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Tel Aviv é a cidade mais cara para se viver em 2021; veja as 10 primeiras do ranking

G1 Economia No ano passado, a lista era encabeçada por Paris, Zurique e Hong Kong, as três na primeira posição. Tel Aviv, em Israel, é a cidade mais cara do mundo para se viver, segundo um estudo anual da 'The Economist', que destaca que os problemas de abastecimento fizeram os preços dispararem em muitas metrópoles. "Na quinta posição no ano passado, Tel Aviv se torna a cidade mais cara do mundo" pela primeira vez, destacou em comunicado. Foto de 4 de junho mostra ruas de Tel Aviv, em Israel, com pessoas com e sem máscaras Amir Cohen/Arquivo/Reuters Esta posição reflete "a vitalidade da moeda israelense, o shequel, perante o dólar, já que o indício toma como base comparativa os preços em Nova York", diz o estudo. Paris e Cingapura aparecem empatadas no segundo lugar, seguidas de Zurique e Hong Kong. Nova York está em sexto. Veja o ranking: 1. Tel Aviv (Israel) 2. Paris (França) 2. Cingapura (Cingapura) 4. Zurique (Suíça) 5. Hong Kong (China) 6. Nova York (EUA) 7. Genebra (Suíça) 8. Copenhague (Dinamarca) 9. Los Angeles (EUA) 10. Osaka (Japão) No ano passado, a lista era encabeçada por Paris, Zurique e Hong Kong, as três na primeira posição. Segundo o estudo, a elevação dos preços é o maior em cinco anos, a 3,5%, aponta a France Presse. "Os problemas das cadeias de abastecimento contribuíram para o aumento dos preços, a covid-19 e as restrições sociais seguem pesando na produção e no comércio no mundo", prossegue a The Economist. Os preços dos transportes dispararam devido ao encarecimento dos combustíveis, continua o estudo. Mas o tabaco e o lazer também tiveram fortes altas. O estudo também destaca a inflação galopante em Damasco, Caracas, Buenos Aires e Teerã. A capital síria é, segundo o texto, a cidade mais barata para se viver entre as 173 analisadas. Veja Mais

Confira as mais de 400 vagas de emprego ofertadas através da Agência do Trabalho em 19 cidades de Pernambuco nesta quarta-feira

G1 Economia Atendimento na maioria das unidades é das 8h às 14h, sem agendamento, mas com entrega de ficha até as 13h. Regra da marcação antecipada só foi mantida no Recife, em Vitória e em Salgueiro. Carteira de trabalho Julia Galvão As unidades da Agência do Trabalho reúnem, quarta-feira (1º), 413 vagas de emprego para profissionais com diferentes níveis de escolaridade e de atendimento experiência. As oportunidades foram disponibilizadas em 19 municípios pernambucanos. O atendimento, que era feito apenas mediante agendamento, voltou a ser feito com entrega de fichas na maior parte da unidades, segundo a Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco (Seteq). Esses locais abrem das 8h às 14h, com entrega de ficha até as 13h. A regra de marcação pelo internet foi mantida para as agências localizadas no Recife, em Vitória de Santo Antão e em Salgueiro. LEIA TAMBÉM: Governo faz seleção para contratar 40 professores UFRPE abre 17 vagas para profissionais de todos os níveis IBGE: PE teve 806 mil pessoas sem trabalho no 3º trimestre As oportunidades foram disponibilizadas no Recife e em Araripina, Arcoverde, Belo Jardim, Bezerros, Cabo de Santo Agostinho, Caruaru, Escada, Garanhuns, Igarassu, Ipojuca, Nazaré da Mata, Paulista, Pesqueira, Petrolina, Salgueiro, Santa Cruz do Capibaribe e Vitória de Santo Antão. Há vagas para assistente administrativo, vendedor, encarregado de manutenção, entre outras. Confira todos os cargos disponíveis: Vagas de emprego Vagas exclusivas para pessoas com deficiência Vagas temporárias Carteira digital Atualmente, o trabalhador pode usar a versão digital da carteira de trabalho (veja vídeo abaixo). Veja como ter acesso à carteira de trabalho digital Vídeos mais assistidos de Pernambuco Veja Mais

Calendário da feira: dezembro tem melancia, uva, pimentão, cenoura e mais

G1 Economia Veja como escolher e armazenar cada fruta e legumes. Descubra quais itens estarão mais em conta no supermercado. O mês de dezembro tem uma grande variedade de frutas refrescantes para o verão e que já são tradicionais do Natal, como a melancia, a uva, o abacaxi, entre outras. Entre os legumes, a cenoura e o pimentão estão com boa qualidade e com a oferta em alta. Na série Calendário da Feira, o g1 mostra, todo mês, quais alimentos estão na safra e, por isso, podem ficar mais em conta. Calendário da feira: veja as frutas que estão em safra Arte/G1 Calendário da feira: veja os legumes que estão em safra Foto: Arte/G1 Melancia Melancia em dezembro vai ser grande e docinha Divulgação Quem costuma ter uma melancia na ceia de Natal vai poder se beneficiar em dezembro. A safra está a todo vapor, já que a produtividade é maior no tempo seco, que é o que está predominando nas lavouras da fruta, aponta Luiz Roberto Barcelos, diretor institucional da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas). De mesmo modo, a qualidade deve se manter bastante elevada, gerando melancias com um bom tamanho e doces. Auge da safra: novembro a fevereiro. Como comprar: procure uma melancia de superfície uniforme, ou seja, sem cortes ou arranhões. Quanto mais pesada for a melancia em relação ao seu tamanho, mais líquido ela terá e mais madura estará. Como conservar: em local ventilado e seco. Já em ambiente refrigerado, conserva-se por até 30 dias. Uva Uva vai estar mais cara em dezembro. Pixabay/Divulgação As uvas podem ficar mais caras para o consumidor em dezembro, pois o custo de produção dos insumos, como fertilizantes e agrotóxicos, também subiu, explica o presidente da Comissão Interestadual da Uva, Cedenir Postal, da União Brasileira da Vitivinicultura (Uvibra). Ainda assim, para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o preço estará acessível, sem grandes elevações. Por que a crise energética pode levar à falta de fertilizantes e agrotóxicos A qualidade da fruta estará boa, diz Postal, pois o clima nas regiões produtoras, que receberam chuva, facilitou o seu desenvolvimento. Auge da safra: dezembro. Como comprar: escolha as unidades maduras, pois a uva não amadurece depois de colhida. Evite as que estão murchas, pois significa que foram colhidas há muito tempo. Como conservar: na geladeira, com cuidado para não colocar outros alimentos em cima dela, pois é uma fruta extremamente sensível. Pimentão Pimentão está no auge da safra em dezembro Reprodução O pimentão estará no auge da sua safra em dezembro, por isso terá boa oferta e qualidade, explica José Nilton, consultor técnico do Escritório de Comercialização da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF). As unidades do vegetal que chegarão ao supermercado em dezembro foram plantadas em estufas agrícolas. Esse modelo de produção é utilizado para obter uma melhor produtividade e frutos de qualidade no período chuvoso. Porém, o custo de produção nesse sistema é maior do que o do pimentão produzido a campo aberto, o que pode subir os preços. Auge da safra: dezembro. Como comprar: opte pelos de pele lisa, cores vivas e cabo verde. Não devem conter manchas ou apresentar algum sinal de lesão. Precisam estar firmes. Como conservar: na geladeira, para uma maior durabilidade. Sempre faça a higienização do produto antes do armazenamento e consumo. Cenoura Cenoura terá boa oferta em dezembro Pixabay Em dezembro, a cenoura terá boa oferta na comparação com o restante do ano. São Paulo e Minas Gerais vão ser as principais regiões produtoras de origem do legume comercializado, diz a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP). Auge da safra: a de inverno, entre julho e outubro e a de verão, em dezembro. Como comprar: selecione as cenouras firmes, sem machucados na casca, sem rachaduras e com a coloração intensa. Como conservar: coloque em sacos plásticos fechados e deposite nas gavetas da geladeira. Por que consumir alimentos da safra? Corpo precisa de nutrientes e vitaminas encontrados principalmente em alimentos como frutas, legumes e verduras. Divulgação Com a modernização das técnicas agrícolas, hoje já é possível encontrar uma grande variedade de frutas, legumes e verduras o ano inteiro nos mercados e nas feiras. Porém, consumir produtos de época pode ser uma opção mais barata e saudável. Com o crescimento da oferta nos períodos de safra, a tendência é os preços caírem. Mas isso nem sempre é uma regra. Como a produção de hortaliças depende muito de fatores climáticos, qualquer mudança muito intensa na temperatura, por exemplo, pode impactar a oferta. Além disso, o consumo de alimentos de época tende a ser mais saudável, pelo menor uso de agrotóxicos em seu cultivo. Como reduzir a chance de ingerir agrotóxicos nos alimentos, segundo especialistas Por que a produção de alimentos depende tanto de agrotóxicos? "Para terem um bom desenvolvimento fora do seu ciclo natural de produção, é necessário uma intervenção mais intensa de químicos durante o preparo do solo, por exemplo", ressalta Lígia dos Santos, do São Camilo. Outra razão é que quando estão em seu ciclo natural de produção, sem a necessidade de tanto uso de agrotóxico, os alimentos ficam com o seu sabor natural mais acentuado. Agro é tech... veja vídeos da indústria-riqueza do Brasil Veja Mais

Minha empresa não depositou o FGTS; o que eu faço?

G1 Economia Até o dia 7 de cada mês, os empregadores devem depositar os valores em contas abertas na Caixa Econômica Federal, em nome dos empregados. Aplicativo app FGTS da Caixa Fabiana Figueiredo/G1 O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é um direito do trabalhador com carteira assinada. Até o dia 7 de cada mês, os empregadores devem depositar em contas abertas na Caixa Econômica Federal, em nome dos empregados, o valor correspondente a 8% do salário de cada funcionário. Quando a data não cair em dia útil, o recolhimento deve ser antecipado. O fundo não acarreta desconto no salário, pois se trata de uma obrigação do empregador. Entenda como funciona o FGTS Se tiver depósitos a receber, o trabalhador pode tentar reaver o dinheiro acionando a Justiça do Trabalho. Veja abaixo o que fazer se a empresa não depositou o FGTS: Ao descobrir que o dinheiro não foi depositado, o trabalhador pode entrar em contato com a empresa e cobrar o depósito dos valores atrasados. Se não houver acordo, ele pode fazer a denúncias pelo site da STI: https://denuncia.sit.trabalho.gov.br/. O trabalhador deve ter acesso ao sistema “gov.br”, ou seja, ter o login único do governo federal. Ao entrar no site, é preciso colocar o CPF e a senha. Aí ele tem acesso ao formulário de denúncia trabalhista. O trabalhador pode buscar auxílio ainda no sindicato da sua categoria para formalizar a denúncia. O trabalhador também pode fazer uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT) ou ingressar com reclamação na Justiça do Trabalho. Na Justiça do Trabalho, o trabalhador pode entrar com uma ação até dois anos após o desligamento da empresa. E ele pode cobrar até cinco anos de FGTS não depositado. Por isso, é importante que o trabalhador, no ato do seu desligamento da empresa, verifique se tudo foi pago corretamente. Já a denúncia à Subsecretaria de Inspeção do Trabalho pode ser feita mesmo após esse período do desligamento, pois a fiscalização trabalhista pode cobrar o FGTS irregular a qualquer tempo, não se restringindo ao prazo prescricional da Justiça do Trabalho. Nos casos em que a empresa não existe mais, o trabalhador também pode ingressar com uma ação na Justiça do Trabalho e requerer o pagamento do FGTS devido. Importância de monitorar depósitos O trabalhador deve monitorar se a empresa está depositando em dia os valores do FGTS na conta aberta na Caixa Econômica Federal. O trabalhador pode consultar o saldo no site da Caixa ou do próprio FGTS e através do aplicativo do FGTS. É possível ainda fazer um cadastro para receber informações do FGTS por mensagens no celular ou por e-mail. Veja as opções de como consultar o saldo do FGTS neste link. 8 milhões de trabalhadores sem FGTS em 2020 Números da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) mostram que 232 mil empregadores tinham dívidas relacionadas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em 2020. A dívida total soma R$ 39,2 bilhões e atinge mais de 8 milhões de trabalhadores. A PGFN atua na cobrança dos valores que deixaram de ser recolhidos e que, por isso, foram encaminhados para inscrição na dívida ativa. A dívida total referente a débitos de FGTS apresentou crescimento desde 2017, segundo os dados enviados ao G1 pela PGFN. Entre 2018 e 2019, chegou a 21%. Já de 2019 para 2020, o aumento foi de 7%. Débitos de FGTS Economia G1 Já o número de empregadores devedores vinha aumentando desde 2017, mas teve queda de 1% de 2019 para 2020. Empregadores devedores de FGTS Economia G1 Essa queda pode estar ligada à Medida Provisória 927, em vigor de março a julho do ano passado, que autorizou o adiamento do recolhimento do FGTS pelos empregadores e o parcelamento do pagamento dos valores. Em 2020, as atividades de cobrança de FGTS, desempenhadas pela PGFN, beneficiaram 1,34 milhão de trabalhadores, informou o órgão. O total recuperado teve crescimento desde 2017, mas, no ano passado, houve uma queda de 9,8%, totalizando R$ 380,2 milhões. Recuperação dos valores do FGTS pela PGFN Economia G1 Fiscalização do governo As fiscalizações feitas contra a sonegação do FGTS por parte das empresas levaram ao recolhimento de R$ 3,72 bilhões em 2020 após autuações da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho, ligada ao Ministério da Economia. O resultado é 41% menor na comparação com 2019, quando o valor recuperado foi de R$ 6,31 bilhões. Já em janeiro e fevereiro deste ano, o valor recuperado foi de R$ 1,16 bilhão, quase 1/3 do ano passado. De acordo com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, as fiscalizações em relação à sonegação do FGTS por parte das empresas têm sido feitas regularmente pela Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT). Ainda segundo a secretaria, a queda do valor recolhido em 2020 em relação a 2019 se deu devido à Medida Provisória 927, que postergou o recolhimento do FGTS pelas empresas referente às competências de março, abril e maio do ano passado. Além disso, o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço decidiu que os empregadores com parcelamentos de débitos junto ao FGTS poderiam suspender os pagamentos temporariamente. “Essas medidas não geram prejuízo ao trabalhador, mas têm reflexo nos números de 2020 em comparação com 2019”, informa a secretaria. As fiscalizações centralizadas na SIT responderam pela maior parte do montante de notificações e recolhimentos de FGTS em 2020, com R$ 1,243 bilhão. Em seguida, vêm os estados de São Paulo, com R$ 628 milhões, e de Minas Gerais, com R$ 287,9 milhões de débitos recolhidos. As maiores recuperações registradas em 2020 ocorreram nos seguintes estados: São Paulo: R$ 628.383.828,71 Minas Gerais: R$ 287.886.516,25 Paraná: R$ 181.869.884,61 Bahia: R$ 169.443.091,27 Rio de Janeiro: R$ 168.286.030,94 Santa Catarina: R$ 163.589.829,24 Rio Grande do Sul: R$ 137.725.936,88 Goiás: R$ 91.322.650,65 Ceará: R$ 79.109.622,53 Espírito Santo: R$ 77.618.300,04 Atualmente, o processo de arrecadação continua sendo gerido pela Caixa Econômica Federal. No momento, a secretaria informa que está em processo de desenvolvimento o aperfeiçoamento dos processos de arrecadação e fiscalização do FGTS por meio do eSocial, como parte dos esforços de uniformização de sistemas para dar mais agilidade e confiabilidade nas informações. Veja Mais

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Bolsonaro pede R$ 300 milhões ao Congresso para pagar vale-gás, inicialmente, a 5 mil famílias

G1 Economia Governo diz que, até setembro de 2023, benefício será pago a todos que recebem Auxílio Brasil. Lei prevê 50% do preço médio do botijão a cada dois meses; data de início não foi informada. O presidente Jair Bolsonaro enviou um projeto de lei ao Congresso Nacional para pedir a abertura de crédito especial de R$ 300 milhões para pagar vale-gás, inicialmente, para 5 mil famílias. A informação foi divulgada pela Secretaria-Geral da Presidência da República nesta terça-feira (30). No último dia 22, Bolsonaro sancionou um projeto aprovado pelo Congresso que cria o vale-gás para famílias de baixa renda. O texto prevê o pagamento de pelo menos 50% do valor médio nacional de um botijão de 13 kg a cada dois meses. A lei também diz que o programa terá duração de cinco anos e será pago, preferencialmente, à mulher chefe de família. O texto sancionado não diz, e o governo ainda não anunciou, quando os pagamentos serão iniciados e nem quais serão os critérios para definir as primeiras famílias beneficiadas. No material divulgado, o governo diz que o programa começará com 5 mil famílias e será ampliado – mas não informa qual será o ritmo dessa expansão, e nem por quanto tempo esses R$ 300 milhões solicitados serão suficientes. "O benefício alcançará mais de cinco mil famílias de baixa renda e, a partir do próximo exercício, o programa admitirá a entrada gradativa de mais famílias, de modo que, em setembro de 2023, todos os beneficiários do Programa Auxílio Brasil (PAB) sejam atendidos", afirmou a Secretaria-Geral. Vale-gás: Entenda o programa e quem tem direito ao auxílio Segundo o ministério, o crédito especial será custeado por meio de anulação de outras despesas do orçamento, sem impactar a meta de resultado primário do governo ou o teto de gastos. É preciso que Câmara dos Deputados e Senado Federal aprovem o projeto de lei de autoria do Executivo para que o governo federal possa utilizar os R$ 300 milhões para custear o vale-gás. Após a aprovação no Congresso, o presidente Bolsonaro precisa sancionar o texto da lei. Quem tem direito ao vale-gás? Terão direito ao benefício, de acordo com a lei já sancionada famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional; ou famílias que tenham entre os integrantes residentes no mesmo endereço quem receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O governo vai utilizar a estrutura do programa social Auxílio Brasil, que sucedeu o Bolsa Família, para operacionalizar os pagamentos. Veja Mais

Câmara aprova PEC que mantém benefícios tributários a empresas de comunicação e tecnologia

G1 Economia Proposta exclui esses setores da emenda constitucional que determinou redução gradual de incentivos e benefícios tributários em relação ao PIB. Texto segue para o Senado. A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (30) uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que mantém benefícios tributários federais aos setores de comunicação, semicondutores e tecnologia da informação. Com isso, o texto segue para o Senado. Por se tratar de uma alteração na Constituição, o texto precisou ser analisado em dois turnos. No primeiro turno, a PEC passou por 353 votos a 9. No segundo, por 333 votos a 8. Como havia consenso entre os líderes partidários sobre a aprovação da PEC, os dois turnos foram concluídos em menos de uma hora. A votação da proposta nesta terça-feira foi resultado de um acordo firmado entre os parlamentares e o governo ainda em março deste ano, durante a votação da chamada PEC Emergencial. Entre outros pontos, a emenda determinou a redução gradual de incentivos e benefícios tributários, passando de 10% do Produto Interno Bruto para 2% do PIB em até oito anos. A PEC Emergencial, contudo, previu algumas exceções, entre as quais as zonas francas e as instituições de filantropia. Os setores de tecnologia e comunicação não foram incluídos nas exceções, o que foi alvo de reclamação de parlamentares. Diante disso, o governo firmou o compromisso de votar uma nova PEC sobre o assunto. Esta é a proposta aprovada nesta terça. O texto deixa claro que os benefícios tributários dos setores de tecnologia da informação, comunicação e semicondutores estão excluídos das regras previstas na PEC Emergencial. VÍDEO: Congresso promulga PEC Emergencial Zona Franca de Manaus Autor da proposta, o deputado Rodrigo de Castro (PSDB-MG) afirmou, ao apresentar a PEC, que a manutenção de benefícios para empresas do setor de tecnologia da informação e comunicação (TIC’s) deveria se estender também para as companhias de fora da Zona Franca de Manaus, já excluídas da política de redução prevista na PEC Emergencial. Segundo ele, caso isso não fosse feito, as perdas entre as empresas do mesmo setor não seriam lineares, o que "feriria de morte" os estabelecimentos instalados na Zona Franca. Castro afirmou ainda que a PEC é "fundamental" para manter o equilíbrio entre as duas leis de informática do país, garantindo competitividade entre as empresas instaladas dentro e fora da Zona Franca. Veja Mais

'Orçamento secreto': o que determinou o Supremo e o que aprovou o Congresso

G1 Economia Após STF determinar mudanças na execução das emendas do relator do Orçamento, Congresso aprovou novas regras, mas técnicos e políticos dizem que elas não atendem exigências. O Congresso Nacional aprovou na noite de segunda-feira um projeto que cria novas regras para execução de emendas do relator do Orçamento, o chamado "orçamento secreto". A mobilização dos parlamentares ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) suspender o pagamento dessas emendas de relator no Orçamento de 2021 e determinar a adoção de medidas de transparência em relação à execução desses recursos, além da criação de um valor limite. A decisão foi tomada pela Corte dentro de um processo que questiona a transparência dessas emendas. Ao contrário das emendas individuais, que seguem critérios bem específicos e são divididas de forma equilibrada entre todos os parlamentares, nas emendas de relator a destinação dos recursos é definida em acertos informais entre parlamentares aliados e o governo federal. Técnicos do Congresso e parlamentares da oposição avaliam, porém, que o projeto aprovado na segunda ainda contém brecha para manter ocultos os nomes de senadores e deputados que demandaram os recursos, o que contraria a decisão do Supremo. Os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), já pediram ao STF a revogação da decisão que suspendeu a execução do "orçamento secreto". A corte ainda não se pronunciou sobre esse pedido e pode levar em consideração as mudanças aprovadas pelo Congresso na segunda para tomar a decisão. Miriam sobre ‘orçamento secreto’: ‘Abriram caminho para o laranjal’ Veja abaixo o que diz a decisão do STF e o que prevê o projeto aprovado pelo Congresso sobre as "emendas secretas". Transparência O que determinou o STF: que seja tornado público o processo de definição e a execução das emendas de relator nos Orçamentos de 2020 e de 2021. Pela decisão, devem ser implementadas medidas para que todas as demandas de parlamentares voltadas à distribuição dessas emendas "sejam registradas em plataforma eletrônica". Além disso, essas informações devem estar "em conformidade com os princípios da publicidade e transparência" e devem garantir "a comparabilidade e a rastreabilidade" dos dados referentes às solicitações de emendas e à execução delas, ou seja, como os recursos foram usados. “Mostra-se em tudo incompatível com a forma republicana e o regime democrático de governo a validação de práticas institucionais por órgãos e entidades públicas que, estabelecidas à margem do direito e da lei, promovam o segredo injustificado”, afirmou a ministra Rosa Weber, do STF. O que aprovou o Congresso: O projeto aprovado não deixa explícito que o nome do parlamentar que pediu as emendas deve ser tornado público. O parecer prevê que as solicitações podem ser de "parlamentares, agentes públicos ou da sociedade civil". Técnicos do Congresso avaliam que essa é uma brecha para manter ocultos os nomes de senadores e deputados que demandaram os recursos. O projeto permite, por exemplo, que um parlamentar faça o pedido de emenda usando o nome de uma prefeitura que fica dentro de sua base eleitoral, e que será beneficiada pelos recursos. Ou, então, beneficiar aliados políticos ao se utilizar do nome de uma entidade sem fins lucrativos que administre algum serviço público, como um hospital. Orçamento secreto: o que muda com projeto aprovado pelo Congresso Arte/g1 Teto para as emendas de relato O que determinou o STF: que seja criado um teto para as emendas de relator ao Orçamento, ou seja, um regra que fixe um valor máximo para essa verba, que não existia. O que aprovou o Congresso: criou um limite para as emendas de relator ao estabelecer que valor não poderá ultrapassar a soma das chamadas emendas individuais e de bancada. Entretanto, essa regra garantiu que não houvesse redução no montante distribuído por meio dessas emendas em 2021. Neste ano, o valor das emendas individuais e de bancada é, respectivamente, de R$ 9,6 bilhões e R$ 7,3 bilhões. Com a soma das duas, chega-se a R$ 16,9 bilhões – valor que, de fato, corresponde à dotação atual das emendas de relator. Para o próximo ano, se os valores forem mantidos segundo a previsão enviada pelo governo, o teto será de R$ 16,2 bilhões. Abrangência O que determinou o STF: que a transparência deve ser aplicada a todas as emendas. O que aprovou o Congresso: que as novas regras valem apenas após a publicação do projeto. Ou seja, devem permanecer ocultos os nomes dos parlamentares autores dos pedidos de verbas na modalidade emenda de relator já previstas nos Orçamentos de 2020 e de 2021. No pedido apresentado ao STF para liberação da execução do "orçamento secreto", Pacheco e Lira apontaram a "impossibilidade fática e jurídica de cumprimento" da medida que determinou a publicidade e transparência de todas as demandas de parlamentares voltadas à distribuição de emendas de relator, nos anos de 2020 e 2021. Eles afirma, no documento, que não há como dar transparência a solicitações feitas por parlamentares ao relator até o momento porque as solicitações já formuladas de emendas foram feitas por diversos meios, "inclusive informais". Equidade A ministra Rosa Weber foi relatora da ação que questionou o "orçamento secreto". Ela concedeu uma decisão liminar (provisória) que depois foi confirmada pelo plenário do Supremo. Em sua decisão, Rosa Weber aponta na execução do "orçamento secreto" a "inobservância de quaisquer parâmetros de equidade", ou seja, a ausência de imparcialidade e de respeito à igualdade de direitos dos parlamentares na definição de quem é beneficiado pelas verbas do "orçamento secreto". O projeto aprovado na segunda pelo Congresso não faz menção à distribuição igualitária das emendas de relator. Rosa Weber diz ainda que constatou "a inexistência de critérios objetivos, definidos conforme os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência", na destinação dos recursos dessas emendas. Consultoria do Senado critica Em nota divulgada nesta segunda-feira, a Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado apontou que o ato conjunto elaborado pela Câmara e pelo Senado assume o "descumprimento formal e ostensivo" da decisão do Supremo. No parecer, a área técnica do Senado contradiz a argumentação dos presidentes Arthur Lira e Rodrigo Pacheco de que há "impossibilidade fática” de criar um procedimento para o registro das demandas dos deputados. Pacheco nega o descumprimento da decisão da ministra. Ele repetiu argumento, já apresentado pelo Congresso à Corte, de que "não é possível" detalhar todas as emendas que já foram indicadas. VÍDEOS: notícias de política Veja Mais

Mulheres dominam e-commerce no Brasil, mas ainda faturam menos que homens, aponta estudo

G1 Economia 72% das empreendedoras brasileiras vendem online, contra 64% dos homens. Mesmo assim, a presença digital não é suficiente para aumentar a rentabilidade dos negócios. Empreendedoras vendem mais online que homens, mas faturam menos Reprodução PEGN As micro e pequenas empresas comandadas por mulheres estão mais presentes no e-commerce do que as lideradas por homens, porém faturam menos. É o que aponta recorte, obtido com exclusividade pelo g1, de um estudo do Data Nubank, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). De acordo com o estudo, 72% das empreendedoras possuem vendas no ambiente online, enquanto 64% dos homens fazem o mesmo. Também são as empreendedoras que proporcionalmente vendem mais online do que os homens: 20% dos negócios liderados pelas mulheres têm mais de 75% de seu faturamento proveniente das vendas em redes sociais, aplicativos ou internet, contra 15% dos homens. A pesquisa indica que esse cenário se deva à tripla jornada de trabalho das mulheres e à flexibilidade de horários por meio dessa modalidade de vendas. A maior escolaridade média das mulheres quando comparadas aos homens que empreendem também pode explicar os números. Por outro lado, a maior participação nas vendas online não é suficiente para aumentar a rentabilidade dos negócios liderados por mulheres, que faturam menos em comparação com os dos homens. Segundo a pesquisa, empreendedores homens, que são clientes do Nubank e têm conta PJ, obtiveram nos sete primeiros meses de 2021 uma receita média 23% maior do que as mulheres. Em 2020 essa diferença era de 10,8%. Isso quer dizer que, além de terem uma receita maior, a distância entre as receitas de empresas geridas por homens e por mulheres tem crescido durante a pandemia, aumentando a desigualdade de renda entre os gêneros. Mudança de cenário Apesar das mulheres terem domínio do e-commerce, o fato de ainda faturarem menos mostra que há um longo caminho para superação de um contexto social complexo e histórico. No estudo, o BID propõe políticas específicas sobre crédito e incentivo a novos empreendimentos liderados por mulheres, como o bônus de gênero, para que se acelere o acesso ao crédito para empresas lideradas por mulheres e se financiem projetos que promovam a igualdade de gênero e o empoderamento feminino. Além disso, o BID ressalta que é fundamental prestar assistência às empresas criadas por mulheres, incluindo apoio à inovação, à transformação digital e à entrada em mercados mais dinâmicos e rentáveis. Veja Mais

Veja as vagas de emprego oferecidas em Petrolina, Araripina e Salgueiro nesta terça-feira (30)

G1 Economia Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. Homem segura carteira de trabalho enquanto procura emprego Amanda Perobelli/Reuters Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta terça-feira (30) em Petrolina, Araripina e Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no g1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE Veja Mais

NFTs de balé com dançarina russa Natalia Osipova são leiloados

G1 Economia NFTs apresentam três performances de Osipova, dançarina principal do Royal Ballet de Londres. Relembre tecnologia que virou tendência em 2021. Natalia Osipova apresenta "A Morte do Cisne" em foto de novembro de 2020 Reuters/Toby Melville A casa de leilões Bonhams disse nesta segunda-feira (29) que está colocando à venda os primeiros tokens não fungíveis (NFTs) para balé do mundo, com a dançarina russa Natalia Osipova no papel principal. Os NFTs apresentam três performances de Osipova, dançarina principal do Royal Ballet de Londres. Duas são do balé clássico "Giselle", enquanto a terceira é de "Left Behind", uma dança contemporânea que ela interpreta com seu parceiro Jason Kittelberger. NFT: 5 pontos sobre a tecnologia que torna um arquivo digital ‘único’ Moda em NFT: por que as pessoas pagam dinheiro real por roupas virtuais A coleção, chamada "Natalia Osipova: Triptychare", será oferecida no leilão "Encore! Modern Art on Stage", da Bonhams, com licitações abertas de segunda a 10 de dezembro. "Eu realmente espero que possamos criar uma plataforma de arte porque a dança sempre fica para trás", disse Osipova à Reuters. Ela está atualmente se apresentando em "Giselle" no The Royal Opera House. "Com a dança, só dá para ver o show ao vivo e a gente quer estar... (à) frente (e ter) independência financeira, isso é muito importante para a arte", acrescentou. Os compradores bem-sucedidos terão licença completa das obras. Meme Doge é vendido como NFT por US$ 4 milhões e bate recorde Meme 'Chloe' é vendido em formato NFT por US$ 73 mil "Artistas performáticos até agora não tinham como vender a propriedade de suas apresentações", disse Nima Sagharchi, chefe de arte digital da Bonhams, durante uma prévia das obras. "Os NFTs oferecem a eles essa oportunidade." Os tokens não fungíveis estão sendo oferecidos juntamente com pinturas, gravuras, manuscritos e desenhos de fantasias, entre outros itens para teatro, balé, dança, música e circo. VÍDEO: Entenda como funciona tecnologia que torna arquivo digital 'único' NFT: 5 pontos sobre a tecnologia que torna um arquivo digital ‘único’ Veja Mais

Relator de projeto sobre 'orçamento secreto' propõe limite de recursos para emendas

G1 Economia Atualmente, não há limite para essas emendas, e transparência é questionada em ações no STF e no TCU. Projeto no Congresso cria regras para as chamadas emendas de relator. O senador Marcelo Castro (MDB-PI) apresentou nesta segunda-feira (29) o relatório sobre o projeto que cria regras para as emendas de relator, conhecidas como "orçamento secreto", e propôs a adoção de um limite de valor para essas emendas. Pelas regras atuais, não há limite para o valor dessas emendas e não é possível identificar o parlamentar que indicou os gastos. Diante disso, a transparência dessas emendas é questionada em ações no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal de Contas da União (TCU). Por decisão do plenário do STF, o pagamento está suspenso. Os recursos do "orçamento secreto" têm origem nas chamadas emendas de relator, definidas pelo relator-geral do Orçamento. No parecer, Marcelo Castro propõe que as verbas do "orçamento secreto": tenham limite de valor; o limite seja calculado de maneira a não ultrapassar as chamadas emendas de bancada e individuais. "Entendemos necessário indicar que a atuação do relator-geral unilateralmente não deve ser superior à soma da participação dos parlamentares e das bancadas estaduais. Vale destacar, por conseguinte, que por se tratar de limite máximo, tanto o relator-geral como o Plenário da CMO poderão decidir a cada ano por valores inferiores ao agora fixado", escreve Castro no relatório. O relatório de Castro deve ser votado por deputados e senadores ainda nesta segunda, durante sessão do Congresso Nacional. VÍDEO: como funciona o 'orçamento secreto' Valor das emendas Em 2021, o montante reservado para as emendas do relator era inicialmente de R$ 30,1 bilhões. No entanto, houve cortes no orçamento, e o valor atualizado prevê R$ 16,8 bilhões. Esse dinheiro poderá ser destinado à base política de um parlamentar sem que o autor do repasse seja identificado. O valor reservado para as emendas individuais neste ano é de R$ 9,7 bilhões. O montante dessas emendas é dividido entre cada parlamentar, que define onde alocar o dinheiro. As emendas de bancada previstas para este ano somam R$ 7,3 bilhões, e o aporte é definido por acordo entre parlamentares do mesmo estado ou região (o texto continua após a imagem abaixo). Como é negociado o 'orçamento secreto' Arte/g1 Na última quinta-feira (25), a Câmara e o Senado divulgaram um ato conjunto com a promessa de dar mais transparência às emendas de relator. A proposta, porém, abre as informações somente para as emendas futuras. Dados relativos a 2020 e 2021, conforme o texto, seguirão sob sigilo (leia detlahes mais abaixo). No relatório apresentado nesta segunda-feira, Castro ratificou a decisão das duas Casas. A medida foi editada após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter suspendido a execução das emendas de relator e determinado que o governo e o Congresso adotem medidas de transparência quanto à liberação das verbas. Na prática, a destinação dos recursos é definida em acertos informais entre parlamentares aliados e o governo federal. Por isso, esses repasses são alvo de críticas de especialistas. Congresso analisa projeto para manter Orçamento Secreto Ato conjunto A proposta da Câmara e do Senado determina que: as emendas de relator devem especificar “os limites financeiros e o rol de políticas públicas passível de ser objeto de emendas”; as indicações e as solicitações que fundamentaram as emendas serão publicadas no site da Comissão Mista de Orçamento (CMO) e encaminhadas ao poder Executivo; as indicações somente poderão ser feitas “quando compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias, e estiverem de acordo com a política pública a ser atendida”. A medida, por outro lado, aponta para a "não exigência" e a "inexistência" de lei que determinaria o registro formal das emendas de relator, afirmando que há uma "impossibilidade fática" de se estabelecer, de maneira retroativa, um procedimento para registro das demandas já realizadas. Dessa forma, o ato mantém sob sigilo a autoria dos parlamentares que fizeram as indicações anteriores. A proposta ainda expõe que há um risco “grave, iminente e irreparável” caso permaneça interrompida a execução das emendas de relator até o fim de 2021, com destaque para R$ 7,5 bilhões relacionados à Saúde e R$ 5,7 bilhões ao Desenvolvimento Regional. Pelo texto, serão afetados serviços e obras empenhados ou em andamento, e também haverá desperdício de recursos públicos decorrentes de sua paralisação. Podcast Ouça o episódio do podcast O Assunto sobre o "Curto-circuito no orçamento secreto": Veja Mais

Jack Dorsey deve deixar cargo de presidente-executivo do Twitter, diz imprensa dos EUA

G1 Economia Essa não seria a primeira vez que o bilionário deixaria o cargo de liderança da rede social. Executivo vem sofrendo pressão de investidores para renunciar. Jack Dorsey, cofundador do Twitter Toby Melville/Reuters Jack Dorsey, um dos fundadores do Twitter, deve deixar o cargo de presidente-executivo da rede social, segundo informações do site americano "CNBC" e da agência de notícias Reuters publicadas nesta segunda-feira (29). Ele deve continuar liderando a empresa de pagamentos digitais Square, da qual também é CEO. As ações do Twitter estavam em alta de 3% no fim da manhã. O g1 procurou a empresa, mas não obteve um posicionamento até a última atualização desta reportagem. LEIA MAIS: Em 2021, Twitter completou 15 anos! Teste seus conhecimentos sobre a rede social Conheça a Square, a outra empresa de Jack Dorsey O tuíte mais recente do "chefão" da rede social foi publicada no último domingo (28) e diz "eu amo o Twitter". Initial plugin text Essa não seria a primeira vez que o Dorsey deixaria o posto no Twitter – em 2008, dois anos após a fundação da empresa, o magnata foi afastado do cargo por supostamente gastar muito tempo fazendo yoga e tendo aulas de design de moda. Ele só retornou em 2015 – durante esse período a companhia foi comandada pelo cofundador Evan Williams, que depois passou a liderança para o executivo Dick Costolo. Há meses, o bilionário vem sofrendo pressão para deixar a liderança do Twitter – no início de 2020, o grupo investidor Elliott Management teria pedido a sua saída, de acordo as agências de notícias Reuters e Bloomberg. Esse grupo, liderado pelo bilionário Paul Singer, não via com bons olhos o fato de Dorsey liderar duas empresas listadas na bolsa de valores e vinha solicitando que ele deixasse um dos cargos. O grupo Elliott é famoso por ser "ativista" em seus investimentos, levando empresas à substituição de executivos e a mudanças no conselho, com pressões para elevar o preço das ações. Singer já foi descrito na imprensa americana como o “investidor mais temido do mundo” e também é um conhecido apoiador do Partido Republicano nos EUA. Quem é Jack Dorsey Dorsey nasceu e cresceu em Saint Louis, no estado americano do Missouri, em 19 de novembro de 1976. Assim como outros grandes nomes da tecnologia, ingressou na faculdade mas abandonou a graduação pouco antes de completá-la. Ele é famoso por ser um executivo pouco convencional – no final de 2019, ele disse que pretendia morar na África durante parte de 2020, mas não concretizou seus planos. Entusiasta da criptomoeda Bitcoin e de tecnologias de blockchain, ele vendeu o primeiro post da história do Twitter como um NFT por US$ 2,9 milhões. O tuíte – "estou criando minha conta Twttr" – foi publicado em 21 de março de 2006, ainda com a referência ao antigo nome da rede social. Em uma audiência on-line da Câmara dos Estados Unidos sobre desinformação na internet, o executivo roubou a cena por mostrar uma espécie de relógio com a cotação do Bitcoin. Na ocasião, também levou uma "bronca" da deputada democrata Kathleen Rice por ironizar as perguntas dos congressistas em uma enquete no Twitter. Jack Dorsey, presidente do Twitter durante sessão no Congresso dos EUA em março de 2021 Reprodução via Reuters Se a saída se confirmar, será a segunda grande empresa de tecnologia a trocar de comando nos últimos meses. Em julho passado, o fundador da Amazon, Jeff Bezos, deixou o cargo de presidente-executivo da gigante do varejo on-line – mas ao contrário de Dorsey, ele não vinha sendo pressionado por investidores e decidiu sair para se dedicar a outras empreitadas, como a empresa de exploração espacial Blue Origin. 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x Veja Mais

Bovespa opera em alta com variante ômicron ainda no radar

G1 Economia Na sexta-feira, Ibovespa fechou em queda de 3,39%, a 102.224 pontos Painel da B3 - Bovespa Nelson Almeida/ AFP O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em alta nesta segunda-feira (29), acompanhando a recuperação nos mercados globais de ações, após o tombo generalizado na sexta-feira por conta de preocupações com a variante ômicron do Covid-19. Às 10h37, o Ibovespa subia 1,17%, a 103.418 pontos. Veja mais cotações. Na sexta-feira, a Bolsa fechou em queda de 3,39%, a 102.224 pontos, no maior recuo diário desde 8 de setembro. Com o resultado, o Ibovespa passou a acumular queda de 1,23% em novembro. Em 2021, o tombo é de 14,10%. Ômicron e economia: veja o impacto da nova variante nos mercados na última sexta OMS vê risco elevado na variante ômicron; G7 faz reunião de emergência m Ômicron: G7 faz reunião de emergência para discutir variante do coronavírus Cenário Na cena externa, a cautela prevalecia, mas o dia era de relativa correção nos mercados após o forte abalo de sexta-feira, quando os ativos globais reagiram à descoberta da variante ômicron do coronavírus em vários países, levando os governos a adotar medidas restritivas de viagens. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a variante ômicron representa um risco muito elevado, mas destacou que também há muitas dúvidas sobre a variante, especialmente sobre o perigo real que representa. Por aqui, a FGV divulgou que o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) desacelerou para 0,02% em novembro. Com o resultado, passou a acumular alta de 16,77% no ano e de 17,89% em 12 meses. Na cena política, as atenções seguiram voltadas para a tramitação da PEC dos Precatórios no Senado. A PEC é a principal aposta do governo para viabilizar o Auxílio Brasil e abrir espaço no Orçamento para o ano eleitoral de 2022. Analistas veem mais inflação e alta menor do PIB Já o mercado financeiro elevou novamente a estimativa para inflação e também passou a prever uma alta menor da atividade econômica em 2021 e 2022. A projeção dos analistas para o IPCA de 2021 subiu de 10,12% para 10,15%, de acordo com o boletim Focus do Banco Central. Para 2022, a projeção subiu de 4,96% para 5%. A previsão do mercado para o PIB deste ano passou de 4,80% para 4,78%. Para 2022, o mercado reduziu a previsão de avanço da economia de 0,70% para 0,58%. Para a taxa básica de juros, a projeção do mercado segue em 9,25% ao ano no fim de 2021 e em 11,25% ao ano no fim de 2022. Já a estimativa para a taxa de câmbio no fim de 2021 permanece em R$ 5,50. Para o fim de 2022, ficou estável também em R$ 5,50 por dólar. Veja Mais

Jaboatão dos Guararapes faz seleção simplificada com 211 vagas e salários de até R$ 5 mil

