parte do jogo que perdi na empresa que fundei", disse ele.Em junho de 1994, uma placa comemorativa foi instalada nas paredes do antigo Salão Maçônico de Arbroath - a única construção que restou na rua onde Buick nasceu.Quando a placa foi inaugurada, Robert Coletta, alto diretor da General Motors, afirmou: "Buick foi um dos grande nomes da indústria automobilística norte-americana, presente em quase todo o século 20"."Certamente é apropriado homenagear esse homem, não apenas porque o seu nome identifica nossos automóveis, mas porque o seu gênio inventivo e árduo trabalho formaram o começo de uma história de sucesso sem paralelos na indústria automotiva que ainda está sendo escrita", afirmou ele.Desde então, a estrela de Buick vem se apagando e ele parece estar ameaçado de se tornar o filho esquecido de Arbroath.Dois anos atrás, o jornal The New York Times noticiou que o nome de Buick não seria mais gravado na traseira dos modelos norte-americanos. Na China (onde a maior parte dos modelos Buick é vendida atualmente), a placa com seu nome já desapareceu.E, apesar dos esforços de Ian Lamb e de outras pessoas, não há planos para inscrever o nome de Buick nos livros de história com uma estátua na sua cidade-natal. 'Avanços importantes'Tudo o que resta do legado de Buick em Arbroath é a placa comemorativa sobre uma parede oculta da visão da maior parte dos moradores locais.Ian Lamb afirma que uma estátua seria um tributo adequado ao pioneiro dos automóveis."David Buick foi responsável por avanços importantes no desenvolvimento dos veículos automotores. Esses avanços ainda são relevantes em todo mundo, até hoje. Mas quantas pessoas sabem que esse gênio inventivo nasceu aqui, em Arbroath?", questiona ele."Sim, nós temos uma placa que marca a última construção remanescente na rua onde ele nasceu, mas até a maioria das pessoas que moram na cidade teria dificuldade de localizá-la.""Buick merece ser lembrado", conclui Lamb.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Carros americanos e a futura missão de detectar motoristas bêbados

 Carros americanos e a futura missão de detectar motoristas bêbados

em - tecnologia Os carros nos Estados Unidos logo poderão recusar-se a andar se o motorista estiver embriagado, graças a sensores capazes de detectar o álcool no hálito ou pela pele. No entanto, as novas tecnologias são um desafio para os defensores da privacidade e das liberdades civis. O presidente Joe Biden assinou uma lei esta semana que forçará as montadoras a adicionar esses recursos nos próximos anos.Em um país onde dirigir embriagado mata mais de 10.000 pessoas a cada ano e onde a taxa de álcool permitida é, em média, mais alta do que em muitos outros países ocidentais, a nova legislação está gerando entusiasmo."Eu choro de alegria", comentou Alex Otte, presidente da MADD, uma ONG que vê esta lei como uma forma de salvar milhares de vidas."Este é o começo do fim do dirigir embriagado", frisou. Mas o texto da lei também levanta questões: o que acontecerá se o carro quebrar e se recusar a dar partida? Os veículos potencialmente se tornarão testemunhas contra seu proprietário em caso de ação judicial? As autoridades americanas têm três anos, potencialmente renováveis, para se pronunciar sobre essas questões. A tecnologia está quase pronta. Os pesquisadores desenvolveram sensores que sugam e testam a respiração do motorista.Também desenvolveram um scanner, integrado ao botão de partida do motor, que mede o nível de álcool nos vasos sanguíneos sob a pele dos dedos, por meio de luz infravermelha.Essas invenções foram desenvolvidas por meio da colaboração entre uma associação de fabricantes de automóveis para segurança no trânsito (ACTS) e as autoridades competentes.Sistemas anti-trapaça serão integrados para evitar que o carro dê partida se a taxa de álcool ultrapassar o limite legal de 0,08%, em vigor na maioria dos estados dos EUA, explicou Robert Strassburger, presidente da ACTS. "Todos emitimos dióxido de carbono quando expiramos (e o sistema) sabe como detectar se a amostra está vindo do motorista e não de outro lugar", declarou à AFP.Já o sensor de partida digital é conectado a um circuito entre o assento e o computador de bordo: "Se um passageiro aperta o botão, o circuito não funciona e a medição não é feita", explica Strassburger. Essas ferramentas são consideradas "passivas", ao contrário dos dispositivos existentes que requerem a ação de condutores, como soprar em um tubo antes de poderem circular. Este tipo de bafômetro no veículo é exigido em algumas jurisdições para condenações por dirigir embriagado.Alguns especialistas são a favor dessas tecnologias, desde que devidamente regulamentadas, mas outros apontam os perigos e possíveis abusos.Laura Perrotta, presidente da American Highway Users Alliance, acredita que esses sensores são excelentes, desde que funcionem corretamente."Imagine que alguém escova os dentes e não consegue ligar o carro ou o sistema não detecta que alguém bebeu demais", comenta."Isso pode ser um problema real".Para os defensores das liberdades individuais, a questão não é técnica, mas legal."É completamente inconstitucional que nossos carros nos controlem em nome do governo", protestou Albert Fox Cahn, fundador da ONG Surveillance Technology Oversight Project."Não é menos ilegal do que se o governo obrigasse as operadoras de telefonia a instalar microfones ocultos em todas as casas para garantir que ninguém cometesse crimes no futuro", acrescentou. Robert Strassburger argumenta que outras tecnologias que coletam informações em carros já são regulamentadas e a polícia precisa de um mandado para acessá-las. Mas a decisão final, segundo ele, vai depender "dos fabricantes ou dos legisladores". Veja Mais

TikTok: adolescente sequestrada é salva após usar gesto que viralizou na rede social

 TikTok: adolescente sequestrada é salva após usar gesto que viralizou na rede social

em - tecnologia Uma adolescente americana que estava desaparecida foi encontrada após fazer sinais com a mão que aprendeu no TikTok para pedir ajuda para desconhecidos. Na semana passada, seus pais haviam comunicado à polícia que ela desapareceu no Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Dois dias depois, ela foi vista em um carro no Kentucky — um motorista de outro carro reconheceu o sinal que a jovem fazia com a mão para pedir ajuda. Por que 'desafio da banana' no TikTok pode levar a deportações de sírios O motorista do outro carro então chamou a polícia. "Ele notou uma passageira no carro fazendo sinais com as mãos que são conhecidos na rede social TikTok como uma forma de pedir ajuda em caso de violência doméstica", diz a polícia local, em nota. O motorista afirmou à polícia que a adolescente parecia estar assustada e que o carro estava sendo dirigido por um homem mais velho. A polícia encontrou o carro em uma estrada interestadual e prendeu o motorista, James Herbert Brick, de 61 anos. A jovem de 16 anos disse à polícia que tinha sido sequestrada na Carolina do Norte e passado por quatro Estados diferentes. O sinal O gesto com a mão consiste em mostrar a palma da mão, dobra o dedão para dentro e depois fechar a mão, com os dedos cobrindo o dedão (veja a imagem acima), explica a Canadian Women's Foundation, entidade que ajuda mulheres em situação de violência doméstica. A perigosa moda no TikTok de tomar suplemento energético em pó Uma campanha que ensinava o gesto chamada "sinal de ajuda" viralizou no TikTok em 2020 no início da pandemia. A ideia era ajudar vítimas de violência doméstica — um problema que havia aumentado com os lockdowns — a pedirem socorro sem precisar falar. Vídeos ensinando a fazer o gesto também foram muito compartilhados no Reino Unido após o assassinato de Sarah Everard, que foi morta por um policial. Seu homicídio gerou um grande debate sobre a segurança das mulheres no país.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

WhatsApp não será mais compatível com versões antigas de celulares Android

 WhatsApp não será mais compatível com versões antigas de celulares Android

em - tecnologia O WhatsApp não terá compatibilidade com as versões antigas do sistema operacional de celulares Android. A empresa publicou uma mensagem informando que “a partir do dia 1º de novembro de 2021, o WhatsApp não será mais compatível com aparelhos Android com o sistema operacional 4.0.4 e versões anteriores”.  Para não ter o aplicativo removido do telefone é preciso atualizar o sistema operacional do celular ou transferir a conta para aparelhos que possuam compatibilidade com o WhatsApp. Dentro do próprio aplicativo é possível fazer o backup do histórico de mensagens.  Os sistemas Android 4.1 ou acima, iOS 10 e outros modelos com KaiOS 2.5.1 terão o aplicativo funcionando de forma normal.  Última atualizaçãoNa última quarta-feira (27/10), a empresa de Mark Zuckerberg anunciou que já está liberada a última atualização do aplicativo para o sistema iOS. O update de número 2.21.20.20 conta com cinco novos recursos para os usuários:  Atalho de ligação: o usuário poderá entrar em ligações de grupo que estão em andamento diretamente dos grupos do WhatsApp. Para isso, é preciso clicar no botão “Entrar” durante uma ligação;Personalizar conta: os balões de conversa, cores e papéis de parede poderão ser personalizados da forma que o usuário preferir;Pré-visualização de links: terá mais detalhes e imagens maiores;Compartilhamento de mídias: é possível silenciar um vídeo e confirmar o tamanho antes de compartilhá-lo;Pesquisa de figurinhas: está disponibilizada a pesquisa de figurinhas e inclusão de figurinhas nos arquivos de mídia dos usuários e atualizações de status.   *Estagiária sob supervisão do editor Álvaro Duarte Veja Mais

Imagem de 'sexo explosivo' vence concurso de fotos de vida selvagem

 Imagem de 'sexo explosivo' vence concurso de fotos de vida selvagem

em - tecnologia Parece uma explosão subaquática. Vários peixes (Epinephelus polyphekadion) correm para liberar seus espermatozoides enquanto uma fêmea solta uma explosão de óvulos.Esta imagem tirada no Atol de Fakarava, no Pacífico, rendeu ao francês Laurent Ballesta o título de Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano (WPY, na sigla em inglês). O presidente do júri, Roz Kidman Cox, disse que foi uma façanha técnica. As intrigantes imagens microscópicas de concurso internacional Fotos da vida selvagem: este é o mosquito mais bonito do mundo? "É em parte o cenário, (a imagem foi) tirada durante a lua cheia, mas também a escolha do momento, saber quando tirar a foto."A desova anual de Epinephelus polyphekadion acontece em julho. É conhecida por reunir até 20 mil peixes, junto com muitos tubarões de recife em busca de uma refeição.A pesca excessiva ameaça os exemplares desta espécie, mas esta imagem foi capturada em uma reserva que oferece a eles alguma proteção. "Passamos cinco anos neste lugar, foram 3 mil horas de mergulho, para obter este momento em particular", conta Laurent."Sou atraído por esta imagem por causa da forma da nuvem de óvulos: parece um ponto de interrogação de cabeça para baixo. É uma pergunta sobre o futuro desses óvulos porque apenas um em um milhão irá (sobreviver para) se tornar um adulto, mas talvez seja mais simbólica, a respeito do futuro da natureza. É uma questão muito importante sobre o futuro da natureza. "Além de levar o prêmio principal do WPY, o fotógrafo francês também foi o vencedor na categoria Subaquática da competição. Vidyun R Hebbar, de dez anos, da Índia, é o Fotógrafo Júnior de Vida Selvagem do Ano por esta foto de uma aranha (Cyrtophora citricola) em sua teia. A imagem é chamada Dome Home.O borrão verde e amarelo ao fundo pertence a um tuk-tuk, aquele táxi de três rodas."O foco é precisamente nítido", diz Roz Kidman Cox à BBC News. "Você consegue realmente ver as pequenas presas se ampliar a imagem. Eu amo a maneira como foi emoldurada e como você consegue ver toda a textura da teia, sua estrutura entrelaçada."Vidyun, por sua vez, lembrou: "Foi um desafio focar a aranha porque a teia tremia toda vez que um veículo passava."Lançado em 1964, o WPY é organizado pelo Museu de História Natural de Londres, no Reino Unido. O concurso atrai dezenas de milhares de inscrições a cada ano. A seguir, confira alguns dos vencedores de categorias individuais.'Elephant in the room', de Adam Oswell, Austrália Adam Oswell ganhou o prêmio de Fotojornalismo por esta foto, que mostra visitantes de um zoológico na Tailândia observando um jovem elefante se apresentar embaixo d'água. O turismo com elefantes aumentou em toda a Ásia. Na Tailândia, agora há mais elefantes em cativeiro do que na natureza.'The healing touch, from Community care', de Brent Stirton, África do Sul Brent Stirton foi agraciado com o prêmio de Fotojornalista de História. Sua sequência de imagens traça o perfil de um centro de reabilitação que cuida de chimpanzés que ficaram órfãos por causa do comércio de carne de animais selvagens na África. A diretora do centro é vista apresentando um chimpanzé recém-resgatado a outros sob seus cuidados.'Head to head', de Stefano Unterthiner, Itália O WPY sempre tem ótimas fotos de neve, e esta venceu na categoria Comportamento: Mamíferos. Stefano Unterthiner assistiu a duas renas de Svalbard, no ártico norueguês, brigando pelo controle de um harém. Como espectador, Stefano disse que se sentiu imerso "no cheiro, no barulho, no cansaço e na dor".'Reflection', de Majed Ali, Kuwait Majed Ali caminhou por quatro horas para encontrar Kibande, um gorila da montanha de quase 40 anos no Parque Nacional Impenetrável de Bwindi, no sudoeste de Uganda. "Quanto mais subíamos, mais quente e úmido ficava", lembra Majed. Esta foto, que mostra Kibande enquanto uma chuva refrescante começa a cair, venceu na categoria Retratos de Animais.'Road to ruin', de Javier Lafuente, Espanha A foto de Javier Lafuente mostra a linha reta de uma estrada cortando as curvas de uma paisagem pantanosa que abriga mais de uma centena de espécies de pássaros, com águias-pesqueiras e abelharucos entre muitos visitantes migratórios. A estrada, construída na década de 1980 para dar acesso a uma praia, divide o pântano em dois. A imagem venceu na categoria Pântanos: Panorama Geral.'Spinning the cradle', de Gil Wizen, Israel/Canadá Gil Wizen é entomologista e fotógrafo especializado. Esta aranha dolomedes está produzindo seda por meio de suas fiandeiras para tecer seu saco de ovos. Estas aranhas são comuns em pântanos e florestas temperadas do leste da América do Norte. A imagem foi vencedora na categoria Comportamento: Invertebrados.A exposição anual Wildlife Photographer of the Year do Museu de História Natural de Londres será aberta nesta sexta-feira (15/10).A mostra vai rodar o Reino Unido na sequência e também será exibida internacionalmente em países como Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Alemanha, Estados Unidos, entre outros.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Instagram e Facebook enfrentam instabilidade nesta sexta

 Instagram e Facebook enfrentam instabilidade nesta sexta

em - tecnologia O Instagram e o Facebook enfrentam instabilidade nesta sexta-feira (8/10). Por meio de plataformas como Twitter, usuários se queixaram que os aplicativos do Facebook estão fora do ar. O problema tem sido relatado desde as 15h20, segundo o site Downdetector, conhecido por apontar falhas em serviços na internet. No site, o WhatsApp também aparece com reclamações sobre o seu funcionamento, mas segue normalizado até o momento. É a segunda vez na semana que as plataformas passam por problemas, depois doapagão que durou mais de sete horas na última segunda, 4.A instabilidade parece, mais uma vez, ter afetado usuários de todo o mundo. Após o apagão, a empresa de Mark Zuckerberg veio a público com algumas explicações sobre o problema. Segundo a companhia, a pane global foi causada por erro interno durante um "trabalho de manutenção de rotina" e não foram encontradas evidências de que dados de usuários foram comprometidos.Em nota, a empresa de Zuckerberg informou que as alterações de configuração mudaram a forma com que os centros de processamento de dados da rede se comunicavam, o que causou um "efeito cascata" capaz de derrubar o Facebook, o WhatsApp e o Instagram. Segundo a empresa, o apagão também afetou os serviços internos, o que dificultou o diagnóstico."Durante um trabalho de manutenção de rotina, um comando foi emitido com a intenção de avaliar a disponibilidade da capacidade global de backbone, que involuntariamente derrubou todas as conexões em nossa rede", afirmou Santosh Janardhan, vice-presidente de engenharia e infraestrutura do Facebook, no início da semana.Usuários apontaram no Twitter a queda da plataforma e não deixaram de comentar sobre a nova instabilidade desta sexta-feira: Veja Mais

Apple decide 'aposentar' o Ipod após mais de 20 anos de fabricação

 Apple decide 'aposentar' o Ipod após mais de 20 anos de fabricação

em - tecnologia  Em um comunicado à imprensa, nesta terça-feira (10/5), intitulado “a música ainda vive” a Apple se despediu do último modelo da linha icônica de reprodutores de música, os iPods. Este é o fim do aparelho que já somava mais de duas décadas no mercado de música.   O único modelo que ainda era vendido pela fabricante é o Ipod touch que tinha a interface parecida com a do iPhone e enquanto os estoques durarem, o aparelho permanecerá disponível para compra.“Desde sua introdução há mais de 20 anos, o iPod tem cativado usuários em todo o mundo que amam a capacidade de levar suas músicas com eles em viagem. Hoje, a experiência de levar a própria biblioteca musical ao mundo foi integrada em toda a linha de produtos da Apple, do iPhone e Apple Watch ao iPad e Mac, juntamente com o acesso a mais de 90 milhões de músicas e mais de 30.000 listas de reprodução disponíveis via Apple Music.” explica no comunicado Greg Joswiak, vice-presidente de marketing mundial da Apple. A Apple anunciou o primeiro iPod em 2001, descrito na época como "1.000 músicas no seu bolso". Ele passou a ser um dos produtos mais bem sucedidos da empresa que combinaram uma interface intuitiva com a biblioteca do iTunes, além de uma bateria de longa duração. O aparelho passou por várias atualizações, como o iPod mini (2004), iPod nano (2006) e iPod shuffle (2015).“A música sempre fez parte de nosso núcleo na Apple, e levou-a a centenas de milhões de usuários na forma como o iPod impactou mais do que apenas a indústria musical — também redefiniu como a música é descoberta, ouvida e compartilhada.” continuou Joswiak no comunicado.  Conheça os modelo icônicos de IpodEm mais de 20 anos os modelos da Apple contaram com cinco versões principais. O iPod classic que era o modelo mais conhecido recebeu seis gerações, o aparelho chegou a ter 160 GB de armazenamento na última versão, lançada em 2007. O iPod mini foi lançado como uma versão mais compacta e teve duas gerações, sendo a última apresentada em 2005. Já o iPod nano foi feito com a ideia de substituir a versão "mini", teve sete gerações e a última versão foi lançada em 2012. O iPod shuffle teve quatro gerações, foi a única a não ter tela e, como o nome indica, tocava músicas no modo aleatório. O último e único a ser vendido atualmente é o iPod touch que foi lançado em 2007 com a primeira com tela sensível ao toque, acabando com a necessidade do botão circular, parecido com o Iphone. Veja Mais

Relato de jovem que sofreu golpes em bancos após roubo de celular viraliza

 Relato de jovem que sofreu golpes em bancos após roubo de celular viraliza

em - tecnologia   Imagine voltar de férias, entrar em um táxi e, em seguida, abrir o celular para pedir um delivery. Você está com o aparelho desbloqueado quando alguém o puxa de sua mão. Foi o que aconteceu com o agente de talentos Bruno de Paula, que compartilhou o relato na conta dele do Twitter nesta quinta-feira (5/5). Ele conta que, nas horas seguintes, foram feitos diversos empréstimos e transferências nos aplicativos do banco, que possuíam reconhecimento facial. Uma compra de seis garrafas de uísque no valor de R$ 329 foi feita pelo app de delivery. De acordo com o jovem, foram gastos mais de R$ 160 mil. Ainda segundo o relato, os bancos foram acionados e o valor será restituído. A publicação dominou as discussões da rede social nesta sexta-feira (6/5), com várias pessoas compartilhando casos parecidos, e outros dando dicas de proteção. O nome do Nubank, um dos bancos envolvidos na história, foi parar nos trending topics. Falta de bloqueio facilitou ação  De acordo com a especialista em cibersegurança e professora do Departamento de Ciência da Computação da UFMG, Michele Nogueira Lima, o fato do celular estar desbloqueado facilitou a ação dos assaltantes. “A gente não sabe o que havia no dispositivo de conteúdo pessoal, mas é possível pensar que, com o aparelho desbloqueado, o atacante teve acesso às informações”, afirma.  A especialista explica, ainda, que muitas vezes temos algumas informações no celular que podem favorecer empréstimos, aberturas de contas e outros golpes financeiros. É o caso dos documentos digitalizados, por exemplo. “Muitas vezes, a gente coloca determinados dados e esquece de apagar. Especialmente hoje em dia, com os documentos digitalizados, como a CNH. Numa situação dessa, facilmente o assaltante pode se passar por ele. Outro aspecto que eu vejo são os aplicativos que têm acesso a diversos serviços, como conta de luz e de água. Com certeza, tinha algum documento que comprovava a residência dele, o que leva aos empréstimos”, explica.“Nesse caso, é como se ele tivesse esquecido a porta de casa aberta. O principal bloqueio que ele tinha já estava aberto e os demais não estavam muito protegidos”, compara. De acordo com Michele, existe um mecanismo chamado wipe out, que rastrea e apaga todos os dados que estão no dispositivo, desde que o aparelho esteja conectado à internet, que poderia ser útil em situações como a relatada.Mas ela destaca que a tecnologia ainda não é popularizada e está disponível apenas nos celulares da Apple. Saiba como se protegerA professora Michele Nogueira Lima deu algumas dicas para evitar sofrer golpes pelo celular: Evite ter documentos pessoais digitalizados salvos no dispositivo, bem como comprovantes de residência;Tenha senha para desbloquear o celular e utilize o fator de autenticação múltipla para acessar aplicativos;Lembre-se se sempre deslogar de site e aplicativos, seja no browser ou no dispositivo, para dificultar o acesso;Nunca guarde documentos ou notas no celular com as senhas;Não utilize a mesma senha em e-mails, bancos e redes sociais;Use senhas fortes, com pelo menos oito caracteres, que não sejam palavras que constam em dicionários ou que sejam relacionadas à família, como nomes ou datas de aniversário;Troque as senhas com frequência;Utilize fator de múltipla autenticação;Faça cartão de crédito virtual ou digital e coloque um limite baixo, apenas para atender o que você precisa. Em casos de fraudes, é possível bloquear o cartão virtual sem prejuízos para a conta.  Veja Mais

Google: a nova função para ocultar seus dados pessoais das buscas

 Google: a nova função para ocultar seus dados pessoais das buscas

em - tecnologia Com o surgimento da internet e, sobretudo, com o domínio do Google como principal buscador na rede, a privacidade das informações pessoais se tornou uma questão prioritária para os usuários. Por isso chamou a atenção o anúncio, divulgado nos últimos dias, de que o Google criou um novo formulário que permite eliminar mais facilmente dados pessoais de pesquisas feitas diariamente. "A disponibilidade de informações pessoais online pode ser desconcertante", disse Michelle Chang, líder da política de busca global do Google, em um texto no site da organização. Chang deixou claro que o uso indevido dos dados podem resultar em "contato direto indesejado ou até mesmo danos físicos". A atualização reduz drasticamente os requisitos do Google para remover dados dos resultados de pesquisa. Anteriormente, você poderia solicitar a exclusão de informações pessoais e financeiras apenas em casos de potencial roubo de identidade ou ameaça à integridade física. Agora, com a nova ferramenta, o Google ressalta que o usuário pode solicitar a exclusão de informações pessoais mesmo que não haja risco claro. Isso levando em conta que no buscador Google são feitas 63 mil buscas por segundo, o que se traduz em 5,6 bilhões de buscas diárias. Como é o novo formulário No blog da empresa, Chang explica que qualquer pessoa pode enviar uma solicitação de exclusão de dados. O ideal é ter uma série de links de internet ou URLs onde se encontra a informação a ser apagada. Então é necessário preencher este formulário aqui. Nele, o usuário é solicitado a especificar se deseja excluir as informações de uma pesquisa específica do Google ou de um site. Segundo a empresa, também seria ideal incluir capturas de tela na solicitação onde as informações a serem removidas possam ser vistas. "Ao receber a solicitação, avaliaremos todo o conteúdo da página da internet incluída no formulário, principalmente para garantir que, ao excluir essa informação, não afetamos o conteúdo útil, como um artigo ou notícia", explica. Por esse motivo, o portal esclarece que algumas alterações não podem ser concluídas. "Se o conteúdo aparecer em sites de registro público ou pertencer a um governo, nesses casos não poderemos fazer nada", acrescentou. Entre as modificações que o formulário incluiu nesta atualização, é possível excluir senhas que estão em aplicativos de gerenciamento de senhas. Na América Latina, os países mais afetados pelo roubo de identidade e de dados, muitos deles por informações disponíveis na Internet, são Venezuela, Colômbia, México e Brasil. Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Orkut voltou? Rede é reativada e criador promete novidades

 Orkut voltou? Rede é reativada e criador promete novidades

em - tecnologia As tendências dos anos 2000 voltaram com força em 2022, mas ninguém esperava o retorno da rede social Orkut. Nesta quarta-feira (27/4), o fundador da plataforma, Orkut Buyukkokten, anunciou a reativação do site.No comunicado, o engenheiro turco disse que está “construindo algo novo”. Ele ressaltou ainda que acredita que as conexões podem "mudar o mundo".O Orkut surgiu em 2004 e foi um dos sites de maior sucesso no Brasil, porém foi encerrado dez anos depois, em 29 de setembro de 2014.“Acredito no poder da conexão para mudar o mundo. Acredito que o mundo é um lugar melhor quando nos conhecemos um pouco mais. É por isso que criei a primeira rede social do mundo quando era estudante de pós-graduação em Stanford. É por isso que eu trouxe o orkut.com para tantos de vocês ao redor do mundo. E é por isso que estou construindo algo novo. Vejo você em breve!", disse Buyukkokten.A notícia da volta do Orkut veio a público dois dias depois que Elon Musk comprou a rede social Twitter e dividiu opiniões. O empresário disse que quer aumentar a liberdade de expressão plataforma. Saiba mais: RIP Twitter: venda da rede social para Elon Musk gera onda de críticasQuerdinha do BrasilSomente no Brasil, o Orkut conquistou mais de 29 milhões de usuários em dez anos. Dois anos após fim da rede social, o Google disponibilizou um acervo gratuito com todas as comunidades do site, que era como um "grupo". As comunidades estão listadas em ordem alfabética, o que deixa mais fácil a busca por aquela página "Cabras não têm muitas ambições", por exemplo. “Com o objetivo de preservar a história de conexões e conversas do Orkut, esse arquivo traz todo o conteúdo público dessas comunidades”, diz o texto de apresentação da página. Veja Mais

Ranking mostra as maiores vendas de empresas de redes sociais

 Ranking mostra as maiores vendas de empresas de redes sociais

em - tecnologia Depois de uma trama cheia de polêmicas e reviravoltas, o bilionário Elon Musk oficializou nesta segunda-feira (25/4) a compra do Twitter por US$ 44 bilhões, a maior aquisição de uma rede social já feita. O empreendedor mirou uma das poucas redes com maior número de acessos que não está sob o domínio Mark Zuckerberg.O Twitter, uma das principais redes sociais em atividade, é também uma das mais antigas. Foi lançado em 2006 e atualmente tem mais de 217 milhões de usuários diários.Até então, o programador e empresário norte-americano Zuckerberg, um dos fundadores do Facebook, era o maior comprador de redes sociais. Em 2014, ele adquiriu o WhatsApp e, em 2012, o Instagram. Recentemente seu império mudou de nome e passou a ser conhecido como Meta.  InstagramO Instagram é o atualmente o principal meio de compartilhamento de imagens e vídeos. Lançada em 2010, a rede foi comprada em 2012 pelo grupo Meta, na época ainda conhecido como Facebook, por US$ 1 bilhão. A plataforma tem aproximadamente 1.400 bilhão de usuários ativos. Hoje, o Instagram está avaliado em cerca de US$ 100 bilhões, segundo a agência Bloomberg.  YouTubeEm 2006, o Google fez sua compra mais cara até então, adquirindo o site YouTube por US$ 1,65 bilhão. A rede de compartilhamento de vídeos hoje tem mais de 2 bilhões de usuários mensais. Já sua plataforma secundária, o Youtube Music, tem 50 milhões de usuários pagantes.  WhatsAppO WhatsApp surgiu em 2009 e foi comprado em 2014 pelo grupo de Mark Zuckerberg por US$ 22 bilhões. Agora, a rede de mensagens e chamadas instantâneas está disponível em 180 países, contendo aproximadamente 2 bilhões de usuários.  TikTokEm 2020, a ByteDance, dona do aplicativo TikTok, desistiu de vender suas operações para outra gigante do mercado de tecnologia, a Microsoft, depois de uma série de divergências entre o governo dos Estados Unidos e a empresa chinesa que controla a rede social. Contudo, a plataforma está em ascensão, já ultrapassou a marca de 1 bilhão de usuários. Veja Mais

Como fazer cópia do que você tem de mais importante no celular

 Como fazer cópia do que você tem de mais importante no celular

em - tecnologia Um smartphone é hoje em dia mais do que apenas um aparelho qualquer. Ali estão armazenadas informações digitais valiosas: as fotos das últimas férias, o vídeo da sua festa de aniversário e uma mensagem importante do chefe. Em um mundo hiperconectado, a quantidade de informações que armazenamos é enorme. Pense em cada foto ou vídeo que você tira ou em cada mensagem que você envia. Talvez nem tudo seja importante, mas sempre há coisas que você não quer perder.Ter um celular danificado ou roubado já é um prejuízo financeiro significativo. É pior ainda quando a informação contida ali se perde para sempre. Os microchips que permitem pagamento com a mão A evolução do deepfake, futuro da criação de conteúdo Por isso, especialistas em tecnologia sempre recomendam que se faça backup das informações essenciais. Isso também libera espaço no dispositivo.Fotos e vídeosNo caso de quem tem celular com sistema operacional Android, uma das melhores opções é o aplicativo Google Fotos, que pode ser baixado gratuitamente.O aplicativo cria automaticamente um backup de todas as fotos e vídeos que você tira e salva tudo na nuvem. Para fazer isso você tem que: Abrir o aplicativo Tocar na foto do perfil no canto superior direito Selecionar as configurações da foto Ativar o backup e a sincronização O Google Fotos não é totalmente gratuito. Você pode usar até 15 GB de armazenamento sem custo e a partir daí pagar um valor mensal por meio do Google One, serviço do Google para armazenamento em nuvem sob assinatura. O Google One não apenas permite que você armazene as informações salvas no Google Fotos, mas também permite fazer backup do seu dispositivo, incluindo aplicativos, mensagens SMS e histórico de chamadas.Para fazer backup no Google One: Abra as configurações do telefone Toque na opção Google Digite "Backup" Ative o "Backup do Google One" Retorne às configurações principais de "Backup" Toque em "Fazer backup agora" Outra opção é o Amazon Photos, que oferece armazenamento ilimitado de fotos e 5 GB de armazenamento de vídeo com uma assinatura Prime.MúsicaO Google One é uma boa opção para fotos, vídeos ou informações salvas tanto no dispositivo quanto no Gmail e no Google Drive. Mas com músicas, ele não funciona.O YouTube Music é o principal serviço de música do Google desde o fechamento do Google Play Music em 2020. Seu aplicativo foi baixado mais de um bilhão de vezes e permite que seja usado tanto pelo aplicativo quanto pelo navegador da web. O YouTube Music permite o upload de até 100 mil músicas. Para isso: Acesse music.youtube.com Clique na foto do perfil no canto superior direito Selecione "Carregar música" Escolha as músicas que deseja enviar e selecione Abrir Para reproduzir as músicas, tanto no aplicativo quanto no site, vá em Biblioteca > Músicas > Uploads Outros arquivosMas o que acontece quando se trata de um arquivo importante?Existem serviços como Dropbox, Google Drive ou Microsoft OneDrive que fornecem uma quantidade razoável de armazenamento gratuito, com espaço adicional disponível por uma taxa mensal ou anual.O aplicativo Autosync permite sincronizar automaticamente arquivos entre diferentes dispositivos conectados à mesma conta (como celular e tablet) e possui versões específicas para Google Drive, Dropbox, OneDrive e Box.E o iPhone?Com dispositivos que usam iOS, o sistema operacional da Apple, a opção mais simples e recomendada é fazer backup do seu iPhone no iCloud, o serviço de armazenamento em nuvem da Apple. Conecte-se a uma rede Wi-Fi Vá em Configurações, toque no seu nome e depois no ícone do iCloud Certifique-se de que o interruptor esteja ligado para realizar backups automáticos quando o iPhone estiver carregando, bloqueado e conectado a uma rede Wi-Fi Toque em "Fazer backup agora" para fazer um backup Marque ou desmarque todas as opções das quais deseja fazer uma cópia, como fotos, mensagens ou contatos O iCloud permite até 5 GB de armazenamento em nuvem gratuito. Assim como no OneDrive, uma vez ultrapassada essa capacidade, você precisa pagar.WhatsAppO WhatsApp é o aplicativo de mensagens instantâneas mais usado no mundo. Embora existam opções mais seguras ou com funções diferentes, o app é líder entre usuários de Android e iOS.Para criar um backup do WhatsApp no %u200B%u200BGoogle Drive, primeiro você precisa de uma conta do Google no telefone e do aplicativo Google Play Services instalado. Abra o WhatsApp Toque no ícone Mais opções > Configurações > Bate-papo > Backup > Salvar no Google Drive Selecione com que frequência você deseja salvar cópias (diferente de Nunca) Selecione a conta do Google a ser usada para salvar a cópia do histórico de bate-papo Toque em Salvar usando para selecionar o tipo de rede O WhatsApp também permite ativar a opção de backup criptografado de ponta a ponta ou gerar um backup manualmente. Para iOS, para fazer uma cópia manual: Configurações do WhatsApp > Bate-papo > Backups de bate-papo > Fazer backup agora As cópias automáticas e agendadas podem ser habilitadas escolhendo a frequência entre diária, semanal ou mensal As cópias são salvas no iCloud, com capacidade de até 5 GB. Para economizar espaço, a Apple oferece a opção de excluir vídeos.E se eu não quiser armazenamento na nuvem?O armazenamento em nuvem oferece muitas vantagens, como a opção de acessar os arquivos a qualquer momento e de qualquer dispositivo, na maioria dos casos com conexão à internet.Mas não é uma opção para todos, seja porque não querem pagar por espaço adicional ou porque preferem evitar possíveis hacks.Tanto o Android quanto o iOS permitem que você armazene informações localmente em computadores Windows PC ou Mac. Do iPhone para o Mac: Conecte o iPhone ao computador Mac Na barra lateral do Finder no Mac, selecione o iPhone (O Finder está disponível para sistemas operacionais macOS 10.15 ou superior. Para outras versões, o iTunes deve ser instalado para transferência de arquivos) Na parte superior da janela do Finder, clique em Arquivos Escolha a opção Transferir do iPhone para o Mac No caso de você não ter um Mac, mas um PC com Windows, o procedimento é o mesmo, mas usando o iTunes.Usando um celular Android, o procedimento é diferente. O Google permite que você conecte o dispositivo a um computador Windows e copie os arquivos facilmente. No caso de transferir os arquivos para um computador Mac, é necessário um aplicativo chamado Android File Transfer que pode ser baixado na página oficial do Android.Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

A evolução do deepfake, futuro da criação de conteúdo

 A evolução do deepfake, futuro da criação de conteúdo

em - tecnologia Há cerca de um ano, milhões de telespectadores em toda a Coreia do Sul estavam assistindo ao canal MBN para acompanhar as últimas notícias.No horário nobre, a apresentadora habitual do jornal, Kim Joo-Ha, começou a ler as manchetes do dia. Era uma lista relativamente normal de histórias para o fim de 2020 — repleta de atualizações sobre a pandemia de covid-19. 'Fui enganada e me apaixonei por um deepfake num app de namoro' Pornô deepfake: 'As imagens falsas com a minha cara ainda me dão pesadelos' No entanto, este boletim estava longe de ser normal, já que Kim Joo-Ha não estava realmente na tela. Ela havia sido substituída por uma versão deepfake de si mesma — uma cópia gerada por computador que busca refletir perfeitamente sua voz, gestos e expressões faciais. Os espectadores foram informados de antemão de que isso iria acontecer, e de acordo com a imprensa sul-coreana, a reação do público foi variada. Enquanto algumas pessoas ficaram surpresas com o quão realista era, outras disseram que estavam preocupadas que a verdadeira Kim Joo-Ha pudesse perder o emprego.A MBN afirmou que continuaria a usar deepfake para algumas notícias de última hora, enquanto a empresa por trás da tecnologia de inteligência artificial — a sul-coreana Moneybrain — anunciou que estaria procurando outros compradores na China e nos EUA.Quando a maioria das pessoas pensa em deepfakes, elas imaginam vídeos falsos de celebridades. De fato, pouco tempo depois deste deepfake sul-coreano, um vídeo falso — mas muito realista — do ator Tom Cruise foi destaque no noticiário no mundo todo quando apareceu no TikTok. Apesar das conotações negativas em torno do termo coloquial deepfake (as pessoas geralmente não querem ser associadas à palavra "fake"), a tecnologia está sendo cada vez mais usada comercialmente.Mais diplomaticamente chamados de vídeos gerados por inteligência artificial, ou mídia sintética, seu uso está crescendo rapidamente em algumas áreas, como de notícias, entretenimento e educação — e a tecnologia se tornando cada vez mais sofisticada.Um dos primeiros adeptos foi a Synthesia, companhia com sede em Londres que cria vídeos de treinamento corporativo com inteligência artificial para empresas, como o grupo de publicidade global WPP e a consultoria de negócios Accenture."Este é o futuro da criação de conteúdo", diz o executivo-chefe e cofundador da Synthesia, Victor Riparbelli.Para fazer um vídeo gerado por inteligência artificial usando o sistema da Synthesia, você simplesmente escolhe entre vários avatares, digita a palavra que deseja que eles digam e pronto. Riparbelli diz que isso significa que as empresas globais podem facilmente fazer vídeos em diferentes idiomas — para cursos de treinamento internos, por exemplo."Digamos que você tenha 3 mil trabalhadores de armazém na América do Norte", diz ele. "Alguns falam inglês, mas alguns podem estar mais familiarizados com o espanhol.""Se você precisa comunicar informações complexas a eles, um PDF de quatro páginas não é uma boa maneira. Seria muito melhor fazer um vídeo de dois ou três minutos, em inglês e espanhol.""Se você tivesse que gravar cada um destes vídeos, seria um trabalho enorme. Agora podemos fazer isso com um [pequeno] custo de produção e o tempo que alguém levar para escrever o roteiro. Isso exemplifica muito bem como a tecnologia é usada hoje."Mike Price, diretor de tecnologia da ZeroFox, empresa de segurança cibernética dos EUA que rastreia deepfakes, afirma que seu uso comercial está "crescendo significativamente ano após ano, mas os números exatos são difíceis de cravar".Chad Steelberg, executivo-chefe da Veritone, fornecedora americana de tecnologia de inteligência artificial, observa, no entanto, que a crescente preocupação com deepfakes mal-intencionados está impedindo o investimento no uso comercial legítimo da tecnologia."O termo deepfake definitivamente teve uma resposta negativa em termos de investimento de capital no setor", afirma. "A mídia e os consumidores, com razão, podem ver claramente os riscos associados.""Isso definitivamente impediu as corporações e os investidores de investir na tecnologia. Mas acho que se começa a ver essa abertura."Mike Papas, executivo-chefe da Modulate, empresa de inteligência artificial que permite aos usuários criar a voz de um personagem ou pessoa diferente, diz que as empresas do setor comercial de mídia sintética "realmente se preocupam com a ética"."É incrível ver a profundidade de pensamento que colocam nisso", afirma. "Isso garantiu que os investidores também se preocupassem com isso. Eles estão perguntando sobre políticas éticas e como você vê isso."Lilian Edwards, professora de direito, inovação e sociedade da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, é especialista em deepfakes. E, segundo ela, uma questão em torno do uso comercial da tecnologia que não foi totalmente abordada é quem detém os direitos dos vídeos."Por exemplo, se uma pessoa morta é usada, como [o ator] Steve McQueen ou [o rapper] Tupac, há um debate em andamento sobre se a família deles deve possuir os direitos [e obter renda com isso]", explica."Atualmente, isso difere de país para país."Deborah Johnson, professora de ética aplicada na Universidade da Virgínia, nos EUA, foi coautora recentemente de um artigo intitulado What To Do About Deepfakes? ("O que fazer com os deepfakes?", em tradução literal)."Deepfakes são parte do problema maior de desinformação que mina a confiança nas instituições e na experiência visual — não podemos mais confiar no que vemos e ouvimos online", diz ela."A identificação é provavelmente a forma mais simples e importante de combater os deepfakes — se os espectadores estiverem cientes de que o que estão vendo foi fabricado, é menos provável que sejam enganados".A professora Sandra Wachter, pesquisadora de inteligência artificial da Universidade de Oxford, no Reino Unido, afirma que a tecnologia deepfake "está avançando rapidamente". "Se você assistiu ao vídeo de Tom Cruise, pode ver como a tecnologia está ficando boa", diz ela. "Foi muito mais realista do que o do presidente Obama de quatro anos atrás.""Não devemos ter muito medo da tecnologia, e é preciso haver abordagens diferenciadas para isso. Sim, deve haver leis para reprimir coisas nocivas e perigosas, como discurso de ódio e pornografia de vingança. Os indivíduos e a sociedade devem ser protegidos disso.""Mas não devemos ter uma proibição total dos deepfakes por sátira ou liberdade de expressão. E o crescente uso comercial da tecnologia é muito promissor, como passar filmes para diferentes idiomas ou criar vídeos educativos envolventes".Um exemplo do uso educacional de vídeos gerados por inteligência artificial está na Fundação Shoah, da Universidade do Sul da Califórnia, nos EUA, que abriga mais de 55 mil testemunhos em vídeo de sobreviventes do Holocausto. Seu projeto Dimensions In Testimony permite que os visitantes façam perguntas que levem a respostas em tempo real dos sobreviventes nas entrevistas em vídeo pré-gravadas.Steelberg acredita que, no futuro, esta tecnologia permitirá que os netos conversem com versões de inteligência artificial de avós falecidos. "Isso é transformador, eu acho, para a forma como pensamos nossa sociedade."Reportagem adicional de Will Smale.Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Hubble descobre a estrela mais distante já vista no Universo, afirma Nasa

 Hubble descobre a estrela mais distante já vista no Universo, afirma Nasa

em - tecnologia  O telescópio espacial Hubble, da Nasa, conseguiu detectar a luz de uma estrela que existiu no primeiro bilhão de anos após o nascimento do universo, o big bang. É a estrela individual mais distante já vista até hoje.Chamada de Earendel, que significa "estrela da manhã" em inglês antigo, a estrela recém-detectada está tão distante que a luz dela levou 12,9 bilhões de anos para chegar à Terra, aparecendo para nós quando o universo tinha apenas 7% de sua idade atual, com desvio para o vermelho de 6,2. "Quase não acreditamos no começo, era muito mais longe do que a estrela anterior mais distante e com maior desvio para o vermelho", disse o astrônomo Brian Welch, da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore.Os menores objetos vistos anteriormente a uma distância tão grande são aglomerados de estrelas, embutidos dentro de galáxias primitivas. A descoberta promete abrir uma era inexplorada de formação estelar muito precoce."Earendel existiu há tanto tempo que pode não ter as mesmas matérias-primas que as estrelas ao nosso redor hoje", explicou Welch. "Estudar Earendel será uma janela para uma era do universo com a qual não estamos familiarizados, mas que levou a tudo o que sabemos. É como se estivéssemos lendo um livro realmente interessante, mas começamos com o segundo capítulo e agora teremos a chance de ver como tudo começou", completou o cientista.Brian Welch, da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, é principal autor do artigo que descreve a novidade. A descoberta foi feita a partir de dados coletados durante o programa RELICS (Reionization Lensing Cluster Survey) do Hubble, liderado pelo coautor Dan Coe no Space Telescope Science Institute (STScI), também em Baltimore.Depois de estudar a galáxia em detalhes, Welch determinou que é uma estrela extremamente ampliada"A visão detalhada destaca a posição da estrela Earendel ao longo de uma ondulação no espaço-tempo (linha pontilhada) que a amplia e possibilita que a estrela seja detectada a uma distância tão grande — quase 13 bilhões de anos-luz", explica o autor do artigo."A distorção e ampliação são criadas pela massa de um enorme aglomerado de galáxias localizado entre Hubble e Earendel. A massa do aglomerado de galáxias é tão grande que distorce o tecido do espaço, e olhar através desse espaço é como olhar através de uma lupa — ao longo da borda do vidro ou da lente, a aparência das coisas do outro lado é distorcida como bem como ampliado", completa.A equipe de pesquisa estima que Earendel tenha pelo menos 50 vezes a massa do nosso Sol e milhões de vezes mais brilhante.Confirmação com o Telescópio Espacial James WebbA equipe de astrônomos informou ainda que Earendel será observada pelo Telescópio Espacial James Webb, da Nasa, pois o astro tem sua luz esticada (desvio para o vermelho) e a alta sensibilidade à luz infravermelha de Webb permitirá fazer uma melhor análise de Earendel.  Veja Mais

