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'Trem de satélites' passa pelo céu de BH hoje, mas tempo pode atrapalhar

 'Trem de satélites' passa pelo céu de BH hoje, mas tempo pode atrapalhar

em - tecnologia Está prevista para o início da noite desta sexta-feira (28/1) a passagem de mais um “trem de satélites” da SpaceX sobre o céu de Belo Horizonte. O lançamento, que pode ser visto a olho nu, gera expectativa em várias cidades mineiras e de outros estados. Mas, na capital e outras regiões, a previsão do tempo indica que o clima pode atrapalhar desta vez. O chamado projeto Starlink, da empresa do bilionário sul-africano Elon Musk, começou em 2019 com o lançamento de 60 satélites. O objetivo é criar uma “constelação” deles, capaz de levar internet a lugares remotos da Terra. A SpaceX chegou a pedir autorização para o lançamento de mais 30 mil. O trem de satélites é chamado assim porque o lançamento forma uma fila no céu. Não é a primeira vez que a formação será observada no Brasil. Em Belo Horizonte, duas ocasiões ganharam destaque, em 2020 e no ano passado. No entanto, segundo o astrônomo e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Renato Las Casas, desta vez será diferente. “Já passou várias vezes, mas nenhuma vez ele (trem) passou como vai passar hoje. Vai ser exatamente em cima (no meio do céu). Ele vai começar no horizonte Sudeste, passar por cima das nossas cabeças, e se pôr no horizonte Noroeste”, explica. Las Casas Diz que será possível ver os satélites em todo o estado, mas a linha não estará centralizada em todos os municípios. A passagem do “trem” também poderá ser observada nos demais estados do Sudeste, assim como em Goiás e na Bahia. “(A travessia) começa exatamente às 19h25 e vai até quase 19h30. Isso se a pessoa estiver em um lugar alto, que dê para ver o horizonte a Sudeste e a Noroeste. Se estiver em um lugar mais baixo, tem que esperar um pouco mais e eles vão sumir um pouco antes”, explica o professor. Ele acrescenta que só é possível visualizar os satélites pouco depois do nascer e do pôr do sol porque os objetos precisam ser iluminados pelo astro para serem vistos e, durante o dia, a luz na atmosfera impede a visão do satélite. Dicas Renato Las Casas dá algumas orientações para quem quiser apreciar a curiosidade da melhor maneira possível. A primeira, é começar a observação pelo menos uns 15 minutos antes do horário previsto, para que os olhos se acostumem ao céu, com a dilatação das pupilas. “Eles estarão como um pontinho de luz muito pequeno. Para quem tiver um binóculo também é legal. O modelo 7x50 é ideal para observar. O telescópio não é ideal”, afirma. Usar aplicativos de bússola ou de observação do céu também pode ser útil. Las Casas indica o Stellarium, que funciona tanto no celular quanto em computadores.Também existe o site Find Starlink, cujo criador permanece anônimo, que mostra a localização dos satélites da SpaceX. Pode choverQuem quiser observar os satélites hoje à noite, além de se preparar, terá que contar com a sorte para que a previsão de chuvas isoladas, que persistiu durante toda a semana, mas sem precipitação na capital, não se cumpra nesta sexta em Belo Horizonte. Já em outras regiões do estado, a chance de chuva é ainda maior.“Há condição para pancadas isoladas há vários dias, mas não estão acontecendo”, lembra a meteorologista Anete Fernandes, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). “Para hoje à noite, a previsão é de céu nublado mais para o Sul e Zona da Mata. Aqui (na Grande BH) é de céu parcialmente nublado, com possibilidade de pancadas de chuva. Pode acontecer à noite ou na madrugada”, explica. No fim da manhã, a Defesa Civil de Belo Horizonte já divulgou um alerta de possibilidade de pancadas de chuva, com volume de 20 a 30 milímetros, válido até as 8h de sábado (29/1). Em outras regiões, pode ser que os satélites não sejam vistos, segundo Anete. “A frente fria está chegando ao sul de São Paulo. Mas, o problema é a pré-frontal, que começa a organizar o transporte de umidade, liberando as nuvens. A chance de fechar à noite existe. São Paulo não vai ver, nem Sul de Minas e Zona da Mata, a capital do Rio. Estamos longe dessas áreas”, comenta. “A primeira coisa que tem que fazer para ser astrônomo é aprender a conviver com isso sabe? Não deixar as situações frustrarem”, acrescenta Renato Las Casas sobre a instabilidade do clima. Na dúvida, não deixe de olhar para cima. Bonito, mas…O especialista avalia que a passagem do trem de satélites hoje em BH, de uma ponta a outra do céu, será “inesquecível”, mas acredita que, a longo prazo, a constelação da SpaceX pode causar alguns problemas para a astronomia. “Por enquanto a gente acha bacana. Mas, se as coisas caminharem como estão, daqui a uns 10 ou 20 anos, a poluição do céu por satélites vai ser algo que incomodará muito. Já temos notícias de alguns trabalhos que tiveram que ser interrompidos. Tudo na astronomia é a luz. A gente faz a medida de determinado astro, constelação, entra uma luz e contamina tudo”, explica. Ele continua. “O Elon Musk já foi visto por todo mundo como um cara idealista, um bem-feitor da humanidade. Já tem algum tempo que o pessoal tem questionado o idealismo dele. Um dos motivos é essa constelação Starlink. Durante o projeto, ele falava que a refletividade desses satélites seria muito menor que a que temos observado. Essa que temos observado é intolerável. Com 1,9 mil satélites, por volta, já tem dado problema. Imagina quando tiverem 30 mil? E libera caminho para outras firmas colocarem 10 mil, 30 mil”, analisa. A SpaceX anunciou que reduziria a refletividade dos satélites. Na semana passada, o site Gizmodo, dos Estados Unidos, publicou uma matéria informando que, apesar da iniciativa, satélites do Starlink ainda aparecem como “feixes de luz” durante algumas observações, principalmente no crepúsculo. Além disso, em dezembro do ano passado, a China acusou os Estados Unidos de “ameaça grave” à segurança aos astronautas do país afirmando que a estação espacial Tiangong teve que executar "controles preventivos para evitar colisões" durante dois "encontros próximos" com os satélites Starlink da SpaceX em julho e outubro, de acordo com um documento enviado por Pequim este mês à agência espacial da Organização das Nações Unidas (ONU).  Veja Mais

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TECNO Pop 5X é lançado com chipset Unisoc e preço acessível

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Carne de laboratório é igual à carne real? Pesquisadora do Cefet-MG explica

 Carne de laboratório é igual à carne real? Pesquisadora do Cefet-MG explica

em - tecnologia Já imaginou comer um pedaço de carne sem que um animal precise ser sacrificado? Ou se preocupar com doenças e uso de medicamentos usados durante sua produção, além dos impactos para o meio ambiente? Pode parecer coisa de filme de ficção científica, mas saiba que é possível que isso aconteça em breve.  A professora Aline Bruna da Silva, do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMAT), do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), é responsável pela condução de pesquisas com carne cultivada, também conhecida como carne de laboratório. “A carne cultivada é uma carne para consumo humano, produzida a partir do cultivo de células animais em laboratório. Essa é uma nova frente tecnológica que utiliza técnicas de reprodução da engenharia de tecidos, combinando materiais e células, para obtenção de carne idêntica à carne convencional. Ou seja, é simplesmente carne”, explica.Segundo a pesquisadora, “o desenvolvimento de novas tecnologias do setor é uma questão de sobrevivência”. Basicamente, a produção de carne cultivada envolve a extração de células de um animal, como células-tronco, em uma biópsia. Em seguida, esse material é expandido em um biorreator com nutrientes adequados (meio de cultura) para proliferação e diferenciação das células. A carne, então, é colhida. “O produto resultante dessa tecnologia é uma carne real, mas sem a necessidade de sacrifício de animais, obtida em ambiente limpo, livre de doenças e sem uso de antibióticos durante sua produção”, pontua a pesquisadora. Ecossistema e saúde agradecem A tecnologia garante a alimentação humana sem a necessidade da criação de animais para obtenção de carne, trazendo benefícios para a saúde e para o meio ambiente. “Estima-se que com a produção de carne cultivada o consumo de energia pode ser reduzido em até 50%, a emissões de gases de efeito estufa entre 75 e 90%, o consumo de água entre 80 e 95% e o uso de terra em até 99%”, detalha Aline.  O tempo de produção do alimento é outra variável que chama a atenção: uma tonelada do produto levará cerca de duas semanas para ser produzida. A criação de um boi pronto para abate leva, em média, dois anos. Na nutrição, as carnes cultivadas são consideradas fontes alternativas de proteína animal, que podem trazer benefícios para a saúde humana. “Os níveis de gordura e colesterol nas carnes cultivadas podem ser controlados, levando a resultados potencialmente positivos para a saúde, uma vez que valores elevados de colesterol no sangue podem levar ao desenvolvimento de doenças crônicas não-transmissíveis, como as doenças cardiovasculares. Devido às características inerentes da sua produção, essas carnes também podem ser fortificadas com vitaminas e minerais e, dessa forma, se enquadrar como um alimento de relevante valor nutricional”, explica a nutricionista do CEFET-MG em Varginha, Andreza Campos. Para o presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), Ricardo Laurino, a carne cultivada pode ser uma “opção interessante”, com contribuições para o meio ambiente e para a vida dos animais. “Vemos como um desenvolvimento, uma novidade que pode, sim, atingir um grupo numeroso de pessoas que, até então, não abre mão de comer carne e é relutante quanto às grandes possibilidades disponíveis na alimentação à base de vegetais.” Por outro lado ... Nenhuma empresa de carne cultivada atingiu produção comercial em termos de escala ou custo no mundo, apesar dos avanços nos últimos anos. O primeiro hambúrguer totalmente cultivado em laboratório foi fruto de pesquisas lideradas pelo professor Mark Post, biólogo da Universidade de Maastricht, na Holanda, e custou U $330 mil. Atualmente, o mesmo hambúrguer já pode ser produzido por U$ 10. As dificuldades passam por desafios técnicos e científicos para alavancar a tecnologia, que vão desde o desenvolvimento da linhagem celular ao projeto do biorreator, além da formação de profissionais qualificados para atuar na área, aponta a professora do Cefet-MG. Além do custo do produto, é preciso considerar um fator determinante para que ele chegue à mesa dos brasileiros: o consumidor, avalia a nutricionista Andreza Campos. “É importante que este tipo de produto possa replicar as experiências sensoriais (visão e paladar) trazidas pelo consumo de carne. Passar pela aprovação dos consumidores, incluindo vencer a resistência por ser um produto ‘de laboratório’, enquanto há forte preferência por alimentos naturais, deve ser o desafio mais decisivo”, afirma. Regulamentação No mundo, as negociações para comercialização desses novos produtos estão a todo vapor. Em 2020, a empresa israelense Eat Just recebeu aprovação regulatória para vender seu frango cultivado em Singapura. Logo em seguida, foi aprovada e regulamentada a primeira instalação para produção da carne, também em Singapura. A segurança alimentar é um fator decisivo para aprovação e regulamentação de produtos pelos órgãos de fiscalização e controle. Por isso, a indústria alimentícia deve atender a padrões de qualidade, tanto nos aspectos higiênico-sanitário, quanto nutricional, ou seja, precisa estar atenta à isenção de contaminantes de toda ordem e oferecer nutrientes e minerais, explica Andreza. No Brasil, grandes empresas, como a BRF e a JBS, declararam recentemente que estão investindo nessa tecnologia e pretendem comercializar carne cultivada no país a partir de 2024. Essas notícias mobilizaram o The Good Food Institute (GFI), instituição sem fins lucrativos que busca promover e financiar soluções inovadoras para resolver o problema da alimentação no mundo. A entidade organizou um workshop para reguladores brasileiros, com foco nas equipes do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (DIPOA/MAPA) e da Gerência Geral de Alimentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (GGALI/Anvisa). Durante o evento, realizado entre 17 e 22 de junho de 2021, foram apresentadas informações sobre a técnica de cultivo celular para obtenção de produtos cárneos, além de pontos importantes que podem ser considerados na regulação. A pesquisadora destaca as questões de segurança do processo e do produto final. Aline esteve entre as apresentadoras da tecnologia para os órgãos de fiscalização, ao lado do biólogo e professor da Sociedade Educacional de Santa Catarina (UniSociesc), Dr. Bruno Bellagamba; do cientista do GFI Estados Unidos, Dr. Elliot Swartz; e do engenheiro químico e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, Dr. Luismar Porto. O workshop reuniu 70 profissionais. Esse foi o primeiro grande movimento para regulamentação da carne cultivada no Brasil, mas os desafios ainda são grandes, afinal o produto é novo e protocolos precisam ser traçados. “A regulamentação convencional da carne não servirá para essa nova realidade e já existem iniciativas para definir regulação e controle, porém trabalhando na incerteza, afinal, não há processos bem definidos. Mesmo questões tão simples, como a deterioração e proliferação de microrganismos patogênicos na carne cultivada, precisam ser pesquisadas para que seja possível definir as bases da regulamentação”, afirma Andreza. *Estagiária sob supervisão   Veja Mais

CES 2022: garçons robôs e carros que mudam de cor em feira de tecnologia

 CES 2022: garçons robôs e carros que mudam de cor em feira de tecnologia

em - tecnologia Uma das maiores feiras de tecnologia do mundo, a CES 2022 está sendo realizada em Las Vegas, nos EUA, nesta semana.A pandemia e os temores sobre a disseminação da variante ômicron do coronavírus fizeram o número de participantes diminuir e algumas das maiores empresas do ramo - incluindo Meta (antigo Facebook), Google e Amazon - ficaram de fora. Mesmo assim, o evento ainda tem muitas novidades tecnológicas empolgantes, estranhas ou curiosas. Veja algumas das novidades que mais chamaram a atenção na exposição até agora. Onde está o controle remoto?As TVs sempre foram uma grande atração na CES - com ênfase nas grandes, já que a cada ano elas parecem ganhar mais polegadas.Este ano foi um acessório muito menor - o controle remoto da TV - que teve destaque. Em 2021, a Samsung adicionou um painel solar na parte de trás de seu controle remoto para dispensar o uso de pilhas. Sua nova versão possui também uma pequena antena que pode captar sinais de radiofrequência emitidos por roteadores wi-fi a uma distância de até 40 metros, permitindo que o dispositivo seja carregado mesmo quando não há sol. A Samsung disse que o dispositivo será incluído em novas TVs e outros eletrodomésticos, embora não tenha dado muitos detalhes sobre as especificações técnicas.Carro camaleãoSe você já ficou entediado com a cor do seu carro, talvez goste da ideia da BMW - a possibilidade de mudá-la com o toque de um botão.A empresa exibiu um carro com uma carroceria que, quando carregada com uma pequena corrente elétrica, muda de cor ou cria um padrão.Sua tecnologia "iX Flow" é semelhante à tecnologia do Kindle e de outros leitores de e-books e cobre o carro com milhões de minúsculas microcápsulas.O projeto por enquanto está na fase conceitual, mas a ideia não é ser apenas uma questão de aparência, mas também de eficiência. O carro mudaria para uma cor clara em climas quentes, por exemplo, e para uma cor mais escura quando está frio - reduzindo a quantidade de resfriamento e aquecimento necessários dentro do veículo, diz a empresa.Críticos apontaram que o sistema parece ser sensível à temperatura e que por enquanto só três cores estão disponíveis: branco, preto e cinza. Robôs garçonsAs edições anteriores da CES costumavam ter dezenas de robôs de aparência humana, variando do fofo ao assustador e bizarro. Embora alguns deles ainda tenham sido trazidos para a exposição neste ano, parece que 2022 pode inaugurar uma era de robôs mais práticos.O Servi one, da Bear Robotics, foi um dos destaques. Ele flutuava em um dos stands com hambúrgueres e sushi em bandejas, ocupando o lugar de garçons humanos.Um robô buscador também foi exibido. A Labrador Systems apresentou o robô Retriever, que foi projetado para ajudar pessoas com mobilidade reduzida, segundo o presidente-executivo da empresa, Mike Dooley.O robô com rodas se movimenta usando sensores e os usuários se comunicam com ele por controle de voz ou por um aplicativo. Ele pode carregar até 11 kg e alcançar diferentes alturas.O robô está em fase de testes, com o objetivo de entrar em produção em 2023. Espelhos 'mágicos'A CES também se tornou um espaço para exibição de tecnologia de ponta da indústria cosmética. Em 2022 o espelho Sound Mirror, da Icon.AI, ganhou um prêmio de inovação. Ele parece um espelho convencional, mas esconde um alto-falante inteligente ativado por voz que pode tocar música, permitir que você verifique o tempo, defina alarmes ou controle outros dispositivos inteligentes.Enquanto isso, a L'Oreal revelou um aparelho caseiro para pintar o cabelo e a Ninu lançou um aparelho inteligente que pode criar uma fragrância de perfume personalizada quando conectado a um aplicativo de smartphone.Seus frascos de perfume de alta tecnologia podem ser capazes de fornecer 100 fragrâncias diferentes, dependendo do humor, do clima ou da ocasião do usuário. A marca deve começar a entregar os primeiros exemplares em junho. E a Y-Brush, uma escova de dentes elétrica incomum em formato de mandíbula que afirma escovar os dentes em apenas 10 segundos, e que estreou na CES em 2017, voltou este ano com um design aprimorado. Isso inclui uma alça mais fácil de segurar e mais funções, como clareamento dos dentes e cuidados com as gengivas. Virtual CESCom o coronavírus ainda representando uma ameaça para eventos da vida real, algumas empresas optaram por apresentações totalmente virtuais, enquanto outras tentaram combinar sua presença física com a no "metaverso" - um mundo digital que alguns acreditam que será um espaço para trabalhar, aprender e jogar no futuro.A Samsung ofereceu um "estande metaverso" que permitia aos usuários experimentar alguns de seus produtos enquanto decoravam sua própria casa.A Procter and Gamble também optou por uma experiência de "metaverso". Em parceria com o Royal Botanic Gardens de Londres, os usuários podem passear pelo terreno virtual do jardim botânico e aprender sobre os ingredientes e as iniciativas de sustentabilidade da empresa - além de conversar com representantes de marcas como Gillette e Oral-B.E o SK Group, com sede na Coreia do Sul, ofereceu aos visitantes uma apresentação em vídeo de 360 %u200B%u200Bgraus, mesclando o físico e o digital em seu Green Forest Pavilion, que exibiu seus planos de redução global de carbono.Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Como identificar se seus dispositivos eletrônicos estão te espionando

 Como identificar se seus dispositivos eletrônicos estão te espionando

em - tecnologia Maria diz que cresceu em uma família católica e "amorosa" na costa leste dos Estados Unidos, que fazia grandes jantares de domingo. Os pais dela tinham um bom casamento e ela queria esse tipo de respeito e proximidade em seu próprio relacionamento.Quando ela conheceu o marido com vinte e poucos anos, foi amor à primeira vista.Mas o romance azedou rapidamente, transformando-se em uma história de 25 anos de abuso e controle. Primeiro, foi o xingamento. Então, o controle total de suas finanças, seus movimentos e, eventualmente, sobre seus três filhos.O marido se opôs à ideia de ela ter um emprego onde pudesse interagir com outras pessoas e a proibiu de usar o computador."Ele me chamava de gorda todos os dias e me expulsava de casa quando estava com raiva", lembra ela.Eventualmente, o abuso financeiro aumentou. Primeiro, ele tomava o salário que ela recebia pelo trabalho como faxineira, depois, solicitou cartões de crédito em nome de Maria usando os documentos pessoais dela.Seis anos atrás, Maria finalmente desabou quando o ouviu dizer que a queria morta. Com a ajuda da igreja que ela frequentava e da família, ela formulou lentamente um plano de fuga.Depois de ter a sua casa hipotecada, ela finalmente foi morar com a irmã. Ela ganhou um laptop pela primeira vez e finalmente teve a liberdade de abrir uma conta no Facebook. E começou a namorar.Mas logo o ex-marido passou a responder as mensagens para o homem com quem ela estava saindo. E também começou a aparecer onde quer que ela estivesse.De repente, ela o localizaria dirigindo atrás dela em uma rodovia. Certa vez, ela estava com tanto medo de que ele a estivesse perseguindo e pudesse puxar uma arma, que chamou a polícia.Embora ela não tenha prestado queixa, a perseguição acabou diminuindo e ela se afastou ainda mais. Mas ela descobriu que tinha sido vítima do chamado stalkerware.Stalkerware é um software disponível comercialmente que é usado para espionar outra pessoa por meio de seu dispositivo - geralmente um telefone - sem seu consentimento.Ele pode permitir que o usuário veja as mensagens de outra pessoa, localização, fotos, arquivos e até mesmo vasculhar conversas nas proximidades do telefone. Para ajudar a resolver o problema, Eva Galperin formou a Coalition Against Stalkerware em 2019.Ela decidiu formar o grupo depois de olhar os relatos de várias supostas vítimas de estupro, que estavam com medo de que suas vidas continuassem sendo arruinadas pelos agressores por meio da tecnologia. Quando alguém tem acesso ao seu telefone, o potencial de exploração é enorme, explica ela. Por exemplo, uma vítima pode ser chantageada com ameaças de compartilhar fotos íntimas.Galperin diz que nos casos de violência doméstica que ela encontra, "algum nível de abuso habilitado por tecnologia está quase universalmente presente", e que isso geralmente inclui stalkerware."Geralmente está relacionado aos casos mais violentos - porque é uma ferramenta poderosa de controle coercitivo", acrescenta ela.Uma pesquisa indica que a proliferação de stalkerware é um problema crescente: um estudo do Norton Labs descobriu que o número de dispositivos indicando que eles tinham stalkerware instalado aumentou 63% entre setembro de 2020 e maio de 2021.O relatório sugeriu que o aumento significativo pode ter sido causado pelo isolamento social, quando as pessoas passaram a ficar mais tempo em casa."Os pertences pessoais estão mais acessíveis, provavelmente criando mais oportunidades para os abusadores instalarem aplicativos de stalker nos dispositivos de seus parceiros", constatou o relatório.Nos últimos dois anos, Galperin conseguiu convencer um punhado de empresas de antivírus a identificar esse tipo de software como malicioso. Isso ocorreu após uma relutância inicial em marcar o stalkerware como um programa indesejado - ou malware - por causa de sua possível legitimidade de uso.Em outubro, o Google removeu vários anúncios de aplicativos que incentivam os usuários em potencial a espionar o telefone de seus parceiros. Esses aplicativos costumam ser comercializados para pais que desejam monitorar os movimentos e as mensagens de seus filhos - mas, em vez disso, foram reaproveitados por abusadores para espionar seus cônjuges. Um desses aplicativos, o SpyFone, foi banido pela Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos em setembro de 2021 por coletar e compartilhar dados sobre os movimentos e atividades das pessoas por meio de um hack oculto no dispositivo.Apesar desses movimentos positivos, alguns aplicativos de stalkerware e conselhos sobre como usá-los ainda são facilmente acessíveis na internet.De acordo com Galperin, o próximo problema que a FTC está investigando são as empresas que vendem e compram dados de localização de telefones de usuários sem o conhecimento deles. Ela chama essa tecnologia de "uma ferramenta extremamente poderosa" para investigadores particulares, que a usam para rastrear a localização das vítimas.Com o stalkerware deliberadamente projetado para ser difícil de detectar, mesmo aqueles que são mais experientes em tecnologia ainda podem ser vítimas dele.Uma dessas pessoas era Charlotte (nome fictício), de uma analista sênior de segurança cibernética.Logo depois de ficar noiva, ela lentamente percebeu que coisas estranhas começaram a acontecer com seu telefone. A bateria descarregava rapidamente e ele reiniciava repentinamente - ambos sinais reveladores de um stalkerware potencialmente instalado no dispositivo dela.Até que o parceiro dela deixou claro que ele sempre sabia onde ela estava, e foi quando ela finalmente conectou os pontos.Para obter alguns conselhos sobre o que fazer, ela foi a um encontro de hackers. A reunião aconteceu em um local onde o noivo dela havia trabalhado e ela conhecia alguns dos rostos.Ela ficou chocada ao descobrir que existe uma cultura de aceitação de que parceiros possam rastrear um ao outro.O ambiente de "irmandade" entre homens da área de tecnologia que ela encontrou a estimulou a entrar na segurança cibernética, para reforçar a "representação a partir de diferentes perspectivas". Uma rápida pesquisa na Internet revela muitos serviços alegando que podem invadir o smartphone de alguém com apenas um número de telefone, geralmente por algumas centenas de dólares a serem pagos em criptomoeda.No entanto, embora o software com esses recursos possa ser acessado por órgãos de investigação, os especialistas em segurança cibernética acreditam que esses sites são provavelmente golpes. Em vez disso, o uso do stalkerware depende, em grande parte, de uma "engenharia social", com a qual Charlotte diz que as pessoas podem aprender a ter cuidado e evitar.O alvo pode receber uma mensagem de texto, que parece verídica, convidando-o a clicar em um link. Ou um aplicativo falso, disfarçado de legítimo, pode ser compartilhado com ele.Charlotte diz "não tenha medo" caso você tente excluir um aplicativo suspeito e ele exibir uma série de avisos."Às vezes, eles usam táticas assustadoras para fazer com que os usuários não removam o software. Eles usam muitas técnicas de engenharia social."Se tudo falhar, Charlotte recomenda fazer uma redefinição de fábrica do telefone, alterando todas as senhas de suas contas de redes sociais e usando autenticação de duas etapas o tempo todo. Então, qual seria a melhor forma de enfrentar o problema?A maioria dos países já possui algum tipo de estatuto de escuta telefônica e leis anti-stalking em vigor.Por exemplo, em 2020, a França apresentou um novo projeto de lei sobre violência doméstica que, entre outros pontos, reforçou as sanções à vigilância secreta: o rastreamento geográfico de alguém sem o seu consentimento agora é punível com um ano de prisão e multa de € 45 mil (R$ 290 mil ). Se isso for feito pelo parceiro, as multas serão potencialmente ainda maiores.Caminhos a seguirMas, para Eva Galperin, esse não é um problema que possamos esperar que uma nova legislação resolva inteiramente.Ela acha que tanto o Google quanto a Apple poderiam, por exemplo, agir tornando impossível a compra de qualquer um desses aplicativos em suas lojas.Crucialmente, ela acrescenta, o foco deve ser em um melhor treinamento para que a polícia trate o problema de maneira mais rigorosa.Um dos maiores problemas que ela diz ver, é que as vítimas procuram a aplicação da lei na intenção de que ela seja cumprida. Porém, as autoridades fazem vista grossa e "dizem que esse não é um problema" prioritário.A proliferação do cyber-stalking também trouxe um novo tipo de serviço de apoio às vítimas de violência doméstica.A Clinic To End Tech Abuse - Ceta - é uma dessas instalações, associada à Cornell University nos Estados Unidos. A Ceta trabalha diretamente com sobreviventes de abusos, ao mesmo tempo em que coleta pesquisas sobre o crescente uso indevido de tecnologia.Rosanna Bellini, do Ceta, diz que normalmente eles não recomendam a remoção imediata do stalkerware do telefone da vítima - sem fazer um planejamento de segurança primeiro com um responsável pelo caso. A experiência anterior revelou esta abordagem: se o acesso do agressor ao telefone da vítima for cortado repentinamente, isso pode levar a uma escalada de violência.Para Maria, que está livre do casamento abusivo há seis anos, as coisas não estão perfeitas, mas melhorando."Tenho um bom relacionamento com alguém que realmente se preocupa comigo e me apoia, ajudando a construir minha história", diz ela.Ainda há momentos em que ela fica ansiosa ao lidar com o telefone. Ela foi diagnosticada com transtorno de estresse pós-traumático (PTSD). Mas ela quer que outras vítimas saibam que a perseguição cibernética é enorme e que não estão sozinhas."Não tenha medo. Há ajuda lá fora. Fiz grandes avanços e, se posso fazer isso na minha idade, - aos 56 - qualquer um pode fazer."Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

WhatsApp: administradores de grupos vão poder apagar qualquer mensagem

 WhatsApp: administradores de grupos vão poder apagar qualquer mensagem

em - tecnologia O Whatsapp está desenvolvendo uma ferramenta que vai permitir que os administradores de grupos deletem mensagens enviadas por qualquer membro. De acordo com o site WABetaInfo, a nova versão de testes do aplicativo para Android expande o alcance do recurso "Excluir mensagem para todos". Agora, com a nova função, os administradores poderão excluir qualquer mensagem enviada por qualquer membro de um grupo, impedindo que os outros participantes não vejam a mensagem enviada. Até o momento, apenas os próprios autores das mensagens podiam excluí-las da plataforma.   A novidade está em fase de desenvolvimento e por isso ainda não está disponível em todos os celulares. Veja Mais

Atualização do WhatsApp permite mensagens temporárias como padrão

 Atualização do WhatsApp permite mensagens temporárias como padrão

em - tecnologia Uma atualização do programa de mensagens instantâneas WhatsApp foi liberada ontem (6/12) e trará recursos de mensagens temporárias como padrão para novas conversas.Segundo a empresa, a nova função pode ser modificada pelos usuários, que definirão quanto tempo as mensagens ficarão disponíveis no histórico. As opções disponíveis são 24h, 7 dias, 90 dias ou desabilitada - que deixa as mensagens disponíveis permanentemente.Em comunicado, o WhatsApp - que pertence à Meta, antiga Facebook - disse que a mudança visa aumentar a privacidade e assegurar que os usuários possam manter "conversas francas"."Nossa missão é conectar o mundo com privacidade. À medida que nossas conversas acontecem cada vez mais no mundo digital, sabemos quão especial é simplesmente sentar-se com alguém e conversar com privacidade, sabendo que tudo fica só entre vocês naquele momento. A liberdade que há em poder se abrir, ter uma conversa franca, com a certeza de que esta conversa não ficará gravada nem armazenada para sempre, não tem preço", esclarece a nota.Usuários que adotarem o novo padrão serão notificados da ativação do recurso em um aviso que ficará no topo das conversas. Tanto os destinatários quanto os remetentes serão avisados sobre o período de duração das mensagens.O recurso de mensagens temporárias também pode ser utilizado em arquivos de mídia, como vídeos, fotos e áudios. A função, no entanto, já havia sido implementada anteriormente. Veja Mais

Tecnologia 5G é lançada em Uberaba

 Tecnologia 5G é lançada em Uberaba

em - tecnologia   Em solenidade realizada nesta quinta-feira (2/12), no campus avançado do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), conhecido como Parque Tecnológico, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, lançou oficialmente em Uberaba, no Triângulo Mineiro, o Projeto Piloto da Antena 5G. Inicialmente, a antena, que foi instalada ao lado da IFTM, tem o objetivo de atender o setor de agronegócio da cidade.     Durante o evento, foi usada uma antena provisória, instalada no ginásio do IFTM. Na oportunidade, seis startups, sendo três com parcerias em Uberaba (pela Fazu e IFTM), fizeram demonstrações de como a conectividade, também chamada de inteligência artificial, vai impulsionar o agronegócio, seja na área de alimentação, tecnificação, combate às pragas, entre outros benefícios.   Na solenidade, Fábio Faria destacou que a tecnologia 5G vai duplicar a produção agrícola. "Ela é 100 vezes mais rápida do que a 4G. Sem falar em economicidade e sustentabilidade, com solução de problemas ali mesmo na lavoura, com o produtor ou operador conectado com o mundo”, ressaltou. Já a prefeita de Uberaba, Elisa Araújo (Solidariedade), destacou que entre milhares de municípios no Brasil, Uberaba está entre os sete escolhidos para testar a tecnologia 5G.   “E destes, somos a quarta cidade a lançar os trabalhos para a efetivação da antena piloto. A cada ano, o agro demonstra ainda mais a sua pujança econômica e cresce, de maneira significativa, o envolvimento da nossa cidade com as startups”, declarou.   De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Marcos Montes Cordeiro, até dia 23 de dezembro, as antenas comerciais 5G estarão instaladas em Uberaba.   Além dele, do ministro das Comunicações e da prefeita de Uberaba, participaram do evento os deputados federais Franco Cartafina e Greice Elias e o estadual Delegado Heli Grilo; o presidente da Câmara Municipal de Uberaba, Ismar Marão, e demais vereadores; representantes da Algar e Nokia; o secretário do Agronegócio, José Geraldo Celani; o presidente da Associação Comercial de Uberaba (Aciu), Anderson Cadima; lideranças classistas e educacionais e empreendedores do segmento.   Veja Mais

David Buick, o pioneiro inventor de carros que morreu na pobreza

 David Buick, o pioneiro inventor de carros que morreu na pobreza

em - tecnologia Quando se fala em inventores, David Dunbar Buick precisa ser lembrado entre os melhores.Ele criou um sistema de irrigação de gramados, um dispositivo de descarga de vasos sanitários e um processo de esmaltar banheiras e pias de ferro fundido que é empregado até hoje.Mas a sua maior criação foi um veículo que se tornaria o modelo inicial de produção de um dos maiores fabricantes de carros do mundo, a General Motors. Mais de 50 milhões de veículos receberam o nome de Buick no último século.Mas, apesar de ter feito não apenas uma, mas duas fortunas, ele acabou virtualmente sem nada.A sua história levou um empresário e filantropo contemporâneo norte-americano a afirmar: "Ele tomou um gole da taça da grandeza e depois derramou o conteúdo restante."Mas como isso aconteceu? A história de Buick sugere que ele era um inventor brilhante, mas tinha pouco senso comercial.Buick mudou-se de Arbroath, na Escócia, para os Estados Unidos em 1856, quando ainda era criança. Ele viria a ser o cofundador de uma empresa de encanamentos.O empreendimento serviu para provar um dos seus estrondosos sucessos, enquanto ele desenvolvia o seu gênio inventivo.Mas Buick não ficou satisfeito. No final do século 19, ele havia encontrado outra obsessão - o motor a combustão interna.Ele vendeu a sua parte na empresa de encanamentos por impressionantes US$ 100 mil (equivalentes a US$ 3,3 milhões, ou cerca de R$ 18 milhões, em valores de hoje) e formou sua própria empresa automotiva.A Buick Auto Vim criaria o motor de válvulas suspensas - ainda utilizado atualmente - mas, até 1902, ele só havia produzido um carro e seu dinheiro havia acabado.Buick foi substituído por William Crapo Durant, que assumiu a empresa com sede em Detroit, nos Estados Unidos, e fundou a General Motors (GM), que, até pouco tempo atrás, era a maior fabricante de carros do mundo.A GM reconhece o legado de Buick e afirma que "a sua importância para a marca Buick e a General Motors nos dias atuais não pode ser menosprezada".Uma porta-voz da empresa afirmou: "Embora a história de David Buick por si só seja muito complicada, não há dúvida que, se não fosse por ele, o automóvel Buick não existiria".Buick foi retirado da companhia alguns anos depois com mais um pagamento de US$ 100 mil - que representa uma fração do que ele poderia ter recebido se mantivesse sua participação na empresa.Mas ele acabou por perder sua segunda fortuna com maus investimentos na exploração de petróleo na Califórnia e em terrenos na Flórida, nos Estados Unidos.Em 1924, com 69 anos de idade, Buick voltou para Detroit desempregado e virtualmente sem um tostão, sem poder ter nem um telefone em casa.Ele finalmente conseguiu encontrar um emprego como instrutor na Escola de Comércio de Detroit, mas a sua saúde estava se deteriorando. 'Velhinho curvado'"Enquanto a saúde se debilitava, ele conseguiu um emprego mais simples em um balcão de informações, onde era lembrado como um velhinho magro e curvado que examinava os visitantes com seus óculos pesados", afirma o jornalista aposentado Ian Lamb, residente em Arbroath. Lamb liderou uma campanha para a construção de uma estátua na cidade em homenagem a Buick.Em março de 1929, Buick morreu de pneumonia no Hospital Harper, em Detroit, após uma operação para remover um tumor do cólon. Ele tinha 74 anos de idade.Em uma entrevista pouco antes de ir para o hospital, Buick afirmou: "Não estou preocupado. O homem fracassado é aquele que permanece no chão quando cai, que se senta preocupado com o que aconteceu ontem, em vez de se levantar e planejar o que ele irá fazer hoje e amanhã.""O sucesso é isso: olhar para frente, para o amanhã. Não acuso ninguém de me enganar. Faz parte do jogo que perdi na empresa que fundei", disse ele.Em junho de 1994, uma placa comemorativa foi instalada nas paredes do antigo Salão Maçônico de Arbroath - a única construção que restou na rua onde Buick nasceu.Quando a placa foi inaugurada, Robert Coletta, alto diretor da General Motors, afirmou: "Buick foi um dos grande nomes da indústria automobilística norte-americana, presente em quase todo o século 20"."Certamente é apropriado homenagear esse homem, não apenas porque o seu nome identifica nossos automóveis, mas porque o seu gênio inventivo e árduo trabalho formaram o começo de uma história de sucesso sem paralelos na indústria automotiva que ainda está sendo escrita", afirmou ele.Desde então, a estrela de Buick vem se apagando e ele parece estar ameaçado de se tornar o filho esquecido de Arbroath.Dois anos atrás, o jornal The New York Times noticiou que o nome de Buick não seria mais gravado na traseira dos modelos norte-americanos. Na China (onde a maior parte dos modelos Buick é vendida atualmente), a placa com seu nome já desapareceu.E, apesar dos esforços de Ian Lamb e de outras pessoas, não há planos para inscrever o nome de Buick nos livros de história com uma estátua na sua cidade-natal. 'Avanços importantes'Tudo o que resta do legado de Buick em Arbroath é a placa comemorativa sobre uma parede oculta da visão da maior parte dos moradores locais.Ian Lamb afirma que uma estátua seria um tributo adequado ao pioneiro dos automóveis."David Buick foi responsável por avanços importantes no desenvolvimento dos veículos automotores. Esses avanços ainda são relevantes em todo mundo, até hoje. Mas quantas pessoas sabem que esse gênio inventivo nasceu aqui, em Arbroath?", questiona ele."Sim, nós temos uma placa que marca a última construção remanescente na rua onde ele nasceu, mas até a maioria das pessoas que moram na cidade teria dificuldade de localizá-la.""Buick merece ser lembrado", conclui Lamb.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Carros americanos e a futura missão de detectar motoristas bêbados

 Carros americanos e a futura missão de detectar motoristas bêbados

em - tecnologia Os carros nos Estados Unidos logo poderão recusar-se a andar se o motorista estiver embriagado, graças a sensores capazes de detectar o álcool no hálito ou pela pele. No entanto, as novas tecnologias são um desafio para os defensores da privacidade e das liberdades civis. O presidente Joe Biden assinou uma lei esta semana que forçará as montadoras a adicionar esses recursos nos próximos anos.Em um país onde dirigir embriagado mata mais de 10.000 pessoas a cada ano e onde a taxa de álcool permitida é, em média, mais alta do que em muitos outros países ocidentais, a nova legislação está gerando entusiasmo."Eu choro de alegria", comentou Alex Otte, presidente da MADD, uma ONG que vê esta lei como uma forma de salvar milhares de vidas."Este é o começo do fim do dirigir embriagado", frisou. Mas o texto da lei também levanta questões: o que acontecerá se o carro quebrar e se recusar a dar partida? Os veículos potencialmente se tornarão testemunhas contra seu proprietário em caso de ação judicial? As autoridades americanas têm três anos, potencialmente renováveis, para se pronunciar sobre essas questões. A tecnologia está quase pronta. Os pesquisadores desenvolveram sensores que sugam e testam a respiração do motorista.Também desenvolveram um scanner, integrado ao botão de partida do motor, que mede o nível de álcool nos vasos sanguíneos sob a pele dos dedos, por meio de luz infravermelha.Essas invenções foram desenvolvidas por meio da colaboração entre uma associação de fabricantes de automóveis para segurança no trânsito (ACTS) e as autoridades competentes.Sistemas anti-trapaça serão integrados para evitar que o carro dê partida se a taxa de álcool ultrapassar o limite legal de 0,08%, em vigor na maioria dos estados dos EUA, explicou Robert Strassburger, presidente da ACTS. "Todos emitimos dióxido de carbono quando expiramos (e o sistema) sabe como detectar se a amostra está vindo do motorista e não de outro lugar", declarou à AFP.Já o sensor de partida digital é conectado a um circuito entre o assento e o computador de bordo: "Se um passageiro aperta o botão, o circuito não funciona e a medição não é feita", explica Strassburger. Essas ferramentas são consideradas "passivas", ao contrário dos dispositivos existentes que requerem a ação de condutores, como soprar em um tubo antes de poderem circular. Este tipo de bafômetro no veículo é exigido em algumas jurisdições para condenações por dirigir embriagado.Alguns especialistas são a favor dessas tecnologias, desde que devidamente regulamentadas, mas outros apontam os perigos e possíveis abusos.Laura Perrotta, presidente da American Highway Users Alliance, acredita que esses sensores são excelentes, desde que funcionem corretamente."Imagine que alguém escova os dentes e não consegue ligar o carro ou o sistema não detecta que alguém bebeu demais", comenta."Isso pode ser um problema real".Para os defensores das liberdades individuais, a questão não é técnica, mas legal."É completamente inconstitucional que nossos carros nos controlem em nome do governo", protestou Albert Fox Cahn, fundador da ONG Surveillance Technology Oversight Project."Não é menos ilegal do que se o governo obrigasse as operadoras de telefonia a instalar microfones ocultos em todas as casas para garantir que ninguém cometesse crimes no futuro", acrescentou. Robert Strassburger argumenta que outras tecnologias que coletam informações em carros já são regulamentadas e a polícia precisa de um mandado para acessá-las. Mas a decisão final, segundo ele, vai depender "dos fabricantes ou dos legisladores". Veja Mais

TikTok: adolescente sequestrada é salva após usar gesto que viralizou na rede social

 TikTok: adolescente sequestrada é salva após usar gesto que viralizou na rede social

em - tecnologia Uma adolescente americana que estava desaparecida foi encontrada após fazer sinais com a mão que aprendeu no TikTok para pedir ajuda para desconhecidos. Na semana passada, seus pais haviam comunicado à polícia que ela desapareceu no Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Dois dias depois, ela foi vista em um carro no Kentucky — um motorista de outro carro reconheceu o sinal que a jovem fazia com a mão para pedir ajuda. Por que 'desafio da banana' no TikTok pode levar a deportações de sírios O motorista do outro carro então chamou a polícia. "Ele notou uma passageira no carro fazendo sinais com as mãos que são conhecidos na rede social TikTok como uma forma de pedir ajuda em caso de violência doméstica", diz a polícia local, em nota. O motorista afirmou à polícia que a adolescente parecia estar assustada e que o carro estava sendo dirigido por um homem mais velho. A polícia encontrou o carro em uma estrada interestadual e prendeu o motorista, James Herbert Brick, de 61 anos. A jovem de 16 anos disse à polícia que tinha sido sequestrada na Carolina do Norte e passado por quatro Estados diferentes. O sinal O gesto com a mão consiste em mostrar a palma da mão, dobra o dedão para dentro e depois fechar a mão, com os dedos cobrindo o dedão (veja a imagem acima), explica a Canadian Women's Foundation, entidade que ajuda mulheres em situação de violência doméstica. A perigosa moda no TikTok de tomar suplemento energético em pó Uma campanha que ensinava o gesto chamada "sinal de ajuda" viralizou no TikTok em 2020 no início da pandemia. A ideia era ajudar vítimas de violência doméstica — um problema que havia aumentado com os lockdowns — a pedirem socorro sem precisar falar. Vídeos ensinando a fazer o gesto também foram muito compartilhados no Reino Unido após o assassinato de Sarah Everard, que foi morta por um policial. Seu homicídio gerou um grande debate sobre a segurança das mulheres no país.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

WhatsApp não será mais compatível com versões antigas de celulares Android

 WhatsApp não será mais compatível com versões antigas de celulares Android

em - tecnologia O WhatsApp não terá compatibilidade com as versões antigas do sistema operacional de celulares Android. A empresa publicou uma mensagem informando que “a partir do dia 1º de novembro de 2021, o WhatsApp não será mais compatível com aparelhos Android com o sistema operacional 4.0.4 e versões anteriores”.  Para não ter o aplicativo removido do telefone é preciso atualizar o sistema operacional do celular ou transferir a conta para aparelhos que possuam compatibilidade com o WhatsApp. Dentro do próprio aplicativo é possível fazer o backup do histórico de mensagens.  Os sistemas Android 4.1 ou acima, iOS 10 e outros modelos com KaiOS 2.5.1 terão o aplicativo funcionando de forma normal.  Última atualizaçãoNa última quarta-feira (27/10), a empresa de Mark Zuckerberg anunciou que já está liberada a última atualização do aplicativo para o sistema iOS. O update de número 2.21.20.20 conta com cinco novos recursos para os usuários:  Atalho de ligação: o usuário poderá entrar em ligações de grupo que estão em andamento diretamente dos grupos do WhatsApp. Para isso, é preciso clicar no botão “Entrar” durante uma ligação;Personalizar conta: os balões de conversa, cores e papéis de parede poderão ser personalizados da forma que o usuário preferir;Pré-visualização de links: terá mais detalhes e imagens maiores;Compartilhamento de mídias: é possível silenciar um vídeo e confirmar o tamanho antes de compartilhá-lo;Pesquisa de figurinhas: está disponibilizada a pesquisa de figurinhas e inclusão de figurinhas nos arquivos de mídia dos usuários e atualizações de status.   *Estagiária sob supervisão do editor Álvaro Duarte Veja Mais

Imagem de 'sexo explosivo' vence concurso de fotos de vida selvagem

 Imagem de 'sexo explosivo' vence concurso de fotos de vida selvagem

em - tecnologia Parece uma explosão subaquática. Vários peixes (Epinephelus polyphekadion) correm para liberar seus espermatozoides enquanto uma fêmea solta uma explosão de óvulos.Esta imagem tirada no Atol de Fakarava, no Pacífico, rendeu ao francês Laurent Ballesta o título de Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano (WPY, na sigla em inglês). O presidente do júri, Roz Kidman Cox, disse que foi uma façanha técnica. As intrigantes imagens microscópicas de concurso internacional Fotos da vida selvagem: este é o mosquito mais bonito do mundo? "É em parte o cenário, (a imagem foi) tirada durante a lua cheia, mas também a escolha do momento, saber quando tirar a foto."A desova anual de Epinephelus polyphekadion acontece em julho. É conhecida por reunir até 20 mil peixes, junto com muitos tubarões de recife em busca de uma refeição.A pesca excessiva ameaça os exemplares desta espécie, mas esta imagem foi capturada em uma reserva que oferece a eles alguma proteção. "Passamos cinco anos neste lugar, foram 3 mil horas de mergulho, para obter este momento em particular", conta Laurent."Sou atraído por esta imagem por causa da forma da nuvem de óvulos: parece um ponto de interrogação de cabeça para baixo. É uma pergunta sobre o futuro desses óvulos porque apenas um em um milhão irá (sobreviver para) se tornar um adulto, mas talvez seja mais simbólica, a respeito do futuro da natureza. É uma questão muito importante sobre o futuro da natureza. "Além de levar o prêmio principal do WPY, o fotógrafo francês também foi o vencedor na categoria Subaquática da competição. Vidyun R Hebbar, de dez anos, da Índia, é o Fotógrafo Júnior de Vida Selvagem do Ano por esta foto de uma aranha (Cyrtophora citricola) em sua teia. A imagem é chamada Dome Home.O borrão verde e amarelo ao fundo pertence a um tuk-tuk, aquele táxi de três rodas."O foco é precisamente nítido", diz Roz Kidman Cox à BBC News. "Você consegue realmente ver as pequenas presas se ampliar a imagem. Eu amo a maneira como foi emoldurada e como você consegue ver toda a textura da teia, sua estrutura entrelaçada."Vidyun, por sua vez, lembrou: "Foi um desafio focar a aranha porque a teia tremia toda vez que um veículo passava."Lançado em 1964, o WPY é organizado pelo Museu de História Natural de Londres, no Reino Unido. O concurso atrai dezenas de milhares de inscrições a cada ano. A seguir, confira alguns dos vencedores de categorias individuais.'Elephant in the room', de Adam Oswell, Austrália Adam Oswell ganhou o prêmio de Fotojornalismo por esta foto, que mostra visitantes de um zoológico na Tailândia observando um jovem elefante se apresentar embaixo d'água. O turismo com elefantes aumentou em toda a Ásia. Na Tailândia, agora há mais elefantes em cativeiro do que na natureza.'The healing touch, from Community care', de Brent Stirton, África do Sul Brent Stirton foi agraciado com o prêmio de Fotojornalista de História. Sua sequência de imagens traça o perfil de um centro de reabilitação que cuida de chimpanzés que ficaram órfãos por causa do comércio de carne de animais selvagens na África. A diretora do centro é vista apresentando um chimpanzé recém-resgatado a outros sob seus cuidados.'Head to head', de Stefano Unterthiner, Itália O WPY sempre tem ótimas fotos de neve, e esta venceu na categoria Comportamento: Mamíferos. Stefano Unterthiner assistiu a duas renas de Svalbard, no ártico norueguês, brigando pelo controle de um harém. Como espectador, Stefano disse que se sentiu imerso "no cheiro, no barulho, no cansaço e na dor".'Reflection', de Majed Ali, Kuwait Majed Ali caminhou por quatro horas para encontrar Kibande, um gorila da montanha de quase 40 anos no Parque Nacional Impenetrável de Bwindi, no sudoeste de Uganda. "Quanto mais subíamos, mais quente e úmido ficava", lembra Majed. Esta foto, que mostra Kibande enquanto uma chuva refrescante começa a cair, venceu na categoria Retratos de Animais.'Road to ruin', de Javier Lafuente, Espanha A foto de Javier Lafuente mostra a linha reta de uma estrada cortando as curvas de uma paisagem pantanosa que abriga mais de uma centena de espécies de pássaros, com águias-pesqueiras e abelharucos entre muitos visitantes migratórios. A estrada, construída na década de 1980 para dar acesso a uma praia, divide o pântano em dois. A imagem venceu na categoria Pântanos: Panorama Geral.'Spinning the cradle', de Gil Wizen, Israel/Canadá Gil Wizen é entomologista e fotógrafo especializado. Esta aranha dolomedes está produzindo seda por meio de suas fiandeiras para tecer seu saco de ovos. Estas aranhas são comuns em pântanos e florestas temperadas do leste da América do Norte. A imagem foi vencedora na categoria Comportamento: Invertebrados.A exposição anual Wildlife Photographer of the Year do Museu de História Natural de Londres será aberta nesta sexta-feira (15/10).A mostra vai rodar o Reino Unido na sequência e também será exibida internacionalmente em países como Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Alemanha, Estados Unidos, entre outros.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Saiba como era a comunicação na internet antes das redes sociais

 Saiba como era a comunicação na internet antes das redes sociais

em - tecnologia Na segunda-feira (4/10) o Instagram, Facebook e WhatsApp ficaram por mais de seis horas fora do ar, interrompendo a comunicação de milhares de pessoas ao redor do mundo. Pensando nisso, fizemos este vídeo #PRAENTENDER como as pessoas se comunicavam na internet antes das redes sociais e qual a história delas no Brasil.Para mais vídeos como este, clique aqui. Em 1972, o BBS (bulletin board system) possibilitou uma conexão entre um computador e uma central, semelhante a um provedor de internet. Com a novidade, tornou-se possível enviar e receber softwares e dados, ler notícias e trocar mensagens com outros usuários. Os BBS funcionavam por telefone e, para garantir a qualidade da conexão, eram usados geralmente entre moradores de uma mesma cidade. Entenda o que disse o relatório da ONU sobre mudança climática A primeira rede socialA precursora dos serviços atuais surgiu só em 1997, fora do Brasil, e se chamava SixDegrees. Nela, os usuários podiam criar uma página de perfil e adicionar amigos. E desde o começo o modelo já mostrava seu potencial. Foram 3,5 milhões de usuários no auge do SixDegrees, que saiu do ar em 2001.Em 2000, cerca de 100 milhões de pessoas já usavam internet diariamente no Brasil. Além de fazer pesquisas e baixar músicas, estavam nas plataformas sociais. Muitas redes sociais acabaram surgindo nesse momento para poder juntar essas pessoas ávidas por se comunicarem. O Myspace foi criado, mas com um diferencial: a possibilidade de publicar músicas nos perfis. Com isso, a plataforma se tornou uma ótima forma de divulgação de novos artistas, e ainda permitia ao fã se conectar com os ídolos.COVID-19: o que dizem pesquisas sobre vacinação de crianças e adolescentesOrkutEntre ICQ, MSN, Fotolog e MySpace, nenhuma rede social foi tão popular entre os brasileiros como o Orkut. A estimativa é que mais de 1 bilhão de mensagens foram trocadas no Orkut, em 120 milhões de tópicos de discussão que fizeram parte de pelo menos 51 milhões de comunidades, somente no Brasil.Comunidades, como “Eu odeio acordar cedo” e “Tocava a campainha e corria” eram tão populares que fizeram a empresa transferir a operação do serviço da Califórnia para o Brasil, onde foi operada pela Google.Vídeo: afinal, qual a relação entre armas e segurança pública?Apagão no WhatsAppO Facebook anunciou que o problema mundial em suas redes sociais ocorreu devido a um defeito durante alteração em suas configurações. A plataforma informou também que não teria havido um ataque hacker nem vazamento de dados de usuários.Já o prejuízo da pane atingiu o próprio Mark Zuckerberg, que perdeu US$ 6 bilhões nas horas de instabilidade. O criador da plataforma caiu no ranking de bilionários da Bloomberg, que classifica, diariamente, as 500 pessoas mais ricas do mundo. Veja Mais

WhatsApp, Facebook e Instagram: pane expõe dependência mundial das redes de Zuckerberg