G1 Economia Inscrições podem ser realizadas até 20 de dezembro e custam entre R$ 31 e R$ 47. Há cargos de níveis fundamental, médio e superior. Sede da prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife Chico Bezerra/Divulgação A prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, abriu nesta segunda-feira (29) as inscrições para uma seleção simplificada com 211 vagas para profissionais de níveis fundamental, médio e superior. O cadastro deve ser feito pela internet até o dia 20 de dezembro. Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram Os salários variam entre R$ 1.100 e R$5 mil, segundo o edital, disponível no site da organizadora do certame. Há vagas reservadas para pessoas com deficiência. A taxa de inscrição custa R$ 31 para as funções de nível fundamental, R$ 32,50 para as de nível médio e R$ 47 para as de nível superior. Os pedidos de isenção do valor podem ser feitos entre a quarta (1º) e a segunda-feira (3). LEIA TAMBÉM: Governo faz seleção para contratar 40 professores UFRPE abre 17 vagas para profissionais de todos os níveis O objetivo da seleção, segundo a prefeitura, é suprir necessidades emergenciais das secretarias de Assistência Social e Cidadania e de Saúde e também da Companhia Municipal de Agricultura e Abastecimento. Os contratos têm 12 meses de duração. A seleção é feita em etapa única de avaliação de experiência profissional e de títulos. Confira os cargos disponíveis Ensino fundamental: Auxiliar de serviços gerais - 94 vagas Ensino médio: Agente de combate às endemias - 94 vagas Supervisor de serviços gerais - 8 vagas Orientador social Acessuas - 1 vaga Agende redutor de vulnerabilidade - 3 vagas Ensino superior: Supervisor Criança Feliz (pedagogia) - 4 vagas Coordenador Acessuas (serviço social) - 1 vaga Técnico social Acessuas (pedagogia, serviço social ou psicologia) - 2 vagas Consultor de área técnica (serviço social ou psicologia) - 1 vaga Técnico redutor de vulnerabilidade (pedagogia, serviço social ou psicologia) - 3 vagas VÍDEOS mais assistidos de Pernambuco Veja Mais

IGP-M: inflação do aluguel fica em 0,02% em novembro e desacelera para 17,89% em 12 meses

G1 Economia Alta dos combustíveis foi compensada pela queda nos preços de grandes commodities como minério de ferro, soja e milho. O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) ficou em 0,02% em novembro, após ter registrado uma taxa de 0,64% em outubro, informou nesta segunda-feira (29) a Fundação Getulio Vargas. Com este resultado, o índice acumula alta de 16,77% no ano e de 17,89% em 12 meses, o que representa uma desaceleração frente a outubro, quando acumulou taxa de 21,73% no período de 1 ano. Em novembro do ano passado, o índice havia subido 3,28% e acumulava alta de 24,52% em 12 meses. Variação mensal do IGP-M Economia g1 O IGP-M de novembro ficou abaixo da mediana das estimativas de 22 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, de 0,38%, com intervalo das projeções indo de 0,15% a 1,4%. O resultado perto da estabilidade em novembro foi garantido principalmente pela deflação dos preços no atacado, que praticamente compensou a alta nos preços ao consumidor. “Apesar dos aumentos registrados para diesel (6,61% para 9,96%) e gasolina (2,79% para 10,17%) na refinaria, as quedas nos preços de grandes commodities – com destaque para minério de ferro (-8,47% para -15,15%), soja (-0,18% para -2,85%) e milho (-4,52% para -5%) - favoreceram a manutenção da inflação ao produtor em terreno negativo”, destacou André Braz, Coordenador dos Índices de Preços. O IGP-M é conhecido como 'inflação do aluguel' por servir de parâmetro para o reajuste de diversos contratos, como os de locação de imóveis. Além da variação dos preços ao consumidor, o índice também acompanha o custo de produtos primários, matérias-primas, preços no atacado e dos insumos da construção civil. Desde 2020, o índice tem subido bem acima da inflação oficial do país, medida pelo IPCA. O IBGE divulgou nesta semana que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, acelerou a alta para 1,17% em novembro, atingindo um avanço de 10,73% em 12 meses. Inquilinos estão preocupados com o reajuste do aluguel; veja dicas para negociar Composição do IGP-M em novembro O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que possui peso de 60% na composição do IGP-M, caiu 0,29% em novembro, após alta de 0,53% em outubro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% no IGP-M, variou 0,93% em novembro, ante 1,05% em outubro. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), com peso de 10% no IGP-M, ficou em 0,71% em novembro, contra taxa de 0,80% em outubro. De acordo com a FGV, as maiores pressões de alta em novembro para os consumidores foram gasolina (7,14%), etanol (9,15%), tomate (14,14%), gás de bujão (2,75%) e batata (14,23%). Veja no quadro abaixo as principais altas e baixas em cada um dos componentes no IGP-M em novembro: principais altas e baixas em cada um dos componentes no IGP-M em novembro Divulgação Entenda como a inflação é calculada Veja Mais

Confira as 612 vagas de emprego disponíveis através da Agência do Trabalho em 20 cidades de Pernambuco nesta segunda-feira

G1 Economia Há oportunidades para recepcionista, encarregado de manutenção, auxiliar administrativo, entre outras. Atendimento de interessados é feito mediante agendamento. Há vagas de emprego com diferentes níveis de escolaridade. Divulgação/Prefeitura de Aparecida de Goiânia Profissionais em busca de emprego têm 612 vagas disponíveis através das 29 unidades da Agência do Trabalho, da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco (Seteq). As oportunidades desta segunda-feira (29) foram disponibilizadas em 20 municípios do estado. Somente no Recife, são ofertadas 200 vagas para recepcionista e outras 100 para encarregado de manutenção. Em outras cidades, há oportunidades para auxiliar administrativo, motorista de caminhão e analista de desenvolvimento de software. LEIA TAMBÉM: Governo faz seleção para contratar 40 professores UFRPE abre 17 vagas para profissionais de todos os níveis As oportunidades foram disponibilizadas no Recife e em Araripina, Arcoverde, Bezerros, Cabo de Santo Agostinho, Caruaru, Escada, Garanhuns, Igarassu, Ipojuca, Nazaré da Mata, Paudalho, Paulista, Pesqueira, Petrolina, Salgueiro, Santa Cruz do Capibaribe, São Lourenço da Mata, Serra Talhada e Vitória de Santo Antão. Os interessados devem realizar agendamento para as unidades da Agência do Trabalho através do site da Seteq. Vagas de emprego Vagas exclusivas para pessoas com deficiência Vagas temporárias Carteira digital Atualmente, o trabalhador pode usar a versão digital da carteira de trabalho (veja vídeo abaixo). Veja como ter acesso à carteira de trabalho digital Vídeos mais assistidos de Pernambuco Veja Mais

Black Friday 2021: faturamento no comércio eletrônico foi de R$ 5,4 bilhões

G1 Economia Em relação ao ano passado, crescimento foi de 5,8%; número de pedidos teve queda de 0,5%. Black Friday em Salvador, 2021 Itana Alencar/g1 A Black Friday 2021 teve faturamento total de R$ 5,419 bilhões, crescimento de 5,8% em faturamento na comparação com o ano passado, de acordo com levantamento realizado pela Neotrust a partir do número total de compras realizadas via e-commerce, capturados desde a 0h de quinta-feira (25) até as 23h59 de sexta-feira (26). A edição 2021 da Black Friday encerrou as 48 horas monitoradas com um volume de 7,6 milhões de pedidos, 0,5% abaixo do registrado na quinta-feira e sexta-feira de 2020. Já o tíquete médio nacional das compras foi de R$ 711,38 - 6,4% superior a 2020. De acordo com projeção da ClearSale, empresa antifraude, o valor de fraudes evitadas até 23h da sexta-feira foi de R$ 66,3 milhões. O faturamento no e-commerce apenas na sexta-feira foi de pouco mais de R$ 4 bilhões, 4,5% acima do faturamento de 2020. “Esse faturamento foi abaixo do que estávamos projetando. Teve performance abaixo do que foi a quinta-feira, que teve crescimento de 10%. Em número de pedidos, na sexta-feira, tivemos 5,2 milhões de pedidos. Isso representa 2,4% abaixo do que tivemos em 2020. O pico de vendas ocorreu entre 10h e 14h de sexta-feira”, comenta a head de Inteligência da Neotrust, Paulina Gonçalves Dias. 2019 x 2021: Compare movimento da Black Friday; FOTOS Black Friday 2021: veja imagens pelo Brasil Tudo sobre a Black Friday 2021 Uso do PIX fica abaixo do esperado Vendas online batem R$ 5 bilhões na Black Friday Em 2021, assim como em outros anos, o cartão de crédito manteve-se como a principal forma de pagamento. Já o boleto bancário teve perda de participação de 4 pontos percentuais como forma de pagamento, enquanto PIX e carteiras digitais ganharam espaço. O PIX, entretanto, não teve a performance esperada, segundo Paulina, o que pode estar relacionado à data da Black Friday no final do mês, o que tem um impacto no bolso do consumidor para compras à vista. Valor do frete tem redução O valor do frete médio teve redução de 12% em relação ao ano passado. Já a participação do frete grátis nos pedidos teve aumento de 0.6 pontos percentuais, o que leva à conclusão de que o varejista arcou com uma parte desse frete para atrair consumidores. Categorias mais vendidas Entre as categorias mais vendidas, o destaque foi a entrada do item eletroportáteis entre os cinco primeiros no ranking, puxado pelas compras de fritadeiras e aspirador de pó. Na categoria Moda e Acessórios, o maior desconto foi dado no segmento de calçados femininos, e o menor desconto foi para moda masculina. Na categoria Beleza e Perfumaria, o maior desconto ocorreu em itens para o corpo e o menor em itens de barbearia. Categorias de produtos com maior número de pedidos Moda e Acessórios Beleza e Perfumaria Telefonia Eletroportáteis Eletrodomésticos Categorias de produtos com maior faturamento Telefonia Eletrodomésticos Eletrônicos Informática Móveis Performance do e-commerce por faixa etária 26 e 35 anos – 35% 36 a 50 anos – 34% Até 25 anos – 17% Mais de 51 anos – 14% Participação do e-commerce nas 5 regiões do país Sudeste – 61% Nordeste – 16% Sul – 14% Centro-Oeste – 6% Norte – 2% Veja Mais

Voluntários cuidam de búfalos abandonados em fazenda

G1 Economia Equipes fornecem soro, água, alimentação, medicamentos e carinho. Voluntários cuidam de búfalos abandonados em fazenda Voluntários de várias regiões do país tentam salvar mil búfalos e 70 cavalos abandonados pelo próprio dono em uma fazenda em Brotas, em São Paulo. No começo do mês, a polícia ambiental flagrou vários animais confinados em uma área pequena, sem comida e sem água. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Pelo menos 30 animais morreram nos últimos dias. As carcaças ainda não foram enterradas e estão espalhadas pelo pasto ou colocadas em valas. O proprietário tinha arrendado parte da fazenda para uma plantação de soja e abandonou o rebanho criado para produção de queijo e leite de búfala. Ele e mais 2 funcionários chegaram a ser presos, mas agora respondem em liberdade provisória. Tendas foram montadas no meio da fazenda para abrigar os animais em uma espécie de hospital de campanha. Eles dão soro, água, alimentação, medicamentos e carinho. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Vídeos: mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Preço pago a produtor de leite recua no Triângulo Mineiro

G1 Economia Nessa época do ano, é normal isso acontecer, pois a oferta aumenta e o consumo cai no estado de Minas Gerais. Preço pago a produtor de leite recua no Triângulo Mineiro Após meses em alta, o preço pago a produtores pelo litro de leite recuou no Triângulo Mineiro. Nessa época do ano, é natural que isso ocorra, pois a oferta aumenta, o consumo cai e, consequentemente, os valores pagos sofrem queda no estado de Minas Gerais. Assista a todos os vídeos do Globo Rural "Hoje nós temos aí altas de óleo diesel, dos insumos, de ração, da própria silagem que a gente usa para o gado e todos os meses os laticínios anunciando queda no preço do leite", diz o produtor Rodolfo Rangel. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Vídeos: mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Plataforma simplifica a venda de produtos usados

G1 Economia Startup cuida de todo o processo da venda, desde a precificação, passando pela retirada do produto na casa do vendedor, até a entrega para o comprador. Plataforma simplifica a venda de produtos usados Uma startup criada por quatro jovens empresários cuida de todo o processo da venda de objetos usados que as pessoas decidem se desfazer - da precificação até a revenda. A empresa foi fundada por Daniel Paredes, Diogo Suguimoto, Vinicius Romani e Lucas Navarro. A ideia do negócio veio de um amigo dos empresários, que se mudava muito e tinha dificuldade para vender os móveis que não podia levar junto. A startup cuida de todo o processo da venda, começando pela precificação e a retirada do produto na casa do vendedor. Em seguida, ele é levado para um galpão, é testado, fotografado e anunciado no site. Depois de comprado, o cliente pode receber o produto em casa ou retirar no local. As vendas são feitas pelo site da empresa e por outros marketplaces. A entrega é feita por terceirizadas, contratadas pela startup. Quando o produto é vendido o anunciante recebe o valor em até 30 dias. Cerca de 30% do valor da venda fica com a empresa e 70% volta para o anunciante. O investimento inicial na startup foi de R$ 520 mil para testar a operação em São Carlos, interior de São Paulo. Seis meses depois, eles estavam em São Paulo. Um diferencial da plataforma foi investir em vídeos dos produtos. Em menos de um ano, a empresa já movimentou mais de R$ 500 mil e espera faturamento próximo de R$ 1 milhão até 2021 terminar. Veja a reportagem completa no vídeo acima. Já Vendeu Rua Borges de Figueiredo, 1261 – Mooca São Paulo/SP - CEP: 03110-001 Site: https://javendeu.com/ WhatsApp: (11) 97514-8184 Instagram: https://www.instagram.com/javendeu.sp/ Facebook: https://www.facebook.com/JaVendeuSP/ Veja Mais

Pelagem pintada é um dos diferenciais dos cavalos appaloosa

G1 Economia Raça surgiu com os índios americanos e é criada no Brasil há aproximadamente 50 anos. Pelagem pintada é um dos diferenciais dos cavalos appaloosa Reprodução/Tv Tem Toda raça de cavalo tem uma qualidade que chama a atenção. No caso do appaloosa, a pelagem é um dos diferenciais, sendo um dos motivos para que a raça tenha conquistado a preferência de índios norte-americanos no passado. O appaloosa é criado no Brasil há aproximadamente 50 anos. Um haras localizado no município de Quadra (SP) tem cerca de 30 animais e o destaque são os cavalos da raça. O gerente e treinador do haras, Marcelo Dias Gonçalves, explica que não é possível garantir uma pelagem assim, pois há sempre um pouco de imprevisibilidade. O surgimento das pintas pode levar até três anos e é por isso que o registro dos animais é feito no momento do nascimento. Três anos depois, ocorre o registro definitivo. Não faltam casos de mudanças de pelagem. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 28/11/2021) Pelagem pintada é um dos diferenciais dos cavalos appaloosa As pelagens pretas e com pintas brancas são as mais valorizadas. Os exercícios dos cavalos do haras são realizados de segunda-feira a sábado, durando cerca de 15 minutos. O appaloosa é usado em trabalhos na fazenda e em competições, como o Hopefisher, de 11 anos de idade. Além de ser um reprodutor, ele é bicampeão nacional da raça. Por ser homozigoto, ele só gera filhos com o mesmo padrão de pelagem. Além disso, a raça também é tida como um animal versátil, podendo ter diferentes aptidões. Além das competições e dos trabalhos na fazenda, o cavalo pode ser utilizado como animal de sela. Acesse + Tv Tem | Programação | Vídeos | Redes sociais VÍDEOS: veja as reportagens do programa Confira as últimas notícias do Nosso Campo Veja Mais

Ômicron e economia: veja o impacto da nova variante nos mercados

G1 Economia Incertezas com a descoberta de nova variante impactaram bolsas, dólar e petróleo; como a OMS anunciou que precisará de semanas para compreender melhor o comportamento da cepa, a tendência é que a volatividade nos mercados predomine nos próximos dias. Sequência de três pregões de ganhos na bolsa brasileira é interrompida com temor do avanço da ômicron Os mercados financeiros reagiram com nervosismo na sexta-feira (26) ao anúncio de uma nova cepa do coronavírus, detectada na África do Sul, chamada de ômicron, classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma "variante de preocupação", o que lança incertezas sobre a trajetória da economia mundial. Apesar de ainda não se saber se ela é mais transmissível ou mais letal, os impactos nos mercados foram imediatos. Bolsas caíram ao redor do mundo, fazendo empresas perderem valor de mercado. Já os preços do petróleo tiveram a maior queda diária desde abril de 2020. O dólar também reagiu e teve forte alta, chegando perto de R$ 5,60 no Brasil. Como a OMS já anunciou que precisará de semanas para compreender melhor o comportamento da variante, a tendência é que a volatividade nos mercados predomine nos próximos dias. LEIA TAMBÉM: Gráfico da ômicron mostra forte alta: especialistas veem risco, mas citam baixa vacinação na África do Sul O que se sabe sobre nova variante detectada na África do Sul OMS diz que precisa de várias semanas para compreender melhor nova variante do coronavírus OMS declara a B.1.1.529 como 'variante de preocupação' e dá o nome de 'ômicron' Veja abaixo como o anúncio da ômicron impactou os mercados ao redor do mundo. Bovespa O Ibovespa recuou 3,39%, a 102.224 pontos. Foi a maior queda diária desde 8 de setembro. Na mínima da sessão, chegou a 101.495 pontos. As ações das companhias aéreas Gol e Azul despencaram mais de 10%, junto com os papéis da operadora de turismo CVC. Com o resultado de sexta, o Ibovespa recuou 0,79% na semana e acumula queda de 1,23% em novembro. Em 2021, o tombo ainda é de 14,10%. Dólar O dólar fechou em alta de 0,54%, cotado a R$ 5,5948. Com o resultado, a moeda norte-americana acumula recuo de 0,93% no mês, mas avanço de 7,86% no ano. Empresas perdem valor de mercado As empresas brasileiras perderam R$ 140 bilhões em valor de mercado na sexta-feira (26), segundo levantamento da provedora de informações financeiras Economatica. A maior perda de valor de mercado foi registrada pela Petrobras (R$ 16,340 bilhões), seguida pela Vale (R$ 9,099 bilhões) e Ambev (R$ 8,498 bilhões). Em seguida as maiores perdas foram no Bradesco (R$ 7,216 bilhões), Weg (R$ 4,657 bilhões), Itaú (R$ 4,451 bilhões), Magazine Luiza (R$ 4,225 bilhões) e Santander (R$ 3,989 bilhões). Empresas que tiveram maiores quedas em valor de mercado Divulgação Entre as ações que mais caíram na sexta-feira, a Azul, que despencou 14,18%, perdeu R$ 1,315 bilhão em valor de mercado. Já a Gol perdeu R$ 718,1 milhões com a queda de 11,81% nas ações, e a CVC Brasil, R$ 418,3 milhões, com o recuo de 11,06%. Petróleo O petróleo Brent caiu 11,6%, para US$ 72,72 o barril, enquanto o petróleo nos EUA fechou em queda de 13,1%, a US$ 68,15 o barril. Foi a maior queda diária desde abril de 2020. "Mesmo sem restrições drásticas que limitem a propagação do vírus, as pessoas serão mais cautelosas e isso pesará sobre a demanda pelo petróleo bruto, disse à AFP Michael Lynch, presidente da Strategic Energy & Economic Research (SEER). Vários países europeus e os Estados Unidos suspenderam os voos de nações africanas para tentar conter o avanço da ômicron. "Estou surpreso com a magnitude dessa queda, porque ainda é muito cedo para saber qual será o impacto e se as vacinas serão eficazes ou não", disse o analista. De acordo com as agências Reuters e Bloomberg, a Opep e seus aliados dentro da Opep+ planejam modificar sua programação de aumento de produção em reação ao surgimento desta nova variante. "O mercado está considerando o pior cenário possível, em que essa variante causa grande destruição da demanda", disse à Reuters Bob Yawger, diretor de futuros de energia da Mizuho. Bolsas internacionais As bolsa de valores de todo o mundo registraram fortes perdas diante do temor pela nova variante do coronavírus No exterior, as ações das companhias aéreas lideraram a queda generalizada nos mercados depois da suspensão pela União Europeia e pelos EUA de voos oriundos da África do Sul e mais sete nações africanas por causa de receios com a nova variante do coronavírus. As ações despencaram em Wall Street, nos EUA, na sexta-feira, enquanto as ações europeias sofreram o maior movimento de venda em 17 meses. O índice Dow Jones caiu 2,53%, a 34.899 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 2,27%, a 4.595 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 2,23%, a 15.492 pontos. As vendas de ações foram amplas, com grandes quedas em todos os 11 principais setores do S&P, exceto saúde, que caiu apenas ligeiramente graças aos fortes ganhos da Pfizer e Moderna, fabricantes de vacinas contra a Covid-19. O índice de volatilidade CBOE, popularmente conhecido como o medidor do medo de Wall Street, atingiu seu nível mais alto desde 20 de setembro. Já na Europa, o índice FTSEurofirst 300 caiu 3,71%, a 1.796 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 3,67%, a 464 pontos - em sua pior sessão desde junho de 2020 -, recuando 4,5% na semana. A medida de volatilidade para o principal mercado acionário chegou a uma máxima de 10 meses. "As ações estão reagindo negativamente porque não se sabe nesse momento quanto as vacinas serão efetivas contra a nova cepa, e, portanto, isso aumenta o risco de novos lockdowns", disse Peter Garnry, chefe de estratégia de ações do Saxo Bank. Entre os setores, o de viagem e lazer despencou 8,8%, em seu pior dia desde o começo do choque da Covid-19 em março de 2020. Na Ásia, os mercados refletiram a tendência e Tóquio fechou em baixa queda de 2,53%. Na China, o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, teve queda de 0,74%, enquanto o índice de Xangai caiu 0,56%. Brasil vai barrar entrada de viajantes de seis países da África por causa da ômicron, diz Casa Civil Impactos no Brasil Um dos maiores temores é que a disseminação da variante leve a novas medidas de isolamento e prejudique a recomposição das cadeias globais de suprimentos, dominadas pela Ásia, aponta Fábio Pereira Andrade, professor de economia do curso de Relações Internacionais da ESPM São Paulo. Para ele, a somatória do aparecimento da nova variante com a quarta onda da Covid-19 na Europa, um mercado comprador dos produtos brasileiros, pode ter impacto sobre a economia do país. “Se os países europeus que compram do Brasil reduzirem a demanda e a nova variante chegar ao leste asiático, interrompendo a cadeia produtiva, teremos ainda mais pressão inflacionária e problemas com a balança comercial”, diz. Mercados emergentes As ações e moedas latino-americanas se juntaram a uma liquidação nos mercados emergentes, levando a uma fuga de ativos arriscados diante de receios com novas restrições econômicas globais. O índice da MSCI para moedas latino-americanas perdeu 0,8%, atingindo uma mínima em sete meses, enquanto as ações despencavam 3,5%, afundando ao menor patamar em um ano. As moedas mexicana e chilena lideraram as perdas na América Latina, caindo mais de 1% cada, enquanto as ações argentinas despencavam mais de 5%. Os ativos de mercados emergentes mais amplos afundaram após a descoberta da variante. O rand da África do Sul caiu 2% e atingiu mínimas em um ano. A moeda encerrou sua terceira semana consecutiva no vermelho. A lira da Turquia chegou a perder quase 4% durante a sessão, antes de devolver algumas perdas, e terminou a semana com queda de cerca de 9%. Veja Mais

Black Friday registra aumento de procura por alimentos em promoção, revela levantamento

G1 Economia Pela primeira vez, segundo pesquisa da Ebit/Nielsen, a categoria apareceu na lista dos 10 itens mais procurados pelos brasileiros na data. Consumidor analisa presos em gôndola de supermercado Reprodução/EPTV Uma pesquisa da Ebit/Nielsen mostra que 14% dos entrevistados estão procurando promoções de alimentos na Black Friday deste ano; o índice é dois pontos percentuais maior do que o de 2020. Pela primeira vez, a categoria de alimentos apareceu na lista dos 10 itens mais procurados pelos brasileiros na data. O número de pedidos de alimentos e bebidas no comércio online cresceu 10%, e o volume de vendas, 17%. Em tempos de inflação alta e orçamento curto, promoção serve para garantir o básico: abastecer a geladeira com o que anda em falta no prato. Loreta Andrade Silva, dona de casa, saiu do Campo Limpo, na Zona Sul, e veio até um mercado da Zona Oeste para comprar carne. “Frango está 12 reais o quilo, aqui está 6,99, e a coxa e sobrecoxa, R$ 7,79. Então o preço está maravilhoso, vale a pena.” Durante o ano todo, o preço dos alimentos não deu trégua. Pressionou mês a mês o bolso das famílias, principalmente das mais pobres, que têm o orçamento quase todo comprometido com os gastos mais básicos. É por isso que, neste ano, produtos do dia a dia entraram na Black Friday dos supermercados. Segundo o Índice de Preços ao Consumidor da Fipe, os preços dos alimentos subiram, na média, 8,81% na capital de janeiro a outubro. Segundo Marcelo Osanai, líder de e-commerce da Ebit/Nielsen, “a inflação é um dos motivadores dessa nova tendência que a gente observa”, mas não o único. “O crescimento de alimentos e bebidas, ou seja, esses produtos mais comuns dos supermercados, ele é uma tendência que veio com o crescimento do e-commerce durante a pandemia. O consumidor foi obrigado a buscar o comércio eletrônico para se abastecer e agora essa tendência continua e principalmente concentrada na Black Friday, com as promoções.” Em nota, a Associação Paulista de Supermercados (Apas) disse que a Black Friday já é a segunda data em que os supermercados mais vendem no ano, perdendo apenas para o Natal. Informou também que, no terceiro e no quarto trimestres, as redes costumam elevar os estoques de 30% a 40% para atender o crescimento na data. VÍDEOS: Tudo sobre São Paulo e região metropolitana Veja Mais

Rede de hipermercados abre 30 vagas de emprego em Campinas

G1 Economia Oportunidades estão distribuídas em vários cargos para atuar nas unidades da metrópole. Unidade da rede de supermercados Carrefour; vagas de emprego estão abertas em Campinas André Feites Uma rede de hipermercados está com 30 vagas de emprego abertas para as unidades de Campinas (SP). A inscrição para o processo seletivo pode ser feita no site da empresa. Segundo o Carrefour, os recrutadores vão avaliar as aptidões individuais que atendem às exigências das vagas e a meta de diversificação do time. Pessoas com deficiência (PCD) também podem se candidatar às oportunidades. "Todas as etapas do processo seletivo acontecem de forma online, com exceção da entrevista com o gestor que é realizada presencialmente para que o candidato possa visitar a unidade e visualizar a função que será desempenhada", informou a instituição. Os selecionados devem ser contratados até dezembro deste ano. As vagas não foram detalhadas, mas possuem cargas horárias distintas de acordo com o cargo. Além de todos os benefícios legais, a rede oferece convênios médico, odontológico e de farmácia, bem como 5% de descontos nas compras realizadas com o Cartão Carrefour nas unidades da rede. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas Veja Mais

'Enchi o carrinho com tudo que estava barato', diz aposentada que economizou para a Black Friday

G1 Economia Lojas em shoppings e no Centro Comercial de Macapá tiveram grande movimento, mas sem grandes aglomerações. Expectativa de empresários é alta. Aposentada Gilda Ribeiro, 64 anos, comprou uma televisão e vários itens em promoção Laura Machado/g1 O ponto alto da Black Friday em Macapá, nesta sexta-feira (25), foi de lojas movimentadas nos shoppings e no Centro Comercial. As promoções movimentam um grande público em busca produtos com preços mais acessíveis. Televisão, equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos são os campeões de procura dos consumidores nesse período. Mas também teve quem entrou nas lojas sem pretensão e acabou abastecendo o carrinho. A aposentada Gilda Ribeiro, 64 anos, foi uma dessas pessoas. Ela conta que passou alguns meses guardando dinheiro, mas não tinha um objetivo específico. "Comprei uma televisão por um bom preço, fiz pesquisa e onde está mais em conta e eu estou comprando. É o primeiro ano que participo das promoções, guardei um dinheiro para isso. Enchi o carrinho com tudo que estava barato", contou a aposentada. Black Friday movimenta compras de final de ano Laura Machado/g1 A economia também fez parte da rotina de Cleia Souza no último ano. A dona de casa de 47 anos conta que o filho guardou dinheiro para comprar o próprio videogame, mas os pais também deram uma ajuda para realizar esse sonho. “Estou achando ótimo, tudo muito barato. Viemos comprar o videogame do meu filho, guardamos dinheiro o ano todo e agora 'estouramos o cofrinho'”, contou, com felicidade. Cleia Sousa, 47 anos, foi às compras na Black Friday para realizar o sonho do filho de ter um videogame Laura Machado/g1 Fiscalização de preços O Instituto de Defesa do Consumidor do Amapá (Procon-AP), realiza uma fiscalização em 3 municípios do Amapá para garantir os direitos do consumidor e evitar fraudes e preços abusivos nas promoções. Ao longo da semana as equipes do órgão percorrem o comércio e estabelecimentos de serviços de Macapá, Santana e Mazagão. “As equipes estão fiscalizando comércios, shoppings e prestadoras de serviço, para verificar produtos que já estão expostos, o histórico e as notas fiscais, para identificar se as promoções são de fato verdadeiras”, detalhou o Presidente do Procon, Luiz Pingarilho. Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá ASSISTA abaixo o que foi destaque no AP: Veja Mais

Metaverso: o que é a economia do mundo paralelo e como ela pode ser explorada nos próximos anos

G1 Economia A Bloomberg Intelligence calcula que a oportunidade de mercado para o metaverso pode atingir US$ 800 bilhões (R$ 4,5 trilhões) até 2024. Já o Bank of America incluiu o metaverso na sua lista de 14 tecnologias que revolucionarão a nossa vida. Facebook mencionou NFTs em sua visão sobre o metaverso Reprodução O que será necessário para construir o metaverso — o mundo paralelo e totalmente digital que grandes corporações, como o Facebook e a Microsoft, estão tentando desenvolver? Esse universo na nuvem baseado em realidade aumentada precisará de muitos recursos, anos e colaboração de corporações de diferentes setores. Criar um mundo novo é desenvolver a economia por meio de bens e serviços que ainda não existem e, provavelmente, inspirar a criação de novas empresas ao longo do caminho. Os especialistas concordam que é pouco provável que uma única empresa possa construir e manter o cibermundo. VEJA TAMBÉM NFT: terreno em mundo virtual é vendido por recorde de US$ 2,4 milhões Entenda: o que é o metaverso, apontado como o futuro do Facebook A Bloomberg Intelligence calcula que a oportunidade de mercado para o metaverso pode atingir US$ 800 bilhões (R$ 4,5 trilhões) até 2024. Já o Bank of America incluiu o metaverso na sua lista de 14 tecnologias que revolucionarão a nossa vida. "O metaverso compreenderá inúmeros mundos virtuais conectados entre si e com o mundo físico", segundo os especialistas no recente "relatório temático do Bank of America: As 14 tecnologias que revolucionarão a nossa vida". "Eles gerarão uma economia forte, englobando o trabalho e a diversão, enquanto transformam indústrias e mercados muito tradicionais, como as finanças, os bancos, o comércio e a educação, saúde e fitness, além do entretenimento para adultos", segundo o relatório. "No final da década — em 2030 —, passaremos mais tempo no metaverso que na 'vida real'", segundo o inventor americano Raymond Kurzweil, pioneiro no desenvolvimento de diversos avanços tecnológicos e diretor de engenharia da Google desde 2012. Mas o conceito, na verdade, não é novo. Diversos videogames online vêm desenvolvendo mundos virtuais há décadas. Não se trata do metaverso, mas há algumas ideias em comum. Facebook demonstra protótipo de luva tátil com foco no metaverso Grandes investimentos "Não se trata de algo novo. A novidade é o volume de investimentos que o metaverso vem recebendo, além da crescente aceitação dos ativos digitais em uma população cada vez mais nativa do mundo digital", segundo Benjamin Dean, diretor de ativos digitais da empresa de análise e investimentos WisdomTree. "O ritmo da transformação continua se acelerando, o que significa que tecnologias [que considerávamos] distantes e de longo prazo estão se aproximando cada vez mais rápido", segundo ele. "Nos últimos anos, nos países industrializados, a maioria das pessoas (mais de 50%) não se lembra de como era a vida antes da internet. Essa mudança demográfica continuará se aprofundando, especialmente nos países onde os smartphones são onipresentes e a população é mais jovem", segundo o especialista da WisdomTree. "Dez anos atrás, chamei esse processo de virtualização do mundo", acrescenta Dean. Segundo o próprio fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, no universo digital que será o metaverso, "você poderá se teletransportar instantaneamente como um holograma para chegar ao escritório sem necessidade de deslocamento, a um concerto com os amigos ou à sala da casa dos seus pais para saber das novidades". Mas, ao contrário da realidade virtual atual, que é principalmente utilizada para videogames, o metaverso poderá englobar o entretenimento, os jogos, shows, cinema, o trabalho, a educação e muito mais. E isso fará com que se desenvolvam novas empresas e tecnologias nesses setores específicos. Shows, conteúdo e entretenimento A cantora Ariana Grande, o DJ Marshmello e o rapper Travis Scott já se apresentaram no famoso videogame Fortnite, da Epic Games, em uma demonstração de como poderia ser o futuro dos shows musicais no metaverso. Até 12,3 milhões de jogadores da plataforma chegaram a se reunir em tempo real em abril do ano passado para presenciar o lançamento da música The Scotts, composta pelo superastro do rap Travis Scott e seu colega Kid Cudi. E até o ratinho Mickey parece estar pronto para interagir no metaverso. O diretor-executivo da Disney Bob Chapek afirmou que o conglomerado está se preparando para dar um salto tecnológico rumo ao mundo da realidade virtual nos seus parques temáticos. Mas a experiência não ficaria limitada aos parques. "Estender a magia dos parques da Disney para os ambientes domésticos é uma possibilidade real", segundo ele. "A geração Z impulsionará a mudança para o metaverso e o uso de hologramas, além de maior criação de conteúdo para os mundos virtuais. Essa ação poderá beneficiar o setor, ainda que em prazo muito longo", segundo o relatório do Bank of America. ENTENDA: o que é NFT Moda em NFT: por que estão pagando por roupas virtuais Os provedores de conteúdo, que incluem filmes (Disney), televisão (Discovery Channel), esportes (Fox Sports), música (Universal Music Group, Live Nation), provedores de plataformas (Netflix) e jornais (The New York Times) começaram a fazer experiências de imersão em 3D. O diretor da saga O Senhor dos Anéis, Peter Jackson, recentemente anunciou a venda do seu estúdio de efeitos especiais, Weta Digital, para uma empresa de software americana (Unity) que quer desenvolver o metaverso — uma operação que demonstra o movimento muito rápido do setor. "Oferecer assentos de imersão na "primeira fila" de um evento esportivo, show musical ou desfile de moda poderia ser lucrativo para as empresas e aumentaria a acessibilidade de eventos ao vivo", segundo o relatório do Bank of America. ‘Metaverso’: entenda como vai ser o futuro da internet Escritório e presença virtual Mas um legado da pandemia de Covid-19 é o trabalho remoto. Infinite Office é o lugar de trabalho idealizado pelo Facebook. Ele tem salas de reuniões virtuais, onde os participantes podem simultaneamente usar seus computadores do mundo real. Mas o Facebook não é a única dentre as grandes empresas de tecnologia que estão desenvolvendo conceitos desse tipo. A Microsoft comentou recentemente sobre a criação de um "metaverso para empresas", com base no Microsoft Teams, a plataforma de reuniões que se popularizou durante a pandemia. Com ele, segundo a empresa, será possível oferecer espaços virtuais para eventos, reuniões e oportunidades de networking. Para a empresa de consultoria PwC, o setor de formação tem muito a ganhar com ambientes de escritórios virtuais. "A realidade virtual já está impulsionando programas de formação de vários setores, criando ambientes que seriam caros, perigosos ou limitados no mundo real", segundo seus especialistas em um relatório de 2020. Eles acreditam que uma experiência de imersão e emoção, que pode ser muito mais emocionante que a formação tradicional no local de trabalho, pode estimular a memória e ser muito mais eficaz no aprendizado de novas habilidades e procedimentos. O que será do metaverso do Facebook? Wagner Magalhaes / g1 Grandes desafios Os especialistas concordam que ainda há um longo caminho a ser percorrido antes de podermos ver o metaverso materializado. O ex-engenheiro da IBM Thomas Frey recorda que a infraestrutura da internet, a possibilidade de ter um grande número de participantes interagindo em tempo real, as barreiras do idioma e os problemas de latência (o tempo decorrido para abrir uma página web ao clicarmos nela) são os principais desafios do metaverso. Serão necessários computadores e chips de processamento de gráficos e vídeo mais potentes e as companhias mais importantes do setor, como NVIDIA, AMD e Intel, já vêm trabalhando neles. O desenvolvimento de toda essa tecnologia oferecerá novas oportunidades de negócios para todos os fabricantes de microchips. Outro setor que promete transformações é o da educação. "A ideia fundamental é baseada na aprendizagem adaptativa, que existiu por muitos anos", segundo Haim Israel, Felix Tran e Martyn Briggs, estrategistas da BoA Merrill Lynch. "As lições mudam de resposta de acordo com as reações dos estudantes sobre a matéria, como inclinar a cabeça ou até pegar no sono. Podem ser criados questionários, vídeos e explicações adicionais para aumentar a compreensão ou animar a aula", acrescentam eles. No campo da educação superior, tudo indica que as universidades criarão seus próprios campi virtuais, o que poderia aumentar o número de estudantes. As possibilidades são quase infinitas. Os estudantes de astronomia poderiam observar a colisão de galáxias e a aula de história da arte poderia ocorrer na Capela Sistina. Microsoft diz que Mesh para Teams é porta de entrada para o metaverso Microsoft Cada vez mais usuários procuram soluções digitais para assistência médica e a pandemia exacerbou essa tendência. A medicina e a telemedicina poderiam ter um campo para crescer e desenvolver novos serviços. O mesmo aconteceu com o comércio eletrônico. Gigantes como a Amazon e o Mercado Livre viram suas vendas multiplicar-se e o Bank of America acredita que o metaverso levará os consumidores a comprar mais nos mundos virtuais. Para Benjamin Dean, todo esse novo comércio precisará de moedas alternativas que convivam com o dinheiro existente: dólares, euros, ienes, reais... "A linha divisória entre a realidade física e a virtual vem se dissipando e isso continuará a acontecer durante a próxima década", afirma ele. Veja Mais

Clientes amanhecem na fila para aproveitar descontos de até 80% da 'Black Friday' no litoral de SP

G1 Economia Para atender os clientes, algumas lojas decidiram abrir as portas mais cedo. Clientes amanhecem na fila para aproveitar descontos da 'Black Friday' no litoral de SP Matheus Croce/g1 Dezenas de clientes foram logo cedo para as lojas do Centro de São Vicente, no litoral de São Paulo, com a intenção de aproveitar os descontos da 'Black Friday'. A tradicional data de descontos do varejo deve movimentar as lojas e sites nesta sexta-feira (26). Em uma das lojas, os itens mais procurados eram fritadeiras e liquidificadores. Os descontos chegam até 80% nos estabelecimentos comerciais da cidade. Para atender os clientes, alguns estabelecimentos decidiram abrir as portas mais cedo, às 8h. TUDO SOBRE BLACK FRIDAY: O que está mais caro em 2021 – e o que está mais barato Memes e curiosidades Como fazer uma boa pesquisa de preços Veja as promoções dos fast foods A auxiliar de limpeza Graça Lima estava na fila para entrar na loja logo cedo. "Eu não tinha o objetivo de comprar nada, mas estava saindo do médico e vi os preços. Na verdade, mesmo, eu fiquei namorando uma televisão. Pelo que eu vi, os preços estão razoáveis. Dá pra comprar, pelos menos em várias vezes", disse ela. Clientes amanhecem na fila para aproveitar descontos da 'Black Friday' no litoral de SP Matheus Croce/g1 "Eu vim comprar uma piscina de plástico. Antecipar o verão e ver meus netos brincando. Os preços estão razoáveis. Acho que vou comprar. Minha filha vai tirar para mim", disse a aposentada Maria Aparecida Ferreira. A dona de casa Elizete Aparecida Santos Vieira foi até a loja com a intenção de comprar uma caixa de som. "Meu marido que gosta e eu vim ver o preço. Para mim, os preços são todos iguais. Poucas coisas estão em conta. Mas, mesmo assim eu vou comprar o som", falou. A dona de casa Elizete Aparecida Santos Vieira foi até a loja com a intenção de comprar uma caixa de som em São Vicente Matheus Croce/g1 Fabiano Mariano, coordenador do Núcleo Regional de Santos do Procon/SP, orienta o consumidor a ficar atento nas lojas. "Fazer uma compra consciente, pesquisar antes no comércio, há variação de preço. E, dentro da loja, verificar se existe o valor anterior do produto, quanto ele era comercializado antes e, agora, no momento", recomendou. Ele também orienta o consumidor a ficar atento às compras na internet. "O consumidor deve entrar no site do Procon e verificar quais os sites não são confiáveis. E, nas compras pela internet, ele tem o direito de arrependimento de até sete dias, se o produto não for conveniente, do seu agrado, para realizar uma troca", disse. Em algumas lojas do Centro de São Vicente, no litoral de São Paulo, os descontos chegam até 80% na Black Friday Matheus Croce/g1 VÍDEOS: Mais assistidos do g1 nos últimos 7 dias Veja Mais

Black Friday: como se proteger das fraudes, segundo especialistas em segurança

G1 Economia Especialistas alertam que pessoas estão mais ansiosas por preços abaixo do normal e tendem a ter pouco cuidado com links e sites suspeitos; conheça alguns dos principais golpes. Especialistas em segurança cibernética dizem que impulso e prazo curto para compras fazem da Black Friday o dia com mais golpes do ano Getty Images via BBC Durante meses, algumas das maiores lojas de departamentos do Brasil anunciam a chegada da data mais aguardada por quem espera fazer compras com grandes descontos: a Black Friday (nesta sexta-feira, 26/11). Mas a data tão atrativa também se tornou a preferida dos golpistas digitais. Dados de empresas brasileiras de segurança cibernética apontam que a data é a campeã em fraudes. Nenhum outro dia do ano tem tantas ocorrências de consumidores enganados. GUIA DE COMPRAS: Qual comprar? Veja dicas na hora de escolher airfryer, televisão, fone de ouvido e outros DRINKS: como combinar gim, vodca e cachaça SMARTPHONES: g1 testa modelos de R$ 2 mil TODOS OS GUIAS DE COMPRA "A Black Friday é o 'Natal' dos golpistas. É quando eles ganham mais dinheiro", diz Thiago Tavares, presidente da SaferNet Brasil, organização sem fins lucrativos voltada para garantir segurança em questões de privacidade e crimes na internet. Ele explica que a data é campeã de golpes porque une dois ingredientes "explosivos": "O desejo do consumidor de comprar algo com um preço muito abaixo do mercado e, do outro lado, a vontade do golpista de ganhar dinheiro". "Tudo isso numa data em que o consumidor está mais vulnerável para assumir riscos em troca de um desconto maior." Tavares afirma que esse impulso leva pessoas, atraídas por um preço mais baixo, a comprar coisas em sites em que nunca compraram antes, que não conhecem e não pesquisaram previamente. 'A Black Friday é o Natal dos golpistas. É quando eles ganham mais dinheiro', diz o presidente da SaferNet Brasil, Thiago Tavares Getty Images via BBC "As pessoas ficam ainda mais suscetíveis a assumir riscos e tomar decisões imediatas porque elas têm um dia só para aproveitar. Muitas vezes, no intervalo do almoço, do café, para não perder a promoção. Como ela vai pesquisar algo em tão pouco tempo?", diz. Para Bruno Almeida, especialista em segurança de dados e diretor de inovação da Mandic Cloud, empresa de tecnologia especializada em computação em nuvem, "essas são datas em que as pessoas ficam angustiadas porque elas esperam esse momento o ano inteiro para comprar. Se não prestarmos atenção aos detalhes, acabamos comprando por impulso por conta das mensagens de emergência." VEJA TAMBÉM: Vai usar o PIX na Black Friday? Veja como evitar furadas Saiba como fazer uma boa pesquisa de preços É possível conseguir descontos com a inflação em alta? Veja dicas Tudo sobre a Black Friday 2021 O coordenador do MBA de marketing digital na FGV, Andre Miceli, disse que as pessoas caem mais em golpes na Black Friday porque têm a expectativa de encontrar preços abaixo do normal — e não desconfiam deles. "Em outras datas, como o Dia dos Namorados, Dia das Mães e Natal, também há campanhas que se estendem por semanas e as compras ocorrem de maneira mais espaçada. A Black Friday é uma data prevista para negócios atípicos. É quando uma anomalia de preço não chama atenção porque as pessoas estão habituadas a fazer compras com preços anormais", afirmou. Miceli afirmou que o Brasil está entre os cinco países com os maiores números de ataques em ambiente digitais. São 60 milhões de invasões de hackers ou transações comerciais fraudadas por ano. Site clonado e corrente de WhatsApp Um dos golpes mais comuns na Black Friday é um dos mais antigos da internet. O phishing é uma técnica usada pelos ladrões de dados para enganar os clientes e roubar suas informações sem que percebam. Para isso, eles criam sites falsos — muitas vezes clones de grandes lojas — e espalham esses endereços eletrônicos por email ou correntes de aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram. Esse e-mail é confiável? Veja dicas para não cair em golpes As mensagens costumam ter textos alarmistas, de promoções que se esgotam em poucos minutos ou das poucas unidades que ainda restam. Tudo isso para forçar a vítima a fazer a compra imediatamente. No impulso de se dar bem e aproveitar um grande desconto, o consumidor coloca seus dados pessoais e de cartão de crédito no site espião. Do outro lado, os golpistas colhem todas essas informações e as usam para fazer compras. Black Friday: público que pretende fazer alguma compra cai de 61% para 57% O mesmo pode ocorrer com aplicativos, quando a vítima acredita que um app dará descontos extras durante a Black Friday. Mas, após fazer o download e autorizar que o programa tenha acesso a algumas informações do smartphone ou tablet, o criminoso passa a receber informações sigilosas e usá-las para fazer compras. Também há quadrilhas especializadas em criar lojas digitais ou contas de lojas falsas em market places (sites de vendas criados em redes sociais). Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, os bandidos oferecem, neles, produtos que não têm. O cliente compra um produto que não receberá. Como evitar golpes na Black Friday? Thiago Tavares, presidente da SaferNet Brasil, diz que a pessoa que recebe ofertas tentadoras pela internet deve ter calma e paciência para confirmar se a oferta é verdadeira e se a empresa tem uma boa reputação. "A primeira coisa é digitar o site manualmente diretamente no browser para evitar sites clonados. O acesso por links pode levar a páginas falsas e enganar o comprador. Se a loja realmente estiver fazendo a promoção, o cliente deve entrar em sites que comprovem a reputação da empresa, como a plataforma www.consumidor.gov.br, do Ministério da Justiça, e o Reclame Aqui". Ele diz ainda que é possível confirmar pelo Google Street View se o endereço registrado pela empresa realmente existe e se ela está no local informado. Pesquisar sobre a reputação da empresa é uma das dicas para evitar sofrer golpes na Black Friday Getty Images via BBC O especialista em segurança cibernética da Mandic Cloud Bruno Almeida alerta que uma das principais dicas é desconfiar de qualquer link encaminhado em grupos e até mesmo de maneira privada em redes sociais — inclusive de pessoas de confiança. "Participamos hoje de grupos de WhatsApp com muitas pessoas que a gente talvez nem conheça. Até mesmo conhecidos nossos podem compartilhar sites maliciosos, que roubam seus dados, sem saber do que se trata. Não compre nada nesses sites sem conhecer nem instale programas ou aplicativos em seu celular de empresas desconhecidas. Especialistas ainda indicam que o ideal é usar conexões confiáveis ao fazer compras, como o plano de dados do celular ou a rede de Wi-Fi da sua casa. Também só é recomendado fazer compras em aparelhos com antivírus atualizados. Também é recomendado que o comprador visite as páginas das redes sociais das lojas em que planeja fazer compras para saber qual a avaliação que ela teve de seus clientes anteriores: se cumpriu o prazo de entrega, se o produto chegou corretamente e se fez as trocas de maneira adequada quando necessário. Confira se a página tem certificados de segurança digital, se aparece um cadeado ou a inscrição "https" na barra de endereço. 'Na dúvida, não compre' Para quem está há meses à espera de uma data especial para compras, um dia pode parecer pouco para aproveitar as promoções. O coordenador do MBA de marketing digital na FGV, Andre Miceli, disse que o mais importante neste momento é controlar as emoções e, por mais difícil que seja, agir com calma. "Desconfiar de tudo é o primeiro passo. Quando a esmola é demais, todo santo desconfia. Isso vale não só para compras, mas também para evitar cair em fake news. É importante procurar uma validação para a informação por outras fontes daquilo que você recebe", afirmou. Segundo ele, o primeiro passo para evitar esse tipo de situação é analisar o site em que o cliente pretende fazer a compra. E se recebeu link em alguma mensagem, antes de clicá-lo, verificar o site e confirmar se lá também existe a informação exibida no link. Miceli explica que é muito comum os sites clonados usarem endereços muito parecidos com os clonados, que enganam facilmente quem passa o olho rapidamente. Muitas vezes são sites brasileiros que terminam com ".ru" ao invés de ".com.br" ou ".com". Esses são grandes indícios de que o cliente deve evitar a compra. Ele explica que todos os anos surgem novos golpes diferentes e que as empresas de segurança avançam na tentativa de barrá-los. Nos últimos anos, conta ele, o sistema antispam do Gmail, por exemplo, evoluiu a ponto de barrar boa parte das mensagens maliciosas e indesejadas. É um jogo de gato e rato. "É normal que o crime ande na frente, a ação é do criminoso, há sempre pessoas criando novas formas de subversão. E por mais que os mecanismos estejam ficando mais eficientes, é difícil barrar algumas coisas", afirmou. O que fazer se você cair num golpe desses? Por mais que existam formas de se proteger de fraudes, a Black Friday sempre registra ocorrências desse tipo. Mas o que fazer se você for uma dessas vítimas? A advogada especializada em crimes cibernéticos Flora Sartorelli, do escritório Duarte Garcia, afirma que a primeira coisa a se fazer é entrar em contato com o banco ou a operadora de cartão de crédito por onde foi feita a transação. "Isso funciona para tentar bloquear a conta do fraudador e conseguir restituir o dinheiro. Ou até mesmo bloquear o cartão para evitar que a operação seja concluída e até evitar novas fraudes", afirmou. Ela explica que os bancos possuem um sistema de inteligência capaz de detectar a maior parte das vezes em que um cartão foi fraudado e bloquear a transferência de valores. Uma delas é quando ocorrem várias compras seguidas com valores repetidos. O próximo passo, conta Sartorelli, é registrar um boletim de ocorrência. Ela afirma que a vítima deve reunir o máximo de informações possíveis para fornecer à polícia, como uma captura de tela do site onde a compra foi feita, o CNPJ da empresa e o endereço físico dela. No Estado de São Paulo, caso haja indícios de que a fraude ocorreu graças à ação de uma organização criminosa, a investigação é encaminhada para uma delegacia especializada em crimes cibernéticos. Prisão Apesar de os especialistas dizerem que é pouco comum alguém ser identificado e preso por cometer fraudes cibernéticas, os criminosos podem responder por diferentes crimes. Criar um site clonado ou falso se enquadra nos crimes contra a economia popular, de 1951. A pena é de seis meses a dois anos de prisão. Mas quando o golpista induz ou mantém alguém em um erro, como fazer uma compra em um site falso ou transferir dinheiro em troca de algum produto que não receberá, ele pode responder por estelionato. Esse crime prevê uma pena de 1 a 5 anos de prisão. Também há o crime de furto bancário. Segundo Sartorelli, o crime é cometido a partir do momento em que o criminoso insere informações pessoais obtidas de terceiros em um phishing para fazer transferências e pagamentos. O criminoso pode responder por furto simples, com pena de 1 a 4 anos de prisão ou até furto qualificado — de 2 a 8 anos. Especialistas relatam que muitos consumidores que caem em golpes de páginas clonadas costumam culpar as páginas verdadeiras pela fraude. A advogada especialista em crimes cibernéticos afirma que as empresas que tiveram seus sites falsificados também são vítimas. "Como é muito difícil rastrear as pessoas que cometeram o crime, o ser humano quer achar um culpado. Como não consegue, vai no que está mais perto porque sente que a empresa verídica deveria ter um controle de clonagem de seu próprio site, mas isso é muito difícil de ser feito e esse dever não está no rol de atividades dela", afirmou a advogada Flora Sartorelli. Ela explica que só é possível acusar alguém de fraude se for possível provar que essa pessoa contribuiu para que o golpe ocorresse ou por ter se omitido de um dever para evitá-lo. Há ainda os casos em que empresas anunciam um preço na loja e quando o item é colocado no carrinho aparece um valor maior. Ou então a loja anuncia um desconto de 50% de um produto que teve seu valor dobrado recentemente, recurso conhecido como "metade do dobro". Nesses casos, a advogada indica que a vítima entre em contato com a própria empresa, pois pode ter ocorrido um erro e o problema pode ser solucionado rapidamente. Caso a empresa se negue a fazer um acordo ou devolver o dinheiro, o cliente pode fazer uma reclamação no Procon do seu Estado. Ela lembra que fazer propaganda enganosa é um crime com pena prevista entre 3 meses e 1 ano de prisão. Reportagem produzida pela BBC originalmente em 25/11/2019 e atualizada em 25/11/2021 Veja Mais

Precatórios: líder do governo diz que folga orçamentária da PEC será usada apenas para gastos sociais

G1 Economia Senador Fernando Bezerra diz que vai alterar novamente parecer aprovado nesta terça para 'carimbar' recurso. Oposição acusa governo de driblar teto de gastos com fins eleitorais. CCJ do Senado aprova parecer sobre a PEC dos precatórios O relator da PEC dos Precatórios e líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), informou nesta terça-feira (30) que fará nova alteração no texto para "carimbar" a folga a ser aberta no Orçamento de 2022. A mudança deve definir que os cerca de R$ 106 bilhões adicionais no orçamento, gerados pela PEC, serão destinados apenas a gastos obrigatórios e a despesas com previdência, assistência social e programas sociais – como o Auxílio Brasil de R$ 400. Bezerra Coelho decidiu mudar o texto na tentativa de conquistar votos da oposição – que aponta finalidade eleitoreira no Auxílio Brasil e na PEC dos Precatórios. "Carimbar não é bom, todo mundo está no caminho de 'descarimbar tudo'. Mas como tem a dúvida de que o governo pode usar para fins eleitorais, para poder dar conforto aos que querem votar, mas acham que isso é um ponto importante, a gente está disposto a avançar. [Vota] hoje. Pacheco aceitou, concordou, vai votar hoje", explicou Bezerra. O texto já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pode ser apreciado ainda nesta terça pelo plenário do Senado. De qualquer forma, como sofreu alterações significativas, a proposta de emenda à Constituição terá de voltar à análise da Câmara. Veja abaixo: PEC dos Precatórios é aprovada por 16 votos a 10 na CCJ do Senado O acordo para mudar o texto foi realizado após o líder se reunir com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que classificou como "bem-vinda" a mudança no conteúdo da PEC. "Olha, ao se ter essa ideia relativamente a essa definição da destinação do orçamento a partir deste espaço fiscal, eu acho que é uma ideia bem vinda, o relator, senador Fernanda Bezerra assimilou bem a ideia. Foi uma evolução da discussão do Senado e sendo essa a expressão da maioria do Senado vamos aprovar neste sentido. Acho até que pode ser muito interessante para poder garantir o bom emprego dos recursos públicos relativos ao orçamento público", afirmou Pacheco. ‘As alterações da PEC dos Precatórios foram insuficientes’, diz Alessandro Vieira O que muda no texto A versão da PEC aprovada pela CCJ nesta terça: limita o pagamento anual dos precatórios – dívidas da União reconhecidas pela Justiça – gerando um espaço de R$ 43,2 bilhões; altera o período de cálculo de inflação que reajusta o teto de gastos, abrindo uma folga orçamentária de R$ 43,8 bilhões. De acordo com o texto que saiu da comissão, apenas o espaço aberto no Orçamento de 2022 pela segunda alteração (da regra do teto) iria para esses gastos obrigatórios e para os programas sociais. Com isso, o valor que deve ser liberado para outros gastos a partir da redução do pagamento de precatórios ficaria liberado para o governo aplicar em outras áreas – por exemplo, em emendas parlamentares ou em reajuste salarial para servidores. Se o texto for alterado e aprovado como anunciou Bezerra Coelho, todo o espaço orçamentário gerado pela PEC será vinculado a: ampliação de programas sociais de combate à pobreza e à extrema pobreza, como o Auxílio Brasil; atendimento a despesas obrigatórias do governo; saúde, previdência e assistência social. Veja Mais

Abandonado pelo Planalto, aprovação de Mendonça seria vitória evangélica

G1 Economia Incerta, a aprovação do nome de André Mendonça para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) seria hoje uma vitória mais da mobilização de líderes religiosos do que do governo. A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado está marcada para a quarta-feira (1º). Desde esta segunda (29), de acordo com relatos de senadores e servidores do Senado, entre 200 a 300 lideranças evangélicas estão presencialmente no Congresso para pressionar os parlamentares pela aprovação do nome de Mendonça, que é pastor presbiteriano. Pastores e outros líderes têm escolhido senadores dos seus estados para fazer pressão, o que tornou ainda mais incerto o placar no plenário. Vaga no STF: Parecer favorável a André Mendonça é protocolado Até mesmo o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente da CCJ e que trabalha pela rejeição do nome, estaria em dúvida sobre o placar final, segundo pessoas próximas dele. Na última sexta (26), Alcolumbre garantia a aliados que teria 50 votos contra Mendonça. Ele segurou a sabatina do indicado do presidente Jair Bolsonaro por mais de três meses. Senadores também afirmam que Mendonça foi abandonado pelo Palácio do Planalto. Dois parlamentares com experiência em sabatinas e votação de indicados ao STF afirmam que nunca viram tão pouca mobilização das lideranças do governo no Congresso e no Senado. Bolsonaro chegou a gravar um vídeo na segunda defendendo seu ex-ministro, mas, no Congresso a atitude foi vista como consequência da pressão da base evangélica. Filho do presidente, o senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) também não é visto pelos colegas como alguém que defenda o nome de Mendonça. A votação no plenário da casa é secreta e presencial. Para senadores ouvidos pelo blog, a definição vai se dar pelo quórum da sessão no plenário, que deve ocorrer depois da sabatina. VÍDEOS: veja mais comentários de política Veja Mais

Renda média do trabalhador recua há 4 trimestres e é a menor desde o final de 2012, aponta IBGE

G1 Economia Queda da renda reflete uma retomada do mercado de trabalho marcada pelas ocupações mais precárias e também disparada da inflação. A renda média dos trabalhadores recuou 4% no 3º trimestre deste ano, em relação aos três meses anteriores para R$ 2.459, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se do menor rendimento médio real (descontada a inflação) desde o 4º trimestre de 2012 (R$ 2.451). O rendimento médio real habitual dos trabalhadores considera a soma de todos os trabalhos. Foi a quarta queda seguida na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o que faz o valor se aproximar do menor nível da série história, iniciada em 2012. Desemprego cai para 12,6% no 3º trimestre, mas ainda atinge 13,5 milhões Pernambuco e Bahia lideram desemprego no país; veja taxa do 3º trimestre por estado Trabalhador tem perda salarial em 70% das negociações em outubro, diz Salariômetro O movimento de retrações começou no quarto trimestre de 2020, com perda de 4%, seguido por recuos de 0,8% no primeiro trimestre e de 2,8% no segundo trimestre, destaca o Valor Online. Com a nova queda, o valor médio de renda se aproxima do menor nível da série histórica que considera apenas os trimestres padrões do calendário, de R$ 2.438, registrado no primeiro trimestre de 2012, há quase dez anos. Na comparação com o terceiro trimestre de 2020, a queda do rendimento do trabalhador encolheu 11,10%. Naquele momento, a renda média era de R$ 2.766, ou seja, há uma redução de R$ 204, para os R$ 2.459. IBGE: desemprego cai para 12,6%, mas ainda atinge 13,5 milhões de brasileiros As taxas já consideram a nova série da Pnad Contínua, divulgada nesta terça, reponderada por sexo e idade, para reduzir os viéses de cobertura trazidos pela coleta da pesquisa por telefone, por causa da pandemia, como a presença maior de idosos entre os entrevistados. A queda da renda reflete uma retomada do mercado de trabalho marcada pelas ocupações mais precárias e, por isso, com menores rendimentos. Assim, a despeito da redução dos desempregos e do aumento dos trabalhadores ocupados, a massa de rendimentos se mantém praticamente estável. O rendimento dos brasileiros também segue pressionado pela inflação nas alturas, que passou de 10% no acumulado em 12 meses. “Há um crescimento em ocupações com menores rendimentos e também há perda do poder de compra devido ao avanço da inflação”, explicou a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy. No terceiro trimestre de 2021, a massa de rendimentos real habitualmente recebida por pessoas ocupadas (em todos os trabalhos) foi de R$ 223,549 bilhões, uma queda de 0,1% em relação ao segundo trimestre (R$ 202 milhões a menos), mas que é considerada estatisticamente estável, segundo o IBGE. Frente ao terceiro trimestre de 2020, houve baixa de 0,7% (menos R$ 1,688 bilhão). * Com informações do Valor Online Veja Mais

Contas públicas têm superávit de R$ 35,4 bilhões em outubro, melhor resultado para o mês em 5 anos

G1 Economia Números foram divulgados nesta terça-feira (30) pelo Banco Central. Dívida bruta do setor público ficou estável em 82,9% do PIB no mês passado. As contas do setor público consolidado registraram superávit primário de R$ 35,399 bilhões em outubro, informou o Banco Central (BC) nesta terça-feira (30). Isso significa que, no período, as receitas com impostos do setor público superaram as despesas, sem considerar os juros da dívida pública. Os números englobam as contas do governo federal, estados, municípios e das empresas estatais. Trata-se do melhor resultado para meses de outubro desde 2016, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 39,588 bilhões, ou seja, em cinco anos. No mesmo mês de 2020, houve superávit de R$ 2,952 bilhões. Em outubro, ainda de acordo com o BC: o governo federal respondeu por um superávit primário de R$ 29,042 bilhões; os estados e municípios apresentaram um resultado positivo de R$ 6,621 bilhões; as empresas estatais registraram um déficit primário de R$ 264 milhões. Em outubro, o superávit nas contas do governo federal foi ajudado pela arrecadação de impostos, que foi a maior para o mês em cinco anos. Parcial do ano e meta fiscal No acumulado dos dez primeiros meses deste ano, ainda segundo o BC, as contas públicas registraram um superávit primário de R$ 49,570 bilhões. Na decomposição do resultado parcial deste ano, o governo federal registrou um saldo negativo de R$ 53,339 bilhões, enquanto os estados e municípios apresentaram um superávit primário de R$ 98,749 bilhões, e as estatais tiveram um resultado superavitário de R$ 4,160 bilhões. Para este ano, o setor público está autorizado a registrar déficit primário de até R$ 250,89 bilhões; Em todo o ano passado, por influência da pandemia de Covid-19, o resultado negativo bateu recorde ao somar R$ 702,9 bilhões. Após despesas com juros Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional – houve déficit de R$ 25,014 bilhões nas contas do setor público em outubro. Já em 12 meses até outubro deste ano, o resultado ficou negativo (déficit nominal) em R$ 398,738 bilhões, o equivalente a 4,72% do PIB – valor alto para padrões internacionais e economias emergentes. Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores. O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do déficit primário elevado, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Atualmente, após seis elevações seguidas, a Selic está em 7,75% ao ano, o maior valor em quatro anos. Segundo o BC, no mês passado houve despesa com juros nominais somaram R$ 60,413 bilhões. Em doze meses até outubro, os gastos com juros somaram R$ 378,331 bilhões (4,48% do PIB). Dívida bruta A dívida bruta do setor público brasileiro, indicador que também é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco, ficou estável em outubro. Em dezembro do ano passado, a dívida estava em 88,8% do PIB, somando R$ 6,61 trilhões. Em setembro deste ano, atingiu 82,9% do PIB, o equivalente a R$ 6,93 trilhões. Já em outubro de 2021, a dívida bruta brasileira continuou em 82,9% do PIB (R$ 7,009 trilhões), informou o Banco Central. Nesta semana, a Secretaria do Tesouro Nacional estimou que a dívida bruta deve terminar este ano em 80,6% do PIB. Mesmo assim, esse patamar estaria acima da média dos demais países emergentes, que é de cerca de 65% do PIB. VÍDEOS: notícias de economia Veja Mais

Donos do 'Touro de Ouro' da B3 são multados em R$ 38 mil pela prefeitura, mas pedem retorno da escultura ao Centro de SP

G1 Economia Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) da cidade determinou remoção da estátua da Rua XV de Novembro por entender que ela era uma peça de publicidade de uma das patrocinadoras, ferindo a Lei Cidade Limpa. Touro de Ouro instalado em frente à Bolsa de Valores de SP (B3), na rua XV de Novembro, no Centro de São Paulo. Divulgação/B3/TouroInc A Subprefeitura da Sé multou nesta segunda-feira (29) em R$ 38 mil a empresa DMAIS Arquitetura e Construção, responsável pela implantação do "Touro de Ouro", instalado sem o devido aval da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) na Rua XV de Novembro, no Centro da capital paulista. O arquiteto responsável pelo projeto do monumento pediu que a decisão da comissão seja reavaliada (veja mais abaixo). A multa foi recomendada pela própria CPPU, que em reunião na última terça-feira (23) deliberou que os responsáveis pela obra deveriam ter submetido a estátua ao colegiado com 30 dias de antecedência da instalação, como manda a legislação urbana da cidade. A falta da licença do órgão foi denunciada com exclusividade pelo g1 na segunda (22). Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram A CPPU também ordenou que a estátua fosse removida do espaço por conter elementos de publicidade que faziam referência a uma das patrocinadoras da obra, a empresa de educação financeira Vai Tourinho, do economista Pablo Spyer e da XP Investimentos (entenda mais aqui).  Touro de Ouro é retirado da B3, no Centro de SP, após multa da CPPU Na multa aplicada pela Subprefeitura da Sé nesta terça-feira (29), a gestão municipal afirma que a obra feriu o artigo 39 da Lei Cidade Limpa, "por instalar, colocar ou exibir anúncio publicitário, em imóvel público ou privado, edificado ou não, sem a necessária licença de anúncio", conforme os conselheiros da CPPU já haviam deliberado na semana passada. Após a decisão do conselho, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) removeu a estátua da rua XV de Novembro na noite daquela mesma terça-feira (23), levando ao monumento para um depósito do acervo da empresa.  Remoção da estátua do Touro de Ouro da rua XV de Novembro, no Centro de SP, em 23 de novembro. Reprodução Reavaliação para volta da estátua A decisão sobre a remoção da estátua foi tomada por 5 votos a 4 entre os dez conselheiros da CPPU que participaram da reunião na última semana. Logo após o encontro, o arquiteto responsável pela DMAIS Arquitetura e Construção, Rafael Brancatelli, ingressou com um pedido de reavaliação do órgão sobre a exposição do touro na cidade.  No pedido, Brancatelli afirma que precisa de mais prazo "para apresentar argumentos para explicar o caráter Artístico e não publicitário da obra, podendo até talvez solicitar que a escultura seja itinerante" na cidade.  No requerimento, ele também pede que "a escultura permaneça no local onde se encontra e seja concedido prazo para que possam atender às exigências legais".    Pedido de reavaliação da CPPU para a volta da estátua do 'Touro de Ouro' para a frente da B3, no Centro de SP. Reprodução Por meio de nota, a gestão Ricardo Nunes (MDB) confirmou o pedido de reavaliação para a obra, mas disse que a CPPU - órgão ligado à Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), não tem prazo para reavaliar o caso.  "A Prefeitura de São Paulo informa que não há previsão, até o momento, sobre a data para análise do pedido de reconsideração para exposição da escultura pela Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU). A Comissão aguarda receber material técnico dos responsáveis pela intervenção urbana para avaliar a nova proposta".    Procurada pela reportagem, a B3 e as empresas envolvidas não quiseram se pronunciar sobre o novo pedido feito à CPPU. Votação da legalidade da estátua do 'Touro de Ouro' na Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU). Reprodução Touro de Ouro da Bolsa de Valores, no Centro de SP, é alvo de protesto pelo 2º dia consecutivo B3 inaugura escultura do Touro de Ouro no centro histórico de São Paulo ONG faz churrasco para moradores de rua em frente a Touro de Ouro da Bolsa de Valores, no Centro de SP Debates na CPPU Durante o debate na CPPU na terça-feira (23), a presidente do órgão, Regina Monteiro, afirmou que houve alertas de vários órgão da Prefeitura de São Paulo para que que a obra tivesse o devido aval da CPPU, mas que a decisão não foi atendida pela empresa DMAISB Arquitetura e Construção, responsável pelo licenciamento. “É inequívoco que houve uma infração à Lei Cidade Limpa quando a obra foi instalada sem o aval inicial da CPPU, uma vez que a própria Subprefeitura da Sé pede essa aprovação. Mais do que nunca, todo mundo vai aprender. A cidade não tem leis demais, como o prefeito falou. A gente é muito claro. Mas a gente vai aproximar com subprefeitos e subprefeituras para mostrar que qualquer elemento colocado na paisagem tem que passar pela CPPU”, disse ela. A placa da empresa 'Vai Tourinho', no pé da estátua do touro; Ao lado, o economista Pablo Spyer junto com o arquiteto Rafael Brancatelli. Montagem/g1 “Esse caso mostra a importância de seguir a regra. Existe uma lei e ela precisa ser seguida. Nós temos que buscar seguir a regra antes de executar. Executou-se criando uma enorme polêmica. A CPPU precisava ser convocada antes da instalação. Os órgãos municipais também tinham que conversar. Houve uma falha enorme na comunicação dentro da Prefeitura de SP”, afirmou a conselheira Viviane Rubio, representante acadêmica do Mackenzie na comissão. O arquiteto que idealizou a escultura, Rafael Brancatelli - dono da DMAISB Arquitetura, teve a palavra na reunião e disse que não sabia da necessidade de aprovação da estátua no órgão quando ela foi inaugurada em 16 de novembro. “Procurei os dispositivos legais que estavam ao meu alcance.Não foi por desrespeito ou porquê queria passar por cima de nada. Tá aprendida a lição. Numa outra iniciativa nós com certeza vamos procurar a CPPU. Conversei até com o secretário César Azevedo [da SMUL] e ele mesmo ficou surpreso e falou:‘olha, realmente eu não tinha certeza’”, disse Brancatelli antes de ouvir a deliberação final dos conselheiros. O arquiteto Rafael Brancatelli - dono da DMAISB Arquitetura - durante a reunião virtual da CPPU. Reprodução O que é a CPPU? A CPPU é composta por 16 representantes da sociedade civil, empresários e membros da própria gestão municipal. Ela é a instância máxima que analisa a inserção de novos elementos na paisagem urbana da cidade, adequando-os à Lei Cidade Limpa. Na reunião desta terça (23), apenas dez deles compareceram e votaram. Eventos como o EarParade ou a CowParade, que também tiveram estátuas espalhadas pela cidade em outros anos, com características semelhantes ao Touro de Ouro da rua XV de Novembro, foram submetidos ao órgão antes da exposição na cidade. Contudo, até a quinta-feira (18), quando o g1 acionou os responsáveis pela estátua do Touro de Ouro, não havia nem sequer um pedido de análise protocolado no órgão para que a exposição da estátua no Centro de São Paulo fosse autorizada. Vista do Touro de Ouro em frente a Bolsa B3 no centro de São Paulo (SP), nesta segunda-feira (22). RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Na noite da sexta-feira (19), a prefeitura afirmou que a empresa DMAISB Arquitetura, que cuidou do licenciamento, deu entrada finalmente em um pedido de apreciação do órgão, três dias depois que a estátua já estava em exibição na rua XV de Novembro. A Bolsa de Valores (B3) também havia afirmado que o Touro de Ouro possuía as autorizações vigentes dos órgãos municipais para sua instalação, como da Subprefeitura Sé e do Departamento do Patrimônio Histórico (DPH), da Secretaria Municipal da Cultura, para exposição em logradouro público, como evento temporário. Irregularidades Entretanto, urbanistas ouvidos pelo g1 apontaram que o Touro de Ouro tinha todas as características de uma estátua ou monumento publicitário. “Independente da autorização da Subprefeitura e do DPH, existe uma série de licenças que precisam ser solicitadas nesses casos. A autorização da CPPU é uma delas. A Comissão tem poder de veto, e o touro não poderia ter sido instalado sem essa autorização", afirmou o presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Fernando Túlio Rocha Franco, antes da decisão de terça (23). O economista Pablo Spyer, sócio da empresa Touro Inc com a XP Investimentos, faz propaganda da empresa em uma emissora de TV de São Paulo. Reprodução/Youtube O ex-diretor de Urbanismo da Prefeitura de São Paulo, Kazuo Nakano, também havia afirmado que a instalação do Touro de Ouro sem o aval da comissão de paisagem urbana configurava infração à Lei Cidade Limpa. “Esse caso do Touro de Ouro é ainda mais complicado, porque existe uma discussão se ele é um objeto de propaganda de uma empresa ou é realmente uma obra de arte. A atribuição da CPPU é justamente debater esse limiar entre estátuas e propagandas na cidade, regulando a questão”, explicou Nakano. B3 e Prefeitura Por meio de nota, a Prefeitura de São Paulo, através da Subprefeitura Sé, havia informado na sexta (19) que o tempo previsto para a exposição do Touro de Ouro na rua XV de Novembro era de 15/11/2021 a 15/2/2022, totalizando 92 dias. Pela resolução da CPPU 005/2016, esse tipo de intervenção urbana poderia permanecer no logradouro público por até 30 dias, não prorrogáveis (veja a resolução aqui). A gestão Ricardo Nunes (MDB) afirmava que a legislação que embasava o procedimento adotado para a estátua era o Decreto 49.969/08, que diz que “o Alvará de Autorização para eventos públicos e temporários terá validade máxima de 6 (seis) meses, podendo ser prorrogada, por igual período, uma única vez, dependendo de novo recolhimento do valor devido, nos termos da Lei nº 11.228, de 1992”. A B3, por meio de nota, também informava antes do domingo (21) que “a escultura ‘Touro de Ouro’ possuía autorizações vigentes dos órgãos municipais para sua instalação, requisitadas pela empresa Dmaisb Arquitetura e Construção, uma das integrantes do projeto”. “A empresa Dmaisb obteve alvará da Prefeitura de São Paulo, emitido pela Subprefeitura Sé (processo 6056.2021/0005279-8), com validade de 15/11/2021 (data em que a escultura foi instalada na rua XV de Novembro) a 15/2/2022. Também teve autorização do Departamento do Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal da Cultura para exposição em logradouro público, como evento temporário, durante o período de 1/10/2021 a 31/12/2021”, disse a empresa. Inauguração de escultura de um touro dourado em frente à sede da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), no Centro de São Paulo, nesta terça-feira (16). BRUNO ROCHA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO A DMAISB Arquitetura e Construção foi procurada por e-mail, através de seu dirigente, o arquiteto e artista plástico Rafael Brancatelli - responsável pela produção do touro - mas não respondeu os questionamentos até a última atualização dessa reportagem. Documentos registrados na Prefeitura de São Paulo apontam que a empresa recebeu R$ 350 mil da B3 para realizar o projeto. Nem ele e nem a B3 comentaram o valor do negócio. Documento que aponta o valor pago pela B3 à empresa responsável por confeccionar o Touro de Ouro. Reprodução Infográfico da Prefeitura de São Paulo explica o que é a Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU). Reprodução VÍDEOS: Tudo sobre São Paulo e região metropolitana As empresas Vai Tourinho e XP Investimentos também foram procuradas, mas não quiseram o Veja Mais

Pacheco diz que Senado votará reforma do Imposto de Renda somente em 2022

G1 Economia Governo queria aprovação ainda em 2021 como uma das formas de bancar Auxílio Brasil. Segundo presidente do Senado, PEC dos Precatórios deve ser analisada nesta semana. Presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em imagem de julho deste ano Pedro Gontijo/Senado Federal O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta segunda-feira (29) que a Casa não analisará neste ano o projeto de reforma do Imposto de Renda. Segundo o parlamentar, a decisão sobre a proposta ficará para 2022. Pacheco deu a declaração durante evento em Curitiba (PR), promovido pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap). De acordo com o presidente do Senado, a Casa tem "senso de urgência" sobre a proposta, que considera "importante", mas o assunto ainda está em análise pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). "O projeto do Imposto de Renda [está] tramitando com o senador Angelo Coronel [PSD-BA] na CAE, fazendo debate próprio, mas não deve ser apreciado este ano. Fica para o ano que vem a decisão para esse projeto da reforma do Imposto de Renda", declarou Pacheco. A reforma do Imposto de Renda prevê, entre outros pontos, o retorno da tributação sobre lucros e dividendos pagos por empresas a seus acionistas. O texto foi aprovado pela Câmara em setembro e desde então está em análise no Senado. A equipe econômica do governo defendia a aprovação da medida em 2021como uma das formas de bancar o Auxílio Brasil em valor superior ao do Bolsa Família, mas Pacheco já vinha dizendo que a reforma do IR não poderia ser a "condição única" para o financiamento do programa social. Como os senadores avaliam tornar o valor de R$ 400 permanente, a Lei de Responsabilidade Fiscal exige que o governo indique a fonte de recursos para esse aumento. Para entrar em vigor, eventuais mudanças no Imposto de Renda precisam ser aprovadas no ano anterior. Ou seja, se a proposta for aprovada em 2022, as novas regras só valerão em 2023. >>> Veja no vídeo abaixo o que pode mudar com a reforma do Imposto de Renda: Saiba o que pode mudar com a reforma do imposto de renda PEC dos Precatórios Rodrigo Pacheco também comentou nesta segunda-feira a proposta de emenda à Constituição conhecida como PEC dos Precatórios. Precatórios são dívidas da União reconhecidas pela Justiça. A proposta limita os pagamentos anuais e altera o período de inflação para o cálculo do teto de gastos. O texto, que já passou pela Câmara e está no Senado, se tornou a principal aposta do governo para bancar o Auxílio Brasil porque, se aprovado, abrirá espaço superior a R$ 106 bilhões no orçamento. O texto está na pauta desta terça (30) da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Segundo Pacheco, se o texto passar na CCJ, ele levará a proposta "imediatamente" ao plenário do Senado. O parlamentar disse ainda acreditar que a inclusão na pauta do plenário principal ocorrerá na próxima quinta-feira (2). O senador do PSD disse ainda respeitar posicionamentos de especialistas e instituições contrários à PEC dos Precatórios, entretanto, criticou a falta de apresentação de soluções. No Senado, parlamentares apresentaram versões alternativas à PEC, que excluem o pagamento dos precatórios do teto de gastos, o que abriria espaço para pagamento do Auxílio Brasil. Refis Na mesma palestra, o presidente do Senado defendeu o projeto de sua autoria que tem o objetivo de incentivar a regularização de dívidas tributárias. O chamado "Refis da Covid" permite pagamento de débitos de pessoas e empresas em até 144 parcelas, com descontos de 90% em juros e multas e 100% em encargos. A proposta aguarda análise da Câmara. Veja Mais

PEC pode gerar 'bola de neve' de R$ 850 bi em precatórios não pagos até 2026, diz Instituição Fiscal

G1 Economia Cálculo foi divulgado nesta segunda (29) pelo órgão ligado ao Senado. PEC limita pagamento anual das dívidas da União e é principal aposta do governo para obter verba o para Auxílio Brasil. A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado, divulgou um cálculo nesta segunda-feira (29) segundo o qual a PEC dos Precatórios pode gerar uma "bola de neve" de R$ 850 bilhões em precatórios não pagos até 2026. Precatórios são dívidas da União reconhecidas pela Justiça. Em agosto, o governo enviou ao Congresso Nacional uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que limita o pagamento anual dessas dívidas. A versão em discussão também muda o período de inflação a ser considerado no teto de gastos. O texto já passou pela Câmara dos Deputados e está em discussão no Senado. A PEC dos Precatórios é a principal aposta do governo federal para bancar o programa social Auxílio Brasil. Segundo cálculos da equipe econômica, se aprovada, a PEC deve abrir espaço superior a R$ 106 bilhões no orçamento. "Não se sabe, até o momento, o tratamento a ser dado aos precatórios não expedidos. O risco é a criação de uma espécie de 'limbo', em que o precatório não existiria (já que não terá sido expedido), mas, sob o aspecto econômico, representaria uma dívida para a União", afirma a IFI. O valor de precatórios a ser pago em 2022, por exemplo, cairia de R$ 89,1 bilhões para R$ 43,7 bilhões, e a diferença, de R$ 45,4 bilhões, seria postergada (virando uma dívida do governo) ou paga somente por meio de um "encontro de contas". Caso os credores tenham alguma dívida com o governo, por exemplo, poderiam usar esse crédito dos precatórios. Pec dos Precatórios: CCJ marca votação do relatório para a semana que vem Auxílio Brasil Um dos objetivos do governo, com a PEC dos precatórios, é pagar um benefício de caráter permanente do programa Auxílio Brasil — criado em substituição ao Bolsa Família. Sem a definição de uma fonte permanente de recursos para esse pagamento, o texto alteraria também um dispositivo da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que determina essa compensação. Alguns auxiliares do presidente Jair Bolsonaro defendem que o melhor seria manter o auxílio emergencial no próximo ano, evitando, com isso, a exclusão de mais de 22 milhões de pessoas da rede de assistência social em um momento de aumento da fome no país. Raio-X da Política: senadores discutem impasses da PEC dos precatórios Teto de gastos A proposta também muda o período da inflação a ser considerado para o cálculo do teto de gastos, que limita as despesas da União. Essa alteração geraria um espaço adicional que, junto com a limitação de precatórios, atingiria R$ 106,1 bilhões ao todo. Segundo o Ministério da Economia, desses R$ 106,1 bilhões, R$ 48,6 bilhões já estão comprometidos com: correções obrigatórias; gastos mínimos para saúde e educação; limite para os demais poderes. Efeitos negativos De acordo com a IFI, a solução discutida por meio da PEC dos Precatórios não resolveria a questão do aumento das sentenças judiciais. "Para isso, seria preciso melhorar a gestão de riscos tempestivamente, escrutinar os precatórios já expedidos e investigar as causas estruturais do aumento recente. A medida apenas produziria um contexto de maior facilidade para observar o teto de gastos. Um 'ganho' de curto prazo mais do que compensado pelos efeitos negativos derivados da mudança", acrescentou. Segundo a Instituição Fiscal Independente, além de gerar uma "bola de neve" de dívidas não pagas, as mudanças propostas via PEC dos precatórios também elevaria o chamado "risco fiscal", ou seja, a percepção negativa dos investidores sobre a saúde das contas públicas. "Como consequência dos juros mais altos e do quadro de maior incerteza, amplificado pela crise energética, a perspectiva é que o crescimento econômico fique menor do que o indicado no atual cenário base da IFI (1,7% para 2022), mas possivelmente acima do previsto no cenário pessimista (0,1% para 2022)", concluiu. Podcast Ouça o episódio do podcast O Assunto sobre "A implosão do teto e da equipe econômica": Veja Mais

ICMBio abre concurso para 171 vagas; salários chegam a R$ 8 mil

G1 Economia São 61 vagas para analista ambiental, que exige nível superior em qualquer área de formação, e 110 para técnico ambiental, que exige nível médio, no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) abriu concurso público para 171 vagas em cargos de nível médio e superior. São 61 vagas para analista ambiental, que exige nível superior em qualquer área de formação, e 110 para técnico ambiental, que exige nível médio. Os salários são de R$ 8.089,64 e R$ 3.605,34, respectivamente. Acesse o edital Veja a lista completa de concursos Veja a distribuição das vagas: Analista Ambiental Acre: 5 vagas Amapá: 4 vagas Amazonas: 12 vagas Maranhão: 3 vagas Pará: 25 vagas Rondônia: 12 vagas Técnico Ambiental Acre: 9 vagas Amapá: 8 vagas Amazonas: 22 vagas Maranhão: 5 vagas Pará: 44 vagas Rondônia: 22 vagas As inscrições devem ser feitas de 3 a 23 de dezembro pelo link http://www.cebraspe.org.br/concursos/icmbio_21. A taxa é de R$ 104 para analista ambiental e de R$ 72,80 para técnico ambiental. As provas objetivas e a prova discursiva, para todos os candidatos, bem como a avaliação biopsicossocial dos candidatos que solicitarem concorrer às vagas reservadas às pessoas com deficiência e o procedimento de verificação de heteroidentificação complementar à autodeclaração dos candidatos negros serão realizadas nas cidades de Belém/PA, Macapá/AP, Manaus/AM, Porto Velho/RO, Rio Branco/AC e São Luís/MA. As provas objetivas e discursiva serão aplicadas no dia 6 de fevereiro de 2022. Veja Mais

Educação Financeira #169: 3 dicas para organizar as finanças da sua empresa em 2022

G1 Economia Episódio dá dicas para empreendedores planejarem as ações para o próximo ano. No primeiro semestre de 2021, o Brasil bateu recorde de nascimento de empresas. Foram mais de 2 milhões de novos negócios, segundo dados da Serasa Experian. A maior parte dessas empresas são de Microempreendedores Individuais (MEIs), que representam 80% do total. Mas como empreender em meio a uma crise econômica e em um país que ainda sofre com as consequências da pandemia? O que fazer diferente pra organizar as finanças da empresa em 2022? O podcast Educação Financeira conversou com a consultora financeira Bruna Losada, autora do livro "Finanças para Startups". Ela dá dicas práticas para os empreendedores aplicarem no próximo ano. Logo podcast Educação Financeira - matéria Comunicação/Globo O que são podcasts? Podcasts são episódios de programas de áudio distribuídos pela internet e que podem ser apreciados em diversas plataformas — inclusive no g1, no ge.com e no gshow, de modo gratuito. Os conteúdos podem ser ouvidos sob demanda, ou seja, quando e como você quiser! Geralmente, os podcasts costumam abordar um tema específico e de aprofundamento na tentativa de construir um público fiel. Veja Mais

Mercado financeiro vê mais inflação e alta menor do PIB em 2021 e 2022

G1 Economia Estimativas foram coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas nesta segunda (29). Previsão para o IPCA em 2021 está acima de 10% e, em 2022, no limite do sistema de metas. O mercado financeiro elevou novamente a estimativa para inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e também passou a prever uma alta menor da atividade econômica em 2021 e 2022. As expectativas do mercado constam no relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada, em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras. De acordo com o BC, a projeção dos analistas para o IPCA de 2021 subiu de 10,12% para 10,15%. Foi a trigésima quarta semana seguida de aumento. Se confirmada a previsão, será a primeira vez que a inflação atinge o patamar de dois dígitos desde 2015, quando o IPCA somou 10,67%. O centro da meta de inflação em 2021 é de 3,75%. Pelo sistema vigente no país, será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25%. Portanto, a projeção do mercado equivale a mais que o dobro da meta central de inflação. Assista no vídeo abaixo ao comentário de Miriam Leitão sobre a inflação em 2021. Miriam: ‘Inflação surpreendendo durante todo o ano de 2021’ Para 2022, o mercado financeiro subiu de 4,96% para 5% a estimativa de inflação. Foi a 19ª alta seguida. A meta central de inflação para 2022 é de 3,50% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar entre 2% e 5%. Portanto, a estimativa do mercado está no limite do sistema de metas para o ano que vem. A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia. Em 2020, pressionado pelos preços dos alimentos, o IPCA ficou em 4,52%, acima do centro da meta para o ano, que era de 4%, mas dentro do intervalo de tolerância. Foi a maior inflação anual desde 2016. Produto Interno Bruto Além de uma alta maior na inflação, o mercado financeiro também baixou a previsão de crescimento do PIB deste ano, que passou de 4,80% para 4,78%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Para 2022, o mercado reduziu a previsão de alta do PIB de 0,70% para 0,58%. No começo deste ano, a previsão dos analistas era de uma alta de 2,5% para a economia no próximo ano. A expectativa começou a ser revisada para baixo somente em setembro. O Ministério da Economia insistiu, neste mês, em manter a previsão de crescimento do PIB de 2022 acima de 2% alegando que isso se deve à "melhora no mercado de trabalho e no investimento privado, principalmente em infraestrutura". Taxa de juros O mercado financeiro também manteve em 9,25% ao ano a previsão para a Selic no fim de 2021. Para o fim de 2022, os economistas mantiveram a expectativa para a taxa Selic de em 11,25% ao ano, o que pressupõe alta do juro básico da economia no próximo ano. A previsão do mercado de alta maior nos juros acontece após o ministro da Economia, Paulo Guedes, ter proposto em outubro flexibilizar o teto de gastos (mecanismo que limite o aumento da maior parte das despesas à inflação do ano anterior). Guedes tem dito que as mudanças no teto de gastos têm por objetivo ampliar a proteção social, por meio do Auxílio Brasil, mas analistas têm apontado que seria possível incrementar o programa sem estourar o limite para despesas. E apontam que as emendas parlamentares seriam um dos destinos dos recursos extras. Em outubro, o BC elevou a taxa Selic para 7,75% ao ano. Foi a sexta elevação seguida. Em março, na primeira elevação em quase seis anos, a taxa subiu para 2,75% ao ano. Em maio, o Copom elevou o juro para 3,5% ao ano e, em junho, a taxa avançou ara 4,25% ao ano. Em agosto, a taxa subiu para 5,25% ao ano e, em setembro, foi elevada para 6,25% ao ano. Outras estimativas Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2021 permaneceu em R$ 5,50. Para o fim de 2022, ficou estável também em R$ 5,50 por dólar. Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2021 ficou estável em US$ 70 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado subiu de US$ 63 bilhões para US$ 63,65 bilhões de superávit. Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano permaneceu em US$ 50 bilhões. Para 2022, a estimativa recuou de US$ 59 bilhões para US$ 56,80 bilhões. VÍDEOS: notícias de economia Veja Mais

Trabalhadores com ensino médio e superior completo são maioria entre os subocupados no Brasil

G1 Economia Levantamento realizado pela consultoria IDados mostra que 38% dos brasileiros que têm algum trabalho, mas desejam atuar mais horas na semana, se formaram no ensino médio; 14% concluíram o ensino superior. Homem segura carteira de trabalho enquanto procura emprego na região central de São Paulo Amanda Perobelli/Reuters O contingente de trabalhadores subocupados no Brasil está cada vez mais escolarizado. Hoje, mais da metade dos brasileiros pertencentes a esse grupo têm ensino médio completo ou concluíram o curso superior. Um levantamento realizado pela consultoria IDados mostra que 38% dos subocupados no país se formaram no ensino médio e 14% no superior. Quem se encontra na condição de subocupado tem algum tipo de trabalho, mas gostaria de trabalhar mais horas na semana. Os números apurados pelo IDados foram obtidos com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) do segundo trimestre. LEIA TAMBÉM: Brasil tem recorde de 30 milhões de pessoas recebendo até um salário mínimo País tem a 4ª maior taxa de desemprego do mundo, aponta ranking com 44 países Historicamente, a liderança entre os subocupados pertencia aos trabalhadores menos qualificados, com ensino fundamental incompleto, mas os brasileiros com mais anos de escolaridade passaram a ocupar esse espaço ao longo dos anos. No segundo trimestre de 2016, por exemplo, a soma da população subocupada entre os trabalhadores que completaram o ensino médio e superior era de 42%. E o que pode explicar esse movimento? Os trabalhadores qualificados conseguiram se manter ocupados nas últimas crises econômicas, mas podem ter tido a jornada reduzida; e A volta ao mercado de trabalho tem ocorrido em ocupações de carga horária mais baixa. "Esse movimento pode ter acontecido por dois fatores. Primeiro, quem se manteve no mercado teve a carga horária de trabalho reduzida. Então, o empregador ou até a pessoa que atua como conta própria diminuiu o número de horas trabalhadas", afirma Mariana Leite, pesquisadora do IDados. "Ou pode ser que os trabalhadores que estão reentrando no mercado estejam em ocupações de carga horária mais baixa", acrescenta. Na prática, o crescimento da condição de subocupado entre os mais escolarizados revela que o país tem sido incapaz de se beneficiar da qualidade da mão de obra de sua população. "Isso é muito ruim do ponto de vista de produtividade", diz Mariana. "São vários trabalhadores que não estão conseguindo desenvolver o seu maior potencial." Recorde de subocupados O Brasil tem hoje um número recorde de trabalhadores subocupados. São 7,5 milhões nessa condição. O mercado de trabalho do Brasil tem sido duramente afetado pelas sucessivas crises econômicas. O emprego ainda não tinha se recuperado do estrago causado pela recessão enfrentada entre 2014 e 2016 e levou um novo golpe com a crise provocada pela pandemia de coronavírus. No primeiro trimestre deste ano, a taxa de desemprego chegou 14,7% no primeiro trimestre. Os números mais recentes até apontam para uma melhora, mas ela tem sido bastante tímida. No segundo trimestre, por exemplo, a desocupação recuou a 14,1%. No dado mais recente de, de agosto, foi a 13,2%. "Estamos num momento de recuperação no mercado de trabalho, com aumento do número de ocupadas. São pessoas conseguindo algum tipo de recolocação nesse momento de regularização da crise sanitária", afirma Cosmo Donato, economista da consultoria LCA. “Mas muita gente se recoloca e aceita ganhar menos.” Desemprego cai para 13,2% em agosto, mas ainda atinge 13,7 milhões, aponta Pnad Mestre com jornada de 20 horas Com mestrado concluído em 2019, o geólogo Fabio Luiz Vieira de Oliveira, de 42 anos, engrossa a fila dos subocupados no país. Hoje, ele dá aulas numa faculdade e só trabalha 20 horas por semana. "Desde de 2013, eu não trabalho como CLT. Cheguei a abrir a minha empresa, mas as coisas não saíram como deveriam", conta Fábio. "Atualmente, trabalho como professor e só dou aulas no período noturno. Não encontro um trabalho para fazer durante o dia." Fabio Luiz Vieira de Oliveira, de 42 anos, é mestre e só trabalha 20 horas por semana Acervo pessoal Com uma jornada de trabalho tão reduzida, o salário também é menor. "Nesse momento, estou queimando a minha reserva (de emergência). O que eu ganho como professor não cobre as minhas despesas", diz. Fabio mora com a esposa e uma casal de filhos numa casa financiada por 30 anos – 10 anos já estão quitados – em São Paulo. O orçamento doméstico mais enxuto fez com que o filho de sete anos passasse a estudar numa escola pública – a filha mais nova, de cinco anos, já iniciou a alfabetização na rede municipal. A família também não tem mais plano de saúde. "Pelo menos, a gente consegue ter o mínimo de conforto. Temos casa, carro. Ainda conseguimos comprar o que a gente precisa", diz. "Mas uma parte da vida acaba negligenciada. Não consigo mais viajar ou aproveitar a questão cultural." E o que esperar do futuro? Num contexto de lenta retomada da atividade econômica do Brasil, os analistas não têm muita expectativa com a melhora do mercado de trabalho, o que poderia levar a uma queda no contingente de trabalhadores subocupados. 5 motivos que devem piorar o PIB de 2022 Risco de Estagflação: Economistas alertam para cenário de inflação alta e economia fraca Nas projeções da consultoria LCA, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer 4,5% este ano e apenas 1% em 2022. Nesse biênio, a previsão para a taxa média de desemprego é de 13,2% e 11,7%, respectivamente. "O Brasil vai crescer pouco (no próximo ano) e esse contingente que conseguiu se colocar no mercado de trabalho depende de uma recuperação mais efetiva para ter uma melhora na renda", afirma Donato. “A subocupação pode se tornar um movimento mais persistente.” Veja Mais

Mais de 130 concursos públicos reúnem 12,7 mil vagas no país; veja lista

G1 Economia Cargos são em todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 33,6 mil no Ministério Público de Contas dos Municípios do Estado do Pará. Concursos públicos Agência Pará Pelo menos 138 concursos públicos no país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (29) e reúnem 12,7 mil vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam R$ 33,6 mil no processo seletivo do Ministério Público de Contas dos Municípios do Estado do Pará. Veja o edital. Já no concurso da Procuradoria-Geral de Rondônia a remuneração é de R$ 24,1 mil. Veja o edital. CONFIRA AQUI A LISTA COMPLETA DE CONCURSOS Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso. Entre os concursos nacionais, está o do Tribunal de Contas da União, que oferece 20 vagas e processos seletivos da Marinha do Brasil. Já entre os que oferecem o maior número de postos de trabalho, destaque para o da Polícia Militar de São Paulo, com 2.700 vagas. Veja o edital. Concursos públicos: saiba como ler editais 16 concursos que abrem inscrições nesta segunda-feira Nesta segunda-feira (29), pelo menos 16 órgãos abrem o prazo de inscrições para quase 500 vagas. Os salários chegam a R$ 16.289,24 no processo seletivo da Prefeitura de Fernandes Pinheiro (PR). Veja abaixo as informações de cada concurso: Prefeitura de Cacoal (RO) Inscrições: até 05/12/2021 60 vagas Salários de até R$ 11.733,00 Cargos de nível superior Veja o edital Prefeitura de Portel (PA) Inscrições: até 20/12/2021 117 vagas Salários de até R$ 1.550,00 Cargos de nível médio Veja o edital Prefeitura de Aragarças (GO) Inscrições: até 10/12/2021 77 vagas Salários de até R$ 14.319,15 Cargos de nível fundamental, médio e superior Veja o edital Prefeitura de Aragarças (GO) Inscrições: até 03/12/2021 20 vagas Salários de até R$ 3.246,91 Cargos de nível superior Veja o edital Prefeitura de Trindade (GO) Inscrições: até 06/12/2021 60 vagas Salários de até R$ 2.619,18 Cargos de nível fundamental e superior Veja o edital Prefeitura de Ipeúna (SP) Inscrições: até 08/12/2021 cadastro de reserva (professores) Salários de até R$ 2.164,61 Cargos de nível superior Veja o edital Universidade Federal do Rio Grande (FURG) Inscrições: até 10/12/2021 9 vagas Salários de até R$ 4.180,66 Cargos de nível superior Veja o edital Prefeitura de Fernandes Pinheiro (PR) Inscrições: até 29/12/2021 41 vagas Salários de até R$ 16.289,24 Cargos de nível fundamental, médio e superior Veja o edital Câmara Municipal de Pirapora (MG) Inscrições: até 07/01/2021 13 vagas Salários de até R$ 3.149,55 Cargos de nível fundamental, médio e superior Veja o edital Secretaria de Esporte e Lazer (Seel) do Governo do Pará Inscrições: até 30/11/2021 23 vagas Salários de até R$ 1.560,76 Cargos de nível superior Veja o edital Prefeitura de Perdigão (MG) Inscrições: até 03/12/2021 Vagas para cadastro de reserva Salários de até R$ 2.471,00 Cargos de nível fundamental, médio e superior Veja o edital Câmara de Igarapava (SP) Inscrições: até 23/12/2021 1 vaga Salários de até R$ 9.145,63 Cargos de nível superior Veja o edital Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Porto Feliz (SAAE) Inscrições: até 29/12/2021 13 vagas Salários de até R$ 3.810,22 Cargos de nível fundamental, médio e superior Veja o edital Defensoria Pública do Estado do Amazonas Inscrições: até 29/12/2021 3 vagas Salários de até R$ 6.000,00 Cargos de nível médio e superior Veja o edital Hospital Ophir Loyola (HOL/Pará) Inscrições: até 01/12/2021 25 vagas Salários de até R$ 1.858,41 Cargos de nível superior Veja o edital Prefeitura de Mandaguari (PR) Inscrições: até 30/11/2021 v11agas Salários de até R$ 1.834,89 Cargos de nível médio e superior Veja o edital Veja Mais

Microminhocas medem entre 2mm e 4cm e têm papel importante para o solo

G1 Economia Chamadas de enquitreídeos, foram descobertas no Japão pela pesquisadora Cíntia Carla Niva; estudos então começaram em 2016 na Embrapa do Distrito Federal. Microminhocas têm corpo transparente e medem entre 2mm e 4cm As microminhocas, chamadas de enquitreídeos, têm corpo transparente e são parentes das minhocas comuns. Apesar do tamanho pequeno, elas têm um papel importante para o solo. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Até pouco tempo, as microminhocas eram praticamente desconhecidas. Elas foram descobertas no Japão pela pesquisadora Cíntia Carla Niva. Os estudos então começaram em 2016 na Embrapa do Distrito Federal. Segundo ela, o solo do cerrado brasileiro é rico em microminhocas por causa da grande quantidade de matéria orgânica. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Vídeos mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Poinsétia: produção da 'flor de Natal' aumenta para atender demanda

G1 Economia Cerca de 60 mil vasos foram encomendados para abastecer vários estados, principalmente os da região Sudeste. Poinsétia: produção da 'flor de Natal' aumenta para atender demanda As vendas da "flor de Natal", a poinsétia, começou mais cedo este ano, em novembro. Cerca de 60 mil vasos foram encomendados para abastecer vários estados, principalmente os da região Sudeste. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Com as lojas e shoppings abertos em tempo integral, a flor, originária do Hemisfério Norte, voltou no Natal como decoração e a procura aumentou. Para atender a demanda, a produção é 15% maior na comparação com 2020. Mas nem todos os floricultores seguiram essa linha. Édson Tikayuki, por exemplo, preferiu manter a mesma produção do ano passado de 30 mil vasos. Até o momento, 2,5 mil foram vendidos. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Vídeos: mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Adegas de bairro fazem sucesso entregando bebida na temperatura ideal na casa dos clientes

G1 Economia Modelo de negócio é enxuto e tem baixo investimento. Pandemia acelerou crescimento do setor. Adegas de bairro fazem sucesso entregando bebida na temperatura ideal na casa dos clientes As adegas de bairro se espalharam pelas cidades brasileiras durante a pandemia. É um modelo de negócio enxuto e com baixo investimento já dá pra começar até dentro de casa. Foi em uma portinha com grade, em uma avenida de grande movimento em São Paulo que Alexandre Vasconcelos Nunes, junto com um primo, montou uma pequena adega quando perdeu o emprego em 2019. Pouco tempo depois, a sociedade terminou e a esposa Débora dos Santos Galante começou a ajudar. O atendimento é das três da tarde até as três da manhã e os pedidos não param: bebidas com e sem álcool, drinks e até açaí com frutas. “Normalmente, as adegas são todas iguais. Bebida, bebida, bebida e bebida. E aí tem que colocar alguma coisa diferente. Colocamos o açaí. E aí o açaí foi ficando e todo mundo acostumou. Nosso açaí é bom, a gente mesmo prepara”, conta Alexandre. A adega tem 20 metros quadrados e 4 geladeiras. O espaço é micro, mas suficiente para atender pouco mais de 100 pedidos por semana. O faturamento mensal varia de R$ 18 mil a R$ 20 mil e o delivery representa 80% das vendas. A adega também faz atendimento presencial e, em dias de pouco movimento, o próprio Alexandre faz as entregas. Quando aumenta, ele contrata motoboys. O consultor de negócios Sergio Molinari diz que as adegas de bairro ganharam um papel de destaque no delivery de bebidas. E que é um modelo de negócio que veio pra ficar. “A pandemia foi o acelerador e o viabilizador foi a tecnologia. Se a gente olhar o mercado de alimentação online no Brasil, há dois anos ele era o sexto maior segmento de comércio online do Brasil. Hoje, é o principal”, conta Molinari. Para o consultor, tem uma característica muito forte nesse tipo de negócio, chamada "varejo de vizinhança". Nessas empresas, há uma proximidade com a região e o conhecimento das pessoas que moram no entorno. “Outra elemento chave na atividade de delivery é ser competitivo em relação ao custo de entrega, ao tempo de entrega e à qualidade da entrega”, explica. Há dois anos, os amigos Alex Sousa e Henrique Lima também abriram uma pequena adega na Zona Oeste de São Paulo. Eles começaram no improviso e com investimento de R$ 1,8 mil, usando um cartão de crédito emprestado. Hoje, mesmo trabalhando apenas com delivery, faturam R$ 200 mil por mês. Os pedidos não param: tem cerveja gelada, vinho na temperatura escolhida no aplicativo pelo cliente, além de petiscos e snacks para acompanhar. De segunda a quinta-feira, 4 motoboys trabalham para a adega. Nos finais de semana, são 10 entregadores pra dar conta do movimento. Veja a reportagem completa no vídeo acima. Adega Night Bebidas Rua João Batista Pereira 439 - Jardim Pinheiros São Paulo/SP - CEP: 05596-090 Email: bebidasadeganight@gmail.com Site: https://adeganightbebidas.com.br/ Telefone: (11) 2883-5690 Instagram: https://www.instagram.com/adega_night/ Adega Santo Gole Av. Bengino Carreira, 629 - Vila Campestre São Paulo - SP - CEP: 04332-110 Telefone: (11) 95396-6662 Email: adegasantogole21@gmail.com Instagram: https://www.instagram.com/santogole_adega/ Sergio Molinari - Food Consulting Av. das Nações Unidas, 1515 – torre 03 – ap. 162 – Chácara Inglesa São Bernardo do Campo/SP - CEP: 09726-110 Telefone: (11) 99163-3941 Email: sergio.molinari@foodconsulting.com.br Site: www.foodconsulting.com.br Veja Mais

Cursos de manutenção de celular capacitam pequenos empresários e ajudam a aumentar faturamento

G1 Economia Donas de assistência técnica de eletrônicos se especializaram e viram o faturamento do negócio aumentar quatro vezes nos últimos seis meses. Cursos de manutenção de celular capacitam pequenos empresários e ajudam a aumentar faturamento Um centro de capacitação que ajuda empreendedores a entrar no mercado de manutenção de aparelhos celulares e oferece cursos avançados pra quem já é dono de uma assistência técnica tem ajudado pequenos empresários a aumentar o faturamento. Nicolle Naama e Amanda Gama têm uma empresa de assistência técnica de eletrônicos e, depois de se especializarem no assunto, viram o faturamento do negócio aumentar quatro vezes nos últimos seis meses: passou de R$ 9 para R$ 35 mil. Antes, elas faziam consertos básicos de R$ 100. Hoje, são especialistas em recuperar placas e telas de celular quebradas, consertos com preços de até R$ 600 e concorrência menor. “Nessa área de tecnologia é uma busca constante, porque sempre tem novidade, sempre tem eletrônicos novos. Então, quanto mais conhecimento maior é o lucro, sem dúvidas”, diz Nicolle. Elas se capacitaram na escola dos empresários Ali el Youssef e Ahmad el Youssef. Os cursos básicos custam a partir de R$ 1,3 mil e ensinam a desmontar celular e montar de um jeito seguro, trocar bateria, trocar componentes, trocar conector. Já os cursos avançados custam a partir de R$ 1,8 mil e o aluno aprende a trocar o vidro, fazer reparos na unidade de processamento e na placa do celular. No mercado de assistência técnica, a margem de lucro pra esse tipo de serviço costuma ser maior. A escola atende 70 alunos por mês. Com um o incentivo da empresária Luisa Miranda, esposa do Ali, o centro de capacitação passou a ter maior presença feminina. “Eu falei: "Nenhuma mulher?" Vou fazer um evento voltado pra mulher, onde ela vai se sentir apoiada e representada”, conta Luisa. A iniciativa funcionou e hoje metade de cada turma é formada por mulheres. De acordo com os empresários, para começar nesse mercado, o investimento é de R$ 1,5 mil. É necessário ter uma bancada com insumos, ferramentas e equipamentos. Mas, neste valor, não estão incluídos o ponto, a reforma e as instalações da loja. Nicolle e a Amanda aprenderam que nesse mercado ser rápido no atendimento é essencial, pois a vida do consumidor está dentro do celular. O tempo dos consertos variam de 30 a 40 minutos, no máximo. Quando é um serviço mais específico, de duas a duas horas e meia. “O nosso foco agora é crescer cada vez mais em maquinários, em estudo, porque é um mundo bem grande de oportunidades”, afirma Nicolle. Veja a reportagem completa no vídeo acima. XN Tech Curso de Capacitação e Desenvolvimento Tecnológico Rua Boa Vista, 133 – Sala 7A - Centro São Paulo – SP - CEP: 01014-001 Telefones: (11) 3106-5100 / (11) 97327-4867 E-mail: contato@xntech.com.br Facebook: https://web.facebook.com/EscolaXntech Instagram: https://www.instagram.com/xn.tech/ Assistência Técnica das Irmãs Rua 25 de Março, 774 - Térreo - Box 32 34 - Galeria Boa São Paulo/SP - CEP: 01021-100 Telefones: (11) 948386111 / (11) 984711640 Instagram: https://www.instagram.com/asstecnica.dasirmas Veja Mais

Auxílio Brasil: valor menor que o Bolsa Família terá compensação; entenda

G1 Economia O Benefício Compensatório de Transição será pago enquanto a família for beneficiária e não alcançar o mesmo valor financeiro que possuía no Bolsa Família. O Auxílio Brasil prevê o pagamento do chamado Benefício Compensatório de Transição, concedido para famílias beneficiárias do Bolsa Família que tiverem redução no valor total dos benefícios após a migração de um programa para outro. O pagamento será feito enquanto a família for beneficiária e não alcançar o mesmo valor financeiro que possuía no Bolsa Família. É um valor complementado na parcela mensal, pago no limite de um benefício por família e concedido, exclusivamente, neste mês de novembro. Depois, será mantido nos meses de pagamentos seguintes até que o valor recebido no Auxílio Brasil seja igual ao valor recebido no Bolsa Família, ou até que a família não se enquadre mais nos critérios de elegibilidade. Para o cálculo da compensação, será considerado o valor total do Bolsa Família no mês anterior à extinção do programa, ou seja, outubro. O Benefício Compensatório de Transição será encerrado quando: o valor total dos benefícios do Auxílio Brasil ficar igual ou maior que o valor recebido pela família no Bolsa Família até que a família não atenda mais os critérios de elegibilidade do benefício quando a família deixar de atender os critérios de permanência no Auxílio Brasil A revisão do valor do benefício será feita a cada 6 meses, e a revisão de elegibilidade para receber o auxílio será realizada todos os meses. Os pagamentos do Auxílio Brasil começaram no dia 17 de novembro. Segundo o Ministério da Cidadania, neste primeiro mês serão contempladas mais de 14,5 milhões de famílias, que receberão um total de mais de R$ 3,25 bilhões. O valor médio neste mês será de R$ 224,41 por família. LEIA TAMBÉM: SAQUES: como será pago? QUEM RECEBE: preciso me inscrever? BENEFICIÁRIOS DO AUXÍLIO EMERGENCIAL: como ficam? CALENDÁRIO: veja datas dos pagamentos CONCESSÃO E VALORES: como consultar seu benefício SAQUE: como será pago o Auxílio Brasil TIRA DÚVIDAS: perguntas e respostas sobre o programa TUDO SOBRE O AUXÍLIO BRASIL Quem vai receber? Neste mês de novembro, o Auxílio Brasil será pago a quem já era beneficiário do Bolsa Família – exceto aqueles que, ao longo do mês de outubro, tenham deixado de atender as regras do próprio bolsa. Serão cerca de 14,5 milhões de beneficiários. Quem recebeu o Auxílio Emergencial, mas não recebia Bolsa Família, não está automaticamente incluído no Auxílio Brasil. Quem ainda não recebia Bolsa Família, mas está inscrito no Cadastro Único e atende os requisitos do programa, poderá ser incluído nos próximos meses, mas não há garantias nem prazos. O Ministério da Cidadania promete adicionar mais 2,4 milhões de beneficiários em dezembro. Quem ainda não está no CadÚnico precisa se inscrever para ser considerado para o programa. Veja aqui como se inscrever. EM RESUMO: Se já tinha o Bolsa Família: Auxílio Brasil será pago automaticamente este mês Se está no CadÚnico, mas não recebia o Bolsa Família: vai para a lista de reserva, e pode receber o Auxílio Brasil no futuro, caso se enquadre nas regras do programa Se não está no CadÚnico: é preciso buscar um Cras para registro, sem garantia de receber Veja Mais

Aneel elimina cobrança adicional na conta de luz em dezembro para famílias de baixa renda

G1 Economia Com bandeira verde, famílias de baixa renda não precisarão mais pagar cobrança adicional. Valor extra em novembro foi de R$ 1,87 para cada 100 kWh consumidos no mês. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (26) que em dezembro a conta de luz das famílias de baixa renda incluídas na Tarifa Social de Energia Elétrica terá bandeira tarifária verde. Com isso, a conta de luz da tarifa social não terá mais nenhuma cobrança adicional. De acordo com o comunicado divulgado pela agência, a bandeira verde "indica condições favoráveis de geração de energia". G1 Em novembro, a Aneel havia acionado a bandeira amarela para a tarifa social, com adicional na conta de luz de R$ 1,87 para cada 100 kWh consumidos no mês. Até outubro, estava acionada a bandeira vermelha e as famílias de baixa renda tinham que pagar um extra de R$ 9,49 para cada 100 kWh. Diante das chuvas verificadas em outubro e esperadas para novembro, o que eleva o nível dos reservatórios das hidrelétricas, a Aneel decidiu reduzir a bandeira para amarela a partir de novembro. Início da época de chuvas melhora nível de água dos reservatórios A bandeira vermelha é a mais cara que pode ser aplicada aos consumidores da tarifa social porque as famílias de baixa renda são isentas de pagar a bandeira escassez hídrica. Em vigor para os demais consumidores, a bandeira escassez hídrica é a mais cara do sistema, com adicional de R$ 14,20 por 100 kWh consumidos ao mês. O sistema de bandeiras tarifárias é uma cobrança aplicada às contas de luz quando o custo de produção de energia aumenta. É o que aconteceu neste ano, devido à crise energética. O país tem acionado as usinas termelétricas (mais caras e poluentes) e importado energia da Argentina e do Uruguai para garantir o fornecimento de eletricidade aos consumidores. Desconto A Aneel informou, ainda, que as famílias de baixa renda continuam tendo direito ao desconto nas tarifas, que varia de 10% a 65% de acordo com a faixa de consumo. O desconto é concedido nos primeiros 220 kWh consumidos mensalmente por clientes residenciais. A exceção são as famílias indígenas e quilombolas inscritas no Cadastro Único, que têm desconto de 100% até o limite de consumo de 50 kWh/mês. Inclusão automática O presidente Jair Bolsonaro sancionou, no início de setembro, uma lei que determina a inscrição automática de famílias de baixa renda como beneficiárias da tarifa social. A intenção é facilitar as inscrições no programa a partir do compartilhamento das informações do Cadastro Único pelo Executivo. Antes da lei, interessados precisavam solicitar a inscrição por telefone ou dirigir-se à distribuidora para pedir o benefício. Segundo a Aneel, o número de beneficiários da tarifa social pode dobrar em 2022 e chegar a quase 24 milhões. Atualmente, 12,3 milhões de famílias são beneficiárias da tarifa social, programa que custa cerca de R$ 3,6 bilhões por ano. Esse valor é pago por todos os consumidores de energia elétrica por meio de cobrança de encargo nas contas de luz. Há outras 11,5 milhões de famílias que se enquadram nos critérios para participar do tarifa social e que podem ser incluídas no programa a partir do ano que vem, quando as distribuidoras de energia terão que implantar o cadastrado automático de beneficiários. O cadastro automático entra em vigor em 11 de janeiro de 2022 e será feito pelas próprias distribuidoras de energia, com base nos dados do CadÚnico e do BPC. Quem tem direito Têm direito à tarifa social: famílias inscritas no Cadastro Único do governo federal, com renda per capita menor ou igual a meio salário mínimo; idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência que recebam o Benefício de Prestação Continuada (BPC); famílias inscritas no Cadastro Único com renda mensal de até três salários mínimos com um integrante que, devido a uma doença ou a uma deficiência, faça uso contínuo de aparelhos médicos que consomem energia elétrica. Veja Mais

Empresas perdem R$ 140 bilhões na bolsa de valores com preocupação sobre nova variante do coronavírus

G1 Economia Nesta sexta-feira, o principal índice de ações da B3 recuou 3,39%, a 102.224 pontos. Petrobras teve a maior perda e encolheu R$ 16,3 bilhões em valor de mercado. As empresas brasileiras perderam R$ 140 bilhões em valor de mercado nesta sexta-feira (26), segundo um levantamento realizado pela provedora de informações financeiras Economatica. Nesta sexta, o principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, recuou 3,39%, a 102.224 pontos, acompanhando o nervosismo no mercado internacional com a descoberta de uma nova variante do coronavírus. As bolsas da Europa, dos Estados Unidos e da Ásia também registram perdas elevadas. Ao fim do pregão de quinta-feira (25), as ações das empresas listadas na B3 somavam R$ 4,531 trilhões. Nesta sexta, passaram a valer R$ 4,391 trilhões. A maior perda de valor de mercado foi registrada pela Petrobras (R$ 16,340 bilhões), seguida pela Vale (R$ 9,099 bilhões) e Ambev (R$ 8,498 bilhões). A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta sexta a B.1.1.529 como uma "variante de preocupação" e escolheu como nome "ômicron". Mundo em alerta com a ômicron: OMS classifica nova cepa como ‘variante de preocupação’ A ômicron foi originalmente descoberta na África do Sul. Ela é considerada de preocupação pois tem 50 mutações, sendo mais de 30 na proteína "spike" (a "chave" que o vírus usa para entrar nas células e que é o alvo da maioria das vacinas contra a Covid-19). Veja Mais

Medo de nova variante do coronavírus derruba índices acionários dos EUA

G1 Economia Nesta sexta-feira (26), o Dow Jones e o S&P 500 sofreram as suas maiores quedas percentuais diárias em meses. As ações dos Estados Unidos caíram nesta sexta-feira (26), com o Dow Jones e o S&P 500 sofrendo suas maiores quedas percentuais diárias em meses. Setores afetados pela pandemia que se beneficiaram de uma reabertura recuaram drasticamente após uma nova mutação do coronavírus potencialmente resistente a vacinas ter sido encontrada. O Dow Jones caiu 2,53%, para 34.899,34 pontos, o S&P 500 perdeu 2,27%, para 4.594,72 pontos e o Nasdaq Composite caiu 2,23%, para 15.491,66 pontos. Autoridades ao redor do mundo reagiram com alarme à variante do coronavírus encontrada na África do Sul, com a União Europeia e o Reino Unido entre os que aumentaram o controle das fronteiras, enquanto pesquisadores buscam estabelecer se a mutação é resistente a vacinas. OMS convoca reunião de emergência após nova variante detectada na África do Sul O que se sabe sobre nova variante detectada na África do Sul A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que trata-se de uma variante de "preocupação" e escolheu como nome "omicron". Com essa classificação, a nova variante foi colocada no mesmo grupo de versões do coronavírus que já causaram impacto na progressão da pandemia: alfa, beta, gama e delta As vendas de ações foram amplas, com grandes quedas em todos os 11 principais setores do S&P, exceto saúde, que caiu apenas ligeiramente graças aos fortes ganhos da Pfizer e Moderna, fabricantes de vacinas contra a Covid-19. "O que entendemos sobre essa variante pode acelerar no fim de semana, e, se houver notícias mais preocupantes do que boas, muitas pessoas não querem ter ativos de risco na manhã de segunda-feira, ou têm medo de como a situação pode estar na segunda-feira", disse Keith Buchanan, gerente sênior de portfólio da Global Investments em Atlanta. O índice de volatilidade CBOE, popularmente conhecido como o medidor do medo de Wall Street, atingiu seu nível mais alto desde 20 de setembro. Veja Mais

Black Friday: lojas registram movimento abaixo do esperado no Centro de Teresina

G1 Economia Vendedores e gerentes de lojas informaram que movimento estava cerca de 20% abaixo do esperado. Black Friday: lojas registram movimento abaixo do esperado no Centro de Teresina Ilanna Serena/g1 Vendedores, gerentes e lojistas da capital não registraram o movimento esperado nessa manhã de Black Friday em Teresina. Nesta sexta-feira (26), o g1 foi às ruas da Zona Leste e do Centro da capital e o movimento foi pelo menos 20% inferior ao esperado. Para as pessoas, poucos produtos estavam com preços realmente atrativos. Uma das consumidoras no Centro da cidade foi Beatriz Pimentel, que trabalha com confecções e destacou a necessidade de planejamento e atenção na hora das compras. Ela comprou cerca de 500 unidades de cabide, nesta sexta (26). "Estou comprando esses cabides porque estou precisando, mas não encontrei tantos preços baixos como imaginava. O segredo é pesquisar, muitas pessoas não pesquisam por falta de tempo, mas é a minha dica. Muitos lugares aumentam os preços pra depois diminuir e acaba sendo uma fraude com quem não tem atenção", disse. Black Friday: lojas registram movimento abaixo do esperado no Centro de Teresina Ilanna Serena/g1 Esta também é a dica do Procon do estado do Piauí. O assessor técnico do órgão, Ricardo Alves, explicou que o ideal era fazer uma pesquisa de preços dias antes do Black Friday para não cair na maquiagem de preços. No início deste mês de novembro, uma equipe do Procon foi em vários lojas da cidade de Teresina, onde colheu os preços de vários produtos e criou uma tabela que pode ser acessada pela população, no site da instituição. Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram Para Antônio Valderli, gerente de uma loja de eletrodomésticos no centro da capital, o movimento foi menor que no ano de 2020. "Não está como esperávamos, mas ainda está melhor que em dias normais. Adotamos quatro estratégias para atrair os clientes. A primeira foi fechar a loja por algumas horas para organizar os preços, segunda foi reforçar a divulgação na mídia, terceira foi aumentar o estoque de produtos da pronta entrega, então o cliente chega, compra e leva pra casa. E quarto, foi reduzir o prazo de entrega de produtos que não estão na loja", disse. Gerentes de lojas informaram que movimento estava abaixo do esperado no Piauí Ilanna Serena/g1 O vendedor de uma loja de eletrônicos, Felipe Machado, destacou que o movimento ficou, em média, 20% abaixo da expectativa. "Temos decoração na loja, alto falante, descontos muito bons, mas só conseguimos 80%, está fraco", comentou. Para algumas pessoas, os preços até que compensaram. Como de costume, alguns dos produtos mais procurados foram os eletrodomésticos. A operadora de telemarketing Suellen Maria Martins conseguiu renovar parte da cozinha de casa e comprou uma fritadeira, liquidificador, panela de arroz elétrica e batedeira. "Eu aproveitei mais do que o planejado até, gostei muito dos preços, estou sentindo que dei sorte", comemorou. Ruas de Teresina não registram intensa movimentação durante Black Friday Ilanna Serena/g1 Lucas Silva do Nascimento, vendedor de uma loja de roupas do Centro, disse que a movimentação registrada pode estar ligada ao período do fim de ano, quando a procura por produtos aumenta normalmente. "Todo final de ano a expectativa é superada. A gente bate metas e mais metas porque, querendo ou não, faz parte da cultura do povo procurar comprar. O décimo terceiro sai... E mesmo que não, todo mundo quer aquela roupa, aquele acessório pra começar o fim de ano com tudo. No dia de hoje, a gente se prepara pra grande demanda com muita mercadoria em estoque", comentou. Teresinenses buscam preços baixos neta sexta-feira (26) Ilanna Serena/g1 A professora Maria do Socorro Rosa preparou uma lista para organizar as compras e conter o impulso. Entre os utensílios estão televisão, liquidificador e toalhas para a família. "Eu já tinha em mente o que queria, então vim direto nessas coisas, porque a gente também precisa se conter. Sempre me organizo para comprar nessa época do ano e estou surpresa, encontrei bons preços. Muita coisa não entrou na promoção, nunca colocam tudo, mas tá valendo", completou. *Estagiária sob supervisão de Maria Romero Confira as últimas notícias do G1 Piauí VÍDEOS: Assista às notícias mais vistas da Rede Clube Veja Mais

Black Friday 2021: veja imagens do dia de promoções no Recife

G1 Economia Locais que geralmente registram filas tiveram movimento fraco no começo desta sexta (26). Vendedores a espera de clientes no Shopping Recife, nesta sexta-feira (26), por volta das 9h20 Suzana Souza/g1 Black Friday tem consumidores madrugando no Recife Confira horário de shoppings e mudanças em linhas de ônibus Loja de roupas que costuma registrar movimento tem poucos clientes por volta das 9h15 desta sexta-feira (26), na Zona Sul do Recife Suzana Souza/g1 Shopping no Recife, por volta das 9h20 desta sexta-feira (26), sem movimento de clientes Suzana Souza/g1 Corredores vazios do Shopping Recife, nesta sexta-feira (26), por volta das 9h Suzana Souza/g1 Loja vazia no Centro do Recife, por volta das 8h30 desta sexta-feira (26) Suzana Souza/g1 Avenida Conde da Boa Vista, junto a shopping, tem movimento tranquilo por volta das 8h30 desta sexta (26) Suzana Souza/g1 No Shopping Boa Vista, havia fila apenas para atendimento no Expresso Cidadão, por volta das 8h15 desta sexta (26) Suzana Souza/G1 Por volta das 8h, loja na Avenida Conde da Boa Vista praticamente não tinha movimento nesta sexta-feira (26), por volta das 8h40 Suzana Souza/g1 Por volta das 8h, movimento era fraco em loja localizada na Avenida Conde da Boa Vista, no Recife, nesta sexta (26) Suzana Souza/g1 No Centro do Recife, Avenida Conde da Boa Vista tem com pouco movimento nesta sexta-feira (26), por volta das 8h20 Suzana Souza/g1 Lojas na Avenida Conde da Boa Vista, no Recife, têm pouco movimento nesta sexta-feira (26), por volta das 8h20 Suzana Souza/g1 Avenida Conde da Boa Vista, no Centro do Recife, nesta sexta-feira (26), por volta das 8h Suzana Souza/g1 Às 7h40, não havia fila para entrar na Americanas da Rua do Hospício, no Centro do Recife, local que geralmente registra aglomeração Suzana Souza/g1 Grávida de 8 meses, Laisa Santana esperava encontrar promoções maiores nesta sexta (26) no Recife Suzana Souza/g1 Loja no Centro do Recife abriu mais cedo, mas estava praticamente vazia por volta das 8h desta sexta (26) Suzana Souza/g1 Zelador Genilson Severino Silva aproveitou para comprar televisão nesta sexta (26), no Recife Giuliano Roque/TV Globo No Centro do Recife, Rua da Palma não teve filas no começo desta sexta-feira (26); imagem feita às 6h44 Giuliano Roque/TV Globo Loja na Rua 7 de Setembro, no Recife, não registra fila por volta das 6h30 desta sexta (26) Suzana Souza/g1 VÍDEOS mais assistidos de Pernambuco Veja Mais

Juro bancário chegou a 32,8% em outubro, maior índice em 19 meses, mostra BC

G1 Economia Juro praticado em setembro estava em 30,6%. Ainda segundo o Banco Central, crédito bancário registrou alta de 1,74% no mês passado. O Banco Central (BC) informou nesta sexta-feira (26) que o juro bancário médio com recursos livres de pessoas físicas e empresas chegou a 32,8% ao ano em outubro. O juro bancário médio com recursos livres não conta os setores habitacional, rural e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em setembro, o juro bancário médio estava em 30,6% e, conforme o BC, a taxa registrada no mês passado é a maior desde março de 2020, quando estava em 33,3%. >>> Veja os resultados mês a mês no gráfico abaixo: De acordo com os números do BC, a alta dos juros bancários médios é reflexo do aumento da Selic, a taxa básica de juros da economia. A Selic passou de 2% em janeiro para 7,75% ao ano com o objetivo de tentar conter as pressões inflacionárias e também o spread bancário, que inclui a margem de lucro das instituições financeiras. Saiba também: a taxa média de juros cobrada nas operações com empresas subiu de 17,1% ao ano para 19,1% ao ano em outubro, a maior desde julho de 2019 (19,2% ao ano); os juros médios nas operações com pessoas físicas subiram de 41,7% ao ano para 43,8% em outubro, maior nível desde abril de 2020 (44,7% ao ano); no cheque especial das pessoas físicas, a taxa caiu de 129,6% ao ano para 128,8% em outubro (o BC adotou um teto para os juros); nas operações com cartão de crédito rotativo, os juros bancários cobrados das pessoas físicas subiram de 339,5% ao ano em setembro para 343,6% ao ano em outubro, maior patamar desde agosto de 2017 (392,3% ao ano). O crédito rotativo do cartão de crédito pode ser acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento, mas não quer ficar inadimplente. Essa é uma das linhas de crédito mais caras do mercado e, segundo analistas, deve ser evitada. A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente. Crédito bancário em alta De acordo com dados do BC, as concessões de empréstimos bancários registraram novo aumento em outubro, subindo 1,74%. O cálculo foi feito após ajuste sazonal, uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes. Ainda de acordo com o BC, as concessões somaram R$ 447 bilhões em outubro deste ano, maior patamar de toda a série histórica, que tem início em março de 2011. Já o volume total do crédito ofertado pelos bancos, segundo a instituição, subiu 1,5% em outubro, para R$ 4,497 trilhões, na comparação com R$ 4,431 trilhões em setembro. Houve expansão de 0,9% na carteira de pessoas jurídicas e aumento de 1,9% na de pessoas físicas. Para todo este ano, o Banco Central estima uma expansão de 12,6% no crédito bancário. Em 2020, impulsionado por linhas emergenciais de crédito para o combate aos efeitos da pandemia, o crédito bancário teve alta de 15,5%. Inadimplência e endividamento A taxa de inadimplência média registrada pelos bancos nas operações de crédito ficou estável em outubro, em 2,3%. Nas operações com pessoas físicas, a inadimplência permaneceu em 3% no mês passado e, no caso das empresas, continuou em 1,4%. O Banco Central também divulgou nesta segunda estatísticas sobre o endividamento das famílias com bancos. Neste caso, os novos números são referentes a agosto. Segundo o BC, o endividamento registrou aumento naquele mês, ao somar 59,9% da renda acumulada nos doze meses anteriores, contra 59,2% em julho. Em janeiro de 2020, antes da pandemia da Covid-19, o endividamento das famílias estava em 48,9%. No mesmo mês deste ano, já havia avançado para 57,1%. Podcast Ouça o episódio do podcast O Assunto sobre "Inflação: a do Brasil e a do mundo": Veja Mais

VÍDEO: População forma fila para aproveitar ofertas da Black Friday em Vitória

G1 Economia Uma fila se formou na frente de uma loja, no Centro de Vitória, nas primeiras horas desta sexta-feira (26) População faz fila para aproveitar ofertas da Black Friday no Centro de Vitória A Black Friday, tradicional data de descontos do comércio, deve movimentar as lojas e também os sites de compras nesta sexta-feira (26). No Centro de Vitória, uma fila se formou já nas primeiras horas desta manhã em frente a uma loja. As portas foram abertas antes do horário normal. População faz fila para aproveitar ofertas da Black Friday no Centro de Vitória Reprodução/TV Gazeta LEIA TAMBÉM Black Friday: de onde vem esse nome e outras 9 curiosidades sobre a data Vai usar o PIX na Black Friday? Veja como evitar furadas Tudo sobre a Black Friday 2021 O Procon estadual (Procon - ES) deu algumas orientações de como evitar cair em fraudes e garantir a realização de compras seguras durante o período de descontos. Confira: Pesquise se existem muitas reclamações sobre a empresa nos órgãos de defesa do consumidor e/ou em sites de reclamações na internet; Busque referências sobre os sites de venda e desconfie de preços muito abaixo do mercado; Desconfie dos sites que oferecem como única forma de pagamento o depósito em conta corrente, transferência ou boleto bancário; Atenção com a segurança! Uma fraude muito comum no universo de quem é adepto das compras virtuais está relacionada à clonagem de sites, que ficam idênticos aos das lojas oficiais. Os fraudadores capturam os dados do cartão de crédito, números dos documentos e senhas do consumidor no momento em que ele pensa estar realizando a sua compra. Pesquise as lojas credenciadas no site Blackfriday e observe o nome e o endereço do site no link que aparece na barra do navegador, que pode ser parecido, mas não é igual ao da loja oficial; O consumidor também deve ter muita atenção nas compras realizadas pelo Instagram. Existem perfis falsos na rede social; Cuidado com o golpe do boleto falso. Para fugir de fraudes com boletos falsos, verifique sempre os dados do beneficiário e do pagador, pois eles precisam estar corretos para assegurar que o boleto é verdadeiro. Na dúvida, entre em contato com a empresa para maiores informações; Outro golpe comum está relacionado ao contato de golpistas por meio do envio de mensagens falsas ou contatos telefônicos em nome de bancos ou sistemas de pagamento, visando a confirmar os dados pessoais do consumidor com o discurso de estabelecer acesso ou confirmar dados de pagamento. Atenção! Números de documentos, cartão de crédito, senha e código de segurança não são solicitados por empresas idôneas. Ao receber uma notificação de empresa verifique se foi enviado de um endereço legítimo. Instale no seu computador pessoal programas de antivírus e o firewall (sistema que impede a transmissão e/ou recepção de acessos nocivos ou não autorizados) e os mantenha atualizados; Não faça as transações em computadores de uso público, garantindo a segurança dos seus dados pessoais e do cartão de crédito; Antes da compra, observe os procedimentos e recursos adotados para garantir a segurança da transação. A política de privacidade adotada pelo fornecedor deve ser clara e explícita, assegurando que os dados pessoais e de consumo não sejam divulgados sem o consentimento expresso do consumidor; Procure no site a identificação da loja (razão social, CNPJ, endereço, e-mail e telefone fixo). Caso ocorra algum problema, localizar a empresa será fundamental para a solução. Se o fornecedor não possuir essas informações, escolha outro e denuncie, pois a disponibilização dessas informações é obrigatória; Procure informações sobre características, preços, valores de fretes, despesas adicionais, prazo de entrega ou execução, condições e formas de pagamento, antes de se decidir pela compra. Essas informações devem constar obrigatoriamente na página; Ao confirmar a contratação, imprima ou guarde sob a forma digital todos os documentos que atestem a relação comercial, como número da compra, confirmação do pedido, comprovante de pagamento, contrato ou anúncios; Exija a nota fiscal da mercadoria e guarde; A qualquer sinal de irregularidade, entre em contato com o fornecedor para registrar a ocorrência e tente resolver o problema. Guarde os números de protocolo e os e-mails trocados com o fornecedor como garantia. Reclamações Reclamações podem ser registradas pelo App Procon-ES ou pelo Fale Conosco, disponível no site do Procon. Os atendimentos presenciais são agendados pelo site. As dúvidas são esclarecidas pelos mesmos canais de atendimento ou pelo telefone 151, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. É importante guardar a oferta anunciada, bem como a tentativa de compra, por meio das cópias das telas do anúncio e da transação. VÍDEOS: Tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do G1 Espírito Santo Veja Mais

Com nova revisão, Brasil registrou fechamento de empregos formais em 2020

G1 Economia Dados atualizados do Caged mostram que país destruiu 191,5 mil empregos formais no ano passado. Em novembro, primeira revisão já havia cortado o número de vagas com carteira pela metade, mas o saldo ainda era positivo, de 75.883. Homem segura carteira de trabalho enquanto procura emprego na região central de São Paulo Amanda Perobelli/Reuters Uma nova revisão de dados feita pelo Ministério do Trabalho e Previdência indica que o Brasil registrou fechamento de vagas de trabalho com carteira assinada no ano passado - ao contrário do que foi divulgado inicialmente. Com a revisão, os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o país destruiu 191,5 mil empregos formais no ano passado. No pior resultado mensal desde abril, Brasil gera 253 mil empregos formais em outubro, diz governo Em novembro, a primeira revisão já havia cortado o número de empregos com carteira pela metade, mas o saldo ainda era positivo, de 75.883. Painel de informações do novo Caged Reprodução Na primeira divulgação, em janeiro deste ano, o governo informou que o Brasil havia criado 142.690 empregos com carteira assinada em todo ano passado com base nos dados do Caged. Na ocasião, os números foram divulgados pelo Ministério da Economia e o ministro Paulo Guedes declarou que o resultado do mercado de emprego em 2020, primeiro ano da pandemia da Covid-19 e em que o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 4,5%, era uma "grande notícia". Os números iniciais do Caged também destoavam da trajetória da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). Embora a pesquisa do IBGE tenha uma metodologia diferente da do Caged, ela mostrou uma piora substancial do mercado de trabalho no ano passado. O que diz o ministério Em nota técnica, o Ministério do Trabalho e Previdência informou que foram realizadas atualizações na pesquisa com o objetivo de "aumentar a precisão de toda a série de dados do Novo Caged." A atualizações realizadas formas seguintes: Declarações fora do prazo das empresas - majoritariamente pertencentes ao Simples - do eSocial a partir de maio de 2021; Exclusões de informações de admissões e demissões que possam ter sido reportadas equivocadamente pelas empresas; e Adequação na consolidação dos dados do eSocial com as declarações feitas no sistema do Caged. Com base nas atualizações, de um total de 59,6 milhões de movimentações realizadas entre janeiro de 2020 e setembro de 2021, o ministério identificou um aumento de 1,98% no total de admissões e um crescimento de 3,65% no volume total de desligamentos. Em 2021, o crescimento foi de 1,1% nas admissões e 2,9% nos desligamentos. "Destaca-se que revisões de bases de dados são naturais, ainda mais em contextos de transição ou de situações atípicas como a de uma pandemia, sendo realizadas por diversos órgãos e institutos de estatísticas no mundo todo", informou o ministério. Nova metodologia No ano passado, o governo realizou uma mudança na metodologia do Caged, o que fez com que os dados recentes não possam mais ser comparados à série histórica anterior ao ano de 2020, segundo economistas ouvidos pelo g1. Com a alteração metodológica, desde janeiro do ano passado, o cálculo do novo Caged passou a considerar outras fontes de informações. Além da pesquisa realizada mensalmente com os empregadores, o sistema também puxa dados do eSocial e do empregadorWeb (sistema no qual são registrados pedidos de seguro-desemprego). A mudança gera impacto porque, segundo analistas, a declaração dos vínculos temporários à pesquisa do Caged é opcional – mas a inserção no eSocial é obrigatória. O Novo Caged, portanto, gera resultados maiores ao considerar esses vínculos, subdeclarados no sistema antigo. Vídeos: Últimas notícias de economia Veja Mais

PEC dos Precatórios é a opção 'menos ruim' do momento, diz Paulo Guedes

G1 Economia Ministro deu declaração em evento da construção civil. Proposta limita pagamento de dívidas e altera cálculo do teto de gastos; texto é principal aposta do governo para bancar Auxílio Brasil. Paulo Guedes, ministro da Economia REUTERS/Adriano Machado/File Photo O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (30) que a PEC dos Precatórios é a opção "menos pior" para o Brasil no momento. Precatórios são dívidas da União reconhecidas pela Justiça. Em agosto, o governo enviou ao Congresso uma proposta que limita o pagamento anual dessas dívidas. A versão em discussão também muda o período de inflação a ser considerado no teto de gastos. O texto já passou pela Câmara dos Deputados e está em discussão no Senado. A PEC é a principal aposta do governo para bancar o programa social Auxílio Brasil. Segundo cálculos da equipe econômica, se aprovada, a PEC deve abrir espaço superior a R$ 106 bilhões no orçamento. "Nós desenhamos uma PEC, ela foi bastante modificada. Mas ela ainda é essencial, ela é o menos ruim que pode acontecer com o Brasil. Eu espero aprovação, eu confio no Senado. Eu acredito no senso de responsabilidade do Senado", declarou Guedes nesta terça ao participar do Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic). Na avaliação do ministro da Economia, a regra que limita o pagamento das dívidas não representa "calote". Pela proposta em discussão no Congresso Nacional, os precatórios acima de R$ 66 milhões serão limitados e pagos por meio de negociação; abatimento de dívidas; ou aquisição de ativos públicos (como imóveis ou privatizações). Mais cedo, nesta terça, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que a saída encontrada pelo governo federal para bancar o Auxílio Brasil cobrou um preço "muito grande" em termos de credibilidade. "O que foi feito pra promover essa continuação do programa de auxílio, nós pagamos um preço em termos de credibilidade muito grande para um desvio fiscal que eu não acho que é tão grande. Mas existe uma percepção que a forma que foi feita abalou o arcabouço fiscal que existia", declarou Campos Neto. Raio-X da Política: senadores discutem impasses da PEC dos precatórios 'Bola de neve' Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado, a PEC dos Precatórios, se aprovada, pode gerar uma "bola de neve" de R$ 850 bilhões em precatórios não pagos até 2026 em razão da limitação dos valores a serem pagos. Para o órgão, além de gerar uma "bola de neve" de dívidas não pagas, as mudanças propostas na PEC também elevariam o chamado "risco fiscal", isto é, a percepção negativa dos investidores sobre as contas públicas. "Como consequência dos juros mais altos e do quadro de maior incerteza, amplificado pela crise energética, a perspectiva é que o crescimento econômico fique menor do que o indicado no atual cenário base da IFI (1,7% para 2022), mas possivelmente acima do previsto no cenário pessimista (0,1% para 2022)", avaliou. 'Orçamento secreto' Questionado sobre as emendas parlamentares conhecidas como "orçamento secreto", Guedes afirmou que não entraria no mérito de questões definidas por outros poderes. Ele declarou também que trata somente da execução orçamentária das emendas. Ações no Supremo Tribunal Federal e no Tribunal de Contas da União (TCU) questionam a transparência dessas emendas. No último dia 9, o plenário do STF referendou a decisão da ministra Rosa Weber que suspendeu o pagamento dessas emendas. Nesta segunda (29), o Congresso aprovou um projeto de resolução que cria regras para execução das emendas de relator e impõe um limite para esses gastos. Pelas regras anteriores, não havia limite de valor nem era possível identificar o parlamentar que solicitou os gastos. Esse dinheiro também não é dividido igualmente entre deputados e senadores. "Se o Judiciário pediu mais transparência, qualquer movimento em direção à transparência é bom. Estou opinando como um brasileiro comum, não como ministro da Economia", declarou Guedes. Veja Mais

Inflação na Eurozona não dá trégua e atinge nível recorde

G1 Economia Inflação em ritmo anual da zona do euro atingiu no fim de novembro a marca de 4,9%, nível mais elevado da série histórica na região. A inflação na zona do euro prosseguiu em novembro com sua alta sem trégua e atingiu níveis sem precedentes, estimulada pelos preços da energia, anunciou nesta terça-feira (30) a agência europeia de estatísticas Eurostat em sua primeira estimativa. De acordo com os números da Eurostat, inflação em ritmo anual da zona do euro atingiu no fim de novembro a marca de 4,9%, nível mais elevado da série histórica na região. No mês de outubro, a taxa de inflação foi de 4,1%, que no momento era o índice mais elevado registrado desde o mesmo mês em 2008. Ao considerar os componentes da inflação, a Eurostat informa que a energia teve aumento de 27,4% em novembro, contra 23,7% no mês anterior. Em contrapartida, os serviços registraram alta de 2,7% no período (contra 2,1% em outubro), e o grupo de alimentos, tabaco e álcool subiu 2,2% (1,9% no mês anterior). Entre as principais economias da Eurozona, a Alemanha registra 6,0%, seguida por Espanha (5,6%), Itália (4,0%) e França (3,4%). O maior índice foi registrado na Lituânia, com 9,3%, seguido por Estônia (8,4%) e Bélgica (7,1%). Mais países da Europa confirmam casos da variante ômicron No outro extremo, Malta registrou a menor inflação em ritmo anual (2,3%), enquanto a taxa em Portugal ficou em 2,7%. A zona do euro é o espaço compartilhado pelos 19 países da União Europeia que adotaram o euro como moeda, e cuja política monetária é conduzida pelo Banco Central Europeu (BCE). Meta O BCE trabalha com uma meta de inflação próxima mas inferior a 2% para o ano de 2021. O quadro foi revelado no momento em que a pandemia de coronavírus surpreendeu com uma nova variante, ômicron, mas até o momento seu impacto econômico não é claro. Para Jack Allen Reynolds, economista sênior da consultoria Capital Economics, a tendência da inflação nos meses recentes sugere que o índice "permanecerá acima das metas pelo menos até o fim do próximo ano". Ele considera que o impacto da ômicron sobre a economia será variado, mas destacou que "se agravar os desequilíbrios entre a oferta e a demanda mundial, a inflação de bens poderá ser maior por mais tempo". O aumento de 4,1% em outubro para 4,9% em novembro foi superior às expectativas dos analistas, que acreditavam em uma inflação de 4,5%. O dado mais grave, aponta Reynolds, é que os números da Eurostat indicam que o núcleo da inflação (que exclui energia, tabaco, alimentos e álcool) subiu 2,6%. Por este motivo, ele acredita que "levará pelo menos até o último trimestre do próximo ano para que a inflação fique abaixo de 2%". Veja Mais

Dólar opera em queda apesar de novas tensões sobre a variante ômicron

G1 Economia Na segunda-feira (29), moeda norte-americana subiu 0,28%, a R$ 5,6102. O dólar opera em queda nesta terça-feira (30), apesar da retomada das preocupações do mercado com a variante ômicron do coronavírus e seus possíveis impactos sobre a recuperação da economia global. Às 9h40, a moeda norte-americana recuava 0,14%, vendida a R$ 5,6026. Veja mais cotações. Na segunda-feira, o dólar fechou em alta de 0,28%, a R$ 5,6102. Com o resultado, acumulou recuo de 0,66% no mês, mas alta de 8,15% no ano. OMS vê risco elevado na variante ômicron; G7 faz reunião de emergência t OMS alerta que nova variante representa um alto risco para o mundo Cenário No exterior, o recrudescimento das preocupações com a variante ômicron do coronavírus voltam à cena. Executivos da fabricante de vacinas Moderna afirmaram que as mutações da nova variante podem significar que mais imunizantes serão necessários, causando tensão nas bolsas. "Não existe um mundo, acho, onde (a eficácia) é do mesmo nível... que tivemos com a delta", disse o presidente executivo da Moderna em uma entrevista ao jornal Financial Times. "Acho que será uma queda palpável. Só não sei o quanto, porque precisamos esperar pelos dados. Mas todos os cientistas com os quais converso... dizem coisas do tipo 'isto não será nada bom'." Notícias do surgimento da nova variante retiraram cerca de 2 trilhões de dólares em valor das ações globais na sexta-feira, após a variante ser identificada no sul da África e anunciada no dia 25 de novembro. Na quinta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a variante ômicron representa um risco muito elevado, mas destacou que também há muitas dúvidas sobre a variante, especialmente sobre o perigo real que representa. Na cena local, o IBGE divulgou mais cedo que a taxa de desemprego ficou em 12,6% no trimestre encerrado em setembro. Na cena política, o 'orçamento secreto' do Congresso segue em pauta: na segunda-feira, foi aprovado um projeto de resolução que cria regras para execução das emendas de relator – conhecidas como "orçamento secreto" – e propõe a adoção de um limite de valor para essas emendas. O texto vai à promulgação. Por que o dólar sobe? Assista no vídeo abaixo: Entenda a alta do dólar Veja Mais

'Orçamento secreto': Congresso aprova novas regras; oposição ainda vê falta de transparência

G1 Economia Texto que será promulgado prevê detalhamento de emendas já executadas, mas abre brecha para que nomes de parlamentares sigam ocultos. Resolução fixa teto para os próximos anos. O Congresso aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de resolução que cria regras para execução das emendas de relator – conhecidas como "orçamento secreto" – e propõe a adoção de um limite de valor para essas emendas. O placar entre os deputados foi de 268 votos favoráveis e 31 contrários. No Senado, a votação foi apertada e o texto passou por 34 votos a 32. O texto vai à promulgação. Veja como cada deputado votou Veja como cada senador votou As sessões do Congresso costumam ser conjuntas, mas em razão da pandemia do novo coronavírus, deputados e senadores têm votado em reuniões separadas, primeiro na Câmara e depois no Senado. Pelas regras atuais, não há limite para o valor dessas emendas e não é possível identificar o parlamentar que solicitou os gastos. Esse dinheiro também não é dividido igualmente entre os deputados e senadores, o que fere o princípio da impessoalidade. Até 2019, as emendas de relator eram usadas para correções pontuais no orçamento, com valores bem menores. Contudo, a partir do Orçamento de 2020, o Congresso aprovou alterações no padrão da sua execução e criou uma rubrica específica para esses recursos. Com isso, o montante saltou para uma previsão de R$ 30 bilhões nos últimos anos. Segundo o projeto aprovado, o valor das emendas de relator não poderá ultrapassar a soma das chamadas emendas individuais e de bancada. Em 2021, essas emendas foram, respectivamente, de R$ 9,6 bilhões e R$ 7,3 bilhões. Se valesse para esse ano, o teto para as emendas de relator seria de R$ 16,9 bilhões – valor que, de fato, corresponde à dotação atual deste tipo de recurso. Inicialmente, o Orçamento deste ano previa um montante de R$ 29 bilhões para as emendas de relator. Contudo, após acordo com a equipe econômica, esse valor foi reduzido. Para o próximo ano, se os valores forem mantidos segundo a previsão enviada pelo governo, o teto será de R$ 16,2 bilhões. Na avaliação de técnicos do Congresso, o limite é muito elevado e coloca muitos poderes nas mãos de uma única pessoa – o relator-geral do Orçamento. Segundo esses especialistas, o parecer presume que as emendas de relator são mais importantes que as duas emendas impositivas juntas. Um valor razoável, para os técnicos, seria, por exemplo, metade das emendas individuais ou de bancada – portanto, entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4,5 bilhões. VÍDEO: como funciona o 'orçamento secreto' O que diz o projeto O relator da matéria, senador Marcelo Castro (MDB-PI), defende que o texto é uma tentativa de resolver a questão da transparência no repasse das verbas ao prever que as indicações e solicitações que fundamentaram as emendas sejam publicadas no site da Comissão Mista de Orçamento (CMO). A proposta, porém, não deixa explícito que o nome do parlamentar que pediu as emendas seja publicizado. O parecer prevê que as solicitações podem ser de "parlamentares, agentes públicos ou da sociedade civil". Técnicos do Congresso avaliam que essa é uma brecha para manter ocultos os nomes de senadores e deputados que demandaram os recursos. Pela redação do parecer, por exemplo, um parlamentar poderia enviar o ofício de solicitação em nome da prefeitura que receberá as emendas. “É um leque interminável de entes que podem muito bem fazer uma requisição e o ‘super relator’ de novo definir da forma que quiser, porque todos estão representados em um desses entes”, afirmou o deputado Danilo Forte (PSDB-CE). Além disso, o projeto estabelece que essas regras valem apenas após a publicação do projeto, ou seja, verbas já indicadas na modalidade emenda de relator em 2020 e 2021 continuarão a ter o nome dos solicitantes ocultos. A proposta também não faz menção à distribuição igualitária dessas verbas. Essa é uma das principais preocupações de técnicos do Congresso. Da forma como foi proposto, o relatório não traz isonomia na distribuição das emendas entre os parlamentares, nem no atendimento dos municípios. Isso poderia privilegiar aliados do governo e, assim, ajudar a formar maiorias em votações de interesse do Executivo. Por exemplo, um município com poucos habitantes poderia receber muito mais recursos que um município maior, desde que atendesse à base aliada do governo. Do mesmo modo, um deputado ou senador próximo ao governo pode ter direito a mais indicações dessas emendas. Orçamento Secreto: Congresso vota projeto que dá transparência às emendas de relator Discussões A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) afirma que o projeto não resolve o problema da transparência e mantém a possibilidade de negociações “obscuras” com dinheiro público. “Ele [o projeto] não ataca em nada o problema, continua com o mesmo problema de não saber de quem indica, como indica e para que vai. A gente continua com o mesmo problema de ter balcão de negócios obscuro aqui dentro”, afirmou a deputada. “Na nossa visão, o projeto de resolução não ataca esses problemas, nem de transparência, nem de mostrar para que serve, nem de estar vinculado a alguma política pública, nem de tratar todo cidadão de forma igual. E tem mais um problema constitucional, que é a questão da isonomia dos parlamentares. Não tem cabimento um indicar 100 e outro indicar nada”, acrescentou Adriana. Para o líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ), o projeto mantém a falta de transparência sobre o orçamento secreto e deixa aliados do governo sob o controle de recursos públicos. “É razoável permitir que R$ 17 bilhões sejam liberados sem qualquer critério público? O dinheiro público não pode ser destinado aos parlamentares de acordo com sua proximidade ou distância do governo. O dinheiro público tem que ter uma finalidade que atenda o interesse público, a critérios técnicos, objetivos, impessoais, isonômicos. O que essa proposta faz é o oposto disso, é colocar nas mãos do Centrão o controle sobre quem receberá essas emendas ou não, do presidente desta Casa, a Câmara dos Deputados, e do presidente do Senado”, disse Molon. Vice-líder do governo no Congresso, o deputado Aluísio Mendes (PSC-MA) defendeu o projeto de resolução e chamou de "fake news" que as emendas de relator são um orçamento secreto. "O que se fez no RP-9 [código formal das emendas de relator] foi trazer luz a essa execução. E aqui quero parabenizar o senador Marcelo Castro, porque, com essa resolução, mais transparência é trazida. Quero dizer aqui que nós temos que parar com esse discurso de falta de transparência, de orçamento secreto", disse. O líder do PP, Cacá Leão (PP-BA), que em 2019 foi relator da lei orçamentária que criou a rubrica específica da emenda de relator, disse que esse tipo de recurso dá mais transparência às indicações. "A partir da criação desta rubrica orçamentária, todos esses acordos são feitos às claras, à luz do dia, como é muito bem dito nesta Casa. Vejo os colegas criticarem essa medida e penso que eles entendem muito pouco ou quase nada do Orçamento", disse. Para o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), o tema voltará a ser discutido no Supremo Tribunal Federal. "É um acinte imaginar que o presidente do Senado e o presidente da Câmara tenham se unido para mentir ao STF porque é mentira que não é possível identificar autorias dos pedidos das emendas que movimentaram mais de R$ 30 bilhões de reais nos últimos dois anos. Não temos direito, perante os brasileiros, perante Constituição, e fazer papel de besta, como se fôssemos crianças inocentes, que não soubéssemos que R$ 30 bilhões passaram por essas mesas e ninguém anotou, ninguém registrou de onde ia, para onde vinha", afirmou Vieira. Simone Tebet (MDB-MS) protestou contra a aprovação do projeto, que classificou como "afronta" ao Supremo Tribunal Federal. "A Mesa Diretora quer afrontar o Supremo não na sua individualidade como Mesa Diretora, mas quer que todos nós ratifiquemos o erro grosseiro que estamos cometendo contra a democracia brasileira, contra a soberania popular, porque, sim, a soberania popular também está violada. O povo, que paga os impostos, tem o direito de saber onde seus recursos estão sendo aplicados", disse a emedebista. 'Descumprimento formal e ostensivo' Em nota divulgada nesta segunda-feira, a Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado apontou que o ato conjunto elaborado pela Câmara e pelo Senado assume o "descumprimento formal e ostensivo" da decisão do Supremo. No parecer, a área técnica do Senado contradiz a argumentação dos presidentes Arthur Lira e Rodrigo Pacheco de que há "impossibilidade fática” de criar um procedimento para o registro das demandas dos deputados. "Se houve 'milhares de demandas' e os relatores-gerais encaminharam-nas na forma de indicações, algum tipo de procedimento organizativo tiveram para fazê-lo, e algum registro documental ou informacional mantiveram para seu próprio controle; caso contrário, teriam agido sem saber o que estavam fazendo (o que evidentemente não é o caso)", escreveu a consultoria. A nota aponta ainda que o argumento é “comprovadamente falso” e que investigações da imprensa reuniram "copiosa documentação oficial relativa a demandas em busca de emendas de relator-geral, além de outras fontes que dispunham da documentação, mas simplesmente se recusaram a torná-la pública". Camarotti: ‘Temem abrir esses dois anos de orçamento secreto’ 'Brecha sempre existirá' Questionado sobre a possibilidade de o nome dos parlamentares continuarem ocultos na solicitação da emenda de relator, Castro disse que o texto busca dar clareza às indicações, mas admitiu que o problema ainda não está resolvido. “Uma brecha sempre existirá", afirmou Marcelo Castro, relator do projeto de resolução. Em relação ao problema da equidade, o fato de nem todos os parlamentares terem direito ao dinheiro, Castro disse que a questão será discutida na Comissão Mista de Orçamento (CMO). “Eu não trato dessa questão na resolução. A resolução não é o lugar próprio de tratar disso, o lugar próprio é no parecer preliminar. Na próxima semana vamos votar o parecer preliminar na CMO, a comissão composta para poder fazer o orçamento. Ela que vai estabelecer as normas de como vai fazer e como vai executar”, afirmou. Decisão do STF Em decisão no último dia 5, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber suspendeu o pagamento das emendas de relator e determinou que o Congresso desse "ampla publicidade" às solicitações feitas por parlamentares em 2020 e 2021. A decisão da magistrada foi referendada, por 8 votos a 2, pelo plenário da Corte. Nesta segunda-feira, em Curitiba (PR), Rodrigo Pacheco foi questionado se a proposta aprovada pelo Congresso iria, ou não, na contramão do que foi decidido pelo STF. Contrariando a nota técnica da Consultoria do Senado, Pacheco negou descumprimento da decisão e repetiu argumento, já apresentado pelo Congresso à Corte, de que "não é possível" detalhar todas as emendas que já foram indicadas. “Até o presente momento, com a norma que existe, que é a norma da emenda de relator, há uma concentração na figura do relator, e não há registros formais relativamente a isso [as solicitações de parlamentares]. Não é possível nós, a essa altura, declinarmos tudo quanto foi inserido no relator a partir do seu próprio conhecimento, do trabalho que ele fez na comissão de orçamento do Congresso”, disse o presidente do Senado. “Se isso era um defeito ou não, pode até ser apontado como defeito, mas isso não é um indicativo de que o recurso está sendo mal-usado ou está havendo malversação ou desvio de recurso público, definitivamente não. Malfeito pode existir em emenda de relator, emenda individual, emenda de bancada, emenda de comissão, em orçamento de ministérios e esses malfeitos precisam ser combatidos e há mecanismos de combate desses malfeitos, desses desvios, desses crimes, mas não é a existência da emenda de relator que é por sua natureza algo ilícito, porque definitivamente não é”, acrescentou Pacheco. Por 8 votos a 2, STF confirma suspensão das emendas do ‘orçamento secreto’ Veja Mais

Open finance deve ampliar potencial de inclusão financeira e do mercado de seguros

G1 Economia Compartilhamento e maior uso de dados vai levar a uma maior abertura do mercado, avaliam especialistas da FGV. Um dos benefícios que o open finance – combinação entre os ambientes de compartilhamento de dados bancários, o open banking, e de seguros, o open insurance – vai trazer é um potencial de inclusão tanto financeira quanto no mercado de seguros. A conclusão vem dos especialistas que participaram do webinário da Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre o impacto econômico do open insurance. De acordo com o diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Eduardo Fraga, o compartilhamento e maior uso de dados vai levar a uma maior abertura do mercado de seguros. "Para fazer a precificação de uma carteira, a seguradora inclui uma margem de riscos, devido à incerteza dos riscos cobertos", explicou o dirigente do regulador do mercado securitário. "Mas quando tem uma quantidade maior de dados, essa margem pode diminuir porque é um fator relacionado à incerteza. E essa queda é mais forte para pessoas de baixa renda." TUDO SOBRE O OPEN BANKING Open Banking: veja quais dados podem ser compartilhados e quem pode ver Fraga citou como exemplo a experiência chinesa de uma plataforma que levou produtos de seguro a milhões de novos consumidores. Conforme o dirigente, a insurtech asiática usa dados de ratings de crédito, além de verificar condições preexistentes, para precificar um seguro que cobre doenças graves. "Em virtude da tecnologia e do uso intensivo de dados tem sido possível que esse tipo de cobertura de doenças graves seja entregue a pessoas de baixa renda ao custo de centavos de dólar para coberturas de até US$ 40 mil dolares", contou. Na visão do diretor da Susep, houve uma massificação desses produtos, distribuídos para mais de 100 milhões de clientes. "E a plataforma já tem planos de alcançar 300 milhões de beneficiários. Imagine isso numa plataforma aberta, como o open insurance?" O CEO da BMG Seguros, Jorge Sant''Anna, enfatizou a importância da combinação entre informações presentes no open banking, como aquelas relacionadas ao PIX e pagamentos em geral, como uso de cartões, ao open insurance. "É muito importante mencionar que a mudança nos pagamentos feitos pelo BC, como a criação do PIX,é um grande habilitador no mercado de seguros", disse. Na avaliação do executivo, o ambiente de inovação, maior concorrência e uso de dados será fundamental para a amplificação dos mercados de seguros, que, no Brasil, são pequenos se comparados a outros países. Para Sant´Anna, ainda que a concorrência maior leve a uma queda de preços nos produtos, o aumento do público consumidor mais do que compensará esse impacto. Segundo estimativas da BMG Seguros, a taxa de penetração do seguro auto em relação à frota de veículos pode saltar dos atuais 30% para 50% com o open insurance. "Se chego a 50% de penetração no auto há um aumento em R$ 22 bilhões no volume de prêmios e isso mesmo se os preços dos seguros do gênero caírem pela metade." Entenda o que é Open Banking Com a palavra, o BC O diretor de Normas e Regulação do Banco Central, Otávio Damaso, afirmou no evento ver o papel do regulador como um habilitador das condições para que o próprio mercado implemente as inovações. "Diria que o BC não está à frente, mas deixando a avenida aberta para o sistema inovar", ponderou. De acordo com Damaso, "hoje todo mundo está atrás de dados para entender cada vez melhor o cliente e oferecer produtos que realmente tragam valor a ele". Para o diretor do BC, o open banking surgiu como uma forma de quebrar a assimetria em relação ao uso das informações, que, até um passado recente, "ficavam paradas dentro das instituições financeiras". Damaso reforçou que, quem detém o instrumento de pagamento, consegue saber como, onde, quanto e quando o cliente gasta. "A instituição vai entender o hábito de consumo e pelos dados de pagamento que o cliente gera." O dirigente da autoridade monetária pontuou ainda que existe outra frente de coleta de dados tão importante quanto. "Tem ainda a frente da mensagem, se o participante tem [sistema de] mensageria começa a colher outras informações valiosas, como interesses, hobbies, hábitos de comportamento e posicionamentos.” Para Damaso, "o objetivo de qualquer player do mercado é dominar todos esses três instrumentos [dados financeiros, de pagamentos e de mensageria]". Essa visão, segundo o diretor, norteia a implementação do PIX e do open finance. Conforme Damaso, o primeiro passo para a implementação do open finance será dado em dezembro. "Em meados de dezembro a gente conclui a quarta fase [do open banking], que será o primeiro movimento de implementação de open finance." Diretor da Susep, Vinicius Brandi acrescentou que o cronograma de implementação do open insurance se estende até o fim do próximo ano. "A fase um [com possibilidade de copartilhar dados públicos] será implementada em dezembro de uma maneira coordenada com o início da fase quatro do open banking, que inclui produtos de seguros [de seguradoras ligadas às instituições financeiras]", afirmou. Segundo Brandi, a fase dois do open insurance está prevista para começar em setembro, com previsão de abrir a possibilidade de o consumidor autorizar compartilhamento de dados pessoais. A última etapa está prevista para começar a partir de dezembro de 2022, já contemplando a parte transacional e de produtos. Veja Mais

Jack Dorsey deixa cargo de presidente-executivo do Twitter

G1 Economia Essa não é a primeira vez que o bilionário sai do comando da rede social. Ele diz que foi uma decisão sua, mas o bilionário vinha sofrendo pressão de investidores para renunciar. Jack Dorsey, cofundador do Twitter Toby Melville/Reuters Jack Dorsey, um dos fundadores do Twitter, disse nesta segunda-feira (29) que irá deixar o cargo de presidente-executivo da rede social. O anúncio foi feito pouco depois de o site americano "CNBC" indicar a sua saída, citando fontes. Ao confirmar a decisão, publicamente, em seu perfil no Twitter, Dorsey ainda brincou: "Não sei se todo mundo já sabe, mas... eu me demiti do Twitter". Dorsey também informou que seu sucessor na rede social será Parag Agrawal, que ocupava o cargo de diretor de tecnologia desde 2017. E que a troca de comando é imediata. QUEM É o sucessor de Jack Dorsey O cofundador seguirá como membro do conselho do Twitter até seu mandato expirar, no ano que vem. E continuará como CEO da empresa de pagamentos digitais Square, função que exercia simultaneamente com a "chefia" do Twitter — o que vinha gerando pressão de investidores pela sua saída (leia mais abaixo). Essa não é a primeira vez que o Dorsey deixa o posto no Twitter – em 2008, dois anos após a fundação da empresa, o magnata foi afastado do cargo por supostamente gastar muito tempo fazendo yoga e tendo aulas de design de moda. Ele só retornou em 2015 – durante esse período a companhia foi comandada pelo cofundador Evan Williams, que depois passou a liderança para o executivo Dick Costolo. LEIA MAIS: Twitter completou 15 anos: veja se você sabe tudo sobre a rede Conheça a Square, a outra empresa de Jack Dorsey Sob pressão Em carta direcionada aos funcionários intitulada "Voo", Dorsey diz que trabalhou duro para que o Twitter pudesse se desvencilhar de sua fundação e de seus fundadores, por acreditar que isso seja algo bastante limitador. Na mensagem divulgada também em seu perfil, o magnata afirma ainda que quer que todos saibam que a saída "foi uma decisão dele" e que "está muito triste... e, ainda assim, muito feliz", por entender que é o momento certo. Initial plugin text d No entanto, há meses Dorsey vinha sofrendo pressão para deixar a liderança do Twitter – no início de 2020, o grupo investidor Elliott Management teria pedido a sua saída, de acordo as agências de notícias Reuters e Bloomberg. O sucessor Parag Agrawal ingressou no Twitter como engenheiro de software em 2011. Diretor de tecnologia da empresa desde outubro de 2017, ele liderava a estratégica técnica da empresa e a iniciativa Bluesky, equipe criada em 2019 com o objetivo de desenvolver um padrão descentralizado para redes sociais. Parag Agrawal substituiu Jack Dorsey como presidente-executivo do Twitter Divulgação/Twitter Quem é Jack Dorsey Dorsey nasceu e cresceu em Saint Louis, no estado americano do Missouri, em 19 de novembro de 1976. Assim como outros grandes nomes da tecnologia, ingressou na faculdade mas abandonou a graduação pouco antes de completá-la. Jack Dorsey, presidente do Twitter durante sessão no Congresso dos EUA em março de 2021 Reprodução via Reuters Ele está entre as 200 pessoas mais ricas do mundo, de acordo com o ranking da revista "Forbes", com uma fortuna avaliada em US$ 11,7 bilhões e é famoso por ser um executivo pouco convencional – no final de 2019, ele disse que pretendia morar na África durante parte de 2020, mas não concretizou seus planos. Entusiasta da criptomoeda Bitcoin e de tecnologias de blockchain, vendeu o primeiro post da história do Twitter como um NFT por US$ 2,9 milhões. O tuíte – "estou criando minha conta Twttr" – foi publicado em 21 de março de 2006, ainda com a referência ao antigo nome da rede social. Guia de compras: SMARTV: 8K, 4K, OLED, QLED... veja qual comprar ROTEADOR MESH pode ser a solução para melhorar wi-fi FONE DE OUVIDO: 9 modelos para trabalhar, estudar e jogar TODOS OS GUIAS DE COMPRA Em uma audiência on-line da Câmara dos Estados Unidos sobre desinformação na internet, o executivo roubou a cena por mostrar uma espécie de relógio com a cotação do Bitcoin. Na ocasião, também levou uma "bronca" da deputada democrata Kathleen Rice por ironizar as perguntas dos congressistas em uma enquete no Twitter. Com a saída de Dorsey, essa é a segunda grande mudança de liderança em empresas de tecnologia nos últimos meses. Em julho passado, o fundador da Amazon, Jeff Bezos, deixou o cargo de presidente-executivo da gigante do varejo on-line – mas ao contrário de Dorsey, ele não vinha sendo pressionado por investidores e decidiu sair para se dedicar a outras empreitadas, como a empresa de exploração espacial Blue Origin. 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x Veja Mais

Inadimplência sobe e atinge maior patamar do ano, aponta CNC

G1 Economia De cada quatro famílias brasileiras, uma tem dívidas a vencer. Com a inflação em alta e o desemprego cedendo ainda lentamente, o brasileiro está com mais dificuldade de manter as contas em dia: segundo dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a inadimplência subiu em novembro, para o maior patamar do ano, com 26,1% das famílias relatando ter dívidas ou contas em atraso. Para meses de novembro, trata-se da maior proporção observada na série histórica do indicador. Em outubro, eram 25,6% das famílias com contas em atraso. De cada quatro famílias brasileiras, uma tem dívidas a vencer, como cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa. São 75,6% das famílias endividadas, 1 ponto percentual a mais que em outubro, e 9,6 pontos acima do visto em novembro de 2020. "Mesmo com juros maiores, as necessidades de crédito dos consumidores seguem elevadas, refletindo o maior endividamento em dimensões nacionais", aponta a CNC em nota. Grupos de renda O endividamento nos dois grupos de renda pesquisados segue apresentando tendências de alta desde abril deste ano. Em novembro, para as famílias com renda até dez salários mínimos, o percentual das endividadas saltou novamente para 77% do total de famílias, ante 75,9%. No mesmo mês de 2020, 67,9% das famílias nessa faixa de renda estavam endividadas, incremento de quase 10 pontos percentuais. Já entre as famílias com renda acima de dez salários mínimos, a proporção de endividados também alcançou o maior patamar, com incremento de 69,5% para 70,3% em novembro, ante 59,3% em novembro de 2020. Na comparação com novembro de 2020, o número representa uma alta de 11 pontos percentuais. "As famílias no grupo de renda mais elevado têm revertido suas poupanças, ampliadas durante a pandemia, para o consumo de serviços, auxiliando a retomada da atividade econômica no setor, em especial as atividades nos segmentos de serviços prestados às famílias e serviços turísticos", diz a entidade. Veja Mais

Dólar opera em alta com mercados de olho na variante ômicron

G1 Economia Na sexta-feira (26), moeda norte-americana fechou em alta de 0,54%, a R$ 5,5948. Notas de real e dólar vistas em casa de câmbio no Rio de Janeiro REUTERS/Ricardo Moraes O dólar opera em alta nesta segunda-feira (29), com os investidores atrás de mais pistas sobre se a variante ômicron do coronavírus para avaliar os possíveis impactos na recuperação da economia global. Às 10h38, a moeda norte-americana subia0,21%, a R$ 5,6064. Veja mais cotações. Na sexta-feira, o dólar fechou em alta de 0,54%, a R$ 5,5948. Com o resultado, passou a acumular recuo de 0,93% no mês, mas avanço de 7,86% no ano. Ômicron e economia: veja o impacto da nova variante nos mercados na última sexta OMS vê risco elevado na variante ômicron; G7 faz reunião de emergência OMS alerta que nova variante representa um alto risco para o mundo Cenário Na cena externa, a cautela prevalecia, mas o dia era de relativa correção nos mercados após o forte abalo de sexta-feira, quando os ativos globais reagiram à descoberta da variante ômicron do coronavírus em vários países, levando os governos a adotar medidas restritivas de viagens. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a variante ômicron representa um risco muito elevado, mas destacou que também há muitas dúvidas sobre a variante, especialmente sobre o perigo real que representa. Por aqui, a FGV divulgou que o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) desacelerou para 0,02% em novembro. Com o resultado, passou a acumular alta de 16,77% no ano e de 17,89% em 12 meses. Na cena política, as atenções seguiram voltadas para a tramitação da PEC dos Precatórios no Senado. A PEC é a principal aposta do governo para viabilizar o Auxílio Brasil. A proposta adia o pagamento de precatórios (dívidas do governo já reconhecidas pela Justiça) e altera o cálculo do teto de gastos (regra pela qual, de um ano para outro, as despesas do governo não podem crescer mais que a variação da inflação). Analistas veem mais inflação e alta menor do PIB Já o mercado financeiro elevou novamente a estimativa para inflação e também passou a prever uma alta menor da atividade econômica em 2021 e 2022. A projeção dos analistas para o IPCA de 2021 subiu de 10,12% para 10,15%, de acordo com o boletim Focus do Banco Central. Para 2022, a projeção subiu de 4,96% para 5%. A previsão do mercado para o PIB deste ano passou de 4,80% para 4,78%. Para 2022, o mercado reduziu a previsão de avanço da economia de 0,70% para 0,58%. Para a taxa básica de juros, a projeção do mercado segue em 9,25% ao ano no fim de 2021 e em 11,25% ao ano no fim de 2022. Já a estimativa para a taxa de câmbio no fim de 2021 permanece em R$ 5,50. Para o fim de 2022, ficou estável também em R$ 5,50 por dólar. Por que o dólar sobe? Assista no vídeo abaixo: Entenda a alta do dólar Veja Mais

Brasileiros no exterior enviam recorde de dinheiro ao país

G1 Economia Real desvalorizado, desemprego no Brasil e avanço da emigração favorecem remessas. Transferências pessoais ao país somam US$ 2,8 bilhões de janeiro a setembro, alta de 18%. Real desvalorizado, desemprego no Brasil e avanço da emigração favorecem remessas Getty Images Cristina Costa, de 50 anos e moradora há 20 deles de Marlborough, no Estado americano de Massachusetts, conta que nunca esteve tão vantajoso mandar dinheiro de volta ao Brasil. "Hoje tenho uma empresa de limpeza, uma de paisagismo e também trabalho em tempo parcial num supermercado", conta a mineira de Belo Horizonte. "Eu sempre mando US$ 4 mil a US$ 5 mil por mês ao Brasil e ultimamente está melhor ainda para mandar, com o dólar na faixa de R$ 5,50, R$ 5,40", diz a empreendedora, que no Brasil investe em cavalos da raça Quarto de Milha, além de ajudar familiares. Na pandemia, com os negócios indo bem nos Estados Unidos e a situação econômica se agravando no Brasil, ela enviou dinheiro também para ajudar famílias mineiras com a compra de cestas básicas. "Durante 2020, quase o ano todo, eu ajudei 22 famílias. Até hoje, sigo ajudando três delas", conta Cristina. "Uma cesta básica estava custando cerca de R$ 77, com o dólar a R$ 5,50, você manda US$ 100, são R$ 550, dá para ajudar várias famílias com isso." Cristina não está sozinha ao aproveitar o real desvalorizado para enviar dinheiro ao Brasil. Transferências pessoais para o Brasil BBC Segundo o Banco Central, de janeiro a setembro deste ano, as transferências pessoais com origem em outros países e destino ao Brasil já somam US$ 2,84 bilhões (R$ 15,9 bilhões), maior valor da série histórica com início em 1995 e alta de 18% sobre igual período de 2020. No ano passado inteiro, o Brasil recebeu US$ 3,31 bilhões em transferências pessoais vindas do exterior, recorde para o indicador até então, que deverá ser superado em 2021. Conforme especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, uma combinação de fatores explica as transferências recordes em meio à pandemia. A forte desvalorização do real em relação a moedas como dólar, euro e libra; a recuperação mais rápida das economias de países desenvolvidos do que a brasileira; o desemprego elevado no Brasil; e a nova onda de emigração de brasileiros, particularmente aos EUA, estão entre as causas citadas. Os EUA foram responsáveis pelo maior crescimento no volume de remessas, somando US$ 1,47 bilhão entre janeiro e setembro, alta de 33% na comparação anual. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a comunidade brasileira no exterior ultrapassou os 4,2 milhões em 2020, crescimento de 17% sobre 2018, quando o último levantamento havia sido feito. Desse total, 42% ou 1,78 milhão viviam nos EUA, seguidos por Portugal (276 mil), Paraguai (240 mil), Reino Unido (220 mil) e Japão (211 mil). Segundo dados da Receita Federal, de janeiro a novembro deste ano, 15,5 mil brasileiros entregaram declarações de saída definitiva do país ao Fisco. No ano todo de 2020, foram 20,9 mil, mesmo em meio à pandemia. Entre 2017 e 2019, as declarações superaram 23 mil a cada ano, quase o dobro da média anual de 12,8 mil declarações entregues nos seis anos anteriores. Dólar em alta de 40% Para Leonardo Cavalcanti, professor da Universidade de Brasília (UnB) e coordenador do Observatório das Migrações Internacionais (OBmigra), a desvalorização da moeda brasileira é o principal motivo para o recorde de remessas vindas do exterior em 2020 e 2021. Desde o fim de 2019, o dólar passou de R$ 4,019 a R$ 5,609 (cotação de sexta-feira, 26/11), uma alta de 40% em relação ao real. No período mais recente, a desvalorização da moeda brasileira tem sido reforçada pelo aumento da incerteza nas contas públicas, devido ao avanço da PEC dos Precatórios, proposta que muda o cálculo do teto de gastos e permite ao governo dar um calote em algumas obrigações financeiras. O dólar também ganha força diante dos temores do mercado com relação à nova variante ômicron do coronavírus. "Se você está ganhando em dólar, para converter isso em real, o ganho que você obtém é quase o dobro de anos atrás, quando a moeda americana não superava os R$ 3", diz Cavalcanti. "Muitos imigrantes que planejam voltar aproveitam, por exemplo, para investir em imóveis aqui no Brasil, porque isso é um símbolo de sucesso para o imigrante", observa o pesquisador. Desemprego elevado no Brasil Para Pedro Barreiro, líder de Banking e Expansão para o Brasil da Wise (antiga TransferWise, um dos principais serviços utilizados pelos brasileiros para transferência de recursos entre países), a ajuda a familiares é outro motivo importante por trás do aumento de remessas. "Desde o início da pandemia, notamos que cada vez mais brasileiros e pessoas no exterior têm enviado dinheiro ao Brasil, não só dos EUA, mas também de outras regiões desenvolvidas, como Europa e Reino Unido", observa Barreiro. "Pelos destinatários no Brasil, percebemos que muito dos envios são de pessoas dando suporte financeiro a familiares que foram afetados pela pandemia", diz o executivo, destacando o elevado desemprego no Brasil e a retomada mais rápida da economia particularmente nos EUA. No Brasil, a taxa de desocupação estava em 13,2% no trimestre encerrado em agosto, com 13,7 milhões de desempregados, segundo o dado mais recente disponível pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Já nos EUA, a taxa de desemprego caiu a 4,6% em outubro, e o número de pedidos de auxílio-desemprego no país recuou em novembro ao menor patamar em 52 anos. Segundo Barreiro, em março de 2020, os envios de recursos ao Brasil através da Wise cresceram 250% na comparação anual e, em março deste ano, houve nova alta de 30%. "Não houve um pico e depois uma queda, o que nos mostra que não é um comportamento de tomar a vantagem do câmbio num momento específico. No começo da pandemia, o envio triplicou e estabilizou nesse patamar três vezes maior", diz o porta-voz da empresa. Na perspectiva da Wise, o elevado volume de remessas ao Brasil deve se manter em 2022. "Nossa previsão é que isso se mantenha, especialmente considerando que o ano que vem é um ano eleitoral, que costuma ser marcado por muitas instabilidades no Brasil", afirma Barreiro. "Então o real deve sofrer muita volatilidade, a atividade econômica deve seguir afetada e muitas famílias no Brasil ainda devem depender de seus familiares no exterior. Por isso não esperamos que o influxo de valores vá se reduzir no curto prazo." Nova onda imigratória para os EUA Eduardo Siqueira, professor da Universidade de Massachusetts em Boston e pesquisador há 20 anos da imigração brasileira aos EUA, destaca ainda um último fator que pode explicar o aumento recente das remessas: a nova onda de brasileiros deixando o país. "Normalmente o envio de remessas tem a ver com a necessidade das famílias no Brasil, quanto maior a crise, maiores as remessas", diz Siqueira. Transferências por país de origem BBC "Mas é preciso também considerar o tamanho da população brasileira saída do país nos últimos anos. Não é surpresa que haja um aumento das remessas, se o tamanho da população brasileira no exterior aumentou", considera o pesquisador. Ele destaca que, nos EUA, parte considerável da comunidade brasileira vive sem os devidos documentos e por isso sequer aparece nas estatísticas oficiais. Segundo dados da agência americana de Alfândega e Proteção de Fronteiras, o número de brasileiros cruzando ilegalmente a fronteira sul do país bateu recorde histórico no ano fiscal de 2021 (que vai de 1º de outubro de 2020 a 30 de setembro de 2021). Foram 56.881 brasileiros detidos, um aumento de 700% em relação ao mesmo período de 2020. Até então, o auge da migração ilegal de brasileiros havia sido em 2019, quando cerca de 18 mil tentaram entrar nos EUA ilegalmente pela fronteira terrestre com o México. Por conta desse aumento na imigração ilegal de brasileiros aos EUA via México, o governo mexicano informou na sexta-feira (26/11) que voltará a exigir visto de viajantes brasileiros. Os EUA são historicamente o principal destino da imigração brasileira, com destaque para os Estados americanos de Massachusetts, Flórida, Nova York e Nova Jersey. A existência de uma comunidade brasileira estabelecida nesses locais estimula a continuidade da imigração, devido aos vínculos entre imigrantes. "É o que chamamos de imigração em cadeia: quem veio primeiro foi voltando para o Brasil e anunciando a possibilidade de ter melhoria de vida nos Estados Unidos. Isso começou fundamentalmente no vale do Rio Doce, ao redor do município de Governador Valadares, mas depois se expandiu para muitas outras regiões do Brasil", observa Siqueira. Por ser um fenômeno principalmente econômico, de pessoas em busca de melhoria nas condições de vida, a imigração aos Estados Unidos tem caráter cíclico, crescendo quando a situação econômica no Brasil fica pior. "Aconteceu isso no período do [governo do ex-presidente Fernando] Collor e está acontecendo de novo nesse período mais recente. Até antes do governo Bolsonaro, no fim do governo Dilma já começou a haver de novo um pico de imigração para cá", diz o professor. "O que explica isso é a profunda crise brasileira, que não é só econômica, mas política e social e da insegurança em que as pessoas vivem", afirma o pesquisador. "Com as pessoas perdendo seus empregos, fechando negócios e não vendo alternativas para ficar no Brasil, elas resolvem explorar a possiblidade de vir para os Estados Unidos. Mas a situação aqui também não é fácil e as pessoas muitas vezes sofrem bastante." Dinheiro do Brasil para fora Enquanto as remessas do exterior ao Brasil cresceram fortemente em 2020 e 2021, as transferências em sentido contrário, do Brasil para outros países, registraram forte queda no ano passado, mas mostram recuperação em 2021, porém em níveis ainda abaixo do pré-pandemia. Em 2020, as transferências pessoais do Brasil ao exterior somaram US$ 1,47 bilhão (R$ 8,18 bilhões), queda de 30% em relação aos US$ 2,09 bilhões enviados para fora em 2019. De janeiro a setembro de 2021, as remessas para outros países já somam US$ 1,17 bilhão, aumento de 10% em relação a igual período de 2020, mas ainda abaixo do US$ 1,54 bilhão transferido para fora de janeiro a setembro de 2019. Transferências por país de destino BBC Em volume de dinheiro enviado, os principais destinos são EUA, Portugal e Reino Unido, em linha com as maiores comunidades brasileiras no exterior. Mas os maiores crescimentos no envio de dinheiro em 2021 foram para Bolívia (29%) e Haiti (19%), refletindo a retomada da economia brasileira, que permitiu aos imigrantes desses países que vivem no Brasil voltar a enviar recursos para suas famílias. Segundo o Ministério da Justiça, o Brasil recebeu pouco mais de 1 milhão de imigrantes entre 2011 e 2019, dos quais 660 mil de longo termo, que são aqueles que permanecem no país por período longo. Neste segundo grupo, as maiores comunidades são as de venezuelanos (142 mil), paraguaios (97 mil), bolivianos (58 mil) e haitianos (54 mil). Apesar do número significativo de imigrantes no Brasil, a Venezuela não se destaca nas remessas registradas pelo Banco Central, devido à baixa confiança no sistema financeira do país — os imigrantes venezuelanos tendem a mandar dinheiro para suas famílias fisicamente, cruzando a fronteira, ou por meios alternativos ao sistema financeiro oficial. Rosana Camacho, presidente da Associação de Residentes Bolivianos, avalia que a queda de 45% nas remessas à Bolívia no ano passado e a alta de 29% este ano são um retrato das dificuldades e da recuperação vividas pelos trabalhadores bolivianos no Brasil. "Boa parte da comunidade boliviana trabalha no comércio e na área têxtil. Quando fechou tudo, paralisou a produção e as vendas, muitos ficaram desempregados e muitos também retornaram para a Bolívia devido à falta de trabalho", conta Camacho. Com a reabertura da economia, a situações dos imigrantes melhorou, mas ainda assim, eles estão sofrendo com os mesmo problemas que os brasileiros: escassez de matérias primas vindas da China, alta de custos de produção e aumento do custo de vida devido à inflação. "Todos os problemas que afligem os brasileiros, afligem os imigrantes, mas um pouquinho pior, porque o imigrante em geral está na informalidade e no subemprego", observa a presidente da associação dos bolivianos. "Subiu gás, subiu luz, subiu a alimentação, o que o imigrante consegue poupar para mandar fica menor." Veja Mais

Espanha registra inflação de 5,6%, recorde em 29 anos

G1 Economia Salto é explicado sobretudo pelo aumento do preço dos alimentos e dos combustíveis. A inflação acelerou em novembro na Espanha e alcançou 5,6% em ritmo anual, o maior nível desde setembro de 1992, de acordo com a primeira estimativa do Instituto Nacional de Estatística (INE). O resultado, em alta comparado com outubro (5,4%), é explicado sobretudo pelo aumento do preço dos alimentos e dos combustíveis. O preço da energia elétrica, no entanto, registrou leve queda, segundo o organismo público. Inflação no Brasil deve fechar ano maior que a de 83% dos países Em um mês, o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), que permite comparações com outros países da zona do euro, ficou em 0,3%, de acordo com o INE. A inflação atual na zona do euro, superior a 4% em um ano - o maior nível desde a introdução da moeda única em 1999 - se deve ao contexto excepcional criado pela pandemia, segundo o Banco Central Europeu (BCE). Mais países da Europa confirmam casos da variante ômicron Veja Mais

Veja as vagas de emprego oferecidas em Petrolina, Araripina e Salgueiro nesta segunda-feira (29)

G1 Economia Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. Carteira de trabalho Divulgação/Prefeitura de Aparecida de Goiânia Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta segunda-feira (29) em Petrolina, Araripina e Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no g1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE Veja Mais

Lavouras urbanas levam alimento e trabalho para moradores da periferia de São Paulo

G1 Economia Produtores ajudam a preservar a Mata Atlântica na cidade a partir de hortas e galinheiro. Segundo o Ministério da Agricultura, um terço da capital paulista é rural. Lavouras urbanas levam alimento e trabalho para moradores da periferia de São Paulo Apesar de a cidade de São Paulo ser conhecida por seus prédios, fora do Centro é possível encontrar lavouras que buscam preservar a Mata Atlântica e gerar alimento e renda para os moradores da região. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Um terço do território do município é rural e mais de mil pequenos produtores estão interligados através de dois projetos da prefeitura: Sampa mais Rural e Ligue os Pontos, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Entretanto, a prefeitura não sabe de tudo o que está acontecendo na cidade e, por isso, não conhece muitas das hortas espalhadas por São Paulo, afirma a secretária de desenvolvimento econômico, Aline Cardoso. Conheça a seguir algumas iniciativas: Alimento e dignidade Um destes projetos que incentivam a agricultura se localiza no bairro Filhos da Terra, no Jaçanã. É o Prato Verde. Além do plantio, a horta ecológica conta com iniciativas de educação ambiental para a comunidade. Anteriormente, o espaço onde os alimentos são plantados era tratado como lixão pelos moradores. A horta possui composteira, que é abastecida por restos dos alimentos dos colaboradores. Além disso, Wagner Ramalho, idealizador do projeto, contratou 5 funcionárias que são mulheres da comunidade e estavam desempregadas. DICA: aprenda a fazer uma composteira doméstica A plantação proporciona também uma perspectiva de acolhimento e de transformação na vida das pessoas da região, que podem interagir, se sentir úteis e ter um retorno, explica a coordenadora pedagógica Samira Gardziulis. O Prato Verde gera 60 cestas básicas por mês, que são doadas com a ajuda de alguns colégios da Zona Norte e amigos. A produção é de 9 toneladas de legumes e verduras por ano, dos quais 70% são distribuídos para quem precisa. Os 30% restantes são vendidos. O valor auxilia a manter o projeto e a criar renda para os trabalhadores. Semeando cambuci Outra iniciativa que segue essa linha é o Semeando cambuci. Como o próprio nome sugere, os agricultores plantam cambuci visando trazê-lo novamente para uma paisagem que já foi seu ambiente natural. O cambuci, nativo da Mata Atlântica, não é uma fruta de fruteira, mas para ser congelada, usada para fazer licor, geleia e caipirinha. O casal Leila e Geraldo Botelho queria cultivar a espécie em sua propriedade, mas não encontravam as mudas. Para solucionar esse problema, começaram a produzir as suas próprias. Eles explicam que todas as suas mudinhas são paulistanas, da zona rural da cidade. Para o casal, elas representam um resgate histórico dos quintais do município, onde frutas nativas da Mata Atlântica, como a grumixama, uvaia e cabeludinha, eram comuns e hoje quase ninguém conhece. 'Galinhas felizes' O produtor Anderson Pastos conseguiu desenvolver um galinheiro com ajuda do projeto Ligue os Pontos, da prefeitura, que incentiva moradores dessas áreas a seguirem o caminho da agropecuária. Com o apoio, ele montou o espaço e obteve 100 aves específicas para serem criadas soltas a partir das regras do bem estar animal. Ele afirma que as galinhas são felizes, pois não convivem com galos, que acabam gerando estresse durante o acasalamento. Para saber mais sobre o programa da prefeitura que auxilia produtores, o Sampa Mais Rural, acesse esse link. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. VÍDEOS: mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Produção de tomate para indústria está maior este ano em Goiás

G1 Economia Colheita deve passar de 1 milhão de toneladas, quase 7% a mais do que na safra anterior. Estado é o principal produtor da fruta. Produção de tomate para indústria está maior este ano em Goiás A produção de tomate para indústria está maior este em Goiás, que é o principal produtor da fruta do país. A colheita deve ultrapassar 1 milhão de toneladas, quase 7% a mais do que na safra anterior. Assista a todos os vídeos do Globo Rural As variedades do tomate industrial são cultivadas no solo e são chamadas de plantas rasteiras. Isso explica o motivo de o plantio não acontecer no período chuvoso. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Vídeos: mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Franquia ajuda clientes a ter uma boa noite de sono

G1 Economia Além de colchão, marca vende mais de mil itens voltados para o bem-estar na horda de dormir. Durante a pandemia, rede dobrou o número de unidades. Franquia ajuda clientes a ter uma boa noite de sono Uma marca de franquias especializada em produtos para o sono e bem-estar viu as vendas dispararem durante a pandemia do coronavírus. No último ano, a rede dobrou o número de unidades. Dormir bem ajuda a manter a saúde em dia, segundo o médico Gustavo Moreira, especialista em medicina do sono. E para ter uma boa noite de sono, é preciso saber escolher bem o colchão. “O nosso negócio tem um propósito muito claro, que é ajudar as pessoas a dormir melhor. E como é que a gente faz isso? Através dos nossos produtos e serviços”, conta o empresário Rafael Moura, dono da marca. A primeira loja foi fundada em 2014, em Belo Horizonte. Em 2017, o modelo virou franquia. Hoje tem mais de mil itens na loja. A proposta da franquia é trazer tecnologia para uma experiência diferenciada. A empresa tem, por exemplo, o body scan, uma manta com mais 1600 sensores que escaneiam todo o corpo do cliente e indica qual é o colchão ideal. Ao deitar sobre a manta, os sensores registram dados como: pontos de pressão e a distribuição do peso. O resultado da análise vem em um gráfico, na tela de um tablet. Com isso, o vendedor consegue indicar o melhor colchão para o cliente. “O nosso projeto é espalhar a marca pelo país e que, nos próximos 5 anos, a gente tenha 300 operações no Brasil”, diz Rafael. Veja a reportagem completa no vídeo acima. I WannaSleep E-mail: franquia@iwannasleep.com Site: www.franquiaiwannasleep.com.br Telefone: (31) 99985-4009 Instagram: www.instagram.com/franquia_iwannasleep Facebook: https://www.facebook.com/franquiaiwannasleep/ LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/i-wanna-sleep Instituto do Sono Rua Marselhesa, 500 –10º andar - Vila Clementino São Paulo/SP - CEP: 04020-060 Telefone: (11) 2108-7777 Site: https://institutodosono.com/ Instagram: https://www.instagram.com/institutodosonooficial/ Facebook: https://www.facebook.com/institutodosonooficial LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/institutodosonooficial/ Veja Mais

Produtor investe no cultivo da gabiroba no interior de SP

G1 Economia Plantação existe há 40 anos e começou com o dono do sítio, que trouxe a primeira muda, pois é fã da fruta. Produtor investe no cultivo da gabiroba no interior de SP Reprodução/Tv Tem Gabiroba, guavira ou gabiraba? O nome muda dependendo do lugar. Essa frutinha típica do cerrado é apreciada por muita gente, e vem sendo cultivada para comércio em um sítio de Monte Aprazível (SP), no noroeste do estado. O cultivo de arvores frutíferas no local é feito com muito cuidado, mas tem um espaço que é especial na propriedade: o pomar de gabiroba. A plantação existe há 40 anos e começou com o dono do sítio, que trouxe a primeira muda, pois é fã da fruta. No início, a intenção era plantar para o consumo da família, porém, ele foi plantando mais e agora são 300 árvores. O administrador dessa parte do sítio diz que a fruta é uma velha conhecida de algumas pessoas, e que lembra muito a infância de alguns. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 28/11/2021) Produtor investe no cultivo da gabiroba no interior de SP A fruta verde, que parece uma jabuticaba quando ainda não está madura, é cobiçada pelos pássaros, portanto é necessário cobrir com uma tela para proteger os frutos. No ano passado, a seca prejudicou a produção, mas, neste ano, a realidade é outra. A expectativa é vender três mil litros da fruta. Com o foco mais comercial agora no sítio, estão vendendo até mudas para quem também quer comer essa fruta no quintal de casa. O administrador está surpreso com a procura das pessoas pela fruta. Além de São Paulo, a gabiroba ou guavira pode ser encontrada principalmente nos estados do centro-oeste do país. Acesse + Tv Tem | Programação | Vídeos | Redes sociais VÍDEOS: veja as reportagens do programa Confira as últimas notícias do Nosso Campo Veja Mais

Último dia de atendimento presencial do Feirão Limpa Nome da Serasa tem movimento intenso em Fortaleza

G1 Economia Fila da negociação presencial será fechada por volta de 13h e o atendimento termina às 20h, mas os interessados ainda conseguem aderir ao Feirão na internet. Ivanete Barros e a filha estão no Feirão, dispostas a saírem com dívidas de cartão e empréstimo quitadas Halisson Ferreira/TV Verdes Mares O último dia de atendimento presencial do Feirão Limpa Nome tem movimentação intensa de pessoas em busca de renegociação de dívidas na Praça do Ferreira, no Centro de Fortaleza, neste sábado (27). A ação oferece descontos que podem chegar a 99%. O atendimento no local ocorre até as 20h, mas devido à alta procura as filas estão sendo encerradas por volta das 13h, para garantir o atendimento a todos. No entanto, o Feirão continua na internet. (veja abaixo como aderir à negociação pela internet). Aposentado que devia R$ 104 mil a banco paga dívida com apenas R$ 104 após negociação em Fortaleza Uma das pessoas que estão na fila em busca de atendimento é a aposentada Ivanete Barros. Ela e a filha saíram de casa 5h da manhã, em Pacatuba, na Grande Fortaleza para ir ao Feirão. Ivanete está negociando dívidas em cartões e de um empréstimo que somam em torno R$ 15 mil. "Eu estava preocupada. Nome sujo na praça não é legal não", disse a aposentada. LEIA TAMBÉM: Educação Financeira: os primeiros passos para planejar uma aposentadoria Auxílio Brasil: quantos benefícios minha família pode receber? Quais os valores? Procurando emprego? Veja lista de concursos e vagas em aberto Pessoas de outras cidades também podem renegociar divididas com as mesmas condições nas agências dos correios ou pelos canais digitais: site e aplicativo do Serasa. A operadora de caixa Rita Félix foi à Praça do Ferreira neste sábado para quitar uma dívida alta, de empréstimo com uma financeira. Ela conseguiu um bom desconto e pretende "se livrar" dessa dívida. "Hoje concretizei 99% de desconto. Já estou com o dinheiro guardado para pagar. Estou livre. Vou dormir sossegada", disse. ???? Ouça: 5 dicas para planejar os objetivos financeiros em tempos de crise Mutirão ajuda a regularizar situação de devedores em cinco capitais brasileiras Endividamento e falta de acesso a crédito Feirão do Serasa oferece descontos de até 90% na Praça do Ferreira, em Fortaleza O endividamento das famílias brasileiras atingiu o maior nível em 11 anos. Foi a consequência do uso de crédito para compensar a queda de renda, conforme pesquisa divulgada nesta semana. Com o aumento do endividamento, o Feirão Limpa Nome tem alta demanda. "O feirão físico começou em cinco capitais, capitais em que a gente tem um alto número de pessoas endividadas, inadimplentes, com contas atrasadas e que a gente quer atender um alto volume de pessoas nessas regiões, ajudar o maior número possível", explicou a gerente Serasa, Nathalia Girani. As famílias brasileiras também empobreceram. Em 16 das 27 capitais do país, a renda ainda não voltou ao que era antes da pandemia. Na média, o recuo foi 0,7%. Mas em algumas cidades, como em Vitória, Boa Vista e Fortaleza, o orçamento das famílias encolheu muito mais. Newsletter g1: receba as principais notícias do dia no seu e-mail Saiba como participar do Feirão On-line: Aplicativo Serasa, disponível no Google Play e na App Store No site www.feiraolimpanome.com.br Pelo WhatsApp (11) 99575-2096 Pelo número de telefone 0800 591 1222 Nas mais de 7 mil agências dos Correios (necessário levar documento original com foto) Assista às notícias do Ceará no g1 em 1 Minuto: Veja Mais

Black Friday 2021: vendas pela web movimentam R$ 4 bilhões; veja como foi o dia no país

G1 Economia Até as 17h desta sexta, número de vendas pela internet atingiu 5,6 milhões, praticamente a mesma quantidade registrada em 2020. Black Friday nos EUA marca a volta dos consumidores às lojas físicas. A poucas horas do fim, a Black Friday 2021 no Brasil teve lojas com pouca movimentação e descontos mornos no e-commerce. Entre as justificativas, estão o alto índice de inflação do país e a desvalorização do real frente ao dólar. Levantamento realizado pela Neotrust aponta que o número total de compras realizadas pela internet desde o primeiro minuto de quinta-feira (25) até às 17h desta sexta (26) chegou a 5,6 milhões — praticamente a mesma quantidade registrada em 2020. 2019 x 2021: Compare movimento da Black Friday; FOTOS Black Friday 2021: veja imagens pelo Brasil Tudo sobre a Black Friday 2021 Ao todo, o valor faturado até às 17h foi de R$ 4 bilhões – um crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Pela primeira vez, a categoria de alimentos apareceu na lista dos 10 itens mais procurados pelos brasileiros na data, segundo pesquisa da Ebit/Nielsen. O número de pedidos de alimentos e bebidas no comércio online cresceu 10%, e o volume de vendas, 17%. O g1 acompanhou a movimentação das vendas pelas principais cidades do país. Confira abaixo: Recife Grávida de 8 meses, Laisa Santana esperava encontrar promoções maiores nesta sexta (26) no Recife Suzana Souza/g1 Em Recife, Pernambuco, as primeiras horas do dia começaram com pouco movimento, mesmo com o comércio abrindo mais cedo. Ainda assim, algumas pessoas chegaram nas primeiras horas da manhã em busca de promoções de televisões, fraldas e outros itens. Grávida de oito meses, a dona de casa Laisa Santana, de 21 anos, contou que reservou a data para procurar os últimos itens do enxoval da filha em shoppings da capital. “Viemos atrás de fralda, mas estou vendo que não está valendo a pena. Ano passado, eu vi a mesma marca por R$ 4 a menos. Tudo está mais caro. Só vou levar porque já estou aqui”, relatou. A dona de casa costuma frequentar as promoções da Black Friday e percebeu uma diminuição na quantidade de pessoas nas lojas. “Está tudo calmo demais. Acho que o pessoal está sem dinheiro e as coisas estão caras demais. Não tem para que acordar cedo e vir atrás", disse. Campina Grande Mulher madruga em fila de loja na PB para comprar doces para os netos na Black Friday TV Paraíba/Reprodução Em Campina Grande, Paraíba, um grupo de pessoas resolveu chegar cedo em uma loja de departamento para aproveitar as promoções. Uma delas é uma trabalhadora que madrugou e, por volta das 5h50, já estava na frente do estabelecimento. “Acordei cedo pra ver se tinha alguma promoção. Só [vou comprar] coisa doce para os netos”, revelou. A cliente explicou que a preferência pelos doces nas compras tem a finalidade de garantir um “Natal adocicado” na hora de presentear as crianças da família. Alagoas Consumidoras pesquisam preços de geladeiras na Black Friday, no centro de Maceió Ana Clara Pontes/g1 A Black Friday no centro de Maceió, em Alagoas, não foi como os consumidores esperavam. Os clientes ouvidos pela reportagem do g1 nesta sexta-feira (26) relataram que os descontos nos preços dos produtos não estavam tão expressivos, o que os deixou decepcionados. Já os lojistas relataram que o movimento estava abaixo do registrado no período em anos anteriores. As lojas abriram em horário antecipado, por volta das 6h. O horário de fechamento também deve ser estendido em até duas horas, ficando abertas para os clientes até por volta de 19h. Ana Paula, grávida de oito meses, disse que esperou a Black Friday para comprar itens do enxoval porque achou que encontraria preços melhores. "Eu comprei fraldas, ainda vou comprar lençol, coisas para o bebê, mas os preços estão mais ou menos". Santos A dona de casa Elizete Aparecida Santos Vieira foi até a loja com a intenção de comprar uma caixa de som em São Vicente Matheus Croce/g1 Dezenas de clientes foram logo cedo para as lojas do Centro de São Vicente, no litoral de São Paulo, com a intenção de aproveitar os descontos da 'Black Friday'. A tradicional data de descontos do varejo deve movimentar as lojas e sites nesta sexta-feira (26). Em uma das lojas, os itens mais procurados eram fritadeiras e liquidificadores. Os descontos chegam até 80% nos estabelecimentos comerciais da cidade. Para atender os clientes, alguns estabelecimentos decidiram abrir as portas mais cedo, às 8h. A auxiliar de limpeza Graça Lima estava na fila para entrar na loja logo cedo. "Eu não tinha o objetivo de comprar nada, mas estava saindo do médico e vi os preços. Na verdade, mesmo, eu fiquei namorando uma televisão. Pelo que eu vi, os preços estão razoáveis. Dá pra comprar, pelo menos, em várias vezes", disse ela. A dona de casa Elizete Aparecida Santos Vieira foi até a loja com a intenção de comprar uma caixa de som. "Meu marido que gosta e eu vim ver o preço. Para mim, os preços são todos iguais. Poucas coisas estão em conta. Mas, mesmo assim eu vou comprar o som", falou. Belo Horizonte Loja cheia em um shopping no Centro de Belo Horizonte Flávia Ayer/TV Globo Na capital mineira, consumidores foram às compras em busca de descontos. Foi o caso da coordenadora administrativa Poliane Dias. "Saí de casa cedo hoje. Comprei roupas. Usei o dinheiro das férias". Já a assistente administrativa Rafaela Lanzetta pesquisou por meses o preço do aspirador de pó e vai aposentar a vassoura. "Estou pesquisando há dois meses. A gente esperou a Black Friday e conseguiu o desconto que a gente estava esperando". Para os lojistas, a Black Friday é sinônimo de alívio e movimento nas vendas. "Pra gente principalmente porque vem Natal. A expectativa é muita alta, representa uns 20% da nossa meta mensal. Já é Natal", fala a gerente de loja de calçados Cristina Moreira. No momento em que o dinheiro está curto, a sorte é um desconto a mais, mesmo quando ainda se tem um pouco de dúvida, como o corretor de imóveis Leonardo Evangelista. "O ano não está muito propício para as compras, mas acaba que a gente compra alguma coisa". Teresina Teresinenses buscam preços baixos neta sexta-feira (26) Ilanna Serena/g1 Vendedores, gerentes e lojistas da capital não registraram o movimento esperado para a Black Friday, em Teresina. Uma das consumidoras no Centro da cidade foi Beatriz Pimentel, que trabalha com confecções e destacou a necessidade de planejamento e atenção na hora das compras. Ela comprou cerca de 500 unidades de cabide, nesta sexta (26). "Estou comprando esses cabides porque estou precisando, mas não encontrei tantos preços baixos como imaginava. O segredo é pesquisar, muitas pessoas não pesquisam por falta de tempo, mas é a minha dica. Muitos lugares aumentam os preços pra depois diminuir e acaba sendo uma fraude com quem não tem atenção", disse. Esta também é a dica do Procon do estado do Piauí. O assessor técnico do órgão, Ricardo Alves, explicou que o ideal era fazer uma pesquisa de preços dias antes do Black Friday para não cair na maquiagem de preços. No início deste mês de novembro, uma equipe do Procon foi em vários lojas da cidade de Teresina, onde colheu os preços de vários produtos e criou uma tabela que pode ser acessada pela população, no site da instituição. Macapá A aposentada Gilda Ribeiro, 64 anos, comprou uma televisão e vários itens que estavam em promoção, em Macapá Laura Machado/g1 Em Macapá, no Amapá, as lojas e centros comerciais tiveram grande movimentação nesta Black Friday. A aposentada Gilda Ribeiro, 64 anos, entrou nas lojas sem pretensão e acabou abastecendo o carrinho. Ela conta que passou alguns meses guardando dinheiro, mas não tinha um objetivo específico. "Comprei uma televisão por um bom preço, fiz pesquisa e onde está mais em conta e eu estou comprando. É o primeiro ano que participo das promoções, guardei um dinheiro para isso. Enchi o carrinho com tudo que estava barato", contou a aposentada. A economia também fez parte da rotina de Cleia Souza no último ano. A dona de casa de 47 anos conta que o filho guardou dinheiro para comprar o próprio videogame, mas os pais também deram uma ajuda para realizar esse sonho. “Estou achando ótimo, tudo muito barato. Viemos comprar o videogame do meu filho, guardamos dinheiro o ano todo e agora 'estouramos o cofrinho'”, contou, com felicidade. Veja Mais

Preço médio da gasolina tem nova semana de estabilidade, diz ANP

G1 Economia Valor máximo, de R$ 7,909, foi encontrado em Valença, no Rio de Janeiro. Posto de combustível Reprodução/RPC O preço médio da gasolina registrou a segunda semana consecutiva de estabilidade, a R$ 6,748 o litro em média, de acordo com levantamento divulgado nesta sexta-feira (26) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Como é a vida na cidade onde gasolina já custa R$ 8 RJ tem o maior preço médio da gasolina no país na última semana, diz ANP; motoristas reclamam que aumento pesa no bolso No ano, a alta do preço médio é de 20,1%. O valor máximo, de R$ 7,909, foi encontrado em Valença, no Rio de Janeiro. LEIA TAMBÉM Gasolina nas alturas: até quando o preço do combustível vai subir? Postos da Argentina limitam quantidade de combustível para brasileiros que cruzam a fronteira Gasolina mais cara: 4 motivos para disparada de preço dos combustíveis Combustível em alta: 'inflação do motorista' dispara e é a maior em 21 anos Ao contrário da gasolina, o preço médio do litro do diesel teve uma leve alta de 0,18% nos postos brasileiros, custando em média R$ 5,366. No ano, a alta acumulada é de 48%. O preço máximo foi de R$ 6,700 o litro novamente em Cruzeiro do Sul, no Acre. Já o valor médio do litro do etanol caiu 0,35% na semana, para R$ 5,395 – acumulando alta de 69,5% no ano. O preço máximo foi de R$ 7,899 o litro também em Bagé, no Rio Grande do Sul. O preço do botijão de gás (GLP) de 13kg, por sua vez, se manteve novamente dentro da estabilidade e fechou a semana em R$ 102,60 – chegando a R$ 140 em Sorriso (MT). Veja Mais

Black Friday no DF tem descontos em lojas, postos de combustíveis e no preço da carne

G1 Economia Shoppings, lojas de rua e até postos de gasolina se prepararam para dia de descontos, nesta sexta-feira (26). No último mês, DF registrou maior inflação, desde 2002. Posto de combustível da Asa Sul, no DF, faz preço promocional no litro de gasolina na Black Friday TV Globo/Repdução A Black Friday começou, nesta sexta-feira (26), com lojas abrindo antes do horário habitual, no Distrito Federal. Uma novidade deste ano, foram promoções em produtos como gasolina e carne. Além dos descontos no comércio de rua e nos shoppings, um posto de combustíveis na Asa Sul reduziu o preço e anunciou uma promoção do litro da gasolina, vendida a R$ 6,92. LEIA TAMBÉM: BLACK FRIDAY 2021: veja imagens pelo Brasil e o mundo VENDAS: comércio prevê crescimento de até 15% nas vendas durante na Black Friday no DF GUIA DE COMPRAS: dicas de produtos para esta Black Friday No último mês, o Distrito Federal registrou 1,25% de inflação – o mais alto para o mês desde 2002, quando o índice chegou a 1,82%. Nesse período, o preço da gasolina no DF foi considerado o segundo maior do país, chegando a média de R$ 7,21, atrás apenas do Rio de Janeiro, onde o litro saia por R$ 7,237, em média. No segmento de alimentos, um açougue, na quadra 403 da Asa Sul, está oferecendo desconto de 10% no preço dos cortes de carne bovina. Comércio abre mais cedo sem grande movimentação de clientes em Black Friday, no DF Artur Bernardi/TV Globo Os shoppings e lojas de rua também se prepararam para a data, e abriram mais cedo. Um estabelecimento comercial, no centro do Plano Piloto, abriu as portas às 7h, mas até o final da manhã, não havia registro de grande movimento. De acordo com o superintendente do shopping Conjunto Nacional, Giuliano Bragaglia, o fluxo de pessoas deve aumentar durante a tarde. "Mas nós estamos com uma expectativa de crescimento de vendas, em relação ao último Black Friday, na ordem de 10%", afirmou. No centro de Taguatinga, as lojas abriram uma hora mais cedo e tiveram reforço na equipe de vendedores. Mas durante a manhã, a maioria ainda estava esperando os clientes. Vendas e golpes online Segundo o economista da Confederação Nacional do Comércio, Fábio Bentes, no Brasil, a Black Friday é um evento predominantemente online. "Mais de 70% das vendas, no varejo, ocorrem no e-commerce. E a internet é muito eficiente em termos de comparação de preços", explicou Bentes. Consumidores se movimentam em busca de descontos na Black Friday Para não perder as ofertas, a advogada Ana Luiza Jacobsen começou as compras de forma online, logo quando o relógio bateu meia-noite. "Muitas vezes acaba o estoque, acaba o produto. Ano passado eu já tinha escolhido um produto e quando eu fui lá no final do dia, já tinha acabado", conta. "A gente não corre mais para as lojas, a gente corre para o computador. Abre um monte de aba, compara todas as lojas. Compara as avaliações e escolhe, para evitar que tenha que trocar o produto", explica Ana Luiza. Por isso, especialistas alertam para os golpes virtuais. Segundo o jornalista de tecnologia, Thássius Veloso, uma dica importante é jamais clicar em links que chegam por mensagem no celular. "Por que alguém que você nunca viu na vida iria querer te mandar uma oferta assim, do nada. Os criminosos utilizam dessa mecânica para publicar páginas falsas, que acabam capturando as informações do consumidor", explica Thássius. "Economizar é bom, mas dá trabalho. É por isso que na Black Friday, o 'desconfiômetro' tem que estar lá em cima. Vale aquelas boas práticas de manter instalado no celular os aplicativos oficiais das principais lojas, daquelas empresas nas quais você mantém relacionamento. Porque, assim, você fica sabendo das ofertas em primeira mão", sugere o especialista. É importante pesquisar Para não cair nesse tipo de cilada, a gerente de projetos Bárbara Worisch começa a pesquisar com antecedência os preços que quer comprar . "Eu já passo a olhar os sites, a criar essas bases comparativa dos valores. Eu anoto tudo direitinho e no dia da Black Friday eu tenho muito mais segurança e tranquilidade de que foi algo que realmente estava valendo a pena", diz. Apesar de a data ser uma oportunidade de fazer boas compras que já estavam planejadas, alguns consumidores perdem a linha e acabam exagerando nos gastos. De acordo com o psiquiatra Alisson Marques, é importante saber que o ato de comprar está ligado as emoções. "Muitas vezes eu posso estar triste e querer comprar para satisfazer minha tristeza. Ou posso estar ansioso e querer comprar para diminuir minha ansiedade. Então, é bastante importante saber qual é a emoção que esta ligada a este ato de comprar. Porque muitas vezes, no momento da compra, eu posso acabar adquirindo objetos que não eram necessários", alerta. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF. Veja Mais

Black Friday: consumidores vão às compras em busca de descontos em Belo Horizonte

G1 Economia Clientes disseram que pesquisaram preços durante meses e que esperaram a data para comprar. Cuidados simples podem evitar dores de cabeça com compras na Black Friday A Black Friday, realizada nesta sexta-feira (26), é uma oportunidade para muita gente fazer compras com preços mais baixos. Mas é preciso ficar atento a alguns cuidados para que a vontade de economizar não gere uma dor de cabeça. Procons orientam e alertam para que os clientes não caiam em ciladas. Black Friday: veja dicas para aumentar as vendas no comércio Metrô de Belo Horizonte amplia horário de funcionamento durante a Black Friday 2021 Black Friday: por que compramos compulsivamente Black Friday 2021: tênis, perfume, fralda, roupas; veja os produtos mais pesquisados Na capital mineira, consumidores foram às compras em busca de descontos. Foi o caso da coordenadora administrativa Poliane Dias. "Saí de casa cedo hoje. Comprei roupas. Usei o dinheiro das férias". Já a assistente administrativo Rafaela Lanzetta pesquisou por meses o preço do aspirador de pó e vai aposentar a vassoura. "Estou pesquisando há dois meses. A gente esperou a Black Friday e conseguiu o desconto que a gente estava esperando". Para os lojistas, a Black Friday é sinônimo de alívio e movimento nas vendas. "Pra gente principalmente porque vem Natal. A expectativa é muita alta, representa uns 20% da nossa meta mensal. Já é Natal", fala a gerente de loja de calçados Cristina Moreira. Loja cheia em um shopping no Centro de Belo Horizonte Flávia Ayer/TV Globo No momento em que o dinheiro está curto, a sorte é um desconto a mais, mesmo quando ainda se tem um pouco de dúvida, como o corretor de imóveis Leonardo Evangelista. "O ano não está muito propício para as compras, mas acaba que a gente compra alguma coisa". No Centro, as lojas abriram mais cedo para atender os clientes. O advogado especialista em direito do consumidor Lucas Zandona alertou: "Na compra presencial é importante o consumidor certificar se tem alguma restrição porque às vezes pode ter restrição em relação à troca, restrição em relação a tamanho, corpo, textura do produto. Então, às vezes, não vale a pena ele adquirir por impulso. Então é muito importante que ele pondere essas restrições em relação à aquisição que ele está fazendo". Na internet, o cuidado deve ser redobrado. "Tem que certificar a especificação do produto, o tamanho, o prazo de entrega, a cobrança do frete. Isso tudo você tem que verificar e, sobretudo, verificar a forma de pagamento. Desconfie de pagamentos quando são indicados somente boleto ou somente PIX para terceiros e não para aquele do site que está vendendo o produto", completa Zandona. Lojas no Centro de Belo Horizonte participam da Black Friday Flávia Ayer/TV Globo Black Friday: público que pretende fazer alguma compra cai de 61% para 57% Os vídeos mais vistos no g1 Minas: Os vídeos mais vistos no g1 Minas: Veja Mais

Bovespa cai mais de 3% acompanhando nervosismo dos mercados globais

G1 Economia Na quinta-feira, Ibovespa fechou em alta de 1,24%, aos 105.811 pontos. Painel da B3 - Bovespa Nelson Almeida/ AFP O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em forte queda nesta sexta-feira (26), acompanhando o nervosismo no mercado internacional com a descoberta de uma nova variante do coronavírus possivelmente resistente a vacinas. Às 10h36, o Ibovespa caía 3,17%, a 102.460 pontos. Veja mais cotações. As ações das companhias aéreas Gol e Azul despencavam cerca de 10%, junto com os papéis da operadora de turismo CVC e da fabricante de aviões Embraer, em meio à multiplicação de casos da nova variante no exterior. Já o dólar opera em alta, e chegou a R$ 5,66. Na quinta-feira, a bolsa fechou em alta de 1,24%, aos 105.811 pontos. Com o resultado, o Ibovespa passou a acumular alta de 2,23% em novembro. Em 2021, no entanto, o tombo ainda é de 11,10%. Nova variante derruba bolsas internacionais e petróleo B.1.1.529: veja países onde a nova variante do coronavírus já foi detectada m Nova variante: países europeus e asiáticos restringem entrada de pessoas do sul da África Cenário Na cena externa, o dia era de estresse os mercados, com a notícia de uma nova variante do coronavírus possivelmente resistente a vacinas provocando temores de novo impacto à economia global e provocando fuga de ativos arriscados. As principais bolsas internacionais operavam em queda e os preços do barril de petróleo tinham baixa de mais de 5%. Por aqui, a FGV divulgou que o índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou em novembro pelo 4º mês seguido, atingindo o menor nível desde agosto de 2021. Na cena política, as atenções seguiram voltadas para a tramitação da PEC dos Precatórios no Senado e no xadrez político que se desenha conforme o noticiário eleitoral para 2022 esquenta. Enquanto a votação da PEC dos Precatórios é esperada apenas para semana que vem em comissão no Senado, na véspera foi aprovada na Câmara dos Deputados o texto principal da MP que cria o Auxílio Brasil, programa social montado pelo governo em substituição ao Bolsa Família. A PEC é a principal aposta do governo para viabilizar o programa. A proposta adia o pagamento de precatórios (dívidas do governo já reconhecidas pela Justiça) e altera o cálculo do teto de gastos (regra pela qual, de um ano para outro, as despesas do governo não podem crescer mais que a variação da inflação). O governo afirma que, se aprovada, a PEC abrirá espaço de R$ 91,6 bilhões no orçamento de 2022. Veja Mais

Black Friday 2021: veja imagens pelo Brasil e o mundo

G1 Economia Comércio faz promoções nesta última sexta-feira de novembro. A Black Friday acontece nesta sexta-feira (26). A tradicional data de descontos do varejo teve origem nos Estados Unidos e, hoje, é adotada em vários países do mundo, como o Brasil. Os descontos especiais para a data começaram a valer a partir da noite de quinta-feira (25) e muitas lojas têm anunciado ofertas desde o início do mês. Veja dicas para aproveitar a data sem cair em furadas Tudo sobre a Black Friday 2021 Veja imagens da data de desconto: Brasil São Paulo Movimentação durante a Black Friday em megaloja das Casas Bahia, em São Paulo, na noite de quinta-feira (25). Alex Silva/Estadão Conteúdo Consumidores compram TV em loja durante a Black Friday, em loja de São Paulo na quinta-feira (25) Nelson Almeida/AFP Movimentação em megaloja de rede varejista em São Paulo, na noite desta quinta-feira (25). Alex Silva/Estadão Conteúdo Bahia Black Friday em Salvador Itana Alencar Black Friday em Salvador Itana Alencar Pernambuco Morador de Paulista chegou ainda de madrugada ao Recife para fazer compras na Black Friday Suzana Souza/g1 No Centro do Recife, Rua da Palma não teve filas no começo desta sexta-feira (26) Giuliano Roque/TV Globo Loja vazia no Centro do Recife, por volta das 8h30 desta sexta-feira (26) Suzana Souza/g1 Espírito Santo População faz fila para aproveitar ofertas da Black Friday no Centro de Vitória Reprodução/TV Gazeta Ceará Descontos chegam a 80% em algumas lojas do Centro de Fortaleza. Os lojistas estão otimistas. Almir Gadelha/Sistema Verdes Mares Mundo Estados Unidos Pessoas esperam na fila de uma loja de departamento antes das vendas da Black Friday no bairro de Manhattan, em Nova York, EUA, nesta sexta (26) Jeenah Moon/Reuters Um cliente sai de uma loja Best Buy com uma televisão comprada durante as vendas da Black Friday em Westbury, Nova York, nesta sexta (26) Shannon Stapleton/Reuters Pessoas fazem fila em uma loja de eletrônicos antes do início das vendas da Black Friday em Nova York, nos EUA, na quinta (25) Jeenah Moon/Reuters Pessoas fazem compras em uma loja de eletrônicos no bairro de Manhattan, em Nova York, nos EUA, nesta sexta (26) Jeenah Moon/Reuters Consumidores fazem compras de Black Friday no shopping 'King of Prussia' na Pensilvânia, EUA, nesta sexta (26) Rachel Wisniewski/Reuters Inglaterra Uma cliente caminha com sacolas de compras do lado de fora de uma loja durante a Black Friday no bairro comercial de West End, em Londres, nesta sexta (26) May James/Reuters Na Inglaterra, ativistas fazem protesto em frente à centro de abastecimento da Amazon em Tilbury, na Inglaterra, nesta sexta-feira (26) Ian West/PA via AP Holanda Ativistas climáticos da Extinction Rebellion bloqueiam o acesso ao centro de distribuição da Amazon em Rozenburg, na Holanda, nesta sexta (26), durante uma ação de protesto no início das vendas da Black Friday Evert Elzinga/ANP/AFP Ativistas climáticos da Extinction Rebellion bloqueiam o acesso ao centro de distribuição da Amazon em Rozenburg, na Holanda, nesta sexta (26), durante uma ação de protesto no início das vendas da Black Friday Evert Elzinga/ANP/AFP Veja Mais

Black Friday: mulher madruga em fila de loja na PB para comprar presentes para os netos

G1 Economia Cliente chegou na loja por volta das 5h50. Filas não foram registradas em outros estabelecimentos. Mulher madruga em fila de loja na PB para comprar doces para os netos na Black Friday TV Paraíba/Reprodução Na madrugada desta sexta-feira (26), dia da Black Friday em 2021, um grupo de pessoas resolveu chegar cedo em uma loja de departamento, localizada em Campina Grande, para aproveitar as promoções da data. Uma delas é uma trabalhadora que madrugou, e por volta das 5h50, já estava na frente do estabelecimento. LEIA TAMBÉM: Veja dicas para aproveitar a Black Friday sem cair em furadas Veja 9 curiosidades sobre a Black Friday “Acordei cedo pra ver se tinha alguma promoção. Só [vou comprar] coisa doce para os netos”, revelou. A cliente explicou que a preferência pelos doces nas compras tem a finalidade de garantir um “Natal adocicado” na hora de presentear as crianças da família. A loja em que a mulher esperava para entrar abriu às 6h, mais cedo do que o horário convencional, que é de 8h. A antecipação na abertura das portas foi adotada para evitar aglomerações e oferecer mais tempo de atendimento para os consumidores. Logo no portão de entrada, o estabelecimento sinaliza a capacidade máxima de pessoas permitida dentro do local, que só atende clientes com máscaras de proteção contra a Covid-19. Na mesma rua em que a loja de departamento está situada, poucos estabelecimentos abriram mais cedo. Nesses outros locais não houve registro de filas, que eram comuns em anos anteriores à pandemia. Na capital paraibana, João Pessoa, também não haviam filas no começo da manhã. Em toda a Paraíba, a Polícia Militar faz uma operação para evitar crimes durante o dia de promoções. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba Veja Mais

Governo anuncia inclusão automática de famílias na tarifa social de energia a partir de janeiro

G1 Economia Lei já foi aprovada pelo Congresso e prevê que inscritos no CadÚnico e no BPC também recebam o desconto nas contas. Hoje, famílias precisam pedir benefício às distribuidoras. O governo federal anunciou nesta terça-feira (30) que, a partir de janeiro de 2022, as famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) ou no Benefício de Prestação Continuada (BPC) serão incluídas automaticamente pelas distribuidoras na Tarifa Social de Energia Elétrica. A lei sobre o tema foi aprovada pelo Congresso em agosto, e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro no mês seguinte. Nesta terça, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e os ministérios de Minas e Energia e Cidadania assinaram o protocolo que vai viabilizar a mudança. A Tarifa Social de Energia Elétrica corresponde a um desconto na conta de energia concedido nos primeiros 220 quilowatts-hora (kWh) consumidos mensalmente por clientes residenciais. A intenção da nova regra é facilitar as inscrições no programa a partir do compartilhamento mensal das informações do CadÚnico e do BPC com a Aneel e distribuidoras de energia. Atualmente, interessados precisam solicitar a inscrição por telefone ou dirigir-se à distribuidora para pedir o benefício. Tarifa social pode beneficiar quase 24 milhões de famílias em 2022 Tema regulamentado A Aneel também aprovou nesta terça, em reunião da diretoria colegiada, regulamento para a inscrição automática dos beneficiários da tarifa social de energia elétrica. De acordo com o regulamento, que ainda não teve a íntegra do texto divulgado, as distribuidoras serão as responsáveis pelo cadastro, a partir dos dados do CadÚnico e do BPC disponibilizados pelo governo. As empresas também terão que fazer uma varredura mensal dos beneficiários da tarifa. Se a distribuidora identificar uma família que tenha direito ao benefício, mas encontrar a conta de luz vinculada à família, deverá entrar em contato com a família por meio de visita, telefone, mensagem de texto. Quem tem direito à tarifa social? inscritos no Cadastro Único, com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional; beneficiários do Benefício de Prestação Continuada; e excepcionalmente, família inscrita no CadÚnico e com renda mensal de até três salários mínimos, que tenha entre seus membros portador de doença ou patologia cujo tratamento ou procedimento médico pertinente requeira o uso continuado de aparelhos, equipamentos ou instrumentos que, para o seu funcionamento. Segundo informações passadas pelo superintendente-adjunto da Aneel, Hugo Lamin, durante a reunião, atualmente: 12,4 milhões de famílias estão cadastradas na Tarifa Social - números de outubro de 2021 11,3 milhões de famílias podem entrar na Tarifa Social com a automatização, sendo 7,2 milhões via CadÚnico e 4,1 milhões via BPC. O custo da ampliação do programa ainda não foi informado pela Aneel. Atualmente, o subsídio para as famílias de baixa renda custa R$ 3,6 bilhões, pagos através de encargo embutido na tarifa de energia. Veja Mais

Campos Neto: solução para bancar Auxílio Brasil cobrou preço 'muito grande' em termos de credibilidade

G1 Economia Presidente do BC deu declaração em evento da Febraban. Governo aposta na PEC dos Precatórios para bancar auxílio; texto limita pagamento de dívidas e muda cálculo do teto de gastos. Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central Reuters O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta terça-feira (30) que a solução encontrada pelo governo federal para bancar o Auxílio Brasil cobrou um preço "muito grande" em termos de credibilidade. Campos Neto deu a declaração ao participar de um evento da Federação Brasileira dos Bancos (Febrabran). O governo aposta na aprovação da PEC dos Precatórios para bancar o Auxílio Brasil. O texto limita o pagamento anual das dívidas da União e muda o período de inflação para o cálculo do teto de gastos. A estimativa da área econômica é que, se aprovado, o texto pode abrir espaço superior a R$ 106 bilhões no orçamento. "O que foi feito pra promover essa continuação do programa de auxílio, nós pagamos um preço em termos de credibilidade muito grande para um desvio fiscal que eu não acho que é tão grande. Mas existe uma percepção que a forma que foi feita abalou o arcabouço fiscal que existia", declarou Campos Neto. A PEC dos Precatórios já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e está em análise no Senado. Segundo o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a expectativa é votar a proposta ainda nesta semana. Cálculo da Instituição Fiscal Independente (IFI) mostra que, se aprovada, a PEC dos Precatórios pode gerar uma "bola de neve" de R$ 850 bilhões em precatórios não pagos até 2026. Raio-X da Política: senadores discutem impasses da PEC dos precatórios Percepções sobre a economia Ao comentar nesta terça as percepções pessimistas dos agentes econômicos para o desempenho da economia brasileira em 2022, Campos Neto afirmou que a maior dúvida é sobre a capacidade do Brasil de crescer "estruturalmente", na casa dos 2,5% e com juros em patamar de 6% a 7%. "O que começou a entrar nesse prêmio de risco é essa dúvida sobre nossa capacidade de crescer estruturalmente", afirmou. O presidente do Banco Central disse ainda que os dois elementos que contribuem para o crescimento estrutural da economia brasileira são a continuidade da agenda de reformas e a credibilidade fiscal. "Fica aqui a mensagem de que a gente está nesse processo de normalização de juros global, onde você tem retirada de liquidez do mundo emergente e, ao mesmo tempo, temos nossos ruídos locais, desafios locais. Por isso, é tão importante avançar nessa agenda de reformas, de credibilidade", declarou Campos Neto. "Nós não temos recurso para sair, para gerar crescimento com recursos públicos, precisamos de recursos privados. Então, precisa de credibilidade, precisamos ter uma união de política em torno de gerar eficiência e produtividade nos próximos anos", acrescentou. Ômicron Sobre a nova variante da Covid-19, Campos Neto avaliou que a ômicron está avançando em países onde o percentual de vacinação é baixo. Por isso, ele defendeu o avanço da imunização no mundo. "Esse é um problema global e que nós temos que atacar o problema como sociedade de uma forma mais ampla, não é possível esquecer áreas. Temos que combater também essa discrepância entre alguns países em termos de capacidade de obtenção de vacinas", disse o presidente do BC. Veja Mais

Bovespa opera em queda em novo dia de tensão por variante ômicron

G1 Economia Na segunda-feira (29), Ibovespa fechou em alta de 0,58%, a 102.814 pontos. O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em queda nesta terça-feira (30), acompanhando o clima negativo nos mercados globais, com as novas tensões sobre a variante ômicron do coronavírus. Às 10h04, o Ibovespa recuava 0,25%, a 102.554 pontos. Veja mais cotações. Na segunda-feira, a bolsa fechou em alta de 0,58%, a 102.814 pontos. Com o resultado, o Ibovespa passou a acumular queda de 0,66% em novembro. Em 2021, o tombo é de 13,61%. OMS vê risco elevado na variante ômicron; G7 faz reunião de emergência m Ômicron: G7 faz reunião de emergência para discutir variante do coronavírus Cenário No exterior, o recrudescimento das preocupações com a variante ômicron do coronavírus voltam à cena. Executivos da fabricante de vacinas Moderna afirmaram que as mutações da nova variante podem significar que mais imunizantes serão necessários, causando tensão nas bolsas. "Não existe um mundo, acho, onde (a eficácia) é do mesmo nível... que tivemos com a delta", disse o presidente executivo da Moderna em uma entrevista ao jornal Financial Times. "Acho que será uma queda palpável. Só não sei o quanto, porque precisamos esperar pelos dados. Mas todos os cientistas com os quais converso... dizem coisas do tipo 'isto não será nada bom'." Notícias do surgimento da nova variante retiraram cerca de 2 trilhões de dólares em valor das ações globais na sexta-feira, após a variante ser identificada no sul da África e anunciada no dia 25 de novembro. Na quinta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a variante ômicron representa um risco muito elevado, mas destacou que também há muitas dúvidas sobre a variante, especialmente sobre o perigo real que representa. Na cena local, o IBGE divulgou mais cedo que a taxa de desemprego ficou em 12,6% no trimestre encerrado em setembro. Na cena política, o 'orçamento secreto' do Congresso segue em pauta: na segunda-feira, foi aprovado um projeto de resolução que cria regras para execução das emendas de relator – conhecidas como "orçamento secreto" – e propõe a adoção de um limite de valor para essas emendas. O texto vai à promulgação. Veja Mais

Gente do campo: mulher pecuarista debate sucessão familiar feminina e violência doméstica no campo

G1 Economia Juliane Silvestri Beltrame não pensava em assumir a fazenda de seu pai até 2010, quando ele morreu. Hoje, ela discute a importância de planejar antes esse processo e, como advogada, leva o tema da violência contra a mulher para o município de Campo Erê, em Santa Catarina. A advogada Juliane Silvestri Beltrame decidiu assumir a propriedade de seu pai após a morte dele, em 2010, com 30 anos de idade. Arquivo pessoal A advogada Juliane Silvestri Beltrame nunca havia pensado em ser pecuarista como o seu pai, Jovino Silvestri, até ele morrer, em 2010. A partir daquele momento, com 30 anos e tomada por um "sentimento de gratidão", ela, que nem sabia subir em um cavalo, assumiu a fazenda de 230 hectares de sua família, que fica no município de Campo Erê, em Santa Catarina. "Quando meu pai faleceu, meu irmão tinha 10 anos e minha irmã ainda estava na faculdade... decidi assumir...tomei conhecimento da área, conversei com pessoas da cidade para ter ideias, fiz cursos. Tudo isso com 3 meses de gestação. Na minha primeira venda de gado, eu já estava com 8 meses de gravidez", conta. GENTE DO CAMPO: série do G1 apresenta pessoas inspiradoras do agro Produtora de MG supera machismo para desenvolver queijo reconhecido na França A sucessão inesperada a encorajou a debater o assunto com outras moradoras da cidade. Apesar de avanços recentes, o processo de sucessão familiar de mulheres no campo ainda não é bem estruturado e pode acontecer de forma repentina, quando o marido ou o pai morrem, por exemplo, diz Juliane. Já a sua experiência como advogada de família está levantando outro assunto delicado: a violência doméstica contra as mulheres no meio rural. O tema ainda é invisibilizado por causa de particularidades do campo, como a distância geográfica das fazendas, que dificulta acesso a serviços e comunicação. Leia também: 30% das mulheres já foram ameaçadas de morte por parceiro ou ex, diz pesquisa Juliane se tornou ela se tornou a primeira mulher a assumir a presidência do Sindicato Rural de Campo Erê-SC em 2020. Arquivo pessoal Esses temas têm sido abordados por Juliane de maneira informal e por meio do Sindicato Rural de Campo Erê-SC. No ano passado, ela se tornou a primeira mulher a assumir a presidência da entidade e já organizou um encontro de mulheres do município para o próximo dia 4 de dezembro. Ela conta que, no início, sofreu preconceito de outros pecuaristas do sindicato por ser mulher. "Não é que nós somos mal recebidas. É que, primeiro, a gente precisa comprovar a nossa capacidade para, depois, ganhar credibilidade", diz. "No começo, todo mundo ficou um pouco apavorado, mas as pessoas, com o tempo, vão se acostumando e pensando 'ah, ela também consegue'", acrescenta. Em sua propriedade, a advogada trabalha com a pecuária de corte, que é voltada para a produção de carne. Ela atua, mais especificamente, na criação de bezerros e novilhas que são vendidos para outros produtores fazerem a engorda. A produção é alternada ainda com o plantio de soja, milho e trigo, que é feito por um agricultor parceiro, em um sistema chamado Integração Lavoura-Pecuária, que, por aumentar a eficiência do uso de recursos naturais, gera menos impacto ao meio ambiente. Sucessão repentina Juliane Silvestri Beltrame conta que se apaixonou pelo campo e pelos animais. Arquivo pessoal "Acho que, se meu pai voltasse, ele diria 'eu não acredito que você deu continuidade'", conta Juliane que, quando criança, ia para a fazenda da família apenas para brincar e nunca pensou seriamente em seguir os negócios. Ela diz que nunca foi muito estimulada. "Acho que a maioria dos pais antigos era assim, tem um patriarcado que a gente vive ainda, que a mulher é mais sensível, não aguenta os trabalhos do campo. Mas hoje isso já está mudando". Globo Rural: De pai para filha: inovação marca sucessão familiar de aviário em SP Por outro lado, a partida abrupta de seu pai, que sofreu um ataque cardíaco na fazenda, a fez repensar sua relação com o campo. "Eu decidi seguir na fazenda por gratidão ao meu pai, por amor...E, no fim, acabei me apaixonando muito pelo campo, pelos animais. Se eu tivesse tido essa sensação lá atrás, acho que teria feito veterinária", diz. Ela conta também que, nesse processo, teve muito apoio de sua mãe e de seus dois irmãos. No local onde seu pai morreu, Juliane plantou até flores para homenageá-lo. Juliane plantou uma flor no local em que seu pai morreu. Arquivo pessoal Desafio e superação No início, a advogada teve muita dificuldade para entender todos os processos da fazenda e chegou a duvidar de si mesma durante muito tempo. "Quando a gente fala da sucessão familiar, eu senti isso na pele isso. Passei várias noites pensando no que eu ia fazer: 'será que não vou colocar tudo a perder? Será que eu sei mexer com esses bichos?'", diz. Mas a empreitada deu certo. Juliane estudou, contratou assistência técnica e financiamento e, a partir dessas iniciativas, melhorou a produção, a partir, por exemplo, da troca de animais mais velhos por mais novos e da mudança da alimentação das vacas, que recebem, hoje, uma ração mais forte para suportarem o inverno. Juliane melhorou a produção a partir, por exemplo, da troca de animais mais velhos por mais novos e mudança da alimentação dos animais. Arquivo pessoal Debate com as mulheres A vivência de Juliane faz com que, hoje, ela incentive outras mulheres a se inteirarem dos negócios dos pais e maridos o quanto antes. "Eu sempre digo para as mulheres: 'vão acompanhando o que os maridos estão fazendo, vão na cidade com eles, na prefeitura, nas empresas em que eles compram os produtos, vejam o preço do milho, a arroba do boi'", diz. "A gente sabe que, geralmente, o marido morre antes que a esposa. Então, uma hora ou outra, ela vai ter que gerenciar se não tiver filhos que cuidem. Se não é pela morte do marido, é por uma sucessão familiar porque o pai falece, como aconteceu comigo", acrescenta. Violência doméstica no campo Juliane tem usado a sua experiência como advogada para debater violência doméstica no campo. Arquivo pessoal Outro assunto espinhoso que ela tem abordado em Campo Erê é a violência doméstica contra as mulheres no meio rural. "No campo, as mulheres têm dificuldade para chamar ajuda. As propriedades ficam longe uma da outra, muitas não sabem como pedir ou têm vergonha. Então fica ali velado, dentro da família", diz Juliane. Por ser advogada, ela acaba orientando ou atendendo muitos casos de violência de diferentes tipos, como física, psicológica e patrimonial. "Muitas apanham do marido, mas ficam caladas pensando como sustentarão os filhos em caso de separação. Tem aquelas que ajudam na fazenda, tirando leite da vaca, fazendo muitos trabalhos, mas, quando chega o final do mês, o marido pega todo aquele dinheiro pra ele e faz o que quer, a mulher nem vê", relata. Leia também: Uma em cada quatro mulheres foi vítima de algum tipo de violência na pandemia no Brasil, aponta pesquisa Para orientar melhor as moradoras de Campo Erê, Juliane convidou uma policial civil e uma assistente social para o encontro mulheres do município que vai acontecer no próximo dia 4 de dezembro. Ela lembra ainda que as mulheres que sofrem violência podem pedir ajuda com um sinal criado pela Campanha Sinal Vermelho, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Por meio de um “X” escrito na palma da mão, ou em um pedaço de papel, as vítimas podem, de maneira discreta, sinalizar a situação de vulnerabilidade a funcionários de cartórios, prefeituras, órgãos do Judiciário e agências do Banco do Brasil (saiba mais aqui). Material da campanha Sinal Vermelho Divulgação VÍDEOS: agroindústria da riqueza do Brasil , Veja Mais

Governo decide manter em 10% mistura de biodiesel no diesel até dezembro de 2022

G1 Economia Resolução de 2018 previa patamar de 13% a partir de março deste ano, e 14% a partir de março de 2022. Governo vem descumprindo norma para tentar segurar preço do diesel. O governo decidiu nesta segunda-feira (29) manter em 10% o percentual de biodiesel a ser acrescido no diesel vendido ao consumidor final para todo o ano de 2022. Atualmente, o percentual adicionado na mistura já é de 10%. Em 2018, uma resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) determinou a adição obrigatória mínima de 13% de biodiesel ao diesel a partir de março de 2021; de 14% a partir de março de 2022, e de 15% a partir de março de 2023. O objetivo é o aumento da produção e do uso dos biocombustíveis no Brasil, uma das metas da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). No entanto, o governo vem anunciando sucessivas reduções para tentar segurar o preço do combustível. Em setembro e outubro deste ano, o mínimo foi de 12%, um ponto percentual abaixo do previsto na resolução. Nos outros meses entre maio e dezembro, o patamar foi ainda menor, de 10%. A decisão de seguir cobrando uma mistura mínima de 10% foi tomada nesta segunda em reunião do CNPE, presidido pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. O conselho é formado por diversos ministros e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal responsável pelo planejamento energético. A manutenção da mistura obrigatória em níveis mais baixos já tem impactos na produção do biodiesel – veja no vídeo abaixo: Produção de biodiesel no Rio Grande do Sul cai após redução de mistura obrigatória Segundo o CNPE, a decisão tem como objetivo proteger os interesses do consumidor quanto ao preço, qualidade e oferta dos produtos. "A decisão tomada nesta segunda-feira (29/11) coaduna-se com os interesses da sociedade, conciliando medidas para a contenção do preço do diesel com a manutenção da Política Nacional de Biocombustíveis, conferindo previsibilidade, transparência, segurança jurídica e regulatória ao setor", diz o conselho em nota. A definição do percentual para 2022 era bastante aguardada pelo setor, já que a partir do ano que vem acabam os leilões públicos para comercialização do biodiesel. Produtores e distribuidores terão que fechar diretamente entre si contratos de compra e venda. Redução desde março A decisão deveria ter sido tomada na última semana, mas foi adiada frente a um impasse. O g1 apurou que a equipe econômica defendia a manutenção da mistura em 10% para evitar o encarecimento do combustível, enquanto técnicos do Ministério de Minas e Energia cobravam a adoção do novo percentual, de 13%. O impasse se dá porque cerca de 70% do biodiesel é composto por óleo de soja, matéria-prima que está com alto preço no cenário internacional. Essa alta tem dois motivos principais: o aumento da demanda global e a desvalorização do real frente ao dólar. Isso significa que, atualmente, quanto o maior o percentual de biodiesel adicionado, mais caro será o litro de diesel para o consumidor final. Veja Mais

Contas do governo têm superávit de R$ 28 bi em outubro, melhor resultado para o mês em 5 anos

G1 Economia Resultado foi divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional. No acumulado dos dez primeiros meses deste ano, porém, contas do governo registraram um rombo de R$ 53,4 bilhões. As contas do governo registraram um superávit primário de R$ 28,195 bilhões em outubro, informou nesta segunda-feira (29) a Secretaria do Tesouro Nacional. O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos superam as despesas do governo. Nesta conta não são considerados os gastos com o pagamento de juros da dívida pública. Segundo dados oficiais, o superávit primário registrado em outubro deste ano é o maior para este mês desde 2016, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 51,756 bilhões (valor corrigido pela inflação). Deste modo, é o melhor resultado para outubro em cinco anos. No mesmo mês do ano passado, as contas do governo registraram um rombo de R$ 3,783 bilhões (atualizado pela inflação). Os números das contas públicas têm sido influenciados pelos bons resultados da arrecadação, fruto, segundo o governo, da retomada da atividade econômica neste ano - após o tombo em 2020 por conta dos efeitos da pandemia. Em setembro, a arrecadação foi a maior para esse mês em cinco anos. Parcial do ano e meta fiscal Ainda segundo informações do Tesouro Nacional, no acumulado dos dez primeiros meses deste ano as contas do governo apresentaram um déficit primário de R$ 53,404 bilhões. Esse foi o melhor resultado para este período desde 2015, quando o saldo negativo somou R$ 51,587 bilhões (valor corrigido pela inflação). No mesmo período do ano passado, foi registrado resultado negativo de R$ 767,421 bilhões recorde (valor atualizado pelo IPCA) por conta dos gastos com a pandemia da Covid-19 e os seus efeitos na arrecadação. Para o ano de 2021, o governo está autorizado a registrar déficit primário de até R$ 247,118 bilhões. Entretanto, despesas extraordinárias com a pandemia do coronavírus, nas áreas de saúde e auxílio emergencial, entre outras, estão fora do objetivo fiscal. Veja Mais

Telebras abre concurso público para 1.181 vagas, com salários de até R$ 8,7 mil

G1 Economia São 9 vagas imediatas, todas para Brasília, e 1.172 para formação de cadastro de reserva, sendo 90 para o Rio de Janeiro e o restante para Brasília. A Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebras) abriu processo seletivo para o total de 1.181 vagas em cargos de nível médio e superior. São 9 vagas para preenchimento imediato, todas para Brasília, e 1.172 para formação de cadastro de reserva, sendo 90 para o Rio de Janeiro e o restante para Brasília. Os salários são de R$ 3.305,23 para os cargos de nível médio e de R$ 8.766,57 para nível superior. Acesso o edital Veja a lista completa de concursos Cargos de nível médio (120 vagas somente para cadastro de reserva): Técnico em Gestão de Telecomunicações – Ocupação: Assistente Administrativo Técnico em Gestão de Telecomunicações – Ocupação: Assistente Técnico Cargos de nível superior (9 imediatas e 1.052 para cadastro de reserva): Especialista em Gestão de Telecomunicações – Ocupação: Advogado Especialista em Gestão de Telecomunicações – Ocupação: Analista de Tecnologia da Informação Especialista em Gestão de Telecomunicações – Ocupação: Analista Superior – Subatividade: Administrativo Especialista em Gestão de Telecomunicações – Ocupação: Analista Superior – Subatividade: Auditoria Especialista em Gestão de Telecomunicações – Ocupação: Analista Superior – Subatividade: Comercial Especialista em Gestão de Telecomunicações – Ocupação: Analista Superior – Subatividade: Estatística Especialista em Gestão de Telecomunicações – Ocupação: Analista Superior – Subatividade: Finanças Especialista em Gestão de Telecomunicações – Ocupação: Analista Superior – Subatividade: Marketing Especialista em Gestão de Telecomunicações – Ocupação: Analista Superior – Subatividade: Psicologia Especialista em Gestão de Telecomunicações – Ocupação: Contador Especialista em Gestão de Telecomunicações – Ocupação: Engenheiro – Subatividade: Aeroespacial Especialista em Gestão de Telecomunicações – Ocupação: Engenheiro – Subatividade: Civil Especialista em Gestão de Telecomunicações – Ocupação: Engenheiro – Subatividade: Eletricista ou Eletrônico Especialista em Gestão de Telecomunicações – Ocupação: Engenheiro – Subatividade: Redes Especialista em Gestão de Telecomunicações – Ocupação: Engenheiro – Subatividade: Telecomunicações As inscrições devem ser feitas no endereço eletrônico http://www.cebraspe.org.br/concursos/telebras_21 de 7 a 27 de dezembro. As taxas são de R$ 70 para nível médio e de R$ 97 para nível superior. As provas objetivas, a prova discursiva, a avaliação biopsicossocial dos candidatos que solicitarem concorrer às vagas reservadas às pessoas com deficiência e o procedimento de heteroidentificação complementar à autodeclaração dos candidatos negros, para os cargos de Especialista em Gestão de Telecomunicações – Ocupação: Engenheiro – Subatividade: Telecomunicações e de Técnico em Gestão de Telecomunicações – Ocupação: Assistente Técnico, serão realizadas nas cidades de Brasília e do Rio de Janeiro. As provas e as demais fases para os demais cargos de nível superior e de nível médio serão realizadas somente na cidade de Brasília. As provas objetivas e discursiva serão aplicadas no dia 20 de fevereiro de 2022. Veja Mais

Azul confirma interesse em compra da Latam, mas recua por valor elevado

G1 Economia Oferta incluía cerca de US$ 5 bilhões em financiamento e era apoiada por alguns credores da Latam. A Azul confirmou nesta segunda-feira (29) que fez uma oferta para aquisição do grupo chileno de aviação Latam Airlines, que está em recuperação judicial, mas afirmou que desistiu do negócio para se concentrar em suas próprias operações. Em comunicado enviado ao mercado no final do domingo, a Azul afirmou que vai considerar potenciais parcerias no futuro. A Azul afirmou que a oferta não vinculante enviada em 11 de novembro incluía cerca de US$ 5 bilhões em financiamento e era apoiada por alguns credores da Latam. Azul mira oferta por totalidade da Latam Airlines, diz CEO Azul e Latam iniciam codeshare: entenda como funciona A Azul acrescentou, porém, que o valor atribuído à Latam foi mais alto do que acredita ser aceitável e citou a incerteza para a indústria da aviação criada pela pandemia de Covid-19, principalmente em mercados de longa distância. "Como resultado, a Azul vai continuar a se concentrar em suas vantagens competitivas e flexibilidade de frota...e avaliar futuras parcerias e oportunidades de consolidação disponíveis no mercado", afirmou a Azul na comunicação. Aeronave da Latam em decolagem Latam/Divulgação A Latam afirmou anteriormente que recebeu diversas ofertas para financiar sua saída da recuperação judicial, cada uma avaliada em mais de US$ 5 bilhões. A Azul informou na comunicação do domingo que acredita que uma combinação com a Latam produziria sinergias de mais de US$ 4 bilhões. Veja Mais

Os brasileiros que sobrevivem com comida de porco e água suja: 'Um balde para seis tomarem banho'

G1 Economia Comunidade vulnerável da Muvuca convive ao mesmo tempo com escassez de alimentos e de água, evidenciando o alcance da pobreza extrema e estrutural. Comunidade da Muvuca, em Maceió, convive ao mesmo tempo com a escassez de alimentos e com a quase total falta d'água Josué Seixas Williams Tavares, de 19 anos, interrompe o telefonema com a reportagem para ajudar uma mulher e uma criança a transportar água para dentro da comunidade Muvuca, no Vergel do Lago, uma das regiões mais pobres de Maceió, capital de Alagoas. Ele retorna à ligação ofegante. "Aqui, tudo é precário. Se em alguns dias falta o dinheiro até mesmo para comprar o pão ou a mistura, o que dá para fazer quando falta a água de beber ou de tomar banho?", diz Páscoa, como o morador da comunidade é conhecido. Há 3,6 mil barracos na Muvuca, diz ele. Em alguns, vivem sete pessoas "espremidas". A BBC News Brasil esteve ali em visita intermediada pelo projeto Consultório na Rua, de acolhimento a pessoas vulneráveis, promovido pela Prefeitura de Maceió. Era uma tarde, e a comunidade estava em silêncio, com muitos animais e moscas por entre as casas, bicicletas e motos paradas. Só as mulheres estavam presentes. Os homens saem de casa antes das 7h da manhã para trabalhar. Eles são, em sua maioria, carroceiros e marisqueiros. A maioria volta no fim da tarde. Não há saneamento básico, e apenas duas torneiras abastecem todas as famílias. Uma das moradoras contou que faz as necessidades fisiológicas em uma sacola, que é descartada na lagoa ou num descampado, hábito comum na região. Com os alimentos mais escassos e a fome crescendo, os trabalhadores precisam pegar restos de comida em hotéis na parte nobre da cidade e levá-los para casa. É a chamada "lavagem". "Essa comida antes era destinada aos porcos, mas agora as pessoas selecionam e trazem para dentro de casa", conta Páscoa. Apesar da pobreza extrema e da falta de infraestrutura, o preço dos barracos foi inflacionado pela pandemia. Há 12 anos, Alexsandra* pagou R$ 5 mil no dela. Agora, alguns já valem mais de R$ 30 mil. "As coisas apertaram quando essa pandemia chegou. Meu marido é carroceiro, eu sou dona de casa. Ele vive trabalhando, eu fico aqui ajeitando uma coisa, ajeitando outra", conta ela. Sem saneamento ou serviços públicos, lixo da comunidade fica jogado e serve de alimento aos porcos Josué Seixas Água suja Na casa de Alexsandra, a água chega bem fraquinha. Seu marido, Marivaldo, foi um dos moradores que ajudaram a cavar um buraco a 200 metros da Muvuca, onde fica o "cano-mestre" de água da região. Graças a doações, os moradores conseguiram interligá-lo a cinco barracos, que daí distribuem a água para os vizinhos. "Passamos semanas, até um mês, sem água, que não é limpa. É suja. Nós ficamos com dor de barriga, e muita gente fica doente. (Mas) serve para a gente beber, cozinhar e tomar banho. Usamos baldes. Tem dia que um balde serve para cinco, seis pessoas tomarem banho." Na Muvuca, a distribuição de água é responsabilidade da BRK Ambiental, empresa privada que assumiu os serviços de saneamento na região metropolitana de Maceió em julho deste ano. A companhia reconhece a falta de uma rede local e explica que "os ramais existentes na localidade e utilizados pela população não fazem parte da rede pública, foram construídos no passado como uma solução informal, não regularizada no município". A concessionária diz que ainda avalia, junto aos órgãos competentes, como atuará em áreas não regularizadas pelo poder público, mas estima que, até 2027, deve universalizar o acesso à água em toda a Região Metropolitana de Maceió, com investimento de R$ 2,6 bilhões. Outra moradora, Marleide, de 44 anos, conta que uma forma de contornar a falta de água é pagar a alguém para buscar no Rio do Remédio, que se encontra com a lagoa ali perto. "E nem sempre está boa para beber, viu?" Marleide ajuda a cuidar da sogra, a ex-marisqueira Maria, de 56 anos, conhecida como Vaninha, que ficou cega por conta da diabetes e passa a maior parte do tempo deitada na cama. Ela depende da família para ter água para o banho e se sustentar, porque o dinheiro da aposentadoria não tem sido suficiente para comprar comida e remédios. 'Somos esquecidos' Páscoa vive em um barraco com a avó e a irmã mais nova. Por não serem marisqueiros ou carroceiros e trabalharem com outras coisas, estão em condições um pouco melhores que a maioria dos moradores da Muvuca. Antes, quando a família dividia o mesmo espaço entre sete pessoas, ele pedia dinheiro nos sinais de trânsito. Atrasou os estudos por conta disso — hoje, está no segundo ano do ensino médio, e quer cursar Direito. "Eu fiz um curso de almoxarife, tento fazer bicos, faço um curso técnico de assistente administrativo e quero passar numa faculdade. Dá pra contar numa mão quem tem carteira fichada [emprego CLT] aqui na Muvuca", diz. "Aqui é a gente pela gente. A Muvuca fica mais afastada de tudo. Não tem médico, remédio, exame, nada. Eu mesmo já fui para uma UPA [Unidade de Pronto-Atendimento] em cima de uma carroça", conta. Alexsandra, que estava por perto, completa: "Nós somos esquecidos''. Cícero Péricles Carvalho, professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e doutor em economia regional, diz que, em comunidades como a Muvuca, a pobreza estrutural se soma à dependência de políticas públicas. "O fenômeno da pobreza não é recente. Podemos dizer que houve uma queda até 2015, mas o processo [de empobrecimento] vem se acentuando desde então." De acordo com o Ministério da Cidadania, Alagoas tem 689 mil famílias inscritas no CadÚnico de programas sociais federais, das quais 425 mil recebiam o Bolsa Família. No ano passado, o Auxílio Emergencial cobriu 1,2 milhão de pessoas no estado, com um valor que variava entre R$ 600 e R$ 1,2 mil. No segundo semestre, caiu pela metade e, na parcela mais recente, foi fornecido a 717 mil pessoas no Estado, com valores entre R$ 150 e R$ 370. Durante a pandemia, de acordo com dados do Ministério da Cidadania, Alagoas teve mais 38,6 mil pessoas empurradas à pobreza extrema, sobrevivendo com até R$ 89 por mês. O número total chega a quase 1,2 milhão de pessoas, o que corresponde a 35% da população do Estado. A crise que o país atravessa se revela ainda pior em Alagoas, que tem a quarta maior taxa de desemprego do Brasil (18,8%), acima da média nacional (13,7%), conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de agosto. "Qualquer aumento de desemprego e inflação dificulta muita coisa para essas pessoas. Quando a renda média cai, as pessoas passam necessidade", explica Carvalho. Amanda, de 25 anos, está grávida e, enquanto segura uma filha, observa outro filho ao seu lado. Na geladeira, tinha só um refrigerante, um saco de banana, um pouco de água e mais dois pacotes de leite em pó. Eram 15h, e ela ainda esperaria mais três no mínimo até que o marido chegar do trabalho com o pão e uma mistura — ou nada. Ela conta que se pegou chorando ao encarar a geladeira que anos atrás já esteve cheia. A pandemia foi uma época diferente para Amanda, de 25 anos, e sua família. No começo, por ter dois filhos, recebia o Auxílio Emergencial no valor de R$ 1,2 mil e conseguia assim pagar as contas. Beneficiada pelo Bolsa Família por conta dos filhos, Amanda também disse não saber o que seria dela com o fim do benefício. "Todo dia é assim a luta da gente. Tem dia que Deus manda [comida], tem dia que não manda. Aumentou o preço de tudo, e já estão falando que o gás vai aumentar de novo. Meu Deus do céu, onde a gente vai parar?", diz. *Os sobrenomes da maioria dos entrevistados foram omitidos para evitar sua exposição. Veja Mais

Confiança dos serviços cai ao menor nível desde junho; comércio tem quarta queda seguida

G1 Economia Pesquisador vê cenário pouco animador, com confiança baixa, inflação em alta e juros subindo. A confiança do setor de serviços recuou em novembro, após leve recuperação no mês anterior, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (29) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador recuou para 96,8 pontos – o menor nível desde junho. "A disseminação da queda sugere que o ritmo de recuperação perde um pouco de força no final do ano. Apesar do avanço do programa de vacinação, o ambiente macroeconômico frágil é que pode adicionar mais incerteza na continuidade da recuperação na virada para 2022“, afirmou em nota Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE. Já o comércio teve a quarta queda seguida, para 88 pontos – menor patamar desde abril deste ano (84,1). Serviços Confiança dos serviços - nov/21 Economia g1 Em novembro, a queda na confiança dos serviços foi influenciada tanto pela piora na avaliação sobre o momento atual como pelas expectativas. O Índice de Situação Atual (ISA-S) recuou 1,8 ponto, para 92,8 pontos, mas ainda mantendo na região de moderado pessimismo (90-100 pontos). Já o Índice de Expectativas (IE-S), caiu 2,7 pontos, para 100,9 pontos, menor nível desde junho (99,1 pontos). Comércio Confiança do comércio - nov/21 Economia g11 O resultado negativo na confiança do comércio veio tanto da percepção sobre a situação atual, que recuou de 95,3 para 88,3 pontos, quanto das expectativas, com queda de 93,3 para 88,2 pontos. "O cenário para os próximos meses não é muito animador, dado que a confiança dos consumidores ainda se encontra muito baixa, a inflação segue em alta, os juros subindo e o mercado de trabalho ainda reagindo gradualmente“, aponta Tobler. Veja Mais

PIX Saque e PIX Troco começam a valer; entenda as regras

G1 Economia Limite máximo das transações será de R$ 500 durante o dia e R$ 100 no período noturno. Banco Central avalia que adesão de estabelecimentos comerciais às novas funcionalidades será 'processo gradual'. Começam a funcionar nesta segunda-feira (29) duas novas modalidades do PIX: o PIX Saque – que permitirá o saque em dinheiro em estabelecimentos comerciais – e o PIX Troco – que também permitirá o saque, mas associado a uma compra ou à prestação de um serviço. Com as novas funcionalidades, os usuários poderão fazer saques em estabelecimentos comerciais, não apenas em caixas eletrônicos. A oferta dos novos produtos, no entanto, é opcional e depende de adaptação dos sistemas das lojas. Até a última sexta-feira, o Banco Central ainda não tinha nenhum estabelecimento registrado para ofertar os serviços. "Eles poderão iniciar a oferta a partir de 29/11, sendo um processo gradual de adoção", esclareceu e o BC, em nota. "A efetiva disponibilidade aos usuários finais requer, ainda, que os estabelecimentos comerciais e demais agentes, adaptem seus sistemas e realizem os procedimentos operacionais para a oferta dos serviços", acrescentou. Novas medidas do PIX começam a funcionar na próxima segunda, 29 Todas as pessoas que tiverem conta em uma das instituições participantes do PIX poderão utilizar os novos serviços, informou o Banco Central. Serão oito operações gratuitas por mês para as pessoas físicas, incluindo os saques tradicionais. Até agora, o PIX permitia apenas pagamentos e transferências instantâneas em todo o país entre pessoas, empresas e governo 24 horas por dia, sete dias da semana. O limite máximo das transações do PIX Saque e do PIX Troco é de R$ 500,00 durante o dia, e de R$ 100,00 no período noturno (das 20 horas às 6 horas), segundo o Banco Central. Há, no entanto, liberdade para que os ofertantes dos novos produtos do PIX trabalhem com limites inferiores a esses valores caso considerem mais adequado aos seus fins. Pix já é a segunda forma de pagamento mais utilizada no Brasil Como vai funcionar O PIX Saque funciona assim: O cliente vai ao estabelecimento comercial e demais agentes de saques que ofertam o PIX Saque. O cliente faz um PIX a partir da leitura de um QR Code mostrado ao cliente, ou a partir do aplicativo do prestador do serviço. Após a autenticação do pagamento, cliente recebe o valor da transferência em dinheiro. O PIX troco funciona de forma semelhante. A diferença é que o saque de recursos em espécie pode ser realizado durante o pagamento de uma compra ao estabelecimento. Nesse caso, o PIX é feito pelo valor total (compra + saque). No extrato do cliente, aparecerá o valor correspondente ao saque e ao valor da compra. Por exemplo, o cliente compra um produto de R$ 100, faz um PIX de R$ 150 e recebe R$ 50 em dinheiro. Podem ofertar as novas modalidades: estabelecimentos comerciais instituições financeiras com rede própria de ATM terminais de auto atendimento, como caixas 24 horas entidades que ofertam rede independente (compartilhada) de ATM Os estabelecimentos comerciais e demais agentes de saque têm liberdade de definir se querem ofertar apenas o PIX Saque, apenas o PIX Troco ou ambos; os dias e períodos que pretendem disponibilizar o serviço; e informações sobre os valores (exemplo, apenas múltiplos de R$ 10). Se o comércio não tiver o dinheiro em caixa, basta que ele informe ao cliente a indisponibilidade do serviço. "Não estamos impondo nenhum tipo de obrigatoriedade ao comércio, o comércio oferece esse serviço se ele achar que faz sentido", explicou ainda em setembro o Chefe da Gerência de Gestão e Operação do PIX do Banco Central, Carlos Eduardo Brandt. Banco Central anuncia novas regras para aumentar segurança do PIX Vantagens O BC afirma que, com os novos serviços, o cidadão terá mais opções de acesso ao dinheiro físico desejar, pois os saques poderão ser feitos em diversos locais (padarias, lojas de departamento, supermercados etc.), e não apenas em caixas eletrônicos. Questionado se o PIX Saque vai incentivar o uso do papel moeda, ao contrário do que prega o Banco Central, Bandt afirmou que não. "A conveniência, facilidade de fazer saque a qualquer momento de forma gratuita em vários locais passa a ser grande incentivo para pessoa manter recursos na forma eletrônica, se precisar de dinheiro em espécie, de forma muito fácil ela vai conseguir", disse. Para o comércio que disponibilizar o serviço, as operações do PIX Saque e do PIX Troco representarão o recebimento de uma tarifa que pode variar de R$ 0,25 a R$ 0,95 por transação, a depender da negociação com a sua instituição de relacionamento. A instituição de relacionamento do usuário sacador é quem fará o pagamento de tarifa. O cliente não pagará tarifa. O uso do serviço será totalmente gratuito para o cliente final pessoa física até 8 operações por mês. Para o comércio que já aceita o PIX atualmente, basta um ajuste contratual para poder oferecer o PIX Saque. "A oferta do serviço diminuirá os custos dos estabelecimentos com gestão de numerário, como aqueles relacionados à segurança e aos depósitos, além de possibilitar que os estabelecimentos ganhem mais visibilidade para seus produtos e serviços (“efeito vitrine”)", diz o Banco Central. Veja Mais

O raro mosaico da Roma antiga encontrado por filho de agricultor durante lockdown

G1 Economia Arqueólogos dizem que o mosaico é o mais importante encontrado nos últimos 100 anos. O mosaico é considerado raro por causa das cenas que ele mostra HISTORIC ENGLAND O jovem britânico Jim Irvine encontrou um extraordinário achado arqueológico com cerca de 1500 anos enquanto caminhava pela fazenda de seu pai, o agricultor Brian Naylor, durante o lockdown decretado no Reino Unido por causa da pandemia, no ano passado. Irvine disse que viu algumas "cerâmicas incomuns" na fazenda e o local foi investigado. Ao escavar o campo, arqueólogos da Universidade de Leicester encontraram uma vila romana (uma espécie de casa de campo) do período em que o Império Romano se estendia até o que hoje é a Inglaterra. Na vila, os pesquisadores encontraram um raro mosaico de cerca de 1500 anos atrás que foi descrito como o mosaico romano "mais importante encontrado nos últimos 100 anos". A descoberta é tão importante que a vila e o mosaico receberam proteção do governo do Reino Unido e foram incluídos na lista de monumentos de relevância do país. O raro mosaico romano foi descrito como a descoberta romana mais importante nos últimos 100 anos HISTORIC ENGLAND A entidade Historic England, que financia a escavação, disse que o mosaico é "um dos mais extraordinários e importantes já encontrados no Reino Unido". Um mosaico é uma imagem construída por pequenos pedaços de vidro, pedra, conchas ou azulejos. É um tipo de arte que teve seu apogeu na antiguidade greco-romana e que com frequência retratava cenas mitológicas. Escavações urgentes começaram após o jovem encontrar cerâmicas no local HISTORIC ENGLAND O mosaico encontrado agora forma o chão do que provavelmente era uma área de jantar ou entretenimento da vila. Ele tem dimensões de 11 por 7 metros, ou seja, 77 metros quadrados. Ele é considerado "sem igual" no porque mostra o guerreiro Aquiles em sua batalha contra Heitor no fim da Guerra de Tróia. Os eventos da Guerra de Tróia são descritos em diversos textos literários da grécia antiga, incluindo o poema épico de Homero A Ilíada, que tem pelo menos 2500 anos. Os arqueólogos dizem que o dono da vila devia conhecer literatura clássica para ter escolhido este desenho específico. "Esse é com certeza o mosaico romano mais interessante encontrado no Reino Unido nos últimos cem anos", diz John Thomas, diretor do departamento de Arqueologia da Universidade de Leicester e coordenador das escavações. Veja Mais

Tire dúvidas sobre maternidade de suínos

G1 Economia Acesse gratuitamente o material da Universidade Federal de Viçosa. Tire dúvidas sobre maternidade de suínos A Universidade Federal de Viçosa preparou uma cartilha sobre manejo de leitões na maternidade e creche. Ela traz informações sobre parto, desmama, controle de doenças, entre outras informações. Acesse aqui o material. Confira mais cartilhas: Veja como cultivar lúpulo Inscrições abertas: curso ensina tecnologia pós-colheita em frutas e hortaliças Saiba como produzir suculentas e outras plantas ornamentais Como cultivar plantas medicinais Veja como combater pragas que atacam as pimenteiras Aprenda a montar um galinheiro de qualidade e fácil Vídeos mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Clima ajudou maior parte do plantio de soja no Paraná

G1 Economia Semeadura já atingiu 97% da área prevista e deve ocupar 5,600 milhões de hectares, praticamente a mesma da safra passada. Clima ajudou maior parte do plantio de soja no Paraná O plantio da soja está terminando no Paraná e o clima ajudou a maior parte da semeadura, que já atingiu 97% da área prevista, segundo dados do Departamento Rural do estado (Deral). Assista a todos os vídeos do Globo Rural A semeadura deve ocupar 5,600 milhões de hectares, praticamente a mesma área da safra passada. E o produtor deve ser bem remunerado. "Houve uma alta generalizada de todas as commodities e sobretudo as commodities agrícolas", diz o analista de mercado Camilo Motter. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Vídeos: mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Empreendedora investe em roupas 'vintage' em brechó online

G1 Economia Vintage é uma corrente da moda que recupera roupas antigas, principalmente do período entre as décadas de 1920 e 1970. Empreendedora investe em roupas 'vintage' em brechó online Uma jovem empreendedora abriu um brechó online para atender clientes que curtem tempos antigos. Para fotografar as peças, criou um "espaço mágico". Ela conta a história do negócio no Você no PEGN. Yasmine Borba criou o brechó para um trabalho da faculdade de moda. Depois que se formou, cinco anos atrás, decidiu seguir adiante com a ideia. Como ela sempre quis unir sua área de atuação com a sustentabilidade, decidiu focar no mercado de peças vintage. “O vintage é tudo que é de, pelo menos, 20 anos pra trás. Um exemplo é uma blusinha em cetim, toda em poá. É uma padronagem típica por volta dos anos 40 e 50”, explica. A empreendedora começou pegando peças no próprio guarda-roupa e começou a postar nas redes sociais. Com o dinheiro dessas vendas, Yasmine montou um estoque inicial, garimpado em bazares e brechós de São Paulo. “Eu tenho dois públicos maiores. São mulheres de 18 a 25 anos e depois de 30 a uns 35. Acho que elas buscam, principalmente, uma invasão no tempo, essa coisa do antigo ter um estilo de vida diferente do que a gente tá agora. E ainda respeitando o meio ambiente e as pessoas”, diz. Como trabalha em casa, ela separou um espaço onde faz as embalagens e as atividades do dia a dia no computador. Também tem um local que ela chama de “espaço mágico” da marca, onde são feitas as fotos. Depois de tudo fotografado, são feitas as postagens e venda pelo Instagram e por um marketplace. A empresária vende cerca de 100 peças por mês, com preços que variam de R$ 20 a R$ 290. “Meu grande plano é que minha marca passe do online para o físico, mas de uma forma que ela vire um grande espaço cultural. Eu queria poder incentivar novos artistas, como músicos ou artistas plásticos, e ter uma salinha com o brechó e outras partes para fazer show e amostras de arte", planeja. Veja a matéria completa no vídeo acima. Dona Vintage E-mail: donavintage@uol.com.br Instagram: https://www.instagram.com/donavintageshop/ Bazar Solidário Reviver Rua Dr. Alberto Seabra, 759 - Vila Madalena São Paulo/SP – CEP: 05452-000 Facebook: https://www.facebook.com/bazarsolidarioreviver/ Jaguar Av. Duque de Caxias, 421 - Campos Elíseos São Paulo/SP – CEP: 01214-100 Telefone: (11) 96066-0069 E-mail: jaguar.bar.sp@gmail.com Instagram: https://www.instagram.com/jaguar.bar.sp/ Veja Mais

Leite de búfalas é fonte de renda em muitas propriedades de SP

G1 Economia Estado de São Paulo é um importante mercado produtor e consumidor de leite. Além da pecuária bovina, tem o rebanho de bubalinos. Leite de búfalas é fonte de renda em muitas propriedades de SP Reprodução/Tv Tem O estado de São Paulo é um importante mercado produtor e consumidor de leite. Além da pecuária bovina, tem o rebanho de bubalinos. Muitos criatórios ficam no Vale do Ribeira e na região de Itapetininga (SP). O leite das búfalas costuma ser valorizado e vai principalmente para a fabricação de queijos. Nas fazendas de Sarapuí (SP), o dia nem amanhece e parte do rebanho de búfalas já segue para a ordenha, que é feita uma vez por dia, todos os dias da semana. A preparação para coletar o leite leva alguns minutos e é importante que suas crias fiquem por perto. Alguns bezerros, que às vezes nem mamam mais, são colocados juntos com as búfalas, um animal muito maternal e que, quando sentem o cheiro e a presença do filhote, conseguem liberar o leite naturalmente. "Geralmente o animal precisa de algum estímulo, seja da tetera, do contato com o vaqueiro, ou a presença do filho para liberar essa ocitocina, que é um hormônio natural, para ter a liberação do leite. Então, ao invés da gente optar pela aplicação da ocitocina, a gente permite que ela fique em contato com os bezerros, para que haja esse estimulo maternal, que faça com que ela libere o leite. Ela reconhece o filho e libera o leite para que a gente possa ordenhar", explica a veterinária e gerente da fazenda, Victória Capato. Búfalas de quatro raças são criadas no Brasil. Em outra fazenda, o rebanho é de murrah, que tem aptidão para a produção de leite. O plantel é formado por 350 animais e cada um libera quatro mil litros de leite por lactação, que dura em média 260 dias no ano. Ao todo, a produção chega a cerca de 1.200 litros por dia. O leite liberado por cada búfala diariamente vai direto para os tanques que armazenam e são retirados a cada três ou quatro dias para a venda. Em Sarapuí, muitos moradores sobrevirem dessa atividade, pois o município faz parte de uma importante bacia leiteira de bubalinos. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 28/11/2021) Leite de búfalas é fonte de renda em muitas propriedades de SP Um pequeno produtor da cidade tem 34 animais, que produzem 230 litros de leite por dia. Ele trabalha com búfalas há cerca de 26 anos e este é o seu sustento. Começou sozinho, mas há oito anos resolveu fazer parte da cooperativa de Sarapuí, o que, segundo ele, ajudou na hora de negociar com o comprador. "Porque, trabalhando sozinho, a gente tinha um pouco de dificuldade na hora da negociação, de um reajuste perante o laticínio onde a gente entregava o leite. Então, em 2013, a gente juntou um grupo de produtores de leite e resolvemos montar essa cooperativa para unir força e maior poder de negociação", explica o fazendeiro. A cooperativa tem 39 cooperados e consegue coletar 20 mil litros de leite de búfala por semana, que depois são vendidos para um laticínio em Dourado (SP), na região de São Carlos (SP). O desafio dos produtores deste ano foi lidar com a seca e com as fortes geadas, que comprometem a qualidade do pasto, principal alimento das búfalas. "Pastagem pra nós que somos produtores de leite é o alimento mais barato né. Tem outras opções, mas se tornam mais caros né, tipo cilagem, rações já balanceadas que a gente poderia estar adquirindo, mas aí o custo fica mais alto. Então, realmente o pasto é o alimento mais barato", diz Massatoshi Baba, presidente da cooperativa. Esse tempo ruim refletiu no preço final do leite. Antes, o litro saía por R$ 2,80 e agora está sendo vendido a R$ 3,80. A vantagem de comprar o leite de búfala é que ele rende mais na produção de laticínios, como mussarela e outros tipos de queijo. Além da murrah, no Brasil são criados búfalos das raças mediterrâneo, jafarabadi e carabao. Acesse + Tv Tem | Programação | Vídeos | Redes sociais VÍDEOS: veja mais reportagens do programa Confira as últimas notícias do Nosso Campo Veja Mais

Latam apresenta a credores plano de recuperação de US$ 8,19 bilhões

G1 Economia Após a saída do Capítulo 11, a companhia deverá ter uma dívida total de aproximadamente US$ 7,26 bilhões e liquidez de aproximadamente US$ 2,67 bilhões. Aeronave da Latam em decolagem Latam/Divulgação O Latam Airlines Group anunciou, no início deste sábado (27), um Plano de Reorganização para que saia do Capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA. Segundo comunicado da empresa, o plano é acompanhado por um Acordo de Apoio à Reestruturação (RSA, na sigla em inglês) com o Grupo Ad Hoc de Credores da Matriz, que é o maior grupo de credores sem garantia nestes casos do Capítulo 11, e certos acionistas da Latam. O plano propõe a injeção de US$ 8,19 bilhões ao grupo por meio de uma combinação de capital novo, títulos conversíveis e dívida, que permitirá ao grupo sair do Capítulo 11 com a capitalização adequada para executar seu plano de negócios, diz o comunicado. Após a saída, prossegue o documento, a Latam deverá ter uma dívida total de aproximadamente US$ 7,26 bilhões e liquidez de aproximadamente US$ 2,67 bilhões. "O grupo determinou que esse é um nível de endividamento conservador e uma liquidez adequada em um período de incerteza contínua para a aviação mundial, que permitirá um melhor posicionamento do grupo para futuras operações", menciona o comunicado. Após a confirmação do plano, o grupo pretende lançar uma oferta de direitos de capital por meio da emissão de ações ordinárias no valor de US$ 800 milhões, que será aberta a todos os acionistas da Latam, respeitando os seus direitos de preferência conforme a legislação chilena vigente, e que estará totalmente respaldada pelos participantes do RSA. Informa ainda o documento que três classes distintas de títulos conversíveis serão emitidas pela Latam, e serão oferecidos preferencialmente aos acionistas da companhia. Os títulos conversíveis de Classe A que não forem subscritos serão fornecidos a certos credores gerais sem garantia da matriz da Latam como liquidação por suas reclamações permitidas no plano; títulos conversíveis Classe B serão inscritos e adquiridos pelos acionistas e títulos conversíveis Classe C serão oferecidos a certos credores sem garantia em troca de novas contribuições de capital para a Latam e da liquidação de suas reclamações de crédito, sujeitas a certas limitações e impedimentos por parte dos participantes. Diz ainda o documento que os títulos conversíveis pertencentes às classes conversíveis B e C serão fornecidos, total ou parcialmente, em consideração de uma nova contribuição de capital no valor total de aproximadamente US$ 4,64 bilhões, totalmente respaldado pelas partes envolvidas no RSA, sujeito ao recebimento de aprovações corporativas pelos acionistas apoiadores. A Latam também vai levantar US$ 500 milhões em uma nova linha de crédito rotativo e aproximadamente US$ 2,25 bilhões em financiamento de dívida por meio de novos recursos, seja por meio de um novo empréstimo a prazo ou com novos títulos; e o grupo também fez uso, e pretende fazer uso, do Capítulo 11 para refinanciar e alterar os contratos de leasing anteriores ao processo, a linha de crédito rotativo e a linha referente a motores de reposição. A audiência para aprovar a adequação da Declaração de Divulgação do Capítulo 11 e dos procedimentos de votação está prevista para ser realizada em janeiro de 2022, com um calendário específico que dependerá do Tribunal. "Se aprovada a Declaração de Divulgação (Disclosure Statement), o grupo iniciará o processo de solicitação para buscar a aprovação do plano por parte dos credores. A Latam solicita que a audiência para confirmar o plano seja realizada em março de 2022", prossegue o comunicado. A Latam criou um site específico (www.latamreorganizacion.com/pt-br/), onde as partes interessadas podem encontrar informações adicionais. Veja Mais

Após renúncia de CEO, Telecom Italia indica presidente da TIM como novo diretor-geral

G1 Economia Luigi Gubitosi entregou o cargo após uma batalha com o principal investidor no grupo, a Vivendi, afirmou a companhia, em comunicado. Pietro Labriola, presidente-executivo da TIM no Brasil Reprodução A Telecom Italia perdeu seu quarto presidente-executivo em seis anos nesta sexta-feira (26), depois que Luigi Gubitosi entregou o cargo após uma batalha com o principal investidor no grupo, a Vivendi, afirmou a companhia, em comunicado ao mercado. A empresa nomeou para o posto de diretor-geral Pietro Labriola, atual presidente-executivo da TIM no Brasil e que acumulará a função. Ele vai substituir Gubitosi na função. Gubitosi, porém, não renunciou como membro do conselho de administração da Telecom Italia, impedindo que Labriola se juntasse ao colegiado e fosse indicado para o posto de presidente-executivo. Gubitosi abdicou de suas responsabilidades como presidente-executivo na quinta-feira (25), afirmando em uma carta que não queria ficar no caminho para que o conselho de administração aprove a oferta de aquisição feita pela empresa de private equity norte-americana KKR, de US$ 12 bilhões. No comunicado desta sexta-feira (26), a Telecom Italia afirmou que o conselho de administração iniciou a análise da oferta da KKR. As ações da TIM fecharam em baixa de 2,4%, em meio a uma queda generalizada do Ibovespa causada por temores de investidores sobre a nova variante, "ômicron", do Covid-19. Veja Mais

Lojas físicas do comércio carioca esperam aumento de 6% nas vendas com a Black Friday

G1 Economia Mais de 90% dos lojistas entrevistados em levantamento do CDLRio e SindilojasRio acreditam que a promoção possa incrementar as vendas em até 6%. Lojs físicas de rua e de shopping do Rio esperam crescimento nas vendas com a Black Friday. Pesquisa do CDLRio e do SindilojasRio mostra que mais de 90% dos lojistas entrevistados acreditam que a promoção possa incrementar as vendas em até 6%, com oferecimento de descontos não apenas no dia, mas ao longo da semana. Black Friday 2021: veja imagens pelo Brasil Black Friday é hoje; veja dicas para aproveitar a data sem cair em furadas Segundo Aldo Gonçalves, presidente do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio e do SindilojasRio, o resultado das vendas de alguns produtos da promoção no ano passado igualou-se em alguns casos às vendas natalinas e a antecipação da data também é uma forma de atrair clientes em tempos de crise. "Numa época de grande dificuldade econômica como a que estamos vivenciando atualmente no país, principalmente por conta da pandemia, a Black Friday representa uma boa ferramenta de marketing e uma excelente oportunidade para oferecer promoções. Mas, devido à proximidade com o Natal, há sempre o risco de afetar as vendas de fim de ano, de tal modo que os descontos estimulem os consumidores a anteciparem suas compras das festas natalinas. Caberá a cada lojista, dependendo do seu segmento e do seu público alvo, avaliar e dosar os preços promocionais, de forma a obter bons resultados sem prejudicar o movimento nas lojas no período natalino", explica Aldo. Ainda de acordo com o presidente do CDLRio e do SindilojasRio, no ano passado, mais de 30% preferiram comprar nas lojas físicas durante a Black Friday. “A principal justificativa é levar a mercadoria na hora, além da possibilidade de negociar mais desconto, ” concluí Aldo. Veja Mais

Black Friday começa com movimento 'muito intenso' em Ribeirão Preto, SP, avalia Sincovarp

G1 Economia Sindicato estima que lojas físicas devem registrar aumento de 17% nas vendas, em comparação com a mesma data no ano passado. Veja horários de funcionamento do comércio. Presidente do Sincovarp fala sobre expectativa dos comerciantes na Black Friday O comércio de Ribeirão Preto (SP) recebeu um grande número de pessoas durante as primeiras horas de Black Friday nesta sexta-feira (26), de acordo com a avaliação do Sindicato do Comércio Varejista (Sincovarp). LEIA TAMBÉM: Como relatar problemas nas compras ao Procon em Ribeirão e Franca Lojas de material de construção, farmácias e supermercados têm ofertas Horários de funcionamento do comércio e dos shoppings em Ribeirão e Franca Segundo o presidente do Sincovarp, Paulo César Garcia Lopes, as lojas físicas da cidade devem ver nesta data as vendas aumentarem em até 17%, em comparação com o mesmo período no ano passado. "Hoje nós temos um movimento muito intenso, ao longo de todo dia, tivemos durante a semana, o que se transformou em uma Week Friday, teremos amanhã, no sábado algumas lojas irão estender algumas promoções. Desde manhã, as lojas estão abarrotadas de pessoas", disse. Apesar da avaliação do sindicato, a EPTV, afiliada da TV Globo, percorreu ruas do Centro de Ribeirão Preto pela manhã e encontrou movimentação tímida em alguns pontos. Para Lopes, a explicação não se dá por uma possível queda nas vendas, mas sim pelo fato de que algumas pessoas passaram a realizar compras pela internet durante a pandemia da Covid-19. "As pessoas começaram a usar os canais virtuais, se acostumaram. Então o público se dividiu um pouco entre o comércio físico e o comércio virtual. Mas, de qualquer forma, muitas grandes lojas, mesmo as pequenas lojas, estão com promoções nesse dia importante da Black Friday." Horários de funcionamento Para atrair mais clientes e aumentar as vendas nesta sexta-feira, lojistas de Ribeirão Preto e Franca ampliaram os horários de atendimento. No Franca Shopping, as promoções acontecem não só na sexta, mas também no sábado. Nos dois dias, os lojistas e os restaurantes abrem das 10h às 23h. Veja os horários de funcionamento nas duas cidades: Ribeirão Preto Comércio de rua: horário normal, das 9h às 18h Ribeirão Shopping: das 9h às 23h Iguatemi Shopping: das 10h às 23h Novo Shopping: da 0h às 23h59 -- é necessário consultar a loja de preferência para saber o horário do atendimento Shopping Santa Úrsula: das 9h às 23h Franca Comércio de rua: das 9h às 20h Franca Shopping: das 10h às 23h (sexta e sábado) Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca Vídeos: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região Veja Mais

Banco Central estuda mudanças na fórmula de correção da poupança, diz Campo Neto

G1 Economia Presidente do BC não deu detalhes das mudanças, que segundo ele ainda vão passar por consulta pública, mas avaliou que elas devem ocorrer de forma 'bastante lenta'. Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta sexta-feira (26) que a instituição tem estudado mudanças na fórmula de correção da caderneta de poupança, mas ponderou que qualquer alteração precisa ser feita de forma "bastante lenta." Campos Neto fez a declaração durante evento virtual promovido pelo Secovi-SP, sindicato de habitação de São Paulo. Ele foi questionado sobre a possibilidade de criação de uma caderneta de poupança indexada ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país. "A gente tem estudado muito o tema da poupança, existe obviamente uma vontade de fazer mudanças na poupança", afirmou. "Concordo que em algum momento a gente deveria estar pensando em anunciar uma fórmula de poupança que fosse, primeiro, mais 'hedgeável' e, depois, mais casada com a destinação dos recursos. Isso é uma coisa que a gente tem olhado", resumiu. Exclusivo: estudo Ibre/FGV mostra que pobres usam poupança para pagar contas; ricos, para viajar Como é a correção hoje? A correção dos depósitos em caderneta de poupança está atualmente atrelado à Selic, a taxa de juros básica da economia brasileira que é definida pelo Banco Central. Pela regra em vigor desde 2012, quando a Selic está em até 8,5% ao ano, a correção da poupança é limitada a 70% dos juros básicos mais a Taxa Referencial (TR, calculada pelo Banco Central e que está em zero desde 2017). Atualmente, a taxa de juros está em 7,75% ao ano. Com isso, a poupança rende 5,43% ao ano, ou 0,44% ao mês. Selic em alta: qual o impacto da taxa de juros na economia? A caderneta de poupança tem, segundo resolução do Banco Central, a "finalidade promover o financiamento imobiliário em geral, por meio da captação e do direcionamento dos recursos de depósitos de poupança". Ou seja, o setor imobiliário capta recursos através das cadernetas de poupança, entre outros investimentos, para financiar a construção de imóveis, por exemplo. Num cenário de subida de juros, o setor imobiliário demonstra preocupação com o aumento dos saques na poupança. De janeiro a outubro deste ano, foi registrada saída líquida (saques superiores às retiradas) de R$ 30,779 bilhões da poupança, segundo dados do Banco Central. Foi a maior retirada de recursos para o período desde 2016, quando houve a saída de R$ 53,251 bilhões da modalidade. A série histórica do Banco Central começa em 1995. Mudança em fases Campos Neto ponderou, contudo, que qualquer mudança na fórmula de remuneração da poupança precisa ser feita em fases. "A poupança tem várias conexões de direcionamento, o que faz com que a mudança seja bastante traumática. Você tem que fazer faseada, numa forma bastante lenta, porque, senão, você pode criar ruptura em 'funding' [crédito] e algumas coisas", ponderou. Ele afirmou que uma eventual mudança passaria por consulta pública. "Como é mudança bastante profunda, precisa, muito provavelmente, ser feita com consulta pública, escutando a todos, para ter certeza que a gente vai fazer uma coisa que vai beneficiar o setor financeiro", explicou. VÍDEOS: notícias sobre economia Veja Mais

Maranhão tem maior perda de qualidade de vida e pior desempenho socioeconômico, aponta IBGE

G1 Economia Novos indicadores apresentados pelo Instituto de Pesquisas avaliam as condições de vida dos brasileiros em várias dimensões. Em ambos, Maranhão apresenta piores resultados entre as 27 Unidades da Federação. O Maranhão é o estado com maior perda de qualidade de vida e o pior desempenho socioeconômico do país. É o que apontam dois novos indicadores apresentados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice de Perda de Qualidade de Vida (IPQV) mostra que em área rural há maior perda da qualidade de vida que na urbana. Já o Índice de Desempenho Socioeconômica (IDS) aponta que apenas nove unidades da federação têm situação melhor que a média nacional, estando o DF no topo do ranking e o Maranhão, na lanterna. De acordo com o IBGE, os novos indicadores seguem recomendações das nações unidas e utilizam uma série de variáveis coletadas a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). Nesta primeira edição dos dois índices foram usados os dados levantados pela pesquisa realizada entre 2017 e 2018. As medidas do IPQV vão de 0 a 1, sendo que, quanto mais perto de zero, menor a perda. Ao final de 2018, o IPQV do Brasil era de 0,158. Em área urbana o índice foi melhor que a média nacional, ficando em 0,143. Já na área rural, onde vive cerca de 15% da população, a perda de qualidade de vida era maior, já que o índice ficou em 0,246. Regionalmente, Sul (0,115) e Sudeste (0,127) tiveram IPQV melhor que o nacional, enquanto Norte (0,225) e Nordeste (0,209) mostraram índices piores que a média nacional. Já o Centro-Oeste (0,159) ficou muito próximo do geral do país. IBGE divulga novo indicador que avalia perda de qualidade de vida no país IBGE A faixa com menor perda de qualidade de vida concentrava 13,7% da população brasileira, enquanto a faixa com mais perdas reunia 10,3%. A maior parte dos brasileiros se encontra na zona intermediária de qualidade de vida. O IBGE observou que famílias cuja pessoa de referência era homem apresentaram menor perda de qualidade de vida, com um IPQV de 0,151, contra 0,169 nas famílias lideradas por mulheres. Já nas famílias com a pessoa de referência preta ou parda (0,185), a perda de qualidade de vida era 17% maior que naquelas com a pessoa de referência branca (0,123). Entre as 27 unidades da Federação, o Maranhão (0,260) mostrou as maiores perdas de qualidade de vida e Santa Catarina, as menores (0,100). Desempenho Socioeconômico Segundo o IBGE, o IDS incorpora a renda e as perdas de qualidade de vida em nove dimensões (renda, moradia, acesso aos serviços de utilidade pública, saúde, educação, acesso aos serviços financeiros e padrão de vida, alimentação, transporte e lazer e viagens). Ao final de 2018, Índice de Desenvolvimento Social do Brasil era de 6,201. Apenas 9 Unidades da Federação tinham índice melhor que o nacional, sendo que o Distrito Federal apresentava o maior (6,970), enquanto o Maranhão (4,897), o pior. As regiões Sul (0,115) e Sudeste (0,127) tiveram um IPQV melhor que o nacional. Já Norte (0,225) e Nordeste (0,209) mostraram índices piores. Veja Mais

Dólar opera em alta com nervosismo nos mercados após nova variante de Covid-19

G1 Economia Na quinta-feira (25), a moeda norte-americana fechou em queda de 0,54%, a R$ 5,5648. Notas de dólar e real em casa de câmbio no Rio de Janeiro REUTERS/Bruno Domingos O dólar opera em alta nesta sexta-feira (26), em dia de nervosismo nos mercados internacionais após o anúncio de uma nova variante do coronavírus, descoberta na África do Sul. Às 10h28, a moeda norte-americana subia 0,73%, cotada a R$ 5,6055. Na abertura, chegou a bater R$ 5,6679. Veja mais cotações. Já o Ibovespa opera em queda de quase 3%. Na quinta-feira, o dólar fechou em queda de 0,54%, a R$ 5,5648. Com o resultado, passou a acumular recuo de 1,47% no mês, mas avanço de 7,28% no ano. Covid: o que se sabe sobre nova variante detectada na África do Sul Nova variante derruba bolsas internacionais e petróleo x OMS se reúne para avaliar nova variante do coronavírus na Europa Cenário Na cena externa, o dia era de estresse os mercados, com a notícia de uma nova variante do coronavírus possivelmente resistente a vacinas provocando temores de novo impacto à economia global e provocando fuga de ativos arriscados. Por aqui, a FGV divulgou que o índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou em novembro pelo 4º mês seguido, atingindo o menor nível desde agosto de 2021. Na cena política, as atenções seguiram voltadas para a tramitação da PEC dos Precatórios no Senado e no xadrez político que se desenha conforme o noticiário eleitoral esquenta, com mais informações sobre pré-candidatos para a Presidência da República em 2022. Enquanto a votação da PEC dos Precatórios é esperada apenas para semana que vem em comissão no Senado, na véspera foi aprovada na Câmara dos Deputados o texto principal da MP que cria o Auxílio Brasil, programa social montado pelo governo em substituição ao Bolsa Família. A PEC é a principal aposta do governo para viabilizar o programa. A proposta adia o pagamento de precatórios (dívidas do governo já reconhecidas pela Justiça) e altera o cálculo do teto de gastos (regra pela qual, de um ano para outro, as despesas do governo não podem crescer mais que a variação da inflação). O governo afirma que, se aprovada, a PEC abrirá espaço de R$ 91,6 bilhões no orçamento de 2022. Câmara aprova MP que cria o Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família Por que o dólar sobe? Assista no vídeo abaixo: Entenda a alta do dólar Veja Mais

De TV a fraldas: pessoas madrugam em busca de promoções da Black Friday em dia sem filas no Recife

G1 Economia Locais em que geralmente são registradas filas estavam com poucos clientes nesta sexta-feira (26). 'Tudo está mais caro. Só vou levar porque já estou aqui', diz mulher grávida. Grávida de 8 meses, Laisa Santana esperava encontrar promoções maiores nesta sexta (26) no Recife Suzana Souza/g1 As primeiras horas da Black Friday começaram com pouco movimento, mesmo com o comércio abrindo mais cedo no Recife. Ainda assim, algumas pessoas chegaram nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (26) em busca de promoções de televisões, fraldas e outros itens. Veja horários dos shoppings e comércio nesta sexta Grávida de oito meses, a dona de casa Laisa Santana, de 21 anos, contou que por reservou a data para procurar os últimos itens do enxoval da filha em shoppings da capital. “Viemos atrás de fralda, mas estou vendo que não está valendo a pena. Ano passado, eu vi a mesma marca por R$ 4 a menos. Tudo está mais caro. Só vou levar porque já estou aqui”, relatou. A dona de casa costuma frequentar as promoções da Black Friday e percebeu uma diminuição na quantidade de pessoas nas lojas. “Está tudo calmo demais. Acho que o pessoal está sem dinheiro e as coisas estão caras demais. Não tem para que acordar cedo e vir atrás", disse. Morador de Paulista chegou ainda de madrugada ao Recife para fazer compras na Black Friday Suzana Souza/g1 Anderson José de Santana, de 26 anos, e a esposa também foram em busca de promoção de fraldas e outros itens do enxoval do filho que vai nascer. Morando em Paulista, no Grande Recife, ele saiu de casa ainda de madrugada para fazer compras na capital. Eles chegaram a uma loja do Centro por volta das 5h10. “Tem muita coisa barata e a gente se prepara sempre para essa época do ano. Então, dá para economizar um pouco nos meses anteriores para gastar agora”, declarou o morador de Paulista. Nos dois carrinhos que ele e a esposa montaram, havia itens de vestuário, fraldas para o filho do casal que ainda vai nascer. “Minha esposa está grávida de três meses e aproveitamos agora para comprar coisas para o nosso filho também”, disse Anderson José. Zelador Genilson Severino Silva aproveitou para comprar televisão nesta sexta (26), no Recife Giuliano Roque/TV Globo Em lojas em que foram registradas filas em anos anteriores no Centro da capital, havia poucos clientes fazendo compras nesta sexta-feira (26), o que foi uma vantagem para o zelador Genilson Severino da Silva, que chegou por volta das 6h à Rua da Palma. Em busca de uma televisão nova, Silva pesquisou por meses os preços para realizar o sonho de comprar uma televisão de 75 polegadas. "Estava R$ 4,5 mil e comprei por R$ 3,9 mil. Esse ano, está bom de mais", disse. Em 2020, loja na Rua do Hospício registrou longa fila e, em 2021, estava vazia na Black Friday Reprodução/TV Globo e Suzana Souza/g1 A empregada doméstica Catarina Souza, de 30 anos, contou que todo ano frequenta as promoções da época e chegou também nas primeiras horas da manhã, preocupada de encontrar muita gente como em anos anteriores, mas ficou surpresa com a tranquilidade. A empregada doméstica contou que também conferiu os preços em dias anteriores. "Eu fiz compras na quarta (24), na quinta (25) e hoje [sexta, 26]. São coisas pequenas de casa tipo absorvente, amaciante, detergente, tudo de valor baixo e com pouco desconto. Não vi vantagem em eletrodoméstico, por exemplo”, disse. No Centro do Recife, Rua da Palma não teve filas no começo desta sexta-feira (26) Giuliano Roque/TV Globo A autônoma Cleia César, de 43 anos, disse que itens de alimentação como chocolates, salgadinhos, bebidas doces e biscoitos estão com preços baixos, mas relatou que já havia visto promoções parecidas em compras pela internet em outras épocas do ano. “Eu monto cestas de café da manhã, sempre acompanho o preço desses itens. Eu vi alguns descontos, mas nada que seja absurdo de barato”, disse a autônoma. Cleia César costuma acompanhar, pelo noticiário, como as lojas ficam lotadas. “Eu prefiro comprar pela internet mesmo. Esse ano eu vim e não vi nada daquilo que aparece na televisão. Pessoal sem dinheiro, né? Ninguém vem comprar besteira numa época dessas”, afirmou. Vendedor ambulante Everaldo de Santana, de 62 anos, comprou um estoque maior de água pensando no movimento das lojas no Recife nesta sexta (26) Suzana Souza/g1 O vendedor ambulante Everaldo de Santana, de 62 anos, comprou um estoque maior de água pensando no movimento das lojas da Rua do Hospício, mas entrou um cenário diferente. “Eu achei que ia ser como nos anos anteriores, mas nem fila para entrar eu vi. Estou arriscando de ficar para ver se melhora, mas, até então, está fraco”, contou. Santana disse que trabalha há duas décadas com a venda de água mineral e de coco e que costuma procurar pontos de grande movimentação na Black Friday. "Já teve ano muito bom, 2017, 2018. A gente via aquele monte de gente”, disse. Rua da Palma começa dia de promoções com pouco movimento Nas ruas da Palma e na da Concórdia, onde também foram registradas filas em anos anteriores de pessoas em busca de eletrodomésticos e televisões, lojas estavam praticamente vazias (veja vídeo acima). O vendedor Henrique Silva, de 34 anos, relatou que percebeu uma queda na quantidade de clientes neste ano. “Não teve confusão, o que é bom, mas também tem bem menos gente por aqui. Eu tenho para mim que as vendas vão sim ser menores”, disse. O g1 passou por dois shoppings da capital pernambucana nesta sexta-feira (26). No Boa Vista, na região central da cidade, havia fila apenas para atendimento no Expresso Cidadão. Lojas estavam praticamente vazias. Cenário parecido foi registrado no Shopping Recife, na Zona Sul. Por volta das 9h30, os corredores estavam vazios. A vendedora Ingrid Thaianne, de 19 anos, relatou que as vendas estão menores, mas afirmou que as clientes da loja na qual trabalha são fiéis. “Não teve fila no início, pouca gente, mas já falaram pelo WhatsApp perguntando o que tem na loja e acho que, com o passar do dia, o movimento vai esquentar”, disse. Vendedores a espera de clientes no Shopping Recife, nesta sexta-feira (26) Suzana Souza/g1 A promotora de vendas Miriam Amorim, de 24 anos, relatou que na quinta-feira (25), as vendas da loja de eletroeletrônicos na qual trabalha foram boas. A expectativa era que o cenário desta sexta fosse parecido. “Ontem [quinta], na abertura das promoções, vendemos bastante, principalmente celulares e planos, mas hoje ainda não vendi um se quer. E isso porque a loja abriu mais cedo”, contou. Segundo Miriam, mesmo com bons descontos, os clientes não parecem animados. “Tem vários preços que estão bons, mas a gente percebe como as pessoas estão mais desanimadas em relação a anos anteriores”, contou. Shopping no Recife, por volta das 9h20 desta sexta-feira (26), sem movimento de clientes Suzana Souza/g1 Avenida Conde da Boa Vista, no Centro do Recife, nesta sexta-feira (26) Suzana Souza/g1 Lojas na Avenida Conde da Boa Vista, no Recife, têm pouco movimento nesta sexta-feira (26) Suzana Souza/g1 Loja vazia no Centro do Recife, por volta das 8h30 desta sexta-feira (26) Suzana Souza/g1 No Centro do Recife, Avenida Conde da Boa Vista tem com pouco movimento nesta sexta-feira (26) Suzana Souza/g1 Loja no Centro do Recife abriu mais cedo, mas estava praticamente vazia por volta das 8h desta sexta (26) Suzana Souza/g1 Por volta das 8h, loja na Avenida Conde da Boa Vista praticamente não tinha movimento nesta sexta-feira (26) Suzana Souza/g1 VÍDEOS mais assistidos de Pernambuco Veja Mais