Telegram: as mudanças que levaram STF a liberar aplicativo no Brasil

 Telegram: as mudanças que levaram STF a liberar aplicativo no Brasil

em - tecnologia Em menos de uma semana, a relação institucional entre o Brasil e o Telegram, um dos aplicativos de mensagem mais populares no país, teve mudanças bastante substanciais. STF revoga bloqueio do Telegram após aplicativo atender às exigências da Justiça Na quinta-feira (17/03), uma ordem judicial do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes funcionou como um ultimato para a companhia, que evitou por vários meses qualquer tipo de contato com entidades do Judiciário brasileiro. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela condução das eleições brasileiras, pediu por meses colaboração do Telegram para combater a propagação de fake news em canais de conteúdo político. O Ministério Público Federal, que atua sobre crimes cometidos na internet, queria discutir por sua vez mecanismos contra delitos como pornografia infantil e venda de armas dentro da plataforma. Cartas judiciais foram ignoradas. Uma correspondência enviada para a sede da empresa em Dubai chegou a ser devolvida para o TSE. Alexandre de Moraes determinou, então, a pedido da Polícia Federal, que a operação do Telegram fosse suspensa no Brasil sob a justificativa de que a companhia não respeitava medidas judiciais. Horas depois da divulgação da decisão do ministro do Supremo, na sexta (18/03), o diretor-executivo da companhia, o russo Pavel Durov, divulgava um pedido de desculpas e começava a cumprir as ordens estabelecidas por Moraes. No domingo, o ministro revogou a ordem de bloqueio e permitiu o funcionamento do aplicativo. Veja abaixo quais foram as medidas estabelecidas por Moraes que foram atendidas pelo Telegram:Um representante no BrasilA companhia nomeou o advogado Alan Campos Elias Thomaz, da Campos Thomaz & Meirelles Advogados, como figura legal no país. No currículo divulgado no site da firma, Thomaz apresenta especializações em lei digital, privacidade e proteção de dados. Na resposta ao STF, o Telegram diz que "Alan tem experiência anterior em funções semelhantes, além de experiência em direito e tecnologia, e acreditamos que ele seria uma boa opção para essa posição enquanto continuamos construindo e reforçando nossa equipe brasileira. Alan CamposElias Thomaz tem acesso direto à nossa alta administração, o que garantirá nossa capacidade de responder as solicitações urgentes do Tribunal e de outros órgãos relevantes no Brasil em tempo hábil". Heloisa Massaro, diretora do InternetLab, um centro de pesquisa brasileiro sobre direito e tecnologia, diz que "a indicação de um representante é um sinal dado pela empresa de que ela está disposta a pelo menos iniciar um diálogo com autoridades, um canal principalmente no âmbito judicial". "Isso tudo é diferente de ter uma política dentro da empresa para buscar entender como o aplicativo é usado no país, desenvolver políticas para isso e abrir um diálogo com a sociedade civil", afirma Massaro. "De qualquer forma, a concretização desse canal de diálogo vai nos permitir entender como será a postura da plataforma." À BBC News Brasil, a firma disse: "Informamos que o escritório Campos Thomaz Advogados não comenta os casos envolvendo os seus clientes, incluindo o Telegram". O escritório Araripe & Associados, com sede no Rio de Janeiro, já fazia representação do Telegram há sete anos. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, documentos davam poder ao escritório para "obter e defender direitos relativos a propriedade industrial". A atuação, disse a firma, é exclusivamente em assunto de propriedade intelectual.Medidas para combater desinformaçãoMonitoramento: o Telegram prometeu monitorar os 100 canais mais populares no Brasil. A plataforma tem uma característica particular de dar espaço para a criação de canais com até 200 mil usuários, abertos a participação, e listas de transmissão sem limite de número de usuários em que apenas o criador desses espaços faz divulgações e anúncios. O WhatsApp, por exemplo, decidiu criar limitações para essas modalidades diante das críticas sobre a propagação de fake news na plataforma. O Telegram disse ao STF que "como esses 100 principais canais respondem por mais de 95% de todas as visualizações de mensagens públicas do Telegram no Brasil, acreditamos que essa medida será impactante, pois nos permite identificar informações perigosas e deliberadamente falsas no Telegram com mais eficiência". Alertas em outros sites: a empresa declarou que sua equipe foi instruída para acompanhar posts do Twitter e de outras redes sociais sobre conteúdo dentro do Telegram potencialmente problemático. Haverá "resumos diários" para ajudar na moderação de conteúdo. "Acreditamos que se tivéssemos monitorado a mídia no Brasil antes, a crise atual poderia ter sido evitada", diz a carta ao STF. "Isso é um primeiro sinal de que a plataforma está disposta a cooperar", afirma Massaro, do InternetLab. "Agora, é uma escolha do Telegram não ter desenvolvido grandes estruturas de moderação de conteúdo como outras plataformas. Não existe atualmente transparência sobre isso. Não há uma política robusta, organizada e completamente clara sobre a identificação dos conteúdos. A atual manifestação do Telegram foi uma resposta a uma ordem judicial. Vamos ver daqui para frente a implementação dessas políticas", analisa. Postagens marcadas: "Nas últimas 24 horas, integramos meios técnicos para marcar postagens específicas em canais um-para-muitos [listas de transmissão] como potencialmente contendo informações imprecisas. Esses avisos agora podem ser adicionados ao final de qualquer mensagem no Telegram e também permanecerão visíveis quando essas mensagens forem encaminhadas do canal para bate-papos privados ou em grupo", detalha a plataforma. Parceria com agências de checagem: a empresa diz que está "estabelecendo relações de trabalho com importantes organizações de checagem de fatos no Brasil, como Agência Lupa, Aos Fatos, Boatos.org e outras". O trabalho dessas agências será usado no trabalho de marcação de postagens com potencial de desinformação descrito acima. Uma das agências afirmou à BBC News Brasil que o Telegram fez um contato inicial para ter detalhes de como é feito o trabalho de checagem e se há interesse da agência em participar de um programa para combate à desinformação. Restrição de usuários banidos: a companhia afirmou que criou uma solução técnica para restringir permanentemente atores envolvidos na disseminação de desinformação. Essa foi uma das principais questões que levaram à determinação de Alexandre de Moraes de bloquear o aplicativo no Brasil. O ministro do STF havia pedido o bloqueio de perfis ligados ao blogueiro Allan dos Santos, atualmente foragido nos EUA, e informações sobre monetização e doações aos seus canais. Parte do pedido foi atendido em fevereiro, mas Moraes sustentou que o Telegram não tomou providências quanto a criação de perfis substitutos por Allan dos Santos. Promoção de informações verificadas: haverá destaque, segundo o Telegram, para informações verificadas dentro da plataforma. A companhia diz que elas "podem potencialmente salvar vidas e melhorar a saúde pública, como fatos confiáveis relacionados ao Covid 19" e que "estamos explorando as parcerias certas para executar essa habilidade". O Telegram disse também que atualizará os termos de serviço para refletir essas medidas e que fará uma análise das leis aplicáveis no Brasil para adotar melhores práticas de moderação de conteúdo.Remoção de conteúdo e de perfilO Telegram removeu os links no canal oficial do presidente Jair Bolsonaro (PL) que permitem baixar documentos de um inquérito sigiloso e não concluído da Polícia Federal. Essa investigação da PF diz respeito à invasão do sistema do Tribunal Superior Eleitoral. Não há evidências de que houve comprometimento as urnas eletrônicas, como sustenta Bolsonaro. Em seu mandato, o presidente, sem apresentar provas coloca em dúvida as seguranças das urnas e faz defesa do voto impresso nas eleições presidenciais deste ano. Foi também bloqueado, como determinado, o canal do jornalista Cláudio Lessa, que é servidor da Câmara dos Deputados e fazia em seus canais elogios ao presidente e divulgava ataques a opositores da base bolsonarista. Ele chegou a ser processado pelo Governo da Bahia durante a pandemia por mostrar imagens de hospitais superlotados, atribuindo à rede pública baiana, sendo que eram de Alagoas. Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Cerca de 500 municípios mineiros contarão com sinal digital de TV

 Cerca de 500 municípios mineiros contarão com sinal digital de TV

em - tecnologia Foram assinados, nesta quarta-feira (16), os contratos para que 470 municípios mineiros passem a contar com sinal digital de TV. A iniciativa permitirá que canais da Rede Minas - que já são transmitidos na frequência digita l - cheguem a regiões que recebem apenas sinais analógicos. Tudo isso será feito por meio do programa Digitaliza Brasil. De acordo com o secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão, o objetivo principal do programa é assegurar a todos os brasileiros acesso a TV digital de qualidade, com vídeo de alta definição, som de cinema e possibilidade de interagir pela internet. "Nosso trabalho é assegurar aos brasileiros aquilo que eles mais gostam, que é TV e internet", disse. Segundo o secretário, o programa deve atingir 1.638 municípios espalhados pelo Brasil. O presidente da Empresa Mineira de Comunicação (EMC), Sérgio Rodrigo Reis, disse que este momento entrará para a história da Rede Minas. "Estamos celebrando o maior projeto de inclusão digital do Brasil", disse. Segundo a deputada federal mineira Greyce Elias, os R$ 200 milhões investidos vão beneficiar 4,8 milhões de mineiros, que poderão contar com a TV Digital. E a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) tem papel fundamental nessa tarefa. É por meio da parceria entre a EBC e a Rede Minas que o sinal digital chegará aos municípios mineiros. A Rede Minas já reproduzia conteúdos nacionais da EBC e tem seus programas transmitidos em escala nacional, em uma relação de "ganha-ganha", como destacou o presidente da EBC, Glen Valente. "A TV Brasil, em parceria com a Rede Minas, está construindo um novo momento aqui em Minas Gerais, trazendo conteúdos para toda a população que, no passado, estavam restritos a poucos canais e a canais analógicos, com sinal não tão bom", afirmou. Veja Mais

WhatsApp estuda ferramenta de enquetes nos grupos do aplicativo

 WhatsApp estuda ferramenta de enquetes nos grupos do aplicativo

em - tecnologia O WhatsApp está avaliando a possibilidade de instaurar uma ferramenta de enquetes nos grupos do aplicativo. A informação é do site WABetaInfo, e segundo ele, os testes já estão sendo feitos por usuários de iPhone. A fonte ressalta que a tecnologia de segurança de criptografia de ponta a ponta das mensagens será responsável por assegurar a privacidade dos resultados das enquetes apenas para os membros do grupo. Não se sabe ainda se a ferramenta virá com a possibilidade de inclusão de imagens, ou mesmo quantas respostas serão possíveis. Entretanto, a novidade será de grande ajuda na hora de fazer uma votação ou tomar uma decisão em grupo.   Veja Mais

Telegram: como fotos nuas de mulheres são compartilhadas sem consentimento

 Telegram: como fotos nuas de mulheres são compartilhadas sem consentimento

em - tecnologia Uma investigação da BBC descobriu que fotos íntimas de mulheres e meninas estão sendo compartilhadas em grupos com dezenas de milhares de usuários no aplicativo de mídia social Telegram com o objetivo de assédio, intimidação e chantagem.AVISO: ESTE ARTIGO CONTÉM CONTEÚDO DE NATUREZA SEXUALNa fração de segundo que Sara descobriu que uma foto dela nua havia vazado e sido compartilhada no Telegram, sua vida mudou. Seus perfis do Instagram e do Facebook foram divulgados junto com a foto, assim como seu número de telefone. De repente, ela começou a ser contatada por homens desconhecidos pedindo mais fotos."Eles me faziam sentir como se eu fosse uma prostituta porque [acreditaram] que eu compartilhei fotos íntimas minhas. Isso significava que eu não tinha valor nenhum como mulher", diz ela.Sara (não é seu nome verdadeiro) compartilhou a foto com uma pessoa, mas a imagem acabou em um grupo do Telegram com 18 mil seguidores, muitos deles moradores de seu bairro em Havana, Cuba. Ela agora teme que estranhos na rua possam tê-la visto nua."Eu não queria sair, não queria ter nenhum contato com meus amigos. A verdade é que sofri muito."Ela não está sozinha. Após meses investigando o Telegram, a BBC encontrou grandes grupos e canais compartilhando milhares de imagens secretamente filmadas, roubadas ou vazadas de mulheres em pelo menos 20 países. E há poucas evidências de que a plataforma esteja lidando com o problema. Queremos contar sua história: você foi vítima de imagens íntimas vazadas online? Suas informações pessoais serão protegidas e um de nossos jornalistas poderá entrar em contato em breve. A milhares de quilômetros de Cuba, Nigar está tendo que se adaptar a uma nova vida.Ela é do Azerbaijão, mas foi forçada a deixar sua terra natal. Em 2021, um vídeo dela fazendo sexo com o marido foi enviado para sua família e depois postado em um grupo do Telegram."Minha mãe começou a chorar e me disse: 'Tem um vídeo disso, me enviaram'", diz ela. "Fiquei arrasada, absolutamente arrasada."O vídeo foi compartilhado em um grupo com 40 mil integrantes. Na filmagem, o rosto do agora ex-marido de Nigar está embaçado, mas o dela é claramente visível.Ela acredita que seu ex a filmou secretamente para chantagear seu irmão, um crítico proeminente do presidente do Azerbaijão. Ela diz que sua mãe foi informada de que o vídeo seria lançado no Telegram, a menos que seu irmão parasse com as críticas e com o ativismo."Eles olham para você como se você fosse uma desgraça. Quem se importa se você é casada?" diz Nigar.Nigar diz que confrontou o ex-marido sobre o vídeo e ele negou tê-lo feito. A BBC tentou ouvir o ex-marido, mas ele não respondeu. Nigar ainda está lutando para seguir em frente com sua vida: "Não consigo me recuperar. Eu faço terapia duas vezes por semana", diz ela. "Os terapeutas dizem que não há progresso até agora. Eles perguntam se posso esquecer, e eu digo que não."As fotos de Nigar e Sara foram denunciadas ao Telegram, mas a plataforma não respondeu. As experiências das duas mulheres estão longe de ser únicas.A BBC tem monitorado 18 canais do Telegram e 24 grupos em países que vão da Rússia ao Brasil, do Quênia à Malásia. O número total de assinantes do Telegram é quase dois milhões.Detalhes pessoais como endereços residenciais e números de telefone até dos pais das vítimas foram postados ao lado de fotos explícitas.A BBC testemunhou administradores de grupos pedindo aos membros que enviassem imagens íntimas de ex-parceiros, colegas ou estudantes para uma conta automatizada, para que as imagens pudessem ser publicadas sem revelar a identidade do remetente.O Telegram agora diz que tem mais de meio bilhão de usuários ativos em todo o mundo — mais do que o Twitter —, muitos deles atraídos pela ênfase que o aplicativo dá à privacidade.Milhões migraram do WhatsApp para o Telegram em janeiro de 2021, depois que o WhatsApp mudou seus termos de privacidade.O Telegram é popular há muito tempo entre manifestantes pró-democracia em países com censura à mídia. Os usuários podem postar sem compartilhar seu nome ou número de telefone e criar grupos públicos ou privados com até 200 mil membros ou canais que podem transmitir para um número ilimitado de pessoas. Apesar da reputação de privacidade do Telegram, apenas a opção "chat secreto" fornece criptografia de ponta a ponta, o que garante que apenas as duas pessoas que estão conversando possam ver a mensagem. Essa é a configuração padrão em aplicativos de bate-papo seguros, como Signal e WhatsApp.A plataforma também atrai usuários que buscam um espaço menos regulamentado, inclusive aqueles que foram banidos de outras plataformas."De acordo com o Telegram e seus donos, eles não querem censurar os usuários", diz Natalia Krapiva, consultora jurídica de tecnologia do grupo de direitos digitais Access Now.Mas nossa pesquisa mostrou que a pouca moderação levou o Telegram a se tornar um paraíso para o vazamento e compartilhamento de imagens íntimas.O Telegram não tem uma política dedicada a lidar com o compartilhamento não consensual de imagens íntimas, mas seus termos de serviço dizem que os usuários não podem "postar conteúdo pornográfico ilegal em canais, bots, etc. do Telegram publicamente visíveis".Ele também possibilita que usuários denunciem pornografia em canais e grupos públicos e privados. Para testar o rigor com que o Telegram aplicava suas políticas, encontramos e denunciamos 100 imagens como pornografia usando o recurso de denúncia disponível no aplicativo. Um mês depois, 96 delas continuavam na plataforma. Não conseguimos localizar as outras quatro fotos, pois elas estavam em grupos que não conseguíamos mais acessar.Enquanto estávamos investigando esses grupos, uma conta de Telegram na Rússia tentou nos vender uma pasta contendo vídeos de abuso infantil pelo preço de um café.Nós denunciamos tudo ao Telegram e à Polícia Metropolitana, mas dois meses depois o post e o canal ainda estavam funcionando. A conta só foi removida depois que entramos em contato com a equipe de assessoria de imprensa do Telegram.Apesar de sua moderação branda, o Telegram toma medidas contra certos conteúdos.Depois que a Apple removeu brevemente o Telegram de sua loja de aplicativos por causa de vídeos de abuso infantil, o Telegram adotou uma postura mais ativa contra essas imagens. A plataforma também cooperou com a agência criminosa da UE Europol em 2019 para eliminar uma enorme quantidade de conteúdo do Estado Islâmico."Sabemos que o Telegram pode remover e vem removendo conteúdo relacionado a terrorismo ou algum tipo de conteúdo político muito radical", diz Aliaksandr Herasimenka, pesquisador do Oxford Internet Institute. Mas a remoção de imagens íntimas parece não ser uma prioridade.Conversamos com cinco moderadores de conteúdo do Telegram sob condição de anonimato. Eles nos disseram que recebem relatórios de usuários por meio de um sistema automatizado, que eles dizem classificar em "spam" e "não spam".Eles disseram que não procuram proativamente imagens íntimas e, até onde sabem, o Telegram também não usa inteligência artificial para fazer isso. Essa falta de ação levou algumas mulheres a tomarem medidas mais enérgicas. Joanna encontrou uma imagem nua de si mesma de quando ela tinha 13 anos em um grupo popular do Telegram na Malásia.Ela criou um perfil falso no Telegram para se juntar ao grupo, onde anonimamente pesquisou fotos de nudez e as denunciou. Ela também compartilhou suas descobertas com seus amigos.Depois de uma grande repercussão na imprensa, o grupo acabou sendo fechado. Mas durante o curso de nossa investigação, encontramos pelo menos dois grupos duplicados compartilhando o mesmo tipo de imagens."Às vezes você se sente tão impotente, porque tentamos fazer muito para remover esses grupos. Mas eles ainda estão surgindo, então não sei se um dia haverá um fim para isso, honestamente", diz Joanna.O Telegram se recusou a dar entrevista para a BBC, mas emitiu um comunicado no qual afirma que monitora proativamente espaços públicos e dá seguimento a denúncias de usuários sobre conteúdo que viola seus termos de serviço.O Telegram não confirmou se a publicação de imagens íntimas de pessoas sem consentimento é permitida na plataforma ou se elas são removidas.O lançamento de anúncios em alguns canais públicos do Telegram — junto mais investimentos — é um indicativo de como o fundador Pavel Durov pretende monetizar sua plataforma.Isso provavelmente aumentará a pressão sobre o Telegram e seu fundador libertário para que a plataforma adote políticas mais semelhantes às de seus rivais de mídia social, como o WhatsApp, que começou a introduzir políticas contra o compartilhamento de fotos íntimas.Resta saber por quanto tempo a empresa resistirá a uma maior moderação à medida que avança para novos mercados e começa a gerar receita.Para as mulheres cujas reputações foram destruídas e vidas prejudicadas pelo compartilhamento de suas imagens íntimas no Telegram, a mudança pode vir tarde demais.Investigação da Equipe de Desinformação do Serviço Mundial da BBC.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? 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Vazamentos no PIX ocorrerão com alguma frequência, diz presidente BC

 Vazamentos no PIX ocorrerão com alguma frequência, diz presidente BC

em - tecnologia Os vazamentos de dados do Pix, sistema instantâneo de pagamentos do Banco Central (BC), ocorrerão com alguma frequência, afirmou hoje (11) o presidente do órgão, Roberto Campos Neto. Segundo ele, os casos registrados até agora são leves, e a autoridade monetária está atuando para que as ocorrências sejam as mínimas possíveis. "Como nós entendemos que esse mundo de dados vai cada vez crescer mais exponencialmente, os vazamentos vão acontecer com alguma frequência. Não querendo banalizar os vazamentos, porque vamos atacar todos os vazamentos para que eles sejam o mínimo possível", disse o presidente do BC em evento promovido pelo Esfera Brasil, grupo que promove reuniões entre empresários, empreendedores e líderes do setor público. Campos Neto esclareceu que as informações expostas até agora não incluem dados como senhas e movimentações financeiras. Os vazamentos abrangem, na maior parte, dados que podem ser obtidos publicamente, acrescentou. "A gente tem vazamento, às vezes, que é nome e CPF. Nome e CPF têm no talão de cheque da pessoa. Você tem, às vezes, o vazamento de telefone, que a chave é o telefone celular, mas grande parte das pessoas tem o telefone celular aberto, você entra em um sistema de consulta, bota o nome e acha o telefone", detalhou Campos Neto. Ele disse que o BC tem adotado postura mais transparente que a de outros países, ao comunicar todos os vazamentos em seu site . Na semana passada, o BC informou que não divulgará mais os casos de exposição de dados de chaves Pix por meio de avisos, apenas listando os incidentes em sua página na internet. Ocorrências Desde a criação do Pix, em novembro de 2020, o BC registrou três casos de vazamento de informações. O mais recente foi na semana passada, quando 2.112 chaves Pix de clientes da instituição de pagamentos Logbank foram vazadas. Em agosto do ano passado, ocorreu o vazamento de dados 414,5 mil chaves Pix por número telefônico do Banco do Estado de Sergipe (Banese). No fim de janeiro, 160,1 mil clientes da Acesso Soluções de Pagamento terem informações vazadas. Em nenhum caso, foram expostas senhas e saldos bancários. Novas funcionalidades Campos Neto informou que o Banco Central está desenvolvendo novas funcionalidades para o Pix, como a função de débito automático e a remuneração do dinheiro que fica parado na conta. Ele anunciou uma "agenda internacional" para o sistema de pagamentos instantâneos, mas não deu detalhes. O presidente do BC apresentou números relativos às modalidades Pix Saque e Pix Troco, que entraram em vigor no fim de novembro. De acordo com Campos Neto, o Pix Saque, que permite retiradas em estabelecimentos comerciais e caixa eletrônico, movimentou R$ 9,7 milhões em janeiro, com volume de 66,6 mil transações no mês.  O Pix Troco, que permite saques durante o pagamento de compras, movimentou R$ 100 mil no mês passado, com 1,3 mil utilizações em janeiro. Veja Mais

'Netflix do delivery': como os apps de comida estão mudando o negócio dos restaurantes

 'Netflix do delivery': como os apps de comida estão mudando o negócio dos restaurantes

em - tecnologia O casal Emre Uzundag e Yonca Cubuk dizem que estão vivendo um "pequeno sonho" graças a um app de entrega de comida.Os turcos emigraram para Nova York em 2020 e ficaram presos dentro de um pequeno apartamento no Brooklyn por causa da pandemia do coronavírus.Com saudades da terra natal, os dois começaram a preparar pratos da cozinha turca para lidar com o estresse da quarentena. "Foi uma necessidade mental durante a pandemia", afirma Cubuk.Então eles passaram a cozinhar para amigos espalhados por Nova York e tiveram uma resposta muito boa. "Falaram que a gente deveria trabalhar com isso", diz ela.Apesar de nenhum dos dois ter trabalhado como chef antes, no ano passado eles resolveram entrar de cabeça no negócio e começaram a usar um app chamado Woodspoon.Enquanto os maiores aplicativos de entrega de comida no mercado norte-americano como Just Eat, Deliveroo, Uber Eats e DoorDash (o maior no país) listam grandes redes de restaurante, o WoodSpoon (colher de madeira, em inglês) tem uma estratégia bastante diferente.O serviço foi lançado no começo de 2020 com o intuito de fazer a ponte entre pessoas que cozinham em casa e clientes que querem algo diferente do que é oferecido pelas maiores empresas do ramo.Disponível em Nova York e Nova Jersey, o aplicativo tem 120 chefs da região entre as opções e fica responsável por fazer a entrega dos pedidos.O negócio do casal Uzundag e Cubuk, batizado de BanBan Anatolian Home Cooking, opera quatro dias por semana - os outros três são investidos no teste de novas receitas. Yonka Cubuk disse que a grande demanda de pedidos obrigou os dois a trabalharem até no aniversário de casamento.Ela diz que o serviço evitou que eles precisassem alugar uma área comercial. "WoodSpoon dá uma plataforma e uma voz para contar a nossa história", diz."E nós somos mais do que kebabs e pilaf (um prato originário na Ásia feito com arroz). Os pratos que mais saem são a sopa de lentilha e o cozido de espinafre com laranja. Os dois são vegetarianos; o último é vegano".Influência da pandemiaLee Reshef, cofundadora da Woodspoon, diz que o lançamento do serviço no momento em que a pandemia foi deflagrada ajudou o negócio. "Nós tivemos sorte de ajudar muitos trabalhadores do ramo dos restaurantes que precisavam de uma nova fonte de rendimento", afirma ela.Antes de serem aceitos pela Woodspoon, os chefs precisam mostrar que possuem treinamento em segurança alimentar e têm a cozinha inspecionada.O chef também precisa fazer um registro da atividade com autoridades locais, além das avaliações sobre as condições de higiene.Com a pandemia forçando o fechamento de restaurantes por um longo período, os últimos dois anos foram de grande expansão para os apps de entrega. A maior empresa do ramo no Reino Unido, a Just Eat, viu subir o faturamento em 42% entre 2019 e 2020, para US$ 990 milhões. Na DoorDash, o resultado foi o triplo, para quase US$ 3 bilhões.Com esse novo mercado em relevância, surgem demandas novas de clientes. Por exemplo, pedir pratos de diferentes restaurantes entregues juntos em um mesmo pedido.Alguns apps estão começando a oferecer esse serviço.Um aplicativo dos EUA, Go By Citizens, de propriedade do grupo C3, possibilita que sejam feitos pedidos pratos de diferentes tipos de restaurante, como o Umami Burger, Krispy Rice, Cicci di Carne e Sam's Crispy Chicken.Mas para possibilitar que a comida seja preparada e esteja pronta para a entrega ao mesmo tempo, a C3 diz que opera 800 cozinhas fantasmas. São diferentes estações de preparação debaixo de um mesmo teto, apenas para entrega."Nosso app permite que os clientes selecionem, escolham e agrupem seus itens favoritos do menu a partir de uma variedade de marcas da C3 em um único pedido", afirmou o diretor-executivo da empresa, Sam Nazarian. Ele descreve o seu negócio como "a Netflix dos pedidos de restaurante".Além das marcas da C3, a empresa está convidando outros restaurantes e negócios para sua plataforma e para seu espaço de cozinhas fantasmas.Enquanto isso, outro negócio baseado nesse modelo, o Kitchen United também possibilita que sejam pedidos pratos de diferentes marcas ao mesmo tempo pelo seu app."Tudo é entregue ou fica disponível para retirada ao mesmo tempo e na mesma conta", afirma o diretor-executivo da Kitchen United, Michael Montagno. "Então se uma pessoa quer sushi e a outra prefere pizza, é possível resolver."O serviço está disponível em dez localidades e deve chegar a mais oito em breve.No Reino Unido, a companhia Deliveroo tem cozinhas fantasmas onde alguns restaurantes operam sem precisar pagar aluguel. Mas, segundo uma porta-voz da empresa, ainda não há como pedir comida de diferentes marcas de uma só vez.Seja a possibilidade de pedir uma comida feita em casa ou escolher itens de diferentes restaurantes em um único pedido, os novos modelos vão colocar mais pressão sobre restaurantes físicos ou outros negócios de entrega que estão enfrentando dificuldades?O crítico gastronômico britânico Andy Hayler disse que alguns não se animam muito com a ideia de ter comida feita por três restaurantes diferentes em um único pedido. "Se eu visse um menu que oferecesse duas ou três coisas muito diferentes, isso soaria para mim uma fornecedora de alimentos genérica, que faz comida em linha industrial", diz ele.Para Hayler, alguns ingredientes, como curry, funcionam bem no delivery. Mas as cozinhas francesas e japonesas têm problemas porque a apresentação conta e os pratos ficam prejudicados espremidos em recipientes de plástico."Metade da experiência (com comida francesa e japonesa) é visual", afirma.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Uber Eats encerra operação de delivery de restaurantes no Brasil

 Uber Eats encerra operação de delivery de restaurantes no Brasil

em - tecnologia A Uber irá encerrar a operação de entregas de restaurantes no Brasil. De acordo com a empresa, a Uber Eats deixará de operar no país a partir de 7 de março.A empresa informou que concentrará as operações no serviço de entrega de supermercados, por meio da Cornershop. "Nosso principal objetivo daqui para frente será oferecer acesso à seleção de supermercados, lojas especializadas, pet shops, floriculturas, lojas de bebidas e outros artigos no aplicativo", disse em comunicado. Além disso, a empresa continuará oferecendo o serviço do Uber Flash para entregas rápidas por motoristas do aplicativo, e Uber Direct, de entrega de lojas diretamente aos clientes, no mesmo dia.O serviço do Uber Eats, que estava ativo no Brasil nos últimos cinco anos, será mantido em outros 45 países.No Brasil desde 2020, a Corneshop está disponível em 34 cidades. São elas: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Jundiaí, Macaé, Maceió, Manaus, Natal, Novo Hamburgo, Piracicaba, Porto Alegre, Presidente Prudente, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Salvador, Santos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba, Taubaté, Uberlândia e Vitória.A Uber disse esperar aumentar a lista de cidades com o serviço neste ano.A partir desta quinta-feira (6/1), a Uber Eats também passará a oferecer a modalidade de pagamento via Pix. Dessa forma, os pedidos feitos até março, quando a plataforma será desativada, não poderão ser pagos em dinheiro.  Veja Mais

Pesquisadoras desenvolvem plástico feito de sobras de peixe

 Pesquisadoras desenvolvem plástico feito de sobras de peixe

em - tecnologia É difícil imaginar um mundo sem o poliuretano (PU). Esse material está presente na fabricação de móveis, bolsas, sapatos, roupas, telhas e outra infinidade de objetos. Porém, além do acúmulo de lixo plástico, ele é derivado do petróleo bruto e, no processo de sintetização, produz um alto nível de gases tóxicos. Para enfrentar o problema, duas pesquisadoras da Universidade Memorial de Newfoundland, no Canadá, conseguiram produzir uma alternativa a partir de uma fonte curiosa: restos de peixes, que, de outra forma, acabariam no lixo.“Acho interessante como podemos fazer algo útil, algo que pode até mudar a forma como os plásticos são feitos, a partir de resíduos que as pessoas simplesmente jogam fora”, diz Mikhailey Wheeler, estudante de graduação e coautora do estudo. Ela e a professora Francesca Kerton apresentaram o trabalho no encontro de primavera da Sociedade Norte-Americana de Química.Kerton destaca que a pesquisa ainda está em fase inicial, mas diz que se for possível produzir o plástico à base de óleo de vísceras dos peixes, isso terá um impacto ambiental significativo. “É importante que comecemos a projetar plásticos com um plano de fim da vida útil, seja pela degradação química que transforma o material em dióxido de carbono e água, seja por reciclagem e reaproveitamento.”A cientista explica que o método convencional de produção de poliuretanos traz uma série de problemas ambientais e de segurança. “Requer petróleo bruto, um recurso não renovável, e fosgênio, um gás incolor e altamente tóxico. A síntese gera isocianatos, irritantes respiratórios em potencial. Além disso, o produto final não se decompõe facilmente no meio ambiente”, diz. Outro problema é que, na degradação do material, são liberados compostos cancerígenos. “Enquanto isso, a demanda por alternativas mais verdes está crescendo.”RESULTADOS DA PESQUISA A busca por poliuretanos feitos a partir de óleos alternativos, como os vegetais, já apresentou bons resultados. Contudo, Mikhaliley Wheeler e Francesca Kerton queriam uma solução que não competisse com a produção agrícola. Por isso, pensaram em encontrar a matéria-prima na cabeça, nas vísceras e nos ossos de peixes. Na região onde as pesquisadoras vivem, na costa de Newfoundland, a criação de salmão é um importante componente da economia local. Depois que o peixe é processado para a venda, as partes que sobram vão para o lixo, embora eventualmente o óleo seja extraído antes do descarte.As pesquisadoras, então, desenvolveram um processo para converter o óleo de peixe em um polímero semelhante ao poliuretano. Primeiro, elas adicionam oxigênio ao material para formar epóxidos, moléculas semelhantes às da resina epóxi. Depois de reagir esses compostos com dióxido de carbono, as cientistas ligaram as moléculas resultantes do processo com aminas contendo nitrogênio, com o objetivo de formar o novo material. O método foi descrito em artigo científico em agosto do ano passado. Desde então, foi aprimorado. As aminas, por exemplo, foram trocadas por aminoácidos, simplificando o processo.VIDA ÚTIL DO MATERIAL Em outros experimentos, as pesquisadoras começaram a investigar a rapidez com que o novo material provavelmente se degradaria no fim da vida útil. Wheeler embebeu pedaços do plástico em água, e, para acelerar a degradação, adicionou lipase, uma enzima capaz de quebrar gorduras como as do óleo de peixe. “Sob um microscópio, mais tarde, observamos um crescimento microbiano em todas as amostras, mesmo aquelas que estavam em água pura, um sinal de que o novo material pode se biodegradar prontamente”, diz Wheeler.Kerton e Wheeler planejam continuar testando os efeitos do uso de um aminoácido na síntese e estudando até que ponto o material é receptivo ao crescimento microbiano que pode acelerar sua degradação. Elas também pretendem testar as propriedades físicas para verificar o potencial de aplicação do plástico em produtos como embalagens. O cheiro do material não deve ser um problema. Segundo Kerton, no início do processo há um cheiro leve de peixe, que desaparece nas etapas seguintes.Madeira vira etanolPesquisadores do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley e dos Laboratórios Nacionais Sandia, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo um processo simplificado e eficiente para converter matéria vegetal lenhosa e resíduos agrícolas em biocombustível líquido. A pesquisa foi publicada  na revista ACS Sustainable Chemistry & Engineering, da Associação Norte-Americana de Química.“De acordo com relatório recente, em 2050, haverá 38 milhões de toneladas métricas de biomassa lenhosa seca disponíveis a cada ano, tornando-se uma fonte de carbono excepcionalmente abundante para a produção de biocombustíveis”, disse Carolina Barcelos, engenheira de processo sênior da Unidade de Desenvolvimento de Processos de Bioprodutos, em Berkeley.No entanto, os esforços para converter biomassa lenhosa em biocombustível são normalmente prejudicados pelas propriedades intrínsecas da madeira que a tornam muito difícil de decompor quimicamente, acrescenta o pesquisador Eric Sundstrom. “Nossos dois estudos detalham um caminho de conversão de baixo custo para fontes de biomassa que, de outra forma, seriam queimadas no campo ou em pilhas de corte ou aumentariam o risco e a gravidade dos incêndios florestais sazonais. Temos a capacidade de transformar essas fontes renováveis de carbono da poluição do ar e riscos de incêndio em um combustível sustentável.”Em estudo liderado por Barcelos e Sundstrom, os cientistas usaram produtos químicos não tóxicos, enzimas disponíveis comercialmente e uma cepa de levedura especialmente projetada para converter madeira em etanol em um único reator. Além disso, uma análise tecnológica e econômica subsequente ajudou a equipe a identificar as melhorias necessárias para atingir a produção de etanol a US$ 3 por galão de gasolina equivalente (GGE), por meio dessa via de conversão.O trabalho é o primeiro processo de ponta a ponta para a produção de etanol a partir de biomassa lenhosa, apresentando alta eficiência de conversão e uma configuração simples de um reator. “Como qualquer cozinheiro sabe, receitas de uma panela são sempre mais fáceis do que aquelas que requerem várias vasilhas, e, nesse caso, também significa menor consumo de água e energia”, compara Sundstrom.O etanol já é usado como aditivo redutor de emissões na gasolina convencional, normalmente constituindo cerca de 10% da gasolina. Alguns veículos especiais são projetados para operar com combustível com composições de etanol mais altas, de até 83%. Além disso, o etanol gerado a partir da biomassa vegetal pode ser usado como ingrediente para a fabricação de diesel e combustíveis de aviação mais complexos. Atualmente, a fonte mais comum do biocombustível são os grãos de milho – um material amiláceo muito mais fácil de decompor quimicamente, mas requer terra, água e outros recursos para sua produção.três perguntas para...Francesca Kertonbioquímica da Universidade Memorial de NewfoundlandQuanto de resíduos de peixes é necessário para produzir o plástico?Com 1g de óleo, podemos produzir de 1,3g a 1,4g de plástico, mas isso depende do tipo de amina que você usa. Quanto maior o tamanho ou a massa da amina, menos óleo de peixe é necessário no poliuretano. De 40% a 60% da massa do peixe vai para o lixo, como a cabeça, os ossos, as vísceras, e, na maior parte dos lugares, essas partes não são vendidas. Então, fazer algo com esse material é algo bastante útil. Nós fizemos alguns cálculos e, com base em dados da Organização das Nações Unidas, há um potencial suficiente de óleo de peixe para a produção do poliuretano ou outros materiais.Para quais aplicações esse plástico será mais indicado?Precisamos entender melhor as propriedades mecânicas do polímero, porque é isso que vai determinar em quais aplicações ele poderá ser usado. Desde que publicamos nosso trabalho, algumas pessoas têm entrado em contato su- gerindo diferentes áreas em que o material pode ser útil. Então, estamos animados com a perspectiva de estabelecer algumas colaborações.Em quanto tempo o produto pode estar no mercado? Eu trabalho em uma parte da universidade chamada Instituto Ma- rinho, e eles têm um laboratório de bioprocessamento. Estamos vendo com a indústria pesqueira a viabilidade de usar essa estrutura como uma refinaria, levando para lá todo o lixo de numerosos peixes, e, aí, processá-los em pequenas frações, incluindo o óleo. Então, o instituto tem feito algumas análises econômicas para descobrir o que é e o que não é viável, quais as melhores localidades para conduzir o estudo. Espero que meus colegas consigam convencer o governo local a construir uma planta-piloto porque, assim, seremos capazes de produzir esse material em escala e fornecer amostras do plástico para pesquisadores de diferentes áreas testá-lo. Se conseguirmos financiamento, acho que em dois ou três anos teremos a planta e, em cinco, o produto no mercado. Veja Mais

A piada ofensiva que gerou primeira censura na internet e mudou a rede para sempre

 A piada ofensiva que gerou primeira censura na internet e mudou a rede para sempre

em - tecnologia Esta é a história de uma guerra travada logo nos primórdios da internet. E o que estava em jogo era crucial: quem era o dono desse novo mundo, quem fazia as regras e quais elas seriam.Na década de 1980, antes da invenção da World Wide Web, havia uma coisa nascente chamada Usenet. Era uma coleção de painéis de mensagens para o pequeno número de pessoas em instituições acadêmicas e tecnológicas que sabiam de sua existência. Gente como Brad Templeton, que até então usava o computador apenas para jogar e fazer planilhas."A Usenet foi uma epifania para mim. Entendi que o objetivo real, o uso mais importante dos computadores era conversar com outras pessoas", lembra Brad.Havia páginas na Usenet dedicadas a conversas sobre ateísmo, sexo, vinhos ou tecnologia."Era como uma praça. Todas as noites, seu computador ligava para outros computadores e ligava tudo de novo com eles, e então você podia conversar com pessoas de todo o mundo."Um pontoBrad acessou a Usenet por meio da Universidade de Waterloo, no Canadá, onde havia estudado, pois não era algo que alguém pudesse se conectar de casa. Normalmente, um computador era necessário em um laboratório, empresa de informática ou universidade."Portanto, o público era altamente educado, geralmente bem de vida, provavelmente não tão etnicamente diverso e com conhecimento de tecnologia. Uma elite."Eles foram pioneiros.Para se ter uma ideia de quanto, certo dia, em 1982, Brad postou uma mensagem sugerindo que os e-mails seriam mais fáceis de ler se tivessem um ponto. Outros concordaram, e é por isso que nossos endereços de e-mail agora terminam em .com.Mas Brad queria que seu legado da Usenet fosse mais divertido do que isso, então ele criou seu próprio quadro de mensagens dedicado ao humor, chamado rec.humor.funny (RHF), que rapidamente conquistou milhares de assinantes.Uma piada por diaAs pessoas lhe mandavam piadas e as que ele achava mais engraçadas passavam a fazer parte de uma coleção da qual seu computador escolhia aleatoriamente uma e publicava todas as manhãs.E um dia,uma delas fez dele um tipo diferente de pioneiro - a primeira pessoa na história registrada a ficar publicamente envergonhada por algo que fez online."Era uma piada baseada em estereótipos judeus e escoceses. E a aleatoriedade do computador optou por lançá-la em um dos aniversários da Kristallnacht, a Noite dos Cristais." "O fato é que, quando foi divulgada, enfureceu um judeu do MIT (Massachusetts Institute of Technology) nos Estados Unidos", disse Brad.Esse judeu era um britânico chamado Jonathan Richmond, que infelizmente morreu no ano passado. Ele morava no MIT com outro britânico que se lembra bem do incidente. Ele não queria ser identificado, então vamos chamá-lo de Amir."Éramos ambos sensíveis ao racismo e ao antissemitismo, por isso não era incomum sermos incomodados por esse tipo de coisa. Mas essa piada em particular nos afetou pessoalmente. Além disso, havia algo muito importante na data, pela Kristallnacht."É por isso que Jonathan e Amir também se tornaram pioneiros - ninguém jamais havia tentado disciplinar o mundo online antes. Jonathan apelou para a comunidade da Usenet, escrevendo que geralmente gostava de piadas que o faziam rir de si mesmo, mas não podia tolerar o humor preconceituoso associado à perseguição e assassinato.Mas o pessoal da Usenet respondeu chamando-o de bobo e quase ninguém ficou do seu lado.Bobo?Se você acha que Jonathan e Amir estavam exagerando, Amir aprofunda um pouco o contexto."Meus pais vieram da África Oriental para o Reino Unido na década de 1960, quando havia placas nas janelas de casas e empresas anunciando que asiáticos e negros não eram aceitos. Fui atacado várias vezes nas ruas. Finalmente nos mudamos para o Canadá na década de 1980, em parte porque estávamos fartos dos abusos racistas."Coincidentemente, antes de ir para o MIT, Amir frequentou a mesma universidade onde Brad postava suas piadas. A Universidade de Waterloo costumava ser um banco de talentos."Além disso, era responsável por enviar mais graduados para a Microsoft - que era a maior empresa da época - do que qualquer outra universidade do planeta."Assim, pareceu a Amir e Jonathan que a coisa toda era um mau presságio. Um tom estava sendo estabelecido naquele novo mundo que poderia afetar as gerações futuras."Eu sabia que minha universidade tinha um grande papel em todo o espaço da tecnologia da informação e que se algo assim não fosse controlado, teria um grande impacto negativo também, então teve que ser cortado pela raiz", diz Amir.Mas suas tentativas tinham falhado até agora. Que recurso eles tiveram?O quarto poderEles tiveram a ideia de aproveitar a visita de Amir à namorada em Waterloo para conversar com o jornal local."Lembro que quando li essas piadas fiquei com o estômago embrulhado", diz a jornalista Luisa D'amato."Embora estivesse abordando o assunto com olhos de repórter, prestando a devida atenção a todos os lados da história, piadas como essa me faziam sentir marginalizada e difamada.""Na grande mídia, se você não gosta de alguma coisa, pode reclamar para algum órgão que a regulamenta. Mas aquilo era como o Velho Oeste."Depois de investigar, Luisa publicou um artigo intitulado "Sistema de computador da Universidade de Waterloo é usado para enviar piadas racistas"."Foi constrangedor para a universidade. Eles não gostavam de estar na primeira página do jornal como envolvidos em racismo horrível e antissemitismo."Mesmo assim, Brad foi inundado com mensagens de apoio de usuários da Usenet, além de uma carta de um nazista que havia lutado por Hitler e vivia no Canadá, dizendo a ele que era ótimo que as pessoas contassem piadas sobre judeus."A universidade anunciou quase imediatamente que não toleraria ser um centro para esse tipo de material ofensivo e suspendeu a conta de Brad Templeton", diz Luisa. "Eu estava atormentado, não conseguia dormir bem", diz Brad.Mas a vitória de Jonathan e Amir durou pouco, algo que a comunidade da Usenet poderia ter dito a eles de antemão.Nada para fazer"Essa foi a primeira vez que vi alguém em uma posição de autoridade tentando banir algo na Usenet, e lembro-me de ter pensado: 'Que idiotas! Eles acham que podem banir. Não vai funcionar'", disse o pioneiro da Usenet e cientista da computação Brian Reed, que na época era professor assistente de engenharia elétrica na Universidade de Stanford, no coração do emergente Vale do Silício."Todos os tecnólogos entenderam que a internet não tinha censura. Foi projetada para ser assim. Se você fosse proibido de fazer algo, nada mudaria porque outras cem pessoas continuariam com a tarefa."Vários usuários da Usenet se ofereceram para hospedar o site de Brad, que ele reativou imediatamente.Mas a batalha não tinha acabado.Enquanto isso, na Califórnia...O destino da piada antissemita estava prestes a ser alvo de nova disputa, desta vez na Universidade de Stanford, onde o veredicto afetaria a vida de todos que já usaram as redes sociais.Na década de 1980, o campus de Stanford era um lugar muito progressista. Mas havia um pequeno número de estudantes conservadores com um meio poderoso para fazer suas vozes serem ouvidas: o jornal Stanford Review.Seu editor foi Peter Thiel, mais tarde fundador do PayPal, e também um dos primeiros investidores no Facebook, Airbnb, LinkedIn, Yelp e Spotify, que por décadas personificaria a cultura libertária do Vale do Silício.Nas páginas do jornal, ele e sua equipe lamentaram o politicamente correto.E um incidente desencadeou um conflito polarizador. Enquanto tudo isso acontecia na Universidade de Waterloo, em Stanford, depois de uma conversa sobre se Beethoven era descendente de africanos, dois alunos que acharam a ideia ridícula pintaram feições estereotipadamente pretas em uma foto do músico e a colocaram na porta do quarto de outro aluno que estava defendia isso e era afro-americano.Os dois alunos foram expulsos da residência universitária.Houve marchas pedindo normas para proibir o ódio racial no campus, um tipo de ativismo que não era incomum nas universidades da época.Mais incomum foi a reação dos estudantes conservadores que, por meio da Stanford Review, questionaram a expulsão dos dois estudantes por causa de um panfleto que poderia simplesmente ter sido jogado fora, e desafiaram o público perguntando se eles realmente acreditavam na liberdade de expressão.Em meio a essa atmosfera tensa, uma usuária da Usenet chamada Jean Janice, que trabalhava no Centro de Computação da Universidade de Stanford, se conectou para ver a piada do dia de Brad Templeton.Foi a piada antissemita.Momento crucial"Achei engraçado e então começou todo o alvoroço para saber se aquele tipo de material deveria estar ali", lembra Jean.Para ela, o fechamento do site de Brad por causa da piada era ridículo, e ela contou isso a seu chefe John Sack, o diretor do Data Center de Stanford, pensando que ele provavelmente também pensaria que era uma tempestade em um copo d'água.Mas parecia mais sério para ele e ele decidiu falar com seus superiores. John havia passado décadas nos bastidores em Stanford, procurando silenciosamente as melhores maneiras de publicar periódicos acadêmicos online. Mas naquele dia cabia a ele descobrir como Stanford deveria reagir à piada.E como se tratava de Stanford no final dos anos 80, era um momento crucial na história. Stanford foi pioneira na implementação da ideia de que uma faculdade poderia criar empresas que se tornassem centros de excelência empresarial, o que realmente foi o nascimento do Vale do Silício.E essas empresas se concentrariam em uma coisa."O uso de computadores estava começando em um contexto social, então estávamos navegando nas áreas cinzentas de quanto permitir que o computador fizesse por e para as pessoas", enfatiza John.A piada de Brad seria o caso de prova perfeito. Os arquitetos da emergente internet estavam assistindo."O curso não estava claro. Eventualmente, teríamos que tomar uma decisão."O ponto finalApós semanas de deliberação, foi anunciado que a página de Brad também seria banida em Stanford.O motivo foi explicado em um ensaio detalhado e sincero. Em suma, o amor de Stanford pela liberdade de expressão importava menos do que sua busca coletiva por uma maneira melhor de cada pessoa ser reconhecida como um indivíduo, não uma caricatura.Depois, o inferno desabou na forma de um gigante em Stanford, o agora falecido professor titular John McCarthy, um dos maiores nomes da computação na época e um dos fundadores do conceito de inteligência artificial.Horrorizado, ele postou uma resposta feroz, chamando John Sack de um lacaio.Lançou uma das primeiras petições online da história da Internet, coletando 100 assinaturas do corpo docente. Na época, como agora, o poder da petição online era formidável: a proibição da página de piadas de Brad foi rapidamente revertida.O argumento vencedor de John McCarthy se resumiu a: "Estamos explorando a tecnologia de ponta da computação. Precisamos descobrir os limites do viés da liberdade de expressão encontrando-os. Ou cruzando-os."E essa é a internet com a qual vivemos: uma utopia de engenheiros libertários em que a liberdade de expressão floresceu independentemente dos perigos que pudesse causar à sociedade.Perigos que não são apenas palavras ofensivas, mas também notícias falsas.E como a liberdade de expressão irrestrita leva a conflitos que mantêm as pessoas online por mais tempo do que a harmonia, é uma ideologia lucrativa para empresas de tecnologia.*Este artigo foi adaptado do episódio "A Scottish Jewish Joke" da série da BBC "Things fell apart".Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? 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Robô chama atenção e 'assusta' por semelhança com humanos

