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Projeto solidário de Fábio Porchat 'socorre' pequenos empresários na pandemia

G1 Economia Pequenos negócios que foram ameaçados pela crise provocada pela pandemia registraram crescimento após campanha estrelada pelo ator e humorista. Projeto chegou à segunda edição com promessa de continuidade. Fábio Porchat fala do projeto de apoio a micro e pequenas empresas diante da pandemia Um “empurrãozinho”. É assim que o ator, apresentador e comediante Fábio Porchat classifica o projeto que criou para socorrer pequenos e microempresários diante da crise provocada pela pandemia do coronavírus. Cinco empreendimentos foram beneficiados pela iniciativa em 2020 e outros três foram selecionados para a segunda edição, lançada no final de abril deste ano. Batizado Divulga Porchat, o projeto consiste em tornar o ator - que tem mais de 5,9 milhões de seguidores nas redes sociais - o garoto-propaganda de marcas desconhecidas pelo grande público. Além de contarem com o uso da imagem de Porchat sem ter que pagar cachê, as pequenas e microempresas (PMEs) selecionadas ganharam toda a campanha publicitária, que foi desenvolvida por uma agência profissional. Três pequenos negócios foram selecionados para ter, gratuitamente, Fábio Porchat como garoto-propaganda em 2021 Reprodução/Instagram VÍDEO: Fábio Porchat anunciou no Encontro que faria propaganda de graça para PMEs O projeto é modesto, se considerado o alcance dele: em maio de 2020, havia cerca de 17,2 milhões de PMEs ativas no país. De acordo com uma pesquisa realizada em fevereiro deste ano pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), mais da metade destes pequenos negócios relatou muita dificuldade em se manter após quase um ano de pandemia e seis em cada dez deles viram o faturamento anual ser reduzido em pelo menos 1/3 no ano passado. (veja mais detalhes da pesquisa ao final desta reportagem) Mas, para as oito PMEs selecionadas, o projeto representou mais que a garantia de sobrevivência – todas as cinco atendidas em 2020 registraram crescimento dos negócios e as três que participam da atual segunda edição experimentaram aumento da demanda tão logo foram anunciadas pelo ator. É o caso da Mei Mei Produtos Naturais, empresa paulista especializada na produção de chás e artigos diversos feitos com ervas. Ela foi apresentada pelo ator durante uma live em seu perfil no Instagram no dia 22 de abril e, segundo os donos, imediatamente começou a registrar aumento nas vendas. “A nossa demanda aumentou consideravelmente e já está perto do que era antes da pandemia. Não só clientes novos, mas os antigos também voltaram a fazer pedidos com a gente”, contou o empresário Carlos Lopes, que comanda a empresa junto com a mulher, a naturopata Mei Machado – ambos com 43 anos de idade. 'Pânico' na pandemia Havia cinco anos que o casal mantinha a Mei Mei. Sem loja física, a empresa contava com 39 pontos de revenda espalhados pelo Brasil. Com a pandemia, caiu para seis o número de revendedores – impacto direto das medidas de restrição ao funcionamento de comércio e serviços pelo país para conter o avanço da Covid-19. “A gente entrou em pânico, porque estávamos em um ritmo de crescimento anual. Mesmo com o mercado dizendo o contrário, a gente crescia. De repente, a gente se viu sem nada”, destacou Carlos. Questionada, Mei confidenciou que, diante do revés provocado pela pandemia, “todos os dias” pensava em desistir do negócio. Em vários períodos, a empresa ficou sem vender nada durante 15 dias. “Teve momento de não querer levantar da cama. Desde a live [com Fábio Porchat], não teve um dia que a gente ficou sem vender algo”, enfatizou a naturopata. Live com os donos da Mei Mei foi realizada no dia 22 de abril e, desde então, empresa registra aumento nas vendas Reprodução/Instagram A seleção para participar do Divulga Porchat pegou o casal de surpresa. A inscrição no projeto foi realizada em junho do ano passado e durou apenas 24 horas. Os interessados tinham que gravar um vídeo dizendo por que a empresa merecia ter Fabio Porchat como garoto-propaganda. Segundo Porchat, mais de 8 mil inscrições foram recebidas, mas apenas cinco foram selecionadas para a primeira edição. Para 2021, o ator decidiu não reabrir inscrições e selecionar outras três empresas dentre as que se candidataram no ano passado. “Foi uma surpresa muito boa, porque a gente nunca imaginou que seríamos selecionados. O Porchat falou que faria de novo uma seleção em 2021, mas a gente não estava esperando por ser chamados”, contou Mei. Campanha foi criada com base em briefing definido pelos próprios donos do negócio Divulga Porchat/Divulgação Depois de contatado pela equipe de Porchat, o casal teve duas semanas para se preparar para a live com o ator, ocasião em que a Mei Mei foi apresentada aos seguidores dele. Este período serviu para a elaboração, por parte dos dois empresários, da proposta de campanha que desejavam para a empresa. “Ele [Porchat] deu total liberdade para a gente fazer o briefing e determinar o tipo de campanha que a gente queria fazer. A gente decidiu usar o nome dele para brincar com o nosso negócio – pôr chá. E a agência está tratando a gente como cliente”, contou Mei. As outras duas PMEs selecionadas para esta edição do Divulga Porchat são: Era uma vez o Mundo – startup carioca de educação que fabrica brinquedos e cria representatividade afro-brasileira para crianças. Naturale – loja de alimentos naturais em Santa Catarina que produz refeições saudáveis Startup carioca fabrica brinquedos com identidade afro-brasileira Divulga Porchat/Divulgação Empresa de Santa Catarina especializada em produção de refeições saudáveis é uma das três selecionadas para o projeto Divulga Porchat/Divulgação Virada de chave: ‘empurrãozinho’ levou pizzaria a abrir filial Uma das cinco PMEs selecionadas para a primeira edição do projeto foi a Fitzza, pizzaria idealizada por três jovens cariocas com o objetivo de “promover reeducação alimentar” a partir de versões “fit” da clássica iguaria italiana. A marca começava a se firmar quando começou a pandemia e colocou o negócio em risco. Um ano depois do “empurrãozinho” do Porchat, no entanto, ela se prepara para abrir uma filial e já planeja uma terceira loja ainda em 2021. “Quando estourou a pandemia, a gente ainda era uma marca nova e a loja teve que ser fechado. A gente então começou a batalhar para se estabelecer no delivery enquanto via muita pizzaria mais velha fechando com seis meses de pandemia. A gente nunca chegou a pensar em desistir, mas o Divulga Porchat foi a grande virada de chave do nosso negócio”, contou Rodolpho Bandeira, de 30 anos, o mais velho do trio de empreendedores. A Fitzza começou em 2017, quando os três amigos tiveram a ideia de fazer uma pizza fit. O primeiro passo para o negócio aconteceu no ano seguinte, com o trio “colocando a mão na massa, literalmente”. Segundo Rodolpho, eles produziam a massa na bancada da cozinha de um deles e a levava para assar e servir em eventos pelo Rio. “A logística era difícil, porque a gente fazia tudo, da massa à operação nas festas”, enfatizou. Foi só em junho de 2019 que a Fitzza ganhou uma loja física. Ela foi instalada no Arpoador, um dos endereços mais nobres da Zona Sul carioca. Nove meses depois teve início a pandemia – bares e restaurantes ficaram proibidos de funcionar na capital fluminense por mais de três meses. Divulga Porchat garantiu visibilidade e credibilidade para marca carioca de pizza fit, que cresceu a ponto de abrir filial um ano após campanha Reprodução/Instagram O anúncio da seleção para o Divulga Porchat surgiu como oportunidade de mudar os rumos do negócio que tendia a naufragar como muitos dos concorrentes. Os sócios se debruçaram na produção do vídeo de inscrição durante a madrugada. Uma vez selecionada, a pizzaria registrou um verdadeiro salto – o faturamento aumentou em quase 40% entre agosto e outubro, período em que a campanha estrelada por Porchat foi ao ar. “[O resultado da campanha] surpreendeu a gente porque foi uma ‘key chance’, uma verdadeira virada de chave para o nosso empreendimento. A gente vive num mundo de influências e essa transferência de autoridade [visibilidade e credibilidade de Porchat] é um negócio que tem muito poder”, enfatizou Rodolpho. Mais do que o aumento no faturamento, a Fitzza alcançou, segundo os sócios, reconhecimento e credibilidade da marca. “A gente passou a ter outra maneira de falar com fornecedores e parceiros e acabamos fazendo uma ampliação da sociedade. Entraram dois novos sócios, um deles investidor, e agora a gente pode expandir o negócio”, comemorou Rodolpho. A loja do Arpoador segue aberta, toda remodelada. A primeira filial será aberta ainda neste semestre na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, e os sócios planejam abrir a segunda filial, até o fim do ano, na Zona Norte da cidade. Resultados das outras PMEs que participaram do projeto em 2020: Cocadas da Vovó Lina, empresa familiar especializada em produção de cocadas caseiras: triplicou o número de seguidores nas redes sociais em cinco meses; aumentou o faturamento em mais de 1000% em três meses. Labareda Boutique, loja que inovou o conceito de sexshop no Mato Grosso do Sul: registrou aumento de quase 31% no número de seguidores em cinco meses; contratou mais duas pessoas para conseguir atender ao aumento da demanda e viu o faturamento aumentar em quase 39%. Bem Feito Carteiras, marca que produz carteiras artesanais e veganas: registrou salto do número de seguidores e viu o faturamento voltar a patamar semelhante ao período pré-pandemia. Clube de Brinquedos Tum Tum, clube de assinatura de brinquedos especializados para crianças com autismo: viu os acessos ao site triplicarem e pessoas não ligadas à causa do autismo se interessarem pelo negócio. Seleção criteriosa Ao G1, Fábio Porchat contou que sua equipe teve muito trabalho para selecionar as empresas que participariam do projeto dentre as mais de 8 mil inscrições. A primeira filtragem foi para selecionar apenas PMEs que estavam funcionando e de forma regular. Outros critérios e restrições foram aplicados até que chegar a uma lista de 30 pequenos negócios. “Dessas 30, a gente entrou em contato com algumas, fizemos encomendas, pedimos algumas coisas, sem estar no meu nome, lógico, para ver como é que chegavam os produtos”, destacou o ator. Além do teste como cliente oculto, as 30 empresas também tiveram a reputação checada nas redes sociais “para saber como elas lidavam com os clientes”. Porchat ressaltou que das cinco selecionadas ao final da checagem, “uma delas acabou sendo descartada, e a gente chamou outra, justamente porque teve algum tipo de problema”. Porchat destacou que, ao convocar as pequenos e microempresários selecionados, procurou, desde o início, minimizar as expectativas. “Eu falava ‘gente, não esperem que porque eu vou ser o garoto propaganda que vocês vão vender 1 milhão de coisas, a gente está numa pandemia, as pessoas estão sem dinheiro, as pessoas estão necessitadas’”, contou. Mas o ator tinha a segurança de que iria oferecer a eles algo que é fundamental nos dias de hoje: visibilidade. Além de usar seu próprio perfil nas redes sociais para divulgar as marcas e doar a sua imagem para a campanha publicitária de cada uma delas, ele também fez propaganda delas nos mais diversos meios. “Eu fiquei muito feliz de ver a repercussão que deu, como isso ajudou essas empresas e como incentivou outras pequenas empresas a continuarem”, contou. Diante do sucesso do projeto, Porchat garantiu que fará uma terceira edição dele e que pretende continuar a fazer ações semelhantes mesmo após a pandemia. “Com toda a certeza haverá uma terceira edição, porque funcionou. É uma coisa que eu quero continuar fazendo mesmo depois da pandemia. Claro que a pandemia é um ponto muito crítico, muito imediato, mas mesmo pós-pandemia as pessoas ainda vão estar necessitadas, ainda vão estar sobrevivendo, ainda vão estar catando os cacos do que foi a pandemia”, disse. Impacto da pandemia sobre as PMEs Em fevereiro, o Sebrae, em parceria com a FGV, realizou a 10ª edição da pesquisa “O impacto da pandemia do coronavírus nos pequenos negócios". Mais de 6,2 mil pequenos empresários, de todos os 26 estados brasileiros e do Distrito Federal foram ouvidos. Os principais resultados do levantamento foram: 65% das PMEs tiveram redução de 1/3 no faturamento anual em 2020; Para a maioria (66%) das PMEs, vendas de fim de ano foram piores que as de 2019; Extensão de linhas de crédito (45%) e extensão do auxílio emergencial (26%) são as medidas governamentais mais importantes para 2021, segundo as PMEs; 79% das PMEs afirmaram que estão sofrendo diminuição do faturamento em 2021; 11% das PMEs tiveram que fazer demissões 49% das PMEs buscaram empréstimo e 39% conseguiram o crédito; 57% das PMEs relataram muitas dificuldades para manter seu negócio. Veja Mais

Fazer lanche, ir ao banheiro, cuidar do pet: veja o que pega bem e mal no home office

G1 Economia Especialista em carreiras dá dicas de como lidar com 13 situações comuns no trabalho em casa. Etiqueta no home office Daniel Ivanaskas/G1 Quem está em home office viu sua rotina profissional se misturar à pessoal. Mas até que ponto o profissional pode se ausentar do trabalho para cuidar de seu pet ou receber uma encomenda, por exemplo? Aproveitar que o computador está em casa e adiantar uma tarefa fora da jornada porque não tem nada para fazer? Ou não resistir a fazer comentários no grupo de trabalho durante suas férias ou fora do horário de trabalho? Multitarefas no home office: o que você faz no horário de trabalho quando ninguém está olhando? QUIZ: Qual é o seu perfil no home office? Braço curto, puxa saco, retraído: veja perfis de profissionais no home office Veja abaixo as dicas do especialista em carreiras Antonio Batist para 13 situações comuns no home office. Posso falar que tenho que ir ao banheiro? Algumas empresas têm breves pausas cronometradas de 10 minutos ou similares nos sistemas de controle de jornada. Outras são mais flexíveis, bastando que você diga que precisa se ausentar por alguns minutos, sem detalhar os motivos. Observe se o trabalho possui prazo específico ou mais se é flexível e se sua ausência pode gerar danos (alguns trabalhos exigem resposta imediata do profissional). Os procedimentos no home office podem variar segundo o cargo, ramo da empresa, sistemas e acordos. Em todo caso, convém verificar com a chefia quais procedimentos a empresa está adotando - algumas formalizam contratos, acordos específicos ou até lançam manuais - e combinar eventuais ausências. Se estiver em reunião online, peça um minuto via texto, diga que precisa se ausentar, mas que voltará logo. Em seguida, feche sua câmera e microfone e vá. Evite sair sem avisar, não atrapalhe o áudio de ninguém e não exponha detalhes desnecessários. Posso pedir para colocar comida para o cachorro? Como o pet conseguia se alimentar antes do home office? Estar em casa não deve transformar o trabalho em um vendaval de interrupções. Combine tarefas com outras pessoas da casa: isso ajuda a ter foco durante o trabalho. Organize melhor as tarefas, caso more só. Mas o ponto de partida sempre deve ser este: verificar quais procedimentos a empresa está adotando para o home office e combinar eventuais ausências com sua chefia. Se estiver em reunião online, se não houver alternativa, peça um minuto via texto, feche sua câmera e microfone e vá cuidar do pet. Posso participar de reunião com cachorro latindo ou bebê chorando? Pode, mas é essencial tentar reduzir o barulho. Algumas alternativas são fechar seu microfone ou usar microfones que reduzam a captação de sons de outras direções, fechar a porta, ficar mais distante da fonte de barulho. Barulhos intensos e recorrentes – e sem nenhuma providência por parte do trabalhador – não são um bom sinal. Posso pedir para fazer um lanchinho? Antes do home office, como você lidava com lanches e refeições durante o trabalho? Verificar quais procedimentos a empresa está adotando para o home office e combinar eventuais pausas e ausências com sua chefia é o melhor caminho. Em relação a reuniões online, também é preciso bom senso. Antes do home office, você ficava saindo no meio para lanchar? Ficava lanchando na frente de todos durante as reuniões presenciais? Posso não ligar a câmera nas reuniões? É importantíssimo ligar a câmera sempre que possível, a menos que haja alguma orientação da empresa em sentido contrário. Se houver motivo para não ligar (problema técnico, por exemplo), convém avisar. Timidez, olheiras e afins não são bons pretextos para não ligar a câmera. Posso ficar com o microfone ligado? O ideal é habilitar o microfone somente quando for falar (e conferir se ele está ligado quando estiver falando). A captação indesejada de sons e outras interferências de áudio é uma das reclamações mais recorrentes em reuniões online e passa uma imagem de pouco profissionalismo, além de atrapalhar os demais. Posso trabalhar fora do horário sem avisar a chefia? Isso pode gerar hora extra, banco de horas, etc. Aqui entram em cena a CLT e os acordos. Muitas empresas seguem certa rigidez de horários e de outras normas, mesmo em home office. Outras são mais flexíveis, mas convém que a chefia esteja ciente sobre horários alternativos e outras exceções por parte do profissional. Verifique quais procedimentos a empresa está adotando para o home office e combine possibilidades de eventuais exceções com sua chefia. Posso mandar mensagens no grupo fora do meu horário? Convém enviar mensagens apenas no horário de expediente. Mensagens fora do expediente, especialmente se forem cobranças sobre prazos e metas, podem vir a gerar efeitos (de psicológicos a jurídicos) indesejáveis. Em todo caso, verifique quais procedimentos a empresa está adotando para o home office e combine eventuais exceções com sua chefia. Posso falar sobre assuntos aleatórios no grupo de trabalho? Convém evitar assuntos que não sejam o foco do trabalho. Comunicação leve e bem humorada é diferente de piadas sem fim. Consciência e espiritualidade são diferentes de discussões políticas intermináveis e chuvas de correntes. Desabafos recorrentes, fulanizações, fofocas e afins não deveriam ser o foco de um grupo de trabalho. Você quer se tornar o "tio do pavê" em pleno grupo de trabalho? Posso comentar sobre trabalho no grupo nas minhas férias? Assim como o home office não é férias, as férias não são home office. Pode-se fazer algum comentário isolado e pontual, mas só se se for realmente indispensável. Mas, você também pode trocar sua atitude de comentar sobre trabalho pela atitude de simplesmente apreciar suas férias. Posso falar que preciso receber uma encomenda? Pense no que você fazia para receber encomendas quando não estava em home office. Verifique quais procedimentos a empresa está adotando para o home office e combine eventuais ausências com sua chefia. Em caso de estar em reunião, se não restar alternativa, peça um minuto (via texto), feche sua câmera e microfone. Posso pedir uma pausa para resolver um problema doméstico? Como os problemas domésticos eram resolvidos antes do home office? Quais problemas são urgentes e quais poderiam esperar um pouco? Verifique quais procedimentos a empresa está adotando para o home office e combine eventuais ausências com sua chefia. Em caso de estar em reunião online, se for algo urgente e sem alternativas, peça um minuto (via texto), feche sua câmera e microfone. Posso pedir uma pausa para preparar o almoço? Como você lidava com o almoço antes do home office? Organizar as atividades de casa para que elas não prejudiquem o trabalho pode até parecer um “superpoder”. Mas isso é, na verdade, o mínimo que se espera de um profissional que não está mais perdendo horas diárias em engarrafamentos, por exemplo. Verifique quais procedimentos a empresa está adotando para o home office e combine eventuais ausências com sua chefia. Batist alerta que as dicas em relação às reuniões online são para as que têm maior número de participantes ou nas quais o funcionário não é o condutor. Em caso de haver poucos participantes ou se o profissional estiver comandando a reunião, as restrições contra interrupções tendem a ser maiores. Veja Mais

WhatsApp inicia nova política de privacidade neste sábado; veja o que muda

G1 Economia Termos atualizados preveem compartilhamento de mais dados com o Facebook, dono do app. Quem não aceitar pode perder funcionalidades no serviço depois de 90 dias. Seis perguntas sobre a nova política de privacidade do WhatsApp O WhatsApp, aplicativo de mensagens número um do Brasil e com mais de 2 bilhões de usuários no mundo, coloca em vigor neste sábado (15) a sua nova política de privacidade, que prevê o compartilhamento de mais dados com o Facebook, dono da plataforma. O app vem avisando os usuários sobre os termos desde janeiro. Inicialmente, as mudanças passariam a valer em fevereiro, mas a companhia decidiu adiar a vigência para que todos "tivessem mais tempo de entender a política" por causa da repercussão negativa. Quem não deu o aval para a nova política não terá a conta apagada e o app vai continuar funcionando normalmente por pelo menos 90 dias a partir de 15 de maio. Esse prazo foi combinado com autoridades brasileiras, que investigam se as mudanças estão em desacordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O WhatsApp afirmou na sexta passada (7) que essas pessoas veriam com mais frequência um lembrete para dar o aceite. Com o passar das semanas, elas deixariam de ter algumas funcionalidades como o acesso à página de conversas. ENTENDA: quais opções do WhatsApp vão ficar limitadas para quem não concordar com política de privacidade O que mudou? O compartilhamento de dados entre as duas plataformas acontece desde 2016. O que muda agora é que dados gerados em interações com contas comerciais, como as de lojas que atendem pelo WhatsApp, poderão ser utilizados pelas empresas para direcionar anúncios no Facebook e no Instagram – redes que pertencem à mesma companhia. WhatsApp tem 120 milhões de usuários no Brasil, segundo o próprio app. AFP Além disso, parceiros do Facebook podem armazenar, gerenciar e processar dados do WhatsApp que sejam obtidos por meio dos chats com essas contas comerciais. Embora o app afirme que as novidades da política de privacidade estão centradas em interações com empresas, o novo texto indica a coleta de informações que não estavam presentes na versão anterior do documento. WhatsApp e Facebook: ENTENDA ponto a ponto o compartilhamento de dados Aceite é mesmo obrigatório? O aceite dos termos é obrigatório no Brasil e na maior parte do mundo – somente na União Europeia e no Reino Unido os usuários têm uma opção para não compartilhar dados com o Facebook, por causa da lei de proteção de dados local, a GDPR. SAIBA MAIS: WhatsApp impõe compartilhamento de dados com Facebook, mas tem exceção para a Europa O Brasil também tem uma legislação sobre o tema, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde setembro passado. Autoridades brasileiras indicaram que os novos termos do WhatsApp poderiam representar violações aos direitos dos usuários. "Na LGPD, a pessoa poder dizer se aceita ou não cada um dos muitos tipos de tratamento dos dados. E o WhatsApp não está oferecendo isso", explicou ao G1, Paulo Rená, professor de direito no Centro Universitário de Brasília (UniCEUB). O app entrou em acordo com autoridades brasileiras e as pessoas que ainda não aceitaram a nova política poderão continuar usando o aplicativo sem restrições por pelo menos 90 dias, enquanto os órgãos investigam o caso. Em nota, o WhatsApp disse que "está em contato com as autoridades competentes e continuará prestando as informações necessárias sobre a atualização". Apesar da recomendação dos órgãos, as regras valem a partir deste sábado (15). Alternativas Milhões de pessoas baixaram aplicativos concorrentes, como o Telegram e o Signal, por não concordarem com a troca de informações entre WhatsApp e Facebook. WhatsApp, Telegram e Signal: COMPARE os apps de mensagens Pouco depois de a notificação sobre a mudança dos termos aparecer no WhatsApp, o Telegram registrou cerca de 25 milhões de novos usuários. O Signal também teve uma alta na época, registrando 17,8 milhões de downloads em um período de 7 dias. Veja Mais

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Cemig lucra R$ 422,35 milhões no 1° trimestre, após reverter perdas com a Light

G1 Economia Resultado operacional medido pelo Ebitda avançou 133,25% em comparação anual, para R$ 1,845 bilhão. foto cemig uberaba, 15/04/2021 Elderth Theza/Divulgação A estatal mineira de energia elétrica Cemig registrou lucro líquido de R$ 422,35 milhões entre janeiro e março de 2021, revertendo prejuízo líquido de R$ 68,13 milhões obtido no mesmo período de 2020. O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) avançou 133,25% em comparação anual, para R$ 1,845 bilhão, segundo divulgação da companhia nesta sexta-feira (14) O Ebitda ajustado, que exclui efeitos extraordinários, foi de R$ 1,657 bilhão, alta de quase 23% ano a ano. A Cemig disse que os números refletem basicamente o aumento das receitas neste ano e a comparação com um trimestre de 2020 em que o Ebitda foi afetado negativamente em cerca de R$ 609 milhões pela desvalorização da participação detida na elétrica fluminense Light. Neste ano, a companhia mineira decidiu se desfazer inteiramente da fatia na Light, o que foi efetivado em janeiro por meio da venda de ações em uma oferta pública que levantou R$ 1,37 bilhão. A Cemig disse que, como resultado da operação, reconheceu um ganho antes de tributos de R$ 108,55 milhões, ao considerar como custo o valor registrado do ativo, que vinha sendo classificado como "mantido para venda" em seu balanço. A receita líquida da Cemig no primeiro trimestre somou R$ 7,1 bilhões, contra R$ 6 bilhões no mesmo período de 2020. Os custos e despesas operacionais, por sua vez, totalizaram R$ 5,7 bilhões, acima dos R$ 5 bilhões no ano anterior. A companhia registrou ganhos com participações societárias em empresas, medidos por equivalência patrimonial, de R$ 118,68 milhões, acima dos R$ 82 milhões há um ano atrás. Em relação ao mercado elétrico, a Cemig registrou redução de 1,73% na quantidade de energia vendida no trimestre, com diminuição de 13,82% na energia comercializada com consumidores comerciais, em meio a impactos da pandemia, e no mercado cativo. Houve ainda queda de 15,77% no suprimento a outras concessionárias de energia. As vendas para o segmento industrial, por outro lado, aumentaram 13,69%, principalmente em função de novos contratos assinados com clientes livres prevendo início de fornecimento em janeiro de 2021. Veja Mais

Petrobras diz que manterá política de preços, mas com frequência 'intermediária' de reajustes

G1 Economia Diretor de Comercialização e Logística, Cláudio Mastella, disse que métrica baseada nos preços do mercado internacional é 'fundamental para manter competitividade', mas que frequência dos reajustes será diferente do passado. Sede da Petrobras, localizada na Avenida Chile, no Centro do Rio de Janeiro André Motta de Souza / Agência Petrobras A Petrobras decidiu que irá manter a política de preços de combustíveis baseada na paridade de importação, ou seja, alinhada ao mercado internacional. Todavia, a frequência de reajustes será "intermediária", se comparada ao que era feito até então. A informação foi dada nesta sexta-feira (14) pelo diretor de Comercialização e Logística, Cláudio Mastella. "No passado, a gente já praticou frequências muito baixas e frequências muito altas de reajuste. Optamos por uma frequência intermediária, mas mantém a mesma lógica que mantemos há dois anos", disse Mastella durante coletiva de imprensa para comentar os resultados financeiros da companhia no primeiro trimestre deste ano, que fechou com lucro de R$ 1,16 bilhão. Petrobras reverte prejuízo e tem lucro de R$ 1,16 bilhão no primeiro trimestre Vendas de ativos já somaram US$ 2,5 bilhões em 2021, diz Petrobras Desde 2019 a Petrobras revisa os preços dos combustíveis com base no que é cobrado no mercado internacional. Questionado, Mastella disse que a companhia manterá monitoramento diário dos preços, porque "é fundamental para a gente manter a competitividade". Porém, não haverá datas pré-definidas para aplicação dos reajustes. O diretor disse, ainda, que será feita uma avaliação anual das métricas de preços, também com o objetivo de "manter uma visão conjunta de que nossos preços seguem com competitividade". Pela manhã, durante teleconferência com analistas e investidores para apresentação dos resultados, o diretor de comercialização e logística da Petrobras já havia adiantado que a política de preços seria mantida. Segundo a Reuters, ele enfatizou que a companhia vai evitar repassar a volatilidade do mercado internacional aos consumidores brasileiros. "Na prática, não repassar imediatamente oscilações do mercado externo ou do câmbio para o consumidor interno, e ao mesmo tempo manter os nossos preços em nível competitivo com os nossos competidores", disse Mastella, sem detalhar como isso será feito. Foi justamente a alta frequência de reajustes nos preços dos combustíveis, em decorrência da alta elevação de preço do petróleo no mercado internacional, que resultou na demissão de Roberto Castello Branco da presidência da estatal após intervenção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Na coletiva de imprensa à tarde, Mastella afirmou também que desde o segundo semestre do ano passado a companhia adota uma política mais agressiva de precificação para gerar rentabilidade à empresa. "A politica de preços que praticamos é transpartente e em equilíbrio com o mercado internacional", disse o executivo. Para lidar com a variação cambial, Rodrigo Araujo, diretor financeiro e de relacionamento com investidores, afirmou que a empresa trabalha com dólar futuro e realiza exportações com a moeda norte-americana para neutralizar o impacto da desvalorização do real. "A companhia tem um equilibro importante à exposição ao dólar", garantiu. Desde que o general Joaquim Silva e Luna - escolhido por Bolsonaro para substituir Castello Branco no comando da estatal - tomou posse, no dia 19 de abril, a Petrobras realizou apenas um reajuste de preços, que foi aplicado no dia 30 do mesmo mês. Antes disso, os preços haviam sido reajustados por dez vezes desde janeiro. Luna e Silva não participou da coletiva de imprensa para divulgação dos resultados, assim como também não havia participado da teleconferência com analistas e investidores. Para o evento direcionado ao mercado, no entanto, ele gravou um vídeo, com cerca de sete minutos de duração, no qual declarou que dará continuidade ao que vinha sendo executado na companhia na gestão anterior. Veja Mais

Bovespa opera em alta com dia positivo no exterior

G1 Economia Na quinta-feira (13), o principal índice da bolsa avançou 0,83%, a 120.705 pontos. A bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta nesta sexta-feira (14), acompanhando o clima positivo nos mercados externos, e em dia menos tenso na política brasileira, sem depoimentos na CPI da Covid. Às 10h19, o Ibovespa subia 0,99%, a 121.903 pontos. Veja mais cotações. Na quinta-feira, a bolsa fechou em alta de 0,83%, a 120.705 pontos. Com o resultado, o Ibovespa acumula avanço de recuo de 1,09% na semana. No mês e no ano, o índice tem valorização de 1,52% e de 1,42%, respectivamente. Cenário Por aqui, o dia é de agenda fraca de indicadores, e a expectativa é de menos tensão política, com a pausa nos trabalhos da CPI da Covid. No meio político, é aguardada a decisão do STF sobre o pedido de habeas corpus feito pela Advocacia Geral da União (AGU), para que o ex-ministro Eduardo Pazuello possa ficar em silêncio durante seu depoimento à CPI, previsto para a próxima terça-feira. Os investidores deverão ficar de olho em dados sobre as vendas no varejo e a produção industrial nos EUA para avaliar se as pressões inflacionárias têm vida curta, conforme visto pelas autoridades do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Apesar da perspectiva de elevação da taxa de juros nos EUA no médio prazo, analistas têm avaliado que o real ainda deve continuar se beneficiando da alta das commodities e dos aumentos de juros pelo Banco Central em 2021, o que tende a contribuir para o fluxo de dólares para o país. Veja Mais

Projeções para o PIB de 2021 melhoram, mas retomada depende de vacinação acelerada, dizem economistas

G1 Economia Indicadores de março e abril mostram que o impacto da segunda onda do coronavírus tem sido menor do que se esperava. Economistas que projetavam retração no 1º trimestre revisam estimativas para cima. A queda menor do que a esperada da atividade econômica em março tem levado economistas e analistas das instituições financeiras a revisarem para cima as projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil para o 1º trimestre e para o ano – mas o otimismo ainda é moderado, e tem condições. Confiança empresarial sobe em abril após 6 quedas consecutivas, aponta FGV Atividade industrial sobe 6,5% no 1º trimestre e segue acima do patamar pré-pandemia, diz CNI O resultado de março do IBC-Br do Banco Central, por exemplo, foi melhor do que a expectativa do mercado. O recuo foi de 1,59% na comparação com fevereiro, ante estimativa de contração de 3,75%. Com o resultado, o índice encerrou o primeiro trimestre de com alta de 2,3% na comparação com o 4º trimestre de 2020. "O resultado do IBC-Br surpreendeu. A expectativa era de uma queda maior em março, quando a segunda onda da Covid-19 obrigou estados e municípios a fecharem novamente o comércio e os serviços não essenciais", destacou a equipe da GO Associados. Estimativas para o PIB do 1º trimestre Economia G1 Na avaliação do mercado, o impacto econômico da segunda onda do coronavírus está sendo mais moderado do que o observado na primeira onda. Com isso, diversos economistas que até então projetavam retração no 1º trimestre passaram a estimar crescimento e a enxergar sinais de melhora nas perspectivas para o ano. Os números oficiais do PIB do primeiro trimestre serão divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) somente em 1º de junho. De acordo com a última pesquisa Focus do Banco Central, a média das projeções do mercado é de um crescimento de 3,21% para o resultado do PIB em 2021. Parte dos analistas, no entanto, já enxergam uma alta ao redor de 4%. Novas projeções A MB Associados revisou nesta quinta-feira (13) sua projeção para o PIB do 1º trimestre para alta de 0,2%, contra a expectativa anterior de queda de 0,4%. Para a base de comparação com o mesmo trimestre do ano passado, ajustou de 2,6% para 3,2%. "Há uma resiliência na economia neste começo do ano, com uma paralisação muito mais moderada do que vimos ano passado. Os impactos que poderia ocorrer em abril e março foram menores do que se imaginava", afirma Sergio Vale, economista-chefe da consultoria MB Associados. A economista Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), também passou a descartar o risco de queda do PIB no 1º trimestre. "Estamos revisando os números para cima. Não será mais negativo no primeiro trimestre. Era -0,2% no boletim passado e deve ficar em torno de 0,3%. Para o ano há um viés para cima", afirma Matos, lembrando que a projeção para o ano era até então de alta de 3,2%. A GO elevou sua projeção de crescimento do PIB no 1º trimestre de 0,24% para 0,6%, e para 2021, de 3,20% para 4%. Na segunda-feira, a XP revisou as suas projeções para o PIB do Brasil em 2021, avaliando que a economia vem se normalizando mais rápido do que o esperado com o avanço da vacinação. A instituição passou a estimar alta de 0,3% no 1º trimestre e de 4,1% no ano. "A nova rodada de programas de sustentação da economia e um cenário externo benigno, com manutenção do ciclo de alta das commodities, devem sustentar a retomada da atividade econômica no segundo semestre", avaliou Caio Megale, economista-chefe da XP. Governo reedita medidas para conter efeitos econômicos da pandemia; veja o que já foi anunciado Risco de retração no 2º trimestre e incertezas para o ano Apesar da melhora nas previsões, permanece a visão de que a economia não escapará de uma retração no 2º trimestre, na comparação com os 3 primeiros meses do ano. A XP projeta uma queda de 0,4%, enquanto que a MB estima uma contração de 1,2%. "A boa notícia é que da mesma forma que o primeiro trimestre apresentou bons resultados, o segundo trimestre, que tem a base de comparação catastrófica da pandemia ano passado, também tende a apresentar resultados melhores", destaca Vale. O indicador econômico IGet apontou que o comércio varejista cresceu 8,8% em abril, conseguindo se recuperar das perdas de março, além de recorde no número de transações com cartões de débito e crédito entre os dias que antecederam a comemoração do Dia das Mães. Para Felipe Sichel, estrategista-chefe do banco Modalmais, o processo de reabertura gradual da economia tende a contribuir para uma recuperação da atividade daqui para frente. "O risco central para o final do segundo trimestre permanece em torno da pandemia, que dá sinais de estabilidade na quantidade de novos casos", avaliou. O banco projeta alta de 0,7% no 1º trimestre e de 4,1% em 2021. Silvia Matos destaca que a mobilidade no final do mês de abril já voltou ao patamar pré-segunda onda e com uma maior heterogeneidade setorial, o que traz perspectivas positivas para o emprego e para o PIB, mas destaca também o cenário de maior pressão inflacionária e de alta da taxa básica de juros. "Não só no Brasil, mas no mundo também tem havido surpresas positivas de crescimento, mesmo sem superar totalmente a pandemia. No entanto, estas surpresas positivas vem com uma nova rodada de preços de commodities e também com surpresas inflacionárias", afirma. Permanece entre os economistas, porém, o consenso de que uma retomada mais consistente, sobretudo do setor de serviços, continua dependendo do controle da pandemia e de uma vacinação mais acelerada. "Com a demora na vacinação, os riscos de uma terceira onda não podem ser descartados, o que poderia afetar particularmente o terceiro trimestre. De qualquer maneira, por ora os sinais são positivos para a economia e tende a ser difícil crescer abaixo de 3% este ano", afirma Vale. Em 2020, no primeiro ano da pandemia, a economia brasileira tombou 4,1%, registrando a maior contração desde o início da série histórica atual do IBGE, iniciada em 1996, o que levou o Brasil a sair da lista das 10 maiores economias do mundo. Veja Mais

Auxílio Emergencial 2021: Caixa libera saques e transferências a nascidos em novembro; veja calendários

G1 Economia Pagamento da primeira parcela do benefício terminou em abril para todos os públicos; veja os calendários das próximas parcelas. A Caixa Econômica Federal (Caixa) libera nesta quarta-feira (12) os saques e transferências da primeira parcela do Auxílio Emergencial aos beneficiários que não fazem parte do Bolsa Família nascidos em novembro, que receberam a parcela em poupança social digital no dia 28 de abril. O pagamento da primeira parcela do auxílio para este público terminou em 29 de abril. Para quem faz parte do Bolsa Família, os pagamentos foram até 30 de abril. Os pagamentos da segunda parcela do benefício começam em 18 de maio para o público do Bolsa Família, e em 16 de maio para os demais beneficiários (veja nos calendários mais abaixo). Terei direito? Quanto vou receber? Veja perguntas e respostas Veja o calendário completo Veja como saber se você vai receber Saiba como contestar se você teve o beneficio negado Beneficiário precisa estar com o CPF regular; saiba como fazer SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Auxílio emergencial 2021: entenda as regras da nova rodada VEJA QUEM PODE SACAR A PARTIR DESTA SEXTA: trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família, nascidos em novembro Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial, pelo site auxilio.caixa.gov.br ou pelo https://consultaauxilio.cidadania.gov.br/ Calendários de pagamento Veja abaixo os calendários de pagamento. BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial 2021 Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Calendário Auxílio Emergencial - inscritos app e site - 13.5.21 Economia G1 VÍDEOS: as últimas notícias sobre o Auxílio Emergencial Veja Mais