 WhatsApp, Facebook e Instagram: pane expõe dependência mundial das redes de Zuckerberg

em - tecnologia Em um relatório de julho, o Facebook divulgou que mais de 2,7 bilhões de pessoas usam alguma das redes sociais da empresa diariamente, em todo o mundo. É um número que ajuda a entender a dimensão da pane que afetou o Facebook, o Facebook Messenger, o Instagram e o WhatsApp nesta segunda-feira (04/10) em diversos países. Após cerca de seis horas de falhas, as redes sociais pertencentes a Mark Zuckerberg já estavam voltando ao normalno Brasil durante a noite.O Facebook pediu desculpas através do Twitter: "À enorme comunidade de pessoas e negócios ao redor do mundo que dependem de nós: pedimos desculpas. Temos trabalhado duro para restabelecer o acesso aos nossos aplicativos e serviços, e estamos felizes em comunicar que eles estão voltando agora."Em nota, o Facebook disse que a causa principal da interrupção do funcionamento foi uma "alteração de configuração incorreta" e afirmou não ter "evidências de que os dados do usuário tenham sido comprometidos como resultado desse tempo de inatividade"."Nossas equipes de engenharia detectaram que as alterações de configuração nos roteadores de backbone que coordenam o tráfego de rede entre nossos data centers causaram problemas que interromperam essa comunicação. Essa interrupção no tráfego de rede teve um efeito cascata na maneira como nossos data centers se comunicam, interrompendo nossos serviços", disse a empresa.A última vez que o Facebook teve uma interrupção dessa magnitude foi em 2019.Muito além da impossibilidade de trocar mensagens com pessoas queridas ou curtir fotos e vídeos nas redes sociais, a pane desta segunda-feira mostrou que as plataformas do Facebook têm um papel mais profundo no próprio funcionamento da internet, segundo Thoran Rodrigues, engenheiro de computação, mestre em informática e diretor da BigDataCorp, empresa especializada na gestão de dados digitais. "A rede como um todo acaba sendo impactada, o que faz a gente perceber como essas empresas estão espalhadas (neste sistema)", explica. "Primeiro, o Facebook tem uma série de serviços que outras empresas, sites e aplicativos usam: desde serviços de login, que permitem o acesso com uma conta do Facebook ou o envio de códigos de confirmação por WhatsApp; e também ferramentas de analytics (métricas sobre a audiência). Quando você tem um problema generalizado como o desta segunda-feira, esses serviços também param de funcionar."Além dos serviços de login e ferramentas analíticas, o Facebook tem investido também no ramo de vendas online, como com a plataforma Marketplace; e de pagamentos, inaugurando no Brasil sua ferramenta WhatsApp Pay, que permite transações dentro do aplicativo. Há cerca de uma década, a empresa já tem um mercado consolidado na publicidade — frentes que mostram a ramificação da companhia na internet. "Segundo, com a falha no Facebook, as pessoas vão buscar massivamente alternativas, então você começa a ver picos de utilização em outros serviços", aponta Rodrigues como mais um impacto da pane para toda a rede. - Leia: Pane dá prejuízo bilionário a Zuckerberg, que perde posição entre os mais ricos O Downdetector, que monitora a instabilidade e interrupção de outros sites, registrou nesta segunda-feira um marco de 14 milhões relatos de erro, um dos maiores de sua história. Além do Facebook, Facebook Messenger, Instagram e WhatsApp, plataformas de outras empresas também registraram problemas, em menor escala — como o TikTok e o Twitter, que publicou em sua conta: "Às vezes, tem mais gente usando o Twitter do q o normal. Nos preparamos p/ esses momentos, mas hoje as coisas não ocorreram exatamente conforme o previsto p/ situações assim. Por isso, vcs podem ter tido problemas p/ visualizar respostas ou DMs. Já está resolvido! Nos desculpem."Ação nos EUA por 'monopólio ilegal'Lado-a-lado com a diversificação dos negócios, é evidente que a função original de rede social ainda é extremamente relevante para o Facebook e suas marcas. Segundo dados da empresa de métricas App Annie, os quatro aplicativos mais baixados na última década — de 2010 a 2019 — eram do Facebook: Facebook (1º lugar), Facebook Messenger (2º), WhatsApp (3º) e Instagram (4º). Em 2020, o quadro mudou com a aparição do TikTok em primeiro lugar naquele ano, mas mesmo assim as quatro redes sociais do Facebook aparecem entre as seis primeiras posições. Para a Federal Trade Commission dos Estados Unidos (Comissão Federal de Comércio, FTC na sigla em inglês), ao longo dos anos o Facebook construiu um monopólio no ramo das redes sociais através de condutas "anticompetitivas". Por isso, a FTC e procuradores de 45 Estados americanos abriram em dezembro de 2020 uma ação judicial contra o Facebook, ainda em curso, que pede o desmembramento da companhia, entre outras medidas. Para os autores da ação, o Facebook cresceu no mercado com uma estratégia de "comprar ou matar" os rivais, prejudicando competidores e usuários — que, no caminho, teriam perdido controle de seus dados em prol da receita da empresa com publicidade. A empresa defendeu em uma nota que a ação judicial "ignora a realidade da dinâmica e intensamente competitiva indústria da alta tecnologia na qual o Facebook opera". O Facebook comprou o Instagram por US$ 1 bilhão em 2012 e o WhatsApp por US$ 19 bilhões em 2014 — aquisições que, segundo o FTC, foram feitas com o objetivo de "eliminar ameaças ao monopólio" da empresa. Outras gigantes da tecnologia, como o Google, a Amazon e a Apple, também estão enfrentando cobranças parecidas ao redor do mundo, não só na Justiça mas também no Legislativo e em outros órgãos. A Comissão Europeia, por exemplo, está investigando se a Apple e o Facebook violaram regras antitruste da União Europeia. Diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS), Carlos Affonso Souza explica que estes debates têm a ver com uma fase da era digital. "A gente vive um momento na internet da plataformização, em que as grandes inovações acabam sendo adquiridas por grandes empresas. Dito de outra forma, o sonho de uma start-up de sucesso hoje virou ser adquirida por uma grande empresa — quando, no final das contas, poderia ser que ela se tornasse uma grande empresa do futuro", afirma Souza, também professor de direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Embora os impactos destes conglomerados digitais para os internautas ainda estejam em discussão, Souza diz que esta segunda-feira pode ficar como ensinamento para aqueles que navegam na internet — ou nas redes sociais?"O brasileiro se acostumou a ver o Facebook, o WhatsApp e o Instagram como se fosse uma espécie de 'cesta básica' do acesso à internet", afirma Souza, apontando que a experiência dos internautas hoje está muito restrita às redes sociais. "Acabamos usando esses três aplicativos de uma mesma empresa e de uma forma que a integração entre eles oferece muito conforto. Quando esses três aplicativos saem do ar, subitamente muitas pessoas não sabiam o que fazer. Esse é um ponto muito preocupante — diz muito sobre a empresa Facebook, mas também sobre a maneira pela qual nós nos acostumamos a confundir rede social com internet". "No final das contas, a gente teve um dia em que a mensagem para todo mundo que usa internet foi: você precisa ter um plano B. Você não pode depender de aplicações que são administradas pela mesma empresa", recomenda o diretor do ITS. Clique para assinar o canal da BBC News Brasil no YouTube Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

WhatsApp, Facebook e Instagram voltam a funcionar após quase 6h fora do ar

 WhatsApp, Facebook e Instagram voltam a funcionar após quase 6h fora do ar

em - tecnologia Agora, é oficial: após quase 6h de interrupção dos serviços, o WhatsApp, Instagram e Facebook, finalmente, voltaram a funcionar. O retorno gradual foi anunciado por volta de 20h15 no Twitter pelos aplicativos - todos eles pertencem ao fundador do Facebook, Mark Zuckerberg."Para a enorme comunidade de pessoas e empresas ao redor do mundo que dependem de nós: sentimos muito. Temos trabalhado muito para restaurar o acesso aos nossos aplicativos e serviços e estamos felizes em informar que eles estão voltando a ficar online agora. Obrigado por segurar a barra conosco", tuitou o Facebook. O comunicado não menciona a causa da avaria, mas informações divulgadas pela imprensa americana sugerem que ela foi grave. Segundo um memorando interno obtido pelo jornal "The New York Times", um grupo de funcionários do Facebook foi enviado nesta segunda-feira (4/10) ao centro de dados da empresa, em Santa Clara, na Califórnia, para tentar uma “reinicialização manual” dos servidores. Ainda segundo o veículo, a pane chegou a impedir a entrada de funcionários no prédio do Facebook, já que os dispositivos onde os colaboradores passam os crachas para acessar o local pararam de funcionar."Acabei de falar ao telefone com alguém que trabalha para a FB que descreveu que funcionários não conseguiram entrar nos prédios esta manhã, para começar a avaliar a extensão da interrupção, pois seus crachás não funcionavam para acessar as portas", escreveu a jornalista Sheera Frenkel, do "The New York Times", no Twitter.  Veja Mais

Comércio on-line tem prejuízo com o 'apagão' das redes sociais

 Comércio on-line tem prejuízo com o 'apagão' das redes sociais

em - tecnologia A semana começou complicada no mundo digital. Logo no início da tarde desta segunda-feira (4/10), algumas das maiores redes sociais do mundo, Facebook, Instagram e WhatsApp, apresentaram instabilidade de conexão e logo ficaram completamente fora do ar. Além da comunicação, o problema gerou perda de venda para lojistas que trabalham nessas plataformas. Para Aloisio Correa, especialista em tecnologia da informação e diretor superintendente da Galgo Sistemas de Informações S.A., o impacto da falha nas redes sociais é incomensurável. Segundo ele, o problema gera impactos diferentes para cada uma das plataformas. "No Facebook e no Instagram, que são mais redes sociais, têm um impacto grande para quem é anunciante. Essas redes ganham muito dinheiro com a venda de anúncios. Imagina um anunciante que tem uma campanha publicitária e está fazendo o lançamento de um produto e se baseou nessas redes para isso? Para eles, isso é uma perda gigantesca". LEIA TAMBÉM: Veja quais sites apresentaram instabilidade nesta segunda-feira (4/10) O especialista acredita que essa falha pode acarretar inclusive problemas jurídicos. "Isso trás um problema gigantesco, na perspectiva da rede social, muito pelo lado do anunciante. O Facebook e o Instagram deixam de ganhar receita, mas eles não vão ficar mais pobres por causa disso. Já para uma empresa que está lançando um produto, uma moda, um sapato, um carro, isso é um prejuízo gigantesco".De acordo com Correa, no WhatsApp os prejuízos atingem grandes e pequenos negócios."O Whatsapp, hoje, virou uma ferramenta de uso para todos nós, do nosso dia-a-dia. Além da comunicação entre os amigos e familiares, ele é uma ferramenta de negócios. Muitas empresas e serviços se baseiam nele para fazer suas vendas. Seja uma pequena quitanda, uma loja de comida, serviços". Ele ressalta outro problema, a falta de um contrato de prestação de serviços entre o aplicativo e os usuários. "Diferente das redes (Facebook e Instagram) em que o anunciante tem um contrato, no WhatsApp somos todos nós, cidadãos-comuns, pequenos comerciantes que não temos contrato com o Facebook, WhatsApp e ficam no prejuízo mesmo".Um dos comerciantes que viu o prejuízo de perto é Luis Fernando Soares, de 21 anos. Ele é dono da loja Joe Bordados e tem duas unidades no Centro de Belo Horizonte, mas afirma que 70% dos pedidos são através das redes sociais. "Nossa loja tem a maior parte dos clientes que vêm do Instagram. Eles são direcionados de lá para o WhatsApp, mas como os dois são ligados, não veio nenhum". Segundo ele, hoje foram feitos menos da metade dos orçamentos que costumam realizar por dia."Vendemos bonés personalizados, são cerca de 20 orçamentos por dia e fechamos uns 10. Hoje só fizemos cinco orçamentos, mas quando deu 12h, o WhatsApp parou e não progredimos. Ou seja, não deu para vender nada", diz Luis.'Apocalipse' digitalO nome assustador foi usado algumas vezes por usuários do Twitter, que narraram todo o acontecimento desta segunda. No início da tarde, usuários dos serviços em diferentes partes do mundo relataram a falha no Facebook, Instagram e WhatsApp. Depois do problemas com as três redes sociais, o aplicativo de mensagens Telegram também apresentou instabilidade, que foi relatada pelos usuários ao site Downdetector, que mostra informações em tempo real sobre o status de vários sites e serviços.Como se essas quedas não fossem um caos suficiente para os internautas, alguns sites de bancos, de reuniões e aulas on-line, o aplicativo Tik Tok e, até mesmo, o Twitter começaram a apresentar erros de conexão. Nos Estados Unidos, cinco redes de celulares estão fora do ar e segundo o Downdetector, as queixas começaram entre 12h e 12h30. Quatro horas após o início da queda, a operadora americana T-Mobile já acumula 16,2 mil queixas. Alternativas para o problemaSegundo o especialista, a alternativa dos comerciantes sem conexão seria buscar os concorrentes dessas plataformas. No caso do WhatsApp, seria o Telegram, que também enfrentou problemas de instabilidade. Entretanto, Aloisio Correa acredita que isso se deve ao grande fluxo de pessoas que migraram para a ferramenta. "Provavelmente, ele também deve estar enfrentando dificuldade porque milhões de pessoas correm para a ferramenta. E, se você tem uma tecnologia dimensionada para uma certa demanda e ela explode, não há capacidade de atender. É o que está acontecendo com o Telegram nessa hora, ele não está conseguindo atender a tantos usuários", diz Correa."No caso do Instagram, por exemplo, que tem recursos de vídeos, a pessoa acaba correndo para o concorrente, como o Tik Tok. Mas tem o problema do anunciante. Ele está pagando para colocar o anúncio no stream do Instagram e ele não está funcionando", completa. Ele ressalta que a falha é um problema global. "É um problema sério, é global e não localizado. São bilhões de pessoas afetadas". E aponta ainda a falta de informações consistentes para os anunciantes e usuários. "Os comunicados não dizem nada. A medida de uma empresa de serviços como essa deveria ser oposta. Dizer que estão passando por dificuldades tecnológicas, se identificaram ou não o problema, estimativa de restabelecimento de tanto tempo". Canais de vendas mais usados na pandemia O especialista lembra também que, com a pandemia, WhatsApp e Instagram passaram a ser mais usados como canais de vendas. "Você quer comprar um produto ou contratar um serviço e usa essas redes como canais de compras. A pandemia reforçou isso, com todo mundo em casa o mundo digital explodiu. Isso é um prejuízo de bilhões de dólares, que é até difícil estimar. Não tem nem métrica para estimar quanto se perde com os três (WhatsApp, Facebook e Instagram) fora do ar, por mais de cinco horas".No Brasil, o comércio eletrônico bateu recorde de vendas no primeiro semestre de 2021 e atingiu R$ 53,4 bilhões em faturamento. O resultado aponta um crescimento de 31% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo números da 44ª edição do Webshoppers, relatório elaborado pela Ebit Nielsen e realizado em parceria com o Bexs Banco. Diante do quadro de indefinição sobre a normalização das plataformas, Correa acredita que tanto o consumidor quanto o empresário vão buscar outras alternativas. "Eles vão para o Telegram ou passarão a anunciar dentro do Twitter ou do Tik Tok. O anunciante vai buscar alternativas porque parado ele não pode ficar. O consumidor também, ou vai voltar para a internet, procurar os serviços que está acostumado nos sites. Aí também é a oportunidade de quem está querendo entrar na concorrência, mostrar o seu valor".Ele afirma, ainda, que a demora na solução ou se as causas para o problema não forem bem explicadas, pode haver uma resistência para a retomada. "Se as pessoas perceberem que essa desculpa está meio nebulosa, isso pode criar um movimento de migração para outras soluções", finaliza.*Estagiárias sob supervisão do editor Álvaro Duarte Veja Mais

WhatsApp, Facebook e Instagram: o que se sabe sobre pane global das redes de Mark Zuckerberg

 WhatsApp, Facebook e Instagram: o que se sabe sobre pane global das redes de Mark Zuckerberg

em - tecnologia Usuários do mundo inteiro relataram problemas e instabilidade no uso de WhatsApp, Facebook e Instagram, redes sociais sob comando do Facebook, de Mark Zuckerberg.Segundo a agência France Presse, o impacto potencial é sobre dezenas de milhares de usuários.No Brasil, o site Downdetector, que monitora instabilidade em serviços online, identificou grandes picos de relatos de usuários enfrentando problemas nas três redes sociais, e havia indicativos de "interrupção generalizada" ao menos no Facebook por volta das 13h30 (horário de Brasilia).Os mesmos problemas foram identificados pelo Downdetector em outras grandes regiões metropolitanas globais, como Washington e Paris, informa a France Presse.Em notas enviadas à BBC News Brasil, o Instagram, o WhatsApp e o Facebook informaram: "estamos cientes de que as pessoas estão tendo dificuldades para acessar nossos aplicativos e produtos. Estamos trabalhando para que tudo volte ao normal o quanto antes".Em sua conta internacional no Twitter, o WhatsApp emitiu comunicado parecido.Na página do Facebook consta uma falha de Domain Name System (DNS) - o DNS é o servidor que direciona os usuários aos destinos durante a navegação.O DNS costuma ser comparado com uma lista telefone ou um caderno de endereços da internet, levando os navegadores ao sistema do site que está sendo buscado. Uma pane semelhante de DNS afetou a empresa de armazenamento na nuvem Akamai em julho, afetando múltiplos serviços. Outras falhas semelhantes aconteceram neste ano em outros produtos.E uma das vezes, a pane foi causada por um único cliente de um serviço muito usado que mudou suas configurações, dando início a um problema de software que afetou um grande número de páginas. É raro que esse tipo de problema afete gigantes da tecnologia como o Facebook e permaneça sem solução por muito tempo. Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Amazon apresenta robô de 'ficção científica' para atuar com vigilância

 Amazon apresenta robô de 'ficção científica' para atuar com vigilância

em - tecnologia A Amazon apresentou nesta terça-feira (28/9) um robô equipado com microfones e câmeras que os usuários podem utilizar para monitorar a segurança de suas casas, um dispositivo que transforma "ficção científica em realidade", nas palavras de um dos responsáveis pelo projeto.A empresa tecnológica saudou o robô batizado de "Astro" como uma grande inovação para a segurança e conveniência de seus usuários, mas especialistas em tecnologia alertam que ele pode oferecer riscos para a privacidade.Astro é um dispositivo de aproximadamente 60 centímetros de altura e nove quilos de peso. Ele pode mapear a planta de uma casa e obedecer a comandos específicos, como "olhar" mais de perto para um determinado lugar com auxílio de uma câmera telescópica."Agora, quando você não estiver em casa, você pode usá-lo para patrulhar de forma proativa a sua residência e averiguar atividades", afirmou o executivo da Amazon, Dave Limp, em um vídeo sobre o lançamento do produto.Além disso, o dispositivo, que também funciona integrado à assistente virtual Alexa, pode ser ensinado a reconhecer rostos e a aprender os hábitos dos moradores da casa.Um dilema de privacidade digital?A Amazon afirma que Astro também pode ser útil para ajudar a verificar remotamente familiares mais idosos, como uma espécie de babá eletrônica, e lembrar os usuários de realizar certas atividades de rotina."Ele está transformando a ficção científica em realidade", afirmou Suri Maddhula, que participou do desenvolvimento do robô, no vídeo de apresentação.Por outro lado, Matthew Guariglia, analista de políticas de grupo Electronic Frontier Foundation, uma organização sem fins lucrativos de defesa dos direitos de liberdade de expressão e privacidade no contexto da era digital, manifestou preocupação com o risco potencial que o dispositivo representa. Segundo Guariglia, o dispositivo pode permitir que hackers vejam o interior da casa de um usuário se for invadido. Além disso, a própria polícia pode requerer acesso ao mesmo através de um mandado de busca."Existem alguns cenários em que [Astro] pode ser útil, assim como existem cenários em que uma câmera de vigilância em sua casa também pode ser útil", disse o analista à AFP."Contudo, o problema é que você precisa saber que [o dispositivo] traz consigo um problema de vulnerabilidade", acrescentou.Para evitar esse problema, Limp, que é vice-presidente sênior para dispositivos e serviços da Amazon, afirmou em uma conferência de imprensa que Astro possui recursos integrados para proteção contra abusos.Segundo o executivo, os usuários podem desligar as câmeras e microfones de Astro, e o dispositivo também emite um alerta sonoro e visual em seu display quando alguém tenta acessar as câmeras de maneira remota."Se alguém 'hackear' sua conta ou algo do tipo, e esse alguém pode ser um criminoso obviamente, queremos que qualquer pessoa que estiver em casa saiba o que está acontecendo", afirmou.Limp também destacou que a Amazon não tem acesso remoto às câmeras de seus dispositivos e, portanto, "jamais permitiria que um departamento de polícia tivesse acesso ao dispositivo". Veja Mais

Google, 23 anos: 10 coisas que você talvez não saiba sobre o buscador

 Google, 23 anos: 10 coisas que você talvez não saiba sobre o buscador

em - tecnologia Ao completar 23 anos de existência em 2021, o buscador da gigante de tecnologia Google — seu principal serviço — processa, em média, mais de 63 mil buscas por segundo em mais de 150 línguas, de acordo com o site Search Engine Land. Estima-se que 9 em cada 10 buscas feitas na internet sejam feitas por meio do Google.No processo de tornar-se o principal buscador do planeta, ele também se consolidou como um modelo de negócios, um coletor de informações pessoais e uma plataforma de anúncios, que detém em torno de 30% do mercado de publicidade online.Cada vez em que você faz uma busca, o Google descobre um pouco mais sobre as suas preferências e hábitos — mas quanto você sabe sobre o Google?Eis alguns fatos que podem te surpreender:1. O nome O nome Google nada mais é do que a escrita incorreta do termo matemático "googol" — o número 1 seguindo de 100 zeros.Há muitas histórias não confirmadas sobre como, nos primeiros dias da empresa, um engenheiro ou um estudante teriam soletrado a palavra incorretamente.O erro acabou sendo muito usado e se tornou o nome da nova ferramenta.2. 'Massagem nas costas' Os cofundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, chamavam o buscador originalmente de Backrub, a palavra em inglês para "massagem nas costas".Mas isso não tinha nada a ver com a massagem real. Era uma referência ao sistema de encontrar e ranquear páginas com base nos links que outros sites faziam para elas.3. Brincadeiras Os engenheiros e designers do Google gostam de programar pegadinhas em algumas buscas.Digite, por exemplo, a palavra em inglês askew, que significa torto ou inclinado.Ou digite o nome do jogador Pelé e veja o que acontece lá embaixo com os links das próximas páginas de resultados. Notou algo diferente na página?4. Bodes para cortar grama O Google diz que uma das iniciativas mais "sustentáveis" que apoia é trocar cortadores de grama por bodes.Os gramados do Googleplex, a sede da empresa em Mountain View, na Califórnia, precisam ser aparados regularmente. Por isso, volta e meia é possível ver um grupo de cerca de 200 bodes se alimentando no complexo.5. Um negócio em crescimento Além do Gmail, do Google Maps, do Google Drive, do Google Chrome e outros, o Google vem adquirindo, em média, uma companhia por semana desde 2010.Você pode não saber, mas empresas como Android, YouTube, Waze e AdSense são propriedade do Google, assim como dezenas de outras.O YouTube, aliás, foi adquirido em 2006 por cerca de US$ 1,65 bilhão (R$ 9 bilhões nos valores de hoje). Atualmente, a plataforma de vídeos fatura cerca de US$ 20 bilhões (R$ 107 bilhões) por ano.6. O Doodle O primeiro Google Doodle foi criado para ser uma resposta automática para um e-mail de "fora do trabalho" no dia 30 de agosto de 1998. Nele, o boneco símbolo do festival de contracultura americano Burning Man, aparecia atrás do segundo "o" no logo da empresa.Page e Brin foram para o festival, no Estado americano de Nevada, e queriam avisar os usuários do serviço que eles não estariam disponíveis para resolver problemas técnicos.Desde então, os Doodles se tornaram cada vez mais sofisticados — alguns são até jogos — e se tornaram uma tradição do buscador. Eles celebram dias significativos ou personalidades de diversos países com ilustrações especialmente encomendadas.Entre os doodles mais memoráveis, estão o da descoberta de água na Lua e o do aniversário de 70 anos de John Lennon — o primeiro doodle em vídeo de todos os tempos.A empresa criou até uma página especial onde ficam armazenados todos os doodles antigos.7. Uma oportunidade perdidaEm 1999, Page e Brin tentaram vender o Google por apenas US$ 1 milhão, mas não houve compradores interessados. Mesmo quando eles reduziram o preço. Agora, a empresa que controla o buscador do Google e outros produtos da empresa ultrapassou a marca de US$ 1 trilhão (R$ 5,3 trilhões) em valor de mercado, de acordo com a revista Forbes. A marca Google, segundo a publicação, é a segunda mais valiosa do mundo (US$ 207,5 bilhões, ou R$ 1,1 bilhão). Page e Brin estão entre as 10 pessoas mais ricas do mundo, com fortunas estimadas pela Forbes em US$ 91,5 bilhões (R$ 488 bilhões) e US$ 89 bilhões (R$ 475 bilhões) respectivamente.A plataforma de buscas opera em todo o mundo em mais de 150 idiomas, respondendo a trilhões de consultas de pesquisa por ano.8. Lema e acusações "Não seja mau" é um dos lemas originais — e o mais famoso — da empresa.Se eles se mantêm fiéis a este lema, é algo que divide opiniões de pesquisadores, críticos e usuários.Autoridades ao redor do mundo, incluindo Europa, EUA e China, tentam há anos limitar o poder das grandes empresas de tecnologia, que se tornaram dominantes na era do capitalismo da internet.Entre as críticas a essas companhias, estão acusações de prática de monopólio, tratamento desfavorável aos produtos da concorrência em suas plataformas, uso abusivo de dados de clientes e aquisição de todas as pequenas empresas com potencial de ameaçar sua hegemonia. O Google nega as acusações.É possível que no futuro grandes empresas como Facebook, Google, Amazon, Apple e Microsoft se vejam obrigadas a dividir seus negócios e a reduzir seu tamanho para cumprir as leis antitruste ao redor do mundo.9. Comida importa — e muito De acordo com a revista Forbes, o cofundador da empresa, Sergey Brin, decidiu logo no início que nenhum escritório do Google deveria ficar a mais de 60 metros de distância de algum tipo de comida.Diz-se que, nos primeiros dias do Google, o lanche favorito dos funcionários eram os Swedish Fish ou "peixinhos suecos", balas de goma em formato de peixe.Hoje em dia, os "googlers", como se chamam os funcionários da empresa, têm acesso a refrigeradores e cozinhas gourmet com lanches e bebidas de diversos tipos. 10. O melhor amigo No Google, os funcionários, incluindo os "nooglers" (novatos na empresa) podem levar seus cachorros para o trabalho.Na condição, é claro, de que eles sejam treinados para estar nos escritórios — e não façam suas necessidades dentro dos prédios, por exemplo.Mais curiosidades O índice de busca do Google é, hoje, cerca de 100 vezes maior do que era em 1999. E é atualizado 10 mil vezes mais rápido do que na época.Uma única pesquisa realizada no buscador utiliza a mesma capacidade de processamento que foi necessária para enviar os astronautas da Apollo 11 para a Lua.E 15% das buscas feitas diariamente nunca foram realizadas antes.Os fundadores da empresa também gostam muito dos brinquedos de plástico Lego. Tanto que o primeiro servidor do Google — um conjunto de 10 drives — foi colocado dentro de uma unidade feita de Lego.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

App facilita comunicação de pais divorciados que buscam mínimo de contato

 App facilita comunicação de pais divorciados que buscam mínimo de contato

em - tecnologia Um divórcio com filhos é sempre desgastante. A comunicação entre o ex-casal costuma se tornar potencializador de conflito e pode dificultar a troca de informações sobre a rotina das crianças e adolescentes. Isso porque, além das questões emocionais que envolvem toda a família, atividades rotineiras, como definir a agenda de compromissos, acompanhar o desenvolvimento escolar ou levar a consultas médicas, por exemplo, viram um desafio.Foi pensando em ajudar os pais a lidar com essas dificuldades que a arquiteta Aline Poulsen idealizou a plataforma Zelle. O projeto partiu da experiência com o próprio divórcio, quando se viu querendo reduzir o contato com o ex-marido, mas precisando conversar com ele sobre os dois filhos. "Eu optei por bloquear meu ex-marido das redes sociais e do WhatsApp, mas nos falávamos muito por SMS sobre a rotina das crianças, especialmente durante a fase de adaptação", comenta.À época, Aline chegou a procurar por aplicativos que fizessem essa intermediação, mas não encontrou. "Levei a ideia para a minha sócia, Marília (Rochedo), que é da área de tecnologia, mas ela engravidou e acabamos não conseguindo tocar o projeto", lembra.FomentoForam dois anos entre o primeiro esboço, em 2017, e o início do desenvolvimento do aplicativo, em 2019. Até que a empreendedora comentou sobre a ideia com uma amiga que é defensora pública. "Ela me incentivou, mandava mensagens dizendo que a ideia poderia ajudar muitas pessoas". Nessa altura, entrou para a equipe um novo sócio, Daniel Romani, que também trabalha com a parte de desenvolvimento tecnológico da ferramenta.Com a ideia amadurecida, foi preciso buscar formas de tirar a empresa do papel. "Eu sou arquiteta de formação, estava formada há pouco tempo e desgastada com a carreira", conta Aline. Ela diz que foi um salto até se tornar uma empresária. Nesse processo, duas estruturas foram fundamentais: o Centro de Empreendimentos em Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (CEI/UFRGS) e os programas de aceleração do Sebrae no estado."A universidade nos deu muito apoio. Tudo o que ela oferece a gente aproveita, desde a redução de custos de instalação e manutenção da empresa, até o convívio com a comunidade acadêmica, professores, alunos, orientação no andamento do projeto", diz. De acordo com ela, contar com a ajuda dessas iniciativas fez a diferença entre a ideia no papel e o aplicativo finalizado. "E nós também damos à comunidade acadêmica e aos alunos tudo o que podemos oferecer em troca", diz.Uma mini rede-socialA plataforma funciona de maneira simples: um dos responsáveis cria uma conta e cadastra os dependentes - até seis por assinatura. Depois, é possível inserir os demais adultos que têm contato com a criança, até 10 por perfil. Pronto, toda a família terá acesso às informações compartilhadas como agenda, informações médicas, dados escolares e até um espaço para memória - em que se pode compartilhar momentos importantes das crianças e pode funcionar como uma rede social fechada para a família."O nosso objetivo é que as crianças sejam protagonistas das relações familiares. A gente sabe que manter uma relação boa com ambos os pais é bom para qualquer pessoa. Quanto mais amena a gente conseguir deixar a relação com os pais, mais benefícios a criança vai ter, mais ela vai se sentir amada e acolhida. É um bem-estar incalculável", conta Aline.Durante os testes com a plataforma, eles notaram que ela pode ser útil, inclusive, para pessoas que vão além do perfil inicial de pais divorciados. "Em nossos testes, os voluntários mais engajados foram um casal, que ainda está casado, com um filho pequeno. Tivemos uma boa resposta de mães solo também, um público que não imaginamos que se interessaria", lembra. O Zelle está disponível para os sistemas Android e iOS nas respectivas lojas. Estão disponíveis planos de assinatura mensal, semestral ou anual. A empresa também tem um blog, que pode ser acessado no site oficial da plataforma, com conteúdo sobre a criação dos filhos para orientar os familiares. Veja Mais

WhatsApp deixará de funcionar em celulares mais antigos; confira a lista

 WhatsApp deixará de funcionar em celulares mais antigos; confira a lista

em - tecnologia O WhatsApp divulgou uma lista com os modelos de smartphone que deixarão de ter acesso ao aplicativo a partir de 1° de novembro. Isso irá ocorrer porque os modelos já são antigos e não irão mais suportar o app de mensagens.De acordo com o comunicado, celulares com versões do Android mais antigas que a 4.1, que o iOS 10 e que o KaiOS 2.5.1 não terão mais acesso ao app.Para saber se o seu celular ainda será compatível com o aplicativo basta acessar as Informações do software, disponível em configurações.Veja a lista dos modelos:Apple: caso o iPhone não suporte mais atualização para o iOS 10 ou superiorSamsung: Galaxy Trend Lite, Galaxy Trend II, Galaxy S2, Galaxy S3 mini, Galaxy Xcover 2, Galaxy Core e Galaxy Ace 2LG: LG Lucid 2, Optimus F7, Optimus F5, Optimus L3 II Dual, Optimus F5, Optimus L5, Optimus L5 II, Optimus L5 Dual, Optimus L3 II, Optimus L7, Optimus L7 II Dual, Optimus L7 II, Optimus F6, Enact, Optimus L4 II Dual, Optimus F3, Optimus L4 II, Optimus L2 II, Optimus Nitro HD and 4X HD, e Optimus F3QZTE: ZTE Grand S Flex, ZTE V956, Grand X Quad V987 e Grand MemoHuawei: Huawei Ascend G740, Ascend Mate, Ascend D Quad XL, Ascend D1 Quad XL, Ascend P1 S e Ascend D2Sony: Sony Xperia Miro, Sony Xperia Neo L e Xperia Arc SOutros: Alcatel One Touch Evo 7, Archos 53 Platinum, HTC Desire 500, Caterpillar Cat B15, Wiko Cink Five, Wiko Darknight, Lenovo A820, UMi X2, Faea F1 e THL W8. Veja Mais

Os MMORPGs mais marcantes dos anos 2000 e a volta de Grand Chase

 Os MMORPGs mais marcantes dos anos 2000 e a volta de Grand Chase

em - tecnologia No fim de julho, Grand Chase foi relançado para os computadores. Desde 2015, os servidores do jogo estavam desligados. O game é um MMORPG, gênero que marcou uma geração de jogadores com clássicos como Ragnarok, Tibia, World of Warcraft e Mu Online.MMORPG é uma fusão de dois gêneros de jogos. Primeiro de RPG, que são jogos de fantasia no qual cada jogador controla um personagem que tem limitações e habilidades baseadas em sua classe. Já os MMO são jogos que reúnem milhares de jogadores no mesmo ambiente virtual, participando de eventos simultaneamente e trocando ou vendendo itens do jogo.Conheça algumas curiosidades sobre Grand Chase e outros MMORPGs que fizeram sucesso no Brasil nos anos 2000.Grand ChaseGrand Chase chegou ao Brasil em agosto de 2006. O jogo se destaca pela jogabilidade simples e pelos traços que lembram animes e mangás, que são os desenhos e quadrinhos japoneses.No game, o jogador completa missões, explora cenários e participa de combates contra monstros e contra outros jogadores. Ao derrotar os inimigos, o jogador ganha itens que podem ser usados para aprimorar os seus personagens.Ao todo, o jogo contém 20 personagens, cada um com uma combinação própria de habilidades, magias e armas. Entre os personagens temos a Lin, que foi criada a partir da opinião dos jogadores brasileiros, que puderam escolher seus traços físicos, roupas e estilo de combate. Lin é especialista em ataques com magias à média distância e consegue correr, se esquivar e se movimentar muito rapidamente.Códigos para os jogosGrand Chase pode ser jogado gratuitamente, mas alguns itens do jogo só estão disponíveis se comprados na loja oficial. Há alguns anos, quando não era muito comum usar cartão de crédito em lojas on-line, os jogadores compravam em bancas de jornal revistas que tinham códigos para resgatar o dinheiro virtual do jogo - e, de quebra, ainda ganhavam um pôster.Em 2015, quando foi anunciado o desligamento dos servidores, os jogadores brasileiros ficaram comovidos com o fim do jogo que proporcionou tantas horas de diversão.Em 2018, foi lançada uma versão de Grand Chase para celulares, mas a empolgação da comunidade não foi tão grande quanto esse ano, quando a KOG anunciou a volta do jogo para os computadores. No final de semana de relançamento, Grand Chase chegou a bater 79 mil jogadores simultâneos em todo o mundo.Ragnarok OnlineO segundo jogo da nossa lista é Ragnarok Online, que chegou ao Brasil em 2004.No game, o jogador pode criar vários heróis de diversas classes e evoluí-los da forma que achar melhor, explorando o mundo enquanto caça monstros e completa missões. Também é possível criar grupos, formar clãs e participar das Guerras do Emperium, onde guildas de jogadores lutam entre si.Antes de ser um jogo, Ragnarok era um manhwa, que são os quadrinhos sul-coreanos, mais ou menos parecidos com os mangás japoneses. O universo do jogo é um misto de mitologias. A mais marcante é a nórdica, mas há referências a outras, como tailandesa, chinesa, coreana, russa e até brasileira.Uma das atualizações do jogo adicionou a ilha de Brasilis, inspirada na cultura e no folclore brasileiro. Uma das missões que podem ser feitas na ilha chama “Loira do banheiro”. Ela começa a partir dos boatos de que o fantasma de uma mulher está rondando os banheiros de um dos pontos turísticos mais famosos de Brasilis.Uma outra missão chamada “Canto da Iara” fala sobre a lenda de uma sereia que encanta indígenas e pescadores na cidade.TibiaTibia, o jogo mais antigo da nossa lista, foi lançado em 1997. O pico de jogadores do jogo ocorreu 10 anos após o seu lançamento, em 28 de novembro de 2007, quando 64.028 pessoas estavam on-line simultaneamente nos servidores oficiais.No Tibia, os personagens são divididos em quatro classes: cavaleiros, paladinos, feiticeiros ou druidas. O objetivo dos jogadores é desenvolver as habilidades de seus personagens, explorando uma grande variedade de áreas e masmorras perigosas e lutando contra monstros como orcs, dragões e demônios.Hoje, 24 anos após o lançamento, Tibia continua recebendo atualizações e conta com muitos jogadores ativos. O jogo tem um sistema de progressão infinito, mas subir de nível, o famoso “upar”, não é tão fácil assim no Tibia. O jogo pune o jogador toda vez que o seu personagem morre tirando pontos de experiência. É possível perder o progresso de dias em uma única morte.Mistério dentro de TibiaEm 2005, os desenvolvedores adicionaram ao jogo uma porta que só poderia ser aberta por jogadores de nível 999. Somente em 2016, 11 anos depois, que um jogador conseguiu atingir o nível necessário para abrir a porta. Foi um brasileiro que usava o apelido de “Kharsek”.Nos meses anteriores, a comunidade do Tibia estava ansiosa esperando o jogador revelar o segredo por trás daquela porta secreta. Porém, para frustração de todos, Kharsek resolveu guardar para si o que havia visto.Somente um ano depois, em 2017, que outro jogador conseguiu nível para abrir a porta. Foi um polonês apelidado de “Dev onica”. Ele fez polêmica ao anunciar que só revelaria o segredo quando arrecadasse 5 mil dólares de doações no seu canal da Twitch. Depois ele disse que se contentaria caso conseguisse arrecadar US$ 2 mil.No fim das contas, ele revelou o mistério e não havia nada demais atrás da porta, apenas um cenário de praia e alguns NPCs, que são personagens do jogo controlados pelo computador.Hoje, a comunidade está acompanhando o progresso de dois jogadores que estão rumo ao nível 2.000: “Bobeek” e “Goraca”. Ambos estão no nível 1.916 e são os jogadores com o maior número de pontos em todo o mundo.World of WarcraftNo ar desde 2004, World of Warcraft continua com uma base gigantesca de jogadores devido às constantes atualizações e expansões do universo do jogo.O MMORPG se passa no mundo de Azeroth, que foi criado no primeiro jogo da série Warcraft, lá em 1994. Desde então, o universo de Azeroth tem sido explorado em Warcraft II, Warcraft III, nas expansões de World of Warcraft e no jogo on-line de cartas Hearthstone.Ao começar no game, o jogador escolhe o seu personagem entre 12 raças básicas, divididas entre duas facções, a Aliança e a Horda. Entre essas raças, há humanos, elfos, gnomos, orcs, trolls, mortos-vivos e vários outros. Há também raças mais avançadas, acessíveis apenas para jogadores com mais experiência, e os pandarens, uma raça neutra que pode ingressar na facção de preferência do jogador.O objetivo no game é tornar o seu personagem cada vez mais poderoso, combater monstros, explorar masmorras perigosas e defender o mundo de Azeroth de todos os perigos, inclusive contra a facção rival à sua.Mu OnlineLançado em 2001, Mu Online foi um dos primeiros MMORPGs a fazer sucesso nas lan houses brasileiras. A história do jogo é inspirada na lenda do continente perdido de Mu que, assim como Atlântida, seria um continente que foi dizimado por um cataclismo.A sua localização, segundo a lenda, seria no Oceano Pacífico, entre a Oceania e a América. A existência de Mu é considerada sem base factual e geólogos afirmam ser fisicamente impossível a sua existência.No jogo, Mu era uma terra pacífica, onde todas as criaturas viviam em paz e harmonia. Porém, inimigos de fora do continente queriam ver Mu destruída. Eles, então, buscaram reviver a Besta que havia nas profundezas de Atlans, uma cidade perdida no meio do oceano. Começou-se uma guerra e os tempos de paz e tranquilidade de Mu tornaram-se apenas lembranças.*Estagiário sob supervisão do subeditor Rafael Alves Veja Mais

Instagram sofre com bug e posts ficam lotados com a frase "Chupa Flamidia!"

 Instagram sofre com bug e posts ficam lotados com a frase

em - tecnologia O Instagram sofreu um bug na noite desta quarta-feira (25/8) e os comentários dos posts dos usuários ficaram lotados com a frase “Chupa Flamidia!”, ocultando o verdadeiro conteúdo publicado. Segundo o site Downdetector, apenas os comentários da rede social ficaram afetados. O erro chegou a ficar entre os tópicos mais comentados do Twitter.  Confusos com o a situação, muitos internautas acharam que a frase se referia ao time do Flamengo.   *Estagiária sob supervisão do subeditor Eduardo Oliveira  Veja Mais

Qual é a relação entre os emojis e o reggae de Peter Tosh?

 Qual é a relação entre os emojis e o reggae de Peter Tosh?

em - tecnologia Você pode não pensar muito sobre os emojis que usa para enviar mensagens de texto todos os dias, mas há histórias humanas fascinantes por trás deles."A música do meu pai é uma mensagem musical, para elevar o mundo de sua mentalidade adormecida", diz o músico de reggae Andrew Tosh, falando de sua casa em Kingston, na Jamaica. Como nasceu o KKKKKKKK da geração Z e por que emoji de risada é coisa de velho Como você revela 'linguagem corporal' em conversas online sem perceber O pai dele, Peter Tosh, foi um dos três membros fundadores da banda The Wailers, nos anos 1960, junto a Bob Marley e Bunny Wailer.A história de Peter Tosh não teve um final feliz; ele foi assassinado em um ataque horrível na década de 1980, mas deixou um legado musical e político.E se você abrir o teclado de emoji e pesquisar "levitando", encontrará uma minúscula imagem de um homem vestido com um terno preto elegante, chapéu e óculos escuros.É Peter Tosh.Niambe McIntosh, filha de Peter Tosh, cuida de seu patrimônio. Ela diz que o legado do pai é sobre justiça e direitos humanos, e tem orgulho de continuar seu trabalho."Ele não queria apenas que as pessoas dançassem; ele queria que elas dançassem para seu próprio despertar (político)."Ela ri surpresa quando descobre que seu pai está imortalizado em um emoji. "Não sabia disso... mas eu conheço a foto em que (o emoji) é baseado, de Bob, Bunny e meu pai de terno, e meu pai parece realmente alto."Foi uma surpresa para seu irmão Andrew também. "Ah, legal!", diz ele. "Na verdade, eu conheço essa foto. A versão jovem de Peter Tosh."Mas como uma lenda do reggae acabou se tornando um emoji?História da WebdingsEsta é uma história que nos leva de Kingston, na Jamaica, à chuvosa Seattle, nos Estados Unidos; especificamente, para a sede da Microsoft em meados da década de 1990.Naquela época, a revolução dos computadores pessoais estava apenas começando, e o tipógrafo Vincent Connaire estava trabalhando em novas fontes.Entre os scripts que ele desenvolveu, estava a Webdings; uma fonte baseada em imagens que deveria ser usada nas primeiras páginas da web.Connaire é um grande fã de música, especialmente ska. Uma de suas bandas favoritas é o grupo inglês The Specials. Sua gravadora, a 2 Tone Records, tinha um logotipo baseado em uma das primeiras imagens do The Wailers. Na foto, Peter Tosh está de costas para Bob Marley, olhando para o fotógrafo, de gravata borboleta e óculos escuros. O designer da 2 Tone Records usou esta imagem como inspiração.E é esse logotipo que foi adaptado por Connaire duas décadas depois para Webdings.Na versão dele, o homem de terno está pulando; ou mais precisamente "pogando" — tipo de dança popular entre os fãs do The Specials — e tinha a intenção de representar o "salto" de uma página para outra.Anos depois, muitos símbolos Webdings foram codificados como emoji e lançados em todos os smartphones e plataformas de tecnologia do mundo.Connaire desenhou muitos outros símbolos que conhecemos."Nós apenas olhávamos ao redor e desenhávamos o que víamos", diz ele, parecendo surpreso com o legado duradouro de seus designs."O rádio era meu rádio. O símbolo da montanha era o Monte Rainier (perto de Seattle). Fico orgulhoso em perceber que fizemos parte de algo especial."Memórias de um emojiOs emojis são aprovados e adicionados à lista oficial pela Unicode, um grupo baseado no Vale do Silício.Para Yiying Lu e outras pessoas como ela, há algo especial em ter um emoji de sua autoria selecionado.Ela é uma designer nascida em Xangai, na China, que teve várias propostas adicionadas ao teclado oficial. O dumpling, o hashi, o biscoito da sorte, a embalagem de comida chinesa para viagem e o bubble tea são de autoria dela — e refletem parte de sua identidade como uma mulher chinesa que vive nos Estados Unidos. Ela é apaixonada por explorar os significados dos símbolos e ampliar os horizontes culturais das pessoas, e fala com orgulho sobre sua conexão com a comunidade de Chinatown em San Francisco.Mas o emoji mais significativo no qual Yiying trabalhou não é uma referência à comida de sua cultura.É o pavão.Há alguns anos, em uma conferência sobre emojis, ela conheceu Irene Cho, uma executiva de marketing coreano-americana e apresentadora de podcast em San Francisco. Irene trabalhava em Hollywood para uma rede de restaurantes da moda, Burma Love. A dupla se deu bem de cara.O restaurante Burma Love era decorado com desenhos de pavão — e Yiying se perguntou por quê. Depois de descobrir que o pavão é altamente simbólico na cultura birmanesa, a dupla decidiu sugerir um emoji de pavão algum dia. Mas a conferência, e a janela para enviar propostas naquele ano, terminariam no dia seguinte.As duas decidiram virar a noite. Yiying trabalhou no design artístico, e Irene na proposta escrita. Elas enviaram o emoji de pavão minutos antes do fim do prazo. Alguns meses depois, a Unicode anunciou que o emoji de pavão havia entrado na lista. Quando Yiying tentou falar com Irene para compartilhar as boas novas, não obteve resposta."Eu mandei uma mensagem para ela dizendo: 'Ei, uau! Está acontecendo!', mas ela não respondeu."Cerca de um ano depois, Yiying viu um estande da rede de restaurantes em um evento em São Francisco e perguntou por Irene.Tragicamente, Irene havia morrido de repente vítima de um derrame causado pela doença de moyamoya, uma condição que ela tinha há algum tempo. A morte dela, enquanto se preparava para viajar para a Birmânia, foi um choque para a família e amigos.Aconteceu no mesmo mês em que o emoji foi selecionado. Muitos dos amigos de Irene não sabiam que ela havia sequer sugerido um emoji. "É um pequeno aceno do céu", diz Brook Lee, ex-Miss Universo e amiga próxima de Irene, quando contamos a ela que o pequeno pavão em seu telefone foi obra da amiga."É como se ela estivesse dizendo: 'Oi! Ainda estou aqui, nem mesmo a morte pode me impedir.'"Os emojis podem parecer símbolos simples ou uma forma divertida de dar vida às mensagens, mas para Brook, Yiying e muitos outros, eles representam muito mais."Irene com certeza ficaria orgulhosa", diz Brook. "A representação é importante. Coisas que ajudam você a ver que está sendo visto, importam." Yiying concorda. "Estou muito feliz por ter podido compartilhar a história com você", ela sorri, se lembrando com ternura da amiga.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Quem é o justiceiro mascarado do TikTok?

 Quem é o justiceiro mascarado do TikTok?

em - tecnologia Com um grande número de seguidores, o Grande Londini está enfrentando os trolls que intimidam usuários do aplicativo TikTok — mas esse não seria o trabalho do próprio TikTok?"Estamos tirando a rede social das mãos dos intimidadores, pedófilos, golpistas e trolls." Tiktok: Usuários usam brecha para postar vídeos de pornografia e violência 'TikTok foi feito para ser viciante': o homem que investigou as entranhas do aplicativo O homem mascarado de capuz preto fala diretamente para a câmera com uma voz eletronicamente distorcida. Parece ter saído de um filme de terror.Mas o objetivo dele não é assustar, a menos que você seja um troll anônimo ou praticante de cyberbullying. Neste caso, ele poderia ser seu pior pesadelo.Em um de seus vídeos, ele aponta para um comentário abusivo deixado no perfil de uma mulher no TikTok."Se um estranho fizesse este comentário para sua filha, mãe, irmã, esposa, o que você faria? Dizemos: se você participa de jogos estúpidos, seus prêmios serão estúpidos (adaptação do termo que faz referência ao ditado em inglês "play stupid games, win stupid prizes", que quer dizer algo como: se você faz algo errado, deve estar preparado para aceitar as consequências)" Este é o bordão do Grande Londini, um movimento online que se tornou tão popular no TikTok que conquistou dois milhões de seguidores em apenas alguns meses.O "jogo" ao qual ele se refere é a trollagem online, e o "prêmio" é que o Grande Londini vai atrás de você.Se você é um troll, pode achar que é capaz de se esconder com segurança atrás de um perfil anônimo. Mas Londini trabalha com a premissa de que pode descobrir sua verdadeira identidade com de sete a oito cliques.Se você for uma criança, ele vai tentar contar aos seus pais ou à sua escola que você está abusando das pessoas online. Se você for um adulto — talvez alguém que tenha postado um comentário sexualmente ameaçador no vídeo de uma criança — ele vai te denunciar. Isso pode significar informar seu empregador ou avisar o departamento de polícia local. É uma moderação de vigilância, no qual os usuários de uma plataforma se encarregam de tentar "limpar" o aplicativo.Mas é algo que não está deixando o TikTok muito feliz. O Grande Londini teve nove contas excluídas permanentemente, e a décima foi suspensa várias vezes.As regras da plataforma que Londini foi acusado de violar variam — de bullying e assédio online a até mesmo violência extremista. Mas Londini contesta todas as acusações."Até que todos os agressores racistas e golpistas saiam deste aplicativo, não vamos a lugar nenhum", diz ele em um vídeo.'Somos o anti-troll'Mas, afinal, quem é o homem por trás da máscara?Ele é conhecido como Leo. Este não é seu nome verdadeiro, e sua identidade é um segredo bem guardado, já que recebe ameaças de morte regularmente. De vez em quando, Leo tira a máscara em suas lives no TikTok, em que ele conversa tanto com fãs quanto com detratores que estão abertos ao debate.E, na verdade, Leo é apenas a face pública de um movimento de voluntários com experiência militar, em segurança cibernética e hacking ético.Conversando comigo de um local não revelado nos Estados Unidos, ele falou: "Somos o anti-troll. Se você está aí, agora no TikTok, está sendo trollado."Mas a moderação de conteúdo não é um trabalho do TikTok?"Eles não estão fazendo", diz Leo."Contamos tudo ao TikTok. Enviamos ao TikTok todas as informações e denunciamos a conta."O TikTok afirma, por sua vez, que faz grandes esforços para proteger os usuários e introduziu novos recursos, como permitir que os usuários escolham quem pode comentar em seus vídeos e filtrar certas palavras em seus comentários. "Sabemos que não há uma linha de chegada quando se trata de proteger nossos usuários, e é por isso que continuaremos investindo em nossas equipes, produtos e recursos para garantir que o TikTok seja um espaço seguro para nossa comunidade", disse um porta-voz.A plataforma enfrenta uma tarefa colossal quando se trata de moderação de conteúdo. De acordo com os próprios números do TikTok, eles derrubaram 61 milhões de vídeos no primeiro trimestre de 2021 — e 91% foram derrubados antes de serem denunciados por usuários.Como tudo começouA missão de Londini de enfrentar os praticantes de bullying nasceu de uma tragédia. No ano passado, o filho autista de 14 anos de um dos amigos de Leo se suicidou."Meu amigo depois de um tempo, depois de viver o luto, entrou em contato com a gente e disse: Sabe, parte do motivo pelo qual ele estava tão deprimido é porque estava sendo muito assediado nas redes sociais."A pedido do pai, Leo e vários amigos rastrearam os valentões anônimos que atormentavam seu filho."Nós fomos capazes de dar as informações ao nosso amigo e dizer... faça o que você precisa fazer com isso. E ele entrou em contato com os pais deles e conseguiu, em grande parte, um fechamento." O grupo de amigos não parou por aí. Sob o nome de Grande Londini — uma combinação de Houdini, o mágico ilusionista, e Linux, o sistema operacional — eles decidiram continuar e se concentrar no TikTok.Os fãs do Grande Londini são tão empenhados que marcam a conta em vídeos e comentários o tempo todo, esperando que Leo e sua equipe persigam mais um troll.Mas essa legião de fãs tem um preço. Existe o risco de que o movimento, em algumas ocasiões, se torne aquilo que despreza.Alguns apoiadores são tão engajados %u200B%u200Bque acabam se tornando intimidadores, o que viola as regras do Grande Londini — assim como as Diretrizes da Comunidade do TikTok.A BBC conversou com uma usuária do TikTok que foi alvo de abusos online depois que o Grande Londini criticou seus vídeos sobre o Memorial Day.Liz, uma ativista pela paz, descreveu o feriado em que os EUA prestam homenagem aos homens e mulheres mortos em serviço militar como "um feriado inteiro dedicado apenas ao assassinato".Isso provocou uma resposta furiosa. Liz diz que foi alvo de uma avalanche de abusos, muitos deles de usuários com Londini em seu nome de usuário, que disseram a ela para se matar, e também entraram em contato com seu ex-empregador para tentar fazer com que fosse demitida."Parece hipócrita que eles sejam uma conta anti-bullying, mas muitos de seus seguidores estão intimidando as pessoas na plataforma", desabafa Liz.Londini expulsa usuários de sua rede se eles infringirem as regras do grupo, e Leo — que serviu como fuzileiro naval dos EUA — fica um tanto pesaroso em relação ao que aconteceu com Liz."Entendo a paixão deles, especialmente quando se trata de veteranos", afirma. "Mas tentamos dar o exemplo. Não a atormentamos — desejo a essa mulher tudo de bom."Ouça aqui (em inglês) o episódio "Who is TikTok’s masked vigilante?" do podcast da BBC Trending.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Euro Truck: o jogo de caminhão que conquistou os gamers

 Euro Truck: o jogo de caminhão que conquistou os gamers

em - tecnologia O transporte rodoviário é responsável por 60% da circulação de produtos no Brasil. E por trás dos milhares de caminhões que cruzam o país todos os dias, se desenvolveu uma cultura de pessoas apaixonadas por caminhões. No mundo dos games, não é diferente. No Sabia Não, Uai! de hoje vamos falar do sucesso de “Euro Truck Simulator 2”.O jogo, que simula a experiência de dirigir um caminhão, é ambientado na Europa. Porém, jogadores por todo o mundo criam modificações para deixar o jogo com uma experiência mais “local”. Uma dessas modificações é o EAA, que acrescenta, em escala reduzida, cerca de 850 cidades da América do Sul ao jogo, a maioria delas no Brasil. Conversamos com o criador do EAA, Roberto Restanho, para conhecer a comunidade brasileira dentro do “Euro Truck Simulator 2”.“Euro Truck Simulator 2” (ETS2) foi lançado em 2012 pela SCS Software, uma desenvolvedora da República Tcheca especializada em simuladores. Por quase uma década, entre 2002 e 2011, a empresa desenvolveu jogos para a série “18 Wheels of Steel”, que também buscava simular a direção de um caminhão.Em “ETS2”, o jogador realiza entregas pela Europa. No começo com caminhões de empresas, mas depois comprando os próprios caminhões, reboques, garagens e montando a própria empresa, contratando outros motoristas.Modificações feita pelos jogadoresNão há uma grande história ou grandes acontecimentos, mas isso não impediu que o jogo conquistasse milhões de jogadores, já sendo vendidas mais de 9 milhões de cópias. Um dos fatores que contribui para o sucesso do game é a possibilidade de criar “mods”, que são modificações no jogo criadas pelos próprios jogadores.Os “mods” permitem acrescentar novos caminhões, reboques, pinturas, ferramentas e até cidades e rodovias. Um dos maiores mods é o EAA, criado pelo engenheiro mecânico Roberto Restanho, que acrescenta, em escala reduzida, mais de 850 cidades do Brasil e de outros países da América do Sul.“Acho que estrategicamente a SCS acertou em cheio com a possibilidade que a comunidade tem de criar mods. O jogo por si talvez não fizesse tanto sucesso se não existissem pessoas criando conteúdos adicionais para o jogo e, obviamente, o fato da SCS permitir que isso aconteça. A partir do momento que a desenvolvedora cria uma estrutura que eu posso inserir uma modificação minha e ela funciona no jogo, isso torna o jogo muito mais vivo, torna o jogo muito mais dinâmico”, explica Restanho.Lançamento do modo multiplayerDevido ao sucesso de “Euro Truck Simulator 2” nos Estados Unidos, a SCS lançou em 2016 “American Truck Simulator”, jogo ambientado em solo americano. Ambos os jogos foram criados usando a mesma base, o que permite que algumas ferramentas sejam lançadas simultaneamente nos dois jogos. É o caso do modo multiplayer (ou multijogador), lançado pela SCS Software em julho deste ano.No modo multiplayer, é possível até 8 jogadores se conectarem e dirigirem juntos pelas estradas. Segundo Restanho, o lançamento do modo multijogador é um pedido antigo dos fãs da série “Truck Simulator”.“Atualmente, eu vejo um pouquinho de frustração na comunidade porque o modo multiplayer foi lançado com algumas restrições. Por exemplo, só é possível abrir um servidor para 8 jogadores, ainda não é possível utilizar mods junto com o multiplayer. Porém, eu já testei o modo Multiplayer, joguei com alguns amigos, e eu acho que vai ser um sucesso total e absoluto dentro da comunidade”.Mesmo jogo, diferentes experiênciasApesar de ter “simulator” no nome, o ETS2 não exige que o jogador faça uma auto escola para conseguir se divertir. Há várias opções e ajustes que tornam o jogo acessível para quem nunca teve a experiência de uma direção real.Para Restranho, a existência destes dois modos de jogo, o mais “arcade” e o mais “simulator”, foi um dos principais fatores para o sucesso do “ETS2”.“A SCS conseguiu, com essas opções, atender os dois lados. Ela atende pessoas como eu, por exemplo, que gostam de um nível de simulação extremo, e outros jogadores que estão lá descompromissados com a realidade e querem apenas dirigir um caminhão”.*Estagiário sob supervisão do subeditor Rafael Alves Veja Mais

