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Por que as noites estão esquentando mais rapidamente do que os dias

Glogo - Ciência As temperaturas mínimas, que costumam ser registradas quando não há sol, também estão subindo — e podem ter relação com eventos climáticos extremos, como a onda de calor na América do Norte. O monitoramento das temperaturas não só durante o dia, mas também à noite, deverá ser crucial para entender as mudanças climáticas AFP Quando se fala do aquecimento global, é comum a menção ao aumento das temperaturas máximas, que costumam ocorrer durante o dia. Mas o impacto das ações humanas no clima do planeta tem se mostrado também no aumento das temperaturas mínimas, que costumam ser registradas nos horários em que não há sol. Ou seja, as noites em geral estão mais quentes. Na realidade, especialistas têm observado que as temperaturas noturnas estão subindo mais do que as diurnas, o que alguns cientistas chamam de "assimetria de aquecimento". Este padrão cada vez mais comum pode ter relação com eventos climáticos extremos, como a onda de calor que está afetando parte dos Estados Unidos e do Canadá — um acontecimento "único em 1.000 anos" e "virtualmente impossível" de não ser influenciado pelas ações humanas, segundo a rede de pesquisa World Weather Attribution. As alterações nas temperaturas mínimas, e não só as máximas, pode ser um detalhe crucial para entender as mudanças climáticas. LEIA TAMBÉM: Por que 2021 pode ser crucial na luta contra o aquecimento global Os sinais que unem frio no Brasil a enchentes e calor pelo mundo VÍDEO: Entenda a onda de frio intenso que atinge o Brasil Máximas e mínimas O mês passado foi, desde que há registros, o junho mais quente nos Estados Unidos e Canadá, com centenas de pessoas mortas e afetadas pelo calor extremo. Ele se intensificou entre o final de junho e o início de julho e formou uma espécie de cúpula de calor, elevando as temperaturas nos dois países como nunca antes. Na Colúmbia Britânica, no Canadá, foi registrado uma máxima histórica de 49,6ºC, mais de quatro pontos acima do recorde nacional de 45ºC. Em Portland, Oregon — um Estado conhecido por seu clima chuvoso —, também houve máximas recordes por três dias consecutivos: 46,1ºC, 44,4ºC e 42ºC. Os incêndios florestais nesse Estado queimaram quase 150 mil hectares, exigindo que milhares de pessoas deixassem suas casas. Mas embora as temperaturas máximas tenham capturado a atenção dos especialistas, na faixa das temperaturas mínimas também ocorreram alterações. Onda de calor nos EUA e Canadá é evento 'único em 1000' anos, segundo a rede World Weather Attribution Reuters De acordo com dados do órgão americano National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), apenas na última semana de junho, os recordes de temperatura máxima foram quebrados 1.328 vezes nos Estados Unidos. Este valor se refere às medições diárias registradas por cada uma das estações espalhadas pelo país. Por outro lado, nas temperaturas mínimas, os recordes foram quebrados 1.602 vezes. "Há uma tendência global em que as temperaturas noturnas estão aumentando mais rapidamente do que as temperaturas diurnas", diz um grupo de cientistas do Instituto de Sustentabilidade e Meio Ambiente da Universidade de Exeter, na Inglaterra. Foi algo sobre o que o relatório Climate Science Special Report também alertou em 2018 ao afirmar que as temperaturas mínimas médias estavam aumentando "a uma taxa ligeiramente superior às temperaturas máximas médias", um padrão que vinha sendo observado em diferentes partes do planeta. Na verdade, temperaturas mínimas excepcionalmente mais altas estão se tornando cada vez mais comuns nos Estados Unidos, de acordo com dados do NOAA. Por que as temperaturas sobem à noite? Daniel Cox, do Instituto de Sustentabilidade e Meio Ambiente, explica por que as temperaturas noturnas mudam em um ritmo diferente das temperaturas diurnas. Ele e uma equipe de cientistas analisaram as temperaturas máximas e mínimas por dia e hora entre 1983 e 2017, com dados fornecidos pela NOAA. "A exploração da variação das temperaturas tem se concentrado principalmente nas médias diárias, mensais ou anuais. Surpreendentemente, pouca atenção tem sido dada à variação ao longo do ciclo diário", diz o estudo, publicado na revista Global Change Biology. Os pesquisadores descobriram que 54% da superfície da Terra experimentou alguma assimetria de aquecimento superior a 0,25°C entre o dia e a noite. "Os aumentos do dióxido de carbônico atmosférico e de outros gases de efeito estufa estão elevando as temperaturas máximas e mínimas com maior tendência à noite. Mas as formas com que essas mudanças ocorrem variam dependendo do local e do horário." Os cientistas também descobriram que um aumento maior nas temperaturas noturnas estava relacionado à umidade e à geração de nuvens. "Observamos que, nas regiões onde havia aumento de nuvens, a temperatura noturna subia mais rápido do que a diurna. Já o aumento da temperatura diurna estava mas presente em regiões mais secas", explica Cox. Isso acontece porque as nuvens agem como "um cobertor", empurrando o calor para baixo e fixando-o à superfície da Terra. Já nas áreas sem nuvens, o clima fica mais seco e quente durante os dias, mas a temperatura diminui à medida que o calor se dissipa. Para Cox, ondas de calor tão extremas como as vistas na América do Norte são eventos muito específicos que precisam ser estudados com mais detalhes — como parâmetro, ele e sua equipe analisaram dados correspondentes a 35 anos. "Conforme os níveis de gases do efeito estufa aumentam na atmosfera, eventos extremos se tornam cada vez mais comuns. Mas as temperaturas não aumentam de forma linear." Temperaturas mais altas à noite podem ter implicações diretas no meio ambiente, como na fotossíntese das plantas, e claro, podem igualmente afetar as pessoas: se a Terra não consegue esfriar de forma suficiente, nosso corpo tampouco, especialmente em meio a picos de calor. Isso pode levar a tonturas, náuseas, desmaios e suor; e em casos mais graves, à insolação. Entendendo as mudanças climáticas Enchentes na Alemanha e na Bélgica são pistas de que mudanças climáticas estão se fazendo sentir mais cedo do que o esperado EPA O planeta ficou cerca de 1,2ºC mais quente após o início da era industrial. Desde que há registros, 2016 foi o ano mais quente da história, seguido de 2020. Se as projeções de aquecimento continuarem, o planeta poderá chegar ao patamar de 1,5ºC de aquecimento entre 2030 e 2052, de acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Há décadas, cientistas têm tentado prever como as mudanças climáticas podem afetar o planeta na prática. Mas eventos tão extremos como a cúpula de calor na América do Norte e enchentes inesperadas na Alemanha e na Bélgica estão levando os especialistas a acreditar que as projeções estão aquém e que as consequências das mudanças climáticas estão se fazendo sentir mais cedo do que o esperado. No entanto, se há soluções, Cox acredita que o monitoramento das variações de temperatura de hora em hora pode ajudar nelas. "Ao considerar o ciclo diário, podemos avaliar com mais precisão a mudança climática e a ameaça que ela representa", diz o cientista. Veja mais, no vídeo abaixo, sobre a onda de frio no Brasil: VÍDEOS: efeitos do aquecimento global no Brasil Veja Mais

OMS, Organização Mundial do Comércio, FMI e Banco Mundial pedem que países pobres sejam prioridade na vacinação

Glogo - Ciência Documento é endereçado às nações ricas e a fabricantes de imunizantes contra a Covid. Banco Mundial diz que países de alta renda aplicaram 98,2 doses a cada 100 habitantes; já nos de baixa renda, número é de 1,6 dose a cada 100 pessoas. Quatro das organizações mais importantes do mundo nas áreas de saúde, economia e comércio divulgaram neste sábado (31) um pedido conjunto endereçado aos produtores de vacinas contra a Covid-19: é preciso priorizar a entrega de doses aos países pobres. No comunicado, os líderes da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização Mundial do Comércio (OMC), do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial defenderam que os países com programas de vacinação mais avançados liberem suas doses para nações mais carentes. "Reiteramos a urgência de fornecer acesso às vacinas contra a Covid-19, aos testes e aos tratamentos para os países em desenvolvimento", afirmaram. " Em relação às vacinas, uma limitação principal é a aguda e alarmante escassez na oferta de doses a países de baixa e média-baixa renda, especialmente no que resta de 2021." LEIA TAMBÉM: Vacinação reforça abismo entre países ricos e pobres Em junho, G7 anunciou que queria distribuir 1 bilhão de doses Desigualdade ajuda variantes a vencerem 'corrida contra vacinas' VÍDEO: em junho Unicef pediu ao G7 para doar vacinas: UNICEF divulga carta aberta com apelo para que países mais ricos doem vacinas aos mais pobres Detalhes do pedido da OMS, OMC, FMI e Banco Mundial O documento divulgado neste sábado continua: "Pedimos aos países com programas de vacinação avançados que liberem o quanto antes o máximo de suas doses contratadas que puderem ao Covax, à AVAT [o Fundo Africano de Aquisição de Vacinas] e aos países de renda baixa e média-baixa". O Covax é um mecanismo liderado pela OMS para entregar vacinas aos países menos desenvolvidos. Os líderes dessas organizações denunciaram que os contratos de entrega de vacinas às nações pobres estavam sofrendo atrasos e que menos de 5% das doses adquiridas foram entregues. "Pedimos aos fabricantes de vacinas anticovid que redobrem seus esforços para dimensionar a produção de vacinas especificamente para esses países e que garantam que o abastecimento de doses para o Covax e países com rendas baixa e média-baixa tenham prioridade na entrega de doses de reforço." Também pediram aos governos que reduzam ou eliminem as barreiras à exportação de vacinas e materiais exigidos para sua produção. As quatro agências internacionais criaram uma unidade conjunta para identificar e resolver os problemas de produção de vacinas Covid-19 para países em desenvolvimento. A equipe teve sua primeira reunião em 30 de junho. Até agora, mais de 4 bilhões de doses de vacinas anticovid foram aplicadas no mundo, segundo uma contagem da agência de notícias AFP. Nos países de alta renda, segundo a classificação do Banco Mundial, foram aplicadas 98,2 doses a cada 100 habitantes. Por outro lado, nos 29 países com menor renda, foi aplicada apenas 1,6 dose a cada 100 pessoas. VÍDEOS: perguntas e respostas sobre vacina Veja Mais

G1 Explica: Como o skate superou o preconceito para criar ídolos no Brasil

Glogo - Ciência Esporte já rendeu 2 medalhas para o Brasil na Olimpíada. Vídeo do G1 no YouTube explica como ele superou o preconceito e a marginalização para criar ídolos e fazer o país vibrar em Tóquio. Quem se empolgou com a prata de Rayssa Leal, a Fadinha, nos Jogos de Tóquio pode nem saber, mas o skate já foi proibido na maior cidade do Brasil. Na estreia em Olimpíadas, o esporte já rendeu duas medalhas para o Brasil. Será ele a nova paixão nacional? No vídeo abaixo, o G1 explica como o skate chegou ao Brasil nos anos 1960, se tornou alvo de preconceito e conseguiu superar a marginalização para criar ídolos (no esporte e da música) e fazer o país vibrar no Japão. Veja TODOS os vídeos do G1 Explica Siga o canal oficial do G1 no YouTube Como se inscrever Para seguir o G1 no YouTube é simples, basta clicar neste link. Ou você ainda pode acessar o canal do G1 no YouTube. Fazer o login e clicar no botão inscrever-se que fica no topo da página no lado direito. G1 Explica - skate G1 Veja Mais

Últimos dias

Brasil tem 886 mortes por Covid-19 em 24 horas; média móvel de óbitos é a mais baixa desde 7 de fevereiro

Glogo - Ciência País contabiliza 555.512 óbitos e 19.879.037 casos de coronavírus, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. Média móvel de mortes está em 1.013. O Brasil registrou 886 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta sexta-feira (30) 555.512 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.013 - a mais baixa desde 7 de fevereiro (1.004). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -15% e aponta tendência de estabilidade. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta sexta-feira. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Veja a sequência da última semana na média móvel: Média móvel de mortes Arte G1 Sábado (24): 1.168 Domingo (25): 1.105 Segunda (26): 1.101 Terça (27): 1.086 Quarta (28): 1.083 Quinta (29): 1.070 Sexta (30): 1.013 De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel de mortes acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. Três estados apresentam tendência de alta nas mortes: ES, RJ e AP O estado do Acre não registrou mortes nas últimas 24 horas. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia, 19.879.037 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 40.128 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 35.538 diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de -9% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica estabilidade. Em seu pior momento, a curva da média de diagnósticos chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 30 de julho Total de mortes: 555.512 Registro de mortes em 24 horas: 886 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.013 por dia (variação em 14 dias: -15%) Total de casos confirmados: 19.879.037 Registro de casos confirmados em 24 horas: 40.128 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 35.538 por dia (variação em 14 dias: -9%) Estados Em alta (3 estados): ES, RJ e AP Em estabilidade (9 estados): SC, MG, GO, MT, AM, RO, RR, PE e PI Em queda (14 estados e o DF): PR, RS, SP, DF, MS, AC, PA, TO, AL, BA, CE, MA, PB, RN e SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Quase 20% da população está totalmente imunizada contra a Covid-19, segundo dados divulgados pelo consórcio dos veículos de imprensa às 20h desta sexta-feira. No total, 41.012.243 pessoas já receberam a segunda dose da vacina ou o imunizante em dose única. Uma marca importante foi atingida nesta sexta: o Brasil chegou aos 100 milhões de vacinados com a primeira dose - especialistas alertam sobre a importância das duas doses. No total, a primeira dose foi aplicada em 100.082.100 pessoas em todos os estados e no Distrito Federal, o equivalente a 47,26% da população. Veja a situação nos estados Estados com alta nas mortes Arte G1 Estados com estabilidade nas mortes Arte G1 Estados com queda nas mortes Arte G1 Sul PR: -23% RS: -26% SC: -4% Sudeste ES: +17% MG: -9% RJ: +16% SP: -19% Centro-Oeste DF: -26% GO: -4% MS: -16% MT: +6% Norte AC: -80% AM: +8% AP: +31% PA: -22% RO: -3% RR: -4% TO: -38% Nordeste AL: -23% BA: -39% CE: -30% MA: -22% PB: -31% PE: +8% PI: -4% RN: -52% SE: -64% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste a Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Números da pandemia Editoria de Arte/G1 Veja Mais

Vacinação de adolescentes contra a Covid-19: o que se sabe sobre a campanha no Brasil e os países que já vacinam a partir dos 12 anos

Glogo - Ciência Até o momento, apenas a vacina da Pfizer tem autorização para uso em pessoas de 12 a 17 anos no Brasil. Vacina é aplicada em adolescentes de outros países, como EUA e Canadá. Adolescente recebe vacina contra a Covid-19 em Pekanbaru, na Indonésia. Wahyudi / AFP O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou, na terça-feira (27), que o Brasil deverá começar a vacinação de adolescentes contra a Covid-19 no segundo semestre quando, segundo a pasta, toda a população adulta vacinável deverá ter tomado pelo menos uma dose do imunizante. Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação em adolescentes ocorrerá da seguinte maneira: o público-alvo será adolescentes de 12 a 17 anos; os primeiros a serem vacinados serão os adolescentes com comorbidades; na sequência, os demais; para começar a vacinação, contudo, os estados e municípios precisam terminar de vacinar, com pelo menos uma dose, toda a sua população adulta; apesar de ter apenas uma vacina aprovada para uso em adolescentes no Brasil, a pasta não informa qual imunizante será usado e se será usado mais de um (veja mais abaixo) além disso, os estados também dependem do envio de novas doses pelo Ministério da Saúde No exterior, a vacina contra Covid já é aplicada a pessoas a partir dos 12 anos em países como o Canadá e os Estados Unidos. Algumas cidades brasileiras, como Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, Niterói, no Rio, e Guajará-Mirim, em Rondônia, já começaram a vacinar adolescentes. A cidade de São Paulo informou que prevê iniciar a vacinação do público em 18 de agosto. Um comunicado do Ministério da Saúde de terça diz que estados e municípios devem seguir rigorosamente o Plano Nacional de Imunização, "sob pena de responsabilização futura". O G1 questionou a pasta sobre detalhes, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Os sinais otimistas da segurança das vacinas em crianças, grávidas e mães que amamentam Vacinas contra Covid: crianças deveriam ou não ser imunizadas? Das 6 vacinas negociadas pelo governo brasileiro para o programa de imunização contra a Covid-19, ao menos 4 delas já realizam testes também em crianças e adolescentes. (veja quais são abaixo) Vacinas liberadas no Brasil O país conta, até o momento, com apenas um imunizante liberado para uso em adolescentes: a vacina ComiRNAty, desenvolvida pela Pfizer e BioNtech, aprovada em junho para esse público pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo o órgão, estudos desenvolvidos fora do Brasil e avaliados pela agência mostraram que vacina é segura e eficaz para pessoas a partir dos 12 anos. Que vacina é essa? Pfizer Biontech O governo brasileiro tem dois contratos de compra com a Pfizer e a BioNTech. De acordo com os laboratórios, o primeiro foi assinado em março e prevê a entrega de 100 milhões de doses até o final do terceiro trimestre de 2021. O segundo, firmado em 4 de maio, prevê a entrega de outras 100 milhões de doses entre outubro e dezembro. Deste total de 200 milhões de doses da Pfizer, o Brasil já recebeu cerca de 17 milhões de doses, mas elas não foram destinadas aos adolescentes. Veja também: Veja o mapa da vacinação contra Covid no país por estado e município Para especialistas, desobrigar uso de máscaras por vacinados é uma 'temeridade' A Anvisa informou que nenhum outro laboratório pediu para incluir na bula da sua vacina a autorização para uso em menores de 18 anos, mas que a Janssen tem autorização para o estudo clínico de sua vacinas com menores de idade. "O estudo da Janssen [no Brasil] envolve dois braços de pesquisa específicos, um com pessoas de 12 a 18 anos e outro com menores de 12 anos. O estudo está em andamento", disse a Anvisa. Dados do IBGE de 2020 mostram que o país tem mais de 66,1 milhões de crianças e adolescentes até 18 anos. Desses, mais de 11,323 milhões são adolescentes entre 15 e 17 anos. Para imunizar somente estes, o país precisa de aproximadamente 23 milhões de doses. Quais vacinas estão sendo testadas em crianças e adolescentes Laboratórios que já iniciaram testes de seus imunizantes em crianças e adolescentes: Oxford/AstraZeneca Sinovac Biotech Pfizer/BioNTech Moderna Janssen/Johnson O Instituto Gamaleya, responsável pela vacina Sputnik V, já anunciou, sem dar uma data, que pretende começar seus testes clínicos em menores de idade nos próximos meses. Em março, a Pfizer e a BioNTech anunciaram que a ComiRNAty teve 100% de eficácia em adolescentes com idades entre 12 e 15 anos. Nos últimos meses, a vacina foi autorizada para o uso em adolescentes de 12 anos ou mais nos Estados Unidos, no Canadá, no Reino Unido e na Europa, além do Brasil. Em maio, a Moderna anunciou que sua vacina foi eficaz em adolescentes de 12 a 17 anos e pediu autorização do uso do imunizante neste público para os órgão reguladores dos EUA e Europa. G1 em 1 Minuto: CoronaVac é segura e eficaz em crianças a partir de 3 anos, aponta estudo A China aprovou a CoronaVac para pessoas de 3 a 17 anos no dia 4 de junho, se tornando o primeiro do mundo a aprovar uma vacina contra a Covid para crianças. No mesmo mês, o laboratório Sinovac publicou um estudo demonstrando que a Coronavac é segura e eficaz em crianças e adolescentes. Porém, os cientistas da Sinovac ressaltaram algumas limitações do estudo, como o pequeno número de participantes e a falta de dados sobre segurança e resposta imunológica de longo prazo. O pesquisador da Sinovac Qiang Gao também ponderou que os participantes eram todos da etnia Han, destacando a necessidade de estudos maiores em outras regiões e envolvendo populações multiétnicas. Veja Mais

Chuva de meteoros: saiba como ver o fenômeno na noite desta quinta-feira

Glogo - Ciência Para observar melhor, é preciso localizar o planeta Júpiter, o ponto [estrela] mais brilhante na direção leste, onde o sol nasce. Chuva é formada por fragmentos de cometa descoberto em 1986 e ocorre há dias, mas terá seu pico nesta madrugada, com até 25 meteoros por hora. Chuva de meteoros é registrada em SC Uma chuva de meteoros que ocorre há dias terá seus pontos mais visíveis entre a noite desta quinta-feira (29) e a madrugada de sexta. Até 25 meteoros por hora poderão ser vistos, segundo informações o Observatório Nacional. Para toda chuva de meteoros, há um ponto no céu de onde os meteoros parecem surgir, que é chamado de radiante. O radiante da chuva Delta Aquáridas do Sul está localizado próximo a Júpiter, e por isso é preciso encontrar o planeta no céu. Segundo o astrônomo amador Jocimar Justino, uma dica para localizar Júpiter é que ele é o ponto [estrela] mais brilhante na direção Leste, onde o sol nasce. Chuvas de meteoros podem ser vistas no céu do Ceará neste fim de semana; saiba como assistir Chuvas de meteoros poderão ser vistas no céu nos próximos dias; veja dicas para observação em SC Chuva de meteoros terá pico de visibilidade nos próximos dias: saiba como assistir no RS Ainda de acordo com o Observatório Nacional, o ideal é tentar observar a chuva de meteoros antes das 23 horas desta quinta, para que o excesso de claridade da Lua não interfira na visão. Imagem sobreposta mostra queda de meteoros durante chuva Delta Aquarídas no RS Divulgação/Observatório Espacial Heller&Jung A Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon) dá ainda outras dicas para aumentar as chances de uma boa observação: Procurar um lugar escuro, preferencialmente em um local afastado das grandes cidades, para evitar a poluição luminosa; Desligar as luzes em volta para tornar o local ainda mais escuro; Utilizar uma cadeira de praia ou colchão para se deitar e observar o céu de forma mais confortável. A chuva Delta Aquárida do Sul é formada por fragmentos do cometa 96P/Maccholz, descoberto em 1986 pelo astrônomo Donald Machholz. Uma chuva de meteoros acontece quando a Terra passa em zonas de detritos ou restos de passagens antigas de cometas. Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias Veja Mais

Além de Simone Biles, outros atletas citaram problemas de saúde mental na preparação para as Olimpíadas de Tóquio; relembre

Glogo - Ciência Naomi Osaka, astro do tênis japonês que acendeu a pira na Abertura, havia desistido de duas competições importantes antes dos Jogos Olímpicos. Veja outros casos. Simone Biles em Tóquio REUTERS/Lindsey Wasson A desistência da ginasta Simone Biles, dos Estados Unidos, em competir na final individual geral da ginástica artística dos Jogos Olímpicos de Tóquio levantou a discussão sobre a saúde mental dos esportistas. VÍDEO: Decisão de não competir indica limite do estresse para Simone Biles Maior astro da modalidade aos 24 anos, Biles ficará de fora dessa prova depois de passar por uma avaliação médica em que a atleta optou por cuidar do seu bem-estar emocional. Na terça-feira, a atleta já havia deixado de participar de parte da competição por equipes depois de perder um salto. LEIA TAMBÉM: Tudo sobre as Olimpíadas de Tóquio no ge Como a pressão pode derrubar uma supercampeã e o que podemos aprender com isso O desabafo da campeã olímpica Simone Biles: 'Preciso cuidar da saúde mental' E Biles não é a primeira atleta envolvida nestas Olimpíadas a ter sua trajetória afetada pela busca em cuidar da saúde mental. Veja outros casos. Naomi Osaka, do tênis A tenista Naomi Osaka acendeu a pira olímpica em Tóquio Stefan Wermuth/Reuters A tenista japonesa trouxe à luz os desafios da saúde mental no esporte após desistir de competir no torneio de Roland Garros e Wimbledon — dois campeonatos Grand Slam, ou seja, entre os principais no calendário do tênis. Saiba mais sobre Naomi Osaka, ativista e estrela do tênis Osaka justificou que vem sofrendo "enormes ondas de ansiedade" e "longos surtos de depressão". Ela revelou, também, que sente ansiedade social, e que isso a faz usar fones de ouvido entre as competições, além de não se sentir confortável nas longas coletivas de imprensa depois dos jogos. Na Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, a tenista acendeu a pira olímpica — momento simbólico considerado o ápice do evento. Eliminada precocemente, Osaka revelou que se sentiu pressionada por participar em Olimpíadas. "Foi um pouco demais para mim", disse. Tom Dumoulin, do ciclismo Tom Dumoulin, ciclista da Holanda, comemora conquista da prata na prova de estrada contrarrelógio nas Olimpíadas de Tóquio, na quarta-feira (28) Thibault Camus/AP Photo O holandês Tom Dumoulin, um dos melhores do mundo, deixou a concentração onde treinava em janeiro para, segundo ele, "esfriar a cabeça" e chegou a colocar em cheque sua continuidade no esporte. O ciclista afirmou à imprensa que sentia ter esquecido de cuidar de si ao longo do ano anterior. O período sabático não durou cinco meses, e, aparentemente, fez bem. Dumoulin levou a medalha de prata na prova contrarrelógio do ciclismo estrada masculino. "Estou feliz em voltar a ser um ciclista", disse Dumoulin, após subir ao pódio. Liz Cambage, do basquete Liz Cambage, jogadora de basquete da Austrália, comemora após levar o bronze nas Olimpíadas de Londres, em 2012 Sergio Perez/Arquivo/Reuters A jogadora, que representa a Austrália, desistiu de ir para Tóquio faltando um dia para a abertura. Cambage citou crises de ansiedade antes de entrar em uma espécie de "bolha" — ou seja, uma restrição de contatos quase absoluta entre competidores para evitar a transmissão da Covid-19. "Depender da minha medicação diária para controlar minha ansiedade não é o cenário onde eu gostaria de estar agora. Especialmente em uma competição no maior evento esportivo do mundo", afirmou, em postagem nas redes sociais. "Eu me conheço, e eu sei que não posso ser a Liz que todos merecem ver competindo pelo time australiano. Ao menos não agora. Preciso cuidar de mim mental e fisicamente", completou. Sha'Carri Richardson, do atletismo Sha'Carri Richardson, atleta dos EUA, durante competição na República Tcheca em maio David W Cerny/Arquivo/Reuters Desconvocada do time dos EUA no atletismo por uso de maconha, a corredora afirmou que fazia uso do entorpecente para se acalmar em um momento difícil — a morte da mãe biológica. Richardson vive no Oregon, estado onde o uso da maconha é permitido. No entanto, em junho, antes da desclassificação, a atleta já falava sobre o difícil estado de sua saúde mental. "Vocês me veem nesta pista e vocês veem a cara de paisagem que eu faço. Mas ninguém além da minha família e de meu técnico sabe o que eu passo dia após dia." Initial plugin text Veja Mais

Plataforma que reúne currículos de pesquisadores no Brasil está fora do ar há 4 dias; CNPq afirma que não há perda de dados

Glogo - Ciência Sem previsão de restabelecimento dos sistemas, o Conselho informa que todos os prazos do órgão estão suspensos, e que o pagamento das bolsas de pesquisas não serão afetadas. Exemplo de currículo de pesquisador cadastrado na plataforma Lattes, do CNPq. Reprodução O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, informou nesta terça-feira (27) que identificou o problema que retirou do ar todos os seus sistemas e plataformas, e garantiu que não houve perda dos dados de pesquisas e pesquisadores do país. "O CNPq já dispõe de novos equipamentos de TI e a migração dos dados foi iniciada antes do ocorrido. Independentemente dessa migração, existem backups cujos conteúdos estão apoiando o restabelecimento dos sistemas. Portanto, não há perda de dados da Plataforma Lattes", explica o conselho. Um dos sistemas fora do ar é a Plataforma Lattes, que reúne quatro sistemas onde cientistas, professores e pesquisadores do Brasil devem registrar seus currículos para conseguirem bolsas de pesquisa, vagas em universidades e participarem de editais e concursos. Em nota, o órgão garantiu que o pagamento das bolsas de pesquisa implementadas não será afetado e que todos os prazos estão suspensos ou serão prorrogados. Contudo, não foi informado a causa do problema que tirou todo o sistema do ar nem um prazo para o restabelecimento da rede No sábado (24), o CNPq informou que todos os seus sistemas e plataformas estavam indisponíveis. Esta terça é, portanto, o quarto dia em que os dados estão fora do ar. Initial plugin text Veja também: Brasil deixa milhares de cientistas no limbo CNPq irá incluir período de licença maternidade e paternidade no currículo Lattes Na segunda-feira (26), o CNPq informou que a "prioridade é restaurar o acesso aos currículos na plataforma Lattes o mais rápido possível". O CNPq, a agência federal de fomento à pesquisa, tem a maior e mais importante plataforma científica do Brasil, reunindo toda a produção cientifica nacional, como projetos, pesquisas e trabalhos desenvolvidos por pesquisadores e universidades brasileiras. O órgão também é responsável pelo pagamento de bolsas a cientistas no país. Mulheres cientistas comentam sobre como conciliar maternidade, trabalho e pesquisas Vídeos: os 10 mais visos da semana Veja Mais

Brasil tem 587 mortes por Covid em 24 horas e acumula mais de 550 mil óbitos desde o início da pandemia

Glogo - Ciência País contabiliza 550.586 óbitos e 19.706.704 casos de coronavírus, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. Número de mortos na pandemia passa de 550 mil O Brasil registrou 587 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta segunda-feira (26) 550.586 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.101 - a mais baixa desde 23 de fevereiro (1.095) . Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -13% e aponta tendência de estabilidade. Covid: Mesmo em queda, média de mortes diárias no Brasil ainda é maior do mundo e supera a de continentes inteiros Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta segunda-feira. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Veja a sequência da última semana na média móvel: Média móvel de mortes Arte G1 Terça (20): 1.197 Quarta (21): 1.170 Quinta (22): 1.155 Sexta (23): 1.131 Sábado (24): 1.168 Domingo (25): 1.105 Segunda (26): 1.101 De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel de mortes acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. 4 estados apresentam tendência de alta nas mortes: GO, AC, PE e PI O governo do Ceará informou que não foram registrados casos de mortes em seu sistema nas últimas 24 horas. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia, 19.706.704 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 21.088 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 45.362 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de 7% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica estabilidade. Em seu pior momento, a curva da média de diagnósticos chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 26 de julho Total de mortes: 550.586 Registro de mortes em 24 horas: 587 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.101 por dia (variação em 14 dias: -13%) Total de casos confirmados: 19.706.704 Registro de casos confirmados em 24 horas: 21.088 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 45.362 por dia (variação em 14 dias: +7%) Vacinação Quase 18% da população brasileira está totalmente imunizada contra a Covid-19, segundo dados divulgados pelo consórcio dos veículos de imprensa às 20h desta segunda-feira (26). No total, 38.026.271, que equivalem a 17,96% da população, já receberam a segunda dose da vacina ou o imunizante em dose única. Em todos os estados e no Distrito Federal, a primeira dose foi aplicada em 96.332.312 pessoas, o equivalente a 45,49% da população. Estados Em alta ( 4 estados): GO, AC, PE e PI Em estabilidade (9 estados e o DF): ES, MG, RJ, SP, DF, MS, MT, AM, AP e PA Em queda (13 estados): PR, RS, SC, RO, RR, TO, AL, BA, CE, MA, PB, RN e SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Veja a situação nos estados Estados com alta em mortes Arte G1 Estados com estabilidade Arte G1 Estados com tendência de queda Arte G1 Sul PR: -45% RS: -20% SC: -16% Sudeste ES: -7% MG: -12% RJ: +15% SP: -3% Centro-Oeste DF: -11% GO: +37% MS: +3% MT: -1% Norte AC: +80% AM: 0% AP: -13% PA: +4% RO: -52% RR: -41% TO: -35% Nordeste AL: -20% BA: -40% CE: -51% MA: -28% PB: -34% PE: +35% PI: +17% RN: -45% SE: -43% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste a Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Números da pandemia Editoria de Arte/G1 Veja Mais

O que a viagem de Bezos ao espaço e um arremesso de basquete têm em comum

Glogo - Ciência Trajetória do módulo da Blue Origin é similar com a de uma jogada do esporte. Como a cápsula que levou os tripulantes, gravidade zero também acontece dentro de uma bola. O que a ida de Bezos ao espaço e um arremesso de basquete tem em comum O bilionário Jeff Bezos chamou atenção na última semana por ter feito uma viagem espacial — bem curtinha — a bordo de espaçonave de sua empresa Blue Origin. Foi o primeiro passo do fundador da Amazon para a exploração do turismo espacial. G1 transmitiu voo; veja como foi minuto a minuto Acompanhado de mais 3 tripulantes, ele foi e voltou do espaço em 10 minutos e isso sem nenhum piloto na aeronave, que utiliza condução autônoma. Apesar da alta tecnologia envolvida no projeto, o tipo de lançamento da cápsula e sua trajetória é similar à de um arremesso de bola de basquete. No vídeo, o G1 mostra essa semelhança e também as explicações de Cassio Barbosa, astrofísico do Centro Universitário FEI, sobre a "gravidade zero", fenômeno que uma formiga poderia sentir dentro da bola. Veja como foi o primeiro voo tripulado da Blue Origin: Jeff Bezos no espaço: Veja os melhores momentos do voo e entenda o caso Fizeram parte da viagem, além de Bezos: seu irmão, Mark Bezos; a piloto Wally Funk, de 82 anos, que se tornou a pessoa mais velha a ir ao espaço; e o holandês Oliver Daemen, de 18 anos, o mais jovem a ir ao espaço e a primeira pessoa que pagou por isso. VÍDEO: Tripulantes da nave de Bezos flutuam durante voo LEIA TAMBÉM Entenda o que é um voo suborbital Bezos X Branson: veja o que diferencia voos dos bilionários Saiba quem é quem no voo ao espaço com Bezos PLAYLIST: assista a todos os vídeos do voo FOTOS: as imagens marcantes da viagem Quando será a nossa vez de ir ao espaço? (veja vídeo abaixo.) Corrida espacial: quando vai ser minha vez de ir ao espaço? No Youtube, G1 explica como está a corrida espacial Initial plugin text Veja Mais

CDC informa que a variante delta é tão transmissível quanto a catapora

Glogo - Ciência Documento do órgão de saúde dos Estados Unidos também diz que pessoas vacinadas têm praticamente a mesma chance de transmitir a nova versão do vírus do que as não vacinadas. Vacinados tem a mesma chance de transmitir a variante Delta mas tendem a não desenvolver casos graves, diz documento dos EUA Um documento divulgado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde dos Estados Unidos responsável pelo combate às pandemias, informa que a variante delta é tão transmissível quanto a catapora. Isso significa que a nova versão se espalha mais que o ebola, todas as versões anteriores do coronavírus, a gripe comum e a varíola. Além disso, a nova versão do coronavírus tem a mesma chance de ser transmitida por pessoas vacinadas e não vacinadas. No entanto, a imunização é eficiente para evitar os casos graves e mortes pela Covid-19. Mais de 99% das mortes por Covid nos EUA em maio são de pessoas não vacinadas O informe do CDC foi inicialmente divulgado pelo jornal "The Washington Post" nesta quinta-feira (29) e é baseado em vários estudos publicados sobre a variante delta. Um deles foi feito durante um surto em Provincetown, no estado de Massachussets, e trouxe evidências dessa capacidade de transmissão independentemente da aplicação da vacina. É importante ressaltar que, segundo o órgão, apesar da capacidade de transmissão, os pacientes vacinados são mais protegidos contra a doença e, se infectados, têm uma chance bastante reduzida de hospitalização e morte. Resumo das informações: Vacinas têm altas taxas de eficácia após a aplicação de 2 doses Infectados pela variante delta sem a vacina têm mais chance de hospitalização do que por outras variantes do coronavírus Vacinados e não vacinados têm chance de transmitir o vírus Variante delta é mais transmissível do que todas as versões do coronavírus A delta também é mais transmissível que o ebola e a varíola O órgão informa que "a guerra mudou" Máscaras de volta Na terça-feira (27), o CDC voltou atrás e recomendou que pessoas que receberam vacina contra o coronavírus voltem a usar máscaras quando estiverem em ambientes fechados, de acordo com a circunstância. A preocupação está relacionada com a variante delta, que tem infectado aqueles que já receberam duas doses de vacina, de acordo com relatórios de saúde. Quase metade (48,8%) da população americana já recebeu duas doses de vacina, de acordo com a plataforma Our World In Data. São cerca de 163 milhões de pessoas. Uma recomendação especial foi feita para que, mesmo entre os vacinados, seja mantido o uso de máscaras em escolas por professores, funcionários, alunos e visitantes de escolas. Em maio, o CDC tinha afirmado que as pessoas plenamente vacinadas não precisavam usar máscaras, nem mesmo em ambientes fechados. Havia uma exceção: no transporte público, todos deveriam manter as máscaras de proteção. G1 no Youtube Veja Mais

Entenda o que são 'twisties', problema relatado por Simone Biles nas Olimpíadas de Tóquio

Glogo - Ciência Problemas de saúde mental afetam a noção de espaço, o que pode ser perigoso para ginastas. Simone Biles disputa final feminina de equipes da ginástica artística nos Jogos de Tóquio Lindsey Wasson/Reuters A estrela americana da ginástica artística Simone Biles citou o fenômeno da perda de noção de espaço — twisties — para explicar sua desistência da final individual geral nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Saiba o que são twisties no VÍDEO abaixo Entenda os ‘twisties’ que tiraram Simone Biles das finais olímpicas LEIA TAMBÉM: Tudo sobre as Olimpíadas de Tóquio no ge Além de Biles, outros atletas citaram problemas de saúde mental; relembre O desabafo de Simone Biles e o que podemos aprender com isso Subprocurador dos EUA xinga aleta e toma bronca de chefe Essa perda de referências no ar, conhecida principalmente pelos ginastas de trampolim, pode ser reforçada ou ocasionada pelo estresse e principalmente colocar o atleta em perigo. De repente, o corpo do atleta não responde mais a ele mesmo, e suas referências desaparecem. Uma espécie de desconexão que leva à desorientação. Na tarde de terça-feira (27), quando Simone Biles, para surpresa de todos, decidiu deixar a competição por equipes, ela explicou que não queria "arriscar se machucar, ou fazer algo estúpido, ao participar dessa competição". Depois, ela desistiu também da final individual geral, competição que teve a brasileira Rebeca Andrade com a medalha de prata. Voltar a aprender Simone Biles Mike Blake/Reuters Esse fenômeno de perda de controle do corpo e da noção de espaço é "complexo", explica um técnico francês à AFP, e é difícil de resolver. Pode ser "reforçado pela pressão". A ginasta vítima desse fenômeno é "absorvida pelo medo de se perder" e, posteriormente, de se ferir gravemente. Nestas últimas horas, várias ginastas contaram nas redes sociais terem sofrido "twisties". Pode ser mais ou menos intenso e levar um certo tempo para ser superado. "Eu tenho 'twisties' desde os 11 anos de idade. Não posso imaginar como deve ser assustador, se acontecer durante uma competição", contou a ginasta americana Aleah Finnegan. "Você não tem nenhum controle sobre seu corpo e sobre o que ele faz", relata, acrescentando que é "difícil explicar para alguém que não faz ginástica". A ginasta suíça Giulia Steingruber, especialista em saltos, que participa da final da competição geral na tarde desta quinta-feira em Tóquio, também relatou que teve um "bloqueio mental" semelhante em 2014. "Fiquei com muito medo" e "não conseguia superar isso", conta a atleta, em um documentário. "Teve que reaprender tudo aos poucos", diz seu treinador. VÍDEO: Decisão de não competir indica limite do estresse para Simone Biles Pressão, estresse e ansiedade podem favorecer o surgimento desses "twisties". Simone Biles, que conquistou cinco medalhas olímpicas no Rio, falou da pressão que sofre há meses, o ano do confinamento, o adiamento dos Jogos, fatores que a abalaram muito no início. No entanto, "Simone tem um equilíbrio incrível no ar", havia dito Aime Boorman, sua treinadora de longa data, à mãe de Simone quando ela tinha apenas seis anos. "Você sabe exatamente onde está no ar quando faz um giro e instintivamente sabe como cair sobre seus pés para fazer a aterrissagem corretamente. É algo que um treinador não pode ensinar", disse a ela. Initial plugin text Veja Mais

França registra aumento nas internações de jovens não vacinados contra a Covid-19

Glogo - Ciência Dados da Agência de Saúde Pública da França apontam, pela primeira vez desde o início da crise sanitária, que a média de idade dos pacientes nas UTIs do país está abaixo dos 60 anos. Foto mostra profissional de saúde Covid-19 em Saint-Denis, perto de Paris, na França, no dia 4 de maio de 2021. Benoit Tessier/Reuters O aumento das hospitalizações de jovens não vacinados contra a Covid-19 nas UTIs francesas preocupa as autoridades sanitárias da França. Enquanto os médicos intensivistas tentam conscientizar adultos com idades entre 20 e 29 anos sobre a importância da imunização, a campanha do governo mira nos adolescentes, antes do início do ano letivo, previsto para setembro. O jornal francês "Le Parisien" destacou em sua manchete nesta quinta-feira (29) que, nas UTIs, os pacientes estão mais jovens e não foram vacinados. "Em um momento em que as internações aumentam", descreve a reportagem. "Os médicos veem que os doentes que necessitam de tratamento intensivo fazem parte de faixas etárias bem inferiores em relação às ondas anteriores da Covid-19".  LEIA TAMBÉM: França autoriza entrada de turistas totalmente imunizados contra Covid Macron não pede desculpas, mas reconhece 'dívida' da França com a Polinésia por testes nucleares Segundo os dados da Agência de Saúde Pública da França, pela primeira vez desde o início da crise sanitária, a média de idade dos pacientes nas UTIs do país está abaixo dos 60 anos. O jornal "Le Parisien" afirma que, ao darem entrada nos hospitais, a primeira pergunta que os médicos fazem aos doentes é se eles estão vacinados e, na maioria das vezes, a resposta é negativa.  Como argumento, os não vacinados sempre apresentam a mesmas justificativa: que não há muitas pesquisas sobre os efeitos colaterais a longo prazo das vacinas. Muitos reconhecem ter medo de se vacinar, mas também de estarem mal informados.  Os jovens de 20 a 29 anos, dizem acreditar que, no caso de se contaminarem, não terão sintomas graves. Eles não se sentem implicados, dizem que não têm tempo de se vacinar, "mas, ao se infectarem, transmitem o vírus como qualquer outro indivíduo", ressalta a publicação. Prioridade: vacinar adolescentes  Outros jornais tratam também do objetivo do governo francês de acelerar a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos para o início do ano letivo, em setembro. O novo protocolo sanitário apresentado na quarta-feira (28) pelo ministro francês da Educação, Jean-Michel Blanquer, determina que o passaporte sanitário não será exigido nas escolas. No entanto, o jornal "Les Echos" lembra que, em caso de contaminação em uma classe, o isolamento dos alunos não vacinados será obrigatório e eles deverão acompanhar as aulas de casa, enquanto os outros estudantes vacinados poderão continuar indo presencialmente à escola.  O jornal "Libération" afirma que a vacinação dos adolescentes é a grande prioridade do governo neste momento. Quase 32% dos jovens da faixa etária dos 12 aos 17 anos receberam ao menos uma dose da vacina na França; 11,6% estão completamente imunizados. "Lembrando que os cientistas acreditam que cerca de 90% da população deve estar vacinada contra a Covid-19 para que uma vida normal possa ser retomada", destaca o jornal. No entanto, com cerca de 70% dos franceses sem a imunização completa até o momento, essa meta está longe. Veja Mais

Brasil tem 1.366 mortes por Covid-19 em 24 horas e total de óbitos passa de 553 mil

Glogo - Ciência País contabiliza 553.272 óbitos e 19.797.516 casos de coronavírus, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. Brasil registra mais mortes por Covid em julho deste ano do que no pior mês de 2020 O Brasil registrou 1.366 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta quarta-feira (28) 553.272 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.083 - a mais baixa desde 22 de fevereiro deste ano (1.055). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -13% e aponta tendência de estabilidade. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta quarta-feira. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Veja a sequência da última semana na média móvel: Média móvel de mortes Arte G1 Quinta (22): 1.155 Sexta (23): 1.131 Sábado (24): 1.168 Domingo (25): 1.105 Segunda (26): 1.101 Terça (27): 1.086 Quarta (28): 1.083 De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel de mortes acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. Três estados apresentam tendência de alta nas mortes: RJ, PE e PI Em casos confirmados, desde o começo da pandemia, 19.797.516 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 48.556 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 46.147 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de 8% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica estabilidade. Em seu pior momento, a curva da média de diagnósticos chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 28 de julho Total de mortes: 553.272 Registro de mortes em 24 horas: 1.366 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.083 por dia (variação em 14 dias: -13%) Total de casos confirmados: 19.797.516 Registro de casos confirmados em 24 horas: 48.556 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 46.147 por dia (variação em 14 dias: +8%) Estados Em alta (3 estados): RJ, PE e PI Em estabilidade (11 estados e o DF): SC, ES, MG, SP, DF, GO, MS, MT, AM, AP, PA e RR Em queda (12 estados): PR, RS, AC, RO, TO, AL, BA, CE, MA, PB, RN e SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Mais de 98 milhões de brasileiros receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados pelo consórcio dos veículos de imprensa às 20h desta quarta-feira (28). Em todos os estados e no Distrito Federal, a primeira dose foi aplicada em 98.202.468 pessoas, o equivalente a 46,38% da população. No total, 39.493.648 pessoas, que correspondem a 18,65% da população, já receberam a segunda dose da vacina ou o imunizante em dose única. Veja a situação nos estados Estados com alta nas mortes Arte G1 Estados com estabilidade nas mortes Arte G1 Estados com queda nas mortes Arte G1 Sul PR: -32% RS: -16% SC: -12% Sudeste ES: +11% MG: -10% RJ: +21% SP: -12% Centro-Oeste DF: -7% GO: +13% MS: -4% MT: +11% Norte AC: -46% AM: +6% AP: +7% PA: -8% RO: -38% RR: -12% TO: -35% Nordeste AL: -22% BA: -42% CE: -27% MA: -29% PB: -40% PE: +22% PI: +28% RN: -44% SE: -55% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste a Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Números da pandemia Editoria de Arte/G1 Veja Mais

Conselho de secretários de saúde defende que redução de intervalo da Pfizer só seja feita a partir de setembro

Glogo - Ciência Ministério da Saúde afirmou na segunda (26) que a pasta estava avaliando reduzir o intervalo entre as doses da vacina da Pfizer dos atuais 90 dias para 21 dias, conforme a bula. A mudança visa evitar a disseminação da variante delta. Presidente do Conass sobre diminuição no intervalo de doses da Pfizer: ‘Surpreso’ O presidente do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) e secretário de saúde do estado do Maranhão, Carlos Eduardo Lula, afirmou nesta terça-feira (27) que recebeu a notícia de que o ministério da Saúde poderia reduzir o intervalo entre as doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19 com surpresa. Conselho defende que redução seja feita apenas a partir de setembro. "A gente [o Conass] foi tomado de surpresa ontem. Esse tema tinha sido levado ao debate na câmara técnica e tinha sido decidido que não era possível fazer isso nesse momento" , afirmou Lula em depoimento a Globo News. Segundo Lula, antes de tomar essa decisão é necessário ter certeza se haverá doses disponíveis e se realizar essa alteração já no mês de agosto é o momento ideal. Para ele, a redução deveria ser feita em setembro, quando toda a população já teria recebido a primeira dose da vacina. "Considerando as remessas que o ministério já tem contratado para agosto e para setembro, é possível que, em meados de setembro, a gente esteja terminando toda a vacinação de primeira dose de pessoas com até 18 anos no país", afirma Lula. Leia também: Anvisa suspende autorização de importação da Covaxin Fabricante da Covaxin encerra acordo com empresa brasileira Precisa Medicamentos Na segunda (26), o ministério da saúde afirmou que a pasta estava avaliando reduzir o intervalo entre as doses da vacina da Pfizer dos atuais 90 dias para 21 dias, conforme a bula. A mudança visa evitar a disseminação da variante delta. Em entrevista, o ministro da Sáude Marcelo Queiroga disse que a pasta havia optado por um intervalo maior entre as duas doses da vacina para avançar na aplicação da primeira dose, mas como as vacinas da Pfizer estão chegando agora num volume maior, agora é possível mudar de estratégia. Prioridade deve ser garantir a primeira dose Lula, presidente do Conass, discorda da alteração do calendário vacinal no atual momento. Segundo ele, é possível diminuir o intervalo entre as duas doses vacinas, mas a prioridade deve ser vacinar toda a população acima de 18 anos com, pelo menos, uma dose. "Ainda que uma dose não represente o esquema vacinal completo, ela tem capacidade para diminuir a transmissão do vírus e, consequentemente, a diminuir o número de hospitalizações e óbitos", defende Lula. Além disso, Lula também aponta dificuldades logísticas, caso o intervalo venha a ser reduzido. De acordo com ele, alguns estados da região Norte já contataram o Conass pedindo ajuda para realizar o transporte das doses, o que exigiria ajuda da Força Aérea Brasileira (FAB). Veja mais vídeos sobre vacinas contra a Covid-19 Veja Mais

Anvisa recebe pedido de uso emergencial de vacina da Sinopharm contra a Covid-19

Glogo - Ciência O pedido foi apresentado pela empresa Blau Farmacêutica e recebido nesta segunda (26) pela Anvisa. Prazo para agência julgar o pedido ainda não está determinado. Que vacina é essa? Sinopharm A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu, nesta segunda-feira (26), um pedido de uso emergencial da vacina Sinopharm contra a Covid-19. A solicitação foi feita pela empresa Blau Farmacêutica, que representa a vacina do laboratório chinês no Brasil. O imunizante ainda não tem contrato com o Ministério da Saúde, mas já teve seu pedido de uso emergencial aprovado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no início de maio. É o quinto imunizante a ser incluído em uma lista da entidade desde o início da pandemia. Leia também: Gripe ou Covid? Médicos de países com surto da variante delta explicam por que sintomas se confundem e como agir caso apareçam Brasil recebe 2º voo deste domingo com vacina da Pfizer e farmacêutica conclui entrega da maior remessa de doses em 24h Uma aprovação pela agência de Saúde da ONU abre caminho para que a vacina possa ser distribuída pelo Covax Facility, o consórcio mundial organizado pela OMS para garantir um acesso mais igualitário aos imunizantes por países mais pobres. Foram autorizadas para uso emergencial, pela OMS, as vacinas: Pfizer/BioNTech Oxford/AstraZeneca (lotes da Índia e Europa) Janssen (Johnson & Johnson) Moderna Sinopharm Sinovac (CoronaVac) Funcionário inspeciona doses de vacinas contra a Covid-19 em fábrica do Instituto de Produtos Biológicos de Pequim, que desenvolve o imunizante com a Sinopharm, em foto de 25 de dezembro de 2020. Zhang Yuwei/Xinhua via AP Prazo ainda não está determinado A Anvisa terá 7 ou 30 dias para julgar o pedido de uso emergencial, mas esse prazo ainda não está determinado. Segundo a agência, as primeiras 24 horas após o recebimento do pedido serão utilizadas para fazer uma triagem do processo e verificar se os documentos necessários para avaliação estão disponíveis. Se houver informações importantes faltando, a Anvisa pode solicitar as informações adicionais ao laboratório. Só depois disso é que será determinado o prazo para a agência julgar o pedido; essas primeiras 24 horas não são contabilizadas nem no prazo de 7, nem no de 30 dias para avaliação. Pela norma, o prazo de avaliação é de 7 dias quando houver desenvolvimento clínico da vacina no Brasil ou quando o relatório ou parecer técnico emitido pela autoridade sanitária estrangeira for capaz de comprovar que a vacina atende aos padrões de qualidade, de eficácia e de segurança estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) ou pelo Conselho Internacional para Harmonização de Requisitos Técnicos para Registro de Medicamentos de Uso Humano (ICH, na sigla em inglês) e pelo Esquema de Cooperação em Inspeção Farmacêutica (PIC/S, na sigla em inglês). A Sinopharm está entre as 6 vacinas com uso emergencial aprovado pela OMS. O prazo de julgamento do pedido é de 30 dias quando não há desenvolvimento clínico da vacina no Brasil ou quando o relatório ou parecer técnico emitido pela autoridade sanitária estrangeira não for capaz de comprovar que vacina atende aos padrões de qualidade, de eficácia e de segurança estabelecidos pela OMS ou pelo ICH e pelo PIC/S. VÍDEOS: Vacinas contra a Covid Veja Mais

Jean Smart é alçada ao estrelato aos 70 anos

Glogo - Ciência Protagonista da série “Hacks”, a atriz brilha como uma comediante de Las Vegas No dia 19 de setembro, quando forem anunciados os vencedores da 73ª. edição do Emmy, o Oscar da TV norte-americana, Jean Smart terá acabado de completar 70 anos (seu aniversário é no dia 13). O presente, com menos de uma semana de atraso, poderá ser a premiação como melhor atriz de comédia na série “Hacks”, em cartaz na HBO Max – com uma segunda temporada já confirmada. Jean Smart como a humorista Deborah Vance em “Hacks” Divulgação A indústria do entretenimento vem dando os primeiros passos para que o protagonismo caiba a atores mais velhos. Foi assim nas três temporadas de “O método Kominsky”, com Michael Douglas e Alan Arkin, e parece que a fórmula funciona, porque “Hacks” está sendo indicada a praticamente todos os prêmios de comédia: além de Jean como atriz principal, também nas categorias de série, ator e atriz coadjuvantes, e atriz convidada. Trata-se de uma veterana que está sendo alçada ao estrelato na maturidade, embora já tenha desempenhado papéis de destaque em mais de quatro décadas de trabalho. Ela participou de cinco das sete temporadas de “Designing women” – na sexta, esteve presente como atriz convidada – e conquistou outros três prêmios Emmy, dois deles por sua participação em “Frasier”. Mais recentemente, foi coadjuvante em produções de sucesso, como “Fargo”, “Watchmen” e “Mare of Easttown”, como a mãe da detetive Mare, vivida por Kate Winslet. A propósito, também concorre ao Emmy por esse papel. Ao lado de Kate Winslet, em “Mare of Easttown” Divulgação Agora, no entanto, Jean reina absoluta em “Hacks” como a humorista Deborah Vance. Ou quase, porque Hannah Einbinder, que interpreta a jovem roteirista de humor Ava Daniels, tem carisma para não ser ofuscada em cena. Na verdade, é a química entre as duas, entre farpas, insultos e até gestos de carinho, que dá o tempero especial à série. Deborah tem uma longeva carreira de stand-up em Las Vegas que está em risco, por isso seu agente lhe empurra Ava, que caiu em desgraça e foi “cancelada” por causa de uma piada nas redes sociais. A primeira considera os adultos na faixa dos 30 uns bebês chorões que desistem diante de qualquer dificuldade; a segunda vê a nova chefe como uma megera cafona e prepotente. Esse embate entre gerações rende cenas muito divertidas, como quando Deborah flagra Ava fazendo um nude para enviar para a ex-namorada. Como pano de fundo, há uma reflexão dolorida sobre a questão de gênero: as duas são mulheres talentosas em busca de reconhecimento num mundo dominado por homens. Veja Mais