Petrobras reverte prejuízo e tem lucro de R$ 1,16 bilhão no primeiro trimestre

G1 Economia No mesmo período do ano passado, estatal reportou perdas de R$ 48,5 bilhões. Sede da Petrobras no Rio de Janeiro Daniel Silveira/G1 A Petrobras informou nesta quinta-feira (13) que registrou lucro de R$ 1,167 bilhão no primeiro trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 48,5 bilhões apurado no mesmo período do ano passado. O lucro da estatal antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda ajustado) foi de R$ 48,9 bilhões, um crescimento de 30,5% na comparação com os três primeiros meses de 2020. Em relação ao último trimestre de 2020, a alta foi de 4,1%. No início do ano passado, o desempenho da empresa foi duramente afetado por uma baixa contábil de R$ 65,3 bilhões diante do impacto da crise provocada pela pandemia coronavírus. Agora, a companhia foi favorecida pela alta do preço do petróleo do tipo Brent e maior venda do diesel. A estatal registrou receita líquida de R$ 86,2 bilhões, um avanço de 14,9% ante o quarto trimestre de 2020, em função da valorização de 38% no preço do Brent, e de 14,2% na comparação com os três primeiros meses do ano passado. Só com diesel a petroleira apurou receita de R$ 25,161 bilhões, um aumento de 26,7% e de 39,6%, respectivamente. Dívida e investimento A Petrobras também viu uma redução no seu endividamento. A dívida bruta somou US$ 70,9 bilhões no primeiro trimestre, uma queda de 20,5% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Em relação aos últimos quatro meses de 2020, a redução foi de 6,1%. A dívida líquida foi de US$ 58,4 bilhões no período, o que representa uma diminuição de 7,5% em relação ao registrado no trimestre imediatamente anterior e de 20,1% na comparação anual. Já os investimentos somaram totalizaram US$ 1,9 bilhão, 7% abaixo do observado no quarto trimestre do ano passado 21% inferior ao apurado no mesmo período de 2020. Troca polêmica O primeiro trimestre foi marcado por uma troca bastante polêmica no comando da Petrobras. Insatisfeito com a alta do preço dos combustíveis, o presidente Jair Bolsonaro indicou o general Joaquim Silva e Luna para assumir a presidência da companhia no lugar de Roberto Castello Branco. Vídeos: Últimas notícias de economia Veja Mais

SpaceX, de Elon Musk, fecha parceria com Google para desenvolver internet via satélite

G1 Economia As estações terrestres de seus satélites Starlink serão instaladas nos centros de dados da Google, para facilitar o acesso à nuvem de dados. O Observatório Gemini registrou uma trilha de satélites da Starlink em 2019 Observatório Gemini/NSF A SpaceX, empresa de exploração espacial de Elon Musk, anunciou nesta quinta-feira (13) que fará parceria com a Google para fornecer Internet de alta velocidade e serviços de computação remota para seus clientes, negócios e organizações. Pelos termos do acordo, as estações terrestres de seus satélites Starlink serão instaladas nos centros de dados da Google, para facilitar o acesso à nuvem (computação remota) e à Internet. A SpaceX está em processo de lançar seu serviço de Internet via satélite, que deverá permitir uma conexão de alta velocidade sem passar por infraestrutura terrestre. "A combinação de alta velocidade e baixa latência do Starlink com a infraestrutura e os recursos da Google proporcionará às organizações em todo o mundo a conexão rápida e segura que elas esperam", disse Gwynne Shotwell, presidente e diretora operacional da SpaceX. "Estamos orgulhosos de trabalhar com a Google para oferecer este acesso a empresas, organizações do setor público e muitos outros grupos em todo o mundo", acrescentou. Urs Hölzle, vice-presidente de infraestrutura da Google Cloud, disse que a parceria permitirá que as organizações que usam a rede tenham "acesso fácil, seguro e rápido aos aplicativos e serviços de que precisam para manter suas equipes funcionando". A SpaceX e o Google esperam que esta nova oferta esteja disponível no segundo semestre de 2021. A empresa de Elon Musk está aguardando a aprovação das autoridades para seu serviço de Internet de alta velocidade para empresas e indivíduos por meio de sua rede de mais de 1.500 satélites Starlink. Assista teste de nave da SpaceX: SpaceX lança e pousa com sucesso novo protótipo da Starship SN15 Veja Mais

Itália multa Google em 102 milhões de euros por abuso de posição dominante

G1 Economia Pena foi motivada pela recusa da empresa a aceitar em sua plataforma Google Play um aplicativo que permite localizar terminais de recarga para os carros elétricos, afirmou agência italiana. O logotipo do Google é visto em um dos complexos de escritórios da empresa em Irvine, Califórnia, nos Estados Unidos Mike Blake/Reuters/Arquivo A agência reguladora da concorrência na Itália anunciou nesta quinta-feira (13) uma multa de 102.084 milhões de euros (US$ 123,5 milhões) contra o Google por abuso de posição dominante. A multa foi motivada pela recusa da empresa a aceitar em sua plataforma Google Play um aplicativo que permite localizar terminais de recarga para os carros elétricos, afirmou a agência italiana em um comunicado. "Com o sistema operacional Android e a loja de aplicativos Google Play, Google tem uma posição dominante (...) É necessário recordar que na Itália quase 75% dos smartphones utilizam Android", completou a autoridade antimonopólio. Uma investigação da agência reguladora italiana apontou que o Google não autorizou o uso do app JuicePass, desenvolvido pelo grupo de energia italiano Enel, em seu sistema Android Auto. "O JuicePass oferece uma ampla gama de serviços para a recarga de veículos elétricos, que vão da busca de uma estação de recarga até a gestão do processo de recarga e a reserva de uma estação", afirmou o organismo italiano. Concorrente do Google Maps O aplicativo faz concorrência com o da gigante americana, Google Maps, que, no entanto, atualmente permite apenas procurar estações de recarga para veículos elétricos. "Google, ao negar a Enel X Itália (...) a disponibilidade do JuicePass no Android Auto, limitou injustamente as possibilidades dos usuários do aplicativo da Enel", afirmou a agência, que iniciou a investigação em maio de 2019. Neste contexto, a autoridade antimonopólio também impôs ao Google que disponibilize para a Enel X Itália e outras empresas que desenvolvem aplicativos "os instrumentos para a programação da apps que funcionem no Android Auto". Esta obrigação será controlada com a ajuda de um especialista independente da agência "a quem o Google deverá facilitar toda a colaboração e informação exigidas", conclui o texto. O que diz o Google Após o anúncio, o Google afirmou que "respeitosamente discorda da decisão", segundo um comunicado divulgado pela empresa. "A prioridade número 1 do Android Auto é garantir que os aplicativos podem ser utilizados de forma segura enquanto se dirige. É por este motivo que temos diretrizes estritas sobre os tipos de aplicativos suportados pelo sistema", completa a nota. O grupo afirma que há "milhares" de aplicativos compatíveis com o Android Auto e indica que examinará a documentação da agência reguladora italiana para "decidir os próximos passos". Entenda processo que o Google enfrenta nos EUA Veja 5 pontos sobre do processo contra o Google nos EUA Veja Mais

Desemprego no Brasil da pandemia: doutor em engenharia espacial vende doces

G1 Economia Número de subutilizados com ensino superior cresceu 43% entre 2019 e 2020. Número de subutilizados com ensino superior cresceu 43% entre 2019 e 2020 GETTY IMAGES/STEVE PREZANT "Tenho só uma palavra para definir o que eu sinto: frustração. Estudar, estudar, tentar e não conseguir nada. Você se sente como um incapaz." A afirmação é de Maycol Vargas, de 33 anos e graduado em engenharia aeronáutica, com mestrado e doutorado em engenharia e tecnologia espaciais, na área de combustão e propulsão, pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Depois de defender sua tese no início de 2020, o morador de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, se viu desempregado com doutorado. "Mandei currículo até para auxiliar de serviços gerais, mas está difícil. Montei um negócio próprio e estou fazendo doces, porque eu estava sem nenhuma renda. Isso me rende uns R$ 400, R$ 500 por mês, no máximo. Um profissional da minha área normalmente ganha na faixa de R$ 13 mil a R$ 15 mil." Maycol é um dos milhões de profissionais brasileiros qualificados e subutilizados em meio à pandemia do coronavírus. Entre o quarto trimestre de 2019 e igual período de 2020, o número de trabalhadores com ensino superior subutilizados passou de 2,5 milhões para 3,5 milhões, um aumento de 43%. Na população em geral, considerando todos os níveis de qualificação, os subutilizados passaram de 26,1 milhões a 32 milhões nesse mesmo intervalo, crescimento de 23%. Desemprego sobe para 14,4% e atinge recorde de 14,4 milhões de brasileiros Apenas 15% conseguem emprego na área em até 3 meses após formatura, diz pesquisa Quem são os subutilizados A subutilização da força de trabalho é um indicador mais amplo do que a desocupação. Além dos desempregados, a subutilização também inclui aqueles que estão trabalhando menos horas do que gostariam; que desistiram de procurar emprego (os chamados desalentados); ou que gostariam de trabalhar, mas por algum motivo - como ter que cuidar dos filhos que estão fora da escola ou de idosos, por exemplo - não estavam disponíveis. "A taxa de desemprego é uma medida super importante, mas ela deixa de fora todas essas pessoas que também estão numa situação de insatisfação com a situação de trabalho delas", explica Ana Tereza Pires, pesquisadora da consultoria IDados e autora do levantamento, elaborado a partir de dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). "A subutilização é um retrato mais amplo do mercado de trabalho e dessa ineficiência em alocar todo mundo que tem potencial de trabalhar dentro da força de trabalho", acrescenta a economista. "Especialmente nessa época de pandemia, essa é uma medida muito importante, porque muita gente desistiu de procurar trabalho ou estava procurando emprego, mas ficou indisponível para trabalhar, como no caso das mães. Então esse indicador dá conta de um contingente maior de brasileiros num momento de crise." Taxa de desocupação dos trabalhadores com ensino superior passou de 5,6% para 6,9% entre o quarto trimestre de 2019 e igual período de 2020 RUNSTUDIO/GETTY IMAGES O desemprego para quem tem ensino superior A taxa de desocupação entre os trabalhadores com ensino superior é historicamente mais baixa do que a dos trabalhadores em geral. Entre o quarto trimestre de 2019 e igual período de 2020, ela passou de 5,6% para 6,9%, aumento de 1,3 ponto percentual. Nesse mesmo intervalo, a taxa de desemprego para a população em geral subiu de 11% para 13,9%, um aumento de 2,9 ponto percentual. A diferença histórica no nível de desocupação entre os mais e os menos qualificado se explica pela parcela ainda relativamente pequena de pessoas com ensino superior no país. Segundo o IBGE, no quarto trimestre de 2020, apenas 16,5% da população brasileira em idade de trabalhar havia concluído o nível superior. Como esse profissionais mais qualificados são relativamente escassos no país, em geral, eles têm mais facilidade de encontrar uma vaga no mercado de trabalho. "Olhando a taxa de desemprego entre o final de 2019 e o final de 2020, ela cresceu muito no mercado de trabalho como um todo. Para quem tem ensino superior, houve um crescimento, mas não muito elevado", observa a pesquisadora do IDados. "Isso poderia levar a crer que os trabalhadores com ensino superior não foram muito afetados pela crise decorrente da pandemia. Mas, quando olhamos para a subutilização, fica claro que as pessoas com ensino superior estão bastante representadas." Desemprego atinge recorde de 14,4 milhões de brasileiros no trimestre terminado em fevereiro Por que a subutilização aumentou entre os mais qualificados A economista avalia que os mais instruídos foram menos afetados pelo desemprego na pandemia devido à maior possibilidade desses trabalhadores de fazerem home office. Segundo dados da pesquisa Pnad Covid-19 referentes a novembro de 2020 (o último dado disponível, posto que a pesquisa foi descontinuada pelo IBGE), dos 7,3 milhões de pessoas que estavam trabalhando de forma remota naquele mês, 76% tinham ensino superior completou ou pós-graduação. Estudo aponta que 76% dos trabalhadores em home office completaram o ensino superior "Muitos dos trabalhadores com ensino superior que saíram da força de trabalho não foram para o desemprego, foram direto para a inatividade. Não foram procurar emprego, seja por terem uma situação econômica melhor e poderem esperar uma melhora do mercado, ou por terem que cuidar da casa e dos filhos, no caso das mulheres." O IBGE só considera como "desempregado" quem efetivamente procurou emprego no período recente. Das três categorias de subutilização dos trabalhadores com ensino superior analisadas pela pesquisadora, o número de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas cresceu 13%; o número de desocupados aumentou 33%; e o contingente de pessoas na chamada força de trabalho potencial (que inclui os desalentados e os indisponíveis) mais do que dobrou, com um avanço de 138% entre o fim de 2019 e o de 2020. Marianna Rodrigues Martelo, de 27 anos, se formou em odontologia em dezembro de 2020, mas ainda não conseguiu emprego na área Arquivo pessoal O drama dos recém-formados Um grupo importante desses trabalhadores subutilizados com ensino superior são os recém-formados. Historicamente no Brasil, o desemprego sempre foi maior para a população mais jovem, de todos os níveis de instrução. Isso porque o mercado costuma exigir uma experiência que esses trabalhadores não têm. "Muitos dos que acabaram de se formar podem ter optado por não sair para procurar emprego agora, porque sabem que a dificuldade é muito grande. Então eles acabam entrando nessa força de trabalho potencial", explica Pires. Marianna Rodrigues Marcelo, de 27 anos, tem vivido na pele essa realidade. A moradora de Guarulhos (SP) se formou na faculdade de odontologia em dezembro de 2020, mas ainda não conseguiu encontrar um emprego na área. "Já devo ter mandado pelo menos 100 currículos, só hoje mandei uns 20", conta Marianna. "A maioria das vagas pede experiência e que se tenha pelo menos um ou dois anos de formado. Isso complica, porque eu sou recém-formada", afirma. "A pandemia também pode estar dificultando, porque diminuiu a oferta de vagas, já que a economia não está girando corretamente." Os empregadores que estão trabalhando menos do que gostariam Um outro grupo relevante de pessoas qualificadas e subutilizadas na pandemia são os empregadores que estão trabalhando menos do que gostariam, devido às restrições ao funcionamento de empresas, particularmente no setor de serviços. Renata Dornelles da Cruz (centro) e suas sócias Priscilla e Cassiana Alves da Silva, donas do salão de beleza Africaníssimas, em São Leopoldo (RS): na pandemia, Renata tem dedicado apenas duas manhãs por semana ao negócio Arquivo pessoal "Há um número muito alto entre os subutilizados qualificados na pandemia de pessoas que são chefes de família e homens e mulheres brancos, que geralmente não ficam fora da força de trabalho e agora passaram a ficar", observa Pires, do iDados. "Então isso pode estar relacionado a esses pequenos empresários que acabaram fechando ou dando um tempo nos seus negócios até a coisa melhorar ou cujas empresas não estão produzindo tanto quanto poderiam." Conforme o levantamento, 41% dos trabalhadores qualificados e subutilizados eram chefes de família no quarto trimestre de 2020 e 58% eram brancos. A empresária Renata Dornelles da Cruz, de 38 anos e moradora de São Leopoldo (RS), não é branca, mas é um exemplo desses pequenos empresários que estão trabalhando menos do que gostariam na pandemia. São os chamados subutilizados por insuficiência de horas trabalhadas. Formada em turismo e jornalismo, com especialização em Moda, Criatividade e Inovação pelo Senac, Renata é proprietária, ao lado de duas sócias, do salão de beleza especializado em cabelo afro Africaníssimas. Com a queda de movimento devido às restrições impostas pelo coronavírus e sem conseguir renegociar o aluguel, em março deste ano, as sócias tiveram de devolver o espaço que ocupavam numa galeria na região central de São Leopoldo e instalaram o salão num imóvel próprio no bairro mais afastado de Cohab Feitoria. "Antes eu ia ao salão todo dia. No ano passado, passei a ir no máximo duas vezes por semana e ficar só meio turno, para deixar mais espaço para as clientes e porque moro com meus pais que são grupo de risco", conta Renata, que cuida do marketing, das redes sociais e da gestão financeira da empresa. "Esse ano, com a mudança de endereço, estou totalmente em modo remoto. Como não tem mais tantos clientes, não tenho mais tanto conteúdo para produzir. Antes eu trabalhava com as tarefas do salão todos os dias, de segunda a sábado, quando não domingo. Agora, resolvo tudo em duas manhãs", relata, quanto à redução das suas horas de trabalho. Os efeitos para a economia como um todo Apesar de as histórias de desemprego e subutilização entre os mais qualificados serem menos dramáticas do que entre os menos qualificados, que em geral são a população de baixa renda, a perda de rendimentos entre os mais escolarizados tem efeito sobre a economia como um todo. Isso porque são esses trabalhadores que recebem a maior parcela da massa de rendimentos do país - a massa de rendimentos é a soma de todos os salários. Com isso, eles também são responsáveis pela maior parte do consumo, movimentando a economia. "Quem tem ensino superior no Brasil não é a maioria, mas sem dúvida é quem concentra a maior quantidade de renda e quem mais acaba demandando produtos e serviços", explica a pesquisadora do IDados. "Por exemplo, o serviço de empregada doméstica e serviços não essenciais como salão de beleza e restaurantes, são muito mais demandados por pessoas com ensino superior e maior nível de renda. Então esses serviços acabam sendo afetados", diz Pires. Segundo estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) publicado ao fim de abril, entre o quarto trimestre de 2019 e igual período de 2020, o contingente de trabalhadores domésticos do Brasil diminuiu de 6,4 milhões para 4,9 milhões, o que representa 1,5 milhão de pessoas a menos prestando esse tipo de serviço. "Todo o cenário econômico nesse momento está condicionado ao combate à pandemia e à estratégia de vacinação", avalia a economista. "Se tivermos uma campanha de vacinação efetiva, os mais qualificados vão voltar a trabalhar como antes, já que eles no geral são mais demandados. Mas é difícil traçar um cenários quando as estratégias de vacinação estão tão incipientes", conclui. Veja Mais

Brasil poderia 'lucrar' R$ 118 por aluno: economista detalha o estudo sobre alfabetização que Inep mandou suspender

G1 Economia Pesquisa foi barrada mesmo com todos os trâmites cumpridos. Na quarta, deputado federal pediu ao MEC esclarecimentos sobre o caso. Alfabetização foi foco do Pnaic, programa analisado em estudo que teve divulgação suspensa pelo Inep Reprodução/TV Globo Um estudo que poderia passar despercebido ganhou um inesperado destaque após o Inep, braço do Ministério da Educação (MEC), mandar suspender a sua publicação. Mesmo com todos os trâmites cumpridos, a pesquisa foi barrada após uma diretora do instituto dizer que um comitê editorial - etapa que não existia anteriormente - seria instalado para "garantir a excelência do processo". A pesquisa tem um título que não sugere polêmicas à vista: "Avaliação Econômica do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa". É uma análise de possíveis retornos econômicos com o incremento do número de professores envolvidos no Pnaic, programa federal instituído em 2012 voltado à alfabetização. A conclusão é de que haveria um "lucro", um saldo líquido positivo para a sociedade de R$ 118,48 por aluno nas condições apontadas. Um dos autores protocolou solicitação interna dirigida ao presidente do Inep para tentar a liberação do estudo. Depois da repercussão, o deputado federal Israel Batista (PV-DF) fez nesta quarta (12) um requerimento para pedir ao MEC esclarecimentos sobre o caso. O Inep é responsável pelo Enem, a maior prova do país, além de censos e estatísticas sobre a educação brasileira. Renan de Pieri, economista da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo e autor do estudo junto com o pesquisador do Inep Alexandre André dos Santos, afirma que o episódio da suspensão é um "exagero" e que o objetivo da pesquisa é descobrir "o que funciona e o que não funciona" em uma política pública. "Isso traz uma riqueza de dados que permite uma boa tomada de decisão para gestores", afirma De Pieri. "A gente não tem uma cultura no Brasil de avaliar o que funcionou e o que não funcionou. Esse tipo de informação pode basear a ampliação de um programa e expandir para a população como um todo." Como se chegou ao valor de R$ 118,48 por aluno como retorno econômico para o país? O economista detalha as linhas gerais do estudo: O Pnaic é um acordo entre o governo federal e estados e municípios para buscar a alfabetização plena dos alunos até os 8 anos de idade Uma das principais bases do Pnaic é o treinamento de professores para melhorar o processo de alfabetização no Brasil, com uma abordagem mais lúdica Os pesquisadores compararam escolas segundo o número de professores que participaram e concluíram os treinamentos do programa Verificou-se que, quanto mais professores envolvidos no Pnaic uma escola tinha, maior era a proficiência em linguagem e matemática medida pela Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) O estudo então estimou o "custo" por aluno, com base no orçamento inicial de R$ 2,6 bilhões do programa Aí se calculou o quanto a alfabetização plena poderia se traduzir em chances de uma pessoa estar empregada e o quanto ter um emprego significaria em rendimentos entre os 15 e 60 anos de idade A comparação entre esse montante e o "custo" por aluno no Pnaic resultaria no valor líquido positivo de R$ 118,48 "Não tem nada de conclusivo, não é uma bala de prata. É um estudo. Alguém poderia pegar o estudo e dizer 'olha, essa metodologia poderia ser diferente'. O que é supercomum no meio acadêmico. Uma outra pessoa toma um outro caminho e chega numa outra resposta. Isso é supersaudável. É uma troca", diz o economista. De Pieri diz estar consciente de resistências na área da educação para uma abordagem que pode soar como "quantificadora" ou "resultadista". "A gente não pode ter paixão na política pública. A gente tem que ver se tem resultado ou não, qual é o público-alvo, o que eu quero daquela política pública. O foco são os professores? São os alunos? Quais são as métricas de monitoramento? O dinheiro é curto. Nesse caso, você tem que decidir onde vai alocar o dinheiro público. O interessante nesse tipo de análise, que às vezes enfrenta algum tipo de resistência, é dar alguma racionalidade. Mas, sim, há várias limitações na abordagem." Ele diz que a ideia por trás do que está se chamando de lucro "é sempre o retorno social. O custo é público, mas o benefício é social, para a sociedade como um todo". O economista afirma que a pesquisa suspensa pelo Inep proporcionou a ele "um contato maior com a realidade": "Fui a uma escola na periferia de Salvador e na meia hora que a gente ficou houve uma morte nas redondezas. Conversando com o diretor eu estava tentando entender por que algumas escolas dão certo e outras não. Ele contou que mortes nas proximidades eram frequentes, que muitos dos alunos não tinham presente a figura dos pais em casa e que é um desafio evitar que as crianças não entrem no tráfico. É duro implementar uma política sem conhecer os pormenores da história, a dificuldade de cada localidade. Não dá para pensar em alfabetização se a criança passa fome na escola." O que o Inep diz sobre o caso Procurado pelo G1, o Inep respondeu que "apesar de o artigo ter encerrado o rito previsto em 30 de abril", a nova diretora de Estudos Educacionais, Michele Melo, que tomou posse em 26 de abril, decidiu instalar um Comitê Editorial "com intuito de reforçar o processo de publicações do Instituto e garantir a excelência no processo". "Destaca-se que não houve, em nenhum momento, a negativa sobre a publicação do artigo", afirma a nota da autarquia. A diretoria de Estudos Educacionais monitora planos nacionais e avalia as políticas públicas da área. Além disso, deve elaborar e aprimorar indicadores educacionais, entre outros temas. Colaborou Elida Oliveira Veja vídeos de Educação Veja Mais

Auxílio Emergencial 2021: Caixa libera saques e transferências a nascidos em outubro; veja calendários

G1 Economia Pagamento da primeira parcela do benefício terminou em abril para todos os públicos; veja os calendários das próximas parcelas. A Caixa Econômica Federal (Caixa) libera nesta quarta-feira (12) os saques e transferências da primeira parcela do Auxílio Emergencial aos beneficiários que não fazem parte do Bolsa Família nascidos em outubro, que receberam a parcela em poupança social digital no dia 27 de abril. O pagamento da primeira parcela do auxílio para este público terminou em 29 de abril. Para quem faz parte do Bolsa Família, os pagamentos foram até 30 de abril. Os pagamentos da segunda parcela do benefício começam em 18 de maio para o público do Bolsa Família, e em 16 de maio para os demais beneficiários (veja nos calendários mais abaixo). Terei direito? Quanto vou receber? Veja perguntas e respostas Veja o calendário completo Veja como saber se você vai receber Saiba como contestar se você teve o beneficio negado Beneficiário precisa estar com o CPF regular; saiba como fazer SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Auxílio emergencial 2021: entenda as regras da nova rodada VEJA QUEM PODE SACAR A PARTIR DESTA QUINTA: trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família, nascidos em outubro Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial, pelo site auxilio.caixa.gov.br ou pelo https://consultaauxilio.cidadania.gov.br/ Calendários de pagamento Veja abaixo os calendários de pagamento. BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial 2021 Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial 2021 - Calendário para trabalhadores fora do Bolsa Família Economia G1 VÍDEOS: as últimas notícias sobre o Auxílio Emergencial Veja Mais

Amazon destruiu mais de 2 milhões de produtos falsificados em 2020

G1 Economia Gigante do comércio on-line disse que apreendeu itens antes de serem enviados a clientes. Empresa também bloqueou mais de 10 bilhões de anúncios suspeitos ante de irem ao ar. Centro de distribuição da Amazon em Staten Island, em Nova York, nos EUA, em 25 de novembro de 2020 Brendan McDermid/Reuters A Amazon destruiu mais de 2 milhões de produtos falsificados em 2020, de acordo com relatório divulgado pela empresa nesta semana. Os itens foram apreendidos nos centros de distribuição da empresa antes de serem enviados a clientes da plataforma. A gigante do comércio on-line disse que tomou a ação para evitar que os produtos fossem vendidos novamente. Bezos: conheça a história do fundador da Amazon em 15 fatos Conheça Andy Jassy, o novo CEO da empresa A empresa conta com 1,9 milhões de pequenas e médias empresas parceiras que vendem através da Amazon. Esses dados fazem parte do Relatório de Proteção da Marca de 2020, veja mais destaques: Bloqueio de mais de 10 bilhões de anúncios suspeitos antes de irem ao ar. 6 milhões de tentativas de criação de contas foram barradas. 6% das tentativas de registro de conta para anúncio de produtos foram aprovadas. Amazon usa tecnologia de machine learning na triagem dos produtos Reprodução TV Globo De acordo com a empresa, foram investidos US$ 700 milhões em 2020 contra fraude, e um trabalho feito por mais de 10 mil pessoas nesta área. Conheça 10 fatos sobre Jeff Bezos, o criador da Amazon 10 curiosidades sobre Jeff Bezos Lucro da Amazon sobre sobe 220% no 1º trimestre A Amazon registrou lucro líquido de US$ 8,11 bilhões no primeiro trimestre de 2021, o que representa alta de 219,8% em relação ao mesmo período de 2020. O resultado veio acima das estimativas da companhia, que esperava entre US$ 3 bilhões e US$ 6,5 bilhões de lucro entre janeiro e março. A receita líquida da companhia cresceu 43,8% no comparativo trimestral, para US$ 108,5 bilhões. E as vendas líquidas, excluídos os US$ 2,1 bilhões de efeito positivo cambial, avançaram 41% entre os trimestres. Veja Mais

Embraer anuncia venda de 17 aeronaves em contratos de US$ 850 milhões

G1 Economia As vendas foram feitas em contratos separados, com valor total de cerca de US$ 850 milhões de dólares, que serão incluídos na carteira de pedidos da Embraer deste segundo trimestre. Embraer anuncia venda de 17 jatos E175 Divulgação A Embraer anunciou nesta quarta-feira (12) a venda de 17 jatos E175 para empresas do Grupo Alaska Air. As vendas foram feitas em contratos separados, com valor total de cerca de US$ 850 milhões de dólares que serão incluídos na carteira de pedidos da Embraer deste segundo trimestre. O primeiro contrato é para a venda de nove novos jatos para a Alaska Air e sua subsidiária Horizon Air. O valor do contrato é de US$ 449,1 milhões, com base nos preços de lista atuais. O segundo acordo é para a venda de oito jatos E175 para a SkyWest, que vão ser usados em vôos exclusivos da Alaska Airlines sob um acordo de compra de capacidade. O valor investido é de US$ 399,2 milhões. As aeronaves vão ter 76 assentos e vão ser entregues com configuração de três classes. Os jatos vão ser incluídos na frota das empresas a partir de 2022. Veja Mais

Arábia Saudita alega contaminação microbiológica após suspender frigoríficos brasileiros, diz Itamaraty

G1 Economia A justificativa oficial do governo saudita ocorreu três dias após a suspensão. A Arábia Saudita informou ao governo brasileiro que suspendeu a compra de carne de aves de 11 frigoríficos brasileiros por contaminação microbiológica, segundo informou o Itamaraty em nota, na terça-feira (11). A justificativa oficial do governo saudita ocorreu três dias após a suspensão. "Por meio da Nota Verbal, a SFDA informou que os estabelecimentos foram suspensos, com vigência a partir de 23/05/2021, porque produtos exportados pelas empresas envolvidas teriam ultrapassado limites e padrões microbiológicos estabelecidos no Regulamento Técnico nº GSO 1016/2015", informa a nota do Itamaraty. O governo afirma ainda que "não foram apresentados dados a respeito dos limites suspostamente ultrapassados, nem dados científicos acerca da metodologia utilizada nas análises que teriam sido realizadas". "O Itamaraty tampouco foi informado pelas autoridades sauditas da natureza das detecções". Os 11 frigoríficos suspensos foram: 5 da Seara Alimentos: em Amparo (SP), Brasília (DF), Campo Mourão (PR), Caxias do Sul (RS), Ipumirim (SC); 3 da Vibra Agroindustrial: Itapejara D'Oeste (PR); Pato Branco (PR) e Sete Lagoas (MG) 2 da JBS: em Montenegro (RS) e Passo Fundo (RS); 1 da Agroaraçá: em Nova Araçá (RS). VÍDEOS: tudo sobre o agronegócio Veja Mais

Após ataque hacker em oleoduto, motoristas fazem fila em postos de gasolina nos EUA

G1 Economia Ataque cibernético à empresa Colonial Pipeline, responsável pelo maior oleoduto dos EUA, fez governo da Carolina do Norte declarar estado de emergência por escassez de combustível. Ataque de hackers a maior oleoduto dos EUA faz governo declarar estado de emergência Com combustível em falta depois de um ataque cibernético à empresa Colonial Pipeline, responsável pelo maior oleoduto dos Estados Unidos, motoristas fizeram fila em vários postos de gasolina na Carolina do Norte e em outros estados do país para abastecer os carros. O governo da Carolina do Norte declarou estado de emergência diante da escassez de combustível. No estado, um posto em Charlotte limitou a compra a US$ 30 por consumidor, menos que um tanque cheio. "Vai doer um pouco no bolso de todo mundo", disse um motorista. O ataque de hackers a maior oleoduto dos EUA que fez governo declarar estado de emergência No ataque cibernético, os hackers roubaram informações e desconectaram a rede do oleoduto, que ficou interrompida na sexta-feira (7). O serviço ainda está sendo restabelecido. Motorista fazem fila para abastecer depois de ataque hacker que atingiu a Colonial Pipeline Associated Press O oleoduto afetado tem quase 9 mil quilômetros e passa por dez estados. Ele vai do Texas até a Costa Leste americana, onde abastece quase metade de toda a demanda de gasolina, óleo diesel e querosene de avião. Segundo as investigações do governo americano, a invasão foi realizada por hackers de dentro da Rússia. O presidente Joe Biden afirmou que não há evidências de participação do governo russo, mas o ataque cibernético deixou clara a vulnerabilidade de serviços de infraestrutura de energia do país. O diretor em exercício do Departamento de Segurança Interna, Brandon Wales, foi ouvido no Senado. Ele alertou para o aumento dos ataques cibernéticos e disse que os Estados Unidos precisam de investimentos para modernizar os sistemas de segurança. O preço da gasolina chegou a subir cerca de 2% na Carolina do Sul. A empresa responsável pelo oleoduto espera normalizar o abastecimento até o fim desta semana. Vídeos: Últimas notícias de economia Veja Mais

Ativista da 'deep web' identifica ciberataque que monitora conexões e rouba criptomoedas de usuários

G1 Economia Responsáveis por atividade irregular controlaram até 27% da capacidade de 'saída' da rede, segundo relatório. Usuários que buscam o anonimato da 'deep web' podem ser atacados por sistemas que adulteram conexões. Simon Stratford/Freeimages Um especialista que contribui com a operação da rede anônima Tor – conhecida por fazer parte da chamada "deep web" – revelou a existência de uma atividade irregular que está monitorando a conexão dos usuários da rede e até substituindo parte dos dados em trânsito. As modificações realizadas podem alterar o destino de transferências feitas com criptomoedas, roubar senhas ou até instalar pragas digitais no computador dos usuários. Como depende da rede Tor, o ataque só é realizado contra quem usa esse software e não atinge usuários regulares da internet. A rede Tor busca garantir o anonimato dos utilizadores com uma série de encaminhamentos que não são realizados em acessos normais. Esses sistemas intermediários têm o objetivo de ofuscar a verdadeira origem de uma conexão. SAIBA MAIS: Por que o Bitcoin consome tanta energia? Entenda a segurança 'antieficiente' das criptomoedas Mas o acesso intermediado exige que o último retransmissor tenha o privilégio de "enxergar" os dados encaminhados. Assim, o acesso começa na origem – o solicitante –, passa pelos intermediários com criptografia e chega na saída "limpo", exposto para o último sistema. Como os dados ficam legíveis, eles também podem ser modificados. Em alguns casos, o ataque faz com que endereços de criptomoedas sejam substituídos na transmissão, alterando o destino de transferências e roubando o dinheiro dos usuários. As alterações também podem ser feitas para injetar códigos de ataque que tentam hackear o computador dos usuários, instalando programas espiões. Idealmente, apenas sistemas confiáveis ocupariam essa posição primária. Além disso, usuários deveriam tomar cuidado para acessar apenas sites criptografados, evitando que informações trafegassem por esses computadores em um formato legível. Os responsáveis pelo ataque contornam esse problema fazendo um "downgrade" (ou "rebaixamento") do acesso, forçando o uso de um canal sem criptografia e, portanto, vulnerável. SAIBA MAIS: Quando a navegação anônima da 'deep web' pode deixar rastros? Os ataques começaram em janeiro de 2020, mas o pico de atividade ocorreu no início de fevereiro de 2021, quando 27% de toda a capacidade de "saída" da rede Tor estava sob o controle desse único atacante. Atualmente, entre 4% e 6% da capacidade estaria comprometida. Não se sabe se todos esses computadores estavam realizando os ataques. Não é incomum que atividades maliciosas dessa natureza sejam intermitentes, de modo a dificultar o trabalho de quem fiscaliza esses sistemas e confundir usuários que poderiam denunciar ocorrências suspeitas. As informações fazem parte de um extenso relatório publicado por "nusenu", um programador anônimo ligado a serviços para retransmissores da rede Tor. O relatório foi compilado com base em dados públicos da própria rede, vinculando os retransmissores em operação a outros que tiveram atividade maliciosa confirmada. Para coibir essa atividade, os responsáveis pelo programa são obrigados a adicionar bloqueios que impedem o uso dos sistemas que atuam de forma irregular, mas isso cria uma espécie de "configuração de exceção". Ataques desse tipo ocorrem contra a rede Tor há muitos anos. O mecanismo de redirecionamento não é capaz de garantir o anonimato aos usuários sem o uso de muitos retransmissores simultâneos. Dessa forma, não é possível saber se todos os retransmissores em operação são confiáveis em um dado momento. Controlar os retransmissores iniciais e finais de uma conexão também permite anular o anonimato da rede e identificar os usuários – uma tática que possivelmente já foi utilizada pela polícia em investigações na "deep web". O problema atinge principalmente usuários que utilizam o Tor para acessar páginas da internet regular. Sites próprios da "deep web" normalmente utilizam uma programação mais simples, que dificulta a realização de determinados ataques. O navegador próprio da "deep web" normalmente vem configurado dessa forma. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Veja dicas para se manter seguro on-line Veja Mais

Imposto de Renda: programa vai responder perguntas dos contribuintes

G1 Economia Especialista Antonio Gil, da EY, tira dúvidas ao vivo nesta quarta-feira (12), a partir das 19h. Imposto de Renda: programa vai responder perguntas dos contribuintes Especialista Antonio Gil, da EY, tira dúvidas ao vivo nesta quarta-feira (12), a partir das 19h. Prazo para enviar a declaração foi prorrogado e vai até 31 de maio. VEJA AQUI as perguntas já respondidas.. Mande sua pergunta pelos comentários Veja Mais

Apesar do baixo nível dos reservatórios, risco de apagão em 2021 está descartado, diz ministro

G1 Economia Reservatórios de hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste chegaram ao final de abril com o mais baixo armazenamento desde 2015 e próximo do registrado na época do apagão de 2001. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou nesta terça-feira (11) que, apesar do baixo nível dos reservatórios de hidrelétricas, o risco de apagão em 2021 está descartado. A declaração foi feita durante audiência pública da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os reservatórios de hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste, que respondem por mais da metade da energia do país, chegaram ao final de abril com o armazenamento mais baixo para o mês desde 2015. O fim do mês de abril marca também o fim do período úmido, de chuvas mais intensas, nas duas regiões. De maio a outubro, período mais seco, no Sudeste e Centro-Oeste, o armazenamento de água nos reservatórios cai. Assista abaixo a reportagem que trata do baixo nível dos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste em janeiro de 2021. Nível de reservatórios no Centro-Oeste e no Sudeste é o mais baixo para janeiro em 6 anos “Entre setembro do ano passado e abril deste ano, tivemos a pior afluência dos últimos 91 anos", disse Albuquerque. Afluência é a quantidade de água que chega aos reservatórios das hidrelétricas num determinado período. "Estamos com baixos níveis dos reservatórios e o início do período seco já começou e não temos perspectivas de chuvas significativas”, completou o ministro. Termelétricas Albuquerque disse que o governo acompanha a situação dos reservatórios e vem adotando medidas excepcionais para afastar o risco de apagão no país, entre elas o acionamento de um número maior de usinas termelétricas. “Fruto desse monitoramento permanente e das medidas que estão sendo adotadas [pelo governo], nós podemos dizer que a segurança energética do país está garantida para 2021”, disse o ministro aos deputados que participavam da audiência. As usinas termelétricas geram energia a partir da queima de combustíveis, como diesel e gás natural. Ao acionar mais termelétricas, o governo reduz a geração hidrelétrica e poupa água dos reservatórios. Entretanto, a energia produzida pelas térmicas é mais poluente e mais cara, o que se reflete em aumento nas contas de luz. Devido ao acionamento das usinas térmicas fora do padrão normal, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) acionou a “bandeira vermelha” patamar 1 para maio. Isso significa que será cobrada uma taxa adicional mais alta, de R$ 4,169 para cada 100 kWh, ao longo deste mês. As bandeiras tarifárias sinalizam o custo de geração de energia no país. A bandeira fica na cor verde quando o nível dos reservatórios de água está alto e não há necessidade de acionamento extra de usinas térmicas. Quando os reservatórios ficam baixo, as térmicas são acionadas, o custo da energia sobe e a bandeira tarifária passa para as cores amarela ou vermelha. Eletrobras O ministro Bento Albuquerque também afirmou, ao longo da audiência na Câmara, que o processo de privatização da Eletrobras não vai resultar em aumento da tarifa de energia. “Partimos da premissa que a tarifa ao consumidor não vai subir com a capitalização da Eletrobras”, disse o ministro. Miriam Leitão: MP que acelera a privatização da Eletrobras é encenação A proposta do governo é que a privatização seja feita por meio de uma emissão de novas ações, processo chamado de capitalização. Com a emissão de novas ações, será reduzida a participação do governo na empresa, que passará, então, a ter novo controlador, privado. A medida provisória que permite a privatização da companhia de energia elétrica foi publicada pelo governo em fevereiro. A MP tem validade imediata mas precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias. No caso da MP da Eletrobras, a aprovação tem que ocorrer até 22 de junho. O ministro lembrou que o governo tenta privatizar a Eletrobras desde 2019, quando foi enviado ao Congresso um projeto de lei de mesmo teor da MP. O projeto foi abandonado. “Como os senhores sabem, encaminhamos um projeto de lei em novembro de 2019, mas por questões do próprio processo legislativo e da pandemia, esse projeto não foi apreciado. A intenção do governo é que a MP tenha sua tramitação pelo Congresso Nacional”, afirmou. Segundo o ministro, a empresa vem perdendo a capacidade de investimento ao longo do tempo, por isso a privatização é necessária. “Ela continua investindo, investiu em 2020 R$ 3,3 bilhões, mas ela teria que ter investido R$ 14 bilhões [para manter participação relevante de mercado]. Daí a necessidade de capitalização”, explicou. Ele também mencionou que a privatização da Eletrobras não fará o país perder o controle do sistema elétrico, porque a Agência Nacional de Águas (ANA) continuará com a função de regularizar e determinar o uso múltiplo das águas e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) com a função de acionar as usinas térmicas. “Eu entendo que os interesses nacionais estão preservados”, concluiu. Veja Mais

Auxílio Emergencial 2021: Caixa libera saques e transferências a nascidos em agosto

G1 Economia Pagamento da primeira parcela do benefício terminou em abril para todos os públicos; veja os calendários das próximas parcelas. A Caixa Econômica Federal (Caixa) libera nesta terça-feira (11) os saques e transferências da primeira parcela do Auxílio Emergencial aos beneficiários que não fazem parte do Bolsa Família nascidos em agosto, que receberam a parcela em poupança social digital no dia 22 de abril. O pagamento da primeira parcela do auxílio para este público terminou em 29 de abril. Para quem faz parte do Bolsa Família, os pagamentos foram até 30 de abril. Os pagamentos da segunda parcela do benefício começam em 18 de maio para o público do Bolsa Família, e em 16 de maio para os demais beneficiários (veja nos calendários mais abaixo). Terei direito? Quanto vou receber? Veja perguntas e respostas Veja o calendário completo Veja como saber se você vai receber Saiba como contestar se você teve o beneficio negado Beneficiário precisa estar com o CPF regular; saiba como fazer SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Auxílio emergencial 2021: entenda as regras da nova rodada VEJA QUEM PODE SACAR A PARTIR DESTA TERÇA: trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família, nascidos em agosto Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial, pelo site auxilio.caixa.gov.br ou pelo https://consultaauxilio.cidadania.gov.br/ Calendários de pagamento Veja abaixo os calendários de pagamento. BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial 2021 Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial 2021 - Calendário para trabalhadores fora do Bolsa Família Economia G1 VÍDEOS: as últimas notícias sobre o Auxílio Emergencial Veja Mais

Bovespa opera em alta e tenta se manter acima dos 122 mil pontos

G1 Economia Na sexta-feira, principal índice da bolsa fechou em alta de 1,77%, a 122.038 pontos. A bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta nesta segunda-feira (10), em dia de agenda relativamente fraca, tendo de pano de fundo a alta de preços de commodities no mercado internacional. Às 10h20, o Ibovespa subia 0,36%, a 122.480 pontos. Veja mais cotações. Na sexta-feira, a bolsa fechou em alta de 1,77%, a 119.921 pontos, na maior pontuação desde 14 de janeiro. Na parcial do mês, o Ibovespa acumula avanço de 2,64%. No ano, o tem valorização de 2,54%. Cenário No exterior, o cenário era de otimismo em torno da reabertura das economias em diversos países e perspectiva de recuperação firme da economia dos Estados Unidos e da China. Na Europa, a confiança dos investidores da zona do euro subiu em maio para o seu nível mais alto desde março de 2018, sugerindo que o bloco está superando a crise da Covid-19. Os preços do minério de ferro e do aço na China atingiram novos recordes nesta segunda-feira, em meio a uma demanda robusta e preocupações com a oferta. Na agenda doméstica, o mercado financeiro elevou sua estimativa média para a inflação em 2021, de 5,04% para 5,06%, segundo pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central. A projeção para a taxa de câmbio no fim de 2021 recuou de R$ 5,40 para R$ 5,35. Já a estimativa para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no ano passou de 3,14% para 3,21%. Os analistas também mantiveram em 5,50% ao ano a previsão para a taxa básica de juros (Selic) no fim de 2021. Em Brasília, as atenções seguem voltadas para os trabalhos da CPI da Covid. Omar Aziz confirma que vai chamar Marcelo Queiroga para novo depoimento na CPI da Covid Variação do Ibovespa em 2021 G1 Economia 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x Veja Mais

CPI é alertada de que Pazuello tenta evitar comparecer ao depoimento como testemunha

G1 Economia Pazuello e sua defesa tentam evitar depoimento do dia 19 O comando da CPI da Covid no Senado já detectou uma tentativa da defesa do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello de evitar comparecer ao depoimento do dia 19 como testemunha. Na condição de testemunha, um depoente é obrigado a dizer a verdade e não pode ficar calado diante das perguntas. Se for à CPI como investigado, Pazuello poderá se calar. O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou ao blog que chegou à comissão a informação de que Pazuello pode tentar obter um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para não depor como testemunha. Pazuello alegaria que é investigado em um processo, que agora tramita na 1ª instância da Justiça, por omissões no comando da pasta da Saúde na pandemia. CPI da Covid remarca depoimento de Pazuello para o próximo dia 19 Pazuello deveria ter comparecido para depor na CPI na semana passada, mas sua convocação foi adiada depois que ele disse que teve contato com um ex-assessor contaminado com o coronavírus. Ele pedia um depoimento virtual. Segundo Randolfe, a avaliação é de que o pedido de Pazuello ao STF tem pouca chance de prosperar, porque o ministro do STF Ricardo Lewandowski tem sido duro ao julgar os temas da pandemia. Lewandowski tem sido responsável por temas relativos à CPI depois de ter sido sorteado para avaliar o pedido de senadores governistas de retirar Renan Calheiros (MDB-AL) da relatoria. Segundo relatos que chegaram à CPI, Pazuello segue muito nervoso com o depoimento e a possibilidade de agravar as investigações contra ele. Mais longevo ministro da Saúde durante a pandemia, Pazuello participou das negociações de vacinas, inclusive as rejeições de ofertas de laboratórios e presenciou as negativas do presidente Jair Bolsonaro em relação à compra da Coronavac, do Butantan. Também estava à frente da pasta durante a crise de falta de oxigênio em Manaus, foco de investigação. Para outros senadores que fazem parte da CPI, Pazuello deve ser chamado mais de uma vez na CPI, pelo fato de ter sido responsável por diversas decisões que levaram à gestão desastrosa da pandemia, que já deixa mais de 420 mil mortos. VÍDEOS: veja mais notícias de política Veja Mais

Tira dúvidas do IR 2021: declaração duplicada, pagamento para empregados domésticos, aluguel

G1 Economia Especialista em imposto de renda da consultoria EY, Antonio Gil, vai responder todas as semanas, durante todo o prazo de declaração, a 15 perguntas dos leitores. O prazo para fazer a declaração do Imposto de Renda 2021 foi prorrogado até 31 de maio – e com ele seguem as dúvidas dos contribuintes. Para ajudar nessa tarefa, a pedido do G1, o especialista em imposto de renda da consultoria EY, Antonio Gil, vai responder todas as semanas, durante todo o prazo de declaração, a 15 perguntas dos leitores. Serão 3 perguntas por dia, de segunda a sexta. Tem alguma dúvida? Mande sua pergunta e veja as já respondidas SAIBA TUDO SOBRE O IMPOSTO DE RENDA 2021 1) Pergunta: O programa gerou dois ícones na área de trabalho e eu acabei por fazer duas declarações iguais. Ambas foram transmitidas e geraram recibos diferentes. O que devo fazer? (Marcia Terezinha Bazzo) Resposta: A Receita Federal não autoriza o envio de 2 declarações originais para o mesmo ano fiscal. Nesse caso, seria importante verificar se não foi enviada, por engano, a declaração para anos fiscais diferentes, ou se uma delas não foi protocolada como retificadora da primeira. É possível verificar o status de todas as suas declarações e se há algo errado com alguma delas pelo Centro Virtual de Atendimento (e-CAC), através do link: https://cav.receita.fazenda.gov.br/autenticacao/login 2) Pergunta: Como empregador doméstico, rescindi o contrato de trabalho da minha funcionária em 2020. Como faço para declarar os valores pagos (multa do FGTS anterior à criação do e-Social, aviso prévio indenizado e demais verbas indenizatórias)? (Paulo Goes) Resposta: Para o ano calendário de 2020, a Receita Federal não exige mais que sejam reportados pagamentos para empregados domésticos. Por isso, essas informações não precisarão constar na sua declaração de Imposto de Renda. 3) Pergunta: Como devo declarar o aluguel recebido? (Barreto Cecílio) Resposta: Caso o aluguel tenha sido proveniente de locatário pessoa física, os valores recebidos devem ser declarados na ficha ‘Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Física e do Exterior Pelo Titular’, na aba ‘Outras Informações’. Na tabela, você deverá incluir os valores mensais recebidos na coluna ‘Aluguéis’. Os DARFs pagos de Carnê Leão sobre os aluguéis, quando devidos, são informados na mesma ficha, na coluna 'Carnê Leão'. Eventuais multas e juros pagos não são informadas, apenas o valor principal. Caso o aluguel tenha sido proveniente de locatário pessoa jurídica, o rendimento e o imposto recolhido pela fonte pagadora - o locatário - seguirão informados na ficha 'Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica'. Assista as últimas notícias sobre o Imposto de Renda Assista as últimas notícias sor Veja Mais

O que aprendi com a crise: humanização do atendimento

G1 Economia Série do G1 entrevista pequenos empresários e conta suas lições para enfrentar a crise provocada pela pandemia. Conheça as estratégias de pequenos empreendedores na crise A pandemia do coronavírus acelerou a digitalização das pequenas empresas. Quem não vendia on-line precisou correr para mudar seu negócio e sobreviver. Muitos que já tinham operações digitais tiveram que reestruturar sua forma de atuar para chegar mais perto dos clientes. O G1 ouviu os donos de 4 negócios que contaram suas trajetórias neste último ano. Entre as principais lições, estão: Humanizar o negócio para ficar mais perto do cliente, mesmo que de forma on-line; Treinar funcionários para vender pelo WhatsApp; Aumentar o número de clientes no Instagram; Trabalhar o conceito da marca e não só o produto ou serviço, criando conteúdo, independentemente das vendas; Produzir eventos on-line. O que aprendi com a crise: esta semana, o G1 publica uma série de reportagens sobre as lições aprendidas pelos pequenos empresários durante a crise – e os ensinamentos que podem ser aproveitados por outros empreendedores. Segunda-feira (10/5): humanização do atendimento Terça-feira (11/5): transformar conhecimento em produto Quarta-feira (12/5): mudança de atuação e estrutura enxuta Quinta-feira (13/5): fortalecimento de marca e conexão com o público Foco no Instagram O casal Gabriela e Rodrigo Ribeiro morava em São Paulo quando decidiu empreender e abrir uma loja de roupas femininas em Monte Santo de Minas, em Minas Gerais. Gabriela continuou em seu emprego no mercado varejista de moda e Rodrigo pediu demissão para começar a tocar a RGS Moda & Complemento, que abriu as portas em novembro de 2019. Mas veio a pandemia, Gabriela foi demitida e o que era plano B virou plano A. A primeira ação deles foi dar atenção especial ao Instagram da marca. WhatsApp, Instagram e Facebook: como usar redes sociais em seu negócio Eles investiram em cursos e contaram com a ajuda de uma consultora do Sebrae. Com estudo, conhecimento e observação, as coisas começaram a dar certo. “A consultora do Sebrae me mostrou que eu era a cara da loja, a pessoa que estudou moda, que veio para Monte Santo de Minas trazer um estilo diferente, com conceitos que as pessoas ainda não conheciam. Ela me provocou: ‘por que você não começa a aparecer?’”, conta Gabriela. A empresária tomou coragem e deu as caras. Em uma cidade pequena, com cerca de 20 mil habitantes, isso significa uma grande exposição. A partir daí, o negócio deslanchou. O número de seguidores no Instagram da empresa dobrou e as vendas aumentaram mais de 60%. Gabriela e Rodrigo são donos de uma loja de roupas femininas e investiram no Instagram da marca para vender mais Arquivo pessoal “Gabriela e a nossa loja se tornaram referência na região. A cada novidade que a gente posta no Instagram, os concorrentes começam a fazer igual. Ver o comércio digital daqui se reinventar é muito legal”, afirma Rodrigo. Eles investem em conteúdo para consolidar ainda mais a marca. Entre os posts que fazem sucesso estão dicas de moda, de como misturar as cores e montar combinações com peças que a pessoa já tem em casa. O casal conseguiu manter o espaço físico e uma funcionária, mas as vendas on-line ainda são maioria. Eles também vendem pelo site da marca e pelo Facebook. Para quem é da cidade, há a opção de pedir pelo WhatsApp e receber em casa uma sacola com as roupas escolhidas. Se não gostar de tudo, é só devolver. “Eu sou dona da loja, responsável pelas redes sociais, pelo marketing, faço atendimento, compras. É muito trabalho, mas vale a pena. Acho que o segredo é se reinventar todos os dias, criar coisas novas e sair da zona de conforto”, diz Gabriela. Atendimento personalizado por WhatsApp Claudia Rosenthal também passou a interagir mais com seus clientes pelas redes sociais depois que a pandemia chegou. Ela comanda, junto com as irmãs Nidia e Vera Rosenthal, a Eurico, uma loja de calçados de tamanhos grandes, fundada pelos seus avós em 1938. São duas lojas em São Paulo e o comércio eletrônico, que teve as vendas intensificadas pela pandemia. "Nosso foco sempre foi humanizar o atendimento ao cliente, tanto no presencial quanto no virtual”, diz Claudia. Para crescer no digital, o primeiro passo foi aparecer nas redes sociais, coisa que nunca fizeram antes: “A gente percebeu que temos que continuar trabalhando a marca como um todo. Não é só vender o sapato, é cuidar da marca”. Claudia Rosenthal tenta se aproximar dos clientes durante o isolamento social Arquivo pessoal O e-commerce já existia, mas atendia principalmente clientes que moram em outras cidades. O desafio maior foi passar a atender pelo WhatsApp os clientes que frequentavam as lojas físicas e queriam o atendimento personalizado de sempre. “Essa proximidade é muito importante, principalmente pra gente, que atende pessoas que têm o pé grande, com muitas particularidades. É um desafio oferecer esse atendimento especial pelo celular”, afirma. A solução encontrada foi treinar os gerentes das lojas e deixar esse atendimento exclusivamente com eles. Parece simples, mas não é. É preciso saber se comunicar por mensagem, escrever corretamente, entender exatamente o que o cliente quer. O resultado foi um aumento na base de pessoas cadastradas pelo WhatsApp, que hoje tem 44 mil clientes. Quem mora na cidade, também tem a opção de retirar por drive-thru. Negócio em novo formato Já Gladys Tchoport e Claudia Kievel não vendiam nada de forma on-line antes da pandemia. Elas tocam o projeto Jardim Secreto e desde 2013 ocupam o espaço público de São Paulo com feiras que reúnem pequenos produtores. Eles vendem seus trabalhos feitos à mão, como roupas, acessórios, velas, pinturas, cafés e comidas. A feira cresceu e se transformou também em dois espaços físicos: uma loja, que fechou em 2020, e um galpão com mais de 130 marcas independentes, que também não resistiu à crise e acaba de fechar. "Esse abre e fecha do comércio e o avanço da pandemia tem nos assustado muito e nos deixa desestabilizadas financeiramente. Nosso e-commerce segue no ar e queremos no futuro voltar com um espaço menor e em outra proposta", conta Gladys. O e-commerce que Gladys se refere foi criado do zero no início da pandemia. Elas digitalizaram o negócio no susto e, em dois meses, criaram uma loja virtual e toda a logística de entrega dos produtos das 130 marcas. “Nosso negócio sempre foi focado no presencial, sempre falaram pra gente vender on-line, mas a gente era contra porque queríamos mesmo era encontrar as pessoas”, conta Gladys. Passaram a vender também pelo Instagram e pelo WhatsApp, outros canais de vendas que não eram usados antes da pandemia. Gladys e Claudia criaram o projeto Jardim Secreto e precisaram digitalizar o negócio durante a pandemia Arquivo pessoal Para melhorar as vendas, algumas ações foram tomadas: Se aproximar ainda mais dos clientes no formato digital, melhorando o atendimento nas conversas pelo WhatsApp e Instagram; Venda de kits para empresas, que passaram a fazer ações para os funcionários durante a pandemia; Edições da feira Jardim Secreto em casa, em forma de lives focadas em conteúdo, rodas de conversa e oficinas. As vendas on-line representam menos de 50% do rendimento normal da marca, mas elas continuam buscando soluções para manter a marca viva. “A sensação que eu tenho é que eu estou sempre me afogando, com uma rede enorme de pessoas que dependem do meu negócio. Queremos muito resistir”, diz Gladys. Evento virtual Flávia Durante também organiza feiras de pequenos produtores em São Paulo. O negócio dela, a Pop Plus, é um evento de moda e cultura plus size, que acontece desde 2012. O evento reúne dezenas de pequenas e médias marcas que produzem moda para quem veste acima do manequim 46 e chega a receber até 6 mil pessoas por edição. Um negócio totalmente inviável durante uma pandemia. Produzir conteúdo para divulgar as marcas parceiras foi a primeira solução, mas o retorno financeiro não foi viável, porque as marcas não conseguiam investir em marketing. Por questões de saúde, a empresária se afastou do negócio por alguns meses. Só em dezembro de 2020 voltou a promover feiras virtuais pelo Facebook. “Foi pequeno, com poucas marcas, mas foi muito legal. Fiz uma edição virtual da feira, com vendas e também aulas de dança, de yoga, e um show. Começou a dar resultado e passei a fazer mensalmente", conta. Em março, a marca foi contemplada pela lei Aldir Blanc, criada em agosto de 2020 para ajudar profissionais do setor cultural durante a pandemia da Covid-19. Com isso, Flavia conseguiu organizar um festival grande no início de abril, com três dias de programação. Ela reuniu 13 artistas, entre música e performances, nove marcas autorais de roupa plus size e três debates com temas que fazem parte do universo das pessoas gordas. Foram quase 40 horas de programação gratuita. Agora, a empresária tenta entrar em novos editais, inclusive os privados, para continuar a fazer eventos virtuais. Flávia Durante em uma de suas feiras de moda plus size, quando elas ainda eram presenciais Arquivo pessoal “Eu sei que ninguém aguenta mais falar em live, mas acho que se a gente chegar num formato legal e divertido dá para continuar”, afirma. O ponto positivo é que a abrangência da feira aumentou no mundo digital: “Antes, o nosso público era restrito a São Paulo, agora a gente consegue expandir a clientela virtualmente”. Flávia também acaba lançar um novo produto, uma plataforma que reúne marcas plus size e funciona como uma vitrine de tendências. Veja Mais

Auxílio Emergencial 2021: Caixa libera saques e transferências a nascidos em julho

G1 Economia Pagamento da primeira parcela do benefício terminou em abril para todos os públicos; veja os calendários das próximas parcelas. A Caixa Econômica Federal (Caixa) libera nesta segunda-feira (10) os saques e transferências da primeira parcela do Auxílio Emergencial aos beneficiários que não fazem parte do Bolsa Família nascidos em julho, que receberam a parcela em poupança social digital no dia 20 de abril. O pagamento da primeira parcela do auxílio para este público terminou em 29 de abril. Para quem faz parte do Bolsa Família, os pagamentos foram até 30 de abril. Os pagamentos da segunda parcela do benefício começam em 18 de maio para o público do Bolsa Família, e em 16 de maio para os demais beneficiários (veja nos calendários mais abaixo). Terei direito? Quanto vou receber? Veja perguntas e respostas Veja o calendário completo Veja como saber se você vai receber Saiba como contestar se você teve o beneficio negado Beneficiário precisa estar com o CPF regular; saiba como fazer SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Auxílio emergencial 2021: entenda as regras da nova rodada VEJA QUEM PODE SACAR A PARTIR DESTA SEGUNDA: trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família, nascidos em julho Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial, pelo site auxilio.caixa.gov.br ou pelo https://consultaauxilio.cidadania.gov.br/ Calendários de pagamento Veja abaixo os calendários de pagamento. BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial 2021 Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial 2021 - Calendário para trabalhadores fora do Bolsa Família Economia G1 VÍDEOS: as últimas notícias sobre o Auxílio Emergencial Veja Mais

Período de estiagem aumenta procura por feno

G1 Economia Interior paulista é um importante polo de produção desse alimento para bois e equinos. Período de estiagem aumenta procura por feno Reprodução/TV TEM A mistura de plantas cortadas faz sucesso o ano todo, mas é ainda mais procurada nos meses de estiagem, quando as criações têm dificuldade em encontrar alimento ao ar livre. Em uma fazenda em Porto Feliz (SP), a produção de feno acontece durante todo o ano. Três variedades de capim são produzidas em uma área de 100 hectares. São elas: Coast-Cross, Tifiton 85 e Jiggs. O produtor rural Rafael Simão Jaco explica que essas variedades de gramíneas se adaptam bem às condições de solo e clima e entregam um nível de proteína satisfatório. Para evitar o uso de produtos químicos, a adubação, por exemplo, é feita com fertirrigação com os dejetos que vêm da granja de suínos por meio de uma tubulação. A propriedade produz feno e pré-secado. Para fazer um fardo de feno, o capim passa por algumas etapas. Primeiro, vem o corte, depois é feito o enleiramento da forragem, que é quando mistura o feno e forma as leiras para facilitar o recolhimento. Já para fazer o pré-secado, é preciso ir com a máquina para formar uma espécie de rolo gigante. Depois disso, é só passar o plástico filme para deixar o feno fermentar por 20 dias. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 09/05/2021) Período de estiagem aumenta procura por feno A produção de feno tem um custo muito instável, porque depende de vários fatores que podem mudar rapidamente de acordo com o clima e o mercado. Trabalhar com as variações de clima é um desafio. Isso pode afetar diretamente na qualidade e no preço do produto. A produção do Rafael é destinada principalmente para haras e hípicas. O produtor vende o fardo de feno de 12,5 quilos a R$ 14 e a bola do pré-secado a R$ 250, que tem, em média, entre 450 e 500 quilos. Em outra propriedade, no município de Itu (SP), o Nosso Campo conheceu o produtor de capim verde e feno Naldo Silva, que trabalha com isso há 24 anos. A área de produção é de 65 hectares. A entrega acontece diariamente para uma clientela espalhada por todo o estado de São Paulo. Por mês, são produzidos três mil fardos de feno. Cada um custa R$ 11 para retirada na propriedade e R$ 14 para entrega. O produtor diz que não tem como reclamar da procura, afinal o feno vem faltando no mercado. Um dos motivos é a chuva abaixo da média. Segundo ele, se tivesse como produzir mais, venderia mais. Isso porque tudo que produz é vendido rapidamente. Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais VÍDEOS: veja mais reportagens do programa Confira as últimas notícias do Nosso Campo Veja Mais

Ministério da Economia diz à CPI que não esperava continuidade da pandemia em 2021

G1 Economia Ofício foi enviado em resposta a requerimento no qual CPI da Covid questionou ao governo por que não reservou recursos no Orçamento de 2021 para combater doença. O Ministério da Economia enviou à CPI da Covid um ofício no qual afirmou que não esperava a continuidade da pandemia em 2021. O ofício foi enviado na última terça-feira (11), em resposta a um requerimento no qual a CPI questionou ao governo por que não reservou recursos para combater a doença ao elaborar o Orçamento da União de 2021. Quando o orçamento foi enviado ao Congresso, em 31 de agosto de 2020, o Brasil somava mais de 121 mil mortes por Covid. Segundo o consórcio de veículos de imprensa, com base em dados das secretarias estaduais de Saúde, o país chegou nesta sexta-feira (14) a 432.785 óbitos. "Naquele momento [elaboração do orçamento], não se vislumbrou a continuidade, bem como o recrudescimento, da pandemia da Covid-19 no patamar atingido em 2021", afirmou o Ministério da Economia à CPI. Ainda no documento, o ministério disse que os desdobramentos da pandemia eram "imprevisíveis" porque dependiam de "grande número" de fatores, como os diferentes impactos da crise sanitária em cada região do país. "É fundamentalmente por esse motivo que as dotações específicas para o combate à pandemia foram, ao menos em regra, veiculadas por créditos extraordinários", acrescentou a pasta. Em 23 de novembro do ano passado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a dizer que a Covid havia cedido "substancialmente", embora, na ocasião, o Brasil somasse 169,5 mil mortes pela doença, com média de 496 óbitos por dia e aumento de 51% em comparação com os 14 dias anteriores. "Estão querendo dizer que a doença já está aqui, não é o fato. O fato é que a doença cedeu substancialmente", disse Guedes na ocasião. Brasil ultrapassa 430 mil mortes por Covid Créditos extraordinários A Constituição autoriza o governo a abrir créditos extraordinários para cobrir gastos urgentes e imprevisíveis, que não podiam ser antecipados durante a elaboração do Orçamento. De acordo com o Ministério da Economia, em 2021, o orçamento federal para combater a pandemia foi complementado em cerca de R$ 86,5 bilhões. O dinheiro tem origem em créditos abertos, reabertos e emendas parlamentares. Ainda segundo a Economia, o custeio por meio dos créditos extraordinários assegura que as ações para o combate à Covid sejam analisadas separadamente, em vez de serem incluídas em gastos orçamentários gerais. Veja Mais

Presidente argentino se reúne com chefe do FMI e busca acordo rápido

G1 Economia Fernández está em uma viagem pela Europa com o ministro da Economia, Martín Guzmán, em busca de apoio para renegociar a dívida milionária do país com o FMI e o Clube de Paris. O presidente argentino, Alberto Fernandez, se reuniu nesta sexta com a chefe do FMI, Kristalina Georgieva, em Roma Presidência da Argentina/via Reuters O presidente da Argentina, Alberto Fernández, reuniu-se nesta sexta-feira (14) com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e expressou seu desejo de chegar a um acordo favorável ao país. "O compromisso é chegar a um acordo o mais rápido possível, mas não podemos pensar em um acordo que exija maiores esforços do povo argentino", disse Fernández após uma reunião com Georgieva em Roma. Presidente argentino diz confiar em crescimento econômico e cumprimento de obrigações de dívida Fernández está em uma viagem pela Europa com o ministro da Economia, Martín Guzmán, em busca de apoio para renegociar a dívida milionária do país com o FMI e o Clube de Paris. Após a reunião, Georgieva disse que o fundo se compromete a continuar trabalhando "em um programa apoiado pelo FMI que possa ajudar a Argentina e seu povo a superar esses desafios, fortalecendo a estabilidade econômica, protegendo os mais vulneráveis e estabelecendo as bases para um crescimento mais sustentável e inclusivo". "Também tomei nota do pedido do presidente Fernández de reformar a política de sobretaxas do FMI e irei consultar os nossos membros sobre esse assunto", acrescentou Georgieva em um comunicado do FMI. O país sul-americano busca renegociar uma dívida de US$ 45 bilhões com o FMI, que foi contraída durante a gestão anterior, e de R$ 2,4 bilhões em dívida com o Clube de Paris. "Foi uma reunião construtiva, na qual insisti nas minhas propostas que têm a ver com a redução das sobretaxas, ampliar os prazos e compreender que o mundo está vivendo um momento único e que, portanto, temos que atender a essa singularidade", disse Fernández. "(Georgieva) é uma mulher muito consciente da situação em que o mundo vive e é muito compreensiva com a situação argentina", acrescentou o presidente. A Argentina passa por uma profunda recessão com uma inflação elevada que, segundo analistas, pode chegar a 50% em 2021. Veja Mais

Amazon anuncia criação de 10 mil vagas no Reino Unido

G1 Economia Na véspera, gigante do comércio eletrônico já havia anunciado a contratação de mais 75.000 pessoas nos Estados Unidos e no Canadá. O gigante americano do comércio eletrônico Amazon anunciou, nesta sexta-feira (14), que criará 10.000 postos de trabalho no Reino Unido, graças, sobretudo, à abertura de novos centros de distribuição, para fazer frente ao auge da demanda com a pandemia. O grupo aumentará seu quadro de funcionários no país para cerca de 55.000 pessoas até o final do ano, conforme comunicado divulgado. Centro de distribuição da Amazon em Staten Island, em Nova York, nos EUA, em imagem de arquivo Brendan McDermid/Reuters Na véspera, a Amazon já havia anunciado a contratação de mais 75.000 pessoas nos Estados Unidos e no Canadá. "Estamos criando milhares de bons postos de trabalho em todo Reino Unido em uma ampla gama de funções com excelentes salários e benefícios", disse o diretor da Amazon no Reino Unido, John Boumphrey, citado no comunicado. Veja Mais

45% já esconderam de pessoas próximas que estavam desempregados, diz pesquisa

G1 Economia 49% dos entrevistados disseram que estar sem trabalho é uma desvantagem na hora de buscar uma oportunidade, mostra levantamento do LinkedIn. Desemprego Reprodução / TV Globo Levantamento do LinkedIn mostra que 45% dos entrevistados já esconderam o fato de estarem sem trabalho de alguma pessoa próxima. Deste total, 55% dizem que mentiram por vergonha e 27% por acreditar que isso diminuiria as suas chances de conseguir um novo emprego. Apesar deste cenário, 7 em cada 10 concordam que, como consequência dos desafios que a pandemia trouxe para o mercado de trabalho, há menos estigma negativo associado ao desemprego atualmente. O estudo, realizado com 2 mil profissionais desempregados no Brasil entre outubro e novembro de 2020, mostra ainda que 49% se sentem em desvantagem em relação a outros candidatos na hora de aplicarem para uma vaga. “Temos uma forte cultura no Brasil em que o desemprego é, muitas vezes, considerado como uma consequência do desempenho do profissional e não devido à falta de oportunidades do mercado. Por isso, muitos tendem a esconder este fato com receio de não conseguirem se recolocar. O levantamento nos surpreendeu e mostrou a necessidade de mudar este viés inconsciente tanto do ponto de vista do profissional, quanto das empresas. Em outros países, como França e Reino Unido, não ter um trabalho fixo é encarado com mais naturalidade”, afirma Ana Claudia Plihal, Executiva de Soluções de Talentos para o LinkedIn. Quando perguntados sobre sua situação atual de busca de emprego, 36% dos entrevistados afirmam estarem estressados e preocupados por não encontrar algo novo, 30% estão confusos por não terem retorno das empresas e 17% dizem se sentirem derrotados por terem sido rejeitados nestes processos. Além disso, quase metade (48%) do total já deixou de se candidatar em até 5 oportunidades de emprego que desejavam porque sentiram que não tinham as habilidades necessárias. Durante este período de desemprego, 41% afirmaram terem feito cursos gratuitos para aumentarem seus conhecimentos, 38% disseram estar trabalhando informalmente e 29% passaram a um formato de freelancer ou emprego temporário como alternativa de renda. Veja Mais

Ex-BBB Gil vira 'Gil da Vigor' ao se tornar novo garoto-propaganda da marca de laticínios

G1 Economia Além de participar das propagandas da empresa, economista vai atuar como cocriador de conteúdo e mensagens publicitárias dos produtos, em parceria com a agência SunsetDDB. Ex-BBB Gil do Vigor anuncia que agora é 'Gil da Vigor' Divulgação Após pedidos de fãs na internet, o ex-BBB Gil do Vigor se tornou "Gil da Vigor", novo garoto-propaganda da marca da tradicional marca de laticínios. Além de participar de comerciais da empresa, o economista, que participou da última edição do Big Brother Brasil, da TV Globo, vai atuar como cocriador de conteúdo e mensagens publicitárias dos produtos, em parceria com a SunsetDDB, agência que trabalha para a companhia de laticínios. Initial plugin text "Acompanhamos muito de perto a trajetória de Gil no programa e também a torcida vigorosa que ele recebeu aqui fora. Quando conhecemos mais um pouco da sua história de perseverança e soubemos que a origem do seu apelido veio da sua dedicação e força de vontade, nós nos identificamos na hora", afirmou Eduardo Jakus, diretor de marketing da Vigor Alimentos, em comunicado. Em seu Twitter, Gil comemorou o novo contrato e a parceria dos fãs. Initial plugin text Na quarta-feira (11), o economista também divulgou ter assinado contrato com a Globo. Os projetos na empresa ainda estão sendo desenvolvidos e, por isso, Gil vai continuar com os estudos de seu pós-doutorado na Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos, a partir de setembro. Veja Mais

ANP propõe mudar exibição do preço de combustíveis e permitir entrega fora dos postos

G1 Economia Minuta de resolução foi aprovada nesta quinta-feira pela diretoria da agência e agora passará por consulta e audiência públicas. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou nesta quinta-feira (13) uma minuta de resolução com propostas de alterações nas regras de funcionamento dos postos de combustíveis. A proposta ainda passará por consulta e audiência públicas. Em nota, a agência não informou quando a minuta será colocada em consulta pública. Na minuta, a ANP propõe as seguintes mudanças: eliminação da terceira casa após a vírgula nos preços por litro de todos os combustíveis; permissão para entregar combustível fora das instalações do posto. Atualmente, são proibidas a venda e a entrega de combustíveis fora do posto; autorizar, em contratos novos, os postos com bandeira (aqueles que fecharam exclusividade com um distribuidor) a instalar bombas de outros distribuidores. Atualmente, o posto que optou por exibir a marca comercial de um distribuidor de combustíveis é obrigado a comprar e vender apenas o combustível fornecido por esse distribuidor; flexibilização da possibilidade de cancelamento da autorização de funcionamento do posto por remoção de lacre de interdição. A proposta é que a possibilidade de cancelamento seja feita avaliando o “histórico do posto no setor, acrescida de outras penalidades cabíveis, tendo em vista o ato praticado pelo agente”. MPDFT e Procon pedem mudanças na publicidade de preços de combustíveis para descontos com app Segundo a ANP, as mudanças propostas buscam reduzir as obrigações das empresas que atuam no segmento de combustíveis e viabilizar "novas formas de atuação". A agência argumenta ainda que as medidas podem aumentar a oferta de combustíveis e "rever e simplificar regras" que, segundo a agência, "se tornaram desproporcionais". A agência diz, ainda, que as regras propostas não ferem os interesses dos consumidores. Veja Mais

INSS voltará a bloquear benefícios por falta de prova de vida

G1 Economia Obrigatoriedade da prova de vida estava suspensa desde março de 2020, por conta da pandemia. Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) terão que voltar a fazer prova de vida para não terem seus benefícios bloqueados. Os bloqueios e a obrigatoriedade da prova de vida estavam suspensos desde março de 2020, por conta da pandemia. Para essa retomada, o INSS estabeleceu um novo calendário. Veja abaixo: Calendário de prova de vida Reprodução/Diário Oficial Obrigatoriedade A prova de vida é obrigatória para os segurados do INSS que recebem seu benefício por meio de conta corrente, conta poupança ou cartão magnético. Anualmente, os segurados devem comprovar que estão vivos, evitando fraudes e pagamentos indevidos de benefícios. Realizada todos os anos, a comprovação de vida é exigida para a manutenção do pagamento do benefício. Para isso, o segurado ou algum representante legal ou voluntário deve comparecer à instituição bancária onde saca o benefício com documento de identificação. Em algumas instituições bancárias, esse procedimento já pode ser feito por meio da tecnologia de biometria direto nos terminais de autoatendimento. O procedimento, entretanto, deixou de ser exigido em março de 2020, entre as ações para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus, e a medida vinha sendo prorrogada desde então. A rotina e obrigações contratuais estabelecidas entre o INSS e a rede bancária que paga os benefícios permanece e a comprovação da prova de vida deverá ser realizada normalmente pelos bancos. Prova de vida digital Desde agosto do ano passado, a prova de vida também pode ser feita por meio do aplicativo ou site Meu INSS por beneficiários com mais de 80 anos ou com restrições de mobilidade. A comprovação da dificuldade de locomoção exige atestado ou declaração médica. Nesse caso, todos os documentos são anexados e enviados eletronicamente. No dia 23 de fevereiro, o governo anunciou a ampliação da prova de vida digital, que está em projeto piloto desde agosto do ano passado, por meio de biometria facial. Na primeira etapa, participaram cerca de 500 mil beneficiários de todo o país. Agora participarão mais 5,3 milhões de segurados. A prova de vida deve ser feita pelo aplicativo meu-gov.br. Veja aqui o passo a passo da prova de vida digital no site do INSS Como se trata de um piloto, a prova de vida digital estará disponível apenas para os beneficiários selecionados e não para todos. Dessa forma, quem receber contato do INSS para participar do projeto terá acesso exclusivo ao serviço. Nesta nova etapa, os contatos com os segurados elegíveis já começaram a ser realizados pelo INSS por meio de mensagens enviadas por SMS e-mail. Esses segurados, em sua maioria, já deveriam ter realizado o procedimento da prova de vida ou tiveram o benefício suspenso antes da pandemia, por falta da fé de vida, portanto, é importante que realizem o procedimento se forem contatados pelo INSS. Para realizar a biometria facial, o INSS usará a base de dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e do Tribunal Superior Eleitoral. Foram selecionados, portanto, segurados que tenham carteira de motorista ou título de eleitor. O beneficiário que participar do piloto e realizar a prova de vida por biometria terá o procedimento efetivado, ou seja, não é um teste. A fé de vida valerá e o segurado não precisará se deslocar até uma agência bancária para o processo. O INSS pretende implantar a prova de vida digital para a maioria dos beneficiários e disponibilizar também no aplicativo Meu INSS para que o segurado escolha em qual deseja realizar o procedimento. Veja Mais

Pedidos de auxílio-desemprego caem nos EUA

G1 Economia Empresas têm tido dificuldades em encontrar mão de obra, e as dispensas estão em mínimas recordes. Menos norte-americanos entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada, conforme as empresas mantêm seus funcionários em meio a uma crescente escassez de mão de obra que ajudou a conter o crescimento do emprego em abril. Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 473 mil em dado ajustado sazonalmente na semana encerrada em 8 de maio, contra 507 mil na semana anterior, informou o Departamento do Trabalho dos EUA nesta quinta-feira (13). Economistas consultados pela Reuters projetava 490 mil pedidos na última semana. Embora as aberturas de empregos estejam em um recorde de 8,1 milhões e quase 10 milhões de pessoas estão oficialmente desempregadas, as empresas têm tido dificuldades em encontrar mão de obra. As dispensas estão em mínimas recordes. Benefícios generosos aos desempregados, temores de pegar Covid-19, pais que ficam em casa para cuidar das crianças e falta de matéria-prima, bem como aposentadorias relacionadas à pandemia e mudanças de carreira, são motivos que têm sido atribuídos a essa disparidade. A economia dos EUA criou 266 mil empregos em abril, depois de 770 mil em março, informou o governo na semana passada. Veja Mais

O que aprendi com a crise: fortalecimento de marca e conexão com o público

G1 Economia Série do G1 entrevista pequenos empresários e conta suas lições para enfrentar a crise provocada pela pandemia. Conheça as estratégias de pequenos empreendedores na crise Em uma crise tão grande como a causada pela pandemia do coronavírus, pequenos negócios estão lutando para sobreviver. Mas há também aqueles que estão aproveitando o fluxo de caixa que tinham guardado para investir no fortalecimento da marca e na conexão com seu público. O G1 ouviu a história de dois negócios, um bar em Salvador e um café em São Paulo, que focaram na relação com a comunidade e com os clientes durante esse período de crise. Entre os aprendizados, estão: A importância de criar uma relação próxima com os clientes; Investimento na comunidade ao redor do negócio; Fortalecimento da marca com criação de conteúdo digital; Reserva de dinheiro para poder investir em outros formatos em momentos de crise. O que aprendi com a crise: esta semana, o G1 publica uma série de reportagens sobre as lições aprendidas pelos pequenos empresários durante a crise – e os ensinamentos que podem ser aproveitados por outros empreendedores. Segunda-feira (10/5): humanização do atendimento Terça-feira (11/5): transformar conhecimento em produto Quarta-feira (12/5): mudança de atuação e estrutura enxuta Quinta-feira (13/5): fortalecimento de marca e conexão com o público Tempo para consolidar a marca Ivan Dominguez e Bruno Boscolo são donos do bar Gin, em Salvador, e conseguiram se manter durante a crise, mesmo com as portas fechadas por sete meses. Nesse tempo, focaram em criar conteúdo on-line, se aproximar da comunidade e consolidar a imagem do negócio. WhatsApp, Instagram e Facebook: como usar redes sociais em seu negócio Investir em delivery não foi opção, já que eles só oferecem bebidas e acharam que não valeria a pena financeiramente esse tipo de operação. Mas como foi possível se manter por tanto tempo de portas fechadas? O motivo principal é a reserva de caixa da empresa. Além disso, o bar tem um custo fixo baixo: o espaço é pequeno, o aluguel é barato e teve o valor renegociado, e eles têm apenas dois funcionários fixos – que foram mantidos por todo esse tempo. “A principal lição que eu tirei dessa crise é a importância de ter reserva de dinheiro. Ninguém esperava que íamos ter uma pandemia. Conseguiu se manter quem tinha uma segurança financeira”, diz Ivan. Investindo em conteúdo, Ivan e Bruno criaram um programa para contar a história de pessoas notáveis do Rio Vermelho, bairro em que o bar está. Eles ouviram moradores, outros empreendedores e agitadores culturais. Os vídeos foram feitos em parceria com as donas de outro negócio local, o The Finds, uma loja de roupas femininas, e foram publicados no Youtube e no Instagram. “A gente teve um retorno muito bom. A ideia era se fortalecer como marca e se apropriar do bairro que estamos. Isso é bom pra nossa marca e pro nosso bairro, pra atrair mais gente pra cá”, conta Ivan. Ivan Dominguez é dono do bar Gin, em Salvador, e apostou em consolidar a imagem do seu negócio durante a pandemia Arquivo pessoal O bar voltou a abrir as portas só em outubro, com muitas restrições e mudanças. O DJ que tocava nas madrugadas, por exemplo, parou de tocar. O movimento foi bom, mas nada comparado a antes da pandemia, e o faturamento não chegou a 20% do que era antes. Dá para pagar as contas e só. Ajudar a comunidade também foi prioridade para os empresários. Quando tudo fechou, em março de 2020, eles juntaram toda a cerveja que tinham em estoque – para o bar e para um evento que iriam produzir – e trocaram por alimentos, que foram doados aos trabalhadores do setor de eventos. O poder da comunidade ficou evidente: 20 toneladas de alimentos foram arrecadadas. “O pessoal de eventos passou muita necessidade, a maioria está fazendo outras coisas, é muito triste ver essa situação”, conta Ivan. Atualmente, o bar está aberto, em horário reduzido e seguindo os protocolos para a prevenção da Covid-19. A importância da comunidade Em 2014, Camila Romano e Paulo Filho montaram o King Of The Fork, uma cafeteria dedicada a cafés especiais e à cultura do ciclismo, em São Paulo. A forma como estão lidando com todas as transformações e dificuldades trazidas pela pandemia diz muito sobre o conceito do negócio e à importância que dão à comunidade. “Nosso negócio nunca foi sobre o produto. A parte do café e da comida é um meio pra gente sustentar o estilo de vida que acreditamos. Sempre foi sobre a experiência, o encontro, a comunidade. São coisas que você não consegue passar pelo delivery”, diz Paulo. Como os cafés não “viajam bem” até a casa dos clientes e também por serem contra os aplicativos de entrega, que cobram altas taxas e pagam pouco aos motoboys, a solução para os meses que ficaram fechados foi entregar cestas com pães e quitutes, uma vez por semana. Tudo entregue por bike e com todo o valor do frete revertido para o entregador. Outra ação foi a venda de vouchers para serem consumidos na reabertura. “Quando a gente abriu, muitos clientes preferiram não usar o voucher, porque sabiam que as coisas ainda estavam difíceis pra gente”, conta Camila. Camila Romano e Paulo Filho, donos do café King of The Fork, contam com a ajuda da comunidade para sobreviver em tempos de crise Arquivo pessoal Muitas outras manifestações de apoio surgiram durante o último ano. Teve cliente mandando email para saber como ajudar, querendo comprar o que mais dá lucro, teve até ajuda de um fotógrafo profissional que estava passando pelo local e se ofereceu para fotografar os produtos para divulgação. Essa história eles contaram no Instagram da marca, que aliás é usado para manter o contato próximo durante esse período tão difícil. No post, eles dizem que essa ação representa “a comunidade, um dos bens mais valiosos para quem vive numa cidade como a nossa, porque ela é valiosa para os dois lados, ela fortalece nossa noção de ter algo em comum, nossa empatia, nosso sentimento de pertencimento”. Camila conta que essa humanização no Instagram, essa troca de experiências, faz as pessoas se relacionarem e quererem ajudar mais. “A gente tem sorte de já estar funcionando há alguns anos e ter essas pessoas que nos apoiam e que são engajadas na nossa rede. Mesmo fechados, por um tempo, pelo menos, a gente consegue viver da memória e das experiências que já causamos nas pessoas”, diz Camila. Assim como no bar em Salvador, além de todo esse apoio da comunidade, um fator muito importante para o negócio conseguir se manter vivo durante a crise foi ter reserva de dinheiro. Essas ações representam um valor muito menor no lucro da empresa. Nos momentos em que estiveram fechados, por exemplo, o faturamento da semana era menor do que eles ganhavam apenas em um sábado antes da pandemia. Mesmo abertos, não conseguem chegar ao ganho normal de antes. “A maior lição dessa crise é criar uma relação forte com nossos clientes e, de forma prática, trabalhar com reserva financeira e com um fluxo de caixa”, afirma Paulo. Eles também ressaltam uma mudança de comportamento do consumidor durante a pandemia. “Muitos se tornaram mais conscientes da forma como gastam seu dinheiro e entenderam ainda mais a importância de comprar do pequeno negócio. Esse é um poder que está na nossa mão”, diz Camila. Veja Mais

Emprego: confira as 255 vagas ofertadas através da Agência do Trabalho nesta quinta-feira

G1 Economia Vendedor, motorista de caminhão, pedreiro e ajudante de obras são algumas das vagas disponíveis. Oportunidades estão distribuídas por 20 municípios pernambucanos. Há vagas de emprego com carteira assinada Devanir Gino/EPTV O sistema público da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco (Seteq-PE) tem 255 vagas de emprego ofertadas através das unidades da Agência do Trabalho, nesta quinta-feira (13). As oportunidades estão disponíveis em 20 municípios do estado. Vendedor pracista, motorista de caminhão, pedreiro e ajudante de obras são algumas das vagas ofertadas (veja lista completa mais abaixo). As oportunidades de emprego são nas seguintes cidades: Araripina, Arcoverde, Belo Jardim, Cabo de Santo Agostinho, Caruaru, Camaragibe, Garanhuns, Goiana, Ipojuca, Nazaré da Mata, Palmares, Paudalho, Paulista, Petrolina, Recife, Salgueiro, Santa Cruz do Capibaribe, Serra Talhada e Vitória de Santo Antão. Os interessados podem realizar agendamento para as unidades da Agência do Trabalho através do Portal Cidadão, clicar na opção "Agendamento" e, depois, em “intermediação de mão de obra”. Vagas de emprego 13/05 Vagas de emprego exclusiva para pessoas com deficiência Vagas temporárias Carteira digital Atualmente, o trabalhador pode usar a versão digital da carteira de trabalho (veja vídeo abaixo): Veja como ter acesso à carteira de trabalho digital Vídeos de PE mais vistos nos últimos 7 dias Veja Mais

Bitcoin desaba após Elon Musk anunciar que Tesla vai suspender vendas com a criptomoeda

G1 Economia Empreendedor interrompeu uso da moeda digital no faturamento de carros por conta dos impactos ambientais. Cotação da moeda digital cai mais de 13% no acumulado de 24 horas. Elon Musk, presidente-executivo da Tesla, em evento no Japão, em 2014 Toru Hanai/Reuters Elon Musk informou pelas redes sociais nesta quarta-feira (12) que vai suspender as vendas de carros da Tesla usando bitcoin por conta dos impactos ambientais causados pela mineração de moedas digitais. Com o anúncio, a cotação da criptomoeda — que já recuava no dia — passou a desabar, ultrapassando 12%, para US$ 50,125.09, no acumulado de 24 horas. Jeff Bezos é considerado o homem mais rico do mundo pelo 4º ano seguido; Musk fica em 2º lugar Elon Musk diz que bitcoin está prestes a ser amplamente aceito Tesla, de Elon Musk, tem primeiro lucro anual da história “Estamos preocupados com o uso crescente de combustíveis fósseis para mineração e transações com bitcoins, especialmente carvão, que tem as piores emissões que qualquer combustível”, disse o empreendedor, no Twitter. CEO da Tesla e também da Space X, Musk afirmou que a empresa automotiva não vai vender nenhum bitcoin e que só vai usar novamente a criptomoeda quando a mineração fizer a "transição para uma energia mais sustentável". Initial plugin text “A criptomoeda é uma boa ideia em muitos níveis e acreditamos que ela tem um futuro promissor, mas isso não pode ter um grande custo para o meio ambiente”, afirmou ele. As ações da Tesla também passaram a cair no after market (negociações após fechamento do mercado) em Wall Street. Às 20h (no Brasil), os ativos registravam perdas de 1,09%, a US$ 583,48. Bitcoin: Saiba o que é e como funciona a mais popular das criptomoedas Initial plugin text Veja Mais

Para relatora, exclusão do ICMS do cálculo de PIS e Cofins deve valer a partir de decisão do STF

G1 Economia Exclusão foi decidida pelo STF em 2017; agora, tribunal julga a partir de quando a decisão tem efeito. Governo prevê perda de R$ 250 bilhões em arrecadação. A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira (12) a favor de que a exclusão do ICMS sobre a base de cálculo de PIS e Cofins deve valer a partir da decisão tomada pelo tribunal. Em 2017, o STF excluiu o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na base de cálculo das contribuições para o Programa de Integração Social (PIS) e para a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). O PIS e a Cofins são pagos por empresas de todos os setores e ajudam a financiar a Previdência Social e o seguro-desemprego. Agora, o tribunal julga um recurso da União para definir a partir de quando essa decisão tem efeito. O governo estima perda de R$ 250 bilhões em arrecadação caso o entendimento do Supremo seja aplicado a casos anteriores à decisão de 2017. Ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal Carlos Moura/SCO/STF O voto da relatora Cármen Lúcia votou para que a decisão comece a valer a partir de 15 de março de 2017. Segundo a ministra, a aplicação apenas para casos novos a partir do entendimento do STF garante "segurança jurídica". "A boa-fé, a confiança e a segurança jurídica são princípios fundamentais", afirmou. Ainda segundo Cármen Lúcia, somente os casos contestados na Justiça até essa data podem ter aplicado o entendimento no Supremo. O julgamento foi interrompido em razão do horário e deve ser retomado nesta quinta (12). Veja Mais

Passageiros voam a 'lugar nenhum' para fazer compras com descontos em free shops na Coreia do Sul

G1 Economia Viagem tem duração de duas horas e meia, com decolagem e aterrissagem no Aeroporto Internacional de Incheon. Avião da empresa sul-coreana Korean Air pousa nesta quarta-feira (2) no aeroporto internacional de Incheon AFP Durante a pandemia da Covid-19, viajar de avião deixou de ter como único objetivo fazer a conexão entre duas cidades. Companhias aéreas sul-coreanas lançaram uma nova opção de viagem para enfrentar a crise do setor: voos para "lugar nenhum". Neles, os passageiros pousam no mesmo aeroporto de partida apenas para fazer compras em free shops com desconto exclusivos. Oferecidos pela Hanjin Travel e pela Korean Air, os voos têm duração de duas horas e meia e aterrissam no Aeroporto Internacional de Incheon, o maior da Coreia do Sul e um dos maiores do mundo — onde foi realizada também a decolagem. Para incentivar as transações financeiras no país, o governo anunciou em novembro que isentaria temporariamente as obrigações de quarentena para os passageiros que comprassem passagens para esses voos e permitiria a venda de produtos isentos de impostos. Com apoio do estado, os free shops estão oferecendo promoções para compras antecipadas pelo site e pelos sistemas de pagamento locais, como o KakaoPay. No Lotte Duty Free, por exemplo, passageiros que ocuparem assentos em classes privilegiadas acumulam pontos que podem ser trocados por presentes no setor de cosméticos ou descontos em pagamentos eletrônicos. Lotte Duty Free no aeroporto internacional de Incheon, na Coreia do Sul Divulgação De acordo com as companhias aéreas, todos os passageiros do voo para "lugar nenhum" devem usar uma etiqueta que informa "Voo de turismo internacional sem aterrissagem no Aeroporto Internacional de Incheon", que são entregues durante o check-in. O objetivo da etiqueta é distingui-los dos demais viajantes vindos do exterior que precisam fazer a quarentena obrigatória de 14 dias. No desembarque, os passageiros se dirigiram a um posto de controle de imigração específico para o voo e rapidamente ficaram livres para voltar para casa com suas — várias — mercadorias. Veja Mais

Estados Unidos irão retirar Xiaomi de lista que proibia investimentos

G1 Economia Durante mandato de Trump, fabricante de celulares foi colocada como "companhias militares", que teriam ligações com o governo da China. Recuo dos EUA vêm após batalha judicial. Logo da Xiaomi em uma loja em Xangai, na China. REUTERS/Aly Song Os Estados Unidos concordaram em remover a fabricante de celulares Xiaomi de uma lista de supostas "companhias militares", que teriam ligações com o governo da China, e que impedia americanos de investir na empresa. A inclusão a Xiaomi na lista foi uma das últimas ações do mandato do ex-presidente Donald Trump. O recuo aconteceu após a companhia entrar com uma ação na Justiça dos EUA. Em março, um juiz concedeu uma liminar contra a ordem de Trump, dizendo que a empresa "sofreria danos irreparáveis sob a forma de graves danos econômicos de reputação e irrecuperáveis". Na última terça-feira (11), o Departamento de Defesa dos EUA concordou que uma "ordem final de remoção" da designação da Xiaomi como companhia militar "seria apropriada", de acordo com documentos judiciais. A empresa e órgão dos EUA irão "negociar sobre os termos específicos da ordem" e fornecerão ao tribunal uma "proposta de ordem conjunta" até 20 de maio. A Xiaomi é uma das maiores fabricantes de celulares do mundo, segundo um levantamento da consultoria IDC – a marca é a 3ª em participação de mercado global, atrás da Samsung e Apple. Veja Mais

Conselho autoriza uso do FGTS no pagamento da casa própria por meio do Sistema Imobiliário

G1 Economia Pela regra atual, uso do saldo só é permitido no pagamento de parcelas do Sistema Financeiro da Habitação, cujos juros são limitados, diferentemente do SFI. Mudança vale a partir de agosto. O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço autorizou nesta quarta-feira (11) o uso do saldo do FGTS no pagamento de prestações da casa própria por meio de financiamentos no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). Pela regra atual, o uso do saldo só é permitido no pagamento de parcelas de empréstimos no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), cujos juros são limitados a 12% ao ano. No caso do SFI, não há limite de juros (leia detalhes mais abaixo). Pela decisão do conselho: a mudança começa a valer a partir de agosto; os recursos só podem ser usados no pagamento do primeiro imóvel; o imóvel deve ter valor de até R$ 1,5 milhão; o trabalhador deve ter conta no FGTS há mais de três anos; o trabalhador com empréstimo no SFI terá duas opções: usar o saldo da conta do FGTS para reduzir o saldo devedor ou abater até 80% da prestação em 12 meses prorrogáveis ao fim de cada período. Diferenças entre os sistemas Pela regra atual, os trabalhadores só podem usar o dinheiro do FGTS em empréstimos imobiliários no Sistema Financeiro da Habitação. Os juros são limitados a 12% ao ano, e o SFH é parcialmente custeado com recursos da caderneta de poupança. O Sistema Financeiro Imobiliário não tem limite de juros, e os empréstimos são concedidos principalmente por bancos comerciais e de investimento. Portabilidade entre bancos Também nesta terça-feira, o Conselho Curador do FGTS facilitou a portabilidade de empréstimos com uso do dinheiro do FGTS. Assim, o trabalhador pode migrar o financiamento de um banco para outro em busca de juros mais baixos. Se o comprador ganha um desconto no valor do imóvel para baratear a mensalidade, o banco que recebe o financiamento precisará incluir o valor no saldo devedor. A quantia equivalente ao desconto será devolvida ao FGTS. Além disso, o conselho determinou que após a migração os juros do novo financiamento não podem ser inferiores a 6% ao ano. A taxa corresponde ao rendimento atual do FGTS, para evitar que o fundo tenha prejuízos. Atualmente,, os empréstimos com recursos do FGTS cobram taxa máxima de 8,16%, considerando a margem do banco. Com as novas regras definidas pelo conselho, os mutuários precisarão fazer as contas para saber se a portabilidade será vantajosa. Veja Mais

Ministros visitam MT para inauguração da internet 5G no campo

G1 Economia Para o ministro Fábio Faria, o 5G deve contribuir para um crescimento de 20% no agronegócio. Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e ministro das Comunicações, Fábio Faria, visitaram Rondonópolis (MT) Governo Federal/Câmara dos Deputados O ministro das Comunicações, Fábio Faria, e a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, visitaram Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, nesta terça-feira (11), para inaugurar o projeto piloto da internet 5G no campo. As demonstrações são feitas por operadoras em parceria com a Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão e apoio do 'ConectarAGRO', associação de empresas de tecnologia voltada para inovações no campo. “Mato Grosso é o 'carro chefe' da nossa agricultura moderna, que traz todas essas vantagens que o Brasil tem. Mato Grosso é protagonista nessa agricultura de precisão”, disse a ministra durante a visita. A chegada dessa internet nas fazendas vai aumentar a eficiência e produtividade no campo, além de promover a automatização, com tratores autônomos, máquinas teleoperadas, drones com alta resolução e inteligência artificial. Chegada do 5G deve contribuir para crescimento de 20% no agronegócio Edson Rodrigues/Divulgação TIM/Nokia Para o ministro Fábio Faria, o 5G deve contribuir para um crescimento de 20% no agronegócio. Segundo a ministra Tereza Cristina, com o lançamento do projeto, contribui para o estímulo da economia e geração de novos serviços no agronegócio, incluindo a população no meio digital. No evento, foram demonstradas soluções 5G, com altíssima velocidade e baixo tempo de resposta aplicadas ao campo e de que forma a tecnologia pode habilitar aplicações que estimulam a comunicação entre as pessoas e agilizam a gestão de equipamentos. Entre as demonstrações, estavam disponíveis transmissões em tempo real de vídeos feitos em 4K e produzidos com drones. As imagens captadas e acompanhadas remotamente podem ajudar na inspeção do plantio. O 5G SA também será essencial para habilitar soluções aplicadas à colheita e ao manejo agrícolas, relacionadas tanto à gestão de equipamentos, quanto à comunicação entre colaboradores. Veja Mais

Confiança dos pequenos negócios cresce após cinco meses de queda

G1 Economia O Índice de Confiança de Micro e Pequenas Empresas teve alta de 6,6 pontos em abril, segundo o Sebrae e a FGV. Índice de confiança dos pequenos negócios cresceu em abril, aponta estudo do Sebrae e da FGV Reprodução PEGN A confiança dos pequenos negócios cresceu em abril após cinco meses de queda, segundo estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Governo reedita medidas para conter efeitos econômicos da pandemia O Índice de Confiança de Micro e Pequenas Empresas (IC-MPE) de abril teve alta de 6,6 pontos e atingiu o patamar de 88,1. O aumento foi motivado, principalmente, por uma melhora do otimismo para os próximos meses no comércio. O Índice de Expectativa de Micro e Pequenas Empresas (IE-MPE) subiu 10,4 pontos e chegou ao patamar de 87,1 pontos. Em março, com o fim de programas emergenciais e a adoção de medidas mais restritivas para controlar a pandemia do coronavírus, o índice de confiança dos pequenos negócios tinha despencado. Agora, apesar do crescimento, a alta no índice deve ser encarada com parcimônia, de acordo com Carlos Melles, presidente do Sebrae. “A continuidade desta recuperação dependerá de programas de manutenção de emprego e auxílio às empresas e sinalizações mais positivas em relação à pandemia, como a ampliação do programa de vacinação e novos programas para micro e pequenas empresas”, afirma Melles. O IC-MPE agrega os índices de confiança dos três principais setores da economia: comércio, serviços e indústria de transformação. Boas expectativas no comércio O comércio foi o setor que melhor mostrou desempenho. O Índice de Confiança do Comércio de Micro e Pequenas Empresas (ICOM-MPE) cresceu 11,6 pontos em abril, chegando a 79,9 pontos. A recuperação representa mais do que a metade da queda ocorrida em março de 2021 (21,6 pontos). Essa confiança está ligado a uma ligeira melhora da percepção do momento atual e de uma melhora mais forte das perspectivas de curto prazo. Reação no setor de serviços Depois de duas quedas seguidas, o setor de serviços deu sinais de reação. O Índice de Confiança de Serviços de Micro e Pequenas Empresas (ICS-MPE) avançou 4,6 pontos e atingiu 79,7 pontos. Mesmo com o aumento, o índice ainda se mantém no nível mais baixo historicamente. O aumento da confiança se deve a uma melhora das expectativas de curto prazo. Baixa na indústria de transformação O Índice de Confiança da Indústria de Transformação de Micro e Pequenas Empresas (ICI-MPE) caiu pela 5ª vez consecutiva. Ele recuou 0,9 ponto, para 95,8 pontos, atingindo o menor nível desde junho de 2020, quando registrou 75,5 pontos. Veja Mais

Óleo de soja e arroz lideram alta de preços em 12 meses; veja itens que mais subiram e mais caíram

G1 Economia IPCA desacelerou em abril, mas atingiu 6,76% em 12 meses – maior taxa em 4 anos e meio. Carnes e combustíveis acumulam alta de 35%. O óleo de soja e o arroz seguem como os "campeões" das altas de preços em 2021, mostram os dados da inflação oficial do país divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,31% em abril e passou acumular alta de 6,76% em 12 meses – maior taxa em 4 anos e meio. Inflação de abril foi puxada por alta nos preços dos remédios No acumulado em 12 meses até abril, o óleo de soja tem avanço de 82,34% e o arroz, de 56,67%. Entre produtos que têm maior peso na composição do IPCA, vale destacar a disparada nos preços das carnes e os combustíveis, com alta de 35% no ano. Na outra ponta, os itens com a maior queda em 12 meses são: cenoura (-36,48%), transporte por aplicativo (-22,23%) e passagem aérea (-19,37%). Inflação de abril fica em 0,31%, diz IBGE Abaixo, confira a lista de maiores altas e quedas de preços em 12 meses: Maiores altas Óleo de soja: 82,34% Arroz: 56,67% Colchão: 52,75% Feijão-macáçar (fradinho): 50,74% Peito: 46,17% Manga: 45,19% Feijão - preto: 42,06% Músculo: 40,9% Lagarto comum: 39,57% Lagarto redondo: 39,13% Acém: 38,34% Costela: 38,04% Pá: 37,94% Etanol: 37,61% Patinho: 36,83% Contrafilé: 35,73% Gasolina: 35,57% Chã de dentro: 34,41% Salsicha em conserva: 33,35% Laranja - baía: 33,05% Material hidráulico: 32,34% Flores naturais: 31,98% Alcatra: 31,92% Picanha: 31,81% Tijolo: 31,3% Carne de carneiro: 30,96% Carne de porco: 30,71% Pimentão: 30,39% Repolho: 29,35% Banana - maçã: 28,84% Pneu: 28,43% Peixe - curimatã: 26,59% Limão: 25,7% Cupim: 25,61% Linguiça: 25,04% Óleo diesel: 24,55% Televisor: 24,38% Peixe - pintado: 23,38% Revestimento de piso e parede: 23,31% Filé-mignon: 23,15% Videogame (console): 22,99% Batata-doce: 22,2% Joia: 21,93% Fígado: 21,78% Açúcar cristal: 21,13% Gás de botijão: 21,11% Melancia: 20,98% Computador pessoal: 20,83% Aluguel de veículo: 20,74% Pepino: 19,46% Maiores quedas Cenoura: -36,48% Transporte por aplicativo: -22,23% Passagem aérea: -19,37% Morango: -15,6% Abobrinha: -15,09% Tomate: -12,59% Goiaba: -11,88% Ônibus interestadual: -11,47% Alho: -10,5% Abacate: -10,47% Saia: -7,78% Hospedagem: -7,31% Vidro: -6,86% Batata-inglesa: -6,59% Maracujá: -6,18% Neurológico: -5,75% Seguro voluntário de veículo: -5,23% Ensino superior: -4,74% Pós-graduação: -4,15% Saco para lixo: -4,05% Agasalho feminino: -3,55% Peixe - pescada: -3,36% Mochila: -2,98% Curso preparatório: -2,92% Brinquedo: -2,87% Caldo de tucupi: -2,77% Peixe - salmão: -2,54% Calça comprida feminina: -2,48% Sandália/chinelo: -2,31% Peixe - tainha: -2,15% Vestido infantil: -2,13% Blusa: -2,05% Sapato feminino: -1,94% Farinha de arroz: -1,86% Conserto de televisor: -1,85% Bijuteria: -1,83% Vestido: -1,68% Conjunto infantil: -1,66% Ônibus intermunicipal: -1,65% Peixe - serra: -1,63% Curso de idioma: -1,61% Calça comprida masculina: -1,55% Pré-escola: -1,46% Antigripal e antitussígeno: -1,41% Casa noturna: -1,4% Livro não didático: -1,4% Cinema, teatro e concertos: -1,31% Agasalho masculino: -1,27% Camarão: -1,14% Anti-infeccioso e antibiótico: -1,06% Educação Financeira: entenda o que é a inflação e como ela afeta sua vida Veja Mais

Facebook começa a mostrar aviso para quem compartilhar notícias sem abrir o link antes

G1 Economia Rede social diz que ferramenta, ainda em testes, está ativa para 6% dos usuários de Android, incluindo brasileiros. Alerta vai perguntar se perfil quer ler o conteúdo ou compartilhar diretamente. Facebook cria ferramenta para alertar quem compartilhar notícia sem antes ver o conteúdo Reprodução O Facebook anunciou nesta segunda-feira (10) uma nova ferramenta, ainda em testes, que alerta o usuário que tenta compartilhar um notícia sem antes ter aberto o link da mesma. "Começando hoje, nós estamos testando uma maneira de promover um compartilhamento de notícias com mais informação", disse a rede social. Ao G1, o Facebook disse que o teste do novo recurso está ativo para 6% de usuários do sistema operacional Android, incluindo brasileiros. Quando o usuário for compartilhar a publicação, um alerta aparece dando duas opções: a de abrir o link primeiramente, e assim poder ler o conteúdo, ou de compartilhar diretamente. Saiba como funciona o sistema de pagamentos no WhatsApp Pagamentos no WhatsApp: 5 pontos sobre o serviço Veja Mais

Educação Financeira #140: saiba como funcionam os planos de saúde digitais

G1 Economia Operadoras prometem gestão de saúde 360 graus por aplicativo. No entanto, contratação exige análise de preços e cobrança de copartipação em consultas e atendimento no pronto socorro. Contratar um plano de saúde no Brasil é um desafio. Na simulação de serviços, nem sempre é possível equilibrar boa cobertura, com atendimento de qualidade e mensalidade acessível. Para atender os clientes insatisfeitos com as operadoras de saúde tradicionais, startups tentam ganhar o mercado criando planos de saúde digitais. Desde o ano passado, elas já receberam aportes financeiros que ultrapassaram a casa dos R$ 500 milhões Entre as empresas que atuam neste segmento estão QSaúde e Alice, que são individuais para pessoa física, e Sami, destinada a pessoas jurídicas. Os planos de saúde digitais prometem uma gestão de saúde 360 graus por aplicativo, com preparadores físicos, psicólogos e até nutricionistas. E para atendimento geral, resgatam o papel do médico de família. São eles que indicam, por aplicativo, a necessidade de ida a pronto socorro ou agendamento com especialistas. Esse serviço, contudo, requer atenção: alguns planos cobram copartipação se o paciente for ao hospital ou agendar consultas sem a liberação do médico de família. Além disso, os planos digitais nem sempre são mais baratos — há opções de entrada a partir de R$ 246 para pessoas de até 18 anos. A vantagem está em serem individuais [no caso da QSaúde e da Saúde] e regulamentos pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Para explicar aos usuários como funcionam os planos digitais, o G1 convidou o planejador financeiro e corretor de saúde Marlon Glaciano para este episódio do podcast de Educação Financeira. Podcast Educação Financeira Comunicação/Globo O que são podcasts? Podcasts são episódios de programas de áudio distribuídos pela internet e que podem ser apreciados em diversas plataformas — inclusive no G1, no GE.com e no Gshow, de modo gratuito. Os conteúdos podem ser ouvidos sob demanda, ou seja, quando e como você quiser! Geralmente, os podcasts costumam abordar um tema específico e de aprofundamento na tentativa de construir um público fiel. VÍDEOS: veja as últimas notícias de economia Veja Mais

Veja as vagas de emprego em Petrolina, Salgueiro e Araripina nesta segunda-feira

G1 Economia Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco Divulgação / Governo de Goiás Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta segunda-feira (10) em Petrolina e Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no G1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE Veja Mais

Inscrições no concurso da prefeitura de Cabedelo, PB, com 84 vagas, são abertas

G1 Economia São oferecidas 84 vagas para o cargo de médico em diversas especialidades, com salários de R$ 1.401,43 e gratificações. Veja edital do concurso da prefeitura de Cabedelo Divulgação Estão abertas a partir desta segunda-feira (10) as inscrições no concurso para a prefeitura de Cabedelo, na Grande João Pessoa. Estão sendo oferecidas 84 vagas, todas para o cargo de médico em diversas especialidades, com salários de R$ 1.401,43 e gratificações, para uma carga horária de 20 horas semanais. Veja o edital do concurso para a prefeitura de Cabedelo As inscrições serão realizadas exclusivamente pela Internet, até 11 de junho, no site da organizadora do concurso. A taxa de inscrição custa R$ 50 para todos os cargos. O cargo com mais vagas é o de médico clínico geral, que tem 21 oportunidades para pessoas com ensino superior em medicina, registro no Conselho Regional de Medicina (CRM-PB) e residência médica na área. Também há vagas para médico anestesiologista, médico cardiologista, médico dermatologista, médico em estratégia de saúde da família, médico ginecologista/obstetra, médico neurologista, médico oftalmologista, médico ortopedista, médico pediatra, médico pneumologista, médico radiologista, médico reumatologista e médico ultrassonografista. As provas estão previstas para serem aplicadas no dia 11 de julho de maio e o concurso tem validade de dois anos. Concurso da prefeitura de Cabedelo Vagas: 84 Nível: superior Salários: R$ 1.401,43 + gratificações Prazo de inscrição: até 11 de junho Local de inscrição: site da organizadora Taxas de inscrição: R$ 50 Provas: 11 de julho Edital do concurso da prefeitura de Cabedelo Vídeos mais assistidos da Paraíba Veja Mais

4 empresas abrem vagas de emprego e estágio; veja lista

G1 Economia PepsiCo, Grupo Reckitt, Consórcio Magalu e Bematize são as empresas com seleções abertas. As empresas PepsiCo, Grupo Reckitt, Consórcio Magalu e Bematize estão com vagas de emprego e estágio abertas. Veja abaixo detalhes dos processos seletivos. Veja mais vagas de emprego pelo país PepsiCo A PepsiCo está com inscrições abertas para seu Programa de Estágio 2021, intitulado First Gen, que inclui vagas para as áreas de Marketing, Vendas, Operações, Finanças, Jurídico, Recursos Humanos e Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em oito localidades do país: São Paulo (SP), São Bernardo do Campo (SP), Sorocaba (SP), Itu (SP), Fortaleza (CE), Feira de Santana (BA), Cabo de Santo Agostinho (PE) e Rio de Janeiro (RJ). A empresa tem como compromisso a contratação de 50% de mulheres e pessoas negras nesta edição do programa. Interessados podem se inscrever no link: https://www.firstgen-pepsico.com/brasil até o dia 7 de junho. O candidato precisa estar com a graduação prevista entre julho 2022 e julho de 2023. A empresa realizará a seleção às cegas, sem considerar idade, gênero ou a etnia dos participantes. Além disso, a PepsiCo também flexibiliza a exigência de inglês e de cursos específicos, já que o candidato pode escolher a carreira que irá pleitear, independentemente de sua área de formação. Grupo Reckitt O Grupo Reckitt abriu inscrições para o Programa de Estágio 2021 com mais de 10 vagas em nove áreas diferentes da empresa em São Paulo. O programa tem duração de até dois anos, com vagas disponíveis nas áreas de Marketing, Trade Marketing, eCommerce, Vendas, Manufatura, Compras, Jurídico, Supply Services (Logística) e Qualidade. Para participar é necessário estar matriculado em curso de bacharelado, licenciatura ou tecnólogo correlacionados com as áreas disponíveis e ter formação prevista entre dezembro de 2022 e dezembro de 2023. O conhecimento da língua inglesa não é obrigatório, mas é desejável. É preciso ter disponibilidade para estagiar 30 horas semanais, de segunda a sexta-feira. Com diversos benefícios, o Grupo Reckitt oferece bolsa-auxílio de R$ 2 mil, vale refeição ou refeitório, vale-transporte, recesso remunerado, seguro de vida, treinamento e desenvolvimento, academia ou Gympass, assistência médica e odontológica. As inscrições vão até o dia 28 de maio pelo site http://www.99jobs.com/reckitt/jobs/134502-estagio-reckitt-2021. Consórcio Magalu O Consórcio Magalu abriu mais de 500 vagas para parceiros pessoa jurídica (PJ) que venderão cotas de consórcio em todo o Brasil. Eles ganharão comissões pelas vendas. A empresa busca parceiros que já possuam empresas abertas, com perfil e experiência em vendas, conhecimento em consórcios e espírito empreendedor. Os gestores serão contratados em regime PJ, com comissões sobre a venda realizada e sobre a taxa gerada, além de oportunidades de participação em treinamentos e capacitação. Para mais informações, é preciso acessar o site https://consorciomagalu.com.br na aba “Seja Parceiro”. Bematize A Bematize abriu 20 vagas de emprego para a área de operações para início imediato. As contratações serão para regime home office, com horário de trabalho flexível e plano de salário compatível com o mercado. Ao todo são 8 vagas para assistente e 12 para analista de benefícios. Para ambas as vagas a empresa exige curso superior completo ou cursando. A empresa oferece aos novos contratados benefícios como auxílio transporte, alimentação e refeição, plano de saúde, odontológico e seguro de vida e auxílio academia. Para se candidatar a vaga, os interessados devem enviar currículo para trabalheconosco@bematize.com.br, mencionando os seguintes códigos no assunto do e-mail: #operações116 (assistente), #operações117 e #operações118 (analista). Veja Mais

Pesquisa mostra que mães deixam de comprar o necessário para priorizar pedidos dos filhos

G1 Economia Levantamento da Acordo Certo mostra que 45% já gastaram mais do que deveriam comprando algo para o filho e 44% já se endividaram fazendo isso. Compras, supermercado, filhos, consumo Jomjakkapat Parrueng/Unsplash Pesquisa feita pela empresa de renegociação de dívidas Acordo Certo mostra que 67% das mães entrevistadas já deixaram de comprar alguma coisa de que precisavam para atender a algum pedido do filho. Isso apesar de 90% afirmarem que avisam o filho antes de sair de casa com ele que não podem comprar nada por estarem sem dinheiro. Segundo o levantamento, feito entre os dias 15 e 26 de abril com 461 mães cadastradas na empresa, 39% já levaram o filho ao supermercado e acabaram gastando mais do que o planejado, pois ele pedia tudo. Outros 30% já compraram um produto de marca só porque o filho pediu. Outro destaque da pesquisa é que 57% das mães entrevistadas já compraram algum alimento que o filho pediu mesmo sem ter dinheiro para isso. Por outro lado, 74% conseguem dizer “não” para o filho e 72% dizem não fazer sempre as vontades dele. Quase todas as mães já falaram para o filho que não podiam gastar – 96% já disseram que não podiam comprar alguma coisa para o filho e 99% explicaram a razão. Em relação a gastar além do orçamento, 45% já gastaram mais do que deveriam comprando algo para o filho e 44% já se endividaram fazendo isso. Outros 39% já compraram algum presente para o filho mesmo sem ter dinheiro para isso. Em relação à educação financeira em casa, 90% das mães já conversaram com o filho sobre a situação financeira da família, 88% explicaram a ele como conseguem ter dinheiro e a importância do trabalho e 87% já conversaram sobre como guardar dinheiro. “O Brasil não tem uma cultura de falar sobre educação financeira. Não vemos o tema nas escolas, nas faculdades e universidades, no mercado de trabalho, em nenhum lugar", comenta Bruna Allemann, Especialista em educação financeira da Acordo Certo. "De fato, temos hoje uma população com mais acesso à internet e esse despertar para algo tão importante e que impacta diretamente a vida das pessoas é perceptível na nossa pesquisa. As mães querem instruir os seus filhos a fazer diferente e dar atenção para esse ponto durante sua formação, preparando-os para a vida adulta”, completa. Entre as mães entrevistadas, apenas 16% afirmaram que dão mesada aos filhos e 29% disseram que o filho ajuda financeiramente em casa. Além disso, somente 29% acreditam que irão ganhar presente de dia das mães neste ano. Entre as pesquisadas, 54,4% declararam ser chefes de família, sendo que 70% possuem renda familiar entre meio e 2 salários mínimos, 49% têm renda pessoal entre meio e dois salários mínimos e 34% não possuem renda pessoal. Emprego O levantamento mostra ainda que 57% das mães já tiveram dificuldade para conseguir um emprego por terem filhos. Outros 66% precisaram cancelar algum compromisso pois não tinham com quem deixar o filho. Outro destaque da pesquisa é que 51% delas tiveram que ir trabalhar e levar o filho junto, e 50% precisaram faltar ao trabalho, pois não tinham com quem deixar o filho. Veja Mais

Petrobras diz que vendas de ativos já somaram US$ 2,5 bilhões em 2021

G1 Economia Estatal planeja vender cerca de metade de sua capacidade de refino, mantendo os ativos no Sudeste, principal centro consumidor. A Petrobras informou nesta sexta-feira (14) que os desinvestimentos neste ano até 11 de maio somaram US$ 2,5 bilhões, registrando ainda entrada de caixa das vendas de ativos de US$ 472 milhões, de acordo com apresentação divulgada ao mercado antes da teleconferência de resultados. Petrobras reverte prejuízo e tem lucro de R$ 1,16 bilhão no primeiro trimestre Sede da Petrobras, localizada na Avenida Chile, no Centro do Rio de Janeiro, passará pela sua primeira reforma completa desde que foi inaugurado, no começo dos anos 1970 André Motta de Souza / Agência Petrobras Em meio a um processo de venda de refinarias, a estatal destacou que o custo operacional do refino de petróleo da empresa caiu para R$ 1,4 bilhão no primeiro trimestre, versus R$ 1,6 bilhão no mesmo período de 2020. O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, disse em mensagem gravada para a teleconferência de resultados, nesta sexta-feira (14), que a empresa está desinvestindo para investir "mais e melhor", concentrando esforços em plantas de refino próximas ao pré-sal. Pelo plano da Petrobras, ela deverá vender cerca de metade de sua capacidade de refino, mantendo os ativos no Sudeste, principal centro consumidor. A principal venda de ativo fechada foi justamente a refinaria Landulpho Alves (Rlam) e seus ativos logísticos associados, para a Mubadala Capital, por US$ 1,65 bilhão. "Essa ação planejada de gestão de portfólio irá dobrar produção de diesel S-10 nos próximos anos", afirmou ele, citando o combustível com menor teor de enxofre. As vendas de diesel S-10 já chegam a cerca de 55% do total comercializado pela empresa. Em nota nesta sexta-feira, o Itaú BBA elevou a recomendação da Petrobras e citou que o novo CEO sinalizou que a companhia vai seguir com o plano de vendas de ativos. Veja Mais

WhatsApp impõe compartilhamento de dados com Facebook, mas tem exceção para a Europa

G1 Economia Aplicativo precisa dar opção 'opt-out' para usuários que não querem dividir informações com a rede social, que é dona do mensageiro, na União Europeia e no Reino Unido. Autoridades brasileiras pediram adiamento dos termos. WhatsApp terá nova política de privacidade a partir de 15 de maio. REUTERS/Thomas White A nova política de privacidade do WhatsApp, que prevê o compartilhamento de mais dados com o Facebook, dono do aplicativo, entra em vigor neste sábado (15). A mudança, que é válida para usuários de todo o mundo, causou repercussão negativa desde que foi revelada, em janeiro. Aplicativos concorrentes como o Telegram e o Signal foram baixados milhões de vezes desde que a notificação surgiu no WhatsApp e autoridades reguladoras de diversos países pediram esclarecimentos para a empresa. WhatsApp, Telegram e Signal: COMPARE os apps de mensagens Após anunciar as mudanças no começo do ano, a companhia deu pouco mais de um mês para que as pessoas aceitassem os novos termos, que são obrigatórios – exceto na União Europeia e no Reino Unido, onde o WhatsApp segue a legislação que determina que as pessoas têm o direito de escolha. Diante da resistência dos usuários ao redor do mundo, o aplicativo estendeu o prazo para maio, para que todos "tivessem mais tempo de entender a política". Mesmo com o adiamento da vigência, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), o Ministério Público Federal (MPF) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendaram, na última sexta-feira (7), que o app ampliasse essa data mais uma vez. O Brasil é o segundo maior mercado do WhatsApp e praticamente metade da população brasileira utiliza o aplicativo: são 120 milhões de usuários, segundo a própria empresa. O país só fica atrás da Índia, onde pelo menos 400 milhões de pessoas têm app instalado. Risco de desrespeito à LGPD Os órgãos brasileiros indicaram que os novos termos do WhatsApp poderiam representar violações aos direitos dos titulares de dados pessoais, que foram definidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde setembro passado. Ao G1, Paulo Rená, professor de direito no Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), explicou que um dos problemas com a nova política do WhatsApp é o fato de os usuários não terem outra opção senão aceitar o compartilhamento de dados com o Facebook. "Na LGPD, a pessoa poder dizer se aceita ou não cada um dos muitos tipos de tratamento dos dados. E o WhatsApp não está oferecendo isso", disse. WhatsApp e Facebook: ENTENDA o compartilhamento de dados A lei brasileira de proteção de dados prevê "aceites obrigatórios", mas em situações em que essa condição é imprescindível para o funcionamento de um serviço. "Não há necessidade desse tratamento [de dados] pra que o aplicativo continue funcionando, é uma opção comercial da empresa. Deveria, portanto, ser uma opção live para os clientes", afirmou Rená. O WhatsApp disse que "está em contato com as autoridades competentes e continuará prestando as informações necessárias sobre a atualização". Seis perguntas sobre a nova política de privacidade do WhatsApp Exceção na Europa Quando o WhatsApp anunciou a primeira grande mudança nos termos de privacidade, em 2016, as pessoas de todo o mundo podiam negar a troca de dados com o Facebook. No entanto, elas tiveram apenas 30 dias para aproveitar essa opção. Novas contas não podiam escolher. Por outro lado, a opção de não autorizar o compartilhamento, também conhecida como "opt-out", foi mantida na Europa. Na União Europeia e no Reino Unido, o WhatsApp segue um conjunto de regras diferente do restante do mundo, por causa da lei de proteção de dados local, a GDPR, que serviu como base para a criação da versão brasileira. Flora Rebello Arduini, representante da ONG internacional Sum of Us, dedicada aos direitos dos consumidores, disse isso não foi conquistado "de graça". "O exemplo europeu mostra que uma atuação contundente das autoridades faz com que as empresas respeitem os direitos dos cidadãos", disse Arduini. "O Facebook trata os brasileiros como cidadãos de segunda classe, comparado como tratam os usuários europeus", afirmou, se referindo ao fato de o Brasil ter uma legislação de proteção de dados parecida com a da União Europeia, mas que, segundo ela, não está sendo respeitada. Com exceção da Europa, os usuários de todo o mundo não tem a opção impedir o compartilhamento dos dados entre as empresas. Outros países, como a Índia, estão discutindo regras como as que estão previstas nas legislações europeia e brasileira, mas elas ainda não foram aprovadas. O G1 perguntou ao WhatsApp por que os usuários na União Europeia possuem opções diferentes, e o app disse que "está sujeito a leis e obrigações diferentes ao redor do mundo, incluindo a União Europeia". "A empresa respeita as leis de todos os países em que atua e segue comprometida com a privacidade de seus usuários". Preocupações com a concorrência Além de indicarem possível desrespeito à lei de proteção de dados, as autoridades brasileiras demonstraram preocupação com aspectos concorrenciais da mudança no WhatsApp. "Existe essa dominância de mercado. Com o compartilhamento de dados do WhatsApp com o Facebook a preocupação aumenta", disse Arduini. "Isso é importante para a sociedade, porque são nossos direitos fundamentais. Nossa vida é regida pelos dados que fornecemos. As grandes empresas de tecnologia vivem e sobrevivem coletando informações, reutilizando ou vendendo [por meio de publicidade]", afirmou. Os novos termos do aplicativo preveem que dados gerados em interações com contas comerciais, como as de lojas que atendem pelo WhatsApp, poderão ser utilizados pelas empresas para direcionar anúncios no Facebook e no Instagram – redes que pertencem à mesma companhia. SAIBA MAIS: Quais dados o WhatsApp compartilha com o Facebook? "O Facebook não comprou o WhatsApp por US$ 22 bilhões à toa. Eles sabiam do potencial dessa plataforma e para recuperar esse dinheiro eles teriam que monetizar de alguma forma", afirmou Arduini, da ONG Sum of Us. Recentemente, o aplicativo liberou a opção de transferir dinheiro entre os usuários por uma plataforma mediada pelo Facebook. Repercussão no exterior Mesmo com a opção de "opt-out" na Europa, as autoridades locais têm exigido mais transparência do Facebook e do WhatsApp sobre a nova política. A autoridade de privacidade da Alemanha ordenou que o Facebook pare de coletar os dados de usuários do WhatsApp, segundo a agência Bloomberg. O regulador afirmou que a tentativa de as empresas fazerem com que os usuários aceitem os novos termos é ilegal. No Reino Unido, o órgão de privacidade local enviou no começo do ano uma carta pedindo mais informações sobre a nova política. A Itália também pediu esclarecimentos. A Índia solicitou, em janeiro, que o WhatsApp cancelasse os novos termos e, em março, abriu uma investigação, sob acusação de violações das leis de concorrência. A Turquia também investiga o WhatsApp por abuso de poder econômico. "Não basta somente sinais e recomendações, precisamos garantir que as recomendações das autoridades sejam seguidas", disse Arduini. "Não podemos tirar do nosso foco é que o compartilhamento de dados continua sendo ilegal, não deve ser realizado agora, nem nunca. Como estão fazendo e respeitando no continente europeu. Não tem o porquê os brasileiros terem esse compartilhamento feito", completou. O que acontece se eu não aceitar os termos? Na última sexta (7), o WhatsApp detalhou o que vai acontecer com as as contas que não derem o aval para a nova política de privacidade até o dia 15 de maio. Segundo o aplicativo, nenhuma conta será apagada e o aplicativo vai continuar funcionando na data. Porém, aqueles que não tiverem concordado com os novos termos irão ver um lembrete com mais frequência e, com o tempo, irão deixar de ter acesso a funcionalidades. SAIBA MAIS: Veja quais opções do WhatsApp podem ficar limitadas O aplicativo não detalhou em quanto tempo as restrições serão aplicadas. "A ideia é pegar ou largar. Isso, definitivamente, não é liberdade e nesse aspecto está em desacordo com a LGPD", disse o professor de direito Paulo Rená. Veja Mais

Lançado há seis meses, PIX soma R$ 1 tri em transações e responde por metade das transferências

G1 Economia Sistema desenvolvido pelo Banco Central e que permite pagamento instantâneo respondeu em abril por 51% das transações bancárias. BC estuda uso do PIX mesmo sem conexão com internet. Seis meses após ter sido lançado, o PIX, sistema que permite transferências e pagamentos instantâneos, soma mais de R$ 1 trilhão em transações e já responde por mais da metade das transferências bancárias, mostram dados do Banco Central. O desempenho, que surpreendeu técnicos do BC, desenvolvedor da ferramenta, pode crescer ainda mais nos próximos meses, quando novas funções entram em operação. Entre essas funções, estão o PIX saque e o PIX troco, que vão, respectivamente, permitir que clientes façam saques em dinheiro ou então obtenham troco em moeda após pagamento por uma mercadoria com uso do PIX, por exemplo. "Essa é uma funcionalidade que vai trazer muitos benefícios à população, principalmente às pessoas que vivem nas periferias das grandes cidades, onde as redes de ATM [caixas eletrônicos] não estão tão presentes, e nas pequenas cidades também", diz Ângelo Duarte, chefe do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central. Duarte informou ainda que a instituição trabalha para que o sistema passe a fazer transações "offline", ou seja, sem que o cliente esteja conectado à internet. O objetivo é permitir que brasileiros sem acesso permanente à rede também tenham condições de aderir ao PIX. Números do PIX De acordo com o Banco Central, o PIX respondeu, em abril, por 51% de todas as transações bancárias do país. Foi a primeira vez que o sistema instantâneo foi utilizado em mais da metade dessas operações. Os outros 49% das transações foram feitas via TED, DOC, boleto bancário e cheque. Esse dado, portanto, não inclui as operações feitas por cartão de crédito, por exemplo. Ainda segundo o Banco Central, cerca de 1/3 dos brasileiros adultos já utilizaram o PIX ao menos uma vez. No total, entre novembro de 2020 e abril de 2021, os bancos cadastraram 404 milhões de usuários para uso do PIX. A maior parte deles (94%) são pessoas físicas. Nesse período de seis meses, foram cadastradas 1,007 bilhão de chaves, que permitem o uso do PIX. Apenas no mês de abril de 2021 foram 230,6 milhões de chaves cadastradas, sendo: CPF - 72,5 milhões Número de celular - 51,034 milhões email - 33,670 milhões CNPJ - 4,658 milhões Chaves aleatórias - 68,7 milhões Ainda de acordo com o Banco Central, a maior parte das transações são feitas entre pessoas físicas. Do total de 410 milhões de transações realizadas apenas em abril, 313,5 milhões (76,5%) foram entre duas pessoas. Quando considerado o volume financeiro, as transações entre pessoas físicas também são maioria, mas a diferença é menor. Em abril, dos R$ 272,9 milhões em operações, R$ 115,9 milhões foram entre duas pessoas e, outros R$ 97,8 milhões, entre duas empresas. O diretor-executivo de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Leandro Vilain, aponta que o PIX tem contribuído para aumentar o número de brasileiros com conta bancária. E que o sistema permite que pequenos comerciantes e trabalhadores informais tenham acesso ao dinheiro de suas vendas de maneira imediata, mesmo aos finais de semana. "Um profissional que anteriormente trabalhava no sábado e domingo e precisava receber esse pagamento em dinheiro porque não tinha como esperar até segunda-feira, agora o contratante do serviço dele, o patrão ou empregador dele, pode efetivamente pagar em PIX e ele recebe imediatamente", disse Vilain. Entenda como mandar e receber dinheiro pelo Pix Fraudes À medida que o PIX avança e ganha milhões de usuários, cresce também a preocupação com a segurança das operações. O Banco Central diz que o sistema é seguro. "Não existe fraude no PIX, nos sistemas do PIX. O que existe, de fato, são aquelas tentativas de obter dados bancários, dados pessoais das pessoas através do envio de SMS, de email. São tentativas de fraude que usam o PIX nesse momento porque o PIX está muito em evidência", aponta Ângelo Duarte, do Banco Central. A Febraban também ressalta a segurança nas operações com o PIX, mas diz que melhorias estão sendo implementadas. "Estamos ainda melhorando o processo de comunicação, ressarcimento de recursos em caso de cancelamento da transação. Então, tem aqui várias funcionalidades que estão sendo melhoradas, mas eu diria que são absolutamente normais em um processo dessa dimensão", disse Leandro Vilain, que ressaltou ainda a melhoria nos processos de comunicação e prevenção de fraudes. Especialista em direito bancário e mercado financeiro, Leandro Vilarinho Borges diz que os usuários precisam ter cuidado em fazer transferências e pagamentos, mas que o PIX é um sistema confiável. "O que a gente observa no dia a dia são fraudes, são pessoas tentando aplicar golpes usando o PIX, mas que não necessariamente é uma violação do sistema do PIX, mas sim usam de situações corriqueiras, do cotidiano para aplicar golpes. Como, por exemplo, usando um perfil falso de um familiar, pedindo uma transferência pelo PIX. Então, atenção aos golpes, mas confiança de que o PIX é muito seguro", disse. Veja Mais

Engenheiro que chamou mulheres de fracas em livro deixa Apple após carta de 2 mil funcionários pedindo investigação

G1 Economia No livro intitulado 'Chaos Monkeys', Antonio García Martínez diz que a maioria das mulheres na área da Baía de São Francisco são 'fracas, mimadas e ingênuas'. Engenheiro que chamou mulheres de fracas em livro deixa Apple após carta de 2.000 funcionários pedindo investigação. Mark Lennihan/AP O funcionário da Apple, Antonio García Martínez , que escreveu um livro ofendendo mulheres, deixou a empresa após mil colaboradores pedirem que suas afirmações fossem investigadas e que fossem adotadas medidas contra discriminação. Martínez, que ingressou em abril na Apple como engenheiro de produto na área de plataformas de publicidade, segundo seu perfil nas redes sociais, publicou em 2016 um livro chamado "Chaos Monkeys" ou "Macacos do Caos", em tradução livre. Nele, ele afirma que a maioria das mulheres na área da Baía de São Francisco são "fracas, mimadas e ingênuas". Um dia antes da saída do engenheiro da empresa, nesta quinta-feira (13), os funcionários da Apple montaram uma carta, com 2.000 assinaturas, informando estarem "profundamente consternados com o que esta contratação significa para o compromisso da Apple com seus objetivos de inclusão". No documento, obtido pelo portal "The Verge", é exigida uma investigação sobre como as opiniões sobre mulheres do autor do livro foram ignoradas e um plano de ação para evitar que isso aconteça novamente. "Dada a história do Sr. García Martínez de publicar comentários abertamente racistas e sexistas sobre seus ex-colegas, estamos preocupados que sua presença na Apple contribua para um ambiente de trabalho inseguro para nossos colegas que correm o risco de assédio público e intimidação privada. Temos o direito de saber como a equipe de Pessoas pretende mitigar esse risco", afirmaram os colaboradores na carta. Os funcionários também demandaram garantias de que Martínez e pessoas que compartilhem das mesmas opiniões "prejudiciais" não se envolvam em contratações, entrevistas ou decisões de desempenho enquanto trabalharem na Apple. Por fim, a carta lista uma série de aspas onde Martínez expressa opiniões ofensivas às mulheres, como no trecho: "A maneira mais rápida de baratear qualquer coisa - seja uma mulher, um favor ou uma obra de arte - é colocar uma etiqueta de preço nisso". Após o movimento dos funcionários, um porta voz da Apple disse à "Bloomberg News": - “Na Apple, sempre nos esforçamos para criar um local de trabalho inclusivo e acolhedor, onde todos sejam respeitados e aceitos. Comportamento que rebaixa ou discrimina as pessoas pelo que elas são não tem lugar aqui”. Veja Mais

Supremo decide que exclusão do ICMS do cálculo de PIS e Cofins vale desde 2017

G1 Economia Exclusão foi determinada naquele ano pelo tribunal e, agora, plenário definiu quando decisão entrou em vigor. Governo previa perda de R$ 250 bi se medida pudesse valer antes de 2017. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (13) que a exclusão do ICMS sobre a base de cálculo de PIS e Cofins vale desde 2017. A exclusão foi determinada naquele ano pelo tribunal e, agora, o plenário definiu quando a decisão entrou em vigor. No julgamento, os ministros seguiram o entendimento da relatora, ministra Cármen Lúcia. Em 2017, o Supremo entendeu que o governo federal não pode incluir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na base de cálculo das contribuições para o Programa de Integração Social (PIS) e para a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). O PIS e a Cofins são pagos por empresas de todos os setores e ajudam a financiar a Previdência Social e o seguro-desemprego. O governo estimava uma perda de arrecadação de mais de R$ 250 bilhões caso o entendimento do Supremo fosse aplicado a casos de anos anteriores a 2017. Votos dos ministros Ao votar no julgamento, a ministra Cármen Lúcia afirmou que a decisão somente deve valer a partir de 15 de março de 2017 para garantir "segurança jurídica". Acompanharam a relatora os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Luiz Fux. Edson Fachin, Rosa Weber e o decano da Corte, ministro Marco Aurélio, entendiam que não seria o caso de estabelecer uma data para a validade da decisão do Supremo, que deveria abarcar inclusive tributos de anos anteriores. Os ministros Nunes Marques e Luís Roberto Barroso também acompanharam a relatora, mas entendiam que a exclusão deveria se dar em relação ao ICMS recolhido pelo contribuinte, e não o valor total. Veja Mais

Lei determina afastamento de grávidas do trabalho presencial; entenda

G1 Economia Lei que entrou em vigor nesta quinta-feira estabelece regime de teletrabalho às trabalhadoras gestantes enquanto durar a pandemia. Gestantes terão direito ao teletrabalho Reuters O presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei 14.151, que garante regime de teletrabalho às trabalhadoras gestantes enquanto durar a pandemia. A norma foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (13) e já entrou em vigor. A lei estabelece ainda que a substituição do trabalho presencial pelo remoto para a trabalhadora grávida deverá ocorrer sem redução de salário. A empregada ficará à disposição da empresa para exercer as atividades em seu domicílio, por meio de teletrabalho, trabalho remoto ou outra forma de trabalho à distância. A lei é originada do PL 3.932/2020, de autoria da deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC). De acordo com a Agência Senado, a senadora Nilda Gondim (MDB-PB), relatora do projeto, argumentou que o avanço da pandemia no país, com ampliação considerável do número de vítimas e de ocupação de UTIs hospitalares, levou à necessidade de se pensar em uma alternativa para reduzir os riscos à gestante e ao feto. A senadora ressaltou que atualmente o maior risco laboral para o trabalhador é a contaminação por Covid-19, e que o risco de complicações é ainda maior para as empregadas gestantes, que "necessita de cuidados especiais para a preservação de sua saúde e precisa adotar todas as medidas possíveis para a proteção da vida que carrega". Veja abaixo o que muda para a trabalhadora gestante: O que a lei determina para a trabalhadora grávida? A lei 14.151 estabelece o afastamento de atividades de trabalho presencial de funcionárias grávidas durante a pandemia. A empregada deverá ficar à disposição para exercer as atividades em seu domicílio, por meio de teletrabalho, trabalho remoto ou outra forma de trabalho à distância. Por quanto tempo esse afastamento das atividades presenciais vai durar? A lei estabelece que a funcionária gestante deve permanecer em trabalho remoto enquanto durar a emergência de saúde pública de importância nacional decorrente do novo coronavírus. Haverá mudança na remuneração da profissional gestante? A lei estabelece que a substituição do trabalho presencial pelo remoto para a trabalhadora grávida deverá ocorrer sem redução de salário. Qual o motivo para esse afastamento das atividades presenciais? O avanço da pandemia no país, com ampliação considerável do número de vítimas e de ocupação de UTIs hospitalares, levou à necessidade de se pensar em uma alternativa para reduzir os riscos à gestante e ao feto. Quais as consequências para as empresas? De acordo com o advogado Ricardo Calcini, professor de Direito do Trabalho da Pós-Graduação da FMU, não há impedimento para que haja a readequação das atividades exercidas no ambiente presencial para o trabalho à distância, e isso não significa alteração ilícita do contrato de trabalho. O empregador será obrigado a fazer essa readequação? Sim, a empresa deverá seguir o que determina a lei, de acordo com Calcini. E se a função que a gestante exerce não permitir o teletrabalho? Qual a alternativa? A alternativa é a suspensão do contrato de trabalho com base na Medida Provisória 1.045, que permite a redução da jornada e salário a suspensão dos contratos, além da estabilidade no emprego para os trabalhadores. Segundo Calcini, apesar de haver aparente conflito de normas, já que a lei 14.151 estabelece que a substituição do trabalho presencial pelo remoto deverá ocorrer sem redução de salário, não há impedimento para que os contratos de trabalho das gestantes sejam suspensos na forma da MP 1.045. E se a empresa não seguir essa determinação? Em caso de descumprimento, a trabalhadora deverá buscar a Justiça do Trabalho, informa Calcini. Veja Mais

Sala-cofre da CPI da Covid já guarda 81 documentos

G1 Economia A CPI da Covid já recebeu 81 documentos secretos ou livres, que representam milhares de páginas, para análise da comissão. Os documentos estão na sala-cofre da CPI, que guardará toda a documentação protegida por sigilo. A informação foi confirmada ao blog pela relatoria da comissão. Os documentos serão analisados por servidores do Senado designados pela CPI e por dois funcionários do Tribunal de Contas da União (TCU) que foram cedidos para trabalhar na comissão. Segundo o presidente da CPI, Omar Aziz, mais da metade dos documentos são públicos, mas há informações prestadas à comissão e que têm proteção judicial. CPI da Covid: carta da Pfizer indica que governo Bolsonaro não priorizou vacinas Novos requerimentos de informação foram enviados a diversos órgãos do governo e, na medida em que forem entregues à CPI, serão guardados na mesma sala-cofre. A sala tem vigilância 24 horas e câmeras que registram entrada e saída. Apenas senadores da CPI têm acesso ao local, acompanhados de servidor da casa. Com os trabalhos remotos autorizados, documentos também podem ser consultados eletronicamente, em um sistema em que senadores precisam usar senha pessoal para acessar. Nesta quinta-feira (13), o senador Alessandro Vieira sugeriu que cada senador seja responsável por fazer uma triagem dos documentos que fez requerimento, para evitar a sobrecarga da relatoria da comissão. Veja Mais

Trabalhadores poderão ter direito a correção maior do FGTS a partir de 1999; entenda

G1 Economia STF deve decidir se mantém a Taxa Referencial (TR) na correção do Fundo de Garantia, que não acompanha a inflação; entenda o que pode mudar para o trabalhador. . FGTS Divulgação O trabalhador que teve carteira assinada a partir de 1999 poderá ter direito a uma correção maior nos recursos depositados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O Supremo Tribunal Federal (STF) deve se reunir para decidir sobre uma ação do partido Solidariedade que questiona o uso da Taxa Referencial (TR) para corrigir esse dinheiro – e, a depender da decisão, o trabalhador pode ter direito a ver o valor depositado no FGTS crescer. Em princípio, o julgamento estava marcado para o dia 13 de maio, mas foi retirado da programação do tribunal e ainda não foi definida uma nova data. A TR é usada desde 1999 para a correção do Fundo de Garantia e atualmente está em zero. Além da TR, o FGTS tem reajuste de 3% ao ano. A ação direta de inconstitucionalidade, de 2014, argumenta que a TR não pode ser utilizada para atualização monetária por não acompanhar os índices de inflação, o que traz desvantagem para os trabalhadores. Na ação, o partido afirma que, a partir do segundo trimestre de 1999, a TR passou a ser muito inferior ao IPCA, índice que mede a inflação oficial do país, ficando igual ou próxima de zero. E cita estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que mostra perda 48,3% nas contas do FGTS em relação à inflação entre 1999 e 2013. A ação aponta que nem mesmo com os 3% anuais sobre o FGTS foi possível repor as perdas inflacionárias – a partir de 2012, mesmo com esses juros, a correção das contas vinculadas foi inferior à inflação acumulada. A decisão do STF envolve os seguintes temas: Índice de correção dos valores depositados nas contas vinculadas do FGTS dos trabalhadores: pode decidir pela continuação da TR mais os 3% de correção ou mudar para o IPCA ou INPC mais os 3% de correção ao ano. Quem será beneficiado se houver mudança no índice de reajuste: trabalhadores com carteira assinada entre 1999 e 2013, que é o período citado na ação; de 1999 em diante; ou depósitos feitos a partir da data da decisão do STF – nos três cenários, são incluídas tanto as contas ativas quanto inativas do FGTS. Ação na Justiça: a decisão poderá acolher todos os trabalhadores, independente se entrarem ou não com ação na Justiça, ou somente quem entrou com ação até o dia 13 de maio. Saques: se a mudança no reajuste será para quem sacou ou não os valores do FGTS; Período de correção: se a correção poderá ser referente apenas aos últimos cinco ou 30 anos de depósito do FGTS. 'Pode Perguntar': STF decide controvérsia sobre correção monetária do FGTS Opinião de advogados Murilo Aith, advogado e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados, acha importante o trabalhador ingressar com ação antes do julgamento do STF. Isso porque o Supremo poderá modular os efeitos da decisão para quem estiver com sua ação em andamento até o julgamento. Mesma opinião tem o advogado Renato Falchet Garacho. “É prudente o trabalhador entrar com ação antes do julgamento, pois o risco de o STF barrar novas ações é grande”, afirma. Para a advogada Michelle Pimenta Dezidério, especialista em Direito do Trabalho de Chediak Advogados, a alteração do índice de correção monetária sobre os valores depositados nas contas vinculadas ao FGTS pode afetar todos os trabalhadores. “Se o STF entender que a forma de correção pode ser alterada de forma retroativa, ou seja, atingir os valores que já foram depositados, tantos os empregados que já ingressaram com ações judiciais quanto aqueles que não ingressaram serão beneficiados”, opina. Michelle pondera que seria inconstitucional a mudança no reajuste atingir apenas quem já ingressou com ação judicial, “já que, havendo a alteração do índice de correção, todos aqueles que possuem valores depositados nas contas vinculadas ao FGTS teriam direito à revisão”. Segundo ela, dependendo da decisão, haverá uma corrida para o ingresso de ações para o recebimento de eventuais diferenças, até mesmo por aqueles que já sacaram os valores levantados. Ações individuais ou coletivas? Os trabalhadores que optarem por ir à Justiça podem ingressar com ações individuais ou coletivas. Para Michelle, as ações individuais acabam tendo o trâmite mais rápido, por isso, a orientação dela é cada trabalhador buscar o advogado de sua confiança. “É possível ainda que o sindicato ingresse com ações coletivas para garantir o direito de todos os empregados a ele vinculados. Tanto a ação individual como a ação coletiva garantirão os mesmos resultados ao empregado”, diz. Nesse caso, o trabalhador deve procurar o sindicato de sua categoria e verificar se já não existe uma ação na Justiça pedindo a mudança de correção do FGTS. Segundo Michelle, a necessidade ou não de advogado para representar o empregado depende do valor a ser requerido. Se o valor que se pretende receber não ultrapassar 60 salários mínimos, o empregado pode buscar o Juizado Especial Federal para ingressar com a ação judicial. “No entanto, é sempre recomendado que se busque o profissional apto para auxiliar o empregado a ingressar com a ação judicial, uma vez que, havendo necessidade de interposição de recurso no decorrer do processo, será obrigatória a representação por advogado”, ressalta. Murilo Aith concorda com Michelle. “Pode entrar com ação na primeira instância do Juizado Especial Federal, mas, indo para segunda instância, obrigatoriamente terá de ter advogado, ou seja, é melhor ter o apoio profissional desde o início”. Aith também sugere sempre ações individuais por serem menos complexas de serem conduzidas e por haver a discussão individual de valores. “Cada caso discute um valor. Vira uma confusão processual se em um único processo discutir os valores de todos os envolvidos”, explica. Garacho observa que as ações coletivas, salvo raras exceções, misturam muito os cálculos e, para este caso, é basicamente fazer a conta certa. “O grande problema é que a pessoa precisa contratar ao menos algum especialista em cálculo para saber melhor o valor da causa, por isso um advogado especialista no tema é recomendado, embora não seja obrigatório”, afirma. Como entrar com ação Murilo Aith diz que, para ingressar com a ação os documentos necessários são os seguintes: RG/CPF ou CNH; Comprovante de residência; Carteira de Trabalho; Extrato analítico do FGTS de 1999 a 2013 (disponível no site www.caixa.gov.br/extrato-fgts); e Carta de Concessão da Aposentadoria (apenas para quem é aposentado). Segundo Aith, o cálculo da Revisão do FGTS é simples. Basta verificar no extrato analítico os créditos do Juros de Atualização Monetária (JAM) que é feito trimestralmente e substituir a correção do índice, que é a TR, por outro índice mais vantajoso (INPC, IPCA ou IPCA-E). Esse crédito JAM é feito sobre os depósitos de FGTS de forma acumulada. Simulações Aith afirma que as diferenças nos valores do FGTS levando em conta a correção pela TR e pelo IPCA e INPC chegam a 80%. Veja exemplos trazidos pelo advogado: Saldo da conta do FGTS no valor de R$ 112.010,38 corrigido pela TR: se aplicado o IPCA, o valor teria um acréscimo de R$ 92.751,41 (aumento de 80,48%) Saldo da conta do FGTS de R$ 199.461,84 corrigido pela TR: se aplicado o IPCA-E, o valor teria um acréscimo de R$ 100.001,91 (aumento de 50,13%) Saldo da conta do FGTS de R$ 301.497,75 corrigido pela TR: se aplicado o INPC, teria um acréscimo de R$ 234.115,90 (aumento de 77,65%) Decisões anteriores O Supremo Tribunal Federal já decidiu pela substituição da TR em julgamentos anteriores –a mais recente, no final de 2020. O STF determinou que é inconstitucional a aplicação da TR para a correção monetária de débitos trabalhistas e de depósitos recursais no âmbito da Justiça do Trabalho. Até que o Poder Legislativo delibere sobre a questão, devem ser aplicados o Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E), na fase pré-judicial, e, a partir da citação, a taxa Selic, para as condenações cíveis em geral. Em 2019, o STF determinou que o poder público deve corrigir dívidas antigas de precatórios pela inflação, e não pela Taxa Referencial (TR). Precatórios são títulos de dívidas do poder público reconhecidas pela Justiça. Quando alguém ganha um processo na Justiça contra um ente público e tem valores a receber, recebe um precatório e entra na fila do pagamento. Veja Mais

Mulheres têm aumento salarial maior que homens, mas renda ainda é inferior, diz pesquisa

G1 Economia Estudo mostra que, apesar de a diferença salarial entre homens e mulheres ter diminuído de 21% para 14%, elas ainda têm ganhos inferiores a eles. Carreira, homens e mulheres Evangeline Shaw/Unsplash As mulheres ainda têm renda inferior aos homens, mas registraram aumentos maiores que o sexo oposto. É o que aponta levantamento da Vagas.com, empresa de soluções tecnológicas de recrutamento e seleção. De acordo com a pesquisa, as mulheres tiveram alta média de 18% na remuneração de 2019 a abril 2021, representando o dobro do resultado conquistado pelos homens, que foi de 8,64%. O salário médio das mulheres, de 1998 a 2018, saltou de R$ 3.232 para R$ 3.814, enquanto o do público masculino passou de R$ 4.070 para R$ 4.422. Ou seja, o estudo mostra que, apesar de a diferença salarial entre homens e mulheres ter diminuído de 21% para 14%, elas ainda têm ganhos inferiores a eles. “Notamos um avanço nos salários das mulheres, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido para que essa distância diminua mais ainda. É uma conquista, mas temos de continuar lutando por mais equidade salarial”, diz Renan Batistela, especialista em Diversidade & Inclusão na Vagas.com. Segundo o estudo, um dos motivos para esse incremento de renda das mulheres é que elas passaram a ter uma maior representatividade frente ao público masculino no nível de escolaridade. Em todos os níveis, elas já são maioria, mas em alguns casos, a diferença salarial aumentou ainda mais em relação aos homens. Na pós-graduação, as mulheres passaram de 57% para 63%, e no ensino superior, de 56% para 59%. Até o ensino profissionalizante, que até pouco tempo atrás era um ambiente predominado pela presença masculina, agora é dominado pelas mulheres: elas saltaram de 46% para 54%. “As mulheres estão buscando cada vez mais espaço em todos os setores. Não há mais a figura do homem dominando essa ou aquela profissão. Hoje o mercado está mais maduro e lidando com as questões de gênero com muito mais respeito e profissionalismo”, diz Renan. O maior volume de mulheres em cursos de qualificação acabou impulsionando a presença feminina não apenas em cargos operacionais, mas também de gerência e alta liderança. Em cargos de diretoria, por exemplo, elas passaram de 43% para 46%. Nos postos de gerência, saltaram de 45% para 49%. “Ainda há predomínio dos homens nesses cargos, mas a diferença está caindo. É um indicador importante e que mostra maior participação feminina em posições estratégicas das companhias”, finaliza. Veja Mais

Arábia Saudita quer redução do prazo de validade de carne de frango congelada importada

G1 Economia País notificou a OMC para pedir a alteração na regra. Mudança atinge todos os países que fornecem o produtos, inclusive o Brasil. Arábia Saudita quer redução do prazo de validade de carne de frango congelada importada. Reprodução/TV Grande Rio A Arábia Saudita quer reduzir o prazo máximo de validade de carne de frango congelada importada. O país notificou a Organização Mundial do Comércio (OMC) para pedir a alteração na regra, que mudaria de 1 ano para 3 meses, informou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a medida afetaria todos os produtores e exportadores de carne de frango globalmente, inclusive o Brasil, e por isso está sendo abordada no Conselho Mundial da Avicultura (IPC), para que ocorra reação unificada. O comunicado vem depois da Arábia Saudita ter suspendido a compra de carne de aves de 11 frigoríficos brasileiros, na última quinta-feira (6), por contaminação microbiológica (veja mais a baixo). Em seu portal, a ABPA disse que a redução de validade de um produto "para três meses, sem critérios técnicos claros e longe da prática do mercado internacional, sugere uma decisão com potencial cunho protecionista". Ao G1, o governo brasileiro afirmou estar atento às situações recentes impostas pela Arábia Saudita e estudando eventuais medidas que possam ser adotadas. Suspensão de compras A Arábia Saudita suspendeu a compra de 11 frigoríficos brasileiros na última quinta-feira (6). Três dias depois do ocorrido, o país notificou à embaixada brasileira que a medida foi tomada porque produtos exportados pelas empresas envolvidas teriam ultrapassado limites e padrões microbiológicos estabelecidos, conforme informou Itamaraty em nota na terça-feira (11). O governo brasileiro afirma que "não foram apresentados dados a respeito dos limites supostamente ultrapassados, nem dados científicos acerca da metodologia utilizada nas análises que teriam sido realizadas". Os 11 frigoríficos suspensos foram: 5 da Seara Alimentos: em Amparo (SP), Brasília (DF), Campo Mourão (PR), Caxias do Sul (RS), Ipumirim (SC); 3 da Vibra Agroindustrial: Itapejara D'Oeste (PR); Pato Branco (PR) e Sete Lagoas (MG) 2 da JBS: em Montenegro (RS) e Passo Fundo (RS); 1 da Agroaraçá: em Nova Araçá (RS). No dia da suspensão, a JBS disse à imprensa, em nota, que procurou a SFDA para "dialogar e entender as motivações para o bloqueio" que a sua produção destinada à Arábia Saudita já foi redirecionada para outros mercados. A Vibra Industrial disse que, no momento, não irá comentar. O G1 também entrou em contato com a Agroaraçá, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. VÍDEOS: tudo sobre agronegócios Veja Mais

Havan pede registro de companhia aberta, em caminho para retomada de IPO

G1 Economia Operação foi suspensa em outubro porque investidores não aceitaram avaliar a companhia em cerca de R$ 100 bilhões, como queria o empresário Luciano Hang. Loja da Havan em São Carlos Divulgação A varejista Havan pediu nesta quarta-feira o registro de companhia aberta, possivelmente voltando aos planos de uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) que foi suspensa em outubro. O empresário Luciano Hang, notório apoiador do presidente Jair Bolsonaro, planejava vender uma fatia da icônica cadeia de lojas que têm na fachada réplicas da Estátua da Liberdade, e buscar recursos para financiar aberturas de centros de distribuição e novas lojas, além de investimentos em tecnologia e reforço no capital de giro. No entanto, desistiu de levar adiante a operação, porque investidores não aceitaram avaliar a companhia em cerca de R$ 100 bilhões, como pretendia o empresário. Desta vez, porém, o pedido de registro de companhia aberta não veio imediatamente acompanhado de uma solicitação para realizar uma oferta de ações, o que indica que a Havan preferiu esperar o melhor momento do mercado para a operação. Veja Mais

Supremo derruba prazo extra de patentes de medicamentos

G1 Economia Corte declarou inconstitucional a regra prevista na Lei de Propriedade Industrial que permite estender os prazos de patentes em caso de demora na análise dos pedidos pelo Inpi. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (12), por 8 votos a 3, derrubar os prazos extras concedidos em patentes de medicamentos e equipamentos de saúde. Na semana passada, por 9 votos a 2, a Corte entendeu que é inconstitucional a regra prevista na Lei de Propriedade Industrial que permite estender os prazos de patentes em caso de demora na análise dos pedidos pelo Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). Os ministros ainda precisavam definir se a decisão deveria ser aplicada apenas às patentes novas ou também às vigentes. A análise foi retomada nesta quarta para o posicionamento dos demais ministros, que seguiram o relator da ação, ministro Dias Toffoli. STF derruba extensão automática de patentes Toffoli sugeriu manter a validade das extensões já concedidas, mas com o fim do prazo extra para medicamentos e equipamentos de saúde. A ação foi apresentada pela Procuradoria Geral da República. No início do mês, Toffoli concedeu em parte a liminar (decisão temporária) e suspendeu a regra para patentes de medicamentos e produtos farmacêuticos, mas apenas com efeitos futuros. Lei sobre patentes e lentidão de órgãos públicos levam país a gastar mais com remédios, diz TCU Em seu voto, Toffoli afirmou que a prorrogação é inconstitucional e a decisão da Corte deve valer apenas para novas patentes a partir da publicação da ata do julgamento, “em nome da segurança jurídica”, exceto para medicamentos e equipamentos de saúde. O prazo extra também não poderá ser concedido caso a patente já tenha sido depositada no Inpi ou tiver sido alvo de ação judicial até o dia 7 de abril, data em que o ministro deu sua decisão liminar. Toffoli afirmou ainda que, de 30.648 patentes com prazo extra vigentes, 3.435 (11,21%) são relativas à área farmacêutica. "A presente proposta de modulação resguarda cerca de 89% do universo de patentes concedidas", explicou. O ministro ressalvou que o voto não significa a quebra de patentes, já que somente o prazo de extensão seria atingido. Apenas os ministros Luís Roberto Barroso e Luiz Fux divergiram do relator em relação à inconstitucionalidade da norma. Já na votação sobre a eficácia da decisão, os ministros Edson Fachin, Rosa Weber, Marco Aurélio e Barroso divergiram do entendimento. Fachin, Weber e Mello entenderam que todos os casos deviam ser abarcados, inclusive as patentes vigentes. Já Barroso argumentou que o setor farmacêutico não deveria ser alcançado. Como funciona a patente A patente dá ao titular o direito de monopólio sobre a sua invenção e impede a reprodução ou comercialização do produto durante determinado período, em que o dono recebe os chamados royalties. Pela Lei de Propriedade Intelectual, as patentes de invenção, por exemplo, duram 20 anos contados a partir da data de depósito no Inpi, ou pelo menos 10 anos após a data de concessão. Ou seja, se houver atraso na concessão, a demora é compensada com mais anos de monopólio. Com o resultado do julgamento, o prazo de patentes fica limitado a 20 anos a partir do pedido, sem o prazo estendido pela data da concessão. O julgamento deve ter impacto bilionário no Sistema Único de Saúde. Há pelo menos 74 remédios beneficiados pela extensão. Estudo da GO Associados estima que o Brasil economizaria R$ 3 bilhões se não liberasse a expansão do prazo das patentes de remédios por mais de 20 anos, o que encarece as compras do SUS. Veja Mais

O que aprendi com a crise: mudança de atuação e estrutura enxuta

G1 Economia Série do G1 entrevista pequenos empresários e conta suas lições para enfrentar a crise provocada pela pandemia. Conheça as estratégias de pequenos empreendedores na crise A crise causada pela pandemia do coronavírus atingiu diretamente o negócio de pequenos empreendedores e muitos precisaram mudar totalmente a área de atuação. Teve também quem começou a empreender exatamente durante a crise, aproveitando a mudança no comportamento de consumo e o aumento na busca por comidinhas caseiras. O G1 conversou com 4 empreendedoras que precisaram se reinventar nos últimos meses. As principais lições que aprenderam com as mudanças foram: Manter o negócio enxuto, sem funcionários e com poucos gastos; A importância da divulgação boca a boca; Vendas pelo Instagram e pelo WhatsApp; Estudar e buscar cursos sobre a nova atuação. O que aprendi com a crise: esta semana, o G1 publica uma série de reportagens sobre as lições aprendidas pelos pequenos empresários durante a crise – e os ensinamentos que podem ser aproveitados por outros empreendedores. Segunda-feira (10/5): humanização do atendimento Terça-feira (11/5): transformar conhecimento em produto Quarta-feira (12/5): mudança de atuação e estrutura enxuta Quinta-feira (13/5): fortalecimento de marca e conexão com o público De MEI para microempresa Ana Rosa Guedes resolveu empreender durante a pandemia. Largou o emprego no RH de uma empresa para se tornar sócia em uma padaria artesanal, a Miolo Mole, em São Paulo. Seu primo, o padeiro Rodrigo Leal Laranjeira, tinha aberto a loja poucos dias antes da chegada da Covid-19, mas o negócio não estava indo bem. Juntos, eles reformularam a padaria e viram o faturamento aumentar 4 vezes nos últimos 10 meses. Com esse crescimento, eles tiveram que mudar até a categoria do negócio de Microempreendedor Individual (MEI) para microempresa. Formalização de pequenas empresas: como e quando fazer Um fator decisivo para essa guinada foi a troca de endereço para um local com maior circulação de pessoas e em um bairro com maior poder aquisitivo, em outubro de 2020. Ana e Rodrigo têm uma padaria artesanal que cresceu durante a pandemia Arquivo pessoal “Tínhamos plano de mídia, mas acabamos segurando por conta da alta demanda. Vamos deixar no boca a boca, de forma orgânica e sustentável”, conta Ana. Com a alta nas vendas, a padaria precisaria contratar dois funcionários, mas por conta da pandemia, os sócios optaram por manter o negócio enxuto. O que não significa que não queiram crescer ainda mais. “Em dois anos queremos criar uma marca para ser franquia. A gente vai se adaptar e virar uma fábrica e distribuir para outras lojas”, explica a empresária. Para Ana, a pandemia ajuda nas vendas porque as pessoas estão saindo menos e comprando mais comida para comer em casa. Mas é também a crise que tem desacelerado o crescimento da empresa. “A circulação de pessoas é menor e elas estão com medo de gastar. Se não tivéssemos no meio da pandemia, imagino que a padaria teria deslanchado mais”. Mudança total no trabalho Meire Zavagli é dona de duas vans de transporte escolar. Ela é motorista e transporta crianças de um colégio em Osasco, na Grande São Paulo, que até hoje mantém as aulas virtuais. Desde a chegada da pandemia, não pode mais exercer seu trabalho. Com a ajuda de pais que continuaram pagando a mensalidade por algum tempo e com uma reserva de dinheiro que tinha, conseguiu se manter em 2020. Ela também pagou integralmente o salário de três funcionárias – uma motorista e duas monitoras – até outubro. Em janeiro deste ano, sem previsão de conseguir voltar a atuar na sua área, Meire decidiu empreender em algo novo e lançou a Meirita Petiscos Gourmet, onde vende comidinhas árabes para compartilhar. “A gente não teve ajuda de ninguém, nem do governo. Eu estava desesperada, então arregacei as mangas e fui fazer. Sou descendente de libaneses e resolvi vender comidas árabes que faziam sucesso aqui em casa”, conta Meire. Meire começou um novo negócio durante a pandemia com a venda de petiscos árabes Arquivo pessoal Para deixar o cardápio mais diverso, foi aprender novas receitas na internet. Ela oferece mais de 10 opções, como quibe cru, esfirra, homus e babaganuche, pastinhas árabes tradicionais. Recentemente, incluiu pães recheados na lista. Ela mesma faz as entregas na casa dos clientes. WhatsApp, Instagram e Facebook: como usar redes sociais em seu negócio A empreendedora recebe uma média de 20 pedidos por semana e a divulgação é feita por listas de transmissão no WhastApp e pelo Instagram. “O que eu acho mais difícil é conseguir a confiança de quem não me conhece e chegar a novas pessoas. Mas tem dado muito certo o boca a boca”, diz Meire. Seu faturamento ainda não chega a 20% do que ganhava como motorista, mas Meire está feliz em fazer algo novo e voltar a ter um rendimento. Quando a pandemia acabar, ela pretende conciliar as duas atividades. Descobrindo uma nova paixão Ana Cristina Neves Correia também é motorista de transporte escolar e se reinventou no último ano. Diferente de Meire, ela se encontrou tanto na nova atividade que não pretende voltar à profissão anterior. Agora, ela empreende fazendo bolos artísticos na Ana Cris Cakes. Tudo começou em junho do ano passado, quando Ana percebeu que a pandemia não iria acabar tão cedo. Ela decidiu fazer bolos caseiros para vender. “Minha filha fez um perfil no Instagram pra mim, divulguei entre os amigos e foi um sucesso. Vendi mais de mil bolos em dois meses. Trabalhei muito”, conta. Em dezembro, mais uma mudança. Ana viu na TV uma entrevista com a confeiteira Bruna Rebelo, famosa por seus cursos on-line onde ensina a fazer bolos especiais. “Eu me encantei com aqueles bolos, fui fazer o curso e tudo mudou. Em fevereiro comecei a vender bolos artísticos e em um mês vendi 30. Eu estou muito feliz”, comemora Ana. Ana Cristina fez um curso para aprender a fazer bolos artísticos e está faturando com as vendas Arquivo pessoal A empresária conta com a ajuda do marido, que faz as entregas, e da filha, que faz o conteúdo no Instagram. Além da rede social, ela divulga seus bolos em grupos de WhatsApp do bairro em que mora e conta com a colaboração dos clientes para divulgar seus doces. O faturamento atual representa 50% do que ganhava como motorista, mas Ana Cristina está animada e trabalhando para chegar nos 100%. “Achei uma nova profissão, ainda tenho muito a aprender, quero fazer outros cursos e alugar um espaço para ter uma cozinha só para fazer bolos”, planeja. Valorização do feito à mão Andria Maria Marques é cabeleireira e trabalha em um salão de beleza de Salvador há mais de 10 anos. Ela também teve que parar de trabalhar totalmente com a chegada da pandemia. A solução foi investir no que sabe fazer além de cortar cabelos: artesanato e doces. “Fiquei em casa sem poder trabalhar por sete meses. Eu tinha que fazer algo. Faço crochê desde os 11 anos e essa foi minha escolha”, conta. Andria começou a fazer bonecas de amigurumi, uma técnica japonesa que usa crochê ou tricô. Ela já fazia algumas e vendia para as clientes do salão. Com a pandemia, começou a postar nas redes sociais e a divulgar pelo WhatsApp. Andria passou a vender bonecas de amigurumi durante a pandemia Arquivo pessoal A ideia deu certo e Andria chegou a vender 20 bonecas por mês. Para complementar ainda mais a renda, aos finais de semana ela investe na venda de tortas e bolos. O carro-chefe é a torta de morango. “Acho que deu certo pela divulgação boca a boca e porque as pessoas estão valorizando, cada vez mais, produtos feitos à mão", afirma. Com a reabertura do comércio na cidade, a cabeleireira voltou à sua profissão, mas continua com as vendas das bonecas e doces. “Sou muita ativa e minhas mãos combinam com minhas ideias. Fui lá e fiz. Mesmo com as dificuldades financeiras, meu emocional não ficou afetado porque continuei a trabalhar”. Veja Mais

Vale a pena investir em bitcoins? Descubra 3 motivos para comprar a criptomoeda

G1 Economia Jornalista Cauê Fabiano explica, em vídeo, por que cada vez mais investidores apostam na moeda digital. Vale a pena investir em bitcoins? Comprar bitcoin, todo mundo já sabe, é fácil. No Mercado Bitcoin, especialista de criptomoedas desde 2013 e maior plataforma de ativos digitais da América Latina, por exemplo, você pode começar a negociar a partir de R$ 50 - isso tudo numa plataforma amigável e segura. Mas vale a pena esse investimento? No vídeo acima, Cauê Fabiano lista três razões para entrar na nova economia digital. Abaixo, a gente complementa: Bitcoin Shutterstock 1 - O bitcoin é a maior e mais famosa criptomoeda do mundo A popularização do bitcoin não se deu à toa. Ele foi pioneiro: é a primeira moeda digital da história. Lançada em 2009, criou os principais pilares da economia digital, abrindo caminho para o surgimento de novas criptomoedas. O funcionamento seguro e autônomo, independente de qualquer banco central, contribuiu para que o bitcoin consolidasse sua credibilidade. Isso deu confiança para que desde pequenos investidores até grandes fundos de investimento passassem a negociar a criptomoeda. Estimativas de analistas apontam que entre 100 milhões e 120 milhões de pessoas no mundo têm pelo menos 1 satoshi (a menor unidade do bitcoin, como o centavo de real). 2 - O bitcoin é um dos ativos que mais se valorizam Olhe para os números do ano passado. O ouro valorizou 55,9% em 2020. Já o dólar subiu 29,3% no mesmo período. Parecem ser percentuais expressivos, não é mesmo? E são. Essa comparação torna ainda mais impressionante a valorização do bitcoin - foram mais de 400% em reais entre janeiro e dezembro de 2020. 3 - O bitcoin pode ser uma reserva de valor A valorização de 2020 tem associação, entre outros fatores, com a entrada cada vez maior de instituições financeiras e mega investidores no mundo dos bitcoins. Eles adotam a moeda digital como reserva de valor. Como a economia sofreu turbulências no ano passado, eles recorreram à criptomoeda como forma de se proteger contra as variações do mercado, que contribuíram para a depreciação de diferentes moedas nacionais (como o real). Como há um limite de emissão de bitcoins, ela se torna um ativo escasso, tal como o ouro. Assim, existe uma tendência de que, a longo prazo, a criptomoeda mantenha sua cotação em alta. Veja Mais

Câmara aprova projeto que institui marco legal das startups; texto segue para sanção

G1 Economia Proposta já havia sido aprovada pelos deputados, mas precisou ser votada novamente porque Senado modificou o conteúdo. Projeto estabelece uma série de regras e incentivos; veja detalhes. A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (11) o projeto que institui o marco legal das startups. Com a aprovação, o texto segue para sanção presidencial. As startups podem ser de diversos ramos, como o de tecnologia, por exemplo. As startups têm baixas despesas de manutenção e, geralmente, registram um crescimento rápido de receita. O texto estabelece uma série de regras e incentivos a estas companhias (veja detalhes mais abaixo). O projeto também fixa regras de aporte de capitais por pessoas físicas e jurídicas e permite a participação dessas empresas em licitações públicas. A proposta já havia sido aprovada pela Câmara, em dezembro do ano passado, mas voltou à Casa porque o Senado modificou o conteúdo do texto. O relator, deputado Vinícius Poit (Novo-SP), acatou seis das dez emendas incluídas pelos senadores. Uma sétima emenda, rejeitada pelo relator, foi aprovada pela maioria do plenário. Mercado de startups aposta no crescimento do setor de cibersegurança A redação aprovada As sete modificações feitas pelo Senado e aprovadas pelos deputados são: exclui serviços sociais autônomos das regras previstas no projeto; substitui o termo "Universidade Pública" por "instituição pública de educação superior" na parte em que elenca integrantes de uma comissão especial que avaliará as propostas de startups interessadas em contratar com a administração pública por meio de licitação; substitui a expressão "poderá incluir" por "deverá incluir" em edital de licitação a previsão para pagamento adiantado em casos de contratações com a administração pública; retira o capítulo que trata das "stock options", que consistem num modelo de remuneração, quando a empresa possibilita a compra de ações da companhia pelo seu funcionário; retira o limite de até 30 sócios para empresas de faturamento de até 78 milhões publicarem demonstrativos de forma eletrônica; suprime dispositivo que tratava sobre incentivo fiscal a startups para o valor integralizado em FIP – Capital Semente. Licitações O projeto aprovado estabelece uma modalidade especial de concorrência para startups. Segundo o texto, a administração pública poderá restringir licitações que visam à contratação de "soluções inovadoras" apenas a este tipo de empresa. A proposta diz que o edital deverá ser publicado no prazo de 30 dias corridos até a data de recebimento das propostas, avaliadas e julgadas por uma comissão especial integrada por, no mínimo, três pessoas. O projeto também permite a contratação de mais de uma startup desde que previsto no edital. O julgamento das propostas apresentadas pelas empresas levará em conta, conforme a proposta: potencial de resolução do problema pela solução proposta e, se for o caso, da provável economia para a administração pública; grau de desenvolvimento da solução proposta; viabilidade e a maturidade do modelo de negócio da solução; viabilidade econômica da proposta, considerados os recursos financeiros disponíveis para a celebração dos contratos; demonstração comparativa de custo e benefício da proposta em relação às opções funcionalmente equivalentes. Após o resultado da licitação, a administração firmará o chamado Contrato Público para Solução Inovadora. Esse contrato terá duração de um ano e poderá ser renovado por mais um ano. O valor máximo que a administração pública poderá pagar às startups é de R$ 1,6 milhão, por contrato. Veja Mais

Poupança tem perda de 4,8% em 12 meses, descontada a inflação

G1 Economia Abril foi o 8º mês seguido de queda de poder aquisitivo neste tipo de investimento. Com a alta da Selic, caderneta de poupança passou a ter retorno de 0,20% ao mês e de 2,45% ao ano. Descontada a inflação, a caderneta de poupança teve perda de 4,80% na janela de 12 meses terminados em abril. O levantamento é da provedora de informações financeiras Economatica, com base nos resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados nesta terça-feira (11). Trata-se do oitavo mês seguido que a poupança termina o período de 12 meses sem ganho real. Ou seja, a rentabilidade ficou abaixo da inflação, o que na prática significa perda de poder aquisitivo. Segundo a Economatica, a rentabilidade da poupança no acumulado em 12 meses até abril foi a pior nesta base de comparação desde junho de 2003, quando houve perda real de 4,94% em 12 meses. Rentabilidade da poupança em 12 meses Economia G1 A inflação oficial do país desacelerou para 0,31% em abril, mas em 12 meses passou acumular alta de 6,76% – maior taxa em 4 anos e meio, segundo mostrou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com alta da Selic, poupança passa a ter retorno de 0,20% ao mês Com a alta na taxa básica de juros da economia brasileira para 3,50% ao ano, a caderneta de poupança passará a render um pouco mais, mas ainda tende a continuará perdendo para a inflação. Com a Selic a 3,50% ai ano taxa de juros, a rentabilidade da caderneta de poupança passará a ser de 0,20% ao mês e 2,45% ao ano, segundo cálculos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac). Antes, o rendimento estava em 0,16% ao mês e de 1,93% ao ano. Pela regra em vigor desde 2012, quando a Selic está abaixo de 8,5% a correção anual da caderneta de poupança é limitada a um percentual equivalente a 70% dos juros básicos mais a Taxa Referencial (TR, que está em zero desde 2017). Os economistas do mercado financeiro estimam atualmente uma taxa de 5,06% para o IPCA em 2021. Já a previsão para a Selic no fim de 2021é de 5,50%, o que embute novas altas na taxa de juros neste ano. Simulação de aplicação de R$ 10 mil Veja como fica um rendimento de R$ 10 mil na poupança num prazo de 12 meses, segundo a Anefac: Antes: rendimento era de R$ 193 (R$ 10.193 ou 1,93% ao ano) Agora: rendimento será de R$ 245 (R$ 10.245 ou 2,45% ao ano) Vale destacar, porém, que os depósitos feitos até abril de 2012, na chamada "poupança velha", continuam rendendo 0,50% ao mês e 6,17% ao ano (ou R$ 617 para cada R$ 10 mil aplicados). Comparativo de investimentos Segundo a Economatica, considerando as principais modalidades de investimentos, a poupança teve o segundo pior desempenho no acumulado em 12 meses, ficando atrás somente do dólar, que teve perda real de 6,74% até abril. Já o Ibovespa é o destaque de valorização em 12 meses, com ganho real de 38,33%, seguido pelo IHFA (Índice de fundos multimercados) com 4,92%. Embora a poupança venha perdendo para diversos outros investimentos, é importante lembrar que os rendimentos da caderneta de poupança são isentos do pagamento de imposto de renda e de taxas de administração. Numa aplicação no CDB, por exemplo, o investidor precisaria obter uma taxa de juros de pelo menos cerca de 85% do CDI para atingir rentabilidade líquida equivalente à oferecida pela poupança, segundo a Anefac. Taxa Selic: entenda o que é a taxa básica de juros da economia brasileira Veja Mais

Emprego: confira as 130 vagas ofertadas através da Agência do Trabalho nesta terça-feira

G1 Economia Auxiliar de cozinha, vendedor, supervisor comercial e gerente de supermercado são algumas das vagas disponíveis. Oportunidades estão distribuídas por 17 municípios pernambucanos. Nesta terça-feira (11), são ofertadas 130 vagas de emprego em 17 cidades Gilson Abreu/AEN O sistema público da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco (Seteq-PE) tem 130 vagas de emprego ofertadas através das unidades da Agência do Trabalho, nesta terça-feira (11). As oportunidades estão disponíveis em 17 municípios do estado. Auxiliar de cozinha, vendedor, supervisor comercial e gerente de supermercado são algumas das vagas ofertadas (veja lista completa mais abaixo). As oportunidades de emprego são nas seguintes cidades: Arcoverde, Belo Jardim, Cabo de Santo Agostinho, Caruaru, Camaragibe, Igarassu, Ipojuca, Nazaré da Mata, Palmares, Paudalho, Pesqueira, Petrolina, Recife, Salgueiro, Santa Cruz do Capibaribe, Serra Talhada e Vitória de Santo Antão. Os interessados podem realizar agendamento para as unidades da Agência do Trabalho através do site da secretaria ou do Portal Cidadão. Após realizar o cadastro, é preciso escolher a opção "intermediação de mão de obra". Vagas de emprego Vagas exclusivas para pessoas com deficiência Carteira digital Atualmente, o trabalhador pode usar a versão digital da carteira de trabalho (veja vídeo abaixo): Veja como ter acesso à carteira de trabalho digital Vídeos de PE mais vistos nos últimos 7 dias Veja Mais

O ataque de hackers a maior oleoduto dos EUA que fez governo declarar estado de emergência

G1 Economia Um grupo de hackers desconectou completamente um oleoduto e roubou mais de 100 GB de informações. O ataque cibernético afetou uma das maiores redes de oleodutos dos EUA. Colonial Pipeline via BBC O governo dos EUA declarou estado de emergência em algumas regiões do país no domingo (09/05) depois que a maior rede de gasodutos do país sofreu um ataque cibernético na noite de sexta-feira, paralisando o fluxo de combustível. Um grupo de hackers desconectou completamente a rede e roubou mais de 100 GB de informações do oleoduto da empresa Colonial. O duto transporta mais de 2,5 milhões de barris de óleo por dia, o que corresponde a 45% do abastecimento de diesel, gasolina e querosene de aviação da costa leste dos EUA. Analistas do mercado de petróleo dizem que, como consequência, os preços dos combustíveis devem subir entre 2% e 3% nesta segunda-feira. Mas o impacto será ainda pior se o "apagão" do oleoduto continuar por muito mais tempo. Os EUA trabalharam na noite de domingo para restaurar o serviço, mas devido às constantes falhas nas linhas principais, o governo decidiu decretar o estado de emergência para facilitar o transporte de combustível por outros meios, principalmente rodoviários. "Esta emergência é uma resposta ao fechamento inesperado do sistema de dutos da Colonial devido a problemas de rede que afetam o fornecimento de gasolina, diesel, querosene de aviação e outros produtos petrolíferos refinados nos Estados afetados", disse o Departamento de Transportes, em nota oficial. O estado de emergência abrange 17 Estados do país e suspende as restrições de horário para o transporte rodoviário de combustíveis. O que se sabe sobre o ataque cibernético? Várias fontes confirmaram que o ataque cibernético foi causado por um grupo de hackers chamado DarkSide, que se infiltrou na rede da Colonial na quinta-feira. "Pouco depois de tomar conhecimento do ataque, a Colonial desligou de forma proativa certos sistemas para conter a ameaça. Essas ações interromperam temporariamente todas as operações do oleoduto e afetaram alguns de nossos sistemas de tecnologia, que estamos ativamente em processo de restaurar", disse a empresa. A empresa de energia disse em um comunicado que está trabalhando com as autoridades policiais, especialistas em segurança cibernética e o Departamento de Energia para restaurar o serviço. A DarkSide já realizou outros ataques antes e pediu somas milionárias Reprodução via BBC No comunicado, a Colonial especifica que embora as suas quatro linhas principais permaneçam fora de serviço, algumas linhas laterais menores entre os terminais e os pontos de entrega já estão funcionando. "Estamos em processo de restauração do serviço para outras laterais e colocaremos todo o nosso sistema online novamente somente quando julgarmos seguro fazê-lo e em total conformidade com a aprovação de todas as regulamentações federais", esclareceu. O analista independente de mercado Gaurav Sharma disse à BBC que, como resultado do ataque, agora há muito combustível encalhado nas refinarias do Texas. Com o estado de emergência, os produtos petrolíferos poderão ser enviados por caminhões-pipa para Nova York, mas ainda assim isso não ficaria abaixo da capacidade do oleoduto. "A menos que eles resolvam tudo até terça-feira, eles estarão com um grande problema", diz Sharma. "As primeiras áreas a serem afetadas serão Atlanta e Tennessee, e depois o efeito cascata chegará a Nova York", disse ele. O ataque cibernético ocorre em um momento em que as reservas dos EUA estão diminuindo e a demanda, especialmente por combustíveis para veículos, está aumentando. Os consumidores estão voltando às estradas na medida em que a economia dos EUA tenta se recuperar dos efeitos da pandemia. Como o ataque aconteceu? De acordo com a Digital Shadows, uma empresa de segurança cibernética com sede em Londres que rastreia criminosos cibernéticos globais, o ataque ocorreu porque os hackers encontraram uma maneira de penetrar no sistema se aproveitando do grande número de engenheiros que acessam remotamente os sistemas de controle do oleoduto. Especialistas temem que, se o serviço não for restaurado antes de terça-feira, o impacto econômico possa ser maior. Colonial Pipeline via BBC James Chappell, cofundador e diretor de inovação da Digital Shadows, acredita que a DarkSide obteve detalhes de login de programas de acesso remoto, como TeamViewer e Microsoft Remote Desktop. SAIBA MAIS: Existe risco no compartilhamento de tela em chamadas ou reuniões pela internet? A Assistência Remota e a Área de Trabalho Remota são perigosas para o computador com Windows? A pesquisa inicial da Digital Shadows sugere que os hackers provavelmente estão baseados em um país de língua russa. Chappell diz que é possível que qualquer pessoa procure os portais de login de computadores conectados à Internet em mecanismos de busca como Shodan e, em seguida, hackers continuem tentando combinações de nomes de usuário e senhas até que alguma delas funcione. "Estamos vendo muitas casos assim agora, este é um problema sério", diz Chappell. "Todos os dias há novas vítimas. Há muitas pequenas empresas que são vítimas disso — está se tornando um grande problema para a economia global." Como a DarkSide opera? Embora a DarkSide não seja a maior dessas gangues de hackers, o incidente destaca o risco crescente que o ransomware (em que um bloqueio online é feito por criminosos, que cobram um pagamento, geralmente em criptomoedas, para liberar o acesso) representa para a infraestrutura industrial de segurança, e não apenas para o mundo dos negócios. A DarkSide costuma dar golpes do tipo ransomware. As vítimas de um ataque DarkSide recebem um pacote de informações informando que seus computadores e servidores estão criptografados. Saiba mais sobre o ransomware, ou vírus de resgate: É possível recuperar arquivos sequestrados por vírus de resgate? A quadrilha lista então todos os dados que roubou e envia às vítimas o link para uma "página de vazamento pessoal" onde os dados já estão carregados, aguardando a publicação automática, caso a empresa ou organização se negue a pagar o resgate. De acordo com a Digital Shadows, a DarkSide opera de forma profissional, como se fosse uma empresa. A quadrilha desenvolve seu próprio software usado para criptografar e roubar dados, e depois treina agentes "afiliados", que recebem um kit de ferramentas contendo o software, um template de ransomware por e-mail e treinamento para realizar ataques. Os cibercriminosos afiliados então pagam à DarkSide uma porcentagem de seus ganhos de quaisquer ataques de ransomware bem-sucedidos. Em março, quando lançou seu novo software que podia criptografar dados mais rápido do que antes, a gangue chegou a divulgar um comunicado à imprensa e convidou jornalistas para entrevistar seus integrantes. Os hackers têm um site na dark web onde se orgulham de seu trabalho e fornecem detalhes sobre suas operações, listando todas as empresas hackeadas e o que foi roubado. Eles também têm uma página com um "código de ética", listando quais organizações a gangue se compromete a não atacar. A DarkSide também funciona com "access brokers" (intermediários de acesso) — que são hackers que trabalham para coletar os detalhes de login para o maior número possível de contas de usuários em diversos serviços. Em vez de invadir essas contas, esses intermediários de acesso vendem esses dados de usuário e senha para quem pagar mais — em geral, outras gangues de cibercriminosos que usam esses dados para cometer crimes muito maiores. Veja dicas para se manter seguro on-line: Saiba mais sobre o ransomware, ou víru Veja Mais

Agronegócio brasileiro pode perder até R$ 5,7 bilhões por ano com desmatamento na Amazônia, diz estudo

G1 Economia Desmatamento diminui a capacidade do bioma amazônico de regular padrões de chuva, colocando os sistemas agrícolas do país em perigo, dizem cientistas da UFMG. Pesquisa foi publicada nesta segunda-feira (10) na 'Nature Communications'. VÍDEO: pesquisa reforça que desmatamento da Amazônia prejudica o agronegócio brasileiro Em artigo publicado na revista científica "Nature Communications" nesta segunda-feira (10), cientistas brasileiros apontam que a falta de chuva e a perda da biodiversidade provocadas pelo desmatamento na região sul da Amazônia já causam queda de produtividade e de receita ao agronegócio brasileiro. A estimativa é de que o prejuízo, mantidos os níveis de desmatamento, chegue até US$ 1 bilhão (R$ 5,7 bilhões) por ano até 2050. Os autores do estudo são do Centro de Sensoriamento Remoto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que trabalharam em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Universidade de Bonn, na Alemanha. Eles avaliaram que, com menos árvores, há menos umidade no ar e menos chuvas. Logo, o avanço do desflorestamento impacta a produtividade do agronegócio brasileiro. Altos níveis de desmatamento resultam em menor volume de chuvas e menor produção agrícola. Em 2019, um quarto do sul da Amazônia brasileira – nos estados de Acre, Amazonas, Rondônia, Pará, Tocantins e Mato Grosso do Sul – já havia atingindo o limite crítico de redução de chuvas por perda de floresta. Em algumas regiões, a redução das chuvas devido ao desmatamento já chega a comprometer 48% do volume total das chuvas anuais. Alerta de desmatamento na Amazônia Legal é o maior em abril desde 2016 O engenheiro florestal que coordenou o estudo, Argemiro Teixeira Leite Filho, diz que o desmatamento está diminuindo a capacidade do bioma amazônico de regular os padrões de chuva, colocando os sistemas agrícolas do país, grande parte de agricultura de sequeiro (alimentada por chuvas), no caminho do "agro-suicídio". "Da forma que o desmatamento vem avançando, não conseguimos manter o sistema produtivo na Amazônia da forma com que ele vem crescendo ao longo do tempo, ou seja: é uma situação autodestrutiva", disse Leite Filho em entrevista à GloboNews (veja vídeo no topo desta reportagem). Desmatamento da Amazônia: Agronegócio pode ter prejuízo anual de R$ 5,7 bilhões, diz pesquisa Com Amazônia emitindo mais CO2 do que absorvendo, mundo pode perder seu 'ar condicionado' O valor da perda pode aumentar ou diminuir daqui até 2050, mas os prejuízos já são reais, embora muitos produtores ainda não se deem conta disso. O que pode variar daqui para frente é o quanto será perdido e isso depende de políticas efetivas de controle do desmatamento a serem adotadas. Quanto menos efetivas as políticas, maiores serão os prejuízos. "O que pode ser feito é, basicamente, o controle do desmatamento. Não há como resolver o problema controlando pontualmente. O combate do desmatamento da Amazônia precisa ser considerado uma política nacional, mas não somente ambiental: ele também é uma política a favor do agronegócio", explicou Argemiro Teixeira Leite Filho. Considerando o cenário atual de políticas de combate ao desflorestamento, as perdas na produção de soja até 2050 podem ser R$ 32,2 bilhões (US$ 5,6 bilhões). Já para a produção de carne seria de R$ 1,03 trilhão (US$ 180,8 bilhões) nas próximas 3 décadas. Com uma política eficaz para o combate ao desmatamento na Amazônia até 2050, a diminuição das perdas seria de R$ 111,15 bilhões (US$ 19,5 bilhões). Na última sexta-feira, a medição do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontou que a área sob alerta de desmatamento na Amazônia Legal em abril foi a maior para o mês desde 2016: 581 km² até o dia 29. É o segundo mês consecutivo em que os índices batem recordes históricos mensais. Como o cálculo foi feito O estudo durou três anos e levou em conta o aumento do desmatamento e a diminuição da chuva no período de vinte anos, entre 1999 e 2019. A cada 10% mais de desmatamento, a quantidade de chuva anual diminui aproximadamente 49,2 mm por ano. A pesquisa também considerou dados de produtividade da Projeção do Agronegócio de 2019 a 2029, feita pelo Ministério do Meio Ambiente, que demonstram a área total de hectares ocupados pelo agronegócio em 2019. Na produção de soja, a cada hectare de terras se produz 3,7 toneladas de soja; cada tonelada vale R$ 1.721 (US$ 302). Em toda a região do sul da Amazônia, em 2019, eram 4,8 milhões de hectares onde são produzidos mais de 17 milhões de tonelada de soja, com volume total de receita de cerca de R$ 5,3 bilhões. Veja vídeos sobre meio ambiente: Veja Mais

Analistas do mercado sobem estimativa de inflação para 5,06% em 2021 e veem alta maior do PIB

G1 Economia Previsões fazem parte do relatório semanal Focus, divulgado pelo Banco Central. Estimativa de alta do PIB para o ano subiu de 3,14% para 3,21%. O mercado financeiro elevou a estimativa de inflação em 2021 pela quinta semana seguida e também passou a projetar uma expansão maior da economia. As informações constam do relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada, em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras. Para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, a expectativa do mercado para este ano subiu de 5,04% para 5,06%. A previsão de inflação do mercado continua acima da meta central deste ano, de 3,75%, e se aproxima cada vez mais do teto do sistema de metas: 5,25%. Pelo sistema vigente no país, a meta de inflação será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25% em 2021. Juros em alta, dólar, inflação e pandemia: especialista explica o que vem pela frente na economia brasileira A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia. Em 2020, pressionado pelos preços dos alimentos, o IPCA ficou em 4,52%, acima do centro da meta para o ano, que era de 4%, mas dentro do intervalo de tolerância. Foi a maior inflação anual desde 2016. Para 2022, o mercado financeiro manteve em 3,61% a estimativa de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,50% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%. Produto Interno Bruto No caso do Produto Interno Bruto de 2021, os economistas do mercado financeiro subiram a estimativa para alta de 3,14% para 3,21%. Foi a terceira alta seguida do indicador. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Para 2022, o mercado subiu a previsão de alta do PIB de 2,31% para 2,33%. A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia da Covid-19, que derrubou a economia mundial em 2020 e continua sendo um fator de desgaste em 2021. Taxa básica de juros O mercado financeiro manteve em 5,50% ao ano a previsão para a Selic no fim de 2021. Para essa previsão se confirmar, deverá haver novas altas na taxa de juros neste ano. Em março, na primeira elevação em quase seis anos, a taxa básica da economia foi aumentada pelo BC para 2,75% ao ano. E, na semana passada, o Copom elevou o juro para 3,5% ao ano. Para o fim de 2022, os economistas do mercado financeiro mantiveram a expectativa para a taxa Selic em 6,25% ao ano, o que pressupõe continuidade da alta do juro básico no próximo ano. Outras estimativas Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2021 recuou de R$ 5,40 para R$ 5,35. Para o fim de 2022, ficou estável em R$ 5,40 por dólar. Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2021 permaneceu em US$ 64 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado caiu de US$ 56,50 bilhões para US$ 55 bilhões de superávit. Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano permaneceu em US$ 55 bilhões. Para 2022, a estimativa subiu de US$ 61 bilhões para US$ 63,5 bilhões. VÍDEOS: veja mais notícias de economia Veja Mais

Alto Tietê reúne mais de 920 oportunidades para quem busca emprego nesta segunda; veja lista

G1 Economia Vagas são para trabalhar nos municípios de Santa Isabel, Ferraz de Vasconcelos, Suzano, Itaquaquecetuba, Guararema e Mogi das Cruzes. Alto Tietê reúne mais de 920 oportunidades para quem busca emprego nesta segunda Heloise Hamada/G1 Os programas de encaminhamento ao emprego do Alto Tietê oferecem 923 vagas de trabalho nesta segunda-feira (10). As oportunidades são para atuar nas cidades de Mogi das Cruzes, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Suzano e Santa Isabel. PATs Os Postos de Atendimento ao Trabalhador de Itaquaquecetuba, Santa Isabel e Ferraz de Vasconcelos estão oferecendo 606 vagas. Para concorrer é necessário acessar os aplicativos Sine Fácil e CTPS Digital. O e-mail para mais informações é o suporte.sd@sde.sp.gov.br. Vagas de emprego dos Postos de Atendimento ao Trabalhador do Alto Tietê Vagas em Ferraz de Vasconcelos No Mural de Oportunidades de Ferraz de Vasconcelos há uma vaga disponível. Os interessados podem encaminhar currículos pelo e-mail empregoagora@ferrazdevasconcelos.sp.gov.br. Mais informações pelo número 4674-7843. Vagas de emprego em Ferraz de Vasconcelos SAT de Guararema O Serviço de Atendimento ao Trabalhador (SAT) tem nesta semana 41 vagas. Em razão da pandemia, os candidatos devem se cadastrar pelos telefones 4693-1717 e 4693-1432. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30 e das 13h às 16h30. Vagas de emprego em Guararema Suzano Já no programa de encaminhamento ao emprego de Suzano há 91 oportunidades. Os interessados podem procurar uma das duas unidades do Centro Unificado de Serviços (Centrus). A central fica na Avenida Paulo Portela, 210. Já o Centrus Norte está localizado na Avenida Francisco Marengo, 2.301, no Jardim Dona Benta. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail suzano.vagas@gmail.com ou pelo telefone 4745-2264. Vagas de emprego em Suzano Emprega Mogi A cidade de Mogi das Cruzes possui 184 vagas. As pessoas interessadas devem acessar a plataforma Emprega Mogi para participar. Os telefones para mais informações são 4699-1900, 4699-2784, 4798-6315 ou 97422-4273. Os detalhes sobre as vagas em Mogi, como remuneração oferecida e outras exigências, podem ser acessados no site da Prefeitura. Vagas de emprego do programa Emprega Mogi Assista a mais notícias Veja Mais

Emprego: confira as 159 vagas disponíveis através da Agência do Trabalho nesta segunda-feira

G1 Economia Costureira, auxiliar de limpeza, vendedor e mecânico são algumas das vagas ofertadas. Oportunidades estão distribuídas por 20 municípios pernambucanos. Há vagas disponíveis para trabalhar como costureira Jefferson Severiano Neves/EPTV O sistema público da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco (Seteq-PE) tem 159 vagas de emprego ofertadas através das unidades da Agência do Trabalho, nesta segunda-feira (10). As oportunidades estão disponíveis em 20 municípios do estado. Costureira, auxiliar de limpeza, vendedor e mecânico são algumas das vagas ofertadas (veja lista completa mais abaixo). As oportunidades de emprego são nas seguintes cidades: Araripina, Arcoverde, Belo Jardim, Cabo de Santo Agostinho, Caruaru, Camaragibe, Garanhuns, Goiana, Igarassu, Ipojuca, Nazaré da Mata, Palmares, Paudalho, Pesqueira, Petrolina, Recife, Salgueiro, Santa Cruz do Capibaribe, Serra Talhada e Vitória de Santo Antão. Os interessados podem realizar agendamento para as unidades da Agência do Trabalho através do site da secretaria ou do Portal Cidadão. Após realizar o cadastro, é preciso escolher a opção "intermediação de mão de obra". Vagas de emprego Vagas exclusivas para pessoas com deficiência Vagas temporárias Carteira digital Atualmente, o trabalhador pode usar a versão digital da carteira de trabalho (veja vídeo abaixo): Veja como ter acesso à carteira de trabalho digital Vídeos de PE mais vistos nos últimos 7 dias Veja Mais