'Netflix do delivery': como os apps de comida estão mudando o negócio dos restaurantes

 'Netflix do delivery': como os apps de comida estão mudando o negócio dos restaurantes

em - tecnologia O casal Emre Uzundag e Yonca Cubuk dizem que estão vivendo um "pequeno sonho" graças a um app de entrega de comida.Os turcos emigraram para Nova York em 2020 e ficaram presos dentro de um pequeno apartamento no Brooklyn por causa da pandemia do coronavírus.Com saudades da terra natal, os dois começaram a preparar pratos da cozinha turca para lidar com o estresse da quarentena. "Foi uma necessidade mental durante a pandemia", afirma Cubuk.Então eles passaram a cozinhar para amigos espalhados por Nova York e tiveram uma resposta muito boa. "Falaram que a gente deveria trabalhar com isso", diz ela.Apesar de nenhum dos dois ter trabalhado como chef antes, no ano passado eles resolveram entrar de cabeça no negócio e começaram a usar um app chamado Woodspoon.Enquanto os maiores aplicativos de entrega de comida no mercado norte-americano como Just Eat, Deliveroo, Uber Eats e DoorDash (o maior no país) listam grandes redes de restaurante, o WoodSpoon (colher de madeira, em inglês) tem uma estratégia bastante diferente.O serviço foi lançado no começo de 2020 com o intuito de fazer a ponte entre pessoas que cozinham em casa e clientes que querem algo diferente do que é oferecido pelas maiores empresas do ramo.Disponível em Nova York e Nova Jersey, o aplicativo tem 120 chefs da região entre as opções e fica responsável por fazer a entrega dos pedidos.O negócio do casal Uzundag e Cubuk, batizado de BanBan Anatolian Home Cooking, opera quatro dias por semana - os outros três são investidos no teste de novas receitas. Yonka Cubuk disse que a grande demanda de pedidos obrigou os dois a trabalharem até no aniversário de casamento.Ela diz que o serviço evitou que eles precisassem alugar uma área comercial. "WoodSpoon dá uma plataforma e uma voz para contar a nossa história", diz."E nós somos mais do que kebabs e pilaf (um prato originário na Ásia feito com arroz). Os pratos que mais saem são a sopa de lentilha e o cozido de espinafre com laranja. Os dois são vegetarianos; o último é vegano".Influência da pandemiaLee Reshef, cofundadora da Woodspoon, diz que o lançamento do serviço no momento em que a pandemia foi deflagrada ajudou o negócio. "Nós tivemos sorte de ajudar muitos trabalhadores do ramo dos restaurantes que precisavam de uma nova fonte de rendimento", afirma ela.Antes de serem aceitos pela Woodspoon, os chefs precisam mostrar que possuem treinamento em segurança alimentar e têm a cozinha inspecionada.O chef também precisa fazer um registro da atividade com autoridades locais, além das avaliações sobre as condições de higiene.Com a pandemia forçando o fechamento de restaurantes por um longo período, os últimos dois anos foram de grande expansão para os apps de entrega. A maior empresa do ramo no Reino Unido, a Just Eat, viu subir o faturamento em 42% entre 2019 e 2020, para US$ 990 milhões. Na DoorDash, o resultado foi o triplo, para quase US$ 3 bilhões.Com esse novo mercado em relevância, surgem demandas novas de clientes. Por exemplo, pedir pratos de diferentes restaurantes entregues juntos em um mesmo pedido.Alguns apps estão começando a oferecer esse serviço.Um aplicativo dos EUA, Go By Citizens, de propriedade do grupo C3, possibilita que sejam feitos pedidos pratos de diferentes tipos de restaurante, como o Umami Burger, Krispy Rice, Cicci di Carne e Sam's Crispy Chicken.Mas para possibilitar que a comida seja preparada e esteja pronta para a entrega ao mesmo tempo, a C3 diz que opera 800 cozinhas fantasmas. São diferentes estações de preparação debaixo de um mesmo teto, apenas para entrega."Nosso app permite que os clientes selecionem, escolham e agrupem seus itens favoritos do menu a partir de uma variedade de marcas da C3 em um único pedido", afirmou o diretor-executivo da empresa, Sam Nazarian. Ele descreve o seu negócio como "a Netflix dos pedidos de restaurante".Além das marcas da C3, a empresa está convidando outros restaurantes e negócios para sua plataforma e para seu espaço de cozinhas fantasmas.Enquanto isso, outro negócio baseado nesse modelo, o Kitchen United também possibilita que sejam pedidos pratos de diferentes marcas ao mesmo tempo pelo seu app."Tudo é entregue ou fica disponível para retirada ao mesmo tempo e na mesma conta", afirma o diretor-executivo da Kitchen United, Michael Montagno. "Então se uma pessoa quer sushi e a outra prefere pizza, é possível resolver."O serviço está disponível em dez localidades e deve chegar a mais oito em breve.No Reino Unido, a companhia Deliveroo tem cozinhas fantasmas onde alguns restaurantes operam sem precisar pagar aluguel. Mas, segundo uma porta-voz da empresa, ainda não há como pedir comida de diferentes marcas de uma só vez.Seja a possibilidade de pedir uma comida feita em casa ou escolher itens de diferentes restaurantes em um único pedido, os novos modelos vão colocar mais pressão sobre restaurantes físicos ou outros negócios de entrega que estão enfrentando dificuldades?O crítico gastronômico britânico Andy Hayler disse que alguns não se animam muito com a ideia de ter comida feita por três restaurantes diferentes em um único pedido. "Se eu visse um menu que oferecesse duas ou três coisas muito diferentes, isso soaria para mim uma fornecedora de alimentos genérica, que faz comida em linha industrial", diz ele.Para Hayler, alguns ingredientes, como curry, funcionam bem no delivery. Mas as cozinhas francesas e japonesas têm problemas porque a apresentação conta e os pratos ficam prejudicados espremidos em recipientes de plástico."Metade da experiência (com comida francesa e japonesa) é visual", afirma.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Uber Eats encerra operação de delivery de restaurantes no Brasil

 Uber Eats encerra operação de delivery de restaurantes no Brasil

em - tecnologia A Uber irá encerrar a operação de entregas de restaurantes no Brasil. De acordo com a empresa, a Uber Eats deixará de operar no país a partir de 7 de março.A empresa informou que concentrará as operações no serviço de entrega de supermercados, por meio da Cornershop. "Nosso principal objetivo daqui para frente será oferecer acesso à seleção de supermercados, lojas especializadas, pet shops, floriculturas, lojas de bebidas e outros artigos no aplicativo", disse em comunicado. Além disso, a empresa continuará oferecendo o serviço do Uber Flash para entregas rápidas por motoristas do aplicativo, e Uber Direct, de entrega de lojas diretamente aos clientes, no mesmo dia.O serviço do Uber Eats, que estava ativo no Brasil nos últimos cinco anos, será mantido em outros 45 países.No Brasil desde 2020, a Corneshop está disponível em 34 cidades. São elas: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Jundiaí, Macaé, Maceió, Manaus, Natal, Novo Hamburgo, Piracicaba, Porto Alegre, Presidente Prudente, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Salvador, Santos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba, Taubaté, Uberlândia e Vitória.A Uber disse esperar aumentar a lista de cidades com o serviço neste ano.A partir desta quinta-feira (6/1), a Uber Eats também passará a oferecer a modalidade de pagamento via Pix. Dessa forma, os pedidos feitos até março, quando a plataforma será desativada, não poderão ser pagos em dinheiro.  Veja Mais

Pesquisadoras desenvolvem plástico feito de sobras de peixe

 Pesquisadoras desenvolvem plástico feito de sobras de peixe

em - tecnologia É difícil imaginar um mundo sem o poliuretano (PU). Esse material está presente na fabricação de móveis, bolsas, sapatos, roupas, telhas e outra infinidade de objetos. Porém, além do acúmulo de lixo plástico, ele é derivado do petróleo bruto e, no processo de sintetização, produz um alto nível de gases tóxicos. Para enfrentar o problema, duas pesquisadoras da Universidade Memorial de Newfoundland, no Canadá, conseguiram produzir uma alternativa a partir de uma fonte curiosa: restos de peixes, que, de outra forma, acabariam no lixo.“Acho interessante como podemos fazer algo útil, algo que pode até mudar a forma como os plásticos são feitos, a partir de resíduos que as pessoas simplesmente jogam fora”, diz Mikhailey Wheeler, estudante de graduação e coautora do estudo. Ela e a professora Francesca Kerton apresentaram o trabalho no encontro de primavera da Sociedade Norte-Americana de Química.Kerton destaca que a pesquisa ainda está em fase inicial, mas diz que se for possível produzir o plástico à base de óleo de vísceras dos peixes, isso terá um impacto ambiental significativo. “É importante que comecemos a projetar plásticos com um plano de fim da vida útil, seja pela degradação química que transforma o material em dióxido de carbono e água, seja por reciclagem e reaproveitamento.”A cientista explica que o método convencional de produção de poliuretanos traz uma série de problemas ambientais e de segurança. “Requer petróleo bruto, um recurso não renovável, e fosgênio, um gás incolor e altamente tóxico. A síntese gera isocianatos, irritantes respiratórios em potencial. Além disso, o produto final não se decompõe facilmente no meio ambiente”, diz. Outro problema é que, na degradação do material, são liberados compostos cancerígenos. “Enquanto isso, a demanda por alternativas mais verdes está crescendo.”RESULTADOS DA PESQUISA A busca por poliuretanos feitos a partir de óleos alternativos, como os vegetais, já apresentou bons resultados. Contudo, Mikhaliley Wheeler e Francesca Kerton queriam uma solução que não competisse com a produção agrícola. Por isso, pensaram em encontrar a matéria-prima na cabeça, nas vísceras e nos ossos de peixes. Na região onde as pesquisadoras vivem, na costa de Newfoundland, a criação de salmão é um importante componente da economia local. Depois que o peixe é processado para a venda, as partes que sobram vão para o lixo, embora eventualmente o óleo seja extraído antes do descarte.As pesquisadoras, então, desenvolveram um processo para converter o óleo de peixe em um polímero semelhante ao poliuretano. Primeiro, elas adicionam oxigênio ao material para formar epóxidos, moléculas semelhantes às da resina epóxi. Depois de reagir esses compostos com dióxido de carbono, as cientistas ligaram as moléculas resultantes do processo com aminas contendo nitrogênio, com o objetivo de formar o novo material. O método foi descrito em artigo científico em agosto do ano passado. Desde então, foi aprimorado. As aminas, por exemplo, foram trocadas por aminoácidos, simplificando o processo.VIDA ÚTIL DO MATERIAL Em outros experimentos, as pesquisadoras começaram a investigar a rapidez com que o novo material provavelmente se degradaria no fim da vida útil. Wheeler embebeu pedaços do plástico em água, e, para acelerar a degradação, adicionou lipase, uma enzima capaz de quebrar gorduras como as do óleo de peixe. “Sob um microscópio, mais tarde, observamos um crescimento microbiano em todas as amostras, mesmo aquelas que estavam em água pura, um sinal de que o novo material pode se biodegradar prontamente”, diz Wheeler.Kerton e Wheeler planejam continuar testando os efeitos do uso de um aminoácido na síntese e estudando até que ponto o material é receptivo ao crescimento microbiano que pode acelerar sua degradação. Elas também pretendem testar as propriedades físicas para verificar o potencial de aplicação do plástico em produtos como embalagens. O cheiro do material não deve ser um problema. Segundo Kerton, no início do processo há um cheiro leve de peixe, que desaparece nas etapas seguintes.Madeira vira etanolPesquisadores do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley e dos Laboratórios Nacionais Sandia, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo um processo simplificado e eficiente para converter matéria vegetal lenhosa e resíduos agrícolas em biocombustível líquido. A pesquisa foi publicada  na revista ACS Sustainable Chemistry & Engineering, da Associação Norte-Americana de Química.“De acordo com relatório recente, em 2050, haverá 38 milhões de toneladas métricas de biomassa lenhosa seca disponíveis a cada ano, tornando-se uma fonte de carbono excepcionalmente abundante para a produção de biocombustíveis”, disse Carolina Barcelos, engenheira de processo sênior da Unidade de Desenvolvimento de Processos de Bioprodutos, em Berkeley.No entanto, os esforços para converter biomassa lenhosa em biocombustível são normalmente prejudicados pelas propriedades intrínsecas da madeira que a tornam muito difícil de decompor quimicamente, acrescenta o pesquisador Eric Sundstrom. “Nossos dois estudos detalham um caminho de conversão de baixo custo para fontes de biomassa que, de outra forma, seriam queimadas no campo ou em pilhas de corte ou aumentariam o risco e a gravidade dos incêndios florestais sazonais. Temos a capacidade de transformar essas fontes renováveis de carbono da poluição do ar e riscos de incêndio em um combustível sustentável.”Em estudo liderado por Barcelos e Sundstrom, os cientistas usaram produtos químicos não tóxicos, enzimas disponíveis comercialmente e uma cepa de levedura especialmente projetada para converter madeira em etanol em um único reator. Além disso, uma análise tecnológica e econômica subsequente ajudou a equipe a identificar as melhorias necessárias para atingir a produção de etanol a US$ 3 por galão de gasolina equivalente (GGE), por meio dessa via de conversão.O trabalho é o primeiro processo de ponta a ponta para a produção de etanol a partir de biomassa lenhosa, apresentando alta eficiência de conversão e uma configuração simples de um reator. “Como qualquer cozinheiro sabe, receitas de uma panela são sempre mais fáceis do que aquelas que requerem várias vasilhas, e, nesse caso, também significa menor consumo de água e energia”, compara Sundstrom.O etanol já é usado como aditivo redutor de emissões na gasolina convencional, normalmente constituindo cerca de 10% da gasolina. Alguns veículos especiais são projetados para operar com combustível com composições de etanol mais altas, de até 83%. Além disso, o etanol gerado a partir da biomassa vegetal pode ser usado como ingrediente para a fabricação de diesel e combustíveis de aviação mais complexos. Atualmente, a fonte mais comum do biocombustível são os grãos de milho – um material amiláceo muito mais fácil de decompor quimicamente, mas requer terra, água e outros recursos para sua produção.três perguntas para...Francesca Kertonbioquímica da Universidade Memorial de NewfoundlandQuanto de resíduos de peixes é necessário para produzir o plástico?Com 1g de óleo, podemos produzir de 1,3g a 1,4g de plástico, mas isso depende do tipo de amina que você usa. Quanto maior o tamanho ou a massa da amina, menos óleo de peixe é necessário no poliuretano. De 40% a 60% da massa do peixe vai para o lixo, como a cabeça, os ossos, as vísceras, e, na maior parte dos lugares, essas partes não são vendidas. Então, fazer algo com esse material é algo bastante útil. Nós fizemos alguns cálculos e, com base em dados da Organização das Nações Unidas, há um potencial suficiente de óleo de peixe para a produção do poliuretano ou outros materiais.Para quais aplicações esse plástico será mais indicado?Precisamos entender melhor as propriedades mecânicas do polímero, porque é isso que vai determinar em quais aplicações ele poderá ser usado. Desde que publicamos nosso trabalho, algumas pessoas têm entrado em contato su- gerindo diferentes áreas em que o material pode ser útil. Então, estamos animados com a perspectiva de estabelecer algumas colaborações.Em quanto tempo o produto pode estar no mercado? Eu trabalho em uma parte da universidade chamada Instituto Ma- rinho, e eles têm um laboratório de bioprocessamento. Estamos vendo com a indústria pesqueira a viabilidade de usar essa estrutura como uma refinaria, levando para lá todo o lixo de numerosos peixes, e, aí, processá-los em pequenas frações, incluindo o óleo. Então, o instituto tem feito algumas análises econômicas para descobrir o que é e o que não é viável, quais as melhores localidades para conduzir o estudo. Espero que meus colegas consigam convencer o governo local a construir uma planta-piloto porque, assim, seremos capazes de produzir esse material em escala e fornecer amostras do plástico para pesquisadores de diferentes áreas testá-lo. Se conseguirmos financiamento, acho que em dois ou três anos teremos a planta e, em cinco, o produto no mercado. Veja Mais

A piada ofensiva que gerou primeira censura na internet e mudou a rede para sempre

 A piada ofensiva que gerou primeira censura na internet e mudou a rede para sempre

em - tecnologia Esta é a história de uma guerra travada logo nos primórdios da internet. E o que estava em jogo era crucial: quem era o dono desse novo mundo, quem fazia as regras e quais elas seriam.Na década de 1980, antes da invenção da World Wide Web, havia uma coisa nascente chamada Usenet. Era uma coleção de painéis de mensagens para o pequeno número de pessoas em instituições acadêmicas e tecnológicas que sabiam de sua existência. Gente como Brad Templeton, que até então usava o computador apenas para jogar e fazer planilhas."A Usenet foi uma epifania para mim. Entendi que o objetivo real, o uso mais importante dos computadores era conversar com outras pessoas", lembra Brad.Havia páginas na Usenet dedicadas a conversas sobre ateísmo, sexo, vinhos ou tecnologia."Era como uma praça. Todas as noites, seu computador ligava para outros computadores e ligava tudo de novo com eles, e então você podia conversar com pessoas de todo o mundo."Um pontoBrad acessou a Usenet por meio da Universidade de Waterloo, no Canadá, onde havia estudado, pois não era algo que alguém pudesse se conectar de casa. Normalmente, um computador era necessário em um laboratório, empresa de informática ou universidade."Portanto, o público era altamente educado, geralmente bem de vida, provavelmente não tão etnicamente diverso e com conhecimento de tecnologia. Uma elite."Eles foram pioneiros.Para se ter uma ideia de quanto, certo dia, em 1982, Brad postou uma mensagem sugerindo que os e-mails seriam mais fáceis de ler se tivessem um ponto. Outros concordaram, e é por isso que nossos endereços de e-mail agora terminam em .com.Mas Brad queria que seu legado da Usenet fosse mais divertido do que isso, então ele criou seu próprio quadro de mensagens dedicado ao humor, chamado rec.humor.funny (RHF), que rapidamente conquistou milhares de assinantes.Uma piada por diaAs pessoas lhe mandavam piadas e as que ele achava mais engraçadas passavam a fazer parte de uma coleção da qual seu computador escolhia aleatoriamente uma e publicava todas as manhãs.E um dia,uma delas fez dele um tipo diferente de pioneiro - a primeira pessoa na história registrada a ficar publicamente envergonhada por algo que fez online."Era uma piada baseada em estereótipos judeus e escoceses. E a aleatoriedade do computador optou por lançá-la em um dos aniversários da Kristallnacht, a Noite dos Cristais." "O fato é que, quando foi divulgada, enfureceu um judeu do MIT (Massachusetts Institute of Technology) nos Estados Unidos", disse Brad.Esse judeu era um britânico chamado Jonathan Richmond, que infelizmente morreu no ano passado. Ele morava no MIT com outro britânico que se lembra bem do incidente. Ele não queria ser identificado, então vamos chamá-lo de Amir."Éramos ambos sensíveis ao racismo e ao antissemitismo, por isso não era incomum sermos incomodados por esse tipo de coisa. Mas essa piada em particular nos afetou pessoalmente. Além disso, havia algo muito importante na data, pela Kristallnacht."É por isso que Jonathan e Amir também se tornaram pioneiros - ninguém jamais havia tentado disciplinar o mundo online antes. Jonathan apelou para a comunidade da Usenet, escrevendo que geralmente gostava de piadas que o faziam rir de si mesmo, mas não podia tolerar o humor preconceituoso associado à perseguição e assassinato.Mas o pessoal da Usenet respondeu chamando-o de bobo e quase ninguém ficou do seu lado.Bobo?Se você acha que Jonathan e Amir estavam exagerando, Amir aprofunda um pouco o contexto."Meus pais vieram da África Oriental para o Reino Unido na década de 1960, quando havia placas nas janelas de casas e empresas anunciando que asiáticos e negros não eram aceitos. Fui atacado várias vezes nas ruas. Finalmente nos mudamos para o Canadá na década de 1980, em parte porque estávamos fartos dos abusos racistas."Coincidentemente, antes de ir para o MIT, Amir frequentou a mesma universidade onde Brad postava suas piadas. A Universidade de Waterloo costumava ser um banco de talentos."Além disso, era responsável por enviar mais graduados para a Microsoft - que era a maior empresa da época - do que qualquer outra universidade do planeta."Assim, pareceu a Amir e Jonathan que a coisa toda era um mau presságio. Um tom estava sendo estabelecido naquele novo mundo que poderia afetar as gerações futuras."Eu sabia que minha universidade tinha um grande papel em todo o espaço da tecnologia da informação e que se algo assim não fosse controlado, teria um grande impacto negativo também, então teve que ser cortado pela raiz", diz Amir.Mas suas tentativas tinham falhado até agora. Que recurso eles tiveram?O quarto poderEles tiveram a ideia de aproveitar a visita de Amir à namorada em Waterloo para conversar com o jornal local."Lembro que quando li essas piadas fiquei com o estômago embrulhado", diz a jornalista Luisa D'amato."Embora estivesse abordando o assunto com olhos de repórter, prestando a devida atenção a todos os lados da história, piadas como essa me faziam sentir marginalizada e difamada.""Na grande mídia, se você não gosta de alguma coisa, pode reclamar para algum órgão que a regulamenta. Mas aquilo era como o Velho Oeste."Depois de investigar, Luisa publicou um artigo intitulado "Sistema de computador da Universidade de Waterloo é usado para enviar piadas racistas"."Foi constrangedor para a universidade. Eles não gostavam de estar na primeira página do jornal como envolvidos em racismo horrível e antissemitismo."Mesmo assim, Brad foi inundado com mensagens de apoio de usuários da Usenet, além de uma carta de um nazista que havia lutado por Hitler e vivia no Canadá, dizendo a ele que era ótimo que as pessoas contassem piadas sobre judeus."A universidade anunciou quase imediatamente que não toleraria ser um centro para esse tipo de material ofensivo e suspendeu a conta de Brad Templeton", diz Luisa. "Eu estava atormentado, não conseguia dormir bem", diz Brad.Mas a vitória de Jonathan e Amir durou pouco, algo que a comunidade da Usenet poderia ter dito a eles de antemão.Nada para fazer"Essa foi a primeira vez que vi alguém em uma posição de autoridade tentando banir algo na Usenet, e lembro-me de ter pensado: 'Que idiotas! Eles acham que podem banir. Não vai funcionar'", disse o pioneiro da Usenet e cientista da computação Brian Reed, que na época era professor assistente de engenharia elétrica na Universidade de Stanford, no coração do emergente Vale do Silício."Todos os tecnólogos entenderam que a internet não tinha censura. Foi projetada para ser assim. Se você fosse proibido de fazer algo, nada mudaria porque outras cem pessoas continuariam com a tarefa."Vários usuários da Usenet se ofereceram para hospedar o site de Brad, que ele reativou imediatamente.Mas a batalha não tinha acabado.Enquanto isso, na Califórnia...O destino da piada antissemita estava prestes a ser alvo de nova disputa, desta vez na Universidade de Stanford, onde o veredicto afetaria a vida de todos que já usaram as redes sociais.Na década de 1980, o campus de Stanford era um lugar muito progressista. Mas havia um pequeno número de estudantes conservadores com um meio poderoso para fazer suas vozes serem ouvidas: o jornal Stanford Review.Seu editor foi Peter Thiel, mais tarde fundador do PayPal, e também um dos primeiros investidores no Facebook, Airbnb, LinkedIn, Yelp e Spotify, que por décadas personificaria a cultura libertária do Vale do Silício.Nas páginas do jornal, ele e sua equipe lamentaram o politicamente correto.E um incidente desencadeou um conflito polarizador. Enquanto tudo isso acontecia na Universidade de Waterloo, em Stanford, depois de uma conversa sobre se Beethoven era descendente de africanos, dois alunos que acharam a ideia ridícula pintaram feições estereotipadamente pretas em uma foto do músico e a colocaram na porta do quarto de outro aluno que estava defendia isso e era afro-americano.Os dois alunos foram expulsos da residência universitária.Houve marchas pedindo normas para proibir o ódio racial no campus, um tipo de ativismo que não era incomum nas universidades da época.Mais incomum foi a reação dos estudantes conservadores que, por meio da Stanford Review, questionaram a expulsão dos dois estudantes por causa de um panfleto que poderia simplesmente ter sido jogado fora, e desafiaram o público perguntando se eles realmente acreditavam na liberdade de expressão.Em meio a essa atmosfera tensa, uma usuária da Usenet chamada Jean Janice, que trabalhava no Centro de Computação da Universidade de Stanford, se conectou para ver a piada do dia de Brad Templeton.Foi a piada antissemita.Momento crucial"Achei engraçado e então começou todo o alvoroço para saber se aquele tipo de material deveria estar ali", lembra Jean.Para ela, o fechamento do site de Brad por causa da piada era ridículo, e ela contou isso a seu chefe John Sack, o diretor do Data Center de Stanford, pensando que ele provavelmente também pensaria que era uma tempestade em um copo d'água.Mas parecia mais sério para ele e ele decidiu falar com seus superiores. John havia passado décadas nos bastidores em Stanford, procurando silenciosamente as melhores maneiras de publicar periódicos acadêmicos online. Mas naquele dia cabia a ele descobrir como Stanford deveria reagir à piada.E como se tratava de Stanford no final dos anos 80, era um momento crucial na história. Stanford foi pioneira na implementação da ideia de que uma faculdade poderia criar empresas que se tornassem centros de excelência empresarial, o que realmente foi o nascimento do Vale do Silício.E essas empresas se concentrariam em uma coisa."O uso de computadores estava começando em um contexto social, então estávamos navegando nas áreas cinzentas de quanto permitir que o computador fizesse por e para as pessoas", enfatiza John.A piada de Brad seria o caso de prova perfeito. Os arquitetos da emergente internet estavam assistindo."O curso não estava claro. Eventualmente, teríamos que tomar uma decisão."O ponto finalApós semanas de deliberação, foi anunciado que a página de Brad também seria banida em Stanford.O motivo foi explicado em um ensaio detalhado e sincero. Em suma, o amor de Stanford pela liberdade de expressão importava menos do que sua busca coletiva por uma maneira melhor de cada pessoa ser reconhecida como um indivíduo, não uma caricatura.Depois, o inferno desabou na forma de um gigante em Stanford, o agora falecido professor titular John McCarthy, um dos maiores nomes da computação na época e um dos fundadores do conceito de inteligência artificial.Horrorizado, ele postou uma resposta feroz, chamando John Sack de um lacaio.Lançou uma das primeiras petições online da história da Internet, coletando 100 assinaturas do corpo docente. Na época, como agora, o poder da petição online era formidável: a proibição da página de piadas de Brad foi rapidamente revertida.O argumento vencedor de John McCarthy se resumiu a: "Estamos explorando a tecnologia de ponta da computação. Precisamos descobrir os limites do viés da liberdade de expressão encontrando-os. Ou cruzando-os."E essa é a internet com a qual vivemos: uma utopia de engenheiros libertários em que a liberdade de expressão floresceu independentemente dos perigos que pudesse causar à sociedade.Perigos que não são apenas palavras ofensivas, mas também notícias falsas.E como a liberdade de expressão irrestrita leva a conflitos que mantêm as pessoas online por mais tempo do que a harmonia, é uma ideologia lucrativa para empresas de tecnologia.*Este artigo foi adaptado do episódio "A Scottish Jewish Joke" da série da BBC "Things fell apart".Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? 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Robô chama atenção e 'assusta' por semelhança com humanos

 Robô chama atenção e 'assusta' por semelhança com humanos

em - tecnologia A cena poderia ser de um filme de ficção científica, mas é apenas a vida real. Na última semana, um vídeo divulgado pela empresa britânica Engineered Arts, especializada em robôs humanoides, em que a empresa mostra o robô Ameca ao acordar, chamou atenção dos internautas pela semelhança que a máquina tem com humanos. Ao despertar, o robô se movimenta e faz expressões faciais, que são extremamente reais. Em outro vídeo divulgado pela empresa, o Ameca faz diversos gestos, sorri, fingi que está assustado e até dá de ombros. Veja no vídeo abaixo:A empresa Engineered Arts define o Ameca como o robô humanoide mais avançado do mundo. "Ameca é a plataforma de robô humanoide perfeita para interação humano-robô", diz a empresa.  O robô Ameca está disponível para aluguel em participação de eventos e também para a venda. "Impressione seus clientes ou visitantes em um evento ou atração para visitantes", completa a Engineered Arts. Veja Mais

6 formas como minissatélites do tamanho de caixas de sapato podem mudar o mundo

 6 formas como minissatélites do tamanho de caixas de sapato podem mudar o mundo

em - tecnologia O CubeSat é uma peça de tecnologia pequena, mas inteligente.Com o tamanho de uma caixa de sapatos, os minúsculos satélites CubeSat foram inventados pelo professor Bob Twiggs em 1999 como ferramenta educativa para seus alunos."Eles não conseguiam colocar muita coisa nele — e esse era o desafio, na verdade. O CubeSat os forçava a parar de acrescentar itens aos seus projetos", relembra Twiggs, rindo.Com construção e lançamento mais rápido e barato que os satélites convencionais, existem agora centenas de CubeSats em órbita da Terra, construídos por universidades, start-ups e governos. A missão da Nasa para proteger a Terra de asteroides O cientista brasileiro que descobriu o maior cometa já visto no Universo: 'Foi pura sorte, um acaso' O programa de rádio People Fixing the World ("Pessoas que consertam o mundo", em tradução livre), do Serviço Mundial da BBC, apresentou seis projetos fascinantes envolvendo os CubeSats que estão tentando mudar o planeta.1. Impedir desmatamento O governo da Noruega formou uma parceria com a companhia de satélites Planet, para combater o desmatamento em todo o mundo.A Planet tem uma constelação de 180 CubeSats fotografando a Terra continuamente. As suas câmeras possuem resolução de 3m por pixel e podem obter do espaço evidências de extração de madeira."O governo norueguês nos paga em troca de dados de rastreamento do corte de árvores em 64 países tropicais", segundo Will Marshall, diretor executivo da Planet. "Nós informamos aos ministérios responsáveis pelas florestas nesses países onde está ocorrendo desmatamento e a Noruega decide pelo fornecimento ou não de fundos para eles, dependendo do cumprimento de um acordo de suspensão do corte de árvores."2. Rastrear animais em risco de extinção No início do ano, uma equipe de estudantes da Itália e do Quênia lançou o satélite WildtrackCube-Simba. Esse CubeSat monitorará as aves e os mamíferos do Parque Nacional do Quênia."Tivemos conflitos entre seres humanos e animais selvagens, por exemplo, quando os elefantes invadiram as plantações, prejudicando as fazendas e, às vezes, até matando as pessoas", afirma Daniel Kiarie, estudante de engenharia de Nairóbi, no Quênia."Por isso, queremos ajudar a evitar isso, fornecendo informações sobre o movimento dos animais com antecedência, para que os agricultores possam afastá-los antes que eles cheguem às aldeias", segundo ele.No ano que vem, o plano dos estudantes é implantar etiquetas de rádio frequência nos animais. Eles esperam poder rastrear mais do que apenas a sua localização."A extração ilegal de presas de elefantes e chifres de rinocerontes é um problema comum no Quênia", segundo Kiarie. "Acreditamos que essas etiquetas poderão também monitorar os batimentos cardíacos e detectar quando o animal morre."A missão do WildtrackCube-Simba é de três anos. Os CubeSats normalmente duram de dois a cinco anos antes de serem queimados na atmosfera, dependendo da altura de sua órbita.3. Denunciar escravidão modernaO Laboratório de Direitos Humanos da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, usa imagens de satélite para mergulhar no mundo clandestino do trabalho forçado.Mais recentemente, foram utilizadas imagens geradas por minissatélites CubeSat para mapear os acampamentos improvisados na Grécia dos colhedores de frutas oriundos de Bangladesh."Podemos observar como esses acampamentos informais estão se mudando ao longo do tempo", segundo a Professora Doreen Boyd, que está liderando o projeto. "Quando vemos limpeza de terreno, sabemos que haverá novos acampamentos quando olharmos de novo."A equipe trabalhou em conjunto com uma ONG local, que visitou os acampamentos encontrados."Eles conseguiram falar com os migrantes e obtiveram muito mais informações sobre o que está acontecendo, em termos de condições de vida... Eles chegaram ao ponto de dizer: 'Muito bem, temos 50 acampamentos informais nesta região, quais são as prioridades do nosso trabalho?'", segundo Boyd.4. Recolher lixo espacial Recentemente, a Rússia foi motivo de indignação internacional ao disparar um míssil sobre um dos seus antigos satélites espiões, fazendo com que milhares de fragmentos se espalhassem na órbita baixa da Terra.Redes globais rastreiam cerca de 30 mil pedaços de lixo espacial enquanto viajam em volta da Terra, desde satélites inoperantes até estágios de foguetes. Mas existem muitos outros fragmentos que são pequenos demais para que sejam rastreados, mas grandes o suficiente para ameaçar satélites ou astronautas a bordo de aeronaves.Existem muitas questões envolvidas na limpeza do lixo espacial, sem falar nas tentativas de descobrir qual pedaço de equipamento pertence a qual país. Mas os cientistas estão mais próximos de solucionar a questão prática de capturar os objetos em órbita graças aos CubeSats. Eles estão usando os pequenos satélites para reproduzir o lançamento de lixo em experimentos no espaço.Em 2018, o satélite europeu RemoveDEBRIS conseguiu liberar e capturar dois CubeSats utilizando um arpão e uma rede.Este ano, a companhia japonesa Astroscale lançou a aeronave ELSA-d, que liberou e capturou com sucesso um CubeSat, utilizando um sistema magnético. Nos próximos testes, o CubeSat será forçado a tombar como faz o lixo espacial normal, antes de se tentar sua recaptura.5. Consertar turbinas eólicas Existem diversas frotas de CubeSats trabalhando em conjunto acima das nossas cabeças para fornecer uma 'internet das coisas' de baixo custo. Essa rede conecta as pessoas a objetos marcados com sensores em locais remotos em todo o mundo.Alguns agricultores usam sensores para monitorar os níveis de água de caixas d'água ou bebedouros de animais em locais distantes, para que eles não precisem ir até lá verificar pessoalmente.Sensores podem também ser usados para aumentar a eficiência da energia renovável. As turbinas eólicas geralmente recebem visitas de manutenção apenas duas vezes por ano, de forma que pode levar meses para alguém descobrir e consertar uma pá danificada.Uma empresa chamada Ping Services criou um sensor que monitora o som produzido pelas turbinas eólicas à medida que elas giram. Ele pode detectar alterações desses sons que indiquem uma pá quebrada e avisar o operador da turbina por meio de uma rede CubeSat. Com isso, a pá pode ser consertada com muito mais rapidez e eficiência.6. Explorar o espaço sideral A maioria dos minissatélites CubeSat olha em direção à Terra, mas alguns deles estão apontados para as estrelas.Em 2018, A Nasa lançou os primeiros CubeSats no espaço sideral. MarCO-A e B retransmitiram informações vitais da sonda Insight Lander enquanto ela descia sobre a superfície de Marte.No ano que vem, a Nasa lançará outros 10 CubeSats no seu foguete Artemis 1. As missões incluem testes dos efeitos da radiação no espaço sideral sobre um organismo vivo e estudos sobre depósitos de água no polo sul lunar.Eles são parte de um programa que espera, um dia, permitir que seres humanos voltem a pousar na Lua.Ouça o programa People Fixing the World, do Serviço Mundial da BBC, em formato de podcast (em inglês).Sabia que a BBC News Brasil está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

O jovem que criou sistema de entregas onde os Correios não vão

 O jovem que criou sistema de entregas onde os Correios não vão

em - tecnologia Comprar online é confortável, prático, ágil e se tornou uma febre mundial após a pandemia da Covid-19, quando as lojas físicas fecharam para seguir as normas de distanciamento social. Mas, em São Paulo, os mais pobres não têm essa chance.Na maior e mais rica cidade da América Latina, as encomendas não sobem os morros das favelas nem entram em áreas consideradas de risco, como ruas dos bairros da Brasilândia, Itaim Paulista e Parelheiros. Pessoas ouvidas pela BBC News Brasil, que moram nessas regiões, disseram que precisam pedir para que as encomendas delas sejam entregues em bairros vizinhos, considerados "seguros" pelos serviços de entrega - como os Correios.Incomodado com essa situação, o morador de Paraisópolis Giva Pereira, de 21 anos, fundou o Favela Brasil Xpress. Trata-se de uma rede de entregadores que moram na própria favela e entregam as mercadorias onde os Correios e as transportadoras contratadas pelas empresas de e-commerce não entram.A empresa surgiu em setembro de 2020, em meio à necessidade de possibilitar que as doações feitas durante a pandemia chegassem às casas dos moradores da segunda maior favela de São Paulo."Definimos que a cada 50 casas da favela haveria um morador voluntário, que chamamos de presidente, para monitorar as necessidades de cada família. Eles analisavam quem mais precisava de cesta básica, marmita e doações. Mas, por medo de serem assaltados, por conta do preconceito com a favela e pelo receio de se contaminar com o coronavírus, muitos doadores não subiam o morro e nós mesmos montávamos as cestas básicas e entregávamos", contou ele.Giva afirmou que essa coordenação criou naturalmente uma rede de logística na favela. Funcionava da seguinte forma: os voluntários buscavam os itens nas casas ou empresas doadoras para levar até Paraisópolis, onde eram distribuídos de porta em porta para as famílias mais necessitadas, identificadas pelos presidentes de rua."A comunidade de Paraisópolis teve um crescimento desordenado muito grande desde o seu surgimento e isso causou uma desorganização dos números das casas. O entregador coloca o endereço no GPS, mas não encontra. Já os moradores conhecem tudo e entregam sem problemas.", afirmou o jovem empreendedor.Com o crescimento do e-commerce, a ideia de Giva Pereira foi então sugerir parcerias com as empresas para que os próprios moradores fizessem as entregas.Procurados pela reportagem, os Correios dizem que "estudam a formalização de parceria para realização de entregas nos citados endereços" com a Favela Brasil Xpress.Como funcionaO Favela Brasil Xpress implanta um centro de distribuição na entrada da região onde os serviços de entrega não têm restrições. No local, que pode ser um contêiner ou uma sala, são armazenadas as mercadorias.No momento da compra, o cliente apenas precisa colocar o endereço da casa dele. A passagem pelo centro de distribuição é feita de maneira automática e não tem custo extra para o consumidor.Atualmente, o Favela Brasil Xpress tem parceria com Americanas, Dafiti, Total Xpress e Via Varejo. A iniciativa ganhou o Prêmio BBM de Logística, tido como o Oscar do setor, na categoria startup. De acordo com uma pesquisa feita pela consultoria Outdoor Social Inteligência, nas 15 maiores favelas do país, 38% dos entrevistados disseram que fazem compras online, principalmente no setor de vestuário. Isso representa que 62% deste público ainda não compra e não é assistido pelo comércio digital.A Outdoor Social Inteligência apontou ainda ter identificado uma tendência de alta nas compras online e que "ainda há muito o que ser feito e investido".Investimento e expansão nacionalEm nove meses de funcionamento, o Favela Brasil Xpress já tem 90 pessoas contratadas apenas em Paraisópolis. Sendo 41 funcionários com carteira assinada, entre operadores e entregadores. Todos os trabalhadores moram na própria favela.O projeto já foi implantado em Heliópolis, a maior favela de São Paulo, na Cidade Julia (Diadema, na Grande SP), no Capão Redondo (zona sul da capital), além das favelas da Rocinha e Vila Cruzeiro, ambas no Rio de Janeiro.O idealizador do projeto, Giva Pereira, conta que o sucesso do projeto atraiu a atenção de diversas empresas e investidores. Segundo ele, há negociações em andamento para levar o Favela Brasil Xpress para outras regiões do país.O atual plano de expansão prevê 50 novas bases em 50 favelas do Brasil até o fim de 2022, além da modernização do sistema atual para melhorar a velocidade das entregas. Hoje, o Favela Brasil Xpress entrega aproximadamente 800 encomendas por dia, apenas em Paraisópolis, avaliadas em cerca de R$ 500 mil."Isso é uma prova de que a favela consome no mercado online. Antes, o morador fazia a compra e colocava o endereço do trabalho ou de alguém que morasse fora da comunidade. Hoje, ele vai colocar o CEP dele, pagar o preço normal e receber na porta de casa", conta Giva Pereira com orgulho.Essa ainda é a realidade da universitária Elisangela da Silva Cardoso, de 26 anos. Ela mora no Itaim Paulista, no extremo leste de São Paulo, e sempre pede para entregar suas encomendas na casa de vizinhos ou no escritório onde a mãe dela trabalha."Meses atrás, eu comecei a usar a opção de entregar na agência dos Correios perto da minha casa, porque isso é previsto no site. Eu recebi duas vezes, mas as seguintes colocaram um aviso de 'destinatário desconhecido' e devolveram para o remetente", contou.Procurados, os Correios disseram que as entregas "encontram-se regulares" nos endereços dos bairros da Brasilândia, Itaim Paulista e Paraisópolis, questionados pela reportagem a partir da reclamação de moradores. "Para uma avaliação pontual, é necessário informar detalhes como o código de rastreamento dos objetos reclamados'', informou o serviço de entregas por meio de nota.Os Correios disseram ainda que "existem algumas localidades com modalidade de entrega diferenciada de encomendas, seja por não apresentarem condições de segurança favoráveis aos trabalhadores, clientes e encomendas ou, ainda, por não atenderem às condições para a entrega domiciliária (conforme previsto na Lei 6.538/78 (Lei Postal) e Portaria MCOM nº 2.729, de 28 de maio de 2021)."Nesses locais, explicam, os clientes devem fazer a retirada da encomenda em unidades indicadas. De acordo com o coordenador do MBA de marketing digital na FGV, Andre Miceli, todos os aplicativos terão espaço para atuar em contextos sociais e resolver problemas como esses. "Qualquer grupo social que se reúna sobre uma característica em comum cria espaço para uma oferta de conteúdo, porque ele usa o assunto para capturar a atenção das pessoas daquele grupo. Do ponto de vista de negócio, faz todo o sentido e a gente deve ver uma expansão desse tipo de solução nos próximos anos", afirmou.Segundo o professor da FGV, ainda há um grande espaço para o crescimento desse tipo de iniciativa. Ele afirma, por exemplo, que o iFood está presente em 2 mil cidades do país, os Correios em pouco mais de 2 mil e a Loggi em 600. Enquanto o país tem 5.570 municípios."Será cada vez mais comum ver empresas grandes tentando participar desses projetos. Mas as iniciativas locais levam vantagem porque ela tem a linguagem, o conhecimento daquele grupo e a noção do que desperta o interesse dela. Essa proximidade faz toda a diferença", disse Andre Miceli.Bolsa de Valores das FavelasO G10 Favelas, que reúne as lideranças das dez maiores favelas do Brasil, lançou, em parceria com a gestora de investimentos DIVI•hub, na sexta-feira (19), a Bolsa de Valores das Favelas. Por meio da plataforma, que tem a permissão da Comissão de Valores Mobiliários para regular os ativos, tornou-se possível comprar frações de empresas que operam nas favelas brasileiras, a partir de R$ 10.No dia seguinte, sábado (20/11), a favela de Paraisópolis recebeu celebridades como o apresentador Luciano Huck, a Luiza Helena Trajano, dona da rede Magazine Luiza, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, para a cerimônia de inauguração da venda de ações. O evento teve direito aos tradicionais touro e sino que simbolizam as bolsas de Nova York e, mais recentemente, também a B3, em São Paulo. Além de atrair investidores para os projetos desenvolvidos dentro das favelas.Gilson Rodrigues, fundador do G10 Favelas e presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, disse que a intenção do grupo é construir uma ponte entre as startups da favela e os empreendedores."São 18 iniciativas que podem ser escaladas por esses investidores para que ambos possam estar bem. Queremos organizar, dar mentoria e captar recursos. Nossa projeção para o Favela Brasil Xpress é instalar 50 novas bases e fazer 1 milhão de entregas nos primeiros 6 meses de 2022", afirmou.Gilson afirma que a favela tem um grande potencial de consumo, mas hoje se sente bloqueada por não ter o conforto de receber suas encomendas em casa. Nosso mercado é potente e, se estimulado, pode ser ainda maior. A forma que a gente vê para escalar é por meio de franquias. De forma que empreendedores de outras favelas possam ter acesso ao nosso sistema e implantar em suas comunidades", afirmou.No plano de expansão do Favela Brasil Xpress, ainda está previsto um serviço de coleta e entrega de mercadorias nas casas dos pequenos empreendedores da favela. Dessa forma, por exemplo, uma mulher que confecciona panos de prato poderá disponibilizar seus produtos em um grande marketplace e contar com um serviço de entrega ágil e barato.Além da opção de franquias, a própria Favela Brasil Xpress poderá mandar uma equipe para criar uma base e montar uma estrutura na região."A insegurança não se combate com segurança, mas com convivência. Por isso, vamos trazer empresas de fora da comunidade, com o olhar de que a favela é uma potência e tem oportunidade. Todos vão querer investir porque vale a pena, não por caridade", concluiu o idealizador Giva Pereira.Sabia que a BBC News Brasil está também no Telegram? Inscreva-se no nosso canalJá assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Confira os 10 celulares que prometem bombar na Black Friday 2021

 Confira os 10 celulares que prometem bombar na Black Friday 2021

em - tecnologia O celular se tornou quase uma peça de roupa do brasileiro, de tão essencial ele é no dia a dia de cada um. Mais do que nunca, o mercado de smartphones no país ocupa as primeiras posições quando falamos de todo o setor de eletrônicos, que envolve, por exemplo, notebooks, tablets, TVs, games, assistentes virtuais, câmeras e muito mais.Durante a Black Friday 2021, a febre da venda de celulares não será diferente da que houve no ano passado. Os smartphones tiveram grande procura na mesma data em 2020 e são uma das grandes tendências deste ano, principalmente no que se trata das marcas mais famosas do mundo: Apple, Samsung, Xiaomi, Motorola e LG. O celular no dia a dia do brasileiro: muito mais que um aparelho É fato: o brasileiro não vive mais sem o celular e está sempre de olho na lista dos aparelhos mais vendidos do mercado para ver se vale a pena adquirir um modelo mais novo do que o atual. Isso porque o celular, atualmente, é capaz de fazer muito mais do que simples ligações ou de nos conectar à internet - ele é a forma mais rápida de nos comunicarmos com o mundo, seja na hora de solicitar um transporte, de pedir alimentação, de enviar pagamentos, de comprar algum produto, de conversar com os colegas de trabalho ou de fazer qualquer outra atividade relacionada ao nosso dia a dia.Pois é, o celular se tornou indispensável na vida das pessoas e, por isso, a possibilidade de troca do aparelho a cada ano, principalmente com os descontos atrativos durante a Black Friday, é, de fato, bastante tentadora. Conheça os 10 modelos de celular mais vendidos no Brasil em 2021 Se você está em busca de um celular que une design, um bom desempenho, tecnologia e um ótimo custo-benefício, agora é a hora certa de comprar o seu!Confira a seguir o ranking dos celulares mais vendidos do Brasil, de acordo com dados do comparador de preços Zoom coletados em maio de 2021: 1) Apple iPhone 11O iPhone 11 é considerado o de melhor custo-benefício de sua geração. Um aparelho muito fino (8.3 mm), com desempenho excelente e iOS avançado, ele possui tela de 6.1 polegadas, conexão LTE 4G, memória interna de 512 GB e câmera de 12 megapixels.  2) Samsung Galaxy S20 FEO Galaxy S20 FE é um ótimo celular para quem gosta de fotos, já que possui uma câmera de 12 megapixels. Ele conta com tela de 6.5 polegadas, conexão LTE 4G, leitor multimídia, videoconferência, bluetooth e memória interna de 128 GB com possibilidade de expansão.  3) Samsung Galaxy M51O Galaxy M51 possui tela de 6.7 polegadas, conexão LTE 4G, leitor multimídia, rádio, videoconferência, bluetooth e memória interna de 128 GB com possibilidade de expansão. Além disso, o aparelho conta com câmera de 64 megapixels e consegue gravar vídeos em 4K.  4) Xiaomi Redmi Note 8O Redmi Note 8 é um queridinho da marca chinesa! Ele conta com tela de 6.3 polegadas, conexão LTE 4G, leitor multimídia, rádio, videoconferência, bluetooth e memória interna de 64 GB com possibilidade de expansão. Além disso, também possui câmera de 48 megapixels e pode gravar vídeos em 4K.  5) Samsung Galaxy A11O Galaxy A11 conta com tela de 6.4 polegadas, conexão por rede UMTS e boa memória interna de 64 GB com possibilidade de expansão. Os destaques ficam por conta da câmera de 13 megapixels e da possibilidade de gravar vídeos em Full HD.  6) Samsung Galaxy S20 PlusCom tela de 6.7 polegadas, o Galaxy S20 Plus possui conexão LTE 4G, leitor multimídia, videoconferência, bluetooth e memória interna de 128 GB com possibilidade de expansão. O aparelho também conta com câmera de 12 megapixels e ainda grava vídeos em 8K.  7) Samsung Galaxy A01 CoreO Galaxy A01 Core é ideal para quem não possui muitas exigências, mas que não dispensa qualidade. Com tela de 5.3 polegadas, o aparelho conta com leitor multimídia, videoconferência, bluetooth, conexão por rede UMTS e memória interna de 32 GB com possibilidade de expansão. Além disso, ele possui câmera de 8 megapixels e pode gravar vídeos em Full HD.  8) Xiaomi Poco X3 NFCO Poco X3 NFC conta com tela de 6.67 polegadas, conexão LTE 4G, câmera de 64 megapixels e ainda pode  gravar vídeos em 4K. Um celular e tanto!  9) Xiaomi Redmi Note 9O Redmi Note 9 possui tela de 6.53 polegadas, conexão LTE 4G, leitor multimídia, rádio, videoconferência, bluetooth, câmera de 48 megapixels e alta definição (Full HD) de imagem.  10) Apple iPhone XRO iPhone XR é um smartphone iOS avançado com tela de 6.1 polegadas, conexão LTE 4G e câmera de 12 megapixels, que permite a gravação de vídeos em 4K.  iPhone e Samsung continuam sendo as marcas mais vendidas Não tem para nenhuma outra: de acordo com dados coletados pela empresa Strategy Analytics no primeiro semestre de 2021, a Samsung está em primeiro lugar no ranking de vendas globais, com 77 milhões de unidades vendidas no mundo inteiro. Depois, vem a adorada Apple, com 57 milhões de unidades vendidas. Em terceiro lugar, fica a chinesa Xiaomi, com 49 milhões de unidades vendidas. Black Friday 2021 promete boas ofertas de celulares As expectativas do público são grandes e as ofertas já estão atendendo a demanda!As grandes lojas de varejo já se preparam para a Black Friday Brasil 2021 e algumas delas já estão garantindo ofertas especiais de celulares. Isso significa que, mesmo que ainda faltem alguns dias para a data, que é dia 26 de novembro, já é possível encontrar algumas boas promoções de aparelhos celulares por aí.Então, que tal começar a sua pesquisa? Agora é a hora certa! Portanto, confira quais são os smartphones mais procurados da Black Friday e boas compras! Continue por dentro da Black Friday 2021 no Estado de Minas, acompanhe as notícias da data e fique de olho para fazer suas compras com segurança, tranquilidade e economia! Veja Mais

O carro ecológico criado por Henry Ford em 1941 e nunca comercializado

 O carro ecológico criado por Henry Ford em 1941 e nunca comercializado

em - tecnologia Henry Ford foi imortalizado como o homem que popularizou o uso de automóveis com a criação do primeiro carro produzido em massa, o Ford T.A linha de montagem, inventada pelo americano, possibilitou que o mercado automobilístico se expandisse, revolucionando a indústria de transportes no início do século 20.Hoje a proliferação de carros — que emitem dióxido de carbono, o principal gás causador do aquecimento global — é considerada um fator central das mudanças climáticas. A inusitada advertência da Apple sobre risco ao iPhone com vibrações de motos O carro futurista que 'come' poluição Mas poucos sabem que Ford, símbolo do carro, da indústria e da linha de montagem, também flertou com a produção de um produto ecológico — pelo menos no material usado para a produção.Nos anos 30, a Ford foi uma das primeiras indústrias a fabricar o que hoje chamamos de bioplástico: um plástico feito de plantas que, ao contrário do plástico tradicional - feito de hidrocarbonetos - é biodegradável.Ford chegou a criar um carro com esse material: o Soybean Auto (carro de soja), que ele apresentou ao público em 1941.Ele estava tão convencido das virtudes deste plástico — que, segundo ele, era dez vezes mais resistente do que o aço — que pegou um machado e atingiu um painel de metal e um de plástico, mostrando que apenas o metal tinha amassado.No entanto, apesar de o próprio magnata ter previsto que "dezenas de milhares de artigos e autopeças atualmente feitos de metal" seriam feitos de "plástico criado a partir de materiais colhidos na fazenda", o protótipo nunca virou um produto. O carro de soja nunca foi e o único modelo existente foi destruído. Não há nem mesmo uma réplica.Qual a história por trás desse projeto? Por que ele não prosperou? Fazendeiro e industrialDe acordo com o Benson Ford Research Center, dedicado a preservar a memória de Henry Ford, o famoso empresário cresceu em uma fazenda em Michigan e durante toda a sua vida buscou uma forma de combinar "os frutos da indústria com os da agricultura".Ford criou laboratórios dedicados a encontrar usos industriais para plantas como soja, milho, trigo e cânhamo. A ideia de construir um carro de plástico feito a partir desses materiais não só cumpria o propósito de unir as duas paixões, mas também tinha outros méritos, destaca o centro de pesquisas.Uma era que a Ford acreditava que "os painéis de plástico tornavam o carro mais seguro do que os carros de aço tradicionais; e que o carro poderia até mesmo capotar sem ser esmagado".Mas havia também uma questão prática: com o início da Segunda Guerra Mundial na Europa, em 1939, houve uma "escassez de metais" no mundo."As matérias-primas plásticas podem custar um pouco mais", disse ele ao jornal The New York Times durante a apresentação de seu "carro feito de plástico", em agosto de 1941. "mas prevemos uma economia considerável como resultado de menos operações de acabamento na fabricação." O que se sabe sobre o Soybean AutoO próprio Benson Ford Research Center reconhece que muito pouca informação foi preservada sobre esta invenção original, que, no entanto, continua a despertar o interesse de muitas pessoas — especialmente agora que há tanta atenção dada às questões ambientais.Uma das grandes incógnitas são os detalhes sobre o material com que o carro foi feito. Os ingredientes exatos dos painéis de plástico são desconhecidos porque atualmente não há registro da fórmula.A reportagem do New York Times da época diz que "um dos plásticos desenvolvidos pelos químicos da Ford é um material composto de 70% de fibra de celulose e 30% de aglutinante de resina"."A fibra celulósica é composta por 50% de fibras de pinho, 30% de palha, 10% de cânhamo e 10% de rami, material usado pelos antigos egípcios para as múmias", detalha o jornal. Mas o homem encarregado de criar o carro, Lowell E. Overly, deu uma versão muito diferente em outra entrevista. Ele disse que o carro era feito de "fibra de soja em uma resina fenólica com formaldeído". O projetoO que está mais documentado é como o Soybean Car foi projetado e montado.A Ford confiou a tarefa a Overly, que era designer de ferramentas e matrizes do Laboratório de Soja, que fazia parte do complexo criado pelo empresário automotivo.O supervisor de Overly, Robert A. Boyer, que era químico, também ajudou no projeto. O carro tinha uma estrutura de aço tubular, à qual foram fixados 14 painéis de plástico.Além de fazer o carro mais resistente a impactos, o plástico tinha outra grande vantagem: era muito mais leve. O Soybean Car pesava menos de uma tonelada, metade do peso dos carros tradicionais da época. Este foi outro fator que Ford destacou quando apresentou sua inovação em 13 de agosto de 1941 no Dearborn Days, um festival em Michigan. O "carro de plástico" também foi exibido no Michigan Fairgrounds no final daquele ano.Mas apesar de seu apoio à sua nova invenção e da confiança de Ford no futuro dos plásticos à base de plantas, o projeto não foi para frente. De acordo com Overly, o único modelo já feito foi destruído e os planos para produzir uma segunda unidade nunca saíram do papel. O que impediu o projeto — e parou toda a produção de automóveis nos EUA — foi a entrada do país na Segunda Guerra em 1941, depois do ataque japonês a Pearl Harbor.No final da guerra, a ideia de um carro de plástico desmoronou enquanto a energia estava indo para os esforços de recuperação, explica o Centro de Pesquisa Benson Ford.Outros afirmam que o desinteresse pelo plástico à base de plantas foi devido a um fator puramente econômico: a abundância de petróleo barato após a Segunda Guerra Mundial.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Iphone 13 chega ao Brasil; confira preços e como comprar o novo modelo

 Iphone 13 chega ao Brasil; confira preços e como comprar o novo modelo

em - tecnologia Mais de um mês após ser lançado oficialmente pela Apple, o Iphone 13, versão mais recente do smartphone produzido pela empresa de Steve Jobs, chegou ao Brasil. Os interessados em garantir o novo modelo já podem fazer a compra pelo site oficial da Apple, que está oferecendo frete grátis para qualquer destino do país. O prazo de entrega é de cerca de 15 dias.A versão Mini, que tem a tela de 5,4 polegadas, com armazenamento de 128 GB custa R$ 6.599. Na nova linha do Iphone, a capacidade de armazenamento de 64 GB foi extinta, o que foi visto por especialistas como uma melhoria, porque assim o valor mais baixo já contará com um alto nível de armazenamento.Já a versão convencional do Iphone 13 tem tela de 6,1 polegadas e custa R$ 7.599; enquanto a versão Pro, com o mesmo tamanho de visor, custa R$ 9.499. A versão mais cara, o Iphone 13 Pro Max, com tela de 6,7 polegadas, vai para casa do interessado que desembolsar - no mínimo - R$ 10.499. Apenas a versão Pro Max oferece a opção de 1 TB de armazenamento, por um custo de R$ 14.499.Além da Apple, há lojas não oficiais que adotaram a venda sob encomenda, na qual o cliente realiza um cadastro, faz o pagamento e espera o aparelho chegar em casa ainda em novembro - é o caso da Iplace.Menos design, mais entregaSimilar ao 12, o Iphone 13 não tem grandes novidades no design, mas promete entregar melhorias no processador e na qualidade das câmeras. De acordo com a empresa, no lançamento do modelo em 14 de setembro, o novo chip A15 Bionic promete uma navegação limpa e sem travamentos.Já as duas câmeras em diagonal - a grande-angular e a ultra-angular - auxiliarão o novo Modo Cinema, que possibilita a gravação de vídeos com foco automático dinâmico em pessoas e objetos e efeito de fundo desfocado na cena. O Iphone Pro Max conta, ainda, com uma teleobjetiva para auxiliar na gravação.Além disso, os consumidores terão uma bateria de pelo menos 1,5 hora a mais de duração do que a das versões anteriores. Veja Mais

Por que a internet tem 'quebrado' com tanta frequência

 Por que a internet tem 'quebrado' com tanta frequência

em - tecnologia Duvido que Mark Zuckerberg leia os comentários que as pessoas deixam em suas postagens no Facebook.Mas, se o fizesse, levaria aproximadamente 145 dias, sem dormir, para percorrer a enxurrada de comentários deixados para ele depois que ele se desculpou pelo colapso dos serviços na semana passada."Desculpe pela interrupção de hoje", postou o fundador do Facebook e presidente-executivo, após Facebook, WhatsApp e Instagram ficarem offline por quase seis horas.O Facebook culpou um trabalho de manutenção de rotina pela interrupção — seus engenheiros emitiram um comando que desconectou involuntariamente os centros de dados do Facebook de toda a internet.Cerca de 827 mil pessoas responderam ao pedido de desculpas de Zuckerberg.As reações foram variadas. Algumas, bem-humoradas: "Foi terrível, tive que falar com minha família", comentou um usuário italiano; outras confusas: "Levei meu telefone para a oficina pensando que estava quebrado", escreveu alguém da Namíbia.E, é claro, também houve aqueles que ficaram muito chateados e zangados: "Você não pode encerrar tudo ao mesmo tempo. O impacto é sem precedentes", postou um empresário nigeriano. Outro indiano pediu indenização pela interrupção de seus negócios.- Leia: Famosos e anônimos se divertem com pane do WhatsApp; veja memesO que está claro agora, se já não era óbvio, é como bilhões de pessoas se tornaram dependentes desses serviços — não apenas para se divertir, mas também para comunicação e negócios essenciais.O que também está claro é que essa está longe de ser uma situação pontual: os especialistas sugerem que as interrupções generalizadas estão se tornando mais frequentes e perturbadoras."Uma das coisas que vimos nos últimos anos é uma dependência cada vez maior de um pequeno número de redes e empresas para fornecer grandes porções de conteúdo da Internet", diz Luke Deryckx, diretor técnico da Down Detector, plataforma online que fornece aos usuários informações em tempo real sobre o status de vários sites e serviços."Quando um deles, ou mais de um, tem um problema, isso afeta não apenas eles, mas centenas de milhares de outros serviços", diz ele.O Facebook, por exemplo, agora é usado para entrar em uma variedade de serviços e dispositivos diferentes, como televisores inteligentes."E, então, acabamos tendo esses episódios", diz Deryckx. "Algo está acontecendo [e] todos nós olhamos uns para os outros como 'bem, o que vamos fazer?'" Deryckx e sua equipe da Down Detector monitoram os serviços da web e sites em busca de interrupções. Ele diz que as interrupções generalizadas que afetam os principais serviços estão se tornando mais frequentes e mais graves."Quando o Facebook tem um problema, ele cria um grande impacto para a internet, mas também para a economia e, em última análise, para a sociedade. Milhões, ou potencialmente centenas de milhões, de pessoas estão simplesmente sentadas esperando por uma pequena equipe na Califórnia para consertar algo. É um fenômeno interessante que cresceu nos últimos dois anos."Colapsos significativos Outubro de 2021: Um "erro de configuração" derrubou o Facebook, Instagram e WhatsApp por quase 6 horas. Outros sites como o Twitter também foram interrompidos devido ao aumento de novas visitas a seus aplicativos. Julho de 2021: Mais de 48 serviços, incluindo: Airbnb, Expedia, Home Depot, Salesforce ficaram fora do ar por cerca de uma hora após um bug no Sistema de Nomes de Domínio (DNS, em inglês) na empresa de entrega de conteúdo Akamai. Uma paralisação semelhante na empresa havia ocorrido um mês antes. Junho de 2021: Amazon, Reddit, Twitch, Github, Shopify, Spotify, vários sites de notícias ficaram fora do ar por cerca de uma hora depois que um bug anteriormente desconhecido foi acionado acidentalmente por um cliente no provedor de serviços de computação em nuvem Fastly. Dezembro de 2020: Gmail, YouTube, Google Drive e outros serviços do Google caíram simultaneamente por cerca de 90 minutos depois que a empresa disse que encontrou um "problema de cota de armazenamento interno". Novembro de 2020: Um problema técnico com uma das instalações do Amazon Web Service na Virgínia, EUA, afetou milhares de serviços online de terceiros por várias horas, principalmente na América do Norte. Março de 2019: Facebook, Instagram e WhatsApp caíram ou foram severamente interrompidos por cerca de 14 horas após uma "mudança na configuração do servidor". Alguns outros sites, incluindo Tinder e Spotify, que usam o Facebook para logins, também foram afetados. Inevitavelmente, em algum estágio, durante um grande colapso dos serviços, as pessoas temem que a interrupção seja o resultado de algum tipo de ataque cibernético. Mas os especialistas sugerem, na maioria das vezes, que se trata de um caso mais mundano de erro humano, agravado, dizem eles, pela maneira como a Internet é mantida em conjunto com um conjunto complexo de sistemas desatualizados e complicados.Durante a paralisação do Facebook, especialistas brincaram no Twitter que alguns dos motivos para problemas de paralisação são "mais velhos que as Spice Girls" e "projetados num guardanapo".O pesquisador Bill Buchanan concorda com esta caracterização: "A internet não é a rede distribuída em grande escala que a Darpa (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa), os arquitetos originais da internet, tentou criar, que poderia resistir a um ataque em qualquer parte dela"."Os protocolos que ele usa são basicamente apenas aqueles que foram elaborados quando nos conectamos a computadores mainframe a partir de terminais burros (como são os chamados os terminais com funcionalidade limitada). Uma única falha em sua infraestrutura central pode fazer com que tudo desabar." O professor Buchanan diz que melhorias podem ser feitas para tornar a internet mais resiliente, mas que muitos dos fundamentos da rede chegaram para ficar para melhor ou para pior."Em geral, os sistemas funcionam e você não pode simplesmente desligar certos protocolos da internet por um dia, para tentar refazê-los", diz ele.Em vez de tentar reconstruir os sistemas e a estrutura da internet, o professor Buchanan diz acreditar que precisamos melhorar a maneira como a usamos para armazenar e compartilhar dados, ou teremos maior risco de interrupções em massa no futuro.Ele argumenta que a internet se tornou muito centralizada, ou seja, um espaço no qual muitos dados vêm de uma única fonte. Essa tendência precisa ser revertida com sistemas que possuem vários nós, explica ele, para que nenhuma falha possa interromper o funcionamento de um serviço.Há uma esperança sobre isso. Embora interrupções significativas na internet afetem a vida dos usuários e os negócios, elas também podem, em última instância, ajudar a melhorar a resiliência da rede e dos serviços conectados a ela.Por exemplo, a revista americana Forbes estima que o Facebook perdeu US$ 66 milhões (R$ 365 milhões), durante a interrupção de seis horas, com a suspensão ou êxodo de anunciantes no site. Esse tipo de perda provavelmente concentrará as mentes dos executivos seniores em evitar que isso aconteça novamente."Eles perderam uma grande quantidade de dinheiro naquele dia, não apenas no preço das ações, mas também nas receitas operacionais", diz Deryckx."E se você olhar para as interrupções causadas por redes de entrega de conteúdo como Fastly e Cloudflare, elas também perderam um grande número de clientes para a concorrência. Então, acho que essas operadoras estão fazendo tudo o que podem para manter as coisas online", conclui. Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? 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Instagram e Facebook enfrentam instabilidade nesta sexta

 Instagram e Facebook enfrentam instabilidade nesta sexta

em - tecnologia O Instagram e o Facebook enfrentam instabilidade nesta sexta-feira (8/10). Por meio de plataformas como Twitter, usuários se queixaram que os aplicativos do Facebook estão fora do ar. O problema tem sido relatado desde as 15h20, segundo o site Downdetector, conhecido por apontar falhas em serviços na internet. No site, o WhatsApp também aparece com reclamações sobre o seu funcionamento, mas segue normalizado até o momento. É a segunda vez na semana que as plataformas passam por problemas, depois doapagão que durou mais de sete horas na última segunda, 4.A instabilidade parece, mais uma vez, ter afetado usuários de todo o mundo. Após o apagão, a empresa de Mark Zuckerberg veio a público com algumas explicações sobre o problema. Segundo a companhia, a pane global foi causada por erro interno durante um "trabalho de manutenção de rotina" e não foram encontradas evidências de que dados de usuários foram comprometidos.Em nota, a empresa de Zuckerberg informou que as alterações de configuração mudaram a forma com que os centros de processamento de dados da rede se comunicavam, o que causou um "efeito cascata" capaz de derrubar o Facebook, o WhatsApp e o Instagram. Segundo a empresa, o apagão também afetou os serviços internos, o que dificultou o diagnóstico."Durante um trabalho de manutenção de rotina, um comando foi emitido com a intenção de avaliar a disponibilidade da capacidade global de backbone, que involuntariamente derrubou todas as conexões em nossa rede", afirmou Santosh Janardhan, vice-presidente de engenharia e infraestrutura do Facebook, no início da semana.Usuários apontaram no Twitter a queda da plataforma e não deixaram de comentar sobre a nova instabilidade desta sexta-feira: Veja Mais

Facebook luta contra 'apagão' global e denúncias de ex-funcionária

 Facebook luta contra 'apagão' global e denúncias de ex-funcionária

em - tecnologia Facebook, Instagram, Whatsapp e Messenger, as duas redes sociais e as duas plataformas de mensagens da empresa com sede na Califórnia, voltaram a funcionar após um apagão sem precedentes que levou o grupo a uma crise dupla, após as revelações condenatórias de uma ex-funcionária.O incidente, provocado por um problema técnico, constitui a falha "mais importante já observada" pelo Downdetector, que monitora os cortes online. "Bilhões de pessoas foram impactadas pela queda completa do serviço", afirmou o site.O Facebook pediu desculpas em um tuíte publicado na segunda-feira à noite, quando o aplicativo retornou à operação."Temos trabalhado duro para restaurar o acesso aos nossos aplicativos e serviços e estamos felizes em informar que eles estão voltando a ficar online", afirmou a empresa.Mas a falha aconteceu em um momento delicado para a empresa de Mark Zuckerberg.A ex-especialista de dados da empresa Frances Haugen entregou à autoridades e ao Wall Street Journal uma investigação particular do Facebook que parece respaldar muitos temores e críticas de longa data sobre a plataforma.Bom dia para a concorrênciaO Facebook atribuiu a interrupção dos serviços a uma "mudança na configuração" dos servidores que coordenam o tráfego entre seus centros de dados."A interrupção do tráfego da rede teve um efeito cascata na maneira como nossos centros de dados se comunicam, provocando a interrupção de nossos servidores", afirmou o vice-presidente de infraestrutura do Facebook, Santosh Janardhan.O especialista em cibersegurança Brian Krebs descreveu o que aconteceu como uma remoção por parte do Facebook do "mapa que informa aos computadores do mundo como encontrar suas diferentes propriedades online."Além das pessoas e empresas que dependem das ferramentas do Facebook, Zuckerberg, recebeu um golpe financeiro.A revista Fortune informou que a fortuna pessoal de Zuckerberg caiu quase seis bilhões de dólares na comparação com o dia anterior, passando a pouco menos de US$ 117 bilhões.Para os concorrentes do Facebook, porém, o dia foi muito bom.O serviço de mensagens Telegram passou de 56º aplicativo gratuito mais baixado nos Estados Unidos para o quinto lugar, segundo a empresa especializada SensorTower.O app de mensagens criptografadas Signal tuitou que recebeu "milhões" de novos integrantes.Muitas pessoas usaram o Twitter para expressar a frustração com a interrupção por horas de seus contatos, fontes de renda ou ferramentas de negócio."Pioram a insatisfação corporal"O Facebook tem resistido fortemente à indignação sobre suas práticas e impacto, mas esta é apenas a mais recente crise a atingir seus negócios.Há anos, legisladores americanos ameaçam regulamentar os gigantes das redes sociais, com a multiplicação de críticas de que essas plataformas atropelam a privacidade, fornecem um megafone para informações erradas e perigosas e prejudicam o bem-estar dos mais jovens.Mas após anos de críticas sem grandes reformas, alguns especialistas duvidam que mudanças estejam por vir. "Esta é uma situação em que haverá muita fumaça e muita fúria, mas pouca ação", opinou Mark Hass, professor da Universidade Estadual do Arizona.As ações "virão essencialmente das plataformas, quando sentirem pressão de seus usuários, sentirem pressão de seus funcionários", acrescentou, e ressaltou que as autoridades não serão capazes de regular o conteúdo de forma eficaz.Haugen, uma especialista em dados de 37 anos de Iowa, trabalhou para empresas como Google e Pinterest, mas disse em uma entrevista ao programa de notícias "60 Minutes", da CBS, que o Facebook era "substancialmente pior" do que tudo que já tinha visto.O vice-presidente de política e assuntos globais do Facebook, Nick Clegg, rejeitou veementemente a alegação de que seus serviços são "tóxicos" para os adolescentes, dias após uma audiência tensa de várias horas no Congresso em que congressistas americanos interrogaram a empresa sobre seu impacto mental na saúde dos usuários jovens.  Veja Mais

Pane dá prejuízo de US$6 bi e Zuckerberg perde posição entre os mais ricos

 Pane dá prejuízo de US$6 bi e Zuckerberg perde posição entre os mais ricos

em - tecnologia Esta segunda-feira (4/10) será um dia que Mark Zuckerberg tentará esquecer. Em poucas horas, a pane nos sistemas que derrubou o Facebook, Instagram e Whatsapp causou prejuízo de cerca de US$ 6 bilhões ao dono das três empresas, de acordo com informações da Bloomberg.As ações da empresa de Zuckerberg, negociadas na Bolsa de Nasdaq, tiveram queda de 4,89%, sendo cotadas a US$ 326,23.Com a queda nas ações, o patrimônio do CEO do Facebook recuou para US$ 121,6 bilhões. Zuckerberg perdeu mais de US$ 18 bilhões desde o último dia 13 de setembro, quando acumulava uma riqueza de quase US$ 140 bilhões.O prejuízo fez com que Zuckerberg caísse para a quarta posição na lista de homens mais ricos do mundo, sendo ultrapassado por Bill Gates, proprietário da Microsoft, na lista Bloomberg Billionaires.Além da pane nos sistemas da empresa, Zuckerberg enfrenta um péssimo momento desde que o jornal Wall Street começou a publicar uma série de reportagens com base em documentos internos do Facebook. As histórias vazadas revelaram uma série de polêmicas minimizadas pela companhia, como a empresa ter conhecimento que o Instagram causava danos à saúde mental de adolescentes, e a rede de desinformação sobre o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021. Veja Mais

Fora do ar, Facebook tem mais de 5% de queda nas bolsas dos EUA

 Fora do ar, Facebook tem mais de 5% de queda nas bolsas dos EUA

em - tecnologia  Após vários aplicativos ficarem indisponíveis em várias partes do mundo, as ações do Facebook registraram queda nesta segunda-feira (4/10) nas bolsas de valores. A instabilidade começou no fim da manhã, fazendo com que o Whatsapp, o Instagram e o próprio Facebook ficassem fora do ar.   Nesta tarde, as ações do Facebook já sinalizavam uma queda de 5,63%. No índice Nasdaq, a empresa recuou 2,3%. Por sua vez, o índice S&P 500 registrou queda de 1,43% e o Dow Jones cedeu 1,05%. O Nasdaq, fortemente ligado ao setor de tecnologia, via sua queda pressionada pelo apagão na rede social de Mark Zuckerberg.Por volta das 16h (horário de Brasília), a performance melhorou um pouco, mas o cenário continuou negativo. as ações da empresa caíam 5,11%, a US$ 325,49. Outras empresas de tecnologia, como Apple, Amazon e Microsoft, também caíram, mas menos que o Facebook. O Nasdaq sinalizou queda de 2,14%. Às 13h22 (de Brasília), o Facebook emitiu pronunciamento breve no Twitter, pedindo desculpas aos usuários pela instabilidade das redes e ressaltando que estão trabalhando para colocar as plataformas de volta à ativa. No entanto, não justificaram o motivo. A repercussão negativa em torno da falha dos aplicativos foi noticiada em vários jornais dos Estados Unidos, como o New York Times ou Wall Street, ganhando as manchetes em todo o mundo.  Veja Mais

Falha no WhatsApp, Facebook e Instagram: veja as reações na internet

 Falha no WhatsApp, Facebook e Instagram: veja as reações na internet

em - tecnologia O serviço de mensagens WhatsApp e as redes sociais Facebook e Instagram caíram no início da tarde dessa segunda-feira (4/10) e seus usuários migraram para outros aplicativos no intuito de manter a comunicação e, claro, cobrar a volta das redes. No Twitter, as hashtags "Zuckerberg", "WhatsApp" e "Instagram" ficaram entre as mais comentadas. Veja algumas reações dos usuários da rede. Leia também:Falha no Whatsapp, Facebook e Instagram viram samba na voz de Marcelo Adnet  Um dos usuários mudou o nome para "Mark Zuckerberg", o fundador do Facebook, e usando uma foto do programador, escreveu: "Foi mal, galera, tropecei nos fio aqui kkkkk". A publicação já passa das 149,5 mil curtidas.Teve gente reiniciando o roteador de Wi-fi para garantir que o erro não era em sua casa. Outros já aproveitaram para pedir instabilidade nos aplicativos de reuniões e aulas.Quem sofre por amor vê oportunidade de se expressar em tudo, inclusive na queda das redes sociais.   * Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie.  Veja Mais

Brasil é o terceiro país do mundo que mais usa rede sociais, diz pesquisa

 Brasil é o terceiro país do mundo que mais usa rede sociais, diz pesquisa

em - tecnologia Um estudo divulgado pela plataforma Cupom Válido, que reuniu dados da Hootsuite e WeAreSocial, mostra que o Brasil é o terceiro país no mundo que usa redes sociais. De acordo com o estudo, os brasileiros ficam, em média 3h42 por dia conectados, ficando atrás somente das Filipinas (4h15) e Colômbia (3h45).O top 10 divulgado pela Cupom Válido conta com outros países em desenvolvimento, como QuêniA (3h42), Nigéria (3h41), África do Sul (3h32), México (3h27), Argentina (3h22), Indonésia (3h14) e Gana (3h08).O levantamento também aponta que a faixa etária que mais acessa as redes no Brasil é entre 16 e 24 anos. Mais de 92% dos usuários deste público utilizam redes sociais pelo menos uma vez ao mês.O Brasil conta com mais de 150 milhões de usuários, 70,3% de sua população. O Sudeste aparece como a região com a maior taxa, cerca de 78% dos usuários utilizam redes sociais.Em relação ao tempo gasto na internet com trabalho e lazer, o Brasil toma o segundo lugar da Colômbia, com média de 10h08 conectado. Mais uma vez, Filipinas aparece em primeiro lugar, com 10h56 ligado na grande rede.Do total, 4 horas e 51 minutos o acesso é via computador, e 5 horas e 17 minutos via smartphone. A tendência mostra um forte crescimento do uso de internet via smartphones. Nos 5 últimos, 37,7% das pessoas utilizavam a internet pelo smartphone, e atualmente mais da metade (52,8%) utilizam este meio.No Brasil, o estudo aponta que a rede mais acessada pelos usuários é o YouTube, com 96,4%. Em seguida, vem Whatasapp (91,7%), Facebook (89,8%) e Instagram (86,3%). Os recém-criados Tik Tok e Telegram aparecem mais abaixo, com 47,9% e 29,4%, respectivamente. A grande maioria dos usuários utilizam as redes sociais para se manter atualizado com as notícias e novos acontecimentos (36,5%), encontrar conteúdo engraçado ou de entretenimento (35,0%) e preencher o tempo livre (34,4%). Veja Mais

De policial à cozinheiro, conheça jogos que simulam profissões

 De policial à cozinheiro, conheça jogos que simulam profissões

em - tecnologia O universo dos games é muito amplo e há jogos dos mais variados tipos. Jogos de tiro, de aventura, de esportes, de RPG, de estratégia, entre outros. Uma das categorias mais peculiares é a dos simuladores. São jogos que buscam ser o mais próximo da realidade possível, cuidando de muitos detalhes para serem bem realistas, mas sem deixar de lado elementos que façam o jogador se divertir. Nesta edição do Sabia Não, Uai!, falamos de jogos que buscam simular a rotina de profissões reais. Tem simulador de policial, de cozinheiro, de fazendeiro, de mecânico, de designer de interiores e até de lavador de carros.Flashing LightsEm “Flashing Lights”, o jogador vive a experiência de ser um profissional dos três principais serviços de emergência. O jogador pode ser um policial e realizar perseguições em alta velocidade contra suspeitos ou, com um pouco menos de emoção, aplicar multas de estacionamento. Já no modo paramédico, o jogador atende vítimas de acidentes de trânsito e ou de outras ocorrências, usando macas e kits médicos. Por fim, o jogador pode trabalhar como bombeiro, apagando incêndios e abrindo espaços em carros acidentados para que as vítimas sejam socorridas.Cooking SimulatorEsse jogo foi criado para quem assistiu MasterChef e ficou cheio de vontade de se tornar um grande cozinheiro, mas ainda não sabe dominar uma cozinha. Em "Cooking Simulator", o jogador trabalha em uma cozinha completa igual às de grandes restaurantes, tendo disponíveis equipamentos como grelhas, fornos, fogões, liquidificadores e utensílios como panelas, frigideiras, pratos, facas e espátulas.Há um modo carreira, onde as mais de 80 receitas e 140 ingredientes disponíveis vão sendo desbloqueados à medida que o jogador aumenta seu prestígio como cozinheiro. E há também um modo aberto, no qual o jogador tem livre acesso a todas as receitas e ingredientes. A física do jogo é bastante realista, então é necessário tomar cuidado para não sair derrubando tudo.Farming SimulatorEm “Farming Simulator”, o jogador cuida de todos os processos de uma fazenda, desde a plantação à colheita, passando por processos como a pulverização de inseticidas e corte de ervas daninhas. Também é necessário cuidar dos animais, o que inclui porcos, vacas, ovelhas, galinhas e cavalos. Para realizar o trabalho, o jogador tem à sua disposição centenas de ferramentas e máquinas agrícolas. O jogo é aberto para mods, que são modificações no jogo criadas pela comunidade. Essas modificações acrescentam novas ferramentas, veículos e funcionalidades.A série “Farming Simulator” faz bastante sucesso, já tendo vendido milhões de cópias. Em novembro será lançada a edição 2022 do jogo, que promete trazer novas máquinas, novas lavouras e novas mecânicas.Car Mechanic SimulatorEm “Car Mechanic Simulator”, o jogador precisa sujar suas mãos de graxa e óleo para se tornar um bom mecânico e, assim, expandir a sua oficina. Após o cliente deixar o carro aos seus cuidados, o jogador pode se guiar pelas reclamações do dono do veículo ou pode fazer testes na direção para tentar descobrir qual é exatamente o problema.A partir daí, é necessário explorar o motor ou o chassi para ver quais peças precisam ser trocadas ou não. O jogo conta com mais de 4000 peças para o jogador explorar e mais de 70 modelos de carros. "Car Mechanic Simulator" não deixa a desejar na simulação da profissão de mecânico. A cada nova edição do jogo, novas funcionalidades são adicionadas e o deixam cada vez mais realista.House FlipperEm “House Flipper”, o objetivo é comprar, consertar e revigorar casas devastadas para depois vendê-las. O jogador deve limpar a sujeira, instalar equipamentos, consertar eventuais problemas na rede elétrica, pintar, ajustar e fazer o que mais for preciso. Há trabalhos que exigem dar uma de designer de interiores e para isso é disponibilizado diversos móveis, eletrodomésticos e itens de decoração.“House Flipper” permite que o jogador faça o seu trabalho da maneira que quiser. Na hora de repaginar uma sala, é possível escolher entre apenas pintar e mudar os móveis de lugar ou destruir as paredes e fazer o cômodo do zero.Power Wash SimulatorEm “Power Wash Simulator”, o jogador tem uma única ferramenta em mãos e que é suficiente para garantir boas horas de diversão. A tradução do nome do jogo é “Simulador de Lavadora de Pressão”. Usando esta ferramenta, o jogador deve limpar toda a sujeira e fuligem de carros, de carrosséis de parques de diversão ou do que mais estiver sujo na “cidade empoeirada de Muckingham”.Para concluir os trabalhos, não há tempo ou pontuação final. O jogo busca ser o mais relaxante possível, sem estresse ou qualquer tipo de pressão que não seja da força da água na mangueira.*Estagiário sob supervisão do subeditor Rafael Alves Veja Mais

Software israelense infecta produtos da Apple e ameaça segurança de dados

 Software israelense infecta produtos da Apple e ameaça segurança de dados

em - tecnologia Segurança de dados e proteção de informações individuais ou corporativas têm sido um tema amplamente debatido em todo o mundo. Na era da tecnologia, todos estão vulneráveis a ataques cibernéticos e ações de hackers. É o que aconteceu com a Apple, uma das multinacionais mais poderosas do planeta. Um grupo de pesquisadores do Citizen Lab, organização de vigilância de segurança cibernética da Universidade de Toronto, descobriu na última terça-feira (7/9) que um dos iPhones produzido pela marca havia sido infectado por um spyware. O software, segundo a pesquisa, é altamente invasivo e foi criado pela NSO Group, empresa israelense. A tecnologia pode invadir computadores ou dispositivos móveis e captar informações, dados sensíveis, navegação do usuário e hábitos de uso da internet.  Foi comprovado, ainda, que o spyware pode infectar o iPhone, Apple Watch ou computador Mac de qualquer pessoa sem nem mesmo um clique.A informação foi publicada pela repórter de segurança cibernética e espionagem digital, Nicole Perlroth, no "The New York Times", nesta segunda-feira (13/9). Ameaça a segurança de dados O spyware, chamado Pegasus, usou um novo método para infectar invisivelmente um dispositivo Apple, sem o conhecimento da vítima por até seis meses. Conhecido como “zero click remote exploit”, ou “ataque remoto zero cliques” passou a ser considerado o diamante da vigilância. Ele permite que governos, golpistas e criminosos invadam secretamente o dispositivo da vítima sem que ela note. Usando o método de infecção de clique zero, Pegasus pode ligar a câmera e o microfone do usuário, gravar mensagens, textos, e-mails, chamadas e enviá-los de volta aos clientes da NSO em governos ao redor do mundo.O software capta informações até mesmo enviadas por meio de mensagens criptografadas e aplicativos de telefone como o Signal.A habilidade pode render milhões de dólares no mercado clandestino de ferramentas de hacking.Quem é o Grupo NSO, criador do spyware? Segundo a reportagem, o grupo NSO tem gerado controvérsias há muito tempo. A empresa disse que vende seu spyware apenas para governos que atendem a padrões rígidos de direitos humanos. De acordo com o "NYT", nos últimos seis anos, seu spyware Pegasus apareceu em telefones de ativistas, dissidentes, advogados, médicos, nutricionistas e até mesmo crianças em países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e México.Em julho deste ano, a Anistia Internacional as Histórias Proibidas, grupo que defende internacionalmente a liberdade de expressão, se uniram a um consórcio de organizações midiáticas no “Projeto Pegasus”. O projeto publicou uma lista que continha cerca de 50.000 pessoas que, supostamente, teriam sido selecionadas como alvos pelos clientes do NSO. Entre os nomes estavam centenas de jornalistas, líderes de governo e ativistas. Entre os listados estavam, ainda, Azam Ahmed, ex-chefe da sucursal do jornal "The New York Times" na Cidade do México e que relatou casos de corrupção, violência e vigilância na América Latina. O jornalista denunciou, recentemente, casos de corrupção dentro do próprio NSO. Ben Hubbard, chefe do escritório do jornal britânico "The Times" em Beirute, Líbano, também estava na lista. Ele investigou abusos de direitos e corrupção na Arábia Saudita e escreveu uma biografia recente do príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman.O consórcio, de acordo com Perlroth, não revelou como obteve a lista e não ficou claro se a lista era aspiracional ou se as pessoas eram realmente alvos de spyware NSO.Como se proteger? Os clientes da NSO, anteriormente, infectavam seus alvos usando mensagens de texto que persuadiam as vítimas a clicar em um link. Esses links possibilitaram que jornalistas investigassem a possível presença de spyware do NSO. No entanto, o novo método do clique zero alarma especialistas e torna a descoberta de spyware por jornalistas e pesquisadores de segurança cibernética muito mais difícilDesde a última semana, a equipe de segurança da Apple tem trabalhado sem parar para desenvolver uma correção e contornar a situação. Nesta segunda-feira, a marca lançou atualizações de software de emergência para a vulnerabilidade crítica de seus produtos. A recomendação é que todos atualizem, prontamente, seus produtos Apple. Segundo o "The New York Times", um porta-voz da Apple confirmou a avaliação do Citizen Lab e disse que a empresa planeja adicionar barreiras de spyware em sua próxima atualização de software iOS 15, prevista para este ano. Veja Mais

Telegram está em 53% dos smartphones brasileiros; veja mais

 Telegram está em 53% dos smartphones brasileiros; veja mais

em - tecnologia O aplicativo de mensagens instantâneas, Telegram, vem conquistando cada vez mais espaço no mercado de apps para smartphones. Instalado em mais da metade dos smartphones brasileiros (53%), a plataforma superou, pela primeira vez, a marca dos 50%. A ascensão e a alta no número de novos usuários estão acontecendo rapidamente. Em 2020, o app estava em 35% dos smartphones. No último semestre, o Telegram já estava em 45% dos aparelhos. A pesquisa entrevistou, entre os dias 14 e 23 de julho, 2.038 brasileiros que possuem smartphone. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o grau de confiança é de 95%.Qual o maior público do Telegram? Ao analisar a base de usuários do Telegram,  percebe-se que seu crescimento está associado a homens jovens das classes A e B. Do número total de instalações, 58% foram realizadas por homens, enquanto 50% das mulheres possuem a plataforma. Entre os brasileiros com idade entre 16 a 29 anos, 58% têm o aplicativo em seu smartphone. O percentual cai para 53% no grupo de pessoas entre 30 e 49 anos e reduz, ainda mais, entre aqueles com 50 anos ou mais, com 42%. A diferença entre classes sociais é ainda mais significativa. Atualmente, 64% das pessoas nas classes A e B têm o Telegram, ante 51% das classes C, D e E.Quanto a usuários que se comunicam com marcas através do aplicativo, o grupo teve um aumento, em seis meses, de 47% para 55%. O Telegram é um serviço de mensagens instantâneas baseado na nuvem. O aplicativo está disponível para smartphones ou tablets, computadores e em aplicação web. Os usuários podem, ainda, fazer chamadas com vídeo, enviar mensagens e trocar fotos, vídeos, autocolantes e arquivos de qualquer tipo. * Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie.   Veja Mais

Divulgar prints de WhatsApp sem permissão pode gerar processo judicial

 Divulgar prints de WhatsApp sem permissão pode gerar processo judicial

em - tecnologia Divulgar capturas da tela (prints) de uma conversa via WhatsApp pode gerar processo na Justiça e o responsável pelo compartilhamento poderá pagar indenizações para quem teve a mensagem publicada.  Essa decisão foi dada pela 3ª Turma do Tribunal de Justiça Superior (STJ), que negou o recurso especial de uma ação que está sendo julgada desde 2015. À época, um dos integrantes da diretoria de um clube de futebol da série B brasileira, divulgou prints do grupo de WhatsApp que incluía outros membros da direção, gerando uma crise interna. Devido ao vazamento, ele foi condenado a pagar uma multa de R$ 5 mil a um dos envolvidos, por danos morais. Em sua defesa, o autor das capturas de tela afirmou que o ato não constitui algo ilícito, além de o conteúdo ser de interesse público. A relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, afirmou que, realmente, a "simples gravação da conversa não constitui ato ilícito e o mesmo entendimento é aplicável às mensagens enviadas em meio eletrônico, de modo que a mera preservação das conversas de WhatsApp não representa afronta ao ordenamento jurídico". Porém, divulgar o conteúdo que é o problema, inclusive devido ao próprio aplicativo restringir o acesso da conversa à não participantes, através de uma tecnologia de criptografia. "Nesse aspecto, há que se considerar que as mensagens eletrônicas estão protegidas pelo sigilo em razão de o seu conteúdo ser privado; isto é, restrito aos interlocutores", afirmou a ministra. Ela também destacou que os participantes de uma conversa por WhatApp não têm expectativa de que a mensagem será lida por outras pessoas, muito menos divulgada ao público, como aconteceu no caso. "Ademais, é certo que ao enviar mensagem a determinado ou a determinados destinatários via WhatsApp, o emissor tem a expectativa de que ela não será lida por terceiros, quanto menos divulgada ao público, seja por meio de rede social ou da mídia". "Assim, ao levar a conhecimento público conversa privada, além da quebra da confidencialidade, estará configurada a violação à legítima expectativa, bem como à privacidade e à intimidade do emissor, sendo possível a responsabilização daquele que procedeu à divulgação se configurado o dano", afirma Andrighi no documento. A possibilidade de divulgar capturas de tela, sem correr o risco de processos judiciais, só é aceita quando o autor do print precisar se resguardar de um direito próprio. "A ilicitude da exposição pública de mensagens privadas poderá ser descaracterizada, todavia, quando a exposição das mensagens tiver o propósito de resguardar um direito próprio do receptor", pontuou a ministra.No entanto, o caso julgado não se enquadra nessa exceção. "Como ponderado pela Corte local, as mensagens enviadas pelo WhatsApp são sigilosas e têm caráter privado. Ao divulgá-las, portanto, o recorrente (réu) violou a privacidade do recorrido (autor) e quebrou a legítima expectativa de que as críticas e opiniões manifestadas no grupo ficariam restritas aos seus membros", finaliza. *Estagiária sob supervisão do subeditor João Renato Faria Veja Mais

Neuroprótese de baixo custo: dispositivo que lê mentes passa em testes

 Neuroprótese de baixo custo: dispositivo que lê mentes passa em testes

em - tecnologia Na última década, os aparelhos que substituem membros do corpo evoluíram muito, e não apenas no design. As chamadas neuropróteses - dispositivos biônicos altamente articulados, projetados para detectar sinais musculares residuais e executar movimentos - saíram dos laboratórios e se tornaram uma realidade. Contudo, o preço pode chegar a dezenas de milhares de dólares, além do fato de que, construídas em torno de esqueletos de metal e operadas por motores elétricos, podem ser pesadas e desconfortáveis.Para resolver esse problema e poder levar a tecnologia da neuroprótese a um número maior de pessoas, engenheiros do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) e da Universidade Jiao Tong, na China, desenvolveram uma mão inteligente, leve e de baixo custo, além de altamente durável, segundo os pesquisadores. O membro artificial foi descrito pelos cientistas na revista Nature Nature Biomedical Engineering.A mão inteligente é macia e elástica e pesa cerca de 0,5kg. O protótipo - que ainda será aperfeiçoado, custou cerca de US$ 500 e, segundo Xuanhe Zhao, professor de engenharia mecânica do MIT, o valor, que já é baixo, poderá diminuir significativamente. "Há um enorme potencial para fazer essa prótese macia de custo muito baixo, para pessoas de baixa renda que sofreram amputação."Nos testes, pessoas amputadas que usaram o aparelho conseguiram realizar atividades cotidianas, como fechar uma mala, despejar suco em um copo e acariciar um gato, tão bem quanto - em alguns casos, até melhor do que - aqueles com neuropróteses mais rígidas, diz Zhao. De acordo com ele, o design é duradouro: no laboratório, os cientistas atingiram a peça com um martelo e até passaram com um carro por cima dela, sem que sofresse danos graves.A mão artificial é feita de um material macio e elástico chamado EcoFlex. Ela tem cinco dedos em forma de balão, cada um com segmentos de fibra embutidos, semelhantes aos ossos articulados reais. Os dígitos flexíveis são conectados a uma "palma" impressa em 3D, com a forma de uma mão humana.Em vez de controlar cada dedo usando motores elétricos, como a maioria dos dispositivos neuroprostéticos, os pesquisadores usaram um sistema pneumático simples para inflar os dedos com precisão e dobrá-los em posições específicas. O sistema, incluindo uma pequena bomba e válvulas, pode ser usado na cintura, reduzindo significativamente o peso da prótese. Shaoting Lin, também do MIT, desenvolveu um modelo de computador para calcular a pressão necessária para a execução de diversas tarefas.O sistema pneumático baseia-se em EMG - sensores de eletromiografia, que medem os impulsos elétricos gerados pelos neurônios motores para controlar os músculos. Os sensores são colocados na abertura da prótese, onde ela se conecta ao membro do usuário. Dessa forma, os detectores podem captar sinais de um membro residual, como quando uma pessoa amputada se imagina fechando o punho.BombaA equipe, então, usou um algoritmo existente que decodifica sinais dos músculos e os relaciona a tipos comuns de preensão. Eles usaram essa sequência lógica para programar o controlador do sistema pneumático. Quando a pessoa amputada se imagina, por exemplo, segurando uma taça de vinho, os sensores captam os sinais musculares residuais, que são traduzidos em pressões correspondentes. A bomba aplica essas pressões para inflar cada dedo e produzir a pegada pretendida.Em seguida, os pesquisadores investiram no feedback tátil - um recurso que não é incorporado na maioria dos membros neuroprostéticos comerciais. Para fazer isso, eles costuraram na ponta de cada dedo um sensor de pressão, que, ao ser tocado ou pressionado, produz um sinal elétrico proporcional à força detectada. Cada detector é conectado a um local específico no membro residual da pessoa amputada, para que o usuário possa "sentir" quando o polegar da prótese é pressionado, por exemplo, contra o dedo indicador.Para testar a mão inflável, os pesquisadores contaram com a ajuda de dois voluntários, cada um com amputações de membros superiores. Uma vez equipados com a prótese, eles aprenderam a usá-la, contraindo repetidamente os músculos dos braços enquanto imaginavam fazer cinco pegadas comuns, como segurar uma taça.Depois de completar o treinamento de 15 minutos, os voluntários realizaram uma série de testes padronizados para demonstrar a força manual e a destreza do equipamento. As tarefas incluíam empilhar peças de damas, virar páginas, escrever com uma caneta, levantar bolas pesadas e pegar objetos frágeis, como morangos. Eles repetiram os mesmos movimentos usando uma mão biônica mais rígida, disponível comercialmente, e concluíram que a inflável era tão boa, ou até melhor, do que essas."Por enquanto, temos quatro tipos de pegadas, mas pode haver mais", diz Lin. "Esse design pode ser aprimorado, com melhor tecnologia de decodificação, matrizes mioelétricas de alta densidade e uma bomba mais compacta, que pode ser usada no pulso. Também queremos personalizar o design para produção em massa, para que consigamos beneficiar a sociedade com a tecnologia robótica."Ímãs melhoram os movimentosAlém de um dispositivo mais leve e de baixo custo, pesquisadores do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) também estão buscando solucionar um dos maiores desafios das próteses: movimentá-las da mesma forma que o membro natural. A maioria dos artificiais é controlada por meio da eletromiografia, uma forma de captar a atividade elétrica dos músculos, mas essa abordagem ainda está longe da perfeição.Agora, um grupo do Media Lab do MIT desenvolveu uma alternativa que, segundo eles, pode resultar em um controle muito mais preciso dos membros protéticos. Ao inserir pequenos grânulos magnéticos no tecido residual de uma pessoa amputada, os cientistas podem medir com exatidão o comprimento de um músculo conforme ele se contrai, e esse retorno é transmitido para uma prótese biônica em milissegundos.Em um artigo publicado na revista Science Robotics, os pesquisadores testaram a nova estratégia, chamada magnetomicrometria (MM), e mostraram que ela pode fornecer medições musculares rápidas e precisas em animais. Eles esperam fazer experimentos com humanos nos próximos anos."Nossa esperança é que a MM substitua a eletromiografia como forma dominante de conectar o sistema nervoso periférico aos membros biônicos", destaca Hugh Herr, chefe de Biomecatrônica no grupo e autor sênior do artigo. "E temos essa esperança devido à alta qualidade do sinal que obtemos do MM e ao fato de ser minimamente invasivo e ter um custo - e obstáculo regulatório -baixos."AlgoritmoCom os dispositivos protéticos existentes, as medições elétricas dos músculos de uma pessoa são obtidas por meio de eletrodos, que podem ser fixados na superfície da pele ou implantados cirurgicamente no músculo. O último procedimento é altamente invasivo e caro, mas fornece medições um pouco mais precisas. No entanto, em ambos os casos, a eletromiografia (EMG) fornece informações apenas sobre a atividade elétrica muscular, não seu comprimento ou velocidade."Quando você usa o controle baseado em EMG, está olhando para um sinal intermediário. Você está vendo o que o cérebro diz ao músculo para fazer, mas não o que o músculo está realmente fazendo", diz Herr. A nova estratégia baseia-se na ideia de que, se os sensores pudessem medir a atividade muscular real, essas medidas resultariam em um controle mais preciso de uma prótese.Para isso, os pesquisadores decidiram inserir pares de ímãs nos músculos. Ao medir como as peças magnéticas se movem em relação umas às outras, eles conseguem calcular o quanto a musculatura está se contraindo e a velocidade da contração. Com um algoritmo desenvolvido previamente pelo grupo e usando uma série de sensores colocados na parte externa das pernas, eles conseguiram determinar a posição dos ímãs com uma precisão de 37 mícrons (aproximadamente a largura de um cabelo humano), enquanto moviam as articulações do tornozelo. Essas medições podem ser obtidas em três milissegundos.Nos próximos anos, os pesquisadores esperam fazer um pequeno estudo em pacientes humanos com amputações abaixo do joelho. Eles acreditam que os sensores usados para controlar os membros protéticos podem ser colocados na roupa, fixados na superfície da pele ou na parte externa de uma prótese. Veja Mais

Jeff Bezos ou Elon Musk: a decisão que leva a Nasa aos tribunais

 Jeff Bezos ou Elon Musk: a decisão que leva a Nasa aos tribunais

em - tecnologia A disputada corrida para conquistar o espaço ganhou um novo episódio depois que o magnata americano Jeff Bezos decidiu processar a Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos. O fundador da Amazon e da empresa espacial Blue Origin tomou a decisão depois que a agência espacial americana decidiu assinar com a Space X de Elon Musk um contrato para construção de um sistema de pouso na lua.Com este projeto - que inclui um investimento de US$ 2,9 bilhões (mais de R$ 15 bilhões), o objetivo é que os astronautas voltem à Lua em 2024, em missão que não é realizada desde 1972. A oferta bilionária de Jeff Bezos à Nasa para participar da volta da humanidade à Lua Por que Jeff Bezos e Richard Branson ainda não são astronautas, segundo os EUA Bezos, assim como Musk, havia apresentado uma proposta à Nasa para fazer parte da construção deste módulo de pouso lunar, mas foi rejeitada.A disputa é ainda mais complexa porque, embora a ideia original fosse que a construção seria feita por duas empresas, a Nasa acabou por contratar apenas uma por falta de recursos.O que diz a Blue Origin?Segundo a empresa do fundador da Amazon, há "problemas fundamentais" no acordo entre a Nasa e a Space X, que Bezos qualificou de "injusto".Em um processo judicial, a Blue Origin disse que continuava acreditando que dois fornecedores são necessários para garantir o sistema de alunissagem. Acusou também a Nasa de ter feito uma "avaliação ilegal e inadequada" de suas propostas durante o processo de licitação."Acreditamos fortemente que os problemas identificados nesta aquisição e seus resultados devem ser resolvidos para restaurar a equidade, criar concorrência e garantir um retorno seguro à Lua para a América", disse a empresa fundada por Bezos.O que está por trás da decisão da Nasa?Na época da concessão, a chefe de exploração humana da Nasa, Kathy Lueders, admitiu que o orçamento atual da agência espacial a impedia de selecionar duas empresas.Isso porque o Congresso dos Estados Unidos concedeu apenas US$ 850 milhões dos US$ 3,3 bilhões que havia sido solicitado para a execução do projeto.Diante dessa situação, em julho, Bezos se ofereceu para cobrir até US$ 2 bilhões dos custos da Nasa para que o contrato fosse reconsiderado, mas sua oferta foi rejeitada.Outro fator citado pela Nasa para aceitar a proposta da Space X é o histórico de missões orbitais da empresa de Elon Musk. Além disso, acredita-se que o custo tenha desempenhado um papel importante - a oferta da SpaceX foi a mais barata de todas.O órgão fiscalizador dos EUA (Government Accountability Office, ou GAO), rejeitou a reclamação da Blue Origin, afirmando que a Nasa não havia "agido indevidamente" ao entregar o contrato a uma única empresa.Agora, a agência espacial dos EUA deve apresentar uma resposta à ação legal antes de 12 de outubro. A SpaceX ainda não comentou o processo.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Vox Radar expande seu mercado no Brasil e faz parceria com o EM

 Vox Radar expande seu mercado no Brasil e faz parceria com o EM

em - tecnologia  Um projeto audacioso que nasceu de forma espontânea: profissionais de diferentes áreas se uniram para criar uma plataforma que permitisse a análise e interpretação de dados, de maneira precisa, das redes sociais e canais de notícias. Foi a partir deste ideal em comum que nasceu a empresa de tecnologia Vox Radar, que atualmente conta com uma dezena de colaboradores e faz o monitoramento dos principais assuntos em evidência no Brasil, especialmente no meio político.   A empresa atualmente é parceira do Estado de Minas na criação do projeto Scoop, aprovado na edição de 2021 do Desafio da Inovação da Google News Initiative (GNI) na América Latina. A plataforma ajudará repórteres, subeditores e editores na identificação de pautas e tendências de assuntos nas principais coberturas do dia a dia. A Vox Radar já vinha atuando informalmente desde o ano passado, mas há três meses entrou no mercado de forma efetiva. “A empresa em si é de desenvolvimento de softwares, como um serviço. Temos um software que disponibilizamos para alguns indivíduos, para sanar curiosidade deles, o que as pessoas falam a respeito deles, por exemplo. Também temos formas de trabalho que não estão ligadas diretamente ao uso do software. Construímos alguns tipos de análises que variam de interesse de acordo com o que seria a vontade do indivíduo que vai começar a usar o programa”, afirma o economista João Madureira Yamin, mestre em ciências da computação e um dos criadores da plataforma. Hoje, a Vox Radar presta serviços no país para várias empresas, que querem medir o alcance de ações específicas ou o que desejam saber o que outras pessoas estão falando a respeito delas. A partir desse monitoramento, as companhias em si vão atuar em determinada frente de trabalho com o objetivo de buscar sua própria expansão e atingir novos públicos. “Temos várias formas de analisar. Uma delas é avaliar quantas pessoas falam da sua marca e como elas falam, se elas elogiam ou criticam. Além desse uso de medir o que as pessoas falam a respeito do seu produto, vendemos relatórios que mostram como estão tratando os temas políticos, como reforma tributária ou o que políticos falam sobre isso, o que os influenciadores da área financeira ou economista falam sobre o tema, seu andamento etc”, afirma Yamin.No meio político, a atuação da Vox Radar é ainda mais abrangente, com serviços prestados para partidos políticos ou candidatos. “Uma das nossas formas de trabalho é avaliar a quantidade de menções sobre uma determinada pessoa. Temos algoritmos capazes de interpretar se aquele indivíduo que está falando é de direita ou esquerda, qual seria sua ideologia política. Baseado nisso, queremos dizer se a pessoa está falando uma coisa que é boa ou ruim a respeito de determinado político, mas consegue entender se ele está falando algo bom ou sobre a índole dele, se ele é bom, quais os políticos em que ele reage de forma positiva ou quais são aqueles que ele reage de maneira negativa”, explica Yamin.Ele detalha ainda que a equipe da Vox é multidisciplinar e atura em diferentes ramos. “São pessoas que entendem de ciência de dados e usam isso de diferentes formas. Eu, por exemplo, sou economista, tenho mestrado em ciências da computação e doutorado em matemática aplicada. Tem outras pessoas que são economistas ou formações em outras áreas, como engenharia de produção, engenharia mecânica, que foram para essa área”. “Somos uma equipe que tem professores de São Paulo, da PUC-RJ ou de universidades do exterior ou alunos. São sócios e a variação do tamanho da cota de cada um varia com a quantidade de horas que elas se dedicam para a empresa”, acrescenta.Parceria O Scoop vai permitir que jornalistas do Estado de Minas acompanhem novos assuntos e temas para reportagens à medida em que eles forem mencionados em redes sociais, sites e blogs. Além disso, a plataforma também vai permitir a identificação de eventos locais usando tags de geolocalização e filtros inteligentes.A iniciativa vem se enquadrando bem nos critérios do Google. O seu principal objetivo é automatizar um processo interno das redações jornalísticas, conhecido como ronda. É quando um jornalista busca, em diversas fontes, como sites oficiais, redes sociais e até nos concorrentes, assuntos e temas que podem virar pauta. Hoje, isso tudo é feito manualmente pelos jornalistas nas redações, em um processo que, apesar de fundamental, muitas vezes acaba sendo insuficiente, diante da imensidão de assuntos que podem surgir, além de consumir um tempo considerável. “É um projeto interessante. A ideia inicial seria conseguir criar uma ferramenta on-line que atingisse três objetivos gerais e específicos. O primeiro deles seria uma ferramenta que pudesse ajudar pessoas que fazem parte de grupos específicos que costumam ser discriminados. Nesse sentido, organizamos o software para que, na hora de coletar as notícias ou o que as pessoas estão falando, ponderarmos de uma maneira diferente quando o assunto for relacionado ao tema”, explica Yamin.  Veja Mais

Por que a China passou a chamar jogos online de 'drogas eletrônicas'

 Por que a China passou a chamar jogos online de 'drogas eletrônicas'

em - tecnologia As ações de duas das maiores empresas de jogos online da China caíram depois que um veículo de comunicação estatal chamou os games de "drogas eletrônicas". As ações da Tencent e da NetEase caíram mais de 10% no início das negociações da bolsa de Hong Kong. Depois, as empresas recuperaram algumas dessas perdas. Os investidores estão cada vez mais preocupados com a repressão de Pequim às empresas, principalmente de tecnologia. Nos últimos meses, as autoridades anunciaram uma série de medidas para aumentar seu controle sobre as empresas de tecnologia e educação privada. Um artigo publicado pelo Economic Information Daily, jornal estatal chinês, afirmou que muitos adolescentes se tornaram viciados em jogos online e isso estava tendo um impacto negativo sobre eles. O veículo de comunicação é afiliado à agência oficial de notícias Xinhua. O artigo citou o jogo extremamente popular Honor of Kings, da Tencent, dizendo que jovens passam até oito horas por dia jogando-o. O texto também pede mais restrições à indústria. "Nenhuma indústria, nenhum esporte pode se desenvolver de uma maneira que destrua uma geração", afirma o texto. Depois, ele ainda chama os jogos online de "ópio espiritual". A Tencent afirmou que iria introduzir medidas para reduzir o acesso das crianças e o tempo gasto no jogo Honor of Kings. A empresa também disse que planeja eventualmente implementar a política para todos os seus jogos. A recuperação nos preços das ações veio quando o Economic Information Daily excluiu o artigo de sua conta na plataforma de mídia social Wechat. A Tencent também viu suas ações caírem na semana passada, depois de receber ordens para encerrar acordos exclusivos de licenciamento de música com gravadoras de todo o mundo. A mudança teve como objetivo combater o domínio da gigante da tecnologia de streaming de música online no país - atualmente, o conglomerado controla mais de 80% dos direitos exclusivos de streaming de música da China após uma aquisição em 2016. A Tencent é apenas uma de uma série de empresas chinesas listadas nas bolsas de valores dos Estados Unidos, Hong Kong e China continental que viu suas ações caírem drasticamente neste ano, enquanto Pequim reprimia os setores de tecnologia e educação do país. Na semana passada, as ações de empresas chinesas de ensino online despencaram depois que elas foram privadas da capacidade de lucrar com o ensino de disciplinas básicas na China. As novas diretrizes também restringiram o investimento estrangeiro no setor. A principal mudança na política ocorreu quando as autoridades tentaram aliviar as pressões financeiras na criação de filhos. As autoridades estão preocupadas depois que o último censo da China mostrou que a taxa de natalidade caiu para o menor índice em sete décadas. Essa foi uma das maiores revisões já feitas no setor de aulas particulares que movimenta US$ 120 bilhões no país.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Saiba como denunciar postagem com informações falsas no Twitter

 Saiba como denunciar postagem com informações falsas no Twitter

em - tecnologia O Twitter anunciou, nesta segunda-feira (17/1), que liberou a função para denunciar tweets com informações falsas no país. Os Estados Unidos, Coreia do Sul e Austrália foram os primeiros países a testar a ferramenta, em agosto do ano passado. Além do Brasil, Espanha e Filipinas também estão na lista.     Para classificar um tweet dessa forma, basta clicar na opção “Denunciar Tweet” e escolher a função “As informações são enganosas”.    Em seguida, a plataforma pergunta a respeito de qual tema a informação está errada e registra a reclamação do usuário. O Twitter libera também as opções de bloquear ou silenciar o perfil que está sendo denunciado.  A decisão acontece alguns dias após a empresa ser pressionada a tomar atitudes contra a divulgação de informações falsas dentro da plataforma, com questionamento inclusive do Ministério Público Federal.  *Estagiária sob supervisão   Veja Mais

Amazon faz atualização após Alexa sugerir desafio perigoso a criança

 Amazon faz atualização após Alexa sugerir desafio perigoso a criança

em - tecnologia A Amazon fez uma atualização em sua assistente virtual Alexa depois que o aparelho "desafiou" uma garota de 10 anos nos Estados Unidos a encostar uma moeda nos pinos de um carregador de celular que estava em uma tomada. A sugestão foi feita pela Alexa após a garota solicitar "um desafio". "Insira o carregador do celular até a metade em uma tomada na parede e depois toque com uma moeda na parte exposta dos pinos", recomendou a assistente. A Amazon disse que consertou o erro assim que a empresa soube do problema. A mãe da garota, Kristin Livdahl, descreveu o incidente no Twitter: "Estávamos fazendo alguns desafios de exercícios físicos como ficar deitada ou rolar segurando um sapato com os pés passados por um professor no YouTube um pouco antes. Ela queria mais um (desafio)". Foi quando o alto-falante Echo sugeriu participar de um desafio "encontrado na internet". A brincadeira perigosa, conhecida como "o desafio da moeda", começou a circular no TikTok e outras redes sociais há cerca de um ano.Risco de perder dedosMetais conduzem eletricidade e o contato com pinos ligados à rede elétrica pode provocar choques, incêndios e outros prejuízos. "Você pode perder dedos, mãos, braços", disse Michael Clusker, responsável por um posto do Corpo de Bombeiros na cidade inglesa de Carlile ao jornal "The Press", de Yorkshire, em 2020. "O resultado é que alguém pode ficar seriamente ferido." Bombeiros nos Estados Unidos também já alertaram para o perigo do "desafio".Em um tuíte, a mãe da garota contou que no momento do sugestão ela gritou "Não, Alexa, não!". Mas ela disse que sua filha era "esperta demais para fazer algo assim". Em comunicado enviado à BBC, a Amazon disse que fez uma atualização na Alexa para evitar que a assistente virtual fizesse essa recomendação no futuro. "A confiança do cliente é o centro de tudo que nós fazemos e a Alexa é pensada para passar informações precisas, relevantes e úteis aos nossos consumidores", diz o comunicado. "Assim que soubemos desse erro, nós tomamos uma rápida ação para consertá-lo."Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Pesquisador japonês cria 'TV lambível'

 Pesquisador japonês cria 'TV lambível'

em - tecnologia Um protótipo de televisão com tela "lambível", capaz de mimetizar os sabores dos alimentos, foi desenvolvido e apresentado recentemente por um pesquisador japonês, relata a agência de notícias Reuters. Batizado de Taste-the-TV ("experimente a TV", em tradução livre), o aparelho contém dez tubinhos na parte superior com diferentes tipos de sabores, como amargo, doce, azedo e apimentado. Combinados, esses sabores são pulverizados sobre uma "película higiênica" que é colocada sobre a tela (que, no protótipo, se assemelha mais à de um iPad do que à tela de uma televisão tradicional) - e com o qual o usuário pode "interagir". O criador do produto, Homei Miyashita, professor da Universidade Meiji, sugeriu que ele fosse usado para treinar cozinheiros ou sommeliers de maneira remota. Ele estima que, se fosse produzida comercialmente, a TV custaria US$ 875 (cerca de R$ 4,9 mil). "O objetivo é possibilitar que as pessoas tenham a experiência de comer em um restaurante do outro lado do mundo, mesmo estando em casa", declarou à Reuters. Em uma demonstração feita para jornalista em Tóquio, uma aluna de Miyashita informou ao dispositivo que queria "chocolate ao leite" e, após algumas tentativas, seu pedido foi espalhado no filme plástico, sobre imagens de chocolate que passavam ao fundo. "É como chocolate ao leite", disse a estudante, após experimentá-lo.%uD83D%uDCFA ‘Taste the TV’: A Japanese professor has developed a prototype lickable TV screen that can imitate food flavors https://t.co/JWVhiU94z1 pic.twitter.com/ZgxmfTf1Xn — Reuters (@Reuters) December 23, 2021 O professor disse estar em negociações com fabricantes sobre outras possíveis aplicações da tecnologia de pulverização de sabor, como adicionar sabores a torradas. O inventor vislumbra um mundo de "conteúdo de sabor" para download. Na era da covid-19, esse tipo de tecnologia poderia aprimorar a maneira como as pessoas se conectam com o mundo exterior, acredita Miyashita. Nas redes sociais, contudo, alguns daqueles que se depararam com a novidade questionaram se este seria o melhor momento para lançar um aparelho que as pessoas possam lamber. "Durante esta pandemia?" escreveu um usuário do Twitter. Antes da TV, o professor Miyashita e seus alunos já haviam desenvolvido uma variedade de dispositivos relacionados ao paladar, incluindo "um garfo que torna os alimentos mais saborosos". Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!  Veja Mais

Maior bife criado em laboratório avança. Mas a carne é suculenta?

 Maior bife criado em laboratório avança. Mas a carne é suculenta?

em - tecnologia O maior bife criado em laboratório no mundo foi revelado este mês pela empresa israelense MeaTech 3D. Na imagem distribuída à imprensa, parece semelhante a um pedaço de carne convencional, mas há dúvidas quanto ao sabor e à textura do produto. O tamanho (110 gramas) representa um passo à frente de concorrentes que investem no desenvolvimento de diferentes técnicas para produzir alimentos de origem animal como alternativa à pecuária tradicional. O bife da MeaTech 3D é composto de células reais, de músculo e gordura, derivadas de amostras de tecido de vaca. Células-tronco (que têm o potencial de originar qualquer tecido vivo) bovinas são colocadas em biorreatores (sistemas que mantêm a temperatura e todos os nutrientes que as células precisam para se multiplicar e se diferenciar em gordura e músculo). Em seguida, elas são colocadas sobre uma matriz de colágeno e levadas à impressora biológica para adquirir forma tridimensional. Mas o bife, com várias camadas desse tecido celular, ainda está longe dos supermercados. Em 2022, a empresa pretende começar a vender células de gordura para a criação de outros produtos. "Esse avanço é resultado de mais de um ano de esforços nos nossos processos de biologia celular e engenharia de tecidos de alto rendimento e em nossa tecnologia de bioimpressão", disse Sharon Fima, CEO da MeaTech 3D. A empresa também prepara linhagens celulares para a criação de carne de porco e de frango.A carne cultivada a partir de células requer aprovação regulatória antes de ser vendida ao público - o que ocorreu pela 1ª vez no fim de 2020, quando a empresa americana Eat Just passou a servir nuggets de frango a clientes de Cingapura.Sem sacrifícioEm países como Holanda, Portugal e Espanha, iniciativas tentam produzir carne cultivada em células para atender à demanda de quem rejeita a ideia de sacrificar animais. "Produzir células e fazer material capaz de gerar algo semelhante à carne não é o desafio mais complexo", diz Flávio Vieira Meirelles, pesquisador de terapia celular animal da Universidade de São Paulo (USP). "O mais difícil é garantir que todo o processo feito em laboratório seja isento de produtos de origem animal. Isso ainda não acontece."O professor explica que o cultivo celular ainda depende do uso de fatores de crescimento e fontes de proteína obtidas de animais abatidos, o que pode desagradar ao público que as empresas miram. E salienta que o avanço anunciado pela MeaTech 3D não é um bife como conhecemos. "Se a foto não fosse tão produzida e mostrasse o bife cru, seria mais esclarecedora", afirma. "Do ponto de vista nutricional, teoricamente terá o mesmo valor da carne porque é feito a partir de células animais, produzidas em condições ideais."BrasilDuas grandes empresas no Brasil têm interesse nesse mercado. Com planos de lançar o produto no País até 2024, fabricado aqui ou importado, a BRF investiu US$ 2,5 milhões na Aleph Farms, uma das companhias israelenses mais avançadas nessa tecnologia. A JBS investiu US$ 100 milhões na compra de 51% de uma empresa europeia que desenvolve produto semelhante. "O objetivo dos grandes produtores de carne ao fazer investimentos é não ficar de fora de algo novo e passar uma imagem positiva ao público ao demonstrar que busca formas alternativas ao abate animal", diz Sérgio Pflanzer, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Estudo de Pflanzer e colegas estrangeiros, publicado em outubro na revista científica Foods, avaliou a opinião de 4,4 mil pessoas no Brasil sobre carne de laboratório. Do total, 66% disseram que provariam e 60% afirmaram que aceitariam comê-la regularmente. Mas só 5% aceitariam pagar um pouco a mais por ela. "Qualquer alimento no mundo só emplaca e se torna popular, se for acessível. Não adianta dizer que é ecológico, saudável, amigo ou mais bonito." RessalvasOutro argumento para fontes alternativas de proteína animal destaca as emissões de gases de efeito estufa da pecuária. Antes de dizer que a carne em laboratório pode poupar o ambiente, é preciso considerar alguns fatores. Biorreatores usados nesse desenvolvimento consomem grandes quantidades de energia elétrica. Se ela for produzida a partir de combustíveis fósseis, a conta da redução do impacto ambiental pode não fechar.Em Israel e Cingapura, países mais avançados na criação de carne cultivada, 96% da energia elétrica depende da queima de combustível fóssil, como gás e óleo. No Brasil, por causa das hidrelétricas, essa taxa é 14%. Considerações semelhantes precisam ser feitas sobre o consumo dos chamados análogos vegetais ou hambúrgueres "plant-based", que imitam aparência e sabor da carne. "A produção vegetal emite menos gases do efeito estufa que a produção animal, mas a alimentação sem carne baseada em produtos vegetais industrializados pode produzir a mesma quantidade de gás carbônico que a pecuária", diz Pflanzer. É o caso, por exemplo, do hambúrguer feito com proteína de ervilha, vindo da China de navio, para venda aqui. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Veja Mais

A engenhosa solução dos antigos persas para 'capturar o vento' e se refrescar no calor escaldante

 A engenhosa solução dos antigos persas para 'capturar o vento' e se refrescar no calor escaldante

em - tecnologia Do Antigo Egito ao Império Persa, um método engenhoso de capturar e dirigir o vento refrescou as pessoas por milênios. Na busca por refrigeração livre de emissões, o "captador de vento" pode vir nos ajudar novamente.A cidade de Yazd, no deserto do centro do Irã, é, há muito tempo, um centro de criatividade. Yazd é o berço de uma das maravilhas da engenharia antiga — um sistema que inclui uma estrutura de refrigeração subterrânea chamada yakhchal, um sistema de irrigação subterrâneo chamado qanats e até uma rede de mensageiros chamada pirradazis, criado mais de 2.000 anos antes do serviço postal americano. Dentre as tecnologias antigas de Yazd, encontra-se o captador de vento, ou bâdgir, em persa. Essas estruturas notáveis são comumente encontradas elevando-se sobre os telhados de Yazd. Muitas vezes, são torres retangulares, mas elas também existem em formato circular, quadrado, octogonal e em outros formatos ornamentados. Afirma-se que Yazd é a cidade com mais captadores de vento do mundo. Eles podem ter se originado no Antigo Egito, mas, em Yazd, o captador de vento logo se mostrou indispensável, possibilitando a vida naquela parte quente e árida do planalto iraniano.Embora muitos dos captadores de vento da cidade do deserto tenham caído em desuso, suas estruturas estão agora chamando a atenção de acadêmicos, arquitetos e engenheiros, a fim de estudar o papel que eles poderiam desempenhar para nos manter refrigerados em um mundo em rápido aquecimento.Como os captadores de vento não precisam de eletricidade para funcionar, eles são uma forma de resfriamento verde e barata. Com o ar condicionado mecânico convencional já representando um quinto do consumo total de eletricidade do mundo, alternativas antigas como o captador de vento estão se tornando uma opção cada vez mais atraente.Existem duas forças principais que dirigem o ar através das estruturas: a entrada do vento e a mudança da impulsão do ar dependendo da temperatura — o ar quente tende a subir sobre o ar frio, que é mais denso.Primeiramente, quando o ar é captado pela abertura de um captador de vento, ele é canalizado para baixo até a construção, depositando eventuais fragmentos ou areia no pé da torre. O ar então flui ao longo de toda a parte interna da construção, às vezes sobre piscinas subterrâneas com água para melhor resfriamento. Por fim, o ar aquecido se elevará e deixará a construção através de outra torre ou abertura, com o auxílio da pressão no interior da construção. A forma da torre e outros fatores — como o projeto da casa, a direção para onde a torre está voltada, a quantidade de aberturas, sua configuração de pás internas fixas, canais e altura — são todas adequadamente definidas para aumentar a capacidade da torre de canalizar vento para baixo, até o interior da construção.A história do uso do vento para resfriar construções começou quase ao mesmo tempo em que as pessoas começaram a viver no ambiente quente dos desertos.Uma das primeiras tecnologias de captura do vento data de 3.300 anos atrás, no Egito, segundo os pesquisadores Chris Soelberg e Julie Rich, da Universidade Estadual Weber em Utah, nos Estados Unidos. Nesse sistema, as construções tinham paredes espessas, poucas janelas voltadas para o sol, aberturas para entrada de ar na principal direção dos ventos e uma ventilação de saída do outro lado — conhecida em árabe como arquitetura malqaf.Mas há quem defenda que o captador de vento foi inventado no próprio Irã.De qualquer forma, os captadores de vento se espalharam pelo Oriente Médio e pelo norte da África. Variações dos captadores de vento iranianos podem ser encontradas com nomes locais, como os barjeels do Catar e do Bahrein, os malqaf do Egito, os mungh do Paquistão e muitos outros, segundo Fatemeh Jomehzadeh, da Universidade de Tecnologia da Malásia, e seus colegas.Acredita-se que a civilização persa tenha adicionado variações estruturais para permitir melhor resfriamento, como a sua combinação com os sistemas de irrigação existentes para ajudar a resfriar o ar antes da sua liberação por toda a casa.No clima quente e seco de Yazd, essas estruturas se tornaram cada vez mais populares, até que a cidade se tornou um oásis de altas torres ornamentadas em busca do vento do deserto. Yazd é uma cidade histórica que foi reconhecida como Patrimônio Mundial da Unesco em 2017 — em parte, pela sua grande quantidade de captadores de vento.Além de desempenhar o propósito funcional de resfriar as casas, as torres também tinham forte importância cultural. Os captadores de vento fazem parte da paisagem de Yazd, da mesma forma que o Templo do Fogo de Zoroastro e a Torre do Silêncio. E há também o captador de vento do Jardim de Dowlat Abad, que se acredita ser o mais alto do mundo (com 33 metros de altura) e um dos poucos ainda em funcionamento. Abrigado em uma construção octogonal, ele fica de frente para uma fonte e um lago que se estende ao longo de fileiras de pinheiros.Possível renascimento?Com a eficácia do resfriamento fornecido por esses captadores de vento livres da emissão de gases, alguns pesquisadores argumentam que eles merecem ressurgir. O pesquisador Parkham Kheirkhah Sangdeh estudou minuciosamente a aplicação científica e a cultura local dos captadores de vento na arquitetura contemporânea na Universidade de Ilam, no Irã. Ele afirma que inconvenientes como insetos que ingressam nas calhas e o acúmulo de poeira e fragmentos do deserto fizeram com que muitas pessoas abandonassem os captadores de vento tradicionais. No seu lugar, são utilizados sistemas de resfriamento mecânicos, como unidades convencionais de ar condicionado. Muitas vezes, esses sistemas alternativos são alimentados por combustíveis fósseis e usam refrigerantes que agem como poderosos gases do efeito estufa quando liberados para a atmosfera.Há muito tempo, o advento das modernas tecnologias de resfriamento é culpada pela deterioração dos métodos tradicionais no Irã, segundo a historiadora da arquitetura iraniana Elizabeth Beazley escreveu em 1977.Sem manutenção constante, o clima hostil do planalto iraniano desgastou muitas estruturas, desde captadores de vento até casas de armazenamento de gelo. Kheirkhah Sangdeh também observa que o abandono dos captadores de vento se deveu, em parte, à tendência do público de adotar tecnologias vindas do Ocidente. "É preciso que haja mudanças de perspectiva cultural para usar essas tecnologias. As pessoas precisam observar o passado e entender por que a conservação de energia é tão importante", afirma o pesquisador, "a começar pelo reconhecimento da história cultural e da importância da conservação de energia".Kheirkhah Sangdeh espera que os captadores de vento do Irã sejam reformados para oferecer resfriamento com uso eficiente de energia às construções existentes. Mas ele encontra muitas barreiras para esse trabalho, como as tensões internacionais existentes, a pandemia de covid-19 e a atual falta de água. "A situação está tão ruim no Irã que [as pessoas] levam um dia de cada vez", afirma ele. Métodos e sistemas de resfriamento que não utilizam combustíveis fósseis, como os captadores de vento, poderão muito bem merecer seu ressurgimento, mas, para surpresa de muitos, eles já estão presentes — embora não sejam tão grandiosos como os iranianos — em muitos países ocidentais.No Reino Unido, cerca de 7.000 variações de captadores de vento já foram instaladas em edifícios públicos entre 1979 e 1994. Eles podem ser vistos em construções como o Hospital Real de Chelsea, em Londres, e em supermercados de Manchester. Esses captadores de vento modernos lembram pouco as estruturas iranianas em forma de torre. Em um edifício de três andares em uma rua movimentada no norte de Londres, pequenas torres de ventilação pintadas de rosa-choque oferecem ventilação passiva. No alto de um shopping center em Dartford, também no Reino Unido, torres de ventilação cônicas giram para capturar a brisa com o auxílio de uma asa traseira que mantém a torre voltada para a direção do vento. Os Estados Unidos também adotaram projetos inspirados nos captadores de vento com entusiasmo. Um desses exemplos é o centro de visitantes do Parque Nacional de Zion, no sul de Utah. O parque fica em um alto planalto desértico, com clima e topografia comparáveis com a região de Yazd, e o uso de tecnologias de resfriamento passivo como o captador de vento eliminou quase por completo a necessidade de ar condicionado mecânico. Os cientistas registraram diferença de temperatura de 16°C entre o lado externo e o interior do centro de visitantes, apesar das muitas pessoas que passam regularmente pelo local. À medida que se aprofunda a busca de soluções sustentáveis para o aquecimento global, surgem mais oportunidades que favorecem a construção de captadores de vento. Em Palermo, na Itália, pesquisadores descobriram que o clima e as condições de vento existentes fazem da cidade um local propício para uma versão do captador de vento iraniano. Em outubro, o captador de vento foi exposto com destaque na feira Expo Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, como parte de uma rede de construções cônicas no pavilhão da Áustria. Para sua idealização, a empresa de arquitetura austríaca Querkraft inspirou-se no barjeel — a versão árabe do captador de vento. Enquanto pesquisadores como Kheirkhah Sangdeh argumentam que o captador de vento tem muito mais a oferecer para o resfriamento de casas sem o uso de combustíveis fósseis, essa engenhosa tecnologia já migrou para outras partes do mundo — mais do que se pode imaginar. Na próxima vez que você encontrar uma torre de ventilação alta no topo de um supermercado, edifício ou escola, examine com cuidado. Você pode estar olhando para o legado dos magníficos captadores de vento do Irã.Leia a íntegra desta reportagem (em inglês) no site BBC Future.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Como jogo League of Legends foi transformado em série de sucesso da Netflix

 Como jogo League of Legends foi transformado em série de sucesso da Netflix

em - tecnologia O novo desenho animado Arcane, da Netflix, segue o destino das irmãs Vi e Jinx, que se encontram em lados opostos de uma guerra. Mas elas não são personagens novas - saíram de um dos jogos de computador mais populares do mundo, o League of Legends - conhecido pelos jogadores pela abreviação LoL. Os co-criadores da nova série da Netflix, Alex Lee e Christian Linke, também trabalham no jogo. Eles que dizem que sempre compartilharam um "sonho ambicioso" de transformar League of Legends em uma série de TV para ir "fundo nas histórias desses personagens". Os criadores do desenho dizem que os fãs apaixonados do jogo ajudaram Arcane a ter sucesso enquanto outras tentativas de adaptar jogos para a TV e o cinema falharam.  A relação de jogos de videogame e computador com Hollywood é bem documentada - e bastante confusa. Há uma série de desenhos animados infantis baseados em jogos que fizeram sucesso, como Pokémon. Mas filmes para um público mais velho baseados em jogos não têm conseguido uma boa audiência.  Na última década, tentativas como Halo, Street Fighters e Dragon Age foram mal recebidas pela crítica e pelo público. Alex diz que a empresa Riot Games, produtora de LoL, deu um voto de confiança ao permitir que Arcane fosse feito, especialmente por causa de experiências fracassadas de outras adaptações.  Arcane se aprofunda nas motivações de Vi e Jinx para "entender o que as torna pessoas além do que as torna guerreiras". "Sempre amamos essas personagens", diz Alex. "O público sempre teve essas perguntas, o que aconteceu entre elas? Elas são irmãs rivais em nosso jogo, mas como elas acabaram assim?"  Christian diz que a nova série não é um "fan service" (adição de elementos ao programa somente para agradar os fãs; em tradução literal, serviço para os fãs). Ele diz que, por isso, mesmo que os telespectadores não tenham jogado o jogo, eles ainda podem desfrutar da história. Então, como Arcane conseguiu alcançar e agradar o público do entretenimento convencional quando tantas outras histórias inspiradas em jogos falharam? "Por um longo tempo, era um pouco como se Hollywood estivesse olhando pelo lado de fora da janela - há algo especial acontecendo lá, mas precisamos descobrir o que é," diz Christian. Para Christian e Alex, é sua paixão compartilhada pelo jogo, além de uma compreensão profunda e autorizada de seu universo, que ajudam Arcane a vencer a tendência com sucesso. "Agora estamos chegando a um ponto em que os videogames amadureceram o suficiente, onde pessoas como nós - pessoas que vêm do estúdio e do jogo - cresceram com ele e agora são experientes o suficiente para tentar algo tão ambicioso quanto isso." Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

'Minha caçada aos hackers mais procurados do mundo que vivem como milionários na Rússia'

 'Minha caçada aos hackers mais procurados do mundo que vivem como milionários na Rússia'

em - tecnologia Muitos dos nomes na lista de pessoas procuradas pelo FBI (a polícia federal americana) em meio a investigações sobre crimes cibernéticos vêm da Rússia. Enquanto alguns são acusados de trabalhar para o governo recebendo um salário normal, outros supostamente fazem fortunas com ataques e roubos online. Se eles deixassem a Rússia, seriam presos, mas lá eles parecem não ter qualquer restrição. "Estamos perdendo nosso tempo", pensei, enquanto observava um gato lambendo a carcaça de uma galinha. Certamente não haveria mais nenhum vestígio de um multimilionário acusado de envolvimento com crimes cibernéticos nesta propriedade a cerca de 700km de Moscou. Por dentro da mansão de R$ 100 milhões da 'rainha das criptomoedas' em Londres Golpe do Pix: hackers contam como enganam vítimas; saiba como se proteger Discurso de ódio na internet aumentou durante a pandemia, aponta pesquisa Mas continuei caminhando, ao lado de um tradutor e um cinegrafista, tentando espantar o gato sarnento para longe da entrada de um bloco de apartamentos. Quando batemos em uma das portas, um jovem atendeu e uma mulher idosa com olhar curioso nos espiou da cozinha. "Igor Turashev? Não, não reconheço este nome", disse o jovem. "A família dele está registrada (como vivendo) aqui, então quem é você?" nós perguntamos. Depois de uma conversa amigável, explicamos que éramos repórteres da BBC, e o clima mudou repentinamente. "Não vou dizer onde ele está, e você não deveria tentar encontrá-lo. Você não deveria ter vindo aqui", disse o jovem, com raiva. Não dormi bem naquela noite, pensando nos conselhos inquietantes que recebi de pessoas da área de segurança. Alguns indicaram que tentar encontrar criminosos cibernéticos em seus locais de moradia é arriscado. "Eles terão seguranças armados", me disseram. "Você vai acabar em uma vala em algum lugar", avisou outro. Outros não viram tanto problema. Foi o caso de uma pessoa que me disse que as pessoas que eu procurava eram apenas "nerds da computação". Mas todos disseram que não conseguíramos chegar nem perto deles. 'Ladrões de banco habilitados em cibernética'Em uma entrevista coletiva há dois anos, o FBI nomeou nove membros do grupo de hackers russo Evil Corp e acusou Igor Turashev e o suposto líder da gangue, Maksim Yakubets, de roubar ou extorquir mais de US$ 100 milhões em ataques que afetaram 40 países diferentes. As vítimas variam de pequenas empresas a multinacionais como a americana Garmin, além de instituições de caridade e uma escola. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos diz que os homens são "ladrões de banco habilitados em cibernética", realizando ataques de ransomware ou invadindo contas para roubar dinheiro. O anúncio fez de Maksim Yakubets, com apenas 32 anos na época, um símbolo da imagem do hacker russo playboy. Algumas imagens da gangue obtidas pela Agência Nacional do Crime do Reino Unido mostram homens dirigindo Lamborghinis personalizados, rindo com maços de dinheiro e brincando com um filhote de leão. O indiciamento dos dois homens pelo FBI foi resultado de anos de investigação, incluindo entrevistas com ex-membros do grupo e o trabalho de peritos digitais. Algumas informações coletadas remontam a 2010, quando a polícia russa ainda estava disposta a colaborar com colegas americanos, Esses tempos se foram: o governo russo rotineiramente ignora as acusações de crimes cibernéticos contra seus cidadãos vindas dos EUA. Na verdade, na prática, não apenas os hackers têm liberdade para continuar atuando no país, como também são em algumas ocasiões recrutados pelos serviços de segurança russos. Casamento luxuoso Nossa investigação sobre Maksim Yakubets começou em um lugar improvável, um campo de golfe a cerca de duas horas de Moscou. Este foi o local de seu grandioso casamento em 2017, como mostra um vídeo publicado pelo site da rádio Free Europe/Liberty. O rosto de Yakubets nunca é mostrado na filmagem, feita por uma produtora especializada em casamentos. Mas, em um dado momento, ele aparece dançando durante o show de uma famosa cantora russa, em meio a um belo show de luzes. A organizadora de casamentos Natalia não quis entrar em detalhes sobre o grande dia de Yakubets, mas nos mostrou alguns locais usados na ocasião, como uma construção na colina com pilares esculpidos, perto de um lago. "É o nosso quarto exclusivo", disse ela. "Os recém-casados adoram ir para lá para ter sessões de fotos e um romance." Enquanto nos deslocávamos em um carrinho de golfe, fiz algumas contas. Com as informações que tínhamos, era de se imaginar que o casamento tenha custado mais do que as estimativas que escutamos, de cerca de US$ 250 mil. Possivelmente, a festa custou algo entre meio milhão de dólares e US$ 600 mil. Não sabemos como a cerimônia foi paga, mas se Yakubets pagou a conta, isto demonstra o quão luxuoso é seu estilo de vida. Igor Turashev, de 40 anos, também não está sendo nada discreto. A partir de registros públicos, meu colega Andrey Zakharov, repórter especializado em cibernética da BBC Rússia, encontrou três empresas registradas no nome de Turashev. Todos têm escritórios na famosa Federation Tower de Moscou, um arranha-céu chamativo no distrito financeiro que não destoaria em Manhattan ou no Canary Wharf de Londres. Uma recepcionista procurou um número de telefone dos escritórios e descobriu que não havia nenhum. Ela então encontrou um número de celular vinculado ao nome de uma das empresas, e nos colocou na linha. Uma música de Frank Sinatra tocou por cerca de cinco minutos, então finalmente alguém atendeu, parecendo falar de uma rua movimentada. Quando dissemos que éramos jornalistas, a pessoa desligou. Conforme Andrey me explicou, Turashev não é procurado na Rússia, então ninguém o impede de alugar este caro escritório no centro da cidade. Também pode ser conveniente para ele estar localizado em meio a empresas financeiras, incluindo algumas que negociam criptomoedas, como bitcoins — que a Evil Corp teria tirado das vítimas em alguns ataques. Em um dos casos investigados, a gangue teria conseguido de uma vez o equivalente a US$ 10 milhões. Um relatório da Bloomberg, baseado em uma pesquisa de analistas da Chainalysis, afirmou que a Federation Tower abriga inúmeras empresas de criptografia que atuam como "máquinas de dinheiro para criminosos cibernéticos". Tentamos dois outros endereços ligados a Turashev e a outro nome importante do Evil Corp, Denis Gusev. Também tentamos contato por telefone e e-mail, mas ninguém respondeu. 'Americanos criaram um problema para minha família'Andrey e eu passamos muito tempo tentando encontrar algum local de trabalho de Maksim Yakubets. Ele já foi o diretor de uma empresa de ração para gado, da qual sua mãe é dona, mas hoje em dia parece não ter nenhum vínculo formal com qualquer empresa ou empregador. Mas encontramos, sim, endereços que poderiam ser de sua moradia. Então, uma noite, fomos bater à sua porta. De primeira, um homem atendeu e riu no interfone enquanto explicamos de onde éramos. "Maksim Yakubets não está aqui. Ele não está aqui há, provavelmente, 15 anos. Eu sou o pai dele", disse a voz. Para nossa surpresa, o pai de Yakubets saiu pelo corredor e nos deu uma passional entrevista de 20 minutos diante das câmeras, condenando com raiva as autoridades americanas por indiciarem seu filho. A recompensa de US$ 5 milhões oferecida pelos EUA em troca de informações que pudessem levar à prisão de Yakubets — o maior já disponibilizado na área da cibersegurança — levou a família a viver com medo de um ataque, disse o pai, exigindo que publicássemos suas palavras à risca. "Os americanos criaram um problema para minha família, para muitas pessoas que nos conhecem, para nossos parentes... Qual é o propósito? A Justiça americana se transformou na Justiça soviética. Ele não foi questionado, não foi interrogado, nem houve procedimentos que tenham provado a culpa dele." Ele negou que seu filho seja um cibercriminoso. Quando perguntei como ele achava que Maksim Yakubets tinha ficado tão rico, o pai riu, dizendo que eu estava exagerando o preço do casamento. O homem disse que carros de luxo usados pelo filho eram alugados. O salário de Maksim era maior do que a média, disse ele, porque o filho "trabalha, recebe, tem um emprego". "O que ele faz como trabalho, então?", perguntei. "Por que eu deveria te contar?", respondeu o homem. "E as nossas vidas privadas?" O homem disse que não teve mais contato com o filho desde o indiciamento, por isso não poderia nos colocar em contato com Maksim. A resposta dos EUA e Europa Yakubets e Turashev fazem parte da crescente lista de cidadãos russos acusados de crimes cibernéticos, conforme o Ocidente luta para conter estes ataques. O número de pessoas e organizações russas indiciadas e punidas por isso é maior do que qualquer outra nacionalidade. As acusações impedem os hackers de viajar para o exterior, congelam ativos que eles possam ter e impedem que façam negócios com empresas ocidentais. No ano passado, a União Europeia começou a emitir sanções cibernéticas, seguindo os passos dos EUA, e a maioria dos citados na lista são russos. Diz-se que a grande maioria dos nomes nessas listas têm ligação direta com o Estado russo, que usaria os hackers para espionar, exercer pressão e poder. Embora todas as nações estejam envolvidas em ataques mútuos, os EUA, a União Europeia e aliados dizem que alguns dos ataques vindos da Rússia cruzaram a linha do aceitável. Alguns são acusados de causar apagões generalizados na Ucrânia, depois de atacarem redes de energia; outros são procurados por tentarem invadir uma instalação de testes de armas químicas logo após o envenenamento do ex-espião Sergei Skripal e sua filha na Inglaterra, em 2018, O Kremlin nega todas as acusações, rotineiramente classificando-as como histeria ocidental e "russofobia". Como não existem regras claras sobre o que é aceitável em ataques perpetrados por países, concentramos nossa investigação em indivíduos acusados de crimes com fins lucrativos. Regra de ouroE então, as acusações e punições contra hackers "criminosos" funcionam? Falando com o pai de Yakubets, parece que elas têm algum impacto — no mínimo, deixam quem está no entorno dos acusados furioso. No entanto, a Evil Corp parece não ter sido afetada como um todo. Pesquisadores de segurança cibernética dizem que a gangue ainda está fazendo ataques lucrativos, principalmente contra alvos ocidentais. A "regra de ouro" entre hackers russos, de acordo com pesquisadores e ex-hackers, é que criminosos não contratados pelo Estado podem atacar quem quiserem, desde que as vítimas não estejam em territórios de língua russa ou ex-soviéticos. A regra parece funcionar, já que os pesquisadores de segurança cibernética há muitos anos notam menos ataques nesses países. Eles também já descobriram que alguns malwares são projetados para evitar computadores com sistemas de língua russa. Lilia Yapparova, repórter investigativa da Meduza — uma das poucas organizações de jornalismo independente do país — diz que a "regra de ouro" é útil para os serviços de inteligência, que podem explorar as habilidades que os hackers desenvolveram enquanto trabalhavam por conta própria. "É mais valioso para o FSB (agência de inteligência russa) recrutar hackers na Rússia do que colocá-los na prisão. Uma de minhas fontes, que é um ex-oficial do FSB, me disse que já tentou pessoalmente recrutar alguns caras da Evil Corp." Os EUA afirmam que Maksim Yakubets e outros hackers procurados — incluindo Evgeniy Bogachev, que carrega uma recompensa de US$ 3 milhões por sua prisão — trabalharam diretamente para os serviços de inteligência russo. Pode não ser coincidência que o sogro de Yakubets, visto no vídeo do casamento, seja um ex-membro do alto escalão do FSB. Pedimos um posicionamento do governo russo, mas não recebemos resposta. Quando o presidente russo Vladimir Putin foi questionado sobre isso na cúpula de Genebra, em junho, ao se encontrar com o presidente americano Joe Biden, ele negou que ataques de alto nível tivesse origem em seu país e até afirmou que a maioria dos ataques cibernéticos tem origem nos EUA. Entretanto, ele disse que trabalharia com os americanos para "criar ordem". Nos últimos seis meses, os EUA e seus aliados passaram a adotar uma represália mais agressiva — conseguiram fazer ataques cibernéticos contra as gangues e colocar algumas delas offline. REvil e DarkSide publicaram em fóruns que não estão mais operando por conta da ação americana. Em duas ocasiões, os hackers do governo dos EUA conseguiram até mesmo recuperar milhões de dólares de bitcoins roubados das vítimas. Um esforço internacional envolvendo a Europol e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos também viu supostos hackers serem presos na Coréia do Sul, Kuwait, Romênia e Ucrânia. No entanto, os pesquisadores de segurança cibernética dizem que mais grupos estão surgindo e que ataques estão ocorrendo todas as semanas. O fenômeno não acabará, dizem eles, enquanto os hackers puderem agir livremente na Rússia. Sabia que a BBC News Brasil está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Black Friday 2021: os 24 smartphones mais desejados da data

 Black Friday 2021: os 24 smartphones mais desejados da data

em - tecnologia  Um dos produtos mais desejados de todas as Black Fridays, ano após ano, é o bom (e novo!) smartphone. Em 2020, o item foi um dos mais vendidos durante a data e, em 2021, ele já está no TOP 3 da lista de desejos dos consumidores brasileiros. Tendência durante esta época do ano, é possível encontrar por aí diversos preços, marcas e modelos de smartphones disponíveis. A data é uma ótima oportunidade para trocar de aparelho ou presentear alguém, aproveitando os bons descontos e as condições imperdíveis que não surgem todos os dias no mercado. Foi dada a largada: as promoções de celulares já começaram! As grandes lojas de varejo já estão se preparando para a Black Friday Brasil 2021 garantindo as ofertas especiais de smartphones. Porém, mesmo que ainda faltem alguns dias para a data (26 de novembro), já é possível encontrar por aí algumas promoções e descontos aplicados a esse tipo de aparelho! Os 24 melhores smartphones para comprar na Black Friday Está em dúvida de qual smartphone comprar nesta Black Friday 2021? Confira quais são os modelos mais desejados de 2021 e escolha o seu: 1) Apple iPhone 7O iPhone 7 possui tela retina HD de 4,7”, Touch ID e câmera de 12MP com estabilização óptica de imagem, além do poderoso chip A10 Fusion e bateria de longa duração. Um luxo de celular com toda a tecnologia Apple!  2) Apple iPhone 8O iPhone 8 conta com câmera de 12MP, tela de 4.7",  sensor de impressão digital, ampla memória interna e muito mais que só um aparelho Apple possui.  3) Apple iPhone XS MaxO iPhone XS Max dá um show de tecnologia e acabamento. Ele vem com o iOS 12, realidade aumentada, tela Super Retina de 6,5”, reconhecimento facial, câmera potente e uma enorme lista de recursos.   4) Apple iPhone 11Com chipset A13 Bionic, até 256 de armazenamento, bateria de 3.110 mAh, tela de 6,1” IPS LCD e suporte para atualizações do iOS, o iPhone 11 é uma ótima opção de aparelho.   5) Apple iPhone 12Uma das últimas versões do iPhone conta com processador A14 Bionic, até 256 GB de armazenamento, câmeras traseiras de 12 MP, tela Super Retina XDR OLED de 6,1” e ainda grava vídeos 4K a 60fps.   6) Apple iPhone 12 MiniA versão menor do anterior tem praticamente as mesmas configurações, porém com tela de 5,4”, sendo mais leve e anatômico.  7) LG K61O K61 conta com tela de 6,5”, sistema de som DTS:X, que proporciona um som de alta qualidade, câmera de 48MP, 128GB de armazenamento interno e 4GB de memória RAM.  8) LG VelvetCom tecnologia OLED e som estéreo, o LG Velvet entrega ótimo desempenho de gráficos, bom rendimento de bateria e ótima qualidade de câmera.  9) Motorola Moto E7 PowerApesar de básico, esse modelo possui 4 GB de RAM, armazenamento expansível, processador MediaTek Helio G25 octa-core, duas câmeras traseiras (13MP e 2MP) e uma frontal de 5MP.   10) Motorola Edge 20Com processador Qualcomm Snapdragon 778G, 128 GB de armazenamento, 8 GB de RAM, câmera principal de 108MP e tela de 6,7”, esse aparelho possui estrutura em liga de alumínio e é um queridinho dos brasileiros.  11) Motorola Edge 20 LiteA versão “mais humilde” do modelo anterior possui 6 GB de RAM, câmera híbrida ultra-wide e macro de 8MP, sensor de profundidade de 2MP e tela com taxa de atualização de 90Hz.  12) Motorola Moto G100O modelo intermediário elogiado por muitos possui 12 GB de RAM, armazenamento expansível, display de 6,7” e câmeras traseiras de 64MP, 16MP e 2MP. Um show de smartphone!  13) Motorola Moto G8 PlusCom design moderno, esse modelo possui câmera tripla com modo night vision e sensor de foco automático a laser, processador octa-core Qualcomm Snapdragon 665, 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento interno.  14) Multilaser G 2O Multilaser G 2 conta com com tela de 6.1", processador Quad Core 1.8 Ghz, memória interna de 32GB, Android 11.0 Go, sensor de digitais, reconhecimento facial e câmera traseira de 8MP.  15) Red Mobile Quick 5.0Apesar de pouco conhecida, a marca Red apresenta um visual elegante e uma ótima qualidade. Esse modelo possui tela de 5", processador Mediatek Quad-core de 1.3Ghz, memória de 8 GB e Android 8.1.  16) Samsung Galaxy A52 5GDe linha intermediária, o Galaxy A52 5G possui processador Qualcomm Snapdragon 750G, até 8 GB de RAM, até 256 GB de armazenamento, tela de 6,5” e câmeras de 64 MP, 12 MP e 5 MP.  17) Samsung Galaxy M32Uma evolução do M31, o Galaxy M32 tem como destaque a câmera dianteira de 20MP, o processador Mediatek Helio G80 e a e tela AMOLED de 6,4” Full HD%2b com taxa de atualização de 90 Hz.  18) Samsung Galaxy S20 FEO S20 possui processador Exynos 990, armazenamento expansível, câmeras traseiras de 12MP, 8MP e 12MP e tela de 6,5” AMOLED e Full HD .  19) Samsung Galaxy S21 5GO S21 5G tem como destaque o processador Exynos 2100 octa-core, 8 GB de RAM, até 256 GB de armazenamento, câmeras de 12MP, 64MP e 12MP e tela de 6,1” Dynamic AMOLED.  20) Xiaomi Mi 10TCom até 128 GB de armazenamento, esse celular possui processador Qualcomm Snapdragon 865 e câmeras traseiras de 64MP, 13MP e 5MP.  21) Xiaomi Pocophone F1O modelo Xiaomi F1 possui processador Qualcomm Snapdragon 845, armazenamento expansível, câmera frontal de 20MP e câmeras traseiras de 12MP e 5MP.  22) Xiaomi Pocophone M3 Pro 5GApesar da relativa pouca memória interna (de 64GB), esse modelo possui entrada para cartão de memória, 4GB de RAM, tela de 6,5” e câmeras traseiras de 48MP, 2MP e 2MP.  23) Xiaomi Redmi Note 9O modelo Note 9 é um celular e tanto! Ele conta com um chipset MediaTek Helio G85, até 4GB de RAM, armazenamento (expansível) e tela IPS LCD de 6,53”. Grava a 1080p e 30fps e tem funções de HDR e lentes ultra-wide, sensor de profundidade e macro.  24) Xiaomi Redmi Note 10O Note 10 conta com processador Qualcomm Snapdragon 678, até 6 GB de RAM, 128 GB de armazenamento (expansível) e câmeras traseiras de 48MP, 8MP, 2MP e 2MP.  Como fazer a compra segura do seu smartphone na Black Friday? Fazer uma compra segura durante a Black Friday demanda alguns cuidados, já que estamos falando de um momento repleto de ofertas, descontos e condições atrativas. Portanto, se você quer comprar um celular, é preciso seguir algumas dicas que vão garantir sua segurança enquanto você faz um ótimo negócio: só compre em sites que possuam protocolos de segurança (HTTPS), evite pagamentos em boleto, pesquise sobre a reputação da loja e, claro, faça uma boa pesquisa de preços em sites comparativos. Ah! Se possível, faça a compra em um computador pessoal, ok? Nada de aparelhos de uso coletivo! Continue por dentro da Black Friday 2021 no Estado de Minas, acompanhe as notícias e fique sempre de olho para fazer compras com segurança, tranquilidade e economia!  Veja Mais

Ataque hacker? Nomes de restaurantes mudam no Ifood e internautas comentam

 Ataque hacker? Nomes de restaurantes mudam no Ifood e internautas comentam

em - tecnologia Quem queria apenas fazer um lanche, na verdade tomou um susto ao abrir o aplicativo de entregas Ifood, na noite desta terça-feira (2/11). É que os nomes dos restaurantes estavam trocados por frases como: “Lula Ladrão, Vacina Mata e Amo Trans”. Claro, o assunto não demorou para ser um dos mais comentados do Twitter Brasil.  Ainda não se sabe se o app foi hackeado.  RETALIAÇÃO? No último sábado (30) foi divulgada a informação de que o Ifood havia encerrado a parceria com o “Flow Podcast”, após um dos apresentadores usar o Twitter para questionar se “ter uma opinião racista é crime”.  INTERNAUTAS COMENTAM         IFOOD  Em nota enviada ao "Portal UOL", o Ifood informou que: “Na noite de hoje, 2 de novembro, o iFood identificou que alguns estabelecimentos cadastrados na plataforma tiveram seus nomes alterados. Aproximadamente 6% dos estabelecimentos foram afetados. A empresa tomou medidas imediatas para sanar o problema e proteger os dados de restaurantes, consumidores e entregadores”.  Veja Mais

'Recebo xingamentos e ameaças online' - por que é tão difícil combater isso?

 'Recebo xingamentos e ameaças online' - por que é tão difícil combater isso?

em - tecnologia Agressões online contra mulheres estão aumentando, mas por que polícia, governos e redes sociais não estão fazendo mais para evitar isso? Eu sou a primeira repórter da BBC especializada em desinformação, e recebo mensagens abusivas nas redes sociais diariamente. A maioria é ofensiva demais para ser compartilhada sem edições. Qual o gatilho para essas ofensas? Minha cobertura sobre o impacto de conspirações online e fake news. Eu espero ser desafiada e criticada, mas ódio misógino direcionado a mim se tornou uma ocorrência diária. As mensagens são carregadas de expressões baseadas em gênero e referências a estupro, decapitação e atos sexuais. Algumas são uma mistura de teorias da conspiração — de que eu seria uma pessoa sob "controle sionista" ou de que eu própria seria responsável pelo estupro de bebês, por exemplo. Xingamentos são frequentes. E não sou só eu. De políticos pelo mundo a estrelas do reality show britânico Love Island e médicos, tenho ouvido relatos de mulheres alvos de mensagens de ódio semelhantes. Uma nova pesquisa, compartilhada com a BBC, sugere que mulheres são mais propensas a serem alvos desse tipo de abuso que homens. Isso está piorando e frequentemente os ataques são combinados com racismo e homofobia. Eu queria entender por que isso está acontecendo, a ameaça que isso representa — e por que redes sociais, a polícia e governos não tomam providências. Então, eu iniciei uma investigação para a BBC Panorama, um dos principais programas jornalísticos da BBC. Nós montamos uma conta fake de "trollagem" nas cinco redes sociais mais populares do mundo para verificar se elas promoveriam contas e conteúdos de ódio misógino a esse usuário. Usando uma fotografia gerada por Inteligência Artificial, programamos nosso perfil falso de "trollagem" para ser similar às pessoas que me enviavam xingamentos e ameaças. Nosso perfil engajava com conteúdo oferecido pelas plataformas sociais, mas não enviava nenhuma mensagem de ódio. Como parte do projeto, a consultoria Demos analisou os ataques recebidos por participantes de reality shows, analisando mais 90 mil postagens e comentários sobre eles. A verdade é que programas como Love Island (reality show britânico) funcionam quase como um microcosmo da sociedade, permitindo que pesquisadores comparem agressões direcionadas a homens e mulheres com diferentes trajetórias. A popularidade dessas pessoas também gera muito debate online. O que descobrimos: Nossa conta falsa recebeu mais e mais recomendações de conteúdo contra mulheres no Facebook e no Instagram, alguns envolvendo violência sexual. Mulheres participantes de reality shows na TV são desproporcionalmente atacadas nas redes sociais, com ameaças e xingamentos enraizados na misoginia e combinados com racismo. Propostas preliminares das Nações Unidas para fazer com que as empresa de redes sociais protejam melhor as mulheres foram obtidas com exclusividade pela BBC Impunidade para perfis que ameaçam mulheresEmpresas de redes sociais dizem que levam a sério ataques a mulheres online — e que possuem regras para proteger usuários de abusos. Entre as medidas estão suspender, restringir ou até fechar contas. Mas a minha experiência indica que muito frequentemente as empresas não fazem isso. Eu reportei ao Facebook algumas das piores mensagens que eu recebi — incluindo ameaças de ir até a minha casa para me estuprar e cometer atos sexuais horrendos. Mas, meses depois, a conta continuava no Facebook, juntamente com dezenas de outras no Instagram e no Twitter que me enviavam ameaças e xingamentos. Aparentemente, minha experiência faz parte de um padrão. Nova pesquisa feita pelo Centre for Countering Digital Hate mostra que 97% de 330 contas que enviaram ataques misóginos no Twitter e no Instagram continuaram no ar após serem denunciadas. Twitter e Instagram dizem que agem quando suas regras são violadas, e que fechar contas não é a única opção. Contato com agressores Curiosa para saber quem estava administrando as contas que enviavam ameaças a mim e a outras mulheres, passei a examinar os perfis que me atacavam. A maioria eram homens e residiam no Reino Unido. Eles me enviavam tudo que é tipo de mensagem, desde me chamar de "vaca idiota" e dizer que eu precisava "transar", a ameaças de agressão e violência sexual. Eram vários os ataques ligados a gênero. Acontece que eles são pessoas reais — não bots. Um é torcedor do Tottenham, como eu. Outro gosta de comida vegana. Um, cuja conta era anônima, até revelou sua localização ao postar um tuíte no serviço de entrega de supermercado Ocado, reclamando que não entregavam em seu código postal em Great Yarmouth, no Reino Unido.Eu tentei contato com eles. Um deles se chama Steve, está na faixa dos 60 anos e é motorista de van nas Midlands, região central da Inglaterra. Ele aceitou falar comigo por telefone. As mensagens que havia me enviado eram menos ofensivas que a maioria dos ataques que recebi — eram em grande parte xingamentos baseados em gênero. Assim como muitos dos usuários de redes sociais que me atacam, ele acredita profundamente em teorias da conspiração. E, assim como na maior parte dos casos, as mensagens que me enviou me atacavam por eu ser mulher. Primeiro, ele disse que não achava que as mensagens fossem tão ruins assim. Mas eu expliquei que elas eram apenas algumas das várias com ataques e xingamentos que eu recebo na minha caixa de entrada. "Eu provavelmente cometi um erro. Sou um cara bastante justo", concluiu ele, depois de um tempo. Steve destacou que é alvo de ataques online por "pessoas que acreditam que os ataques terroristas de 11 de setembro aconteceram e que existe aquecimento global". Essas pessoas estão respondendo a teorias da conspiração que ele compartilha nas redes sociais. Eu tinha esperanças de que isso o ajudasse a ver que ódio não é a melhor resposta. E acho que, no final da nossa conversa, ele estava mais perto de aderir a essa ideia. Nossa conversa me fez refletir sobre o que os perfis falsos que montamos estariam recebendo nos seus feeds nas redes sociais. Queria ver se o algoritmo dessas plataformas estava empurrando conteúdo e contas misóginas que atacam mulheres online. A criação de BarryEntão, eu criei uma persona online falsa chamada Barry e o inscrevi nas cinco redes sociais mais populares no Reino Unido. Todas as maiores empresas de redes sociais dizem que não promovem mensagens de ódio nas suas plataformas e que adotam medidas para impedir sua circulação. Cada uma delas tem algoritmos que nos oferecem conteúdo baseado nas coisas que postamos, assistimos ou curtimos no passado. Mas é difícil saber o que empurram para cada usuário."Uma das únicas maneiras de fazer isso é criar manualmente um perfil e observar para que tipo de 'buraco' ele vai ser levado pela própria plataforma, depois que o perfil começar a seguir certos grupos ou páginas", explica a especialista em redes sociais Chloe Colliver, que me aconselhou nessa pesquisa. Ela trabalha para o Institute for Strategic Dialogue (Instituto para Diálogo Estratégico), pesquisando extremismo e desinformação em redes sociais. Colliver me deu orientações sobre como criar perfis de maneira ética e realista, fazendo apenas o necessário para testar os algoritmos. As contas de Barry nas redes sociais se basearam em diversos perfis que me enviaram ameaças e xingamentos. Assim como eles, Barry estava sobretudo interessado em conteúdo antivacina e teorias da conspiração, e também seguia um número pequeno de contas e conteúdos contra mulheres. Ele também postou algumas mensagens agressivas no seu próprio perfil — para que os algoritmos pudessem detectar desde o princípio que ele possuía uma conta que usa linguagem abusiva sobre mulheres. Mas diferentemente das pessoas que me atacaram pelas redes sociais, Barry não enviou mensagens diretamente para nenhuma mulher. Algoritmo invadiu perfil com contas contra mulheresAo longo de duas semanas, eu me conectei a cada dois dias nas contas de Barry — segui recomendações do algoritmo, postei nos perfis de Barry, curti postagens e assisti a vídeos. Depois de apenas uma semana, as principais páginas recomendadas para eu seguir no Facebook e Instagram eram quase todas misóginas. Ao final do experimento, Barry passou a receber mais e mais conteúdo contra mulheres nessas redes sociais — um aumento dramático em relação a quando a conta foi criada. Alguns dos conteúdos envolviam violência sexual, compartilhamento de memes perturbadores sobre atos sexuais e conteúdo que endossa estupro, assédio e violência de gênero. Eles também faziam referência a ideologias extremistas. Isso incluiu o movimento "incel" — uma subcultura da internet que encoraja os homens a culpar as mulheres pelos problemas em suas vidas. Esse movimento tem sido relacionado a vários atos de violência, incluindo tiroteios recentes em Plymouth, no Reino Unido."Se fosse uma pessoa real, [Barry] teria sido atraído para uma comunidade odiosa, cheia de conteúdo misógino muito, muito rapidamente — em duas semanas", diz Colliver.Longe de impedir Barry de se envolver com conteúdo que promove ataques a mulheres, o Facebook e o Instagram parecem ter promovido isso para ele. Em contraste, não havia conteúdo contra mulher no TikTok e muito pouco no Twitter. O YouTube sugeriu alguns vídeos hostis às mulheres.O que as redes sociais disseramO Facebook, que também é dono do Instagram, diz que tenta não recomendar conteúdo que quebra suas regras e está aprimorando sua tecnologia "para encontrar e remover abusos mais rapidamente".O YouTube diz que tem "políticas rígidas" sobre o ódio e remove "rapidamente" o conteúdo que infringe suas regras."Eles estão aumentando seus resultados ao manter o interesse das pessoas em conteúdos horríveis, violentos e muitas vezes misóginos", diz Colliver.Quase três bilhões de pessoas em todo o mundo usam o Facebook — e no ano passado a rede social ganhou em média US$ 32 em receita de publicidade por usuário. Quanto mais tempo as pessoas permanecem na plataforma, mais anúncios ela vende e mais dinheiro a gigante da tecnologia ganha. O Facebook diz que "proteger" sua comunidade é "mais importante do que maximizar os lucros".E depois de escrevermos para o Facebook, ele anunciou novas medidas para combater o ódio de gênero dirigido a jornalistas, políticos e celebridades em seus sites.Violência fora da internet Tenho participado de uma grande pesquisa para a agência cultural da ONU Unesco — que analisa o impacto do ódio online. A pesquisadora principal Julie Posetti e sua equipe perguntaram a mais de 700 mulheres, principalmente jornalistas e ativistas políticos proeminentes nas redes sociais, sobre suas experiências de ódio online.Eles então estudaram alguns dos relatos, incluindo o meu e o da ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Maria Ressa. Ela é uma jornalista investigativa das Filipinas que sofre muitos abusos online e diz que usa um colete à prova de balas porque teme ser atacada."A violência online é realmente a nova fronteira de conflito que as mulheres enfrentam internacionalmente", Posetti me disse.Vinte por cento das mulheres que responderam à pesquisa da ONU, em colaboração com o Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ), disseram que já haviam sofrido ataques na vida real, incluindo perseguição e agressão física.Estou especialmente preocupada com uma parcela das mensagens que recebo online, incluindo as de um homem que parece ter uma condenação anterior por perseguir mulheres. Mas fiquei frustrada com a resposta da polícia. Após uma onda de ataques online no final de abril deste ano, relatei as ameaças mais graves à polícia, inclusive sobre violência sexual. É uma ofensa criminal enviar mensagens online grosseiramente ofensivas ou obscenas com o objetivo de causar angústia.Uma policial entrou em contato comigo inicialmente e eu compartilhei minhas evidências do abuso — mas só tive notícias dela semanas depois, quando me disse que estava sendo transferida de equipe. Meu caso estava sendo repassado a outro time e não havia qualquer progresso. Não fui contatada por um novo policial até julho — quando ficou claro que as provas que eu compartilhei originalmente com a polícia haviam sido perdidas, algo que foi admitido mais tarde.Tentei relatar outro lote de ameaças de estupro, ameaças de morte e mensagens abusivas no final de julho para o novo policial. Quando nos encontramos pessoalmente em meados de agosto, o policial admitiu que não era a pessoa certa para lidar com o caso, e que minha reclamação deveria ter sido encaminhada para uma equipe especializada. Houve mais atrasos — e embora tenham finalmente reconhecido a gravidade das mensagens, houve pouco apoio à vítima. No final de agosto, eu estava em contato com um terceiro policial, que me pediu para revisar o portfolio de evidências que eu já tinha enviado, para especificar quais mensagens foram postadas no Twitter, no Instagram e no Facebook, já que ele não sabia bem usar essas plataformas. O policial de ligação mais recente me pediu mais informações sobre as redes sociais, mas até agora não houve progresso. De acordo com dados de várias forças policiais, que o Panorama obteve por meio de solicitações de Liberdade de Informação, nos últimos cinco anos o número de pessoas que denunciaram mensagens de ódio online mais do que dobrou. Mas, no mesmo período, houve um aumento de apenas 32% no número de prisões. As vítimas são principalmente mulheres.Isso está acontecendo no contexto de uma pressão crescente sobre a Polícia Metropolitana de Londres, para que aja mais para combater a violência contra as mulheres nas ruas, após os assassinatos de Sarah Everard e Sabina Nessa, dois casos que ganharam notoriedade no Reino Unido.Eu levantei a questão de que as pessoas que me enviam mensagens de ódio pudessem aparecer no meu trabalho — mas acabaram por me dizer para ligar para o 999 (número dos serviços de emergência no Reino Unido) se me sentisse em perigo.A Polícia Metropolitana diz que leva o ódio online muito a sério e que meu caso está sob investigação ativa.O Conselho Nacional de Chefes de Polícia diz que a polícia leva a sério todas as denúncias de comunicações maliciosas e vai investigar, mas deve priorizar seus recursos finitos. Disse ainda que pode adotar outras medidas além de decretar prisões.Quais as soluções? Projetos de propostas da ONU para fazer com que as empresas de mídia social protejam melhor as mulheres foram compartilhados exclusivamente com o Panorama. Eles pedem que redes sociais introduzam rótulos para contas que já enviaram ataques misóginos. Também querem ver mais moderadores humanos tomando decisões sobre o material ofensivo — e um sistema de alerta precoce para os usuários se eles acharem que o abuso online pode se transformar em danos no mundo real."Gostaríamos de ver a violência de gênero online tratada, pelo menos, tão seriamente quanto a desinformação foi durante a pandemia pelas plataformas", explica Julie Posetti, que liderou a pesquisa que desencadeou essas recomendações. Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

