Meu Feed

Hoje

Exposição em Viena aborda 'obsessão freudiana' de Dalí

em - Internacional Uma nova exposição em Viena revisita a obsessão de Salvador Dalí pelos escritos de Freud durante seus anos de formação, nos quais encontrou a fonte de sua inspiração surrealista.Por meio de uma centena de objetos, pinturas e obras antigas, "que não se veem frequente", segundo sua diretora Stella Rollig, o Museu de Belvedere demonstra a considerável influência que o austríaco Sigmund Freud (1856-1939) teve sobre o artista espanhol (1904-1989)). A tradução para o espanhol de "A Interpretação dos Sonhos" permitiu a Dalí, então estudante em Madri, compreender "as fantasias, medos, desejos e frustrações de seu mundo interior e isso encorajou-o a plasmá-los em imagens", explica o curador Jaime Brihuega, que revelou uma prévia da exposição esta semana. A psicanálise lança luz sobre suas neuroses, originadas em uma infância e uma adolescência marcadas pela morte do irmão e da mãe, pela educação autoritária do pai e pelo casamento dele com a irmã da falecida.Fascinado por sua longa "viagem ao psiquismo", tornando-se um grande conhecedor das teorias freudianas, ele se tranquiliza ao ver que suas angústias são amplamente compartilhadas e as integra ao seu trabalho.A exposição mostra, por exemplo, "Cisnes reflejando elefantes", um óleo sobre tela pintado com um método derivado da psicanálise, que dá uma impressão do irracional. Dalí tinha apenas uma ideia na cabeça: visitar o famoso médico. Ele viajou três vezes para a Áustria com esse objetivo. Esquiou, aproveitou os doces do famoso Hotel Sacher, mas não conseguiu conhecer o grande mestre. Graças aos contatos do escritor Stefan Zweig, seu desejo foi realizado em 1938, em Londres, para onde Freud fugiu, tardiamente, dos nazistas. Esse encontro marcou o fim de seu período freudiano. Mais tarde, sobre o surrealismo, movimento que explora o inconsciente, diria: "Sigmund Freud nos mostrou o caminho". Na segunda-feira, o rei e a rainha da Espanha visitarão esta exposição intitulada "Dalí-Freud, una obsesión", que estará aberta até 29 de maio e também marcará a reabertura de uma parte do Museu Belvedere, há um ano e meio fechado por obras. Veja Mais

Astrônomos debatem o que pode ser objeto 'estranho' descoberto na Via Láctea

em - Internacional A descoberta de um objeto giratório na Via Láctea que emite um feixe eletromagnético a um ritmo extraordinariamente longo abriu um novo campo de pesquisa, dizem os astrônomos. Um jovem estudante australiano, com a ajuda de um poderoso telescópio localizado no centro do país, descobriu este objeto espacial, localizado segundo os cientistas a cerca de 4.000 anos-luz da Terra.O objeto libera uma enorme quantidade de radiação eletromagnética cerca de três vezes a cada hora, por períodos extraordinariamente longos, de acordo com dados publicados pela revista Nature."É um objeto incomum" indica sobriamente o radioastrônomo Ismaël Cognard, do Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica (CNRS).Os astrônomos já detectaram no passado astros que emitem ondas eletromagnéticas em intervalos regulares. Mas emite radiação aproximadamente a cada 18,18 minutos, em vez de um período muito mais curto.Os pulsares são os mais comuns. São estrelas de altíssima densidade, compostas exclusivamente por nêutrons, cujas emissões são muito intensas, breves e regulares. Outro "tipo" de estrela, também composta de nêutrons, é o magnetar, muito mais raro. Suas emissões eletromagnéticas podem durar dezenas de segundos.A equipe de pesquisa australiana está agora trabalhando para entender o que foi descoberto."Tecnicamente é muito difícil e muito caro, em termos de cálculos", explica à AFP Fabian Schüssler, astrofísico da Comissão Europeia de Energia Atômica.Os radiotelescópios produzem montanhas de dados que, por sua vez, requerem máquinas capazes de produzir algoritmos e cálculos elevados para alcançar um resultado."É um bom exemplo de descoberta que se consegue ao investigar em um espaço de parâmetros inexplorados", diz Fabian Schüssler. Ou seja, ao olhar para onde normalmente não se olha, ou com os meios adequados.- Caixa aberta -A existência desse objeto já havia sido teorizada, explica a astrofísica australiana Natasha Hurley-Walker, que lidera a equipe de pesquisa. É, segundo ela, um magnetar de período ultralongo. Uma espécie de estrela de nêutrons, que gira extremamente lentamente sobre si mesma, emitindo um campo eletromagnético extremamente forte."Sabemos que a rotação de uma estrela de nêutrons diminui ao longo de sua existência", indica Fabian Schüssler, portanto a hipótese é "plausível". Mas esse giro cada vez mais lento, como o de um pião que está perdendo força, apresenta outro problema.O objeto detectado "não deveria ter energia suficiente para produzir esse tipo de onda radiomagnética a cada 18 minutos", diz Natasha Hurley-Walker, da Curtin University. Um objeto de rotação mais lenta "deveria emitir uma emissão muito mais fraca, a ponto de ser quase indetectável", segundo o astrofísico Fabian Schüssler.O sinal foi detectado durante um período de três meses, no início de 2018. O objeto não desapareceu, embora seu sinal não seja mais detectado.Ismaël Cognard, do CNRS, baseia-se em uma teoria para explicar o poder da emissão registrada: "Alguns magnetares têm períodos de emissão muito brilhantes. Estamos começando a conjecturar que poderia haver rachaduras na crosta do magnetar, o que influenciaria seu campo magnético, aumentando a potência de sua emissão", disse. O objeto misterioso ainda existe, insiste o astrônomo francês. Agora é preciso procurar outros exemplos para comparar os dados. Veja Mais

Efeitos da crise do setor imobiliário na China preocupam FMI

em - Internacional O Fundo Monetário Internacional (FMI) advertiu, nesta sexta-feira (28), que uma crise mais profunda do setor imobiliário na China pode ter "efeitos negativos" no crescimento mundial, enquanto as incorporadoras ainda lutam para sobreviver.Os grupos imobiliários chineses se encontram em grandes dificuldades, devido às medidas adotadas por Pequim em 2020 para sanear um setor cheio de dívidas e caracterizado pela especulação desenfreada por parte dos indivíduos.Os maus resultados do peso pesado Evergrande, agora à beira da falência, arrefeceram os ânimos dos potenciais compradores. Este quadro atingiu o setor como um todo."Uma desaceleração mais profunda do que o previsto no setor imobiliário pode comportar um amplo leque de efeitos negativos na demanda mundial", avaliou o FMI em um relatório específico dedicado à conjuntura na China.Os setores imobiliário e de construção são responsáveis por mais de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e constituem o motor de muitos outros. Têm desempenhado um papel importante na recuperação da economia nacional após o surgimento da pandemia da covid-19. No pior cenário, que implicaria "uma desaceleração repentina e espetacular do crescimento da China, haveria repercussões mundiais" no comércio internacional e no preço das matérias-primas, alertou o FMI.Com sede em Washington, a instituição reduziu na terça-feira (25) sua previsão de crescimento para a China, em 4,8% este ano, após um crescimento de 8,1% em 2021. Este percentual representa uma queda de 0,8 ponto em relação às estimativas de outubro."Embora o PIB [da China] recupere seu nível de antes da pandemia, o consumo continua muito abaixo", destacou o Fundo, mencionando "a incerteza prolongada pelo vírus e pela eficácia das vacinas" contra o coronavírus.Logo que um caso aparece no país, a China mobiliza campanhas de testes em massa, restringe os deslocamentos e até ordena confinamento, quando o número de infecções é muito alto. Embora eficazes contra o vírus, algumas medidas tiveram um forte impacto na atividade econômica e no consumo.China Evergrande Group Veja Mais

Políia limita menção a suposta festas ilegais em relatório de Downing Street

em - Internacional A Scotland Yard admitiu nesta sexta-feira ter solicitado que o aguardado relatório interno - potencialmente explosivo para o primeiro-ministro Boris Johnson - sobre as supostas festas ilegais em Downing Street durante os confinamentos no período da pandemia mencione de forma "mínima" os eventos que são objeto de investigação policial.Isto pode representar um balão de oxigênio para o controverso primeiro-ministro, que enfrenta a ameaça de uma eventual moção de censura dentro do próprio Partido Conservador devido ao escândalo. Após o pedido da polícia, a investigação interna deve ter uma publicação imediata limitada ou aguardar o fim do inquérito oficial para sua divulgação na íntegra.Muitos deputados conservadores aguardam com nervosismo o relatório, elaborado pela funcionária pública de alto escalão Sue Gray, sobre celebrações de Natal, bebidas de despedida, festas no jardim e bolos de aniversário nos escritórios e na residência oficial do primeiro-ministro durante os confinamentos de 2020 e 2021, para decidir se tentam ou não afastá-lo do poder.Johnson prometeu divulgar o texto sem qualquer tipo de edição assim que receber o documento, além de comparecer ao Parlamento para responder perguntas sobre a investigação.Mas a apresentação do relatório, inicialmente esperada para quarta-feira passada, foi adiada diversas vezes, segundo a imprensa, pelas dúvidas sobre o que pode ser divulgado depois que a polícia passou a atuar na questão, com o anúncio da abertura de uma investigação na terça-feira sobre possíveis delitos às leis anticovid."A respeito dos eventos investigados pela polícia, pedimos que seja feita uma referência mínima no relatório do 'Cabinet Office'", o órgão interdepartamental do qual depende a investigação de Sue Gray, reconheceu a Scotland Yard nesta sexta-feira."Estamos em contato permanente com o 'Cabinet Office', inclusive sobre o conteúdo do relatório, para evitar qualquer dano à nossa investigação", afirma um comunicado.A polícia "não pediu nenhuma limitação em outros eventos no relatório, nem o adiamento do relatório", acrescentou.A imprensa britânica não acredita que o relatório será divulgado antes da próxima semana.O secretário de Estado de Tecnologia, Chris Philp, afirmou ao canal Sky News que Downing Street não havia recebido o documento até esta sexta-feira. Veja Mais

Quirguistão e Tadjiquistão anunciam cessar-fogo após confrontos mortais

em - Internacional Quirguistão e Tadjiquistão anunciaram nesta sexta-feira (28) um cessar-fogo após uma nova onda de confrontos na fronteira entre os dois países da Ásia central, que terminaram com dois tadjiques mortos e 10 feridos.Os confrontos foram os mais violentos desde o início de 2021, quando os combates entre os dois países deixaram dezenas de mortos. As duas ex-repúblicas soviéticas têm uma relação tensa por questões territoriais e pelo acesso à água. "No conflito fronteiriço, 10 pessoas ficaram feridas no lado tadjique, seis militares e quatro civis, e dois cidadãos da República do Tadjiquistão morreram", afirmou o Comitê de Segurança Nacional do Tadjiquistão em um comunicado.As duas vítimas fatais são um "homem nascido em 1986, que morreu por uma granada disparada por soldados do Quirguistão, e um motorista de ambulância nascido em 1964", informa a nota. Uma agência de notícias tadjique informou que 17 cidadãos do país ficaram feridos. O ministério da Saúde do Quirguistão anunciou um balanço de 11 feridos do seu lado de fronteira. Após os confrontos, que começaram entre os guardas de fronteira, os dois países anunciaram um cessar-fogo nesta sexta-feira. Os dois países concordaram em retirar suas tropas, coordenar as patrulhas na fronteira e garantir o tráfego em uma rodovia estratégica. O presidente do Quirguistão, Sadyr Japarov, afirmou no Facebook que o conflito será solucionado por "meios "pacíficos pela via da negociação" e pediu que as pessoas não acreditem em "informações falsas que buscam uma escalada da situação". As autoridades do Tadjiquistão, um país autoritário, confirmaram o acordo. "A situação na fronteira é estável, as causas e os fatores do conflito fronteiriço foram examinados por uma comissão conjunta que reuniu as estruturas competentes das duas partes", afirmou o Comitê de Segurança Nacional tadjique.- Troca de acusações -Como é habitual nas disputas de fronteira, os relatos divergem entre as partes. As autoridades tadjiques afirmam que as tensões começaram quando um grupo de quirguizes "apreendeu à força" um veículo tadjique que transportava areia entre duas cidades do país. "Os guardas de fronteira quirguizes (...) abriram fogo contra civis da República do Tadjiquistão", acrescentaram as autoridades de Dushanbe, que reclamaram do voo de drones que violaram o espaço aéreo do país. O Quirguistão respondeu afirmando que o Tadjiquistão "divulga informações equivocadas sobre o uso de drones" e que foram "guardas de fronteira tadjiques que os utilizaram com fins de reconhecimento". Em 2021, os dois países se enfrentaram em uma área próxima, ao redor de Voruj, um enclave quirguiz no Tadjiquistão, um conflito que tem como pano de fundo as tensões pelo acesso à água.Os confrontos deixaram 60 mortos e foi o momento mais violento entre os dois países em vários anos. Veja Mais

Juiz dos EUA cancela importante concessão de petróleo e gás

em - Internacional Um juiz americano cancelou, nesta quinta-feira (28), uma concessão para exploração de petróleo e gás em uma área de mais de 32 milhões de hectares no Golfo do México, depois que grupos ambientalistas processaram o governo de Joe Biden para interromper o contrato.O juiz federal Rudolph Contreras declarou os contratos existentes inválidos, alegando que o Departamento do Interior não considerou de forma adequada o impacto da mudança climática da concessão. Segundo a decisão, o juiz afirma que o governo usou análises obsoletos para calcular os efeitos da exploração no meio ambiente e que as autoridades devem usar novos modelos, com dados atualizados.Em agosto passado, o governo Biden anunciou sua intenção de vender os direitos de exploração nesta área do Golfo do México, uma decisão criticada por ativistas ambientais que denunciaram sua incongruência com a política da atual administração de luta contra a mudança climática.Uma coalizão de vários grupos ambientalistas decidiu, então, recorrer à Justiça para anular a venda. Veja Mais

Alerta em avião desviado por Belarus era 'deliberadamente falso', diz informe

em - Internacional Era "deliberadamente falso" o alerta de bomba que, no ano passado, forçou o desvio de um voo da Ryanair para Belarus e um jornalista dissidente foi preso - disseram investigadores da ONU em um relatório. O avião, que cobria o trajeto Grécia-Lituânia em 23 de maio de 2021, foi forçado a aterrissar em Minsk. Assim que a aeronave pousou, as autoridades bielorrussas prenderam o jornalista Román Protasevich e sua companheira, Sofia Sapega.No início deste mês, a Organização Internacional de Aviação Civil (OACI) concluiu um relatório sobre o incidente, ao qual a AFP teve acesso e que será apresentado na segunda-feira (31).As autoridades bielorrussas, incluindo o presidente Alexander Lukashenko, disseram que o avião teve de ser desviado, devido a uma ameaça de bomba a bordo.De acordo com o documento, o avião foi revistado antes da decolagem e após sua aterrissagem, mas nenhuma bomba foi encontrada. A investigação observa, contudo, que "não foi capaz de atribuir a execução deste ato de interferência ilegal a qualquer indivíduo, ou Estado". O documento afirma que Belarus oculta informações cruciais e que não conseguiu explicar algumas inconsistências sobre o ocorrido.O texto também relata os diálogos entre a torre de controle de aviões de Minsk e os pilotos. Neles, a tripulação se mostra confusa e cética, diante das respostas evasivas do aeroporto bielorrusso. Veja Mais

Ruanda reabre fronteira terrestre com Uganda após três anos

em - Internacional Ruanda anunciou nesta sexta-feira (28) a reabertura de sua fronteira terrestre com Uganda em 31 de janeiro, após um bloqueio de três anos, sinal de degelo na complicada relação entre os vizinhos africanos.A medida anunciada em um comunicado publicado pelo governo acontece após uma visita a Kigali do influente filho do presidente de Uganda Yoweri Museveni, o general Muhoozi Kainerugaba, no fim de semana passado.Em sua reunião com o presidente de Ruanda, Paul Kagame, os dois defenderam a necessidade de "restaurar" as relações bilaterais."Após a visita a Ruanda do general Muhoozi Kainerugaba (...) em 22 de janeiro, o governo de Ruanda levou em consideração que existe um processo para resolver os problemas apresentados por Ruanda, assim como compromissos do governo de Uganda para suspender os obstáculos restantes", afirmou o ministério ruandês das Relações Exteriores em um comunicado."O governo informa à população que o posto de fronteira de Gatuna, entre Ruanda e Uganda, será reaberto a partir de 31 de janeiro", completa a nota.Ruanda fechou a fronteira de maneira repentina em fevereiro de 2019, em um momento de tensão crescente, quando Kigali acusou o país vizinho de sequestrar seus cidadãos e apoiar os rebeldes que desejam derrubar o governo de Kagame. Veja Mais

EUA e Alemanha alertam Rússia que gasoduto está em jogo se invadir a Ucrânia

em - Internacional Os Estados Unidos e a Alemanha alertaram a Rússia nesta quinta-feira (27) que o importante gasoduto Nord Stream 2 está em jogo se invadir a Ucrânia, enquanto Washington expressou esperança de uma saída diplomática, apesar das declarações frias de Moscou.O destino deste polêmico gasoduto russo-alemão, nunca bem-visto por Washington, mas concluído com a bênção de Berlim, certamente estará no centro da visita do chanceler alemão, Olaf Scholz, a Washington em 7 de fevereiro para se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.Intensificando a ofensiva diplomática, os Estados Unidos convocaram uma reunião aberta no Conselho de Segurança da ONU para a próxima segunda-feira sobre o "comportamento ameaçador" da Rússia, na esperança de obter uma condenação, embora Moscou possa vetar qualquer resolução.Biden também conversou por telefone com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, nesta quinta-feira e disse que os Estados Unidos estão considerando dar a ele mais apoio financeiro, depois dos US$ 650 milhões enviados em assistência militar no ano passado.Biden "reafirmou a prontidão dos Estados Unidos, juntamente com seus aliados e parceiros, para responder decisivamente se a Rússia invadir a Ucrânia", declarou a Casa Branca em comunicado.O presidente americano, porém, reiterou que a Ucrânia poderá ser alvo de uma invasão russa em fevereiro."O presidente Biden disse que há uma perceptível possibilidade de que os russos invadam a Ucrânia em fevereiro", afirmou à AFP o a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Emily Horne.A Otan colocou 8.500 tropas em alerta, enquanto Moscou enviou cerca de 100.000 soldados para a fronteira com a Ucrânia.- Nord Stream 2 -A Alemanha, após uma atitude ambígua nas últimas semanas, procurou esclarecer sua posição nesta quinta-feira."Estamos trabalhando em um pacote de sanções forte" com aliados ocidentais neste caso, cobrindo vários aspectos "incluindo o Nord Stream 2", declarou a ministra das Relações Exteriores, Annalena Baerbock, ao Parlamento.O gasoduto Nord Stream 2, que a Alemanha construiu apesar das críticas dos Estados Unidos e dos países do Leste Europeu, mais que dobrará o fornecimento de gás natural russo para a economia alemã.Em Washington, Victoria Nuland, a terceira na hierarquia do Departamento de Estado, afirmou estar confiante de que uma invasão impediria a Alemanha de ativar o projeto multibilionário, que foi concluído em setembro, mas ainda requer testes e aprovação regulatória."Se a Rússia invadir a Ucrânia, de uma forma ou de outra, o Nord Stream 2 não seguirá em frente", garantiu Nuland a repórteres.A aliança militar da Otan, liderada pelos Estados Unidos, colocou 8.500 soldados de prontidão para lidar com a crise na Ucrânia, um cenário que lembra a Guerra Fria com a União Soviética.- Resposta russa -A Rússia nega qualquer plano de invasão, mas se considera ameaçada pela expansão da Otan nos últimos 20 anos, bem como pelo apoio ocidental à vizinha Ucrânia. No mês passado, Moscou exigiu amplas garantias de segurança do Ocidente, incluindo que a Ucrânia nunca seja autorizada a ingressar na Otan.Washington deu uma resposta na quarta-feira em coordenação com os parceiros da Otan, dizendo que a Ucrânia tinha o direito de determinar seus próprios aliados, mas oferecendo à Rússia um diálogo sobre a colocação de mísseis na região e outras preocupações mútuas.Nesta quinta-feira, altos funcionários em Moscou disseram que suas principais preocupações não foram abordadas, mas não descartaram novas negociações."Não se pode dizer que nossas opiniões foram levadas em consideração", declarou Dmitri Peskov, porta-voz do presidente Vladimir Putin.O chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, também apontou a ausência de uma "resposta positiva" à principal reivindicação russa, embora não tenha fechado a porta ao diálogo.Nuland enfatizou que "apenas uma pessoa decide em Moscou e essa pessoa é o presidente Putin". "A bola está no campo dele".- "Influência chinesa" -A China se posicionou pela primeira vez nesta crise, alinhando-se com a Rússia e instando os Estados Unidos a levar "a sério" as preocupações de segurança do Kremlin.Em resposta, Washington pediu para que Pequim tente evitar o confronto."Pedimos a Pequim que use sua influência com Moscou para incentivar a diplomacia, porque se houver um conflito na Ucrânia, também não será bom para a China", alertou Nuland.Havia preocupação nas ruas de Kiev de que a Ucrânia tivesse sido esquecida em meio a conversas de alto nível entre Moscou, Otan e Washington."Os Estados Unidos estão provocando a Rússia e a Rússia está provocando os Estados Unidos. E em algum lugar no meio está a Ucrânia", afirmou à AFP Dmytro Sylenko, empresário de 23 anos."O que importa para mim é que haja paz. Não me importo com o resto", continuou.Apesar do aumento da crise nos últimos meses, a Ucrânia é foco de tensões desde 2014, quando a Rússia anexou a península da Crimeia, o que aumentou o conflito entre as autoridades pró-Ocidente de Kiev e os separatistas pró-Moscou na região leste Donbas, um confronto que deixou mais de 13.000 mortos.Em uma reunião na quarta-feira em Paris, representantes ucranianos e russos, acompanhados por alemães e franceses, se comprometeram com o "respeito incondicional do cessar-fogo" decretado na região e agendaram uma nova reunião para o início de fevereiro.O gabinete de Zelenski elogiou em um comunicado o "caráter construtivo" da reunião e o acordo para que as partes voltem a dialogar. Veja Mais

Russos da fronteira com Ucrânia, alheios à escalada, seguem sua vida

em - Internacional A fronteira russa com a Ucrânia, palco de uma importante crise geopolítica, está a praticamente dois passos dali, mas as tensões não impediram Artiom Ivanov de se levantar ao amanhecer para ir pescar, como sempre fez."Uma guerra?", comenta surpreendido este trabalhador de 34 anos, vestido com uma parka azul, girando o anzol sobre um pequeno buraco aberto nas águas geladas do Seversky Donets, um rio transfronteiriço, na cidade de Maslova Pristan, no sudoeste da Rússia."Se uma guerra realmente estivesse sendo preparada, estaria polindo meu rifle automático e não pescando", disse, sorrindo, enquanto um dos dois peixes que pescou ("para meu gato") se contorce aos seus pés.Assim como ele, a maioria dos habitantes dessa área fronteiriça com quem a AFP conversou afirma que não acredita que um novo conflito vai começar, apesar da escalada das tensões entre Moscou e Kiev, a quem os ocidentais apoiam. Segundo eles, a mobilização de dezenas de milhares de soldados e de tanques russos na fronteira ucraniana não é nenhum indício de que a Rússia quer invadir seu vizinho, como temem os Estados Unidos."Em nossas terras, fazemos o que queremos. Temos que pedir permissão ao vizinho quando queremos fazer obras no nosso jardim?", diz Serguéi Yaroslavtsev, ecoando a retórica do Kremlin."De qualquer forma, a Rússia nunca inicia as hostilidades", defende o homem de 56 anos e trabalhador na indústria do gás, enquanto pesca um pouco mais.De fato, longe das tensas negociações diplomáticas entre Moscou e Washington, que se culpam mutuamente pela crise em torno da Ucrânia, essa região fronteiriça parece tranquila.As planícies nevadas se estendem até onde a vista alcança, preenchidas aqui e ali com árvores secas e sistemas de irrigação desligados. Essa região, que durante séculos foi uma passagem fortificada do império russo, sabe algo de conflitos: quase todas as cidades têm seu memorial para os soldados mortos desde a Segunda Guerra Mundial, ou com tanques e canhões alinhados nas praças públicas, como acontece na cidade fronteiriça de Shebekino. Por outro lado, alguns habitantes confessam estarem preocupados com a possibilidade de o Ocidente impor novas sanções se a Rússia invadir a Ucrânia.Ilia Ignatiev, um estudante de medicina de 24 anos, teme que as coisas se compliquem para viajar ou que seu padrão de vida seja prejudicado.As sanções impostas à Rússia desde a anexação da península ucraniana da Crimeia, em 2014, "já comprovaram: tornam tudo mais difícil", declarou à AFP.No rio gelado, o pescador Artiom Ivanov acredita que agora "tudo está nas mãos de Deus"."Não precisamos de mais terras", disse. Mas "se eles [os ucranianos] atacarem, é claro que vamos lutar". Veja Mais

Jovem baleia ferida encalha em praia cerca de Atenas

em - Internacional Uma jovem baleia ferida no focinho encalhou em uma praia no sul de Atenas nesta sexta-feira (28), e os esforços de resgate estão em andamento - informaram a polícia portuária e especialistas. "Um patrulheiro da polícia portuária e mergulhadores do centro grego de salvamento de cetáceos Arion estão no local para resgatar a baleia", disse à AFP uma assessora de imprensa da Guarda Costeira. Imagens transmitidas pela televisão pública ERT mostravam um veterinário no momento em que coletava uma amostra de sangue do debilitado cetáceo. O animal movia lentamente sua cauda, na água, perto da praia de Flisvos, no município portuário de Falero.Aimilia Drougas, oceanógrafa e cofundadora da Arion, disse à AFP que "a baleia Ziphius cavirostris, uma espécie bastante comum no mar Egeu (leste) e no mar Jônico (oeste), assim como na costa de Creta (sul), estava ferida no focinho". A equipe desta instituição detectou o cetáceo na quinta-feira, a cerca de 15 km de distância, próximo à praia de Vouliagmeni, e tentou conduzi-lo para o mar, relatou. Nesta sexta, porém, "a baleia encalhou em Flisvos e está ferida", lamentou, observando que se trata de uma baleia bastante jovem. Segundo Drosos Koutsoubas, professor de biologia marinha da Universidade do Mar Egeu, citado pela ERT, "as hélices dos navios causam, com frequência, esse tipo de lesão".Semelhante aos golfinhos, a Ziphius cavirostris, uma baleia de tamanho médio com comprimento máximo de sete metros, mergulha a uma profundidade de entre 1.000 e 4.000 metros, afirmou Aimilia Drougas. Veja Mais

Surto de covid em Hong Kong expõe falhas no sistema de quarentena

em - Internacional A longa quarentena imposta aos viajantes que chegam a Hong Kong está sendo questionada após o aparecimento de um surto de covid-19 que começou com uma mulher infetada num hotel onde ficou confinada depois de chegar ao território.Hong Kong mantém uma estratégia de "covid zero", em linha com a política imposta pela China continental. Esta estratégia permitiu manter um nível de contágio muito baixo, mas na prática isolou este centro financeiro do resto do mundo.Na quinta-feira, a chefe do Executivo local, Carrie Lam, anunciou que a quarentena de 21 dias imposta à grande maioria dos viajantes que chegam a Hong Kong será reduzida para 14 dias, devido à menor duração do período de incubação da variante ômicron, que agora é a dominante. Mas nos últimos dias, um grande foco foi detectado em um conjunto habitacional após o contágio de uma mulher que voltava do Paquistão, pouco antes de sair de um dos 40 hotéis que recebem viajantes que chegam do exterior. Alguns especialistas de Hong Kong salientaram que a longa duração da quarentena, que é uma das mais longas do mundo, pode aumentar o risco de "contaminação cruzada". "Os hotéis reservados para quarentena não atendem às expectativas e os viajantes estão expostos a contrair covid-19", disse Siddharth Sridhar, especialista em microbiologia da Universidade de Hong Kong.Ben Cowling, epidemiologista da mesma universidade, há muito argumenta que 21 dias não é cientificamente justificado e que apresenta alguns riscos. Nos últimos meses, vários casos de infecção cruzada foram detectados em hotéis, mas todos eles puderam ser detectados antes que as pessoas infectadas deixassem as instalações."Não é surpreendente ter uma recuperação epidêmica. O que surpreende é ter passado seis meses sem casos", disse Cowling, referindo-se aos casos no segundo semestre de 2021."Acho que nossa sorte acabou", declarou.O governo de Hong Kong sustenta que a política de covid zero tem o apoio de grande parte da população, mas vários indícios apontam em contrário.- Fuga de talentos -De acordo com um estudo realizado em janeiro pelo Partido Democrático de Hong Kong, 65% da população quer "viver com o vírus", contra 42% que afirmava essa posição em novembro. Mas até agora, o governo não deu sinais de querer abandonar essa estratégia. O setor empresarial, no entanto, soou o alarme de que há uma fuga de cérebros e que está enfrentando problemas de recrutamento. De acordo com a Câmara de Comércio Europeia em relatório vazado pela Bloomberg News, esse território poderia manter essa política de isolamento até 2024."Prevemos um êxodo de estrangeiros, provavelmente o maior que Hong Kong já registrou".O jornal de negócios britânico Financial Times informou esta semana que o Bank of America, um dos principais players do setor financeiro, está pensando em transferir seus funcionários para Singapura. Desde as massivas manifestações pró-democracia de 2019, o executivo de Honk Kong alinhou-se com Pequim em vários eixos, desde a política anticovid à repressão à dissidência. Lam fez da reabertura da fronteira com a China continental uma prioridade. Mas Pequim, enfrentando surtos esporádicos, não parece ter pressa."Num momento em que, em todo o planeta, é o começo do fim da pandemia, em Hong Kong é o fim do começo", escreveu Sridhar no Facebook.A campanha de vacinação não avançou, apesar da abundância de doses. Apenas 70% da população elegível está totalmente vacinada e menos da metade das pessoas com mais de 70 anos, que são as mais vulneráveis, já recebeu duas doses.BANK OF AMERICA Veja Mais

Belarus vai à guerra se Rússia for atacada, diz presidente Lukashenko

em - Internacional O presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, anunciou nesta sexta-feira (28) que Belarus entrará em guerra se sua aliada Rússia for atacada, e prometeu acolher "centenas de milhares" de soldados russos em caso de conflito.Estas declarações surgem em um contexto de alta tensão entre Moscou e países ocidentais sobre a Ucrânia. A Rússia estacionou dezenas de milhares de soldados em sua fronteira ucraniana e exige garantias em nível de segurança. Também prepara, para breve, manobras conjuntas com Minsk, às portas da União Europeia. Em um discurso transmitido em rede nacional pela televisão, Lukashenko garantiu que "haverá uma guerra", se seu país, ou "se (sua) aliada, a Rússia, forem diretamente atacados". "Vamos nos levantar para defender nossa terra e nossa pátria", frisou, acrescentando, porém, que "não haverá vencedores nesta guerra", pois "todos perderão tudo".Depois de se referir à "crítica" atual tensão na Europa, o presidente bielorrusso ameaçou receber o Exército russo em seu território, em caso de guerra."Se houver uma agressão contra a Rússia, haverá centenas de milhares de soldados russos, que, junto com centenas de milhares de bielorrussos, defenderão esta terra", insistiu em seu pronunciamento, de várias horas de duração.Belarus é o principal aliado da Rússia, país que deu um apoio político fundamental ao presidente Lukashenko durante as manifestações multitudinárias contrárias à sua reeleição, em 2020. Estes protestos em massa foram duramente reprimidas pelo governo. Veja Mais

Rússia quer diálogo, e 'não guerra', na crise com Ucrânia, diz ministro

em - Internacional O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, disse nesta sexta-feira (28) que deseja que a diplomacia prevaleça, e "não a guerra", depois que os Estados Unidos pediram à Rússia que "volte à mesa de negociações" e não invada a Ucrânia."Escolhemos a via da diplomacia há muitas décadas", declarou Lavrov, em entrevista transmitida por várias estações de rádio e televisão russas."Tem que trabalhar com todo o mundo. Esse é o nosso princípio", enfatizou."Se depender da Rússia, não haverá guerra. Não queremos guerras. Mas tampouco vamos permitir que nossos interesses sejam grosseiramente ultrajados, ignorados", frisou. Pelo menos 100 mil soldados russos estão concentrados na fronteira com a Ucrânia desde o final de 2021, segundo estimativas de países ocidentais, que temem que Moscou invada o território vizinho, com um governo pró-Ocidente.A Rússia nega qualquer plano de invadir a Ucrânia, mas se considera ameaçada pela expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) registrada nos últimos 20 anos e pelo apoio que os países ocidentais dão à Ucrânia.O Kremlin exige que a OTAN pare de se expandir, sobretudo, com uma eventual adesão da Ucrânia, e pede o recuo militar para as posições de 1997.Na quarta-feira, os Estados Unidos e a Aliança Atlântica rejeitaram formalmente estas demandas. Abriram a porta, no entanto, para a retomada das negociações sobre limites recíprocos para a instalação de mísseis de curto e médio alcance por parte das duas potências nucleares na Europa, assim como sobre os exercícios militares nas proximidades do rival. A Rússia mostrou reservas quanto a isso e disse que está preparando uma reação.Nesta sexta-feira, Lavrov disse ainda ter encontrado "sementes de racionalidade" na resposta ocidental, "em temas de importância secundária". Enquanto isso, o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente francês, Emmanuel Macron, conversarão ainda hoje. Veja Mais

Vice-presidentes dos EUA e Taiwan conversaram durante posse da presidente de Honduras

em - Internacional Os vice-presidentes de Taiwan e dos Estados Unidos conversaram por alguns minutos durante a cerimônia de posse da nova presidente de Honduras, informa a imprensa estatal taiwanesa.O encontro provavelmente aumentará a tensão entre Estados Unidos e China, que considera Taiwan, um território com governo autônomo, como parte do país.O estatuto de Taiwan é uma das questões mais delicadas nas relações de Pequim com Washington. O vice-presidente de Taiwan, William Lai, e sua colega dos Estados Unidos, Kamala Harris, fizeram "uma simples saudação" na qual ambos "conversaram brevemente" durante a cerimônia de posse da presidente de Honduras, Xiomara Castro, afirmou a Agência Central de Notícias de Taiwan (CNA). Lai afirmou que agradeceu aos Estados Unidos, em nome de Taiwan, "o forte apoio", segundo a CNA.O governo dos Estados Unidos não reconhece oficialmente Taiwan, mas a ilha tem o apoio dos dois partidos (Democrata e Republicano) no Congresso.O governo chinês se opõe a "qualquer forma de interação oficial entre os Estados Unidos e Taiwan", disse o porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian."Taiwan é apenas uma província da China, não há nenhum suposto vice-presidente para uma província", disse.O governo dos Estados Unidos "deve levar a sério a posição e as preocupações da China e parar de ter qualquer contato oficial com Taiwan, e não enviar nenhum sinal errado às forças independentistas de Taiwan", acrescentou.Ao mesmo tempo, o gabinete presidencial de Taiwan não comentou o encontro e informou apenas que Lai "falou com os representantes de vários países e interagiu com eles de forma natural". Veja Mais

Economia: França cresceu 7% em 2021; Espanha avançou 5%

em - Internacional E economia da França registrou crescimento de 7% em 2021, enquanto a Espanha teve alta de 5%, de acordo com as primeiras estimativas publicadas nesta sexta-feira.Após uma recessão recorde em 2020 (-8%), o Produto Interno Bruto da França (PIB) se recuperou em 2021, destacou o Instituto Nacional de Estatística (INSEE).Com um quarto trimestre de 2021 que registrou crescimento de 0,7%, a atividade "supera claramente" no fim do ano o nível anterior à crise sanitária", afirmou o INSEE.A evolução da economia francesa, que deve ser uma das mais expressivas da zona do euro, supera as previsões do INSEE e do Banco de França, que projetavam um crescimento de 6,7% para o ano passado.No conjunto de 2021, o PIB permanece "1,6% abaixo do nível médio de 2019", segundo o instituto, porque o primeiro semestre do ano ainda foi muito marcado por importantes restrições sanitárias relacionadas com a pandemia de covid-19.Na Espanha, a estimativa de crescimento de 5% divulgada pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) ficou 1,5% abaixo do objetivo do governo."Em termos de volume, o PIB registra uma variação de 5,0%", anunciou o INE, que registrou um crescimento "de 2,0% no quarto trimestre de 2021 na comparação com o trimestre anterior em termos de volume".O governo espanhol projetava para 2021 uma alta de 6,5% do PIB, depois de um retrocesso de 10,8% em 2020 provocado pela pandemia. Mas o resultado de 2021 é superior à expectativas do FMI e da OCDE, que calcularam um crescimento para a Espanha de 4,6% e 4,5%, respectivamente. Veja Mais

Austrália anuncia US$ 700 milhões para proteger a Grande Barreira de Corais

em - Internacional A Austrália divulgou nesta sexta-feira (28) um plano financiado por US$ 700 milhões para proteger a Grande Barreira de Corais e impedir que o enorme recife seja removido da lista do Patrimônio Mundial da Unesco."Estamos apoiando a saúde do recife e o futuro econômico dos operadores turísticos de Queensland, fornecedores do setor hospitaleiro e comunidades que estão no coração da economia do recife", declarou o primeiro-ministro conservador, Scott Morrison.Este programa de nove anos é anunciado meses depois que o governo australiano impediu por pouco que a Grande Barreira de Corais fosse colocada na lista de patrimônio "ameaçado" da Unesco devido à deterioração do ecossistema causada pelas mudanças climáticas.Também ocorre poucos meses antes das eleições gerais de maio, nas quais Morrison terá que vencer no estado de Queensland, próximo ao recife, se quiser permanecer no poder.Mas o Conselho Climático, um grupo de pressão ecologista, afirmou que o pacote de financiamento é algo como "colocar um band-aid em uma perna quebrada".Quando as Nações Unidas ameaçaram anteriormente em 2015 rebaixar a Grande Barreira de Corais, a Austrália criou o plano "Recife 2050" e canalizou bilhões de dólares para sua proteção.Acredita-se que essas medidas tenham desacelerado a taxa de declínio, mas grande parte do maior ecossistema de corais do mundo já está danificado. Um estudo recente indicou que 98% do recife foi afetado por branqueamento desde 1998.O apoio do governo à indústria do carvão e sua relutância em combater as mudanças climáticas levaram à perda de apoio do partido nas cidades e colocaram em evidência uma série de candidatos independentes com foco na sustentabilidade ambiental."A menos que o país reduza as emissões de maneira expressiva nesta década, a situação só vai piorar", disse Lesley Hughes, professora de Biologia da Universidade Macquarie e integrante do Conselho Climático, que acusou Morrison de "dar dinheiro para a Grande Barreira com uma mão e com a outra financiar a indústria que provoca impactos climáticos devastadores" no ecossistema.Vítimas de desastres como incêndios, secas ou inundações, os australianos são predominantemente a favor da limitação das mudanças climáticas. Uma pesquisa de 2021 do Lowy Institute em Sydney mostrou que 60% consideravam "o aquecimento global um problema sério e urgente".Oito em cada dez australianos apoiam a meta de neutralidade de carbono estabelecida para 2050, que o governo relutantemente aprovou antes da cúpula climática de Glasgow no ano passado.A Austrália, um dos maiores exportadores de gás e carvão, é economicamente dependente de combustíveis fósseis. Além disso, seus partidos políticos recebem importantes doações desses setores. Veja Mais

Argentina anuncia novo acordo com o FMI

em - Internacional A Argentina chegou a um novo acordo de crédito com o Fundo Monetário Internacional (FMI), anunciou, nesta sexta-feira (28), o presidente Alberto Fernández, no mesmo dia que deve pagar mais de 700 milhões de dólares pelo primeiro vencimento deste ano de uma dívida de 44 bilhões."Quero anunciar que o governo da Argentina chegou a um acordo com o Fundo Monetário Internacional. Comparado aos anteriores que a Argentina assinou, este acordo não contempla restrições que atrasam nosso desenvolvimento", disse o presidente em um discurso gravado.O presidente não deu detalhes sobre o acordo, que deve aliviar o ônus dos vencimentos da dívida concentrada neste ano (cerca de 19 bilhões de dólares) e no próximo (mais 20 bilhões). "Tínhamos uma dívida impagável que nos deixava sem presente nem futuro e agora temos um acordo razoável que nos permitirá crescer e cumprir nossas obrigações com nosso crescimento", disse o presidente de centro-esquerda."Esse entendimento pretende sustentar a recuperação econômica que já começou. Prevê que não haverá queda do gasto real e sim aumento do investimento em obras públicas por parte do governo nacional. Tampouco prevê saltos de desvalorização", acrescentou. O FMI concedeu à Argentina em 2018, durante o governo do liberal Mauricio Macri (2015-19), um empréstimo de 57 bilhões de dólares em meio a uma crise cambial, dos quais o país recebeu cerca de 44 bilhões, uma vez que Fernández renunciou às parcelas pendentes quando assumiu o cargo em dezembro de 2019.Em 2020, após reestruturar cerca de 66 bilhões de dólares em dívidas com credores privados internacionais, o governo iniciou negociações com o FMI para substituir o acordo de stand-by de 2018 por um acordo de facilidade estendida que estendesse os prazos de pagamento.O ministro da Economia, Martín Guzmán, deve anunciar os termos do novo programa posteriormente. Veja Mais

Jovmn baleia ferida encalha em praia cerca de Atenas

em - Internacional Uma jovem baleia ferida no focinho encalhou em uma praia no sul de Atenas nesta sexta-feira (28), e os esforços de resgate estão em andamento - informaram a polícia portuária e especialistas. "Um patrulheiro da polícia portuária e mergulhadores do centro grego de salvamento de cetáceos Arion estão no local para resgatar a baleia", disse à AFP uma assessora de imprensa da Guarda Costeira. Imagens transmitidas pela televisão pública ERT mostravam um veterinário no momento em que coletava uma amostra de sangue do debilitado cetáceo. O animal movia lentamente sua cauda, na água, perto da praia de Flisvos, no município portuário de Falero.Aimilia Drougas, oceanógrafa e cofundadora da Arion, disse à AFP que "a baleia Ziphius cavirostris, uma espécie bastante comum no mar Egeu (leste) e no mar Jônico (oeste), assim como na costa de Creta (sul), estava ferida no focinho". A equipe desta instituição detectou o cetáceo na quinta-feira, a cerca de 15 km de distância, próximo à praia de Vouliagmeni, e tentou conduzi-lo para o mar, relatou. Nesta sexta, porém, "a baleia encalhou em Flisvos e está ferida", lamentou, observando que se trata de uma baleia bastante jovem. Segundo Drosos Koutsoubas, professor de biologia marinha da Universidade do Mar Egeu, citado pela ERT, "as hélices dos navios causam, com frequência, esse tipo de lesão".Semelhante aos golfinhos, a Ziphius cavirostris, uma baleia de tamanho médio com comprimento máximo de sete metros, mergulha a uma profundidade de entre 1.000 e 4.000 metros, afirmou Aimilia Drougas. Veja Mais

Polícia limita menção a supostas festas ilegais em relatório de Downing Street

em - Internacional A Scotland Yard admitiu nesta sexta-feira ter solicitado que o aguardado relatório interno - potencialmente explosivo para o primeiro-ministro Boris Johnson - sobre as supostas festas ilegais em Downing Street durante os confinamentos no período da pandemia mencione de forma "mínima" os eventos que são objeto de investigação policial.Isto pode representar um balão de oxigênio para o controverso primeiro-ministro, que enfrenta a ameaça de uma eventual moção de censura dentro do próprio Partido Conservador devido ao escândalo. Após o pedido da polícia, a investigação interna deve ter uma publicação imediata limitada ou aguardar o fim do inquérito oficial para sua divulgação na íntegra.Muitos deputados conservadores aguardam com nervosismo o relatório, elaborado pela funcionária pública de alto escalão Sue Gray, sobre celebrações de Natal, bebidas de despedida, festas no jardim e bolos de aniversário nos escritórios e na residência oficial do primeiro-ministro durante os confinamentos de 2020 e 2021, para decidir se tentam ou não afastá-lo do poder.Johnson prometeu divulgar o texto sem qualquer tipo de edição assim que receber o documento, além de comparecer ao Parlamento para responder perguntas sobre a investigação.Mas a apresentação do relatório, inicialmente esperada para quarta-feira passada, foi adiada diversas vezes, segundo a imprensa, pelas dúvidas sobre o que pode ser divulgado depois que a polícia passou a atuar na questão, com o anúncio da abertura de uma investigação na terça-feira sobre possíveis delitos às leis anticovid."A respeito dos eventos investigados pela polícia, pedimos que seja feita uma referência mínima no relatório do 'Cabinet Office'", o órgão interdepartamental do qual depende a investigação de Sue Gray, reconheceu a Scotland Yard nesta sexta-feira."Estamos em contato permanente com o 'Cabinet Office', inclusive sobre o conteúdo do relatório, para evitar qualquer dano à nossa investigação", afirma um comunicado.A polícia "não pediu nenhuma limitação em outros eventos no relatório, nem o adiamento do relatório", acrescentou.A imprensa britânica não acredita que o relatório será divulgado antes da próxima semana.O secretário de Estado de Tecnologia, Chris Philp, afirmou ao canal Sky News que Downing Street não havia recebido o documento até esta sexta-feira. Veja Mais

Tensões entre Rússia e EUA aumentam o risco nuclear

em - Internacional As fortes tensões entre a Rússia e os Estados Unidos devido à Ucrânia aumentam o risco do uso de armas nucleares, alertou a presidente da Campanha Internacional para a Abolição de Armas Nucleares (ICAN), Prêmio Nobel da Paz 2017. "Qualquer conflito envolvendo um ou mais países que possuem armas nucleares é extremamente perigoso", disse Beatrice Fihn, que dirige a ICAN, em entrevista à AFP no contexto da crise entre as duas principais potências nucleares do mundo sobre a Ucrânia.Os Estados Unidos temem uma invasão e a Rússia nega, mas concentra tropas na fronteira. É urgente acalmar o jogo, segundo Fihn, que avalia que "em um ambiente de segurança agitado as coisas podem escalar muito, muito rapidamente". "Temo que isso possa sair do controle", insistiu, expressando preocupação especial "com as armas nucleares estacionadas na fronteira russa, mas também com as espalhadas por toda a Europa" que, no caso de um conflito generalizado, poderiam tornam-se alvos. "Não é hora de ir à guerra, de fazer ameaças sexistas, mas de sentar à mesa de negociações", frisou.- "Diminuir as tensões" -Para a presidente da ICAN, a situação mostra a necessidade de promover o desarmamento nuclear em geral. "Ouvimos vozes em Belarus pedindo a colocação de armas nucleares russas no país e acho que isso é uma coisa extremamente perigosa", opinou.Para ajudar a amenizar a situação, ela sugere que Belarus e Ucrânia assinem o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares, que entrou em vigor há um ano e ganhou o Prêmio Nobel para a ONG que ela chefia.Como exemplo, lembrou que Venezuela e Cuba ratificaram o tratado e, portanto, não podem permitir que a Rússia coloque armas nucleares ali, como Moscou havia ameaçado. Aderir ao Tratado é "um passo positivo" que os países podem dar para contribuir para a desescalada.- Alerta -Embora nenhuma potência nuclear tenha assinado o texto, Fihn acredita que tem efeitos indiretos e positivos, destacando que fundos de investimento e bancos estão retirando seus investimentos de empresas envolvidas na fabricação de armas nucleares.Desde o início, os ativistas esperavam que este tratado gradualmente tivesse a mesma influência que aqueles sobre minas terrestres e munições cluster. Mesmo os países não signatários são obrigados a prestar atenção ao descrédito que seu uso traz. No entanto, Fihn reconhece que certamente levará anos "até que uma tendência concreta seja vista". A presidente da ICAN destacou que o chamado "Relógio do Juízo Final", que representa o julgamento de especialistas em ciência e segurança sobre os perigos para a humanidade, permanece este ano a 100 segundos para a meia-noite, hora simbólica do apocalipse. Isso permite ver "o quão perto estamos do uso de armas nucleares", disse. "É um alerta" porque "erros de cálculo e julgamentos errados acontecem muito rapidamente". Veja Mais

'Vivendo em uma era sombria': um ano depois do golpe de Estado em Miammar

em - Internacional Algumas horas antes de uma reunião do novo Parlamento de Mianmar em 1º de fevereiro de 2021, as tropas militares encurralaram os congressistas em operações durante a madrugada, o que acabou com um breve intervalo democrático e abriram caminho para meses de extrema violência.Um ano depois, a junta militar do país se esforça para conter a reação provocada por sua tomada de poder, o que inclui confrontos diários e áreas do país fora de seu controle.Quase 1.500 civis morreram e mais de 11.000 foram detidos na onda de repressão, segundo uma ONG local que denuncia casos de tortura e execuções extrajudiciais.Nesta sexta-feira, o Conselho de Segurança da ONU se reunirá a portas fechadas para examinar a situação em Mianmar, de acordo com fontes diplomáticas.Para o movimento pró-democracia, a única opção é acabar de uma vez por todas com décadas de interferência dos militares na política de Mianmar.Os analistas não acreditam em uma solução em breve para um conflito que devastou a economia, esvaziou as escolas e hospitais do país e provocou a fuga de milhares de pessoas para as vizinhas Tailândia e Índia."Ainda estamos vivendo em uma era sombria", disse Htoo Aung - que usa um pseudônimo por medo de represálias - em um mercado de Yangon, centro comercial e econômico do país."Temos que pensar em como lidar com nossa vida diária sob a ditadura militar, e não em nossos objetivos, nossos sonhos para o futuro", acrescenta.Em Yangon e outras cidades, a junta militar tenta projetar um retorno à normalidade. De maneira paulatina, os engarrafamentos voltam às avenidas, assim como os clientes aos centros comerciais.Mas, a poucos dias do aniversário do golpe de 1º de fevereiro, os militares não querem deixar nenhuma margem para o movimento pró-democracia.As autoridades anunciaram recentemente que aqueles que buzinam ou batem em panelas - formas populares de protestos nas cidades após o golpe - serão acusados de traição ou sob a lei antiterrorista.Porém, os confrontos diários com dezenas de milícias das Forças de Defesa do Povo (PDF) em todo o país para lutar contra o golpe não dão mostras de redução.Embora tenham pouco armamento pesado, os manifestantes e moradores de áreas rurais que se uniram a suas fileiras infligiram dolorosos reveses aos militares, com emboscadas de guerrilha e ataques com minas.Um grupo de parlamentares que atua de forma paralela ao governo militar afirma que quase 3.000 soldados morreram em combates contra as forças rebeldes entre junho e novembro. A junta reconhece apenas 168 baixas de soldados e policiais entre fevereiro e o final de outubro.- Massacres e bombardeios - Os 12 meses de conflito afetam as Foras Armadas, que enfrentam problemas de moral e dificuldades para recrutar soldados, explica o representante para Mianmar do International Crisis Group, Richard Horsey."Mas é improvável que estes desafios forcem os militares a capitular ou perder seu controle do poder estatal", completa.As tropas da junta militar foram acusadas pelo massacre da noite de Natal em que os corpos carbonizados de mais de 30 pessoas, incluindo dois trabalhadores da ONG Save the Children, foram deixados em uma estrada no leste do país.E em janeiro deste ano, o regime ordenou ataques aéreos e de artilharia contra uma capital regional, no leste do país, para evitar que as tropas rebeldes se reunissem na cidade.Os vários grupos étnicos armados de Mianmar resistiram durante muito tempo a aderir ao movimento pró-democracia, principalmente por um antigo receio a respeito da elite da maioria bamar, personificada em Aung San Suu Kyi e sua deposta Liga Nacional para a Democracia.Agora o "governo nacional de unidade" na sombra, dominado por membros de seu partido e com grande apoio social, tenta acabar com a desconfiança.Ao mesmo tempo, sua líder enfrenta um julgamento a portas fechadas em Naypyidaw, a capital construída pelos militares. Nos próximos meses, Suu Kyi provavelmente será condenada por acusações de corrupção que podem resultar em 15 anos de prisão.- Desesperança -Com os generais apoiados na ONU pela China e pela Rússia, e a atenção internacional volta para outros conflitos como Ucrânia, Iêmen ou Etiópia, muitos birmaneses perderam a esperança de receber ajuda do exterior.O exército mata manifestantes quase diariamente "sem que o mundo fique sabendo", protesta Htoo Aung.Os generais prometeram um retorno à democracia multipartidária e eleições em 2023. "Mas é impossível imaginar como poderão fazer isto, com seu frágil controle de boa parte do país", afirma o analista Richard Horsey."Parece muito improvável que qualquer lado consiga um nocaute", disse. "O palco está montado para meses, possivelmente anos, de confronto violento", conclui. Veja Mais

Juiz ordena deportação de mexicano em situação ilegal após 25 anos nos EUA

em - Internacional Um juiz ordenou nesta quinta-feira (28) a deportação de Juan Reyna, um mexicano que vive há 25 anos nos Estados em condição ilegal - anunciou sua equipe de defesa. "Hoje se ordenou oficialmente a deportação de Juan Reyna", afirma Erika Andiola, chefe do escritório de defesa da ONG Raices, que assumiu a defesa legal do mexicano, em um comunicado enviado à AFP.Juan, de 48 anos, chegou aos Estados Unidos em 1996. Agora, ele tem 30 dias para recorrer novamente desta decisão judicial. Esta última ratifica uma anterior, de 3 de dezembro, na qual um juiz ordenou sua expulsão para o México.Juan Reyna está detido há mais de um ano em um centro do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) perto de Austin, no Texas, à espera de sua deportação."Não sou um perigo para a sociedade. Não sou uma ameaça para este país", disse ele por telefone, recentemente, à AFP.Reyna recebeu o apoio dos congressistas pelo estado do Texas Lloyd Doggett e Joaquín Castro para que o ICE deixe-o em liberdade, de modo que ele possa ficar com sua mulher, Guadalupe Martínez, que tem problemas de saúde, e seus dois filhos. De acordo com as últimas disposições do governo de Joe Biden, Juan Reyna não deveria estar detido.Em 30 de setembro, o secretário de Segurança Interna, Alejandro Mayorkas, de origem cubana, instruiu as autoridades de imigração e policiais a se concentrarem na expulsão de pessoas suspeitas de terrorismo, que tenham cometido crimes graves, ou que tenham cruzado a fronteira, recentemente, de forma ilegal. Veja Mais

Coreia do Norte confirma testes de mísseis balísticos

em - Internacional A Coreia do Norte confirmou dois testes de mísseis esta semana, parte de uma intensa série de lançamentos desde o início do ano, e anunciou a visita do líder Kim Jong Un a uma "importante" fábrica de munições.Pyongyang executou seis testes durante o mês, incluindo lançamentos de mísseis hipersônicos, parte do plano de Kim de acelerar o programa armamentista, ao mesmo tempo que ignora as ofertas do governo dos Estados Unidos para um diálogo.A agência oficial norte-coreana KCNA informou que na terça-feira o país testou mísseis de cruzeiro de longo alcance que atingiram "uma ilha alvo a 1.800 km de distância" no Mar do Leste, também conhecido como Mar do Japão.E na quinta-feira, o regime comunista, que possui armamento nuclear, lançou "dois mísseis táticos guiados" que atingiram outra "ilha alvo", em uma demonstração de que "poder explosivo das ogivas convencionais cumprem os requisitos de design", afirmou a KCNA.A série de lançamentos, uma das mais intensas registradas em um mês, acontece depois de Kim ter ratificado o compromisso com o desenvolvimento militar durante um discurso em dezembro.Washington respondeu com novas sanções, mas a reação de Pyongyang foi intensificar o programa e insinuar na semana passada uma possível retomada dos testes de armas nucleares e intercontinentais, após uma moratória de vários anos.Nesta sexta-feira, a KCNA publicou imagens de Kim durante uma inspeção a uma fábrica de munições, que segundo a agência produz "um importante sistema armamentista". O dirigente aparece ao lado de outros oficiais que tiveram os rostos pixelados.Kim disse que "aprecia muito" o papel da fábrica em seu programa de armas, afirmou a agência. "A fábrica tem uma posição muito importante e um dever na modernização das Forças Armadas do país", acrescentou.A agência não informou se Kim compareceu a algum teste esta semana, mas outro meio de comunicação estatal afirmou que ele visitou uma fazenda próxima ao local de lançamento dos mísseis na quinta-feira.- Melhorar o arsenal -Os testes de janeiro fazem parte do plano quinquenal para "melhorar o arsenal estratégico", disse à AFP Hong Min, do Instituto Coreano para a Unificação Nacional em Seul."Os mísseis de cruzeiro disparados na terça-feira são uma extensão do mesmo tipo de mísseis lançados desde o final de setembro, com melhorias em alcance e velocidade", acrescentou. O analista indica que os testes também respondem ao avanço do arsenal da Coreia do Sul, que em 2021 testou mísseis supersônicos e lançados de submarinos."O Norte demonstra que também desenvolve mísseis para contra-atacar o que o Sul tem em seu poder", disse Hong Min.Os testes ocorrem em um momento delicado para a região, com a China, o único grande aliado da Coreia do Norte, se preparando para sediar os Jogos Olímpicos de Inverno em fevereiro e a Coreia do Sul organizando as eleições presidenciais de março.A nível interno, a Coreia do Norte se prepara para comemorar o 80º aniversário de nascimento do pai de Kim, o falecido Kim Jong Il, em fevereiro, e o 110º aniversário de seu avô, o fundador do país, Kim Il Sung, em abril.A necessidade de celebrar "tantos aniversários importantes" ajuda a explicar os testes, disse o analista Ankit Panda. "Devemos esperar um primeiro semestre turbulento", acrescentou.Panda também afirma que Pyongyang busca "propaganda positiva" entre seus cidadãos, que sofrem as consequências da severa crise econômica provocada pelas sanções internacionais e o bloqueio autoimposto pela pandemia. Veja Mais

EUA suspendem busca por desaparecidos em naufrágio na costa da Flórida

em - Internacional As autoridades americanas suspenderam na quinta-feira (27) a busca por mais de 30 náufragos que desapareceram na costa da Flórida no sábado, informou a Guarda Costeira em um comunicado.A instituição encerrou o trabalho de busca às 18H00 (20H00 de Brasília), depois de anunciar durante a manhã a descoberta de cinco cadáveres entre quarta-feira e quinta-feira. A capitã Jo Ann Burdian, comandante da Guarda Costeira na região de Miami, declarou que tomou a decisão "com muito pesar", depois de levar em consideração as condições meteorológicas, o fato de que os desaparecidos não usavam coletes salva-vidas e o tempo decorrido desde o acidente, afirma o comunicado. Na terça-feira, um marinheiro mercante alertou as autoridades depois de resgatar um homem agarrado a um barco virado cerca de 70 quilômetros a leste de Fort Pierce Cove, no Atlântico.O náufrago disse que no sábado deixou as ilhas Bimini, nas Bahamas, com outras 39 pessoas, e que uma tempestade virou seu barco.A Guarda Costeira "encontrou quatro corpos nas últimas 24 horas" perto do local onde o navio foi encontrado, além da vítima encontrada na quarta-feira, disse Burdian a repórteres."Infelizmente, chegamos ao momento mais difícil em qualquer caso de busca e resgate, e é o ponto em que decidimos quando parar de procurar ativamente", lamentou.No dia anterior, ela já havia dado poucas esperanças quanto à possibilidade de encontrar sobreviventes, dadas as duras condições do mar, especialmente para pessoas que não tinham coletes salva-vidas, comida ou água potável.As autoridades abriram uma investigação sobre o naufrágio, considerado um possível caso de "tráfico de pessoas"."O objetivo... é identificar, prender e processar qualquer infrator ou organização criminosa que tenha organizado, facilitado ou lucrado com esse maldito empreendimento", disse o agente especial Anthony Salisbury, do Escritório de Investigações de Segurança Interna (HSI) em Miami.- O papel das Bahamas -Os traficantes de seres humanos usam as Bahamas, um arquipélago na costa da Flórida, como ponto de parada para transportar pessoas, muitas delas de outros países do Caribe, como o Haiti, para os Estados Unidos.Na terça-feira, a Guarda Costeira dos Estados Unidos interceptou 191 haitianos a bordo de um cargueiro sobrecarregado cerca de 65 quilômetros a sudoeste da ilha Great Inagua, nas Bahamas, informou a instituição em comunicado.Segundo a Organização Internacional para as Migrações, cerca de 5.000 imigrantes haitianos trabalham legalmente nas Bahamas, mas entre 20.000 e 50.000 de seus compatriotas estão lá ilegalmente.As Bahamas, formadas por 700 ilhotas (39 delas habitadas), estão localizadas a 80 km a sudeste da costa da Flórida. O país costuma ser um ponto de trânsito para migrantes que querem chegar aos Estados Unidos, arriscando suas vidas em uma perigosa viagem marítima. Veja Mais

Crise da Ucrânia divide republicanos nos EUA

em - Internacional As tensões entre Estados Unidos e Rússia pela situação na Ucrânia revelaram uma nova divisão dentro do Partido Republicano: de um lado, os belicistas e pró-democracia; do outro, os isolacionistas que questionam por que o governo dos Estados Unidos deveria intervir.Na últimas semanas, os líderes republicanos apareceram em programas de televisão e deram coletivas de imprensa com a mesma mensagem: o presidente Joe Biden é muito fraco diante das demonstrações de força de Moscou, que concentrou quase 100.000 soldados na fronteira com a Ucrânia.Se o presidente russo, Vladimir Putin, invadir o país, deve ser objeto de sanções, ou o polêmico gasoduto Nord Stream 2 deve ser proibido de entrar em operação, defenderam vários senadores republicanos, ao apresentarem uma série de textos neste sentido ao Congresso.Algumas vozes dissonantes começaram, porém, a serem ouvidas dentro do Partido Republicano, acusando o governo Biden de estar mais preocupado com a crise ucraniana do que com o aumento da migração na fronteira sul dos Estados Unidos. "A Ucrânia está a mais de 8.000 quilômetros de distância. Os crimes violentos e as drogas perigosas estão atravessando os quintais dos meus eleitores", criticou o congressista Paul Gosar, do Arizona, um dos estados fronteiriços com o México. Alguns candidatos das eleições de meio de mandato previstas para novembro concordam com ele: "Esta história de Ucrânia está se tornando pior a cada hora que passa", afirmou na quarta-feira JD Vance, candidato a senador por Ohio."Vocês odeiam a América, a menos que queiram enviar os nossos melhores homens para morrer em uma guerra que não tem nada a ver com este país?", completou.- Tucker Carlson -A divisão dentro do partido conservador também afeta sua base. Uma pesquisa Yahoo publicada esta semana mostra que 40% dos republicanos consideram que o governo americano não tem o dever de proteger a Ucrânia, contra 36% que pensam o contrário.As divergências no partido têm como origem a impopularidade das intermináveis guerras dos Estados Unidos nas últimas décadas, do Iraque até a caótica retirada do Afeganistão, segundo analistas. "De fato, há uma divisão dentro do Partido Republicano, e agora um grupo significativo destes eleitores são anti-intervencionistas e potencialmente pró-Rússia", disse à AFP Carly Cooperman, especialista em política americana. Ela afirma que o sentimento pró-Rússia criou raízes durante a Presidência do republicano Donald Trump, que definiu seu colega Putin como um líder "muito respeitado".E o sentimento é forte no programa do principal apresentador do canal Fox News, Tucker Carlson, uma das vozes mais influentes nos meios de comunicação conservadores do país."Trump influenciou muito a formação do sentimento, porque, em geral, se mostrou mais agradável com a Rússia, assim como Tucker Carlson, que se esforçou para defender a postura pró-Rússia em seu programa", enfatiza Carly Cooperman.No início da semana, Carlson disse: "Por que é desleal estar do lado da Rússia e leal estar do lado da Ucrânia? Ambos são países estrangeiros que não se importam com os Estados Unidos".Uma demonstração de sua influência: o congressista democrata Tom Malinowski declarou esta semana que está recebendo ligações de "pessoas que dizem que estão vendo Tucker Carlson e que se sentem irritadas porque não estamos do lado da Rússia". Algumas declarações do apresentador da Fox News foram exibidas e elogiadas na televisão estatal russa.YAHOO!Twitter Veja Mais

Alemanha inicia julgamento por espetacular roubo de diamantes

em - Internacional Mais de dois anos depois de um roubo ousado em um museu de Dresde, no leste da Alemanha, seis membros do crime organizado são julgados a partir desta sexta-feira (28), mas os diamantes e joias extraídos continuam desaparecidos.O roubo no final de 2019 no museu Grünes Gewölbe, joia do patrimônio de Saxônia, impressionou tanto pela sua sofisticação como pelo valor do saque, avaliado em 100 milhões de euros (111,5 milhões de dólares).Os seis acusados, dois deles menores no momento dos fatos, são julgados a partir desta sexta-feira em Dresde por este roubo no qual teriam participado outras quarenta pessoas ainda procuradas pela polícia.A passividade dos quatro guardas de segurança intrigou os investigadores no inicio, mas por enquanto não há elementos incriminatórios contra eles.- 49 quilates -Detidos em novembro de 2020 em Berlim após meses analisando gravações de vídeo e amostras de DNA, os suspeitos pertenciam a uma gangue criminosa de origem libanesa muito ativa na Alemanha, conhecida como o "clã Remmo".O dispositivo de segurança ao redor do tribunal será reforçado durante o processo. Os acusados correm o risco de pegar até dez anos de prisão.Na madrugada de 25 de novembro de 2019, os ladrões invadiram o museu desta cidade barroca do leste da Alemanha, apelidada a "Florença do Elba". Dentro, vagaram livremente durante oito minutos.Os ladrões não hesitaram em colocar fogo às 05h00 em um terminal elétrico para desativar os alarmes do museu e as luzes da rua.Depois, entraram no museu por uma janela com grades, localizada em um ângulo morto da videovigilância, cujas grades foram serradas dias antes e discretamente substituídas até o dia do roubo.Quando a polícia chegou, os ladrões já haviam desaparecido com o roubo depois de terem quebrado com um machado as vitrines onde havia joias e diamantes na sala-forte de Augusto o Forte, príncipe de Saxônia e rei da Polônia no século XVIII.Levaram uma dezena de ornamentos do século XVIII, com joias e pedras preciosas, várias "centenas" de diamantes, entre eles um de 49 quilates incorporado em uma "ombreira", segundo a polícia.Também roubaram uma espada com nove grandes diamantes e 770 menores.As peças roubadas têm um valor histórico e cultural "inestimável" e impossível de avaliar, segundo o museu.A ministra da Cultura da região de Saxônia, Barbara Klepsch, lamentou após o crime "um prejuízo imenso para a cultura mundial".Até agora não foi possível recuperar nenhuma peça, apesar das altas recompensas prometidas. Veja Mais

Políia limita menção a supostas festas ilegais em relatório de Downing Street

em - Internacional A Scotland Yard admitiu nesta sexta-feira ter solicitado que o aguardado relatório interno - potencialmente explosivo para o primeiro-ministro Boris Johnson - sobre as supostas festas ilegais em Downing Street durante os confinamentos no período da pandemia mencione de forma "mínima" os eventos que são objeto de investigação policial.Isto pode representar um balão de oxigênio para o controverso primeiro-ministro, que enfrenta a ameaça de uma eventual moção de censura dentro do próprio Partido Conservador devido ao escândalo. Após o pedido da polícia, a investigação interna deve ter uma publicação imediata limitada ou aguardar o fim do inquérito oficial para sua divulgação na íntegra.Muitos deputados conservadores aguardam com nervosismo o relatório, elaborado pela funcionária pública de alto escalão Sue Gray, sobre celebrações de Natal, bebidas de despedida, festas no jardim e bolos de aniversário nos escritórios e na residência oficial do primeiro-ministro durante os confinamentos de 2020 e 2021, para decidir se tentam ou não afastá-lo do poder.Johnson prometeu divulgar o texto sem qualquer tipo de edição assim que receber o documento, além de comparecer ao Parlamento para responder perguntas sobre a investigação.Mas a apresentação do relatório, inicialmente esperada para quarta-feira passada, foi adiada diversas vezes, segundo a imprensa, pelas dúvidas sobre o que pode ser divulgado depois que a polícia passou a atuar na questão, com o anúncio da abertura de uma investigação na terça-feira sobre possíveis delitos às leis anticovid."A respeito dos eventos investigados pela polícia, pedimos que seja feita uma referência mínima no relatório do 'Cabinet Office'", o órgão interdepartamental do qual depende a investigação de Sue Gray, reconheceu a Scotland Yard nesta sexta-feira."Estamos em contato permanente com o 'Cabinet Office', inclusive sobre o conteúdo do relatório, para evitar qualquer dano à nossa investigação", afirma um comunicado.A polícia "não pediu nenhuma limitação em outros eventos no relatório, nem o adiamento do relatório", acrescentou.A imprensa britânica não acredita que o relatório será divulgado antes da próxima semana.O secretário de Estado de Tecnologia, Chris Philp, afirmou ao canal Sky News que Downing Street não havia recebido o documento até esta sexta-feira. Veja Mais

ONU: 'falta extrema de alimentos' afeta quase 40% dos habitantes do Tigré

em - Internacional Cerca de 40% da população sofre com a "falta extrema de alimentos" na região etíope do Tigré, há quase 15 meses devastada por uma guerra - alertou o Programa Mundial de Alimentos (PMA), nesta sexta-feira (28).Esta situação dramática se vê agravada pela redução das atividades humanitárias na região, devido à escassez de combustível e ao aumento dos combates, que impedem o envio de ajuda. Horas antes, o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha, na sigla em inglês) anunciou que as ONGs internacionais haviam esgotado suas reservas de combustível e que tinham de "entregar a pé o pouco material e serviços humanitários que lhes restavam".De acordo com a última avaliação da situação alimentar feita pelo PMA, 83% dos habitantes da região do Tigré se encontram em situação de insegurança alimentar. Os combates explodiram em novembro de 2020 no norte da Etiópia, depois que o primeiro-ministro Abiy Ahmed enviou tropas para derrubar a Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF). Segundo o governo, este antigo partido no poder na região organizou ataques contra bases do Exército etíope. Veja Mais

Eleições: pesquisas mostram socialistas e centro-direita empatados em Portugal

em - Internacional Os socialistas do primeiro-ministro António Costa e a centro-direita estão praticamente empatados na disputa pelas eleições legislativas do próximo domingo (30) em Portugal - conforme duas pesquisas divulgadas nesta sexta-feira (28).De acordo com a sondagem publicada pelo semanário Expresso, o Partido Socialista (PS), no poder desde 2015, teria 35% das intenções de voto, com uma leve vantagem sobre o Partido Social Democrata (PSD), do ex-prefeito da cidade do Porto Rui Rio, que ficaria com 33%. No jornal Público, o PS aparece com 36% das intenções de voto, e o PSD, 33%. Como essas diferenças estão dentro da margem de erro das pesquisas, os dois veículos falam de um "empate técnico".Em termos de cadeiras no Parlamento, a corrida se anuncia como muito acirrada. Segundo as duas pesquisas, ambos os partidos podem ficar em primeiro lugar. Atrás destas duas siglas, que dirigem o país desde a instauração da democracia (1974), as duas sondagens mostram a aparição de quatro partidos, que teriam entre 5% e 6% das intenções de voto. Na extrema direita e na direita, os radicais do Chega e os liberais devem registrar um forte avanço após sua entrada no Parlamento em 2019. Neste ano, conseguiram um único deputado. Na esquerda radical, os ex-aliados do Partido Socialista - o Bloco de Esquerda e a coalizão formada por comunistas e verdes - podem ser punidos pelos eleitores. Ambos se recusaram a apoiar o projeto orçamentário de 2022, um processo que levou à convocação destas eleições. António Costa chegou ao poder em 2015 com o apoio parlamentar destas legendas, mas não conseguiu renovar estes acordos após as eleições legislativas de 2019. Neste ano, obteve 36,3% dos votos, ficando a oito cadeiras da maioria absoluta. Veja Mais

Aeroporto de Bagdá é alvo de ataque com foguetes

em - Internacional Seis foguetes foram disparados nesta sexta-feira (28) contra o aeroporto de Bagdá, sem provocar vítimas, mas sim danos em um avião civil, informaram fontes das forças de segurança.Os seis foguetes caíram no estacionamento e nas pistas. Um avião civil, que estava vazio, foi atingido e danificado.Uma fonte confirmou que o ataque foi executado com seis drones contra as instalações civis do aeroporto. O avião atingido é um Boeing 767 da companhia aérea aérea iraquiana que passava por reparos. O ataque não foi reivindicado até o momento. Nas últimas semanas os lançamentos de foguetes ou ataques com drones atingiram a denominada "Zona Verde", onde fica a embaixada dos Estados Unidos.Também tentaram atingir uma área diplomática dos Estados Unidos - instalada em uma parte do aeroporto - e as tropas da coalizão internacional presentes em bases iraquianas, que lutam contra os extremistas.Os atos, que nunca são reivindicados, são atribuídos por Washington a facções pró-Irã no Iraque, que exigem a saída das tropas americanas do país como parte do combate contra os extremistas. Veja Mais

Dois tadjiques morrem em confrontos com o Quirguistão

em - Internacional Dois tadjiques morreram e 10 ficaram feridos em confrontos com o Quirguistão na disputada fronteira entre os países, onde um cessar-fogo foi declarado, informaram as autoridades do Tadjiquistão nesta sexta-feira (28). "No conflito fronteiriço, 10 pessoas ficaram feridas no lado tadjique, seis militares e quatro civis, e dois cidadãos da República do Tadjiquistão morreram", afirmou o Comitê de Segurança Nacional do Tadjiquistão em um comunicado.As duas vítimas fatais são um "homem nascido em 1986, que morreu por uma granada disparada por soldados do Quirguistão, e um motorista de ambulância nascido em 1964", informa a nota. Quirguistão e Tadjiquistão anunciaram nesta sexta-feira um cessar-fogo, após os confrontos da véspera entre guardas de fronteira dos dois países da Ásia Central, uma região sensível que provocou um conflito no início do ano passado. Os dois países concordaram em retirar suas tropas, coordenar as patrulhas na fronteira e garantir o tráfego em uma rodovia estratégica. A tensão está vinculada às questões de acesso à água entre as duas ex-repúblicas soviéticas, muito pobres. A violência do ano passado deixou quase 60 mortos. Veja Mais

Bolsa de Tóquio fecha em alta

em - Internacional A Bolsa de Tóquio encerrou a sessão de sexta-feira em alta de 2,09%.O índice Nikkei 225 ganhou 547,04 pontos, a 26.717,34 unidades. Veja Mais

Últimos dias

Austrália anuncia US$ 700 milhões para proteger a Grande Barreira de Corais

em - Internacional A Austrália divulgou nesta sexta-feira (28) um plano financiado por US$ 700 milhões para proteger a Grande Barreira de Corais e impedir que o enorme recife seja removido da lista do Patrimônio Mundial da Unesco."Estamos apoiando a saúde do recife e o futuro econômico dos operadores turísticos de Queensland, fornecedores do setor hospitaleiro e comunidades que estão no coração da economia do recife", declarou o primeiro-ministro conservador, Scott Morrison.Este programa de nove anos é anunciado meses depois que o governo australiano impediu por pouco que a Grande Barreira de Corais fosse colocada na lista de patrimônio "ameaçado" da Unesco devido à deterioração do ecossistema causada pelas mudanças climáticas.Também ocorre poucos meses antes das eleições gerais de maio, nas quais Morrison terá que vencer no estado de Queensland, próximo ao recife, se quiser permanecer no poder.Quando as Nações Unidas ameaçaram anteriormente em 2015 rebaixar a Grande Barreira de Corais, a Austrália criou o plano "Recife 2050" e canalizou bilhões de dólares para sua proteção.Acredita-se que essas medidas tenham desacelerado a taxa de declínio, mas grande parte do maior ecossistema de corais do mundo já está danificado. Um estudo recente indicou que 98% do recife foi afetado por branqueamento desde 1998.O apoio do governo à indústria do carvão e sua relutância em combater as mudanças climáticas levaram à perda de apoio do partido nas cidades e colocaram em evidência uma série de candidatos independentes com foco na sustentabilidade ambiental.Vítimas de desastres como incêndios, secas ou inundações, os australianos são predominantemente a favor da limitação das mudanças climáticas. Uma pesquisa de 2021 do Lowy Institute em Sydney mostrou que 60% consideravam "o aquecimento global um problema sério e urgente".Oito em cada dez australianos apoiam a meta de neutralidade de carbono estabelecida para 2050, que o governo relutantemente aprovou antes da cúpula climática de Glasgow no ano passado.A Austrália, um dos maiores exportadores de gás e carvão, é economicamente dependente de combustíveis fósseis. Além disso, seus partidos políticos recebem importantes doações desses setores. Veja Mais

Venezuela: é declarado 'improcedente' pedido de referendo para destituir Maduro, que celebra

em - Internacional A autoridade eleitoral da Venezuela, controlada pelo chavismo, declarou nesta quinta-feira (27) "improcedente" a solicitação de um referendo para revogar o mandato do presidente Nicolás Maduro, que comemorou o "fracasso" da consulta após a oposição abandonar o processo pelas inviabilidade das condições impostas.Tania D'Amelio, integrante do Conselho Nacional Eleitoral, informou que "foram recebidas 42.421 manifestações de vontade", o que equivale a "1,01% do censo eleitoral".Uma pequena fração da oposição, que pediu a ativação desse mecanismo sem o apoio dos grandes partidos, tinha que recolher as assinaturas de 20% do eleitorado de cada estado, o que equivale a 4,2 milhões no total."O CNE declara improcedente a solicitação de referendo revogatório do mandato do presidente" e "declara inadmissível um novo pedido", indicou D'Amelio.A coleta de assinaturas foi feita durante 12 horas na quarta-feira, segundo a ordem do CNE que anunciou a jornada com apenas cinco dias de antecedência, o que, segundo o Movimento Venezuelano pelo Revogatório (Mover), tornou o processo inviável.Segundo pôde constatar a AFP, os centros instalados pelo CNE estiveram vazios durante a quarta-feira em Caracas.Maduro, reeleito em 2018 em uma votação não reconhecida pela oposição, celebrou o resultado da medida pela qual culpou o líder opositor Juan Guaidó, apesar de a iniciativa não ter contado com seu apoio expresso. "A culpa pelo retumbante fracasso na tentativa de ativar o referendo revogatório está na estupidez, na infantilidade e no golpismo que a oposição praticou na Venezuela nos últimos anos", disse Maduro em um ato oficial. "A culpa é do imbecil de Juan Guaidó e a culpa é de todos esses grupos que acreditavam que era fácil soprar e fazer garrafa, e assim falharam", acrescentou, rejeitando as críticas às condições do processo.O Mover adiantou que pedirá a nulidade do processo no Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), que, no entanto, também é controlado pelo chavismo.A Constituição da Venezuela estabelece que qualquer funcionário eleito por voto popular pode ser removido do cargo através de um referendo revogatório, uma vez cumprida a metade de seu mandato. Só é possível solicitá-lo uma vez por mandato.Em 2016, a oposição venezuelana tentou ativar um revogatório contra Maduro, mas o processo foi bloqueado por CNE e TSJ, que garantiram que houve irregularidades na coleta de assinaturas.O único pedido de referendo revogatório que prosperou no país ocorreu em 2004, que foi superado pelo falecido Hugo Chávez com uma vitória arrasadora. Veja Mais

Petróleo fecha em baixa

em - Internacional Os preços do petróleo caíram de suas máximas nesta quinta-feira, afetados pela alta do dólar.Em um dia de volatilidade, o Brent atingiu uma nova máxima em sete anos, impulsionado pela crise na fronteira da Ucrânia, e voltou a ultrapassar os 90 dólares por barril para entrega em março, mas fechou em queda de 0,68%, a 89,34 dólares. Em Nova York, o barril do WTI para entrega no mesmo mês perdeu 0,84%, a 86,61 dólares."O dólar atingiu fortemente o petróleo, após o Federal Reserve", resumiu Phil Flynn, do Price Futures Group. O banco central dos EUA sinalizou esta semana que pensa em aumentar os juros a partir de março, e "criou uma leve pressão de venda no mercado do petróleo", destacou Carsten Fritsch, do Commerzbank.O dólar se fortaleceu, o que contribui para preços mais baixos, uma vez que o barril de petróleo bruto se torna mais caro para investidores em outras moedas.COMMERZBANK Veja Mais

ONU pede retirada de crianças que permanecem em prisão sitiada na Síria

em - Internacional O subsecretário-geral para Assuntos Humanitários da ONU, Martin Griffiths, convocou uma reunião do Conselho de Segurança nesta quinta-feira (27) para retirar as crianças presas no centro de detenção de Ghwayran, em Hassakeh, no nordeste da Síria."Estamos extremamente preocupados pelas centenas de crianças presas em meio a um assédio aterrador" em torno da prisão, disse. "É de importância crucial que todas as crianças sejam evacuadas com segurança e recebam ajuda", acrescentou, durante a sessão mensal do Conselho, dedicada ao aspecto humanitário do expediente sírio. Durante seis dias, as forças curdas, que controlam a região, vêm travando combates mortais contra soldados do grupo Estado Islâmico que querem libertar os jihadistas presos nesta antiga escola convertida em centro de detenção. "Mesmo que saiam da prisão, seu futuro é incerto" e essas crianças "não estão fora de perigo", argumentou Griffiths. "Elas precisam ser reintegradas às suas comunidades e reconstruir suas vidas", insistiu.A pedido da Rússia, será realizada mais tarde uma segunda reunião do Conselho de Segurança da ONU para discutir mais especificamente a prisão de Ghwayran e a ameaça jihadista, segundo fontes diplomáticas. Veja Mais

Dez soldados paquistaneses mortos em emboscada separatista

em - Internacional Dez soldados paquistaneses foram mortos esta semana em uma emboscada reivindicada por separatistas em um posto de controle da província do Baluchistão, no sul do Paquistão, informou o Exército nesta quinta-feira (27)."Ocorreram intensas trocas de tiros" que custaram a vida dos soldados, durante o ataque na madrugada de quarta-feira, disse o Exército em comunicado.Os militares mataram um agressor e feriram vários outros, e lançaram uma "operação de limpeza" para "localizar os criminosos", que levou à captura de três homens armados, acrescentou.Em comunicado à AFP, o grupo separatista Exército de Libertação do Baluchistão (BLA) reivindicou a responsabilidade pelo ataque e disse que o saldo era de 17 mortos nas fileiras do exército."Armas e outros equipamentos militares do inimigo foram apreendidos e o posto foi incendiado", disseram os separatistas, confirmando que um de seus homens foi morto no confronto.O Baluchistão é palco de violência étnica e religiosa e há décadas tem sido sacudido intermitentemente por uma rebelião separatista. Há também grupos jihadistas ativos na região.A sua população, de cerca de 7 milhões de habitantes, queixa-se de ser marginalizada e privada dos recursos naturais desta província, a mais pobre do país, mas rica em hidrocarbonetos e minerais. Veja Mais

Fendi leva para as passarelas de Paris um 'exército de imperatrizes'

em - Internacional A Fendi desfilou um "exército de imperatrizes" nesta quinta-feira (27), último dia da Semana de Alta Costura de Paris. O britânico Kim Jones, diretor das coleções de moda feminina da casa romana Fendi e também estilista da moda masculina Dior, apresentou uma passarela com ares futuristas. Os cortes são majestosos, as cores são vibrantes: preto, azul escuro, vermelho, violeta. As "imperatrizes" avançam em impressionantes sapatos plataforma, sem salto, o que provoca alguns tropeços na passarela. Há um tom bélico, as caudas dos vestidos são longas. "Minha razão de estar na Fendi é celebrar o poder das mulheres", declara Kim Jones na nota de apresentação da coleção - Os lemas de Imane Ayissi -O camaronês Imane Ayissi joga com lemas. Tecidos estampados, típicos da cultura têxtil da África Ocidental, apresentam as mensagens que considera importantes. A palavra "foufoullou" na língua Ewondo dos Camarões significa "mistura". Em outros vestidos aparece "ensemble" (juntos, em francês). Impresso em um vestido branco, um slogan proclama: "No Fashion on a dead planet" (não há moda em um planeta morto). Os vestidos brincam com os tons de verde e rosa. O criador camaronês gosta de flertar com lantejoulas e rendas, nas cores da cultura adire da Nigéria. Ex-dançarina do Ballet Nacional de Camarões, Imane Ayissi entrou para a história em 2020 ao se tornar o primeiro estilista da África subsaariana a aparecer no calendário oficial da alta costura.- Mangá e teatro "Nô" no desfile de Yuima Nakazato -O japonês Yuima Nakazato prestou homenagem ao teatro "Nô" de seu país e também ao mangá, com dançarinas e modelos de cabelos coloridos. As bailarinas apareciam com os rostos cobertos por farinha de arroz, típico do teatro gestual japonês, e as modelos desfilavam com botas altas de inspiração gótica, nota excêntrica em um desfile de alta costura. O corte é assimétrico, as cores vivas, as estampas psicodélicas. Quimonos e vestidos de gala rompem com a atmosfera do Oratório do Louvre, o templo protestante utilizado para o desfile. Yuima Nakazato, 37 anos, conhecido por seus figurinos para cantores, permanece fiel à sua estética inovadora. Veja Mais

O que espera o ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández?

em - Internacional Ele governou em dois mandatos, o segundo, questionado por possível fraude nas urnas. Juan Orlando Hernández deixou a Presidência de Honduras em meio a acusações de narcotráfico nos Estados Unidos, embora garanta ter combatido o narcotráfico.Em janeiro de 2021, Herández disse à AFP que ao encerrar seu mandato se "afastará da vida pública" para escrever suas memórias. "Como cidadão, continuarei sempre servindo à pátria", anunciou nesta quarta-feira em sua mensagem de despedida.Mas alguns temas pendentes podem complicar o descanso daquele que foi um sólido aliado dos Estados Unidos na região. Confira a seguir alguns aspectos para entender a situação.1 - Acusações de narcotráfico:Seu irmão, Antonio "Tony" Hernández, cumpre pena de prisão perpétua em uma prisão dos Estados Unidos por narcotráfico, e promotores de Nova York se referem ao ex-chefe de Estado como CC-4 ou "co-conspirador" do crime.Geovanny Fuentes, outro condenado nos Estados Unidos, assegurou durante seu julgamento que Juan Orlando Hernández lhe disse que iam "enfiar droga nos gringos debaixo de seus próprios narizes" sem que percebessem.JOH, como é conhecido em Honduras por suas iniciais, nega as acusações. "[É] por vingança. Nós capturamos muitos deles [traficantes] e os entregamos lá [nos Estados Unidos] ou estão em presídios de Honduras e outros foram se entregar pela pressão que fizemos", assegurou Hernández à AFP dias antes da sentença do irmão.Hernández afirma ter conseguido reduzir em 95% a passagem de cocaína por Honduras desde 2014 e que isso lhe rendeu cumprimentos de Washington.Embora o governo americano não tenha tomado posição publicamente sobre os possíveis vínculos do ex-chefe de Estado com o narcotráfico, na quarta-feira um alto funcionário do governo americano disse que "levam a sério as acusações feitas contra ele".2.- Fuga, refúgio ou imunidade:Se as acusações contra Hernández forem formalizadas, "um caminho é fugir da justiça, tornar-se foragido em países que podem lhe dar proteção, que não tenham extradição com os Estados Unidos (...), como a Nicarágua", avaliou Elvin Hernández, analista da Equipe de Reflexão, Pesquisa e Comunicação (ERIC).Ele lembrou que o ex-presidente teve proximidade com o presidente nicaraguense Daniel Ortega quando ele estava acuado e questionado pela comunidade internacional por sua permanência no poder, e mencionou que "a Nicarágua não tem extradição e tem experiência protegendo presidentes que são perseguidos pela justiça", como os ex-chefes de Estado salvadorenhos Salvador Sánchez Cerén e Mauricio Funes."Quando a gente lê esses textos [dos promotores de Nova York], fica convencido de que [Hernández] é ator de fundo na investigação (...). Colocam-no como um líder ambicioso pelo poder de seu partido de dali avançou a ter o controle do governo e nos tornar um narco-Estado", comentou Elvin Hernández. Também existe o fato de que cada ex-presidente da região, ao deixar o cargo, assume como deputado no Parlamento Centro-americano (Parlacen), o que lhes dá direito à imunidade.3.- Extradição:"O que espera JOH é pagar pelas consequências e os castigos por ter estado envolvido em atos incompatíveis com a justiça americana", avaliou o sociólogo e ex-professor universitário Pablo Carías.Ao perder o controle do governo, "rapidamente se encontrará só, com a ausência de toda a estrutura que ele formou, orientada ao desmonte da institucionalidade jurídica do país e a substituí-la por um sistema de impunidade", acrescentou."Há suspeitas importantes de que ele pode ser extraditado para as cortes dos Estados Unidos", afirmou Carías."Acabo de escrever uma carta ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos, aconselhando-o a acusar e extraditar de forma imediata o ex-presidente Hernández para ser julgado por acusações de tráfico de drogas", escreveu recentemente em um artigo a legisladora norte-americana de origem centro-americana Norma Torres.4.- Colaborador:Outra possibilidade, segundo Carías, é que JOH auxilie ou já esteja auxiliando a agência antidrogas americana (DEA) para não apenas reduzir suas penas, mas se transformar em um colaborador, "e que a partir daí sua vida fique nas mãos da DEA". Veja Mais

Dezenas de milhares de manifestantes exigem aumento salarial na França

em - Internacional Dezenas de milhares de trabalhadores do setor privado, funcionários públicos, aposentados e estudantes se manifestaram na França nesta quinta-feira (27) para exigir salários mais altos em meio a preocupações com a perda de poder de compra, semanas antes da eleição presidencial. Os sindicatos CGT, FO, FSU e Solidaires convocaram cerca de 170 manifestações em todo o país, nas quais participaram "mais de 150.000 pessoas", gritando "Tudo aumenta, menos os nossos salários!", segundo a primeira organização.A mobilização sindical anterior, em 5 de outubro, reuniu 85.400 pessoas, segundo o Ministério do Interior, mais de 160.000 segundo a CGT. Os organizadores reivindicam o aumento do salário mínimo e do ponto de indexação dos servidores públicos e, em geral, de todos os salários, benefícios e pensões, em um contexto de inflação alta. "Atualmente, muitos trabalhadores ativos, muitos aposentados têm problemas para encontrar moradia, aquecimento ou se locomover" e "a resposta não pode ser... remendos de última hora", disse Yves Vyrier, do sindicato FO.A inflação na França em 2021 registrou seu nível anual mais alto desde 2018, impulsionada pelos preços de energia e gás, disse este mês o instituto de estatísticas francês Insee. Com a crise dos "coletes amarelos" na memória, o governo francês anunciou uma série de medidas temporárias para aliviar o aumento dos preços da energia, como uma "compensação da inflação" com um pagamento único de 100 euros. Os sindicatos lamentam que não tenha havido aumento do salário mínimo durante o mandato do presidente Emmanuel Macron, além dos reajustes automáticos, e que a indexação também não tenha aumentado. Foi terceira quinta-feira consecutiva de protesto de professores contra a gestão da crise sanitária nas escolas. No final da manhã, o Ministério da Educação indicou um acompanhamento de 8% a 9% no ensino fundamental e médio.As manifestações contaram com a presença de personalidades políticas, enquanto as sondagens colocam o poder de compra no topo das preocupações dos eleitores. Os candidatos presidenciais Fabien Roussel (Partido Comunista), Yannick Jadot (ecologista) e Jean-Luc Mélenchon (esquerda radical) participaram do protesto na capital. O CFDT, o primeiro sindicato francês, não participou apesar de apoiar as reivindicações. Veja Mais

MP pede que executivos da Repsol sejam proibidos de sair do Peru

em - Internacional O Ministério Público peruano pediu nesta quinta-feira (27) que quatro executivos da espanhola Repsol sejam proibidos de deixar o país por 18 meses, enquanto avançam as investigações sobre o vazamento de petróleo no mar em 15 de janeiro.Um Juizado de Instrução avaliará nesta quinta-feira o pedido feito contra o gerente geral da Refinaria de La Pampilla, o espanhol Jaime Fernández-Cuesta Luca de Tena. Também estão incluídos três diretores peruanos: Renzo Tejada Mackenzie(diretor do terminal), Gisela Posadas Jhong (gerente de qualidade e meio ambiente) e José Reyes Ruiz (gerente de segurança).O derramamento de cerca de 6.000 barris de petróleo bruto, descrito como um "desastre ecológico" pelo governo peruano, ocorreu enquanto o navio-tanque de bandeira italiana "Mare Doricum" descarregava na refinaria La Pampilla, propriedade da Repsol, em Ventanilla. A empresa atribuiu o acidente às ondas causadas pela erupção vulcânica em Tonga. O óleo derramado matou um número indeterminado de peixes e aves marinhas e deixou centenas de pescadores artesanais impossibilitados de trabalhar, o que gerou protestos contra a empresa espanhola. O pedido à justiça foi feito pelo promotor Ariel Tapia, que afirmou que "é necessário" investigar também possíveis responsabilidades dos órgãos de controle peruanos, como a direção das capitanias portuárias. O procurador do Ministério do Meio Ambiente, Julio César Guzmán, explicou que o crime de contaminação ambiental "tem pena de 4 a 5 anos". No entanto, o crime "de forma agravada pode subir para 6 a 7 anos", já que os chefes da Repsol teriam fornecido "informação falsa" sobre o vazamento às autoridades no início. De acordo com o Ministério Público, a petrolífera disse inicialmente que tinham sido derramados "seis galões" de petróleo bruto (24 litros), mas depois foi apurado que havia cerca de 6.000 barris (quase um milhão de litros). A Repsol informou à imprensa no dia seguinte ao incidente que se tratava de um "vazamento limitado" e que no momento do vazamento os protocolos de segurança foram ativados e suas brigadas conseguiram controlá-lo no mesmo dia 15. REPSOL Veja Mais

Começam testes em humanos com vacina de RNA mensageiro contra o HIV (Moderna)

em - Internacional As primeiras doses de uma vacina contra a aids usando tecnologia de RNA mensageiro foram administradas a humanos, anunciaram nesta quinta-feira (27) a empresa de biotecnologia americana Moderna e a International Aids Vaccine Initiative. O chamado teste de fase 1 será realizado nos Estados Unidos em 56 adultos saudáveis sem HIV. Apesar de quatro décadas de pesquisas, os cientistas ainda precisam desenvolver uma vacina contra essa doença que mata centenas de milhares de pessoas a cada ano. No entanto, os sucessos recentes da tecnologia de RNA mensageiro, que permitiu o desenvolvimento de vacinas contra a covid-19 em tempo recorde, incluindo a da Moderna, aumentaram as esperanças. O objetivo da vacina em teste é estimular a produção de um determinado tipo de anticorpo (bnAb), capaz de atuar contra as inúmeras variantes circulantes do HIV, o vírus causador da aids.A vacina visa educar as células B, que fazem parte do nosso sistema imunológico, a produzir esses anticorpos. Para isso, o ensaio testará a injeção de um antígeno inicial, ou seja, uma substância capaz de induzir uma resposta imune, e um antígeno de reforço injetado posteriormente. Eles serão injetados via tecnologia de RNA mensageiro. "A produção de bnAbs é amplamente considerada um alvo da vacinação contra o HIV, e este é um primeiro passo nesse processo", disse o comunicado."Serão necessários outros antígenos para guiar o sistema imunológico no caminho certo, mas essa combinação de aplicação e reforço pode ser a primeiro componente-chave de um potencial esquema de vacina contra o HIV", disse David Diemert, cientista principal do estudo em um dos quatro centros onde é realizado, a George Washington University.Os antígenos utilizados foram desenvolvidos pela organização de pesquisa científica International Aids Vaccine Initiative (IAVI) e pelo Scripps Research Institute, com apoio da Fundação Bill & Melinda Gates, do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas (NIAD) dos Estados Unidos e da Moderna. No ano passado, um primeiro teste, que não usou RNA mensageiro, mas utilizou o primeiro antígeno, mostrou que a resposta imune desejada foi obtida em várias dezenas de participantes. O próximo passo foi trabalhar junto à Moderna. "Dada a velocidade com que as vacinas de RNA mensageiro podem ser produzidas, esta plataforma oferece uma abordagem mais flexível e responsiva para testar e projetar uma vacina", destacou o comunicado. "A busca por uma vacina contra o HIV é longa e difícil, e ter novas ferramentas em termos de antígenos e plataforma pode ser a chave para um rápido progresso", disse Mark Feinberg, diretor da IAVI. Veja Mais

Bolsonaro confirma viagem à Rússia 'no final de fevereiro'

em - Internacional O presidente Jair Bolsonaro confirmou, nesta quinta-feira (27), que visitará a Rússia "no final de fevereiro", em meio à grave crise entre os países ocidentais e Moscou, acusada de preparar uma invasão à Ucrânia."Está previsto [a viagem] a final de fevereiro (...). Melhores entendimentos, melhores relações comerciais", disse o presidente aos seus apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada em Brasília.Bolsonaro já havia anunciado em dezembro que aceitou um convite de Putin, a quem classificou hoje como "conservador".A Presidência disse em uma mensagem à AFP que por enquanto não tem os "detalhes" das datas nem da agenda da visita que, segundo a mídia local, também incluirá a Hungria por convite do governo do presidente ultraconservador Viktor Orban, um aliado de Bolsonaro. O vice-presidente Hamilton Mourão admitiu na segunda-feira que a viagem poderia ser cancelada por conta da grave crise diplomática entre Rússia e Ucrânia, que é apoiada pelos Estados Unidos e pela Otan.Os países ocidentais acusam a Rússia de ter enviado mais de 100.000 soldados para a fronteira com a Ucrânia, preparando-se para uma eventual ofensiva que, segundo Washington, poderia acontecer em meados de fevereiro.Esse conflito "faz parte da discussão europeia, o Brasil é de outro continente, aqui nós somos do continente da paz", disse Mourão.Bolsonaro afirmou em 19 de janeiro que estava ciente da situação entre Rússia e Ucrânia, mas que sua visita não tinha a intenção de "criar problemas de animosidade"."Sabemos dos problemas de alguns países com a Rússia, sabemos disso", disse então. "A Rússia é parceiro nosso, temos compra de fertilizantes, entre outras coisas. Então, é uma viagem que interessa para nós e para eles".O governo de Bolsonaro ficou cada vez mais isolado na cena internacional, especialmente depois da saída de seu aliado Donald Trump do poder nos Estados Unidos, há um ano. Veja Mais

Um soldado morto e três feridos em ataques contra bases do exército colombiano

em - Internacional Um soldado foi morto e outros três ficaram gravemente feridos em vários ataques simultâneos com explosivos nesta quinta-feira(27) contra bases militares perto da fronteira da Colômbia com a Venezuela, segundo autoridades. O alto comando militar colombiano atribuiu a ofensiva ao Exército de Libertação Nacional (ELN), reconhecido como a última guerrilha do país. Em uma primeira ação, o soldado Faider Martínez perdeu a vida devido aos explosivos que atingiram um posto do exército no município de Chiriguaná, no departamento de Cesar. Pouco depois, outra base foi atacada na cidade vizinha de Aguachica. Dois soldados ficaram "consideravelmente feridos", disse o Exército em um relatório entregue à mídia. Um terceiro ataque foi registrado no município de Ocaña, no departamento de Norte de Santander, na fronteira com a Venezuela. Sete artefatos atingiram o Batalhão Santander. Um suboficial ficou ferido e a base sofreu "alguns danos consideráveis", disse o chefe do Exército na região, general Omar Sepúlveda, à W Radio, culpando os "bandidos do ELN" pelo ataque. O ELN afirmou no Twitter ter atacado quatro instalações militares durante as primeiras horas da manhã.Todas as bases estão a menos de 100 quilômetros da fronteira com a Venezuela, onde, segundo o governo de Iván Duque, grupos armados colombianos se refugiam com a aprovação das autoridades venezuelanas. Caracas sempre negou as acusações. Ambos os países romperam relações diplomáticas logo após Duque chegar ao poder na Colômbia, em agosto de 2018. A violência na zona fronteiriça deixou dezenas de mortos desde o início do ano. Segundo o general Sepúlveda, também atuam na área dissidentes da guerrilha das Farc, que romperam com o pacto de paz assinado em 2016, e do Clan del Golfo, o principal grupo narcotraficante do país. Essas organizações disputam as rotas do narcotráfico e do contrabando na porosa fronteira de 2.200 quilômetros. A Colômbia vive o pior surto de violência desde o desarmamento do que já foi a guerrilha mais poderosa das Américas. Grupos armados lutam pelo controle de regiões remotas onde as Farc costumavam operar.Twitter Veja Mais

Forças curdas perseguem jihadistas após ataque em prisão síria

em - Internacional As forças curdas continuavam procurando, nesta quinta-feira (27), por jihadistas em torno de uma grande prisão no nordeste da Síria, cujo controle foi retomado no dia anterior após um ataque do grupo Estado Islâmico (EI) que deixou mais de 200 mortos.As Forças Democráticas Sírias (FDS), controlada pelos curdos, anunciaram na quarta-feira que retomaram totalmente o controle da prisão de Ghwayran, encerrando seis dias de combates no que foi o pior ataque dos extremistas islâmicos na Síria em três anos.Hoje, porém, as operações de busca encontraram entre 60 e 90 jihadistas que ainda estavam entrincheirados em uma ala da prisão, de acordo com as FDS, que afirmam que cerca de 3.500 membros do EI se renderam.Em 20 de janeiro, o EI atacou a prisão de Ghwayran, localizada em Hassake e onde milhares de jihadistas estavam detidos, na maior ofensiva do EI desde sua derrota militar na Síria em 2019 contra as forças curdas.A administração autônoma curda controla grandes regiões do norte e nordeste da Síria.Os confrontos levaram cerca de 45.000 pessoas que vivem perto da prisão a fugir em temperaturas congelantes, segundo a ONU. Muitos deles se refugiaram em mesquitas ou salões de casamento em Hassake, onde o toque de recolher está em vigor há quatro dias.As forças curdas, apoiadas pela coalizão antijihadista liderada pelos Estados Unidos, bloqueiam todas as entradas para impedir que os jihadistas fujam para outras regiões.Nesta quinta-feira, várias famílias se reuniram em um posto de controle na entrada do bairro de Ghwayran para pedir às forças de segurança que as deixassem passar, segundo um correspondente da AFP."Viemos ver nossa casa, mas eles nos fizeram voltar porque a situação não é segura", disse Abu Hamza, acompanhado de seus cinco filhos.- Sem poder sair -Nas proximidades, duas mulheres com sacolas plásticas cheias de pão também esperavam poder acessar o bairro de Ghwayran, onde, segundo elas, há alguns civis impossibilitados de sair."As pessoas ficaram sem pão, sem água, sem nada", disse uma das mulheres à AFP. "Viemos e arriscamos nossas vidas para comprar pão para o bairro e vamos distribuí-lo", acrescentou.Pelo menos 156 jihadistas, 55 combatentes curdos e sete civis morreram nos confrontos em Hassake desde o início do ataque, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).A prisão abrigava pelo menos 3.500 jihadistas - incluindo quase 700 menores - quando o EI lançou seu ataque com caminhões-bomba e armas pesadas.Tanto a ONU quanto outras organizações de direitos humanos alertaram sobre a presença de centenas de menores na prisão, uma antiga escola convertida em centro de detenção."A recuperação da prisão pelas forças lideradas pelos curdos põe fim a esta fase mortal, mas a crise envolvendo esses prisioneiros está longe de ser resolvida", disse a ONG Human Rights Watch na quarta-feira.Os prisioneiros que se renderam foram transferidos para centros de detenção mais seguros, disseram as FDS.As forças curdas exigem há anos a repatriação de quase 12.000 jihadistas de mais de 50 nacionalidades mantidos em prisões sob seu controle.Mas a maioria dos países ocidentais se recusa a repatriá-los ou o faz lentamente.Alguns especialistas veem o ataque dos jihadistas como um elemento central no ressurgimento do EI, que recuou para o deserto sírio após sua derrota naquele país e no Egito em 2017.A guerra na Síria deixou cerca de 500.000 mortos desde 2011. Veja Mais

América Latina somou cinco milhões de pessoas na pobreza extrema em 2021

em - Internacional Cinco milhões de pessoas entraram na pobreza extrema em 2021 nos países da América Latina, o que fez o total de indivíduos nessa situação subir de 81 milhões para 86 milhões na região "mais vulnerável do mundo nesta pandemia", informou a Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) nesta quinta-feira (27).A "pobreza extrema na região aumentou para 86 milhões em 2021 como consequência do aprofundamento da crise social e sanitária derivada da pandemia", disse a Cepal sobre a pobreza, cuja taxa geral caiu levemente de 33% para 32,1% em 2021, totalizando 201 milhões de pobres. Veja Mais

Comissão Europeia autoriza compra de plataforma Kustomer por parte da Meta

em - Internacional A Comissão Europea deu sinal verde nesta quinta-feira (27) à compra da plataforma Kustomer, de serviço a clientes, por parte da Meta, com a condição de permitir acesso irrestrito de concorrentes a esse serviço.Meta, novo nome do gigante Facebook, anunciou a compra em 2020. Kustomer era então uma empresa americana incipiente com um software que permitia centralizar a atenção aos clientes mediante combinação de plataformas sociais.No entanto, a Áustria pediu às autoridades antimonopólio da União Europeia uma investigação sobre os impactos do caso, e rapidamente outros nove países se juntaram a essa demanda.A Comissão autorizou a compra nesta quinta-feira, mas com a condição de criação de uma garantia externa de que a Meta vai cumprir com seus compromissos sobre concorrência.A comissária europeia para a Concorrência, Margrethe Vestager, afirmou em nota que a autorização fará "com que os rivais inovadores e os novos participantes no mercado de software de administração de relações com clientes (CRM) possam competir efetivamente".Embora a transação tenha estado abaixo dos limites financeiros habituais da UE, o caso provocou sinais de alerta devido à insistência da Meta em vincular serviços de comércio eletrônico a suas plataformas, especialmente as de mensagens instantâneas, como Messenger e Whatsapp.As preocupações eram voltadas para um serviço da Kustomer, chamado "Chat Bot", um canal de diálogo direto com clientes, usado por bancos e linhas aéreas, entre outros."Estamos satisfeitos com a autorização da fusão da Kustomer da Comissão Europeia. Mostra que nossa compra da Kustomer criará mais opções no competitivo mercado de CRM', afirmou um porta-voz da Meta.Meta Veja Mais

Presidente da Ucrânia celebra conversas 'construtivas' com Rússia

em - Internacional O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, saudou, nesta quinta-feira (27), as conversas "construtivas" de ontem, em Paris, com representantes de Moscou, realizadas com mediação franco-alemã na tentativa de acalmar a grave crise entre os dois países. Zelensky considerou a reunião "positiva" por "seu caráter construtivo e pelo desejo de continuar as negociações substanciais dentro de 15 dias, em Berlim", afirmou a Presidência da Ucrânia, em um comunicado. Veja Mais

Ex-diplomata americano está preso na Rússia por tráfico de maconha

em - Internacional Um professor e ex-diplomata americano está detido na Rússia por tráfico de drogas - anunciaram as autoridades locais nesta quinta-feira (27)."Os investigadores continuam trabalhando no caso criminal contra o cidadão americano Marc Vogel. O ex-diplomata norte-americano é acusado de tráfico e posse de drogas", informou o Ministério do Interior em um comunicado. Se for condenado, poderá passar vários anos preso no país.Segundo as autoridades russas, Vogel foi preso quando chegou ao aeroporto de Moscou procedente de Nova York. Maconha e haxixe foram encontrados "camuflados" em suas malas, conforme nota do ministério.As autoridades não informaram quando ele foi preso, mas, de acordo com a imprensa russa, o incidente ocorreu em agosto de 2021.Segundo a agência de notícias Interfax, Vogel trabalha como professor em uma escola de Moscou. Ele garantiu que a maconha era para uso medicinal, após passar por uma operação na coluna. A Rússia não reconhece o uso medicinal dessa substância, algo que o detento disse não saber.Vogel já trabalhou na Embaixada dos Estados Unidos em Moscou e teve imunidade diplomática até maio de 2021.Vários americanos estão detidos em prisões russas, e vários russos estão presos nos Estados Unidos. Neste momento, as relações bilaterais vivem uma grave crise sobre a questão da Ucrânia. No passado, a Rússia se mostrou disposta a negociar uma troca de presos. Veja Mais

Apple bate recorde de receita apesar da escassez global de chips

em - Internacional A Apple anunciou nesta quinta-feira (27) que sua receita do quarto trimestre atingiu um recorde de US$ 124 bilhões no final do ano passado em meio a uma escassez global de chips.Essas vendas recordes geraram lucros de US$ 34,6 bilhões contra US$ 28,7 bilhões no mesmo trimestre do ano anterior, de acordo com o relatório de resultados da empresa.O colosso do Vale do Silício se fortaleceu durante a pandemia, à medida que os usuários confiavam em seus produtos e serviços em um momento em que a escassez de chips, problemas na cadeia de suprimentos e os impactos da crise da saúde criavam incerteza."Estamos satisfeitos em ver a resposta dos clientes em todo o mundo em um momento em que permanecer conectado é mais importante do que nunca", declarou o CEO da Apple, Tim Cook, em comunicado.As vendas de smartphones superaram US$ 71 bilhões, impulsionadas pela forte demanda pelo iPhone 13, especialmente na China.Apesar da volatilidade do mercado, a Apple se tornou a primeira empresa dos Estados Unidos a atingir um valor de mercado de US$ 3 trilhões, em 3 de janeiro. Veja Mais

EUA e Alemanha alertam Rússia que gasoduto está em jogo se invadir a Ucrânia

em - Internacional Os Estados Unidos e a Alemanha alertaram a Rússia nesta quinta-feira (27) que o importante gasoduto Nord Stream 2 está em jogo se invadir a Ucrânia, enquanto Washington expressou esperança de uma saída diplomática, apesar das declarações frias de Moscou.O destino deste polêmico gasoduto russo-alemão, nunca bem-visto por Washington, mas concluído com a bênção de Berlim, certamente estará no centro da visita do chanceler alemão, Olaf Scholz, a Washington em 7 de fevereiro para se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.Intensificando a ofensiva diplomática, os Estados Unidos convocaram uma reunião aberta no Conselho de Segurança da ONU para a próxima segunda-feira sobre o "comportamento ameaçador" da Rússia, na esperança de obter uma condenação, embora Moscou possa vetar qualquer resolução.Biden também conversou por telefone com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, nesta quinta-feira e disse que os Estados Unidos estão considerando dar a ele mais apoio financeiro, depois dos US$ 650 milhões enviados em assistência militar no ano passado.Biden "reafirmou a prontidão dos Estados Unidos, juntamente com seus aliados e parceiros, para responder decisivamente se a Rússia invadir a Ucrânia", declarou a Casa Branca em comunicado.Os Estados Unidos alertaram a Rússia que haverá consequências rápidas e severas se invadir a Ucrânia, depois que Moscou enviou cerca de 100.000 soldados para a fronteira ucraniana desde o final de 2021.- Nord Stream 2 -A Alemanha, após uma atitude ambígua nas últimas semanas, procurou esclarecer sua posição nesta quinta-feira."Estamos trabalhando em um pacote de sanções forte" com aliados ocidentais neste caso, cobrindo vários aspectos "incluindo o Nord Stream 2", declarou a ministra das Relações Exteriores, Annalena Baerbock, ao Parlamento.O gasoduto Nord Stream 2, que a Alemanha construiu apesar das críticas dos Estados Unidos e dos países do Leste Europeu, mais que dobrará o fornecimento de gás natural russo para a economia alemã.Em Washington, Victoria Nuland, a terceira na hierarquia do Departamento de Estado, afirmou estar confiante de que uma invasão impediria a Alemanha de ativar o projeto multibilionário, que foi concluído em setembro, mas ainda requer testes e aprovação regulatória."Se a Rússia invadir a Ucrânia, de uma forma ou de outra, o Nord Stream 2 não seguirá em frente", garantiu Nuland a repórteres.A aliança militar da Otan, liderada pelos Estados Unidos, colocou 8.500 soldados de prontidão para lidar com a crise na Ucrânia, um cenário que lembra a Guerra Fria com a União Soviética.- Resposta russa -A Rússia nega qualquer plano de invasão, mas se considera ameaçada pela expansão da Otan nos últimos 20 anos, bem como pelo apoio ocidental à vizinha Ucrânia. No mês passado, Moscou exigiu amplas garantias de segurança do Ocidente, incluindo que a Ucrânia nunca seja autorizada a ingressar na Otan.Washington deu uma resposta na quarta-feira em coordenação com os parceiros da Otan, dizendo que a Ucrânia tinha o direito de determinar seus próprios aliados, mas oferecendo à Rússia um diálogo sobre a colocação de mísseis na região e outras preocupações mútuas.Nesta quinta-feira, altos funcionários em Moscou disseram que suas principais preocupações não foram abordadas, mas não descartaram novas negociações."Não se pode dizer que nossas opiniões foram levadas em consideração", declarou Dmitri Peskov, porta-voz do presidente Vladimir Putin.O chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, também apontou a ausência de uma "resposta positiva" à principal reivindicação russa, embora não tenha fechado a porta ao diálogo.Nuland enfatizou que "apenas uma pessoa decide em Moscou e essa pessoa é o presidente Putin". "A bola está no campo dele".- "Influência chinesa" -A China se posicionou pela primeira vez nesta crise, alinhando-se com a Rússia e instando os Estados Unidos a levar "a sério" as preocupações de segurança do Kremlin.Em resposta, Washington pediu para que Pequim tente evitar o confronto."Pedimos a Pequim que use sua influência com Moscou para incentivar a diplomacia, porque se houver um conflito na Ucrânia, também não será bom para a China", alertou Nuland.Havia preocupação nas ruas de Kiev de que a Ucrânia tivesse sido esquecida em meio a conversas de alto nível entre Moscou, Otan e Washington."Os Estados Unidos estão provocando a Rússia e a Rússia está provocando os Estados Unidos. E em algum lugar no meio está a Ucrânia", afirmou à AFP Dmytro Sylenko, empresário de 23 anos."O que importa para mim é que haja paz. Não me importo com o resto", continuou.Apesar do aumento da crise nos últimos meses, a Ucrânia é foco de tensões desde 2014, quando a Rússia anexou a península da Crimeia, o que aumentou o conflito entre as autoridades pró-Ocidente de Kiev e os separatistas pró-Moscou na região leste Donbas, um confronto que deixou mais de 13.000 mortos.Em uma reunião na quarta-feira em Paris, representantes ucranianos e russos, acompanhados por alemães e franceses, se comprometeram com o "respeito incondicional do cessar-fogo" decretado na região e agendaram uma nova reunião para o início de fevereiro.O gabinete de Zelenski elogiou em um comunicado o "caráter construtivo" da reunião e o acordo para que as partes voltem a dialogar. Veja Mais

EUA encaminha crise na Ucrânia ao Conselho de Segurança da ONU

em - Internacional Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (27) que convocaram uma reunião pública do Conselho de Segurança da ONU para a próxima segunda-feira para discutir a crise sobre a Ucrânia."Mais de 100.000 soldados russos estão posicionados na fronteira ucraniana e a Rússia está realizando novos atos desestabilizadores direcionados à Ucrânia, que representam uma clara ameaça à paz e segurança internacionais e à Carta da ONU", declarou em comunicado a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield. Veja Mais

Xiomara Castro assume Presidência e propõe refundar Honduras 'socialista e democrática'

em - Internacional A esquerdista Xiomara Castro tomou posse nesta quinta-feira (27) como a primeira mulher presidente de Honduras, um país afetado pela pobreza, a emigração, o narcotráfico e a corrupção, ao qual prometeu refundar como um Estado "socialista e democrático"."Neste dia histórico informarei a Nação (...) sobre a tragédia social e econômica que Honduras enfrenta e sobre a minha proposta de refundação do Estado socialista e democrático", disse Castro em seu primeiro discurso à Nação no Estádio Nacional de Tegucicalpa.Ela assegurou que os esforços de sua gestão até 2026 estarão concentrados em "educação, saúde, segurança e emprego".Recebe o país "na bancarrota", disse. A dívida pública de Honduras chega a 17 bilhões de dólares, dos quais US$ 11 bilhões são compromissos internacionais.A nova presidente foi empossada perante a juíza Carla Romero, acompanhada de Luis Redondo, presidente do Congresso reconhecido pela chefe de Estado, após uma crise parlamentar. O congressista colocou nela a faixa presidencial diante de 29.000 pessoas.Aos 62 anos e esposa do ex-presidente Manuel Zelaya, que assumiu o cargo em 2006 e foi destituído em 2009, Xiomara Castro pôs fim a uma supremacia de 12 anos do Partido Nacional (PN, direita), com uma coalizão liderada por seu partido, Liberdade e Refundação ('Libre').A cerimônia de posse contou com convidados importantes, como a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, o rei da Espanha, Felipe VI, e o vice-presidente de Taiwan, William Lai.- Migração -Xiomara Castro promete mudanças profundas em um país onde a pobreza atinge 59% de seus quase 10 milhões de habitantes, segundo cifras oficiais de 2019, apesar de a ONG Fórum Social da Dívida Externa e Desenvolvimento de Honduras (Fosdeh) situar esse número em 71%, segundo dados de 2021. Ela mencionou 74%. "Esta cifra por si só explica a caravana de milhares de pessoas de todas as idades, que fogem para o norte, México e Estados Unidos, procurando um lugar e uma forma de subsistir sem importar o risco para suas vidas", destacou.O país também registra uma alta taxa de homicídios, de quase 40 por 100.000 habitantes, provocada por cartéis de drogas e outros grupos criminosos, à qual se soma a pandemia, gerando um grande fluxo migratório para os Estados Unidos, com hondurenhos em busca de emprego.Nesse sentido, Xiomara se reunirá nesta quinta-feira com Kamala Harris para "abordar as causas profundas da migração na América Central", segundo detalhou em Washington um funcionário do alto escalão do governo americano.Entre a multidão que comemorava a posse de Castro, a costureira Esther López se disse esperançosa de que a situação "vá mudar porque Xiomara vem apoiando a causa dos pobres há muitos anos e por 'Mel' Zelaya, que foi um bom presidente".- Guinada à esquerda -Para concretizar seus planos de governo, Xiomara precisa do apoio do Parlamento, onde não tem maioria absoluta. E, para piorar, duas alas rivais do 'Libre' decidiram eleger cada uma seu próprio presidente do Congresso, o que gerou uma crise. No entanto, o panorama agora parece estar ficando mais claro.O legislador rebelde Jorge Cálix, que também se proclamou presidente do Legislativo, apoiado por opositores de direita e cerca de 20 dissidentes do Libre, ainda não respondeu à oferta para assumir um cargo no governo. No entanto, publicou uma foto dele com Xiomara Castro e disse estar certo de que ela "vai transformar Honduras".O discurso socialista dela foi visto com cautela pela oposição."Há uma guinada à esquerda, produto da ideologia dos Zelaya. Seus principais aliados são Cuba e Venezuela, e querem 'tapar o olho do macho' (dissimular) com a chegada da vice-presidente [dos Estados Unidos], Kamala Harris, mas afinal há muitos compromissos deles com a Venezuela", declarou à AFP David Chávez, líder do PN.No entanto, o sociólogo da Universidade Nacional, Eugenio Sosa, considerou que "os Estados Unidos entenderam que ela não representa uma esquerda radical e sim uma esperança para o povo hondurenho".Xiomara Castro precisa de apoio internacional para renegociar uma dívida externa de 11 bilhões de dólares. Para o ex-chanceler Edgardo Paz, este tema passa por um acerto "com as instituições multilaterais, onde Washington tem muita influência".Harris disse que sua visita será "uma oportunidade" para aprofundar a cooperação em temas-chave, "da luta contra a corrupção à recuperação econômica".- Ministros -"Chega de esquadrões da morte, chega de silêncio ante os feminicídios, chega de pistolagem, chega de narcotráfico, do crime organizado", disse a presidente recém-empossada.Seu antecessor, Juan Orlando Hernández, foi apontado por promotores de Nova York por manter vínculos com o narcotráfico. Seu irmão, o ex-deputado "Tony" Hernández, cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos por este crime. Os dois negam as acusações."É crucial que Castro tenha um gabinete com histórico de honestidade, porque há toda uma história de vínculos com o crime organizado do partido que está deixando o governo", comentou Sosa.Xiomara anunciou hoje alguns de seus futuros ministros, entre eles o chanceler, Eduardo Enrique Reina, e a ministra de Finanças, Rixi Moncada. Ela terá como secretário particular seu filho, Héctor Zelaya, e como ministro da Defesa José Manuel Zelaya, sobrinho de seu marido. Em Honduras não há lei contra o nepotismo.Seu marido a acompanhou a todo o momento. Com ele, antes da posse, circulou pela cidade em um carro conversível."Voltamos a onde nos tiraram há 12 anos. Graças ao povo, graças ao povo. Graças a Deus e graças ao povo", disse o ex-presidente Zelaya ao entrar no Palácio Presidencial para um almoço com convidados.Zelaya foi deposto em 2009 por una aliança cívico-militar após se aproximar do chavismo. Veja Mais

EUA planejam suspender busca por náufragos na costa da Flórida após encontrar cinco corpos

em - Internacional As autoridades americanas vão encerrar as buscas nesta quinta-feira (27) pelos náufragos que desapareceram na costa da Flórida no sábado, caso não obtenham novas informações sobre seu paradeiro, informou a Guarda Costeira após anunciar a descoberta de cinco vítimas do incidente."Se não recebermos informações adicionais hoje que possam refinar nossa busca ou nos direcionar para outros sobreviventes, suspenderemos a busca ativa até o pôr do sol hoje à noite", disse a capitã Jo Ann Burdian, comandante do Setor da Guarda Costeira de Miami, na quinta-feira, durante uma entrevista coletiva.Na terça-feira, um marinheiro mercante alertou as autoridades depois de resgatar um homem agarrado a um barco virado cerca de 70 quilômetros a leste de Fort Pierce Cove, no Atlântico.O náufrago disse que no sábado deixou as ilhas Bimini, nas Bahamas, com outras 39 pessoas, e que uma tempestade virou seu barco.A Guarda Costeira "encontrou quatro corpos nas últimas 24 horas" perto do local onde o navio foi encontrado, além da vítima encontrada na quarta-feira, disse Burdian a repórteres."Infelizmente, chegamos ao momento mais difícil em qualquer caso de busca e resgate, e é o ponto em que decidimos quando parar de procurar ativamente", lamentou.No dia anterior, ela já havia dado poucas esperanças quanto à possibilidade de encontrar sobreviventes, dadas as duras condições do mar, especialmente para pessoas que não tinham coletes salva-vidas, comida ou água potável.As autoridades abriram uma investigação sobre o naufrágio, considerado um possível caso de "tráfico de pessoas"."O objetivo... é identificar, prender e processar qualquer infrator ou organização criminosa que tenha organizado, facilitado ou lucrado com esse maldito empreendimento", disse o agente especial Anthony Salisbury, do Escritório de Investigações de Segurança Interna (HSI) em Miami, durante a coletiva de imprensa.- O papel das Bahamas -Os traficantes de seres humanos usam as Bahamas, um arquipélago na costa da Flórida, como ponto de parada para transportar pessoas, muitas delas de outros países do Caribe, como o Haiti, para os Estados Unidos.Na terça-feira, a Guarda Costeira dos Estados Unidos interceptou 191 haitianos a bordo de um cargueiro sobrecarregado cerca de 65 quilômetros a sudoeste da ilha Great Inagua, nas Bahamas, informou a instituição em comunicado.Segundo a Organização Internacional para as Migrações, cerca de 5.000 imigrantes haitianos trabalham legalmente nas Bahamas, mas entre 20.000 e 50.000 de seus compatriotas estão lá ilegalmente.As Bahamas, formadas por 700 ilhotas (39 delas habitadas), estão localizadas a 80 km a sudeste da costa da Flórida. O país costuma ser um ponto de trânsito para migrantes que querem chegar aos Estados Unidos, arriscando suas vidas em uma perigosa viagem marítima. Veja Mais

EUA anuncia 20 mil vistos adicionais de trabalho temporário por falta de mão de obra

em - Internacional O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (27) que disponibilizará 20.000 vistos adicionais para trabalhadores temporários não agrícolas para aliviar a escassez de mão de obra no país, parte dos quais serão destinados a cidadãos de Haiti, El Salvador, Guatemala e Honduras.Os vistos, que estarão disponíveis a partir desta sexta-feira, 28 de janeiro, têm como objetivo apoiar os empregadores americanos que enfrentam "prejuízos irreparáveis" por falta de mão de obra e que buscam contratar até 31 de março deste ano, segundo um comunicado do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês)."O DHS está tomando medidas para abordar as necessidades de nossa economia ao colocar à disposição dos trabalhadores 20.000 vistos H-2B adicionais", disse o titular do departamento, Alejandro Mayorkas. "Estamos oferecendo aos empregadores os recursos e o apoio necessários para manter seus negócios, ao mesmo tempo em que ampliamos as vias legais de entrada aos Estados Unidos", acrescentou.Os Estados Unidos emitem atualmente um máximo de 66 mil vistos H-2B por ano fiscal, que vai de 1º de outubro de um ano até 30 de setembro do ano seguinte. Esta é a primeira vez que o país coloca à disposição vistos H-2B adicionais na primeira metade do ano fiscal.Segundo o DHS, do total de vistos suplementares, 13.500 estarão disponíveis para trabalhadores que já receberam um visto H-2B durante um dos últimos três anos fiscais.Os 6.500 restantes, que estarão isentos do requisito de trabalhador retornado, ficarão reservados para cidadãos haitianos, salvadorenhos, guatemaltecos e hondurenhos.A diretora da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês), Samantha Power, deu boas-vindas à notícia ao chegar a Honduras como parte da delegação americana que compareceu à posse da presidente Xiomara Castro."Pela primeira vez, o DHS está colocando à disposição vistos H-2B adicionais na primeira metade do ano fiscal, graças ao crescimento recorde do emprego nos Estados Unidos", tuitou.O programa de trabalhadores temporários não agrícolas H-2B foi criado pelo Congresso dos Estados Unidos para permitir que os empregadores do país trouxessem pessoas que não têm cidadania americana para cobrir vagas temporárias. Veja Mais

EUA pedem que China use sua 'influência' com a Rússia para desencorajar invasão da Ucrânia

em - Internacional Os Estados Unidos pediram nesta quinta-feira (27) à China que use sua "influência" com a Rússia para desencorajar uma invasão da Ucrânia."Fazemos um apelo a Pequim para que use sua influência com Moscou para instar a diplomacia porque se houver um conflito com a Ucrânia, tampouco será bom para a China", disse a jornalistas Victoria Nuland, número três do Departamento de Estado. Veja Mais

Venezuela: órgão eleitoral declara 'improcedente' pedido de referendo para destituir Maduro

em - Internacional A autoridade eleitoral da Venezuela, controlada pelo chavismo, declarou nesta quinta-feira (27) "improcedente" a solicitação de um referendo para revogar o mandato do presidente Nicolás Maduro, uma decisão que era previsível depois que a oposição abandonou o processo por considerar que as condições impostas eram inviáveis.Tania D'Amelio, integrante do Conselho Nacional Eleitoral, informou que "foram recebidas 42.421 manifestações de vontade", o que equivale a "1,01% do censo eleitoral".Uma pequena fração da oposição, que pediu a ativação desse mecanismo sem o apoio dos grandes partidos, tinha que recolher as assinaturas de 20% do eleitorado de cada estado, o que equivale a 4,2 milhões no total."O CNE declara improcedente a solicitação de referendo revogatório do mandato do presidente" e "declara inadmissível um novo pedido", indicou D'Amelio.A coleta de assinaturas foi feita durante 12 horas na quarta-feira, segundo a ordem do CNE que anunciou a jornada com apenas cinco dias de antecedência, o que, segundo o Movimento Venezuelano pelo Revogatório (Mover), tornou o processo inviável.Segundo pôde constatar a AFP, os centros instalados pelo CNE estiveram vazios durante a quarta-feira em Caracas.O Mover adiantou que pedirá a nulidade do processo no Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), que, no entanto, também é controlado pelo chavismo.A Constituição da Venezuela estabelece que qualquer funcionário eleito por voto popular pode ser removido do cargo através de um referendo revogatório, uma vez cumprida a metade de seu mandato.Em 2016, a oposição venezuelana tentou ativar um revogatório contra Maduro, mas o processo foi bloqueado por CNE e TSJ, que garantiram que houve irregularidades na coleta de assinaturas.O único pedido de referendo revogatório que prosperou no país ocorreu em 2004, que foi superado pelo falecido Hugo Chávez com uma vitória arrasadora. Veja Mais

Xiomara Castro é empossada como nova presidente de Honduras

em - Internacional A esquerdista Xiomara Castro tomou posse nesta quinta-feira (27) como a primeira mulher presidente de Honduras, um país afetado pela pobreza, a emigração, o narcotráfico e a corrupção, em uma cerimônia multitudinária realizada no Estádio Nacional de Tegucigalpa."Prometo ser fiel à República, cumprir e fazer cumprir a Constituição e suas leis", disse a nova presidente perante a juíza Carla Romero, acompanhada de Luis Redondo, presidente do Congresso reconhecido por Castro, após uma crise parlamentar.Xiomara tem 62 anos e é esposa do ex-presidente Manuel Zelaya, destituído em 2009. No pleito de 2021, a esquerdista acabou com a supremacia da direita com uma coalizão liderada por seu partido, Liberdade e Refundação ('Libre').Desde a madrugada de hoje, grandes filas se formaram no Estádio Nacional, onde cerca de 29.000 pessoas esperavam para assistir à cerimônia de posse."Existe um povo que está feliz, celebrando a instalação de uma nova democracia em Honduras", disse Xiomara nesta quinta.A cerimônia de posse contou com convidados importantes, como a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, e o rei da Espanha, Felipe VI.Mais cedo, Xiomara participou de uma cerimônia religiosa na basílica de Nossa Senhora de Suyapa. Depois, ao lado de seu esposo, desfilou em carro aberto rumo ao estádio, em meio aos cumprimentos dos cidadãos."Temos esperança de que [a situação] vai mudar, porque Xiomara apoia a causa dos pobres há muito anos e por 'Mel' Zelaya, que foi um bom presidente. Para mim, ele começou a revolução em Honduras", disse a costureira Esther López.- Fim da crise -Para concretizar seus planos de governo, Xiomara precisa do apoio do Parlamento, onde não tem maioria absoluta. E, para piorar, duas alas rivais do 'Libre' decidiram eleger cada uma seu próprio presidente do Congresso, o que gerou uma crise. No entanto, o panorama agora parece estar ficando mais claro.Nesta quinta, o deputado Luis Redondo, apoiado pelo partido de Xiomara e seus aliados, abriu sem contratempos a sessão como presidente do Congresso, enquanto o rebelde Jorge Cálix, que também tinha se proclamado como chefe do Legislativo, com apoio da oposição de direita e de alguns dissidentes do Libre, permaneceu em silêncio.Ontem, a nova presidente tinha oferecido a Cálix um cargo dentro do governo. Hoje, apesar de ainda não ter respondido ao convite, o político publicou uma foto ao lado de Castro, afirmando que tinha certeza de que ela "vai transformar Honduras".- Ministros -Xiomara Castro acusou os dissidentes de estabelecer uma aliança com o Partido Nacional do agora ex-presidente, Juan Orlando Hernández, para impedir as mudanças que ela prometeu.Hernández foi acusado por promotores de Nova York de manter vínculos com o narcotráfico. Seu irmão, o ex-deputado "Tony" Hernández, cumpre pena de prisão perpétua nos Estados Unidos por este crime. Os dois negam as acusações."É crucial que Castro tenha um gabinete com histórico de honestidade, porque há toda uma história de vínculos com o crime organizado do partido que está deixando o governo", comentou o analista e professor da Universidade Nacional de Honduras, Eugenio Sosa.Xiomara anunciou hoje alguns de seus futuros ministros, entre eles o chanceler, Eduardo Enrique Reina, e a ministra de Finanças, Rixi Moncada.- Crise migratória -Com a proposta de um "socialismo democrático", Xiomara promete mudanças profundas em um país onde a pobreza atinge 59% de seus quase 10 milhões de habitantes, segundo cifras oficiais de 2019, apesar de a ONG Fórum Social da Dívida Externa e Desenvolvimento de Honduras (Fosdeh) situar esse número em 71%, segundo dados de 2021. O país também possui uma alta taxa de homicídios, de quase 40 por 100.000 habitantes, provocada por cartéis de drogas e outros grupos criminosos. Todos esses problemas, aos quais se soma a pandemia, provocam um grande fluxo migratório para os Estados Unidos, com hondurenhos em busca de emprego.Nesse sentido, Xiomara se reunirá nesta quinta-feira com Kamala Harris para "abordar as causas profundas da migração na América Central", segundo detalhou em Washington um funcionário do alto escalão do governo americano.- EUA e Taiwan -Mesmo com Xiomara sendo tachada de comunista durante a campanha, "os Estados Unidos entenderam que ela não representa uma esquerda radical, e sim uma esperança para o povo hondurenho", opina o sociólogo Sosa.A nova presidente precisa de apoio internacional para renegociar uma dívida externa que supera os 11 bilhões de dólares. Para o ex-chanceler Edgardo Paz, esse tema passa por um acerto "com as instituições multilaterais, nas quais Washington tem muita influência".Por sua vez, Kamala Harris disse que sua visita a Tegucigalpa será "uma oportunidade" para aprofundar a cooperação "em temas-chave, que vão da luta contra a corrupção à recuperação econômica". Além disso, Washington saudou o apelo de Xiomara à ONU para instalar uma Comissão Internacional Contra a Impunidade em Honduras (CICIH).Além de Harris, o vice-presidente de Taiwan, William Lai, também se encontrará com a presidente, cujo país é um dos últimos aliados diplomáticos da ilha asiática na América Central, junto com a Guatemala. Veja Mais

Geleiras derretem mais rápido quando desembocam em um lago, diz estudo suíço

em - Internacional As geleiras estão encolhendo devido ao aquecimento global, mas encolhem mais rapidamente se fluírem para um lago, de acordo com um estudo financiado pelo Fundo Nacional Suíço (SNF).Os cientistas analisaram em detalhe a situação com os glaciares de montanha, indicou a FNS em um comunicado, a principal instituição suíça para a promoção da investigação científica.O estudo abrangeu 319 geleiras no Himalaia e cuja área ultrapassava três quilômetros quadrados, um quinto dos quais formam lagos.As geleiras desta região alimentam grandes rios como o Ganges e o Brahmaputra e contribuem para o abastecimento de água de 500 milhões de pessoas.Imagens de satélite infravermelho tiradas entre 2017 e 2019 revelaram que as geleiras que terminam em um lago se moviam a uma velocidade média de 20 metros por ano, ou seja, duas vezes mais rápido que as demais."Esses resultados são muito importantes para prever a disponibilidade de água", explica o responsável pelo estudo, Tobias Bolch, da Universidade de Saint Andrew, na Escócia, que já havia realizado pesquisas por muitos anos na Universidade de Zurique.Quando as geleiras fluem mais rápido, as reservas de água armazenadas na forma de gelo se esgotam mais rapidamente.Os resultados também são importantes, pois permitem um melhor cálculo da velocidade de enchimento dos lagos e estabelecem a partir de quando a barragem formada pela morena (acúmulo de blocos e escombros rochosos desprendidos de uma geleira) corre o risco de quebrar e causar uma onda gigante no lago. Veja Mais

Biden diz que vai nomear "primeira mulher negra" para a Supr...

em - Internacional Biden diz que vai nomear "primeira mulher negra" para a Suprema Corte dos EUA Veja Mais

Itália não chega a acordo para eleger presidente

em - Internacional Os partidos políticos italianos não conseguiram chegar a um acordo sobre o candidato ao cargo de Presidente da República, assim, falhou a quarta volta de votação no Parlamento nesta quinta-feira (27).Os eleitores do bloco de direita se abstiveram, enquanto os do bloco de esquerda votaram em branco durante a apuração, na qual mais de mil parlamentares e representantes das regiões têm o direito de participar.As duas frentes intensificaram as negociações já que a partir desta quinta-feira os votos necessários foram reduzidos para 505.Segundo o ex-primeiro-ministro Matteo Renzi, "está perto" de chegar a um acordo e não está excluído que na sexta-feira a Itália tenha um novo Presidente.Nenhum dos dois blocos tem votos suficientes para eleger seu próprio candidato, por isso é necessário um acordo.As funções do presidente são essencialmente honorárias na Itália, onde o sistema parlamentar governa. Mas este ano está em jogo o papel de Mario Draghi, atual primeiro-ministro, uma personalidade de grande peso e prestígio, cuja eleição à presidência colocaria o governo em crise.Muitos parlamentares temem que, caso Draghi seja eleito, se desencadeie uma crise que pode terminar em eleições antecipadas, o que não é conveniente para o país.Draghi é "precioso onde está agora", reiterou Matteo Salvini, líder da ultradireitista Liga, entre os protagonistas das negociações.Ao mesmo tempo, outros nomes circulam para o cargo, entre eles o do ex-presidente da Câmara dos Deputados e da Internacional Democrata Cristã, Pier Ferdinando Casini; o da atual presidente do Senado, Elisabetta Casellati e o da experiente diplomata Elisabetta Belloni. Veja Mais

As dificuldades do sistema judicial na África do Sul

em - Internacional O assassinato de um ídolo do futebol, os distúrbios que deixaram 350 mortos e o incêndio do Parlamento evidenciaram as dificuldades do sistema judicial sul-africano. A incapacidade de processar criminosos em um país, cuja taxa de criminalidade está entre as mais altas do mundo, é discutida abertamente. Em 2 de janeiro, um violento incêndio destruiu parte do Parlamento sul-africano. Um homem foi detido. De acordo com as investigações, ele ficou no local durante horas antes de ser detectado pelas câmeras de vigilância. Graças aos esforços para acabar com a corrupção que assolou o Estado sob a Presidência de Jacob Zuma (2009-2018), o Judiciário cumpre rigorosamente seu papel de fiscalizador do Executivo.Um exemplo foi a ordem emitida pelo Tribunal Constitucional em julho, que pedia a prisão do ex-presidente por se recusar a comparecer perante uma comissão de investigação durante seu mandato. A onda de tumultos deflagrada pela sentença revelou as fragilidades do sistema. Os serviços de Inteligência não conseguiram prever, nem impedir, os distúrbios, que deixaram mais de 300 mortos. Seis meses depois, apenas oito pessoas compareceram ao tribunal, de acordo com a unidade policial de elite. "As pessoas acham que podem se safar", disse uma fonte policial. Após os tumultos, o atual presidente Cyril Ramaphosa aboliu o Ministério da Segurança.Antes de sediar a Copa do Mundo de 2010, o país investiu em policiamento e conseguiu reduzir a criminalidade, segundo o Instituto de Estudos de Segurança (ISS), com sede em Pretória. Entre 2012 e 2021, porém, o número de homicídios aumentou 37%, destaca Gareth Newham do ISS. Neste período, o orçamento da polícia aumentou 65%, mas a maior parte cobriu apenas aumentos salariais. As forças policiais foram reduzidas em 6%, e o contingente de reservistas, em 77%, afirma Newham. Além disso, o ex-presidente começou sistematicamente a nomear aliados para dirigir a polícia, o Ministério Público e as agências de Inteligência. O grau de corrupção ficou tão alto que os sul-africanos descreveram o fenômeno como "captura do Estado". Nesse período, houve casos tão surpreendentes como o assassinato de Senzo Meyiwa, capitão da seleção de futebol, morto a tiros na casa de sua namorada em 2014.À época, a polícia disse que foi uma tentativa de assalto. Hoje, autoridades abordam o caso como homicídio premeditado. Oito anos depois, o crime continua sem solução. Condenado na terça-feira (25) por outras mortes, o suposto autor do crime ainda não foi julgado pelo assassinato de Meyiwa. Veja Mais

Coalizão liderada por Riade investiga letal bombardeio a prisão no Iêmen

em - Internacional A coalizão liderada pela Arábia Saudita que luta contra os rebeldes huthis no Iêmen anunciou nesta quinta-feira (27) a abertura de uma investigação sobre um ataque aéreo contra uma prisão controlada pelos insurgentes.Inicialmente, a coalizão afirmou que eram "infundadas" as acusações de que teria cometido este ataque e negou qualquer responsabilidade.Na semana passada, o bombardeio de uma prisão em Saada (norte), reduto dos rebeldes, deixou pelo menos 70 mortos, causando indignação da ONU e de organizações não governamentais.Agora, uma investigação foi aberta, após as informações sobre "um ataque da coalizão contra uma prisão em 21 de janeiro, em Saada", anunciou hoje um órgão formado pela coalizão para tratar deste tipo de incidente. Os resultados serão divulgados "imediatamente depois da investigação", afirmou o órgão, em um comunicado citado pela agência oficial de notícias saudita SPA. Além dos 70 mortos, o ataque deixou mais de 100 feridos, segundo a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF), que denunciou um assalto "injustificável" e a responsabilidade "indiscutível" da coalizão.Na quarta-feira (26), a ONG Anistia Internacional informou que material militar fabricado nos Estados Unidos foi usado no bombardeio. Veja Mais

Regulador europeu aprova pílula anticovid do laboratório da Pfizer(nota)

em - Internacional A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) aprovou nesta quinta-feira(27) a pílula anticovid do laboratório da Pfizer, o primeiro tratamento oral contra a covid-19 autorizado na União Europeia (UE). A EMA "recomendou a autorização do Paxlovid para o tratamento da covid-19 em adultos que não necessitam de suporte respiratório mas que correm risco de agravamento da doença". Veja Mais

Lavrov reclama da resposta dos EUA sobre Ucrânia, mas Kiev aprova

em - Internacional A Rússia avaliou, nesta quinta-feira (27), que os Estados Unidos ignoraram sua "principal" reivindicação em matéria de segurança, um tema crucial nas tentativas de apaziguar a crise entre Moscou e países ocidentais sobre a Ucrânia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).Segundo o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, "não houve resposta positiva para a questão principal" nos documentos que Moscou recebeu de Washington, ou seja, que a Aliança Atlântica não se amplie, especialmente para a Ucrânia."A questão principal é a nossa posição clara sobre o caráter inaceitável da continuação da expansão da OTAN para o leste e o envio de armas que podem ameaçar o território russo", afirmou Lavrov em um comunicado, denunciando, mais uma vez, a "expansão desenfreada" da organização, apesar das promessas feitas a Moscou na década de 1990. Na nota, ele reconheceu, porém, que "há uma reação que permite esperar o início de uma discussão séria sobre questões secundárias".Já a Ucrânia recebeu positivamente a resposta dos Estados Unidos, conforme declaração de seu ministro das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, também nesta quinta."Vimos a resposta por escrito dos Estados Unidos antes que fosse entregue à Rússia. Não houve objeções por parte da Ucrânia", tuitou Kuleba."É importante que os Estados Unidos sigam em contato com a Ucrânia antes e depois de todas as trocas que tiver com a Rússia. Não deve haver decisões sobre a Ucrânia sem a Ucrânia. Regra de ouro", frisou.A Ucrânia foi o gatilho para uma grave crise diplomática entre os países ocidentais e a Rússia, acusada de preparar uma invasão do país vizinho. A Rússia rebate a acusação, dizendo-se ameaçada por países ocidentais, e pede garantias de segurança.Em sua resposta escrita à Rússia, divulgada na quarta-feira (26), os Estados Unidos rejeitaram a possibilidade de que as portas da OTAN sejam fechadas para a Ucrânia, mas alegaram ter proposto uma "via diplomática" para evitar uma nova guerra."Não se pode dizer que nossos pontos de vista tenham sido levados em consideração, ou que haja uma vontade de atender nossas preocupações", disse à imprensa, por sua vez, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, também nesta quinta. Ele acrescentou que o governo russo "não vai se apressar e levará o tempo que precisar para analisar" as contrapropostas americanas recebidas no dia anterior, antes de dar qualquer resposta. Veja Mais

Rússia recebe com frieza rejeição dos EUA a suas exigências sobre a Ucrânia

em - Internacional A Rússia recebeu com frieza nesta quinta-feira (27) a rejeição dos Estados Unidos e da Otan a suas exigências de segurança sobre a crise na Ucrânia, embora as partes tenham deixado a porta aberta para a continuidade do diálogo.Washington e a Organização do Tratado do Atlântico Norte recusaram na quarta-feira em uma resposta por escrito os principais pedidos de Moscou: o fim da política de ampliação da aliança transatlântica para o que já foi a zona de influência soviética e um recuo militar para as posições de 1997.Com dezenas de milhares de soldados mobilizados na fronteira com a Ucrânia, o que alimenta os temores de uma possível invasão, a Rússia alega que se considera ameaçada e busca redesenhar a arquitetura de segurança europeia surgida após o fim da Guerra Fria e a queda da URSS."Não se pode dizer que nossos pontos de vista tenham sido levados em consideração, ou que exista uma vontade de atender nossas preocupações", disse à imprensa o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.Ele acrescentou que o governo russo "não vai se apressar e levará o tempo que precisar para analisar" as contrapropostas americanas.O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, lamentou a resposta negativa à "principal questão" apresentada por Moscou: que a Otan não seja ampliada, especialmente para a Ucrânia."A questão principal é a nossa posição clara sobre o caráter inaceitável da continuação da expansão da Otan para o leste e o envio de armas que podem ameaçar o território russo", afirmou Lavrov em um comunicado. Na nota, ele deixou a porta aberta para o diálogo ao destacar que "há uma reação que permite esperar o início de uma discussão séria sobre questões secundárias".O secretário de Estado americano, Antony Blinken, afirmou na quarta-feira que propôs "um canal diplomático sério se a Rússia desejar". Antes, Washington havia mencionado compromissos no controle armamentista ou na transparência dos exercícios militares.Enquanto as manobras diplomáticas se intensificam, a tensão persiste no leste da Europa, com 100.000 soldados russos mobilizados na fronteira da Ucrânia desde o fim do ano passado.A número dois de Blinken, Wendy Sherman, afirmou que "tudo indica" que o presidente Vladimir Putin "usará a força militar em algum momento, talvez entre agora e meados de fevereiro". Moscou nega qualquer intenção bélica e afirma que responde à ameaça representada pela Otan, à qual pede "garantias jurídicas" para frear sua expansão em direção a sua antiga zona de influência.Mas tanto Washington como a aliança transatlântica se negam a atender a demanda, alegando o direito de cada país a escolher seus aliados.As potências ocidentais ameaçaram a Rússia com importantes sanções econômicas caso as tropas do país avancem para a Ucrânia. A chefe da diplomacia alemã, Annalena Baerbock, afirmou que as medidas afetariam o polêmico gasoduto russo-germânico Nord Stream II, que ainda não entrou em operação.- Apoio da China -Pela primeira vez, a China se posicionou na crise e mostrou estar alinhada com a tese da Rússia."As preocupações razoáveis de segurança da Rússia devem ser levadas a sério e resolvidas", declarou o ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, durante uma conversa telefônica com Blinken, na qual pediu a todas as partes que "evitem o aumento da tensão".O secretário de Estado advertiu o colega chinês para "os riscos econômicos e de segurança global que representam uma agressão da Rússia contra a Ucrânia.Apesar do aumento da crise nos últimos meses, a Ucrânia é foco de tensões desde 2014, quando a Rússia anexou a península da Crimeia, o que aumentou o conflito entre as autoridades pró-Ocidente de Kiev e os separatistas pró-Moscou na região leste Donbas, um confronto que deixou mais de 13.000 mortos.Em uma reunião na quarta-feira em Paris, representantes ucranianos e russos, acompanhados por alemães e franceses, se comprometeram com o "respeito incondicional do cessar-fogo" decretado na região e agendaram uma nova reunião para o início de fevereiro.Celebrado como uma "boa notícia" pela diplomacia ucraniana, este anúncio foi ofuscado pelas declarações do principal representante dos rebeldes pró-Rússia, Denis Pushilin, que está à frente do reduto rebelde de Donetsk e pediu a Moscou armamento moderno para enfrentar as forças de Kiev.O ministro ucraniano das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, aproveitou uma visita à Dinamarca para solicitar novamente mais ajuda financeira e armamentista. "Uma Ucrânia forte é a melhor medida de dissuasão para Moscou", declarou.Reforçando a sensação de um confronto iminente, Washington pediu na quarta-feira a seus cidadãos que "considerem sair agora" para que não fiquem bloqueados em uma zona de conflito. Veja Mais

Bolsonaro é intimado a depor à Polícia Federal como investigado

em - Internacional O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes intimou Jair Bolsonaro a depor nesta sexta-feira à Polícia Federal em Brasília, em uma investigação que busca apurar se o presidente divulgou documentos sigilosos indevidamente para questionar a confiabilidade do sistema eleitoral.O presidente, que enfrenta várias investigações, tinha até esta sexta-feira para escolher o dia e local do interrogatório, mas não o fez, segundo Moraes. Por isso, o ministro determinou a sua "intimação para que compareça no dia às 14h, para prestar depoimento pessoal na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal" em Brasília.A investigação pela qual Bolsonaro foi intimado a depor nesta sexta-feira foi aberta em agosto de 2021, após o presidente divulgar em suas redes sociais um inquérito policial relacionado a um ataque ao sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2018.O presidente exibiu os documentos sigilosos em transmissão ao vivo e os divulgou em suas redes sociais para, supostamente, provar que o sistema de votação eletrônica utilizado desde 1996 no Brasil não é confiável, teoria na qual o presidente insiste, mas que nunca foi corroborada por nenhuma autoridade eleitoral, inquérito judicial ou órgão competente. Veja Mais

Tempestade Ana deixa mais de 70 mortos no sul da África

em - Internacional O balanço da tempestade tropical Ana, que atingiu vários países do sul da África, aumentou para 77 mortos, segundo números divulgados nesta quinta-feira (27) por autoridades de Moçambique, Malauí e Madagascar.Os governos e os serviços de resgate dos três países continuavam avaliando a magnitude dos danos causados pelas fortes chuvas que começaram na semana passada na costa do oceano Índico. Um total de 48 pessoas morreram em Madagascar, segundo um balanço divulgado na noite de hoje, 18 em Moçambique e 11 no Malawi. A tempestade também afetou Zimbábue, mas não há registros de mortes até o momento.Dezenas de milhares de casas foram danificadas, algumas se afundaram devido ao peso da água e algumas pessoas ficaram presas. Algumas pontes desabaram e alguns veículos e seus passageiros foram arrastados pelo rio.Em Madagascar, ao menos 130.000 pessoas tiveram que abandonar suas casas. Na capital Antananarivo, ginásios e escolas foram transformados em abrigos de emergência.No norte e centro de Moçambique, Ana destruiu 10 mil residências e dezenas de escolas e hospitais, além de derrubar a rede elétrica.A região do sul da África foi afetada nos últimos anos por violentas tempestades que provocaram graves danos materiais e forçaram um grande número de pessoas a deixarem suas casas. Veja Mais

Bolívia faz PCR em caminhoneiros parados na fronteira após acordo com o Chile

em - Internacional A Bolívia começou a aplicar nesta quinta-feira (27) testes PCR em cerca de 2.000 caminhoneiros bloqueados na fronteira com o Chile, onde eles aguardam até cinco dias pela testagem obrigatória contra a covid-19, exigida pelas autoridades chilenas, após um acordo entre os dois países."Temos previsto o início da coleta de amostras neste ponto para depois transladar as mesmas para a cidade de La Paz (...) e em seguida realizar o intercâmbio de resultados" com o Chile, explicou a diretora do Instituto Nacional de Laboratórios de Saúde (Inlasa), Evelín Fortún.Uma fila de mais de 40 km se estende há semanas na passagem rodoviária de Tambo Quemado-Pasó Chungará, que liga o sudoeste da Bolívia ao norte do Chile.Isto se deve a atrasos nos kits de exames com os quais o país vizinho testa os caminhoneiros bolivianos antes de permitir sua entrada.O recrudescimento dos controles com a chegada da variante ômicron e alguns casos positivos entre funcionários da alfândega chilena são a principal causa da demora.Com a nova medida, espera-se examinar 300 trabalhadores por dia. No entanto, os caminhoneiros o consideram insuficiente porque, segundo suas próprias cifras, mil caminhões cruzam diariamente esta passagem fronteiriça.A espera gera prejuízos milionários para a Bolívia, que não tem saída para o mar e depende dos países vizinhos para garantir o comércio marítimo através do Oceano Pacífico."Existem cálculos de que por dia não circulado por este ponto fronteiriço, tem-se uma perda de cerca de 10 milhões de dólares", disse o vice-ministro de Comércio Exterior e Integração, Benjamín Blanco, entrevistado pela TV estatal na terça-feira.Os caminhoneiros enfrentam problemas para cruzar a fronteira com o Chile desde novembro, quando o país deixou de aceitar os testes anticovid apresentados por constatar que alguns falsificavam o documento.Desde então, os caminhoneiros são obrigados a se submeter aos testes na fronteira.Demoras similares ocorreram na fronteira entre Argentina e Chile, onde cerca de 2.000 caminhões precisaram aguardar dias para cruzar por causa do aumento dos controles sanitários do lado chileno. Veja Mais

Fechamento dos grãos de soja em Chicago

em - Internacional (Em Fechamento hoje / Fechamento anterior: MAR 22 14,4825 / 14,40 MAI 22 14,54 / 14,47 JUL 22 14,5350 / 14,5050 AGO 22 14,2725 / 14,24 SET 22 13,6975 / 13,66 Veja Mais

EUA confiam em que Alemanha não ativará gasoduto se Moscou invadir a Ucrânia

em - Internacional Os Estados Unidos estão confiantes de que a Alemanha não ativará o polêmico gasoduto Nord Stream 2 com a Rússia se Moscou invadir a Ucrânia, afirmou uma alta funcionária americana nesta quinta-feira (27). "Se a Rússia invadir a Ucrânia, de uma forma ou de outra, o Nord Stream 2 não irá adiante", disse a jornalistas Victoria Nuland, número três do Departamento de Estado. "Acho que as declarações de Berlim até hoje foram muito, muito fortes", disse. Quando perguntada por que os EUA estavam confiantes nisso, ela disse que o oleoduto ainda não havia sido testado e certificado pelos reguladores alemães. "Trabalharemos com a Alemanha para garantir que o oleoduto não vá adiante", disse Nuland. A ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, disse ao Parlamento nesta quinta-feira que seu governo está preparando "um forte pacote de sanções" junto com aliados ocidentais, "incluindo o Nord Stream 2", se a Rússia atacar a Ucrânia. O Nord Stream 2 deve dobrar o fornecimento de gás natural barato da Rússia para a Alemanha, a maior economia da Europa, algo que Berlim diz ser necessário para fazer a transição do carvão e da energia nuclear.Nuland também disse que os Estados Unidos pediram à China, sua adversária como a Rússia, que use sua "influência" com Moscou, que mobilizou dezenas de milhares de soldados nas fronteiras com a Ucrânia. "Pedimos a Pequim que use sua influência com Moscou para encorajar a diplomacia, porque se houver um conflito na Ucrânia, também não será bom para a China", disse ela. O secretário de Estado americano, Antony Blinken, falou sobre a crise na quarta-feira à noite, horário de Washington, em um telefonema com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi. O presidente russo, Vladimir Putin, visitará Pequim no próximo mês para os Jogos Olímpicos, boicotados oficialmente pelos Estados Unidos devido a preocupações com os direitos humanos. Veja Mais

Drones armados caseiros de rebeldes iemenitas ameaçam os Emirados

em - Internacional Drones armados caseiros, capazes de viajar mais de mil quilômetros, ameaçam os Emirados Árabes Unidos, que já foram atingidos por armas desse tipo dos rebeldes huthis do Iêmen.Esses aparelhos rudimentares, que usam peças de venda livre, foram usados em dois ataques contra os Emirados, integrante de uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita e que enfrenta os rebeldes.A Arábia Saudita vem intervindo desde 2015 no Iêmen, país devastado pela guerra e por uma grave crise humanitária, para apoiar o governo iemenita contra os huthis, próximos ao Irã.Um ataque de drone e míssil em Abu Dhabi matou três pessoas em 17 de janeiro, seguido por dois disparos de mísseis balísticos na segunda-feira, interceptados por forças dos EUA com base na capital dos Emirados.Os rebeldes, que recentemente sofreram uma série de reveses no Iêmen, onde perderam terreno para uma força formada pelos Emirados, disseram que usaram esses drones no ataque de segunda-feira.Essa ameaça "não deve se tornar a nova norma para os Emirados", disse à AFP um funcionário, que pediu anonimato.Os Emirados "estão prontos para se defender. Os recentes ataques apenas reforçaram nosso compromisso de proteger o bem-estar de nossos moradores", acrescentou.- "Facilmente acessível" -As armas, feitas pelos huthis, são insignificantes em comparação com os sistemas de defesa antimísseis multibilionários dos Emirados, que estão entre os principais importadores mundiais de equipamentos militares.Segundo rebeldes e analistas, seus drones Samad-3 têm um alcance de cerca de 1.500 quilômetros, ou seja, a distância entre Abu Dhabi e Sanaa, capital do Iêmen controlada desde 2014 pelos houthis.Até recentemente, drones e mísseis tinham como alvo a Arábia Saudita, que faz fronteira com o Iêmen, causando baixas entre civis e danos à infraestrutura, especialmente instalações petrolíferas e aeroportos."Os emiradenses e os sauditas têm dificuldade em repelir esses ataques", diz James Rogers, especialista em assuntos de defesa e pesquisador associado da London School of Economics."Os ataques de drones e mísseis são notórios por serem difíceis de impedir, principalmente quando várias armas são lançadas ao mesmo tempo", acrescentou.Os huthis usam drones e mísseis de médio alcance que voam "em baixas altitudes e velocidades, difíceis de detectar por radares convencionais".Essa estratégia eficaz e barata também é adotada pelo movimento palestino Hamas, que atira da Faixa de Gaza contra Israel, bem como por combatentes xiitas que disparam contra as forças americanas no Iraque.Os drones também são usados por exércitos convencionais, especialmente pelos americanos, como quando o general Qassem Soleimani, um alto comandante iraniano, foi assassinado no Iraque em 2020.A Arábia Saudita e os Estados Unidos acusam o Irã de fornecer drones, mísseis e outras armas aos huthis, o que o governo de Teerã nega.Os rebeldes iemenitas, por sua vez, afirmam fabricar os drones localmente, mas os componentes são iranianos, dizem analistas.De acordo com James Rogers, que inspecionou os drones rebeldes apreendidos, "muitos deles eram réplicas locais de sistemas militares, semelhantes aos feitos pelo Irã".Esse material é completado por motores, cabos, câmeras e sistemas de controle "facilmente acessíveis", o que torna os rebeldes mais autônomos, acrescentou o pesquisador.- Sistemas velhos -O Samad-3, o drone mais avançado dos huthis, pode ser equipado com 40 quilos de explosivos, segundo analistas e meios de comunicação dos rebeldes.Esses drones usam GPS e "voam de forma autônoma ao longo de pontos de referência pré-programados", explicam especialistas do centro de estudos estratégicos e internacionais (CSIS), em um relatório de 2020.Em 2011, os Emirados assinaram um contrato multibilionário para o sistema de proteção antimísseis THAAD (Theater High Altitude Area Defense), fornecido pela empresa americana Lockheed Martin.Na semana passada, os Emirados também assinaram um contrato de defesa antimísseis de US$ 3,5 bilhões com uma empresa sul-coreana.Em relação à Arábia Saudita, seu sistema de defesa antimísseis Patriot, de fabricação americana, tem um baixo saldo em termos de interceptação dos tiros vindos do Iêmen.De acordo com especialistas, ele não foi projetado para repelir drones que voam baixo.A Arábia Saudita possui 80 radares autônomos de defesa aérea, mas muitos são antigos.LOCKHEED MARTIN Veja Mais

Se Rússia invadir Ucrânia, gasoduto Nord Stream 2 não será ativado, diz Washington

em - Internacional Os Estados Unidos esperam que a Alemanha não ative o gasoduto Nord Stream 2 com a Rússia se Moscou invadir a Ucrânia, informou uma alta funcionária nesta quinta-feira (27)."Se a Rússia invadir a Ucrânia, de uma forma ou de outra, o Nord Stream 2 não seguirá adiante", disse a jornalistas Victoria Nuland, número três do Departamento de Estado. Veja Mais

Quadro raro de Botticelli é leiloado em Nova York por US$ 45 milhões

em - Internacional Uma pintura do mestre renascentista italiano Sandro Botticelli, cujas obras em coleções particulares são raras, foi arrematada por mais de US$ 45 milhões nesta quinta-feira (27), em um leilão na Sotheby's de Nova York.Após uma disputa de sete minutos entre dois compradores que fizeram seus lances pelo telefone e repetidamente fizeram ofertas adicionais de US$ 100.000, o lote número 14 (a pintura "The man of sorrows") foi vendido por 39,3 milhões de dólares, mais taxas e comissões, elevando o total para 45,41 milhões.O preço está acima da estimativa da Sotheby's (US$ 40 milhões), mas bem abaixo do recorde estabelecido no ano passado (US$ 92,2 milhões) para uma pintura do mestre renascentista italiano, "Jovem segurando um medalhão".A pintura é um retrato de Jesus em um fundo preto, com um olhar profundo, uma coroa de espinhos em volta da cabeça e cercado por anjos. Suas mãos, machucadas, estão amarradas com cordas.Segundo os especialistas citados pela Sotheby's, a pintura data do início do século XVI, no final da vida de Botticelli (1445-1510), conhecido por suas obras expostas na Galeria Uffizi de Florença ("Primavera", "O Nascimento de Vênus") e cujos afrescos também adornam a Capela Sistina, no Vaticano.Segundo a Sotheby's, a pintura, bem conservada e cercada por uma moldura dourada ornamentada, teria pertencido no século XIX a uma famosa cantora inglesa da época, Adelaide Kemble Sartoris, e mais tarde a seus herdeiros. Em sua última venda, em 1963, foi leiloada por 10.000 libras.Em 2021, as casas de leilões se beneficiaram de um mercado de arte dinâmico, após um 2020 prejudicado pela pandemia da covid-19.A Sotheby's alcançou a maior cifra de vendas de sua história no ano passado, com cerca de 7,3 bilhões de dólares.O leilão desta quinta-feira, dedicado aos Antigos Mestres, aconteceu pela manhã em Nova York e online, para permitir a participação de compradores da Europa e da Ásia.Após uma turnê mundial, o trabalho de Botticelli foi exposto fisicamente em Nova York. Mas a Sotheby's, que também busca se instalar no metaverso, criou uma capela virtual em seu espaço na plataforma Decentraland para exibir a pintura.SOTHEBY'S Veja Mais

Suécia autoriza enterro de resíduos radioativos

em - Internacional O governo da Suécia deu luz verde nesta quinta-feira (27) para o enterro definitivo dos resíduos radioativos das usinas nucleares do país em uma instalação subterrânea projetada para durar 100 mil anos.O anúncio do Executivo social-democrata ocorre após anos de debate e poucas semanas após a saída do governo dos ecologistas, que eram contra essa solução.O local escolhido fica em Forsmark, perto de uma das duas centrais nucleares suecas ativas, cerca de 130 quilômetros ao norte de Estocolmo, próximo ao Mar Báltico.Assim, a Suécia imita sua vizinha Finlândia, que está construindo um aterro nuclear em Eurajoki, na costa sudoeste do país. O centro deve receber os primeiros envios de testes em 2023 e entrar em operação em 2025.Como na Finlândia, os resíduos do combustível são primeiro colocados em tambores de ferro fundido. Esses recipientes são, então, colocados em silos de cobre que, se devidamente vedados, teoricamente devem permanecer herméticos por 100 mil anos.A 500 metros debaixo da terra, esses silos são introduzidos em cavidades verticais vedadas com grandes tampões de bentonita, uma argila pouco permeável e flexível.Hoje, quase 7.500 toneladas de lixo radioativo estão armazenadas em uma plataforma de "médio prazo" inaugurada há mais de 40 anos em Oskarshamn, na costa leste da Suécia.O projeto é realizado pela SKB, uma empresa criada por produtores de energia nuclear suecos para gerenciar os resíduos.A SKB comemorou "uma decisão histórica", enquanto o Greenpeace lamentou uma decisão com "consequências por 100 mil anos". A ONG ambientalista denunciou a "excessiva insegurança" em torno da solução e a "irresponsabilidade" do governo. Veja Mais

Xiomara Castro é empossada como nova presidente de Honduras ...

em - Internacional Xiomara Castro é empossada como nova presidente de Honduras (oficial) Veja Mais

Detento negro é o primeiro executado de 2022 nos EUA

em - Internacional Um afro-americano condenado à morte por um duplo homicídio recebeu nesta quinta-feira (27) a injeção letal em Oklahoma, tornando-se o primeiro preso executado em 2022 nos Estados Unidos. O estado sulista "realizou a execução de Donald Grant sem complicações às 10H16 desta manhã" (13h16 de Brasília), escreveu a procuradora-geral estadual, John O'Connor, em um comunicado publicado no Facebook. O homem de mais de 40 anos, cujas últimas palavras foram apenas inteligíveis, morreu após a aplicação de três substâncias no presídio de McAlester. Este coquetel tem sido denunciado por causar um sofrimento insuportável aos condenados, o que é proibido pela Constituição dos Estados Unidos. No fim de outubro, um detendo sofreu convulsões e vômitos repetidamente após a primeira injeção.Nada disso ocorreu nesta quinta, informaram testemunhas da execução em uma rápida coletiva de imprensa.Em 2001, Grant, então com 25 anos, roubou um hotel para pagar a fiança da namorada, que estava presa.Durante a ação, ele abriu fogo contra dois funcionários do estabelecimento, matando um instantaneamente e executando outro com uma faca, segundo documentos judiciais. Em 2005, um júri o condenou à morte pelo duplo homicídio.Desde então, ele apresentou vários recursos para que sua sentença fosse anulada, alegando em particular ser portador de deficiências intelectuais.Em uma petição publicada na internet, seus advogados afirmaram que ele sofria de síndrome alcoólica fetal e trauma crânio-encefálico pela violência sofrida na infância por um pai alcoólatra.Sua última apelação, relativa ao método de execução escolhido por Oklahoma, tinha sido rejeitada na quarta-feira pela Suprema Corte.A aplicação da pena capital continua em queda nos Estados Unidos, onde em 2021 foram realizadas onze execuções, o número mais baixo em décadas. Veja Mais

Disputa entre EUA e Rússia bloqueia renovação da missão da ONU na Líbia

em - Internacional Rússia e Estados Unidos estavam nesta quinta-feira (27) em uma situação de ponto morto sobre a ampliação da missão da ONU na Líbia, segundo diplomatas.Moscou exige a nomeação o mais rápido possível de um novo enviado da ONU, enquanto Washington pretende preservar no cargo sua cidadã Stephanie Williams.A votação de uma resolução proposta pelo Reino Unido, que prorrogava a missão Manul da ONU até 15 de setembro, foi adiada indefinidamente de última hora. A Rússia pretendia vetá-la antes de submeter ao voto seu próprio texto, que também poderia ser alvo de veto por parte dos Estados Unidos. O projeto russo, ao qual a AFP teve acesso, pede "que o secretário-geral nomeie um emissário sem mais demora". Tambem prevê uma extensão da missão só até 30 de abril. Desde a renúncia abrupta em novembro do eslovaco Jan Kubis, o posto de enviado da ONU é ocupado de fato pela americana Williams, a quem o secretário-geral da ONU designou como "assessora especial". Antonio Guterres dispensou a aprovação do Conselho de Segurança para tomar essa decisão.Em 2020, Williams, então número dois da Manul, ocupou um governo interino que permitiu avanços significativos no expediente, particularmente um cessar-fogo entre os beligerantes líbios após vários anos de confrontos. Segundo diplomatas, a renúncia de Kubis foi mal recebida pela Rússia.Na segunda-feira, durante uma reunião aberta do Conselho de Segurança sobre a Líbia, o embaixador adjunto da Rússia na ONU, Dmitry Polyanskiy, destacou a importância de ter uma nova personalidade como mediadora na Líbia. "Infelizmente, não temos essa pessoa à frente da missão neste momento", disse. O mandato da missão política de Manul expira na segunda-feira à noite, o que ainda deixa algum tempo para encontrar um compromisso entre Rússia e Estados Unidos. No entanto, para um diplomata, as divisões entre os membros da ONU não são "um bom sinal" em relação aos líbios e "não ajudarão Stephanie Williams". Veja Mais

Tiroteio em Washington deixa um morto e quatro feridos

em - Internacional Uma mulher morreu, e quatro pessoas ficaram feridas, nesta quinta-feira (27), em uma troca de tiros em um hotel em uma área residencial da capital dos Estados Unidos, Washington, D.C. - informou a polícia local. Cinco pessoas baleadas foram levadas para o hospital após o tiroteio, disse o Departamento de Polícia do Distrito de Columbia, no Twitter."A vítima em estado grave foi declarada morta", acrescentou a polícia de Washington, que isolou o perímetro por algumas horas e abriu uma investigação sobre a ocorrência. Os agentes foram chamados ao local por volta das 3h30, horário local, quando tiros foram ouvidos durante uma festa em um dos quartos na área nobre do noroeste de Washington, local de muitas embaixadas."Já recebemos chamados de vizinhos sobre este hotel. Recebemos queixas sobre atividades relacionadas a drogas", disse o oficial Duncan Bedlion a um canal local. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado, e a polícia não divulgou detalhes sobre as motivações do incidente. Veja Mais

Combates fronteiriços entre Tadjiquistão e Quirguistão

em - Internacional Os guardas fronteiriços do Quirguistão e Tadjiquistão protagonizaram nesta quinta-feira (27) combates na mesma região onde essas duas ex-repúblicas soviéticas da Ásia central se enfrentaram na primavera boreal deixando dezenas de mortos, informaram os guardas fronteiriços do Quirguistão."Os principais tiroteios (...) foram registrados nas cidades de Tort-Kocho e Chyr-Dobro. Os tadjiiques usam morteiros e lança-granadas", disse um comunicado dessa unidade. Veja Mais

Atormentada pelo Holocausto, israelense ajuda afegãos que fogem do Talibã

em - Internacional Quando Inbar Nacht viu no ano passado as imagens de famílias afegãs tentando desesperadamente fugir de seu país, pensou em seus familiares assassinados durante o Holocausto e se mobilizou para ajudar centenas de pessoas a abandonar o Afeganistão dos talibãs.Há dois anos, Nacht, advogada israelense, e seu marido Marius, que fez fortuna na alta tecnologia, criaram uma ONG, a Nacht Philanthropic Ventures, para ajudar pessoas idosas ou com deficiência em Israel, afetadas pela pandemia, e apoiar projetos artísticos.Retirar as famílias do Afeganistão, um país que não tem relações diplomáticas com Israel, não fazia parte dos objetivos de sua associação.Mas em entrevista à AFP em sua casa de Tel-Aviv, Nacht explicou que, como descendente de judeus perseguidos e assassinados pelos nazistas, não podia "permanecer indiferente a essas imagens de pessoas que tentavam fugir com seus filhos"."Isso fez minha identidade judaica vibrar profundamente", disse no mesmo dia internacional da memória do Holocausto, celebrado nesta quinta-feira (27)."Tentei imaginar meus antepassados nessa situação" e o que teria acontecido com eles "se pessoas de outros países tivessem ajudado"."Isso faz parte da nossa história como judeus (...). Pouco importa se são do Afeganistão ou de outros lugares, são civis inocentes que se encontram em uma situação impossível (...). Tentamos ver como podíamos ajudá-los", explica a mulher, que não descarta a possibilidade de ajudar pessoas de outros lugares em situações parecidas.- Salvar vidas -O aeroporto de Cabul foi tomado de surpresa em agosto de 2021 por dezenas de milhares de afegãos que tentavam fugir após a chegada do Talibã ao poder, porque se lembravam do governo cruel imposto pelo mesmo grupo nos anos 90.A Nacht Philanthropic Ventures se mobilizou imediatamente.Entrou em contato com um ex-soldado americano que esteve no Afeganistão, que ajudava as pessoas a chegarem no aeroporto, e com Stacia George, uma ex-funcionária da USAID, a agência americana para o desenvolvimento, que tinha uma lista de quase 300 pessoas ameaçadas e que precisavam ser retiradas, entre elas militantes dos direitos humanos, cientistas e membros de minorias.Mas em 26 de agosto, dia no qual deveriam partir, um atentado suicida reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) causou a morte de cerca de 200 pessoas no aeroporto.Stacia George e o veterano organizaram então um transporte de ônibus para Mazar-i-Sharif, cidade ao noroeste de Cabul. A ONG ajudou a financiar a viagem, o alojamento e a segurança."A fundação foi incrível (...) ao proporcionar tão rápido os meios que nos permitiram salvar vidas", declarou Stacia George à AFP.- "Pura humanidade" -Em janeiro, as 278 pessoas já estavam seguras em vários lugares do mundo, segundo a ONG.Com exceção dos funcionários da empresa de ônibus, ninguém soube que a operação foi financiada por judeus israelenses.Entre as pessoas retiradas, Hamid, um engenheiro de 33 anos que trabalhava para o exército americano, dizia estar ameaçado pelos talibãs. Foi abrigado durante 23 dias com sua família em Mazar-i-Sharif antes de viajar para os Emirados e depois para Ruanda, país que aceitou acolhê-los.Para este afegão, que soube depois que a operação foi financiada por uma organização israelense, foi um ato de "pura humanidade".Inbar Nacht, que realizou a operação, "não conhecia nenhum de nós, não sabia nada sobre nós", disse à AFP em Kigali."Tudo o que podemos dizer é que sentimos uma gratidão imensa por esse gesto de bondade e esperamos que os Nacht possam ajudar outras pessoas", afirmou. Veja Mais

Nestlé lança plano de luta contra o trabalho infantil no cacau

em - Internacional A gigante suíça de alimentos Nestlé lançará um plano para combater o risco de trabalho infantil no cacau, triplicando seus gastos para estabelecer medidas de apoio aos produtores - anunciou a empresa nesta quinta-feira (27).O grupo suíço prevê aumentar estes recursos para US$ 1,4 bilhão durante a implementação progressiva deste programa, que visa a incentivar as crianças a frequentarem a escola e a promover práticas agrícolas regenerativas, detalha, em um comunicado.Ainda conforme a nota, o grupo planeja pagar um bônus para melhorar as condições de vida das famílias nas plantações de cacau. Estes vão se somar às gratificações já instituídas pelos governos da Costa do Marfim e de Gana, e às bonificações para cacau certificado já pagas pelo grupo, completa o comunicado.Em 2019, Costa do Marfim e Gana implementaram o chamado bônus de "diferencial de renda decente", que prevê um pagamento suplementar de US$ 400 por tonelada de cacau para os agricultores. No programa da Nestlé, as famílias poderão ganhar até o equivalente a US$ 543 por ano nos primeiros dois anos, com o bônus mais alto antecipado para ajudar a acelerar a implementação de boas práticas agrícolas, explica a empresa.Em seguida, será reduzido para o equivalente a US$ 272, "quando o programa começar a produzir resultados tangíveis".Esse bônus não dependerá do volume de cacau vendido, com o objetivo de dar "um apoio significativo aos pequenos agricultores". O programa prevê a distribuição dos pagamentos com o cônjuge responsável pelas despesas da casa e dos cuidados com os filhos, a fim de contribuir para o empoderamento das mulheres. Em 2020, a Nestlé lançou um projeto piloto em com 1.000 agricultores na Costa do Marfim e, agora, planeja expandir esse programa para 10.000 famílias, antes de implementá-lo em Gana, em 2024.Após a fase de testes, o grupo avaliará os ajustes necessários até expandi-lo para todas as famílias de produtores em toda sua cadeia de suprimentos global entre agora e 2030, diz.NESTLE Veja Mais

Criações de Yves Saint Laurent entram nas coleções de seis museus de Paris

em - Internacional As criações de Yves Saint Laurent passam a fazer parte, nesta semana, das coleções permanentes de seis museus de Paris, uma homenagem ao gênio artístico da costura.Louvre, Centro Pompidou, Museu d'Orsay, Picasso, Museu de Arte Moderna e o próprio museu fundado em homenagem a Saint Laurent abrirão uma exposição simultânea no sábado (29).Uma celebração ao 29 de janeiro de 1962, quando Saint Laurent, com 26 anos, apresentou seu primeiro desfile. O evento causou sensação em Paris e no mundo da moda."A marca já celebrou tantos aniversários (...). Desta vez, queria fazer algo diferente", disse o presidente da Fundação Pierre Bergé-Yves Saint Laurent, Madison Cox, à AFP.Em 1983, vários vestidos de YSL foram exibidos no Metropolitan Museum de Nova York. Era a primeira vez que um costureiro vivo entrava nas coleções deste museu.A grande retrospectiva da obra do costureiro falecido em 2008 foi realizada em Paris, dois anos depois."Teria sido chato buscar em 2022 um espaço vazio, montar um cenário como qualquer outro e preenchê-lo com os vestidos. Era importante integrá-los às coleções permanentes", explica Cox. No Centro Pompidou, os curadores da exposição colocaram os vestidos entre as obras de arte contemporânea. O destaque é o vestido Mondrian, uma de suas criações mais famosas. "Há diálogos que Saint-Laurent reivindicou explicitamente, mas também nos permitimos algumas semelhanças visuais", como um vestido laranja, com uma saia esvoaçante, em meio a pinturas cinéticas de Sonia Delaunay, explica à AFP Marie Sarré, do serviço de coleções modernas do Centro Pompidou.Com estas exposições, Madison Cox deseja mostrar "de onde surgiam as ideias" de Saint Laurent para suas criações atemporais.O Museu d'Orsay escolheu seu Salão do Relógio, em pleno centro da antiga estação de trem, para apresentar os vestidos que o estilista criou para um baile da baronesa de Rothschild.Na galeria de Apolo, no Louvre, exibe-se uma criação que se transformou em um autêntico fetiche do estilista: um vestido que Saint Laurent criou nos anos 1960 e que não parou de fazer novas versões ao largo de sua carreira. O Museu de Yves Saint Laurent optou, porém, por apresentar 350 esboços do costureiro, nos quais é possível apreciar sua maestria no desenho e na cor.Era um estilista "excecpional", afirma a diretora do museu, Aurélie Samuel. Veja Mais

EUA saúdam compromisso de Xiomara contra corrupção em Honduras

em - Internacional A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, saudou nesta quinta-feira o compromisso da nova presidente de Honduras, Xiomara Castro, com o combate à corrupção, considerada uma das causas das crescentes ondas migratórias na América Central.Em visita a Tegucigalpa para a posse de Xiomara, Kamala foi a primeira autoridade estrangeira a ter uma reunião bilateral com a governante de esquerda. "A vice-presidente Kamala saudou o foco da presidente Xiomara no combate à corrupção e à impunidade, incluindo sua intenção de solicitar a assistência das Nações Unidas para estabelecer uma comissão internacional contra a corrupção", diz uma nota distribuída pelo gabinete da vice-presidente americana."Combater a corrupção e a impunidade permanece no centro do nosso compromisso de abordar as causas profundas da migração", assinala o texto.Xiomara Castro prometeu desmantelar as chamadas "leis da impunidade", aprovadas durante o governo de seu antecessor, o direitista Juan Orlando Hernández, e que reduziam as penas para os crimes de tráfico de drogas e corrupção.Em sua reunião, as líderes americana e hondurenha discutiram" o aprofundamento de sua relação "em uma ampla gama de temas, incluindo abordar as causas fundamentais da migração, a luta contra a corrupção e a expansão das oportunidades econômicas".Kamala prometeu enviar "uma missão comercial do alto escalão e uma delegação empresarial liderada pelo Departamento do Comércio, para gerar oportunidades de negócios em Honduras" que resultem em investimentos e empregos, a fim de evitar que os hondurenhos tenham que deixar seu país."Agradeço por sua visita ao país e pela disposição dos Estados Unidos a apoiar o nosso governo em questões prioritárias para o nosso povo", publicou Xiomara mais tarde, no Twitter. Veja Mais

Argentina diz que pagamento ao FMI depende do avanço das negociações

em - Internacional O pagamento, nesta sexta-feira (27), de um vencimento da dívida da Argentina com o FMI de mais de 700 milhões de dólares depende do avanço das negociações com o organismo multilateral para um novo programa creditício, disse nesta quinta-feira (27) a porta-voz da Presidência, Gabriela Cerruti."O pagamento depende de como vão avançar as negociações" e são o presidente Alberto Fernández e o ministro da Economia, Martín Guzmán "os que têm o momento exato" no qual se encontram as tratativas, declarou a porta-voz durante uma coletiva de imprensa.O vencimento desta sexta-feira soma-se a outro em 1º de fevereiro de 370 milhões de dólares.A Argentina busca um novo acordo com o FMI para refinanciar o empréstimo de 44 bilhões de dólares, concedido em 2018. Segundo o calendário atual, o país deve pagar cerca de 19 bilhões de dólares este ano, outros US$ 20 bilhões em 2023 e mais de US$ 4 bilhões em 2024."Estamos discutido com muita intensidade e muita vocação e vontade para alcançar um acordo. É uma negociação que tem momentos, do dia a dia, da hora a hora, como estes", detalhou Cerruti.Segundo o governo, a via fiscal é o principal entrave às negociações, pois a Argentina se recusa a reduzir o déficit (3% do PIB em 2021) com um corte nos gastos públicos."Não vamos chegar a nenhum acordo que comprometa a via do crescimento" - estimado pelo governo em 4% para este ano e em 3% pelo FMI, depois que em 2021 a economia cresceu 10% -, acrescentou.A Argentina enfrenta problemas de inflação alta (50% ao ano) e a pobreza, que afeta cerca de 40% da população.Nesta quinta, partidos de esquerda se manifestaram em Buenos Aires contra os pagamentos ao FMI com uma marcha de quinhentas pessoas que chegou à sede da Presidência."A dívida é uma fraude, ilegítima e odiosa. É preciso suspender todo pagamento. Estes bilhões têm que ser destinados para resolver os problemas estruturais do país. Sofremos com uma pobreza crescente, com uma crise econômica, social e sanitária. Hoje mais do que nunca faz falta tomar uma medida soberana, que é deixar de pagar essa fraude", disse à AFP Celeste Fierro, dirigente da Frente de Esquerda Unida.Em 2018, o FMI concedeu à Argentina, durante o governo do liberal Mauricio Macri (2015-19), um empréstimo de 57 bilhões de dólares em meio a uma crise monetária, mas o país só recebeu US$ 44 bilhões, pois Fernández recusou as parcelas pendentes ao assumir o cargo, em dezembro de 2019. Na prática sem acesso aos mercados internacionais de crédito, a Argentina tem pouco menos de 39 bilhões de dólares em reservas brutas, mas analistas estimam que as reservas líquidas estejam abaixo de US$ 4 bilhões. Alguns consideram que estão zeradas. Veja Mais

EUA encaminha crise na Ucrânia ao Conselho de Segurança da O...

em - Internacional EUA encaminha crise na Ucrânia ao Conselho de Segurança da ONU Veja Mais

OMS promete agir após acusações de racismo contra diretor do Pacífico Ocidental

em - Internacional A Organização Mundial da Saúde (OMS) prometeu nesta quinta-feira (27) tomar "medidas apropriadas" diante das acusações de comportamento racista e abusivo feitas contra o diretor para o Pacífico Ocidental, o médico japonês Takeshi Kasai, por autoridades de sua área.Kasai, também acusado de ter afetado a capacidade de resposta da OMS à pandemia de covid-19, negou essas acusações e disse estar disposto a cooperar com qualquer investigação."A OMS está ciente dessas alegações e está tomando todas as medidas apropriadas sobre o assunto", afirmou à AFP a organização com sede em Genebra, sem dar mais detalhes.A agência Associated Press revelou que dezenas de funcionários do departamento do Pacífico Ocidental denunciaram seu diretor internamente em outubro e que em janeiro enviaram um e-mail com essas acusações ao conselho executivo da organização do sistema das Nações Unidas com sede em Genebra.No e-mail, ao qual a AFP teve acesso, Kasai é acusado de exercer "liderança abusiva e racista", além de má gestão e desperdício de doações feitas para enfrentar a pandemia, abuso de poder para garantir sua reeleição e nepotismo na contratação de pessoal.Além disso, a mensagem pede uma "intervenção urgente" dos países membros da OMS para levar em consideração suas preocupações."Levo muito a sério as preocupações levantadas sobre meu estilo de gestão", escreveu Kasai, no cargo desde fevereiro de 2019, em um documento fornecido à OMS, que a AFP pôde consultar.Kasai acrescentou que está disposto a "fazer as mudanças que garantam um ambiente de trabalho positivo", mas em particular negou nesse documento qualquer comportamento racista."É verdade que fui duro com a equipe, mas rejeito qualquer acusação de que tive como alvo funcionários de qualquer nacionalidade específica", afirmou.Kasai também nega ter compartilhado informações confidenciais da OMS sobre campanhas de vacinação anticovid com o governo japonês.O embaixador britânico em Genebra, Simon Manley, exortou a OMS a investigar o caso. "Na OMS não há espaço para racismo ou discriminação", criticou. Veja Mais

Condado dos EUA retira de suas escolas HQ premiada sobre o Holocausto

em - Internacional Autoridades escolares de um condado do sul dos Estados Unidos proibiram a clamada HQ "Maus", sobre o Holocausto, por considerá-la de conteúdo "impróprio", em um novo episódio da atual guerra escolar em estados conservadores do país. No livro de 1986, Art Spiegelman relata as lembranças do pai, sobrevivente do Holocausto, no qual os judeus são representados por ratos e os nazistas, por gatos.Ganhador de um prêmio Pulitzer em 1992, o primeiro para uma revista em quadrinhos, "Maus" foi traduzido para mais de 20 idiomas.No entanto, seu conteúdo foi considerado "vulgar e impróprio" para alunos do ensino médio, segundo a Junta Escolar do condado de McMinn no Tennessee, que votou em 10 de janeiro para eliminá-lo do currículo até que outro livro sobre o Holocausto seja encontrado."Este livro tem uma linguagem ofensiva e desagradável", explicou o diretor do conselho, Lee Parkison, segundo a ata da reunião, referindo-se a oito palavrões e uma imagem de uma mulher nua.O livro "mostra gente sendo enforcada, gente matando crianças. Por que o sistema educacional promove essas coisas? Não é sábio, nem sadio", disse um dos participantes. "Não somos contra ensinar sobre o Holocausto", acrescentou. "Não nego que foi horrível, brutal e cruel". Outros membros da junta defenderam o livro. "Foi uma boa forma de retratar um período terrível da história", difícil de ensinar às crianças que "nem sequer sabem sobre o 11 de setembro", disse um ex-professor da história.Entrevistado pela emissora CNN nesta quinta-feira, Spiegelman disse ter mergulhado em uma "confusão total" antes de "tentar ser tolerante com essas pessoas que poderiam não ser nazistas", mas "que se concentraram em algumas palavras pesadas". Nesta quinta-feira celebra-se o 77º aniversário de liberação do campo de extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau. Por isso, o Museu do Holocausto de Washington enfatizou, em sua conta no Twitter, que "Maus" desempenhou "um papel vital" na educação sobre o Holocausto "ao compartilhar informação detalhada e pessoal das experiências de vítimas e sobreviventes". A decisão ocorre em um contexto de questionamento dos currículos escolares em estados conservadores, que atacam os livros sobre divisão social, como o racismo ou a identidade de gênero.Outro clássico, "Beloved", do afro-americano Toni Morrison, foi alvo de polêmica recentemente. Uma mãe da Virgínia afirmou que seu filho do ensino médio teve pesadelos depois de ler o livro, que conta a história de uma ex-escrava que decide matar a filha para salvá-la das atrocidades da escravidão. Veja Mais

'Cookies' não foram pensados para espionar usuários, diz seu criador

em - Internacional Os famosos "cookies", que estão no centro do atual debate sobre a proteção da privacidade na internet, nunca foram concebidos como uma ferramenta de espionagem digital, garantiu seu inventor em entrevista à AFP.O engenheiro e empresário californiano Lou Montulli disse que os "cookies" originais que ele criou décadas atrás tinham como objetivo facilitar a vida online, permitindo que os sites lembrassem dos visitantes.No entanto, a tecnologia se tornou um para-raios, atacada por ajudar as empresas a coletar dados sobre os hábitos dos consumidores, a chave para o negócio de anúncios na web, que gera muitos bilhões de dólares por ano."Minha invenção está no coração tecnológico de muitos esquemas de publicidade, mas eu não tinha essa intenção", afirmou Montulli, que criou os cookies em 1994, quando era engenheiro da Netscape. "É apenas uma tecnologia central para permitir que a web funcione", acrescentou.O Google se juntou esta semana a uma crescente lista de empresas de tecnologia ao anunciar um novo plano para bloquear certos tipos de cookies, depois que as propostas anteriores da gigante da publicidade online foram duramente criticadas.Falando sobre sua invenção, Montulli disse que os fragmentos de software que permitem que um site reconheça as pessoas ajudaram a possibilitar recursos como o login automático e a lembrança do conteúdo de carrinhos de compras no comércio eletrônico.Sem os chamados cookies "primários", que também são usados pelos sites para interagir diretamente com os visitantes, cada visita de um usuário seria considerada como a primeira.Segundo Montulli, os problemas decorrem dos chamados cookies de "terceiros", aqueles gerados pelos sites e armazenados nos navegadores dos visitantes, e das redes de anúncios que agregam dados desses fragmentos."Anúncios personalizados só são possíveis graças ao conluio entre inúmeros sites e uma rede de anúncios", argumentou.Os sites compartilham os dados das atividades de seus visitantes com essas redes publicitarias, que os utilizam para segmentar anúncios com base no comportamento de cada usuário.- Corrida armamentista dos anúncios online -"Se você procurar por algum produto estranho de nicho e depois for bombardeado com anúncios desse produto em vários sites, é uma experiência esquisita", disse Montulli."É natural dentro do raciocínio humano pensar que, se sabem que estou buscando sapatos de camurça azul, isso deve significar que sabem tudo sobre mim e, portanto, querer sair desse sistema", acrescentou.Se um site em uma rede coleta informações pessoais, como nome ou endereço de e-mail, esses dados podem vazar de forma que um navegador possa ser associado a um indivíduo."É um efeito de rede no qual todos esses diferentes sites estão em conluio com ferramentas de rastreamento de anúncios", resumiu Montulli.Este mês, as autoridades francesas multaram o Google e o Facebook em cerca de 237 milhões de dólares pelo uso de cookies."Os cookies foram originalmente projetados para fornecer privacidade", ressaltou seu criador. Para ele, uma solução possível seria parar de segmentar anúncios e começar a cobrar assinaturas por serviços online, que são custeados pela receita dessa publicidade.Montulli também apoia a eliminação gradual de cookies de terceiros, mas alertou que a eliminação total desses fragmentos de software levaria os anunciantes a empregar táticas mais sigilosas."A publicidade encontrará uma maneira" de se adaptar, disse ele. "Vai virar uma corrida armamentista tecnológica. Considerando os bilhões de dólares em risco, a indústria publicitária fará o que for preciso para manter as luzes acesas."A desativação de cookies de terceiros também pode punir involuntariamente pequenos sites, ao privá-los de anúncios direcionados que geram dinheiro, dando ainda mais poder aos gigantes da tecnologia como Apple, Meta (controladora do Facebook) e Google.Regulamentações que mantenham os cookies em uso, exigindo controles como permitir que os usuários optem ou não por compartilhar dados, podem ser a única solução viável a longo prazo, afirmou Montulli."Realmente não seria possível usar a web sem cookies", observou. "Mas vamos ter que encontrar mais nuances em como eles são utilizados na publicidade."APPLE INC.GOOGLEMeta Veja Mais

Biden falará nesta quinta com presidente da Ucrânia

em - Internacional O presidente americano, Joe Biden, falará nesta quinta-feira (27) com seu colega ucraniano, Volodimir Zelenski, informou a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki.Ela afirmou que o telefonema tem como objetivo fazer um balanço dos fatos e não se espera nenhum anúncio, em um momento em que as tensões permanecem em um ponto alto em torno da Ucrânia pela ameaça de invasão russa.Os Estados Unidos prometeram que não há solução "sobre a Ucrânia sem a Ucrânia", razão pela qual têm mantido vias de comunicação frequentes com Kiev.Biden tem liderado as tentativas de construir uma frente ocidental unida diante da pressão militar da Rússia sobre a Ucrânia, o que tem irritado Moscou. Veja Mais

Herdeiros de Picasso negam projeto de criptoarte relacionado ao pintor

em - Internacional Os herdeiros de Pablo Picasso (1881-1973) negaram nesta quinta-feira (27) informações que surgiram na imprensa americana sobre um suposto projeto de criação de NFT (certificados de autenticidade digital) em torno da obra do pintor espanhol.O projeto, segundo a mídia americana, se basearia no lançamento de mais de 1.000 NFT (Non Fungible Token, em português Token Não Fungível) vinculados à imagem de uma cerâmica pintada à mão por Picasso em outubro de 1958.O negócio foi mencionado por Marina Picasso, neta de Pablo, e seu filho Florian.Essa informação está "errada", informaram os herdeiros em um comunicado transmitido por seu advogado Richard Malka à AFP."A senhora Marina Ruiz Picasso, o senhor Florian Picasso, o administrador da Sucessão Picasso - senhor Claude Ruiz Picasso - assim como a Picasso Administration querem esclarecer que no dia de hoje não existe nenhum NFT 'Picasso' autorizado", diz o comunicado."O NFT do senhor Florian Picasso - e de artistas com quem colabora - é uma criação própria, independente de qualquer reivindicação sobre Pablo Picasso e suas obras". Em um site de Marina e Florian Picasso se anuncia o leilão de uma obra, "Visage de Lumière", previsto para 28 de janeiro e com 24 horas de duração.Outra obra, "Visage de Couleur", será lançada no mercado em forma de 5 edições limitadas, de 200 exemplares cada uma, nesse mesmo site Quase desconhecidos há um ano, os NFT são certificados de "autenticidade" ligados a obras de criptoarte (que são compradas com criptomoedas) e que provocaram uma grande especulação no mercado. Veja Mais

França obriga restaurantes e cantinas escolares a indicar origem da carne

em - Internacional Os restaurantes, refeitórios escolares e cantinas na França deverão indicar a origem da carne servida nos pratos a partir de 1º de março, segundo um decreto publicado nesta quinta-feira (27) e que amplia a medida já vigente para a carne bovina.Segundo o Diário Oficial, essa indicação, que deve mencionar o país onde os animais foram criados e onde foram sacrificados, será aplicada também durante uma fase inicial de 2 anos para a carne de aves, de ovelha, suína e de cabra."Esperávamos este decreto há dois anos e meio. Os cidadãos querem saber de onde vem a carne que comem no restaurante e se é francesa. Isso os deixa tranquilos", afirmou Anne Richard, diretora da Inaporc, que reúne o setor suíno.A medida, que só era obrigatória desde 2002 para a carne bovina após a crise da vaca louca, será aplicada para as "carnes que os restaurantes comprarem cruas e não para as carnes compradas já preparadas ou cozidas", segundo o decreto.O ministro da Agricultura, Julien Denormandie, explicou recentemente que respondem a uma exigência legítima dos cidadãos que desejam um melhor rastreamento e a "conscientização de que a nutrição tem um impacto muito forte na saúde"."Um frango brasileiro ou ucraniano não tem nada a ver com um frango francês, o que vale também para todas as carnes", declarou nesta quinta-feira Denormandie, que afirmou que "mais de 50%" da carne de aves servida nos restaurantes é importada.O ministro defende a soberania alimentar da França e que a União Europeia (UE) adote medidas para proteger um determinado nível de qualidade contra produtos mais baratos, mas vistos como mais pobres nutricionalmente e mais contaminantes."Nos países da América do Sul ainda são usados antibióticos para o crescimento, portanto a contribuição nutricional é diferente e isso afeta diretamente o consumidor", disse Denormandie, para quem essa é uma luta "econômica e gastronômica". A medida estará em vigor até 29 de fevereiro de 2024, devido a uma fase de experimentação negociada com a Comissão Europeia. Veja Mais

Biden diz que vai nomear 'primeira mulher negra' para a Suprema Corte dos EUA

em - Internacional O presidente americano, Joe Biden, confirmou nesta quinta-feira (27) que vai nomear, pela primeira vez na história, uma mulher negra para a Suprema Corte dos Estados Unidos, para substituir o juiz Stephen Breyer, que se aposentará.Biden, que fez esta promessa durante a campanha presidencial, esclareceu, em discurso na Casa Branca, que ainda não tinha feito uma escolha. Mas disse ter duas coisas claras: "A pessoa que vou nomear terá qualificações, uma personalidade, uma experiência e uma integridade extraordinárias. E será a primeira mulher negra nomeada para a Suprema Corte". Veja Mais

Paquistão celebra um ano sem casos de pólio, apesar da desconfiança com a vacina

em - Internacional Sob a vigilância de um policial armado com um fuzil, Sadria Hussain e uma colega percorrem os subúrbios de Mardan, no noroeste do Paquistão, com um isopor cheio de vacinas contra a poliomielite. Eles vão de porta em porta tentando convencer os pais a permitirem que seus filhos recebam a famosa gotinha do imunizante, que impede que o vírus invada o sistema nervoso central e cause paralisia irreversível. O Paquistão é um dos dois únicos países no mundo, junto com o Afeganistão, onde o vírus da poliomielite continua sendo endêmico. No entanto, nesta quinta-feira (27), a nação comemora, pela primeira vez em sua história, um ano sem registrar nenhum caso da doença. A última infecção no Paquistão, que tem cerca de 220 milhões de habitantes, foi registrada no dia 27 de janeiro de 2021. Contudo, para que a enfermidade seja considerada erradicada são necessários três anos sem casos. Mesmo assim, por se tratar de um país onde a vacinação é vista com desconfiança e onde os ataques contra as equipes de imunização são frequentes, a marca de um ano sem casos pode ser considerada um sucesso. Na província de Khyber Pakhtunkhwa, onde fica Mardan, os vacinadores costumam ser alvo dos militantes do Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), o movimento talibã paquistanês. "A vida e a morte estão nas mãos de Deus", conta Sadria, ao caminhar entre um labirinto de casas com muros altos. "Temos que vir [...] Não podemos desistir apenas porque é difícil", diz à AFP. - 'Alvos fáceis' - O TTP, um movimento distinto dos talibãs afegãos, mas que compartilha com eles as mesmas raízes, afundou o Paquistão em um período de intensa violência após sua formação em 2007. Em menos de uma década, matou dezenas de milhares de civis paquistaneses e membros das forças de segurança, e controlou as áreas tribais do noroeste na fronteira com o Afeganistão, antes de ser desalojado a partir de 2014. Desde a metade de 2020, o TTP vem se recuperando e, animado com o retorno dos talibãs ao poder no Afeganistão, aumentou seus ataques no Paquistão, com menos violência do que no passado e direcionados principalmente contra as forças de segurança. Os policiais que acompanham as equipes de vacinação contra a pólio são considerados alvos potenciais do TTP. Na terça-feira, um deles foi assassinado em Kohat, a cerca de 80 km de Mardan. Segundo a imprensa paquistanesa, mais de 70 vacinadores contra a pólio morreram no país desde 2012, principalmente em Khyber Pakhtunkhwa. No entanto, um porta-voz do TTP afirmou à AFP que o movimento nunca atacou as equipes de vacinação e que seu alvo são as forças de segurança. "Eles serão alvo onde estiverem e trabalharem", disse. "São alvos muito fáceis", admite Habib Ullah Arif, principal responsável administrativo em Mardan. Segundo ele, a luta contra o vírus se mistura com a repressão aos militantes islamistas. "Existe apenas uma ideia: venceremos a pólio, venceremos o militantismo", assinalou. - 'Uma situação complexa' - As campanhas de vacinação existem desde 1994 no Paquistão. Cerca de 260.000 vacinadores são utilizados e as campanhas são lançadas regularmente por regiões. Contudo, a desconfiança em relação às equipes médicas é comum nas zonas rurais. "Em alguns lugares do Paquistão, a vacinação era considerada um complô ocidental", afirma Shahzad Baig, chefe do programa nacional de erradicação da pólio. As teorias difundidas por religiosos ultraconservadores são variadas: os vacinadores são espiões, as vacinas causam infertilidade ou contém derivados de porco, cujo consumo é proibido no islã. A primeira dessas ideias foi alimentada pela organização de uma falsa campanha de vacinação pela CIA para encontrar o paradeiro do terrorista Osama bin Laden, morto em 2011 em Abbottabad, no norte do país. A fronteira porosa com o Afeganistão, onde o TTP tem suas retaguardas, também favorece a circulação da poliomielite. "No que diz respeito ao vírus, Paquistão e Afeganistão são um só país", constata Baig. Em Mardan, as equipes de vacinação com escolta armada continuam batendo de porta em porta. Eles marcam a data de sua passagem com giz e mergulham os dedos das crianças em tinta indelével para indicar que estão vacinadas. "O temor está sempre presente em nossa mente, mas devemos fazer algo por nosso país", diz Zeb-un-Nissa, uma vacinadora. "Devemos erradicar essa doença", conclui. Veja Mais

Regulador europeu aprova pílula anticovid da Pfizer

em - Internacional A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) aprovou, nesta quinta-feira(27), a pílula anticovid do laboratório Pfizer, sendo o primeiro tratamento oral contra a covid-19 autorizado na União Europeia (UE). "O Comitê de Medicamentos de Uso Humano (CHMP) da EMA recomendou a concessão de uma autorização condicional de comercialização para o medicamento antiviral oral Paxlovid", declarou o regulador europeu em um comunicado.A EMA "recomendou a autorização do Paxlovid para o tratamento da covid-19 em adultos que não necessitam de suporte respiratório, mas que correm risco de agravamento da doença".Os antivirais funcionam reduzindo a capacidade de um vírus de se replicar, retardando assim o avanço da doença. Eles são altamente esperados porque são fáceis de administrar e podem ser ingeridos simplesmente com um copo de água. A Pfizer havia declarado em dezembro que sua pílula anticovid reduzia em quase 90% as hospitalizações e mortes de pessoas em risco quando tomada nos primeiros dias após o início dos sintomas, de acordo com estudos. A EMA avaliou os dados de um estudo envolvendo pacientes com covid-19 mostrando que "o tratamento com Paxlovid reduziu significativamente as hospitalizações e mortes em pacientes com pelo menos uma doença subjacente que os colocava em risco de contrair uma covid-19 grave". A maioria dos pacientes no estudo foi infectada com a variante delta, disse a Agência Europeia de Medicamentos, mas observou que, com base em testes de laboratório, o Paxlovid deve permanecer eficaz contra a ômicron, que atualmente é majoritária. A pílula da Pfizer é uma combinação de uma nova molécula, PF-07321332, e ritonavir, um antiviral utilizado no tratamento do HIV, tomado em comprimidos separados."O CHMP da EMA concluiu que os benefícios do medicamento são maiores que seus riscos para o uso aprovado e enviará suas recomendações à Comissão Europeia (CE) para uma decisão rápida, aplicável em todos os Estados-membros da UE".Esse processo de aprovação por parte da Comissão Europeia costuma levar algumas horas ou dias."Com a autorização do Paxlovid esta semana, foram autorizados 6 medicamentos anticoronavírus no marco da estratégica terapêutica da UE", disse em outro comunicado a comissária europeia de Saúde e Segurança Alimentar, Stella Kyriakides.Estados Unidos, Canadá e Israel fazem parte de um grupo de países que já autorizou o tratamento da Pfizer. Veja Mais

Economia dos EUA tem alta de 5,7% em 2021, melhor resultado desde 1984

em - Internacional O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 5,7% em 2021, a alta mais expressiva desde 1984 - informa uma estimativa preliminar do Departamento do Comércio.No quarto trimestre, na projeção anual (taxa de crescimento em 12 meses se mantidas as condições no momento da medição), o crescimento foi de 6,9%, valor bem superior ao esperado pelos analistas, que previam 5,6%. O crescimento do ano passado é mais forte do que o esperado pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano), que antecipou uma recuperação de 5,5%, e também do que a taxa projetada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que esperava uma alta de 5,6%.O PIB do quarto trimestre também é 3,1% superior ao do quarto trimestre de 2019, o último antes da pandemia do coronavírus. Utilizando outros mecanismos de comparação, que se aplicam a grandes economias, comparando-se o quarto trimestre de 2021 com o quarto trimestre de 2020, como a China faz, por exemplo, a expansão foi de 5,5%. Além disso, o consumo das famílias, que responde por quase 75% da economia americana, aumentou 7,9% no ano passado.Em 2020, a crise da covid-19 havia causado uma contração de 3,5% no PIB dos EUA, a maior queda desde 1946.- Estímulos e covid -O crescimento da economia dos EUA foi forte no início do ano passado, impulsionado por grandes pacotes de estímulo que fomentaram os gastos dos consumidores e, depois, pela melhora da pandemia, graças a uma campanha de vacinação ativa na primavera boreal (outono no Brasil).No primeiro trimestre, a maior economia do mundo cresceu 6,4% e, no segundo, 6,7%, sempre na projeção anual. Entre abril e junho, voltou ao nível pré-pandemia.No terceiro trimestre de 2021, porém, o crescimento se desacelerou, e a expansão foi de 2,3%, devido ao aparecimento da variante delta da covid-19. Agora, espera-se que o crescimento volte a desacelerar no primeiro trimestre de 2022, sobrecarregado por uma nova variante, a ômicron, que desencadeou uma onda massiva de infecções, prejudicando a atividade econômica.Os preços ao consumidor subiram acentuadamente no ano passado e são uma preocupação para o governo de Joe Biden.De acordo com o índice PCE do Departamento de Comércio, o mais considerado pelo Banco Central, o aumento foi de 3,9% em 2021. O outro índice de inflação, o do Departamento do Trabalho (PCI), divulgado em 12 de janeiro, havia registrado um aumento de preços de 7% em 2021, o que representaria o maior aumento em 12 meses desde junho de 1982.- Juros contra a inflação -O Federal Reserve sinalizou na quarta-feira que é a favor de aumentar suas taxas de referência em sua próxima reunião em meados de março. "Eu diria que o comitê é a favor do aumento das taxas (...) na reunião de março, desde que haja condições para isso", disse o presidente do órgão, Jerome Powell, em entrevista coletiva após a reunião de dois dias do comitê monetário do Fed. O Fed manteve suas taxas de juros em zero na quarta-feira. Em seu comunicado anterior às declarações de Powell, a agência explicou que, "com a inflação bem acima de 2% e um mercado de trabalho forte, o comitê (monetário) acredita que, em breve, será apropriado aumentar as taxas de referência". Powell ficou encarregado de especificar os termos do aumento. As taxas de referência foram cortadas em março de 2020 para fazer frente à pandemia de coronavírus, apoiando o consumo e o investimento.Agora, o objetivo do organismo ao aumentar suas taxas de juros é influenciar os preços, desacelerando a demanda. Taxas mais altas tornam o crédito mais caro para pessoas físicas e jurídicas. Veja Mais

Abastecimento de água dos EUA é vulnerável a ciberataques, admite funcionário

em - Internacional As ciberdefesas dos sistemas de abastecimento de água potável dos Estados Unidos são "absolutamente inadequadas" e vulneráveis a ataques de hackers em larga escala de hackers, disse um funcionário de alto escalão do governo americano, nesta quinta-feira (27), pedindo para não ser identificado."Há uma resistência inadequada para igualar (as capacidades) do setor criminal", disse o funcionário. O governo tentou atender a cibersegurança da infraestrutura, mas há limitações pelo fato de a grande maioria destes serviços ser oferecida por empresas privadas.O tamanho do desafio ficou claro em maio do ano passado, quando um ataque deixou temporariamente fora de serviço o importante oleoduto Colonial Pipeline.Funcionários que falaram com os repórteres sob condição de anonimato mostraram um plano para que as empresas de água cooperem com o governo para tentar selar as falhas de segurança. Como acontece em outros existentes nos setores elétrico e de gás, o programa é, no entanto, de adesão voluntária. Outro problema é que existem cerca de 150.000 fornecedores de água diferentes para atender 300 milhões de americanos, segundo o funcionário ouvido pela AFP. Também aumenta a vulnerabilidade o fato de se tratar de sistemas cada vez mais automatizados, com computadores que gerenciam o tratamento, o armazenamento e a distribuição."Esses processos, quero destacar, podem ser vulneráveis a ciberataques (...) Estamos particularmente preocupados que se lance um ciberataque para, por exemplo, manipular processos de tratamento e produzir água insegura, ou também para danificar infraestrutura hídrica, ou mesmo parar o fluxo de água", completou esta fonte. Veja Mais

Economia dos Estados Unidos tem alta de 5,7% em 2021, melhor resultado desde 1984

em - Internacional O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 5,7% em 2021, a alta mais expressiva desde 1984, segundo uma estimativa preliminar do Departamento do Comércio. No quarto trimestre, o crescimento foi de 6,9%, muito acima do esperado pelos analistas. Além disso, o consumo das famílias, que representa quase três quartos da economia americana, aumentou 7,9% no ano passado. Veja Mais

Sobreviver com salário mínimo, o grande tema da campanha eleitoral em Portugal

em - Internacional "Não vivemos, sobrevivemos", afirma uma funcionária de um hospital que, assim como quase 25% da população ativa de Portugal, ganha um salário mínimo, o que se tornou um dos grandes temas da campanha eleitoral para as legislativas de domingo."Aprendemos a viver com o indispensável! É frustrante e triste", desabafa Fernanda Moreira, de 40 anos, que trabalha em um hospital do sul de Lisboa.Essa mãe de família, cujo marido ganha apenas um pouco mais que ela, recebe um salário mínimo desde o início de sua vida profissional, há mais de 20 anos.Seu salário aumentou somente em função dos reajustes concedidos ao salário mínimo pelo governo.Assim como ela, cerca de 900.000 trabalhadores em Portugal vivem com um salário mínimo, que este ano passou para 822 euros (US$ 930) em 12 meses, contra 589 euros (US$ 670) quando os socialistas chegaram ao poder em 2015, aliando-se à esquerda radical para tirar a direita do governo e encerrar sua política de rigor orçamentário."Os defensores da austeridade afirmavam que o congelamento dos salários era o único caminho para ser um país competitivo, mas essa não é a nossa receita", afirmou a ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, em entrevista à AFPTV."Nunca foi visto um aumento do salário mínimo tão grande", disse Amélia Casquinha Fernandes, funcionária de limpeza de 60 anos no aeroporto de Lisboa, e que recebe um salário mínimo. "Os socialistas respeitaram sua promessa", celebra.Se ganhar as eleições de domingo, o primeiro-ministro António Costa se comprometeu a continuar aumentando o salário mínimo todo ano, até chegar a 1.000 euros (US$ 1130) em 12 meses em 2026.Mas a esquerda radical, que apoiava o governo minoritário de Costa, pediu mais esforços a favor do poder aquisitivo, já que o salário mínimo de Portugal é um dos menores da UE.Sendo assim, ao considerar insuficiente um novo aumento de 47 euros este ano, o Partido Comunista votou junto ao Bloco de Esquerda - mas também com toda a oposição de direita - a rejeição ao orçamento de 2022, provocando eleições antecipadas.O número de trabalhadores que ganham o salário mínimo dobrou em 10 anos e "Portugal está se transformando em um país de salários mínimos", se preocupa Eugénio Rosa, economista próximo ao Partido Comunista. Os analistas também se preocupam com a diferença entre o salário mínimo e salário médio, que é de 1.160 euros em 12 meses e não para de cair."As empresas aumentaram os salários mínimos porque foram obrigadas por lei, mas deixaram de lado os outros trabalhadores" explica à AFP João Duque, professor do Instituto Superior de Economia de Lisboa.Essa estratégia, embora tenha levado o desemprego a 6%, seu índice pré-pandemia, também contribuiu para o desenvolvimento de uma "economia de salários baixos" em torno de atividades como hotelaria, turismo e construção.João Duque também aponta que isso "favorece a emigração dos mais qualificados para países onde serão melhor pagos e a imigração de uma mão de obra menos qualificada". Veja Mais