Empreendedorismo materno: 5 dicas para mães que querem ter o próprio negócio

G1 Economia Dani Junco criou uma empresa que acelera negócios de mães empreendedoras. Para ela, essas mulheres precisam ser líderes e livres economicamente. “Nunca, sob nenhuma circunstância, subestime uma mãe que quer ser um exemplo pro seu filho”. É com essa frase que Dani Junco, criadora da B2Mamy, uma aceleradora de negócios para mães empreendedoras, define o potencial das mulheres que experimentam a maternidade e querem ter seu próprio negócio. Dani estuda e divide conhecimento sobre empreendedorismo materno desde 2015, quando estava grávida do filho Lucas. Desde então, ouve muitas mães e percebe que as dores delas são muito parecidas e os obstáculos os mesmos. "Essas mães precisam ser líderes e livres economicamente. Isso é possível através da educação, da conexão e do acesso ao capital", afirma. Grupo de mães na Casa B2Mamy, o primeiro espaço de inovação family friendly do Brasil, criado por Dani Junco Divulgação É o momento certo para empreender? Dani faz um alerta: nada de romantizar o empreendedorismo materno. Quem pensa em ser dona de uma empresa para ter mais tempo com o filho vai se frustrar. Empreender exige dois elementos fundamentais: tempo e dinheiro. Começar um projeto do zero sem esses elementos é muito difícil. Mas a empresária sugere um caminho. “Tem milhares de mães que já começaram um negócio e estão lá na frente. Elas estão precisando de ajuda. Lista 10 empresas que você gosta, bate na porta delas e oferece ajuda. É muito mais rápido”. Para quem tem um projeto bem definido, tempo e dinheiro disponíveis, Dani dá 5 dicas sobre empreendedorismo materno (veja mais no vídeo acima): Tenha uma rede de apoio: definir quem cuidará da criança - seja de forma remunerada, seja com a ajuda da família - é importante para gerenciar o tempo e organizar o trabalho. Seja gentil com pessoas e agressiva com números: é preciso ter um olhar apurado para números e dinheiro. Questione: “Quanto eu tenho de dinheiro, quanto eu aguento de investimento? O que eu tenho de tempo disponível? Quem sou eu nessa equação? ”. Se conecte com outras pessoas: encontre uma comunidade para ajudar e ser ajudada. Comece já: quando você tem uma ideia e já sabe o que e como fazer não é preciso esperar. Precisa fazer o projeto funcionar. Olhe para a tecnologia: é muito importante ter processos automatizados. “Não estou falando da tecnologia que leva o foguete pra Nasa, mas em saber mexer em plataforma, saber colocar um meio de pagamento, fazer um link”, explica Dani. Cenário desigual Negócios liderados por mulheres apresentam rendimento menor e possuem menos funcionários, segundo pesquisa da Rede Mulher Empreendedora (RME). Quando o recorte é o setor de tecnologia, apenas 4,7% das startups brasileiras foram fundadas exclusivamente por mulheres e 5,1% por mulheres e homens, de acordo Female Founders Report 2021. “Quando falamos de mulheres mães, o cenário é ainda pior”, diz Dani. Para a especialista, as mães se sentem sozinhas e sem apoio, e o acesso ao crédito ainda é muito mais difícil para elas. Para mudar a situação, é preciso que as empresas e o mercado reconheçam essas mulheres. “Se as empresas e as pessoas que detém o poder do capital soubessem da potência de uma mulher quando ela se torna mãe, o cenário seria diferente”, diz. 'Mulheres são mais colaborativas e têm visão mais humana do negócio' As mães têm características específicas que ajudam muito no mundo do empreendedorismo. Dani Junco diz ter se tornado uma empresária muito melhor do que era antes de ser mãe. “Eu sou uma líder melhor, tenho mais empatia, entendo o tempo das coisas e consigo me organizar de forma mais produtiva. Também fiquei mais criativa, porque meu filho me desafia a criar uma nova habilidade a todo momento”. Conheça a história de mulheres empreendedoras que inspiram: Veja Mais

Réu entra em julgamento on-line usando palavrão como nome e deixa juiz furioso

G1 Economia Caso aconteceu nos EUA em reunião no Zoom, serviço de videoconferência. Mesmo juiz teve audiência em que vítima e acusado estavam juntos em apartamento. Juiz nos EUA passa por situações delicadas durante audiências on-line Um julgamento on-line no Michigan, nos Estados Unidos, gerou uma situação inusitada: o réu, acusado por posse de itens relacionados ao uso de drogas, entrou na videoconferência do Zoom utilizando um apelido sexual. Quando foi autorizado na sala, o homem estava identificado como "Buttf*cker 3000", palavrão que faz referência a sexo. O juiz Jeffrey Middleton, então, perguntou qual era o seu nome verdadeiro. Juiz Jeffrey Middleton em audiência em que réu entrou com apelido sexual no app de videochamadas. Reprodução/Twitter O réu pareceu confuso com a pergunta e questionou "eu?". Em seguida, relevou a identidade: Nathaniel Saxton. "Seu nome não é Buttf–ker 300, você, que logou no meu tribunal com esse nome na tela?", reclamou o juiz. SAIBA MAIS: Não pague de 'gatinho' na videoconferência: veja como desativar filtros Initial plugin text Saxton se defendeu dizendo que ele não teria digitado o nome e pediu desculpas. Em seguida, o juiz o removeu da sala e pediu para que ele "pensasse sobre como se identifica na internet". O Zoom permite mudar o nome de exibição a qualquer momento da chamada. Ao passar o mouse sobre a própria imagem, o usuário pode clicar no ícone de três pontos e em seguida escolher a opção "renomear". Para evitar situações constrangedoras, lembre-se se verificar o vídeo e seu nome antes de entrar em uma conversa on-line. Acusado e vítima no mesmo apartamento O juiz Jeffrey Middleton passou por outra situação incomum em julgamentos por videochamadas. Em março, uma defensora pública estava fazendo perguntas para uma mulher vítima de violência e percebeu, pelas imagens, que ela estava no mesmo apartamento que o acusado. A polícia foi até o local e o prendeu. Middleton disse que nunca tinha passado por uma situação como aquela. Relembre advogado que usou filtro de 'gatinho' Vídeo de advogado que participou de audiência virtual com filtro de gatinho viraliza Veja Mais

Vendas no varejo nos EUA ficam estagnadas em abril

G1 Economia Leitura estável das vendas varejistas seguiu-se a um salto de 10,7% em março. As vendas no varejo dos Estados Unidos ficaram inesperadamente estagnadas em abril com a redução do impulso dos cheques de estímulo, mas uma aceleração é provável nos próximos meses em meio a poupanças recordes e à reabertura da economia. O Departamento do Comércio informou nesta sexta-feira (14) que a leitura estável das vendas varejistas seguiu-se a um salto de 10,7% em março, em dado revisado para cima de alta de 9,7% informada antes. Nos EUA, vacinados não são mais obrigados a usar máscaras em lugares fechados Economistas consultados pela Reuters previam alta de 1,0% das vendas. Muitas famílias qualificadas receberam cheques adicionais de US$ 1.400 em março, como parte do pacote de resgate da Casa Branca de US$ 1,9 trilhão pela pandemia e aprovado no início daquele mês. As famílias acumularam US$ 2,3 trilhões em poupança extra durante a pandemia, o que deve sustentar os gastos neste ano. Mas após a informação neste mês de que as contratações desaceleraram em abril em meio à falta de mão de obra, a fraqueza das vendas pode provocar ansiedade sobre a recuperação econômica. Excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços alimentícios, as vendas no varejo caíram 1,5% no mês passado depois de alta de 7,6% em março. O chamado núcleo das vendas corresponde mais de perto ao componente dos gastos dos consumidores no Produto Interno Bruto. Veja Mais

4 empresas abrem vagas de emprego; veja lista

G1 Economia Ingredion, Peers Consulting, Grupo Movile e VLI são as empresas com seleções abertas. As empresas Ingredion, Peers Consulting, Grupo Movile e VLI estão com vagas de emprego abertas. Veja abaixo detalhes dos processos seletivos. Veja mais vagas de emprego pelo país Ingredion A Ingredion está com inscrições abertas para o Global Training for Operations Program (GTO Program), que tem como objetivo desenvolver jovens líderes para a área de Operações da multinacional. A edição de 2021 terá oito vagas para América do Sul. No total, são cinco oportunidades no Brasil, sendo três vagas com base de trabalho durante o primeiro ano em Mogi Guaçu/SP e duas em Balsa Nova/PR. As outras três vagas são em Cali, na Colômbia. As inscrições podem ser feitas até 17 de maio pelo link. O GTO Program realiza a sua primeira edição sulamericana para atrair talentos nas áreas de Engenharia, Melhoria Contínua, Produção Industrial, Confiabilidade/Manutenção Industrial, Qualidade, Segurança e Meio Ambiente, Logística, Planejamento de Demanda, Comércio Exterior e Compras. Entre os principais requisitos estão nível superior completo em Engenharia, Química, Administração, Gestão de Logística, Comércio Exterior e áreas correlatas; inglês fluente; perfil de liderança; mobilidade para viajar e se realocar durante os três anos de programa e aspiração por desenvolver uma carreira de liderança em operações industriais. O programa tem a duração de três anos e segue um modelo de rotação anual de base de trabalho, com oportunidade de alocação fora do país. As vagas para os participantes baseados no Brasil serão no modelo CLT (horário integral) com direito a benefícios como VT / Fretado para fábricas; VR ou restaurante no local de trabalho; plano médico e odontológico (inclui dependentes); auxílio medicamentos; seguro de vida; previdência privada; GymPass; ajuda de custo com moradia e realocação; custos educacionais de acordo com a grade do programa; custos de viagem de acordo com a grade do programa e remuneração compatível com o mercado (fixo e programa de remuneração variável). Peers Consulting A Peers Consulting está contratando 100 profissionais para projetos de diversos segmentos em todo o Brasil. Os principais cargos pretendidos são de Consultor Sênior, Líder de Time e Gerente de Engajamento. Os candidatos devem ter graduação em engenharia, administração, economia, matemática, ciências da computação e ciências exatas, além de experiência, de no mínimo 4 anos, em projetos/consultoria. Outros requisitos necessários são inglês avançado, disponibilidade para viagens e conhecimento em pacote office e desejável nas ferramentas BI (Qlick View, Tableau e Power BI). Para os cargos gerenciais, estão inclusos os benefícios de compra/aluguel de veículo, investimento em educação continuada e/ou MBA/pós-graduação, seguro de vida privado, além da relação básica de benefícios como vale-refeição, auxílio transporte e assistência médica integral para titular e dependentes. A consultoria também oferece incentivo financeiro mensal para prática de esportes e bem-estar, como academia, aluguel de quadra de tênis, participação em grupos de corrida, yoga, meditação, etc. Os colaboradores ainda têm direito a consulta anual com nutricionista e check-up em centros de referência. Os currículos podem ser enviados pelo link disponível no site da companhia. Grupo Movile O Grupo Movile tem 27 vagas abertas para posições de gerência e alta liderança, nas empresas Movile, MovilePay, Sympla, Zoop, PlayKids, Afterverse, iFood, e Mensajeros Urbanos. Profissionais de todas as regiões do Brasil e também em países da América Latina podem se candidatar. Dentre as vagas oferecidas, há posições para gerentes, coordenadores e algumas em nível de diretoria e para C-Level. Além de posições em tecnologia, há oportunidades para profissionais que atuam em áreas como vendas, marketing, recursos humanos, estratégia, finanças e outras. Todas elas são para home office por tempo indeterminado e grande parte das vagas terá a possibilidade de trabalho remoto definitivo. As vagas podem ser encontradas no site: http://www.movile.com.br/carreiras. VLI A VLI está com processo seletivo aberto para 14 vagas para jovens aprendizes de manutenção em Paulínia (SP). Podem se inscrever jovens com ensino médio completo; que morem em Paulínia, Campinas, Sumaré ou Hortolândia; e tenham disponibilidade para uma jornada diária de oito horas. O curso, específico para a área de manutenção ferroviária, será desenvolvido em parceria com o Senai. O período de aprendizagem tem duração de até dois anos e há chances de efetivação quando ele for concluído. Os interessados devem se inscrever pela página de carreira da empresa. Os selecionados terão uma bolsa no valor de R$ 1.100; cartão-refeição, vale-alimentação; vale-transporte e/ou ônibus fretado (dependendo da localização em que irá trabalhar); assistência médica e odontológica; Gympass (plataforma de academias, com foco em sua saúde e bem-estar); desenvolvimento profissional (por meio da Universidade Corporativa); cesta de Natal; além de uma rede de descontos em várias lojas, restaurantes, salões e outros. Veja Mais

Menor nível de chuvas em 91 anos obriga governo a preparar plano para evitar falta de energia

G1 Economia Grupo que envolve representantes de três ministérios, Ibama e Agência Nacional de Águas fez primeira reunião nesta quinta (13). Plano deve ser apresentado em 15 dias. O governo federal criou uma sala de crise e deu início à discussão de um plano de ações para preservar água nos reservatórios das principais hidrelétricas e, com isso, evitar o risco de escassez de energia. Essas ações começaram a ser debatidas por um grupo que inclui representantes dos ministérios de Minas e Energia, Desenvolvimento Regional e Infraestrutura, além de órgãos como Agência Nacional de Águas (ANA) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A primeira reunião aconteceu nesta quinta-feira (13). O plano de ações deve ser apresentado em 15 dias e incluir medidas como redução da vazão de parte dos reservatórios, o que deve levar à suspensão temporária no tráfego de embarcações em algumas hidrovias, como a Tietê-Paraná. O motivo da mobilização do governo é a situação dos reservatórios de hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste, que respondem por mais da metade da capacidade de geração do país. Reservatórios de hidrelétricas estão com o nível de água abaixo de 50% O armazenamento de água nesses reservatórios atualmente é o menor para essa época desde 2015 e bem próximo do registrado em 2001, quando o país passou por um racionamento de energia. Essa situação é resultado da falta de chuvas nas duas regiões nos últimos meses. De acordo com o governo, o volume de chuva registrado desde outubro é o menor dos últimos 91 anos. O governo já ampliou nos últimos meses a geração de energia por termelétricas, usinas que funcionam a partir da queima de combustíveis como óleo ou gás natural. Essa medida permite reduzir a geração hidrelétrica e, consequentemente, poupar água dos reservatórios. Entretanto, a energia termelétrica é mais cara, e o aumento do uso já se reflete nas tarifas das contas de luz. Por isso, o governo identificou a necessidade de adotar novas ações para preservar água dos reservatórios ao longo do período seco, que vai de maio a outubro, e tentar evitar o risco de faltar energia em 2022. “Nós estamos já numa sala de situação com a participação de órgãos do governo, da ANA e Ibama, fazendo avaliação de como que a gente pode trabalhar para ter uma disponibilidade hídrica suficiente para a gente enfrentar esse período seco”, disse ao G1 a secretária-executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Pereira. Segundo ela, a principal medida em discussão neste momento é a redução da vazão de parte dos reservatórios, o que levaria à queda no nível de água em alguns trechos de hidrovias e, por consequência, à suspensão do transporte de carga. “Nesse período que a gente vai utilizar uma menor vazão nesses reservatórios algumas atividades terão que ser avaliadas se de fato a gente vai precisar interromper. Por exemplo, a hidrovia Tietê-Paraná é uma das ações que a gente vai ter que avaliar como vai implementar”, disse Marisete Pereira. Ela afirmou, porém, que não está descartada a possibilidade da adoção de medidas que podem ter impacto no abastecimento das cidades ou irrigação de lavouras. “Pode até acontecer [impacto no abastecimento e irrigação]. Mas, a priori, a gente não tem ainda essa informação com muita clareza. O que nós vamos procurar fazer é utilizar essa menor vazão com o menor impacto possível para as pessoas”, informou. Falta de chuva deixa reservatórios das hidrelétricas com nível baixíssimo Gás natural Segundo a secretária-executiva, outra medida em estudo para enfrentamento da crise hídrica é o adiamento da manutenção programada para os próximos meses em termelétricas. A manutenção programada exige o desligamento temporário dessas usinas. O adiamento, portanto, garantiria uma oferta maior de geração. Também existe a possibilidade de se antecipar o início da operação de termelétricas. E de negociar uma maior compra de gás natural da Bolívia para ampliar o uso desse combustível nas térmicas disponíveis no país. “Dentro do nosso plano de ação também tem uma avaliação se poderíamos buscar uma quantidade maior [de gás da Bolívia]”, disse Marisete Pereira. “Não sei se a Bolívia tem essa disponibilidade. Temos esses 15 dias para consolidar essas ações adicionais que passarão a ser implementadas mais fortemente a partir de junho”, completou. De acordo com a secretária do ministério, o país vai precisar garantir energia para atender à demanda esperada com a retomada econômica esperada para 2022. Ela avalia como “desafiador” o atual momento no setor elétrico brasileiro e defendeu o “uso consciente” da energia no país. Veja Mais

CPI da Covid deve aprovar convocação de Carlos Bolsonaro

G1 Economia O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro Caio Cesar/CMRJ O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), integrante da CPI da Covid, encaminhou nesta quinta-feira (13) à Mesa da CPI um requerimento de convocação do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro. O blog apurou que a CPI deve aprovar o requerimento. O pedido tem como base o depoimento prestado nesta quinta pelo gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo. Segundo Murillo, Carlos Bolsonaro participou de reunião com a empresa para discutir a compra de vacinas, no Palácio do Planalto. Além de Carlos Bolsonaro, Alessandro Vieira pedirá que o assessor de Bolsonaro para assuntos internacionais, Felipe Martins, também deponha à CPI. Veja Mais

Governo lança plataforma de análise de dados do Cadastro Ambiental Rural com projeto-piloto no Amapá

G1 Economia Ferramenta vai usar sensoriamento remoto para checar informações declaradas de ocupantes e proprietários de terras. Ministério da Agricultura prevê que, até o final do ano, mais nove estados tenham o sistema. O Ministério da Agricultura lançou nesta quinta-feira (13) uma plataforma para os estados analisarem os dados declarados no Cadastro Ambiental Rural (CAR) por ocupantes e proprietários de terras. O CAR é um documento público eletrônico criado em 2012 pelo Código Florestal que reúne informações ambientais das propriedades, como a situação das Áreas de Preservação Permanente (APP), das áreas de Reserva Legal, entre outras. Ele é obrigatório para todos os imóveis rurais. Nova lei do licenciamento ambiental: entenda os próximos passos e o que está em jogo A ferramenta, chamada de AnalisaCAR, usa tecnologias de sensoriamento remoto para automatizar a verificação dos dados e servirá como "uma complementação dos sistemas de análise manual" que as unidades da federação já possuem, explicou o João Adrien, diretor de Regularização Ambiental do Serviço Florestal Brasileiro (SFB). O sistema entrará em operação em um projeto-piloto no Amapá, estado que já possui os mapeamentos necessários para a implantação e participou de capacitações. Segundo o Ministério, a previsão é de que, até o fim do ano, outros nove estados tenham a ferramenta: Amazonas, Paraná, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Maranhão, Piauí, Sergipe, Goiás e Minas Gerais. E que, em um prazo de dois anos, todas as unidades da federação tenham acesso. A implementação do sistema dependerá da construção, por parte dos estados, de mapas de uso de solo, baseado nas definições do Código Florestal. Segundo os porta-vozes do novo sistema, com ele, o processo de revisão das propriedades se torna mais barato que o manual, com um custo equivalente a 1% do processo tradicional. Como vai funcionar? Exemplo de análise dos dados da ferramenta AnalisaCAR. Reprodução O AnalisaCAR terá duas etapas: uma fará a revisão dos dados declarados por produtores e, a outra, a análise da regularidade ambiental do imóvel. Na 1ª etapa, o sistema irá verificar: Se o território está sobreposto a outros imóveis, assentamentos, unidades de conservação, terras indígenas, etc. Ou seja, se há alguma área declarada por mais de um possível proprietário; Se existe alguma divergência entre a área declarada e os mapas do governo; Se há documentação duplicada; E se o imóvel está localizado em uma Reserva Legal. O sistema vai corrigir esses dados de forma automática. Depois disso, o produtor pode concordar ou não com as alterações propostas pelo sistema ou solicitar que o seu cadastro seja revisado por uma equipe técnica. Se ele concordar, o processo segue para a 2ª etapa, que é a Análise da Regularidade Ambiental do imóvel. Nesta fase, a ferramenta é toda padronizada com os critérios do Código Florestal para verificar se o imóvel tem embargos, sobreposições, excedentes de Reserva Legal e Remanescentes de Vegetação Nativa (RVN). Sobreposições As sobreposições são as áreas que são inscritas no CAR por mais de um suposto proprietário. Isso pode acabar acontecendo também com declarações de terras públicas, ou seja, que pertencem a União, ainda que não tenham uma destinação específica. Adrien, diretor de Regularização Ambiental do SFB, explicou que o sistema também irá apontar quando isso acontecer. Nesses casos, os estados deverão analisar a situação daquela área e se o proprietário recebeu indenização quando o espaço foi transformado em reserva natural. Se isso de fato aconteceu, ele deverá desocupar a área. Na situação contrária, o produtor pode ser indenizado. Caso a área tenha sido ocupada depois que foi considerada pública e seja aberto um cadastro dela no CAR, após o cruzamento com os dados do mapeamento, o sistema deve deixar o pedido como pendente ou até mesmo cancelar a solicitação. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), até o fim de 2020 foram declaradas como propriedades no CAR 18,6 milhões de hectares de florestas sem destinação, o equivalente a 32% de sua área total. Em relação a este tipo de sobreposição, o diretor enfatizou que o CAR não se trata de uma regularização fundiária e que, por isso, podem sim existir registros de ocupações. Além disso, Adrien realçou que a inscrição no CAR é um dos critérios do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) para concessão da titulação de terras. A coordenadora-geral do CAR, Gabriela Barbigier, disse ainda que, em relação à checagem de áreas sobrepostas a terras indígenas, as informações que o governo têm são as que constam na base de dados da Fundação Nacional do Índio (Funai), e não inclui territórios que ainda estão em estudo. Próximo passo Para a secretária executiva do Observatório do Código Florestal, Roberta Del Giudice, a ferramenta é um passo extremamente importante para a identificação de sobreposições de forma rápida. Ela afirma que, agora, é fundamental planejar o que será feito a partir disso e descobrir em quanto tempo depois da identificação deste problema existirá um retorno do produtor e como serão estabelecidas as soluções. Por outro lado, em relação ao início da aplicação do sistema, Roberta afirma que é “desalentador” que ele seja limitado ao Amapá, já que o Código Florestal foi instituído há 9 anos, dando “muito tempo para se construir a ferramenta”, que é fundamental para colocar essa legislação em prática. Custo para os estados De acordo com a coordenadora-geral do CAR, Gabriela Barbigier, o custo de implementação dessa ferramenta para os estados dependerá da realidade de cada um deles e das atividades que serão feitas. Mas que, para a maioria, a implantação terá "custo zero", pois o governo "está entregando a ferramenta tecnológica e os mapeamentos." VÍDEOS: mais sobre agronegócio Veja Mais

Senadores da CPI da Covid veem ameaça em mensagem de Augusto Aras

G1 Economia Senadores da CPI da Covid receberam uma mensagem enviada pelo Procurador-Geral da República (PGR), Augusto Aras, em que afirma que a convocação da sub-procuradora Lindora Araújo, seu braço direito na PGR, para depor na comissão, seria “afronta sem precedentes na história”. A mensagem foi vista com estranheza e até como uma ameaça por senadores. Outros integrantes viram o movimento como uma tentativa de blindar Lindora. O relator, Renan Calheiros, que recebeu o texto de Aras, leu a mensagem na sessão da comissão desta quinta-feira (13), quando se discutiam requerimentos de convocação. Ana Flor sobre carta: 'Pfizer deu preferência ao Brasil e o governo jogou essa preferência fora' Na mensagem, a que o blog teve acesso, Aras afirma que membros do MPF e juízes não podem prestar depoimento sobre atividade fim. Ele se comprometeu a entregar todas as informações disponíveis na PGR à CPI. Além de Renan, o presidente da CPI, Omar Aziz, também recebeu a mensagem. Em CPIs anteriores, membros do MPF compareceram e prestaram depoimento. É o caso da CPI Mista do Banestado, em 2003, na qual o procurador Luiz Francisco Fernandes de Souza prestou depoimento. Veja Mais

Bovespa opera em alta de olho em CPI e em dados dos EUA

G1 Economia Na quarta-feira, o principal índice da bolsa caiu 2,65%, a 119.710 pontos. A bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta nesta quinta-feira (13), com os investidores atentos aos temores globais sobre a inflação norte-americana e a mais um dia de depoimentos na CPI da Covid. Às 10h05, o Ibovespa subia 0,14%, a 119.875 pontos. Veja mais cotações. Na quarta-feira, a bolsa fechou em queda de 2,65%, a 119.710 pontos. Com o resultado, o Ibovespa acumula avanço de 0,69% no mês. No ano, o índice tem valorização de 0,58%. Cenário O humor dos mercados piorou depois que uma alta nos preços ao consumidor em abril nos Estados Unidos levantou preocupações de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) possa elevar os juros mais cedo do que o esperado. Na China, os preços do minério de ferro desabaram quase 10% nesta quinta após uma sequência de altas que levou os preços a máximas históricas nos últimos dias. Por aqui, o Banco Central divulgou mais cedo que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), recuou 1,59% em março na comparação com o mês anterior. Com o resultado, o índice encerrou o primeiro trimestre deste ano com alta de 2,30% sobre os últimos três meses de 2020. Variação do Ibovespa em 2021 G1 Economia Veja Mais

Saiba quando serviços de 'monitoramento de seguidores' podem ser um risco para o seu Instagram

G1 Economia Tira-dúvidas explica por que não se deve usar serviços que pedem dados de login para supostamente aumentar ou monitorar o número de seguidores na rede social. Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.), envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores às terças e quintas-feiras. Serviços para sua conta do Instagram não devem solicitar senha de acesso. Thiago Lavado/G1 Hoje fui ver minha atividade de login e meu Instagram estava conectado em um outro dispositivo. Isso pode ter ocorrido por eu entrar com usuário e senha em um aplicativo de monitoramento de seguidores? Ou pode ser só um erro do Instagram? Fiquei preocupado com esse login suspeito. – Rod Salem Se você colocou seu usuário e senha em outro serviço ou software, é normal que o Instagram mostre a atividade desse serviço como um novo login a partir de um dispositivo diferente. Como regra geral, você só deve fornecer seu usuário e sua senha em serviços e aplicativos oficiais. Sempre que você fornece sua senha para um site ou aplicativo fornecido por terceiros, você entrega os dados da sua conta para terceiros, que podem realizar atividades não autorizadas em seu nome. Isso vale para qualquer serviço ou rede social. Você também não deve fornecer sua senha bancária para outros serviços que não sejam do seu próprio banco, por exemplo. O blog procurou o Instagram para ajudar a esclarecer esse assunto. A rede social confirmou que pedir as informações de login não é uma prática regular. "Nenhum desses serviços é afiliado ou tem o apoio do Instagram. Você nunca deve permitir que outras pessoas acessem sua conta do Instagram", disse a rede social. A explicação do Instagram também explicou que há um risco de spam nessas situações. "Se você fornecer suas informações de login a esses aplicativos, seja com um token de acesso ou fornecendo o nome de usuário e a senha, eles terão acesso total à sua conta. Eles poderão ver suas mensagens pessoais, encontrar informações sobre seus amigos e, possivelmente, publicar spam ou conteúdo prejudicial em seu perfil. Isso coloca sua segurança e a segurança de seus amigos em risco", disse a empresa. Caso você tenha fornecido sua senha, o Instagram recomenda uma troca para proteger a conta. Nas configurações de segurança do Instagram, confira a 'Atividade de login' e os 'Aplicativos e sites' conectados. Reprodução Um alerta importante sobre o Instagram Embora o Instagram alerte o usuário quando um login "diferente" é detectado, isso nem sempre significa que há uma atividade realmente maliciosa. Vários leitores deste blog já enviaram perguntas sobre atividades de login que não fazem qualquer sentido. Neste caso específico, pode haver uma ligação mais clara entre o login desconhecido e o risco de um serviço potencialmente irregular para monitorar seguidores. Ou seja, existe um contexto que exige um cuidado maior. Por outro lado, é possível receber alertas de login do Instagram que não representam nenhum risco para sua conta. Os dados de localização mostrados no aplicativo, que por natureza são imprecisos, são ainda menos confiáveis do que as localizações mostradas pelo Google, por exemplo. Localização de endereço de IP: entenda como pode ser feito o rastreamento e o que é mito E o que isso significa, na prática? Pode valer a pena tomar medidas cautelosas e alterar a senha caso você receba um alerta eventual. Mas, caso exista uma série de logins de locais desconhecidos, o mais provável é que o Instagram não esteja conseguindo estimar corretamente o seu local de acesso e você não precisa se preocupar. Existe um monitoramento de seguidores legítimo? Para quem converteu sua conta do Instagram em uma conta empresarial, existem serviços que podem utilizar a "API de Descoberta para Empresas", o que fornece dados sobre o aumento no número de seguidores. Essa informação é útil para medir o engajamento das publicações e, por esse motivo, é considerada uma função comercial, restrita aos perfis de criadores e empresas. Se você tem uma conta pessoal (que é a conta regular do Instagram), nem todas as atividades são permitidas na sua conta. Isso ajuda você a, inclusive, evitar problemas. Por exemplo, se você tiver uma conta comercial e seu login for roubado, os criminosos poderão até veicular anúncios patrocinados em nome do seu perfil. Então, se você não desempenha uma atividade comercial no Instagram, não é recomendado que você ative uma conta comercial, nem procure por ferramentas que, por regra, existem para atender às necessidades de influenciadores e empresas. Por outro lado, se você está analisando um serviço que prometa monitorar seus seguidores sem mencionar a necessidade de uma conta empresarial, você precisa ter muito cuidado. "Os aplicativos que dizem poder fornecer informações sobre alterações de seguidores para qualquer conta não estão em conformidade com nossos termos e podem ser investigados", explicou o Instagram. Procure esse tipo de serviço apenas se você estiver montando um perfil realmente comercial para seu negócio. Dúvidas sobre segurança digital? Envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com Veja dicas para se manter seguro on-line Veja Mais

Seu computador está lento? Descubra o que pode ser a causa

G1 Economia Muitas abas abertas, aplicativos funcionando em segundo plano e vírus estão entre as principais razões apontadas pelos especialistas entrevistados pelo G1. Home office e vida social online podem sobrecarregar os computadores. Bench Accounting/Unsplash Com a pandemia e a transferência do convívio social para o universo virtual, tanto para trabalhar e estudar quanto para se divertir, os computadores podem acabar sobrecarregados e ter um desempenho menor. Home office: veja como escolher equipamentos O que é preciso saber ao escolher uma webcam Como escolher fones de ouvido em tempos de home office Em muitos casos, a lentidão pode ser resolvida de maneira simples, mudando alguns hábitos de uso. Veja a seguir. O que influencia o desempenho do seu computador Wagner Magalhães/Arte G1 O que você pode estar fazendo de errado Um dos grandes vilões do desempenho do computador é deixar muitas abas do navegador abertas. O programa, por si só, já ocupa bastante memória RAM, e, quanto mais abas abertas, mais desta memória será consumida, explica Sarita Bruschi, professora do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. É como se você tentasse embarcar mais de 5 pessoas em um Fusca. Vai ficar apertado e pesado. Para entender como funciona a sobrecarga da memória, substitua as pessoas por códigos e instruções que informam à RAM o que ela deve executar. Se há instruções além do que está dentro da capacidade da RAM do seu dispositivo (veja mais abaixo), ela pode ter que pedir reforços: “Porque ela precisa fazer um processo que a gente chama de ‘memória virtual’, que é quando a memória do computador acaba e ele usa o disco, que é o que a gente chama de ‘memória secundária’, como uma extensão da sua memória principal”, conta Sarita. “Isso leva ao problema de que ele (o computador) tem que acessar o disco para trazer alguma coisa para a memória e só depois acessa a memória em si”, afirma Sarita. Este processo seria um dos motivos para o dispositivo ficar mais lento. Dor no corpo no home office? Cadeira pode ser o problema; saiba como escolher a sua Pela mesma razão, não só o excesso de abas prejudicam o desempenho, mas também muitas extensões instaladas no navegador, aplicativos pesados ou abertos em grande quantidade. Mas nem sempre o programa precisa estar aberto para influenciar o processamento. Existem aqueles que funcionam em segundo plano, como alguns aplicativos de redes sociais ou streamings. Então mesmo que você não os abra, eles vão consumir a memória. A situação se repete em aplicativos que: sincronizam dados com a nuvem; iniciam automaticamente; verificam atualizações. Invasores Um fator que pode prejudicar muito o seu computador são os malwares, ou, como são mais conhecidos, os vírus. Existe uma variedade deles: spams, trojans, spywares e por aí vai. Eles, além de roubarem seus dados, podem deixar seu dispositivo mais lento, pois geralmente ficam em processamento no modo de segundo plano, explica Thiago Xavier, engenheiro da segurança da informação e coordenador de projetos do Centro Paula Souza. “Atualmente os antivírus se tornam essenciais para os computadores, porém vale a pena ressaltar que alguns antivírus também podem sobrecarregar o processador”, alerta. Essa sobrecarga pode acontecer exatamente pelo espaço de memória que estes antivírus podem ocupar. O que é preciso fazer após ser vítima de hackers para proteger os dispositivos e contas? O que levar em conta para escolher o 'melhor' antivírus? O que fazer? O primeiro passo é entender qual é a capacidade do seu computador e, em seguida, analisar se seus hábitos de uso estão condizentes com ele. Para descobrir o quanto a memória aguenta, basta pesquisar na aba de buscas por "Informações do Sistema". Clicando nele, irá abrir uma tela com as informações do seu dispositivo, como o sistema operacional, memórias RAM e virtual, entre outras. A dica principal de Sarita é deixar em execução somente aquilo o que está usando, desabilitar programas automáticos, verificar quais são os aplicativos na inicialização automática e desinstalar ou desabilitar os que não usa. (Veja mais abaixo). Xavier recomenda reiniciar o computador algumas vezes durante o dia, para evitar o excesso de dados armazenados, o que por sua vez pode melhorar o desempenho. “Se você usa muitas coisas ao mesmo tempo, fique atento na hora de comprar o computador, quanto mais memória, mais sistemas ele vai conseguir usar ao mesmo tempo e aplicativos mais pesados”, sugere o engenheiro. Como ver o desempenho? Cada sistema operacional tem o seu gerenciamento de tarefas, que nada mais é do que uma lista de aplicativos que estão em funcionamento e sendo executados, explica o engenheiro de segurança da informação. Se o seu computador está lento, analise quais programas estão com maior consumo de processamento e RAM e veja se pode fechá-los. Para encontrar o "Gerenciador de Tarefas" no sistema do Windows, é preciso pressionar as teclas CTRL+ALT+DEL ou simplesmente pesquisar pelo termo na barra de busca. Gerenciador de tarefas no sistema Windows. Reprodução. “Você faz a análise em forma de percentual de quanto cada software está consumindo da memória do seu PC”, explica Xavier. Deste modo, observando a imagem é possível notar que o navegador está ocupando mais espaço do que as notas autoadesivas, sendo 1.834,2 MB e 4,3% de CPU, contra 14,3 MB e 1%, respectivamente. Contudo, não é qualquer aplicativo que serve para fazer este tipo de análise. “Existem outros aplicativos disponíveis na internet, mas fique de olho no fabricante e também nas permissões concedidas no momento da instalação. Dependendo do aplicativo, você estará abrindo as portas do seu computador, deixando seu sistema vulnerável e pode ocorrer até furtos ou perdas de dados”, recomenda Xavier. Download seguro: saiba como baixar programas legítimos Quem utiliza o sistema operacional macOs, consegue acessar essas informações no "Monitor de Atividades", pesquisando o termo na barra de busca. Dor no pescoço? Altura do monitor ou laptop pode estar errada; saiba como ajustar O que pode ser desabilitado e como o fazer? Para descobrir quais aplicativos iniciam automaticamente e quais podem ser fechados, é preciso abrir o Gerenciador de Tarefas, do mesmo modo realizado para verificar quanto cada aplicativo está consumindo do processamento. Após aberto, clique em "Inicializar", como na imagem a seguir: Como ver quais aplicativos inicializam juntamente ao computador. Reprodução Todos os itens que estão com a coluna "Status" como "Habilitado" se iniciam juntamente com o computador, ainda que não sejam abertos pelo usuário. Na última coluna, de impacto, é possível observar também o quanto cada um consome do processamento. A atenção deve se voltar para aqueles classificados como "Alto" ou "Médio", que podem realmente deixar a inicialização lenta. Para decidir o que pode ser desabilitado, observe duas coisas: quais aplicativos são menos usados; quais não são importantes para o funcionamento do seu sistema. Caso não tenha certeza do que cada aplicativo faz, é só pesquisar na internet sua função antes de tomar a decisão. Depois de escolher o que será desabilitado, basta clicar em cima do programa na lista e depois em "Desabilitar". Como desabilitar um programa de inicialização automática. Reprodução. Veja Mais

Imposto de Renda: programa respondeu perguntas dos contribuintes

G1 Economia Especialista Antonio Gil, da EY, tira dúvidas ao vivo nesta quarta-feira (12), a partir das 19h. Imposto de Renda: programa respondeu perguntas dos contribuintes Especialista Antonio Gil, da EY, tira dúvidas ao vivo nesta quarta-feira (12), a partir das 19h. Prazo para enviar a declaração foi prorrogado e vai até 31 de maio. VEJA AQUI as perguntas já respondidas.. Mande sua pergunta pelos comentários Veja Mais

Área de plantio da soja cresce 13,8% em Rondônia e chega a quase 400 mil hectares, aponta Conab

G1 Economia Área plantada no estado saiu de 348,4 mil para 396,5 mil hectares. 8º levantamento de safra da Conab também indica crescimento de área cultivado para o milho, de 7,5% Área plantada no estado saiu de 348,4 mil para 396,5 mil hectares. Divulgação/Agropecuária A área de plantio da soja subiu 13,8% em Rondônia, de acordo com o 8º levantamento da safra 2020/2021 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quarta-feira (12). Segundo a Conab, a área plantada no estado saiu de 348,4 mil para 396,5 mil hectares. "Essa variação foi justificada pelo aumento dos cultivos da segunda safra de soja", reitera a companhia. Os números correspondem ao aumento da safra 2020/2021 em comparação com a 2019/2020 A Conab também aponta no boletim que o clima atípico desde o início do ano agrícola foi responsável por diminuir a janela para a segunda safra do milho. "Como o preço da saca de soja estava, na ocasião, superior ao do milho, o ciclo da soja sendo mais curto ao utilizar cultivares/variedades precoces, o produtor optou por aumentar a área cultivada de soja segunda safra", diz o 8° levantamento. De acordo com apontamento da Conab, a semeadura da segunda safra da soja foi iniciada no mês de janeiro, quando os primeiros talhões da soja de primeira safra foram colhidos, estendendo-se até a primeira quinzena de março. A concentração da semeadura ocorreu no mês de fevereiro. O boletim nacional indica que a primeira safra da soja em Rondônia foi totalmente colhida e 50% da segunda safra já está na fase de floração, tendo metade dela já com preenchimento dos grãos. MILHO O 8º levantamento de safra da Conab também indica crescimento de área cultivado para o milho, de 7,5%. A área plantada subiu de 186 mil hectares para 200 mil. Atualmente, a lavoura está 100% plantada. "O nível tecnológico é alto, porque a maioria dos produtores plantam a soja e em seguida o milho", afirma o boletim. O clima foi favorável para o milho neste ano, pois as chuvas no fim de janeiro e em fevereiro cobriram toda a região produtiva. Veja mais notícias do campo em Rondônia Veja Mais

Reforma tributária: em reunião final, relator defende proposta de imposto amplo sobre o consumo

G1 Economia Deputado Aguinaldo Ribeiro manteve IVA englobando tributo federais, estaduais e municipais. Área econômica e presidente da Câmara querem fatiamento da proposta. O relator da proposta de reforma tributária, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), defendeu, na última reunião da comissão mista que trata do assunto, o texto apresentado por ele e que prevê a criação de um imposto sobre o consumo amplo, que substitua tributos federais, estaduais e municipais. Ele também citou o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que na semana passada anunciou o fim da comissão especial da Câmara que discutia a PEC 45, sobre a reforma tributária. Lira defende um fatiamento da reforma, em linha com o proposto pela equipe econômica do governo Jair Bolsonaro. Isso significa a aprovação, em um primeiro momento, de um imposto sobre o consumo que substitua apenas tributos federais (PIS e Cofins). A criação de um imposto mais amplo, incluindo tributos estaduais e federais, é defendida pelos estados. "Espero que esse movimento que o presidente Arthur Lira fez seja no sentido de avançar em uma reforma ampla, trazendo para o plenário da Câmara dos Deputados esse debate, que é fundamental ao país", disse Ribeiro. "Não podemos cometer os mesmos erro que cometemos ao longo de 30 anos, de fazer com que cada ente trate só do seu interesse e, no final, o cidadão fica em último lugar. Temos de criar um ambiente no país que favoreça a competitividade, mas que o cidadão brasileiro possa ter a real noção daquilo que ele paga", declarou. Relator da reforma tributária apresenta o parecer dele sobre a proposta No início da audiência pública, o presidente da comissão mista da reforma tributária, Roberto Rocha (PSDB-MA), informou que essa foi a última reunião e que as propostas serão colocadas à disposição do Congresso Nacional. Proposta do relator Em seu relatório sobre a reforma tributária, o deputado Aguinaldo Ribeiro avaliou que um imposto sobre valor agregado amplo seria importante para modernizar e simplificar o sistema tributário, dar mais transparência aos cidadãos sobre os impostos cobrados, para combater a regressividade tributária, acabar com a guerra fiscal e garantir aos governo, estados e municípios a receita necessária ao desempenho de seu papel constitucional. "Em um contexto de redução das taxas de crescimento da economia mundial, quadro agravado pela crise sanitária, econômica e financeira provocada pela pandemia de Covid-19, urge avançarmos no aperfeiçoamento do sistema tributário brasileiro, como fator essencial de estímulo ao crescimento da economia, com vistas à geração e à formalização de empregos, e ao aumento no nível de renda da população", declarou. O IBS não seria cumulativo. Deste modo, o que as empresas poderiam abater, no recolhimento do imposto, o valor pago anteriormente na cadeia produtiva. Elas tomariam crédito sobre o valor gasto com insumos, e só recolheriam o imposto incidente sobre o valor agregado ao produto final. Além do IVA nacional, chamado de IBS, também seria instituído um imposto seletivo sobre bebidas alcoólicas e cigarros - produtos considerados nocivos à saúde. Esse tributo tem sido chamado de imposto sobre o pecado. A taxação de bebidas açucaradas e de combustíveis fósseis chegou a ser estudada, mas não entrou no texto final. Alíquota alta O relator Aguinaldo Ribeiro afirmou que a proposta contempla a manutenção da carga tributária sobre o consumo para cada ente da federação, sendo a alíquota do IBS (o IVA nacional) calculada pelo somatório de três alíquotas: da União, dos Estados ou Distrito Federal e dos Municípios. Cada ente teria autonomia para fixar sua própria alíquota em lei ordinária. O governo propõe 12% na junção PIS-Cofins, mas a alíquota total do IVA nacional, considerando os estados e municípios, seria maior. O Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) estima que para manter a carga tributária nos níveis atuais a alíquota total do IBS ficaria entre 24,2% e 26,3%. Já a projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) chega a 26,9%, uma das mais altas do mundo. Com isso, a tributação sobre o consumo permaneceria elevada, penalizando principalmente a parcela mais pobre da população. Cobrança no destino e tratamento favorecido Na proposta de Ribeiro, o IBS seria cobrado no destino — ou seja, no local em que está o comprador das mercadorias ou onde é prestado o serviço. Hoje em dia, os tributos são cobrados onde está instalada a empresa. Ribeiro diz que o objetivo dessa mudança é acabar com a chamada “guerra fiscal” — na qual os estados disputam quem reduz mais as alíquotas de ICMS a fim de atrair empresas para seus territórios. A proposta também mantém o tratamento tributário diferenciado e favorecido para as micro e pequenas empresas (Simples Nacional), e para a Zona Franca de Manaus, cujo benefício fiscal consistiria num crédito presumido para cobrir as diferenças de custo de logística e transporte dos empreendimentos. Veja Mais

Auxílio Emergencial 2021: Caixa libera saques e transferências a nascidos em setembro

G1 Economia Pagamento da primeira parcela do benefício terminou em abril para todos os públicos; veja os calendários das próximas parcelas. A Caixa Econômica Federal (Caixa) libera nesta quarta-feira (12) os saques e transferências da primeira parcela do Auxílio Emergencial aos beneficiários que não fazem parte do Bolsa Família nascidos em setembro, que receberam a parcela em poupança social digital no dia 25 de abril. O pagamento da primeira parcela do auxílio para este público terminou em 29 de abril. Para quem faz parte do Bolsa Família, os pagamentos foram até 30 de abril. Os pagamentos da segunda parcela do benefício começam em 18 de maio para o público do Bolsa Família, e em 16 de maio para os demais beneficiários (veja nos calendários mais abaixo). Terei direito? Quanto vou receber? Veja perguntas e respostas Veja o calendário completo Veja como saber se você vai receber Saiba como contestar se você teve o beneficio negado Beneficiário precisa estar com o CPF regular; saiba como fazer SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Auxílio emergencial 2021: entenda as regras da nova rodada VEJA QUEM PODE SACAR A PARTIR DESTA QUARTA: trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família, nascidos em setembro Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial, pelo site auxilio.caixa.gov.br ou pelo https://consultaauxilio.cidadania.gov.br/ Calendários de pagamento Veja abaixo os calendários de pagamento. BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial 2021 Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial 2021 - Calendário para trabalhadores fora do Bolsa Família Economia G1 VÍDEOS: as últimas notícias sobre o Auxílio Emergencial Veja Mais

Senado aprova projeto que torna permanente o Pronampe; texto segue para sanção

G1 Economia Pronampe foi criado em 2020 para socorrer empresas afetadas pela pandemia. Proposta prevê juros para novos empréstimos de até 6% mais taxa Selic. O Senado aprovou nesta terça-feira (11) o projeto que torna permanente o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). O projeto tem origem no Senado, onde foi aprovado em março deste ano. Na Câmara dos Deputados, no entanto, a proposta foi modificada – o que levou a uma nova votação pelos senadores. Com aprovação no Senado nesta terça-feira, a proposta segue para a sanção do presidente Jair Bolsonaro, que poderá sancionar o texto integralmente, parcialmente ou vetá-lo integralmente. Eventuais vetos deverão ser analisados pelo Congresso, que poderá mantê-los ou derrubá-los. Juros mais altos previstos para novo Pronampe preocupam economistas e donos de pequenos negócios O programa O Pronampe foi criado em maio de 2020 para socorrer, por meio de empréstimos com menores taxas de juros, micro e pequenos empresários afetados pela crise econômica causada pela pandemia da Covid-19. Desde então, o programa teve novas rodadas de empréstimos. Entretanto, o prazo para contratação dos créditos se encerrou em dezembro de 2020. O Pronampe é destinado a: microempresas, com faturamento de até R$ 360 mil por ano; pequenas empresas, com faturamento anual superior a R$ 360 mil e igual ou inferior a R$ 4,8 milhões. Há duas opções de linhas de crédito: até 30% da receita bruta anual da empresa no ano: o que corresponde a, no máximo, R$ 108 mil para microempresas e a R$ 1,4 milhão para empresas de pequeno porte; novas companhias, com menos de um ano de funcionamento, podem optar pelo que for mais vantajoso entre duas opções: o limite do empréstimo pode ser de até metade do capital social ou de até 30% a média do faturamento mensal – neste caso, a média é multiplicada por 12 na hora do cálculo. Juliana Rosa: ‘Crédito do Pronampe se esgota na maioria dos grandes bancos’ Regras Pela proposta, os empréstimos com as instituições financeiras participantes terão como base a taxa Selic, acrescida de: 1,25% sobre o valor concedido para operações concedidas até 31 de dezembro de 2020; no máximo 6% sobre o crédito contratado para as operações realizadas a partir de 1º de janeiro de 2021. O projeto autoriza a União a aumentar, até o fim de 2021, sua participação no Fundo Garantidor de Operações (FGO), que garante aos bancos participantes as operações contratadas no Pronampe, a partir de: dotações orçamentárias na Lei Orçamentária Anual; doações privadas; recursos decorrentes de operações de crédito externo realizadas com organismos internacionais; emendas parlamentares de comissão e de relator. Pela proposta, as instituições participantes do Pronampe operam com recursos próprios e a garantia do FGO pode ser de até 100% do valor de cada operação, não podendo ultrapassar 85% da respectiva carteira à qual esteja vinculada Caso o aumento da participação da União no FGO seja feito por meio de créditos extraordinários para enfrentamento de calamidade pública, os recursos devem ser separados dos demais, para garantir o uso nesta finalidade. A concessão de crédito com esses recursos deve ocorrer até o fim de 2021. Outros pontos Saiba outros pontos previstos no projeto: cota de 20% do FGO para micro e pequenas empresas beneficiárias do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE), com condições a serem regulamentadas pelo Poder Executivo; prorrogação do prazo para as parcelas que venceram no fim do ano passado por até 12 meses; portabilidade das operações do Pronampe, permitindo que as operações sejam transferidas entre bancos participantes. Veja Mais

Anatel fecha acordo com BID para mapear demanda de banda larga no Brasil

G1 Economia Segundo Anatel, objetivo é identificar áreas que não têm cobertura e analisar a viabilidade econômica para conectar essas regiões à internet de alta velocidade. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) fechou um acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para mapear a demanda de banda larga no país. O contrato foi assinado em abril, mas o anúncio foi feito somente nesta terça-feira (11). Segundo a Anatel, o objetivo é identificar áreas do país que não têm cobertura de banda larga fixa e móvel e analisar a viabilidade econômica e financeira para conectar essas regiões à internet de alta velocidade. "O foco do trabalho está na identificação de áreas de baixa conectividade e possibilidade de ampliação dos investimentos de forma a democratizar o acesso de banda larga", afirmou o presidente da Anatel, Leonardo de Morais. O resultado do mapeamento, segundo Morais, vai ajudar no desenho de políticas para melhorar a conectividade do país. "Com informação detalhadas e confiáveis, podemos desenhar e conceber melhores políticas públicas e regulatórias", completou. Como vai funcionar A partir deste mês, o BID, em parceria com a Anatel, vai desenvolver uma plataforma para mapear a demanda não atendida de banda larga. O nome dessa plataforma será Crowdsourcing for Digital Connectivity in Brazil (C2DB). A previsão é que o mapeamento e o desenvolvimento da plataforma levem até seis meses. A expectativa é que o resultado saia em outubro. Num primeiro momento, os dados serão compartilhados com a Anatel. Depois, o BID tornará o resultado público. O mapeamento será feito a partir do cruzamento de dados demográficos e socioeconômicos. A ideia é cobrir todo o território nacional. Os resultados serão disponibilizados de maneira detalhada. "Com a ajuda da tecnologia, vai ser possível mapear todo o território nacional, com uma granularidade bastante fina, tamanho de um campo de futebol", explicou Morgan Doyle, representante do BID no Brasil. Segundo Doyle, a iniciativa é inédita na América Latina. O projeto é financiado pelo BID Invest, braço de investimento do banco . O custo é de US$ 250 mil. Não há recursos orçamentários da Anatel. Doyle afirmou, ainda, que o Brasil precisa investir cerca de US$ 20 bilhões para que alcance a média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de penetração de banda larga. A OCDE reúne as maiores economias do mundo. “Durante a pandemia e o futuro, prover os brasileiros de todas as regiões com conexões [de internet] rápidas e estáveis é essencial para a economia, educação, saúde, inclusão social e tantas outras áreas”, afirmou Doyle. “É preciso entender de forma estratégica onde aplicar de forma otimizada os recursos [para expansão da conectividade]”, completou. Veja Mais

Reforma administrativa não é questão de ideologia, mas de 'sobrevivência financeira', diz Guedes

G1 Economia Ministro da Economia participou de audiência pública na CCJ da Câmara dos Deputados nesta terça-feira. Ele repetiu que proposta do governo não engloba os atuais servidores públicos. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (11) que a proposta do governo de reforma administrativa não é uma questão de "ideologia", mas sim de "sobrevivência financeira". Ele participou de audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. "Se nada for feito, o que vai existir é uma ameaça aos atuais salários. O mesmo que foi feito com a Previdência. Fizemos [a reforma da previdência em 2019] para garantir o pagamento das previdências futuras. Muitos estados estão com dificuldades, atrasaram aposentadorias, salários. Não é uma questão de ideologia, mas de sobrevivência financeira", declarou. Ele repetiu a estimativa de que a reforma administrativa vai gerar uma economia de R$ 300 bilhões em dez anos. "Queremos dar mais qualidade e meritocracia às despesas futuras. Daqui pra frente [após a aprovação da reforma], contrata [os servidores] com salário mais compatíveis com salários de mercado, e dá reajuste com base no mérito", acrescentou. Enviada em setembro do ano passado ao Congresso Nacional, a proposta de reforma administrativa do governo modifica somente as regras para os futuros servidores dos três poderes, assim como estados e municípios. Não afeta os chamados membros desses poderes (magistrados no Judiciário, deputados no Legislativo, por exemplo). A proposta também sugere o fim do regime jurídico único da União e criação de vínculo de experiência, vínculo por prazo determinado, cargo com vínculo por prazo indeterminado, cargo típico de Estado e cargo de liderança e assessoramento (cargo de confiança). Por meio da proposta, o governo propôs, ainda, a exigência de dois anos em vínculo de experiência com "desempenho satisfatório" antes de o profissional ser investido de fato no cargo público, e o fim dos chamados 'penduricalhos', como licença-prêmio. O governo também quer o poder para extinguir órgãos por decreto presidencial. Reforma 'bastante moderada' Durante a audiência pública na CCJ, o ministro Guedes também avaliou que a proposta de reforma administrativa é "bastante moderada" e tem por objetivo avaliar os servidores públicos, como forma de melhorar os serviços prestados, e acabar com privilégios existentes. Segundo ele, a reforma administrativa, visa melhorar a qualidade dos serviços prestados por meio de instrumentos de avaliação. "Temos que construir carreiras meritocráticas, de bom desempenho, em que o interesse em servir à população (...) Nós somos servidores públicos, nós não somos autoridades. Que história é essa de tirar carteirinha e falar: eu que mando, é assim, é assado, sou cheio de privilégios, ganho mais que todo mundo, tenho estabilidade. Que história é essa? Somos servidores. Veja um servidor na Noruega, na Suécia, ele anda de metrô, às vezes de bicicleta. Ele não tem 20 automóveis, mais 50 servidores, mais 30 assessores. Não é assim, é algo sempre bem modesto, não é uma corte. É algo mais modesto, mais meritocrático, o foco tem de ser a qualidade do serviço público, no atendimento à população", disse. De acordo com Guedes, ao estabelecer um período de experiência antes de o futuro servidor público ser efetivado no cargo, ou seja, obter a estabilidade nas carreiras típicas de Estado,a reforma representará um "prêmio ao bom desempenho". "A diferença é que não é só fazer um exame e, na mesma hora, ganhar um salário alto e estabilidade pelo resto da vida. Tem de entrar com salários comparáveis ao setor privado, será avaliado", declarou. Acrescentou que, no Brasil, mais de 90% dos servidores têm estabilidade, enquanto que, em países domo Suécia e Noruega, isso acontece com menos de 5% dos funcionários públicos. Guedes também comparou servidores públicos a militantes. "Então, poderíamos estar aqui, como em qualquer governo, abrindo concurso público e botando uma porção de gente pra dentro, para aparelhamos o Estado, termos bastante militantes trabalhando para nós no futuro. Não estamos pensando assim, estamos pensando nas gerações futuras", declarou. Em 2019, o ministro falou em "travar concursos públicos" e, desde então, autorizou poucos concursos. Neste ano, foram abertas vagas para a Polícia Federal e para a Polícia Rodoviária Federal. O ministro afirmou, ainda, que a reforma visa evitar que os atuais privilégios sejam estendidos aos futuros servidores. "Temos de servir na ponta, nos estados, municípios. Tanto que essa reforma se aplica também aos servidores... Por exemplo, o governo federal já acabou com anuênio, com quinquênio. Mas até hoje os anuênios, que foram extintos em 1997, eles custam R$ 1 bilhão por ano. Os quinquênios, extintos em 1997 para o funcionalismo federal, custam meio bilhão por ano. Mesmo acabando há 20 anos, ainda hoje custam muito. O que queremos é que esses privilégios não sejam estendidos aos futuros [servidores]", disse. Estudo divulgado pelo Instituto Millenium em agosto do ano passado diz que o Brasil gastou 13,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, cerca de R$ 930 bilhões, com servidores públicos federais, estaduais a municipais. Segundo o documento, o gasto do país com servidores é o dobro das despesas com educação e 3,5 vezes as despesas com saúde (3,9% do PIB), sendo o sétimo país que mais gastou com pessoal, entre 64 pesquisados. Quando foi divulgada no ano passado, a proposta de reforma administrativa foi alvo de um manifesto de 29 entidades de representantes de servidores públicos. Para as entidades, a proposta cria diversas formas de contratação no serviço público, "favorecendo a disparidade nas formas de admissão e criando um modelo de avaliação de desempenho que permite o assédio e a demissão de servidoras e servidores que não certifiquem medidas de interesse estritamente político". Veja Mais

Por que devo te contratar? Veja como não se enrolar para responder a essa pergunta na entrevista de emprego

G1 Economia Candidato deve ser autêntico na hora de mostrar realizações, dando exemplos para não deixar resposta engessada, sugere especialista. Entrevista virtual Beci Harmony/Unsplash Por que devo te contratar? Essa pergunta nas entrevistas de emprego não pega mais o candidato de surpresa, pois ela é recorrente – mas ainda pode fazê-lo se enrolar para responder e ser desclassificado da seleção. “É uma oportunidade de se vender e mostrar o profissional que você é. Não é uma pergunta que existe certo ou errado. Também não é para fazer um script, em que você decora o que vai falar, mas é uma pergunta em que você tem condições de colocar os pontos fortes e favoráveis, de mostrar que é um profissional interessado, pontual, resiliente, que entrega, que tem brilho nos olhos e faz acontecer”, diz a especialista em recolocação Taís Targa. Para a recrutadora, é a oportunidade que o candidato tem de mostrar suas realizações e de dizer o que não foi falado em outras partes da entrevista. “Já tive cliente de recolocação que travou, outros que desandaram a falar sobre coisas sem sentido e que até fez piada por puro nervosismo e foi desclassificado. Tudo isso acontece por falta de treino e planejamento”, conta. Saiba como se portar numa entrevista de emprego online O que dizer Taís recomenda que o candidato mostre seus diferenciais e o que ele tem a oferecer. “Pode falar do seu caráter, da sua honestidade, da sua lealdade, que é responsável, comprometido com a entrega, que tem facilidade de aprendizagem, que gosta de ser desafiado, que gosta de aprender, que valoriza muito o seu trabalho e está se preparando para evoluir ainda mais e ser um profissional cada vez melhor”, indica. O candidato pode ainda falar das suas realizações e resultados, sempre enfatizando as experiências mais recentes. Mas se tiver experiências anteriores marcantes com uma história impactante também pode citar, ressalta Taís. Quem não tem experiência Em caso de o profissional não ter experiência, Taís recomenda que ele fale mais do seu potencial, o quanto gosta de estudar, o quanto tem interesse e trazer exemplos de destaque na vida acadêmica e até no colégio. Pode mencionar ainda trabalhos voluntários, atividades de escoteiro ou em organizações religiosas, jogando foco no bom desempenho. Alinhar perfil com a empresa Na hora de responder por que a empresa deve contratá-lo, é importante colocar os pontos de congruência do perfil do candidato com as informações que ele tem da empresa. Por exemplo: se é uma empresa preocupada com a questão ambiental, o candidato pode dizer que também se preocupa com o ecossistema. “Geralmente quando falamos dos pontos positivos e a melhorar a gente sempre esquece alguma coisa, então quando for falar sobre as razões de ser contratado, ele vai falar aquilo que esqueceu na outra pergunta. É mais uma oportunidade de ressaltar os pontos positivos e o diferencial dele frente a outras pessoas”, diz. De acordo com Taís, se o recrutador falar sobre o que espera desse profissional para a vaga, ele vai mostrar que tem essas características e que vai fazer a diferença. “É bom também falar de valores, o quanto ele está interessado, o quanto está batalhando para uma vaga e que está num momento profissional no qual quer uma oportunidade para deslanchar, para vestir a camisa e ressaltar que entrega sempre mais”, sugere. Naturalidade é importante Taís lembra que é importante responder à pergunta com naturalidade. Por isso, o candidato deve levar exemplos para ilustrar o que ele vai abordar. A especialista em recolocação cita a seguinte situação: falar que é um profissional que tem uma excelente capacidade de comunicação fica engessado. Então ela recomenda dizer que é um profissional que gosta de se comunicar, que superou a timidez, e geralmente o feedback que recebe quando faz uma apresentação é que as pessoas ficam impactadas com aquilo que ele fala. “Então eu falo a característica e já exemplifico. É como se eu pegasse o recrutador e fizesse ele me visualizar em ação. Isso é para não ficar engessado. Porque se for algo decorado, o profissional pode ficar nervoso na hora da entrevista e acabar esquecendo o que ia dizer. E o recrutador pode perceber que ele treinou, que não está sendo natural nem autêntico. Então deixar fluir é muito importante, além de falar com integridade, sem falar sobre características que não são verdadeiras”, diz. Não há necessidade de focar no cargo ao qual está concorrendo, orienta a especialista em recolocação. “Pode falar das habilidades em geral, mas se você sabe quais são as habilidades do cargo ou se já tem bastante clareza, pode jogar luz nisso. Mas não é para ficar muito engessado, porque senão fica muito artificial. Então é importante deixar fluir. Pode mencionar o quanto está interessado, o quanto gosta daquilo e mostrar boa postura, animação e energia para exercer aquela função”, conclui. Veja Mais

PIX: BC propõe 4 saques gratuitos por mês e limite de R$ 500 por dia a partir do segundo semestre

G1 Economia Instituição colocou em consulta pública novas modalidades: o PIX saque e o PIX troco. Todas as pessoas que tiverem conta em uma das instituições participantes do PIX poderão utilizar os serviços. O Banco Central abriu nesta segunda-feira (10) uma consulta pública sobre novas modalidades do PIX, sistema que permite atualmente pagamentos e transferências instantâneas em todo o país entre pessoas, empresas e governo 24 horas por dia, sete dias da semana. De acordo com a proposta inicial do BC, serão disponibilizadas duas novas modalidades: o PIX saque (transação exclusivamente para saque) e o PIX troco - que está associada a uma compra ou prestação de serviço. Todas as pessoas que tiverem conta em uma das instituições participantes do PIX poderão utilizar os serviços, informou. A sugestão do BC é de que sejam liberadas quatro operações gratuitas por mês nessa novas modalidades. "A partir da quinta transação, as instituições financeiras ou de pagamentos detentoras da conta do sacador poderão cobrar uma tarifa pela transação. Os sacadores não poderão ser cobrados diretamente pelos agentes de saque", informou. Além disso, o Banco Central informou que definirá o limite de valor máximo que o usuário poderá sacar por dia, a princípio estipulado em R$ 500,00. "Todas essas regras estão sendo submetidas a contribuições da sociedade [por meio da consulta pública] e serão aperfeiçoadas após o processamento das sugestões recebidas", acrescentou. A consulta pública vai até 9 de junho e está disponível na página do BC. A nova expectativa do BC de funcionamento do PIX saque, que já tinha sido anunciada em meados do ano passado pelo presidente da instituição, Roberto Campos Neto, é de disponibilidade apenas no segundo semestre deste ano. Em novembro de 2020, o Banco Central havia estimado que o PIX saque estaria operacional até o final de junho de 2021. "As duas inovações trarão mais conveniência aos usuários, ampliando a capilaridade do serviço de saque; e o aumento da competição ao proporcionar melhores condições de oferta e de precificação dos serviços de saques, principalmente pelas instituições digitais e todas as demais instituições que não contam com rede própria de agências ou de ATMs", informou a instituição. Entenda como mandar e receber dinheiro pelo Pix Como vai funcionar Segundo o Banco Central, a experiência do usuário será idêntica à de um pagamento via Pix: fará a leitura de um QR Code, autenticará o pagamento e comandará a transferência. "A diferença é que, ao invés de receber um produto ou serviço em contrapartida, receberá o correspondente valor em dinheiro em espécie", informou. Respeitado o limite diário de saques, que for fixado na consulta pública, as instituições participantes do PIX e os agentes de saque definirão em contrato bilateral as condições para a prestação do serviço. "Os estabelecimentos comerciais e demais agentes de saque terão liberdade de definir se querem ofertar apenas PIX Saque, apenas PIX Troco ou ambos; os dias e períodos que pretendem disponibilizar o serviço; informações sobre os valores (exemplo, apenas múltiplos de R$ 10), entre outros", acrescentou o BC. Os agentes de saque, acrescentou a instituição, podem ser estabelecimentos comerciais ou empresas dos mais diversos tipos ou, ainda, instituições especializadas na oferta de serviço de saque, a exemplo das entidades que provêm os serviços dos caixas 24h. "O PIX Saque poderá, ainda, ser oferecido por instituições financeiras em geral, em suas redes próprias de ATMs [terminais de auto atendimento]", concluiu.  VÍDEOS: notícias sobre economia Veja Mais

Dólar abre a semana perto da estabilidade

G1 Economia Na sexta-feira, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,96%, a R$ 5,2270, na menor cotação desde 16 de janeiro. Nota de US$ 5 dólares REUTERS/Thomas White O dólar opera com pequenas variações nesta segunda-feira (10), depois de ter fechado na mínima em quase quatro meses no último pregão, com os investidores de olho nas perspectivas para a curva de juros nos Estados Unidos e seu impacto nos mercados de câmbio ao redor do globo. Às 10h19, a moeda norte-americana caía 0,02%, cotada a R$ 5,2257. Veja cotações. Na sexta-feira, o dólar fechou em queda de 0,96%, cotado a R$ 5,2270 – menor cotação desde 16 de janeiro. Na parcial do mês, acumula queda de 3,76%. No ano, o avanço ainda é de 0,77%. Cenário Na agenda do dia, o mercado financeiro elevou sua estimativa média para a inflação em 2021, de 5,04% para 5,06%, segundo pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central. A projeção para a taxa de câmbio no fim de 2021 recuou de R$ 5,40 para R$ 5,35. Já a estimativa para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no ano passou de 3,14% para 3,21%. Os analistas também mantiveram em 5,50% ao ano a previsão para a taxa básica de juros (Selic) no fim de 2021. No exterior, os preços do minério de ferro e do aço na China atingiram novos recordes nesta segunda-feira. Na Europa, a confiança dos investidores da zona do euro subiu em maio para o seu nível mais alto desde março de 2018, sugerindo que o bloco está superando a crise da Covid-19. Na semana passada, o dólar acumulou uma queda de 3,76% frente ao real, refletindo a expectativa da continuidade de elevações na taxa básica de juros no Brasil, o que ajudaria a recompor de forma mais robusta o chamado diferencial de juros com o exterior, o que favorece o fluxo de dólares para o país. A expectativa do mercado é de que uma nova alta de 0,75 ponto percentual na Selic deva ocorrer em junho. A Selic em alta aumenta a diferença entre os retornos oferecidos no Brasil ante os dos Estados Unidos e de outros mercados emergentes, o que eleva a atratividade do real, potencialmente valorizando a moeda. O câmbio no Brasil também vem refletindo o comportamento da balança comercial, que registrou superávit recorde em abril, em meio a alta demanda mundial por produtos básicos, como alimentos e minério de ferro. Variação do dólar em 2021 G1 Veja Mais

Preços do minério de ferro e do aço na China atingem novos recordes

G1 Economia Alta ocorre em meio a demanda robusta e preocupações com a oferta, mas também é alimentada por compras especulativas. Pilhas de minério de ferro na China, em imagem de arquivo. Stringer/Reuters Os futuros do aço e do minério de ferro de referência na China tocaram máximas históricas nesta segunda-feira (10), em meio a uma demanda robusta e preocupações com a oferta, além de expectativas de alta na inflação que também ajudaram a alimentar compras especulativas. Os futuros mais ativos do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para entrega em setembro, saltaram 10%, para máxima recorde de 1.326 iuanes (US$ 206,30) por tonelada. Na bolsa de Cingapura, o contrato junho do minério de ferro subiu 9,5%, para US$ 224,65 por tonelada. Cidades mineradoras de MG vivem boom de empregos e recorde de arrecadação Minério de ferro e do aço sobem na China com maior uso de metais na indústria Vale ganha R$ 116 bilhões em valor de mercado no ano e amplia liderança em lista de empresas mais valiosas "Atualmente, participantes do mercado estão negociando derivativos de minério de ferro como criptomoedas... não com base nos fundamentos, só pela força do momento", disse Atilla Widnell, da Navigate Commodities. Os preços do aço na bolsa de futuros de Xangai e os mercados spot também foram apoiados pelo aumento nos custos das matérias-primas. O vergalhão de aço para entrega em outubro avançou 6%, para 6.012 iuanes por tonelada, maior valor já registrado. Os índices de utilização da capacidade dos altos-fornos em 247 siderúrgicas pela China saltaram para 90,59% na semana passada, maior nível desde o início de março, mostraram dados da consultoria Mysteel. Exportação de minério de ferro do Brasil A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) estima que as receitas com exportações de minério de ferro do Brasil deverão crescer cerca de 60% em 2021 ante o ano passado, para US$ 41,25 bilhões de dólares, com a commodity mineral desbancando a soja da liderança do ranking em geração de divisas do país após seis anos. Balança comercial tem superávit de US$ 10,34 bilhões em abril, maior saldo mensal em 33 anos Em 2020, os embarques do mineral renderam cerca de US$ 26 bilhões ao país. Agora os valores estão ainda maiores. No primeiro quadrimestre de 2021 , os preços do minério embarcado ao exterior pelo Brasil avançaram 77,6% -- enquanto a soja subiu 18% --, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Veja Mais

IR 2021: em vídeo, veja como declarar ajuda indenizatória para quem fez parte do BEm

G1 Economia Especialista da EY, Antonio Gil dá dicas aos contribuintes. Teve o contrato de trabalho suspenso ou a jornada reduzida no ano passado? O especialista da EY, Antonio Gil, explica como declarar a ajuda indenizatória recebida do empregador. SAIBA TUDO SOBRE O IMPOSTO DE RENDA 2021 Assista: IR 2021: Ajuda indenizatória para quem teve jornada reduzida ou contrato suspenso Veja Mais

Cerca de 100 concursos públicos com inscrições abertas reúnem 9 mil vagas no país; veja lista

G1 Economia Cargos são em todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 20.024,74 na Prefeitura de Laurentino (SC). Candidato a concurso público Pixabay Pelo menos 98 concursos públicos no país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (10) e reúnem 8.937 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 20.024,74 na Prefeitura de Laurentino (SC). CONFIRA AQUI A LISTA COMPLETA DE CONCURSOS E OPORTUNIDADES Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso. Nesta segunda-feira, pelo menos 9 órgãos abrem o prazo de inscrições para 251 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 14.798,99, na Prefeitura de Garuva (SC). Veja abaixo as informações de cada concurso: Prefeitura de Brusque (SC) Inscrições: até 20/05/2021 3 vagas Salário: R$ 1.383,15 Cargo de nível fundamental Veja o edital Prefeitura de Cabedelo (PB) Inscrições: até 11/06/2021 84 vagas Salários de até R$ 1.401,43 Cargos de nível superior Veja o edital Prefeitura de Cruzeiro do Sul (AC) Inscrições: até 16/05/2021 14 vagas Salários de até R$ 3.230,00 Cargos de nível médio e superior Veja o edital Prefeitura de Garuva (SC) Inscrições: até 17/05/2021 1 vaga Salários de até R$ 14.798,99 Cargos de nível superior Veja o edital Prefeitura de Gonzaga (MG) Inscrições: até 25/10/2021 19 vagas Salários de até R$ 1.550,00 Cargos de nível médio Veja o edital Prefeitura de Itanhomi (MG) Inscrições: até 14/05/2021 12 vagas Salários de até R$ 8.784,00 Cargos de nível superior Veja o edital Prefeitura de Jatobá (MA) Inscrições: até 14/05/2021 80 vagas Salários de até R$ 1.100,00 Cargos de nível fundamental, médio e superior Veja o edital Prefeitura de Mozarlândia (GO) Inscrições: até 21/05/2021 29 vagas Salários de até R$ 4.200,00 Cargos de nível médio e superior Veja o edital Prefeitura de Suzanápolis (SP) Inscrições: até 13/05/2021 9 vagas Salários de até R$ 2.507,13 Cargos de nível fundamental, médio, técnico e superior Veja o edital Veja Mais

Veja os direitos trabalhistas e previdenciários das mães

G1 Economia Segundo especialistas, são garantidos às mães, por exemplo, direitos como licença-maternidade e estabilidade no emprego até cinco meses após o parto. Mães falam sobre a rotina para cuidar dos filhos, casa e trabalho durante a pandemia As mães enfrentam diariamente desafios como a sobrecarga decorrente da dupla jornada, o afastamento do mercado de trabalho, a dificuldade de recolocação e o preconceito por conta da maternidade. A ausência de trabalho formal ainda dificulta a contribuição para a Previdência Social e o consequente direito a uma série de benefícios oferecidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo especialistas, são garantidos às mães, por exemplo, direitos como licença-maternidade e estabilidade no emprego até cinco meses após o parto.  “São vários os desafios que ainda se mantêm em relação às mães, a começar pelo preconceito, que causa dispensa após a maternidade. Muitos empregadores presumem que a empregada terá uma produtividade menor por ter tido filho, manifestando assim um tratamento contrário aos princípios da dignidade da pessoa humana”, defende Cíntia Fernandes, advogada especialista em Direito do Trabalho e sócia do escritório Mauro Menezes & Advogados. As trabalhadoras também têm direito à licença-maternidade de 120 dias sem prejuízo do emprego e do salário. O período pode ser estendido para 180 dias no caso de mães de crianças acometidas por sequelas neurológicas decorrentes da dengue, assim como no caso de trabalharem em empresas que tenham aderido ao programa “Empresa Cidadã”. Outros direitos trabalhistas são: salário-maternidade durante o período de licença; direito a tempo para amamentação, correspondente a dois intervalos diários de 30 minutos cada até que a criança atinja seis meses; dispensa para consultas médicas por no mínimo seis vezes; dispensa para acompanhar o filho ou a filha em consultas e exames, ao menos uma vez ao ano; pagamento de auxílio-creche ou a reserva de espaço no local de trabalho para que os filhos sejam deixados, no caso de empresas que tenham mais de 30 funcionárias mulheres com mais de 16 anos. Já em relação aos benefícios previdenciários, são garantidos às mães: aposentadorias por idade, por tempo de contribuição, por invalidez e aposentadora especial; auxílio-doença; auxílio-acidente; salário-família; pensão por morte; auxílio-reclusão. A Previdência Social oferece também serviços como o da reabilitação profissional, que auxilia segurados que estão incapacitados para o trabalho a se readaptarem à atividade que exerciam. É oferecido tanto auxílio financeiro, como disponibilizados equipamentos, como próteses e instrumentos de trabalho. 'Sua Chance' fala sobre desafios do mercado de trabalho para as mães Contribuição ao INSS A contribuição para o INSS é automática para as mães que mantêm emprego formal. No caso das donas de casa ou de profissionais autônomas e informais, há a opção de contribuir de forma facultativa. A inscrição pode ser realizada por meio do aplicativo e site Meu INSS ou por meio do telefone 135. O valor da contribuição como segurada facultativa pode ser de 11% ou 20%. Se for 11%, será sobre um salário mínimo (R$ 1.100) e dá direito à aposentadoria por idade. Se optar por recolher 20%, o salário de contribuição varia entre um salário mínimo e o teto máximo de recolhimento (R$ 6.433,57) e dá direito à aposentadoria por idade ou contribuição, explica Ruslan Stuchi, sócio do escritório Stuchi Advogados. Thiago Luchin, advogado especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados, lembra que a contribuição garante não só o direito à aposentadoria, mas a benefícios por incapacidade e pensão por morte. “Muitas donas de casa acabam não recolhendo a contribuição previdenciária por falta de tempo. O tempo vai passar de qualquer forma. Se não contribuir, vai se arrepender porque, em um momento em que mais pode precisar, não terá direito aos benefícios”, alerta. Crise sanitária Os especialistas ainda afirmam que a pandemia da Covid-19 agravou a situação vivida pelas mães brasileiras em relação aos diretos trabalhistas e previdenciários. Entre os motivos, está a permanência dos filhos e de toda a família em casa em isolamento. O fechamento das escolas e das creches tem elevado a sobrecarga de trabalho. “As mães, além de terem que cumprir suas jornadas, ainda têm que auxiliar seus filhos nas atividades escolares, fazendo assim com que tenham uma carga muito mais exaustiva de afazeres”, pontua Ruslan Stuchi.  O cenário fica mais preocupante quando muitas mães, sem condições de cuidar dos filhos, são obrigadas a deixar o mercado de trabalho. “Com o afastamento e a demora de recolocação, diante da falta de estrutura doméstica ou até da falta de tempo para se dedicar à qualificação profissional, muitas mães não conseguem continuar contribuindo para a Previdência”, afirma Lariane Del Vechio, sócia do escritório BDB Advogados. João Badari, advogado especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados, lembra que a crise sanitária tornou mais difícil o acesso aos benefícios do INSS para mães de baixa renda e instrução. “As agências estão prestando serviços digitais, onde muitas não possuem condições e conhecimento tecnológico para realizar o pedido”, finaliza. Veja Mais