A perigosa moda no TikTok de tomar suplemento energético em pó

 A perigosa moda no TikTok de tomar suplemento energético em pó

em - tecnologia Pesquisadores fizeram um alerta em recente congresso médico nos Estados Unidos sobre o hábito de tomar suplementos em pó sem diluir antes de treinos físicos, algo que contraria a recomendação dos fabricantes.Segundo os autores de um estudo apresentado no evento, há preocupação com adolescentes depois que a prática viralizou em vídeos na internet — principalmente na plataforma TikTok, com milhões de likes contabilizados.Perigos à saúdeSuplementos energéticos em pó voltados para consumo antes dos treinos contêm aminoácidos, vitaminas e ingredientes como cafeína.O objetivo é dar uma "dose de estímulo" antes do exercício para aumentar a resistência física, mas não há estudos científicos consolidados sobre os efeitos da prática.No entanto, já há conhecimento de riscos pelo consumo em excesso de estimulantes energéticos.Uma grande dose de cafeína, por exemplo, pode causar efeitos colaterais no coração, incluindo palpitações ou batidas cardíacas a mais ou a menos.Tomar suplemento energético em pó pode fornecer uma quantidade de cafeína equivalente a cinco copos de café, dizem pesquisadores do Cohen Children's Medical Center, em Nova York.A "dose de estímulo" pode causar "uma elevação da pressão sanguínea e do batimento cardíaco, levando a distúrbios no ritmo cardíaco".Além disso, inalar acidentalmente o pó e levá-lo aos pulmões pode causar sufocamento, infecção ou pneumonia, declaram os pesquisadores.No Reino Unido, esses produtos são considerados pelos órgãos reguladores como alimento e não como remédio, mas precisam ser avaliados como seguros para consumo e vendidos apenas para maiores de 18 anos.Alguns suplementos estão sendo comercializados na internet por vendedores de reputação duvidosa e podem conter ingredientes que não estão listados no rótulo.Muitos foram proibidos por incluírem substâncias como DMAA, uma anfetamina sintética, além de um estimulante chamado sinefrina.Reportagens recentes também mostraram os perigos da prática depois que uma influencer de 20 anos, chamada Briatney Portillo, relatou em uma postagem ter sofrido um ataque cardíaco. Ela relacionou o ocorrido ao suplemento em pó ingerido sem diluição.Popularidade em altaOs pesquisadores analisaram 100 vídeos postados no TikTok com a hashtag "preworkout" (pré-treino).Apenas 8 desses vídeos apresentaram o uso correto do suplemento em pó.Mais de 30 exibiam pessoas ingerindo o pó seco seguido por alguns goles de água ou de líquido, sem diluição.O levantamento contabilizou 8 milhões de curtidas desses vídeos.Na apresentação para o congresso da Academia Americana de Pediatras, foi alertado que 'médicos devem estar cientes da prática disseminada do pré-treino, dos perigosos métodos de consumo e do potencial de acidentes com dosagens excessivas e inalação". 'Ela vai morrer domingo de manhã': o filho que acompanha mãe em eutanásia Por que Whatsapp é pouco usado nos EUA A cientista nutricional Bridget Benelam, da Fundação Britânica de Nutrição, afirma: "Os suplementos em pó para pré-treino normalmente contêm cafeína, além de ingredientes como creatina, aminoácidos e vitaminas"."Aparentemente não há muitas pesquisas sobre os benefícios desses produtos, apesar da evidência de que a cafeína pode melhorar performances esportivas em alguns casos. Esses estudos são feitos normalmente em atletas, portanto não está clara a relevância para a população em geral"."Os níveis de cafeína nesses produtos são equivalentes a uma xícara de café, podendo chegar a algo entre três e cinco xícaras, de acordo com instruções dos fabricantes.""Dessa forma, há risco de consumir cafeína em excesso, especialmente se a ingestão for superior a mais de uma vez por dia. O simples consumo do pó [sem diluição] pode representar riscos, já que pode haver consumo acima da quantidade recomendada".Manter-se hidratado para o exercício também é importante.A Fundação Britânica de Cardiologia recomenda: tomar de 6 a 8 copos de algum líquido, havendo treino ou não ouvir o próprio corpo — se você está com sede ou transpirando em excesso, beba água mas também não exagere na água e nem na cafeína Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Frances Haugen: a ex-funcionária que denunciou Facebook ao Senado dos EUA

 Frances Haugen: a ex-funcionária que denunciou Facebook ao Senado dos EUA

em - tecnologia Uma ex-funcionária do Facebook, responsável por uma série de vazamentos bombásticos da empresa, prestou depoimento naterça-feira (05/10) ao Senado americano.Como era esperado, ela fez um apelo aos parlamentares pela regulamentação da rede social.Frances Haugen, de 37 anos, revelou sua identidade no último domingo (03/10), quando foi entrevistada pela rede americana CBS. Ela afirma que os documentos vazados — publicados pelo Wall Street Journal — provam que o Facebook priorizou repetidamente o "crescimento em detrimento da segurança" dos usuários."O Facebook percebeu que se mudar o algoritmo para ser mais seguro, as pessoas vão passar menos tempo no site, vão clicar em menos anúncios, e eles vão ganhar menos dinheiro."O Facebook afirma, por sua vez, que os documentos vazados são enganosos e camuflam pesquisas positivas conduzidas pela empresa. WhatsApp, Facebook e Instagram: o que se sabe sobre pane global das redes de Mark Zuckerberg Vazamento no Facebook: o que novo escândalo revela sobre práticas da empresa Quem é Frances HaugenNatural de Iowa, nos EUA, Haugen é formada em engenharia elétrica e de computação pelo Olin College em Massachusetts.Com um MBA pela Universidade de Harvard, ela diz em seu site pessoal ser "especialista em gerenciamento algorítmico de produtos".Em 15 anos de carreira, ela teve passagem por grandes empresas de tecnologia e rede social, como Pinterest e Google, onde trabalhou por quatro anos como engenheira de software e gerente de produto.Em 2019, foi contratada pelo Facebook, segundo seu site pessoal, para ser "gerente de produto líder da equipe de desinformação cívica, que lidava com questões relacionadas à democracia e desinformação, e mais tarde também trabalhou em contraespionagem".Mas com o passar do tempo, foi ficando "cada vez mais alarmada com as escolhas da empresa".Na entrevista ao programa 60 Minutes da CBS, ela contou que decidiu deixar o Facebook em maio deste ano depois de se irritar com a companhia. Antes de partir, ela copiou uma série de memorandos e documentos internos. E compartilhou esses documentos com o Wall Street Journal, que publicou o material ao longo das últimas três semanas.Entre as revelações, estão documentos que mostram que celebridades, políticos e usuários de grande visibilidade da rede social eram tratados de forma diferente pela empresa.De acordo com os dados vazados, as políticas de moderação eram aplicadas de maneira distinta, ou nem sequer eram aplicadas a essas contas — um sistema conhecido como XCheck (ou cross-check, que significa verificação cruzada). Outro vazamento mostrou que o Facebook também enfrentava um processo judicial complexo por parte de um grupo de seus próprios acionistas.O grupo alega, entre outras coisas, que o valor de US$ 5 bilhões que o Facebook pagou à Comissão Federal de Comércio dos EUA para resolver o escândalo de dados da Cambridge Analytica foi tão alto porque foi destinado a proteger Mark Zuckerberg de responsabilidades pessoais.Mas são as acusações sobre o Instagram que têm sido particularmente preocupantes para os parlamentares americanos.Uma pesquisa interna do Facebook (dono do Instagram) mostrou que o Instagram estava impactando a saúde mental dos adolescentes, mas a empresa não compartilhou essas descobertas quando sugeriram que a plataforma era um lugar "tóxico" para muitos jovens.De acordo com slides de apresentação publicados pelo Wall Street Journal, 32% das adolescentes entrevistadas disseram que quando se sentiam mal com seus corpos, o Instagram as fazia se sentir pior.O que esperar do depoimentoÉ sobre este tema que Haugen vai prestar depoimento nesta terça-feira a um subcomitê do Senado americano durante uma audiência intitulada "Protegendo Crianças Online".A expectativa é que ela faça um apelo aos parlamentares para regulamentar o Facebook, que ela planeja comparar às empresas de tabaco que por décadas negaram que fumar faz mal à saúde, de acordo com uma versão impressa do depoimento que a agência de notícias Reuters teve acesso."Quando percebemos que as empresas de tabaco estavam escondendo os danos que causavam, o governo tomou uma atitude. Quando descobrimos que os carros eram mais seguros com cintos de segurança, o governo tomou uma atitude", diz um trecho do depoimento preparado. "Eu imploro que vocês façam o mesmo aqui."Haugen deverá destacar ainda que os executivos do Facebook costumam optar pelo lucro em detrimento da segurança do usuário."A liderança da empresa conhece maneiras de tornar o Facebook e o Instagram mais seguros, e não fará as mudanças necessárias porque colocou seus lucros imensos antes das pessoas. É necessária uma ação do Congresso", diz outra parte do texto obtido pela Reuters."Enquanto o Facebook estiver operando no escuro, não prestará contas a ninguém. E continuará a fazer escolhas que vão contra o bem comum." Na semana passada, um executivo do Facebook afirmou em depoimento aos senadores que os vazamentos não destacavam o impacto positivo que a plataforma tinha sobre os adolescentes.Mas Haugen tem sido contundente na avaliação de seu antigo empregador."Havia conflitos de interesse entre o que era bom para o público e o que era bom para o Facebook", disse ela."O Facebook repetidamente escolheu otimizar a favor de seus próprios interesses, como ganhar mais dinheiro."Já o Facebook nega veementemente a acusação, dizendo que gastou quantias significativas de dinheiro em segurança."Dizer que fechamos os olhos ao feedback ignora esses investimentos, incluindo as 40 mil pessoas que trabalham na área de segurança e proteção no Facebook e nosso investimento de US$ 13 bilhões desde 2016", afirmou Lena Pietsch, diretora de políticas de comunicação do Facebook.Haugen também mencionou em entrevista à CBS a invasão do Capitólio por uma multidão de apoiadores do ex-presidente Donald Trump em janeiro deste ano, que acabou com cinco mortos — alegando que o Facebook ajudou a fomentar a violência.Segunda ela, a rede social ativou os sistemas de segurança para reduzir a desinformação durante as eleições nos Estados Unidos — mas apenas temporariamente."Assim que a eleição acabou, eles desativaram ou mudaram as configurações para o que era antes, para priorizar o crescimento em vez da segurança, e isso realmente parece uma traição à democracia." À rede americana CNN, o vice-presidente de Assuntos Globais do Facebook, Nick Clegg, disse que era ridículo sugerir que a empresa era responsável pelo motim."Acho que dá um falso conforto às pessoas supor que deve haver uma explicação tecnológica ou técnica para as questões de polarização política nos Estados Unidos", afirmou ele.A senadora democrata Amy Klobuchar, que faz parte do subcomitê que vai ouvir Haugen nesta terça-feira, adiantou, no entanto, que perguntaria a Haugen sobre a invasão do Capitólio."Estou particularmente interessada em ouvir dela se ela acha que o Facebook fez o suficiente para alertar a polícia e o público sobre 6 de janeiro, e se o Facebook removeu as salvaguardas eleitorais de desinformação porque estava sendo um custo financeiramente à empresa", disse Klobuchar em comentário à Reuters por e-mail.A senadora também acrescentou que gostaria de discutir os algoritmos do Facebook — e se eles "promovem conteúdo prejudicial e divisivo".Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? 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Facebook atribui pane a 'mudança de configuração' em servidores'

 Facebook atribui pane a 'mudança de configuração' em servidores'

em - tecnologia O Facebook indicou na noite desta segunda-feira (4/10), em comunicado, que a interrupção das suas redes e serviços de mensagens foi provocada por uma "mudança de configuração defeituosa" em seus servidores, o que impediu os usuários de acessar às plataformas Instagram, WhatsApp ou Messenger por cerca de sete horas."Pessoas e empresas ao redor do mundo dependem de nós para se manterem conectados", observou a empresa, que até então se mantinha praticamente silenciosa sobre o ocorrido. "Apresentamos nossas desculpas aos que foram afetados", acrescentou o Facebook, referindo-se possivelmente a bilhões de pessoas no mundo, de acordo com vários especialistas em segurança cibernética. Veja Mais

Cinco operadoras telefônicas dos EUA estão fora do ar; BR registra falhas

 Cinco operadoras telefônicas dos EUA estão fora do ar; BR registra falhas

em - tecnologia Além da queda dos aplicativos Facebook, WhatsApp e Instagram em todo mundo, moradores dos Estados Unidos e do Brasil sofrem com a instabilidade nas operadoras de telefonia na tarde desta segunda-feira (4/10).De acordo com o DownDetector, site internacional que registra a paralisação de plataformas, cinco redes de celulares estão fora do ar nos EUA. Em solo brasileiro, clientes da Claro sofrem com lentidão no serviço 4G e falha na realização de chamadas telefônicas.Os dados do Downdetector revelam que as queixas sobre as operadoras estadunidenses começaram no mesmo intervalo, entre 12h e 12h30. Agora, quatro horas após o início da queda, a operadora estadunidense T-Mobile, referência em 5G no país, já acumula 16,2 mil queixas. Por volta das 12h18, 80 reclamações foram registradas. Às 15h48, eram 1.408, apenas registradas naquele minuto.A falha na internet móvel representa 59% das reclamações e os usuários registram a falha em vários pontos do país, como Nova York, Chicago, Los Angeles, Houston, Miami e Dallas. "O fim do mundo está aqui", postou um usuário no site.No Twitter, a T-Mobile brincou com a situação. "Bem, acho que Twitter é tudo o que estamos fazendo hoje", escreveu. Depois, a companhia publicou um post afirmando que "ter um serviço excelente é a principal prioridade" da operadora e que estão trabalhando para resolver o problema. Leia também: Veja quais sites apresentaram instabilidade nesta segunda-feira  Já a Verizon acumula 25,5 mil reclamações. Na última atualização do site, foram registradas 1.580 queixas entre 16h05 e 16h20. As áreas afetadas são semelhantes às da T-Mobile, e expandem para Pittsburgh, Brooklyn, Indianapolis, Washington e Philadelphia. Os usuários reclamam de falha na internet móvel (55%) e nas ligações (32%).Uma cliente de Nova Jersey afirma que está há três horas sem os serviços. "Sem internet, sem Instagram, sem mensagens instantâneas e SMS só ficam como 'enviando'", conta. "Outros amigos de outras operadoras também estão tendo problemas", completa a mulher. "Apenas com uma barra de serviço e não consigo fazer ligações ou enviar SMS", diz outro usuário da Verizon.A At&T, que também oferece serviço de WI-Fi fixo, também foi alvo de críticas. Neste caso, além da falha na internet móvel, a internet banda larga também está fora do ar em Boston, Califórnia e Georgia. Outras duas operadoras de menor porte, a Metro e a US Cellular, também estão fora do ar. De acordo com os usuários, nessas duas, a queda começou a ser registrada entre 11h e 11h30 da manhã.No Brasil, clientes da Claro reclamam de instabilidade em ligaçõesA operadora Claro, que oferece serviço móvel e de internet fixa, também foi alvo de reclamações dos usuários. "Meu número da Claro não funciona. Não consigo acessar nem app, nem ligar", comentou um usuário do Twitter. A reportagem entrou em contato com a Claro, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem.  Veja Mais

Aplicativo do Nubank fica instável nesta segunda-feira (4/10)

 Aplicativo do Nubank fica instável nesta segunda-feira (4/10)

em - tecnologia Dia difícil para o mundo digital! Depois do Instagram, Facebook, WhatsApp e Telegram, chegou a vez de outros aplicativos apresentarem instabilidade na conexão. Os clientes do banco digital Nubank afirmaram ter dificuldade para pagar boletos nesta segunda-feira (4/10).LEIA TAMBÉM: Falha no WhatsApp, Facebook e Instagram: veja as reações na internetA hashtag "Nubank" chegou a ficar entre as cinco mais comentadas, após os usuários reportarem instabilidade do aplicativo no pagamento de boletos. Alguns clientes brincaram com a 'queda' e pediram que o banco zerasse suas faturas de cartão.LEIA TAMBÉM: Falha no Whatsapp, Facebook e Instagram vira samba na voz de Marcelo Adnet Apesar do susto, o Nubank respondeu os usuários pelo Twitter e afirmou que a oscilação nos pagamentos foi identificada e em breve será solucionada.  *Estagiária sob supervisão do editor Álvaro Duarte Veja Mais

Falha no Whatsapp, Facebook e Instagram viram samba na voz de Marcelo Adnet

 Falha no Whatsapp, Facebook e Instagram viram samba na voz de Marcelo Adnet

em - tecnologia A conexão do WhatsApp, Facebook e Instagram caiu? Não tem problema, o humorista Marcelo Adnet criou três sambas para entreter os brasileiros enquanto as redes sociais não voltam. “Pensei que é problema do Wi-Fi, oh meu Deus me enganei”, brinca. Leia:  WhatsApp, Facebook e Instagram ficam fora do ar nesta segunda-feira (4/10) Usuários dos serviços em diferentes partes do mundo relatam instabilidade nesta segunda-feira (4/10), que chegou aos assuntos mais comentados do Twitter. Ainda não há informações sobre o que causou a instabilidade. Todos os apps pertencem ao Facebook.CONFIRA OS VÍDEOSComo tudo vira meme para os brasileiros, Adnet criou três sambas durante o período de falha das redes sociais. Um para cada: WhatsApp, Instagram e Facebook. “O meu boa noite, pra quem eu vou dar? Não posso me conectar. Olha lá, vou eu nesse caminho aí de novo baixando o Telegram”, diz uma das letras criada pelo humorista. “Volta zapzap, volta para mim. Não sei o que fazer sem ouvir áudio rapidim.”Confira:     Veja Mais

Busca no Google: 8 truques pouco conhecidos para melhorar suas pesquisas

 Busca no Google: 8 truques pouco conhecidos para melhorar suas pesquisas

em - tecnologia O Google faz parte da vida de bilhões de pessoas há mais de duas décadas e ainda existem aqueles que não sabem como aproveitá-lo ao máximo. Isso porque o buscador mais famoso da internet tem alguns truques que só os mais experientes conhecem. Vários deles podem economizar muito tempo de pesquisa e localizar exatamente o que se deseja encontrar em questão de segundos. Você conhece todos eles? A BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, listou oito truques para melhorar suas buscas na plataforma:1. O poder das aspas Se você adicionar aspas a uma frase, o Google encontrará exatamente o que você digitar e na mesma ordem. Portanto, ele excluirá os resultados com apenas algumas das palavras da frase. Por exemplo, se você pesquisar por "Crise na Venezuela", o Google trará exatamente os resultados que contêm essa frase e não oferecerá aqueles que incluem "crise" ou "Venezuela" em outro contexto.2. Um hífen (-) para pular os resultados Se você adicionar um simples hífen (-) imediatamente antes de uma palavra, o Google excluirá esse termo de qualquer um dos resultados. Por exemplo, se você estiver interessado em tópicos relacionados à saúde, mas está um pouco farto das notícias sobre o coronavírus, basta digitar saúde -coronavírus no mecanismo de busca para obter as informações que lhe interessam e evitar aquelas que o aborrecem. Você deve adicionar o hífen sem espaços imediatamente antes da palavra para que o Google exclua dos resultados. 3. Dois pontos para encontrar intervalos de tempo (..)Se você deseja pesquisar os filmes de James Bond, o famoso agente britânico 007, mas apenas aqueles longas lançados entre 2008 e 2012, basta digitar James Bond 2008..2012. Você também pode fazer isso com preços.4. Pesquise apenas no site de seu interesse Ao escrever um assunto e, depois, o termo site: seguido do nome de um site específico, o Google só mostrará os resultados desse site. Caso você queira conhecer a cobertura da BBC News Brasil sobre eleições alemãs no domingo passado, basta procurar no Google eleições Alemanha site:bbc.com/portuguese. O mecanismo de busca vai mostrar as últimas notícias sobre a Alemanha publicadas pela BBC News Brasil, as eleições e o legado da chanceler Angela Merkel após 16 anos no poder. 5. Resultados em um local específico O Google também oferece a capacidade de concentrar sua pesquisa por um termo em um local específico. Para fazer isso, você deve usar o local seguido de dois pontos antes de um local específico. Se você gosta de ficar por dentro das notícias sobre o magnata e empresário Elon Musk e deseja saber as últimas notícias sobre ele em San Francisco, pode escrever Elon Musk: San Francisco. Provavelmente, a primeira coisa que o Google mostra a você é que Musk colocou uma casa luxuosa à venda nesta cidade. 6. Use | para pesquisar entre dois resultados Você pode querer pesquisar dois termos ao mesmo tempo, sem que estejam relacionados. Tente escrever México Peru. É muito provável que o Google mostre um artigo sobre as relações entre os dois países ou possíveis voos de um destino para outro. Se, em vez disso, você colocar uma barra vertical como esta | no meio das duas palavras, ele irá pesquisar por informações relevantes entre os dois países separadamente. Também funciona se você inserir a palavra "ou" entre um termo e outro. 7. Verifique uma empresa na bolsa de valoresSe você investiu em uma empresa ou está interessado em verificar o estado do mercado de ações, o Google oferece o resultado direto com um simples comando. Você apenas tem que escrever ações antes de digitar o nome da empresa específica. Por exemplo: ações Evergrande. O site vai mostrar o desempenho da construtora chinesa que ganhou as manchetes nos últimos dias. 8. Filtrar por formato de texto Você pode pesquisar informações sobre a história do grupo extremista islâmico Talebã sem acessar nenhum site específico. Nesse caso, você deve colocar o comando filetype seguido por dois pontos e o formato escolhido. Por exemplo, doc para Word ou pdf para Adobe. Nesse caso, você teria que escrever o tipo arquivo que deseja, por exemplo, história do Talebã filetype: pdf.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Apple lança iPhone 13 e novas versões de produtos; veja detalhes e preços

 Apple lança iPhone 13 e novas versões de produtos; veja detalhes e preços

em - tecnologia Para os apaixonados por tecnologia, a tarde desta terça-feira (14/9) foi movimentada. Em evento especial, nos Estados Unidos, a Apple anunciou os novos lançamentos da marca. O acontecimento foi transmitido ao vivo em seu canal oficial no Youtube, para milhares de espectadores no mundo todo. Ao centro das atenções estava o iPhone 13. A nova versão do principal produto da marca promete maior qualidade da bateria e, com isso, durabilidade. O design também vem diferente desta vez. As câmeras, alinhadas na diagonal, devem chamar mais a atenção dos consumidores.   As novas versões do Apple Watch, iPad e iPad Mini também foram divulgadas. Veja abaixo a tabela com os preços no Brasil.iPhone 13 e iPhone mini Como outros produtos da marca, o iPhone 13 possui câmera dupla, com uma lente principal e outra ultra wide. Além disso, a transição do foco da imagem é ainda mais sensível e evidente. A nova versão do foco se assemelha, segundo a empresa, às técnicas de produções de filme em Hollywood. O objetivo é que o efeito possa ser usado por qualquer pessoa, sem tanta dificuldade. O sucessor do iPhone 12 traz, ainda, um novo processador, chamado de A15 Bionic, que possui seis núcleos. Destes, dois são dedicados a alto desempenho e quatro focados em eficiência energética.O motor neural foi melhorado para integrar recursos de inteligência artificial. Segundo a Apple, a tecnologia foi pensada para melhorar o desempenho de aplicativos capazes de realizar cálculos em tempo real. Este processador auxilia na otimização da bateria, que está fisicamente maior nos novos aparelhos. Com relação ao iPhone 12, os dados divulgados no evento prometem uma duração de 2,5 horas a mais da bateria no iPhone 13. Quanto ao iPhone 13 mini, as alterações são as mesmas do comum. No entanto, a bateria deve durar 1,5 horas a mais do que a última versão. Confira os preços no BrasiliPhone 13 Pro Os produtos Pro são indicados para profissionais. Nesta versão, o novo iPhone conta com uma tela de 120 Hz e tecnologia adaptativa. O modelo se tornou comum em smartphones Android, especialmente naqueles voltados para os apaixonados por games. Neste caso, a Apple chama a tecnologia de ProMotion e já estava presente em alguns iPads. Na prática, ela promete maior fluidez nos elementos gráficos do sistema iOS. iPad 2021 Dentre os produtos lançados no evento, o iPad 2021 tem o menor preço. Anunciado com valor de venda em US$ 329, ele chega às lojas com um processador poderoso. Segundo a empresa, a nova versão terá 20% mais desempenho em todos os aspectos, em comparação aos últimos modelos. Computação geral, computação gráfica e motor neural prometem maior eficiência. Além disso, o modelo conta com uma câmera ultra wide com ângulo de visão de 122º. Semelhante aos computadores macs, ele terá uma Central Stage, recurso que ajusta o enquadramento em aplicativos de vídeo.De acordo com a Apple, 1 milhão de apps foram criados especificamente para a maior tela do tablet.iPad Mini 2021 O novo iPad Mini, versão 2021, vem de ‘cara’ nova. O sistema de leitura das impressões digitais sai da parte de baixo da tela e vai para a lateral do aparelho, como ocorre com os antigos iPads. A partir de agora, terá também suporte para internet 5G. A empresa promete, ainda, avanços de 40% em poder computacional e de 80% em desempenho gráfico no aparelho. O motor neural, ou inteligência artificial, passa a ter o dobro de capacidade. O novo produto terá, também, um porta USB-C no lugar do lightning. O objetivo é facilitar a compatibilidade com produtos já existentes no mercado.A fase de encomendas começa nesta terça-feira. As entregas estão previstas para a semana que vem nos Estados Unidos. Até o momento, não há detalhes sobre o lançamento do novo iPad Mini no Brasil. Apple Watch 7O nova versão do Apple Watch virá com bordas menores. Segundo a marca, a superfície está 20% maior do que o último lançamento e promete um teclado QWERTY completo. Além disso, a tela terá a opção de configuração com 70% de brilho a mais em comparação com o Apple Watch 6. Eficiência ao carregar a bateria também é uma nova qualidade. Em 45 minutos, a carga poderá chegar a 80% de sua capacidade. Quanto ao fator de quebra, o relógio vem com mais resistência na tela. São previstos acabamentos em alumínio, aço inox e titânio. E o consumidor terá inúmeras opções de cor, além das edições especiais em parceria com a Nike.O Apple Watch 7 é uma boa opção para esportistas. Agora, ele possui a capacidade de detectar o início de uma corrida e tem funções relacionadas a ciclismo. Apple TV%2b O serviço de streaming por assinatura conta com programas originais da Apple, como a segunda temporada de The Morning Show.Fitness  Para os brasileiros, a novidade disponibiliza aulas virtuais de inúmeras e variadas modalidades esportivas. O Brasil acaba de entrar na lista de países que poderão acessar o serviço Fitness .  O conteúdo terá áudio em inglês com legendas em português. Veja Mais

Impressão 3D e 'bebê in vitro' salvam corais no Nordeste

 Impressão 3D e 'bebê in vitro' salvam corais no Nordeste

em - tecnologia Vulneráveis às mudanças climáticas, os recifes de corais têm a ciência e a tecnologia como aliadas para sua preservação e restauração. Esses animais - não confunda com rochas ou plantas - são fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas marinhos, mas morrem aos poucos, conforme a temperatura dos oceanos se eleva. ONGs, startups e universidades têm usado impressoras 3D e até reprodução in vitro para preservar corais no Nordeste.Uma das iniciativas é a produção de "berços", fabricados em impressoras 3D, para a reabilitação de corais em situação de risco na praia de Porto de Galinhas, em Pernambuco. Fragmentos desses organismos são resgatados do oceano à beira da morte, enfraquecidos pela ocorrência de ondas de calor ou por degradação ambiental, como derramamento de óleo. Então, são colocados em bases de plástico biodegradável onde podem se recuperar, crescer e ter mais chances de sobrevivência."Mergulhamos e pegamos os corais no fundo do mar, tiramos da água só para manipular, botamos no berço e acoplamos em mesas", explica Rudã Fernandes, coordenador da startup BioFábrica, que desenvolve as estruturas. Essas mesas, ele diz, são devolvidas à água numa área que a prefeitura e os jangadeiros ajudam a tomar conta, para não haver vandalismo, pesca ou outras atividades que atrapalhem a recuperação.Ligada à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a startup começou a trabalhar com prototipagem 3D após perceber limitações em sua atividade inicial, que era criar esponjas do mar em varais. "É elementar: se o animal vive associado ao chão, nada mais natural que desenvolver uma base para ele", diz Rudã. Posteriormente, o objeto foi patenteado e as esponjas substituídas por corais.Por trabalhar com polímeros moldáveis, a BioFábrica consegue adaptar a morfologia dos "berços" para torná-la mais favorável ao crescimento de diferentes espécies. Ele afirma ainda que outra vantagem das peças é que elas podem ser levadas para qualquer lugar. Segundo Vinicius Nora, analista de Conservação da ONG WWFBrasil, a iniciativa mitiga os danos causados pelo aquecimento da água na região e abre um precedente para ser aprimorada e replicada no futuro.Relatório divulgado em agosto pelo Painel Intergovernamental sobre o Clima (IPCC), das Nações Unidas, mostrou que o planeta deve atingir 1,5 ºC acima do nível pré-industrial na década de 2030. Nesse patamar de temperatura, o IPCC projeta que a população de recifes de corais diminua de 70% a 90%, ocasionando perda irreversível. "O desenvolvimento de técnicas como esta são nossa aposta para responder melhor aos impactos do clima", diz Nora.A produção das peças é financiada pela WWF-Brasil e pelo Instituto Neoenergia. O projeto também mantém diálogo com associações de jangadeiros de Porto de Galinhas, ONGs locais e hotéis. A ideia é ampliar o escopo elevar a iniciativa a outros pontos do litoral.Proveta. Também no Nordeste, cientistas do projeto ReefBank, apoiado pela Fundação Grupo Boticário e pelo Instituto Coral Vivo, tentam preservar as gerações futuras dos recifes de corais do litoral sul da Bahia.Algumas espécies se reproduzem de forma sexuada, isto é, com a presença de óvulos e espermatozoides. Inédita no Brasil, a tecnologia testada pelo grupo consiste em criar um banco de gametas congelados e, assim, evitar a extinção.Durante a fase de reprodução dos corais, os pesquisadores vão a campo para coletar exemplares dos animais e recolher seus gametas. Congelado em nitrogênio líquido, a -196 °C, o material reprodutivo é levado para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre.Lá, a equipe utiliza técnicas de microscopia eletrônica e fluorescência para analisar a saúde dos gametas a nível molecular, permitindo a escolha das melhores células para fazer uma reprodução in vitro.O experimento é feito em provetas, onde os gametas masculinos e femininos são injetados para que se encontrem e formem um embrião, dando origem a uma larva. "Em outubro, nosso planejamento é usar o sêmen que foi congelado para realizar a fertilização artificial dos óvulos coletados e, assim, gerar os primeiros ‘corais de proveta’ do Brasil", diz o pesquisador e zootecnista Leandro Godoy, que lidera a equipe na UFRGS.Godoy explica que o objetivo do trabalho, a princípio, não é produzir corais em laboratório e soltá-los no ambiente, mas definir um protocolo de sucesso que permita o repovoamento de recifes quando necessário."Se o aquecimento do planeta e as taxas de mortalidade dos corais continuarem nos níveis atuais, as projeções científicas indicam que eles poderão ser extintos até o fim do século", diz o pesquisador. "Diante desse cenário, a criopreservação de gametas, permitindo a estocagem segura do material genético por tempo indeterminado, pode se tornar uma das peças-chave na luta contra extinção". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Veja Mais

Mudança: Apple anuncia concessões para desenvolvedores de aplicativos

 Mudança: Apple anuncia concessões para desenvolvedores de aplicativos

em - tecnologia A Apple permitirá a inclusão em alguns aplicativos de um link para o site do desenvolvedor, para que os usuários administrem sua conta e paguem no endereço a assinatura, em uma grade mudança de atitude da empresa, pressionada pela concorrência.O grupo apresentou a alteração das regras da App Store, a plataforma de downloads de aplicativos, como uma solução para "acabar" com uma investigação da autoridade de concorrência japonesa, segundo um comunicado publicado na quarta-feira."A atualização permitirá aos desenvolvedores de aplicativos de 'leitura' incluir um link para seu site", afirma o boletim.A partir do início de 2022, serviços de streaming, aplicativos de livros, jornais e outros meios de comunicação poderão assim escapar da comissão de 15% a 30% cobrada pela fabricante do iPhone, chamada de "imposto Apple" pelos muitos críticos.A mudança envolve as vendas de aplicativos na App Store e as compras de bens e serviços digitais dentro dos aplicativos.A Apple sempre defendeu o funcionamento em circuito fechado de sua loja de aplicativos como um recurso necessário para garantir a segurança das transações e também dos dados dos usuários.Mas a Apple enfrenta processos de várias empresas e autoridades no mundo, que acusam o grupo americano de abuso de posição dominante para impor a App Store como intermediária obrigatória entre estas e os usuários. Além disso, acusam o grupo de cobrar comissões consideradas muitos elevadas.Após anos sem modificar sua posição, a Apple começou a fazer concessões de maneira progressiva.Na semana passada, a empresa anunciou que permitirá aos editores oferecer a seus clientes métodos de pagamento fora da App Store, com notificações por e-mail.Esta concessão foi parte de um acordo para acabar com as ações das pequenas empresas que desenvolvem aplicativos.A Apple ainda aguarda o veredicto no processo iniciado pela Epic Games, editora do famoso jogo Fortnite, que iniciou uma disputa por tentar evitar o sistema de pagamento da App Store. Veja Mais

Google investirá 1bi de euros na computação em nuvem e em energias verdes

 Google investirá 1bi de euros na computação em nuvem e em energias verdes

em - tecnologia A gigante americana Google vai investir 1 bilhão de euros (1,18 bilhão de dólares) na Alemanha em infraestruturas de computação em nuvem para armazenar dados e na energia renovável necessária para que funcione."Na Alemanha (...), até 2030, os investimentos em infraestrutura digital e energia limpa chegarão a 1 bilhão de euros", anunciou o grupo em comunicado nesta terça-feira (31/8). A gigante quer expandir seu centro de nuvem localizado em Hanau, na região de Frankfurt (oeste), que já possui 10.000 m2.O Google também quer criar uma nova unidade de armazenamento de dados em Brandenburg, a região ao redor de Berlim. O grupo investirá na Alemanha em infraestruturas de energias renováveis "solar e eólica" para alimentar 80% da sua exploração."É um passo importante para alcançar nossa meta de descarbonização até 2030", disse.Para isso, fará parceria com a subsidiária alemã do grupo francês Engie, que entregará um total de "140 megawatts" de energia verde. O armazenamento de dados digitais usando essas nuvens é altamente criticado, especialmente porque consome grande quantidade de energia. O governo alemão saudou a decisão do Google, um "sinal forte" de acordo com o ministro da Economia, Peter Altmaier.Por enquanto, a gigante digital possui quatro fábricas na Alemanha (Berlim, Frankfurt, Hamburgo e Munique) e emprega 2.500 pessoas. Veja Mais

OnlyFans: investigação da BBC mostra como a plataforma lida com conteúdo ilegal

 OnlyFans: investigação da BBC mostra como a plataforma lida com conteúdo ilegal

em - tecnologia Documentos internos, aos quais a BBC News teve acesso, revelam que o OnlyFans — site que oferece conteúdo por assinatura — permite aos moderadores dar várias advertências a contas que postam conteúdo ilegal em sua plataforma antes de decidir fechá-las.Descritos como "manual de compliance", os documentos também mostram que os funcionários são solicitados a serem mais lenientes com as contas bem-sucedidas do serviço britânico de compartilhamento de conteúdo. Os argumentos do OnlyFans para banir pornografia da plataforma OnlyFans: de imagens sensuais a sexo explícito, brasileiros contam como ganham dinheiro se exibindo Especialistas em moderação de conteúdo e em proteção infantil dizem que isso mostra que o OnlyFans — que é mais conhecido por hospedar pornografia — tem uma certa "tolerância" com contas que postam conteúdo ilegal.O OnlyFans, por sua vez, afirma que vai muito além de "todos os padrões e regulamentos de segurança globais relevantes" e não tolera violações de seus termos de uso.Na noite de quinta-feira (19/8), o OnlyFans anunciou que vai proibir conteúdo sexualmente explícito no site a partir de 1º de outubro.O anúncio foi feito depois que a BBC News abordou a empresa para comentar os documentos vazados e preocupações sobre a gestão de contas que publicam conteúdo ilegal.O OnlyFans disse que ainda permitiria aos criadores de conteúdo postar fotos e vídeos com nudez se estivessem de acordo com seus termos de uso, que serão atualizados.O site tem mais de 120 milhões de assinantes, que pagam mensalidade e gorjetas aos "criadores" de vídeos e fotos, com a possibilidade de enviar mensagens pessoais para eles. O OnlyFans fica com 20% de todos os pagamentos.Em maio, a BBC News revelou que o site estava deixando de impedir menores de 18 anos de vender e aparecer em vídeos explícitos, apesar de ser ilegal. Na época, o OnlyFans disse que tentativas de usar o site de forma fraudulenta eram "raras".Agora, os documentos vazados mostram que as contas não são encerradas automaticamente se violarem os termos de uso do site.Moderadores de conteúdo da plataforma também contaram à BBC News que encontraram anúncios de serviços de prostituição, bestialidade e material que um moderador acredita ser incesto.A BBC viu exemplos de alguns desses conteúdos proibidos. Em um vídeo, um homem aparece comendo fezes. Em outro, um homem paga moradores de rua para fazer sexo com ele diante das câmeras.O OnlyFans diz agora que removeu os vídeos e que os documentos não são manuais ou "orientação oficial". Em comunicado, a empresa afirma: "Não toleramos qualquer violação de nossos termos de uso e tomamos medidas imediatas para garantir a segurança de nossos usuários." Os moderadores com quem conversamos nos deram uma perspectiva de como o conteúdo do site é verificado.Christof (nome fictício) diz que em alguns dias visualiza até 2 mil fotos e vídeos em busca de conteúdo proibido pelo site. Ele usa listas de palavras-chave para pesquisar em bios, posts e trocas de mensagens privadas entre criadores de conteúdo e assinantes.Ele conta que encontrou conteúdo ilegal e extremista em vídeos — incluindo zoofilia envolvendo cães e o uso de câmeras escondidas, armas, facas e drogas. Alguns materiais não são procurados ativamente pelos moderadores com a frequência que ele acredita que deveria, diz Christof, apesar de serem proibidos pelos termos de uso da plataforma.Em várias ocasiões, ele afirma que foi informado pelo OnlyFans que havia moderado demais, particularmente em relação a vídeos mostrando sexo em público e conteúdo de "terceiros" — material apresentando pessoas não registradas no OnlyFans.O OnlyFans diz que os moderadores recebem instruções específicas, e se eles rotineiramente vão além delas, são "direcionados a se concentrar apenas no tipo de conteúdo designado". Christof afirma ainda que apesar de proibida, a propaganda de prostituição é comum entre pessoas de baixa renda no site.Christof, e uma segunda pessoa que também modera conteúdo do site, dizem que alguns criadores de conteúdo oferecem competições para conhecer e fazer sexo com fãs, como uma forma de aumentar o pagamento de gorjetas.Um dos documentos a que a BBC teve acesso detalhando as diretrizes de moderação em 2020, afirma que anúncios de sexo são um problema para o site. Diz que os "locais mais populares para promoção de acompanhantes" no site são os nomes de usuário dos criadores de conteúdo, biografias, descrições de conteúdo e "menus de gorjetas", que anunciam vídeos customizados. O documento cita que os "exemplos" deste tipo de promoção incluem referências a "PPM (pay per meet)", "CashMeets", "Book me", "IRL Meet", "scort", entre outros.Apesar disso, a BBC News foi capaz de encontrar mais de 30 contas ativas usando essas palavras-chave em bios, perfis e postagens, em um único dia.O perfil de um criador de conteúdo o descrevia como "[e]scort — parceiro sexual". Uma conta diferente perguntava: "Alguém quer me 'reservar' para um fim de semana?" Apenas duas das contas que encontramos foram removidas 10 dias depois.O OnlyFans diz que respeita seus termos de uso, utiliza formas de moderação humanas e tecnológicas e fecha contas quando há uma violação grave de seus termos. Mas os documentos mostram que, embora o conteúdo ilegal em si seja removido, o OnlyFans permite que os moderadores deem aos criadores de conteúdo várias advertências antes de fechar as contas.Um deles, de fevereiro deste ano, revela que o OnlyFans recomenda que sejam dadas três advertências às contas quando um conteúdo ilegal é descoberto. E fornece modelos para cada aviso sucessivo — explicando por que o material foi removido e que o não cumprimento dos termos de uso pode resultar no encerramento da conta.A BBC obteve várias versões com datas diferentes do mesmo documento de 2021. Todas, exceto a mais antiga, afirmam que deve haver pelo menos cinco exemplos de conteúdo "ilegal" em uma conta para que o caso seja "escalado" imediatamente à gerência. Versões mais recentes incluem uma declaração aparentemente contraditória exigindo encaminhamento imediato à gerência para alguns exemplos de conteúdo ilegal.O documento também fornece aos moderadores instruções específicas para lidar com as contas — dependendo da popularidade de cada uma. Diz que contas com um número maior de assinantes podem receber advertências adicionais quando as regras são violadas.No entanto, a equipe é instruída a moderar as contas com baixo número de usuários "como faríamos e [restringir] quando for necessário". Com contas de médio alcance, eles são orientados a advertir, "mas restringir apenas após o terceiro aviso". Se um dos criadores de conteúdo do site mais bem-sucedidos — e lucrativos — infringir as regras, o caso será tratado por uma equipe diferente."Existe uma discriminação entre contas", diz Christof. "Isso mostra que o dinheiro é a prioridade."O segundo moderador acrescenta que com violações de qualquer tipo, "você recebe algumas advertências, não recebe apenas uma e então está fora."Um especialista em moderação de conteúdo diz que os documentos mostram claramente que o OnlyFans tem uma "certa tolerância" com material ilegal. "Isso sugere que eles conhecem o suficiente o tipo de conteúdo ilegal que seus usuários estão tentando fazer upload para ter padrões para isso", afirma Sarah Roberts, codiretora do Centro de Investigação Crítica da Internet da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos Estados Unidos."Como [o OnlyFans] tem uma certa dose de leniência, isso também sugere que eles não estão dispostos a alienar completamente seus criadores de conteúdo — mesmo pessoas que podem fazer coisas ilegais na pior das hipóteses, inadequadas na melhor das hipóteses — retirando eles imediatamente da plataforma."Apesar de ser descrito como um "manual de compliance" no cabeçalho de cada página de todas as versões do documento de 2021, o OnlyFans afirma que os documentos não são manuais ou "orientações oficiais". O primeiro documento — de 2020 — tem edições atribuídas a Tom Stokely, diretor de operações da empresa.Christof conta que frequentemente se depara com conteúdos em que teme que as pessoas possam estar sendo exploradas.Ele diz que embora os documentos estabeleçam instruções para lidar com conteúdo proibido, eles não contêm requisitos para os moderadores levantarem questões sobre exploração.Vídeos, a que a BBC assistiu, do homem pagando moradores de rua para fazer sexo diante das câmeras levantaram tais preocupações. A conta se gaba de "caçar" sem-teto e fala abertamente sobre "tirar vantagem" deles.Uma conta diferente apresenta sinais característicos de tráfico e exploração, de acordo com um advogado que direcionou a BBC News para a mesma. Uma mulher, cujo rosto nunca é mostrado, aparece em alguns vídeos com as paredes e o chão totalmente cobertos por tapetes — e há referências repetidas a viagens pela Europa.O detetive Joseph Scaramucci, que trabalha no Texas, nos Estados Unidos, diz que atuou recentemente em casos específicos de tráfico de seres humanos em que havia sinais óbvios de mulheres sob o controle de outra pessoa aparecendo em vídeos do OnlyFans.Ele diz que alguns homens ficam felizes em pagar para fazer sexo com essas mulheres — e pagam mais ainda para serem filmados e terem o vídeo publicado no OnlyFans.Neste mês, 101 membros do Congresso americano assinaram uma carta pedindo que o Departamento de Justiça dos EUA investigue o conteúdo do OnlyFans, principalmente com foco na exploração sexual infantil.Em resposta, o OnlyFans disse que tem uma política de tolerância zero em relação a conteúdo de abuso sexual infantil, que denuncia às autoridades relevantes e apoia suas investigações.O agente especial Austin Berrier, do departamento de segurança nacional dos EUA, é especialista em investigar exploração infantil online. Ele estima encontrar entre 20-30 imagens de abuso infantil por semana, que ele diz terem claramente se originado no OnlyFans.Segundo ele, todos os fóruns da internet que visitou como parte de suas investigações nos últimos seis meses mais ou menos, incluíam imagens de abuso infantil proveniente do OnlyFans. A maioria são vídeos que foram transmitidos ao vivo no site. E, de acordo com ele, em alguns deles, as crianças recebem orientações."Está por aí, está em todo o lugar e está sendo amplamente negociado."Dezenas de contas que parecem ter sido criadas por usuários menores de idade são fechadas todos os dias, de acordo com Christof, que compartilhou com a BBC News um registro de algumas contas fechadas durante um período de algumas semanas.Quase todas as contas de menores de idade são de assinantes, e não de criadores de conteúdo — incluindo, diz ele, crianças de 10 anos.Embora não possam postar fotos ou receber pagamentos diretamente pelo site, Christof afirma que alguns usam a plataforma para anunciar serviços de "acompanhantes" ou a venda de fotos explícitas de si mesmos. O perfil de um assinante afirmava ter 16 anos e anunciava a venda de fotos de pés "ou outras" partes por £ 4.Christof diz que este é um problema particular em contas que não usam o inglês como idioma.De acordo com ele, algumas contas em línguas estrangeiras são insuficientemente moderadas, apesar da enorme popularidade do site em todo o mundo.A BBC News conseguiu abrir duas contas de assinantes em francês e alemão — apesar de declarar explicitamente que eram jovens adolescentes na biografia e anunciar a venda de fotos. As contas permaneceram ativas por uma semana até que a BBC News entrou em contato com o OnlyFans.O OnlyFans disse que todo o conteúdo pode ser denunciado por moderadores, e a empresa cumpre a legislação de combate ao tráfico e fornece treinamento anual para os funcionários. A companhia afirmou ainda que a conta que apresenta moradores de rua viola seus termos e condições e agora foi encerrada, e que analisa ativamente os feeds transmitidos ao vivo. A baronesa Kidron, ativista de direitos das crianças, diz que qualquer leniência em relação a contas que postam material ilegal é "errada"."A resposta está no nome: se for conteúdo ilegal, deve haver tolerância zero", diz a fundadora da instituição 5Rights Foundation, que luta pelo direito das crianças, e membro do comitê pré-legislativo de avaliação do projeto de lei de segurança online, há muito adiado.Segundo ela, as empresas de pagamento devem assumir a responsabilidade pela forma como seus serviços estão sendo usados."As empresas devem retirar seu apoio comercial, a menos que e até que haja um OnlyFans que seja claramente um site adulto", sugere.Na quinta-feira (19/8), o OnlyFans disse ao Financial Times que a empresa estava proibindo a pornografia na plataforma para "atender às solicitações de nossos parceiros bancários e provedores de pagamentos".Muitos provedores de pagamento, incluindo os gigantes do setor Visa e Mastercard, proíbem o uso de seus serviços para tipos específicos de conteúdo. No ano passado, ambos encerraram seu relacionamento com o Pornhub após denúcias de material ilegal.Kidron também acredita que padrões mínimos de moderação e um código de conduta estatutário devem ser introduzidos para lidar com a leniência em relação a contas que publicam material ilegal.A BBC News soube que o Departamento de Cultura, Mídia e Esporte (DCMS, na sigla em inglês) do Reino Unido foi avisado por uma instituição americana de combate ao tráfico sobre o conteúdo do OnlyFans em 2019 e assistiu a uma apresentação.Em comunicado, o DCMS disse que o projeto de lei de segurança online introduziria as leis mais rigorosas do mundo — e que o OnlyFans enfrentaria multas pesadas ou seria bloqueado se falhasse em combater o conteúdo ilegal.E acrescentou que o Ofcom, órgão regulador britânico de telecomunicações, já tem o poder de suspender sites de vídeo se não tomarem medidas para proteger os usuários de conteúdo prejudicial.Em maio, o OnlyFans publicou seu balanço mais recente e afirmou que "qualquer lapso" no monitoramento de conteúdo de menores e tráfico "poderia trazer sanções governamentais de uma ampla variedade de países e órgãos reguladores". A empresa se recusou repetidamente a ser entrevistada pela BBC News sobre esses assuntos.Em resposta à BBC News, a companhia disse que cumpre integralmente todas as leis e regulamentos que se aplicam a ela globalmente — incluindo as da Ofcom — e que usa um software de monitoramento e verificação de idade de última geração, juntamente ao monitoramento humano.O OnlyFans afirma acreditar que um dos moderadores com quem a BBC News conversou foi um funcionário demitido por repetidas falhas no fechamento de contas contendo material não autorizado.A fonte diz que repetidamente levantou a questão do número de contas de assinantes menores de idade com o OnlyFans.*Com reportagem adicional de Chris Bell.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Vox Radar expande seu mercado no Brasil e faz parceria com o EM

