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Taxa de transmissão do coronavírus sobe para 1,13 no Brasil, aponta Imperial College

Glogo - Ciência Isso significa que cada 100 pessoas com o vírus no país infectam outras 113. Índice subiu em relação à semana passada, quando estava em 1,02. Taxa de transmissão do coronavírus sobe para 1,13 esta semana no Brasil A taxa de transmissão (Rt) do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no Brasil está em 1,13, aponta o monitoramento do Imperial College de Londres, no Reino Unido, divulgado nesta semana. Isso significa que cada 100 pessoas com o vírus no país infectam outras 113. Covid e crianças: saiba o que os estudos mais recentes dizem sobre volta às aulas 'Temos vivenciado um cenário de guerra', desabafa médica sobre internações em Manaus 2 a cada 3 brasileiros com Covid que precisaram de intubação morreram, aponta levantamento Pela margem de erro das estatísticas, essa taxa pode ser maior (Rt de até 1,15) ou menor (Rt de 1,10). Nesses cenários, cada 100 pessoas com o vírus infectariam outras 115 ou 110, respectivamente. Na semana passada, o Rt ficou em 1,02. Em novembro de 2020, a taxa de transmissão chegou a 1,30, a maior desde o fim de maio. Veja o histórico de 2021: Simbolizado por Rt, o "ritmo de contágio" é um número que traduz o potencial de propagação de um vírus: quando ele é superior a 1, cada infectado transmite a doença para mais de uma pessoa e a doença avança. A universidade britânica também projeta que o Brasil tenha 9.190 mortes devido à Covid-19 nesta semana. O cenário mais positivo prevê 8.660 óbitos e, o mais negativo, 9.500. Situação no país Nesta segunda-feira (1°), o país registrou 818 mortes pela Covid-19 desde domingo (28), chegando ao total de 255.836 óbitos desde o começo da pandemia. Os dados são resultado de uma parceria do consórcio de veículos de imprensa, formado por G1, O Globo, Extra, O Estadão de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias chegou a 1.223, o quinto recorde batido nos últimos seis dias. A variação foi de +16% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença. Veja a sequência da última semana na média móvel: Terça-feira (23): 1.095 Quarta-feira (24): 1.129 (recorde) Quinta-feira (25): 1.150 (recorde) Sexta-feira (26): 1.148 Sábado (27): 1.180 (recorde) Domingo (28): 1.208 (recorde) Segunda-feira (1º): 1.223 (recorde) Veja Mais

Coronavírus: Variantes são 'ameaça real' contra avanços produzidos por vacinas, diz governo dos EUA

Glogo - Ciência Propagação de variantes altamente contagiosas do vírus está ameaçando gerar 'quarta onda', segundo autoridade de saúde. Rochelle Walensky disse que as quedas recentes nos casos de covid-19 'se estabilizaram em um número muito alto'. Reuters via BBC O surgimento de variantes altamente contagiosas do novo coronavírus pode dar origem a uma "potencial quarta onda de casos" de covid-19 nos Estados Unidos. O alerta foi feito por Rochelle Walensky, diretora dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), que afirma estar preocupada com dados recentes sobre a doença. ENTENDA: como o perfil das vacinas influencia na eficácia contra as mutações Mutação, variante, cepa e linhagem: o que significam os termos ligados à evolução do coronavírus Segundo ela, cerca de 70 mil novos casos foram registrados por dia na semana passada no país — "um número muito alto" —, além de quase 2 mil mortes diárias no mesmo período. "Por favor, ouçam bem: com este nível de casos, com as variantes se espalhando, podemos botar a perder completamente os avanços que tivemos após tanto esforço", declarou Walensky. "Essas variantes são uma ameaça real ao nosso povo e ao nosso progresso." Há muitas versões diferentes ou variantes do vírus da covid-19 em circulação, mas especialistas em saúde estão particularmente preocupados com algumas que parecem ser mais contagiosas, incluindo aquelas detectadas pela primeira vez no Reino Unido, na África do Sul e no Brasil. O CDC previu que a variante B.1.1.7 altamente contagiosa encontrada pela primeira vez no Reino Unido se tornará a cepa dominante nos Estados Unidos neste mês. Variantes do coronavírus: o que se sabe até agora Diante deste cenário, Walensky afirmou que estava "realmente preocupada" com os relatos de Estados americanos "retrocedendo em medidas de saúde pública recomendadas para proteger as pessoas da covid-19". "Temos a capacidade de impedir uma potencial quarta onda de casos neste país. Por favor, mantenham-se firmes", acrescentou. No total, os EUA já registraram mais de 28 milhões de infecções e 500 mil mortes relacionadas à covid-19, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). EUA já contam com terceira vacina para evitar quarta onda de infecções Quão séria é a ameaça das variantes nos EUA? O número de infecções diárias e mortes caiu acentuadamente no país após um pico em janeiro, quando as vacinações contra a doença começaram a se intensificar. OMS diz que é prematuro pensar que a pandemia do coronavírus vai acabar em 2021 Por que a OMS descarta alcançar imunidade coletiva em 2021, mesmo com vacinas Mas o CDC afirma que, até que mais pessoas sejam vacinadas, as variantes podem aumentar o número de casos, ameaçando os sistemas de saúde que já estão sob pressão. Mais de 2.463 infecções envolvendo variantes preocupantes foram registradas, de acordo com os dados do CDC. A maioria desses casos — pelo menos 2,4 mil — são da variante do Reino Unido. Mas acredita-se que o número de pessoas infectadas por variantes nos EUA seja maior. Não há evidências de que qualquer uma das variantes resulte em quadros mais graves para a maioria das pessoas que são infectadas. Os cientistas também acreditam que as vacinas atuais oferecem proteção contra as variantes. Como anda a vacinação pelo mundo? Infectologista fala do impacto da vacinação pelo mundo Na segunda-feira (01/03), os EUA já haviam aplicado mais de 76 milhões de doses da vacina, de acordo com dados do CDC. Em números absolutos, o país administrou mais doses do que qualquer outra nação do mundo. Mas ao analisar os números proporcionalmente, tomando como base as doses administradas para cada 100 pessoas, os EUA aparecem em quarto lugar, atrás do Reino Unido, Emirados Árabes Unidos e Israel, que lidera o ranking de acordo com dados da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Até o momento, o Brasil aplica 3,98 doses da vacina contra covid-19 para cada 100 pessoas, enquanto o índice é de 22,9 para cada 100 nos Estados Unidos, 31,07 para cada 100 no Reino Unido e 94,8 para cada 100 em Israel. Apenas 3,11% da população brasileira receberam ao menos uma dose, o que representa pouco mais de 6,57 milhões de pessoas, de acordo com o monitoramento feito por um consórcio de veículos de imprensa do país. VEJA A EVOLUÇÃO DA VACINAÇÃO NO SEU ESTADO Covid com alta recorde e lotação de UTIs: especialistas listam motivos para parar o país por ao menos 2 semanas Mas, na contramão do que ocorre no restante do mundo, a pandemia no Brasil não dá sinais de arrefecimento. Enquanto a vacinação avança em ritmo lento, o país continua a bater sucessivos recordes de óbitos, e o número de novos casos não para de crescer. Até agora, já foram registrados no país mais de 10,5 milhões de infecções e quase 255 mil mortes causadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. Vídeos: quais são as principais vacinas contra Covid-19 Veja Mais

OMS diz que é prematuro pensar que a pandemia do coronavírus vai acabar em 2021

Glogo - Ciência Número de novas infecções aumentou globalmente pela primeira vez em sete semanas. Organização pede que países não relaxem as medidas para combater a propagação da Covid-19. Michael Ryan, diretor-executivo do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS) Christopher Black/OMS O diretor-executivo de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, disse nesta segunda-feira (1º) que é "muito prematuro e não realista" pensar que a pandemia do coronavírus vai acabar neste ano. Ele explicou que a luta contra a doença está melhor agora do que há 10 semanas, antes do início da vacinação. Entretanto, é cedo para dizer que o vírus está sob controle. “O vírus está voltando a nos controlar, os números voltaram a aumentar essa semana. O que podemos conseguir em 2021 é evitar hospitalizações e reduzir a mortalidade no mundo. Ao atingir esse objetivo, teremos o controle da pandemia”, explicou Ryan. 'Não é hora de nenhum país atenuar as medidas contra o coronavírus', recomenda OMS Por que a OMS descarta alcançar imunidade coletiva em 2021, mesmo com vacinas Maria van Kerkhove, líder técnica da entidade, reforçou que não é possível prever o futuro, mas é possível adotar medidas para frear a pandemia – usar máscaras, evitar aglomerações, manter o distanciamento social, apostar na ventilação adequada e higienizar as mãos. "Este vírus vai se recuperar se permitirmos. E não podemos deixar. Temos que evitar isso agora, no momento que temos a vacina" – Maria Van Kerkhove. O número de novas infecções aumentou em todo o mundo na semana passada pela primeira vez em sete semanas. O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, pediu aos países que não relaxem as medidas para combater a propagação da doença. “Se os países dependem exclusivamente de vacinas, eles estão cometendo um erro. Medidas básicas de saúde pública continuam sendo a base da resposta”, alertou o diretor-geral. No Brasil O Brasil registrou, em fevereiro, o 2º mês com mais mortes por Covid desde o início da pandemia. Fevereiro também foi o terceiro mês consecutivo em que as mortes de um mês superam as do mês anterior. Vários estados viram o colapso de seus sistemas de saúde, tanto público quanto privado. Esse cenário já havia sido previsto por especialistas em janeiro, quando acabou o oxigênio de hospitais de Manaus e pacientes morreram asfixiados. A avaliação de médicos, epidemiologistas e outros cientistas era de que o colapso visto no Amazonas se repetiria no resto do país por diversos motivos: as festividades de fim de ano, a variante mais contagiosa e a baixa adesão às medidas restritivas. Na semana passada, Mike Ryan chamou a pandemia no Brasil de tragédia e lamentou que o país enfrente uma nova onda de casos e mortes pela Covid-19. "Infelizmente, é uma tragédia que o Brasil esteja enfrentando isso de novo e é difícil. Esta deve ser a quarta onda que o país volta a enfrentar". Mecanismo Covax Nesta segunda, Gana e Costa do Marfim começaram a aplicar as doses de vacina contra a Covid-19 fornecidas pela Covax Facility, aliança mundial coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para distribuir imunizantes a países pobres e em desenvolvimento. Segundo Tedros, mais 11 milhões de doses serão entregues esta semana – 15 países devem receber os imunizantes. A expectativa é enviar 237 milhões de doses de vacinas até o final de maio. VÍDEO: Presidente de Gana recebe primeira dose de vacina contra Covid VÍDEOS: Vacinação no Brasil Veja Mais

Como se aprende a morrer

Glogo - Ciência Na Austrália, um curso tenta fazer com que as pessoas aceitem a morte como algo natural Temos a maior dificuldade de pensar ou falar quando o assunto é morte. Além disso, nossas emoções e atitudes sempre se caracterizam pela abordagem pesada e negativa. Será que há uma outra maneira de tratar do tema? É o que especialistas em cuidados paliativos estão tentando fazer na Austrália. O passo inicial foi dado através de um curso on-line, com duração de seis semanas, chamado “Dying2Learn” – “Morrendo de vontade de aprender”, um trocadilho que funciona bem em inglês. Desenvolvido pela Universidade de Flinders e pelo CareSearch, seu objetivo é encorajar as pessoas a debater com franqueza a questão. Foram realizadas quatro edições, entre 2016 e 2020. Pesquisadores entrevistaram 1.491 participantes e puderam constatar que, ao final da experiência, o grupo conseguia utilizar um vocabulário mais sereno para expressar seus sentimentos. O trabalho foi publicado no começo de janeiro, na revista PLOS ONE. De acordo com a professora Lauren Miller-Lewis, principal autora do artigo, é cada vez mais comum que idosos e doentes terminais sejam atendidos em instituições hospitalares ou de longa permanência, longe da família, levando as pessoas a não vivenciar ou testemunhar o fim da existência. “Precisamos ajudar a comunidade a planejar suas necessidades e expectativas para o fim da vida, para aperfeiçoar o cuidado e o atendimento de pacientes e familiares. Ter intimidade com o assunto poderá ajudar, inclusive, no desenvolvimento de futuros serviços de saúde. As palavras não são neutras, por isso é tão importante entender suas conotações emocionais”, afirmou. Falar sobre a morte: emoções e atitudes se caracterizam pela abordagem pesada e negativa Pexels para Pixabay Alguns dos tópicos abordados no curso: como nos referimos à morte, que linguagem usamos e como nos lembramos dos que morreram; representações da morte em livros, filmes e na TV; do que morreremos, como morreremos e o que a medicina faz diante da proximidade da morte; a morte na era digital: como usar a tecnologia para compartilhar o luto. Gosto especialmente das reflexões sobre como morremos e como os médicos lidam com a morte. A longevidade é um bônus, mas traz em seu bojo o risco de condições crônicas e incapacitantes que podem durar décadas. Não é melhor pensar nisso e decidir que tratamentos desejamos ou não? O papel da medicina é um desdobramento da questão: vale a pena prolongar artificialmente a vida de um ser humano apenas para que ele continue respirando? A CareResearch promete, para o meio do ano, novas ferramentas interativas em seu site para alimentar a discussão. Trent Lewis, cientista de computação e coautor do trabalho, diz que a aceitação da morte como algo natural trará benefícios a todos. “O estudo mostrou também que a maioria das pessoas acredita que os outros se incomodam mais do que elas próprias de falar sobre o fim. Isso pode impactar nossa disposição para iniciar uma conversa sobre o assunto e o resultado é que coisas importantes deixam de ser ditas”, explicou. Veja Mais

Adultos infectados com a variante identificada em Manaus têm 10 vezes mais vírus no corpo, aponta Fiocruz

Glogo - Ciência Carga viral maior contribui para transmissibilidade. Pesquisa, ainda não revisada por outros cientistas, aponta que o relaxamento das restrições contribuiu para o espalhamento do vírus. Pessoas usando roupas e equipamentos de proteção contra o coronavírus Sars-CoV-2 andam em meio a túmulos de vítimas da Covid-19 no cemitério Nossa Senhora Aparecida, em Manaus, no dia 25 de fevereiro. Michael Dantas/AFP Um estudo feito por pesquisadores da Fiocruz aponta que adultos infectados pela variante brasileira P.1 do coronavírus, identificada primeiro no Amazonas, têm uma carga viral – quantidade de vírus no corpo – dez vezes maior do que adultos infectados por outras "versões" do vírus. Uma maior carga viral contribui para que a variante se espalhe mais rápido. A pesquisa ainda não foi revisada por outros cientistas nem publicada em revista, mas está disponível on-line. "[Se] a pessoa tem mais carga viral nas vias aéreas superiores, a tendência é que ela vai estar expelindo mais vírus – e, se ela está expelindo mais vírus, a chance de uma pessoa se infectar próxima a ela é maior", explica Felipe Naveca, pesquisador da Fiocruz Amazonas e líder do estudo. Os pesquisadores analisaram 250 códigos genéticos do coronavírus durante quase um ano. A amostragem cobriu o primeiro pico da doença, em abril, e o segundo, no final do ano passado e início de 2021. VACINAS E VARIANTES: entenda como o perfil das vacinas influencia a eficácia contra as mutações Eles perceberam que essa maior quantidade de vírus não acontecia, entretanto, nos homens idosos (acima de 59 anos). Uma possível explicação para isso é que a resposta imune de homens idosos tende a não ser tão eficiente de forma geral. "Em homens mais velhos, a resposta imune já não consegue responder tão eficientemente, e aí não teve diferença sendo P.1 ou o outro [vírus]", aponta Felipe Naveca. Também é possível que isso tenha acontecido nesse grupo porque a quantidade de pessoas analisadas nessa faixa etária foi menor, explicou o pesquisador Tiago Gräf, também autor do estudo, em uma publicação na rede social Twitter. Na imagem abaixo, retirada do estudo, quanto menor a altura das das bolinhas no eixo vertical, maior é a carga viral dos pacientes: Na imagem acima, quanto menor a quantidade das bolinhas no eixo vertical, maior é a carga viral dos pacientes: Reprodução/Twitter Tiago Gräf Felipe Naveca afirma, entretanto, que não há relação entre quantidade de vírus no corpo e gravidade da doença ou, até mesmo, presença deles. "Carga viral não está relacionada com gravidade – a gente tem pacientes com alta carga viral e sintomas muito leves ou até sem sintomas", diz o pesquisador. A P.1 já vinha sendo apontada por vários pesquisadores ao redor do mundo como mais transmissível, por causa de mutações que ela sofre na região que o vírus usa para infectar as células humanas. Apesar de ter surgido no Amazonas, ao menos outros 18 estados já detectaram infecções pela variante: os mais recentes foram Mato Grosso e Maranhão. Relaxamento de restrições contribuiu para disseminação Movimentação na frente do Hospital e pronto-socorro 28 de Agosto, em Manaus, no dia 14 de janeiro. SANDRO PEREIRA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Os pesquisadores também apontaram que o espalhamento da P.1 se deu por uma combinação de fatores relacionados ao próprio vírus e ao relaxamento do distanciamento social no Amazonas. Brasil chega a 250 mil mortos com ritmo acelerado de óbitos por Covid-19; especialistas culpam falta de medidas de isolamento 7 capitais têm leitos de UTI do SUS com mais de 90% de ocupação; 'pior cenário já observado', diz Fiocruz Os cientistas apontam que as chamadas intervenções não farmacêuticas – como uso de máscaras e distanciamento social – em abril do ano passado foram "suficientemente eficazes" em reduzir a velocidade de transmissão do vírus no estado, mas não em colocar a epidemia sob controle. Isso permitiu ao vírus sofrer mutações e contribuiu para o surgimento, em novembro, da P.1 – que logo se tornou dominante. "A falta de distanciamento social eficiente e outras medidas de mitigação provavelmente aceleraram a transmissão precoce da variante de preocupação [VOC, na sigla em inglês] P.1, enquanto a alta transmissibilidade desta variante alimentou ainda mais o rápido aumento de casos de SARS-CoV-2 e hospitalizações observados em Manaus após seu surgimento", dizem os pesquisadores brasileiros. Eles reforçam, ainda, que "a fraca adoção de intervenções não farmacêuticas, como ocorreu no Amazonas e em outros estados brasileiros, representa um risco significativo para o contínuo surgimento e disseminação de novas variantes". Na quinta-feira (25), o Brasil bateu o recorde, desde o início da pandemia, do número de pessoas mortas em apenas um dia pela Covid-19: 1.582 vítimas. 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x Veja VÍDEOS da vacinação no Brasil: Veja Mais

Pacientes morrem após transplantes de rim e de pulmão infectados por coronavírus, relatam estudos de caso

Glogo - Ciência Pesquisas foram publicadas neste mês na revista especializada 'American Journal of Transplantation'. Especialistas investigam possibilidade de o vírus ter sido transferido por meio dos órgãos, de doadores para receptores. Exames de imagem de paciente transplantado Reprodução/American Journal of Transplantation Duas mortes de pacientes após transplantes de rim e de pulmão foram relatadas neste mês pela revista especializada "American Journal of Transplantation". Os pacientes morreram devido à Covid-19, e os autores investigam se o desenvolvimento da infecção ocorreu por meio dos órgãos, de doadores para receptores. O primeiro caso descrito pela revista foi observado por especialistas da faculdade de medicina da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. A doadora do pulmão não tinha um histórico de Covid-19 e apresentou um teste negativo por meio da coleta de secreção no nariz e faringe. No entanto, os médicos relatam que não foi realizado um teste do Sars CoV-2 no sistema respiratório inferior, capaz de detectar o vírus no órgão que seria transplantado. Já o receptor do pulmão, três dias após a cirurgia, passou a apresentar febre, pressão baixa, dificuldade para respirar. O transplantado fez o exame com coleta de nariz e faringe, com resultado positivo para o coronavírus. As suspeitas ficam maiores quando os médicos detectaram o vírus no fluído do pulmão. Um cirurgião, que participou do procedimento, desenvolveu a Covid-19. Assim, os médicos precisaram fazer uma comparação entre os materiais coletados no órgão antes e após a cirurgia, o que comprovou a origem do vírus: a doadora já tinha o Sars CoV-2 e passou para o transplantado. O segundo caso foi publicado nesta quarta-feira (24) e foi relatado por pesquisadores da Universidade de Calgary, no Canadá. Um homem de 67 anos passou por um transplante de rim e morreu 10 dias após receber o órgão, em 10 de fevereiro. Número de transplantes de órgãos despencou desde o primeiro caso de Covid no Brasil Paciente com Covid-19 recebe transplante duplo de pulmão nos EUA Os médicos não conseguiram identificar inicialmente a causa da morte, mas, depois, detectaram partes do Sars CoV-2 nos tecidos do rim transplantado e no pulmão do paciente. A proteína Spike, presente na coroa do vírus, também foi encontrada nas análises. Os dois estudos apontam que a presença do Sars CoV-2 em tecidos transplantados pode ser fatal. De acordo com os pesquisadores americanos, a transmissão inesperada de uma infecção entre doadores e receptores é incomum e ocorre em menos de 1% dos casos. "No entanto, a 'doença derivada do doador' está associada a resultados ruins, incluindo perda do órgão transplantado ou morte em cerca de um terço dos receptores. Os patógenos emergentes criam desafios específicos na avaliação de risco da transmissão de doenças. Os agentes infecciosos recentes mais preocupantes incluem a pandemia de influenza H1N1 (2009), vírus do Nilo Ocidental, vírus Ebola e vírus da zika". Vídeos: novidades sobre vacinas contra a Covid-19 Veja Mais

Israel já vacinou metade da população com pelo menos uma dose da vacina contra Covid-19, diz governo

Glogo - Ciência Pelo menos 35% da população já foi imunizada por completo, com as duas doses, segundo a Reuters. O risco de contaminação pela Covid-19 diminuiu em 95,8% neste grupo. Moradores estrangeiros esperam em fila de vacinação para a Covid-19 em Tel Aviv, Israel, no dia 9 de fevereiro. Jack Guez / AFP O ministro da saúde de Israel, Yuli Edelstein, afirmou nesta sexta-feira (26) que o país já aplicou a vacina contra Covid-19 em 50% da população, segundo a agência de notícias Reuters. Desses, 35% já receberam também a segunda dose. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pretende vacinar todos os israelenses acima de 16 anos até o final de março, quando concorre à reeleição. Ele diz que isto permitiria uma reabertura pós-pandemia do país em abril. Em fevereiro, o governo começou a distribuir para os que já foram vacinados o selo “tav yarok”, um adesivo com um código de barras que comprova que a pessoa recebeu as duas doses da vacina contra a Covid-19 há pelo menos uma semana. Apesar de ser o recordista de vacinação no mundo, o Ministério da Saúde está preocupado com a diminuição da procura da população pela vacina. Por isso, a pasta está limitando o acesso a alguns locais de lazer que reabriram para pessoas que apresentam o selo vacinal tav yarok. Vacina reduz em 94% os casos sintomáticos, diz estudo feito em Israel "Nosso objetivo é continuar vacinando toda a nossa população acima de 16 anos, para que uma grande parcela seja atendida e possamos recuperar nossos hábitos", disse o diretor-geral do Ministério da Saúde, Hezi Levi, no sábado (20). O risco de contaminação pela Covid-19 diminuiu em 95,8% para as pessoas que receberam ambas as doses, segundo a agência RFI. Como é a vacinação israelense A campanha de vacinação contra a Covid-19 em Israel começou ainda no ano passado, em 19 de dezembro. O país conta com uma população de 9,3 milhões de habitantes e mais de 4,6 milhões já receberam pelo menos uma dose da vacina. Os palestinos de Jerusalém Oriental também foram incluídos na campanha e estão contabilizados nessa conta, já os palestinos que vivem nas regiões da Cisjordânia e da Faixa de Gaza não foram incluídos pelo governo israelense. Vídeos: novidades sobre vacinas contra a Covid-19 Veja Mais

Ministério diz ter assinado acordo para compra de 20 milhões de doses da Covaxin

Glogo - Ciência Vacina ainda não teve resultados de estudos de fase 3 publicados e por isso não há dados sobre a eficácia contra a Covid-19. Previsão é que a farmacêutica indiana Bharat Biotech envie primeiro lote em março. Que vacina é essa? Covaxin O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (25) ter assinado um acordo para a compra de 20 milhões de doses da Covaxin, vacina contra a Covid-19 desenvolvida na Índia pela farmacêutica Bharat Biotech. O investimento foi de R$ 1,614 bilhão, de acordo com a pasta. Vacina da Pfizer é a 1ª contra a Covid a obter registro definitivo no Brasil A Covaxin é baseada em vírus inativados. Essa técnica utiliza vírus que foram expostos em laboratório a calor e a produtos químicos para não serem capazes de se reproduzir. A vacina já está em uso na Índia, mas os testes de fase 3 ainda estão em andamento. Nenhum resultado com a eficácia geral da vacina foi divulgado. Cronograma das entregas "As primeiras 8 milhões de doses do imunizante devem começar a chegar já no mês de março, em dois lotes de 4 milhões a serem entregues entre 20 e 30 dias após a assinatura do contrato", informou o ministério da Saúde. O ministério afirmou que espera receber outras 8 milhões de doses no prazo de 45 e 60 dias após oficialização da compra. Em maio, é esperado o último lote, com 4 milhões de unidades. O fornecimento das doses será intermediado pela empresa brasileira Precisa Medicamentos. A Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC) já disse ter interesse em comprar a Covaxin e chegou a enviar uma delegação à Índia. A meta é conseguir doses para venda em clínicas privadas. Sem aval da Anvisa A Covaxin ainda não teve seu uso autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Portanto, a vacina só poderá ser aplicada na população depois do sinal verde da agência. Até o momento, a Anvisa já concedeu o registro da Pfizer, que ainda não tem acordo com o Brasil, e liberou o uso emergencial da Coronavac (Butantan/Sinovac) e da Covishield (Oxford/AstraZeneca). A compra da vacina indiana ocorre após a agência reguladora retirar a exigência de estudos de fase 3 conduzidos no Brasil para aprovação de uso emergencial das vacinas contra a Covid-19. A farmacêutica indiana não chegou a realizar testes com voluntários brasileiros. Segundo a Anvisa, nos casos em que não há estudos de fase 3 no Brasil, o prazo de análise do pedido de uso emergencial será de até 30 dias. Superintendente de pesquisa do Einstein fala sobre a vacina Covaxin Sem testes de fase 3 publicados A Covaxin ainda não teve resultados dos testes de fase 3 divulgados pela empresa ou publicados em revista científica. Os estudos clínicos ainda estão em andamento, sendo que a primeira dose já foi aplicada em todos os voluntários. Agora, a farmacêutica indiana está no processo de aplicação da segunda dose. De acordo com a agência Reuters, os resultados de um teste com 25.800 participantes serão divulgados em março. No entanto, a agência reguladora de medicamentos do país considera a vacina segura e eficaz, apesar de críticas de médicos e especialistas de saúde. O governo indiano já incluiu e aplica o imunizante em seu plano nacional de vacinação. O país também conta com doses da vacina Covishield, desenvolvida pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca. VÍDEOS: as principais vacinas contra a Covid Veja Mais

Brasil teve 736 casos e 46 mortes de crianças e adolescentes por síndrome associada à Covid desde início da pandemia, diz ministério

Glogo - Ciência Mais atingidas pela Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) foram crianças de 0 a 9 anos. São Paulo, Pará e Ceará foram os estados com mais casos. O Brasil registrou, de 1º de abril do ano passado até 13 de fevereiro, 736 casos e 46 mortes de crianças e adolescentes pela Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) associada à Covid-19. Os dados são os mais recentes disponíveis e foram obtidos pelo G1 junto ao Ministério da Saúde. Crianças e Covid-19: veja em 7 pontos o que a ciência já sabe sobre o tema A SIM-P é uma grande resposta inflamatória, rara, que, em casos graves, pode acometer diversos órgãos e sistemas do corpo e levar à morte. Os principais atingidos são o sistema cardiovascular e o trato digestivo, e também há alterações na pele e nas mucosas. Síndrome inflamatória multissistêmica é um raro efeito tardio em crianças que tiveram Covid-19 Ela pode se desenvolver em pessoas de 0 a 19 anos que tiveram Covid-19 previamente e que, inclusive, já estão curadas da doença. Entre os sintomas, estão: febre, conjuntivite, manchas vermelhas no corpo, problemas gastrointestinais, dor abdominal, vômitos, inchaço nas articulações, tosse e falta de ar. A síndrome vem sendo registrada em uma minoria de crianças atingidas pela Covid ao longo da pandemia. Ela também pode ter outras causas; os dados da Saúde são de casos que foram relacionados à infecção pelo coronavírus. Idades e gênero As crianças de 0 a 4 e de 5 a 9 anos foram as mais atingidas pela síndrome, com 42% dos casos (veja gráfico). Os casos entre meninos também foram mais frequentes que entre meninas – e essa diferença aumenta com a idade, exceto na adolescência (o número de casos entre adolescentes de 15 a 19 anos foi quase o mesmo, independentemente do sexo). Segundo Marcelo Otsuka, coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Infectologia, não existe uma explicação concreta sobre a síndrome acometer mais os meninos. "Podemos pensar em teorias. A SIM-P é uma manifestação hiperinflamatória. A inflamação é o preponderante. Assim como vemos a Covid-19 mais frequente em adultos do sexo masculino, imagino ser possível [que a SIM-P] ser mais frequente em meninos". Por UF Os estados com mais casos foram São Paulo, Pará, Ceará, Minas Gerais e Distrito Federal: Em seguida vieram Rio Grande do Sul, com 34 casos; Santa Catarina, com 30; Alagoas e Pernambuco, com 28 cada; Paraná, com 22; Espírito Santo, com 20; Amazonas, com 18, e Goiás, com 17. O Maranhão teve 9 casos e Mato Grosso, 8. O Acre teve apenas 2 casos de SIM-P; Mato Grosso do Sul registrou 1. O Amapá não registrou nenhum caso. Mortes Dezessete estados registraram pelo menos uma morte pela SIM-P. No total, foram contabilizadas 46 mortes de crianças e adolescentes desde início da pandemia, Pará, São Paulo e Rio de Janeiro foram os estados que registraram mais óbitos: 9, 8 e 6, respectivamente. Ceará, Pernambuco e Paraíba registraram 2 mortes por SIM-P. Acre, Alagoas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Sul e Santa Catarina tiveram 1 óbito. VÍDEOS: Vacinação contra Covid no Brasil Veja Mais

Filme sobre abusos financeiros contra idosos é um alerta

Glogo - Ciência Juíza explica como a curatela funciona e que cuidados podem ser tomados para evitar arbitrariedades Amigos dessa colunista chamaram sua atenção para o filme “Eu me importo” (“I care a lot”), disponível na Netflix, que trata de tema sinistro: uma vigarista com poderes de guardiã legal de idosos se encarrega de despojá-los de seus bens. Marla Grayson, interpretada pela atriz Rosamund Pike, trabalha em conluio com uma médica e o dono de uma instituição de longa permanência buscando vítimas: pessoas com bens que são fraudulentamente diagnosticadas como incapazes de tomar conta de si mesmas. É quando Marla entra em ação: vende seus imóveis, impede que sejam visitadas pelos filhos e remunera seus serviços a peso de ouro. No entanto, o negócio promissor sofre um baque quando ela lança suas garras sobre Jennifer Peterson (Dianne Wiest), uma simpática septuagenária que parece só no mundo mas, na verdade, tem conexões com a máfia russa. A proposta de ser uma comédia macabra não me agradou muito, mas o assunto merece discussão. Rosamund Pike como Marla Grayson: ao fundo, um painel com as fotos dos idosos que ela explora Divulgação Nos Estados Unidos, a figura do guardião profissional é mais comum do que no Brasil. Casos abusivos já foram inclusive investigados pelo Senado e a organização Americans Against Abusive Probate Guardianship luta para impor limites ao setor. Traduzindo em números, há cerca de 1.3 milhão de norte-americanos sob a responsabilidade de parentes ou estranhos que controlam 50 bilhões de dólares. E no Brasil, em que pé estamos? Para entender melhor nosso sistema, conversei com Maria Aglaé Tedesco Vilardo, juíza substituta de desembargador no segundo grau no Rio de Janeiro e doutora em bioética, ética aplicada e saúde coletiva. Dianne Wiest entre Eiza González e Rosamund Pike: sua personagem, Jennifer Peterson, é vítima da dupla de vigaristas Divulgação Aqui, chama-se curatela a figura jurídica de proteção de maiores de 18 anos sem condições de reger a própria vida por alguma incapacidade mental, intelectual ou física. Na maioria das vezes, o curador é um membro da família, mas ele também pode ser designado pelo juiz – há até funcionários do tribunal que desempenham essa função. A juíza Aglaé Vilardo critica o que, na sua opinião, é uma visão retrógrada: considerar o idoso absolutamente incapaz. “Devemos assegurar sua participação no maior grau possível. Temos que olhar a pessoa idosa em suas habilidades e funcionalidades”, enfatiza. Mas como se proteger de abusos? Para a juíza, o ideal é preparar uma manifestação de vontade prévia sobre quem gostaria que fosse seu curador, ou seja, deixar pronto, por escrito, que determinada pessoa é a escolhida para administrar seus direitos patrimoniais. E que fique claro: a curatela não abrange direitos existenciais – não alcança o direito ao próprio corpo, à sexualidade, ao matrimônio, à privacidade, à educação, à saúde, ao trabalho e ao voto. Ninguém se torna “dono” do outro. Mesmo assim, há riscos: casos em que a família questiona o documento e quer assumir a curatela quando o idoso se encontra num estado de fragilidade. “O juiz deve buscar a história que está por trás da disputa, e não dar preferência, de imediato, ao membro da família. O senso comum de que familiares são próximos e, por isso, os mais indicados para a função, nem sempre condiz com a realidade”, ela afirma. Uma outra alternativa é a tomada de decisão apoiada, na qual o interessado deve ingressar com um pedido judicial indicando no mínimo duas pessoas de sua confiança para serem suas “apoiadoras” e ajudá-lo nas deliberações. Por último: reforço a importância das diretivas antecipadas de vontade, quando se deixa por escrito as recomendações sobre os tratamentos que queremos e os que não desejamos receber. Melhor ser dono da própria história até o fim. Veja Mais

Frente de prefeitos diz que negocia direto com farmacêuticas vacinas de Covid para reforçar plano nacional de imunização

Glogo - Ciência Presidente da entidade, Jonas Donizette disse que mira Sputnik e Pfizer. Laboratório americano afirmou que só negocia com governo federal. Frente diz que doses adquiridas serão incorporadas pelo Ministério da Saúde e prevê que, com medida, 60% da população seja vacinada até o meio do ano. Frente Nacional de Prefeitos anuncia consórcio para compra de vacinas O presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) informou, nesta quarta-feira (24), que a entidade iniciou a negociação diretamente com farmacêuticas para a compra de doses de vacinas contra o coronavírus para reforçar o Plano Nacional de Imunização (PNI) do governo brasileiro. Não há acordos formalizados, data prevista e nem número de doses estipulado para a aquisição, mas Jonas Donizette (PSB) afirma que, com a medida, prefeituras preveem que 60% da população vacinável seja imunizada até o meio deste ano. A FNP, que representa 412 municípios brasileiros com mais de 80 mil habitantes, criou nesta terça-feira (23) um consórcio público com 50 prefeituras das maiores cidades do país. O anúncio ocorreu após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar que estados e municípios comprem e distribuam doses de vacinas Covid. Jonas Donizette, presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas Contatos iniciados Em entrevista ao G1, Donizette disse que o consórcio está aproveitando os contatos de alguns prefeitos que já estavam em andamento com as farmacêuticas. Entre eles, o da Sputnik, que ele definiu como "bem avançada", e da Pfizer, que recebeu nesta terça-feira (23) o registro definitivo da Anvisa, mas, até o momento, não avançou nas negociações com o governo federal. "A Sputnik está bem avançada. Com essa aprovação da Pfizer, abre um caminho grande de negociação, e a Johnson, que teve um resultado muito positivo. Já temos prefeituras tendo contato. O que a gente está fazendo é somar esforços com as prefeituras.", explica. A Pfizer negou qualquer negociação com prefeituras e governos estaduais e afirmou que só negocia doses com o governo federal. O G1 fez contato com a farmacêutica responsável pela Sputnik, e aguarda retorno. Veja os pontos principais definidos pela Frente até agora: Negociação feita diretamente pelas prefeituras do consórcio com farmacêuticas. Ainda não há acordos formalizados. Todas as doses eventualmente adquiridas vão ser destinadas ao PNI, para serem distribuídas em todo território nacional, sem favorecimento de cidades. Negociar apenas vacinas que ainda não estão no PNI ou que tem negociação insipiente com governo federal. Atenção especial à Pfizer e Sputnik, que, segundo a Frente, já teriam conversas com algumas prefeituras. A Pfizer nega qualquer negociação além do governo federal. FNP não vai criar concorrência com o governo federal. Não vai atrás da CoronaVac e da Astrazeneca, já em circulação no Brasil. Apesar de negociadas pelo consórcio, vacinas compradas serão pagas com recursos do Ministério da Saúde, que teria se comprometido com essa demanda. Eventuais contratos de compra não terão interferência do Ministério da Saúde quanto à elaboração das cláusulas. Plano da FNP é atingir 60% do público vacinável (mais de 18 anos) até o meio do ano. Outras vacinas que estão na mira da FNP são as da Johnson e Moderna. Não há previsão de prazo, data ou quantidade de doses a serem compradas. Aprovadas por Agência de Saúde O STJ definiu que as vacinas eventualmente compradas pelos governos locais precisam ter sido aprovadas, em prazo de 72 horas, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No entanto, caso o prazo não seja cumprido, a importação pode ser liberada se houver registro nas agências reguladoras da Europa, dos Estados Unidos, do Japão ou da China. De acordo com Donizette, a Frente já possui profissionais especializados em comércio internacional, mas já está em contratação uma assessoria voltada para o setor para auxiliar nas negociações com as farmacêuticas. A FNP ressaltou o comprometimento do ministro Eduardo Pazuello, da Saúde. "Queremos o compromisso do ministro. O ministro falou na nossa reunião na sexta passada que se nós conseguíssemos, ele pagaria. Queremos trazer para o Brasil, mas a responsabilidade do pagamento é do governo." Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no Senado, em 12 de fevereiro; ministro foi convidado a dar explicações sobre o combate à Covid-19 Pedro França/Agência Senado O G1 procurou o Ministério da Saúde sobre a aquisição das vacinas pelo consórcio sob o custeio do governo federal, mas não teve retorno até esta publicação. A Pfizer disse em nota que "não está em negociação com prefeituras, governos estaduais ou setor privado. No momento, a empresa segue em negociação com o governo brasileiro para fornecer a vacina contra a COVID-19.". A reportagem fez o mesmo questionamento à Sputnik, e aguarda retorno. "Hoje nós temos cerca de 10 marcas diferentes de vacina sendo dispersadas no mundo todo. Nós não vamos deixar de lado nenhuma delas.", disse Jonas Donizette à Globonews na manhã desta quarta-feira. VÍDEOS: Que vacina é essa? Série faz raio X dos principais imunizantes contra a Covid Pfizer é primeira com registro A Anvisa concedeu, nesta terça, o registro definitivo à vacina da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19. A vacina é a primeira a obter o registro sanitário definitivo no país, mas ela ainda não está disponível em solo brasileiro. As vacinas que estão sendo aplicadas no Brasil são a de Oxford e a CoronaVac, mas ambas têm autorização de uso emergencial, e não o registro definitivo. Com isso, elas só podem ser aplicadas em grupos prioritários. O governo federal havia afirmado que não comprou a vacina da Pfizer devido a uma cláusula no contrato prevendo que a farmacêutica não se responsabilizaria por efeitos adversos graves do imunizante. Sobre isso, o presidente da FNP disse que, uma vez aprovada pela Agência brasileira, o governo assume a responsabilidade. "Outros países aceitaram as condições da Pfizer, ela não está fazendo só para o Brasil. Então, por que vamos empacar num ponto que pode ser superado?". "A Pfizer está fazendo o seguinte: se tiver qualquer problema de reação, quem vai responder é o governo, e não a Pfizer. Mas a partir do momento que ela está aprovada, o governo vai assumir a responsabilidade.", completou Donizette. Vacina da Pfizer contra Covid-19 é a primeira a receber registro definitivo no Brasil Reprodução/JN Negociações no Nordeste Além da iniciativa da FNP, o consórcio do Nordeste também articula a compra de vacinas contra a Covid-19 para o plano nacional. Presidente da iniciativa e governador do Piauí, Wellington Dias afirmou que há, sim, condições para a compra do imunizante, mas ainda não há um prazo definido. "Agora vamos ter que transformar os contratos de opção de compra em contratos firmes para que a gente possa com isso ajudar a complementar as compras já firmadas pelo governo federal." "Comprar imediatamente em que a gente tenha condições desse contrato, não está fácil, é uma disputa que não é fácil. O lado bom é que agora setor público, privado, todas as autoridades estão imbuídas numa direção só, que é ampliar a vacinação.". Veja mais notícias da região no G1 Campinas Veja Mais

Novas doses das vacinas de Oxford e CoronaVac: veja a distribuição por estado

Glogo - Ciência Na terça, 3,2 milhões de unidades dos novos imunizantes foram entregues por fabricantes ao governo federal. Ministério da Saúde ainda não divulgou calendário de distribuição. Profissional de saúde retira dose de frasco da vacina de Oxford para aplicação em Brighton, no sul da Inglaterra, no dia 26 de janeiro. Ben Stansall/AFP O Brasil recebeu, na terça-feira (23), 3,2 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19: 2 milhões são de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca e 1,2 milhão da CoronaVac. Veja, abaixo, a distribuição por estado. As informações constam em documentos obtidos pela reportagem da TV Globo: Doses de vacina/UF O Ministério da Saúde não informou quando as doses chegarão a cada estado. Vacinas em falta As novas doses representam, para alguns estados, o primeiro grande carregamento desde a distribuição inicial de vacinas pelo país. Várias cidades tiveram que suspender ou restringir a vacinação por falta de doses. Até agora, apenas 6 milhões de brasileiros receberam a primeira dose de alguma das duas vacinas. O total representa menos de 8% das cerca de 77 milhões de pessoas que integram os grupos prioritários de imunização, e menos de 3% da população do país. Na terça-feira (23), a Anvisa autorizou o registro definitivo da vacina da Pfizer no Brasil, o que permite a importação do imunizante. Apesar de ter sido testada no país, ela ainda não está disponível para a população. No início do ano, a farmacêutica disse ter oferecido 70 milhões de doses da vacina ao governo brasileiro para entrega ainda em dezembro, mas a oferta foi recusada. O Ministério da Saúde disse que as doses propostas pela Pfizer causariam "frustração" aos brasileiros. Assista, abaixo, a VÍDEOS sobre as 3 vacinas: Que vacina é essa? Oxford Astrazeneca Que vacina é essa? Coronavac Que vacina é essa? Pfizer Biontech Veja VÍDEOS sobre a vacinação no Brasil: Veja Mais

2 a cada 3 brasileiros com Covid que precisaram de intubação morreram, aponta levantamento

Glogo - Ciência Entre os pacientes que precisam de diálise, o número sobe para 7 a cada 10, segundo a Associação de Medicina Intensiva Brasileira. Paciente com Covid-19 é acompanhado na UTI do Hospital das Clínicas de Porto Alegre. Silvio Avila/AFP/Arquivo De 1° de março de 2020 até 24 de fevereiro deste ano, 2 a cada 3 brasileiros com Covid-19 que precisaram ser intubados morreram. Quando o paciente intubado está internado no Sistema Único de Saúde (SUS), o número é ainda maior: 7 a cada 10 morrem. Os dados são da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), que tem monitorado UTIs do país na pandemia, tanto na rede pública quanto privada. Mortalidade e intubação De acordo com o levantamento da Amib: Considerando a rede pública e privada, 66,% dos que precisaram de intubação morreram. No SUS, esse índice foi de 71,%. Na rede privada, de 63%. A necessidade de intubação nas UTIs públicas também foi maior. Nelas, 63,8% dos pacientes precisaram de ventilação mecânica. Na rede privada, o índice foi de 39%. Mais da metade dos pacientes que precisaram de intubação ficaram em ventilação mecânica por mais de 7 dias. De forma geral, esse índice foi de 55,7%. No SUS, o índice foi de 50,3%; na rede privada, 59,3%. Uma das explicações possíveis para a diferença entre público e privado é que, quando o paciente chega na UTI do SUS, já está mais grave, por causa do menor acesso à saúde, explica o intensivista Otávio Ranzani, epidemiologista da Universidade de São Paulo (USP). "Ou que o SUS interna doente mais grave porque tem menos leito, o que também cai no ponto do acesso", lembra. Os dados do levantamento apontam, por exemplo, que o índice que mede a gravidade da situação de cada paciente (escore de gravidade SOFA, Sequential Organ Failure Assessment, que é calculado a partir de disfunções de seis órgãos) é o dobro entre pacientes nas UTIs do SUS comparados aos da rede privada. Nos leitos privados, o índice foi de 2,4. Nos públicos, de 4,8. "Na UTI, nós damos suporte aos órgãos que param de funcionar. No caso, você vai acumulando disfunções de órgãos. Então, além do pulmão, também o rim e muitas vezes o coração – aqui damos um medicamento para deixar a pressão alta, droga vasoativa", explica Ranzani. Diálise O levantamento também mostrou que, quando o paciente em terapia intensiva precisa de diálise, mesmo não intubado, o índice de mortalidade é ainda maior – quase 74%. Entre os internados no SUS, é de 78,3%. Na rede privada, é de 70,8%. "Diálise em UTI é um marcador importante de óbito. Não necessariamente [os pacientes] precisam estar intubados [para receber diálise], mas, considerando Covid, a maioria absoluta deve estar, sim", afirma Ranzani. A diálise (ou hemodiálise) é um procedimento utilizado quando os rins do paciente não conseguem mais filtrar o sangue direito. Nele, o sangue é filtrado por uma máquina. Otavio Ranzani médico explica que a diálise é um processo complexo. "Os rins se afetam por várias coisas. Se a pressão cai, se tem inflamação, doença grave, talvez pelo próprio Covid. [Na] diálise você tem que circular seu sangue numa máquina fora do corpo, é complexo, precisa de mais pessoal especializado", explica. Um levantamento feito pelo G1 em 2020 apontou que apenas 9% das cidades do Brasil tinham diálise disponível. Veja VÍDEOS da vacinação no Brasil: Veja Mais

Médico detalha as experiências de quase morte de pacientes

Glogo - Ciência Em livro, o psiquiatra Bruce Greyson diz que as pessoas vivenciam sensações semelhantes No domingo, escrevi sobre um curso que ensina a morrer. Aproveito para abordar outro tema instigante: as experiências de quase morte, que englobam o conjunto de sensações que as pessoas vivenciam quando se encontram nesta situação limite, antes de serem reanimadas. O psiquiatra Bruce Greyson, professor emérito da Universidade de Virgínia, tem cinco décadas de clínica e coleciona relatos que foram reunidos no recém-lançado “After: a doctor explores what near-death experiences reveal about life and beyond” (“Depois: um médico explora o que as experiências de quase morte revelam sobre a vida e além”). O psiquiatra Bruce Greyson, autor do livro sobre experiência de quase morte University of Virginia O especialista diz que não se convencia quando os pacientes afirmavam que se sentiam como se tivessem deixado seus corpos. No entanto, começou a identificar um padrão que se repetia nas histórias. Acabou entrando de cabeça na pesquisa do assunto e fundou uma associação internacional. Nas entrevistas que deu para o lançamento, enfatizou que 5% da população enfrentam a quase morte: “como cientista, era minha obrigação estudar o fenômeno. E aqui estou eu, 50 anos depois, ainda tentando entender o que ocorre”. As experiências não são todas iguais, há nuances entre elas, mas Greyson identificou as características mais comuns que se repetem: 1) As pessoas chegam a uma esfera não terrena, sobrenatural (ou celeste, como alguns descrevem), que não é o mundo físico que conhecemos. Quase todos têm dificuldade em explicar o que é esse espaço transcendental. Há quem diga que se assemelha a entrar num túnel, ou chegar num jardim, mas o principal é a sensação de se sentir confortável, acolhido. 2) O sentimento preponderante é de paz e bem-estar, que vai de encontro ao medo e à dor que normalmente associamos ao fim. “Sabemos que, quando falta oxigênio, ficamos confusos, agitados, com medo, mas é o oposto que acontece na experiência de quase morte”, comentou o psiquiatra. Ele acrescenta que, quando há uma referência a “ver uma luz”, não se trata de algo fluorescente ou do sol, e sim de uma "radiação" que viria do acolhimento. 3) Encontrar entes queridos já mortos é outro ponto em comum, mesmo que seja apenas a forte sensação da presença do outro – e não uma comunicação que envolva conversar. 4) Ao voltar, essas pessoas se tornam desprendidas em relação ao mundo material. Símbolos de status como fama e poder perdem terreno para compaixão e altruísmo. Um estudo mostra que sobreviventes de ataques cardíacos têm mais empatia e interesse no significado e propósito da vida. 5) O temor da morte diminui para os enfrentam a experiência, o que pode se tornar libertador. “Quando você perde o medo de morrer, também ganha coragem para viver todo o seu potencial”, diz Greyson. Em seu site, é possível assistir a diversas palestras do médico, com legendas em inglês. Capa do livro: pessoas relatam que o sentimento preponderante é de paz e bem-estar Reprodução Veja Mais

Covid e crianças: saiba o que os estudos mais recentes dizem sobre volta às aulas, transmissão e gravidade da doença

Glogo - Ciência Após consultar mais de 20 artigos, G1 detalha dados sobre crianças e transmissão, disseminação em escolas, síndrome associada à Covid e outros pontos. Entenda. Crianças voltam às aulas no primeiro dia de retorno em meio ao relaxamento das restrições em Pitlochry, na Escócia, no dia 22 de fevereiro. Russell Cheyne/Reuters Em setembro, o G1 reuniu 7 pontos do que a ciência já sabia sobre a Covid em crianças. As pesquisas já apontavam que as crianças podem contrair o vírus e desenvolver formas graves, mas que esses casos eram raros. Estudos recentes confirmam esses indícios e acrescentam novos dados: crianças transmitem a doença menos do que adultos, escolas não são foco da transmissão e, quando têm surtos, é mais comum que o primeiro caso seja em um professor. Após consultar mais de 20 artigos de pesquisadores de universidades renomadas, o G1 detalha abaixo as principais conclusões: Crianças também podem transmitir a Covid, mas menos do que os adultos Escolas não são principais focos de transmissão, mas há registros de surtos Reabrir escolas requer cumprimento de medidas como ventilação, distanciamento e máscaras Escolas fechadas trazem prejuízos, mas professores temem risco com aulas presenciais sem vacina Novas pesquisas sobre Covid em crianças e síndrome pediátrica rara 1) Crianças também podem transmitir a Covid, mas menos do que os adultos Professora lê livros com duas crianças em creche em Recklinghausen, oeste da Alemanha, no dia 24 de fevereiro. Ina Fassbender/AFP Segundo o Centro de Controle de Doenças europeu (ECDC), "nenhuma evidência foi encontrada sugerindo que crianças ou cenários educacionais sejam os motivadores principais da transmissão do vírus Sars-CoV-2. Pesquisas feitas ao longo da pandemia vêm sugerindo que as crianças, apesar de se infectarem e serem capazes de transmitir a Covid para outras crianças e adultos, transmitem menos a doença. Ainda no início da pandemia, uma pesquisa ainda não revisada, feita por cientistas chineses e australianos, analisou outros estudos e concluiu que, de 31 focos de casos dentro de casas na Coreia do Sul, Japão e Irã, 3 tiveram o primeiro caso em uma criança. Eles concluíram que as crianças não tinham um papel substancial na transmissão do Sars-CoV-2 dentro de casa. Uma pesquisa publicada no "British Medical Journal", em agosto do ano passado, acompanhou todos os primeiros casos pediátricos de Covid-19 na Coreia do Sul, registrados entre 20 de janeiro e 6 de abril de 2020. Ao todo, foram identificados 107 casos em pessoas com 18 anos ou menos. O estudo acompanhou 248 pessoas que moravam na mesma casa do caso inicial. Os pesquisadores conseguiram identificar uma situação em que o caso pediátrico inicial – de um adolescente de 16 anos – infectou um adulto. O adolescente ficou isolado no próprio quarto, em casa, mas dividiu a mesa ao fazer refeições com o adulto que acabou infectado. O tempo de exposição foi de 2 dias no período pré-sintomático e de 1 dia no período sintomático do caso inicial. "Um caso pediátrico inicial pode expor membros da casa a um nível substancial de infecção durante a fase pré-sintomática", apontaram os pesquisadores. Eles recomendaram o monitoramento e a avaliação do papel das crianças em transmitir a Covid dentro de casa e na comunidade. Um estudo publicado em janeiro, também na revista "Jama Pediatrics", mediu as infecções e a presença de anticorpos IgG em crianças e adultos no sudoeste da Alemanha. Entre abril e maio de 2020, os pesquisadores testaram 2.482 crianças com idades entre 1 e 10 anos e o pai ou a mãe de cada criança, num total de 2.482 adultos. A pesquisa foi feita em um período de lockdown, o que significa que as crianças não estavam indo à escola ou a creches. Os principais achados foram os seguintes: Houve 14 pares de participantes em que ambos tiveram anticorpos detectados; outros 34 pais que tiveram os anticorpos tinham um filho que não tinha os anticorpos. Oito crianças tiveram os anticorpos detectados sem que o responsável também tivesse. Entre 56 famílias com que tinham pelo menos uma criança ou pai/mãe com anticorpos detectados para o vírus, a combinação pai/mãe com anticorpos + criança sem anticorpos foi quatro vezes maior do que a combinação pai/mãe sem anticorpos + criança com anticorpos. Para os cientistas, "a menor soroprevalência do Sars-CoV-2 em crianças pequenas em comparação com seu pai correspondente é uma observação importante, porque indica que é muito improvável que as crianças tenham aumentado o surto de Covid no sudoeste da Alemanha durante o período de investigação. Isso contrasta com outras infecções do trato respiratório, como gripe ou pneumococos, nas quais as crianças podem ter papel de destaque na disseminação da doença", avaliam. O infectologista pediátrico e coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Marcelo Otsuka, alerta que as crianças podem transmitir o coronavírus, mas não são parte grande da cadeia de transmissão. "Se ela [a criança] voltar para casa com Covid-19, pode passar a doença para um adulto e esse adulto pode desenvolver um caso grave. Só que os estudos não demonstram até o momento que as crianças sejam importantes na transmissão da doença. Mais do que isso, normalmente, quem transmite, quem infecta as crianças, quem transmite para os adultos, são os adultos que estão saindo para a rua", afirma. Meninas brincam no primeiro dia de retorno às aulas presenciais em uma escola primária de Glasgow, na Escócia, no dia 22 de fevereiro. Andy Buchanan/AFP A avaliação de Otsuka é compartilhada pela pediatra Débora Miranda, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "Hoje a gente sabe que a criança não é tão transmissível, não é tão grave. É um transmissor muito menor do que nós, adultos, que estamos saindo. Elas têm menos receptor que promove a incorporação do vírus, diferenças de imunidade que fazem com que sejam menos transmissoras", diz. "Mesmo diante dessas cepas novas, a gente tem um paper [artigo científico] da Inglaterra mostrando que a criança [se] infecta quando a comunidade está com altas taxas de transmissão – não é porque a criança está mais suscetível. Se diminuir a transmissão comunitária, mesmo diante dessas cepas, continua [assim]. Até o presente momento o que tem na literatura é isso. Se diminuir na comunidade, a criança não tem", afirma. Uma pesquisa mais recente, publicada no dia 11 em uma revista do grupo "Plos", mediu o papel de crianças na transmissão de Covid dentro de casa. Os cientistas coletaram dados de 637 famílias na cidade de Bnei Brak, em Israel; cada família tinha uma média de 5,3 pessoas. Eles estimaram que a susceptibilidade de crianças e adolescentes abaixo dos 20 anos era de 43% a de adultos – e que a capacidade deles de infectar outras pessoas era de 63% a dos adultos. Variantes Por outro lado, o surgimento de novas variantes, potencialmente mais transmissíveis – como as detectadas em Manaus, no Reino Unido e na África do Sul – também preocupa especialistas. No dia 9 de fevereiro, uma reportagem publicada no "British Medical Journal" apontou que mais crianças e adolescentes têm se infectado com o coronavírus. Em Israel, pediatras relataram que mais de 50 mil crianças e adolescentes tiveram resultado positivo para a Covid em janeiro – mais do que o total visto em qualquer outro mês da pandemia no país. Israel é o país que mais vacinou a população até agora, mas a idade mínima para vacinação é 16 anos com a vacina da Moderna. O imunizante da Pfizer, por exemplo, só pode ser aplicado a partir dos 18 anos. Ambos foram aprovados no país. Um especialista israelense disse à revista britânica que, desde o surgimento da variante do Reino Unido no país, em meados de dezembro, a proporção de novos casos diários para crianças menores de dez anos aumentou 23%. Ele pediu cuidado na reabertura de escolas. Na Itália, houve um pico de casos na cidade de Corzano, no norte do país. No dia 3 de fevereiro, 140 pessoas (10% da população local) tiveram resultado positivo para Covid. 60% dos casos foram vistos em crianças pequenas. 2) Escolas não são principais focos de transmissão, mas há registros de surtos Estudantes têm aula presencial em escola em Itagui, na Colômbia, em meio à pandemia de Covid-19 no dia 25 de fevereiro. Joaquin Sarmiento/AFP Uma série de pesquisas vem apontando que as escolas não são o foco de transmissão da Covid – e que fechá-las não traz um grande impacto na evolução da pandemia. Um estudo publicado na semana passada na revista científica "JAMA Pediatrics" apontou que o fechamento de escolas nos Estados Unidos teve menor associação com a evolução da pandemia da Covid do que outras mudanças comportamentais, como (adultos) passarem menos tempo no trabalho. Um estudo feito na Austrália e publicado na revista científica “The Lancet” em agosto mostrou que as taxas de transmissão de Sars-CoV-2 foram baixas em ambientes educacionais focados na primeira infância durante a primeira onda. Segundo os pesquisadores, “crianças e professores não contribuíram significativamente para a transmissão de Covid-19”. “Nossos resultados fornecem evidências de que a transmissão de Sars-CoV-2 em ambientes educacionais pode ser mantida baixa e administrável. Prevemos que as escolas possam ser reabertas de maneira segura, para o bem educacional, social e econômico da comunidade, conforme nos adaptamos para viver com a Covid-19”, dizem os pesquisadores. Mobilização por abertura de escolas cresce, mas alta da Covid-19 reacende medo de surtos Outra pesquisa, feita no norte da Itália e publicada em dezembro, compartilha da mesma conclusão: a transmissão em espaço escolar é limitada. Os cientistas reforçaram que o isolamento rápido dos casos positivos e a aplicação de testes em colegas da classe dos infectados podem ter reduzido a transmissão do vírus. A agência de saúde pública do Reino Unido, a “Public Health England” (PHE), também analisou as escolas do país. O estudo foi publicado na "The Lancet", em dezembro. Apesar de infecções e surtos de Sars-CoV-2 serem baixos em escolas, a PHE enfatizou a importância de controlar a transmissão na comunidade. “As intervenções devem se concentrar na redução da transmissão dentro e entre os funcionários”. O Reino Unido adotou uma abordagem mais cautelosa para a reabertura das escolas, com distanciamento social e medidas de controle de infecção, limitando o número de funcionários e crianças. Apesar de as escolas não serem os principais focos de transmissão, tanto o CDC americano como o europeu apontam que surtos podem ocorrer e ocorreram dentro delas, levando a fechamentos. Na Áustria, um jardim-de-infância teve que ser fechado, no dia 18, depois que um surto de Covid infectou ao menos 40 pessoas. Pelo menos 27 eram crianças, das 86 que frequentavam o local. Ao menos 13 dos 15 funcionários foram infectados. O próprio CDC americano identificou 9 focos de Covid com 13 professores e 32 alunos em seis escolas primárias, de 1º de dezembro a 22 de janeiro. Dois dos 9 focos envolveram uma provável transmissão entre professores seguida de uma transmissão entre professor e aluno. A cadeia de transmissão foi responsável por 15 dos 31 casos associados a escolas. O órgão informa que, quando surtos em escolas ocorrem, o que tende a aumentar é o número de casos entre professores, e não entre alunos. No Brasil, surtos em escolas também têm ocorrido onde as aulas presenciais foram retomadas. Na rede estadual de São Paulo, houve ao menos 741 casos confirmados de Covid só este ano: escolas em Campinas, São José dos Campos, Mogi Mirim, Araçatuba, Ibaté e Santos registraram surtos. Taubaté adiou as aulas presenciais após registrar casos de Covid-19 entre funcionários de escolas. Em Santa Catarina, as aulas presenciais voltaram, mas em Chapecó e outros municípios no Extremo Oeste do estado, que vivem um colapso no sistema de saúde, o ensino presencial nas redes municipal, estadual e privada foi suspenso até 1º de março. Em Joinville, no norte catarinense, uma escola afastou funcionários um dia após a retomada das aulas presenciais por causa da Covid.  Um surto também ocorreu em uma escola infantil em Venâncio Aires (RS). 3) Reabrir escolas requer cumprimento de medidas como ventilação, distanciamento e máscaras Foto mostra criança lavando as mãos em escola primária de Berlim, no primeiro dia de retorno em meio ao relaxamento das restrições contra a Covid-19, no dia 22 de fevereiro. Annegret Hilse/Reuters Especialistas ouvidos pelo G1 apontam, entretanto, que a reabertura das escolas precisa de planejamento. Em janeiro, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou um documento orientando sobre o retorno seguro às escolas. Entre os tópicos, a SBP apontam que é preciso treinar os profissionais, orientar pais e alunos e usar a máscara e preparar os ambientes de ensino, inclusive dando prioridade a espaços ao ar livre (veja todas as recomendações mais abaixo). A ventilação tem sido reforçada por especialistas como uma das principais medidas, porque o coronavírus é transmissível pelo ar, mas tem sido minimizada por algumas escolas: Protocolos no Paraná priorizam limpeza, minimizam detalhes sobre ventilação, e especialistas alertam sobre riscos Escolas sem água para lavar as mãos ou onde falta ventilação: professores temem falta de estrutura no retorno Volta às aulas nas escolas particulares de SP tem adesão às máscaras, mas especialistas pedem maior atenção à ventilação “Tivemos um ano para nos adequar. Em um momento em que precisamos de tecnologia, treinamento e capacitação, nós reduzimos o investimento na educação. Isso é um problema seríssimo”, alerta Marcelo Otsuka. No ano passado, o Ministério da Educação (MEC) fechou o ano gastando menos do que poderia. Os programas e ações da educação básica – etapa que vai do ensino infantil ao médio – foram os que tiveram menor gasto em 2020. Dos R$ 42,8 bilhões disponíveis, o MEC pagou R$ 32,5 bilhões (71%). A pasta teve que devolver R$ 1 bilhão aos cofres públicos. O infectologista compara o retorno às aulas presenciais à internação de um paciente. “Quando a gente programa a alta do paciente? No dia que ele interna. Quando ele interna, eu tenho que pensar no tratamento e programação. Não vou esperar a última hora para ver isso. O Brasil deveria agir dessa forma. O que vou fazer para o retorno das aulas? E isso ainda não é uma rotina de pensamento dos governantes”, diz. Otsuka reforça que os profissionais precisam ser capacitados antes da reabertura, e as escolas precisam ter horários de entrada separados por sala, para evitar aglomerações. Também é preciso estrutura física, que algumas escolas não têm – como sabonete, água encanada, papel higiênico e álcool gel. “Precisa de barreira física, máscaras, álcool em gel, papel higiênico, sabonete, água encanada. As escolas foram preparadas? Elas têm esses itens básicos?”, questiona. Foto mostra aula em novembro na Escola Municipal de Aplicação Carioca Coelho Neto, no Rio de Janeiro, enquanto algumas escolas retomam a abertura gradual. Pilar Olivares/Reuters Sobre o uso de máscaras em todas as faixas etárias, Otsuka lembra que as crianças seguem exemplos. “A máscara é autorizada acima dos dois anos. A criança pode e deve utilizar a máscara. Ela segue o exemplo. Se o adulto não usa, a criança não vai querer usar. É importante que isso venha de casa”, afirma. Aulas presenciais podem ser seguras com máscaras, distanciamento e outras estratégias, diz órgão de saúde dos EUA A pediatra Débora Miranda, da UFMG, aponta ainda uma outra medida para o retorno às escolas: priorizar as crianças pequenas. Isso porque pesquisas têm mostrado que, quanto menores as crianças, menos elas transmitem o vírus. Esse padrão começa a mudar na adolescência – quando começa a se assemelhar mais ao dos adultos. Por isso, escolas de ensino médio e faculdades acabam sendo ambientes mais arriscados, segundo a pesquisadora. Além disso, diz Miranda, as crianças menores tendem a estudar em escolas mais regionalizadas – o que também contribui na questão do transporte público. "A sobrecarga do transporte público é menor, o que conquista tempo para o sistema público de saúde [se adaptar]", explica. A professora faz, entretanto, algumas ressalvas ao retorno presencial: "Não se imagina um cenário em que pode colocar um número infinito de crianças dentro da sala. Em Belo Horizonte, primeiro colocaram 12 crianças, depois, 50% da sala. Esse protocolo muda com a condição de transmissão. Para que não aumente o risco não só das crianças, mas dos professores.", afirma. Existe, ainda, a questão de crianças de grupo de risco ou que moram com pessoas mais velhas. "Quem mora com os avós é para continuar em ensino remoto – muitas vezes o formato possível dessa educação é o ensino híbrido. Uma criança com comorbidade parece ter risco aumentado – essa criança que tem risco específico deve sempre ficar no ensino remoto", diz Miranda. O comportamento de risco dos adultos que torna ainda mais desafiadora a reabertura de escolas Para um retorno seguro, a pediatra frisa, ainda, que pais e alunos precisam seguir as regras para evitar a disseminação do vírus. "Eu não levo de forma alguma uma criança com sintoma gripal pra escola. Todo mundo é cúmplice em seguir as normas para que consiga fazer a volta às aulas e minimizar o impacto nas crianças. É só com uma grande campanha que vai conseguir fazer isso em formatos adequados. A escola pode inclusive ser uma colaboradora nesse processo educacional", avalia. Veja as recomendações da SBP para a reabertura das escolas: Sistema híbrido de ensino (intercalando aulas remotas e aulas presenciais) Treinamento dos profissionais da escola Preparação dos espaços de ensino (ambientes com ventilação natural, priorizar áreas ao ar livre, espaçamento entre os alunos) Disponibilizar equipamentos sanitários – pias ou lavatórios para higienização das mãos, sabonete líquido, álcool em gel, papel Planejar o fluxo de entrada e saída de alunos, familiares e profissionais para evitar aglomeração Higienizar os ambientes Ensinar os alunos a higienizar as mãos Planejar os horários das refeições por turmas e individualizar o uso de água para beber Uso de máscaras com duas camadas, bem ajustadas ao rosto – a troca deve ser feita periodicamente Ter uma boa comunicação com os pais sobre a doença e os sintomas Sinalizar a escola com cartazes Planejar o uso de transporte escolar Evitar aglomeração de pessoas 4) Escolas fechadas trazem prejuízos, mas, sem vacina, professores temem risco com aulas presenciais Crianças têm aula em escola primária em Glasgow, na Escócia, no dia no dia 22 de fevereiro. Andy Buchanan/AFP Débora Miranda aponta que, de um lado da balança, está o prejuízo emocional e a perda de aprendizado que vêm com o fechamento das escolas. A pediatra lidera uma pesquisa da UFMG que avalia esses problemas. "O que eu estou atendendo de criança com depressão, com ansiedade, bruxismo… A gente começou a fazer essas pesquisas porque estava ficando impressionado. Aumentou demais", relata. Uma simulação feita pela Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV) em novembro do ano passado apontou que, no melhor dos cenários, os alunos do ensino fundamental 2 deixariam de aprender, em 2020, 14% do que aprenderiam em um ano escolar típico. No cenário intermediário, eles deixariam de aprender 34%. No pior dos cenários – em que os alunos não aprenderiam com o ensino remoto – a perda de aprendizado é de 72%. Conforme o modelo, os alunos do Norte e Nordeste deixariam de aprender mais do que os do Sul e Sudeste. Outro problema é a estrutura para o ensino à distância. Muitas crianças não têm acesso à internet – prejudicando ou impossibilitando o aprendizado. Dados do IBGE de maio do ano passado apontaram que, entre crianças e jovens de 9 a 17 anos, 71% dos mais pobres que usavam a internet só tinham acesso pelo celular. “É preciso ter uma estrutura adequada. A criança precisa ter um computador, um local calmo para estudar, um ambiente para se concentrar”, enfatiza Marcelo Otsuka, da SBP. Os problemas vão além do ensino. Para muitas crianças, a principal refeição do dia era feita na escola. Além disso, o confinamento pode prejudicar o desenvolvimento infantil em várias esferas. “O desenvolvimento intelectual, psicológico, social, neurológico. Tudo isso está sendo prejudicado e pode ser irreversível”, completa Otsuka. Um ponto que complica a reabertura é a (não) vacinação de professores e funcionários. Professores estão entre os grupos prioritários, mas não há vacinas disponíveis no Brasil nem sequer para esses grupos – que incluem profissionais de saúde, indígenas e idosos, em um total de 77 milhões de pessoas. Até agora, o país só vacinou 6,33 milhões – o equivalente a 8,2% da população prioritária e apenas 3% de todos os brasileiros. "Temos que ter os professores no grupo dos priorizados. A questão é: nós temos vacina? A situação é muito complicada", avalia Marcelo Otsuka. Débora Miranda defende protocolos de segurança para o retorno seguro às aulas e frisa a necessidade da cooperação no seguimento das regras, mas também avalia que não é o ideal esperar a vacinação de alunos e professores para o retorno às aulas. "Primeiro que estamos num cenário de falta de vacinas mundial. Não existem vacinas disponíveis, hoje, para crianças. Vai demorar meses ou anos para as crianças terem vacinas", lembra. "Diante desse conjunto, [temos que] criar o protocolo, fazer funcionar e diminuir dano para a sociedade como um todo. Como a gente não esperou [a vacina] enquanto profissionais de saúde, pessoas que trabalhavam em supermercado, farmácia, em tantos setores não esperaram. O home office é uma realidade de muito pouca gente no Brasil", pondera a pesquisadora. Os argumentos científicos de quem é contra, a favor ou está em dúvida sobre retomar aulas no Brasil durante a pandemia "O que está acontecendo é que estamos largando as crianças dentro de casa com as companhias nem sempre mais adequadas. Nós vamos esperar para vacinar só as crianças? Só os professores? A criança tem aí 3 anos, 5 anos pra ela perder. É sem impacto ficar 3 anos sem escola? Só se a gente achar que a escola não tem papel nenhum. Que a gente pode esperar vacinar todo mundo para voltar", diz. O que dizem professores Mas a professora Maria Eugenia Busolin, que ensina na educação infantil municipal no interior de São Paulo, avalia que a volta presencial sem vacina para professores e outros funcionários das escolas não deve acontecer. "Na creche [educação infantil], pelo protocolo, as crianças não precisam colocar máscara, porque eles são muito bebês. Então, ao meu ver, não tem como [retornar às aulas presenciais], porque a gente precisa acolher essas crianças, pegar no colo, eles choram muito no começo", explica. "Nós vamos ter que estar de máscara, de touca, de luva, de avental, parecendo uns ETs. Se eles já choram normalmente, como que nós vamos [voltar], ainda sem poder acolher, pegar no colo e tudo?", pondera Busolin. "A gente vai acolher essa criança que vem de casa. A gente não sabe se em casa está tendo cuidado ou não. Então nós vamos que tirar a criança do colo, muitas vezes, da mãe – eu não sei se a mãe está contaminada ou não, se passou numa padaria, colocou a criança no chão. Por isso que a gente fica mais apavorado ainda", completa. A professora exemplifica um possível cenário de volta presencial: o limite de crianças onde dá aulas é de 15 por turma. Se apenas 35% voltassem às aulas, seriam 4 ou 5 na sala. A professora avalia que, assim, seria, teoricamente, possível manter o distanciamento, mas a idade das crianças é um fator a ser levado em conta. "É aquela coisa, criança de 2 anos. Não sei se a gente conseguiria manter longe um do outro", diz Busolin. "A escola não anda só com professor. A escola precisa do servente, do cozinheiro, do monitor, do diretor. É uma equipe inteira, a educação é muito grande, é muita gente. Eu acredito que seria o ideal voltar só após a vacina, para todo mundo", afirma. A professora Karen Vargas, que ensina no interior de Minas Gerais, concorda com a posição da colega de São Paulo. Ela ensina tanto na rede municipal como na estadual. "Aqui, nas escolas municipais, existe uma média de 25 alunos por sala. Depende da escola, mas, na sua maioria, são escolas boas, arejadas, com pátio. Já nas escolas estaduais, é um número enorme de alunos por sala. Dentro da sala são mais de 30, 40, quase 50 alunos por turma", afirma. "Mas as salas não comportam 50 alunos, isso é que é o problema. Nessas salas que a gente tem 40, normalmente na escola estadual, as salas são pequenas. Não tem espaço nem para o professor andar pela sala. Umas salas cheias, com janelinhas. Às vezes o professor está escrevendo no quadro e está quase com a bunda na cara do aluno", relata. "Outro fator também importante é que, como ano passado as aulas foram praticamente o ano inteiro remotas, muitos alunos saíram das escolas particulares para escolas públicas – que já tinham um número maior de alunos", lembra a professora. "Acredito que não haja estrutura, no momento, para estar recebendo esses alunos de forma presencial. Assim como a maioria das pessoas que têm casos de pessoas idosas na família, pessoas com comorbidades, a gente tem muito medo não só de pegar, mas de transmitir para os nossos familiares", pondera Vargas. O professor Fabio Gerônimo, que dá aulas no ensino médio estadual e técnico, também em uma cidade do interior de São Paulo, repete as inseguranças sentidas pelas outras professoras. "No momento me sinto totalmente inseguro. A direção de nossa escola comprou material para a retomada, mas não apenas a quantidade de ações necessárias para garantir um ambiente seguro são muitas, como o espaço da instituição não é adequado. Temos algumas salas com pouca ventilação e janelas com grades, como é comum em diversas escolas, e não consigo imaginar meus alunos evitando o contato nos corredores", afirma. "Além disso, se fala sempre sobre vacinação de professores, mas a escola é um mundo formado por funcionários públicos, terceirizados (limpeza e segurança, por exemplo), e pelos próprios alunos, que, na sua maioria, vêm de ônibus para estudar, e por isso estão expostos tanto na ida quanto na volta. Eu acho até que a escola vira um espaço capaz de contaminar as pessoas de fora, com o vírus sendo levado pelos alunos", afirma. Ele também acredita que é possível que falte material de higienização. "Ano passado tínhamos o plano de imprimir aulas e atividades para os alunos sem acesso à internet. Só que tivemos que tentar reduzir a quantidade de texto por falta de papel. Como querem que acreditemos que vão comprar álcool, produtos de higienização se nem papel, que é item básico da escola, eles garantem?", questiona. 5) Novas pesquisas sobre Covid em crianças e síndrome pediátrica rara Reino Unido interna mais crianças com síndrome rara pós-Covid A maioria das crianças não desenvolve sintomas ao ser infectada com o vírus. Se desenvolve, acaba sendo a forma mais leve da doença. "Não temos visto quadros complicados. Mesmo com o número aumentado de casos no Brasil, não vemos tanta gravidade", afirma Marcelo Otsuka. A população menor de 19 anos representa cerca de 25% da população brasileira. Segundo o médico, 2,46% dessa população precisou de atendimento médico e o número de óbitos foi de 0,62%. "Com esses números podemos dizer que há registro de doenças graves. Também tem casos de óbitos. Mas, proporcionalmente, o número de casos considerando a população é muito menor do que o que a gente imagina”, explica Otsuka. Um estudo feito com crianças italianas que passaram pelo pronto-socorro e publicado no American Academy of Pediatrics, em dezembro, apontou que os pequenos raramente apresentam sintomas notáveis da doença. Entretanto, o número baixo de casos graves não significa que as pessoas devem baixar a guarda. "Esses dados não devem diminuir a atenção e preocupação com a Covid-19, pois as crianças podem representar uma fonte de transmissão viral", dizem os especialistas. Na pesquisa, feita com 170 crianças, 17% dos pacientes eram assintomáticos, 63% desenvolveram a forma leve, 19% a forma moderada, 1% a forma grave e 1% crítico. Os cientistas alertaram que Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) merece atenção e deve ser levada em consideração. Dados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil registrou, de 1º de abril do ano passado até 13 de fevereiro, 736 casos e 46 mortes de crianças e adolescentes pela SIM-P associada à Covid-19. A SIM-P é uma grande resposta inflamatória, rara, que, em casos graves, pode acometer diversos órgãos e sistemas do corpo e levar à morte: os principais atingidos são o sistema cardiovascular e o trato digestivo, e também há alterações na pele e nas mucosas. A síndrome vem sendo registrada em uma minoria de crianças atingidas pela Covid ao longo da pandemia, mas também pode ter outras causas. Normalmente, os sintomas aparecem depois que a criança já não tem o vírus no corpo – e podem ocorrer mesmo naquelas que foram assintomáticas para a Covid-19. Meninos parecem ser mais afetados, assim como crianças negras. Um outro estudo, ainda em versão prévia, analisou a influência do sexo no desfecho clínico de crianças com Covid e SIM-P no México, na Colômbia, no Peru e na Costa Rica. Foram analisadas 990 crianças com menos de 18 anos: 484 meninas e 506 meninos. Entre as meninas, 24 foram diagnosticadas com a SIM-P, o equivalente a 5%. Entre os meninos, 45 desenvolveram a síndrome, o equivalente a 8,9% do total. Apesar desses percentuais, entretanto, quando os cientistas analisaram outros fatores junto com o sexo, que também podiam influenciar o desfecho do caso, o único resultado significativo foi o acesso a hospitais: as meninas tinham menos internações do que os meninos. "Juntos, esses dados preliminares destacam que as meninas podem ter uma doença mais branda em comparação com meninos, como sugerido em adultos", apontaram os pesquisadores. Eles destacam que mais estudos são necessários sobre o assunto, mas que a diferença pode estar ligada ao cromossomo X. Esse dado já havia sido apontado em outros estudos. Isso porque genes ligados a esse cromossomo modulam a resposta imune à doença, o que influencia o desfecho clínico. Também há o envolvimento de ao menos um gene, o TMPRSS2, que é regulado pela presença de mais ou menos hormônios masculinos. No dia 24, uma terceira pesquisa, publicada no Jama Pediatrics, comparou casos agudos de Covid em crianças a casos de SIM-P nos Estados Unidos. As crianças com a SIM-P tinham quadros cardiovasculares, da pele e das mucosas mais graves e inflamação mais extrema do que os pacientes com Covid grave. A maior probabilidade de desenvolver a SIM-P foi dos 6 aos 12 anos. Os cientistas também perceberam que os pacientes que desenvolveram a síndrome tinham maior probabilidade do que os com Covid grave de serem negros e não hispânicos. Uma possível explicação apontada foi o fato de que, na doença de Kawasaki – que é semelhante em alguns aspectos à SIM-P –, ter a pele negra é um fator de risco para anomalias coronárias e não responder a tratamentos de imunoglobulina intravenosa, usados contra a doença. Veja VÍDEOS da vacinação no Brasil: Veja Mais

Primeiro satélite totalmente brasileiro é lançado na Índia

Glogo - Ciência Amazônia 1 foi desenvolvido pelo Inpe e vai monitorar o desmatamento na região amazônica. Primeiro satélite totalmente brasileiro é lançado na Índia Amazônia 1 foi desenvolvido pelo Inpe e vai monitorar o desmatamento na região amazônica. Amazônia 1 foi lançado neste domingo ao espaço; saiba mais sobre o projeto Veja Mais

Fiocruz espera ter 'protagonismo' na vacinação contra a Covid em abril com a entrega de 30 milhões de doses

Glogo - Ciência Fiocruz já enfrenta atraso no envase de doses: entrega das primeiras doses ao Ministério da Saúde estava prevista para fevereiro, mas a demora na chegada do IFA adiou para meados de março. Diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, conversa com a imprensa Henrique Coelho/ G1 A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) iniciou conversas com o laboratório AstraZeneca em busca de alternativas para superar eventuais atrasos na produção de vacinas da Covid-19 com o próprio ingrediente farmacêutico ativo (IFA) e pode importar mais doses prontas ou insumos se necessário, disse nesta sexta-feira (26) o diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma. Matéria-prima para a produção de 12,2 milhões de doses da vacina de Oxford chega ao Rio neste sábado Em entrevista à Reuters, Zuma, que dirige a unidade da Fiocruz produtora de imunobiológicos, disse que a fundação perseguirá a meta de produzir 110 milhões de vacinas com o próprio IFA no segundo semestre, mas a complexidade dos processos de produção e a validação regulatória podem impedir que o objetivo seja alcançado, o que demandará a busca por alternativas. Que vacina é essa? Oxford Astrazeneca “Produzir aqui a vacina é todo um processo. Tem que validar os lotes de IFA, validar o registro de local de fabricação do IFA. Acreditamos que em meados do segundo semestre vamos ter vacina pronta, agora, se vamos conseguir liberar vai depender das questões regulatórias. O processo é complexo e não dá para afirmar na ponta do lápis. Sabemos que vamos ter percalços em um processo que se fazia em anos”, disse Zuma. “Se a gente demorar um pouquinho mais para conseguir liberar as doses de vacina nacional podemos acertar com eles, (AstraZeneca), podemos trazer vacina. São várias abordagens possíveis. O problema é complexo e vamos adaptando de acordo com a situação", acrescentou. O acordo firmado pela Fiocruz com a AstraZeneca prevê a transferência de tecnologia ao Brasil para a produção local de IFA. Tal acordo, no entanto, até agora não foi assinado devido à complexidade técnica, o que pode atrasar o cronograma de fabricação. A Fiocruz já enfrenta um atraso para o envasamento de doses da vacina da AstraZeneca a partir do IFA importado. Originalmente, a entrega das primeiras doses ao Ministério da Saúde estava prevista para fevereiro, mas a demora na chegada do IFA adiou para meados de março. Fiocruz: entenda sobre o cronograma de vacinas e o processo de produção de doses Em contrapartida, a fundação viabilizou a importação da Índia de 12 milhões de doses prontas da vacina, das quais 4 milhões já foram repassadas ao ministério. No total, a Fiocruz prevê entregar mais de 210 milhões de doses para o Plano Nacional de Imunização. Segundo Zuma, os equipamentos necessários para a produção do IFA já chegaram à Fiocruz, mas atualmente passam por um minucioso processo de qualificação e confecção de relatórios essenciais para a certificação técnico-operacional da área onde no futuro será produzido o insumo farmacêutico pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Achamos que em abril ainda tenhamos a Anvisa aprovando a nossa área e a gente possa no mais tardar em maio produzir aqui. O processo é longo e vamos ver como vamos nos comportar” - “Nossa abordagem é ter 110 milhões no segundo semestre, seja dando continuidade ao que fazemos agora seja para produzir a vacina pronta ou um mix das duas coisas... Estamos vendo a melhor estratégia para manter o compromisso com o Ministério da Saúde”, acrescentou. O diretor de Bio-Manguinhos disse esperar que até a primeira quinzena de março seja concedido pela Anvisa o registro definitivo da vacina envasada pela Fiocruz. Até o momento, a agência reguladora aprovou apenas o uso emergencial da vacina importada pronta. Segundo Zuma, dois lotes de pré-validação da vacina já foram produzidos, o equivalente a cerca de 500 mil doses. A nova etapa, que está em curso, a de validação, incluiu três lotes (totalizando 1 milhão de doses) onde são fixados critérios de qualidade, limites de perda, rejeição, e não-conformidade de frascos. Com a entrega das primeiras remessas em março, a Fiocruz espera superar o processo de curva de aprendizado e acelerar a entrega de imunizantes. “Acho que a partir de abril a gente começa um protagonismo no PNI. Vamos ter perto de 30 milhões de doses distribuídas em abril e depois mais de 20 milhões ao mês“ - Maurício Zuma, diretor de Bio-Manguinhos A vacinação no Brasil ainda não anda no ritmo esperado para enfrentar o vírus, que já matou mais de 250 mil pessoas no país. Até o momento, o Ministério da Saúde recebeu somente cerca de 16 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 para distribuir ao Estados, sendo cerca de 12 milhões da CoronaVac, enviadas pelo Instituto Butantan, e 4 milhões da AstraZeneca importadas prontas da Índia. Só para vacinar os primeiros grupos prioritários --trabalhadores de saúde, idosos, indígenas e pessoas com morbidades-- são necessárias 104,2 milhões de doses de vacina, para um total de 49,6 milhões de pessoas (duas doses por pessoa, mais 5% de perda operacional), de acordo com o plano de vacinação do governo federal. Variantes Zuma afirmou também que a Fiocruz mantém conversas regulares com a AstraZeneca e a Universidade de Oxford sobre a variante brasileira do coronavírus e a eficácia da vacina contra ela e as demais variantes que têm despertado preocupação pelo mundo. Segundo ele, muito provavelmente a atual vacina precisará passar por ajustes no futuro e, possivelmente, as pessoas terão que tomar um reforço de imunizante. “Estamos trocando informações, materiais com eles. A vacina é investigada em princípio por lá (Oxford e AstraZeneca) em cima das variantes, mas ainda não tem nada muito definido”, disse. “É normal e muito possível que a vacina terá que ser ajustada no futuro. Mas a vantagem dessa vacina é que você faz com relativa rapidez através do sequenciamento da mutação. Isso vai propiciar a atualização da vacina muito rápido, mas é preciso investigar mais profundamente”, disse. VÍDEOS: novidades sobre a vacina Veja Mais

OMS diz que Brasil vive 'tragédia' com nova onda da Covid e diz que estados tentam fazer a coisa certa

Glogo - Ciência Mike Ryan lembrou que país já está há um período muito prolongado com taxas altas de casos e mortes. Mais cedo, Fiocruz afirmou que SUS enfrenta pior momento desde o início da pandemia. Michael Ryan, diretor-executivo do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS) Christopher Black/OMS O diretor-executivo de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, chamou a pandemia no Brasil de tragédia e lamentou que o país enfrente uma nova onda de casos e mortes pela Covid-19. "Infelizmente, é uma tragédia que o Brasil esteja enfrentando isso de novo e é difícil. Esta deve ser a quarta onda que o país volta a enfrentar, eu acho", disse Ryan nesta sexta-feira (29). Ryan ressaltou o sistema público de saúde brasileiro e elogiou a ação dos estados para tentar conter a alta transmissão do coronavírus, mas afirmou que urgente o país controlar a transmissão em nível comunitário. "Não houve um ponto do país que não tenha sido afetado de forma grave pela pandemia", disse. "O Brasil é muito capaz e tem muitas instituições científicas e de saúde pública fantásticas. Acho que o país sabe o que fazer e muitos estados estão tentando aplicar as melhores medidas. Não é simples. Não é fácil", disse. "É muito difícil, num país com grande população e onde pessoas vivem em casas com muitas famílias ou membros de família, em áreas de pobreza", ponderou, "mas muitas regiões regiões no Brasil passam por alta transmissão já há muito tempo". A alta nos casos e mortes brasileiras, segundo Ryan, serve de lição para o mundo e comprova que a pandemia não acabou. "Não acabou para ninguém e qualquer relaxamento é perigoso", afirmou. A fala do diretor-executivo da OMS ocorreu no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro, em visita ao Ceará nesta sexta, criticou estados que estão adotando medidas mais rígidas para restringir a circulação de pessoas diante do avanço da Covid-19. "Esses que fecham tudo e destroem empregos estão na contramão daquilo que seu povo quer. Não me critiquem, vão para o meio do povo mesmo depois das eleições”, afirmou Bolsonaro à uma aglomeração que se formou por causa da sua presença na cidade de Tinguá, CE. Um ano de Covid-19 no Brasil: são 365 dias de luta pela vida nos hospitais brasileiros Na quinta-feira (25), o Brasil registrou um novo recorde de mortes pela Covid-19: foram 1.582 mortes pela Covid-19 registradas na quinta-feira (25), segundo o consórcio de veículos. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.150. É o segundo recorde seguido registrado nessa média. 7 capitais têm leitos de UTI do SUS com mais de 90% de ocupação; 'pior cenário já observado', diz Fiocruz O recorde anterior de número de mortes em 24 horas foi registrado em 29 de julho do ano passado, quando chegou a 1.554. Acelerar vacinação Ainda nesta sexta, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanon, alertou é necessário aumentar a produção das vacinas contra Covid-19 e acelerar sua distribuição. "Agora é a hora de usar todas as ferramentas para aumentar a produção [das vacinas contra Covid-19], incluindo licenciamento e transferência de tecnologia e, quando necessário, isenções de propriedade intelectual", pediu Tedros. "Também é importante lembrar que, embora as vacinas sejam uma ferramenta muito poderosa, elas não são a única ferramenta. Ainda precisamos acelerar a distribuição de diagnósticos rápidos, oxigênio e dexametasona", complementou o dirigente. Tedros lembrou que o Covax, aliança internacional dirigida pela OMS, entregou o seu primeiro lote na quarta-feira (29). O país escolhido para receber as primeiras vacinas foi Gana. Brasil deve receber 10,6 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 pela Covax no primeiro semestre "Fizemos bons progressos, mas eles são frágeis. Precisamos acelerar o fornecimento e distribuição de vacinas contra a Covid-19, e não podemos fazer isso se alguns países continuarem a abordar fabricantes que estão produzindo vacinas com os quais o Covax está contando", disse. No começo da semana, Tedros afirmou que o Covax enfrenta dificuldades em adquirir vacinas por causa dos contratos que países ricos estão fazendo com os fabricantes. O Covax, uma coalizão de mais de 150 países criada para impulsionar o desenvolvimento e a distribuição das vacinas contra a Covid-19 – entre eles o Brasil, tem acordo com o Instituto Serum de 1,1 bilhão de doses das vacinas Oxford/AstraZeneca e Novavax. Vídeos: novidades sobre vacinas contra Covid-19 Veja Mais

A reversão dos polos magnéticos que causou o fim dos neandertais

Glogo - Ciência A inversão geomagnética desencadeou uma série de eventos dramáticos, desde a destruição da camada de ozônio até uma mudança violenta nos padrões climáticos da Terra. Há 42 mil anos, o mundo enfrentou alguns séculos de condições apocalípticas causadas por uma reversão dos polos magnéticos da Terra combinada com mudanças no comportamento do Sol. Essa é a principal descoberta de nosso novo estudo multidisciplinar, publicado na revista Science. Neandertais e pacientes graves de Covid-19 têm gene 'quase idêntico' Por que foi o azar, e não a ação do 'Homo sapiens', que acabou com os neandertais Esta última grande reversão geomagnética desencadeou uma série de eventos dramáticos que tem consequências de longo alcance para o nosso planeta. O que se desenrolou parecia o enredo de um filme de terror: a camada de ozônio foi destruída, tempestades elétricas varreram os trópicos, ventos solares geraram espetáculos de luz (auroras), o ar ártico se espalhou pela América do Norte, os mantos de gelo e geleiras aumentaram e os padrões climáticos mudaram violentamente. Durante esses eventos, a vida na Terra foi exposta à intensa luz ultravioleta. Neandertais e a megafauna foram extintos, enquanto os humanos modernos encontraram proteção em cavernas. O polo norte magnético, para onde a agulha da bússola aponta, não tem localização permanente. Na realidade, geralmente oscila perto do polo norte geográfico — o ponto em torno do qual a Terra gira — ao longo do tempo devido aos movimentos dentro do núcleo do planeta. Gás, água e gelo: entenda o que a ciência já achou e onde concentra as buscas por vida fora da Terra Atmosfera ácida e temperaturas altíssimas de Vênus podem ser o futuro da Terra, dizem astrônomos Por razões que ainda não estão totalmente claras, os movimentos dos polos magnéticos às vezes podem ser mais extremos do que uma simples oscilação. Uma das migrações mais dramáticas desses polos ocorreu há cerca de 42 mil anos e é conhecida como o evento Laschamps, em homenagem à cidade francesa onde foi descoberto. Cientistas europeus anunciaram descoberta revolucionária de neandertais e denisovanos O evento Laschamps tem sido observado em todo o mundo, inclusive recentemente a ocorrência foi verificada na Tasmânia, Austrália. Mas, até agora, não estava claro se essas mudanças magnéticas tiveram algum impacto no clima e na vida no planeta. Nosso novo trabalho reúne várias evidências, sugerindo fortemente que os efeitos foram globais e de longo alcance. Árvores kauri As árvores kauri da Nova Zelândia revelaram um aumento prolongado nos níveis de radiocarbono atmosférico causado pelo colapso do campo magnético da Terra quando os polos mudaram. Getty Images via BBC Para investigar o que aconteceu, analisamos as antigas árvores Kauri da Nova Zelândia, que foram preservadas em turfas e outros sedimentos por mais de 40 mil anos. Usando os anéis de crescimento anual das árvores kauri, fomos capazes de criar uma escala de tempo detalhada de como a atmosfera da Terra mudou durante este período. As árvores revelaram um aumento prolongado nos níveis de radiocarbono atmosférico causado pelo colapso do campo magnético da Terra quando os polos mudaram. Isso forneceu uma maneira de vincular com precisão registros amplamente dispersos geograficamente. "As árvores kauri são como a Pedra de Roseta, ajudando-nos a juntar os registros das mudanças ambientais em cavernas, núcleos de gelo e turfas ao redor do mundo", diz o professor Alan Cooper, que co-lidera este projeto de pesquisa. Usando a escala de tempo recém-criada, pudemos mostrar que os cinturões de chuva do Pacífico tropical e os ventos ocidentais do Oceano Antártico mudaram abruptamente ao mesmo tempo, causando condições áridas em lugares como a Austrália. Por sua vez, uma variedade de megafauna, incluindo os cangurus gigantes e wombatídeos, foi extinta. Pesquisadores e 'caçadores' internacionais disputam meteoritos após chuva de pedras no sertão pernambucano 'Não sabemos o que fazer', diz prefeito da cidade no sertão pernambucano que atraiu 'caçadores' de meteoritos após chuva de pedras Mais ao norte, a vasta camada de gelo Laurentide cresceu rapidamente no leste dos Estados Unidos e no Canadá, enquanto na Europa os neandertais foram extintos. Modelo climático Trabalhando com um programa de computador que simulava interações globais entre a química e o clima, investigamos o impacto de um campo magnético mais fraco e as mudanças na força do Sol. É importante ressaltar que, durante a mudança magnética, a intensidade do campo caiu para menos de 6% do que é hoje. Uma bússola daquela época teria dificuldade em encontrar o norte. Sem nenhum campo magnético, nosso planeta perdeu completamente seu escudo eficaz contra a radiação cósmica e muitas partículas penetrantes do espaço entraram na parte superior da atmosfera. Além disso, o Sol experimentou vários "grandes mínimos solares", durante os quais a atividade foi muito menor, mas também mais instável, enviando inúmeras explosões solares massivas que permitiram que poderosos raios cósmicos ionizantes atingissem a Terra. Nossos modelos mostraram que essa combinação de fatores teve um efeito amplificador. Raios cósmicos de alta energia da galáxia e também enormes explosões de raios de erupções solares foram capazes de penetrar na alta atmosfera, carregando as partículas no ar e causando mudanças químicas que causaram a perda de ozônio estratosférico. As simulações entre química e clima são consistentes com os movimentos ambientais observados em muitos arquivos de mudanças climáticas naturais. Essas condições também teriam espalhado os espetáculos de luzes deslumbrantes da aurora pelo mundo; por vezes as noites podiam ser tão claras quanto o dia. Sugerimos que mudanças dramáticas e altos níveis sem precedentes de radiação ultravioleta levaram os primeiros humanos a buscar refúgio em cavernas, o que explica o aparente florescimento repentino da arte rupestre em todo o mundo há 42 mil anos. Deve ter parecido o fim dos dias. O evento Adams Devido à coincidência de eventos cósmicos aparentemente aleatórios e mudanças ambientais extremas encontradas em todo o mundo há 42 mil anos, chamamos esse período de "Evento de Adams", uma homenagem ao grande escritor de ficção científica Douglas Adams. Adams escreveu "O Guia do Mochileiro das Galáxias" e identificou "42" como a resposta para a vida, o universo e tudo mais. Douglas Adams realmente gostava de algo grande e o mistério que resta é como ele sabia disso. * Este artigo foi escrito por Chris Fogwill, Professor de Glaciologia e Paleoclimatologia na Universidade Keele; Alan Hogg, acadêmico da Universidade de Waikato; Chris Turney, professor de Ciências da Terra e Mudanças Climáticas; e Zoë Thomas, membro do Australian Research Council. O artigo apareceu originalmente no The Conversation e é publicado aqui sob uma licença Creative Commons. Vídeos sobre Ciência e Saúde Veja Mais

Brasil bate recorde de mortes por Covid-19 registradas nas últimas 24 horas: 1.582

Glogo - Ciência País contabilizou 10.393.886 casos e 251.661 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa. Média móvel chegou a 1.150 mortes por dia, segundo recorde seguido no índice. Brasil registra o maior número de mortes por Covid desde o início da pandemia O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta quinta-feira (25). O país registrou 1.582 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, a maior marca anotada até aqui, chegando ao total de 251.661 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.150. É o segundo recorde seguido registrado nessa média. A variação foi de +8% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de estabilidade nos óbitos pela doença. O recorde anterior de número de mortes em 24 horas foi registrado em 29 de julho do ano passado, quando chegou a 1.554. Na ocasião, o número foi puxado por acúmulo devido à não divulgação de dados de SP e PA na véspera -- diferente do boletim desta quinta. Quanto à média móvel de óbitos, seis das sete maiores marcas foram registradas nas últimas duas semanas. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 10.393.886 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 67.878 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 52.177 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +15% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade também nos diagnósticos. A média de casos voltou a ficar acima da marca de 50 mil por dia após pouco mais de três semanas, e a tendência está no limite da estabilidade; acima de 15% configura alta. Doze estados estão com alta nas mortes: PR, RS, SC, RJ, AC, PA, BA, CE, MA, PB, PI e RN. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Brasil, 25 de fevereiro Total de mortes: 251.661 Registro de mortes em 24 horas: 1.582 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.150 (variação em 14 dias: +8%) Total de casos confirmados: 10.393.886 Registro de casos confirmados em 24 horas: 67.878 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 52.177 por dia (variação em 14 dias: +15%) Estados Subindo (12 estados): PR, RS, SC, RJ, AC, PA, BA, CE, MA, PB, PI e RN Em estabilidade (10 estados e o Distrito Federal): ES, MG, SP, DF, GO, MT, RO, TO, AL, PE e SE Em queda (4 estados): MS, AM, AP e RR Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 desta quinta-feira (25) aponta que 6.338.137 de pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 2,99% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 1.750.781 pessoas (0,83% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. No total, 8.088.918 doses foram aplicadas em todo o país. Variação de mortes por estados Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: +39% RS: +46% SC: +64% Sudeste ES: -7% MG: -5% RJ: +20% SP: 0% Centro-Oeste DF: +8% GO: -4% MS: -21% MT: +7% Norte AC: +31% AM: -53% AP: -38% PA: +60% RO: +14% RR: -29% TO: -3% Nordeste AL: +10% BA: +56% CE: +109% MA: +29% PB: +41% PE: -14% PI: +33% RN: +61% SE: +2% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos sobre a vacinação contra a Covid no Brasil: Veja Mais

Pfizer e BioNTech testam terceira dose da vacina contra Covid para novas variantes do coronavírus

Glogo - Ciência Vacina foi a 1ª contra a Covid a obter registro definitivo no Brasil. É primeiro imunizante baseado na tecnologia de RNA mensageiro a entrar no mercado. As farmacêuticas Pfizer e BioNTech anunciaram nesta quinta-feira (25) que iniciaram os testes de uma terceira dose da sua vacina contra a Covid-19, segundo a agência Reuters. O objetivo do reforço é tentar aumentar a eficácia do imunizante contra as novas variantes do coronavírus. Na primeira fase da primeira fase do novo estudo, uma terceira dose de 30 microgramas será dada a até 144 pessoas que receberam as duas doses da vacina entre seis a 12 meses atrás, no teste de segurança original. O teste da terceira dose não tenta medir a eficácia da vacina - essa já foi comprovada, mas sim a reação de anticorpos já adquiridos nas doses anteriores e analisaria se o sangue dos vacinados consegue neutralizar as novas variantes do coronavírus. Também está sendo testada a segurança dessa segunda dose de reforço. Vacina da Pfizer contra a Covid-19 começa a ser testada em grávidas Em uma etapa adicional do mesmo estudo, as empresas também estão conversando com autoridades reguladoras sobre testar uma vacina modificada para proteger especificamente contra as novas variantes altamente transmissíveis descoberta na África do Sul e em outros locais. Mikael Dolsten, cientista da Pfizer, afirmou em uma entrevista, segundo a Reuters, que é possível que as vacinas contra a Covid-19 tenham que passar por mudanças em espaços maiores que um ano, já que a reação imunológica dos vacinados poderá enfraquecer com o tempo. "É uma probabilidade razoável acabarmos tendo reforços constantes. E para vacinas potentes, pode ser que se precise de uma mudança de linhagem a cada poucos anos, mas não necessariamente todo ano", disse Dolsten. As parceiras Pfizer/BionTech já haviam anunciado em janeiro a intenção de testar uma nova dose de reforço da sua vacina contra Covid-19. Na mesma época, a Moderna também afirmou que pretendia testar uma dose extra de reforço e uma nova fórmula de sua vacina exclusivamente para as novas variantes. As vacinas da Pfizer/BioNtech e da Moderna são as primeiras da história a usar a tecnologia de RNA mensageiro. Ambas são aplicadas em duas doses e precisam ser armazenadas em temperaturas mais frias, abaixo de -20º C, pelo menos. (veja vídeo abaixo). Vacina da Pfizer contra Covid usa tecnologia chamada de RNA mensageiro; veja como funciona Pfizer é a 1ª a obter registro definitivo no Brasil No dia 23, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro definitivo à vacina da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19. A vacina é a primeira a obter o registro sanitário definitivo no país. Apesar do registro definitivo, a vacina está disponível no Brasil. Até agora, a vacinação no país está sendo feita com a CoronaVac e com a vacina de Oxford. Veja novidades sobre as vacinas contra a Covid-19: Veja Mais

Ministério diz que irá manter lotes já disponíveis da CoronaVac reservados para a segunda dose

Glogo - Ciência No caso da vacina da AstraZeneca, governo diz que o cronograma de produção será diferente e que os imunizantes já podem ser aplicados sem reserva. Novas doses de CoronaVac chegaram a Porto Alegre nesta quarta (24) Rodger Timm / Palácio Piratini O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (24) que reservará os lotes já disponibilizados da CoronaVac para os pacientes que precisam receber a segunda dose contra a Covid-19. No caso da vacina da AstraZeneca/Oxford, segundo a pasta, o cronograma de produção será diferente e os imunizantes estão "disponíveis para uso total". "A pactuação não chegou a um acordo, devido à mudança no cronograma de entrega do Instituto Butantan. Desta forma se faz necessário a aplicação de uma dose e guarda da segunda. Contudo, as doses da vacina AstraZeneca/Fiocruz estão disponíveis para uso total sem guardar a segunda dose", disse, em nota, o Ministério da Saúde. Brasil já identificou novas variantes em exames de 204 pacientes com coronavírus Brasil aplicou ao menos uma dose de vacina em mais de 5,61 milhões Na sexta-feira (19), o ministério anunciou que havia decidido fazer uma mudança na estratégia da vacinação da CoronaVac: cada dose restante deveria ser aplicada em uma nova pessoa, sem reservar metade do imunizante para a segunda dose. Como argumento para a estratégia, o governo explicou que o ritmo de chegada de novas doses vai se acelerar, e que não será mais preciso reservar metade dos imunizantes de uma leva para a segunda dose. A leva seguinte seria suficiente para isso. Desde meados de fevereiro, no entanto, os estados questionam critérios e cobram mais doses contra a Covid-19. Representantes de ao menos quatro estados - Pará, Santa Catarina, Tocantins e Espírito Santo - fizeram críticas ao governo. Além deles, outros estados passaram a buscam caminhos para comprar suas próprias doses, como é o caso da Bahia com a vacina Sputnik V. Com esse cenário, mesmo com a liberação para aplicação de todas as doses disponíveis, alguns estados preferiram esperar um posicionamento mais oficial do governo. Capitais brasileiras optaram por manter o estoque e garantir a segunda dose. Campo Grande, Curitiba, Salvador e Rio Janeiro precisaram pausar a imunização enquanto um novo carregamento não chega para vacinação dos próximos grupos prioritários. Previsão de vacinas O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que 230,7 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 serão entregues até 31 de julho. Pazuello deu a declaração ao participar de uma reunião virtual com governadores em 17 de fevereiro, organizada pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT), coordenador do tema "Vacinas" no Fórum Nacional de Governadores. Segundo o ministério, o cronograma leva em consideração a negociação de vacinas Sputnik V, desenvolvida pelo instituto russo Gamaleya, e a indiana Covaxin. As duas vacinas ainda não foram aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No encontro, de acordo com a assessoria da pasta, Pazuello apresentou: cronograma de entrega; quantidade de doses; e contratos para aquisição de mais imunizantes. Em março, conforme o ministério, são aguardadas 18 milhões de doses do Instituto Butantan e outras 16,9 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca. Veja a nota do Ministério da Saúde na íntegra: O Ministério da Saúde informa que em reunião do gabinete de crise do ministério da saúde, onde participam todas as secretarias, assim como o CONASS e CONASEMES, não foi pactuado para este momento a aplicação total das doses da vacina Sinovac/Butantan, como havia informado o ministro da Saúde em reunião com prefeitos para esta remessa enviada para Estados e municípios. A pactuação não chegou a um acordo, devido à mudança no cronograma de entrega do Instituto Butantan. Desta forma se faz necessário a aplicação de uma dose e guarda da segunda. Contudo, as doses da vacina AstraZeneca/Fiocruz estão disponíveis para uso total sem guardar a segunda dose, pois a mesma possui um período maior para aplicação da segunda dose com garantia da Fiocruz. Vídeos: novidades sobre vacinas contra a Covid-19 Veja Mais

Brasil tem quase 30 fábricas de vacina para gado e só 2 para humanos

Glogo - Ciência Para o Instituto Butantan, retomada do investimento na produção nacional evitaria tamanha dependência de importações numa pandemia. Mas há quem argumente que é mais barato e vantajoso para o Brasil importar insumos e vacinas da China e da Índia do que tentar garantir a autossuficiência. Enquanto o setor de vacinas para humanos depende da importação de 90% dos insumos, quase 100% das vacinas para gado sào produzidas inteiramente no Brasil. Owen Humphreys/PA Wire via BBC A pandemia da Covid-19 evidenciou uma fragilidade do Brasil: a alta dependência de insumos importados da China para a fabricação de vacinas e o sucateamento de laboratórios e fábricas usados para produzir imunizantes no país. Enquanto na década de 1980 o Brasil tinha pelo menos cinco institutos capazes de produzir vacinas, atualmente, há apenas dois em operação: Bio-Manguinhos, da Fiocruz, e o Instituto Butantan. E das 17 vacinas atualmente distribuídas por esses dois institutos de pesquisa, só quatro são fabricadas totalmente no Brasil e não dependem da importação do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), como é chamada a matéria-prima para produzir imunizantes. Fiocruz ainda não assinou contrato com a AstraZeneca para transferência de tecnologia Câmara aprova MP que dá sete dias para Anvisa decidir se autoriza vacina contra Covid-19 Esse sucateamento do setor de vacinas para humanos contrasta com os elevados investimentos na fabricação nacional de imunizantes para animais, principalmente gado. Enquanto o Brasil importa a grande maioria das vacinas usadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mais de 90% das vacinas para gado são fabricadas no país, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan). "O problema do Brasil é que a gente importa tudo. Nos últimos anos, reduzimos em 50% a capacidade de produção nacional de vacinas. Temos só duas fábricas. No setor veterinário, temos inúmeras fábricas", diz Ana Paula Fernandes, pesquisadora do Centro de Tecnologia em Vacinas e Diagnóstico da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). De fato, existem cerca de 30 fábricas para vacina veterinária — a maioria no Sudeste do país, segundo o Sindan. Trata-se de um mercado que garantiu faturamento de R$ 6,5 bilhões ao setor farmacêutico veterinário e que ajuda a manter a liderança mundial do Brasil na exportação de gado. Vacinação contra a Covid: por que Brasil depende tanto de insumos vindos de fora? "Todo o processo de fabricação, da semente de trabalho do vírus vivo ao envase e distribuição, é feito aqui. Para mais de 90% das vacinas voltadas a gado, o ciclo completo de produção ocorre em território brasileiro", disse à BBC News Brasil o vice-presidente executivo do Sindan. Mas quando foi que o setor de vacinas para humanos deixou de ser prioridade, enquanto a vacinação de gado se desenvolvia? Da autossuficiência à dependência da China Segundo o fundador e primeiro presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gonzalo Vecina Neto, foi na década de 1980 que o setor de pesquisa e fabricação nacional de vacinas para humanos viveu o auge de investimentos. "No regime militar, foi implementado o modelo de substituição de importações. Os militares fizeram um esforço para ampliar capacidade produtiva local de insumos farmacêuticos e o pico se deu no final dos anos 1980", recorda. Em 1985, o regime militar lançou o Programa de Autossuficiência de Imunobiológicos (Pasni), com a meta de tornar o Brasil autossuficiente na produção de imunizantes. Recursos do Ministério da Saúde foram transferidos em peso para quatro instituições de pesquisa: Bio-Manguinhos, Instituto Butatan, Fundação Ezequiel Dias e Instituto Vital Brasil. Em poucos anos, o Brasil passou a fabricar uma série de vacinas em território nacional, como a da tríplice viral, febre amarela, tríplice bacteriana, poliomielite, tuberculose (BCG), e hepatite B. "Tanto para o Butantan quanto para a Fiocruz os investimentos da década de 1980 foram um marco. O Brasil possuía um parque farmoquímico para produção de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo)", disse à BBC News Brasil Tiago Rocca, gerente de parcerias estratégicas e novos negócios do Butantan. Mas a maré logo iria mudar para a indústria de pesquisa em vacinas. A partir de março de 1990, a abertura comercial promovida pelo então presidente Fernando Collor permitiu a entrada maciça de produtos importados e muitas indústrias brasileiras não resistiram, inclusive o setor de imunizantes. Nesse meio tempo, China e Índia despontaram como grandes produtores de insumos farmacêuticos. "O Brasil passou a importar em larga escala IFA, moléculas pequenas e outras matérias-primas usadas para fazer vacina. O problema é que os investimentos não acompanharam a competitividade e abertura. Atualmente, importamos cerca de 90% dos insumos imunobiológicos", explica Rocca, do Butantan. Como consequência da abertura econômica, institutos e fábricas foram fechando as portas, restando apenas Fiocruz e Butantan como capacidade para produzir vacinas de tecnologia nacional. "A abertura da economia no governo Collor foi feita sem cuidado, sem verificar como os diferentes segmentos seriam afetados. Na indústria farmacêutica, o que fizemos foi secar a capacidade de produção nacional e passar a importar tudo através das multinacionais", acrescenta Vecina Neto, que é professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). Regulamentação mais rígida e necessária foi 'prego no caixão' Outro momento importante na trajetória da indústria de vacinas foi a criação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no governo Fernando Henrique Cardoso, em 1999. ‘Em 2021 ainda dependeremos do IFA vindo de fora’, diz epidemiologista O Brasil passou a adotar um regime mais criterioso para liberação de medicamentos e foram impostas regras para equiparar o Brasil aos padrões internacionais de segurança em qualidade em pesquisa. Os pesquisadores ouvidos pela BBC News Brasil dizem que essas medidas foram importantes, mas destacam que elas não foram acompanhadas de investimentos para que institutos como Fiocruz e Butatan pudessem atualizar sua infraestrutura e continuar a fabricar vacinas de ponta a ponta no país. O resultado disso foi que imunizantes que antes eram produzidos no Brasil passaram a ser importados. O Butantan, por exemplo, fabricava a vacina Tríplice Bacteriana Acelular (contra difteria) e a de hepatite B, mas passou a importar esses produtos porque é custoso atualizar as fábricas para que se adequem às exigências regulatórias. "Nós registramos a patente, detemos a tecnologia, mas precisamos de uma nova fábrica para produzir essas vacinas de acordo com as melhores práticas da Anvisa", explica Tiago Rocca. Atualmente, das sete vacinas que o Instituto Butantan fornece, só a da gripe é fabricada inteiramente no Brasil, a partir de um acordo de transferência de tecnologia. E das 10 vacinas fornecidas pela Fiocruz, só 4 não dependem da importação de Insumo Farmacêutico Ativo, ou IFA. Gonzalo Vecina Neto avalia que os governos que se seguiram ao de Collor, inclusive os de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, não tiveram uma visão de longo prazo e também não investiram em pesquisa farmacêutica e de vacinas. "O boom das commodities estimulou os governos a navegar em águas tranquilas e se fiar na exportação de produtos agrícolas. Por que FHC e Lula não investiram na autossuficiência em vacinas? Falta de visão de longo prazo. Nenhum dos dois tirou o pé do curto prazo, do populismo local, da reeleição no quarto ano." "Vale da Morte" Segundo a microbiologista Ana Paula Fernandes, que é professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o grande gargalo na indústria nacional de vacinas está na ausência de laboratórios tecnológicos e plantas fabris para viabilizar a transformação da pesquisa em produto final. "Temos capacidade técnica, pesquisadores de ponta, mas existem gargalos que impedem que as descobertas se transformem em vacina. Temos conhecimento técnico para fazer vacinas como a da Pfizer e Moderna contra a covid-19, mas não temos matéria-prima, investimentos e fábricas para produzir", resume. Esses gargalos são chamados pelos cientistas de "vale da morte". Isso porque, entre a descoberta científica e o uso desse achado, existe um abismo atualmente intransponível. Segundo o professor de imunologia da USP Jorge Kalil, faltam laboratórios e plantas fabris que permitam testar a descoberta das universidades em animais e, depois, em seres humanos. "O que impede que isso aconteça é falta de investimentos. Nós temos uma ciência de excelência no Brasil, mas precisamos atravessar o vale da morte, que é ir da descoberta científica nos laboratórios acadêmicos para a fase final, da industrialização", diz Kalil, que também é diretor do Laboratório Incor de Imunologia e ex-presidente do Instituto Butantan. Brasil pretende produzir duas vacinas contra Covid inteiramente no país ainda em 2021 Interesse econômico alimenta vacinas veterinárias Já o setor de vacinas veterinárias conseguiu sobreviver à abertura de mercado e escapou às regulações criteriosas da Anvisa. A liberação de vacinas e medicamentos para uso animal é regulamentada pelo Ministério da Agricultura, que impõe regras mais flexíveis, diz o ex-presidente da Anvisa Gonzalo Vecina Neto. Além disso, um amplo e lucrativo mercado privado garante a compra das vacinas para gado, suínos e aves, enquanto o maior comprador de vacinas humanas é o governo federal. O Brasil é o maior exportador de gado do mundo e a quantidade de bois no território brasileiro equivale ao tamanho da população brasileira. A venda em larga escala de vacinas para uso animal garante que seja mais vantajoso fabricar o produto no Brasil a importar de outros países, até porque o custo de fabricação é menor que o de vacinas para humanos, já que as regras são menos rígidas que as impostas pela Anvisa. Otto Mozzer, dono da Allegro Biotecnologia, destaca ainda que parte da indústria de vacina animal cresceu na garupa do programa do governo federal de erradicação, até 2026, da febre aftosa — doença altamente contagiosa que pode causar a morte do animal e que provocava grandes prejuízos aos produtores. "O grande parque tecnológico industrial foi na trilha da produção de vacina contra febre aftosa. Todos captaram recursos para fabricação dessa vacina e foram produzidos, nos últimos 20 anos, mais de R$ 6,2 bilhões de doses aqui no Brasil", disse Mozzer, que é doutor em biotecnologia pela USP. Para se ter uma ideia, o Brasil tem cerca de 220 milhões de cabeças de gado, segundo o vice-presidente-executivo do Sindan, Emilio Saldanha. Cada um desses animais, precisa tomar duas doses de vacina contra febre aftosa — uma exigência do Ministério da Agricultura para todos os produtores de gado do país. "Faz 30 anos que somos autossuficientes nas principais vacinas para rebanho brasileiro. Vacinação é sinônimo de competividade", destaca Saldanha. E para que investir em vacina brasileira para humanos? O principal argumento contrário a investir em vacinas nacionais é o de que, atualmente, é mais barato importar produtos da Índia ou China do que construir laboratórios e fábricas para garantir autossuficiência. Atualmente, o déficit na balança comercial brasileira de insumos farmacêuticos é de R$ 2,1 bilhões (dado de 2019), segundo a Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi). Como o Brasil passou por mais de 30 anos de desinvestimentos no setor, seria preciso um investimento pesado do poder público para reverter esse cenário. Por outro lado, a pandemia do coronavírus mostrou os riscos de depender inteiramente da importação de insumos. A demora na entrega de matéria-prima pela China pode significar meses de atraso no cronograma de vacinação da população contra covid-19. Além disso, há doenças que existem no Brasil e que não despertam interesse de pesquisa de grandes farmacêuticas estrangeiras, por serem um problema regional. "Por exemplo, tem um tipo de malária que é comum no Brasil, mas não em outros países. Temos dengue, zika, chikungunya... Fabricar vacinas eficazes contra doenças que predominam aqui é importante para proteger a população", diz Ana Paula Fernandes, que participa de um projeto nacional de vacina contra covid-19. O gerente de parcerias do Butantan, Tiago Rocca, também defende investimentos em tecnologia nacional. "Não é só uma questão de lucro, de custo e de venda. É uma questão estratégica não depender quase inteiramente de importações", diz. "Hoje, nós temos uma parceria com uma empresa estrangeira para continuar fornecendo a vacina da Hepatite B. Mas é uma questão estratégica ter a produção nacional, porque todos os habitantes do Brasil precisam tomar e precisam de dose de reforço a cada dez anos. É uma doença que está aí." Cientistas brasileiros também argumentam que investir na infraestrutura de fabricação nacional de imunizantes é importante para fazer frente ao coronavírus, especialmente diante de evidências de que as vacinas contra a covid-19 terão que ser atualizadas constantemente para responder a variantes do vírus. Butantan assinou contrato de transferência de tecnologia para produzir no país a CoronaVac. E a Fiocruz negocia contrato similar com a Oxford-AstraZeneca. Os dois institutos investiram na atualização das suas fábricas e laboratórios para viabilizar esses acordos. Enquanto isso, pesquisadores brasileiros tentam angariar recursos para colocar no mercado vacinas feitas com tecnologia 100% nacional. O grupo de pesquisa da microbiologista Ana Paula Fernandes, da UFMG, já terminou a fase pré-clínica de estudos para produção de uma vacina brasileira contra covid-19. "Tivemos uma resposta excelente. Usamos camundongos e eles responderam muito bem." O professor Jorge Kalil, da USP, tenta desenvolver uma vacina em formato de spray nasal contra covid-19. Ele também já usou o produto em camundongos e tenta transpor o "vale da morte" para conseguir testar o produto em humanos. "Se a gente consegue dinheiro para a fase mais fundamental da descoberta, é difícil percorrer o caminho que leva ao desenvolvimento do produto industrializado. Estamos agora negociando parcerias com empresas brasileiras." Vídeos: novidades sobre as vacinas contra Covid-19 Veja Mais

Câmera flagra meteoro no céu do Canadá; veja vídeo

Glogo - Ciência Fenômeno que produz uma espécie de 'bola de fogo' também pôde ser avistado por moradores do estado de Montana, nos EUA. VÍDEO: Queda de meteoro é registrada por câmera no Canadá Uma câmera usada no sistema de interfone de uma casa flagrou, na manhã de segunda-feira (22), o momento em que um meteoro cortou o céu de Alberta, província no oeste do Canadá (veja VÍDEO acima). "Quanto mais brilhante a bola de fogo, mais raro é o evento", explicou a Sociedade Americana de Meteoros (AMS, da sigla em inglês), em um comunicado sobre o fenômeno. A instituição recebeu cerca de 400 de relatos e vídeos desta queda – segundo a AMS, o rastro de luz foi visto por moradores de British Columbia (onde está Vancouver), Saskatchewan e até mesmo no estado de Montana, nos Estados Unidos. Meteoro explode sobre a fronteira do RS com o Uruguai Meteoro luminoso é visto em cidades do Nordeste Meteoro é avistado nos céus do Japão Meteoro corta o céu do Canadá em 22 de fevereiro de 2021 Reprodução Segundo reportagem do jornal local "Edmonton Journal", o objeto caiu por volta das 6h23 (horário local), e permaneceu iluminando o céu por alguns segundos por uma "ofuscante luz azul". A AMS traçou uma possível trajetória do meteoro que sugere uma queda próxima à cidade de Edmonton, no norte de Alberta. Meteoro é avistado no céu de Alberta, Canadá, em 22 de fevereiro de 2021 Melanie Babineau/Arquivo Pessoal/Reuters Veja Mais

Coronavírus: Brasil apostou em estratégia 'genocida' para combater covid-19, diz Atila Iamarino

Glogo - Ciência Biólogo e divulgador científico famoso por vídeos no YouTube critica governo federal e defende confinamento mais rígido com aceleração da vacinação. Doutor em microbiologia pela USP, Iamarino estuda a disseminação de vírus e a forma como evoluem Reprodução O Brasil adotou uma estratégia "genocida" ao apostar na chamada imunidade de rebanho para combater a Covid-19, o que possibilitou o surgimento de uma nova variante mais perigosa e que vem causando mais mortes, diz à BBC News Brasil o biólogo e divulgador científico Átila Iamarino. VACINAS E VARIANTES: entenda como o perfil das vacinas influencia a eficácia contra as mutações LOTAÇÃO DE UTIS: especialistas listam motivos para parar o país por ao menos 2 semanas A imunidade de grupo (também chamada imunidade de rebanho) ocorre quando uma parcela grande o suficiente da população desenvolver uma defesa imunológica contra o coronavírus. Nesse cenário, a doença não consegue se espalhar porque a maioria das pessoas é imune e ela passa a ter grande dificuldade para encontrar alguém suscetível. O problema dessa estratégia, apontado desde o início por especialistas, é que ela teria um enorme custo humano — muitas mortes aconteceriam até que uma eventual imunidade de rebanho fosse alcançada. Outra questão importante nesse sentido é que não se sabe por quanto tempo a imunidade de alguém infectado pelo Sars-CoV-2 dura, se ela é de curto, médio ou longo prazo. Em meio ao que especialistas consideram o pior momento da pandemia no país, Iamarino defende a adoção de um confinamento mais rígido e a aceleração da vacinação. Ele critica ainda o governo federal, que acusa de ter "sabotado" Estados e municípios. E vaticina que uma catástrofe pode estar prestes a acontecer se o que vimos em Manaus se repetir no restante do Brasil. Brasil tem 30.484 mortes por Covid-19 em fevereiro, 2º maior número em toda a pandemia Doutor em microbiologia pela Universidade de São Paulo (USP), Iamarino concluiu dois pós-doutorados estudando a disseminação (ele prefere o termo "espalhamento") dos vírus e a forma como esses organismos evoluem. Um desses pós-doutorados foi na própria USP, e o outro na Universidade Yale, nos Estados Unidos. Em sua carreira, o pesquisador de 37 anos estudou vírus como ebola e HIV. Iamarino se tornou conhecido por sua participação no canal de YouTube do Nerdologia, um dos maiores do país. Desde o início da pandemia, tem feito transmissões ao vivo sobre o novo coronavírus, com milhões de visualizações. VÍDEOS: autoridades relatam apreensão com UTIs lotadas e aumento da Covid nos estados Confira os principais trechos da entrevista a seguir. BBC News Brasil - O Brasil parece viver o pior momento da pandemia, tendo registrado um recorde na média móvel de mortes. A que se deve isso? Atila Iamarino - Sabemos que há um componente sazonal no novo coronavírus, com mais casos no inverno do que no verão. Portanto, o Brasil está muito adiantado no aumento de casos — isso só deveria estar acontecendo daqui a alguns meses. Mas por que os casos estão subindo tão cedo e tão rápido? A resposta se deve a uma combinação de fatores. De um lado, houve um movimento de abertura no fim do ano passado, com mais pessoas circulando sem restrições. De outro — e que considero o principal fator — temos a variante P.1, inicialmente observada em Manaus. Estudos recentes apontam que se trata de uma cepa mais transmissível e que "dribla" o sistema imunológico, reinfectando quem já se curou. Quando falamos de vírus, é natural que eles sofram mutações e se tornem mais transmissíveis. O que não precisa ser um processo natural é termos linhagens que escapam da imunidade. Essas linhagens só serão selecionadas quando o vírus continua circulando na presença de pessoas que já tiveram o vírus. Foi o que aconteceu no Brasil e na África do Sul. Nesse sentido, a nossa variante é fruto direto da estratégia genocida do Brasil de contar com as pessoas circulando livremente e construindo imunidade. Não é por acaso que surgiu aqui uma das variantes mais perigosas, demonstradamente perigosa. BBC News Brasil - O que as autoridades deveriam ter feito? Iamarino - O Brasil deveria ter se preparado melhor. Em vez disso, adotamos uma estratégia que cultivou um monstro e que, ao que tudo indica, está causando um surto de casos fora de temporada. De fato, os hábitos sociais permitiram uma maior circulação do vírus. Apesar de estarmos em um período de baixa transmissão de doenças respiratórias, várias cidades do país já registravam alta ocupação de leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). Em vez de decretar um lockdown para restringir a movimentação das pessoas e conter o vírus, a aposta do governo para prover o mínimo de dignidade humana foi e continua sendo criar mais leitos. Isso é jogar nos profissionais de saúde toda a responsabilidade de resolver o problema. Não se resolvem mortes no trânsito criando mais leitos UTI, mas sim com leis de trânsito. O mesmo se aplica à Covid-19. É preciso diminuir o número de casos. VÍDEO: Comparativo de máscaras, segundo estudo publicado na 'Science' Mas o Ministério da Saúde não faz campanha para o uso de máscara e distanciamento social. Tampouco reconhece o lockdown como medida necessária para conter o avanço da pandemia. Falta coordenação federal para ações locais. Temos agora um país economicamente pior, socialmente mais cansado e com profissionais de saúde exaustos, explorados e usados da pior maneira possível. BBC News Brasil - O que nos resta fazer, então? Iamarino - O que o restante do mundo fez: decretar um lockdown mais rígido e correr com a vacinação. Isso é o mínimo. O problema é essa falta de coordenação a nível federal. De que adianta um município ou um Estado decretar um confinamento se as pessoas de municípios ou Estados vizinhos continuarem circulando? Isso faz com que a localidade tenha todo o prejuízo econômico e político de confinar sua população, mas sem o sucesso que poderia ter se essa ação fosse coordenada. A falsa impressão é que o esforço não funciona, quando, na verdade, ele está sendo sabotado a nível federal. Secretários pedem toque de recolher nacional e fechamento de escolas, bares e praias contra colapso da saúde na pandemia Por isso, digo que temos dois inimigos para enfrentar no Brasil. Um é a nova variante e o outro é a falta de estratégia do governo federal. Como resultado, temos pronta a receita para que mais variantes perigosas surjam. BBC News Brasil - Se nada for feito, o que acontecer? Iamarino - Nossa estratégia genocida já causou mais de 250 mil mortes. Manaus (AM) e Araraquara (SP) já registraram mais mortes no início deste ano do que durante todo o ano passado. Se isso se repetir no país todo, vai ser um outro massacre. Mas o principal problema desse tipo de estratégia é que estamos dando ao vírus a oportunidade de sofrer novas mutações, mais perigosas. Eventualmente, as vacinas podem não ser mais eficazes — e, se esse cenário se concretizar, poderemos não ter mais solução. O Brasil criou sua própria derrota. Estamos demorando para vacinar e deixando o vírus circular livremente. Agora, com a escassez global de vacinas, entendo que a situação esteja muito mais difícil. E estamos tentando comprar uma vacina que ainda não tem eficácia comprovada (a indiana Covaxin). Que vacina é essa? Covaxin Diferentemente dos Estados Unidos, o Brasil tem capilaridade de vacinação. Há postos de saúde por todo o território nacional que podem dar vazão as doses. Mas agora faltam as doses. BBC News Brasil - Alguns países, como Israel, já começaram a flexibilizar as regras. O Reino Unido também anunciou o afrouxamento de suas medidas. Em um contexto em que o mundo tenta retomar a normalidade, o Brasil pode se tornar uma pária internacional? Iamarino - Eu diria que o Brasil vai continuar a pária que virou. Já não podemos viajar para a maioria dos países, nem em condição emergencial, desde antes do surgimento dessa nova variante. Essa nova linhagem só reforçou o fechamento das fronteiras e essa situação deve permanecer daqui em diante. Se não mudarmos as condições que propiciaram o surgimento dessa variante, vamos gerar outras e estaremos sempre renovando os motivos para o mundo não receber brasileiros. BBC News Brasil - O senhor foi duramente criticado quando, no início da pandemia, previu que o Brasil teria 1 milhão de mortos. Essa previsão nunca se concretizou. Por quê? Acredita ter se equivocado? Iamarino - Acredito que os extremos dessas previsões continuam muito válidos. De um lado, países como Coreia do Sul, Taiwan, Austrália, etc, mostraram que o número de mortes pode ser mínimo. Do outro, a mortalidade em locais como Manaus evidenciou que o cenário mais pessimista não é fantasioso. A capital do Amazonas tem um excesso de enterros até o mês de fevereiro de mais de 430 pessoas por 100 mil habitantes. Se extrapolarmos isso para a totalidade da população brasileira, temos 900 mil mortos. Se os extremos continuam válidos, o meio do caminho é onde está a faixa de erro e a incerteza. Disso dependem as ações humanas. Há uma série de fatores de que não sabíamos. Por exemplo, a eficácia das máscaras se revelou muito maior do que esperávamos, principalmente para evitar contaminados de transmitir o vírus para os outros. Tampouco sabíamos qual eficácia as medidas de confinamento teriam. Estávamos, portanto, lidando com uma doença nova, para a qual não havia dados preliminares. De qualquer forma, sabemos hoje que o melhor cenário é viável e existe, como observamos na Ásia. E que o pior cenário é possível, como também observamos no interior do Peru, no interior da Bolívia, em Manaus, em países que não são transparentes com os dados e em regiões onde não há estatísticas disponíveis. VÍDEOS: Vacinação no Brasil Veja Mais

Covid com alta recorde e lotação de UTIs: especialistas listam motivos para parar o país por 2 semanas

Glogo - Ciência Exemplos de vindos do Reino Unido e Israel mostram, segundo especialistas, que medidas de restrição adotadas por menos de 15 dias e campanha de vacinação sem isolamento social são incapazes de conter o avanço da pandemia. Fortaleza teve ruas vazias durante o auge do lockdown, em meados de fevereiro. Thiago Gadelha/Sistema Verdes Mares Praias e comércio fechados, toque de recolher e barreiras sanitárias em todo o país por, pelo menos, duas semanas. É o que defendem especialistas ouvidos pelo G1 como medidas nacionais e coordenadas que o governo federal deve adotar em março para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus, que já registrou recordes em apenas dois meses de 2021. RECORDES: Brasil chega a 40 dias com média de mortes acima de mil COM 28 DIAS: Fevereiro é o 2º pior mês de toda a pandemia no Brasil SEM LEITO: 220 pacientes esperam por vaga de UTI em Santa Catarina VOLTA ÀS AULAS: O que dizem os estudos mais recentes sobre Covid e crianças Segundo os especialistas ouvidos pelo G1, são argumentos que mostram a necessidade de um lockdown nacional durante o mês de março no Brasil: Sem vacinação em massa, sem rastreamento dos casos e sem o aumento da testagem, o distanciamento é a única maneira de conter o vírus; Diante agravamento geral da pandemia, país não conseguirá diminuir as transmissões se cada estado adotar uma medida diferente; Exemplos de outros países mostram que medidas pontuais não geram resultados consistentes; Quanto menor a circulação da população, menor a chance de o vírus encontrar pessoas suscetíveis à infecção; Reino Unido e Israel conseguiram controlar as transmissões com uma combinação de lockdown (bloqueio geral) e vacinação em massa. Necessidade de ação nacional Membro da diretoria do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Vanja dos Santos explica que, diante do iminente colapso do sistema de saúde em quase todos os estados, as ações precisam ser nacionais para serem eficazes. "No momento de caos generalizado em que estamos, ou paramos e fechamos tudo, ou vamos dobrar essas mais de 250 mil mortes pela Covid-19 que tivemos em um ano em um tempo muito menor" - Vanja dos Santos, membro da diretoria do CNS. Santos explica que o Conselho Nacional de Saúde (CNS) e demais órgão nacionais que integram a "Frente Pela Vida" pedem ao governo federal ações unificadas desde o ano passado. Com o agravamento da pandemia em fevereiro, o segundo mês com maior número de mortes por Covid-19 desde o início da pandemia, a paralisação das atividades em todo o país é tema no CNS. "Na nossa última reunião, na terça-feira (23), discutimos medidas urgentes para o Brasil neste momento, como fechar todo o comércio, praias e serviço não essencial por duas semanas, assim como estipular um toque de recolher, implementar barreiras sanitárias pelo país e fazer testagem em massa", conta Santos. 'Natal e Região Metropolitana estão com rede de saúde colapsada', diz governadora do RN 'Estamos apavorados', diz secretária da Saúde do RS Secretário de Saúde de Salvador: 'UPAs estão em pré-colapso' 'Estamos entrando em colapso', diz secretário de Saúde de SC SP: estado diz que leitos de UTI podem acabar em até 22 dias 'Sistema de saúde está chegando no limite', diz secretário de Saúde de Pernambuco DF: 97,46% dos leitos de UTI da rede pública estão ocupados Campo Grande: taxa de ocupação das UTIs para Covid-19 está em 93% Roraima: hospital segue com 100% de ocupação em leitos semi-intensivos pelo 2º dia VÍDEOS: autoridades relatam apreensão com UTIs lotadas e aumento da Covid nos estados Reino Unido: restrições longas O coordenador da Rede Análise Covid-19, o cientista de dados Isaac Schrarstzhaupt, usa o exemplo do Reino Unido para explicar que medidas curtas e pontuais, menores que 15 dias, não alteram a curva de transmissão. "O Reino Unido está no seu terceiro lockdown e começará a flexibilizar as medidas neste 1º de março, mesmo com o avanço da vacinação por lá. A flexibilização será devagar e escalonada. Locais como salão de beleza, por exemplo, reabrirão apenas em abril", diz Schrarstzhaupt. "No Brasil, vimos governos estaduais e prefeituras decretarem lockdowns isolados, o que é válido, mas por somente alguns dias. Analisando os dados do Reino Unido, vemos que o período é muito curto para que se tenha uma diminuição dos casos", compara. Paraná fecha serviços não essenciais e determina toque de recolher a partir das 20h por nove dias No primeiro lockdown britânico, iniciado em 23 de março de 2020, Schrarstzhaupt explica que os casos começaram a estabilizar apenas no 16º dia de restrições. No segundo lockdown, começado em 5 de novembro, o cientista aponta que os casos começaram a cair depois de 13 dias. Mesmo assim, o governo britânico manteve as restrições por mais 15 dias, terminando o segundo bloqueio nacional apenas em 2 de dezembro. "Toda a vez que se coloca alguma medida de restrição de mobilidade, há uma redução no número de casos, mas essa redução pode não ser proporcional ao tamanho do problema. Por isso, quanto maior o número de pessoas infectadas, mais duras e longas devem ser as restrições" - Isaac Schrarstzhaupt, coordenador da Rede Análise Covid-19 'Precisaríamos de lockdown de 21 dias no Brasil', alerta Miguel Nicolelis Israel: lockdown e vacinação em massa Em dezembro, ao mesmo tempo em que iniciou a vacinação em massa contra a Covid-19, Schrarstzhaupt aponta que Israel decretou seu terceiro confinamento nacional. "A estratégia israelense para conter a pandemia tem sido vacinar em massa e restringir circulação", explica Schrarstzhaupt. Israel já vacinou mais da metade da população com ao menos uma dose e a imunização por si só não foi vista como única estratégia. Diante disso, o governo fechou o maior a aeroporto internacional do país por duas semanas em fevereiro e manteve os demais fechados por um mês. O país também adotou medidas como qualquer cidadão ser proibido de se distanciar mais de um quilômetro de sua residência. Tais medidas ainda estão em vigor em Israel. Algumas foram flexibilizadas mais de um mês após o decreto do terceiro lockdown, e somente para os que já foram completamente imunizados com as duas doses da vacina. Vacinação no Reino Unido e Israel já apresenta bons resultados Medidas precisam ser coordenadas entre estados A diretora do CNS afirma que a entidade pede que o governo federal coordene e unifique as medidas contra a pandemia desde meados de 2020. "Pedido que o governo federal nunca atendeu", afirma Santos. "Se um estado restringe a circulação das pessoas e fecha comércio, mas outro não faz o mesmo e as fronteiras continuam abertas, será muito difícil para aquele que impôs as medidas conseguir impedir que uma variante chegue ao seu estado, por exemplo", aponta Schrarstzhaupt. Outra entidade que pede há meses uma coordenação nacional das medidas contra a Covid-19 é o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), que divulgou nesta segunda-feira (1) uma carta com sugestões de medidas urgentes contra o iminente colapso das redes pública e privada de saúde diante do aumento dos casos de Covid-19 no Brasil. Entre os pedidos do Conass estão a adoção de um toque de recolher nacional, o fechamento de bares e praias, a proibição de eventos presenciais e suspensão de aulas presenciais em todo o país. A carta também critica a falta condução nacional unificada e coerente da reação à pandemia. Veja Mais

Brasil tem média móvel de 1.208 mortes diárias e bate recorde pelo 2° dia consecutivo

Glogo - Ciência País contabilizou 10.549.129 casos e 255.018 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa. Brasil tem 755 mortes e 40.495 novos casos de Covid registrados nas últimas 24 horas O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h deste domingo (28). O país registrou 755 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 255.018 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias chegou a 1.208, o segundo recorde consecutivo registrado nessa média. A variação foi de +11% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de estabilidade nos óbitos pela doença. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 10.549.129 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 40.495 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 54.547 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +21% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de alta nos diagnósticos. Os números não incluem os dados de Roraima, que não foram atualizados desde sexta-feira (26) até às 20h deste domingo. Doze estados e o Distrito Federal estão com alta nas mortes: PR, RS, SC, DF, MT, PA, TO, BA, CE, MA, PB, PI, RN. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Brasil, 28 de fevereiro Total de mortes: 255.018 Registro de mortes em 24 horas: 755 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.208 (variação em 14 dias: +11%) Total de casos confirmados: 10.549.129 Registro de casos confirmados em 24 horas: 40.495 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 54.547 por dia (variação em 14 dias: +21%) Estados Subindo (12 estados mais o Distrito Federal): PR, RS, SC, DF, MT, PA, TO, BA, CE, MA, PB, PI, RN Em estabilidade (10 estados): SE, PE, AL, AC, RO, MS, ES, MG, RJ, SP Em queda (3 estados): GO, AM, AP Não divulgou: RR Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 deste domingo (28) aponta que 6.576.109 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 3,11% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 1.933.404 pessoas (0,91% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. Variação de mortes por estados Estados com número de óbitos em alta Arte/G1 Estados com número de óbitos em estabilidade Arte/G1 Estados com número de óbitos em queda Arte/G1 Sul PR: +59% RS: +73% SC: +110% Sudeste ES: -11% MG: -8% RJ: +12% SP: +3% Centro-Oeste DF: +23% GO: -20% MS: -3% MT: +20% Norte AC: -8% AM: -55% AP: -17% PA: +53% RO: -2% RR: Não divulgou TO: +41% Nordeste AL: +14% BA: +63% CE: +46% MA: +75% PB: +44% PE: -13% PI: +66% RN: +41% SE: +11% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos sobre a vacinação contra a Covid no Brasil: Veja Mais

VÍDEOS: Primeiro satélite totalmente brasileiro é lançado na índia

Glogo - Ciência Amazônia 1 foi desenvolvido pelo Inpe e vai monitorar o desmatamento na região amazônica. Amazônia 1 foi desenvolvido pelo Inpe e vai monitorar o desmatamento na região amazônica. Veja Mais

Brasil volta a ter tendência de alta na média móvel de casos de Covid; total de mortes se aproxima de 253 mil

Glogo - Ciência País contabilizou 10.457.794 casos e 252.988 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa. Foram em média mais de 53 mil novos casos por dia na última semana; média móvel de mortes está acima de 1.100 pelo terceiro dia seguido. Brasil volta a ter tendência de alta na média móvel de casos de Covid O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta sexta-feira (26). O país registrou 1.327 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 252.988 óbitos desde o começo da pandemia, no dia em que se completa um ano do 1º caso no Brasil. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.148. Após recorde na véspera (quando chegou a 1.150), essa é a segunda maior média registrada até aqui. É o terceiro dia seguido com o índice acima da casa dos 1.100. A variação foi de +6% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de estabilidade nos óbitos pela doença. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 10.457.794 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 63.908 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 53.729 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +18% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de alta nos diagnósticos. A alta nos casos vem após 35 dias com essa tendência indicando estabilidade. Dez estados estão com alta nas mortes: PR, RS, SC, PA, BA, CE, MA, PB, PI e RN. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Brasil, 26 de fevereiro Total de mortes: 252.988 Registro de mortes em 24 horas: 1.327 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.148 (variação em 14 dias: +6%) Total de casos confirmados: 10.457.794 Registro de casos confirmados em 24 horas: 63.908 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 53.729 por dia (variação em 14 dias: +18%) Estados Subindo (10 estados): PR, RS, SC, PA, BA, CE, MA, PB, PI e RN Em estabilidade (13 estados e o Distrito Federal): ES, MG, RJ, SP, DF, GO, MS, MT, AC, RO, TO, AL, PE e SE Em queda (3 estados): AM, AP e RR Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 desta sexta-feira (26) aponta que 6.433.345 de pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 3,04% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 1.874.426 pessoas (0,89% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. No total, 8.307.771 doses foram aplicadas em todo o país. Variação de mortes por estados Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: +37% RS: +51% SC: +70% Sudeste ES: -13% MG: -12% RJ: +10% SP: -1% Centro-Oeste DF: +13% GO: -13% MS: -8% MT: +9% Norte AC: +13% AM: -52% AP: -35% PA: +62% RO: +5% RR: -21% TO: +5% Nordeste AL: +12% BA: +66% CE: +45% MA: +34% PB: +29% PE: -13% PI: +60% RN: +78% SE: +7% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos sobre a vacinação contra a Covid no Brasil: Veja Mais

Bolsonaro usa enquete alemã distorcida para criticar uso de máscaras

Glogo - Ciência Presidente citou 'estudo de universidade alemã' para desestimular uso de acessório. 'Estudo', na realidade, é uma mera enquete online com pouco rigor e que contou com participação desproporcional de céticos da pandemia. O presidente Jair Bolsonaro usou sua live de quinta-feira (26) para mais uma vez desestimular o uso de máscaras contra a Covid-19. No mesmo dia em que o Brasil registrou recorde de mortes pela doença registradas em 24 horas, o presidente mencionou uma "universidade alemã" que teria apontado num "estudo" que máscaras são "prejudiciais a crianças". Covid-19: qual máscara é melhor? Veja comparativo, segundo estudo publicado na 'Science' "Começam a aparecer aqui os efeitos colaterais das máscaras", disse Bolsonaro. "Uma universidade alemã fala que elas são prejudiciais a crianças. Leva em conta diversos itens: irritabilidade, dores de cabeça, dificuldade de concentração, diminuição da percepção de felicidade, recusa em ir para a escola ou creche, desânimo, comprometimento da capacidade de aprendizado, vertigem e fadiga", completou o presidente. Ao contrário do que disse o presidente, nenhuma universidade alemã elaborou qualquer estudo que chegou a essa conclusão. Na realidade, Bolsonaro citou os resultados de uma pouco rigorosa enquete online realizada por cinco pesquisadores da Universidade de Witten/Herdecke, no estado alemão da Renânia do Norte-Vestfália. O objetivo dos pesquisadores era formar um banco de dados para coletar relatos sobre o uso de máscaras em crianças. VÍDEO: Comparativo de máscaras, segundo estudo publicado na 'Science' Pesquisa pouco rigorosa No segundo semestre de 2020, os pesquisadores disponibilizaram um questionário online para coletar relatos. Até 26 de outubro, 20.353 pessoas haviam respondido o questionário, inserindo dados de supostas 25.930 crianças. Entre os participantes, 87.7% indicaram serem "pais". A participação era voluntária e aberta para qualquer pessoa que clicasse no link do questionário, sem qualquer coleta de amostras da população para ter um quadro representativo da sociedade alemã. Os resultados, segundo os dados coletados, foram os seguintes: "Perturbações causadas pelo uso da máscara foram relatados por 68% dos pais. Incluíam irritabilidade (60%), dor de cabeça (53%), dificuldade de concentração (50%), diminuição da felicidade (49%), relutância em ir à escola/jardim de infância (44%), mal-estar (42%) prejuízos à aprendizagem (38%) e sonolência ou fadiga (37%)." No entanto, os dados disponibilizados pelos pesquisadores deixam claro que a enquete tinha pouco rigor científico, funcionando mais como uma coletânea de anedotas. Os pesquisadores não estabeleceram grupos de controle com crianças sem máscaras para comparar os efeitos e também não colocaram em prática critérios para diferenciar efeitos de doenças ou condições pré-existentes. O questionário também exibe itens vagos, como "sensação de doença". Resultados distorcidos A enquete também parece ter contado com uma participação desproporcional de céticos da pandemia ou críticos de medidas governamentais para conter a doença. Um dos itens do questionário perguntou aos participantes como eles avaliavam as medidas tomadas pelo governo alemão para conter a pandemia. Entre as mais de 20 mil pessoas que responderam ao questionário, cerca de 42% apontaram que eram favoráveis a medidas menos rígidas para conter a disseminação da covid-19. Outros 31% disseram apontaram que as medidas eram "inadequadas ou incompreensíveis". Apenas 22,7% dos participantes afirmaram que as medidas eram apropriadas ou que deveriam ser ainda mais rígidas. Pesquisa australiana demonstra como máscaras evitam propagação do vírus O quadro contrasta com pesquisas realizadas por institutos de pesquisa tradicionais da Alemanha no segundo semestre de 2020. Em agosto, uma pesquisa encomendada pelo canal ZDF mostrou que apenas 10% dos alemães avaliavam que as medidas tomadas pelo governo eram exageradas. Outros 77% afirmaram que apoiavam mais restrições para conter a doença. No início de outubro, outra pesquisa apontou que o percentual de alemães que avaliavam as medidas como excessivas não passava de 11%. Dessa forma, há sinais fortes de que o questionário atraiu um número desproporcional de críticos do governo ou céticos da pandemia, que distorceram os resultados seguindo uma ideia de viés de confirmação, respondendo à enquete de acordo com suas crenças sobre a pandemia, e não com observação empírica. Os próprios pesquisadores da Universidade de Witten/Herdecke admitem que os dados podem ter sido deliberadamente distorcidos de forma organizada. Nas conclusões da enquete, eles apontam que o link que levava ao questionário circulou por fóruns e páginas que reúnem críticos das medidas tomadas pelo governo alemão para conter a pandemia. Estudo mostra que uso de máscara de tecido junto com máscara cirúrgica conseguem bloqueio de 92,5% Por fim, os pesquisadores apontam que seu levantamento "não é representativo" e afirmam que é necessária "uma pesquisa representativa na qual uma análise precisa de risco-benefício do uso de máscara em crianças pode ser construída". Na enquete, 15,2% dos participantes enviaram observações sobre crianças abaixo de seis anos. No entanto, em quase todos os estados alemães, as regras sobre máscaras só são aplicadas em crianças acima dessa faixa. E crianças abaixo de 15 anos podem usar máscaras simples de tecido, sendo dispensadas de acessórios como máscaras N95 e similares. A Sociedade Alemã de Medicina Infantil e Adolescente (DGKJ) também considera razoável e viável que crianças desde o ensino fundamental usem máscara em espaços públicos, ou seja, ao fazer compras e no transporte público. De acordo com a sociedade, crianças mais jovens também podem usar máscara - por exemplo, ao visitar áreas de risco, como consultas ambulatoriais a hospitais. Todos os estados alemães preveem exceções para crianças que não podem usar máscaras por razões médicas ou psicológicas. Máscaras contra o coronavírus: guia definitivo mostra como montar, usar, lavar e descartar Divulgação por extremistas Os resultados da enquete foram divulgados em dezembro, sem terem passado por algum processo de revisão científica por pares, como ocorre estudos científicos rigosos. Mas os problemas da pesquisa não têm desestimulado céticos da pandemia, que vêm divulgando os dados como se eles fossem um estudo conclusivo. Os resultados têm circulado em contas de ativistas de extrema direita, fóruns negacionistas e páginas que promovem métodos de cura pseudocientíficos. Postagens em redes sociais sobre a pesquisa têm sido classificadas como falsas por agências de checagem de língua inglesa. No Brasil, a primeira menção da enquete foi feita na quarta-feira pela conta no Twitter de Alessandro Loiola, um médico e ativista negacionista da pandemia, autor de um livro chamado "Covid-19: a Fraudemia" e que já teve diversas publicações em redes sociais desmentidas por agências de checagem. Sua conta é seguida por alguns membros do governo, como o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o assessor especial da Presidência Tercio Arnaud Tomaz. Bolsonaro, na sua live, parece ter lido o tuite original de Loiola – incluindo até mesmo os erros de tradução do texto original, como a substituição de "sonolência" por "vertigem" –, omitindo apenas as porcentagens. Não é a primeira vez que Bolsonaro cita estudos duvidosos ou distorce de maneira grave dados para embasar suas ideias sem base científica sobre a pandemia. Em janeiro, por exemplo, o presidente divulgou no Twitter uma conclusão incorreta de um artigo publicado pela revista cientifica "The American Journal of Medicine" que comprovaria a eficácia da cloroquina contra a Covid-19. No entanto, a publicação de janeiro era uma mera revisão de outro artigo, que havia saído em agosto. Tanto o artigo original quanto a revisão não afirmavam que a droga seria eficaz, apenas apresentavam argumentos a favor, sem qualquer estudo clínico. O próprio editor-chefe da revista esclareceu a questão afirmando publicamente que os dados estavam defasados. A revista também informou à DW Brasil que pretende publicar em abril um artigo rebatendo as distorções promovidas pelo governo Bolsonaro. Pouco depois da publicação do tuite de Bolsonaro, a rede sinalizou a publicação de Bolsonaro afirmando que ela havia violado as regras da rede sobre publicações enganosas e potencialmente prejudiciais. VÍDEOS: novidades sobre as vacinas Veja Mais

Brasil tem maior índice de universitários que declaram ter saúde mental afetada na pandemia, diz pesquisa

Glogo - Ciência Foram ouvidos 16,8 mil estudantes de 18 a 21 anos em 21 países. No Brasil, 87% afirmam que houve aumento de estresse e ansiedade. Sete a cada dez universitários brasileiros (76%) declaram que a pandemia trouxe impacto na saúde mental, o maior índice registrado em 21 países analisados, segundo uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (26). Para a maior parte (87%), houve aumento de estresse e ansiedade. Apenas 21% buscou ajuda, e 17% declararam ter pensamentos suicidas. O estudo "Global Student Survey", divulgado nesta sexta-feira (26), ouviu 16,8 mil estudantes de 18 a 21 anos, entre 20 de outubro e 10 de novembro. Ele feito pela Chegg.org, organização sem fins lucrativos ligada à Chegg, empresa de tecnologia educacional norte-americana. Os dados apontam que não só os universitários brasileiros se sentem impactados na saúde mental pela pandemia. Outros países, como os EUA, Canadá e Argentina, também registraram altos índices: 75%, 73%, e 70%. Veja no gráfico abaixo: Ao todo, os países ouvidos na pesquisa são: Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, Quênia, Malásia, México, Arábia Saudita, Coreia do Sul, Espanha, Turquia, Reino Unido, EUA e Rússia. Em maio do ano passado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já havia feito um alerta sobre a crise de saúde mental provocada pela pandemia. "O isolamento, o medo, a incerteza, o caos econômico – todos eles causam ou podem causar sofrimento psicológico", disse Devora Kestel, diretora do departamento de saúde mental da OMS, à época. Incerteza pode levar ao estresse e ansiedade No Brasil, a insegurança atual e a incerteza sobre o futuro podem estar ligadas ao estresse e ansiedade apontados pelos jovens universitários. A pesquisa aponta que 61% dos universitários ouvidos no Brasil afirmaram ter dificuldade para pagar as contas. A média entre os demais países é de 53%. A maior parte dos brasileiros (40%) tiveram problemas para quitar serviços públicos (como luz e água), 25% com a alimentação, 25% com contas médicas, e 19% com aluguel ou hipoteca. Eles destacam que os três principais desafios que a geração irá enfrentar são o aumento da desigualdade (34%), a dificuldade de ter acesso a empregos de qualidade (24%) e garantir educação a todas as crianças (14%). A pesquisa também indica que 39% dos entrevistados dizem que o Brasil é um bom país para se viver, a terceira pior taxa, atrás de Argentina (16%), Rússia e México (os dois com 37%). Quase metade dos estudantes brasileiros (48%) afirmam que o país está pior do que há cinco anos. "Em todo o mundo, os estudantes nos disseram claramente que os maiores problemas enfrentados por sua geração são o acesso a empregos de boa qualidade e a crescente desigualdade. Lidar com esses desafios é mais importante do que nunca após a devastação econômica causada pela Covid, e a educação é a chave para isso", afirma Lila Thomas, diretora de impacto social da Chegg e presidente da Chegg.org. OPAS alerta para cuidados da saúde mental durante a pandemia Dados globais A pesquisa também aponta que, entre todos os países pesquisados, 65% dos estudantes disseram que prefeririam ter a opção de mais aulas on-line caso isso diminuísse o valor das mensalidades. No Brasil, o índice é de 45%. Quase metade (48%) de todos os entrevistados afirmam que gostariam que a universidade ou faculdade incorporasse mais recursos de aprendizagem on-line, contra 34% que não gostariam. Em 14 dos 21 países, há mais estudantes inclinados a aceitar este tipo de recurso. No Brasil, não. A pesquisa indica que 51% não aprovaria mais recursos on-line, e 14%, sim. Um terço (33%) de todos universitários ouvidos afirmam não acreditar que vivem em uma sociedade aberta, livre, que apoia a diversidade e os menos afortunados e oferece oportunidades iguais a todos. No Brasil, o índice é de 70%, o maior entre todos os países pesquisados. Três em cada dez (31%) estudantes de todos os países pesquisados têm dívidas ou empréstimos relacionados aos estudos universitários. A proporção de estudantes com dívidas tende a ser consideravelmente menor nos países da Europa continental (11%) e latino-americanos (12%) pesquisados em comparação com países anglo-saxões (61%). No Brasil, o índice é de 13%. Leia também: Mais birra, irritabilidade e até depressão: as consequências da falta de aulas presenciais para as crianças 'Minha filha está se expondo, mas a expectativa é que a saúde mental dela melhore': o impacto da falta de aulas presenciais em adolescentes Saúde mental de alunos e experiências em meio à pandemia importam mais que recuperar conteúdos, dizem especialistas VÍDEOS: Educação Veja Mais

'Viveremos semanas muito difíceis', diz Carlos Lula, representante dos secretários de estado da saúde

Glogo - Ciência Nesta quinta-feira (25), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, fez reunião com os conselhos de secretários de saúde e disse que estamos em 'nova etapa' da pandemia. Secretário de Estado de Saúde do Maranhão, Carlos Lula, em coletiva de imprensa em São Paulo em dezembro de 2020 Márcio Sampaio "Temos que ligar o alerta porque viveremos semanas de março e abril muito difíceis. Talvez as mais difíceis", disse nesta quinta-feira (25) o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Lula, a respeito da aceleração da transmissão da Covid-19 no Brasil. "Vamos colocar de lado outras disputas e colocar num rumo só pra enfrentar a doença. Todos os estados têm tentado criar mais leitos, mas apenas criar leitos não adianta. A gente precisa também de ajuda da sociedade. A sociedade tem de entender que não é hora de fazer festa, não é hora de estar junto". Pazuello diz que transferência é opção para UTIs lotadas, mas conselho de secretários alerta que 'todo mundo está no limite' Brasil chega a 250 mil mortos com ritmo acelerado de óbitos por Covid-19; especialistas culpam falta de medidas de isolamento Wilames Freire, presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), também avalia que o país vive um momento "difícil" e "duro". "É um recrudescimento dessa pandemia que vem nos desafiar mais uma vez, mas é um momento em que temos que estimular nossas equipes, orientar a população e dizer que não são somente o Ministério da Saúde, as secretarias estaduais e municipais as responsáveis." "Precisamos entender que os meios que temos de enfrentar e diminuir a transmissibilidade desse vírus é adotar medidas restritivas" - Wilames Freire, presidente do Conasems. Carlos Lula e Wilames Freire fizeram suas declarações após reunião dos conselhos estaduais e municipais de saúde com Eduardo Pazuello, ministro da Saúde. Pazuello disse que a remoção de pacientes entre estados que enfrentam lotação de unidades de terapia intensiva (UTI) será uma das estratégias usadas para enfrentar o que ele chamou de "nova etapa" da pandemia, marcada pelo alastramento da variante descoberta em Manaus. Contra o atual aumento de casos, o ministro disse vai atuar com "atendimento imediato na unidade básica de saúde", "estruturação em capacidade de leitos" e "vacinação". "Uma das estratégias com relação a leitos é a utilização de leitos de forma remota. São remoções." - Eduardo Pazuello, ministro da Saúde. 'Todo mundo está no seu limite' Em seu pronunciamento, o presidente do Conass não detalhou as remoções, mas afirmou que há alta ocupação em Santa Catarina, Tocantins, Rondônia, Rio Grande do Sul, Bahia, Ceará, Paraíba, Maranhão e Sergipe. "A gente termina a contabilidade tendo feito o transporte de mais de 600 pacientes do Amazonas para outros estados. E mais de 60 de Rondônia. Hoje a gente já teria dificuldade bem maior de fazer esse transporte porque todo mundo está no seu limite. Quase todo o Brasil recebeu pacientes do Amazonas" - Carlos Lula, presidente do Conass. 250 mil mortos O Brasil ultrapassou a marca de 250 mil mortos devido à Covid-19 nesta quarta-feira (25). O número foi atingido em meio à falta de uma campanha de vacinação e com as novas variantes circulando. Especialistas citam o ritmo acelerado de transmissão e de mortes, consequência da falta de medidas de isolamento e de restrições impostas pelo Estado. O registro do primeiro óbito por Covid-19 no Brasil ocorreu em 12 de março, e foram necessários 100 dias para que o número chegasse a 50 mil – marca atingida em 20 de junho do ano passado. Entre a cifra de 200 mil, atingida em 7 de janeiro de 2021, e a de 250 mil, passaram-se 48 dias. O ritmo das mortes deve continuar acelerando. O país pode atingir 300 mil mortes ainda no mês de março. Brasil chega a 250 mil mortes por Covid-19 com ritmo acelerado de óbitos Elcio Horiuchi/G1 VÍDEOS: novidades sobre a vacina Veja Mais

Um ano de coronavírus no Brasil: os bastidores da descoberta do primeiro caso oficial

Glogo - Ciência Profissionais da saúde que realizaram o primeiro diagnóstico da infecção pelo novo coronavírus no país revelam os momentos de planejamento e incerteza antes e depois da confirmação do resultado positivo inédito. Com controle precário e vacinação lenta, é possível que país conviva com o coronavírus por muito tempo ainda Getty Images via BBC O infectologista Fernando Gatti estava descansando em casa quando seu celular tocou por volta das 20h do dia 24 de fevereiro de 2020, uma Segunda-Feira de Carnaval. Brasil chega a 250 mil mortos com ritmo acelerado de óbitos por Covid-19; especialistas culpam falta de medidas de isolamento Investigação aponta que 1ª morte por coronavírus no Brasil ocorreu em janeiro, diz ministério Um ano de coronavírus? O que se sabe sobre a data do 1º caso e como o 17 de novembro entrou na lista de marcos da pandemia Do outro lado da linha, um médico que trabalhava no plantão do pronto-socorro do Hospital Israelita Albert Einsten, na zona sul de São Paulo, tinha uma pergunta importante: ele deveria ou não pedir um teste de covid-19 para um paciente que apresentava sintomas de gripe e tinha acabado de voltar de uma viagem à Itália? Gatti, que é coordenador médico do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Einstein, não teve dúvidas, e orientou seu colega a realizar o exame. Em poucas horas, já no dia 25, o laudo deu a notícia que todo o Brasil sabia que viria, mais cedo ou mais tarde: o primeiro caso de covid-19 havia sido oficialmente detectado no país. Mas antes de entrar nos detalhes desta história, é preciso retroceder algumas semanas para entender qual era o clima e o contexto no Brasil e no mundo. Casa arrumada para o caos As primeiras notícias sobre uma "pneumonia misteriosa" que estava afetando algumas partes da China começaram a surgir na mídia internacional no final de dezembro de 2019. Relembre: Doença provocada pelo novo coronavírus é batizada de Covid-19 pela OMS A informação de que a doença era causada por um novo tipo de coronavírus foi transmitida por cientistas chineses e divulgada a partir do dia 8 de janeiro de 2020. Rapidamente, a cidade de Wuhan, capital da província de Hubei, foi identificada como epicentro da crise sanitária e teve seus aeroportos, portos, ferrovias e rodovias bloqueadas, numa tentativa de conter a disseminação do agente infeccioso. Pessoas são vistas usando máscaras de proteção e capas de chuva, em Wuhan, na província central de Hubei, na China - abril/2020 Noel Celis/AFP Mas já era tarde demais: logo apareceram casos em outras partes da China e o agente infeccioso foi identificado em países próximos, como Japão e Tailândia. Os episódios de covid-19 se espalharam rapidamente para outros continentes e foram detectados na Europa e na América do Norte. Wuhan completa um ano do primeiro lockdown contra a Covid-19 Caso de coronavírus na Alemanha é o primeiro de transmissão interna na Europa Portanto, havia a certeza quase absoluta que o vírus chegaria em algum momento ao Brasil ainda no primeiro trimestre de 2020. Coronavírus: EUA aumentam nível de alerta e recomendam que americanos não viajem pra China "E nós sabemos que o público que utiliza os serviços do Einstein e de outros hospitais particulares costuma fazer muitas viagens internacionais, então já imaginávamos que o primeiro caso poderia ser diagnosticado aqui", aponta Gatti. Foi justamente pensando nessa possibilidade que o infectologista liderou uma verdadeira força-tarefa para organizar a instituição para o que viria pela frente. "Desde o início de janeiro de 2020 nós fizemos treinamentos para deixar toda a equipe preparada e reforçamos os estoques de equipamentos de proteção, como as máscaras, os aventais, as luvas, os óculos e o face shield", lembra. Segundo Gatti, outra decisão importante foi a de ampliar a suspeita de covid-19 para todos aqueles que tivessem feito viagens internacionais e apresentassem sinais sugestivos de uma infecção respiratória. "Naquele momento, a Organização Mundial da Saúde só preconizava a realização de exames para aqueles indivíduos com sintomas que tinham retornado da Ásia", diz. A orientação para todos os médicos que faziam plantões no Einstein era uma só: ligar para o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar caso tivessem qualquer dúvida sobre a necessidade de fazer o teste para detectar o novo coronavírus nos pacientes que ingressavam pelo pronto-socorro da instituição. Pequim confirma primeira morte pelo novo coronavírus; vítimas fatais passam de cem O primeiro de 10 milhões E esse protocolo foi seguido à risca naquela noite de 24 de fevereiro. Poucas horas depois, já na madrugada do dia 25/02, Gatti recebeu uma nova ligação em seu telefone: o Laboratório de Biologia Molecular do Einstein havia concluído a análise da amostra de material colhida do paciente e tinha encontrado o novo coronavírus ali. Entre janeiro e fevereiro, os cientistas da instituição haviam examinado cerca de 20 a 30 casos suspeitos por semana, mas todos voltavam com resultados negativos. A virologista Rúbia Anita Santana, coordenadora do Setor de Biologia Molecular do Einstein, se recorda da dificuldade em encontrar materiais e insumos num momento em que as informações sobre o novo coronavírus estavam absolutamente desencontradas. "Não existia no mercado nenhum kit de detecção pronto. Nós tivemos que desenvolver um novo produto do zero, para estarmos preparados quando a doença chegasse no Brasil", conta. Santana mal sabia que, passados alguns meses dessas primeiras experiências, ela e sua equipe precisariam fazer até 80 mil testes de covid-19 ao mês. "Reestruturamos completamente nosso espaço e nosso fluxo de trabalho. Foi muito desafiador", destaca. Ao receber a informação do laudo positivo, Santana, Gatti e a equipe do laboratório repetiram o exame novamente, para ter certeza de que não havia acontecido algum percalço no procedimento ou algum problema nos equipamentos do laboratório. "Esse segundo teste foi processado durante a madrugada e, na manhã do dia 25, eu já estava no hospital quando ficamos sabendo que o resultado era mesmo positivo", diz o infectologista. Após a confirmação, o imunologista Luiz Vicente Rizzo, diretor do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, ficou responsável por levar a notícia ao alto comando do hospital. "O protocolo já estava pronto e, quando o resultado saiu, as lideranças foram notificadas para seguir com o plano de divulgação", descreve. Antes de comunicar a imprensa e a sociedade, porém, as amostras do paciente foram enviadas para o Instituto Adolfo Lutz, que é o laboratório referência para a análise de doenças infecciosas no Estado de São Paulo. Uma terceira rodada de testes, que se alongou pela tarde e pela noite da terça-feira (25/02), confirmou mais uma vez que se tratava mesmo do primeiro caso de covid-19 no Brasil. O anúncio oficial foi feito no dia seguinte, na manhã da quarta-feira de cinzas, 26 de fevereiro, por Luiz Henrique Mandetta, o então ministro da Saúde. "Agora, com o primeiro caso confirmado no Brasil, vamos ver como o vírus vai se comportar em um país tropical em pleno verão. É um vírus novo, que pode ou não manter o mesmo padrão de comportamento de transmissão que tem no hemisfério norte, com o frio", discursou Mandetta naquele dia. No mesmo evento, o então ministro da Saúde também descartou a possibilidade de fechar as fronteiras ou fazer testagem em aeroportos. "[Isso] não tem eficácia nenhuma, porque os pacientes podem ter o vírus sem apresentar sintomas. Essa é mais uma doença que a humanidade vai ter que enfrentar." Ministério da Saúde confirma primeiro caso do novo coronavírus no Brasil Vale dizer, no entanto, que o caso identificado no Einstein, como descrito acima, foi o primeiro detectado de forma oficial. Estudos posteriores divulgados a partir de maio de 2020 mostraram que o vírus já circulava pelo país muito antes dessa data — e se aproveitou das aglomerações e da falta de medidas de restrição para criar cadeias de transmissão Brasil adentro. Evoluções e recaídas À época, o primeiro diagnosticado com covid-19 no Brasil estava com 61 anos, morava em São Paulo e havia retornado de uma viagem pela Itália, onde permanecera entre os dias 9 e 21 de fevereiro. A situação da Itália, mais especificamente na região da Lombardia, foi bastante dramática nos primeiros meses da pandemia. Cenas de caminhões militares transportando caixões pelas ruas da comuna de Bergamo foram um dos símbolos mais fortes da crise de saúde pública que abateu a Europa naquele momento. Com incômodos como tosse, febre, dor de garganta e coriza, o paciente foi avaliado pelos médicos do Einstein e, como não apresentava sinais de complicação, acabou liberado para seguir o tratamento em casa, com orientações de quarentena bastante restritas. Seu estado clínico era checado várias vezes ao dia por meio de conversas telefônicas e mensagens de WhatsApp. "Uma semana depois, ele precisou ser internado porque a febre persistia. Durante a hospitalização, nós encontramos uma pneumonia bacteriana, que costuma ser um quadro associado a covid-19 em cerca de um terço dos casos", estima Gatti. Após o tratamento adequado, a infecção nos pulmões acabou controlada e logo a alta hospitalar foi dada. Gatti lembra que o paciente se mostrou bastante incomodado com a cobertura jornalística de sua condição de saúde. Ele sentia que as reportagens o apontavam como culpado por trazer a covid-19 ao Brasil — e hoje em dia não há dúvidas que o coronavírus já circulava por aqui antes de 26/02 e teve múltiplas entradas no país, com vários passageiros que retornaram já infectados de viagens internacionais. O outro lado do consultório Mas as complicações após o primeiro diagnóstico não se limitaram ao paciente. O médico também acabou sentindo abalos na própria saúde. "Em março, eu tive um episódio de burnout e precisei tirar uma licença do trabalho durante dez dias", revela Gatti. Burnout é uma enfermidade psiquiátrica marcada pelo completo esgotamento físico e emocional que impede a pessoa de trabalhar ou fazer qualquer atividade. O infectologista diz que parte de sua condição se deveu à frustração de lidar com uma doença nova, em que não havia conhecimento suficiente para oferecer o melhor tratamento a quem precisa de ajuda. "Nós perdemos muitas vidas e é muito difícil comunicar a família. Depois de cada dia, sempre ficava pensando o que podia ter feito de diferente, de melhor, e não encontrava respostas", comenta. A crise só foi superada graças ao apoio psiquiátrico. "Nós precisamos falar mais sobre o esgotamento e a sobrecarga de trabalho que afetam todos os profissionais de saúde que estão na linha de frente da pandemia", alerta Gatti. Um ano depois, as lições Passados 12 meses do primeiro diagnóstico oficial, o Brasil contabiliza mais de 10,2 milhões de casos e quase 250 mil mortes pela covid-19. Brasil registra 3ª maior média móvel de mortes por Covid da pandemia, com 1.370 anotadas no último dia Brasil já identificou novas variantes em exames de 204 pacientes com coronavírus, diz Ministério da Saúde Até o momento, o Brasil é o país com o segundo número mais alto de óbitos de todo o mundo e o terceiro na quantidade de infectados em números absolutos. Mas o que será que um ano de pandemia nos deixou de ensinamento? A BBC News Brasil fez essa pergunta para os três profissionais que estiveram envolvidos com o episódio dos dias 24, 25 e 26 de fevereiro de 2020. Para Rizzo, a covid-19 escancarou a necessidade de investimentos na ciência colaborativa dentro do Brasil e no mundo. "Enquanto cientistas, precisamos estar mais abertos para trabalhar em conjunto e entender que é impossível viver sem pesquisa. Se nós tivéssemos mantido os estudos sobre o Sars-CoV, o vírus causador da Síndrome Aguda Respiratória Grave (Sars) de 2003, talvez hoje entendêssemos um pouco melhor o coronavírus atual e já tivéssemos tratamentos para ele", analisa. O especialista destaca a façanha do desenvolvimento de uma vacina em menos de um ano e do esforço para estudar e conhecer os possíveis efeitos de diversos medicamentos contra a covid-19. Santana sublinha a necessidade de lidar com o imprevisível e, de certa maneira, estar preparado para isso. "O coronavírus fez a gente voltar ao jardim de infância da virologia e reaprender muito do que sabíamos sobre doenças infecciosas. Ele tem características únicas, muito diferentes daquilo que já tínhamos visto", raciocina. Por fim, Gatti entende que a comunicação e o trabalho em equipe foram decisivos para salvar muitas vidas. "A pandemia deixou ainda mais nítida a noção de que a saúde não depende só do médico. A equipe multidisciplinar composta de enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas e os demais profissionais é decisiva para a melhora do paciente", defende o infectologista. No cenário em que a vacinação contra a covid-19 está disponível e sinaliza que a pandemia acabará (num futuro ainda distante), os exemplos do passado recente nos permitem lembrar o início de um ano que mudou o Brasil e o mundo para sempre. Vídeos: quais são as novidades sobre as vacinas contra Covid Veja Mais

Moderna anuncia que vacina contra variante do coronavírus da África do Sul está pronta para testes em humanos

Glogo - Ciência Farmacêutica diz que criou imunizante específico contra a nova variante por 'precaução', já que a primeira vacina, já em distribuição, também é eficaz. Enfermeira retira dose de frasco da vacina da Moderna contra a Covid-19 durante vacinação em Los Angeles, nos Estados Unidos, no dia 10 de fevereiro. Frederic J. Brown/AFP A empresa americana de biotecnologia Moderna anunciou nesta quarta-feira (24) que está pronta para os testes em humanos de uma nova vacina contra a Covid-19, desenvolvida especificamente para a variante detectada na África do Sul. "Esperamos ansiosos o início dos testes clínicos" - Stéphane Bancel, diretor-executivo da Moderna. A variante sul-africana do Sars CoV-2, a 501Y.V2, é considerada uma das mais perigosas porque os cientistas acreditam que ela é capaz de escapar de alguns dos bloqueios que os anticorpos estabelecem contra as versões antigas do vírus. Por isso, as pessoas infectadas anteriormente com as outras variantes podem ser mais suscetíveis a voltar a desenvolver a Covid-19 com a 501Y.V2. Além disso, as pesquisas sugerem que a proteção da primeira geração de vacinas é menor contra a nova variante da África do Sul, embora a maioria ainda seja eficaz. A farmacêutica reafirmou que sua outra vacina já aprovada - que já está em fase de distribuição - tem capacidade "neutralizante" contra a variante sul-africana, mas que por "precaução" decidiu aplicar mais de uma estratégia. Estudo confirma eficácia de 94,1% da vacina contra Covid-19 da Moderna Reino Unido aprova vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Moderna Que vacina é essa? Moderna De acordo com a farmacêutica, uma possível estratégia contra a variante sul-africana pode ser o uso do novo imunizante como uma dose de reforço, combinada com as duas doses da atual vacina contra a Covid-19. Produção A Moderna informou que também aumentou a expectativa de produção de vacinas em 2021 para 700 milhões de doses no mundo todo e que, além disso, avalia outras possíveis melhoras em seu processo de manufatura que poderiam elevar a produção para até 1 bilhão de doses. A empresa disse ainda que está investindo em sua capacidade adicional de fabricação, o que deve levar sua produção global em 2022 para cerca de 1,4 bilhão de doses. Em janeiro, os Estados Unidos descobriram o primeiro caso da variante sul-africana e, desde então, ela apareceu em diversos estados. Estudos sugerem que ela pode ser mais resistente às vacinas existentes do que outras variantes do coronavírus. Por enquanto, o Ministério da Saúde não confirmou um caso da 501Y.V2 no Brasil. Farmacêutica Moderna afirma que sua vacina é 94,5% eficaz contra Covid-19 Veja Mais

Dose única da vacina da Johnson é eficaz contra Covid-19 e contra variante sul-africana, aponta agência americana

Glogo - Ciência FDA diz que imunizante mostrou 86% de eficácia contra formas graves nos Estados Unidos e 82% na África do Sul. Vacina é a única em etapa avançada de testes administrada com apenas uma dose. A Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos publicou um documento nesta quarta-feira (24) afirmando que a vacina produzida pela Johnson&Johnson, administrada em dose única, oferece alta proteção contra os casos graves e mortes por Covid-19, inclusive contra a variante sul-africana, além de reduzir a transmissão do vírus nos vacinados. Johnson diz que pode vender vacina contra a Covid-19 ao Brasil em 'quantidade' e 'condições' que dependem de acordo com Ministério da Saúde Pacheco se reúne com laboratórios para tentar viabilizar vacina da Pfizer e da Johnson Segunda a FDA, a vacina teve eficácia geral nos Estados Unidos de 72% e de 64% contra a variante sul-africana. A eficácia na África do Sul foi sete pontos superior aos dados anteriores divulgados pela Johnson (veja abaixo). Em relação às formas graves da doenças, a vacina mostrou 86% de eficácia nos Estados Unidos e 82% contra as formas severas da variante na África do Sul. Vacina contra Covid da Johnson & Johnson tem eficácia de até 85% pra prevenção de casos graves e só precisa de uma dose Apesar da vacina de Johnson ter uma taxa de eficácia geral mais baixa do que as da Moderna e Pfizer/BioNTech, administradas em duas doses e com eficácia em torno de 95%, na África do Sul a vacina é a que se apresentou mais eficaz. A vacina usa a tecnologia de vetor viral e é a única em etapa avançada de testes com apenas uma dose. Mais de 44 mil pessoas nos EUA, América Latina e África do Sul participaram dos seus testes. Entre os latinos, além do Brasil, os testes foram realizados na Argentina, no Chile, na Colômbia, no México e no Peru. Segundo a Anvisa, 7.560 brasileiros são voluntários nos testes. No Brasil, a Johnson ainda não entrou com o pedido de uso emergencial ou pedido de registro à Anvisa. Nos EUA, a empresa pediu o uso emergencial ao FDA no dia 4 e, de acordo com o jornal New York Times, a agência pode dar a autorização já no próximo sábado (27). Eficácia apresentada pela Johnson Na sexta-feira (29), a Johnson anunciou que a vacina teve 66% de eficácia em prevenir casos moderados e graves, informação confirmada nesta quarta pelo FDA. Considerados apenas os casos graves, o nível de proteção foi de 85%. Nenhuma pessoa vacinada morreu de Covid. A eficácia da vacina para pacientes com casos leves da doença não foi divulgada, e os resultados ainda não foram publicados em revista científica. O que já sabemos sobre a vacina da Johnson contra a Covid-19 Mundo pesquisa 236 vacinas e já testa 16 em humanos, mas poucas têm chance de chegar ao Brasil, avaliam especialistas Agência recomenda uso da vacina de Oxford na União Europeia A vacina da Johnson é uma das que foram testadas no Brasil. Por isso, a empresa pode entrar com o pedido de uso emergencial na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que determinou que só pode haver liberação emergencial de vacinas testadas em voluntários brasileiros. Ainda segundo a Johnson, o imunizante também funcionou contra a variante da África do Sul, mais contagiosa. Veja os principais pontos do anúncio da Johnson: Considerando todos os ensaios de fase 3 – em 8 países, incluindo Estados Unidos, Brasil e África do Sul – a vacina teve 66% de eficácia contra casos moderados e graves de Covid 28 dias após a vacinação. Isso significa uma redução de 66% nos casos moderados e graves de Covid no grupo vacinado em relação ao grupo não vacinado. Nos ensaios dos EUA, a eficácia contra casos moderados e graves foi de 72%; na América Latina, de 66%; na África do Sul, onde uma variante mais contagiosa do coronavírus está circulando, a eficácia foi de 57%. Considerados apenas os casos graves, em todas as regiões, a eficácia da vacina chegou a 85%. Isso significa uma redução de 85% nos casos graves de Covid no grupo vacinado em relação ao grupo não vacinado. A proteção começou 14 dias após a vacinação. A eficácia da vacina aumentou com o passar do tempo: não houve nenhum caso grave de Covid nos participantes vacinados 49 dias após a aplicação da vacina. A vacina garantiu 100% de proteção contra hospitalização e morte por Covid 28 dias depois da vacinação. Após essa data, ninguém foi hospitalizado ou morreu de Covid. A proteção foi, de forma geral, "consistente" em todos os participantes, independentemente da raça ou idade – inclusive em adultos acima de 60 anos. A vacina pode ser armazenada por pelo menos 3 meses em temperaturas de 2ºC a 8ºC – o que é compatível com a rede de frio de vacinação usada no Brasil hoje. Em temperaturas de -20ºC, ela fica estável por dois anos, estima a Johnson. Vacina da Johnson teve eficácia de 66% contra casos moderados e graves de Covid-19 Perfil dos voluntários 34% dos participantes no mundo tinham mais de 60 anos (14.672, no total). 55% eram homens e 45%, mulheres. 59% eram brancos; 45% eram hispânicos e/ou latinos; 19% eram negros/afroamericanos; 9% americanos nativos (indígenas) e 3%, asiáticos. 41% dos voluntários tinham uma comorbidade associada a maior risco de Covid grave: 28,5% tinham obesidade, 7,3% tinham diabetes tipo 2, 10,3% tinham hipertensão e 2,8% tinham HIV. Outros participantes com doenças do sistema imune também participaram dos ensaios. Outras vacinas e aprovações Com o anúncio da Johnson, já são 8 imunizantes ao redor do mundo que tiveram seus dados de eficácia divulgados pelas próprias farmacêuticas ou publicados em revista científica. Quando a publicação acontece, isso significa que os resultados foram avaliados e validados por outros cientistas. Até agora, as seguintes vacinas tiveram seus dados publicados em revista: Pfizer/BioNTech: 95% de eficácia Moderna: 94,1% de eficácia Oxford/AstraZeneca: 70,4% de eficácia Outros 5 desenvolvedores apenas divulgaram a eficácia de suas vacinas, sem publicar estudos: Sputnik V: 91,4% de eficácia Novavax: 89,3% de eficácia Sinopharm: 79,3% de eficácia Johnson: 66% de eficácia contra casos moderados e graves CoronaVac: 50,38% de eficácia Veja VÍDEOS com novidades sobre as vacinas da Covid-19: Veja Mais

Aliança Covax distribuirá 237 milhões de vacinas contra Covid a 142 nações até fim de maio, diz OMS

Glogo - Ciência 3,2 milhões de doses foram enviadas à Nigéria nesta terça-feira (2). O lote será distribuído entre os países africanos. Mecanismo já enviou doses à Gana, Costa do Marfim, Nigéria e Colômbia. Nigéria é o terceiro país do Covax a receber vacinas da OMS nesta terça (2). WHO A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que entregará 237 milhões de vacinas da farmacêutica AstraZeneca com a Universidade de Oxford a 142 nações até o fim de maio por meio da aliança Covax, um mecanismo internacional para garantir a distribuição equitativa de vacinas contra a Covid-19 pelo mundo. Segundo um comunicado publicado pela OMS na segunda-feira (1), o cronograma para a entrega das doses do Covax prevê dois agendamentos de dois meses, sendo o primeiro em fevereiro-março e o segundo em abril-maio. Tais previsões, porém, dependem de fatores externos como "exigências regulatórias nacionais, disponibilidade de suprimentos e cumprimento de outros critérios, como mobilização nacional confirmada e planos de vacinação", disse o comunicado. Nesta terça-feira (2), 3,2 milhões de doses da Covax foram enviadas à Nigéria. O lote será distribuído entre os países africanos. Initial plugin text A distribuição das vacinas já adquiridas pelo Covax começou na semana passada. Gana e Costa do Marfim receberam as primeiras doses até o momento. Segundo a agência Reuters, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que Angola, Camboja, Nigéria e República Democrática do Congo deverão receber as vacinas do mecanismo ainda nesta terça. 280 milhões de doses para as Américas A Colômbia se tornou o primeiro país das Américas a receber doses do Covax na segunda-feira (1). Nos próximos dias, Peru, El Salvador e Bolívia deverão receber os próximos lotes. A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) informou em fevereiro que as Américas e o Caribe deverão receber 280 milhões de vacinas da aliança liderada pela OMS contra a Covid-19 até o final de 2021. 10,6 milhões de doses para Brasil Covax Facility anuncia 10,6 milhões de vacinas contra a Covid-19 para o Brasil O Brasil, membro do mecanismo, deve receber 10,6 milhões de doses da vacina desenvolvida pela AstraZeneca com a Universidade de Oxford no primeiro semestre. Segundo cálculos da Covax, a previsão é que o país receba: Entre 2.668.200 e 3.735.480 de doses até março (25% a 35%) Entre 6.937.320 e 8.004.600 de doses até junho (65% a 75%) Vídeos: novidades sobre vacinas contra a Covid-19 Veja Mais

Meteoro ilumina o céu do Reino Unido; veja vídeo

Glogo - Ciência Fenômeno que produz uma espécie de 'bola de fogo' pôde ser avistado por moradores de toda a Grã-Bretanha. VÍDEO: Meteoro 'bola de fogo' ilumina o céu noturno na Inglaterra Um meteoro iluminou o céu do Reino Unido na noite deste domingo (28), informou a rede britânica de observação UK Meteor Network. Uma das câmeras usadas pelo serviço flagrou o momento em que o meteoro cortou o céu de Wiltshire, condado no sudoeste da Inglaterra (veja VÍDEO acima). As imagens, em preto e branco, capturam o instante em que a bola de fogo aumenta seu brilho ao se aproximar do solo. Câmera flagra meteoro no céu do Canadá Meteoro é avistado nos céus do Japão Meteoro ilumina o céu do Reino Unido em 28 de fevereiro de 2021 Reprodução/Reuters A instituição recebeu cerca de 800 de relatos e vídeos desta queda que ocorreu por volta das 22h (local, 19h em Brasília) – segundo a rede, o rastro de luz foi visto por moradores de toda a Grã-Bretanha. A UK Meteor Network traçou uma possível trajetória do meteoro que sugere uma queda próxima à cidade de Gloucester, próxima a fronteira com o País de Gales. Alguns dos relatos recebidos pela rede de observação descrevem os barulhos produzidos pela queda do meteoro como uma "explosão sônica" e "um estrondo". VÍDEOS mais vistos do G1 Veja Mais

O comportamento de risco dos adultos que torna ainda mais desafiadora a reabertura de escolas

Glogo - Ciência Mesmo os adultos que estão fora da escola podem influenciar a segurança sanitária dentro dela, apontam pesquisadores e a OMS. Crianças chegam para o primeiro dia de aulas desde o início da pandemia de Covid-19 em Scarborough, na província de Ontário, no Canadá, no dia 15 de setembro. Carlos Osorio/Reuters À medida que redes estaduais, municipais e privadas de todo o país avançam ou recuam nos projetos de reabertura (mesmo que parcial) de escolas, e enquanto o Brasil vive seu momento mais crítico na pandemia até agora, as atenções naturalmente se voltam aos cuidados de higiene, à infraestrutura física escolar e ao distanciamento social praticados por estudantes. Embora tudo isso seja indiscutivelmente crucial, é importante também ter em mente que o principal agente de contágio nessa cadeia pode não ser a criança, mas sim o adulto — até mesmo adultos que sequer estejam dentro da escola. Esse alerta, ainda mais válido em um momento de alta das infecções no país, vem tanto de estudiosos quanto da Organização Mundial da Saúde (OMS) — que explicam que, nos focos de Covid-19 identificados em escolas pelo mundo (até agora, relativamente poucos), acredita-se que, na maioria dos casos, o vírus tenha sido levado para lá dentro por conta do comportamento de adultos próximos, e não do das crianças. VÍDEO: Jovens sem máscaras se aglomeram em festa clandestina em São Joaquim da Barra, SP Festas com jovens sem máscara e aglomerados são encerradas após operações em Goiás; vídeos "Na maior parte do tempo, as crianças são infectadas pelos adultos — em geral um adulto da própria família", diz à BBC News Brasil o médico francês François Angoulvant, especialista em emergências pediátricas. Durante toda a pandemia, Angoulvant e 12 colegas têm estudado o comportamento de doenças infecciosas em crianças e adolescentes em Paris, a partir dos dados de 972 mil atendimentos em seis pronto-socorros infantis da capital francesa e arredores, entre 2017 e 2020. Durante o primeiro lockdown na França, em junho e julho, quando as escolas ficaram fechadas, as visitas e internações em pronto-socorros pediátricos caíram, respectivamente, 68% e 45% em relação a anos anteriores — ou seja, as crianças ficaram muito menos doentes de modo geral, de males como bronquiolite ou gripe, por exemplo. Quando o lockdown foi aliviado para todos e as escolas reabriram, esses atendimentos pediátricos voltaram a subir, à medida que os franceses relaxaram nas medidas de distanciamento social. No entanto, no segundo lockdown francês, as escolas se mantiveram abertas com medidas de controle, mas o governo endureceu o isolamento para a população adulta. Daí, mesmo com as aulas presenciais em curso, as infecções infantis voltaram a cair em Paris. As "lições inesperadas" desses resultados, diz Angoulvant, são de que o adulto tem um papel fundamental na transmissão de doenças infecciosas para as crianças, e isso é particularmente importante no caso da Covid-19 — uma vez que estudos até agora apontam que crianças de até dez anos adquirem e transmitem o vírus com muito menos frequência do que as mais velhas ou os adultos. Responsabilidade Foto mostra aula em novembro na Escola Municipal de Aplicação Carioca Coelho Neto, no Rio de Janeiro, enquanto algumas escolas retomam a abertura gradual. Pilar Olivares/Reuters As conclusões dos pesquisadores franceses são reforçadas por um levantamento de outubro de 2020 da OMS, compilando estudos e informações globais a respeito da volta às aulas. Destacando que os estudos até agora têm alcance limitado, a OMS afirmou que, nos surtos identificados dentro de escolas, "na maioria dos casos de Covid-19 em crianças a infecção foi adquirida dentro de casa". "Nos surtos escolares, a probabilidade maior era de que o vírus tivesse sido introduzido por adultos", prossegue o documento. "A transmissão funcionário-para-funcionário foi a mais comum; (a transmissão) entre funcionários e estudantes foi menos comum; a mais rara foi de estudante para estudante." Em última instância, portanto, manter a segurança sanitária das escolas abertas é obrigação primordial de gestores, mas também responsabilidade coletiva de toda a sociedade, explicam os especialistas. Aglomerações, deslizes no uso de máscara ou outros comportamentos de risco adotados por adultos que têm contato (mesmo que pequeno ou esporádico) com crianças podem acabar, inadvertidamente, levando o coronavírus para dentro do ambiente escolar. O risco de 'baixar a guarda' François Angoulvant diz que esse risco aumenta quando os adultos, às vezes sem querer, baixam a guarda nas medidas básicas de distanciamento social. É o que ele observa na França. "Temos esse problema até com profissionais de saúde. Nos focos ocorridos entre eles, na maioria das vezes (o coronavírus) não veio dos pacientes, mas (da interação entre) os próprios profissionais – por exemplo, quando almoçam juntas ou tomam café, lado a lado, oito pessoas na mesma sala", explica. "Quando estão interagindo com os pacientes, eles (profissionais de saúde) colocam máscaras e tomam todos os cuidados. Mas entre si, eles relaxam. Isso vale para qualquer profissão, quando se adotam comportamentos de risco", prossegue o médico. "Quando a variante britânica do coronavírus (considerada mais infecciosa) chegou à França, uma das infectadas era uma francesa que morava no Reino Unido e estava de férias em Marselha. Em uma semana, essa mulher havia feito contato com outras 42 pessoas. Quarenta e duas pessoas! São mais (contatos interpessoais) do que eu faço em três meses. As pessoas precisam ser responsáveis." De modo geral, os dados internacionais têm mostrado que o nível de contaminação entre crianças acompanha o dos adultos – ou seja, sobe ou desce, embora em menor quantidade, à medida que a quantidade de infecções sobe ou desce entre adultos. "Elas (crianças) parecem mais seguir a situação do que impulsioná-la", disse à revista Nature o epidemiologista Walter Haas, do Instituto Robert Koch, em Berlim. Desse modo, os estudos apontam que um ambiente escolar com condições sanitárias adequadas, boa ventilação, restrições ao número de pessoas e medidas de distanciamento social não ofereceria um risco excessivo para professores e demais profissionais. "Todos estamos em risco, mas acho que se você trabalha em um supermercado corre mais risco do que se trabalha em uma escola", defende o francês Angoulvant. No entanto, muitos estudos só recomendam a volta às aulas presenciais quando a transmissão comunitária está sob controle na comunidade – o que não é o caso do Brasil no momento, que bateu na quinta-feira a marca de mais de 1,5 mil mortes por Covid-19 em 24h. Diante de UTIs lotadas, alguns Estados e municípios decidiram adiar a reabertura de suas escolas. Além disso, muitos educadores brasileiros rejeitam comparações com outros países, afirmando que esses paralelos não levam em conta as desigualdades sociais daqui ou deficiências do poder público em sua obrigação de garantir as medidas sanitárias básicas nas escolas. O que traz preocupações adicionais, principalmente no momento em que os níveis de contágio continuam alto pelo país, com números exorbitantes de infecções e mortes. Aqui no Brasil, de modo geral, não é fácil – nem historicamente nem agora, no caso da Covid-19 – averiguar a direção do contágio entre crianças, explica à BBC News Brasil o epidemiologista Paulo Lotufo, professor da Faculdade de Medicina da USP. "No caso da Covid-19, ainda é uma doença muito recente para termos muitas informações, e a volta às aulas tem sido muito heterogênea (entre os diferentes Estados e municípios)", diz. "Mas a gente sabe há muito tempo que a volta às aulas do verão, mais do que a do inverno, costuma ocorrer depois de as crianças terem feito viagens – e isso pode trazer consigo um mix de vírus e bactérias." No entanto, é indiscutível, diz Lotufo, que as ações dos adultos podem ter efeitos colaterais dentro das escolas. "A responsabilidade do adulto sempre foi crucial (nesta pandemia). Aquele tio que aparece para jantar pode contaminar o sobrinho, que contamina cinco amigos na escola e que levam o vírus para os pais", diz. E esse ciclo pode eventualmente tornar a sala de aula um foco do novo coronavírus, principalmente se não for adotado um protocolo rígido pelas escolas e respeitado pelos pais, alunos e equipes. Isso tem sido cobrado do poder público por entidades representantes de educadores. "Nós continuamos bastante preocupados com a situação da pandemia em nosso país. Não observamos alteração da condição política nem segurança sanitária para fazer um retorno às aulas presenciais", disse o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Manoel Gomes Araújo Filho, em entrevista recente à Agência Brasil. Do lado dos pais, apenas uma minoria (19%) disse confiar "muito" na capacidade de escolas públicas brasileiras se adequarem aos protocolos de segurança sanitária na reabertura, segundo pesquisa do Datafolha feita com 1.015 pais e responsáveis entre novembro e dezembro, sob encomenda de fundações educacionais. Ao mesmo tempo, ao menos 65% deles temiam os efeitos das escolas fechadas no desenvolvimento de seus filhos, após quase um ano sem aulas presenciais. No âmbito das escolas particulares, sindicatos de professores acusam alguns estabelecimentos de ensino de estarem autorizando mais alunos nas aulas presenciais do que o permitido pelas autoridades de saúde. O impacto das novas variantes do coronavírus Todo esse cenário pode ser agravado pelas novas variantes do coronavírus em circulação no Brasil e no mundo. Um ponto importante, diz François Angoulvant, é que dados vindos do Reino Unido – onde as escolas foram temporariamente fechadas na tentativa de conter o avanço da variante britânica – parecem indicar que as crianças continuam sendo transmissoras menos eficientes do que os adultos. Adultos infectados com a variante identificada em Manaus têm 10 vezes mais vírus no corpo, aponta Fiocruz "Crianças com a variante britânica são mais contagiosas, mas muito menos do que adultos", diz o especialista francês. "No Reino Unido, o número de crianças infectadas aumentou, apesar de a escola estar fechada. O que, de novo, mostra que as crianças a maior parte do tempo são infectadas por adultos." Variantes da Covid-19: entenda como o perfil das vacinas influencia a eficácia contra as mutações No entanto, à medida que mais adultos são vacinados contra o novo coronavírus no mundo, uma preocupação crescente é de que novas variantes se desenvolvam justamente entre crianças – um público que por enquanto não tem previsão de ser vacinado, uma vez que não há testes concluídos sobre a segurança e a eficácia da vacina nele. É o que tem acontecido em Israel, onde a maioria da população adulta já foi vacinada contra a Covid-19. "As crianças representam uma proporção maior das infecções do que no início da pandemia, possivelmente por causa das novas variantes e pelo fato de que uma proporção significativa dos adultos já foi vacinada", aponta reportagem de 18 de fevereiro do jornal Times of Israel. Três dias depois, o Ministério da Educação israelense anunciou que estava colocando 27,6 mil crianças do país em quarentena. "Isso (contaminação entre jovens) é algo que não tínhamos visto nas ondas prévias do coronavírus", afirmou o ministro da Saúde, Yuli Edelstein, ao Jerusalem Post. Síndrome inflamatória multissistêmica Síndrome inflamatória multissistêmica é um raro efeito tardio em crianças que tiveram Covid-19 E, se a contaminação cresce na população infantil, um possível desdobramento preocupante é que haja mais casos de síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P), uma rara, mas perigosa doença que acomete uma pequena parcela das crianças e adolescentes que entram em contato com o Sars-CoV-2. Brasil teve 736 casos e 46 mortes de crianças e adolescentes por síndrome associada à Covid desde início da pandemia, diz ministério Em geral, essas crianças adoecidas passam sem dificuldades pela Covid-19 (muitas vezes, assintomáticas ou apenas com sintomas leves), mas algumas semanas depois da infecção desenvolvem sintomas mais graves, como febre persistente (ao menos três dias), mal-estar e, em parte dos casos, problemas gastrointestinais (como diarreia, vômito e dores abdominais), manchas e coceiras no corpo e conjuntivite. No caso desses sintomas, é preciso procurar urgentemente o atendimento médico, uma vez que a síndrome pode atacar múltiplos órgãos simultaneamente – causando problemas cardíacos, renais, respiratórios, gástricos, entre outros, informam os CDCs, centros americanos de controle de doenças. Nos EUA, os CDCs identificaram, até 8 de fevereiro, 2.060 casos de SIM-P, com 30 mortes. No Brasil, o Boletim Epidemiológico mais recente do Ministério da Saúde, de outubro de 2020, identificou 319 casos entre crianças de adolescentes de 0 a 19 anos, com 23 mortes. O mais importante no caso da SIM-P é buscar atendimento rápido no caso de sintomas persistentes, afirma François Angoulvant, que também é coautor de um estudo recém-publicado no periódico JAMA sobre o tratamento da doença. Segundo o estudo, um tratamento ágil, incluindo corticosteroides, consegue prevenir o agravamento dos quadros. "Se identificamos mais cedo, tratamos mais cedo, diminui-se muito a necessidade de UTI e a melhora é mais rápida", diz Angoulvant. Ele ressalta, porém, que por enquanto a SIM-P continua sendo rara: atinge em torno de uma criança a cada 10 mil. Veja VÍDEOS sobre a vacinação no Brasil: Veja Mais

Brasil ultrapassa 254 mil mortes por Covid-19

Glogo - Ciência País contabilizou 10.508.634 casos e 254.263 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa. Média móvel diária de mortes bateu recorde de 1.180 no país, sem contar os dados de Roraima. Brasil registra maior média de mortes desde o início da pandemia O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h deste sábado (27). O país registrou 1.275 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 254.263 óbitos desde o começo da pandemia, no dia em que se completa um ano do 1º caso no Brasil. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias bateu recorde de 1.180, o maior número registrado desde o início da pandemia. A variação foi de +7% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de estabilidade nos óbitos pela doença. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 10.508.634 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 50.840 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 52.910 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de 19% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de alta nos diagnósticos. A alta nos casos vem após 35 dias com essa tendência indicando estabilidade. Os números não incluem os dados de Roraima, que não foram divulgados até às 20h. Onze estados e o Distrito Federal estão com alta nas mortes: BA, PB, RS, AC, MA, PA, CE, RN, PR, SC, DF, PI Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Brasil, 27 de fevereiro Total de mortes: 254.263 Registro de mortes em 24 horas: 1.275 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.180 (variação em 14 dias: +7%) Total de casos confirmados: 10.508.634 Registro de casos confirmados em 24 horas: 50.840 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 52.910 por dia (variação em 14 dias: +19%) Estados Subindo (11 estados mais o Distrito Federal): BA, PB, RS, AC, MA, PA, CE, SC, RN, PR, DF, PI Em estabilidade (11 estados): AL, GO, MG, MS, SP, MT, SE, TO, ES, RJ, RO Em queda (3 estados): PE, AP, AM Não divulgou: RR Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 deste sábado (27) aponta que 6.535.363 de pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 3,09% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 1.918.062 pessoas (0,91% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. Variação de mortes por estados Estados com número de mortes em alta Arte/G1 Estados com número de mortes em estabilidade Arte/G1 Estados com número de mortes em queda Arte/G1 Sul PR: +48% RS: +54% SC: +90% Sudeste ES: -9% MG: -12% RJ: -2% SP: +2% Centro-Oeste DF: +20% GO:-10% MS:-8% MT:+12% Norte AC:+18% AM: -51% AP:-22% PA:+61% RO:-10% RR: Não divulgou TO:+14% Nordeste AL:+10% BA:+66% CE:+42% MA:+44% PB:+33% PE:-20% PI: +58% RN:+51% SE: 0% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos sobre a vacinação contra a Covid no Brasil: Veja Mais

Comitê nos EUA recomenda aprovação de uso emergencial da vacina da Janssen contra a Covid

Glogo - Ciência Estudo mostrou que o imunizante teve 66% de eficácia contra a doença. Vacina usa a tecnologia de vetor viral, é aplicada em dose única e pode ser mantida em geladeira comum por até três meses. Que vacina é essa? Janssen (Johnson&Johnson) O comitê consultivo da agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA, da sigla em inglês) recomendou nesta sexta-feira (26) a aprovação do uso emergencial da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica Janssen, do grupo Johnson&Johnson. Johnson diz que pode vender vacina contra a Covid-19 ao Brasil em 'quantidade' e 'condições' que dependem de acordo com Ministério da Saúde Pacheco se reúne com laboratórios para tentar viabilizar vacina da Pfizer e da Johnson O relatório produzido pela comissão de especialistas (formada por pesquisadores independentes, médicos e representantes farmacêuticos) será agora avaliado pela FDA, que deve conceder - como já fez nos casos anteriores - a autorização para a aplicação do imunizante. Após a confirmação, será a terceira vacina liberada para uso nos EUA, que já contam com doses da Pfizer e da Moderna. A vacina usa a tecnologia de vetor viral e é a única em etapa avançada de testes com apenas uma dose e que pode ser mantido numa geladeira comum por até três meses. No dia 19, a farmacêutica anunciou que a vacina teve 66% de eficácia em prevenir casos moderados e graves. A vacina também foi capaz de impedir 100% das mortes e hospitalizações. Considerados apenas os casos graves, o nível de proteção foi de 85%. Nenhuma pessoa vacinada morreu de Covid. A eficácia da vacina para pacientes com casos leves da doença não foi divulgada, e os resultados ainda não foram publicados em revista científica. Mais de 44 mil pessoas nos EUA, América Latina e África do Sul participaram dos testes. Entre os latinos, os testes foram realizados no Brasil, Argentina, no Chile, na Colômbia, no México e no Peru. Segundo a Anvisa, 7.560 brasileiros são voluntários nos testes da empresa. No Brasil, a Johnson não entrou com o pedido de uso emergencial ou pedido de registro à Anvisa. Vacina contra Covid da Johnson & Johnson tem eficácia de até 85% pra prevenção de casos graves e só precisa de uma dose Eficaz contra as variantes Na quarta-feira (24), a Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos publicou um documento afirmando que a vacina produzida pela Johnson&Johnson, administrada em dose única, oferece alta proteção contra os casos graves e mortes por Covid-19, inclusive contra a variante sul-africana, além de reduzir a transmissão do vírus nos vacinados. Segunda a FDA, a vacina teve eficácia geral nos Estados Unidos de 72% e de 64% contra a variante sul-africana. A eficácia na África do Sul foi sete pontos superior aos dados anteriores divulgados pela Johnson (veja abaixo). Em relação às formas graves da doenças, a vacina mostrou 86% de eficácia nos Estados Unidos e 82% contra as formas severas da variante na África do Sul. Apesar da vacina de Johnson ter uma taxa de eficácia geral mais baixa do que as da Moderna e Pfizer/BioNTech, administradas em duas doses e com eficácia em torno de 95%, na África do Sul a vacina é a que se apresentou mais eficaz. Mundo pesquisa 236 vacinas e já testa 16 em humanos, mas poucas têm chance de chegar ao Brasil, avaliam especialistas Agência recomenda uso da vacina de Oxford na União Europeia VÍDEOS: novidades sobre as vacinas da Covid-19 Veja Mais

7 capitais têm leitos de UTI do SUS com mais de 90% de ocupação; 'pior cenário já observado', diz Fiocruz

Glogo - Ciência Boletim da Fiocruz mostra que pelo menos 17 capitais de todas as regiões do país estão com mais de 80% dos leitos de UTI ocupados. Em Porto Velho, já não há mais leitos. Ambulância leva paciente com Covid-19 para UTI em Goiás, em 22 de fevereiro. Reprodução/TV Anhanguera Boletim divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta sexta-feira (26) aponta que o Sistema Único de Saúde (SUS) vive o momento mais crítico desde o início da pandemia de coronavírus, com ocupação de mais de 80% dos leitos de UTI em pelo menos 17 capitais de todas as regiões do país. Em algumas capitais, a taxa de ocupação dos leitos de UTI para adultos ultrapassam os 90%. A situação é pior em Porto Velho, Rondônia, onde já não há mais leitos disponíveis pelo SUS, assim como em Florianópolis, com mais de 96% de lotação dos leitos. Sete capitais estão com lotação igual ou superior a 90% dos leitos de UTI: Porto Velho (RO): lotação de 100% Florianópolis (SC): lotação de 96,2% Manaus (AM): lotação de 94,6% Fortaleza (CE): lotação de 94,4% Goiânia (GO): lotação de 94,4% Teresina (PI): lotação de 93% Curitiba (PR): lotação de 90,0% "As taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos revelam o pior cenário já observado, inclusive pela sua dispersão no país", destaca o boletim, que analisou dados registrados entre 31 de janeiro e 20 de fevereiro. "O Brasil apresentou uma média de 46 mil casos, valor mais elevado que o verificado em meados do ano passado, e média de 1.020 óbitos por dia ao longo das primeiras semanas de fevereiro. Nenhum estado apresentou tendência de queda no número de casos e óbitos", diz o documento. Estamos entrando em colapso, diz secretário de saúde de Santa Catarina RO: Secretário diz que todos os leitos de UTI para Covid estão ocupados 'Natal e Região Metropolitana estão com rede de saúde colapsada', diz governadora Hospitais de Curitiba têm fila e secretária de Saúde fala em 'avalanche de casos' O boletim também destaca o esgotamento dos profissionais de saúde diante da saturação do SUS, além do lento processo de vacinação no Brasil e o surgimento das novas variantes do vírus, mais contagiosas e pouco conhecidas pela ciência. Um dos pontos mais preocupantes, segundo a Fiocruz, é que o país está em "um patamar de intensa transmissão da Covid-19". Mutação, variante, cepa e linhagem: entenda o que significam os termos Especialistas dizem que variante brasileira tem potencial de reinfectar quem já teve Covid Recorde de óbitos em 24h Brasil completa um ano de pandemia com recorde de mortes O Brasil bateu um recorde no número de mortes em apenas um dia: foram 1.582 mortes pela Covid-19 registradas na quinta-feira (25), segundo o consórcio de veículos. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.150. É o segundo recorde seguido registrado nessa média. O recorde anterior de número de mortes em 24 horas foi registrado em 29 de julho do ano passado, quando chegou a 1.554. O país tem 251.661 óbitos pela Covid-19 desde o começo da pandemia. Vídeos: novidades sobre as vacinas contra Covid-19 . Veja Mais

UTIs lotadas, alta nas mortes e explosão de casos: avanço de Covid-19 deixa estados em situação crítica

Glogo - Ciência Ao menos 13 estados enfrentam dificuldades. Brasil bateu nesta quinta recorde de mortes registradas em 24 horas: 1.582. Estados brasileiros vivem situação crítica na Saúde em razão do avanço da pandemia de Covid-19, com alta nos números de casos e de mortes causadas pela doença. Também estão na iminência de colapso, com Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) lotadas ou perto de ficar sem vagas. Em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul e em Rondônia, autoridades alertaram nesta quinta-feira (25) para o colapso nas estruturas de atendimento de saúde. Ao menos 12 estados enfrentam dificuldades (veja lista abaixo). Também nesta quinta, o Brasil bateu recorde de mortes registradas em 24 horas: 1.566 pessoas – é o maior número desde a chegada da pandemia ao país, em março de 2020. Carlos Lula, presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass), apontou alta ocupação hospitalar em Santa Catarina, Tocantins, Rondônia, Rio Grande do Sul, Bahia, Ceará, Paraíba, Maranhão e Sergipe. Ele disse que a transferência de pacientes entre estados, em consequência da situação, está comprometida. "A gente termina a contabilidade tendo feito o transporte de mais de 600 pacientes do Amazonas para outros estados. E mais de 60 de Rondônia. Hoje a gente já teria dificuldade bem maior de fazer esse transporte porque todo mundo está no seu limite", afirmou o presidente do Conass. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que a transferência de pacientes entre estados que enfrentam lotação de unidades de terapia intensiva será uma das estratégias usadas para enfrentar o que ele chamou de "nova etapa" da pandemia de Covid-19, marcada pelo alastramento da variante descoberta em Manaus. Secretários de Saúde respondem a Pazuello: ‘Todo mundo no limite’ Situação nos estados SC - Estamos entrando em colapso, diz secretário de saúde de Santa Catarina TO - Ocupação de leitos passa de 80% no Tocantins RO - Secretário diz que todos os leitos de UTI para Covid estão ocupados RS - Secretária de saúde fala em possível esgotamento de vagas nas UTIs BA - Bahia tem restrição total de atividades não essenciais e secretário alerta para colapso; número de vítimas bate recorde CE - 91% dos leitos de UTI no Ceará estão ocupados e 170 cidades têm risco altíssimo PB - Paraíba adota toque de recolher; mortes aumentaram 41% MA - Taxa de ocupação dos leitos chega a mais de 80% em São Luís SP - Toque de recolher a partir desta sexta-feira em todo o estado; estado tem recordes de pacientes internados RN - 'Natal e Região Metropolitana estão com rede de saúde colapsada', diz governadora PR - Hospitais de Curitiba têm fila e secretária de Saúde fala em 'avalanche de casos PI - Estado impôs toque de recolher em razão do número de casos e de mortes PE - Governo suspendeu cirurgias eletivas em cidades do interior e contrata mais leitos para Covid na rede privada VÍDEOS: novidades sobre as vacinas Veja Mais

Pazuello diz que transferência é opção para UTIs lotadas, mas conselho de secretários alerta que 'todo mundo está no limite'

Glogo - Ciência Ministro da Saúde afirmou que nova variante identificada em Manaus já é 'parte do cotidiano' e que Brasil vive 'nova etapa' da pandemia. Reunião com Conass e Conasems selou acordo sobre pagamento mensal de leitos. Pazuello alerta para mutações da Covid-19 e diz que a contaminação é três vezes maior O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta quinta-feira (25) que a transferência de pacientes entre estados que enfrentam lotação de unidades de terapia intensiva (UTI) será uma das estratégias usadas para enfrentar o que ele chamou de "nova etapa" da pandemia de Covid-19, marcada pela propagação da variante descoberta em Manaus. 'Viveremos semanas muito difíceis', diz representante de secretários Brasil já identificou novas variantes em exames de 204 pacientes Pazuello deu a declaração após reunião com os conselhos de secretários de saúde dos estados e dos municípios, na qual foi fechado acordo sobre o pagamento pela utilização de leitos de UTI. Contra o atual aumento de casos, o ministro disse vai atuar com "atendimento imediato na unidade básica de saúde", "estruturação em capacidade de leitos" e "vacinação". "Uma das estratégias com relação a leitos é a utilização de leitos de forma remota. São remoções." - Eduardo Pazuello, ministro da Saúde O ministro não deu detalhes sobre as transferências de pacientes e não respondeu perguntas de jornalistas após o pronunciamento. Pazuello disse que Carlos Lula, presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass), falaria mais sobre o tema. Secretários de Saúde respondem a Pazuello: ‘Todo mundo no limite’ 'Todo mundo está no seu limite' Em seu pronunciamento, o presidente do Conass não detalhou as remoções, mas afirmou que há alta ocupação hospitalar em Santa Catarina, Tocantins, Rondônia, Rio Grande do Sul, Bahia, Ceará, Paraíba, Maranhão e Sergipe. "A gente termina a contabilidade tendo feito o transporte de mais de 600 pacientes do Amazonas para outros estados. E mais de 60 de Rondônia. Hoje a gente já teria dificuldade bem maior de fazer esse transporte porque todo mundo está no seu limite. Quase todo o Brasil recebeu pacientes do Amazonas" - Carlos Lula, presidente do Conass Veja destaques da lotação das UTIs pelo país: SC - Estamos entrando em colapso, diz secretário de saúde de Santa Catarina TO - Ocupação de leitos passa de 80% no Tocantins RO - Secretário diz que todos os leitos de UTI para Covid estão ocupados RS - Secretária de saúde fala em possível esgotamento de vagas nas UTIs BA - Bahia tem restrição total de atividades não essenciais e secretário alerta para colapso CE - 91% dos leitos de UTI no Ceará estão ocupados e 170 cidades têm risco altíssimo PB - Paraíba adota toque de recolher MA - Taxa de ocupação dos leitos chega a mais de 80% em São Luís SE - Governador de Sergipe não descarta toque de recolher RN - 'Natal e Região Metropolitana estão com rede de saúde colapsada', diz governadora PR - Hospitais de Curitiba têm fila e secretária de Saúde fala em 'avalanche de casos Brasil chega a 250 mil óbitos por Covid com média móvel recorde de 1.129 mortes por dia Agravamento da situação no país Pazuello afirmou que o governo observava uma situação de "estabilidade" no número de mortes e de casos em outubro e novembro e esperava que a chegada da vacina pudesse manter e baixar as taxas da Covid no país. Entretanto, ele afirma que a nova cepa descoberta em Manaus tem contaminado três vezes mais rápido e se espalha pelos estados. "Observa-se que começou a aumentar o oeste do Pará, Belém, capitais como Fortaleza, João Pessoa. (...) Você vê Goiás impactado, Chapecó, varias cidades do país focais subindo", disse Pazuello. "E a velocidade com que isso acontece em pontos focais pode surpreender o gestor em termos de estrutura de apoio de estrutura." Após a reunião, os representantes do Conselho Nacional de Secretarias Municipais (Conasems) e do Conass explicaram que houve acordo para que o Ministério da Saúde faça o pagamento mensal dos leitos e faça o aporte de R$ 500 milhões para fortalecer unidades de saúde e equipes de saúde da família. "Hoje demos um passo importante para financiamento dos leitos. A regulação que a gente tinha no ano passado levou a redução dos leitos em janeiro e fevereiro. Tivemos redução dos leitos com diárias pagas com ministério. Mudamos essa formulação, agora será mensal, não será mais a posteriori", explicou Carlos Lula, presidente do Conass. Rio Grande do Norte tem fila de espera para internação em UTI Covid VÍDEOS: novidades sobre as vacinas Veja Mais

250 mil mortos por covid: gráfico mostra a dimensão da perda de vidas na pandemia no Brasil

Glogo - Ciência Às vésperas de completar um ano do primeiro caso no país, Brasil atinge 250 mil mortos pela covid-19; é o equivalente a 28 mortes por hora desde 26 de fevereiro de 2020. Manaus foi uma das cidades mais atingidas pela covid. Reuters via BBC O que representa 250 mil mortes? A marca de vítimas que morreram por Covid-19 atingida pelo Brasil na quarta-feira (25/02) é a segunda maior do mundo nesta pandemia — atrás apenas dos Estados Unidos, que nesta semana ultrapassaram o dobro desse número. Brasil chega a 250 mil mortos com ritmo acelerado de óbitos por Covid-19; especialistas culpam falta de medidas de isolamento Brasil já identificou novas variantes em exames de 204 pacientes com coronavírus Mas vislumbrar em termos concretos essa quantidade de pessoa é algo difícil. A BBC News Brasil elaborou abaixo um gráfico que mostra em termos visuais a dimensão de 250 mil pessoas. 250 mil mortes por Covid comparada em gráfico BBC No quadrado maior, estão desenhadas mil pessoas. No desenho abaixo dele, o quadrado é reduzido de tamanho e são colocados lado a lado 250 quadrados. No cotidiano, é raro encontrar eventos que reúnam 250 mil pessoas. É como se a pandemia tivesse matado todas as pessoas que assistiram ou desfilaram em duas noites de carnaval no sambódromo da Sapucaí, no Rio de Janeiro. Cada noite atrai cerca de 120 mil pessoas, entre público e aqueles que participam do desfile. Vacina: Saiba quem pode ser vacinado contra Covid na sua cidade Ou como se todo o público de uma rodada inteira do Campeonato Brasileiro de futebol— com dez partidas — tivesse morrido de covid-19. A média de público do Brasileirão foi de 21.237 torcedores por partida em 2019, último torneio antes da pandemia. 80 vezes o 11 de Setembro Outros grandes eventos da história dão a dimensão da tragédia vivida agora: O maior público da história do futebol brasileiro — a final da Copa de 1950 entre Brasil e Uruguai, no Maracanã — reuniu 199 mil pessoas. Um dos maiores shows de rock realizados no Brasil — a primeira apresentação da banda Queen no festival Rock in Rio de 1985 — reuniu 300 mil pessoas. Durante as manifestações populares de 2013, 300 mil pessoas protestaram na noite de 20 de junho, segundo estimativas oficiais. Já morreram no Brasil mais pessoas do que no tsunami asiático de 2004, um dos eventos recentes mais mortais no mundo, em que morreram 230 mil pessoas. A covid-19 matou no Brasil 80 vezes mais do que os atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova York. Outra forma de ter a dimensão do que representam 250 mil mortes é olhar para populações em diferentes lugares do Brasil. Dos 5.565 municípios brasileiros, apenas cem possuem população de 250 mil pessoas ou mais. Ou seja, a pandemia matou mais gente do que a população de 5.465 municípios em separado. É como se a covid houvesse aniquilado a população inteira de uma cidade como Foz do Iguaçu (PR). Ou como se a doença tivesse matado toda a população dos bairros Copacabana, Ipanema e Leme, na zona sul do Rio de Janeiro. Em uma cidade como São Paulo, 250 mil pessoas equivalem às populações somadas dos bairros Sé, Liberdade, República, Bom Retiro e Consolação, na região central. Outras comparações possíveis do número são: É como se a pandemia tivesse matado três Maracanãs lotados. A pandemia matou até agora a mesma quantidade total de brasileiros que morreram de qualquer causa nos dois primeiros meses de 2019. O número de mortos pela covid na pandemia é quase seis vezes maior do que o de mortos por homicídio no Brasil em todo 2020 É como se tivessem morrido 680 pessoas por dia desde que o primeiro caso de covid-19 foi registrado no Brasil. Isso equivale a 28 mortes por hora. Brasil ultrapassa a marca de 250 mil mortos pela pandemia de Covid Primeiro caso O Brasil acumula um quarto de milhão de mortes por covid-19, às vésperas de se completar um ano desde o primeiro caso de coronavírus ter sido identificado no país. Mortes por Covid no Brasil: a marca das 250 mil mortes BBC Segundo as contas do consórcio de imprensa (formado por Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1), o país alcançou nesta quarta-feira (24/02) a marca de 250.036 mil mortos por coronavírus — o segundo país no mundo a chegar nesse patamar, atrás apenas dos EUA, que nesta semana superou a marca de 500 mil mortes. Há uma segunda contabilização de casos e mortes, feita pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), segundo o qual o número total de mortos pelo vírus no país chegou a 249.957. O marco acontece na mesma semana do aniversário de um ano do primeiro caso de coronavírus confirmado oficialmente no Brasil. No dia 26 de janeiro, um homem de 61 anos foi internado em um hospital em São Paulo, após ter passado os dias do carnaval na Lombardia, na Itália. Apenas duas semanas depois, no dia 11 de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou oficialmente que havia uma pandemia de coronavírus, que se originou em Wuhan, na China. Naquele dia, havia 118 mil casos confirmados em 114 países do mundo, com 4,2 mil mortes. No entanto, naquela época ainda pouco se sabia sobre o vírus, e havia poucos testes e estatísticas confiáveis. Nos meses que seguiram, houve muita confusão e pouco entendimento do que poderia acontecer. Estimativas sobre o número de mortos variavam de 1 milhão de mortos (previsão de pior cenário feita pelo Imperial College de Londres) a menos de 3 mil mortos (previsão do político Osmar Terra). No final de março, o então ministro da Saúde, Henrique Mandetta, previu que até abril haveria um colapso do sistema brasileiro de saúde, que seria incapaz de lidar com as hospitalizações em massa. No mesmo dia, o presidente brasileiro se referiu ao coronavírus como "uma gripezinha". Nas semanas seguintes, o Brasil viu disputas políticas, medidas desencontradas e superlotação de hospitais. Três ministros da Saúde (Henrique Mandetta, Nelson Teich e o atual, Eduardo Pazuello) passaram pela pasta. Estados e municípios ficaram responsáveis por decidir localmente sobre medidas de restrição de quarentena e fechamentos de estabelecimentos comerciais, escolas e transporte público. O governo federal começou em abril o pagamento de um auxílio emergencial para trabalhadores que perderam sua renda por causa da pandemia. No dia 8 de agosto de 2020, foi atingida a marca de 100 mil mortos. No dia 7 de janeiro deste ano, o país ultrapassou as 200 mil mortes. Em janeiro deste ano, começou a vacinação da população, mas, sem doses suficientes, muitas cidades tiveram de interromper suas campanhas. Números proporcionais Apesar de ser o segundo país com o maior número absoluto de mortos por covid-19, a situação é diferente quando se analisam apenas mortes em relação ao tamanho da população. O Brasil tem a sexta maior população do mundo. Na comparação com o tamanho da população, o Brasil fica entre os 30 países com mais mortes por covid-19 para cada 100 mil pessoas de sua população. Em alguns países como Reino Unido, Portugal, Itália e Estados Unidos, houve mais mortes do que no Brasil, na proporção da população. Também na comparação proporcional, houve mais mortos no Brasil do que na Argentina, Alemanha e Rússia Vídeos: quais são as principais vacinas contra Covid Veja Mais

Brasil chega a 250 mil óbitos por Covid com média móvel recorde de 1.129 mortes por dia

Glogo - Ciência País contabilizou 10.326.008 casos e 250.079 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa. Média móvel está acima de 1 mil há 35 dias. Brasil ultrapassa a marca de 250 mil mortos pela pandemia de Covid O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta quarta-feira (24). O país registrou 1.433 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 250.079 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.129. Já são 35 dias com essa média acima da marca de 1 mil. A variação foi de +5% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de estabilidade nos óbitos pela doença. Brasil tem ritmo acelerado de óbitos por Covid-19; especialistas culpam falta de medidas de isolamento A média móvel de 1.129 mortes por dia é a maior registrada até aqui. Na sequência, aparecem os dias 14 de fevereiro, quando a marca estava em 1.105, e 25 de julho do ano passado, quando chegou a 1.097. Das seis maiores médias da série histórica, cinco delas foram anotadas ao longo das últimas duas semanas. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 10.326.008 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 65.387 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 49.533 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +9% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade também nos diagnósticos. Treze estados estão com alta nas mortes: PR, RS, SC, GO, AC, PA, RO, BA, CE, MA, PB, PI e RN. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Brasil, 24 de fevereiro Total de mortes: 250.079 Registro de mortes em 24 horas: 1.433 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.129 (variação em 14 dias: +5%) Total de casos confirmados: 10.326.008 Registro de casos confirmados em 24 horas: 65.387 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 49.533 por dia (variação em 14 dias: +9%) Estados Subindo (13 estados): PR, RS, SC, GO, AC, PA, RO, BA, CE, MA, PB, PI e RN Em estabilidade (7 estados e o Distrito Federal): ES, MG, RJ, SP, DF, MT, AL e PE Em queda (6 estados): MS, AM, AP, RR, TO e SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 desta quarta-feira (24) aponta que 6.179.900 de pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 2,92% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 1.584.569 pessoas (0,75% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. No total, 7.756.829 doses foram aplicadas em todo o país. Variação de mortes por estados Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: +25% RS: +52% SC: +68% Sudeste ES: -7% MG: -5% RJ: +12% SP: -10% Centro-Oeste DF: +6% GO: +16% MS: -32% MT: +5% Norte AC: +40% AM: -49% AP: -35% PA: +68% RO: +43% RR: -22% TO: -17% Nordeste AL: +12% BA: +60% CE: +44% MA: +19% PB: +49% PE: 0% PI: +24% RN: +89% SE: -20% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos sobre a vacinação contra a Covid no Brasil: Veja Mais

Fiocruz desenvolve teste rápido capaz de detectar variantes do coronavírus

Glogo - Ciência Teste RT-PCR consegue identificar mutações das variantes do Brasil, Reino Unido e África do Sul. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já identificou novas variantes em exames de 204 pacientes com o coronavírus. Variante brasileira do coronavírus Reprodução/GloboNews A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) desenvolveu um teste RT-PCR que permite a detecção rápida das novas variantes do coronavírus. Segundo a Fiocruz o novo teste consegue identificar mutações comuns às cepas do Brasil, Reino Unido e África do Sul. Mutação, variante, cepa e linhagem: entenda o que significam os termos Especialistas dizem que variante brasileira tem potencial de reinfectar quem já teve Covid Entenda como o perfil das vacinas influencia a eficácia contra as mutações “A ferramenta é um produto inovador que foi desenvolvido no nosso laboratório. Existem outros protocolos semelhantes, o que nos dá uma confiança muito grande no resultado”, explicou o pesquisador da Fiocruz, Felipe Naveca. Os resultados do ensaio foram obtidos com base na testagem de 87 amostras e as linhagens também foram revisadas manualmente. O Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas será o primeiro a usar o produto. Os kits também estão sendo enviados para Rondônia, Roraima, Mato Grosso do Sul, Ceará e Rio de Janeiro. “A gente não tem condições de atender a todos, no primeiro momento, porque a quantidade dos insumos comprados não é suficiente para mandar para o Brasil inteiro, mas com essa validação em escala maior, poderemos ter isso em maior quantidade”, comenta Naveca. Brasileiro foi um dos responsáveis por identificar mutação do coronavírus 204 casos no Brasil Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já identificou novas variantes em exames de 204 pacientes com o coronavírus. São 20 casos da variante do Reino Unido e 184 da brasileira, originada no Amazonas. Não há casos confirmados de infectados com a variante da África do Sul. O levantamento foi feito pela Secretaria de Vigilância em Saúde a partir das notificações recebidas pelas secretarias estaduais da saúde. Os dados foram contabilizados até 20 de fevereiro. VÍDEOS: Vacinação no Brasil Veja Mais

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Com a aprovação, como (e quando) a vacina da Pfizer pode chegar aos brasileiros?

Glogo - Ciência O registro definitivo na Anvisa do imunizante desenvolvido por Pfizer e BioNTech abre um enorme leque de possibilidades sobre seu uso no país. Que vacina é essa? Pfizer Biontech Na manhã desta terça-feira (23), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a vacina Cominarty, desenvolvida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech. Esse é o primeiro imunizante contra a Covid-19 a ganhar liberação definitiva no país — os outros dois produtos já aplicados no Brasil (a CoronaVac, da Sinovac e do Instituto Butantan, e a CoviShield, de AstraZeneca, Universidade de Oxford e Fundação Oswaldo Cruz) ganharam aval em caráter emergencial. A aprovação definitiva abre um leque de possibilidades que precisarão ser discutidas por políticos, gestores da saúde pública, cientistas e sociedade durante os próximos dias. "O registro da vacina da Pfizer e da BioNTech na Anvisa é mais amplo, pois envolve uma quantidade de dados maior. Essa amplitude também implica na possibilidade de mais setores poderem comprar esse imunizante", analisa a neurocientista Mellanie Fontes-Dutra, coordenadora da Rede Análise Covid-19. Em outras palavras, isso significa que as doses poderão ser adquiridas não apenas pelo Ministério da Saúde, mas também por Estados, municípios e até pela iniciativa privada. Isso, por sua vez, traz uma série de implicações para o enfrentamento da pandemia no Brasil. Alterações recentes Até o segundo semestre de 2020, a única possibilidade para medicamentos, insumos, vacinas e equipamentos médicos serem comercializados no Brasil era com um registro definitivo aprovado pela Anvisa. A lei número 6.360, que estabelece os detalhes desse processo, entrou em vigor a partir do dia 23 de setembro de 1976. À época, o órgão responsável por avaliar cada pedido de liberação era o Ministério da Saúde. A partir de 1999, essa responsabilidade passou a ser da recém-criada agência sanitária brasileira, a Anvisa. Até o segundo semestre de 2020, não havia a possibilidade de aprovação emergencial pela Anvisa Marcelo Camargo/Agência Brasil Porém, a pandemia de covid-19 exigiu algumas mudanças na regulamentação para acelerar a aprovação das vacinas. Isso porque todo o trabalho de entrega dos dados, análise da documentação e uma resposta definitiva dos técnicos da Anvisa costuma levar alguns meses para ser finalizado. E, com centenas de milhares de mortes provocadas pelo coronavírus, não é viável esperar tanto tempo assim para iniciar um programa nacional de imunização. "No final de 2020, foram criados dois novos dispositivos. O primeiro deles é o fluxo contínuo, em que os responsáveis por uma vacina podem enviar a documentação aos poucos, conforme esses papéis fiquem prontos", diz o médico e advogado sanitarista Daniel A. Dourado, do Centro de Pesquisa em Direito Sanitário da Universidade de São Paulo. Até então, as farmacêuticas tinham que compilar a papelada toda e enviar o dossiê completo de uma só vez, que a partir daí começava a ser analisado pela Anvisa. Falamos aqui de milhares e milhares de páginas, que levam muito tempo para serem lidas e estudadas. Com a alteração recente, as informações são remetidas em levas, e os técnicos da vigilância sanitária já podem começar seu trabalho aos poucos. "O segundo ponto modificado foi a autorização emergencial das vacinas, que segue os moldes do que é feito em outros países", completa Dourado, que também é pesquisador do Institut Droit et Santé da Universidade de Paris, na França. Como o próprio nome já diz, essa aprovação dos imunizantes é mais rápida e se baseia numa análise parcial dos dados. Ela segue critérios bem estabelecidos (como uma taxa de eficácia mínima de 50%) e permite acelerar processos sem pular etapas importantes da pesquisa clínica de um novo produto. "É importante mencionar que a autorização emergencial só permite que as vacinas sejam aplicadas na rede pública", completa o especialista. Foi justamente esse o rito pelo qual passaram CoronaVac e CoviShield, cujas doses já são aplicadas nos postos de saúde do país nos públicos-alvo das primeiras fases da campanha. O que fez a Pfizer? Como a vacina Cominarty já possui dados muito robustos e é aplicada em dezenas de países mundo afora, as farmacêuticas Pfizer e BioNTech optaram por pedir o registro definitivo do produto no país. A requisição foi feita no dia 6 de fevereiro de 2021 e aceita nesta terça-feira (23) — a rapidez na resposta se deve, inclusive, àquela facilidade de envio contínuo da documentação criada no final de 2020. Registro permite compra de vacina por clínicas privadas, mas dever do Estado é usá-las no SUS, diz pesquisador Pfizer diz que só vai negociar as doses da vacina contra a Covid com o governo brasileiro A principal diferença entre a aprovação definitiva e a liberação emergencial está em quem poderá adquirir as doses. Com o sinal verde da Anvisa, a Cominarty poderá ser comprada não só pelo governo federal, mas também autoridades estaduais, municipais ou entes privados. E isso, de acordo com os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, pode abrir brechas para a criação de "grupos paralelos" de vacinação contra a Covid-19 e aumentar a desigualdade social no enfrentamento da pandemia. "Eu entendo que todo mundo quer se proteger contra o coronavírus, mas nós temos regras do Plano Nacional de Imunização que precisam ser seguidas. Os grupos prioritários para a vacinação obedecem critérios, como maior risco de agravamento ou óbito por covid-19", aponta Fontes-Dutra. Portanto, se pessoas com condição de pagar pela vacina "furarem a fila", o problema de saúde pública não se altera: indivíduos mais vulneráveis continuam pegando a doença e necessitando de internação em UTI. "O argumento de 'quanto mais imunizados, melhor' pode ser enganoso. Se eu vacinar só jovens, o impacto que tenho na rede hospitalar, que está em seu limite, é baixo. A ordem da população que recebe as doses importa", complementa Dourado. De quem é a responsabilidade? No momento, são discutidos vários dispositivos legais e projetos de leis para evitar a formação das "listas VIP" de vacinação no Brasil. Após uma série de reuniões com executivos da Pfizer e da Janssen e com o ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), anunciou ontem (22) um projeto de lei que facilitaria a compra de doses por Estados e municípios e até pela iniciativa privada. A ideia é que essas entidades assumam alguns riscos contratuais que têm encontrado resistência por parte do governo federal. Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado, propõe projeto de lei que divida responsabilidades sobre eventuais efeitos colaterais das vacinas Marcos Brandão/Senado Federal Desde o final do ano passado, Pazuello e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fizeram críticas às condições estabelecidas pela Pfizer nas negociações de compra. Isso porque o contrato indica uma isenção de responsabilidade da farmacêutica e prevê que o governo assuma o ônus caso o imunizante provoque algum efeito colateral inesperado. A empresa, por sua vez, afirma que as mesmas cláusulas foram aceitas por governos do mundo inteiro na compra dos imunizantes. Initial plugin text Em dezembro, Bolsonaro levantou uma série de dúvidas infundadas sobre a segurança do imunizante e as negociações para compra de doses. "Lá no contrato da Pfizer, está bem claro: 'nós [a Pfizer] não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral'. Se você virar um jacaré, é problema seu", discursou o presidente. Como resolver essa briga? De acordo com informações divulgadas pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que participou das reuniões com as farmacêuticas em Brasília na última segunda-feira e vai ser o relator do projeto de lei mencionado por Pacheco, só três países não concordaram com o contrato proposto por Pfizer e BioNTech: Brasil, Argentina e Venezuela. Para Dourado, o temor do Governo Federal com a tal cláusula polêmica não faz sentido em meio a uma pandemia que está matando mais de mil pessoas no país todos os dias. "O risco de ficarmos mais tempo sem vacinas é muito maior. Mesmo que apareça um efeito colateral e o Estado Brasileiro tenha que pagar alguma indenização futuramente, o valor seria bem menor do que o preço que pagamos atualmente com os números exorbitantes de casos e mortes", interpreta. O deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP), que foi ministro da Saúde durante 2011 e 2014 no governo de Dilma Rousseff, fez críticas à liberação da compra de doses por Estados, municípios e iniciativa privada. De acordo com o parlamentar, a ideia criaria o "camarote da vacina". Padilha afirma que apresentou uma proposta de emenda em que todos os imunizantes comprados por empresas sejam doados para o Sistema Único de Saúde (SUS) e que as clínicas privadas só poderão oferecer doses quando as metas da rede pública forem cumpridas. Initial plugin text A compra de doses também foi discutida no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (23). Os ministros decidiram que Estados e municípios poderão negociar e comprar vacinas caso o governo federal não cumpra o que está estipulado no Plano Nacional de Imunizações ou as doses previstas não sejam suficientes para resguardar a população do local. O que há de concreto Em meio a tanta especulação e impasse, não se sabe ainda qual será a postura adotada pela Pfizer a partir de agora — afinal, com o registro definitivo, ela tem o poder de decidir se negociará ou não com outros níveis da administração pública ou com a iniciativa privada a partir de agora. De acordo com as informações divulgadas até o momento, a farmacêutica diz que insistirá nas negociações com o governo federal. Uma reportagem da "CNN Brasil" publicada na última segunda-feira (22) afirma que o laboratório ofereceu para o Ministério da Saúde um total de 100 milhões de doses da Cominarty, que seriam entregues até o fim de 2021. Um lote de 9 milhões seria disponibilizado ainda no primeiro semestre. Outras 35 milhões chegariam ao Brasil até setembro e as 65 milhões restantes estariam no país em dezembro. A Pfizer, no entanto, não confirma essa informação. A BBC News Brasil procurou o Ministério da Saúde, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem. Uma novela que dura meses O imbróglio envolvendo Pfizer/BioNTech e o Ministério da Saúde se arrasta há meses e começou durante o segundo semestre de 2020. De acordo com uma série de notas e documentos, executivos da farmacêutica tentaram por diversas vezes entrar em contato com o governo federal para vender lotes de sua vacina, que naquele momento estava na fase final de testes antes de ser aprovada. A empresa tinha capacidade de fornecer cerca de 70 milhões de doses ao Brasil, mas não recebeu nenhuma resposta a tempo de garantir os primeiros lotes ao país. Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no Senado, em 12 de fevereiro; ministro foi convidado a dar explicações sobre o combate à Covid-19 Pedro França/Agência Senado Entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, a discussão voltou a esquentar após Pazuello fazer uma série de declarações dizendo que as ofertas do laboratório eram "pífias" e poderiam até frustrar os brasileiros. O tema ganhou novo fôlego quando o presidente Jair Bolsonaro fez declarações questionando a segurança do imunizante e criticando as cláusulas contratuais, como explicado anteriormente. O que diz a ciência Na contramão do discurso do presidente, as últimas evidências só reforçam a eficácia e a segurança da Cominarty. Aplicada desde dezembro em dezenas de países, até o momento a vacina não provocou nenhum evento adverso grave, que justificasse a interrupção das campanhas. Em Israel, país que já protegeu 87% de sua população, o número de internações por covid-19 caiu drasticamente nas últimas semanas. Outra notícia positiva divulgada recentemente foi a de que as doses não precisam ser armazenadas a -70 °C como se imaginava. O imunizante fica estável numa temperatura de -25 a -15 °C por até duas semanas, o que facilita bastante a sua distribuição. Israel quer ser o primeiro país a sair da pandemia de Covid EPA Por fim, dados publicados na última sexta-feira (19) no periódico científico "The Lancet" revelam que a vacina de Pfizer e BioNTech tem uma eficácia de 85% de duas a quatro semanas após a aplicação da primeira dose. Já com a segunda dose, esquema adotado mundialmente, a taxa de eficácia pula para 95%. "Diante da atual situação alarmante da pandemia no Brasil e da ameaça das novas variantes, nós precisamos ser rápidos e vacinar o mais depressa o maior número de pessoas possível", adverte Fontes-Dutra. Repercussões da liberação Durante o anúncio da aprovação definitiva da Cominarty, o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres comemorou "o primeiro registro de vacina contra a covid-19, para uso amplo, nas Américas". "O imunizante do Laboratório Pfizer/BioNTech teve sua segurança, qualidade e eficácia aferidas e atestadas pela equipe técnica de servidores da Anvisa, que prossegue no seu trabalho de proteger a saúde do cidadão brasileiro. Esperamos que outras vacinas estejam em breve sendo avaliadas e aprovadas. Esse é o nosso compromisso", disse Torres. A Pfizer também soltou um comunicado à imprensa. Marta Díez, presidente da farmacêutica no Brasil, comemorou a rapidez da decisão. "Ficamos muito felizes com a notícia da aprovação e gostaríamos de parabenizar a agência pela celeridade e profissionalismo que demonstrou em todas as etapas desse processo". A executiva ressaltou que as tratativas com o Ministério da Saúde continuam: "Esperamos poder avançar em nossas negociações com o governo brasileiro para apoiar a imunização da população do país", complementou. Por meio de nota, a Associação Brasileira de Clínicas de Vacina (ABCVAC) ressaltou que todo novo imunizante registrado no Brasil aumenta as possibilidades de proteção da população brasileira e que a prioridade para aquisição de doses de vacinas contra a covid-19 deve ser do governo federal. "As clínicas associadas à ABCVAC aguardam a disponibilidade de doses para aquisição pelo setor privado de vacinação humana, para poderem atuar, como sempre fizeram, de forma complementar ao Programa Nacional de Imunização", finaliza o texto. Veja Mais

Instituto Serum da Índia envia primeiras doses da vacina contra Covid-19 à aliança internacional Covax

Glogo - Ciência Local produz as vacinas de Oxford/AstraZeneca, compradas, entre outros, pelo Brasil. Ao todo, mecanismo da OMS já adquiriu mais de 1 bilhão de doses da Índia. Índia envia primeiro lote de vacinas contra Covid-19 à aliança Covax WHO for South-East Asia O Instituto Serum da Índia enviou nesta terça-feira (23) o primeiro lote de vacinas contra Covid-19 para a aliança internacional Covax Facility, dirigida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Primeiras vacinas da Covax, aliança global liderada pela OMS, começam a ser distribuídas em fevereiro Aliança Covax enviará de 10 a 14 milhões de doses da vacina de Oxford ao Brasil a partir de fevereiro O Covax, uma coalizão de mais de 150 países criada para impulsionar o desenvolvimento e a distribuição das vacinas contra a Covid-19 - entre eles o Brasil, tem acordo com o Instituto Serum de 1,1 bilhão de doses das vacinas Oxford/AstraZeneca e Novavax. O lote saiu em um caminhão da fábrica do Serum na cidade de Pune, oeste da Índia, na manhã desta terça. Initial plugin text Ao todo, o Covax já realizou acordos com os fabricantes para a compra de 2 bilhões de doses em 2021, com a opção de aumentar o pedido para mais um bilhão de vacinas, de acordo com a agência France Presse. 'Tenham paciência' O Instituto Serum, maior fabricante de imunizantes do mundo, já forneceu milhões de doses da vacina da AstraZeneca ao governo indiano milhões e a outros países mais pobres. Índia produz 60% das vacinas distribuídas no mundo; Instituto Serum é a maior fábrica O diretor da empresa, Adar Poonawalla, pediu no domingo que o mundo tenha "paciência" com o envio das vacinas, uma vez que a Índia terá prioridade na aquisição das doses. "O Serum Institute of India foi convocado a dar prioridade às enormes necessidades da Índia e a encontrar um equilíbrio com as necessidades do resto do mundo. Fazemos o possível", postou Poonawalla nas redes sociais. Em janeiro, o Brasil encontrou certa dificuldade para receber um lote de 2 milhões de vacinas do instituto indiano quando tentou mandar um avião para buscar o imunizante mas acabou tendo que aguardar alguns dias até que o país iniciasse sua própria campanha de vacinação. Vídeos: novidades vacina contra Covid-19 Veja Mais

VÍDEOS: Que vacina é essa? Série faz raio x dos principais imunizantes contra a Covid

Glogo - Ciência Veja como funcionam as vacinas CoronaVac, Oxford, Pfizer/BioNTech, Sputnik V, Moderna, Johnson&Johnson, Novavax e Covaxin. Apenas a Novavax não está sendo usada em nenhum lugar do mundo. Qual a eficácia da vacina? Como ela deve ser armazenada? Quantas doses são necessárias? Qual a tecnologia usada? Em uma série de vídeos, o G1 faz um raio x de oito imunizantes: CoronaVac, Oxford, Pfizer/BioNTech, Sputnik V, Moderna, Johnson, Covaxin e Novavax. Destas, só a Novavax ainda não está sendo aplicada em nenhum país. O Brasil tem acordo, até agora, com duas fabricantes: Oxford e CoronaVac. CoronaVac/Butantan Que vacina é essa? Coronavac Novidades sobre a vacina: ATRASO NAS DOSES: Butantan culpa 'briga' entre governo federal e China por atraso VACINAÇÃO EM MASSA: estudo do Butantan avalia eficácia da vacina em cidade paulista REGISTRO DEFINITIVO: Butantan aguarda relatório traduzido e estudo sobre produção de anticorpos para pedir registro da CoronaVac à Anvisa Oxford/Fiocruz Que vacina é essa? Oxford Astrazeneca Novidades sobre a vacina: UMA DOSE: vacina de Oxford tem maior eficácia com intervalo de três meses entre a 1ª e a 2ª dose USO EMERGENCIAL: OMS aprova uso emergencial da vacina de Oxford NOVOS TESTES: pesquisadores anunciam testes da vacina de Oxford em crianças e adolescentes Pfizer/BioNTech Que vacina é essa? Pfizer Biontech Novidades sobre a vacina: RESULTADOS PRELIMINARES: vacina da Pfizer reduziu em 75% as infecções pelo coronavírus menos de 1 mês após primeira dose GESTANTES: vacina da Pfizer contra a Covid-19 começa a ser testada em grávidas NEGOCIAÇÕES: presidente do Senado se reúne com laboratórios para tentar viabilizar vacina da Pfizer e da Johnson Sputnik V Que vacina é essa? Sputnik V Novidades sobre a vacina: MAIS DOSES: Ministério da Saúde anuncia intenção de importar 10 milhões de doses da Sputnik V SPUTNIK V: veja perguntas e respostas sobre produção, acordo e eficácia ARMAZENAMENTO: União Química diz que vacina Sputnik feita no Brasil seguirá padrão russo Moderna Que vacina é essa? Moderna Novidades sobre a vacina: PRIMEIRO CASO NO MUNDO: bebê nasce com anticorpos contra a Covid-19 após mãe ser vacinada MAIOR INTERVALO: 2ª dose da vacina da Moderna pode ser aplicada em até seis semanas, diz OMS VARIANTES: vacina funciona contra variantes, mas Moderna vai testar dose extra e nova fórmula Janssen (Johnson&Johnson) Que vacina é essa? Janssen (Johnson&Johnson) Novidades sobre a vacina: USO EMERGENCIAL: Johnson pede autorização para uso emergencial de vacina contra Covid-19 nos EUA DOSES PARA O BRASIL: Johnson diz que pode vender vacina contra a Covid-19 ao Brasil em 'quantidade' e 'condições' que dependem de acordo com Ministério da Saúde 66% DE EFICÁCIA: de dose única a armazenamento, o que muda no cenário da vacinação global com os resultados da vacina da Johnson Novavax Que vacina é essa? Novavax Novidades sobre a vacina: ANÁLISE INICIAL: vacina contra a Covid-19 da Novavax tem eficácia de 89% VARIANTES: vacina teve eficácia bem mais baixa para a variante sul-africana 'REVISÃO CONTÍNUA': agência reguladora da Europa inicia 'revisão contínua' de três vacinas Covaxin Que vacina é essa? Covaxin Novidades sobre a vacina: 2,3 BILHÕES: Ministério da Saúde publica dispensa de licitação para compra das vacinas Covaxin e Sputnik V MAIS DOSES: Ministério diz que negocia 30 milhões de doses das vacinas Sputnik V e Covaxin ESTUDOS: Anvisa recebe pedido para autorização dos testes de fase 3 da vacina Covaxin Veja Mais

Nasa divulga primeiro vídeo de Perseverance, gravado pelo robô durante pouso arriscado em cratera de Marte

Glogo - Ciência Cientistas que coordenaram a missão afirmaram que vídeo será por 'muitos, muitos anos estudado'. Imagens detalham o conjunto de manobras de pouso chamado de "sete minutos de terror". Imagem feita pelo robô Perseverance na superfície de Marte, divulgada nesta segunda (22). Nasa Cientistas da Nasa, a agência espacial americana, divulgaram na tarde desta segunda-feira (22) o vídeo gravado pelo robô Perseverance durante o pouso em Marte feito no dia 18, no arriscado local conhecido como cratera de Jezero. Initial plugin text "Esta é a primeira vez que somos capazes de gravar um pouso em Marte como esse", disse o diretor do Laboratório de propulsão a jato da Nasa, Michael Watkins. No vídeo, é possível ver em detalhes como o robô realizou a delicada manobra chamada “sete minutos de terror”: nesse intervalo de tempo, o veículo teve de reduzir a velocidade de 20 mil km/h para 0 km/h. Ainda na atmosfera marciana, é possível ver o robô abrir o paraquedas que o ajuda a perder velocidade de voo. Neste momento, o veículo está a apenas 11 km do solo. Momento em que o robô Perseverance abre o paraquedas para diminuir a velocidade espacial e pousar em Marte. Nasa Em seguida, o Perseverance se separa do escudo térmico que foi essencial para protege-lo de temperaturas da atmosfera marciana de até 2.100°C. Então, por um curto período de tempo o robô cai livremente. Neste momento, os retrofoguetes são acionados e três cordas de náilon e um "cordão umbilical" são lançados, por meio dos quais o Perseverance desce lentamente até o solo. A manobra foi chamada pelos cientistas de "sky crane" (guindaste no céu). Foto colorida do momento de pouso do robô Perseverance ao planeta Marte. NASA/JPL-Caltech Logo após essa sucessão de eventos, as rodas do robô tocam o solo rochoso e avermelhado de Marte e o veículo se solta das cordas e do cordão que o ajudaram a pousar. Momento em que o robô Perseverance toca o solo de Marte, no dia 18 de fevereiro. Nasa “Tenho certeza que vamos estudar esse vídeo por muitos, muitos anos, em busca dos detalhes”, disse um dos cientistas que coordenou a missão, Al Chen. A chegada do robô ocorreu na cratera de Jezero, região do planeta que já foi um lago há bilhões de anos. Este é considerada o local de pouso mais perigoso já tentado em uma missão interplanetária. O Perseverance pousou em Marte na quinta-feira (18), sete meses depois de a missão ter partido da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida, em 30 de julho de 2020. Primeiras imagens e pouso Perseverance enviou as primeiras imagens coloridas e em alta definição de Marte na sexta-feira (19), um dia após pousar no planeta. Com 19 câmeras acopladas, o robô tem o maior número de câmeras em um único veículo já enviadas a uma missão espacial. Perseverance envia primeira imagem colorida de Marte um dia após pouso difícil. NASA/JPL-Caltech Em uma das fotos, é possível ver o céu visto de Marte. Outra imagem colorida mostra uma das seis rodas do robô sob o solo arenoso do planeta vermelho. A Nasa também publicou nesta tarde uma foto colorida do momento da chegada de Perseverance à cratera de Jezero. O robô passará os próximos dois anos explorando a cratera de Jezero em busca de vestígios de vida que tenha existido no passado marciano. Para a exploração, o veículo carrega instrumentos para coletar amostras, observar a geologia e transformar dióxido de carbono em oxigênio para viabilizar uma missão com humanos no planeta. Essa conversão será um dos passos essenciais para a Nasa conseguir levar astronautas em uma missão tripulada no futuro. Veja o pouso do Robô Perseverance em Marte Acoplado ao Perseverance também está o Ingenuity, um helicóptero de 1,8 kg com hélices que giram cerca de 8 vezes mais rápido do que um helicóptero comum. O robô explorador é o mais sofisticado já enviado ao espaço. Robô americano 'Perseverança' pousa no planeta Marte Missões para Marte: por que 3 países chegarão ao planeta vermelho quase ao mesmo tempo O primeiro foi o Sojourner, em 1997, seguido por Spirit e Opportunity, que desembarcaram no planeta em 2004. O último foi o Curiosity, que está no planeta desde 2012. Todos eles tiveram os nomes escolhidos em concursos nacionais. O Perseverance, o novo robô que a Nasa enviou a Marte Nasa Entenda a Mars 2020 Os cientistas acreditam que havia em Marte, entre 3 e 4 bilhões de anos atrás, um lago onde hoje está a cratera de Jezero. O local tem sedimentos similares aos encontrados na Terra, que podem conter vestígios de organismos. De acordo com a agência espacial americana, o Perseverance é um "cientista-robô" que pesa pouco mais de 1 tonelada. Ele conta com uma série de instrumentos: câmeras de engenharia, equipamentos nos braços, uma broca, uma estação meteorológica, instrumento de laser e câmeras para fazer panoramas coloridos, entre outros. Especialista explica processo de pouso do robô da Nasa em Marte Escolhido por um estudante do sétimo ano do estado da Virgínia, o nome Perseverance foi anunciado em março do ano passado. Alexander Mather teve a sugestão escolhida entre 28 mil inscrições feitas por alunos do ensino fundamental e médio dos Estados Unidos. O veículo espacial da Nasa é o terceiro a atingir Marte em uma semana, depois das missões da China e dos Emirados Árabes Unidos. VÍDEOS: mais notícias sobre ciência Veja Mais

Lobotomia, o polêmico procedimento no cérebro que era considerado "mais fácil do que tratar uma dor de dente"

Glogo - Ciência Dezenas de milhares de lobotomias foram realizadas em países como os Estados Unidos e o Reino Unido nas décadas de 1940 e 1950 em pacientes com problemas mentais graves. Lobotomia é a retirada de uma parte do cérebro, uma técnica muito usada nas décadas de 1940 e 1950 nos EUA e no Reino Unido Wellcome Collection via BBC Hoje em dia parece incrível, mas houve um tempo em que a lobotomia era celebrada como uma cura milagrosa, descrita pelos médicos e pela mídia como "mais fácil do que curar uma dor de dente". Somente no Reino Unido, mais de 20 mil lobotomias foram realizadas entre o início dos anos 1940 e o final dos anos 1970. No Brasil, a estimativa é de mil procedimentos até meados da década de 50. Geralmente, as lobotomias eram praticadas em pacientes com esquizofrenia, depressão grave ou transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), mas também, em alguns casos, em pessoas com dificuldades de aprendizagem ou de controle da agressão. Walter Freeman demonstrando sua técnica de lobotomia transorbital em 1949 Getty Imagens via BBC Enquanto uma minoria de pessoas experimentou melhora em seus sintomas após o procedimento, algumas ficaram grogues, incapazes de se comunicar, andar ou se alimentar. Mas levou anos para os profissionais de saúde perceber que os efeitos negativos superavam os benefícios e ver que os medicamentos desenvolvidos na década de 1950 eram mais eficazes e muito mais seguros. Roteiristas e diretores de cinema não foram gentis com os médicos que realizaram as lobotomias. Filmes e séries, como Ratched, da Netflix, retrataram cirurgiões sádicos que atacam vulneráveis e deixam pacientes em estado vegetativo. A realidade, porém, é muito mais complexa. Tentando ajudar Os lobotomistas eram frequentemente reformadores progressistas, movidos pelo desejo de melhorar a vida de seus pacientes. Na década de 1940, não havia tratamentos eficazes para os doentes mentais graves. Colega de Freeman, James Shanklin, preparando um paciente para lobotomia transorbital Getty Imagens via BBC Os médicos haviam experimentado terapia de choque com insulina e terapia eletroconvulsiva com sucesso limitado, e asilos estavam lotados de pacientes que não tinham esperança de serem curados ou de voltar para casa. Foi neste contexto que o neurologista português Egas Moniz foi responsável pelo desenvolvimento da leucotomia pré-frontal (mais tarde chamada de lobotomia), que possibilitou o surgimento da psicocirurgia, pela qual ganhou o Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1949, partilhado com o fisiologista suíço Walter Rudolf Hess. Seu procedimento consistia em fazer dois orifícios no crânio e inserir um instrumento afiado no tecido cerebral. Ele então o movia para frente e para trás para cortar as conexões entre os lobos frontais e o resto do cérebro. "Ele se baseava nessa visão terrivelmente rude e simplista do cérebro, que o via como um mecanismo simples no qual você poderia simplesmente colocar as coisas. A ideia era que pensamentos obsessivos e angustiantes giravam e giravam e, ao interromper o circuito, era possível parar esses pensamentos", explica o neurocirurgião e escritor Henry Marsh. "Na verdade, o cérebro é absolutamente complicado e nem começamos a entender como tudo está interligado", acrescenta. Moniz afirmou que seus primeiros 20 pacientes tiveram uma melhora dramática, e um jovem neurologista americano, Walter Freeman, ficou muito impressionado. James Watts e Walter Freeman realizando a lobotomia Discover Magazine/wiki commons Com seu parceiro colaborador, James Watts, ele realizou a primeira lobotomia nos Estados Unidos em 1936 e, no ano seguinte, o jornal americano The New York Times se referiu à operação como "a nova 'cirurgia da alma'. Mas, no início, o procedimento era complicado e demorado. Enquanto trabalhava no St Elizabeths Hospital, o maior hospital psiquiátrico do país, na capital dos EUA, Washington DC, Freeman ficou chocado com "a perda de pessoal e da capacidade feminina" que testemunhou lá. Ele queria ajudar os pacientes a sair do hospital e estabelecer para si mesmo o objetivo de tornar a lobotomia mais rápida e barata. Com isso em mente, em 1946, ele concebeu a "lobotomia transorbital" na qual instrumentos de aço que pareciam pontas de gelo eram martelados no cérebro através dos ossos frágeis na parte de trás das órbitas oculares. O tempo de operação foi reduzido drasticamente e os pacientes não precisavam de anestesia, simplesmente eram nocauteados antes da operação com uma máquina de "eletrochoque" portátil. 'Lobotomias com picador de gelo' Freeman dirigia pelos Estados Unidos durante as longas férias de verão para realizar suas "lobotomias com picador de gelo", às vezes levando seus filhos com ele. As lobotomias eram praticadas em pacientes com esquizofrenia, depressão grave ou transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) Dan Stevens/Unplash E embora tenha sido inicialmente descrita como uma cirurgia de último recurso para pacientes psiquiátricas com os quais todos os outros tratamentos fracassaram, Freeman começou a promover a lobotomia como uma cura para tudo, desde doenças mentais graves a depressão pós-parto e fortes dores de cabeça, dor crônica, indigestão nervosa, insônia e dificuldades comportamentais. Muitos pacientes e suas famílias ficaram muito gratos a Freeman, que manteve caixas cheias de cartas de agradecimento e cartões de Natal enviados por eles. Mas em outros casos os resultados foram desastrosos. Os pacientes de Freeman incluíam Rosemary Kennedy, irmã do futuro presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, que ficou com incontinência e incapaz de falar claramente após uma lobotomia aos 23 anos. Ao longo de sua carreira, Freeman realizou lobotomias em 3,5 mil pacientes, incluindo 19 crianças, a mais jovem com apenas 4 anos de idade. A contraparte de Freeman no Reino Unido foi o neurocirurgião Sir Wylie McKissock, que realizou sua própria variação da lobotomia em cerca de 3 mil pacientes. "Esta não é uma operação demorada. Uma equipe competente em um hospital psiquiátrico bem organizado pode realizar quatro dessas operações em duas a duas horas e meia", gabou-se. "A leucotomia pré-frontal bilateral real pode ser realizada por um neurocirurgião devidamente treinado em seis minutos e raramente leva mais de 10", acrescentou ele. Graças em grande parte a McKissock, mais lobotomias per capita foram realizadas no Reino Unido do que nos Estados Unidos. Até a década de 1990 Como estudante de medicina na década de 1970, Henry Marsh aceitou um emprego como assistente de enfermagem em um hospital psiquiátrico, no que ele descreve como "a enfermaria terminal onde os casos perdidos iam morrer". O neurocirurgião Henry Marsh e a neurocientista Suzana Herculano-Houzel em mesa da Flip 2016 Walter Craveiro/Flip Lá ele viu em primeira mão os efeitos devastadores da lobotomia. "Tornou-se dolorosamente aparente que não havia acompanhamento adequado para esses pacientes", diz ele. "Os pacientes que eram os piores, os mais apáticos, os que haviam sido desenganados, eram os que haviam feito uma lobotomia." Todos foram operados por McKissock e seus assistentes. Mais tarde, depois que Marsh foi treinado como neurocirurgião, uma modificação do procedimento, conhecida como leucotomia límbica, ainda era usada. Marsh a descreve como "uma espécie de versão microscópica, muito mais refinada, do tipo de lobotomias que as pessoas faziam muitos anos antes". Ele mesmo realizou essa operação em uma dúzia de pacientes com TOC grave em 1990. "Eles eram todos suicidas, todos os outros tratamentos falharam, então eu não fiquei particularmente preocupado com isso, embora eu preferisse não ficar", diz ele. "Depois não atendi os pacientes, era puramente técnico. Os psiquiatras envolvidos me garantiram que as operações foram um sucesso", acrescenta. Questionado como se sente sobre essas operações agora. "não gostava de fazê-las e fiquei muito feliz em deixar a cirurgia", confessa. Instrumentos cirúrgicos No início dos anos 1960, cerca de 500 lobotomias eram realizadas a cada ano no Reino Unido, contra 1,5 mil em seu pico. Em meados da década de 1970, esse número caiu para cerca de 100-150 por ano, quase sempre envolvendo cortes menores e metas mais precisas. A promulgação da Lei de Saúde Mental de 1983 introduziu controles mais rígidos e mais supervisão. Hoje, as operações psicocirúrgicas raramente são realizadas. Para pior Howard Dully, que foi lobotomizado por Walter Freeman aos 12 anos, diz que tenta evitar pensar em como sua vida poderia ter sido diferente se ele não tivesse se submetido ao procedimento, por medo de ser dominado pela raiva. "Tentei reconstruir minha vida. Levei muito tempo", explica ele. "Tive muitos problemas quando era um jovem adulto: drogas, álcool e atividades criminosas, tentando roubar e ganhar dinheiro, vencer na vida, então não foi fácil." Lobotomia rendeu a Egas Moniz Prêmio Nobel de Medicina Getty Images via BBC Dully diz acreditar que a operação, realizada porque ele confrontou sua madrasta, lançou uma sombra sobre todos os aspectos de sua vida. "Você não vai até as pessoas e diz: 'Oi, eu fiz uma lobotomia', porque se você fizer isso, elas não ficarão com você por muito tempo", diz ele. Sessenta anos depois, ele pode se lembrar da operação em grande detalhe. "Eles levantaram o olho e foram até o canto, acertaram e sacudiram com essa coisa que parece um batedor de ovos", conta. "É uma loucura para mim. Quer dizer, você está falando sobre um cérebro. Não deveria haver alguma precisão envolvida? "Tão sutil quanto um tiro na cabeça" A lobotomia teve seus críticos desde o início e a oposição ficou mais forte à medida que os maus resultados se tornaram aparentes. Descobriu-se que Walter Freeman, que inicialmente alegava uma taxa de sucesso de 85%, tinha, na verdade, uma taxa de mortalidade de 15%. E quando os médicos investigaram os resultados de longo prazo de seus pacientes, eles descobriram que apenas um terço havia experimentado alguma melhora, enquanto outro terço estava significativamente pior. Um ex-defensor da lobotomia nos Estados Unidos afirmou: "A lobotomia não era menos sutil do que um tiro na cabeça." Quinze anos atrás, um grupo de médicos e vítimas de lobotomia e suas famílias fizeram campanha para que Egas Moniz fosse destituído do Prêmio Nobel. A Fundação Nobel, cujo estatuto declara que seus prêmios não podem ser retirados, recusou. Olhando para trás, como devemos ver as pessoas que realizaram esse controverso procedimento médico? "Esse negócio de dividir os médicos em heróis e vilões está errado. Somos todos uma mistura dos dois, somos um produto de nosso tempo, nossa cultura, nosso treinamento", diz Henry Marsh. "A geração de cirurgiões que me treinou tinha, eu não diria poderes divinos, mas uma autoridade enorme, ninguém os questionava ou interrogava, e posso pensar em algumas das pessoas que me treinaram que eram, acima de tudo, pessoas decentes, e foram corrompidos por este poder e se tornaram um pouco monstros como resultado", conclui. Veja VÍDEOS de notícias internacionais Veja Mais

Imagens do robô Perseverance em Marte emocionam cientistas

Glogo - Ciência Nasa divulgou as primeiras imagens da descida da espaçonave no planeta vermelho na sexta-feira (19). Membros da equipe do Perseverence comemoram a notícia do pouso em Marte. Associated Press A chegada do robô Perseverance à Marte "alucinou" a equipe da Nasa, responsável pela missão. Imagens do momento, mostram a emoção dos integrantes. As primeiras fotos que chegaram foram "muito emocionantes, a nossa equipe enlouqueceu", disse a chefe de sistemas da operação, Pauline Hwang. "A equipe científica imediatamente começou a olhar para as rochas e a se aproximar para dizer, 'o que é isso?' Não poderia ter sido melhor", resumiu. A Nasa publicou imagens nesta sexta-feira (19) mostrando a espetacular descida de seu veículo de exploração Perseverance à superfície de Marte, suspenso por cabos para desacelerá-lo, as primeiras imagens de uma manobra desse tipo. A nave pousou no planeta na quinta-feira. Equipe da Nasa comemora pouso do robô Perseverance em Marte. A Nasa também publicou fotos tiradas por uma câmera a bordo da Mars Reconnaissance Orbiter, uma sonda norte-americana enviada à Marte em 2005 para procurar evidências de água no planeta. As imagens mostram Perseverance pousando com a ajuda de um paraquedas na cratera de Jezero onde ficavam um rio e um lago há bilhões de anos. Imagem de Perseverance descendo para a cratera Jezero com a ajuda de um paraquedas. NASA/JPL-Caltech/University of Arizona As primeiras imagens divulgadas ainda na quinta-feira, logo após o pouso da espaçonave em Marte, eram fotos em preto e branco em baixa resolução. Mas, as novas fotos têm maior qualidade de imagem. Elas mostram os últimos 20 metros da descida, enquanto seus oito motores trabalhavam para desacelerar o dispositivo. "Pode-se ver a poeira sendo levantada pelos motores do veículo", disse Adam Steltzner, diretor de engenharia do Perseverance. Ele acredita que a foto captura o momento em que a nave chegou a quase dois metros do solo. Foto colorida do momento de pouso do robô Perseverance ao planeta Marte. NASA/JPL-Caltech Os três cabos paralelos na imagem são freios mecânicos e uma terceira extremidade curva é uma sonda para transmitir dados da câmera para o dispositivo. Quando o veículo tocou o solo, os cabos de 6,4 metros foram cortados, permitindo que ele descesse de forma independente. Missões para Marte: por que 3 países chegarão ao planeta vermelho quase ao mesmo tempo O Perseverance também conseguiu enviar uma imagem que mostra o interior da cratera de Jezero e outra de uma de suas rodas na superfície rochosa de Marte. Perseverance envia primeira imagem colorida de Marte um dia após pouso difícil. NASA/JPL-Caltech "Uma das perguntas que vamos nos fazer primeiro é se essas rochas são vulcânicas ou se originaram de sedimentos", explicou a vice-diretora de projetos científicos da NASA, Katie Stack Morgan. As rochas vulcânicas encontradas lá têm a particularidade de sua idade poder ser datada com altíssima precisão, uma vez que as amostras sejam trazidas à Terra em uma missão futura, que é promissora do ponto de vista da ciência planetária. Nos próximos dias, a Nasa espera ter mais imagens e vídeos de alta resolução, mas ainda não se sabe se foi capaz de capturar sons de Marte usando os microfones com que o Perseverance está equipado. Steltzner estimou que esta dúvida pode ser esclarecida no início da próxima semana. Veja Mais

Vacina da Pfizer reduziu em 75% as infecções pelo coronavírus menos de 1 mês após primeira dose, aponta estudo preliminar

Glogo - Ciência Pesquisa foi feita com profissionais de saúde de Israel e publicada na revista científica 'The Lancet'; resultado apoia possibilidade de adiar a segunda dose em cenário de escassez de vacinas, segundo cientistas. Além de reduzir a transmissão do vírus, a vacina também diminuiu em 85% os casos sintomáticos de Covid. Profissional de saúde prepara dose da vacina contra a Covid-19 da Pfizer/BioNTech em Ashkelon, sul de Israel, no dia 20 de dezembro. Gil Cohen-Magen/AFP A vacina da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 reduziu em 75% a transmissão do coronavírus Sars-CoV-2 menos de um mês após a aplicação da primeira dose, segundo um estudo preliminar publicado na quinta-feira (18) na revista científica "The Lancet". A pesquisa foi feita com 9.109 profissionais de saúde no maior hospital de Israel. Vacina da Pfizer contra a Covid-19 começa a ser testada em grávidas O dado é importante porque, até agora, poucos estudos foram feitos sobre a capacidade das vacinas de reduzir a transmissão do vírus – e não só os casos sintomáticos de Covid-19. Na pesquisa, além de diminuir a transmissão do vírus, a vacina também reduziu em 85% os casos sintomáticos da Covid (veja detalhes ao final da reportagem). 00:00 / 23:47 "É grande coisa porque, até agora, a gente não sabia disso – se [a vacina] tinha capacidade de reduzir a transmissão. É uma coisa maravilhosa", avalia a epidemiologista Ethel Maciel, professora titular da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Os cientistas israelenses pontuam, entretanto, que os resultados "precisam de validação adicional por meio de vigilância ativa", comparando pessoas vacinadas e não vacinadas. Eles apontam que as reduções vistas nos profissionais de saúde podem ser diferentes das vistas na população em geral, por causa da maior exposição desses profissionais ao vírus ou a cepas mais virulentas e infecciosas. Ministério da Saúde envia documento ao Butantan para adquirir mais 30 milhões de doses da CoronaVac A vacina da Pfizer, apesar de ter sido testada no Brasil, não está disponível no país. No início do ano, a farmacêutica disse ter oferecido 70 milhões de doses da vacina ao governo brasileiro para entrega ainda em dezembro, mas a oferta foi recusada. O Ministério da Saúde disse que as doses propostas pela Pfizer causariam "frustração" aos brasileiros. Adiamento da segunda dose Os pesquisadores destacam que os resultados dão suporte à possibilidade de adiar a segunda dose, em cenário de escassez de vacinas, já que a primeira dose apontou a redução na transmissão do vírus e nos casos de Covid sintomática. "As reduções precoces das taxas de Covid-19 fornecem suporte para o adiamento da segunda dose em países que enfrentam escassez de vacinas e recursos escassos, de modo a permitir maior cobertura da população com uma única dose", avaliam os cientistas. Os pesquisadores acrescentam que é necessário um acompanhamento a longo prazo para avaliar a efetividade de uma única dose da vacina e informar políticas públicas de adiamento da segunda dose. "Acho que essa é a grande mensagem, principalmente num cenário em que a gente não tem estoque das vacinas. Já saber que a primeira dose tem efeito e poder postergar a segunda dose é algo muito importante", diz Ethel Maciel, da Ufes. Israel lidera o ranking mundial de vacinas aplicadas em relação ao número de habitantes e já garantiu doses suficientes para imunizar a população inteira, mas esse cenário é raro no resto do mundo. No Brasil, por exemplo, a vacinação foi suspensa em várias cidades por falta de doses. O estudo Os pesquisadores avaliaram 9.109 profissionais de saúde do maior hospital de Israel. Desses, 7.214 já haviam recebido a primeira dose até o dia 24 de janeiro, e 6.037, a segunda dose. No período entre 15 e 28 dias depois da aplicação da primeira dose, houve 26 infecções pelo coronavírus entre os vacinados. Entre os não vacinados, foram 89 – uma redução, depois de ajustes, de 75%. Considerados apenas os casos sintomáticos, houve 11 casos entre os vacinados e 60 entre os não vacinados no mesmo período. A redução ajustada foi de 85%. Técnica do Samu que teve H1N1 e Covid-19 fala da emoção com 2ª dose: 'Chorei tudo de novo' A maior parte das pessoas recebeu a segunda dose entre 21 e 22 dias depois da primeira. Por isso, quando os resultados da primeira dose foram medidos, algumas pessoas já haviam tomado a segunda dose; outras, não. Os pesquisadores não mediram o efeito das duas doses da vacina; depois que a dose é aplicada, leva algum tempo para fazer efeito. Esse tempo varia de vacina para vacina e de pessoa para pessoa. "Quando você dá a dose, demora uns 15, 20 dias para fazer efeito, para aquele treinamento do sistema imunológico. Demora um tempinho. Por isso é que é a resposta da primeira dose", explica Ethel Maciel. "Os estudos da Pfizer demonstram que a produção de anticorpos começa logo, mais ou menos uma semana após a vacinação. Na primeira semana, você faz IgM, que são a primeira resposta a uma infecção. Depois, lá pelo 21º dia, o IgM começa a cair, e aumenta o IgG, que são os anticorpos que a gente espera que fiquem por um longo prazo. No caso da Pfizer, você tem um aumento grande de anticorpos, porque toma a segunda vacina com 21 dias", completa. 00:00 / 26:12 Veja VÍDEOS da vacinação no Brasil ", "Os estudos da Pfizer demonstram que a produção de anticorpos começa logo, mais ou menos uma semana após a vacinação. Na primeira semana, você faz IgM, que são a primeira resposta a uma infecção. Depois, lá pelo 21º dia, o IgM começa a cair, e aumenta o IgG, que são os anticorpos que a gente espera que fiquem por um longo prazo. No caso da Pfizer, você tem um aumento grande de anticorpos, porque toma a segunda vacina com 21 dias Veja Mais

Brasil ultrapassa marca de 10 milhões de casos registrados de Covid; foram 1.432 mortes nas últimas 24 horas

Glogo - Ciência País contabilizou 10.028.644 casos e 243.610 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa. Já são 29 dias com a média móvel de mortes acima da marca de 1 mil. Brasil ultrapassa marca de 10 milhões de casos registrados de Covid O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta quinta-feira (18). O país registrou 1.432 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 243.610 óbitos desde o começo da pandemia. É a quinta maior marca de óbitos em 24 horas registrada até aqui. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.030. Já são 29 dias com essa média acima da marca de 1 mil. A variação foi de -2% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de estabilidade nos óbitos pela doença. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 10.028.644 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 49.368 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 44.621 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de -5% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade nos diagnósticos. Onze estados estão com alta nas mortes: RS, GO, AC, AP, PA, RO, RR, BA, PB, PE e RN. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Brasil, 18 de fevereiro Total de mortes: 243.610 Registro de mortes em 24 horas: 1.432 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.030 (variação em 14 dias: -2%) Total de casos confirmados: 10.028.644 Registro de casos confirmados em 24 horas: 49.368 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 44.621 por dia (variação em 14 dias: -5%) Estados Subindo (11 estados): RS, GO, AC, AP, PA, RO, RR, BA, PB, PE e RN Em estabilidade (11 estados e o Distrito Federal): PR, SC, ES, MG, SP, DF, MS, MT, AL, CE, MA e PI Em queda (4 estados): RJ, AM, TO e SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 desta quinta-feira (18) aponta que 5.558.105 de pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 2,62% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 837.094 pessoas (0,40% da população do país). No total, 6.395.199 doses foram aplicadas em todo o país. Variação de mortes por estados Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: -4% RS: +16% SC: +1% Sudeste ES: -10% MG: 0% RJ: -24% SP: -6% Centro-Oeste DF: +1% GO: +42% MS: -10% MT: +3% Norte AC: +78% AM: -35% AP: +59% PA: +66% RO: +53% RR: +120% TO: -44% Nordeste AL: +7% BA: +66% CE: +12% MA: -3% PB: +24% PE: +24% PI: -4% RN: +27% SE: -21% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos sobre a vacinação contra a Covid no Brasil: Veja Mais

Novos casos de Covid-19 no mundo caem 16% na segunda semana de fevereiro, aponta OMS

Glogo - Ciência Porém, no Brasil, os números não diminuíram e já são 28 dias com a média de mortes acima da marca de 1 mil óbitos. Paramédico faz teste do coronavírus em mesquita na Faixa de Gaza, em foto de 21 de setembro de 2020 Khalil Hamra/Arquivo/AP Photo O mundo registrou na última semana, entre os dias 8 e 14 de fevereiro, 2,7 milhões de casos de coronavírus, uma diminuição de 16% em relação à semana anterior, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O número de novos casos caiu 20% na semana passada na África e no Pacífico Ocidental, 18% na Europa, 16% na América do Sul e 13% no Sudeste Asiático. Apenas o leste do Mediterrâneo apresentou um aumento de 7%. Vacina contra coronavírus: como saber se a vacinação está surtindo o efeito esperado Mutação, variante, cepa e linhagem: o que significam os termos ligados à evolução do coronavírus Américas precisam vacinar 700 milhões contra a Covid para ter imunidade de rebanho, diz Opas O número de novos óbitos no período também diminuiu 10% em relação à semana anterior, ainda de acordo com a OMS. No Brasil, contudo, os números não são animadores. O país registrou 1.195 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 242.178 óbitos. Com isso, já são 28 dias com a média de mortes acima da marca de 1 mil. A variação foi de 0% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de estabilidade nos óbitos pela doença. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou na segunda-feira (15) que o número de novas infecções diminuiu pela quinta semana consecutiva, desde a semana de 4 de Janeiro, quando o mundo registrou mais de cinco milhões de casos. "Isso mostra que medidas simples de saúde pública funcionam, mesmo na presença de variantes", afirmou Tedros. "O que importa agora é como reagimos a essa tendência. O fogo não apagou, mas reduzimos o tamanho. Se pararmos de combatê-lo em qualquer uma das frentes, ele voltará forte", disse. Nova variante se espalha Especialistas dizem que nova variante do coronavírus pode ser mais transmissível A variante do coronavírus identificada pela primeira vez no Reino Unido foi detectada em 94 países na semana passada, atingindo oito novos países em uma semana. Em pelo menos 47 países já foi registrado o contágio local dessa variante. Já a variante sul-africana foi detectada em 46 países, com transmissão local em pelo menos 12 deles. A variante brasileira também foi detectada em 21 países, mais seis por semana, com transmissão local em pelo menos dois países. VÍDEOS: novidades sobre vacinas contra a Covid-19 Veja Mais

Vacinação contra a Covid: como saber se a dose foi aplicada? Posso filmar? Veja passo a passo

Glogo - Ciência Após denúncias de fraude, G1 conversou com especialistas para entender o que esperar no dia da vacina - desde uso de luvas pelo profissional até o funcionamento das seringas. Enfermeira retira dose de frasco da vacina da Moderna contra a Covid-19 durante vacinação em Los Angeles, nos Estados Unidos, no dia 10 de fevereiro. Frederic J. Brown/AFP Após denúncias de fraude na aplicação das vacinas contra a Covid-19 no Brasil, o G1 conversou com especialistas para entender como funciona o passo a passo da vacinação. Nesta reportagem, você verá as respostas para as seguintes perguntas: Como vou saber se a vacina foi aplicada? Posso pedir para ver a seringa? Posso filmar a aplicação da vacina? O profissional precisa usar luva para aplicar a vacina? Quem está aplicando a vacina precisa usar máscaras N95/PFF2 ou proteção facial? E quem recebe? É necessário quem está aplicando usar óculos de proteção facial? Por que alguns profissionais apertam o braço da pessoa que vai ser vacinada antes de aplicar? O material é descartável? Cada dose tem quantos mL? Quantas doses vêm em cada frasco? Qual a capacidade de uma seringa? O que é o “espaço morto” da seringa? 1. Como vou saber se a vacina foi aplicada? Preste atenção ao êmbolo (parte do meio da seringa, que "empurra" o líquido). A enfermeira epidemiologista Ethel Maciel, que também é professora titular da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), explica o processo. "Quando você administra a vacina, primeiro aspira para ver se não pegou nenhum vaso sanguíneo, para ver se não vem nenhum sangue. Depois você aperta o êmbolo, que é a parte do meio da seringa, para poder administrar o conteúdo", afirma. "A recomendação é prestar atenção se foi administrado o conteúdo da seringa, que contém a vacina", aconselha a professora. O advogado e médico sanitarista Daniel Dourado reforça a recomendação do êmbolo. "É bem simples olhar e ver se a vacina foi aplicada: ficar atento ao êmbolo", diz. Partes da seringa Arte/G1 2. Posso pedir para ver a seringa? Pode. "O paciente tem direito de ver o que está sendo feito, de ter todas as informações relevantes do procedimento a que está sendo submetido", diz Daniel Dourado. "Geralmete o técnico já mostra a validade, a ampola, a marca, o lote, tira a ampola para ver que está tirando da caixa. Em campanha grande acaba não sendo observado", explica. 3. Posso filmar a aplicação da vacina? Pode, desde que não mostre o profissional de saúde se ele não quiser aparecer. E, claro, desde que o paciente queira ser filmado, explica Daniel Dourado. "Pode filmar sem mostrar, sem identificar o profissional de saúde. Não tem impedimento, as pessoas podem fazer isso", afirma. "A gente não tem autorização a não ser que peça à pessoa se ela se importa de ser filmada. Você pode pedir pra gravar, informa à pessoa que você vai filmar – e que você está filmando só o procedimento, não a pessoa", explica Ethel Maciel. 4. O profissional precisa usar luva para aplicar a vacina? Não. "Não precisa usar luva. Para esse procedimento da vacina, internacionalmente, não precisa. Você não está trabalhando com nenhuma secreção, só está administrando um imunobiológico", diz Ethel Maciel. 5. Quem está aplicando a vacina precisa usar máscaras N95/PFF2 ou proteção facial? E quem recebe? As máscaras do tipo N95/PFF2 são as usadas para evitar a contaminação pelo coronavírus por meio de aerossóis. Elas já são recomendadas para uso no dia a dia por cidadãos em alguns países europeus, como a Alemanha. "Quem está administrando, se estiver numa unidade de saúde, um hospital, tem que estar com máscara PFF2 ou N95, que tem uma capacidade de filtragem maior. Então [para] os profissionais de saúde é muito indicado que usem", afirma Ethel Maciel. "Em outros países, há indicação para que a gente use também em local sem fluxo de ar, local fechado, principalmente que tem circulação de muitas pessoas doentes. Para quem está recebendo a vacina, o ideal é que vá com a sua máscara, duas máscaras, se puder", completa. "Se você for receber a vacina no carro, como alguns idosos, ou num local aberto, essas recomendações podem mudar um pouco, mas, no caso do profissional de saúde, é sempre melhor colocar uma máscara que tenha uma proteção maior", avalia a professora. "As recomendações para proteção no nosso país não tiveram nenhuma mudança, como nos EUA, que estão recomendando usar duas máscaras, e como na Europa, que já estão recomendando usar N95 para todo mundo", diz Ethel Maciel. 6. É necessário quem está aplicando usar óculos de proteção facial? "Se o local for fechado, sem circulação de ar, é indicado, sim. Ou o face shield [proteção de acrílico], que tem sido mais utilizado pelos profissionais de saúde. Lembrando que é máscara e o face shield – o face shield não substitui [a máscara], é só uma proteção dos olhos", lembra Ethel Maciel. 7. Por que alguns profissionais apertam o braço da pessoa que vai ser vacinada antes de aplicar? Médica recebe dose da vacina da Johnson contra a Covid-19 de enfermeira em Pretória, na África do Sul, no dia 17 de fevereiro. Phill Magakoe / AFP "Como a injeção é intramuscular, algumas pessoas, na hora de administrar, localizam o músculo. Não é obrigatório, é só uma forma de se certificar que você está pegando a camada muscular da pessoa", diz a professora da Ufes. "Principalmente em idosos, às vezes é mais difícil [localizar o músculo], porque, como tem uma perda muscular grande, fica um pouco difícil de a gente localizar. Então não faz parte da técnica, mas não está errado. Você pode fazer como pode não fazer", acrescenta. 8. O material é descartável? Sim, tanto a seringa como a agulha são descartáveis. 9. Cada dose tem quantos mL? Em cada dose é aplicado 0,5 ml, tanto para a CoronaVac como a Covishield (vacina de Oxford). 10. Quantas doses vêm em cada frasco? Tanto a CoronaVac, envasada pelo Instituto Butantan, como a vacina de Oxford/AstraZeneca, envasada pela Fiocruz, têm dez doses de meio mililitro (0,5 mL) em cada frasco. 11. Qual a capacidade de uma seringa? Há mais de um tipo. Maciel avalia que as seringas de maior precisão são as melhores para a aplicação da vacina contra a Covid. “Varia, tem de 1 mL, 2mL, 3 mL. Como essa vacina [da Covid] temos que dar 0,5mL, uma seringa de maior precisão, uma seringa menor, onde tem esses mL bem divididos, é mais fácil para quem está fazendo a aplicação”, afirma. 12. O que é o “espaço morto” da seringa? O "espaço morto" é o espaço na seringa formado pelo “canhão” e pela própria agulha, que pode conter um volume residual da dose e que será descartado. Em nota técnica do Ministério da Saúde, a pasta explica que os frascos com as vacinas já preveem esse valor extra. “A vacina pode conter volume em excesso, a fim de permitir a retirada e a administração do volume total de doses declaradas”, diz a nota. Ethel Maciel explica que, por isso, o profissional já costuma aspirar um valor maior que os 0,5 mL necessários. “Quando você olha a seringa, vê a marcação, precisa puxar 0,5 mL, e geralmente a gente puxa um pouquinho a mais, porque tem esse espaço, da agulha, do ar, sempre fica um pouquinho de dose ali. O que você tem que garantir é aplicar o 0,5 mL da dose”, afirma. 00:00 / 26:58 Veja VÍDEOS sobre a vacinação no Brasil: Veja Mais

Américas precisam vacinar 700 milhões contra a Covid para ter imunidade de rebanho, diz Opas

Glogo - Ciência Até o momento, menos de 63 milhões de pessoas foram vacinadas na região, e a maioria mora nos países do Norte do continente, ponderou dirigente da Organização. Um mês da vacinação contra Covid-19 no Brasil A diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), braço regional da Organização Mundial de Saúde (OMS), Carissa F. Etienne, afirmou nesta quarta-feira (17) que a cobertura vacinal nas Américas precisa ser muito alta, com mais de 700 milhões de imunizados, para região alcançar imunidade de rebanho contra a Covid-19. Em contrapartida, menos de 63 milhões já foram vacinados. "Para se beneficiar da imunidade coletiva proporcionada pelas vacinas, a cobertura deve ser muito alta. Mais de 700 milhões de pessoas nas Américas teriam que ser vacinadas para garantir uma cobertura de 70% da população", afirmou Etienne. Apesar disso, a diretora da Opas apontou que a vacinação nas Américas segue lenta, principalmente nos países da porção mais pobre do continente. Quando serei vacinado? Veja por que a pergunta ainda não tem resposta um mês após Brasil começar imunização Capitais começam a suspender vacinação por falta de doses; veja lista "Dois meses após a entrega da primeira vacina contra a Covid-19, quase 63 milhões de pessoas foram vacinadas nas Américas e Caribe. A maioria dos vacinados está em países do Norte. Embora esses números sejam encorajadores, não são suficientes", afirmou Etienne. O subdiretor da Opas, Jarbas Barbosa, lembrou que a estimativa de se alcançar imunidade de rebanho com 70% de cobertura vacinal divide a opinião dos cientistas. "Muitos falam que será preciso uma cobertura de até 90%", ponderou. "O mais importante agora [neste início da vacinação nas Américas] é salvar vidas, depois pensaremos em controlar a transmissão", disse Jarbas Barbosa. Etienne informou que o mecanismo Covax enviará 160 milhões de doses para as Américas no primeiro semestre e pediu que os países se preparem para a imunização em massa e priorizem os trabalhadores da saúde e os idosos. "Qualquer pequeno atraso [dentro dos países nas campanhas de imunização] pode postergar a vacinação em semanas", alertou a dirigente. Veja perguntas e respostas sobre a vacinação contra a Covid-19 130 países sem nenhuma vacina Ainda nesta quarta, o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Antônio Guterres, pediu que países se unam em um plano global de vacinação contra a Covid-19 para diminuir as desigualdades no acesso à vacina, de acordo com a agencia France Presse. Quando serei vacinado? Veja por que a pergunta ainda não tem resposta um mês após Brasil começar imunização Na abertura de uma sessão especial do Conselho de Segurança da ONU sobre vacinas realizada com ministros das Relações Exteriores, Guterres alertou que somente 10 nações administraram 75% das doses até o momento e que 130 países não receberam nenhuma vacina. Vídeos: notícias internacionais Veja Mais

Estudo reconhecido pela OMS avalia efeitos da 'Covid Longa' em 1,2 mil pacientes em todo o país

Glogo - Ciência Coalizão formada por hospitais de São Paulo e Porto Alegre avalia sequelas físicas e mentais de pacientes diagnosticados com a doença. Pesquisadores participaram de reunião com a OMS recentemente. Pesquisa desenvolvida no Brasil avalia sequelas em mais de 1,2 mil pacientes de Covid-19 Uma pesquisa desenvolvida por uma coalizão de hospitais e institutos brasileiros avalia os efeitos dos sintomas prolongados e sequelas após a cura da Covid-19, que vem sendo chamada de Covid Longa, Covid Prolongada ou Long Covid. O estudo, que acompanha mais de 1,2 mil pacientes que enfrentaram a doença em todo o país, foi integrado à estratégia da Organização Mundial de Saúde (OMS) para avaliar e estabelecer estratégias de combate à Covid Longa. O estudo é um dos nove desenvolvidos pela aliança formada por Hospital Moinhos de Vento (HMV), de Porto ALegre, e Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). Os especialistas avaliam a eficácia e a segurança de potenciais terapias para pacientes com Covid-19 no Brasil. O grupo já demonstrou, por exemplo, que o uso do medicamento para artrite tocilizumabe e da cloroquina não possuem efeito contra a doença. No estudo, os participantes vêm sendo monitorados por ligações telefônicas a cada três, seis, nove e doze meses após a recuperação ou alta. O objetivo é detectar a presença de sintomas ou sequelas, tanto físicos quanto mentais, no período pós-Covid, como explica o pesquisador e médico do HMV Regis Goulart Rosa. Os resultados definitivos devem ser conhecidos entre o fim de 2021 e o início do ano que vem. Para os próximos meses, dados preliminares já compilados devem ser apresentados. Segundo o médico, tanto pacientes que desenvolveram a versão grave da doença quanto aqueles que não precisaram de internação podem sofrer os efeitos da Covid Longa, o que pode afetar a vida dessas pessoas mesmo meses após se recuperarem do vírus. "A gente acaba encontrando muitos pacientes que, mesmo não necessitando de hospitalização, tiveram sintomas prolongados. Inclui fadiga, cansaço, fraqueza, principalmente fraqueza muscular, inclui também dificuldade de atenção, distúrbios do sono, principalmente insônia, sintomas de ansiedade. Esses sintomas duram o suficiente para causar uma percepção de redução de qualidade de vida para essas pessoas", relata. Especialmente entre os pacientes mais graves, os pesquisadores estão analisando os efeitos à luz de dados já conhecidos sobre as consequências das internações, a chamada "síndrome pós-UTI". Nesses casos, é frequente a ocorrência de disfunções de múltiplos órgãos e sistemas, por exemplo. "Essas disfunções acabaram gerando sequelas importantes nesses pacientes, que podem apresentar fraqueza muscular, redução da capacidade física, incluindo até dependência física pra atividades do dia a dia, disfunção cognitiva mais severa, incluindo déficit de memória, redução de velocidade da capacidade de processamento, que são domínios importantes para a pessoa retornar ao trabalho, por exemplo", afirma. O médico cita outro estudo brasileiro que aponta que, a cada quatro pacientes recuperados de uma pneumonia grave, um acaba morrendo. E a taxa de reospitalização também costuma ser alta, em torno de 60% no primeiro ano. "Às vezes a gente dá tchau para um paciente que teve ventilação mecânica por pneumonia e muitas vezes deveria estar dando um até logo", comenta o médico. Imagem criada pela Nexu Science Communication em conjunto com o Trinity College, em Dublin, mostra um modelo estruturalmente representativo de um betacoronavírus, que é o tipo de vírus vinculado ao COVID-19, mais conhecido como coronavírus vinculado ao surto atual. NEXU Science Communication/via REUTERS Sequelas psíquicas incapacitantes Seja em casos leves ou graves, os pesquisadores buscam aprofundar dados sobre as sequelas mentais que a Covid-19 pode acarretar. Ansiedade, depressão e estresse pós-traumático são comuns em pacientes que enfrentaram doenças como o coronavírus. Segundo Regis, tratam-se de síndromes incapacitantes. "Antigamente se pensava que as sequelas iam ser puramente respiratórias, impactando a vida física, mas as sequelas de saúde mental e da cognição são muito frequentes e causam impacto tão grande ou até mesmo maior do que a própria saúde física", diz o pesquisador. Um dos desfechos avaliados pelo estudo da coalizão, por exemplo, é a taxa de retorno ao trabalho o estudo de cada infectado, segundo o médico, para a monitorar também a saúde social pós-vírus. A descoberta dos sinais da Covid Longa indica a necessidade de rastreamento entre os casos da doença para detectar prováveis consequências, e da elaboração de um programa de reabilitação, que pode incluir fisioterapia, fonoaudiologia e psicologia, entre outras especialidades. "A boa notícia é que a maioria dessas sequelas físicas, cognitivas e de saúde mental são transitórias, os pacientes conseguem se recuperar e ter uma melhora de sua qualidade de vida a partir da reabilitação", reflete o médico. Médico do Moinhos de Vento fala sobre os sintomas duradouros da Covid-19 Instituição de uma política pós-Covid Na reunião realizada no início do mês de fevereiro sobre a Covid Longa, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou a importância dos estudos sobre os efeitos. "Todos precisam, desde a Atenção Básica, conhecer os efeitos da infecção nas crianças, nos grupos de risco e em todos os grupos e entender os impactos sociais e econômicos desta enfermidade. É preciso garantir a reabilitação dos pacientes. Temos 800 centros de colaboração em diversas regiões e vamos pedir que incluam a Long COVID entre as prioridades", afirmou Adhanom. O médico Regis Goulart Rosa acrescenta que o reconhecimento da OMS é o passo inicial para a instituição de políticas públicas para esses pacientes. "A partir disso, se dá o pontapé inicial para que nós possamos instituir medidas de reabilitação e também prevenção de sequelas desses pacientes, principalmente naqueles mais graves", conclui. 55 sintomas já catalogados Um grupo de pesquisadores que revisou mais de 18 mil publicações sobre a Covid prolongada já publicados no mundo identificaram 55 principais sintomas já relatados. Confira no gráfico abaixo. Sintomas da Covid longa Elcio Horiuchi/G1 VÍDEOS: Bom Dia Rio Grande Initial plugin text Veja Mais

Vacina contra Covid não afeta fertilidade, afirmam especialistas

Glogo - Ciência Falsas alegações sobre a vacina e seu impacto na placenta e na fertilidade viraram discussão em redes sociais do Reino Unido; médicas ouvidas pela BBC explicam por que as teorias não fazem sentido. Falsas alegações sobre vacinas e seu impacto na placenta e na fertilidade viraram discussão em redes sociais do Reino Unido Getty Images via BBC São infundadas as alegações, espalhadas nas redes sociais, de que as vacinas contra a Covid-19, como a da Pfizer, poderiam afetar a fertilidade feminina, explicam especialistas consultados pela BBC. As falsas alegações difundiam a ideia de que a vacina deixaria as mulheres inférteis ou faria seus próprios corpos atacarem a placenta. Mas não há nenhum "mecanismo biológico plausível" pelo qual uma vacina poderia afetar a fertilidade, explica Lucy Chappell, professora de Obstetrícia da Universidade King's College, em Londres, e porta-voz do Royal College de Obstetras e Ginecologistas britânicos. A vacina gênica da Pfizer funciona de modo a mandar uma mensagem para o corpo, permitindo-o fabricar um pequeno (e inofensivo) fragmento da proteína "spike" do coronavírus. Esse processo ativa o sistema imunológico, produzindo anticorpos e células brancas para combater o vírus — e fazendo-o ser capaz de reconhecer novamente esse vírus caso ele volte a entrar no corpo. A vacina não tem nem a capacidade de transmitir o vírus, nem de alterar a composição genética do corpo. As "partículas mensageiras" levadas pela vacina também têm vida muito curta: entregam a "mensagem" e são destruídas. É por isso que a vacina da Pfizer, em particular, precisa ser armazenada com tanto cuidado: seu material genético se desintegra (e se torna inútil) muito facilmente. Não há nenhuma forma como esse processo pode impactar a saúde reprodutiva feminina, reforça Nicola Stonehouse, virologista da Universidade de Leeds. Vacina da Pfizer contra Covid usa tecnologia chamada de RNA mensageiro; veja como funciona Confusão A confusão em torno do assunto começou nas redes sociais quando uma versão anterior das diretrizes do governo britânico dizia que era "desconhecido" se a vacina da Pfizer teria um impacto na fertilidade. Essa diretriz foi desde então atualizada, para esclarecer que estudos com animais não indicam nenhum efeito nocivo sobre o sistema reprodutivo. A questão gira, em parte, em torno de como os cientistas descrevem as coisas, em comparação a como a maioria de nós a entendemos. Quando cientistas dizem que "não há evidências", significa que não houve um estudo de longo prazo a respeito disso para essa vacina específica - o que não quer dizer que não haja fatos a respeito ou que estejamos no escuro a respeito desses efeitos. Em realidade, explica Chappell, há muitas evidências vindas de outras vacinas do tipo, incluindo a vacina da gripe, de que não há nenhum impacto na fertilidade e são seguras para o uso durante a gravidez. Considerando que a infecção pelo coronavírus pode, em alguns casos, causar problemas de saúde reprodutiva, "a probabilidade de alguém ter problemas depois de pegar Covid-19 é muito maior do que depois de tomar vacina", afirma Stonehouse. Falsas alegações envolvendo a placenta Algumas postagens sugeriram, erroneamente, que a vacina poderia afetar a fertilidade porque contém proteínas também usadas para fazer a placenta, o que levaria o corpo a atacar sua própria placenta. Isso não é verdade: embora a vacina contenha uma proteína que tem uma leve semelhança com a usada pelo corpo para desenvolver a placenta, essa semelhança não é capaz de confundir o corpo humano. Post na internet levando a falsa hipótese de que a vacina impede que as mulheres formem placenta; médicas esclarecem que imunizante não tem nenhum efeito negativo sobre a fertilidade Reprodução Vacinas são projetadas em torno das partes mais características da "spike" do vírus, para garantir que elas sejam capazes de fazer o corpo reconhecer apenas o vírus. O fato de haver uma pequena semelhança entre as proteínas "não significa nada", explica Chappell, uma vez que há diversas proteínas semelhantes em diferentes seres da natureza. Chappell, especializada em saúde gestacional e fertilidade feminina, afirma não ter nenhuma preocupação sobre o impacto das vacinas na vida fértil de mulheres. "Eu nunca ouvi falar de nenhuma vacina afetar fertilidade", agregou Jonathan Van-Tam, vice-chefe médico da Inglaterra. O boato é apenas "uma história perniciosa criada para asustar". E durante a gravidez? Para mulheres já grávidas, porém, cientistas têm destacado que os efeitos das vacinas existentes contra o coronavírus ainda não foram testados nesse grupo. Bebê nasce com anticorpos contra a Covid-19 após mãe ser vacinada, aponta estudo preliminar Posso tomar vacina contra a Covid-19 se estiver grávida ou amamentando? Até o momento, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já publicou recomendações sobre as vacinas oferecidas pela Pfizer-BioNTech e Moderna, e não aconselha que grávidas sejam vacinadas. Mas o alerta se baseia exclusivamente na falta de dados, e não em evidências de que tomar a injeção possa causar prejuízos à saúde da gestante e do bebê. Ainda assim, quando uma mulher grávida tem um alto risco inevitável de exposição ao coronavírus, como no caso de uma profissional de saúde, ou tem comorbidades, a OMS diz que "a vacinação pode ser considerada se discutida com seu médico". A OMS também aponta para os riscos de contrair covid-19 durante a gravidez. "Mulheres grávidas correm maior risco de desenvolver sintomas graves de Covid-19 do que mulheres não grávidas, e a doença foi associada a um risco aumentado de parto prematuro", diz a entidade. No Brasil, o Ministério da Saúde lembra que "a segurança e eficácia das vacinas não foram avaliadas nos grupos de gestantes". A pasta recomenda que "para as mulheres, pertencentes a um dos grupos prioritários, que se apresentem nestas condições, a vacinação poderá ser realizada após avaliação cautelosa dos riscos e benefícios e com decisão compartilhada, entre a mulher e o médico prescritor". Já no caso de mulheres que estão amamentando, as evidências têm indicado que o risco de efeitos colaterais da vacina é muito baixo, sugerindo que essas mulheres poderiam ser vacinadas. VÍDEOS: Vacinação no Brasil Veja Mais

Estudo detecta presença de variante britânica do coronavírus em Minas e outros 7 estados

Glogo - Ciência As amostras foram coletadas nas cidades de Belo Horizonte, Betim, Araxá e Barbacena. A variante britânica do coronavírus foi detectada em amostras de pacientes infectados em Minas Gerais e outros sete estados brasileiros Getty Images via BBC A variante britânica do coronavírus foi detectada em amostras de pacientes infectados em Minas Gerais e outros sete estados brasileiros. A informação é de um estudo desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com a Rede Corona-Ômica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Instituto Hermes Pardini e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A presença da variante originária do Reino Unido, a B.1.1.7, foi identificada em 16 cidades do país, sendo quatro em Minas Gerais: a capital Belo Horizonte, Betim, na Região Metropolitana, Araxá, no Alto Paranaíba, e Barbacena, na Região Central. A cepa também foi detectada no Rio de Janeiro (RJ), Campo dos Goytacazes (RJ), Curitiba (PR), Cuiabá (MT), Primavera do Leste (MT), Aracaju (SE), São Paulo (SP), Americana (SP), Santos (SP), Valinhos (SP), São Sebastião do Passé (BA) e Barra do São Francisco (ES). Os pesquisadores fizeram uma triagem no banco de dados do Hermes Pardini, composto por mais de 740 mil exames de Covid-19 realizados em laboratórios de todo o país, em busca de amostras com comportamento "anormal". "Encontramos algumas dessas amostras, conseguimos material biológico de 25 delas e levamos para o laboratório. Fizemos uma análise e confirmamos que todas eram da linhagem do Reino Unido", explica o professor do departamento de genética do ICB, Renan Pedra de Souza. As amostras foram colhidas nas primeiras semanas deste ano. Segundo Souza, os resultados indicam a presença da variante nos oito estados, mas ainda não é possível dizer se ela está circulando nesses locais e em qual frequência. Estudos para responder essas perguntas estão sendo conduzidos e devem ser concluídos nas próximas semanas. "Com no máximo 14 dias vamos ter uma resposta sobre a circulação. O outro passo, para determinar a frequência, deve levar quatro semanas. Começamos ontem (segunda-feira) uma nova rodada de análise de sequenciamentos e, como não estamos mais aplicando o critério de (selecionar as amostras que possuem) comportamento anormal, vamos poder estimar qual a frequência dessa linhagem e de outras", diz o professor. Estudos já demonstraram que a variante britânica do coronavírus tem potencial maior de transmissão. Uma pesquisa divulgada no final do ano passado indica que ela pode ser entre 50% e 74% mais contagiosa. "Em um contexto de falhas nas medidas uso de máscara e distanciamento, a chance de contaminação cresce", explica Souza. De acordo com o professor, a ideia é que os estudos continuem e consigam estabelecer, mês a mês, um retrato mais real sobre a pandemia no Brasil. "Saber quais variantes estão presentes no país é importante para monitorar o processo de mudança do vírus ao longo do tempo e para entender o processo de dispersão do vírus nos estados. Se a gente consegue entender esse processo, pode intervir", conclui. Ministério da Saúde monitora novas variantes Um levantamento realizado pela Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, confirma 204 casos de variantes do coronavírus no Brasil. Os dados foram compilados a partir de notificações recebidas pelas secretarias estaduais de saúde até 20 de fevereiro Foram identificados 20 casos da variante do Reino Unido, sendo 11 em São Paulo, seis na Bahia, dois em Goiás e um no Rio de Janeiro. A pasta não confirma a presença da cepa britânica em Minas Gerais. Outros 184 casos da variante P.1, identificada originalmente no Amazonas, foram notificados em 17 estados, incluindo Minas. O estado tem seis registros. O Ministério da Saúde enviou uma nova nota técnica aos estados nesta terça-feira (23) com informações sobre as variantes identificadas até o momento. O documento informa as medidas que devem ser adotadas para evitar a propagação das cepas no país. Vídeos mais vistos no G1 MG: Veja Mais

Registro permite compra de vacina por clínicas privadas, mas dever do Estado é usá-las no SUS, diz pesquisador

Glogo - Ciência Anvisa concedeu o 1º registro definitivo de uma vacina contra a Covid, a da Pfizer. Medida permite a importação para o país inclusive pela rede privada, mas Estado tem permissão legal de requisitar as vacinas para o setor público. Que vacina é essa? Pfizer Biontech O registro definitivo concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) à vacina da Pfizer contra a Covid, nesta terça-feira (23), permite a importação da vacina para o Brasil. Segundo o pesquisador Daniel Dourado, da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Paris, a medida autoriza, também, que clínicas privadas comprem a vacina. "Do ponto de vista legal, a única exigência para uma empresa comprar e comercializar um produto de saúde no Brasil é que ele seja registrado na Anvisa. Isso é o que está na lei", explica Dourado. VÍDEOS: Que vacina é essa? Série faz raio X dos principais imunizantes ESTUDO: Pfizer reduziu em 75% as infecções menos de um mês após 1ª dose Apesar da possibilidade legal, não há previsão de venda da Pfizer para a rede privada. Segundo a assessoria da farmacêutica no Brasil, a empresa "só vai negociar com o governo federal". Dever do estado Em caso de uma eventual futura comercialização, Dourado avalia, entretanto, que é dever do Estado brasileiro usar quaisquer vacinas que sejam compradas pela iniciativa privada para vacinar as pessoas pelo SUS. Essa medida é chamada de requisição administrativa e é prevista em lei. Ela também dita que o poder público deverá indenizar a rede privada pelas vacinas requisitadas. "A requisição administrativa é um instrumento legal, que está previsto na Constituição e em várias leis em casos de perigo público. Numa situação extrema, o Estado pode pegar a propriedade privada, expropriar para uso coletivo e, depois, indenizar o [setor] particular", explica Dourado. Essa expropriação pode ser feita pelos governos municipais, estaduais ou pela esfera federal. "Imagina que um laboratório privado da Bahia consiga comprar a vacina da Pfizer antes de o governo do estado conseguir. O governo pode requisitar", diz. "Os governos estaduais e municipais que quiserem podem fazê-lo. Eu acho que eles não têm essa escolha – enquanto houver escassez de vacinas, eles são obrigados a requisitar", avalia. 'Não deveria ter discriminação no acesso à vacina para quem paga e não paga', diz brasileira diretora da OMS "A obrigação do Estado brasileiro é garantir o direito à saúde – neste momento, o principal elemento para garantir o direito à saúde é vacina. Qualquer vacina que entrar no território nacional é obrigação do Estado incorporar no PNI [Programa Nacional de Imunizações]. É a única maneira de o Estado garantir o direito à saúde neste momento – é a minha leitura constitucional", afirma Dourado. "Se começarem a aparecer várias clínicas privadas comprando a vacina da Pfizer, seguramente os estados vão entrar com ação no STF obrigando o Ministério da Saúde a requisitar as vacinas e distribuir. Imagine num cenário que não tem vacinas suficientes para a fase 1 dos grupos prioritários, de repente, começar a aparecer vacina na rede privada", diz. Natuza: Pfizer ofereceu 100 milhões de doses ao Brasil Compra pelos estados O pesquisador da USP avalia que, apesar de as vacinas poderem ser requisitadas ou até compradas diretamente por municípios ou estados, a obrigação é do Ministério da Saúde. "O Ministério da Saúde deveria ser, na minha visão, obrigado a fazer isso. A primeira instância federada a fazer isso seria o governo federal, porque pode distribuir proporcionalmente aos estados e municípios. Se cada estado fizer, vai distribuir somente para os estados. Isso só seria feito na omissão do governo federal", pondera. "Os estados sempre puderam fazer negociação direta com os laboratórios. Mas isso não é interessante que seja feito normalmente – porque o Brasil tem o PNI. O papel do PNI, do Ministério da Saúde, é organizar a vacinação no país como um todo. Isso não é feito [agora] por uma questão política", afirma. Dourado explica que, se a imunização ficar a cargo dos governos estaduais, a política pública de vacinação fica desarticulada. "Os estados vão adquirir vacinas conforme suas possibilidades. O estado mais rico vai comprar mais vacina e imunizar a população antes. Não é de interesse da federação ter uma unidade federativa com a população toda imunizada e outra, não. Por isso que, em um país federativo, é preciso ter uma articulação em um nível federal, para que as vacinas cheguem de forma harmonizada nos estados", afirma. Vacina da Pfizer: entenda como funcionam os imunizantes de RNA mensageiro Veja VÍDEOS da vacinação no Brasil: Veja Mais

Brasil tem 247,2 mil mortos por Covid; média móvel é de 1.055 óbitos por dia

Glogo - Ciência País contabilizou 10.197.531 casos e 247.276 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa. Já são 33 dias com a média móvel acima da marca de 1 mil mortes por dia. Brasil registra 716 mortes por Covid em 24 horas O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta segunda-feira (22). O país registrou 716 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 247.276 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.055. Já são 33 dias com essa média acima da marca de 1 mil. A variação foi de +2% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de estabilidade nos óbitos pela doença. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 10.197.531 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 30.231 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 47.374 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +5% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade também nos diagnósticos. Doze estados estão com alta nas mortes: RS, SC, GO, AC, PA, RO, RR, BA, CE, PB, PE e RN. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Brasil, 22 de fevereiro Total de mortes: 247.276 Registro de mortes em 24 horas: 716 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.055 (variação em 14 dias: +2%) Total de casos confirmados: 10.197.531 Registro de casos confirmados em 24 horas: 30.231 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 47.374 por dia (variação em 14 dias: +5%) Estados Subindo (12 estados): RS, SC, GO, AC, PA, RO, RR, BA, CE, PB, PE e RN Em estabilidade (10 estados e o Distrito Federal): PR, ES, MG, RJ, SP, DF, MT, AP, AL, MA e PI Em queda (4 estados): MS, AM, TO e SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 desta segunda-feira (22) aponta que 5.982.640 de pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 2,83% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 1.269.005 pessoas (0,60% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. No total, 7.251.645 doses foram aplicadas em todo o país. Variação de mortes por estados Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: -4% RS: +28% SC: +31% Sudeste ES: +3% MG: -2% RJ: -6% SP: -6% Centro-Oeste DF: +1% GO: +37% MS: -29% MT: -5% Norte AC: +54% AM: -39% AP: -5% PA: +61% RO: +71% RR: +25% TO: -28% Nordeste AL: +14% BA: +65% CE: +21% MA: +13% PB: +39% PE: +17% PI: -5% RN: +31% SE: -31% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos sobre a vacinação contra a Covid no Brasil: Veja Mais

Primeira dose de vacina reduziu o risco de internação por Covid-19 em até 94% na Escócia, aponta estudo preliminar

Glogo - Ciência Índice foi visto quatro semanas após imunização com vacina de Oxford. Redução de risco foi de 85% nos vacinados com o imunizante da Pfizer no mesmo período. Entre os pacientes com 80 anos de idade ou mais, a vacinação foi associada a uma redução de 81% no risco de hospitalização pela doença. Dados ainda não foram avaliados por outros cientistas. Profissional de saúde retira dose de frasco da vacina de Oxford para aplicação em Brighton, no sul da Inglaterra, no dia 26 de janeiro. Ben Stansall/AFP Um estudo preliminar feito na Escócia apontou que pessoas que receberam a primeira dose das vacinas de Oxford/AstraZeneca ou da Pfizer/BioNTech tiveram seu risco de internação por Covid-19 reduzidos em 94% e 85%, respectivamente, entre 28 e 34 dias após a vacinação. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (22), mas ainda não foram validados por outros cientistas e nem publicados em revista. A análise mostrou que, entre os pacientes com 80 anos de idade ou mais, a vacinação foi associada a uma redução de 81% no risco de hospitalização pela doença no mesmo período depois do recebimento da primeira dose. Esse dado considera tanto os pacientes que receberam a vacina de Oxford quanto a da Pfizer. "Estes resultados são muito animadores e nos deram muitas razões para ser otimistas com o futuro", disse Aziz Sheikh, professor da Universidade de Edimburgo e um dos líderes do estudo. Os pesquisadores alertaram, entretanto, que os índices diferentes para cada uma das vacinas não permitem fazer uma comparação entre elas. O estudo Os cientistas, de cinco universidades escocesas e do sistema público de saúde do país, analisaram dados de toda a população da Escócia – de 5,4 milhões de pessoas – entre 8 de dezembro e 15 de fevereiro. Nesse período, 1,14 milhões de doses foram aplicadas; 21% da população recebeu uma primeira dose. Cerca de 650 mil pessoas receberam a vacina da Pfizer e 490 mil, a de Oxford. Como a vacinação em massa salvou a Escócia em 1950 Vacina da Pfizer reduziu em 75% as infecções pelo coronavírus menos de 1 mês após primeira dose, aponta estudo preliminar Em uma entrevista coletiva, o pesquisador Aziz Sheikh alertou que os resultados são preliminares, ainda a serem analisados por cientistas independentes, mas acrescentou: "estou muito esperançoso. Agora temos indícios nacionais de que a vacinação oferece proteção contra hospitalizações por Covid-19". Ele disse acreditar que países usando as mesmas duas vacinas e uma estratégia semelhante – como Inglaterra e País de Gales, por exemplo – deverão ver um resultado parecido na redução do número de pessoas hospitalizadas com a Covid. O Reino Unido já aprovou 3 vacinas contra a Covid-19: a primeira foi a da Pfizer, no início de dezembro, seguida pela de Oxford, no final do mesmo mês, e, por último, a da Moderna, no início de janeiro. Esta última ainda não começou a ser aplicada. Alerta O estudo também apontou, entretanto, que, depois de quatro semanas, a redução nas hospitalizações foi diminuindo entre grupos vacinados e não vacinados. A partir de 42 dias ou mais depois da primeira dose, por exemplo, a redução nas hospitalizações entre o grupo vacinado e não vacinado foi de 64% na vacina da Pfizer. Para a de Oxford, não havia dados disponíveis, porque ela começou a ser aplicada apenas em janeiro. Os cientistas pontuaram que ainda era cedo para saber se a proteção oferecida após uma única dose da vacina diminuía depois de um mês. Eles alertaram que mais evidências eram necessárias. O Reino Unido adotou uma política de aplicar a primeira dose das vacinas na maior quantidade possível de pessoas. O comitê científico do país recomendou que a segunda dose da vacina de Oxford seja aplicada de 4 a 12 semanas depois da primeira e a da Pfizer, de 3 a 12 semanas. No domingo (21), o governo britânico anunciou que todos os adultos do país receberão a primeira dose até 31 de julho. No Brasil, a vacina de Oxford está sendo aplicada com 12 semanas de espaçamento entre as doses. O imunizante da Pfizer ainda não foi aprovado no país. Veja VÍDEOS da vacinação no Brasil: v Veja Mais

Como o robô Perseverance envia imagens de Marte (e por que a primeira foi tão ruim)

Glogo - Ciência Chegada do robô Perseverance a Marte foi um sucesso, mas suas primeiras imagens eram de baixíssima resolução. A Nasa explica por quê. Primeira imagem de Marte enviada por Perseverance foi de baixa qualidade e em preto e branco Nasa O robô Perseverance, que chegou à superfície de Marte na quinta-feira (19), pode ser considerado o suprassumo da tecnologia. A sonda desenvolvida pela Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, viajou 480 milhões de quilômetros, entrou em Marte a uma velocidade de quase 20 mil km/h e, depois de oito meses, fez um pouso bem-sucedido no Planeta Vermelho. Foi uma façanha e tanto da engenharia espacial, mas por que um dispositivo tão sofisticado enviou suas primeiras imagens com qualidade tão baixa? A Nasa compartilhou duas imagens do local onde o Perseverance aterrissou, na cratera Jazero em Marte: "Olá, mundo. Meu primeiro olhar em minha casa para sempre", disse a agência no Twitter. De baixa qualidade e em preto e branco, os registros mostram o terreno da cratera. Essas imagens foram as primeiras, de baixa resolução, mas logo depois a Nasa divulgou novas fotos, dessa vez, com maior qualidade e coloridas. Câmeras de condução As duas primeiras imagens enviadas pelo Perseverance para a Terra foram obtidas pelas chamadas HazCams (do inglês 'Hazard Avoidance Cameras' ou Câmeras de Prevenção de Riscos), seis câmeras instaladas para monitorar o terreno. Eles têm como função auxiliar os controladores a manejar o robô e contam com proteção extra para a entrada na atmosfera de Marte e pouso. "As HazCams detectam perigos no caminho frontal e traseiro do robô, como grandes rochas, valas ou dunas de areia. Os engenheiros também usam as HazCams frontais para ver onde o braço robótico pode se mover para fazer medições, tirar fotos e coletar amostras de rocha e solo", explica a Nasa. Ao chegar ao planeta, as tampas protetoras transparentes sobre essas câmeras ainda não haviam sido retiradas, o que afeta a resolução das imagens capturadas. Este registro mostra uma das rodas do Perseverance Nasa "Essas primeiras imagens são versões de baixa resolução conhecidas como 'miniaturas'. As versões de alta resolução estarão disponíveis mais tarde", disse a agência na quinta-feira (18). Foi o que aconteceu na sexta-feira. Conforme prometido, outras imagens, de maior qualidade e coloridas, foram disponibilizadas ao público. O Perseverance não tem apenas as Hazcams, mas 23 câmeras. Dessas, nove são para engenharia, sete para trabalhos científicos, bem como sete para gerenciamento (incluindo as seis Hazcams). À medida em que mais dados forem processados no centro de controle da Terra, mais imagens vão ser transmitidas. Envio de imagens O Perseverance tem três antenas instaladas, cada uma com tecnologias e usos diferentes que servem de "ouvidos" e "voz" para o robô. A antena de Frequência Ultra-Alta (UHF) é o elo de comunicação com a Terra. Essa comunicação não é direta, mas seu sinal é enviado para orbitadores da NASA posicionados nas proximidades de Marte. De lá, os sinais são encaminhados para os centros de controle da missão na Terra. "Em geral, um sinal de rádio leva entre cinco e 20 minutos para percorrer a distância entre Marte e a Terra", dependendo da posição dos dois planetas. Esta foi uma das primeiras imagens coloridas enviadas pelo Perseverance Nasa Missão O Perseverance buscará evidências de vidas passadas em Marte e coletará amostras de rochas que serão devolvidas à Terra em uma missão futura. Ele também testará tecnologias pioneiras que serão a chave para uma futura presença humana no Planeta Vermelho. É a busca mais ambiciosa da Nasa por vida em Marte desde os anos 1970. "O foco mais recente da Nasa tem sido explorar ambientes antigos, porque os dados que temos sugerem que o planeta era mais habitável durante seu primeiro bilhão de anos", diz um dos líderes da missão, Ken Williford, à BBC. O Perseverance carrega consigo instrumentos científicos que serão capazes de pesquisar vestígios químicos de vida nas rochas marcianas. Estes podem incluir compostos orgânicos, o que significa que contêm carbono. O robô também poderá procurar sinais visuais de biologia, como comunidades microbianas fossilizadas. Veja Mais

Covid-19: teste pelo ânus, exames rápidos e outros avanços no diagnóstico do coronavírus

Glogo - Ciência Os métodos para detectar uma infecção pelo coronavírus evoluíram bastante nos últimos meses. Conheça as principais inovações — e quando elas realmente fazem a diferença. Enfermeiro passa por teste RT-PCR, para detectar a presença do coronavírus, em hospital de Arles, no sul da França, em foto de 28 de outubro Daniel Cole/AP Uma notícia inusitada vinda da China chamou a atenção nos últimos dias: autoridades locais anunciaram que iriam começar a usar o swab anal para diagnosticar a Covid-19. Em resumo, o método consiste em introduzir no ânus uma haste flexível para colher amostras de material orgânico, que depois serão analisados em laboratório para detectar (ou não) a presença do coronavírus. Atualmente, o padrão é fazer o swab nasal, em que a haste é colocada no nariz e na boca para coletar amostras lá do fundo da garganta. IgG e IgM: entenda significado das siglas e diferença entre teste rápido e PCR Teste por saliva utiliza técnica mais simples e barata que o RT-PCR; veja perguntas e respostas De acordo com especialistas chineses, o novo exame teria uma precisão maior, traria resultados mais confiáveis e seria particularmente útil em algumas situações especiais. Mas o que a ciência diz sobre o assunto? E como os testes que diagnosticam a Covid-19 evoluíram nos últimos meses? Via alternativa A ideia de fazer testes laboratoriais pelo ânus não é particularmente nova. Exames de fezes e colonoscopia, por exemplo, são métodos valiosíssimos para o diagnóstico de uma série de doenças — de infecções gastrointestinais ao câncer colorretal. Até mesmo no contexto da Covid-19 o assunto não é uma novidade absoluta. "Já sabemos há algum tempo que o intestino poderia funcionar como um santuário do coronavírus, como acontece com outras doenças virais. Ele poderia escapar do nariz e dos pulmões, ficaria em algumas regiões do sistema digestório e seria eliminado pelas fezes", raciocina o infectologista Celso Granato, diretor clínico do Grupo Fleury. Ainda nos primeiros meses de pandemia, os médicos notaram que a doença não se limitava aos sintomas respiratórios e muitos pacientes apresentavam incômodos gastrointestinais, como cólicas e diarreia. Portanto, do ponto de vista das características da enfermidade, pensar num swab anal não é tão estranho assim — apesar de não existir nenhuma evidência contundente até o momento mostrando que ele seria superior ou traria resultados melhores do que a análise feita pelo nariz e pela garganta. Barreiras naturais Se os testes pelo ânus são aprovados na análise técnica, eles emperram em questões como comodidade, praticidade e conveniência. "Há uma série de restrições de natureza cultural, de foro íntimo. Um exame desses envolve expor a própria genitália e a região anal, que são bastante sensíveis", aponta o infectologista e epidemiologista Fernando Bellissimo Rodrigues, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP). Na própria China, o swab anal será usado por enquanto em situações muito específicas. Segundo uma reportagem da Forbes, testes desse tipo estão sendo aplicados em passageiros que desembarcam no aeroporto de Pequim e em alguns centros de quarentena. Há notícias de que um grupo de mil crianças e professores também precisaram fazer o exame depois que foram expostos ao coronavírus. Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil apontam que o método também poderia ser válido em pacientes com diarreia como sintoma principal ou em pessoas que apresentam alguma dificuldade para a coleta pelo nariz e pela garganta. Mas essa não é a única novidade no mundo do diagnóstico da Covid-19: nos últimos meses, o conhecimento e a tecnologia avançaram bastante e hoje trazem uma série de opções diferentes que facilitam a vida de pacientes e profissionais da saúde. O que diz a ciência sobre uso da vacina de Oxford por idosos Vacinas contra Covid: como está a vacinação no Brasil Escrito nas moléculas De forma geral, os exames para Covid-19 são divididos em dois grandes grupos: os testes virais e os de anticorpos. O primeiro detecta o agente infeccioso (ou pedacinhos dele) e permite saber se a pessoa está com a doença "ativa" em seu organismo. Já os testes de anticorpos medem a resposta do sistema imunológico e indicam se o indivíduo já teve a doença no passado — falaremos sobre eles em detalhes mais adiante. De acordo com as principais diretrizes nacionais e internacionais, o método principal para diagnóstico do coronavírus continua a ser aquele conhecido pela sigla RT-PCR. A coleta acontece por meio do swab nasal, em que a haste flexível raspa o fundo da garganta para colher o material que será analisado no laboratório. "Sabemos que essa região costuma ter a maior concentração de vírus em infecções respiratórias e é relativamente fácil de acessar pelo nariz e pela boca", explica o virologista José Eduardo Levi, da rede de laboratórios Dasa. O RT-PCR é o exame que possui atualmente a melhor sensibilidade entre as opções disponíveis. Isso significa que ele é capaz de identificar, entre as pessoas com suspeita de estarem infectadas, aquelas que realmente estão doentes. Na prática, o método deixa "escapar" poucos casos de Covid-19, o que dá uma grande confiança em seus resultados. Mas, apesar da alta confiabilidade, essa opção apresenta algumas desvantagens. A primeira delas é a demora para obter os resultados. O RT-PCR também requer equipamentos, reagentes e profissionais especializados, o que torna todo o processo mais custoso. Por fim, não dá pra ignorar o fato de a coleta ser incômoda — quem já precisou fazer sabe que o swab nasal não é nada agradável. Mulher é submetida a coleta de material para teste de Covid-19 em Bogotá, na Colômbia, na quarta-feira (27) Fernando Vergara/AP Evoluções científicas Foi pra resolver alguns desses pontos fracos do RT-PCR que outros três tipos de exames surgiram e já estão disponíveis em alguns laboratórios. Eles também avaliam a presença do vírus no organismo e podem ajudar a fazer o diagnóstico da Covid-19. Uma opção relativamente recente é o exame de saliva. Em vez de cutucar o fundo do nariz com uma haste flexível, a premissa aqui é cuspir num recipiente e esse material é analisado. "Isso representa um avanço, particularmente para aquelas pessoas que necessitam repetir os testes com regularidade", destaca Granato, que também é professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Depois de colhida, a saliva também passa pelo laboratório onde acontece aquele processo de busca por pedacinhos genéticos do coronavírus pela mesma tecnologia do RT-PCR. Outra inovação dos últimos meses é o teste LAMP, disponível em locais como farmácias, estações móveis e centros de diagnóstico. Ele também é feito por swab nasal e vasculha a presença de pistas genéticas do vírus. A diferença está no custo: como exige equipamentos menos rebuscados e possui menos etapas, essa metodologia é mais barata. Por fim, a última novidade é o teste de antígeno, que também carece da coleta de material no fundo da garganta. "Em vez de detectar o material genético, essa tecnologia vai procurar outros pedacinhos da estrutura do vírus", diz Levi, que também é pesquisador do Instituto de Medicina Tropical da USP. Mais uma vez, o ganho aqui está no preço mais baixo e na rapidez em obter um laudo positivo ou negativo. Apesar de todas as facilidades, esse trio de exames não supera o RT-PCR naquilo que é mais essencial: a sensibilidade. Em outras palavras, os testes de saliva, de antígeno e o LAMP são validados cientificamente e podem sim ser úteis numa série de situações. Mas eles deixam escapar com mais frequência alguns resultados positivos de Covid-19, o que pode fazer indivíduos infectados acharem que estão livres da doença. Coronavírus: A mistura de máscaras que pode bloquear 92% de partículas Quando fazer o teste de Covid-19? O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) destaca quatro situações em que é necessário passar por um exame desses: Pessoas com sintomas de Covid-19 (febre, tosse, cansaço, dor, diarreia, perda de olfato e paladar…); Indivíduos que tiveram contato próximo (menos de 1,5 metro por mais de 15 minutos) com pessoas com Covid-19 confirmada; Quem esteve envolvido em atividades que aumentam o risco de uma infecção pelo coronavírus e não podem fazer isolamento preventivo (como em situações de viagens, aglomerações ou longos períodos em ambientes fechados com outras pessoas); Quem é selecionado para estudos ou programas de testagem realizados por seguros de saúde, governos e institutos de pesquisa. Uma recomendação que existia até uns tempos atrás era a de esperar pelo menos três dias de sintomas antes de fazer a coleta do material para análise — mas isso caiu por terra recentemente. "Quando a pessoa procura um serviço de saúde com sinais sugestivos, ela deve ser submetida ao exame imediatamente. Não faz sentido algum pedir para que ela volte dali a alguns dias", indica Rodrigues. "Um retorno posterior só significaria dupla carga de trabalho das unidades assistenciais e um maior risco de contágio para o próprio paciente, se ele não estiver com Covid-19, ou para todo mundo ao redor, se ele está realmente infectado", completa o especialista. Se ficar em dúvida de quando fazer o teste e qual dos tipos é o melhor para você, o ideal é buscar a orientação de um profissional de saúde, que poderá fazer uma avaliação e analisar os prós e contras antes de dar uma recomendação personalizada. Quando NÃO fazer o teste de Covid-19? Os exames utilizados atualmente para o diagnóstico da doença não foram desenvolvidos para grandes rastreamentos populacionais, em que milhares de pessoas são testadas — mesmo aquelas que não se encaixam nos quatro critérios descritos acima. O grande risco dessa estratégia é sofrer com uma alta taxa de resultados falso negativos, em que as pessoas estão infectadas com o vírus, mas ele não é detectado na análise laboratorial. Hoje em dia, sabe-se que entre 40 e 50% das pessoas que pegam Covid-19 não apresentam sintoma algum. Se elas não tomarem os cuidados básicos (uso de máscaras, lavagem de mãos, distanciamento físico…), podem transmitir o vírus para outros e criar novas cadeias de transmissão. Portanto, um resultado falso negativo pode reforçar uma falsa sensação de segurança, quando todo mundo deve seguir as recomendações para evitar uma proliferação ainda maior da pandemia. Os especialistas também contra-indicam a realização dos testes como um salvo-conduto para se aglomerar em festas e outros eventos sociais. "O resultado do exame é sempre um retrato até aquele momento. Nada garante que você se infecte alguns minutos ou dias depois", reforça Levi. Máscara N95 e PFF2: por que países da Europa agora exigem máscara profissional O passado te condena? Como comentamos no início da reportagem, os testes sorológicos (ou de anticorpos) são um segundo tipo disponível desde o primeiro semestre de 2020, quando a pandemia se alastrou para todos os continentes. Realizados por meio de uma coleta de sangue, eles quantificam a produção de anticorpos conhecidos como IgA, IgG e IgM contra uma infecção pelo coronavírus. Os anticorpos são substâncias produzidas pelo nosso sistema imunológico, que ajudam a neutralizar uma segunda invasão viral. O problema é que essa reação de defesa do organismo demora um pouquinho para acontecer. Portanto, os testes sorológicos só dão um resultado válido dez dias ou mais após o início dos sintomas. Eles não servem, então, para diagnosticar a doença ativa e tomar as medidas contra a Covid-19, como uma quarentena ou um tratamento para os casos mais graves. "Por essas razões, a utilidade desses testes é um pouco mais restrita. Eles podem ser valiosos, por exemplo, em inquéritos populacionais e estudos epidemiológicos que vão medir a porcentagem da população que já foi exposta ao vírus", conta Rodrigues. Tubos guardam amostras de sangue para testes de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, em Colombo, capital do Sri Lanka, na segunda-feira (4) Lakruwan Wanniarachchi / AFP Deturpação do uso Apesar de indicarem quem já teve Covid-19, um resultado positivo no exame sorológico não é passaporte para voltar à "vida normal". Em primeiro lugar, a ciência ainda não sabe quanto tempo dura a imunidade após um primeiro episódio da doença. Apesar de todos os avanços, a metodologia dos anticorpos também não é 100% à prova de falhas e pode dar resultados "errados". Por fim, a detecção de novas variantes no Reino Unido, na África do Sul e em Manaus abre uma possibilidade de quadros de reinfecção que não podem ser ignorada. As recomendações de distanciamento físico, uso de máscaras, lavagem de mãos e preferência por locais arejados e ventilados continuam essenciais para todo mundo. Quatro sinais de alerta que indicam surgimento de variantes perigosas Avanços e descobertas Os exames de anticorpos também evoluíram bastante de uns tempos para cá. "Uma coisa importante que aprendemos com a experiência é que não basta fazer um teste só, porque nenhum deles é capaz de identificar toda a gama de respostas imunológicas que o ser humano apresenta. É importante que as amostras passem por dois métodos diferentes para um resultado melhor", informa Granato. Um passo relevante nessa área é a chegada de métodos que avaliam os anticorpos neutralizantes. "Eles nos certificam que o indivíduo tem anticorpos e que eles são realmente capazes de proteger contra o vírus", explica Levi. As opções disponíveis até então avaliam substâncias com o IgA, o IgG e o IgM, mas elas dão menos certeza sobre a efetividade da resposta imune diante de uma nova infecção quando comparadas aos tais anticorpos neutralizantes. Outra novidade que deve chegar nos próximos meses são os testes que avaliam a reação das células do sistema imunológico após um quadro de Covid-19. "Essa tecnologia analisa os glóbulos brancos, que em laboratório são estimulados com pedaços do coronavírus. Se essas células reagem, significa que há uma resposta imunológica mais completa", projeta Levi. Acesso no Brasil Os especialistas entrevistados para essa reportagem sinalizam que a disponibilidade dos testes de Covid-19 no país melhorou significativamente. "No início, havia uma grande limitação, porque os insumos necessários nem chegavam até aqui", lembra Granato. Mas ainda há problemas na compra de substâncias essenciais para a realização do RT-PCR, por exemplo. "Nós perdemos a oportunidade lá atrás de criar uma política de usar os testes para rastrear os primeiros casos positivos e isolá-los. Isso nunca foi feito de forma organizada no país", lamenta Levi. No início da pandemia, programas desse tipo foram implementados com enorme sucesso em países como Nova Zelândia e Coreia do Sul. VÍDEOS com notícias sobre a Covid-19 Veja Mais

Falta de medicamentos para câncer, sífilis e Covid-19 escancara crise na saúde pública

Glogo - Ciência Desabastecimento é um problema mundial causado pela concentração de fábricas em poucos lugares do mundo e pelo foco das farmacêuticas em tratamentos complexos e mais caros. Uma falha na cadeia de suprimentos pode ser suficiente para dificultar o acesso a tratamentos essenciais Getty Images via BBC O mês de novembro de 2020 terminou com uma péssima notícia para os pacientes que necessitam fazer um transplante de medula óssea: o bussulfano, um medicamento essencial para a realização do procedimento, deixaria de ser distribuído no Brasil. A farmacêutica Pierre Fabre, única empresa que comercializa esse produto no país, anunciou a desistência após a fábrica aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na produção desse remédio encerrar suas atividades no exterior. O bussulfano é uma das poucas opções terapêuticas disponíveis para indivíduos com tumores hematológicos, como os linfomas e as leucemias: ele destrói as células da medula óssea que estão doentes e, assim, "abre terreno" para instalar células saudáveis de um doador compatível. Sem esse fármaco, o transplante de medula óssea fica absolutamente inviável em praticamente 50% dos casos e dificulta bastante o tratamento na outra metade, já que as demais alternativas disponíveis para essas situações são mais tóxicas e pouco práticas. "Não há nenhuma lei que impeça um laboratório de tirar certo medicamento do mercado, mesmo que ele seja importante do ponto de vista da saúde pública", contextualiza o sanitarista Tiago Cepas, coordenador de políticas públicas da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale). Após muita pressão de médicos e pacientes, a decisão foi revertida — mesmo que de forma temporária. "Pelas últimas informações que recebemos, o fornecimento está garantido até 2022", diz Cepas. O bussulfano ilustra bem um problema estrutural que tira o sono de gestores de saúde e afeta a vida de milhares de pessoas que carecem de tratamentos no Brasil e no mundo: o desabastecimento de medicamentos. Nos últimos anos, terapias primordiais contra sífilis, hanseníase, tabagismo e diversos tipos de câncer desapareceram e deixaram na mão quem mais precisava delas. Durante a atual pandemia, até fármacos essenciais para tratar os casos graves de Covid-19 apresentaram uma escassez preocupante. Mas qual a origem dessa crise de saúde pública? E o que pode ser feito para resolvê-la? Uma questão que se arrasta há sete décadas Atualmente, a maioria dos produtos farmacêuticos é produzido em dois países: China e Índia Getty Images via BBC A farmacêutica Luisa Arueira Chaves, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro - Campus Macaé, aponta que a falta de opções farmacêuticas não é um problema que surgiu no ano passado. "Desde a década de 1950 nós já encontramos documentos que relatam o desabastecimento em algumas partes do mundo", aponta. Em sua tese de doutorado em saúde pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Chaves observou uma mudança importante dos fatores que motivam essa escassez a partir da virada do século 21. "Até os anos 2000, o desabastecimento era visto como um problema de demanda, em que os países não tinham dinheiro para comprar por questões de câmbio, desvalorização das moedas ou desorganização interna", descreve. Nos últimos 20 anos, porém, a perspectiva mudou completamente: o problema passou a ser na oferta dos produtos. "Começam a pipocar casos em que os governos possuem meios de pagar, mas não há quem faça a venda", completa a especialista. A questão ficou tão séria que a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) começou a fazer reuniões e debates sobre o que poderia ser feito para lidar com isso. Em 2017, a entidade estabeleceu as suas primeiras definições do que significa o desabastecimento. "Isso é muito importante para se definir políticas públicas globais e entender onde estão os gargalos desta cadeia de suprimentos", ressalta Chaves. Muito na mão de poucos Farmacêuticas priorizam tratamentos completos, que garantem um lucro bem maior Getty Images via BBC Um dos primeiros fatores que ajuda a entender o drama do desabastecimento está na concentração extrema da produção de medicamentos no mundo. "Grande parte dos insumos farmoquímicos, que são os ingredientes ativos dos medicamentos, vem de dois lugares: China e Índia", descreve a farmacêutica Claudia Osorio de Castro, professora titular da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Isso significa que a demanda terapêutica de todos os continentes está sujeita ao que acontece e ao que é fabricado por esses dois países. Em algumas especialidades, essa dependência é ainda maior: entre 80 e 90% de todos os IFAs (Insumos Farmacêuticos Ativos) usados na fabricação dos antibióticos têm origem chinesa, por exemplo. Portanto, qualquer interrupção numa fábrica já impacta a disponibilidade de tratamentos para infecções bacterianas. Foi exatamente isso que aconteceu em outubro de 2016, quando uma explosão numa unidade fabril na província de Shandong, na China, interrompeu a produção de piperaciclina e tazobactam, remédios que atuam contra bactérias que afetam os pulmões, o trato urinário e outras partes do corpo. Durante o ano de 2017, hospitais da Europa inteira e de partes da Ásia precisaram lidar com a falta dessa opção terapêutica tão importante em pacientes internados. Foco no lucro Outro ponto essencial para entender a crise de desabastecimento está no modelo de negócio das farmacêuticas. "Existe uma pressão pela inovação, que motiva essas empresas a buscarem um lucro garantido e rápido. Elas se concentram, então, em produzir coisas novas, com excelentes evidências, mas com um preço altíssimo", analisa Castro, que também integra a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Isso não significa que as opções terapêuticas antigas não deem lucro. Mas o valor é infinitamente menor quando comparado a uma molécula inovadora que acaba de ser descoberta. Não é raro encontrar tratamentos recém-aprovados contra o câncer ou outras doenças que chegam a custar dezenas (ou centenas) de milhares de reais. O exemplo mais extremo disso é uma terapia contra a Atrofia Muscular Espinhal (AME), uma desordem genética rara, aprovada em 2020 em alguns países, inclusive no Brasil. Seu valor é de US$ 2,1 milhões (ou mais de R$ 11 milhões). O que acontece, portanto, é uma substituição de produtos de baixa complexidade, custo inferior e ampla abrangência por aqueles que são altamente complexos, muito caros e que servem apenas a uma parcela específica de pacientes. "Por mais que isso seja da dinâmica de mercado, nós vemos desaparecer medicamentos para hanseníase, sífilis e tuberculose, que são muitas vezes as únicas alternativas terapêuticas que a gente tem", acrescenta Chaves. Dificuldades nacionais Se o desabastecimento deve ser visto como um desafio global, ele também possui as suas particularidades e barreiras no contexto brasileiro. A primeira delas é a forma como o Sistema Único de Saúde (SUS) está configurado: atualmente, uma parcela importante de remédios é adquirida por estados e municípios, não pelo governo federal. Isso restringe o poder de compra e impede a negociação de lotes maiores, que certamente poderiam ser custeados pelo Ministério da Saúde por um preço mais atrativo. Esses produtos poderiam então ser distribuídos para as cidades de acordo com as características e necessidades de cada local. "Além disso, toda a estrutura de aquisição de medicamentos e tecnologias em saúde no Brasil é anacrônica, o que certamente contribui para esse cenário", completa o médico José David Urbaez, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia. Outro grande impedimento é a desvalorização da nossa moeda. Como as negociações são feitas em dólar, o poder de compra do Brasil fica naturalmente mais restrito. Por fim, há ainda a desorganização das cadeias logísticas internas — muitas vezes, um caminhão quebrado já dificulta a chegada de um medicamento até uma determinada cidade. Exemplos da vida real Aliado às questões globais (fábricas em poucos países e estratégia financeira das farmacêuticas), essa conjunção de fatores locais leva a situações impensadas e dramáticas. Isso ocorreu, por exemplo, em 2016 e 2017 quando o Brasil sofreu com a falta de penicilina. "Mesmo com décadas de uso, esse antibiótico continua sendo o melhor tratamento para a sífilis", informa Urbaez. Provocada pela bactéria Treponema pallidum, essa infecção voltou a ser um grave problema de saúde pública por aqui: entre 2010 e 2018, houve um aumento de 4.157% no número de casos notificados da doença. Sem tratamento disponível, o nível de complicações ou o risco de transmitir a enfermidade para outros também subiu exponencialmente. O cenário de escassez se repete na área da oncologia: uma planilha disponibilizada pela Abrale à reportagem da BBC News Brasil aponta que, ao longo de 2020, 24 medicamentos contra o câncer sofreram desabastecimento definitivo ou temporário. Desses, 6 não possuíam nenhum substituto disponível no mercado. Os motivos para a falta variam desde a motivação comercial das farmacêuticas até mudanças nos locais de produção ou alterações no processo de fabricação. Um novo ingrediente Como se a situação já não fosse grave o suficiente, a chegada do novo coronavírus serviu para escancarar ainda mais os desafios do desabastecimento no Brasil e no mundo. Ao longo dos últimos meses, hospitais começaram a sentir falta de produtos essenciais para tratar os casos de Covid-19, especialmente aqueles que exigem internação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). "Encontramos dificuldades de acesso a medicamentos que permitem fazer a ventilação mecânica com os respiradores, como sedativos e relaxantes musculares", relata Urbaez. Profissionais da saúde também tiveram que lidar com a escassez de antibióticos, tão necessários para os quadros em que bactérias se aproveitam da fragilidade do organismo para provocar pneumonias ou outras infecções. Para completar, o uso inadequado de algumas drogas que pertencem ao famigerado "tratamento precoce" deixou na mão quem realmente necessitava delas. O excesso de procura por hidroxicloroquina, ivermectina e outros remédios, que não têm comprovação de eficácia contra a Covid-19, criou uma demanda artificial e fez com que os preços subissem e os estoques acabassem (ou ficassem significativamente reduzidos) em muitos lugares. "Por um bom tempo, indivíduos com doenças reumatológicas como lúpus e artrite reumatoide tiveram dificuldade para conseguir a hidroxicloroquina", exemplifica Urbaez. Por meio de nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que tem publicado "editais de chamamento para que os detentores de registro desses insumos [anestésicos, sedativos, bloqueadores neuromusculares e demais agentes usados no enfrentamento à covid-19] informem os dados relativos à fabricação, estoque, comercialização e os fatores de risco para a produção". A agência também diz que "os dados integrais dos editais são compartilhados em tempo real com a Secretaria de Atenção Especializada à Saúde e com o Gabinete do Ministro da pasta da Saúde. A medida possibilita o mapeamento da quantidade de medicamentos disponíveis para atender à população brasileira e concede aos gestores da saúde a capacidade de orientação quanto à localização dos estoques".     Como resolver essa equação? Enquanto a OMS e outras instituições trabalham para encontrar soluções e "tratar" o desabastecimento do ponto de vista global, algumas iniciativas locais sinalizam caminhos interessantes. A ONG Civica RX, sediada nos Estados Unidos, é um bom exemplo de como lidar com a questão com planejamento e estrutura. O que eles fazem é sublocar fábricas ociosas para produzir medicamentos genéricos que estão em falta ou não têm mais interesse das farmacêuticas. Atualmente, eles produzem mais de 40 tipos de fármacos diferentes, que são distribuídos a um preço módico para cerca de 1.350 hospitais espalhados pelos Estados Unidos. De acordo com os especialistas, o Brasil tem uma oportunidade de ouro que não está sendo bem aproveitada no momento. Por aqui, há uma rede de laboratórios farmacêuticos públicos ligados aos estados ou ao governo federal. É o caso da Fundação para o Remédio Popular (FURP), em São Paulo e do Instituto de Tecnologia em Fármacos Farmanguinhos/FioCruz, no Rio de Janeiro. "Com o devido incentivo, financiamento e política pública, esses locais poderiam adequar suas plantas fabris e começar a produzir medicamentos que o governo entende que são críticos para cuidar da saúde da população brasileira", propõe Chaves. Um gargalo importante aqui podem ser os IFAs (insumos farmacêuticos ativos), majoritariamente importados. Mas é possível arriscar que, em médio e longo prazo, dá para produzi-los internamente também. No campo das leis Mesmo antes do sufoco provocado pela ameaça de falta do bussulfano para os pacientes que necessitam fazer o transplante de medula óssea, a Abrale já tinha começado a se articular com outras entidades e representantes políticos para elaborar mecanismos que combatam o desabastecimento no país. "Em primeiro lugar, precisamos da criação de um sistema de monitoramento, em que toda a sociedade ficasse sabendo ao mesmo tempo sobre os estoques de medicamentos essenciais", descreve Cepas. Segundo, a entidade tenta criar uma espécie de válvula de escape para suprir necessidades pontuais quando a escassez aparecer. "Podemos pensar em parcerias com universidades e até laboratórios públicos ou privados que tenham interesse em fabricar esses produtos", completa. No momento, a Abrale está conversando com parlamentares em Brasília para a criação de projetos de lei que tratem deste assunto. Mas Cepas admite que a pandemia traz muitas dificuldades para avançar com esta demanda. Pontos de vista A BBC News Brasil procurou diversas outras instituições para saber o posicionamento delas a respeito da crise de desabastecimento. Elizabeth de Carvalhaes, presidente executiva da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) destacou que é preciso melhorar a comunicação entre todos os entes envolvidos nessa cadeia de suprimentos. "Acreditamos que a união de esforços entre indústria, Governo Federal, governos estaduais e municipais seja a chave para aprimorar a gestão de saúde e garantir melhor acesso a todos os brasileiros", escreveu a representante por e-mail. Já a Anvisa, por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa, destacou que a agência não possui um instrumento legal que impeça os laboratórios farmacêuticos de retirarem seus medicamentos do mercado.   O texto continua: "No entanto, a Anvisa responsável pela gestão e acompanhamento das notificações de descontinuação de fabricação encaminhadas pelos laboratórios, assim como pela análise de denúncias relativas ao desabastecimento do mercado de medicamentos. Diante de situações de redução na oferta de medicamentos no mercado nacional, a Anvisa  articula-se em diversas frentes com o Ministério da Saúde, laboratórios fabricantes e demais "stakeholders" para buscar soluções que possam minimizar os impactos do desabastecimento para os usuários".  A Anvisa ainda destaca que, de acordo com uma série de resoluções, fabricantes e importadores devem informar quando pretendem retirar algum produto do mercado, além de traçar planos para não deixar os pacientes na mão. Essas informações são disponibilizas no próprio site da agência.  Até o fechamento desta reportagem, não recebemos respostas às nossas solicitações de entrevistas do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) e da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp). A Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) preferiu não comentar o assunto. VÍDEOS: mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias Veja Mais

Vacina da PFizer contra a Covid-19 começa a ser testada em grávidas

Glogo - Ciência Empresas recrutam 4 mil mulheres em teste que irá avaliar a segurança e a eficácia. Outros estudos já são feitos para avaliar se a vacina pode ser aplicada em adolescentes e crianças. Frasco com dose da vacina da Pfizer é mostrado na Alemanha AP Photo As empresas Pfizer e BioNTech anunciaram nesta quinta-feira (18) que os testes da vacina contra a Covid-19 desenvolvida por elas começou a ser testadas em grávidas com 18 anos ou mais. Os estudos de Fase 2/3 buscarão checar a segurança, tolerância e eficácia neste público, que não tinha participado dos estudos anteriores usados na aprovação do imunizante. A empresa também anunciou que irá fazer testes com crianças entre 5 e 11 anos. Vacina contra a Covid: tira-dúvidas explica as principais questões sobre imunização contra o coronavírus Posso tomar vacina contra a Covid-19 se estiver grávida ou amamentando? Na primeira etapa dos estudos, ainda no ano passado, os fabricantes não incluíram as grávidas e as crianças esclarecendo que primeiro precisavam garantir que as vacinas fossem seguras e eficazes de maneira mais geral. À época, Moderna e Pfizer exigiram provas de um teste de gravidez negativo e um compromisso de usar o controle de natalidade de mulheres em idade fértil que se inscreveram como voluntárias. Brasil tem 77% das mortes de gestantes e puérperas por Covid-19 registradas no mundo, diz estudo No novo estudo, a Pfizer e BioNTech vão recrutar 4 mil voluntárias que devem estar entre a 24ª e 34ª semanas de gestação. Cada uma delas vai participar do estudo por entre 7 e 10 meses. Será avaliada a segurança do imunizante para o bebê e a transferência de anticorpos. Segundo William Gruber, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento clínico de vacinas da Pfizer, lembrou que as mulheres grávidas integram o grupo que tem mais risco de desenvolver complicações por causa da Covid. "É fundamental que desenvolvamos uma vacina que seja segura e eficaz para essa população", disse Gruber. Grávidas morrem mais por Covid-19 no Brasil Estudo em crianças As empresas pretendem começar em breve os testes em crianças com entre 5 e 11 anos. A segurança e a eficácia da vacina em indivíduos com entre 12 e 15 anos já estão sendo avaliados em estudos de fase 3 que devem ter resultados divulgados no segundo trimestre deste ano. Estudo em larga em israel mostra eficácia da vacina da Pfizer entre os jovens VÍDEOS: novidades sobre as vacinas Veja Mais

71% dos indígenas aldeados da Amazônia não foram vacinados contra Covid, indicam dados do governo

Glogo - Ciência Relatos com informações falsas sobre vacinas são disseminados entre as aldeias. Em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal, a AGU omite índice de imunização dos povos indígenas. Homem segura frasco da vacina CoronaVac na região do Tapajós, no Pará Equipe do DSEI Rio Tapajós O Brasil já deveria ter imunizado 431.983 indígenas contra a Covid-19. Mesmo com a inclusão dos aldeados entre os quatro primeiros grupos prioritários, apenas 164.592 foram vacinados no primeiro mês da campanha, de acordo com dados do governo consolidados até as 13h de quarta-feira (17). Indígena Aruká, último homem do povo Juma morre vítima da Covid-19 em Rondônia Na ONU, lideranças indígenas acusam governo brasileiro de descaso no combate à Covid O baixo percentual de vacinação no Brasil (62% ainda não tomaram nenhuma dose) é ainda maior entre os estados da Amazônia (71%). É nesta região do país que mais lideranças relatam a difusão de fake news que alertam os povos indígenas contra o que chamam de "vacina com chip da besta fera" (leia mais a seguir). Os dados foram contabilizados pelo G1 com base nas informações disponibilizadas pelo Ministério da Saúde na ferramenta LocalizaSUS. Os estados de Roraima, Paraná, Tocantins e Rio de Janeiro têm a menor taxa de aplicação da primeira dose (veja gráfico abaixo). Todos os nove estados da Amazônia vacinaram menos de 50% da população indígena. Indígenas fora da prestação de contas ao STF Em meio aos relatos de notícias falsas e a baixa taxa entre os aldeados, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou, em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o status da vacinação entre quatro grupos de idosos e profissionais de saúde. Os números apresentados indicam que foram vacinados todos os idosos com mais de 90 anos e 73% dos profissionais de saúde. Entretanto, os dados dos povos indígenas brasileiros, grupo prioritário na Fase 1, foram omitidos. A baixa cobertura vacinal dos indígenas é o mais novo capítulo negativo na gestão federal da pandemia entre os indígenas. Ainda em julho, o STF determinou que o governo adotasse medidas para proteger as comunidades indígenas e evitar a mortalidade pela Covid-19. Na primeira tentativa de ação conjunta, entidades indígenas relataram humilhação. Pouco mais de um mês após a determinação, o STF ordenou que o plano fosse refeito. Informações falsas sobre a vacina Diferentes representantes indígenas e funcionários de saúde denunciam que as fake news sobre a vacina chegaram às comunidades por missionários evangélicos. Eles associam a baixa vacinal a essa campanha negativa, e avaliam que as dificuldades logísticas não são o principal entrave. O estado de Santa Catarina confirmou a rejeição à vacina em alguns povos, "principalmente, nas unidades descentralizadas de Vigilância Epidemiológica (UDVES) de Rio do Sul e Xanxerê". Além disso, a secretaria também confirma que o motivo mais comum de recusa às doses é o recebimento de informações falsas. Os estados do Paraná e do Tocantins chegaram a responder, mas disseram que apenas os Distritos Sanitários Especiais Indígenas podem detalhar os problemas. Já o estado do Amazonas disse que "oficialmente, não há nenhuma notificação junto aos órgãos relatando ter havido negação à vacina ou dificuldade de logística". As outras secretarias de saúde estaduais, do Rio de Janeiro, Roraima, Acre, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul não responderam até a publicação desta reportagem. Cleidiane Carvalho, responsável pelo Distrito Sanitário Especial Indígena do Tapajós, no Pará, diz que as dificuldades tradicionais, as estruturais, foram resolvidas. "Nós estamos conseguindo superar. Tem todo o suporte, tanto aéreo, tanto terrestre, quanto fluvial, as equipes também estão com os EPIs [equipamentos de proteção individual], que é uma dificuldade de várias outras unidades. A questão da distância também conseguimos superar. Agora, a das fake news nós não estamos conseguindo superar", disse. Profissionais de saúde passam por dificuldades para vacinar indígenas contra a Covid-19 no Amazonas Cleidiane está recebendo cartas e documentos de agentes de saúde. Eles relatam que chegam às comunidades e recebem uma negativa dos indígenas sobre a vacinação. "Em missão São Francisco, que tem mais de 1.800 pessoas, nós conseguimos fazer 59 doses. O problema maior, por exemplo, no polo base de Itaituba, nós tivemos relatos por parte da equipe de que o pastor da Assembleia de Deus dizia que não era para se vacinar porque seria implantado o chip da besta fera com a vacina. Dificulta", disse ao G1. Segundo ela, os indígenas acabam acreditando nessas informações, que chegam também pelas redes sociais. Caciques confirmam a recusa O cacique Mobu odo Arara, da terra indígena Cachoeira Seca, no Pará, historicamente a mais desmatada do país, diz que tem "muitas pessoas falando mentira" e que o "pessoal fica com medo de tomar a vacina". "As mentiras chegam nas redes sociais para nós, na verdade, todas as aldeias, não é só pra nós não. Nos Yanomami [Roraima] aconteceu a mesma coisa e chegaram a denunciar essas pessoas que estavam mandando áudio. Também está acontecendo com os Munduruku [Pará]", contou. O cacique diz, ainda, que a informação que receberam é de que a pessoa vacinada "fica amarela" depois da primeira dose. "Dizem que viram em um hospital de São Paulo um 'horror de gente' amarela, ficaram com cor diferente. E aí eles falam no áudio que são as pessoas que tomaram a vacina" - cacique Mobu odo Arara. Há relatos, ainda, entre os Kayapó Xikrin, no Pará, e em comunidades do Amazonas. O G1 entrou em contato com os nove estados do Brasil com a menor taxa de vacinação entre os indígenas aldeados e perguntou sobre outras dificuldades para a aplicação das doses, além dos problemas com as "fake news". Questionado sobre a baixa taxa de vacinação e as mensagens falsas sobre as vacinas disseminadas entre os povos indígenas, o Ministério da Saúde respondeu que equipes "dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) têm realizado constante conscientização sobre a imunização contra a Covid-19". Além disso, o governo afirma que "presidentes dos Conselhos Distritais de Saúde Indígena (CONDISI) e lideranças indígenas têm apoiado a SESAI reforçando a campanha de imunização nos Distritos. " O G1 também entrou em contato com a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), vinculada à pasta, e não recebeu uma resposta. Vídeos: novidades sobre vacinas contra a Covid-19 Veja Mais

Pesquisadores descobrem DNA mais antigo do mundo em mamutes da Sibéria; veja VÍDEO

Glogo - Ciência Material tem cerca de 1 milhão de anos e ajuda a explicar como espécies do mamífero evoluíram. VÍDEO: Pesquisadores descobrem DNA mais antigo do mundo em mamutes na Sibéria Cientistas de 9 países descobriram o DNA mais antigo do mundo em dentes de mamutes achados na Sibéria: um dos fósseis pode ter até 1,65 milhão de anos. A descoberta acaba de ser publicada nesta quarta-feira (17) na revista científica "Nature", uma das mais importantes do mundo. Liderados por instituições de pesquisa da Suécia, os paleontólogos dataram os molares de 3 fósseis, que haviam sido descobertos e escavados na década de 70. O material era mantido no Instituto Geológico da Academia Russa de Ciências. Os fósseis foram batizados com os nomes dos lugares onde foram achados: Krestovka é o mais velho e pode ter até 1,65 milhão de anos; Adycha, aproximadamente 1,34 milhão; e o espécime mais novo, Chukochya, teve a idade calculada em até 870 mil anos. “Este DNA é incrivelmente antigo. As amostras são mil vezes mais antigas do que os vestígios de vikings e até anteriores à existência de humanos e neandertais”, diz o autor sênior Love Dalén, professor de genética evolutiva no Centro de Paleogenética de Estocolmo. Pesquisadores descobrem DNA mais antigo do mundo em mamutes da Sibéria. Na foto, o dente de mamute Krestovka, de mais de um milhão de anos. Universidade de Estocolmo Os pesquisadores tiveram que sequenciar vários pedaços de DNA para chegar à idade aproximada dos fósseis. Uma das constatações é que um deles, o Krestovka, era de uma linhagem antes desconhecida de mamutes. "E eis que o mamute-columbiano, uma das espécies mais icônicas da Era do Gelo na América do Norte, é um híbrido entre o mamute-lanoso e o recém-descoberto mamute Krestovka", explica Love Dalén. Outro achado foi que o espécime mais novo, Chukochya, é de um dos primeiros mamutes-lanosos (Mammuthus primigenius) conhecidos. Pesquisadores descobrem DNA mais antigo do mundo em mamutes da Sibéria. Na foto, o dente de mamute Chukochya, de 870 mil anos. Universidade de Estocolmo "Isso foi uma completa surpresa para nós. Todos os estudos anteriores indicavam que havia apenas uma espécie de mamute na Sibéria naquela época, chamado de mamute-da-estepe", explica o primeiro autor da pesquisa, Tom van der Valk. Já o dente Adycha, de mais de um milhão de anos, parece ter sido de um ancestral do mamute-lanoso. Com o DNA, os pesquisadores perceberam que adaptações ao frio que os mamutes-lanosos tinham – como pelos, regulação de temperatura, depósitos de gordura e ritmos circadianos adaptados – apareceram muito antes do surgimento deles. Seus ancestrais passaram por essas mutações lentamente ao longo do tempo. Pesquisadores descobrem DNA mais antigo do mundo em mamutes da Sibéria. Na foto, o dente de mamute Adycha, de mais de um milhão de anos. Universidade de Estocolmo "Acho que usar DNA antigo dessa forma é um pouco como viajar no tempo, usar uma máquina do tempo. E voltar um milhão de anos – que é muito, muito longe no tempo – nos permite estudar a evolução como ocorreu – e é muito animador", diz Dalén. Descobertas mais antigas são possíveis Ilustração mostra mamutes-da-estepe Universidade de Estocolmo A descoberta anterior de DNA mais antigo do mundo era de material que datava de até 780 mil anos atrás. Os pesquisadores da Suécia acreditam que ainda é possível ir mais além: recuperar material genético de até 2,6 milhões de anos atrás – graças ao congelamento dos fósseis, que ajuda a preservar o DNA. Múmias egípcias de animais são 'abertas' por cientistas em imagens 3D; veja VÍDEO "Ainda não atingimos o limite. Um palpite bem fundamentado seria que poderíamos recuperar o DNA de 2 milhões de anos de idade e, possivelmente, 2,6 milhões. Antes disso, não havia permafrost [solo congelado] onde o DNA antigo pudesse ser preservado", opina outro autor, Anders Götherström. Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 17 de fevereiro, segundo consórcio de veículos de imprensa

Glogo - Ciência País contabilizou 9.939.810 casos e 241.243 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia. Casos e mortes por coronavírus no Brasil, segundo consórcio de veículos de imprensa O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 13h desta quarta-feira (17). Desde o último balanço, às 20h de terça-feira (16), quatro estados consolidaram seus dados: CE, MG, PE e TO. Veja os números consolidados: Mortes: 241.243 Casos: 9.939.810 Na terça-feira, às 20h, o país registrou 1.090 mortes pela Covid-19 nas 24 horas anteriores, chegando ao total de 240.983 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.056. Já são 27 dias com essa média acima da marca de 1 mil. A variação foi de +1% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de estabilidade nos óbitos pela doença. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 9.921.339 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 55.428 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 45.615 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de -6% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade nos diagnósticos. Nove estados estão com alta nas mortes: MG, GO, AC, PA, RO, RR, BA, CE e PB. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Brasil, 16 de fevereiro Total de mortes: 240.983 Registro de mortes em 24 horas: 1.090 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.056 (variação em 14 dias: +1%) Total de casos confirmados: 9.921.339 Registro de casos confirmados em 24 horas: 55.428 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 45.615 por dia (variação em 14 dias: -6%) Estados Subindo (9 estados): MG, GO, AC, PA, RO, RR, BA, CE e PB Em estabilidade (13 estados e o Distrito Federal): RS, ES, RJ, SP, DF, MS, MT, AP, AL, MA, PE, PI, RN e SE Em queda (4 estados): PR, SC, AM e TO Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 desta terça-feira (16) aponta que 5.505.049 de pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 2,6% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 308.791 pessoas (0,15% da população do país). No total, 5.813.840 doses foram aplicadas em todo o país. Variação de mortes por estados Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: -46% RS: -7% SC: -18% Sudeste ES: -13% MG: +18% RJ: -11% SP: +5% Centro-Oeste DF: -9% GO: +22% MS: -3% MT: -13% Norte AC: +52% AM: -19% AP: -10% PA: +60% RO: +35% RR: +92% TO: -26% Nordeste AL: 0% BA: +56% CE: +49% MA: +7% PB: +23% PE: +11% PI: +15% RN: -4% SE: -4% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos sobre a vacinação contra a Covid no Brasil: Veja Mais

Covid-19 pode causar inflamação em canal ligado aos testículos, diz estudo brasileiro

Glogo - Ciência Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) identificaram casos de epididimite em quase a metade dos pacientes com Covid leve ou moderada; cientistas investigam relação do vírus com a infertilidade. Exames de ultrassom mostram aumento da grossura do canal e micro-inflamações na região dos testículos Reprodução/Andrologia A infecção pelo novo coronavírus pode estar relacionada a casos de inflamação do epidídimo em homens – um canal próximo aos testículos por onde passam os espermatozóides. Isso é o que diz um estudo publicado na semana passada pela revista científica "Andrologia". Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) identificaram a inflamação pela primeira vez no fim do ano passado, enquanto acompanhavam um grupo de 26 homens infectados pelo Sars-Cov-2. Todos eles, com idades entre os 21 e 42 anos, apresentavam casos leves ou moderados da Covid-19. Espermatozoides nadam com 'giro de pião', aponta cientista brasileiro Sintomas da 'Covid longa' atingem até 80% dos infectados Segundo o artigo Radiological patterns of incidental epididymitis in mild-to-moderate COVID-19 patients revealed by colour Doppler ultrasound, onze dos pacientes com coronavírus tiveram a infecção conhecida como epididimite (42.3%). Os pesquisadores descreveram que a maior parte dos casos de epididimite neste estudo eram assintomáticos, e que apenas um dos pacientes reclamou de dores na região durante um exame clínico. Para confirmar as infecções, foi preciso também do apoio de um equipamento de ultrassom. Com as imagens do exame doppler, os cientistas encontraram alterações no canal, como o aumento da sua espessura, e a presença de micro-inflamações. Exame doppler mostra alterações no canal, como o aumento da sua espessura Reprodução/Andrologia O epidídimo é um canal que se liga na parte de trás do testículo humano, que armazena e transporta o esperma durante sua produção. É por isso que os cientistas investigam se há alguma relação da infecção pelo vírus com a infertilidade masculina. Além disso, durante a epidemia de Sars – também por um outro coronavírus – entre 2002 e 2003, diversos estudos apresentaram resultados de alterações no sistema reprodutivo masculino em pacientes que tiveram casos mais graves da síndrome. É porque o coronavírus, para invadir as células humanas onde pode se replicar, se liga a receptores feitos de uma proteína conhecida como ACE2. Elas estão muito presentes nos pulmões – e nos testículos. VÍDEOS sobre o coronavírus s Veja Mais

Por que nossos olhos estão mais cansados na pandemia (e como podemos protegê-los)

Glogo - Ciência Milhões de pessoas ao redor do mundo estão passando mais tempo do que nunca na frente das telas — confira 5 dicas para manter sua visão saudável e protegê-la da fadiga ocular. Pessoas estão ficando muito mais tempo em frente às telas BBC Milhões de pessoas ao redor do mundo estão passando mais tempo do que nunca na frente das telas. Quem trabalha ou estuda em casa por conta da pandemia de Covid-19 fica diante do computador e de outros dispositivos, como o celular, praticamente o dia todo. Por isso, algumas pessoas estão reclamando de problemas de vista. Coceira, visão embaçada, dores de cabeça e fadiga ocular estão entre as queixas mais comuns. Mais de um terço (38%) dos que responderam a uma pesquisa realizada pela instituição britânica Fight for Sight afirmaram que sua visão piorou desde o início da pandemia. Outro estudo estima esse percentual em 22%. Os especialistas afirmam que quem apresenta problemas persistentes deve consultar um oftalmologista. Mas há algumas coisas que muitos de nós podemos fazer para manter nossos olhos saudáveis. 1. A regra 20-20-20 "Relaxar os músculos que se encontram dentro e ao redor dos olhos é fundamental", diz Daniel Hardiman-McCartney, consultor clínico do College of Optometrists do Reino Unido. É algo simples de fazer. A cada 20 minutos, basta olhar para algo a pelo menos 20 pés de distância (que são cerca de 6 metros) por 20 segundos. Mudar o foco do olhar é uma das soluções BBC "Isso evita que os músculos dos olhos trabalhem em excesso", explica Hardiman-McCartney. Se deslocar para o trabalho ou caminhar até a escola dava às pessoas tempo para relaxar os olhos sem perceber. Agora, para muita gente, a rotina mudou. Quando focamos em um objeto próximo, como uma tela, os minúsculos músculos dentro dos nossos olhos — os músculos ciliares — se contraem. A contração muda o formato das lentes dentro dos olhos, focalizando a imagem na retina. Esses pequenos músculos e outros ao redor das órbitas oculares que mantêm seus olhos olhando na mesma direção, precisam de um descanso. Relaxar os olhos durante o dia é importante BBC "É como correr", diz Hardiman-McCartney. "Você não correria o dia inteiro e a noite inteira e esperaria que seus músculos se recuperassem, mas é o que as pessoas estão pedindo para os olhos fazerem." 2. Pense piscando "Piscar é muito importante", diz o professor Sunir Garg, da Academia Americana de Oftalmologia. "As pálpebras funcionam como um limpador de para-brisa." Elas removem a poeira e a sujeira e lavam a superfície dos olhos com fluido lacrimal. Piscar também remove o fluido estagnado e aguça a visão, ao manter a córnea, ou a camada superficial do olho, úmida. Piscar ajuda na limpeza e relaxamento dos olhos BBC "Sem essa umidade, a córnea seca e a visão fica embaçada", explica Garg. O problema é que, de acordo com muitos estudos, piscamos com menos frequência ao ler em uma tela. Alguns pesquisadores também sugerem que a maioria das nossas piscadas são incompletas quando usamos uma tela, e que as pálpebras superior e inferior não se tocam completamente. Isso pode deixar os olhos ressecados, com coceira e sujeitos a infecções. Portanto, de vez em quando pare de trabalhar na tela e feche os olhos completamente. 3. Ajuste sua tela Especialistas dizem que a tela deve estar a um braço de distância ou de 40 a 75 centímetros do rosto. Obter a distância correta é particularmente complicado com laptops, que costumam ficar perto demais dos olhos do usuário. Use a tela na distância correta do rosto BBC Se a tela estiver muito próxima, você corre o risco de sobrecarregar continuamente os músculos dos olhos, explica a professora Shahina Pardhan, da Anglia Ruskin University, no Reino Unido. Se estiver muito longe, você terá dificuldade em ver os detalhes pequenos. "Use um teclado externo para ajudar se puder", ela sugere. Um monitor externo também pode ser útil. Pardhan aconselha posicionar a tela de forma que fique de lado ou de costas para a janela. Dessa forma, você pode minimizar o reflexo da luz do sol na tela. Também vale a pena levar em consideração a altura da posição da tela, de acordo com Badrul Hussain, cirurgião ocular do Moorfields Eye Hospital, em Londres. "As telas dos computadores devem ser colocadas no nível dos olhos ou ligeiramente abaixo", diz ele. A ação de "olhar para uma tela pode causar fadiga e olhos secos", acrescenta. Olhar muito acima ou muito abaixo também pode causar problemas nos ombros e no pescoço. 4. Letras maiores "As pessoas realmente deveriam pensar em ajustar o tamanho da fonte", afirma Pardhan. "Não é uma boa ideia trabalhar em um smartphone ou tablet por longos períodos porque o texto é muito pequeno." No entanto, segundo ela, não existe um tamanho de fonte ideal que se adapte a todas as pessoas. "Você deve encontrar um tamanho de fonte que seja mais confortável para você ler continuamente." Ela também recomenda ajustar o brilho da tela para corresponder ao nível de luz de onde você está. Evite, por exemplo, trabalhar em uma sala escura com uma tela com muito brilho. Ajustes de brilho e tamanho da fonte também podem ser bons aliados BBC Os especialistas dizem que um texto escuro sobre um fundo claro geralmente é melhor para os olhos do que um texto claro sobre um fundo escuro. É recomendado evitar ainda esquemas de cores de baixo contraste. 5. Aproveite o ar livre "É essencial fazer intervalos regulares da tela", aconselha a professora Mariya Moosajee, da University College London (UCL), no Reino Unido. "Isso dá aos seus olhos a chance de olhar para longe e piscar." Saia de casa para ver a cidade ou a paisagem BBC Segundo ela, pausas curtas regulares são melhores do que um número menor de pausas mais longas. Dar uma volta ao ar livre para descansar é uma ótima maneira de aliviar a pressão nos olhos e também de ajudar na sua saúde física e mental em geral. Obviamente, isso é difícil durante o lockdown, sobretudo para quem que não tem acesso a um jardim ou varanda em casa. Mas há estudos que sugerem que pode ser ainda mais importante para as crianças. A fadiga ocular em adultos causada pelo uso intensivo de telas pode ser extremamente desagradável, mas não causa danos permanentes. Nas crianças, no entanto, há evidências de que o uso intenso de telas e o tempo insuficiente ao ar livre podem causar miopia. O professor Garg cita uma pesquisa realizada na China e no Japão que diz que a miopia em crianças é "uma verdadeira epidemia". De acordo com especialistas, o problema para as crianças pode ser muita atividade diante das telas ou muito pouco tempo ao ar livre, ou uma combinação de ambos. E não está claro exatamente como estar ao ar livre ajuda seus olhos. Pode ser que você tenda a relaxá-los mais quando está ao ar livre, uma vez que passa mais tempo olhando para objetos distantes. Ou pode ser que estar ao ar livre nos exponha a comprimentos de onda de luz específicos que promovem o desenvolvimento dos olhos. Mas está claro que "atividades ao ar livre podem reduzir as chances de as crianças desenvolverem miopia", diz o professor Garg. Portanto, aproveite ao máximo seu tempo ao ar livre e incentive as crianças a fazerem o mesmo. Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 14 de fevereiro, segundo consórcio de veículos de imprensa

Glogo - Ciência País contabilizou 9.816.220 casos e 238.796 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia. Brasil registra a 2ª maior média de mortes durante a pandemia O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h deste domingo (14). Desde o último levantamento, às 20h de sábado (13), quatro estados atualizaram seus dados: GO, MG, RS e TO. Veja os números consolidados: Mortes: 238.796 Casos: 9.816.220 No sábado, às 20h, o país registrou 1.046 mortes pela Covid-19 nas 24 horas anteriores, chegando ao total de 238.647 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.083. É a segunda maior média móvel – a maior foi registrada em 25 de julho de 2020 (1.097). Já são 24 dias com essa média acima da marca de 1 mil. A variação foi de +2% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de estabilidade nos óbitos pela doença. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 9.811.255 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 45.561 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 45.504 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de -11% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade nos diagnósticos. Dez estados estão com alta nas mortes: MG, GO, MS, AC, PA, RR, BA, CE, MA e PB. O estado do Rio Grande do Norte não divulgou novos dados até as 20h deste sábado. Brasil, 13 de fevereiro Total de mortes: 238.647 Registro de mortes em 24 horas: 1.046 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.083 (variação em 14 dias: +2%) Total de casos confirmados: 9.811.255 Registro de casos confirmados em 24 horas: 45.561 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 45.504 por dia (variação em 14 dias: -11%) (Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou um boletim parcial às 13h, com 237.616 mortes e 9.766.512 casos confirmados.) Estados Subindo (10 estados): MG, GO, MS, AC, PA, RR, BA, CE, MA e PB Em estabilidade (10 estados e o Distrito Federal): RS, SC, SP, DF, MT, AM, RO, TO, AL, PE e PI Em queda (5 estados): PR, ES, RJ, AP e SE Não divulgou (1 estado): RN Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 desta sábado (13) aponta que 5.034.147 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 2,38% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 190.274 pessoas (0,09% da população do país) nos estados do Acre, Amazonas, Alagoas, Minas Gerais, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Piauí, Sergipe, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e também no Distrito Federal. São Paulo já iniciou a aplicação da segunda dose, mas não começou a divulgar os dados em separado. No total, 5.224.421 doses foram aplicadas em todo o país. Variação de mortes por estados Estados em alta: média móvel de óbitos G1 Estados em estabilidade: média móvel de óbitos G1 Estados em queda: média móvel de óbitos G1 Sul PR: -45% RS: +4% SC: -5% Sudeste ES: -21% MG: +22% RJ: -20% SP: +7% Centro-Oeste DF: -8% GO: +33% MS: +20% MT: 0% Norte AC: +82% AM: -9% AP: -32% PA: +54% RO: +8% RR: +129% TO: +6% Nordeste AL: -6% BA: +42% CE: +46% MA: +58% PB: +25% PE: +5% PI: +4% O estado do RN não divulgou novos dados até as 20h. Considerando os dados até 20h de sexta-feira (12), estava em alta (+38%) SE: -16% Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos sobre a vacinação contra a Covid no Brasil: Veja Mais

Pfizer diz que só vai negociar as doses da vacina contra a Covid com o governo brasileiro

Glogo - Ciência Vacina foi a primeira contra a Covid a obter registro definitivo no Brasil. A autorização dada pela Anvisa permite a comercialização do imunizante. Que vacina é essa? Pfizer Biontech O registro definitivo concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) à vacina da Pfizer contra a Covid-19 nesta terça-feira (23) autoriza que clínicas privadas comprem o imunizante. Entretanto, segundo a assessoria da farmacêutica no Brasil, a empresa "só vai negociar com o governo federal". Registro permite compra de vacina por clínicas privadas, mas dever do Estado é usá-las no SUS, diz pesquisador O posicionamento enviado pela assessoria da empresa vai ao encontro de nota divulgada e assinada pela presidente da empresa. “Esperamos poder avançar em nossas negociações com o governo brasileiro para apoiar a imunização da população do país”, disse a presidente da Pfizer Brasil, Marta Díez, no comunicado sobre a aprovação da vacina. O registro definitivo é um sinal verde para que “a vacina seja comercializada e disponibilizada no país”, segundo a Anvisa. Essa autorização é diferente da que foi concedida às vacinas já em uso no Brasil. CoronaVac e Oxford têm o uso emergencial liberado e os imunizantes podem ser aplicados em um grupo específico da população. A vacina da Pfizer foi uma das quatro testadas no Brasil. No início do ano, a farmacêutica disse ter oferecido 70 milhões de doses da vacina ao governo brasileiro para entrega ainda em dezembro, mas a oferta foi recusada. Dever do Estado Mesmo que o registro autorize a comercialização da vacina, a prioridade deve ser o Sistema Único de Saúde (SUS) e não as clínicas privadas, diz o pesquisador Daniel Dourado, médico e advogado do Centro de Pesquisa em Direito Sanitário da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Paris. Para ele, é dever do Estado brasileiro usar quaisquer vacinas que sejam compradas pela iniciativa privada para vacinar as pessoas pelo SUS. "A obrigação do Estado brasileiro é garantir o direito à saúde – neste momento, o principal elemento para garantir o direito à saúde é vacina. Qualquer vacina que entrar no território nacional é obrigação do Estado incorporar no PNI [Programa Nacional de Imunizações]. É a única maneira de o Estado garantir o direito à saúde neste momento – é a minha leitura constitucional", afirma Dourado. 'Não deveria ter discriminação no acesso à vacina para quem paga e não paga', diz brasileira diretora da OMS VÍDEOS: Vacinação no Brasil Veja Mais

Verduras que iam para o lixo alimentam os mais pobres na África do Sul durante a pandemia

Glogo - Ciência Mais de 11 milhões de pessoas passam fome no país devido a miséria agravada pela Covid-19. 47% dos lares sul-africanos não tinham mais recursos para comprar alimentos em abril de 2020. 20 de maio - Pessoas fazem em uma fila para receber ajuda alimentar durante o surto de Covid-19 no assentamento informal Itireleng, próximo ao subúrbio de Laudium, em Pretória, na África do Sul Siphiwe Sibeko/Reuters No cardápio de hoje, mingau de fubá e vegetais resgatados do aterro sanitário. Neste bairro pobre de Joanesburgo, toneladas de produtos não vendidos, que acabam no lixo todos os anos, aliviam a fome de quem vive na miséria. Dlomo Nomaqhawe, de 39 anos, devora sua refeição. A pandemia de Covid-19 na África do Sul o deixou sem trabalho e, para piorar uma situação já difícil, um incêndio reduziu sua casa a cinzas. Agora, ele depende da comida oferecida pelo centro comunitário do bairro, feita, em parte, com alimentos que não foram vendidos no maior mercado de produtos frescos do país. Na África do Sul, a pobreza se viu agravada pela pandemia, em meio a um dado alarmante. Neste país onde mais de 11 milhões de pessoas passam fome todas as noites, um terço dos alimentos produzidos é jogado fora, de acordo com o Fundo Mundial para a Natureza (WWF). Ou seja, dez milhões de toneladas de resíduos. "As pessoas jogam fora comida que poderia servir pra gente", reclama o diretor do centro, Khetiwe Mkhalithi, indignado. Na hora do almoço, homens e mulheres, às vezes com bebês, aparecem em busca de uma refeição grátis. Até 1.500 pessoas por dia passam por lá desde que a pandemia começou no país. "A maioria perdeu o emprego", conta Mkhalithi. "Eles não têm nada para levar para casa", lamenta. De acordo com uma pesquisa, 47% dos lares sul-africanos não tinham mais recursos para comprar alimentos em abril, o primeiro mês de confinamento. Mais de dois milhões de pessoas caíram em situação de insegurança alimentar desde o início da atual crise sanitária, conforme a ONG Oxfam. Coveiro paramentado contra a Covid-19 em cemitério perto de Johanesburgo, na África do Sul, em foto de 21 de dezembro Siphiwe Sibeko/Reuters "Os mais pobres são os que mais sofrem as consequências econômicas", explica Tracy Ledger, pesquisadora de segurança alimentar na África do Sul. 'Salvadores de verduras' Há tempos, as associações pedem uma mudança na legislação sul-africana. Legalmente, quem produz um alimento é responsável por ele e, por isso, com frequência as pessoas não são generosas. Temem serem multadas por oferecer alimentos "impróprios para consumo". "Muitos agricultores, varejistas e hotéis não querem doar seus excedentes por medo de litígios", explica Hanneke Van Linge, fundadora do grupo sul-africano de resgate de alimentos Nosh. Aos poucos, porém, com os estragos econômicos causados pela covid-19, essa situação está mudando. Em um canto do enorme mercado City Deep, de Joanesburgo, um cheiro podre sai de 500 sacos de repolho, que foram separados por inspetores de segurança alimentar. Os voluntários do Nosh tentam ser discretos. África do Sul começa campanha de vacinação contra Covid-19 "Tiramos as folhas estragadas antes de carregar", diz Van Linge, em voz baixa. "Se houver folhas de repolho voando por todo o lado, isso chamará atenção", completa. O ativista convenceu o vendedor a lhes doar o lote e montou uma pequena equipe para retirar a mercadoria às escondidas, antes da intervenção do agente sanitário. Mais tarde, vão salvar algumas batatas que já passaram do prazo. Não muito longe, máquinas trituram caixas de abacates estragados e tomates pastosos. Tudo será colocado em um caminhão e transportá-lo até o aterro sanitário. "Não consigo olhar", desabafa Hanneke Van Linge. A Nosh conseguiu recuperar 880 toneladas de produtos nos últimos dez meses, quatro vezes mais do que em 2019. Em um depósito, cozinheiros voluntários lavam, separam e escovam as couves. Sob as folhas podres, a cabeça é firme e branca. "As pessoas não sabem que podem salvar essas verduras para servi-las para alguém", lamenta Jane Gqozo, de 43, ex-funcionária de um restaurante, que é voluntária do projeto. Vídeos: notícias internacionais Veja Mais

Embalagens e alimentos têm 'mínima probabilidade de espalhar' coronavírus, diz agência americana

Glogo - Ciência FDA afirma que conclusão é um "consenso científico internacional esmagador" e lembra que vírus se espalha de pessoa a pessoa. Foto de um supermercado no Rio de Janeiro em 20 de maio de 2020 Tânia Rêgo/Agência Brasil A Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos publicou um novo documento informando que é "mínima a probabilidade" de embalagens e alimentos transmitirem o coronavírus. Publicado na quinta-feira (18) no site da FDA e assinado também pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o documento informa que não há evidência comprovada de que alimentos ou embalagens de alimentos estejam associados ou são uma fonte provável de transmissão do coronavírus. OMS diz que não há evidências de que o coronavírus possa ser transmitido por alimentos "Considerando os mais de 100 milhões de casos da Covid-19, não vimos evidências epidemiológicas de alimentos ou embalagens de alimentos como a fonte de transmissão da SARS-CoV-2 para humanos", explica o documento. A publicação garante que existe um "consenso científico internacional esmagador" de que "os alimentos consumidos e as suas embalagens são altamente improváveis de espalhar o Sars-CoV-2". Os cientistas ainda lembram que a Covid-19 é uma doença respiratória e é transmitida de pessoa para pessoa, não sendo um vírus transmitido por alimentos. Infectologista explica como é feita a transmissão da Covid-19 pelo ar "É particularmente importante observar que a Covid-19 é uma doença respiratória transmitida de pessoa para pessoa, ao contrário dos vírus transmitidos por alimentos ou gastrointestinais, como o norovírus e a hepatite A, que costumam deixar as pessoas doentes por meio de alimentos contaminados", diz a nota. Vídeos: novidades sobre vacinas contra a Covid-19 Veja Mais

OMS diz que 'alguns países de alta renda' estão prejudicando aquisição de vacinas pelo Covax

Glogo - Ciência 'Se não houver vacinas para comprar, o dinheiro é irrelevante', afirmou Tedros Adhanon, que pediu para os países ricos respeitarem os contratos feitos entre os fabricantes e o mecanismo Covax. Vacinação contra a Covid-19 durante o domingo (21) no Ceará. Thiago Gadelha/Sistema Verdes Mares O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanon, afirmou nesta segunda-feira (22) que o mecanismo internacional Covax enfrenta dificuldades em adquirir vacinas por causa dos contratos que países ricos estão fazendo com os fabricantes. "Alguns países de alta renda estão firmando contratos com fabricantes de vacinas contra a Covid-19 que prejudicam os negócios que a Covax tem em vigor e reduzem o número de doses que o mecanismo pode comprar", disse Tedros, sem citar o nome de nenhuma nação. "Mesmo se tivermos os fundos, só podemos entregar vacinas aos países mais pobres se os países de alta renda cooperarem no respeito aos acordos já feitos pela Covax e os novos acordos que estamos fazendo", pediu o dirigente. Segundo o diretor-geral da entidade, além da competição em conseguir as doses, o Covax também precisa de pelo menos 22,9 bilhões de dólares para financiar totalmente a meta deste ano, que é "iniciar a vacinação de trabalhadores da saúde e idosos em todos os países dentro dos primeiros 100 dias de 2021", informou Tedros. "É importante notar, no entanto, que o dinheiro não é o único desafio que enfrentamos. Se não houver vacinas para comprar, o dinheiro é irrelevante", disse o diretor-geral. O diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, Tony Fauci, também participou da coletiva da OMS desta segunda e demonstrou preocupação com distribuição desigual das vacinas contra a Covid-19 no mundo. "Precisamos fazer com que as vacinas sejam distribuídas de maneira equitativa, e não somente nos EUA", pediu Fauci. “Não podemos levar dez anos para a vacina chegar a todos nos países mais pobres", complementou a diretora-geral assistente de medicamentos da OMS, Mariângela Simão, que também participou do evento. Covax Facility anuncia 10,6 milhões de vacinas contra a Covid-19 para o Brasil Vacinação desigual A vacinação desigual também foi tema de uma coletiva da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), braço regional da OMS, na semana passada. Na ocasião, a diretora da Opas, Carissa F. Etienne, disse que a cobertura vacinal nas Américas precisa ser muito alta, com mais de 700 milhões de imunizados, para região alcançar imunidade de rebanho contra a Covid-19. Em contrapartida, menos de 63 milhões já foram vacinados. "Dois meses após a entrega da primeira vacina contra a Covid-19, quase 63 milhões de pessoas foram vacinadas nas Américas e Caribe. A maioria dos vacinados está em países do Norte. Embora esses números sejam encorajadores, não são suficientes", afirmou Etienne. "Para se beneficiar da imunidade coletiva proporcionada pelas vacinas, a cobertura deve ser muito alta. Mais de 700 milhões de pessoas nas Américas teriam que ser vacinadas para garantir uma cobertura de 70% da população", disse a dirigente da Opas. No final de janeiro, a OMS apresentou um estudo para convencer os países ricos a aderir à iniciativa Covax para vacinação em regiões pobres do mundo. Segundo o estudo, a falta de vacinação contra Covid-19 no mundo inteiro pode custar US$ 9,2 trilhões (cerca de R$ 50 trilhões, na cotação atual), e que cerca de metade disso iria ser um prejuízo das economias mais ricas. Doses da Covax A Covax é uma iniciativa liderada pela OMS e pela Gavi, a aliança global de vacinas, para garantir uma distribuição mais equitativa de vacinas contra a Covid entre países ricos e pobres. A intenção é garantir doses a países para imunizar ao menos 20% de suas populações. Para isso, a aliança vai disponibilizar ao menos 2 bilhões de doses de vacinas até o fim de 2021 e 92 países pobres deverão ter acesso a 1,3 bilhão de doses ainda no primeiro semestre. Nas Américas, 37 países participam da Covax. Desses, 27 vão comprar as vacinas com seu próprio dinheiro; os outros 10 vão receber as vacinas de forma gratuita – ou por sua condição econômica ou por causa do tamanho da população. O Brasil está na lista dos que vão comprar as próprias doses. O país deve receber 10,6 milhões de vacinas desenvolvidas pela AstraZeneca com a Universidade de Oxford no primeiro semestre. VÍDEOS: Novidades sobre vacinas contra a Covid-19 Veja Mais

Remoção de molécula pode ser chave para combater obesidade

Glogo - Ciência Pesquisadores da USP investigam como a eliminação do microRNA-22 diminui o ganho de tecido adiposo e previne a dislipidemia Essa é mais uma coluna que me dá enorme prazer em escrever, porque trata da ciência de ponta produzida no Brasil. Ainda por cima, o tema é obesidade, epidemia que vem se alastrando pelo país, por isso o fato de nossos cientistas estarem debruçados sobre a questão é um alento para todos. A doutora Gabriela Placoná Diniz é professora assistente do Departamento de Anatomia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP e coordena uma equipe de seis pesquisadores que têm investigado a ação de uma molécula chamada microRNA-22 e como a sua eliminação diminui o ganho de tecido adiposo e previne a dislipidemia. “É uma molécula regulatória chave, que pode ter um papel relevante no combate à obesidade e às disfunções metabólicas que ela provoca”, explica a PhD. A doutora Gabriela Placoná Diniz, professora assistente do Departamento de Anatomia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP Acervo pessoal Aqui tenho que fazer uma breve paradinha para lembrar alguns conceitos de biologia que ficaram esquecidos no Ensino Médio. RNA é uma molécula que carrega a informação genética do DNA, sendo essencial para a síntese de proteínas que compõem o organismo. Já o microRNA-22 é uma pequena molécula diferente do RNA comum, porque não produz proteínas. Seu papel é de regular a expressão de genes, de influenciar seu comportamento – como se fosse um botão de liga/desliga. O grupo chefiado pela doutora Gabriela Diniz já produziu diversos estudos sobre o microRNA-22 e o último está sendo publicado na nova edição da “Metabolism”, importante revista da área. Os cientistas alimentaram dois grupos de cobaias com uma dieta hipercalórica por 12 semanas. Um grupo era composto por animais geneticamente modificados, que não tinham o microRNA-22 em nenhum tecido do corpo; o outro era de camundongos comuns. No grupo onde o microRNA-22 havia sido eliminado, o ganho de gordura foi significativamente menor e não houve aumento de colesterol e triglicérides. Atrás, da esquerda para a direita: Tábatha de Oliveira Silva, Guilherme Lunardon, Caroline Antunes Lino, Vanessa Morais Lima, Juliane Braga Miranda. Na frente, também da esquerda para a direita: Camila Stephanie Balbino e Gabriela Placoná Diniz Acervo pessoal Mais um lembrete para entender a pesquisa: todos temos o tecido adiposo branco e o tecido adiposo marrom. O branco armazena gordura, o que é prejudicial à saúde, liberando moléculas inflamatórias que estão associadas a doenças cardiovasculares. O marrom é rico em mitocôndrias e, em vez de acumular, queima gorduras, melhorando as funções metabólicas. A beleza do experimento está aí: nas cobaias onde houve remoção do microRNA-22, mesmo com a dieta hipercalórica, havia diminuição da formação de tecido branco, com dois efeitos colaterais dos mais positivos. O primeiro: o tecido branco era estimulado e sofria uma transformação, tornando-se mais escuro (bege, com comportamento semelhante ao do marrom). O segundo: o tecido marrom tinha sua atividade aumentada, queimando calorias. “O estudo mostra um dos mecanismos envolvidos na obesidade e representa um avanço para o desenvolvimento de novas estratégias para combatê-la”, afirma a cientista. O formidável dessa pesquisa é que pode levar, futuramente, à criação de um inibidor farmacológico, isto é, um medicamento. Biomédica com passagem pela iniciativa privada, a doutora Diniz diz que a paixão pela ciência a levou de volta à academia: “a obesidade é uma doença que gera uma série de complicações no organismo, impacta negativamente a qualidade de vida e com frequência leva ao óbito. Na USP, quero dar minha contribuição à sociedade”. Veja Mais

Robô Perseverance envia primeiras fotos coloridas de Marte

Glogo - Ciência Em uma das fotos é possível ver o céu de Marte. Em outra, foi retratado o momento do pouso, realizado na cratera de Jezero, local onde já foi um lago há bilhões de anos. Perseverance envia primeira imagem colorida de Marte um dia após pouso difícil. NASA/JPL-Caltech O robô explorador Perseverance, da agência espacial Nasa, enviou as primeiras imagens coloridas e em alta definição de Marte nesta sexta-feira (19), um dia após pousar no planeta. Com 19 câmeras acopladas, o robô tem o maior número de câmeras em um único veículo já enviadas a uma missão espacial. Em uma das fotos, é possível ver o céu visto de Marte. Outra imagem colorida mostra uma das seis rodas do robô sob o solo arenoso do planeta vermelho. A Nasa também publicou nesta tarde uma foto colorida do momento da chegada de Perseverance ao local de pouso escolhido - a cratera de Jezero, região do planeta que já foi um lago há bilhões de anos. Foto colorida do momento de pouso do robô Perseverance ao planeta Marte. NASA/JPL-Caltech O robô passará os próximos dois anos explorando a cratera de Jezero em busca de vestígios de vida que tenha existido no passado marciano. Para a exploração, o veículo carrega instrumentos para coletar amostras, observar a geologia e transformar dióxido de carbono em oxigênio para viabilizar uma missão com humanos no planeta. Essa conversão será um dos passos essenciais para a Nasa conseguir levar astronautas em uma missão tripulada no futuro. Uma das rodas do robô Perseverance, da Nasa, tocando o solo de Marte. NASA O Perseverance pousou na superfície de Marte no final da tarde da quinta-feira (18), sete meses depois de a missão ter partido da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida, em 30 de julho de 2020. O robô explorador é o mais sofisticado já enviado ao espaço. Veja o pouso do Robô Perseverance em Marte Acoplado ao Perseverance também está o Ingenuity, um helicóptero de 1,8 kg com hélices que giram cerca de 8 vezes mais rápido do que um helicóptero comum. Robô americano 'Perseverança' pousa no planeta Marte Missões para Marte: por que 3 países chegarão ao planeta vermelho quase ao mesmo tempo O primeiro foi o Sojourner, em 1997, seguido por Spirit e Opportunity, que desembarcaram no planeta em 2004. O último foi o Curiosity, que está no planeta desde 2012. Todos eles tiveram os nomes escolhidos em concursos nacionais. O Perseverance, o novo robô que a Nasa enviou a Marte Nasa 'Sete minutos de terror' A chegada do robô na cratera de Jezero é considerada o local de pouso mais perigoso já tentado em uma missão interplanetária. Isso porque, para tocar o solo marciano, o Perseverance realizou uma manobra altamente delicada, chamada “sete minutos de terror”: nesse intervalo de tempo, o veículo teve de reduzir a velocidade de 20 mil km/h para 0 km/h. Primeira imagem de Marte transmitida pelo robô Perseverance, que pousou no planeta nesta quinta (18). Nasa O veículo espacial da Nasa é o terceiro a atingir Marte em uma semana, depois das missões da China e dos Emirados Árabes Unidos. Escolhido por um estudante do sétimo ano do estado da Virgínia, o nome Perseverance foi anunciado em março do ano passado. Alexander Mather teve a sugestão escolhida entre 28 mil inscrições feitas por alunos do ensino fundamental e médio dos Estados Unidos. Entenda a Mars 2020 Os cientistas acreditam que havia em Marte, entre 3 e 4 bilhões de anos atrás, um lago onde hoje está a cratera de Jezero. O local tem sedimentos similares aos encontrados na Terra, que podem conter vestígios de organismos. De acordo com a agência espacial americana, o Perseverance é um "cientista-robô" que pesa pouco mais de 1 tonelada. Ele conta com uma série de instrumentos: câmeras de engenharia, equipamentos nos braços, uma broca, uma estação meteorológica, instrumento de laser e câmeras para fazer panoramas coloridos, entre outros. Especialista explica processo de pouso do robô da Nasa em Marte VÍDEOS: mais notícias sobre ciência Veja Mais

Sintomas de Covid: pesquisadores britânicos ampliam para 7 os sinais que deveriam levar a exame de coronavírus

Glogo - Ciência Autoridades de saúde, por outro lado, resistem à ideia por temerem que aumento da demanda por diagnósticos possa sobrecarregar o sistema. Pesquisadores no Reino Unido querem que o governo do país inclua quatro sintomas à lista que orienta os pedidos de exame diagnóstico para covid-19. Getty Images via BBC Pesquisadores no Reino Unido querem que o governo do país inclua quatro sintomas à lista que orienta os pedidos de exame diagnóstico para Covid-19. A ideia é acrescentar fadiga, dor de cabeça, dor de garganta e diarreia à lista que hoje se restringe a tosse, febre e perda de paladar ou olfato. Ao ampliar o rol de sintomas, seriam identificados 40% mais casos da doença, dizem os autores da proposta, que estão à frente do aplicativo Zoe, um amplo estudo de sintomas da Covid feito em parceria com a universidade King's College London. As autoridades de saúde, entretanto, temem que um aumento no número de testes possa sobrecarregar o sistema da saúde. Como os sintomas são bastante comuns e podem surgir a partir das mais diferentes causas, um volume maior de pessoas que não estão infectadas com o coronavírus também serão testadas. Os próprios pesquisadores envolvidos no estudo estimam que o total de resultados negativos para cada positivo aumentaria de 46 para 95, mas argumentam que o país hoje tem condições de fazer frente ao aumento de demanda. "Os principais sintomas foram cuidadosamente selecionados para identificar aqueles com maior probabilidade de terem Covid-19, ao mesmo tempo em que excluem uma grande quantidade daqueles que não têm a doença", afirmou um porta-voz do Departamento de Saúde e Serviço Social. A equipe do app Zoe esteve entre as primeiras a identificar a perda de olfato e paladar como sintomas da Covid-19. Isso foi possível graças ao volume de informações cadastradas no aplicativo, onde britânicos com sintomas da doença compartilham o que estão sentindo e, posteriormente, se tiveram diagnóstico positivo ou negativo para a doença. Os sete principais sintomas foram filtrados a partir dos dados fornecidos por 120 mil adultos ao app. Do total, 1,2 mil foram efetivamente diagnosticados com a doença. Para os pesquisadores, o paciente que apresente qualquer um dos sete sintomas deveria estar elegível ao teste de PCR, o "padrão ouro" do diagnóstico de Covid-19, que investiga a presença de material genético do vírus na região da orofaringe e nasofaringe. "Quando os testes de PCR eram escassos, fazia sentido uma maior restrição", afirma Claire Steves, que lidera o estudo. Sintomas da Covid-19 BBC "Agora, o Reino Unido tem testes o suficiente, graças ao esforço feito pelos laboratórios em todo o país, e cada diagnóstico positivo ajuda a salvar vidas." "Sabemos desde o início que focar a testagem apenas nos três sintomas clássicos - tosse, febre e anosmia [perda de olfato] — significa perder uma proporção significativa dos casos positivos", acrescenta Tim Spector, que também coordena o projeto. "Para nós, a mensagem para o público é clara: 'Se você não estiver se sentindo bem, isso pode ser Covid e você deveria ser testado'." Spector acrescenta que esse aspecto ganhou nova importância recentemente, com a identificação no país de variantes mais transmissíveis do Sars-CoV-2. Estudo conduzido pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês) identificou que tosse, fadiga, dor de garganta e dor muscular estão entre os sintomas mais comuns entre aqueles infectados pela nova variante. Para a médica Margaret McCartney, a conduta poderia chegar a um meio termo, de forma mais pragmática. Em entrevista ao programa Inside Health, da BBC Radio 4, ela propôs que se levasse em conta a gama mais ampla de sintomas para requisição de testes em regiões onde há sabidamente maior circulação do vírus. VÍDEOS: mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias Veja Mais

Robô Perseverance da Nasa pousa em Marte após sete meses de viagem

Glogo - Ciência Objetivo da missão é buscar vestígios de vida em uma cratera do planeta que já foi um lago há bilhões de anos. Perseverance é o robô explorador mais sofisticado já enviado ao espaço. Veja o pouso do Robô Perseverance em Marte O robô explorador Perseverance, da Nasa, pousou na superfície de Marte no final da tarde desta quinta-feira (18), sete meses depois de a missão ter partido da Terra. A chegada, transmitida ao vivo pelas redes sociais da agência espacial, ocorreu na cratera de Jezero, local de pouso mais perigoso já tentado. Initial plugin text "Estou seguro em Marte. Perseverança levará vocês a qualquer lugar", postou o perfil do robô no Twitter, o NASA's Perseverance Mars Rover. Robô americano 'Perseverança' pousa no planeta Marte Missões para Marte: por que 3 países chegarão ao planeta vermelho quase ao mesmo tempo O objetivo da missão, chamada de Mars 2020, é buscar vestígios de vida em um local do planeta que já foi um lago há bilhões de anos. Para isso, o robô carrega instrumentos que vão coletar amostras, observar a geologia e transformar dióxido de carbono em oxigênio para viabilizar uma missão com humanos no planeta. Essa conversão será um dos passos essenciais para a Nasa conseguir levar astronautas em uma missão tripulada no futuro. Primeira imagem de Marte transmitida pelo robô Perseverance, que pousou no planeta nesta quinta (18). Nasa Acoplado ao Perseverance está o Ingenuity, um helicóptero de 1,8 kg com hélices que giram cerca de 8 vezes mais rápido do que um helicóptero comum. O Perseverance – que partiu da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida, em 30 de julho de 2020 – é o robô explorador mais sofisticado já enviado ao espaço e o mais recente robô da linha de enviados a Marte. O primeiro foi o Sojourner, em 1997, seguido por Spirit e Opportunity, que desembarcaram no planeta em 2004. O último foi o Curiosity, que está no planeta desde 2012. Todos eles tiveram os nomes escolhidos em concursos nacionais. Escolhido por um estudante do sétimo ano do estado da Virgínia, o nome Perseverance foi anunciado em março do ano passado. Alexander Mather teve a sugestão escolhida entre 28 mil inscrições feitas por alunos do ensino fundamental e médio dos Estados Unidos. O Perseverance, o novo robô que a Nasa enviou a Marte Nasa 'Sete minutos de terror' Alguns minutos antes de entrar na atmosfera de Marte, o robô se separou da parte de cruzeiro, que o abasteceu de combustível durante a viagem. Para tocar o solo do planeta vermelho, o Perseverance realizou uma manobra altamente delicada, chamada “sete minutos de terror”: nesse intervalo de tempo, o veículo teve de reduzir a velocidade de 20 mil km/h para 0 km/h. Por causa das medidas de segurança contra a Covid-19, a equipe que monitorou o pouso foi reduzida, e as pessoas ficaram separadas por placas de acrílico. No momento do pouso, os integrantes comemoraram com uma salva de palmas. Equipe da Nasa que monitorou o pouso de Perseverance comemora o momento da chegada do robô em Marte. Nasa O veículo espacial da Nasa é o terceiro a atingir Marte em uma semana, depois das missões da China e dos Emirados Árabes Unidos. VÍDEO: Animação mostra simulação do pouso do Perseverance Entenda a Mars 2020 Os cientistas acreditam que havia em Marte, entre 3 e 4 bilhões de anos atrás, um lago onde hoje está a cratera de Jezero. O local tem sedimentos similares aos encontrados na Terra, que podem conter vestígios de organismos. De acordo com a agência espacial americana, o Perseverance é um "cientista-robô" que pesa pouco mais de 1 tonelada. Ele conta com uma série de instrumentos: câmeras de engenharia, equipamentos nos braços, uma broca, uma estação meteorológica, instrumento de laser e câmeras para fazer panoramas coloridos, entre outros. O terreno de Marte será fotografado como nunca por 19 câmeras, para trazer informações sobre o clima e a geologia do planeta. Especialista explica processo de pouso do robô da Nasa em Marte VÍDEOS: mais notícias sobre ciência Veja Mais

Como será a missão do Perseverance, o robô explorador da Nasa que chega a Marte nesta quinta-feira

Glogo - Ciência Equipado com câmeras, microfones, helicóptero e instrumentos para analisar rochas marcianas, Perseverance é o rover mais sofisticado já enviado ao espaço. VÍDEO: Animação mostra simulação do pouso de Rover da Nasa em Marte O robô explorador mais sofisticado já enviado ao espaço deve chegar a Marte nesta quinta-feira (18/2), após uma jornada de quase 480 milhões de km, iniciada em julho de 2020. A missão Perseverance da Nasa, agência espacial americana, pousará na superfície marciana com o auxílio de uma espécie de guindaste aéreo. Marte: os '7 minutos de terror' do robô Perseverance em busca de vida no planeta vermelho Missões para Marte: por que 3 países chegarão ao planeta vermelho quase ao mesmo tempo Mas antes precisa sobreviver aos chamados "sete minutos de terror", o período de entrada e descida na atmosfera marciana, quando a temperatura e o risco são máximos. As missões anteriores constataram que, antes de se tornar um deserto gelado, Marte era quente o suficiente para abrigar oceanos de água líquida. O antecessor do Perseverance foi o robô Curiosity, que pousou em um local diferente do planeta em 2012 e ainda está em operação. Ele confirmou que existiram condições de vida em Marte. E o Perseverance vai agora dar o próximo passo e tentar responder uma das grandes questões da astrobiologia: há sinais concretos de vida microbiana passada em Marte? O Perseverance vai explorar o solo e a atmosfera do planeta vermelho por pelo menos um ano marciano, ou seja, 687 dias terrestres Nasa O robô também coletará amostras de rochas que serão trazidas à Terra no futuro e testará tecnologias pioneiras para uma eventual presença humana no planeta vermelho. É que o Perseverance, que tem o tamanho de um carro e pesa cerca de uma tonelada, conta com novos instrumentos, cerca de 20 câmeras, um helicóptero e até microfones. Confira em gráficos e imagens alguns dos destaques da missão. ‘Perseverance’: especialista explica importância do lançamento da Nasa a Marte A descida e os sete minutos de terror A nave que transporta o Perseverance entrará na atmosfera marciana a uma velocidade de 19.500 km por hora. Em sete minutos, essa velocidade precisa chegar a zero. Todo o processo de descida é automatizado e como há um atraso de mais de 11 minutos nas comunicações com a Terra, o Perseverance estará sozinho — e não poderá ser auxiliado de forma remota se surgir algum problema. A nave em que o robô está sendo transportado tem uma parte traseira em forma de cone que está selada na parte inferior por um escudo térmico. A temperatura na superfície externa desse escudo pode chegar a cerca de 1.300 °C. Pouso da missão Perseverance em Marte BBC A cerca de 11 km da superfície, a espaçonave abrirá um paraquedas de 21,5 metros. Pouco depois, o escudo térmico se separará e cairá, expondo o robô Perseverance pela primeira vez à atmosfera marciana e acionando a nova tecnologia de piloto automático conhecida como Navegação Relativa ao Terreno. A Perseverance é a primeira missão a usar esse tipo de navegação. À medida que o robô descer no paraquedas, ele vai capturar imagens da superfície de Marte, compará-las com as informações de seu computador e corrigir a trajetória, se necessário. A temperatura na superfície externa do escudo térmico pode chegar a cerca de 1.300°C Nasa O robô descerá suspenso por cabos de náilon do 'guindaste' EPA/Nasa/JPL-Caltech No minuto 5:50 da descida, o escudo térmico será removido e o robô ficará suspenso por uma espécie de guindaste aéreo, uma estrutura com retrofoguetes que o depositará suavemente no solo. Esta "grua" baixará o robô suspenso por três cabos de náilon. Assim que as rodas do Perseverance pousarem no solo marciano, os cabos se desprenderão e o "guindaste" cairá em outro lugar para evitar qualquer dano ao robô. A cratera de Jezero O robô Curiosity pousou na superfície marciana na cratera de Gale. O Perseverance fará isso na cratera de Jezero, com cerca de 45 km de diâmetro e localizada ao norte do equador de Marte. Os cientistas acreditam que há cerca de 3,5 bilhões de anos, Jezero era um lago alimentado por um rio que depositava sedimentos em um delta. E a Nasa crê que este antigo delta do rio pode ter preservado moléculas orgânicas ou outros sinais de vida microbiana. O delta em forma de leque de Jezero é um dos principais alvos da missão na busca por sinais de vida passada. Jezero também conserva um registro de importantes processos geológicos BBC Jezero também conserva um registro de importantes processos geológicos, como o impacto que formou a cratera, a atividade vulcânica e a ação da água. Estudar suas rochas vai lançar luz sobre como o planeta evoluiu ao longo do tempo. Pousos passados e planejados em Marte BBC Câmeras, microfones e outras tecnologias pioneiras A missão "Mars 2020 Perseverance" está equipada com mais câmeras do que qualquer outra missão interplanetária da história. Há 19 câmeras no corpo do robô e outras quatro na espaçonave para capturar imagens da entrada na atmosfera, da descida e do pouso. Essas imagens estarão disponíveis no site da missão. O Perseverance também tem dois microfones, o que permitirá pela primeira vez capturar sons em Marte. Um microfone gravará sons durante a descida, e outro na superfície. A expectativa é de que o Perseverance explore o solo e a atmosfera do planeta vermelho por pelo menos um ano marciano, o que equivale a cerca de 687 dias terrestres. O robô explorador Perseverance BBC Para isso, ele conta com instrumentos sofisticados como o PIXL e o Sherlock, que podem escanear o terreno e determinar sua composição química. Também terá uma estação meteorológica (Meda), desenvolvida por cientistas espanhóis do Centro de Astrobiologia de Madri. O Meda medirá com seus sensores o vento, a poeira, a radiação ultravioleta e outros indicadores do clima em Marte. Os engenheiros da Nasa reformularam as rodas do rover para serem mais resistentes ao desgaste. As rodas do Curiosity foram danificadas ao andar em rochas afiadas. Uma das tecnologias mais avançadas do Perseverance é a que permite coletar e armazenar amostras de rochas. O robô tem um mecanismo que perfura e pulveriza a rocha e depois coloca essas amostras em 43 tubos que serão armazenados em seu interior. Em um determinado momento, o Perseverance depositará esses tubos na superfície do planeta para serem recolhidos e trazidos à Terra em uma missão futura, provavelmente a partir de 2031. A missão Perseverance também testará duas tecnologias que podem ser fundamentais no futuro. O robô está equipado com o primeiro helicóptero que voará em outro planeta, chamado Ingenuity. Trata-se de um dispositivo que pesa menos de dois quilos, mas tem uma meta ambiciosa: provar que é possível operar e erguer um helicóptero nas difíceis condições de Marte. A atmosfera marciana tem menos de 1% da densidade da atmosfera terrestre, por isso o Ingenuity é leve e tem hélices maiores e que giram mais rápido do que seria necessário na Terra. Outro desafio para o Ingenuity é o frio na cratera de Jezero, onde a temperatura cai para -90 °C à noite. A segunda tecnologia experimental que a Nasa pretende testar é a do instrumento Moxie, que produzirá oxigênio a partir de CO2 da atmosfera de Marte. Gerar oxigênio na própria superfície do planeta vermelho seria essencial para uma futura presença humana. No longo prazo, a meta é um dia conseguir levar astronautas a Marte. Para Thomas Zurbuchen, administrador associado do Diretório de Missões da Nasa, os humanos seguirão os robôs em algum momento. "Temos muitos robôs na Terra e imagens aéreas com aeronaves autônomas. Mas para realmente entender o contexto geológico de uma amostra do Himalaia ou dos Alpes ou onde quer que seja, você deve ir lá com humanos", disse Zurbuchen à BBC. "Queremos fazer o mesmo em Marte." VÍDEOS: Mais vistos do G1 nos últimos 7 dias Veja Mais

Priorizar abertura das escolas nas Américas é essencial, diz diretor de Emergências em Saúde da Opas

Glogo - Ciência Ciro Ugarte alertou, contudo, que reabertura deve ser cuidadosa, uma vez que a pandemia da Covid-19 na região não está controlada e vacinação segue lenta. Sala de aula de escola municipal na Zona Norte de São Paulo, na segunda-feira (15), primeiro dia de aulas presenciais na rede municipal de São Paulo Arquivo pessoal O diretor de Emergências em Saúde da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), braço regional da Organização Mundial de Saúde (OMS), Ciro Ugarte, afirmou nesta quarta-feira (17) que a reabertura das escolas nas Américas deve ser priorizada para que as diferenças sociais não aumentem na região. Biden diz que professores e funcionários de escolas deveriam ter preferência na vacinação "44 milhões de alunos estiveram afastados das salas de aula nas Américas em 2020", disse Ugarte. "Manter as escolas fechadas por muito tempo pode aumentar as diferenças sociais na região", alertou. "Priorizar a abertura das escolas é essencial [para a região]", continuou o dirigente. Contudo, Ugarte ressaltou que as altas taxas de transmissão seguem altas em toda as Américas e que, se toda a sociedade não seguir as recomendações individuais e coletivas contra o vírus, qualquer caso nas escolas poderá resultar em surtos. “É preciso fazer isso [reabrir as escolas] com segurança, preservando a saúde das crianças, dos profissionais da educação e de suas famílias", disse. Vacinação lenta nas Américas Pouco antes, a diretora da Opas, Carissa F. Etienne, afirmou que a cobertura vacinal nas Américas deve ser muito alta, com mais de 700 milhões de imunizados, para região alcançar imunidade de rebanho contra a Covid-19. Em contrapartida, menos de 63 milhões já foram vacinados. "Para se beneficiar da imunidade coletiva proporcionada pelas vacinas, a cobertura deve ser muito alta. Mais de 700 milhões de pessoas nas Américas teriam que ser vacinadas para garantir uma cobertura de 70% da população", afirmou Etienne. A diretora da Opas apontou que a vacinação nas Américas segue lenta, principalmente nos países da porção mais pobre do continente. "Dois meses após a entrega da primeira vacina contra a Covid-19, quase 63 milhões de pessoas foram vacinadas nas Américas e Caribe. A maioria dos vacinados está em países do Norte. Embora esses números sejam encorajadores, não são suficientes", afirmou Etienne. VÍDEO: Veja as cidades que estão com estoques baixos e com vacinação suspensa O subdiretor da Opas, Jarbas Barbosa, lembrou que a estimativa de se alcançar imunidade de rebanho com 70% de cobertura vacinal divide a opinião dos cientistas. "Muitos falam que será preciso uma cobertura de até 90%", ponderou. "O mais importante agora [neste início da vacinação nas Américas] é salvar vidas, depois pensaremos em controlar a transmissão", disse Jarbas Barbosa. Etienne informou que o mecanismo Covax enviará 160 milhões de doses para as Américas no primeiro semestre e pediu que os países se preparem para a imunização em massa e priorizem os trabalhadores da saúde e os idosos. "Qualquer pequeno atraso [dentro dos países nas campanhas de imunização] pode atrasar a vacinação em semanas", alertou a dirigente. 130 países sem nenhuma vacina Posto de vacinação contra a Covid-19 em Nova Déli, na Índia, em 13 de fevereiro Adnan Abidi/Reuters Ainda nesta quarta, o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Antônio Guterres, pediu que países se unam em um plano global de vacinação contra a Covid-19 para diminuir as desigualdades no acesso à vacina, de acordo com a agencia France Presse. Quando serei vacinado? Veja por que a pergunta ainda não tem resposta um mês após Brasil começar imunização Na abertura de uma sessão especial do Conselho de Segurança da ONU sobre vacinas realizada com ministros das Relações Exteriores, Guterres alertou que somente 10 nações administraram 75% das doses até o momento e que 130 países não receberam nenhuma vacina. "O mundo precisa urgentemente de um plano mundial de vacinação que reúna todos os que têm o poder necessário, a experiência científica e as capacidades de produção e financeiras", disse Guterres na reunião virtual. Ele afirmou que o G20, as principais economias do planeta, está na melhor posição para criar um grupo de trabalho sobre o financiamento e a aplicação da vacinação mundial e ofereceu o pleno apoio da ONU. Vídeos: novidades sobre vacinas contra a Covid-19 Veja Mais

130 países não têm vacina contra a Covid e chefe da ONU sugere 'plano mundial' para diminuir desigualdade

Glogo - Ciência Antônio Guterres alertou que somente 10 nações administraram 75% de todas as doses até o momento. Um mês da vacinação contra Covid-19 no Brasil O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Antônio Guterres, pediu nesta quarta-feira (17) que países se unam em um plano global de vacinação contra a Covid-19 para diminuir as desigualdades no acesso à vacina, de acordo com a agencia de notícias France Presse. Quando serei vacinado? Veja por que a pergunta ainda não tem resposta um mês após Brasil começar imunização Capitais começam a suspender vacinação por falta de doses; veja lista Na abertura de uma sessão especial do Conselho de Segurança da ONU sobre vacinas realizada com ministros das Relações Exteriores, Guterres alertou que somente 10 nações administraram 75% de todas as doses até o momento e que 130 países ainda não receberam nenhuma vacina. "O mundo precisa urgentemente de um plano mundial de vacinação que reúna todos os que têm o poder necessário, a experiência científica e as capacidades de produção e financeiras", disse Guterres na reunião virtual. Ele afirmou que o G20, grupo com as principais economias do planeta, está na melhor posição para criar uma força-tarefa sobre o financiamento e a aplicação da vacinação pelo mundo e ofereceu o pleno apoio da ONU. Guterres ainda argumentou que deixar os países mais pobres sem acesso à vacina contra a Covid-19 poderá causar novos surtos do vírus, o que afetará a economia global. "Se permitimos que o vírus se espalhe como um incêndio no hemisfério sul, ele sofrerá mutações continuamente. As novas variantes poderiam ser mais transmissíveis, mais mortais e, potencialmente, ameaçar a eficácia das vacinas e dos diagnósticos atuais", disse Guterres. "Isso pode prolongar a pandemia significativamente, permitindo que o vírus volte a assolar o norte do planeta", afirmou. Veja perguntas e respostas sobre a vacinação contra a Covid-19 Vacinação lenta no Brasil A imunização começou no Brasil utilizando a aposta do governo de São Paulo na vacina chinesa CoronaVac. Em janeiro, o Ministério da Saúde entregou aos estados 10,7 milhões de doses da vacina, o único imunizante contra Covid-19 disponível no país até aquele momento. A quantidade é suficiente para imunizar apenas cerca de 5,3 milhões dos 77,2 milhões de pessoas que formam os grupos prioritários estabelecidos pelo Plano Nacional de Imunização (PNI). Entre eles, pouco mais de 300 mil receberam a 2ª dose. A pequena oferta de doses é reflexo da demora do governo federal em firmar os contratos de aquisição com as farmacêuticas. Até dezembro, o Brasil havia fechado acordo apenas com a Universidade de Oxford/AstraZeneca. Nesta segunda quinzena de fevereiro, cidades pelo Brasil começam a suspender a campanha por falta do imunizante. Vídeos: notícias internacionais Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 16 de fevereiro, segundo consórcio de veículos de imprensa

Glogo - Ciência País contabilizou 9.874.956 casos e 240.009 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia. Casos e mortes por coronavírus no Brasil, segundo consórcio de veículos de imprensa O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 13h desta terça-feira (16). Desde o último balanço, às 20h de segunda-feira (15), seis estados atualizaram seus dados: CE, GO, MG, PE, RS e TO. Veja os números consolidados: Mortes: 240.009 Casos: 9.874.956 Na segunda-feira, às 20h, o país registrou 601 mortes pela Covid-19 nas 24 horas anteriores, chegando ao total de 239.895 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.092. Após o recorde da véspera, essa é a 3ª maior média móvel de óbitos da série histórica; já são 26 dias com essa média acima da marca de 1 mil. A variação foi de +2% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de estabilidade nos óbitos pela doença. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 9.865.911 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 32.216 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 45.087 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de -10% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade nos diagnósticos. Onze estados estão com alta nas mortes: GO, MS, AC, PA, RO, RR, BA, CE, MA, PB e RN. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Brasil, 15 de fevereiro Total de mortes: 239.895 Registro de mortes em 24 horas: 601 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.092 (variação em 14 dias: +2%) Total de casos confirmados: 9.865.911 Registro de casos confirmados em 24 horas: 32.216 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 45.087 por dia (variação em 14 dias: -10%) Estados Subindo (11 estados): GO, MS, AC, PA, RO, RR, BA, CE, MA, PB e RN Em estabilidade (11 estados e o Distrito Federal): RS, SC, ES, MG, SP, DF, MT, AM, AL, PE, PI e SE Em queda (4 estados): PR, RJ, AP e TO Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 desta segunda-feira (15) aponta que 5.285.981 de pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 2,5% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 256.813 pessoas (0,12% da população do país). No total, 5.542.794 doses foram aplicadas em todo o país. Variação de mortes por estados Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: -40% RS: +7% SC: -10% Sudeste ES: -13% MG: +15% RJ: -16% SP: +1% Centro-Oeste DF: -3% GO: +33% MS: +20% MT: -6% Norte AC: +90% AM: -12% AP: -23% PA: +58% RO: +24% RR: +197% TO: -16% Nordeste AL: -5% BA: +51% CE: +67% MA: +18% PB: +23% PE: +2% PI: +11% RN: +66% SE: -2% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos sobre a vacinação contra a Covid no Brasil: Veja Mais

OMS aprova uso emergencial da vacina de Oxford

Glogo - Ciência Antes, somente a vacina da Pfizer tinha aval da OMS. No Brasil, vacina de Oxford foi aprovada pela Anvisa e agora ministério aguarda entrega das doses compradas via aliança Covax. OMS aprova uso emergencial da vacina produzida pela AstraZeneca/Oxford A Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou, nesta segunda-feira (15), o uso emergencial da vacina de Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19. Duas versões da vacina entraram na lista de uso emergencial da entidade: a produzida pela própria AstraZeneca-SKBio, na Coreia do Sul, e a outra pelo Instituto Serum, na Índia. BOATO DESMENTIDO: Vacina contra Covid não afeta fertilidade, afirmam especialistas COVID LONGA: Entenda o que é e conheça 55 efeitos de longo prazo Com a aprovação, as vacinas poderão ser oferecidas por meio da aliança Covax Facility, iniciativa da OMS para garantir o acesso equitativo às vacinas da Covid a países mais pobres. Além disso, o aval da entidade pode ser usado por países que ainda não fizeram suas próprias avaliações do imunizante. Apenas uma outra vacina, a da Pfizer, já havia entrado na lista de uso emergencial da OMS. 00:00 / 23:47 A aprovação da vacina de Oxford pela OMS já era esperada: o grupo de especialistas da entidade para imunização (SAGE, na sigla em inglês) já havia divulgado, na semana passada, as orientações de uso da vacina de Oxford. Entrega do Covax para o Brasil No Brasil, a Anvisa já liberou o uso emergencial e a vacina de Oxford está sendo aplicada no Programa Nacional de Imunizações (PNI). O Ministério da Saúde aguarda a entrega de doses da vacina de Oxford compradas por meio da aliança Covax, liderado pela OMS. O Ministério da Saúde comprou 42 milhões de doses, e já tem previsão para receber 10,6 milhões até junho.: Entre 2.668.200 e 3.735.480 no primeiro trimestre, ou seja, até março (25% a 35%) Entre 6.937.320 e 8.004.600 no segundo trimestre, ou seja, até junho (65% a 75%) A entrega estava programada para começar no final de fevereiro, mas a Covax explica que o valor é uma projeção e depende de uma série de fatores, como disponibilidade das vacinas, lista de emergência da OMS, aceitação dos países e questões de logística. VÍDEO: Qual o modelo de máscara mais eficiente para barrar o novo coronavírus? Aplicação no Brasil A vacina de Oxford é uma das duas que já estão sendo aplicadas no Brasil – a outra é a CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac –, depois de obterem autorização de uso emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A vacina de Oxford/AstraZeneca produzida na Índia pelo Instituto Serum é distribuída com o nome de "Covishield". Na semana passada, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), braço da OMS nas Américas, disse que as primeiras doses das vacinas distribuídas por meio da Covax devem chegar aos países americanos no fim deste mês. 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x Veja VÍDEOS sobre a vacinação no Brasil: , Veja Mais

Brasil já identificou novas variantes em exames de 204 pacientes com coronavírus, diz Ministério da Saúde

Glogo - Ciência São 20 casos da variante do Reino Unido e 184 da brasileira, originada no Amazonas. Até o momento não há registro da variante da África do Sul. O Ministério da Saúde informou nesta terça-feira (23) que detectou 204 casos de pessoas infectadas com duas das novas variantes do Sars CoV-2 que levantam preocupação por terem maior potencial de transmissão. São 20 casos de pacientes com a variante do Reino Unido (a chamada B.1.1.7) e 184 casos com a variante brasileira, originada no Amazonas (P.1). Não há casos confirmados de infectados com a variante da África do Sul (501Y.V2). O levantamento foi feito pela Secretaria de Vigilância em Saúde a partir das notificações recebidas pelas secretarias estaduais da saúde. Os dados foram contabilizados até 20 de fevereiro. Mutação, variante, cepa e linhagem: entenda o que significam os termos ligados à evolução do coronavírus Especialistas dizem que variante brasileira tem potencial de reinfectar quem já teve Covid Estados com a variante do Reino Unido (20): São Paulo (11 casos) Bahia (6) Goiás (2) Rio de Janeiro (1) FANTÁSTICO: reportagem em VÍDEO mostra que Araraquara tem hospital lotado e lockdown com variante do coronavírus Estados com a variante brasileira, originada no Amazonas (184): Amazonas (60 casos) São Paulo (28) Goiás (15) Paraíba (12) Pará (11) Bahia (11) Rio Grande do Sul (9) Roraima (7) Minas Gerais (6) Paraná (5) Sergipe (5) Rio de Janeiro (4) Santa Catarina (4) Ceará (3) Alagoas (2) Pernambuco (1) Piauí (1) De acordo com a pasta, até o momento não há registro da variante descoberta na África do Sul. O ministério esclareceu ainda que, após uma investigação, dois casos da variante do Reino Unido inicialmente notificados como do Distrito Federal são, na verdade, de Goiás. Os pacientes moram em cidades do estado. VÍDEO: Variante do coronavírus na Inglaterra é até 70% mais contagiosa; entenda O sequenciamento genético do Sars CoV-2 é feito pelos laboratórios da Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Adolfo Lutz e Instituto Evandro Chagas. No entanto, outros laboratórios públicos e privados também têm feito a análise do material e, por isso, alguns resultados estão sendo notificados apenas aos municípios e estados, de acordo com o Ministério da Saúde. Três variantes Por enquanto, três variantes do Sars CoV-2 estão sob a atenção dos cientistas: B.1.1.7, identificada em dezembro de 2020 no Reino Unido. 501Y.V2, encontrada na África do Sul (também conhecida como B.1351). P.1., variante brasileira detectada inicialmente em Manaus. Duas principais mutações chamam a atenção: a N501Y, que ocorreu nas três variantes, e a E484K, presente na sul-africana e na brasileira. Elas preocupam os especialistas porque ocorrem na proteína S (de Spike), localizada na coroa do vírus. É ela que se conecta com o receptor ACE2 das células humanas, principal porta de entrada para a infecção do novo coronavírus. Entenda algumas das expressões mais usadas na pandemia do covid-19 Sobre a N501Y, há a suspeita de que a mudança no código genético tenha tornado as novas variantes mais transmissíveis. Uma pesquisa brasileira divulgada no início de janeiro analisou a troca de aminoácidos que poderia causar esse efeito de maior facilidade da infecção pelo vírus – onde estava o asparagina (N) no RNA do coronavírus original de Wuhan, na versão do Reino Unido, agora existe o tirosina (Y). Os autores explicaram que o "N fazia duas ligações" e, agora, o "Y faz muito mais", trazendo mais aderência ao receptor humano. Já a mutação E484K está relacionada a um possível enfraquecimento da ação dos anticorpos humanos, mas ainda são necessários mais estudos para confirmar o real efeito da mudança do vírus. Com a nova sequência de RNA, é atingida a região da proteína Spike onde justamente atuam os anticorpos neutralizantes produzidos pelo sistema imunológico. "Pode ser que a variante que teve origem no Amazonas, daqui a um tempo, e suas descendentes possam ser denominadas como cepa, talvez até cepa brasileira, ou cepa amazônica, se se confirmar que ela de fato promove um comportamento diferente na dinâmica da pandemia aqui no Brasil ou onde ela estiver presente", esclarece Rute Andrade. Alguns grupos de cientistas se referem às variantes acima como linhagens. Como uma variante pode vir, um dia, a constituir uma linhagem, essa troca pode ocorrer dependendo do contexto, segundo Rute Andrade. A B.1.1.7 pode, por exemplo, gerar variantes de si mesma. Nesse caso, as novas variantes vão dar origem à linhagem B.1.1.7. Vídeos: novidades sobre vacinas contra a Covid-19 Veja Mais

O curso que mais fez sucesso em 2020 continua sendo útil este ano

Glogo - Ciência "A ciência do bem-estar” procura desconstruir visões equivocadas sobre a felicidade, mostrando o que realmente é capaz de nos trazer alegria Abordei aqui, em mais de uma ocasião, os cursos on-line de universidades de prestígio do mundo todo que ensinam uma gama enorme de assuntos e, o melhor de tudo, são grátis. Já indiquei, inclusive, o “Aprendendo a aprender”, disponível em português, que se propõe a ser uma cartilha para conseguir assimilar coisas novas, algo valioso em qualquer idade. Pois o campeão de acessos ano passado foi um conteúdo preparado pela prestigiosa Yale University que tem tudo para repetir o desempenho nesse 2021 que carrega as mazelas e cicatrizes de 2020. Trata-se de “A ciência do bem-estar” (“The science of well-being”), que oferece legendas em português e cujo número de alunos supera a marca de 3 milhões. Aula de ioga: cultivar o bem-estar inclui mudança de hábitos prejudiciais do ponto de vista físico e emocional Sara Jobling para Pixabay Em dez semanas, a professora Laurie Santos orienta discípulos espalhados pelo planeta a criar e alimentar um ambiente de bem-estar através da mudança de hábitos. Num dos vídeos introdutórios, explica como é importante desconstruir visões equivocadas sobre o que é felicidade, mostrando o que realmente é capaz de nos proporcionar alegria e prazer. Além disso, chama atenção para como criamos expectativas que nos fazem mal e como elas podem ser “reeducadas”. Por fim, deixa claro que ter consciência sobre o que é melhor para nós não é o suficiente para alterar nosso comportamento, por isso é fundamental que tenhamos ferramentas que nos auxiliem na jornada. A primeira tarefa é medir o nível de felicidade de cada aluno, que deve responder a questionários elaborados por especialistas. A ideia é repetir os testes no fim do curso para avaliar se os ensinamentos melhoraram esses índices. Cada semana é dedicada ao desenvolvimento de um tipo de habilidade como, por exemplo, saborear as experiências em profundidade, embora a correria tresloucada do dia a dia conspire contra. O exercício é tentar se colocar como um observador, alguém que consegue ver com clareza todas as sensações agradáveis e emoções positivas associadas a ações prazerosas, em especial as pequenas: uma boa chuveirada, uma refeição gostosa, um passeio ao ar livre. Viver o momento, e apreciá-lo em toda a sua extensão, é a melhor forma de fazer com que dure mais, nutrindo nosso espírito. De acordo com a professora, os estudos mostram que cultivar a gratidão, estado emocional no qual reconhecemos e prezamos o que recebemos, nos faz mais felizes e saudáveis. Por isso, o curso prevê que, durante uma semana, reservemos de cinco a dez minutos por noite para o exercício de ser grato, escrevendo sobre algo bom que ocorreu durante o dia: a palavra de conforto de um amigo, um arco-íris no céu, o convite para um trabalho... E, como as pesquisas também indicam que pessoas felizes são motivadas a serem generosas com os outros, há uma semana dedicada a um esforço extra para boas ações que tenham significado e impacto na vida de terceiros, amigos ou desconhecidos. Para quem se animar, boas aulas! Veja Mais

Por que a Covid-19 pode se tornar endêmica no Brasil, como dengue e gripe

Glogo - Ciência Vacinação lenta e pouco uso de máscaras e distanciamento social contribuem para a permanência do novo coronavírus no Brasil de forma endêmica. Com controle precário e vacinação lenta, é possível que país conviva com o coronavírus por muito tempo ainda Getty Images via BBC Mais de um ano depois de ter começado, a pandemia de Covid-19 ainda não dá sinais de que vá acabar em pouco tempo. Menos ainda no Brasil, onde seu controle é precário, com vacinação lenta, queda da adesão às medidas preventivas e omissão de agentes públicos em implementar, estimular, controlar e fiscalizar o cumprimento de normas de distanciamento social. Além disso, para piorar a situação, novas variantes do novo coronavírus vêm surgindo e se espalhando pelo país. Por isso, embora seja difícil prever, muitos especialistas acreditam que ela se estenderá pelo menos até 2022. Mas não é só isso. Há grandes chance de a doença se tornar endêmica, como a dengue e a gripe (influenza), por exemplo. Para o médico epidemiologista Guilherme Werneck, vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e professor do Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (IMS/Uerj), as condições para o controle da epidemia no Brasil estão muito precárias, por isso ela não deverá acabar logo. "Faltam vacina, organização e liderança e sobra irresponsabilidade dos agentes públicos", critica. "Começando pelas ações de contrainformação do governo federal, questionando a efetividade de máscaras, vacinas e do distanciamento social, e estimulando o uso de medicamentos ineficazes para prevenção e tratamento da Covid-19. É possível, embora ainda num horizonte distante, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declare o fim da pandemia, mas o Brasil continue tendo que lidar com níveis inaceitáveis de transmissão." O médico Plínio Trabasso, da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, também prevê que a epidemia de Covid-19 no Brasil vai longe, principalmente porque a vacinação não está sendo feita de maneira maciça, ampla e simultânea. Desse modo, ainda há um grande contingente de pessoas suscetíveis à doença em circulação. "Para um controle mais rápido, é necessário que mais pessoas (idealmente todos os acima de 18 anos) sejam vacinadas logo", diz. "Isso cria uma barreira imunológica à disseminação do vírus." O mosquito Aedes aegypti é o principal transmissor de dengue, zika e chikungunya em regiões urbanas do Brasil João Paulo Burini/Getty Images via BBC De acordo com Trabasso, além da vacinação, é preciso testagem em massa, para identificar os potenciais transmissores e colocá-los em quarentena, e mais distanciamento social. "São as maneiras mais eficazes de conter a propagação da Covid-19", explica. "Claro que a higiene das mãos e o uso de máscara também são importantes, mas são medidas individuais, enquanto que a imunização e aplicação dos testes são ações de Estado." A ausência de uma vigilância epidemiológica efetiva é outro aspecto problemático e preocupante da pandemia no país. "O Brasil tem recursos financeiros e profissionais capacitados para desenvolver um processo eficiente de identificação de casos, por meio de testagem e busca ativa, e quarentena para todos os infectados, com apoio financeiro que garanta que a população não perca renda", diz a médica sanitarista Maria de Fátima Siliansky de Andreazzi, professora de Economia Política da Saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela diz que na Europa, caso alguém seja identificado com Covid-19 num avião, por exemplo, vai-se atrás dos que estavam próximos, testam-se e isolam-se todos os passageiros. "No Brasil, no caso de Manaus, com a nova cepa identificada, não se interromperam os voos e mais, o Ministério da Saúde levou doentes infectados para outros estados", critica. O problema é que mesmo com a vacinação, o novo coronavírus não deverá desaparecer, ao contrário do que ocorreu o Sars-Cov-1, que causou a epidemia de Sars. "Algumas vacinas estão mostrando uma excelente proteção para prevenir formas graves de Covid-19 (a maioria, mais de 90%). No entanto, em algumas pessoas elas não conseguem impedir a infeção e, em muitos casos, a aparição de sintomas", explica o médico Fredi Alexander Diaz Quijano, do Departamento de Epidemiologia, Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP). De acordo com ele, o efeito que as vacinas terão na redução da transmissão é incerto, mas evidências indiretas sugerem que não eliminará totalmente a Covid-19. Um dos motivos disso é que novas variantes podem eventualmente conseguir escapar das vacinas - e talvez precisemos nos imunizar contra o coronavírus com a mesma frequência com que nos imunizamos contra a gripe, por exemplo. Por tudo isso, é muito provável que o vírus continue circulando. "Não causará doença grave na grande maioria das pessoas vacinadas, mas existindo grupos suscetíveis que não tenham sido imunizados (por qualquer motivo), ainda haverá risco de surtos de casos graves e mortes." Em outras palavras, a Covid-19 poderá ser tornar endêmica, como a Aids, dengue, gripe, malária e tuberculose, por exemplo. "Endemias correspondem a situações em que a incidência da doença não é tão elevada, mas que dura muito tempo, podendo sofrer variações sazonais, relacionadas às estações do ano, por exemplo", explica o médico Marcelo de Carvalho Ramos, professor titular de Infectologia da FCM da Unicamp. Para entrar na célula, o vírus SARS-CoV-2 se liga a uma molécula presente na superfície da célula (seu receptor) Science Photo Library Mas por que algumas doenças se tornam endêmicas e outras, não? "Uma enfermidade infecciosa endêmica é aquela que conseguiu um certo equilíbrio na sua taxa de reprodução", responde Quijano. "Isto é, quando cada pessoa contaminada passa essa condição para (em média) uma outra. É o que se conhece como número reprodutivo efetivo (R), que é a média de novos infectados que alguém com o vírus produz diretamente. Em outras palavras, no caso das endemias o valor de R permanece próximo de 1." Quando esse número é superior a 1, então a doença progride rapidamente e causa surtos (ou até grandes epidemias), como é o caso da Covid-9, cuja estimativa do R, no início da pandemia, era 3. "Se esse valor é muito superior a 1 (por exemplo, maior que 10) ela se espalha depressa, às vezes tão rápido que se acabam rapidamente as pessoas suscetíveis a ela", explica. " Por outra parte, valores de R inferiores a 1 conduzem a que o número de casos progressivamente diminua, levando eventualmente à eliminação da doença numa comunidade." Foi o que aconteceu com a Sars: o vírus Sars-Cov-1 não adquiriu essa capacidade de se perpetuar. O novo coronavírus já obteve esse salto evolutivo, no entanto. É por isso, que os especialistas acham que a Covid-19 se tornará endêmica. "O Sars-Cov-2 já se mostrou capaz de sofrer mutações, como demonstram as variante do Reino Unido, da África do Sul e do Amazonas", diz Trabasso. "Algumas delas, ou outras que surgirão, podem fazer com que haja escape do vírus à imunidade adquirida, seja pelo contato com a variante 'selvagem' seja por meio da vacinação." Segundo ele, esses mutantes poderão causar microssurtos, até que nova vacina surja e novo contingente populacional desenvolva imunidade suficiente, para criar uma nova barreira imunológica. E assim por diante. Sem ações de prevenção coletiva, como o uso de máscaras, distanciamento social e higiene pessoal, somente a vacina não será capaz de interromper a transmissão Getty Images via BBC "É o que ocorre com a influenza, por exemplo", explica Trabasso. "Todos os anos, a população tem que ser vacinada, porque podem ocorrer mutações no vírus e a imunidade adquirida pela infecção ou vacinação de anos anteriores não garante proteção contra a variante presente naquele ano. Assim deve se comportar o novo coronavírus daqui por diante." Werneck acrescenta outros aspectos que podem levar a Covid-19 a permanecer ainda por muito tempo entre os humanos. De acordo com ele, circulação do vírus só poderia ser interrompida com níveis altos de imunidade na população. "Ocorre que nosso conhecimento sobre imunidade ao novo coronavírus é ainda precário, particularmente sobre a duração dela conferida pela infecção ou pela vacina", explica. "Ao mesmo tempo, o que se sabe sobre a eficácia das vacinas disponíveis, até o momento, é que elas não fornecem proteção efetiva contra a infecção, mas sim para o desenvolvimento de formas clinicas e graves da doença." Ou seja, são imunizantes que protegem as pessoas, porque evitam que elas desenvolvam sintomas e formas severas da Covid-19, mas não impedem que se infectem e, eventualmente transmitam a infecção. "Além disso, as vacinas utilizadas no Brasil (até o momento, a de Oxford-AstraZeneca e CoronaVac) têm efetividade da ordem de cerca de 70% mais ou menos, ou seja, têm boa eficácia, mas não nos níveis ideais", diz Werneck. "Assim, mesmo com cobertura vacinal alta, ainda poderemos ter transmissão." Isso significa que, sem ações de prevenção coletiva, como o uso de máscaras, distanciamento social e higiene pessoal, somente a vacina não será capaz de interromper a transmissão. "Junte todos esses problemas num contexto em que faltam vacinas e que uma alta cobertura vacinal da população ainda vai demorar", acrescenta Werneck. "Estamos, então, em condições propícias para permitir a circulação do vírus e o aparecimento de novas variantes, tudo contribuindo para a permanência da infecção entre nós de forma endêmica." Vídeos: novidades sobre vacinas contra a Covid-19 Veja Mais

Coronavírus: Reino Unido anuncia reabertura após queda de casos de covid com lockdown e vacinas

Glogo - Ciência Economia vai reabrir em etapas após semanas de lockdown severo e em meio a um programa acelerado de vacinações. A meta é vacinar todos os adultos do país até o final de julho. Boris Johnson anuncia na segunda-feira a reabertura da economia em etapas. PA Media via BBC Todas as escolas na Inglaterra devem reabrir em 8 de março, como parte de um plano "cauteloso" do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, para suspender o lockdown contra o coronavírus. Johnson pretende anunciar nesta segunda-feira (22/02) seu roteiro detalhado para a reabertura do Reino Unido, após dois meses de um lockdown severo. A média diária de pessoas infectadas saltou de 15 mil, no final de novembro, para 60 mil em janeiro. Agora, após o lockdown e o avanço da vacinação, essa média caiu para 11 mil. No total, 4,1 milhões de pessoas pegaram o coronavírus e 120 mil morreram. Reino Unido começa a restringir propagação de variantes do coronavírus, diz Secretário de Saúde Do que já se sabe dos planos de Johnson, até seis pessoas (ou duas famílias) poderão se reunir ao ar livre a partir de 29 de março. As regras serão suspensas em etapas, e quatro condições devem ser atendidas em cada uma dessas fases. A primeira etapa de reabertura será dividida em duas partes: De 8 de março: todas as escolas serão reabertas com esportes e atividades ao ar livre após as aulas permitidas. Recreação em um espaço público — como em parques — será permitida entre duas pessoas de casas diferentes, o que significa que elas poderão se sentar para tomar um café, beber ou fazer um piquenique. A partir de 29 de março: encontros ao ar livre de seis pessoas ou duas famílias serão permitidos. Entende-se que isso incluirá encontros em espaços privados abertos, como jardins de casas. As instalações esportivas ao ar livre, como quadras de tênis ou basquete, serão reabertas e os esportes organizados para adultos e crianças, como futebol de base, também retornarão. Embora as escolas estejam programadas para reabrir a todos os alunos em 8 de março, acredita-se que alguns dias de flexibilidade podem ser incluídos para permitir que medidas como testes em massa sejam implementadas. Também em 8 de março, novas regras permitirão que cada lar de idosos residente na Inglaterra tenha um visitante regular, com quem eles podem ficar de mãos dadas. E a partir de 29 de março também ficou claro que as pessoas mais uma vez poderão viajar para fora de suas áreas residenciais — embora a orientação provavelmente recomende permanecer no local e pernoites não serão permitidos. Dados sobre a propagação da doença serão usados para tomada de decisões em cada etapa da retirada das restrições, disse Johnson. "Seremos cautelosos sobre esta abordagem para não desfazer o progresso que alcançamos até agora e os sacrifícios que cada um de vocês fez para manter a si e aos outros seguros", acrescentou. Sucesso da vacinação no Reino Unido permite relaxamento do lockdown 4 condições para o avanço da reabertura O roteiro de Johnson inclui quatro etapas para atenuar as restrições. Mas antes de prosseguir para cada etapa seguinte, o governo examinará os dados disponíveis para avaliar o impacto das mudanças anteriores. As quatro condições que devem ser atendidas em cada fase de atenuação do bloqueio são: O programa de vacina contra o coronavírus precisa continuar dentro do planejado É preciso haver evidências de que as vacinas estão reduzindo suficientemente o número de pessoas que morrem com o vírus ou precisam de tratamento hospitalar As taxas de infecção não podem apresentar risco de aumento nas internações hospitalares Novas variantes do vírus não alterem fundamentalmente o risco de suspensão das restrições O governo britânico disse que as quatro condições estão sendo cumpridas atualmente, e que, portanto, a primeira etapa da flexibilização do bloqueio na Inglaterra poderá continuar conforme planejado em 8 de março. O primeiro estágio de flexibilização das restrições será em toda a Inglaterra devido à atual disseminação uniforme do vírus. Os parlamentares ainda precisam aprovar os planos do governo. Escolas na Inglaterra reabrem a partir do dia 8 de março. PA Media via BBC O Partido Trabalhista, de oposição ao governo de Johnson, disse que o governo está "certo em ser cauteloso" para encerrar o lockdown em etapas. A oposição apoia a reabertura de escolas para todos os alunos na Inglaterra, mas pediu um plano para garantir que isso possa ser feito com segurança — com medidas como sistemas de ventilação, testes e priorização de professores para vacinas contra o coronavírus. As regras anunciadas por Boris Johnson valem para a Inglaterra. As demais nações do Reino Unido — Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte — têm autonomia para definir suas regras. Todas as quatro nações do Reino Unido estão fechadas desde dezembro, depois que hospitais foram colocados sob pressão sem precedentes devido à rápida disseminação de uma variante do vírus, que foi detectada pela primeira vez no sudeste da Inglaterra. Na Escócia, a primeira-ministra Nicola Sturgeon deve traçar uma rota para sair do confinamento nos próximos dias, mas alertou as pessoas para não fazerem planos para o feriado da Páscoa. No País de Gales, o primeiro-ministro Mark Drakeford disse que espera que a exigência de "ficar em casa" termine dentro de três semanas, com algumas lojas não essenciais e cabeleireiros possivelmente reabrindo ao mesmo tempo. Crianças de três a sete anos estão iniciando um retorno gradativo às escolas galesas na segunda-feira, junto com alguns estudantes universitários. O ministro da Saúde da Irlanda do Norte minimizou a possibilidade de as restrições serem amenizadas a tempo para a Páscoa. De todo modo, uma revisão das medidas atuais ocorrerá em 18 de março. Na Inglaterra, as autoridades de saúde passarão a publicar novos dados sobre o impacto das vacinas nas taxas de transmissão. Vacinas ajudam, mas hospitais ainda estão cheios Há dados preliminares sugerindo uma redução na transmissão do vírus em pessoas que receberam a vacina, com as internações caindo "muito mais acentuadamente" do que na primeira onda da pandemia, segundo o secretário de Saúde, Matt Hancock. No entanto, Hancock disse à BBC que o número de pessoas hospitalizadas — atualmente em torno de 18 mil — ainda era "muito alto". Sir David Spiegelhalter, professor de estatística da Universidade de Cambridge, disse que os dados sobre fatores como internações hospitalares e mortes são "extremamente positivos" e "melhores do que as pessoas estavam prevendo". No domingo, Hancock reiterou a nova meta do governo de oferecer pelo menos uma dose para todos adultos com 50 anos ou mais até 15 de abril. A meta é vacinar todos os adultos do país até o final de julho. Até agora, mais de 17,5 milhões de pessoas no Reino Unido receberam uma dose de vacina. A ordem de prioridade para os menores de 50 anos receberem as vacinas ainda não foi definida pelo Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização (JCVI). O professor Adam Finn, membro do JCVI, disse à BBC no domingo que esperava um anúncio a ser feito sobre as prioridades da vacina em algum momento desta semana. VÍDEOS: novidades sobre vacina contra a Covid-19 Veja Mais

Brasil chega a 31 dias com média móvel acima de 1 mil mortos por Covid; total alcança 246 mil

Glogo - Ciência País contabilizou 10.138.265 casos e 246.006 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa. Foram 1.051 mortes registradas no último dia. Brasil chega a 31 dias com média móvel de mortes por Covid acima de mil O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h deste sábado (20). O país registrou 1.051 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 246.006 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.051. Já são 31 dias com essa média acima da marca de 1 mil. A variação foi de 5% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de estabilidade nos óbitos pela doença. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 10.138.265 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 56.572 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 46.716 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de 2% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade também nos diagnósticos. Onze estados estão com alta nas mortes: RS, SC, GO, AC, PA, RO, RR, BA, PB, PE e RN. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Brasil, 20 de fevereiro Total de mortes: 246.006 Registro de mortes em 24 horas: 1.051 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.051 (variação em 14 dias: +5%) Total de casos confirmados: 10.138.265 Registro de casos confirmados em 24 horas: 56.572 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 46.716 por dia (variação em 14 dias: +2%) Estados Subindo (11 estados): RS, SC, GO, AC, PA, RO, RR, BA, PB, PE, RN Em estabilidade (11 estados e o Distrito Federal): PR, ES, MG, RJ, SP, DF, MT, AP, AL, CE, MA, PI Em queda (4 estados): MS, AM, TO e SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 deste sábado (20) aponta que 5.811.528 de pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 2,74% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 1.115.832 pessoas (0,53% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. No total, 6.927.360 doses foram aplicadas em todo o país. Variação de mortes por estados Sul PR: +9% RS: +22% SC: +16% Sudeste ES: -7% MG: -4% RJ: 0% SP: -2% Centro-Oeste DF: +5% GO: +45% MS: -19% MT: -6% Norte AC: +90% AM: -33% AP: -5% PA: +65% RO: +97% RR: +53% TO: -32% Nordeste AL: +14% BA: +64% CE: -10% MA: +6% PB: +26% PE: +34% PI: -9% RN: +63% SE: -24% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos sobre a vacinação contra a Covid no Brasil: Veja Mais

Argentina começa a vacinar contra Covid-19 idosos entre 70 e 80 anos

Glogo - Ciência País já recebeu 1,22 milhões de doses da vacina russa Sputnik V e outras 580 mil doses da vacina indiana Covishield, segundo a AFP. Alberto Fernández, presidente da Argentina, recebeu primeira dose da vacina Sputnik V em 21 de janeiro de 2021 Reprodução/Redes Sociais Idosos na Argentina acima de 70 ou 80 anos, conforme decidido por cada governo local, começaram a ser vacinados na quinta-feira (18), de acordo com a agência France Presse. A vacina utilizada é a Sputnik V, fabricada pelo instituto russo Gamaleya. A campanha de vacinação com idosos a partir dos 70 anos começou na capital Buenos Aires, onde vivem quase 40% dos 45 milhões de habitantes do país. "Estava esperando. A verdade é que não via a hora, pois já faz um ano que estava trancada, embora não possamos culpar ninguém por isso. Mas estou feliz e logo vou receber outra dose", disse uma idosa de 71 anos, moradora de Buenos Aires, à AFP. "Na verdade, fiquei muito alegre e não pensei que seria tão cedo", disse outra idosa, Nilda Martínez, uma aposentada de 86 anos. Os idosos primeiro responderam a uma pesquisa e, após a administração da vacina, tiveram que esperar meia hora, por prevenção, caso sofressem alguma reação adversa. Depois de 21 a 60 dias, eles devem retornar para a segunda dose. "Chegaram à escola 600 doses e está prevista a vacinação de 150 pessoas por dia", informou à AFP a coordenadora do posto de vacinação, Zulema Iriarte. O local vai funcionar todos os dias até 28 de fevereiro, com uma equipe de 25 pessoas. A Argentina já recebeu 1,22 milhões de doses da Sputnik V e outras 580 mil doses da Covishield, vacina do Serum Institute of India, de acordo com a AFP. Brasil, Argentina e Paraguai vivem momentos distintos para imunizar suas populações Plano de imunização argentino Os argentinos começaram a ser vacinados contra a Covid-19 no ano passado, em 29 de dezembro, com um lote inicial de 300 mil doses direcionado para profissionais da saúde. De acordo com o "La Nación", até o final de fevereiro, mais 20 milhões de doses chegarão ao país para completar a vacinação das equipes de saúde e das forças de segurança. O plano de imunização argentino também inclui vacinas da Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca, além de doses que chegarão do mecanismo de cooperação internacional Covax. A Argentina tem mais de 50 mil mortes e mais de 2 milhões de infectados pela Covid-19. VÍDEOS: novidades sobre as vacinas contra a Covid-19 Veja Mais

Ministério da Saúde diz que vai rever distribuição de doses em fevereiro após Butantan informar atraso

Glogo - Ciência Governo anunciou na quarta-feira (17) que 230,7 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 serão entregues até 31 de julho. Entre elas, 9,3 milhões eram aguardadas para fevereiro e seriam enviadas pelo Instituto Butantan, que teve problemas com importação da matéria-prima. Funcionários trabalham na área de inspeção da CoronaVac, vacina contra a Covid-19, no Instituto Butantan, Zona Oeste de São Paulo. BRUNO ROCHA/ESTADÃO CONTEÚDO O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (18) que "precisará rever a distribuição das doses de vacinas contra a Covid-19 relativas ao mês de fevereiro, divulgada aos secretários de saúde dos estados e Distrito Federal". Será o primeiro revés no anúncio feito pelo ministro da saúde Eduardo Pazuello de que 230 milhões de doses serão entregues até 31 de julho. Dentro deste total, a previsão era entregar 11,3 milhões de doses em fevereiro. Destes, 9,3 milhões eram da CoronaVac. Outras 2 milhões de doses são da vacina Oxford/AstraZeneca, importadas da Índia. Fiocruz anuncia que receberá mais dois milhões de vacinas importadas na próxima semana Butantan vai entregar mais 3,4 milhões de doses da CoronaVac para o governo federal a partir da próxima terça De acordo com o ministério, a mudança será necessária porque recebeu ofício do Instituto Butantan nesta tarde de quinta com a informação de que "receberá somente 30% dos imunizantes previstos em contrato para fevereiro, totalizando apenas 2,7 milhões de doses". "O cronograma elaborado e que foi enviado hoje aos gestores previa a inclusão de novos grupos prioritários na campanha de vacinação contra a Covid-19, como povos e comunidades tradicionais ribeirinhas, quilombolas, pessoas de 80 a 89 anos e pessoas de 60 a 79 anos", informou o ministério. Governadores se reúnem com ministro Pazuello e cobram cronograma de vacinação Previsão frustrada e acordos pendentes O compromisso de entregar 230 milhões de doses depende, além das entregas de Butantan e da Fiocruz, do fechamento de acordo com os fornecedores das vacinas Sputnik V, desenvolvida pelo instituto russo Gamaleya, e da indiana Covaxin. As duas não têm autorização de uso emergencial no Brasil e, no caso da indiana, estudo de fase 3 que comprova a eficácia ainda não foi publicado em revista científica. No caso do Butantan, estava prevista a entrega de 9,3 milhões de doses da CoronaVac até 28 de fevereiro. O instituto entregou 1,1 milhão de doses do imunizante no dia 5 e, a partir do dia 23 deve entregar um lote com 3,4 milhões de doses para o governo federal, totalizando 4,5 milhões, o equivalente a 4,8 milhões de doses a menos. Em nota, o Instituto Butantan disse que montou uma força-tarefa para acelerar a entrega das doses, mas que o governo federal tem culpa pelo atraso. Além disso, ressaltou que já entregou 9,8 milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus ao Ministério da Saúde, o que corresponde a 90% de todas as vacinas usadas na rede pública do país. "O Ministério da Saúde omite e ignora fatos em seu comunicado oficial. Deixa de informar que, como é de conhecimento público, o desgaste diplomático causado pelo governo brasileiro em relação à China provocou atrasos no envio da matéria-prima necessária para a produção da vacina", informou o instituto. "É inacreditável que o Ministério da Saúde queira atribuir ao Butantan a responsabilidade pela sua completa falta de planejamento, que acarretou a falta de vacinas para a população em diversos municípios do país." - Instituto Butantan Butantan vai entregar 17,2 milhões de doses da CoronaVac VÍDEOS: novidades sobre a vacina Veja Mais

Nasa mostra pouso do robô Perseverance em Marte

Glogo - Ciência Chegada está prevista para 17h55. Missão tenta responder uma das grandes questões da astrobiologia: há sinais concretos de vida microbiana passada em Marte? Nasa mostra pouso do robô Perseverance em Marte Chegada está prevista para 17h55. Missão tenta responder uma das grandes questões da astrobiologia: há sinais concretos de vida microbiana passada em Marte? Perseverance é o robô explorador mais sofisticado já enviado ao espaço. Viagem de quase 480 milhões de km começou em julho de 2020. Robô tem o tamanho de um carro e pesa cerca de uma tonelada Veja Mais

Documento da OCDE reforça importância da inclusão de mão de obra sênior

Glogo - Ciência Mudança demográfica obrigará empregadores a rever políticas de admissão e retenção de funcionários No começo do mês, o jornal britânico “The Guardian” publicou reportagem sobre como a Covid-19 atropelou as pessoas acima dos 50 anos feito um caminhão desgovernado – foi o grupo mais afetado pela pandemia. Quem perde o emprego nessa faixa etária corre o risco de enfrentar um período maior fora do mercado de trabalho do que seus pares jovens. O quadro de insegurança financeira tem uma agravante: a aposentadoria pode ficar comprometida e há menos tempo para recuperar e recompor alguma reserva para a velhice. É o contingente que a economista Ana Amelia Camarano chama de “nem-nem”: nem empregado, nem aposentado, assunto que já foi tema do blog. A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que reúne quase 40 países, publicou, no fim do ano passado, um guia para promover a inclusão da força de trabalho madura. Com o título “Vivendo, aprendendo e ganhando por mais tempo” (“Living, learning and earning longer”), lembra que, por volta de 2050, em cada dez pessoas do mundo desenvolvido, pelo menos quatro terão mais de 50 anos. A mudança demográfica forçosamente obrigará que os empregadores revejam suas políticas de admissão e retenção de mão de obra – e os ambientes multigeracionais serão os com maior chance de obter sucesso, por conseguir agregar diferentes tipos de talentos e experiências. Inclusão de mão de obra sênior: mudança demográfica obrigará que os empregadores revejam suas políticas de admissão e retenção de funcionários Yerson Retamal para Pixabay Embora os executivos afirmem que entendem o valor da diversidade, a implementação de ações efetivas tem sido muito aquém do necessário. Exemplos? Processos de recrutamento que discriminam candidatos maduros, falta de programas de treinamento do contingente sênior ou de preparação para a aposentadoria, com informações sobre planejamento financeiro e opções como a diminuição gradativa da carga horária. Estudos mostram que a discriminação por idade custou aos Estados Unidos 850 bilhões de dólares em 2018. Avaliações de carreira na meia-idade poderiam funcionar como instrumentos eficientes e menos dispendiosos para capacitar funcionários a fim de ocupar novas funções na empresa. Aliás, diversidade deveria ser um dos indicadores para medir o desempenho da organização, enfatiza o documento. As evidências apontam que a eficácia aumenta quando há uma área dedicada à fiscalização e prestação de contas das mudanças postas em prática: pode ser um comitê, uma gerência ou mesmo uma diretoria. Com taxas de natalidade mais baixas e o aumento da longevidade, o grupo entre 20 e 60 vai diminuir, enquanto o acima dos 65 estará em expansão – não se trata apenas de desperdiçar o capital intelectual sênior, mas também de garantir mão de obra para o país. Veja Mais

Reino Unido aprova teste que vai infectar com coronavírus jovens saudáveis

Glogo - Ciência Experimento chamado de "desafio humano" quer entender como o vírus afeta as pessoas. Estudo será feito com 90 voluntários de 18 a 30 anos. O primeiro estudo de “desafio humano” da Covid-19 começará nas próximas no Reino Unido, anunciou o governo nesta quarta-feira (17). No teste, os voluntários jovens e saudáveis são infectados deliberadamente com o coronavírus. Os pesquisadores querem entender como o vírus afeta as pessoas. Para isso, o estudo será feito com 90 voluntários de 18 a 30 anos. Eles serão expostos ao coronavírus em um ambiente seguro e controlado. “Esses estudos ajudarão a acelerar o conhecimento dos cientistas sobre como o coronavírus afeta as pessoas e pode, eventualmente, promover o rápido desenvolvimento de vacinas”, explicou o secretário de negócios Kwasi Kawarteng. Reino Unido deve ser o primeiro país a fazer desafio humano da vacina da Covid-19 Os voluntários serão expostos à versão "original" do coronavírus, e não às variantes mais contagiosas que surgiram recentemente. Médicos e cientistas irão monitorar de perto o efeito do vírus em voluntários e estarão disponíveis para cuidar deles 24 horas por dia. O ensaio tentará avaliar a menor quantidade de vírus necessária para causar uma infecção, com o objetivo de desenvolver vacinas e tratamentos para a doença. “Nosso objetivo final é estabelecer quais vacinas e tratamentos funcionam melhor no combate a essa doença, mas precisamos de voluntários para nos apoiar nesse trabalho”, disse o investigador-chefe do Imperial College London, Chris Chiu. VÍDEOS: Novidades sobre a vacina Veja Mais

Quando serei vacinado? Veja por que a pergunta ainda não tem resposta um mês após Brasil começar imunização

Glogo - Ciência Brasil conseguiu vacinar 5,5 milhões de brasileiros com a primeira dose desde 17 de janeiro. E só 0,1% da população já tomou a segunda dose. Em 7 tópicos, lista explica principais entraves da campanha. Para a maioria do 77 milhões de brasileiros dos grupos prioritários e sobretudo para todos os demais, ainda não há resposta exata sobre quando será a vacinação. As vacinas contra a Covid-19 existem, são eficazes, mas a primeira dose só chegou a 5 milhões de brasileiros após um mês de campanha. Entre eles, pouco mais de 300 mil receberam a 2ª dose. Além disso, cidades pelo Brasil começam a suspender a campanha por falta do imunizante. Especialistas ouvidos pelo G1 listam as pedras no caminho (veja tópicos abaixo) e dão as perspectivas do que precisa ser feito para a vacinação avançar no país. Nesta reportagem, veja análise dos seguintes pontos: Compra limitada de vacinas Atraso na elaboração e divulgação do PNI Escassez de vacinas no mundo Dificuldades na importação do IFA Falta de clareza nas fases e grupos prioritários Falta de apoio para pesquisa e produção 100% nacional Demora no avanço e registro de novas vacinas Abaixo, veja os detalhes dos sete tópicos. 1. Compra limitada de vacinas O Brasil tem um número limitado de doses disponíveis e uma das explicações é o fato de o governo federal ter apostado em somente uma vacina: Oxford/AstraZeneca. A imunização começou no Brasil utilizando a aposta do governo de São Paulo na vacina chinesa CoronaVac. Em janeiro, o Ministério da Saúde entregou aos estados 10,7 milhões de doses da vacina, o único imunizante contra Covid-19 disponível no país até aquele momento. A quantidade é suficiente para imunizar apenas cerca de 5,3 milhões dos 77,2 milhões de pessoas que formam os grupos prioritários estabelecidos pelo Plano Nacional de Imunização (PNI). A pequena oferta de doses é reflexo da demora do governo federal em firmar os contratos de aquisição com as farmacêuticas. Até dezembro, o Brasil havia fechado acordo apenas com a Universidade de Oxford/AstraZeneca. Cientistas de Oxford relatam vacina segura e com resposta imune A confirmação da compra de doses da CoronaVac ocorreu somente em janeiro. A negociação da vacina tem sido objeto de disputa política desde outubro, quando o ministro da Saúde Eduardo Pazuello foi desautorizado pelo presidente Jair Bolsonaro e forçado a desistir de comprar 46 milhões de doses do imunizante. Considerando a previsão de 354 milhões de doses para este ano, o Brasil negociou 1,68 dose por habitante. O número está abaixo de países como Canadá (8,99 doses por habitante), Reino Unido (6,83), Chile (4,66), EUA (3,68) ou Japão (2,48). Sem variedade nos contratos com as farmacêuticas, a previsão é que o país receba até março mais 27,37 milhões de doses da Coronavac, 2,6 milhão de doses do consórcio Covax e 7,5 milhões de imunizantes da Universidade de Oxford/AstraZeneca. A quantidade não será suficiente para vacinar nem mesmo um quarto dos grupos considerados prioritários. 2. Atraso na elaboração e divulgação do PNI O plano nacional de vacinação é alvo de críticas, foi divulgado com atraso e a definição de quem é prioridade ainda está sendo cobrada do Ministério da Saúde pela Justiça O Ministério da Saúde apresentou um primeiro plano de vacinação contra a Covid-19 em 11 de dezembro, após partidos entrarem com ações no Supremo Tribunal Federal (STF) cobrando o governo. A primeira versão do plano informava que mais de 51 milhões de pessoas seriam vacinadas em quatro fases ao longo do primeiro semestre de 2021. Contudo, o documento, considerado pouco específico pelos especialistas, não estipulava uma data para o início da vacinação. Governo entrega ao STF plano nacional de imunização contra a Covid Além disso, no mesmo dia do anúncio, pesquisadores que assessoraram o Ministério da Saúde e tiveram os nomes citados no documento emitiram nota conjunta afirmando não terem sido consultados antes do envio do plano de vacinação ao STF. Mais de um mês depois, em 20 de janeiro, o Ministério da Saúde entregou um plano de vacinação atualizado. A pasta aumentou o grupo prioritário para mais de 77 milhões de pessoas, passando a incluir, além dos idosos e profissionais da saúde, trabalhadores industriais e portuários. O governo ainda excluiu as quatro etapas de vacinação e detalhou apenas a primeira delas, sem especificar quais subgrupos deveriam ser prioridade dentre os 27 listados como prioritários. 3. Escassez de vacinas no mundo Os cientistas e laboratórios conseguiram aprovar vacinas em tempo recorde, mas os custos e os gargalos de produção são problemas globais, e entidades como a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertaram países para a necessidade de preparação Não é só o Brasil que enfrenta problemas com a vacinação. Nas últimas semanas, União Europeia criticou a demora na entrega de vacinas da AstraZeneca/Oxford. A Pfizer/BioNTech também anunciou atrasos. O Canadá, que assinou acordos com sete fabricantes em um total de mais de 400 milhões de doses (muito acima do número de habitantes), também não recebeu as doses e não conseguiu atingir as metas de vacinação. Nos EUA, o presidente Joe Biden alertou em janeiro para uma possível falta de vacinas. Pfizer/BioNTech, Moderna, Sputnik V, Oxford/AstraZeneca, CoronaVac/Sinovac e Sinopharm são as vacinas que já estão sendo aplicadas no mundo. O Brasil tem acordo, até agora, com duas fabricantes: Oxford/AstraZeneca e CoronaVac/Sinovac. Escassez de doses de vacina contra Covid é um desafio para autoridades municipais da Saúde Para a epidemiologista Carla Domingues, ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI), o problema da vacinação no Brasil não está na demora da aplicação, mas na falta de doses. Além disso, ela acredita que a estratégia da campanha deveria ser outra. “Nós temos poucas vacinas. Com pouca dose, você não pode ampliar para outro público-alvo. É preciso escolher o grupo do grupo para ser vacinado. A vacinação deveria ter sido concentrada em lugares com mais incidência da doença. Essa pulverização [da vacina] não foi adequada” - Carla Domingues, ex-coordenadora do PNI 4. Dificuldades na importação do IFA Os dois fornecedores de vacinas compradas pelo Brasil estão cumprindo contratos, mas a expectativa de entrega rápida esbarrou em problemas na importação da matéria-prima O Brasil ainda não tem uma estrutura adequada para desenvolver e fabricar todos os itens das vacinas. Por isso, acaba dependendo da importação do IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo). Sem ele não existe o imunizante. As dificuldades na importação da matéria-prima para as duas vacinas provocaram um atraso no cronograma de vacinação. Questões práticas e políticas que travam envio de vacinas e insumos de China e Índia A entrega dos primeiros lotes de IFA da AstraZeneca estava prevista para janeiro, mas chegou só no dia 6 de fevereiro. Isso mexeu com a produção: passou de 7,5 milhões de doses para 2,81 milhões. Mas a previsão final continua a mesma: 100 milhões de doses produzidas em solo brasileiro até o fim de julho. A CoronaVac também atrasou. A previsão era entrega em 6 de janeiro e o IFA chegou da China no dia 3 de fevereiro. Além disso, o contrato previa um lote de 11 mil litros. Mas, a pedido do fabricante chinês, a remessa foi dividida em duas. Fiocruz afirma que atraso do IFA vai alterar o cronograma de vacinação Os ingredientes vêm da China – o país asiático foi alvo de ataques frequentes de membros do governo Jair Bolsonaro. Em outubro, o presidente chegou a cancelar um acordo de compra de doses da CoronaVac pelo Ministério da Saúde e afirmou que não compraria vacinas produzidas na China. 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x 5. Falta de clareza nas fases e nos grupos prioritários Profissionais de saúde fora da linha de frente foram vacinados em diversas cidades do país e STF cobrou clareza do Ministério da Saúde; fases da vacinação não são mais informadas pelo governo Diante da escassez de doses para vacinar até mesmo os profissionais da saúde, no dia 8, o ministro do STF Ricardo Lewandowski determinou que o governo defina uma ordem entre os 27 grupos prioritários do PNI para orientar os estados na vacinação contra a Covid-19. "Ao que parece, faltaram parâmetros aptos a guiar os agentes públicos na difícil tarefa decisória diante da enorme demanda e da escassez de imunizantes", escreveu o ministro Lewandowski. Conforme o G1 apurou, diversas cidades passaram a vacinar profissionais da área de saúde que não atuam na linha de frente à pandemia. Biólogos, psicólogos e educadores físicos, entre outros profissionais, ganharam prioridade em locais onde as doses não começaram a chegar aos idosos. Mais de 77 milhões de pessoas estão nos grupos prioritários de vacinação contra a Covid-19 No mesmo dia da decisão de Lewandowski, o Ministério da Saúde alertou os estados que as "primeiras etapas" da campanha nacional de vacinação contra a Covid-19 não têm previsão de atender 100% dos profissionais de saúde. Segundo a pasta, um dos focos da "primeira fase" é atender 34% dos trabalhadores da saúde, apenas aqueles que atuam diretamente na linha de frente contra a pandemia. Para o infectologista Renato Grinbaum, da Sociedade Brasileira de Infectologia, diante da escassez, é preciso seguir os critérios técnicos. "Temos que ter uma comissão de técnicos, sem interferência política, que seja capaz de escolher quais são as áreas de maior risco à doença. Essa prioridade pode mudar de local para local, mas o primeiro grupo a ser vacinado deve ser sempre o que está apresentando o maior número de óbitos e os profissionais da saúde que trabalham na linha de frente" - Renato Grinbaum, infectologista da SBI 6. Produção nacional Diversas universidades e centros de pesquisa desenvolvem projetos, mas não há perspectiva de curto prazo para avanços na área O Brasil tem projetos de pesquisa próprios de vacinas contra a Covid-19. Se algum conseguir avançar até a aprovação, será o primeiro imunizante na história do país produzido com tecnologia 100% nacional. O problema é que, até agora, nenhuma vacina brasileira chegou à fase de testes em humanos – a chamada fase clínica. Antes disso, as vacinas precisam ser testadas em animais – normalmente em camundongos e, depois, primatas não humanos (macacos). Vacina 100% brasileira pretende proteger contra gripe e Covid-19 O pesquisador Jorge Kalil, da USP, que lidera uma dessas pesquisas, pretende começar testes em humanos, de fase 1, ainda neste ano. A vacina do Incor, feita com proteínas do vírus, deverá ser administrada por spray nasal. O cientista frisa que é possível e necessário o Brasil ter sua própria vacina – inclusive por causa das novas variantes do Sars-CoV-2 que estão surgindo e se espalhando no país. "Nós temos vacina que cobre a variante (que teve origem em) Manaus? Não tem. E quem é que vai ter que fazer isso?", questiona Kalil. A variante descoberta em Manaus, uma das detectadas no Brasil, tem 3 mutações que preocupam: uma delas parece estar associada a uma maior transmissibilidade do vírus e as outras duas, a um possível enfraquecimento dos anticorpos humanos contra o vírus. As vacinas usadas hoje têm tido taxas de sucesso diferentes contra essas mutações. "Não é de uma hora para a outra que faz a transferência tecnológica. Demora. Temos que ter uma fábrica para fazer [a vacina]", lembra Jorge Kalil. O Butantan e a Fiocruz têm acordos de transferência de tecnologia da CoronaVac e da vacina de Oxford, respectivamente. "Nós não temos fábrica aqui para fazer a CoronaVac. Tem que construir a fábrica e depois fazer a transferência de tecnologia para aprender. Mas você também não é independente – porque se mudar a cepa, você não pode mudar [a vacina], quem tem que mudar é o dono da tecnologia. Essas coisas são importantes que as pessoas entendam", afirma. 7. Demora no avanço e registro de novas vacinas Após esnobar a vacina da Pfizer, o Brasil agora avalia a compra da Sputnik e da Covaxin, mas as tratativas ainda não avançaram Depois de negar a compra de 70 milhões de doses de vacinas da Pfizer, o Brasil vem fazendo tentativas de importar outras vacinas. O governo brasileiro sinalizou interesse em comprar a Sputnik V, da Rússia, e a Covaxin, da Índia; laboratórios privados também entraram em tratativas para comprar a vacina indiana. 00:00 / 23:47 A União Química, farmacêutica brasileira que firmou um acordo com um fundo russo para produzir a Sputnik V no Brasil, fez um pedido à Anvisa para conduzir estudos de fase 3 no Brasil e, depois, solicitou o uso emergencial da vacina, em 16 de janeiro. Ambos os pedidos foram devolvidos à empresa por causa de documentos faltantes. Até agora, segundo a Anvisa, a União Química não retornou com o material que faltava. 00:00 / 27:54 Nesta terça-feira (16), o Ministério da Saúde anunciou que a União Química deverá entregar 10 milhões de doses da Sputnik V entre março e maio, e que a Precisa Medicamentos – representante brasileira do laboratório indiano Bharat Biotech, criador da Covaxin – 30 milhões de doses da Covaxin no mesmo período. Segundo a Anvisa, a empresa responsável pela Covaxin "reafirmou que considera importante e que deseja realizar o estudo clínico de fase 3 no país". Não há pedido de uso emergencial e nem de estudo de fase 3 da vacina tramitando com a agência. VÍDEO: Comparativo de máscaras, segundo estudo publicado na 'Science' VÍDEOS: novidades sobre as vacinas Veja Mais

Idade biológica depende do bem-estar mental

Glogo - Ciência Especialista alerta para a influência do “relógio psicológico”, que é a percepção que cada um tem de si Alex Zhavoronkov é um dos expoentes mundiais na pesquisa de biomarcadores baseados em inteligência artificial aplicados no campo da longevidade. Fundador de empresas como a Insilico Medicine e a Deep Longevity, seu objetivo é ambicioso: mudar a curva descendente que caracteriza a segunda metade da vida. “A trajetória humana chega ao pico entre os 30 e 45 anos, para depois enfrentar um declínio contínuo até a morte. Temos conseguido postergar o fim, mas, e se pudermos mapear os problemas antes que se manifestem, repará-los e aperfeiçoar cada ser humano de forma que aquele apogeu que dura cerca dez anos se estenda indefinidamente?”, provocou durante seminário on-line que deu no começo do mês e que pode ser conferido na íntegra aqui. Alex Zhavoronkov, um dos expoentes na pesquisa de biomarcadores baseados em inteligência artificial Divulgação Ele afirma que há uma corrida científica para tornar mais eficientes os marcadores biológicos de idade, os chamados “aging clocks”. Embora tenhamos uma idade cronológica, que é a da data de aniversário, a idade biológica é a que determina nossa vitalidade. “A inteligência artificial é capaz de monitorar uma gama enorme de aspectos da saúde e uma investigação aprofundada pode identificar alvos a serem regenerados. Isso nos leva a uma medicina de precisão que inclui tratar questões relacionadas à saúde mental, como ansiedade, estresse e depressão, trabalhando com ferramentas de motivação e mudanças de comportamento”, explicou. Acrescentou que, como nossos órgãos não envelhecem no mesmo ritmo, três são especialmente importantes: “por causa do seu efeito sistêmico no organismo, pulmões, fígado e rins são peças chave para o envelhecimento saudável”. Zhavoronkov se refere à longevidade personalizada, que combina diferentes exames para a formulação de um roteiro sob medida. Nesse pacote, entram não apenas o histórico médico e exames de sangue e imagem, mas também uma análise psicológica. O pesquisador chama a atenção para a “idade subjetiva”, que se refere a como os indivíduos se avaliam – se mais jovens ou mais velhos que sua idade cronológica. “Trata-se da percepção pessoal de cada um sobre a idade que tem: como se vê no espelho, quanto espera viver. É nosso relógio psicológico. Quanto mais pessimista a avaliação, pior o prognóstico. Quem acredita que vai morrer logo acaba contribuindo para isso, portanto é fundamental trabalhar para mudar essa visão”, enfatiza. Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 15 de fevereiro, segundo consórcio de veículos de imprensa

Glogo - Ciência País contabilizou 9.840.002 casos e 239.359 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia. Casos e mortes por coronavírus no Brasil, segundo consórcio de veículos de imprensa O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 13h desta segunda-feira (15). Desde o último balanço, às 20h de domingo (14), sete estados atualizaram seus dados: CE, GO, MG, MS, PE, RS e TO. Veja os números consolidados: Mortes: 239.359 Casos: 9.840.002 No domingo (14), às 20h, o país registrou 647 mortes pela Covid-19 nas 24 horas anteriores, chegando ao total de 239.294 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.105 – a maior já registrada desde o início da pandemia. O recorde anterior era do dia 25 de julho de 2020 (1.097). Já são 25 dias com essa média acima da marca de 1 mil. A variação foi de +4% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de estabilidade nos óbitos pela doença. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 9.833.695 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 22.440 desses confirmados no domingo (14). A média móvel nos 7 dias anteriores foi de 44.494 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de -13% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade nos diagnósticos. Doze estados estão com alta nas mortes: MG, GO, MS, AC, PA, RO, RR, BA, CE, MA, PB e RN. Brasil, 14 de fevereiro Total de mortes: 239.294 Registro de mortes em 24 horas: 647 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.105 (variação em 14 dias: +4%) Total de casos confirmados: 9.833.695 Registro de casos confirmados em 24 horas: 22.440 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 44.494 por dia (variação em 14 dias: -13%) Estados Subindo (12 estados): MG, GO, MS, AC, PA, RO, RR, BA, CE, MA, PB e RN Em estabilidade (11 estados e o Distrito Federal): RS, SC, ES, RJ, SP, DF, MT, TO, AL, PE, PI e SE Em queda (3 estados): PR, AM e AP Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Brasil tem a maior média móvel de mortes desde o início da pandemia Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 deste domingo (14) aponta que 5.072.729 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 2,40% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 214.943 pessoas (0,10% da população do país) nos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Sergipe e também no Distrito Federal. São Paulo já iniciou a aplicação da segunda dose, mas não começou a divulgar os dados em separado. No total, 5.287.672 doses foram aplicadas em todo o país. Variação de mortes por estados Estados em alta: média móvel de mortes G1 Estados em estabilidade: média móvel de mortes G1 Estados em queda: média móvel de mortes G1 Sul PR: -36% RS: +8% SC: +1% Sudeste ES: -15% MG: +20% RJ: -10% SP: +8% Centro-Oeste DF: -5% GO: +27% MS: +16% MT: -4% Norte AC: +74% AM: -16% AP: -28% PA: +56% RO: +24% RR: +264% TO: -5% Nordeste AL: -3% BA: +45% CE: +47% MA: +36% PB: +25% PE: +2% PI: +13% RN: +46% SE: -2% Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos sobre a vacinação contra a Covid no Brasil: Veja Mais