Estudo liderado por brasileiros encontra coronavírus na retina humana

Glogo - Ciência O estudo, publicado na revista científica americana JAMA Ophthalmology, foi realizado pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Uveíte pode desencadear outros problemas nos olhos, como catarata, glaucoma e edemas de retina Unsplash Pesquisadores brasileiros identificaram a presença do coronavírus na retina de pessoas que tiveram Covid-19, segundo um estudo publicado na quinta-feira (29). Anteriormente, o grupo já havia observado que cerca de 20% das pessoas que foram contaminadas pela doença apresentavam anomalias oftalmológicas. O estudo, publicado na revista científica americana JAMA Ophthalmology, foi realizado pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). "Essa pesquisa mostrou, depois de muitos meses, que o vírus pode estar na retina - e que talvez ele se esconda no sistema nervoso central e em outros órgãos, sendo uma espécie de reservatório, podendo estar relacionado aos casos de Covid crônica", explica Rubens Belfort Junior, um dos coordenadores da pesquisa e presidente da Academia Nacional de Medicina, em entrevista ao Globo News. Leia também: Covid-19: China enfrenta pior surto da doença desde o aparecimento do coronavírus em Wuhan Presidente de Israel recebe 3ª dose da vacina da Pfizer contra Covid Para chegar a essa conclusão, pesquisadores analisaram a retina de pacientes que faleceram em decorrência da gravidade da Covid-19, e que tiveram os órgãos doados pelas famílias. Ao todo, foram analisados os olhos de três pacientes, sendo dois homens e uma mulher. Os pacientes tinham entre 69 e 78 anos. O processo de enucleação ocular - remoção dos olhos - foi realizado em um período de até 02 horas após a morte dos pacientes e utilizou a tecnologia de transplante de córnea. O que a retina pode revelar? A retina, segundo Belford, é um excelente biomarcador, ou seja, pode revelar o que está acontecendo em outras partes do organismo. "Isso [a análise da retina] nos dá a possibilidade de descobrir a presença do vírus em outras partes do sistema nervoso central onde ele esteja causando doença. Não seria apenas a alteração vascular, mas sim a ação direta do vírus nos tecidos", diz Belford. Estudo detecta coronavírus na retina de quem teve Covid-19 Sequelas a longo prazo Uma pesquisa anterior feita pelos pesquisadores revelou que cerca de 20% dos pacientes contaminados com Covid, seja casos leves ou graves, apresentaram anomalias vasculares. "Não é dependente exclusivamente da gravidade, pode ser a própria maneira do vírus causar reações no organismo", afirma Belford. Segundo o especialista, a maioria das lesões acaba se resolvendo sem deixar problemas graves, mas existe uma pequena parcela dos infectados que pode ter sequelas para a vida toda. "A gente calcula que apenas 2% a 3% tem lesão grave e que algumas pessoas, dentro desse percentual, podem perder a visão de um dos olhos, pelo menos. Mas, tudo ainda é muito novo e as pesquisas ainda estão evoluindo", explica Belford. Veja mais vídeos sobre a Covid: Veja Mais

Olimpíada de Tóquio 2021: como a ciência ajuda corredores a quebrar a barreira histórica dos 10 segundos

Glogo - Ciência Nas últimas duas décadas, o número de velocistas que concluíram os 100 metros masculinos em menos de 10 segundos aumentou e se diversificou. Efeito semelhante tem sido observado na corrida feminina. O que está por trás dessa evolução? A final dos 100m rasos masculinos em Londres 2012, em que sete dos oito finalistas correram abaixo de 10 segundos, foi um sinal do que está por vir Getty Images via BBC Houve um abalo sísmico no principal evento do atletismo mundial, mas provavelmente os espectadores do Estádio Olímpico de Londres nos Jogos de 2012 não perceberam. Compreensivelmente, eles estavam distraídos pela visão de Usain Bolt voando através da linha de chegada nos 100m masculinos. O astro jamaicano conquistou outra medalha de ouro naquela noite e estabeleceu o recorde olímpico de 9,63 segundos. "Foi uma das melhores corridas de todos os tempos", explica Steve Haake, professor de Engenharia Esportiva na Sheffield Hallam University do Reino Unido. Mas Haake não está apenas tecendo elogios a Bolt. Seu comentário é motivado pelo desempenho geral do pelotão: sete dos oito atletas que participaram daquela final cruzaram a linha em menos de 10 segundos — algo sem precedentes. Quebrada pela primeira vez em 1968, a barreira dos 10 segundos continua sendo uma grande conquista para os velocistas: um emblema de honra que os distingue de seus colegas. Mas o número de corredores "sub-10" cresceu nos últimos anos. Dados da World Athletics (antiga Associação Internacional de Federações de Atletismo), órgão que rege o esporte, mostram que, nas quatro décadas entre 1968 e 2008, apenas 67 atletas haviam quebrado a barreira. Outros 70 ingressariam no clube nos dez anos que se seguiram. E nos últimos dois anos, até o início de julho de 2021, mais 17 homens tiveram seus primeiros tempos sub-10. A barreira equivalente das mulheres – 11 segundos – também está sendo quebrada com cada vez mais frequência. Nos 100m femininos, a barreira dos 11 segundos também foi quebrada com mais frequência Getty Images via BBC O que está acontecendo? Clube em expansão Cientistas como Haake acreditam em uma combinação de fatores, que começam com o aumento da participação em eventos de pista em todo o mundo. Em seguida, vem o acesso a melhores métodos de treinamento. "Mais atletas em todo o mundo agora se beneficiam do treinamento de elite e da ajuda da ciência e da tecnologia do esporte para melhorar suas chances de correr mais rápido", acrescenta Haake. A evidência é que o clube dos sub-10 se expandiu além de potências usuais como Estados Unidos, Jamaica, Grã-Bretanha e Canadá — todos países que conquistaram pelo menos uma medalha de ouro olímpica nos 100m masculinos. A Nigéria, por exemplo, compartilha com a Grã-Bretanha o terceiro maior número de atletas que quebraram a barreira dos 10 segundos, com 10, enquanto as adesões recentes ao clube incluem Japão, Turquia, China e África do Sul, países menos conhecidos pela excelência na corrida. Resultados semelhantes também aconteceram nos 100m femininos. A barreira dos 11 segundos foi quebrada pela primeira vez em 1973 pela velocista da Alemanha Oriental Renate Stecher. Em 2011, outras 67 atletas também realizaram o feito. Dez anos depois, o total é de 115 e inclui também países com menos tradição no evento. Sapatos, atletismo e ciência do esporte O tênis de corrida certamente percorreu um longo caminho... Getty Images via BBC A tecnologia realmente tem sido útil: os velocistas hoje em dia correm com sapatos mais leves — os modelos mais recentes podem pesar menos de 150 gramas. Os calçados hoje em dia também são construídos com materiais radicalmente diferentes. Um exemplo é a colaboração entre a calçadista alemã Puma e a equipe de Fórmula 1 Mercedes, que resultou em um tênis de corrida com sola de fibra de carbono — o mesmo material usado no carro do piloto campeão mundial Lewis Hamilton. As pistas de corrida também avançaram muito desde os dias em que os atletas de elite corriam em superfícies de saibro ou grama nas competições. As pistas sintéticas fizeram sua estreia olímpica nos jogos de 1968 no México, oferecendo mais proteção às articulações dos atletas e prometendo um efeito trampolim que levaria a tempos mais rápidos. Foi nesses mesmos jogos que o velocista americano Jim Hines se tornou o primeiro homem a correr 100 metros em menos de 10 segundos, ao finalizar sua performance em 9,95 segundos. ... e também as pistas de corrida Getty Images via BBC O anseio por pistas cada vez "mais rápidas" significa que até mesmo a forma dos grânulos de borracha vulcanizada usados para construir a superfície de corrida é agora levada em conta. Nos Jogos de Pequim de 2008, a fabricante italiana de superfícies Mondo comemorou os cinco recordes mundiais na pista que forneceu para a competição de atletismo quase tanto quanto os corredores. A ciência também tem desempenhado um papel importante na nutrição e no treinamento. Os velocistas hoje em dia podem ser analisados minuciosamente e ajustes podem ser feitos na técnica e nos tempos de reação. Pesquisas identificaram até quais músculos são mais importantes para o sucesso dos velocistas. Em outubro passado, uma equipe de cientistas da Loughborough University, uma instituição de ponta em estudos científicos do esporte, descobriu que o glúteo máximo (um dos músculos que formam a região das nádegas) é a chave para os atletas atingirem as velocidades máximas na pista. "Agora sabemos que existe uma distribuição muscular muito específica nos velocistas de elite", disse Sam Allen, especialista em biomecânica que participou da pesquisa. "Portanto, em breve poderemos ver velocistas trabalhando especificamente nesse desenvolvimento." A barreira também é psicológica? Em uma entrevista para o jornal japonês The Asahi Shimbun em 9 de julho, o velocista local Ryota Yamagata não hesitou em creditar sua corrida de 100m sub-10 conquistada um mês antes ao "trabalho de cientistas dos últimos 20 anos". Nenhum velocista japonês havia quebrado a barreira dos 10 segundos até 2017. Desde então, Yamagata e três outros compatriotas o fizeram. Parece também que a expansão em termos de número e diversidade do grupo dos sub-10 está tornando a barreira menos intimidante para os atletas. Essa é a opinião do chinês Bingtian Su, que em 2015 se tornou o primeiro asiático a correr 100 metros abaixo de 10 segundos. "Acho que a barreira é mais uma coisa psicológica do que física", disse ele em 2019. Domínio das medalhas Obviamente, esses avanços não são uma garantia automática de sucesso em superar a barreira. Até hoje, por exemplo, muitos países, incluindo a Índia, e até mesmo um continente inteiro (a América do Sul – incluindo o Brasil) ainda não produziram um sub-10 nos 100m masculinos ou uma velocista sub-11 na corrida feminina. Na verdade, a expansão do "clube dos sub-10" não alterou o equilíbrio competitivo quando se trata de medalhas. Tanto nos eventos masculinos quanto nos femininos, os velocistas americanos e jamaicanos têm sistematicamente dominado o pódio nas Olimpíadas e nas corridas do Campeonato Mundial desde os anos 1980. Na prova masculina, por exemplo, o último velocista masculino fora desses países a ganhar o ouro olímpico foi o canadense Donovan Bailey, nos Jogos de Atlanta de 1996. No evento feminino, a vitória de Yuilya Nestsiarenka nos Jogos de Atenas 2004 foi uma surpresa até para a velocista da Bielorrússia, já que atletas dos Estados Unidos haviam vencido a corrida nas cinco Olimpíadas anteriores — os jamaicanos venceram as três edições seguintes. É improvável que as coisas mudem nos Jogos de Tóquio, apesar de serem os primeiros após a aposentadoria de Bolt: os velocistas americanos têm 4 dos 5 tempos mais rápidos nos 100m masculinos em 2021, enquanto 3 jamaicanas e 1 americana estão entre as 5 mulheres mais rápidas do planeta este ano até o momento. Veja VÍDEOS do Brasil nas Olimpíadas: Veja Mais

Mortes por Covid em julho de 2021 superam as de julho de 2020, pior mês do ano passado

Glogo - Ciência Antes de terminar, este mês já viu 33.660 mortes registradas por Covid – número maior do que os de janeiro e fevereiro, mas 59% abaixo de abril, pior mês da pandemia até aqui. Tendência foi de queda na maior parte dos dias deste mês. Foto mostra túmulos de pessoas que morreram de Covid-19 no cemitério Parque Tarumã, em Manaus, no dia 7 de julho de 2021. Bruno Kelly/Reuters O Brasil registrou, do dia 1º de julho até esta terça-feira (27), 33.660 mortes pela Covid-19, segundo dados apurados pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias de Saúde do país. Mesmo com queda em relação aos últimos meses, o número já é maior do que o de julho de 2020 – pior mês da pandemia no ano passado –, que teve 32.912 mortes (veja gráfico abaixo). Na média móvel, as mortes no país vinham em tendência de queda até o dia 22. Desde o dia 23, entretanto, vêm mostrando estabilidade (veja detalhes mais abaixo). Veja algumas observações sobre os números: O número de mortes visto neste mês é, até agora – considerando apenas os dados parciais –, 39% menor do que o de mortes em junho. Considerando a comparação com abril, a queda nas mortes é, até agora – de novo com levantamento parcial – de 59%. Abril foi o pior mês da pandemia no Brasil. Especialistas fazem alerta Para a epidemiologista Lucia Pellanda, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), a queda nas mortes é um efeito positivo da vacinação – como outros especialistas já haviam apontado no início do mês – mas a reabertura e a retomada de atividades ainda estão sendo feitas antes da hora. "Essa parece uma lição muito explícita que o vírus quer nos ensinar e a gente se recusa a aprender – a gente sempre flexibiliza antes da hora. Tanto no Brasil quanto globalmente. O grande risco é que, quando começa a melhorar, a gente começa a liberar tudo antes da hora. Todas as vezes aconteceu isso: cada descenso de pico a gente liberou antes da hora e acabou ficando num patamar alto", alerta. Ela lembra que, nos países ricos – onde não há falta de vacinas, como no Brasil, e a cobertura vacinal é maior – para a pesquisadora, o que há agora é uma "epidemia dos não vacinados". Nos Estados Unidos, por exemplo, o Centro de Controle de Doenças (CDC) voltou a recomendar o uso de máscaras. "A gente precisa de vacinação mais os cuidados – que é distanciamento, máscara, ventilação. Como isso foi muito flexibilizado, a gente está com uma transmissão muito descontrolada. Qual o risco? Surgimento de novas variantes", alerta Pellanda. "Vacina é uma coisa maravilhosa, mas a gente precisa de vacina e comportamento, cuidados, e cuidados coletivos". A opinião de Pellanda é compartilhada pela também epidemiologista Ethel Maciel, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). "A gente na verdade tá cometendo o mesmo erro: lembra que, nesse período do ano passado, os governos estaduais acharam que a pandemia estava controlada – que inclusive a gente já tinha imunidade de rebanho? Que o pior já tinha passado?", recorda Maciel. A epidemiologista explica que, em relação a 2020, o único fator novo que o Brasil tem no combate à pandemia é a vacina. Outras estratégias, entretanto – como testar e fazer a vigilância genômica do vírus, para monitorar o surgimento de novas variantes – não têm sido adotadas. "A única coisa diferente que foi acrescentada nessa estratégia foi a vacinação. Só que a gente tem, efetivamente, menos de 20% de pessoas vacinadas com o esquema completo. E a gente já sabe que essa variante delta tem um impacto nas pessoas que tomaram uma dose só. Então, vamos colocar nossa realidade: a gente tem mais de 80% das pessoas sem vacina ou com uma vacinação muito parcial", lembra. Ela critica o fato de taxas de ocupação de leitos de UTI estarem sendo usados para medir a situação da pandemia – como os índices estão baixos, há a crença de que há "mais espaço para as pessoas adoecerem". Com a reabertura neste momento, entretanto, há o risco de surgimento de novas variantes, aponta Maciel – e de mais casos, internações e óbitos. "Nós achamos que isso não vai acontecer – é um tipo de pensamento mágico, porque a gente acha que não vai acontecer aqui: primeiro a pandemia não ia chegar, depois a segunda onda não ia ter, e aconteceu a mesma coisa aqui. Agora, a gente está vendo o que está acontecendo com a variante delta – estamos vendo o que está acontecendo com países que têm percentual de vacinados maior do que o nosso, e a gente não acredita", alerta. Para o pesquisador Paulo Nadanovsky, do Instituto de Medicina Social (IMS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), prever o cenário dos próximos meses é complexo. Segundo uma projeção dele, o Brasil teria pouco mais de 64 mil mortes no segundo semestre – se tivesse 100% da população vacinada. O próprio professor reconhece, entretanto, que isso "dificilmente" vai ocorrer. Mas faz ressalvas: o número de mortes em idosos deve continuar a cair, por exemplo, porque a cobertura vacinal vem aumentando. PARANÁ: Com avanço da vacinação, proporção de mortos por Covid com mais de 60 anos cai de 81% para 36% no Paraná Além disso, ainda são necessários dados como a efetividade das diferentes vacinas em evitar mortes pela Covid – e também informações conforme a faixa etária. "Entre os idosos, 100% estão vacinados. Para a gente refinar essa estimativa, tem que ver a distribuição de vacinados e de não vacinados na população em diferentes faixas etárias – e a efetividade da vacina, principalmente a CoronaVac. Agora tem a AstraZeneca, muito usada também, e as outras – o quadro ficou mais complexo para se fazer uma estimativa", diz. Lucia Pellanda, da UFCSPA, concorda com a avaliação do pesquisador da Uerj. "Acho que, se a vacinação continuar nesse ritmo, a gente vai ter queda sim [de mortes]. Mas tem dois cenários possíveis: ou a gente descuida total, começa a aglomerar, começa a ter os eventos com mais gente, e aí espalha mais [o vírus] e desenvolve uma nova variante, ou a gente – no cenário mais otimista – mantém os cuidados mais a vacinação e consegue controlar a doença. Eu não sei como prever, porque depende diretamente do nosso comportamento", aponta. Nadanovsky acrescenta que o percentual de vacinados na população como um todo está aumentando. "Se continuar nesse ritmo, é possível que, em pouco tempo, a gente tenha um percentual altíssimo, mesmo não idosos, vacinados", diz. Uma característica é favorável para o Brasil, diz Nadanovsky: a baixa hesitação vacinal no país. "A gente aqui, felizmente, diferentemente de países como EUA e até Inglaterra, não temos um movimento antivacina muito forte. Provavelmente vai chegar, tendo a disponibilidade das vacinas, a um percentual muito alto de vacinados logo – provavelmente mais rapidamente do que esses países, onde você tem uma parcela grande que rejeita vacina. Média móvel A média móvel das mortes no Brasil vinha apresentando queda até o dia 22 em relação aos 14 dias anteriores. Desde o dia 23, parou de cair e vem apresentando estabilidade. Mas o que significa isso? A média móvel de um determinado período é calculada do mesmo jeito que a média, mas muda a cada dia conforme o valor daquele dia é considerado no cálculo. Por exemplo: de 21 a 27 de julho, o Brasil registrou as seguintes quantidades diárias de mortes por Covid-19: 21/07: 1.388 22/07: 1.444 23/07: 1.286 24/07: 1.080 25/07: 499 26/07: 587 27/07: 1.320 Se essas quantidades forem somadas (7.604 mortes ao todo) e divididas pela quantidade de dias (7), chega-se a uma média móvel de cerca de 1.086 mortes diárias no dia 27 de julho em relação às duas semanas anteriores (conforme gráfico abaixo): Média móvel de mortes em 27/07/2021 Arte G1 Ao comparar a média móvel do dia 27 com a do dia 14 (14 dias antes), a diferença entre elas é de cerca de 15% – esse número é considerado uma estabilidade no número de mortes (entenda no vídeo abaixo). Entenda como funciona a média móvel em casos do novo coronavírus A média móvel serve para contrabalançar números muito diferentes de mortes registradas em fins de semana e feriados, por exemplo – quando tende a haver atraso nas notificações por causa do plantão das equipes de saúde. Metodologia O consórcio de veículos de imprensa começou o levantamento conjunto no início de junho de 2020. Por isso, os dados mensais de fevereiro a maio do ano passado são de levantamentos exclusivos do G1. A fonte de ambos os monitoramentos, entretanto, é a mesma: as secretarias estaduais de Saúde. Um ponto importante é que o consórcio monitora a data de registro das mortes, e não o dia em que elas ocorreram. Isso significa que mortes registradas em julho – principalmente no início do mês – podem ter ocorrido, na verdade, em junho, e assim sucessivamente. Outra observação sobre os dados é que, em 28 de julho de 2020, o Ministério da Saúde mudou a metodologia de identificação dos casos de Covid e passou a permitir que diagnósticos por imagem (tomografia) fossem notificados. Também ampliou as definições de casos clínicos (aqueles identificados apenas na consulta médica) e incluiu mais possibilidades de testes de Covid. Desde a alteração, mais de mil casos de Covid-19 foram notificados pelas secretarias estaduais de Saúde ao governo federal sob os novos critérios. Veja VÍDEOS sobre vacina: Veja Mais

Livro detalha o que a ciência pode nos ensinar sobre o envelhecimento

Glogo - Ciência Em “O legado dos genes”, Mayana Zatz e Martha San Juan França desvendam os segredos da longevidade Festejada e desejada, a longevidade ainda guarda mistérios: por que há pessoas que mantêm a agilidade física e mental mesmo depois dos 80 anos? Esse é o fio condutor do livro “O legado dos genes: o que a ciência pode nos ensinar sobre o envelhecimento”, assinado pela premiada geneticista Mayana Zatz, professora titular do Instituto de Biociências da USP e coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco, e pela jornalista Martha San Juan França. As explicações vão além da herança genética que carregamos, é o que detalha a obra, por isso é tão importante que, além do engajamento de cada um para adotar um estilo de vida saudável, também tenhamos políticas públicas comprometidas com a longevidade. A doutora Mayana está à frente do Projeto 80+, que coleta DNA de voluntários dessa faixa etária. O banco de dados foi criado para servir como base de comparação para a genética dos idosos brasileiros e ganha mais relevância considerando que muitos sobreviveram ao pesadelo da pandemia. A geneticista Mayana Zatz, professora titular do Instituto de Biociências da USP e coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco Fernando Molina No longo prazo, será possível identificar mutações que favorecem o envelhecimento saudável, com a vantagem de termos informações de indivíduos brasileiros. Ali são desenvolvidos testes capazes de analisar, simultaneamente, 6.300 genes responsáveis por doenças genéticas raras. Há ainda pesquisas de ponta em promessas da medicina, como os xenotransplantes (transplantes de órgão, tecidos ou células modificados de suínos para humanos), bioengenharia (reprogramação de células), edição de genes e terapia gênica. Até setembro de 2020, o Centro de Estudos do Genoma Humano já havia sequenciado o genoma de 1.171 idosos – trata-se da maior amostra de brasileiros. “Queremos entender como funcionam os neurônios, as células musculares, as células de vasos sanguíneos em pessoas que se mantêm fisicamente saudáveis após os 90 anos. Saber os mecanismos que as protegem dos aspectos físicos do envelhecimento poderá abrir caminho para novos tratamentos que beneficiem a todos”, diz a doutora Mayana Zatz. Utilizando uma linguagem acessível, o livro explica como o envelhecimento começa nas células: elas estão sempre se dividindo, e a cada divisão todo o genoma é duplicado (replicado), e os genes transmitidos para as gerações seguintes devem ser idênticos às versões anteriores. No entanto, as células estão sujeitas às agressões do meio ambiente e podem ocorrer falhas no momento da replicação celular que não são reparadas e vão se acumulando com o tempo. Outro problema são os radicais livres, moléculas altamente reativas produzidas pelo metabolismo celular durante o processo de queima do oxigênio utilizado para converter os nutrientes em energia. As pesquisas voltadas para a biogerontologia têm o objetivo de descobrir formas de evitar, ou pelo menos adiar, a ocorrência desses danos nas células. Um dos trechos mais interessantes mostra como o cérebro do idoso compensa a redução de células nervosas relacionadas à idade formando novas conexões entre as células remanescentes. Entretanto, para mantê-lo “afiado”, é preciso exercitá-lo continuamente: esse conceito embasa o que os neurocientistas chamam de reserva cognitiva, que é a capacidade do cérebro de armazenar as habilidades adquiridas ao longo da vida. O livro também enfatiza a importância da atividade física e de se ter sempre um propósito na vida – assuntos sobre os quais o blog não se cansa de abordar desde 2016. Obra do artista Abraham Palatnik ilustra a capa do livro da geneticista Mayana Zatz e da jornalista Martha San Juan França Reprodução Veja Mais

Amazônia: Como El Niño ajudou a devastar 2,5 bilhões de árvores e cipós em meio a seca e incêndios

Glogo - Ciência Pesquisadores estudaram área afetada por El Niño em 2015 e 2016, descobrindo que seca e fogos causaram a morte de bilhões de plantas em área que representa apenas 1,2% de toda a Floresta Amazônica brasileira. Queimada de floresta amazônica ao lado da BR 163 no Pará deixou grande número de árvores mortas (na imagem, sem folhas e esbranquiçadas) Queimada de floresta amazônica ao lado da BR 163 no Pará deixou grande número de árvores mortas (na imagem, sem folhas e esbranquiçadas) A intensa seca e os incêndios florestais que atingiram a Amazônia em 2015 e 2016 mataram ao menos 2,5 bilhões de árvores e cipós em apenas uma pequena parte da floresta, descobriram pesquisadores. Amazônia tem 1º semestre de 2021 com maior número de alertas de desmatamento na Amazôniaem 6 anos Cientistas das Universidades de Oxford e Lancaster, no Reino Unido, e da Embrapa, ao lado de pesquisadores de outras instituições brasileiras e estrangeiras, examinaram a região que foi epicentro dos efeitos do El Niño na Amazônia: o Baixo Tapajós. Parte 1: Fenômeno El Niño causa impactos negativos na produção de melancia O El Niño é um fenômeno climático que envolve um aquecimento incomum do Oceano Pacífico. Em 2015 e no início de 2016, provocou efeitos devastadores em diferentes regiões do mundo—- na Amazônia, houve redução de chuvas e intensa seca em uma mata que normalmente é úmida, além de favorecer a disseminação de fogos causados por humanos. A área analisada pelos pesquisadores fica na região da cidade de Santarém, no Pará, e tem 6,5 milhões de hectares — maior que os Estados de Alagoas e Sergipe juntos. Essa "pequena" parte onde morreram bilhões de árvores representa apenas 1,2% da Amazônia brasileira. Floresta afetada pela seca e fogos na região de Santarém durante o El Niño em 2015 Erika Berenguer/Divulgação Os pesquisadores também calcularam quanto carbono foi liberado na atmosfera em consequência da morte dessas bilhões de árvores: 495 milhões de toneladas de CO² — valor maior que o liberado pela floresta em um ano inteiro de desmatamento. E descobriram ainda que as árvores continuaram a morrer e a liberar mais carbono na atmosfera por causa da seca provocada pelo El Niño anos depois do fenômeno climático. O estudo "Tracking the impacts of El Niño drought and fire in human-modified Amazonian forests" (monitorando os impactos da seca e incêndios do El Niño em florestas amazônicas com interferência humana) foi publicado nesta segunda (19/7) no periódico científico PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America). Como monitorar tantas árvores? Incêndios florestais na Amazônia são feitos de fogos bem pequenos, com chamas de 30 cm de altura que se movem muito devagar durante dias e dias de queima Erika Berenguer/Divulgação Desde 2010, pesquisadores monitoram 21 parcelas de terra da Floresta Amazônica espalhadas com até 100 km de distância umas das outras na região do Baixo Tapajós. Em 2015, observando a extrema seca causada pelo El Niño, resolveram verificar como o fenômeno impactaria as plantas daquela região. Eles já tinham mapeado 6.117 delas — "como num jogo de batalha naval", explica a bióloga Erika Berenguer, das universidades de Oxford e Lancaster e autora principal do estudo. Cada árvore era registrada em quadrantes diferentes, com seu "X" e "Y" correspondente para facilitar sua identificação. Ao longo de três anos, entre outubro de 2015 e outubro de 2018, os pesquisadores voltaram trimestralmente para cada uma daquelas 21 parcelas de terra e verificavam árvore por árvore para saber qual havia sido seu destino. As árvores morrem pela seca ou pelo fogo causado por humanos. E esse fogo, por sua vez, pode ter diferentes origens. Uma delas, talvez a mais conhecida, é o desmatamento. Depois de derrubadas as árvores, o fogo é colocado para se livrar da floresta no chão. Outras origem são seu uso para a limpeza de pasto na Amazônia ou para incorporar os nutrientes da vegetação no solo — uma prática antiga que, no entanto, é afetada negativamente pela seca que deixa a paisagem mais inflamável. Esses fogos controlados podem escapar da área designada e entrar dentro de áreas de floresta. Em um período de seca, isso é perigoso. "A Amazônia é muito úmida. Normalmente esse fogo, se escapasse, morreria, igual fogo em um pedaço de pano molhado", explica Berenguer. Mas como, no período analisado por cientistas, o clima estava muito seco — foram oito meses de seca — "o fogo, quando escapava, entrava na floresta". "Ela estava como um pano seco parado no sol." Brasil pode fazer mapa de risco de incêndio para evitar maiores perdas em eventos de seca Erika Berenguer/Divulgação São fogos bem pequenos, com chamas de 30 cm de altura, e que se movem muito devagar durante dias e dias de queima. "É lerdo e de baixa intensidade. Mas quando cobre grandes áreas, fica difícil de apagar", diz a pesquisadora. Além disso, é difícil de ver, porque as árvores são altas. Sua fumaça, sim, é visível. Então, pesquisadores voltavam para aquelas parcelas de mata para ver se as árvores haviam morrido. É possível descobrir se uma árvore na Amazônia morreu de acordo com diferentes fatores. "Se não tem folha, é um sinal que já está morta, já que a maioria das árvores na Amazônia não perdem folhas em partes do ano", explica Berenguer. Outra técnica: fazer um corte com um facão. "Você tira um pedaço da casca para ver se ela está seca ou não." Ela explica que, diferentemente de outros biomas, a Amazônia não evoluiu com o fogo. "As árvores não estão preparadas para lidar com o fogo, elas têm uma casca muito fina, sem o isolamento térmico que árvores do cerrado têm. A casca de árvores da Amazônia são iguais a uma folha de papel. Ela é superfina, sem proteção alguma", diz. Depois de descobrirem quantas árvores e cipós tinham morrido em excesso, os cientistas extrapolaram esse resultado para a área maior do Baixo Tapajós, de 6,5 milhões de hectares. "A gente sabe o quanto de floresta tem nessa área grande e o quanto em média a gente perdeu de árvores nas parcelas. Se a gente perdeu em média tantas árvores nessas parcelas todas, o quanto a gente perdeu na região toda?", explica Berenguer. O resultado foram os inacreditáveis 2,5 bilhões de árvores e cipós perdidos naquela região. Para Berenguer, os números surpreenderam ao mostrar a grandeza da mortalidade das árvores e a perda de carbono. "Quando você está andando na floresta, você sabe que a situação não está boa. Mas não sabíamos a magnitude disso." Ver grande parte da floresta que monitorava havia anos de repente morta foi "difícil emocionalmente", diz Berenguer. "Você cria ligações com a floresta, como se fosse o quarteirão onde você mora, com a árvore que você gosta." Os pesquisadores também descobriram que os efeitos da seca do El Niño duraram mais de três anos em florestas afetadas pela seca e dois anos e meio em florestas afetadas tanto pela seca quanto pelo fogo, com árvores ainda morrendo nesse período por conta do fenômeno climático. O número menor para as florestas afetadas pela seca e pelo fogo parece, de início, contraintuitivo. Mas "não é porque fogo causa menos dano", explica Berenguer. "É porque já morreu tanta planta no início, que acaba não tendo mais o que matar." As árvores localizadas em florestas que já sofreram impacto são muito mais vulneráveis ao próximo fogo, com maior chance de morrerem. A floresta fica aberta, com maior entrada de luz e vento, o que a deixa mais seca. "Se o fogo escapar em outros anos, é mais propício de se sustentar ali. Acaba criando um looping de feedback negativo", diz Berenguer. Soluções Autora principal do estudo, Erika Berenguer, monitora árvores em uma floresta amazônica queimada durante o El Niño de 2015 Marizilda Cruppe/Rede Amazônia Sustentável O El Niño acontece a cada dois a sete anos, em média, e há estudos que apontam que as mudanças climáticas podem agravar o fenômeno. Seu efeito na Amazônia, como se vê, é devastador. Mas há ações que podem ser feitas para evitar que seja tão destrutivo. Um ponto fundamental é a prevenção, diz Joice Ferreira, pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental e da Rede Amazônia Sustentável e uma das autoras do estudo. Por meio de satélites, cientistas já têm a capacidade de prever secas. "E já sabemos que a seca é altamente relacionada com queimadas. Uma vez que o fogo inicia é muito difícil controlar." Quando o desmatamento em um ano é muito alto, é possível inferir, também, que isso poderá se refletir no ano seguinte com uma possibilidade maior de incêndios, já que regiões com áreas mais desmatadas e mais secas são mais vulneráveis a queimadas. Por isso, diz Ferreira, o Brasil tem "toda a condição de fazer um mapa de risco de incêndio", como está sendo feito na região do Tapajós. E há três pontos que podem ser endereçados. A seca, o fogo causado pela limpeza de pasto ou por comunidades para incorporar os nutrientes da vegetação ao solo e, claro, o fogo causado para "limpar" uma região desmatada. Para diminuir as consequências de um evento de seca como o El Niño, a médio e longo prazo, é preciso investir na restauração florestal, diz Ferreira, para reduzir a degradação das florestas. Dessa maneira, as matas ficam menos secas e, assim, menos vulneráveis a secas. Para controlar o fogo que pode escapar quando usado para limpar o pasto ou para incorporar nutrientes ao solo, gestores podem fazer regras mais rígidas, determinando certas condições para a realização dessas queimadas. Podem determinar, por exemplo, a quantos dias de diferença da chuva esses fogos poderão ser feitos, impedir que sejam levados a cabo em horários de maior calor ou que sejam postos no contravento e não a favor do vento, entre outros. O governo pode também disseminar técnicas agrícolas que dependam menos do fogo, diz Ferreira, e dar apoio para que populações tenham condições de usar essas outras técnicas. Por fim, é preciso combater o desmatamento — em sua maior parte, ilegal. "É uma questão de comando e controle. As instituições têm que ser mais fortalecidas, devem ser mais rigorosas nas multas, na regularização ambiental das propriedades e realmente fazer esforço para utilizar recursos que tem para responsabilizar quem faz as práticas ilegais", diz Ferreira. Veja Mais

Brasil se aproxima de 550 mil mortes por Covid

Glogo - Ciência País contabiliza 549.500 óbitos e 19.666.902 casos de coronavírus, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. São, em média, 1.168 mortos por dia pela doença. Brasil se aproxima de 550 mil mortes por Covid O Brasil registrou 1.080 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando neste sábado (24) 549.500 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.168. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -10% e aponta tendência de estabilidade. Covid: Mesmo em queda, média de mortes diárias no Brasil ainda é maior do mundo e supera a de continentes inteiros Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h deste sábado. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Veja a sequência da última semana na média móvel: Domingo (18): 1.245 Segunda (19): 1.224 Terça (20): 1.197 Quarta (21): 1.170 Quinta (22): 1.155 Sexta (23): 1.131 Sábado (24): 1.168 De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel de mortes acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. Quatro estados apresentas tendência de alta nas mortes: AC, PE, AM, GO. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia, 19.666.902 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 36.629 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 46.825 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de 2% em relação aos casos registrados na média há duas semanas. Em seu pior momento, a curva da média de diagnósticos chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 24 de julho Total de mortes: 549.500 Registro de mortes em 24 horas: 1.080 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.168 por dia (variação em 14 dias: -10%) Total de casos confirmados: 19.666.902 Registro de casos confirmados em 24 horas: 36.629 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 46.825 por dia (variação em 14 dias: +2%) Estados Em alta (4 estados): AC, PE, AM, GO Em estabilidade (8 estados e o DF): SP, PA, RJ, DF, PI, MT, ES, AL, TO Em queda (14 estados): RS, MS, MG, SC, RN, MA, RR, SE, BA, PB, AP, PR, CE, RO Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação No Brasil, já foram aplicadas 132.606.934 doses de vacina contra a Covid-19 segundo dados divulgados pelo consórcio dos veículos de imprensa às 20h deste sábado (24). Em todos os estados e no DF, 95.217.256 pessoas já receberam a primeira dose de vacina, o equivalente a 44,97% da população. A segunda dose e a dose única já foram aplicadas em 37.389.678 pessoas (17,66% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. Veja a situação nos estados Estados com número de óbitos em alta Arte/G1 Estados com número de óbitos em estabilidade Arte/G1 Estados com número de óbitos em queda Arte/G1 Sul PR: -44% RS: -18% SC: -26% Sudeste ES: -9% MG: -22% RJ: 8% SP: 14% Centro-Oeste DF: 8% GO: 17% MS: -18% MT: -5% Norte AC: 43% AM: 20% AP: -43% PA: 14% RO: -66% RR: -34% TO: -15% Nordeste AL: -14% BA: -38% CE: -44% MA: -30% PB: -40% PE: 24% PI: 4% RN: -30% SE: -38% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste a Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Números da pandemia Editoria de Arte/G1 Veja Mais

A incrível civilização antiga que mumificava os mortos 2 mil anos antes dos egípcios

Glogo - Ciência Múmias da cultura chinchorro foram incluídas na Lista do Patrimônio Mundial pela Unesco nesta semana. Múmias da cultura chinchorro foram incluídas na Lista do Patrimônio Mundial pela Unesco nesta semana Imagen de Chile/Felipe Cantillana (via BBC) "As mais antigas evidências arqueológicas conhecidas de mumificação artificial de corpos", segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), estão presentes na América do Sul, na costa árida do deserto do Atacama. Os 5 lugares da América Latina eleitos patrimônios da humanidade — 1 deles no Brasil Há mais de 7 mil anos, essa região foi habitada por uma sociedade de caçadores-coletores na qual os mortos tinham grande importância. As habilidosas técnicas de mumificação da cultura chinchorro datam de 2 mil anos antes dos egípcios. O valor foi reconhecido pela Unesco, que incluiu, no fim de julho de 2021, suas múmias e a área que guarda seus achados arqueológicos na Lista do Patrimônio Mundial. Uma sociedade de pescadores A cultura chinchorro habitou a região entre os portos de Ilo, no Peru, e Antofagasta, no Chile. Apesar de muito árida, a área tinha recursos marinhos em abundância devido aos efeitos da corrente fria de Humboldt, que cria um fenômeno chamado ressurgência no oceano, e dos diversos riachos que a atravessam para desembocar no mar. Múmias egípcias de animais são 'abertas' por cientistas em imagens 3D; veja VÍDEO Assim, os chinchorro se especializaram na exploração dos recursos marinhos e chegaram a desenvolver diversas ferramentas para facilitar a atividade pesqueira, como um anzol feito de espinhos de cactos e pontas de arpão. A descrição feita pela Unesco fala ainda de "ferramentas feitas de materiais de origem mineral e vegetal, bem como instrumentos simples feitos de ossos e conchas". Informações do Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana dão conta de que, "a partir de tumores encontrados nas orelhas das múmias da época, sabe-se que mergulhavam em grande profundidade". A habilidade para a pesca permitiu que eles construíssem assentamentos semipermanentes na foz dos rios e riachos da área. Embora existam poucas informações sobre a forma como se organizavam, há indícios de que se reuniam em grupos de 30 a 50 pessoas que aparentemente tinham alguma relação de parentesco. Como os chinchorro mumificavam os mortos Segundo informações da Universidade de Tarapacá, no Chile, que tem liderado a pesquisa e conservação da cultura chinchorro, o processo de mumificação consistia na extração dos órgãos e vísceras dos mortos por meio de incisões e na sua substituição por vegetais, penas, pedaços de couro, lã e outros materiais. Também se removia o couro cabeludo e a pele do rosto e abria-se o crânio para retirar o cérebro — depois de seco, ele era preenchido com cinzas, terra, argila e pelos de animais. Por fim, modelava-se o rosto, que era adornado com uma peruca feita com cabelo humano. O corpo ganhava uma vestimenta de tecido vegetal e era coberto com uma camada de argila. No início, técnica era usada apenas em crianças e recém-nascidos mortos Getty Images via BBC Embora no início os chinchorro mumificassem apenas recém-nascidos e crianças — que eram preservados junto de estatuetas de barro —, em seu auge, por volta de 3.000 a.C., eles chegaram a mumificar todo tipo de membro da sociedade, independentemente da idade. Diferentes tipos de múmias Ainda segundo a Universidade de Tarapacá, até o momento foram analisadas 208 múmias. O estudo da amostra revelou que as técnicas de embalsamamento usadas por esse povo variaram ao longo do tempo e foram simplificadas nos estágios finais, ao contrário do que aconteceu com os egípcios, que foram sofisticando suas técnicas. Até hoje foram analisadas cerca de 208 múmias Getty Images via BBC Há múmias negras, cobertas por óxido de manganês; múmias vermelhas, pintadas com óxido de ferro; e múmias enfaixadas. Entre os pontos em comum que compartilham estão a peruca, uma máscara facial e bastões para reforçar o corpo. "A cultura chinchorro considerava suas múmias como parte do mundo dos vivos, o que explica por que deixavam os olhos e a boca abertos e usavam macas, feitas de fibra vegetal ou pele de animal, para transportá-las", destaca a Universidade de Tarapacá. As avançadas técnicas de embalsamamento, auxiliadas pelas condições climáticas do ambiente desértico e salino do Atacama, levaram à preservação das cerca de 120 múmias que hoje estão no acervo do Museu Arqueológico de San Miguel de Azapa, no Chile. Veja VÍDEOS de ciência e saúde: Veja Mais

Brasil tem 1.354 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas; média móvel de óbitos é a mais baixa desde 22 de fevereiro

Glogo - Ciência País contabiliza 554.626 óbitos e 19.838.909 casos de coronavírus, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. Mais de 40 milhões de brasileiros estão totalmente imunizados O Brasil registrou 1.354 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta quinta-feira (29) 554.626 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.070 - a mais baixa desde 22 de fevereiro (1.055). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -14% e aponta tendência de estabilidade. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta quinta-feira. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Veja a sequência da última semana na média móvel: Média móvel de mortes Arte G1 Sexta (23): 1.131 Sábado (24): 1.168 Domingo (25): 1.105 Segunda (26): 1.101 Terça (27): 1.086 Quarta (28): 1.083 Quinta (29): 1.070 De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel de mortes acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. Três estados apresentam tendência de alta nas mortes: ES, AP e PI Não houve registro de mortes no Acre nesta quinta-feira. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia, 19.838.909 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 41.393 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 44.974 diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de 10% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica estabilidade. Em seu pior momento, a curva da média de diagnósticos chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 29 de julho Total de mortes: 554.626 Registro de mortes em 24 horas: 1.354 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.070 por dia (variação em 14 dias: -14%) Total de casos confirmados: 19.838.909 Registro de casos confirmados em 24 horas: 41.393 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 44.974 por dia (variação em 14 dias: +10%) Estados Em alta (3 estados): ES, AP e PI Em estabilidade (8 estados): MG, RJ, GO, MS, MT, AM, RR e PE Em queda (15 estados e o DF): PR, RS, SC, SP, DF, AC, PA, RO, TO, AL, BA, CE, MA, PB, RN e SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Mais de 40 milhões de brasileiros estão totalmente imunizados contra a Covid-19, segundo dados divulgados pelo consórcio dos veículos de imprensa às 20h desta quinta-feira. No total, 40.232.066 pessoas, que correspondem a 19% da população, já receberam a segunda dose da vacina ou o imunizante em dose única. Em todos os estados e no Distrito Federal, a primeira dose foi aplicada em 98.912.578 pessoas, o equivalente a 46,71% da população. Veja a situação nos estados Estados com alta nas mortes Arte G1 Estados com estabilidade nas mortes Arte G1 Estados com queda nas mortes Arte G1 Sul PR: -23% RS: -23% SC: -16% Sudeste ES: +27% MG: -8% RJ: +13% SP: -17% Centro-Oeste DF: -26% GO: +11% MS: -13% MT: +7% Norte AC: -58% AM: -2% AP: +42% PA: -18% RO: -17% RR: -13% TO: -38% Nordeste AL: -22% BA: -40% CE: -33% MA: -28% PB: -33% PE: +4% PI: +17% RN: -44% SE: -58% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste a Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Números da pandemia Editoria de Arte/G1 Veja Mais

Estilo de vida pouco saudável impulsiona aumento de casos de demência

Glogo - Ciência Conferência sobre Alzheimer enfatiza a importância da atividade física na prevenção da doença A AAIC 2021 (Alzheimer´s Association International Conference), que começou na segunda-feira e se estende até amanhã, é o maior fórum de discussão para a comunidade científica que estuda os diversos tipos de demência. Há algumas boas notícias, como o fato de que o acesso à educação pode diminuir o número de casos em 6.2 milhões até 2050. Por outro lado, fatores de risco como altos índices de gordura corporal e açúcar no sangue, além do tabagismo, contribuirão com um aumento de 6.8 milhões de pacientes no mesmo período. O resultado é sombrio: dos atuais 57 milhões, a estimativa é de que haverá 152 milhões de doentes em menos de três décadas, principalmente na África e no Oriente Médio. O dado não é novo – já havia sido divulgado pela OMS em 2019 – mas continua perturbador. Doença de Alzheimer: previsão é de que, até 2050, 152 milhões tenham a enfermidade Gerd Altmann Outras informações divulgadas no evento dão a dimensão do desafio que teremos pela frente: a cada ano, dez em cada 100 mil indivíduos desenvolvem demência precoce, isto é, antes dos 65 anos, o que corresponde a 350 mil casos globalmente. Nos EUA, entre 1999 e 2019, a taxa de mortalidade devida ao Alzheimer cresceu 88%: de 16 para 30 mortes para cada 100 mil habitantes. Os dados foram extraídos do Global Burden of Disease, ou Carga Global de Morbidade, que conta com cerca de 1.800 pesquisadores de 127 países: trata-se de um estudo que combina 107 doenças e dez fatores de risco para medir as tendências de mortalidade e incapacitação no mundo todo. Há uma forte evidência de que condições que danificam o coração, as artérias e a circulação do sangue aumentam as chances de desenvolver demência: diabetes tipo 2, hipertensão arterial, altos níveis de colesterol e obesidade. A longevidade tem um papel decisivo no incremento dos números, mas um estilo de vida pouco saudável concorre para agravar o quadro, impactando famílias, sistemas de saúde e governos. Na segunda, assisti a diversas sessões científicas sobre a importância da atividade física na prevenção enfermidade. Um estudo da University of Illinois Chicago mostrou como um programa de dança para idosos melhorou não apenas a coordenação e o equilíbrio dos participantes, mas também sua memória; outro, da University of Wisconsin, indicou a relação entre capacidade cardiorrespiratória e uma maior resiliência frente a doenças cerebrovasculares; na mesma trilha, a Johns Hopkins University apresentou trabalho sobre a mitigação da atrofia cerebral e do declínio cognitivo em estados pré-clínicos de Alzheimer através da atividade aeróbica. A professora Teresa Liu-Ambrose, da University of British Columbia (Canadá), divulgou que os resultados de exercícios físicos e mentais realizados com pacientes que tinham tido derrame – condição que dobra a chance de demência – haviam apontado melhora nos testes cognitivos. Vale lembrar que o aducanumab, medicamento liberado recentemente pelo FDA (o equivale americano da Anvisa) para frear o Alzheimer, ainda não conquistou unanimidade entre os especialistas, devido a seus efeitos colaterais e o custo: o tratamento sai por US$ 56 mil por ano. Não resta qualquer dúvida sobre a necessidade de um esforço planetário contra o sedentarismo. Veja Mais

Adolescentes de 12 a 17 anos serão vacinados contra Covid, anunciam Ministério da Saúde e conselhos de secretários

Glogo - Ciência Imunização irá ocorrer após a vacinação de toda a população de 18 anos ou mais com ao menos uma dose, o que o Conass estima que irá ocorrer dentro de três a cinco semanas. Terão prioridades os adolescentes com comorbidades. Vacina contra a Covid-19 em Macapá PMM/Divulgação O Brasil irá vacinar adolescentes de 12 a 17 anos contra Covid-19 depois que toda a população de 18 anos ou mais receber ao menos uma dose de imunizante. A informação está em comunicado assinado nesta terça-feira (27) pelo Ministério da Saúde, pelo Conass (conselho que representa os secretários estaduais de saúde) e pelo Conasems (que representa os secretários municipais de Saúde) --órgãos gestores do Sistema Único de Saúde (SUS). A prioridade será dada para adolescentes com comorbidades. O presidente do Conass, Carlos Lula, estimou nesta terça que a primeira dose seja dada a todos os brasileiros adultos num intervalo de três a cinco semanas --entre o final de agosto e setembro. Não foi informado qual imunizante os adolescentes receberão. Em junho, a Pfizer recebeu autorização da Anvisa para vacinar adolescentes a partir de 12 anos. Algumas cidades brasileiras, como Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, Niterói, no Rio, e Guajará-Mirim, em Rondônia, já começaram a vacinar adolescentes. O comunicado desta terça diz que estados e municípios devem seguir rigorosamente o Plano Nacional de Imunização, "sob pena de responsabilização futura". Em todos os estados e no Distrito Federal, a primeira dose foi aplicada no equivalente a 45,96% da população, segundo dados divulgados pelo consórcio dos veículos de imprensa às 20h desta terça-feira. Mais de 18% da população brasileira está totalmente imunizada, ou com duas doses ou com dose única, contra a Covid-19. Comunicado do Ministério da Saúde e conselhos de Saúde Reprodução Pfizer Queiroga disse nesta terça que a redução do intervalo entre as doses da vacina da Pfizer deve ocorrer somente após a vacinação de toda a população com mais de 18 anos com pelo menos um dos imunizantes disponíveis no país. Atualmente, o ministério recomenda o intervalo de 90 dias entre a primeira e a segunda doses da Pfizer contra a Covid-19. Na bula da vacina, o período previsto é de 21 dias. "Depois que atingirmos a população acima de 18 anos toda vacinada com a primeira dose da vacina. Após, aí [vem] a estratégia de redução do intervalo de doses do imunizante que tem evidência científica para essa redução, que é a vacina Pfizer, aprovada na Anvisa", disse o ministro. Queiroga concedeu entrevista ao lado de Carlos Lula. Mais cedo, também nesta terça-feira, Carlos Lula já havia defendido que a redução apenas a partir de setembro e disse à Globo News que "foi tomado de surpresa": "Esse tema tinha sido levado ao debate na câmara técnica e tinha sido decidido que não era possível fazer isso nesse momento". Presidente do Conass sobre diminuição no intervalo de doses da Pfizer: ‘Surpreso’ Essa é a segunda declaração de Queiroga sobre o assunto nesta semana. A primeira ocorreu nesta segunda-feira (26), após a secretária extraordinária de enfrentamento à Covid, Rosana Leite, dizer que a pasta estava avaliando a redução do período. "A Pfizer, o [intervalo] que está na bula é de 21 dias. O grupo técnico do PNI opinou por fazer um espaço mais alargado naquele primeiro momento porque queríamos avançar na primeira dose, mas como as vacinas da Pfizer estão chegando agora em um volume maior, é possível mudar essa estratégia. Nós já fizemos várias análises e, com as entregas que temos, é possível voltar para o prazo que está no bulário", declarou Queiroga. Segundo Rosana, a preocupação com a variante delta e a previsão de chegada de remessas maiores da vacina são os motivos que levam o ministério a analisar a possibilidade de diminuir o espaço entre as doses. "Provavelmente, no próximo mês, com as perspectivas de vacinas, temos uma previsão de fechar agora o mês de julho com 40 milhões de vacinas, e em agosto, 63 milhões Então, sim, nós pensaremos em reduzir esse intervalo [entre as doses da Pfizer], afirmou a secretária. Que vacina é essa? Pfizer Biontech Veja Mais

Estudo que usa anticorpos no tratamento contra a Covid recruta voluntários em Belo Horizonte

Glogo - Ciência São dois grupos de estudo, um na Universidade Federal de Minas Gerais e outro no Hospital das Clínicas. Saiba como participar. Pesquisa busca tratamento contra a Covid-19 que evite a evolução de casos graves da doença TV Globo A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Hospital das Clínicas buscam voluntários para uma pesquisa de tratamento contra a Covid-19. Coordenado pela National Institutes of Health, o estudo internacional Therapeutic Interventions and Vaccines (ACTIV-2) também é realizado nos Estados Unidos, Argentina, Peru, África do Sul, além de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Em todo o país, a proposta é acompanhar 700 pacientes. Na UFMG, dois voluntários já participam, mas a expectativa é ter pelo menos 20. Já no Hospital das Clínicas, não há número limitado de pacientes. Apesar de as pesquisas serem conduzidas por grupos diferentes, nas duas instituições a metodologia é a mesma: utilizar anticorpos monoclonais (mAbs=monoclonal antibodies) no tratamento contra a Covid-19. Segundo o imunologista e coordenador da pesquisa da universidade, Jorge Pinto, o tratamento utiliza um anticorpo produzido por quem já teve a doença. “Este anticorpo é purificado e expandido, como se fizéssemos cópias infinitas daquele anticorpo original no laboratório. É uma substância sintética. O objetivo dele é bloquear o lugar onde a espícula do coronavírus se liga no receptor da célula e bloqueia a infecção”, explicou. Anticorpos serão utilizados para prevenir a progressão da doença em pacientes com risco aumentado Getty Images via BBC De acordo com o pesquisador, este anticorpo é direcionado para prevenir a progressão da doença especialmente em pacientes que têm risco aumentado, como hipertensos, obesos, tabagistas e imunossuprimidos. Parte dos pacientes vai receber o anticorpo e parte vai receber placebo. Na UFMG, todos serão acompanhados por 72 semanas, por meio de visitas remotas, em chamadas telefônicas e entrevistas com vídeo com os pesquisadores. Visitas presenciais ocorrerão nas semanas 4, 12 e 24 após a infusão. Já no Hospital das Clínicas, a equipe do estudo entrará em contato para conversar com o voluntário e prestar todas as informações, como os critérios de inclusão e exclusão no estudo. Gestantes e lactantes, por exemplo, não podem participar. Os selecionados terão ajuda de custo para transporte e alimentação. Todas as consultas e exames serão gratuitos. Os voluntários devem ter mais de 18 anos, além de ter tido infecção pelo SARS-CoV-2 há menos de 10 dias, sem indicação de hospitalização e com saturação de oxigênio acima de 92%. Os anticorpos serão aplicados em dose única, por infusão venosa (diretamente em uma veia, por meio de uma agulha ou de um cateter esterilizado). Segundo Jorge Pinto, entre as vantagens do tratamento estão a simplicidade e a segurança do procedimento, que já é utilizado para a prevenção da doença provocada pelo vírus respiratório sincicial em recém-nascidos. Por outro lado, o alto custo pode ser um desafio. "O grande desafio é o custo. Medicamentos de tecnologia nova sempre entram com custo muito alto. Mas é preciso colocar na balança da saúde pública, porque tem sido gasto muito dinheiro com internações. E a gente sabe da gravidade da doença Covid”, disse o professor. Como participar Na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, os interessados podem contatar a equipe do estudo através do telefone/whatsapp: (031) 98109-1143 ou pelo e-mail: cov3001.ufmg@gmail.com Já no Hospital das Clínicas, os contatos são pelo whatsapp (31) 97170-1111 ou e-mail cpconvida.hcmg@ebserh.gov.br. Vídeos mais assistidos no G1 Minas nos últimos 7 dias: Veja Mais

Brasil tem média móvel de 1.105 óbitos por Covid; seis estados registram alta

Glogo - Ciência País contabiliza 549.999 óbitos e 19.685.616 casos de coronavírus, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. O Brasil registrou 499 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando neste domingo (25) 549.999 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.105 - a menor desde o dia 23 de fevereiro deste ano (1.095). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -15% e aponta tendência de estabilidade. Covid: Mesmo em queda, média de mortes diárias no Brasil ainda é maior do mundo e supera a de continentes inteiros Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h deste domingo. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Veja a sequência da última semana na média móvel: Média móvel de mortes por Covid-19 Arte/G1 Segunda (19): 1.224 Terça (20): 1.197 Quarta (21): 1.170 Quinta (22): 1.155 Sexta (23): 1.131 Sábado (24): 1.168 Domingo (25): 1.105 De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel de mortes acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. Seis estados apresentas tendência de alta nas mortes: GO, AC, AM, PA, PE, PI. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia, 19.685.616 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 18.714 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 44.685 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de 0% em relação aos casos registrados na média há duas semanas. Em seu pior momento, a curva da média de diagnósticos chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 25 de julho Total de mortes: 549.999 Registro de mortes em 24 horas: 499 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.105 por dia (variação em 14 dias: -15%) Total de casos confirmados: 19.685.616 Registro de casos confirmados em 24 horas: 18.714 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 44.685 por dia (variação em 14 dias: 0%) Estados Em alta (6 estados): GO, AC, AM, PA, PE, PI Em estabilidade (7 estados e o DF): ES, MG, RJ, SP, MS, MT, RR Em queda (13 estados): PR, RS, SC, AP, RO, TO, AL, BA, CE, MA, PB, RN, SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação No Brasil, já foram aplicadas 133.029.399 doses de vacina contra a Covid-19 segundo dados divulgados pelo consórcio dos veículos de imprensa às 20h deste domingo (25). Em todos os estados e no DF, 95.480.308 pessoas já receberam a primeira dose de vacina, o equivalente a 45,09% da população. A segunda dose e a dose única já foram aplicadas em 37.549.091 pessoas (17,73% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. Veja a situação nos estados Estados com número de óbitos em alta Arte/G1 Estados com o número de óbitos em estabilidade Arte/G1 Estados com número de óbitos em queda Arte/G1 Sul PR: -52% RS: -17% SC: -24% Sudeste ES: -3% MG: -15% RJ: 3% SP: -4% Centro-Oeste DF: 1% GO: 23% MS: -9% MT: -5% Norte AC: 90% AM: 26% AP: -33% PA: 43% RO: -51% RR: -14% TO: -29% Nordeste AL: -19% BA: -41% CE: -40% MA: -28% PB: -37% PE: 30% PI: 16% RN: -30% SE: -40% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste a Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Números da pandemia Editoria de Arte/G1 Veja Mais

Por que você deve parar tudo e respirar fundo agora

Glogo - Ciência Controlar sua respiração pode combater o estresse e até mesmo tornar a mente mais aguçada. Controlar a respiração pode combater o estresse e até mesmo tornar nossa mente mais aguçada Getty Images via BBC Na maior parte do tempo, respiramos sem nem se dar conta de que estamos respirando. Mas respirar faz muito mais do que apenas fornecer oxigênio ao cérebro e ao corpo. A cada inspiração e expiração, temos a capacidade de mudar, em segundos, a maneira como pensamos e sentimos. Controlar a respiração — o tempo em que inspiramos e a profundidade como o fazemos — também pode combater o estresse e até mesmo tornar nossa mente mais aguçada. Tente agora: respire fundo por quatro segundos… agora, expire por seis segundos. Pratique isso por alguns minutos e você sentirá uma diferença. A respiração afeta quase todos os órgãos do nosso corpo. Pode alterar nossa frequência cardíaca, diminuir a pressão arterial, reduzir níveis de estresse, combater a ansiedade, reduzir a sensação de dor e até mesmo alterar a química do cérebro para tornar nossa mente mais aguçada. Não é por acaso que os exercícios respiratórios formam a base de muitas práticas antigas, da meditação à respiração na yoga. Reiniciar o cérebro Quando estamos estressados, os níveis de uma substância química chamada noradrenalina aumentam no cérebro, e suas redes de atenção são interrompidas. Isso causa um tipo de pensamento distraído. A chave não é lutar para controlar a respiração e sim apenas prestar atenção nela Getty Images via BBC Algumas pessoas prendem a respiração sob estresse, o que agrava ainda mais o problema. Os níveis de dióxido de carbono no sangue começam a subir, e isso dá o pontapé inicial para a ação do locus coeruleus, uma região específica do cérebro que começa a produzir ainda mais noradrenalina. À medida que os níveis de noradrenalina aumentam mais e nossas redes de atenção começam a funcionar fora de sincronia, fica muito difícil se concentrar em apenas uma coisa. Quando você respira fundo, interrompe todo o sistema. Respirar fundo é o botão de reinicialização do seu cérebro. Se você parar e inspirar contando até quatro e expirar contando até seis, você afeta o locus coeruleus, reduzindo os níveis de noradrenalina no cérebro. Suas redes de atenção podem trabalhar novamente em sincronia. "É o produto farmacêutico mais preciso que você poderia administrar a si mesmo, sem efeitos colaterais", diz o neurocientista Ian Robertson, professor da Universidade de Dublin, na Irlanda. "É incrivelmente potente. Você pode fazer isso em uma reunião, e ninguém precisa saber." O poder da respiração Você tem o poder de mudar a química do seu cérebro com algumas respirações profundas, quando e onde quiser Getty Images via BBC Controlar a respiração pode ajudá-lo a recuperar sua própria confiança, dando uma sensação de que está no controle. "Dá a você um pouco de senso de controle sobre seu próprio cérebro, suas próprias emoções e seu próprio pensamento", diz Robertson. Depois de respirar fundo por alguns segundos, sua confiança começa a crescer. "De repente, talvez suas emoções não sejam o grande terrorista sobre o qual você não tem controle." Robertson diz que a chave não é lutar para controlar a respiração e sim apenas prestar atenção nela. Se você não fizer nada além de expirar por mais segundos do que quando você inspira, você está no caminho certo. Da próxima vez que você se sentir sob pressão, lembre-se de que você tem o poder de mudar a química do seu cérebro com algumas respirações profundas, quando e onde quiser. Os benefícios de controlar a respiração Controlar a maneira como você respira melhora a memória e a capacidade de resolução de problemas Pexels Reduz níveis de estresse e combate a ansiedade Acalme os pensamentos que correm pela sua cabeça diminuindo a frequência cardíaca e reduzindo sua resposta instintiva ao estresse. Isso quebrará o ciclo vicioso do pensamento de pânico e fará com que você se sinta com maior controle sobre sua mente e corpo. Melhora a memória e a tomada de decisão Controlar a maneira como você respira melhora a memória e a capacidade de resolução de problemas. Se você precisar pensar com mais clareza no momento, tente desacelerar sua respiração. Seus pensamentos devem então clarear. Você também pode usar a respiração lenta para te ajudar a tomar melhores decisões de imediato. Um estudo envolvendo um grupo de alunos de uma escola de negócios francesa descobriu que fazer exercícios de respiração profunda melhorou os resultados dos estudantes em uma tarefa que envolvia a tomada de decisão em quase 50% apenas dois minutos depois de fazerem o exercício. Ajuda a reduzir a sensação de dor crônica A dor crônica e o estresse crônico estão intimamente ligados. Quanto mais estressado você estiver, mais seu corpo ficará em um estado de vigília. Você fica mais sensível aos sinais de dor que surgem de seu corpo. Uma maneira de quebrar este ciclo é se concentrar em sua respiração e diminuir sua resposta ao estresse em repouso. Ajuda a voltar a dormir Se você acordar no meio da noite e estiver com dificuldades para voltar a dormir, a respiração lenta pode ser algo que você pode fazer para tentar acalmar o cérebro, reduzir o estímulo ao locus coeruleus, diminuir seu estado de alerta e ajudá-lo na jornada para dormir outra vez. Traz benefícios a longo prazo Seja através da meditação focada na respiração, exercícios respiratórios ou mesmo no trabalho de respiração como parte de aulas de canto, prestar atenção à sua respiração pode ter benefícios duradouros. Além de torná-lo melhor no controle de sua resposta ao estresse, com o tempo isso colocará seu corpo em um estado de repouso mais calmo, com um profundo impacto em sua saúde geral – desde melhorar a saúde do coração até reduzir a inflamação crônica. *Na série Just One Thing (Uma Única Coisa), da Rádio 4 da BBC, o médico Michael Mosley aborda em diferentes episódios o que você poderia fazer por sua saúde se tivesse apenas uma escolha. Leia outras reportagens da série aqui: Como obter mais benefícios para a saúde na sua caminhada diária O exercício simples que você pode fazer em casa para turbinar seu cérebro Tomar banho com água fria faz bem? Por que cuidar do intestino pode beneficiar seu humor Os benefícios de se equilibrar numa perna só Veja Mais

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Sonda da Nasa revela como é Marte 'por dentro'

Glogo - Ciência A InSight detecta movimentos sísmicos no planeta vermelho desde o início de 2019. Seus dados mostraram espessura da crosta e tamanho do núcleo. O sismômetro da InSight detectou mais de 700 eventos sísmicos desde o início de 2019 Nasa/JPL-Caltech Cientistas dizem que agora podem descrever com números absolutos a estrutura rochosa interna de Marte. Os dados foram obtidos a partir da sonda InSight, que detecta movimentos sísmicos no planeta vermelho desde o início de 2019. Tudo sobre foguete gigante da Nasa que vai levar astronautas à Lua e a Marte Robô chinês que chegou a Marte começa a explorar o planeta A missão liderada pela Nasa, agência espacial americana, revelou que a espessura média da crosta de Marte tem entre 24km e 72km — um pouco mais fina do que se esperava. Mas a principal descoberta foi o tamanho do núcleo do planeta — seu raio de 1.830 km está no topo das estimativas anteriores. Esta é a primeira vez que cientistas conseguem mapear diretamente as camadas internas de um planeta (sem contar a Terra). Isso também foi feito na Lua, mas Marte (raio total: 3.390 km) está em uma escala muito maior. Ter essas informações permite que os pesquisadores entendam melhor a formação e a evolução dos diferentes corpos planetários. As camadas do interior de Marte BBC A Insight chegou a estes resultados da mesma maneira que os sismólogos estudam as camadas internas da Terra — rastreando os sinais de abalos sísmicos. Esses eventos liberam ondas de energia. Mudanças no trajeto e na velocidade das ondas revelam a natureza dos materiais rochosos pelos quais estão passando. O sistema de sismômetro instalado pela sonda da Nasa observou centenas de tremores, sendo que alguns detectados nos últimos dois anos tinham as propriedades certas para "imaginar" o interior de Marte. A equipe de instrumentação, liderada a partir da França e do Reino Unido, determinou que a parte externa rígida, a crosta, de Marte tem 20 km ou 39 km de espessura diretamente abaixo da sonda (dependendo da subcamada que exista). Extrapolando os dados para a geologia de superfície conhecida do resto do planeta, isso sugere uma espessura média entre 24km e 72km. Para efeito de comparação, a espessura média da crosta terrestre é de 15-20km. Somente em uma região continental como a dos Himalaias pode chegar a 70km. O número realmente interessante, no entanto, se refere ao núcleo. Os sinais de "martemotos" que reverberam neste elemento metálico indicam que começa quase na metade do caminho para baixo da superfície, a uma profundidade de cerca de 1.560 km — e que está em estado líquido. A maioria das estimativas anteriores previa um núcleo menor. A sonda InSight foi lançada em 2018, pousando em Marte em novembro do mesmo ano Nasa/JPL-Caltech A equipe da missão diz que duas consequências fascinantes derivam das novas observações diretas. A primeira é que a massa e o momento de inércia conhecidos de Marte indicam que o núcleo é muito menos denso do que se pensava anteriormente, e que a liga de ferro-níquel que domina sua composição deve ser fortemente enriquecida com elementos mais leves, como enxofre. A segunda consequência está relacionada à camada entre o núcleo e a crosta — o manto, que é mais fino do que se pensava inicialmente. Mais uma vez, com base no tamanho conhecido de Marte, é altamente improvável que este manto possa atingir as pressões em que o mineral bridgmanita se torna estável. Na Terra, esse mineral rígido cobre o núcleo, desacelerando a convecção e a perda de calor. No início de Marte, sua ausência teria levado a um resfriamento rápido. Isso inicialmente teria permitido uma forte convecção no núcleo metálico e um efeito dínamo que gerou um campo magnético global. Mas isso, é claro, agora foi desativado. Hoje, nenhum campo magnético global pode ser detectado no planeta. Se estivesse lá, forneceria alguma blindagem para proteger sua superfície da radiação prejudicial que é lançada constantemente do espaço e torna o mundo extremamente inóspito. A superfície de Marte é fria e seca, além de ser bombardeada com radiação Nasa/JPL-Caltech Tom Pike, professor da Universidade Imperial College London, no Reino Unido, é um dos principais pesquisadores do sistema de sismômetro da Insight. "Fomos capazes, pela primeira vez, de olhar dentro de outro planeta usando a sismologia, e o que vimos em Marte é que temos um núcleo maior e mais leve do que era esperado. E isso diz um pouco sobre como o planeta evoluiu ao longo do tempo geológico", afirma ele à BBC News. Sanne Cottaar, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que não faz parte da equipe da missão, descreveu os resultados da Insight como um "feito", dada a dificuldade de estudar os abalos sísmicos de pequena magnitude que ocorrem em Marte. Eles nunca ficam acima de magnitude 4, o que os humanos só notariam a vários quilômetros do epicentro de um tremor. "Os martemotos são muito, muito fracos", explica. "É muito mais desafiador do que fazer sismologia na Terra. Os cientistas da missão também tiveram que desenvolver métodos para trabalhar com apenas um sismômetro representado pela sonda InSight. Então, ver esses dados surgirem, e eles realmente serem capazes de olhar para dentro do planeta com esses dados é realmente impressionante." G1 no Youtube Veja Mais

Estudo indica que dieta alimentar pode controlar sintomas da menopausa

Glogo - Ciência Ondas de calor diminuíram até 84% entre as participantes sem a utilização de qualquer medicamento A Sociedade Norte-Americana de Menopausa publicou novo estudo, na revista científica “Menopause”, mostrando que uma dieta rica em soja pode reduzir as ondas de calor em até 84% – de cinco por dia a até no máximo uma. Trata-se de um dos principais incômodos entre a perimenopausa e a pós-menopausa, e o distúrbio inclui ainda a sudorese noturna, durante a qual a mulher acorda encharcada de suor, com prejuízo para o seu descanso. A pesquisa se estendeu por 12 semanas e, nesse período, 59% se livraram totalmente das ondas de calor. No “Estudo feminino para o alívio de sintomas vasomotores” (em inglês, “Women´s study for the alleviation of vasomotor symptons), como foi batizado, não foi usada nenhuma medicação à base de hormônios ou qualquer tipo de extrato. Os pesquisadores utilizaram uma combinação de dieta alimentar com baixo teor de gordura, à base de plantas, à qual foi adicionada meia xícara de grãos de soja cozidos – numa salada ou sopa – diariamente. As participantes relatavam no mínimo duas ondas de calor por dia. Todas receberam o mesmo tipo de panela pressão elétrica, para cozinhar a soja, e a frequência e a severidade dos episódios eram monitoradas através de um aplicativo. Em reuniões semanais pelo Zoom, muitas disseram ter perdido peso e notado uma melhora na digestão e disposição. Controle das ondas de calor: dieta alimentar à base de plantas com a adição de meia xícara de grãos de soja cozidos Allyj para Pixabay “Isso representa uma virada de jogo da maior importância para mulheres, já que a maioria não consegue controlar os sintomas da menopausa sem drogas”, afirmou Neal Barnard, professor da faculdade de medicina da Universidade George Washington e presidente do Comitê de Médicos por uma Medicina Responsável. Ele também é autor de livros como “Reversing diabetes” (“Revertendo o diabetes”) e “Your body in balance” (“Seu corpo em equilíbrio”). Cerca de 80% sofrem com as ondas de calor e dispõem de poucas alternativas, uma vez que os medicamentos à base de estrogênio não podem ser prescritos para todas. A utilização de fitoestrogênios, como a isoflavona, não tem o endosso das sociedades de endocrinologia. Veja Mais

Estudo britânico reforça importância de tomar duas doses para ficar protegido contra variante delta

Glogo - Ciência Pesquisa publicada nesta quarta-feira (21) aponta eficácia de 30,7%, com variação de 25,2% a 35,7%, das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca com aplicação de 1 dose. Com duas doses, eficácia aumenta bastante. Veja 5 pontos sobre a variante delta Um estudo publicado nesta quarta-feira (21) reforça a importância de receber a segunda dose da vacina contra a Covid-19. A pesquisa, assinada por pesquisadores do sistema de saúde do Reino Unido, da Universidade de Oxford e do Imperial College London, aponta que a eficácia da primeira dose das vacinas da Pfizer/BioNTech e da AstraZeneca é de 30,7% contra a variante delta — com uma variação de 25,2% a 35,7%. Ao completar o ciclo das duas doses, de acordo com a pesquisa, as taxas dos dois imunizantes duplicam e, em alguns casos, quase triplicam contra a delta. No caso da AstraZeneca, a eficácia chega a 67%, com resultados entre 61,3% a 71,8%. No caso da Pfizer/BioNTech, o mesmo índice chega a 88%, com variação entre 85,3% a 90,1%. A variante delta está em expansão no mundo, inclusive no Brasil. Como o estudo é britânico, ele também apresenta os dados em comparação com os da alfa, variante que surgiu no Reino Unido. Neste caso, a eficácia das duas vacinas é de 48,7% com apenas uma dose (intervalo de 45,5% a 51,7%). Com as duas, é de 93,7% (91,6% a 95,3%) para a Pfizer e, para a AstraZeneca, de 74,5% (intervalo de 68,4% a 79,4%). "Diferenças pequenas foram encontradas nas eficácias das vacinas contra a variante delta em comparação com a variante alfa após o recebimento de duas doses. (...) Esta descoberta pode apoiar os esforços para maximizar a aplicação das duas doses das vacinas em populações vulneráveis", diz o artigo publicado na "The New England Journal of Medicine", renomada revista científica britânica. Camila Malta Romano, pesquisadora do Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, analisou o estudo a pedido do G1 e disse que ele serve principalmente para mostrar a efetividade das duas vacinas contra a variante delta após a aplicação completa. "Já tinha estudos parecidos para a alfa e para a beta, inclusive para a gama. Agora, para a delta, este é um dos primeiros estudos mais completos. A boa notícia é: ela é tão efetiva quanto é para as outras variantes, parece que ela fica algo em torno do que é efetiva para a alfa e para a beta [em duas doses]", disse. Para Ethel Maciel, epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), os resultados em relação à vacinação incompleta, com apenas com a 1ª dose, realmente "reforçam a importância da segunda aplicação, principalmente tendo em vista a variante delta". "Houve impacto mesmo nas vacinas que oferecem uma alta proteção de primeira dose [contra outras variantes]. Elas foram profundamente impactadas por essa variante delta, chegando a perto de 30% de proteção contra a infecção sem o ciclo completo. O Reino Unido desde junho já encurtou o intervalo de 12 para 8 semanas. É o que a gente tem discutido aqui, a necessidade do Brasil de encurtar. Os municípios também precisam ir atrás dos faltosos", disse. "Nós precisamos de pessoas com esquema completo de duas doses", completou. Mais transmissível A variante delta do coronavírus já foi detectada em pelo menos 124 países, segundo o mais recente boletim epidemiológico da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado nesta terça-feira (20). Assim como as outras variantes de preocupação (alfa, beta e gama), ela é mais transmissível. Entretanto, ainda não é possível afirmar se as variantes provocam casos mais graves ou se são mais letais. "Por enquanto, o que sabemos é que a variante delta é mais transmissível, mas ainda não conseguimos definir exatamente quão mais grave é. Isso vem desde a alfa", diz a imunologista Ester Sabino. O infectologista da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, também destaca que, até aqui, só está comprovada a alta transmissibilidade das variantes. "Ainda não há comprovação de que as variantes, inclusive a delta, tenham uma taxa de virulência maior entre os infectados. O que acontece é que, como elas são mais transmissíveis, há chances de que a população, caso infectada, desenvolva a doença, sejam casos leves, moderados ou graves". Em um artigo publicado na revista científica Eurosurveillance, pesquisadores ligados à OMS e ao Imperial College London apontaram que a delta foi a que teve o maior aumento na taxa de reprodução em relação ao coronavírus original. Enquanto a alfa teve aumento de 29% na transmissibilidade, os pesquisadores apontam que a delta chegou a 97% de incremento em relação ao vírus inicialmente detectado em Wuhan, na China. Potencial de transmissão da variante delta Guilherme Luiz Pinheiro/Arte G1 G1 no Youtube Veja Mais

Média de mortes pela Covid-19 fica abaixo de 1200 e volta aos patamares de fevereiro

Glogo - Ciência País contabiliza 544.302 óbitos e 19.419.741 casos de coronavírus, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. São, em média, 1.197 mortos por dia pela doença. Brasil já aplicou primeira dose da vacina contra a Covid em 43% da população O Brasil registrou 1.425 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta terça-feira (20) 544.302 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.197 – o segundo menor registro desde o dia 1º de março (quando estava em 1.223). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -19 % e aponta tendência de queda. É o 24º dia seguido de queda nesse comparativo. Covid: Mesmo em queda, média de mortes diárias no Brasil ainda é maior do mundo e supera a de continentes inteiros Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta terça. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Veja a sequência da última semana na média móvel: Média móvel de mortes pela Covid-19 G1 Quarta (14): 1.270 Quinta (15): 1.244 Sexta (16): 1.246 Sábado (17): 1.196 Domingo (18): 1.245 Segunda (19): 1.224 Terça (20): 1.197 De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel de mortes acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. Apenas dois estados e o DF apresentam tendência de alta nas mortes: Goiás e Amazonas. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia, 19.419.741 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 30.574 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 38.239 novos diagnósticos por dia – o menor registro desde o dia 7 de janeiro (quando estava em 36.452). Isso representa uma variação de -23% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica tendência de queda também nos diagnósticos. Em seu pior momento, a curva da média de diagnósticos chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 20 de julho Total de mortes: 544.302 Registro de mortes em 24 horas: 1.425 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.197 por dia (variação em 14 dias: -19 %) Total de casos confirmados: 19.419.741 Registro de casos confirmados em 24 horas: 30.574 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 38.239 por dia (variação em 14 dias: -23 %) Estados Em alta (2 estados e o DF): DF, GO e AM Em estabilidade (6 estados): RJ, RR, TO, AL, PI e RN Em queda (18 estados): PR, RS, SC, ES, MG, SP, MS, MT, AC, AP, PA, RO, BA, CE, MA, PB, PE e SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 nesta terça-feira (20) aponta que o Brasil já aplicou a primeira dose da vacina em 91.085.077 pessoas, que representa 43,01% da população brasileira. Em todos os estados e no Distrito Federal, 34.913.375 pessoas (16,49% da população do país) já estão completamente imunizadas com a segunda dose ou com a dose única. No total, 125.999.012 doses foram aplicadas em todo o país. De ontem para hoje, a primeira dose foi aplicada em 1.058.796 pessoas, a segunda dose em 480.662 e a dose única em 75.931, com um total de 1.615.389 doses aplicadas neste intervalo. Veja a situação nos estados Subindo: média móvel de óbitos nos estados G1 Em estabilidade: média móvel de óbitos nos estados G1 Em queda: média móvel de óbitos nos estados G1 Sul PR: -17% RS: -29% SC: -23% Sudeste ES: -33% MG: -23% RJ: -11% SP: -19% Centro-Oeste DF: +18% GO: +49% MS: -26% MT: -30% Norte AC: -57% AM: +21% AP: -58% PA: -29% RO: -77% RR: 13% TO: -2% Nordeste AL: -14% BA: -18% CE: -33% MA: -39% PB: -41% PE: -24% PI: -8% RN: -7% SE: -49% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste a Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Números da pandemia Editoria de Arte/G1 Veja Mais

Mercado de soluções tecnológicas voltadas para o envelhecimento dá salto no primeiro semestre

Glogo - Ciência Em 2020, investimentos foram de US$ 550 milhões e já chegaram a US$ 566 milhões em 2021 Na semana passada, assisti a uma apresentação de Keren Etkin, criadora do site The Gerontechnologist, que acompanha o mercado da gerontecnologia – a tecnologia voltada para o envelhecimento. Os negócios vão de vento em popa para o setor, como mostraram os números que apresentou. Se, em 2020, os investimentos foram da ordem de 550 milhões de dólares, o equivalente a 2.8 bilhões de reais, somente nos dois primeiros trimestres de 2021 esse montante chegou a 566 milhões – com um semestre inteiro ainda pela frente! KerenEtkin: “a tendência que mais cresce é a do envelhecimento em casa, com todos os produtos e serviços digitais que possam garantir qualidade de vida aos adultos mais velhos” Divulgação “A tendência que mais cresce é a do envelhecimento em casa, com todos os produtos e serviços digitais que possam garantir segurança, independência e qualidade de vida aos adultos mais velhos”, explicou. No Canadá, por exemplo, investimentos públicos em inovação na área têm como objetivo reduzir em 20% o número de idosos em instituições de longa permanência até 2031. As gigantes de tecnologia já se mobilizaram para ocupar o nicho. A Amazon tem um braço chamado Amazon Care, voltado para a telemedicina, que inclui exames e consultas em casa. E não para por aí, porque criou uma aceleradora que oferece mentoria para empresas iniciantes que atuem nos EUA. Usuários de iPhones e Apple watch versão iOS 15 poderão compartilhar seus dados de saúde com familiares e médicos e avaliar se têm algum risco de queda. Trata-se do recurso “firmeza ao caminhar”, que captura movimentos diários e apresenta classificações de equilíbrio e estabilidade no aplicativo. Etkin afirmou que empresas como a canadense Alaya Care e a norte-americana Honor, ambas criadas em 2014 e operando no segmento de homecare, são companhias a caminho de se tornarem unicórnios, como são conhecidas as startups avaliadas em mais de um bilhão de dólares. Citou também a GetSetUp, tema do blog na semana passada e que, durante a pandemia, conseguiu levantar 10 milhões de dólares (mais de R$ 50 milhões). “A longevidade mudou o perfil dos investimentos. Se antes eles se limitavam ao campo da saúde, agora se expandiram para outras áreas, como planejamento financeiro e socialização”, detalhou. Na sua opinião, ações do governo do presidente Joe Biden, como o investimento de 100 bilhões de dólares para levar banda larga a todo o país e o aumento de pagamento e benefícios dos cuidadores, são iniciativas que vão se refletir em melhor qualidade do cuidado de idosos. Veja Mais

Jeff Bezos: bilionário viaja ao espaço

Glogo - Ciência Fundador da Amazon participa de 1ª viagem espacial civil e sem piloto. Decolagem do foguete New Shepard, da Blue Origin, é prevista para 10h, de terça (20). G1 transmite evento ao vivo. Jeff Bezos: bilionário viaja ao espaço Fundador da Amazon participa de 1ª viagem espacial civil e sem piloto. Decolagem do foguete New Shepard, da Blue Origin, é prevista para 10h, de terça (20). G1 transmite evento ao vivo. Jeff Bezos viaja ao espaço nesta terça a bordo do foguete New Shepard.. Espaçonave é da empresa Blue Origin, também criada pelo bilionário.. Ele será acompanhado de seu irmão, um jovem de 18 anos e uma 'vovó' de 82.. A viagem suborbital cruzará a barreira dos 100 km de altitude. Veja Mais

Bilionário Richard Branson viaja ao espaço em foguete da Virgin Galactic

Glogo - Ciência Voo levou o bilionário dono da Virgin Galactics e mais 5 tripulantes e voltou com sucesso à Terra. Bilionário Richard Branson viaja ao espaço em foguete da Virgin Galactic Voo levou o bilionário dono da Virgin Galactics e mais 5 tripulantes e voltou com sucesso à Terra. O bilionário Richard Branson, fundador do grupo Virgin, foi ao espaço em um foguete de sua própria empresa.. Ele saiu na frente de Jeff Bezos e Elon Musk, outros bilionários que planejam viagens espaciais.. A missão Unity 22 voou com 6 pessoas de um espaçoporto construído pela empresa no Novo México, nos EUA.. A nave ficou alguns minutos no espaço, quando os tripulantes puderam sentir a ausência da gravidade.. O tempo total da viagem foi de mais de 1 hora e voltou ao mesmo local da decolagem. Leia mais sobre o plano. Veja Mais

Pai que pede a ajuda da filha para morrer é tema de filme

Glogo - Ciência Dirigida por François Ozon, obra é baseada em romance autobiográfico e foi exibida no Festival de Cannes “Tout s´est bien passé” (“Deu tudo certo”), novo filme do diretor francês François Ozon, foi exibido no Festival de Cannes no começo do mês e aborda uma temática cada vez mais frequente no cinema: eutanásia e suicídio assistido. André Dussolier, que tem mais de quatro décadas de atuação, interpreta um empresário octogenário que sofre um derrame. Preso a uma cama de hospital, tem a visita constante da filha preferida, Emmanuèle, vivida por Sophie Marceau – conhecida do grande público por ter participado de “007, o mundo não é o bastante”, quando Pierce Brosnan era o agente James Bond. É a ela que vai pedir ajuda para morrer. Cena do filme “Deu tudo certo”, de François Ozon: pai pede ajuda à filha para morrer Divulgação Embora dedicada, Manue não consegue se livrar de memórias angustiantes das relações familiares: o pai sempre foi cruel com ela, a irmã, Pascale (Géraldine Pailhas), e a mãe, papel da também veterana Charlotte Rampling, que sofre de Doença de Parkinson e não tem qualquer afeto pelo ex-marido. Quando criança, uma de suas fantasias era matar o tirano que as atormentava em casa, o que torna mais irônico o pedido para que se encarregue dos arranjos para a eutanásia. Aqui vale lembrar que, na eutanásia, é uma outra pessoa que pratica o ato, enquanto, na morte ou suicídio assistido, é o paciente que toma a medicação letal, podendo contar com a ajuda de terceiros. À medida que o tempo passa, André (o personagem tem o mesmo nome do ator) melhora, passa a utilizar uma cadeira de rodas e parece menos deprimido. Manue pensa que o pai se esqueceu do pedido, mas o motivo de seu estado de espírito é o fato de acreditar que todas as providências foram tomadas e o desfecho está próximo. Ao cobrar o andamento do processo, fica sabendo que o fim lhe custará 10 mil euros, algo em torno de 63 mil reais, e pergunta: “como os pobres fazem?”. A resposta de Manue – “eles esperam para morrer” – engatilha uma reflexão: a morte do patriarca será mais um ato prepotência, já que ele não é vítima de sofrimento atroz, nem sua qualidade de vida foi comprometida de forma inexorável? É razoável exigir a colaboração dos filhos para realizar tal desejo? O próprio título descarta qualquer sentimentalismo em relação à situação. O filme conta ainda com a participação de Hanna Schygulla, como a “senhora suíça” – a eutanásia é proibida na França, mas praticada no país vizinho. É baseado num romance autobiográfico de Emmanuèle Bernheim, que foi roteirista de Ozon em duas produções (“À beira da piscina” e “O amor em cinco tempos”) e morreu em 2017, vítima de câncer. Sua estreia está prevista para setembro. Veja Mais

Brasil tem mais de 540 mil mortes de Covid na pandemia; ainda alta, média móvel registra queda há 20 dias

Glogo - Ciência País contabiliza 540.500 óbitos e 19.306.400 casos de coronavírus, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. São, em média, 1.246 mortos por dia pela doença. Brasil registra mais 1.450 mortes por Covid e ultrapassa 540 mil; mais de 120 milhões de doses de vacinas já foram aplicadas no Brasil O Brasil registrou 1.450 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta sexta-feira (16) 540.500 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.246. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -20% e aponta tendência de queda. É o 20º dia seguido de queda nesse comparativo. Covid: Mesmo em queda, média de mortes diárias no Brasil ainda é maior do mundo e supera a de continentes inteiros Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta sexta. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Veja a sequência da última semana na média móvel: Média móvel de mortes G1 Sábado (10): 1.321 Domingo (11): 1.296 Segunda (12): 1.297 Terça (13): 1.273 Quarta (14): 1.270 Quinta (15): 1.244 Sexta (16): 1.246 De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel de mortes acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. Apenas três estados apresentam tendência de alta nas mortes: Acre, Paraná e Roraima. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia, 19.306.400 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 44.659 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 40.918 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de -20% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica tendência de queda também nos diagnósticos. Em seu pior momento, a curva da média de diagnósticos chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 16 de julho Total de mortes: 540.500 Registro de mortes em 24 horas: 1.450 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.246 por dia (variação em 14 dias: -20%) Total de casos confirmados: 19.306.400 Registro de casos confirmados em 24 horas: 44.659 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 40.918 por dia (variação em 14 dias: -20%) Estados Em alta (3 estados): AC, PR e RR Em estabilidade (5 estados e o DF): DF, GO, RJ, RN, SC e TO Em queda (18 estados): AL, AP, AM, BA, CE, ES, MA, MT, MS, MG, PA, PB, PE, PI, RS, RO, SP e SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação O Brasil já aplicou mais de 120 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 até esta sexta-feira (16). A população brasileira que está totalmente imunizada contra a Covid – ou seja, que tomou a segunda dose ou a dose única de vacinas contra a doença – chega a 15,73%. São 30.141.830 milhões que tomaram a segunda dose e 3.157.301 que tomaram a dose única, um total de 33.295.593 pessoas imunizadas (15,73%). Os dados são do consórcio de veículos de imprensa divulgados às 20h desta sexta-feira (16). Veja a situação nos estados Em alta: média móvel de óbitos nos estados G1 Em estabilidade: média móvel de óbitos nos estados G1 Em queda: média móvel de óbitos nos estados G1 Sul PR: +45% RS: -28% SC: -15% Sudeste ES: -39% MG: -21% RJ: -3% SP: -33% Centro-Oeste DF: -7% GO: -9% MS: -41% MT: -29% Norte AC: +20% AM: -23% AP: -45% PA: -34% RO: -22% RR: +20% TO: +4% Nordeste AL: -20% BA: -17% CE: -31% MA: -25% PB: -44% PE: -28% PI: -59% RN: -15% SE: -39% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19: Números da pandemia Editoria de Arte/G1 Veja Mais

Delta é mais transmissível, mas estudos ainda não a ligam a casos mais severos, dizem especialistas

Glogo - Ciência Variante tem provocado aumento de casos pelo mundo. Especialistas ouvidos pelo G1 explicam que maior transmissibilidade não significa, necessariamente, que quadro de Covid será mais grave. OMS diz esperar que variante delta do coronavírus 'se torne a linhagem dominante em circulação nos próximos meses' Getty Images via BBC A variante delta do coronavírus já foi detectada em pelo menos 111 países, segundo o mais recente boletim epidemiológico da Organização Mundial da Saúde (OMS). Assim como as outras variantes de preocupação (alpha, beta e gamma), ela é mais transmissível. Entretanto, ainda não é possível afirmar se as variantes provocam casos mais graves ou se são mais letais. “Por enquanto, o que sabemos é que a variante delta é mais transmissível, mas ainda não conseguimos definir exatamente quão mais grave é. Isso vem desde a alpha. Ainda tem a dificuldade de provar se ela é mais grave”, explica a imunologista Ester Sabino, pesquisadora do Instituto de Medicina Tropical/ FMUSP. Ministério envia para CPI parecer contra uso de remédios do 'kit Covid' em pacientes hospitalizados Covid: avião com 924,3 mil doses da vacina da Pfizer chega ao Brasil por Viracopos O infectologista da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, também destaca a alta transmissibilidade das variantes. “Ainda não há comprovação que as variantes, inclusive a delta, tenham uma taxa de virulência maior entre os infectados. O que acontece é que, como elas são mais transmissíveis, há chances da população, caso infectada, desenvolva a doença, seja casos leves, moderados ou graves.” Potencial de contágio “A variante Delta é, sim, mais contagiosa, do que por exemplo a Alfa, mas ela é quase comparativamente tão contagiosa quanto a P.1, que é a variante mais presente aqui no Brasil. Por causa disso, a gente não sabe dizer se, necessariamente, a Delta será um problema tão grande porque talvez ela "concorra" com a P.1”, afirma Melissa Markoski, professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e membro da Rede Análise COVID-19. Potencial de transmissão da variante delta Guilherme Luiz Pinheiro/Arte G1 Segundo especialistas, um dos melhores modo de se comparar a taxa de contágio de um agente biológico é através do seu R0 (lê-se 'R' -zero), que mede a taxa de reprodução do agente. Em outras palavras, o R0 é o número médio de pessoas que cada pessoa infectada com vírus consegue contaminar, considerando que as pessoas não estão vacinadas e nem utilizaram métodos de se proteger do contágio. "Quando a R0 é menor que 1, significa que o agente está controlado, explica Markoski. Entre as variantes da da Covid-19, a variante Delta (a que surgiu na Índia) é a mais contagiosa, apresentando R0 entre 5 a 8. Uma taxa maior de contágio, contudo, não significa maior taxa de mortalidade. “Isso não quer dizer que uma transmissão maior, necessariamente, vá resultar em maior taxa mortalidade porque a mortalidade depende também de outros fatores e principalmente de como o organismo humano vai reagir àquela modificação que o vírus está apresentando agora”, afirma Markoski. Embora sejam conceitos diferentes, muitas vezes maior taxa de contágio é relacionado à maior gravidade de uma determinada doença. Isso acontece porque, se uma doença for mais contagiosa, haverá mais casos na população, o que pode ocasionar em um aumento no número bruto de hospitalizações e mortes. Mutação do vírus é comum Uma variante é resultado de modificações genéticas que o vírus sofre durante seu processo de replicação. Isso ocorre de maneira aleatória. “Variantes aparecem todos os dias, centenas ou milhares, eu diria. A cada vez que o vírus se copia, ele sofre mutações”, explica Kfouri. Veja como age o coronavírus em um corpo sem proteção e como atua a vacina contra Covid-19 Um único vírus pode ter inúmeras variantes. Quanto mais o vírus circula – é transmitido de uma pessoa para outra –, mais ele faz replicações, e maior é a probabilidade de modificações no seu material genético que vão dar origem a novas variantes. “Existem milhares de variantes, todos os dias surgem novas. E no meio de milhares de novas variantes aparece uma com capacidade maior de transmissão, que toma conta da epidemia. Quanto mais damos chances, mais variantes piores aparecem”, diz Sabino. Por isso, Raquel Muarrek, infectologista do Hospital São Luiz e do Emilio Ribas, ressalta que é importante avançarmos na vacinação da população para evitar que o vírus continue tenso sucesso em suas mutações. "Qual é o problema: temos combinações dessas mutações. Pessoas vacinadas apenas com uma dose ou não vacinadas fazem uma combinação ou uma mutação do vírus", afirma Muarrek. Impacto na vacinação O especialista André Bon, médico infectologista do Hospital Sírio-Libanês, aponta que a circulação de variantes com maior transmissibilidade vai exigir que mais pessoas sejam vacinadas para a obtenção da chamada "imunidade coletiva". “Pode interferir muito em alguns sentidos. Com a variante original, uma pessoa infectava duas a três pessoas. Isso faz com que a gente precisasse de uma cobertura vacinal entre 60% e 70%. Com a variante delta, uma pessoa infecta 5 a 8 pessoas diferentes, então, você precisa de uma proporção muito maior de vacinados para reduzir a circulação do vírus de forma sustentável”. Veja mais vídeos: Veja Mais

Anvisa autoriza testes clínicos de mais duas vacinas contra a Covid-19 no Brasil

Glogo - Ciência Uma das vacinas é uma nova versão da AstraZeneca, modificada para também fornecer imunidade contra a variante beta. A outra candidata é uma vacina inativada desenvolvida na China. Ensaios serão feitos em 9 estados ao todo. Ao todo, dez testes clínicos foram autorizados no Brasil. Dose de vacina da Pfizer/BioNTech sendo preparada em Saint-Nazaire, França, em 28 de maio Stephane Mahe/Arquivo/Reuters A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta quarta-feira (14), testes clínicos de mais duas vacinas contra a Covid-19 no Brasil. Uma delas é uma nova versão da vacina de Oxford/AstraZeneca, modificada para também fornecer imunidade contra a variante beta. A segunda vacina é inativada, desenvolvida pelo Instituto de Biologia Médica da Academia Chinesa de Ciências Médicas, em Pequim, na China. Os novos ensaios serão feitos em 9 estados ao todo (veja detalhes mais abaixo), com 8.792 voluntários. Com as duas aprovações, o país passa a ter 10 pesquisas clínicas de vacina aprovadas desde o início da pandemia (veja lista ao final desta reportagem). Veja, abaixo, detalhes sobre as vacinas que serão testadas: Vacina AZD2816 A vacina AZD2816, uma versão modificada da AstraZeneca, vai usar a mesma tecnologia da anterior (vetor viral). A nova vacina foi modificada para também fornecer imunidade contra a variante beta – contra a qual a primeira versão deu apenas proteção limitada. USP confirma variante sul-africana do coronavírus em amostra de paciente de Sorocaba Infográfico mostra como funcionam vacinas de vetor viral contra o coronavírus Anderson Cattai/G1 A pesquisa será feita na Bahia, no Distrito Federal, no Paraná, no Rio Grande do Norte, no Rio Grande do Sul e em São Paulo. Serão 800 voluntários. Poderão participar pessoas já vacinadas e também as que ainda não receberam uma vacina contra a Covid. Como serão os testes? Poderão participar adultos de 18 anos ou mais. O estudo será de fase 2 e 3 simultâneas e vai testar a segurança e a imunogenicidade da vacina – capacidade dela de induzir uma resposta do sistema de defesa do corpo. A medida da resposta imune será feita comparando 3 situações de aplicação da vacina: Quando ela é dada em dose única a pessoas que não têm anticorpos contra o coronavírus, mesmo depois de vacinadas. Os testes serão feitos em quem recebeu as duas doses da primeira vacina da AstraZeneca (que está sendo aplicada no Brasil) ou de uma vacina de RNA mensageiro (no Brasil, apenas a da Pfizer está sendo aplicada). Quando ela é dada em 2 doses a pessoas que não têm anticorpos contra o coronavírus e que não foram vacinadas. Quando ela é dada apenas como segunda dose para quem receber a primeira vacina da AstraZeneca na primeira dose. Nesse caso, as pessoas não podem ter anticorpos para o vírus, e também não poderão ter sido vacinadas antes dos testes. Nos casos em que os voluntários deverão estar vacinados antes dos ensaios, a segunda dose deve ter sido recebida pelo menos 3 meses antes da primeira aplicação de vacina do estudo. Os testes também serão feitos no Reino Unido, África do Sul e Polônia. Ao todo, incluindo os voluntários do Brasil, 2.475 pessoas participarão dos ensaios. Vacina da Academia Chinesa de Ciências Médicas A outra vacina autorizada para testes é inativada (como a CoronaVac), desenvolvida pela Academia Chinesa de Ciências Médicas. Infográfico mostra como funcionam vacinas inativadas contra o coronavírus Anderson Cattai/G1 A pesquisa será feita nos estados de Goiás, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo, com 7.992 participantes ao todo. Todos precisam ter 18 anos ou mais. Como serão os testes? O teste será de fase 3, com grupo placebo (que recebe uma substância inativa para medir os efeitos) para avaliar a eficácia, segurança e a imunogenicidade da vacina. Serão duas doses, aplicadas com intervalo de 14 dias entre a primeira e segunda dose. Os testes também serão feitos na Malásia, em Bangladesh, na China e no México. Ao todo, cerca de 34.020 pessoas participarão dos ensaios. Vacinas testadas no Brasil As vacinas aprovadas para estudos anteriormente foram: 2 de junho de 2020: Oxford/AstraZeneca (concluído/está sendo aplicada no Brasil) 3 de julho de 2020: CoronaVac (concluído/está sendo aplicada no Brasil) 21 de julho de 2020: vacina da Pfizer/BioNTech (concluído/está sendo aplicada no Brasil) 18 de agosto de 2020: a vacina da Janssen-Cilag/Johnson (concluído/está sendo aplicada no Brasil) 8 de abril de 2021: vacina da Medicago/GSK (fase 3) 16 de abril de 2021: vacina da Sichuan Clover Biopharmaceuticals, a SCB-2019 (fase 3) 13 de maio de 2021: Covaxin (fase 3) 6 de julho de 2021: Sanofi (fases 1/2) As vacinas da Pfizer/BioNTech e da AstraZeneca/Oxford já obtiveram registro definitivo de uso junto à Anvisa. Já a CoronaVac e a vacina da Johnson/Janssen têm autorização para uso emergencial. Atualmente, o Plano Nacional de Imunização (PNI) usa quatro vacinas na população brasileira: CoronaVac, Oxford, Pfizer e Johnson. Tire dúvidas com VÍDEOS sobre as vacinas de Covid-19: Veja Mais

Estudo revela caso de idosa que morreu após ter sido infectada por duas variantes da Covid-19

Glogo - Ciência Pesquisadores dizem que mulher de 90 anos que morreu em março não tinha sido vacinada. Não há informação sobre como ela se contaminou com as duas variantes. Sars CoV-2, o novo coronavírus causador da Covid-19 Foto: Mayo Clinic Pesquisadores belgas revelaram no sábado (10) o caso inédito de uma mulher de 90 anos que morreu, no último mês de março, após ter sido contaminada simultaneamente por duas variantes: a britânica Alfa e a sul-africana Beta. Esse é um dos primeiros registros da coinfecção com linhagens preocupantes do coronavírus, aponta o estudo apresentado no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas.  A autora da pesquisa, a bióloga molecular Anne Vankeerberghen, afirma que o fenômeno está sendo "subestimado" pelos especialistas e precisa ser melhor estudado. A publicação foi apresentada na edição de 2021 do congresso, realizado virtualmente devido à pandemia de Covid-19.  Pesquisa identifica coinfecção de pacientes com duas linhagens diferentes da Covid-19 no RS, diz universidade Reinfecção por Covid-19 é possível mesmo entre jovens saudáveis, diz estudo com militares nos EUA Em 3 de março de 2021, a idosa que não tinha antecedentes médicos em particular e não foi vacinada contra a Covid-19, foi internada no hospital OLV na cidade belga de Aalst, no norte do país, após uma série de quedas. No local, ela testou positivo para a Covid-19, mas apresentava inicialmente "um bom nível de saturação de oxigênio e nenhum sinal de dificuldade respiratória", segundo os pesquisadores. No entanto, "rapidamente desenvolveu sintomas respiratórios agravados e morreu cinco dias depois".  Após vários exames e o sequenciamento do vírus, o hospital descobriu que a idosa havia sido infectada com duas linhagens que causam a Covid-19: uma originária do Reino Unido, chamada Alpha, e a outra inicialmente detectada na África do Sul, a Beta. VÍDEO: Conheça 4 variantes do novo coronavírus "As duas variantes estavam circulando na Bélgica na época [março de 2021], então é provável que a mulher tenha sido coinfectada por duas pessoas diferentes. Infelizmente não sabemos como ela foi contaminada", acrescentou Vankeerberghen. O Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas lembrou que a existência da variante Alpha foi divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 14 de dezembro de 2020 e da Beta logo depois, em 18 dezembro. Nos meses seguintes, as duas linhagens se propagaram por dezenas de países.  Sequenciamento é "crucial" De acordo com a bióloga do hospital OLV em Aalst, "é difícil dizer se a coinfecção por duas variantes desempenhou um papel na rápida deterioração da condição do paciente". No entanto, para a autora do estudo, é "crucial" continuar realizando o sequenciamento e a análise deste fenômeno.  O Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas lembrou que, no Brasil, dois casos de pessoas infectadas por duas variantes diferentes foram relatados em janeiro em um estudo. No entanto, o material ainda não foi publicado por nenhuma revista científica. G1 estreia canal no YouTube Veja Mais

Covax vai distribuir CoronaVac e vacina da Sinopharm; 110 milhões de doses serão entregues até outubro

Glogo - Ciência Mais 210 milhões de doses poderão ser ofertadas no quarto trimestre e outras 230 milhões no primeiro semestre de 2022. Consórcio de distribuição igualitária de vacinas agora inclui 11 imunizantes em sua lista de distribuição. Vacina e Covid-19: Devo escolher a vacina ou esperar chegar aquela que eu quero? O consórcio Covax vai distribuir a CoronaVac e a vacina da Sinopharm contra a Covid-19 a partir deste mês, anunciou, nesta segunda-feira (12), a Gavi, a Aliança para Vacinação. De julho até outubro, serão entregues 110 milhões de doses de vacina: 50 milhões da CoronaVac até setembro e outras 60 milhões da vacina da Sinopharm até o mês seguinte, segundo o anúncio. Assim como a CoronaVac, a vacina da Sinopharm é do tipo inativada e aplicada em duas doses. O intervalo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) entre as doses é de 3 a 4 semanas; no caso da CoronaVac, é de 2 a 4 semanas. Infográfico mostra como funcionam vacinas inativadas contra o coronavírus Anderson Cattai/G1 Além das vacinas já garantidas até outubro, a Gavi também tem a opção de comprar mais 210 milhões de vacinas no quarto trimestre de 2021 (de outubro a dezembro): 150 milhões da CoronaVac e 60 milhões da Sinopharm. Outras 230 milhões de doses de vacina poderão ser adquiridas no primeiro semestre de 2022: 180 milhões da CoronaVac e 50 milhões da Sinopharm. Vacinas Com a inclusão das duas vacinas, ambas de origem chinesa, a Covax agora tem 11 imunizantes em sua lista: AstraZeneca/Oxford (usada no Brasil) Clover (teve testes de fase 3 autorizados no Brasil pela Anvisa em 19 de abril) Johnson/Janssen (usada no Brasil) Moderna Novavax Pfizer/BioNTech (usada no Brasil) Sanofi/GSK (teve testes de fase 3 autorizados no Brasil pela Anvisa em 6 de julho) SII-Covishield (versão produzida na Índia da AstraZeneca/Oxford) SII-Covovax (versão produzida na Índia da Novavax) Sinopharm CoronaVac (Sinovac) O consórcio, uma iniciativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) em parceria com a Gavi, tem como objetivo uma distribuição mais igualitária de vacinas contra a Covid entre países pobres e ricos. O Brasil faz parte do consórcio Covax. Até agora, o país recebeu doses das vacinas da AstraZeneca e Pfizer por meio da iniciativa. Tire dúvidas com vídeos sobre as vacinas da Covid-19: de) entre as doses é de 3 a 4 semanas; no caso da CoronaVac, é e Veja Mais

Covid: risco extremamente baixo de infecção grave em crianças é confirmado em estudo

Glogo - Ciência Com base em dados de Covid-19 na Inglaterra, cientistas apontam que o risco geral de morte de crianças devido à doença é de cerca de dois em um milhão. Menina assiste a aula em escola primária em Beckum, oeste da Alemanha, no dia 6 de julho. Ina Fassbender / AFP O risco geral de crianças ficarem gravemente doentes ou morrerem por causa da Covid-19 é extremamente baixo, segundo nova análise dos dados de infecção feita no Reino Unido. Dados dos primeiros 12 meses da pandemia de coronavírus na Inglaterra mostram que 25 menores de 18 anos morreram devido à Covid. Aqueles que têm várias doenças crônicas e neurodeficiências estavam em maior risco, segundo o estudo, embora o risco geral permanecesse baixo. As conclusões dessa análise estão sendo consideradas pelo grupo consultivo de vacinas do Reino Unido, já que hoje as pessoas com menos de 18 não recebem vacinas para Covid no país, mesmo que tenham outras condições de saúde que as coloquem em maior risco. Cientistas da University College London e das Universidades de York, Bristol e Liverpool dizem que seus estudos sobre crianças são os mais abrangentes já feitos em qualquer parte do mundo. Eles verificaram os dados de saúde pública da Inglaterra e descobriram que a maioria dos menores que morreram de Covid-19 tinha problemas de saúde preexistentes: Cerca de 15 deles tinham condições pré-existentes ou limitantes de vida, incluindo 13 que viviam com neurodeficiências complexas; Seis não tinham registrado doenças pré-existentes nos últimos cinco anos – embora os pesquisadores alertem que algumas doenças podem ter passado despercebidas; Outras 36 crianças tiveram um teste de Covid positivo no momento da morte, mas morreram de outras causas, segundo a análise; Embora os riscos gerais ainda fossem baixos, crianças e jovens que morreram eram mais propensos a ter mais de 10 anos e ser de etnias negra e asiática. Os pesquisadores estimam que 25 mortes em uma população de cerca de 12 milhões de crianças na Inglaterra indicam uma taxa de mortalidade geral de 2 casos por milhão de crianças. Os dados atuais mostram que, desde o início da pandemia, cerca de 128.301 pessoas morreram no Reino Unido até 28 dias após um teste de coronavírus positivo. Hospitalização rara Crianças assistem a aula em escola primária em Beckum, oeste da Alemanha, no dia 6 de julho. Ina Fassbender / AFP Em mais uma análise, os cientistas consideraram todas as crianças e jovens na Inglaterra que tiveram uma admissão hospitalar de emergência para Covid até fevereiro de 2021: Cerca de 5,8 mil crianças foram admitidas com o vírus, em comparação com cerca de 367,6 mil admitidas devido a outras emergências (excluindo lesões); Cerca de 250 precisaram de tratamento intensivo; Havia 690 crianças internadas por uma condição inflamatória rara ligada à Covid, chamada de síndrome multissistêmica inflamatória pediátrica (PIMS-TS); Embora os riscos absolutos ainda fossem pequenos, as crianças que viviam com várias doenças, as que eram obesas e os jovens com doenças cardíacas e neurológicas estavam em maior risco. O pesquisador que coordenou o estudo, professor Russell Viner, disse que decisões complexas sobre vacinação e proteção de crianças exigem informações de muitas fontes – não apenas deste trabalho. No entanto, ele disse que, se houver vacinas adequadas, a pesquisa sugere que certos grupos de crianças podem se beneficiar ao receber vacinas contra a Covid. "Acho que, com base em nossos dados, e em minha opinião totalmente pessoal, seria muito razoável vacinar vários grupos que estudamos, que não apresentam um risco particularmente alto de morte, mas sabemos que seus riscos de ter uma doença grave e ir para a terapia intensiva, embora ainda baixo, é maior", diz ele. Ele disse que mais dados sobre a vacina – esperados em breve de outros países, incluindo os Estados Unidos e Israel (que vacinam jovens com menos de 18 anos) – devem ser levados em consideração ao tomar a decisão. Elizabeth Whittaker, do Royal College of Paediatrics and Child Health e do Imperial College London, disse ter sido encorajador ver poucas crianças gravemente doentes nos hospitais. Ela acrescentou: "Embora esses dados cubram até fevereiro de 2021, isso não mudou recentemente com a variante delta. Esperamos que esses dados sejam tranquilizadores para crianças, jovens e suas famílias." Veja 5 pontos sobre a variante delta No Brasil: mortalidade infantil pelo vírus é maior No Brasil, a pandemia de Covid-19 tem afetado também os pequenos: mais de 2 mil crianças com menos de nove anos já morreram devido ao novo coronavírus, segundo projeções divulgadas pela BBC News Brasil em abril de 2021. Desse total, 1,3 mil eram bebês de até um ano de idade. 'Meu filho poderia ter sobrevivido se tivesse sido testado': a tragédia das crianças mortas por Covid no Brasil A mortalidade infantil pelo vírus é maior no Brasil do que em qualquer lugar do mundo onde os dados estão disponíveis. Essas mortes são resultado de uma combinação de baixa testagem, falta de diagnóstico adequado e más condições socioeconômicas, dizem especialistas e médicos. Tire dúvidas com VÍDEOS sobre as vacinas: Veja Mais

O plano da China para lançar foguetes e desviar asteroide que poderia acabar com vida na Terra

Glogo - Ciência Foguetes Longa Marcha 5 citados no estudo são chave para ambições espaciais de curto prazo da China. Eles são usados para diferentes finalidades: desde carregar módulos de estações espaciais até lançar sondas à Lua e a Marte. Cálculos sobre plano de usar foguetes para desviar asteroide se basearam no corpo celeste Bennu. Nasa via BBC Como num filme de ficção científica, pesquisadores chineses traçaram um plano de enviar 23 dos maiores foguetes da China para desviar um asteroide enorme, algo que poderia ser crucial caso um corpo celeste entre de fato em rota de colisão com a Terra. Segundo especialistas do Centro Nacional de Ciências Espaciais do país, simulações matemáticas apontaram que a estratégia de foguetes atingindo simultaneamente um grande asteroide poderia desviá-lo de seu caminho original a uma distância de 1,4 vezes o raio da Terra. Os cálculos são baseados em um asteroide chamado Bennu, que orbita o Sol e é tão largo quanto o arranha-céus Empire State Building, em Nova York, que tem 381 metros de altura e está entre os 50 maiores edifícios do mundo. O Bennu pertence a uma classe de rochas com potencial para causar danos regionais ou continentais — estima-se que asteroides medindo mais de 1 km poderiam gerar consequências globais. Bennu, o 'asteroide da morte' que a Nasa quer estudar Nasa afirma que chegar a asteroide Bennu será mais difícil que previsto VÍDEO: China envia astronautas à estação espacial em construção O estudo em torno do tema, assinado por seis pesquisadores, foi publicado recentemente na revista científica Icarus. Nele, os cientistas afirmam que "os impactos de asteroides representam uma grande ameaça para toda a vida na Terra" e que a estratégia de lançar algo contra eles é a abordagem mais possível, porém com efeito limitado. Por isso, eles passaram a calcular o envio de um conjunto de objetos contra eventuais asteroides em rota de colisão com o planeta. Os foguetes Longa Marcha 5 citados no estudo são a chave para as ambições espaciais de curto prazo da China. Eles são usados para diferentes finalidades: desde carregar módulos de estações espaciais até lançar sondas à Lua e a Marte. A China lançou com sucesso seis foguetes Longa Marcha 5 desde 2016. Mas o último gerou preocupações de segurança ao redor do mundo, uma vez que pedaços remanescentes dele reentraram na atmosfera em maio sem controle e poderiam atingir uma região habitada, algo que acabou não acontecendo. Nave espacial da Nasa captura amostra de asteroide em operação histórica "A proposta de manter o compartimento superior do foguete de lançamento para uma espaçonave guiadora, criando um grande "impactador cinético' para desviar um asteroide me parece um conceito bastante bom", disse o professor Alan Fitzsimmons, do centro de pesquisa em astrofísica da Queen's University em Belfast, na Irlanda do Norte. "Ao aumentar a massa que atinge o asteroide, a física simples deve garantir um efeito muito maior", acrescentou Fitzsimmons à agência de notícias Reuters. Para ele, no entanto, caso essa missão se torne realidade um dia, seriam necessários cálculos bem mais detalhados. Atualmente, estimativas apontam que há quase 1% de chance de um asteroide de 100 metros de largura atingir a Terra nos próximos 100 anos, afirmou o professor Gareth Collins, da universidade Imperial College London, no Reino Unido. Lançamento do foguete 5B Longa Marcha, ligado a uma nova estação espacial chinesa; esse tipo de equipamento seria usado no plano hipotético de desviar um corpo celeste. China Daily via Reuters/BBC "Algo em rota de colisão do tamanho de um Bennu é cerca de 10 vezes menos provável." Para os cientistas, alterar o caminho de um asteroide representa um risco menor do que explodir a rocha com explosivos nucleares, que podem criar fragmentos menores sem alterar seu curso. O resultado prático de todos esses cálculos e hipóteses deve ser visto em breve. Em algum momento entre o final de 2021 e o início de 2022, os Estados Unidos lançarão uma espaçonave robótica para interceptar dois asteroides relativamente próximos da Terra. Quando chegar ao destino, um ano depois, a espaçonave da Nasa (agência espacial americana) fará um pouso forçado no menor dos dois corpos rochosos para ver o quanto a trajetória do asteroide muda. Será a primeira tentativa da humanidade de mudar o curso de um corpo celeste. Com informações da agência de notícias Reuters. Vídeos sobre Ciência e Saúde Veja Mais

Variante Delta: as 5 mutações que tornam coronavírus mais contagioso e preocupante

Glogo - Ciência Dados preliminares apontam que variante Delta é mais transmissível, gera maior risco de hospitalização e de reinfecção e provoca sintomas diferentes, com mais dor de cabeça e menos tosse, por exemplo. Entenda como surgem as variantes dos vírus e por que a Delta preocupa na pandemia de Covid Detectada na Índia em outubro de 2020, a variante Delta do coronavírus chegou até agora a pelo menos 96 países. Em alguns deles, passou a ser dominante, como no caso de Singapura, Reino Unido e Portugal. Dados preliminares apontam que ela é mais transmissível do que outras variantes, gera maior risco de hospitalização e de reinfecção e gera um quadro de sintomas um pouco diferente (mais dor de cabeça e menos tosse, por exemplo). Como a variante delta avança pelo mundo e quais as perspectivas para o Brasil Estima-se que a variante Delta seja de 30% a 60% mais transmissível que outras variações do coronavírus. No Reino Unido, ela já se tornou dominante, respondendo por 90% dos novos casos. Essa variante tem gerado preocupação em torno da possibilidade de escapar da proteção das vacinas, mas não há qualquer confirmação dessa hipótese. Ou seja, os estudos apontam até agora que as vacinas continuam eficazes contra a delta. No Brasil, a Prefeitura de São Paulo já admite que a Delta está se espalhando na cidade, mas não se sabe em que dimensão nem se ela vai se tornar dominante. Hoje, a mais prevalente é a chamada Gamma (ou P.1), que foi descoberta em Manaus. Mas o que leva essa variante Delta a ser mais preocupante? Entenda por que a chegada da variante delta preocupa especialistas Em linhas gerais, se trata do conjunto de "aprimoramentos" genéticos que facilitam o espalhamento e a invasão do corpo humano. Mas não devemos ignorar questões ambientais envolvidas, ou seja, como o comportamento da sociedade sem medidas de controle e prevenção também influencia a transmissão dessas variantes. Mutações 'vantajosas' para o coronavírus O Sars-CoV-2, coronavírus que causa a doença Covid-19, não chega a ter uma capacidade tão grande de mutações como o vírus da gripe, por exemplo. Mas quando surgem novas variantes, elas precisam ter características "vantajosas", que as tornem viáveis num ambiente de tanta competição e seleção para invadir corpos humanos. Em apresentação sobre a variante Delta ao governo sul-africano, o bioinformata Tulio de Oliveira, diretor do laboratório Krisp, na Universidade KwaZulu-Natal (África do Sul), lista as principais características da variante Delta. Ela é mais transmissível e tem uma probabilidade maior de reinfectar pessoas que já ficaram doentes com outras variantes, mas ainda não há evidências claras se a Delta causa uma doença mais grave ou se ela escapa da proteção conferida pelas vacinas. Oliveira lista também três grupos de mutações relevantes da variante Delta: Duas substituições no domínio de ligação ao receptor celular (L452R e T478K) Substituição próxima ao local de clivagem S1 / S2 via furina (P681R) Substituição (T19R) e deleção (157-158del) no supersítio antigênico NTD Mas o que tudo isso representa? Vamos a cada uma delas. 1. Invasão celular mais eficiente Reprodução em 3D do modelo do novo coronavírus (Sars-CoV-2) criada pela Visual Science. Dentro do verde mais claro, as bolinhas vermelhas representam o 'centro' do vírus, o genoma de RNA; as bolinhas verdes são proteínas 'especiais', que protegem esse material genético. Ao redor do verde, o vermelho mais fraco é a 'casca', feita de uma membrana retirada da célula hospedeira. O vermelho mais vivo são as proteínas 'matrizes' codificadas pelo vírus. As 'pontas' que saem do vírus são as 'lanças de proteínas', que o vírus usa para se conectar às células hospedeiras e infectá-las. Reprodução/Visual Science Parte significativa dessas mudanças "vantajosas" tem ocorrido na forma como o vírus se conecta às nossas células. Mais especificamente na ligação entre a espícula do vírus (também conhecida como proteína S) e o receptor ACE2, uma enzima que fica na superfície de nossas células. Essa espícula age como se fosse a chave que abre a fechadura da nossa célula e permite a invasão pelo coronavírus. Uma vez ali dentro, ele usa a estrutura celular para se multiplicar. No caso da variante Delta, há duas mutações relevantes na espícula, que são conhecidas pelos códigos L452R e T478K. Mas o que significam esses números e letras? A primeira letra é o tipo aminoácido que havia antes da mudança (L, símbolo da lisina), o número corresponde à localização (452º entre 1273 aminoácidos) e a última letra é o aminoácido que entrou no lugar (R, símbolo da arginina). Em linhas gerais, um vírus é ácido nucleico (DNA ou RNA) envolto por conjuntos de aminoácidos (proteínas). A camada externa serve para grudar e invadir a célula humana, por exemplo, e a camada interna serve como um manual de instruções que será usada para produzir novos vírus dentro da célula invadida. Ao longo desse processo de produção de vírus, os aminoácidos do entorno podem sofrer três tipos de mutação: sumir (deleção), surgir (inserção) ou trocar (substituição). Essas mutações não acontecem por algum motivo específico e muitas vezes elas se perdem no caminho. Mas algumas delas se estabelecem e passam a aparecer dali para frente na replicação do vírus. É o caso das duas mutações-chave da Delta: L452R e T478K. A mudança de L para R na posição 452 e a mudança de T para K na posição 478 acabaram sendo "vantajosas" para o vírus porque ajudam o invasor a grudar melhor na porta de entrada (a enzima ACE2). Isso explica por que essa variante se tornou mais transmissível. Além da invasão mais eficiente, há uma tendência de que quanto mais vírus invadem as células, mais vírus serão replicados, aumentando a carga viral. Assim, haverá mais vírus a ser espalhado numa tosse ou num espirro, por exemplo. Um estudo liderado por pesquisadores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China apontou que uma pessoa infectada com a variante Delta pode ter até 1.000 vezes mais vírus no corpo do que alguém infectado com as primeiras versões do coronavírus no início da pandemia, no fim de 2019. Essa carga viral maior também pode estar associada a uma maior severidade da doença, já que a variante tende a conseguir afetar ainda mais células respiratórias humanas. 2. Ativação mais eficiente e teoria da criação do coronavírus em laboratório Para invadir a célula humana, não basta a um vírus encontrar uma porta de entrada e grudar nela: ele primeiro precisa ser ativado. No caso do Sars-CoV-2, essa ativação ocorre por meio de uma enzima do corpo humano (chamada furina) que corta a espícula do coronavírus em dois: S1 e S2. Depois desse corte, chamado de clivagem, uma parte da espícula (S1) se gruda à célula humana e a outra (S2) funde sua membrana com a membrana da célula humana, permitindo inserir o material genético e começar a produção de mais vírus. Ao cortar a espícula, a enzima faz com que ela se abra e revele sequências genéticas ocultas que a ajudam a se ligar mais fortemente às células do trato respiratório humano, por exemplo. Uma mutação próxima a este local pode alterar ainda mais esse comportamento. É o caso da variante Delta, que carrega uma mutação (P681R) naquela região. "Quanto mais sensível à furina humana, mais eficiente será a espícula do vírus. Esse processo de fusão ativado pela furina é mediado pela área que vai do aminoácido na posição 618 até o da posição 1.273. Uma mutação nessa região, como a P681R, torna essa fusão mais rápida. Essa mutação aparece tanto na variante Delta quanto na variante Alpha, descoberta no Reino Unido, e em alguns casos da Gamma, descoberta no Brasil", explica o virologista José Eduardo Levi, coordenador de pesquisa e desenvolvimento da rede de laboratórios Dasa e pesquisador do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP). As mutações nessa região do coronavírus são tão relevantes que estão no centro de dois pontos centrais da pandemia. Primeiro, acredita-se que essa afinidade com a furina humana seja crucial para permitir que o vírus tenha pulado de outras espécies animais e começado a infectar humanos no final de 2019. Segundo, esse mecanismo é tão eficiente e atípico entre os tipos de coronavírus que infectam humanos que ele passou a ser o principal argumento daqueles que defendem sem provas que o Sars-CoV-2 foi gerado ou modificado em laboratório. "Todos os coronavírus que infectam seres humanos têm um determinado domínio, uma determinada área que reconhece a furina. Mas o do Sars-CoV-2 é muito humanizado. Ou seja, ele é muito mais eficiente que não foi visto em outros coronavírus, que têm reconhecimento de furina razoável. E só o Sars-CoV-2 têm essa mutação, essa inserção de quatro aminoácidos. Esse é o argumento mais forte que esse coronavírus foi fabricado em laboratório. Porque até agora não se achou um coronavírus intermediário que aponte que ele foi melhorando aos poucos. Esse daí já veio pronto para ser clivado pela furina humana", explica Levi. Segundo ele, a falta dessa sequência de quatro aminoácidos no coronavírus Sars-CoV pode explicar por que este chegou a causar a epidemia de Sars circunscrita à Ásia em 2003, mas não a ponto de virar uma pandemia que se alastrou pelo mundo como Sars-CoV-2. 3. Escapando parcialmente de anticorpos e das vacinas Fernando Spilki, professor da Universidade Feevale e coordenador da Rede Corona-Ômica, do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações, usa analogia das peças de Lego para explicar o papel das mutações em eventuais escapes das variantes do sistema imunológico e de vacinas. Ao aprender como se defender, células de defesa como anticorpos neutralizantes usam partes dos invasores para saber identificá-los e combatê-los. Quando ocorrem mutações no coronavírus, por exemplo, é como se as peças dos anticorpos já não encaixassem mais direito com as do invasor, facilitando o escape. Assim, o vírus consegue, ao mesmo tempo, mutar para acoplar com mais eficiência na porta de entrada da célula e para escapar parcialmente do encaixe com anticorpos neutralizantes. Para Spilki, "é como se o vírus criasse caminhos para escapar do sistema imune e desenvolvesse maneiras de transmissão mais eficazes". Ele explica que todas essas mudanças foram "previstas" em experimentos em laboratório, que conseguem analisar a influência de cada troca, inserção ou deleção dessas pecinhas no comportamento do coronavírus. No caso da variante Delta, as mutações ligadas a isso são a substituição T19R e deleção 157-158del. Voltando à analogia das peças de Lego, a substituição do aminoácido T (treonina) pelo R (arginina) na posição 19 atrapalha o sistema de defesa do corpo a identificar o invasor para combatê-lo. O mesmo ocorre com o "sumiço" de aminoácidos nas posições 157 e 158. Em geral, as proteínas têm duas pontas, uma chamada de N-terminal e outra de C-terminal. No caso do coronavírus, a região N-terminal (NTD) é considerada mais antigênica ou imunogênica. Ou seja, o sistema de defesa humano "enxerga" melhor e produz mais anticorpos contra ela. A espícula (proteína S) é a mais antigênica delas, por isso geralmente as vacinas são produzidas mirando essa estrutura para ensinar o sistema de defesa do corpo a identificá-la a fim de combater o coronavírus como um todo. É aí que entra o papel da mutação como forma de atrapalhar o combate ao coronavírus. As mudanças (deleções e substituições) na estrutura da variante Delta em uma área antigênico (NTD) fazem com que o sistema de defesa do corpo tenha mais dificuldade para atuar. "Por que raios ele começa a eliminar pedaços do seu genoma? Tem que ter um motivo forte para isso. Qual? A resposta imune humana, seja a natural por infecção, seja a induzida por vacina. Em geral, a deleção é deletéria, ou seja, torna o vírus ineficiente e ele acaba eliminado. Mas no caso das variantes do coronavírus essas deleções estão sendo vantajosas porque eliminam regiões que provocam resposta imune muito forte do hospedeiro e com isso conseguem escapar (do sistema de defesa humano)", explica Levi. Até agora, há indícios de que a variante Delta consiga escapar de anticorpos de pessoas que já foram infectadas pela variante Beta (descoberta na África do Sul). Mas ainda não há evidências de que seja capaz de escapar da resposta imunológica gerada pelas vacinas. Vale lembrar que nenhuma dessas mutações é uma exclusividade de uma ou outra variante. O que as torna preocupantes é o conjunto delas. Ou seja, ao mesmo tempo ela carrega características novas que a fazem invadir melhor as células, ser mais eficiente na ativação e escapar do sistema de defesa. Segundo Levi, o contexto de várias variantes terem mutações ao acaso que são relativamente parecidas é chamado de convergência evolutiva. Isso se, entre outros motivos, porque a pressão evolutiva da seleção natural contra as mais diversas formas de coronavírus no mundo é praticamente a mesma: as pessoas estão ganhando imunidade, seja por vacina, seja porque se infectaram. Veja VÍDEOS sobre as vacinas contra a Covid-19: Veja Mais

Senado aprova indicação de ex-chefe de gabinete de Ricardo Barros para diretoria da ANS

Glogo - Ciência Paulo Roberto Filho foi indicado para o cargo pelo governo Bolsonaro e trabalhou com Barros quando deputado era ministro da Saúde. Barros é um dos alvos da CPI da Covid. O Senado aprovou nesta quarta-feira (7), por 43 votos a 10, a indicação de Paulo Roberto Vanderlei Rebello Filho para o cargo de diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A ANS é vinculada ao Ministério da Saúde e cabe ao órgão regular temas relacionados ao setor de planos de saúde. Formado em Direito, Rebello Filho tem 42 anos e foi indicado para o cargo pelo governo Jair Bolsonaro, em dezembro do ano passado. O novo diretor-presidente da ANS trabalhou como chefe de gabinete de Ricardo Barros (PP-PR) quando o deputado era ministro da Saúde, no governo Michel Temer (2016-2018). Barros é o atual líder do governo Bolsonaro na Câmara e está na mira da CPI da Covid (leia detalhes mais abaixo). Nesta terça (6), o governo chegou a retirar a indicação de Rebello Filho para o cargo. Entretanto, em uma edição extra do "Diário Oficial da União" nesta quarta, o governo voltou atrás e decidiu manter a indicação. Líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), relatou as mudanças. "Estive há pouco em audiência com o senhor presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, e o presidente decidiu solicitar a retirada da Mensagem nº 332 [...]. Portanto, o presidente pede a deliberação da Mensagem nº 107, de 2020, quando faz a indicação do senhor Paulo Roberto Rebello para a Presidência da Agência Nacional de Saúde", afirmou Bezerra. Antes da votação no Senado, Ricardo Barros foi ao plenário do Senado. Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Bolsonaro na Câmara e ex-ministro da Saúde Michel Jesus/Câmara dos Deputados CPI da Covid Ricardo Barros é um dos alvos da CPI da Covid. O parlamentar foi convocado pela comissão e deve prestar depoimento no próximo dia 20. Em depoimento à CPI, em 25 de junho, o deputado Luis Miranda (DEM-DF) e o irmão dele, Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, disseram ter informado ao presidente Jair Bolsonaro as suspeitas envolvendo as negociações para aquisição da Covaxin, vacina contra a Covid-19 produzida por um laboratório na Índia. Ainda no depoimento, Luis Miranda disse que, ao ouvir o relato, Bolsonaro citou o nome de Ricardo Barros. Quem é Ricardo Barros, apontado como pivô de esquema Desde então, o líder do governo na Câmara tem negado envolvimento em irregularidades, afirmando que não há "dados concretos" ou "acusações objetivas" contra ele. Outras indicações Na sessão do Senado desta quarta-feira, outras 18 autoridades, indicadas a embaixadas, agências, conselhos e tribunais superiores, foram aprovadas pelos senadores. Veja a lista: Vilma Pinto, para exercer o cargo de diretora da Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado; José Borges dos Santos Júnior, para embaixada do Brasil na Tailândia; Renan Leite Paes Barreto, para embaixada do Brasil na Republica Dominicana; Elza de Castro, para embaixada do Brasil na Jamaica; Ánuar Nahes, para embaixada do Brasil em Santa Lúcia; Nei Bittencourt, para embaixada do Brasil na República Togolesa; Fernando Coimbra, para embaixada do Brasil no México; Maurício Lyrio, para embaixada do Brasil na Austrália; José Nogueira Vianna, para a embaixada do Brasil na República Gabonesa; Otávio Luiz Rodrigues Júnior, para o cargo de conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP); Sidney Madruga da Silva, para compor o Conselho Nacional de Justiça (CNJ); Alberto Balazeiro, para o cargo de ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST); Amaury Pinto Júnior, para o cargo de ministro do TST; Claudio Viveiros, almirante de Esquadra para o cargo de ministro do Superior Tribunal Militar; Paulo Roberto Rebello Filho, para o cargo de diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS); Flávia Morais Takafashi, para o cargo de diretora da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq); Alexandre Macedo, para o cargo de presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade); Guilherme da Rocha Sampaio, para o cargo diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT); Rafael Vitale Rodrigues, para o cargo de diretor-geral da ANTT. Veja Mais

UFMG se prepara para iniciar testes da vacina contra a Covid-19 em humanos

Glogo - Ciência Resultados em animais, segundo pesquisador, foram promissores. Expectativa é que a Spintec esteja disponível em 2022. Pesquisadores trabalham para iniciar testes da Spintec em humanos Arquivo pessoal/UFMG/Divulgação Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) vão entregar, até a próxima sexta-feira (30), dossiê para iniciar testes em humanos da vacina desenvolvida contra a Covid-19 à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). É o órgão que vai dar o aval para esta etapa de produção do imunizante. Desenvolvida pelo CT Vacinas, a Spintec já passou por todo o desenvolvimento chamado pré-clínico, que vai desde o desenho técnico até os testes em animais. Segundo o pesquisador Flávio Fonseca, foram realizados testes em camundongos, hamsters e micos, com resultados promissores. O primeiro grupo a passar pela experiência foi o de camundongos “humanizados”, que apresentam os receptores que o vírus Sars-Cov-2 usa para entrar nas células humanas. Estes camundongos se infectam quando são inoculados com Sars-cov2 e morrem. “No grupo de camundongos, por exemplo, todos os animais vacinados, sobreviveram, não apresentaram doença clínica imensurável, enquanto os animais não imunizados, todos morreram até o oitavo dia de doença”, contou. O segundo grupo a ser testado foi o de hamsters que, quando são inoculados com o vírus, apresentam forma branda da doença. “No caso dos hamsters, que têm doença branda, todos os animais vacinados não perderam peso, não apresentaram sinais clínicos. Enquanto os animais não vacinados apresentaram perda de peso, outros sinais clínicos típicos de quando o animal fica doente”, falou. Já os micos, só receberam a vacina, sem serem inoculados com o vírus. O objetivo era avaliar se os animais apresentaram algum efeito adverso, o que não ocorreu. Também tinha intenção de verificar a produção de resposta imunológica e produção de anticorpos. Os resultados, também neste caso, foram positivos, segundo o pesquisador. São estas experiências que vão compor o dossiê entregue à Anvisa. Assim que a documentação for analisada e aprovada pela agência, a Spintec passa pelas fases 1 e 2 em humanos, que devem ter de 30 a 40 voluntários e de 150 a 300 voluntários, respectivamente. Todos devem ter sido vacinados com a Coronavac. A expectativa é que a vacina esteja disponível no início de 2022. Vídeos mais assistidos no G1 Minas nos últimos 7 dias: Veja Mais

Brasil ultrapassa 545 mil mortes por Covid; média móvel é a menor desde 26 de fevereiro

Glogo - Ciência País contabiliza 545.690 óbitos e 19.474.489 casos de coronavírus, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. São, em média, 1.170 mortos por dia pela doença. O Brasil registrou 1.388 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta quarta-feira (21) 545.690 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.170 – o menor registro desde o dia 26 de fevereiro (quando estava em 1.148). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -19 % e aponta tendência de queda. É o 25º dia seguido de queda nesse comparativo. Covid: Mesmo em queda, média de mortes diárias no Brasil ainda é maior do mundo e supera a de continentes inteiros Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta quarta. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Veja a sequência da última semana na média móvel: Média móvel de mortes pela Covid 19 G1 Quinta (15): 1.244 Sexta (16): 1.246 Sábado (17): 1.196 Domingo (18): 1.245 Segunda (19): 1.224 Terça (20): 1.197 Quarta (21): 1.170 De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel de mortes acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. Apenas o estado do Amazonas apresenta tendência de alta nas mortes. O Rio Grande do Norte não publicou o boletim epidemiológico nesta quarta. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia, 19.474.489 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 54.748 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 37.924 novos diagnósticos por dia – o menor registro desde o dia 7 de janeiro (quando estava em 36.452). Isso representa uma variação de -22% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica tendência de queda também nos diagnósticos. Em seu pior momento, a curva da média de diagnósticos chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 21 de julho Total de mortes: 545.690 Registro de mortes em 24 horas: 1.388 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.170 por dia (variação em 14 dias: -19%) Total de casos confirmados: 19.474.489 Registro de casos confirmados em 24 horas: 54.748 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 37.924 por dia (variação em 14 dias: -22%) Estados Em alta (1 estado): AM Em estabilidade (8 estados e o DF): RJ, DF, GO, AC, PA, RR, TO, AL e PI Em queda (16 estados): PR, RS, SC, ES, MG, SP, MS, MT, AP, RO, BA, CE, MA, PB, PE e SE Não publicou (1 estado): RN Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Em todo o Brasil, 35.619.631 pessoas (16,82% da população do país) já estão completamente imunizadas com a segunda dose ou com a dose única. Em todos os estados e no Distrito Federal, já foi aplicada a primeira dose da vacina contra a Covid-19 em 92.089.321 pessoas, o que representa 43,49% da população brasileira. No total, 127.708.952 doses foram aplicadas em todo o país. De ontem para hoje, a primeira dose foi aplicada em 1.004.244 pessoas, a segunda dose em 649.320 e a dose única em 56.376, com um total de 1.709.940 doses aplicadas neste intervalo. Veja a situação nos estados Subindo: média móvel de óbitos nos estados G1 Em estabilidade: média móvel de óbitos nos estados G1 Em queda: média móvel de óbitos nos estados G1 Sul PR: -24% RS: -29% SC: -25% Sudeste ES: -19% MG: -22% RJ: -2% SP: -17% Centro-Oeste DF: +11% GO: +1% MS: -30% MT: -24% Norte AC: 0% AM: +17% AP: -50% PA: -8% RO: -66% RR: +4% TO: +3% Nordeste AL: -13% BA: -18% CE: -39% MA: -40% PB: -37% PE: -21% PI: -13% RN: - (não publicou hoje) SE: -46% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste a Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Números da pandemia Editoria de Arte/G1 Veja Mais

Queiroga diz que vacinar todos os professores não é exigência para reabertura das escolas e que aulas 'já deveriam ter voltado antes'

Glogo - Ciência Um dia após ministro da Educação defender retorno às aulas, ministro da Saúde informou que uma portaria interministerial sobre sobre o retorno deverá ser publicada até a próxima semana. Ministro da Saúde Marcelo Queiroga durante coletiva nesta quarta, 21 de julho, em Brasília. Divulgação/Ministério da Saúde O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu em dois momentos distintos nesta quarta-feira (21) o retorno das aulas presenciais no Brasil. Ele afirmou que uma portaria interministerial sobre o tema deverá ser publicada até a próxima semana. "Está sendo finalizada [a portaria]. Acredito que até a semana que vem devemos ter uma posição definitiva", disse o ministro nesta manhã em uma conversa com jornalistas. Questionado se o momento é seguro para a reabertura das escolas, uma vez que nem todos os professores foram vacinados, Queiroga respondeu que as aulas já deveriam ter voltado e que 80% dos professores receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19, apesar de a vacinação "não ser exigência". "Acho que (as aulas) já deveriam ter voltado antes, para ser sincero, porque os nossos adolescentes estão sendo prejudicados. Não tem exigência de vacinar professores, isso é invencionice (...) 80% dos professores do ensino básico receberam a primeira dose da vacina", afirmou Queiroga, defendendo que as escolas precisam neste momento de protocolos de segurança, como o uso de máscaras e testagem. Durante a tarde, em outra coletiva de imprensa, o chefe da pasta da Saúde voltou a tocar no tema. LEIA TAMBÉM: IMPACTO: Nº de mortes de trabalhadores na área da educação sobe 128% de janeiro a abril, aponta Dieese "Nós temos que trabalhar para voltar às aulas no Brasil. E, para isso, protocolos têm que ser seguidos e vacinar a população brasileira. Isso que a gente tem feito", disse. Em um pronunciamento em rede nacional na terça-feira (20), o ministro da Educação, Milton Ribeiro, defendeu o retorno às aulas presenciais em todo o país. "Quero neste momento conclamá-los ao retorno às aulas presenciais. O Brasil não pode continuar com as escolas fechadas gerando impacto negativo nestas e nas futuras gerações", disse. Ainda durante a coletiva no período da tarde, o ministro foi questionado sobre o retorno nesta quarta dos jogos de futebol em Brasília com a presença do público. Queiroga defendeu o retorno das atividades econômicas em geral e disse que o país deverá conviver com a pandemia até conseguir controlá-la "Em relação a atividades esportivas (...) até onde sei, o público será testado. É necessário que já consigamos promover um retorno às atividades econômicas, temos disponibilidade de leito nos hospitais, vamos conviver com essa situação pandêmica", disse. "Até lembro os versos de Lulu Santos: 'nada do que foi será do jeito que já foi um dia'. Então temos que nos acostumar com o novo normal", completou. Ele lembrou que cerca de 50% da população com mais de 18 anos recebeu uma dose da vacina até o momento, mas demonstrou preocupação com as variantes do coronavírus. "O que nos preocupa hoje são as variantes", disse. Falha nos protocolos Embora pesquisas apontem perda de aprendizagem de alunos que estão em aulas remotas, uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) aponta que estados ainda apresentam falhas em protocolos de biossegurança para o retorno seguro às aulas presenciais. Com base em oito eixos que a ciência já comprovou serem importantes de levar em consideração, como máscaras, ventilação, imunização, testagem, transporte, ensino remoto, distanciamento, e higiene, os pesquisadores criaram um índice de segurança para o retorno às aulas presenciais. A média das pontuações coloca os estados com notas baixas, de 30 a 59, enquanto o máximo é 100. Veja Mais

Chumbo: como metal pesado tóxico afeta crianças no Brasil e no mundo décadas após proibição

Glogo - Ciência A contaminação por chumbo pode ter consequências ao longo da vida no desenvolvimento físico e cognitivo, mas milhões de crianças e adultos estão vulneráveis e nem mesmo sabem disso. Parques e praças onde as crianças brincam podem ser uma fonte de envenenamento por chumbo, de acordo com especialistas em Nova Orleans Getty Images via BBC Ele é tão tóxico que pode danificar o cérebro das crianças pelo resto da vida. Tão persistente que fica no ar por décadas. E tão onipresente que afeta um terço das crianças do planeta. A intoxicação por chumbo é um problema sério e global. Estima-se que até 800 milhões tenham níveis deste metal pesado no sangue iguais ou superiores a 5 microgramas por decilitro (µg/dL), o nível em que uma intervenção é necessária, de acordo com um relatório conjunto de 2020 da Unicef, o braço da Organização das Nações Unidas (ONU) para a infância e adolescência, e da ONG internacional Pure Earth. LEIA TAMBÉM: Jovem convive com sequelas de intoxicação por chumbo Brinquedos com chumbo trazem sério risco à saúde O chumbo é tão tóxico que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que "nenhum nível no sangue é seguro". Um estudo recente em Londres descobriu que o chumbo usado no passado na gasolina persiste no ar da capital britânica, embora o metal tenha sido proibido nos combustíveis no Reino Unido há mais de 20 anos. E estudos em outras cidades como Xangai e São Paulo encontraram resultados semelhantes. Outras fontes de contaminação incluem desde tintas até a reciclagem insegura de baterias, passando por temperos. Cerâmica sem chumbo produzida por iniciativa da Pure Earth em Puebla, no México PURE EARTH MÉXICO via BBC A Unicef e a Pure Earth destacam especialmente o caso do México, onde a principal fonte de envenenamento é muito diferente: o uso de esmaltes na cerâmica. "Nunca esquecerei uma criança de 2 anos que tinha níveis de mais de 65 microgramas por decilitro", diz Daniel Estrada, CEO da Pure Earth no México. "É muito triste saber que uma tradição tão bela provocou a intoxicação dessa criança e que ela não pode desenvolver suas capacidades ao máximo por causa disso." As fontes de chumbo podem ser muito diferentes. O que não varia é seu impacto devastador nas crianças. O efeito do chumbo na saúde Chumbo, que pode vir de tintas à base de chumbo, é uma neurotoxina poderosa que pode causar danos irreparáveis ao cérebro das crianças Getty Images via BBC O chumbo pode causar danos irreparáveis aos cérebros das crianças, segundo o relatório da Unicef e da Pure Earth "A verdade tóxica: a exposição das crianças à contaminação por chumbo prejudica o potencial de uma geração". É particularmente destrutivo para bebês e crianças menores de cinco anos, porque danifica seus cérebros antes que tenham a oportunidade de se desenvolver plenamente, causando prejuízos neurológicos, cognitivos e físicos para toda a vida, de acordo com o informe. Vários estudos revelam que níveis de chumbo no sangue superiores a 5 mg/dL estão associados a uma perda irreversível de capacidade intelectual. E o envenenamento por chumbo na infância também foi relacionado ao comportamento criminoso de adolescentes e adultos. A OMS destaca que o chumbo também causa danos permanentes em adultos, por exemplo, aumentando o risco de hipertensão e danos renais. Como o chumbo atua no corpo Chumbo, que pode vir de tintas à base de chumbo, é uma neurotoxina poderosa que pode causar danos irreparáveis ao cérebro das crianças Getty Images via BBC O chumbo pode prejudicar a saúde fundamentalmente por meio de dois mecanismos, explica à BBC News Mundo Howard Mielke, professor da Escola de Medicina da Tulane University em Nova Orleans, nos Estados Unidos. Mielke pesquisa o impacto do chumbo na saúde das crianças há mais de 40 anos. Um desses mecanismos é que o chumbo é quimicamente semelhante ao cálcio e "rouba" seu lugar. "O cálcio é essencial nas sinapses das células nervosas. Se o chumbo ocupar o lugar do cálcio, os sinais não são transmitidos, e as células nervosas morrem. O resultado é um encolhimento do cérebro", explica o especialista. Uma segunda maneira pela qual o chumbo prejudica a saúde é que ele se deposita nos dentes e nos ossos, onde se acumula com o tempo. Mielke fala de um "legado multigeracional de chumbo". "Se a mãe foi exposta ao chumbo quando criança, seus ossos contêm chumbo. Durante a gravidez, o cálcio nos ossos da mãe é importante para o desenvolvimento do feto. Mas, se os ossos da mãe contiverem chumbo, esse chumbo passará para o feto em vez do cálcio. " O dano é sempre irreversível? Chumbo é particularmente destrutivo para bebês e crianças menores de 5 anos, Getty Images via BBC Se as crianças foram expostas de forma crônica e excessiva ao chumbo por longos períodos na infância, as consequências são irreversíveis, diz Mielke. "Se a exposição foi por um período curto e não de forma intensa, e a fonte de chumbo é rapidamente reduzida, então, o dano pode ser limitado e pode haver uma recuperação." "As crianças são resilientes. No entanto, o principal tratamento é a prevenção primária, ou seja, prevenir a exposição ao pó de chumbo em primeiro lugar." Daniel Estrada explica que "os danos às crianças são permanentes se a fonte de exposição não for eliminada após os 4 anos de idade. Se o chumbo for eliminado mais cedo, o dano é reversível". Chumbo da gasolina em Londres Chumbo da gasolina persiste no ar de Londres mais de 20 anos depois que seu uso como combustível foi proibido Getty Images via BBC Em Londres, o chumbo da gasolina persiste no ar mais de 20 anos depois que seu uso foi proibido, segundo estudo da Universidade Imperial College. O chumbo começou a ser usado como um antidetonante na gasolina no Reino Unido na década de 1930 e foi eliminado desse combustível até sua proibição total em 1999. "As análises químicas realizadas em amostras de partículas atmosféricas coletadas em Londres indicam que o teor de chumbo é muito alto em relação ao padrão de referência para este elemento na crosta terrestre (ou nível de fundo)", diz Raquel Ochoa González, uma das autoras do estudo, doutora em Química e pesquisadora do Departamento de Ciências da Terra e Engenharia da Imperial College. "Esses dados nos permitem dizer com precisão que as partículas que analisamos são claramente enriquecidas em chumbo em comparação com os níveis de fundo e que existem fontes que vêm da atividade humana." Cientistas da Imperial College determinaram com análise isotópica que até 40% do chumbo no ar de Londres hoje vem do legado da gasolina com chumbo. Isótopos são átomos do mesmo elemento cujos núcleos atômicos têm o mesmo número de prótons, mas diferentes números de nêutrons. Antigo posto de gasolina nos Estados Unidos que vendia gasolina com chumbo, "lead" em inglês. O Tetraetilchumbo (chumbo tetraetila) foi adicionado à gasolina como um antidetonante Getty Images via BBC "O chumbo é um elemento que possui vários isótopos dos quais apenas aqueles com massas 204, 206, 207 e 208 são estáveis. A análise das razões isotópicas do chumbo nos fornece informações muito valiosas sobre a origem desse elemento, para que possamos obter 'impressões digitais' características para cada fonte de chumbo", explica González. O chumbo da gasolina que foi depositada ao longo de décadas em superfícies e solos urbanos pode ser "ressuspenso" no ar pelo vento, tráfego ou durante obras. "A ressuspensão de partículas poluentes inaláveis é uma fonte muito importante de poluição atmosférica em áreas urbanas", acrescenta a pesquisadora. E no Brasil? Processo de eliminação do chumbo da gasolina foi concluído no Brasil em 1992, quando etanol começou a ser misturado a esse combustível Getty Images via BBC Embora o uso do chumbo na gasolina tenha sido abandonado, seu legado continua principalmente nas grandes cidades. No caso do Brasil, estudos de 2017, 2018 e 2019 confirmaram a presença de chumbo da gasolina no ar, conforme dois dos autores desses estudos, Carlos Eduardo Souto de Oliveira, pesquisador do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), e Marly Babinski, professora e pesquisadora do Centro de Geocronologia e Geoquímica Isotópica da USP. O Brasil foi "um dos primeiros países do mundo a eliminar o chumbo da gasolina", assinalam os pesquisadores. "A fase de eliminação do chumbo adicionado à gasolina para atuar como antidetonante começou no Brasil em 1989 e terminou em 1992, quando o etanol passou a ser misturado à gasolina." O estudo de 2017 mostrou em São Paulo uma redução da ordem de 50 vezes entre 1970 e 2005 nas concentrações de chumbo no material particulado atmosférico (mistura de partículas sólidas e gotas de líquidos encontrados na atmosfera ) coletado em 24 horas na fração de partículas entre 2,5 micrômetros ou menos de diâmetro e partículas de 10 mícrons de diâmetro ou menos (a título de comparação, um fio de cabelo humano tem cerca de 70 mícrons). As principais fontes de chumbo foram o tráfego de veículos e o cimento da construção ou de uma empresa de mistura de cimento nas proximidades. Uma terceira fonte de chumbo foi a região industrial de Cubatão, localizada a cerca de 50 km da cidade de São Paulo. O estudo de 2019 comparou o material particulado em São Paulo e Londres e encontrou maior contribuição do chumbo da gasolina na capital britânica. Outras fontes Reciclagem informal e perigosa de baterias de chumbo é um dos principais contribuintes para envenenamento por chumbo em crianças em países de baixa e média renda Getty Images via BBC Além do legado de chumbo na gasolina, a reciclagem informal e inadequada de baterias de chumbo é um dos principais contribuintes para o envenenamento por chumbo em crianças em países de baixa e média renda, onde o número de veículos triplicou desde 2000, de acordo com o relatório da Unicef e da Pure Earth. "Trabalhadores em pequenas empresas de reciclagem, de forma perigosa e muitas vezes ilegal, quebram caixas de baterias, derramam ácido de chumbo e poeira no chão, e derretem esse material recuperado em fornalhas externas rudimentares que emitem gases tóxicos que envenenam a comunidade ao redor", diz o relatório. Outras fontes de exposição infantil incluem chumbo na água de canos, tintas, soldas em latas de comida e especiarias, cosméticos, brinquedos e outros produtos de consumo. "Pais cujas ocupações envolvem trabalho com chumbo muitas vezes trazem pó de chumbo para casa em suas roupas, cabelos, mãos e sapatos, inadvertidamente expondo seus filhos a este produto tóxico." No caso das especiarias, um estudo do Departamento de Saúde da Cidade de Nova York, nos Estados Unidos, analisou mais de 1,4 mil amostras de especiarias importadas de países como Paquistão e Bangladesh, vendidas em embalagens sem marcas ou rótulos. Mais de 30% dessas amostras apresentaram concentrações de chumbo superiores a 2 ppm ou partes por milhão, nível máximo que é considerado seguro. Especiarias também podem ter concentrações de chumbo Getty Images via BBC O caso do México O problema do envenenamento por chumbo na infância no México "é realmente sério", de acordo com Daniel Estrada. "Em média, 2 em cada 10 crianças mexicanas têm envenenamento por chumbo. Em Puebla, quase metade das crianças tem envenenamento por chumbo. Isso se traduz em uma diminuição das capacidades neurológicas e danos a diferentes órgãos", acrescenta. O relatório da Unicef e da Pure Earth cita um levantamento conduzido pelo Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) do México, segundo o qual 1,4 milhão de crianças menores de 5 anos no México tinham níveis de chumbo no sangue acima de 5 µg/dL. "O chumbo é usado para produzir o esmalte que recobre as peças de barro", explica Estrada. No México, ONG Pure Earth ajuda trabalhadores da cerâmica a fazer a transição para esmaltes sem chumbo PURE EARTH MÉXICO via BBC "Para a produção de barro esmaltado, a peça é feita primeiro e levada ao forno para produzir a primeira queima, conhecida como sancocho ou jahuete. Para a esmaltação, o sancocho é coberto com óxido de chumbo e levado ao forno pela segunda vez. Ao sair do forno, a peça já tem um esmalte que ajuda a impermeabilizá-la. Hoje, existem esmaltes sem chumbo que dão um acabamento semelhante ao dado pelo óxido de chumbo, mas sem serem tóxicos." "Quando o óxido de chumbo é usado, o chumbo do esmalte passa para os líquidos ou alimentos quando são ácidos ou quentes. É assim que o chumbo passa para o arroz, suco ou outro alimento servido ou preparado em cerâmica esmaltada com chumbo", assinala Estrada. Ceramistas participando de programa Barro Aprobado no México, da ONG Pure Earth PURE EARTH MÉXICO via BBC A Pure Earth promove um programa no México para ajudar ceramistas a fazer a transição para esmaltes sem chumbo. "O programa 'Barro Aprobado' consiste em dar aos ceramistas selos personalizados na produção de cerâmicas sem chumbo, bem como promover lojas de olarias e restaurantes sem chumbo. Até agora, temos mais de 40 ceramistas no programa, mas há cada vez mais interesse na indústria para ser livre de chumbo. " O caso de Nova Orleans Uma das vias de envenenamento por chumbo é que as crianças costumam colocar as mãos ou brinquedos que estavam em contato com o solo em suas bocas, diz Mielke Getty Images via BBC Em Nova Orleans, Howard Mielke conduziu estudos que relacionam o chumbo no solo ou chão de parques ou praças com os níveis de chumbo no sangue de crianças. Em primeiro lugar, "muitas vezes, as crianças colocam as mãos ou os brinquedos que estavam em contato com o solo na boca", enumera o pesquisador. "Em segundo lugar, o chumbo do solo entra na casa das crianças pelos sapatos (tirar os sapatos na porta limita esse movimento)." "Terceiro, o chumbo no solo é ressuspenso no ar (como mostrou um estudo recente de Londres) durante os períodos de seca do ano e entra em sua casa pela janela." "Quarto, o pó ressuspenso é inalado, e as nanopartículas entram nos pulmões e são absorvidas diretamente na corrente sanguínea." Em Nova Orleans, Mielke supervisionou a limpeza de locais de jogos contaminados com chumbo Howard Mielke via BBC Mielke supervisionou projetos de limpeza de solo e sujeira em 30 praças e áreas recreativas em Nova Orleans, sobre os quais uma malha de fibra sintética chamada geotêxtil foi colocada. "Um geotêxtil permeável de cor laranja é colocado no topo do solo contaminado. E, então, uma camada de 6 cm de solo com baixos níveis de chumbo (menos de 10-20 ppm) é espalhada." Dessa forma, "a superfície onde as crianças brincam passou de níveis de chumbo de 700 ppm para níveis abaixo de 20 ppm". Além dos projetos de Mielke, o pesquisador observa que a cidade de New Orleans também fez trabalhos de remediação em 13 parques locais. Mas o cientista garantiu que "o interior de Nova Orleans continua muito poluído para as crianças. Seus níveis de chumbo no sangue continuam excessivamente altos". Justiça ambiental Após limpeza, "superfície onde crianças brincavam passou de níveis de chumbo de 700 ppm para níveis inferiores a 20 ppm" Howard Mielke via BBC A intoxicação por chumbo afeta desproporcionalmente crianças em países de baixa e média renda, de acordo com a Unicef e a Pure Earth. E, dentro de cada país, os mais afetados tendem a ser crianças de comunidades mais pobres. As ações para reduzir a exposição ao chumbo têm um elemento de "justiça ambiental", de acordo com Mielke. "Pessoas de baixa renda vivem em comunidades onde a moradia é mais acessível", diz ele. "Infelizmente, esses imóveis mais acessíveis são geralmente encontrados em áreas urbanas pobres com congestionamento de tráfego e, possivelmente, com casas que têm pintura à base de chumbo antiga. Quando o chumbo era usado na gasolina, o meio ambiente nessas comunidades ficava contaminado com nanopartículas de chumbo (partículas da combustão)." Essas partículas são ressuspensas no ar e se tornam uma fonte de envenenamento para crianças, o que pode resultar em sérias deficiências e consequências para a vida toda. "Essas disparidades prejudicam a sociedade. "A indústria do chumbo promoveu um padrão de 400 ppm nos solos. Mas vimos que esse nível é muito alto. Comunidades com níveis de 40 ppm nos solos são mais seguras para a maioria das crianças." Prevenção Protestos em Newark em 2019 por causa dos altos níveis de chumbo na água de canos de chumbo Getty Images via BBC A Unicef e a Pure Earth recomendam ações coordenadas para os países afetados em diferentes áreas, incluindo monitoramento por meio de testes de chumbo no sangue e prevenção da exposição das crianças a produtos que contenham chumbo, como brinquedos e tintas, bem como a reciclagem segura de baterias e lixo eletrônico. Raquel Ochoa González cita como exemplo a vigilância da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos. "Como medidas para prevenir a exposição ao chumbo, podemos apontar a inspeção de canos em casas construídas antes dos anos 1980, evitar o contato com pinturas danificadas, lavar as mãos antes de comer alimentos e evitar o uso de objetos de metal e brinquedos velhos." Para Daniel Estrada, na América Latina, deve haver "políticas adequadas e, acima de tudo, mecanismos de vigilância, tanto para a indústria quanto para os níveis de chumbo no sangue de crianças vulneráveis". Exame de sangue em um bebê em Flint, Michigan, para verificar os níveis de chumbo Getty Images via BBC Então, qual a principal mensagem que Estrada daria ao público? "Monitorar seus níveis de chumbo no sangue, porque os da mãe podem ser semelhantes aos das crianças. Se encontrarem níveis elevados, busquem a fonte para eliminá-los." E a mensagem para os compradores de cerâmica esmaltada "é comprar cerâmica esmaltada sem chumbo". O envenenamento de crianças por chumbo, com seu impacto devastador ao longo da vida, é uma tragédia. Mas existem medidas que podem ser tomadas para reduzir a exposição das crianças a essa toxina. "As crianças são extraordinariamente sensíveis ao ambiente", diz Mielke. "São os adultos que devem assumir a responsabilidade de tornar esses ambientes os mais seguros possíveis em termos de níveis de chumbo." VÍDEOS: Natureza e meio ambiente Veja Mais

Voo suborbital: entenda o tipo de viagens espaciais empreendidas pelos bilionários Bezos e Branson

Glogo - Ciência Jeff Bezos irá ao espaço nesta terça-feira (20) a bordo de uma cápsula e foguete. O voo promete ser o primeiro suborbital sem piloto e tripulado. Uma semana antes, Richard Branson se tornou o primeiro civil a viajar para o espaço. Pouco mais de uma semana após o bilionário Richard Branson se tornar o primeiro civil a viajar ao espaço em um voo suborbital, nesta terça-feira (20) será a vez de Jeff Bezos, fundador da Amazon, se aventurar em um voo também do tipo suborbital a bordo de uma cápsula desenvolvida pela sua empresa de astroturismo Blue Origin. VÍDEO: Jeff Bezos mostra como está se preparando para ir ao espaço Mas o que significa o termo suborbital? O astrofísico Cassio Barbosa explica que a diferença entre suborbital e orbital está, de maneira resumida, na trajetória empreendida por uma espaçonave, embora ambos sejam considerados voos espaciais (veja mais abaixo). "Enquanto no voo orbital a nave consegue circular a Terra, ou seja, partir e retornar à atmosfera a partir de um mesmo ponto, o voo suborbital não tem velocidade para completar essa trajetória, então a nave sobe até um ponto máximo e depois cai em queda livre de volta à Terra", explica Barbosa. No voo suborbital, a trajetória realizada é uma curva. É algo parecido com o que acontece em um jogo de basquete, por exemplo, em que o jogador arremessa a bola em direção à cesta em um ângulo igual ou próximo a 45º, fazendo com que a bola consiga passar pelo aro, mas sem uma velocidade horizontal para ultrapassá-lo. "Por isso, quando chegou a uma altitude de mais de 80 km, a nave da Galactic Virgin desligou os motores e teve alguns minutos de queda livre, voltando para a Terra graças à força da gravidade", explica o astrofísico. Já no voo orbital, a velocidade de lançamento é tão elevada que a nave consegue realizar uma trajetória circular em volta da Terra. E uma vez no espaço, em vez de cair de volta ao solo, como no voo suborbital, a nave "cai" continuamente ao redor da Terra. Essa queda contínua é o que significa estar em órbita - e é como os satélites e a Lua ficam acima do nosso planeta. "O voo orbital é semelhante ao disparo de um míssil. É o que chamamos de lançamento balístico. Após o lançamento, a nave, que na verdade é uma capsula, atinge o espaço rapidamente e se mantém em movimento", compara Barbosa. Veja também: Sonha em ser um turista espacial? Veja o que planejam empresas do setor Elon Musk, Jeff Bezos, Richard Branson: os multimilionários que disputam a nova corrida espacial Jeff Bezos deve decolar às 10h (horário de Brasília) de terça-feira (20). O lançamento começará às 8h30 e será transmitido ao vivo pelo site da Blue Origin. Cápsula sem piloto Uma diferença entre os voos de Branson e Bezos é o meio de transporte utilizado. Enquanto Branson voou a bordo do WhiteKnightTwo, um avião não convencional, que foi batizado de VSS Unity e desenvolvido pela Virgin Galactic, Bezos chegará ao espaço a bordo de uma cápsula impulsionada por um foguete, a New Shepard, desenvolvida pela Blue Origin. Jeff Bezos, fundador da Blue Origin, dentro de cápsula da Blue Origin Reuters A New Shepard tem 18,3 metros de altura e é completamente autônoma - ela não pode ser pilotada do lado de dentro. Por isso, o voo da Blue Origin será o primeiro voo suborbital a ser realizado sem piloto e com uma tripulação composta apenas por civis. Além disso, a cápsula e o foguete levando Bezos e mais três tripulantes serão lançados a partir de uma base no meio de um deserto no Texas, enquanto que a VSS Unity foi lançada de uma pista de um astroaeroporto construído pela própria Virgin Galactic. Foguete VSS Unity da Virgin Galactic desacopla de avião e entra no Espaço; ASSISTA Espacial ou estratosférico? O voo suborbital feito por Branson alcançou uma velocidade de 3.700 km/h, o suficiente para chegar a uma altitude de cerca de 89 km. É a esta altura, literalmente, que começa a polêmica. "Bezos afirma que somente o voo empreendido pela Blue Origin é espacial, já que o feito pela Virgin Galactic seria apenas estratosférico. Na verdade, ele se refere ao que as empresas espaciais da Europa consideram como espaço. Lá, a fronteira espacial é definida como uma altitude superior a 100 km", explica Barbosa. Contudo, o astrofísico lembra que a agência espacial americana, a Nasa, e o Exército dos EUA consideram que a barreira espacial é alcançada acima de 80 km. "É mais uma jogada de marketing, mas ambos os voos são considerados espaciais, segundo a classificação da Nasa", diz o astrofísico. Para evitar a polêmica, a Blue Origin afirma que o voo a ser realizado nesta terça ultrapassará a linha dos 100 km de altitude. Sensação de gravidade zero Foto mostra momento em que Richard Branson flutua na gravidade zero dentro do foguete Virgin Galactic/Handout via Reuters Apesar das diferenças, em ambos os voos, a sensação de gravidade zero experimentada pelos tripulantes -- em um dos momentos do voo da Virgin Galactic é possível ver os tripulantes flutuando pela nave -- é apenas ilusória. "A sensação de ausência de peso nestes voos vem dos minutos em que as naves passam por uma queda livre. Não há ausência de gravidade. É o mesmo frio na barriga que se sente em uma descida de montanha-russa", exemplifica Barbosa. Veja Mais

Bezos, o mais rico do mundo, vai ao espaço nesta terça com 'vovó' pioneira na aviação e holandês de 18 anos que pagou passagem

Glogo - Ciência G1 transmite voo do fundador da Amazon previsto para decolar às 10h e durar 10 minutos. Viagem ocorre uma semana depois da feita pelo também bilionário Richard Branson. Os dois pretendem explorar o mercado do turismo espacial. Conheça a história de Jeff Bezos, que faz seu primeiro voo espacial nesta terça (20) Jeff Bezos, o homem mais rico do mundo, deve decolar nesta terça-feira (20), às 10h (horário de Brasília) para sua primeira viagem espacial. Ele estará a bordo de uma nave construída por sua própria empresa, não a famosa Amazon, mas a Blue Origin, voltada ao setor aeroespacial. G1 transmite o evento nesta terça; acompanhe aqui O bilionário de 57 anos estará acompanhado de uma tripulação eclética, que não inclui astronautas profissionais: será o primeiro voo civil sem piloto ao espaço. Fazem parte da viagem o irmão de Bezos, uma piloto de 82 anos e um holandês de 18 anos que será o mais jovem a ir ao espaço — e a primeira pessoa que pagou por isso (veja mais abaixo). Nenhum funcionário ou astronauta da Blue Origin estará na aeronave, que fará um voo autônomo. Sonha em ser um turista espacial? Veja o que as empresas planejam O "passeio" de Bezos com a cápsula New Shepard acontece uma semana depois de outro bilionário realizar uma viagem parecida. Richard Branson, dono da Virgin Galactic, fez seu primeiro voo no último dia 11. Ambos pretendem explorar o mercado do turismo espacial. A data definida, 20 de julho, é simbólica: 52 anos atrás, o homem chegava à Lua. Quem é quem no voo VÍDEO: Quem acompanha Jeff Bezos ao espaço Jeff Bezos, 57 anos, bilionário fundador da Amazon Bezos fundou a Blue Origin em 2000 EPA Sua fortuna é estimada em US$ 202,7 bilhões pela Forbes, o que o faz ser o mais rico do mundo, à frente de Elon Musk, outro que está investindo no espaço. Bezos acabou de deixar o comando da Amazon, que fundou em 1994. Ele continua na empresa como presidente-executivo do conselho. A mudança foi anunciada em fevereiro. Em junho, ele divulgou que faria seu primeiro voo com a Blue Origin, quando também disse que estaria acompanhado de seu irmão, Mark. A Blue Origin foi fundada por Bezos em 2000 e tem apostado em aeronaves sem piloto e copiloto. Bezos também é dono do jornal "The Washington Post" e outros negócios e entidades filantrópicas. Conheça mais da história do empresário em 15 fatos Mark Bezos,51 anos, irmão de Jeff Mark Bezos abraça o irmão Jeff ao ser convidado para voo ao espaço YouTube/Blue Origin Bezos mostrou em um vídeo o momento em que convidou o irmão mais novo para acompanhá-lo no voo inaugural da Blue Origin. "Você está falando sério?", perguntou Mark, se mostrando surpreso. "Sim. Acho que será significativo ter meu irmão lá", respondeu o bilionário. Formado em publicidade, Mark também é empresário, tem uma companhia de fundos investimento e é bombeiro voluntário no condado de Westchester, no estado de Nova York. Ele também possui ações da Amazon que valem milhões. Mark descreve Jeff como seu melhor amigo. Wally Funk, 82 anos, piloto de avião pioneira no setor aeroespacial Imagem não datada mostra a pioneira de viagens espaciais Wally Funk, que vai viajar ao espaço com Jeff Bezos, em voo da Blue Origin Blue Origin via AFP Mary Wallace "Wally" Funk é outra "convidada de honra" de Bezos para a viagem. Ela se tornará a pessoa mais velha a ir ao espaço. Piloto e ex-instrutora de voo, ela foi a primeira mulher inspetora da Administração Federal de Aviação dos EUA e a primeira investigadora de segurança aérea do Conselho Nacional de Segurança do Transporte do país. Também esteve entre as mulheres que passaram pelo treinamento de astronautas da Nasa nos anos 1960, mas que não foram ao espaço e não chegaram a integrar a equipe da agência por causa de seu sexo. Por isso, esta viagem é a realização de um sonho guardado por 60 anos. Ela acumulou 19,6 mil horas de voo — e ensinou cerca de 3 mil outras pessoas a voar. Mas não terá essa função na viagem, já que a New Shepard foi projetada para funcionar sem piloto. Conheça mais da história de Wally Funk Oliver Daemen, 18 anos, holandês, será o mais jovem no espaço Oliver Daemen, de 18 anos, é novo tripulante da 1ª missão da Blue Origin Blue Origin Estar no lugar certo, na hora certa - e com o dinheiro certo valeu para Daemen. O holandês será a primeira pessoa a ir ao espaço tendo pago pela viagem. A quantia, paga pelo pai dele, nunca foi revelada. Daemen também se tornará o mais jovem a fazer o "passeio". Mas o lugar na cápsula não era dele. O jovem está ocupando a vaga de uma pessoa que pagou US$ 28 milhões e venceu o leilão pela "passagem", em junho, mas desistiu de ir nesta primeira empreitada da Blue Origin. Ela continua anônima e diz que deverá embarcar em algum dos próximos voos da empresa. Daemen busca obter seu brevê de piloto e deve ir à Universidade de Utrecht, na Holanda, para estudar física e administração de inovação em setembro. Ele é filho de Joes Daemen, presidente-executivo e fundador da Somerset Capital Partners, de acordo com informações da agência Reuters. Como será o voo Foguete New Shepard, da Blue Origina, foi relançado na sexta-feira (22) Blue Origin/Divulgação A expectativa é de que ele dure cerca de 10 minutos entre a partida e o pouso. A decolagem está prevista para as 10h (horário de Brasília) em uma área remota e desértica no Texas, sem a presença de público. Assim como o voo de Branson, da Virgin, será suborbital, ou seja, a cápsula não entrará em órbita no espaço por não ter velocidade suficiente para isso. A New Shepard é uma cápsula e foguete completamente autônoma com 18,3 metros de altura que não pode ser pilotada do lado de dentro. O voo automatizado será o 16º da empresa, mas o primeiro com humanos a bordo. A nave tem esse nome em homenagem a Alan Shepard, que foi o 1º astronauta dos EUA a ir ao espaço, em 1961. Conheça detalhes da nave da Blue Origin Elcio Horiuchi/Wagner Magalhães/Rafael Miotto/G1 Cápsula New Shepard tem seis assentos e janelas amplas Blue Origin ENTENDA: Elon Musk, Jeff Bezos, Richard Branson: os multimilionários que disputam a nova corrida espacial Jeff Bezos publica vídeo mostrando como está se preparando para ir ao espaço Reprodução/Instagram Jeff Bezos e Wally Funk vão viajar ao espaço juntos Blue Origin via AFP Veja como foi a viagem de Branson, da Virgin: VÍDEO: Veja os melhores momentos do voo de Richard Branson ao espaço No YouTube, G1 explica a corrida espacial dos bilionários Veja Mais

