Meu Feed

Hoje

Fabiana Cozza saúda o mensageiro dos orixás no álbum que lança em setembro

G1 Pop & Arte Moyseis Marques e Luiz Antonio Simas são os compositores da música apresentada pela cantora em single programado para 10 de julho. ♪ Fabiana Cozza dá sequência neste mês de julho à série de três singles em que adianta faixas do álbum que lançará em setembro com músicas inéditas compostas para saudar divindades de religiões de matrizes africanas e indígenas. Em 10 de julho, a cantora paulistana apresentará o segundo single do álbum, Bravum de Elegbara. Uma das denominações de Exu, Elegbara é orixá tratado nos cultos afro-brasileiros como o detentor do poder, o senhor dos caminhos. Saudação a esse orixá africano, Bravum de Elegbara é música inédita composta por Moyseis Marques (artista ligado ao universo do samba carioca) com letra de Luiz Antonio Simas. “A música fala sobre Exu (Elegbara), seus sentidos, fundamentos, a metáfora por detrás dele. Exu é o mensageiro dos orixás, o lugar dos cruzos, das contradições e similitudes. Exu é o lugar da fala, da comunicação, é através de sua boca que todos os orixás deixam os seus recados”, contextualiza Fabiana Cozza. Fabiana Cozza gravou Bravum de Elegbara com os toques afros dos percussionistas Cauê Silva, Douglas Alonso e Xeina Barros. A percussão embasa o arranjo criado pelo baixista Fi Maróstica, produtor do álbum. Os cellos de Adriana Holtz e Vana Bock adornam o fonograma. Capa do single 'Bravum de Elegbara', de Fabiana Cozza Divulgação Bravum de Elegbara chega ao mundo um mês após a edição, em 19 de junho, do single com a gravação de Senhora negra (Sérgio Pererê, 2017), música cantada por Cozza em sublime feitio de oração em louvor a Aparecida, santa rainha do povo banto. Na sequência de Bravum de Elegbara, em agosto, a artista arremessará nas plataformas o terceiro single deste álbum de aura sagrada em que da voz a músicas de compositores como Alfredo Del-Penho, Douglas Germano, Giselle de Santi, Nei Lopes, Paulo César Pinheiro, Roque Ferreira e Tiganá Santana, além dos já mencionados Luiz Antonio Simas (letrista de três músicas), Moyseis Marques e Sérgio Pererê. Esses compositores fizeram as músicas especialmente para o disco, a pedido de Fabiana Cozza. Senhora negra é a única música já pré-existente do repertório do álbum. Veja Mais

Lives de hoje: Elza Soares, Margareth Menezes, Teresa Cristina, Babado Novo e mais shows

G1 Pop & Arte Nesta quinta (2), Paula Lima também entrevista Bia Ferreira. Veja horários. Elza Soares faz live pelo Sesc MG nesta quinta (2) Divulgação Elza Soares, Margareth Menezes, Teresa Cristina e Babado Novo fazem lives nesta quinta-feira (2). Veja a lista completa com horários das lives abaixo. O G1 já fez um intensivão no começo da onda de lives, constatou o renascimento do pagode nas transmissões on-line, mostrou também a queda de audiência do fenômeno e a polêmica na cobrança de direito autoral nas lives. Paula Lima entrevista Bia Ferreira - 16h - Link Lula Ribeiro (Em Casa com Sesc) - 19h - Link Babado Novo - 20h - Link Elza Soares (Sesc MG) - 20h - Link Margareth Menezes - 20h - Link Trap Show com Murilo Couto - 20h - Link Teresa Cristina - 22h - Link As cenas de 'lives' da quarentena que já estão na história do entretenimento brasileiro Veja Mais

A live virou álbum: Artistas transformam shows on-line em novos projetos musicais

G1 Pop & Arte Péricles, Wesley Safadão, César Menotti & Fabiano e outros contam por que resolveram lançar singles, EPs e DVDs gravados em transmissões no YouTube e nas redes sociais. Wesley Safadão grava DVD durante live Reprodução/Instagram Talvez a frase mais dita sobre o setor da música nos últimos tempos seja: "Fomos os primeiros a parar e seremos os últimos a retornar". Ainda assim, durante a pandemia de coronavírus, o mercado tenta se movimentar. Primeiro, surgiram as lives. Agora, elas começam a render alguns frutos e geram novos projetos. Seja em formato de DVD, EP ou single, os registros feitos durante as transmissões online estão sendo disponibilizados aos poucos pelos artistas nas plataformas digitais. Desta forma: Eles cobrem os buracos dos projetos pré-planejados, mas que foram impossibilitados por conta da pandemia; E criam mais uma conexão com o público, para que eles não fiquem sem lançamentos neste período. Planejamento Antes mesmo de transmitir a live, alguns artistas já anunciaram que o material online renderia um projeto extra. Foi o caso de Wesley Safadão, que gravou a segunda edição do DVD "WS em casa" durante uma de suas lives. No caso do cantor, o projeto já estava nos planos de carreira antes da pandemia, mas acabou adiado. A ideia inicial era fazer o registro em 31 de março em São Paulo, mesmo local onde foi filmada a primeira edição. No fim, Safadão teve realmente sua própria casa como palco para a filmagem, seguindo à risca o nome do projeto. "Tudo é novo para nós. E as lives foram a forma que nós artistas encontramos para continuar a levar nossa arte até o público. Em consequência disso, o mercado musical tem sido transformado e movimentado com esse formato novo", afirma o cantor. Safadão garante que, mesmo já tendo em mente que a transmissão online se tornaria um DVD, fez toda a produção seguindo à risca as normas para evitar contaminação de coronavírus. O resultado foi o triplo de tempo para a execução da parte logística. "Para preparar um local para a live com cenário, luz, som, coisas que em dois, três dias estariam prontas. Estão levando sete ou até dez dias para ser feito. Um dia vai uma equipe reduzida e monta o cenário, no outro a galera da iluminação e assim por diante. Tudo planejado para manter o distanciamento social seguro e evitar qualquer tipo de aglomeração." Assim como o cantor, César Menotti & Fabiano também executou um plano fora dos planos, se podemos dizer assim. Antes da pandemia, a ideia da dupla era lançar algo em agosto ("uma época que você lança, trabalha três meses e já pega o comecinho das festas de fim de ano"), mas os irmãos acabam de lançar um álbum digital produzido com material da transmissão de uma das lives. "A gente, de fato, já prevendo tudo isso que estava acontecendo e que não teríamos mais uma sequência de shows esse ano, pensamos em tentar extrair um projeto da live", explica César Menotti. César Menotti & Fabiano Divulgação / Som Livre A dupla, que já almejava simplicidade no próximo projeto, seguiu o cronograma para o registro. "Lógico que a gente, como artista, tem aquela vaidade de levar uma coisa muito massa, coisas mais grandiosas, mas a gente se pegou com esse problema nesse momento. Então a gente tem procurado fazer as coisas com muito carinho, muito bem feitas, com antecedência, mas trabalhando com um número muito reduzido de pessoas. Isso impossibilita de fazer grandes produções." Tudo mais simples Para os sertanejos, em especial, que nos últimos tempos se acostumaram a produzir álbuns com megaproduções, as novas gravações têm mudado a forma até de olhar o mercado. "Foi até bom essa coisa porque a gente sabe agora que pode fazer tudo na simplicidade", destaca Maiara. Ela e a irmã, Maraisa, se uniram a Marília Mendonça para a "Live das Patroas". A transmissão rendeu um álbum, que será lançado em 10 de julho. Nele, constam cinco faixas inéditas e algumas regravações de modão. Diferente de alguns artistas que seguem com a apresentação no ar, o trio optou para derrubar a live do YouTube logo após a transmissão, mantendo, de certa forma, um suspense para o lançamento. "As lives estão sendo essenciais pra gente estar produzindo conteúdo. É a hora de a gente focar nisso, em material, em conteúdo novo, pra galera poder ir se familiarizando e quando a gente voltar para os shows, vai ter música nova, vai ter um material incrível." "Estamos aproveitando essa fase de reclusão pra fazer esses produtos. E a gente quer fazer mais", diz Maiara. Maiara e Maraisa se unem a Marília Mendonça no projeto "Live das Patroas" Reprodução/Instagram O projeto entre as três já era planejado há tempos, mas por causa das agendas cheias, não conseguiam tirá-lo do papel. A pausa com a pandemia, ao menos nesse sentido, foi positiva. Mas apesar do período produtivo, a cantora não vê a hora de voltar aos palcos. "Esse lance que estamos fazendo das lives é só pra gente poder ir segurando até voltar. Ninguém quer viver disso, não. A gente ir para o show." "Não tem coisa melhor do que você sentir o calor do público, aquela troca de energia no palco". Um lançamento por ano Quem também investiu em projetos pós-live foi Péricles. O cantor completa esta semana um ano do lançamento de seu último disco, o DVD "Mensageiros do amor". Por isso, seguindo o planejamento anual, já tinha no cronograma um novo material para colocar no mercado neste período. E assim o fez. Enquanto segue na preparação de seu álbum de inédita, fatiou sua live e lançou um EP. "Ao todo, são sete canções que alegram muito e, principalmente, alegram nossos fãs, que pedem muito nos shows, nas lives. A intenção é fazer um carinho no coração do nosso público", diz Péricles. Capa do álbum 'Pericão retrô', de Péricles Divulgação "Ao invés de pincelar de fato, pegamos as sete juntas pra ficar o mais próximo possível e pra mandar com qualidade também", explica Péricles. Todas as escolhidas músicas são regravações, já seguindo a tendência nostálgica da quarentena. "A intenção é agradar o público. Mas muita gente, nesse momento, vive um período muito grande de nostalgia, de saudosismo, porque existiu uma pausa pra cuidar de si. As pessoas estão mais nostálgicas porque fizeram reflexões da própria vida", conta o sambista. A banda Maneva também optou por trazer clássicos para seu novo álbum, fruto da transmissão da live "Tudo vira reggae". Nele, o grupo regrava clássicos do rock, sertanejo, forró, entre outros ritmos, e acrescenta às canções as batidas que são base de sua carreira. Dentre as cerca de três horas de live, foram selecionadas dez canções. “Foi um processo doloroso [de seleção]. A gente optou por canções que são eternas na nossa concepção, aquelas que fazem uma grande diferença na vida das pessoas ou que marcaram grandes momentos na vida das pessoas." "São artistas talentosíssimos, expoentes em seus respectivos segmentos, são donos de obras singulares, como 'Anunciação', do Alceu Valença, que é um gênio ao nosso ver. Também tem Raul Seixas, Chitãozinho e Xororó, Cláudio Zoli. Foi uma longa caminhada pra gente chegar nessas dez aí. Baita resenha." Banda Maneva Leonardo Rocha / Divulgação As cenas de 'lives' da quarentena que já estão na história do entretenimento brasileiro Veja Mais

Discos para descobrir em casa – 'Estrelas solitárias', Cauby Peixoto, 1982

G1 Pop & Arte Capa do álbum 'Estrelas solitárias', de Cauby Peixoto Frederico Mendes ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Estrelas solitárias, Cauby Peixoto, 1982 ♪ Ídolo da era do rádio, Cauby Peixoto (10 de fevereiro de 1931 – 15 de maio de 2016) teve o brilho reavivado no alvorecer dos anos 1980 em álbum resultante da iniciativa de mobilizar compositores da MPB para oferecer músicas para o cantor fluminense de voz de barítono, nascido na cidade de Niterói (RJ). Lançado em 1980, o álbum Cauby! Cauby! apresentou composições inéditas de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994), Caetano Veloso, Jorge Ben Jor e Roberto Carlos (com Erasmo Carlos), entre outros nomes. Ironicamente, o sucesso do álbum foi a música que Chico Buarque não fez para Cauby, Bastidores, mas da qual o cantor se apropriou com tamanha personalidade que ofuscou a gravação simultânea de Cristina Buarque, irmã de Chico e verdadeira musa inspiradora da canção. No rastro do estouro de Bastidores, música que se tornaria um dos maiores sucessos da carreira iniciada por Cauby na década de 1950, a canção Loucura – oferta da então badalada Joanna em parceria com Sarah Benchimol – entrou na trilha sonora da novela Baila comigo (TV Globo, 1981) e gerou mais um hit para o disco. Animada com a repercussão do disco Cauby! Cauby!, a gravadora Som Livre arquitetou um segundo álbum no mesmo molde. Com música-título assinada por Gonzaguinha (1945 – 1991) e com capa que expôs o cantor em foto tirada por Frederico Mendes na Praia do Pepino, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), o álbum Estrelas solitárias foi lançado em 1982 e, ao contrário dos prognósticos otimistas, passou despercebido pelo público sem legar sequer um sucesso mediano para Cauby, mesmo com músicas inéditas de compositores do porte de Fagner, Ivan Lins, Johnny Alf (1929 – 2010) e Marcos Valle (com Paulo Sérgio Valle). Contudo, entendidos na obra do cantor sabem que o álbum Estrelas solitárias é um dos melhores títulos da discografia de Cauby Peixoto. Iniciada em fevereiro de 1951 com a edição do disco de 78 rotações que apresentou o samba Saia branca (Geraldo Medeiros) e a marcha Ai! Que carestia (Victor Somón e Liz Monteiro), essa discografia heterogênea contabilizou 48 álbuns lançados entre 1955 e 2015 com o cantor ainda vivo. Títulos póstumos foram adicionados a essa obra para reviver o cantor imortalizado por sucessos como os sambas-canção Conceição (Jair Amorim e Valdemar de Abreu, 1956) e Nono mandamento (René Bittencourt e Raul Sampaio, 1958). Foi para esse cantor de aura mítica e estilo grandiloquente de interpretação, que por vezes soou over por ter pecado por excessos (inclusive na indumentária espalhafatosa), que renomados compositores da MPB criaram o repertório do álbum Estrelas solitárias. Produzido por Max Pierre, com a colaboração de Aramis Barros, o disco emoldurou a voz de Cauby com arranjos criados pelos maestros César Camargo Mariano, Eduardo Souto Neto e Lincoln Olivetti (1954 – 2015), por vezes com fidelidade ao tom arrebatado do cantor. Aberto com Tua presença, balada composta por Maurício Duboc e Carlos Colla no padrão das canções da dupla gravadas por Roberto Carlos, o álbum Estrelas solitárias prosseguiu com o fox vintage Então tá, contribuição de Guto Graça Mello e Naila Skorpio para o repertório. Canção romântica de Silvio Cesar, Palavras mágicas evidenciou o tom de canto ligeiramente mais comedido adotado por Cauby no disco sem perda da assinatura vocal desse intérprete passional que aprendera lições de musicalidade com o irmão Moacyr Peixoto (1920 – 2003). Grande cantor que soube tirar proveito das jogadas marqueteiras criadas nos áureos anos 1950 pelo empresário, Edson Collaço Veras (1914 – 2005), o controvertido Di Veras, Cauby foi estrela solitária que alimentou lendas dentro e fora dos bastidores. Ao compor a canção-título Estrela solitária, Gonzaguinha captou bem o céu e o inferno existencial de ídolos como Cauby. Contudo, a voz de timbre inigualável pairou acima de qualquer rótulo ou solidão, como Cauby comprovou ao interpretar, nesse álbum de 1982, canções como Ousadia – parceria de Irinea Maria com Zezé Motta – e a então recente valsa Luiza (Antonio Carlos Jobim, 1981), única regravação do repertório inédito por opção e conceito. Compositor então em evidência por ter tido a música Abandono (1974) regravada por Roberto Carlos em álbum de 1979, Ivor Lancellotti mostrou, com a composição Como é que pode, bom domínio do universo melodramático de Cauby Peixoto, cantor que fez nome nos anos 1950 com repertório pautado por boleros e sambas-canção de aura folhetinesca. Inspirada canção de Pedro Lopes e Américo de Macedo, únicos nomes desconhecidos no time estelar de compositores, Fênix pareceu fazer alusão ao renascimento artístico de Cauby pelo fato de o cantor ter atravessado a década de 1970 com menor visibilidade na mídia e no mercado fonográfico. Música de Ivan Lins, História de amor soou mais adequada ao intimismo das boates do que à extroversão do auditório da Rádio Nacional, palco de Cauby na fase de maior popularidade em carreira que, a partir dos anos 2000, seria dominada por discos retrospectivos e songbooks com os cancioneiros de compositores e/ou cantores como Baden Powell (1937 – 2000), Frank Sinatra (1915 – 1998), Nat King Cole (1919 – 2005) e Roberto Carlos. Em 1982, contudo, Cauby estava mergulhado no presente. No geralmente refinado repertório do álbum Estrelas solitárias, Johnny Alf brilhou com Gesto final, canção sobre amor gay, simbólica por ter sido ofertada por compositor homossexual para cantor também homossexual – ambos confinados dentro do armário ao longo das respectivas vidas por questões sociais da época em vieram ao mundo. Aberta com a voz do próprio Johnny Alf, captada ao vivo, a faixa Gesto final foi conduzida pelo piano Rhodes de César Camargo Mariano, criador do arranjo mais delicado do álbum. Fagner foi feliz na ideia de associar o canto de Cauby aos versos passionais da poeta portuguesa Florbela Espanca (1894 – 1930) sem mostrar a mesma felicidade ao musicar o poema Tortura para o cantor. No fim do álbum, a canção Vou enlouquecer, de Marcos Valle Paulo Sérgio Valle, concentrou alta dose de paixão no canto requintado de Cauby, mais uma vez emoldurado por arranjo de César Camargo Mariano. Com a mesma sofisticação do disco de 1980, o álbum Estrelas solitárias talvez tenha passado despercebido pelo repertório a rigor menos aliciante e por ter contido os arroubos de Cauby Peixoto, intérprete de tons inflamados, com os quais habituou os ouvidos do público igualmente passional, pelo qual, no íntimo, esse grande cantor do Brasil sempre quis ser saudado aos gritos de “Cauby! Cauby!”. Veja Mais

Ludmilla recorre ao DJ Will 22 para soltar 'Cobra venenosa'

G1 Pop & Arte Colaborador de hits anteriores como 'Não encosta' e 'Onda diferente', produtor figura no single em que a cantora apresenta funk de letra alusiva à briga com Anitta. ♪ Produtor musical fluminense do município de Duque de Caxias (RJ), cidade natal de Ludmilla, DJ Will 22 estende a parceria com a artista no single Cobra venenosa, próximo lançamento da cantora e compositora. Programado para sexta-feira, 3 de julho, o single Cobra venenosa teve a capa revelada por Ludmilla em redes sociais e, nela, está estampada, como colaborador da faixa, o nome do DJ e produtor ligado ao universo do funk. A cantora recorreu a Will 22 para soltar Cobra venenosa, inédito funk em que Ludmilla alude na letra às brigas públicas com Anitta. Autor de remix proibidão de Cheguei (Wallace Vianna e André Vieira, 2016), música do segundo álbum da cantora reciclada pelo DJ em 2017, Will 22 virou parceiro e convidado de Ludmilla no single Não encosta, de 2018, ano em que o DJ fortaleceu a conexão com a cantora. Desse ano em diante, Will 22 ajudou a produzir sucessos como Onda diferente (2019), ironicamente a música composta por Ludmilla que desencadeou a briga da cantora com Anitta por direitos autorais, já que, além do rapper norte-americano Snoop Dogg, Anitta também foi creditada como autora da composição, supostamente à revelia de Ludmilla. Funk cujo refrão encadeia versos explosivos (“Eu disse limpa, limpa / Antes que caia dentro / Do cantinho da boca / Escorrendo o seu veneno”), Cobra venenosa parece chegar ao mercado fonográfico para pôr mais lenha nessa fogueira de vaidades. Veja Mais

Andréia Horta estreia nova temporada de “O País do Cinema”, no Canal Brasil

O Tempo - Diversão - Magazine Atriz mineira também tem outros projetos engatilhados como série sobre Hospital Colônia de Barbacena e novela na Globo Veja Mais

Últimos dias

José-Itamar de Freitas, ex-diretor do Fantástico, morre no Rio

G1 Pop & Arte Ele tinha 85 anos e estava internado desde o dia 21 de maio. Segundo parentes, ele teve complicações decorrentes da Covid-19. José-Itamar de Freitas Memória Globo José-Itamar de Freitas, ex-diretor do programa Fantástico, morreu no Rio nesta quarta-feira (1°). Ele tinha 85 anos e estava internado no Hospital São Lucas, na Zona Sul do Rio, desde o dia 21 de maio. Ele teve complicações devido à Covid-19, segundo parentes. Memória Globo: veja entrevista de Zé-Itamar a Glória Maria Nos anos 1980, sob a direção de José-Itamar de Freitas, o Fantástico era um programa mais voltado para variedades e música. Por muitos anos, o nome dele se confundiu com o "show da vida". José-Itamar de Freitas, ex-diretor do Fantástico, morre no Rio Sob o seu comando, o programa se tornou a principal vitrine da canção brasileira e de atrações internacionais no Brasil, com a exibição de videoclipes exclusivos todos os domingos. Foram 16 anos de uma parceria vitoriosa, quase sempre na direção geral do programa. “Quando você passa 16 anos num programa, tudo te marca. Acabou sendo a minha vida. Um amor enorme, convivência, amizade, tudo. Eu olho o Fantástico como sendo da família", disse Zé-Itamar, como era chamado, em entrevista à jornalista Glória Maria para os 30 anos do Fantástico, em 2003. José-Itamar de Freitas classificava as reportagens apresentadas todos os domingos como “um meio-termo entre o Globo Repórter e os telejornais diários”. Para ele, era importante aliar a capacidade de emocionar com a informação precisa. José-Itamar deixou a direção-geral do programa, em junho de 1991, para ser o diretor de reportagens da Central Globo de Jornalismo. Entrevista - José-Itamar de Freitas: trajetória no Fantástico Veja Mais

Suzanne Riediger acusa ex-namorado Fred Elboni de agressão; Escritor pede desculpas

G1 Pop & Arte Segundo influenciadora, ela foi acordada durante a noite com chutes pelo ex-namorado, que teria tentado jogá-la pela janela do quarto em que estavam. Escritor diz que não se lembra do que ocorreu. Suzanne Riediger acusa ex-namorado Fred Elboni de agressão; Escritor pede desculpas Reprodução/Instagram/Suzanne Riediger/Fred Elboni A influenciadora Suzanne Riediger acusou o ex-namorado, o escritor Fred Elboni, de agressão em uma publicação em suas redes sociais nesta terça (30). Segundo Reidiger, ele a agrediu fisicamente e tentou jogá-la da janela do prédio em que estavam. Em resposta, o escritor disse que não se lembra do que aconteceu, mas que “está se criando uma imagem de algo que não foi”. Em um vídeo, ela relatou que agressão aconteceu durante a noite. Suzanne não especificou quando o caso relatado ocorreu. Segundo Elboni, foi durante carnaval de 2017. “Dormi e, do nada, não sei se a pessoa sonhou, o que aconteceu, mas a pessoa acordou me chutando pra fora da cama. Eu saí correndo do quarto, fui pra sala. E a pessoa me pegava, me jogava pra cá e pra lá e eu correndo", disse ela. “Até que consegui ir pro banheiro. Queria me trancar no banheiro, mas ele chegou atrás de mim e me puxou, o objetivo dele era me jogar da janela. Deixou os meus braços todos machucados. Ele me chamou de todos os nomes e queria me jogar da janela. A janela estava aberta. Consegui me trancar no outro quarto da suíte”, contou. Como resposta às acusações, o escritor publicou um vídeo no qual diz que não se lembra do que aconteceu e que ex-namorada não tinha falado sobre a tentativa de jogá-la do prédio em que estavam. “Naquele dia, eu bebi, ela bebeu, voltamos pra casa um pouco mais cedo. Não houve discussão e dormimos. Acordei no outro dia de manhã. Ela fala que eu tinha apertado o braço dela durante a noite, chacoalhado e eu fiquei assustado porque eu não lembrava, como qualquer pessoa ficaria." Em seus relatos, os dois dizem que procuraram terapia após o final da viagem para tentar entender o que havia acontecido. Segundo Suzanne, o "psicólogo disse que ele estava muito estressado, bebeu, algo ativou no cérebro e precisava descontar em algo". Elboni diz que a influenciadora não havia mencionado a tentativa de jogá-la do prédio nem diretamente para ele e nem durante as sessões. “Isso nunca foi falado em terapia, nunca foi falado pra mim, eu soube como todo mundo, foi uma surpresa. Eu estava com uma imagem que te chacoalhei durante a noite e e repente eu tentei te jogar do prédio. Então acaba se criando uma imagem de algo que não foi”, disse ele. Ele também usou o vídeo para pedir desculpas à ex. "Te peço desculpa, achei que a gente tivesse resolvido juntos". Suzanne disse em suas redes sociais que o ex-namorado mentiu em seu pedido de desculpas. O G1 entrou em contato com Suzanne Riediger e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem. Veja Mais

Mulheres vítimas de Harvey Weinstein receberão quase US$ 19 milhões

O Tempo - Diversão - Magazine Ex-produtor de cinema atualmente cumpre uma pena de 23 anos de prisão por ato sexual criminoso e estupro Veja Mais

Poesia, diversidade e potência: slam é destaque no Circuito em Casa

O Tempo - Diversão - Magazine Desta quarta até sexta-feira (3), artistas de BH participam de desafio virtual; programação do Circuito Municipal de Cultura também contempla outras expressões artísticas Veja Mais

Linn da Quebrada diz que isolamento era comum para transexuais antes da pandemia

O Tempo - Diversão - Magazine Cantora e atriz transgênero diz que é exceção e que há muito a se fazer para minimizar os preconceitos com a comunidade Veja Mais

Marisa Monte canta 'Na Estrada' novamente em live com Teresa Cristina

O Tempo - Diversão - Magazine Cantora, que não apresentava música desde 2001, virou assunto no Twitter; Caetano Veloso deu palhinha Veja Mais

Shows drive-in têm buzinas no lugar de aplausos, estranhamento de artistas e cachês mais baixos

G1 Pop & Arte Ivo Meirelles, Leo Chaves e Jota Quest comentam formato de shows com carros na plateia. Veja agenda de eventos e quais artistas não aprovam. Médicos explicam riscos. Jota Quest se apresenta no Arena Sessions, evento com shows drive-in em São Paulo Divulgação Em vez de palmas e gritos, o som das buzinas e o piscar dos faróis estão dominando as plateias dos primeiros shows no Brasil após a pandemia da Covid-19. No mês passado, Ivo Meirelles, Jota Quest e Leo Chaves se apresentaram para plateias cheias... de carros. Belo, Roupa Nova, Nando Reis, Anavitória e Turma do Pagode também têm shows no formato drive-in agendados para as próximas semanas (veja agenda no fim da reportagem). O projeto com mais shows marcados é o Arena Sessions, com eventos variados e apresentações musicais no Allianz Parque, em São Paulo. A capacidade é de 285 carros, com 130 na área vip. Mesmo com preço de até R$ 550 por carro, os ingressos sempre se esgotam. Leo Chaves faz show drive-in em Santa Catarina Mas antes de o estádio do Palmeiras virar o maior espaço deste "novo" tipo de show, outros artistas já tinham se aventurado em junho. Ivo Meirelles se apresentou no espaço Arena Estaiada, perto da ponte de mesmo nome, em São Paulo, no dia 25. "Quando você entra no palco, não tem aplauso e nem buzina tem. Tem um estranhamento ali", diz o cantor ao G1. "Depois da segunda, terceira música, segue normal, com todo mundo já entendendo. Mas subir ao palco foi bem estranho." Ivo Meirelles durante show no formato drive-in em São Paulo Divulgação/Specio Histórias Em Imagens/Murilo Nascimento Aos artistas que ainda vão se aventurar pelo esquema drive-in, o sambista dá uma dica: "Tem que se concentrar no show. Cada carro tem uma, duas, três pessoas vendo. Então, tem que fazer o show imaginando o semblante das pessoas nos faróis. Tem que estar focado nisso para não se perder." Quanto vale o show? O formato não é mais o mesmo, e o cachê também não. O cantor garante que nestes tempos de crise "todo mundo tem que se flexibilizar em relação a cachê". "A flexibilização é geral. Está todo mundo perdendo alguma coisa: os artistas, os músicos, a plateia que vai de carro. O motorista não pode beber. Você não pode ir de Uber ou de táxi, então tem sempre alguém se sacrificando", diz Ivo Meirelles. Doreni Caramori, presidente da Associação Brasileira de Promotores de Eventos (ABRAPE), diz que é natural que exista uma adaptação na parte econômica com essa "nova realidade" do drive-in. "O produtor não vai ter a mesma margem, a pessoa que aluga equipamentos não vai ter a mesma remuneração e os fornecedores como um todo vão ter que se adaptar. Vão ter que criar modelos diferentes, mais do que uma sessão, custos mais enxutos. Alguns não vão topar nessa condição. É mais uma alternativa de negócio", explica Caramori. Mercado de shows pode quebrar com o coronavírus? Produtores pedem que fãs não peçam reembolso de ingressos Com menos ingressos disponíveis, a tendência é que seja mais difícil para produtores "fecharem a conta". Eventos drive-in podem se tornar dependentes de patrocínios para dar conta dos gastos com artistas do primeiro time e com a estrutura. "Em um formato novo, não só se espera valores diferentes dos praticados, como também, a aposta de novos 'players' como marcas", analisa Guilherme Marconi, diretor da produtora Diverti. Leo Chaves faz show drive-in em Santa Catarina Divulgação Leo Chaves, que formava dupla com o irmão Victor, cantou para carros e motoristas no dia 20 de junho. Foi no estacionamento da Arena Petry, em São José, cidade a 6 km de Florianópolis. O sertanejo diz ter ficado tenso antes de se apresentar para 250 carros (com até 3 pessoas por veículo). "Tinha notícia de que muitos artistas não quiseram fazer. Obviamente que se trata de um risco quando se vai fazer um evento desse", explica Leo ao G1. "Até porque ninguém conhece os moldes, é uma coisa que vai sendo adaptada. Mas quando nós subimos ao palco e vimos a quantidade de carros, as pessoas colocando os braços para fora, muita gente saindo pelo teto solar, levantando, curtindo, aquilo foi meio que um alento pra um artista que está há muito tempo sem contato com o público, sem expressar sua arte no palco." Leo sentiu falta do grito da plateia. "É um combustível. No drive-in, você não consegue perceber isso fora os momentos em que você está no intervalo. Aí você consegue ouvir gritos isolados. Não é um grito de multidão. Mas é um formato diferente e a gente sempre quer inovação." Jota Quest faz show no evento Arena Sessions, no formato drive-in, em São Paulo Divulgação Em sua primeira apresentação após mais de 100 dias longe dos palcos, o Jota Quest tocou para carros no estádio do Palmeiras. "Muito mais legal do que eu podia imaginar. A gente vive dessa energia. Pela primeira vez na vida eu gostei de um buzinaço", disse Rogério Flausino, em entrevista ao programa "Encontro com Fátima Bernardes". "Te lembra trânsito lotado, aquela confusão, estresse, aqui não... foi o contrário, quando foi o primeiro, eu falei: 'é isso aí, galera, continua'." Em qualquer desses shows, estar dentro do carro não anula os cuidados básicos para a prevenção do coronavírus. É preciso usar máscara e higienizar as mãos com álcool gel. A equipe do estádio usa bastões luminosos, como nos cinemas drive-in, para orientar os carros e indicar onde há vagas. Há pequenas caixas de som ao lado de cada vaga. Para ir ao banheiro, tem que se comunicar com a equipe do evento, por celular. Também é possível usar o telefone para pedir comidas e bebidas. Também deve ser levada em conta a estrutura para um evento de cerca de mil pessoas. Há outros profissionais envolvidos na produção, da parte de prestação de serviços (segurança, limpeza, produção, vendas) e da estrutura do show (equipe técnica, banda). Por conta disso, há artistas que não se empolgaram tanto com o formato drive-in. É o caso de Manu Gavassi. Ela era uma das atrações do Arena Sessions, mas desistiu e divulgou um comunicado cancelando o show. "Esse festival em formato drive-in no Allianz Park foi marcado tempos atrás quando tínhamos a esperança das coisas melhorarem até julho. O que não foi o caso, as coisas só pioraram", explicou Manu. "Então mesmo com todas as medidas de segurança não estou confortável de fazer a minha apresentação e estou saindo do festival. Obrigada por serem sempre tão compreensivos e transparentes comigo. Estamos juntos nesse processo de evolução." E fora do Brasil? No Brasil, eventos desse tipo com atrações mais conhecidas começaram em junho. Na Europa, o formato vem sendo testado para apresentações musicais desde maio. Dinamarca, Noruega e Alemanha foram pioneiros nos shows no estilo drive-in. Nos Estados Unidos, a produtora Live Nation anunciou o projeto Live From the Drive-In, que começa neste mês. O nome mais conhecido no line-up, mais voltado ao country, é o do rapper Nelly. Na versão britânica, a banda Kaiser Chiefs e os rappers The Streets e Dizzee Rascal estão escalados. O que mais chama atenção no projeto, porém, é a possibilidade de poder ter um espaço para curtir o show ao lado do carro. Seria uma boa opção para o mercado brasileiro quando a pandemia estiver mais controlada. Ilustração mostra a estrutura do Live From the Drive-In, projeto da produtora Live Nation, que acontece nos Estados Unidos em julho Divulgação/Live Nation Esse novo formato, com os fãs encarando a banda de fora dos carros, seria ideal para nomes importantes do rock pesado que não pretendem "tocar para carros". "É a coisa mais imbecil que eu já vi na vida", disse Robb Flynn, do Machine Head, para a revista "Kerrang". "Não serve para o metal... Eu só entendo que estejam fazendo isso porque as pessoas estão desesperadas", ponderou Schmier, do Destruction, ao site Metal Voice. Cantor dinamarquês inova ao fazer show em um drive-in durante a quarentena O que dizem os médicos? O G1 ouviu três médicos epidemiologistas para entender se a reunião de tantas pessoas, mesmo dentro de carros, pode causar a transmissão do vírus. A resposta não é tão simples e nem consensual. Os especialistas defendem que apenas pessoas que dividam a mesma casa podem estar no mesmo carro. Não é recomendável abrigar amigos, conhecidos ou parentes que não morem na mesma casa. Para Leonardo Weissmann, médico consultor da Sociedade Brasileira de Epidemiologia, drive-ins não são indicados para os países que têm registrado aumento nos casos do coronavírus. Mas mesmo em países que já tenham passado pelo pico de contágio é recomendado o distanciamento social, defende. Cantor dinamarquês Mads Langer faz show em drive-in durante pandemia de coronavírus Divulgação É muito difícil que o vírus passe pelo ar de um carro para outro, diz Oliver Nascimento, médico e professor da disciplina de pneumologia da escola paulista de medicina da Universidade Federal de São Paulo. “Mas dentro do carro, a distância mínima não é cumprida. Se uma pessoa estiver fora do carro, vendendo comida ou oferecendo outros serviços, já oferece risco”, explica ele. André Ribas, epidemiologista da Faculdade São Leopoldo Mandic, diz que não vê problemas neste tipo de evento. “Se os carros mantiverem um espaço pequeno do vidro aberto, para que haja circulação de ar, as eventuais partículas de aerossol não conseguem entrar.” No Semana Pop, relembre clássicos do cinema com momentos em drive-ins Onde ver os shows drive-in Arena Sessions (São Paulo) Allianz Parque - Av. Francisco Matarazzo, 1705 - Água Branca, São Paulo Capacidade: 285 carros Ingressos de R$ 250 a R$ 550 (por carro) pelo site Sympla Turma do Pagode: 3 de julho (sexta) Patati Patatá: 11 de julho (sábado) e 12 de julho (domingo) Marcelo D2: 11 de julho (sábado) Anavitória: 17 de julho (sexta) Nando Reis: 19 de julho (domingo) O público deverá seguir regras durante a apresentação: Todas as pessoas devem usar máscaras mesmo dentro do carro; Todos terão a temperatura aferida no acesso e só serão liberadas apenas pessoas com temperatura inferior à 37,5º; Carros ficaram estacionados a uma distância de 2 metros do outro; É obrigatório que todos permaneçam dentro do veículo; Janelas podem ficar abertas, mas o público não pode colocar braços, cabeça ou qualquer outra parte do corpo para fora. Espaço Hall (Rio) Av Ayrton Senna, 5850, Rio de Janeiro Roupa nova: 10 de julho (sexta-feira), às 21h Belo: 11 de julho (sábado), às 21h Capacidade de veículos: 400 carros Ingressos de R$ 200 a R$ 200 por carro pelo site Ingresso Rápido Poa Festival (Porto Alegre) Estacionamento da EPTC, ao lado do Estádio Beira-Rio Maurício Manieri: 4 de julho (sábado), às 20h Duca Leindecker: 5 de julho (domingo), às 19h Ingressos: a partir de R$ 100 por carro pelo site Ingresso Rápido Veja Mais

Lives de hoje: Sepultura, Lô Borges, Teresa Cristina e mais shows para ver em casa

G1 Pop & Arte Veja agenda de lives desta quarta-feira (1º). Sepultura Marcos Hermes / Divulgação Sepultura, Lô Borges e Teresa Cristina estão com lives programadas nesta quarta-feira (1º). Veja a lista completa com horários das lives abaixo. O G1 já fez um intensivão no começo da onda de lives, constatou o renascimento do pagode nas transmissões on-line, mostrou também a queda de audiência do fenômeno e a polêmica na cobrança de direito autoral nas lives. Veja as lives desta quarta: Jessie Ware (pago) - 15h - Link Sepultura - 16h15 - Link Julia Holter - 17h - Link Lô Borges (Em Casa com Sesc) - 19h - Link Carne Doce (Cultura em Casa) - 21h30 - Link Teresa Cristina - 22h - Link As cenas de 'lives' da quarentena que já estão na história do entretenimento brasileiro Veja Mais

Grupo Ponto de Partida abre vagas para residência artística gratuita

O Tempo - Diversão - Magazine Serão selecionados 12 atrizes e atores, maiores de 18 anos, com algum tipo de experiência Veja Mais

Kate alertou príncipe Harry sobre preocupação da família em relação a Meghan

O Tempo - Diversão - Magazine Os gastos excessivos do novo casal após sua união seriam um dos principais atritos entre ele e o irmão, William Veja Mais

Carl Reiner, ator de 'Onze homens e um segredo' e lenda da comédia americana, morre aos 98 anos

G1 Pop & Arte Segundo assistente, ele morreu de causas naturais em sua casa, nos EUA. Nos anos 60, Reiner criou uma das séries de comédia mais populares da TV americana, 'The Dick Van Dyke show'. Carl Reiner após entrevista em Nova York, em 1993 AP Photo / Crystyna Czajkowsky Carl Reiner, ator, diretor, roteirista e um dos nomes mais aclamados da comédia americana, morreu aos 98 anos, segundo a agência Associated Press. Uma assistente do artista disse à agência que ele morreu de causas naturais em sua casa em Beverly Hills, Califórnia (EUA). Reiner criou a sitcom "The Dick Van Dyke show", que acompanha os bastidores e a vida do roteirista de um programa de comédia, o fictício "The Alan Brady show". Exibida nos anos 1960, a série se tornou uma das mais populares de todos os tempos na televisão americana, ganhou 15 prêmios Emmy e se tornou um modelo para outras comédias. No cinema, Reiner dirigiu filmes como "Alguém lá em cima gosta de mim" (1977) e "Um espírito baixou em mim" (1984) Também escreveu livros, como o romance autobiográfico "Enter laughing", que foi adaptado para o cinema. Como ator, fez mais de 100 trabalhos, incluindo o personagem Saul Bloom nos filmes da franquia "Onze homens e um segredo". Ele é pai do ator e diretor Rob Reiner, que trabalhou em filmes como "O lobo de Wall Street" (2013). Veja Mais

Lewis Carroll é celebrado a partir desta terça com o 'CarrollsDay'

O Tempo - Diversão - Magazine Autor de "Alice no País das Maravilhas" será reverenciado em eventos online abrigados no projeto #MemorialValeEmCasa Veja Mais

Carolina Ferraz grava primeira chamada na RecordTV

O Tempo - Diversão - Magazine Após 27 anos na Globo, atriz estreia na emissora de Edir Macedo no próximo domingo, no comando do 'Domingo Espetacular' Veja Mais

Por causa da pandemia, Comida di Buteco remarca evento para 2021

O Tempo - Diversão - Magazine A nova data do tradicional concurso já foi anunciada: de 10 de abril a 10 de maio do ano que vem Veja Mais

Rael potencializa calmaria do álbum 'Capim-cidreira' em EP que traz Iza em música inédita

G1 Pop & Arte ♪ Rael tirou o peso do próprio rap no quarto álbum solo de estúdio do artista, Capim-cidreira, disco de tom mais sereno lançado em 12 de setembro de 2019 com oito músicas em dez faixas que causaram o efeito pop pretendido pelo cantor e compositor paulistano. Dez meses depois, o rapper potencializa a calmaria deste disco em EP intitulado Capim-cidreira (Infusão) e programado para chegar ao mercado fonográfico na quinta-feira, 2 de julho, com seis faixas. A real novidade está na única música inédita do EP, Rei do luau, gravada por Rael com a cantora Iza. As demais cinco faixas apresentam reciclagens – no formato de voz e violão – de músicas de dois álbuns do rapper. Três vieram de Capim-cidreira, o álbum de 2019. Duas foram apresentadas originalmente no álbum Ainda bem que eu escutei as batidas do meu coração (2013), lançado há sete anos. É o caso de Tudo vai passar, parceria de Rael com o MC paulistano Msário, e também de Semana (Rael, 2103). “Capim-cidreira (Infusão) foi um jeito que eu encontrei para tentar lidar com tudo que tá acontecendo de um jeito positivo e mais leve”, conceitua Rael. Para manter a positividade, o rapper manteve a conexão com o Melim. O trio, que gravou Só ficou o cheiro (Rael, 2019) no álbum do ano passado, também figura no EP Capim-cidreira (Infusão). No EP, Rael também regrava as músicas Flor de aruanda (Rael, Rafael Tudesco e Bruno Marcucci, 2019) e Beijo B (Rael e 2B, 2019), ambas do álbum original de 2019. Veja Mais

Discos para descobrir em casa – 'Piano e viola', Taiguara, 1972

G1 Pop & Arte Capa do álbum 'Piano e viola', de Taiguara Reprodução ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Piano e viola, Taiguara, 1972 ♪ Guerrilheiro da canção, o uruguaio Taiguara Chalar da Silva (9 de outubro de 1945 – 14 de fevereiro de 1996) foi um dos cantores e compositores militantes que se alistaram no exército musical brasileiro dos anos 1960 e 1970 para combater com acordes e versos a repressão do regime ditatorial instaurado no Brasil em 1964. Alvo da fúria insana dos censores, Taiguara teve a obra mutilada, mas, pelas frestas do sistema e dos festivais, deu o recado em álbuns politizados como Hoje (1969) e Viagem (1970), títulos da fase áurea da carreira do artista. Sexto álbum solo do cantor, cuja obra fonográfica inclui disco editado em 1966 com Claudette Soares e o Jongo Trio, Piano e viola flagrou Taiguara já melancólico, ciente de que o sonho acabara, como sentenciara John Lennon (1940 – 1980), mas com esperança de dias mais ensolarados. Essa esperança consciente foi explicitada já no título e na letra de Teu sonho não acabou, canção que abriu com ornamento orquestral o disco editado pela gravadora Odeon em 1972 com arranjos divididos pelo próprio Taiguara com os maestros Eduardo Souto Neto e Lindolpho Gaya (1921 – 1987). Pela beleza melódica, Teu sonho não acabou sobressaiu entre as 12 músicas do então inédito repertório autoral, inteiramente composto por Taiguara sem parceiros para o disco. Outras composições menos ouvidas confirmaram a inspiração de Taiguara, sobretudo a melancólica Manhã de Londres, bela canção que ficaria esquecida até ser maravilhosamente interpretada por Verônica Ferriani no tributo feminino ao compositor, A voz da mulher na obra de Taiguara, idealizado e produzido por Thiago Marques Luiz para a gravadora Joia Moderna, do DJ Zé Pedro, e editado em 2011 quando o universo pop parecia já ter esquecido o cancioneiro ardoroso de Taiguara. Nascido em Montevidéu, capital do Uruguai, Taiguara se exilou em Londres em 1973 após ter vivido no Brasil entre as cidades de Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), período em que militou nos festivais das canção entre 1966 e 1970. O álbum Piano e viola reverberou em 12 canções a paixão e a ideologia que moveram o artista na construção de obra resistente que, nesse disco de 1972, legou para a posteridade a grande composição Mudou, canção sobre a eterna transitoriedade das emoções, magistralmente revivida pela cantora Célia (1947 – 2017) em gravação feita para o já mencionado tributo feminino de 2011. Batizado com o nome da canção Piano e viola, alocada na abertura do lado B do LP, o álbum se situou no terreno urbano em que Taiguara assentou grande parte do cancioneiro engajado do artista, ao contrário do que fizeram supor a foto da capa e o próprio título Piano e viola. O piano, a propósito, foi tocado pelo próprio Taiguara, instrumentista polivalente. Já a viola (assim como o violão) era a do músico Zé Menezes, integrante da banda arregimentada para o disco e também integrada por Chiquito Braga (guitarra) Lula Nascimento (bateria) e Oswaldo Damião (baixo). A viola deu o tom regionalista de O troco sem diluir a urbanidade de álbum em que Taiguara, como de hábito, deu voz a um humanismo que escasseava na selva das cidades em que animais racionais se aniquilam, como o cantor poetizou nos versos crus da balada Luzes, gravada por Angela Maria (1929 – 2018) naquele mesmo ano de 1972. O álbum Piano e viola reverberou essa posição humanista de um artista que usava a canção para defender ideais de um mundo melhor. Na canção Pro filhos do Zé, o guerrilheiro partiu em defesa das crianças, mostrando que elas deveriam ser vistas fora da ótica racional dos adultos da selva urbana. Em Rua dos ingleses, faixa que exemplificou a opulência dos arranjos orquestrais do disco, o cantor discutiu o conceito de Deus, livre de dogmas religiosos e de qualquer traço de ódio. “Quem não fere vive tranquilo”, sentenciou e sintetizou o cantor em verso da canção-título Piano e viola, orquestrada com a harmonização dos instrumentos que lhe deram o nome. A esperança foi o mote de canções como Pra Laetitia, música esquecida neste álbum cuja espessa moldura orquestral nem sempre evidenciou a força da voz de Taiguara. Essa voz tinha alcance e alma para credenciar o cantor a seguir carreira somente de intérprete, como já mostrara o álbum Taiguara (1968), lançado antes da explosão de canções autorais como Universo no teu corpo (1970) na plataforma dos festivais, com abordagens de músicas de compositores como Antonio Adolfo e Chico Buarque. Com o tema instrumental A flor na areia no repertório, o álbum Piano e viola apresentou músicas que ficariam obscuras com o decorrer do tempo, caso do samba Eronita e eu. Encerrado com O homem, canção endereçada de forma cifrada ao apresentador de TV Silvio Santos e a rigor um título de menor estatura dentro da obra do artista, o disco de 1972 mostrou Taiguara fiel à ideologia que vinha propagando com coerência e inflexibilidade. Exilado na Inglaterra a partir de 1973, ano que lançou o álbum Fotografias, Taiguara voltou ao Brasil três anos depois para lançar o álbum Imyra, Tayra, Ipi, Taiguara (1976), disco censurado que acabou contribuindo para que o cantor fosse expelido para a margem independente do mercado fonográfico. Desde então, o cantor lançou somente dois álbuns, Canções de amor e liberdade (1984) e Brasil afri (1994), sem repercussão. Falecido em 1996 na cidade de São Paulo (SP), o resistente Taiguara ficou imortalizado como uma das mais perfeitas traduções da militância musical brasileira pelo engajamento reavivado quando a canção Hoje (1969) reverberou no filme nacional Aquarius (2016), prova de que, como o guerrilheiro já sentenciara na canção que abriu este consistente álbum de 1972, o sonho não acabou. Veja Mais

Festival online nesta segunda-feira tem shows de Caetano, Gil e Arnaldo Antunes

O Tempo - Diversão - Magazine Às 19h, eles participam do Carta da Terra 20 anos; programação da semana ainda tem Elza Soares, Teresa Cristina, Lô Borges, Fernando e Sorocaba, Joelma, Sepultura e mais Veja Mais

'O homem invisível' lidera bilheteria semanal no Brasil

G1 Pop & Arte Arrecadação dos dez principais filmes foi de R$ 119 mil. Valores foram coletados em cines drive-in e um cinema convencional, diz empresa Comscore. Elisabeth Moss em 'O Homem Invisível' Reprodução O filme "O homem invisível" liderou a bilheteria do Brasil no final de semana de 25 a 28 de junho de 2020, segundo relatório da empresa de monitoramento Comscore. O longa, lançado em fevereiro deste ano, teve uma renda de R$ 17 mil e foi visto por 803 pessoas. "Sonic - O filme" e "Shazam" ficaram com as segunda e terceira posições. Veja o trailer de 'O homem invisível' Os dados, segundo a empresa, se referem a cinemas drive-in e um cinema convencional. Não foram informados quantos drive-ins funcionam e qual é a sala aberta. Na semana passada, os dados eram de 20 drive-ins e dois cinemas normais. Cinemas drive-in se multiplicam no Brasil e viram opção no distanciamento social Com a maioria das salas ainda fechada, os cinemas drive-in estão movimentando o setor. O final de semana teve faturamento de R$ 119 mil na soma dos dez principais filmes. O valor médio do ingresso foi de R$ 26,10. Veja o ranking da bilheteria no país: "O homem invisível" - R$ 17,4 mil "Sonic – O filme" - R$ 16,2 mil "Shazam!" - R$ 15,8 mil "Angry Birds: O Filme" - R$ 13 mil "Bad Boys para Sempre" - R$ 11,7 mil "Nasce uma Estrela" - R$10,8 mil "Aquaman" - R$ 10,1 mil "Pets - A Vida Secreta dos Bichos 2" - R$ 8,6 mil "PéPequeno" - R$ 8,6 mil "Coringa" - R$ 6,6 mil Semana Pop #88: relembre clássicos do cinema com momentos em drive-ins Veja Mais

Cirque du Soleil entra em recuperação judicial para tentar evitar falência

G1 Pop & Arte Empresa canadense entrou em programa de proteção contra credores para reestruturar negócio insolvente; mercado avalia dívida em quase US$ 1 bilhão. CEO culpa espetáculos cancelados por causa da pandemia. Cirque du Soleil no 'Ovo’ Cique du Solei/Divulgação O Cirque du Soleil anunciou nesta segunda-feira (29) que entrou em um programa de recuperação judicial no Canadá para se proteger de seus credores e tentar evitar a falência. A produtora de espetáculos com sede em Montreal se encaixou em uma lei federal canadense que ajuda empresas insolventes que têm dívidas acima de US$ 5 milhões a reestruturar seus negócios. O pedido de recuperação cita os diversos espetáculos cancelados pelo mundo por causa da pandemia no novo coronavírus. A companhia de entretenimento foi fundada em 1984 no Canadá e ficou famosa no mundo com espetáculos que misturam circo, dança, música e efeitos audiovisuais. Segundo a rede de TV dos EUA CNN, a empresa já demitiu mais de 3,5 mil funcionários. As estimativas do mercado americano é de que as dívidas totais da companhia cheguem a US$ 1 bilhão. A empresa fechou 44 espetáculos pelo mundo em março. O acordo inclui um investimento de US$ 200 milhões do governo canadense e mais US$ 100 milhões para tentar continuar as operações da empresa enquanto ela se reestrutura. "Nos últimos 36 anos, o Cirque du Soleil foi uma organização altamente lucrativa e de sucesso", disse Daniel Lamarre, CEO da empresa em um comunicado. "Entretanto, com receita zero desde o fechamento forçado dos nossos shows devido à Covid-19, a diretoria teve que agir com firmeza para proteger o futuro da empresa", afirma o CEO. Mãe assiste pela primeira vez apresentação do filho no espetáculo do Cirque du Soleil Veja Mais

'Barraca do Beijo 2', 'Good Girls 3' e fim de 'As Telefonistas' chegam à Netflix

O Tempo - Diversão - Magazine Dentre as principais novidades também está "Cursed", que faz uma releitura da lenda medieval do Rei Arthur com a jovem Nimue Veja Mais

'Ano apocalíptico não estaria completo sem um álbum do James Blunt', diz cantor

G1 Pop & Arte Novo trabalho mistura músicas inéditas e versões acústicas de 'Oce upon a mind', lançado em 2019. James Blunt lança álbum 'Once upon a Mind (Time Suspended Edition)' Divulgação/James Blunt James Blunt lançou o álbum "Once Upon A Mind (Time Suspended Edition)" nesta sexta (26). É uma reedição de "Once Upon a Mind", lançado em 2019, com duas músicas novas e versões acústicas de seis faixas originais. Durante entrevista nesta segunda (29) para o programa "Good morning Britain", o cantor brincou sobre sua motivação. "Este ano apocalíptico não estaria completo sem o lançamento de um álbum de James Blunt. É uma coleção de músicas realmente miseráveis." Para divulgar o clipe de uma das inéditas, "Should I give it all up", ele também fez piada em suas redes sociais: "Essa é dedicada a todos que perguntam 'O que aconteceu com James Blunt?'". Initial plugin text A outra música inédita é "Happier", que ainda não ganhou clipe, mas um trecho com voz e piano divulgado pelo cantor. Initial plugin text Veja Mais

Beyoncé surpreende fãs com teaser de 'Black Is King', seu novo trabalho

O Tempo - Diversão - Magazine Um teaser com pouco mais de 1 minuto foi publicado no site oficial da cantora neste final de semana Veja Mais

'Despertador da favela': como a cultura das motos em SP fez acelerar a carreira do MC Lipi

G1 Pop & Arte Ex-motoboy de 19 anos virou um dos funkeiros mais ouvidos do Brasil com músicas que exaltam a moto e falam da vida na favela, como 'Motoloka' e 'Olha esses robôs - despertador das favelas'. MC Lipi no clipe de 'Motoloka' Divulgação Luiz Felipe Messias Lopes já entregou pizza como motoboy, mas foi outro trabalho ligado à moto que fez seu nome circular por todas as quebradas de SP. O MC Lipi, de 19 anos, virou fenômeno no funk com músicas que exaltam as motocicletas. Na semana entre 12 e 18 de junho, Lipi foi o 11º artista mais ouvido do Brasil, à frente de nomes como Anitta, Luan Santtana e Wesley Safadão. Seus maiores hits são "Motoloka", "Vitória chegou" e "Olha esses robôs", com o marcante verso "o barulho do robozão é o despertador da favela". Lipi faz parte da nova geração do "funk consciente" de SP, que fala sobre a vida difícil na favela, com ecos de louvor religioso. A moto (também chamada de robô ou nave) é o grande símbolo do dia a dia na comunidade e da superação das dificuldades. Conheça a história da nova geração do funk consciente no podcast abaixo: Ele diz que fez seu primeiro funk há seis anos, quando trabalhava em um ferro velho em Ilhabela, no litoral de SP, ganhando R$ 400 por mês. Fez outros bicos na Vila Ré, Zona Leste de SP, como distribuir panfletos e entregar pizza usando a moto de um amigo. Mas foi cantando sobre o veículo que ele achou uma saída. Ele foi um dos MCs que deu a cara deste funk atual. Entrou para a produtora Gree Cassua, que tem como um dos sócios do veterano DJ Perera, em 2015. Foi lá que conheceu Paulin e outros parceiros, que depois iriam para a Love Funk. “Comecei a querer a falar mais da minha realidade, do que eu vejo, do que os outros passam e eu passava", ele diz. "A gente falava de carro, mas não via nem carro direito. O que eu vejo na minha quebrada é moto passando para lá e para cá”, diz o ex-motoboy. Além de realidade, a moto é também um desejo para muita gente em volta dele. "Tem muito moleque que sonha em ter uma moto", diz Lipi. A letra de “Olha esses robôs” ainda tem elementos da onda anterior do funk sexual. Mas foi o verso “o barulho do robozão é o despertador da favela” que fez a música de Lipi com Digo STC virar um hino instantâneo. Leia mais: Com fé em Deus e ode às motos, novo 'funk consciente' supera letras sexuais e renova o estilo DJ GM e MC Lipi no clipe de 'Motoloka' Divulgação Por que a moto? A cultura da moto é antiga no funk de São Paulo. Em 2014, por exemplo, o MC Bin Laden emplacou o sucesso "Bololo haha". O título é explicado no especial do G1 "O Mundo Funk Paulista", de 2015, que descreve o "Baile da 17", em Paraisópolis: "São quase 23h30, e carros de som e barracas de bebida enchem a rua Herbert Spencer. Os meninos geralmente chegam em grupos e ficam à beira da calçada. Muitas motos fazem manobras e barulho, o chamado “bololo” - quando se retira o filtro do escapamento para aumentar o ruído do motor." Mas no novo funk consciente, a moto faz ainda mais barulho. MC Paulin da Capital, parceiro de Lipi e outro ídolo da nova geração, explica: "A moto dá pra dar 'um grau'. Tem gente que sonha em ter uma moto para andar na quebrada, e nem biclicleta tem para sonhar. E têm os motoboys sofredores. É um meio de trabalhar também." Lipi, Paulin e boa parte do novo funk consciente de SP estão na produtora Love Funk. O fundador da empresa, Juninho Love, tenta explicar o fenômeno das motos: "A molecada vê o "robozão" como um prêmio para eles. A maioria é motoboy, ou ajudante do motoboy, no trabalho do dia a dia. Para quem não tem poder aquisitivo, uma moto BMW GS é um sonho." Veja Mais

Discos para descobrir em casa – 'Bandeira branca', Dalva de Oliveira, 1970

G1 Pop & Arte Capa do álbum 'Bandeira branca', de Dalva de Oliveira Reprodução ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Bandeira branca, Dalva de Oliveira, 1970 ♪ Lâmina afiada que rasgou corações com canto melodramático que ecoou forte pelo Brasil ao longo dos áureos anos 1950, a voz de Vicentina Paula de Oliveira (5 de maio de 1917 – 30 de agosto de 1972) já soou menos incisiva no derradeiro álbum da cantora, Bandeira branca, lançado pela gravadora Odeon em 1970, dois anos antes do apagar definitivo dessa estrela da era do rádio. Ainda assim, a marcha-rancho que deu nome ao disco, Bandeira branca (Max Nunes e Laércio Alves), fez sucesso nos salões do Carnaval de 1970, atravessou gerações de foliões e permaneceu na memória popular, inclusive como o canto de cisne da estrela Dalva de Oliveira, nome artístico dessa luminosa artista paulista de Rio Claro (SP). Gravado sob direção musical do maestro paulista Lyrio Panicalli (1906 – 1984), com orquestrações e regências de Lindolpho Gaya (1921 – 1987) e Nelson Martins dos Santos (1927 – 1996), o maestro Nelsinho, o álbum Bandeira branca soou fora de sintonia com o efervescente tempo musical de 1970. A tristeza da música-título, última marca-rancho a reverberar nos salões carnavalescos, se alinhou com a nostalgia propagada na regravação de recente pérola do gênero, Estão voltando as flores (Paulo Soledade, 1961), sucesso de Helena de Lima há então nove anos. O apego ao gênero também se mostrou presente na cadência de Chuva de verão (Itaquiara e Dora Lopes, 1969), música que encerrou o álbum Bandeira branca com gravação já previamente lançada em coletânea foliã do ano anterior para fazer a música emplacar nos salões de 1970. Esse apego fez sentido porque, há três anos, no Carnaval de 1967, a voz de Dalva voltara a brilhar com a gravação da marcha-rancho Máscara negra (Zé Kétti e Pereira Matos, 1966), apresentada pela estrela em single de 1966. Aberto com a valsa Oh! meu imenso amor (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969), lançada no ano anterior por Roberto Carlos em gravação ofuscada por outras músicas (bem) mais fortes do LP de 1969 do cantor, o álbum Bandeira branca hasteou estandartes de era radiofônica em que a cristalina voz de soprano de Dalva irradiava melodramas musicais para todo o Brasil em escalada iniciada pela cantora na segunda metade dos anos 1930, como integrante do Trio de Ouro, com quem fez história em gravações como a de Ave Maria no morro (Herivelto Martins, 1942). Essa trajetória ganhou relevo quando, em 1947, Dalva fez a primeira gravação descolada do trio, projetando o samba-canção Segredo (Herivelto Martins e Marino Pinto, 1947) nas paradas nacionais. Foi o prenúncio da explosão da carreira solo iniciada efetivamente em 1950, ano em que a estrela reluziu com cinco grandes sucessos sequenciais – Olhos verdes (Vicente Paiva), Tudo acabado (Osvaldo Martins e J. Piedade), Que será? (Marino Pinto e Mário Rossi), Errei, sim (Ataulfo Alves) e Ave Maria (Jayme Redondo e Vicente Paiva) – que provaram que Dalva de Oliveira poderia seguir em cena sem a benção de Herivelto Martins (1912 – 1992), o marido compositor de quem se separara em 1949 de forma ruidosa, em litígio que gerou manchetes de jornais e alfinetadas em forma de sambas-canção. Cantora referencial para divas do porte de Gal Costa, Maria Bethânia e Marisa Monte (não por acaso, as três ecoaram, em discos e shows, músicas lançadas na voz da antecessora), Dalva de Oliveira reinou nos anos 1950 – em soberania dividida com Angela Maria (1929 – 2018) – e, como todas as rainhas do rádio, Dalva viu a coroa ir parar em outras cabeças com o surgimento da bossa nova em 1958 e da MPB a partir de 1965. Aos ouvidos do público jovem formado nos inflamados festivais dos anos 1960, Bandeira branca soou justificadamente como álbum ultrapassado, mas o fato é que o disco se mostrou fiel à alma musical de Dalva. Foi para hipotético público dos auditórios de tempos idos que Dalva pareceu regravar no álbum Bandeira branca a marcha Primavera no Rio (João de Barro) e a tristonha canção Meu último luar (Waldemar Henrique), ambas músicas curiosamente lançadas em disco em 1934 e ambas até então inéditas na voz dessa estrela que, em 1970, já começava lentamente a se apagar por problemas de saúde. Ode ao Rio de Janeiro do samba e do Carnaval, o samba Onde o Rio é mais carioca (Zé Kétti e Elton Medeiros, 1969) já tinha sido lançado por Dalva no ano anterior em compacto duplo que também antecipou outra faixa do álbum Bandeira branca, Bahia da primeira missa (Armando Cavalcanti e David Nasser, 1951), lembrança do repertório de outra rainha do rádio, Dircinha Batista (1922 – 1999). Cantora hábil a propagar cartões postais do Brasil, pela naturalidade com que ia dos graves aos agudos, Dalva de Oliveira deu voz no disco tanto a um tema de aura cívica – Cisne branco (Canção do marinheiro) (Antonio Manoel do Espírito Santo e Benedito Xavier de Macedo, 1918) – quanto a folhetins musicais como Mentira de amor (Lourival Faissal e Gustavo Carvalho, 1950), samba-canção apresentado pela própria Dalva há então 20 anos. Sem fazer concessões para tentar pegar novamente o bonde da história da música brasileira (como a contemporânea Angela Maria vinha sendo induzida a fazer, em movimento fracassado), Dalva de Oliveira cantou no álbum Bandeira branca repertório alinhado com o tom dos programas de auditório da era do rádio. Os arranjos grandiloquentes dos maestros Gaya e Nelsinho para músicas como Pequena marcha para um grande amor (Juca Chaves, 1963) e o samba-canção Um homem e uma mulher (Silvio Silva e Fernando César, 1969) contribuíram para deixar o disco dolente, com a cara de Dalva de Oliveira, cantora que expiou dores de amores na cortante voz laminada, símbolo perene do Brasil folhetinesco da era do rádio. Veja Mais

Karol Lannes, a Ágata de 'Avenida Brasil', retoma trabalho como professora

O Tempo - Diversão - Magazine Atriz dá aulas de inglês em Campo Grande, onde cursa também faculdade de artes cênicas Veja Mais

'De volta para o futuro' faz 35 anos; confira previsões certas e erradas da saga

O Tempo - Diversão - Magazine É bom lembrar, também, que o filme de 1985 está de volta ao catálogo da Netflix no Brasil Veja Mais

Rapper diz ter tido caso com mulher de Will Smith com autorização do ator

O Tempo - Diversão - Magazine August Alsina, 27, disse que foi apresentado a Jada Pinkett Smith, 48, em 2015 por seu filho, Jaden; ela nega o romance Veja Mais

Justiça do RJ determina que Val Marchiori pague indenização por danos morais a Ludmilla por comentário racista

G1 Pop & Arte Decisão da 3ª Vara Cível da Ilha do Governador prevê o pagamento de R$ 30 mil. Juíza afirma que fala ofendeu a cantora e outras mulheres negras. A cantora Ludmilla no desfile do Salgueiro de 2016 Rodrigo Gorosito/G1 Uma decisão da 3ª Vara Cível da Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, condenou a socialite Val Marchiori a pagar R$ 30 mil de indenização por danos morais à cantora Ludmilla por causa de um comentário feito durante a transmissão do carnaval de 2016 na Rede TV. A socialite já havia sido condenada pela mesma fala em uma decisão anterior. Ludmilla desfilava pelo Salgueiro com uma fantasia que tinha um aplique no cabelo e Val fez o seguinte comentário: “A fantasia está bonita, a maquiagem... agora, o cabelo... Hello! Esse cabelo dela está parecendo um bombril, gente!”, afirmou a socialite. Na decisão, a juíza Françoise Picot Cully afirmou que houve ofensa à honra de Ludmilla e de outras mulheres negras. “Ao pontuar que o cabelo crespo visualizado no vídeo parecia com 'bombril', a primeira ré desqualificou um traço típico da raça negra, e ofendeu a honra subjetiva da autora. No cenário indicado, conclui-se que estão reunidos os elementos determinantes da formação do dever de indenizar”, diz a decisão. Ela classificou que a fala trata de maneira pejorativa um traço associado aos negros. “A primeira ré, ao atuar como comentarista de carnaval em rede aberta de televisão, colocou-se a tecer comentários pejorativos, de cunho racista, ao comparar o cabelo da autora com a palha de aço conhecida pela marca bombril. Neste ponto, é notório que são as pessoas de pele negra, majoritariamente, que apresentam cabelos 'armados' e volumosos, como uma de suas características peculiares, identificadoras da raça. Ao pontuar que o cabelo crespo visualizado no vídeo parecia com bombril, a primeira ré desqualificou um traço típico da raça negra, e ofendeu a honra subjetiva da autora”, afirma a sentença. O valor foi definido com base nos ganhos financeiros da socialite. A decisão prevê o pagamento dos R$ 30 mil com correção monetária a partir da publicação da sentença e juros desde a data em que o comentário foi proferido. Defesa vai recorrer A advogada de defesa de Val Marchiori, Katia Antunes, informou ao G1 que irá recorrer da decisão para “esclarecer os fatos”. Segundo ela, Val fez comentários sobre os “adornos e vestimentas e jamais sobre características físicas das pessoas que desfilavam”. A defesa acredita ainda que irá conseguir “esclarecer em juízo que a opinião proferida pela Val de forma nenhuma quis ser ofensiva, preconceituosa ou racista e que esses temas precisam ser combatidos sem banalização e de forma mais responsável, para que se possa verdadeiramente alcançar a mudança desejada na sociedade”. Veja Mais

Larissa Manoela tem estreia na Globo adiada para 2021

O Tempo - Diversão - Magazine Diretor de 'Além da Ilusão', novela de estreia da atriz na emissora, diz que o momento agora é de esperar a pandemia passar Veja Mais

'BBB21' reabre inscrições e terá entrevista virtual com candidatos por causa de pandemia

G1 Pop & Arte Processo seletivo online já existia em outras edições, mas desta vez será aplicado a todos os que forem selecionados após a inscrição. O Big Fone do "BBB 20" Globo/Victor Pollak O "Big Brother Brasil" reabriu as inscrições para quem sonha em participar do reality show. Para a edição de 2021, os candidatos que forem selecionados vão participar de uma entrevista virtual por conta da pandemia. Segundo comunicado da produção, "a banca virtual já existia nas outras edições, mas, devido à pandemia do novo coronavírus, desta vez será realizada com todos os selecionados". Outra mudança após a reabertura das inscrições é a divisão dos candidatos por região -- Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste – e, não mais, por cidade. "Quem já se inscreveu também não precisa se preocupar com a alteração, pois a migração do cadastro por região será feita automaticamente, de acordo com as informações fornecidas pelo candidato no questionário", alerta a produção do "BBB21" em comunicado. Os planos do top 5 do 'BBB20' para depois do programa Veja Mais

Chico Pinheiro expõe musicalidade sem fronteiras no álbum 'City of dreams'

G1 Pop & Arte Violonista e guitarrista paulistano se situa no mundo do jazz brasileiro em disco autoral programado para 17 de julho. Capa do álbum 'City of dreams', de Chico Pinheiro Fernanda Faya com arte de Marina Pappa Resenha de álbum Título: City of dreams Artista: Chico Pinheiro Gravadora: Inpartmaint Cotação: * * * * ♪ Tivesse a trilha sonora do Brasil mantido o alto nível da era da MPB, Chico Pinheiro estaria sendo aclamado cotidianamente como um dos grandes violonistas e guitarristas do país pela refinada musicalidade reiterada no oitavo álbum do artista, City of dreams, programado para ser lançado em escala mundial em 17 de julho com 11 faixas. Dentro do atual panorama musical brasileiro, no qual a MPB pulsa às margens da indústria, restou ao músico e compositor paulistano – radicado em Nova York (EUA) – o mercado internacional, alvo primordial deste disco gravado por Pinheiro com Bruno Migotto (baixo), Chris Potter (saxofones), Edu Ribeiro (bateria) e Tiago Costa (piano). Ao se unir a esse quarteto para tocar repertório inteiramente composto e arranjado pelo próprio chico Pinheiro, o artista mostra o domínio da língua do jazz sem fronteiras, como atesta as audições dos temas Long story short e Invisible lights. Só que, mesmo situado na terra universal do jazz, o álbum City of dreams se (im)põe no mundo como disco de um violonista brasileiro. Basta ouvir Estrada real para que salte aos ouvidos, logo no primeiro dos quatro minutos da faixa, ecos da escola do violão brasileiro, ainda que o (inicialmente) autodidata Pinheiro tenha se diplomado na referencial Berklee College of Music de Boston (Massachusetts, EUA). Se Estrada real reverbera influências de Dori Caymmi pelo caminho, inclusive nos vocais de Pinheiro, Gesture mostra que, assim como todos os grandes músicos surgidos no Brasil a partir dos anos 1960, Chico Pinheiro se nutriu da soberania da música de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994) sem que tivesse deixado de delinear a própria assinatura na cena do jazz brasileiro. Até porque há um lirismo nas execuções de Theme e de Interlude que parece ter vindo da canção sentimental brasileira. Já Encantado cai sem ortodoxia no suingue do samba, com a brasilidade que soa mais diluída na frenética pegada jazzística de Vila Madalena, provável reminiscência da origem do artista nascido há quase 45 anos, em dezembro de 1975, na cidade de São Paulo (SP). Farol sinaliza que, acima de fronteiras musicais, o som feito por Chico Pinheiro no álbum City of dreams é do mundo. Até porque, nesse vasto mundo, parece haver mais gente a valorizar a estupenda musicalidade do artista do que no desafinado Brasil de 2020. Veja Mais

Discos para descobrir em casa – 'Ivete Sangalo', Ivete Sangalo, 1999

G1 Pop & Arte Capa do álbum 'Ivete Sangalo', de Ivete Sangalo Walter Carvalho ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Ivete Sangalo, Ivete Sangalo, 1999 ♪ Lançado em julho de 1999, o primeiro álbum solo de Ivete Sangalo demorou quase um ano para cumprir a alta expectativa com que foi concebido para solidificar a trajetória luminosa dessa cantora e compositora baiana nascida em maio de 1972 em Juazeiro (BA), cidade natal de João Gilberto (1931 – 2019). Após seis bem-sucedidos álbuns como vocalista da Banda Eva, lançados entre 1993 e 1998, Ivete Maria Dias de Sangalo era a grande aposta da gravadora Universal Music no segmento milionário da axé music naquele ano de 1999. Para evitar erros nesse disco decisivo para a carreira da artista, que vendera milhões de CDs na banda com a qual tinha sido eleita a revelação de 1992 no circuito de Salvador (BA), a companhia fonográfica escalou o tarimbado produtor musical Marco Mazzola para dar forma no estúdio ao som que seria apresentado pela cantora no álbum intitulado Ivete Sangalo e gravado de abril a junho de 1999, entre estúdios da cidade do Rio de Janeiro (RJ) e de Salvador (BA). Esse som era a mistura percussiva da música afro-pop-baiana que triturava ritmos caribenhos em coquetel apimentado com o samba e com a batida do samba-reggae sintetizada pelo músico Antônio Luís Alves de Souza (1955 – 2009), o Neguinho do Samba, em Salvador (BA) – cidade onde Ivete iniciara a carreira de cantora, aos 17 anos, com shows apresentados em bares do bairro nobre de Ondina no fim dos anos 1980, antes de ser descoberta pelo empresário da Banda Eva. “Vou correndo atrás do trio / Sou gerador da folia / Em qualquer canto que eu for / Tem Carnaval, meu amor”, gabou-se Ivete ao afirmar a vocação de cantora de trio elétrico em versos de Música pra pular brasileira (Davi Salles), faixa que sintetizou o espírito folião do repertório da cantora no álbum Ivete Sangalo com direito à citação da marchinha carnavalesca Índio quer apito (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, 1960). Música pra pular brasileira se nutriu da cadência elétrica do frevo baiano. Dona de voz e carisma notáveis, Ivete Sangalo se valeu da vocação para animar folias quando gravou Canibal, música de autoria da própria Ivete que garantiu sucesso para a cantora nos Carnavais fora de época na região nordeste antes de o disco emplacar, já no ano 2000, um sucesso realmente nacional. Parceria de Carlinhos Brown com Luiz Caldas, 100 o seu amor reafirmou a baianidade pop nagô do som de Ivete com arranjo de espírito timbaleiro. Em Tá tudo bem (Alexandre Peixe), música que atravessou gerações e avenidas, Ivete deu voz à canção romântica turbinada com a batida do samba-reggae. Esse romantismo ganhou acento soul na gravação de Medo de amar, balada composta por Ivete e cantada pela autora em dueto com Ed Motta, cantor que, então contratado pela mesma gravadora Universal Music, vivia fase pop de grande popularidade na carreira. Já Monsieur samba (Gal Sales e Jamoliva) soou como pagode embalado para gringo, com o toque carioca do cavaquinho de Alceu Maia. Samba-reggae de tonalidade romântica, Eternamente (Davi Salles) trouxe o álbum Ivete Sangalo de volta para o universo pop baiano em que também se situaram o agitado axé Tô na rua (Gal Sales e Xexéu II) – faixa pautada pela swingueira dos metais – e Chuva de flor (Marquinho Carvalho), além da regravação de Bota pra ferver (Durval Lelys, 1994), sucesso da banda Asa de Águia. Já Tenho dito representou flerte de Ivete com o universo da MPB de acento mais latino, embora a faixa tenha remetido ao frenesi dos axés na abordagem da cantora. Composição de João Bosco, lançada pelo autor dez anos antes no álbum Bosco (1989), Tenho dito mostrou o apurado senso rítmico desta cantora em gravação com toque de jazz latino que valorizou música menos sedutora do cancioneiro de Bosco. Exemplo de que o repertório do álbum poderia ter sido selecionado com maior rigor, Destino (Gal Sales e Jamoliva) resultou em faixa digna de nota somente pelo toque da guitarra baiana de Armandinho. Duas regravações – ambas feitas com arranjos do pianista César Camargo Mariano – projetaram o álbum Ivete Sangalo de forma negativa e positiva. A lembrança de Sá Marina (Antonio Adolfo e Tibério Gaspar, 1968), música lançada pelo cantor carioca Wilson Simonal (1938 – 2000) há mais de 30 anos, provocou polêmica porque Elza Soares – então em fase de menor sucesso – também tinha gravado Sá Marina no álbum Elza ao vivo – Carioca da gema (1999), sem autorização para o registro fonográfico, e se viu pressionada pela gravadora a retirar a faixa do disco porque a composição teria sido cedida com exclusividade para Ivete. Diante da repercussão negativa do caso na imprensa, prejudicial à imagem de Ivete, a gravadora Universal Music acabou autorizando a permanência de Sá Marina no disco independente de Elza. De todo modo, Sá Marina passou despercebida com Ivete entre as 14 faixas do disco, também arranjado por músicos da Banda do Bem, integrada na época por Radamés Venâncio nos teclados e Letieres Leite no saxofone. Radamés se tornaria maestro de Ivete no futuro. Já Letieres seria aclamado como maestro da inovadora Orquestra Rumpilezz. Em contrapartida ao ostracismo à que ficou relegada a gravação de Sá Marina, a belíssima canção Se eu não te amasse tanto assim – obra-prima da parceria de Herbert Vianna com Paulo Sérgio Valle, escrita com lirismo romântico e arranjada com maestria por César Camargo Mariano – se tornou o maior sucesso do álbum Ivete Sangalo e um dos maiores hits da carreira da cantora ao ser propagada na trilha sonora da novela Uga uga (TV Globo, 2000 / 2001) a partir de maio de 2000, ainda em tempo de fazer com que o álbum Ivete Sangalo se tornasse, enfim, o grande sucesso esperado tanto pela gravadora quanto pela artista. Enquanto Se eu não te amasse tanto assim continuava estourada nas rádios e na novela, Ivete Sangalo já lançava o álbum Beat beleza (2000), segundo título de discografia solo que rendeu álbuns com hits ainda mais massivos como Festa (2001) e Clube Carnavalesco Inocentes em Progresso (2003), título mais diferenciado da irregular obra fonográfica da artista. Embora nunca tenha feito um grande disco à altura da voz, talvez porque tenha escorado a carreira no carisma com que costuma turbinar shows incendiários próprios para animar micaretas e trios elétricos, Ivete Sangalo sempre teve axé e fez história no universo da música para pular brasileira em trajetória bem-sucedida desde a Eva e, fora da banda, pavimentada com o mesmo êxito a partir deste bom disco solo de 1999. Veja Mais

Capas de discos do Nirvana serão lançadas em versões de quebra-cabeça

O Tempo - Diversão - Magazine Os produtos com as artes clássicas de 'Nevermind' e 'In Utero' chegam ao mercado em setembro Veja Mais

Morre Carl Reiner, ator de 'Onze Homens e Um Segredo', aos 98 anos

O Tempo - Diversão - Magazine Também produtor, roteirista e diretor, ele morreu de causas naturais segundo o site da revista 'Variety' Veja Mais

Nesta terça-feira, Lilia Schwarcz participa de edição online do Sempre um Papo

O Tempo - Diversão - Magazine Às 18h, a intelectual fala sobre o tema “A Vida Como Ela É/Será” em encontro virtual transmitido pelo YouTube e pelo Facebook do projeto Veja Mais

Saulo Laranjeira injeta humor contra o tédio com peça ao vivo nesta terça (30)

O Tempo - Diversão - Magazine Humorista irá fazer uma live com o espetáculo 'A Arte do Humor', às 20h, para o público que está em casa Veja Mais

Patricia Marx assume homossexualidade e apresenta namorada: 'Lésbica com muito orgulho'

G1 Pop & Arte Cantora de 46 anos fez post para no Instagram e celebrou o amor com trecho de música do 'Trem da Alegria'. Patricia Marx assume homossexualidade e apresenta namorada, Renata: 'Lésbica com muito orgulho' Reprodução/Instagram Patricia Marx usou as redes sociais para assumir sua homossexualidade e apresentar a namorada, Renata. "Sou lésbica com muito orgulho! Estamos juntas, eu e o meu amor, Renata", escreveu a cantora, ex-integrante do grupo Trem da Alegria. A publicação foi feita no domingo (28), Dia do Orgulho LGBT. Nos comentários, Patrícia recebeu o carinho dos fãs e amigos e também postou um trecho da música "É de chocolate", um dos hits do grupo infantil do qual Patrícia fez parte, para celebrar o amor. "Por detrás do arco-íris, além do horizonte... há um mundo encantado feito pra você! Onde um sonho colorido mora atrás do monte. Quero te levar comigo quando amanhecer", escreveu a cantora. Na última semana, Patrícia lançou o EP "João", no qual canta e homenageia João Gilberto. Initial plugin text Veja Mais

Gravadas durante a quarentena, séries caseiras ganham espaço na TV e na internet

O Tempo - Diversão - Magazine “Carenteners”, “Diário de um Confinado” e outras produções mostram os esforços das empresas para adaptação aos novos tempos Veja Mais

Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo renovam repertório para primeira live do projeto 'O grande encontro'

G1 Pop & Arte ♪ Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo entram, juntos, na aparentemente eterna onda das lives. O trio está se preparando para a primeira live do projeto O grande encontro, programada para as 16h de domingo, 5 de julho, no canal oficial do grupo no YouTube. Esse preparo abrange o ensaio das músicas incluídas no repertório do show que o trio apresentará em formato acústico em transmissão que será feita diretamente do palco do Teatro Claro Rio, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Uma dessas músicas até então ausentes no roteiro do show dessa versão remodelada d'O grande encontro é Eternas ondas, música composta por Zé Ramalho para Roberto Carlos, mas lançada na voz de Raimundo Fagner em álbum editado em 1980. Eternas ondas figura no repertório do álbum O grande encontro II, lançado em 1997, quando o trio era formado por Elba, Geraldo e o próprio Zé Ramalho (Alceu saíra do grupo formado em 1996, com retumbante sucesso nacional, tendo voltado somente em 2016 no show comemorativo dos 20 anos do projeto, remontado em Zé). Além de Eternas ondas, o trio incluiu no repertório, para a live, duas músicas de Alceu Valença – Bicho maluco beleza e Tomara – apresentadas pelo cantor e compositor no álbum 7 desejos (1992). Outra novidade – no roteiro do show O grande encontro – é Talismã, parceria de Alceu Valença com Geraldo Azevedo mostrada no álbum conjunto que os artistas lançaram em 1972. Na primeira live d'O grande encontro, Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo serão acompanhados somente pelos músicos Marcos Arcanjo e Paulo Rafael nos violões e guitarras. Veja Mais

Bolsonaro sanciona lei com R$ 3 bi para cultura e auxílio de R$ 600 para artista informal, diz Planalto

G1 Pop & Arte Objetivo do projeto é ajudar profissionais da área e organizadores de manifestações artísticas que perderam renda em razão da crise do coronavírus. Dinheiro vai para estados e municípios. Bolsonaro sanciona repasse de R$ 3 bi para a Cultura O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta segunda-feira (29), com um veto, o projeto de lei aprovado na Câmara e no Senado que prevê a destinação de R$ 3 bilhões para o setor cultural. O texto foi publicado no "Diário Oficial da União" na madrugada desta terça-feira (30). A lei ficou conhecida como Lei Aldir Blanc, em homenagem ao compositor e escritor que morreu em maio, vítima do coronavírus. Segundo o projeto, de autoria da deputada Benedita da Silva (PT-RJ), o objetivo é ajudar profissionais da área e os espaços que organizam manifestações artísticas que, em razão da pandemia do novo coronavírus, foram obrigados a suspender os trabalhos. O texto aprovado pelo Congresso define ainda que caberá à União repassar, em parcela única, os R$ 3 bilhões a estados e municípios. Bolsonaro vetou o seguinte trecho: § 2º O repasse do valor previsto no caput deste artigo aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios deverá ocorrer em, no máximo, 15 (quinze) dias após a publicação desta Lei. Também prevê o pagamento de três parcelas de R$ 600 para os artistas informais, a exemplo do auxílio emergencial pago a trabalhadores informais. O setor emprega mais de 5 milhões de pessoas. De acordo com a Secretaria-Geral os artistas vão poder usar o dinheiro "como subsídio mensal para manutenção de espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas, instituições organizações culturais comunitárias". Também vão poder usar o dinheiro para: editais; chamadas públicas; prêmios; aquisição de bens e serviços vinculados ao setor cultural; instrumentos destinados à manutenção de agentes, de espaços, de iniciativas, de cursos, de produções, de desenvolvimento de atividades de economia criativa e de economia solidária, de produções audiovisuais, de manifestações culturais, bem como para a realização de atividades artísticas e culturais que possam ser transmitidas pela internet ou disponibilizadas por meio de redes sociais e outras plataformas digitais. Senado aprova ajuda emergencial de R$ 3 bi para setor cultural Distribuição do dinheiro Os R$ 3 bilhões, conforme o texto do Congresso, serão divididos da seguinte forma: 50% para estados e o Distrito Federal – do total, 20% serão distribuídos segundo critérios do Fundo de Participação dos Estados (FPE); 80% serão distribuídos proporcionalmente à população local; 50% para municípios e o Distrito Federal – do total, 20% serão divididos de acordo com as regras do Fundo de Participação dos Municípios; 80% levarão em conta a população local. Os municípios terão 60 dias para disponibilizar o dinheiro aos beneficiários. O texto prevê que serão usados recursos de dotações orçamentárias da União, do superávit do Fundo Nacional de Cultura do ano passado e de outras fontes. Medida Provisória O presidente, porém, editou uma Medida Provisória que após o repasse da União, os estados têm 120 dias para destinar ou programar os recursos ou o dinheiro deve ser restituídos à União. Linhas de crédito O projeto prevê ainda que bancos federais poderão disponibilizar linhas de crédito e condições para renegociação de débitos a trabalhadores do setor cultural ou a micro e pequenas empresas. As linhas de crédito serão destinadas a fomento de atividades e aquisição de equipamentos. O pagamento dos débitos só será feito a partir de 180 dias após o fim do estado de calamidade pública e deve ser feito mensalmente, em até 36 meses. Para empregadores, tanto a linha de crédito como as condições para renegociação de dívidas serão concedidas diante do compromisso de manutenção do número de empregos observados no dia 20 de março de 2020. O projeto prorroga por um ano o prazo para aplicação de recursos em projetos culturais já aprovados e estabelecidos em algumas leis, como o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), o Plano Nacional de Cultura (PNC) e o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Veja Mais

Miguel Falabella participa do 'Domingão do Faustão' após dispensa da Globo

O Tempo - Diversão - Magazine Ator analisou diversas participações do 'Show dos Famosos' e recebeu convite para seguir no juri do quadro em 2021 Veja Mais

Focando na música, Manu Gavassi diz não para novela da Globo

O Tempo - Diversão - Magazine A ex-BBB recusou papel em 'Salve-se quem puder'; Sophia Abrahão é segunda opção Veja Mais

Cantores de country fazem shows cheios nos Estados Unidos e são criticados

G1 Pop & Arte 'Estamos de volta', escreveu Chase Rice ao filmar fãs aglomerados sem máscara. Chris Janson também fez show e público estava bem próximo. Cantor de country Chase Rice fez show com aglomeração e pessoas sem máscara no Tennessee Reprodução/Twitter O cantor de country Chase Rice fez um show no Tennessee no sábado (27) e ao compartilhar as fotos e vídeos da pequena multidão em sua frente sem máscara foi criticado nas redes sociais. O local do show era uma prisão que foi transformada em local de eventos e tem capacidade para 10 mil pessoas. Brian May, vice-presidente do local onde o show foi realizado, falou que a capacidade foi reduzida para 4 mil pessoas e menos de mil tinham comparecido ao evento. Pelas imagens publicadas por Rice, mas já deletadas das redes sociais, as pessoas estavam bem próximas umas às outras e não usavam máscaras. O cantor escreveu "estamos de volta" em um vídeo postado no Instagram. A cantora Kelsea Ballerini chamou Rice de "egoísta" por fazer o show. "Imagine ser egoísta o suficiente para colocar em risco a saúde de milhares de pessoas, sem mencionar o potencial efeito cascata e fazer um show NORMAL no país agora", escreveu no Twitter. (Veja mais críticas abaixo.) Chase Rice postou um vídeo com a multidão ao fundo no show neste sábado (27) Reprodução/Twitter "Todos tiveram a temperatura aferida antes de entrar no local e um desinfetante para mãos foi fornecido na entrada", explicou May. Ele também disse que o espaço era amplo e que os fãs poderiam se espalhar da maneira que preferissem. "Mesmo com as sinalizações colocadas em todo o espaço, não foi possível aplicar o distanciamento físico recomendado e estamos analisando futuros cenários alternativos que protegem ainda mais os participantes, artistas, suas equipes e nossos funcionários", reconheceu May à revista Variety. Chris Janson e Chase Rice fizeram shows com grande aglomerações nos Estados Unidos no sábado (27) e foram criticados AP Outro show no mesmo dia Chris Janson, outro cantor americano de country, também fez um show lotado no sábado (27), mas em um festival no estado de Idaho. Ele também postou fotos nas redes sociais, mas apagou depois da repercussão negativa. Segundo a revista Variety, o show foi para cerca de 2,8 mil pessoas. "Eu pessoalmente vi uma pessoa usando máscara o dia inteiro e era um vendedor. Nem outros vendedores e funcionários usaram máscaras a noite toda", disse uma pessoa que foi ao festival à Variety. Initial plugin text Críticas nas redes sociais Embora tenha tido um público menor, o show de Rice teve mais repercussão negativa do que o de Janson. Veja tweets abaixo: Initial plugin text "Imagine ser egoísta o suficiente para colocar em risco a saúde de milhares de pessoas, sem mencionar o potencial efeito cascata e fazer um show NORMAL no país agora", escreveu a cantora Kelsea Ballerini. "Todos nós queremos (e precisamos) voltar aos palcos. Nós só prezamos pelos nossos fãs e a família deles também, por isso estamos esperando", finalizou. Initial plugin text "Chase Rice acabou de fazer um concerto para uma enorme multidão de fãs desmascarados aqui no Tennessee. Pela primeira vez, estou sem palavras", escreveu uma jornalista local. Initial plugin text "Ei, Chase Rice, você é um lixo", disse outra pessoa também no Twitter. Como o medo do coronavírus está alterando rota do pop Veja Mais

VMA 2020 vai acontecer em agosto em arena de Nova York com presença restrita, diz governador

G1 Pop & Arte Premiação da MTV dos EUA vai ser realizada no Barclays Center no dia 30, diz Andrew Cuomo. Governador diz que transmissão será com público muito limitado ou sem ninguém. VMA 2019 em Newark, New Jersey Charles Sykes/AP A premiação anual da MTV dos EUA vai acontecer no dia 30 de agosto, no Barclays Center, arena em Nova York, disse nesta segunda-feira (29) o governador do Estado, Andrew Cuomo. Apesar de acontecer na arena, as pessoas presentes serão apenas as envolvidas na transmissão de TV. A organização e o governo estudam um formato com a plateia vazia, ou com poucas pessoas assistindo, diz Cuomo. O anúncio foi feito durante uma entrevista coletiva. Nova York chegou a ser o epicentro mundial da pandemia, mas conseguiu reduzir o avanço da doença com medidas de isolamento social, e agora toma passos para a reabertura. O governador de Nova York, Andrew Cuomo, fala durante uma entrevista coletiva no Javits Center, em Nova York nesta sexta (27) Jeenah Moon/Reuters Veja Mais

Maria Zilda relembra cena ousada de sexo com Débora Bloch nos anos 80

O Tempo - Diversão - Magazine Atriz disse que sequência foi cortada do filme 'Bete Balanço' pois levaria produção a ser indicada para maiores de 18 anos Veja Mais

Camila Pitanga publica foto com namorada no Dia do Orgulho LGBTQIA+

O Tempo - Diversão - Magazine Atriz assumiu publicamente o relacionamento com a artesã Beatriz Coelho em novembro do ano passado Veja Mais

Milton Nascimento oferece 'música em forma de amor' na primeira live

G1 Pop & Arte Apresentada pelo ator Dan Ferreira, transmissão ao vivo do artista reiterou a grandeza singular do universo autoral do compositor. Milton Nascimento canta sucessos como 'Nos bailes da vida' em live realizada na noite de domingo, 28 de junho Reprodução / Vídeo Resenha de live Título: Num domingo qualquer, qualquer hora Artista: Milton Nascimento Data: 28 de junho de 2020, das 18h30m às 20h Cotação solidária: * * * * * ♪ Milton Nascimento foi apresentado pelo ator Dan Ferreira na introdução da primeira live do cantor como “a onça verdadeira”, em alusão ao apelido Yauaretê que Milton ganhou de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994) e com o qual batizou álbum lançado em 1987. E foi como “o rei da floresta” – como também o caracterizou Jobim – e como o “Chico Rei” da MPB que esse carioca de alma musical mineira deu voz a grandes títulos do cancioneiro autoral na live intitulada Num domingo qualquer, qualquer hora. O nome dessa transmissão ao vivo pela internet – acompanhada na noite de domingo, 28 de junho, por público que chegou a totalizar mais de 162 mil espectadores simultâneos – foi extraído da letra de Nada será como antes (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1971), canção por isso mesmo escolhida para abrir o roteiro autoral. Confinado em Juiz de Fora (MG), Milton cumpriu a missão dos verdadeiros artistas e foi até onde está o povo consciente da necessidade de manter o isolamento social – em casa – para oferecer “música em forma de amor”, como ressaltou Dan Ferreira na introdução afetuosa da live. Acompanhado pelos músicos Christiano Caldas (nos teclados e na sanfona) e Wilson Lopes (na direção musical e no violão), Milton enfileirou infalível sequência de canções que reiteraram a grandeza singular do universo autoral do compositor. O encadeamento de músicas como Caçador de mim (Luiz Carlos Sá e Sérgio Magrão, 1980), Saídas e bandeiras (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1972), Tudo que você podia ser (Lô Borges e Márcio Borges, 1972), Paisagem da janela (Lô Borges e Fernando Brant, 1972), Dos cruces (Camilo Larrea, 1952), Clube da esquina (Milton Nascimento, Lô Borges e Márcio Borges, 1970), Quem sabe isso quer dizer amor (Lô Borges e Márcio Borges, 1980), Caxangá (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1977), Para Lennon & McCartney (Márcio Borges, Lô Borges e Fernando Brant, 1970) – esta com acento jazzy no arranjo – e Paula e Bebeto (Milton Nascimento e Caetano Veloso, 1975) expôs a força perene de cancioneiro que abriu caminhos na MPB dos anos 1960 e 1970. Enquanto cantou Cais, parceria com Ronaldo Bastos que apresentou no álbum Clube da Esquina (1972), Milton foi ao piano citar o antológico arranjo criado por Wagner Tiso para a gravação original de 1972. Já O cio da terra (Milton Nascimento e Chico Buarque, 1977) e Morro velho (Milton Nascimento, 1967) tiveram a inspiração rural evocada pelo toque da sanfona de Christiano Caldas. Entre beijos mandados para amigos artistas (Criolo, Danilo Mesquita, Fafá de Belém, Maria Gadú e Samuel Rosa, entre outros nomes) e louvações aos produtos dos patrocinadores da live, o cantor fez Promessas do sol (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1976) e saudou o parceiro Fernando Brant (1946 – 2015) antes de cantar Outubro (1967). Em determinado momento, o cantor pegou a sanfona para reviver Ponta de areia (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1974) em número já conhecido do público assíduo dos shows do artista. A sanfona, então já a cargo de Christiano Caldas, também pontuou a interpretação de San Vicente (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1972). Na parte final do roteiro, turbinado com sucessos certeiros como Maria Maria (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1976), a canção Nos bailes da vida (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1981) sintetizou o espírito da música amorosa e gregária do artista que, mais uma vez, foi onde o povo está, tendo sido recepcionado com dose igual de amor por esse povo. Veja Mais

A frustrada tentativa de Monteiro Lobato em ganhar mercado nos EUA com livro considerado racista

G1 Pop & Arte Monteiro Lobato (1882-1948) já tinha vários livros publicados quando vislumbrou fazer sucesso no mercado editorial anglófono. Na bagagem carregava sua esperança: o romance 'O Presidente Negro'. Lobato bateu à porta de pelo menos cinco editoras nos Estados Unidos — e colecionou nãos. Monteiro Lobato Wikimedia Commons/BBC Monteiro Lobato (1882-1948) já tinha vários livros publicados — entre os quais Cidades Mortas, Urupês e O Saci e contos que depois seriam incluídos no famoso Reinações de Narizinho, de 1931 — quando vislumbrou fazer sucesso no mercado editorial anglófono. Sonhando se tornar um novo H. G. Wells (1866-1946), cultuado pelo A Guerra dos Mundos, de 1898, passou cerca de quatro anos nos Estados Unidos, na segunda metade da década de 1920. Na bagagem carregava sua esperança: o romance O Presidente Negro — originalmente O Choque das Raças ou O Presidente Negro. Com um enredo fortemente racista, a obra não teve aceitação entre os editores americanos. De acordo com o livro Um País se Faz com Tradutores e Traduções: A Importância da Tradução e da Adaptação na Obra de Monteiro Lobato, do escritor e tradutor britânico John Milton, Lobato bateu à porta de pelo menos cinco editoras nos Estados Unidos — e colecionou nãos. "Lobato se via como um novo H. G. Wells, mas os temas centrais (a segregação completa entre brancos e negros, a tentativa dos brancos de esterilizarem os negros e a influência da eugenia, sugerindo que os brancos fossem superiores aos negros) eram sensíveis demais para qualquer editora norte-americana se arriscar", escreve Milton. No segundo semestre de 1927, uma carta escrita a ele pelo editor da agência literária Palmer, de Hollywood, sacramentou sua frustração, alegando que "o enredo central se baseia em uma questão particularmente difícil de ser abordada neste país, porque certamente resultará no tipo mais amargo de sectarismo". "E, por esse motivo, os editores são invariavelmente avessos à ideia de apresentá-lo ao público leitor", prossegue a carta. "Nem mesmo o fato de estar ambientado 300 anos no futuro mitigaria esse fato na mente dos leitores negros." A avaliação do editor ainda alerta a Lobato que "os negros são cidadãos americanos, parte integrante da vida nacional" e promover "seu extermínio por meio da sabedoria e habilidade da raça branca" seria endossar uma "divisão violenta". O escritor brasileiro não parece ter se convencido a mudar suas ideias. Em carta enviada ao escritor Godofredo Rangel (1884-1951), seu amigo e correspondente ao longo de 40 anos, Lobato reclamou que O Presidente Negro não havia sido aceito porque "acham-no ofensivo à dignidade americana". "Errei vindo cá tão tarde", escreve. "Devia ter vindo no tempo em que linchavam os negros." "Tinha lido há muito tempo [esse livro] e reli, mais recentemente. Tenho duas considerações, na verdade duas impressões fortes que me ficaram da obra. Primeiro, do ponto de vista de uma análise externa, fiquei impressionada com a certeza, seguida da decepção, de Lobato de que a obra seria bem recepcionada, um grande sucesso nos Estados Unidos. Lobato fica perplexo porque seu livro não encontra editor, não entende por que os americanos o acharam ofensivo", comenta à BBC News Brasil a historiadora Lucilene Reginaldo, professora de Estudos Africanos na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "Do ponto de vista da construção da obra, é surpreendente como Lobato se instrumentaliza das ideias eugenistas, das quais ele era um entusiasta confesso. Mas ele tinha plena clareza que a literatura era uma forma sutil, indireta e eficiente de promover a eugenia." Ilustração de 'A chave do tamanho', um dos livros mais populares de Lobato Divulgação/BBC Enredo O Presidente Negro começa no Brasil dos anos 1920. Ayrton sofre um acidente e acaba resgatado por um cientista excêntrico que lhe apresenta sua grande invenção: o porviroscópio, uma máquina que mostra o futuro. Assim, os personagens acompanham a vida nos Estados Unidos de 2228, em plena campanha eleitoral. A sociedade futurista americana é descrita como uma utopia modelo. Mas, segundo a história criada por Lobato, esse sucesso era devido a algumas medidas que haviam sido tomadas: o fim da imigração, a execução de todos os recém-nascidos com malformações e a esterilização dos "doentes mentais" — balaio no qual o autor inclui prostitutas, ladrões, preguiçosos e desocupados. Outra medida implementada por esse governo futurista era a intervenção estatal na reprodução. Para poder ter filhos, o casal precisava se submeter a uma análise oficial de suas características. A ideia era garantir que apenas os melhores passassem seus genes adiante. É nessa sociedade que Lobato insere uma campanha eleitoral norte-americana. E vence um candidato negro, Jim Roy. Trata-se do gatilho para que Lobato apresente os negros como "o único erro inicial contido naquela feliz composição". O livro aponta que a sorte dos Estados Unidos era que ali, devido ao ódio racial, ao contrário do Brasil não ocorreu a miscigenação — que para o autor causaria uma "degeneração" racial irreversível —, mantendo os negros segregados. Por outro lado, segundo o livro, os negros teriam uma propensão maior a se reproduzir. O que fazia com que sua população aumentasse em um ritmo superior a dos brancos. Algumas "soluções" são apresentadas para esta questão. Os negros pedem a divisão do país em dois. Os brancos sugerem extraditar todos os negros para o Amazonas. Mas a Suprema Convenção Branca cria um plano, chamado de "solução final" para o "problema negro". Eles desenvolvem uma tecnologia para alisar os cabelos dos negros — mas instalam no aparelho um componente que esteriliza quem usa. "É um livro claramente racista na ideia, na proposta, no desenlace. É um livro que ficou datado, por demais preconceituoso. Não vejo motivo para ser estudado em universidades nem escolas, muito diferente do universo infantil de Monteiro Lobato", afirma à BBC News Brasil a historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz, professora da Universidade de São Paulo (USP) e coautora do livro Reinações de Monteiro Lobato, uma biografia do escritor. "É um livro que serve apenas para teses e dissertações que analisam o racismo do Brasil. Não é um livro para ser adotado com alunos." Com a eleição de Barack Obama, o livro O Presidente Negro voltou a ter uma edição no Brasil Pete Souza/BBC Autora do artigo Você Já Pensou no Impacto da Obra de Lobato na Construção da Estima Negra?, a psicopedagoga Clarissa Brito, especialista em Educação Infantil, enfatiza à BBC News Brasil que considera O Presidente Negro a "expressão explícita de seu posicionamento político, defensor da eugenia e seu desejo de extermínio do povo negro". Quando Barack Obama disputava a Presidência dos Estados Unidos, em 2008, a editora Globo Livros relançou o romance. À BBC News Brasil o editor Mauro Palermo enfatiza que Lobato precisa ser lido considerando que ele "escreveu suas obras entre 1920 e o fim da década de 1940". "Creio que leitores atuais encontrarão nessas histórias, além do entretenimento, uma oportunidade rica de entender e discutir como se comportava a sociedade brasileira há um século e, a partir daí, refletir sobre o quanto já caminhamos na luta contra o racismo e o tanto que ainda precisamos nos desenvolver e aprimorar", diz. "Infelizmente nos entristece perceber que essa longa caminhada está longe de chegar ao fim." "Não me julgo competente para opinar, de formar mais circunstanciada, sobre a tipificação do crime de racismo na produção artística em geral e literária em particular. É evidente que minha postura de cidadã diante de um texto ou autor contemporâneo que propaga ideias racistas, xenófobas, homofóbicas, machistas é de firme repúdio, denúncia e execração", avalia Reginaldo. "Creio que é diferente tratar de textos e autores contemporâneos e de textos e autores do passado, embora para mim o racismo seja execrável, um cancro maligno, no século 19, no século 20 e nos dias atuais." Ela ressalta, contudo, que como historiadora, lê obras que formularam e propagaram ideias racistas. "São fontes de pesquisa. Por exemplo, como dever de ofício e também por interesse, li mais de uma vez o livro Africanos do Brasil, de Raimundo Nina Rodrigues. Este e outros livros deste autor são fundamentais para a compreensão do ideário racista que está na base do pensamento social brasileiro do século XIX e início do XX. Mas a obra de Rodrigues informa muito mais, por exemplo, para os estudiosos das religiões afro-brasileiras e dos africanos no Brasil. Um olhar crítico sobre estas produções me permite analisar texto e contexto; singularidades, diálogos intelectuais, sub-textos. Poderia dizer o mesmo sobre clássicos da literatura ocidental e brasileira. Aí também se inscreve parte da polêmica e resistência sobre o reconhecimento do racismo na obra de Monteiro Lobato. Querem lhe preservar uma aura insustentável e, quero crer, desnecessária." Até janeiro do ano passado, quando Monteiro Lobato entrou em domínio público, a Globo detinha a exclusividade da publicação de suas obras — de acordo com Palermo, foram 7 milhões de livros vendidos, considerando todo o catálogo do escritor, nos últimos 12 anos. As insinuações preconceituosas de Lobato não se restringem ao romance O Presidente Negro. Estão presentes em toda a sua obra, inclusive nos clássicos infantis que compõem a coleção Sítio do Picapau Amarelo. Obras infantis "Metaforicamente, podemos dizer que Narizinho e Pedrinho tinham duas avós. A de sangue, que incessantemente buscava repassar seu conhecimento formal para seus netos. E a tia Nastácia que era a responsável pelos ensinamentos advindos de sua experiência de vida. As duas avós eram igualmente importantes na criação e na formação de seus 'netos'. As referências à tia Nastácia na obra refletem o pensamento da época e isso nos choca tremendamente hoje", analisa Palermo, sobre o universo infantil de Lobato. A Companhia das Letras, outra editora que tem publicado obras de Lobato, afirma à reportagem que opta por notas de rodapé para que os mediadores da leitura — sejam eles professores, sejam eles pais — contextualizem a questão às crianças. "Ficou estabelecido que todos os livros viriam com notas que pudessem contribuir às discussões das questões problemáticas da obra dele", afirma a assessoria de comunicação da editora. Sobre O Presidente Negro, a editora afirma que a polêmica obra "não está e não estará em catálogo". O racismo na obra infantil de Monteiro Lobato chegou até o Supremo Tribunal Federal. A história começou em 2010, quando o Conselho Nacional de Educação (CNE) determinou que o livro Caçadas de Pedrinho não fosse mais disponibilizado às escolas do sistema público, por conta do conteúdo racista. "Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão" e "Não vai escapar ninguém — nem Tia Nastácia, que tem carne preta" foram trechos utilizados para justificar a medida. Diante de recurso do Ministério da Educação, o caso chegou ao Supremo. Os debates foram encerrados apenas no mês passado. "Tratava-se de mandado de segurança do STF com o qual se pretendia obter indiretamente a anulação de pareceres do Conselho Nacional de Educação. Referidos pareceres trataram da aquisição de obras literárias pelo Ministério da Educação destinados ao Programa Nacional Biblioteca na Escola. Alegavam os impetrantes que o Ministério da Educação, ao autorizar a aquisição de livros que contenham expressões reforçadores de estereótipos raciais, viola frontalmente as normas gerais da Administração Pública e a legislação internacional sobre o racismo", contextualiza à BBC News Brasil o jurista Carlos Ari Sundfeld, professor da FGV-Direito. "A tentativa de proibir os livros de Lobato parece estar baseada na ideia de que a ficção literária não poderia, sob pena de praticar crime, tratar do racismo sem fazer sua crítica explícita. É uma visão que reclama que toda literatura, para ser lícita, seja militante. A visão é compreensível em função de nosso grave problema, não superado, com o racismo. Mas não há fundamento jurídico para a proibição de livros em casos assim, o que seria incompatível com a liberdade, um valor fundamental, cuja prevalência justifica uma orientação muito restritiva quanto ao poder de o Estado intervir no mundo das palavras", afirma Sundfeld. "Para que se proíba a circulação de um livro não basta que ele incorpore, nos personagens, nas situações, nas frases ou nas palavras, algum tipo de elemento que, sem condená-lo, remeta ao racismo. É preciso que se trate de um caso extremo, difícil, aliás, de ocorrer em obras apenas literárias, de apologia e incitação inequívoca e grave ao racismo." "As referências à tia Nastácia em 'Reinações de Narizinho' refletem o pensamento da época e isso nos choca tremendamente hoje", analisa o editor Mauro Palermo Divulgação/BBC O assunto foi encerrado no Supremo em 22 de maio, mas sem julgar o mérito. "O STF entendeu que não lhe cabia analisar o assunto, pois o que se estava impugnando era o ato de homologação, pelo Ministro da Educação, desses pareceres. Mas o STF não tem competência originária para julgar mandados de segurança contra atos de ministros de Estado", explica o jurista. Especialistas e educadores acreditam que a obra infantil de Lobato deve ser lida e debatida em escolas. "Não se trata de retirar suas obras do mercado. Muito melhor do que isso é que a obra venha acompanhada por notas que problematizem a questão do racismo", defende Schwarcz. "Sempre acho que em história precisamos problematizar esses termos para que eles não passem 'em branco', com muitas aspas. É preciso fazer com que fique evidente o racismo presente nessa obra, isso é fazer muito mais do que censurar o autor." Ela defende a necessidade de, no ambiente escolar, formar e informar os professores, para que eles saibam como tratar livros assim. "Que o professor alerte o aluno a todo momento em que houver personagens ou situações ou contextos racistas. Chamar a atenção, perguntar por que a Tia Nastácia tinha apenas saberes localizados enquanto os personagens brancos conheciam história, ciência, civilização. Por que personagens negros foram descritos a partir de seus beiços alargados e sua cor, enquanto os brancos, não, como se brancura fosse uma não cor. Minha atitude como professora nunca é de censura, e sim de interpelar essas narrativas com outras questões, que são as questões do nosso momento", afirma. "Os livros de Lobato devem estar em catálogo, com notas de rodapé", prossegue. "E essas notas precisam servir de gatilho para que a classe discuta a questão do racismo no Brasil. Isso é fundamental em um país que vive um racismo estrutural e institucional." "Sou favorável às edições críticas", complementa Reginaldo. "Parece que há algumas iniciativas nesse sentido neste momento, o que mostra a importância e ressonância do debate iniciado em 2010. Há tempos, circula uma nota crítica nas Caçadas de Pedrinho sobre a proibição da caça das onças. Num artigo publicado em 2010, Ana Maria Gonçalves chama a atenção para a a mea culpa de Lobato reconhecendo seu preconceito contra os camponeses representados pelo personagem Jeca Tatu, que foi incorporado na quarta edição de Urupês. Mas como já confessei em outra ocasião, ao ler Caçadas de Pedrinho e outros para meu filho com então 6 anos, me vi na obrigação de mãe de protegê-lo. Editei e omiti termos que me soavam impronunciáveis. Mas sei que isso também foi praxe nas versões televisivas do Sítio do Picapau Amarelo." Importância de Lobato para crianças "Não tenho nenhuma ressalva — na verdade acho fundamental — que se publique a obra de Lobato na íntegra. Lobato deve ser lido", comenta Reginaldo. "Como historiadora, vejo aí uma fonte preciosa para os estudiosos e para reflexão crítica sobre o Brasil. Com outras preocupações e recursos analíticos, em razão do seu valor literário — que aliás, aqui não se discute, também é fonte para os estudiosos da literatura e de outras áreas. No ambiente escolar, especialmente para jovens e adolescentes, acompanhado de boas edições críticas, pode ser lido. Mas nas mãos do público infantil, no qual a literatura é sobretudo expressão do lúdico, mas que ao mesmo tempo introjeta valores, creio que não se pode ignorar o debate que vem sendo feito desde 2010, pelo menos. Ouvi muita gente dizendo que leu Lobato na infância e não se tornou racista. Mas acho que, por meio de processos indiretos sem ódio, sem truculência, podem ter aprendido a naturalizar as hierarquias raciais, se colocarem como personagens centrais e protagonistas da história, tornado-se, por conseguinte, insensíveis às dores e humilhações alheias. Defender ardorosamente a aura de Lobato é um lugar de privilégio!" Série do Sítio do Picapau Amarelo, remake feito pela TV Globo dos anos 2001 a 2007 Divulgação/BBC Para a especialista em Educação Infantil Clarissa Brito, é preciso atentar para o fato de que expressões da obra de Lobato — como "negra cor de lodo", "carne preta" ou próprio uso do termo "negra" no vocativo — sejam compreendidas como ferramenta de reprodução do racismo. Ela defende que as obras do autor sejam utilizadas em escolas, mas não na Educação Infantil, tampouco nas séries iniciais do Ensino Fundamental. É para alunos mais maduros, opina. "Monteiro Lobato pode atravessar salas de aula no momento em que são estudadas as marcas da opressão colonial e os recursos políticos, sociais e econômicos para a perpetuação da segregação racial", defende ela. "Acredito que as crianças não precisam entrar em diálogo com uma obra que por anos vem estigmatizando figuras negras, reproduzindo um imaginário social que agride a estima de tantos homens e mulheres negras", completa. "Vejo a iniciativa de comentário e notas, como uma questão forte que assola nossa sociedade, que são os recursos que tratam de minimizar o racismo e buscar caminhos de não legitimar o crime de injúria racial." Editor da Globo Livros, Palermo acredita que livros de Lobato, sejam os infantis, seja o polêmico O Presidente Negro, "podem ser usados como subsídio à discussão do racismo em escolas". "Proibir me parece a negação da existência", comenta ele. "Entender o passado é o melhor atalho para mudarmos o presente e melhorarmos o futuro." Veja Mais

Chefs falam sobre expectativa para repescagem no 'Mestre do Sabor'

O Tempo - Diversão - Magazine Os concorrentes comentam a chance de voltar ao programa Veja Mais

Cine104 reprisa títulos e exibe inéditos durante o mês de julho, em suas redes

O Tempo - Diversão - Magazine Cada filme fica disponível durante 48 horas, e poderá ser acessado gratuitamente, por meio do Vimeo Veja Mais

Dono de sebo que teve 3.000 livros queimados ganha o triplo em 48 horas

O Tempo - Diversão - Magazine Ambulante teve cerca de 3.000 obras incendiadas por um vândalo e moradores de BH se mobilizam para ajudá-lo Veja Mais

Arlindinho conta que Arlindo Cruz voltou a falar após AVC: 'Começando a querer formar frases'

G1 Pop & Arte Sambista falou sobre estado de saúde do pai durante live para o Teatro Rival em 9 de junho. 'Deve ter uns 30 sambas ali pra sair'. Arlindinho e Arlindo Cruz Reprodução/Instagram Arlindinho, filho do cantor Arlindo Cruz, contou que o pai voltou a falar. Durante uma live do Teatro Rival, em 9 de junho, o sambista celebrou as primeiras palavras do sambista após AVC que sofreu em 2017. Arlindo teve alta do hospital e voltou para casa um ano e três meses depois do incidente. Questionado por Marcos Salles sobre o estado de saúde do pai, Arlindinho comemorou: "Cara, vou confessar uma coisa pra vocês: ele falou. Está dando de 8 a 12 palavras". "Está começando a querer formar frases. 'Sim, não, eu'. Ontem ele falou 'eu aqui'. Aí a palavra que ele falava, a gente de fato não estava entendendo, porque ainda está muito baixinho." Arlindinho afirmou que o pai às vezes fica agoniado por não conseguir falar tudo. "Aí ele chora, fica triste, fica um pouco mais quietinho. Daqui a pouco ele volta. Mas nunca esteve tão bem. Está no momento máximo da recuperação", celebrou o cantor. Ele também afirmou que algumas palavras ditas por Arlindo ainda são fora de um contexto. "Às vezes umas palavras perdidas, do nada ele solta um 'porra'. Mas em alguns momentos, ele está completamente dentro do contexto, tentando de fato se comunicar com a gente." "Deve ter uns 30 sambas ali pra sair. Assim que ele conseguir falar tudo, tenho certeza que vão vir novos sambas da melhor qualidade. Vai vir um disco triplo", brincou Arlindinho. Durante a entrevista, Arlindinho ainda cantou o samba da X-9 Paulistana em homenagem ao sambista no carnaval de 2019 e relembrou o trecho da canção que diz: "Não subestime um filho de Xangô a recompor a vida". "E graças a Deus, o que a gente pensou lá naquele momento, está se materializando através da recuperação dele. Ele está recompondo, reescrevendo a vida. Acho que vai ser a canção mais bonita que ele vai poder fazer em toda a história." Marcos Salles entrevista Arlindinho em live do Teatro Rival Reprodução/Instagram Veja Mais

Angela Ro Ro anuncia live após relatar dificuldade financeira e fazer apelo em rede social

G1 Pop & Arte 'Vai ser uma beleza', celebrou a cantora. Em publicação inicial, ela havia informado que tentou vender 'uma live barata, mas ninguém se interessa'. Angela Ro Ro Murilo Alvesso Após relatar dificuldade financeira e fazer apelo em rede social, Angela Ro Ro anunciou sua primeira live. A apresentação online da cantora acontece no dia 11 de julho, às 21h30. "Contando com a presença de vocês! Sorte e saúde a todos! Grata pelo carinho", escreveu a cantora na legenda de um vídeo no qual faz um convite ao público. “Meus queridos. Estou convidando vocês pra assistirem minha live no Festival Cultura em Casa, no dia 11 de julho, às 21h30. Procura saber nas redes sociais. Vai ser uma beleza, eu conto com vocês. Tudo de bom, até lá." Initial plugin text Em apelo inicial, Angela relatou que estava passando por dificuldades financeiras e que já havia tentado vender "uma live barata, mas ninguém se interessa". Na ocasião, a cantora postou o número de sua conta bancária e disse aos seguidores: "Quem puder depositar apenas R$ 10, agradeço". Um dia depois, fez uma nova publicação agradecendo a ajuda: "Sou grata". Angela Ro Ro completou 70 anos de idade em 5 de dezembro de 2019. A cantora fez uma turnê que comemorou os 40 anos do seu marcante disco de estreia. O Blog do Mauro Ferreira falou sobre a turnê e sua carreira - leia. Veja Mais

Depois de Renato Aragão, José Loreto é mais um artista a deixar a Globo

O Tempo - Diversão - Magazine Segundo nota divulgada pela emissora, ator de 36 anos pode voltar a trabalhar na casa com contrato por obras fixas Veja Mais

Maneva faz hits de Djavan e Raul Seixas virarem reggae em álbum derivado de live da banda

G1 Pop & Arte Quinteto toca até 'Evidências' na cadência do ritmo jamaicano em disco lançado no dia em que o mundo celebra o ritmo propagado por Bob Marley nos anos 1970. ♪ Embora o Brasil comemore o Dia Nacional do Reggae em 11 de maio, data da morte do compositor jamaicano Bob Marley (1945 – 1981), cuja obra foi o principal veículo de exportação do gênero para o mundo nos anos 1970, todo o universo pop elegeu 1º de julho como o Dia Internacional do Reggae. Pegando carona na data comemorativa do mundo, a banda paulistana Maneva lança nesta quarta-feira, 1º de julho de 2020, o álbum Tudo vira reggae. Gravado na live feita pelo grupo em 30 de maio, na transmissão ao vivo feita na Estância Alto da Serra (SP), o disco faz jus ao título Tudo vira reggae e reapresenta sucessos de Alceu Valença, Chitãozinho & Xororó, Djavan, Hyldon, Raul Seixas (1945 – 1989) e Titãs, entre outros nomes, na cadência do ritmo jamaicano de cepa mais pop(ulista). Embora viessem pavimentando a trajetória da banda com repertório autoral, Tales de Polli (voz e violão), Felipe Sousa (guitarra), Fernando Gato (baixo), Diego Andrade (percussão) e Fabinho Araújo (bateria) optaram pelo caminho mais fácil ao trazer para o universo do reggae esses hits alheios, colhidos no que os músicos chamam de “memória afetiva”. Entraram no roteiro da live músicas como Anunciação (Alceu Valença, 1983), Epitáfio (Sérgio Britto, 2001), Eu te devoro (Djavan, 1998), Evidências (José Augusto e Paulo Sérgio Valle, 1989), Metamorfose ambulante (Raul Seixas, 1973) e Na rua, na chuva, na fazenda (Hyldon, 1973). Capa do álbum 'Tudo vira reggae', da banda Maneva Divulgação As abordagens de todas essas músicas em ritmo de reggae estão incluídas no álbum Tudo vira reggae e no roteiro do show em formato de drive-in que a banda Maneva fará no sábado, 4 de julho, no ginásio Allianz Parque, na cidade de São Paulo (SP), dentro do projeto Arena sessions. A live, o disco e o show Tudo vira reggae ocuparam o lugar, na agenda do grupo, do projeto itinerante 15 anos pelo Brasil, interrompido antes do início por conta da pandemia do covid-19. A ideia era gerar álbum ao vivo comemorativo dos 15 anos do Maneva – banda formada em 1995 na cidade de São Paulo (SP) – com a reunião de registros de shows feitos pelo grupo de reggae nas principais capitais do Brasil, em rota que abrangeria todas regiões do país. Por ora, o projeto itinerante está adiado e o quinteto permanece em cena, na medida do possível, com a sentença de que tudo pode virar (pop) reggae. Veja Mais

Produtores de 'Democracia em vertigem' e mais brasileiros entram para Academia de Hollywood

G1 Pop & Arte Lista anual tem 817 novos membros que votam no Oscar. Entre brasileiros estão os produtores Mariana Oliva e Tiago Pavan, de 'Democracia em vertigem', animador Otto Guerra e mais. Tiago Pavan, um dos produtores de 'Democracia em vertigem', ao lado de Petra Costa, diretora do filme, no tapete vermelho do Oscar 2020. Tiago entrou neste ano para a Academia de Hollywood; Petra faz parte desde 2018 Eric Gaillar/Reuters A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood divulgou nesta terça-feira (30) os novos membros da entidade que organiza o Oscar. A lista tem 819 votantes de 68 nacionalidades, em uma tentativa de aumentar a diversidade. A lista inclui Mariana Oliva e Tiago Pavan, produtores do documentário "Democracia em vertigem", que foi indicado em 2020. A diretora do filme, Petra Costa, já faz parte da Academia desde 2018. Também estão entre os brasileiros o animador Otto Guerra ("Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock'n'Roll"), a montadora Cristina Amaral ("Um Filme de Verão” “Person”) e os documentaristas Julia Bacha (“Naila and the Uprising" e “Budrus”) e Vincent Carelli ("Martírio" e “Corumbiara"). Cineasta gaúcho Otto Guerra finge que tropeça no tapete vermelho de Gramado em 2017 Diego Vara/ Pressphoto Julia Bacha nasceu no Rio, mas atua principalmente nos EUA. Já Vincent Carelli nasceu em Paris, mas foi criado no Brasil e faz filmes ligados aos povos indígenas. Cinema colorido A Academia de Hollywood destacou a diversidade ao divulgar os novos membros. Há alguns anos a entidade tenta reponder às críticas sobre a falta de representatividade entre os membros, indicados e vencedores, como na campanha #OscarsSoWhite. Toda a equipe principal do filme sul-coreano "Parasita", grande vencedor de 2020, a atriz de origem chinesa Awkwafina e a atriz de origem nigeriana Cynthia Erivo, por exemplo, estão entre os novos membros. Elenco e equipe de 'Parasita' no palco para receber estatueta de melhor filme no Oscar 2020 Mario Anzuoni/Reuters Segundo a academia, entre os 819 novos votantes, 45% são mulheres, 36% são de "comunidades étnicas que eram pouco representadas" e 49% são de outros países além dos EUA. A entrada eleva a porcentagem total de membros a 33% de mulheres, 19% de "entidades étnicas que eram pouco representadas" e 20% de não-americanos. A entidade conta com mais de 10 mil votantes. Entre os outros brasileiros que já fazem parte da Academia de Hollywood estão Alice Braga, Rodrigo Santoro, Carlinhos Brown, Kleber Mendonça Filho, Walter Carvalho, Sônia Braga, Fernanda Montenegro, Walter Salles, Rodrigo Teixeira e José Padilha. Veja Mais

Ambulante que fez um sebo a céu aberto em BH tem 3.000 livros queimados

O Tempo - Diversão - Magazine Odilon Tavares montou uma ‘livraria’ a céu aberto em uma calçada na região Centro-Sul da cidade; nas redes sociais, moradores se mobilizam e tentam conseguir novas obras para o ambulante Veja Mais

Lei Aldir Blanc: entenda pacote de R$ 3 bilhões para cultura com auxílio de R$ 600 para artistas informais

G1 Pop & Arte Objetivo é ajudar profissionais e organizações culturais que perderam renda em razão da crise do coronavírus. Lei prevê repasse a estados e municípios para gestão de espaços culturais e linhas de crédito para micro e pequenas empresas do setor. O presidente Jair Bolsonaro sancionou, nesta segunda-feira (29), o projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional com ações emergenciais para o setor cultural. O texto prevê o pagamento de auxílio de R$ 600 mensais para artistas informais como parte de um pacote de R$ 3 bilhões para a área, que serão transferidos da União para estados, Distrito Federal e municípios. A lei Aldir Blanc, como ficou conhecida, tem objetivo de ajudar profissionais e organizações culturais que perderam renda em razão da crise do coronavírus. O texto foi publicado no "Diário Oficial da União" na madrugada desta terça-feira (30), com veto ao artigo que estabelecia prazo de até 15 dias para o repasse pelo governo federal. Na manhã desta terça, foi publicada, ainda, uma medida provisória que adicionou três pontos relativos aos prazos de pagamento, à devolução dos recursos e ao teto de repasses pelo governo federal. Veja, abaixo, perguntas e respostas sobre a lei. Bolsonaro sanciona projeto que prevê o repasse de R$ 3 bilhões para a área da cultura O que é a lei de apoio emergencial à cultura? A lei 14.017 estabelece o repasse de recursos financeiros da União para estados, Distrito Federal e municípios. O valor do repasse estabelecido pela lei é de R$ 3 bilhões e se destina principalmente a três finalidades: Pagamento de uma renda emergencial aos trabalhadores da cultura em três parcelas de R$ 600 (leia mais abaixo); Subsídio mensal para manutenção de micro e pequenas empresas e demais organizações comunitárias culturais e também de espaços artísticos que tiveram que paralisar as atividades por causa da pandemia; Realização de ações de incentivo à produção cultural, como a realização de cursos, editais, prêmios. Segundo o projeto, de autoria da deputada Benedita da Silva (PT-RJ), o objetivo é ajudar profissionais da área e os espaços que organizam manifestações artísticas que, em razão da pandemia do novo coronavírus, foram obrigados a suspender os trabalhos. Ela ficou conhecida popularmente como “Lei Aldir Blanc”, em homenagem ao músico e compositor que morreu em maio, vítima do coronavírus. Quem pode receber o auxílio de R$ 600? Segundo o texto, se enquadram como trabalhadores da cultura: artistas, contadores de histórias, produtores, técnicos, curadores, trabalhadores de oficiais culturais e professores de escolas de arte e capoeira. Quais são os requisitos necessários? Para estar apto a receber, o trabalhador precisa preencher alguns requisitos: Ter trabalhado ou atuado socialmente na área artística nos 24 meses anteriores à data da publicação da lei; Não ter emprego formal; Não receber outro benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal (com exceção do Bolsa Família); Ter renda familiar mensal de até meio salário-mínimo por pessoa ou total de até três salários-mínimos; Não ter recebido mais de R$ 28.559,70 em 2018; Não receber auxílio emergencial. Quantas parcelas do auxílio serão pagas a artistas? A lei estabelece o pagamento de três parcelas mensais de R$ 600. Os pagamentos se referem aos meses de junho, julho e agosto. Além disso, ela também diz que o auxílio pode ser prorrogado no mesmo prazo de prorrogação do auxílio emergencial. Atualmente, o governo estuda prorrogar o pagamento do auxílio, mas ainda não definiu quantas parcelas e qual o valor delas. Como será feita a divisão dos recursos entre estados e municípios? O texto já estabelece como deve ser feita a divisão: 50% fica destinado aos estados e ao Distrito Federal. Já a repartição do dinheiro entre os estados segue duas formas distintas: 80% dele será repassado aos estados em proporção ao tamanho de sua população e os outros 20% seguem os critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE). Os outros 50% serão enviados aos municípios e ao Distrito Federal. A divisão entre eles é parecida com a feita pelos estados, mas quem define os critérios de rateio dos 20% é o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Existe um prazo para o uso desse recurso? As cidades têm até 60 dias para usar o dinheiro repassado, a partir da data do recebimento do recurso. Caso não utilizem esse valor no prazo, ele tem que ser revertido ao fundo estadual de cultura ou outros órgãos responsáveis pela gestão de recursos culturais no estado onde está o município. A lei não trata de recursos repassados aos estados e não utilizados. No entanto, uma medida provisória publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (entenda abaixo) prevê que os recursos que forem enviados aos municípios e não forem utilizados nem repassados em seguida aos estados deverão ser devolvidos à União em até 120 dias. A MP também não trata de valores repassados diretamente aos estados que não tenham sido utilizados. E quais as regras para o pagamento de subsídio a espaços culturais? O subsídio para manutenção de espaços, pequenas empresas e organizações comunitárias pode variar entre R$ 3 mil e R$ 10 mil por mês. Os critérios serão estabelecidos pelo gestor local. Para poder receber o valor, eles precisam estar inscritos em pelo menos um cadastro de projetos culturais do estado ou Distrito Federal. Segundo o texto, se enquadram nessa categoria teatros, livrarias, sebos, ateliês, feiras, circos, produtoras de cinema, e várias outras categorias, desde que tenha gestão independente. Espaços ligados à administração pública (como prefeituras e governos estaduais) e a empresas não têm direito de receber o subsídio. Haverá linha de crédito especial? A Lei também prevê que bancos federais poderão disponibilizar linhas de crédito e condições para renegociação de dívidas a trabalhadores do setor cultural ou a micro e pequenas empresas. As linhas de crédito serão destinadas a fomento de atividades e comora de equipamentos. Já o pagamento dos débitos só será feito a partir de 180 dias após o fim do estado de calamidade pública e deve ser feito mensalmente, em até 36 meses. Para empregadores, tanto a linha de crédito como as condições para renegociação de dívidas serão concedidas diante do compromisso de manutenção do número de empregos que tinham no dia 20 de março de 2020. De onde sairão os recursos para repasse? O projeto prorroga por um ano o prazo para aplicação de recursos em projetos culturais já aprovados e estabelecidos em algumas leis, como o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), o Plano Nacional de Cultura (PNC) e o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). O que a medida provisória publicada junto com a sanção da lei altera? A medida provisória adicionou três pontos ao texto. O primeiro deles, diz que o repasse do governo federal para estados e municípios deve ocorrer dentro do prazo estabelecido pelo regulamento, mas não cita que prazo é esse. Trecho do projeto de lei aprovado pelo Congresso previa a liberação do recurso em até 15 dias, mas item com o prazo foi vetado pelo Presidente. O segundo item da MP estabelece que os estados têm até 120 dias para usar os recursos liberados aos municípios e não utilizados ou terão de devolvê-los à União. Já o terceiro diz que os pagamentos serão feitos até que se atinja o teto do valor repassado (R$ 3 bilhões). Estados e municípios podem complementar com recursos próprios caso queiram. Semana Pop faz homenagem aos artistas vítimas do novo coronavírus no Brasil Veja Mais

Kanye West usa vídeos reais de casos de racismo policial em novo clipe

O Tempo - Diversão - Magazine 'Wash Us in the Blood', nova parceria do rapper com Travis Scott, foi lançado nesta terça-feira (30) Veja Mais

Renato Aragão deixa Globo após 44 anos: 'Novos tempos, parceiros, projetos e desafios'

G1 Pop & Arte Em publicação no Instagram, ator e comediante afirmou que vai iniciar uma fase de trabalhos pontuais. Renato Aragão deixa Globo após 44 anos Reprodução/Instagram Renato Aragão usou as redes sociais para anunciar o fim de seu contrato com a TV Globo após 44 anos. Nesta terça-feira (30), o ator e comediante de 85 anos fez uma publicação no Instagram citando "novos tempos, parceiros, projetos e desafios". "São 44 anos de estrada e me vejo diante a uma mudança! São novos tempos, novos parceiros, novos projetos e novos desafios." "Minha grande parceira durante esses anos foi a Rede Globo, que me acostumei a chamar de minha casa. Mas diante a esses novos tempos e políticas internas de contratação, vamos iniciar uma nova fase e trabalhos pontuais." "Tenho em minha vida pessoal e profissional a fluidez e o equilíbrio, vou onde meu público espera que eu esteja e melhor ainda, onde não espera, pois sempre gostei e gosto de surpreendê-los, e não será́ diferente nessa nova fase." "Já estou com novas oportunidades de trabalho e novos tempos que estão prestes a iniciar", afirmou Renato. Nos comentários, o ator recebeu mensagem de carinho de amigos e familiares, incluindo sua filha, Lívia Aragão. "Te amo", escreveu a atriz. Ao longo de sua trajetória na TV Globo, Renato Aragão deu vida ao personagem Didi em inúmeros projetos da emissora e da obra de "Os trapalhões", humorístico no qual atuou ao lado de Dedé Santana, Mussum e Zacarias. Initial plugin text Veja Mais

Renato Aragão encerra parceria com a Globo após 44 anos

O Tempo - Diversão - Magazine Aos 85 anos, ator e humorista diz que teve trajetória "linda" na emissora e que agora vai se reinventar em outras plataformas Veja Mais

Trio Monarckas lança rap budista 'Minha brisa': 'Arte não é só entretenimento'

G1 Pop & Arte Nova música do grupo tem participação do trombonista Bocato, que já tocou com nomes como Elis Regina, Rita Lee, Ney Matogrosso e Itamar Assumpção. Da esquerda para a direita, DJ Dablyo, Léo Thomaz e Ronne Cruz. Os Monarckas, trio de rap da Zona Leste, já dividiram o palco com Emicida, Leci Brandão, Nação Zumbi e Criolo Divulgação/Monarckas O Monarckas lançou uma música com uma mensagem que tem algo da filosofia budista, da qual são adeptos dois dos três integrantes do trio. Em “Minha Brisa”, a letra vai além dos problemas sociais da periferia. O grupo quer falar também sobre o centro da cidade e como ser resiliente em tempos de pandemia. Fundado em 2003 e hoje formado pelo DJ Dablyo, e pelos MCs Ronne Cruz e Léo Thomaz, o Monarckas sempre abordou a vivência na periferia e os temas sociais. Neste quinto single da carreira, no entanto, o trio vai mais fundo na filosofia budista à qual estão ligados. Eles encontram uma relação direta entre a mensagem de coragem e empoderamento presentes tanto no rap, quanto na linha japonesa do budismo. No clipe gravado no Viaduto do Chá e na Praça da República, Ronnie Cruz canta versos como “Brisa do destino, levou minha sina; a vida ensina que tudo é foda, a hora é agora dê a volta por cima”. Dablyo, DJ e produtor do grupo, conta que "Minha Brisa" fala sobre "os pequenos desafios e estados de espírito que a gente experimenta ao longo de um dia na cidade, e é um lembrete de que, apesar das barreiras, somos reis do nosso próprio destino". “A ideia não é fazer um ‘gospel do budismo’, mas sou budista desde que nasci e esta é uma filosofia que fala muito de você cuidar bem de você mesmo e do seu lar, ao invés de julgar o próximo. Essa pandemia deixou isso muito claro - se você se cuida e está bem, você protege quem está por perto", explica Dablyo ao G1. Participação de Bocato A faixa também marca a primeira vez em que o grupo utiliza "instrumentos reais" na produção, além dos samples e das batidas. Por intermédio do produtor Mad Zoo, que masterizou a música, o trio chegou ao trombonista Bocato, que já tocou com nomes como Elis Regina, Rita Lee, Ney Matogrosso e Itamar Assumpção. “É um mestre com muita história. A participação ficou irada e gravamos outras faixas com ele no estúdio, que devem ser usadas nos próximos lançamentos. Ele foi muito gente fina e também participou do clipe”, conta Dablyo, que juntou as notas do trombone aos samples de guitarra jazz e aos vocais da cantora Priscila. Trio Monarckas posa com o trombonista Bocato e com a cantorna Priscila, que participação do single e do clipe de 'Minha Brisa' Maycom Mota/Monarckas/Divulgação Rap espiritualizado O Monarckas é um grupo espiritualizado de rap, mas se sustenta em um tripé, cujas bases ainda estão na periferia da capital. O MC e compositor Léo Thomaz faz sua graduação em Direito na Faculdade Zumbi dos Palmares. “Sempre fui muito envolvido com a militância negra. Há uma ferida que continua aberta sobre a qual posso falar e abordar nas letras com propriedade porque eu sinto isso na pele. E procuro fazer isso de uma forma aguda. Quero trabalhar para os pretos", afirma Léo, que está no quarto ano do curso. Organizados pelo MC e compositor Ronne Cruz, o Monarckas completa sua missão com trabalho social e voluntário na periferia, com oficinas de rap, poesia e discotecagem. "Na Fundação Casa, onde trabalhei como arte-educador, a casa inteira fechava comigo. Eu perguntava, ‘Quem aqui é contra o sistema?’. Eles levantavam o braço e eu rebatia: ‘Desculpa, mas o que vocês fazem é fortalecer o sistema quando pegam um 157, assalto, um 33, tráfico, quando fazem uma rebelião e há superfaturamento no colchão que vão repor”, relembra Ronne Cruz. "Foi uma experiência muito forte pra mim. Vi naqueles jovens a molecada do nosso bairro, e isso me levou a trabalhar na base, diretamente na comunidade e em escolas públicas, antes do crime acontecer e prenderem crianças em cadeias. Já conheceu de literalmente paralisarmos o tráfico durante uma oficina. Foi cultura, não foi intervenção militar. Ali ficou claro que a arte não é só entretenimento, mas algo capaz de desarmar." Da esquerda para direita, DJ Dablyo e os MCs Ronne Cruz e Léo Thomaz, em apresentação na capital paulista Mateus Silva/Monarckas/Divulgação Veja Mais

Simone Mazzer reverbera, em inglês, canção de resistência do Clube da Esquina

G1 Pop & Arte Cantora lança o single 'Nothing will be as it was' com levada neo soul criada pelo produtor musical Donatinho. Simone Mazzer Divulgação / Dubas ♪ Um dos hinos de resistência do repertório do Clube da Esquina, a canção Nada será como antes foi apresentada ao mundo na voz de Joyce Moreno em single quádruplo – compacto duplo, no jargão fonográfico da época – editado em 1971, mesmo ano em que Elis Regina (1945 – 1982) também gravou a música de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos. Contudo, a gravação mais famosa de Nada será como antes seria feita por Milton no ano seguinte para o gregário álbum duplo Clube da Esquina (1972). Quatro anos mais tarde, ao gravar o álbum Milton (1976) para os Estados Unidos, o cantor registrou a canção na versão em inglês intitulada Nothing will be as it was e escrita pelo holandês Rene Vincent com o próprio Ronaldo Bastos, autor da letra ensolarada de versos alusivos à repressão do sombrio Brasil de 1971. Capa do single 'Nothing will be as it was', de Simone Mazzer Divulgação Essa letra arejada passou mensagem de esperança sintetizada no verso “Resistindo na boca da noite um gosto de sol”. Ou “Holding on to a teardrop of sun in the mouth of the night”, como na versão em inglês que a cantora Simone Mazzer reverbera em single produzido e arranjado por Donatinho. Programado para chegar ao mercado na sexta-feira, 3 de julho, pela gravadora Dubas, o single Nothing will be as it was injeta groove de neo soul criado por Donatinho para a canção, gravada por Mazzer com os toques dos músicos Donatinho (teclados e programações), Fred Ferreira (guitarra), Diogo Trompete (trompete) e Marlon Sette (trombone). A gravação foi mixada e masterizada por Café sob a direção artística de Leonel Pereda. Cabe lembrar que foi a gravadora Dubas que editou há cinco anos o primeiro álbum de Simone Mazzer, Férias em video tape (2015), quando a artista paranaense – projetada como atriz da Armazém Cia. de Teatro – decidiu reinvestir na carreira de cantora em 2012 após ter integrado, a partir de 1989, a banda Chaminé Batom. Veja Mais

'Heavyweight' faz rir e chorar ao resolver problemas comuns

O Tempo - Diversão - Magazine Apresentador de podcast, Jonathan Goldstein é um detetive terapeuta que volta a situações do passado Veja Mais

Cirque du Soleil entra em programa de auxílio econômico para evitar falência

O Tempo - Diversão - Magazine Com sede em Montreal, a produtora se encaixou em um programa voltado ao auxílio de empresas que têm dívidas acima de US$ 5 milhões Veja Mais

Bruno, dupla de Marrone, fala de show em festa encerrada por polícia: 'Sem querer a gente erra'

G1 Pop & Arte 'Espero aprender cada dia mais com isso', diz cantor sertanejo ao G1. Segundo assessoria, as 40 pessoas do evento tinham feito testes de Covid-19. Bruno, da dupla com Marrone, se apresenta em festa em Caldas Novas, Goiás Reprodução/TV Anhanguera Nesta segunda-feira (29), Bruno, do Bruno & Marrone, falou sobre o show em uma festa em Caldas Novas, no sul de Goiás. O evento aconteceu no sábado (27) e reuniu cerca de 40 pessoas. Um decreto municipal proíbe aglomerações na cidade. Segundo a assessoria de imprensa, "Bruno foi contratado para um evento, descrito como comemoração de cunho familiar. Permaneceu no espaço por pouco mais de uma hora. Quando chegou soube que todos haviam feito teste para COVID-19. Acompanhado de três músicos, fez sua apresentação e deixou o local." Após críticas, o cantor afirmou ao G1: "Mesmo sem querer errar a gente erra, espero aprender cada dia mais com isso". Segundo a Polícia Militar, o dono do evento disse que era uma comemoração de aniversário e reuniu amigos e familiares. Vídeos e fotos que circulam em redes sociais mostram o cantor Bruno se apresentando em um palco ao lado de músicos que o acompanham nos shows e sem a presença de Marrone. A Polícia Militar registro um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra o organizador da festa. A equipe também dispersou os convidados do local. A Secretaria de Meio Ambiente de Caldas Novas informou ainda que foi ao local e que fez um auto de infração contra o dono do evento por desobediência aos decretos municipais. A multa pode chegar a mais de R$ 30 mil. Polícia encerra festa que teve show do sertanejo Bruno, da dupla com Marrone, em Goiás Veja Mais

'Glee', 'Mad Men' e 'Modern Family' chegam à Amazon Prime em julho

O Tempo - Diversão - Magazine Dentre os destaques também estão todas as temporadas das séries 'Homeland' e 'Prision Break'; confira as datas Veja Mais

Inês Peixoto apresenta peça sobre a vulnerabilidade da mulher

O Tempo - Diversão - Magazine Atriz apresenta trecho do espetáculo 'Órfãs de Dinheiro' em live nesta segunda-feira (29), às 19h, pela TV Assembleia Veja Mais

BET Awards comete gafe e inclui imagem de ex-prefeito de São Francisco em homenagem póstuma

G1 Pop & Arte Imagem de Willie Lewis Brown Jr., que está vivo, foi exibida em telão no lugar de imagem do astro da NFL Willie Brown, que morreu em outubro aos 78 anos. BET Awards comete gafe e inclui imagem de ex-prefeito de São Francisco em homenagem póstuma Reprodução/Twitter O BET Awards cometeu uma gafe e incluiu, por engano, a imagem de Willie Lewis Brown Jr., ex-prefeito de São Francisco no momento “In Memoriam”, quando o evento fez uma homenagem a importantes nomes afro-americanos mortos no último ano. A premiação foi exibida na noite deste domingo (28). Willie Lewis Brown Jr., que ainda está vivo, apareceu entre os ícones como a atriz Diahann Carroll, que morreu em outubro de 2019, e o autor Bill Withers, morto em abril de 2020. Segundo o jornal The Hollywood Reporter, a produção do evento queria homenagear o ex-astro da NFL Willie Brown, que morreu em outubro de 2020, aos 78 anos. Em entrevista a alguns jornais internacionais, o político de 86 anos afirmou que não assistiu ao programa e, por isso, não estava entendendo o motivo de tantas ligações em seu telefone. Ele ainda informou que recebeu uma ligação de um executivo do BET se desculpando profundamente pelo erro. Atualmente, Willie L. Brown Jr. dirige um instituto de política pública que leva seu nome e compartilha seus conhecimentos e habilidades com a nova geração de líderes da Califórnia. A produção informou que o erro exibido durante a exibição para a TV foi corrigido para a reprodução do vídeo após a transmissão original. BET Awards 2020 Por causa da pademia de coronavirus, o BET Awards 2020 contou com apresentações musicais gravadas previamente. A premiação, que completa 20 anos, foi apresentada por Amanda Seales. Beyoncé, Lizzo, Chris Brown e Drake estão entre os premiados. Confira lista completa de ganhadores: Melhor Artista Feminino de R&B/Pop: Lizzo Melhor Artista Masculino de R&B/Pop: Chris Brown Melhor Grupo: Migos Melhor Colaboração: Chris Brown Ft. Drake, "No Guidance" Melhor Artista Masculino de Hip Hop: DaBaby Melhor Artista Feminino de Hip Hop: Megan Thee Stallion Clipe do Ano: DJ Khaled ft. Nipsey Hussle & John Legend, "Higher" Diretor de Clipe do Ano: Teyana "Spike Tee" Taylor Melhor Artista Revelação: Roddy Ricch Álbum do ano: Please Excuse Me For Being Antisocial, Roddy Ricch Prêmio Dr. Bobby Jones Melhor Gospel/Inspiração: Kirk Franklin, "Just for Me" Melhor Atriz: Issa Rae Melhor Ator: Michael B. Jordan Estrela Jovem: Marsai Martin Melhor Filme: Queen & Slim Atleta do Ano (feminino): Simone Biles Atleta do Ano (Masculino): LeBron James Prêmio BET Her: Beyoncé ft. Blue Ivy, WizKid & Saint Jhn, "Brown Skin Girl" Escolha do Telespectador: Megan Thee Stallion ft. Nicki Minaj, "Hot Girl Summer" Melhor Atuação International: Burna Boy (Nigeria) Melhor Atuação de Artista Revelação Internacional (Escolha do telespectador): SHA SHA (Zimbabwe) Veja Mais

Emilio Dantas fala sobre machismo, quarentena e sua relação com a arte

O Tempo - Diversão - Magazine Na TV, ator vive Paulo, protagonista da série 'Todas as Mulheres do Mundo' e personagem que desperta debates e sentimentos ambíguos no espectador Veja Mais

Patricia Marx canta João Gilberto com apuro em EP de beleza atemporal

G1 Pop & Arte Capa do EP 'João', de Patricia Marx Biga Pessoa Resenha de EP Título: João Artista: Patricia Marx Gravadora: Poliphonia / Lab 344 Cotação: * * * * ♪ Para quem insiste em identificar em Patricia Marx a cantora infanto-juvenil do grupo Trem da Alegria ou a estrela adolescente de discos titubeantes produzidos dentro dos padrões industriais dos anos 1980, ouvir o EP João pode causar estranheza ou mesmo incredulidade. Porque o João do título do disco lançado em 26 de junho é ninguém menos do que João Gilberto Prado Pereira de Oliveira (10 de junho de 1931 – 6 de julho de 2019), um dos grandes nomes – talvez o maior – da música brasileira feita para público e intérpretes de alta estatura. Aos 46 anos, completados no domingo, 26 de junho, a paulistana Patricia Marques de Azevedo encara esse repertório como a cantora adulta invisível para muita gente grande que ainda não saltou do trem da infância e da adolescência. Neste EP com cinco músicas gravadas pela artista somente com o toque cool do violão de Willie Daniel, Patricia canta João com o apuro já sinalizado em abril pelo single que apresentou a abordagem de Estate (Bruno Martino e Bruno Brighetti, 1960), canção italiana que, vestida de bolero, foi refinada pelo canto de João em gravação do álbum Amoroso (1977). Na sequência, em maio, o single com a regravação de Once I loved (O amor em paz, Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1960, em versão em inglês de Ray Gilbert, 1965) reafirmou a habilidade da cantora para dar voz ao repertório do criador da Bossa Nova com reverência à estética minimalista do cantor baiano, mas sem tentativas vãs de clonar o estilo inimitável de João. A suavidade do violão de Willie Daniel contribui para evocar todo o universo da bossa sem emular a célebre batida diferente. O violão de Daniel simplesmente se harmoniza bem com a voz de Patricia – e essa voz trilha Caminhos cruzados (Antonio Carlos Jobim e Newton Mendonça, 1958) com emissão de beleza potencializada nos vocais feitos pela cantora nas passagens sem letra da gravação. Puristas poderão argumentar, com certa razão, que Marx nada acrescenta aos sambas Você vai ver (Antonio Carlos Jobim, 1980) e Brasil com S (Rita Lee e Roberto Carvalho, 1982), este sendo a grande sacada do repertório por rebobinar música gravada por João com Rita Lee, em álbum da cantora, a convite da roqueira mais bossa nova do Brasil. Contudo, o fato é que, justamente por ter resistido à tentação de “atualizar” o repertório de João Gilberto nessas cinco gravações captadas ao vivo em estúdio, Patricia Marx se sai bem e apresenta disco de valor atemporal como o cancioneiro a que dá voz com classe e como a cantora adulta que seguidores antigos da artista precisam ouvir com mais atenção. Veja Mais

Pilar estreia em disco com o autoral "Confluir"

O Tempo - Diversão - Magazine O EP, já disponível nas plataformas de streaming, traz a participação de Zeca Baleiro na faixa "Favela City" Veja Mais

Peças que sobreviveram ao incêndio em museu da UFMG serão reunidas em exposição

O Tempo - Diversão - Magazine Chamas destruíram parte do prédio central da administração, principalmente salas onde ficam coleções que não estavam sendo exibidas Veja Mais

"O Amor Entre Linhas e Agulhas" é tema de bate-papo virtual

O Tempo - Diversão - Magazine Odette Castro e Camila Montevechi conversam, no Instagram, sobre como a secular atividade manual pode atuar na auto-estima Veja Mais

Vítimas de Harvey Weinstein receberão acordo de US$ 18,9 milhões

G1 Pop & Arte Ex-produtor foi condenado a 23 anos de prisão por estupro e agressão sexual em março. Pagamentos precisam ser aprovados por dois tribunais. Harvey Weinstein no Tribunal de Nova York nesta quinta-feira (20) Alec Tabak/Pool via REUTERS Várias mulheres que sofreram assédio e agressão sexual quando trabalhavam para Harvey Weinstein, condenado por estupro e outras acusações em fevereiro, receberão quase US$ 19 milhões no âmbito de uma ação coletiva, anunciou a procuradora-geral de Nova York. Os pagamentos, que devem ser aprovados por dois tribunais, são o resultado de uma ação apresentada contra o ex-produtor de cinema, que atualmente cumpre uma pena de 23 anos de prisão, e o estúdio The Weinstein Company. "Harvey Weinstein e The Weinstein Company falharam com suas funcionárias. Depois de todo o assédio, ameaças, discriminação e discriminação de gênero, estas sobreviventes finalmente receberão algo de justiça", afirmou a procuradora Letitia James em um comunicado. Ex-produtor de Hollywood, Harvey Weinstein é condenado a 23 anos de prisão O processo estabelece que Weinstein "pediu ou forçou funcionárias mulheres a estabelecer contatos sexuais não desejados para manter seus empregos ou avançar em suas carreiras". Um advogado de várias vítimas de Weinstein criticou o acordo proposto. Douglas Wigdor, que tem entre suas clientes Tarale Wulff, uma garçonete que afirmou ter sido estuprada no apartamento de Nova York do ex-produtor em 2005, descreveu o acordo como uma "completa traição". Ele disse que, pelo acordo, Weinstein "não aceita responsabilidade por suas ações" e não pagará com seu próprio dinheiro. Wigdor também afirmou que a proposta impede as vítimas que não desejam aceitar o acordo de buscar outras vias de compensação e que, portanto, vai contestar o mesmo no tribunal. A declaração da procuradora-geral não menciona um acordo de US$ 25 milhões de dólares alcançado com dezenas de mulheres em dezembro. Weinstein foi declarado culpado em fevereiro por ato sexual criminoso e estupro, em um veredicto chave para o movimento #MeToo. A sentença anunciada no mês seguinte representou a queda definitiva do ex-produtor de cinema de 68 anos, que foi acusado de comportamento sexual agressivo por quase 90 mulheres, incluindo as atrizes Angelina Jolie e Salma Hayek. Veja Mais

Oscar divulga primeiras seleções para indicação a melhor filme

O Tempo - Diversão - Magazine 'Destacamento Blood', de Spike Lee, produzido pela Netflix, e animação 'Trolls 2' concorrem a uma indicação Veja Mais

Maneva transforma hits de forró, rock e sertanejo em reggae em álbum gravado em live

G1 Pop & Arte Após adiar projeto que celebra 15 anos da banda por causa da pandemia de coronavírus, grupo lança álbum especial no Dia Internacional do Reggae. Maneva transforma hits de forró, rock e sertanejo em reggae em EP registrado em live Bárbara Cotta/Divulgação O Maneva tinha muitos projetos para 2020. O grupo planejava a gravação de um DVD, que seria registrado em várias cidades do Brasil e contaria com participações no palco. Tudo para celebrar os 15 anos de carreira do grupo de reggae. Mas a pandemia de coronavírus acabou adiando tudo. Mas nem por isso a banda vai fechar o ano comemorativo sem lançamentos. O grupo aproveitou o registro da live "Tudo vira reggae", no dia 30 de maio, e transformou e um álbum com 10 faixas. Nelas, assim como transmissão online, Maneva transforma hits de forró, rock, sertanejo e outros ritmos em reggae. "A gente montou um repertório de artistas que a gente gosta e respeita muito, que fazem parte da nossa formação musical", afirmou Tales de Polli, vocalista do Maneva, ao G1. Chitãozinho e Xororó, Djavan, Raul Seixas, Titãs e Alceu Valença estão entre eles. "Durante a live, a gente não imaginou que a repercussão ia ser tão grande, que a gente ia ter um acolhimento do púbico tão grande. E a gente não teve outra opção senão transformar essa live num registro." “Apesar de ser nosso décimo álbum, é nosso primeiro só de releituras. A gente sempre foi uma banda muito autoral. Então ter um álbum só de releituras é bem marcante pra nossa carreira". O lançamento do disco acontece nesta quarta-feira (1), data em que se celebra o Dia Internacional do Reggae. E o primeiro show do projeto acontece neste sábado (4), em mais uma vertente criada para superar as barreiras da pandemia na cena musical. O grupo fará um show drive in, no Allianz Parque, em São Paulo. Lives Durante a quarentena, o Maneva já fezduas lives. "A real é que a gente só tá feliz mesmo quando a gente está compondo, cantando, fazendo show. O mercado do entretenimento foi bastante afetado. Nessa conexão com o público, a gente levantou dois pontos super importantes: que são as entidades que estão precisando de nossa ajuda e as equipes de estrada." "A gente é uma grande família, uma família musical. Durante as turnês, a gente passa mais tempo com eles do que com nossa própria família e não tem como não fazer algo por eles que fazem tanto por nós", afirma Tales. "Então além de oferecer o entretenimento, a gente tem essa oportunidade de ajudar tantas famílias. E também matar um pouquinho de saudade de tocar junto e desfrutar um da companhia do outro." Maneva canta "Pisando Descalço" em show realizado na Festa Junina de Votorantim Veja Mais

Black Alien reproduz em disco ao vivo as 12 músicas de álbum solo de 2004

G1 Pop & Arte ♪ Em abril de 2019, o rapper fluminense Black Alien deu continuidade à carreira solo com o lançamento do terceiro álbum solo, Abaixo de zero – Hello hell, disco de repertório inédito gravado com beats de Papatinho, cofundador e maestro da banda carioca de rap Cone Crew Diretoria. Um ano e três meses depois, o artista volta no tempo com a edição do primeiro álbum ao vivo da carreira solo, gravado antes do disco de 2019. O disco Babylon by Gus vol. 1 – O ano do macaco ao vivo reapresenta o repertório autoral do aclamado primeiro álbum solo de Gustavo de Almeida Ribeiro, lançado em 2004. Escrito com alta dose de crítica social, temperada com espiritualidade, o repertório do álbum Babylon by Gus vol. 1 – O ano do macaco ressurge em registros captados em show feito por Black Alien em novembro de 2018, sob a lona e o calor do Circo Voador, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). No disco ao vivo, disponibilizado em 30 de junho, o cantor e compositor reproduz as doze músicas do álbum de 2004 na ordem original das faixas. Dessas doze músicas, onze foram compostas por Alien em parceria com Alexandre Basa, produtor do disco. A exceção foi América 21, parceria de Alien com Rhossi, do grupo paulistano de rap Pavilhão 9. O título Babylon by Gus aludiu ao nome do álbum ao vivo lançado em 1978 por Bob Marley (1945 – 1981) e o grupo The Wailers, Babylon by bus, e apresentou standards do hip hop nacional como Mister Niterói, alcunha deste rapper projetado nos anos 1990 como integrante da banda Planet Hemp. Veja Mais

Meme no TikTok leva 'Love', filme de 2015 com cenas de sexo, à lista de mais vistos nos EUA

G1 Pop & Arte Filme francês do diretor Gaspar Noé tem cenas de sexo reais e entrou na lista dos mais vistos na Netflix nos EUA após meme em que internautas mostram reação após ver primeira cena. Cena do filme 'Love', do diretor Gaspar Noé Divulgação O filme "Love", de 2015, entrou para a lista de mais vistos na Netflix nos EUA por causa de um meme em que os usuários do TikTok compartilham suas reações assistirem à primeira cena. O drama erótico francês dirigido pelo argentino Gaspar Noé tem cenas de sexo real e causou polêmica na época do lançamento. O filme não está disponível na plataforma de streaming no Brasil. Nos cinemas, ele foi lançado com classificação indicativa de 18 anos. Leia mais: 'Love' cria polêmica e escândalo em Cannes com sexo explícito em 3D O meme no TikTok começou por causa de outra produção em alta no Netflix, "365 Dias", que também tem cenas eróticas. "Se você gostou de 365 dias, vá ver 'Love' e mostre a sua reação", diz o áudio que viralizou no TikTok, junto com os vídeos dos internautas assustados. Cena do polêmico filme 'Love', do argentino Gaspar Noé Divulgação Veja Mais

Funarte lança projeto online com lives, shows e oficinas de capacitação

O Tempo - Diversão - Magazine Bossa Criativa também terá um edital nacional e chamada pública para apresentação de trabalhos na área das artes; live nesta terça (30) inaugura a programação Veja Mais

Festivais de cinema se reinventam e buscam manter relevância durante pandemia

O Tempo - Diversão - Magazine Como outras mostras, Festival Finos Filmes, que segue até 5 de julho, foi repaginada para sobreviver às restrições impostas pela Covid-19; CineOP deve acontecer, virtualmente, em setembro Veja Mais

Mário Frias falta a audiência da Câmara marcada para discutir metas e objetivos na Cultura

G1 Pop & Arte Ausência do secretário provocou protesto de deputados, que classificaram postura de Frias como desrespeitosa. Secretaria diz ter comunicado 'incompatibilidade de agenda'. O secretário Especial de Cultura, Mário Frias, faltou nesta terça-feira (30) a uma audiência da Câmara dos Deputados marcada para ele expor suas metas e objetivos à frente do cargo. A nomeação de Frias foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 19 de junho. Ele tomou posse há uma semana e é o quinto Secretário Especial de Cultura em um ano e meio de governo do presidente Jair Bolsonaro. Ator Mário Frias assina termo de posse como secretário de Cultura Roberto Castro/MTur A audiência foi realizada por videoconferência, estava marcada para 10h, e foi encerrada às 11h26, sem a presença do secretário. A ausência de Frias incomodou os parlamentares. O deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), autor do convite ao secretário, disse que Frias havia confirmado a presença. “Queria fazer um apelo ao novo secretário de Cultura. A gente já é amigo há mais de 25 anos, que ele comparecesse na sala, que ele viesse”, disse Frota. “Eu sei que ele está assistindo, porque enviamos o link para ele, faço o apelo para que ele entre aqui para que a gente possa começar o diálogo, tranquilo e democrático. Continuamos esperando o senhor. Já se vão 54 minutos”, acrescentou o deputado. Apesar dos apelos, Frias não compareceu à videoconferência, o que provocou protestos dos deputados. “Infelizmente o secretário sumiu, desapareceu”, afirmou Frota. “Infelizmente parece que o secretário não vai comparecer. É lamentável. Demonstra pouco interesse no diálogo com a Câmara dos Deputados “, protestou a deputada Lídice da Mata (PSB-BA). "Me parece que começa muito mal a sua gestão à frente da secretaria na medida em que não comparece. É um desrespeito. Ele não está aqui reunido conosco como estava acertado", criticou o deputado Bira do Pindaré (PSB-MA). A deputada Erika Kokay (PT-DF) afirmou que o secretário “fugiu da discussão” e mostrou “não ter apreço à democracia” “Eu começo expressando aqui o meu protesto ao secretário por desprezar e desrespeitar esse poder Legislativo, que desrespeita ao mesmo tempo o conjunto da população brasileira. Precisamos de muita seriedade na secretaria de cultura”, afirmou Kokay Frias substituiu a atriz Regina Duarte, que ficou menos de três meses no cargo. Ela assumiu após Roberto Alvim ser exonerado por gravar um vídeo com uma paródia ao nazismo. Frias é ator e tem 48 anos de idade. Iniciou a carreira artística na década de 1990 e ficou conhecido após sua participação no seriado “Malhação”. Atuou também em novelas como “Senhora do Destino”, na qual interpretou um deputado federal. À frente da Secretaria Especial da Cultura, o ator comandará um orçamento de mais de R$ 366 milhões em 2020. Questionada pelo G1, a pasta informou, em nota, que Alexandre Frota foi notificado nesta segunda-feira (29) "da impossibilidade de comparecimento do secretário Mário Frias em virtude da incompatibilidade de agenda". Porém, até a última atualização desta reportagem, não havia nenhum compromisso na agenda oficial do secretário desta terça-feira. Procurado pelo G1, o deputado federal rebateu a versão informada pela Secretaria de Cultura e disse não ter sido notificado nem pelos canais oficiais (emails de seu gabinete ou da comissão de Cultura) nem pelo celular. "Fato é que o secretário, ele marcou conforme eu tenho os prints desde o dia 25 ele está avisado. Ele recebeu o link hoje pela manhã. Visualizou o link. Eu inclusive falei com ele. Mandei um recado avisando que estava tudo pronto, que estávamos no ar, e ele simplesmente sumiu. A cultura ela não nos notificou", disse Frota ao G1. O G1 também questionou a Secretaria de Cultura sobre qual compromisso impossibilitou Mário Frias de participar da reunião e por qual meio a pasta teria notificado o deputado Alexandre Frota e aguarda uma resposta. Auxílio para artistas Bolsonaro sancionou nesta segunda-feira (29) o projeto de lei aprovado na Câmara e no Senado que prevê a destinação de R$ 3 bilhões para o setor cultural. Segundo o projeto, de autoria da deputada Benedita da Silva (PT-RJ), o objetivo é ajudar profissionais da área e os espaços que organizam manifestações artísticas que, em razão da pandemia do novo coronavírus, foram obrigados a suspender os trabalhos. O texto aprovado pelo Congresso define que caberá à União repassar, em parcela única, os R$ 3 bilhões a estados e municípios. O projeto prevê ainda o pagamento de três parcelas de R$ 600 para os artistas informais, a exemplo do auxílio emergencial pago a trabalhadores informais. O setor emprega mais de 5 milhões de pessoas. Veja Mais

Chay Suede canta sobre casar e ser pai em novo projeto musical

O Tempo - Diversão - Magazine Ele lança nesta terça (30), dia em que completa 28 anos, o primeiro single de seu novo projeto musical, "O Sal" Veja Mais

Bolsonaro sanciona Lei Aldir Blanc, que prevê repasse de R$ 3 bi para cultura

O Tempo - Diversão - Magazine Projeto prevê que os espaços culturais terão de organizar atividades gratuitas para compensar os recursos recebidos Veja Mais

Autor de hits de Safadão e Marília Mendonça largou carreira no jazz: 'É mais difícil ser simples'

G1 Pop & Arte Renno Poeta já abriu para Hermeto Pascoal, foi 'massacrado' ao trocar estilo e hoje é disputado no sertanejo após composições como 'Ar condicionado no 15' e 'Todo mundo vai sofrer'. Renno Poeta Reprodução/Instagram do artista Renno Poeta tinha tudo para crescer no circuito de festivais de jazz pelo Brasil. Quinze anos após rodar o país e abrir shows de Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti, ele realizou seu sonho - bem longe dessa cena. Virou um dos compositores mais populares do sertanejo e do forró. O coutor de "Ar condicionado no 15", de Wesley Safadão, "Todo mundo vai sofrer", de Marília Mendonça, "Quem pegou, pegou", de Henrique e Juliano, e a nova "JBL", de Solange Almeida e Márcia Fellipe, explica a virada: "É mais difícil fazer uma música interessante de forma simples do que com coisas complicadas. Minha luta é simplificar". A simplicidade é fruto de uma história longa. O músico de 38 anos passou a infância em igrejas e bandas de baile em Fortaleza, estudou piano na Universidade Estadual do Ceará (UECE), foi da banda de Fagner, entrou para o circuito de jazz, deu meia volta para o popular e teve uma dupla por 15 anos. Renno se achou como autor há quatro anos e já teve impressionantes 350 faixas gravadas. Em hits recentes de rádio, só perde para o baiano Bruno Caliman. Sua trajetória ilustra como o mercado de composições, centrado no sertanejo goiano, mas também forte no forró cearense, está aquecido. Pizzarias e Universidade Renno Saraiva Macedo e Silva é filho de funcionários públicos e foi bolsista de uma escola particular de Fortaleza, onde conciliava os estudos com a música. Aprendeu a ler partituras por conta própria e fazia apresentações em bares e pizzarias por R$ 40. Depois, foi para bandas de baile maiores. Aos 18 anos, foi fazer graduação em Música com especialização em Piano na UECE. Na mesma época, foi convidado para tocar na banda de Fagner, onde passou a focar na sanfona. Durante a graduação, conheceu o amigo Ítalo, que o acompanhava no projeto de jazz Briga de Foice. Os dois faziam "duelos" de sanfona que juntavam o acordeon e o baião ao universo da música erudita e do jazz. Foi aí que ele abriu shows de Hemeto Pascoal, Egberto Gismonti e outros nomes fortes no meio, como o baterista Pascoal Meirelles e o falecido baixista Arthur Maia. Ele entrou neste circuito artístico, mas nunca foi muito apegado a uma cena só: "Cresci ouvindo todos os tipos de música, de Astor Piazzolla a Netinho da Bahia", conta Renno. "Sempre achei que precisava dar um passo a mais, mas tinha medo de me desvincular do jazz." Quando disse que ia tocar forró levei uma pancada de alguns jornalista de Fortaleza, porque eu tinha abandonado a música mais 'elevada'. Recebi muita crítica de quem antes falava bem de mim", conta. "Eu tocava jazz, e depois ia tocar com o Fagner e via que o povo amava. Toquei com o Dominguinhos, e o povo berra, dança, aquela alegria. Eu queria ser um cara que faz um trabalho de relevância, de popularidade. O jazz é restrito, tem público bem mais seleto", explica. "Eu nunca tive encanto por impactar poucas vidas, sempre quis alcançar muita gente. Isso me levou a fazer música mais popular", diz Renno Poeta. "Eu queria tocar para mais gente, a verdade é essa. Lotar um clube uma praça. Essa visão me fez migrar apesar das críticas. Era tudo o que eu queria. Tive que arriscar, fui para cima", ele lembra. Popular sem povo O curioso é que ele passou muito tempo sendo pouco popular após a decisão. A dupla Ítalo e Renno, com o antigo amigo de faculdade, penou durante 15 anos no mercado de forró Fortaleza, mas nunca conseguiu um grande sucesso. Deu a ele o aprendizado, no entanto, para o futuro trabalho de autor. Renno Poeta Reprodução / Instagram do artista A virada veio com Wesley Safadão. Primeiro, foi "Deixa acontecer", também gravada por Michel Teló e Aviões do Forró. Mas o contato ainda era indireto. Renno não tinha o cobiçado WhatsApp de Wesley Safadão. Um dia, ao ir ao escritório do ídolo assinar uma autorização, eles finalmente conversaram. "Eu sentei lá, era uma segunda feira de manhã, ele estava super ocupado. Sempre fui fã porque ele trabalha demais. Ele perguntou qual era meu sonho. Falei que era ter mais músicas gravadas por ele, e ter pelo menos um hit". Logo depois, Renno enviou "Ar condicionado no 15" para o novo contato. A música de Renno virou um dos maiores sucessos de Wesley nos últimos anos, e ele entrou para a seleta lista dos parceiros e frequentes - já são 42 composições gravadas por Wesley Safadão. "Ele me fez um desafio de seguir meu sonho, e eu topei. Sou grato por isso", diz. Todo mundo vai gravar Marília Mendonça, Tyler the Creator, Maluma, MC Loma no trap e Halsey no rock estão no G1 Aí a porteira abriu. Ele também foi coautor dos grandes sucessos recentes de ao menos dois dos maiores artistas sertanejos atuais: "Quem pegou, pegou", de Henrique e Juliano, e "Todo mundo vai sofrer", de Marília Mendonça. A segunda foi feita desde o início pensando na voz final. A gente estava no apartamenteo da Lari [Ferreira, coautora] e ela falou de uma ideia legal de 'bem me quer, mal me quer', e puxou o refrão. Aí eu pensei: 'Pô, a Marília passou a vida inteira sofrendo, vamos dizer que ela vai botar todo mundo para sofrer? E fiz o começo, do copo, da garrafa e da mesa", conta. "O Junior Gomes e o Diego Henrique vieram com essa volta pro cima que e ela dá na letra, mesmo dentro da sofrência. Era uma perspectiva nova. Música é uma aposta. A gente não sabe o que vai dar, mas tem que achar o tijolinho que está faltando no cenário do mercado naquela hora." Bruno & Marrone & Piazzolla Se antes ele atirava para todos os lados, agora faz mais trabalhos por encomenda. "Eu sou um analista. Analiso a personalidade do artista para saber o que pode funcionar", diz. A parceria mais recente foi com Bruno & Marrone, em que ele colocou "uma sanfona meio Astor Piazzolla". Gusttavo Lima, Maiara & Maraisa, Xand Avião, Marcos & Belutti e diversos outros nomes do sertanejo e do forró já recorreram a seus serviços. Initial plugin text O trabalho de intérprete continua, mesmo que com menos repercussão. A dupla com Ítalo acabou, mas ele lançou há cinco meses a música solo "Pegada do roceiro", com Wesley Safadão. A faixa teve um milhão de views, valor considerável, mas bem mais baixo que os hits que compôs. Mas seguir no palco ajuda a pensar nas composições. "Eu consigo entender a reação das pessoas", ele explica. A música em que Marília Mendonça faz seus próprios fãs sofrerem foi baseada nessa reflexão. "Muita gente quer fazer shows só para cima, alegria, alegria. Mas tem gente que está lá embaixo para sofrer, para chorar, para 'roer'. Daí vem 'Todo mundo vai sofrer'", explica. "Eu só faço uma música quando consigo imaginar uma pessoa cantando ela num show", ele explica. 'Modo JBL' A música recém-lançada por Solange Almeida e Márcia Fellipe tem esse tipo de refrão de sofrimento para multidões: "Não queira estar na minha pele / Eu estou no modo JBL / Jogada, Bebendo, Largada/ Ele tá no piseiro e eu sendo pisada." "Essa fiz com parceiros de Fortaleza mesmo [Kaleb Jr, Felipe Amorim e Kaio Dj]. Eles estavam com essa ideia de falar da caixinha de som porque está todo mundo carregando, aí criamos a sigla e entramos com a pisadinha [variação do forró em alta no Nordeste]". A marca é citada de forma espontânea, sem "publi", ele diz. "A gente mandou primeiro para o Wesley, mas ele viu uma coisa mais feminina". Foi assim que a faixa chegou às duas cantoras de forró. E as próximas? "Tenho duas músicas que vão ser gravadas pelos Barões da Pisadinha, que estão explodidos no Brasil. E também aposto muito nessa música com Bruno & Marrone. Uma com Barões, outra com Bruno. São bem diferentes, né? Eu não tenho rótulo", diz. Veja Mais

Lives de hoje: Sandra de Sá, Teresa Cristina, Gabeu e mais shows para ver em casa

G1 Pop & Arte Nesta terça (30), Gabeu faz arraiá de 'pocnejo' online. Veja horários. Cantora Sandra de Sá Divulgação/Assessoria do projeto TAMAR Sandra de Sá, Teresa Cristina, Gabeu fazem lives nesta terça-feira (30). Veja a lista completa com horários das lives abaixo. O G1 já fez um intensivão no começo da onda de lives, constatou o renascimento do pagode nas transmissões on-line, mostrou também a queda de audiência do fenômeno e a polêmica na cobrança de direito autoral nas lives. Sandra de Sá (Em Casa com Sesc) - 19h - Link Arraiá do Gabeu - 20h - Link Teresa Cristina - 22h - Link As cenas de 'lives' da quarentena que já estão na história do entretenimento brasileiro Veja Mais

Teatros da Broadway ficarão fechados até janeiro de 2021 devido ao coronavírus

G1 Pop & Arte Plano era reabrir casas de espetáculo em setembro, mas opção ficou inviável com as exigências de distanciamento social para plateias, atores e equipes de produção. Broadway vai permanecer fechada até janeiro de 2021; foto de arquivo mostra Teatro Shubert fechado por conta da pandemia Reuters/Mike Segar/File Photo Os teatros da Broadway ficarão fechados até pelo menos o dia 3 de janeiro de 2021, disse nesta segunda-feira (29) o Broadway League, grupo que representa a indústria, prorrogando por mais quatro meses o isolamento provocado pelo coronavírus. Os teatros da cidade de Nova York, que baixaram as portas em meados de março, haviam estabelecido o dia 6 de setembro como data em potencial para a reabertura, mas as exigências de distanciamento social para plateias, atores e equipes de produção tornaram impossível a retomada de peças e musicais. Trinta e um espetáculos da Broadway estavam em produção quando o isolamento começou. Aqueles que voltarem devem fazê-lo ao longo de uma série de datas flexíveis no começo de 2021, informou a Broadway League em um comunicado. A organização está desenvolvendo medidas de proteção para ajudar a evitar a disseminação do coronavírus entre espectadores, artistas e equipes. Fechada, Broadway pede apoio do governo para evitar 'catástrofe' durante a pandemia Os produtores de alguns shows, incluindo a versão teatral do musical da Disney "Frozen", disseram que não vão retornar. Outros estão olhando ainda mais longe e mirando a primavera local de 2021. A estreia de "The Music Man", estrelada por Hugh Jackman, foi transferida de outubro de 2020 para maio de 2021. Os ensaios de "Music Man" deveriam ter começado em 29 de junho, mas por causa da proibição da cidade de Nova York a aglomerações foram reagendados para o início de fevereiro. Cartaz avisa que apresentações do espetáculo "O Rei Leão" na Broadway foram adiadas inicialmente até a semana do dia 13 de abril por conta do coronavírus AP Photo/Kathy Willens Como o medo do coronavírus está alterando rota do pop Veja Mais

Alan Frank, ex-membro do Polegar, recebe alta após ficar 27 dias internado com Covid-19

G1 Pop & Arte 'Se cuidem muito e cuidem de suas famílias porque essa doença é cruel e para muitos vem de forma devastadora', escreveu ex-tecladista e vocalista, que hoje é oftalmologista. Alan Frank teve alta do hospital depois de quase um mês internado com Covid-19 Reprodução/Instagram/AlanFrank Alan Frank, ex-tecladista e vocalista do grupo Polegar, recebeu alta neste domingo (28) após ficar 27 dias internado com Covid-19. "Vencemos a Guerra! Finalmente após muito sofrimento, muitas picadas, dor, medo, luta e orações... É chegado o grande dia da alta hospitalar", escreveu o músico que hoje trabalha como médico oftalmologista. Ele também agradeceu o carinho que recebeu durante o período de internação pelos fãs e fez um pedido nesta segunda (29): "Se cuidem muito e cuidem de suas famílias porque essa doença é cruel e para muitos vem de forma devastadora", escreveu em post no Instagram. O cantor e médico vai continuar a recuperação com medicamentos específicos e fisioterapia em casa. Ele foi aplaudido ao sair do quarto e gravou o momento em que agradeceu a equipe médica. "Vocês são anjos. Vocês são responsáveis por hoje eu estar voltando para casa, por meus filhos não crescerem sem um pai e meus pais não terem enterrado um filho", falou, emocionado. Veja abaixo: Initial plugin text Diário de recuperação Ao longo dos quase 30 dias internados no hospital, Frank fez um diário mostrando a recuperação. Alan Frank, ex-vocalista do Polegar Reprodução / Instagram No vídeo gravado no dia 12 de junho, ele diz que chegou a ficar em estado grave por causa do novo coronavírus. “Estou reaprendendo a comer, falar, andar. Mas graças a Deus e à toda equipe maravilhosa e atenciosa eu estou melhorando bastante", ele diz. Na época, ele também fez um pedido: "Valorizem a vida, a vida vale demais, gente." Semana Pop conta quais famosos têm ações concretas para combater coronavírus Veja Mais

Fábio Assunção, sóbrio e saudável, viraliza no Twitter

O Tempo - Diversão - Magazine Ator, que sofre deboches por conta de seu problema de dependência química, virou assunto nesta segunda (29) por seus novos hábitos saudáveis Veja Mais

Filme sobre coronavírus será escrito e dirigido por roteirista de 'O escândalo' e 'A grande aposta'

G1 Pop & Arte Vencedor do Oscar em 2016, Charles Randolph fará sua estreia como diretor. Produção é da SK Global Entertainment, de 'Podres de ricos'. Adam McKay (à esquerda) e Charles Randolph recebem o prêmio do sindicato dos roteiristas de melhor roteiro adaptado por 'A grande aposta' Phillip Faraone/Getty Images,/AFP Charles Randolph, roteirista de "O escândalo" e "A grande aposta", vai roteirizar e dirigir um filme sobre o novo coronavírus. A produção é da SK Global Entertainment, produtora coreana de "Podres de ricos". Segundo o site "Deadline", o filme vai focar nas semanas da descoberta do vírus na China e no trabalho da equipe médica para estudar e conter a transmissão do vírus, até então desconhecido. A previsão é que o longa seja filmado principalmente na China, mas passe por locais por onde o vírus se espalhou. Este será o primeiro trabalho de Randolph na direção. Com nove filmes no currículo, ele venceu o Oscar de 2016 pelo roteiro de "A grande aposta". "Quanto mais fundo cavamos, mais rica a história de Wuhan se torna. Uma coisa é combater um monstro. Outra coisa é combater um monstro no escuro", disse Randolph ao site. Semana Pop explica como foram filmadas as mais impressionantes cenas de pragas do cinema Veja Mais

Coty compra 20% do grupo de beleza de Kim Kardashian por US$ 200 milhões

G1 Pop & Arte Participação valoriza a empresa da estrela de reality shows em cerca de US$ 1 bilhão. Kim Kardashian Reprodução O grupo de cosméticos americano Coty adquiriu uma participação de 20% na empresa de produtos de beleza de Kim Kardashian, valorizando a empresa da estrela de reality shows em cerca de US$ 1 bilhão. A empresa pagará US$ 200 milhões e, juntamente com a empresa de Kim Kardashian, "concentrarão seus esforços para entrar em novas categorias de produtos e liderar a expansão global além das suas linhas de produtos existentes", afirmou um comunicado de imprensa. A esposa do artista de hip hop Kanye West e sua equipe "liderarão todos os esforços criativos em termos de iniciativas de produtos e comunicação, com base em sua capacidade notável para falar com um público global através das redes sociais", afirmou a Coty. Kim Kardashian construiu um império explorando o sucesso fenomenal do reality show "Keeping Up with the Kardashians", que desde 2007 leva os espectadores a acompanhara a vida das mães e irmãs Kardashian e Jenner. O programa tem 177 milhões de seguidores apenas no Instagram e quase 300 milhões somando todas as plataformas. Veja Mais

BRIT Awards 2021 é adiado por três meses e transferido para maio

G1 Pop & Arte Premiação para os melhores da música britânica aconteceria em fevereiro, mas teve data alterada após considerações sobre logística e de segurança por pandemia de coronavírus. BRIT Awards 2021 é adiado por três meses por pandemia de coronavírus Divulgação O BRIT Awards 2021 foi adiado por três meses por causa da pandemia de coronavírus. Prevista para acontecer em fevereiro, na Arena O2, em Londres, a premiação para os melhores da música britânica foi adiada para 11 de maio de 2021. Segundo a organização, a decisão foi tomada após consulta à indústria musical e aos parceiros do evento. "Juntamente com as muitas considerações sobre logística e de segurança para a realização de uma enorme cerimônia de premiação em fevereiro, acreditamos que essa mudança vai proporcionar uma oportunidade mais justa a todos os artistas, além de garantir uma mistura de estrelas nacionais e mundiais que anualmente participam e se apresentam no evento", informou a organização. "Queremos garantir que o BRIT ofereça um nível de produção excepcional, performance de grandes estrelas e de emoção ao vivo. Acreditamos que a melhor maneira de conseguir isso em 2021 é alterar a premiação em alguns meses e mudar para maio." "Já estamos trabalhando no planejamento de um evento espetacular que nos lembrará sobre importância da música para superar esse momento difícil", afirmou Geoff Taylor, CEO da empresa que organiza a premiação. Initial plugin text Veja Mais

Lives da semana: Fernando e Sorocaba, Lexa, Joelma, Teresa Cristina e mais shows

G1 Pop & Arte Veja agenda de lives entre segunda (29) a domingo (5). Xande de Pilares e Sepultura também fazem transmissões. Fernando & Sorocaba durante show em Barretos em 2019 Ricardo Nasi / G1 Fernando e Sorocaba, Lexa, Joelma e Teresa Cristina estão com lives programadas entre segunda (29) e domingo (5). Veja a lista completa com horários das lives abaixo. O G1 já fez um intensivão no começo da onda de lives, constatou o renascimento do pagode nas transmissões on-line, mostrou também a queda de audiência do fenômeno e a polêmica na cobrança de direito autoral nas lives. Segunda (29) Teresa Cristina - 22h - Link Terça (30) Teresa Cristina - 22h - Link Quarta (1º) Sepultura - 16h15 - Link Teresa Cristina - 22h - Link Quinta (2) Trap Show com Murilo Couto - 20h - Link Teresa Cristina - 22h - Link Sexta (3) Teresa Cristina - 22h - Link Joelma - 22h45 - Link Sábado (4) Xande de Pilares - 18h - Link Lexa - 20h - Link Teresa Cristina - 22h - Link Domingo (5) Fernando e Sorocaba - 16h30 - Link Teresa Cristina - 22h - Link Veja Mais

Humberto Barros 'parte para cima' com a experiência do quinto álbum solo

G1 Pop & Arte ♪ Um dos produtores do recém-lançado quarto álbum solo de Roberto Frejat, Ao redor do precipício, o tecladista, cantor e compositor Humberto Barros se prepara para lançar o próprio disco solo. O título Experiência 05 – grafado estilisticamente na capa do álbum como 5xperiência 05 – já sinaliza que se trata do quinto trabalho autoral do artista carioca. Com 13 músicas, o álbum Experiência 05 chegará ao mercado fonográfico, somente em edição digital, cinco anos após o antecessor Longe. Longe (2015). Uma dessas 13 músicas, O estranho acontece, parceria de Barros com Gustavo Corsi, já foi apresentada em 30 de março. Outra, Partir pra cima, será lançada com clipe programado para entrar em rotação a partir das 19h de quarta-feira, 1º de julho. Composição da lavra solitária de Barros, Partir pra cima foi gravada pelo artista com Katia Jorgensen, cantora da banda Ave Máquina. “Partir pra cima é uma aventura bastante mais próxima do universo da MPB do que do pop rock'n'roll com o qual sempre fui mais identificado”, conceitua Humberto Barros. Na faixa, Marcelo Vig, da banda Vulgue Tostoi, toca bateria. Os demais instrumentos do fonograma – piano, acordeom, violão de nylon, guitarra, baixo e órgão – foram tocados pelo próprio Humberto Barros. Marcelo Vig, a propósito, é nome recorrente na ficha técnica do álbum Experiência 05. “Como o Marcelo Vig toca em muitas baterias, posso dizer que formamos uma pequena banda de dois”, ressalta Barros. Filha de Humberto, Clara Barros – já presente no álbum anterior Longe. Longe – participa de Experiência 05 na música É a cidade quem me avisa calma. Já Cris Brown faz vocalizes em vinheta e canta espécie de rap na faixa Se eu fosse você. Atravessei o sol e Os dias da gente são outras músicas inéditas de Humberto Barros que compõem o repertório autoral do álbum Experiência 05. Veja Mais