 Vox Radar expande seu mercado no Brasil e faz parceria com o EM

em - tecnologia  Um projeto audacioso que nasceu de forma espontânea: profissionais de diferentes áreas se uniram para criar uma plataforma que permitisse a análise e interpretação de dados, de maneira precisa, das redes sociais e canais de notícias. Foi a partir deste ideal em comum que nasceu a empresa de tecnologia Vox Radar, que atualmente conta com uma dezena de colaboradores e faz o monitoramento dos principais assuntos em evidência no Brasil, especialmente no meio político.   A empresa atualmente é parceira do Estado de Minas na criação do projeto Scoop, aprovado na edição de 2021 do Desafio da Inovação da Google News Initiative (GNI) na América Latina. A plataforma ajudará repórteres, subeditores e editores na identificação de pautas e tendências de assuntos nas principais coberturas do dia a dia. A Vox Radar já vinha atuando informalmente desde o ano passado, mas há três meses entrou no mercado de forma efetiva. “A empresa em si é de desenvolvimento de softwares, como um serviço. Temos um software que disponibilizamos para alguns indivíduos, para sanar curiosidade deles, o que as pessoas falam a respeito deles, por exemplo. Também temos formas de trabalho que não estão ligadas diretamente ao uso do software. Construímos alguns tipos de análises que variam de interesse de acordo com o que seria a vontade do indivíduo que vai começar a usar o programa”, afirma o economista João Madureira Yamin, mestre em ciências da computação e um dos criadores da plataforma. Hoje, a Vox Radar presta serviços no país para várias empresas, que querem medir o alcance de ações específicas ou o que desejam saber o que outras pessoas estão falando a respeito delas. A partir desse monitoramento, as companhias em si vão atuar em determinada frente de trabalho com o objetivo de buscar sua própria expansão e atingir novos públicos. “Temos várias formas de analisar. Uma delas é avaliar quantas pessoas falam da sua marca e como elas falam, se elas elogiam ou criticam. Além desse uso de medir o que as pessoas falam a respeito do seu produto, vendemos relatórios que mostram como estão tratando os temas políticos, como reforma tributária ou o que políticos falam sobre isso, o que os influenciadores da área financeira ou economista falam sobre o tema, seu andamento etc”, afirma Yamin.No meio político, a atuação da Vox Radar é ainda mais abrangente, com serviços prestados para partidos políticos ou candidatos. “Uma das nossas formas de trabalho é avaliar a quantidade de menções sobre uma determinada pessoa. Temos algoritmos capazes de interpretar se aquele indivíduo que está falando é de direita ou esquerda, qual seria sua ideologia política. Baseado nisso, queremos dizer se a pessoa está falando uma coisa que é boa ou ruim a respeito de determinado político, mas consegue entender se ele está falando algo bom ou sobre a índole dele, se ele é bom, quais os políticos em que ele reage de forma positiva ou quais são aqueles que ele reage de maneira negativa”, explica Yamin.Ele detalha ainda que a equipe da Vox é multidisciplinar e atura em diferentes ramos. “São pessoas que entendem de ciência de dados e usam isso de diferentes formas. Eu, por exemplo, sou economista, tenho mestrado em ciências da computação e doutorado em matemática aplicada. Tem outras pessoas que são economistas ou formações em outras áreas, como engenharia de produção, engenharia mecânica, que foram para essa área”. “Somos uma equipe que tem professores de São Paulo, da PUC-RJ ou de universidades do exterior ou alunos. São sócios e a variação do tamanho da cota de cada um varia com a quantidade de horas que elas se dedicam para a empresa”, acrescenta.Parceria O Scoop vai permitir que jornalistas do Estado de Minas acompanhem novos assuntos e temas para reportagens à medida em que eles forem mencionados em redes sociais, sites e blogs. Além disso, a plataforma também vai permitir a identificação de eventos locais usando tags de geolocalização e filtros inteligentes.A iniciativa vem se enquadrando bem nos critérios do Google. O seu principal objetivo é automatizar um processo interno das redações jornalísticas, conhecido como ronda. É quando um jornalista busca, em diversas fontes, como sites oficiais, redes sociais e até nos concorrentes, assuntos e temas que podem virar pauta. Hoje, isso tudo é feito manualmente pelos jornalistas nas redações, em um processo que, apesar de fundamental, muitas vezes acaba sendo insuficiente, diante da imensidão de assuntos que podem surgir, além de consumir um tempo considerável. “É um projeto interessante. A ideia inicial seria conseguir criar uma ferramenta on-line que atingisse três objetivos gerais e específicos. O primeiro deles seria uma ferramenta que pudesse ajudar pessoas que fazem parte de grupos específicos que costumam ser discriminados. Nesse sentido, organizamos o software para que, na hora de coletar as notícias ou o que as pessoas estão falando, ponderarmos de uma maneira diferente quando o assunto for relacionado ao tema”, explica Yamin.  Veja Mais

O sistema de inteligência artificial que pode diagnosticar demência em um dia

 O sistema de inteligência artificial que pode diagnosticar demência em um dia

em - tecnologia Cientistas estão testando um sistema de inteligência artificial que acreditam ser capaz de diagnosticar demência após uma única tomografia cerebral.Também poderia prever se a condição permanecerá estável por muitos anos, se deteriorará lentamente ou se o paciente precisará de tratamento imediato.Atualmente, são necessários vários exames e tomografias para diagnosticar demência.Os pesquisadores envolvidos no estudo dizem que diagnósticos precoces com o sistema que desenvolveram podem melhorar muito os prognósticos dos pacientes. Identificando padrões"Se intervirmos mais cedo, os tratamentos podem agir precocemente e retardar a progressão da doença e, ao mesmo tempo, evitar mais danos", diz a professora Zoe Kourtzi, do Departamento de Psicologia da Universidade de Cambridge (Reino Unido) e bolsista do Centro Nacional de Inteligência Artificial e Ciência de Dados do Instituto Alan Turing."E é provável que os sintomas ocorram muito mais tarde na vida ou nunca ocorram", acrescenta.O sistema da professora Kourtzi compara as tomografias cerebrais de pessoas que acreditar ter demência com as de milhares de pacientes com a condição e seus registros médicos relevantes. Como a reação do corpo à água gelada pode levar a uma cura da demência ‘Ficou difícil amar meu pai após diagnóstico de forma rara de demência’ Neste sentido, o algoritmo pode identificar padrões nesses exames que talvez passem despercebidos por neurologistas e combiná-los com os resultados dos pacientes em seu banco de dados. Clínicas de memóriaEm testes pré-clínicos, ele conseguiu diagnosticar demência anos antes de os sintomas se desenvolverem, mesmo quando não há sinais óbvios de dano cerebral na tomografia.O experimento, realizado no Hospital Addenbrooke e em outras clínicas de memória em todo o Reino Unido, vai testar se o sistema funciona em um ambiente clínico, ao lado de métodos convencionais de diagnóstico de demência.No primeiro ano, espera-se a participação de cerca de 500 pacientes.Os resultados vão ser encaminhados para os médicos deles, que poderão, se necessário, aconselhá-los sobre o curso do tratamento.O neurologista Tim Rittman, que está liderando o estudo, chamou o sistema de inteligência artificial de um "feito fantástico". Ele conta com a colaboração de neurocientistas da Universidade de Cambridge."Esse conjunto de doenças é realmente devastador para as pessoas. Então, quando tenho que passar essas informações a um paciente, qualquer coisa que puder fazer para ter mais confiança sobre o diagnóstico, para dar-lhes mais detalhes sobre a provável progressão da doença e assim ajudá-los a planejar melhor suas vidas… é algo que considero muito útil." ApreensãoUm dos voluntários é o britânico Denis Clark, de 75 anos. Ex-executivo de uma empresa de carnes, ele se aposentou há cinco anos. No ano passado, sua esposa, Penelope, percebeu que Denis apresentava ocasionalmente problemas de memória.E agora o casal está preocupado que ele esteja desenvolvendo demência.Denis tenta descrever seus sintomas, mas Penelope intervém para dizer que acha difícil explicar o que está acontecendo.Outra preocupação que aflige o casal é que eles tenham que vender sua casa para financiar os cuidados médicos de Denis. Portanto, Penelope se diz aliviada por não ter que esperar muito por um diagnóstico e uma indicação de como qualquer demência pode progredir."Poderíamos, então, nos planejar financeiramente", diz ela. "Gostaríamos de saber se, como casal, poderíamos tirar algumas férias antes que as coisas piorem a tal ponto que não possamos mais viajar por causa do estado de saúde de Denis."Problemas mentaisOutro paciente de Rittman, Mark Thompson, de 57 anos, diz que um sistema de diagnóstico precoce teria feito uma "grande diferença" em sua vida se estivesse disponível quando ele começou a apresentar lapsos de memória, há dez meses."Fiz teste após teste após teste e pelo menos quatro exames antes de ser diagnosticado (com demência)", lembra ele."A equipe médica foi maravilhosa e fez de tudo para descobrir o que havia de errado comigo"."Mas a incerteza estava me causando mais problemas mentais do que qualquer um causado pela condição"."Era um tumor? Precisaria passar por cirurgia para removê-lo? Fiquei muito estressado por não saber o que havia de errado comigo."Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Brasileiro usa celular por um terço de seu tempo acordado, diz estudo

 Brasileiro usa celular por um terço de seu tempo acordado, diz estudo

em - tecnologia Brasileiros passaram em 2021 quase cinco horas e meia por dia, em média, diante de seus aparelhos de celular, segundo um relatório lançado pela empresa de análise de mercado digital App Annie.Trata-se, ao lado da Indonésia, do maior volume de uso de celulares entre os 17 países analisados no relatório (que também engloba Coreia do Sul, México, Índia, Japão, Turquia, Singapura, Canadá, EUA, Rússia, Reino Unido, Austrália, Argentina, França, Alemanha e China), com base em dados coletados das lojas online iOS App Store, Google Play e outras.Embora o brasileiro seja o maior índice, ele está perto da média global de 4 horas e 48 minutos de uso diário de celular observada nos principais mercados analisados pela empresa em 2021 - o que representa um aumento de 30% no uso desde 2019.É como se os brasileiros passassem mais de um terço do tempo que estão acordados (considerando uma noite de sono de 8h) ligados no celular. Elizabeth Holmes: a 'cultura de fingimento' que favorece escândalos no Vale do Silício Garçons robôs e carros que mudam de cor: as novidades da feira de tecnologia CES 2022 Nesse período passado diante do aparelho, 7 de cada 10 minutos foram em aplicativos de redes sociais, fotos e vídeos - principalmente no TikTok.Do ponto de vista comercial e tecnológico, "a tela grande está lentamente morrendo, enquanto o celular continua a quebrar recordes em todas as categorias - tempo gasto, downloads e receita (gerada)", afirmou o executivo-chefe da App Annie, Theodore Krantz.Segundo o relatório, houve 230 bilhões de downloads de aplicativos no ano passado ao todo o mundo, com gastos de US$ 170 bilhões (R$ 940 bi).O app mais baixado em 2021 foi o do TikTok, onde os usuários passaram 90% de tempo a mais em comparação com 2020.A expectativa da empresa de análise é de que o TikTok passe de 1,5 bilhão de usuários ativos mensais no segundo semestre deste ano.Gastos em anúnciosEsse mercado continua bastante pujante. Houve 2 milhões de novos aplicativos e jogos lançados em 2021, e o número de aplicativos que lucraram mais de US$ 100 milhões subiu 20%, segundo o relatório. O YouTube segue sendo o aplicativo mais popular para streaming de vídeos, com mais de um milhão de novos downloads em 60 países diferentes. A Netflix ficou em segundo lugar em muitas regiões.O mercado de games para celular também cresceu: consumidores gastaram US$ 116 bilhões (mais de R$ 600 bi) nesses jogos, sendo que os mais populares são os chamados de "hiper-casuais", como o Hair Challenge (em que jogadores têm de fazer o possível para que seus cabelos não sejam cortados) e Bridge Race (nos quais usuários colecionam blocos para construir escadas).Alguns usuários se queixam da quantidade de anúncios presentes em jogos desse tipo. É um mercado - o de anúncios em apps - que também movimenta muito dinheiro (US$ 295 bilhões no ano passado, mais de R$ 1 tri).Isso sugere que eram infundadas as preocupações mercadológicas quanto à iniciativa da Apple em impedir a coleta de dados de seus usuários (o motivo é que, no ano passado, na atualização do iOS 14.5, os usuários puderam optar por não ter seus dados coletados. O argumento de críticos, agora desbancado, era de que isso prejudicaria o mercado de anunciantes).Apps de finanças, compras e bem-estarOutro destaque do relatório diz respeito a aplicativos de finanças, em que mercados emergentes como o brasileiro chamam a atenção."Embora não sejam os maiores mercados globais, México, Indonésia, Argentina e Brasil foram os que tiveram o maior crescimento nos últimos quatro anos" nesse segmento, diz o relatório. O crescimento no Brasil foi de 175%, principalmente em bancos e plataformas de pagamento digitais, como Nubank e PicPay.Algumas das tendências identificadas pelo relatório da App Annie refletem mudanças sociais mais amplas, particularmente em como a pandemia alterou a vida das pessoas.Um exemplo é que usuários estão gastando muito tempo em aplicativos de compras - mais de 100 bilhões de horas globalmente, com maior crescimento sendo registrado em Singapura, Indonésia e Brasil.Também intimamente relacionado à pandemia, o uso de aplicativos de entrega de comida teve um crescimento expressivo. O número de sessões nesses apps foi de 194 bilhões em 2021, um aumento de 50% em relação ao ano anterior.Aplicativos de saúde, bem-estar e boa forma também cresceram em popularidade, em um momento em que muitas pessoas tiveram de ficar em casa por mais tempo do que antes. Vale destacar, ainda, que foram gastos US$ 4 bilhões com uso de apps de namoro e encontros no ano passado, um aumento de 95% desde 2018.E aplicativos criados pelos próprios países para gerenciar a covid-19, como os de comprovante de vacinas (a exemplo do brasileiro Conecte SUS) ou de informações sobre a pandemia, tiveram uma alta média de êxito. Um exemplo é o aplicativo do NHS, o sistema de saúde pública britânico, que foi baixado por 71% da população plenamente vacinada do país. Na Malásia, o aplicativo equivalente foi baixado por 80% desse grupo já vacinado.Com reportagem de Jane Wakefield, da BBC NewsSabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Clientes da Claro reclamam de instabilidade em todos os canais da operadora

 Clientes da Claro reclamam de instabilidade em todos os canais da operadora

em - tecnologia Usuários da operadora de telefonia e internet Claro estão reclamando que os serviços estão fora do ar desde segunda-feira (27/12) e nem mesmo os canais de ajuda estão disponíveis. A saída para muitos clientes foi recorrer à cobrança nas redes sociais. Alguns usuários reclamaram da falta de pronunciamento da operadora sobre o que estaria acontecendo.  Outros se viram prejudicados pela falta de serviço, já que precisavam do atendimento com urgência.   Segundo a operadora, uma instabilidade no sistema está causando a falta de acesso aos canais de atendimento. Entretanto, não deram previsão de quando tudo será normalizado.Veja a nota: "A Claro informa que foi constatada uma instabilidade sistêmica e, com isso, clientes podem ter dificuldades para acessar os canais de atendimento da empresa. A Claro ressalta que a recarga de pré-pago e a Central de Atendimento estão funcionando e que as equipes técnicas estão atuando para que os serviços impactados pela instabilidade sejam plenamente restabelecidos o mais breve possível. A operadora informa que os serviços de voz, dados móveis, banda larga fixa e TV por assinatura operam normalmente." A possibilidade do sistema ter sofrido um ataque hacker foi questionada pela reportagem do Estado de Minas, que aguarda retorno da situação.  *Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie.  Veja Mais

Atualização do WhatsApp permite ouvir áudio antes de enviar

 Atualização do WhatsApp permite ouvir áudio antes de enviar

em - tecnologia Quem nunca enviou uma mensagem de áudio no WhatsApp e só depois percebeu que o conteúdo estava com um erro ou, até mesmo, se arrependeu de fazer a gravação? Uma nova funcionalidade disponibilizada pelo aplicativo de Mark Zuckerberg pode ajudar a evitar essas situações: agora, é possível pausar um áudio e ouvi-lo antes de enviá-lo ao destinatário. A novidade foi anunciada nesta terça-feira (14/12) e já está disponível para algumas pessoas.De acordo com o WhatsApp, também será possível pausar uma gravação para continuar em outro momento. Para utilizar as novas funcionalidades, é preciso acionar o modo "mãos livres": basta clicar no ícone de microfone, manter pressionado e deslizar para cima até que o ícone de "cadeado" seja ativado.A partir daí, o áudio será gravado, enquanto os ícones de lixeira - para excluir o áudio - e o ícone de pausa - uma bola dentro de um círculo - ficam disponíveis para o usuário. É este último símbolo que, ao ser acionado, irá pausar o áudio e permitir que a gravação seja ouvida antes de ser enviada.A funcionalidade está disponível para algumas pessoas, mas é comum que demore alguns dias para que o aplicativo seja atualizado para todos os usuários. Veja o passo a passo e um vídeo explicativo sobre como usar a nova função abaixo.Passo a passo para gravar, pausar e ouvir o áudio antes de enviá-lo:1. Na conversa que quer enviar a mensagem em áudio, toque no ícone de microfone, no canto direito da tela e deslize-o para cima;2. Ao ver o ícone de um cadeado, solte o dedo da tela e comece a dizer a mensagem que deseja enviar. Não é necessário ficar apertando o ícone;3. Se o seu aplicativo já estiver atualizado, um bola dentro de um círculo, que forma o ícone de "pausa", aparecerá no meio do espaço de gravação, entre a lixeira, localizada no canto esquerdo, e a seta de envio, no canto direito.4. Para ouvir o áudio gravado, basta apertar esse ícone. O áudio será carregado e você poderá clicar no ícone de reproduzir para ouvir a gravação.5. Caso queira descartar a mensagem, clique na lixeira. Se quiser enviar, clique na seta azul. Veja Mais

Internet móvel: a revolução tecnológica do smartphone

 Internet móvel: a revolução tecnológica do smartphone

em - tecnologia Um dos maiores temas do século 21 é mobilidade. Não apenas a capacidade de exercê-la, movimentando-se e viajando de um lugar para o outro. Mobilidade no mundo pós-ano 2000 significa a possibilidade de fazer quase tudo o que quisermos - e que faz parte da vida contemporânea - enquanto estamos em movimento.Falar com amigos, parentes e colegas de trabalho, escrever, pesquisar, ler jornais, ver televisão, ouvir rádio, ler livros, pagar contas, comprar roupas, encomendar comida, planejar viagens, medir seu estado de saúde e muitas outras coisas costumavam ser feitas enquanto estávamos parados. Aos poucos, porém, começamos a realizar mais e mais em movimento, até que, com a chegada dos telefones celulares inteligentes, praticamente tudo listado acima passou a ser feito em trânsito.A partir de meados da primeira década do milênio, o foco da indústria da informática voltou-se para aparelhos móveis, como se ninguém mais pudesse ficar em casa ou no escritório. Mesas e cabos foram as maiores vítimas, com as novas tecnologias fugindo da parede como o Diabo da cruz. O século 21 tornou-se a era do telefone celular, do tablet, dos leitores de livros digitais e da ansiedade que a dificuldade em ficar parado e longe das telas causou em muitos de nós.Uso excessivo de celular por estudantes está associado a mais parceiros sexuais e notas baixas, diz estudo3 grandes vantagens do 5G que mudarão para sempre nossa experiência na internetMaior tempo no celular está associado a comportamento impulsivo e semelhante a vício em drogas e jogosA revolução do iPodDesde 1979, quando a japonesa Sony lançou o Walkman, o ser humano apaixonou-se pela ideia de tecnologia com mobilidade. Até então, muitas pessoas já ouviam rádios de pilha com um fone de ouvido - geralmente em apenas um ouvido -, mas apreciar música com som de qualidade, individualmente, num poderoso fone cobrindo a cabeça exigia proximidade com um aparelho de som. O Walkman mudou essa realidade, permitindo que pessoas levassem consigo, em fitas cassete, parte de sua discoteca, em viagens, no transporte coletivo para o trabalho ou descansando no parque. A fita cassete foi substituída pelo CD, com a popularização dos tocadores de discos digitais portáteis. Mas ainda era pouco para aqueles que não queriam ficar limitado aos poucos CDs que conseguiam carregar na mochila. Tudo começou a mudar no final dos anos 1990, com a popularização de um serviço de compartilhamento de arquivos entre pessoas - em inglês, "peer to peer", ou P2P. O Napster, criado em 1999 por Shawn Fanning e Sean Parker, permitia que usuários enviassem uns para os outros músicas e discos em formato digital. Artistas e gravadoras identificaram o risco para seus ganhos em vendas de discos e direitos autorais. As empresas foram à Justiça contra o Napster e venceram, provocando o fechamento do serviço. O princípio do Napster, porém, prevaleceu. Muita gente gostou da facilidade de adquirir música digital, sem a necessidade de comprar objetos físicos em que ela estivesse embalada.Se música já podia ser adquirida apenas como arquivo digital, ela certamente podia ser transportada em maiores quantidades. Assim nasceu, em outubro de 2001, o iPod. O produto da americana Apple revolucionou o mercado ao colocar num aparelho portátil um total de mil músicas - na época um número impressionante. "Ter toda a sua coleção musical com você, o tempo todo, é um salto quântico em termos de ouvir música", disse o então CEO da Apple, Steve Jobs, ao anunciar o produto. Além de caber no bolso da calça, o iPod vinha com bateria que durava até 10 horas e criou a "scroll wheel", ou roda de navegação, um item tecnológico que marcou época. Meses antes, em janeiro, a Apple já havia lançado sua loja de música digital, a iTunes, a partir da qual o iPod era alimentado. O primeiro passo da grande mobilidade tecnológica do século 21 havia sido dado. No começo do século, a Apple - fundada em 1975 por Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne em Los Altos, na Califórnia (EUA) - não podia ser considerada uma gigante do setor. Em 2001, tinha menos de 5% do mercado mundial de computadores pessoais, atrás de nomes como Hewlett-Packard, Dell, IBM e Toshiba. Essas empresas, porém, faziam produtos para quem ficava sentado, enquanto a Apple mergulhava no futuro da mobilidade. A revolução iniciada com o iPod foi tão significativa que nenhuma outra empresa na época conseguiu acompanhar o ritmo e a extensão dos saltos dados pela empresa de Steve Jobs.O iPod foi amor à primeira vista. Segundo o site de tecnologia Lifewire, 25 mil unidades foram vendidas até dezembro de 2001, número que se multiplicou até chegar a 10 milhões, três anos depois. Em outubro de 2006, uma reportagem da revista de negócios Forbes listava as tentativas de concorrentes em sua missão de vencer o iPod. Várias empresas, entre elas Dell, Sony e SanDisk buscavam espaço nesse novo mercado dominado pela Apple - apesar de uma queda em seu domínio, de 92% em 2004 para 77% em 2006. O texto da Forbes afirmava que, cinco anos após seu lançamento, o CEO da Apple havia vencido os críticos. "Jobs apostou certo desta vez: 67 milhões de unidades depois, o iPod realmente transformou a maneira como as pessoas ouvem música." O texto ia além e situava o tamanho do impacto causado por essa transformação. "A indústria da música foi forçada a rever seu modelo de negócio, enquanto as indústrias da televisão e do cinema se preparam para fazer o mesmo. E Jobs elevou seu próprio status, de líder empresarial para ícone cultural." Ainda em 2006, a gigante Microsoft comprou a briga e lançou seu tocador digital Zune. Seria descontinuado em 2012.A revolução do iPhoneO iPod deu aos seus usuários muito mais opções de músicas para ouvir em trânsito. Já havia, no entanto, outra coisa ainda mais importante para as pessoas quando elas saíam de casa: o telefone celular. Popularizado a partir de meados da década de 1990, o celular trouxe um grau de autonomia nunca visto antes. Milhões de pessoas no mundo todo davam adeus à secretária eletrônica do telefone fixo em casa, às chamadas sem identificação de número e à busca por um telefone público no meio da rua. De 2000 a 2005, o número de assinaturas, ou linhas, de celular no planeta praticamente triplicou, segundo dados do Banco Mundial: de 12,04 para cada 100 pessoas, para 33,76. Na segunda metade da década, esse total aumentaria ainda mais rapidamente, chegando a 76,14 em 2010.Nesse mercado, havia um nome e um toque de celular conhecido por praticamente todos: Nokia. A empresa finlandesa, fundada em meados do século 19 como fabricante de celulose, mergulhou no setor de tecnologia no final do século 20. Por cerca de uma década, foi líder mundial no mercado de telefones celulares, após ultrapassar a americana Motorola.Em outubro de 2006, quando já havia a categoria de "smartphone", ou telefone inteligente, o site de tecnologia Networkworld confirmava que a empresa da Finlândia continuava inquestionável em sua liderança no setor. Citando um estudo da consultoria Gartner, o texto dizia: "A Nokia possui 42% do mercado combinado de PDA [assistente pessoal digital] e smartphones, comparado a participações de mercado de um dígito para Research in Motion [RIM, sistema da Blackberry], Motorola e Palm." Na segunda metade de 2006, a Nokia havia vendido 42,1 milhões de unidades, "um aumento de 57%" em comparação com o mesmo período de 2005. Essa realidade estava prestes a mudar. Em poucos anos, a Nokia perderia relevância e seria praticamente eliminada do mercado de telefones celulares.A ideia de unir música que se carrega no bolso com o telefone celular ganhava força. O primeiro telefone com músicas veio em 2000, o SPH-M100, da Samsung. Anos depois, a união da japonesa Sony com a sueca Ericsson, formalizada em 2001, gerou uma série de aparelhos com função de tocador de música, usando a lendária marca Walkman. O telefone que lançou a série, Sony Ericsson W800, parecia oferecer a vantagem de combinar uma espécie de iPod, produzida pelos criadores do Walkman, com a respeitada telefonia celular sueca. "Ainda não vai substituir seu tocador de MP3 normal, mas chega bem perto", disse o texto de avaliação do site C/Net, em outubro de 2005. Os atores do mercado pareciam atirar para vários lados, porém sem ainda acertar o alvo.Até que chegou o dia 9 de janeiro de 2007. "De tempos em tempos, aparece um produto revolucionário que muda tudo", disse no palco da conferência Macworld Expo, diante de uma plateia curiosa e atenta, o CEO da Apple, Steve Jobs. "Hoje, nós estamos apresentando três produtos revolucionários dessa categoria", disse ele, antes de relacionar os três: um iPod com tela larga e controlada pelo toque; um telefone móvel "revolucionário"; e um "inovador comunicador via internet". "Vocês estão sacando?", perguntou Jobs, após repetir o menu. "Estes não são três aparelhos separados. Este é um aparelho. E nós o chamamos de iPhone." Em seguida, ele mesmo deu o veredicto disfarçado de marketing: "Hoje a Apple vai reinventar o telefone".Era verdade. Com o iPhone, a Apple acertava em cheio o alvo que os concorrentes perdiam de vista. Do desenho às funcionalidades e seu sistema operacional, tudo no iPhone o tornava um novo parâmetro para a indústria. A reação foi imediata. Horas depois da apresentação de Jobs, no mesmo 9 de janeiro, o site de tecnologia Techcrunch dizia: "Pela descrição, parece ser um aparelho para mudar as regras do jogo, e os mercados de ações parecem concordar". O texto então informava que as ações da Apple haviam subido 7%, enquanto as dos concorrentes Research in Motion (Blackberry) e Palm caíam 6%.No mesmo texto, o iPhone, que vinha em duas versões, de US$ 499 (4 GB) e US$ 599 (8 GB), era descrito como "caro". O custo, no entanto, não impediu que pessoas passassem dias na fila para adquirir o telefone no primeiro dia de vendas nos Estados Unidos, em 29 de junho de 2007. "Nós estamos na fila há dias. É bem desconfortável aqui nestas cadeiras", disse Melanie Rivera, em Nova York, à rede CNN. "Nós sobrevivemos à chuva, então achamos que estamos mais perto do telefone." Em 10 de novembro, quando o iPhone começou a ser vendido no Reino Unido, centenas de pessoas aguardaram em fila diante da principal loja da Apple em Londres. "Eu cheguei aqui 26 horas atrás", disse à agência de notícias PA o primeiro a adquirir o aparelho, Tom Jasinski. Em dois anos, o iPhone consolidou-se como o principal objeto de desejo da telefonia móvel no Ocidente. Os motivos eram vários. A tela que cobria todo o aparelho, dispensando teclados físicos, funcionava à base do toque dos dedos. O telefone trazia dentro dele um pequeno iPod, produto que era sucesso absoluto e já atingira 100 milhões de unidades vendidas. O sistema operacional, uma versão do OSX do computador pessoal Mac, da Apple, que deu início à série iOS, oferecia um desempenho inédito no setor. Além disso, os aplicativos produzidos pela Apple - como calendário, câmera, relógio, tempo -, dispostos de maneira agradável e funcional na tela, eram fáceis de usar. O primeiro iPhone, porém, não era uma revolução bem acabada. Era apenas o início de um processo revolucionário.Entre junho e setembro de 2007, a Apple vendeu 1 milhão de unidades de iPhone. A empresa então baixou o preço do aparelho em US$ 200, o que o popularizou ainda mais, e começou a oferecer atualizações anuais, geralmente com mais capacidade operacional e de armazenamento. Também em setembro a Apple lançou seu iPod Touch, um iPhone sem o telefone que também mostrou-se popular. A mais importante novidade após o surgimento do iPhone, entretanto, não estava dentro de nenhum aparelho.Apesar da relutância inicial de Steve Jobs, a Apple decidiu permitir que terceiros desenvolvessem aplicativos nativos para o iPhone e o iPod Touch. Em outubro de 2007, anunciou que ofereceria uma SDK - kit de desenvolvimento de programas - à comunidade do setor, o que ocorreu em fevereiro do ano seguinte. Em 10 de julho de 2008, veio a grande mudança: o lançamento da App Store, a loja de aplicativos da Apple, inicialmente com 500 "apps". No dia seguinte, chegava às lojas o segundo modelo do transformador telefone: o iPhone 3G. "O iPhone 3G inclui a nova App Store, oferecendo aos usuários do iPhone aplicativos nativos numa variedade de categorias incluindo jogos, negócios, notícias, esporte, saúde, referência e viagens", disse o anúncio oficial da empresa. Um dos maiores fãs do aparelho - e do mundo Apple - era o ator britânico Stephen Fry, que escrevia sobre tecnologia regularmente para o jornal The Guardian. Segundo ele, a App Store representava a chegada de uma espécie de admirável mundo novo na telefonia celular. "Acredite em mim, em poucas semanas você verá coisas sendo feitas num iPhone que farão você prender a respiração e esticar os olhos."Em junho de 2009, dois anos depois da venda dos primeiros iPhones, o jornalista de tecnologia americano Brian X. Chen avaliou, em texto na revista Wired, o tamanho da revolução até então. "Foi o primeiro telefone a fazer dos atos de ouvir música, verificar o correio de voz e navegar na Web coisas tão fáceis quanto arrastar, tocar e pressionar uma tela - tão agradáveis quanto uma massagem." Sobre a loja de aplicativos, Chen foi ainda mais contundente. "Com o lançamento da sua App Store, a Apple sacudiu a indústria novamente ao reinventar a distribuição de programas de computador." Em março de 2011, a Apple anunciava ter atingido a marca de 100 milhões de iPhones vendidos.Infraestrutura e GoogleA capacidade de carregar música no bolso e o próprio iPod perderiam relevância com o tempo. Muito mais decisivo para o usuário do iPhone e todos os outros smartphones do mercado era a navegação pela World Wide Web e o uso de aplicativos via internet, experiência que só foi possível com a implantação da devida infraestrutura em todo o mundo. A primeira versão do celular da Apple ainda funcionava com 2G, a segunda geração dos sistemas de telecomunicação móvel, mas tudo mudou com o aumento do número em frente à letra G. A terceira geração da tecnologia de telecomunicação móvel, sem fio, ou 3G, refere-se a padrões desenvolvidos no final dos anos 1990 - uma sopa de letras e números que incluía CDMA2000, W-CDMA, UWC-136 e UMTS. Este último tornou-se o padrão para Europa, China e Japão, enquanto os Estados Unidos concentraram-se no CDMA2000. Em relação ao anterior 2G, o 3G oferecia muito mais capacidade de transmissão multimídia de dados e maior segurança, em termos de privacidade. A diferença básica, porém, era de velocidade. O salto foi de um máximo de cerca de 300 kbps (kilobits por segundo) no 2G para um limite de cerca de 4 mbps (megabits por segundo) no 3G - mais de dez vezes mais veloz.A mudança da infraestrutura global para 3G ocorreu aos poucos, começando pelo Japão, com a primeira rede lançada em Tóquio, em outubro de 2001, pela operadora japonesa NTT Docomo. Dois meses depois, a Verizon lançava a primeira rede 3G nos Estados Unidos, passo dado pelo Reino Unido em março de 2003. A nova tecnologia chegou ao Brasil em 2004, de forma restrita, sendo ampliada em 2007. Globalmente, o 3G permitiu a expansão dos telefones celulares inteligentes, oferecendo uma experiência em movimento semelhante ao uso da internet por um computador conectado ao um cabo na parede. Sem a infraestrutura do 3G, os telefones celulares continuariam presos a mensagens de texto por SMS e conteúdo básico, e a revolução da mobilidade não teria sido possível.Um dos países que surfaram bem nessa onda foi a Coreia do Sul, que no início do século era considerada a nação mais avançada do mundo em termos de telefonia celular. Sua tradicional Samsung , que produzia aparelhos desde o final dos anos 1980, e a LG, que entrou no mercado em 2002, tornaram-se sinônimos de telefones de qualidade, especialmente no mercado asiático. Para o novo mundo criado pelo iPhone, no entanto, os sul-coreanos viam-se em dificuldade semelhante à enfrentada pela europeia Nokia, a americana Motorola ou a japonesa Sony Ericsson. O que mudaria o jogo seria a entrada de um jogador poderoso, com recursos, capacidade tecnológica e visão suficientes para enfrentar as mágicas de Steve Jobs. Esse nome era o Google. Em 2005, o gigante da internet, fundado por Larry Page e Sergey Brin em 1998, adquiriu uma pequena empresa da Califórnia chamada Android Inc. Inicialmente interessada em produzir um sistema operacional para câmeras digitais, a Android percebeu que seu uso seria mais valioso em telefones celulares. Já sob o enorme guarda-chuva do Google, o sistema Android foi desenvolvido usando como base tecnológica o Linux, de código aberto (em inglês, "open source"). Isso significou que o Android também seria um sistema de código aberto, podendo ser utilizado e melhorado por outros programadores e empresas. O ambicioso projeto foi anunciado em novembro de 2007.Comandado pelo Google, o grupo por trás do Android ganhou o nome de Open Handset Alliance (Aliança de Aparelhos Abertos), com a participação de HTC, T-Mobile, Motorola, Samsung, LG e outras 28 empresas. "Ao oferecer aos desenvolvedores um novo nível de abertura que permita que eles trabalhem de forma mais colaborativa, o Android acelerará o ritmo com que novos e atraentes serviços móveis sejam colocados à disposição dos consumidores", disse o comunidade oficial da aliança. Em setembro de 2008, o projeto do Google tornou-se realidade, com o lançamento do primeiro celular com o sistema operacional Android, o HTC Dream, da taiwanesa HTC. Um mês depois, era lançada a Android Market, a loja de apps feitos para o novo sistema - que, em 2012, se tornaria Google Play. Com o passar dos anos, o mundo dos smartphones passaria a ser basicamente dividido em dois: de um lado a Apple e seu sistema iOS, para o iPhone, e do outro o Google e sua aliança Android. O primeiro fechado, sob controle total da Apple, e outro aberto para a participação de criadores do mundo todo. A Apple com participação do mercado em torno de 15%, e o Android dominando os outros 85%. A partir de 2009, com sua série Galaxy operadas com Android, a sul-coreana Samsung voltou ao topo do mercado internacional e tornou-se a principal concorrente da Apple na disputa pela liderança nas vendas. Isso tudo facilitado pela chegada da nova infraestrutura de telecomunicações do sistema 4G, introduzido e disseminado na segunda década do século 21. Usuários de celular passaram a contar com velocidades de conexão de até 100 megabits por segundo - mais de 20 vezes mais rápido que o 3G.Efeitos da tecnologiaEm junho de 2006, os telefones celulares apareceram com destaque no site de notícias da BBC News, o que já se tornara comum. Dessa vez, no entanto, a reportagem estava na área de saúde. "Especialistas alertaram sobre os perigos do uso excessivo de telefones celulares e consoles de jogos em crianças, depois que uma menina desenvolveu ferimento por esforço repetitivo."A paciente, uma inglesa de 8 anos de idade, "percebeu dores em seus dedos e pulsos depois de enviar 30 mensagens de texto por dia". Na reportagem, Tim Hutchful, da Associação Britânica de Quiropraxia, explicava o fenômeno. "Quando você escreve uma mensagem de texto, você tende a deixar seus ombros e braços tensos. Isso reduz a circulação para o antebraço, quando na verdade ele precisa de um fluxo sanguíneo maior que o normal para realizar os leves movimentos dos dedões e dos dedos." Era o começo de longos debates e detalhadas pesquisas sobre o efeito do constante e crescente uso do telefone celular por bilhões de pessoas no mundo. Os celulares avançaram e mudaram muito desde o fim dos anos 2000. A tela do primeiro iPhone media 8,9 centímetros na diagonal, e a do HTC Dream apenas 8,1 cm. Com o tempo, porém, os fabricantes passaram a apostar em telas amplas e de altíssima qualidade. Os Galaxy da Samsung cresceram até chegar a uma tela com 17 centímetros na diagonal. O padrão de tela mínimo do iPhone evoluiu para 12 cm com o iPhone 6, chegando a 15 cm nos modelos maiores, como os iPhones 11 e 12. Essa tendência liberou mais os movimentos da mãos e dos dedos, antes restritos a teclados fixos e muito pequenos. Outros efeitos do uso do celular, no entanto, passaram a preocupar profissionais da área da saúde.Na virada da primeira para a segunda décadas do milênio, os celulares despertavam preocupação quanto à possibilidade de causarem câncer, especialmente em crianças. "Crianças têm um crânio mais fino, menos protegido, têm mais água no cérebro, então há várias razões pelas quais elas absorvem mais radiação", disse em 2011 a médica especialista Annie Sasco, à reportagem da BBC News. Em meio ao debate, pais passaram a deixar seus filhos mais longe dos aparelhos, e usuários de todas as idades adotaram diferentes práticas, como usar fones de ouvido para conversar com o celular. Além disso, o aparelho tornava-se muito mais útil para a navegação em aplicativos e na Web do que para a antiga conversa pelo telefone. O contato do celular com o ouvido tornou-se menos frequente, mas os olhos ficaram grudados na tela. A crescente adição de novas funções aos smartphones fez com que, gradativamente, as pessoas substituíssem outros aparelhos e objetos pelo telefone que carregavam no bolso ou na bolsa. Muitos deixaram de usar relógios de pulso, consultando a hora no telefone, que já havia substituído o despertador ao lado da cama. Turistas não mais carregavam câmeras fotográficas em suas viagens, com seus telefones não só resolvendo o registro da experiência como também permitindo a remessa imediata de cada foto. O computador de mesa foi substituído pelo aparelho móvel em várias ocasiões, e até os consoles e joysticks de videogames passaram a ser menos usados com a inundação de jogos no celular. Outros objetos, como régua, bússola, gravador e até mesmo espelho, tornaram-se irrelevantes para muita gente que preferia usar o celular para atividades do cotidiano - como ao usar a câmera de selfie para arrumar o cabelo.O celular tornou-se um objeto de uso diário, essencial para manter-se informado, ter uma vida social e até mesmo para namorar. Em setembro de 2012, chegou ao mercado, inicialmente apenas para usuários de iPhone, o aplicativo de relacionamentos Tinder. Adaptado à natureza do uso dos novos celulares inteligentes, o app baseava-se em três ações: ver fotos de candidatos a par romântico; arrastá-las, para a direita em sinal de aprovação ou para a esquerda no caso de rejeição; iniciar uma conversa por meio de mensagens escritas, o que permitiria o arranjo de um possível encontro. As preocupações com o uso supostamente excessivo do celular cresceram. Em maio de 2013, o título de um texto do jornal britânico The Daily Mail dizia: "Nós agora passamos mais tempo olhando para a tela do celular do que com nosso parceiro". Citando um estudo da operadora de telefones O2, a reportagem afirmava que o usuário médio britânico de smartphone "tende a passar duas horas (119 minutos) por dia usando o equipamento". Em seguida, dizia que a média de tempo dedicada ao companheiro ou companheira era de 97 minutos diários. O estudo também mostrava que a atividade preferida dos britânicos no celular era navegação pela Web, 24 minutos em média por dia, seguida das redes sociais (16 minutos), ouvir música (15 minutos) e jogos (13 minutos). A tradicional atividade de falar ao telefone ocupava apenas 13 minutos do uso do aparelho, o mesmo que jogos eletrônicos.A popularização de apps sociais como Instagram, Snapchat e TikTok, sem falar dos onipresentes Facebook e WhatsApp, fizeram o uso do celular aumentar em frequência e intensidade. Isso levou a novos temores sobre o impacto desse envolvimento íntimo com um aparelho eletrônico, com novos estudos e debates na televisão e no rádio sobre o fenômeno. Seguidas manchetes na imprensa mostravam o tamanho da preocupação, como essas da BBC News: "Vício em smartphone: Jovens 'ficam em pânico' quando são proibidos de acessar o celular" (29 de novembro de 2019); "A maioria das crianças dorme com seu celular ao lado da cama" (30 de janeiro de 2020); "Metade das crianças de 10 anos do Reino Unido tem celular" (4 de fevereiro de 2020)".Na primeira reportagem, sobre jovens "viciados" em celular, a doutora Nicola Kalk, da universidade King's College London, dizia: "Os smartphones vieram para ficar, e precisamos entender a prevalência de seu uso problemático". A possível causa do suposto vício era incerta. "Não sabemos se é o próprio smartphone que pode ser viciante ou se são os aplicativos que as pessoas usam." O mundo vivia um embate entre seu apetite por novidades oferecidas em seus aparelhos móveis e o esforço para evitar que eles controlassem nossas vidas.Reação analógica e futuroAo final da segunda década do terceiro milênio, uma coisa era inquestionável: o telefone celular, mesmo em sua mais avançada versão de smartphone, não era mais novidade. O mundo já tratava com normalidade o fato de que esses pequenos aparelhos podiam nos oferecer conexões sociais antes inimagináveis, imagens em realidade aumentada, contextos em realidade virtual e respostas extremamente velozes baseadas em algum nível de inteligência artificial. Nesse cenário, muitos começaram a retomar o apreço por algumas experiências e produtos analógicos.Em 2013, um pedaço da nova era digital já parecia perder força. Segundo escreveu o jornal The Wall Street Journal, em janeiro daquele ano, "livros de capa dura estão demonstrando uma resiliência surpreendente". Segundo o jornal: "Pode ser que os e-books, em vez de substituir os livros impressos, no final terão um papel mais como o dos livros em áudio - um complemento à leitura tradicional, não um substituto". Nos anos seguintes, a parcela ocupada pelas edições eletrônicas nos mercados de livros dos Estados Unidos e da Europa estabilizou-se em 20% ou menos - 80% do mercado continuaria a ser de livros impressos. Em 2017, o The Guardian noticiava que, no Reino Unido, as vendas de livros impressos haviam aumentado 4% em 2016, enquanto as das obras em versão digital haviam caído 4%. Outra experiência cultural analógica que se recuperou na década de 2010 foi o disco de vinil, que no final do século 20 muitos consideravam quase extinto, após o aparecimento dos CDs. Depois de anos de aumento de vendas, no primeiro semestre de 2020 as vendas de LPs de vinil superaram as de CDs nos Estados Unidos, algo que não ocorria desde os anos 1980 - chegaram a 62% do total de unidades físicas de música.Nada disso, entretanto, mudaria a trajetória, iniciada nos anos 1990 e potencializada pela chegada do iPhone em 2007, de crescente adoção da tecnologia digital móvel. Nas duas primeiras décadas do século 21, esse movimento esteve concentrado no telefone celular, mesmo após o lançamento dos tablets - tanto o iPad, da Apple, como o Galaxy, da Samsung, que vieram em 2010. O smartphone tornou-se o objeto mais essencial na vida de qualquer cidadão moderno, superando sua própria carteira - pagamentos, afinal, passaram a também ser feitos via celular.No entanto, o futuro, a partir dos anos 2020, sugeria que um dia talvez o celular não fosse mais tão necessário. O acesso à internet começava a ser possível a partir de peças de roupas, óculos, relógios e outros objetos de uso pessoal - e tudo isso seria impulsionado pela incrivelmente veloz conexão 5G. O projeto do Google de um óculos online, o Google Glass, lançado em 2013, não foi amplamente adotado devido a receios quanto à privacidade. Especialistas apostavam, porém, que o interesse por objetos conectados só aumentaria com o tempo. O próprio corpo humano começava a ser possível campo de exploração para a tecnologia móvel - para que um celular, se a própria mão estiver conectada à internet? Essas possibilidades foram muito bem exploradas num dos produtos culturais de maior sucesso e relevância dos anos 2010: a série de TV britânica Black Mirror. Em um texto para o The Guardian, na época da estreia da série, em dezembro de 2011, seu criador, Charlie Brooker, falou sobre sua experiência com as novas tecnologias. "Eu estava usando o novo iPhone, aquele com o Siri, o assistente pessoal do telefone com o qual você conversa", escreveu Brooker, que admitiu usar o sistema não apenas para testá-lo, mas porque precisava de ajuda. "É isso. Eu agora posso esperar falar com máquinas para o resto da minha vida. Hoje é o Siri. Amanhã será um carro falante."O início do século 21 foi a época em que tecnologias de comunicação e conexão móveis que pareciam pertencer à ficção científica finalmente viraram realidade. Já era possível sentir, porém, que a velocidade e a intensidade de futuras fases dessa revolução fariam com que muitos se esquecessem facilmente dos marcos atingidos nos anos 2000 e 2010. Nas próximas décadas de 2020, 2030, 2040 etc, a tecnologia digital continuaria avançando, cada vez mais rapidamente, sem tempo de olhar para trás.Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Google lança atualização de recursos em dispositivos Android; veja mais

 Google lança atualização de recursos em dispositivos Android; veja mais

em - tecnologia Uma nova série de atualizações da Google nos dispositivos Android foi anunciada nesta quarta-feira (1º/12). As mudanças prometem maior funcionalidade e praticidade especialmente no Google Assistente e Google Fotos. De acordo com a empresa, os recursos ficarão disponíveis aos usuários antes mesmo do Natal para auxiliar, com maior tecnologia, na preparação das festividades de fim de ano. O primeiro recurso anunciado, “Family Bell”, permitirá a programação de lembretes síncronos entre os aparelhos eletrônicos da família.Assim, um alarme despertará para todas as pessoas da casa em um único comando. As companhias de notificação podem ser executadas no Android pessoal de cada um ou em alto-falantes e telas inteligentes.   A novidade inclui, ainda, novas interfaces gráficas – os widgets –  para YouTube Music, Google Play Livros e Google Fotos. Os de música oferecem, por exemplo, controles diferenciados de reprodução e acesso a faixas reproduzidas recentemente. O recurso Memórias terá, agora, uma verdadeira curadoria de eventos, começando pelas festas de fim de ano. Quanto aos livros, o widget desta área mostrará atalhos para a biblioteca. No Google Fotos, a partir da próxima semana, já estará valendo a nova atualização que traz a possibilidade de selecionar apenas fotos de pessoas que interessam ao usuário.  Android como chave de carro Uma outra novidade será apresentada pelo Android Auto. Em veículos BMW compatíveis, o usuário poderá utilizar o aparelho celular como chave do carro. O recurso é válido para os modelos Pixel 6, Pixel 6 Pro e Samsung Galaxy S21. Outra função é interface amigável para o veículo, que será iniciada assim que o Android se conectar ao carro. As permissões do aparelho também serão atualizadas. Será possível desativar todas as permissões dos aplicativos que o usuário não usa há algum tempo em celulares antigos. O novo recurso é válido para versões a partir do Android 6.   Veja Mais

8 plataformas de streaming para ficar de olho na Black Friday 2021

 8 plataformas de streaming para ficar de olho na Black Friday 2021

em - tecnologia  Não dá para negar: uma das grandes tendências do mercado do entretenimento no Brasil e no mundo são os serviços de streaming, que crescem à medida que o tempo passa e que a tecnologia avança. E a adesão das pessoas a essas plataformas não se dá de forma completamente inusitada. Ela acontece por alguns fatores fortes, como os preços atrativos para ter acesso a grandes obras do audiovisual, além da praticidade e da eficiência dessas interfaces. Hoje, você vai conhecer as principais plataformas de streaming existentes no Brasil para ficar de olho durante a Black Friday, que acontece dia 26 de novembro - vai que surge algum desconto ou condição especial para novos assinantes, certo? Em primeiro lugar, o que são plataformas de streaming? O streaming pode ser definido como uma tecnologia de transmissão de conteúdo pela internet sem a necessidade de fazer download. Esse material, que pode ser um vídeo ou uma música, é disponibilizado pelo seu detentor em uma certa plataforma e é acessado pelo usuário on-line, sem ocupar espaço no dispositivo utilizado. Como o fechamento dos cinemas contribuiu para o crescimento dessas plataformas? Devido à pandemia do novo coronavírus, muitos dos nossos hábitos de lazer tiveram que mudar ou ser interrompidos, como, por exemplo, as amadas idas ao cinema. As salas de todo o Brasil acabaram precisando ser fechadas temporariamente e, por isso, os serviços de streaming ganharam ainda mais adeptos. Segundo dados de pesquisa da Kantar IBOPE Media realizada este ano, mais da metade dos usuários de internet disseram que viram mais vídeos em streamings pagos durante o isolamento, aumentando, assim, o tempo em frente à televisão. Além disso, como dito, o preço contou muito nessa decisão: de acordo com pesquisa da Qualibest feita também em 2021, 31% dos usuários gasta mais de R$60 com assinaturas por mês. As plataformas de streaming participam da Black Friday Brasil? Apesar de não confirmarem participação na Black Friday, algumas plataformas de streaming costumam participar da data. De acordo com entrevistas realizadas pela Offerwise com 400 pessoas para entender quais são os serviços mais buscados, o streaming lidera a lista com 27%, seguido de curso de idiomas com 23% e cursos de capacitação profissional com 21%. Confira 8 serviços de streaming para ficar de olho durante a Black Friday 2021 Confira abaixo algumas plataformas de streaming que poderão participar da Black Friday neste ano e aproveite os descontos ou dias de teste gratuitos! 1) Netflix A Netflix é uma das plataformas de streamings de séries e filmes mais famosas de todo o mundo. Ela permite assistir os conteúdos, que variam com o tempo, por meio de Smart TVs, videogames, computadores, smartphones e tablets conectados à internet. Além disso, quando o usuário não estiver conectado, ele também pode continuar vendo seus programas favoritos, pois é possível baixar títulos em aparelhos iOS, Android ou Windows 10 para assistir offline. Os planos oferecidos determinam o número de aparelhos em que o assinante pode assistir ao mesmo tempo e a qualidade da imagem (definição padrão (SD), alta definição (HD) ou ultra-alta definição (UHD)), sendo possível mudar ou cancelar a qualquer momento. São eles: Básico, por R$25,90; Padrão, por R$39,90 e Premium, por R$55,90. Para assinar a Netflix, é só acessar a página de cadastro, escolher o plano ideal, criar uma conta com e-mail e senha e inserir uma forma de pagamento que será utilizada uma vez por mês. 2) Globoplay O Globoplay é o streaming da TV Globo que vem crescendo bastante no Brasil. A plataforma oferece milhares de títulos, como séries e filmes internacionais, novelas completas, filmes nacionais, telejornais, programas de esporte e entretenimento e produções originais, além da programação ao vivo de canais pagos (sob cobrança) e abertos. O Globoplay oferece seu conteúdo em HD e 4K HDR, que pode ser acessado pelo computador, Smart TVs, celular, tablet, Chromecast ou outros dispositivos compatíveis em até cinco telas distintas. O plano custa R$21,90 por mês ou R$16,40 no plano anual e pode ser acessado com a conta Globo do assinante. 3) Disney Plus O Disney Plus (ou Disney+) é a plataforma de streaming da grande Walt Disney Company, que reúne filmes, séries, documentários e shows da própria Disney e também de outras plataformas, como a Fox e National Geographic. Dentre os conteúdos, os assinantes podem encontrar os famosos longas da Pixar, além dos filmes das franquias de Star Wars e da Marvel, por exemplo. O serviço tem suporte para celular, computador, tablet, videogames e Smart TVs e conta com qualidade de imagem 4K HDR.  O Disney Plus custa R$27,90 no plano mensal e R$279,90 no plano anual. Para os amantes da TV Globo e dos conteúdos da Disney, é possível também assinar Globoplay e Disney juntos em um único combo a partir de R$37,90/mês no plano anual. Saiba mais no site oficial. 4) HBO Max A HBO Max é o serviço de streaming do famoso canal pago HBO. Na plataforma, é possível criar até cinco perfis e receber recomendações personalizadas para cada um, baixar qualquer conteúdo disponível para assistir offline e assistir em Smart TVs, computadores, videogames, smartphones e tablets. Quem assina a HBO na TV a cabo já tem acesso à plataforma. Basta seguir os passos: 1) Clique em “Entrar” no site da HBO Max;2) Quando surgirem os campos de e-mail e senha, clique em “Entrar com provedor” e selecione a operadora da sua TV;3) Você será redirecionado para o site da operadora para efetuar o login e ter o seu acesso liberado ao catálogo sem custo adicional.Se esse não for o seu caso, você pode assinar a HBO Max separadamente com cartão de crédito ou débito. O valor do serviço está a partir de R$14,16 por mês no plano anual. 5) Amazon Prime Video O Amazon Prime Video é o serviço de streaming da Amazon que oferece muito mais do que filmes e séries: ele também inclui a entrega grátis e rápida de milhares de itens no e-commerce da Amazon, mais de 2 milhões de músicas sem anúncios no Amazon Music e muito mais por apenas R$9,90 por mês. No catálogo do Prime Video, os assinantes podem encontrar séries e filmes populares e baixá-los para assistir offline, além de produções originais e filmes para locação, sem necessidade de assinatura. Com o Prime Video Channels, também é possível assinar canais e cancelá-los a qualquer momento. O serviço tem suporte para celular, computador, tablet, videogames e Smart TVs e pode ser aberto em até três dispositivos ao mesmo tempo. 6) Paramount Plus O Paramount Plus é o mais novo serviço de streaming da Paramount, cheio de filmes de sucesso, séries exclusivas, reality shows e programas que fizeram história: são mais de dois mil filmes e 30 mil episódios de séries para assistir como e quando quiser. É possível assistir à programação do Paramount Plus pelo computador, Smart TV, celular, tablet, videogames ou outro dispositivo compatível. São dois planos disponíveis: o plano mensal, de R$19,90, e o anual, de R$200. Todos permitem acesso a até três telas ao mesmo tempo e oferecem suporte a qualquer plataforma. Porém, o serviço está oferecendo 50% de desconto nos três primeiros meses e sete dias grátis por tempo limitado para novos assinantes. 7) Spotify O Spotify é a plataforma de streaming de áudio que permite ao usuário, de forma on-line, ouvir músicas e podcasts e criar playlists, além de descobrir novos estilos e artistas. É possível acessá-lo pelo computador, celular, tablet, Smart TV, videogames e outros dispositivos compatíveis. O Spotify pode ser usado em uma versão gratuita que possui algumas características limitadoras, como a exibição de propagandas e a limitação de faixas que podem ser puladas e de playlists que podem ser acessadas.Já no modo pago, o usuário tem a possibilidade de usar seu perfil como quiser. São quatro planos: Premium, que custa R$16,90/mês; Estudante, que custa R$8,50/mês; Familiar, que vale R$26,90/mês por seis assinaturas em um mesmo plano; e a voltada para jogadores de PlayStation 4, que custa R$2,99 por dois meses. 8) Deezer O Deezer é uma plataforma francesa de streaming de música concorrente do Spotify que possui um grande diferencial: a possibilidade de adicionar seus próprios arquivos MP3 ao aplicativo para completar sua coleção. A plataforma está disponível para celulares, tablets, computadores, Smart TVs e videogames. São cinco planos oferecidos: Free: na versão gratuita, não é possível ouvir músicas específicas quando quiser, não existe modo offline, tem propagandas e só é possível pular um número exato de faixas.Premium (R$16,90/mês): é possível ouvir músicas e podcasts sem anúncios, pular quantas faixas quiser, alternar entre dispositivos e baixar músicas para ouvi-las offline.Family (R$26,90/mês): oferece as mesmas vantagens do Premium, mas com a possibilidade de criar até seis contas para famílias.Student (R$8,45/mês): para usuários entre 18 e 25 anos matriculados em uma faculdade.HiFi (R$26,90/mês): para quem gosta de música com alta qualidade, as faixas estão no formato FLAC. Continue por dentro da Black Friday 2021 no Estado de Minas, acompanhe as notícias e fique de olho para fazer compras com segurança, tranquilidade e economia! Veja Mais