Brasil chega a 542 mil mortes por Covid na pandemia; média móvel de óbitos segue em queda

Glogo - Ciência País contabiliza 542.262 óbitos e 19.372.820 casos de coronavírus, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. São, em média, 1.245 mortos por dia pela doença. O Brasil registrou 939 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando neste domingo (18) 542.262 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.245. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -21% e aponta tendência de queda. É o 22º dia seguido de queda nesse comparativo. O estado de São Paulo, que tem os maiores registros, não havia divulgado os dados de casos e mortes neste sábado, alegando "indisponibilidade dos dados". O acumulado foi inserido neste domingo, o que elevou a média móvel de mortes em relação a ontem. Covid: Mesmo em queda, média de mortes diárias no Brasil ainda é maior do mundo e supera a de continentes inteiros Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta sexta. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Veja a sequência da última semana na média móvel: Média móvel de mortes dos últimos 7 dias Arte/G1 Segunda (12): 1.297 Terça (13): 1.273 Quarta (14): 1.270 Quinta (15): 1.244 Sexta (16): 1.246 Sábado (17): 1.196 Domingo (18): 1.245 De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel de mortes acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. Apenas um estado apresenta tendência de alta nas mortes: PR. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia, 19.372.820 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 33.696 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 40.948 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de -17% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica tendência de queda também nos diagnósticos. Em seu pior momento, a curva da média de diagnósticos chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 18 de julho Total de mortes: 542.262 Registro de mortes em 24 horas: 939 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.245 por dia (variação em 14 dias: -21%) Total de casos confirmados: 19.372.820 Registro de casos confirmados em 24 horas: 33.696 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 40.948 por dia (variação em 14 dias: -17%) Estados Em alta (1 estados): PR Em estabilidade (4 estados e o DF): BA, DF, RJ, RN, e TO Em queda (21 estados): AC, AL, AP, AM, CE, ES, GO, MA, MG, MT, MS, PA, PB, PE, PI, RS, RO, RR, SP, SC e SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação O Brasil já aplicou mais de 122.788.410 de doses de vacinas contra a Covid-19 até este domingo (18). A população brasileira que está totalmente imunizada contra a Covid – ou seja, que tomou a segunda dose ou a dose única de vacinas contra a doença – chega a 15,98%. De ontem para hoje, a 1ª dose foi aplicada em 235.124 pessoas, 97.325 receberam a 2ª dose e a dose única foi aplicada em 13.149, um total de 345.598 doses. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa divulgados às 20h deste domingo (18). Veja a situação nos estados Estados com média móvel de mortes em alta em 18 de julho de 2021. Arte/G1 Estados com média móvel de mortes em estabilidade em 18 de julho de 2021. Arte/G1 Estados com média móvel de mortes em queda em 18 de julho de 2021. Arte/G1 Sul PR: +17% RS: -29% SC: -19% Sudeste ES: -41% MG: -27% RJ: -9% SP: -25% Centro-Oeste DF: -6% GO: -17% MS: -38% MT: -26% Norte AC: -48% AM: -22% AP: -30% PA: -33% RO: -54% RR: -19% TO: +11% Nordeste AL: -16% BA: -14% CE: -44% MA: -31% PB: -45% PE: -35% PI: -50% RN: -10% SE: -51% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste a Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Números da pandemia Editoria de Arte/G1 Veja Mais

Brasil passa de 541 mil mortes por Covid na pandemia; média móvel cai, mas SP não divulga os dados

Glogo - Ciência País contabiliza 541.323 óbitos e 19.339.124 casos de coronavírus, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. São, em média, 1.196 mortos por dia pela doença. Brasil registra 823 mortes por Covid em 24 horas O Brasil registrou 823 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta sábado (17) 541.323 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.196. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -23% e aponta tendência de queda. É o 21º dia seguido de queda nesse comparativo. É a menor média móvel de mortes desde fevereiro, mas o estado de São Paulo, que tem os maiores registros, não divulgou os dados de casos e mortes. O governo alegou "indisponibilidade dos dados". Covid: Mesmo em queda, média de mortes diárias no Brasil ainda é maior do mundo e supera a de continentes inteiros Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta sexta. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Veja a sequência da última semana na média móvel: Média móvel de mortes por coronavírus Arte/G1 Domingo (11): 1.296 Segunda (12): 1.297 Terça (13): 1.273 Quarta (14): 1.270 Quinta (15): 1.244 Sexta (16): 1.246 Sábado (17): 1.196 De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel de mortes acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. Apenas um estado apresenta tendência de alta nas mortes: PR. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia, 19.339.124 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 32.724 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 39.048 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de -22% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica tendência de queda também nos diagnósticos. Em seu pior momento, a curva da média de diagnósticos chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 17 de julho Total de mortes: 541.323 Registro de mortes em 24 horas: 823 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.196 por dia (variação em 14 dias: -23%) Total de casos confirmados: 19.339.124 Registro de casos confirmados em 24 horas: 32.724 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 39.048 por dia (variação em 14 dias: -22%) Estados Em alta (1 estados): PR Em estabilidade (4 estados e o DF): DF, RJ, RN, RR e TO Em queda (21 estados): AC, AL, AP, AM, BA, CE, ES, GO, MA, MG, MT, MS, PA, PB, PE, PI, RS, RO, SP, SC e SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação O Brasil já aplicou mais de 122.442.812 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 até este sábado (17). A população brasileira que está totalmente imunizada contra a Covid – ou seja, que tomou a segunda dose ou a dose única de vacinas contra a doença – chega a 15,93%. De ontem para hoje, a primeira dose foi aplicada em 671.588 pessoas, a segunda em 357.816 e a dose única em 77.994, um total de 1.107.368 doses aplicadas. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa divulgados às 20h deste sábado (17). Veja a situação nos estados Estados com média móvel em alta em 17 de julho de 2021 Arte/G1 Estados com média móvel em estabilidade em 17 de julho de 2021 Arte/G1 Estados com média móvel em queda em 17 de julho de 2021 Arte/G1 Sul PR: +31% RS: -28% SC: -20% Sudeste ES: -38% MG: -22% RJ: -10% SP: -37% Centro-Oeste DF: -13% GO: -19% MS: -40% MT: -26% Norte AC: -38% AM: -28% AP: -38% PA: -31% RO: -37% RR: +12% TO: +5% Nordeste AL: -17% BA: -18% CE: -36% MA: -36% PB: -46% PE: -36% PI: -52% RN: -7% SE: -47% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Números da pandemia Editoria de Arte/G1 Veja Mais

Como o inconsciente controla nossas ações

Glogo - Ciência Mensagens subliminares e a psicologia do 'empurrão' nos levam a acreditar que podemos ser influenciados sem perceber, mas quão poderosa é realmente nossa mente inconsciente? Algumas pesquisas sugerem que nossas decisões podem ser controladas pelo nosso subconsciente, embora estudos mais recentes estejam questionando este pensamento Getty Images via BBC Às vezes, quando me pergunto por que fiz determinada escolha, percebo que, na verdade, eu não sei. Até que ponto somos regidos por coisas das quais não temos consciência? — Paul, 43 anos, Londres. Por que você comprou um carro? Por que você se apaixonou pelo seu parceiro? Quando começamos a analisar a base de nossas escolhas de vida, sejam elas importantes ou bastante triviais, podemos chegar à conclusão de que não fazemos muita ideia. Podemos até mesmo nos perguntar se realmente conhecemos nossa própria mente e o que se passa nela fora da nossa percepção consciente. A técnica cognitiva que ajuda a não pensar demais nos problemas O incrível poder do nosso cérebro de esticar (ou encolher) o tempo 8 maneiras de melhorar a capacidade do seu cérebro Felizmente, a ciência da psicologia nos oferece insights importantes e talvez surpreendentes. Uma das descobertas mais importantes vem do psicólogo americano Benjamin Libet (1916-2007) na década de 1980. Ele concebeu um experimento que era aparentemente simples, mas gerou um enorme debate desde então. Os participantes foram convidados a se sentar de maneira relaxada em frente a um relógio adaptado. No mostrador do relógio, havia uma pequena luz girando em torno dele. Tudo o que os participantes tinham que fazer era flexionar o dedo sempre que sentissem necessidade e lembrar qual era a posição da luz no mostrador do relógio quando fizessem isso. Ao mesmo tempo em que tudo isso acontecia, a atividade cerebral dos participantes era registrada por meio de um eletroencefalograma (EEG), que detecta níveis de atividade elétrica no cérebro. O que Libet conseguiu mostrar foi que o tempo fornece uma pista importante sobre se o inconsciente desempenha ou não um papel significativo no que fazemos. Ele mostrou que a atividade elétrica no cérebro se desenvolvia muito antes de as pessoas conscientemente terem a intenção de flexionar o dedo e o flexionarem. Em outras palavras, os mecanismos inconscientes, por meio da preparação da atividade neural, nos preparam para qualquer ação que decidamos realizar. Mas tudo isso acontece antes de termos conscientemente a intenção de fazer algo. Nosso inconsciente parece reger todas as ações que realizamos. No entanto, à medida que a ciência avança, somos capazes de rever e aprimorar o que sabemos. Agora sabemos que há vários problemas fundamentais com as configurações do experimento que sugerem que as alegações de que nosso inconsciente rege fundamentalmente nosso comportamento são significativamente exageradas. Por exemplo, ao corrigir os vieses nas estimativas subjetivas da intenção consciente, a lacuna de tempo entre as intenções conscientes e a atividade cerebral é reduzida. No entanto, as descobertas originais ainda são atraentes, mesmo que não possam ser usadas para afirmar que nosso inconsciente rege completamente nosso comportamento. Outra forma de avaliar se somos, em última análise, governados por nosso inconsciente é analisar as situações em que podemos esperar que ocorra a manipulação inconsciente. Na minha pesquisa, perguntei às pessoas que situações seriam essas. O exemplo mais comum foi propaganda e marketing. Pode não ser uma surpresa, visto que muitas vezes nos deparamos com termos como "propaganda subliminar", que sugere que somos orientados a fazer escolhas de consumo de maneiras pelas quais não temos nenhum controle consciente. James Vicary, que foi profissional de marketing e psicólogo na década de 1950, deu vida ao conceito. Ele convenceu um dono de cinema a usar seu dispositivo para projetar mensagens durante a exibição de um filme. Mensagens como "beba Coca-Cola" apareciam por frações de segundo — e ele alegou que as vendas da bebida dispararam depois que o filme acabou. Após um grande furor a respeito da ética desta descoberta, Vicary contou a verdade e admitiu que tudo era uma farsa — ele havia inventado os dados. Na verdade, é notoriamente difícil mostrar em experimentos de laboratório que projetar palavras abaixo do limiar da percepção consciente pode nos induzir até mesmo a pressionar botões em um teclado que estão associados a esses estímulos, quanto mais nos manipular para realmente mudar nossas escolhas no real mundo. O aspecto mais interessante em torno dessa polêmica é que as pessoas ainda acreditam, como tem sido demonstrado em estudos recentes, que métodos como a propaganda subliminar estão em uso, quando, na verdade, existe uma legislação que nos protege dela. Mas tomamos decisões sem pensar conscientemente? Para descobrir, os pesquisadores investigam três áreas: até que ponto nossas escolhas são baseadas em processos inconscientes, se esses processos inconscientes são fundamentalmente enviesados (por exemplo, sexistas ou racistas) e o que, se houver algo, pode ser feito para melhorar nossa tomada de decisão enviesada a e inconsciente. Para o primeiro ponto, um estudo analisou se as melhores escolhas feitas em ambientes de consumo eram baseadas no pensamento ativo ou não. A descoberta surpreendente foi que as pessoas fazem escolhas melhores quando não pensam, especialmente em ambientes de consumo complexos. Os pesquisadores argumentaram que isso acontece porque nossos processos inconscientes são menos limitados do que os processos conscientes, que demandam muito do nosso sistema cognitivo. Os processos inconscientes, como a intuição, funcionam de maneira que sintetizam automática e rapidamente uma variedade de informações complexas, e isso oferece uma vantagem sobre o pensamento deliberado. Assim como o estudo de Libet, esta pesquisa despertou grande interesse. Infelizmente, as tentativas de replicar essas descobertas foram extremamente difíceis, não apenas nos contextos originais de consumo, como também em áreas em que os processos inconscientes são considerados amplamente utilizados: na detecção de mentiras, em decisões médicas e decisões românticas arriscadas. Dito isso, é claro que existem fatores que podem influenciar nossas decisões e orientar nosso pensamento aos quais nem sempre prestamos muita atenção, como emoções, humor, cansaço, fome, estresse e crenças existentes. Mas isso não significa que somos regidos por nosso inconsciente — é possível ter consciência desses fatores. Às vezes, podemos até neutralizá-los colocando os sistemas certos em funcionamento ou aceitando que contribuem para o nosso comportamento. Mas e quanto ao viés na tomada de decisão? Um estudo mostrou que, por meio do uso de uma técnica agora amplamente utilizada, chamada teste de associação implícita (IAT, na sigla em inglês), as pessoas nutrem atitudes inconscientes e enviesadas em relação a outras pessoas (como discriminação racial ou de gênero). Também sugeriu que essas atitudes podem, na verdade, motivar decisões enviesadas, como em questões de trabalho, jurídicas, médicas e que afetam a vida de outros. No entanto, ao analisar mais de perto pesquisas sobre o tema, há dois problemas críticos com o teste de IAT. Sinais sutis aos quais nem sempre prestamos atenção, como fome ou emoções, podem influenciar as decisões que tomamos Getty Images via BBC Em primeiro lugar, se você observar as pontuações de um indivíduo no teste de IAT, e pedir para ele repetir o teste, os dois resultados não coincidem de forma consistente — isso é conhecido como confiabilidade teste-reteste limitada. Além disso, foi demonstrado que os resultados do teste de IAT são um indicador frágil do comportamento real de tomada de decisão, o que significa que o teste tem baixa validade. Também há esforços para tentar melhorar a maneira como tomamos decisões em nossa vida cotidiana (como alimentação saudável ou economizar para a aposentadoria), na qual nossos processos inconscientes enviesados podem limitar nossa capacidade de fazer isso. Neste sentido, o trabalho de Richard Thaler, ganhador do prêmio Nobel de economia, e Cass Sunstein foi revolucionário. A ideia básica por trás do trabalho deles vem do cientista cognitivo Daniel Kahneman, outro ganhador do Prêmio Nobel, que argumentou que decisões precipitadas são motivadas principalmente de maneira inconsciente. Para ajudar a melhorar a forma como tomamos decisões, dizem Thaler e Sunstein, é preciso redirecionar processos inconscientemente enviesados na direção da melhor decisão. A maneira de fazer isso é dando um "empurrão" suave nas pessoas para que possam detectar automaticamente qual opção é a melhor a escolher. Por exemplo, você pode tornar os doces menos acessíveis em um supermercado do que as frutas. Esta pesquisa foi adotada globalmente por muitas instituições públicas e privadas. Um estudo recente da minha própria equipe mostra que as técnicas do "empurrão" muitas vezes falham consideravelmente. E também saem pela culatra, levando a resultados piores do que se não fossem usadas. Há várias razões para isso, como aplicar o "empurrão" errado ou entender mal o contexto. Parece que é necessário mais para mudar o comportamento do que dar um empurrãozinho. Dito isso, os defensores do "empurrão" nos levam a acreditar que somos mais facilmente influenciados do que pensamos — e do que realmente somos. Treine sua mente para esvaziar os pensamentos Um aspecto fundamental de nossas experiências psicológicas é a crença de que somos os agentes de mudança, seja em circunstâncias pessoais (como ter uma família) ou externas (como as mudanças climáticas antropogênicas). No geral, preferimos aceitar que temos liberdade de escolha em todos os tipos de contextos, mesmo quando percebemos que isso está sob a ameaça de mecanismos que nos manipulam inconscientemente. No entanto, ainda acreditamos estrategicamente que temos menos diligência, controle e responsabilidade em determinadas áreas, com base em quão importantes são. Por exemplo, preferimos reivindicar controle e diligência conscientes sobre nosso voto político do que sobre o cereal matinal que estamos comprando. Então, podemos argumentar que nossa escolha infeliz para o café da manhã se resumiu à propaganda subliminar. No entanto, estamos menos inclinados a aceitar ser manipulados a votar de uma determinada maneira pelo poder das empresas de rede social. Descobertas científicas em psicologia que ganham manchetes sensacionalistas muitas vezes não ajudam porque contribuem com a ideia de que somos fundamentalmente regidos por nosso inconsciente. Mas a evidência científica mais robusta indica que somos provavelmente mais governados pelo pensamento consciente do que pelo pensamento inconsciente. Podemos ter a sensação de que nem sempre estamos totalmente cientes de por que fazemos o que fazemos. Isso pode ser porque nem sempre estamos prestando atenção aos nossos pensamentos e motivações internas. Mas isso não é equivalente ao nosso inconsciente reger todas as nossas decisões. Embora eu ache que não, digamos que somos, na verdade, governados pelo inconsciente. Neste caso, há uma vantagem em alimentar a crença de que temos mais controle consciente do que não. Nas situações em que as coisas dão errado, acreditar que podemos aprender e mudar as coisas para melhor depende de aceitarmos um certo nível de controle e responsabilidade. Nos casos em que as coisas dão certo, acreditar que podemos repetir ou aprimorar ainda mais nossas conquistas depende de aceitarmos que temos um papel a desempenhar nelas. A alternativa é nos submeter à ideia de que forças aleatórias ou inconscientes ditam tudo o que fazemos e, no longo prazo, isso pode ser devastador mentalmente. Então, por que você se apaixonou pelo seu parceiro? Talvez ele tenha feito você se sentir forte ou segura, desafiada de alguma forma ou ele cheirava bem. Como qualquer outra questão importante, ela é multifacetada e não há uma resposta única. O que eu diria é que é improvável que seu "eu" consciente não tenha nada a ver com isso. * Magda Osman é professora de psicologia experimental na Universidade Queen Mary em Londres, no Reino Unido. Este artigo é parte da série Life's Big Questions, do site de notícias acadêmicas The Conversation, que está sendo copublicada pela BBC Future. A série busca responder perguntas de leitores sobre a vida, o amor, a morte e o Universo. O texto foi publicado originalmente no The Conversation e republicado aqui sob uma licença Creative Commons. Leia aqui a versão original (em inglês). Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Future. VÍDEOS mais vistos do G1 nos últimos dias Veja Mais

Pandemia faz vacinação infantil despencar no mundo e pode gerar 'catástrofe' em 2021, alerta ONU

Glogo - Ciência Em 2020, 23 milhões de crianças em todo o mundo não receberam as três doses da vacina contra difteria, tétano e coqueluche. 23 milhões de crianças não receberam as três doses da vacina contra difteria, tétano e coqueluche em 2020 Agência Saúde/Divulgação A ONU alerta sobre o risco de uma "catástrofe absoluta" se o perigoso atraso na vacinação de crianças em decorrência da pandemia de Covid-19 não for resolvido e as restrições sanitárias forem suspensas muito rapidamente. Em 2020, em todo o mundo, 23 milhões de crianças não receberam as três doses da vacina contra difteria, tétano e coqueluche, que servem como medida de referência, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (15) pela OMS e Unicef.  Esse número de crianças não vacinadas é mais alto desde 2009 e representa um aumento de 3,7 milhões de menores em relação a 2019. "Em 2021, temos o potencial para que aconteça uma catástrofe absoluta", afirmou a médica Kate O'Brien, diretora do Departamento de Vacinação da Organização Mundial de Saúde (OMS) em Genebra. A pandemia provocou um desvio de recursos e funcionários para a luta contra o coronavírus, e muitos serviços médicos tiveram que fechar ou reduzir seus horários. Por temor do vírus, as pessoas também evitaram sair de casa para ir a postos de vacinação, mesmo quando as medidas restritivas não proibiam deslocamentos. A situação das crianças desprotegidas e uma suspensão muito rápida das restrições sanitárias contra a Covid-19 já demonstram efeitos nocivos para a saúde, por exemplo com surtos de sarampo no Paquistão, sublinhou O'Brien. Esses dois fatores combinados são "a catástrofe absoluta contra a qual estamos soando o alarme agora, porque precisamos agir imediatamente para proteger essas crianças", insistiu a especialista. Criança durante campanha de vacinação contra a poliomielite nos anos 1970 no Brasil Acervo Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz Sinal de alerta O número de 23 milhões de crianças não imunizadas no ano passado com as três doses da vacina contra difteria, tétano e coqueluche não é o único sinal alarmante. Ainda mais grave para a OMS e o Unicef é que 17 milhões de crianças – a maioria delas vivendo em zonas de conflito, locais isolados ou bairros altamente desfavorecidos e privados de infraestrutura de saúde – certamente não tomaram qualquer tipo de vacina no ano passado. Esses números "são um sinal de alarme claro, a pandemia de Covid-19 e os distúrbios que causou nos fizeram perder um terreno precioso que não podemos abrir mão", disse a diretora da Unicef, Henrietta Fore. "As consequências serão pagas em mortes e perda de qualidade de vida da maioria vulnerável", lamentou ela. A taxa de vacinação para difteria, tétano e coqueluche estava estagnada em 86% por vários anos antes da pandemia e em 2020 caiu para 83%. No caso do sarampo, uma doença altamente contagiosa que necessita de um percentual de cobertura vacinal de 95% para ser controlada, apenas 71% das crianças receberam a segunda dose. Mortes por sarampo aumentaram 50% em quatro anos, alerta OMS México em apuros Nas Américas, há uma "tendência preocupante de longo prazo", apesar do declínio associado à pandemia ter sido modesto (2 pontos percentuais a menos do que em 2019). "A desinformação sobre vacinas, a instabilidade e outros fatores formam um panorama preocupante" na região onde "a taxa de vacinação continua caindo", afirmam a OMS e o Unicef.    Apenas 82% das crianças estão totalmente imunizadas com a vacina contra difteria, tétano e coqueluche, em comparação com 91% em 2016. O México é um dos países em que o número de crianças não cobertas pela primeira dose de vacinas contra essas três doenças aumentou mais rapidamente, passando de 348.000 em 2019 para 454.000 no ano passado. Na Ásia, a taxa de cobertura caiu de 91% para 85% em 2020 na Índia, que teve 3,5 milhões de crianças parcialmente vacinadas ou não vacinadas. Paquistão, Indonésia e Filipinas também viram o número de crianças desprotegidas aumentar. A ONU ressalta que é importante que a distribuição de imunizantes contra Covid-19 não seja feita em detrimento dos programas de vacinação infantil. VÍDEOS mais vistos do G1 nos últimos dias Veja Mais

Covid: 300 mil bebês deixaram de nascer no Brasil por pandemia, com adiamentos e mais divórcios

Glogo - Ciência Avanço do coronavírus impactou fortemente não só a mortalidade, mas também a natalidade - e fez até a população de dois Estados encolher momentaneamente; demógrafo entrevistado pela BBC News Brasil explica efeitos da pandemia sobre a população brasileira. Pandemia afetou não só a nossa taxa de mortalidade, mas também de natalidade Getty Images via BBC A pandemia de covid-19 está tendo efeitos nada desprezíveis na demografia brasileira e mundial, embora os impactos de longo prazo dependam, na prática, de quanto tempo levaremos para conter de vez o coronavírus. São menos bebês nascendo, mais divórcios e, tristemente, um número impressionante de mortes: 195 mil mortos oficialmente contabilizados no Brasil em 2020, e mais 338 mil mortos em 2021 até agora. O total já ultrapassa 536 mil. Pandemia fez brasileiro perder quase 2 anos na expectativa de vida ao nascer Esse cenário fez com que não se cumprissem as previsões populacionais feitas previamente para 2020 e 2021, como observa José Eustáquio Diniz Alves, doutor em demografia e pesquisador aposentado do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Diniz Alves analisou o comportamento da população brasileira no último ano e meio e identificou fatos importantes - alguns deles inéditos em um país que cresce sem parar desde que foi colonizado pelos europeus, cinco séculos atrás. Confira alguns deles: 1) Menos nascimentos, ou nada de "baby boom" até agora Quem imaginava que o enclausuramento provocado pela pandemia provocaria um "baby boom" se enganou, explica Diniz Alves à BBC News Brasil. "A pandemia provocou uma queda na natalidade no mundo inteiro", diz. "Quem pôde adiar a maternidade, no caso de casais jovens, adiou. (...) Mesmo que tivesse havido mais sexo (entre pessoas quarentenadas em casa), hoje em dia existe uma separação entre sexo e reprodução. Houve muito medo de a mulher grávida ficar doente, medo de o hospital estar sobrecarregado. Basta adiarem-se 20% dos nascimentos para haver um impacto grande na taxa de natalidade." Esse impacto já foi sentido em 2020, de gestações possivelmente adiadas logo nos primeiros meses do ano. Enquanto houve em 2019, quase 2,8 milhões de bebês nascidos no país, no ano passado esse número caiu para pouco mais de 2,6 milhões, segundo o Portal da Transparência do Registro Civil. Se considerarmos que a projeção do IBGE era de que o Brasil teria 2,9 milhões de bebês nascidos no Brasil em 2020, tivemos, na prática, 300 mil bebês a menos do que o esperado. E Diniz Alves explica que essa redução deve se aprofundar ainda mais neste ano, porque os adiamentos de gestações provavelmente continuaram ao longo do ano passado e do primeiro semestre deste. O aumento no número de divórcios (15% a mais apenas no segundo semestre de 2020, em relação ao mesmo período de 2019) e a queda no número de casamentos também contribuem para menos concepções de bebês. Vale lembrar que esse fenômeno não é inédito: por exemplo, quando eclodiu a epidemia de síndrome congênita da zika em bebês, entre 2015 e 2016, também houve um recuo momentâneo na natalidade do Brasil, diante do medo das mulheres em engravidar. A expectativa, prossegue Diniz Alves, é de que, passado o coronavírus, a taxa de natalidade brasileira volte aos patamares anteriores à pandemia, na casa dos 2,8 milhões de bebês por ano. Uma ressalva: isso é muito abaixo dos 4 milhões de bebês que nasciam anualmente no Brasil na década de 1980 - e a culpa é da transição demográfica brasileira, sobre a qual falaremos no final desta reportagem. População cresceu bem menos do que o previsto pelos demógrafos; São Paulo (acima), por exemplo, teve seu menor crescimento populacional em décadas Getty Images via BBC 2) Crescimento da população bem menor do que o previsto Antes de a pandemia eclodir, o IBGE havia projetado que o Brasil veria sua população aumentar em 1,574 milhão de pessoas no ano passado. No entanto, diante da baixa na taxa de natalidade, das mortes por covid-19 e da sobrecarga do sistema de saúde, o país terminou 2020 com 1,159 milhão de pessoas a mais, segundo o Portal da Transparência do Registro Civil. "Portanto, a grosso modo, podemos dizer que o impacto da pandemia foi reduzir o crescimento populacional em 415 mil pessoas em 2020", explica Diniz Alves. Isso deve se intensificar neste ano: com ainda mais mortes por covid-19 do que no ano passado e menos nascimentos, "o Brasil deve ter 1 milhão de pessoas a menos do que estava previsto nas projeções do IBGE para 2021", prossegue o demógrafo. Pandemia reduziu a expectativa de vida do brasileiro em quase dois anos, aponta Harvard 3) RJ e RS: os Estados onde a população chegou a encolher Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, os Estados com maior proporção de população mais velha, registraram mais mortes do que nascimentos entre janeiro e maio de 2021. Foi uma variação breve e temporária - decorrente, obviamente, do pico de mortes por covid-19 -, mas muito importante: trata-se da primeira vez que isso acontece na história do país. "É uma grande e inédita novidade para a demografia brasileira, (...) que tem uma história de 521 anos de crescimento demográfico contínuo e ininterrupto", escreveu Diniz Alves em artigo. Eis os dados: segundo o Portal da Transparência do Registro Civil, o Estado fluminense teve 79.038 nascimentos e 79.570 óbitos de 1° de janeiro a 29 de maio deste ano. Ou seja, houve uma redução vegetativa de 532 pessoas no período, explica o demógrafo. No Rio Grande do Sul, foram 53.832 nascimentos no período, e 54.218 óbitos. Na ponta do lápis, uma população com 386 pessoas a menos. A expectativa de Diniz Alves é de que a população desses Estados termine o ano de 2021 praticamente "empatada", sem decréscimos ou aumentos consideráveis. 4) SP: o menor crescimento em décadas O caso fluminense e gaúcho é único, mas outros Estados brasileiros viram suas populações morrerem como nunca antes por causa da covid-19 - ao mesmo tempo em que os nascimentos nunca foram tão baixos. Vejamos o caso de São Paulo, que lidera, em números absolutos, as mortes por covid-19 no país. Um levantamento da associação de cartórios (Arpen-SP) mostrou que, no primeiro semestre deste ano, morreram 248 mil pessoas no Estado, número recorde e 84% acima da média para o período. Os nascimentos, por sua vez, foram 12% menores do que a média: 277 mil. Trata-se, então, do menor crescimento populacional em décadas no Estado paulista. 5) Brasileiros vivem quase dois anos a menos do que antes Em entrevista à BBC News Brasil em abril, a demógrafa Márcia Castro, professora da Faculdade de Saúde Pública de Harvard (EUA), apontou que a pandemia fez o brasileiro perder quase dois anos de expectativa de vida em 2020. Em média, bebês nascidos no Brasil em 2020 viverão 1,94 ano a menos do que se esperaria se não tivesse havido a pandemia. Ou seja, 74,8 anos em vez dos 76,7 anos de vida anteriormente projetados. A queda interrompe pela primeira vez um ciclo de crescimento da expectativa de vida no país que havia se iniciado em 1945, quando nossa esperança de vida era de 45,5 anos em média. Será que essa queda na expectativa vai ser revertida no pós-pandemia? José Eustáquio Diniz Alves explica que alguns demógrafos acreditam que sim; outros, como ele, são mais céticos. Temos um alto número de brasileiros infectados com o coronavírus - mais de 19 milhões de pessoas -, e uma parcela deles pode sofrer da chamada covid longa, que são as complicações de longo prazo na saúde provocadas pela covid-19. Esse impacto da covid longa na mortalidade é que vai influenciar se os óbitos vão voltar aos patamares anteriores, pré-pandemia, ou continuar a sofrer as influências dela, opina Diniz Alves. 6) Um possível impacto sobre a transição demográfica Mesmo antes da pandemia, a população brasileira já estava em transição demográfica e tornava-se cada vez mais envelhecida - ou seja, está diminuindo a proporção de crianças e jovens enquanto aumenta a proporção de adultos idosos. As projeções indicam que, por volta de 2047, as curvas de natalidade e de óbitos vão se encontrar. É a partir daí que a população brasileira deve começar a encolher: vai nascer menos gente do que vai morrer anualmente. A covid-19 antecipou momentaneamente esse fenômeno, explica Diniz Alves, embora a expectativa é de que esse impacto da pandemia seja temporário. Mas tudo vai depender de o quanto conseguiremos, de fato, controlar o coronavírus. "O efeito da pandemia é conjuntural, mas pode manter os óbitos elevados e a natalidade mais baixa, dependendo do pós-pandemia - se ela acabar de vez, é uma coisa. Se (a covid-19) virar algo endêmico, daí o efeito na população pode ser mais permanente", afirma o demógrafo. Com ou sem pandemia, precisamos nos preparar para um país diferente. De qualquer modo, essa transição demográfica prevista para 2047 está em curso - e esse curso dificilmente será alterado. O que significa que precisaremos adaptar as políticas socioeconômicas para um país que terá menos crianças e mais idosos. Isso já ocorre em países mais desenvolvidos e envelhecidos, como Japão e Coreia do Sul - neste último, antigas escolas infantis, que haviam perdido a serventia, estão sendo adaptadas para servir a idosos, por exemplo. Maternidades tendem a ser fechadas em países onde há menos nascimentos. E a Previdência Social sente o baque, quando há menos jovens contribuindo para o bolo e mais aposentados necessitando de dinheiro de aposentadoria. Novamente, essa tendência de desaceleração no crescimento populacional não é exclusiva do Brasil: deve acontecer também em outras partes do mundo, da China à Europa Oriental, salvo algumas exceções (como a África Subsaariana, onde o crescimento populacional deve se manter). Mas com um planejamento responsável e com políticas focadas no bem-estar das pessoas, a redução populacional tende a ser benéfica para o planeta em geral, opina José Eustáquio Diniz Alves. "Essa ideia que vem desde a Revolução Industrial (em meados do século 18) de que é bom crescer sempre e ter mais coisas é incompatível com os recursos da Terra e com as outras espécies, pela pressão enorme sobre o meio ambiente", explica. VÍDEOS mais vistos do G1 nos últimos dias Veja Mais

Amamentação x coronavírus: leite materno não transmite Covid-19; veja perguntas e respostas

Glogo - Ciência Especialistas ouvidos pelo G1 explicam que não há evidência de que o leite materno transmita o vírus da Covid. Mulheres com suspeita ou confirmação de Covid-19 podem manter a amamentação, desde que sigam as recomendação de higiene. Amamentação não deve ser suspensa mesmo se a mãe estiver infectada Divulgação A amamentação durante a pandemia de Covid-19 trouxe dúvidas para as mães. O leite materno é o alimento mais indicado para a saúde e o desenvolvimento dos bebês, mas será que a amamentação deve ser mantida mesmo quando a mãe está contamina com a doença? Ministério da Saúde, outros órgãos de saúde e especialistas ouvidos pelo G1 explicam que o leite materno não oferece riscos à criança. "Até o momento não existem evidências da transmissão do vírus da Covid pelo leite materno e é muito provável que isso não aconteça", explica Suzi Berbert, infectologista e diretora da vigilância em Saúde do município de Rio Claro, interior de São Paulo. LEIA TAMBÉM: Grávidas só devem tomar Pfizer ou CoronaVac, diz Ministério da Saúde; pasta veta mistura de doses Vacina AstraZeneca: veja qual remédio usar e qual evitar para alívio da febre e da dor após a 1ª dose Nesta reportagem, veja as respostas para as seguintes perguntas: Existe comprovação científica da transmissão do vírus pelo leite materno? Mães infectadas com o coronavírus podem amamentar? Por que a amamentação não deve ser interrompida se a mãe estiver contaminada? Há cuidados específicos na hora da amamentação? A amamentação não deve ser suspensa nem mesmo em casos graves? Caso a mãe não se sinta à vontade para amamentar, o que deve ser feito? Após serem vacinadas as mães podem amamentar? Caso a mãe sinta alguma reação adversa à vacina, ela pode amamentar? Covid 19: quais vacinas as grávidas podem tomar? 1. Existe comprovação científica da transmissão do vírus da Covid-19 pelo leite materno? Não. De acordo com o documento da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde não há constatação científica significativa que demonstre a transmissão do vírus da Covid-19 através do leite materno. Está comprovado que a transmissão do coronavírus se dá, principalmente, pelo contato de uma pessoa doente por meio de gotículas respiratórias emitidas quando a pessoa tosse, espirra, ou por saliva ou secreção do nariz. "Parece improvável, portanto, que a doença seja transmitida por intermédio do leite materno, seja através da amamentação ou pela oferta do leite extraído por uma mãe que é confirmada/suspeita de ter Covid-19", afirma os autores do documento. 2. Mães infectadas com o Coronavírus podem amamentar? Sim. A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é manter o aleitamento materno em livre demanda de modo exclusivo até seis meses. 3. Por que a amamentação não deve ser interrompida mesmo se a mãe estiver contaminada? Como não foi comprovada a transmissão do vírus pelo leite materno, ao parar a amamentação o bebê pode ter seu desenvolvimento prejudicado. O leite materno é fundamento para desenvolvimento da criança, assim para a prevenção de doenças, uma vez que nos primeiros meses de vida a transmissão de anticorpos se dá da mãe para o bebê por meio da amamentação. 4. Há cuidados específicos na hora da amamentação? Sim. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), as mães com suspeita ou com diagnóstico de Covid-19 que quiserem amamentar devem os seguintes cuidados: Usar máscara facial (cobrindo completamente nariz e boca) o tempo todo; Evitar falar ou tossir durante o ato de amamentar para reduzir as chances de transmissão do vírus; A máscara utilizada pela mãe deve ser trocada imediatamente em caso de tosse ou espirro; A mãe deve utilizar uma máscara nova a cada nova mamada; Sempre que possível, a mãe deve optar por manter o local bem ventilado; Antes de trocar o bebê ou retirar o leite materno, a mãe deve estar com as mãos lavadas; Além disso, as mães devem continuar com as recomendações de higiene na contenção do vírus, como lavar as mãos com frequência e utilizar álcool em gel. 5. A amamentação não deve ser suspensa nem mesmo em casos graves? Depende. Segundo Plinio Trabasso, médico infectologista e coordenador de assistência do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a mãe deve continuar amamentando enquanto tiver condições físicas. A amamentação pode ser suspensa em casos graves ou caso a mãe não se sinta bem ou confortável para realizá-la. "A suspensão da amamentação depende do gravidade do quadro clínico da mãe. Enquanto ela tiver condições físicas de amamentar, deve continuar o aleitamento", afirma o infectologista. "Esta questão precisa ser compartilhada entre a mãe (ou familiares) e o pediatra (ou profissionais de saúde envolvidos) para verificar particularidades e ver se há necessidade de isolamento ou não entre mãe e filho. Também o estado clínico da mãe deve ser considerado", explica Suzi Berbert, infectologista e diretora da vigilância em Saúde do município de Rio Claro, interior de São Paulo. 6. Caso a mãe não se sinta à vontade para amamentar, o que deve ser feito? De acordo com o Ministério da Saúde, caso a mãe não se sinta à vontade para realizar o aleitamento durante a infecção, ela pode extrair o leite manualmente ou com o auxílio de uma bomba e oferecer ao bebê. Para reduzir as chances de transmissão do vírus durante a extração é importante seguir os seguintes cuidados: É necessário que a mãe utilize máscara durante todo o procedimento para a retirada do leite e esteja com as mãos bem higienizadas; Caso a mãe utilize uma bomba para realizar a extração, é necessário lavá-la com detergente líquido e água morna após cada utilização. O enxague do objeto também deve ser feito com água morna entre 10 a 15 segundos. Os recipientes para armazenamento do leite materno ou que serão utilizados para oferecer o leite materno à criança deverão ser lavados com água e sabão, e depois fervidos por 10 a 15 minutos, contando o tempo após o início da fervura. 7. Após serem vacinadas as mães podem amamentar? Sim. Um estudo publicado publicado na revista científica The Journal of the American Medical Association (JAMA) em abril revelou que o leite materno pode ser uma fonte de anticorpos contra a Covid-19 para os recém-nascidos, embora essa conclusão dependa de novos estudos específicos. “Os anticorpos encontrados no leite materno dessas mulheres mostraram fortes efeitos neutralizantes, sugerindo um potencial efeito protetor contra infecção em bebês”, afirmam os cientistas no artigo sobre a pesquisa. Para chegar aos resultados que confirmaram a presença dos anticorpos no leite, os pesquisadores acompanharam um grupo de 84 mulheres em Israel, que receberam duas doses da vacina desenvolvida pela Pfizer. 8. Caso a mãe sinta alguma reação adversa à vacina, ela pode amamentar o seu bebê? Depende da reação. Segundo Plinio Trabasso, médico infectologista e coordenador de assistência do Hospital das Clínicas da Universidade de Campinas (Unicamp), caso a mulher tenha reações adversas consideradas leves, como mal-estar e febre, a amamentação pode ser mantida. Em casos graves, um médico deve ser consultado. "Para reações mais graves, como trombose, a mulher deve seguir a orientação do médico que prestou o atendimento, devido às diferentes medicações que podem ser utilizadas nessas condições", explica Trabasso. Veja mais vídeos sobre a Covid-19 Veja Mais

Brasil tem 533 mil mortos por Covid; em queda há 15 dias, média móvel é de 1.296 vítimas diárias

Glogo - Ciência País contabiliza 533.546 óbitos e 19.086.184 casos, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. Média móvel de casos é a menor desde fevereiro. Média móvel de casos de Covid é a mais baixa desde 19/02 O Brasil registrou 597 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando neste domingo (11) 533.546 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.296 – o menor registro desde o dia 2 de março (quando estava em 1.274). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -20% e aponta tendência de queda. É o 15º dia seguido de queda nesse comparativo. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h deste domingo. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Veja a sequência da última semana na média móvel: Média móvel de mortes Arte G1 Segunda (5): 1.575 Terça (6): 1.557 Quarta (7): 1.481 Quinta (8): 1.451 Sexta (9): 1.387 Sábado (10): 1.321 Domingo (11): 1.296 De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel de mortes acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. Apenas três estados apresentam tendência de alta nas mortes: AC, PR e RR. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia, 19.086.184 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 20.396 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 45.701 novos diagnósticos por dia – a mais baixa desde 19 de fevereiro (quando estava em 45.143). Isso representa uma variação de -33% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica tendência de queda também nos diagnósticos. Em seu pior momento, a curva da média de diagnósticos chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil tem 533 mil mortos por Covid Brasil, 11 de julho Total de mortes: 533.546 Registro de mortes em 24 horas: 597 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.296 por dia (variação em 14 dias: -20%) Total de casos confirmados: 19.086.184 Registro de casos confirmados em 24 horas: 20.396 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 45.701 por dia (variação em 14 dias: -33%) Estados Em alta (3 estados): AC, PR e RR Em estabilidade (4 estados): BA, CE, RO e TO Em queda (19 estados e o DF): AL, AP, AM, DF, ES, GO, MA, MT, MS, MG, PA, PB, PE, PI, RJ, RN, RS, SC, SP e SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação A população brasileira que tomou as duas doses ou a dose única de vacinas contra a Covid chegou a 14,44%, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa divulgados às 20h deste domingo (11). São 30.573.383 de pessoas vacinadas -- 28.108.088 da segunda dose e 2.465.295 da dose única. A primeira dose foi aplicada em 83.794.712 pessoas, o que corresponde a 39,57% da população. Somando a primeira, a segunda e a dose única, são 114.368.095 doses aplicadas no total desde o começo da vacinação, em janeiro. De ontem para hoje, a primeira dose foi aplicada em 273.605 pessoas, a segunda em 8.267 e a dose única em 166.299, um total de 448.171 doses aplicadas desde o começo da vacinação. Veja a situação nos estados Em alta: média móvel de óbitos nos estados G1 Em estabilidade: média móvel de óbitos nos estados G1 Estados com a média de mortes em queda Arte G1 Sul PR: +155% RS: -28% SC: -20% Sudeste ES: -19% MG: -24% RJ: -16% SP: -34% Centro-Oeste DF: -19% GO: -31% MS: -33% MT: -30% Norte AC: +250% AM: -29% AP: -28% PA: -39% RO: +8% RR: +61% TO: -14% Nordeste AL: -22% BA: -9% CE: -2% MA: -21% PB: -27% PE: -20% PI: -69% RN: -35% SE: -46% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19: Números da pandemia Editoria de Arte/G1 Veja Mais

Desconfie de (algumas) promessas de rejuvenescimento íntimo

Glogo - Ciência Remodelação vaginal é indicada para mulheres que sofrem com sintomas da menopausa Embelezamento íntimo, correção estética genital, cirurgia estética ginecológica, rejuvenescimento íntimo. São vários os nomes utilizados para procedimentos que prometem uma genitália mais jovem e, a reboque, uma vida sexual prazerosa. A questão é que, enquanto há intervenções que são indicadas para problemas que ocorrem a partir da perimenopausa, isto é, nos anos que antecedem o fim da menstruação, outras podem ser consideradas simplesmente propaganda enganosa, como alerta a Febrasgo (Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia). Para esclarecer o assunto, conversei com a médica Neila Maria de Góis Speck, professora adjunta da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e presidente da comissão de trato genital inferior da Febrasgo, que detalhou a condição para a qual há uma indicação precisa de intervenção: “isso ocorre quando a mulher sofre de síndrome geniturinária, que abrange a atrofia vaginal, com sintomas como secura, coceira, desconforto ou dor durante o sexo, e também problemas urinários, como ardência e/ou urgência para urinar, leve incontinência urinária ou noctúria, que é a necessidade de fazer xixi várias vezes durante a noite”. A médica Neila Maria de Góis Speck, professora adjunta da Unifesp e presidente da comissão de trato genital inferior da Febrasgo Acervo pessoal Nesses casos, o rejuvenescimento íntimo, que a médica prefere chamar de remodelação, pode melhorar bastante a qualidade de vida da mulher. O procedimento é feito com laser fracionado, onde uma espécie de sonda, ou probe, é introduzida na vagina e pontos de laser são aplicados sobre a mucosa. Eles promovem a renovação do colágeno, aumentam a vascularização e a lubrificação. As aplicações são feitas em três sessões, uma a cada 30 dias, e o efeito dura, em média, de 12 a 18 meses. Para a manutenção, é necessária uma sessão extra. “A aplicação pode incluir a vulva, que é a parte externa do aparelho reprodutor feminino, e cujo tecido também afina com a idade. Muitas mulheres sofrem fissuras da pele da vulva durante o sexo e o laser melhora sua textura. O princípio é o de energizar o colágeno, que vai tornar a pele mais firme”, explica, acrescentando que, para pacientes que se submeteram a tratamentos oncológicos e tiveram uma menopausa precoce, o recurso pode significar a retomada de uma vida sexual satisfatória. O laser já era utilizado há décadas na Europa em lesões pré-malignas e a própria doutora Neila Speck, uma referência em patologias do trato genital inferior, especializou-se nessa técnica em San Marino, micronação encravada na Itália. Além do laser, são utilizados o ultrassom microfocado e a radiofrequência – ainda há poucos estudos comparativos que estabeleçam qual é o mais eficiente. Uma questão sensível diz respeito ao profissional que deveria conduzir esse tratamento que, hoje em dia, é realizado em larga escala por dermatologistas. “Médicos de outras especialidades podem não reconhecer afecções na região genital. Na Itália, somente ginecologistas podem adquirir as ponteiras do laser para esse tipo de procedimento”, afirma a professora. Agora que já falamos das indicações precisas, vamos aos modismos que, além de não terem comprovação científica, podem até causar danos à saúde da mulher. Como eu disse no começo da coluna, a remodelação vaginal é aconselhada quando há sintomas que surgem na fase que antecede a menopausa, e não para pacientes jovens. “Recomendar o procedimento de forma preventiva para mulheres de 30, 35 anos, alegando que o processo de perda de colágeno já está em curso, é uma falácia”, critica a doutora, com veemência. Há um leque de intervenções que, na sua opinião, são eticamente questionáveis, como o clareamento da vulva e o preenchimento dos pequenos e grandes lábios com substâncias como ácido hialurônico. No processo do climatério, os pequenos lábios podem sofrer uma certa atrofia e, os grandes, perdem gordura, mas essas alterações não afetam a qualidade do sexo. Por último, entre os serviços de estética íntima oferecidos, há o da ninfoplastia, que é a redução dos pequenos lábios, com a “justificativa” de que a cirurgia torna a aparência da vulva mais jovem, atraente e desejável – e o principal alvo acaba sendo quem está com a autoestima em baixa. “Há uma grande diversidade de vulvas e nenhuma mulher deveria se sentir pressionada a buscar um discutível padrão de beleza para sua genitália. Além disso, há uma indicação específica para a cirurgia dos pequenos lábios, quando eles apresentam uma hipertrofia e causam desconforto. Estamos assistindo a um excesso de modismos e um deles é o de mulheres querendo uma vulva de Barbie, quase infantil”, lamenta a médica. Veja Mais

#TopTBT - 5 momentos em que a ciência fez história

Glogo - Ciência Ovelha Dolly, bebê de proveta e mais. Você já parou pra pensar como os cientistas revolucionam as nossas vidas? No vídeo, Marih Oliveira mostra 5 momentos em que a ciência fez história. Veja. Quarenta e dois anos atrás muitas mulheres que não conseguiam ter filhos não tinham uma opção hoje muito utilizada: a fertilização in vitro. Há 25 anos as pessoas com HIV viram as suas vidas ter muito mais qualidade depois dos antirretrovirais. O que aprendemos com a ovelha Dolly? Você já parou pra pensar o que seria da sua vida sem o avanço da ciência? Nesse #TopTBT, a Marih Oliveira conta 5 momentos em que a ciência revolucionou mesmo! Como se inscrever O #TopTBT é o novo programa do G1 no canal do YouTube. Se inscreve lá pra ficar por dentro de todas as novidades - vem muito mais por aí. Para seguir o G1 no YouTube é simples, basta clicar neste link. Ou você ainda pode acessar o canal do G1 no YouTube. Fazer o login e clicar no botão inscrever-se que fica no topo da página no lado direito. Veja Mais

Grávidas só devem tomar Pfizer ou CoronaVac, diz Ministério da Saúde; pasta veta mistura de doses

Glogo - Ciência As grávidas que já receberam a vacina da AstraZeneca vão completar a imunização com a mesma vacina após o puerpério, segundo o ministro Marcelo Queiroga. VÍDEO: 'A intercambialidade não está autorizada em grávidas ou em não grávidas', diz Queiroga sobre vacinação contra Covid-19 O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou, em coletiva nesta quinta-feira (8), que grávidas sem comorbidades poderão se vacinar contra a Covid-19, desde que isso seja feito com a vacina da Pfizer ou a CoronaVac. As vacinas de vetor viral – a da AstraZeneca e da Johnson – não deverão ser utilizadas em grávidas. Na terça-feira (6), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia recomendado que grávidas não recebessem as vacinas de vetor viral. O ministro também disse que a combinação de vacinas – receber a primeira dose de uma vacina seguida da segunda dose de outra – não está autorizada nem em gestantes, nem em nenhum público – e que os municípios não devem fazer a combinação por conta própria. "Os secretários estaduais, municipais, têm autonomia, mas não para mudar o cerne do que foi discutido na política tripartite. Não pode ficar criando esquemas vacinais diferentes de maneira discricionária sem ouvir o Programa Nacional de Imunizações", disse Queiroga. A combinação da primeira dose da AstraZeneca com a segunda dose da Pfizer em grávidas já havia sido autorizada em pelo menos dois estados: no Rio de Janeiro e no Ceará. No caso do Ceará, a autorização também foi estendida a puérperas. "A intercambialidade não está autorizada em grávidas ou em não grávidas", reforçou o ministro. As grávidas que já receberam a vacina da AstraZeneca vão completar a imunização com a mesma vacina após o puerpério (período de 45 dias após o parto), segundo o ministro. Infográfico mostra como funcionam vacinas de vetor viral contra o coronavírus Anderson Cattai/G1 Vacinação em gestantes: números Mesmo antes da nova orientação do Ministério da Saúde, vários municípios já vacinavam grávidas sem comorbidades. Segundo dados apresentados pela secretária extraordinária de enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo, 313.235 das 3 milhões de grávidas no Brasil já foram vacinadas contra a Covid – o equivalente a cerca de 10% das gestantes brasileiras. A vacinação foi feita da seguinte forma até agora: 201.452 receberam a Pfizer 63.581 receberam a CoronaVac 48.202 receberam a AstraZeneca. Entre as vacinadas – com qualquer vacina –, foram identificados 439 eventos adversos. Desses, 24 foram graves. Entre eles, houve 4 mortes, mas 3 não tiveram relação com a vacina. Uma morte foi relacionada à vacina, mas o óbito não teve relação causal com a gestação, segundo a pasta. Vacina AstraZeneca: quais os sintomas, as reações e os possíveis efeitos colaterais entre vacinados? O ministério chegou a orientar a vacinação de gestantes sem comorbidades, mas, depois, a orientação foi mudada por causa da morte de uma gestante. Rosana Leite de Melo explicou que a nova decisão de vacinar todas as grávidas – com ou sem comorbidades – veio após uma análise de risco-benefício que considerou a situação do Brasil na pandemia. Covid-19 tem sido a principal causa da morte de grávidas e puérperas no Ceará, diz Sesa SAULO ANGELO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Segundo dados apresentados pela pasta, o Brasil já registrou 1,4 mil mortes de gestantes por Covid-19. "A mortalidade [por Covid-19] que vem nesse grupo é aproximadamente 39 por 100 mil gestantes. Isso causou muita preocupação. Lembrando que estudos em fase 3 para gestantes não existem, então nós analisamos o risco-benefício e, a partir daí, [recomendamos a vacinação] com esses imunizantes, que seriam a CoronaVac ou a vacina da Pfizer", explicou. Vacinas da Pfizer e da Moderna não apresentam riscos a mulheres grávidas, aponta estudo preliminar Segunda dose e 'sommeliers' de vacina O ministro lembrou, ainda, que as pessoas devem receber a segunda dose da vacina para completar a imunização (exceto no caso da vacina da Johnson, que é de dose única). Queiroga reforçou, também, que o momento não é de escolher a vacina. "Todos os agentes imunizastes do PNI são seguros, eficazes, efetivos, portanto não é uma questão de escolher vacina A,B,C ou D. A boa vacina é aquela que foi aplicada", declarou. Tire DÚVIDAS sobre as vacinas da Covid-19: Veja Mais

'Escolhi esperar': por que só campanha de abstinência sexual não evita gravidez na adolescência

Glogo - Ciência Nos últimos anos, campanhas e projetos que incentivam os jovens a atrasarem a primeira relação foram avaliados por cidades, estados e até pelo Governo Federal. Entenda porque essa estratégia sozinha não é eficiente e pode piorar ainda mais a situação. As estatísticas sobre casos de gestação durante a adolescência no Brasil revelam uma realidade assustadora e pouco divulgada Getty Images via BBC O raciocínio parece ter uma lógica irrefutável: o melhor método para evitar uma gestação é não fazer sexo. Na prática, porém, essa questão é muito mais complicada, especialmente quando falamos de adolescentes. Entre os especialistas, já é consenso que a prevenção da gravidez em meninas de 10 a 19 anos passa necessariamente por uma série de fatores, que envolvem a educação, a disponibilidade de métodos contraceptivos e a existência de perspectivas profissionais e sociais. Mas as políticas públicas brasileiras nessa área parecem querer ir na contramão das evidências científicas. Prova disso é a recente discussão que aconteceu na cidade de São Paulo, em que o vereador Rinaldi Digilio (PSL) propôs a criação da "Semana Escolhi Esperar". A ideia é instituir datas para que o tema da prevenção da gravidez na adolescência seja discutido nas escolas da capital paulista. O projeto ganhou aval da própria Prefeitura de São Paulo, comandada por Ricardo Nunes (MDB). Embora não cite diretamente a abstinência sexual, a escolha do nome "Escolhi Esperar" para a iniciativa chamou atenção por ser o mesmo mote usado em campanhas de grupos religiosos cristãos, que entendem que a relação sexual só pode acontecer após o casamento. O debate na Câmara Municipal paulista pode até ser o mais recente, mas não é o único: em outras cidades e estados, vereadores, deputados, prefeitos e governadores também abraçaram a ideia e já lançaram emendas e projetos de lei similares, que tentam até promover a abstinência sexual como método contraceptivo para os jovens brasileiros. No Governo Federal, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos chegou a lançar, com apoio do Ministério da Saúde, uma campanha no início de 2020 que abordava o tema e tentava retardar a idade da primeira transa. Em fevereiro de 2020, Damares Alves (à esquerda), ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, e Luiz Henrique Mandetta (à direita), então ministro da Saúde, lançaram um programa para diminuir as gestações entre os mais jovens com o lema 'Adolescência primeiro, gravidez depois - tudo tem o seu tempo'. Campanha foi criticada e acabou saindo do foco com a chegada da pandemia Getty Images via BBC Numa série de coletivas e notas à imprensa, representantes dos ministérios prometiam que o objetivo era colocar a abstinência como um método complementar, e que a distribuição de camisinhas e outros contraceptivos não seria prejudicada ou ignorada. À época, a abordagem foi muito criticada por especialistas em políticas públicas. O tema, porém, acabou ficando em segundo plano com a chegada e o agravamento da Covid-19 ao país. Um sério problema de saúde pública As estatísticas sobre casos de gestação durante a adolescência no Brasil revelam uma realidade assustadora e pouco divulgada. Segundo um relatório feito pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a taxa anual de gravidez precoce no mundo é de 44 nascimentos a cada mil adolescentes de 15 a 19 anos. No Brasil, esse índice sobe para 62 nascimentos a cada mil adolescentes. O Brasil, inclusive, faz parte do grupo de sete nações que respondem por metade de todas as gestações precoces registradas no planeta (os outros são Bangladesh, República Democrática do Congo, Etiópia, Índia, Nigéria e Estados Unidos). Olhando para a situação interna, de cada seis crianças que nascem em solo brasileiro, uma é filha de mãe adolescente. Para piorar, um terço das meninas brasileiras que tem um bebê ficam grávidas novamente após 12 meses, enquanto o tempo mínimo recomendado entre uma gestação e outra é de 18 meses. Outro dado que chama a atenção: 65% dos partos de adolescentes brasileiras não foram planejados. Vale ressaltar que a maioria desses dados leva em conta a faixa etária que vai dos 15 aos 19 anos — quando a gravidez ocorre antes disso (dos 10 aos 14 anos), esses casos são geralmente considerados "estupros presumidos". E mesmo nessas idades ainda mais precoces a situação também é assustadora: um artigo de especialistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e de outras quatro instituições revela que o Brasil registrou, entre 2006 e 2015, mais de 278 mil nascimentos de bebês cujas mães haviam acabado de sair da infância e entrado na adolescência. Embora a taxa de gestações entre garotas de 10 a 14 anos tenha caído ano após ano em boa parte do país, houve um crescimento de mais de 20% dos partos nesta faixa etária entre residentes da região Norte. Em seu parecer, a Febrasgo ainda aponta que essas estatísticas brasileiras tão altas e díspares estão relacionadas a "uma série de fatores que interagem entre si". Entre eles, a entidade destaca o início precoce da vida sexual, a pobreza, a baixa escolaridade, ter a maternidade como a única opção de vida, relações familiares conflituosas, falta de diálogo, o não uso (ou o uso inadequado) de métodos contraceptivos, a violência sexual, o casamento precoce, a falta de informação, a ausência de educação sexual nas escolas, a dificuldade de acesso aos serviços de saúde e a pressão dos colegas. "Estamos falando, portanto, de um problema multifatorial, que vai interferir significativamente na vida da adolescente dali em diante", assinala o ginecologista Agnaldo Lopes, presidente da Febrasgo. Futuro em xeque É de se esperar, portanto, que um cenário tão complicado como esse tenha as mais diversas repercussões para a adolescente, o bebê, a família e toda a sociedade. O relatório da Febrasgo destaca que gestações em idades tão tenras estão associadas com maior risco de parto prematuro, recém-nascido com baixo peso, o aparecimento de transtornos mentais (como depressão) na adolescente e até morte por complicações na hora de fazer um aborto inseguro ou durante o parto. A necessidade de cuidar do filho também está diretamente relacionada com o abandono escolar e a perda de oportunidades de empregos, o que, segundo o texto da Febrasgo, "perpetua o ciclo da pobreza". Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que seis em cada dez adolescentes grávidas no país não trabalham e nem estudam. E isso repercute na vida delas e também na economia como um todo: um estudo assinado pelo Banco Mundial revela que o Brasil teria um incremento de 3,5 bilhões de dólares (R$18 bilhões) em produtividade anual se essas meninas tivessem a gestação só após os 20 anos. Como combater Mas, diante de tal problema, como é possível resolvê-lo? E a ciência já tem bons caminhos a oferecer: a ginecologista Carolina Sales Vieira, chefe do Serviço de Anticoncepção da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), explica que as abordagens mais bem-sucedidas combinam uma série de estratégias. "E isso inclui projetos de transferência de renda, não incentivar o casamento precoce, melhorar a educação sexual nas escolas, aprimorar o acesso aos métodos anticoncepcionais…", enumera a médica. A especialista também defende a necessidade de dar perspectivas futuras para as meninas brasileiras, especialmente das camadas mais pobres. "Se elas não têm razão para estudar, se não possuem algum objetivo de carreira, por que atrasariam uma gestação para outro momento da vida?", questiona. E, ao contrário do que se pensa, falar mais sobre saúde sexual nas escolas não estimula os jovens a transarem de forma desenfreada. "As aulas precisam falar sobre o autocuidado, os problemas de ser mãe precocemente, o que fazer se estiver em risco de abuso e, claro, como se proteger durante a relação para não apenas evitar um filho, mas também uma infecção sexualmente transmissível (IST)", exemplifica Vieira. E essas aulas não devem focar apenas no sexo feminino, segundo a especialista. Os meninos também precisam saber de suas responsabilidades e entender todos os aspectos da reprodução, do prazer e todos os aspectos relacionados ao tema. O problema está justamente na falta de informações: quando os jovens não conhecem o próprio corpo, o que acontece durante o sexo e como se resguardar adequadamente, eles acabam se colocando em situações de risco. Segundo a ginecologista, tratar da sexualidade de forma aberta e sem tabus, respeitando os limites de cada faixa etária, está relacionado, inclusive, a um início sexual mais tardio, pois os jovens se sentem mais empoderados para tomar uma decisão consciente e sabem reconhecer melhor possíveis abusos. Focar só em abstinência também não ajuda em nada, aponta a médica. "Os estudos nos mostram que os jovens acabam tendo relação sexual do mesmo jeito e ainda ficam mais vulneráveis à gravidez e às ISTs", resume Vieira. "Não basta dizer para não ter relação sexual. É preciso instruir os jovens a escolher o momento oportuno, em que as coisas são feitas de forma consciente e segura", entende Lopes. "Fora que essa abordagem do 'escolhi esperar' não reconhece o papel da violência sexual na gravidez durante a adolescência: uma gestação dos 10 aos 14 anos muitas vezes é fruto de um estupro presumido. Será que essas meninas só engravidam porque não falaram 'eu escolhi esperar'?", aponta a especialista. "Muitas vezes, a questão não é querer fazer sexo. Elas são obrigadas", completa. Para que espermatozoide e óvulo não se encontrem Somado à educação sexual e o combate às mais variadas formas de violência, especialistas argumentam ser necessário ampliar o acesso aos métodos contraceptivos no sistema público de saúde brasileiro. Segundo eles, não se trata apenas dos preservativos, mas de alternativas de longa duração que prescindem da memória e da ação direta dos adolescentes na hora do sexo, como é o caso dos dispositivos intrauterinos (conhecidos pela sigla DIU), dos implantes hormonais e das injeções mensais ou trimestrais. Gravidez com DIU? Entenda por que foto de bebê com dispositivo na mão não deve abalar eficácia do método Embora não atuem contra as ISTs como Aids, sífilis e gonorreia, as pesquisas mostram que essas ferramentas têm uma alta eficácia na prevenção da gravidez. Nesse sentido, uma das experiências mais bem-sucedidas de redução nos casos de gestação na adolescência aconteceu no Reino Unido. Seis anos após a implementação de um programa amplo, que envolveu os métodos contraceptivos e a educação sexual, foi registrada uma queda de 42% na taxa de meninas grávidas por lá. Em comparação, o Brasil não realizou nenhuma mudança significativa nas políticas públicas de sexualidade entre os mais jovens. O resultado foi uma queda de apenas 13,5% nos números de adolescentes que esperavam um filho entre 2006 e 2015. Seguindo as evidências, portanto, pensar que a abstinência será a solução para todos os problemas soa, no mínimo, estranho, na opinião de especialistas. "Na verdade, quando a gente não usa as evidências científicas disponíveis para criar políticas de saúde pública realmente efetivas, corremos o risco de gastar dinheiro e não alcançar o resultado desejado, a não ser atender os anseios de uma base eleitoral ou perpetuar candidatos no poder", critica Vieira. "Quando nós temos a evidência de que algo funciona e seguimos por outro caminho com motivações religiosas ou morais, estamos correndo o risco de desperdiçar dinheiro público, que é um de nossos grandes males junto da corrupção", completa a ginecologista. Respostas, versões e posicionamentos A BBC News Brasil procurou diversas entidades, representantes políticos e instâncias governamentais que foram citados ao longo desta reportagem. A Prefeitura de São Paulo respondeu por meio de uma nota de esclarecimento, enviada pela assessoria de imprensa. Nela, os responsáveis pela capital paulista informam que o parecer da Secretaria Municipal de Saúde, que deu uma sinalização positiva ao projeto da "Semana Escolhi Esperar", "é técnico, portanto não autoriza nenhuma ilação político-ideológica". A proposta segue em discussão na Câmara Municipal da cidade. "A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) ressalta que as ações de prevenção da gravidez na adolescência desenvolvidas pela rede municipal são baseadas na autonomia do adolescente, preconizada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e também no direito à informação e acesso a métodos contraceptivos, inclusive para redução da incidência de segunda gravidez na adolescência", continua a nota, que informa uma queda de 9,2% na taxa de gestações entre paulistanas de 10 a 20 anos ao longo do ano passado. Procurados pela BBC News Brasil, nem o vereador Rinaldi Digilio, autor do projeto, nem o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, se manifestaram. Veja VÍDEOS sobre ciência e saúde: Veja Mais

Estudo confirma eficácia de vacina da AstraZeneca em idosos durante transmissão da variante gama no Brasil

Glogo - Ciência Pesquisa ainda é uma pré-publicação e foi divulgada apenas em plataforma de artigos científicos 'Medrxiv'. Que vacina é essa? Oxford Astrazeneca Um estudo divulgado nesta quinta-feira (22) confirma a eficácia da vacina ChAdOx1, da AstraZeneca, contra a Covid-19 em idosos. O estudo mostra o cenário durante a transmissão da variante gama no Brasil. A pesquisa ainda é uma pré-publicação, divulgada pela plataforma de artigos científicos "Medrxiv". Por isso, ela ainda aguarda a avaliação de outros pesquisadores e ainda não foi disponibilizada por revistas especializadas. O trabalho é assinado por pesquisadores de instituições brasileiras, americanas e uma de Barcelona, na Espanha. Veja os principais resultados: 61.164 pessoas, todas com mais de 60 anos, foram selecionadas para a pesquisa e divididas em grupos diferentes; após 28 dias, a eficácia com apenas 1 dose foi de: 33,4% (com variação entre 26,4% e 39,7%) contra a infecção contra a doença; 55,1% contra hospitalização (com variação entre 46,6% e 62,2%); e 61,8% contra morte pela Covid-19 (com variação entre 48,9% e 71,4%); 14 dias após a segunda dose, a eficácia contra a infecção sobe para: 77,9% (com variação entre 69,2% e 84,2); 87,6% contra hospitalização (com variação entre 78,% e 92,9%); e 93,6% contra morte pela Covid-19. "Não tínhamos muitos dados para essa população acima de 60 anos com a gama. Tínhamos poucos dados com essa variante, restritos a uma dose no Canadá. Então, é importante a gente entender se as vacinas estão funcionando", comentou Julio Croda, infectologista da Fundação Oswaldo Cruz e um dos autores. Frascos das vacinas Pfizer, CoronaVac, AstraZeneca e Janssen, aplicadas em Porto Alegre Cristine Rochol/PMPA/Divulgação Segundo Croda, a pesquisa apresentou o mesmo perfil de outro artigo publicado nesta quarta-feira (21) pela "The New England Journal Medicine". O estudo britânico avaliou a eficácia das vacinas da AstraZeneca e da Pfizer contra a variante delta, ainda em expansão no Brasil. Ao completar o ciclo das duas doses, de acordo com essa pesquisa da "The New England", as taxas dos dois imunizantes duplicam e, em alguns casos, quase triplicam contra a delta. No caso da AstraZeneca, a eficácia chega a 67%, com resultados entre 61,3% a 71,8%. Pesquisadores ouvidos pelo G1 afirmam que os dois estudos - o da gama e o da delta - apenas reforçam a necessidade de receber as duas aplicações dos imunizantes. CoronaVac Nesta quarta-feira, também foi publicado um estudo científico sobre a CoronaVac, vacina produzida pelo Instituto Butantan. O trabalho mostrou que a CoronaVac reduziu em 41,6% os casos sintomáticos de Covid-19 em idosos com mais de 70 anos no estado de São Paulo. A pesquisa, feita com 43 mil pessoas entre janeiro e abril, apontou ainda uma eficácia de 59% na redução de hospitalizações e de 71% para mortes provocadas pela doença. O percentual de proteção foi calculado 14 dias após a aplicação da segunda dose da vacina, e variou conforme a idade dos indivíduos. No grupo mais jovem, com idade de 70 a 74 anos, a eficácia foi de 61,8% na proteção contra casos sintomáticos, de 80,1% contra hospitalizações e de 86% contra mortes. Já entre os maiores de 80 anos a eficácia foi de 28% contra casos, 43,4% contra hospitalizações e 49,9% contra mortes. Os autores do artigo afirmam que a pesquisa teve como alvo pessoas com mais de 70 anos porque este foi o grupo que recebeu a maior parte das doses de CoronaVac durante o início da campanha de vacinação. G1 no Youtube Veja Mais

China confirma morte no país por 'Vírus do Macaco'; doença é rara e não há registro de transmissão humana

Glogo - Ciência Há menos de 100 casos relatados em humanos desde 1932, e cientistas duvidam da capacidade desse patógeno mutar e começar a ser transmitido entre pessoas. A China registrou a morte de um veterinário de Pequim que contraiu uma doença rara em primatas, conhecida como Vírus do Macaco, informou reportagem do "Washington Post" de segunda-feira (19) com base em um relatório divulgado no sábado. A morte, ocorrida em 27 de maio, é o primeiro óbito no país causado pela doença, que não tem registro de transmissão de humano para humano. As pessoas que estiveram com ele tiveram teste negativo para esse vírus. LEIA TAMBÉM: Cientista alerta para relação entre desmatamento e novas epidemias Combate a novas pandemias exige respeito ao meio ambiente Província chinesa registrou um ano de chuva em 3 dias. Veja vídeo abaixo Inundação na China deixa passageiros presos em vagões do metrô O Vírus do Macaco, ou vírus herpes B, é comum nesse tipo de mamífero. No entanto, muito raramente humanos se infectam. Quando isso acontece, porém, a doença é grave, com inflamação no cérebro. Segundo a reportagem do "Post", a letalidade da virose pode chegar a 80%. Varíola dos macacos: o que se sabe de doença rara identificada nos EUA Mas, novamente, trata-se de uma virose muito rara nas pessoas: há menos de 100 casos registrados na literatura médica desde 1932, ano do registro da primeira transmissão desse patógeno de um macaco para um homem. Normalmente, vítimas são veterinários ou pesquisadores que lidam com primatas. A vítima sentiu dores, náuseas e vômitos em abril, um mês depois de dissecar macacos mortos. Depois, em maio, ele acabou não resistindo e morreu. Segundo especialistas ouvidos pelo jornal norte-americano, o Vírus do Macaco já está adaptado aos primatas e dificilmente saltaria para o ser humano de modo a permitir a transmissão entre pessoas — diferente do que aconteceu com o novo coronavírus causador da Covid-19. Vídeos: vacina e Covid; veja perguntas e respostas Veja Mais

Covid: 5 meios de evitar infecção por coronavírus em ambientes fechados

Glogo - Ciência Não basta apenas lavar as mãos e manter distanciamento social, é preciso pensar também no ar que respiramos dentro de ambientes fechados. O que devemos saber sobre as máscaras PFF2/ N95 Sabemos que ambientes ventilados são primordiais para evitar o contágio por coronavírus. Durante meses, pessoas ao redor do mundo foram orientadas a lavar as mãos e manter o distanciamento social para reduzir o número de infecções de Covid-19. Distanciamento, máscaras e testes poderiam ter evitado mais de 200 mil mortes no Brasil Mas cientistas e engenheiros dizem também ser preciso pensar no ar que respiramos dentro de ambientes fechados, como nossas casas ou nossos locais de trabalho. Janelas abertas, quando possível, podem ser fundamentais para evitar o contágio, por exemplo. Confira abaixo cinco recomendações sobre ambientes fechados. 1: Evite locais abafados Quando você entra em uma sala e tem a sensação de que o ar está "parado", não há dúvida: algo está errado com a ventilação. E, se não há circulação de ar, o risco de ser infectado pelo coronavírus aumenta consideravelmente. Pesquisas recentes mostram que em espaços confinados pode haver "transmissão aérea" do vírus – com minúsculas partículas de vírus pairando no ar. Portanto, se um lugar parecer abafado, dê meia-volta e saia, recomenda Hywel Davies, diretor técnico do Chartered Institution of Building Services Engineers, associação de engenheiros de serviços de construção sediada no Reino Unido. Ele diz que é vital ter um fluxo de ar limpo. "Se você tem alguém infectado em um prédio e há muita circulação de ar, todo o material infeccioso que está sendo liberado acaba diluído. Com isso, o risco de ser infectado é menor." 2: Verifique o ar condicionado Dos escritórios às lojas, o ar condicionado é bem-vindo nos dias quentes – mas verifique o tipo de aparelho que você tem. Os mais comuns funcionam da seguinte maneira: "sugam" o ar externo, resfriam o ambiente e, em seguida, eliminam o ar interno. Em outras palavras, estão recirculando o ar. Isso não é um problema por alguns minutos, mas pode se tornar um risco ao longo de algumas horas. Um estudo que analisou um restaurante na China culpou esse tipo de ar-condicionado por espalhar o vírus. Um cliente era "pré-sintomático" – em outras palavras, ele estava infectado com o coronavírus, mas não percebeu porque ainda não havia desenvolvido os sintomas. Covid-19: qual o risco de contágio que cada atividade oferece? Os cientistas calculam que ele liberou o vírus enquanto respirava e falava, e o patógeno acabou circulando pela sala por correntes de ar em redemoinho devido a ares-condicionados instalados na parede. O resultado foi que outras nove pessoas foram infectadas. Davies aponta novamente para a importância do ar fresco. "Se houvesse um bom suprimento de ar externo, muito provavelmente menos pessoas seriam infectadas – se é que haveria alguma." 3: Questione a 'proporção de ar fresco' Em um edifício moderno, com as janelas fechadas, como você pode ter acesso a ar fresco suficiente? Normalmente, esses prédios têm um sistema de ventilação no qual o ar viciado é extraído das salas e canalizado para uma unidade de tratamento de ar, geralmente no telhado. Como usar a máscara PFF2/N95? Veja respostas para 17 dúvidas sobre o modelo mais eficiente contra a Covid Lá, o ar fresco pode ser sugado de fora e misturado com o antigo ar interno, antes de ser enviado de volta para o prédio. Dado o risco de infecção por coronavírus, a recomendação dos especialistas é maximizar o suprimento fresco. "Ter 100% de ar externo ou perto de 100% é uma coisa boa", diz Catherine Noakes, professora de Engenharia Ambiental de Edifícios na Universidade de Leeds, na Inglaterra. "Quanto mais ar fresco, menor o risco de recirculação do vírus pelo prédio." A desvantagem de operar 100% com ar fresco é o custo – o ar que entra precisa ser aquecido no inverno e resfriado no verão, o que requer mais energia, aumentando o valor da conta de luz. 4: Verifique os filtros de ventilação Um sistema de ventilação moderno possui filtros, mas estes não são à prova de falhas. Nos Estados Unidos, pesquisadores que analisaram um hospital no estado de Oregon descobriram que traços de coronavírus foram capturados pelos filtros, mas alguns acabaram escapando. O professor Kevin van den Wymelenberg, que liderou o projeto, acredita que limpar os filtros pode revelar se há alguém infectado trabalhando em um edifício. Na Coreia do Sul, um operador de telemarketing que trabalhava no 11º andar de um prédio infectou mais de 90 pessoas. Se os filtros tivessem sido verificados com mais frequência, a presença do vírus poderia ter sido detectada antes. O professor van den Wymelenberg diz que os dados dos filtros podem "nos mostrar onde e quando" combater infecções. 5: Cuidado com as correntes de ar Fale com qualquer especialista na área e eles dirão que o ar fresco é a chave para reduzir o contágio pelo vírus. Mas não é algo tão simples. Nick Wirth costumava projetar carros de corrida de Fórmula 1 e agora aconselha supermercados e empresas de processamento de alimentos sobre como gerenciar o fluxo de ar para manter as pessoas seguras. Restaurantes e academias são os lugares com maior chance de transmissão da Covid entre pessoas sem máscara, dizem cientistas de Stanford Ele demonstra preocupação com o fato de que, se alguém sentado ao lado de uma janela aberta estiver infectado com o coronavírus, poderá espalhá-lo para outras pessoas que estejam a favor do vento. "Se você abrir uma janela, para onde vai o ar?", pergunta ele. "Não queremos pessoas na linha direta desse fluxo de ar". "Mais ar fresco em geral é melhor, mas se estiver fluindo horizontalmente e cheio de vírus, pode ter consequências indesejadas." A professora Noakes concorda com o argumento, mas ressalva que os benefícios de muito ar fresco diluindo o vírus superam quaisquer riscos. Uma janela aberta pode fazer com que mais pessoas entrem em contato com o vírus, mas em quantidades menores e menos arriscadas, na opinião dela. Não é surpresa que haja divergências – estamos sempre aprendendo algo novo sobre o coronavírus. Mas o ar que respiramos deve fazer parte de qualquer esforço para tornar os edifícios mais seguros. Veja VÍDEOS sobre as vacinas da Covid-19: Initial plugin text Veja Mais

Jeff Bezos, homem mais rico do mundo, completa viagem ao espaço

Glogo - Ciência Bilionário esteve acompanhado de seu irmão, astronauta pioneira na aviação e holandês de 18 anos que pagou passagem. Jeff Bezos, homem mais rico do mundo, completa viagem ao espaço Bilionário esteve acompanhado de seu irmão, astronauta pioneira na aviação e holandês de 18 anos que pagou passagem. Jeff Bezos, o homem mais rico do mundo, decolou às 10h12 (horário de Brasília) para sua 1ª viagem espacial. Pouso aconteceu às 10h22.. Ele esteve a bordo de uma nave construída por sua própria empresa, não a famosa Amazon, mas a Blue Origin, voltada ao setor aeroespacial.. Bilionário esteve acompanhado de seu irmão, astronauta pioneira na aviação e holandês de 18 anos que pagou passagem. Veja Mais

Bezos X Branson: propulsão, altitude, tripulação e o que mais diferencia os voos dos bilionários ao espaço

Glogo - Ciência Blue Origin, de Jeff Bezos, tem voo marcado nesta terça (20), às 10h. Projetos dos empresários têm objetivos similares, mas aeronaves possuem concepções diferentes. New Sheperd, da Blue Origin, e VSS Unity, da Virgin Galactic Blue Origin e Virgin Galactic A corrida espacial entre bilionários ganha um novo capítulo nesta terça-feira (20), quando Jeff Bezos, o homem mais rico do mundo, planeja fazer o primeiro voo civil tripulado e sem o uso de pilotos. A missão de sua empresa Blue Origin está marcado para às 10h. G1 transmite o evento nesta terça; acompanhe aqui Em sua disputa com o Richard Branson, da Virgin Galactic, Bezos acabou programando seu voo para 9 dias depois do rival. Branson voo por cerca de 20 minutos com sua missão, se tornando o primeiro empresário a fazer algo do tipo. Como objetivo, ambos querem fazer crescer o negócio de turismo espacial, mas existem muitas diferenças técnicas entre suas naves. Sonha em ser um turista espacial? Veja o que as empresas planejam Diferenças entre as aeronaves de Bezos e Branson Elcio Horiuchi/Wagner Magalhães/Rafael Miotto/G1 Quais os tempos de viagens? As duas são viagens curtinhas, do tipo suborbital, quando a aeronave não entra em orbita — as aeronaves sobem e depois descem, como uma bola arremessada ao ar. A viagem de Branson demorou 20 minutos. O voo de Bezos deve ter cerca de 10 minutos. Conheça detalhes da nave da Blue Origin Elcio Horiuchi/Wagner Magalhães/Rafael Miotto/G1 Quantas pessoas a bordo? Virgin Galactic: 6 pessoas a bordo, incluindo 2 pilotos. Blue Origin: 4 pessoas a bordo (conheça todos os tripulantes). Detalhes da nave da Virgin Galactic Elcio Horiuchi/Wagner Magalhães/Rafael Miotto/G1 Quais as ambições deles? Apesar de as primeiras missões dos bilionários no espaço serem parecidas, a longo prazo, as ambições parecem ir para rumos diferentes. Branson está focado em desenvolver esses tipos de "aviões espaciais" reutilizáveis para levar turistas e transportar carga em trajetos curtos pelo espaço suborbital. A empresa pretende fazer mais dois voos de teste e começar sua operação comercial em 2022. Interior do avião espacial da Virgin Galactic. Divulgação/Virgin Galactic O objetivo é realizar até 400 voos por ano por base espacial. Até o momento, cerca de 600 pessoas compraram passagens. No caso de Bezos, os planos parecem ser mais ambiciosos. Além do turismo espacial, a Blue Origin pretende formar, no futuro, uma sociedade com a Nasa para testar a possibilidade de assentamentos humanos permanentes na Lua. Em uma recente conquista, a empresa de Bezos foi escolhida pela Força Aérea dos EUA para desenvolver novos foguetes que possam ser usados em lançamentos militares. Interior da New Shepard, da Blue Origin Michael Craft/Blue Origin via AP Isso deve esquentar a disputa com outro bilionário, Elon Musk, da SpaceX. Sua empresa já lançou quase 70 foguetes e conseguiu contratos com a Nasa, com a Força Aérea dos EUA e com a agência espacial argentina para colocar satélites em órbita e ajudar a reabastecer a Estação Espacial Internacional. Conheça a tripulação da New Shepard VÍDEO: Quem acompanha Jeff Bezos ao espaço No YouTube, G1 explica a corrida espacial dos bilionários Relembre a viagem de Branson VÍDEO: Veja os melhores momentos do voo de Richard Branson ao espaço Veja Mais

Brasil se aproxima de 543 mil mortes por Covid na pandemia; média móvel de óbitos continua em queda

Glogo - Ciência País contabiliza 542.877 óbitos e 19.389.167 casos de coronavírus, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. São, em média, 1.224 mortos por dia pela doença. Brasil já vacinou 90 milhões com a primeira dose O Brasil registrou 615 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta segunda-feira (19) 542.877 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.224 – o menor registro desde o dia 1º de março (quando estava em 1.223). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -21% e aponta tendência de queda. É o 23º dia seguido de queda nesse comparativo. Covid: Mesmo em queda, média de mortes diárias no Brasil ainda é maior do mundo e supera a de continentes inteiros Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta segunda. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Veja a sequência da última semana na média móvel: Média móvel de mortes pela Covid-19 G1 Terça (13): 1.273 Quarta (14): 1.270 Quinta (15): 1.244 Sexta (16): 1.246 Sábado (17): 1.196 Domingo (18): 1.245 Segunda (19): 1.224 De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel de mortes acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. Apenas dois estados apresentam tendência de alta nas mortes: RR e TO. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia, 19.389.167 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 16.347 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 40.594 novos diagnósticos por dia – o menor registro desde o dia 7 de janeiro (quando estava em 36.452). Isso representa uma variação de -17% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica tendência de queda também nos diagnósticos. Em seu pior momento, a curva da média de diagnósticos chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 19 de julho Total de mortes: 542.877 Registro de mortes em 24 horas: 615 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.224 por dia (variação em 14 dias: -21%) Total de casos confirmados: 19.389.167 Registro de casos confirmados em 24 horas: 16.347 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 40.594 por dia (variação em 14 dias: -17%) Estados Em alta (2 estados): RR e TO Em estabilidade (6 estados e o DF): AL, AM, DF, GO, PR, RJ e RN Em queda (18 estados): AC, AP, BA, CE, ES, MA, MT, MS, MG, PA, PB, PE, PI, RS, RO, SC, SP e SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação São Paulo se tornou o primeiro estado a atingir a marca de 50% de sua população com a primeira dose da vacina contra a Covid-19, um total de 23, 4 milhões de pessoas, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa divulgados às 20h desta segunda-feira (19). Em todo o Brasil, 42,51% da população já está parcialmente imunizada, em um total de 90.026.281 pessoas com pelo menos uma dose da vacina. A população totalmente imunizada contra Covid no país -- aqueles que tomaram a segunda dose ou a dose única de vacinas contra o novo coronavírus -- chegou a 16,22%. O balanço da vacinação aponta ainda que 90.026.281 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19. O número representa 42,51% da população brasileira. De ontem para hoje, a primeira dose foi aplicada em 1.083.286 pessoas, 444.090 receberam a 2ª dose e a dose única foi aplicada em 67.837, um total de 1.595.213 doses desde o último levantamento. Desde de 17 de janeiro, quando começou a vacinação, já foram aplicadas 124.382.128 doses de vacinas, levando em conta as primeiras e as segundas doses, além das vacinas de dose única. Veja a situação nos estados Subindo: média móvel de óbitos nos estados G1 Em estabilidade: média móvel de óbitos nos estados G1 Em queda: média móvel de óbitos nos estados G1 Sul PR: -7% RS: -28% SC: -25% Sudeste ES: -33% MG: -27% RJ: -14% SP: -22% Centro-Oeste DF: +13% GO: -11% MS: -37% MT: -24% Norte AC: -45% AM: +12% AP: -46% PA: -21% RO: -69% RR: +20% TO: +16% Nordeste AL: -15% BA: -20% CE: -24% MA: -34% PB: -44% PE: -33% PI: -35% RN: -6% SE: -52% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste a Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Números da pandemia Editoria de Arte/G1 Veja Mais

Como os cosmonautas russos conquistaram o espaço

Glogo - Ciência Enquanto os rostos dos sete primeiros astronautas selecionados pela Nasa eram divulgados pela imprensa mundial, os cosmonautas russos treinavam em segredo. Enquanto os rostos dos sete primeiros astronautas selecionados pela Nasa eram divulgados pela imprensa mundial, os cosmonautas russos treinavam em segredo Getty Images/BBC Em 13 de abril de 1961, o correspondente especial do jornal soviético Izvestia, Georgi Ostroumov, se encontrava com o primeiro homem enviado ao espaço. Um dia depois de retornar à Terra, o "piloto espacial" Yuri Gagarin estava, conforme relatou Ostroumov, "animado, forte e saudável... um sorriso maravilhoso ilumina seu rosto". "De vez em quando, covinhas aparecem em suas bochechas", escreveu Ostroumov. "Ele aprecia a curiosidade com que é pressionado pelos detalhes do que viu e vivenciou durante a uma hora e meia que passou fora da Terra." LEIA TAMBÉM: Como são os planos da Nasa para levar a primeira mulher à Lua até 2024 Os problemas de saúde que astronautas enfrentam no espaço Em um livreto publicado para comemorar a façanha, Soviet Man in Space, a entrevista com Gagarin continua por várias páginas. O cosmonauta descreve a experiência: "O horizonte apresenta uma visão única e extraordinariamente bela." E enaltece a União Soviética: "Dedico meu voo a... todo o nosso povo que está marchando na vanguarda da humanidade e construindo uma nova sociedade". Em um sistema político em que o jornalismo tende à propaganda, no lugar de um retrato realista dos fatos, é fácil argumentar que as aspas de Gagarin são inventadas. Mas, embora possam ter sido filtradas por censores, há uma boa chance de que sejam as palavras reais dele. Piloto de combate que cresceu em um pequeno vilarejo russo, Gagarin era um homem de família benquisto. Ele era bonito, agradável e, mais importante, um membro fiel de carteirinha do partido comunista. Embora o passo a passo do primeiro programa espacial tripulado da Nasa, a agência espacial americana, tenha sido acompanhado pelo público, só recentemente veio à tona a história completa de como a União Soviética selecionou e treinou seus cosmonautas. O império comunista fez questão de encorajar a visão de que a seleção estava aberta a todos, e que os primeiros homens enviados ao espaço — e a primeira mulher, Valentina Tereshkova — eram voluntários. Mas isso não é bem verdade. Depois de se qualificar como piloto de combate, Gagarin ficou baseado em um campo de pouso russo remoto na divisa com a Noruega, pilotando caças a jato MiG-15 na fronteira ocidental da Guerra Fria. No fim do verão de 1959, dois médicos chegaram à base área para entrevistar um grupo pré-selecionado de aviadores. Após começar com uma lista de cerca de 3,5 mil candidatos em potencial, os médicos restringiram sua busca a aproximadamente 300 pilotos em todo o oeste do país. "Os caras que estão sendo entrevistados não têm ideia do por que realmente estão sendo entrevistados", diz Stephen Walker, autor do livro Beyond, que passou anos vasculhando arquivos russos para contar a história completa da missão de Gagarin. União Soviética investiu pesado no programa espacial, mas oficialmente ele não existia Getty Images/BBC A entrevista consistia em um bate-papo aparentemente casual sobre carreira, aspirações e família. Alguns dos homens eram convidados então a uma segunda conversa. Embora os médicos insinuassem que estavam procurando candidatos para pilotar um novo tipo de máquina voadora, em nenhum momento eles revelavam sua verdadeira motivação. "Eles estão procurando pilotos militares, pessoas que já aceitaram a possibilidade de morrer por seu país, que é realmente do que se trata, porque as chances de voltar com vida não são necessariamente muito grandes", explica Walker. Enquanto a Nasa recruta pilotos de teste militares como seus primeiros astronautas a pilotar a complexa espaçonave Mercury, a cápsula soviética Vostok foi projetada para ser controlada remotamente a partir do solo. Exceto em caso de uma emergência, os pilotos não chegariam a pilotar muito. "Eles não estão procurando pessoas com muita experiência", afirma Walker. "O que eles estão procurando basicamente é uma versão humana de um cão — alguém que possa sentar lá e aguentar a missão, lidar com as forças de aceleração e voltar vivo." E assim como os cães espaciais que os cientistas de foguetes soviéticos vinham lançando ao espaço há mais de uma década, os cosmonautas teriam que estar em forma, ser obedientes e pequenos o suficiente para caber na cápsula apertada. Número de integrantes da primeira turma de cosmonautas em potencial caiu para 20, incluindo Yuri Gagarin, o segundo da esquerda Getty Images/BBC Por fim, 134 indivíduos selecionados — todos jovens pilotos com menos de 1,68 m de altura — tiveram a oportunidade de se "voluntariar" para esta nova missão ultrassecreta. Alguns foram informados que seriam treinados para pilotar uma espaçonave, outros acreditavam que se tratava de um novo modelo de helicóptero. Nenhum dos pilotos tinha permissão para discutir a oferta com seus colegas ou consultar suas famílias. Em paralelo, em abril de 1959, os Estados Unidos anunciavam os nomes dos primeiros sete astronautas da Mercury. Os candidatos foram submetidos a uma série exaustiva de testes físicos, médicos e psicológicos — detalhados no livro Os Eleitos, de Tom Wolfe (assim como no filme subsequente e na série de TV de mesmo nome). Quando questionados em uma entrevista coletiva para a imprensa sobre qual dos testes eles menos gostaram, o então candidato a astronauta John Glenn respondeu: "É difícil escolher um porque se você souber quantas aberturas existem no corpo humano, e quão longe você pode ir em qualquer uma delas... você responde qual seria a mais difícil para você." Mas, com tantas questões em aberto sobre como os humanos vão lidar com o rigor de um voo espacial — as acelerações, a ausência de gravidade e o isolamento —, havia todos os motivos para escolher os mais aptos física e psicologicamente. O homem encarregado de testar os candidatos espaciais soviéticos foi Vladimir Yazdovsky, professor do Instituto de Aviação e Medicina Espacial de Moscou. Ele já havia supervisionado o programa de cães espaciais e era descrito por colegas (privadamente) como um homem severo e arrogante. "Ele é tipo um daqueles personagens aterrorizantes de James Bond", diz Walker. "E é brutal com esses caras." Treinamento soviético teve menos ênfase em técnicas de pilotagem do que o da Nasa Getty Images/BBC Em quase todos os casos, os testes soviéticos eram mais longos, mais difíceis e mais rigorosos do que os enfrentados pelos astronautas americanos. Ao longo de um mês, os candidatos foram injetados, examinados e espetados. Eles foram colocados em salas com temperaturas elevadas a 70 °C, câmaras onde ficavam progressivamente sem oxigênio e assentos vibratórios para simular o lançamento. Alguns candidatos desmaiaram, outros simplesmente desistiram. Durante todo o processo, eles eram proibidos de contar a seus familiares e amigos o que estavam fazendo. Mesmo naquele mês de testes, alguns ainda não sabiam para o que estavam sendo testados. Por fim, 20 desses jovens foram aprovados para serem treinados em um novo centro de cosmonautas. Mais tarde, o centro receberia o nome de Cidade das Estrelas, mas inicialmente era formado apenas por algumas cabanas militares em uma floresta perto de Moscou. Não houve entrevista coletiva para a imprensa ou qualquer anúncio. Oficialmente, o programa de voos espaciais tripulados por humanos da União Soviética não existia. Cosmonautas russos tiveram que passar por muitos testes semelhantes aos dos astronautas da Nasa, como o treinamento de gravidade zero Getty Images/BBC "Se eles deixam a base, são orientados a não contar a ninguém o que estão fazendo, por que estão lá; se alguém perguntar, eles devem dizer que fazem parte de um time esportivo", diz Walker. Tudo é controlado, tudo é segredo. Tudo acontece a portas fechadas." O programa de treinamento em si é semelhante ao dos americanos, mas com menos ênfase no controle da espaçonave. Assim como os cães espaciais, os homens são girados em centrífugas com acelerações vertiginosas, lacrados em câmaras de isolamento à prova de som por dias a fio e submetidos a avaliações físicas e psicológicas quase constantes. Uma diferença significativa em relação ao programa americano é a quantidade de treinamento de paraquedas que os russos receberam. Por que os astronautas se chamam cosmonautas na Rússia? É que eles precisariam se ejetar de suas espaçonaves à medida que se aproximassem do solo para evitar serem gravemente feridos pelo impacto. O fato de a cápsula e seu piloto pousarem separadamente é outro segredo que só seria revelado anos depois. Com vários outros candidatos reprovados, um grupo inicial de seis cosmonautas é selecionado para os primeiros voos. Após a Nasa declarar publicamente que espera lançar seu primeiro homem ao espaço na primavera de 1961, o chefe do programa soviético, Sergei Korolev, sabe que tem uma janela estreita de oportunidade. Em 5 de abril de 1961, os cosmonautas chegaram ao que hoje é conhecido como Cosmódromo de Baikonur, no deserto do Cazaquistão, onde o foguete R7 de Korolev estava sendo preparado. Naquele momento, nenhum deles sabia quem seria o primeiro a ser enviado ao espaço. Finalmente, apenas alguns dias antes do lançamento, Gagarin recebeu o aval. Só depois de uma transmissão oficial, quando Gagarin está na órbita da Terra, que as pessoas, exceto as mais próximas do programa espacial, viriam a saber seu nome. De acordo com Ostroumov, correspondente especial do jornal Izvestia, na manhã de 12 de abril, Gagarin deu "um último aceno aos amigos e camaradas lá embaixo [do foguete] e entrou na espaçonave, alguns segundos depois o comando foi dado... a gigantesca espaçonave se ergueu de uma nuvem de fogo em direção às estrelas". Ele voltaria à Terra como o garoto-propaganda da União Soviética — o piloto espacial eleito da Rússia. Veja Mais

Varíola dos macacos: o que se sabe de doença rara identificada nos EUA

Glogo - Ciência Trata-se do primeiro caso em quase duas décadas no país de doença tropical potencialmente fatal. Risco de contágio é baixo, explicam autoridades. Vírus da varíola dos macacos, identificado pela primeira vez em duas décadas nos EUA Science Photo Library via BBC Autoridades de saúde dos Estados Unidos confirmaram na sexta-feira (16) que um passageiro que viajou da Nigéria para o Estado do Texas foi diagnosticado com "varíola dos macacos", uma doença tropical rara e grave, que pode ser fatal. Este é o primeiro caso da doença diagnosticado nos Estados Unidos em quase duas décadas. Segundo o Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), agência de pesquisa em saúde pública ligada ao Departamento de Saúde nacional, e o Departamento de Saúde estadual do Texas, o paciente, que é residente dos Estados Unidos e não foi identificado, está hospitalizado na cidade de Dallas, em isolamento e em condição estável. "O CDC está trabalhando com a companhia aérea e com autoridades de saúde estaduais e locais para contactar os passageiros e outras pessoas que possam ter entrado em contato com o paciente", disse a agência em nota. O paciente viajou em dois voos. De Lagos (Nigéria) para Atlanta, no Estado da Geórgia, com embarque em 8 de julho e chegada em 9 de julho, e de Atlanta para Dallas no dia 9 de julho. "Era exigido que os viajantes usassem máscaras nesses voos, assim como nos aeroportos americanos, devido à pandemia de covid-19. Assim, acredita-se que o risco de contágio da varíola dos macacos por meio de gotículas respiratórias nos aviões e nos aeroportos seja baixo", ressaltou o CDC. A agência informou que está avaliando os riscos potenciais para as pessoas que tenham tido contato próximo com o viajante nos aviões e em outros locais. Essas pessoas estão sendo entrevistadas por autoridades de saúde. "Temos confiança nos profissionais médicos federais, estaduais e locais que estão trabalhando para garantir que esse vírus seja contido", escreveu no Twitter o prefeito de Dallas, Eric Johnson. Em nota, o diretor do Departamento de Saúde do Condado de Dallas, Philip Huang, disse que não há motivo para alarde. "Há um risco muito pequeno para o público em geral", afirmou Huang. Passageiro infectado esteve nos aeroportos de Atlanta (acima) e Dallas; por conta das medidas preventivas à Covid-19, acredita-se que risco de ele ter contagiado outras pessoas seja baixo Reuters via BBC A doença Segundo o CDC, "a varíola dos macacos está na mesma família de vírus como o da varíola, mas causa uma infecção mais branda". A doença foi descoberta em 1958, quando dois surtos ocorreram em colônias de macacos usados em pesquisas. Foram esses surtos iniciais que deram o nome à doença. "Especialistas ainda precisam identificar onde a varíola dos macacos se esconde na natureza, mas acredita-se que roedores pequenos mamíferos na África têm um papel na propagação do vírus para humanos e para outros animais florestais, como macacos", diz o CDC. O primeiro caso em humanos foi identificado mais de uma década depois, em 1970, na República Democrática do Congo. O CDC lembra que, na época, havia um grande esforço para eliminar a varíola (cujo último caso natural ocorreu em 1977, e que foi oficialmente considerada erradicada pela Organização Mundial da Saúde em 1980). Desde o primeiro paciente identificado em 1970, foram registrados casos em humanos em nove outros países do centro e do oeste da África. Desde 2017, mais de 400 casos da doença foram diagnosticados em pessoas na Nigéria. Casos fora da África Em 2003, um surto da doença atingiu 47 pessoas nos Estados Unidos, das quais nenhuma morreu. Segundo o CDC, essa foi a primeira vez que a varíola dos macacos em humanos foi confirmada fora da África. Na época, o vírus foi trazido por roedores importados da África, que transmitiram a doença a cães da pradaria (um tipo de roedor nativo da América do Norte) usados como animais de estimação. Conforme o CDC, só houve outros cinco registros de casos em humanos fora da África. Em 2018, três pessoas no Reino Unido e uma pessoa em Israel foram contaminadas. Em 2019, houve um caso em Cingapura. Neste ano, além do caso identificado no Texas, foram registrados três outros casos no Reino Unido. O CDC observa que esses casos não têm relação com o do paciente no Texas. Sintomas e contágio Os primeiros sintomas podem ser semelhantes aos da gripe e são acompanhados de inchaço dos gânglios linfáticos. Após esses sinais iniciais, os pacientes têm erupções cutâneas no rosto e no corpo. Na maioria dos casos, a infecção dura entre duas e quatro semanas. "Neste caso específico (do Texas), testes de laboratório no CDC mostraram que o paciente está infectado com uma cepa mais comumente vista em partes da África Ocidental, incluindo a Nigéria", diz o CDC. "Infecções com essa cepa de varíola dos macacos são fatais em cerca de uma em cada cem pessoas. Mas as taxas podem ser mais altas em pessoas com sistema imune debilitado", esclarece a agência. Uma pessoa pode ser infectada com varíola dos macacos ao ser mordida ou arranhada por um animal contaminado, ao ingerir carne de animais selvagens de caça ou ao ter contato com um animal ou produtos animais infectados. Entre humanos, os cientistas acreditam que o modo principal de transmissão é por meio de gotículas respiratórias. Como essas gotículas não são capazes de circular por mais do que poucos metros, os especialistas acreditam que o contágio nesses casos ocorre quando há contato próximo e prolongado com pessoas infectadas. Veja no VÍDEO abaixo: em 2020, o mundo celebrou 40 anos da erradicação da varíola Há 40 anos, humanidade vencia a varíola Também é possível contágio por meio de contato com fluidos corporais e feridas ou por objetos contaminados. O CDC diz que não há tratamento comprovado e seguro para a doença. Mas a agência lembra que a vacina contra a varíola já foi usada para controlar surtos anteriores, como o ocorrido nos Estados Unidos em 2003. Veja Mais

Pródromo, aura, dor e pósdromo: entenda sintomas de cada fase da enxaqueca e como lidar com a doença

Glogo - Ciência Veja quais sintomas acompanham cada uma das fases da enxaqueca, doença que atinge 1 bilhão de pessoas no mundo, segundo a OMS. Você conhece as quatro fases da enxaqueca? Enxaqueca não é tudo igual. Especialistas ouvidos pelo G1 explicam que a doença, que atinge 1 bilhão de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), se manifesta em quatro fases diferentes: Pródromo, aura, dor e pósdromo. Apesar de muita gente confundir a enxaqueca com dor de cabeça, elas são diferentes. Dor de cabeça é o nome genérico dado a toda e qualquer cefaleia. Desse modo, a enxaqueca é um tipo de dor de cabeça, mas não o único. Enxaqueca x dor de cabeça: entenda diferenças, tipos de tratamento e o papel dos fatores emocionais Problemas no trabalho e dificuldade para focar nos estudos: as adversidades na vida de quem sofre de enxaqueca "O que muitas pessoas não sabem é que a enxaqueca não é uma doença que se resume apenas a fase de dor. A enxaqueca é uma doença que é composta, basicamente, de quatro fases Pródromo, aura, dor e pósdromo", explica a neurologista Aline Turbino. Pródromo Pródromo são as alterações cerebrais que antecedem a fase de dor e nem sempre são perceptíveis. Elas podem durar de 24 a 72 horas. “Geralmente, esses pacientes podem ter bocejos, aumento de diurese, sensação de fadiga, craving (vontade de comer alimentos específicos), alterações na qualidade do sono e até mesmo irritabilidade”, explica Turbino. Aura Aura é caracterizada pela presença de pontos brilhantes ou pretos na visão e a sensação de formigamentos na palma das mãos ou na boca. Essa fase pode durar de 5 a 60 minutos. “Apenas um terço dos pacientes com enxaqueca experimentam aura, sendo seu sintoma mais comum as alterações na visão ”, afirma Turbino. Dor A terceira fase da enxaqueca é a da dor, que é caracterizada por uma dor latejante e unilateral, ou seja, presente apenas de um dos lados da cabeça. “A dor pode ou não vir acompanhada dos sintomas clássicos da enxaqueca, como náuseas, vômitos e intolerância à luz, ruídos e odores”, explica Turbino. VÍDEO: Alongamentos podem auxiliar no alívio de dor de cabeça e enxaqueca Segundo a especialista, os sintomas descritos acima podem se manifestar individualmente e não, necessariamente, todos de uma mesma vez. A duração da dor varia de caso a caso. O usual é que dure de 4 a 72 horas, mas há indivíduos que podem sentir dor por dias seguidos, como é o caso de pessoas que sofrem de enxaqueica crônica. Caso o paciente sinta dor por mais de quatro dias consecutivos, o recomendado é buscar ajuda com um especialista. Pósdromo Após terminado o período de dor, o paciente entra na quarta fase da enxaqueca: o pósdromo. De acordo com a especialista, nesta fase os pacientes costumam relatar uma sensação semelhante à ressaca. “Isso acontece porque a dor já cessou, mas as alterações no cérebro podem durar de 24 a 48 horas”, explica Turbino. Os sintomas mais frequentes são mialgia (dor muscular), fraqueza, sonolência, dificuldade de concentração e confusão mental. Tratamento "A enxaqueca tem controle. Como doença genética, ainda não sabemos a cura, mas temos tratamentos preventivos altamente eficazes em que é possível você cortar a dor da enxaqueca sem que ela manifeste crises fortes de dor de cabeça", explica o neurologista Henrique Carneiro. De acordo com Carneiro, o paciente deve procurar auxílio de um especialista para identificar qual o melhor tratamento para o seu caso e, principalmente, evitar o uso abusivo de analgésicos, que podem agravar ainda mais o problema. “Tomar quatro ou cinco comprimidos de analgésicos por semana já configura abuso de analgésicos e fará com que o efeito do medicamento não seja o mesmo”, explica o neurologista Antonio Cezar Galvão, especialista no assunto e chefe do ambulatório de enxaqueca do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC). De acordo com Turbino, para se evitar o abuso de analgésicos, os pacientes podem buscar alívio nos tratamentos não-medicamentos, que também são muito eficientes. "Existe uma série de tratamentos não medicamentos como apoio nutricional, comer bem e evitar longos períodos de jejuns, praticar atividade física, dormir bem e terapias como, mindfulness e ioga, são extremamente interessantes", afirma Turbino. Veja mais vídeos sobre enxaqueca: VÍDEO: Aprenda a fazer massagens faciais para aliviar dores de cabeça Podcast do Bem Estar Veja Mais

Plataforma on-line contrata professores acima dos 50 para ensinar a alunos mais velhos

Glogo - Ciência GetSetUp foca em qualidade de vida e requalificação da mão de obra sênior através do domínio da tecnologia É sempre um prazer quando me deparo com uma iniciativa positiva como é o caso da GetSetUp (o equivalente a “Prepare-se!”), uma plataforma on-line sob medida para adultos mais velhos, com vários atributos que me encantaram: é grátis, voltada para o aprendizado contínuo e os professores estão perto da faixa etária dos alunos! O leque de assuntos das aulas é extenso: vai de ioga e outros exercícios físicos a como lidar com a computação em nuvem, isto é, o armazenamento de dados que podem ser acessados de qualquer lugar; de nutrição a como abrir um pequeno negócio; passando por pets, receitas culinárias e viagens. Neil D´Souza e Lawrence Kosick, cofundadores da GetSetUp Divulgação Os professores, ou guias, são apresentados através de uma pequena biografia; ali também são listados outros assuntos sobre os quais eles têm expertise para falar. Os alunos podem acompanhar as aulas ao vivo, mas as sessões ficam gravadas, de forma que há programação disponível a qualquer hora do dia. Fiz um teste para avaliar o conteúdo: acompanhei uma aula sobre como fotografar vida selvagem, com dicas sobre enquadramento, luz e a maior dificuldade de todas, que é capturar a movimentação dos animais – bem básica, mas com uma ótima seleção de imagens. Criado em agosto de 2019, o GetSetUp tem diversos investidores por trás do negócio e, recentemente, levantou US$ 1.2 milhão da Rethink Education, da área de educação. A principal fonte de receitas vem de parcerias com instituições para as quais a empresa desenvolve programas de treinamento. Nos primeiros meses da pandemia, um dos cursos mais populares foi para ensinar idosos a fazer compras on-line. Na sequência, como se inscrever para receber a vacina contra o coronavírus. Neil D´Souza e Lawrence Kosick, cofundadores da companhia, querem focar não apenas na requalificação da mão de obra sênior, mas estimular que idosos sem domínio da tecnologia possam utilizá-la para ter melhor qualidade de vida. Em entrevista para a Forbes, D´Souza disse que os professores, boa parte deles profissionais aposentados, recebem US$ 25 por hora. Na sua avaliação, deixam os alunos à vontade porque não partem do pressuposto que a turma domina o vocabulário do mundo digital. “Alguém na casa dos 20 anos diria: ‘dê um PrintScreen, ou um F5’, mas o aluno de 79 anos pode não saber do que se trata”, exemplifica. Conversei com Liz Miller, gerente de comunicação da empresa, que adiantou que a GetSetUp tem planos de atuar no Brasil. A ideia é aproveitar o aplicativo que está sendo desenvolvido para o mercado indiano e utilizá-lo aqui, já que os brasileiros se conectam principalmente através dos celulares. “Temos alunos em 60 países e, em todos, o objetivo é dar ferramentas para empoderar os adultos mais velhos, ajudando a diminuir a desigualdade”, afirmou. Veja Mais

Covid: Gilmar Mendes manda governo avaliar se deve incluir adolescentes na vacinação

Glogo - Ciência Decisão foi tomada na análise do caso de uma adolescente de Belo Horizonte (MG). Em junho, Anvisa autorizou vacina da Pfizer para adolescentes a partir dos 12 anos. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (13) ao Ministério da Saúde que avalie se há necessidade de incluir adolescentes de 12 a 18 anos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19. Pela decisão, o ministério deve avaliar a aplicação do imunizante especialmente nos jovens do grupo de risco, com cormobidades respiratórias graves. Gilmar Mendes tomou a decisão ao analisar o caso de uma adolescente de Belo Horizonte (MG) -- leia detalhes mais abaixo. No mês passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da vacina da Pfizer para adolescentes a partir de 12 anos. Antes, a vacina só podia ser aplicada em adolescentes a partir dos 16 anos. O imunizante é o único que pode ser aplicado em menores de 18 anos no Brasil (veja detalhes no vídeo abaixo). Anvisa autoriza vacina da Pfizer contra Covid-19 para adolescentes a partir dos 12 anos Entenda o caso analisado Gilmar Mendes analisou um recurso contra decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que determinou a vacinação de uma adolescente com doença rara. O município de Belo Horizonte se recusou a vacinar a jovem argumentando que o Plano Nacional de Vacinação fixou uma contraindicação para vacinação de adolescentes. Gilmar Mendes manteve a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e mandou o Ministério da Saúde avaliar a atualização do plano nacional para permitir a vacinação de adolescentes com cormobidades respiratórias graves, como no caso da adolescente mineira. Veja Mais

Sociedade Europeia de Cardiologia divulga orientações para uma dieta saudável

Glogo - Ciência Entidade enfatiza que a maior parte dos alimentos deve ser à base de plantas e aconselha o aumento do consumo de frutas Quer fazer bem ao seu coração? Adote uma dieta alimentar composta, majoritariamente, por frutas, legumes e verduras – ela é conhecida como “plant-based”, ou seja, à base de plantas. A orientação é da Sociedade Europeia de Cardiologia, que reúne profissionais de 150 países e divulgou, na semana passada, uma revisão de estudos sobre a relação entre alimentação e doença coronariana, na revista científica “Cardiovascular Research”. A entidade vai além e determina a quantidade e a frequência de consumo de cada item. “Não se trata de determinar que certo alimento é um veneno, tudo é uma questão de quantidade e frequência. Um erro que cometíamos no passado era considerar um item como o inimigo e a única coisa a ser alterada, quando, na verdade, temos que avaliar a dieta alimentar como um todo”, resumiu o endocrinologista Gabriele Riccardi, professor da Universidade de Nápoles Federico II, na Itália. Sociedade Europeia de Cardiologia aconselha o aumento do consumo de frutas Devon Breen para Pixabay Já são conhecidas as evidências de que diminuir o consumo de sal e proteínas de origem animal, aumentando a ingestão de grãos, frutas, legumes, verduras e nozes reduz o risco de aterosclerose. Agora a Sociedade Europeia de Cardiologia detalhou as quantidades para manter esse cardápio balanceado. No que diz respeito a carnes, as vermelhas (de vaca ou porco) devem se limitar a duas porções de 100 gramas por semana. As de aves podem chegar a três porções de 100 gramas semanais, ao passo que as processadas, como bacon, salsichas e salame, têm que ser de consumo eventual. A entidade também aprova o peixe – de duas a quatro porções de 150 gramas por semana – para prevenir a doença coronariana, mas expressou preocupação com a sustentabilidade no fornecimento de pescado em escala global. A recomendação se torna mais generosa em relação aos legumes, a serem utilizados como substitutos à carne: quatro porções de 180 gramas por semana. O consumo de frutas e verduras deve ser aumentado para até 400 gramas diários, enquanto as nozes e castanhas podem ficar em torno de 30 gramas por dia: o equivalente a uma mão cheia. Para a população saudável, afirma a instituição, não há necessidade de trocar os produtos lácteos integrais por semidesnatados, desde que as quantidades sejam moderadas. O queijo fica restrito a três porções de 50 gramas por semana e o professor Riccardi aconselha tomar um iogurte por dia (cerca de 200 gramas): “produtos fermentados contêm boas bactérias que promovem a saúde”, explica. Sobre cereais, a orientação se baseia no índice glicêmico (IG), valor dado aos alimentos com base na velocidade com que os níveis de glicose aumentam no sangue após a sua ingestão. O arroz branco e o pãozinho francês estão associados a um risco elevado para aterosclerose e seu consumo não pode passar de duas porções por semana. Para substitui-los, são indicadas as opções integrais e outros alimentos de baixo IG, como massas. Fechando as recomendações, as bebidas: café e chá não foram associados ao risco cardiovascular, mas os refrigerantes, incluindo os com menos calorias, devem ser substituídos por água. O álcool tem que ser apreciado com moderação: no máximo duas taças de vinho por dia para os homens e uma para as mulheres. Para os chocólatras: apenas dez gramas por dia, e do tipo amargo... Veja Mais

Quem é Richard Branson, bilionário aventureiro criador da empresa de astro-turismo Virgin Galactic

Glogo - Ciência Britânico realizou uma breve viagem espacial neste domingo. Ele já tentou quebrar diversos recordes, como o de atravessar o Canal da Mancha em um barco a motor. Richard Branson: veja curiosidades do bilionário que viaja ao espaço A última aventura do bilionário britânico Richard Branson ficou marcada no espaço, literalmente: ele fez uma breve viagem espacial neste domingo (11) a bordo de uma espaçonave construída pela sua própria empresa de astro-turismo, a Virgin Galactic. Em um voo suborbital, ele permaneceu fora da atmosfera terrestre por alguns minutos e experimentou momentos de ausência de peso. Voo suborbital: entenda o que é e veja como foi a viagem de Richard Branson ao espaço Mas nem sempre as aventuras de Branson foram um sucesso. Quando ele cruzou o Oceano Pacífico em um balão de ar quente em 1991, errou o curso e, em vez de pousar no sul da Califórnia, como o previsto, pousou em um lago congelado no Canadá. Ele já tinha tentado fazer a mesma viagem oceânica de balão quatro anos antes - daquela vez sobre o Atlântico -, mas a aventura quase acabou em tragédia. Outra aventura emblemática foi quando Branson tentou bater o recorde de atravessar o Canal da Mancha a bordo de um barco a motor em alta velocidade. Não bateu o recorde. O fato é que esta é a marca registrada do bilionário britânico: ele costuma se arriscar como o garoto propaganda no lançamento de suas próprias empresas - que, atualmente, já são mais de 40 em diversos ramos - de transporte aéreo a telecomunicações, espalhadas por 35 países. Desde 1970, quando criou a sua primeira companhia do que viria a se tornar o conglomerado multimilionário Virgin Group, o empresário já encarnou personagens como uma sereia de piscina, um piloto de voos comerciais, uma aeromoça e até uma noiva - papel este encenado durante o lançamento de uma empresa no ramo de roupas para casamento. Richard Branson completará 71 anos em julho. VÍDEO: Veja os melhores momentos do voo de Richard Branson ao espaço A fortuna Atualmente, Branson tem uma fortuna avaliada pela revista "Forbes" em US$ 5,6 bilhões. Segundo sua biografia no site do conglomerado Virgin, sua primeira empresa foi criada em 1970: uma distribuidora de discos, a Virgin Mail Order, que enviava discos aos compradores pelos correios. Em seguida, veio a gravadora Virgin Records. Um dos primeiros clientes foram - pasmem - os Sex Pistols. Também passaram pela gravadora os Rolling Stones, entre outras bandas, não somente as britânicas. Seu mais novo empreendimento é a Virgin Galactic, que pretende aumentar esse capital, inaugurando viagens espaciais para turistas em 2022. Até o momento, cerca de 600 pessoas compraram passagens com preços que variam de US$ 200 mil a US$ 250 mil. O voo suborbital de Branson neste domingo, segundo a Virgin Galactic, deverá ser usado em publicidade para reabrir a venda de passagens para as futuras viagens espaciais do ano que vem. VÍDEOS: veja o voo de Richard Branson ao espaço Veja Mais

Brasil tem 532 mil mortos por Covid; em queda há 14 dias, média móvel é de 1.321 vítimas diárias

Glogo - Ciência País contabiliza 532.949 óbitos e 19.065.788 casos, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. Média móvel de casos é a menor desde fevereiro. Brasil chega a 30 milhões de vacinados com duas doses ou dose única O Brasil registrou 1.172 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando neste sábado (10) 532.949 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.321 – o menor registro desde o dia 2 de março (quando estava em 1.274). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -20% e aponta tendência de queda. É o 14º dia seguido de queda nesse comparativo. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h deste sábado. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Veja a sequência da última semana na média móvel: Média móvel semanal Arte G1 Domingo (4): 1.562 Segunda (5): 1.575 Terça (6): 1.557 Quarta (7): 1.481 Quinta (8): 1.451 Sexta (9): 1.387 Sábado (10): 1.321 De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel de mortes acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. Apenas dois estados apresentam tendência de alta nas mortes: AC e PR. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia, 19.065.788 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 45.814 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 46.472 novos diagnósticos por dia – a mais baixa desde 19 de fevereiro (quando estava em 45.143). Isso representa uma variação de -34% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica tendência de queda também nos diagnósticos. Em seu pior momento, a curva da média de diagnósticos chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil tem 1.172 mortes por Covid em 24 horas e o total é de 532.949 Brasil, 10 de julho Total de mortes: 532.949 Registro de mortes em 24 horas: 1.172 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.321 por dia (variação em 14 dias: -20%) Total de casos confirmados: 19.065.788 Registro de casos confirmados em 24 horas: 45.814 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 46.472 por dia (variação em 14 dias: -34%) Estados Em alta (2 estados): AC e PR. Em estabilidade (5 estados): BA, MA, PE, RO e RR Em queda (19 estados e o DF): AL, AP, AM, CE, DF, ES, GO, MT, MS, MG, PA, PB, PI, RJ, RN, RS, SC, SP, SE e TO Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Mais de 30 milhões de pessoas tomaram a segunda dose ou a dose única de vacinas contra a Covid e estão imunizados. São 30.398.817 de pessoas vacinadas -- 28.099.821 da segunda dose e 2.298.996 da dose única, o que corresponde a 14,36% da população, de acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa divulgados às 20h deste sábado (10). A primeira dose foi aplicada em 83.521.107 pessoas, o que corresponde a 39,44% da população. Somando a primeira, a segunda e a dose única, são 113.919.924 doses aplicadas no total desde o começo da vacinação, em janeiro. De ontem para hoje, a primeira dose foi aplicada em 994.468 pessoas, a segunda em 232.188 e a dose única em 312.117, um total de 1.545.223 doses aplicadas desde o começo da vacinação. Veja a situação nos estados Estados com a média de mortes em alta Arte G1 Estados com a média de mortes em estabilidade Arte G1 Estados com a média de mortes em queda Arte G1 Sul PR: +140% RS: -29% SC: -17% Sudeste ES: -18% MG: -22% RJ: -20% SP: -33% Centro-Oeste DF: -18% GO: -34% MS: -28% MT: -33% Norte AC: +233% AM: -20% AP: -27% PA: -39% RO: +14% RR: -4% TO: -18% Nordeste AL: -22% BA: -10% CE: -27% MA: -14% PB: -27% PE: -13% PI: -69% RN: -38% SE: -43% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19: Números da pandemia Editoria de Arte/G1 Veja Mais

A misteriosa nuvem de gelo que envolve o Sistema Solar

Glogo - Ciência Na parte mais fria e escura de nosso sistema — uma região ainda a ser visitada por espaçonaves humanas —, está uma nuvem estranha e gelada que contém material de outras estrelas. O cometa C/2020 F3 (Neowise) não deverá retornar à região do Sistema Solar onde está a Terra nos próximos 6,8 mil anos Jeff Overs/BBC Por algumas semanas no verão de 2020, se você estivesse olhando para o céu em uma noite clara, teria sido possível avistar um visitante raro na nossa região do Sistema Solar. Através de binóculos, ele tinha a forma de um cometa clássico — um núcleo brilhante e uma longa cauda formada pelo gelo liberado em forma de gás pelo calor do Sol. Pôde até ser visto a olho nu no hemisfério norte durante o início de julho. Mas depois ele desapareceu. O que é um buraco negro, e por que há luz na primeira foto de um deles? O plano da China para lançar foguetes e desviar asteroide que poderia acabar com vida na Terra Ninguém que viu aquele cometa — chamado C/2002 F3 (Neowise) — voltará a vê-lo novamente. Nem seus filhos. Tampouco várias gerações depois dos filhos de seus filhos. Este cometa, em particular, não será visto novamente por mais de 6,8 mil anos. Sua breve passagem, no entanto, foi notável por algo que vai além de quanto tempo levaria para retornar (muitos cometas de ciclo curto visitam nossos céus várias vezes durante a vida de uma pessoa). Acredita-se que o C/2002 F3 (Neowise) tenha vindo de uma das partes menos exploradas e mais misteriosas de nosso sistema — a vasta e congelada Nuvem de Oort. Ela se encontra nos confins do Sistema Solar, além do cinturão de asteroides e dos gigantes gasosos, mais longe do que os mundos gelados de Urano e Netuno, e até mesmo bem fora da distante órbita de Plutão. Situa-se além do limite da heliosfera, a bolha de plasma lançada por nosso Sol que envolve nosso sistema e marca o início do espaço interestelar. Como uma enorme concha, a Nuvem de Oort envolve o Sistema Solar — não apenas ao longo do plano em que os planetas, asteroides e planetas anões se encontram, mas se estendendo por todas as direções. O único problema é que não podemos ter certeza absoluta de que essa enorme cúpula de gelo está realmente lá. Os astrônomos nunca viram diretamente a Nuvem de Oort, e a espaçonave mais distante já lançada pela humanidade — a Voyager 1 — não deve chegar lá pelos próximos 300 anos. Mas novas pesquisas estão começando agora a revelar alguns de seus segredos, e o mesmo se espera das próximas missões espaciais. Visitas de cometas distantes como o C/2002 F3 (Neowise) também fornecem algumas pistas. A Nuvem de Oort foi prevista pela primeira vez por Jan Oort, em 1950, para explicar a existência de cometas como Neowise. Diferentemente dos cometas de ciclo curto, que geralmente levam menos de 200 anos para orbitar o Sol e são provenientes de um disco de gelo que fica além de Netuno chamado Cinturão de Kuiper, a origem daqueles com órbitas muito mais longas era mais difícil de explicar. A maioria dos cometas de ciclo longo leva entre 200 e 1.000 anos para completar uma órbita do Sol. Eles também têm órbitas excêntricas, chegando muito perto do Sol e, em seguida, ficando extremamente distantes novamente. Oort teorizou que esses cometas poderiam vir de um conjunto de objetos distantes, feitos principalmente de rocha e gelo, muito longe do alcance de nosso sistema. Acredita-se que essa enorme massa de objetos comece em algum lugar em torno de 306 bilhões de km a 756 bilhões de km do Sol. Acredita-se que a Nuvem de Oort consiste em bilhões, senão trilhões, de pedaços de gelo e rocha que se formaram aproximadamente ao mesmo tempo que os planetas Pablo Carlos Budassi Isso é equivalente de 2 mil a 5 mil vezes a distância da Terra ao Sol (uma distância de 150 milhões de km, conhecida como unidade astronômica, ou UA). Algumas estimativas preveem que a nuvem se estenda por até 100 mil a 200 mil UA (15 trilhões de km a 29 trilhões de km) no espaço. "Até agora não temos nenhuma outra explicação satisfatória para o fornecimento contínuo de cometas de período longo que observamos", diz Cyrielle Opitom, que estuda cometas e o Sistema Solar na Universidade de Edimburgo, na Escócia. "Ao reconstruir suas órbitas, eles parecem compartilhar um afélio — a maior distância do Sol — a cerca de 20 mil vezes a distância do Sol à Terra, no que chamamos de Nuvem de Oort." As origens da nuvem ainda são um mistério. Ela pode conter centenas de bilhões ou até mesmo trilhões de planetesimais — pedaços sólidos de rocha ou gelo, semelhantes aos cometas, que muitas vezes são os blocos de construção dos planetas. Mas esses objetos, todos variando de alguns quilômetros a algumas dezenas de quilômetros, são pequenos demais para serem vistos diretamente da Terra, mesmo com nossos telescópios mais poderosos. Um estudo recente, no entanto, ofereceu algumas pistas sobre o que pode ter levado à formação da Nuvem de Oort. Simon Portegies Zwart e seus colegas da Universidade de Leiden, na Holanda, usaram uma série de simulações de computador para estudar como a nuvem se formou, em ordem cronológica, ao longo de 100 milhões de anos. É o primeiro estudo a vincular todas as etapas na formação da nuvem, em vez de examiná-las separadamente. Os resultados mostram que a nuvem "não se formou de forma simples, mas por uma espécie de conspiração da natureza, em que uma série de processos teve que acompanhar", diz Portegies Zwart. Segundo ele, planetas, estrelas e a Via Láctea desempenharam um papel em sua formação. "A complexidade do processo me surpreendeu." Mas os resultados significam que é improvável que nosso sistema seja o único envolto por uma vasta nuvem de gelo. "Uma vez que tínhamos mapeado os vários processos, eles acabaram sendo uma consequência bastante natural da evolução do Sistema Solar", afirma Portegies Zwart. Comparada ao sistema solar, a Nuvem de Oort é uma enorme bolha de material que envolve os planetas e nosso So Mark Garlick/Gettty Images Seu trabalho também fez previsões sobre o que a Nuvem de Oort poderia conter. E, se estiverem corretas, ela pode conter material estranho ao nosso sistema solar: "Coisas de outras estrelas", diz Portegies Zwart. A ideia de que nosso Sol pode ter roubado material de outro lugar foi apresentada pela primeira vez há cerca de uma década. "No aglomerado de estrelas de nascimento do Sol, as estrelas irmãs estariam aninhadas próximas o suficiente para suas nuvens de cometa se sobreporem e se emaranharem", diz Michele Bannister, astrônoma planetária da Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia. "Depois, elas se separaram enquanto o aglomerado se dispersava." Assim como a Nuvem de Oort pode conter cometas de outras estrelas, alguns de nossos próprios cometas podem estar orbitando agora outras estrelas em contrapartida. Um estudo, de novembro de 2020, sugere que os objetos interestelares podem ser mais numerosos do que os do nosso próprio sistema. Outro estudo, que divulgou os resultados preliminares no início deste ano, identificou três estrelas que podem ter passado pela Nuvem de Oort. Exatamente quanto da Nuvem de Oort vem de outras estrelas permanece um mistério, e estudar os cometas de perto pode não responder essa questão. "Seria muito difícil saber quais cometas não foram formados aqui, mas talvez estudos futuros de cometas interestelares visitantes em tempo real nos deem algumas pistas sobre isso", diz Kat Volk, cientista planetária da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos. Os resultados do estudo de Portegies Zwart e sua equipe sugerem que cerca de metade dos objetos na parte interna da nuvem e um quarto na parte externa podem ter sido capturados de outro lugar. Compreender a Nuvem de Oort — e os cometas provenientes dela — pode nos dar algumas pistas importantes sobre as origens do nosso sistema e como ele se formou. Esses objetos são alguns dos mais primitivos a um alcance próximo, e acredita-se que eles se formaram ao mesmo tempo que os planetas. "Seria muito bom ser capaz de fazer alguns furos em alguns objetos da Nuvem Oort e analisar o material", diz Portegies Zwart. Mas a Voyager 1, que foi lançada há mais de 40 anos, ainda está a apenas um décimo da distância dos limites do Sistema Solar até a Nuvem de Oort, e é improvável que faça contato direto com qualquer coisa lá a menos que colida, e a obtenção de tais amostras poderia demorar muito. Há quatro outras espaçonaves que vão chegar futuramente à Nuvem de Oort — Voyager 2, New Horizons e Pioneer 10 e 11. "Mas vai demorar tanto para chegarem lá que sua fonte de energia vai morrer muito antes", diz Opitom. "É muito longe." Em vez disso, pode ser mais fácil obter amostras de um pedaço da Nuvem de Oort que chegou até nós. Os cientistas já estão coletando pistas do que esses objetos misteriosos são feitos a partir de dados que estão reunindo a partir de observações de cometas suspeitos de terem se originado lá. Não precisamos ir aos cometas para ver do que são feitos. Os resultados iniciais de alguns estudos encontraram monóxido de carbono, água e outros tipos de carbono e silicato em cometas da Nuvem de Oort. Mas há a expectativa de que seja possível dar uma olhada mais de perto em um desses cometas com uma missão espacial. Missões recentes, como a sonda Rosetta e o módulo de aterrissagem Philae, da Agência Espacial Europeia, e a espaçonave Deep Impact da Nasa, agência espacial americana, visitaram cometas que estavam de passagem. Outras, como a Hayabusa e Hayabusa 2, do Japão, e a Osiris-Rex, da Nasa, também coletaram amostras de asteroides para trazê-los de volta à Terra. Mas não é tão fácil no caso de cometas da Nuvem de Oort, uma vez que eles geralmente não são descobertos até alguns anos antes de atingirem o ponto mais próximo em sua órbita do Sol. "É uma escala de tempo muito curta para preparar uma missão e enviá-la ao encontro de um cometa", diz Opitom. Óvnis no Brasil: o que foi a Operação Prato, investigação da ditadura sobre fenômenos ufológicos Uma próxima missão, no entanto, tem como objetivo voar perto de um cometa que veio diretamente da Nuvem de Oort, em vez de um que já passou pelo Sol algumas vezes antes. "Há missões de naves espaciais projetadas para visitar novos cometas de período longo, elas são lançadas e depois aguardam em uma espécie de estacionamento em órbita até que um alvo adequado seja detectado", explica Volk. Uma delas, a Comet Interceptor ("Interceptador de Cometa", em tradução livre), que será lançada pela Agência Espacial Europeia, vai usar várias espaçonaves para selecionar um cometa como alvo e depois estudá-lo de perto. "Esta é uma missão muito emocionante... e espero que nos permita investigar um cometa muito primitivo vindo diretamente da Nuvem de Oort pela primeira vez", diz Opitom. Antes do lançamento da Comet Interceptor em 2029, um telescópio atualmente em construção no Chile, chamado Observatório Vera Rubin, começará a procurar cometas de ciclo longo provenientes da Nuvem de Oort quando for concluído em 2023. "Isso nos permitirá enviar missões a cometas provenientes da Nuvem de Oort, e é isso que a Comet Interceptor vai fazer, mesmo que não colete e traga de volta uma amostra", explica Opitom. Estudar os cometas de perto nos permite "monitorar como eles mudam à medida que são aquecidos pelo Sol quando chegam perto, após eras em congelamento profundo", diz Bannister. E se for a primeira visita, podem trazer alguns segredos com eles. Olhar diretamente para os cometas desta maneira pode ajudar a responder perguntas como o quão grande a nuvem realmente é — e quanto dela é proveniente do nosso sistema. Enquanto os cientistas continuam a juntar essas pistas para aprender mais sobre a Nuvem de Oort e reunir evidências de sua existência, só saberemos com certeza quando uma de nossas espaçonaves se aventurar nesta região desconhecida do espaço. Se a Voyager 1 conseguir sobreviver por mais 300 anos, a humanidade realmente terá alcançado uma nova fronteira. Veja Mais

Como seu nome pode afetar sua personalidade

Glogo - Ciência A primeira informação que estranhos aprendem sobre a maioria das pessoas é o nome — e como você se chama pode ter um impacto surpreendente em como os outros te percebem. Como você se chama pode ter algumas influências sutis em sua personalidade. Getty Images via BBC Você já pode ter refletido sobre as diferentes maneiras como foi sua criação: se seus pais foram acolhedores ou rigorosos, generosos ou agressivos. Mas talvez você não tenha pensado muito sobre as consequências de algo particularmente importante que eles deram a você — seu nome. Os pais muitas vezes ficam angustiados na hora de escolher o nome dos filhos. Pode parecer um teste de criatividade ou uma forma de expressar suas próprias personalidades ou identidades por meio da criança. Mas o que muitos pais podem não perceber completamente — eu, certamente, não percebi — é que a escolha do nome pode influenciar a forma como os outros veem seu filho e, portanto, em última análise, o tipo de pessoa na qual seu filho se torna. "Como um nome é usado para identificar um indivíduo e se comunicar com ele diariamente, serve como base da autoconcepção de alguém, especialmente em relação aos outros", diz David Zhu, professor de Administração e Empreendedorismo na Universidade do Arizona, nos EUA, que pesquisa a psicologia dos nomes. É claro que vários fatores moldam nossa personalidade. Parte dela é influenciada por nossos genes. As experiências formativas também desempenham um papel importante, assim como as pessoas com quem nos relacionamos e, em última análise, os papéis que assumimos na vida, seja no trabalho ou na família. Em meio a todas essas dinâmicas, é fácil esquecer o papel desempenhado por nossos nomes — uma influência altamente pessoal imposta a nós desde o nascimento e que geralmente permanece conosco por toda a vida (a menos que nos demos ao trabalho de mudá-lo). Como Gordon Allport, um dos fundadores da psicologia da personalidade, afirmou em 1961, "o ponto de ancoragem mais importante para nossa identidade pessoal ao longo da vida continua sendo nosso próprio nome". Em um nível básico, nossos nomes podem revelar detalhes sobre nossa etnia ou outros aspectos de nossa origem, o que em um mundo de preconceitos sociais traz consequências inevitáveis. Por exemplo, uma pesquisa americana conduzida na sequência dos ataques terroristas de 11 de setembro mostrou que currículos exatamente iguais eram menos propensos a conseguir entrevistas de emprego quando atribuídos a uma pessoa com um nome que soava árabe, em comparação com um nome "branco". Isso é injusto em vários níveis, principalmente porque os nomes podem ser um indicador não confiável de nossa origem. Essas consequências não devem ser menosprezadas, mas não é aí que termina a influência dos nomes. Mesmo dentro de uma só cultura, os nomes podem ser comuns ou raros, podem ter certas conotações positivas ou negativas em termos de significado e podem ser vistos como atraentes ou antiquados e detestados (e essas opiniões podem mudar com o passar do tempo de acordo com as tendências também). Por sua vez, essas características relacionadas aos nossos nomes afetam inevitavelmente a maneira como os outros nos tratam e como nos sentimos a respeito de nós mesmos. Em um desdobramento mais recente, pais de crianças chamadas Alexa vêm protestando contra a Amazon alegando que suas filhas estão sofrendo bullying por ter o mesmo nome que a gigante de tecnologia usa para sua assistente virtual. Como resultado, o nome tem caído em desuso. Já um estudo da década de 2000, liderado pela psicóloga americana Jean Twenge, descobriu que, mesmo depois de feito o controle sobre fatores como contexto familiar e insatisfação geral com a vida, as pessoas que não gostavam do nome tendiam a ter um ajuste psicológico mais precário. Provavelmente, isso aconteceu porque sua falta de confiança e autoestima fizeram com que não gostassem do nome ou porque o fato de não gostar do nome contribuiu para sua falta de confiança — "o nome se torna um símbolo de si mesmo", escreveram Twenge e sua coautora. Série ‘Maria’ mostra a personalidade de quem tem esse nome. Em termos de como os nomes afetam a maneira como somos tratados pelos outros, vejamos um estudo alemão publicado em 2011, no qual os usuários de um site de relacionamento foram questionados se gostariam de dar sequência a potenciais encontros com base no nome das pessoas. Jochen Gebauer, agora baseado na Universidade de Mannheim, na Alemanha, e seus colegas, incluindo Wiebke Neberich, descobriram que pessoas com nomes considerados antiquados na época (como Kevin) tinham maior probabilidade de serem rejeitadas, em comparação com aquelas com nomes da moda (como Alexander). Se a situação do site de relacionamento for amplamente representativa de como esses indivíduos foram tratados ao longo da vida, é fácil ver como seus nomes podem ter moldado a forma como os outros os tratavam de maneira mais geral e, por sua vez, o tipo de pessoa na qual eles próprios se tornaram. Como nosso DNA influencia ou não decisões sobre o amor Na verdade, uma nova pesquisa que ainda não foi publicada, também conduzida na Alemanha, mostrou que os participantes eram menos propensos a ajudar um estranho com um nome avaliado negativamente (Cindy e Chantal foram os dois nomes com pior avaliação), em comparação com estranhos com nomes avaliados positivamente (Sophie e Marie foram os mais bem avaliados). Dá para imaginar que deve ser difícil ser uma pessoa afetuosa e confiante (tendo alta "agradabilidade" em termos de traços de personalidade) se você enfrenta repetidas rejeições na vida por causa do nome. Outra parte do estudo do site de relacionamento reforçou isso: os candidatos com nomes fora de moda que foram rejeitados com mais frequência também tendiam a ter um grau menor de escolaridade e baixa autoestima — quase como se a rejeição que sofreram na plataforma de relacionamento fosse um reflexo de como eles tinham se saído na vida de forma mais ampla. Outro trabalho recente também sugeriu as consequências prejudiciais de um nome impopular ou que soa negativo. Huajian Cai e seus colegas do Instituto de Psicologia de Pequim, na China, cruzaram recentemente os nomes de centenas de milhares de pessoas com o risco de terem sido condenadas por crimes. Eles descobriram que mesmo depois de feito o controle sobre a influência de fatores de contextos demográficos, as pessoas com nomes vistos como menos populares ou com conotações mais negativas (por exemplo, avaliados em média como menos "calorosos" ou "morais") eram mais propensas a estarem envolvidos em crimes. Você pode ver essa tendência em relação ao comportamento criminoso como um indicador de uma pessoa com baixa agradabilidade. Novamente, isso é consistente com a noção de que ter um nome que soe negativo ou impopular leva a pessoa à rejeição social e aumenta o risco de desenvolver uma personalidade desagradável. Nossos nomes podem ter essas consequências, diz Cai, porque podem afetar a forma como nos sentimos em relação a nós mesmos e como os outros nos tratam. "Já que um nome bom ou ruim tem o potencial… de produzir resultados bons ou ruins, sugiro que os pais devem tentar de todas as maneiras dar um bom nome ao bebê em relação a sua própria cultura", diz ele. Até agora, esses estudos apontam para as consequências aparentemente prejudiciais de se ter um nome negativo ou impopular. Mas algumas descobertas recentes também indicam as possíveis consequências benéficas que seu nome pode ter. Por exemplo, se você tem um nome mais "sonoro" que flui facilmente, como Marla (em comparação com nomes que soam abruptos, como Eric ou Kirk), então é provável que as pessoas o julguem como sendo mais agradável, com todas as vantagens que isso pode trazer. Além disso, embora um nome menos comum possa ser desvantajoso no curto prazo (aumentando o risco de rejeição e diminuindo sua simpatia), ele pode ter vantagens no longo prazo ao gerar em você um senso maior de sua singularidade pessoal. Um novo estudo de Cai e sua equipe no Instituto de Psicologia de Pequim descobriu — mesmo depois de feito o controle de fatores como a origem familiar e socioeconômica — que ter um nome mais raro estava associado a maiores oportunidades de ter uma carreira mais incomum, como diretor de cinema ou juiz. "No início da vida, algumas pessoas podem extrair um senso de identidade única de seus nomes relativamente únicos", dizem os pesquisadores, propondo que esse sentido alimenta uma "motivação de distinção" que os leva a encontrar uma carreira incomum que corresponda à sua identidade. Isso parece ser uma reminiscência do chamado "determinismo nominativo" — a ideia de que o significado de nossos nomes influencia nossas decisões de vida (explicando aparentemente a abundância de neurologistas chamados Dr. Brain, que significa "cérebro", e ocorrências divertidas semelhantes). Os nomes podem entrar e sair de moda rapidamente, assim como as associações que as pessoas fazem em relação a eles. Alamy via BBC Ter um nome incomum pode até nos moldar para sermos mais criativos e mais abertos, de acordo com uma pesquisa de Zhu e seus colegas na Universidade do Arizona. A equipe de Zhu cruzou os nomes dos principais executivos de mais de mil empresas e descobriu que quanto mais raros seus nomes, mais distintas as estratégias de negócios que eles tendiam a seguir, especialmente se também fossem mais confiantes por natureza. Zhu invoca uma explicação semelhante à de Cai e seus colegas. "CEOs com um nome incomum tendem a desenvolver uma autoconcepção de serem diferentes dos colegas, motivando-os a buscar estratégias não convencionais", afirma. Se você é um futuro pai, deve estar se perguntando se deve escolher um nome comum e popular, talvez aumentando a popularidade e a simpatia de seu filho, ou dar-lhe um nome original, ajudando-o a se sentir especial e a agir mais criativamente. "Nomes comuns e incomuns estão associados a vantagens e desvantagens, então os futuros pais devem estar cientes dos prós e contras, não importa que tipo de nome eles deem aos filhos", diz Zhu. Talvez o segredo seja encontrar uma maneira de ter o melhor dos dois mundos, escolhendo um nome comum que seja facilmente modificado em algo mais diferenciado. "Se [você] der a uma criança um nome muito comum, ela provavelmente terá mais facilidade em ser aceita e querida por outras pessoas no curto prazo", observa Zhu. "Mas os pais precisam encontrar maneiras de ajudar a criança a valorizar sua singularidade, talvez dando-lhe um apelido especial ou afirmando frequentemente as características únicas da criança." Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Future. Os 10 vídeos mais assistidos do G1 em junho Veja Mais

OMS cria guia para ética na inteligência artificial

Glogo - Ciência Documento inclui a orientação de que produtos e programas devem ser criados levando em conta atributos como inclusão e igualdade A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou um guia sobre ética e governança na utilização da inteligência artificial na saúde. Foi o resultado de 18 meses de trabalho de especialistas em direito, tecnologia digital e representantes de ministérios de diversos países. A entidade definiu como inteligência artificial (IA) o sistema tecnológico que, depois de ser abastecido com informações e objetivos definidos por seres humanos, seja capaz de fazer previsões, recomendações e tomar decisões que influenciem ambientes reais ou virtuais, com diferentes graus de autonomia. Recomendações da OMS para o uso da inteligência artificial: produtos e programas devem ser criados levando em conta atributos como inclusão e igualdade Tumisu para Pixabay Não há dúvidas de que o uso maciço de IA será uma revolução para aprimorar diagnósticos e tratamentos; aperfeiçoar o desenvolvimento de drogas e pesquisas; auxiliar governos a prevenir doenças, controlar epidemias e planejar campanhas. No entanto, justamente pelo impacto que representará no atendimento da população, é fundamental que a bioética e a preocupação com os direitos humanos sejam elementos fundamentais na criação de qualquer programa. O documento, de 150 páginas, aborda os principais riscos e desafios éticos listados pelos especialistas. Uma das grandes preocupações diz respeito à quantidade e qualidade de informações que serão gerenciadas pelos bancos de dados e se transformarão em orientações e práticas que agentes de saúde replicarão para milhões de pessoas. Um sistema que esteja “contaminado” com preconceitos ou qualquer visão parcial ou distorcida de um determinado grupo populacional terá um enorme impacto negativo. A própria coleta de dados tem que obedecer a critérios que garantam um resultado que não seja enviesado. O grupo de estudo relacionou exemplos para ilustrar o problema, como o de um programa para detectar potenciais casos de câncer de pele que não levava em conta a população negra. Aqui vão os seis pontos fundamentais: 1) Pessoas, e não máquinas, devem permanecer no controle dos sistemas de saúde e das decisões médicas; 2) Todos os produtos de IA devem atender a padrões de segurança, acurácia e eficácia específicos para os casos a que se destinam; 3) Os desenvolvedores de tecnologia devem ser transparentes sobre como os produtos foram criados e funcionam antes de serem disponibilizados para o uso; 4) Negócios e sistemas de saúde que dependem de inteligência artificial devem assegurar o treinamento adequado dos profissionais; 5) Todos os produtos de IA devem ser criados levando em conta atributos como inclusão e igualdade; 6) O desempenho de programas deve ser avaliado de forma contínua e transparente, para que seus eventuais erros sejam corrigidos rapidamente. Veja Mais

Varíola dos macacos: doença contagiosa rara gera alerta em 27 estados nos EUA

Glogo - Ciência Em julho, foi diagnosticado o primeiro caso da doença nos Estados Unidos em quase duas décadas. Casos de varíola dos macacos em humanos são extremamente raros Getty Images via BBC Mais de 200 pessoas em 27 unidades federativas dos Estados Unidos estão sendo rastreadas por possíveis infecções raras de varíola dos macacos, segundo autoridades de saúde. Varíola dos macacos: o que se sabe de doença rara identificada nos EUA Elas temem que as pessoas possam ter entrado em contato com um homem do Texas que levou a doença da Nigéria para os EUA no início de julho. Até o momento, nenhum novo caso foi encontrado. O homem, que é considerado o primeiro caso de varíola dos macacos no país desde 2003, foi levado ao hospital, mas está em condições estáveis. Vírus da varíola dos macacos, identificado pela primeira vez em duas décadas nos EUA Science Photo Library via BBC O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) diz estar preocupado com os passageiros que estavam a bordo de dois voos em que o homem infectado estava. Passageiros e tripulantes podem ter sido expostos à doença, segundo o órgão. Ele voou de Lagos, na Nigéria, para Atlanta, nos EUA, em 9 de julho, antes de embarcar para Dallas, onde foi hospitalizado, segundo o CDC. O órgão disse que está trabalhando com as companhias aéreas para avaliar "os riscos potenciais para aqueles que podem ter tido contato próximo com o viajante". No entanto, acrescentou que as chances de a doença ter se espalhado no avião são baixas porque os passageiros atualmente precisam usar máscaras faciais. O que devemos saber sobre as máscaras PFF2/ N95 Um porta-voz do CDC disse à BBC que estava "trabalhando com departamentos de saúde locais e estaduais para fazer o acompanhamento de indivíduos que podem ter sido expostos à varíola dos macacos". "O risco para o público em geral é considerado baixo", disse o porta-voz, acrescentando que nenhuma das 200 pessoas que eles monitoravam era considerada de "alto risco". A varíola dos macacos é uma doença viral rara da mesma família da varíola, mas é muito menos grave. Ela ocorre principalmente em partes remotas de países da África Central e Ocidental, perto de florestas tropicais. Os sintomas incluem: Inicialmente, febre, dores de cabeça, inchaços, dores nas costas, dor muscular e uma apatia geral. Assim que a febre cede, pode aparecer erupção na pele, geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo, mais comumente as palmas das mãos e as solas dos pés. A erupção, que pode gerar muita coceira, muda e passa por diferentes estágios antes de finalmente formar uma casca, que depois cai. As lesões podem deixar cicatrizes. A maioria dos casos do vírus é leve, às vezes semelhante à catapora, e desaparece por conta própria em poucas semanas. No entanto, a varíola dos macacos às vezes pode ser mais grave: um em cada cem casos pode ser mortal, de acordo com o CDC. O CDC diz que não há tratamento comprovado e seguro para a doença. Mas a agência lembra que a vacina contra a varíola já foi usada para controlar surtos anteriores, como o ocorrido nos Estados Unidos em 2003. Surto de 2003 Embora rara, a doença já foi descoberta nos EUA antes. Em 2003, um surto da doença atingiu 47 pessoas no país, das quais nenhuma morreu. Segundo o CDC, aquela foi a primeira vez que a varíola dos macacos em humanos foi confirmada fora da África. Na época, o vírus foi levado por roedores importados da África, que transmitiram a doença a cães da pradaria (um tipo de roedor nativo da América do Norte) usados como animais de estimação. Conforme o CDC, só houve outros cinco registros de casos em humanos fora da África. Em 2018, três pessoas no Reino Unido e uma pessoa em Israel foram contaminadas. Em 2019, houve um caso em Singapura. Neste ano, além do caso identificado no Texas, foram registrados três outros casos no Reino Unido. O CDC observa que esses casos não têm relação com o do paciente no Texas. Veja VÍDEOS de ciência e saúde: Veja Mais

UFJF é selecionada e vai sediar uma unidade da Embrapii no campus de Juiz de Fora

Glogo - Ciência Instituição terá disponível recursos financeiros não reembolsáveis para investir em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em parceria com o setor industrial. Coletiva de imprensa foi realizada nesta quarta-feira (21) na UFJF Alexandre Dornelas/UFJF A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) foi selecionada e vai sediar uma unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) no campus de Juiz de Fora. O anúncio foi feito pelo reitor Marcus David nesta quarta-feira (21) durante uma entrevista coletiva. "Ter uma sede da Embrapii na nossa universidade representa o reconhecimento do grande destaque da UFJF como instituição de ciência e tecnologia, com potencial de levar esse conhecimento ao setor produtivo na forma de inovação", destacou. A UFJF terá disponível recursos financeiros não reembolsáveis para investir em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em parceria com o setor industrial. O financiamento é proveniente do Ministério da Educação (MEC) e do Programa Rota 2030. Funcionamento Durante o processo, oito instituições foram contempladas. Na ocasião, cada universidade poderia submeter apenas uma proposta para ser avaliada. Conforme o reitor da UFJF, foi realizada uma seleção interna para identificar o núcleo de pesquisa mais avançado na instituição para participar do processo. O escolhido foi o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Energia Elétrica (Inerge). A unidade Embrapii da instituição, que atuará na geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, deverá estar em funcionamento no próximo mês, após a assinatura de um contrato. O credenciamento é feito inicialmente por 3 anos e pode ser renovado com base nos resultados apresentados. "Estima-se que sejam mobilizados em torno de R$ 6 milhões nesse período", informou a UFJF. As empresas interessadas em apresentar parcerias podem enviar um e-mail para contato.inerge@engenharia.ufjf.br. UFJF recebe empresa de inovação para trabalhar em parceria com a indústria Embrapii A Embrapii é uma organização social qualificada pelo Governo Federal que desde 2013 apoia instituições de pesquisa tecnológica e fomenta a inovação na indústria brasileira. O credenciamento de novas unidades pretende atrair empresas pelo fomento não reembolsável e pela capacidade de geração de soluções tecnológicas das universidades federais. A meta das novas unidades é gerar 75 projetos e cerca de R$ 30 milhões de investimentos em inovação em todo o país. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes Veja Mais

Depois de Bezos e outros bilionários, quando será nossa vez de ir ao espaço?

Glogo - Ciência Homem mais rico do mundo foi ao espaço a bordo de voo de sua empresa Blue Origin. Entenda como deve funcionar o turismo aeroespacial e quais os valores cobrados. Corrida espacial: quando vai ser minha vez de ir ao espaço? Jeff Bezos, o homem mais rico do mundo, participou nesta terça-feira (20) de sua primeira viagem espacial. G1 transmitiu voo; veja como foi minuto a minuto O bilionário estava a bordo de uma nave construída por sua própria empresa, a Blue Origin, voltada ao setor aeroespacial. A iniciativa deve impulsionar o turismo no espaço, onde Bezos enfrenta a concorrência da Virgin Galactic, de Richard Branson. Outro bilionário no ramo é Elon Musk, da SpaceX, mas sua empresa tem focado em contratos com governos. O G1 reuniu informações sobre preços e quando as viagens com mais civis devem começar de fato (assista no vídeo no início da reportagem). Jeff Bezos no espaço: veja os melhores momentos do voo LEIA TAMBÉM Entenda o que é um voo suborbital Bezos X Branson: veja o que diferencia voos dos bilionários Saiba quem é quem no voo ao espaço com Bezos PLAYLIST: assista a todos os vídeos do voo FOTOS: as imagens marcantes da viagem Principais momentos da viagem O embarque: Jeff Bezos já está na cápsula para o primeiro voo espacial civil sem piloto A decolagem Jeff Bezos e mais três tripulantes decolam rumo ao espaço Foguete pouso após desacoplar da cápsula: Foguetes da nave New Shepard pousam após levar Bezos ao espaço Paraquedas se abrem no retorno da cápsula: Paraquedas se abrem no retorno da cápsula com Jeff Bezos e mais três tripulantes O pouso da cápsula: Cápsula da Blue Origin pousa com Jeff Bezos e mais três tripulantes O "passeio" de Bezos com a cápsula New Shepard aconteceu uma semana depois de outro bilionário realizar uma viagem parecida. Richard Branson, dono da Virgin Galactic, fez seu primeiro voo no último dia 11. Ambos pretendem explorar o mercado do turismo espacial. Sonha em ser um turista espacial? Veja o que as empresas planejam Conheça detalhes da nave da Blue Origin Elcio Horiuchi/Wagner Magalhães/Rafael Miotto/G1 As diferenças entre os voos de Jeff Bezos e de Richard Branson ENTENDA: Elon Musk, Jeff Bezos, Richard Branson: os multimilionários que disputam a nova corrida espacial Bezos X Branson: compare os voos dos bilionários ao espaço Veja como foi a viagem de Branson, da Virgin: VÍDEO: Veja os melhores momentos do voo de Richard Branson ao espaço Infográfico mostra as diferenças entre viagens realizadas pela Blue Origin, de Jeff Bezos, e pela Virgin Galactic, de Richard Branson Arte G1 No Youtube, G1 explica como viagem foi feita sem piloto Initial plugin text Veja Mais

Superlaboratório Sirius ajuda revelar detalhes inéditos da reprodução do vírus da Covid-19

Glogo - Ciência De acordo com cientistas, entendimento de um dos mecanismos de replicação do Sars-Cov-2 dentro das células abre caminho na busca por estratégias antivirais contra doença. Trabalho de pesquisadores da USP de São Carlos é o primeiro publicado com dados coletados no equipamento instalado em Campinas (SP). Sirius, laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, reforça a ciência no enfrentamento do novo coronavírus Nelson Kon Cientistas descobriram, com ajuda do Sirius, superlaboratório de luz síncrotron de 4ª geração, detalhes inéditos do processo de reprodução do Sars-Cov-2, vírus causador da Covid-19. Tal entendimento abre caminho na busca por fármacos que possam inibir esse mecanismo de replicação dentro das células. O trabalho realizado por pesquisadores da USP de São Carlos (SP) foi publicado em edição especial do Journal of Molecular Biology, e é o primeiro artigo com dados coletados no acelerador de partículas instalado em Campinas (SP). Coordenador do grupo que realizou as primeiras coletas de imagem no Sirius, o professor Glaucius Oliva explica que quando o Sars-Cov-2 entra na célula, ele assume o controle para tentar se replicar, mas o processo depende de várias etapas, e é em uma delas que os cientistas querem agir em busca de estratégias antivirais. Entenda o Sirius, o novo acelerador de partículas do Brasil "Ele (Sars-Cov-2) não faz um vírus pronto para infectar outras células, ele faz suas proteínas em um único bloco, que chamamos de poliproteina. Uma parte desse bloco é a protease, e a função dela é transformar essa poliproteina em suas partes que, ao se juntarem, podem reproduzir muitas cópias do genoma viral e das proteínas do envelope e assim gerar novos vírus, que são capazes de infectar outras células. O objetivo é parar este processo logo no início da ação da protease e assim impedir a produção de novos vírus nas células infectadas", diz. Modelo final da protease MPro do vírus SARS-CoV-2 ligada a um peptídeo CNPEM/Divulgação Com os estudos desenvolvidos na linha Manacá, primeira a ficar disponível para pesquisadores externos no Sirius, a equipe do Instituto de Física da USP passou a compreender processos do metabolismo dessa protease do coronavírus até então desconhecidos. Os cientistas descobriram que para que a protease Mpro (também denominada de 3CLPro) alcance a sua forma madura ela precisa se ligar temporariamente a outras cópias dela mesma, com o mesmo estado de maturação ou mais maduras. “Usamos a Manacá para caracterizar, de forma inédita, múltiplas formas que a protease M-pro adquire ao longo do seu processo de auto maturação. Além disso, identificamos como pequenos fragmentos químicos se ligam em pontos específicos de uma dessas novas formas da enzima de SARS-CoV-2, que possui menos de 1% da atividade da forma madura”, explica o pesquisador Andre Godoy, da USP de São Carlos. Busca por antiviral O trabalho do grupo da USP no Sirius teve início em setembro de 2020, assim que a linha Manacá, ainda em fase de comissionamento, foi aberta a pesquisadores externos para que pudesse oferecer à comunidade científica recursos para estudos que pudessem contribuir no combate à pandemia. Na ocasião, a equipe fez análise de 200 cristais de proteínas do vírus na busca por uma "chave" que pudesse desativar o coronavírus. Além do estudo publicado, o grupo tem outros dados coletados no Sirius e trabalha na busca por moléculas que possam atuar como inibidoras das proteases mais importantes na replicação do vírus da Covid-19. "Cada proteína dessas nos conta uma história. Cada proteína do vírus passa por uma série de processos internos que tem uma certa atividade. Nem todas são bem descritas. Nosso esforço maior é encontrar uma molécula que iniba as duas proteases. Tanto a PLpro quanto a Mpro. Temos planos para uma molécula que possa inibir ambas, o que inédito", avisa Godoy. Pesquisadores da USP de São Carlos durante período de coleta de dados no Sirius, em setembro de 2020 Arquivo pessoal Primeira imagem Maior investimento da ciência brasileira, o Sirius realizou em julho de 2020 os primeiros experimentos ao obter imagens em 3D de estruturas de uma proteína imprescindível para o ciclo de vida do novo coronavírus. A análise de uma proteína já conhecida serviu para validar e habilitar o funcionamento do acelerador, concebido para analisar diferentes materiais em escalas de átomos e moléculas. Imagem em 3D de proteína do novo coronavírus obtida no Sirius, superlaboratório instalado em Campinas (SP) Sirius/CNPEM/Divulgação Após essa etapa, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), que abriga o Sirius, passou a receber propostas de cientistas interessados em usar a estrutura para avançar nos estudos para enfrentamento da doença. A primeira linha de pesquisa a ficar ativa e que fez as imagens da estrutura da proteína é chamada de Manacá, dedicada a técnicas de Cristalografia de Proteínas por Raios X. Na prática, é a estação que pode ajudar cientistas a encontrar ou melhorar um fármaco capaz de inibir ou agir frente ao novo coronavírus. Estação de pesquisa Manacá, primeira a ficar pronta e operacional no Sirius, em Campinas (SP) CNPEM/Divulgação O circo e a mexerica... Para ser ter uma ideia do que os cientistas que trabalham no Sirius tentam "enxergar" e entender com a ajuda do superlaboratório, basta ver a comparação feita pela pesquisadora do CNPEM, Daniela Trivella. "Se uma célula humana fosse do tamanho de um circo, o vírus seria o equivalente a uma mexerica." Com as linhas de pesquisa, os cientistas esperam ver e distinguir a interação do vírus em tanto espaço. E com a potência do equipamento será possível enxergar, inclusive, até os pequenos "gominhos da fruta", estruturas menores que as proteínas do Sars-Cov-2, por exemplo. Sirius: maior estrutura científica do país, instalada em Campinas (SP). CNPEM/Sirius/Divulgação O que é o Sirius? Principal projeto científico do governo federal, o Sirius é um laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, que atua como uma espécie de "raio X superpotente" que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas. Além do Sirius, há apenas outro laboratório de 4ª geração de luz síncrotron operando no mundo: o MAX-IV, na Suécia. Para observar as estruturas, os cientistas aceleram os elétrons quase na velocidade da luz, fazendo com que percorram o túnel de 500 metros de comprimento 600 mil vezes por segundo. Depois, os elétrons são desviados para uma das estações de pesquisa, ou linhas de luz, para realizar os experimentos. Esse desvio é realizado com a ajuda de imãs superpotentes, e eles são responsáveis por gerar a luz síncrotron. Apesar de extremamente brilhante, ela é invisível a olho nu. Segundo os cientistas, o feixe é 30 vezes mais fino que o diâmetro de um fio de cabelo. Entenda algumas das expressões mais usadas na pandemia do covid-19 Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas Veja Mais

Brasil tem 110 casos identificados da variante delta, diz Ministério da Saúde

Glogo - Ciência Cinco casos registrados evoluíram para a versão grave da Covid-19. Rio de Janeiro é o estado com o maior número de infecções detectadas: 83. Veja 5 pontos sobre a variante delta O Brasil identificou 110 casos da variante delta (B.1.671.2), de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (19). Entre esses pacientes, cinco evoluíram para a versão grave da Covid-19. Delta é mais transmissível, mas estudos não apontam elo com casos mais severos Amamentação x coronavírus: leite materno não transmite Covid-19; veja perguntas e respostas O número não representa o valor total e exato de pessoas que foram infectadas pela doença, já que muitos pacientes que apresentaram o coronavírus, mesmo após a chegada da delta, não tiveram suas amostras analisadas em sequenciamento genético. Até o momento, o Rio de Janeiro foi o estado com o maior número de casos detectados: 83. Casos da delta por estado: 83 - Rio de Janeiro 13 - Paraná 6 - Maranhão (navio que ficou parado na costa do estado) 1 - Minas Gerais 2 - Goiás 3 - São Paulo 2 - Pernambuco Mais transmissível A variante delta do coronavírus já foi detectada em pelo menos 111 países, segundo o mais recente boletim epidemiológico da Organização Mundial da Saúde (OMS). Assim como as outras variantes de preocupação (alpha, beta e gamma), ela é mais transmissível. Entretanto, ainda não é possível afirmar se as variantes provocam casos mais graves ou se são mais letais. "Por enquanto, o que sabemos é que a variante delta é mais transmissível, mas ainda não conseguimos definir exatamente quão mais grave é. Isso vem desde a alpha", disse ao G1 a imunologista Ester Sabino. Em um artigo publicado na revista científica "Eurosurveillance", pesquisadores ligados à OMS e ao Imperial College London apontam que a variante delta foi a que teve o maior aumento na taxa de reprodução em relação ao coronavírus original. Enquanto a alfa (B.1.1.7, responsável pelo primeiro surto no Reino Unido) teve aumento de 29% na transmissibilidade, os pesquisadores apontam que a delta chegou a 97% de incremento em relação ao vírus original. Potencial de transmissão da variante delta Guilherme Luiz Pinheiro/Arte G1 Impacto na vacinação O especialista André Bon, médico infectologista do Hospital Sírio-Libanês, disse que a circulação de variantes com maior transmissibilidade vai exigir que mais pessoas sejam vacinadas para a obtenção da chamada "imunidade coletiva". "Pode interferir muito em alguns sentidos. Com a variante original, uma pessoa infectava duas a três pessoas. Isso faz com que a gente precisasse de uma cobertura vacinal entre 60% e 70%. Com a variante delta, uma pessoa infecta 5 a 8 pessoas diferentes, então, você precisa de uma proporção muito maior de vacinados para reduzir a circulação do vírus de forma sustentável". Em todo o Brasil, 42,51% da população já está parcialmente imunizada, em um total de 90.026.281 pessoas com pelo menos uma dose da vacina até esta segunda-feira. A população totalmente imunizada contra Covid no país -- aqueles que tomaram a segunda dose ou a dose única de vacinas contra o novo coronavírus -- chegou a 16,22%. G1 no Youtube Veja Mais

Covid: 'Não me vacinar foi maior erro da vida', diz professor que teve forma grave da doença

Glogo - Ciência Abderrahmane Fadil, um professor de ciências de 60 anos que tem dois filhos pequenos, é um dos pacientes que lamentam a própria atitude em relação à vacina. Ele estava desconfiado das vacinas por causa da velocidade com que eram distribuídas e acabou na UTI por nove dias. Abderrahmane Fadil, que tinha escolhido não tomar vacina, deixou o hospital há quase um mês, mas ainda não está bem BBC "A vacina foi oferecida para mim, mas fui arrogante", conta Faisal Bashir, um homem atlético de 54 anos. "Eu ia para a academia, pedalava, caminhava e corria. Como eu era forte e saudável, não achei que precisasse da vacina. Além disso, se por acaso não fosse segura, eu não teria corrido nenhum risco. Mas a verdade é que não consegui evitar o vírus. Ele ainda me pegou. Não sei como nem onde." Bashir, que recebeu alta após uma semana recebendo oxigênio em um hospital do Reino Unido, faz questão de alertar outras pessoas para não cometerem seu erro. "O que vivi no hospital me humilhou", diz ele. "As pessoas estão enchendo os hospitais ao se arriscar, e isso é errado. Eu me sinto péssimo. Eu me sinto tão mal por isso e espero que, falando abertamente, consiga ajudar outros a evitarem isso." LEIA TAMBÉM: Mesmo com variante delta em alta, Inglaterra suspende quase todas as restrições Veja perguntas que surgem com o avanço da imunização Bashir estava internado no Bradford Royal Infirmary, um hospital no norte da Inglaterra que, como muitos outros, está vendo o número de pacientes em tratamento de Covid-19 voltar a subir drasticamente. Cerca de metade dos pacientes são pessoas que optaram por não tomar vacina, conta o epidemiologista John Wright, que comanda o Instituto de Bradford para Pesquisa em Saúde. Ele diz que, agora, muitos desses pacientes lamentam terem deixado de tomar a vacina. No mês passado, o número de pacientes de Covid-19 no hospital tinha caído a níveis não vistos desde o verão de 2020. No entanto, com a variante Delta se espalhando, os números voltaram a subir. Veja 5 pontos sobre a variante delta Esse movimento reflete o aumento dos casos na comunidade, que vêm subindo principalmente entre pessoas mais novas. Embora poucos dos jovens acabem no hospital, os médicos dizem que os pacientes têm, em média, menos idade do que nas ondas anteriores, com muitos deles na casa dos 20, 30 e 40 anos. "Alguns já tomaram as duas doses da vacina e, portanto, tiveram uma doença mais branda — mas ainda assim tiveram de receber oxigênio de forma não invasiva. Sem a vacina, eles provavelmente estariam mortos", disse o médico Abid Aziz. "Outros acabaram de tomar a primeira dose e, portanto, não estão totalmente protegidos. É preocupante que cerca de metade dos pacientes na enfermaria hoje não tenham sido vacinados. Parei de perguntar a eles o motivo, porque estão claramente envergonhados." Médico que trata pacientes com covid que escolheram não tomar vacina diz que deixou de perguntar o motivo: 'Estão claramente envergonhados' BBC Abderrahmane Fadil, um professor de ciências de 60 anos que tem dois filhos pequenos, é um dos que lamentam a própria atitude em relação à vacina. Ele estava desconfiado das vacinas por causa da velocidade com que eram distribuídas. Fadil acabou na UTI por nove dias. "É tão bom estar vivo", diz ele. "Minha esposa tomou a vacina. Eu não. Estava relutante. Estava me dando tempo, estava pensando que na minha vida vivi com vírus, bactérias, e pensei que meu sistema imunológico era bom o suficiente. E eu tive sintomas de Covid no início da pandemia e pensei que talvez tivesse contraído. Achei que meu sistema imunológico reconheceria o vírus e eu teria defesas. Esse foi o maior erro da minha vida. Quase me custou a vida. Já tomei muitas decisões tolas na vida, mas essa foi a mais perigosa e séria." Fadil deixou o hospital há quase um mês, mas ainda não está bem. "Eu gostaria de poder ir a cada pessoa que se recusa a receber a vacina e dizer a eles: 'Olha, isso é uma questão de vida ou morte. Você quer viver ou morrer? Se você quiser viver, então vá e tome a vacina", diz ele. Abderrahmane Fadil: 'Gostaria de poder ir a cada pessoa que se recusa a receber a vacina e dizer: isso é uma questão de vida ou morte' BBC Para muitos dos pacientes que não foram vacinados, ser hospitalizado com Covid grave é um alerta para as consequências fatais de notícias falsas sobre o coronavírus e as vacinas. Faisal admite ter sido influenciado por conversas nas redes sociais e pelas preocupações com a vacina na comunidade asiática da cidade, além de reportagens sobre o baixíssimo risco de coágulos sanguíneos com a vacina da AstraZeneca. Cerca de três quartos da população adulta em Bradford, no norte da Inglaterra, recebeu a primeira dose da vacina, em comparação com 87% em todo o país. VÍDEOS: Perguntas e respostas sobre as vacinas contra a Covid No hospital, Wright diz que os profissionais estão profundamente nervosos com o afrouxamento das restrições a partir da segunda-feira (19) na Inglaterra. "Como todos no país, queremos recuperar nossas vidas anteriores e, embora a ligação entre infecções e hospitalizações seja claramente reduzida, ela permanece sempre presente em nossas enfermarias." E diz que, embora agora haja muito menos mortes por Covid do que antes, ainda há algumas, e o número está crescendo novamente. Portanto, ele diz, a corrida entre a onda de vacinação e a disseminação do Sars-CoV-2 continua sendo uma questão de vida ou morte. Ele afirma que, se há uma lição do ano passado, é nunca subestimar esse vírus. Veja Mais

Alvo na CPI, Covaxin tem pendência na Anvisa para iniciar fase 3 do estudo da vacina em voluntários brasileiros

Glogo - Ciência Instituto de Pesquisa Clínica de Campinas é um dos que aguardam orientações para dar andamento à triagem de participantes para testar a vacina contra Covid-19. Serão 3 mil em SP. Frasco com a vacina da Covaxin. MPF e CPI investigam possíveis irregularidades no contrato da vacina Rafiq Maqbool/AP Photo Previsto para iniciar ainda em junho, o estudo da fase 3 da vacina indiana Covaxin contra Covid-19 ainda está pendente de informações junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo o órgão, a Precisa Medicamentos, responsável por intermediar a aquisição do imunizante pelo governo brasileiro, ainda não enviou todos os dados solicitados. O Brasil é um dos países que participam da pesquisa, com 4,5 mil voluntários, parte deles da região de Campinas (SP). O início do estudo clínico ficou condicionado à apresentação de dados complementares sobre aspectos de qualidade, como estabilidade da vacina. Ou seja, o início do estudo está condicionado a estes esclarecimentos", informou a Anvisa, em nota. Procurada pelo G1, a Precisa Medicamentos não se posicionou sobre o atraso e as informações pendentes até a publicação desta reportagem. O estudo da fase 3 não é uma condição necessária para uso emergencial de vacinas contra a Covid-19 no Brasil. A aquisição da Covaxin, cujo contrato com o governo brasileiro foi firmado em R$ 1,6 bilhão para 20 milhões de doses, é alvo de investigações da Polícia Federal, do Tribunal de Contas da União e do Ministério Público. A CPI da Covid apura as supostas pressões do governo para liberação do imunizante, além das suspeitas de irregularidades no contrato, uma vez que ele foi o mais caro adquirido pela União. No início de junho, a Anvisa aprovou, com restrições, a importação excepcional de doses da Covaxin, mas o Ministério da Saúde anunciou a suspensão do contrato de compra para apurar "eventuais irregularidades". A agência não confirmou se o atraso tem relação com as investigações. Saiba tudo sobre a CPI da Covid Entenda por que a compra da Covaxin entrou na mira da CPI Fase 3 já tem resultado na Índia A fase 3 é a última etapa do teste da vacina; verifica segurança, eficácia, geração de anticorpos (imunogenicidade) e a consistência entre lotes do imunizante em larga escala. Na Índia, esta etapa já apontou resultado preliminar de eficácia de 77,8% da Covaxin contra Covid-19, divulgado no início de julho. No mundo, 30 mil voluntários serão convocados para a fase 3. O estudo no Brasil foi aprovado pela Anvisa em 13 de maio e a Comissão Nacional de Ética e Pesquisa (Conep) emitiu o parecer favorável dois dias depois. No fim daquele mês, o cadastro para a triagem de voluntários foi aberto, e no Instituto de Pesquisa Clínica de Campinas (Ipecc) resultou em 7,3 mil interessados inscritos nos primeiros três dias. Que vacina é essa? Covaxin 5 cidades brasileiras aguardam início O estudo no Brasil é coordenado pelo Instituto Albert Einstein, localizado na capital paulista, que instrui os centros de pesquisa das cinco cidades selecionadas - Campinas, São Paulo, São José do Rio Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Campo Grande (MS). Ao G1, a instituição informou que segue aguardando uma "anuência final" da Anvisa para início dos testes, e não soube informar um prazo para que o estudo comece, apesar do cadastro de voluntários estar em andamento desde o fim de maio. A Agência explicou, em nota, que tem permitido que as anuências de estudo clínico sejam autorizadas mediante termo de compromisso para dar mais agilidade ao processo por conta da pandemia, mas que às vezes solicita dados adicionais. "Ou seja, a Anvisa pode autorizar o protocolo de pesquisa, mas em alguns casos, a aplicação em voluntários pode depender de dado adicional que ainda precisa ser apresentado pelo laboratório interessado", explicou. Até agora, 11 estudos clínicos de vacinas para coronavírus foram autorizados pela Agência e o status é o seguinte: Pfizer, Janssen, Coronavac, Astrazeneca, Clover e Medicago informaram início do estudo. Nova versão da Astrazeneca, vacina da Academia Chinesa e a Butanvac estão autorizadas, mas ainda não comunicaram o início dos estudos. Sanofi e Covaxin precisam cumprir pontos para início do estudo. Como funciona a fase 3 Em Campinas, os interessados podem ter a partir de 18 anos de idade. Não podem ter tido Covid-19 ou recebido outras vacinas. Mulheres grávidas ou que estejam planejando uma gestação em breve também não devem participar. O cadastro de voluntários é online e segue aberto. Uma parte dos voluntários selecionados receberá a vacina e a outra, o placebo. Após o estudo, todos os participantes que não receberam o imunizante serão vacinados. Fase 3 da vacina Covaxin está em andamento na Índia Adnan Abidi/Reuters VÍDEOS: veja o que é destaque na região de Campinas A Veja mais notícias da região no G1 Campinas Veja Mais

Por que a Ciência não conseguiu prever inundações na Alemanha?

Glogo - Ciência Pesquisadores argumentam que modelos climáticos atuais são insuficientes para dar conta de eventos climáticos extremos e defendem a necessidade de se investir em um supercomputador que seja compartilhado por governos. Enchentes estão tendo um impacto devastador na Alemanha e em outras partes da Europa EPA/BBC Alguns dos principais cientistas climáticos do mundo admitiram terem fracassado em prever a intensidade das devastadoras enchentes na Alemanha e da onda de calor em partes do hemisfério Norte. Esses cientistas corretamente advertiram, ao longo de décadas, que um clima em rápido processo de aquecimento provocaria chuvas mais fortes e ondas de calor mais danosas. Mas eles argumentam que seus computadores ainda não são capazes de prever, de modo preciso, a intensidade desses eventos climáticos mais drásticos. Por isso, eles estão pleiteando que governos invistam pesado em um supercomputador climático compartilhado. Computadores são uma ferramenta essencial para a previsão climática e para o monitoramento das mudanças climáticas, e é a informática que vai escorar o novo relatório — espécie de "bíblia" da ciência climática — do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC na sigla em inglês), a ser lançado em agosto. LEIA TAMBÉM: Sobe para 126 o nº de mortos após chuvas na Europa; tragédia na Alemanha é a maior em 59 anos Tempestade na Alemanha tem padrão consistente com eventos ligados ao aquecimento global, dizem especialistas "Devemos ficar em alerta porque os modelos (do computador climático) do IPCC simplesmente não são bons o suficiente", diz à BBC News a professora Julia Slingo, ex-cientista-chefe do serviço meteorológico britânico. "Precisamos de um centro internacional que ofereça o salto quântico a modelos climáticos que registrem a física fundamental por trás de (eventos climáticos) extremos", agrega. "Sem isso, continuaremos a subestimar a intensidade e frequência dos eventos extremos e da natureza cada vez mais sem precedentes deles." Ela diz que os custos de um supercomputador do tipo, que ficaria na casa das centenas de milhões de dólares, "acabaria sendo insignificante" em comparação com as despesas resultantes de eventos climáticos extremos — para os quais nossas sociedades não estão preparadas. Slingo defenderá essa iniciativa durante a cúpula climática CPO26, agendada para novembro. Ela e outros especialistas concordam que as mudanças climáticas constituem uma emergência. Mas, na opinião do professor de Oxford Tim Palmer, "é impossível dizer o quanto estamos em (fase de) emergência porque não temos as ferramentas para responder isso". "Precisamos de compromisso e visão da mesma magnitude que o CERN (centro compartilhado europeu de estudo da física) se queremos construir modelos climáticos capazes de simular com precisão os extremos climáticos, como a atual onda de calor canadense", diz Palmer. Onda extrema de calor no Canadá veio acompanhada de incêndios Copernicus/Sentinel-2/Sentinel Hub/Pierre Markuse/BBC O mais importante para os pesquisadores é investigar se os eventos extremos como os que acometem Alemanha e Canadá neste momento se repetirão a cada 20 anos, 10 anos ou 5 anos — ou mesmo anualmente. No momento, é impossível saber isso com precisão. Alguns cientistas argumentam que é inútil esperar que o IPCC diga o quão piores ficarão as mudanças climáticas. Isso porque o relatório do órgão, que supostamente reunirá todo o conhecimento acumulado em torno das mudanças climáticas, já estará desatualizado quando for lançado — um dos motivos é que foi finalizado antes desses eventos extremos em curso neste momento. "A óbvia aceleração da quebra de nossa estabilidade climática acaba confirmando que, quando se trata de emergência climática, estamos profundamente na m...", diz à BBC o pesquisador Bill McGuire, da Universidade College London. "Muitos da comunidade da ciência climática concordam com isso, mesmo que não em público. Os relatórios do IPCC tendem a ser tanto conservadores quanto a buscar consenso. São conservadores porque houve dada uma atenção insuficiente à importância dos pontos de virada (pontos em que as mudanças climáticas não poderão mais ser revertidas) e de previsões de eventos fora do padrão; e consensual porque cenários mais extremos tendem a ser marginalizados", prossegue McGuire. "Muitos estudos revisados por pares não citados por documentos do IPCC apresentam cenários muito mais pessimistas. Não há motivo pelo qual uma visão de consenso estaria correta, e precisamos nos preparar para o pior mesmo que torcendo pelo melhor." Vacas se refrescam em lago em meio a onda de calor no Paquistão; cientistas se dizem incapazes de prever eventos climáticos extremos com precisão no momento EPA/BBC Já o professor de Cambridge Mike Hulme aponta que "o IPCC age em um ritmo mais lento e por bons motivos: a ciência leva tempo para maturar, e para que incertezas sejam corretamente contextualizadas". "Acho perigoso que as pessoas comecem a deslegitimar o relatório do IPCC antes mesmo de ser publicado", critica. "Sim, há extremos climáticos, e alguns — como ondas de calor e intensidade de furacões — estão se tornando mais extremos, mas isso é previsível segundo modelos do IPCC. Acho perigoso começar a reforçar mais e mais sobre emergências. Vimos o dano que as emergências causaram com a pandemia, alimentadas pela psicologia do medo. (...) É um perigoso jogo político." Enquanto isso, o ex-cientista-chefe do governo britânico, David King, recentemente criou o Grupo de Aconselhamento sobre Mudanças Climáticas, na tentativa de preencher as lacunas deixadas pelo IPCC. Um dos membros do grupo, Mark Maslin, também da Universidade College London, disse a respeito do IPCC que "o sumário executivo tem de obter a concordância e a assinatura de 193 países; seus relatórios saem a cada seis ou sete anos, e por causa do tempo que levam para serem escritos acabam ficando um ou dois anos atrasados perante a literatura (mais recente)". "Se eles ainda servem seu propósito? Sim, porque provém um serviço essencial de conectar cientistas, cientistas sociais e economias ao redor do mundo e oferecer estimativas-base sobre o que vai acontecer com governos e empresas. Mas se eles estão aptos a lidar com um cenário climático e político em rápida mutação? Não." VÍDEOS: Chuvas causam destruição e morte pela Europa Veja Mais

65% dos adolescentes que morreram por Covid no Brasil tinham alguma comorbidade, aponta instituto

Glogo - Ciência Apesar de representarem a menor parte dos casos, adolescentes de 12 a 17 anos com comorbidade são a maior parte dos óbitos dessa faixa etária no País. Levantamento foi feito pelo Instituto Abrace, com dados do Sivep-Gripe. A maioria dos adolescentes que morreram no Brasil por Covid-19 tinham pelo menos uma comorbidade, de acordo com levantamento do Instituto Abrace (ONG que apoia pais de crianças e adolescentes que precisam de cuidado intensivo) com base em dados do Sivep/Gripe, do Ministério da Saúde. Dos 578 óbitos registrados até o início de julho na faixa etária dos 12 aos 17 anos, 65% eram de adolescentes com complicações prévias, como diabetes e asma, por exemplo. Já no número de casos de Covid-19 em adolescentes, aqueles com comorbidade representam a menor parte. Dos quase 6 mil casos positivos para o novo coronavírus no País, 39% eram de adolescentes com comorbidade. Mãe viaja mil quilômetros com filha adolescente para vaciná-la contra a Covid-19 "São adolescentes expostos a tratamento oncológico, de diabetes, que continuaram expostos a ambientes hospitalares. Muito se falou que as crianças são assintomáticas e só pegam a forma leve da doença. Mas dentro desse grupo existe uma fragilidade. Essas crianças com comorbidade foram colocadas à margem todo esse tempo", afirma a vice-presidente do Instituto Abrace, Maria Julia Miele, responsável pelo levantamento. Segundo a vice-presidente da ONG, também é essencial olhar para os números de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), uma vez que a testagem de adolescentes para Covid-19 é baixa no país. Entre os adolescentes diagnosticados com SRAG que tinham alguma comorbidade, 60% precisou de suporte ventilatório. Já entre os adolescentes sem comorbidade, 32% precisou do auxílio respiratório. A mesma diferença acontece para a letalidade da doença. Enquanto apenas 5% dos adolescentes sem comorbidade morreram por SRAG, 13% daqueles com comorbidade foram a óbito pela doença. Vacinação de adolescentes Estados anunciam vacinação de adolescentes contra Covid-19 Atualmente, o estado do Mato Grosso do Sul é o único que já aplica a vacina na faixa dos 12 aos 17 anos com comorbidade. O Governo de São Paulo já incluiu esse grupo prioritário no calendário de vacinação, mas somente depois que todos os maiores de 18 anos tiverem tomado a primeira dose da vacina. Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 12/21 que inclui como grupo prioritário no Plano Nacional de Imunização os adolescentes de 12 a 17 anos com comorbidade ou deficiência permanente. Para entrar em vigor, ainda é necessária a sanção presidencial. "Que estado mais vai olhar para esse grupo além do Mato Grosso do Sul? Por isso a inclusão no PNI é importante. Com a sanção presidencial, automaticamente todos os estados vão olhar para esse grupo e ter o cuidado de vacinar", diz Miele, que também é mestra em saúde materna e perinatal. Em 31 de março, a Pfizer e a BioNTech, que desenvolveram a vacina juntas, anunciaram que ela teve 100% de eficácia em adolescentes com idades entre 12 e 15 anos. A Anvisa aprovou, em junho, a utilização da vacina da Pfizer para maiores de 12 anos. Essa vacina já é autorizada para adolescentes de 12 anos ou mais nos Estados Unidos, no Canadá, no Reino Unido e na Europa. O imunizante também está sendo testado, nos Estados Unidos e na Europa, em bebês a partir dos 6 meses de idade e em crianças com 11 anos ou menos. G1 no Youtube: os sintomas da variante delta Veja Mais

Obstrução intestinal: entenda o quadro de saúde de Jair Bolsonaro

Glogo - Ciência Presidente da República foi diagnosticado com obstrução após exames em Brasília. Problema ocorre quando há o bloqueio parcial ou completo da passagem das fezes pelo intestino. Foto do presidente Jair Bolsonaro divulgada nesta quarta-feira (14) em rede social verificada Instagram/Reprodução Médicos diagnosticaram que o presidente Jair Bolsonaro enfrenta um quadro de obstrução intestinal após ser atendido no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, com dores abdominais na madrugada. Em tópicos, veja os principais pontos sobre obstrução intestinal: 1 - O que é obstrução intestinal? A obstrução intestinal ocorre quando há o bloqueio parcial ou total da passagem das fezes pelo intestino. O motivo do bloqueio pode estar associado a diferentes condições médicas. "Obstrução intestinal é qualquer impedimento relacionado a passagem do bolo fecal pelo intestino, seja no intestino fino, que é o intestino delgado, seja no intestino grosso", explica a gastroenterologista Maíra Marzinotto. 2 - Aderências intestinais podem ter relação? Maíra Marzinotto, que atua no Centro Especializado em Aparelho Digestivo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, lembra que o presidente precisou fazer cirurgias abdominais no passado e elas podem estar relacionadas ao quadro atual por causa das chamadas "aderências". "Podem existir aderências em seu abdômen e essas aderências podem causar, eventualmente, essa dificuldade na passagem do conteúdo pelo intestino”, explica Marzinotto. O médico Flavio Quilici, professor de gastrenterologia da PUC Campinas, também vê a possibilidade de ligação do quadro com as intervenções anteriores. “O intestino é todo soltinho dentro da barriga. Quando a gente abre a barriga para qualquer cirurgia, ele forma aderências, ele gruda um pedacinho no outro. E isso faz com que a mobilidade do intestino fica limitada, igual uma mangueira de jardim que você guarda mal enrolada”, diz Alexandre Sakano. “A obstrução, geralmente, se dá por essas aderências. Isso é muito comum em pacientes que foram operados, ainda mais de urgência como ele [Bolsonaro] foi”, explica Flavio Quilici O gastroenterologista Alexandre Sakano lembra de outras consequências das operações recentes. "Na cirurgia de urgência que ele fez depois da facada, passou por colostomia, depois teve hérnia. Ele teve várias cirurgias que mexeram bastante (no intestino) e sempre vai formando cada vez mais aderências. E isso predispõe a formação de aderências e, por fim, da obstrução”, diz Alexandre Sakano. 3 - Sintomas da obstrução intestinal Os sintomas da obstrução podem envolver cólica, vômitos, prisão de ventre (obstipação ou constipação intestinal) e distensão abdominal, que é o estufamento do abdômen. "A obstrução intestinal - por ser uma causa de distensão de alças intestinais - pode, eventualmente, irritar o diafragma, causando soluços", afirma a gastroenterologista Maíra Marzinotto. 4 - Origem da obstrução intestinal Pode estar associadas a aderências, tumores, hérnias, diverticulites, cálculo biliar e outros. A síndrome do intestino irritável também pode ser uma das causas. Especialistas também apontam que o problemas intestinais no geral (prisão de ventre ou diarreia) podem estar associadas em algum grau a estresse, já que o o intestino tem seu próprio sistema nervoso, que está ligado ao cérebro através de ramificações. 5 - Procedimentos Na maioria dos casos, não há necessidade de intervenção cirúrgica. De acordo com Alexandre Sakano, gastroenterologista e cirurgião na Beneficência Portuguesa, apesar de as causas serem diferentes, a cirurgia recente do Papa Francisco e a possivelmente feita pelo Bolsonaro são similares. "O que aconteceu é que o Papa teve uma inflamação do intestino, e ele teve que tirar uma parte do intestino. (...) A cirurgia é muito similar das duas, porque sempre que tira um pedaço do intestino é mais ou menos igual”, afirma o gastroenterologista Alexandre Sakano. O médico Marcelo Borba, coordenador Núcleo de Doenças Inflamatórias Intestinais do Hospital Sírio-Libanês explica que, na foto divulgada pelo presidente, é possível ver o uso de uma sonda nasogástrica. "É uma sonda que entra pelo nariz e vai até o abdômen. Isso é para descomprimir o líquido, é para tirar o líquido, é o primeiro tratamento que se faz. É jejum e essa sonda. E hidratação para aguardar a evolução. Uma cirurgia de emergência em princípio só se faz rapidamente se tiver algum comprometimento de circulação do intestino por causa das aderências.”, diz Marcelo Borba. 6 - O que deve ser motivo de alerta? A evacuação é considerada normal quando ocorre de uma a três vezes por dia ou uma evacuação a cada três dias. Passado esse período de três dias, as fezes vão se solidificando, por conta da absorção de água no intestino grosso, e cada vez fica mais difícil para que elas saiam. Supositórios ajudam em fases iniciais, mas, em alguns casos, é necessário cirurgia. “Não há como a pessoa ficar obstruída porque a partir do momento que você não tem passagem pelo intestino, você começa a acumular conteúdo de fezes, gases, líquidos e, consequentemente, para tudo que vem antes”, explica a especialista. 7 - Obstrução pode ter relação com estresse Embora não possa ser associado diretamente ao quadro do paciente Jair Bolsonaro, a medicina reconhece que quando a pessoa se estressa há uma diminuição do fluxo sanguíneo em órgãos vitais do corpo, inclusive o intestino. No caso das mulheres, é muito comum o intestino travar durante viagens, por exemplo, ou quando há um pico de estresse. 8 - Alimentação e exercício são importantes Os hábitos de vida e alimentares provocam até 95% dos casos de prisão de ventre. É importante incluir fibras na alimentação, ingerir água, praticar exercícios físicos e respeitar a vontade de evacuar. 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Virgin Galactic admite que CEO não foi de bicicleta até local de lançamento espacial

Glogo - Ciência Bilionário Richard Branson fez apenas uma encenação antes de viagem ao espaço, segundo informações da agência Reuters. Ele participou de voo de 20 minutos no último domingo. Richard Branson numa gravação que o mostra chegando de bicicleta ao lançamento de aeronave, Novo México. Virgin Galactic via Reuters A Virgin Galactic reconheceu nesta terça-feira (13) que seu fundador, o bilionário Richard Branson, não se deslocou até o local do lançamento espacial em sua bicicleta no domingo (11), como havia sido apresentado em um vídeo na transmissão on-line do evento. O videoclipe mostrava Branson pedalando em sua bicicleta em direção ao chamado Spaceport America, de propriedade do estado do Novo México, próximo à cidade de Truth or Consequences, acompanhado por dois veículos SUV, e entregando seu capacete a um assistente na chegada.  Saiba quem é a astronauta pioneira, de 82 anos, que vai ao espaço com Bezos Branson, de 70 anos, é então visto cumprimentando seus companheiros de tripulação em seus macacões de voo e abraçando uma delas, Beth Moses, a instrutora-chefe de astronautas da empresa, que diz a ele "Você está atrasado, vamos logo". Na terça-feira, um representante da Virgin Galactic falou à Reuters em condição de anonimato que o vídeo em questão havia sido filmado em 5 de julho, na segunda-feira antes do voo, e que Branson não havia pedalado até o local do lançamento no dia.  VÍDEO: Veja os melhores momentos do voo de Richard Branson ao espaço "As imagens de Sir Richard Branson exibidas durante o evento de domingo foram pré-gravadas e identificadas equivocadamente na transmissão. Lamentamos o erro e a confusão que isso possa ter causado", afirmou o funcionário em uma mensagem de texto.  A viagem espacial, que durou 20 minuto, contou com dois pilotos e quatro "especialistas da missão", com Branson sendo um dos passageiros. O breve voo terminou onde começou, em uma pista do Spaceport America - o primeiro espaçoporto projetado para fins comerciais, construído em 2011, também pelo empresário. Rival de Branson, Bezos vai ao espaço em 20 de julho Bilionário Jeff Bezos anuncia que vai viajar para o espaço No YouTube, G1 explica como será viagem de Bezos Veja Mais

Brasil registra menor número de casos de Covid em 24 horas desde janeiro; média móvel de mortes é de 1.297

Glogo - Ciência País contabiliza 534.311 óbitos e 19.105.008 casos, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. Foram 18.824 novos diagnósticos anotados em 24 horas. Brasil registra o menor número de casos diários de Covid desde janeiro O Brasil registrou 765 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta segunda-feira (12) 534.311 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.297. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -19% e aponta tendência de queda. É o 16º dia seguido de queda nesse comparativo. O pais também registrou o menor número de casos em 24 horas desde janeiro (leia mais abaixo). Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h deste domingo. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Evolução da média móvel de óbitos por Covid no Brasil nos últimos 14 dias. Variação percentual leva em conta os números das duas pontas do período Editoria de Arte/G1 Veja a sequência da última semana na média móvel: Terça (6): 1.557 Quarta (7): 1.481 Quinta (8): 1.451 Sexta (9): 1.387 Sábado (10): 1.321 Domingo (11): 1.296 Segunda (12): 1.297 De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel de mortes acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. Apenas dois estados apresentam tendência de alta nas mortes: AC e PR. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia, 19.105.008 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 18.824 desses confirmados no último dia --o menor registro diário desde o dia 3 de janeiro (quando tivemos 17.252 casos). A média móvel nos últimos 7 dias foi de 44.705 novos diagnósticos por dia – a mais baixa desde 18 de fevereiro (quando estava em 44.621). Isso representa uma variação de -31% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica tendência de queda também nos diagnósticos. Em seu pior momento, a curva da média de diagnósticos chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 12 de julho Total de mortes: 534.311 Registro de mortes em 24 horas: 765 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.297 por dia (variação em 14 dias: -19%) Total de casos confirmados: 19.105.008 Registro de casos confirmados em 24 horas: 18.824 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 44.705 por dia (variação em 14 dias: -31%) Estados Em alta (2 estados): PR e AC Em estabilidade (4 estados): RO, BA, TO e RJ Em queda (20 estados e o DF): CE, AL, MA, GO, RR, DF, MG, SC, ES, RS, AP, RN, PB, MT, SP, AM, MS, SE, PA, PI e PE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação O total de vacinas aplicadas no Brasil, somando a primeira dose, a segunda e a dose única, passou de 115 milhões. São 115.567.106 doses desde o começo da vacinação, em janeiro, de acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa divulgados às 20h desta segunda-feira (12). A população brasileira que tomou as duas doses ou a dose única de vacinas contra a Covid está em 14,61%. São 30.936.587 de pessoas vacinadas -- 28.384.904 da segunda dose e 2.551.683 da dose única. A primeira dose foi aplicada em 84.630.519 pessoas, o que corresponde a 39,97% da população. Veja a situação nos estados Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: +228% RS: -28% SC: -25% Sudeste ES: -26% MG: -25% RJ: -9% SP: -34% Centro-Oeste DF: -25% GO: -24% MS: -40% MT: -32% Norte AC: +150% AM: -34% AP: -31% PA: -45% RO: +5% RR: -24% TO: -5% Nordeste AL: -22% BA: -5% CE: -19% MA: -23% PB: -31% PE: -25% PI: -68% RN: -31% SE: -44% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19: Números da pandemia Editoria de Arte/G1 Veja Mais

Voo suborbital: entenda o que é e veja como foi a viagem de Richard Branson ao espaço

Glogo - Ciência Nave decolou do Novo México, EUA, às 12h25 e percurso durou pouco menos de 20 minutos. Neste tipo de voo, o tipo de espaçonave utilizada não alcança uma velocidade rápida o suficiente para permanecer na área espacial por muito tempo. VÍDEO: Veja os melhores momentos do voo de Richard Branson ao espaço O bilionário Richard Branson, fundador do grupo Virgin, se tornou neste domingo (11) o primeiro empresário a voar além da atmosfera terrestre em uma espaçonave comercial desenvolvida por sua própria empresa, a Virgin Galactic, focada em astro-turismo. O lançamento ocorreu de um espaçoporto do Novo México, nos Estados Unidos, às 12h25 e o pouso no mesmo local, às 12h41 - horário de Brasília. Foto mostra momento em que Richard Branson flutua na gravidade zero dentro do foguete Virgin Galactic/Handout via Reuters Branson e mais cinco passageiros viajaram a bordo do foguete não convencional batizado de VSS Unity, do modelo conhecido como SpaceShipTwo, desenvolvido pela Virgin Galactic. Ele foi transportado pelo jato de porta-aviões de dupla fuselagem VMS Eve, cujo nome foi dado em homenagem à avó de Branson. O porta-aviões carregando a nave com os passageiros se deslocou a uma altitude de 15 quilômetros, onde a VSS Unity foi liberada e impulsionada rumo ao extremo da atmosfera. O ponto máximo do voo foi a 89 quilômetros. Richard Branson e mais 5 viajam ao espaço Reprodução Nesse momento, a tripulação passou por alguns minutos de ausência de peso. O bilionário e outros três passageiros poderiam soltar o cinto de segurança e flutuar em gravidade zero por alguns minutos. O voo espacial realizado nesta manhã não foi como o que estamos acostumados a ver nas transmissões de agencias espaciais, em que um foguete é lançado de uma base espacial. Isso porque tipo de voo empreendido pela empresa do bilionário britânico é chamado de suborbital (entenda abaixo). Este foi o primeiro teste de voo da Virgin Galactic com uma tripulação completa. Interior do avião espacial da Virgin Galactic. Divulgação/Virgin Galactic O que é voo suborbital O voo suborbital é um tipo de voo em que um avião consegue viajar para além da atmosfera terrestre. E embora esses aviões espaciais cruzem os limites definidos como "espaço" - os EUA definem 89 quilômetros como o limite para a fronteira espacial -, eles não alcançam uma velocidade rápida o suficiente para permanecer na área espacial quando chegam lá. Na verdade, esse tipo de espaçonave atinge uma velocidade de mais ou menos 28 mil km/h. Uma vez no espaço, em vez de cair de volta ao solo, ela cai continuamente ao redor da Terra. Essa queda contínua é o que significa estar em órbita - e é como os satélites e a Lua ficam acima da Terra. Qualquer coisa que seja lançada para o espaço, mas que não tenha velocidade horizontal suficiente para permanecer nele - como esse foguete desenvolvido pela Virgin - volta para a Terra e, portanto, voa em uma trajetória suborbital. Richard Branson decola dos EUA em breve voo ao espaço neste domingo (11) Reprodução O termo suborbital ficou famoso desde que Branson e outros milionários, como Jeff Bezos, anunciaram seus planos de inaugurarem a era do turismo espacial. A era do turismo espacial Neste domingo, o magnata britânico saiu à frente de Jeff Bezos, fundador da Amazon, e se torna o primeiro empresário a voar em uma espaçonave desenvolvida por sua própria empresa. Com a aventura, Branson conseguirá agora avaliar com este voo teste qual será a experiência de seus futuros clientes. A Virgin Galactic pretende iniciar viagens para turistas em 2022. Até o momento, cerca de 600 pessoas compraram ingressos, que variam de US$ 200 mil a US$ 250 mil. Tripulação da VSS Unity Divulgação/Virgin Galactic Bezos planeja realizar seu voo espacial em 20 de julho em uma nave de sua outra companhia, a Blue Origin. A data marca o aniversário de 52 anos dos primeiros passos do homem na Lua. Elon Musk, Jeff Bezos, Richard Branson: os multimilionários que disputam a nova corrida espacial Mulher de 82 anos, pioneira do setor aeroespacial, é escolhida por Jeff Bezos para viajar para o espaço com ele Outros bilionários já viajaram ao espaço, mas foram levados com o foguete da agência espacial russa. É o caso dos empresários Charles Simonyi e Guy Laliberté, que passaram alguns dias a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) em 2007 e 2009, respectivamente. Veja Mais

Por que temos alergias e algumas desaparecem sozinhas

Glogo - Ciência A alergia é um dos problemas imunológicos crônicos mais comuns hoje - e casos aumentarão no futuro; mas por que elas aparecem? A alergia pode começar inesperadamente com uma dermatite incômoda, uma reação a um alimento ou uma alergia respiratória sazonal Getty Images via BBC A alergia é um dos distúrbios imunológicos crônicos mais frequentes no mundo hoje. Ela pode começar nos primeiros meses de vida ou surgir de forma inesperada na idade adulta. Mas por que ocorre tão repentinamente? As alergias ocorrem quando o sistema imunológico reage a uma substância que é inofensiva para a maioria da população. E são causadas por uma grande variedade de substâncias, tanto biológicas quanto sintéticas. As fontes de sensibilização mais comuns são pólens, alimentos, ácaros, peles de animais, venenos de insetos e medicamentos. Quando o sistema imunológico funciona bem, nossas defesas atacam micro-organismos invasores, como vírus e bactérias, e os destroem. Mas, no caso de alergia, o sistema imunológico identifica erroneamente proteínas que estão presentes na pele de um animal de estimação ou em uma comida perfeitamente boa. Ele os reconhece como um perigo para o corpo e, a partir daí, organiza suas "defesas". Embora haja um claro componente hereditário, a alergia pode começar inesperadamente com uma dermatite incômoda. Também podemos ter uma reação a um alimento ou uma alergia respiratória sazonal. Morte após comer camarão em MT: médica explica que choque anafilático pode matar em minutos O caráter atópico (de reações inesperadas do sistema imunológico) faz parte do cartão genético de um indivíduo. Portanto, pode aparecer quando menos se espera. Então, bem-vindo ao clube da alergia! Por que desenvolvemos alergias? Um pólen ou um alimento é alergênico porque contém proteínas que, completas ou em fragmentos, na maioria dos casos, são capazes de ativar as células e moléculas do sistema imunológico. Pixabay Um pólen ou um alimento é alergênico porque contém proteínas que, completas ou em fragmentos, na maioria dos casos, são capazes de ativar as células e moléculas do sistema imunológico. Portanto, eles desencadeiam os incômodos sintomas de alergia. Para estimular o sistema imunológico, eles precisam passar pelas camadas de células epiteliais que revestem nossas vias aéreas e nosso sistema digestivo. Essa estrutura celular também não é um simples muro de contenção. É, na verdade, uma estrutura dinâmica que estabelece uma autêntica conversação molecular, celular e imunológica assim que um alérgeno passa por ela. Essa camada celular se completa com uma camada de bactérias que vivem conosco e representam 2% do nosso peso corporal: nossa microbiota. Quando alteramos esta estrutura, devido a um tratamento com antibióticos ou ao consumo excessivo de medicamentos como os anti-inflamatórios, podemos aumentar a permeabilidade a substâncias como os alérgenos. E isso pode desencadear ou até agravar a alergia em um indivíduo. Tratamentos de alergia Os tratamentos de alergia baseiam suas estratégias na administração periódica de quantidades crescentes de extratos contendo a molécula à qual um paciente é alérgico. O objetivo é atingir uma perda gradual de sensibilização. Em última análise, o que se pretende é aumentar o limiar de detecção de seu sistema imunológico. No entanto, embora a cura para alergias como a do pólen possa ser definitiva, a marca registrada da atopia não se perde facilmente. Muitos desses sintomas podem reaparecer misteriosamente. E assim, de repente, em um dia de maio, um indivíduo pode ter uma sensação de coceira e lacrimejamento por causa de uma alergia ao pólen ou a um animal de estimação. O sistema imunológico está em constante mudança. Por que algumas alergias desaparecem por conta própria? Com o passar dos anos, contudo, muitos indivíduos alérgicos deixam para trás todos os sintomas associados à alergia ou mesmo os substituem por outros ligados a novas substâncias. Nos casos em que desaparecem os sintomas que sofremos na infância e juventude, os especialistas atribuem isso a uma dessensibilização do paciente aos alérgenos aos quais foi exposto naturalmente. Ou seja, o paciente foi perdendo a reatividade contra eles. Habituar-se à presença de alimentos na dieta, ou seja, dessensibilizar-se a eles, é uma das estratégias terapêuticas que hoje estão sendo desenvolvidas com sucesso para muitas alergias infantis, como as de ovo, amendoim ou leite. Na última década, os resultados de estudos clínicos realizados com esse tipo de tratamento mostraram que um alto percentual de crianças com alergia a esses alimentos foi curado. Porém, em muitas ocasiões, os sintomas graves que se originam exigem que se evite a substância alergênica ou que o tratamento de dessensibilização seja controlado, por meio da chamada imunoterapia específica, sob supervisão de um especialista. Embora as alergias pareçam estar desaparecendo para muitos indivíduos, a realidade é que nos próximos anos viver com alergias será comum para a maior parte da população mundial. Um futuro com mais alergias Essa tendência natural de desaparecimento dos sintomas alérgicos, em muitos casos na população adulta, está sendo dificultada justamente por certas condições ambientais e, frequentemente, pela excelente qualidade de vida nos países desenvolvidos. Por um lado, no caso das alergias respiratórias, temos a presença cada vez mais frequente de animais de estimação nas nossas casas, ou então a presença de partículas poluentes no ambiente. Estes são verdadeiros veículos para manter os grãos de pólen suspensos no ar. Influencia também o aparecimento, em consequência das alterações climáticas, de novas espécies botânicas nos nossos campos e jardins resistentes à seca. Tudo isso levou a um aumento na frequência das alergias respiratórias. Por outro lado, o alto limiar de higiene, o abuso de antibióticos e os problemas crônicos desencadeados pelas intolerâncias alimentares têm causado a perda de tolerância que um bom estado de nossas mucosas e de nosso sistema imunológico poderia supor. Essa patologia afeta atualmente 25% da população. Com a taxa de crescimento atual, espera-se que em duas décadas o percentual da população afetada possa chegar a 40%. Por isso, já se fala em considerá-la uma das pandemias do século 21. *María Teresa Villalba Diaz é Professora de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade Complutense de Madrid, Espanha. *Este artigo foi publicado em The Conversation e reproduzido aqui sob a licença Creative Commons. Clique aqui se você quiser ler a versão original. Veja VÍDEOS de ciência e saúde: Veja Mais

Covid-19: Variante delta resiste a anticorpos, mas duas doses de vacina ainda funcionam, diz estudo na 'Nature'

Glogo - Ciência Variante se mostrou resistente ao tratamento usado por Donald Trump, ex-presidente dos EUA, quando teve Covid. Dados da pesquisa já vinham sendo apontados em estudos anteriores. Veja 5 pontos sobre a variante delta Uma pesquisa publicada nesta quinta-feira (8) na revista científica "Nature", uma das mais importantes do mundo, aponta que a variante delta do coronavírus é parcialmente resistente a alguns tipos de anticorpos, mas que duas doses da vacina da Pfizer ou da AstraZeneca/Oxford são capazes de neutralizá-la. As conclusões são de cientistas do Instituto Pasteur e do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS, na sigla em francês). No estudo, os pesquisadores testaram o poder de neutralização de alguns anticorpos monoclonais contra a variante – um deles foi o medicamento bamlanivimab, usado pelo ex-presidente americano Donald Trump quando teve a Covid-19. A variante se mostrou resistente à substância. Os autores constataram que os anticorpos do medicamento não foram capazes de se ligar à proteína spike da variante delta. Como a proteína spike é a que o vírus usa para infectar as células humanas, isso significa que os anticorpos desse medicamento não neutralizaram o vírus. A descoberta sugere que a variante delta consegue escapar dos anticorpos que têm como alvo certas partes da proteína spike. Variante Delta: as 5 mutações que tornam coronavírus mais contagioso e preocupante O bamlanivimab chegou a receber aprovação de uso emergencial da FDA americana (sigla para Food and Drug Administration, equivalente à Anvisa do Brasil) em novembro passado. Em abril deste ano, a autorização foi revogada; a agência apontou, entre outros motivos, "o aumento sustentado de variantes" que eram "resistentes ao bamlanivimab [quando utilizado] sozinho". 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x Menos sensíveis a anticorpos de soro sanguíneo A variante delta também foi menos inibida por anticorpos presentes no soro sanguíneo de pacientes que já tinham tido a Covid-19, segundo os autores. Para chegar a essa constatação, os cientistas testaram soro sanguíneo de 103 pessoas que já haviam sido infectadas com a Covid-19. Dessas, apenas 21 pessoas foram vacinadas depois de ter a doença – e, mesmo assim, com apenas uma dose (da Pfizer, AstraZeneca ou Moderna). Os autores constataram que a variante delta era quatro vezes menos sensível do que a alfa aos anticorpos no soro de pessoas não vacinadas que tinham tido a doença até 12 meses antes. O próprio Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) já havia apontado que a delta era potencialmente capaz de resistir a ambos os tipos de anticorpos – tanto os monoclonais como os de pacientes previamente infectados. Vacina não é vinho nem cerveja: veja 5 motivos para não escolher qual delas tomar contra a Covid-19 Por outro lado, as pessoas com infecção prévia pelo coronavírus que foram vacinadas com apenas uma dose tiveram 100% de capacidade de neutralização contra todas as variantes testadas do vírus. Vacinas continuam funcionando Os pesquisadores também testaram o soro sanguíneo de 59 pessoas que haviam sido vacinadas contra a Covid-19. Dessas, 16 receberam a vacina da Pfizer e 43, a da AstraZeneca. Para determinar se as vacinas permaneciam protetoras, eles mediram os resultados dos anticorpos gerados pelas vacinas contra as variantes delta, alfa e beta, além de uma variante de referência que era mais semelhante a cepas anteriores do coronavírus. Covid-19: entenda a importância de tomar a segunda dose da vacina Posso ter Covid mesmo com as duas doses da vacina? Os cientistas concluíram que uma única dose das vacinas da Pfizer ou da AstraZeneca era pouco ou nada eficiente contra as variantes delta e beta. Apenas cerca de 10% das pessoas era capaz de neutralizar a delta após uma única dose de qualquer uma das vacinas (13% na Pfizer e 9% na AstraZeneca). No entanto, receber a segunda dose de qualquer uma das duas vacinas gerou uma resposta neutralizante em 95% dos indivíduos – embora os anticorpos tenham sido de 3 a 5 vezes menos potentes contra a variante delta do que contra a alfa mesmo com as duas doses de qualquer uma das vacinas. 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x Tire DÚVIDAS com VÍDEOS sobre as vacinas: Veja Mais

Vasta pesquisa francesa amplia lista de doenças causadas por agrotóxicos, inclusive em bebês

Glogo - Ciência A exposição frequente aos produtos químicos, utilizados sobretudo na agricultura, pode levar a vários tipos de câncer e Mal de Parkinson, mas também distúrbios cognitivos e doenças respiratórias. O uso de agrotóxicos em propriedades rurais do Paraná. Reprodução/RPC A atualização de uma vasta pesquisa, iniciada em 2013 por cientistas franceses, acaba de confirmar e aumentar a lista de doenças que os agrotóxicos têm alta probabilidade de provocar, inclusive em bebês. A exposição frequente aos produtos químicos, utilizados sobretudo na agricultura, pode levar a vários tipos de câncer e Mal de Parkinson, mas também distúrbios cognitivos e doenças respiratórias. O estudo é o resultado da análise de mais de 5,3 mil documentos sobre o tema, elaborados por pesquisadores internacionais e compilados pela equipe do Inserm (Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica), da França. Há oito anos, a presunção de ligação entre os agrotóxicos e a aparição de doenças era considerada "forte" para quatro patologias graves. Agora, são seis: foram adicionados os danos cognitivos em adultos e crianças, branquiopneumopatia e bronquite crônicas. Veja também: Agrotóxico mais usado do Brasil está associado a 503 mortes infantis por ano, revela estudo Número de agrotóxicos registrados em 2020 é o mais alto da série histórica Outro alerta do estudo “Agrotóxicos e Efeitos na Saúde: os novos dados" é  que a exposição a herbicidas e fungicidas é danosa desde antes do nascimento, quando a grávida tem contato de forma regular e profissional com os produtos fitossanitários. "Para duas classes de inseticidas bem conhecidos, os organofosforados e os piretroides, a exposição ao primeiro altera as capacidades motoras, sensoriais e cognitivas do bebê, desde a gestação. Já no segundo, percebemos que causa problemas de comportamento, em especial de ansiedade, ou seja, serão crianças mais ansiosas”, explica o pesquisador em toxicidade ambiental Xavier Coumoul, um dos 12 autores do relatório. "Por fim, temos uma terceira patologia extremamente grave, tumores do sistema nervoso central, ligados à uma exposição aos pesticidas sem distinção durante o período pré-natal, ou seja, logo antes do nascimento.” Uso doméstico Como reduzir os resíduos de agrotóxicos antes de comer frutas, legumes e verduras Coumoul ainda cita uma quarta doença grave que pode atingir as crianças, a leucemia, que pode também ocorrer em meio a um contato com os químicos em ambiente doméstico. O mais comum é no jardim de casa, nos países onde o uso amador das substâncias ainda não foi proibido, como no Brasil. "Não podemos esquecer que usamos pesticidas quando tratamos um gato contra pulgas, por exemplo. Os agrotóxicos não são só usados na agricultura”, destaca o especialista. "São produtos fitossanitários, mas também veterinários, com um uso mais doméstico.” Para moradores das zonas urbanas, os dados do relatório são inconclusivos e o nível de presunção de ligação foi estabelecido como “fraco”. Isso não significa que, nas cidades, existam poucas chances de desenvolver alguma dessas doenças, mas sim que ainda são necessárias pesquisas mais detalhadas para determinar essa relação. O estudo adverte, entretanto, que os moradores a menos de 1,5 quilômetro de plantações podem ter riscos maiores de ter alguma das patologias comprovadamente provocadas por agrotóxicos. A pesquisa identificou danos potenciais dos produtos especificamente nas mulheres, com a possibilidade de que eles provoquem endometriose – uma hipótese que ainda precisa ser melhor aprofundada, advertem os cientistas. A doença causa dores fortes no período menstrual e pode levar à infertilidade. Perigos do glifosato O relatório incluiu, ainda, os dados mais recentes sobre os riscos do glifosato, o herbicida mais usado do mundo, apesar dos questionamentos da comunidade científica sobre a sua segurança sanitária e a possibilidade de que seja cancerígeno. O tema está periodicamente em voga na União Europeia. No ano que vem, o bloco deverá decidir se renova ou não a autorização da sua utilização. A pesquisa do Inserm conclui que a presunção de ligação entre o glifosato e a ocorrência de um tipo de linfoma dos gânglios é de nível “médio”, assim como a hipótese de que ele seja um produto “genotóxico” – ou seja, que afeta o genoma humano. Mas o especialista Xavier Coumoul ressalta que outras pistas também devem ser melhor analisadas. "Se observamos bem o mecanismo de ação deste produto, ele age sobre as plantas, matando as ervas daninhas, mas também os fungos e bactérias – e algumas delas são muito favoráveis à saúde humana, em especial as que estão no nosso intestino”, ressalta. "Eu penso que seria necessário estudar melhor a ação do glifosato nos microbióticos dos organismos intestinais, e talvez até na pele. Além disso, também verificar os microbióticos do solo, para ver se não há uma perturbação em termos de biodiversidade.” VÍDEOS sobre Ciência e Saúde Veja Mais

Gravidez com DIU? Entenda por que foto de bebê com dispositivo na mão não deve abalar eficácia do método

Glogo - Ciência Método contraceptivo é 99% eficaz na prevenção da gravidez e é um dos mais utilizados no mundo. Paula com o filho Bernardo segurando o DIU da mãe Michelle Oliveira/Divulgação O caso de uma mãe que teve um bebê mesmo usando o DIU (dispositivo intrauterino) é razão para colocar em dúvida a eficácia do método contraceptivo? O G1 conversou com especialistas e explica em 8 pontos por que o caso é raridade, qual o ranking dos métodos e o que você mais precisa saber de essencial sobre o DIU. DIU no SUS: 5 passos para conseguir colocar o dispositivo de graça 1. Como o DIU funciona? O DIU (dispositivo intrauterino) é um dispositivo no formato de 'T' que é inserido no útero para evitar a gravidez. Atualmente, há modelos de DIU de cobre, de prata, de ouro ou hormonal. O DIU impede a gestação através de dois processos simultâneos: uma inflamação no interior do útero, resultado da inserção do dispositivo no corpo da mulher, e também pela liberação de íons ou hormônios. A liberação de íons acontece no uso de DIU de cobre, prata ou ouro. Quando inseridos no útero, esses dispositivos soltam íons que tornam os fluidos das tubas uterinas inóspitos aos espermatozoides — quando eles chegam a essa região, não conseguem fecundar os óvulos. Já no caso do DIU hormonal, a liberação torna o muco cervical mais grosso, impedindo que o espermatozoide consiga penetrar o útero; dificulta a passagem do óvulo para o útero e também pode afetar o desenvolvimento do espermatozoide, fazendo com que eles não consigam sobreviver. Efetividade de métodos contraceptivos Wagner Magalhães/Arte G1 2. Raridade da gravidez com DIU O caso de Paula é uma raridade e não traduz a realidade das usuárias do método, explica Ana Lúcia Beltrame, ginecologista e obstetra especializada em reprodução humana pela Escola Paulista de Medicina. "Gestações em mulheres que usam o DIU não são frequentes, são casos isolados", afirma Beltrame. Segundo Fabia Vilarino, ginecologista especialista em reprodução humana e professora de medicina da faculdade São Camilo, o caso de Paula não deve ser avaliado como regra para todas as usuárias do método contraceptivo. "O DIU tem falha como todos os métodos anticoncepcionais, mas ainda assim ele é um dos mais seguros que existem. Quando uma criança nasce de uma gestação que aconteceu apesar do DIU é uma coisa relativamente rara", explica Vilarino. 3. Método está entre os mais eficazes Em relação à eficácia do DIU e também à dos demais contraceptivos é importante salientar que não existe nenhum método infalível. "Todos os métodos têm eficácia menor que 100%, mas o DIU, seja hormonal ou não-hormonal, tem uma eficácia muito boa porque não depende da usuária se lembrar de tomar o medicamento, como acontece com a pílula", explica Beltrame. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o DIU está entre os métodos contraceptivos mais eficazes, ficando atrás apenas dos métodos definitivos, como vasectomia e laqueadura. "Ele tem taxa de eficácia de 99,4%. Ou seja, a cada 100 mulheres que usam o DIU, mais de 99 não irão engravidar usando o método, mas a taxa de falha existe", afirma Flavia Fairbanks, ginecologista, obstetra e membro do Comitê Nacional de Sexualidade da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). 4. Por que o DIU falha? De acordo com Beltrame, as mulheres que possuem o DIU devem realizar ao menos uma avaliação com o ginecologista por ano para avaliar se o dispositivo está posicionado corretamente, uma vez que a taxa de falha está relacionado ao deslocamento do dispositivo. "Caso o DIU esteja fora da posição, ele pode ser alocado para a posição correta novamente. É possível realizar o ajuste na posição do dispositivo ou também a sua completa retirada seguida da recolocação", afirma Beltrame. A médica ainda recomenda que após a inserção do dispositivo, caso não tenha sido feita com o auxílio da visão ultrassonográfica, que a paciente faça um ultrassom para garantir que o DIU está dentro da cavidade uterina. 5. O DIU se desloca. Por quê? Segundo Vilarino, o DIU pode se deslocar naturalmente, mas também pode acontecer do corpo da mulher rejeitar o dispositivo. "Isso acontece quando o útero da mulher começa a se contrair tanto a ponto de quase expulsar o dispositivo. Nesses casos, as mulheres normalmente procuram um médico por conta das cólicas intensas e identificam o problema", explica Vilarino. 6. Sinais de deslocamento do DIU De acordo com as especialistas, é importante procurar atendimento médico em caso de sangramento, cólica intensa, dor ou algum outro sintoma diferente para ver se há alguma alteração no posicionamento do dispositivo intrauterino que possa prejudicar a eficácia do contraceptivo. 7. Bebê + DIU: foto é montagem A carioca Paula dos Santos Escudero Alvarez, de 32 anos, engravidou usando o DIU e realizou o parto do seu segundo filho, Bernardo, no domingo (4). O nascimento ganhou divulgação pelas redes sociais e foi registrado pela fotógrafa Mi Oliveira, que colocou intencionalmente o dispositivo na mão do bebê para registrar o fato raro. Vilarino explica que o bebê não tem contato com o DIU durante a gestação. Embora os dois estejam dentro do útero materno, o bebê está envolvo do saco amniótico. "Quando a mulher está com o DIU e acontece uma gravidez, a mulher pode, nos primeiros meses de gestação, retirar o DIU ou deixar a gestação evoluir. Deixar o DIU não irá causar uma má formação no bebê ou causar alguma lesão ao bebê", explica Vilarino. 8. SUS coloca o DIU de graça O DIU de cobre está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e está disponível em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e hospitais com atendimento ginecológico. É importante pesquisar na internet a UBS mais próxima da sua casa e ligar para descobrir se o procedimento está disponível. O dispositivo pode ser colocado em mulheres de diferentes idades, desde a adolescência até a menopausa. G1 estreia no Youtube Veja Mais