 Robô chama atenção e 'assusta' por semelhança com humanos

em - tecnologia A cena poderia ser de um filme de ficção científica, mas é apenas a vida real. Na última semana, um vídeo divulgado pela empresa britânica Engineered Arts, especializada em robôs humanoides, em que a empresa mostra o robô Ameca ao acordar, chamou atenção dos internautas pela semelhança que a máquina tem com humanos. Ao despertar, o robô se movimenta e faz expressões faciais, que são extremamente reais. Em outro vídeo divulgado pela empresa, o Ameca faz diversos gestos, sorri, fingi que está assustado e até dá de ombros. Veja no vídeo abaixo:A empresa Engineered Arts define o Ameca como o robô humanoide mais avançado do mundo. "Ameca é a plataforma de robô humanoide perfeita para interação humano-robô", diz a empresa.  O robô Ameca está disponível para aluguel em participação de eventos e também para a venda. "Impressione seus clientes ou visitantes em um evento ou atração para visitantes", completa a Engineered Arts. Veja Mais

6 formas como minissatélites do tamanho de caixas de sapato podem mudar o mundo

 6 formas como minissatélites do tamanho de caixas de sapato podem mudar o mundo

em - tecnologia O CubeSat é uma peça de tecnologia pequena, mas inteligente.Com o tamanho de uma caixa de sapatos, os minúsculos satélites CubeSat foram inventados pelo professor Bob Twiggs em 1999 como ferramenta educativa para seus alunos."Eles não conseguiam colocar muita coisa nele — e esse era o desafio, na verdade. O CubeSat os forçava a parar de acrescentar itens aos seus projetos", relembra Twiggs, rindo.Com construção e lançamento mais rápido e barato que os satélites convencionais, existem agora centenas de CubeSats em órbita da Terra, construídos por universidades, start-ups e governos. A missão da Nasa para proteger a Terra de asteroides O cientista brasileiro que descobriu o maior cometa já visto no Universo: 'Foi pura sorte, um acaso' O programa de rádio People Fixing the World ("Pessoas que consertam o mundo", em tradução livre), do Serviço Mundial da BBC, apresentou seis projetos fascinantes envolvendo os CubeSats que estão tentando mudar o planeta.1. Impedir desmatamento O governo da Noruega formou uma parceria com a companhia de satélites Planet, para combater o desmatamento em todo o mundo.A Planet tem uma constelação de 180 CubeSats fotografando a Terra continuamente. As suas câmeras possuem resolução de 3m por pixel e podem obter do espaço evidências de extração de madeira."O governo norueguês nos paga em troca de dados de rastreamento do corte de árvores em 64 países tropicais", segundo Will Marshall, diretor executivo da Planet. "Nós informamos aos ministérios responsáveis pelas florestas nesses países onde está ocorrendo desmatamento e a Noruega decide pelo fornecimento ou não de fundos para eles, dependendo do cumprimento de um acordo de suspensão do corte de árvores."2. Rastrear animais em risco de extinção No início do ano, uma equipe de estudantes da Itália e do Quênia lançou o satélite WildtrackCube-Simba. Esse CubeSat monitorará as aves e os mamíferos do Parque Nacional do Quênia."Tivemos conflitos entre seres humanos e animais selvagens, por exemplo, quando os elefantes invadiram as plantações, prejudicando as fazendas e, às vezes, até matando as pessoas", afirma Daniel Kiarie, estudante de engenharia de Nairóbi, no Quênia."Por isso, queremos ajudar a evitar isso, fornecendo informações sobre o movimento dos animais com antecedência, para que os agricultores possam afastá-los antes que eles cheguem às aldeias", segundo ele.No ano que vem, o plano dos estudantes é implantar etiquetas de rádio frequência nos animais. Eles esperam poder rastrear mais do que apenas a sua localização."A extração ilegal de presas de elefantes e chifres de rinocerontes é um problema comum no Quênia", segundo Kiarie. "Acreditamos que essas etiquetas poderão também monitorar os batimentos cardíacos e detectar quando o animal morre."A missão do WildtrackCube-Simba é de três anos. Os CubeSats normalmente duram de dois a cinco anos antes de serem queimados na atmosfera, dependendo da altura de sua órbita.3. Denunciar escravidão modernaO Laboratório de Direitos Humanos da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, usa imagens de satélite para mergulhar no mundo clandestino do trabalho forçado.Mais recentemente, foram utilizadas imagens geradas por minissatélites CubeSat para mapear os acampamentos improvisados na Grécia dos colhedores de frutas oriundos de Bangladesh."Podemos observar como esses acampamentos informais estão se mudando ao longo do tempo", segundo a Professora Doreen Boyd, que está liderando o projeto. "Quando vemos limpeza de terreno, sabemos que haverá novos acampamentos quando olharmos de novo."A equipe trabalhou em conjunto com uma ONG local, que visitou os acampamentos encontrados."Eles conseguiram falar com os migrantes e obtiveram muito mais informações sobre o que está acontecendo, em termos de condições de vida... Eles chegaram ao ponto de dizer: 'Muito bem, temos 50 acampamentos informais nesta região, quais são as prioridades do nosso trabalho?'", segundo Boyd.4. Recolher lixo espacial Recentemente, a Rússia foi motivo de indignação internacional ao disparar um míssil sobre um dos seus antigos satélites espiões, fazendo com que milhares de fragmentos se espalhassem na órbita baixa da Terra.Redes globais rastreiam cerca de 30 mil pedaços de lixo espacial enquanto viajam em volta da Terra, desde satélites inoperantes até estágios de foguetes. Mas existem muitos outros fragmentos que são pequenos demais para que sejam rastreados, mas grandes o suficiente para ameaçar satélites ou astronautas a bordo de aeronaves.Existem muitas questões envolvidas na limpeza do lixo espacial, sem falar nas tentativas de descobrir qual pedaço de equipamento pertence a qual país. Mas os cientistas estão mais próximos de solucionar a questão prática de capturar os objetos em órbita graças aos CubeSats. Eles estão usando os pequenos satélites para reproduzir o lançamento de lixo em experimentos no espaço.Em 2018, o satélite europeu RemoveDEBRIS conseguiu liberar e capturar dois CubeSats utilizando um arpão e uma rede.Este ano, a companhia japonesa Astroscale lançou a aeronave ELSA-d, que liberou e capturou com sucesso um CubeSat, utilizando um sistema magnético. Nos próximos testes, o CubeSat será forçado a tombar como faz o lixo espacial normal, antes de se tentar sua recaptura.5. Consertar turbinas eólicas Existem diversas frotas de CubeSats trabalhando em conjunto acima das nossas cabeças para fornecer uma 'internet das coisas' de baixo custo. Essa rede conecta as pessoas a objetos marcados com sensores em locais remotos em todo o mundo.Alguns agricultores usam sensores para monitorar os níveis de água de caixas d'água ou bebedouros de animais em locais distantes, para que eles não precisem ir até lá verificar pessoalmente.Sensores podem também ser usados para aumentar a eficiência da energia renovável. As turbinas eólicas geralmente recebem visitas de manutenção apenas duas vezes por ano, de forma que pode levar meses para alguém descobrir e consertar uma pá danificada.Uma empresa chamada Ping Services criou um sensor que monitora o som produzido pelas turbinas eólicas à medida que elas giram. Ele pode detectar alterações desses sons que indiquem uma pá quebrada e avisar o operador da turbina por meio de uma rede CubeSat. Com isso, a pá pode ser consertada com muito mais rapidez e eficiência.6. Explorar o espaço sideral A maioria dos minissatélites CubeSat olha em direção à Terra, mas alguns deles estão apontados para as estrelas.Em 2018, A Nasa lançou os primeiros CubeSats no espaço sideral. MarCO-A e B retransmitiram informações vitais da sonda Insight Lander enquanto ela descia sobre a superfície de Marte.No ano que vem, a Nasa lançará outros 10 CubeSats no seu foguete Artemis 1. As missões incluem testes dos efeitos da radiação no espaço sideral sobre um organismo vivo e estudos sobre depósitos de água no polo sul lunar.Eles são parte de um programa que espera, um dia, permitir que seres humanos voltem a pousar na Lua.Ouça o programa People Fixing the World, do Serviço Mundial da BBC, em formato de podcast (em inglês).Sabia que a BBC News Brasil está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

O jovem que criou sistema de entregas onde os Correios não vão

 O jovem que criou sistema de entregas onde os Correios não vão

em - tecnologia Comprar online é confortável, prático, ágil e se tornou uma febre mundial após a pandemia da Covid-19, quando as lojas físicas fecharam para seguir as normas de distanciamento social. Mas, em São Paulo, os mais pobres não têm essa chance.Na maior e mais rica cidade da América Latina, as encomendas não sobem os morros das favelas nem entram em áreas consideradas de risco, como ruas dos bairros da Brasilândia, Itaim Paulista e Parelheiros. Pessoas ouvidas pela BBC News Brasil, que moram nessas regiões, disseram que precisam pedir para que as encomendas delas sejam entregues em bairros vizinhos, considerados "seguros" pelos serviços de entrega - como os Correios.Incomodado com essa situação, o morador de Paraisópolis Giva Pereira, de 21 anos, fundou o Favela Brasil Xpress. Trata-se de uma rede de entregadores que moram na própria favela e entregam as mercadorias onde os Correios e as transportadoras contratadas pelas empresas de e-commerce não entram.A empresa surgiu em setembro de 2020, em meio à necessidade de possibilitar que as doações feitas durante a pandemia chegassem às casas dos moradores da segunda maior favela de São Paulo."Definimos que a cada 50 casas da favela haveria um morador voluntário, que chamamos de presidente, para monitorar as necessidades de cada família. Eles analisavam quem mais precisava de cesta básica, marmita e doações. Mas, por medo de serem assaltados, por conta do preconceito com a favela e pelo receio de se contaminar com o coronavírus, muitos doadores não subiam o morro e nós mesmos montávamos as cestas básicas e entregávamos", contou ele.Giva afirmou que essa coordenação criou naturalmente uma rede de logística na favela. Funcionava da seguinte forma: os voluntários buscavam os itens nas casas ou empresas doadoras para levar até Paraisópolis, onde eram distribuídos de porta em porta para as famílias mais necessitadas, identificadas pelos presidentes de rua."A comunidade de Paraisópolis teve um crescimento desordenado muito grande desde o seu surgimento e isso causou uma desorganização dos números das casas. O entregador coloca o endereço no GPS, mas não encontra. Já os moradores conhecem tudo e entregam sem problemas.", afirmou o jovem empreendedor.Com o crescimento do e-commerce, a ideia de Giva Pereira foi então sugerir parcerias com as empresas para que os próprios moradores fizessem as entregas.Procurados pela reportagem, os Correios dizem que "estudam a formalização de parceria para realização de entregas nos citados endereços" com a Favela Brasil Xpress.Como funcionaO Favela Brasil Xpress implanta um centro de distribuição na entrada da região onde os serviços de entrega não têm restrições. No local, que pode ser um contêiner ou uma sala, são armazenadas as mercadorias.No momento da compra, o cliente apenas precisa colocar o endereço da casa dele. A passagem pelo centro de distribuição é feita de maneira automática e não tem custo extra para o consumidor.Atualmente, o Favela Brasil Xpress tem parceria com Americanas, Dafiti, Total Xpress e Via Varejo. A iniciativa ganhou o Prêmio BBM de Logística, tido como o Oscar do setor, na categoria startup. De acordo com uma pesquisa feita pela consultoria Outdoor Social Inteligência, nas 15 maiores favelas do país, 38% dos entrevistados disseram que fazem compras online, principalmente no setor de vestuário. Isso representa que 62% deste público ainda não compra e não é assistido pelo comércio digital.A Outdoor Social Inteligência apontou ainda ter identificado uma tendência de alta nas compras online e que "ainda há muito o que ser feito e investido".Investimento e expansão nacionalEm nove meses de funcionamento, o Favela Brasil Xpress já tem 90 pessoas contratadas apenas em Paraisópolis. Sendo 41 funcionários com carteira assinada, entre operadores e entregadores. Todos os trabalhadores moram na própria favela.O projeto já foi implantado em Heliópolis, a maior favela de São Paulo, na Cidade Julia (Diadema, na Grande SP), no Capão Redondo (zona sul da capital), além das favelas da Rocinha e Vila Cruzeiro, ambas no Rio de Janeiro.O idealizador do projeto, Giva Pereira, conta que o sucesso do projeto atraiu a atenção de diversas empresas e investidores. Segundo ele, há negociações em andamento para levar o Favela Brasil Xpress para outras regiões do país.O atual plano de expansão prevê 50 novas bases em 50 favelas do Brasil até o fim de 2022, além da modernização do sistema atual para melhorar a velocidade das entregas. Hoje, o Favela Brasil Xpress entrega aproximadamente 800 encomendas por dia, apenas em Paraisópolis, avaliadas em cerca de R$ 500 mil."Isso é uma prova de que a favela consome no mercado online. Antes, o morador fazia a compra e colocava o endereço do trabalho ou de alguém que morasse fora da comunidade. Hoje, ele vai colocar o CEP dele, pagar o preço normal e receber na porta de casa", conta Giva Pereira com orgulho.Essa ainda é a realidade da universitária Elisangela da Silva Cardoso, de 26 anos. Ela mora no Itaim Paulista, no extremo leste de São Paulo, e sempre pede para entregar suas encomendas na casa de vizinhos ou no escritório onde a mãe dela trabalha."Meses atrás, eu comecei a usar a opção de entregar na agência dos Correios perto da minha casa, porque isso é previsto no site. Eu recebi duas vezes, mas as seguintes colocaram um aviso de 'destinatário desconhecido' e devolveram para o remetente", contou.Procurados, os Correios disseram que as entregas "encontram-se regulares" nos endereços dos bairros da Brasilândia, Itaim Paulista e Paraisópolis, questionados pela reportagem a partir da reclamação de moradores. "Para uma avaliação pontual, é necessário informar detalhes como o código de rastreamento dos objetos reclamados'', informou o serviço de entregas por meio de nota.Os Correios disseram ainda que "existem algumas localidades com modalidade de entrega diferenciada de encomendas, seja por não apresentarem condições de segurança favoráveis aos trabalhadores, clientes e encomendas ou, ainda, por não atenderem às condições para a entrega domiciliária (conforme previsto na Lei 6.538/78 (Lei Postal) e Portaria MCOM nº 2.729, de 28 de maio de 2021)."Nesses locais, explicam, os clientes devem fazer a retirada da encomenda em unidades indicadas. De acordo com o coordenador do MBA de marketing digital na FGV, Andre Miceli, todos os aplicativos terão espaço para atuar em contextos sociais e resolver problemas como esses. "Qualquer grupo social que se reúna sobre uma característica em comum cria espaço para uma oferta de conteúdo, porque ele usa o assunto para capturar a atenção das pessoas daquele grupo. Do ponto de vista de negócio, faz todo o sentido e a gente deve ver uma expansão desse tipo de solução nos próximos anos", afirmou.Segundo o professor da FGV, ainda há um grande espaço para o crescimento desse tipo de iniciativa. Ele afirma, por exemplo, que o iFood está presente em 2 mil cidades do país, os Correios em pouco mais de 2 mil e a Loggi em 600. Enquanto o país tem 5.570 municípios."Será cada vez mais comum ver empresas grandes tentando participar desses projetos. Mas as iniciativas locais levam vantagem porque ela tem a linguagem, o conhecimento daquele grupo e a noção do que desperta o interesse dela. Essa proximidade faz toda a diferença", disse Andre Miceli.Bolsa de Valores das FavelasO G10 Favelas, que reúne as lideranças das dez maiores favelas do Brasil, lançou, em parceria com a gestora de investimentos DIVI•hub, na sexta-feira (19), a Bolsa de Valores das Favelas. Por meio da plataforma, que tem a permissão da Comissão de Valores Mobiliários para regular os ativos, tornou-se possível comprar frações de empresas que operam nas favelas brasileiras, a partir de R$ 10.No dia seguinte, sábado (20/11), a favela de Paraisópolis recebeu celebridades como o apresentador Luciano Huck, a Luiza Helena Trajano, dona da rede Magazine Luiza, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, para a cerimônia de inauguração da venda de ações. O evento teve direito aos tradicionais touro e sino que simbolizam as bolsas de Nova York e, mais recentemente, também a B3, em São Paulo. Além de atrair investidores para os projetos desenvolvidos dentro das favelas.Gilson Rodrigues, fundador do G10 Favelas e presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, disse que a intenção do grupo é construir uma ponte entre as startups da favela e os empreendedores."São 18 iniciativas que podem ser escaladas por esses investidores para que ambos possam estar bem. Queremos organizar, dar mentoria e captar recursos. Nossa projeção para o Favela Brasil Xpress é instalar 50 novas bases e fazer 1 milhão de entregas nos primeiros 6 meses de 2022", afirmou.Gilson afirma que a favela tem um grande potencial de consumo, mas hoje se sente bloqueada por não ter o conforto de receber suas encomendas em casa. Nosso mercado é potente e, se estimulado, pode ser ainda maior. A forma que a gente vê para escalar é por meio de franquias. De forma que empreendedores de outras favelas possam ter acesso ao nosso sistema e implantar em suas comunidades", afirmou.No plano de expansão do Favela Brasil Xpress, ainda está previsto um serviço de coleta e entrega de mercadorias nas casas dos pequenos empreendedores da favela. Dessa forma, por exemplo, uma mulher que confecciona panos de prato poderá disponibilizar seus produtos em um grande marketplace e contar com um serviço de entrega ágil e barato.Além da opção de franquias, a própria Favela Brasil Xpress poderá mandar uma equipe para criar uma base e montar uma estrutura na região."A insegurança não se combate com segurança, mas com convivência. Por isso, vamos trazer empresas de fora da comunidade, com o olhar de que a favela é uma potência e tem oportunidade. Todos vão querer investir porque vale a pena, não por caridade", concluiu o idealizador Giva Pereira.Sabia que a BBC News Brasil está também no Telegram? Inscreva-se no nosso canalJá assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Confira os 10 celulares que prometem bombar na Black Friday 2021

 Confira os 10 celulares que prometem bombar na Black Friday 2021

em - tecnologia O celular se tornou quase uma peça de roupa do brasileiro, de tão essencial ele é no dia a dia de cada um. Mais do que nunca, o mercado de smartphones no país ocupa as primeiras posições quando falamos de todo o setor de eletrônicos, que envolve, por exemplo, notebooks, tablets, TVs, games, assistentes virtuais, câmeras e muito mais.Durante a Black Friday 2021, a febre da venda de celulares não será diferente da que houve no ano passado. Os smartphones tiveram grande procura na mesma data em 2020 e são uma das grandes tendências deste ano, principalmente no que se trata das marcas mais famosas do mundo: Apple, Samsung, Xiaomi, Motorola e LG. O celular no dia a dia do brasileiro: muito mais que um aparelho É fato: o brasileiro não vive mais sem o celular e está sempre de olho na lista dos aparelhos mais vendidos do mercado para ver se vale a pena adquirir um modelo mais novo do que o atual. Isso porque o celular, atualmente, é capaz de fazer muito mais do que simples ligações ou de nos conectar à internet - ele é a forma mais rápida de nos comunicarmos com o mundo, seja na hora de solicitar um transporte, de pedir alimentação, de enviar pagamentos, de comprar algum produto, de conversar com os colegas de trabalho ou de fazer qualquer outra atividade relacionada ao nosso dia a dia.Pois é, o celular se tornou indispensável na vida das pessoas e, por isso, a possibilidade de troca do aparelho a cada ano, principalmente com os descontos atrativos durante a Black Friday, é, de fato, bastante tentadora. Conheça os 10 modelos de celular mais vendidos no Brasil em 2021 Se você está em busca de um celular que une design, um bom desempenho, tecnologia e um ótimo custo-benefício, agora é a hora certa de comprar o seu!Confira a seguir o ranking dos celulares mais vendidos do Brasil, de acordo com dados do comparador de preços Zoom coletados em maio de 2021: 1) Apple iPhone 11O iPhone 11 é considerado o de melhor custo-benefício de sua geração. Um aparelho muito fino (8.3 mm), com desempenho excelente e iOS avançado, ele possui tela de 6.1 polegadas, conexão LTE 4G, memória interna de 512 GB e câmera de 12 megapixels.  2) Samsung Galaxy S20 FEO Galaxy S20 FE é um ótimo celular para quem gosta de fotos, já que possui uma câmera de 12 megapixels. Ele conta com tela de 6.5 polegadas, conexão LTE 4G, leitor multimídia, videoconferência, bluetooth e memória interna de 128 GB com possibilidade de expansão.  3) Samsung Galaxy M51O Galaxy M51 possui tela de 6.7 polegadas, conexão LTE 4G, leitor multimídia, rádio, videoconferência, bluetooth e memória interna de 128 GB com possibilidade de expansão. Além disso, o aparelho conta com câmera de 64 megapixels e consegue gravar vídeos em 4K.  4) Xiaomi Redmi Note 8O Redmi Note 8 é um queridinho da marca chinesa! Ele conta com tela de 6.3 polegadas, conexão LTE 4G, leitor multimídia, rádio, videoconferência, bluetooth e memória interna de 64 GB com possibilidade de expansão. Além disso, também possui câmera de 48 megapixels e pode gravar vídeos em 4K.  5) Samsung Galaxy A11O Galaxy A11 conta com tela de 6.4 polegadas, conexão por rede UMTS e boa memória interna de 64 GB com possibilidade de expansão. Os destaques ficam por conta da câmera de 13 megapixels e da possibilidade de gravar vídeos em Full HD.  6) Samsung Galaxy S20 PlusCom tela de 6.7 polegadas, o Galaxy S20 Plus possui conexão LTE 4G, leitor multimídia, videoconferência, bluetooth e memória interna de 128 GB com possibilidade de expansão. O aparelho também conta com câmera de 12 megapixels e ainda grava vídeos em 8K.  7) Samsung Galaxy A01 CoreO Galaxy A01 Core é ideal para quem não possui muitas exigências, mas que não dispensa qualidade. Com tela de 5.3 polegadas, o aparelho conta com leitor multimídia, videoconferência, bluetooth, conexão por rede UMTS e memória interna de 32 GB com possibilidade de expansão. Além disso, ele possui câmera de 8 megapixels e pode gravar vídeos em Full HD.  8) Xiaomi Poco X3 NFCO Poco X3 NFC conta com tela de 6.67 polegadas, conexão LTE 4G, câmera de 64 megapixels e ainda pode  gravar vídeos em 4K. Um celular e tanto!  9) Xiaomi Redmi Note 9O Redmi Note 9 possui tela de 6.53 polegadas, conexão LTE 4G, leitor multimídia, rádio, videoconferência, bluetooth, câmera de 48 megapixels e alta definição (Full HD) de imagem.  10) Apple iPhone XRO iPhone XR é um smartphone iOS avançado com tela de 6.1 polegadas, conexão LTE 4G e câmera de 12 megapixels, que permite a gravação de vídeos em 4K.  iPhone e Samsung continuam sendo as marcas mais vendidas Não tem para nenhuma outra: de acordo com dados coletados pela empresa Strategy Analytics no primeiro semestre de 2021, a Samsung está em primeiro lugar no ranking de vendas globais, com 77 milhões de unidades vendidas no mundo inteiro. Depois, vem a adorada Apple, com 57 milhões de unidades vendidas. Em terceiro lugar, fica a chinesa Xiaomi, com 49 milhões de unidades vendidas. Black Friday 2021 promete boas ofertas de celulares As expectativas do público são grandes e as ofertas já estão atendendo a demanda!As grandes lojas de varejo já se preparam para a Black Friday Brasil 2021 e algumas delas já estão garantindo ofertas especiais de celulares. Isso significa que, mesmo que ainda faltem alguns dias para a data, que é dia 26 de novembro, já é possível encontrar algumas boas promoções de aparelhos celulares por aí.Então, que tal começar a sua pesquisa? Agora é a hora certa! Portanto, confira quais são os smartphones mais procurados da Black Friday e boas compras! Continue por dentro da Black Friday 2021 no Estado de Minas, acompanhe as notícias da data e fique de olho para fazer suas compras com segurança, tranquilidade e economia! Veja Mais

O carro ecológico criado por Henry Ford em 1941 e nunca comercializado

 O carro ecológico criado por Henry Ford em 1941 e nunca comercializado

em - tecnologia Henry Ford foi imortalizado como o homem que popularizou o uso de automóveis com a criação do primeiro carro produzido em massa, o Ford T.A linha de montagem, inventada pelo americano, possibilitou que o mercado automobilístico se expandisse, revolucionando a indústria de transportes no início do século 20.Hoje a proliferação de carros — que emitem dióxido de carbono, o principal gás causador do aquecimento global — é considerada um fator central das mudanças climáticas. A inusitada advertência da Apple sobre risco ao iPhone com vibrações de motos O carro futurista que 'come' poluição Mas poucos sabem que Ford, símbolo do carro, da indústria e da linha de montagem, também flertou com a produção de um produto ecológico — pelo menos no material usado para a produção.Nos anos 30, a Ford foi uma das primeiras indústrias a fabricar o que hoje chamamos de bioplástico: um plástico feito de plantas que, ao contrário do plástico tradicional - feito de hidrocarbonetos - é biodegradável.Ford chegou a criar um carro com esse material: o Soybean Auto (carro de soja), que ele apresentou ao público em 1941.Ele estava tão convencido das virtudes deste plástico — que, segundo ele, era dez vezes mais resistente do que o aço — que pegou um machado e atingiu um painel de metal e um de plástico, mostrando que apenas o metal tinha amassado.No entanto, apesar de o próprio magnata ter previsto que "dezenas de milhares de artigos e autopeças atualmente feitos de metal" seriam feitos de "plástico criado a partir de materiais colhidos na fazenda", o protótipo nunca virou um produto. O carro de soja nunca foi e o único modelo existente foi destruído. Não há nem mesmo uma réplica.Qual a história por trás desse projeto? Por que ele não prosperou? Fazendeiro e industrialDe acordo com o Benson Ford Research Center, dedicado a preservar a memória de Henry Ford, o famoso empresário cresceu em uma fazenda em Michigan e durante toda a sua vida buscou uma forma de combinar "os frutos da indústria com os da agricultura".Ford criou laboratórios dedicados a encontrar usos industriais para plantas como soja, milho, trigo e cânhamo. A ideia de construir um carro de plástico feito a partir desses materiais não só cumpria o propósito de unir as duas paixões, mas também tinha outros méritos, destaca o centro de pesquisas.Uma era que a Ford acreditava que "os painéis de plástico tornavam o carro mais seguro do que os carros de aço tradicionais; e que o carro poderia até mesmo capotar sem ser esmagado".Mas havia também uma questão prática: com o início da Segunda Guerra Mundial na Europa, em 1939, houve uma "escassez de metais" no mundo."As matérias-primas plásticas podem custar um pouco mais", disse ele ao jornal The New York Times durante a apresentação de seu "carro feito de plástico", em agosto de 1941. "mas prevemos uma economia considerável como resultado de menos operações de acabamento na fabricação." O que se sabe sobre o Soybean AutoO próprio Benson Ford Research Center reconhece que muito pouca informação foi preservada sobre esta invenção original, que, no entanto, continua a despertar o interesse de muitas pessoas — especialmente agora que há tanta atenção dada às questões ambientais.Uma das grandes incógnitas são os detalhes sobre o material com que o carro foi feito. Os ingredientes exatos dos painéis de plástico são desconhecidos porque atualmente não há registro da fórmula.A reportagem do New York Times da época diz que "um dos plásticos desenvolvidos pelos químicos da Ford é um material composto de 70% de fibra de celulose e 30% de aglutinante de resina"."A fibra celulósica é composta por 50% de fibras de pinho, 30% de palha, 10% de cânhamo e 10% de rami, material usado pelos antigos egípcios para as múmias", detalha o jornal. Mas o homem encarregado de criar o carro, Lowell E. Overly, deu uma versão muito diferente em outra entrevista. Ele disse que o carro era feito de "fibra de soja em uma resina fenólica com formaldeído". O projetoO que está mais documentado é como o Soybean Car foi projetado e montado.A Ford confiou a tarefa a Overly, que era designer de ferramentas e matrizes do Laboratório de Soja, que fazia parte do complexo criado pelo empresário automotivo.O supervisor de Overly, Robert A. Boyer, que era químico, também ajudou no projeto. O carro tinha uma estrutura de aço tubular, à qual foram fixados 14 painéis de plástico.Além de fazer o carro mais resistente a impactos, o plástico tinha outra grande vantagem: era muito mais leve. O Soybean Car pesava menos de uma tonelada, metade do peso dos carros tradicionais da época. Este foi outro fator que Ford destacou quando apresentou sua inovação em 13 de agosto de 1941 no Dearborn Days, um festival em Michigan. O "carro de plástico" também foi exibido no Michigan Fairgrounds no final daquele ano.Mas apesar de seu apoio à sua nova invenção e da confiança de Ford no futuro dos plásticos à base de plantas, o projeto não foi para frente. De acordo com Overly, o único modelo já feito foi destruído e os planos para produzir uma segunda unidade nunca saíram do papel. O que impediu o projeto — e parou toda a produção de automóveis nos EUA — foi a entrada do país na Segunda Guerra em 1941, depois do ataque japonês a Pearl Harbor.No final da guerra, a ideia de um carro de plástico desmoronou enquanto a energia estava indo para os esforços de recuperação, explica o Centro de Pesquisa Benson Ford.Outros afirmam que o desinteresse pelo plástico à base de plantas foi devido a um fator puramente econômico: a abundância de petróleo barato após a Segunda Guerra Mundial.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Iphone 13 chega ao Brasil; confira preços e como comprar o novo modelo

 Iphone 13 chega ao Brasil; confira preços e como comprar o novo modelo

em - tecnologia Mais de um mês após ser lançado oficialmente pela Apple, o Iphone 13, versão mais recente do smartphone produzido pela empresa de Steve Jobs, chegou ao Brasil. Os interessados em garantir o novo modelo já podem fazer a compra pelo site oficial da Apple, que está oferecendo frete grátis para qualquer destino do país. O prazo de entrega é de cerca de 15 dias.A versão Mini, que tem a tela de 5,4 polegadas, com armazenamento de 128 GB custa R$ 6.599. Na nova linha do Iphone, a capacidade de armazenamento de 64 GB foi extinta, o que foi visto por especialistas como uma melhoria, porque assim o valor mais baixo já contará com um alto nível de armazenamento.Já a versão convencional do Iphone 13 tem tela de 6,1 polegadas e custa R$ 7.599; enquanto a versão Pro, com o mesmo tamanho de visor, custa R$ 9.499. A versão mais cara, o Iphone 13 Pro Max, com tela de 6,7 polegadas, vai para casa do interessado que desembolsar - no mínimo - R$ 10.499. Apenas a versão Pro Max oferece a opção de 1 TB de armazenamento, por um custo de R$ 14.499.Além da Apple, há lojas não oficiais que adotaram a venda sob encomenda, na qual o cliente realiza um cadastro, faz o pagamento e espera o aparelho chegar em casa ainda em novembro - é o caso da Iplace.Menos design, mais entregaSimilar ao 12, o Iphone 13 não tem grandes novidades no design, mas promete entregar melhorias no processador e na qualidade das câmeras. De acordo com a empresa, no lançamento do modelo em 14 de setembro, o novo chip A15 Bionic promete uma navegação limpa e sem travamentos.Já as duas câmeras em diagonal - a grande-angular e a ultra-angular - auxiliarão o novo Modo Cinema, que possibilita a gravação de vídeos com foco automático dinâmico em pessoas e objetos e efeito de fundo desfocado na cena. O Iphone Pro Max conta, ainda, com uma teleobjetiva para auxiliar na gravação.Além disso, os consumidores terão uma bateria de pelo menos 1,5 hora a mais de duração do que a das versões anteriores. Veja Mais

Por que a internet tem 'quebrado' com tanta frequência

 Por que a internet tem 'quebrado' com tanta frequência

em - tecnologia Duvido que Mark Zuckerberg leia os comentários que as pessoas deixam em suas postagens no Facebook.Mas, se o fizesse, levaria aproximadamente 145 dias, sem dormir, para percorrer a enxurrada de comentários deixados para ele depois que ele se desculpou pelo colapso dos serviços na semana passada."Desculpe pela interrupção de hoje", postou o fundador do Facebook e presidente-executivo, após Facebook, WhatsApp e Instagram ficarem offline por quase seis horas.O Facebook culpou um trabalho de manutenção de rotina pela interrupção — seus engenheiros emitiram um comando que desconectou involuntariamente os centros de dados do Facebook de toda a internet.Cerca de 827 mil pessoas responderam ao pedido de desculpas de Zuckerberg.As reações foram variadas. Algumas, bem-humoradas: "Foi terrível, tive que falar com minha família", comentou um usuário italiano; outras confusas: "Levei meu telefone para a oficina pensando que estava quebrado", escreveu alguém da Namíbia.E, é claro, também houve aqueles que ficaram muito chateados e zangados: "Você não pode encerrar tudo ao mesmo tempo. O impacto é sem precedentes", postou um empresário nigeriano. Outro indiano pediu indenização pela interrupção de seus negócios.- Leia: Famosos e anônimos se divertem com pane do WhatsApp; veja memesO que está claro agora, se já não era óbvio, é como bilhões de pessoas se tornaram dependentes desses serviços — não apenas para se divertir, mas também para comunicação e negócios essenciais.O que também está claro é que essa está longe de ser uma situação pontual: os especialistas sugerem que as interrupções generalizadas estão se tornando mais frequentes e perturbadoras."Uma das coisas que vimos nos últimos anos é uma dependência cada vez maior de um pequeno número de redes e empresas para fornecer grandes porções de conteúdo da Internet", diz Luke Deryckx, diretor técnico da Down Detector, plataforma online que fornece aos usuários informações em tempo real sobre o status de vários sites e serviços."Quando um deles, ou mais de um, tem um problema, isso afeta não apenas eles, mas centenas de milhares de outros serviços", diz ele.O Facebook, por exemplo, agora é usado para entrar em uma variedade de serviços e dispositivos diferentes, como televisores inteligentes."E, então, acabamos tendo esses episódios", diz Deryckx. "Algo está acontecendo [e] todos nós olhamos uns para os outros como 'bem, o que vamos fazer?'" Deryckx e sua equipe da Down Detector monitoram os serviços da web e sites em busca de interrupções. Ele diz que as interrupções generalizadas que afetam os principais serviços estão se tornando mais frequentes e mais graves."Quando o Facebook tem um problema, ele cria um grande impacto para a internet, mas também para a economia e, em última análise, para a sociedade. Milhões, ou potencialmente centenas de milhões, de pessoas estão simplesmente sentadas esperando por uma pequena equipe na Califórnia para consertar algo. É um fenômeno interessante que cresceu nos últimos dois anos."Colapsos significativos Outubro de 2021: Um "erro de configuração" derrubou o Facebook, Instagram e WhatsApp por quase 6 horas. Outros sites como o Twitter também foram interrompidos devido ao aumento de novas visitas a seus aplicativos. Julho de 2021: Mais de 48 serviços, incluindo: Airbnb, Expedia, Home Depot, Salesforce ficaram fora do ar por cerca de uma hora após um bug no Sistema de Nomes de Domínio (DNS, em inglês) na empresa de entrega de conteúdo Akamai. Uma paralisação semelhante na empresa havia ocorrido um mês antes. Junho de 2021: Amazon, Reddit, Twitch, Github, Shopify, Spotify, vários sites de notícias ficaram fora do ar por cerca de uma hora depois que um bug anteriormente desconhecido foi acionado acidentalmente por um cliente no provedor de serviços de computação em nuvem Fastly. Dezembro de 2020: Gmail, YouTube, Google Drive e outros serviços do Google caíram simultaneamente por cerca de 90 minutos depois que a empresa disse que encontrou um "problema de cota de armazenamento interno". Novembro de 2020: Um problema técnico com uma das instalações do Amazon Web Service na Virgínia, EUA, afetou milhares de serviços online de terceiros por várias horas, principalmente na América do Norte. Março de 2019: Facebook, Instagram e WhatsApp caíram ou foram severamente interrompidos por cerca de 14 horas após uma "mudança na configuração do servidor". Alguns outros sites, incluindo Tinder e Spotify, que usam o Facebook para logins, também foram afetados. Inevitavelmente, em algum estágio, durante um grande colapso dos serviços, as pessoas temem que a interrupção seja o resultado de algum tipo de ataque cibernético. Mas os especialistas sugerem, na maioria das vezes, que se trata de um caso mais mundano de erro humano, agravado, dizem eles, pela maneira como a Internet é mantida em conjunto com um conjunto complexo de sistemas desatualizados e complicados.Durante a paralisação do Facebook, especialistas brincaram no Twitter que alguns dos motivos para problemas de paralisação são "mais velhos que as Spice Girls" e "projetados num guardanapo".O pesquisador Bill Buchanan concorda com esta caracterização: "A internet não é a rede distribuída em grande escala que a Darpa (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa), os arquitetos originais da internet, tentou criar, que poderia resistir a um ataque em qualquer parte dela"."Os protocolos que ele usa são basicamente apenas aqueles que foram elaborados quando nos conectamos a computadores mainframe a partir de terminais burros (como são os chamados os terminais com funcionalidade limitada). Uma única falha em sua infraestrutura central pode fazer com que tudo desabar." O professor Buchanan diz que melhorias podem ser feitas para tornar a internet mais resiliente, mas que muitos dos fundamentos da rede chegaram para ficar para melhor ou para pior."Em geral, os sistemas funcionam e você não pode simplesmente desligar certos protocolos da internet por um dia, para tentar refazê-los", diz ele.Em vez de tentar reconstruir os sistemas e a estrutura da internet, o professor Buchanan diz acreditar que precisamos melhorar a maneira como a usamos para armazenar e compartilhar dados, ou teremos maior risco de interrupções em massa no futuro.Ele argumenta que a internet se tornou muito centralizada, ou seja, um espaço no qual muitos dados vêm de uma única fonte. Essa tendência precisa ser revertida com sistemas que possuem vários nós, explica ele, para que nenhuma falha possa interromper o funcionamento de um serviço.Há uma esperança sobre isso. Embora interrupções significativas na internet afetem a vida dos usuários e os negócios, elas também podem, em última instância, ajudar a melhorar a resiliência da rede e dos serviços conectados a ela.Por exemplo, a revista americana Forbes estima que o Facebook perdeu US$ 66 milhões (R$ 365 milhões), durante a interrupção de seis horas, com a suspensão ou êxodo de anunciantes no site. Esse tipo de perda provavelmente concentrará as mentes dos executivos seniores em evitar que isso aconteça novamente."Eles perderam uma grande quantidade de dinheiro naquele dia, não apenas no preço das ações, mas também nas receitas operacionais", diz Deryckx."E se você olhar para as interrupções causadas por redes de entrega de conteúdo como Fastly e Cloudflare, elas também perderam um grande número de clientes para a concorrência. Então, acho que essas operadoras estão fazendo tudo o que podem para manter as coisas online", conclui. Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? 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WhatsApp libera reações em mensagens no Brasil. Saiba como usar

 WhatsApp libera reações em mensagens no Brasil. Saiba como usar

em - tecnologia O WhatsApp liberou nesta terça (10/5) reações para mensagens no Brasil. Com a nova atualização que o aplicativo disponibilizou, aparece o emoji e uma carinha feliz em cinza ao lado das conversas entre os usuários. Por enquanto, estão disponíveis somente seis emoções: coração, carinha de riso, tristeza, joinha, surpresa e oração. A nova ferramenta já está disponível no Whatsapp Web e foi anunciada no começo de maio. Nas redes sociais, algumas pessoas contaram que conseguiram acessar a função no celular enquanto outras tiveram de atualizar o aplicativo para ter acesso às reações. Como usar o recurso de reação no WhatsAppPara usar a ferramenta, é necessário atualizar o aplicativo do WhatsApp no celular ou acessar o formato web em seu computador.Depois, no computador, basta clicar com o botão esquerdo do mouse na carinha de sorriso que aparece ao lado da mensagem e selecionar uma das seis reações disponíveis.  A atualização ainda não está disponível para todos os smartphones :(Apesar dos elogios, alguns usuários criticaram a demora para a atualização e a falta de variedade nas reações. Mas um dos comentários mais recorrentes foi de como essa funcionalidade dentro do WhatsApp pcomo a ferramenta ajudou na praticidade da comunicação.  Veja reações às reações:   Veja Mais

WhatsApp: usuários podem enviar reações a mensagens e novidades nos grupos

 WhatsApp: usuários podem enviar reações a mensagens e novidades nos grupos

em - tecnologia  Os usuários do WhatsApp já começaram a receber as novidades da rede social, que foram anunciadas nessa quinta (5/5). A principal delas é a possibilidade de reagir com emojis às mensagens. Ao todo, são seis opções de reações: %uD83D%uDC4D %u2764%uFE0F %uD83D%uDE02 %uD83D%uDE2E %uD83D%uDE22 %uD83D%uDE4F.De acordo com o WhatsApp, o recurso deve ser liberado em breve para todos os usuários. Mas, por enquanto, a novidade está sendo distribuída aos poucos, a partir das versões 2.22.9, para o sistema operacional IOS, e 2.22.8, para Android. Outra novidade anunciada pela rede social é a possibilidade de enviar arquivos de até 2GB protegidos por criptografia de ponta a ponta. Até então, apenas as mídias de até 100MB podiam ser compartilhadas no aplicativo. Vale lembrar que a Meta, proprietária do WhatsApp, não divulgou uma data para o início da mudança. Nesta semana, a empresa também anunciou que vai liberar chamadas em grupo para até 32 usuários simultaneamente. A justificativa para as novidades é que há um desejo em nutrir conexões privadas e significativas entre as pessoas.Há também uma mudança nos grupos, que vão poder ter até 512 usuários, em vez dos 256 disponibilizados atualmente. Mas a Meta informou que a ampliação não será disponibilizada no Brasil.  De acordo com a empresa, a justificativa é a estratégia de longo prazo para o país, que não está entre os mercados prioritários para a novidade. Em abril, a rede anunciou que planeja criar as comunidades, que reunirão milhares de usuários, mas que o recurso só chegará aos brasileiros após as eleições 2022.  Veja Mais

Ingressos para o HackTown 2022 em Santa Rita do Sapucaí estão disponíveis

 Ingressos para o HackTown 2022 em Santa Rita do Sapucaí estão disponíveis

em - tecnologia   O HackTown, maior festival de tecnologia e criatividade em Santa Rita do Sapucaí, iniciou as vendas de ingressos para a edição de 2022. A 6ª edição será realizada entre os dias 15 e 18 de setembro. Após 2 anos, o evento retoma o formato presencial. O primeiro lote de ingressos esgotou em menos de três horas, informou a coordenação. Mas o segundo lote já está disponível, com expectativa de mais de 30 mil participantes.    Os preços dos ingressos do 2º lote para os quatro dias variam entre R$ 325 a R$ 650 e podem ser adquiridos no site do evento.       Atrações   Ao todo, serão mais de 900 atrações, incluindo palestras, workshops e shows musicais na cidade de Santa Rita do Sapucaí. Destino que é conhecido como o Vale do Silício brasileiro, graças à inovação empreendedora e tecnológica da região.    “Vamos hackear a cidade inteira com 4 dias de atividades espalhadas em todos os cantos: de auditórios e teatros a bares, restaurantes e outros locais inusitados. Vai ter música. Vai ter tecnologia. Vai ter inovação. E você vai estar no meio de tudo isso”, comentou João Rubens Costa Fonseca, um dos fundadores do festival.       Inspirado no South by Southwest, festival realizado no Texas, Estados Unidos, o  HackTown nasceu com o propósito de compartilhar novas experiências e informações sobre tecnologia, empreendedorismo e criatividade.    “Uma oportunidade de você invadir sua própria mente, instalando um novo sistema operacional de código aberto”, completou Fonseca.   Em seu histórico, o HackTown já recebeu famosos nomes, como o influenciador digital Felipe Castanhari e bandas como Supercombo, Scalene, Plutão e o rapper Dexter.   Para mais informações, acesse www.hacktown.com.br. Veja Mais

Por que boom de seguidores de Bolsonaro após anúncio de compra do Twitter intriga especialistas

 Por que boom de seguidores de Bolsonaro após anúncio de compra do Twitter intriga especialistas

em - tecnologia Um movimento atípico no Twitter chamou a atenção de especialistas em tecnologia nos últimos dias: desde que a rede social anunciou sua compra pelo bilionário Elon Musk - autodeclarado "absolutista da liberdade de expressão" - perfis bolsonaristas, incluindo o do próprio presidente Jair Bolsonaro (PL), vêm ganhando milhares de novos seguidores.No caso de Jair Bolsonaro, esse número já ultrapassa 100 mil desde terça-feira (26/4) e continua crescendo. Naquele dia, foram 65.268 novos seguidores. E até as 9h dessa quarta-feira (27/4), mais de 36 mil, segundo publicou em sua conta na rede social Christopher Bouzy, CEO da BotSentinel, plataforma desenvolvida para classificar e rastrear bots e trolls.New: Jair Bolsonaro gained another 36,228 followers and counting. pic.twitter.com/JxncmppVpa— Christopher Bouzy (@cbouzy) April 27, 2022Ambos os números estão em um patamar muito superior à média diária de novos seguidores do presidente no Twitter, que gira em torno de 6 mil.Para se ter uma ideia, nos últimos 30 dias, Bolsonaro ganhou 189.800 seguidores, sendo mais da metade deles (53,4%) desde terça-feira. Coincidência? Não é o que pensa Bouzy. "Estou sendo questionado por DM (Direct Message, ou mensagem privada no Twitter) se acredito que as novas contas que seguem Jair Bolsonaro são orgânicas, e a resposta curta é não. Não acho que dezenas de milhares de brasileiros decidiram criar novas contas ao mesmo tempo e seguir Bolsonaro porque Elon Musk está comprando o Twitter."Questionado pela BBC News Brasil, Bouzy diz: "Por que milhares de pessoas de repente criariam novas contas no Twitter para seguir Bolsonaro por causa das notícias de Elon Musk?"E acrescenta: "Algumas das contas adquiriram um número significativo de seguidores em um curto período". Bouzy se refere a perfis que, criados nos últimos dois dias, já acumulam mais de mil seguidores, número desproporcional às postagens - em alguns casos, menos de cinco posts foram escritos por eles.E, se o número de seguidores aumentou exponencialmente, o mesmo não se pode dizer das interações, que caiu de forma brusca.Perfis como os dos filhos do presidente, Carlos e Flávio Bolsonaro, também registraram um aumento substancial no número de seguidores no Twitter. Outros parlamentares bolsonaristas, como a deputada Carla Zambelli (PL-SP), também tiveram aumento.Mas, ao passo que mais pessoas os seguiram, as interações despencaram."Movimentação estranha no Twitter: se analisarmos os dias 24 e 25/04, Jair Bolsonaro ganhou 31 mil seguidores, 155% a mais do que ganhou nos dois dias anteriores, por exemplo. E tem mais", escreveu Pedro Barciela, analista de redes sociais online com foco em política."Zambelli ganhou 23 mil no mesmo período, 307% a mais do que no período anterior. (...) Carlos Bolsonaro, 19 mil e 358% a mais do que no período anterior. Flávio Bolsonaro ganhou 17 mil seguidores, 300% a mais do que no período anterior.""É estranho porque o volume de interações de Zambelli caiu 10%, de Carlos 60% e de Flávio 55% no mesmo período. Atores da oposição, como Lula, perderam 11 mil seguidores. Haddad, 1.3 mil e Gleisi Hoffmann 940.""Reflexos da aquisição do Twitter? Duvido muito. Mas algo se moveu e definitivamente não foi orgânico", concluiu em uma série de tuítes sobre o assunto", diz Barciela.Procurado pela BBC News Brasil, o Twitter disse por meio de sua assessoria que "temos analisado as recentes variações na contagem de seguidores de perfis no Twitter globalmente. Ao que tudo indica, essas oscilações parecem ter sido, em grande parte, resultado de um aumento na criação de novas contas e desativação de outras, organicamente. Seguiremos analisando essas alterações e, como parte de nossos esforços contínuos, tomando medidas contra contas que violem nossa política de spam. Manteremos as pessoas informadas a respeito do assunto conforme seguimos observando as movimentações."A reportagem também procurou o Palácio do Planalto e os parlamentares citados, mas não obteve resposta. 'Liberdade de expressão'Não foi só no Brasil que perfis alinhados à direita ganharam novos seguidores em grande volume e de repente. Nos Estados Unidos, isso também ocorreu.Segundo Bouzy, "nas últimas 24 horas, os democratas tiveram uma diminuição significativa de seguidores, enquanto os republicanos (mais à direita) tiveram um aumento significativo de seguidores".Musk já se descreveu como um "absolutista da liberdade de expressão". No entanto, sua posição deixa críticos temerosos de que o Twitter acabe se tornando um fórum para discurso de ódio e desinformação.Um dia após o anúncio da compra da rede social por US$ 44 bilhões, o bilionário explicou o que pensa sobre o assunto no próprio Twitter."Por 'liberdade de expressão', quero dizer simplesmente aquilo que está de acordo com a lei. Sou contra a censura que vai muito além da lei", escreveu.Segundo Musk, "se as pessoas quiserem menos liberdade de expressão, peçam ao governo que aprove leis nesse sentido", acrescentou Musk, destacando que "ir além da lei é contrário à vontade do povo". Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

RIP Twitter: venda da rede social para Elon Musk gera onda de críticas

 RIP Twitter: venda da rede social para Elon Musk gera onda de críticas

em - tecnologia A venda do Twitter pelo trilionário Elon Musk, nesta segunda-feira (24), causou revolta na rede social. A compra, no valor de US$ 44 bilhões, levou a tag "RIP Twitter" aos assuntos mais comentados da própria rede. Os usuários temem que a chegada do novo dono provoque mudanças que ajudem na propagação de fake news.No seu perfil, o criador da Tesla afirmou que "a liberdade de expressão é a base de uma democracia em funcionamento e o Twitter é a praça pública digital onde são debatidos assuntos vitais para o futuro da humanidade".De acordo com Musk, o Twitter passará por uma série de modificações para a autenticação de usuários, fim do spam e dos chamados bots, robôs que disparam posts repetidas vezes em padrão. A compra da rede social ocorre após o empresário tecer duras críticas sobre a liberdade de expressão dos usuários na plataforma.   Veja Mais

O que fazer se meu celular for roubado?

 O que fazer se meu celular for roubado?

em - tecnologia Furtos e roubos de celulares têm esquentado a cabeça de muitos brasileiros que se tornaram vítimas desses crimes nos últimos meses. Hoje, a subtração dos aparelhos tem um ingrediente a mais para atrair criminosos: o Pix, ferramenta de transferências bancárias instantâneas.  Só na cidade de São Paulo, por exemplo, foram registrados 66.107 furtos de celulares no ano passado, um aumento de 3,3% em relação a 2020, segundo um estudo do Departamento de Pesquisas em Economia do Crime da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado). Embora tenham caído 2,3% em relação a 2020, os registros de roubos de aparelhos (quando há ameaça ou violência à vítima) atingiram 90.711 ocorrências no ano passado na capital paulista. Uma pesquisa da empresa de segurança PSafe apontou que, em fevereiro deste ano, o Brasil registrou 36 mil bloqueios de aparelhos por dia por conta de tentativas de golpes financeiros. Celulares subtraídos são utilizados por quadrilhas especializadas para aplicar golpes e fazer transferências por meio do Pix, plataforma utilizada no Brasil desde novembro de 2020. Segundo especialistas em segurança e policiais, a facilidade e rapidez do uso da ferramenta fomentaram o interesse de quadrilhas por roubos e furtos do aparelho. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o delegado assistente Anderson Honorato, da 2.ª Delegacia do Patrimônio de São Paulo, o Pix virou o "negócio da moda" entre criminosos - suspeita-se, inclusive, da participação de facções criminosas. Segundo policiais, normalmente os criminosos subtraem celulares já desbloqueados, quando as vítimas estão utilizando os aparelhos na rua ou em carros. A partir daí, eles conseguem mudar a senha do teclado ou trocar o chip para outro aparelho. Há diversas técnicas utilizadas pelos criminosos para transferir o dinheiro da vítima pelo Pix, mas normalmente o valor é enviado para contas de laranjas. Há outros tipos de golpes usando o Pix, principalmente usando o chamado "phishing", quando o criminoso envia mensagens com links de sites falsos com o objetivo de conseguir informações pessoais da vítima. Outros golpes envolvem algum contato entre o golpista e a vítima; outros, mais sofisticados, utilizam programas de computador e invasões de dispositivos eletrônicos. A BBC News Brasil reuniu algumas dicas sobre o que fazer para evitar prejuízos maiores caso seu celular seja furtado ou roubado.1 - Bloquear o aparelhoCaso você tenha o celular roubado ou furtado, o primeiro passo a ser dado é bloquear o aparelho imediatamente após a perda do objeto, segundo Emilio Simoni, especialista em segurança digital e diretor do dfndr Lab, do grupo CyberLabs-PSafe. "É muito importante entrar em contato com a operadora pedindo o cancelamento do chip para que o celular seja inutilizado", explica. Os canais de contato podem ser encontrados nos sites das operadoras. É possível fazer isso usando o IMEI (International Mobile Equipment Identity), registro internacional que possibilita a inutilização do celular de maneira mais rápida. Por isso é importante anotar o código e tê-lo sempre em mãos. Normalmente, o IMEI pode ser encontrado na caixa do aparelho ou no próprio celular. Uma maneira fácil de descobrir o IMEI é digitar no teclado do aparelho o seguinte código: *#06#2 - Mudar a senha de aplicativos  Segundo Simoni, mudar a senha de aplicativos que estejam no celular e possam ser acessados por outras pessoas. Isso porque informações pessoais e sensíveis, como senhas e contatos de familiares, poderiam ser acessados facilmente pelo criminoso. "Normalmente, aplicativos de bancos não são autenticados de maneira automática. Mas outras ferramentas, como e-mail e redes sociais, permitem que a senha seja modificada por quem está com o aparelho, por meio de autenticações por SMS", diz Simoni. Para a vítima, alguns desses aplicativos permitem a mudança de senha nos sites da ferramentas, o que possibilita ao dono do celular uma mudança rápida. Nas redes sociais, como Facebook e Instagram, a mudança de senha pode ser feita nas seções de Segurança e Login nos sites da plataforma. Já no Gmail, a mudança de senha fica na seção de Informações Pessoais.3 - Informar as instituições financeirasInformar o banco e outras instituições financeiras é um passo recomendado para quem acabou se ter o celular furtado ou roubado. Como isso, o banco pode bloquear o aplicativo no celular e também possíveis transferências que o criminoso tente realizar para contas de terceiros. Cada banco tem seu próprio canal para esse serviço. Normalmente eles estão disponíveis no site da instituição. Os contatos telefônicos dos bancos também podem ser encontrados no Google. No ano passado, depois que os golpes pelo Pix cresceram, o Banco Central mudou as regras da ferramenta. O sistema passou a ter limite de R$ 1 mil para transações entre 20h e 6h. Desde abril de 2021, o cliente também consegue diminuir ou aumentar o limite de transferências feitas pela ferramenta. 4 - Avisar parentes e amigosInformar parentes e amigos próximos sobre o crime é outra tarefa importante para quem perdeu ou teve o celular roubado. "Muitas vezes, os criminosos descobrem o contato de familiares em aplicativos de mensagens ou redes sociais e entram em contato para tentar aplicar algum golpe, pedir dinheiro ou informações bancárias", explica Simoni.5 - Fazer um Boletim de Ocorrência  Registrar golpes, furtos ou roubos de celular (ou de qualquer outro objeto) em um Boletim de Ocorrência (BO) é essencial para comprovar que o delito foi cometido. O documento é exigido em caso de resgate de seguros e também para informar os bancos em caso de transferências bancárias pelo Pix sem autorização do dono da conta. Para Simoni, outro benefício do BO é social. "Ele informa o poder público sobre o delito praticado. Com o Boletim de Ocorrência, a polícia tem o dever legal de investigar o crime", diz. Dados dos BO também podem ser utilizados para identificar locais onde esses crimes são mais praticados. Com informações como essa, o poder público pode melhorar o policiamento e investigar a ação de quadrilhas locais. Em alguns estados, é possível registrar o BO pela internet. Mas, em caso de roubos que envolvam violência, as polícias orientam que o BO seja feito presencialmente em alguma delegacia. Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Crianças no celular: quanto tempo devem usar e 7 sinais de excesso

 Crianças no celular: quanto tempo devem usar e 7 sinais de excesso

em - tecnologia Quase 90% das crianças e dos adolescentes brasileiros estão conectados à internet. Desses, 95% usam o celular como principal dispositivo para acessar sites e aplicativos.Esses dados, obtidos a partir de um levantamento de 2019 do Comitê Gestor da Internet no Brasil, endossam o fato de que o mundo online faz parte da realidade da maioria da população — e é praticamente impossível pensar que essa "dependência digital" vá diminuir nos próximos anos (ou nas gerações futuras). Como uso excessivo de celular impacta cérebro da criança Pandemia agrava 'déficit de natureza' em crianças e adultos: 'Estamos menos vivos quando nos concentramos nas telas' Por um lado, a internet pode aproximar as pessoas e abre muitas possibilidades de aprendizado e entretenimento. Por outro, há o risco de exagero no tempo conectado, de acesso a conteúdos inapropriados ou de golpes e exposição indevida, ainda mais quando falamos dos jovens.Mas como pais, mães e tutores podem garantir que seus filhos façam um uso mais saudável de celulares e outros dispositivos? E como identificar quando essa relação com as telas passou dos limites? A BBC News Brasil ouviu especialistas no tema e resume a seguir os sete sinais de que há algo errado e o que pode ser feito para melhorar essa relação com o mundo digital.1. Ficar muito tempo vidrado nas telinhasA fonte da maioria das recomendações é uma série de artigos publicados entre 2019 e 2021 pelo Grupo de Trabalho Saúde na Era Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)."E todas as nossas diretrizes estão alinhadas com as orientações divulgadas pelas academias de pediatria dos Estados Unidos, do Canadá e da União Europeia", ressalta a médica Evelyn Eisenstein, coordenadora do grupo brasileiro. O primeiro ponto que os especialistas chamam a atenção envolve a quantidade de horas que crianças e adolescentes passam conectados. No mundo ideal, o limite de tempo em contato com celulares, tablets e computadores é determinado pela faixa etária, como você confere a seguir: Menores de 2 anos: nenhum contato com telas ou videogames; Dos 2 aos 5 anos: até uma hora por dia; Dos 6 aos 10 anos: entre uma e duas horas por dia; Dos 11 aos 18 anos: entre duas e três horas por dia. "Precisamos lembrar que o dia tem 24 horas. Se o jovem fica 4 ou 5 horas conectado, isso já representa 20% do tempo disponível", calcula Eisenstein.2. Ter acesso a conteúdos inapropriadosMas não é apenas com a quantidade que os especialistas estão preocupados. Eles também pedem muita atenção com a qualidade dos conteúdos que os jovens acessam."Estima-se que metade dos pais não tem ideia do que seus filhos consomem na internet", informa Eisenstein."E as crianças não sabem bloquear mensagens indevidas, enquanto o mundo online está cheio de agressores e predadores", complementa a pediatra.A orientação, portanto, é supervisionar a atividade dos menores em sites e aplicativos. Muitos celulares e serviços online, inclusive, possuem ferramentas e filtros que permitem esse controle parental.A SBP orienta que crianças e adolescentes não utilizem computadores, tablets e celulares em lugares isolados da casa, como o quarto ou o escritório, mas, sim, em locais onde os adultos estejam sempre por perto.3. Trocar o dia pela noiteQuando o contato com as telas ultrapassa todos os limites, um dos quesitos mais prejudicados é o sono. "É normal vermos crianças que ficam jogando ou mexendo nas redes sociais até altas horas da madrugada", conta o psicólogo Thiago Viola, professor da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul."E nós sabemos como o sono é importante para nossa saúde, ainda mais durante a infância e a adolescência", completa. É justamente durante o descanso noturno que o corpo se desenvolve e o cérebro solidifica as memórias e os aprendizados.Quando o jovem troca o dia pela noite, todos esses processos são prejudicados, o que pode trazer repercussões para a vida inteira."O ideal é limitar o contato com estímulos luminosos que vêm das telas conforme anoitece", orienta o médico Rodrigo Machado, do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. "A luz prejudica a produção da melatonina, hormônio que dita o ritmo de 24 horas do dia. Sem a presença dessa substância, todo o processo do sono acaba atrasado", explica. 4. Abandonar o convívio, a rotina e as atividades sociaisOutros sinais típicos de que o jovem está exagerando no tempo de telas é o abandono, parcial ou completo, de todas as atividades fora da internet, como as práticas esportivas, culturais e de lazer.Outro sintoma preocupante é a substituição do convívio com amigos, pais ou familiares pelos jogos de videogame ou a interação pelas redes sociais."Esbarramos mais uma vez na questão do limite: quando o uso do celular faz com que as crianças ou os adolescentes deixem de cumprir as funções básicas, como comer, dormir, tomar banho, preparar a lição de casa ou fazer atividade física, algo está errado", exemplifica Eisenstein.Os especialistas dizem que a rotina e o estabelecimento de regras claras é fundamental nas primeiras décadas de vida e deve incluir aqueles que estão na primeira infância."Nesse contexto, os pais de crianças menores não podem usar o celular ou o tablet como uma 'bengala', para deixar a criança entretida enquanto eles fazem outras atividades", destaca Viola.Muitas vezes, esse acesso ilimitado às telas numa idade tão tenra é o início de um processo que vai desembocar no uso abusivo de dispositivos eletrônicos pelos anos que virão.5. Sofrer uma queda no rendimento das aulasO documento da SBP também pede que pais e tutores prestem atenção na "queda do rendimento, fracasso, abandono ou evasão escolar".Observe, portanto, se a criança ou o adolescente está passando muitas horas na frente do computador ou do celular e, em paralelo, as notas e o comportamento em sala de aula sofreram alguma alteração. Em alguns casos, é possível que exista uma conexão entre esses dois fenômenos. "E não podemos ignorar o fato de que as escolas e os educadores têm uma responsabilidade em toda essa discussão, ainda mais quando estamos numa pandemia, em que muitas atividades escolares precisaram acontecer à distância, por meio dos aplicativos de videochamada", contextualiza Eisenstein. 6. Estar envolvido em episódios de bullyingÉ preciso ficar de olho neste tipo de discriminação no mundo físico e no digital — e tanto agressor quanto vítima precisam de cuidados."A criança mais velha e o adolescente podem ser alvos de cyberbullying e passar por um processo de 'cancelamento' de todo o círculo social", descreve Viola."Em alguns casos, fotos, vídeos e detalhes íntimos do alvo caem na rede, o que vai gerar muitas repercussões emocionais e psicológicas", alerta. Machado lembra que o mundo digital pode propiciar um comportamento mais agressivo dos usuários. "Como você não vê a reação do outro, acaba se sentindo mais à vontade para compartilhar emoções primitivas, sem um freio crítico ou moral", raciocina o psiquiatra."Ou seja: há uma propensão em perpetuar e naturalizar comportamentos extremados nas redes", complementa.A melhor ferramenta, garantem os especialistas, é a prevenção: pais e tutores precisam ficar atentos e orientar os mais jovens como se comportar nessas situações.Quando o bullying escalou e já atingiu um nível mais grave, muitas vezes será necessário envolver os familiares de agressores e vítimas, representantes da escola e algum tipo de mediação feita por psicólogos ou outros profissionais que atuem nessa área. 7. Desenvolver problemas no corpo e na menteO uso excessivo de celulares e outros dispositivos conectados à internet pode dar as caras em uma série de sintomas e doenças. A SBP lista alguns nas diretrizes publicadas nesses últimos anos: Transtornos do sono, como insônia; Transtornos alimentares, como bulimia e anorexia; Sedentarismo; Obesidade; Dores de cabeça; Dores musculares relacionadas à postura; Irritabilidade, agressividade e condutas violentas; Ansiedade e depressão. Uma parcela desses incômodos está relacionada com o tempo prolongado de inatividade. Quem fica muitas horas sentado na frente de um computador, por exemplo, possui menos tempo para fazer exercícios físicos e pode sofrer com dores nas costas pela postura inadequada.Outra parte dos sinais, porém, tem um fundo emocional e afetivo. "O acesso a conteúdos sobre emagrecimento e a busca de um corpo idealizado aumenta o risco de transtornos alimentares", cita Eisenstein. Como resolver esses problemas?Considerando o fato de que os celulares são parte da rotina da vasta maioria das pessoas, será que é possível ter uma relação mais saudável com a tecnologia? E como identificar as situações em que o uso desses dispositivos ultrapassou os limites, especialmente na infância e na adolescência? "A primeira intervenção é se desconectar aos poucos. De nada adianta castigar ou tirar o celular da criança ou do adolescente de forma brusca e definitiva", aponta Eisenstein. "E, claro, esse ato de se desconectar da internet precisa envolver todos os integrantes da família, não apenas os jovens", destaca a pediatra. Viola reforça a necessidade de estabelecer limites. "A criança e o adolescente precisam saber que podem entrar na internet por um determinado número de horas por dia."Por fim, vale reforçar que existem formas de identificar e tratar os quadros de vício no uso de celular e outros dispositivos eletrônicos. "Se o jovem apresenta dificuldades nos âmbitos social, profissional, educacional ou familiar, é necessário buscar a avaliação de um profissional de saúde", orienta Machado.Para os casos em que há diagnóstico de um transtorno, como uma dependência de videogames, é possível intervir por meio da terapia cognitivo-comportamental, uma abordagem da psicologia que busca analisar, racionalizar e propor intervenções nos hábitos e nos pensamentos do paciente.Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

'Telefones burros': como os celulares sem conexão estão ressurgindo no mundo hiperconectado

 'Telefones burros': como os celulares sem conexão estão ressurgindo no mundo hiperconectado

em - tecnologia Robin West tem 17 anos de idade e é uma pessoa diferente das demais — ela não tem um smartphone (telefone inteligente).Em vez de rolar a tela em aplicativos como TikTok e Instagram o dia inteiro, ela usa o chamado "telefone burro". Como uso excessivo de celular impacta cérebro da criança Brasileiro usa celular por um terço de seu tempo acordado, diz estudo São aparelhos celulares básicos, telefones comuns, com funções muito limitadas em comparação, por exemplo, com um iPhone. Tipicamente, você pode apenas fazer e receber ligações e trocar mensagens de texto por SMS. E, se você tiver sorte, poderá ouvir rádio e tirar fotos muito simples, mas certamente não se conectará à internet, nem terá aplicativos.Esses aparelhos são similares a alguns dos primeiros telefones celulares que as pessoas compravam no final da década de 1990. A decisão de West de abandonar seu smartphone dois anos atrás foi tomada de impulso. Ela estava procurando um aparelho substituto em uma loja de telefones usados quando foi atraída pelo baixo preço de um telefone do tamanho de um tijolo.Seu aparelho atual é da empresa francesa MobiWire e custou apenas 8 libras (R$ 51). E, como ele não tem as funcionalidades dos smartphones, ela não precisa se preocupar com contas mensais de acesso à internet com alto valor."Só quando comprei um telefone 'burro' é que percebi o quanto o smartphone estava ocupando a minha vida", ela conta. "Eu tinha muitos aplicativos de redes sociais e não conseguia fazer minhas tarefas porque estava sempre ao telefone."West, que mora em Londres, não acredita que vá comprar outro smartphone algum dia. "Estou satisfeita com meu tijolo — não acho que ele imponha limitações. Certamente estou mais proativa." Os telefones "burros" estão ressurgindo. As buscas por eles no Google saltaram em 89% entre 2018 e 2021, segundo um relatório da empresa de software norte-americana Semrush.Os números de vendas são difíceis de encontrar, mas um relatório afirma que as vendas globais de telefones "burros" estavam a ponto de atingir um bilhão de unidades no ano passado, em comparação com 400 milhões em 2019. Paralelamente, foram vendidos em todo o mundo 1,4 bilhão de smartphones em 2021, após uma redução de 12,5% em 2020.Além disso, um estudo feito em 2021 pelo grupo contábil Deloitte concluiu que um em cada 10 usuários de telefones celulares no Reino Unido tem um telefone "burro"."Parece que a moda, a nostalgia e o fato deles aparecerem em vídeos no TikTok colaboram no ressurgimento dos telefones 'burros'", segundo Ernest Doku, especialista em telefones celulares do site de comparação de preços Unswitch.com. "Muitos de nós tivemos um telefone 'burro' como nosso primeiro celular e é natural sentirmos um pouco de nostalgia com relação a esses aparelhos clássicos."Doku afirma que o relançamento do modelo 3310 da Nokia em 2017 — lançado pela primeira vez em 2000 e um dos telefones celulares mais vendidos de todos os tempos — realmente incentivou esse renascimento. Para ele, "a Nokia ofereceu o 3310 como uma alternativa acessível em um mundo cheio de telefones celulares muito avançados".Ele reconhece que os telefones "burros" não podem competir com os últimos modelos da Apple e da Samsung em termos de desempenho ou funcionalidade, "mas eles podem superá-los em questões igualmente importantes, como o consumo de bateria e a durabilidade".Cinco anos atrás, o psicólogo Przemek Olejniczak trocou seu smartphone por um Nokia 3310, inicialmente devido ao seu menor consumo de bateria. Mas ele logo percebeu que havia outros benefícios. "Antes, eu ficava sempre preso ao telefone, verificando tudo e qualquer coisa, navegando pelo Facebook, pelas notícias ou por outros fatos que eu não precisava saber", ele conta. "Agora, tenho mais tempo para mim e para minha família. Um enorme benefício é que não sou viciado em curtir, compartilhar, comentar ou descrever minha vida para outras pessoas. Agora, tenho mais privacidade."Mas Olejniczak, que vive em Lodz, na Polônia, admite que, inicialmente, a mudança foi um desafio. "Antes, eu verificava tudo, como ônibus e restaurantes, no meu smartphone [durante a viagem]. Agora que não é mais possível, aprendi a fazer tudo isso com antecedência em casa. E me acostumei com isso."'Espécie superior que controla os humanos'A companhia Light Phone, de Nova York, nos Estados Unidos, é um fabricante de telefones "burros". Um pouco mais inteligentes que o padrão para esses produtos, seus aparelhos permitem que os usuários ouçam música e podcasts e os conectem aos seus fones de ouvido Bluetooth.Mas a empresa afirma que seus telefones "nunca terão redes sociais, notícias para atrair cliques, e-mail, navegadores da internet, nem outros feeds infinitos para induzir a ansiedade". A companhia afirma que registrou em 2021 seu melhor desempenho financeiro em um ano, com aumento das vendas de 150% em comparação com 2020. Isso, apesar do alto custo dos seus aparelhos, em termos de telefones "burros". Seus preços começam em US$ 99 (R$ 478).Um dos fundadores da Light Phone, Kaiwei Tang, afirma que o aparelho foi criado inicialmente para uso como telefone secundário - para pessoas que quisessem desligar-se do seu smartphone no fim de semana, por exemplo. Mas, agora, a metade dos clientes da empresa usa o aparelho como telefone principal. "Se extraterrestres viessem para a Terra, eles pensariam que os telefones celulares são a espécie superior que controla os seres humanos", afirma ele. "E isso não irá parar, só irá ficar pior. Os consumidores estão percebendo que algo está errado e queremos oferecer uma alternativa."Tang acrescenta que, surpreendentemente, os principais clientes da empresa têm idade entre 25 e 35 anos. Ele esperava que seus clientes seriam muito mais velhos.Para a especialista em tecnologia Sandra Wachter, pesquisadora sênior na área de inteligência artificial da Universidade de Oxford, no Reino Unido, é compreensível que algumas pessoas estejam procurando telefones celulares mais simples."Pode-se afirmar de forma razoável que, atualmente, a capacidade de um smartphone de completar chamadas e enviar mensagens curtas é quase uma função secundária", explica ela. "O smartphone é o seu centro de entretenimento, gerador de notícias, sistema de navegação, agenda, dicionário e carteira."Ela acrescenta que os smartphones sempre "querem chamar nossa atenção" com notificações, atualizações e notícias de última hora interrompendo constantemente o seu dia. "Isso pode manter você apreensivo e até agitado. Você pode se sentir sobrecarregado." Wachter acrescenta: "faz sentido que algumas pessoas estejam agora procurando tecnologias mais simples e acreditem que os telefones 'burros' podem representar um retorno a tempos mais simples. Eles poderão oferecer mais tempo para que as pessoas se concentrem em uma única tarefa e se dediquem a ela mais objetivamente. Eles poderão até acalmar as pessoas. Estudos demonstraram que a quantidade excessiva de escolhas pode criar infelicidade e agitação."De volta a Londres, Robin West afirma que muitas pessoas ainda estão perplexas com sua escolha de aparelho celular. "Todos acham que é algo temporário. Eles perguntam: 'então, quando você vai comprar um smartphone? Você vai comprar um esta semana?'"Com reportagem adicional de Will Smale, editor da série New Tech Economy, da BBC News.Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Fique atento: WhatsApp oficial bane contas de usuários do WhatsApp GB

 Fique atento: WhatsApp oficial bane contas de usuários do WhatsApp GB

em - tecnologia O aplicativo de mensagens WhatsApp baniu na noite dessa segunda-feira (21) as contas de usuários do aplicativo paralelo, WhatsApp GB. A versão é um modelo não oficial que oferece funções além da versão original, algumas não permitidas, tais como: Deixar o ícone do aplicativo transparenteRetirar o “online”Enviar arquivos de áudio de até 100MBVer status excluídos e mensagens apagadasPara quem tem mais de um número de telefone no mesmo celular, é possível cadastrar todos para usar simultaneamenteAgendar o envio de uma mensagemPermite fazer o download do status diretamente no celular O aplicativo acabou entrando nos Trend Topics do Twitter por excluir números associados à versão GB.  Como recuperar a conta ?Na grande maioria dos casos, o bloqueio é temporário, com duração de 24 horas. Basta o usuário esperar o cronômetro zerar. O WhatsApp não conseguiu banir todas as contas, então algumas pessoas ainda têm a chance de usar o aplicativo oficial, seguindo estes passos: No WhatsApp GB, vá em  Mais opções > Conversas > Backup de conversas e inicie a transferência;Logo após, no seu celular, abra  Configurações > Armazenamento > Arquivos;Procure pela pasta do WhatsApp GB, pressione e segure para selecioná-la;No canto superior direito, toque em Mais > Renomear e renomeie a pasta para "WhatsApp";Baixe o app oficial do WhatsApp;Verifique seu número de telefone;Deve surgir uma tela que informará sobre um backup encontrado. Toque em Restaurar > Próximo;O WhatsApp informou em nota que este banimento inicial funciona como um aviso prévio. Em breve, a Meta pode acabar realizando uma ação oficial. O que é e como funciona o WhatsApp GBO WhatsApp GB funciona através de um arquivo APK, que deve ser instalado manualmente, pois como não é oficial, não é ofertado em lojas de aplicativos Android nem iOs. Assim que o usuário escolhe baixar a versão paralela, ele já está correndo risco de perder sua conta original, pois os termos de serviço são totalmente violados. Além do risco de perder o acesso ao WhatsApp original, o download do arquivo APK pode vir com vírus bem fortes, capazes de desconfigurar todo o aparelho móvel do usuário. A privacidade das contas também não poderá mais ser garantida, tendo em vista que qualquer um poderá acessar e vazar os dados contidos nas contas do WhatsApp GB. Em nota, o WhatsApp esclareceu que o aplicativo só possui duas versões oficiais: WhatsApp Messenger (para uso pessoal ) e WhatsApp Business (para negócios e empreendimentos). Qualquer versão além dessas não são oficiais. Elas foram desenvolvidas por terceiros e, por isso, violam todas as regras e Termos de Serviço do aplicativo.  *Estagiária sob supervisão de Álvaro Duarte  Veja Mais

Startup mineira de educação extracurricular recebe aporte

 Startup mineira de educação extracurricular recebe aporte

em - tecnologia Nascida em Belo Horizonte e criada por mulheres, a startup Ways Education comemora a chegada de um aporte de R$ 300 mil. O valor,  viabilizado por meio da Criabiz Ventures e de sua rede de investidores-anjo, será usado para dobrar o time da companhia, responsável por uma plataforma de educação inovadora, que incentiva os talentos de crianças e adolescentes. O objetivo a startup é oferecer uma solução para complementar a formação dos filhos, de modo a romper com a rigidez do currículo acadêmico atual e com o pouco tempo que os jovens passam na escola no Brasil, apenas 5 horas por dia. Por meio de vídeos, professores especialistas apresentam cursos como circo, teatro bilíngue, dança. robótica e ginástica rítmica. "Queremos que cada estudante que use nosso serviço tenha a oportunidade de experimentar e descobrir  aquilo que  gosta, o que sabe fazer e no que gostaria de investir na sua longa jornada de aprendizado,  diz Marina Gontijo, sócia-fundadora e CEO da Ways.Os conteúdos gravados focam no desenvolvimento da criatividade, da autoconfiança e da autonomia. “As famílias podem contratar aulas ou cursos avulsos, mas o mais interessante e inovador é a assinatura de atividades em que a família pode acessar qualquer aula da nossa programação de maneira personalizada e flexível”, completa Marina. "Existe uma potência ainda não explorada no extracurricular, e nós queremos explorá-la”, completa Taísa Botelho, sócia-fundadora da Ways. Ela ressalta que outras vantagens da plataforma são suporte educacional, repertório de experiências inovador e fora da caixa, flexibilidade de horários, personalização e preço atrativo.“Nascemos para transformar a educação por meio de experiências educacionais não tradicionais. É nesse espaço fora da escola que, muitas vezes, se encontram os conteúdos mais motivadores para crianças e jovens”, conclui Taísa. Além da captação, a startup também recebeu outro apoio financeiro. A Ways Education venceu a edição especial da Batalha das Startups, realizada durante o Rio Innovation Week, e conquistou o prêmio de R$ 300.000 em mídia.  Veja Mais

Minas Gerais é o terceiro estado em número de startups no Brasil

 Minas Gerais é o terceiro estado em número de startups no Brasil

em - tecnologia   Minas Gerais vem se consolidando como um ambiente propício para o desenvolvimento de novas startups. Segundo dados da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), Minas é o terceiro estado do país com a maior quantidade de empresas deste tipo. O estado fica atrás apenas de Santa Catarina com 12,6%, e São Paulo que lidera o ranking com 32,5%.   Outro dado importante que demostra um ambiente favorável às startups, é o aumento no número deste tipo de empresa nos últimos sete anos. Segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Sede), o estado contava com 365 startups em 2015, já neste ano o número passou para 1.250, um aumento de 242%.     Para Tomás Duarte, cofundador e CEO da Track.co, uma startup de tecnologia voltada para o monitoramento e gestão da satisfação do cliente, esse crescimento está muito alinhado a expansão tecnológica das empresas como um todo. “Minas tem muita responsabilidade nisso. Desde 2010, existe um ecossistema de startups muito forte de startups - o San Pedro Valley, que ajudou a disseminar a cultura de empreendedorismo inovador e tecnológico. Isso acaba incentivando outras pessoas a empreender na área de tecnologia”, explica.   Tomás também destaca o papel das universidades e da academia em investir em cursos de tecnologia, contribuindo para o crescimento do número de startups no estado. “Minas Gerais é uma escola super importante nas áreas de engenharia da computação, ciência da computação, sistemas de informação, engenharia de software e vários outros cursos tecnológicos, o que estimula o surgimento de empresas e startups”, diz o CEO da Track.co.   Minas Gerais também passou por uma ampliação de seus polos de startups, em cidades como Belo Horizonte, Juiz de Fora, Uberlândia e Uberaba. O superintendente de Inovação da Sede, Pedro Emboava, diz que o estado tem como foco incentivar o crescimento dessas empresas, por meio da qualificação e da geração de emprego e renda.   “O que observamos nessa pandemia é que micro e pequenos empreendedores buscaram conexão com as novas tecnologias, muitas desenvolvidas por startups. No futuro, não muito distante, com o avançar das inovações, muitos dos empregos manuais operacionais serão substituídos por tecnologias. Portanto, ter essas empresas em Minas é fundamental para que o estado se mantenha competitivo a médio e longo prazo. Estamos criando empregos agora que vão continuar existindo daqui a 40 anos”, explica.   Pedro Emboava também destacou a importância de fomentar o crescimento de startups no surgimento e na captação de novos talentos no estado. “É uma área que gera empregos que exigem qualificação. Hoje, grande parte da mão de obra acaba saindo de Minas. Portanto, ter esse nicho aqui facilita para que possamos reter a mão de obra e os talentos mineiros. Além disso, como vimos na pandemia, houve um declínio relevante em vários setores e a tecnologia foi menos afetada, se mostrando resiliente a esses momentos de volatilidade econômica”, diz o secretário.  Programas de incentivo   O estado conta com alguns programas de incentivo a startups. Um deles é o Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (Seed), que apoia empresas de tecnologia com rodadas anuais de investimento.   “Na atual edição, tivemos oportunidade de abrir um novo mercado para startups - o setor público. Levamos 37 desafios de secretarias e órgãos diversos para que startups pudessem se inscrever a ajudar na solução de políticas públicas do estado. Ao todo, 59 startups participaram, 47 atuaram em 31 desafios e tiveram soluções aprovadas. Durante os seis meses de aceleração, essas empresas faturaram R$ 14,8 milhões, empregaram mais de 400 pessoas e captaram mais de R$ 11 milhões fora do programa. Isso mostra o resultado e o benefício do programa”, explica o superintendente.   Para Tomás Duarte, a principal vantagem está no ecossistema das empresas mineiras, já que não há nenhuma vantagem tributária, em comparação com outros estados.   Mas o empreendedor reforça a necessidade de o estado investir na educação tecnológica para manter esse crescimento. Além da educação, o CEO da Track.co aponta para a criação de uma série de mecanismos, espaços, investimentos em infraestrutura, tudo isso para que os jovens empreendedores consigam realizar a expansão do negócio. “O melhor modelo para o estado pode ser a menor intervenção possível, ou seja, fomentar e depois parar de intervir”, explica Tomás Duarte.   No início do ano passado, o governo do estado sancionou uma lei ( Lei Nº 23.793) que trata da adoção de medidas de estímulo ao desenvolvimento de startups em Minas Gerais. A medida busca promover a inovação dos métodos de negócio e produção, aumentar a produtividade e a competitividade, além de fomentar a modernidade tecnológica, econômica e social no estado.   Tomás cita exemplos de algumas startups que conseguiram se destacar no mercado nacional, como a Track.co, Méliuz, Sympla, Sambatech, Hotmart, Rock Content, Solides e Dito. “Várias startups mineiras se consagraram como líderes do mercado em vários segmentos. Só que isso já tem 10 anos, ou seja, qual é a nova geração de startups que está vindo e que vai liderar o mercado no Brasil? Então é isso que a gente precisa ter, ou seja, criar uma nova geração de empreendedores. Para isso, as pessoas têm que ter toda essa estrutura para fazer parte do ecossistema", esclarece. Veja Mais

Marcos Pontes lança edital para desenvolvimento de foguete de treinamento

 Marcos Pontes lança edital para desenvolvimento de foguete de treinamento

em - tecnologia O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, lançou, nesta terça-feira (15), em São José do Campos, no interior de São Paulo, edital para desenvolvimento de um protótipo de foguete de capacitação e treinamento. O edital prevê recursos não reembolsáveis de subvenção econômica no valor de R$ 8 milhões, oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.“Esse edital é o começo de uma onda para movimentar todo o ecossistema produtivo do setor aeroespacial do Brasil”, disse o ministro hoje, na cerimônia de lançamento do edital.De acordo com o ministério, a seleção pública tem o objetivo de incentivar soluções para o desenvolvimento do protótipo com qualquer tipo de propulsão (sólida, híbrida ou líquida) e também de capacitar equipes operacionais e pessoal técnico nos centros de lançamento nacionais. Com essa chamada, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) pretendem fortalecer o setor espacial brasileiro e viabilizar maior inserção do país no setor espacial mundial.Segundo o ministro, o foguete de treinamento é importante, por exemplo, para preparar a tripulação do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. “Precisamos manter a tripulação do centro preparada, operacionalmente pronta. Então, precisamos dos foguetes para treinar a preparação, o lançamento, o acompanhamento e tudo o mais. Os foguetes são essenciais”, disse Pontes.O ministro destacou que o projeto será bom também para as empresas produtoras, que vão desenvolver tecnologias para outros tipos de foguetes e foguetes de maior porte.“Esse edital é uma retomada para que o Brasil possa produzir um protótipo de foguete para ser lançado na base de Alcântara ou no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, com total segurança e confiança”, disse o presidente da Finep, Waldemar Barroso.Mais informações sobre o edital podem ser obtidas no site da Finep.Edição: Nádia Franco Veja Mais

Homem com pernas paralisadas consegue andar graças a implante

 Homem com pernas paralisadas consegue andar graças a implante

em - tecnologia Pela primeira vez, uma pessoa com a medula espinhal completamente danificada foi capaz de andar novamente, graças a um implante desenvolvido por uma equipe de pesquisadores suíços.O italiano Michel Roccati ficou paralisado após um acidente de moto há cinco anos que o fez parar de sentir completamente as pernas. Recentemente, ele passou por uma cirurgia para colocar um implante elétrico ligado à sua coluna, tecnologia que ele diz ser "como um presente". Os animadores resultados do procedimento foram divulgados nesta segunda-feira (7/2) na revista científica Nature Medicine. "Eu me levanto, ando para onde quero, posso subir as escadas. É quase uma vida normal", comemorou o jovem em entrevista à BBC. Os pesquisadores, por sua vez, ressalvam que esta conquista não significa ainda uma cura para lesões na medula espinhal e que a tecnologia ainda é complicada para ser usada no dia-a-dia. Entretanto, eles reconhecem que trata-se que um grande passo para a melhora na qualidade de vida de pessoas com essa condição. Os nervos da medula espinhal têm a função de enviar sinais do cérebro para as pernas. Por isso, algumas pessoas ficam paralisadas quando os nervos são danificados por uma lesão.No caso de Michel, não havia sinal para as pernas porque sua medula espinhal foi completamente lesionada. É aí que entra o implante: ele envia sinais diretamente para as pernas, permitindo que o paciente ande, mas apenas quando o implante está colocado. O italiano tem caminhado com a ajuda também de um andador. A determinação de Michel também teve papel em sua recente conquista: ele contou que, desde o acidente, condicionou-se a progredir o máximo que pudesse."Eu lutava boxe, corria e treinava na academia. Depois do acidente, não pude fazer as coisas que eu gostava, mas não deixei meu humor baixar. Nunca parei minha reabilitação. Queria resolver meu problema."A velocidade da recuperação de Michel surpreendeu a neurocirurgiã que inseriu o implante e conectou habilmente eletrodos a fibras nervosas, a Jocelyne Bloch, do Laboratório de Neuroterapias e Neuromodulação (LNTM) em Lausanne, Suíça. "Fiquei extremamente surpresa", ela disse à BBC. "Michel é absolutamente incrível. Ele conseguirá usar essa tecnologia para progredir cada vez mais." Homem com pernas paralisadas consegue andar graças a implante A pesquisa também foi celebrada por Ram Hariharan, consultor do Hospital Geral do Norte em Sheffield, na Inglaterra, que não fez parte da equipe envolvida no experimento. "Eles fizeram algo que não foi feito antes", aponta Hariharan. "Eu não ouvi falar de nenhum estudo onde foi colocado um implante e isso demonstrou melhora do equilibro e a produção de movimentos musculares, o suficiente para uma pessoa ficar de pé e andar."Mas o cientista lembra que ensaios clínicos, testes envolvendo dezenas de pacientes, precisam ser realizados antes que se possa dizer que o tratamento é eficaz. Progresso em etapas"Precisamos de mais números [de pacientes] para mostrar que, primeiro, é um procedimento seguro e que melhora significativamente a qualidade de vida. Só então ele pode ser levado adiante".Até agora, nove pessoas receberam o implante e recuperaram a capacidade de andar. Entretanto, nenhum deles usa a tecnologia em suas rotinas, porque seu manejo ainda é complicado. Em vez disso, eles a usam para praticar a caminhada com a supervisão de profissionais, algo que exercita seus músculos, melhora a saúde e, muitas vezes, é capaz de restaurar um pouco dos movimentos. David M'zee foi um dos primeiros pacientes a receber o implante. Assim como Michel, ele conseguiu andar com o implante enquanto usava um andador. A saúde de David melhorou a tal ponto que ele conseguiu ter uma filha com sua parceira Janine, algo que não era possível após seu acidente em 2010. A filha, Zoe, agora tem 1 ano de idade. Ela adora competir com o pai, e chegar na frente, quando os dois estão andando com seus andadores. "É realmente bonito!", comemora David M'zee com um orgulho paternal. "É muito divertido. É a primeira vez que ando com ela dessa maneira: ela com seu andador infantil, eu com meu andador."Ter uma família deu a David uma enorme alegria. Ele relata que o implante trouxe outros benefícios além da possibilidade de andar, como o controle da hipertensão. "São essas pequenas coisas que fazem uma grande diferença", ele contou à BBC. Ainda há um longo caminho a percorrer antes que a tecnologia possa ser usada ampla e rotineiramente por pessoas com movimentos paralisados, de acordo com o professor Grégoire Courtine, que liderou a equipe que desenvolveu a tecnologia na École Polytechnique Fédérale de Lausanne (EPFL)."Esta não é uma cura para a lesão medular, mas é um passo fundamental para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Vamos empoderar as pessoas. Vamos dar-lhes a capacidade de ficar de pé, de dar alguns passos. Não é suficiente, mas é uma melhoria significativa."A cura significaria a regeneração da medula espinhal, o que possivelmente pode ocorrer com terapias com células-tronco, que no entanto ainda estão em um estágio muito inicial de pesquisa. Courtine acredita que sua tecnologia de implante pode ser usada em conjunto com os tratamentos de regeneração nervosa assim que estes estiverem mais avançados. Sabia que a BBC está também no Telegram? 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Saiba como denunciar postagem com informações falsas no Twitter

 Saiba como denunciar postagem com informações falsas no Twitter

em - tecnologia O Twitter anunciou, nesta segunda-feira (17/1), que liberou a função para denunciar tweets com informações falsas no país. Os Estados Unidos, Coreia do Sul e Austrália foram os primeiros países a testar a ferramenta, em agosto do ano passado. Além do Brasil, Espanha e Filipinas também estão na lista.     Para classificar um tweet dessa forma, basta clicar na opção “Denunciar Tweet” e escolher a função “As informações são enganosas”.    Em seguida, a plataforma pergunta a respeito de qual tema a informação está errada e registra a reclamação do usuário. O Twitter libera também as opções de bloquear ou silenciar o perfil que está sendo denunciado.  A decisão acontece alguns dias após a empresa ser pressionada a tomar atitudes contra a divulgação de informações falsas dentro da plataforma, com questionamento inclusive do Ministério Público Federal.  *Estagiária sob supervisão   Veja Mais

Amazon faz atualização após Alexa sugerir desafio perigoso a criança

 Amazon faz atualização após Alexa sugerir desafio perigoso a criança

em - tecnologia A Amazon fez uma atualização em sua assistente virtual Alexa depois que o aparelho "desafiou" uma garota de 10 anos nos Estados Unidos a encostar uma moeda nos pinos de um carregador de celular que estava em uma tomada. A sugestão foi feita pela Alexa após a garota solicitar "um desafio". "Insira o carregador do celular até a metade em uma tomada na parede e depois toque com uma moeda na parte exposta dos pinos", recomendou a assistente. A Amazon disse que consertou o erro assim que a empresa soube do problema. A mãe da garota, Kristin Livdahl, descreveu o incidente no Twitter: "Estávamos fazendo alguns desafios de exercícios físicos como ficar deitada ou rolar segurando um sapato com os pés passados por um professor no YouTube um pouco antes. Ela queria mais um (desafio)". Foi quando o alto-falante Echo sugeriu participar de um desafio "encontrado na internet". A brincadeira perigosa, conhecida como "o desafio da moeda", começou a circular no TikTok e outras redes sociais há cerca de um ano.Risco de perder dedosMetais conduzem eletricidade e o contato com pinos ligados à rede elétrica pode provocar choques, incêndios e outros prejuízos. "Você pode perder dedos, mãos, braços", disse Michael Clusker, responsável por um posto do Corpo de Bombeiros na cidade inglesa de Carlile ao jornal "The Press", de Yorkshire, em 2020. "O resultado é que alguém pode ficar seriamente ferido." Bombeiros nos Estados Unidos também já alertaram para o perigo do "desafio".Em um tuíte, a mãe da garota contou que no momento do sugestão ela gritou "Não, Alexa, não!". Mas ela disse que sua filha era "esperta demais para fazer algo assim". Em comunicado enviado à BBC, a Amazon disse que fez uma atualização na Alexa para evitar que a assistente virtual fizesse essa recomendação no futuro. "A confiança do cliente é o centro de tudo que nós fazemos e a Alexa é pensada para passar informações precisas, relevantes e úteis aos nossos consumidores", diz o comunicado. "Assim que soubemos desse erro, nós tomamos uma rápida ação para consertá-lo."Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Pesquisador japonês cria 'TV lambível'

 Pesquisador japonês cria 'TV lambível'

em - tecnologia Um protótipo de televisão com tela "lambível", capaz de mimetizar os sabores dos alimentos, foi desenvolvido e apresentado recentemente por um pesquisador japonês, relata a agência de notícias Reuters. Batizado de Taste-the-TV ("experimente a TV", em tradução livre), o aparelho contém dez tubinhos na parte superior com diferentes tipos de sabores, como amargo, doce, azedo e apimentado. Combinados, esses sabores são pulverizados sobre uma "película higiênica" que é colocada sobre a tela (que, no protótipo, se assemelha mais à de um iPad do que à tela de uma televisão tradicional) - e com o qual o usuário pode "interagir". O criador do produto, Homei Miyashita, professor da Universidade Meiji, sugeriu que ele fosse usado para treinar cozinheiros ou sommeliers de maneira remota. Ele estima que, se fosse produzida comercialmente, a TV custaria US$ 875 (cerca de R$ 4,9 mil). "O objetivo é possibilitar que as pessoas tenham a experiência de comer em um restaurante do outro lado do mundo, mesmo estando em casa", declarou à Reuters. Em uma demonstração feita para jornalista em Tóquio, uma aluna de Miyashita informou ao dispositivo que queria "chocolate ao leite" e, após algumas tentativas, seu pedido foi espalhado no filme plástico, sobre imagens de chocolate que passavam ao fundo. "É como chocolate ao leite", disse a estudante, após experimentá-lo.%uD83D%uDCFA ‘Taste the TV’: A Japanese professor has developed a prototype lickable TV screen that can imitate food flavors https://t.co/JWVhiU94z1 pic.twitter.com/ZgxmfTf1Xn — Reuters (@Reuters) December 23, 2021 O professor disse estar em negociações com fabricantes sobre outras possíveis aplicações da tecnologia de pulverização de sabor, como adicionar sabores a torradas. O inventor vislumbra um mundo de "conteúdo de sabor" para download. Na era da covid-19, esse tipo de tecnologia poderia aprimorar a maneira como as pessoas se conectam com o mundo exterior, acredita Miyashita. Nas redes sociais, contudo, alguns daqueles que se depararam com a novidade questionaram se este seria o melhor momento para lançar um aparelho que as pessoas possam lamber. "Durante esta pandemia?" escreveu um usuário do Twitter. Antes da TV, o professor Miyashita e seus alunos já haviam desenvolvido uma variedade de dispositivos relacionados ao paladar, incluindo "um garfo que torna os alimentos mais saborosos". Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!  Veja Mais

Maior bife criado em laboratório avança. Mas a carne é suculenta?

 Maior bife criado em laboratório avança. Mas a carne é suculenta?

em - tecnologia O maior bife criado em laboratório no mundo foi revelado este mês pela empresa israelense MeaTech 3D. Na imagem distribuída à imprensa, parece semelhante a um pedaço de carne convencional, mas há dúvidas quanto ao sabor e à textura do produto. O tamanho (110 gramas) representa um passo à frente de concorrentes que investem no desenvolvimento de diferentes técnicas para produzir alimentos de origem animal como alternativa à pecuária tradicional. O bife da MeaTech 3D é composto de células reais, de músculo e gordura, derivadas de amostras de tecido de vaca. Células-tronco (que têm o potencial de originar qualquer tecido vivo) bovinas são colocadas em biorreatores (sistemas que mantêm a temperatura e todos os nutrientes que as células precisam para se multiplicar e se diferenciar em gordura e músculo). Em seguida, elas são colocadas sobre uma matriz de colágeno e levadas à impressora biológica para adquirir forma tridimensional. Mas o bife, com várias camadas desse tecido celular, ainda está longe dos supermercados. Em 2022, a empresa pretende começar a vender células de gordura para a criação de outros produtos. "Esse avanço é resultado de mais de um ano de esforços nos nossos processos de biologia celular e engenharia de tecidos de alto rendimento e em nossa tecnologia de bioimpressão", disse Sharon Fima, CEO da MeaTech 3D. A empresa também prepara linhagens celulares para a criação de carne de porco e de frango.A carne cultivada a partir de células requer aprovação regulatória antes de ser vendida ao público - o que ocorreu pela 1ª vez no fim de 2020, quando a empresa americana Eat Just passou a servir nuggets de frango a clientes de Cingapura.Sem sacrifícioEm países como Holanda, Portugal e Espanha, iniciativas tentam produzir carne cultivada em células para atender à demanda de quem rejeita a ideia de sacrificar animais. "Produzir células e fazer material capaz de gerar algo semelhante à carne não é o desafio mais complexo", diz Flávio Vieira Meirelles, pesquisador de terapia celular animal da Universidade de São Paulo (USP). "O mais difícil é garantir que todo o processo feito em laboratório seja isento de produtos de origem animal. Isso ainda não acontece."O professor explica que o cultivo celular ainda depende do uso de fatores de crescimento e fontes de proteína obtidas de animais abatidos, o que pode desagradar ao público que as empresas miram. E salienta que o avanço anunciado pela MeaTech 3D não é um bife como conhecemos. "Se a foto não fosse tão produzida e mostrasse o bife cru, seria mais esclarecedora", afirma. "Do ponto de vista nutricional, teoricamente terá o mesmo valor da carne porque é feito a partir de células animais, produzidas em condições ideais."BrasilDuas grandes empresas no Brasil têm interesse nesse mercado. Com planos de lançar o produto no País até 2024, fabricado aqui ou importado, a BRF investiu US$ 2,5 milhões na Aleph Farms, uma das companhias israelenses mais avançadas nessa tecnologia. A JBS investiu US$ 100 milhões na compra de 51% de uma empresa europeia que desenvolve produto semelhante. "O objetivo dos grandes produtores de carne ao fazer investimentos é não ficar de fora de algo novo e passar uma imagem positiva ao público ao demonstrar que busca formas alternativas ao abate animal", diz Sérgio Pflanzer, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Estudo de Pflanzer e colegas estrangeiros, publicado em outubro na revista científica Foods, avaliou a opinião de 4,4 mil pessoas no Brasil sobre carne de laboratório. Do total, 66% disseram que provariam e 60% afirmaram que aceitariam comê-la regularmente. Mas só 5% aceitariam pagar um pouco a mais por ela. "Qualquer alimento no mundo só emplaca e se torna popular, se for acessível. Não adianta dizer que é ecológico, saudável, amigo ou mais bonito." RessalvasOutro argumento para fontes alternativas de proteína animal destaca as emissões de gases de efeito estufa da pecuária. Antes de dizer que a carne em laboratório pode poupar o ambiente, é preciso considerar alguns fatores. Biorreatores usados nesse desenvolvimento consomem grandes quantidades de energia elétrica. Se ela for produzida a partir de combustíveis fósseis, a conta da redução do impacto ambiental pode não fechar.Em Israel e Cingapura, países mais avançados na criação de carne cultivada, 96% da energia elétrica depende da queima de combustível fóssil, como gás e óleo. No Brasil, por causa das hidrelétricas, essa taxa é 14%. Considerações semelhantes precisam ser feitas sobre o consumo dos chamados análogos vegetais ou hambúrgueres "plant-based", que imitam aparência e sabor da carne. "A produção vegetal emite menos gases do efeito estufa que a produção animal, mas a alimentação sem carne baseada em produtos vegetais industrializados pode produzir a mesma quantidade de gás carbônico que a pecuária", diz Pflanzer. É o caso, por exemplo, do hambúrguer feito com proteína de ervilha, vindo da China de navio, para venda aqui. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Veja Mais

A engenhosa solução dos antigos persas para 'capturar o vento' e se refrescar no calor escaldante

 A engenhosa solução dos antigos persas para 'capturar o vento' e se refrescar no calor escaldante

em - tecnologia Do Antigo Egito ao Império Persa, um método engenhoso de capturar e dirigir o vento refrescou as pessoas por milênios. Na busca por refrigeração livre de emissões, o "captador de vento" pode vir nos ajudar novamente.A cidade de Yazd, no deserto do centro do Irã, é, há muito tempo, um centro de criatividade. Yazd é o berço de uma das maravilhas da engenharia antiga — um sistema que inclui uma estrutura de refrigeração subterrânea chamada yakhchal, um sistema de irrigação subterrâneo chamado qanats e até uma rede de mensageiros chamada pirradazis, criado mais de 2.000 anos antes do serviço postal americano. Dentre as tecnologias antigas de Yazd, encontra-se o captador de vento, ou bâdgir, em persa. Essas estruturas notáveis são comumente encontradas elevando-se sobre os telhados de Yazd. Muitas vezes, são torres retangulares, mas elas também existem em formato circular, quadrado, octogonal e em outros formatos ornamentados. Afirma-se que Yazd é a cidade com mais captadores de vento do mundo. Eles podem ter se originado no Antigo Egito, mas, em Yazd, o captador de vento logo se mostrou indispensável, possibilitando a vida naquela parte quente e árida do planalto iraniano.Embora muitos dos captadores de vento da cidade do deserto tenham caído em desuso, suas estruturas estão agora chamando a atenção de acadêmicos, arquitetos e engenheiros, a fim de estudar o papel que eles poderiam desempenhar para nos manter refrigerados em um mundo em rápido aquecimento.Como os captadores de vento não precisam de eletricidade para funcionar, eles são uma forma de resfriamento verde e barata. Com o ar condicionado mecânico convencional já representando um quinto do consumo total de eletricidade do mundo, alternativas antigas como o captador de vento estão se tornando uma opção cada vez mais atraente.Existem duas forças principais que dirigem o ar através das estruturas: a entrada do vento e a mudança da impulsão do ar dependendo da temperatura — o ar quente tende a subir sobre o ar frio, que é mais denso.Primeiramente, quando o ar é captado pela abertura de um captador de vento, ele é canalizado para baixo até a construção, depositando eventuais fragmentos ou areia no pé da torre. O ar então flui ao longo de toda a parte interna da construção, às vezes sobre piscinas subterrâneas com água para melhor resfriamento. Por fim, o ar aquecido se elevará e deixará a construção através de outra torre ou abertura, com o auxílio da pressão no interior da construção. A forma da torre e outros fatores — como o projeto da casa, a direção para onde a torre está voltada, a quantidade de aberturas, sua configuração de pás internas fixas, canais e altura — são todas adequadamente definidas para aumentar a capacidade da torre de canalizar vento para baixo, até o interior da construção.A história do uso do vento para resfriar construções começou quase ao mesmo tempo em que as pessoas começaram a viver no ambiente quente dos desertos.Uma das primeiras tecnologias de captura do vento data de 3.300 anos atrás, no Egito, segundo os pesquisadores Chris Soelberg e Julie Rich, da Universidade Estadual Weber em Utah, nos Estados Unidos. Nesse sistema, as construções tinham paredes espessas, poucas janelas voltadas para o sol, aberturas para entrada de ar na principal direção dos ventos e uma ventilação de saída do outro lado — conhecida em árabe como arquitetura malqaf.Mas há quem defenda que o captador de vento foi inventado no próprio Irã.De qualquer forma, os captadores de vento se espalharam pelo Oriente Médio e pelo norte da África. Variações dos captadores de vento iranianos podem ser encontradas com nomes locais, como os barjeels do Catar e do Bahrein, os malqaf do Egito, os mungh do Paquistão e muitos outros, segundo Fatemeh Jomehzadeh, da Universidade de Tecnologia da Malásia, e seus colegas.Acredita-se que a civilização persa tenha adicionado variações estruturais para permitir melhor resfriamento, como a sua combinação com os sistemas de irrigação existentes para ajudar a resfriar o ar antes da sua liberação por toda a casa.No clima quente e seco de Yazd, essas estruturas se tornaram cada vez mais populares, até que a cidade se tornou um oásis de altas torres ornamentadas em busca do vento do deserto. Yazd é uma cidade histórica que foi reconhecida como Patrimônio Mundial da Unesco em 2017 — em parte, pela sua grande quantidade de captadores de vento.Além de desempenhar o propósito funcional de resfriar as casas, as torres também tinham forte importância cultural. Os captadores de vento fazem parte da paisagem de Yazd, da mesma forma que o Templo do Fogo de Zoroastro e a Torre do Silêncio. E há também o captador de vento do Jardim de Dowlat Abad, que se acredita ser o mais alto do mundo (com 33 metros de altura) e um dos poucos ainda em funcionamento. Abrigado em uma construção octogonal, ele fica de frente para uma fonte e um lago que se estende ao longo de fileiras de pinheiros.Possível renascimento?Com a eficácia do resfriamento fornecido por esses captadores de vento livres da emissão de gases, alguns pesquisadores argumentam que eles merecem ressurgir. O pesquisador Parkham Kheirkhah Sangdeh estudou minuciosamente a aplicação científica e a cultura local dos captadores de vento na arquitetura contemporânea na Universidade de Ilam, no Irã. Ele afirma que inconvenientes como insetos que ingressam nas calhas e o acúmulo de poeira e fragmentos do deserto fizeram com que muitas pessoas abandonassem os captadores de vento tradicionais. No seu lugar, são utilizados sistemas de resfriamento mecânicos, como unidades convencionais de ar condicionado. Muitas vezes, esses sistemas alternativos são alimentados por combustíveis fósseis e usam refrigerantes que agem como poderosos gases do efeito estufa quando liberados para a atmosfera.Há muito tempo, o advento das modernas tecnologias de resfriamento é culpada pela deterioração dos métodos tradicionais no Irã, segundo a historiadora da arquitetura iraniana Elizabeth Beazley escreveu em 1977.Sem manutenção constante, o clima hostil do planalto iraniano desgastou muitas estruturas, desde captadores de vento até casas de armazenamento de gelo. Kheirkhah Sangdeh também observa que o abandono dos captadores de vento se deveu, em parte, à tendência do público de adotar tecnologias vindas do Ocidente. "É preciso que haja mudanças de perspectiva cultural para usar essas tecnologias. As pessoas precisam observar o passado e entender por que a conservação de energia é tão importante", afirma o pesquisador, "a começar pelo reconhecimento da história cultural e da importância da conservação de energia".Kheirkhah Sangdeh espera que os captadores de vento do Irã sejam reformados para oferecer resfriamento com uso eficiente de energia às construções existentes. Mas ele encontra muitas barreiras para esse trabalho, como as tensões internacionais existentes, a pandemia de covid-19 e a atual falta de água. "A situação está tão ruim no Irã que [as pessoas] levam um dia de cada vez", afirma ele. Métodos e sistemas de resfriamento que não utilizam combustíveis fósseis, como os captadores de vento, poderão muito bem merecer seu ressurgimento, mas, para surpresa de muitos, eles já estão presentes — embora não sejam tão grandiosos como os iranianos — em muitos países ocidentais.No Reino Unido, cerca de 7.000 variações de captadores de vento já foram instaladas em edifícios públicos entre 1979 e 1994. Eles podem ser vistos em construções como o Hospital Real de Chelsea, em Londres, e em supermercados de Manchester. Esses captadores de vento modernos lembram pouco as estruturas iranianas em forma de torre. Em um edifício de três andares em uma rua movimentada no norte de Londres, pequenas torres de ventilação pintadas de rosa-choque oferecem ventilação passiva. No alto de um shopping center em Dartford, também no Reino Unido, torres de ventilação cônicas giram para capturar a brisa com o auxílio de uma asa traseira que mantém a torre voltada para a direção do vento. Os Estados Unidos também adotaram projetos inspirados nos captadores de vento com entusiasmo. Um desses exemplos é o centro de visitantes do Parque Nacional de Zion, no sul de Utah. O parque fica em um alto planalto desértico, com clima e topografia comparáveis com a região de Yazd, e o uso de tecnologias de resfriamento passivo como o captador de vento eliminou quase por completo a necessidade de ar condicionado mecânico. Os cientistas registraram diferença de temperatura de 16°C entre o lado externo e o interior do centro de visitantes, apesar das muitas pessoas que passam regularmente pelo local. À medida que se aprofunda a busca de soluções sustentáveis para o aquecimento global, surgem mais oportunidades que favorecem a construção de captadores de vento. Em Palermo, na Itália, pesquisadores descobriram que o clima e as condições de vento existentes fazem da cidade um local propício para uma versão do captador de vento iraniano. Em outubro, o captador de vento foi exposto com destaque na feira Expo Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, como parte de uma rede de construções cônicas no pavilhão da Áustria. Para sua idealização, a empresa de arquitetura austríaca Querkraft inspirou-se no barjeel — a versão árabe do captador de vento. Enquanto pesquisadores como Kheirkhah Sangdeh argumentam que o captador de vento tem muito mais a oferecer para o resfriamento de casas sem o uso de combustíveis fósseis, essa engenhosa tecnologia já migrou para outras partes do mundo — mais do que se pode imaginar. Na próxima vez que você encontrar uma torre de ventilação alta no topo de um supermercado, edifício ou escola, examine com cuidado. Você pode estar olhando para o legado dos magníficos captadores de vento do Irã.Leia a íntegra desta reportagem (em inglês) no site BBC Future.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Como jogo League of Legends foi transformado em série de sucesso da Netflix

 Como jogo League of Legends foi transformado em série de sucesso da Netflix

em - tecnologia O novo desenho animado Arcane, da Netflix, segue o destino das irmãs Vi e Jinx, que se encontram em lados opostos de uma guerra. Mas elas não são personagens novas - saíram de um dos jogos de computador mais populares do mundo, o League of Legends - conhecido pelos jogadores pela abreviação LoL. Os co-criadores da nova série da Netflix, Alex Lee e Christian Linke, também trabalham no jogo. Eles que dizem que sempre compartilharam um "sonho ambicioso" de transformar League of Legends em uma série de TV para ir "fundo nas histórias desses personagens". Os criadores do desenho dizem que os fãs apaixonados do jogo ajudaram Arcane a ter sucesso enquanto outras tentativas de adaptar jogos para a TV e o cinema falharam.  A relação de jogos de videogame e computador com Hollywood é bem documentada - e bastante confusa. Há uma série de desenhos animados infantis baseados em jogos que fizeram sucesso, como Pokémon. Mas filmes para um público mais velho baseados em jogos não têm conseguido uma boa audiência.  Na última década, tentativas como Halo, Street Fighters e Dragon Age foram mal recebidas pela crítica e pelo público. Alex diz que a empresa Riot Games, produtora de LoL, deu um voto de confiança ao permitir que Arcane fosse feito, especialmente por causa de experiências fracassadas de outras adaptações.  Arcane se aprofunda nas motivações de Vi e Jinx para "entender o que as torna pessoas além do que as torna guerreiras". "Sempre amamos essas personagens", diz Alex. "O público sempre teve essas perguntas, o que aconteceu entre elas? Elas são irmãs rivais em nosso jogo, mas como elas acabaram assim?"  Christian diz que a nova série não é um "fan service" (adição de elementos ao programa somente para agradar os fãs; em tradução literal, serviço para os fãs). Ele diz que, por isso, mesmo que os telespectadores não tenham jogado o jogo, eles ainda podem desfrutar da história. Então, como Arcane conseguiu alcançar e agradar o público do entretenimento convencional quando tantas outras histórias inspiradas em jogos falharam? "Por um longo tempo, era um pouco como se Hollywood estivesse olhando pelo lado de fora da janela - há algo especial acontecendo lá, mas precisamos descobrir o que é," diz Christian. Para Christian e Alex, é sua paixão compartilhada pelo jogo, além de uma compreensão profunda e autorizada de seu universo, que ajudam Arcane a vencer a tendência com sucesso. "Agora estamos chegando a um ponto em que os videogames amadureceram o suficiente, onde pessoas como nós - pessoas que vêm do estúdio e do jogo - cresceram com ele e agora são experientes o suficiente para tentar algo tão ambicioso quanto isso." Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

'Minha caçada aos hackers mais procurados do mundo que vivem como milionários na Rússia'

 'Minha caçada aos hackers mais procurados do mundo que vivem como milionários na Rússia'

em - tecnologia Muitos dos nomes na lista de pessoas procuradas pelo FBI (a polícia federal americana) em meio a investigações sobre crimes cibernéticos vêm da Rússia. Enquanto alguns são acusados de trabalhar para o governo recebendo um salário normal, outros supostamente fazem fortunas com ataques e roubos online. Se eles deixassem a Rússia, seriam presos, mas lá eles parecem não ter qualquer restrição. "Estamos perdendo nosso tempo", pensei, enquanto observava um gato lambendo a carcaça de uma galinha. Certamente não haveria mais nenhum vestígio de um multimilionário acusado de envolvimento com crimes cibernéticos nesta propriedade a cerca de 700km de Moscou. Por dentro da mansão de R$ 100 milhões da 'rainha das criptomoedas' em Londres Golpe do Pix: hackers contam como enganam vítimas; saiba como se proteger Discurso de ódio na internet aumentou durante a pandemia, aponta pesquisa Mas continuei caminhando, ao lado de um tradutor e um cinegrafista, tentando espantar o gato sarnento para longe da entrada de um bloco de apartamentos. Quando batemos em uma das portas, um jovem atendeu e uma mulher idosa com olhar curioso nos espiou da cozinha. "Igor Turashev? Não, não reconheço este nome", disse o jovem. "A família dele está registrada (como vivendo) aqui, então quem é você?" nós perguntamos. Depois de uma conversa amigável, explicamos que éramos repórteres da BBC, e o clima mudou repentinamente. "Não vou dizer onde ele está, e você não deveria tentar encontrá-lo. Você não deveria ter vindo aqui", disse o jovem, com raiva. Não dormi bem naquela noite, pensando nos conselhos inquietantes que recebi de pessoas da área de segurança. Alguns indicaram que tentar encontrar criminosos cibernéticos em seus locais de moradia é arriscado. "Eles terão seguranças armados", me disseram. "Você vai acabar em uma vala em algum lugar", avisou outro. Outros não viram tanto problema. Foi o caso de uma pessoa que me disse que as pessoas que eu procurava eram apenas "nerds da computação". Mas todos disseram que não conseguíramos chegar nem perto deles. 'Ladrões de banco habilitados em cibernética'Em uma entrevista coletiva há dois anos, o FBI nomeou nove membros do grupo de hackers russo Evil Corp e acusou Igor Turashev e o suposto líder da gangue, Maksim Yakubets, de roubar ou extorquir mais de US$ 100 milhões em ataques que afetaram 40 países diferentes. As vítimas variam de pequenas empresas a multinacionais como a americana Garmin, além de instituições de caridade e uma escola. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos diz que os homens são "ladrões de banco habilitados em cibernética", realizando ataques de ransomware ou invadindo contas para roubar dinheiro. O anúncio fez de Maksim Yakubets, com apenas 32 anos na época, um símbolo da imagem do hacker russo playboy. Algumas imagens da gangue obtidas pela Agência Nacional do Crime do Reino Unido mostram homens dirigindo Lamborghinis personalizados, rindo com maços de dinheiro e brincando com um filhote de leão. O indiciamento dos dois homens pelo FBI foi resultado de anos de investigação, incluindo entrevistas com ex-membros do grupo e o trabalho de peritos digitais. Algumas informações coletadas remontam a 2010, quando a polícia russa ainda estava disposta a colaborar com colegas americanos, Esses tempos se foram: o governo russo rotineiramente ignora as acusações de crimes cibernéticos contra seus cidadãos vindas dos EUA. Na verdade, na prática, não apenas os hackers têm liberdade para continuar atuando no país, como também são em algumas ocasiões recrutados pelos serviços de segurança russos. Casamento luxuoso Nossa investigação sobre Maksim Yakubets começou em um lugar improvável, um campo de golfe a cerca de duas horas de Moscou. Este foi o local de seu grandioso casamento em 2017, como mostra um vídeo publicado pelo site da rádio Free Europe/Liberty. O rosto de Yakubets nunca é mostrado na filmagem, feita por uma produtora especializada em casamentos. Mas, em um dado momento, ele aparece dançando durante o show de uma famosa cantora russa, em meio a um belo show de luzes. A organizadora de casamentos Natalia não quis entrar em detalhes sobre o grande dia de Yakubets, mas nos mostrou alguns locais usados na ocasião, como uma construção na colina com pilares esculpidos, perto de um lago. "É o nosso quarto exclusivo", disse ela. "Os recém-casados adoram ir para lá para ter sessões de fotos e um romance." Enquanto nos deslocávamos em um carrinho de golfe, fiz algumas contas. Com as informações que tínhamos, era de se imaginar que o casamento tenha custado mais do que as estimativas que escutamos, de cerca de US$ 250 mil. Possivelmente, a festa custou algo entre meio milhão de dólares e US$ 600 mil. Não sabemos como a cerimônia foi paga, mas se Yakubets pagou a conta, isto demonstra o quão luxuoso é seu estilo de vida. Igor Turashev, de 40 anos, também não está sendo nada discreto. A partir de registros públicos, meu colega Andrey Zakharov, repórter especializado em cibernética da BBC Rússia, encontrou três empresas registradas no nome de Turashev. Todos têm escritórios na famosa Federation Tower de Moscou, um arranha-céu chamativo no distrito financeiro que não destoaria em Manhattan ou no Canary Wharf de Londres. Uma recepcionista procurou um número de telefone dos escritórios e descobriu que não havia nenhum. Ela então encontrou um número de celular vinculado ao nome de uma das empresas, e nos colocou na linha. Uma música de Frank Sinatra tocou por cerca de cinco minutos, então finalmente alguém atendeu, parecendo falar de uma rua movimentada. Quando dissemos que éramos jornalistas, a pessoa desligou. Conforme Andrey me explicou, Turashev não é procurado na Rússia, então ninguém o impede de alugar este caro escritório no centro da cidade. Também pode ser conveniente para ele estar localizado em meio a empresas financeiras, incluindo algumas que negociam criptomoedas, como bitcoins — que a Evil Corp teria tirado das vítimas em alguns ataques. Em um dos casos investigados, a gangue teria conseguido de uma vez o equivalente a US$ 10 milhões. Um relatório da Bloomberg, baseado em uma pesquisa de analistas da Chainalysis, afirmou que a Federation Tower abriga inúmeras empresas de criptografia que atuam como "máquinas de dinheiro para criminosos cibernéticos". Tentamos dois outros endereços ligados a Turashev e a outro nome importante do Evil Corp, Denis Gusev. Também tentamos contato por telefone e e-mail, mas ninguém respondeu. 'Americanos criaram um problema para minha família'Andrey e eu passamos muito tempo tentando encontrar algum local de trabalho de Maksim Yakubets. Ele já foi o diretor de uma empresa de ração para gado, da qual sua mãe é dona, mas hoje em dia parece não ter nenhum vínculo formal com qualquer empresa ou empregador. Mas encontramos, sim, endereços que poderiam ser de sua moradia. Então, uma noite, fomos bater à sua porta. De primeira, um homem atendeu e riu no interfone enquanto explicamos de onde éramos. "Maksim Yakubets não está aqui. Ele não está aqui há, provavelmente, 15 anos. Eu sou o pai dele", disse a voz. Para nossa surpresa, o pai de Yakubets saiu pelo corredor e nos deu uma passional entrevista de 20 minutos diante das câmeras, condenando com raiva as autoridades americanas por indiciarem seu filho. A recompensa de US$ 5 milhões oferecida pelos EUA em troca de informações que pudessem levar à prisão de Yakubets — o maior já disponibilizado na área da cibersegurança — levou a família a viver com medo de um ataque, disse o pai, exigindo que publicássemos suas palavras à risca. "Os americanos criaram um problema para minha família, para muitas pessoas que nos conhecem, para nossos parentes... Qual é o propósito? A Justiça americana se transformou na Justiça soviética. Ele não foi questionado, não foi interrogado, nem houve procedimentos que tenham provado a culpa dele." Ele negou que seu filho seja um cibercriminoso. Quando perguntei como ele achava que Maksim Yakubets tinha ficado tão rico, o pai riu, dizendo que eu estava exagerando o preço do casamento. O homem disse que carros de luxo usados pelo filho eram alugados. O salário de Maksim era maior do que a média, disse ele, porque o filho "trabalha, recebe, tem um emprego". "O que ele faz como trabalho, então?", perguntei. "Por que eu deveria te contar?", respondeu o homem. "E as nossas vidas privadas?" O homem disse que não teve mais contato com o filho desde o indiciamento, por isso não poderia nos colocar em contato com Maksim. A resposta dos EUA e Europa Yakubets e Turashev fazem parte da crescente lista de cidadãos russos acusados de crimes cibernéticos, conforme o Ocidente luta para conter estes ataques. O número de pessoas e organizações russas indiciadas e punidas por isso é maior do que qualquer outra nacionalidade. As acusações impedem os hackers de viajar para o exterior, congelam ativos que eles possam ter e impedem que façam negócios com empresas ocidentais. No ano passado, a União Europeia começou a emitir sanções cibernéticas, seguindo os passos dos EUA, e a maioria dos citados na lista são russos. Diz-se que a grande maioria dos nomes nessas listas têm ligação direta com o Estado russo, que usaria os hackers para espionar, exercer pressão e poder. Embora todas as nações estejam envolvidas em ataques mútuos, os EUA, a União Europeia e aliados dizem que alguns dos ataques vindos da Rússia cruzaram a linha do aceitável. Alguns são acusados de causar apagões generalizados na Ucrânia, depois de atacarem redes de energia; outros são procurados por tentarem invadir uma instalação de testes de armas químicas logo após o envenenamento do ex-espião Sergei Skripal e sua filha na Inglaterra, em 2018, O Kremlin nega todas as acusações, rotineiramente classificando-as como histeria ocidental e "russofobia". Como não existem regras claras sobre o que é aceitável em ataques perpetrados por países, concentramos nossa investigação em indivíduos acusados de crimes com fins lucrativos. Regra de ouroE então, as acusações e punições contra hackers "criminosos" funcionam? Falando com o pai de Yakubets, parece que elas têm algum impacto — no mínimo, deixam quem está no entorno dos acusados furioso. No entanto, a Evil Corp parece não ter sido afetada como um todo. Pesquisadores de segurança cibernética dizem que a gangue ainda está fazendo ataques lucrativos, principalmente contra alvos ocidentais. A "regra de ouro" entre hackers russos, de acordo com pesquisadores e ex-hackers, é que criminosos não contratados pelo Estado podem atacar quem quiserem, desde que as vítimas não estejam em territórios de língua russa ou ex-soviéticos. A regra parece funcionar, já que os pesquisadores de segurança cibernética há muitos anos notam menos ataques nesses países. Eles também já descobriram que alguns malwares são projetados para evitar computadores com sistemas de língua russa. Lilia Yapparova, repórter investigativa da Meduza — uma das poucas organizações de jornalismo independente do país — diz que a "regra de ouro" é útil para os serviços de inteligência, que podem explorar as habilidades que os hackers desenvolveram enquanto trabalhavam por conta própria. "É mais valioso para o FSB (agência de inteligência russa) recrutar hackers na Rússia do que colocá-los na prisão. Uma de minhas fontes, que é um ex-oficial do FSB, me disse que já tentou pessoalmente recrutar alguns caras da Evil Corp." Os EUA afirmam que Maksim Yakubets e outros hackers procurados — incluindo Evgeniy Bogachev, que carrega uma recompensa de US$ 3 milhões por sua prisão — trabalharam diretamente para os serviços de inteligência russo. Pode não ser coincidência que o sogro de Yakubets, visto no vídeo do casamento, seja um ex-membro do alto escalão do FSB. Pedimos um posicionamento do governo russo, mas não recebemos resposta. Quando o presidente russo Vladimir Putin foi questionado sobre isso na cúpula de Genebra, em junho, ao se encontrar com o presidente americano Joe Biden, ele negou que ataques de alto nível tivesse origem em seu país e até afirmou que a maioria dos ataques cibernéticos tem origem nos EUA. Entretanto, ele disse que trabalharia com os americanos para "criar ordem". Nos últimos seis meses, os EUA e seus aliados passaram a adotar uma represália mais agressiva — conseguiram fazer ataques cibernéticos contra as gangues e colocar algumas delas offline. REvil e DarkSide publicaram em fóruns que não estão mais operando por conta da ação americana. Em duas ocasiões, os hackers do governo dos EUA conseguiram até mesmo recuperar milhões de dólares de bitcoins roubados das vítimas. Um esforço internacional envolvendo a Europol e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos também viu supostos hackers serem presos na Coréia do Sul, Kuwait, Romênia e Ucrânia. No entanto, os pesquisadores de segurança cibernética dizem que mais grupos estão surgindo e que ataques estão ocorrendo todas as semanas. O fenômeno não acabará, dizem eles, enquanto os hackers puderem agir livremente na Rússia. Sabia que a BBC News Brasil está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Black Friday 2021: os 24 smartphones mais desejados da data

 Black Friday 2021: os 24 smartphones mais desejados da data

em - tecnologia  Um dos produtos mais desejados de todas as Black Fridays, ano após ano, é o bom (e novo!) smartphone. Em 2020, o item foi um dos mais vendidos durante a data e, em 2021, ele já está no TOP 3 da lista de desejos dos consumidores brasileiros. Tendência durante esta época do ano, é possível encontrar por aí diversos preços, marcas e modelos de smartphones disponíveis. A data é uma ótima oportunidade para trocar de aparelho ou presentear alguém, aproveitando os bons descontos e as condições imperdíveis que não surgem todos os dias no mercado. Foi dada a largada: as promoções de celulares já começaram! As grandes lojas de varejo já estão se preparando para a Black Friday Brasil 2021 garantindo as ofertas especiais de smartphones. Porém, mesmo que ainda faltem alguns dias para a data (26 de novembro), já é possível encontrar por aí algumas promoções e descontos aplicados a esse tipo de aparelho! Os 24 melhores smartphones para comprar na Black Friday Está em dúvida de qual smartphone comprar nesta Black Friday 2021? Confira quais são os modelos mais desejados de 2021 e escolha o seu: 1) Apple iPhone 7O iPhone 7 possui tela retina HD de 4,7”, Touch ID e câmera de 12MP com estabilização óptica de imagem, além do poderoso chip A10 Fusion e bateria de longa duração. Um luxo de celular com toda a tecnologia Apple!  2) Apple iPhone 8O iPhone 8 conta com câmera de 12MP, tela de 4.7",  sensor de impressão digital, ampla memória interna e muito mais que só um aparelho Apple possui.  3) Apple iPhone XS MaxO iPhone XS Max dá um show de tecnologia e acabamento. Ele vem com o iOS 12, realidade aumentada, tela Super Retina de 6,5”, reconhecimento facial, câmera potente e uma enorme lista de recursos.   4) Apple iPhone 11Com chipset A13 Bionic, até 256 de armazenamento, bateria de 3.110 mAh, tela de 6,1” IPS LCD e suporte para atualizações do iOS, o iPhone 11 é uma ótima opção de aparelho.   5) Apple iPhone 12Uma das últimas versões do iPhone conta com processador A14 Bionic, até 256 GB de armazenamento, câmeras traseiras de 12 MP, tela Super Retina XDR OLED de 6,1” e ainda grava vídeos 4K a 60fps.   6) Apple iPhone 12 MiniA versão menor do anterior tem praticamente as mesmas configurações, porém com tela de 5,4”, sendo mais leve e anatômico.  7) LG K61O K61 conta com tela de 6,5”, sistema de som DTS:X, que proporciona um som de alta qualidade, câmera de 48MP, 128GB de armazenamento interno e 4GB de memória RAM.  8) LG VelvetCom tecnologia OLED e som estéreo, o LG Velvet entrega ótimo desempenho de gráficos, bom rendimento de bateria e ótima qualidade de câmera.  9) Motorola Moto E7 PowerApesar de básico, esse modelo possui 4 GB de RAM, armazenamento expansível, processador MediaTek Helio G25 octa-core, duas câmeras traseiras (13MP e 2MP) e uma frontal de 5MP.   10) Motorola Edge 20Com processador Qualcomm Snapdragon 778G, 128 GB de armazenamento, 8 GB de RAM, câmera principal de 108MP e tela de 6,7”, esse aparelho possui estrutura em liga de alumínio e é um queridinho dos brasileiros.  11) Motorola Edge 20 LiteA versão “mais humilde” do modelo anterior possui 6 GB de RAM, câmera híbrida ultra-wide e macro de 8MP, sensor de profundidade de 2MP e tela com taxa de atualização de 90Hz.  12) Motorola Moto G100O modelo intermediário elogiado por muitos possui 12 GB de RAM, armazenamento expansível, display de 6,7” e câmeras traseiras de 64MP, 16MP e 2MP. Um show de smartphone!  13) Motorola Moto G8 PlusCom design moderno, esse modelo possui câmera tripla com modo night vision e sensor de foco automático a laser, processador octa-core Qualcomm Snapdragon 665, 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento interno.  14) Multilaser G 2O Multilaser G 2 conta com com tela de 6.1", processador Quad Core 1.8 Ghz, memória interna de 32GB, Android 11.0 Go, sensor de digitais, reconhecimento facial e câmera traseira de 8MP.  15) Red Mobile Quick 5.0Apesar de pouco conhecida, a marca Red apresenta um visual elegante e uma ótima qualidade. Esse modelo possui tela de 5", processador Mediatek Quad-core de 1.3Ghz, memória de 8 GB e Android 8.1.  16) Samsung Galaxy A52 5GDe linha intermediária, o Galaxy A52 5G possui processador Qualcomm Snapdragon 750G, até 8 GB de RAM, até 256 GB de armazenamento, tela de 6,5” e câmeras de 64 MP, 12 MP e 5 MP.  17) Samsung Galaxy M32Uma evolução do M31, o Galaxy M32 tem como destaque a câmera dianteira de 20MP, o processador Mediatek Helio G80 e a e tela AMOLED de 6,4” Full HD%2b com taxa de atualização de 90 Hz.  18) Samsung Galaxy S20 FEO S20 possui processador Exynos 990, armazenamento expansível, câmeras traseiras de 12MP, 8MP e 12MP e tela de 6,5” AMOLED e Full HD .  19) Samsung Galaxy S21 5GO S21 5G tem como destaque o processador Exynos 2100 octa-core, 8 GB de RAM, até 256 GB de armazenamento, câmeras de 12MP, 64MP e 12MP e tela de 6,1” Dynamic AMOLED.  20) Xiaomi Mi 10TCom até 128 GB de armazenamento, esse celular possui processador Qualcomm Snapdragon 865 e câmeras traseiras de 64MP, 13MP e 5MP.  21) Xiaomi Pocophone F1O modelo Xiaomi F1 possui processador Qualcomm Snapdragon 845, armazenamento expansível, câmera frontal de 20MP e câmeras traseiras de 12MP e 5MP.  22) Xiaomi Pocophone M3 Pro 5GApesar da relativa pouca memória interna (de 64GB), esse modelo possui entrada para cartão de memória, 4GB de RAM, tela de 6,5” e câmeras traseiras de 48MP, 2MP e 2MP.  23) Xiaomi Redmi Note 9O modelo Note 9 é um celular e tanto! Ele conta com um chipset MediaTek Helio G85, até 4GB de RAM, armazenamento (expansível) e tela IPS LCD de 6,53”. Grava a 1080p e 30fps e tem funções de HDR e lentes ultra-wide, sensor de profundidade e macro.  24) Xiaomi Redmi Note 10O Note 10 conta com processador Qualcomm Snapdragon 678, até 6 GB de RAM, 128 GB de armazenamento (expansível) e câmeras traseiras de 48MP, 8MP, 2MP e 2MP.  Como fazer a compra segura do seu smartphone na Black Friday? Fazer uma compra segura durante a Black Friday demanda alguns cuidados, já que estamos falando de um momento repleto de ofertas, descontos e condições atrativas. Portanto, se você quer comprar um celular, é preciso seguir algumas dicas que vão garantir sua segurança enquanto você faz um ótimo negócio: só compre em sites que possuam protocolos de segurança (HTTPS), evite pagamentos em boleto, pesquise sobre a reputação da loja e, claro, faça uma boa pesquisa de preços em sites comparativos. Ah! Se possível, faça a compra em um computador pessoal, ok? Nada de aparelhos de uso coletivo! Continue por dentro da Black Friday 2021 no Estado de Minas, acompanhe as notícias e fique sempre de olho para fazer compras com segurança, tranquilidade e economia!  Veja Mais

Ataque hacker? Nomes de restaurantes mudam no Ifood e internautas comentam

 Ataque hacker? Nomes de restaurantes mudam no Ifood e internautas comentam

em - tecnologia Quem queria apenas fazer um lanche, na verdade tomou um susto ao abrir o aplicativo de entregas Ifood, na noite desta terça-feira (2/11). É que os nomes dos restaurantes estavam trocados por frases como: “Lula Ladrão, Vacina Mata e Amo Trans”. Claro, o assunto não demorou para ser um dos mais comentados do Twitter Brasil.  Ainda não se sabe se o app foi hackeado.  RETALIAÇÃO? No último sábado (30) foi divulgada a informação de que o Ifood havia encerrado a parceria com o “Flow Podcast”, após um dos apresentadores usar o Twitter para questionar se “ter uma opinião racista é crime”.  INTERNAUTAS COMENTAM         IFOOD  Em nota enviada ao "Portal UOL", o Ifood informou que: “Na noite de hoje, 2 de novembro, o iFood identificou que alguns estabelecimentos cadastrados na plataforma tiveram seus nomes alterados. Aproximadamente 6% dos estabelecimentos foram afetados. A empresa tomou medidas imediatas para sanar o problema e proteger os dados de restaurantes, consumidores e entregadores”.  Veja Mais

'Recebo xingamentos e ameaças online' - por que é tão difícil combater isso?

 'Recebo xingamentos e ameaças online' - por que é tão difícil combater isso?

em - tecnologia Agressões online contra mulheres estão aumentando, mas por que polícia, governos e redes sociais não estão fazendo mais para evitar isso? Eu sou a primeira repórter da BBC especializada em desinformação, e recebo mensagens abusivas nas redes sociais diariamente. A maioria é ofensiva demais para ser compartilhada sem edições. Qual o gatilho para essas ofensas? Minha cobertura sobre o impacto de conspirações online e fake news. Eu espero ser desafiada e criticada, mas ódio misógino direcionado a mim se tornou uma ocorrência diária. As mensagens são carregadas de expressões baseadas em gênero e referências a estupro, decapitação e atos sexuais. Algumas são uma mistura de teorias da conspiração — de que eu seria uma pessoa sob "controle sionista" ou de que eu própria seria responsável pelo estupro de bebês, por exemplo. Xingamentos são frequentes. E não sou só eu. De políticos pelo mundo a estrelas do reality show britânico Love Island e médicos, tenho ouvido relatos de mulheres alvos de mensagens de ódio semelhantes. Uma nova pesquisa, compartilhada com a BBC, sugere que mulheres são mais propensas a serem alvos desse tipo de abuso que homens. Isso está piorando e frequentemente os ataques são combinados com racismo e homofobia. Eu queria entender por que isso está acontecendo, a ameaça que isso representa — e por que redes sociais, a polícia e governos não tomam providências. Então, eu iniciei uma investigação para a BBC Panorama, um dos principais programas jornalísticos da BBC. Nós montamos uma conta fake de "trollagem" nas cinco redes sociais mais populares do mundo para verificar se elas promoveriam contas e conteúdos de ódio misógino a esse usuário. Usando uma fotografia gerada por Inteligência Artificial, programamos nosso perfil falso de "trollagem" para ser similar às pessoas que me enviavam xingamentos e ameaças. Nosso perfil engajava com conteúdo oferecido pelas plataformas sociais, mas não enviava nenhuma mensagem de ódio. Como parte do projeto, a consultoria Demos analisou os ataques recebidos por participantes de reality shows, analisando mais 90 mil postagens e comentários sobre eles. A verdade é que programas como Love Island (reality show britânico) funcionam quase como um microcosmo da sociedade, permitindo que pesquisadores comparem agressões direcionadas a homens e mulheres com diferentes trajetórias. A popularidade dessas pessoas também gera muito debate online. O que descobrimos: Nossa conta falsa recebeu mais e mais recomendações de conteúdo contra mulheres no Facebook e no Instagram, alguns envolvendo violência sexual. Mulheres participantes de reality shows na TV são desproporcionalmente atacadas nas redes sociais, com ameaças e xingamentos enraizados na misoginia e combinados com racismo. Propostas preliminares das Nações Unidas para fazer com que as empresa de redes sociais protejam melhor as mulheres foram obtidas com exclusividade pela BBC Impunidade para perfis que ameaçam mulheresEmpresas de redes sociais dizem que levam a sério ataques a mulheres online — e que possuem regras para proteger usuários de abusos. Entre as medidas estão suspender, restringir ou até fechar contas. Mas a minha experiência indica que muito frequentemente as empresas não fazem isso. Eu reportei ao Facebook algumas das piores mensagens que eu recebi — incluindo ameaças de ir até a minha casa para me estuprar e cometer atos sexuais horrendos. Mas, meses depois, a conta continuava no Facebook, juntamente com dezenas de outras no Instagram e no Twitter que me enviavam ameaças e xingamentos. Aparentemente, minha experiência faz parte de um padrão. Nova pesquisa feita pelo Centre for Countering Digital Hate mostra que 97% de 330 contas que enviaram ataques misóginos no Twitter e no Instagram continuaram no ar após serem denunciadas. Twitter e Instagram dizem que agem quando suas regras são violadas, e que fechar contas não é a única opção. Contato com agressores Curiosa para saber quem estava administrando as contas que enviavam ameaças a mim e a outras mulheres, passei a examinar os perfis que me atacavam. A maioria eram homens e residiam no Reino Unido. Eles me enviavam tudo que é tipo de mensagem, desde me chamar de "vaca idiota" e dizer que eu precisava "transar", a ameaças de agressão e violência sexual. Eram vários os ataques ligados a gênero. Acontece que eles são pessoas reais — não bots. Um é torcedor do Tottenham, como eu. Outro gosta de comida vegana. Um, cuja conta era anônima, até revelou sua localização ao postar um tuíte no serviço de entrega de supermercado Ocado, reclamando que não entregavam em seu código postal em Great Yarmouth, no Reino Unido.Eu tentei contato com eles. Um deles se chama Steve, está na faixa dos 60 anos e é motorista de van nas Midlands, região central da Inglaterra. Ele aceitou falar comigo por telefone. As mensagens que havia me enviado eram menos ofensivas que a maioria dos ataques que recebi — eram em grande parte xingamentos baseados em gênero. Assim como muitos dos usuários de redes sociais que me atacam, ele acredita profundamente em teorias da conspiração. E, assim como na maior parte dos casos, as mensagens que me enviou me atacavam por eu ser mulher. Primeiro, ele disse que não achava que as mensagens fossem tão ruins assim. Mas eu expliquei que elas eram apenas algumas das várias com ataques e xingamentos que eu recebo na minha caixa de entrada. "Eu provavelmente cometi um erro. Sou um cara bastante justo", concluiu ele, depois de um tempo. Steve destacou que é alvo de ataques online por "pessoas que acreditam que os ataques terroristas de 11 de setembro aconteceram e que existe aquecimento global". Essas pessoas estão respondendo a teorias da conspiração que ele compartilha nas redes sociais. Eu tinha esperanças de que isso o ajudasse a ver que ódio não é a melhor resposta. E acho que, no final da nossa conversa, ele estava mais perto de aderir a essa ideia. Nossa conversa me fez refletir sobre o que os perfis falsos que montamos estariam recebendo nos seus feeds nas redes sociais. Queria ver se o algoritmo dessas plataformas estava empurrando conteúdo e contas misóginas que atacam mulheres online. A criação de BarryEntão, eu criei uma persona online falsa chamada Barry e o inscrevi nas cinco redes sociais mais populares no Reino Unido. Todas as maiores empresas de redes sociais dizem que não promovem mensagens de ódio nas suas plataformas e que adotam medidas para impedir sua circulação. Cada uma delas tem algoritmos que nos oferecem conteúdo baseado nas coisas que postamos, assistimos ou curtimos no passado. Mas é difícil saber o que empurram para cada usuário."Uma das únicas maneiras de fazer isso é criar manualmente um perfil e observar para que tipo de 'buraco' ele vai ser levado pela própria plataforma, depois que o perfil começar a seguir certos grupos ou páginas", explica a especialista em redes sociais Chloe Colliver, que me aconselhou nessa pesquisa. Ela trabalha para o Institute for Strategic Dialogue (Instituto para Diálogo Estratégico), pesquisando extremismo e desinformação em redes sociais. Colliver me deu orientações sobre como criar perfis de maneira ética e realista, fazendo apenas o necessário para testar os algoritmos. As contas de Barry nas redes sociais se basearam em diversos perfis que me enviaram ameaças e xingamentos. Assim como eles, Barry estava sobretudo interessado em conteúdo antivacina e teorias da conspiração, e também seguia um número pequeno de contas e conteúdos contra mulheres. Ele também postou algumas mensagens agressivas no seu próprio perfil — para que os algoritmos pudessem detectar desde o princípio que ele possuía uma conta que usa linguagem abusiva sobre mulheres. Mas diferentemente das pessoas que me atacaram pelas redes sociais, Barry não enviou mensagens diretamente para nenhuma mulher. Algoritmo invadiu perfil com contas contra mulheresAo longo de duas semanas, eu me conectei a cada dois dias nas contas de Barry — segui recomendações do algoritmo, postei nos perfis de Barry, curti postagens e assisti a vídeos. Depois de apenas uma semana, as principais páginas recomendadas para eu seguir no Facebook e Instagram eram quase todas misóginas. Ao final do experimento, Barry passou a receber mais e mais conteúdo contra mulheres nessas redes sociais — um aumento dramático em relação a quando a conta foi criada. Alguns dos conteúdos envolviam violência sexual, compartilhamento de memes perturbadores sobre atos sexuais e conteúdo que endossa estupro, assédio e violência de gênero. Eles também faziam referência a ideologias extremistas. Isso incluiu o movimento "incel" — uma subcultura da internet que encoraja os homens a culpar as mulheres pelos problemas em suas vidas. Esse movimento tem sido relacionado a vários atos de violência, incluindo tiroteios recentes em Plymouth, no Reino Unido."Se fosse uma pessoa real, [Barry] teria sido atraído para uma comunidade odiosa, cheia de conteúdo misógino muito, muito rapidamente — em duas semanas", diz Colliver.Longe de impedir Barry de se envolver com conteúdo que promove ataques a mulheres, o Facebook e o Instagram parecem ter promovido isso para ele. Em contraste, não havia conteúdo contra mulher no TikTok e muito pouco no Twitter. O YouTube sugeriu alguns vídeos hostis às mulheres.O que as redes sociais disseramO Facebook, que também é dono do Instagram, diz que tenta não recomendar conteúdo que quebra suas regras e está aprimorando sua tecnologia "para encontrar e remover abusos mais rapidamente".O YouTube diz que tem "políticas rígidas" sobre o ódio e remove "rapidamente" o conteúdo que infringe suas regras."Eles estão aumentando seus resultados ao manter o interesse das pessoas em conteúdos horríveis, violentos e muitas vezes misóginos", diz Colliver.Quase três bilhões de pessoas em todo o mundo usam o Facebook — e no ano passado a rede social ganhou em média US$ 32 em receita de publicidade por usuário. Quanto mais tempo as pessoas permanecem na plataforma, mais anúncios ela vende e mais dinheiro a gigante da tecnologia ganha. O Facebook diz que "proteger" sua comunidade é "mais importante do que maximizar os lucros".E depois de escrevermos para o Facebook, ele anunciou novas medidas para combater o ódio de gênero dirigido a jornalistas, políticos e celebridades em seus sites.Violência fora da internet Tenho participado de uma grande pesquisa para a agência cultural da ONU Unesco — que analisa o impacto do ódio online. A pesquisadora principal Julie Posetti e sua equipe perguntaram a mais de 700 mulheres, principalmente jornalistas e ativistas políticos proeminentes nas redes sociais, sobre suas experiências de ódio online.Eles então estudaram alguns dos relatos, incluindo o meu e o da ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Maria Ressa. Ela é uma jornalista investigativa das Filipinas que sofre muitos abusos online e diz que usa um colete à prova de balas porque teme ser atacada."A violência online é realmente a nova fronteira de conflito que as mulheres enfrentam internacionalmente", Posetti me disse.Vinte por cento das mulheres que responderam à pesquisa da ONU, em colaboração com o Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ), disseram que já haviam sofrido ataques na vida real, incluindo perseguição e agressão física.Estou especialmente preocupada com uma parcela das mensagens que recebo online, incluindo as de um homem que parece ter uma condenação anterior por perseguir mulheres. Mas fiquei frustrada com a resposta da polícia. Após uma onda de ataques online no final de abril deste ano, relatei as ameaças mais graves à polícia, inclusive sobre violência sexual. É uma ofensa criminal enviar mensagens online grosseiramente ofensivas ou obscenas com o objetivo de causar angústia.Uma policial entrou em contato comigo inicialmente e eu compartilhei minhas evidências do abuso — mas só tive notícias dela semanas depois, quando me disse que estava sendo transferida de equipe. Meu caso estava sendo repassado a outro time e não havia qualquer progresso. Não fui contatada por um novo policial até julho — quando ficou claro que as provas que eu compartilhei originalmente com a polícia haviam sido perdidas, algo que foi admitido mais tarde.Tentei relatar outro lote de ameaças de estupro, ameaças de morte e mensagens abusivas no final de julho para o novo policial. Quando nos encontramos pessoalmente em meados de agosto, o policial admitiu que não era a pessoa certa para lidar com o caso, e que minha reclamação deveria ter sido encaminhada para uma equipe especializada. Houve mais atrasos — e embora tenham finalmente reconhecido a gravidade das mensagens, houve pouco apoio à vítima. No final de agosto, eu estava em contato com um terceiro policial, que me pediu para revisar o portfolio de evidências que eu já tinha enviado, para especificar quais mensagens foram postadas no Twitter, no Instagram e no Facebook, já que ele não sabia bem usar essas plataformas. O policial de ligação mais recente me pediu mais informações sobre as redes sociais, mas até agora não houve progresso. De acordo com dados de várias forças policiais, que o Panorama obteve por meio de solicitações de Liberdade de Informação, nos últimos cinco anos o número de pessoas que denunciaram mensagens de ódio online mais do que dobrou. Mas, no mesmo período, houve um aumento de apenas 32% no número de prisões. As vítimas são principalmente mulheres.Isso está acontecendo no contexto de uma pressão crescente sobre a Polícia Metropolitana de Londres, para que aja mais para combater a violência contra as mulheres nas ruas, após os assassinatos de Sarah Everard e Sabina Nessa, dois casos que ganharam notoriedade no Reino Unido.Eu levantei a questão de que as pessoas que me enviam mensagens de ódio pudessem aparecer no meu trabalho — mas acabaram por me dizer para ligar para o 999 (número dos serviços de emergência no Reino Unido) se me sentisse em perigo.A Polícia Metropolitana diz que leva o ódio online muito a sério e que meu caso está sob investigação ativa.O Conselho Nacional de Chefes de Polícia diz que a polícia leva a sério todas as denúncias de comunicações maliciosas e vai investigar, mas deve priorizar seus recursos finitos. Disse ainda que pode adotar outras medidas além de decretar prisões.Quais as soluções? Projetos de propostas da ONU para fazer com que as empresas de mídia social protejam melhor as mulheres foram compartilhados exclusivamente com o Panorama. Eles pedem que redes sociais introduzam rótulos para contas que já enviaram ataques misóginos. Também querem ver mais moderadores humanos tomando decisões sobre o material ofensivo — e um sistema de alerta precoce para os usuários se eles acharem que o abuso online pode se transformar em danos no mundo real."Gostaríamos de ver a violência de gênero online tratada, pelo menos, tão seriamente quanto a desinformação foi durante a pandemia pelas plataformas", explica Julie Posetti, que liderou a pesquisa que desencadeou essas recomendações. Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

A perigosa moda no TikTok de tomar suplemento energético em pó

 A perigosa moda no TikTok de tomar suplemento energético em pó

em - tecnologia Pesquisadores fizeram um alerta em recente congresso médico nos Estados Unidos sobre o hábito de tomar suplementos em pó sem diluir antes de treinos físicos, algo que contraria a recomendação dos fabricantes.Segundo os autores de um estudo apresentado no evento, há preocupação com adolescentes depois que a prática viralizou em vídeos na internet — principalmente na plataforma TikTok, com milhões de likes contabilizados.Perigos à saúdeSuplementos energéticos em pó voltados para consumo antes dos treinos contêm aminoácidos, vitaminas e ingredientes como cafeína.O objetivo é dar uma "dose de estímulo" antes do exercício para aumentar a resistência física, mas não há estudos científicos consolidados sobre os efeitos da prática.No entanto, já há conhecimento de riscos pelo consumo em excesso de estimulantes energéticos.Uma grande dose de cafeína, por exemplo, pode causar efeitos colaterais no coração, incluindo palpitações ou batidas cardíacas a mais ou a menos.Tomar suplemento energético em pó pode fornecer uma quantidade de cafeína equivalente a cinco copos de café, dizem pesquisadores do Cohen Children's Medical Center, em Nova York.A "dose de estímulo" pode causar "uma elevação da pressão sanguínea e do batimento cardíaco, levando a distúrbios no ritmo cardíaco".Além disso, inalar acidentalmente o pó e levá-lo aos pulmões pode causar sufocamento, infecção ou pneumonia, declaram os pesquisadores.No Reino Unido, esses produtos são considerados pelos órgãos reguladores como alimento e não como remédio, mas precisam ser avaliados como seguros para consumo e vendidos apenas para maiores de 18 anos.Alguns suplementos estão sendo comercializados na internet por vendedores de reputação duvidosa e podem conter ingredientes que não estão listados no rótulo.Muitos foram proibidos por incluírem substâncias como DMAA, uma anfetamina sintética, além de um estimulante chamado sinefrina.Reportagens recentes também mostraram os perigos da prática depois que uma influencer de 20 anos, chamada Briatney Portillo, relatou em uma postagem ter sofrido um ataque cardíaco. Ela relacionou o ocorrido ao suplemento em pó ingerido sem diluição.Popularidade em altaOs pesquisadores analisaram 100 vídeos postados no TikTok com a hashtag "preworkout" (pré-treino).Apenas 8 desses vídeos apresentaram o uso correto do suplemento em pó.Mais de 30 exibiam pessoas ingerindo o pó seco seguido por alguns goles de água ou de líquido, sem diluição.O levantamento contabilizou 8 milhões de curtidas desses vídeos.Na apresentação para o congresso da Academia Americana de Pediatras, foi alertado que 'médicos devem estar cientes da prática disseminada do pré-treino, dos perigosos métodos de consumo e do potencial de acidentes com dosagens excessivas e inalação". 'Ela vai morrer domingo de manhã': o filho que acompanha mãe em eutanásia Por que Whatsapp é pouco usado nos EUA A cientista nutricional Bridget Benelam, da Fundação Britânica de Nutrição, afirma: "Os suplementos em pó para pré-treino normalmente contêm cafeína, além de ingredientes como creatina, aminoácidos e vitaminas"."Aparentemente não há muitas pesquisas sobre os benefícios desses produtos, apesar da evidência de que a cafeína pode melhorar performances esportivas em alguns casos. Esses estudos são feitos normalmente em atletas, portanto não está clara a relevância para a população em geral"."Os níveis de cafeína nesses produtos são equivalentes a uma xícara de café, podendo chegar a algo entre três e cinco xícaras, de acordo com instruções dos fabricantes.""Dessa forma, há risco de consumir cafeína em excesso, especialmente se a ingestão for superior a mais de uma vez por dia. O simples consumo do pó [sem diluição] pode representar riscos, já que pode haver consumo acima da quantidade recomendada".Manter-se hidratado para o exercício também é importante.A Fundação Britânica de Cardiologia recomenda: tomar de 6 a 8 copos de algum líquido, havendo treino ou não ouvir o próprio corpo — se você está com sede ou transpirando em excesso, beba água mas também não exagere na água e nem na cafeína Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Descubra como é fabricada uma escultura de dinossauro em tamanho real

 Descubra como é fabricada uma escultura de dinossauro em tamanho real

em - tecnologia Você já parou para pensar como é produzida uma réplica de dinossauro gigante? O paeloartista (profissão de quem desenha animais extintos) uberabense Rodolfo Nogueira, de 35 anos, vencedor de vários prêmios nacionais e internacionais, explicou o passo a passo do trabalho que começa no computador.Formado em desenho industrial pela Unesp de Bauru (SP), Rodolfo Nogueira atua como paleoartista há 14 anos. Nesse período, ganhou 17 prêmios, quatro nacionais e 13 internacionais.Ele já produziu onze esculturas de dinossauros feitas de estrutura metálica, placas de isopor, tela de alumínio, cimento, fibra de vidro e cimento branco e que estão distribuídas da seguinte forma: cinco em praças de Uberaba, quatro no Museu do Dinossauro (Uberaba) e duas em museus de São Paulo (SP).A última arte feita por Rodolfo, finalizada em fevereiro desse ano, foi da espécie denominada Gnathovorax cabreirai, do período Triássico (com aproximadamente 230 milhões de anos) e que está exposta no Museu Dante Alighieri.Primeira parteRodolfo Nogueira sempre inicia a construção das réplicas dos dinossauros tomando como referência os fósseis já encontrados.“Baseado nisso, a gente sabe o grupo que o dinossauro pertence e então eu consigo traçar os parentes deles que tem preservado um esqueleto dele mais completo”.“Tendo a ideia do esqueleto, você consegue saber a origem do músculo e a sua inserção no osso, e então eu consigo reconstruir depois a pele, também baseado nos animais (fósseis) que já foram encontrados e evidências diretas ou indiretas de filamentos, penas, se era escama e onde tem. Depois a gente traça um padrão de camuflagem ou de comportamento”.Fase doisNo computador, o paleoartista usa técnicas de modelagem digital, partindo de formas geométricas simples (esferas, cilindros, entre outros), que se esticam para formar a estrutura da escultura.Em seguida, é feito um trabalho de preenchimento conforme as estruturas dos animais, que são conhecidas a partir dos fósseis. EstruturaPosteriormente, a escultura é dividida em pedaços menores que serão esculpidos em placas de isopor. O artista tem todo o trabalho de encaixar o maior número de peças possíveis em cada placa.O processo é feito por uma máquina denominada Router CNC, controlada por computador e com uma espécie de broca que molda o isopor para que as partes do dinossauro tomem forma e com um grande nível de detalhes.“Mas, antes disso, eu crio uma estrutura metálica de cálculos com a ajuda de engenheiros para que no fim a escultura chegue bem próxima do esqueleto”, frisou Rodolfo Nogueira.Por cima das placas de isopor, conforme o paleoartista, são colocadas telas de alumínio em um trabalho de revestimento semelhante a um mosaico (de telas cortadas).Depois disso, é a vez do cimento, que, de forma mais líquida, é colocado na escultura por meio de um revólver de pintura. Com um pincel e as mãos, Rodolfo vai ajeitando a escultura.Por fim, é a hora de colocar fibra de vidro. “No fim, os pesos das esculturas chegam até a 800 quilos”, destacou o artista.DetalhesA escultura não para por aí. Agora, é a vez do cimento branco entrar em ação para dar detalhes como relevos de expressão, veias, marcas de músculos, escamas e penas.Etapa finalChegou a vez da pintura, quando a réplica ganha cor e a textura fica mais evidente.Primeiro, como um compressor, uma tinta escura é aplicada de fundo para garantir que todas os detalhes sejam destacados.As camadas subsequentes trazem as cores do animal, além de criação de relevos e pontos de iluminação.OlhoPor fim, reproduzir o olho da escultura de um dinossauro é uma obra de arte à parte.Primeiramente, a íris é impressa em 3D e pintada à mão. Depois, o globo ocular é feito com resina. Veja Mais

Twitter: pesquisador da UFMG pede selo azul para cientistas

 Twitter: pesquisador da UFMG pede selo azul para cientistas

em - tecnologia Um doutorando do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) defende que o Twitter passe a incluir cientistas nos seus critérios de notabilidade para conseguir o selo azul da plataforma, o que garante que aquela conta é verificada.   Após alguns anos, a plataforma relançou o serviço que atesta a legitimidade do usuário e oferece critérios de notabilidade para as seguintes categorias:contas de governo, empresas, marcas e organizações, organizações de notícias e jornalistas, entretenimento, esportes e ativistas, organizadores e outros indivíduos influentes Porém, segundo Cássio Cardoso Pereira, falta uma que enquadre os cientistas, “tão importantes na disseminação do conhecimento, principalmente na pandemia de COVID-19, já que representam uma voz confiável contra as fake news”, afirma.Em recente publicação na revista Nature, Cássio destaca a importância da inclusão desses profissionais nos critérios de notabilidade da plataforma. “Fora das categorias elegíveis, eles acabam perdendo sua voz no Twitter. Esse problema ocorre porque a maioria dos cientistas não é conhecida do grande público. Diferentemente de políticos, jornalistas e membros de outras categorias que podem comprovar a carreira (por e-mail oficial, site, notícias etc.), para obter a legitimidade da conta, o cientista só pode conseguir o selo azul se tiver um engajamento semelhante a um influenciador ou celebridade.”O pesquisador acredita que deixar os cientistas de fora das categorias elegíveis, considerando o grande poder e alcance da plataforma, é um erro que precisa ser corrigido. “A inclusão nos critérios de notabilidade será relevante para muitos cientistas que usam o Twitter e divulgam suas descobertas, pois pode auxiliar principalmente no combate às fake news, ainda mais nos tempos sombrios que vivemos, com tanto ódio pela ciência e pelas vacinas disseminado por grupos extremistas ao redor do mundo.”Voz silenciada e pouco alcance Cássio afirma que as contas falsas, os disparos de robôs e pessoas maliciosas que postam falsas afirmações sobre ciência silenciam a voz dos cientistas, “que pouco alcança o público leigo em geral por não ter o selo de legitimidade nessa mídia social. Isso prejudica muito a validação das informações pela população.”“Estamos planejando introduzir, ainda neste ano, mais categorias elegíveis à nossa política de verificação, como cientistas, acadêmicos e líderes religiosos. Continuaremos avaliando outras categorias”, afirma a conta oficial do Twitter, quando questionada sobre a falta de inclusão de outras categorias.   Cássio Cardoso Pereira é doutorando em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre na UFMG.  Veja Mais

WhatsApp sai do ar na tarde desta quinta (28/4)

 WhatsApp sai do ar na tarde desta quinta (28/4)

em - tecnologia Internautas foram às redes sociais nesta quinta-feira (28/4) para falar sobre a queda do Whatsapp na parte da tarde. Muitos perceberam que o aplicativo de mensagens parou de funcionar nos celulares, no entanto, funcionava tranquilamente na versão Web.O site Downdetector, especializado em registrar problemas técnicos, registrava 3.398 reclamações às 17h30. Os primeiros registros de instabilidade começaram a ser anotados no site às 17h11. O nome do aplicativo de mensagens já é o terceiro mais comentado no Twitter no Brasil. Usuários reclamam da instabilidade do app de Marck Zuckberg.Confira algumas reclamações dos usuários:   Veja Mais

Clonagem de celulares: saiba o que é e como evitar golpes

 Clonagem de celulares: saiba o que é e como evitar golpes

em - tecnologia A clonagem de celulares é um dos golpes mais populares no Brasil. Dados da PSafe, empresa de segurança digital, mostram que cerca de 12 mil usuários brasileiros são vítimas do crime por dia.Várias técnicas são usadas por golpistas. As mais comuns são a clonagem do Whatsapp e de chips, o SIM swap. Nesses casos, o criminoso tem acesso às mensagens e telefonemas do usuário clonado, podendo fazer uso indevido dos dados ou mesmo se passando por aquela pessoa para enganar seus contatos.   A cópia do código do aparelho por softwares espiões também é uma possibilidade, apesar de menos comum. Nessa situação, a pessoa que clona o telefone tem acesso e monitora todas as informações do celular da vítima. Como saber se meu celular foi clonado? A clonagem não modifica nem influencia o manuseio do aparelho pela vítima, por isso muitas vezes passa despercebida. “A pessoa só começa a perceber que está acontecendo alguma coisa quando alguém começa a entrar em contato com ela”, afirma Helder Costa, engenheiro e especialista em sistemas de informação. É muito comum o golpista chamar contatos da pessoa clonada pedindo dinheiro, ajuda ou mesmo vendendo algum produto falso. Existe a possibilidade de verificar com a operadora se há algum problema ou estranheza com o número, porém, para o especialista, “a melhor forma é a prevenção”.Como me prevenir?“Senha!”, responde Helder Costa. Ele recomenda usar uma senha para bloquear o aparelho e ativar a autenticação de dois fatores. O último recurso pode ser ativado em contas online e em Apps, como o de bancos e do Whatsapp. Existem diferentes métodos de verificação para isso, como o envio de código por SMS, dispositivos de token e a biometria, por exemplo.Meu celular foi clonado, e agora?O engenheiro destaca dois pontos fundamentais: comunicar o problema à operadora e fazer um boletim de ocorrência. Segundo ele, a operadora consegue verificar a origem das chamadas e, em caso de suspeita, pode bloquear o número e auxiliar na busca por uma solução.Comunicar às autoridades sobre o acontecimento também é fundamental, tanto para investigar o suspeito, quanto para impedir que a vítima seja responsabilizada por crimes cometidos em seu nome. “Todo crime precisa ser notificado”, defende.  * Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie.   Veja Mais

'Se ele trabalha remoto, por que não posso?': a tensão entre funcionários no trabalho híbrido

 'Se ele trabalha remoto, por que não posso?': a tensão entre funcionários no trabalho híbrido

em - tecnologia Em fevereiro de 2022, a empresa do setor de energia onde Mark trabalha - com sede em Ohio, nos Estados Unidos - disse que ele precisaria retornar ao escritório.  Os patrões de Mark, que é engenheiro de software, elogiaram sua produtividade durante o trabalho à distância - afinal, ele nunca havia perdido um prazo. Mas, em uma empresa com mais de mil funcionários, o departamento onde Mark trabalha foi o primeiro a receber instruções para retornar ao escritório três dias por semana."Nossa equipe é pequena e todos nós temos boa sintonia. Não precisamos estar lá", argumenta Mark (seu sobrenome é omitido para evitar problemas no seu emprego). "Estar no escritório não traz benefícios para minhas responsabilidades diárias - posso realizar todas as minhas tarefas em casa."Para Mark, a realidade é que apenas a sua equipe de cinco pessoas e outros poucos funcionários estão de volta ao local de trabalho. "Posso contar nos dedos o número de empregados presentes na maior parte dos dias. Estamos na base da pirâmide e fomos simplesmente informados que precisamos estar no escritório", relata ele.Mas os colegas de nível sênior da mesma companhia ainda conseguem trabalhar de forma remota. Alguns deles estão trabalhando enquanto viajam pelos Estados Unidos."Eles nunca estão no escritório", segundo Mark. "Nós tivemos reuniões com toda a empresa e esses funcionários participaram por vídeo em locais turísticos. Alguém deve ter comentado sobre as imagens e eles desligaram as câmeras nas reuniões seguintes."Para Mark e sua equipe, essa disparidade entre quem trabalha remotamente e quem precisa voltar ao escritório vem criando atritos. Diferentes funcionários são submetidos a regras diferentes e parece injusto que o raciocínio por trás das decisões nunca tenha sido explicado."[Essa questão] nunca foi comentada pela gerência", relata ele. "Nós podemos apresentar questionamentos sobre o retorno ao escritório durante as reuniões virtuais, mas eles nunca são respondidos diretamente."À medida que as restrições causadas pela pandemia são suspensas, cada vez mais empresas vêm convocando seus funcionários de volta aos escritórios, mas as regras não são universais para todos os trabalhadores. Alguns empregadores estão abrindo exceções individuais, ou para grupos específicos de funcionários, em decisões dificilmente explicáveis quando o mundo volta a ocupar o escritório. Enquanto alguns comportamentos são exigidos da maioria dos trabalhadores, outros recebem permissão para manter acordos específicos.E, com funcionários em uma mesma empresa trabalhando com regras de presença muito diferentes, as tensões estão começando a borbulhar até a superfície, com consequências para a dinâmica do trabalho.'Não há políticas claras'Não surpreende que chamar os funcionários de volta para o escritório esteja criando dificuldades.Quando a pandemia chegou, os funcionários precisaram adotar o trabalho remoto quase da noite para o dia. Sobrevieram os lockdowns e os trabalhadores enfrentaram enormes transtornos nas suas vidas diárias.Os gestores então precisaram ser flexíveis para decidir quando e onde as equipes realizariam seus trabalhos. Em alguns casos, pais mudaram seus horários e pessoas sem espaço disponível para trabalho nas cidades mudaram-se para o campo.Dois anos depois, muitos trabalhadores criaram ambientes de trabalho personalizados que os mantêm produtivos fora dos padrões tradicionais de trabalho no escritório. E os empregadores de alguns desses funcionários agora não oferecem acomodações que permitam manter esse padrão.Esse grupo poderá incluir pessoas que se mudaram para longe do seu local de trabalho durante a pandemia e agora querem manter seus empregos de forma remota. E há também os novos funcionários, já contratados para trabalho remoto.Mas uma grande parte da força de trabalho está sendo instruída pelos mesmos patrões a voltar ao escritório para trabalho híbrido ou em tempo integral. Isso criou um problema para os empregadores: o aparente favoritismo demonstrado ao conceder flexibilidade a alguns trabalhadores selecionados, ao mesmo tempo em que são impostas restrições à maioria.É fácil para os patrões convocar os funcionários que ainda moram a uma distância razoável do escritório e os empregados em nível júnior. Mas os trabalhadores em nível sênior e intermediário podem ter maior influência para manter os acordos flexíveis."Muitas vezes, os funcionários com mais experiência defendem vigorosamente seu desejo de práticas remotas ou híbridas", afirma Helen Hughes, professora da Escola de Negócios da Universidade de Leeds, no Reino Unido. "Eles frequentemente já detêm influência e capital social, com base nas relações e na reputação já construídas."Considerando a atual falta de mão de obra, trabalhadores experientes poderão também estar em alta procura - particularmente em setores em que a competição por talento é mais intensa. E, se as empresas quiserem manter esses trabalhadores, elas precisarão fazer concessões em alguns casos.Mas oferecer condições de trabalho especiais a alguns funcionários pode criar a sensação de iniquidade, possivelmente dividindo equipes e alimentando ressentimentos. "Se as decisões sobre quem trabalha de casa e quem precisa ir ao escritório parecerem injustas, com alguns funcionários conseguindo acordos melhores, existe o potencial de dividir as equipes que estão dentro e fora do local de trabalho", segundo Hughes.Ela acrescenta que essa situação traz o risco de intrigas e de divisão da força de trabalho em dois campos - a maioria dos funcionários no escritório e uma minoria de trabalhadores remotos -, o que pode criar cisões entre as equipes.E a falta de coesão em uma empresa, aliada ao descontentamento dos funcionários, pode gerar uma série de consequências negativas, com potencial impacto à dinâmica do trabalho, segundo Amy Butterworth, diretora consultiva da empresa de consultoria sobre trabalho flexível Timewise, com sede em Londres. Para ela, "a qualidade do trabalho será prejudicada, existe um forte golpe com relação à inclusão e você não conseguirá o melhor retorno das equipes".À medida que as empresas lutam para elaborar políticas de retorno ao escritório, a falta de explicações plausíveis dos patrões pode exacerbar a tensão acumulada.Quando Sarah, funcionária de uma agência digital, começou no seu novo emprego no norte da Inglaterra, seu patrão disse que eles precisariam dela no escritório em tempo integral, porque ela morava em local próximo. Mas seus colegas tinham autorização para trabalhar de forma remota porque moravam mais longe."Meu patrão não tinha uma política clara sobre o trabalho flexível: ele simplesmente decidia conforme as coisas aconteciam", segundo ela. "Eles disseram que, como para mim era mais fácil ir ao escritório, eu deveria estar lá todos os dias."Para Sarah, essa dinâmica de trabalho não criou ressentimento contra seus colegas, mas sim contra o seu empregador. "No fim das contas, eu estava sendo punida pelo local onde morava. O trabalho flexível não deve estar relacionado com a sua proximidade do escritório", afirma ela. 'Os próprios gerentes são fantasmas'Para selecionar quais funcionários precisam voltar ao escritório e quais podem trabalhar de forma flexível, os empregadores estão inadvertidamente criando dinâmicas de trabalho desequilibradas, o que está levando alguns trabalhadores a questionar essa tomada de decisões em nível corporativo. No caso de Mark, ele está particularmente irritado porque a empresa onde ele trabalha deixou de explicar por que os funcionários que trabalhavam de forma produtiva em ambientes remotos deveriam ser forçados a voltar para o escritório."Fomos simplesmente informados que precisamos voltar, mas os próprios gerentes são fantasmas", afirma ele. "Se o acesso à internet for tudo o que é necessário para desempenhar suas tarefas, o trabalho não deveria ficar restrito a nenhum local específico."Butterworth afirma que estabelecer práticas de trabalho justas, em última análise, resume-se a consultar diretamente os funcionários."Se um trabalhador reluta em voltar ao escritório, o empregador precisa demonstrar a importância para o indivíduo, para o seu trabalho e para a equipe como um todo. E, se as pessoas tiverem sido contratadas especificamente para trabalho remoto, é preciso comunicar por que elas têm uma estrutura diferente", explica ela.Compreender por que os empregadores permitem que um funcionário trabalhe de forma remota e pedem a outro que venha ao escritório pode ajudar a reduzir a tensão das equipes. Para Butterworth, "a questão é examinar as necessidades do cargo, da equipe e do funcionário. Se as pessoas entenderem essas decisões, fica mais fácil encontrar uma solução."O risco é que, sem estabelecer considerações cuidadosas e processos transparentes, alguns funcionários se sentirão prejudicados se for solicitado seu retorno ao escritório enquanto outros permanecem em trabalho remoto. Além de um ataque instantâneo à sua motivação, isso pode criar problemas entre os colegas, causando divisões profundas no local de trabalho a longo prazo.Com poucas explicações sobre os motivos de precisar estar no escritório enquanto outros podem trabalhar de qualquer local, Mark agora está procurando outro emprego. "[Os gerentes] usam frases como 'construção de equipes' e 'colaboração' para justificar o retorno ao escritório", relata ele. "Mas não acho justo que os funcionários que não são essenciais para o local de trabalho compareçam ao escritório. As empresas que forem incapazes de oferecer flexibilidade acabarão deixando escapar os funcionários de qualidade." Leia a íntegra desta reportagem (em inglês) no site BBC Worklife.Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Senna vira assunto nas redes, mas não é o Ayrton

 Senna vira assunto nas redes, mas não é o Ayrton

em - tecnologia O termo Senna gerou comoção nas redes sociais nesta terça-feira (12/4), entre uma faixa etária específica: os jovens nascidos entre 2000 e 2010. A repercussão do nome de um dos maiores pilotos da história confundiu gerações anteriores, mas o mal entendido inicial logo foi esclarecido. As mais de 13 mil citações no Twitter não eram sobre Ayrton Senna, mas sim sobre um jogo bastante popular.Os gamers nascidos após a virada do milênio festejaram os novos trajes da personagem de League of Legends, popular jogo eletrônico de esports. E é exatamente por isso que o termo estava em alta: ela compartilha o nome do piloto de Fórmula 1, morto em 1994 em um acidente em Ímola, na Itália.Leia mais: Conheça os 'pro players', os atletas de jogos eletrônicosOs trajes, também conhecidos como skins, permitem a personalização dos personagens. No game, Redentora Senna ganhou uma versão diferente da sua vestimenta original, com um visual glamuroso. As novas skins de Senna estarão disponíveis na próxima terça-feira (26/4).      Veja Mais

Quais os planos de Elon Musk para o Twitter?

 Quais os planos de Elon Musk para o Twitter?

em - tecnologia O empresário sul-africano Elon Musk não tuitou nada sobre sua nova participação no Twitter, o que para um ávido usuário da plataforma parece algo um tanto irônico. Talvez seja porque os 9,2% da empresa que ele agora possui são descritos como uma "participação passiva", embora pessoas que conhecem Musk não esperam que esse cenário permaneça assim por muito tempo. Seu primeiro movimento foi lançar uma enquete - perguntando se as pessoas querem um botão de edição, ferramenta há muito pedida e talvez algo de que ele precise pessoalmente. O novo anúncio de que ele se juntará ao conselho do Twitter não é nenhuma surpresa. Em uma mensagem na terça-feira (05/04), o presidente-executivo do Twitter, Parag Agrawal, disse que "por meio de conversas com Elon nas últimas semanas, ficou claro para nós que ele traria grande valor ao nosso conselho". Agrawal acrescentou que "como um crente apaixonado e crítico intenso" do serviço, Musk é "exatamente o que precisamos". Mais tarde, Musk respondeu dizendo que estava ansioso para fazer mudanças na gigante das redes sociais. A participação de 9,2% de Musk na empresa de mídia social pode parecer pequena, mas Dan Ives, da empresa de análise Wedbush, a descreve como "de arregalar os olhos" - a porcentagem equivale a 73,5 milhões de ações da rede social. As ações da plataforma dispararam após a revelação do negócio, na segunda-feira, de que o fundador da Tesla se tornou o maior acionista da empresa - o que significa que a participação já cresceu em valor e agora vale mais de US$ 3 bilhões. A participação acionária de Musk é quatro vezes maior que a do fundador do Twitter, Jack Dorsey, que deixou o cargo de presidente-executivo da companhia em novembro. Ives acredita que o bilionário sul-africano agora tem os olhos voltados firmemente para o Twitter, e sua participação significativa o levará a pressionar por um papel ativo na administração da empresa. "Esperamos que essa participação passiva seja apenas o início de conversas mais amplas com o conselho e gerência do Twitter que podem levar a uma participação ativa e a um papel de propriedade potencialmente mais agressivo do Twitter", disse ele. Musk tem uma relação de amor e ódio com o Twitter. Ele é um usuário frequente, com mais de 80 milhões de seguidores - e muitas vezes suas interações na rede social geram polêmicas. A plataforma vai precisar se adequar à personalidade impulsiva de Musk. No ano passado, ele perguntou se deveria vender 10% de suas ações em sua empresa de carros elétricos Tesla. Os usuários do Twitter disseram "sim". Isso levou Musk a vender cerca de US$ 5 bilhões em ações da companhia em novembro.  Meses antes, ele havia se oferecido para assinar um cheque de US$ 6 bilhões se o Programa Mundial de Alimentos (PAM) explicasse como o dinheiro seria usado para resolver a fome em todo o mundo. A declaração foi dada após uma afirmação feita pelo chefe do programa da ONU. Mas tuitar também colocou Musk em apuros. Um post de 2018 sobre as ações da Tesla levou a uma investigação da Securities and Exchange Commission (SEC), agência federal americana de fiscalização do mercado financeiro. A apuração terminou com um acordo que exigia que os advogados da empresa pré-aprovassem certos tuítes de Musk. Não está claro se isso realmente acontece. Curiosamente, o jornal The Wall Street Journal relata que os arquivos de ações do Twitter com a SEC, que em circunstâncias normais incluiriam uma linha dizendo que ele não pretende influenciar na direção da empresa, vieram com a observação "não aplicável". O momento do acordo também levantou questões e pode mais uma vez colocar Musk em desacordo com os reguladores financeiros. Seu investimento no Twitter foi registrado em 14 de março, mas não havia sido anunciado até esta semana. A lei de valores mobiliários dos Estados Unidos exige a divulgação dentro de 10 dias após a aquisição de 5% de uma empresa. Liberdade de expressão Musk usa o Twitter não apenas como um barômetro de como ele administra suas próprias empresas, mas também cada vez mais para medir a temperatura dos Estados Unidos.  No mês passado, depois de apresentar seu investimento à SEC - mas antes de sua participação se tornar de conhecimento público -, ele perguntou aos usuários se eles acreditavam que a liberdade de expressão era essencial para uma democracia em funcionamento e se o Twitter acredita nesse princípio. A professora assistente da Universidade de Cornell, Alexandra Cirone, acha que isso é uma evidência de que Musk pode usar sua nova participação "para tentar influenciar as práticas do Twitter" e para um "jogo mais ativo no ecossistema de mídia social". Mas outros veem problemas mais imediatos com suas reflexões. Howard Fischer, sócio do escritório de advocacia Moses & Singer, disse à agência de notícias Reuters que, como já havia comprado uma participação no Twitter, essas perguntas podem ser vistas como uma forma de manipulação de mercado.  "Suspeito que a SEC vai investigar muito se essas mensagens podem trazer acusações de manipulação", disse ele. Agrawal parece estar claramente observando cada movimento de Musk. Em resposta à enquete do botão de edição, que atualmente tem 2,6 milhões de respostas, ele pediu aos eleitores que o façam "com cuidado". "As consequências desta pesquisa serão importantes", disse ele, repetindo exatamente as mesmas palavras que Musk usou depois de lançar sua pesquisa sobre liberdade de expressão no Twitter. Jack Dorsey sempre rejeitou a ideia do botão de edição, e os críticos apontam que a ferramenta poderia permitir que as pessoas mudassem fundamentalmente o significado dos tuítes depois de serem compartilhados. Seria uma grande mudança para o Twitter incluir essa ferramenta, e Musk está claramente interessado em fazer parte dessa conversa. Por um tempo, no mês passado, parecia que Musk pretendia construir uma nova plataforma de mídia social como uma espécie de rival do Twitter. Donald Trump, que foi banido do Twitter em janeiro de 2021 após os distúrbios do Capitólio, anunciou no outono passado que estava lançando sua própria rede social - apelidada de Truth Social - para "enfrentar a tirania da grande tecnologia", segundo ele. Mas seis semanas após o lançamento da plataforma ainda há uma lista de espera de 1,5 milhão de pessoas que não ainda podem usá-la. O sistema foi apontado como um desastre por Joshua Tucker, diretor do Centro de mídia social e política da New York University. Segundo a Reuters, dois executivos importantes se demitiram após o lançamento conturbado. Para aqueles com ações nos muitos outros negócios de Musk - Space X, Tesla, Neuralink, The Boring Company - haverá sem dúvida um alívio por ele não ter seguido o mesmo caminho de Trump. Mas também haverá preocupações de que o bilionário encare o Twitter como espécie de paixão que o distraia do negócio sério de administrar suas empresas já estabelecidas. E isso sem mencionar as questões que agora podem ser levantadas sobre o acordo do Twitter pela SEC. O especialista em mídia social Casey Newton ressalta que não é a primeira vez que outra grande empresa de tecnologia está de olho no Twitter. O presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, certa vez comprou uma participação de 4% da empresa "e essencialmente não fez nada com ela", escreve ele. Mas também afirma que Ballmer nunca usou o Twitter como Musk faz, "alegre, irritante e constantemente". E parece mais provável que seja a partir dessa conta no Twitter que Musk deixará o mundo saber o que ele pretende fazer com a famosa plataforma.Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Superiates: como são os palácios flutuantes de oligarcas russos e outros bilionários?

 Superiates: como são os palácios flutuantes de oligarcas russos e outros bilionários?

em - tecnologia Vários superiates pertencentes a oligarcas russos foram apreendidos ou em breve poderão ser, mas os amigos bilionários de Putin não são os únicos que desfrutam desse luxo. Mas o que exatamente é um superiate?Imagine-se olhando para o pôr do sol, longe de qualquer litoral, com nada além do mar à sua frente... E um vasto deck atrás de você com um helicóptero, um campo de golfe e uma piscina privativa, juntamente com restaurante de comida de qualidade disponível sempre que você sentir vontade de comer.Este é apenas um vislumbre do que os bilionários podem desfrutar a bordo de seus superiates.Esse estilo de vida marinho luxuoso está suspenso para vários oligarcas russos sancionados cujos superiates foram apreendidos ou em breve poderão ser. Acredita-se que existam cerca de 10.000 superiates no mundo e, embora ouçamos principalmente sobre navios ligados à Rússia, outros proprietários variam de membros da realeza do Golfo a magnatas americanos.Mas o que diferencia um iate de um superiate?Não há uma resposta simples para isso - o termo é em grande parte uma referência aos iates mais caros, mais luxuosos e maiores, que normalmente são feitos sob medida e tripulados profissionalmente. Tecnicamente falando, o alcance tradicional dado para comprimentos de superiates é entre cerca de 80 pés (24 metros) e 590 pés (180 metros). Quanto maiores os barcos, maiores os termos para descrevê-los - alguns agora falam de megaiates e gigaiates.O preço dos superiates varia de centenas de milhões a mais de um bilhão de dólares americanos.Esses palácios flutuantes oferecem uma experiência de lazer única e total privacidade longe de olhares indiscretos, o que os torna desejáveis para os ricos e famosos que não querem se expor.O maior superiate do mundoDesde 2013, o recorde do maior superiate privado do mundo pertence a uma embarcação de 180 metros chamada Azzam. A embarcação de pesquisa e expedição REV Ocean, lançada em 2019, tem três metros de comprimento, mas seu objetivo principal não é recreação ou esportes. O proprietário da Azzam é o presidente dos Emirados Árabes Unidos e emir de Abu Dhabi Sheikh Khalifa bin Zayed al Nahyan. Seu preço estimado de construção é de US$ 600 milhões.De acordo com o provedor de dados MarineTraffic, atualmente está ancorado no Golfo Pérsico.A construção pode acomodar até 36 convidados com muito conforto e ter uma tripulação de cerca de 80 pessoas a bordo.A planta interior e o mobiliário do iate são mantidos em sigilo, mas um salão principal em plano aberto de 29 metros de comprimento, uma piscina, um cinema, uma academia e dois helipontos são algumas das características conhecidas. Superiate mais caroCom um custo de desenvolvimento estimado em mais de um bilhão de dólares e um preço estimado de US$ 700 milhões, o Eclipse, ligado ao oligarca russo Roman Abramovich, é atualmente considerado o iate mais caro do mundo.Eclipse conta com uma boate, salão de beleza, piscina e academia, mas também é conhecido pela sua segurança. Ele está equipado com um submarino, três helicópteros e um sistema de defesa antimísseis a bordo.Eclipse também é supostamente um iate à prova de paparazzi. De acordo com várias reportagens de revistas de iates, o navio tecnologicamente avançado possui um sistema que detecta o uso de câmeras digitais e atua como um 'escudo de laser' para interromper possíveis fotos com a ajuda de luzes infravermelhas.Ele está atualmente ancorado em um dos destinos de férias mais populares da Turquia, Marmaris.O superiate de US$ 600 milhões vinculado a Abramovich, My Solaris (também ancorado na Turquia, em Bodrum) é mais um refúgio de luxo e, como o Eclipse, possui um sistema de detecção de mísseis controlado por radar, janelas à prova de balas e proteção blindada. Além disso, há um clube de praia ao ar livre.Maior piscina em um superiate?Outros superiates grandes e caros de destaque incluem o Dubai de 162 metros de US$ 400 milhões, de propriedade do xeque Mohammed bin Rashid Al Maktoum, governante de Dubai, e o Dilbar de propriedade do sancionado uzbeque nascido Alisher Usmanov.Não está claro se o Dilbar foi apreendido, mas os registros de dados de tráfego marítimo mostram que ele está ancorado em Hamburgo.Dilbar é considerado um dos maiores superiates em volume. Ela apresenta maiores espaços de entretenimento e recreação em comparação com muitos outros e inclui uma piscina de 25 metros, uma das maiores piscinas já instaladas em um iate. A Scheherazade de Putin?Outro superiate grande e caro é o Scheherazade. O dissidente russo Alexei Navalny associou o superiate ao presidente russo, Vladimir Putin. Ancorado na cidade italiana de Marina di Carrara, a propriedade do iate está sendo examinada por autoridades americanas.Falando ao New York Times, o capitão britânico do navio negou qualquer ligação com Putin, dizendo: "Eu nunca o vi e não o conheço". Alguns relatos afirmam que seu dono vive no Oriente Médio.De acordo com revistas e sites de iates, Scheherazade tem 140 metros de comprimento e vale cerca de US$ 700 milhões.Diz-se que o navio misterioso possui um heliporto, uma grande piscina, um cinema, áreas de entretenimento e um "sistema de colisão de drones".Celebridades a bordoFérias em iates são fugas comuns para muitas celebridades. Um destino frequente para muitos é o Rising Sun, um superiate de propriedade do magnata da mídia americano David Geffen.O superiate de 138 metros de comprimento custou mais de US$ 200 milhões para ser construído.De acordo com a American W Magazine, os convidados do superiate incluem Julia Roberts, Oprah Winfrey e Steven Spielberg.O superiate tem uma adega, uma quadra de basquete e um cinema. Registros de dados de tráfego marítimo mostram que ele está atualmente ancorado no Mar do Caribe.Outro superiate que ganhou as manchetes em 2014 foi o A+, anteriormente conhecido como Topaz. A polêmica envolveu os convidados da embarcação: o ator e ativista climático americano Leonardo DiCaprio e seus amigos.Valendo mais de US $ 500 milhões e 145 metros de comprimento, o superiate é supostamente de propriedade de outro político dos Emirados e bilionário real, Mansour bin Zayed al Nahyan.Poucos detalhes estão disponíveis abertamente sobre este iate, mas ele está equipado com recursos de luxo, como piscina, helipontos e jacuzzi.Quando o eco-consciente DiCaprio alugou este superiate em 2014, provocou críticas em torno da contradição entre seu ativismo e a emissão de carbono do iate.De acordo com o site de notícias ambientais Ecowatch, os ativistas estimam que um superiate (com tripulação permanente, heliponto, submarinos e piscinas) emite cerca de 7.020 toneladas de dióxido de carbono por ano - tanto quanto cerca de 1.500 carros familiares típicos.Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? 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Estudante mineira quer fazer história na Nasa: 'Quero ser a primeira'

 Estudante mineira quer fazer história na Nasa: 'Quero ser a primeira'

em - tecnologia Laysa Peixoto Sena Lage, de 18 anos, é uma estudante de física da UFMG, que recentemente fez uma grande descoberta diretamente de sua casa em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte: um asteroide, em  uma campanha lançada pela Agência Espacial Americana (Nasa)  e o batizou de LPS 003. Agora, ela busca por meio de uma vaquinha arrecadar R$ 15 mil para fazer o curso da Nasa, “Advanced Space Academy” , nos Estados Unidos. Em entrevista para o Estado de Minas, Laysa contou que desde criança tem paixão pela astronomia. "Sempre fui muito curiosa, gostava muito de observar o céu, olhar para as estrelas, tudo isso me deixava muito encantada. Ganhei de um tio um DVD da série “Cosmos: Uma Viagem Pessoal”. Aquilo para mim foi fantástico, fiquei deslumbrada  mesmo sem entender tudo”, disse.  A partir desse momento, começou a nascer uma grande vontade de saber mais sobre o universo. Ela explica que não imaginava que chegaria a esse ponto tão nova. “Tudo aconteceu bem melhor do que eu imaginava”, admite. Depois que assistiu à série “Cosmos”, a estudante pensava em “tocar o infinito” como na série. “Agora, sinto que estou chegando mais próxima do infinito, embora não vá conhecer tudo o que existe, mas estou mais próxima do cosmos do que jamais imaginei que estaria. A Laysa de oito anos ficaria muito feliz e surpresa com tudo isso”, declarou.“Não tenho escolha, a não ser ser a primeira”“Não tenho escolha, exceto ser a primeira.” A frase é de Mary Jackson, do filme “Estrelas Além do Tempo” (2016). O filme conta a história da corrida espacial travada entre Estados Unidos e Rússia durante a Guerra Fria, em que uma equipe de cientistas da Nasa, somente de mulheres afro-americanas, provou ser o elemento crucial que faltava na equação para a vitória dos Estados Unidos, liderando uma das maiores operações tecnológicas registradas na história americana e se tornando verdadeiras heroínas da nação.Laysa disse que a cena em que Mary diz a frase é a sua preferida do filme, pois sonha em ser a primeira brasileira astronauta da Nasa. Na cena, Mary por ser uma física negra, não pode concluir uma graduação em engenharia na universidade. “Parecia muito incompatível fazer um curso desse na minha realidade. Nasci em Minas Gerais, estudei em escola pública a vida toda. Então, parecia uma realidade intocável chegar num lugar assim. É muito importante ser a primeira para que outras pessoas sintam que elas podem também, independentemente da circunstância em que elas vivem”, argumenta. “Sempre teve mulheres na ciência”A estudante relata que, durante a escola, teve uma fase que ficou um pouco desanimada com o mundo da ciência, devido à falta de incentivo para competições. De acordo com ela, o conhecimento sobre as competições ainda era muito raso e não falavam muito sobre as de física, apenas das outras matérias com competições famosas, como português e matemática. Além disso, a falta de representatividade feminina foi uma das causas desse desânimo. “Quando você abre um livro de ciências, você vê poucas mulheres, e pensa ‘como assim?’ sempre existiu mulheres na ciência”, exclamou. Apesar disso, no ensino médio o interesse voltou porque ela começou a participar de olimpíadas científicas, como a Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA). A estudante relata também que, na Competição Internacional de Astronomia e Astrofísica, recebeu apoio anônimo de um doador para pagar a prova da segunda fase. Para ela, foi uma competição desafiadora, já que estava no primeiro semestre de Física, e não tinha aprendido muitos conceitos. Teve que estudar sozinha, mas se sentiu realizada por chegar à final e conquistar a medalha de bronze: “Poder viver meu sonho e perceber que era possível seguir essa área foi gratificante. As olimpíadas tiveram um papel muito importante nas minhas escolhas e na minha carreira na física.”Contra o machismo na ciênciaLaysa conta ainda que conheceu um perfil no instagram, que deixou seu sonho vivo e a aproximou de outras mulheres da área, trazendo ainda mais força e representatividade para que ela não desistisse. O coletivo “Desbravadoras do Universo” (@dduniverso),  criado por universitárias de São Paulo, divulga mulheres cientistas que foram propositalmente apagadas da história. “Através do coletivo, fui descobrindo milhares de mulheres que contribuíram e que deveriam ter tido reconhecimento, que deveriam ser lembradas hoje. Tudo isso ajudou para que eu pudesse ver o meu lugar na ciência. O projeto foi decisivo para manter meu sonho vivo”, declarou. Infelizmente, a estudante de física já teve no início do curso experiências machistas em grupo. Tudo aconteceu quando ela estava fazendo um curso do Instituto de Física Teórica de São Paulo (IFT - SP), numa aula sobre matéria escura. ”A gente tinha que se dividir em grupos no Zoom para umas dinâmicas, com cálculos e responder algumas perguntas que o professor tinha passado. O grupo só tinha meninos e eu. Foi bem chato no início porque eles não me respondiam quando eu falava alguma coisa, tive que pedir ao professor para entrar. Após a presença do professor, eles me deixaram falar e me escutaram”, contou. Apesar disso, ela se manteve confiante: “Sei que isso acontece, mas o mais importante é manter a cabeça erguida e não desistir do que a gente ama, do que queremos fazer. Ninguém pode tirar essa vontade da gente. Não importa o que as pessoas dizem, é só passar por esses momentos sem desistir”.Ela contou também que, uma mulher que a inspira é a Annie Jump Cannon, a cientista surda que catalogou mais de 300 mil estrelas manualmente. Annie desenvolveu um sistema de classificação espectral das estrelas, mas poucas pessoas sabem disso, pois o machismo fez com que o feito fosse registrado no nome dos chefes do laboratório que ela pesquisava.Rede de apoio é essencialLaysa assegura que recebeu muito apoio, mas algumas pessoas ficaram em dúvida se era realmente o que ela queria, principalmente pelo difícil mercado de trabalho no Brasil para física. “A falta de investimento para pesquisa no país é realmente difícil, mas não é impossível. Mas não deixei esses comentários me desanimarem porque é o que eu gosto, é o que quero. Não posso fazer algo sem paixão ou escolher outra área para viver infeliz.” A estudante pretende, após fazer um mestrado internacional, retornar ao país para ajudar outras meninas a seguir carreira na ciência também. “Acredito que nós devemos ter nossas ambições pessoais, mas não há nada mais gratificante do que fazer algo para que alguém siga seu sonho. Me sinto muito melhor, quero poder ajudar como outras mulheres me ajudaram”, declara. Ela também planeja retirar seu projeto de ir às escolas e contar sobre as olimpíadas científicas, como seu pontapé inicial. “Quero mostrar que há um caminho além do que aquele que todo mundo conta para as meninas quando criança, quero ajudar outras pessoas a acreditarem nos sonhos delas”, relata. Além disso, Laysa também comemora que já foi em uma escola de ensino fundamental falar sobre ciência, e ficou maravilhada com o interesse das crianças. “Sempre que eu falava alguma coisa um monte de criança já levantava a mão”, contou. Ela salienta que, quando crianças, tanto as meninas quanto os meninos possuem o mesmo interesse pela ciência, ambos gostam muito e se imaginam como cientistas e astronautas. *Estagiária sob supervisão    Veja Mais

Os celulares que você mesmo pode desmontar e consertar

 Os celulares que você mesmo pode desmontar e consertar

em - tecnologia A cada quatro semanas, o cientista político Urs Lesse dedica seu tempo para ajudar as pessoas a consertar seus próprios telefones em sua cidade natal de Aachen, no oeste da Alemanha.Mas ele não pode ajudar com qualquer marca de telefone, apenas uma chamada Fairphone. Nos últimos oito anos, Lesse tem sido um membro ativo de uma comunidade de usuários do Fairphone não remunerada. Ele organiza reuniões da comunidade local e ajuda nos reparos."Não conserto telefones se não for necessário, mas sempre fui altamente motivado a incentivar as pessoas a tentar consertar seus próprios Fairphones", diz ele. "Sempre foi uma questão de passar informações e tirar o medo das pessoas de ousar abrir o celular", explica. Golpes no Whatsapp: como se proteger e o que fazer se for vítima Como ministro da Ucrânia trava nas redes 'guerra digital' contra Rússia Com um design modular, os celulares da Fairphone permitem que seus proprietários troquem, reparem e personalizem facilmente componentes como tela, bateria, portas USB e câmeras."O Fairphone 2 pode ser desmontado em menos de dois minutos", diz Lesse. "Havia modelos em que você nem precisava de ferramentas para remover a tela e recolocá-la você mesmo."Reciclável, durável e reparávelOs clientes da Fairphone variam de programadores que foram atraídos pelas possibilidades do software do telefone a consumidores que procuram um produto mais sustentável.A empresa começou em 2013 e segue estes princípios: obter matérias-primas de áreas de mineração menos danosas ao ambiente e onde não haja conflitos, fabricar produtos recicláveis, duráveis %u200B%u200Be reparáveis. De acordo com dados das Nações Unidas, um recorde de 53,6 milhões de toneladas de lixo eletrônico foi gerado em todo o mundo em 2019, 21% a mais do que cinco anos atrás, e os telefones celulares constituem uma parte significativa disso. Além disso, apenas 17% do lixo eletrônico foi reciclado naquele ano.A Fairphone argumenta que, ao tornar os telefones fáceis de reparar, eles podem ter uma vida útil mais longa, gerar menos resíduos e, portanto, ter um impacto positivo no meio ambiente."Sabemos que ao aumentar a vida útil de um telefone em pelo menos dois anos, você obtém uma redução de 30% nas emissões de CO2", diz o cofundador da Fairphone, Miquel Ballester. Produto de nichoAté agora, a empresa holandesa vendeu cerca de 400 mil dispositivos, o que significa que é um player muito pequeno no mercado de smartphones."Fairphone ainda é um produto de nicho, que você não encontra em muitas lojas, por isso a rede comunitária é importante", diz Lesse.Os celulares da marca ainda não estão disponíveis no Brasil, por exemplo, e não há previsão de lançamento por aqui. No entanto, a Fairphone causou impacto na indústria, principalmente na Alemanha, onde obteve um apoio significativo.A Alemanha concedeu à Fairphone inúmeras certificações e prêmios, incluindo o Prêmio Ambiental Alemão de 2016, o prêmio ambiental mais bem pago da Europa.Ballester acredita que esse reconhecimento do governo, em oposição às recomendações da indústria, é uma das razões pelas quais a Fairphone conquistou tantos seguidores na Alemanha em comparação com outros mercados europeus.Os alemães tendem a ser menos apegados ao status de grandes empresas e, portanto, mais inclinados a experimentar marcas europeias menores, diz a empresa.Em Hamburgo, Ingo Strauch também se voluntaria para ajudar outros usuários. Ele diz que muitos citam como motivo para a escolha da marca a privacidade de dados do telefone e a facilidade de uso, mais do que seus benefícios ambientais.A popularidade da empresa na Alemanha também pode ser devido ao poder de compra individual. "A Alemanha é um país rico. Por isso, a disposição de gastar mais por um produto aparentemente justo também é maior", diz Lesse. Influenciando a sustentabilidadeA Fairphone diz que sua prioridade não é apenas o crescimento, mas que quer mudar a forma como a indústria funciona."Não queremos necessariamente nos tornar os maiores do setor, mas queremos nos tornar os mais influentes e garantir que outros fabricantes espelhem algumas das iniciativas que temos", diz Ballester.Há alguma evidência de mudança de preferências na sociedade em geral, diz a professora Sigrid Kannengiesser, especialista em práticas de mídia e sustentabilidade na Universidade de Bremen, na Alemanha.Kannengiesser aponta para o aumento dos repair cafes (cafés de reparação, em inglês) na Europa Ocidental e na América do Norte, locais com ferramentas disponíveis onde as pessoas se encontram para consertar objetos. Ela também cita o recente anúncio da Comissão Europeia que estabelece o direito de reparação - que obriga as empresas a garantir a possibilidade de reutilização e reparação de produtos. "Consumidores, políticos, mas também alguns atores da economia entendem que nossas sociedades e o modo de vida de muitas pessoas devem se tornar mais sustentáveis", diz Kannengiesser.Os grandes players do setor estão prestando atenção. No ano passado, a Apple lançou sua iniciativa de "reparo por autoatendimento", que dá aos clientes acesso a peças e ferramentas da Apple."O Self Service Repair destina-se a técnicos individuais com conhecimento e experiência para reparar dispositivos eletrônicos", disse a empresa norte-americana."Nunca será muito potente"Mas como o modelo mais recente da Fairphone, o Fairphone 4, se compara a outros telefones?Chris Hall, do site de dispositivos Pocket-lint.com, está muito otimista: "O Fairphone 4 é um dispositivo sólido de médio porte, mas sua vantagem única é a sustentabilidade, em vez de desempenho excepcional em qualquer outra área"."É impressionante que ele ofereça alguma resistência à água, mas não seja protegido da mesma forma que outras marcas. Essa é uma pequena desvantagem, considerando que este é um dispositivo de médio porte", acrescenta."Como tal, embora ofereça um desempenho razoável, nunca será muito potente", diz ele.Colaboração entre empresasA Fairphone não é a única fabricante de telefones a focar na sustentabilidade. A Shiftphones - de propriedade familiar, com sede na Alemanha e fundada em 2014 - também desenvolveu um smartphone modular sustentável.As vendas dobraram a cada ano nos últimos seis anos, mas a empresa também é um player pequeno, com 70 mil dispositivos vendidos.O fundador e CEO da Shiftphones, Samuel Waldeck, acredita que a colaboração melhoraria a capacidade das duas empresas de influenciar seus concorrentes maiores."Acho que seria um sinal muito importante trabalharmos juntos, e também para o resto do mercado", diz."Toda a indústria está trabalhando contra você (...) se juntarmos forças teremos mais unidades, o que mudaria tudo.Sabia que a BBC está também no Telegram? 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Pix fica fora do ar e provoca onda de reclamações nas redes sociais

 Pix fica fora do ar e provoca onda de reclamações nas redes sociais

em - tecnologia O Pix apresentou instabilidade nesta sexta-feira (25/2). A ferramenta disponibilizada pelo Banco Central é um dos assuntos mais comentados por usuários do Twitter nas últimas horas. De acordo com relatos na rede social, o problema afeta pessoas e instituições financeiras como o Nubank, Bradesco e a Caixa Econômica. O aplicativo do Nubank mostra a mensagem de erro. "Pix fora do ar. Faça transferências por TED, de segunda à sexta, das 6h30 às 17h". O Nubank informou que "a base de clientes encontrou oscilações na realização de transações Pix nesta tarde. Lamentamos o ocorrido e informamos que estamos focados em resolver essa questão da maneira mais rápida e eficiente possível", se posicionou pelo Twitter. Clientes da Caixa tiveram dificuldades para realizar a transação financeira e receberam a seguinte mensagem: "Transação indisponível no momento. Efetue novo acesso e tente novamente em alguns instantes". O Veja Mais

TSE formaliza acordo com 8 redes sociais para combater desinformação

 TSE formaliza acordo com 8 redes sociais para combater desinformação

em - tecnologia O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formalizou hoje (15) a parceria com oito redes sociais com o objetivo de combater a desinformação sobre o processo eleitoral deste ano. A iniciativa, que já vinha sendo anunciada e ocorreu em anos anteriores, foi firmada em cerimônia virtual.Neste ano, a novidade foi a inclusão da Kwai, plataforma de compartilhamento de vídeos curtos. "Vamos ter um canal direto com o TSE para [denunciar] conteúdos que violem a legislação eleitoral e causem risco para a integridade das eleições", disse Wanderley Mariz, diretor de relações governamentais e políticas públicas da rede social.Nesta terça-feira (15), foram assinados memorandos de entendimento que listam ações, medidas e projetos a serem desenvolvidos em conjunto pelo TSE e as plataformas, de acordo com as especificidades da cada uma. Tais ações serão colocadas em prática mesmo após o período eleitoral, até 31 de dezembro.Uma das principais linhas de atuação é a remoção de conteúdos considerados danoso ao processo eleitoral. Nessa linha, plataformas como TikTok, Facebook e Instagram anunciaram que seguirão com a exclusão de publicações nocivas. O Twitter, por sua vez, demonstrou postura mais cautelosa."Não dependemos apenas de decisões binárias de remoção e ou exclusão de conteúdo, pois sabemos que oferecer a pessoas o contexto adequado é também uma ferramenta eficaz e importante para combater a desinformação", disse Daniele Kleiner Fontes, chefe de políticas públicas do Twitter.Já o WhatsApp disse que continuará a suspender contas que apresentem "atividade inautêntica". Segundo o representante da plataforma mensagens instantâneas, Dario Durigan, em todo o mundo são suspensas mais de 8 milhões de contas por mês do aplicativo. "A eleição brasileira é a mais importante para o WhatsApp no mundo em 2022", afirmou o executivo.Sem citar concorrentes, Durigan afirmou que o aplicativo é "dos únicos serviços de mensagens instantâneas que respeitam a lei brasileira". Desde o início do ano, o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, tem criticado o Telegram, um dos principais concorrentes do WhatsApp, por não possuir representação no Brasil nem se submeter às leis brasileiras.O diretor de relações governamentais do Google no Brasil, Marcelo Lacerda, anunciou ainda que a empresa divulgará um relatório de transparência de anúncios políticos, "que dará visibilidade sobre quem contratou esses anúncios, quanto pagou, para quem esses anúncios foram servidos e quais os parâmetros utilizados para a segmentação desses anúncios".Outras iniciativas das plataformas são focadas na disseminação de informações oficiais sobre o pleito, que devem receber maior destaque das ferramentas, por meio de links, stickers, avisos e bots do próprio TSE."Nós conseguimos avançar com ferramentas e instrumentos que ajudam a justiça eleitoral e as plataformas a servirem da melhor forma ao pais e a democracia brasileira", disse Barroso no evento desta terça. Ele reafirmou que a parceria entre o TSE e as plataformas não envolve nenhuma troca de dinheiro. Veja Mais

'Trem de satélites' passa pelo céu de BH hoje, mas tempo pode atrapalhar

 'Trem de satélites' passa pelo céu de BH hoje, mas tempo pode atrapalhar

em - tecnologia Está prevista para o início da noite desta sexta-feira (28/1) a passagem de mais um “trem de satélites” da SpaceX sobre o céu de Belo Horizonte. O lançamento, que pode ser visto a olho nu, gera expectativa em várias cidades mineiras e de outros estados. Mas, na capital e outras regiões, a previsão do tempo indica que o clima pode atrapalhar desta vez. O chamado projeto Starlink, da empresa do bilionário sul-africano Elon Musk, começou em 2019 com o lançamento de 60 satélites. O objetivo é criar uma “constelação” deles, capaz de levar internet a lugares remotos da Terra. A SpaceX chegou a pedir autorização para o lançamento de mais 30 mil. O trem de satélites é chamado assim porque o lançamento forma uma fila no céu. Não é a primeira vez que a formação será observada no Brasil. Em Belo Horizonte, duas ocasiões ganharam destaque, em 2020 e no ano passado. No entanto, segundo o astrônomo e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Renato Las Casas, desta vez será diferente. “Já passou várias vezes, mas nenhuma vez ele (trem) passou como vai passar hoje. Vai ser exatamente em cima (no meio do céu). Ele vai começar no horizonte Sudeste, passar por cima das nossas cabeças, e se pôr no horizonte Noroeste”, explica. Las Casas Diz que será possível ver os satélites em todo o estado, mas a linha não estará centralizada em todos os municípios. A passagem do “trem” também poderá ser observada nos demais estados do Sudeste, assim como em Goiás e na Bahia. “(A travessia) começa exatamente às 19h25 e vai até quase 19h30. Isso se a pessoa estiver em um lugar alto, que dê para ver o horizonte a Sudeste e a Noroeste. Se estiver em um lugar mais baixo, tem que esperar um pouco mais e eles vão sumir um pouco antes”, explica o professor. Ele acrescenta que só é possível visualizar os satélites pouco depois do nascer e do pôr do sol porque os objetos precisam ser iluminados pelo astro para serem vistos e, durante o dia, a luz na atmosfera impede a visão do satélite. Dicas Renato Las Casas dá algumas orientações para quem quiser apreciar a curiosidade da melhor maneira possível. A primeira, é começar a observação pelo menos uns 15 minutos antes do horário previsto, para que os olhos se acostumem ao céu, com a dilatação das pupilas. “Eles estarão como um pontinho de luz muito pequeno. Para quem tiver um binóculo também é legal. O modelo 7x50 é ideal para observar. O telescópio não é ideal”, afirma. Usar aplicativos de bússola ou de observação do céu também pode ser útil. Las Casas indica o Stellarium, que funciona tanto no celular quanto em computadores.Também existe o site Find Starlink, cujo criador permanece anônimo, que mostra a localização dos satélites da SpaceX. Pode choverQuem quiser observar os satélites hoje à noite, além de se preparar, terá que contar com a sorte para que a previsão de chuvas isoladas, que persistiu durante toda a semana, mas sem precipitação na capital, não se cumpra nesta sexta em Belo Horizonte. Já em outras regiões do estado, a chance de chuva é ainda maior.“Há condição para pancadas isoladas há vários dias, mas não estão acontecendo”, lembra a meteorologista Anete Fernandes, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). “Para hoje à noite, a previsão é de céu nublado mais para o Sul e Zona da Mata. Aqui (na Grande BH) é de céu parcialmente nublado, com possibilidade de pancadas de chuva. Pode acontecer à noite ou na madrugada”, explica. No fim da manhã, a Defesa Civil de Belo Horizonte já divulgou um alerta de possibilidade de pancadas de chuva, com volume de 20 a 30 milímetros, válido até as 8h de sábado (29/1). Em outras regiões, pode ser que os satélites não sejam vistos, segundo Anete. “A frente fria está chegando ao sul de São Paulo. Mas, o problema é a pré-frontal, que começa a organizar o transporte de umidade, liberando as nuvens. A chance de fechar à noite existe. São Paulo não vai ver, nem Sul de Minas e Zona da Mata, a capital do Rio. Estamos longe dessas áreas”, comenta. “A primeira coisa que tem que fazer para ser astrônomo é aprender a conviver com isso sabe? Não deixar as situações frustrarem”, acrescenta Renato Las Casas sobre a instabilidade do clima. Na dúvida, não deixe de olhar para cima. Bonito, mas…O especialista avalia que a passagem do trem de satélites hoje em BH, de uma ponta a outra do céu, será “inesquecível”, mas acredita que, a longo prazo, a constelação da SpaceX pode causar alguns problemas para a astronomia. “Por enquanto a gente acha bacana. Mas, se as coisas caminharem como estão, daqui a uns 10 ou 20 anos, a poluição do céu por satélites vai ser algo que incomodará muito. Já temos notícias de alguns trabalhos que tiveram que ser interrompidos. Tudo na astronomia é a luz. A gente faz a medida de determinado astro, constelação, entra uma luz e contamina tudo”, explica. Ele continua. “O Elon Musk já foi visto por todo mundo como um cara idealista, um bem-feitor da humanidade. Já tem algum tempo que o pessoal tem questionado o idealismo dele. Um dos motivos é essa constelação Starlink. Durante o projeto, ele falava que a refletividade desses satélites seria muito menor que a que temos observado. Essa que temos observado é intolerável. Com 1,9 mil satélites, por volta, já tem dado problema. Imagina quando tiverem 30 mil? E libera caminho para outras firmas colocarem 10 mil, 30 mil”, analisa. A SpaceX anunciou que reduziria a refletividade dos satélites. Na semana passada, o site Gizmodo, dos Estados Unidos, publicou uma matéria informando que, apesar da iniciativa, satélites do Starlink ainda aparecem como “feixes de luz” durante algumas observações, principalmente no crepúsculo. Além disso, em dezembro do ano passado, a China acusou os Estados Unidos de “ameaça grave” à segurança aos astronautas do país afirmando que a estação espacial Tiangong teve que executar "controles preventivos para evitar colisões" durante dois "encontros próximos" com os satélites Starlink da SpaceX em julho e outubro, de acordo com um documento enviado por Pequim este mês à agência espacial da Organização das Nações Unidas (ONU).  Veja Mais

Brasileiro usa celular por um terço de seu tempo acordado, diz estudo

 Brasileiro usa celular por um terço de seu tempo acordado, diz estudo

em - tecnologia Brasileiros passaram em 2021 quase cinco horas e meia por dia, em média, diante de seus aparelhos de celular, segundo um relatório lançado pela empresa de análise de mercado digital App Annie.Trata-se, ao lado da Indonésia, do maior volume de uso de celulares entre os 17 países analisados no relatório (que também engloba Coreia do Sul, México, Índia, Japão, Turquia, Singapura, Canadá, EUA, Rússia, Reino Unido, Austrália, Argentina, França, Alemanha e China), com base em dados coletados das lojas online iOS App Store, Google Play e outras.Embora o brasileiro seja o maior índice, ele está perto da média global de 4 horas e 48 minutos de uso diário de celular observada nos principais mercados analisados pela empresa em 2021 - o que representa um aumento de 30% no uso desde 2019.É como se os brasileiros passassem mais de um terço do tempo que estão acordados (considerando uma noite de sono de 8h) ligados no celular. Elizabeth Holmes: a 'cultura de fingimento' que favorece escândalos no Vale do Silício Garçons robôs e carros que mudam de cor: as novidades da feira de tecnologia CES 2022 Nesse período passado diante do aparelho, 7 de cada 10 minutos foram em aplicativos de redes sociais, fotos e vídeos - principalmente no TikTok.Do ponto de vista comercial e tecnológico, "a tela grande está lentamente morrendo, enquanto o celular continua a quebrar recordes em todas as categorias - tempo gasto, downloads e receita (gerada)", afirmou o executivo-chefe da App Annie, Theodore Krantz.Segundo o relatório, houve 230 bilhões de downloads de aplicativos no ano passado ao todo o mundo, com gastos de US$ 170 bilhões (R$ 940 bi).O app mais baixado em 2021 foi o do TikTok, onde os usuários passaram 90% de tempo a mais em comparação com 2020.A expectativa da empresa de análise é de que o TikTok passe de 1,5 bilhão de usuários ativos mensais no segundo semestre deste ano.Gastos em anúnciosEsse mercado continua bastante pujante. Houve 2 milhões de novos aplicativos e jogos lançados em 2021, e o número de aplicativos que lucraram mais de US$ 100 milhões subiu 20%, segundo o relatório. O YouTube segue sendo o aplicativo mais popular para streaming de vídeos, com mais de um milhão de novos downloads em 60 países diferentes. A Netflix ficou em segundo lugar em muitas regiões.O mercado de games para celular também cresceu: consumidores gastaram US$ 116 bilhões (mais de R$ 600 bi) nesses jogos, sendo que os mais populares são os chamados de "hiper-casuais", como o Hair Challenge (em que jogadores têm de fazer o possível para que seus cabelos não sejam cortados) e Bridge Race (nos quais usuários colecionam blocos para construir escadas).Alguns usuários se queixam da quantidade de anúncios presentes em jogos desse tipo. É um mercado - o de anúncios em apps - que também movimenta muito dinheiro (US$ 295 bilhões no ano passado, mais de R$ 1 tri).Isso sugere que eram infundadas as preocupações mercadológicas quanto à iniciativa da Apple em impedir a coleta de dados de seus usuários (o motivo é que, no ano passado, na atualização do iOS 14.5, os usuários puderam optar por não ter seus dados coletados. O argumento de críticos, agora desbancado, era de que isso prejudicaria o mercado de anunciantes).Apps de finanças, compras e bem-estarOutro destaque do relatório diz respeito a aplicativos de finanças, em que mercados emergentes como o brasileiro chamam a atenção."Embora não sejam os maiores mercados globais, México, Indonésia, Argentina e Brasil foram os que tiveram o maior crescimento nos últimos quatro anos" nesse segmento, diz o relatório. O crescimento no Brasil foi de 175%, principalmente em bancos e plataformas de pagamento digitais, como Nubank e PicPay.Algumas das tendências identificadas pelo relatório da App Annie refletem mudanças sociais mais amplas, particularmente em como a pandemia alterou a vida das pessoas.Um exemplo é que usuários estão gastando muito tempo em aplicativos de compras - mais de 100 bilhões de horas globalmente, com maior crescimento sendo registrado em Singapura, Indonésia e Brasil.Também intimamente relacionado à pandemia, o uso de aplicativos de entrega de comida teve um crescimento expressivo. O número de sessões nesses apps foi de 194 bilhões em 2021, um aumento de 50% em relação ao ano anterior.Aplicativos de saúde, bem-estar e boa forma também cresceram em popularidade, em um momento em que muitas pessoas tiveram de ficar em casa por mais tempo do que antes. Vale destacar, ainda, que foram gastos US$ 4 bilhões com uso de apps de namoro e encontros no ano passado, um aumento de 95% desde 2018.E aplicativos criados pelos próprios países para gerenciar a covid-19, como os de comprovante de vacinas (a exemplo do brasileiro Conecte SUS) ou de informações sobre a pandemia, tiveram uma alta média de êxito. Um exemplo é o aplicativo do NHS, o sistema de saúde pública britânico, que foi baixado por 71% da população plenamente vacinada do país. Na Malásia, o aplicativo equivalente foi baixado por 80% desse grupo já vacinado.Com reportagem de Jane Wakefield, da BBC NewsSabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Clientes da Claro reclamam de instabilidade em todos os canais da operadora

 Clientes da Claro reclamam de instabilidade em todos os canais da operadora

em - tecnologia Usuários da operadora de telefonia e internet Claro estão reclamando que os serviços estão fora do ar desde segunda-feira (27/12) e nem mesmo os canais de ajuda estão disponíveis. A saída para muitos clientes foi recorrer à cobrança nas redes sociais. Alguns usuários reclamaram da falta de pronunciamento da operadora sobre o que estaria acontecendo.  Outros se viram prejudicados pela falta de serviço, já que precisavam do atendimento com urgência.   Segundo a operadora, uma instabilidade no sistema está causando a falta de acesso aos canais de atendimento. Entretanto, não deram previsão de quando tudo será normalizado.Veja a nota: "A Claro informa que foi constatada uma instabilidade sistêmica e, com isso, clientes podem ter dificuldades para acessar os canais de atendimento da empresa. A Claro ressalta que a recarga de pré-pago e a Central de Atendimento estão funcionando e que as equipes técnicas estão atuando para que os serviços impactados pela instabilidade sejam plenamente restabelecidos o mais breve possível. A operadora informa que os serviços de voz, dados móveis, banda larga fixa e TV por assinatura operam normalmente." A possibilidade do sistema ter sofrido um ataque hacker foi questionada pela reportagem do Estado de Minas, que aguarda retorno da situação.  *Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie.  Veja Mais

Atualização do WhatsApp permite ouvir áudio antes de enviar

 Atualização do WhatsApp permite ouvir áudio antes de enviar

em - tecnologia Quem nunca enviou uma mensagem de áudio no WhatsApp e só depois percebeu que o conteúdo estava com um erro ou, até mesmo, se arrependeu de fazer a gravação? Uma nova funcionalidade disponibilizada pelo aplicativo de Mark Zuckerberg pode ajudar a evitar essas situações: agora, é possível pausar um áudio e ouvi-lo antes de enviá-lo ao destinatário. A novidade foi anunciada nesta terça-feira (14/12) e já está disponível para algumas pessoas.De acordo com o WhatsApp, também será possível pausar uma gravação para continuar em outro momento. Para utilizar as novas funcionalidades, é preciso acionar o modo "mãos livres": basta clicar no ícone de microfone, manter pressionado e deslizar para cima até que o ícone de "cadeado" seja ativado.A partir daí, o áudio será gravado, enquanto os ícones de lixeira - para excluir o áudio - e o ícone de pausa - uma bola dentro de um círculo - ficam disponíveis para o usuário. É este último símbolo que, ao ser acionado, irá pausar o áudio e permitir que a gravação seja ouvida antes de ser enviada.A funcionalidade está disponível para algumas pessoas, mas é comum que demore alguns dias para que o aplicativo seja atualizado para todos os usuários. Veja o passo a passo e um vídeo explicativo sobre como usar a nova função abaixo.Passo a passo para gravar, pausar e ouvir o áudio antes de enviá-lo:1. Na conversa que quer enviar a mensagem em áudio, toque no ícone de microfone, no canto direito da tela e deslize-o para cima;2. Ao ver o ícone de um cadeado, solte o dedo da tela e comece a dizer a mensagem que deseja enviar. Não é necessário ficar apertando o ícone;3. Se o seu aplicativo já estiver atualizado, um bola dentro de um círculo, que forma o ícone de "pausa", aparecerá no meio do espaço de gravação, entre a lixeira, localizada no canto esquerdo, e a seta de envio, no canto direito.4. Para ouvir o áudio gravado, basta apertar esse ícone. O áudio será carregado e você poderá clicar no ícone de reproduzir para ouvir a gravação.5. Caso queira descartar a mensagem, clique na lixeira. Se quiser enviar, clique na seta azul. Veja Mais

Internet móvel: a revolução tecnológica do smartphone

 Internet móvel: a revolução tecnológica do smartphone

em - tecnologia Um dos maiores temas do século 21 é mobilidade. Não apenas a capacidade de exercê-la, movimentando-se e viajando de um lugar para o outro. Mobilidade no mundo pós-ano 2000 significa a possibilidade de fazer quase tudo o que quisermos - e que faz parte da vida contemporânea - enquanto estamos em movimento.Falar com amigos, parentes e colegas de trabalho, escrever, pesquisar, ler jornais, ver televisão, ouvir rádio, ler livros, pagar contas, comprar roupas, encomendar comida, planejar viagens, medir seu estado de saúde e muitas outras coisas costumavam ser feitas enquanto estávamos parados. Aos poucos, porém, começamos a realizar mais e mais em movimento, até que, com a chegada dos telefones celulares inteligentes, praticamente tudo listado acima passou a ser feito em trânsito.A partir de meados da primeira década do milênio, o foco da indústria da informática voltou-se para aparelhos móveis, como se ninguém mais pudesse ficar em casa ou no escritório. Mesas e cabos foram as maiores vítimas, com as novas tecnologias fugindo da parede como o Diabo da cruz. O século 21 tornou-se a era do telefone celular, do tablet, dos leitores de livros digitais e da ansiedade que a dificuldade em ficar parado e longe das telas causou em muitos de nós.Uso excessivo de celular por estudantes está associado a mais parceiros sexuais e notas baixas, diz estudo3 grandes vantagens do 5G que mudarão para sempre nossa experiência na internetMaior tempo no celular está associado a comportamento impulsivo e semelhante a vício em drogas e jogosA revolução do iPodDesde 1979, quando a japonesa Sony lançou o Walkman, o ser humano apaixonou-se pela ideia de tecnologia com mobilidade. Até então, muitas pessoas já ouviam rádios de pilha com um fone de ouvido - geralmente em apenas um ouvido -, mas apreciar música com som de qualidade, individualmente, num poderoso fone cobrindo a cabeça exigia proximidade com um aparelho de som. O Walkman mudou essa realidade, permitindo que pessoas levassem consigo, em fitas cassete, parte de sua discoteca, em viagens, no transporte coletivo para o trabalho ou descansando no parque. A fita cassete foi substituída pelo CD, com a popularização dos tocadores de discos digitais portáteis. Mas ainda era pouco para aqueles que não queriam ficar limitado aos poucos CDs que conseguiam carregar na mochila. Tudo começou a mudar no final dos anos 1990, com a popularização de um serviço de compartilhamento de arquivos entre pessoas - em inglês, "peer to peer", ou P2P. O Napster, criado em 1999 por Shawn Fanning e Sean Parker, permitia que usuários enviassem uns para os outros músicas e discos em formato digital. Artistas e gravadoras identificaram o risco para seus ganhos em vendas de discos e direitos autorais. As empresas foram à Justiça contra o Napster e venceram, provocando o fechamento do serviço. O princípio do Napster, porém, prevaleceu. Muita gente gostou da facilidade de adquirir música digital, sem a necessidade de comprar objetos físicos em que ela estivesse embalada.Se música já podia ser adquirida apenas como arquivo digital, ela certamente podia ser transportada em maiores quantidades. Assim nasceu, em outubro de 2001, o iPod. O produto da americana Apple revolucionou o mercado ao colocar num aparelho portátil um total de mil músicas - na época um número impressionante. "Ter toda a sua coleção musical com você, o tempo todo, é um salto quântico em termos de ouvir música", disse o então CEO da Apple, Steve Jobs, ao anunciar o produto. Além de caber no bolso da calça, o iPod vinha com bateria que durava até 10 horas e criou a "scroll wheel", ou roda de navegação, um item tecnológico que marcou época. Meses antes, em janeiro, a Apple já havia lançado sua loja de música digital, a iTunes, a partir da qual o iPod era alimentado. O primeiro passo da grande mobilidade tecnológica do século 21 havia sido dado. No começo do século, a Apple - fundada em 1975 por Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne em Los Altos, na Califórnia (EUA) - não podia ser considerada uma gigante do setor. Em 2001, tinha menos de 5% do mercado mundial de computadores pessoais, atrás de nomes como Hewlett-Packard, Dell, IBM e Toshiba. Essas empresas, porém, faziam produtos para quem ficava sentado, enquanto a Apple mergulhava no futuro da mobilidade. A revolução iniciada com o iPod foi tão significativa que nenhuma outra empresa na época conseguiu acompanhar o ritmo e a extensão dos saltos dados pela empresa de Steve Jobs.O iPod foi amor à primeira vista. Segundo o site de tecnologia Lifewire, 25 mil unidades foram vendidas até dezembro de 2001, número que se multiplicou até chegar a 10 milhões, três anos depois. Em outubro de 2006, uma reportagem da revista de negócios Forbes listava as tentativas de concorrentes em sua missão de vencer o iPod. Várias empresas, entre elas Dell, Sony e SanDisk buscavam espaço nesse novo mercado dominado pela Apple - apesar de uma queda em seu domínio, de 92% em 2004 para 77% em 2006. O texto da Forbes afirmava que, cinco anos após seu lançamento, o CEO da Apple havia vencido os críticos. "Jobs apostou certo desta vez: 67 milhões de unidades depois, o iPod realmente transformou a maneira como as pessoas ouvem música." O texto ia além e situava o tamanho do impacto causado por essa transformação. "A indústria da música foi forçada a rever seu modelo de negócio, enquanto as indústrias da televisão e do cinema se preparam para fazer o mesmo. E Jobs elevou seu próprio status, de líder empresarial para ícone cultural." Ainda em 2006, a gigante Microsoft comprou a briga e lançou seu tocador digital Zune. Seria descontinuado em 2012.A revolução do iPhoneO iPod deu aos seus usuários muito mais opções de músicas para ouvir em trânsito. Já havia, no entanto, outra coisa ainda mais importante para as pessoas quando elas saíam de casa: o telefone celular. Popularizado a partir de meados da década de 1990, o celular trouxe um grau de autonomia nunca visto antes. Milhões de pessoas no mundo todo davam adeus à secretária eletrônica do telefone fixo em casa, às chamadas sem identificação de número e à busca por um telefone público no meio da rua. De 2000 a 2005, o número de assinaturas, ou linhas, de celular no planeta praticamente triplicou, segundo dados do Banco Mundial: de 12,04 para cada 100 pessoas, para 33,76. Na segunda metade da década, esse total aumentaria ainda mais rapidamente, chegando a 76,14 em 2010.Nesse mercado, havia um nome e um toque de celular conhecido por praticamente todos: Nokia. A empresa finlandesa, fundada em meados do século 19 como fabricante de celulose, mergulhou no setor de tecnologia no final do século 20. Por cerca de uma década, foi líder mundial no mercado de telefones celulares, após ultrapassar a americana Motorola.Em outubro de 2006, quando já havia a categoria de "smartphone", ou telefone inteligente, o site de tecnologia Networkworld confirmava que a empresa da Finlândia continuava inquestionável em sua liderança no setor. Citando um estudo da consultoria Gartner, o texto dizia: "A Nokia possui 42% do mercado combinado de PDA [assistente pessoal digital] e smartphones, comparado a participações de mercado de um dígito para Research in Motion [RIM, sistema da Blackberry], Motorola e Palm." Na segunda metade de 2006, a Nokia havia vendido 42,1 milhões de unidades, "um aumento de 57%" em comparação com o mesmo período de 2005. Essa realidade estava prestes a mudar. Em poucos anos, a Nokia perderia relevância e seria praticamente eliminada do mercado de telefones celulares.A ideia de unir música que se carrega no bolso com o telefone celular ganhava força. O primeiro telefone com músicas veio em 2000, o SPH-M100, da Samsung. Anos depois, a união da japonesa Sony com a sueca Ericsson, formalizada em 2001, gerou uma série de aparelhos com função de tocador de música, usando a lendária marca Walkman. O telefone que lançou a série, Sony Ericsson W800, parecia oferecer a vantagem de combinar uma espécie de iPod, produzida pelos criadores do Walkman, com a respeitada telefonia celular sueca. "Ainda não vai substituir seu tocador de MP3 normal, mas chega bem perto", disse o texto de avaliação do site C/Net, em outubro de 2005. Os atores do mercado pareciam atirar para vários lados, porém sem ainda acertar o alvo.Até que chegou o dia 9 de janeiro de 2007. "De tempos em tempos, aparece um produto revolucionário que muda tudo", disse no palco da conferência Macworld Expo, diante de uma plateia curiosa e atenta, o CEO da Apple, Steve Jobs. "Hoje, nós estamos apresentando três produtos revolucionários dessa categoria", disse ele, antes de relacionar os três: um iPod com tela larga e controlada pelo toque; um telefone móvel "revolucionário"; e um "inovador comunicador via internet". "Vocês estão sacando?", perguntou Jobs, após repetir o menu. "Estes não são três aparelhos separados. Este é um aparelho. E nós o chamamos de iPhone." Em seguida, ele mesmo deu o veredicto disfarçado de marketing: "Hoje a Apple vai reinventar o telefone".Era verdade. Com o iPhone, a Apple acertava em cheio o alvo que os concorrentes perdiam de vista. Do desenho às funcionalidades e seu sistema operacional, tudo no iPhone o tornava um novo parâmetro para a indústria. A reação foi imediata. Horas depois da apresentação de Jobs, no mesmo 9 de janeiro, o site de tecnologia Techcrunch dizia: "Pela descrição, parece ser um aparelho para mudar as regras do jogo, e os mercados de ações parecem concordar". O texto então informava que as ações da Apple haviam subido 7%, enquanto as dos concorrentes Research in Motion (Blackberry) e Palm caíam 6%.No mesmo texto, o iPhone, que vinha em duas versões, de US$ 499 (4 GB) e US$ 599 (8 GB), era descrito como "caro". O custo, no entanto, não impediu que pessoas passassem dias na fila para adquirir o telefone no primeiro dia de vendas nos Estados Unidos, em 29 de junho de 2007. "Nós estamos na fila há dias. É bem desconfortável aqui nestas cadeiras", disse Melanie Rivera, em Nova York, à rede CNN. "Nós sobrevivemos à chuva, então achamos que estamos mais perto do telefone." Em 10 de novembro, quando o iPhone começou a ser vendido no Reino Unido, centenas de pessoas aguardaram em fila diante da principal loja da Apple em Londres. "Eu cheguei aqui 26 horas atrás", disse à agência de notícias PA o primeiro a adquirir o aparelho, Tom Jasinski. Em dois anos, o iPhone consolidou-se como o principal objeto de desejo da telefonia móvel no Ocidente. Os motivos eram vários. A tela que cobria todo o aparelho, dispensando teclados físicos, funcionava à base do toque dos dedos. O telefone trazia dentro dele um pequeno iPod, produto que era sucesso absoluto e já atingira 100 milhões de unidades vendidas. O sistema operacional, uma versão do OSX do computador pessoal Mac, da Apple, que deu início à série iOS, oferecia um desempenho inédito no setor. Além disso, os aplicativos produzidos pela Apple - como calendário, câmera, relógio, tempo -, dispostos de maneira agradável e funcional na tela, eram fáceis de usar. O primeiro iPhone, porém, não era uma revolução bem acabada. Era apenas o início de um processo revolucionário.Entre junho e setembro de 2007, a Apple vendeu 1 milhão de unidades de iPhone. A empresa então baixou o preço do aparelho em US$ 200, o que o popularizou ainda mais, e começou a oferecer atualizações anuais, geralmente com mais capacidade operacional e de armazenamento. Também em setembro a Apple lançou seu iPod Touch, um iPhone sem o telefone que também mostrou-se popular. A mais importante novidade após o surgimento do iPhone, entretanto, não estava dentro de nenhum aparelho.Apesar da relutância inicial de Steve Jobs, a Apple decidiu permitir que terceiros desenvolvessem aplicativos nativos para o iPhone e o iPod Touch. Em outubro de 2007, anunciou que ofereceria uma SDK - kit de desenvolvimento de programas - à comunidade do setor, o que ocorreu em fevereiro do ano seguinte. Em 10 de julho de 2008, veio a grande mudança: o lançamento da App Store, a loja de aplicativos da Apple, inicialmente com 500 "apps". No dia seguinte, chegava às lojas o segundo modelo do transformador telefone: o iPhone 3G. "O iPhone 3G inclui a nova App Store, oferecendo aos usuários do iPhone aplicativos nativos numa variedade de categorias incluindo jogos, negócios, notícias, esporte, saúde, referência e viagens", disse o anúncio oficial da empresa. Um dos maiores fãs do aparelho - e do mundo Apple - era o ator britânico Stephen Fry, que escrevia sobre tecnologia regularmente para o jornal The Guardian. Segundo ele, a App Store representava a chegada de uma espécie de admirável mundo novo na telefonia celular. "Acredite em mim, em poucas semanas você verá coisas sendo feitas num iPhone que farão você prender a respiração e esticar os olhos."Em junho de 2009, dois anos depois da venda dos primeiros iPhones, o jornalista de tecnologia americano Brian X. Chen avaliou, em texto na revista Wired, o tamanho da revolução até então. "Foi o primeiro telefone a fazer dos atos de ouvir música, verificar o correio de voz e navegar na Web coisas tão fáceis quanto arrastar, tocar e pressionar uma tela - tão agradáveis quanto uma massagem." Sobre a loja de aplicativos, Chen foi ainda mais contundente. "Com o lançamento da sua App Store, a Apple sacudiu a indústria novamente ao reinventar a distribuição de programas de computador." Em março de 2011, a Apple anunciava ter atingido a marca de 100 milhões de iPhones vendidos.Infraestrutura e GoogleA capacidade de carregar música no bolso e o próprio iPod perderiam relevância com o tempo. Muito mais decisivo para o usuário do iPhone e todos os outros smartphones do mercado era a navegação pela World Wide Web e o uso de aplicativos via internet, experiência que só foi possível com a implantação da devida infraestrutura em todo o mundo. A primeira versão do celular da Apple ainda funcionava com 2G, a segunda geração dos sistemas de telecomunicação móvel, mas tudo mudou com o aumento do número em frente à letra G. A terceira geração da tecnologia de telecomunicação móvel, sem fio, ou 3G, refere-se a padrões desenvolvidos no final dos anos 1990 - uma sopa de letras e números que incluía CDMA2000, W-CDMA, UWC-136 e UMTS. Este último tornou-se o padrão para Europa, China e Japão, enquanto os Estados Unidos concentraram-se no CDMA2000. Em relação ao anterior 2G, o 3G oferecia muito mais capacidade de transmissão multimídia de dados e maior segurança, em termos de privacidade. A diferença básica, porém, era de velocidade. O salto foi de um máximo de cerca de 300 kbps (kilobits por segundo) no 2G para um limite de cerca de 4 mbps (megabits por segundo) no 3G - mais de dez vezes mais veloz.A mudança da infraestrutura global para 3G ocorreu aos poucos, começando pelo Japão, com a primeira rede lançada em Tóquio, em outubro de 2001, pela operadora japonesa NTT Docomo. Dois meses depois, a Verizon lançava a primeira rede 3G nos Estados Unidos, passo dado pelo Reino Unido em março de 2003. A nova tecnologia chegou ao Brasil em 2004, de forma restrita, sendo ampliada em 2007. Globalmente, o 3G permitiu a expansão dos telefones celulares inteligentes, oferecendo uma experiência em movimento semelhante ao uso da internet por um computador conectado ao um cabo na parede. Sem a infraestrutura do 3G, os telefones celulares continuariam presos a mensagens de texto por SMS e conteúdo básico, e a revolução da mobilidade não teria sido possível.Um dos países que surfaram bem nessa onda foi a Coreia do Sul, que no início do século era considerada a nação mais avançada do mundo em termos de telefonia celular. Sua tradicional Samsung , que produzia aparelhos desde o final dos anos 1980, e a LG, que entrou no mercado em 2002, tornaram-se sinônimos de telefones de qualidade, especialmente no mercado asiático. Para o novo mundo criado pelo iPhone, no entanto, os sul-coreanos viam-se em dificuldade semelhante à enfrentada pela europeia Nokia, a americana Motorola ou a japonesa Sony Ericsson. O que mudaria o jogo seria a entrada de um jogador poderoso, com recursos, capacidade tecnológica e visão suficientes para enfrentar as mágicas de Steve Jobs. Esse nome era o Google. Em 2005, o gigante da internet, fundado por Larry Page e Sergey Brin em 1998, adquiriu uma pequena empresa da Califórnia chamada Android Inc. Inicialmente interessada em produzir um sistema operacional para câmeras digitais, a Android percebeu que seu uso seria mais valioso em telefones celulares. Já sob o enorme guarda-chuva do Google, o sistema Android foi desenvolvido usando como base tecnológica o Linux, de código aberto (em inglês, "open source"). Isso significou que o Android também seria um sistema de código aberto, podendo ser utilizado e melhorado por outros programadores e empresas. O ambicioso projeto foi anunciado em novembro de 2007.Comandado pelo Google, o grupo por trás do Android ganhou o nome de Open Handset Alliance (Aliança de Aparelhos Abertos), com a participação de HTC, T-Mobile, Motorola, Samsung, LG e outras 28 empresas. "Ao oferecer aos desenvolvedores um novo nível de abertura que permita que eles trabalhem de forma mais colaborativa, o Android acelerará o ritmo com que novos e atraentes serviços móveis sejam colocados à disposição dos consumidores", disse o comunidade oficial da aliança. Em setembro de 2008, o projeto do Google tornou-se realidade, com o lançamento do primeiro celular com o sistema operacional Android, o HTC Dream, da taiwanesa HTC. Um mês depois, era lançada a Android Market, a loja de apps feitos para o novo sistema - que, em 2012, se tornaria Google Play. Com o passar dos anos, o mundo dos smartphones passaria a ser basicamente dividido em dois: de um lado a Apple e seu sistema iOS, para o iPhone, e do outro o Google e sua aliança Android. O primeiro fechado, sob controle total da Apple, e outro aberto para a participação de criadores do mundo todo. A Apple com participação do mercado em torno de 15%, e o Android dominando os outros 85%. A partir de 2009, com sua série Galaxy operadas com Android, a sul-coreana Samsung voltou ao topo do mercado internacional e tornou-se a principal concorrente da Apple na disputa pela liderança nas vendas. Isso tudo facilitado pela chegada da nova infraestrutura de telecomunicações do sistema 4G, introduzido e disseminado na segunda década do século 21. Usuários de celular passaram a contar com velocidades de conexão de até 100 megabits por segundo - mais de 20 vezes mais rápido que o 3G.Efeitos da tecnologiaEm junho de 2006, os telefones celulares apareceram com destaque no site de notícias da BBC News, o que já se tornara comum. Dessa vez, no entanto, a reportagem estava na área de saúde. "Especialistas alertaram sobre os perigos do uso excessivo de telefones celulares e consoles de jogos em crianças, depois que uma menina desenvolveu ferimento por esforço repetitivo."A paciente, uma inglesa de 8 anos de idade, "percebeu dores em seus dedos e pulsos depois de enviar 30 mensagens de texto por dia". Na reportagem, Tim Hutchful, da Associação Britânica de Quiropraxia, explicava o fenômeno. "Quando você escreve uma mensagem de texto, você tende a deixar seus ombros e braços tensos. Isso reduz a circulação para o antebraço, quando na verdade ele precisa de um fluxo sanguíneo maior que o normal para realizar os leves movimentos dos dedões e dos dedos." Era o começo de longos debates e detalhadas pesquisas sobre o efeito do constante e crescente uso do telefone celular por bilhões de pessoas no mundo. Os celulares avançaram e mudaram muito desde o fim dos anos 2000. A tela do primeiro iPhone media 8,9 centímetros na diagonal, e a do HTC Dream apenas 8,1 cm. Com o tempo, porém, os fabricantes passaram a apostar em telas amplas e de altíssima qualidade. Os Galaxy da Samsung cresceram até chegar a uma tela com 17 centímetros na diagonal. O padrão de tela mínimo do iPhone evoluiu para 12 cm com o iPhone 6, chegando a 15 cm nos modelos maiores, como os iPhones 11 e 12. Essa tendência liberou mais os movimentos da mãos e dos dedos, antes restritos a teclados fixos e muito pequenos. Outros efeitos do uso do celular, no entanto, passaram a preocupar profissionais da área da saúde.Na virada da primeira para a segunda décadas do milênio, os celulares despertavam preocupação quanto à possibilidade de causarem câncer, especialmente em crianças. "Crianças têm um crânio mais fino, menos protegido, têm mais água no cérebro, então há várias razões pelas quais elas absorvem mais radiação", disse em 2011 a médica especialista Annie Sasco, à reportagem da BBC News. Em meio ao debate, pais passaram a deixar seus filhos mais longe dos aparelhos, e usuários de todas as idades adotaram diferentes práticas, como usar fones de ouvido para conversar com o celular. Além disso, o aparelho tornava-se muito mais útil para a navegação em aplicativos e na Web do que para a antiga conversa pelo telefone. O contato do celular com o ouvido tornou-se menos frequente, mas os olhos ficaram grudados na tela. A crescente adição de novas funções aos smartphones fez com que, gradativamente, as pessoas substituíssem outros aparelhos e objetos pelo telefone que carregavam no bolso ou na bolsa. Muitos deixaram de usar relógios de pulso, consultando a hora no telefone, que já havia substituído o despertador ao lado da cama. Turistas não mais carregavam câmeras fotográficas em suas viagens, com seus telefones não só resolvendo o registro da experiência como também permitindo a remessa imediata de cada foto. O computador de mesa foi substituído pelo aparelho móvel em várias ocasiões, e até os consoles e joysticks de videogames passaram a ser menos usados com a inundação de jogos no celular. Outros objetos, como régua, bússola, gravador e até mesmo espelho, tornaram-se irrelevantes para muita gente que preferia usar o celular para atividades do cotidiano - como ao usar a câmera de selfie para arrumar o cabelo.O celular tornou-se um objeto de uso diário, essencial para manter-se informado, ter uma vida social e até mesmo para namorar. Em setembro de 2012, chegou ao mercado, inicialmente apenas para usuários de iPhone, o aplicativo de relacionamentos Tinder. Adaptado à natureza do uso dos novos celulares inteligentes, o app baseava-se em três ações: ver fotos de candidatos a par romântico; arrastá-las, para a direita em sinal de aprovação ou para a esquerda no caso de rejeição; iniciar uma conversa por meio de mensagens escritas, o que permitiria o arranjo de um possível encontro. As preocupações com o uso supostamente excessivo do celular cresceram. Em maio de 2013, o título de um texto do jornal britânico The Daily Mail dizia: "Nós agora passamos mais tempo olhando para a tela do celular do que com nosso parceiro". Citando um estudo da operadora de telefones O2, a reportagem afirmava que o usuário médio britânico de smartphone "tende a passar duas horas (119 minutos) por dia usando o equipamento". Em seguida, dizia que a média de tempo dedicada ao companheiro ou companheira era de 97 minutos diários. O estudo também mostrava que a atividade preferida dos britânicos no celular era navegação pela Web, 24 minutos em média por dia, seguida das redes sociais (16 minutos), ouvir música (15 minutos) e jogos (13 minutos). A tradicional atividade de falar ao telefone ocupava apenas 13 minutos do uso do aparelho, o mesmo que jogos eletrônicos.A popularização de apps sociais como Instagram, Snapchat e TikTok, sem falar dos onipresentes Facebook e WhatsApp, fizeram o uso do celular aumentar em frequência e intensidade. Isso levou a novos temores sobre o impacto desse envolvimento íntimo com um aparelho eletrônico, com novos estudos e debates na televisão e no rádio sobre o fenômeno. Seguidas manchetes na imprensa mostravam o tamanho da preocupação, como essas da BBC News: "Vício em smartphone: Jovens 'ficam em pânico' quando são proibidos de acessar o celular" (29 de novembro de 2019); "A maioria das crianças dorme com seu celular ao lado da cama" (30 de janeiro de 2020); "Metade das crianças de 10 anos do Reino Unido tem celular" (4 de fevereiro de 2020)".Na primeira reportagem, sobre jovens "viciados" em celular, a doutora Nicola Kalk, da universidade King's College London, dizia: "Os smartphones vieram para ficar, e precisamos entender a prevalência de seu uso problemático". A possível causa do suposto vício era incerta. "Não sabemos se é o próprio smartphone que pode ser viciante ou se são os aplicativos que as pessoas usam." O mundo vivia um embate entre seu apetite por novidades oferecidas em seus aparelhos móveis e o esforço para evitar que eles controlassem nossas vidas.Reação analógica e futuroAo final da segunda década do terceiro milênio, uma coisa era inquestionável: o telefone celular, mesmo em sua mais avançada versão de smartphone, não era mais novidade. O mundo já tratava com normalidade o fato de que esses pequenos aparelhos podiam nos oferecer conexões sociais antes inimagináveis, imagens em realidade aumentada, contextos em realidade virtual e respostas extremamente velozes baseadas em algum nível de inteligência artificial. Nesse cenário, muitos começaram a retomar o apreço por algumas experiências e produtos analógicos.Em 2013, um pedaço da nova era digital já parecia perder força. Segundo escreveu o jornal The Wall Street Journal, em janeiro daquele ano, "livros de capa dura estão demonstrando uma resiliência surpreendente". Segundo o jornal: "Pode ser que os e-books, em vez de substituir os livros impressos, no final terão um papel mais como o dos livros em áudio - um complemento à leitura tradicional, não um substituto". Nos anos seguintes, a parcela ocupada pelas edições eletrônicas nos mercados de livros dos Estados Unidos e da Europa estabilizou-se em 20% ou menos - 80% do mercado continuaria a ser de livros impressos. Em 2017, o The Guardian noticiava que, no Reino Unido, as vendas de livros impressos haviam aumentado 4% em 2016, enquanto as das obras em versão digital haviam caído 4%. Outra experiência cultural analógica que se recuperou na década de 2010 foi o disco de vinil, que no final do século 20 muitos consideravam quase extinto, após o aparecimento dos CDs. Depois de anos de aumento de vendas, no primeiro semestre de 2020 as vendas de LPs de vinil superaram as de CDs nos Estados Unidos, algo que não ocorria desde os anos 1980 - chegaram a 62% do total de unidades físicas de música.Nada disso, entretanto, mudaria a trajetória, iniciada nos anos 1990 e potencializada pela chegada do iPhone em 2007, de crescente adoção da tecnologia digital móvel. Nas duas primeiras décadas do século 21, esse movimento esteve concentrado no telefone celular, mesmo após o lançamento dos tablets - tanto o iPad, da Apple, como o Galaxy, da Samsung, que vieram em 2010. O smartphone tornou-se o objeto mais essencial na vida de qualquer cidadão moderno, superando sua própria carteira - pagamentos, afinal, passaram a também ser feitos via celular.No entanto, o futuro, a partir dos anos 2020, sugeria que um dia talvez o celular não fosse mais tão necessário. O acesso à internet começava a ser possível a partir de peças de roupas, óculos, relógios e outros objetos de uso pessoal - e tudo isso seria impulsionado pela incrivelmente veloz conexão 5G. O projeto do Google de um óculos online, o Google Glass, lançado em 2013, não foi amplamente adotado devido a receios quanto à privacidade. Especialistas apostavam, porém, que o interesse por objetos conectados só aumentaria com o tempo. O próprio corpo humano começava a ser possível campo de exploração para a tecnologia móvel - para que um celular, se a própria mão estiver conectada à internet? Essas possibilidades foram muito bem exploradas num dos produtos culturais de maior sucesso e relevância dos anos 2010: a série de TV britânica Black Mirror. Em um texto para o The Guardian, na época da estreia da série, em dezembro de 2011, seu criador, Charlie Brooker, falou sobre sua experiência com as novas tecnologias. "Eu estava usando o novo iPhone, aquele com o Siri, o assistente pessoal do telefone com o qual você conversa", escreveu Brooker, que admitiu usar o sistema não apenas para testá-lo, mas porque precisava de ajuda. "É isso. Eu agora posso esperar falar com máquinas para o resto da minha vida. Hoje é o Siri. Amanhã será um carro falante."O início do século 21 foi a época em que tecnologias de comunicação e conexão móveis que pareciam pertencer à ficção científica finalmente viraram realidade. Já era possível sentir, porém, que a velocidade e a intensidade de futuras fases dessa revolução fariam com que muitos se esquecessem facilmente dos marcos atingidos nos anos 2000 e 2010. Nas próximas décadas de 2020, 2030, 2040 etc, a tecnologia digital continuaria avançando, cada vez mais rapidamente, sem tempo de olhar para trás.Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Google lança atualização de recursos em dispositivos Android; veja mais

 Google lança atualização de recursos em dispositivos Android; veja mais

em - tecnologia Uma nova série de atualizações da Google nos dispositivos Android foi anunciada nesta quarta-feira (1º/12). As mudanças prometem maior funcionalidade e praticidade especialmente no Google Assistente e Google Fotos. De acordo com a empresa, os recursos ficarão disponíveis aos usuários antes mesmo do Natal para auxiliar, com maior tecnologia, na preparação das festividades de fim de ano. O primeiro recurso anunciado, “Family Bell”, permitirá a programação de lembretes síncronos entre os aparelhos eletrônicos da família.Assim, um alarme despertará para todas as pessoas da casa em um único comando. As companhias de notificação podem ser executadas no Android pessoal de cada um ou em alto-falantes e telas inteligentes.   A novidade inclui, ainda, novas interfaces gráficas – os widgets –  para YouTube Music, Google Play Livros e Google Fotos. Os de música oferecem, por exemplo, controles diferenciados de reprodução e acesso a faixas reproduzidas recentemente. O recurso Memórias terá, agora, uma verdadeira curadoria de eventos, começando pelas festas de fim de ano. Quanto aos livros, o widget desta área mostrará atalhos para a biblioteca. No Google Fotos, a partir da próxima semana, já estará valendo a nova atualização que traz a possibilidade de selecionar apenas fotos de pessoas que interessam ao usuário.  Android como chave de carro Uma outra novidade será apresentada pelo Android Auto. Em veículos BMW compatíveis, o usuário poderá utilizar o aparelho celular como chave do carro. O recurso é válido para os modelos Pixel 6, Pixel 6 Pro e Samsung Galaxy S21. Outra função é interface amigável para o veículo, que será iniciada assim que o Android se conectar ao carro. As permissões do aparelho também serão atualizadas. Será possível desativar todas as permissões dos aplicativos que o usuário não usa há algum tempo em celulares antigos. O novo recurso é válido para versões a partir do Android 6.   Veja Mais

8 plataformas de streaming para ficar de olho na Black Friday 2021

 8 plataformas de streaming para ficar de olho na Black Friday 2021

em - tecnologia  Não dá para negar: uma das grandes tendências do mercado do entretenimento no Brasil e no mundo são os serviços de streaming, que crescem à medida que o tempo passa e que a tecnologia avança. E a adesão das pessoas a essas plataformas não se dá de forma completamente inusitada. Ela acontece por alguns fatores fortes, como os preços atrativos para ter acesso a grandes obras do audiovisual, além da praticidade e da eficiência dessas interfaces. Hoje, você vai conhecer as principais plataformas de streaming existentes no Brasil para ficar de olho durante a Black Friday, que acontece dia 26 de novembro - vai que surge algum desconto ou condição especial para novos assinantes, certo? Em primeiro lugar, o que são plataformas de streaming? O streaming pode ser definido como uma tecnologia de transmissão de conteúdo pela internet sem a necessidade de fazer download. Esse material, que pode ser um vídeo ou uma música, é disponibilizado pelo seu detentor em uma certa plataforma e é acessado pelo usuário on-line, sem ocupar espaço no dispositivo utilizado. Como o fechamento dos cinemas contribuiu para o crescimento dessas plataformas? Devido à pandemia do novo coronavírus, muitos dos nossos hábitos de lazer tiveram que mudar ou ser interrompidos, como, por exemplo, as amadas idas ao cinema. As salas de todo o Brasil acabaram precisando ser fechadas temporariamente e, por isso, os serviços de streaming ganharam ainda mais adeptos. Segundo dados de pesquisa da Kantar IBOPE Media realizada este ano, mais da metade dos usuários de internet disseram que viram mais vídeos em streamings pagos durante o isolamento, aumentando, assim, o tempo em frente à televisão. Além disso, como dito, o preço contou muito nessa decisão: de acordo com pesquisa da Qualibest feita também em 2021, 31% dos usuários gasta mais de R$60 com assinaturas por mês. As plataformas de streaming participam da Black Friday Brasil? Apesar de não confirmarem participação na Black Friday, algumas plataformas de streaming costumam participar da data. De acordo com entrevistas realizadas pela Offerwise com 400 pessoas para entender quais são os serviços mais buscados, o streaming lidera a lista com 27%, seguido de curso de idiomas com 23% e cursos de capacitação profissional com 21%. Confira 8 serviços de streaming para ficar de olho durante a Black Friday 2021 Confira abaixo algumas plataformas de streaming que poderão participar da Black Friday neste ano e aproveite os descontos ou dias de teste gratuitos! 1) Netflix A Netflix é uma das plataformas de streamings de séries e filmes mais famosas de todo o mundo. Ela permite assistir os conteúdos, que variam com o tempo, por meio de Smart TVs, videogames, computadores, smartphones e tablets conectados à internet. Além disso, quando o usuário não estiver conectado, ele também pode continuar vendo seus programas favoritos, pois é possível baixar títulos em aparelhos iOS, Android ou Windows 10 para assistir offline. Os planos oferecidos determinam o número de aparelhos em que o assinante pode assistir ao mesmo tempo e a qualidade da imagem (definição padrão (SD), alta definição (HD) ou ultra-alta definição (UHD)), sendo possível mudar ou cancelar a qualquer momento. São eles: Básico, por R$25,90; Padrão, por R$39,90 e Premium, por R$55,90. Para assinar a Netflix, é só acessar a página de cadastro, escolher o plano ideal, criar uma conta com e-mail e senha e inserir uma forma de pagamento que será utilizada uma vez por mês. 2) Globoplay O Globoplay é o streaming da TV Globo que vem crescendo bastante no Brasil. A plataforma oferece milhares de títulos, como séries e filmes internacionais, novelas completas, filmes nacionais, telejornais, programas de esporte e entretenimento e produções originais, além da programação ao vivo de canais pagos (sob cobrança) e abertos. O Globoplay oferece seu conteúdo em HD e 4K HDR, que pode ser acessado pelo computador, Smart TVs, celular, tablet, Chromecast ou outros dispositivos compatíveis em até cinco telas distintas. O plano custa R$21,90 por mês ou R$16,40 no plano anual e pode ser acessado com a conta Globo do assinante. 3) Disney Plus O Disney Plus (ou Disney+) é a plataforma de streaming da grande Walt Disney Company, que reúne filmes, séries, documentários e shows da própria Disney e também de outras plataformas, como a Fox e National Geographic. Dentre os conteúdos, os assinantes podem encontrar os famosos longas da Pixar, além dos filmes das franquias de Star Wars e da Marvel, por exemplo. O serviço tem suporte para celular, computador, tablet, videogames e Smart TVs e conta com qualidade de imagem 4K HDR.  O Disney Plus custa R$27,90 no plano mensal e R$279,90 no plano anual. Para os amantes da TV Globo e dos conteúdos da Disney, é possível também assinar Globoplay e Disney juntos em um único combo a partir de R$37,90/mês no plano anual. Saiba mais no site oficial. 4) HBO Max A HBO Max é o serviço de streaming do famoso canal pago HBO. Na plataforma, é possível criar até cinco perfis e receber recomendações personalizadas para cada um, baixar qualquer conteúdo disponível para assistir offline e assistir em Smart TVs, computadores, videogames, smartphones e tablets. Quem assina a HBO na TV a cabo já tem acesso à plataforma. Basta seguir os passos: 1) Clique em “Entrar” no site da HBO Max;2) Quando surgirem os campos de e-mail e senha, clique em “Entrar com provedor” e selecione a operadora da sua TV;3) Você será redirecionado para o site da operadora para efetuar o login e ter o seu acesso liberado ao catálogo sem custo adicional.Se esse não for o seu caso, você pode assinar a HBO Max separadamente com cartão de crédito ou débito. O valor do serviço está a partir de R$14,16 por mês no plano anual. 5) Amazon Prime Video O Amazon Prime Video é o serviço de streaming da Amazon que oferece muito mais do que filmes e séries: ele também inclui a entrega grátis e rápida de milhares de itens no e-commerce da Amazon, mais de 2 milhões de músicas sem anúncios no Amazon Music e muito mais por apenas R$9,90 por mês. No catálogo do Prime Video, os assinantes podem encontrar séries e filmes populares e baixá-los para assistir offline, além de produções originais e filmes para locação, sem necessidade de assinatura. Com o Prime Video Channels, também é possível assinar canais e cancelá-los a qualquer momento. O serviço tem suporte para celular, computador, tablet, videogames e Smart TVs e pode ser aberto em até três dispositivos ao mesmo tempo. 6) Paramount Plus O Paramount Plus é o mais novo serviço de streaming da Paramount, cheio de filmes de sucesso, séries exclusivas, reality shows e programas que fizeram história: são mais de dois mil filmes e 30 mil episódios de séries para assistir como e quando quiser. É possível assistir à programação do Paramount Plus pelo computador, Smart TV, celular, tablet, videogames ou outro dispositivo compatível. São dois planos disponíveis: o plano mensal, de R$19,90, e o anual, de R$200. Todos permitem acesso a até três telas ao mesmo tempo e oferecem suporte a qualquer plataforma. Porém, o serviço está oferecendo 50% de desconto nos três primeiros meses e sete dias grátis por tempo limitado para novos assinantes. 7) Spotify O Spotify é a plataforma de streaming de áudio que permite ao usuário, de forma on-line, ouvir músicas e podcasts e criar playlists, além de descobrir novos estilos e artistas. É possível acessá-lo pelo computador, celular, tablet, Smart TV, videogames e outros dispositivos compatíveis. O Spotify pode ser usado em uma versão gratuita que possui algumas características limitadoras, como a exibição de propagandas e a limitação de faixas que podem ser puladas e de playlists que podem ser acessadas.Já no modo pago, o usuário tem a possibilidade de usar seu perfil como quiser. São quatro planos: Premium, que custa R$16,90/mês; Estudante, que custa R$8,50/mês; Familiar, que vale R$26,90/mês por seis assinaturas em um mesmo plano; e a voltada para jogadores de PlayStation 4, que custa R$2,99 por dois meses. 8) Deezer O Deezer é uma plataforma francesa de streaming de música concorrente do Spotify que possui um grande diferencial: a possibilidade de adicionar seus próprios arquivos MP3 ao aplicativo para completar sua coleção. A plataforma está disponível para celulares, tablets, computadores, Smart TVs e videogames. São cinco planos oferecidos: Free: na versão gratuita, não é possível ouvir músicas específicas quando quiser, não existe modo offline, tem propagandas e só é possível pular um número exato de faixas.Premium (R$16,90/mês): é possível ouvir músicas e podcasts sem anúncios, pular quantas faixas quiser, alternar entre dispositivos e baixar músicas para ouvi-las offline.Family (R$26,90/mês): oferece as mesmas vantagens do Premium, mas com a possibilidade de criar até seis contas para famílias.Student (R$8,45/mês): para usuários entre 18 e 25 anos matriculados em uma faculdade.HiFi (R$26,90/mês): para quem gosta de música com alta qualidade, as faixas estão no formato FLAC. Continue por dentro da Black Friday 2021 no Estado de Minas, acompanhe as notícias e fique de olho para fazer compras com segurança, tranquilidade e economia! Veja Mais

Apple: o que muda com permissão para usuários consertarem aparelhos por conta própria

 Apple: o que muda com permissão para usuários consertarem aparelhos por conta própria

em - tecnologia Só porque permitem que você conserte, não significa que você seja capaz. O mesmo vale para um carro ou uma máquina de lavar. É assim com a tecnologia.A Apple anunciou que vai permitir que seus usuários consertem os modelos mais recentes de seus telefones — e vai fornecer até mesmo as ferramentas e peças originais necessárias.No entanto, por enquanto, isso só se aplica às séries 12 e 13 do iPhone, que a imprensa especializada descreve como verdadeiras peças de engenharia devido à quantidade de parafusos e componentes. Direito de consertar: o país que tenta mudar a cultura de jogar no lixo as coisas velhas O que fazia de Steve Jobs, fundador da Apple, alguém tão especial Amazon: por que a gigante da tecnologia queima ou joga no lixo milhares de produtos novos A Apple disse que o programa de reparo "self-service" visa permitir que "clientes que se sintam confortáveis" e possam consertar seus próprios dispositivos. A iniciativa vai começar no início do próximo ano nos Estados Unidos — será possível trocar a bateria, tela e câmera dos modelos mais recentes da marca, peças que costumam sofrer mais danos. Em sua nova loja de reparos, a Apple vai vender mais de 200 peças e ferramentas.Ao longo de 2022, o programa será ampliado para outros países, conforme informou a empresa em comunicado.O anúncio acontece depois de meses de pressão crescente sobre a Apple por parte do "movimento pelo direito de consertar", que quer que pessoas físicas e oficinas independentes sejam capazes de consertar os dispositivos, ao mesmo tempo em que reduzem o lixo eletrônico.Mercado de reparaçãoA Apple sempre foi considerada um dos oponentes mais ferrenhos a este direito, alegando questões de segurança.Na verdade, quase nenhuma empresa de tecnologia fornece peças ou manuais para reparos.Os críticos dizem que isso permite a elas dominar o mercado secundário de reparação e garantir que apenas sua equipe consiga consertar seus produtos. O que mudou?A empresa iFixit é pioneira nesse movimento há anos, oferecendo manuais e instruções numa época em que não existia nenhum guia a nível de usuário."A Apple afirmou durante muito tempo que permitir que os consumidores consertem suas próprias coisas seria perigoso", disse a iFixit em comunicado à imprensa."Agora, dado o interesse renovado dos governos nos mercados de reparação, e logo depois da notória publicidade negativa... a Apple descobriu um interesse inesperado em permitir que as pessoas consertem seus dispositivos.""Será possível fazer um tipo de reparo que antes era impossível", acrescentou a empresa."Um usuário agora pode comprar uma tela de iPhone diretamente da Apple, usar o guia de reparo da empresa (e ferramentas oficiais, se desejar) para instalá-la e fazer com que funcione exatamente como previsto, usando o software de diagnóstico da Apple", acrescenta.Além disso, o usuário não precisará se deslocar até uma oficina autorizada para realizar o processo.No entanto, a Apple fez questão de deixar claro que isso não é para todo mundo.A iniciativa é voltada para "técnicos individuais com conhecimento e experiência para consertar dispositivos eletrônicos"."Para a grande maioria dos clientes", visitar uma oficina de reparos profissional certificada seria a melhor opção."A criação de um acesso maior às peças originais da Apple oferece aos nossos clientes ainda mais opções caso seja necessário um conserto", afirmou Jeff Williams, diretor de operações da Apple. "Pode ser um pequeno passo a nível geral, mas sendo a Apple a fazer isso, é uma grande vitória para o movimento pelo direito de consertar", disse o site especializado Hardware Canucks.A rede autorizada de reparos da Apple é criticada há muito tempo por ter uma longa lista de termos e condições, como a origem das peças de reposição.Tudo isso torna improvável que um componente que funciona dentro de um telefone quebrado possa ser reutilizado e transplantado para outro smartphone da empresa.Além disso, um telefone que não pode ser reciclado acaba no lixo, prejudicando o meio ambiente e agravando o esgotamento dos minerais necessários para a produção de tecnologia.Sabia que a BBC News Brasil está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Meio ambiente: foto do aumento do nível do mar com aquecimento global vence prêmio Fotógrafo Ambiental do Ano

 Meio ambiente: foto do aumento do nível do mar com aquecimento global vence prêmio Fotógrafo Ambiental do Ano

em - tecnologia O fotógrafo espanhol Antonio Aragón Renuncio venceu o prêmio Fotógrafo Ambiental do Ano de 2021 por sua foto de uma criança dormindo dentro de uma casa destruída pela erosão costeira na praia de Afiadenyigba, em Gana. A imagem, batizada de Os Filhos da Maré Alta, chama a atenção para o aumento do nível do mar em países da África Ocidental, entre eles Gana.Renuncio recebeu 10 mil euros (equivalente R$ 63,3 mil) pelo prêmio.O concurso Fotógrafo Ambiental do Ano, agora em seu 14º ano, mostra algumas das fotografias ambientais mais inspiradoras do mundo. Agricultores transformam deserto em floresta no Semiárido Por que agricultores brasileiros estão deixando de plantar feijão - e o que isso tem a ver com a fome O prêmio celebra a capacidade da humanidade de sobreviver e inovar, e apoia os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.Os vencedores da competição deste ano foram revelados na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26) em Glasgow.Veja abaixo outras fotos vencedoras do concurso, com as descrições dadas pelos próprios fotógrafos.Categoria Jovem Fotógrafo Ambiental do Ano: Inferno, de Amaan Ali, registrado em Yamuna Ghat, Nova Déli "Um menino lutando contra incêndios em uma floresta perto de sua casa em Yamuna Ghat, em Nova Déli, na Índia."Prêmio de Resiliência: Sobreviver para Viver, de Ashraful Islam, registrada em Noakhali, Bangladesh "Rebanhos de ovelhas procuram grama no solo rachado. As secas extremas em Bangladesh têm criado dificuldades para todos os seres vivos."Vencedora da categoria Cidades Sustentáveis: Transição para Emissão Zero - Fotobiorreator, de Simone Tramonte, registrada em Reykjanesbær, Islândia "Um fotobiorreator nas instalações da Algalif em Reykjanesbaer, Islândia, produz [o composto químico] astaxantina sustentável usando energia geotérmica limpa. A Islândia deixou combustíveis fósseis para trás em troca de eletricidade e calor de fontes renováveis."Vencedora da categoria Ação Climática: O Último Respiro, de Kevin Ochieng Onyango, registrada em Nairóbi, Quênia "Um menino respira o ar de uma planta, com uma tempestade de areia se formando ao fundo, em uma representação artística das mudanças que virão."Vencedora da categoria Água e Segurança: Barreira Verde, de Sandipani Chattopadhyay, registrada no rio Damodar, Bengala Ocidental, Índia "Estações irregulares de monções e secas causam a proliferação de algas no rio Damodar, na Índia. A proliferação de algas evita que a luz penetre na superfície e evita a absorção de oxigênio pelos organismos que vivem abaixo dessa camada de algas, afetando a saúde humana e os habitats naturais da região."Vencedora da categoria Ambientes do Futuro: Inundação, de Michele Lapini, registrada no rio Panaro, Modena, Itália "Uma casa está submersa pela inundação do rio Panaro no Vale do Pó por causa de fortes chuvas e do derretimento da neve."Aqui abaixo estão outras imagens selecionadas na competição.Pesca no Rio, por Ashraful Islam, registrada em Sirajgong, Bangladesh "Algas se acumulam e tomam todo o rio. Então, muitos barqueiros vêm aqui pescar na água, repleta de musgo verde."Secando Incenso, de Azim Khan Ronnie, registrada em Hanói, Vietnã "Trabalhadores vietnamitas sentam-se rodeados de milhares de bastões de incensos em Quang Phu Cau, vilarejo em Hanói, no Vietnã, onde esses bastões são tradicionalmente produzidos há centenas de anos. O incenso desempenha um papel importante na vida espiritual do povo vietnamita."Filhote Fisgado, de Celia Kujala, registrada na Ilhas Coronado, Baja California, México "Eu encontrei esse filhote de leão-marinho da Califórnia com um anzol na boca. Durante o mergulho, ele ficou perto de mim e parecia estar pedindo ajuda."O Jardim do Nemo, de Giacomo d'Orlando, registrada em Noli, Itália "O Jardim do Nemo representa um sistema alternativo de agricultura especialmente voltado a áreas nas quais as condições ambientais dificultam muito o crescimento das plantas. Este projeto autossustentável visa tornar a agricultura subaquática uma solução ecológica viável para neutralizar as crescentes pressões das mudanças climáticas no futuro."Ambiente Confinado em Plástico, por Subrata Dey, registrada em Chittagong, Bangladesh "Eu fiz esta foto de uma fábrica de reciclagem de plástico em Chittagong, Bangladesh. A reciclagem de plástico ajuda a proteger o meio ambiente da poluição do plástico e das emissões de gases de efeito estufa."Energia Limpa, de Pedro de Oliveira Simões Esteves, registrada na Serra de São Macário, Portugal "Turbinas de energia eólica, momentos antes do pôr do sol sobre as montanhas em um dia nublado."Todas as imagens estão sujeitas a direitos autorais.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Segundo estudo, fotossíntese de algas gera energia elétrica

 Segundo estudo, fotossíntese de algas gera energia elétrica

em - tecnologia A dependência de combustíveis fósseis para geração de energia é o principal causador das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. Enquanto na COP26, a conferência do clima da ONU, formuladores de políticas públicas buscam soluções para a descarbonização do mundo, nos laboratórios, cientistas estão atrás de tecnologias que tornem possível essa transição. Para isso, processos naturais como a fotossíntese têm sido uma importante fonte de inspiração.Em Cingapura, cientistas da Universidade Tecnológica de Nanyang (NTU) apostam nas microalgas para reduzir a necessidade do uso de combustíveis fósseis. Em um estudo recente, publicado na revista ACS Applied Materials Interfaces, os pesquisadores demonstraram como o encapsulamento de uma proteína desses organismos pode aumentar em até três vezes as propriedades de coleta de luz e conversão de energia, produzida durante a fotossíntese.De acordo com Chen Yu-Cheng, professor da Escola de Engenharia Elétrica e Eletrônica da NTU e principal autor do estudo, ao imitar como as plantas e outros organismos convertem a luz solar em energia, a fotossíntese artificial pode ser uma forma sustentável de gerar eletricidade que não depende de combustíveis fósseis ou gás natural, recursos não renováveis. Ele explica, porém, que um dos desafios desse processo é obter energia com a mesma eficiência de outras fontes movidas pelo calor do Sol, como os painéis solares. Em média, esses últimos têm uma classificação de eficiência de 15% a 20%, enquanto a da fotossíntese artificial é atualmente estimada em 4,5%."A fotossíntese artificial não é tão eficiente quanto as células solares na geração de eletricidade. No entanto, é mais renovável e sustentável", destaca o aluno de doutorado Yuan Zhiyi, que faz parte da equipe de pesquisa. "Uma nova tecnologia bioinspirada baseada no processo natural das microalgas poderia ser usada para fazer células solares mais eficientes e abrir caminho para uma maior eficiência na fotossíntese artificial. Usar algas como fonte de energia biológica é um tema popular de interesse em sustentabilidade e energia renovável, pois o uso delas potencialmente reduz a quantidade de subprodutos tóxicos criados na fabricação de painéis solares", destaca.ProteínaO estudo analisou um tipo específico de proteína encontrada nas algas vermelhas. Chamadas de ficobiliproteínas, elas são responsáveis por absorver luz dentro desses organismos para iniciar a fotossíntese. Essas proteínas coletam energia luminosa de toda a faixa espectral de comprimentos de onda de luz, incluindo aqueles que as clorofilas absorvem mal, e a convertem em eletricidade. "Devido às suas propriedades fotossintéticas e emissoras de luz únicas, as ficobiliproteínas têm aplicações potenciais promissoras em biotecnologia e dispositivos de estado sólido. Aumentar a energia do aparelho de coleta de luz tem estado no centro dos esforços de desenvolvimento para dispositivos orgânicos que usam luz como fonte de energia", diz Cheng.Para amplificar a quantidade de energia que as algas podem gerar, a equipe desenvolveu um método para envolver as algas vermelhas em pequenas microgotas de cristal líquido com tamanho de 20 a 40 mícrons e expô-las ao Sol. Quando a luz atinge a gota, ocorre um efeito pelo qual as ondas luminosas viajam ao redor das bordas curvas da gotícula. A luz fica efetivamente presa nessa cápsula por um longo período de tempo, proporcionando mais oportunidades para que a fotossíntese ocorra e, portanto, gerando mais energia.A energia gerada durante a fotossíntese na forma de elétrons livres pode, então, ser capturada por eletrodos como uma corrente elétrica. "A gota se comporta como um ressonador que confina muita luz", diz Chen. "Isso dá às algas mais tempo de exposição à luz, aumentando a taxa de fotossíntese. Um resultado semelhante pode ser obtido revestindo a parte externa da gota com a proteína de algas também. Ao explorar as microgotículas como um transportador para biomateriais de coleta de luz, o forte aumento do campo elétrico local e o confinamento de fótons dentro da gota resultaram em uma geração de eletricidade significativamente maior", afirma.As gotas podem ser facilmente produzidas a granel a baixo custo, tornando o método da equipe de pesquisa amplamente aplicável, destacam os pesquisadores. A maioria das células solares baseadas em algas produzem uma energia elétrica de 20 a 30 microwatts por centímetro quadrado. A combinação de algas-gotículas NTU aumentou esse nível de geração de energia em pelo menos duas a três vezes, em comparação com o processo natural.Chen prevê a criação de "fazendas de algas", onde esses micro-organismos em crescimento poderiam eventualmente ser combinados com gotas maiores de cristal líquido para criar geradores de energia flutuantes. "As microgotas usadas em nossos experimentos têm o potencial de ser ampliadas para gotas maiores, que podem então ser aplicadas a algas fora de um ambiente de laboratório para criar energia. Embora alguns possam considerar o acúmulo de algas algo esteticamente feio, elas desempenham um papel muito importante no meio ambiente. Nossas descobertas mostram que existe uma maneira de converter o que alguns podem ver como 'biolixo' em bioenergia", conclui Chen. Veja Mais

Pesquisadores criam provador de roupas virtual, com inteligência artificial

 Pesquisadores criam provador de roupas virtual, com inteligência artificial

em - tecnologia Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Tóquio criou uma maneira de as pessoas se visualizarem vestindo peças de roupa às quais não têm acesso físico direto. O provador virtual utiliza um dispositivo de captura exclusivo e uma forma orientada por inteligência artificial (IA) para digitalizar itens de vestuário. Usando um sistema de imagem e exibição correspondente, o usuário pode se ver em uma tela com qualquer coisa do guarda-roupa digital. A tecnologia sintetiza imagens fotorrealísticas, permitindo que movimentos e detalhes, como dobras e ondulações, sejam vistos como se o indivíduo estivesse realmente usando aquela peça.O professor Takeo Igarashi, do Grupo de Pesquisa de Interface do Usuário da Universidade de Tóquio, e sua equipe exploram diferentes maneiras pelas quais os humanos podem interagir com os computadores. Eles sentiram que poderiam criar o próprio espelho digital que resolvesse algumas limitações de tentativas anteriores. A resposta é o sistema de experimentação virtual, e a equipe espera que ele possa mudar a forma como as pessoas comprarão roupas no futuro."O problema de criar um espelho digital é que o sistema precisa ser duplo", disse Igarashi. "Em primeiro lugar, é importante modelar uma ampla gama de roupas em diferentes tamanhos. Depois, é essencial que essas roupas possam ser sobrepostas de forma realista em um vídeo do usuário. Nossa solução é única na forma como funciona, usando um manequim robótico sob medida e uma IA de última geração que traduz roupas digitalizadas para visualização."Tamanhos variadosPara digitalizar roupas, a equipe projetou um manequim que pode se mover, expandir e contrair de diferentes maneiras para refletir diversas poses e tamanhos corporais. O fabricante precisa vestir esse robô com uma peça e, em seguida, permitir que ele faça uma variedade de gestos, enquanto as câmeras capturam imagens de todos os ângulos possíveis. Essas fotos são enviadas para uma máquina de IA, que aprende como traduzi-las para que funcionem também em um usuário ainda não visto. No momento, a captura da imagem de um item leva cerca de duas horas, mas, depois que alguém veste o manequim, o resto do processo é automatizado.Em seguida, vem a interação do usuário. Alguém que deseja experimentar roupas diferentes precisa ir até a loja e ficar em frente a uma câmera e uma tela. A pessoa coloca uma peça chamada vestimenta de medição, para que o computador estime como o corpo está posicionado no espaço. Conforme o usuário se move, a máquina sintetiza uma imagem plausível da vestimenta, que segue o seu movimento. A equipe reconhece que ainda há diversas limitações, mas está entusiasmada com os resultados obtidos até agora. Veja Mais

Por que algoritmos das redes sociais estão cada vez mais perigosos, na visão de pioneiro da Inteligência Artificial

 Por que algoritmos das redes sociais estão cada vez mais perigosos, na visão de pioneiro da Inteligência Artificial

em - tecnologia Stuart Russell, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, dedica-se há décadas ao estudo da Inteligência Artificial (IA), mas também é um de seus mais conhecidos críticos - ao menos do modelo de IA que ele ainda vê como "padrão" pelo mundo. Russell tem advertido que o modelo predominante de Inteligência Artificial é, em sua opinião, uma ameaça à sobrevivência dos seres humanos. Mas - à diferença dos enredos de filmes de Hollywood sobre o assunto - não porque ele ache que essas tecnologias vão se tornar conscientes e se voltar contra nós.A preocupação principal de Russell é com a forma como essa inteligência tem sido programada por seus desenvolvedores humanos: elas são incumbidas de otimizar o máximo possível suas tarefas, basicamente a qualquer custo.E, assim, tornam-se "cegas" e indiferentes aos problemas (ou, em última instância, à destruição) que podem causar aos humanos.Para explicar isso à BBC News Brasil, Russell usa a metáfora de um gênio de lâmpada atendendo aos desejos de seu mestre: "você pede ao gênio que te torne a pessoa mais rica do mundo, e assim acontece - mas só porque o gênio fez o resto das pessoas desaparecerem", diz."(Na IA) construímos máquinas com o que chamo de modelos padrão: elas recebem objetivos que têm de conquistar ou otimizar, (ou seja), para os quais encontrar a melhor solução possível. E aí levam a cabo essa ação."Mesmo que essa ação seja, na prática, prejudicial aos humanos, ele argumenta. WhatsApp, Facebook e Instagram fora do ar: como foi o pedido de desculpas de Mark Zuckerberg pelo apagão A ex-funcionária que denunciou Facebook ao Senado dos EUA Como a inteligência artificial poderia acabar com a Humanidade - por acidente "Se construirmos a Inteligência Artificial de modo a otimizar um objetivo fixo dado por nós, elas (máquinas) serão quase como psicopatas - perseguindo esse objetivo e sendo completamente alheias a todo o restante, até mesmo se pedirmos a elas que parem."Um exemplo cotidiano disso, opina Russell, são os algoritmos que regem as redes sociais - que ficaram tão em evidência nos últimos dias com a pane global que afetou Facebook, Instagram e WhatsApp durante cerca de seis horas na segunda-feira (4/10). A tarefa principal desses algoritmos é favorecer a experiência do usuário nas redes sociais - por exemplo, coletando o máximo de informações o possível sobre esse usuário e fornecendo a ele conteúdo que se adeque a suas preferências, fazendo com que ele permaneça mais tempo conectado.Mesmo que isso ocorra às custas do bem-estar desse usuário ou da cidadania global, prossegue o pesquisador. "As redes sociais criam vício, depressão, disfunção social, talvez extremismo, polarização da sociedade, talvez contribuam para espalhar desinformação. E está claro que seus algoritmos estão projetados para otimizar um objetivo: que as pessoas cliquem, que passem mais tempo engajadas com o conteúdo", pontua Russell."E, ao otimizar essas quantidades, podem estar causando enormes problemas para a sociedade."No entanto, prossegue Russell, esses algoritmos não sofrem escrutínio o bastante para que possam ser verificados ou "consertados" - dessa forma, seguem trabalhando para otimizar seu objetivo, indiferentes ao dano colateral."(As redes sociais) não apenas estão otimizando a coisa errada, como também estão manipulando as pessoas, porque ao manipulá-las consegue-se aumentar seu engajamento. Se posso tornar você mais previsível, por exemplo transformando você em uma eco-terrorista extremista, posso te mandar conteúdo eco-terrorista e ter certeza de que você vai clicar, e assim maximizar meus cliques."Essas críticas foram reforçadas nesta terça-feira (5/10) pela ex-funcionária do Facebook (e atual informante) Frances Haugen, que depôs em audiência no Congresso americano e afirmou que os sites e aplicativos da rede social "trazem danos às crianças, provocam divisões e enfraquecem a democracia". O Facebook reagiu dizendo que Haugen não tem conhecimento suficiente para fazer tais afirmações.IA com 'valores humanos'Russell, por sua vez, detalhará suas teorias a um público de pesquisadores brasileiros em 13 de outubro, durante a conferência magna do encontro da Academia Brasileira de Ciências, virtualmente.O pesquisador, autor de Compatibilidade Humana: Inteligência Artificial e o Problema de Controle (sem versão no Brasil), é considerado pioneiro no campo que chama de "Inteligência Artificial compatível com a existência humana". "Precisamos de um tipo completamente diferente de sistemas de IA", opina ele à BBC News Brasil. Esse tipo de IA, prossegue, teria de "saber" que possui limitações, que não pode cumprir seus objetivos a qualquer custo e que, mesmo sendo uma máquina, pode estar errado."Isso faria essa inteligência se comportar de um modo completamente diferente, mais cauteloso, (...) que vai pedir permissão antes de fazer algo quando não tiver certeza de se é o que queremos. E, no caso mais extremo, que queira ser desligada para não fazer algo que vá nos prejudicar. Essa é a minha principal mensagem."A teoria defendida por Russell não é consenso: há quem não considere ameaçador esse modelo vigente de Inteligência Artificial.Um exemplo famoso dos dois lados desse debate ocorreu alguns anos atrás, em uma discordância pública entre os empresários de tecnologia Mark Zuckerberg e Elon Musk.Reportagem do The New York Times aponta que, em um jantar ocorrido em 2014, os dois empresários debateram entre si: Musk apontou que "genuinamente acreditava no perigo" de a Inteligência Artificial se tornar superior e subjugar os humanos.Zuckerberg, porém, opinou que Musk estava sendo alarmista.Em entrevista no mesmo ano, o criador do Facebook se considerou um "otimista" quanto à Inteligência Artificial e afirmou que críticos, como Musk, "estavam pintando cenários apocalípticos e irresponsáveis". "Sempre que ouço gente dizendo que a IA vai prejudicar as pessoas no futuro, penso que a tecnologia geralmente pode ser usada para o bem e para o mal, e você precisa ter cuidado a respeito de como a constrói e como ela vai ser usada. Mas acho questionável que se argumente por reduzir o ritmo do processo de IA. Não consigo entender isso."Já Musk argumentou que a IA é "potencialmente mais perigosa do que ogivas nucleares".Um lento e invisível 'desastre nuclear'Stuart Russell se soma à preocupação de Musk e também traça paralelos com os perigos da corrida nuclear."Acho que muitos (especialistas em tecnologia) consideram esse argumento (dos perigos da IA) ameaçador porque ele basicamente diz: 'a disciplina a que nos dedicamos há diversas décadas é potencialmente um grande risco'. Algumas pessoas veem isso como ser contrário à Inteligência Artificial", sustenta Russell."Mark Zuckerberg acha que os comentários de Elon Musk são anti-IA, mas isso me parece ridículo. É como dizer que a advertência de que uma bomba nuclear pode explodir é um argumento anti-física. Não é anti-física, é um complemento à física, por ter-se criado uma tecnologia tão poderosa que pode destruir o mundo. E de fato tivemos (os acidentes nucleares de) Chernobyl, Fukushima, e a indústria foi dizimada porque não prestou atenção suficiente aos riscos. Então, se você quer obter os benefícios da IA, tem de prestar atenção aos riscos."O atual descontrole sobre os algoritmos das redes sociais, argumenta Russell, pode causar "enormes problemas para a sociedade" também em escala global, mas, diferentemente de um desastre nuclear, "lentamente e de modo quase invisível".Como, então, reverter esse curso?Para Russell, talvez seja necessário um redesenho completo dos algoritmos das redes sociais. Mas, antes, é preciso conhecê-los a fundo, opina.'Descobrir o que causa a polarização' Russell aponta que no Facebook, por exemplo, nem mesmo o conselho independente encarregado de supervisionar a rede social tem acesso pleno ao algoritmo que faz a curadoria do conteúdo visto pelos usuários."Mas há um grupo grande de pesquisadores e um grande projeto em curso na Parceria Global em IA (GPAI, na sigla em inglês), trabalhando com uma grande rede social que não posso identificar, para obter acesso a dados e fazer experimentos", diz Russell."O principal é fazer experimentos com grupos de controle, ver com as pessoas o que está causando a polarização social e a depressão, e (verificar) se mudar o algoritmo melhora isso.""Não estou dizendo para as pessoas pararem de usar as redes sociais, nem que elas são inerentemente más", prossegue Russell. "(O problema) é a forma como os algoritmos funcionam, o uso de likes, de subir conteúdos (com base em preferências) ou de jogá-los para baixo. O modo como o algoritmo escolhe o que colocar no seu feed parece ser baseado em métricas prejudiciais às pessoas. Então precisamos colocar o benefício do usuário como objetivo principal e isso vai fazer as coisas funcionarem melhor e as pessoas ficarão felizes em usar seus sistemas."Não haverá uma resposta única sobre o que é "benéfico". Portanto, argumenta o pesquisador, os algoritmos terão de adaptar esse conceito para cada usuário, individualmente - uma tarefa que, ele próprio admite, não é nada fácil. "Na verdade, essa (área das redes sociais) seria uma das mais difíceis onde se colocar em prática esse novo modelo de IA", afirma."Acho que realmente teriam que começar do zero a coisa toda. É possível que acabemos entendendo a diferença entre manipulação aceitável e inaceitável. Por exemplo, no sistema educacional, manipulamos as crianças para torná-las cidadãos conhecedores, capazes, bem-sucedidos e bem integrados -, e consideramos isso aceitável. Mas se o mesmo processo tornasse as crianças terroristas, seria uma manipulação inaceitável. Como, exatamente, diferenciar entre ambos? É uma questão bem difícil. As redes sociais realmente suscitam esses questionamentos bastante difíceis, que até filósofos têm dificuldade em responder."Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais