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Veja as vagas de emprego do Sine Macapá para 6 de agosto; inscrições são pela web

G1 Economia Entre as 20 oportunidades, têm funções de caseiro, pintor, salgadeiro, mestre doceiro, eletricista automotivo, ferreiro, técnico em edificações, entre outros. Sine oferece vagas para ajudante e conferente no setor de carga e descarga Marcos Sanches O Sistema Nacional de Emprego no Amapá (Sine-AP) oferta vagas de emprego em Macapá para esta quinta-feira (6). O atendimento ao público está suspenso na sede do órgão e os candidatos interessados devem encaminhar e-mail com currículo anexado. As inscrições e cadastros devem ser feitos pela internet, no e-mail sinetrabalhador@sete.ap.gov.br. As vagas estão disponíveis apenas para o dia divulgado. O atendimento do Sine por e-mail já era feito para as empresas que ofertam as vagas e agora o órgão estendeu para os interessados em enviar currículos. A alternativa, que visa compensar o tempo em que o Sine ficou fechado, deve durar até o fim do decreto de isolamento. Veja as vagas disponíveis de acordo com as solicitações das empresas, para quinta-feira: ajudante de carga e descarga de mercadoria almoxarife auxiliar técnico de engenharia (técnico em edificações) carpinteiro caseiro conferente de carga e descarga eletricista eletricista automotivo ferreiro mecânico florestal mestre de obra mestre doceiro montador de móveis pedreiro pintor promotoras de vendas salgadeiro serralheiro técnico em refrigeração automotiva vidraceiro Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá Veja Mais

Lucro líquido da AES Tietê sobe 235,7% no segundo trimestre, comparado a 2019

G1 Economia Empresa diz que reforçou sua posição de caixa no início do trimestre para enfrentar a pandemia de coronavírus, mas que "esse cenário adverso não se materializou". Localizada em Iturama, Usina de Água Vermelha está na divisa dos estados de Minas Gerais e São Paulo AES Tietê/Divulgação A elétrica AES Tietê registrou lucro líquido de R$ 119 milhões no segundo trimestre de 2020, avanço de 235,7% na comparação com igual período do ano anterior, informou a empresa nesta quarta-feira. Os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia, controlada pela norte-americana AES Corp somaram R$ 275,6 milhões no período, alta de 21,8% no ano a ano. "Nosso trimestre foi marcado pelo forte resultado operacional e financeiro e pela forte geração de caixa, refletindo nossa estratégia de crescimento do nosso portfólio 100% renovável e estratégia comercial e financeira acertadas", disse em comunicado a diretora financeira da empresa, Clarissa Sadock. Ela destacou que a AES Tietê reforçou sua posição de caixa no início do trimestre para enfrentar a pandemia de coronavírus, mas que "esse cenário adverso não se materializou". Energia solar em Uberlândia gera investimento e empregos No final de julho, a AES Corp adquiriu uma fatia do BNDESPar na empresa e passou a deter participação de 42,9% na AES Tietê, depois de um imbróglio que envolveu também a Eneva, que visava combinar negócios com a companhia brasileira. "Esse movimento promoverá as melhores práticas de governança exigidas pelo Regulamento do Novo Mercado e o esperado aumento de liquidez de nossas ações", disse Sadock, mencionando o segmento da B3 para o qual a empresa migrará. A receita líquida da AES Tietê atingiu R$ 475,2 milhões no segundo trimestre deste ano, queda de 2%, enquanto a dívida líquida da empresa registrou variação negativa de 6,3%, a R$ 2,68 bilhões. Veja Mais

Copom deixa abertura para novos cortes se governo mantiver agenda fiscal, dizem economistas

G1 Economia Com dificuldades do governo em conduzir as reformas no Congresso, expectativa dos analistas é e manutenção de juros no médio prazo. O economista Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central Pedro França/Agência Senado O comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira (5) deixa, mais uma vez, a porta aberta para cortes na taxa básica de juros, dizem economistas ouvidos pelo G1. A Selic sofreu hoje corte de 0,25 pontos percentuais, passando para 2% ao ano. A particularidade da nova carta é que a bola está, agora, com o governo. Novas reduções, diz o comitê, dependem do prosseguimento da agenda de ajustes fiscais. Copom faz novo corte e taxa Selic cai para 2% ao ano "O Copom entende que a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reconhece que, devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno", diz o comunicado do comitê. E prossegue: "Consequentemente, eventuais ajustes futuros no atual grau de estímulo ocorreriam com gradualismo adicional e dependerão da percepção sobre a trajetória fiscal, assim como de novas informações que alterem a atual avaliação do Copom sobre a inflação prospectiva." Copom volta a cortar taxa básica de juros de 2,25% para 2% ao ano Para o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, o texto é uma isca para a equipe econômica, em busca de uma sinalização mais consistente do caminho das reformas fiscais. "Como o governo não está lidando bem com esse trâmite no Congresso, a política de juros deve permanecer igual por um bom tempo", diz Vale. "O Copom deve esperar o restante desse semestre, ver como será a discussão do orçamento para 2021 e como a inflação vai estar encaminhada", afirma. "Ao menos, sinalizou que não pretende subir juros no curto, médio prazo." Dólar fecha em leve alta em dia de Copom Outro ponto importante observado pelo mercado neste momento é se o governo vai cumprir o teto de gastos. É ele que limita o crescimento das despesas da União (poderes Executivo, Legislativo e Judiciário federais) à inflação do ano anterior. Uma alteração desse regime, segundo analistas, pode provocar uma piora da percepção de risco dos investidores com a economia brasileira e alterar a política monetária. E, com a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, houve um intenso aumento de gastos governamentais para mitigar os efeitos da crise. O teto, então, passou a ser questionado. Parte dos economistas defende uma revisão da regra para que o governo consiga aumentar os investimentos públicos, incluindo o colchão de proteção social em meio à crise. Conselho Monetário define em 3,25% meta de inflação de 2023 “A preocupação dele (BC) é o teto de gastos. Como a gente está discutindo o teto, isso acaba sendo fundamental para manter o viés de mais cortes”, diz o economista-chefe da Garde Asset Management, Daniel Weeks. Um novo corte, de acordo com os economistas, não necessariamente teria de ocorrer na próxima reunião, em setembro. No comunicado desta quarta, o Copom afirma que “eventuais ajustes futuros no atual grau de estímulo ocorreriam com gradualismo adicional”, o que pode indicar que uma redução pode se dar apenas nas reuniões seguintes, a depender do quadro da economia. “O BC não ganharia nada em fechar a questão e afirmar com todas as letras de que não faria nenhum movimento de juros”, diz a estrategista da Mag Investimentos, Patricia Pereira. “A gente leu esse gradualismo adicional como um movimento que não precisa vir na próxima reunião, não precisa ser um ciclo contínuo como ele vinha fazendo.” Mercado prevê último corte pelo BC, e juros devem baixar para novo piso histórico de 2% Para Solange Srour, economista-chefe da ARX Investimentos, o mesmo vale para o caminho contrário. A permanência da estabilidade financeira não só é condição para um possível corte, como também para manutenção da Selic em patamares baixos. "É uma novidade a intenção de subir os juros se não houver a manutenção do regime fiscal e ancoragem das expectativas de longo prazo. Chamou atenção para como uma eventual quebra do regime fiscal ou um estado de calamidade ampliando poderiam ensejar alta de juros.", diz a economista. O mercado pode precificar um pequeno corte, diz ela, mas que o movimento para por aqui. "O Copom vai ser mais conservador diante da piora do cenário fiscal", diz Solange. Veja Mais

Bolsonaro sanciona lei que facilita renegociação de dívidas de empresas do Simples com a União

G1 Economia Texto autoriza 'transação tributária' para micro e pequenas empresas. Ferramenta jurídica foi regulamentada em medida provisória aprovada pelo Congresso neste ano. O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quarta-feira (05) um projeto de lei complementar que permite a micro e pequenas empresas inscritas no Simples Nacional aderir à transação tributária – uma modalidade de acordo com a Fazenda Pública – para extinguir dívidas com a União. A transação tributária, ferramenta jurídica prevista no Código Tributário Nacional (CTN), foi regulamentada em uma medida provisória enviada pelo governo no ano passado e convertida em lei pelo Congresso em abril deste ano (veja mais abaixo). “Já foram várias medidas propostas pelo governo desde o início da pandemia. Já que as atribuições das medidas restritivas, por exemplo, segundo o Supremo Tribunal Federal, couberam aos estados e municípios. Então aqui nós estamos fechando, basicamente, o leque para manutenção de empregos no Brasil”, disse Bolsonaro. O presidente assinou a sanção da lei durante uma transmissão em rede social. Ele estava acompanhado do senador Jorginho Mello (PL-SC), relator do projeto no Senado Federal, do deputado Gustinho Ribeiro (Solidariedade-SE), relator do projeto na Câmara, e do autor do projeto, Marco Bertaiolli (PSD-SP). “O micro[empreendedor] sempre estava fora. Agora toda e qualquer transação tributária que o governo resolver fazer, o micro está enquadrado. E isso é um ganho extraordinário”, afirmou Jorginho Mello. “É uma medida histórica das micro e pequenas empresas que poderão renegociar suas dívidas”, complementou Gustinho Ribeiro. O texto da medida provisória do governo, no entanto, vetava essa transação tributária no Simples Nacional até a aprovação de uma lei complementar – justamente o texto sancionado nesta querta. Medida provisória A medida provisória, convertida em lei em abril deste ano, prevê que a transação tributária seja usada na cobrança da dívida ativa da União e no contencioso tributário. Isto é, estimula a Fazenda Pública e o contribuinte a negociarem um acordo para extinguir a dívida. A lei determina como modalidades de transação as realizadas: na cobrança de créditos inscritos na dívida ativa da União, de suas autarquias e fundações públicas, ou cuja cobrança seja competência da Procuradoria-Geral da União; nos demais casos de contencioso judicial ou administrativo tributário; no contencioso tributário de pequeno valor. Para pessoa jurídica, a medida prevê descontos de até 50% sobre o crédito e parcelamento em até 84 meses. Já transação que envolva pessoa física, microempresa e empresa de pequeno porte, o desconto será de até 70% e o prazo para quitação será de 145 meses. Veja Mais

Samsung lança novo Galaxy Note para enfrentar Huawei e Apple

G1 Economia O aparelho começa a ser vendido em 21 de agosto em cerca de 70 países, com a versão básica custando US$ 999. G1 apurou que modelo ainda não tem data para chegar ao Brasil. Novo Samsung Note lançado 05 de agosto Divulgação A Samsung Electronics lançou nesta quarta-feira (5) o novo modelo do Galaxy Note, na esperança de recuperar terreno contra as rivais Huawei e Apple. O celular premium anterior da Samsung anterior foi o S20, lançado em fevereiro, mas desde então a companhia perdeu a liderança no mercado de smartphones para a Huawei, já que as pessoas estão optando por aparelhos mais baratos diante da queda da renda causada pelo isolamento social. O novo Note 20 possui tela maior e conectividade 5G, além de recursos avançados de escrita com a caneta S-Pen e acesso a mais de 100 jogos de consoles e computador através de uma conexão com serviço de nuvem do Xbox, da Microsoft. O aparelho começa a ser vendido em 21 de agosto em cerca de 70 países, com a versão básica custando US$ 999, em comparação aos US$ 949 dólares de seu antecessor. O G1 apurou que modelo ainda não tem data para chegar ao Brasil. "É um momento incerto para lançar um novo dispositivo premium, considerando os ambientes competitivos e econômicos desafiadores", disse Paolo Pescatore, analista da PP Foresight Tech. Ele acrescentou que o preço alto pode ser um obstáculo para alguns consumidores. Competição É pouco provável que usuários da Apple mudem para o novo modelo da Samsung, já que o iPhone 5G será lançado ainda este ano, dizem analistas. A Samsung teve queda anual de 29% nas vendas de smartphones no segundo trimestre, a maior retração entre as principais empresas do setor, de acordo com a empresa de pesquisa de mercado IDC. A Apple, que lançou o iPhone SE no período, teve alta de 11% nas vendas no ano, enquanto a Huawei teve queda de 5%. O mercado global de smartphones encolheu cerca de 16% em relação ao ano anterior no segundo trimestre devido às medidas de isolamento social e cautela dos consumidores, uma contração maior do que a registrada no primeiro trimestre. Segundo a IDC, uma leve recuperação pode ocorrer neste semestre. Veja Mais

Brasil importa cerca de 1 milhão de toneladas de nitrato de amônio por ano; controle é feito pelo Exército

G1 Economia Produto apontado como possível responsável pela explosão no Líbano é usado há décadas por agricultores brasileiros como fertilizante. País já teve acidentes com o produto em Cubatão (SP) e São Francisco do Sul (SC). Nitrato de amônio: produto é matéria-prima de fertilizantes e tem potencial explosivo Abisolo/Divulgação O nitrato de amônio, produto apontado como possível responsável pela explosão ocorrida em um terminal portuário do Líbano, é matéria-prima de um fertilizante comum na agricultura brasileira, utilizado há pelo menos 50 anos, especialmente na produção da cana-de-açúcar, frutas e hortaliças. Apesar disso, ele está longe de ser o adubo mais usado pelo produtor rural. Explosão no Líbano pode ter relação com fertilizante que já causou estragos nos EUA, na China e na França O Brasil é um dos líderes na produção mundial de alimentos, e a demanda dos agricultores é muito maior do que o país consegue produzir de nitrato (cerca de 500 mil toneladas por ano) e outros adubos químicos. Com isso, a maior parte dos fertilizantes precisa ser importada. Segundo levantamento feito a pedido do G1 pela consultoria especializada em agronegócio StoneX, o Brasil importou cerca de 1,2 milhão de toneladas de nitrato de amônio em 2019, cerca de 3% do que o país utiliza de fertilizantes. Nos 10 últimos anos, o volume variou acima do 1 milhão de toneladas, e o principal fornecedor tem sido a Rússia. Apesar do número parecer expressivo, o nitrato de amônio não é o tipo de fertilizante mais usado pelo agricultor brasileiro. Também de acordo com a consultoria, a liderança neste segmento é da ureia, com quase 5,6 milhões de toneladas importadas em 2019, cerca de 5 vezes mais que o nitrato. O Brasil teve em 2019 uma demanda 36,2 milhões de toneladas de fertilizantes, segundo a StoneX. Desse total, 81,5% (29,5 milhões de toneladas) veio do exterior. Veja a região portuária de Beirute, no Líbano, antes e depois da explosão de terça-feira (4) Guilherme Pinheiro/ G1 Hideraldo José Coelho, coordenador de fertilizantes do Ministério da Agricultura, diz ao G1 que, normalmente, o nitrato de amônio que é misturado na produção de fertilizantes tem uma concentração pequena, de 10% a 15%, o que diminui o risco de explosão no campo. Se a concentração de nitrato for maior que 70%, aí a responsabilidade passa a ser do Ministério da Defesa. "Tem algumas culturas que utilizam o nitrato puro, mas são aquelas de grande valor agregado, como hortaliças e frutas, mas ele é vendido em pequenas quantidades, em embalagens de cerca de 25 kg. Neste caso, todo o controle é feito pelo Ministério da Defesa", explica. Por causa de seu potencial explosivo, o controle da chegada do nitrato de amônio no Brasil é feito pelo Exército, que define as condições de transporte, manipulação e armazenamento do produto. Já ao Ministério da Agricultura cabe a fiscalização da venda de fertilizantes e da checagem de critérios de qualidade e padronização do insumo. O G1 tentou contato com o Exército para mais explicações sobre a fiscalização do nitrato de amônio, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Rigor na fiscalização Reuters sobre explosão no Líbano: investigações iniciais apontam negligência Especialistas afirmam que o Brasil é muito rígido na fiscalização do nitrato de amônio e que aumentou ainda mais o rigor após a explosão de um terminal portuário em Tianjin (China), em 2015, e em uma fábrica em Cubatão (SP), em 2017. Em 2013, houve também uma explosão em um terminal do porto de São Francisco do Sul (SC). “O critério de quem pode manusear, quem pode importar, aqui no Brasil, é muito controlado. Existem avaliações periódicas, tem documentação… a fiscalização é rigorosa”, explica o especialista em gerenciamento de risco Gustavo Cunha Mello, em entrevista à GloboNews. Equipes buscam por sobreviventes de explosão que deixou mais de 100 mortos no Líbano Segundo Mello, diferentemente do Brasil, o Líbano não tinha protocolos de segurança tão rígidos para armazenar uma quantidade tão grande de nitrato de amônio (cerca de 2,7 mil toneladas). “Os estoques (no Brasil) funcionam no esquema 'just in time', ou seja, entra e sai. Ele não fica, não acumula, é muito cara a armazenagem dele (nitrato de amônio). O que aconteceu no Líbano dificilmente acontecerá em um país desenvolvido ou no Brasil.” Onde o nitrato é manipulado Segundo especialistas, apenas uma fábrica no país, localizada em Cubatão (SP), compra e utiliza o nitrato de amônio na produção de fertilizantes. Essa unidade, inclusive, foi a que sofreu um grande incêndio em 2017, quando ainda era propriedade da Vale Fertilizantes. Segundo o Corpo de Bombeiros à época, houve vazamento de nitrato de amônio e ácido sulfúrico na atmosfera. O G1 procurou a Yara, atual proprietária da fábrica, que afirma que faz todos os testes necessários para garantir a segurança do produto e que tem um canal de comunicação aberto para que os agricultores possam procurar a empresa. “A Yara possui todas as licenças, de acordo com as regulamentações das autoridades nacionais, entre elas o Exército, e adota uma série de medidas adicionais que cobrem e suplantam os requerimentos legais previstos na legislação brasileira.” “Geralmente, (o nitrato de amônio) não fica mais que duas semanas no porto, vai depender das condições. A empresa de Cubatão trata o produto e comercializa algo mais acabado, fazendo o transporte dele por trem ou caminhão no país inteiro”, explica Fábio Rezende, da StoneX. Especialista sobre o nitrato de amônio: ‘No Brasil, é controlado pelo Exército' No Brasil, o insumo chega por navios, que podem levar até 30 mil toneladas, e viaja pelo país em caminhões que podem carregar até 40 toneladas do produto. Tudo isso passa por fiscalização. Segundo o Ministério da Agricultura, mais de 300 empresas fazem a mistura do nitrato para produzir fertilizantes, mas, neste caso, a concentração do produto é menor, com baixo risco de explosão. O nitrato de amônio na agricultura O nitrato de amônio é usado como fertilizante na agricultura desde meados da década de 1960, na chamada “revolução verde”, período em que a agropecuária se modernizou e aumentou sua produtividade. O nitrato tem como característica uma rápida absorção de nitrogênio por parte da planta, o que ajuda na expansão das raízes, tornando-a mais forte contra fatores climáticos, como a estiagem, por exemplo. E isso ajuda na produtividade da lavoura. Porém, o analista de mercado da StoneX Fábio Rezende explica que o aumento de custo de fertilizantes à base de nitrato de amônio, especialmente por ter um armazenamento difícil, tem feito o produtor rural evitar seu uso. “Ele oferece ganho de produtividade, mas tem também uma decisão econômica, vemos que o nitrato tem perdido espaço. Nos últimos anos, o uso dele caiu muito. Exatamente por conta de ser um produto explosivo, o custo da logística dele é muito grande”, afirma Rezende. Uma das atividades agrícolas que mais utilizam o nitrato de amônio são de hortaliças, frutas e a cana-de-açúcar, segundo especialistas. Por característica das plantas, esse insumo atua melhor no desempenho delas. Já na soja, principal produto do agronegócio brasileiro, não é comum o uso desse fertilizante. Professor sobre explosão em Beirute: ‘Parece uma grande detonação provocada por incêndio’ As empresas fornecedoras de insumos vendem o produto em embalagens não inflamáveis, justamente para evitar qualquer risco de explosão. Também cabe ao produtor rural guardar o produto em local adequado, longe de combustíveis ou de locais que possam gerar faíscas. “Corretamente armazenado, ele permanece estável por muito tempo. Em compensação, em grandes quantidades, se torna muito perigoso”, afirma Luiz Fernando Figueira Silva, coordenador do Laboratório de Combustão de Engenharia Mecânica da PUC-Rio, em entrevista à GloboNews. “O nitrato aquecido começa a se decompor, e isso gera uma transformação química extremamente rápida, como se fosse um explosivo de verdade.” Veja Mais

Mercado prevê último corte pelo BC, e juros devem baixar para novo piso histórico de 2%

G1 Economia Decisão será anunciada pelo Banco Central por volta das 18h desta quarta (5). Aposta em novo corte se deve à inflação baixa no país, apesar de a economia ter começado a mostrar reação. O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) se reunirá nesta quarta-feira (5) e deve reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira de 2,25% para 2% ao ano, de acordo com a estimativa da maior parte dos economistas do mercado financeiro. Se confirmado, esse será o nono corte consecutivo na taxa Selic, que atingiria o menor patamar desde 1999, quando entrou em vigor o regime de metas para a inflação. A decisão do BC será anunciada por volta das 18h. A expectativa dos analistas dos bancos é de que essa seja a última redução do ciclo de cortes da taxa de juros, iniciado em agosto de 2019, e que a taxa permaneça em 2% ao ano até setembro do ano que vem, quando voltaria a subir. Banco Central reduz Selic de 3% para 2,25% ao ano Cenário econômico Ao reduzir a taxa Selic, o BC estimula o nível de atividade. Isso ocorre em um momento de forte contração do PIB mundial, em razão da pandemia do novo coronavírus. Nas últimas semanas, indicadores apontaram para um princípio de recuperação da economia no Brasil. Em julho, o governo brasileiro manteve sua previsão para o tombo do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano em 4,7%, enquanto os economistas do mercado financeiro vêm melhorando recentemente suas estimativas. Na semana passada, previram uma queda de 5,66% para a economia neste ano. Com a forte queda da atividade econômica, a variação dos preços tem sido baixa. Em junho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou inflação de 0,26%, após dois meses de deflação. Já em doze meses até junho, o índice subiu 2,13%. O Banco Central fixa a taxa básica de juros, a Selic, com base no sistema de metas de inflação. Para este ano, a meta central é de 4%. Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Para 2021, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%. O mercado financeiro prevê que o IPCA ficará em 1,63% neste ano, isto é, abaixo do piso de 2,5% previsto pelo sistema de metas, e em 3% no ano que vem, abaixo da meta central mas dentro da banda permitida. Em análise assinada pelo seu economista-chefe, Mario Mesquita, o banco Itaú avaliou que o BC deve reduzir os juros para 2% ao ano nesta quarta-feira por conta, principalmente, de "dados recentes de inflação, que foram mais benignos do que o esperado". "O comitê [de Política Monetária do BC] deve continuar ressaltando que estamos diante de um ambiente particularmente incerto. Se, por um lado, os programas de estímulo creditício e de recomposição de renda podem mitigar a recessão, por outro, se continuarmos observando pressões desinflacionárias adicionais, isto implicará em uma tendência de redução das projeções de inflação", acrescentou. Efeitos do corte de juros Operações de crédito: ao baixar o juro básico, o BC estimula redução dos juros bancários e alta no crédito. No primeiro semestre, os bancos repassaram o corte do juro básico para suas linhas de crédito e os empréstimos subiram (também influenciados pelas linhas emergenciais do governo, para combater a pandemia do novo coronavírus). Investimentos: uma eventual nova redução da Selic também afetará aplicações financeiras como a caderneta de poupança e os investimentos em renda fixa. Se o juro básico da economia recuar para 2% ao ano nesta semana, a correção da poupança seria de 70% desse valor – o equivalente a 1,4% ao ano, mais a Taxa Referencial. Gastos com juros: em um momento de forte alta da dívida pública, por conta de gastos extraordinários com o combate à pandemia e reflexos do tombo da atividade na arrecadação federal, o processo de corte da taxa Selic diminui os gastos do governo com os juros da dívida pública, impedindo uma alta maior no endividamento. Veja Mais

Iguatemi tem redução de 23% no lucro do segundo trimestre, sob impacto da Covid-19

G1 Economia Lucro de abril a junho somou R$ 46,3 milhões, período mais agudo da crise que ainda mantém alguns de seus shoppings fechados. Shopping Iguatemi adota sistema drive thru para compras à distância em Ribeirão Preto Rafael Cautella/Shopping Iguatemi A Iguatemi teve redução no lucro do segundo trimestre, afetada pela forte queda de receitas uma vez que o seu setor de shopping centers foi um dos mais atingidos pelas medidas de isolamento social para conter a pandemia do novo coronavírus. A companhia anunciou nesta terça-feira (4) que o lucro de abril a junho, o período mais agudo da crise que ainda mantém alguns de seus shoppings fechados e a maioria com restrições de funcionamento, somou R$ 46,3 milhões, queda de 23% em relação a igual período de 2019. Lojas de shoppings em São Paulo têm queda de até 90% após reabertura, diz Alshop A receita líquida da companhia no período, de R$ 160,9 milhões, foi 14,3% menor ano a ano, refletindo reduções em todas as linhas de negócios, incluindo as de 47,8% com as taxas de administração e de 91,6% nas receitas de estacionamento. A companhia afirmou no balanço que atualmente 12 de 16 empreendimentos do portfólio estão em operação, mas com limite de capacidade entre 20% e 50%. A receita de aluguel foi apenas 2,8% menor, mas o Iguatemi usou um mecanismo de prorrogar os aluguéis com vencimento em abril para outubro. A empresa também afirmou que descontos por conta do efeito da pandemia "serão linearizados por um período de 30 meses". Flávia Oliveira: ‘Pesquisa mostra que 74% vão evitar shopping após pandemia’ Além disso, a companhia reduziu fortemente as despesas, com o total excluindo amortização e depreciação caindo 28,8%, para R$ 38,9 milhões. Esse conjunto, assim como o menor volume de impostos pagos no período, aliviou parcialmente os efeitos negativos da crise. O resultado operacional do trimestre medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) caiu 16,5%, para R$ 114,9 milhões. A margem Ebitda caiu apenas 2 pontos percentuais, para 71,4%. O Iguatemi fechou junho com uma posição de caixa de R$ 1,2 bilhão, alta de 17% em relação ao fim de 2019, refletindo a captação de R$ 300 milhões em debêntures. Com isso, a alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda subiu de 2,03 para 2,66 vezes, a R$ 1,56 bilhão. Veja Mais

Auxílio Emergencial: governo abre novo canal de contestação para quem teve benefício negado

G1 Economia Site da Dataprev também receberá requerimentos, que somam 438,5 mil cadastros em fase de reanálise. Auxílio Emergencial: site da Dataprev também receberá requerimentos de contestação Divulgação O governo federal anunciou nesta terça-feira (4) que o site da Dataprev também receberá requerimentos de contestação para quem teve pedido do Auxílio Emergencial negado. Segundo nota do Ministério da Cidadania, a plataforma é ideal para quem teve o acesso negado por razões cadastrais ou para aqueles que pretendem fazer o requerimento após atualização dos dados pessoais. Saiba como liberar a conta bloqueada no aplicativo Caixa Tem Veja o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Entre outros exemplos de quem deve procurar o serviço estão: cidadãos que completaram 18 anos recentemente; foram servidores públicos ou militares e perderam vínculo; novos desempregados que não tenham acesso a outros programas sociais, como o seguro-desemprego. De acordo com dados da Caixa Econômica Federal, 438,5 mil cadastros estão em fase de reanálise. Até o lançamento da nova ferramenta, a solicitação podia ser feita pelo site da Caixa, pelo aplicativo "Caixa - Auxílio Emergencial", e por solicitação via Defensoria Pública da União (DPU). Governo estuda prorrogar o auxílio emergencial até dezembro "Importante ressaltar que a Dataprev já está processando as contestações feitas por meio das plataformas digitais da Caixa com dados mais atualizados. Mais de 800 mil pessoas, consideradas inicialmente inelegíveis, já foram beneficiadas pela contestação através do aplicativo e começam a receber sua primeira parcela no dia 5 de agosto", diz o governo em nota. "Outras 300 mil, que tiveram o auxílio negado em função de constarem vínculo com as forças armadas ou com serviço público estadual ou municipal, também foram beneficiadas pela contestação, pois foi constatado que o vínculo não existia mais", afirma o texto. Ao todo, 66,9 milhões de pessoas receberam alguma parcela do Auxílio Emergencial. O governo estuda prorrogar o programa até dezembro de 2020. Veja Mais

Prefeitura de Ibiporã seleciona profissionais de saúde e de educação de forma temporária; inscrições são gratuitas

G1 Economia Inscrições para Processo Seletivo Simplificado (PSS) devem ser feitas até sexta-feira (7) pela internet. Aprovados serão selecionados após análise de títulos e de currículo. Processo Seletivo Simplificado está com inscrições abertas em Ibiporã Divulgação A Prefeitura de Ibiporã, no norte do Paraná, está com inscrições abertas para um Processo Seletivo Simplificado (PSS) que vai contratar farmacêutico bioquímico, enfermeiro, médicos, técnico de enfermagem, professores e educador infantil. As inscrições são de graça e devem ser feitas pelo site da prefeitura até as 17h de sexta-feira (7). De acordo com o edital, os contratos temporários serão válidos por um ano, podendo ser prorrogados pelo mesmo período. A prefeitura informou que a seleção de profissionais de saúde e de educação será realizada como forma de enfrentamento à pandemia de Covid-19. A seleção será feita por meio de análise de títulos, será avaliado a escolaridade e tempo de serviço. Os candidatos deverão inserir, no momento da inscrição, todos os comprovantes de títulos e também o currículo que comprova experiência profissional. Esses documentos originais deverão ser entregues pelos aprovados na convocação. Serão selecionados: Farmacêutico Bioquímico Enfermeiro Médico Clínico Geral Médico Ginecologia/Obstetra Médico Pediatra Médico Psiquiatra Técnico de Enfermagem Técnico em Radiologia Professor para atuar no ensino fundamental – anos iniciais – 1º ao 5º ano Professor para atuar na disciplina de Arte Professor para atuar na disciplina de Língua Estrangeira – Inglês Professor para atuar na disciplina de Educação Física Educador Infantil Os salários variam entre R$ 1.526,03 e R$ 14.290,59, conforme o cargo desejado. A classificação provisória está prevista para ser divulgada às 17h de segunda-feira (10), pelo site da prefeitura. O resultado final deve ocorrer no dia 12 de agosto, às 17h. Veja Mais

Venda de veículos sobe 31% em julho, diz Fenabrave

G1 Economia Foram 174.498 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus emplacados no mês, contra 132.826 em junho. Venda de veículos novos em imagem de arquivo Fábio Tito/G1 A venda de veículos subiu 31,3% em julho no Brasil, informou a associação das concessionárias, a Fenabrave, nesta terça-feira (4). Foram 174.498 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus emplacados no mês, contra 132.826 em junho. T-Cross passa Onix e é o carro mais vendido em julho; veja o top 10 Na comparação com julho de 2019, porém, houve queda de 28,3%. Um ano antes o setor alcançou 243.599 unidades naquele mês. “Podemos observar que o mercado vem, gradativamente, se ajustando ao ‘novo normal’ e o índice de confiança começa a melhorar, principalmente, quando vemos uma retração menor do que a esperada nos números de desemprego e melhores níveis de aprovação cadastral para financiamento de veículos”, destacou Assumpção Júnior Jr., presidente da Fenabrave. O acumulado chegou a 983.254 unidades no corrente ano, o que representa baixa de 36,6% em relação ao mesmo período de 2019. De janeiro a julho de 2019, as concessionárias comercializaram 1.551.709 de veículos. A reportagem está sendo atualizada Produção Industrial sobe quase 9% em junho Veja Mais

Autoridades da Argentina monitoram ao menos 6 nuvens de gafanhotos

G1 Economia Nuvem mais próxima ao Brasil foi praticamente eliminada e oferece poucos riscos às lavouras. Outras 5 nuvens se encontram no norte argentino e não devem chegar em território brasileiro nesta semana. Autoridades localizam nova nuvem de gafanhotos na Argentina Técnicos do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina monitoram pelo menos 6 nuvens de gafanhotos espalhadas pelo país. Segundo Hector Medina, responsável do Senasa pelo monitoramento dos insetos, das 6 nuvens, 1 já está controlada – que é a que está mais próxima do Brasil. Initial plugin text Initial plugin text A última nuvem a chegar em território argentino, assim como as outras, entrou pelo Paraguai neste fim de semana. A concentração está localizada no norte argentino, e os insetos continuam longe do Brasil, a uma distância de cerca de 900 km. Initial plugin text Situação das nuvens Das 6 nuvens, apenas uma – a primeira – está mais próxima do Brasil, a cerca de 90 km do Rio Grande do Sul, porém os argentinos já eliminaram mais de 80% dos insetos após a aplicação de agrotóxicos. Hoje, o potencial de estrago dela é baixo e o provável destino da nuvem é o Uruguai. Nuvem de gafanhotos: saiba como argentinos estão exterminando essa ameaça às plantações Agora, a que mais preocupa é uma de 20 km², que tem aproximadamente 800 milhões de gafanhotos, também localizada ao norte da Argentina. Pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas fizeram projeções que indicam que essas outras 5 nuvens estão no norte da Argentina e não devem chegar ao Brasil nesta semana. Veja Mais

Preços dos imóveis acumulam alta real de 0,93% no ano, aponta FipeZap

G1 Economia Em julho, preço de venda dos imóveis residenciais em 50 cidades monitoradas avançou em média 0,28%. O preço de venda dos imóveis residenciais em 50 cidades monitoradas avançou em média 0,28% em julho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (4) pela FipeZap. A variação ficou abaixo da alta esperada para a inflação no período, de 0,36% - resultando em queda de 0,08% no preço real dos imóveis, caso a taxa de inflação seja confirmada. De janeiro a julho, no entanto, os preços de venda dos imóveis residenciais tiveram alta acumulada de 1,39%, ante inflação de de 0,46%. Se a variação do IPCA de julho for confirmada, os preços dos imóveis terão alta real (considerada a inflação) de 0,93%. Nos últimos 12 meses, o valor dos imóveis acumula alta nominal de 1,13%, e uma queda real de 1,15%. Maiores altas e baixas nas capitais Dentre as 16 capitais monitoradas pelo Índice FipeZap, as que apresentaram maior elevação de preço médio no último mês foram: Brasília (+1,92%) Belo Horizonte (+0,60%) João Pessoa (+0,51%). Já as maiores quedas foram: Recife (-1,72%) Campo Grande (-0,12%) Rio de Janeiro (-0,10%) Preço médio de venda O preço médio dos imóveis chegou a R$ 7.328 por metro quadrado (m²) entre as 50 cidades monitoradas. Rio de Janeiro se manteve como a capital monitorada com o preço do m² mais elevado (R$ 9.313/m²), seguida por São Paulo (R$ 9.167/m²) e Brasília (R$ 7.635/m²). Já entre as capitais monitoradas com menor valor médio de venda residencial por m², foram Campo Grande (R$ 4.251/m²), Goiânia (R$ 4.3209/m²) e João Pessoa (R$ 4.334/m²). Veja Mais

Petróleo fecha em alta, impulsionado por indicadores econômicos dos EUA

G1 Economia O contrato futuro do WTI para setembro terminou a sessão em alta de 1,84%, a US$ 41,01 o barril, já os preços do Brent para outubro fecharam em alta de 1,44%, a US$ 44,15 o barril. Os preços do petróleo ganharam impulso após a divulgação dos índices de gerentes de compras (PMIs, na sigla em inglês) dos Estados Unidos e encerraram a segunda-feira (3) com ganhos. Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), o contrato futuro da referência americana do West Texas Intermediate (WTI) para o mês de setembro terminou a sessão em alta de 1,84%, a US$ 41,01 o barril. Já os preços do Brent, a referência global, para entrega no mês de outubro fecharam em alta de 1,44%, a US$ 44,15 o barril, na ICE, em Londres. Fábrica de refino de petróleo no Texas nesta segunda-feira (20) Mark Felix/AFP O Instituto para Gestão da Oferta divulgou, hoje, que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial subiu para 54,2 pontos em julho, avançando em relação aos 52,6 pontos da leitura anterior, de junho. A leitura superou a expectativa dos analistas consultados pelo "Wall Street Journal", de 53,6 pontos, no período, e indica o terceiro mês consecutivo de expansão do setor, após uma contração em abril. O PMI industrial da Markit, por sua vez, subiu para 50,9 pontos em julho, de 49,8 em junho, mostrando expansão do setor pela primeira vez desde o colapso da atividade industrial causado pela pandemia de covid-19. A perspectiva de recuperação na manufatura americana deu tração aos preços da commodity, que ganharam força a partir da divulgação do indicador. Outro dado bem recebido pelos investidores foi a desaceleração no número de novas infecções da doença nos EUA. O país reportou pouco mais de 47 mil novos casos do novo coronavírus no domingo (2), o menor aumento diário em quase quatro semanas, após um número recorde de novas infecções no mês de julho. EUA entram em ‘nova fase’ da pandemia de Covid-19, segundo especialista da Casa Branca Oferta Entretanto, os profissionais do mercado de petróleo seguem monitorando a possibilidade de uma alta na oferta da commodity nos próximos meses. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, um grupo conhecido como Opep +, concordou, no início de julho, em relaxar as restrições de produção a partir do mês de agosto. Houve acerto entre os membros do grupo para diminuir a restrição de oferta vigente, de 9,7 milhões de barris por dia, que vigora desde maio, para 7,7 milhões de barris por dia a partir de agosto e até o fim do ano. "Os investidores estão preocupados com o fato de o aumento da produção reverter a recente recuperação de preços do petróleo, especialmente porque os casos de coronavírus continuam a aumentar em todo o mundo e a demanda por energia permanece reduzida", disse Mihir Kapadia, executivo-chefe da Sun Global Investments, em nota. Veja Mais

Balança comercial tem superávit de US$ 8,06 bilhões em julho, maior saldo mensal desde 1989

G1 Economia Resultado foi divulgado nesta segunda pelo Ministério da Economia e é o recorde da série histórica. Comparado a julho de 2019, mês teve queda em exportações e importações. A balança comercial registrou superávit de US$ 8,06 bilhões em julho, informou o Ministério da Economia nesta segunda-feira (3). O superávit é registrado quando as exportações superam as importações. Se ocorre o contrário, é registrado déficit comercial. Segundo o governo, esse é o maior superávit comercial para um único mês desde o início da série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Índustria e Comércio (hoje fundido à Economia), com início em 1989. Em relação a julho do ano passado, houve um aumento de 237% no saldo comercial. Em julho do ano passado, o superávit foi de US$ 2,391 bilhões. Apesar do resultado positivo na balança ter sido maior do que o registrado em julho do ano passado, houve queda nas exportações e nas importações. Com relação à média por dia útil, as exportações caíram 2,9% e as importações caíram 35,2%. No acumulado do ano, o governo informou que a balança tem saldo positivo de US$ 30,383 bilhões, valor 8,2% maior do que o registrado em no mesmo período de 2019. A "corrente de comércio", que indica a soma de exportações e importações, caiu 18% em relação a julho do ano passado, somando US$ 31,072 bilhões. A corrente de comércio é considerada um importante termômetro da atividade econômica. De janeiro a julho, as exportações somaram US$ 121,286 bilhões, uma queda de 6,4% na média diária em relação ao mesmo período de 2019, e as importações somaram US$ 90,902 bilhões, uma queda de 10,5%. Para o ano, a previsão do governo é de queda de 10,1% nas exportações e 17% nas importações. Ipea aponta propostas para acelerar a economia após a pandemia Exportações e importações Segundo dados do Ministério da Economia, o valor total das exportações foi de US$ 19,566 bilhões e as importações somaram US$ 11,506 bilhões. Em julho, o setor agropecuário teve alta de 17,3% nas exportações, levando em consideração a média diária. As vendas da indústria extrativa também cresceram 1,5%. Já as exportações da indústria de transformação caíram 12%. Nas importações, houve queda em todos os setores analisados: Indústria extrativa: -62,7% Indústria de transformação: -33,6% Agropecuária: -6,5% Segundo o secretário de comércio exterior do Ministério da Economia, Lucas Ferraz, as exportações foram impulsionadas pelas vendas de produtos agropecuários destinadas ao continente asiático. Já as exportações de produtos industriais são direcionadas principalmente para a Europa, Estados Unidos e Argentina, que ainda não sofrem com os efeitos da crise provocada pela pandemia da Covid-19. "Isso ajuda a explicar, talvez, a performance negativa das exportações industriais. São produtos mais sujeitos à renda, e nossos principais destinos dessas exportações são Estados Unidos, Europa e Argentina, que são regiões que ainda sofrem muito os abalos da crise. A Argentina já vinha apresentando um desempenho sensível e nesse momento, se agrava mais por conta da Covid”, disse. Veja Mais

Receita Federal lança canal de atendimento no Telegram para serviços relacionados ao CPF

G1 Economia Cidadão poderá atualizar os dados, pedir segunda vida do documento, entre outros serviços. Telegram, aplicativo de mensagens. Divulgação/Telegram A Receita Federal informou que, a partir desta segunda-feira (3), é possível conseguir atendimento de serviços relacionados ao CPF pelo aplicativo de mensagens Telegram. Com a ferramenta, o cidadão poderá pedir: Atualização/alteração de dados e Regularização de CPF; Segunda via de CPF; Informação do número do CPF; Consulta à situação cadastral; Consulta ausência de DIRPF (exercício omisso). Para solicitar o serviço, a pessoa deverá acessar o canal "ReceitaFederalOficial", interagir com a ferramenta, enviando todas as informações e documentos mínimos exigidos para que o órgão faça a análise da solicitação e conclua o atendimento. "Essa medida contribui, ainda, para evitar que as pessoas se desloquem para alguma unidade de atendimento presencial, preservando a saúde dos servidores e cidadãos, evitando a aglomeração e a propagação do vírus Covid-19", diz a Receita Federal, em nota. Segundo a Receita, o novo canal de atendimento utiliza tecnologia conhecida como chatbot, que realiza o atendimento virtual e simula um conversação por meio de chat. A iniciativa busca dar maior agilidade no atendimento ao cidadão sem a necessidade de interagir pessoalmente com um servidor. VÍDEO: quem é o milionário russo que criou o Telegram Fantástico revela quem é o milionário russo que criou o Telegram Veja Mais

Educação Financeira #100: entenda se é hora de investir em imóveis

G1 Economia Com taxas de juros e inflação em baixa, a compra e venda de apartamentos voltou à pauta. A taxa de juros em mínimas históricas derruba o preço de financiamentos, que aumentaram 30% no primeiro trimestre de 2020. A inflação em baixa também torna rentável a revenda de imóveis na planta. Seria este o retorno do mercado imobiliário como ambiente de investimentos? O G1 conversou com Danilo Igliori, economista-chefe do Grupo Zap, para dar um contexto da trajetória dos imóveis como investimento no Brasil. Falamos também com Camilla Dolle, analista de renda fixa da XP Inc, para saber que alternativas o investidor conservador pode recorrer para manter liquidez. Afinal, a crise do coronavírus ensinou a importância de ter acesso fácil ao que se acumula de patrimônio. O que são podcasts? Podcasts são episódios de programas de áudio distribuídos pela internet e que podem ser apreciados em diversas plataformas - inclusive no G1, no GloboEsporte.com e no Gshow, de modo gratuito. Os conteúdos podem ser ouvidos sob demanda, ou seja, quando e como você quiser! Geralmente, os podcasts costumam abordar um tema específico e de aprofundamento na tentativa de construir um público fiel. Logo podcast Educação Financeira - matéria Comunicação/Globo Veja Mais

Corte de energia por falta de pagamento da conta volta a ser permitido

G1 Economia Para famílias de baixa renda, porém, a interrupção do fornecimento de energia segue proibida até o fim do ano. Os cortes de energia de clientes com pagamento atrasado voltaram a ser permitidos no país após mais de 4 meses de proibição, segundo medida da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A resolução que proibia a suspensão do serviço começou a valer em março por causa da pandemia de coronavírus, chegou a ser prorrogada pelo governo, e teve validade até 31 de julho. Os cortes estão autorizados a acontecer desde 1º de agosto, mas a Aneel explica que lei federal proíbe "efetuar cortes por falta de pagamento às sextas, aos sábados, domingos, feriados e dias que antecedem feriados". Segundo a agência, os cortes de energia voltam a ser permitidos a partir dessa semana, mas a distribuidora deve enviar ao consumidor nova notificação sobre existência de pagamentos pendentes, ainda que já tenha encaminhado em período anterior para o mesmo débito. Quais consumidores não poderão ter a energia cortada? Importante destacar que para as famílias de baixa renda, o corte de energia elétrica por falta de pagamento segue proibido até o fim do ano, conforme decisão anunciada no dia 21 de julho pela Aneel. Essa prorrogação vale apenas para os consumidores enquadrados como "baixa renda", beneficiados pela Tarifa Social de Energia Elétrica. Além das famílias mais pobres do país, a regra vale para: consumidores que não estejam recebendo a fatura impressa; consumidores em locais onde não há posto de arrecadação, como lotéricas e instituições financeiras; consumidores que dependem de equipamentos elétricos essenciais à preservação da vida. A Aneel também aprovou um calendário de retomada de a partir de 1º de agosto, desde que haja aval das autoridades locais de saúde. A lista inclui o atendimento presencial e a entrega da fatura impressa. Até o dia 31 de agosto, as empresas também devem retomar os serviços solicitados pelos consumidores, como ressarcimento por danos em equipamentos. Moradores que não pagarem conta de energia podem ter fornecimento cortado Veja Mais

De biomédico a motorista, região de Piracicaba tem 140 vagas de emprego nesta segunda

G1 Economia Há opções para alfabetizados, trabalhadores com ensino fundamental e médio e com cursos específicos. Os postos de atendimento ao trabalhador de Piracicaba (SP), de Santa Bárbara d’Oeste (SP) e de Limeira (SP) oferecem 140 vagas de emprego com carteira assinada nesta segunda-feira (3). – Confira, abaixo, a relação completa de vagas. Há opções para alfabetizados, trabalhadores com ensino fundamental e médio, além de pessoas com cursos específicos. As vagas podem ser encerradas sem aviso prévio. Entre as oportunidades, estão biomédico, cozinheira, fiscal de caixa e motorista. Devido à pandemia de coronavírus, em Piracicaba, os interessados nas vagas devem ligar para o telefone (19) 3437-2221 e informar a vaga de interesse, o número do CPF e o e-mail. Já em Santa Bárbara d’Oeste, os candidatos devem ligar no telefone (19) 3499-1015 ou enviar um e-mail para empregos@santabarbara.sp.gov.br, com o currículo anexo e a oportunidade que vai se candidatar. Em Limeira, o atendimento é feito por meio do e-mail pat@limeira.sp.gov.br, ou pelo telefone (19) 3404-6510, de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 16h. Confira as opções de cada cidade: Piracicaba Semtre em Piracicaba Carol Giantomaso/G1 Vagas para alfabetizados Cozinheiro Vagas para ensino fundamental Empacotador (PCD) Empregada doméstica Laboratorista Motorista carreteiro Padeiro Pintor de construção civil Vagas para ensino médio Agente de crédito Atendente de lanchonete Atendente em restaurante Auxiliar de cozinha Auxiliar de pateleiro Encarregado de seção de perecíveis Vagas que exigem cursos Assistente de produção: curso de PPCP Desenhista: curso Tekla e Autocad Mecânico de refrigeração: curso da área Vagas que exigem curso superior Biomédico Santa Bárbara d'Oeste Desenvolve Santa Bárbara fica em shopping na Rua do Ósmio Comunicação/Prefeitura de Santa Bárbara d'Oeste Vagas para alfabetizado Acabador Açougueiro Ajudante de cozinha Ajudante de obras Auxiliar de cozinha Camareiro Confeiteiro Cozinheiro Empacotador Gesseiro Marceneiro Motorista carreteiro rodoviário Padeiro Pedreiro Serralheiro esquadria alumínio Vagas para ensino fundamental Cortador Encanador predial/industrial Revisor de tecido Telhadista Vagas para ensino médio Atendente (PCD) Auxiliar de produção (PCD) Auxiliar de marketing Auxiliar fiscal Balconista de açougue Balconista de frios Balconista de padaria Desenhista de arte final Encarregado de loja Encarregado de produção (confecção) Enfestador de tecidos Fiscal de caixa Gerente Inspetor de qualidade Líder de açougue Líder de hortifrúti Líder de mercearia Líder de padaria Mestre de obras Operador de acabamento Orçamentista Serralheiro Serviços externos Subgerente Vendedor Vendedor especialista Vagas que exigem cursos Inspetor de qualidade: curso de qualidade Jardineiro: curso de jardinagem Montador de acessórios automotivos: curso de mecânico automotivo Oficial de manutenção técnica: curso de eletricista Operador de pá carregadeira: curso de pá carregadeira Torneiro de produção: curso de produção Limeira Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de Limeira Eduardo Zanzirolamo/ Secretaria de Comunicação Social de Limeira Vagas para ensino fundamental Auxiliar de fabricação Cuidadora de idosos Emplacador de autos Motorista carreteiro Serralheiros Vagas para ensino médio Caldeireiro Vagas que exigem curso superior Suporte técnico em sistema de folha de pagamento Veja mais notícias da região no G1 Piracicaba Veja Mais

Missão histórica: astronautas americanos voltam à Terra após dois meses em órbita

G1 Economia Veja lista de vídeos sobre a primeira viagem tripulada em nove anos dos EUA. Veja lista de vídeos sobre a primeira viagem tripulada em nove anos dos EUA. Veja Mais

Em sete anos, PIB per capita cai e brasileiro fica 11% mais pobre

G1 Economia Entre 2013 e 2020, PIB per capita do do Brasil deve recuar R$ 8.519 para R$ 7.559 e encolher 11,3%, de acordo com dados da consultoria LCA. Em um período de sete anos, o brasileiro caminha para ficar cerca de 10% mais pobre. A recessão observada entre o fim de 2014 e 2016, a lenta retomada da economia dos anos seguintes e a recente crise provocada pelo coronavírus fizeram o Brasil perder parte da sua riqueza. Entre 2013 - último ano de crescimento mais robusto da economia - e o fim de 2020, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita passará de R$ 8.519 para R$ 7.559 e terá encolhido 11,3% no período, de acordo com cálculos da consultoria LCA. "A realidade é muito mais triste do que apenas esse dado. Nesse período, a média de crescimento do mundo foi de 4% ao ano", diz o economista da LCA Cosmo Donato. "É preciso levar em conta também o que o país deixou de crescer, sobretudo na comparação com os emergentes. O buraco é mais embaixo." Renda em queda Economia G1 O PIB per capital é a soma de tudo o que país produz dividido pela população e funciona como um importante termômetro para avaliar a riqueza de uma nação. Ele sobe quando a atividade econômica avança num ritmo mais rápido do que o crescimento populacional. O levantamento da LCA leva em conta estimativas para o PIB trimestral e utiliza a média móvel de quatro trimestres, o que permite uma comparação mais justa. Nos últimos anos, a economia brasileira enfrentou uma combinação de muita dificuldade. Entre o fim de 2014 e 2016, o país observou uma forte recessão causada por vários desequilíbrios macroeconômicos e pela turbulência política durante o governo Dilma Rousseff. Nos três anos seguintes, houve apenas uma tímida retomada, incapaz de apagar todos os estragos. Agora, a crise provocada pelo coronavírus se tornou mais um componente desse período conturbado. Em 2020, os analistas consultados pelo relatório Focus, do Banco Central, estimam uma queda do PIB de 5,77%. "A crise de 2015 e 2016 foi bastante profunda. Houve uma retração do PIB de 7% e só recuperamos metade disso mais ou menos", diz o sócio e economista da Kairós Capital, André Loes. "O final do ano passado prometia uma aceleração para este ano, talvez o país fosse crescer entre 2% e 2,5%, mas aí veio pandemia", afirma. Previsão para o PIB melhora, mas ainda é de queda Mobilidade interrompida O empobrecimento do Brasil também fica evidente quando se analisa o comportamento socioeconômico do país. Depois de ver o "boom" da chamada classe C no final da década passada e no início desta, o país tem registrado uma leve piora da mobilidade social nos últimos anos, de acordo com um levantamento feito pela Kantar. Em 2014, 27,5% dos lares brasileiros integravam a classe A e B. Ao fim deste ano, esse grupo deve recuar para 26,3%. Nesse período, a classe E vai passar de 24,7% para 25,2% dos lares. "No passado, muitas pessoas da classe D e E migraram para a classe C. Desde 2016, não existe mais esse movimento", diz o diretor de serviço ao cliente e novos negócios da Kantar, David Fiss. "E o que a gente começa a ver neste ano, como efeito da crise, é uma perda de importância de classe A/B e C e um crescimento da classe D/E." Melhora interrompida Economia G1 Desemprego em alta O desemprego tem sido uma das consequências mais perversas do desempenho ruim da economia e ajuda a explicar o empobrecimento do país. No ano passado, o mercado de trabalho até apresentou um esboço de melhora, mas muito calcado na informalidade. A crise provocada pelo coronavírus, no entanto, abortou qualquer expectativa de retomada. Em maio, a taxa de desocupação ficou em 12,9%. E a expectativa é que os números piorem ao longo dos próximos meses. Demitido há seis meses, o vigilante Wesley dos Santos Lima, de 29 anos, encara o desemprego pela segunda vez em pouco tempo - entre 2016 e 2017 também ficou sem trabalhar por sete meses. "A gente é aquele tipo de pessoa que tem de trabalhar ou fazer um bico para ter alguma coisa melhor na nossa casa", diz. Wesley e a esposa ficaram desempregados na crise e reduziram gastos Acervo pessoal Casado e com um filho de cinco anos, Wesley também viu a esposa perder o trabalho por causa da pandemia. Sem a renda do trabalho, a família teve de cortar itens supérfluos para ajustar seu orçamento. "Não temos contas atrasadas, damos prioridade para este pagamento" afirma. "Mas fizemos alguns cortes do que compramos e também no lazer." Wesley viveu quatro meses com recursos do seguro-desemprego e agora tenta uma recolocação num momento de bastante dificuldade da economia. "Há alguns anos eu via mais potencial de trabalho, principalmente na área de segurança. Mas agora, com a pandemia, está mais complicado." Agenda de curto e longo prazo Um enriquecimento do Brasil exige uma agenda de curto e longo prazo. No curto prazo, os analistas indicam que o país tem de mostrar, sobretudo, um comprometimento com a parte fiscal para evitar uma desconfiança dos investidores. Com a pandemia, o governo teve de aumentar os gastos para mitigar os efeitos da crise, o que vai elevar o endividamento do Brasil. Segundo analistas, será preciso retomar as medidas de ajustes depois que a pandemia for superada – o país já entrou nessa crise com um nível de endividamento bastante elevado para um país em desenvolvimento. "O país tem de passar rapidamente para o modo austeridade", diz Loes. "O Brasil tinha começado a debelar o crescimento da dívida, mas ela vai subir para algo como 97% do PIB este ano", afirma. Em 2019, a dívida bruta do Brasil correspondeu a 75,8% do PIB. No médio e longo prazo, a agenda do Brasil passa por medidas que envolvam a melhora da produtividade para permitir um maior crescimento potencial da economia. São necessárias, portanto, medidas que facilitem o ambiente de negócios com o objetivo de melhorar o quadro de investimentos, por exemplo, e investir na educação para ter uma mão de obra mais qualificada. "Medidas que facilitem o investimento vão fazer que esse mesmo trabalhador mais bem treinado, com melhor educação, produza mais, e o nosso PIB per capita vai crescer", afirma Loes. Veja Mais

Filas para receber Auxílio Emergencial no Rio começaram na madrugada

G1 Economia Em Campo Grande, na Zona Oeste, fila deu a volta no quarteirão. Beneficiados chegaram cedo também para tentar resolver problemas nas contas. Nascidos em fevereiro e março fazem fila nas agências da Caixa para sacar o auxílio Terminou ao meio-dia deste sábado (1º) o atendimento na Caixa Econômica Federal para o pagamento da quarta parcela do Auxílio Emergencial. Desta vez, os beneficiados foram os nascidos em fevereiro e março. Nas agências do Rio, as filas começaram na madrugada. Saiba como liberar a conta bloqueada no aplicativo Caixa Tem Veja o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial Tire dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL No estado, 83 agências abriram as portas excepcionalmente. Só na capital, foram 34 agências em 30 bairros diferentes. Os trabalhadores nascidos em janeiro que tiveram o crédito do saque emergencial do FGTS e que não movimentaram a conta Poupança Social Digital ou que tenham saldo remanescente também puderam sacar o benefício em dinheiro neste sábado. Na agência de Campo Grande, na Zona Oeste, a fila deu a volta no quarteirão. E com tanta gente, foi difícil manter o distanciamento social. Por volta das 7h45, um fila já se formava no Méier Reprodução/TV Globo Mesmo com o reforço no atendimento, muita gente madrugou para sacar o benefício. Mas teve também quem procurasse a Caixa para resolver problemas no cadastro. A costureira Claudete Pestana Rocha foi para a fila às 5h30. Ela foi tentar desbloquear sua conta. "Já vim umas três ou quatro vezes e não resolvi nada. E agora tenho que enfrentar a fila. Tenho que comprar as coisas. O dinheiro que é nosso e a gente tem que passar por isso tudo", reclamou Claudete, quando estava na fila, antes de resolver o problema. O ambulante Ramon dos Santos Dias saiu aliviado da agência. "Até que enfim consegui. Estava precisando. Há pouco tempo agora acabou tudo dos meus filhos, tudo tudo mesmo. Estava com duas parcelas bloqueadas. Hoje, graças a Deus, consegui desbloquear e pegar o auxílio emergencial para compra as coisas para o meu filho", disse o ambulante. Auxílio Emergencial O Auxílio Emergencial poderá ser sacado em caixas eletrônicos, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui. Também poderá ser transferidos para contas de quaisquer bancos, de acordo com o ciclo 1 do calendário de pagamentos. Esses ciclos de crédito em contas e liberação de dinheiro para saque seguirão até dezembro, com o pagamento de cinco parcelas para quem já era cadastrado no Cadúnico e para quem se cadastrou pelo aplicativo da Caixa ou pelo site do Auxílio Emergencial. Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do Auxílio Emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br. Veja Mais

Auxílio Emergencial: Caixa libera saques e transferências de novas parcelas para 7,4 milhões neste sábado; veja quem pode sacar

G1 Economia Para os trabalhadores que receberam a primeira parcela até maio (primeiro e segundo lotes de aprovados), serão liberados saques e transferências de duas parcelas na mesma data. Banco abre 717 agências para atendimento. A Caixa Econômica Federal (CEF) libera neste sábado (1º) saques e transferências de novas parcelas do Auxílio Emergencial para 7,4 milhões de beneficiários do programa nascidos em fevereiro e março, e inscritos por meio do site e do aplicativo ou aprovados que fazem parte do Cadastro Único, mas não estão no Bolsa Família. Saiba como liberar a conta bloqueada no aplicativo Caixa Tem Veja o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Esses beneficiários receberam a ajuda de R$ 600 em conta poupança social digital da Caixa, e já podiam usar os recursos para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual.(veja nos calendários mais abaixo). Para os trabalhadores que receberam a primeira parcela até maio (primeiro e segundo lotes de aprovados), serão liberados na mesma data os saques e transferências das duas últimas parcelas creditadas na poupança social. Para o público do Bolsa Família, a quarta parcela do benefício terminou de ser paga nesta sexta (31). Os pagamentos para esse grupo são feitos da mesma forma que o Bolsa. A Caixa Econômica Federal abre neste sábado 717 agências, das 8h às 12h, para atendimento aos beneficiários do Auxílio Emergencial - veja aqui a lista de agências. VEJA QUEM PODE SACAR A PARTIR DESTE SÁBADO: 7,4 milhões de trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app, nascidos em fevereiro e março, poderão sacar ou transferir: - aprovados no primeiro lote poderão sacar a terceira e a quarta parcelas; - aprovados no segundo lote poderão sacar a segunda e a terceira parcelas; - aprovados no terceiro e quarto lotes poderão sacar a segunda parcela; e - novos aprovados poderão sacar o primeiro pagamento Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br. Beneficiários do Auxílio Emergencial formam filas na Caixa Econômica, em Campina Grande Calendários de pagamento Veja abaixo os calendários de pagamento da parcela atual. Clique aqui para ver o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial. BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Bolsa Família, Parcela 4 Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Lote 1, Parcela 4 Economia G1 Lote 2, Parcela 3 Economia G1 Lotes 3 e 4, Parcela 2 Economia G1 Lote 5, Parcela 1 Economia G1 Veja Mais

Petrobras está preparada para cenário de preço baixo do petróleo, diz Castello Branco

G1 Economia Segundo o presidente da estatal, pandemia provocada pelo coronavírus ainda traz uma série de incertezas para a cotação do petróleo. O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou nesta sexta-feira (31) que a companhia está preparada para lidar com um cenário de preço baixo do petróleo. Cerimônia de posse de Roberto Castello Branco como presidente da Petrobras, no Edifício Sede da companhia, no Rio de Janeiro Sergio Moraes/Reuters Com a crise provocada pela pandemia, a cotação do petróleo despencou neste ano e afetou o desempenho da Petrobras. Na quinta-feira (30), a companhia informou que registrou prejuízo de R$ 2,7 bilhões no segundo trimestre. "Não podemos esperar por preços mais altos de petróleo para resolvemos nossos problemas", afirmou Castello Branco em entrevista coletiva. "Estamos preparados para um ambiente de preços mais baixos do que os atuais para poder sobrevier e continuar a gerar valor." Segundo Castello Branco, a pandemia de coronavírus ainda traz um série de incertezas para o desempenho da atividade global e, consequentemente, para a cotação do petróleo. "Fazer previsões sobre preço de petróleo, especialmente para os próximos meses, é extremamente difícil", disse. "Apesar de uma aparente melhoria, existem muitas incertezas. Vamos lembrar que estamos vivendo uma recessão global. A Covid-19 ainda está presente não só no Brasil, mas em diversos países. Ela não foi dominada e ainda é um risco que impõe limitações para a atividade econômica." PIB dos EUA sofre forte queda por causa da pandemia A crise provocada pelo coronavírus já fez a Petrobras revisar o preço de vários de seus ativos. No primeiro trimestre, quando registrou prejuízo de R$ 48,5 bilhões, a empresa reconheceu R$ 65,3 bilhões em impairments. A estatal voltou a reforçar nesta sexta-feira que segue com as metas de reduzir o seu endividamento para US$ 60 bilhões e de promover um desinvestimento de US$ 20 a US$ 30 bilhões, mesmo com a cotação mais baixa do petróleo. Veja Mais

A misteriosa operação de hackers contra a maior aliança militar do mundo

G1 Economia Relatório detalhou campanha que é feita contra a Otan; não há confirmação sobre quem estaria por trás desse esforço. Um tanque britânico fotografado em um exercício da Otan na Letônia em junho Reuters/BBC Hackers invadiram sites verdadeiros de imprensa e publicaram notícias falsas com o objetivo de desacreditar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), maior aliança militar do mundo. O alerta foi feito pela empresa de segurança online FireEye. A campanha de desinformação, apelidada de "ghostwriter", acontece desde 2017 em países como Lituânia, Letônia e Polônia. Ela favorece os interesses russos, que vive constantes atritos com a Otan, mas não há nenhuma confirmação sobre quem está por trás das mensagens. A campanha de desinformação usa "textos falsificados de notícias, citações, correspondências e outros documentos feitos para parecerem que vieram de oficiais militares e figuras políticas nos países que são alvos", disse a FireEye. Em outros casos, notícias falsas foram publicadas em sites de imprensa sem a permissão dos mesmos. Órgãos de imprensa costumam usar um sistema de administração de conteúdo chamado de CMS para lidar com a grande quantidade de artigos publicados. Os hackers aparentemente conseguiram acesso ao CMS de alguns sites e substituíram artigos antigos com o seu próprio conteúdo, postando notícias falsas. Eles então tentavam disseminar as notícias falsas pelas redes sociais antes que o conteúdo fosse removido. Em um exemplo do ano passado, um site de notícias da Lituânia publicou um artigo falso que dizia que soldados alemães haviam profanado um cemitério judeu. Em outro caso, uma mensagem falsa foi publicada pelo site da Academia Polonesa de Estudos de Guerra, com crédito para o comandante que lidera a organização. Na mensagem, havia um chamado para que soldados lutassem contra a "ocupação americana". Initial plugin text Campanha ampla Esses ataques foram complementados por outros métodos, como artigos de opinião e blogs escritos por jornalistas que não existem de verdade, além de e-mails falsos feitos para parecerem que tinham sido mandados por autoridades do governo, militares e jornalistas. Alguns desses ataques já haviam sido reportados por autoridades de alguns países. Mas o relatório da FireEye reuniu vários ataques individuais em o que classificou de "campanha mais ampla de influência". Nos últimos anos, tem havido uma escalada de tensões entre a Rússia e a Otan. A Polônia sondou a possibilidade de ter uma base militar americana permanente no país, enquanto a Rússia disse que a chegada de tropas dos Estados Unidos de forma rotativa na região é uma ameaça à sua segurança. A Lituânia, que já foi parte da União Soviética no passado, disse estar preocupada com a ameaça potencial da Rússia e anunciou planos para construir um muro que isolaria o enclave russo de Kaliningrado. A Letônia tem uma grande e influente população de etnia russa. O partido pró-Rússia conquistou mais votos que as demais siglas em 2018, mas não faz parte do governo. Letônia, Lituânia e Polônia são integrantes da Otan, que foi criada depois da Segunda Guerra Mundial para tentar conter a expansão comunista da União Soviética na Europa. Veja Mais

Provisões e câmbio levam Braskem a prejuízo de R$ 2,5 bilhões no segundo trimestre

G1 Economia Resultado foi melhor do que do primeiro trimestre deste ano, quando o prejuízo foi de R$ 4,06 bilhões. A petroquímica Braskem teve um prejuízo bilionário no segundo trimestre, refletindo a combinação de queda nas receitas devido à crise da Covid-19, despesas ligadas a um dano geológico em Alagoas e pressão financeira devido à alta do dólar. A companhia anunciou nesta quarta-feira que teve prejuízo líquido de R$ 2,5 bilhões de abril a junho, ante lucro de 57 milhões um ano antes. Ainda assim, o resultado foi melhor do que do primeiro trimestre deste ano, quando o prejuízo tinha sido de R$ 4,06 bilhões. Numa mão, o resultado financeiro foi negativo em R$ 2,42 bilhões, 164% pior do que um ano antes. A empresa tinha no fim de junho exposição líquida em moeda estrangeira no montante de 2,85 bilhões de dólares. Em outra frente, a Braskem fez provisão adicional de R$ 1,6 bilhão referente a um fenômeno de afundamento de solo em Maceió, onde a empresa tem operações. Copom volta a cortar taxa básica de juros de 2,25% para 2% ao ano Por último, a Braskem teve queda nas receitas em função da desaceleração econômica global desde março com a emergência da pandemia. A receita líquida da companhia no trimestre, de R$ 11,2 bilhões, foi 16% menor do que um ano antes. O resultado operacional da petroquímica medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente somou R$ 1,65 bilhão, alta de 2% ano a ano. A Braskem disse que abriu apuração para identificar a origem de possíveis irregularidades envolvendo unidade no México. Veja Mais

Facebook remove publicação de Trump pela primeira vez por violar política de fake news sobre a Covid-19

G1 Economia Empresa excluiu trecho de uma entrevista do presidente dos EUA à Fox News, em que ele diz que crianças são "quase imunes" ao coronavírus. O Facebook disse na quarta-feira (5) que removeu uma publicação do presidente dos EUA, Donald Trump, de um trecho de uma entrevista à Fox News, em que ele diz que as crianças são "quase imunes" ao coronavírus. "Este vídeo inclui falsas alegações de que um grupo de pessoas é imune à Covid-19, o que é uma violação da política sobre desinformação em relação à Covid", disse o porta-voz do Facebook, Andy Stone, segundo o jornal norte-americano The Washington Post. Um porta-voz do Facebook disse que foi a primeira vez que a empresa removeu um post de Trump por desinformação sobre o coronavírus, disse a Reuters. Facebook retira publicação de Trump pela primeira vez No vídeo removido, Trump afirma: "Se você olhar para crianças, as crianças são quase - e eu diria definitivamente -, quase imunes a esta doença". Segundo a Reuters, a Casa Branca foi procurada para comentar o assunto, mas ainda não se pronunciou. Pressão e boicote O Facebook - que também é dono do Instagram - vem sofrendo pressões de entidades civis e empresas para moderar melhor os seus conteúdos. No final de junho, mais de 100 empresas anunciaram uma pausa temporária nos anúncios pagos, para pressionar a rede social a tomar medidas mais rígidas contra postagens que contenham discursos de ódio. Veja empresas que pausaram anúncios em redes sociais Por que grandes empresas decidiram boicotar o Facebook Dias depois, o Facebook divulgou uma auditoria independente de direitos civis sobre a empresa, que concluiu que a rede social ainda precisa melhorar na maneira como lida com posts que contêm discursos de ódio. E critica, especificamente, o fato de o Facebook não ter derrubado, até aquele momento, posts polêmicos do presidente de Trump. Centenas de anunciantes aderem a boicote ao Facebook e outras redes de Zuckerberg Veja Mais

TCU suspeita de fraude em 130 mil acordos de redução ou suspensão da jornada

G1 Economia Programa prevê pagamento de benefício emergencial ao trabalhador que teve salário suspenso ou reduzido. Supostos pagamentos indevidos podem somar até R$ 151 milhões. Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou a possibilidade de fraude no pagamento de mais de 130 mil acordos do Programa de Benefício Emergencial de Preservação de Emprego e Renda. O programa permite a suspensão ou redução da jornada de trabalho com uma compensação emergencial paga ao trabalhador pelo governo federal. Segundo o ministro Bruno Dantas, relator do processo, essas possíveis irregularidades podem ter levado ao pagamento indevido de mais de R$ 151 milhões em benefícios. Entre as possíveis irregularidades apontadas pela auditoria, está a identificação de 90,2 mil requerimentos duplicados feitos para o mesmo CPF na mesma empresa, o que pode representar o pagamento indevido de R$ 108 milhões. “Embora não haja vedação legal quanto ao número de vínculos que o empregado possa ter com uma mesma empresa, a equipe de fiscalização alertou que a concentração desse tipo de ocorrência em um estabelecimento ou em uma região geográfica pode indicar irregularidades ou falhas do sistema”, afirmou o ministro em relatório. A auditoria ainda aponta indícios de irregularidade no pagamento do benefício a 1,5 mil servidores públicos federais, estaduais e municipais e também o pagamento a 147 pessoas que morreram havia mais de seis meses. Até o último dia 31, segundo dados do relatório, foram feitos 13,4 milhões de acordos para beneficiar 12,4 milhões de trabalhadores, o que levou ao pagamento de R$ 18,6 bilhões em benefícios, 36% do total previsto para o programa que é de R$ 51,6 bilhões. O objetivo do programa era evitar a demissão de trabalhadores durante a crise provocada pela pandemia da Covid-19. Decreto amplia prazo para suspensão de contratos e redução de jornada e salário na pandemia Veja Mais

Bolsas dos EUA fecham em alta nesta quarta-feira

G1 Economia Investidores se mostraram otimistas com um possível acordo em torno de um pacote de auxílio fiscal no combate ao coronavírus nos Estados Unidos. As ações norte-americanas avançaram nesta quarta-feira (5), na esteira de um surpreendente lucro trimestral da Disney e com investidores otimistas com um possível acordo em torno de um pacote de auxílio fiscal no combate ao coronavírus nos Estados Unidos. Números da Covid-19 começam a ficar mais estáveis na Califórnia, nos EUA As ações da Walt Disney Co saltaram 8,80%, figurando entre os maiores suportes tanto ao S&P 500 quanto ao Dow Jones. A ação registrou sua maior valorização percentual diária desde 24 de março, depois de a queda na receita de seus parques e das redes de mídia não ter sido tão ruim quanto o temido. O índice Dow Jones avançou 1,39%, para os 27.201,52 pontos, o S&P 500 registrou alta de 0,64%, aos 3.327,77 pontos e o Nasdaq valorizou-se 0,52%, para os 10.998,40 pontos. As ações da Square avançaram 7,7%, após a processadora de pagamento ter informado aumento de 64% na receita do segundo trimestre, à medida que consumidores aumentaram compras online e utilizaram sua plataforma de pagamentos Cash App, com tecnologia "peer-to-peer" (P2P), durante a pandemia. Com 384 empresas do S&P tendo informado seus balanços até a manhã desta quarta-feira, os resultados agregados estão 23,5% acima das expectativas, de acordo com dados do Refinitiv, a maior diferença já registrada, com base em dados a partir de 1994. Em Washington, a sexta-feira está sendo encarada como prazo final por um dos principais negociadores da Casa Branca e alguns republicanos do Senado para tratativas com democratas do Congresso sobre uma nova rodada de auxílio no combate ao coronavírus. Do contrário, as negociações serão descartadas. Veja Mais

Ministério da Economia aprova US$ 230 milhões para AgroNordeste

G1 Economia Recurso do BID e do governo será voltado para ações de médio prazo, como inserção dos assentados da reforma agrária na produção agrícola familiar e nos mercados de venda. Cerimônia de assinatura do plano Agronordeste, do governo federal, em outubro de 2019 Divulgação O Ministério da Economia aprovou na terça-feira (4) US$ 230 milhões para financiar ações do AgroNordeste, programa da Agricultura lançado em outubro de 2019. Os recursos virão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), sendo que US$ 40 milhões em contrapartidas da União, por um período de seis anos. O dinheiro será aplicado em ações de médio prazo para: Inserção de assentados da reforma agrária na produção agrícola familiar e nos mercados de venda Regularização fundiária e ambiental Melhoria das condições sanitárias das atividades agropecuárias (por exemplo, na fruticultura) Estudos em busca de inovações para os produtores rurais do Nordeste e do norte do Espírito Santo e de Minas Gerais A ministra Tereza Cristina considera a “aprovação do pleito do Mapa uma boa notícia e um passo importante para a obtenção do financiamento”. Lançado em outubro de 2019, o AgroNordeste tem como objetivo promover o aumento da competitividade da agricultura e da pecuária na Região Nordeste, norte do Espírito Santo e de Minas Gerais. Produtores rurais participam da apresentação do plano do Agronordeste Veja Mais

Guedes diz que sistema tributário atual é um 'manicômio' e que não aumentará carga de impostos

G1 Economia Ministro da Economia participa de audiência no Congresso sobre a reforma tributária. Apesar de não propor alta da carga tributária, disse que tributos poderão ser substituídos. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (5) que o atual sistema tributário brasileiro é um "manicômio" e acrescentou que não vai propor aumento da carga tributária. Ele participa nesta manhã de audiência pública na comissão especial da reforma tributária no Congresso Nacional. Em 2018, os impostos somaram cerca de 33% do Produto Interno Bruto (PIB), patamar considerado elevado para países emergentes. "Tenho certeza que o Congresso vai nos ajudar a simplificar, melhorar a progressividade e tornar [o sistema tributário] moderno. Temos uma promessa. Não vamos aumentar impostos. O povo brasileiro paga impostos demais, estamos em 36%do PIB [de carga tributária], muito acima da media dos países em desenvolvimento e não há contrapartida eficiente na prestação de serviços. Não vamos aumentar a carga tributária. Pode ser a mesma. Vamos substituir 10, 15 impostos por um. Três impostos por um, e assim seguiremos fazendo", declarou. Guedes lembrou que a área econômica enviou recentemente ao Congresso Nacional a primeira parte da proposta de reforma tributária. O texto unifica o PIS/Cofins, tributos federais, em um IVA [Imposto sobre Valor Agregado] federal, com alíquota de 12%. Ele disse que a proposta tratou apenas de impostos federais, pois respeita o “espaço” dos governadores e prefeitos em legislarem sobre seus tributos. Mas, acrescentou que a ideia é, no futuro, permitir um “acoplamento” do imposto federal a um "IVA nacional". O ministro afirmou que, em um segundo momento, o governo federal também enviará propostas de mudanças no Imposto de Renda e na tributação da folha de salários – criando o que ele classificou como “passaportes tributários” para aumentar a geração de empregos. “Temos um regime ruim, que tem R$ 300 bilhões em desonerações. Quem tem poder político, consegue a desoneração aqui em Brasília, e tem outros R$ 3,5 trilhões de contencioso [na justiça]. Quem tem poder econômico, não paga e entra na justiça. É uma demonstração de um sistema tributário perverso, regressivo, ineficiente, um manicômio tributário”, acrescentou. Veja Mais

Auxílio Emergencial: Caixa paga benefício a nascidos em maio e a novos aprovados; veja quem recebe nesta quarta

G1 Economia Banco também vai pagar novas parcelas a aprovados no primeiro lote que tiveram o benefício suspenso em maio. A Caixa Econômica Federal (CEF) paga nesta quarta-feira (5) uma nova parcela do Auxílio Emergencial. Desta vez, vão receber uma nova parcela 4,4 milhões de beneficiários nascidos em maio, e que já estavam no calendário de pagamentos. Além deles, também irão receber 483 mil beneficiários nascidos de janeiro a maio que fazem parte do grupo de novos aprovados (6º lote) ou trabalhadores que receberam a primeira parcela em abril, mas tiveram o benefício suspenso. Saiba como liberar a conta bloqueada no aplicativo Caixa Tem Veja o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL A ajuda de R$ 600 será creditada em conta poupança social digital da Caixa, que poderá ser usada inicialmente para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual. Saques e transferências para quem receber o crédito nesta quarta serão liberados: a partir de 13 agosto para os beneficiários nascidos em maio que já estavam no calendário de pagamentos (aprovados nos lotes 1 a 5) a partir de 8 de agosto para aprovados no 6º lote e incluídos no 1º lote mas que tiveram o benefício suspenso, nascidos de janeiro a abril a partir de 13 de agosto para aprovados no 6º lote e incluídos no 1º lote mas que tiveram o benefício suspenso, nascidos em maio VEJA QUEM RECEBE NESTA QUARTA-FEIRA: trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app, nascidos em maio: - aprovados no 1º lote recebem a quarta parcela; - aprovados no 2º lote recebem a terceira parcela; - aprovados no 3º e 4º lotes recebem a segunda; - aprovados no 5º lote recebem a primeira parcela. trabalhadores inscritos pelo site e aplicativo, nascidos entre janeiro e maio: - aprovados no 6º lote (trabalhadores fizeram a contestação do benefício) recebem a primeira parcela - aprovados no 1º lote cujo benefício foi suspenso em julho recebem a terceira e quarta parcelas Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br. Calendários de pagamento Veja abaixo os calendários de pagamento da parcela atual. Clique aqui para ver o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial. BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Lote 1, Parcela 4 Economia G1 Lote 2, Parcela 3 Economia G1 Lotes 3 e 4, Parcela 2 Economia G1 Lote 5, Parcela 1 Economia G1 Auxílio Emergencial, Lote 6 Parcela 1 Economia G1 Auxílio Emergencial, Lote 1 (retomada), Parcelas 3 e 4 Economia G1 Veja Mais

Disney registra raro prejuízo trimestral por causa de impacto da Covid-19

G1 Economia Pandemia da Covid-19 forçou a empresa a fechar alguns de seus parques globalmente e postergar o lançamento de filmes. Dois parques da Disney reabrem em Orlando nos Estados Unidos; Veja o que muda A Walt Disney divulgou nesta terça-feira (4) um raro prejuízo trimestral, uma vez que a pandemia do novo coronavírus atingiu seus parques temáticos, redes de TV e empresas de estúdios de cinema, mesmo com a crise ajudando seus serviços de streaming. A pandemia da Covid-19 forçou a empresa a fechar alguns de seus parques globalmente, postergar o lançamento de filmes, incluindo o tão aguardado "Mulan", e diminuir a publicidade em seu segmento de redes de mídia, incluindo da ESPN, de esportes. O prejuízo líquido das operações contínuas foi de US$ 4,72 bilhões, ou US$ 2,61 por ação no trimestre encerrado em 27 de junho, ante lucro líquido de US$ 1,43 bilhão, ou US$ 0,79 por ação, um ano antes. Veja Mais

MP perde validade nesta terça, mas decreto deve garantir saque extraordinário do FGTS

G1 Economia Câmara dos Deputados deve deixar a MP caducar a pedido do governo federal; equipe econômica teme o impacto das mudanças aprovadas pelo Congresso em relação ao texto original. A medida provisória que autoriza o saque extraordinário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode perder a validade nesta terça-feira (4), mas um decreto deve garantir a continuidade do saque dos recursos, segundo informou o Ministério da Economia. Por meio de nota, o ministério informou que, "se a medida perder a eficácia, o Congresso irá editar um Decreto Legislativo disciplinando a produção dos efeitos." A Câmara dos Deputados deve deixar a MP caducar a pedido do governo federal. O motivo alegado pela equipe econômica tem como base o impacto das mudanças aprovadas pelo Congresso em relação ao texto original, que poderia chegar a R$ 120 bilhões. Essa nova liberação do saque do FGTS se deu em razão da pandemia do novo coronavírus, que afetou as atividades econômicas e a renda dos trabalhadores. Os saques do FGTS tiveram início em junho e vão até dezembro. Procurada pelo G1, a Caixa Econômica Federal ainda não informou se haverá alteração no calendário de pagamento com a perda de validade da MP. Novos créditos Nesta segunda-feira (3), a Caixa liberou o crédito dos novos saques do fundo para os trabalhadores nascidos em junho. Os pagamentos são feitos em poupança social digital da Caixa e, em um primeiro momento, os recursos estarão disponíveis apenas para pagamentos e compras por meio de cartão de débito virtual. Veja tira-dúvidas sobre novos saques do FGTS de até R$ 1.045 Veja como consultar o saldo e a data de liberação dos novos saques do FGTS O saque em espécie ou transferências, também dos aniversariantes de junho, estão liberados a partir de 3 de outubro (veja o calendário completo mais abaixo). A liberação dos créditos para os nascidos em janeiro começou em 29 de junho, e os saques para esse grupo começaram em 25 de julho. Mais um dia de filas nas agências da Caixa Econômica Federal Calendário Para evitar aglomerações nas agências, a Caixa fixou datas diferentes para a liberação do crédito em conta e para o saque em espécie ou transferência dos valores. O calendário considera o mês de nascimento do trabalhador. Veja as datas a seguir: Calendário saque emergencial FGTS Valor dos saques Terão direito aos saques os trabalhadores que tenham contas ativas (do emprego atual) ou inativas (de empregos anteriores) do FGTS. Cada trabalhador poderá sacar até R$ 1.045. Se o trabalhador tiver mais de uma conta de FGTS, o saque será feito primeiro das contas de contratos de trabalho extintos (inativas), iniciando pela conta que tiver o menor saldo. Depois, o dinheiro será sacado das demais contas, também iniciando pela que tiver o menor saldo. Independentemente do número de contas do trabalhador, o valor não pode passar de R$ 1.045. Assim, ninguém poderá tirar mais do que esse valor, ainda que tenha duas ou três contas com saldos superiores a essa quantia. A previsão é que a operação movimentará durante todo o calendário mais de R$ 37,8 bilhões para aproximadamente 60 milhões de trabalhadores. Poupança digital A movimentação do valor do saque emergencial poderá, inicialmente, ser realizada somente por meio digital com o uso do aplicativo Caixa Tem, sem custo. Veja passo a passo para abrir a poupança digital Logo após o crédito dos valores, será possível realizar compras em supermercados, padarias, farmácias e outros estabelecimentos com o cartão de débito virtual e QR Code. O trabalhador também poderá realizar o pagamento de contas de água, luz, telefone, gás e boletos em geral. A conta poupança social digital é uma poupança simplificada, sem tarifas de manutenção, com limite mensal de movimentação de R$ 5 mil. A partir da data de disponibilização dos recursos para saque ou transferência, os trabalhadores poderão transferir os recursos para contas em qualquer banco, sem custos, ou realizar o saque em espécie nos terminais de autoatendimento da Caixa e casas lotéricas. Consulta de saldo e informações de saque Saques do FGTS Divulgação A Caixa disponibilizou os seguintes canais de atendimento para o saque emergencial FGTS: Site fgts.caixa.gov.br: Consultar o valor do saque; Consultar a data em que o recurso será creditado na poupança social digital, conforme calendário; Informar que não deseja receber o valor do saque; Solicitar o desfazimento do crédito feito na poupança social digital. Central de Atendimento CAIXA 111, opção 2: Consultar o valor do saque; Consultar a data em que o recurso será creditado na poupança social digital, conforme calendário. Internet Banking Caixa: Consultar o valor do saque; Consultar a data em que o recurso será creditado na poupança social digital, conforme calendário; Informar que não deseja receber o valor do saque; Solicitar o desfazimento do crédito feito na poupança social digital. APP FGTS - Clique aqui para baixar o aplicativo para celulares Android - Clique aqui para baixar o aplicativo para celulares iOS (Apple) Consultar o valor do saque; Consultar a data em que o recurso será creditado na poupança social digital, conforme calendário; Informar que não deseja receber o valor do saque; Solicitar o desfazimento do crédito efetuado na poupança social digital. Cancelamento e desfazimento do crédito automático Se o trabalhador não quiser receber o saque emergencial, pode informar essa opção pelo App FGTS com pelo menos 10 dias antes da data prevista para o crédito na poupança social digital, conforme o calendário. Após o crédito dos valores na conta poupança social digital, o trabalhador poderá solicitar o seu desfazimento. Os valores retornarão à conta do FGTS devidamente corrigidos, sem prejuízo ao trabalhador. A solicitação de desfazimento do crédito do saque emergencial não pode ser desfeita. Caso não haja movimentação na conta poupança social digital até 30 de novembro, o valor será devolvido à conta FGTS com a devida remuneração do período, sem nenhum prejuízo ao trabalhador. Se após esse prazo o trabalhador decidir fazer o saque emergencial, poderá solicitar pelo App FGTS até 31 de dezembro. Veja Mais

Bolsas da Europa fecham sem direção única, próximas da estabilidade

G1 Economia O índice Stoxx 600 Europe encerrou o dia em ligeira desvalorização de 0,07%, a 363,39 pontos, e, em Londres, o FTSE 100 avançou 0,05%, a 6.036,00 pontos. Os investidores adotaram uma pausa nesta terça-feira (4), após os ganhos fortes da sessão da véspera, e os principais índices das bolsas europeias encerraram o dia próximos da estabilidade. O índice Stoxx 600 Europe encerrou o dia em ligeira desvalorização de 0,07%, a 363,39 pontos. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,05%, a 6.036,00 pontos, enquanto, em Frankfurt, o DAX 30 recuou 0,36%, a 12.600,87 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve alta de 0,28%, a 4.889,52 pontos. Em Milão e Madrid, as referências subiram 1,21% e 0,67%, respectivamente. "O forte desempenho da segunda-feira não foi replicado no início do pregão de hoje, com as ações europeias lutando para dar sequência ao rali impulsionado pelos relatórios do PMI", afirmou o analista sênior de mercados da Oanda na Europa, Craig Erlam. "A aceleração no número de casos de covid-19 da semana passada pode ter abalado a confiança dos investidores. É claro que, na Europa, também não temos o poder das ações de tecnologia dos Estados Unidos, e é por isso que continuamos a ver distorções entre os índices dos dois lados do oceano", completou. O recente rali do euro, que apresentou valorização significativa sobre o dólar nas últimas semanas, não foi sustentado pela rotação dos investidores para ações europeias, mas isso pode mudar, segundo o ING. "Se essa mudança acontecer, para o euro/dólar poderá ser uma história de US$ 1,25, afinal", afirma Chris Turner, analista do ING. Segundo ele, os investidores permanecem "fortemente expostos" às ações dos EUA, especialmente de tecnologia, e estão cogitando uma mudança para a Europa, diz. Trump em queda e a recuperação da Europa pós-pandemia Lucros das empresas Segundo dados da Refinitiv, os lucros das empresas do Stoxx 600 no segundo trimestre deverão diminuir 67,5% em relação ao segundo trimestre de 2019. Excluindo o setor de energia, os lucros deverão diminuir 58,3%. A Refinitiv aponta que 198 empresas do índice pan-europeu registraram ganhos até o momento e, destas, 61,1% relataram resultados que superaram as estimativas dos analistas. Em um trimestre típico, 50% superam as estimativas de lucro por ação dos analistas. Destaques do dia No noticiário corporativo desta terça, as ações da fabricante de bebidas Diageo, proprietária do uísque Johnnie Walker e da vodka Smirnoff, recuaram 5,55% depois de a companhia ter relatado que o lucro operacional caiu, devido à pandemia do novo coronavírus. As vendas na América do Norte, no entanto, foram fortes, uma vez que os consumidores transferiram a compra de álcool de bares para supermercados, mas o crescimento não compensou os déficits em outros mercados. Já as ações da Bayer caíram 2,43% depois que a empresa de produtos químicos e farmacêuticos informou que sofreu um prejuízo líquido de 9,55 bilhões de euros (11,23 bilhões de dólares) no segundo trimestre. As ações da IWG, concorrente da WeWork, caíram 1,33% depois que a empresa de espaço de trabalho flexível disse que sofreu uma perda no primeiro semestre e reduziu seus dividendos. As ações da petroleira BP subiram 6,48%, com os investidores passando por cima da perda da empresa de US$ 16,8 bilhões no segundo trimestre e da decisão de cortar seu dividendo pela metade. A BP esboçou um novo plano para reduzir a exploração de petróleo e gás em 40% ao longo de uma década, aumentando os gastos em atividades de baixo carbono. Veja Mais

Volkswagen T-Cross passa Chevrolet Onix e é o carro mais vendido em julho; veja o top 50

G1 Economia SUV teve 10.211 unidades vendidas em julho, contra 9.716 do Onix, quebrando hegemonia de 5 anos do hatch da GM nos rankings mensais. Volkswagen T-Cross Fábio Tito/G1 O Volkswagen T-Cross fechou o mês de julho como o carro mais vendido do Brasil pela 1ª vez, ultrapassando o Chevrolet Onix. Este, por sua vez, se mantém na liderança no ano de 2020 até agora. Como o resultado, o SUV quebra a hegemonia de 5 anos do Onix nos rankings mensais de emplacamentos. Desde julho de 2015, quando o Fiat Palio foi o mais vendido, o hatch da GM ficou em 1º lugar no mês a mês. Venda de veículos sobe 31% em julho Nos dados de emplacamentos divulgados nesta terça-feira (4) pela associação das concessionárias, o SUV teve 10.211 unidades vendidas em julho, contra 9.716 do Onix. Na 3ª posição aparece o Hyundai HB20 (7.852), seguido de Fiat Strada (6.564), em 4º. Outro SUV a figurar entre os mais vendidos é o Chevrolet Tracker (6.564), que teve nova geração lançada em 2020. Veja o TOP 50 de julho: Volkswagen T-Cross: 10.211 Chevrolet Onix: 9.716 Hyundai HB20: 7.852 Fiat Strada: 6.564 Chevrolet Tracker: 6.070 Chevrolet Onix Plus: 5.205 Jeep Compass: 4.786 Fiat Argo: 4.756 Jeep Renegade: 4.735 Volkswagen Gol: 4.427 Renault Kwid: 4.274 Ford Ka: 4.259 Fiat Toro: 4.258 Hyundai Creta: 4.017 Volkswagen Polo: 3.610 Fiat Mobi: 3.487 Toyota Corolla: 3.265 Volkswagen Saveiro: 2.828 Volkswagen Virtus: 2.642 Nissan Kicks: 2.418 Honda HR-V: 2.377 Toyota Hilux: 2.327 Ford Ka Sedan: 2.253 Ford EcoSport: 2.078 Hyundai HB20S: 2.031 Renault Sandero: 2.005 Chevrolet Spin: 1.831 Volkswagen Fox/Cross Fox:1.776 Ford Ranger: 1.729 Volkswagen Voyage: 1.673 Chevrolet S10: 1.568 Fiat Uno: 1.547 Renault Duster: 1.422 Toyota Yaris HB: 1.415 Renault Captur: 1.388 Fiat Fiorino: 1.354 Fiat Cronos: 1.337 Renault Logan: 1.310 Mitsubishi L200 1.246 Honda Civic: 1.230 Honda Fit: 1.181 Toyota Yaris Sedan: 1.049 Volkswagen Up!: 1.015 Citroën C4 Cactus: 1.006 Chevrolet Montana: 992 Chevrolet Cruze Sedan: 904 Volkswagen Amarok: 809 Volkswagen Tiguan 876 Fiat Siena: 856 Toyota /Etios HB: 747 Mercado em recuperação O setor de veículos ainda está se recuperando dos efeitos da pandemia de coronavírus. Com a reabertura das concessionárias, a venda de veículos subiu 31,3% em julho no Brasil. Foram 174.498 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus emplacados no mês, contra 132.826 em junho. G1 andou no T-Cross, o primeiro SUV compacto da Volkswagen Veja Mais

Bovespa opera em queda nesta terça-feira

G1 Economia Na segunda-feira, bolsa teve queda de 0,08% e fechou a102.830 pontos. O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em queda nesta terça-feira (4), diante de um dia negativo nos mercados externos e da queda dos preços do petróleo, com a temporada de balanços no país destacando a queda de 40% no lucro do Itaú Unibanco no segundo trimestre. Às 10h44, o Ibovespa tinha queda de 0,71%, a 102.104 pontos. Veja mais cotações. As ações do Itau eram destaque de baixa, recuando mais de 3% após o banco registrar queda de quase 50% no lucro no segundo trimestre. Na segunda-feira, a bolsa fechou em queda de 0,08%, a 102.830 pontos. A queda anual do índice ainda é de 11,08%. e Cenário Nos Estados Unidos, o dia é negativo em meio ao aumento da tensão nas relações entre Washington e Pequim, com as negociações envolvendo uma eventual venda das operações nos EUA do aplicativo TikTok o fator mais recente de atrito. O mercado segue prevendo nova queda da taxa básica de juros da economia brasileira na próxima quarta-feira (5). Atualmente, a Selic está em 2,25% ao ano. A previsão dos analistas é de que a taxa recue para 2% nesta semana e que assim permaneça até o fim deste ano. Já para o dólar, a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 continuou em R$ 5,20. Também por aqui, os mercados avaliam os dados da produção industrial de junho, divulgados mais cedo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (UBGE). Os números mostraram expansão de 8,9%, a segunda alta mensal seguida - ainda insuficiente para reverter a perda de 26,6% dos meses de março e abril. Variação do Ibovespa em 2020 G1 Economia Veja Mais

Congresso dos Estados Unidos continua negociações por pacote de estímulo a pequenas empresas

G1 Economia Discussões seguem enquanto milhões de trabalhadores perderam os pagamentos complementares por desemprego, de US$ 600, na última sexta-feira. Democratas e republicanos continuaram nesta segunda-feira (3) as negociações sobre o programa de auxílio a pequenas empresas nos Estados Unidos, para que elas atravessem a pandemia do novo coronavírus. Executivos de grupos como Walmart, Facebook, Microsoft, Google e Starbucks alertaram para os danos "catastróficos" aos negócios e empregos motivados pela interrupção das atividades em combate à disseminação do coronavírus. Microsoft negocia compra do TikTok nos Estados Unidos A presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, se reuniu novamente com o secretário do Tesouro Steven Mnuchin, uma reunião chamada de "produtiva" pela Casa Branca. Segundo o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, os partidos "estão se aproximando". Ele acrescentou, porém, que depois de revisar os números que cada lado quer adicionar ao novo pacote de ajuda, "há um monte de questões pendentes". EUA entram em ‘nova fase’ da pandemia de Covid-19, segundo especialista da Casa Branca No momento, não há expectativa de que um acordo seja alcançado rapidamente. Enquanto o debate continua, milhões de trabalhadores nos EUA acabaram de perder seus pagamentos complementares por desemprego, de US$ 600, que expiraram na última sexta-feira. Além disso, muitas famílias correm o risco de perder suas casas após o fim de uma suspensão de despejos. Pelosi voltou a rejeitar a proposta republicana de reduzir o benefício a US$ 200, valor que ela considera insuficientes para suprir as necessidades das famílias norte-americanas. Nasdaq fecha em máxima recorde com foco em fusões e aquisições "Milhões de crianças em nosso país estão em insegurança alimentar. Milhões de pessoas em nosso país estão preocupadas em serem despejadas. Dezenas de milhões de pessoas estão recebendo seguro-desemprego", disse a democrata. Ela indicou, no entanto, que as negociações estão avançando. "Temos ainda nossas diferenças, estamos tentando ter um entendimento mais claro de quais são as necessidades." Em uma carta aos líderes do Congresso, os diretores de grandes corporações americanas afirmaram que pequenas empresas, em sua maioria, não têm dinheiro em caixa para esperar pela vacina contra o coronavírus. Por isso, enfrentam "uma potencial ruína financeira que fará com que a atual crise econômica da nação dure por anos a mais do que o necessário". Veja Mais

Indústrias do agro defendem que Brasil atenda exigências ambientais de países compradores

G1 Economia Para dirigentes, empresas seguem aquilo que os consumidores querem e que não adianta o brasileiro ficar "bravo", argumentando que europeus e americanos já desmataram suas áreas no passado. Gado pasta em meio à fumaça causada por um foco de queimada da Amazônia em Rio Pardo, Rondônia, em setembro de 2019. Ricardo Moraes/Reuters O Brasil precisa atender exigências de consumidores globais de alimentos, especialmente europeus, com a adoção de práticas agrícolas sustentáveis e que coíbam o desmatamento, sob pena de ver fracassar acordos comerciais importantes, como no caso da União Europeia e Mercosul, disseram nesta segunda-feira (3) integrantes do agronegócio. Para Paulo Sousa, presidente da Cargill no Brasil, a comunidade europeia tem requisitos ambientais claros e só fechará um acordo comercial se o país "pelo menos" estiver indo na direção de uma agricultura sustentável. "Negar o pedido da sociedade que quer fazer uma parceria comercial conosco é pedir para não ter esse acordo. Temos que mostrar que estamos fazendo o dever de casa para irmos de encontro a esses requisitos que eles têm para fazer acordo de longo prazo com nosso país", afirmou o presidente da Cargill, durante o Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado pela internet. Até um quinto das exportações de soja e carne da Amazônia e do Cerrado para UE têm rastros de desmatamento ilegal, diz estudo Segundo ele, o consumidor é quem define como as empresas agem, e o Brasil – visto como aquele com maior capacidade de atender o crescimento global da demanda por alimentos – deve atender preocupações relacionadas à emissão de carbono e biodiversidade. "A Europa colocou para ela mesma requisitos muito fortes e metas agressivas de redução de carbono... É difícil para o consumidor europeu ver que está se liberando carbono na forma de madeira...", afirmou ele, em referência às queimadas. Segundo Sousa, não adianta o brasileiro ficar "bravo", argumentando que europeus e americanos já desmataram suas áreas no passado. "Isso é conversa que não vai levar a nada, o fato é que hoje o Brasil tem o papel de suprir a cadeia global de alimentos, tem que fazer isso com critérios modernos, com critérios que aquele consumidor queira e aprove", comentou. Para o presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Márcio Lopes de Freitas, "chega de botar a culpa no passado, na história". "Tem que ver o que o consumidor quer, a humanidade quer mudança, ela quer o comportamento adequado do produtor", disse ele, ressaltando que o cooperativismo, pela sua organização, tem essa capacidade de atender aqueles requisitos. A presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), Grazielle Parenti, ressaltou que "a reputação do agro é fundamental para que possamos continuar abrindo mercados". Ela também chamou a atenção para a necessidade de o Brasil cumprir requisitos visando um acordo entre União Europeia e Mercosul, por exemplo. "(Esse acordo) é uma avenida para o Brasil que vai trazer no longo prazo um crescimento gigantesco...", comentou. Segundo Grazielle, "na guerra da comunicação" às vezes o Brasil não vai tão bem, mas "precisamos contar a nossa história". "Precisamos fazer a coisa certa, às vezes não é simples e barato, mas é a coisa certa, e temos oportunidade muito grande pela frente que não podemos desperdiçar", disse ela, reforçando que o Brasil precisa divulgar a evolução tecnológica de seus sistemas produtivos e sua sustentabilidade. Comunicação ruim Neste contexto, o presidente da OCB avaliou que o governo brasileiro não tem sido eficiente em comunicar as iniciativas do agronegócio brasileiro, principalmente aquelas que dizem respeito à sustentabilidade, e muitas vezes apenas reage de maneira equivocada. "O nosso governo tem sido muito menos competente do que a iniciativa privada na comunicação do nosso Brasil lá fora, principalmente do Brasil agro", afirmou Márcio Lopes de Freitas. Segundo Freitas, a "exceção" nesse processo tem sido a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Para ele, a ministra "tem sido uma gigante na habilidade inclusive de contornar problemas que o governo causa na comunicação externa". "A iniciativa privada, as empresas, as cooperativas, as próprias organizações dos produtores têm sido mais eficientes, o governo tem atrapalhado muito mais do que ajudado e precisa rever esse conceito", destacou o presidente da OCB. As críticas aumentaram durante o governo do presidente Jair Bolsonaro, que para muitos não tem uma postura firme contra o desmatamento na Amazônia. "Não é se defendendo a qualquer custo das acusações, dos desafios que se colocam, que nós vamos resolver isso, temos que encarar o problema de frente, temos que aceitar os comandos do consumidor, do consumidor global, é por aí que nós temos que andar". O agronegócio brasileiro muitas vezes é criticado por supostamente não seguir as melhores práticas de desenvolvimento sustentável, e muitos ambientalistas conectam a expansão do setor ao desmatamento, a despeito do ganho de produtividade do segmento. Também participando do congresso, o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Celso Luiz Moretti, ressaltou que o Brasil tem um código florestal que regula questões ligadas ao desmatamento e também possui programas como o RenovaBio, que visa estimular ainda mais a descarbonização da matriz de combustíveis. Conforme o sócio-diretor da MB Associados, José Roberto Mendonça de Barros, para aumentar a produção agrícola "não é preciso queimar um hectare de floresta", uma vez que a agricultura brasileira pode ampliar a produtividade e mesmo utilizar áreas de pastagens. VÍDEO: Dados do INPE mostram que a situação do desmatamento piorou em julho Dados do INPE mostram que a situação do desmatamento piorou em julho Veja Mais

Trump promete banir o TikTok se não houver acordo de venda nos EUA até 15 de setembro

G1 Economia Presidente norte-americano disse que não se opõe à aquisição do TikTok pela Microsoft. O presidente dos EUA, Donald Trump, em imagem de arquivo Leah Millis/Reuters O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (3) que não se opõe à aquisição do TikTok pela Microsoft e que proibirá o serviço nos Estados Unidos no dia 15 de setembro se não houver acordo de venda até a data. Na sexta-feira, Trump disse que planejava banir as operações dos aplicativos de vídeo de propriedade chinesa nos EUA depois de negar uma possível venda do TikTok à Microsoft. Para o presidente americano, a plataforma pode ser uma ferramenta de inteligência chinesa. TikTok proibido? O que está por trás do anúncio de Trump Negociações com a Microsoft No domingo, a Microsoft disse que continua as discussões com a ByteDance, proprietária do app, sobre uma possível compra do TikTok. "As duas empresas notificaram sua intenção de explorar uma proposta preliminar que envolveria a compra do serviço nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, e resultaria na posse e operação do TikTok nesses mercados", disse a Microsoft em comunicado. A gigante de tecnologia segue dizendo que a nova estrutura, caso a compra seja realizada, seguirá baseada na atual experiência dos usuários do aplicativo, mas com segurança e privacidade adicionais. Além disso, a Microsoft garante que todos os dados dos usuários americanos do TikTok seriam transferidos e permaneceriam nos Estados Unidos. Após a transferência, os dados armazenados fora do país seriam excluídos. Trump anuncia que irá proibir TikTok nos EUA Veja Mais

Hospital Regional de Piracicaba abre processo seletivo para contratação de médicos

G1 Economia Vagas são para médico clínico geral, médico intensivista e médico endoscopista. As inscrições vão até dia 9 de agosto e as contratações serão por tempo determinado. Inscrições vão até 9 de agosto Davi Negri O Hospital Regional de Piracicaba (SP) abriu, nesta segunda-feira (3), inscrições para um processo seletivo emergencial para contratação de médicos. As inscrições vão até o dia 9 de agosto e não serão aceitos currículos presenciais no hospital. As vagas são de médico clínico geral, médico intensivista e médico endoscopista. Os interessados devem enviar currículo atualizado e cópia do RG digitalizado por e-mail: processoseletivo@fascamp.org.br. No campo "assunto" do e-mail o candidato deverá inserir o número do edital correspondente à vaga desejada. Para mais informações sobre as vagas e processo seletivo, os interessados devem acessar o edital por meio do link. Veja mais notícias da região no G1 Piracicaba. Veja Mais

Governo inicia mapeamento de imóveis mirando economizar R$ 1,3 bi com aluguel em 3 anos

G1 Economia Segundo secretário, gasto da administração pública federal com aluguéis é de cerca de R$ 850 milhões por ano, sendo R$ 350 milhões somente no Distrito Federal. O governo vai iniciar um mapeamento dos imóveis utilizados pelos órgãos e entidades do Executivo mirando uma economia com aluguel de R$ 1,3 bilhão de nos próximos três anos a partir do melhor aproveitamento dos espaços com uma gestão centralizada de sua ocupação. O levantamento contará com detalhes que o governo não possuía antes, que serão agora consolidados numa única plataforma, o Sistema de Gerenciamento do Patrimônio Imobiliário de uso especial da União (SPIUNet). Com isso, a ideia é reparar ineficiências e enxergar sinergias, abrindo a porta para permutas e para o compartilhamento de um mesmo espaço por diferentes órgãos. "A gente ganha não só com o aluguel, mas também em várias outras despesas, como água, luz, telefone, limpeza, manutenção predial e assim por diante", disse o secretário de Gestão do Ministério da Economia, Cristiano Heckert. À Reuters, ele pontuou que o gasto da administração pública federal com aluguéis no país é alto, girando na casa de R$ 850 milhões por ano, sendo R$ 350 milhões somente no Distrito Federal. O secretário de Coordenação e Governança do Patrimônio da União, Fernando Bispo, exemplificou que a análise da metragem quadrada por servidor, dentro do padrão estabelecido para ocupação dos imóveis públicos, fará com que o governo identifique os espaços vagos e busque ocupá-los de maneira inteligente. "Onde você tem hoje alocados três órgãos, você poderia ter quatro, cinco órgãos se aquilo ali for reorganizado", disse Bispo. "É considerável esse impacto, principalmente em Brasília, que é onde se tem o maior custo com aluguéis no Brasil." A revisão vem num momento em que forma de trabalho da administração pública também passa por transformações, que foram aceleradas pela adoção do regime de teletrabalho por conta da pandemia de coronavírus. "A gente acredita que vai ter, daqui para frente, muita jornada mista, em que o trabalhador vai alguns dias por semana no seu órgão, em outros fica em casa, e outros (funcionários) vão ficar até 100% do tempo em casa. Então tudo isso vai ser considerado nesse estudo de otimização da ocupação dos imóveis", afirmou Heckert. Pela portaria do Ministério da Economia publicada nesta segunda-feira, a atualização cadastral deverá ser feita até 10 de setembro para os imóveis situados no Distrito Federal e até 10 de dezembro para os localizados nos outros Estados. Dentro das regras estipuladas para o levantamento dos imóveis, inclusive, o governo irá coletar informações sobre os funcionários que trabalham em tempo integral ou parcial nos prédios. Numa mostra das mudanças que o governo almeja, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), que até então pagavam aluguel na capital federal, irão para um novo prédio comercial, o Brasília 50 Centro Empresarial, numa permuta de R$ 239 milhões feita com a Abic Consultoria Imobiliária e Heil Assessoria Imobiliária. A troca, assinada na semana passada, envolveu dois terrenos e seis apartamentos funcionais da União que não estavam sendo utilizados, além de duas projeções residenciais do Ipea. Segundo o Ministério da Economia, órgãos do Poder Legislativo, Poder Judiciário, Ministério Público da União e empresas estatais também poderão participar do programa. Para isso, será necessária a assinatura de um termo de adesão. Contas públicas têm rombo recorde em junho e dívida vai a 85,5% do PIB Veja Mais

Empréstimos com garantia de imóvel pela Caixa podem ser feitos a partir desta segunda

G1 Economia Banco quer estimular o home equity, modalidade de crédito no qual um imóvel é utilizado como garantia e permite a redução nas taxas juros de crédito pessoal. Imóveis podem ser dados como garantia para empréstimos SVM A Caixa Econômica Federal começa a oferecer a partir desta segunda-feira (3) empréstimos que têm imóvel como garantia, o chamado home equity. Com a nova modalidade, o banco estima que poderá multiplicar por 10 sua carteira no setor, para cerca de R$ 40 bilhões. O home equity é uma modalidade de crédito no qual um imóvel é utilizado como garantia e permite a redução nas taxas juros de crédito pessoal. O home equity estará disponível para imóveis livres de ônus, ou seja, que não têm garantia para nenhum outro banco nem para a Caixa. Podem ser oferecidos como garantia imóveis residenciais ou comerciais. A contratação poderá ser feita com taxas pela TR, IPCA ou taxa fixa, o que permite uma gama de clientes em volume maior, segundo o presidente da Caixa, Pedro Guimarães. Veja as condições abaixo: IPCA - taxa a partir de 0,6% ao mês num prazo de até 15 anos com garantia de até 50% do valor do imóvel TR - taxa a partir de 0,7% ao mês num prazo de até 15 anos com até 60% do valor do imóvel Taxa fixa - taxa a partir de 0,8% ao mês num prazo de até 15 anos com até 60% do valor do imóvel No caso da TR, a taxa máxima será de 0,9%, oferecida independente de qualquer relacionamento com os clientes. No crédito pessoal, por exemplo, os bancos cobram juros ao redor de 80% ao ano, segundo dados mais recentes do Banco Central. Com a garantia do imóvel, o juro cairá para uma faixa de 7% a 10% ao ano, mais TR, ou com uso de IPCA ou da taxa fixa anual. O simulador para a contratação do empréstimo está disponível no site da Caixa, e a contratação será feita nas agências da Caixa e correspondentes Caixa Aqui. Recentemente, o Banco Central anunciou novas regras que permitem ao cliente contratar operação de crédito oferecendo como garantia imóvel que já esteja alienado fiduciariamente a uma operação de crédito junto à instituição financeira, por meio de compartilhamento. A Caixa anunciou que lançará uma segunda fase do programa, com condições que contemplarão a aceitação de imóvel com ônus como garantia de novas operações, de acordo com as novas regras anunciadas pelo regulador. Redução de juros para compra de terrenos e construção Também a partir desta segunda, começam a valer novas taxas reduzidas dos empréstimos para pessoas físicas para compra de terrenos e construção de imóveis. Atualmente, na linha com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), o banco cobra taxas menores para quem toma empréstimo para comprar um imóvel pronto do que para os que adquirem um lote urbanizado para construir. Para a modalidade de financiamento de lote urbanizado, poderão ser financiados valores entre R$ 50 mil e R$ 1,5 milhão, com taxa de juros efetiva de até TR + 8,5% ao ano, com cota de financiamento de até 70% sobre o valor de avaliação do terreno e prazo de até 20 anos para pagamento da dívida. Nas modalidades aquisição de terreno e construção e construção em terreno próprio, a Caixa passará a ofertar também taxas de juros customizadas que podem chegar a TR + 6,5% ao ano. As modalidades estarão disponíveis nos correspondentes Caixa Aqui e na rede de agências. Veja Mais

Veja as vagas de emprego do Sine Macapá para 3 de agosto; inscrições são pela web

G1 Economia Há oportunidades para funções, como almoxarife, empregada doméstica, mecânico, ferreiro, mestre de obras, entre outros. Entre as oportunidades no Sine Macapá para hoje, há para eletricista Pixabay O Sistema Nacional de Emprego no Amapá (Sine-AP) oferta vagas de emprego em Macapá para esta segunda-feira (3). O atendimento ao público está suspenso na sede do órgão e os candidatos interessados devem encaminhar e-mail com currículo anexado. As inscrições e cadastros devem ser feitos pela internet, no e-mail sinetrabalhador@sete.ap.gov.br. As vagas estão disponíveis apenas para o dia divulgado. O atendimento do Sine por e-mail já era feito para as empresas que ofertam as vagas e agora o órgão estendeu para os interessados em enviar currículos. A alternativa, que visa compensar o tempo em que o Sine ficou fechado, deve durar até o fim do decreto de isolamento. Veja as vagas disponíveis de acordo com as solicitações das empresas, para segunda-feira: almoxarife ajudante geral conferente caseiro empregada doméstica eletricista automotivo eletricista pedreiro ferreiro orçamentista mecânico florestal mestre de obra operador de transpalete promotor de vendas pintor representante comercial autônomo serralheiro técnico em edificações técnico em refrigeração automotiva técnico instrutor pleno vidraceiro vendedor externo Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá Veja Mais

Cápsula da SpaceX com astronautas chega à Terra após dois meses na Estação Espacial

G1 Economia Robert Behnken e Douglas Hurley pousara de paraquedas no Golfo do México às 15h48. Esta é a primeira missão tripulada dos EUA em nove anos. Cápsula da SpaceX com astronautas chega à Terra A cápsula Crew Dragon, da SpaceX, com dois astronautas americanos, pousou com sucesso neste domingo (02) em Pensacola, no estado americano da Flórida, encerrando a primeira missão tripulada da Nasa em nove anos. Veja no vídeo acima a retirada dos astronautas da cápsula e, abaixo, o momento em que eles pousaram no mar Astronautas da SpaceX retornam à Terra e pousam no mar Robert Behnken e Douglas Hurley pousaram de paraquedas às 15h48 (de Brasília) e foram resgatados pelo navio Go Navigator. Eles ficaram dois meses na Estação Espacial Internacional (ISS) e realizaram testes no sistema de controle ambiental espaçonave, e também, nas telas, controles e propulsores de manobra. Próximas etapas Esta missão é considerada a etapa final do processo de validação de que a Crew Dragon pode ser operada de forma segura. Momento em que cápsula Crew Dragon com astronautas pousa no mar Nasa/Reprodução Após as análises, com a chegada dos astronautas, se a missão for considerada bem sucedida, a SpaceX vai dar seguimento às seis missões "operacionais" até a ISS que fazem parte do contrato de US$ 2,6 bilhões (quase R$ 14 bilhões) com a Nasa. O processo de certificação deve levar cerca de seis semanas, segundo a Nasa. A Boeing também tem um contrato similar, estimado em US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 22 bilhões) para levar tripulantes à estação espacial usando seu veículo CST-100 Starliner. O que é a SpaceX? A SpaceX foi a primeira empresa privada a conseguir consistentemente retornar à Terra estágios do foguete a fim de serem reutilizados, e não descartados. Ela é uma empresa americana que fornece serviços de lançamento para governos e outras companhias utilizando seus foguetes Falcon 9 e Falcon Heavy. Elon Musk fundou a SpaceX em 2002 com o objetivo de reduzir custos de transporte aéreo e, por extensão, viabilizar a colonização de Marte. A empresa também está desenvolvendo uma aeronave maior para transportar humanos, batizada de Starship, que pode participar do processo de colonização de Marte. À frente, sem máscara, vice-presidente dos EUA, Mike Pence. Com máscara, o CEO da SpaceX, Elon Musk. Ambos assistiram ao lançamento da espaçonave Dragon Crew em maio Joe Skipper/Reuters Veja Mais

Agricultores do sertão do Ceará retomam produção de algodão após quase 40 anos

G1 Economia Na década de 1980, lavouras do estado foram destruídas pelo bicudo do algodoeiro e, agora, graças à pesquisa, produtores vão retomando a atividade. Agricultores do sertão do Ceará retomam produção de algodão após quase 40 anos Agricultores do sertão do Ceará estão retomando a produção de algodão no estado com ajuda de pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e governo estadual. O Ceará já foi o maior produtor de algodão do Nordeste e um dos principais do país, mas, na década de 1980, a praga do bicudo-do-algodoeiro praticamente extinguiu a produção. Naquela época, o estado perdeu 1,2 milhão de hectares da cultura. Por causa do trauma, a volta da cultura ainda é tímida. Para viabilizar o retorno da atividade, o governo do Ceará criou um projeto de modernização do algodão e a Embrapa faz testes para escolher as sementes mais apropriadas para a região. A principal estratégia adotada foi o vazio sanitário. O governo cearense determinou que entre 1º de outubro e 31 de dezembro é proibido plantar algodão no estado. Atualmente, Mato Grosso e Bahia são os principais estados produtores de algodão do país. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Veja Mais

André Brandão aceita convite do governo para ser o novo presidente do Banco do Brasil

G1 Economia De acordo com um integrante da equipe econômica, o governo considera que Brandão tem perfil 'experiente, técnico e apolítico'. André Brandão, atual presidente do banco HSBC no país, aceitou convite do governo para presidir o Banco do Brasil. Ele vai substituir Rubem Novaes, que deixou o cargo na semana passada. De acordo com uma fonte da equipe econômica, ainda faltam alguns detalhes burocráticos para o anúncio oficial de Brandão. Um dos pontos que pesaram a favor da escolha do executivo é o fato de ele ter um perfil considerado como semelhante ao do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. "Um banqueiro jovem, mas bastante experiente , técnico, discreto e apolítico", explicou o integrante da equipe econômica do governo. A informação de que o governo estava prestes a fechar com Brandão foi divulgada em primeira mão na sexta-feira (31), pela comentarista Cristiana Lôbo, na GloboNews, e no blog dela, no G1. André Brandão, presidente do HSBC, deverá ser o novo presidente do BB Perfil O presidente do HSBC, André Brandão, em audiência no Senado em 2015 Edilson Rodrigues/Agência Senado Brandão ingressou no Grupo HSBC no final de 1999, na área de renda fixa, vendas e câmbio. Em 2001, assumiu o cargo de diretor de tesouraria, e posteriormente, foi promovido a diretor-executivo de tesouraria. Com 26 anos no mercado financeiro, Brandão trabalhou por 11 anos no Citibank, entre São Paulo e Nova York. Veja Mais

Congresso dos EUA falha em alcançar acordo para recuperar economia

G1 Economia Fim do pagamento semanal de US$ 600 representa um duro golpe para milhões de americanos que enfrentam um mercado de trabalho sem perspectivas de melhora. As negociações para instituir um novo pacote de benefícios para mitigar os efeitos da pandemia do coronavírus estão paralisadas no Congresso dos Estados Unidos nesta sexta-feira (31), justamente quando expira o auxílio adicional que vem sendo pago a milhões de desempregados. Não há expectativas de um acordo e as negociações foram suspensas. O fim da vigência do pagamento semanal de US$ 600, aprovado em março, representa um duro golpe para milhões de americanos que enfrentam um mercado de trabalho sem perspectivas de melhora enquanto o coronavírus continuar avançando. A onda de demissões que começou em meados de março, com as primeiras medidas de confinamento, continua. Com o término iminente da ajuda, muitos legisladores tinham esperanças de conseguirem uma decisão de última hora, como é costume em Washington. Porém, em um ambiente tenso e polarizado a menos de 100 dias das eleições presidenciais, não houve nenhum acordo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, culpou a titular da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, e o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, de "bloquearem um seguro-desemprego muito necessário". O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com jornalistas durante uma entrevista coletiva na Casa Branca, em Washington Chip Somodevilla/Getty Images via AFP "Isso é terrível, já que eles entendem plenamente que não é culpa dos trabalhadores que estão desempregados, a culpa é da China", afirmou o mandatário que habitualmente repete seus críticas sobre Pequim por causa do novo coronavírus. Por sua vez, Pelosi acusou os republicanos, que controlam o Senado, de não entenderem a gravidade da situação. "Prevemos que teríamos um projeto, mas ainda não chegamos lá", disse. Segundo dados do Departamento do Trabalho dos EUA, novos pedidos de auxílio-desemprego subiram pela segunda semana consecutiva até 25 de julho e estão em 1,43 milhão. "Não forma uma tendência, mas com o vírus se espalhando pelo país e a reabertura da economia, é provável que vejamos como esse aumento progride", disse o analista Joel Naroff. Quando o Congresso aprovou um pacote de ajuda de US$ 2,2 trilhões, ele não previu que, vários meses depois, a epidemia continuasse sem controle. O preocupante crescimento de casos impediu que muitas empresas reabrissem e colocou em dúvida a capacidade do país de controlar a pandemia que deixou mais de 152 mil mortos. "A recuperação econômica que esperávamos no segundo semestre do ano provavelmente será moderada, a menos que o vírus seja contido e as atividades possam ser retomadas", apontou Rubeela Farooqi, economista da consultoria High Frequency Economics. Para a especialista, sem uma reabertura completa, é provável que a economia sofra danos permanentes e que o caminho para a recuperação seja "um processo mais lento e mais extenso". Dúvidas sobre a recuperação Na quinta-feira, o Departamento de Comércio informou que a economia dos Estados Unidos caiu em 32,9% no segundo trimestre. A freada foi tão forte que ficou longe do recorde anterior, uma contração de 10% em 1958. PIB dos EUA sofre forte queda por causa da pandemia Segundo um estudo publicado em junho pelas universidades de Chicago e Notre Dame, o benefício pago pelo governo ajudou a reduzir a pobreza em 2,3%, apesar do aumento do desemprego. Por outro lado, o Departamento de Comércio informou nesta sexta-feira que os gastos de consumo pessoal subiram 5,6% no mês passado. Vários economistas indicam que a ajuda do Congresso deu suporte a setores importantes como o varejo, que em junho alcançou a recuperação em forma de V, mantendo-se nos níveis que tinha antes da pandemia. Nesse contexto, a agência de classificação de risco Fitch cortou a perspectiva da nota dos EUA para negativa, mas manteve a classificação em AAA, alertando que há o risco de que a dívida e o déficit aumentem. O presidente Donald Trump celebra os indicadores que mostram uma recuperação para firmar seus argumentos de que a economia está se recuperando. No entanto, Gregory Daco, da Oxford Economics, disse que essa equação muda completamente com o aumento de casos. De acordo com Naroff, hoje os EUA têm o maior sistema de assistência social de sua história, que serviu para "manter o consumo" e evitar um "colapso total". "Mas se esse auxílio for cortado e o problema enfrentado pela economia, que é o vírus, permanecer descontrolado, essa recuperação em forma de V pode não se concretizar", declarou o analista. Veja Mais

Aplicativo com tecnologia Google-Apple vai alertar sobre contato com infectados por coronavírus, diz ministério

G1 Economia Governo afirma que sistema é seguro e não tem acesso a nenhuma informação pessoal. Aplicativo Coronavírus-SUS vai alertar sobre contato com infectado por Covid-19 Ministério da Saúde O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (31) uma nova funcionalidade para o aplicativo Coronavírus-SUS para alertar sobre a exposição a novos infectados pela doença. Com base em um tecnologia desenvolvida por Google e Apple, a plataforma vai avisar, pelo celular, em até 24 horas, sobre pessoas que testaram positivo para Covid-19 e estiveram próximas ao dono do aparelho nos últimos 14 dias. "O aplicativo é seguro e não tem acesso a nenhuma informação pessoal", disse a pasta. De acordo com o governo, a versão para Android, Google, já está disponível para download, enquanto chegará para iOS, da Apple, nos próximos dias. Blog do Altieres: quais os desafios da tecnologia Apple-Google? Como funciona a tecnologia? O Sistema de Notificação de Exposição depende de que a pessoa com resultado positivo para Covid-19 disponibilize no aplicativo Coronavirus-SUS — de forma voluntária e anônima, a partir de um token (código de números) emitido pelo Ministério da Saúde — a validação do seu exame (PCR ou sorológico) positivo para a doença. A pasta diz que, para evitar informações falsas, antes de gerar o token, haverá um cruzamento entre o exame informado pela pessoa e os registros integrados da plataforma de vigilância (e-SUS Notifica) e da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). No Brasil, apenas o Ministério da Saúde poderá utilizar o sistema Google-Apple. Como acontece em outras parte do mundo, a plataforma é disponibilizada para órgãos governamentais. Como é feita a detecção de proximidade? Com o envio criptografado das informações de contágio, por meio do uso do bluetooth de baixa energia, o aplicativo reconhece contatos próximos a uma distância de 1,5 a 2 metros e por um tempo mínimo de cinco minutos entre smartphones que possuam o aplicativo instalado. Para receber notificações de contato próximo com usuários positivos para Covid-19, é necessário que o usuário tenha o aplicativo e habilite a função de notificação de exposição no aparelho. O aplicativo funciona apenas com outras pessoas com o aplicativo oficial instalado, e as notificações são feitas somente pelo governo. De acordo com o Ministério, a notificação vai alertar que se trata de uma medida de prevenção e que não necessariamente a pessoa terá a doença, mas que é preciso ficar atenta aos sintomas, como febre, tosse, dor de garganta e/ou coriza, com ou sem falta de ar, e reforçar as medidas de higiene. O que fazer se for alertado? O governo orienta, caso a pessoa apresente algum sintoma nos próximos 14 dias após receber o alerta de proximidade, deve procurar imediatamente o serviço de saúde mais próximo. Se a pessoa optar por parar de receber as informações, ela pode, a qualquer momento, desativar as configurações no aplicativo ou até mesmo excluí-lo. Apple e Google prometem tecnologia conjunta para combater a pandemia de coronavírus Aparecido Gonçalves/Rafael Miotto/G1 A reportagem está sendo atualizada Veja Mais

Zoom teve falha que permitia descobrir senhas de reuniões por tentativa e erro

G1 Economia Sem limite no número de tentativas, invasor poderia testar todas as combinações. Zoom Altieres Rohr/G1 O serviço de videoconferência Zoom não limitava a quantidade de tentativas de senha para entrar em uma reunião, gerando uma falha de segurança que permitia descobrir a senha em questão de minutos apenas com tentativa e erro. A brecha foi descoberta por Tom Anthony, um executivo de uma empresa especializada em otimizações para sites de busca, a SearchPilot. Anthony, que diz ter a segurança on-line como "hobby", comunicou o problema à Zoom no dia 1º de abril. Uma correção foi adotada pouco mais de uma semana depois, no dia 9 de abril. Mas o caso só veio a público nesta quarta-feira (29) por meio de uma publicação do próprio especialista. Serviços on-line normalmente impõem um limite para tentativas de login e bloqueiam ou atrasam tentativas consecutivas. Anthony descobriu que a Zoom não adotava esse mecanismo de segurança em uma de suas plataformas – a do cliente web. Por padrão, as senhas das reuniões da Zoom são de apenas seis dígitos numéricos, totalizando apenas um milhão de combinações. Realizando várias tentativas em paralelo, qualquer senha desse conjunto poderia ser descoberta em questão de minutos. No campo da segurança digital, usa-se o termo "força bruta" para descrever um ataque capaz de quebrar um mecanismo de segurança através de tentativa e erro. Como nenhum sistema está imune a esse tipo de ataque, um serviço é considerado protegido quando adota medidas que tornam o ataque impraticável. Para reuniões agendadas, a Zoom permite a definição de uma senha personalizada, inclusive com caracteres alfanuméricos – o que aumenta significativamente a quantidade de combinações. No entanto, procedimento é opcional. Com a falha corrigida, não é mais possível realizar todas as tentativas necessárias para quebrar a segurança da reunião. Zoom não exigia senhas Quando começou a ganhar notoriedade, no início da pandemia do novo coronavírus, a Zoom não exigia que seus usuários configurassem uma senha para as reuniões. Sem essa proteção, as reuniões ficavam expostas e havia o risco de trotes ou espionagem – uma prática que ficou conhecida como "zoom bombing". Em um caso, por exemplo, um homem nu conseguiu entrar em uma conferência de aula remota. Também era possível realizar um ataque de força bruta para mapear as reuniões no Zoom e encontrar todas as que estivessem desprotegidas. Mesmo quem não divulgasse o código da reunião, portanto, poderia ser vítima de "zoom bombing". Diante desse problema, a companhia decidiu configurar uma senha padrão, que era integrada ao endereço da reunião. Quem compartilhava as reuniões apenas por links nem percebeu a mudança. No entanto, uma das facilidades do serviço da Zoom é a possibilidade de encontrar reuniões com um identificador numérico. Nesse caso, a senha precisa ser compartilhada junto com o número da reunião. Qualquer alteração no formato das reuniões da Zoom acabaria dificultando (ou, pelo menos, modificando) a maneira como as pessoas interagem com o serviço. Outros serviços de videoconferência usam identificadores mais extensos, o que dificulta esse tipo de ataque, mas também requer mais planejamento para divulgar as informações que permitem participar de uma reunião. No dia 1º de abril, a Zoom iniciou um período de dedicação exclusiva a melhorias em segurança. Essa fase durou três meses, até 30 de junho. No dia 24 de junho, a Zoom anunciou a contratação de um novo diretor de segurança, Jason Lee, que atuava na Salesforce. Richard Farley, que ocupava o cargo desde 2018, passou a ser vice-diretor da área. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Altieres Rohr Ilustração: G1 Veja Mais

Bolsonaro sanciona com vetos lei que dá 12 meses para reembolso de passagem aérea, diz Planalto

G1 Economia Secretaria-Geral informou que sanção será publicada nesta quinta (6) no 'Diário Oficial'. Congresso pode manter ou derrubar vetos presidenciais a trechos de projetos aprovados. A Secretaria-Geral informou nesta quarta-feira (5) que o presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos a lei que permite às companhias aéreas fazer o reembolso de passagens aéreas em até 12 meses. A lei tem origem em uma medida provisória editada pelo governo em razão da pandemia do novo coronavírus. O texto foi aprovado pelo Senado há cerca de três semanas e já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados. Segundo a Secretaria-Geral, a sanção da lei será publicada no "Diário Oficial da União" nesta quinta (6). "A queda brusca na demanda por serviços de transporte aéreo, provocada pela pandemia, teve como consequência uma forte pressão sobre o fluxo de caixa das empresas do setor de aviação civil, que tiveram suas receitas consideravelmente reduzidas", informou a pasta. "Em virtude dessa situação, as empresas aéreas brasileiras têm enfrentado dificuldade para honrar seus compromissos, motivo pelo qual estão expostas ao risco de insolvência", acrescentou. Senado aprova MP que autoriza empresas aéreas a reembolsar passagens em até 12 meses Vetos De acordo com a Secretaria-Geral, Bolsonaro vetou a permissão para aeronautas e aeroviários titulares de conta vinculada ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) fazerem o saque mensal de recursos até o limite do saldo existente na conta vinculada. Segundo a Secretaria-Geral, "a medida pode acarretar em descapitalização do FGTS, colocando em risco a sustentabilidade do próprio fundo, o que prejudica não só os novos investimentos a serem contratados em habitação popular, saneamento básico e infraestrutura urbana, mas também a continuidade daqueles já pactuados, trazendo impactos significativos nas diretrizes de políticas de desenvolvimento urbano". "Outro ponto de destaque de veto foi o artigo que configurava uma compensação advinda de um juízo de conveniência por parte do Poder Legislativo, no sentido de suavizar os efeitos da crise da Covid-19 dada uma menor arrecadação no exercício de 2020. [...] De acordo com o veto presidencial, a proposta não atendeu ao disposto [...] na LDO 2020, que dispõe que somente poderão ser reputadas como medidas de compensação aquelas que impliquem em aumento de receita, proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição", informou o Planalto. Associação prevê pior ano da história para o setor aéreo Próximos passos Vetos presidenciais a trechos ou íntegras de projetos aprovados pelo Poder Legislativo podem ser mantidos ou derrubados pelo Congresso Nacional. Cabe ao presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), convocar uma sessão para a análise. "Cabe destacar que o veto presidencial não representa um ato de confronto do Poder Executivo ao Poder Legislativo. Caso o presidente da República considere um projeto, no todo ou em parte, inconstitucional, deverá aplicar o veto jurídico para evitar uma possível acusação de crime de responsabilidade", afirmou a Secretaria-Geral. "Caso o Presidente da República considere a proposta, ou parte dela, contrária ao interesse público, poderá aplicar o veto político. Entretanto, a decisão final sobre esses vetos cabe ao Parlamento", acrescentou a pasta. Veja Mais

Senado aprova estender auxílio emergencial a agricultor familiar que não tiver recebido benefício

G1 Economia Pagamento estava previsto no projeto aprovado pelo Congresso que deu origem à lei do auxílio, mas Bolsonaro vetou. Novo texto segue para sanção e prevê cinco parcelas de R$ 600. O Senado aprovou nesta quarta-feira (5) o projeto que estende o auxílio emergencial de R$ 600 a agricultores familiares que ainda não tiverem recebido o benefício. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e segue para sanção presidencial. O pagamento estava previsto no projeto aprovado pelo Congresso Nacional que deu origem à lei do auxílio emergencial. O trecho, no entanto, foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro. Pelo novo texto aprovado pelo Congresso, os agricultores familiares deverão receber cinco parcelas de R$ 600. Como previsto no auxílio emergencial "geral", a mulher agricultora familiar que cuidar sozinha dos filhos receberá duas cotas do benefício. O relator no Senado, Paulo Rocha (PT-PA), votou pela manutenção do texto aprovado pela Câmara, sem alteração. Acesso ao benefício Para ter acesso ao recurso, o agricultor familiar deve se encaixar nos seguintes requisitos, semelhantes aos critérios para a concessão do auxílio emergencial: cadastrar-se na entidade de assistência técnica e extensão rural credenciada à Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater); ter mais de 18 anos; não ter emprego formal ativo; ter renda familiar mensal per capita de até meio salário-mínimo ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos; não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, com exceção do Programa Bolsa Família e do seguro-desemprego recebido durante o período de defeso; não ter recebido, em 2018, rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70. Outros pontos O projeto prevê, ainda, a abertura automática de uma poupança social digital, por meio da qual pode ser feito o pagamento do benefício pelos bancos públicos federais. Os beneficiários que não tiverem acesso à internet podem fazer o saque do auxílio apresentando documento de identidade e CPF. Em caso de acesso irregular ao benefício, como por exemplo por meio de fraude ou informação falsa, o responsável deve restituir os valores, podendo também ser punido com ações civis e criminais. O texto também garante que esse apoio não descaracteriza a condição do agricultor familiar de segurado especial da previdência. Fomento a agricultores O projeto cria o Fomento Emergencial de Inclusão Produtiva Rural para apoiar a atividade produtiva de agricultores familiares durante o estado de calamidade pública. Pelo texto, o benefício pode ser concedido aqueles que se encontram em situação de pobreza e extrema pobreza, excluídos os benefícios previdenciários rurais. A proposta autoriza a União a transferir ao beneficiário do fomento R$ 2.500, em parcela única, por unidade familiar. Para a mulher agricultora familiar, a transferência será de R$ 3 mil. A proposta também prevê a transferência, por parte do governo, de recursos financeiros não reembolsáveis aos agricultores que aderirem ao fomento e se comprometerem a implantar as etapas previstas em um projeto de estruturação da unidade produtiva familiar, que deve ser elaborado pela Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). Se o projeto contemplar a implementação de cisternas ou tecnologias de acesso à água, a transferência poderá ser de até R$ 3.500 por unidade familiar. Mais detalhes Garantia-Safra: A proposta prevê concessão automática do benefício Garantia-Safra aos agricultores familiares aptos a receber o auxílio, após apresentação de laudo técnico de vistoria municipal comprovando a perda de safra; Linha de crédito: O texto autoriza o Conselho Monetário Nacional (CMN) a criar linhas de crédito rural, com condições especiais, no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Podem se beneficiar das medidas agricultores familiares com renda familiar mensal de até três salários mínimos. Entre as condições para a linha de crédito, estão a taxa de juros de 1% ao ano; prazo de vencimento mínimo de 10 anos, com cinco de carência; limite de financiamento de R$ 10 mil por beneficiário; e prazo para contratação até o fim de 2021. No caso da mulher agricultora familiar, a taxa de juros será menor, de 0,5% ao ano, e com bônus adicional de adimplência de 20% sobre os valores pagos até a data de vencimento; Abastecimento emergencial: Criação do Programa de Atendimento Emergencial à Agricultura Familiar (PAE-AF), que deve operar enquanto durar os impactos econômicos causados pela pandemia, para atender os agricultores familiares que não efetuaram transações no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) nos últimos dois anos. O objetivo da medida é promover o abastecimento emergencial de pessoas em situação de insegurança alimentar. As aquisições anuais serão limitadas a R$ 4 mil por unidade familiar ou, no caso de mulher agricultora, de R$ 5 mil; Dívidas: O projeto faz mudanças em várias legislações que tratam de programa de crédito e renegociação de dívidas. O texto autoriza, por exemplo, a prorrogação, para um ano após a última prestação, do vencimento das parcelas vencidas ou a vencer em 2020 relativas a operações de crédito rural contratadas por agricultores familiares ou no âmbito do Programa Nacional de Crédito Fundiário, conhecido como Terra Brasil, que financia a compra da terra para trabalhadores rurais e investimentos em infraestrutura. Também reabre prazo de adesão ao Programa de Regularização Tributária Rural (PRR). Uso do salário-educação Também na sessão desta quarta-feira, o Senado aprovou um projeto que possibilita o pagamento de funcionários da rede pública de ensino com o dinheiro do salário-educação. O texto segue para a Câmara. A proposta foi aprovada em razão da pandemia do novo coronavírus. Uma lei de 1998 proíbe a utilização do dinheiro para quitar a folha de pagamento. A proposta inclui na legislação um dispositivo que viabiliza a opção somente enquanto vigorar o estado de calamidade pública (31 de dezembro). Segundo o autor do texto, Dário Berger (MDB-SC), a medida visa amenizar a crise causada pela pandemia. "Existe a questão de graves problemas de financiamento, pois resta claro que haverá, conforme já se pode perceber nos últimos meses, uma redução de grande monta nos recursos disponíveis, em função da perda de arrecadação decorrente da interrupção de atividades econômicas, advinda, por sua vez, do necessário isolamento social", argumentou. A Constituição estabelece que a educação básica da rede pública conta com uma "fonte adicional de financiamento", a contribuição social do salário-educação. Esse é cobrado sobre o total de remunerações pagas pelas empresas, com uma alíquota de 2,5%. Organizações culturais, entidades filantrópicas e outros ficam livres do recolhimento. A educação básica compreende a pré-escola (infantil) e os ensinos fundamental e médio. Os recursos da contribuição são divididos entre estados e municípios de acordo com o número de alunos matriculados. Do dinheiro arrecadado, 10% vão para o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para aplicação em projetos e programas; 90% correspondem às cotas federal, estaduais e municipais. Os recursos são depositados automaticamente todo mês nas contas bancárias das secretarias dos estados e das cidades. O relator da proposta, Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), incluiu uma sugestão para deixar claro que os recursos serão destinados à "remuneração dos profissionais da educação básica pública em efetivo exercício". O pagamento dos salários dos professores, com dinheiro do salário-educação, só ocorrerá se não causar prejuízo dos serviços garantidos ao estudante, como transporte, alimentação e acesso ao material escolar. Veja Mais

“Este ano está garantido”, diz microempresária que salvou negócio com financiamento coletivo

G1 Economia Ateliê que confecciona turbantes quase fechou as portas durante a pandemia. Plataforma de financiamento coletivo já direcionou R$ 7 milhões para empreendedores da periferia. A pandemia foi muito danosa para os empreendedores das periferias do Brasil. O ateliê de turbantes da empresária Michelle Fernandes quase fechou as portas. Mas foi salvo por uma plataforma de financiamento coletivo que já direcionou R$ 7 milhões para empreendedores. Todos são negócios da periferia, como o da Michelle, que fica no Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo. Antes da pandemia, Michelle recebia encomendas por mensagens e redes sociais. Até que a pandemia zerou as vendas e a empresária não conseguia mais pagar as contas de R$ 5 mil por mês. “Tinha cliente falando: ‘a gente tem que comprar comida, ninguém quer saber de turbante’. Nas primeiras semanas, pensei que era derradeiro, que ia fechar”, relata. Financiamento coletivo salvou ateliê de turbantes na periferia de SP Reprodução TV Globo Mas Michelle encontrou a saída na vaquinha virtual. “A gente identificou ali muita potência e a importância da manutenção e da existência desse negócio, que também tem a conexão com outras colaboradoras”, explica Wagner Silva, coordenador do Matchfunding Enfrente, que organiza o financiamento coletivo. Este tipo de financiamento coletivo tem uma característica diferente. O empreendedor faz um projeto e fica responsável por correr atrás de um terço do valor pedido. O restante, a plataforma completa e faz o “match”. Isto é: o dinheiro não precisa ser devolvido. “Os projetos que são apresentados pra plataforma Enfrente têm o valor entre R$ 10 e R$ 30 mil. E a cada R$ 1 captado pelo empreendedor, R$ 2 são doados pelo fundo colaborativo”, conta Wagner. Em 15 dias, Michelle arrecadou R$ 10 mil entre as pessoas que conhecia e gostavam da marca dela. A plataforma completou com mais R$ 20 mil. Ela usou parte do dinheiro para pagar as contas atrasadas e enxergou outra oportunidade de negócio na crise: fazer máscara de proteção e um kit com a peça combinando com o turbante. Em maio, a empresa vendeu mais de 140 kits de turbantes com máscaras e faturou R$ 9 mil. “Este ano está garantido. A gente vai continuar com as portas abertas, vai conseguir pagar o aluguel, vai ter um salário”, comemora a empresária. Veja a reportagem completa: Plataforma de financiamento coletivo garante sobrevivência de negócio da periferia de SP Veja Mais

TCU arquiva ação contra ministro da CGU por obstruir fiscalização do acordo de leniência da Odebrecht

G1 Economia Corte também arquivou processo similar contra ex-advogada-geral da União Grace Mendonça, mas ainda vai apurar condutas. Acordo assinado em 2018 não passou pelo tribunal. O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, nesta quarta-feira (5), arquivar processos contra o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner do Rosário, e a ex-advogada-geral da União Grace Mendonça. Eles eram acusados de atrapalhar a fiscalização, pelo TCU, do acordo de leniência entre o governo e a construtora Odebrecht. O acordo com a empreiteira foi assinado em 2018, e a área técnica do TCU chegou a pedir a suspensão das tratativas por conta da suposta sonegação de informações pela CGU e pela AGU. Mesmo rejeitando a cautelar, o TCU decidiu abrir um processo para apurar as obstruções ao trabalho dos auditores da corte de contas. O relator dos processos, ministro Bruno Dantas, afirmou que a decisão de arquivar o caso ocorreu porque o TCU assinará, nesta quinta (6), acordo com AGU, CGU e Ministério Público Federal para compartilhamento de dados dos acordos de leniência. O acerto deve permitir acesso do tribunal a todas as etapas dos processos. Odebrecht fechou acordo de leniência com a União em 2018 "Eu propunha a inabilitação da ex-AGU por 5 anos, tamanha a gravidade dos fatos, mas eu entendo que o ambiente agora é outro, é de construção, de relação cooperativa”, afirmou o ministro sobre o acordo que será assinado. Bruno Dantas disse ainda que, antes da assinatura do acordo de leniência com a Odebrecht, Rosário e Grace se comprometeram a não finalizar o acordo antes de o TCU tomar conhecimento dos termos. Ao fim, o acordo foi assinado sem que o TCU fosse sequer comunicado. “O acordo [de leniência da Odebrecht] foi uma quebra de confiança. No caso da CGU, foi ainda mais grave porque trata-se de um órgão parceiro”, afirmou Dantas. Veja Mais

Reforma tributária: Guedes se opõe a pedido dos estados para criação de fundos bilionários

G1 Economia Estados pedem R$ 480 bilhões em dez anos para desenvolvimento regional e compensar perdas da Lei Kandir. Ministro da Economia diz que conta não pode ser empurrada a gerações futuras. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (5) não concordar com os pedidos dos estados de R$ 480 bilhões, em dez anos, para formar fundos de desenvolvimento regional e compensação por perdas da Lei Kandir. Na proposta dos estados, os repasses crescem gradualmente até atingir um patamar de R$ 97 bilhões ao ano, a partir do décimo ano de vigência dos fundos. "O pacto federativo é um acordo entre gerações, as gerações passadas, presente e futuras. O que não vale é os estados chegarem a um acordo e criarem um fundo de R$ 100 bilhões, R$ 200 bilhões e acharem que vão empurrar a conta para gerações futuras. Seria uma irresponsabilidade fiscal. É muito fácil chegar a um acordo com os fundos e empurrar a conta", declarou o ministro da Economia. Os estados sugeriram os fundos como forma de abocanhar uma parte da arrecadação da União. O governo tem uma oferta diferente: repassar valores por meio do pacto federativo (de R$ 400 bilhões a R$ 450 bilhões em 15 anos, oriundos de "royalties" do petróleo e participações especiais). Paulo Guedes diz que não pretende aumentar a carga de impostos Esse é o principal ponto de atrito entre os estados e a União para a criação de um IVA nacional, englobando os tributos federais, estaduais e municipais. Em julho, o governo encaminhou ao Legislativo uma proposta que unifica apenas dois tributos federais, PIS e Cofins, na chamada Contribuição de Bens e Serviços (CBS), um imposto de valor agregado. E informou que segue discutindo com os estados um imposto mais abrangente – envolvendo os tributos sobre consumo das três esferas de governo. Segundo Guedes, o governo, estados e municípios estão na discussão da reforma tributária juntos e, por isso, é preciso "mergulhar juntos" nos debates, assim como correr riscos juntos. Paulo Guedes lembra proposta que unifica tributos federais "Mas não podemos achar, como houve um tempo atrás, empurrar a conta para a União e gerações futuras. Temos de correr o risco juntos, mergulhar juntos em uma modernização de impostos. Podemos fazer redistribuições limitadas", afirmou Guedes, lembrando que a União fechou recentemente um acordo para resolver as perdas da Lei Kandir dos estados nos últimos anos. O ministro da Economia avaliou que os estados e municípios não podem chegar a um acordo com que "vai quebrar a União". "Se tiver de dividir o pão que temos, vamos dividir, mas não dá para empurrar o pão que não temos. Estou ouvindo falar de fundos de R$ 60, R$ 80, 100 bilhões [por ano]. Isso não acontecerá, ou o Congresso vai decidir", declarou. "Uma coisa é votar o Fundeb, que são R$ 22 bilhões. Outra coisa são R$ 100 bilhões. Quero ver fazer isso sem aumentar os impostos. Vamos respeitar gerações futuras, não vamos vender ilusões." Estados chegaram pela 1ª vez a acordo unânime, diz Meirelles sobre reforma tributária Veja Mais

Criação de vagas no setor privado dos EUA desacelera em julho e fica abaixo do esperado, aponta pesquisa

G1 Economia Relatório da ADP, desenvolvido em conjunto com a Moody's Analytics, é publicado antes do relatório mais abrangente do governo previsto para sexta. A criação de vagas no setor privado dos Estados Unidos desacelerou acentuadamente em julho, indicando perda de força no mercado do trabalho e na recuperação econômica conforme novas infecções pelo coronavírus se espalham pelo país. O Relatório Nacional de Emprego da ADP mostrou nesta quarta-feira criação de 167 mil vagas de trabalho no setor privado no mês passado. Os dados de junho foram revisados para mostrar abertura de 4,314 milhões de postos de trabalho, em vez dos 2,369 milhões divulgados anteriormente. Ecomomistas consultados pela Reuters projetavam abertura de 1,5 milhão de vagas em julho. O relatório da ADP, desenvolvido em conjunto com a Moody's Analytics, é publicado antes do relatório mais abrangente do governo para julho na sexta-feira. Segundo pesquisa da Reuters, o relatório de emprego fora do setor agrícola deve mostrar abertura de 1,485 milhão de vagas no setor privado em julho. Isso levaria o total de criação de postos de trabalho para 1,6 milhão, contra recorde de 4,8 milhão em junho. Julho termina como o pior mês até agora da pandemia da Covid-19 nos EUA Veja Mais

Veja as vagas de emprego do Sine Macapá para 5 de agosto; inscrições são pela web

G1 Economia Entre as 23 oportunidades, estão funções como técnico em edificações, vidraceiro, pedreiro, ferreiro, almoxarife, mestre de obras, promotor de vendas, entre outros. Sine oferece vaga para vidraceiro Sebrae Garanhuns/Divulgação O Sistema Nacional de Emprego no Amapá (Sine-AP) oferta vagas de emprego em Macapá para esta quarta-feira (5). O atendimento ao público está suspenso na sede do órgão e os candidatos interessados devem encaminhar e-mail com currículo anexado. As inscrições e cadastros devem ser feitos pela internet, no e-mail sinetrabalhador@sete.ap.gov.br. As vagas estão disponíveis apenas para o dia divulgado. O atendimento do Sine por e-mail já era feito para as empresas que ofertam as vagas e agora o órgão estendeu para os interessados em enviar currículos. A alternativa, que visa compensar o tempo em que o Sine ficou fechado, deve durar até o fim do decreto de isolamento. Veja as vagas disponíveis de acordo com as solicitações das empresas, para quarta-feira: almoxarife ajudante geral conferente caseiro técnico em edificações empregada doméstica eletricista automotivo eletricista pedreiro ferreiro orçamentista mecânico florestal mestre de obra operador de transpalete promotor de vendas pintor representante comercial autônomo serralheiro técnico em refrigeração automotiva técnico instrutor pleno vidraceiro vendedor externo montador de móveis Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá Veja Mais

Startup cresce 400% ajudando supermercados a vender online

G1 Economia A procura por compras online cresceu durante a pandemia. Mas a operação de um e-commerce não é tão simples e exige estrutura própria e uma logística diferenciada. Grande redes e também pequenos supermercados estão migrando cada vez mais para o mundo digital. Mas ter experiência no comércio não significa que será fácil vender pela internet. A operação de um e-commerce exige uma estrutura própria, uma logística diferenciada e um supermercado online precisa ter alguns cuidados ainda mais específicos. Leandro Castanheira, sócio da startup que oferece soluções completas de e-commerce para supermercados, conta que a ideia surgiu quando o sócio dele precisava migrar o próprio supermercado para o mundo digital. Daí começaram a oferecer o serviço para outros varejistas. A empresa oferece a plataforma de e-commerce e um aplicativo. A taxa de adesão é de R$ 10 mil e mais uma mensalidade que varia de R$ 2 mil a R$ 5 mil. A startup dá suporte, treinamento e acompanhamento da operação, além de assistência ao longo do contrato. Empresa ajuda supermercados a vender online Reprodução TV Globo "Nossa grande missão é auxiliar varejistas que querem começar no mundo digital. Não é simplesmente colocar uma tecnologia. É a tecnologia, mas também o processo todo embarcado", explica. Com a pandemia, o faturamento subiu 400%. Hoje, a startup tem 200 clientes e atua em 13 estados brasileiros. Um dos clientes é Nilton Federzoni, dono de uma rede com cinco lojas na Região Metropolitana de São Paulo. A operação digital começou durante o primeiro mês da pandemia do coronavírus e foi uma aposta certeira. "Tem gente que está isolado em casa há mais de 100 dias. Esse pessoal tem dependência grande do e-commerce", diz Nilton. Confira a reportagem completa: Startups ajudam pequenos mercados a criar a própria loja virtual Veja Mais

Petróleo avança antes de dados de estoques dos EUA e após explosão no Líbano

G1 Economia Os preços dos contratos para outubro do Brent fecharam em alta de 0,63%, a US$ 44,43 o barril, e os dos contratos do WTI para setembro subiram 1,68%, a US$ 41,70 o barril O petróleo oscilou na sessão desta terça-feira (4) e fechou em alta apoiado pela expectativa de que os dados referentes aos estoques americanos, a serem divulgados, mostrem nova queda. Também contribuiu para a virada a explosão na região portuária de Beirute, no Líbano. Embora ainda não haja esclarecimentos sobre as causas e as consequências do ocorrido, o fato gera receios sobre possíveis efeitos na oferta produzida no Oriente Médio. Explosão em Beirute deixa carros revirados e feridos pelas ruas Os preços dos contratos para outubro do Brent, a referência global, fecharam em alta de 0,63%, a US$ 44,43 o barril, na ICE, em Londres, enquanto na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex) os preços dos contratos para setembro do WTI, a referência americana, subiram 1,68%, a US$ 41,70 o barril. Às 17h30 (horário de Brasília), o Instituto Americano do Petróleo (API, na sigla em inglês) divulgará seus dados extra-oficiais sobre os estoques de petróleo nos Estados Unidos na semana passada. Os dados oficiais serão divulgados amanhã pelo Departamento de Energia (DoE) americano. Uma pesquisa do “Wall Street Journal” prevê que o relatório da mostrará que os estoques de petróleo dos EUA caíram 1,8 milhão de barris na semana passada, em meio a indicações de que a produção americana de petróleo caiu drasticamente. Veja Mais

Cade aprova compra de marcas de margarina e maionese da Bunge pela JBS

G1 Economia Pelo acordo, serão adquiridas fábricas e diversos rótulos, entre eles Delícia, Primor e Gradina. Margarina Delícia: marca foi comprada pela Seara, do grupo JBS Reprodução/Bunge A Seara, do grupo JBS, recebeu aval do órgão brasileiro de defesa da concorrência para sua aquisição do negócio local de maionese e margarinas da norte-americana Bunge. A operação, anunciada pelas empresas em dezembro de 2019, foi aprovada sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), segundo publicação no Diário Oficial da União desta terça-feira (4). A JBS disse no final do ano passado que a transação, no valor de R$ 700 milhões, envolveria três unidades fabris em São Paulo, Santa Catarina e Pernambuco, além de um portfólio de marcas dos produtos. O negócio chegou a ser alvo de questionamentos da BRF, que apontou preocupações concorrenciais ao Cade e foi aceita como terceira interessada no processo que avaliava a aquisição. O órgão estatal, no entanto, entendeu que a operação não levará a um arrefecimento da concorrência no mercado de margarinas, ao apontar que "a Seara seguirá enfrentando a concorrência da BRF- líder com mais de 50% de mercado- e ainda pressão de competidores regionalmente relevantes". A transação envolve a aquisição pela Seara das marcas de margarina Cremosy-Soya, Cukin, Delícia, Primor, Suprema, Predileta, Ricca e Gradina, além das maioneses Soya e Salada, informações do parecer do Cade. Veja Mais

China acusa EUA de 'intimidação' pela venda do TikTok

G1 Economia Microsoft negocia aquisição do aplicativo de vídeo chinês. Trump ordenou venda do app até meados de setembro e ameaçou banimento. Logo do aplicativo TikTok Dado Ruvic/Reuters A China acusou o governo dos Estados Unidos, nesta terça-feira (4), de "intimidação pura e simples" depois que o presidente Donald Trump ordenou a venda até meados de setembro do popular aplicativo TikTok, que pertence à empresa chinesa ByteDance. O TikTok encerrará as atividades nos Estados Unidos em 15 de setembro "a menos que a Microsoft, ou alguém, possa comprá-lo e concluir um acordo", anunciou o presidente americano na segunda-feira (3) em referência ao aplicativo que tem quase um bilhão de usuários no mundo, principalmente adolescentes. Em um contexto de tensões políticas e comerciais com Pequim, Washington acusa a plataforma há vários meses de ser utilizada pelos serviços de Inteligência chineses para vigilância. TikTok proibido? O que está por trás do anúncio de Trump Ao ser questionado sobre o anúncio de Trump, o porta-voz da diplomacia chinesa, Wang Wenbin, acusou o governo dos Estados Unidos de atacar de maneira frequente as empresas estrangeiras, abusando da noção de segurança nacional. "Isto vai contra os princípios da economia de mercado e os princípios de abertura, transparência e não discriminação da OMC", afirmou o porta-voz. "Trata-se de intimidação pura e simples. A China se opõe de maneira firme", completou. Sem mencionar medidas de represália, Wang considerou que Washington está abrindo "a caixa de Pandora". "Se todo mundo imitar os Estados Unidos, qualquer país poderá adotar medidas similares contra empresas americanas em nome da segurança nacional", advertiu. Trump anuncia que irá proibir TikTok nos EUA Proprietário chinês admite pressão Em uma carta envida nesta terça-feira aos funcionários da ByteDance, seu fundador Zhang Yiming sugeriu que a intenção do governo dos Estados Unidos era proibir o aplicativo, mais do que forçar a venda. Zhang afirma aos funcionários que devem estar preparados para "mais dificuldades no futuro" e destaca que o sentimento anti-China "cresceu de maneira significativa em muitos países". Embora a empresa negue que os dados dos usuários sejam repassados ao governo chinês, o fundador do ByteDance, reconheceu em outra carta interna, publicada na segunda-feira, que está sob pressão e destacou que o grupo trabalha "as 24 horas do dia para obter a melhor solução possível". "Sempre nos comprometemos a garantir a segurança dos dados do usuário, assim com a neutralidade e transparência da plataforma", afirmou Zhang aos funcionários em um comunicado interno, de acordo com a imprensa chinesa. Zhang Yiming, fundador e CEO da ByteDance, dona do TikTok Shannon Stapleton/Reuters A nota completa, no entanto, que o TikTok enfrenta "crescentes complexidades em todo panorama geopolítico e uma importante pressão externa" e que estuda transferir a sede central para outro grande mercado, fora dos Estados Unidos. De acordo com o jornal britânico The Sun, a ByteDance avalia transferir para o Reino Unido as operações globais do TikTok, hoje com sede em Los Angeles. Muito popular entre os jovens, o Tiktok permite aos usuários criar e compartilhar vídeos de até 60 segundos, a maioria divertidos, mas alguns sérios e inclusive artísticos. De acordo com o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, empresas como TikTok podem estar obtendo informações dos cidadãos como seu "padrão de reconhecimento facial, residência, números de telefone, amigos e com quem entram em contato". Ao anunciar uma data-limite para a venda do aplicativo, Trump também apresentou uma nova condição surpresa, ao destacar que a operação representaria um pagamento significativo ao Tesouro dos Estados Unidos. A Microsoft não fez comentários na segunda-feira, mas em um comunicado divulgado no domingo afirmou que, em caso de concretização da compra, se comprometia a "proporcionar os lucros econômicos que correspondam aos Estados Unidos, incluindo o Tesouro". Veja Mais

WhatsApp ganha recurso de pesquisa para que usuários possam checar mensagens encaminhadas

G1 Economia Ferramenta já está disponível para os usuários do Brasil e mais 6 países que usam a versão mais recente do app. Novo recurso do WhatsApp permite checar se informação encaminhada é verdadeira WhatsApp/Divulgação O WhatsApp anunciou nesta segunda-feira (3) que começou a testar um novo recurso para que os usuários possam verificar na internet o conteúdo das mensagens encaminhadas. Ao receber uma mensagem ou link encaminhado, uma lupa irá aparecer ao lado. Ao clicar no botão, o aplicativo abre uma janela de busca do Google sobre o tema (veja a imagem acima). A ideia é que os usuários possam checar se a informação é verdadeira ou falsa. O recurso de pesquisa já está disponível para os usuários do Brasil e mais 6 países (Espanha, Estados Unidos, Irlanda, Itália, México e Reino Unido) que usam a versão mais recente do WhatsApp para Android e iOS, e do WhatsApp Web/Computador. “Ao fornecer uma maneira simples de pesquisar na internet sobre o conteúdo desse tipo de mensagem, podemos ajudar nossos usuários a encontrar notícias ou outras fontes de informação sobre o conteúdo recebido”, disse a empresa em seu blog oficial. VÍDEO: Como usar figurinhas animadas no WhatsApp Como usar figurinhas animadas no WhatsApp Veja Mais

Reforma tributária: proposta inicial do governo ficará com mesmo relator da comissão mista

G1 Economia O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), entregará ao deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) a relatoria do projeto de lei 3887, a primeira fase da reforma tributária do governo entregue pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ao Congresso. O projeto de lei será incorporado à Comissão Mista da Reforma Tributária, que tem Ribeiro como relator. Paulo Guedes entrega primeira parte da reforma tributária ao Congresso Com a decisão, o projeto não terá a tramitação de urgência solicitada pelo governo, que abriria a possibilidade de uma votação mais rápida, sem passar por comissões. A proposta enviada até agora pelo governo propõe a unificação de dois tributos federais, o PIS e a Cofins, em um novo imposto, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), com alíquota de 12%. A proposta em debate no Congresso vai além e unifica outros tributos, como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços; estadual) e o ISS (Imposto Sobre Serviços; municipal). Na comissão, já serão discutidas as duas PECs (propostas de emenda à Constituição) que tramitam no Congresso, a 110 e a 45. O governo se comprometeu a enviar ainda em agosto as demais etapas de sua proposta de reforma tributária, que incluiria outros tributos, mudanças no imposto de renda e a sugestão de criação de um imposto sobre transações digitais. Reforma tributária: entenda diferenças entre propostas em tramitação no Congresso Veja Mais

Sony diz que vai começar a testar carro elétrico nas ruas do Japão até março do ano que vem

G1 Economia Empresa levou Vision-S da Áustria para Tóquio para aprimirar algumas tecnologias. Sedã foi apresentado na última CES, em janeiro. Carro elétrico da Sony mostrado na CES de 2020 Thiago Lavado/G1 A Sony deu mais um passo na direção de ter seu próprio carro. Depois de apresentar o Vision-S, um conceito de veículo elétrico na última edição da CES, em janeiro, a empresa de eletrônicos resolveu levar o protótipo para o Japão para aprimorar algumas tecnologias. Primeiro elétrico da Porsche, Taycan chega ao Brasil a partir de R$ 589 mil em pré-venda A empresa disse que pretende iniciar os testes de rodagem até o fim de março do ano que vem. No entanto, não há planos de produção. A Sony até divulgou um vídeo do carro chegando em Tóquio, mas as informações ainda são muito restritas. Da Áustria para o Japão Depois de ter sido mostrado na maior feira de tecnologia do mundo, em Las Vegas, o Vision-S foi levado de volta para a sede da Magna Steyr, empresa austríaca que monta veículos para diversas outras fabricantes, como o Jaguar I-Pace. Agora, o Vision-S fez outra viagem, e foi levado para Tóquio, nos laboratórios da Sony. Lá, ele será preparado para iniciar os testes de rodagem. Rival do Taycan? Exterior do Vision-S, modelo de testes da Sony Divulgação/Sony O Vision-S é um sedã de 4 portas com visual elegante e jeito futurista. Ele tem porte semelhante ao do Porsche Taycan: são 4,90 metros de comprimento, 3,00 m de entre-eixos, 1,90 m de altura e 1,45 m de altura. De acordo com a Sony, o modelo tem 2 motores elétricos de 272 cavalos, cada. Juntos, eles podem levar o sedã de 2.350 kg de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos, com máxima de 240 km/h. Interior do Vision-S, da Sony Divulgação/Sony Considerando os quesitos tecnológicos, o Vision-S traz 33 sensores incorporados, incluindo sensores de imagem e de detecção e alcance de luz de estado sólido (Lidar). A Sony promete assistências semiautônomas do nível 2, que incluem assistente de mudança de faixa (inclusive em vias em obras) e controle de velocidade adaptativo. O veículo ainda dispensa os retrovisores convencionais, usando câmeras e telas no lugar. A cabine traz uma grande tela que serve como quadro de instrumentos e central multimídia, inclusive com conexão 5G. Veja Mais

Recuperação da indústria e estímulo dos EUA impulsionam bolsas europeias

G1 Economia Ações alemãs superaram seus pares regionais, subindo 2,7%. Uma expansão modesta na atividade industrial da zona do euro e as esperanças de novos estímulos nos Estados Unidos elevaram as ações da Europa nesta segunda-feira (3), com montadoras, mineradoras e empresas de construção e materiais liderando os ganhos. O índice FTSEurofirst 300 subiu 2,08%, a 1.414 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 2,05%, a 364 pontos, após negociações moderadas no início do dia. As ações alemãs superaram seus pares regionais, subindo 2,7% depois que o país relatou expansão da atividade industrial pela primeira vez desde 2018 em julho, levantando esperanças de que o impacto da pandemia possa estar diminuindo no setor. A atividade industrial na zona do euro se expandiu, refletindo uma melhoria global, com China, Reino Unido e Estados Unidos divulgando números positivos. No entanto, os analistas continuaram cautelosos em relação a uma recuperação sustentada em meio a preocupações sobre um endurecimento das restrições ligadas ao coronavírus na Europa devido à alta de casos da doença. Em Londres, o índice Financial Times avançou 2,29%, a 6.032 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX subiu 2,71%, a 12.646 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 ganhou 1,93%, a 4.875 pontos. Em Milão, o índice Ftse/Mib teve valorização de 1,51%, a 19.379 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 registrou alta de 1,42%, a 6.975 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 valorizou-se 1,21%, a 4.347 pontos. Trump em queda e a recuperação da Europa pós-pandemia Veja Mais

Economia do Chile cai 12,4% em junho devido a impacto de Covid-19, informa BC do país

G1 Economia A atividade de mineração cresceu 2,2% em junho, enquanto a atividade fora do setor de mineração recuou 14%. A economia do Chile caiu 12,4% em junho na comparação anual, devido ao impacto da pandemia de coronavírus, informou o banco central nesta segunda-feira (3). A queda no índice de atividade econômica Imacec, que representa cerca de 90% do Produto Interno Bruto (PIB), ocorre depois do tombo histórico de 15,3% em maio. A atividade de mineração cresceu 2,2% em junho, enquanto a atividade fora do setor de mineração recuou 14%. O Chile é o maior produtor mundial de cobre. Argentina e Chile começam a flexibilizar confinamento, após quase 4 meses de confinamento "O resultado do mês foi impactado pelos efeitos da emergência sanitária. Nesse contexto, as atividades mais afetadas foram serviços e construção e, em menor grau, comércio e manufatura", afirmou o banco central em nota. Desde a detecção do primeiro caso de Covid-19 no país, no início de março, as autoridades impuseram restrições e confinamentos a uma grande parte da população, afetando principalmente a atividade comercial e de serviços. O banco central observou que, nos serviços, destacaram-se as quedas em educação, transporte, restaurantes e hotéis e serviços empresariais. Enquanto isso, a produção de cobre foi ligeiramente afetada pela pandemia, apesar do aumento de casos na região de mineração do norte do país, que levou a restrições sanitárias e até para algumas operações. Em termos dessazonalizados, o Imacec subiu 1,7% em relação a maio, embora tenha caído 13,3% em doze meses. Analistas consultados pelo banco central esperavam queda de 16,1% em junho. O Chile soma 360 mil infecções e mais de 9.600 mortes por coronavírus. Veja Mais

Veja as 129 vagas de emprego disponíveis no Sine Paraíba a partir desta segunda-feira (3)

G1 Economia Sine-PB oferece vagas para João Pessoa e Campina Grande. Carteira de trabalho Divulgação O Sistema Nacional de Empregos na Paraíba (Sine-PB) oferece a partir desta segunda-feira (3) um total de 129 vagas de trabalho, disponíveis nas cidades de João Pessoa e Campina Grande. João Pessoa tem o maior número de oportunidades, com 76 vagas. Campina Grande oferece 53 vagas. O cargo com mais vagas é para consultor de vendas, em Campina Grande, com 30 oportunidades. Também há 10 vagas para promotor de vendas, em João Pessoa, 10 para auxiliar de logística, também na capital, e 11 para vendedor pracista, em Campina Grande. A lista completa com todos os requisitos necessários para concorrer ao emprego está disponível no site do Sine-PB. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones 83 3218-6619, 3218-6618 ou 3218-6624 (em João Pessoa) e 3310-9412 (em Campina Grande). Em João Pessoa, a sede do Sine-PB está localizada na rua Duque de Caxias, nº 305, no Centro (próximo ao Shopping Terceirão). Vagas de emprego em João Pessoa (76) 2 - Açougueiro desossador 1 - Assistente de contadoria fiscal 2 - Auxiliar de cozinha 10 - Auxiliar de logística 1 - Auxiliar de pintor de automóveis 7 - Carpinteiro 8 - Emendador de cabos elétricos e telefônicos 2 - Enfermeiro 1 - Engenheiro mecânico 1 - Fiscal de prevenção de perdas 2 - Frentista 2 - Instalador de som e acessórios de veículos 9 - Instalador e reparador de equipamento de linha telefônica 2 - Jardineiro 2 - Mecânico de manutenção e instalação de aparelhos de climatização e refrigeração 1 - Operador de máquina de serraria 10 - Promotor de vendas 9 - Reparador de instalações telefônicas 3 - Representante comercial autônomo 1 - Serralheiro de alumínio Vagas de emprego em Campina Grande (53) 1 - Analista de marketing 2 - Auxiliar de logística 30 - Consultor de vendas 1 - Desenhista Ind. Gráfico (designer gráfico) 1 - Mecânico de empilhadeira 1 - Médico nefrologista 1 - Pizzaiolo 3 - Representante comercial autônomo 1 - Serigrafista (gráfico) 1 - Técnico de controle de qualidade 11 - Vendedor pracista Veja Mais

Bovespa opera em alta acompanhando exterior

G1 Economia Na sexta-feira, o Ibovespa recuou 2%, a 102.912 pontos. O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta nesta segunda-feira (3), acompanhando o viés positivo nos mercados externos. Às 10h11, o Ibovespa tinha alta de 0,40%, a 103.322 pontos. Veja mais cotações. Na sexta-feira, a bolsa fechou em queda de 2%, a 102.912 pontos, e fechou julho com ganho de 8,27%; no ano, tem queda de 11,01%. s Cenário No exterior, os mercados operam com viés positivo após dados da indústria da China mostrarem expansão em julho, sinalizando uma continuidade da trajetória de recuperação da economia global. Já os preços do petróleo operam em queda por preocupações com as consequências econômicas dos crescentes casos de Covid-19 pelo mundo e temores de que o mercado fique com sobreoferta à medida que a Opep e seus aliados flexibilizam cortes de produção em agosto. No Brasil, os economistas do mercado financeiro reduziram novamente a estimativa para o tombo Produto Interno Bruto (PIB) de 2020, revisando a projeção para uma retração de 5,66%. Essa foi a quinta semana seguida de melhora do indicador. O mercado segue prevendo nova queda da taxa básica de juros da economia brasileira na próxima quarta-feira (5). Atualmente, a Selic está em 2,25% ao ano. A previsão dos analistas é de que a taxa recue para 2% nesta semana e que assim permaneça até o fim deste ano. Já para o dólar, a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 continuou em R$ 5,20.. Variação do Ibovespa em 2020 Economia G1 Veja Mais

FGTS emergencial: Caixa libera novos saques para trabalhadores nascidos em junho nesta segunda; veja calendário

G1 Economia Calendário seguirá mês de nascimento do beneficiário. Cada trabalhador poderá sacar até R$ 1.045 de contas ativas (do emprego atual) ou inativas (de empregos anteriores). A Caixa Econômica Federal libera nesta segunda-feira (3) o crédito dos novos saques do FGTS para os trabalhadores nascidos em junho. Os pagamentos serão feitos em poupança social digital da Caixa e, em um primeiro momento, os recursos estarão disponíveis apenas para pagamentos e compras por meio de cartão de débito virtual. Nesta etapa, poderão ser pagos até R$ 3,3 bilhões. Veja tira-dúvidas sobre novos saques do FGTS de até R$ 1.045 Veja como consultar o saldo e a data de liberação dos novos saques do FGTS O saque em espécie ou transferências, também dos aniversariantes de junho, estão liberados a partir de 3 de outubro (veja o calendário completo mais abaixo). A liberação dos créditos para os nascidos em janeiro começou em 29 de junho, e os saques para esse grupo começaram em 25 de julho. Essa nova liberação do saque do FGTS se deu em razão da pandemia do novo coronavírus, que afetou as atividades econômicas e a renda dos trabalhadores. Calendário Para evitar aglomerações nas agências, a Caixa fixou datas diferentes para a liberação do crédito em conta e para o saque em espécie ou transferência dos valores. O calendário considera o mês de nascimento do trabalhador. Veja as datas a seguir: Calendário saque emergencial FGTS Valor dos saques Terão direito aos saques os trabalhadores que tenham contas ativas (do emprego atual) ou inativas (de empregos anteriores) do FGTS. Cada trabalhador poderá sacar até R$ 1.045. Se o trabalhador tiver mais de uma conta de FGTS, o saque será feito primeiro das contas de contratos de trabalho extintos (inativas), iniciando pela conta que tiver o menor saldo. Depois, o dinheiro será sacado das demais contas, também iniciando pela que tiver o menor saldo. Independentemente do número de contas do trabalhador, o valor não pode passar de R$ 1.045. Assim, ninguém poderá tirar mais do que esse valor, ainda que tenha duas ou três contas com saldos superiores a essa quantia. A previsão é que a operação movimentará durante todo o calendário mais de R$ 37,8 bilhões para aproximadamente 60 milhões de trabalhadores. Poupança digital A movimentação do valor do saque emergencial poderá, inicialmente, ser realizada somente por meio digital com o uso do aplicativo Caixa Tem, sem custo. Veja passo a passo para abrir a poupança digital Logo após o crédito dos valores, será possível realizar compras em supermercados, padarias, farmácias e outros estabelecimentos com o cartão de débito virtual e QR Code. O trabalhador também poderá realizar o pagamento de contas de água, luz, telefone, gás e boletos em geral. A conta poupança social digital é uma poupança simplificada, sem tarifas de manutenção, com limite mensal de movimentação de R$ 5 mil. A partir da data de disponibilização dos recursos para saque ou transferência, os trabalhadores poderão transferir os recursos para contas em qualquer banco, sem custos, ou realizar o saque em espécie nos terminais de autoatendimento da Caixa e casas lotéricas. Consulta de saldo e informações de saque Saques do FGTS Divulgação A Caixa disponibilizou os seguintes canais de atendimento para o saque emergencial FGTS: Site fgts.caixa.gov.br: Consultar o valor do saque; Consultar a data em que o recurso será creditado na poupança social digital, conforme calendário; Informar que não deseja receber o valor do saque; Solicitar o desfazimento do crédito feito na poupança social digital. Central de Atendimento CAIXA 111, opção 2: Consultar o valor do saque; Consultar a data em que o recurso será creditado na poupança social digital, conforme calendário. Internet Banking Caixa: Consultar o valor do saque; Consultar a data em que o recurso será creditado na poupança social digital, conforme calendário; Informar que não deseja receber o valor do saque; Solicitar o desfazimento do crédito feito na poupança social digital. APP FGTS - Clique aqui para baixar o aplicativo para celulares Android - Clique aqui para baixar o aplicativo para celulares iOS (Apple) Consultar o valor do saque; Consultar a data em que o recurso será creditado na poupança social digital, conforme calendário; Informar que não deseja receber o valor do saque; Solicitar o desfazimento do crédito efetuado na poupança social digital. Cancelamento e desfazimento do crédito automático Se o trabalhador não quiser receber o saque emergencial, pode informar essa opção pelo App FGTS com pelo menos 10 dias antes da data prevista para o crédito na poupança social digital, conforme o calendário. Após o crédito dos valores na conta poupança social digital, o trabalhador poderá solicitar o seu desfazimento. Os valores retornarão à conta do FGTS devidamente corrigidos, sem prejuízo ao trabalhador. A solicitação de desfazimento do crédito do saque emergencial não pode ser desfeita. Caso não haja movimentação na conta poupança social digital até 30 de novembro, o valor será devolvido à conta FGTS com a devida remuneração do período, sem nenhum prejuízo ao trabalhador. Se após esse prazo o trabalhador decidir fazer o saque emergencial, poderá solicitar pelo App FGTS até 31 de dezembro. Veja Mais

Nasa monitora cápsula da SpaceX com astronautas em retorno à Terra

G1 Economia Doug Hurley e Bob Behnken passaram dois meses em órbita. Pela 1ª vez, o voo tripulado foi realizado por uma empresa privada, a SpaceX, do empresário Elon Musk. Astronautas da Nasa que viajaram para a Estação Espacial Internacional no primeiro voo tripulado da SpaceX Nasa/Reprodução Os astronautas americanos que passaram dois meses na Estação Espacial Internacional (ISS), transportados pela cápsula Crew Dragon, da Space X, estão retornando para Terra neste domingo (2). Este é o primeiro voo tripulado feito por uma empresa privada, a SpaceX, de Elon Musk. Quem é Elon Musk, o multimilionário fundador da Tesla que enviou seu carro ao espaço Por que lançamento inaugural de nave da SpaceX é histórico também para a Nasa A nave trazendo Doug Hurley e Bob Behnken têm pouso no mar previsto para às 15h41 (de Brasília), no Golfo do México. Esta é a primeira missão tripulada da Nasa em solo norte-americano em quase uma década. Veja no VÍDEO abaixo o lançamento do foguete da SpaceX Pela 1ª vez, foguete tripulado de empresa privada entra em órbita Quem são os astronautas? Os astronautas Douglas Hurley e Robert Behnken foram os escolhidos para tripular a missão e viajar até a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Os astronautas da NASA Douglas Hurley e Robert Behnken posam para foto durante ensaio para o lançamento no Kennedy Space Center no Cabo Canaveral, na Flórida, EUA, neste sábado (23) Kim Shiflett/NASA/Divulgação via Reuters Behnken e Hurley são astronautas da Nasa desde 2000 e já foram ao espaço duas vezes em ônibus espaciais. Estão entre os membros mais experientes da equipe da agência, segundo a BBC, e foram treinados como pilotos de testes (o que tem sido crucial para preparar a nova aeronave). Hurley, de 53 anos, já passou 28 dias e 11 horas no espaço, e Behnken, de 49, acumula 29 dias e 12 horas, incluindo 37 horas de caminhada espacial (fora do veículo ou da estação). Ambos têm esposas astronautas: Behnken é casado com a oceanógrafa e engenheira aeroespacial Megan McArthur, que tem quase 13 dias de missões no espaço, segundo a Nasa. Já Hurley é casado com a ex-astronauta da agência Karen Nyberg, engenheira com 180 dias de missões espaciais. Veja Mais

TikTok: o que se sabe sobre empresa alvo de Trump e seu enigmático dono

G1 Economia ByteDance, criadora do aplicativo da moda é um dos 'unicórnios' mais valiosos do mundo hoje; seu dono, Zhang Yiming, tem um estilo muito diferente de outros magnatas chineses. ByteDance é a empresa matriz do TikTok Getty Images/BBC É provável que você não reconheça esse nome, mas a empresa ByteDance é hoje um dos mais valiosos "unicórnios" — como são chamadas as start-ups de tecnologia avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. A empresa já investiu em mais de 20 startups desde 2012, como a Lark (de mensagens) e a Flipchat (para conversas por vídeo). Mas nenhuma delas é mais popular do que o carro-chefe da ByteDance: o aplicativo de vídeos TikTok. Por outro lado, a empresa está envolvida em uma crescente tensão entre os Estados Unidos e a China. Neste sábado, o presidente Donald Trump anunciou que "está proibindo" o TikTok no país. Trump anuncia que irá proibir TikTok nos EUA TikTok proibido? O que está por trás do anúncio de Trump As autoridades de segurança americanas expressaram preocupação de que o aplicativo possa ser usado para coletar dados pessoais de usuários, e que as informações sejam enviadas ao governo chinês. O TikTok nega as acusações. Após a sinalização de Trump, a gerente-geral da plataforma nos Estados Unidos, Vanessa Pappas, afirmou que o aplicativo está "aqui (nos EUA) por um longo prazo". Em vídeo, ela disse que sua equipe está construindo "o mais seguro dos aplicativos." O TikTok é o aplicativo da moda, tendo sido o mais baixado no primeiro trimestre de 2020. Estima-se que ele tenha 800 milhões de usuários ativos por mês no mundo — 80 milhões deles apenas nos EUA. O app permite que usuários publiquem e compartilhem vídeos curtos, geralmente cômicos. Recentemente, o aplicativo virou alvo de autoridades americanas. O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, disse em uma entrevista que os dados de usuários do TikTok vão parar "nas mãos do Partido Comunista Chinês". Mas o que sabemos sobre a empresa que está por trás do TikTok? Cifras astronômicas O valor de mercado estimado da ByteDance é US$ 78 bilhões, segundo um relatório da Reuters do final do ano passado. Os investidores dizem que a ByteDance está perto de gerar US$ 30 bilhões de receitas em 2020 — uma cifra astronômica se comparada com os cerca de US$ 20 bilhões de 2019. TikTok está no centro de uma disputa entre China e EUA Getty Images/BBC Seu lucro líquido pode duplicar neste ano, atingindo US$ 7 bilhões, segundo cifras publicadas pela revista The Economist. A empresa nasceu em 2012, com sede em Pequim. Depois de investir em vários aplicativos, a ByteDance desenvolveu o precursor do TikTok, chamado Douyin, que foi lançado localmente em 2016. A ideia era criar vídeos musicais de 15 segundos para serem compartilhados na internet. Em 2017, o Douyin chegou ao mercado internacional rebatizado de TikTok. Isso foi no mesmo ano em que a ByteDance comprou o Musical.ly, herdando mais de 20 milhões de usuários ativos, que ajudaram na expansão do TikTok. Discreto Diferente de tantos outros magnatas chineses como Jack Ma (fundador do Alibaba) ou Pony Ma (criador do Tencent), o homem por trás do ByteDance não gosta muito de aparecer nos meios de comunicação. Ele praticamente não aparece nos meios ocidentais. Zhang Yiming nasceu em Longyan, no sudeste da China, em 1983. Antes de criar sua própria empresa, ele trabalhou na Microsoft e no Kuxun, um dos principais sites de busca de viagens e transporte da China, que depois foi adquirido pelo TripAdvisor. O engenheiro de software começou a trajetória de sua empresa com um agregador de notícias baseado em inteligência artificial que teve muito sucesso na China. Ele mesmo definiu seu agregador como "um negócio de buscas" ou uma "rede social", mais do que apenas uma empresa de notícias, em entrevista para a Bloomberg em 2017. Em 2019, Zhang foi nomeado uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time. Segundo a revista Forbes, o empresário é a nona pessoa mais rica da China. Além do TikTok A ByteDance é muito mais do que só o TikTok. Em 2016, a empresa se converteu no maior acionista do serviço de notícias indianos BaBe. Entre outros aplicativos bem-sucedidos estão o Xigua Video (uma plataforma de vídeos semanais de cinco minutos de duração), o Lark (um serviço de comunicação online) e o Vigo Video (também de vídeos curtos, muito popular entre adolescentes chineses). A empresa também fabrica celulares e trabalha desde 2019 no lançamento do seu próprio smartphone. Nos últimos meses, as acusações de espionagem abalaram a empresa. O TikTok coleta uma enorme quantidade de dados sobre seus usuários, incluindo quais vídeos são assistidos e comentados, dados de localização, modelo de telefone e sistema operacional usado e até o ritmo de digitação dos usuários ao usar as teclas. O TikTok insiste que os dados são coletados e armazenados fora da China. "A insinuação de que estamos de alguma forma sob o controle do governo chinês é completa e totalmente falsa", disse Theo Bertram, chefe de políticas públicas da TikTok para a Europa, Oriente Médio e África, à BBC. Os argumentos contra o TikTok parecem se basear na possibilidade teórica de o governo chinês obrigar a ByteDance, de acordo com as leis locais, a entregar dados sobre usuários estrangeiros. A Lei de Segurança Nacional de 2017 na China obriga qualquer organização ou cidadão a "apoiar, ajudar e cooperar com o trabalho de inteligência do Estado". Bertram disse que, se o TikTok fosse abordado pelo governo chinês, "definitivamente recusaríamos qualquer solicitação de dados". Enquanto a empresa navega esta crise, há rumores de que investidores americanos podem vir a comprar o TikTok. Veja Mais

Inflação baixa não reflete em produtos consumidos por brasileiros de baixa renda; entenda

G1 Economia Famílias com renda menor não perceberam a queda na inflação registradas principalmente entre março e maio, uma vez que a maior pressão sobre o índice veio dos alimentos. Alimentos fazem parte da cesta básica da população de baixa renda; tomate foi um dos itens que mais subiu no ano Pexels Os índices de inflação têm mostrado uma desaceleração na alta dos preços - mas a população de baixa renda não tem sentido esse efeito no bolso. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial no país, acumula alta de apenas 0,10% no ano até junho, após ter registrado deflações em abril e maio, em plena pandemia do coronavírus. No entanto, o que mais pesa no bolso da população de baixa renda, que são os alimentos, vem subindo bem mais que o índice geral de inflação. Entre os fatores que explicam esse “descolamento” destacados por economistas estão os seguintes: com a queda na renda, o consumo diminuiu e o foco passou a ser na compra de alimentos básicos que compõem a cesta básica - com o aumento da demanda, os preços subiram; estocagem de alimentos em decorrência do isolamento social, sobretudo por parte das famílias de classe média e média alta, que impulsionou os preços, prejudicando as famílias com renda mais baixa; desvalorização do real frente ao dólar, que acabou afetando os preços de alimentos como milho, soja e trigo e encareceram os preços das carnes, pães, biscoitos e macarrão, por exemplo. efeitos sazonais, principalmente ligados ao clima, que acabaram afetando safras, plantações e pastagens. De acordo com André Braz, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor do FGV IBRE, as famílias de baixa renda não tiveram exatamente a percepção de queda na inflação registradas principalmente entre março e maio porque o que mais pressionou o índice foram os alimentos. Segundo o IPCA, a alimentação variou 4,09% de janeiro a junho, enquanto o índice geral ficou em 0,10%. Braz elenca vários fatores para essa alta. No começo do isolamento social, o medo do desabastecimento fez as famílias estocarem alimentos, aumentando a demanda pelos produtos, o que contribuiu para o aumento mais rápido nos preços. Com o fechamento de restaurantes e lanchonetes, as refeições passaram a ser feitas em casa, o que fez o consumidor reforçar a despensa e resultou no aumento da demanda. Outro ponto relevante tem a ver com a valorização do dólar, que influencia bastante os preços de alimentos como milho, soja e trigo. “O trigo encareceu pão francês, biscoito, macarrão e várias outras coisas que são de uso cotidiano. O milho e a soja não vão direto à mesa do consumidor, mas servem de ração animal para as proteínas que a gente consome. As aves comem milho, então se o milho fica mais caro, o frango encarece também. Suínos e bovinos se alimentam de rações à base de soja e milho, então a gente também vê o encarecimento dessas carnes também por conta desses custos com ração”, explica Braz. Problemas não relacionados com a pandemia também influenciaram no aumento dos alimentos, como maior demanda por ovos na Quaresma e problemas com a safra do feijão. “Os alimentos da cesta básica como arroz, feijão, ovos, carne, macarrão, leite, café, que são o grosso da nossa cesta básica, pressionaram mais o custo de vida, tiveram uma demanda mais forte. Isso ajuda a aumentar o preço, mas também houve a questão cambial, a preocupação do consumidor com desabastecimento e certa disposição para estocar, o que não ajudou muito a conter o avanço dos preços", diz Braz. "Então o grande problema da inflação nos últimos meses ficou na alimentação e, por isso, ela afetou mais o público de baixa renda que gasta mais com esse tipo de despesa”. Em março, quando o isolamento social começou, o IPCA subiu 0,07%. Em abril caiu 0,31% e em maio a queda foi de 0,38%, voltando a subir 0,26% em junho(veja gráfico abaixo). “Nós tivemos os últimos meses com taxas baixas e duas negativas, mas as famílias não perceberam isso, principalmente as de baixa renda. Isso ocorre porque, quanto menos se ganha, mais o orçamento fica concentrado na compra de alimentos, na subsistência básica da família”, comenta o economista. IPCA junho/2020 Economia G1 “Tem ainda aquela sensação de que a inflação está subindo porque a sua renda diminuiu e você não consegue comprar o que quer. Isso contribui também para que as famílias de baixa renda sintam um aperto maior no bolso”, diz. Braz explica que a alimentação tem peso de 20% no IPCA. Os outros 80% correspondem a produtos e serviços que ficaram com os preços relativamente estáveis no período porque não estavam disponíveis devido ao isolamento, como atividades relacionadas ao lazer e turismo e serviços como oficina mecânica e salão de cabeleireiro. O economista da FGV aponta que a gasolina caiu muito de preço entre março e início de maio, contribuindo para a queda da inflação. No ano, até junho, o recuo é de 11,88%. Mas, segundo ele, a gasolina não é um bem de consumo da baixa renda, que gasta com transporte público. “A cesta de consumo do IPCA é muito diversificada e ela dá mais peso a outros produtos e serviços. A alimentação é uma variável importante dentro do IPCA, mas nessa queda de braços ela perdeu porque os outros 80% tinham mais relevância e pressionaram pouco a inflação. Já a alimentação recebeu todo o impacto pela mudança de hábito de consumo. E os outros produtos e serviços ninguém procurava muito porque não eram prioridade para o momento”, afirma. Além disso, produtos e serviços com preços controlados pelo poder público como transporte público e planos de saúde foram adiados em função da pandemia, o que contribuiu também para a queda da inflação. “Portanto, a inflação dos mais humildes ficou muito concentrada em alimentos, e quanto mais a gente gasta com isso, mais a gente percebe que a nossa inflação está ali e é exatamente o que aconteceu com a baixa renda”, diz Braz. De janeiro a junho, no ranking dos 20 itens com maior variação de preço, todos são do grupo de alimentação. A cebola lidera, com alta de quase 95%. Apesar de não estar entre 20 itens com maior alta, o arroz avançou 13,19%, o leite longa vida subiu 13,03%, o ovo, 11,5%, e o óleo de soja, 8,67%. Veja os itens com maior alta no ano até junho: Cebola: 94,72% Manga: 67,12% Batata-inglesa: 66,47% Cenoura: 52,73% Abobrinha: 46,28% Morango: 42,71% Peixe-tainha: 40,81% Alho: 38,5% Feijão-mulatinho: 33,45% Batata-doce: 28,56% Feijão-macáçar (fradinho): 28,1% Feijão-preto: 27,92% Feijão-carioca (rajado): 26,62% Coentro: 25,66% Açaí (emulsão): 24,68% Pepino: 22,58% Cheiro-verde: 19,86% Tomate: 19,53% Peixe-filhote: 19,25% Pimentão: 16,42% Inflação dos alimentos está afetando os brasileiros com menor renda durante a pandemia Índice específico para baixa renda A Fundação Getulio Vargas (FGV) tem um índice que mede a inflação de baixa renda, o chamado IPC-C1, que abrange famílias com renda até 2,5 salários mínimos mensais. O índice tem uma cesta de consumo restrita: quanto menor a renda, menos produtos e serviços as famílias tendem a consumir e mais elas gastam com alimentos. Por isso, esse índice subiu mais em comparação com o indicador que mede a inflação para o restante da população. A inflação geral medida pela FGV para as famílias de baixa renda no acumulado dos últimos 12 meses está em 2,66%. Já a das famílias de renda mais alta ficou em 2,22%. Já os alimentos da baixa renda subiram em média 7,5% nos últimos 12 meses, enquanto para o restante da população subiram 6,5%. “Isso deve ser mantido ao longo do ano porque não existe expectativa de que os preços dos alimentos devolvam toda essa gordura acumulada nesse período de pandemia. A gente depende de safras melhores daqui para frente, de uma valorização do real frente ao dólar que é incerta, é um período de maior incerteza tanto no Brasil como no mundo, então alimentos eles devem ser o desafio da inflação para 2020 e ele desafio tende a ser maior para as famílias de baixa renda”, avalia Braz. Monopólio de preços e empobrecimento da dieta O professor dos cursos de Administração de Empresas da UNG, Carlos Darienzo, ressalta que a queda na renda e aumento do desemprego durante a pandemia influenciaram no aumento dos preços para a baixa renda. “Essas famílias viram suas rendas cessar por completo ou diminuir, e quando a renda cai, elas consomem menos. Com a pandemia, o foco no consumo ficou nos alimentos básicos que compõem a cesta básica. Se eu só posso comprar arroz, feijão e farinha, a renda que eu tenho vai ser toda direcionada para isso. Assim, a demanda por esses produtos aumenta e em consequência o preço aumenta também”, explica. Segundo o economista, a saída das famílias tem sido comprar produtos de marcas mais baratas, que também pertencem às mesmas empresas que atendem aos mais diferentes níveis de renda. “Então não há liberdade de preço ou uma concorrência entre empresas de produtos e os preços não refletem essa dificuldade em fazer essa troca”, diz. Carlos Darienzo aponta ainda que uma das consequências da alta dos preços afetando o poder de compra é o empobrecimento da dieta. “Num momento de crise, você começa a estocar arroz, feijão, farinha, óleo, ou seja, alimentação básica, e certamente teremos consequências depois na área de saúde pois se trata de um empobrecimento da dieta”, afirma. Projeções Braz aponta que o desemprego e queda na renda freiam o consumo, e isso pressiona menos a inflação. A expectativa dele é que o IPCA feche neste ano abaixo de 2%, entre 1,5% e 1,6%. A meta central do governo para a inflação em 2020 é de 4%, e o intervalo de tolerância varia de 2,5% a 5,5%. Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou corta a taxa básica de juros da economia (Selic) – atualmente em 2,25%, seu menor patamar da história. “Inflação boa é inflação na meta, a meta para 2020 é 4%, que sustentaria um nível de crescimento satisfatório da nossa economia, mas o desafio deste ano foi a pandemia e os efeitos que ela provocou, então não há como fugir desse cenário”, avalia. O economista considera que alimentação passará a subir menos, mas, para ele, ter uma inflação menor não ajuda muito, porque o principal desafio é a falta da renda. “A família até dribla a inflação quando tem algum recurso. Mesmo que a inflação de alimentos fosse zero, seria um desafio porque muitas famílias tiveram redução de renda forte, então isso aumenta a sensação de que a inflação está maior do que de fato a gente consegue medir. A tendência é a situação de forma geral melhorar gradualmente com o retorno das atividades, mas a melhora entre as famílias de baixa renda está longe de acontecer”, estima. Veja Mais

Cosan apresenta pedido de registro de IPO da Compass Gás e Energia

G1 Economia Pedido foi apresentado nesta sexta-feira (31); preço de venda das ações será determinado no futuro. O grupo de energia e logística Cosan apresentou nesta sexta-feira (31) pedido de registro para realização de uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de sua controlada Compass Gás e Energia, segundo fato relevante divulgado pela companhia. Fachada do prédio da B3, a bolsa brasileira, no Centro de São Paulo Rahel Patrasso/Reuters A quantidade de ações da Compass a serem vendidas no âmbito da oferta será oportunamente fixada pelo conselho de administração da empresa, assim como o preço de venda, após procedimento de coleta de intenções de investimento junto a investidores institucionais no Brasil e no exterior. A Cosan disse ainda que pediu também adesão da Compass ao segmento especial de listagem Novo Mercado da bolsa paulista B3, e acrescentou que a oferta está sujeita à concessão de registro pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e às condições de mercado. Veja Mais

Ouro volta a fechar em alta e acumula ganhos fortes na semana e no mês

G1 Economia Com incertezas provocadas pela pandemia, queda do dólar no exterior e dos juros reais nos EUA, metal sobe 3% na semana e 9% em julho. Os preços do ouro terminaram esta sexta-feira (31) em nova alta, registrando mais um recorde histórico de fechamento. Em meio às incertezas provocadas pela pandemia na economia global e à queda do dólar no exterior e dos juros reais nos Estados Unidos, o metal precioso acumulou ganhos de cerca de 3% na semana e de 9% apenas no mês de julho. Preço do ouro atinge novos recordes históricos Os contratos futuros mais ativos do metal, para dezembro, encerraram o dia em alta de 0,97%, a US$ 1.985,90 a onça-troy na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). Na máxima intradiária, chegaram a romper a barreira de US$ 2 mil. "Claramente, os investidores não estão se sentindo completamente tranquilos, como fica evidente pela mais recente valorização do ouro. A commodity de proteção está agora quase atingindo US$ 2.000 por onça pela primeira vez, refletindo a ansiedade subjacente do mercado”, disse Connor Campbell, analista financeiro da Spreadex. Além dos fatores macroeconômicos, os investidores monitoram as negociações entre republicanos e democratas no Congresso americano para a aprovação de um novo pacote de benefícios fiscais. “O rali do ouro continua e, depois de testar provisoriamente o nível de US$ 2.000, estão começando a duvidar que haja uma realização de lucros. A demanda por ativos de segurança continua forte, à medida que o Congresso e a Casa Branca continuam lutando para romper o impasse na extensão dos benefícios emergenciais de desemprego”, escreveu em nota o analista da Oanda em Nova York, Edward Moya. Ouro atinge valor mais alto desde 2013 Veja Mais

Retomada da economia na América Latina só é possível com controle de contágio, diz relatório da Opas e Cepal

G1 Economia Segundo as entidades, dar suporte à informalidade do mercado de trabalho e melhorar assistência à população vulnerável são fundamentais para abertura sustentável. Material de realização de teste RT-PCR, que detecta o novo coronavírus: testagem em massa é necessária para conter o vírus Breno Esaki/Agência Saúde A retomada da economia na América Latina depende do achatamento da curva de contágio pelo novo coronavírus. É o que diz trabalho divulgado em conjunto nesta sexta-feira (31) pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). As entidades estudaram os efeitos da crise na região e publicaram as conclusões no relatório "Saúde e economia: uma convergência necessária para enfrentar a Covid-19 e retomar o caminho para o desenvolvimento sustentável na América Latina e no Caribe". América Latina vira a segunda região com mais mortes por causa do coronavírus A expectativa é de queda de 9,1% para o PIB do agregado de países, segundo as projeções da Cepal, e terão dificuldade de se recuperar enquanto a abertura econômica não for robusta. São economias com alto grau de informalidade, baseadas no comércio e serviços. Ao mesmo tempo, contudo, uma recuperação sustentável depende de que novas ondas de contágio pelo vírus não tenham repiques e forcem fechamento das operações – além do custo em vidas das novas ondas de mortalidade. Para a Opas e a Cepal, o alto grau de desigualdade e pobreza, somados a políticas limitadas de proteção social à população vulnerável, deveriam estar no topo das prioridades para os países da região. Pandemia agrava crise econômica em países da América Latina A solução seria uma junção de políticas adequadas de atendimento médico, rastreamento de contatos e testes articuladas em conjunto com programas de assistência econômica para regiões que precisem fazer isolamento social rígido. “Avançar na igualdade é fundamental para o controle eficaz da pandemia e para uma recuperação econômica sustentável na América Latina e no Caribe. Devemos atender à emergência e implementar uma estratégia para superar as debilidades estruturais das economias e sociedades”, afirmou Alicia Bárcena, Secretária-Executiva da Cepal. PIB da zona do euro cai 12,1% no 2º trimestre, e bloco entra em recessão O relatório traz ainda projeções de aumento do desemprego, que atingiria uma taxa de cerca de 13,5% na América Latina e Caribe, além de um aumento da taxa de pobreza de 7 pontos percentuais, chegando a 37,3% da população e aumento do índice de Gini, que mede desigualdade, de 4,9 pontos percentuais. Sem uma melhora nas medidas de contenção, o cenário pode se transformar em uma "crise alimentar e humanitária". A média de gasto público em saúde alcança apenas em média, 3,7% do PIB, de acordo com o trabalho. A Opas recomenda como base 6% do PIB alocados para o momento de emergência. Veja Mais

Sul América quase dobra lucro no segundo trimestre em comparação com ano passado

G1 Economia O lucro das operações continuadas totalizou R$ 398,7 milhões, aumento de 83,4%. A seguradora e gestora de recursos de terceiros Sul América quase dobrou o lucro do segundo trimestre, mesmo diante dos efeitos da pandemia da Covid-19, com o resultado refletindo a descontinuidade de negócios. A companhia anunciou nesta quarta-feira que teve lucro líquido após participação de não controladores de R$ 498,3 milhões de abril a junho, alta de 91% sobre um ano antes. Lucro líquido da AES Tietê sobe 235,7% no segundo trimestre, comparado a 2019 O lucro das operações continuadas totalizou R$ 398,7 milhões, aumento de 83,4%. A receita operacional da Sul América no trimestre teve alta bem menor, de 5%, a R$ 4,79 bilhões, com o aumento de 6,2% da principal linha de negócios ,saúde e odontológico, compensando o declínio em segmentos como gestão de recursos, previdência, e de vida e acidentes pessoais. Mercado de seguros cresce 12% em 2019 O resultado financeiro caiu 39%, a R$ 69,9 milhões, refletindo a queda da carteira de investimentos, fruto da queda do juro e dos ativos de renda variável. Um efeito da pandemia, as medidas de isolamento social, acabou tendo efeito momentaneamente positivo no resultado da empresa, a redução na sinistralidade "em função da temporária e significativa redução de frequência de procedimentos eletivos e não urgentes (consultas,exames e cirurgias)". O índice que mede a sinistralidade mostrou queda de 11,7 pontos percentuais, para 69,1%. A Sul América concluiu em julho a venda dos negócios de seguros de automóveis e massificados para o Grupo Allianz, por R$ 3,2 bilhões. Desta forma, essas operações foram reportadas e analisadas como operações descontinuadas no balanço do segundo trimestre. A Sul América calcula que a venda do negócio trará um lucro líquido extra de R$ 1,4 bilhão em 2020. Veja Mais

MPF ainda não concluiu análise e não deve assinar cooperação em acordos de leniência nesta quinta

G1 Economia Assinatura do pacto está marcada e envolve TCU, AGU, CGU e Ministério da Justiça, além do STF. MP diz ter estudo 'avançado', mas Aras só deve assinar após entendimento no órgão. O Ministério Público Federal (MPF) não deve assinar, nesta quinta-feira (5), o acordo de cooperação técnica entre diversos órgãos federais sobre acordos de leniência. A avaliação é de que os estudos internos não foram concluídos. Sem um entendimento consolidado entre os membros do Ministério Público, o procurador-geral da República, Augusto Aras, não poderá assinar o documento. Além do MP, a cooperação técnica deve reunir o Tribunal de Contas da União (TCU), a Advocacia-Geral da União (AGU), a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em um ofício ao STF, o MP chegou a informar que a Câmara de Coordenação e Revisão e a Comissão Permanente de Assessoramento para Acordos de Leniência e Colaboração Premiada têm estudo "em estágio avançado" sobre o tema. O estudo foi informado à Comissão de Valores Mobiliários, ao Banco Central e ao Cade – três órgãos que não compõem a minuta (versão inicial) do STF para o acordo de cooperação. O procurador João Paulo Lordello Guimarães Tavares, que assina o ofício ao STF, diz que a minuta do acordo está em análise, e que não será possível concluir a avaliação até esta quinta. Apesar do posicionamento do Ministério Público, até a publicação desta reportagem, a cerimônia com os demais órgãos estava mantida. Assinatura prevista Governo e STF preparam projeto que tira poder do MPF em acordos de leniência Na sessão do TCU dessa quarta-feira, o presidente da corte, ministro José Múcio, anunciou a assinatura do acordo que permitirá o compartilhamento de informações sobre acordos de leniência. Segundo ele, a mudança vai permitir que todos os órgãos acompanhem os processos desde o início. “Por meio do acordo de cooperação, o TCU terá acesso às informações que permitirão calcular com celeridade o valor do dano ao erário, que poderá ser incluído nos termos do acordo de leniência para quitação do débito com a União”, informou Múcio em nota. Durante a sessão, o ministro Bruno Dantas afirmou que até agora os acordos de leniência eram "ficção", já que não havia segurança jurídica sobre o valor a ser imposto pelo TCU às empresas e nem disponibilidade das informações para basear decisões como essa. O acordo de leniência é uma espécie de delação premiada para empresas investigadas por atos contra a administração pública. O texto que deve ser assinado na quinta-feira estabelece que deve haver troca de informações entre órgãos de investigação, mas determina que a celebração do acordo caberá à CGU e a AGU. A avaliação de integrantes do MPF é que o órgão pode perder atuação. Atualmente, há um debate jurídico sobre a competência para fechar os acordos de leniência. A Lei Anticorrupção, de 2013, diz que é atribuição dos órgãos de fiscalização fechar esse tipo de acordo. O que acontece na prática é que os casos são fechados individualmente, e o próprio Ministério Público federal pode celebrar acordos sozinho. Pela proposta, o MPF e a Polícia Federal poderão participar da fase pré-acordo, com investigação e identificação de responsabilidades das empresas. Durante a sessão do TCU, o ministro André Luís de Carvalho afirmou que o acordo é um indicativo e que, a partir dele, o TCU terá que tomar outras medidas. “Eu cito, por exemplo, que o signatário do acordo é o ministro da Justiça e ele, em tese, trará algumas adesões a princípios de investigação pela Polícia Federal. Mas todos sabemos que a Polícia Federal atua de modo independente e autônomo em relação ao Ministério da Justiça, assim como o Ministério Público. E também destacando o caráter indicativo do acordo, porque o próprio presidente Toffoli, que assina o acordo em nome do Supremo em breve passará a presidência”. Associação de procuradores Na noite desta quarta, a Associação Nacional dos Procuradores da República divulgou a seguinte nota sobre o assunto: Brasília, 5 de agosto de 2020 - O acordo de leniência é importantíssimo instrumento de investigação de ilícitos praticados contra a Administração Pública e, portanto, deve ser fortalecido com a adoção de fórmula, como a do balcão único, que propicie segurança jurídica à empresa colaboradora, desde que não se prejudique uma atuação independente do Estado contra a corrupção. A proposta em discussão prioriza, entretanto, a atuação de órgãos de governo e do controle interno, não reconhecendo o papel de preponderância que a Constituição e a lei conferem ao controle externo e, especialmente, ao Ministério Público que, além de ser uma instituição independente dos governos, é a única com titularidade para propor ações penais decorrentes dos mesmos fatos apurados e também concentra, embora sem possuir titularidade exclusiva, mais de 90% das iniciativas nas ações de improbidade propostas. Alijar o Ministério Público dos acordos de leniência não atende ao interesse público, por não produzir os efeitos de segurança jurídica desejados, além de enfraquecer os esforços do país contra a corrupção. Vale destacar que os grandes acordos de leniência da Operação Lava-Jato, com companhias como o Grupo J&F e a Odebrecht, foram conduzidos inicialmente por membros do Ministério Público, para somente depois contarem com a adesão de órgãos ligados ao governo. Se acordos que apontem corrupção em atos do próprio governo forem coordenados por órgãos a ele mesmo vinculados, sempre haverá o risco de obtenção de informações privilegiadas que dificultem o aprofundamento das investigações. Por fim, apresenta-se incompreensível a atitude do Presidente do Supremo Tribunal Federal no sentido de acelerar a definição do referido assunto, sem a presença e participação de um dos órgãos mais importantes e independentes no combate à corrupção. Diretoria da Associação Nacional dos Procuradores da República Veja Mais

Copom faz novo corte e taxa Selic cai para 2% ao ano

G1 Economia Decisão marca o nono corte seguido na taxa básica de juros. Com essa redução, taxa renova mínima histórica. Copom reduz taxa básica de juros da economia brasileira para 2% ao ano O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu nesta quarta-feira (5) reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira de 2,25% para 2%. Esse foi o nono corte seguido na Selic. A decisão foi unânime. O corte renovou o menor patamar histórico para a taxa Selic desde 1999, quando entrou em vigor o regime de metas para a inflação. A redução na Selic seguiu a expectativa de analistas do mercado financeiro. Para eles, essa decisão encerra o ciclo de cortes iniciado em agosto de 2019. Em nota, o comitê informou que entende que a conjuntura econômica continua demandando estímulo monetário “extraordinariamente elevado”, mas reconheceu que, “devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno”. Segundo o Copom, eventuais ajustes futuros no estímulo monetário dependerão da percepção sobre a trajetória fiscal. “O Copom avalia que perseverar no processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia. O Comitê ressalta, ainda, que questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia”, informa o comunicado. Cenário econômico Ao reduzir a taxa Selic, o BC estimula o nível de atividade. Isso ocorre em um momento de forte contração do PIB mundial, em razão da pandemia do novo coronavírus. Nas últimas semanas, indicadores apontaram para um princípio de recuperação da economia no Brasil. Em julho, o governo brasileiro manteve sua previsão para o tombo do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano em 4,7%, enquanto os economistas do mercado financeiro vêm melhorando recentemente suas estimativas. Na semana passada, previram uma queda de 5,66% para a economia neste ano. Com a forte queda da atividade econômica, a variação dos preços tem sido baixa. Em junho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou inflação de 0,26%, após dois meses de deflação. Já em doze meses até junho, o índice subiu 2,13%. O Banco Central fixa a taxa básica de juros, a Selic, com base no sistema de metas de inflação. Para este ano, a meta central é de 4%. Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Para 2021, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%. O mercado financeiro prevê que o IPCA ficará em 1,63% neste ano, isto é, abaixo do piso de 2,5% previsto pelo sistema de metas, e em 3% no ano que vem, abaixo da meta central mas dentro da banda permitida. Em análise assinada pelo seu economista-chefe, Mario Mesquita, o banco Itaú avaliou que o BC deve reduzir os juros para 2% ao ano nesta quarta-feira por conta, principalmente, de "dados recentes de inflação, que foram mais benignos do que o esperado". "O comitê [de Política Monetária do BC] deve continuar ressaltando que estamos diante de um ambiente particularmente incerto. Se, por um lado, os programas de estímulo creditício e de recomposição de renda podem mitigar a recessão, por outro, se continuarmos observando pressões desinflacionárias adicionais, isto implicará em uma tendência de redução das projeções de inflação", acrescentou. Banco Central do Brasil Reprodução Globo News Efeitos do corte de juros Operações de crédito: ao baixar o juro básico, o BC estimula redução dos juros bancários e alta no crédito. No primeiro semestre, os bancos repassaram o corte do juro básico para suas linhas de crédito e os empréstimos subiram (também influenciados pelas linhas emergenciais do governo, para combater a pandemia do novo coronavírus). Investimentos: uma eventual nova redução da Selic também afetará aplicações financeiras como a caderneta de poupança e os investimentos em renda fixa. Se o juro básico da economia recuar para 2% ao ano nesta semana, a correção da poupança seria de 70% desse valor – o equivalente a 1,4% ao ano, mais a Taxa Referencial. Gastos com juros: em um momento de forte alta da dívida pública, por conta de gastos extraordinários com o combate à pandemia e reflexos do tombo da atividade na arrecadação federal, o processo de corte da taxa Selic diminui os gastos do governo com os juros da dívida pública, impedindo uma alta maior no endividamento. Veja Mais

Maioria das companhias aéreas estima reduzir o número de funcionários, diz Iata

G1 Economia Pesquisa realizada pela associação foi feita por meio de um questionário sobre a confiança dos dirigentes das empresas aéreas do mundo. Funcionária de companhia aérea em check in internacional do Aeroporto de Guarulhos Renata Bitar/G1 Grande parte das companhias aéreas quer reduzir seu quadro de funcionários nos próximos 12 meses, devido à incerteza sobre a recuperação do tráfego - informa uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (5) pela Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata). "A maioria (55%) dos responsáveis pelas companhias aéreas consultadas espera reduzir seus funcionários nos próximos 12 meses", em função do tráfego que continuará fraco pela pandemia de coronavírus, relatou a Iata em um comunicado. A pesquisa se baseia em um questionário sobre a confiança dos dirigentes das empresas enviado para 300 companhias aéreas do mundo. De acordo com a sondagem, 45% dos executivos indicaram que já reduziram suas equipes, devido ao impacto da crise da COVID-19 no setor de transporte aéreo. Além disso, 57% esperam uma queda da receita nos próximos 12 meses e acham que os preços das passagens poderão cair, em função da lenta recuperação. Outros 19% apontam para um aumento progressivo das tarifas, quando o equilíbrio entre oferta e demanda for alcançado. A Iata, que agrupa 290 companhias aéreas, espera um retorno ao nível do tráfego aéreo antes da crise em 2024 e estima em 63% a queda do tráfego em 2020, na comparação com 2019 As perdas para o setor estão estimadas em US$ 419 bilhões. Ásia-Pacífico e Europa devem ser as primeiras regiões a recuperarem o nível de tráfego de 2019, enquanto na América do Norte e na América Latina isso acontecerá depois, segundo a Iata. Veja Mais

TikTok toma medidas para conter desinformação antes de eleições nos Estados Unidos

G1 Economia Aplicativo de origem chinesa tem sido criticado pelo presidente Donald Trump. Logo do aplicativo TikTok Dado Ruvic/Reuters O TikTok atualizou suas políticas de conteúdo para conter a desinformação em sua plataforma antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, informou a empresa nesta quarta-feira (5). O aplicativo, criticado por parlamentares dos EUA e pelo governo Trump por questões de segurança nacional por ser de propriedade chinesa, disse que está trabalhando com especialistas do Departamento de Segurança Interna dos EUA para se "proteger contra influências estrangeiras". Microsoft negocia compra do TikTok nos Estados Unidos TikTok proibido? O que está por trás do anúncio de Trump O TikTok disse que ampliaria as parcerias com o PolitiFact e a Lead Stories para verificar possíveis informações falsas sobre a eleição, além de permitir que usuários denunciem informações incorretas, informou a empresa em seu blog. A empresa afirmou que está adicionando uma política específica para proibir conteúdo artificial ou manipulado que engana os usuários com o objetivo de causar danos. Nos últimos dias, um vídeo alterado da presidente da Câmara, Nancy Pelosi, se espalhou pelas plataformas de mídia social, incluindo o TikTok. As medidas são o mais recente movimento do TikTok para combater a desinformação, problema que empresas de mídia social como Facebook e Twitter há muito enfrentam. A dona do TikTok, ByteDance, é a primeira empresa chinesa a obter sucesso global com um aplicativo focado no consumidor. VÍDEO: Trump libera Tiktok nos EUA, desde que seja vendida para empresa americana Trump libera operação de rede social nos EUA desde que seja vendida para empresa americana Veja Mais

Bovespa opera em alta acompanhando exterior

G1 Economia Na terça-feira, bolsa teve queda de 1,57% em dia de mercados negativos. O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta nesta quarta-feira (5), com o clima positivo nas praças acionárias no exterior, e a temporada brasileira de resultados trimestrais incluindo números de Embraer, Klabin e Gerdau. Às 10h07, o Ibovespa tinha alta de 0,24%, a 101.457 pontos. Veja mais cotações. Na terça, a bolsa fechou em queda de 1,57%, a 101.215 pontos. No mês, há queda de 1,65%. A redução anual do índice ainda é de 12,48%. e Cenário Nos Estados Unidos, o dia é positivo após a Disney divulgar lucro trimestral apesar de um encargo de R$ 5 bilhões devido à pandemia. Dados sobre emprego no setor privado também ocupavam as atenções. A quarta-feira também conta com decisão de juros do Banco Central brasileiro após o fechamento do pregão, com a maioria dos economistas esperando que a Selic seja reduzida dos atuais 2,25% para 2% ao ano. Antes da abertura dos mercados, a Gerdau reportou queda de 15% no lucro do segundo trimestre, enquanto a Klabin mostrou prejuízo de R$ 383 milhões no período. Já Embraer divulgou perdas de R$ 1,6 bilhão de abril a junho. Variação do Ibovespa em 2020 G1 Economia Veja Mais

Justiça extingue ação de hipoteca judiciária da Previ contra Petrobras

G1 Economia Previ pedia a constituição de hipoteca judiciária de dois imóveis da Petrobras em Santos (SP) para garantia de sentença. A Petrobras informou nesta terça-feira (4) que a 1ª Vara Empresarial e de Conflitos relacionados à Arbitragem de São Paulo extinguiu uma ação de especificação de hipoteca judiciária ajuizada pela Previ, fundo de pensão de funcionários do Banco do Brasil. Segundo a petroleira, a Previ pedia a constituição de hipoteca judiciária de dois imóveis da Petrobras em Santos (SP) para garantia de sentença proferida em arbitragem em curso na Câmara de Arbitragem do Mercado. Petrobras reduz preço do gás natural para distribuidoras em revisão trimestral "Diante da impropriedade da ação, a 1ª Vara Empresarial proferiu sentença indeferindo o pedido da Previ e determinando a extinção do processo judicial, antes mesmo da citação da Petrobras", disse a empresa em comunicado. "No processo judicial, a Previ alegou que entende fazer jus a 2.993.921.914,75 reais e que a Petros (que é parte na arbitragem, mas não na ação judicial) faria jus a 560.410.813,83 reais", acrescentou a Petrobras, que disse não reconhecer os valores e que eles não foram endossados na arbitragem. A estatal ingressou em 21 de julho com um processo solicitando a anulação da sentença proferida pela câmara de arbitragem ligada à B3. Petrobras registra prejuízo de R$ 2,7 bilhões no segundo trimestre de 2020 Veja Mais

Por que o dólar continua acima de R$ 5 mesmo quando se enfraquece no mundo?

G1 Economia Considerada o porto seguro dos investidores, a moda americana perdeu força em julho. Entre as razões, estão as taxas de infecção de coronavírus, resultados econômicos ruins e incertezas com relação às eleições dos EUA. Por que o dólar continua acima de R$ 5 mesmo enquanto se enfraquece no mundo? GETTY IMAGES via BBC A perspectiva de efeitos devastadores da pandemia do coronavírus sobre a economia levou os investidores, em meados de março, a tomarem o caminho que se faz em momentos de crise: buscar segurança. No campo dos investimentos, isso significa ir atrás do que é o porto seguro: o dólar. Já em julho, no entanto, a moeda americana enfraqueceu — mesmo em um contexto de incertezas, em que ninguém consegue prever o tamanho da crise que o vírus vai deixar. O índice DXY, que mede a variação do dólar americano em relação a várias outras moedas — como euro, iene e libra — caiu para menos de 95 mil pontos e atingiu em julho o menor patamar desde 2018. No Brasil, o dólar chegou a R$ 5,40 em julho, mas teve uma queda de 4% no mês. No início de agosto, a cotação do dólar comercial já está acima de R$ 5,30. A BBC News Brasil ouviu economistas no Brasil e no exterior sobre os motivos para a perda de força no dólar no mundo e por que esse tombo da moeda americana não foi sentido com mais força no país. O que aconteceu com o dólar? As taxas de infecção de coronavírus, resultados econômicos ruins e incertezas com relação às eleições presidenciais dos Estados Unidos estão entre as razões do fraco desempenho do dólar nas últimas semanas. O economista Andrés Abadia, da consultoria Pantheon Macroeconomics, no Reino Unido, cita a propagação da covid-19 nos Estados Unidos, que têm 4,7 milhões de casos confirmados e mais de 155 mil mortes. "As taxas de infecção nos EUA, em comparação com outras economias desenvolvidas, permanecem relativamente altas, diminuindo as expectativas em relação à reabertura da economia no curto prazo", diz o economista. A economista Zeina Latif, que é consultora econômica e foi economista-chefe da XP Investimentos, diz que "os números recentes da economia americana acenderam um alerta", citando tanto dados da covid-19 quanto da atividade econômica. Os Estados Unidos divulgaram no fim de julho que o PIB do país despencou: houve uma queda de 9,5% no segundo trimestre em relação ao primeiro. Na comparação anual, a retração foi de 32,9%. "Os dados de atividade, que surpreenderam em um primeiro momento, tiveram leve ressaca, mostrando que a vida é mais dura — vai ter recuperação, mas a última safra de indicadores gerou dúvidas em relação a essa velocidade", diz a consultora. Latif lembra que, para entender a flutuação do dólar, é fundamental ver a situação dos Estados Unidos em comparação com o resto do mundo. E cita a China. "É fato que há um descompasso. Nos Estados Unidos, houve certa decepção — nada exagerado, mas houve — e, do outro lado do mundo (China), temos uma dinâmica mais positiva (nos dados de saúde e da economia)." Para a economista Monica de Bolle, pesquisadora do Peterson Institute, em Washington, "o mercado está se dando conta de que a situação é mais grave do que imaginava". "O cenário é de convivência com a epidemia por muito tempo e essa economia daqui (EUA) será severamente abalada por isso. O quadro de retomada que o mercado tinha em mente não vai acontecer. E isso está começando a ficar mais evidente e tem um movimento de reprecificação do dólar atrelado a isso." Outro fator de instabilidade, segundo os economistas, é a eleição americana. "O presidente Donald Trump pediu o adiamento das eleições de novembro, o que afetou a moeda nos últimos dias", diz Abadia. O tuíte sobre adiamento das eleições, aliás, foi publicado minutos depois de os Estados Unidos anunciarem o que foi o pior resultado de seu PIB na história. "Com a votação universal por correio, 2020 será a eleição mais imprecisa e fraudulenta da história. Será um grande constrangimento para os Estados Unidos. Adiar a eleição até que as pessoas possam votar de maneira adequada, segura e protegida???", postou o presidente, sem acrescentar qualquer prova do que estava dizendo. De Bolle diz que o próprio presidente Trump é um fator de instabilidade que se reflete na força da moeda americana. "Tendo em vista essas circunstâncias absolutamente temerárias para a reeleição dele, ele já está criando o fantasma de uma crise constitucional neste país", disse. "Quanto mais estreita a margem do resultado da eleição, maior a chance de crise constitucional neste país, porque Trump claramente vai questionar o resultado das eleições e jogar este país numa crise constitucional", diz ela, considerando um cenário de vitória do democrata Joe Biden. Abadia citou, ainda, o nível dos juros nos Estados Unidos como fator que explica a perda de força do dólar. Na última semana de julho, o Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) decidiu manter as taxas de juros do país na faixa entre 0% e 0,25% e disse que vai manter os juros próximos a zero pelo tempo necessário para a economia se recuperar das consequências do surto de coronavírus. Quanto mais baixa a taxa de juros, menos atrativo é o investimento naquela moeda. Por outro lado, a redução de taxas de juros tem sido feita em diversos países como tentativa de estimular a economia internamente. Quanto tempo vai durar? A desvalorização do dólar em relação a outras moedas deve ter vida curta, segundo Latif. "Mesmo com a piora de número de casos, acredito que tendência da economia americana é surpreender de novo positivamente." E as economistas também não veem chances de o dólar perder o posto que tem mundialmente. "Quando a gente pensa em uma moeda perdendo relevância, tem que pensar: quem vai substituir? E hoje não tem. Não vejo como substituir", diz Latif. De Bolle diz: "O dólar acaba revertendo porque no fim do dia é o porto seguro por excelência. As notícias do PIB ainda estão muito frescas, as pessoas ainda estão fazendo revisão de cenário, então esse movimento de reprecificação que vemos hoje ainda tá sendo processado. Uma vez que tenha sido processado, as coisas voltam a se ajustar". E por que a taxa de câmbio não caiu muito no Brasil? Foi-se o tempo em que pensar no dólar acima de R$ 5 era algo distante. No início de março, o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi questionado sobre a possibilidade de a cotação do dólar chegar a R$ 5 e respondeu que, "se fizer muita besteira, pode ir para esse nível" e que "se fizer muita coisa certa, pode descer". Poucos dias depois, no meio de março e com o avanço do coronavírus, o dólar ultrapassou os R$ 5. E a expectativa do mercado financeiro é que a taxa de câmbio termine o ano acima desse patamar: em R$ 5,20, segundo o Boletim Focus, do Banco Central, divulgado na segunda-feira (03/08). A projeção é a mesma há sete semanas. Embora a economia brasileira já estivesse aquém do esperado antes da chegada da pandemia, o coronavírus agravou a situação. Se os Estados Unidos lideram o ranking de mortes e casos confirmados de covid-19, o Brasil é o segundo da lista — e sem as condições financeiras da maior economia do mundo para lidar com essa crise. Ao comparar a situação da pandemia nos dois países, de Bolle diz que, de um lado, o Brasil tem um sistema público de saúde, que os EUA não têm. De outro lado, afirma que "evidentemente o Brasil tem economia muito mais frágil, com muito mais gente vulnerável e sendo afetada diretamente pela epidemia e pela crise econômica". "O Brasil tem um governo que absolutamente não respondeu à altura da crise e que até agora está batendo cabeça a respeito da gravidade da crise", diz ela. A economista diz que a medida mais eficaz até agora foi o auxílio emergencial, aprovado pelo Congresso Nacional. "De resto, o governo não fez nada. A situação que estamos vendo no quadro econômico brasileiro tem a ver com a ineficácia e a incompetência do governo Bolsonaro e a falta de experiência do Paulo Guedes para enfrentar uma crise dessa magnitude", critica a economista. Já Latif diz que o mercado reconhece riscos maiores no Brasil e isso, na avaliação dela, tem a ver, em primeiro lugar, com a situação fiscal do Brasil. Além disso, ela destaca que há muita incerteza e que o Brasil está "fazendo relaxamento do isolamento sem número confortável — baixo — de novos casos". "Eu não vejo o governo com capacidade de propor uma agenda econômica estruturada, sólida, de ajuste fiscal. A gente está discutindo no país flexibilizar regra do teto (de gastos). A agenda está muito desestruturada. O debate público está pouco técnico, emocional demais. Então acho que os fatores de risco vão ficar aí por muito tempo", diz Latif. De Bolle discorda que o problema esteja na política fiscal. Para ela, "todo mundo já sabe" que será necessário mexer no teto de gastos. "A piora fiscal futura está na conta de todo mundo", diz. Especialista em América Latina, Abadia diz que outras moedas da região tiveram desempenho "relativamente bom em julho" devido principalmente ao aumento dos preços das commodities e à melhoria das expectativas econômicas da economia chinesa. Ele pondera, no entanto, que é muito cedo para apostar em uma recuperação econômica prolongada. Sobre a moeda brasileira, o economista destaca a fraqueza. "O real permanece excepcionalmente fraco, em um contexto histórico, e as perspectivas de novos cortes na taxa de juros, ou mesmo taxas nos níveis atuais por mais tempo do que o esperado, manterão a moeda sob pressão. Além disso, o risco fiscal permanece relativamente alto, o que continua pressionando o real." Veja Mais

Shopping de Mogi das Cruzes tem seis oportunidades de emprego nesta terça-feira

G1 Economia Interessados em se candidatar devem procurar o balcão de informações para deixar os currículos. Nesta terça-feira (4), o shopping de Mogi das Cruzes oferece seis oportunidades de emprego para a função de vendedor. Os interessados em se candidatar devem procurar o balcão de informações para deixar os currículos, que serão encaminhados pelo Serviço de Atendimento ao Cliente, para as lojas de interesse. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 4798-8800. O horário de funcionamento do Mogi Shopping é das 12h às 18h e o endereço é Avenida Vereador Narciso Yague Guimarães. Confira as vagas disponíveis no Mogi Shopping: Vendedor – Adji Man: acima de 23 anos com experiência mínima de 1 ano e com disponibilidade de horário; Vendedor – Rivoli: Entre 18 e 40 anos; Vendedor – Hering: com experiência mínima de 6 meses e com disponibilidade de horário; Vendedor – Mobile Co: com idade entre 18 e 25 anos com disponibilidade de horário; Vendedor - Mix eletrônicos: com idade entre 21 e 30 anos, disponibilidade de horário e experiência; Vendedor – Zeiss Vision: acima de 18 anos, com disponibilidade de horário e experiência. Veja Mais

OMC vê retração do comércio mais próxima de cenário otimista, diz Azevêdo

G1 Economia Ainda assim, queda deve ficar próxima aos 13%. No cenário pessimista, estimativa é de queda de 32% no comércio global. O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, afirmou nesta terça-feira que a entidade vê hoje uma retração do comércio em 2020 mais próxima de seu cenário otimista, com queda de 13%, que havia sido traçado em abril. OMC projeta tombo de 18,5% no comércio mundial no 2º trimestre, mas vê cenário menos pessimista para o ano Diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, anuncia que deixará cargo em 31 de agosto No cenário pessimista, a OMC havia previsto uma queda de cerca de 32%. De qualquer forma, Azevêdo pontuou que as medidas para conter o coronavírus provocaram choques dramáticos tanto de oferta quanto de demanda, o que vai impor ao comércio um "grande baque" neste ano. Em evento online promovido pela ICC Brasil e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Azevêdo, que está de saída do cargo, afirmou que neste momento há certa preocupação da OMC com os mais recentes discursos em favor de busca de autossuficiência como resposta às vulnerabilidades expostas pela pandemia. Diretor-geral da OMC, brasileiro Roberto Azevedo, anuncia que vai deixar o cargo em agosto Ele argumentou que a concentração da produção num país o expõe "a todos os tipos de choques" e defendeu que a melhor solução seria pulverização e diversificação de fontes de suprimento. Segundo Azevêdo, seguramente haverá uma reconfiguração das cadeias globais de valor, já que a pandemia expôs riscos da concentração da produção. Veja Mais

Demanda por energia limpa impulsiona projetos no Brasil mesmo na pandemia

G1 Economia Geração eólica no Nordeste bateu recorde no último dia 2 de agosto. Nordeste tem recorde de geração eólica O crescente interesse de empresas por abastecer suas operações com energia limpa deve ser o principal fator a guiar investimentos em geração no Brasil nos próximos anos, com a redução dos custos de construção de usinas eólicas e solares tornando esses negócios viáveis mesmo com a pandemia de coronavírus, disseram à Reuters diversos especialistas do setor. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico, a geração eólica no Nordeste bateu recorde no último dia 2 de agosto: foram 8.780MW médios - energia suficiente para abastecer o equivalente a 99,7% da região. A energia eólica é hoje 9,1% da energia produzida no Brasil. O mercado de "contratos verdes de energia" no maior país da América Latina tem atraído pesos pesados da indústria global de eletricidade, como a francesa Engie e a norte-americana AES, além de fundos como o britânico Actis e até petroleiras, como a Shell, sem contar desenvolvedores de projetos que incluem a local Casa dos Ventos. A forte movimentação dessas e outras companhias pelos contratos fechados diretamente junto a consumidores vem em meio a baixas expectativas quanto aos leilões geralmente promovidos pelo governo no Brasil para viabilizar novas usinas de geração. De outro lado, desde gigantes como as mineradoras Anglo American e Vale até empresas não consideradas eletrointensivas, como a Tivit, de tecnologia, estão entre as que têm aproveitado a onda para fechar compras de longo prazo de energia renovável. "Temos visto uma aceleração forte dessas estruturações. É super tendência, está todo mundo olhando isso e buscando assinar esses contratos, tanto geradores quanto consumidores", disse à Reuters a diretora da consultoria Clean Energy Latin America, Camila Ramos. Embora o Brasil caminhe para uma crise econômica devido aos impactos da pandemia, que obrigou diversas empresas a fecharem por meses devido a medidas de isolamento adotadas para conter o vírus, o apetite de investidores e empresas pelo mercado de contratos corporativos de energia parece seguir intenso. Há uma expectativa, inclusive, de que o mercado ganhe um impulso por renovadas preocupações com sustentabilidade no mundo pós-coronavírus, depois que a União Europeia aprovou um plano de recuperação da crise que prevê incentivos às energias limpas. "Esse mercado deu uma parada com a pandemia a princípio, todo mundo ficou preocupado. Mas já estamos vendo uma volta, estamos trabalhando com vários possíveis projetos e contratos", disse à Reuters o presidente da norte-americana AES para a América do Sul, Julian Nebreda. "A pandemia também teve um efeito bastante grande sobre o conceito de sustentabilidade. As empresas estão hoje ainda mais preocupadas em ser sustentáveis do que antes", acrescentou. A unidade de geração da AES no Brasil, AES Tietê, fechou acordos recentes para fornecer energia eólica por 15 anos à Anglo American e para erguer um parque eólico em joint venture com a empresa do setor químico Unipar Carbocloro, que comprará a produção da usina por 20 anos. Também de olho nesse nicho, a geradora solar Atlas, da britânica Actis, fechou acordos recentes de 15 anos para fornecer energia à Anglo American e à Dow com usinas que implantará em Minas Gerais e na Bahia. "A pandemia, obviamente, afetou o mundo todo. Mas tem sido surpreendente para nós ver que, nos mercados da América Latina, o primeiro em que começamos a ter um renovado interesse por contratos de energia foi no Brasil. Começamos a ver uma retomada de processos para contratar energia limpa, em busca de energia renovável", disse à Reuters o CEO da Atlas, Carlos Barreira. As negociações são ajudadas pela queda de custo de usinas solares e eólicas e pelo cenário de preços no mercado de energia do Brasil, afetado pela menor demanda devido ao coronavírus. Além disso, a maior parte das conversas é para contratos com fornecimento a partir de 2022 ou 2023, quando muitas empresas acreditam que terão superado o pior da crise da Covid-19. "Só tivemos preços similares a esses, em termos reais, lá atrás em 2012 e depois da crise de 2016. É uma janela de oportunidade para o consumidor. Claro que o momento é de crise e incerteza, mas esses preços de longo prazo baixos podem ter um efeito positivo sobre a competitividade na indústria", disse o diretor da consultoria em preços Dcide, Henrique Leme. Mercado em alta A movimentação no mercado de "contratos verdes" contrasta com incertezas sobre os leilões do governo para novos projetos de energia, antes vistos como principal caminho para que um investidor conseguisse colocar uma nova usina em pé no Brasil. Com impactos da crise do coronavírus sobre a demanda por energia, o Brasil decidiu em abril suspender por prazo indefinido todos leilões de 2020. Com isso, investidores se viram ainda mais inclinados a buscar viabilizar empreendimentos no chamado mercado livre, onde grandes clientes como indústrias e empresas negociam diretamente com geradores e comercializadoras. "O setor era muito pautado pelos leilões... como agora não tem o leilão, uma série de projetos que estão prontos tem como único caminho o mercado livre", disse o sócio da plataforma de inteligência de mercado ePowerBay, Andre Felber. A francesa Engie, por exemplo, que já viabilizou uma eólica na Bahia só com contratos privados, incluindo com o grupo de telecom Claro, agora desenvolve uma terceira fase do parque eólico, para o qual já tem buscado novos contratos. A petroleira Shell também mira clientes no mercado livre para tirar do papel seus primeiros projetos de geração solar no Brasil, que poderiam começar a operar em 2023. Entre brasileiras, a Casa dos Ventos tem construído usinas para atender clientes que vão desde a gigante Vale até empresas como a Tivit, de tecnologia, e o Grupo Moura, de baterias. Também há movimentos de olho em consumidores ainda menores. A comercializadora de energia 2W avalia uma oferta pública de ações (IPO) para captar cerca de 1,5 bilhão de reais visando construir usinas eólicas e solares de olho na demanda de consumidores de pequeno e médio porte no mercado livre de energia. Veja Mais

Agências fechadas do INSS dificultam vida do segurado; veja que situações dependem de avaliação presencial

G1 Economia Segurados à espera de benefícios como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez e amparo assistencial ao deficiente e ao idoso precisam, necessariamente, de uma avaliação presencial para que seus pedidos de benefícios sejam concedidos pelo INSS. As mais de 1,5 mil agências do INSS fechadas desde o final de março por causa da pandemia do coronavírus estão previstas pra reabrir apenas a partir do dia 24 de agosto. A reabertura já foi adiada duas vezes. Com isso, foi prorrogado o atendimento por meio dos canais remotos até o dia 21 de agosto. De acordo com Adriano Mauss, advogado e diretor de processo administrativo do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), segurados à espera de benefícios como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez e amparo assistencial ao deficiente e ao idoso precisam, necessariamente, de uma avaliação presencial para que seus pedidos de benefícios sejam concedidos pelo INSS. "Serão cinco meses sem nenhuma perícia médica, nenhuma avaliação social e nenhum atendimento presencial. Milhares de requerimentos pendentes necessitando de uma avaliação", comenta. Presidente do INSS, Leonardo Rolim, fala sobre reabertura de agências Mauss explica que os benefícios que precisam de perícia médica e avaliação social presencial são os seguintes: Auxílio-doença Benefício Assistencial ao Deficiente Físico Aposentadoria por Invalidez Aposentadoria da pessoa com deficiência por idade e por tempo de contribuição Avaliação de Filho Maior Inválido para pensão por morte Acréscimo de 25% para aposentadorias por invalidez Perícias para Isenção de Imposto de renda O advogado esclarece que os benefícios de auxílio-doença requeridos e que ainda não tiveram as perícias realizadas estão sendo antecipados, porém, com valor fixo de um salário mínimo (R$ 1.045). A antecipação pode ser de até três meses, mas o diretor do IBDP afirma que, na prática, cada benefício concedido tem um mês de vigência e, se o requerente quiser receber os 3 meses, terá que requerer 3 benefícios diferentes. Já os Benefícios Assistenciais ao Deficiente Físico que necessitam não só de perícia médica, mas também de avaliação social, são antecipados no valor de R$ 600 por três meses. “Temos clientes aguardando para fazer a perícia propriamente dita para poder receber o valor correto do benefício, se ele é de mais de um salário mínimo, e também se o benefício ultrapassa mais de um mês de necessidade”, afirma. Segundo ele, ainda existem casos em que essa antecipação foi negada por várias vezes, em função de falhas no preenchimento do atestado ou porque o requerente tem problemas no cadastro do INSS. Outros benefícios, por exemplo, como aposentadoria de deficiente e pensão por morte para filho maior inválido estão aguardando a realização de perícia médica e social, sem nenhuma possibilidade de serem concedidos antes da abertura física das agências, já que a antecipação é para apenas dois tipos de benefícios (auxílio-doença e benefício assistencial ao deficiente). “Ainda assim, há inúmeros processos de outras espécies de benefícios, que não dependem de perícia, mas que aguardam o INSS reabrir para poder cumprir exigências, ou seja, apresentar algum documento que está faltando para que o servidor possa concluir o pedido. Para esses requerimentos, o atendimento remoto não é efetivo e não resolve a situação”, salienta. O advogado se refere aos casos dos benefícios encaminhados pelos canais remotos do INSS que estão em exigência. Nesse caso, a pessoa não sabe ou não consegue cumprir a exigência nos canais remotos e precisa ir às agências. Além disso, após análise, servidores do INSS podem requerer que o beneficiário vá até uma agência e apresente o documento fisicamente. “Há casos de clientes que têm pedidos parados, aguardando a agência abrir, porque o servidor do INSS coloca textualmente na exigência que é necessário ir até uma agência apresentar a documentação”, diz Mauss. Dificuldades no acesso remoto O advogado lembra ainda que muitos segurados do INSS não têm acesso à internet ou não sabem acessar as plataformas remotas do INSS (site e telefone 135), por isso, dependem do atendimento presencial de um servidor para poder encaminhar o seu benefício ou resolver algum problema relacionado ao seu pagamento. “Todas essas pessoas precisam das agências abertas para poder dar andamento a suas solicitações”, diz. Mesmo após a reabertura, o tempo de funcionamento das agências será parcial, com seis horas contínuas, e o atendimento presencial será restrito exclusivamente: aos segurados e beneficiários com prévio agendamento pelos canais remotos (Meu INSS e Central 135); e a serviços que não possam ser realizados por meio dos canais de atendimento remotos, a exemplo da perícia médica, avaliação social, reabilitação profissional, justificação administrativa e cumprimento de exigências. Auxílio-doença pode ser liberado com atestado enviado pela internet Previdência não atualiza dados O diretor do IBDP ressalta que o último Boletim Estatístico da Previdência Social de maio, disponível no site do governo federal, não traz os números de requerimentos de benefícios em análise pelo INSS dentro do período de até 45 dias (prazo determinado por lei) e acima desse período. O boletim também não informa os pedidos que estão à espera da primeira avaliação dos requerimentos e os que já passaram pela análise e necessitam cumprir exigências do INSS para serem pagos. Questionada, a Secretaria Especial de Trabalho e Previdência informou que os dados publicados no Boletim Estatístico são fornecidos por sistemas do INSS e que, até a data da publicação, eles ainda não estavam disponíveis. O boletim informa que o número de processos concedidos no mês de maio foi 25,06% menor (339.658 benefícios) do que em abril (453.249), enquanto os benefícios indeferidos subiram 15,42%. “Isso demonstra que os critérios de análise estão cada vez mais rigorosos”, observa Mauss. O INSS informou ao G1 que em junho havia 1.380.871 requerimentos de benefícios previdenciários aguardando análise pelo INSS, queda em relação a maio, quando eram 1,423 milhão. Do total em junho, 463.344 esperavam pela primeira avaliação dos seus requerimentos e 917.527 já haviam passado pela análise e necessitavam que o segurado cumprisse exigências do INSS para serem pagos. O tempo médio de concessão de benefícios no país era de 46 dias em junho, queda em relação a maio, quando eram 57 dias. Segundo o INSS, a queda no estoque de pedidos em análise e no tempo médio de concessão foi devido ao fechamento das agências por causa da pandemia. Assim, os servidores do atendimento foram realocados na análise de benefício. Isso permitiu acelerar a análise e reduzir o tempo médio de conclusão e o estoque. Veja Mais

Itaú lucra R$ 3,42 bilhões no segundo trimestre, queda de quase 50%

G1 Economia No mesmo período do ano passado, o banco registrou lucro de R$ 6,815 bilhões. Fachada de agência do banco Itaú no Rio de Janeiro Sergio Moraes/Reuters O banco Itaú informou nesta segunda-feira (3) que registrou lucro líquido contábil de R$ 3,424 bilhões no segundo trimestre de 2020. O resultado representa uma queda de quase 50% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o banco reportou ganhos de R$ 6,815 bilhões. No primeiro trimestre de 2020, o banco teve lucro líquido contábil de R$ 3,401 bilhões, praticamente o mesmo resultado apurado entre abril e junho . Já o lucro líquido recorrente do banco, que exclui fatores extraordinários no trimestre fiscal, somou R$ 4,.205 bilhões no segundo trimestre, também abaixo do registrado nos primeiros três meses de 2019 (R$ 7,034 bilhões). "Este foi um dos piores trimestres da história do Brasil, em termos de desempenho econômico. Começamos agora a ver alguns sinais de recuperação, cuja efetividade dependerá de passos importantes na gestão da economia", afirmou o presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, em comunicado. A despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa (PDD) totalizou R$ 7,6 bilhões, uma redução de 27,3% em relação ao primeiro trimestre de 2020. Essa queda, segundo o banco, ocorreu "devido à menor necessidade de constituição de provisão para perdas neste trimestre". O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio anualizado (como o banco remunera o acionista) foi de 13,5% no segundo trimestre, uma queda de 10 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2019, mas representa um avanço de 0,7 ponto percentual na comparação com os três meses anteriores. Carteira de crédito A carteira de crédito do banco encerrou junho em R$ 811,3 bilhões, o que significa um avanço de 20,3% na comparação o mesmo período de 2019 (R$ 674,512 bilhões). Em relação ao primeiro trimestre, houve um crescimento de 2,9% (R$ 788,3 bilhões). O índice de inadimplência de mais de 90 dias atingiu 2,7%, redução de 0,4 pontos percentuais na comparação com o primeiro trimestre de 2020. Receita com serviços A receita com serviços somou R$ 9,904 bilhões no segundo trimestre, uma queda de 7,8% na comparação com o mesmo período do ano passado (R$ 10,738 bilhões) e de 10,5% em relação aos três primeiros meses do ano (R$ 11,067 bilhões). Outros bancos O Bradesco anunciou ter registrado lucro líquido contábil de R$ 3,506 bilhões no segundo trimestre de 2020, uma queda de 42% em relação ao mesmo período de 2019 (R$ 6,042 bilhões). Já o Santander reportou lucro líquido societário de R$ 2.025,6 bilhões no segundo trimestre, o que representa uma queda de 40,76% em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 3,41 bilhões). Veja Mais

O que diferencia a campanha de conteúdo falso que hackeou sites de notícias para criticar a Otan

G1 Economia Chamada de 'Ghostwriter', operação inventou declarações e forjou documentos. A empresa de segurança FireEye publicou um relatório mapeando e interligando tentativas de propagação de conteúdo falso na Lituânia, na Letônia e na Polônia para criticar a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Forjando documentando e inventando declarações, a operação, apelida de "Ghostwriter", lembra a campanha "Secondary Infektion", mas se diferencia em alguns pontos importantes. As duas campanhas se aproveitam de documentos forjados, vazamentos de dados e sites que aceitam conteúdos publicados por usuários, por exemplo. No entanto, a "Ghostwriter" se diferencia da "Secondary Infektion" em dois aspectos importantes: a atribuição de autoria dos textos e o uso de ataques cibernéticos. Rod Renny, uma das identidades fictícias associadas à campanha 'Ghostwriter'. Usuário se passa por jornalista em perfil de site que aceita conteúdo de usuários e publica análises favoráveis à Rússia. Reprodução/FireEye A "Ghostwriter propaga o conteúdo falso a partir de "identidades" trabalhadas. Algumas têm biografias mais completas, detalhando até experiências profissionais anteriores. Um dos jornalistas fictícios, por exemplos, diz ter entrevistado presos condenados à pena de morte e participado de coberturas com departamentos de polícia nos Estados Unidos e no Canadá. A FireEye conseguiu identificar 14 dessas "identidades" (ou "personas") associadas à "Ghostwriter". Na "Secondary Infektion", as publicações eram realizadas em perfis novos e sem nenhum histórico. Esse método dificultou o rastreamento das atividades, mas reduziu a eficácia da campanha, já que contas novas e sem histórico não conseguem atingir um público amplo. Nesse sentido, a "Ghostwriter" também parece ter usado sites de notícias verdadeiros para propagar o conteúdo falso sem autorização. Hackers teriam obtido acesso aos sistemas dos sites e substituído notícias antigas por textos que corroboravam as histórias falsas já propagadas em outros canais. Mensagens de e-mail enviadas de contas forjadas também foram utilizado para aumentar o alcance dos documentos forjados. As mensagens chegaram a autoridades governamentais e jornalistas, tentando se passar por denúncias ou sugestões para a pauta dos veículos. A data de início das atividades também é diferente. A "Ghostwriter" pôde ser rastreada até 2017. Mas a "Secondary Infektion" deixa vestígios da sua atuação desde 2014. A FireEye não atribuiu a responsabilidade pela Ghostwriter a nenhum grupo ou entidade. A Secondary Infektion, por outro lado, é muito associada com a Rússia: o próprio nome da operação faz referência à campanha de desinformação "Infektion", da KGB, a polícia secreta soviética. O nome "Ghostwriter", por outro lado, é mais neutro. A palavra se refere à atividade de escrever em nome de outra pessoa – uma referência às identidades construídas para publicar os editoriais falsos. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Veja Mais

Azul encerra segundo trimestre com R$ 2,3 bilhões em caixa

G1 Economia Resultado representa uma alta em relação aos R$ 2,2 bilhões no trimestre encerrado em março e acima da projeção de R$ 2 bilhões para o período. A Azul encerrou o segundo trimestre com posição de liquidez de R$ 2,3 bilhões, considerando caixa e equivalentes, investimentos de curto-prazo e contas a receber, uma alta em relação aos R$ 2,2 bilhões no trimestre encerrado em março e acima da projeção de R$ 2 bilhões para o período. Avião da Azul Linhas Aéreas pousa no Aeroporto Internacional de São Paulo Celso Tavares/G1 Mesmo avaliando que sua posição de liquidez é robusta o suficiente até o final de 2021 mesmo sem aumento de capital, a companhia aérea disse que "tem a intenção de captar recursos em um momento oportuno para aumentar seu colchão de liquidez", pois a visibilidade sobre a recuperação da demanda ainda é incerta. Latam demite 2.700 pilotos e comissários; corte equivale a 38% do total de tripulantes, diz sindicato A companhia aérea prevê queima de caixa média de aproximadamente R$ 3 milhões por dia para o restante do ano, sem amortização de dívidas, resultante das negociações em andamento com seus parceiros financeiros, de acordo com fato relevante divulgado no domingo à noite. A empresa havia estimado uma queima de caixa diária entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões em maio e junho, mas acabou aumentando a sua posição de caixa no mesmo período. "Graças ao apoio de nossos parceiros e à dedicação de nossos tripulantes, conseguimos aumentar a posição de caixa da companhia no segundo trimestre do ano, que foi sem dúvida o mais desafiador da história da indústria da aviação", afirmou Alex Malfitani, diretor financeiro da Azul. "O plano de recuperação da Azul está sendo bem sucedido. Conseguimos satisfazer nossa necessidade de liquidez de curto prazo, e estamos confiantes em nossa habilidade de atravessar esta crise e restaurar nossa posição como uma das mais rentáveis empresas aéreas da região", acrescentou. Veja Mais

Rede de lojas de departamentos mais antiga dos EUA pede proteção contra falência e procura comprador

G1 Economia Pedido de proteção vem quase um ano após a compra da rede pela Le Tote, um serviço de aluguel de moda por assinatura. Fachada de loja da Lord & Taylor no shopping Wisconsin Place Tom Brenner/Reuters A rede de lojas de departamentos mais antiga dos Estados Unidos é a mais nova vítima da crise econômica provocada pela Covid-19 entre as grandes varejistas. Fundada em 1826 em Nova York, a empresa pediu proteção contra falência no domingo (2). A empresa, junto com a sua companhia proprietária, Le Tote, pediu proteção sob o Capítulo 11 da lei de falências dos Estados Unidos. Esse artigo permite a uma empresa com dificuldades financeiras continuar funcionando normalmente, dando-lhe um tempo para chegar a um acordo com seus credores. A proteção do Capítulo 11 pode ser requerida seja pela empresa em dificuldades, seja por um de seus credores. Este procedimento significa uma vontade de reestruturação da companhia, sob o controle de um tribunal. O pedido de proteção vem quase um ano após a compra da rede pela Le Tote, um serviço de aluguel de moda por assinatura. Em busca de comprador Em nota, a empresa afirmou que procura um novo proprietário que "acredite em nossa herança e valores". Segundo a companhia, o pedido de proteção é uma tentativa de "superar a tensão sem precedentes que a pandemia da Covid-19 colocou sobre nosso negócio". A empresa esclarece que não haverá mudanças imediatas em seu sistema de vendas pela internet, incluindo cartões presente. A proteção do Capítulo 11 pode ser requerida seja pela empresa em dificuldades, seja por um de seus credores. Este procedimento significa uma vontade de reestruturação da companhia, sob o controle de um tribunal. Esta é a maior diferença entre o Capítulo 11 e o Capítulo 7 da mesma lei, que envolve o fim da atividade da empresa. Um administrador judiciário é então nomeado para vender os ativos e organizar a repartição das somas recuperadas graças a estas cessões entre os credores. Veja Mais

Microsoft negocia compra do TikTok nos Estados Unidos

G1 Economia Na última sexta-feira (31), o presidente Donald Trump declarou que pretende banir o aplicativo do país. Negociações deverão ser concluídas até setembro. TikTok Dado Ruvic/Reuters A Microsoft disse neste domingo (2) que continuará as discussões sobre uma possível compra do TikTok nos Estados Unidos, após Donald Trump anunciar que pretende proibir o aplicativo no país. Para o presidente americano, a plataforma pode ser uma ferramenta de inteligência chinesa. TikTok proibido? O que está por trás do anúncio de Trump De acordo com a empresa, que declara apoio às preocupações do presidente Trump, as negociações com a ByteDance, proprietária do TikTok, deverão ser concluídas até o dia 15 de setembro, independentemente do resultado. O governo americano participa das negociações. "As duas empresas notificaram sua intenção de explorar uma proposta preliminar que envolveria a compra do serviço nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, e resultaria na posse e operação do TikTok nesses mercados", disse a Microsoft em comunicado. A gigante de tecnologia segue dizendo que a nova estrutura, caso a compra seja realizada, seguirá baseada na atual experiência dos usuários do aplicativo, mas com segurança e privacidade adicionais. Além disso, a Microsoft garante que todos os dados dos usuários americanos do TikTok seriam transferidos e permaneceriam nos Estados Unidos. Após a transferência, os dados armazenados fora do país seriam excluídos. "Essas discussões são preliminares e não há garantia de que uma transação que envolva a Microsoft prossiga", apontou a empresa. Trump anuncia que irá proibir TikTok nos EUA Veja Mais

Petrobras reduz preço do gás natural para distribuidoras em revisão trimestral

G1 Economia Segundo estatal, redução reflete novos contratos de venda e está associada à variação do preço do petróleo no mercado internacional. Sede da Petrobras no Rio de Janeiro Daniel Silveira/G1 A Petrobras reduziu preços de venda de gás natural para distribuidoras do insumo, em meio a uma revisão trimestral associada à variação das cotações do petróleo no mercado internacional, informou a estatal em comunicado nesta segunda-feira (3). A redução entrou em vigor a partir de 1° de agosto. Com o movimento, os contratos iniciados em janeiro de 2020 passam a ter redução acumulada média de 48% nos valores em dólares por milhão de Btu em comparação a dezembro de 2019, considerada a cotação do dólar na data contratual de atualização do preço, disse a companhia. Em reais, os preços terão uma redução média acumulada no período de 35%, apesar da desvalorização da moeda brasileira, afirmou a Petrobras, sem detalhar o reajuste aplicado agora. "A companhia esclarece que o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo custo da molécula de gás e do transporte, mas também pelas margens das distribuidoras e pelos tributos federais e estaduais", acrescentou. Veja Mais

Quem são os astronautas da Nasa (e melhores amigos) que viajaram ao espaço em nave da SpaceX

G1 Economia Bob Behnken e Doug Hurley pousaram na Terra neste domindo. Eles são dois dos mais gabaritados membros da agência espacial americana e estão trabalhando há anos em projeto de transição para voos comerciais. Bob Behnken e Doug Hurley na Flórida em 20 de maio, quando lançamento precisou ser adiado por conta do mau tempo Reuters Neste domingo (02/08), os astronautas Doug Hurley e Bob Behnken se tornaram protagonistas de um capítulo importantíssimo da história da Nasa, a agência espacial americana. Após 64 dias em órbita na estação espacial, a dupla retornou à Terra, pousando no Golfo do México. A cápsula foi içada do mar para um navio de salvamento. O final bem-sucedido da missão inicia uma nova era para a agência espacial americana. No futuro, todas as suas necessidades de transporte para o espaço serão compradas de empresas privadas, como a SpaceX, do empresário Elon Musk. Cápsula da SpaceX com astronautas chega à Terra após dois meses na Estação Espacial Veja vídeos sobre a Space X A agência governamental afirma que contratar prestadores de serviços dessa maneira vai economizar bilhões de dólares. Doug Hurley e Bob Behnken quebraram um hiato de nove anos para a agência espacial. Desde 2011, a Nasa não lançava seus astronautas do próprio solo americano, quando seus ônibus espaciais foram aposentados. Após a tragédia com a missão Columbia em 2003, a agência revisou completamente sua operação com ônibus espaciais, comprando assentos para seus astronautas — a um custo de dezenas de milhões de dólares por voo — na nave russa Soyuz. Foi uma fase de transição até que o programa Commercial Crew & Cargo Program Office (C3PO) desse seus primeiros frutos. É aí que entra o bilionário Elon Musk, fundador e diretor da SpaceX. Sua empresa e a Boeing foram escolhidas pela Nasa para participar do projeto C3PO, que abriu oportunidades comerciais para transporte de astronautas e carga para o espaço. Desde 2014, as empresas vêm refinando e testando seus projetos, supervisionados pela Nasa. O veículo de Musk foi o primeiro a chegar no espaço. Hurley e Behnken viajaram para a Estação Espacial Internacional na elegante cápsula Crew Dragon. "Já passou da hora de lançar um foguete americano da costa da Flórida para a Estação Espacial Internacional, e estou certamente honrado em fazer parte disso", disse Hurley, 53 anos, no início de maio. Behnken, 49 anos, acrescentou: "No meu primeiro voo (para o espaço) eu não tinha um filho, então estou realmente empolgado em compartilhar esta missão com ele". A Nasa escolheu dois de seus astronautas mais experientes para ajudar a SpaceX a preparar o Crew Dragon para o lançamento. Os dois também são amigos de longa data. "Ter a sorte de voar com seu melhor amigo... acho que muitas pessoas gostariam disso", comemora Hurley. Quando pousaram neste domingo, suas parceiras ficaram muito atentas, não só por motivos pessoais, mas também profissionais. Ambas são astronautas também. A esposa do coronel Hurley, Karen Nyberg, já foi para o espaço duas vezes, a bordo do ônibus espacial da agência e da Soyuz, se aposentando da Nasa este ano. Eles têm um filho de 10 anos, Jack, cujos primeiros anos de vida foram comemorados em meio às incursões espaciais dos pais. Nyberg começou seu treinamento para uma missão na estação espacial apenas alguns meses após o nascimento de Jack. Enquanto isso, Hurley se preparava para seu próprio voo — pilotando a última missão de um ônibus espacial da Nasa. Às vezes, Nyberg levava Jack para a Rússia, outras vezes a criança ficava em casa no Texas. "Literalmente, desde que Jack tinha idade suficiente para compreender as coisas, ele estava viajando para a Rússia ou falando através do Skype com a mamãe", contou Hurley ao jornal Houston Chronicle em 2013. O coronel da Força Aérea Behnken é casado com Megan McArthur, que voou na última missão de serviço ao Telescópio Espacial Hubble, em 2009. Como membro ativo do corpo de astronautas, ela é uma candidata em potencial para ser a primeira mulher a pisar na Lua em 2024, segundo o cronograma da Nasa. O filho deles, Theo, tem seis anos. Hurley, Behnken, Nyberg e McArthur se formaram na mesma classe de astronautas (2000) e estiveram presentes nos casamentos uns dos outros. Sendo tão próximos, eles "conseguem prever, até por linguagem corporal, qual é a opinião ou a próxima ação" do colega, disse Behnken à rede CNN, sobre a parceria com Hurley. "Fazemos isso há tanto tempo que é como ter um segundo par de mãos". Hurley disse sobre Behnken: "Sei instantaneamente quando fiz algo errado. Ele não sabe esconder bem". Mas Behnken admite que Hurley é o mais organizado dos dois. O mais velho dos dois homens foi criado no vilarejo de Apalachin, no norte de Nova York. "Era apenas uma grande existência em uma cidade pequena... nós só tivemos semáforo quando eu estava na faculdade", contou Hurley em 2009. Behnken é de St Ann, um subúrbio de St Louis, Missouri. Em 2010, ele descreveu o lugar como "uma espécie de bairro de trabalhadores", acrescentando: "Acho que, na minha bagagem... sou mais uma pessoa da classe trabalhadora". Ele atuou na construção civil antes de decidir que trabalhar ao ar livre no calor do verão não era para ele. Os dois foram para a faculdade com bolsas militares e se formaram em engenharia. Enquanto Behnken concluiu o doutorado na Caltech — universidade de elite exibida na série de TV The Big Bang Theory —, Hurley tornou-se um oficial dos fuzileiros navais. Os dois treinaram posteriormente como pilotos de teste em escolas militares. Esta tem sido a trajetória padrão dos astronautas da Nasa. Candidatos a se tornarem astronautas, Hurley e Behnken foram selecionados três anos antes de o ônibus espacial Columbia se desintegrar em sua volta à Terra, matando os sete tripulantes. Após o desastre, a Nasa decidiu que aposentaria o ônibus, delegando o transporte à estação espacial para empresas privadas. Assim, quando os dois foram finalmente designados para seus lançamentos, o programa de ônibus espaciais estava em sua fase final. Suas missões se concentraram em cumprir os compromissos anteriores da Nasa de concluir a construção da estação espacial. Depois, a dupla foi incluída na equipe do programa Commercial Crew & Cargo Program Office (C3PO). Em agosto de 2018, Hurley e Behnken foram anunciados como a tripulação principal do Demo-2, o primeiro voo da espaçonave da SpaceX com humanos a bordo. "Bob e eu, nos últimos dois anos, vivemos essencialmente na Califórnia, trabalhando lado a lado com o pessoal da SpaceX para nos trazer a esse ponto", relatou Hurley recentemente. Eles tiveram que se acostumar com o controle por meio de tela sensível ao toque da Crew Dragon, depois de trabalhar com os botões dos painéis dos ônibus espaciais. Astronautas Bob Behnken e Doug Hurley no dia 27 de maio EPA/BBC Antes da viagem, Hurley disse que a experiência na avaliação de aeronaves militares como piloto de teste se mostrou crucial no trabalho com a SpaceX. "Isso, por si só, ajudou tremendamente a nós dois, porque durante todo o processo que você acompanha nas forças armadas, há atrasos, desafios técnicos, imprevistos com os quais vocês não espera ter que trabalhar." Os contratempos — incluindo duas explosões monumentais que destruíram um foguete e uma das cápsulas do Crew Dragon — viram o lançamento ser postergado por quase quatro anos. A data original era outubro de 2016. "Estávamos bem preparados para isso, então acho que o não cumprimento das datas de lançamento (originais) causou alguma frustração na Nasa", explicou Hurley. Apesar dos obstáculos, o entusiasmo de Behnken permaneceu: "Provavelmente é o sonho de todo piloto de teste em formação ter a oportunidade de voar em uma nave espacial nova". Veja Mais

Delivery de lição, improvisos e vídeos: como está a educação no campo durante a pandemia

G1 Economia Globo Rural ouviu pais, alunos e professores de zonas rurais de 5 estados do Brasil para mostrar um panorama do ensino dessa população. Delivery de lição, improvisos e vídeos: como está a educação no campo durante a pandemia A pandemia do novo coronavírus criou um grande desafio para alunos e professores de todo país. Na ausência da sala de aula, as escolas precisaram se fazer presente de outras formas, como o ensino à distância via internet. Mas, para quem vive na zona rural, nem sempre é possível. Segundo último levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2018, o número de casas que usam internet na zona rural não chega a metade (49,2%), principalmente porque o serviço não existe ou é muito caro. Assista a todos os vídeos do Globo Rural E, para quem tem acesso à internet, muitas vezes a conexão é ruim, a família nem sempre tem o equipamento necessário ou mesmo é insuficiente para que todos os filhos possam estudar online. Diante disso, o Globo Rural acompanhou e entrevistou pais, alunos e professores de 5 estados brasileiros (AM, CE, MG, PA e SP) para saber como anda a educação no campo em tempos de pandemia. Para conseguir chegar aos moradores da zona rural, a reportagem contou com a ajuda de professores e de integrantes de ONGs. Sensação de abandono Uma das comunidades "visitadas" fica em Gurupá, no Pará, onde a população local vive do extrativismo do camarão e do açaí. “É a primeira vez que estão se preocupando em saber o que nós estamos sentindo”, diz a moradora Cleuciane Braz dos Santos. A escola da região nem chegou a abrir em 2020. Cerca de 200 alunos do ensino fundamental estão sem qualquer atividade para dar continuidade aos estudos. Por conta própria, Cleuciane tenta manter as atividades dos filhos, Alice, de 14 anos, e Vítor, de 11 anos. O secretário de Educação da cidade, Fabrício do Nascimento, disse que a Prefeitura chegou a pensar em distribuir materiais com atividades para ajudar os alunos, porém não poderia dar sem existir instruções e métodos para aplicá-los. Ou seja, sem material e sem estudo. “A gente decidiu assegurar a saúde de nossos alunos e profissionais de educação de nosso município e retornar de acordo com o que for estabelecido pelo conselho estadual de educação”, afirma. 'Não podemos parar' Na mesma região do Brasil, no município de Anori, no Amazonas, ao contrário do que acontece em Gurupá, tem professor preparando lição para os alunos não ficarem parados. A escola local também não chegou a começar o ano letivo porque passava por uma reforma. “Ninguém vai deixar de levar a educação por causa da pandemia, nós não podemos parar o nosso trabalho, nós temos que ver nossos alunos contentes, pois eles estão tristes com isso”, afirma Osório Cavalcante de Almeida, professor de português. Em uma comunidade de Anori, a cerca de 90 km do município, os rios são as estradas para levar educação aos jovens. Os barcos, que antes traziam as crianças até a escola, agora entregam as tarefas até os alunos pelo Rio Purus. O professor Anderson Correia e outro colega têm essa rotina toda semana. São mais de 100 famílias visitadas e quase 200 alunos. Os estudantes entregam a lição da semana anterior já preenchida e recebem a nova. Apesar de todo o esforço, a ausência de professores pesam para os alunos. A estudante Jaqueline Martins Laranjeira, de 16 anos e que cursa o 6º ano, mora com a avó, que não tem estudo. Como não consegue ajuda, a garota precisa fazer as lições sem ter alguém para tirar dúvidas. “A vovó só me fala para fazer mais, mas, como ela não sabe, eu tenho que me virar”, conta Jaqueline. Diante da dificuldade, a menina ainda vê um lado positivo. “Como eu estou me esforçando muito, aprendi a fazer coisas melhores.” Os professores não estão do lado, mas estão de olho no aproveitamento dos alunos. Tanto que trazem as lições corrigidas de volta para os estudantes. Delivery de atividades Na zona rural de São José dos Campos, interior de São Paulo, as lições estão sendo impressas e entregues pessoalmente para os alunos. “Nem todo mundo tem computador, não tem internet, às vezes, nem funciona a TV”, explica a vice-diretora Donaide Pinheiro Bittencourt. Uma vez por semana, as professoras organizam tudo e a dupla de funcionárias Márcia e Maiara ficam responsáveis pela entrega das atividades – com carro próprio. Com a proteção de máscaras e luvas, a dupla vai fazendo o delivery das tarefas semanais da criançada. A estudante Giovana resume a grande descoberta da maioria dos alunos durante a pandemia. “Antes, eu achava que não precisava muito do professor, mas aí parou e falei ‘não, precisa… a gente tem dúvidas’.” Parentes ajudam como podem Muitos pais e avós querem ajudar os filhos e netos nos estudos, mas não podem porque não conseguiram terminar a escola. No Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, Terezinha Luísa dos Santos cursou até a 3ª série apenas. Hoje, com 8 filhos, sendo 5 deles na escola, ela consegue ajudar somente com o que conseguiu aprender. “A gente peleja, tá ensinando eles, só não sabe se tá certo porque eu não tenho muito estudo”, afirma Terezinha. “Arrependi de ter saído da escola e falo para eles que procurem um jeito de estudar porque sem estudo a gente não é nada na vida.” O estudante Ryan Batista Santos, de 12 anos e filho de Terezinha, está desanimado com a situação. “Me desanima por causa que a gente faz a lição em casa e nem sabe se tá certa ou tá errada. A gente não sabe se vai passar de ano ou repetir.” Internet morro acima Para manter o contato com os alunos e conseguir ajudar nas tarefas, a professora Natália Gomes Pereira, de Araçuaí, também em Minas, se esforça. Sem internet em casa, ela precisa subir em um morro próximo para conseguir sinal no celular. “Uma hora pega, outra hora não pega, não é fácil… tem dia que não tem retorno nenhum. Eu estou me sentindo excluída. Porque é como se eu estivesse fora da realidade”, diz. Professores vlogueiros Onde a exclusão digital é menos gritante, o período sem escola não é tão sofrido. Em Brejo Santo, Ceará, tem até professores vlogueiros na zona rural. “Você deixa de interagir com um grupo de crianças e passa a interagir com uma câmera, um objeto. É bem diferente”, explica o coordenador pedagógico do município Francisco Jucélio dos Santos. “Uma aluna gravou um vídeo orientando uma professora a como gravar um vídeo. Então, alunos aprendem com professores e professores com os alunos”, completa. Volta incerta Neste momento, crianças e jovens continuam protegidos em suas casas. Governos de estados e municípios ainda estudam como e quando voltar às aulas com segurança, tudo vai depender do controle da pandemia. Veja Mais

Governo argentino é informado sobre quarta nuvem de gafanhotos

G1 Economia Alerta foi feito por um produtor da cidade de Salta, no país vizinho. Ainda não se sabe o tamanho dessa nuvem. Senasa faz alerta para a província de Chaco para possível deslocamento da praga nos próximos dias Divulgação/Senasa O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa, na sigla em espanhol), uma agência do governo argentino, foi informada sobre uma quarta nuvem de gafanhotos em Salta, na Argentina. Segundo o órgão, o alerta foi feito por um produtor na sexta-feira (31). [Veja o vídeo abaixo]. "Senasa ainda não a viu. Mas eles nos enviaram um vídeo. Oficialmente já anunciamos que existem quatro [nuvens de gafanhotos]", afirmou, ao G1, o engenheiro agrônomo e chefe do Programa Nacional de Gafanhotos do Senasa, Hector Emilio Medina. O governo argentino ainda não tem informações sobre o tamanho dessa quarta nuvem. Uma equipe do Senasa deve ir até o local para verificar a presença das pragas. Initial plugin text Pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) têm apresentado simulações e estimativas da trajetória das nuvens de gafanhotos, que estão se deslocando pelo Paraguai e Argentina desde maio. A instituição já havia informado, na sexta, que quatro nuvens de gafanhotos foram localizadas na América do Sul até o momento. Conforme a UFPel, a primeira nuvem, já acompanhada pela pesquisa, foi localizada em maio, vinda do Paraguai para a Argentina e foi praticamente exterminada na última semana em Federación, divisa da Argentina com o Uruguai. O município de Federación fica a aproximadamente 90 km, em linha reta, de Barra do Quaraí, cidade da Fronteira do Rio Grande do Sul. Segundo o governo argentino, a aplicação de inseticida eliminou 80% da nuvem de gafanhotos. Governo argentino diz ter reduzido em 80% a nuvem de gafanhotos. Senasa/Argentina A segunda nuvem de gafanhotos foi localizada no Paraguai, em 16 de julho, na província del Chaco, e se encontra atualmente em El Pintado. Simulações para esta nuvem foram apresentadas pelos pesquisadores no dia 22 de julho, quando a nuvem estava em General Güemes. Ma,s com a chegada do frio, a nuvem se manteve sem grandes deslocamentos desde então. Novas simulações são apresentadas. [Veja abaixo]. A terceira nuvem foi localizada pelo governo da Argentina em 21 de julho, e se encontra em Ingeniero Juárez, província de Formosa, na Argentina. A UFPel disse que passou a monitorar esta nuvem e as primeiras simulações são apresentadas. [Veja abaixo]. Simulações da trajetória O modelo WRF foi utilizado para fazer a previsão dos campos de vento, inicializada na quinta-feira (30) até segunda (3). Segundo a UFPel, os deslocamentos da nuvem são determinados em 80% dos casos pela direção do vento, e temperaturas acima de 20°C favorecem o voo dos insetos. Segunda nuvem Esta espécie pode viajar até 150 km/dia, mas desde o início desta pesquisa, tem apresentado um deslocamento que varia entre aproximadamente 40 e 80 km/dia. Estimativa de 3 possíveis trajetórias: Num primeiro cenário, supõe-se que a nuvem viaje aproximadamente 30 km/dia - Se esta previsão se confirmar, no domingo (2), estima-se que a nuvem fique próxima a cidade de Misión Nueva Pompeya, província del Chaco na Argentina, em torno de 620 km (em linha reta) da cidade de Itaqui (RS) Num segundo cenário, 60 km/dia - Se esta previsão se confirmar, no domingo (2), estima-se que a nuvem poderá atingir a região próxima à divisa das províncias del Chaco e Santiago del Estero, à aproximadamente 60 km da cidade de Miraflores, Argentina. O ponto fica a aproximadamente 610 km (em linha reta) da cidade de São Borja (RS). Num terceiro cenário, 100 km/dia - Se esta previsão se confirmar, no domingo (2), estima-se que a nuvem poderá atingir a região entre as cidades de Los Frentones (Província del Chaco) e Sachayoj (Província de Santiago del Estero), na Argentina. O ponto fica a aproximadamente 600 km (em linha reta) da cidade de São Borja (RS). Terceira nuvem Estimativa de 3 possíveis trajetórias: Nuvem se desloca aproximadamente 30 km/dia - Se esta previsão se confirmar, no domingo (2), estima-se que a nuvem fique próxima a cidade de Santa Rita, província del Chaco na Argentina, em torno de 750 km (em linha reta) da cidade de São Borja (RS). Nuvem se desloca aproximadamente 60 km/dia - Se esta previsão se confirmar, no domingo (2), estima-se que a nuvem poderá atingir a região próxima à cidade de Fuerte Esperanza, província del Chaco na Argentina, a aproximadamente 710 km (em linha reta) da cidade de São Borja. Nuvem se desloca aproximadamente 100 km/dia - Se esta previsão se confirmar, no domingo 2/8, estima-se que a nuvem poderá atingir a região próxima à cidade de El Cabure, província de Santiago del Estero, Argentina. O ponto fica a aproximadamente 680 km (em linha reta) da cidade de São Borja. Argentina consegue eliminar 80% da nuvem de gafanhotos Veja Mais

Caixa abre 83 agências no RJ neste sábado; veja lista

G1 Economia Só na capital, serão 34 agências abertas em 30 bairros, das 8h ao meio-dia. Algumas ruas perto de agências de maior movimento serão interditadas. A Caixa Econômica Federal abre neste sábado (1º) 83 agências no estado do Rio, das 8h ao meio-dia, para atendimento aos beneficiários do Auxílio Emergencial nascidos em fevereiro e março. Só na capital, serão 34 agências divididas por 30 bairros. Centro, Campo Grande, na Zona Oeste, e Méier, na Zona Norte, serão os únicos bairros com duas agências funcionando. Saiba como liberar a conta bloqueada no aplicativo Caixa Tem Veja o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial Tire dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Os trabalhadores nascidos em janeiro que tiveram o crédito do saque emergencial do FGTS e que não movimentaram a conta Poupança Social Digital ou que tenham saldo remanescente também poderão sacar o benefício em dinheiro neste sábado. Ruas interditadas Para evitar aglomerações, a CET-Rio preparou um esquema especial de interdição de 7 vias no entorno das agências da Caixa de maior movimento, na cidade. As interdições vão durar até sexta-feira (7). O bloqueio das vias será feito por 40 agentes da CET-Rio, que vão ajudar a evitar aglomerações. Serão interditadas as seguintes vias: Avenida Brás de Pina (entre a Rua Ibiapina e a Rua dos Romeiros) Avenida Cesário de Melo (interdição de uma faixa na altura do número 3.166) Rua Cardoso de Morais (entre a Rua Francisca Heiden e a Avenida Guilherme Maxwell) Rua Dias da Cruz (entre a Rua Vinte e Quatro de Maio e a Rua Ana Barbosa) Rua Euclides Faria (uma faixa entre a Rua Doutor Miguel Vieira Ferreira e a Rua Uranos) Rua Felipe Cardoso (uma faixa entre a Rua General Olímpio e a Avenida Isabel) Rua Padre Januário (entre a Rua Teixeira de Macedo e a Estrada Adhemar Bebiano) A lista completa e os endereços das agências que vão abrir neste sábado estão no site da Caixa (www.caixa.gov.br). O Auxílio Emergencial poderá ser sacado em caixas eletrônicos, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui. Também poderá ser transferidos para contas de quaisquer bancos, de acordo com o ciclo 1 do calendário de pagamentos. Esses ciclos de crédito em contas e liberação de dinheiro para saque seguirão até dezembro, com o pagamento de cinco parcelas para quem já era cadastrado no Cadúnico e para quem se cadastrou pelo aplicativo da Caixa ou pelo site do Auxílio Emergencial. Veja Mais

Agora é assim? Live discute o futuro do trabalho após a pandemia

G1 Economia Agora é assim? Live discute o futuro do trabalho após a pandemia Live do G1 debateu os caminhos do trabalho após a pandemia. Participaram da conversa a especialista e pesquisadora sobre tendências de gestão de carreira Sofia Esteves e o escritor e comentarista de carreiras Max Gehringer. Agora é assim? Toda sexta-feira, às 19h30, um debate sobre o que virá após a pandemia Veja Mais

Comissão da reforma tributária ouve Paulo Guedes na quarta e quer aprovar texto até as eleições

G1 Economia Na primeira reunião após retomar os trabalhos, nesta sexta-feira (31), a comissão mista que debate a reforma tributária no Congresso acertou audiência sobre o tema com o ministro da Economia, Paulo Guedes. O chefe da equipe econômica deve detalhar as propostas a deputados e senadores na próxima quarta (5). Relator da comissão, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) disse ao blog que será importante a audiência com o ministro na semana que vem para definir o que o governo defende no tema – e permitir que os trabalhos avancem mais rapidamente. "Vamos acelerar os trabalhos a partir de agora. A vinda do ministro é importante para isso. Em breve a comissão mista fechará um texto único, reunindo as propostas do Senado e da Câmara, que espero estar aprovado nas duas Casas até as eleições municipais em novembro", afirmou o parlamentar. Comissão mista que debate reforma tributária voltou a se reunir nesta sexta A estratégia de Aguinaldo Ribeiro está em linha com a dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), de tentar aprovar a reforma ainda neste ano. A tarefa não é simples, diante de um tema que gera mais divergências do que consenso. Atualmente, há duas propostas de emenda constitucional sobre a reforma tributária tramitando no Congresso. O projeto na Câmara funde cinco impostos, e o do Senado transforma nove tributos em um só. As sugestões do governo só chegaram ao debate agora, no fim de julho. Na semana passada, o governo enviou a proposta de fusão do PIS e da Cofins na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A proposição sofre resistência do setor de serviços, que terá sua carga tributária elevada, enquanto a da indústria deve ser reduzida. Reforma tributária: estados reivindicam da União R$ 480 bi em dez anos para abastecer fundos O ministro Paulo Guedes vai encaminhar ainda propostas de criação de um novo tributo sobre pagamentos eletrônicos, desoneração da folha de pagamento e uma reformulação do Imposto de Renda da Pessoa Física e da Pessoa Jurídica. A ideia de um imposto adicional sofre forte resistência no Legislativo, em especial de Rodrigo Maia. Paulo Guedes diz que as pessoas estão criticando a proposta antes de ela ser detalhada. Ele destaca que a ideia não é aumentar a carga tributária, mas sim, fazer uma "substituição". Já está conseguindo convencer empresários, mas ainda esbarra na má recepção à ideia no Congresso Nacional. "A vinda do ministro Paulo Guedes à comissão, na próxima semana, será a oportunidade para ele falar de todas as suas propostas e tentar mostrar seus argumentos. Aí, senadores e deputados irão decidir o melhor caminho", acrescenta o deputado Aguinaldo Ribeiro. Veja Mais

Twitter diz que ataque de hackers a dados de funcionários levou à invasão de contas

G1 Economia Empresa diz que os hackers atacaram cerca de 130 contas, fizeram publicações em 45, acessaram a caixa de entrada de 36 e conseguiram baixar dados de sete. O Twitter, que teve seus sistemas internos invadidos há cerca de duas semanas, disse na quinta-feira (31) que o incidente atingiu um pequeno número de funcionários através de um ataque por "spear-phishing". A empresa disse que os hackers atacaram cerca de 130 contas, fizeram publicações de 45, acessaram a caixa de entrada de 36 e conseguiram baixar dados de sete dessas contas. ALTIERES ROHR: Twitter ja foi alvo de outros golpes semelhantes Os invasores também visavam funcionários específicos que tinham acesso a ferramentas de suporte a contas, disse o Twitter, acrescentando que passou a restringir o acesso a suas ferramentas e sistemas internos desde que o incidente ocorreu. Os hackers acessaram sistemas internos do Twitter em 15 de julho para invadir algumas das principais contas da plataforma, incluindo o candidato presidencial dos EUA Joe Biden, a estrela de TV Kim Kardashian, o ex-presidente dos EUA Barack Obama e o bilionário Elon Musk, e as usaram para pedir doações em bitcoin. Mensagem fraudulenta surgiu no perfil de Kim Kardashian Reprodução/Twitter Os registros disponíveis mostram que os golpistas aparentemente receberam mais de 100 mil dólares em criptomoedas. A técnica de "spear-phishing" consiste no ostensivo envio de emails de um remetente conhecido ou confiável, a fim de induzir indivíduos a revelar informações confidenciais. Barack Obama, Joe Biden, Elon Musk, Bill Gates e Apple têm contas do Twitter hackeadas Veja Mais