Apple: o que muda com permissão para usuários consertarem aparelhos por conta própria

 Apple: o que muda com permissão para usuários consertarem aparelhos por conta própria

em - tecnologia Só porque permitem que você conserte, não significa que você seja capaz. O mesmo vale para um carro ou uma máquina de lavar. É assim com a tecnologia.A Apple anunciou que vai permitir que seus usuários consertem os modelos mais recentes de seus telefones — e vai fornecer até mesmo as ferramentas e peças originais necessárias.No entanto, por enquanto, isso só se aplica às séries 12 e 13 do iPhone, que a imprensa especializada descreve como verdadeiras peças de engenharia devido à quantidade de parafusos e componentes. Direito de consertar: o país que tenta mudar a cultura de jogar no lixo as coisas velhas O que fazia de Steve Jobs, fundador da Apple, alguém tão especial Amazon: por que a gigante da tecnologia queima ou joga no lixo milhares de produtos novos A Apple disse que o programa de reparo "self-service" visa permitir que "clientes que se sintam confortáveis" e possam consertar seus próprios dispositivos. A iniciativa vai começar no início do próximo ano nos Estados Unidos — será possível trocar a bateria, tela e câmera dos modelos mais recentes da marca, peças que costumam sofrer mais danos. Em sua nova loja de reparos, a Apple vai vender mais de 200 peças e ferramentas.Ao longo de 2022, o programa será ampliado para outros países, conforme informou a empresa em comunicado.O anúncio acontece depois de meses de pressão crescente sobre a Apple por parte do "movimento pelo direito de consertar", que quer que pessoas físicas e oficinas independentes sejam capazes de consertar os dispositivos, ao mesmo tempo em que reduzem o lixo eletrônico.Mercado de reparaçãoA Apple sempre foi considerada um dos oponentes mais ferrenhos a este direito, alegando questões de segurança.Na verdade, quase nenhuma empresa de tecnologia fornece peças ou manuais para reparos.Os críticos dizem que isso permite a elas dominar o mercado secundário de reparação e garantir que apenas sua equipe consiga consertar seus produtos. O que mudou?A empresa iFixit é pioneira nesse movimento há anos, oferecendo manuais e instruções numa época em que não existia nenhum guia a nível de usuário."A Apple afirmou durante muito tempo que permitir que os consumidores consertem suas próprias coisas seria perigoso", disse a iFixit em comunicado à imprensa."Agora, dado o interesse renovado dos governos nos mercados de reparação, e logo depois da notória publicidade negativa... a Apple descobriu um interesse inesperado em permitir que as pessoas consertem seus dispositivos.""Será possível fazer um tipo de reparo que antes era impossível", acrescentou a empresa."Um usuário agora pode comprar uma tela de iPhone diretamente da Apple, usar o guia de reparo da empresa (e ferramentas oficiais, se desejar) para instalá-la e fazer com que funcione exatamente como previsto, usando o software de diagnóstico da Apple", acrescenta.Além disso, o usuário não precisará se deslocar até uma oficina autorizada para realizar o processo.No entanto, a Apple fez questão de deixar claro que isso não é para todo mundo.A iniciativa é voltada para "técnicos individuais com conhecimento e experiência para consertar dispositivos eletrônicos"."Para a grande maioria dos clientes", visitar uma oficina de reparos profissional certificada seria a melhor opção."A criação de um acesso maior às peças originais da Apple oferece aos nossos clientes ainda mais opções caso seja necessário um conserto", afirmou Jeff Williams, diretor de operações da Apple. "Pode ser um pequeno passo a nível geral, mas sendo a Apple a fazer isso, é uma grande vitória para o movimento pelo direito de consertar", disse o site especializado Hardware Canucks.A rede autorizada de reparos da Apple é criticada há muito tempo por ter uma longa lista de termos e condições, como a origem das peças de reposição.Tudo isso torna improvável que um componente que funciona dentro de um telefone quebrado possa ser reutilizado e transplantado para outro smartphone da empresa.Além disso, um telefone que não pode ser reciclado acaba no lixo, prejudicando o meio ambiente e agravando o esgotamento dos minerais necessários para a produção de tecnologia.Sabia que a BBC News Brasil está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Meio ambiente: foto do aumento do nível do mar com aquecimento global vence prêmio Fotógrafo Ambiental do Ano

 Meio ambiente: foto do aumento do nível do mar com aquecimento global vence prêmio Fotógrafo Ambiental do Ano

em - tecnologia O fotógrafo espanhol Antonio Aragón Renuncio venceu o prêmio Fotógrafo Ambiental do Ano de 2021 por sua foto de uma criança dormindo dentro de uma casa destruída pela erosão costeira na praia de Afiadenyigba, em Gana. A imagem, batizada de Os Filhos da Maré Alta, chama a atenção para o aumento do nível do mar em países da África Ocidental, entre eles Gana.Renuncio recebeu 10 mil euros (equivalente R$ 63,3 mil) pelo prêmio.O concurso Fotógrafo Ambiental do Ano, agora em seu 14º ano, mostra algumas das fotografias ambientais mais inspiradoras do mundo. Agricultores transformam deserto em floresta no Semiárido Por que agricultores brasileiros estão deixando de plantar feijão - e o que isso tem a ver com a fome O prêmio celebra a capacidade da humanidade de sobreviver e inovar, e apoia os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.Os vencedores da competição deste ano foram revelados na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26) em Glasgow.Veja abaixo outras fotos vencedoras do concurso, com as descrições dadas pelos próprios fotógrafos.Categoria Jovem Fotógrafo Ambiental do Ano: Inferno, de Amaan Ali, registrado em Yamuna Ghat, Nova Déli "Um menino lutando contra incêndios em uma floresta perto de sua casa em Yamuna Ghat, em Nova Déli, na Índia."Prêmio de Resiliência: Sobreviver para Viver, de Ashraful Islam, registrada em Noakhali, Bangladesh "Rebanhos de ovelhas procuram grama no solo rachado. As secas extremas em Bangladesh têm criado dificuldades para todos os seres vivos."Vencedora da categoria Cidades Sustentáveis: Transição para Emissão Zero - Fotobiorreator, de Simone Tramonte, registrada em Reykjanesbær, Islândia "Um fotobiorreator nas instalações da Algalif em Reykjanesbaer, Islândia, produz [o composto químico] astaxantina sustentável usando energia geotérmica limpa. A Islândia deixou combustíveis fósseis para trás em troca de eletricidade e calor de fontes renováveis."Vencedora da categoria Ação Climática: O Último Respiro, de Kevin Ochieng Onyango, registrada em Nairóbi, Quênia "Um menino respira o ar de uma planta, com uma tempestade de areia se formando ao fundo, em uma representação artística das mudanças que virão."Vencedora da categoria Água e Segurança: Barreira Verde, de Sandipani Chattopadhyay, registrada no rio Damodar, Bengala Ocidental, Índia "Estações irregulares de monções e secas causam a proliferação de algas no rio Damodar, na Índia. A proliferação de algas evita que a luz penetre na superfície e evita a absorção de oxigênio pelos organismos que vivem abaixo dessa camada de algas, afetando a saúde humana e os habitats naturais da região."Vencedora da categoria Ambientes do Futuro: Inundação, de Michele Lapini, registrada no rio Panaro, Modena, Itália "Uma casa está submersa pela inundação do rio Panaro no Vale do Pó por causa de fortes chuvas e do derretimento da neve."Aqui abaixo estão outras imagens selecionadas na competição.Pesca no Rio, por Ashraful Islam, registrada em Sirajgong, Bangladesh "Algas se acumulam e tomam todo o rio. Então, muitos barqueiros vêm aqui pescar na água, repleta de musgo verde."Secando Incenso, de Azim Khan Ronnie, registrada em Hanói, Vietnã "Trabalhadores vietnamitas sentam-se rodeados de milhares de bastões de incensos em Quang Phu Cau, vilarejo em Hanói, no Vietnã, onde esses bastões são tradicionalmente produzidos há centenas de anos. O incenso desempenha um papel importante na vida espiritual do povo vietnamita."Filhote Fisgado, de Celia Kujala, registrada na Ilhas Coronado, Baja California, México "Eu encontrei esse filhote de leão-marinho da Califórnia com um anzol na boca. Durante o mergulho, ele ficou perto de mim e parecia estar pedindo ajuda."O Jardim do Nemo, de Giacomo d'Orlando, registrada em Noli, Itália "O Jardim do Nemo representa um sistema alternativo de agricultura especialmente voltado a áreas nas quais as condições ambientais dificultam muito o crescimento das plantas. Este projeto autossustentável visa tornar a agricultura subaquática uma solução ecológica viável para neutralizar as crescentes pressões das mudanças climáticas no futuro."Ambiente Confinado em Plástico, por Subrata Dey, registrada em Chittagong, Bangladesh "Eu fiz esta foto de uma fábrica de reciclagem de plástico em Chittagong, Bangladesh. A reciclagem de plástico ajuda a proteger o meio ambiente da poluição do plástico e das emissões de gases de efeito estufa."Energia Limpa, de Pedro de Oliveira Simões Esteves, registrada na Serra de São Macário, Portugal "Turbinas de energia eólica, momentos antes do pôr do sol sobre as montanhas em um dia nublado."Todas as imagens estão sujeitas a direitos autorais.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Segundo estudo, fotossíntese de algas gera energia elétrica

 Segundo estudo, fotossíntese de algas gera energia elétrica

em - tecnologia A dependência de combustíveis fósseis para geração de energia é o principal causador das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. Enquanto na COP26, a conferência do clima da ONU, formuladores de políticas públicas buscam soluções para a descarbonização do mundo, nos laboratórios, cientistas estão atrás de tecnologias que tornem possível essa transição. Para isso, processos naturais como a fotossíntese têm sido uma importante fonte de inspiração.Em Cingapura, cientistas da Universidade Tecnológica de Nanyang (NTU) apostam nas microalgas para reduzir a necessidade do uso de combustíveis fósseis. Em um estudo recente, publicado na revista ACS Applied Materials Interfaces, os pesquisadores demonstraram como o encapsulamento de uma proteína desses organismos pode aumentar em até três vezes as propriedades de coleta de luz e conversão de energia, produzida durante a fotossíntese.De acordo com Chen Yu-Cheng, professor da Escola de Engenharia Elétrica e Eletrônica da NTU e principal autor do estudo, ao imitar como as plantas e outros organismos convertem a luz solar em energia, a fotossíntese artificial pode ser uma forma sustentável de gerar eletricidade que não depende de combustíveis fósseis ou gás natural, recursos não renováveis. Ele explica, porém, que um dos desafios desse processo é obter energia com a mesma eficiência de outras fontes movidas pelo calor do Sol, como os painéis solares. Em média, esses últimos têm uma classificação de eficiência de 15% a 20%, enquanto a da fotossíntese artificial é atualmente estimada em 4,5%."A fotossíntese artificial não é tão eficiente quanto as células solares na geração de eletricidade. No entanto, é mais renovável e sustentável", destaca o aluno de doutorado Yuan Zhiyi, que faz parte da equipe de pesquisa. "Uma nova tecnologia bioinspirada baseada no processo natural das microalgas poderia ser usada para fazer células solares mais eficientes e abrir caminho para uma maior eficiência na fotossíntese artificial. Usar algas como fonte de energia biológica é um tema popular de interesse em sustentabilidade e energia renovável, pois o uso delas potencialmente reduz a quantidade de subprodutos tóxicos criados na fabricação de painéis solares", destaca.ProteínaO estudo analisou um tipo específico de proteína encontrada nas algas vermelhas. Chamadas de ficobiliproteínas, elas são responsáveis por absorver luz dentro desses organismos para iniciar a fotossíntese. Essas proteínas coletam energia luminosa de toda a faixa espectral de comprimentos de onda de luz, incluindo aqueles que as clorofilas absorvem mal, e a convertem em eletricidade. "Devido às suas propriedades fotossintéticas e emissoras de luz únicas, as ficobiliproteínas têm aplicações potenciais promissoras em biotecnologia e dispositivos de estado sólido. Aumentar a energia do aparelho de coleta de luz tem estado no centro dos esforços de desenvolvimento para dispositivos orgânicos que usam luz como fonte de energia", diz Cheng.Para amplificar a quantidade de energia que as algas podem gerar, a equipe desenvolveu um método para envolver as algas vermelhas em pequenas microgotas de cristal líquido com tamanho de 20 a 40 mícrons e expô-las ao Sol. Quando a luz atinge a gota, ocorre um efeito pelo qual as ondas luminosas viajam ao redor das bordas curvas da gotícula. A luz fica efetivamente presa nessa cápsula por um longo período de tempo, proporcionando mais oportunidades para que a fotossíntese ocorra e, portanto, gerando mais energia.A energia gerada durante a fotossíntese na forma de elétrons livres pode, então, ser capturada por eletrodos como uma corrente elétrica. "A gota se comporta como um ressonador que confina muita luz", diz Chen. "Isso dá às algas mais tempo de exposição à luz, aumentando a taxa de fotossíntese. Um resultado semelhante pode ser obtido revestindo a parte externa da gota com a proteína de algas também. Ao explorar as microgotículas como um transportador para biomateriais de coleta de luz, o forte aumento do campo elétrico local e o confinamento de fótons dentro da gota resultaram em uma geração de eletricidade significativamente maior", afirma.As gotas podem ser facilmente produzidas a granel a baixo custo, tornando o método da equipe de pesquisa amplamente aplicável, destacam os pesquisadores. A maioria das células solares baseadas em algas produzem uma energia elétrica de 20 a 30 microwatts por centímetro quadrado. A combinação de algas-gotículas NTU aumentou esse nível de geração de energia em pelo menos duas a três vezes, em comparação com o processo natural.Chen prevê a criação de "fazendas de algas", onde esses micro-organismos em crescimento poderiam eventualmente ser combinados com gotas maiores de cristal líquido para criar geradores de energia flutuantes. "As microgotas usadas em nossos experimentos têm o potencial de ser ampliadas para gotas maiores, que podem então ser aplicadas a algas fora de um ambiente de laboratório para criar energia. Embora alguns possam considerar o acúmulo de algas algo esteticamente feio, elas desempenham um papel muito importante no meio ambiente. Nossas descobertas mostram que existe uma maneira de converter o que alguns podem ver como 'biolixo' em bioenergia", conclui Chen. Veja Mais

Pesquisadores criam provador de roupas virtual, com inteligência artificial

 Pesquisadores criam provador de roupas virtual, com inteligência artificial

em - tecnologia Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Tóquio criou uma maneira de as pessoas se visualizarem vestindo peças de roupa às quais não têm acesso físico direto. O provador virtual utiliza um dispositivo de captura exclusivo e uma forma orientada por inteligência artificial (IA) para digitalizar itens de vestuário. Usando um sistema de imagem e exibição correspondente, o usuário pode se ver em uma tela com qualquer coisa do guarda-roupa digital. A tecnologia sintetiza imagens fotorrealísticas, permitindo que movimentos e detalhes, como dobras e ondulações, sejam vistos como se o indivíduo estivesse realmente usando aquela peça.O professor Takeo Igarashi, do Grupo de Pesquisa de Interface do Usuário da Universidade de Tóquio, e sua equipe exploram diferentes maneiras pelas quais os humanos podem interagir com os computadores. Eles sentiram que poderiam criar o próprio espelho digital que resolvesse algumas limitações de tentativas anteriores. A resposta é o sistema de experimentação virtual, e a equipe espera que ele possa mudar a forma como as pessoas comprarão roupas no futuro."O problema de criar um espelho digital é que o sistema precisa ser duplo", disse Igarashi. "Em primeiro lugar, é importante modelar uma ampla gama de roupas em diferentes tamanhos. Depois, é essencial que essas roupas possam ser sobrepostas de forma realista em um vídeo do usuário. Nossa solução é única na forma como funciona, usando um manequim robótico sob medida e uma IA de última geração que traduz roupas digitalizadas para visualização."Tamanhos variadosPara digitalizar roupas, a equipe projetou um manequim que pode se mover, expandir e contrair de diferentes maneiras para refletir diversas poses e tamanhos corporais. O fabricante precisa vestir esse robô com uma peça e, em seguida, permitir que ele faça uma variedade de gestos, enquanto as câmeras capturam imagens de todos os ângulos possíveis. Essas fotos são enviadas para uma máquina de IA, que aprende como traduzi-las para que funcionem também em um usuário ainda não visto. No momento, a captura da imagem de um item leva cerca de duas horas, mas, depois que alguém veste o manequim, o resto do processo é automatizado.Em seguida, vem a interação do usuário. Alguém que deseja experimentar roupas diferentes precisa ir até a loja e ficar em frente a uma câmera e uma tela. A pessoa coloca uma peça chamada vestimenta de medição, para que o computador estime como o corpo está posicionado no espaço. Conforme o usuário se move, a máquina sintetiza uma imagem plausível da vestimenta, que segue o seu movimento. A equipe reconhece que ainda há diversas limitações, mas está entusiasmada com os resultados obtidos até agora. Veja Mais

Por que algoritmos das redes sociais estão cada vez mais perigosos, na visão de pioneiro da Inteligência Artificial

 Por que algoritmos das redes sociais estão cada vez mais perigosos, na visão de pioneiro da Inteligência Artificial

em - tecnologia Stuart Russell, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, dedica-se há décadas ao estudo da Inteligência Artificial (IA), mas também é um de seus mais conhecidos críticos - ao menos do modelo de IA que ele ainda vê como "padrão" pelo mundo. Russell tem advertido que o modelo predominante de Inteligência Artificial é, em sua opinião, uma ameaça à sobrevivência dos seres humanos. Mas - à diferença dos enredos de filmes de Hollywood sobre o assunto - não porque ele ache que essas tecnologias vão se tornar conscientes e se voltar contra nós.A preocupação principal de Russell é com a forma como essa inteligência tem sido programada por seus desenvolvedores humanos: elas são incumbidas de otimizar o máximo possível suas tarefas, basicamente a qualquer custo.E, assim, tornam-se "cegas" e indiferentes aos problemas (ou, em última instância, à destruição) que podem causar aos humanos.Para explicar isso à BBC News Brasil, Russell usa a metáfora de um gênio de lâmpada atendendo aos desejos de seu mestre: "você pede ao gênio que te torne a pessoa mais rica do mundo, e assim acontece - mas só porque o gênio fez o resto das pessoas desaparecerem", diz."(Na IA) construímos máquinas com o que chamo de modelos padrão: elas recebem objetivos que têm de conquistar ou otimizar, (ou seja), para os quais encontrar a melhor solução possível. E aí levam a cabo essa ação."Mesmo que essa ação seja, na prática, prejudicial aos humanos, ele argumenta. WhatsApp, Facebook e Instagram fora do ar: como foi o pedido de desculpas de Mark Zuckerberg pelo apagão A ex-funcionária que denunciou Facebook ao Senado dos EUA Como a inteligência artificial poderia acabar com a Humanidade - por acidente "Se construirmos a Inteligência Artificial de modo a otimizar um objetivo fixo dado por nós, elas (máquinas) serão quase como psicopatas - perseguindo esse objetivo e sendo completamente alheias a todo o restante, até mesmo se pedirmos a elas que parem."Um exemplo cotidiano disso, opina Russell, são os algoritmos que regem as redes sociais - que ficaram tão em evidência nos últimos dias com a pane global que afetou Facebook, Instagram e WhatsApp durante cerca de seis horas na segunda-feira (4/10). A tarefa principal desses algoritmos é favorecer a experiência do usuário nas redes sociais - por exemplo, coletando o máximo de informações o possível sobre esse usuário e fornecendo a ele conteúdo que se adeque a suas preferências, fazendo com que ele permaneça mais tempo conectado.Mesmo que isso ocorra às custas do bem-estar desse usuário ou da cidadania global, prossegue o pesquisador. "As redes sociais criam vício, depressão, disfunção social, talvez extremismo, polarização da sociedade, talvez contribuam para espalhar desinformação. E está claro que seus algoritmos estão projetados para otimizar um objetivo: que as pessoas cliquem, que passem mais tempo engajadas com o conteúdo", pontua Russell."E, ao otimizar essas quantidades, podem estar causando enormes problemas para a sociedade."No entanto, prossegue Russell, esses algoritmos não sofrem escrutínio o bastante para que possam ser verificados ou "consertados" - dessa forma, seguem trabalhando para otimizar seu objetivo, indiferentes ao dano colateral."(As redes sociais) não apenas estão otimizando a coisa errada, como também estão manipulando as pessoas, porque ao manipulá-las consegue-se aumentar seu engajamento. Se posso tornar você mais previsível, por exemplo transformando você em uma eco-terrorista extremista, posso te mandar conteúdo eco-terrorista e ter certeza de que você vai clicar, e assim maximizar meus cliques."Essas críticas foram reforçadas nesta terça-feira (5/10) pela ex-funcionária do Facebook (e atual informante) Frances Haugen, que depôs em audiência no Congresso americano e afirmou que os sites e aplicativos da rede social "trazem danos às crianças, provocam divisões e enfraquecem a democracia". O Facebook reagiu dizendo que Haugen não tem conhecimento suficiente para fazer tais afirmações.IA com 'valores humanos'Russell, por sua vez, detalhará suas teorias a um público de pesquisadores brasileiros em 13 de outubro, durante a conferência magna do encontro da Academia Brasileira de Ciências, virtualmente.O pesquisador, autor de Compatibilidade Humana: Inteligência Artificial e o Problema de Controle (sem versão no Brasil), é considerado pioneiro no campo que chama de "Inteligência Artificial compatível com a existência humana". "Precisamos de um tipo completamente diferente de sistemas de IA", opina ele à BBC News Brasil. Esse tipo de IA, prossegue, teria de "saber" que possui limitações, que não pode cumprir seus objetivos a qualquer custo e que, mesmo sendo uma máquina, pode estar errado."Isso faria essa inteligência se comportar de um modo completamente diferente, mais cauteloso, (...) que vai pedir permissão antes de fazer algo quando não tiver certeza de se é o que queremos. E, no caso mais extremo, que queira ser desligada para não fazer algo que vá nos prejudicar. Essa é a minha principal mensagem."A teoria defendida por Russell não é consenso: há quem não considere ameaçador esse modelo vigente de Inteligência Artificial.Um exemplo famoso dos dois lados desse debate ocorreu alguns anos atrás, em uma discordância pública entre os empresários de tecnologia Mark Zuckerberg e Elon Musk.Reportagem do The New York Times aponta que, em um jantar ocorrido em 2014, os dois empresários debateram entre si: Musk apontou que "genuinamente acreditava no perigo" de a Inteligência Artificial se tornar superior e subjugar os humanos.Zuckerberg, porém, opinou que Musk estava sendo alarmista.Em entrevista no mesmo ano, o criador do Facebook se considerou um "otimista" quanto à Inteligência Artificial e afirmou que críticos, como Musk, "estavam pintando cenários apocalípticos e irresponsáveis". "Sempre que ouço gente dizendo que a IA vai prejudicar as pessoas no futuro, penso que a tecnologia geralmente pode ser usada para o bem e para o mal, e você precisa ter cuidado a respeito de como a constrói e como ela vai ser usada. Mas acho questionável que se argumente por reduzir o ritmo do processo de IA. Não consigo entender isso."Já Musk argumentou que a IA é "potencialmente mais perigosa do que ogivas nucleares".Um lento e invisível 'desastre nuclear'Stuart Russell se soma à preocupação de Musk e também traça paralelos com os perigos da corrida nuclear."Acho que muitos (especialistas em tecnologia) consideram esse argumento (dos perigos da IA) ameaçador porque ele basicamente diz: 'a disciplina a que nos dedicamos há diversas décadas é potencialmente um grande risco'. Algumas pessoas veem isso como ser contrário à Inteligência Artificial", sustenta Russell."Mark Zuckerberg acha que os comentários de Elon Musk são anti-IA, mas isso me parece ridículo. É como dizer que a advertência de que uma bomba nuclear pode explodir é um argumento anti-física. Não é anti-física, é um complemento à física, por ter-se criado uma tecnologia tão poderosa que pode destruir o mundo. E de fato tivemos (os acidentes nucleares de) Chernobyl, Fukushima, e a indústria foi dizimada porque não prestou atenção suficiente aos riscos. Então, se você quer obter os benefícios da IA, tem de prestar atenção aos riscos."O atual descontrole sobre os algoritmos das redes sociais, argumenta Russell, pode causar "enormes problemas para a sociedade" também em escala global, mas, diferentemente de um desastre nuclear, "lentamente e de modo quase invisível".Como, então, reverter esse curso?Para Russell, talvez seja necessário um redesenho completo dos algoritmos das redes sociais. Mas, antes, é preciso conhecê-los a fundo, opina.'Descobrir o que causa a polarização' Russell aponta que no Facebook, por exemplo, nem mesmo o conselho independente encarregado de supervisionar a rede social tem acesso pleno ao algoritmo que faz a curadoria do conteúdo visto pelos usuários."Mas há um grupo grande de pesquisadores e um grande projeto em curso na Parceria Global em IA (GPAI, na sigla em inglês), trabalhando com uma grande rede social que não posso identificar, para obter acesso a dados e fazer experimentos", diz Russell."O principal é fazer experimentos com grupos de controle, ver com as pessoas o que está causando a polarização social e a depressão, e (verificar) se mudar o algoritmo melhora isso.""Não estou dizendo para as pessoas pararem de usar as redes sociais, nem que elas são inerentemente más", prossegue Russell. "(O problema) é a forma como os algoritmos funcionam, o uso de likes, de subir conteúdos (com base em preferências) ou de jogá-los para baixo. O modo como o algoritmo escolhe o que colocar no seu feed parece ser baseado em métricas prejudiciais às pessoas. Então precisamos colocar o benefício do usuário como objetivo principal e isso vai fazer as coisas funcionarem melhor e as pessoas ficarão felizes em usar seus sistemas."Não haverá uma resposta única sobre o que é "benéfico". Portanto, argumenta o pesquisador, os algoritmos terão de adaptar esse conceito para cada usuário, individualmente - uma tarefa que, ele próprio admite, não é nada fácil. "Na verdade, essa (área das redes sociais) seria uma das mais difíceis onde se colocar em prática esse novo modelo de IA", afirma."Acho que realmente teriam que começar do zero a coisa toda. É possível que acabemos entendendo a diferença entre manipulação aceitável e inaceitável. Por exemplo, no sistema educacional, manipulamos as crianças para torná-las cidadãos conhecedores, capazes, bem-sucedidos e bem integrados -, e consideramos isso aceitável. Mas se o mesmo processo tornasse as crianças terroristas, seria uma manipulação inaceitável. Como, exatamente, diferenciar entre ambos? É uma questão bem difícil. As redes sociais realmente suscitam esses questionamentos bastante difíceis, que até filósofos têm dificuldade em responder."Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Pane em redes mostra que é necessário diversificar ferramentas tecnológicas

 Pane em redes mostra que é necessário diversificar ferramentas tecnológicas

em - tecnologia Além de gerar prejuízos, o apagão que deixou fora do ar Facebook, Instagram e WhatsApp, na segunda-feira (4/10), alertou profissionais que usam as redes sociais na operação de seus negócios para a necessidade de reduzir a dependência de um número limitado de aplicativos e soluções tecnológicas. Ninguém pode garantir, afirmam especialistas, que um problema semelhante não voltará a ocorrer no futuro.A pane, que durou praticamente oito horas, causou prejuízos para uma vasta gama de negócios. "Trabalhamos, naquele dia, com potencial reduzido e sem poder nos comunicarmos com os clientes pelo Instagram e pelo WhatsApp. Com isso, nossas vendas ficaram 40% abaixo do esperado", disse à reportagem André Hallane, 29 anos, empresário do segmento de hambúrgueres.Além das vendas, o apagão prejudicou o abastecimento da empresa. "Segunda-feira é um dia de recarregar o estoque, mas os fornecedores não respondiam. Então, ficamos em uma situação muito complicada para preparar a semana. Como faltou mercadoria, não conseguimos falar com gerentes e parceiros de outras lojas, a fim de verificar se havia insumos que não era possível obter."A gestora de marketing da ONI Design de Negócios, Júlia Matias, 27, contou que o apagão colocou em pausa todas as demandas da empresa relacionadas a mídias digitais. "A parte de redes sociais estava toda parada. Tivemos que adiantar serviços que não fossem relacionados às redes, que estavam fora do ar", disse. Segundo ela, a queda dos aplicativos do Facebook afetou a comunicação com os clientes, já que o WhatsApp é o principal meio utilizado pela empresa para contatar os consumidores. "Afetou a gente de muitas maneiras diferentes. Não dava para programar postagens, fazer anúncios, nem para falar com clientes pelo WhatsApp."Para Julia, a lição a se retirar do apagão, é que as empresas não podem depender exclusivamente de redes sociais para venderem seus produtos. "Não podemos ter um negócio baseado no Instagram e WhatsApp, e sim um negócio que faça uso deles. É preciso ter estratégias de comunicação fora do meio digital também", destacou.Pamella Nogueira, 38, é líder da Central de Teleatendimento do CBV - Hospital de Olhos de Brasília, que também utiliza o WhatsApp para atender clientes. "Devido à instabilidade, tivemos que migrar os contatos do aplicativo de conversas para ligação de voz, que teve aumento significativo. Em contrapartida, é imensurável a quantidade de pessoas que deixaram de entrar em contato, visto que preferem se comunicar pelo WhatsApp", disse.Pamella afirmou que a empresa desenha um plano B, caso futuras quedas tecnológicas ocorram. "A ideia é estudar quais são os outros sistemas de mensageria mais compatíveis da realidade do WhatsApp e implementar isso o mais breve possível", afirmou.Juliana Guimarães, cofundadora do 55 Lab - Laboratório de Negócios, especialista em empreendedorismo, orienta como variar o uso de mídias sociais para negócios. "É importante lembrar que as métricas de vaidade (engajamento, curtidas, seguidores) são da rede social, e não propriamente do administrador. Devem-se fazer ações para que as pessoas façam parte de uma base (perfil) individual, colhendo e-mails e telefones para, em algum momento, realizar ativações independente dessas mídias sociais", orientou. A especialista ainda indica que não se dependa apenas de uma única rede."É claro que, no dia a dia, pode ser difícil escolher mais do que uma rede. Mas você diversifica: ora usa o Facebook, ora usa o Twitter, por exemplo. Assim, corre-se menos risco, não esquecendo de levar a audiência de uma plataforma, que não é sua, de modo que se torne parte integrante na sua base", ressaltou.*Estagiários sob a supervisão de Odail FigueiredoNotificação do ProconO Procon-SP deve notificar o WhatsApp pelos prejuízos causados a terceiros no apagão global ocorrido na segunda-feira. "O consumidor que se sentir prejudicado com a queda do sinal deverá aguardar as informações prestadas pelo WhatsApp ao Procon", disse o diretor do órgão, Fernando Capex, em vídeo postado no YouTube. "A notificação pode resultar em multa por eventuais danos morais e materiais." Capez não especificou o valor da multa, mas especialistas falam em R$ 10,7 milhões, valor insignificante para a empresa global. Veja Mais

Famosos e anônimos se divertem com pane do WhatsApp; veja os memes

 Famosos e anônimos se divertem com pane do WhatsApp; veja os memes

em - tecnologia A pane geral do WhatsApp, do Facebook e do Instagram foi alvo de piadas pelos usuários nesta segunda-feira (4/10). Anônimos e famosos se divertiram ao fazer memes com as mais diferentes situações no Twitter, rede que esteve funcionando normalmente.  Um dos primeiros que brincaram com a situação foi o comediante Marcelo Adnet. Em ritmo de carnaval, ele criou até um samba-enredo para registrar o momento. "Caiu o zap?" ganhou três versões.Leia: Falha no WhatsApp, Facebook e Instagram vira samba na voz de Marcelo AdnetAté mesmo o padre Fábio de Melo registrou um comentário referente ao problema mundial: “Deus olhou pro Twitter e disse: 'Mil cairão ao teu lado, mas tu permanecerás de pé'”. Os aplicativos voltaram ao seu funcionamento normal no começo da noite. O Facebook reconheceu, no início da tarde, que o sistema apresentou falhas, mas não justificou o motivo.  Confira os memes da internet referentes à pane geral dos aplicativos:                     Veja Mais

Após pane, WhatsApp, Instagram e Facebook começam a abrir

 Após pane, WhatsApp, Instagram e Facebook começam a abrir

em - tecnologia Usuários do WhatsApp, Instagram e Facebook relataram, no começo da noite desta segunda-feira (4/10), que os serviços começaram a abrir após quase seis horas de interrupção total, que foi provocada em escala global. A pane, no entanto, ainda apresenta reflexos nas ferramentas, uma vez que ainda enfrentam instabilidade.LEIA TAMBÉM: Falha no Whatsapp, Facebook e Instagram vira samba na voz de Marcelo AdnetPor volta das 18h45, usuários relataram ter recebido algumas mensagens antigas via WhatsApp, mas não foi possível enviar nenhum tipo de conteúdo. O serviço ficou totalmente suspenso durante toda a tarde. Já o Facebook e Instagram abriram, mas nesta última ferramenta, por exemplo, ainda é possível sentir instabilidade ao abrir stories.LEIA TAMBÉM: WhatsApp, Facebook e Instagram: o que se sabe sobre pane global das redes de Mark ZuckerbergTécnicos ainda trabalham para solucionar totalmente a pane. A origem do problema ainda é desconhecida. Vale lembrar que tanto o WhatsApp quanto o Instagram pertencem ao Facebook, de Mark Zuckerberg. Veja Mais

Usuários relatam instabilidade na conexão do aplicativo Telegram

 Usuários relatam instabilidade na conexão do aplicativo Telegram

em - tecnologia Depois da falha de conexão no WhatsApp, Facebook e Instagram, o aplicativo de mensagens Telegram também apresentou instabilidade na tarde desta segunda-feira (4/10), segundo relato dos usuários.LEIA TAMBÉM: WhatsApp, Facebook e Instagram ficam fora do ar nesta segunda-feira (4/10)Pelo Twitter, os internautas que já estavam cobrando a volta das outras redes sociais, notaram que o Telegram também começou a apresentar instabilidades por volta das 15h.O site Downdetector, que mostra informações em tempo real sobre o status de vários sites e serviços, registrou mais de 1000 notificações de instabilidade no Telegram às 15h14.LEIA TAMBÉM: Falha no Whatsapp, Facebook e Instagram vira samba na voz de Marcelo AdnetOs usuários do Twitter anunciaram a queda de mais uma rede social. *Estagiária sob supervisão do editor Álvaro Duarte  Veja Mais

WhatsApp, Facebook e Instagram ficam fora do ar nesta segunda-feira (4/10)

 WhatsApp, Facebook e Instagram ficam fora do ar nesta segunda-feira (4/10)

em - tecnologia O serviço de mensagens WhatsApp e as redes sociais Facebook e Instagram caíram no início da tarde dessa segunda-feira (4/10). Usuários dos serviços em diferentes partes do mundo relatam a falha. No caso do WhatsApp, tanto o aplicativo quanto a página web não funcionam. Ainda não há informações sobre o que causou a instabilidade. Todos os apps pertencem ao Facebook.Aguarde mais informações  Veja Mais

Em novo livro, Silvio Meira aborda usos práticos da estratégia

 Em novo livro, Silvio Meira aborda usos práticos da estratégia

em - tecnologia "Quando Kennedy, em 1961, definiu que os americanos seriam os primeiros a chegar à Lua, não existia nem projeto da NASA. No entanto, oito anos depois esse objetivo foi alcançado". É com situações e referências como esta que o doutor em ciênca da computação e pesquisador Silvio Meira se propõe a responder, em seu novo livro, a pergunta: O que é estratégia?, questionamento que também dá nome à obra, lançada nesta terça-feira (28/9) na plataforma Kindle, da Amazon. Se para muitos questionar o que é estratégia remete a um conceito aplicável apenas a situações muito específicas, Meira aborda o tema a partir de referências fáceis de serem assimiladas, aproximando o  diálogo, já integrado aos boards das corporações, do cidadão comum. Voltando ao exemplo da Lua, naquele momento, o pouso era uma possibilidade ainda distante da realidade, mas que se tornou palpável quando as estratégias claras foram traçadas para se construir as capacidades necessárias ao objetivo.Ao contextualizar o seu trabalho, Silvio Meira afirma que "O que é estratégia" adota um estilo que referencia e homenageia o tratado lógico e filosófico do austríaco  Ludwig Wittgenstein, autor de "Tractatus Logico-Philosophicus" (Leipzig, 1921), que ajuda a entender o quanto uma boa estratégia é necessária para sobrevivência dos negócios. “Sem isso, qualquer empresa é uma forte candidata a ser mais uma no imenso cemitério de CNPJs que tanto assombra gestores país a fora”, diz Meira. Para tentar responder à pergunta que dá nome ao livro, Meira traça a “estratégia” para o “emprego da estratégia” em  21 tópicos, que segundo ele, como um código de programação, pode ser usada por qualquer instituição ou empresa, em qualquer contexto, para ações que chama de “verdadeiramente transformadoras”. Nascido em 1955 em Taperoá, na Paraíba, Silvio Meira é professor extraordinário da Cesar.school e professor emérito do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco. É um dos fundadores do CESAR, do Porto Digital, onde preside o Conselho de Administração. Também é cientista-chefe da Digital Strategy Company e membro dos conselhos da CI&T, MAGALU, MRV, BBCE e TEMPEST. Meira é graduado em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (1977), mestre em Ciências da Computação pela Universidade Federal de Pernambuco (1981) e doutor em Ciência da Computação - University of Kent at Canterbury (1985). Silvio Meira também é autor de “Novos negócios invoadres de crescimento empreendedor no Brasil (Casa da Palavra, 2013), assina mais de 300 artigos científicos e muitas centenas de textos sobre tecnologias da informação e seu impacto na economia, sociedade, negócios e pessoas e  já supervisionou cerca de 150 teses de doutorado e dissertações de mestrado.SERVIÇOTítulo: "O que é estratégia"Autor: Silvio MeiraEditora: ParadoxumDisponível no Kindle em https://amzn.to/2ZiQv7l. Versão impressa: Lançada na segunda quinzena de outubro Veja Mais

A inusitada advertência da Apple sobre risco ao iPhone com vibrações de motos

 A inusitada advertência da Apple sobre risco ao iPhone com vibrações de motos

em - tecnologia A Apple emitiu aviso aos usuários de iPhone alertando que motocicletas com motores potentes podem danificar o sistema de câmeras dos telefones da marca.As vibrações do motor podem prejudicar o estabilizador de imagem (OIS na sigla em inglês, de "optical-image stabilisation") e o foco automático ("closed-loop autofocus"), disse a empresa em comunicado.- Software israelense infecta produtos da Apple e ameaça segurança de dadosDiversos modelos seriam suscetíveis aos danos.Assim, a recomendação é que o aparelho não seja afixado em motocicletas potentes - muitas vezes o telefone é colocado em um suporte conectado ao guidão do veículo para que o motorista acesse aplicativos de navegação durante seu trajeto. Em motocicletas com motores menos potentes, como scooters, a Apple aconselha que os usuários utilizem acessórios para telefone que amortecem vibrações. A empresa explicou que motores de alta potência geram "vibrações intensas de alta amplitude" que se propagam pelo quadro e pelo guidão do veículo e podem danificar sistemas que são projetados para melhorar a qualidade da imagem, neutralizando movimento, vibrações e os efeitos da gravidade."A exposição direta a vibrações de alta amplitude dentro de certas faixas de frequência pode deteriorar o desempenho desses sistemas e levar à redução da qualidade de imagem de fotos e vídeos", diz o texto.Nas redes sociais, vários donos de motos disseram que seus iPhones foram danificados após serem presos no suporte na estrutura dos veículos.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Entenda o que são NFTs e como eles se tornam lucrativas formas de arte

 Entenda o que são NFTs e como eles se tornam lucrativas formas de arte

em - tecnologia NFT é uma sigla que, em português, significa tokens não fungíveis. Eles são ativos digitais únicos, como fotos, vídeos ou outros tipos de produto digital que tenham um certificado de propriedade e possam ser considerados exclusivos. E isso tem feito os NFTs atingirem valores recordes em casas de leilões de obras de arte famosas em todo o mundo. Em março de 2021, a imagem intitulada “Everydays: the First 5000 Days”, criada pelo artista digital Beeple, foi leiloada na Christie's por US$ 70 milhões, e se tornou a terceira obra de arte de um artista vivo mais cara da história.Para mais vídeos como este, acesse nosso canal Mas para entender os NFTs, é preciso deixar claro o que são criptoartes, ou seja, o comprador não recebe os objetos físicos, mas um arquivo digital que atribui a ele a propriedade do bem. E é com essa garantia de que o produto é exclusivo no mundo que os criadores de NFTs têm se tornado estrelas nas mais renomadas casas de leilões de arte do mundo, e donos de fortunas em dinheiro. Em agosto de 2021, um garoto de 12 anos do Reino Unido ganhou o equivalente a 2 milhões de reais com a venda de uma série de obras de arte pixeladas chamadas “Weird Whales”. Esse tipo de obra não precisa mais estar presente em galerias de arte para se valorizar ou ser leiloada. Além disso, qualquer obra de arte digital pode virar um token para gerar um certificado digital de propriedade, que pode ser comprado e vendido.Como funcionam os NFTsNFTs não são criptomoedas, como o bitcoin, por exemplo. Apesar disso, os dois usam a mesma tecnologia, chamada blockchain. O sistema permite rastrear o envio e o recebimento de informações pela internet. Resumidamente, ele funciona como frações de um código on-line que carregam a informação principal, como um bloco de dados em uma corrente. Daí a origem do nome em inglês.O que diz a lei sobre criptoartes?Ainda não existe jurisprudência sobre os NFTs, mas juristas afirmam que eles podem ser considerados um bem infungível, indivisível, comercializável e particular. Por isso, as transações de compra, venda ou doações devem seguir as orientações previstas pelo Código Civil para bens dessa espécie.Famosos vendem NFTsE até mesmo famosos entram na onda dos NFTs. Mick Jagger, vocalista dos Rolling Stones, e Dave Grohl, líder dos Foo Fighters e ex-baterista do Nirvana, já entraram na onda dos NFTs. Eles anunciaram a venda de uma música inédita que os dois gravaram juntos, chamada “Eazy sleazy”. A compra ainda acompanha uma arte digital criada pelo artista Oliver Latta, conhecido como “Extraweg”. Os fundos arrecadados serão doados para casas de shows independentes que ficaram fechadas durante a pandemia do novo coronavírus.Times de futebol também estão se reinventando nas artes digitais. O Atlético leiloou imagem que ilustra a famosa defesa de pênalti do goleiro Victor durante a campanha vitoriosa do Galo na Copa Libertadores de 2013. A compra foi negociada por US$ 5 mil. Veja Mais

Instagram passa por instabilidade e deixa usuários em 'abstinência'

 Instagram passa por instabilidade e deixa usuários em 'abstinência'

em - tecnologia Usuários do Instagram no Brasil e em diversas partes do mundo relatam dificulades para utilizar a rede na manhã desta quinta-feira (2/9). Segundo reclamações postadas no Twitter, o feed do aplicativo parou de ser atualizado. Quem tenta enviar mensagens privadas também não consegue. Por volta de 8h40, o site Downdetector, que registra falhas em redes sociais, contabilizava mais de 3,4 mil relatos de instabilidade só no País.Veja as queixas postadas no Twitter Veja Mais

Sanções da Lei de Proteção de Dados já estão em vigor; confira

 Sanções da Lei de Proteção de Dados já estão em vigor; confira

em - tecnologia A aplicação de sanções por desrespeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) começou a valer em 1º de agosto e pessoas físicas ou jurídicas podem ser responsabilizados administrativamente pelo tratamento irregular de dados pessoais.  São nove penalidades (veja abaixo), que vão de advertência até proibição parcial ou total do exercício de atividades relacionadas ao tratamento de dados. A fiscalização será feita pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão do Governo Federal criado para regulamentar e fiscalizar o cumprimento da legislação. A proposta é que a atuação da ANPD seja prioritarimente didática nesta fase inicial. No entanto, já é possível a aplicação de qualquer das penalidades listadas, pois o prazo correspondendo ao período entre a data da publicação e o início de sua vigência se encerrou em 31 de julho. A legislação prevê, ainda, que as empresas devem estruturar o tratamento dos dados segundo os papéis definidos: operador, que realiza o tratamento de dados pessoais em nome do controlador. O controlador, a quem compete decisões referentes ao tratamento de dados pessoais, e o encarregado, pessoa indicada pelo controlador e operador para atuar como canal de comunicação entre o controlador, os titulares dos dados e a ANPD.  De modo geral, o objetivo da LGPD é tutelar juridicamente a posse, o acesso, o armazenamento e o descarte dos dados pessoais (como nome, endereço, CPF etc.) e dos dados pessoais sensíveis, aqueles que dizem respeito a aspectos inerentes à personalidade e às perferências dos cidadãos, tais como religião ou quadros de saúde, por exemplo. Apesar do tempo de adaptação, muitos empresários ainda não se adequaram. O advogado Geraldo Gonçalves de Oliveira especializou-se em direito e inteligência artificial, porque seus clientes começaram a pedir consultorias na área. E a LGPD virou um dos seus atendimentos de referência. "Muitos empresários de todo porte deixaram para organizar as diretrizes da LGPD na última hora. As dúvidas são grandes até mesmo entre os advogados. Por isso, eu me especializei em uma faculdade de referência. São inúmeros os detalhes que não podem escapar, porque as multas e as sanções podem ser impactantes para os empresários e para a sociedade", comenta.  A autônoma Míriam Belo faz doces e pizzas para vender. Ela tem acesso a informações de seus clientes. Muitos deles também têm dados da empreendedora. Mas ela ainda nem ouviu falar sobre LGPD. "É claro que a gente sabe que não passa CPF e identidade dos clientes para outras pessoas. Mas eu não sabia que tinha lei sobre isso e nem mesmo regras definindo como fazer cada etapa do acesso a essas informações. Certamente, precisarei de ajuda, porque não entendo muito disso", comenta. Muitos ainda desconhecem a LGPD e as diferenças dela para o que já está previsto, por exemplo, no Código de Defesa do Consumidor e na legislação civil em geral, que envolve temas como a violação ao direito de imagem e outras garantias jurídicas que tratam de assuntos relativos aos dados.  Para José Luiz de Moura Faleiros Júnior, advogado e professor de direiro da Faculdade SKEMA Brasil, a LGPD surgiu para trazer maior segurança jurídica a uma sociedade hiperconectada e marcada pelas atividades de tratamento de dados: "A tecnologia é uma realidade inescapável. As informações pessoais são valioso substrato contemporâneo, pois alimentam sistemas capazes de traçar perfis de comportamento e consumo, que tiveram o uso potencializado pelo implemento de algoritmos em diversas atividades. E, no Brasil, ainda não estamos atentos aos riscos da circulação inconsenquente destes dados. Os mais graves envolvem manipulações comerciais muitas vezes realizadas pela perfilização abusiva ou pela coleta de dados pessoais sem o consentimento do titular".Faleiros orienta ainda que é preciso entender quais são os direitos do titular dos dados, que a lei apresenta em rol bem definido. Ele destaca alguns desses direitos:  - Acesso - titular precisa saber quem tem acesso aos seus dados.- Confirmação de existência do tratamentos de dados - titular precisa saber se existem dados seus sendo tratados.- Revogação do consentimento para o tratamento de dados - titular pode desautorizar qualquer tipo de tratamento de dados, ainda que tenha autorizado anteriormente.- Anonimização - titular pode solicitar a utilização de técnicas para minimizar sua identificação em determinado banco de dados.- Portabilidade - titular pode solicitar que seus dados sejam portados de um agente de tratamento para outro.  "A LGPD é um grande avanço e, nesta etapa, o processo educativo para cidadãos e agentes de tratamento é o mais importante. Empresas de portes variados e que atuam em segmentos diferentes terão necessidades igualmente diversas e isso precisa ser considerado. As grandes empresas, que possuem maior suporte especializado acabaram começando mais rapidamente a mudança. Mas todos precisaremos de tempo e muitas campanhas de conscientização para absorvermos quais são nossos direitos e deveres", conclui o especialista. Podem ser punidos tanto pessoas jurídicas quanto físicas:  AdvertênciaMulta simples de até 2% do faturamento do exercício anterior, limitada a R$ 50 milhões por infraçãoMulta diária de até 2% do faturamento do exercício anterior, limitada a R$ 50 milhões por infraçãoPublicização da infração cometida e devidamente apuradaBloqueio dos dados até a regularizaçãoEliminação dos dados Suspensão parcial do funcionamento dos bancos de dados por até 6 meses, com possibilidade de prorrogação por igual períodoSupensão do exercício das atividades relacionadas ao tratamento de dados por até 6 meses, com possibiidade de prorrogação por igual períodoProibição parcial ou total do exercício de atividades relacionadas ao tratamento de dados  Veja Mais

Tesla já trabalha em projeto de robô humanoide, segundo Elon Musk

 Tesla já trabalha em projeto de robô humanoide, segundo Elon Musk

em - tecnologia Depois de dominar o mercado de veículos elétricos e se lançar na bilionária corrida espacial, o chefe da Tesla, Elon Musk, anunciou seu próximo grande projeto: a fabricação de robôs humanoides.Na quinta-feira (19/8), o empresário disse que terá um protótipo inicial do "Tesla Bot" até o ano que vem.Baseado na mesma tecnologia dos veículos semiautônomos da companhia, o robô deverá ser capaz de realizar tarefas básicas repetitivas, com a intenção de eliminar trabalhos perigosos, ou maçantes, para humanos, explicou Musk em um evento on-line sobre os avanços da Tesla em Inteligência Artificial. "A Tesla é a maior empresa de robótica do mundo, porque os carros são robôs semissensíveis sobre rodas", afirmou. "Portanto, faz um certo sentido pôr isso na forma humanoide", acrescentou. Este anúncio é feito no momento em que a empresa se encontra sob crescente escrutínio por seu sistema de direção assistida. O sistema está sendo investigado pelas autoridades reguladoras dos Estados Unidos, após a ocorrência deu uma série de acidentes. A Tesla é conhecida por fazer os motoristas acreditarem que os veículos dotados do sistema "Autopilot" (piloto automático) podem dirigir sozinhos.A polêmica sobre o "Autopilot" não foi abordada na conferência on-line de ontem, de duas horas e meia de duração, e nenhuma pergunta foi feita sobre ela por parte do público.Em vez disso, Musk garantiu que seu futuro robô será "benigno".Segundo ele, o Tesla Bot, que terá mãos com cinco dedos e virá em preto e branco, será "amigável" e construído de forma que, em qualquer situação, "você pode fugir dele e desligá-lo"."Espero que isso nunca aconteça, mas nunca se sabe", brincou. Veja Mais

Twitter testa ferramenta que permite a usuário reportar publicação enganosa

 Twitter testa ferramenta que permite a usuário reportar publicação enganosa

em - tecnologia O Twitter anunciou nesta terça-feira (17/8) que está em teste uma ferramenta para permitir aos usuários sinalizar conteúdo suspeito de desinformação, um fenômeno que explodiu durante a pandemia."Estamos testando uma função que lhes permite sinalizar tuítes que pareçam enganosos", informou a rede social em sua conta dedicada à segurança. Alguns usuários nos Estados Unidos, na Coreia do Sul e na Austrália já podem selecionar a opção "é enganoso" após clicar em "reportar o tuíte"."Iremos avaliar se esta é uma estratégia eficaz. Começaremos em pequena escala", indicou a empresa, com sede em San Francisco. "Não reagiremos, nem poderemos responder a cada sinalização durante esta experiência, mas as suas contribuições nos ajudarão a identificar tendências, a fim de aumentar a velocidade e escala do nosso trabalho envolvendo a desinformação."Assim como o Facebook e o YouTube, o Twitter costuma receber críticas por não lutar o suficiente contra a desinformação. Mas o Twitter não tem os mesmos recursos que seus vizinhos do Vale do Silício, portanto experimenta técnicas menos caras do que recrutar exércitos de moderadores. Veja Mais

Por que Google quer cortar salário de funcionários que trabalharem de casa

 Por que Google quer cortar salário de funcionários que trabalharem de casa

em - tecnologia Os funcionários do Google nos Estados Unidos que optarem por trabalhar em casa permanentemente podem ter um corte de salário.   A empresa da tecnologia desenvolveu uma calculadora que permite aos funcionários ver os impactos do trabalho remoto no seu pagamento. Alguns funcionários, especialmente aqueles com um trajeto longo até o trabalho, podem ter seu pagamento reduzido mesmo sem se mudar de onde moram. Semana de quatro dias é bom para os negócios, defende CEO Funcionários de muitas empresas demonstraram durante a pandemia de covid-19 que trabalhar de casa permanentemente é viável. Muitas companhias ainda estão avaliando como será o regime de expediente de seus funcionários conforme a pandemia melhore, mesmo enquanto países continuem a lutar contra a variante Delta da doença. Algumas empresas do Vale do Silício, como é conhecida a região do país que reúne muitos negócios de tecnologia, desejam trazer seus funcionários de volta para os escritórios e estão experimentando diferentes formas de remuneração.Grandes companhias de tecnologia, incluindo Microsoft, Facebook e Twitter, oferecem salários menores para funcionários que moram em locais onde é mais barato morar. Mas empresas menores, como Reddit e Zillow, disseram que pagarão o mesmo, não importa onde os funcionários estejam baseados, dizendo que isso melhora a diversidade da equipe.Um porta-voz do Google disse que os pacotes de remuneração da empresa sempre foram determinados pelo local onde o funcionário trabalha. "Nossa calculadora foi desenvolvida para ajudar os funcionários a tomarem decisões informadas sobre a cidade ou Estado em que trabalham e qual será o impacto sobre a remuneração caso optem por se mudar ou trabalhar remotamente."Modelos híbridos Um funcionário do Google que faz um trajeto de duas horas até o trabalho disse à agência Reuters que pode ter um corte de 10% no pagamento por escolher trabalhar de casa em tempo integral. "É um corte maior do que o que recebi na minha promoção mais recente", disse o funcionário. "Não fiz todo esse trabalho duro para ser promovido e, em seguida, ter uma redução no pagamento."Jake Rosenfeld, professor de Sociologia da Universidade de Washington em St. Louis, defende que o Google não precisaria fazer isso. "O Google sempre pagou a esses funcionários 100% de seu salário anterior. Portanto, não é como se não pudesse pagar o mesmo aos que optam por trabalhar remotamente."Um funcionário do Google em Stamford, no Estado de Connecticut, que fica a uma hora de distância de Nova York de trem, disse que receberia 15% menos trabalhando remotamente. Os funcionários que relutam em abrir mão do home office O Google disse que não alterará o pagamento dos funcionários se eles trabalharem remotamente na mesma cidade onde estão baseados.Algumas empresas, como a companhia de tecnologia Cisco, implementaram um plano de trabalho híbrido que não determina a frequência com que os funcionários vão ao escritório. A Cisco disse esperar que menos de um quarto de sua força de trabalho deseje estar no escritório três ou mais dias por semana.Mas outras empresas, como a Goldman Sachs, querem que os trabalhadores voltem aos escritórios. O presidente do banco de investimento, David Solomon, disse em fevereiro que trabalhar em casa era "uma aberração" e não "o novo normal".Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais