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Após pouso de robô em Marte, Nasa parabeniza China

Glogo - Ciência Com o feito, China se torna o segundo país a conseguir operar um robô no planeta vermelho, junto aos Estados Unidos. Robô chinês Zhurong pousou na superfície de Marte na sexta-feira (14). Noel Celis / AFP Photo O diretor de missões científicas da Nasa,Thomas Zurbuchen, usou o Twitter para parabenizar a Administração Espacial Nacional da China (CNSA, da sigla em inglês) pelo pouso bem-sucedido do robô chinês em Marte, na sexta-feira (14). A China é o segundo país a conseguir operar um robô no planeta vermelho. "Junto com a comunidade científica global, aguardo ansiosamente as importantes contribuições que esta missão trará para um maior conhecimento do Planeta Vermelho pela humanidade", disse Zurbuchen no Twitter. Robô chinês Zhurong pousa em Marte para iniciar investigações no planeta O robô, chamado Zhurong — deus do fogo, na mitologia chinesa — estava acoplado à Sonda Tianwen 1, que entrou na órbita de Marte em fevereiro deste ano. Diretor da Nasa parabeniza Administração Espacial Nacional da China por pouso de robô em Marte Twitter | Reprodução A China anunciou através de sua mídia estatal que seu primeiro robô pousou na sexta-feira (14) na superfície de Marte, às 20 horas no horário de Brasília. Com a missão bem-sucedida, a China se torna o segundo país a conseguir operar um robô no planeta vermelho, após os Estados Unidos, em 1976. Desde 1960, foram mais de 40 missões espaciais com destino a Marte, mas apenas metade delas teve sucesso. VÍDEO: Robô chinês pousa em Marte para iniciar investigações no planeta Veja Mais

Brasil teve mais mortes por Covid-19 e mais desemprego do que a maioria dos países, aponta nota do Ipea

Glogo - Ciência 'Países que não frearam a disseminação do coronavírus com o argumento de não perder trabalho não tiveram benefícios em seu mercado. Deixar morrer não teve nenhum ganho econômico', diz pesquisador do Ipea que analisou resposta do Brasil à Covid-19. Um levantamento realizado por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que a reação do Brasil à pandemia de Covid-19 teve desempenho pior do que o a maioria dos países nos quesitos mortes e desemprego. A nota técnica assinada pelo economista Marcos Hecksher, considera dados de 2020 compilados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). As principais conclusões são: Brasil registrou proporcionalmente mais mortes por Covid-19 em 2020 do que 89,3% dos demais 178 países analisados pela OMS. Brasil registrou queda do "nível de ocupação" mais intensa do que as de 84,1% dos demais 63 países analisados pela OIT entre os três últimos trimestres de 2019 e de 2020. Marcos Hecksher explica que os países que registraram mais mortes pela Covid-19 em 2020, de maneira proporcional à sua população e a sua pirâmide etária, também foram os que tiveram seus mercados de trabalho mais prejudicados. "Em síntese, países que não frearam a disseminação do coronavírus com o argumento de não perder trabalho não tiveram benefícios em seu mercado. Deixar morrer não teve nenhum ganho econômico" - Marcos Hecksher, economista do Ipea O pesquisador do Ipea destaca o exemplo da Suécia, contrária ao lockdown e a qualquer outro tipo de fechamento e restrição de circulação até janeiro. "A Suécia tentou salvar empregos evitando restrições e está com muito mais mortos que seus vizinhos como Noruega, Finlândia e Dinamarca, sem ter poupado empregos", aponta. Ranking da Covid: como o Brasil se compara a outros países em mortes, casos e vacinas aplicadas Desligamentos por morte de funcionários CLT crescem 71,6% no primeiro trimestre de 2021, diz Dieese Na lista dos 64 países da OIT, a Suécia aparece como 37º país com a maior queda na ocupação do mercado de trabalho em 2020. "Alguns países ricos só têm mais mortes em percentual da população total porque têm proporções de idosos bem maiores que a nossa, e a mortalidade de idosos é mil vezes maior que a das crianças. Mas entre os idosos, nossa mortalidade é maior que a de quase todos eles. E na população de até 59 anos, nossa mortalidade é bem maior que a de qualquer um deles. Assim, quando ajustamos a mortalidade à distribuição das populações nacionais por idade e sexo, esses países ricos deixam de ficar pior do que nós", explica. 'Perdi quase todos para a Covid': o relato de quem teve a família destroçada pela doença Mercado de trabalho Ainda de acordo com o estudo, em 2019, ano pré-pandemia, o estudo mostra que o Brasil tinha o 25º menor nível de ocupação entre os 64 países analisados, com 55,8% de sua população em idade de trabalhar ocupada. Em 2020, com a queda na ocupação apontada acima, o Brasil passou a ter a 16ª menor taxa, com 48,8% de sua população em idade de trabalhar ocupada. Na lista analisada pelo Ipea, o mercado de trabalho brasileiro teve pior desempenho que países como Palestina, México e Paraguai durante a pandemia em 2020. Em todo o mundo, os países com as maiores quedas na taxa de ocupação foram, respectivamente, a Bolívia e Peru. Hecksher destaca que, em nível regional, a América Latina foi a região mais afetada tanto por mortes pela Covid como por perda de postos de trabalho. "A América Latina sofre mais com a informalidade, o que tende a dificultar a cobertura social, o isolamento e o combate à pandemia, aumentando as perdas de vidas e postos de trabalho. Mesmo em nosso continente, o Brasil se saiu pior que a maioria dos países ao redor", diz o pesquisador. Para fazer as comparações entre os países, o estudo ajustou os óbitos pela Covid-19 à distribuição populacional por faixa etária e sexo em cada país e utilizou os dados registrados no terceiro semestre de 2020 em comparação com o mesmo período em 2019, de pré-pandemia. Veja Mais

Últimos dias

Robô chinês Zhurong pousa em Marte para iniciar investigações no planeta

Glogo - Ciência Mídia estatal confirmou chegada às 20 horas de Brasília. Sonda Tianwen 1 chegou à órbita do planeta em fevereiro deste ano. Veja outras missões que levaram robôs até o planeta vermelho. Esta é a primeira vez que a China tenta aterrissar robô no planeta vermelho Noel Celis / AFP Photo A China anunciou através de sua mídia estatal que seu primeiro robô pousou nesta sexta-feira (14) na superfície de Marte, às 20 horas no horário de Brasília. O Zhurong — deus do fogo, na mitologia chinesa — será controlado remotamente. Sonda Tianwen 1: alcançou a órbita de Marte em fevereiro deste ano e consiste em três elementos. Um deles é o módulo do robô que pousou nesta sexta. Zhurong: o dispositivo está acoplado à sonda e tem 240 kg. O principal objetivo será observar a superfície de Marte. Pouso ousado: os cientistas reduziram a velocidade de entrada, que é de 20 mil km/h, para praticamente a velocidade com que um ser humano caminha na hora de "baixar as rodas". O pouso durou sete minutos e transformou a China no segundo país a tocar o solo marciano com sucesso, após os EUA, em 1976. A então União Soviética chegou a ter um equipamento que pousou em Marte antes, a Mars 3, em 1971, mas a comunicação foi perdida definitivamente apenas após alguns segundos. Desde 1960, mais de 40 missões espaciais foram até Marte. Até agora, no entanto, menos da metade delas teve sucesso, e apenas os Estados Unidos conseguiram operar os dispositivos. Ou seja: a China se torna o segundo país a operar um robô no planeta vermelho. Missões para Marte: por que 3 países chegarão ao planeta vermelho quase ao mesmo tempo Astronautas voltam à Terra após quase seis meses na Estação Espacial Internacional Confira abaixo as principais missões: Primeira selfie do robô Perseverance em Marte Nasa Perseverance Em fevereiro deste ano, a agência espacial americana (Nasa) conseguiu pousar em Marte com o robô Perseverance. Ele é o quinto veículo a ter sucesso na chegada até o planeta. Perseverance é o maior e mais complexo veículo já enviado a Marte. Pesa uma tonelada e está equipado com um braço que mede mais de dois metros. No mês passado, durante esta missão, a Nasa voou brevemente um pequeno helicóptero, o Ingenuity, em Marte. Tornou-se o primeiro veículo motorizado a sobrevoar outro planeta. VÍDEO: Helicóptero da Nasa faz primeiro voo em Marte Esperança A sonda Amal ("Esperança" em português, também conhecida como "Hope") foi a primeira enviada a Marte pelos Emirados Árabes Unidos. O lançamento ocorreu em julho de 2020, dias antes do envio da sonda chinesa Tianwen-1 e da americana Perseverance. Amal, que está na órbita marciana desde fevereiro, foi projetada para descobrir os segredos do clima do planeta vermelho. Foto divulgada pelos Emirados Árabes como a primeira de sua missão Esperança do palenta Marte Reprodução/Twitter/ Mohammed bin Rashid Al-Maktoum Schiaparelli Em 2016, a sonda europeia Schiaparelli foi batizada em homenagem a um astrônomo italiano do século XXI, e caiu abruptamente em Marte. No entanto, a Europa conseguiu colocar sua sonda de exploração TGO em órbita. A missão ExoMars russo-europeia, que estava programada para enviar um robô para perfurar o solo marciano no verão de 2020, foi adiada até 2022 por dificuldades técnicas exacerbadas pela atual pandemia de coronavírus. Curiosity O robô americano Curiosity pousou em Marte em agosto de 2012. Ele é o único ainda ativo no planeta e demonstrou que Marte foi propício à vida microbiana em um passado distante e potencialmente habitável. Na época, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que a missão foi um "feito histórico" com a chegada à Marte. "Esse é um triunfo da tecnologia sem precedentes", disse em comunicado presidencial. Em maio de 2008, Phoenix, outro aparelho americano, foi capaz de sondar o permafrost e confirmar a presença de água congelada. Rover Curiosity, da Nasa, está em missão desde novembro de 2011 no planeta vermelho NASA/JPL-Caltech/MSSS Spirit e Opportunity Dois robôs geológicos americanos pousaram em janeiro de 2004 para uma missão que continuou em 2010 com Spirit e, em 2018, com Opportunity. Este último, campeão da distância extraterrestre percorrida (45 km), enviou mais de 200 mil imagens à Terra e descobriu vestígios de ambientes úmidos. Ilustração mostra o jipe Opportunity em Marte Nasa Vídeos: Astronomia e exploração espacial Veja Mais

Recrutamento de voluntários para os testes da Covaxin deve começar em junho, diz coordenadora do estudo no Brasil

Glogo - Ciência Início dos testes depende da aprovação da Comissão Nacional de Ética e Pesquisa (Conep). Vacina será testada em 4,5 mil pessoas no país. Quatro estados participarão dos testes: São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Bahia. Voluntários serão acompanhados por 12 meses a contar do dia da primeira dose da vacina. Que vacina é essa? Covaxin Os voluntários que participarão dos testes de fase 3 da vacina indiana Covaxin devem começar a ser recrutados no início de junho, segundo a coordenadora do estudo no Brasil, Glaucia Vespa. “Esperamos a aprovação ética da Comissão Nacional de Ética e Pesquisa (Conep). Uma vez aprovado, vamos divulgar quais centros de pesquisa recrutarão os voluntários no Brasil”, explica a coordenadora. Os testes de fase 3 da Covaxin foram autorizados na quinta-feira (13) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A vacina será testada em 4,5 mil pessoas, nos estados de São Paulo (3 mil voluntários), Rio de Janeiro, Bahia e Mato Grosso (500 voluntários cada). O Hospital Israelita Albert Einstein será o responsável por coordenar os estudos em todo o Brasil. “Alguns testes laboratoriais serão feitos aqui e outros no laboratório deles, na Índia. São eles: análise de PCR para confirmar casos suspeitos nos voluntários brasileiros e testes para avaliar soropositividade para SARS-CoV-2 antes de iniciar o estudo”, diz Vespa. Covaxin é produzida pela indiana Bharat Biotech Reprodução/Instagram/Bharat Biotech Qualquer pessoa interessada pode participar, desde que atenda os critérios: 18 anos ou mais Nunca ter tido Covid-19 Não ter morado na mesma casa com alguém que esteve com Covid-19 Se for mulher, não pode ser grávida e nem estar planejando engravidar em breve “Essas pessoas poderão se dirigir aos centros de pesquisa e assinar um termo de consentimento. Se a voluntária for mulher, passa por teste de gravidez. Os voluntários também fazem exames de sangue”, completa a coordenadora. A vacina será aplicada em duas doses, com intervalo de 28 dias. Um grupo de voluntários receberá o placebo e o outro, a vacina. Nem os participantes, nem os cientistas saberão quem tomou ou não o imunizante (o que é chamado de "duplo-cego") e a escolha será aleatória (randomizada). Os participantes serão acompanhados por 12 meses a contar do dia da primeira dose. O estudo autorizado, de fase 3, vai testar a segurança, a eficácia, a geração de anticorpos (imunogenicidade) e a consistência entre lotes da vacina em larga escala. A Covaxin é uma vacina de vírus inativado – assim como a CoronaVac, que já está sendo usada na vacinação no Brasil (veja infográfico abaixo). Infográfico mostra como funcionam vacinas inativadas contra o coronavírus G1 Eficácia preliminar A Covaxin apresentou eficácia geral de 78% nos casos sintomáticos e de 100% em casos graves, segundo dados divulgados pela Bharat Biotech e pelo Conselho de Pesquisa Médica da Índia (ICMR). Os dados fazem parte da segunda análise provisória de testes clínicos de fase 3. A primeira análise provisória foi feita em março deste ano e apresentou eficácia de 81%. Os resultados de segurança e eficácia da análise final estarão disponíveis em junho. Em janeiro, clínicas privadas divulgaram que estavam negociando com a Bharat Biotech a compra de 5 milhões de doses da vacina indiana. O imunizante foi aprovado para uso emergencial na Índia no começo do ano. VÍDEOS: Vacinação no Brasil Veja Mais

Brasil ultrapassa 430 mil mortes por Covid, com 2.340 registradas em 24 horas

Glogo - Ciência País contabiliza 430.596 óbitos e 15.436.827 casos, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com informações das secretarias de Saúde. Média móvel está em 1.917 mortos por dia. Brasil passa de 430 mil mortes por Covid O Brasil registrou 2.340 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta quinta-feira (13) 430.596 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.917 --abaixo da marca de 2 mil pelo terceiro dia seguido. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -24%, indicando tendência de queda nos óbitos decorrentes do vírus. É a maior queda percentual registrada desde o dia 11 de novembro (quando ficou em -27%). Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta quinta. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Nenhum estado apresenta tendência de alta nas mortes. Já com tendência de queda aparecem 21 estados e o DF. É a primeira vez na pandemia que se registram tantas unidades federativas com óbitos em queda simultaneamente. O Brasil completa agora 113 dias com a média móvel de mortes acima da marca de 1 mil. Foram 55 dias seguidos com essa média acima da marca de 2 mil. Veja a sequência da última semana na média móvel: Evolução na média móvel de óbitos por Covid no Brasil na última semana Editoria de Arte/G1 Sexta (7): 2.158 Sábado (8): 2.131 Domingo (9): 2.092 Segunda (10): 2.083 Terça (11): 1.980 Quarta (12): 1.944 Quinta (13): 1.917 Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 15.436.827 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 75.141 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 61.115 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de 0% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade também nos diagnósticos. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 13 de maio Total de mortes: 430.596 Registro de mortes em 24 horas: 2.340 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.917 (variação em 14 dias: -24%) Total de casos confirmados: 15.436.827 Registro de casos confirmados em 24 horas: 75.141 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 61.115 por dia (variação em 14 dias: 0%) Estados Em estabilidade (5 estados): RO, BA, PB, PI e SE Em queda (21 estados e o DF): PR, RS, SC, ES, MG, RJ, SP, DF, GO, MS, MT, AC, AM, AP, PA, RR, TO, AL, CE, MA, PE, e RN Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 desta quinta-feira (13) aponta que 37.744.357 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 17,82% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 18.807.027 pessoas (8,88% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. No total, 56.551.384 doses foram aplicadas em todo o país. Veja a variação das mortes por estado Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: -42% RS: -21% SC: -30% Sudeste ES: -26% MG: -28% RJ: -19% SP: -22% Centro-Oeste DF: -26% GO: -25% MS: -37% MT: -18% Norte AC: -39% AM: -36% AP: -20% PA: -41% RO: -7% RR: -17% TO: -41% Nordeste AL: -20% BA: -4% CE: -30% MA: -20% PB: -2% PE: -20% PI: -5% RN: -17% SE: +7% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19: } Veja Mais

Uso de cloroquina e hidroxicloroquina em nebulização é 'procedimento experimental' que depende de aprovação ética prévia, orienta CFM

Glogo - Ciência Conselho orienta que médicos NÃO dissolvam comprimidos dos medicamentos para nebulização de pacientes. Ao menos duas pessoas morreram no AM e três no RS depois de passar por procedimento. Foto mostra comprimidos de hidroxicloroquina, substância usada para tratar malária e algumas doenças autoimunes, como lúpus. John Locher/AP O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou, nesta quinta-feira (13), resolução no Diário Oficial da União (DOU) que estabelece o uso de hidroxicloroquina e de cloroquina por meio de nebulização como um "procedimento experimental". A resolução determina, ainda, que esse uso só pode ser feito "por meio de protocolos de pesquisa aprovados" pelos Comitês de Ética em Pesquisa (CEP) e Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), ambos vinculados ao Conselho Nacional de Saúde (CNS). Na prática, isso significa que – segundo a assessoria do CFM informou ao G1 – pacientes não podem receber os medicamentos por nebulização em um atendimento médico 'normal': isso só poderá ser feito dentro de pesquisas clínicas, que dependem de aprovação ética das entidades citadas. Contatada pelo G1, a Conep afirmou que não recebeu "nenhum protocolo sobre cloroquina nebulizada. Se recebermos, vamos analisar com base nas resoluções do CNS, visando a proteção da segurança e dos direitos dos participantes." A reportagem entrou em contato com o Conselho Federal de Farmácia para um posicionamento, mas não obteve resposta até a mais recente atualização desta reportagem. Veja, abaixo, os principais pontos da resolução do CFM. O texto é assinado pelo presidente do conselho, Mauro Luiz de Britto Ribeiro, e a secretária-geral, Dilza Teresinha Ambrós Ribeiro: Uso contra a Covid-19 Segundo o CFM, "ao mesmo tempo que os pesquisadores se mostraram entusiasmados com os relatos preliminares e promissores da HCQ [hidroxicloroquina] no tratamento da doença, estavam também preocupados com os potenciais eventos adversos, em vista das altas doses necessárias para alcançar o efeito antiviral pretendido". O conselho justifica que "a hipótese inicial para o uso da hidroxicloroquina inalatória foi de que a administração da droga por essa via, em doses menores, possibilitaria concentrações maiores no tecido pulmonar (alvo inicial da infecção) do que aquela administrada por via oral. Entretanto, na avaliação de farmacêuticos ouvidos pelo G1, dar os medicamentos por nebulização não mudaria o fato de que eles não funcionam contra a Covid-19. Mesmo quando o remédio é tomado em comprimido, a maior parte dele já chega ao pulmão pela corrente sanguínea, explica a farmacêutica e bioquímica Laura Marise, doutora pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e cofundadora do canal "Nunca vi 1 Cientista", na rede social "YouTube", "Existe uma característica do fármaco que se chama biodisponibilidade – é a quantidade do comprimido que fica disponível no seu sangue depois que você toma o comprimido. No caso da hidroxicloroquina, essa biodisponibilidade é de 75%, bem alta. Praticamente todo o comprimido que você toma, 75% dele, chega no seu sangue e, com isso, é distribuído para todo o organismo. A cloroquina, mesmo que a gente tome via oral, por comprimido, vai chegar no pulmão", observa. A cientista 'detetive' que acendeu alerta sobre hidroxicloroquina contra Covid-19 Para a cientista, só faria sentido alterar a forma de dar os remédios se eles tivessem se mostrado promissores contra a Covid e já não chegassem aos pulmões mesmo sendo ingeridos na forma de comprimidos. "O que vai alterar [com a mudança na forma de dar o remédio] é a farmacocinética – como o corpo absorve e faz tudo com esse medicamento", completa o farmacêutico e bioquímico Renan Vinicius de Araújo, formado pela Universidade de São Paulo (USP) e cofundador do grupo de divulgação científica "Via Saber". "Quando faz [a administração] via inalação, vai jogar esse fármaco para o pulmão e, como o pulmão é muito irrigado, vai distribuir o fármaco muito mais rapidamente no corpo e, também, vai estar numa concentração maior do que se tivesse dado por via oral", explica. Só que, explica Araújo, "como a gente já sabe que o mecanismo de funcionamento da cloroquina não funciona em Covid, não faz muito sentido pensar que uma concentração maior vai fazer mais efeito - porque o efeito é 0, então 2x0 é nada", diz. O próprio CFM diz, na resolução, que "não foram encontrados resultados de estudos que tivessem estudado a aplicação da HCQ inalada em pacientes com Covid-19". "Aventou-se que a apresentação inalada de cloroquina ou hidroxicloroquina poderia ser uma alternativa para reduzir as doses sistêmicas com alta concentração no sistema respiratório, proporcionando menor risco de eventos adversos. Porém, não há até o momento nem registro nem comercialização de um produto de HCQ inalável em nenhuma parte do mundo", diz o texto. Ineficácia comprovada Diversis estudos já provaram que tanto a cloroquina como a hidroxicloroquina são ineficazes contra a Covid-19. Em um deles, as medicações agravaram o quadro de pacientes com a doença. Em julho do ano passado, um estudo publicado na revista científica "Nature", uma das revistas mais importantes do mundo, apontou que a hidroxicloroquina não teve efeito antiviral em macacos. "Não conseguimos provar a atividade antiviral nem eficácia clínica no tratamento com hidroxicloroquina", escreveram os autores da pesquisa. "Nossos resultados ilustram a discrepância frequente entre os resultados do 'in vitro' (em células) e 'in vivo' (em cobaias)." Em janeiro deste ano, um dos principais defensores da hidroxicloroquina como tratamento da Covid-19, o médico francês Didier Raoult, admitiu que o medicamento não funcionava contra a doença (veja vídeo abaixo). Ele já havia sido denunciado em setembro na França pela promoção indevida do medicamento. Principal promotor da Hidroxicloroquina diz que medicamento não funciona contra a Covid Mortes associadas ao uso Entre março e abril, ao menos três pessoas receberam nebulização de hidroxicloroquina para tratar Covid-19 no Amazonas. Duas delas morreram: uma idosa de Itacoatiara e, dias antes, outra paciente em Manaus. Prefeito de Itacoatiara diz que nebulização com hidroxicloroquina é procedimento praticado por médicos no AM A Comissão Nacional de Ética em Pesquisa classificou o procedimento na capital amazonense como "experimento clandestino". Outras 3 mortes também ocorreram no Rio Grande do Sul. Comprimidos NÃO devem ser dissolvidos O texto do CFM diz ainda que a dissolução de comprimidos de hidroxicloroquina para inalação NÃO deve ser considerada para tratar pacientes com Covid-19, por questões de segurança: "A simples dissolução de um comprimido de HCQ para produzir uma solução para inalação não deve ser considerada, em vista dos excipientes presentes no produto, que podem ser agressivos às vias aéreas, e da dificuldade de estabelecer as dosagens compatíveis com os limites da administração inalada", diz a resolução. Nenhuma das duas medicações – nem a cloroquina, nem a hidroxicloroquina – tem versões inalatórias comercializadas no mundo, segundo o próprio CFM afirma na resolução. O conselho reforça que "a farmacocinética de um medicamento em apresentação inalada é muito diferente da farmacocinética do mesmo produto na forma oral". "São necessários estudos bem desenhados e bem conduzidos para que a correspondência entre as duas formas farmacêuticas seja estabelecida", diz a resolução. Além disso, para que haja uma versão inalada dos medicamentos, é necessário estabelecer uma nova forma de uso deles, específica para esse formato, diz o CFM. Em março, a Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia já havia alertado médicos a não fazerem nebulização com comprimidos triturados de cloroquina em pacientes com Covid-19. A sociedade alertou que os comprimidos podiam causar danos ao sistema respiratório e, além disso, contaminar o ambiente com partículas virais. "Não é porque não existe essa formulação que eu posso simplesmente pegar uma formulação que foi desenvolvida para a via oral e transformar em alguma formulação inalatória, porque não é assim que funciona", destaca Laura Marise. "Quando eu desenvolvo uma formulação para uso oral – nesse caso, comprimido – eu estou trabalhando em termos de concentração e ingredientes para que o medicamento interaja com o estômago e intestino. Não estou preparando esse medicamento para interagir com outros órgãos – o que vai interagir é, depois, o fármaco, o princípio ativo, já livre do comprimido", explica a farmacêutica. 'Incerteza' no tratamento e atribuições de farmacêuticos O CFM considera que usar a hidroxicloroquina inalada, ainda não registrada em nenhum lugar no mundo, "acrescenta ainda mais incerteza ao tratamento e maior responsabilidade ao médico, pois ele não tem garantida sua eficácia e segurança". O conselho vem defendendo que o médico tem "autonomia" ao determinar o tratamento do paciente com Covid-19 (veja ao final desta reportagem como outras entidades têm se posicionado). Além disso, reforça que obter um formato inalatório do remédio é um processo "complexo" que cabe a farmacêuticos especializados em técnica farmacêutica. "Esse fato não pode ser ignorado pelo médico que pretende prescrever tal produto, pois se trata de procedimento experimental e está fora de sua competência responsabilizar-se pela qualidade, pureza e segurança de um produto experimental que foi processado por outro profissional de saúde", diz a resolução. Estima-se que o processo de colocar um novo remédio no mercado dure, em condições normais, de 12 a 15 anos – com um custo de US$ 1 bilhão a US$ 2 bilhões (R$ 5,3 a R$ 10,6 bilhões), explica Renan Araújo. No eventual caso de a hidroxicloroquina ou a cloroquina serem reapresentadas para versão inalável, algumas etapas iniciais poderiam ser puladas, o que pouparia algum tempo, mas mesmo assim representaria um gasto de milhões de dólares, segundo o farmacêutico. "Mas do ponto de vista da indústria isso não faz sentido nenhum, porque eles usam o dinheiro de forma estratégica – eles querem apostar em medicamentos novos que funcionam e vão trazer retorno financeiro. Se eles já sabem de antemão que o medicamento não funciona, por que vão tentar fazer uma fórmula nova? Não faz sentido nenhum – nem do ponto de vista farmacêutico, científico, acadêmico, econômico", afirma. Outras entidades Outras autoridades em saúde já se posicionaram contra o uso da cloroquina e/ou hidroxicloroquina para a Covid-19. Autonomia do médico não dá direito de prescrever remédio ineficaz, diz presidente de entidade que mudou orientação sobre 'kit Covid' Organização Mundial de Saúde (OMS) se posicionou contra o uso da hidroxicloroquina para a prevenção da doença e não demonstrou benefício no uso da cloroquina contra a Covid; A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) também divulgou posicionamento afirmando que a hidroxicloroquina deveria ser abandonada no tratamento da Covid-19. Em março, a Associação Médica Brasileira (AMB) avaliou que os remédios devem ser banidos no tratamento contra a doença. Veja VÍDEOS da vacinação no Brasil: Veja Mais

Bolsonaro sanciona lei que determina afastamento de grávidas do trabalho presencial

Glogo - Ciência Medida entra em vigor nesta quinta-feira e tem por objetivo reduzir risco de contaminação pela Covid. Gestantes não devem ficar sem remuneração e deverão permanecer à disposição para trabalhar de casa. Imagem ilustrativa de mulher grávida; lei que determina afastamento de gestantes do trabalho durante a pandemia entra em vigor nesta quinta-feira Cassidy Rowell / unsplash O presidente Jair Bolsonaro sancionou projeto de lei que determina o afastamento de atividades presenciais de funcionárias grávidas durante a pandemia, sem prejuízo na remuneração. A sanção foi publicada na edição desta quinta-feira (13) do "Diário Oficial da União" DOU. A proposta foi aprovada pelo Senado em 15 de abril, depois de aprovação pela Câmara dos Deputados em agosto do ano passado. A medida tem por objetivo reduzir risco de contaminação pela Covid de gestantes e entra em vigor imediatamente. Segundo a proposta, a gestante afastada ficará à disposição para exercer as atividades de casa, por meio do teletrabalho, trabalho remoto ou outra forma de trabalho à distância. Saiba quais são as orientações do Ministério da Saúde para a vacinação de grávidas contra a Covid Governo decide só vacinar grávidas com comorbidades, veta AstraZeneca e libera uso da CoronaVac e Pfizer Grávidas que tomaram vacina de Oxford/AstraZeneca precisam ter acompanhamento médico, dizem especialistas Grávidas com comorbidades têm prioridade na vacina No final de abril, o Ministério da Saúde decidiu incluir todas as gestantes e puérperas (até 45 dias do pós-parto) no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19. Nesta semana, o Ministério da Saúde anunciou que a vacinação deste grupo no Brasil será restrita às mulheres com comorbidades (doenças pré-existentes). Também ficou definido pela pasta que grávidas e puérperas devem receber apenas as vacinas CoronaVac e Pfizer, sem a Astrazeneca. Veja Mais

Vacinação de grávidas contra a Covid: saiba quais orientações do Ministério da Saúde estão em vigor

Glogo - Ciência Investigação sobre morte de grávida vacinada com o imunizante da AstraZeneca levou governo autorizar a aplicação apenas em gestantes com comorbidades, sendo que elas devem tomar a CoronaVac ou a vacina da Pfizer. Ministério da Saúde suspende vacinação de grávidas com a AstraZeneca O Ministério da Saúde decidiu na terça-feira (11) que a vacinação de grávidas e de puérperas no Brasil contra a Covid-19 será restrita somente às mulheres com comorbidades (doenças preexistentes) e elas devem receber apenas as vacinas CoronaVac e Pfizer. Veja abaixo os principais pontos sobre o tema: O que mudou nesta semana? Agora apenas grávidas com comorbidades podem ser vacinadas. Antes da determinação de terça-feira, o ministério tinha decidido - em 26 de abril - incluir todas as grávidas e puérperas (mulheres no período pós-parto) no grupo prioritário para receber a vacina contra a Covid-19. Em 15 de março, o governo já tinha incluído as gestantes com comorbidades. Por que a vacina AstraZeneca foi vetada para esse grupo? O Ministério da Saúde analisa um caso raro de morte de uma gestante de 35 anos por causa de um acidente vascular cerebral hemorrágico (AVC) que pode ter ligação com o uso da vacina AstraZeneca. O óbito ainda está em investigação e, segundo o governo federal, ainda não está comprovado que a vacinação tenha causado a complicação na gestante. As grávidas devem tomar a segunda dose? Segundo a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Franciele Francinato, grávidas e puérperas que tomaram a vacina da AstraZeneca não devem tomar a segunda dose. A orientação ainda é provisória porque sua manutenção ou seu cancelamento dependem da conclusão da análise do caso da gestante que morreu depois de tomar a vacina. Risco de desenvolver coágulo raro é de 8 a 10 vezes maior depois da Covid do que depois de vacina, dizem cientistas de Oxford Quais são as vacinas alternativas? A vacina chinesa CoronaVac, do laboratório Sinovac, é a mais usada no país. Também é aplicado, mesmo que em menor quantidade, o imunizante da AstraZeneca/Oxford. Recentemente, o fármaco produzido pela Pfizer/BioNTech passou a ser administrado no Brasil. A epidemiologista Ethel Maciel, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), destacou que a vacina da Pfizer é "a única que já tínhamos estudos e evidências científicas de que não tinha eventos adversos sérios no grupo das gestantes". Mas a CoronaVac, apesar de não contar com estudos específicos para este grupo, usa uma tecnologia que já se provou segura, também presente nas vacinas contra a gripe, explica Maciel. Atraso na liberação de insumo da CoronaVac pode alterar cronograma de vacinação a partir de junho, diz diretor do Butantan O que diz a AstraZeneca? Em nota, a AstraZeneca afirmou que "mulheres que estavam grávidas ou amamentando foram excluídas dos estudos clínicos" da vacina. Veja íntegra: "Referente a suspensão do uso da vacina AstraZeneca/Fiocruz por parte da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a AstraZeneca esclarece que as mulheres que estavam grávidas ou amamentando foram excluídas dos estudos clínicos. Esta é uma precaução usual em ensaios clínicos. Os estudos em animais não indicam efeitos prejudiciais diretos ou indiretos no que diz respeito à gravidez ou ao desenvolvimento fetal." Quais são os efeitos colaterais conhecidos da vacina AstraZeneca? Considerando dados dos ensaios clínicos de fase 3, o governo britânico lista as seguintes reações adversas como mais frequentes após a aplicação da vacina de Oxford: sensibilidade e/ou dor no local da injeção cefaleia (dor de cabeça) fadiga mialgia (dor muscular) mal-estar febre calafrios dor nas articulações náuseas Entre as 23 mil pessoas que participaram dos testes, cerca de 1 a cada 10 relatou ao menos um dos sintomas acima. A maioria das reações adversas foi leve a moderada e geralmente resolvida alguns dias após a vacinação. As reações notificadas após a segunda dose foram mais leves e menos frequentes do que após a primeira dose. Além disso, foram geralmente mais leves e menos frequentes em idosos (com 65 anos ou mais) do que em pessoas mais jovens. Mesmo após casos raros de coágulos que ocorreram em pessoas imunizadas com a vacina, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) manteve a recomendação de que ela fosse aplicada – pois os benefícios superavam os riscos. Na página oficial de informações sobre a vacina da AstraZeneca, o governo britânico reconhece os eventos adversos de trombose e diz que a maior parte deles ocorreu nos primeiros 14 dias após a vacinação, mas que também houve relatos após esse período. Nenhum grupo de risco foi identificado, mas, como medida de precaução, o governo recomenda que a administração da vacina da AstraZeneca em pacientes com histórico de trombose do seio venoso cerebral ou síndrome antifosfolipídica seja considerada apenas quando o benefício superar riscos potenciais. A página também recomenda que pessoas imunizadas com a vacina de Oxford/AstraZeneca devem buscar atendimento médico imediato se, 4 dias ou mais após a vacinação, desenvolverem: um novo início ou agravamento de dores de cabeça fortes ou persistentes com visão turva, que não respondem a analgésicos simples; novos sintomas, como falta de ar, dor no peito, inchaço nas pernas, dor abdominal persistente, sintomas ou sinais neurológicos (como confusão ou convulsões) ou hematomas e/ou petéquias (manchas vermelhas ou marrons) incomuns na pele. Pessoas com eventos tromboembólicos e trombocitopenia (baixo nível de plaquetas) devem ser levadas ao hospital com urgência e a um especialista em hematologia para aconselhamento. Veja Mais

Sexo híbrido: especialistas tentam mapear as relações no Brasil pós-pandemia

Glogo - Ciência Piora nas relações, gerenciamento dos riscos e hibridismo sexual são temas que aparecem nos cenários dos especialistas. Questionário vai mostrar os detalhes dos encontros dos brasileiros. Mulher fotografa um novo mural surgido na Bank Street em Glasgow, na Escócia Andrew Milligan/PA via AP po. É papel dos gestores públicos traçar um plano de gestão de risco, ou seja, entender e divulgar qual é a melhor forma de se relacionar com uma o redução de danos. "O que a gente tem visto em artigos e publicações é uma piora [do sexo] para a imensa maioria. Sexo saudável depende de uma série de elementos. Primeiro, você tem que estar bem, estar seguro, a saúde física e emocional preservada, ou o sexo fica prejudicado. E isso é mais complicado no momento atual", diz Carmita Abdo, psicóloga e sexóloga, em resumo do cenário das relações pós-pandemia. No início da quarentena, relata Abdo, estudos demonstraram um maior interesse entre aqueles que já estavam juntos. Com o tempo e o aumento das preocupações, no entanto, o sexo passou a ser ainda mais raro do que antes. Especialistas da área estão começando a mapear as mudanças na atividade sexual do brasileiro dentro das novas condições (e limitações) impostas pela Covid. Marco Aurélio M. Prado, professor do Programa de Pós-Graduação em psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordena o projeto "Sexvid", em parceria com outras universidades do Brasil. Em 2020 foram feitas entrevistas sobre a vida sexual de vários perfis de brasileiros: homens, mulheres, heterossexuais, homossexuais, de diferentes idades, que trabalham em casa ou no escritório. MAIS: Sexo em tempos de pandemia traz dilemas éticos: como fazer, com quem e como se proteger Sexo na pandemia: a máscara protege da Covid, mas beijar aumenta os riscos com novos parceiros A partir do próximo mês, Prado disponibilizará um questionário on-line para conseguir entender os detalhes dos encontros sexuais dos brasileiros. Segundo ele, o país precisa reconhecer que as pessoas fazem sexo e que irão continuar fazendo durante a pandemia. É papel dos gestores públicos traçar um plano de gestão de risco, ou seja, entender e divulgar qual é a melhor forma de se relacionar com uma política de redução de danos. O professor da UFMG observa que os solteiros estão criando regras próprias, tentando estabelecer os limites do que eles consideram seguro e saindo atrás de novos parceiros. Ele defende uma definição de qual é a melhor forma de fazer sexo – existe alguma forma menos arriscada? Como? A pesquisa irá responder algumas dessas perguntas e tentar buscar dados que podem embasar a melhor estratégia. Um dos entrevistados da pesquisa declarou que, antes das relações sexuais, pedia para o parceiro tomar banho. Esse tipo de medida perdida, sem fundamento, de acordo com Prado, precisa ser um alerta para a criação de campanhas que expliquem o que realmente pode ser feito para ter um relacionamento minimamente seguro. "A gestão do risco no Brasil já teve uma trajetória longa nos estudos de Aids. Se você retomar um pouco, as pesquisas sobre a Aids foram avançando e elas chegaram em um dado momento em que começaram a focar nessa tal da gestão do risco", diz. "Não é que as pessoas estejam transando e pensando em como evitar o vírus. Na verdade, elas transam sabendo que elas estão transando também com o vírus. É uma vida com o vírus. É o que remete muito aos estudos da Aids", avaliou Prado. Por enquanto, no planeta, poucos países criaram cartilhas e recomendações extensas sobre como fazer sexo na pandemia, entre eles a Holanda. O Instituto Nacional de Saúde Pública do país sugeriu manter "uma bolha" para relacionamentos sexuais. Ocir Andreata, pós-doutor em Teologia e psicólogo especialista em Sexualidade Humana, declara que "bolha sexual seria você se relacionar com as pessoas bem íntimas que não estão com o vírus. Manter o relacionamento com 1 ou 2 pessoas. Muita gente critica, porque diz que ainda existe risco. Mas de fato estão se encontrando e correndo mais riscos de toda ordem". Relações híbridas A sexóloga Carmita Abdo e Marco Aurélio M. Prado, em seus consultórios e pesquisas, dizem que as relações estão cada vez mais híbridas. Meio on-line, meio ao vivo. "A gente foi vendo que há um hibridismo, que essa divisão entre virtual e encontro real é muito mais mesclada do que a gente imagina. As pessoas usam aplicativos, usam muita tecnologia para práticas sexuais, mas elas também misturam encontros ao vivo nestas histórias", afirmou o pesquisador Prado. Abdo diz que pacientes que não pensavam em usar aplicativos agora já implementaram na rotina. "Quem já era adepto, continuou a usar mais e cada vez mais. Quem não tinha outra alternativa, aderiu. O número de pessoas que hoje pratica sexo virtual é muito maior no Brasil e em todo o mundo. Não é a forma preferencial, é a forma possível", disse. Além disso, ela se diz preocupada com a iniciação sexual de jovens adolescentes, efeito colateral da pandemia em tempos de pornografia on-line. Segundo Abdo, começar a fazer sexo apenas virtualmente pode gerar alguns problemas, o que pode mudar a forma de relacionar de toda uma geração. "O que será dessa geração? Vai mudar [a forma de se relacionar]. A gente já tinha dificuldade com esses garotos. Eles saiam da internet pra vida real, mas não tinham os estímulos tão interessantes quanto a pornografia on-line. A menininha não é aquela coisa toda da atriz pornô do filme", disse a sexóloga. O mesmo vale para as adolescentes: "Elas pensam: 'eu não sou aquilo tudo, não sou gostosa assim'". "Sabe o que é pior? Não dá pra segurar. O sexo é algo muito mais forte do que milhões de recomendações. A saída mesmo é tentar orientar", completou. Vídeos: Viva Você Veja Mais

Por que temos que avançar na telemedicina depois da pandemia

Glogo - Ciência Idosos poderão se beneficiar se atenção primária tiver o apoio da tecnologia A coluna da última quinta-feira foi sobre o Arc, projeto de inovação em medicina do Sheba Medical Center, o maior hospital de Israel. Hoje complemento as informações do seminário Health Connections 2021 falando sobre o potencial da telemedicina voltada para o atendimento de idosos. No Brasil, não há regulamentação definitiva para essa prática, que conta com autorização temporária, em caráter experimental, por causa da pandemia. A questão é que, se a deixarmos de lado, teremos perdido uma grande oportunidade. Vale conhecer o trabalho que vem sendo feito em Israel para perceber que poderia significar uma revolução no Brasil. O médico Gad Segal, especialista em medicina interna, fez uma palestra sobre o que chamou de hospitalização remota, referindo-se ao teleatendimento que residentes de instituições de longa permanência (ILPI) recebem sem que precisem se deslocar até um hospital. Os médicos estão em outro local, mas há um ambiente de clínica virtual e equipamentos que geram imagens e as enviam para o profissional que está na outra ponta, possibilitando análise e diagnóstico em tempo real. Pesquisas realizadas naquele país, com pacientes com idade média de 85 anos, apontaram para uma redução pela metade do tempo de internação. A reabilitação também se dá com supervisão on-line. Vantagens da telemedicina: diminuir a distância geográfica e o isolamento; facilitar a vida de pacientes com mobilidade reduzida e o acompanhamento de doenças crônicas Tumisu para Pixabay O doutor Segal afirmou que Israel e Brasil têm perfis semelhantes no que diz respeito à porcentagem de idosos na composição da população. A diferença é que Israel tem pouco mais de 9 milhões de habitantes, e apenas um milhão com mais de 65 anos. O Brasil tem quase 33 milhões acima dos 60 e, como lembrou o médico Carlos André Uehara, presidente da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia) e palestrante do evento, há algo em torno de 5.500 ILPIs, com cerca de 80 mil residentes. Apesar da insegurança jurídica que ainda paira no campo da telemedicina por aqui, Uehara listou algumas das vantagens do atendimento remoto: diminuir a distância geográfica e o isolamento; facilitar a vida de pacientes com mobilidade reduzida e o acompanhamento de doenças crônicas; possibilitar o acesso a diferentes especialistas; e ajudar no treinamento de equipes. Não menos importante: contornar a escassez de profissionais. “O Brasil tem 2.143 geriatras registrados, o que representa um para cada 15.353 brasileiros”, ressaltou. Some-se a isso o fato de 75% das pessoas se valerem do SUS (Sistema Único de Saúde), o que, em vez de ser um impedimento, deveria se tornar um poderoso estímulo para caminharmos nessa direção. Centros comunitários de saúde poderiam ser devidamente equipados para que idosos tivessem cuidados de saúde hoje inacessíveis. A atenção primária iria para um novo patamar e romperia limites geográficos – uma pessoa no Nordeste poderia ser avaliada por um médico do Sul, por exemplo, se houvesse um consórcio de centros de atendimento. Os problemas? O senso de “territorialidade” de conselhos profissionais, a falta de regulamentação definitiva e, principalmente, nossa limitadíssima inclusão digital: precisamos de internet de qualidade para todos e uma maciça mobilização para a alfabetização digital, a fim de combater a desigualdade que nos assombra. Do contrário, a telemedicina será uma opção restrita aos privilegiados. Veja Mais

Brasil registra média de 2.092 mortes por Covid; total de óbitos vai a 422 mil

Glogo - Ciência País contabiliza 422.418 mortes e 15.182.219 casos, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com informações das secretarias de Saúde. Brasil registra média de 2.092 mortes por Covid; total de óbitos vai a 422 mil O Brasil registrou 934 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando neste domingo (9) 422.418 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 2.092. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -15%, indicando tendência de estabilidade nos óbitos decorrentes do vírus. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h deste domingo. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Essa é a menor média móvel de mortes registrada desde 17 de março, quando ela estava em 2.031 -- e em plena ascensão naquele momento. Nenhum estado apresenta tendência de alta nas mortes. O país completa agora 54 dias seguidos com a média móvel de óbitos acima dos 2 mil mortos por dia. Já são 109 dias no Brasil com a média móvel de mortes acima da marca de mil. Brasil registra 934 mortes por Covid-19 em 24 horas Veja a sequência da última semana na média móvel: Média móvel de mortes neste domingo Arte G1 Segunda (3): 2.375 Terça (4): 2.361 Quarta (5): 2.329 Quinta (6): 2.251 Sexta (7): 2.158 Sábado (8): 2.131 Domingo (9): 2.092 Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 15.182.219 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 31.591 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 61.177 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +9% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade também nos diagnósticos. Sem queda significativa tanto em casos quanto em mortes, o país começa a observar a formação de um platô perigoso nas duas curvas, com os números permanecendo ainda muito altos. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 9 de maio Total de mortes: 422.418 Registro de mortes em 24 horas: 934 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 2.092 (variação em 14 dias: -15%) Total de casos confirmados: 15.182.219 Registro de casos confirmados em 24 horas: 31.591 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 61.177 por dia (variação em 14 dias: +9%) Estados Em alta (zero estado) Em estabilidade (11 estados): BA, CE, MA, MG, PB, PR, PI, RJ, SP, SE e TO Em queda (15 estados e o DF): AC, AL, AP, AM, DF, ES, GO, MT, MS, PA, PE, RN, RS, RO, RR e SC Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 deste domingo (9) aponta que 35.327.845 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 16,68% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 17.744.038 pessoas (8,38% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. No total, 53.071.883 doses foram aplicadas em todo o país. Veja a variação das mortes por estado Estados com a média de mortes em estabilidade Arte G1 Estados com a média de mortes em queda Arte G1 Sul PR: -3% RS: -17% SC: -19% Sudeste ES: -32% MG: -15% RJ: +6% SP: -12% Centro-Oeste DF: -25% GO: -47% MS: -23% MT: -25% Norte AC: -22% AM: -34% AP: -20% PA: -39% RO: -34% RR: -23% TO: -8% Nordeste AL: -16% BA: -5% CE: +2% MA: -9% PB: -2% PE: -23% PI: -11% RN: -30% SE: +8% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19: } Veja Mais

Foguete chinês que deve cair na Terra é visto no céu de SC; VÍDEO

Glogo - Ciência Segundo integrantes da Bramon, objeto foi visto em Monte Castelo na noite de sexta e também em outros estados neste sábado. Astrônomo amador fez sequência de imagens para mostrar trajeto do objeto no céu catarinense Jocimar Justino/Arquivo pessoal O foguete chinês, sem controle que deve cair na Terra neste final de semana, foi visto no céu catarinense. A câmera de monitoramento de uma estação em Monte Castelo, no Norte do estado, registrou o objeto passando pouco após as 18h30 de sexta-feira (7). Objeto que pode ser foguete chinês é visto no céu de SC Segundo Marcelo Zurita, diretor técnico da Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon), o foguete foi observado entre quinta (6) e este sábado (8) também no Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, além de Santa Catarina. "A gente tem certeza que é o foguete. Primeiro que já era para passar pela posição e horário que passou e dá para ver nas imagens uma variação de brilho. Essa variação de brilho vem sendo observada e é partir dela que ficou claro que estava fora de controle. Quando está girando é porque não está estável em órbita", explica. O registro foi feito pela estação do astrônomo amador Jocimar Justino, que também integra a Bramon, e mora em Monte Castelo. "Devido a altitude que o objeto passou, naquela posição ainda estava recebendo a luz direta do sol. O que vemos é o sol refletido nele, é como se estivesse um espelho girando", detalha. Segundo Zurita, a imagem feita em Santa Catarina é uma das melhores observadas até o momento. "A gente viu diversos registros pelo país e este do Jocimar é um dos melhores que pega boa parte da trajetória e bem clara", detalhou o especialista. Ele diz que com a aproximação da Terra, o foguete deve ser visto cada vez mais brilhante. Destroços de foguete chinês podem cair ainda neste sábado sobre a Terra; risco de danos é mínimo, segundo especialistas Veja perguntas e respostas sobre o caso O país asiático colocou em órbita o primeiro módulo de sua estação espacial em 29 de abril. É a primeira parte deste foguete, atualmente em órbita, que deve retornar à Terra. O objeto está perdendo altitude gradualmente e seu ponto exato de queda ainda é desconhecido. A China e muitos especialistas consideram, porém, a hipótese de danos na Terra mínima - veja no vídeo abaixo. VÍDEO: Destroços de foguete chinês devem cair no mar dos EUA em 8 de maio A estação em Monte Castelo registra sempre há alguma movimentação no céu, como ocorreu em abril com duas quedas de meteoros. VEJA TAMBÉM: Vídeo mostra carro capotando após bater em outro veículo SC chega a 14 mil mortes por Covid; governo aposta em fiscalização para controlar doença Família morre em incêndio a residência no Oeste; crianças estão entre as vítimas Mulher intubada com Covid após dar à luz trigêmeos fala sobre ser mãe de 6: 'Amor dobrou', diz VÍDEOS mais assistidos da NSC TV no G1 SC Veja ouras notícias do estado no G1 SC Veja Mais

China se prepara para aterrissar robô Zhurong para investigar Marte

Glogo - Ciência Sonda Tianwen 1 chegou à órbita do planeta em fevereiro deste ano. Módulo deverá fazer pouso especialmente delicado nos próximos dias. Veja outras missões que levaram robôs até o planeta vermelho. Esta é a primeira vez que a China tenta aterrissar robô no planeta vermelho Noel Celis / AFP Photo Nos próximos dias, até a quarta-feira (19), a China deverá pousar seu primeiro robô na superfície de Marte. O Zhurong — deus do fogo, na mitologia chinesa — será controlado remotamente. A operação de chegada ao planeta vizinho será particularmente delicada e em alta velocidade. Sonda Tianwen 1: alcançou a órbita de Marte em fevereiro deste ano e consiste em três elementos. Um deles é o módulo do robô que pousará nos próximos dias, ou mesmo nas próximas horas. Zhurong: o dispositivo está acoplado à sonda e tem 240 kg. O principal objetivo será observar a superfície de Marte. Pouso ousado: os cientistas devem reduzir a velocidade de entrada, que é de 20 mil km/h, para praticamente a velocidade com que um ser humano caminha na hora de "baixar as rodas". Desde 1960, mais de 40 missões espaciais foram até Marte. Até agora, no entanto, menos da metade delas teve sucesso, e apenas os Estados Unidos conseguiram operar os dispositivos. Ou seja: a China poderá se tornar o segundo país a operar um robô no planeta vermelho. Missões para Marte: por que 3 países chegarão ao planeta vermelho quase ao mesmo tempo Astronautas voltam à Terra após quase seis meses na Estação Espacial Internacional Confira abaixo as principais missões: Primeira selfie do robô Perseverance em Marte Nasa Perseverance Em fevereiro deste ano, a agência espacial americana (Nasa) conseguiu pousar em Marte com o robô Perseverance. Ele é o quinto veículo a ter sucesso na chegada até o planeta. Perseverance é o maior e mais complexo veículo já enviado a Marte. Pesa uma tonelada e está equipado com um braço que mede mais de dois metros. No mês passado, durante esta missão, a Nasa voou brevemente um pequeno helicóptero, o Ingenuity, em Marte. Tornou-se o primeiro veículo motorizado a sobrevoar outro planeta. VÍDEO: Helicóptero da Nasa faz primeiro voo em Marte Esperança A sonda Amal ("Esperança" em português, também conhecida como "Hope") foi a primeira enviada a Marte pelos Emirados Árabes Unidos. O lançamento ocorreu em julho de 2020, dias antes do envio da sonda chinesa Tianwen-1 e da americana Perseverance. Amal, que está na órbita marciana desde fevereiro, foi projetada para descobrir os segredos do clima do planeta vermelho. Foto divulgada pelos Emirados Árabes como a primeira de sua missão Esperança do palenta Marte Reprodução/Twitter/ Mohammed bin Rashid Al-Maktoum Schiaparelli Em 2016, a sonda europeia Schiaparelli foi batizada em homenagem a um astrônomo italiano do século XXI, e caiu abruptamente em Marte. No entanto, a Europa conseguiu colocar sua sonda de exploração TGO em órbita. A missão ExoMars russo-europeia, que estava programada para enviar um robô para perfurar o solo marciano no verão de 2020, foi adiada até 2022 por dificuldades técnicas exacerbadas pela atual pandemia de coronavírus. Curiosity O robô americano Curiosity pousou em Marte em agosto de 2012. Ele é o único ainda ativo no planeta e demonstrou que Marte foi propício à vida microbiana em um passado distante e potencialmente habitável. Na época, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que a missão foi um "feito histórico" com a chegada à Marte. "Esse é um triunfo da tecnologia sem precedentes", disse em comunicado presidencial. Em maio de 2008, Phoenix, outro aparelho americano, foi capaz de sondar o permafrost e confirmar a presença de água congelada. Rover Curiosity, da Nasa, está em missão desde novembro de 2011 no planeta vermelho NASA/JPL-Caltech/MSSS Spirit e Opportunity Dois robôs geológicos americanos pousaram em janeiro de 2004 para uma missão que continuou em 2010 com Spirit e, em 2018, com Opportunity. Este último, campeão da distância extraterrestre percorrida (45 km), enviou mais de 200 mil imagens à Terra e descobriu vestígios de ambientes úmidos. Ilustração mostra o jipe Opportunity em Marte Nasa * com informações da agência France Presse Vídeos: Astronomia e exploração espacial Veja Mais

Desligamentos por morte de funcionários CLT crescem 71,6% no primeiro trimestre de 2021, diz Dieese

Glogo - Ciência O comparativo é com o mesmo período de 2020, quando a pandemia do coronavírus ainda chegava ao Brasil; no Amazonas, o aumento foi de mais de 400%. O desligamento por morte de funcionários CLT cresceu 71,6% entre o primeiro trimestre de 2020 e 2021, aponta levantamento divulgado nesta sexta-feira (14) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em números absolutos, foram registradas 22,6 mil mortes de trabalhadores registrados neste ano, contra 13,2 mil no ano passado. A principal diferença entre os períodos em questão é a chegada da Covid-19 ao Brasil. Brasil ultrapassa 430 mil mortes por Covid, com 2.340 registradas em 24 horas O Dieese, inclusive, destaca o aumento de mortes de profissionais da saúde nos três primeiros meses de cada ano. A morte de médicos cresceu 204%, partindo de 25 para 65. Enfermeiros, 116%, de 25 para 54. Mas destacam-se também a morte de profissionais de educação (106,7%), de informação e comunicação (124,2%) e eletricidade e gás (142,1%). Veja abaixo a lista de categorias mais afetadas Desligamentos por morte no emprego celetista Divulgação/Dieese Estados Estados que tiveram crises mais agudas com o coronavírus também registraram aumento acima da média de desligamentos por morte. O Amazonas encabeça a lista, com alta de 437% em relação a 2020. Foram 114 desligamentos entre janeiro e março do ano passado contra 613 em 2021. Mesmo estados com população mais volumosa tiveram aumentos consideráveis de mortes de trabalhadores. O aumento em São Paulo foi de 76,4%, partindo de 4.459 para 7.864. Desligamentos por morte de celetistas, divididas por UF Divulgação/Dieese Veja Mais

Senado aprova projeto que suspende aumento nos preços de remédios em 2021

Glogo - Ciência Lei atual prevê que reajustes devem acontecer anualmente; defensores da proposta dizem que medida é necessária em razão da continuidade da pandemia. Projeto segue para a Câmara. O Senado aprovou nesta quinta-feira (13), por 58 votos a 6, um projeto que suspende aumento nos preços de medicamentos em 2021. A proposta, apresentada pelo senador Lasier Martins (Pode-RS), altera uma lei de 2003 que regula o setor farmacêutico. O projeto segue para análise da Câmara dos Deputados. A lei em vigor prevê que os reajustes de preços devem ocorrer anualmente. A proposta aprovada nesta quinta-feira acrescenta a essa regra uma exceção, para determinar que "fica suspenso o ajuste anual de preços de medicamentos para o ano de 2021". De acordo com a proposta, reajustes já concedidos em 2021 serão considerados "ineficazes". Entretanto, conforme o texto, a eventual sanção da lei não gera direito a ressarcimento de valores já pagos. Em abril deste ano, o governo federal autorizou o reajuste de preços de medicamentos. Os remédios tiveram aumento de até 10,08%, segundo anunciado à época pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Aumento dos preços de remédios faz crescer procura por genéricos O que disseram os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), relator do projeto, ressaltou durante a sessão que no ano passado o governo editou uma medida provisória adiando por 60 dias os reajustes de medicamentos. Para Braga, a suspensão neste ano é necessária em razão da continuidade da pandemia. Segundo o consórcio de veículos de imprensa, o Brasil soma cerca de 430 mil mortes por Covid. "Tal situação justifica, novamente, a suspensão do reajuste anual de preços de medicamentos, previsto na legislação vigente, em razão do aprofundamento do efeito econômico deletério provocado pela pandemia, o que agrava a perda do poder aquisitivo dos consumidores, que, ademais, são comprovadamente a parte mais frágil da relação de consumo", disse Braga. Oriovisto Guimarães (Pode-PR) declarou voto contra a proposta. Para ele, não se pode, por meio de projeto, "revogar as leis de mercado". "Qualquer calouro de Economia sabe que isso pega muito mal, que isso não funciona. Em todo lugar onde o governo se mete a controlar as forças produtivas, acaba numa Venezuela ou coisa que o valha", disse Guimarães. Líder da minoria, Jean Paul Prates (PT-RN) afirmou que medida é necessária em um momento de demanda maior do que a oferta de medicamentos. “Não é tabelamento [de preços]. A tabela já existe. O que está acontecendo é que não vai haver reajuste neste ano na tabela, que é a base desses preços todos dos medicamentos”, disse o petista. Tarifa de energia Os senadores também aprovaram um projeto que inclui entre as atribuições da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a devolução de valores aos consumidores em caso de decisão judicial que determine a não incidência de alguns impostos sobre a conta de luz, por exemplo. O texto segue para a Câmara. Veja Mais

Maioria das crianças e dos adolescentes com Covid-19 pode não apresentar sintomas típicos, aponta estudo feito nos EUA

Glogo - Ciência Pesquisa foi publicada na Scientific Reports. Os cientistas analisaram dados de 12.306. A maioria não apresentou sintomas típicos como febre, tosse ou falta de ar. Crianças observam enquanto mulher é vacinada contra a Covid-19 em Santiago do Chile, em foto de 17 de março de 2021 Ivan Alvarado/Reuters/Arquivo Um estudo publicado na Scientific Reports apontou que a maioria das crianças e dos adolescentes infectados com a Covid-19 nos Estados Unidos pode não apresentar sintomas típicos da doença como febre, tosse ou falta de ar. Crianças têm baixa taxa de transmissão de Covid, aponta estudo da Fiocruz Covid e crianças: saiba o que dizem os estudos SBP diz que impacto da Covid foi menor entre crianças e adolescentes nos dois primeiros meses de 2021 Entenda como os laboratórios testam a imunização nos pequenos Os pesquisadores examinaram dados de 12.306 crianças com a doença e 74,9% dos pequenos não tinham nenhum desses sintomas. "Entre a população do estudo, apenas 25,1% das crianças tiveram pelo menos um dos sintomas típicos (febre, tosse ou falta de ar) e 9,9% das crianças tiveram pelo menos dois sintomas típicos", explicam os cientistas. Eles também reforçam que crianças com Covid-19 podem desenvolver a forma mais grave, mas que as taxas de casos graves e morte são "relativamente baixas". Veja os números do estudo O estudo incluiu 12.306 crianças e adolescentes nos Estados Unidos, entre 1 de abril de 2020 e 31 de outubro de 2020 18,8% das crianças apresentaram sintomas como febre, mal-estar, dores musculares ou articulares e alterações do olfato ou paladar 16,5% das crianças apresentaram sintomas respiratórios, incluindo tosse e falta de ar 13,9% das crianças apresentaram sintomas gastrointestinais como náuseas, vômitos e diarreia 8,1% das crianças apresentaram sintomas dermatológicos (erupções na pele) 4,8% tiveram dores de cabeça 5,5% das crianças foram hospitalizadas – 17,6% necessitaram de serviços de cuidados intensivos e 4,1% necessitaram de ventilação mecânica Os pesquisadores apontam que os resultados sugerem que crianças e adolescentes podem ter uma doença mais branda em comparação com os adultos. Por isso, procedimentos como verificações diárias de temperatura na escola podem ser menos eficazes. "Dada a alta frequência de casos sem sintomas típicos, maior vigilância, triagem inovadora e testes frequentes podem ser necessários entre as crianças em idade escolar e seus contatos imediatos quando as escolas reabrem", diz o estudo. Veja VÍDEOS sobre a vacinação no Brasil Veja Mais

Por que pode ser bom que o envelhecimento seja visto como uma doença

Glogo - Ciência Investidor afirma que verbas para pesquisa seriam mais volumosas e beneficiariam inovações na área Assisti a diversas palestras do seminário on-line Longevity Leaders Virtual 2021, uma imersão no universo da longevidade que aconteceu entre 4 e 7 de maio. Um dos convidados mais aguardados, o investidor e escritor Sergey Young discorreu sobre indicadores da revolução da longevidade, mas sua fala mais provocadora foi sugerir que o envelhecimento deveria ser tratado com uma doença: esta seria a forma de ter acesso a linhas de financiamento robustas não somente das indústrias farmacêuticas, mas também de fundos de investimento – como o que ele próprio criou. “Não há um modelo econômico que dê suporte à pesquisa, que proteja a propriedade intelectual nessa área. A consequência é termos um volume enorme de produtos que se restringem a cosméticos e suplementos. Atualmente, o gasto com pesquisa sobre o envelhecimento fica entre 2 e 4 bilhões de dólares, enquanto o volume total da indústria farmacêutica chega a 172 bilhões”, provocou. Medicina preventiva e personalizada: a inteligência artificial tem o potencial de aperfeiçoar diagnósticos e tratamentos Pixabay Sobre os indicadores de estarmos no caminho da longevidade com qualidade, ele começou, de forma otimista, pelo meio ambiente. “Há movimentos importantes para proteger o meio ambiente, que é fundamental para um envelhecimento seguro. A China está aumentando sua área verde numa taxa de 10% a cada década; carros autônomos salvarão milhões de vidas; alimentos feitos a partir de plantas, substituindo a carne, serão mais saudáveis”, listou. Outro indicador apontado por Young foi a expansão da medicina preventiva e personalizada: “a inteligência artificial tem o potencial de revolucionar diagnósticos, tratamentos e a descoberta de novas drogas. O médico, sozinho, não consegue ser tão eficiente”. Citou ainda o peso de gigantes da tecnologia, como Google, Apple e Amazon, estarem investindo no campo da ciência, saúde e bem-estar, com capital suficiente para uma virada no jogo. Voltando ao cerne de sua argumentação, lembrou que a indústria farmacêutica continua despejando milhões para descobrir medicamentos que vençam o câncer: “em 2010, as drogas oncológicas representavam 18% das pesquisas; em 2020, 40%. O envelhecimento também merece um lugar nesse cenário”. Por último, traçou um panorama com três níveis de inovação em longevidade. O primeiro horizonte, como chamou, é o que já existe e está sendo aperfeiçoado para ganhar escala: roupas e equipamentos dotados de sensores (wearable devices), cuidados de saúde digitais, como softwares e aplicativos. “O segundo horizonte fica numa janela entre os próximos 5 e 20 anos, e vai representar um ganho de até décadas de vida, através de terapia gênica, tratamentos com células tronco e nanorrobótica, tendo a inteligência artificial como pano de fundo. O terceiro horizonte seria para daqui a 25 até 50 anos, quando poderemos entrar numa era de reversão do envelhecimento e reposição de partes do corpo”. Ficção científica a um passo de se tornar realidade. Veja Mais

Comissão independente recomenda reformas ousadas na OMS para evitar próxima pandemia

Glogo - Ciência "Situação na qual nos encontramos hoje poderia ter sido evitada. Ela se deve a uma miríade de erros, lacunas e atrasos na prontidão e na reação", disse Ellen Johnson Sirleaf, copresidente da comissão. Um ano de pandemia: veja a cronologia das declarações e alertas da OMS Um novo sistema global transparente deveria ser criado para apurar surtos de doenças, habilitando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a enviar investigadores com pouca antecedência e revelar suas descobertas, disse uma comissão de estudo da pandemia de Covid-19 nesta quarta-feira. A OMS deveria ter declarado o novo surto de coronavírus na China uma emergência internacional antes de 30 de janeiro de 2020, mas o mês seguinte foi "perdido" porque os países não adotaram medidas fortes para deter a disseminação do patógeno respiratório, disse a comissão. Em um grande relatório sobre a reação à pandemia, os especialistas independentes pediram reformas ousadas na OMS e uma revitalização dos planos de prontidão nacional para evitar outro "coquetel tóxico". "É essencial ter uma OMS empoderada", disse Helen Clark, copresidente da comissão e ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, aos repórteres no lançamento do relatório "Covid-19: Façam Dela a Última Pandemia". Ellen Johnson Sirleaf, também copresidente do grupo e ex-presidente da Libéria, disse: "Estamos pedindo um novo sistema de vigilância e alerta que se baseie na transparência e permita à OMS publicar informações imediatamente". Ministros da Saúde debaterão as conclusões na abertura da assembleia anual da OMS em 24 de maio. Diplomatas dizem que a União Europeia está estimulando os esforços de reforma da agência da Organização das Nações Unidas (ONU), o que exigirá tempo. Permitiu-se que o vírus SARS-CoV-2, que surgiu na cidade chinesa central de Wuhan no final de 2019, se transformasse em uma "pandemia catastrófica" que já matou mais de 3,4 milhões de pessoas e devastou a economia mundial, disse o relatório. "A situação na qual nos encontramos hoje poderia ter sido evitada", disse Johnson Sirleaf. "Ela se deve a uma miríade de erros, lacunas e atrasos na prontidão e na reação." Médicos chineses relataram casos de pneumonia atípicas em dezembro de 2019 e informaram as autoridades, e a OMS recebeu relatos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças de Taiwan e outros, disse a comissão. Mas o Comitê de Emergência da OMS deveria ter declarado uma emergência de saúde internacional em sua primeira reunião de 22 de janeiro, ao invés de esperar até 30 de janeiro, afirmou o relatório. O comitê não recomendou restrições de viagens devido aos Regulamentos Internacionais de Saúde da OMS, que precisam ser reformulado, segundo o documento. OMS classifica variante de Covid B.1.617, que circula na Índia, como uma variante de preocupação global Veja Mais

Grávidas que tomaram vacina de Oxford/AstraZeneca precisam ter acompanhamento médico, dizem especialistas

Glogo - Ciência Anvisa recomendou suspensão da vacinação; especialistas ouvidas pelo G1 acreditam que gestantes devem receber a segunda dose, porque o risco oferecido pela Covid-19 é bem maior do que eventuais efeitos da vacina. Ministério da Saúde ainda não se pronunciou; entenda o que consta nas bulas e o que dizem a fabricante e a OMS. Que vacina é essa? Oxford Astrazeneca Especialistas ouvidas pelo G1 afirmam que grávidas que receberam a primeira dose da vacina de Oxford/AstraZeneca precisam ter acompanhamento médico para eventos adversos e devem receber a segunda dose – porque o risco oferecido pela Covid-19 é bem maior do que eventuais efeitos da vacina. Na segunda-feira (10), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou a suspensão da aplicação da vacina em gestantes. A agência não relatou nenhum evento adverso ocorrido em grávidas no Brasil após a vacinação. Após recomendação da Anvisa, estados e prefeituras mudam vacinação de grávidas O Ministério da Saúde ainda não se pronunciou sobre a recomendação (veja detalhes mais abaixo nesta reportagem). "Quem tomou a primeira dose deve tomar a segunda. Mas o médico que acompanha a gestante deve monitorar caso surjam alguns eventos adversos", afirma a epidemiologista Ethel Maciel, professora titular da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). A professora de imunologia Letícia Sarturi, do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Paulista (Unip), em São Paulo, explica que a chance de ocorrer um evento adverso relacionado à vacina após a segunda dose é menor – mas há ressalvas. Se a vacina tiver gerado efeitos adversos na circulação sanguínea – como, por exemplo, trombose –, é necessário reavaliar. Isso porque a gravidez, sozinha, já aumenta o risco de aparecimento de coágulos e a ocorrência de trombose. Esse risco aumenta à medida que a gestação avança – por causa do aumento no tamanho do útero, que acaba atrapalhando a circulação. "Com a segunda dose, a chance de ocorrer um evento adverso é menor, porque ela já tomou uma dose e não houve nenhum evento adverso – mas é claro que, com o avanço da gestação, pode se ter, sim, maior risco circulatório. Se o caso foi de uma trombose, a gente tem que reavaliar, sim. Tem que aguardar a investigação para ver qual vai ser a recomendação", afirma Sarturi. A infectologista Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, explica que o tempo até o aparecimento de eventos adversos relacionados à vacina varia de acordo com o evento. "Depende da reação. Os eventos trombóticos, que são as reações adversas graves, que são muito raros, podem acontecer até 3 semanas depois da tomada da vacina. E tem os efeitos colaterais que são dor no braço, dor no corpo, de cabeça, que aí pode ser nos 5 primeiros dias", diz. Dal Ben reforça que o risco associado à Covid-19 na gestação ainda é "muito maior" do que um potencial risco relacionado à vacina. Risco de desenvolver coágulo raro é de 8 a 10 vezes maior depois da Covid do que depois de vacina, dizem cientistas de Oxford Já Sarturi reforça que, se houver relação de caso de trombose na gestação com a vacina, é necessário aguardar recomendações dos órgãos de saúde. "Por enquanto, não sabemos ao certo. Reações adversas costumam aparecer na primeira dose, mas no caso de eventos trombóticos a gente tem que avaliar o risco quando a gestante for tomar a segunda dose. Se o médico ou os órgãos de saúde recomendarem que não se tome, deve ser seguido", diz. Quais são os efeitos colaterais conhecidos da vacina? Considerando dados dos ensaios clínicos de fase 3, o governo britânico lista as seguintes reações adversas como mais frequentes após a aplicação da vacina de Oxford: sensibilidade e/ou dor no local da injeção cefaleia (dor de cabeça) fadiga mialgia (dor muscular) mal-estar febre calafrios dor nas articulações náuseas Entre as 23 mil pessoas que participaram dos testes, cerca de 1 a cada 10 relatou ao menos um dos sintomas acima. A maioria das reações adversas foi leve a moderada e geralmente resolvida alguns dias após a vacinação. As reações notificadas após a segunda dose foram mais leves e menos frequentes do que após a primeira dose. Além disso, foram geralmente mais leves e menos frequentes em idosos (com 65 anos ou mais) do que em pessoas mais jovens. Mesmo após casos raros de coágulos que ocorreram em pessoas imunizadas com a vacina, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) manteve a recomendação de que ela fosse aplicada – pois os benefícios superavam os riscos. Risco de trombose com vacina de Oxford/AstraZeneca é raríssimo e não há motivo para interromper imunização, avaliam cientistas Na página oficial de informações sobre a vacina da AstraZeneca, o governo britânico reconhece os eventos adversos de trombose e diz que a maior parte deles ocorreu nos primeiros 14 dias após a vacinação, mas que também houve relatos após esse período. Nenhum grupo de risco foi identificado, mas, como medida de precaução, o governo recomenda que a administração da vacina da AstraZeneca em pacientes com histórico de trombose do seio venoso cerebral ou síndrome antifosfolipídica seja considerada apenas quando o benefício superar riscos potenciais (veja mais abaixo quais são os grupos para os quais a vacina não é indicada). A página também recomenda que pessoas imunizadas com a vacina de Oxford/AstraZeneca devem buscar atendimento médico imediato se, 4 dias ou mais após a vacinação, desenvolverem: um novo início ou agravamento de dores de cabeça fortes ou persistentes com visão turva, que não respondem a analgésicos simples; novos sintomas, como falta de ar, dor no peito, inchaço nas pernas, dor abdominal persistente, sintomas ou sinais neurológicos (como confusão ou convulsões) ou hematomas e/ou petéquias (manchas vermelhas ou marrons) incomuns na pele. Pessoas com eventos tromboembólicos e trombocitopenia (baixo nível de plaquetas) devem ser levadas ao hospital com urgência e a um especialista em hematologia para aconselhamento. Para quem a vacina é contraindicada? O governo britânico – primeiro a aprovar e aplicar a vacina no mundo – contraindica a vacina de Oxford/AstraZeneca nos seguintes casos: Pessoas com hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes da vacina (substâncias adicionadas à formulação que têm a função de garantir a estabilidade e as propriedades dela); Pacientes com história de trombocitopenia e trombose induzidas por heparina; Pessoas que sofreram de trombose venosa e/ou arterial grave com trombocitopenia após imunização com qualquer vacina contra a Covid-19. Essas não devem receber uma segunda dose da vacina da AstraZeneca. O que diz a AstraZeneca? Em nota, a AstraZeneca afirmou que "mulheres que estavam grávidas ou amamentando foram excluídas dos estudos clínicos" da vacina. Veja íntegra: "Referente a suspensão do uso da vacina AstraZeneca/Fiocruz por parte da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a AstraZeneca esclarece que as mulheres que estavam grávidas ou amamentando foram excluídas dos estudos clínicos. Esta é uma precaução usual em ensaios clínicos. Os estudos em animais não indicam efeitos prejudiciais diretos ou indiretos no que diz respeito à gravidez ou ao desenvolvimento fetal." O que dizem as bulas das vacinas aplicadas no Brasil? Até agora, o Brasil usa, para imunizar a população, três vacinas contra a Covid-19: a CoronaVac, a vacina de Oxford/AstraZeneca e, em menor escala, a da Pfizer. As bulas das três vacinas alertam para a falta de estudos para a vacinação em grávidas. Nos ensaios de fase 3, nenhum imunizante foi testado nesse grupo. No entanto, pesquisas preliminares mostraram que a vacina da Pfizer não apresentou riscos a mulheres grávidas. Veja o que dizem as bulas das três vacinas: AstraZeneca "Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe o seu profissional de saúde se você estiver grávida, amamentando, pensando engravidar ou planejando ter um bebê. Há dados limitados sobre o uso da vacina Covid-19 (recombinante) em mulheres grávidas ou que estejam amamentando. Seu profissional de saúde discutirá com você se você pode receber a vacina." CoronaVac "Estudos em animais não demonstraram risco fetal, mas também não há estudos controlados em mulheres grávidas ou lactantes. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista." Pfizer "Se você está grávida ou amamentando, acredita que pode estar grávida ou está planejando ter um bebê, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de receber esta vacina. Esta vacina não deve ser usada por mulheres grávidas, ou que estejam amamentando, sem orientação médica." A orientação médica também é recomendada pela Anvisa. "O uso off label de vacinas, ou seja, em situações não previstas na bula, só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional de saúde que considere os riscos e benefícios da vacina para a paciente. A bula atual da vacina contra Covid da AstraZeneca não recomenda o uso da vacina por gestantes sem orientação médica", disse a agência, em nota. CoronaVac e Pfizer são possibilidades As especialistas ouvidas pelo G1 também avaliam que a CoronaVac e a vacina da Pfizer são possibilidades para imunização de grávidas. Entenda: A CoronaVac tem a seu favor a tecnologia tradicional de vírus inativado – a mesma da vacina da gripe, que é aplicada todo ano em grávidas. As gestantes, inclusive, fazem parte do público-alvo da campanha de vacinação anual, que está ocorrendo no país. "A gente tem que lembrar que a própria CoronaVac não tem estudo ainda que permita que coloque a autorização da aplicação dela em gestantes em bula", explica Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio-Libanês. Infográfico mostra como funcionam vacinas inativadas contra o coronavírus Anderson Cattai/G1 "O que acontece é que a CoronaVac usa uma tecnologia de vírus inativado, com plataforma de alumínio, que já é utilizada em outras vacinas que as gestantes tomam, habitualmente – diferente da vacina da AstraZeneca, que usa uma tecnologia nova [de vetor viral], que a gente nunca teve nos programas de imunização", completa Dal Ben. Ethel Maciel, da Ufes, concorda com a avaliação: "A gente não conhece essa tecnologia [de vetor viral] em gestantes. A vacina de vírus inativado a gente já dá várias no período de gestação; já conhece essa tecnologia, já sabe como ela funciona nas gestantes", pontua. Veja no infográfico abaixo como funciona a tecnologia de vetor viral: Infográfico mostra como funcionam vacinas de vetor viral contra o coronavírus Anderson Cattai/G1 A outra possibilidade apontada pelas especialistas é a vacina da Pfizer, que usa a tecnologia de RNA mensageiro. "A vacina da Pfizer chegou justo quando o Brasil ampliou a vacinação para gestantes. Ela devia ter sido reservada para esse grupo", avalia Ethel Maciel. Junto com a da Moderna, a vacina da Pfizer foi a primeira com esse tipo de tecnologia a entrar no mercado. Ela precisa, entretanto, ser armazenada em temperaturas muito baixas, o que limita a sua distribuição pelo país. Infográfico mostra como funcionam vacinas de RNA contra o coronavírus Anderson Cattai/Arte G1 Em alguns locais – como Curitiba, Fortaleza e Santana (AP), a imunização de gestantes já estava sendo feita com a vacina da Pfizer; com doses limitadas, a decisão sobre qual vacina aplicar em qual grupo cabe a estados ou municípios. "Caso o local onde a gestante mora não tivesse a vacina [da Pfizer], deveria ser ofertada a CoronaVac, que é uma vacina de vírus inativado – [que], assim como a vacina da gripe, já tem indicação para gestante. Então, seriam as duas vacinas que nós deveríamos ter para esse grupo de gestantes", opina Ethel Maciel. O que diz o Ministério da Saúde? Procurado pelo G1 por e-mail, o Ministério da Saúde afirmou, às 9h03 (horário de Brasília), que responderia "em breve" às seguintes perguntas: O Ministério da Saúde vai se posicionar? Qual a recomendação do ministério? Os estados devem parar a vacinação de grávidas com a AstraZeneca? O Ministério da Saúde está monitorando os efeitos adversos em grávidas? Quantos casos estão sendo monitorados? Estados devem continuar a vacinação com CoronaVac e Pfizer? Até as 11h12 (horário de Brasília), a pasta ainda não havia enviado resposta. Este texto será atualizado em caso de retorno. No final de abril, o Ministério da Saúde incluiu todas as grávidas e puérperas (mulheres no período pós-parto) no plano de imunização. Na época, a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Franciele Francinato, explicou que a decisão foi tomada visto que esse grupo tem risco maior de hospitalização por Covid-19. O que diz a OMS? Em documento atualizado no mês de abril, a Organização Mundial da Saúde (OMS) explicou que ainda não existem informações suficientes para uma decisão final sobre o uso das vacinas em grávidas. "Conforme os dados se tornarem disponíveis, as recomendações sobre vacinação serão atualizadas." A entidade recomendou que mulheres grávidas possam receber a vacina se os “benefícios da vacinação superarem os riscos potenciais, como atividades ocupacionais com alto risco inevitável de exposição, e mulheres grávidas com comorbidades.” A organização alertou que a vacinação para mulheres grávidas deve ser considerada individualmente após consulta com o médico. 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x Veja VÍDEOS da vacinação no Brasil: Veja Mais

Mais de um mês após anúncio, governo cria secretaria para discutir combate à Covid

Glogo - Ciência Informação foi divulgada pelo Planalto. Criação do órgão foi anunciada em 24 de março, um dia após posse do ministro da Saúde. Brasil soma 423,4 mil mortes por Covid. A Secretaria-Geral da Presidência informou nesta segunda-feira (10) que o governo criou uma secretaria específica no Ministério da Saúde para discutir medidas de combate à Covid-19. O ato foi publicado no fim da noite, no "Diário Oficial da União". A criação da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, no entanto, acontece mais de um mês o anúncio, pelo ministro Marcelo Queiroga, de que a secretaria seria criada. Queiroga foi anunciado ministro em 15 de março e tomou posse pouco mais de uma semana depois, em 23 de março. Um dia depois da posse, o novo ministro anunciou a criação da secretaria. "Nós estamos agora com um firme propósito, e essa é uma providência do momento, de instituir uma secretaria especial para o combate à pandemia de Covid-19. Essa secretaria vai cuidar somente da pandemia, porque sabemos que, além da pandemia, as pessoas continuam tendo outros males", disse o ministro na ocasião. Quando a criação da secretaria foi anunciada, o Brasil somava 300 mil mortes por Covid. Segundo o consórcio de veículos de imprensa, com base em dados das secretarias estaduais de Saúde, o país chegou nesta segunda-feira a 423,4 mil mortes (veja no vídeo abaixo). Brasil registra 1.018 mortes em 24 horas. Um total de 423.436 desde o início da pandemia A secretaria Segundo o governo, a nova pasta deverá: "Propor diretrizes nacionais e ações de implementação das políticas de saúde para o enfrentamento à Covid-19, em articulação com os gestores estaduais, municipais e do Distrito Federal, bem como de definir e coordenar as ações do Plano Nacional da Vacinação contra a Covid-19". A Secretaria-Geral informou ainda que o decreto do governo promove remanejamentos e transformações de cargos e funções do Ministério da Saúde para criar a secretaria, sem aumentar as despesas. Vacinação De acordo com o consórcio de veículos de imprensa, 16,6% da população brasileira está vacinada contra a Covid até as 21h02 deste domingo (9). Ao todo, foram aplicadas 53,07 milhões de doses (35,3 milhões de pessoas receberam ao menos uma dose; e 17,7 milhões receberam duas doses). Veja Mais

Cientistas investigam como a espiritualidade pode ajudar a saúde do corpo

Glogo - Ciência Práticas espirituais - e não necessariamente religiosas - que trazem bem-estar, como meditação, passes, oração, perdão, atos de gratidão e fé, podem, em alguns casos, ser aliadas de pacientes; universidades já têm centros de pesquisa para estudar o tema. No Brasil, instituições respeitadas têm se dedicado a estudar o quanto a espiritualidade do paciente auxilia na cura de doenças físicas e psíquicas GETTY IMAGES via BBC Raiva, rancor, orgulho, medo, egoísmo. Sentimentos comuns a todos os seres humanos podem estar no cerne de boa parte das doenças enfrentadas pela humanidade, segundo a própria medicina. Várias instituições no Brasil e no mundo vêm se dedicando a estudar até que ponto a saúde do indivíduo é influenciada, literalmente, pelo seu estado de espírito. No país, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o Instituto de Psiquiatria (IPq) da USP, por meio do Programa de Saúde, Espiritualidade e Religiosidade (Proser), e a Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com o Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde (Nupes), têm investigado o quanto a espiritualidade (não necessariamente a religiosidade) do paciente auxilia na cura de doenças físicas e psíquicas - que podem ser agravadas a partir de sentimentos ruins e pensamentos destrutivos. Nos Estados Unidos, grandes instituições de ensino como a Escola de Medicina de Stanford, as Universidades Duke, a da Flórida, a do Texas e Columbia mantêm centros de estudos exclusivos sobre o assunto, assim como a Universidade de Munique, na Alemanha, a de Calgary, no Canadá, e o Royal College of Psychiatrists, no Reino Unido. Para os centros de pesquisa, há um conjunto de evidências que indicam que diversas expressões da espiritualidade têm impacto significativo na saúde e no bem-estar, associadas a menores níveis de mortalidade, depressão, suicídio, uso de drogas, ou mesmo internações e medicamentos. As instituições ressaltam que espiritualidade é diferente de religião: em tese, uma pessoa religiosa é espiritualizada; mas alguém espiritualizado não necessariamente segue uma religião - e pode até não acreditar em Deus. A espiritualidade estaria ligada à busca pessoal de um propósito de vida e de uma transcendência, envolvendo também as relações com a família, a sociedade e o ambiente. Perdão e gratidão no controle da pressão arterial "A espiritualidade é um estado mental e emocional que norteia atitudes, pensamentos, ações e reações nas circunstâncias da vida de relacionamento, sendo passível de observação e mensuração científica", diz o médico Álvaro Avezum Júnior, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), professor do centro de cardiopneumologia da USP e do programa de doutorado do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Segundo ele, a espiritualidade é expressa através de crenças, valores, tradições e práticas. "Quem tem menos disposição ao perdão está mais disponível a enfrentar enfermidades coronárias", diz o especialista, que também é diretor do Centro Internacional de Pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Da mesma maneira, diz, a raiva acumulada pode levar à diabetes. Avezum é um dos principais estudiosos do país da relação entre espiritualidade e saúde. Esteve à frente da iniciativa da SBC em publicar, há dois anos, as Diretrizes Brasileiras Sobre Espiritualidade e Fatores Psicossociais, que integram o conjunto de prevenção cardiovascular. "A SBC foi a primeira sociedade de cardiologia do mundo a associar enfermidade moral a doença cardíaca, a partir de evidências científicas", diz. Segundo ele, com intervenções baseadas em perdão e gratidão é possível controlar, por exemplo, a pressão arterial. "Mas não um perdão condicional, que mantém o ressentimento, e sim um perdão emocional, que muda o que se sente em relação ao agressor", afirma. Relação entre profissionais da saúde e pacientes deve ser guiada pela empatia Getty Images via BBC Agora seus estudos buscam ir além e entender a origem da doença. "Queremos mostrar que é possível prevenir a doença tratando a espiritualidade primeiro, por meio do perdão e da gratidão, além de reforçar outras atitudes positivas como solidariedade, compaixão, humildade, paciência, confiança e otimismo", diz ele, que não se importa com eventuais céticos no meio científico. "Se alguém diz que isto não é ciência está sendo dogmático, porque escolhe o que investigar". Até 2019, antes da pandemia do novo coronavírus, as doenças cardíacas eram a principal causa de morte entre adultos no Brasil. Foram 116.766 óbitos em 2019 relacionados aos males do coração, informa o Ministério da Saúde. Segundo Avezum, já existem artigos e estudos sobre espiritualidade e Covid-19 no mundo (eram 110 até o último dia 25 de abril, segundo registros do buscador PubMed, da National Library of Medicine, dos Estados Unidos). Mas os resultados ainda são inconclusivos, diz. "Para combater o coronavírus, o melhor é não se expor e se valer da religiosidade e da fé para enfrentar os desafios do isolamento social", afirma. "Vou morrer, doutor?" O interesse de Avezum no tema começou com o trabalho da médica americana Christina Puchalski que, desde 1996, procura inserir o componente espiritual no cuidado com os pacientes. Christina dirige o Instituto George Washington para Espiritualidade e Saúde (GWish), da Universidade George Washington. Ela defende que os médicos levantem o histórico espiritual do paciente para entendê-lo de forma integral. O objetivo é identificar as crenças e valores que realmente importam ao indivíduo, e como isso atua na forma como ele lida com a doença. "Se o paciente acredita que a meditação o acalma, o médico deve ter essa informação em mãos e recomendar que ele mantenha a prática, ao mesmo tempo em que toma a medicação", diz o médico Frederico Leão, coordenador do Proser do IPq. "É preciso adotar a prática espiritual que esteja em harmonia com as crenças de cada um, porque isso vai contribuir para o tratamento". Pesquisar o impacto dessas práticas na saúde mental dos pacientes é o foco do IPq, que também promove cursos sobre como o abordar o tema nos consultórios. Segundo Leão, até o início dos anos 2000, os médicos tinham muito receio em falar sobre o assunto, mesmo sendo o Brasil um país onde mais de 80% da população se declara cristã. "Muitos não sabiam - e talvez ainda não saibam - como fazer essa abordagem", diz ele. "É o caso do cirurgião que, antes da cirurgia, pede para rezar um Pai Nosso com toda a equipe e o paciente questiona: 'Por que isso, doutor, vou morrer?'". Leão destaca as pesquisas do psiquiatra americano Harold Koenig, da Universidade Duke, para quem negligenciar a dimensão espiritual do paciente é como ignorar o seu aspecto social ou psicológico, ou seja, ele não é tratado de forma integral. "Koenig constatou que o pensamento positivo, a meditação e a oração não afetam só a mente, mas o organismo como um todo", afirma Leão, para quem essas práticas se tornam ainda mais essenciais em tempos de pandemia do novo coronavírus. "Só os muito alienados não estão revendo seu padrão de vida neste momento". Pânico e ressentimento Helma Gonçalves do Nascimento Martins acordou se sentindo estranha naquela sexta-feira, 8 de janeiro. Aos 48 anos, a fisioterapeuta achou que a dor e o cansaço eram resultado do treino cardiovascular feito na véspera. Mas os sintomas do novo coronavírus vieram com força. "Tive febre, dor no corpo, perda de olfato, era um sintoma novo a cada quatro horas", diz. "Me faltava ar até para tomar um copo d'água". Com o marido e a filha caçula em casa, ela se isolou no quarto da criança. E aí teve início o pior dos sintomas: o pânico. A espiritualidade vai muito além da religião e envolve nosso estado mental e emocional Getty Images via BBC "A ansiedade bateu muito forte, era o medo da morte a todo instante, não conseguia pensar em outra coisa, achava que eu não ia aguentar", diz ela, que foi monitorada pelo seu médico durante os 14 dias de tratamento. "Ele me dizia: 'Estou 100% com você, a gente vai vencer este vírus', e eu procurava acreditar. É uma doença em que você sente a morte ao seu lado e precisa estar sozinha". O pior da Covid-19 passou nos primeiros dez dias. Mas os sintomas continuaram por mais de um mês. "Eu sentia uma fraqueza muscular imensa, tontura", diz. O tratamento com remédios foi encerrado e Helma começou a ser atendida pela tia do marido, uma terapeuta holística. Ela lhe aplicava massagens e passes de reiki. "Aquilo fortaleceu o meu espírito. Comecei a me sentir bem melhor e um mês depois já voltei a trabalhar o dia todo", afirma. Evangélica, ela acredita que a espiritualidade a ajudou na recuperação. "Você quer lutar, quer sobreviver e vem uma força, que você não sabe bem de onde, e te ajuda a buscar a luz em meio ao pânico, a superar os sentimentos ruins". Para ela, suas doenças foram agravadas pelo seu estado emocional. "Três meses antes do coronavírus, em outubro, sofri uma angina, um pré-infarto. Enfrentava uma crise conjugal e não conseguia perdoar. Depois, passei a ficar desesperada em relação ao futuro, ao trabalho, por conta da pandemia. A falta de perdão e de fé me abalaram demais". O psicólogo Laerson Cândido de Oliveira ressalta o valor do amor, da oração, da positividade e da fé no futuro. "Costumamos ter muita solidariedade em relação a quem está distante de nós, a quem não conhecemos, mas somos incapazes de perdoar as menores faltas cometidas por pessoas do nosso convívio", diz ele, que dirige o Instituto Espírita Cidadão do Mundo (IECIM), em São Paulo. Segundo ele, o ódio e o ressentimento aprisionam o indivíduo, levando-o a um estado doentio, enquanto o medo e o egoísmo paralisam impulsos positivos, no sentido de auxílio ao próximo. Contra o negacionismo As práticas de massagem (ayurveda) e reiki, usadas por Helma no tratamento das sequelas da Covid-19, integram a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPICs), adotada em 2006 pelo Ministério da Saúde. Hoje, a PNPICs engloba 29 recursos terapêuticos - muitos baseados em conhecimentos tradicionais como acupuntura, ioga, meditação, fitoterapia, homeopatia e quiropraxia, e outros mais recentes, como ozonioterapia e biodança. Atualmente, são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 54% dos municípios do país. A adoção da PNPICs segue orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) que, em 1988, incluiu a dimensão espiritual no conceito de saúde multidimensional. Para a organização, espiritualidade é "o conjunto de todas as emoções e convicções de natureza não material, com a suposição de que há mais no viver do que pode ser percebido ou plenamente compreendido, remetendo a questões como o significado e sentido da vida, não se limitando a qualquer tipo específico de crença ou prática religiosa". "A PNPICs pode fazer a grande diferença para a saúde da população, ao valorizar o conhecimento tradicional, as culturas regionais, amparada no aculturamento espiritualista, sobretudo a um baixo custo", diz o neurocientista Sérgio Felipe de Oliveira. "É a possibilidade de diálogo com a população", prossegue ele, para quem o diálogo entre ciência e espiritualidade nunca foi tão urgente. "A ciência não pode se fechar em cima de si mesma, em um conhecimento hermético. Ela precisa ouvir e conversar com a população. Senão, quando nós precisamos da ciência, o povo não ouve. Aí surgem o negacionismo e as fake news", diz ele, que entre 2007 e 2014 ministrou a disciplina optativa Medicina e Espiritualidade na Faculdade de Medicina na USP. Para Sergio Felipe, é fundamental que o médico crie uma relação de empatia com o paciente. "Tanto o povo brasileiro quanto o americano são religiosos, acreditam na força da oração e na proteção de Deus. O médico precisa valorizar a dimensão espiritual do paciente para integrá-la ao tratamento", afirma. É neste sentido, por exemplo, que o médico deve explicar que o paciente não pode estar estressado quando for tomar o medicamento, porque a adrenalina vai atrapalhar a sua eficácia. "O estado de espírito do indivíduo interfere na farmacocinética, ou seja, na absorção e distribuição do remédio no organismo", diz. "Se a oração e a fé do paciente podem acalmá-lo, isso será importante para que a medicação surta efeito". Risadas no centro cirúrgico Na cabeça do médico, fazer a junção entre o material e o espiritual não é tão simples. "Somos treinados a observar a dimensão física do paciente e, para a maioria, é difícil aliar este conhecimento técnico com a espiritualidade", afirma a médica pediatra Carolina Camargo Vince. "É preciso ser cuidadoso na abordagem, para que o paciente não pense que a cura dele depende de um milagre", diz ela, que integra a equipe de oncologia pediátrica do Hospital Israelita Albert Einstein e do Instituto do Tratamento do Câncer Infantil do Hospital das Clínicas de São Paulo. No dia a dia, Carolina costuma estender os cuidados à família da criança. "O diagnóstico de câncer afeta a saúde mental e emocional não só do paciente, mas das famílias, especialmente quando se trata de uma criança", diz ela. É comum em um primeiro momento haver um sentimento de revolta por parte dos pais, que se perguntam por que isso acontece com o filho deles, ou por que não foram eles o alvo da doença, no lugar das crianças, afirma. "O câncer te coloca frente a frente com a questão da espiritualidade, é um momento de reflexão existencial", diz Carolina, para quem as crianças, em geral, desenvolvem sua espiritualidade de maneira plena. "Não passa pela cabeça delas desistir ou desesperar, elas vão procurar mecanismos dentro delas mesmas para se adaptar a um novo momento de vida, que envolve muitos remédios, picadas, desconfortos e às vezes longos períodos de internação". Paciente de Carolina, Cora Grigio foi diagnosticada com leucemia quando tinha cinco anos e meio. "Para mim, até então, essa doença era sinônimo de morte", conta Patrícia Ferreira Silvério, mãe de Cora, que viu a filha encarar a situação com leveza. "A Dra. Carol explicou para ela o que estava acontecendo de maneira didática e delicada", lembra. "E durante todo o tratamento, que durou dois anos e dois meses, minha filha só chorou uma vez". Espirituosa e alegre, Cora sempre gostou de se enfeitar para ir ao hospital, onde brincava com quem estivesse perto. "Deitada na maca, ela ia rindo com as médicas para o centro cirúrgico", lembra Patrícia, que hoje alimenta o Instagram da filha, uma modelo de 8 anos. "Ela começou a fazer campanhas quando ainda estava carequinha, tamanha a autoestima". Mas para a mãe o processo nunca foi tranquilo. "Um dia, depois das primeiras sessões de quimioterapia, levei um susto quando um tufo de cabelo dela saiu na escova. Cora percebeu e começou a cantar para me alegrar", diz Patrícia. "Não aguentei e chamei meu marido, precisava chorar um pouco". Para Patrícia, a doença da única filha foi capaz de lhe mostrar que ela não está no controle de tudo. "Eu sempre fui a que tomava a frente das coisas, a que resolvia tudo. Mas me deparei com algo que eu não conseguia resolver. Eu tinha que buscar paz para passar pelo sofrimento", diz ela, uma católica que se aproximou do espiritismo na época do tratamento de Cora. A forma como o paciente e sua família lidam com a doença pode fazer diferença no resultado final do tratamento e na recuperação Getty Images via BBC Mentes perturbadas A pediatra intensivista Cíntia Tavares Cruz sempre quis tratar do tema espiritualidade com as famílias, mas não sabia como abordar. Ao longo do seu curso de medicina na Universidade de Campinas (Unicamp), o mais perto que ela chegou do assunto foi quando aprendeu sobre ética e humanização. "O paciente que chega à UTI está em colapso do corpo físico. Existe alto grau de incerteza, tudo sai do falso controle. Depois de resgatá-lo, é preciso tratar de questões que o levaram até ali e vão além do físico", diz ela, que só ouviu falar sobre espiritualidade quando se especializou em medicina paliativa. Voltada a doentes crônicos, a especialidade busca proporcionar ao paciente e sua família uma qualidade de vida integral, envolvendo físico, social, emocional e espiritual. "Neste sentido, as práticas integrativas fazem toda a diferença". Na opinião da fisioterapeuta Juliana Faria do Nascimento, as PNPICs contribuem para o equilíbrio energético e permitem melhorar a imunidade do indivíduo. "Por isso, o Conselho Nacional de Saúde pediu que este tipo de tratamento não fosse interrompido durante a pandemia", diz ela, que trabalha em Adamantina (SP) e tem entre os seus pacientes diabéticos, hipertensos e portadores de doenças cardiovasculares que viram aumentar seu grau de ansiedade e estresse durante o confinamento. "Uma mente perturbada não consegue evoluir na parte física", afirma. Cíntia Cruz concorda. "A adoção de práticas integrativas ajuda a desbloquear a espiritualidade do paciente. Isso não vai acabar com o seu sofrimento, mas vai ajudá-lo a lidar melhor com este momento difícil, ao sair da inércia e da vitimização", diz a pediatra, que trabalha como intensivista no Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, e como paliativista no Hospital das Clínicas. Foi o que aconteceu com o pequeno Kaleb, de 10 anos. Vítima de sarcoma histiocítico, um tipo raro e agressivo de câncer, que se disseminou por todo o corpo, ele passou a ter contato no hospital com a meditação para controlar a dor. "Por vezes eu estava no quarto conversando com a médica e ele pedia silêncio para meditar", lembra a mãe de Kaleb, Fernanda Hochstedler. "Deus não se esqueceu da gente" Foi a segunda vez que Kaleb teve câncer. Na primeira, quando ele ainda tinha 8 anos, foi diagnosticado com leucemia. Se incomodou com a perda de cabelo, mas respondeu bem ao tratamento ao longo do primeiro ano. Um dia, porém, começou a sofrer com febres altas e persistentes. Uma investigação profunda levou ao diagnóstico de sarcoma. "Foi muito difícil dizer a ele que surgiu um novo câncer e que ele precisava passar por um transplante de medula", diz Fernanda. "Dissemos a ele que não sabíamos o final da história, mas que ele jamais estaria sozinho e que Deus não se esqueceu da gente", diz ela que, com o marido e outros quatro filhos, segue a Igreja Internacional do Calvário, de origem canadense. O transplante foi feito em novembro de 2019. As sessões intensas de quimioterapia levaram a uma reação no pulmão e ele voltou a ser internado em 3 de março do ano passado. "Quando surgiu a pandemia, fiquei o tempo todo com ele no hospital, passei quase um mês sem ver meus outros filhos", diz Fernanda. Para suprir em parte a falta dos irmãos, a quem Kaleb sempre foi apegado, a mãe sugeriu que eles fizessem novos amigos no hospital - alguns mantidos até hoje. "Quando você foca na vida da outra pessoa, você cria empatia e transforma a sua própria perspectiva", diz ela. "Isso nos ajudou a lidar com as emoções e a não nos entregarmos ao desespero". O momento de dor profunda, porém, chegou. Kaleb precisou ser entubado em abril e, em 12 de maio de 2020, faleceu. Dois dias antes, sem perspectiva de melhoras, Fernanda e o marido questionaram se os irmãos queriam se despedir de Kaleb. Todos concordaram. O garoto permanecia sedado, mas os irmãos conversaram com ele. "O meu caçula disse: 'Vá para casa, Kaleb. Nós vamos mais tarde'", lembra Fernanda, que chegou a colocar o filho já morto no colo. "Deixá-lo ir, depois de tanto sofrimento, trouxe muita paz", diz ela, para quem Deus se tornou muito mais real depois de toda a experiência. "É claro que houve dor e desespero, mas a fé nos permitiu não permanecer lá e voltarmos a viver". Veja Mais

Brasil registra 2.091 novas mortes por Covid; total de óbitos vai a 421.484

Glogo - Ciência País contabiliza 421.484 mortes e 15.150.628 casos, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com informações das secretarias de Saúde. Brasil registra 2.091 novas mortes por Covid e passa de 421 mil óbitos O Brasil registrou 2.091 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando neste sábado (8) 421.484 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 2.131. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -15%, indicando tendência de estabilidade nos óbitos decorrentes do vírus. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h deste sábado. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Essa é a menor média móvel de mortes registrada desde 18 de março, quando ela estava em 2.096 -- e em plena ascensão naquele momento. Apenas um estado apresenta tendência de alta nas mortes: Roraima. O país completa agora 53 dias seguidos com a média móvel de óbitos acima dos 2 mil mortos por dia. Já são 108 dias no Brasil com a média móvel de mortes acima da marca de mil. Veja a sequência da última semana na média móvel: Domingo (2): 2.407 Segunda (3): 2.375 Terça (4): 2.361 Quarta (5): 2.329 Quinta (6): 2.251 Sexta (7): 2.158 Sábado (8): 2.091 Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 15.150.628 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 63.268 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 60.734 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +7% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade também nos diagnósticos. Sem queda significativa tanto em casos quanto em mortes, o país começa a observar a formação de um platô perigoso nas duas curvas, com os números permanecendo ainda muito altos. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 8 de maio Total de mortes: 421.484 Registro de mortes em 24 horas: 2.091 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 2.131 (variação em 14 dias: -15%) Total de casos confirmados: 15.150.628 Registro de casos confirmados em 24 horas: 63.268 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 60.734 por dia (variação em 14 dias: +7%) Estados Em alta (apenas 1 estado): RR Em estabilidade (12 estados): BA, CE, MA, MG, PB, PR, PE, PI, RJ, SP, SE e TO Em queda (13 estados e o DF): AC, AL, AP, AM, DF, ES, GO, MT, MS, PA, RN, RS, RO e SC Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 deste sábado (8) aponta que 35.235.949 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 16,64% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 17.715.680 pessoas (8,37% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. No total, 52.951.629 doses foram aplicadas em todo o país. Veja a variação das mortes por estado Estado com a média de mortes em alta Arte G1 Estados com a média de mortes em estabilidade Arte G1 Estados com a média de mortes em queda Arte G1 Sul PR: +1% RS: -19% SC: -18% Sudeste ES: -34% MG: -15% RJ: +9% SP: -15% Centro-Oeste DF: -27% GO: -42% MS: -28% MT: -24% Norte AC: -18% AM: -40% AP: -23% PA: -38% RO: -43% RR: +22% TO: +1% Nordeste AL: -17% BA: -14% CE: -1% MA: -8% PB: -2% PE: -15% PI: -4% RN: -30% SE: +8% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19: Veja Mais

Brasil registra mais 2.189 mortes por Covid e 84 mil novos casos

Glogo - Ciência País contabiliza 432.785 óbitos e 15.521.313 casos, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com informações das secretarias de Saúde. Número de diagnósticos em 24 horas é o mais alto em mais de um mês. Brasil registra 2.189 mortes por Covid-19 em 24 horas O Brasil registrou 2.189 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta sexta-feira (14) 432.785 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.913 --abaixo da marca de 2 mil pelo terceiro dia seguido. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -21%, indicando tendência de queda nos óbitos decorrentes do vírus. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta sexta. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Nenhum estado apresenta tendência de alta nas mortes. Já com tendência de queda aparecem 19 estados e o DF. O Brasil completa agora 114 dias com a média móvel de mortes acima da marca de 1 mil. De março até o dia 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média acima da marca de 2 mil. Veja a sequência da última semana na média móvel: Evolução dos óbitos por Covid no Brasil na última semana Editoria de Arte/G1 Sábado (8): 2.131 Domingo (9): 2.092 Segunda (10): 2.083 Terça (11): 1.980 Quarta (12): 1.944 Quinta (13): 1.917 Sexta (14): 1.913 Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 15.521.313 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 84.486 desses confirmados no último dia. É o maior número de casos em 24 horas desde o dia 9 de abril. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 61.993 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +4% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade também nos diagnósticos. Há 25 dias, a média móvel de casos segue estagnada em torno de 60 mil diagnósticos diários. Ela tem subido e descido na faixa entre 55 mil e 65 mil desde o dia 20 de abril --diferente da média de mortes, que no mesmo período caiu em quase 1/3. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 14 de maio Total de mortes: 432.785 Registro de mortes em 24 horas: 2.189 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.913 (variação em 14 dias: -21%) Total de casos confirmados: 15.521.313 Registro de casos confirmados em 24 horas: 84.486 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 61.993 por dia (variação em 14 dias: +4%) Estados Em estabilidade (7 estados): SE, RO, BA, PB, RN, PI, RJ Em queda (19 estados e o DF): MT, GO, RS, AL, SP, ES, MA, MG, DF, AP, PE, SC, AM, CE, MS, PR, RR, PA, TO, AC Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Veja a variação das mortes por estado Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: -34% RS: -20% SC: -29% Sudeste ES: -20% MG: -23% RJ: -13% SP: -20% Centro-Oeste DF: -25% GO: -18% MS: -32% MT: -17% Norte AC: -43% AM: -29% AP: -27% PA: -40% RO: +4% RR: -39% TO: -42% Nordeste AL: -20% BA: +2% CE: -30% MA: -21% PB: -4% PE: -27% PI: -10% RN: -5% SE: +7% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19: } Veja Mais

Covid: Médico pode ser processado se receitar tratamento ineficaz, alertam especialistas

Glogo - Ciência 'Kit covid' virou um dos principais assuntos da CPI no Senado, e notificações de reações adversas ligadas a esses remédios disparam na pandemia. Médico tem autonomia para tratar paciente, mas há limites. ‘Não tem comprovação profilática do kit Covid’, afirma Barra Torres O chamado "kit covid" se tornou um dos principais assuntos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga se o governo federal cometeu erros ou omissões no combate à pandemia de Covid-19. 'Cloroquina' é a palavra mais pronunciada na CPI entre dez selecionadas pelo G1 Uso de cloroquina e hidroxicloroquina em nebulização é 'procedimento experimental' que depende de aprovação ética prévia, orienta CFM Os três ministros da Saúde de Jair Bolsonaro (sem partido) que já estiveram na CPI foram bastante questionados sobre a defesa pelo presidente deste suposto tratamento precoce, que usa medicamentos sem eficácia comprovada contra o novo coronavírus, como cloroquina, ivermectina e azitromicina. Luiz Henrique Mandetta (MDB-MS), primeiro ministro da Saúde do governo Bolsonaro, disse que o governo federal chegou a cogitar um decreto para mudar a bula desse remédio para que ele fosse indicado para Covid-19, e essa intenção foi confirmada no depoimento do presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres. O oncologista Nelson Teich afirmou ter pedido demissão diante da pressão para que elaborasse um protocolo de tratamento que recomendasse a adoção ampla da cloroquina. E Marcelo Queiroga, atual ocupante do cargo, reconheceu que a cloroquina não tem eficácia comprovada. Mas evitou falar contra o seu uso. Tudo indica que o general Eduardo Pazuello, o quarto ministro a ser ouvido pela CPI, também ouvirá muitas perguntas sobre isso. AGU pede ao Supremo que garanta direito de Pazuello de ficar calado em depoimento à CPI Um dos motivos de tanta atenção a esse assunto é porque há um consenso cada vez maior de que os medicamentos do chamado "kit covid" não só não funcionam, como podem fazer mal à saúde. É o que indicam os registros da Anvisa, que nunca recebeu tantas notificações de reação adversa pelo uso destes remédios como agora (leia mais abaixo). Raio-x da Covid: A palavra mais falada na primeira semana da CPI foi cloroquina Esses números vão ao encontro dos relatos cada vez mais frequentes publicados na imprensa de pessoas que enfrentaram problemas de saúde por causa do "kit covid". O que se sabe sobre as três mortes de pacientes nebulizados com hidroxicloroquina no RS Em casos assim, qual é a responsabilidade do médico? Um paciente pode entrar na Justiça contra quem receitou um medicamento do chamado kit covid? Especialistas em direito civil e da Saúde ouvidos pela reportagem divergem sobre a possibilidade deste tipo de profissional ser responsabilizado legalmente, especialmente se o tratamento tiver sido prescrito no começo da pandemia, quando ainda havia muitas dúvidas sobre a Covid-19 e os efeitos dos medicamentos que compõem o "kit covid". Mas eles concordam que, conforme a pandemia avança, fica cada vez mais difícil justificar para um juiz a prescrição desse tipo de medicamento. Momento do tratamento pode ser crucial André Corrêa, professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), diz que o momento em que aconteceu o tratamento é fundamental. "Esta é uma pandemia longa, que já dura mais de um ano, e o juízo que vai se fazer da forma como um médico agiu nos primeiros três meses do surto e agora não é o mesmo", avalia Corrêa. "Conforme crescem as evidências científicas contra a eficácia desses medicamentos e que mostram que eles são capazes de provocar efeitos colaterais, um médico que continue a prescrever isso hoje iria contra o que se chamaria de uma técnica médica adequada", afirma o professor. O advogado Paulo Almeida, diretor-executivo do Instituto Questão de Ciência, concorda. "Prescrever cloroquina quando ainda havia um desconhecimento razoável sobre esse assunto é diferente de fazer isso quando respeitadas entidades internacionais e revistas deixam claro que não tem qualquer efeito positivo", diz. Mesmo assim, afirma Almeida, o médico deveria sempre se pautar nas informações científicas disponíveis sobre uma doença. "É recorrente na nossa história a tentativa de achar uma cura mágica, mas um médico deve ter o cuidado de só adotar um procedimento quanto tem certeza que ele não faz mais mal do que bem." Reações adversas ligadas ao 'kit covid' explodiram Os dados da Anvisa apontam que os números das reações inesperadas pelo uso dos principais medicamentos do kit covid dispararam desde o começo da pandemia, apontam os registros da agência. Em 2019, houve 139 notificações ligadas à cloroquina ou à hidroxicloroquina, que são originalmente usadas contra lúpus, artrite reumatoide, entre outras doenças. Em 2020, foram 1084, quase oito vezes mais. Em nove casos notificados, o paciente morreu — todos depois do início da pandemia. Os eventos de reações adversas do antibiótico azitromicina mais do que triplicaram entre 2019 e 2020, foram 86 no ano passado. Neste ano, já são 59, com uma morte registrada. Venda de remédios do 'kit Covid' dispara até 857% na pandemia E todos os 20 alertas que a Anvisa já recebeu sobre a ivermectina, remédio contra fungos e parasitas que entrou mais recentemente para o repertório do suposto tratamento precoce contra a Covid-19, foram feitos depois de a pandemia começar. Houve uma morte. Kit Covid: vendas de Ivermectina aumentam 857% em um ano A agência nunca tinha recebido uma notificação desse tipo para esse medicamento antes do início da pandemia. 'O cara lá da ponta vê o Bolsonaro falando besteira e se influencia' Esses números são uma evidência clara de como o "kit covid" foi amplamente usado na pandemia. Questionado na CPI se apoia o uso destes medicamentos, Marcelo Queiroga foi evasivo e disse que apoia a autonomia do médico em indicar o tratamento que considerar mais adequado. Esse é o mesmo argumento usado por bastante tempo pelo Conselho Federal de Medicina quando cobrado sobre uma posição clara quanto à cloroquina. "Mas a outra face da autonomia é ter de assumir a responsabilidade pelo o que se faz. Não me surpreenderia ver médicos condenados por não tomarem as medidas adequadas", diz André Corrêa. Nos casos em que uma pessoa tiver problemas de saúde depois de usar um destes remédios, a primeira coisa que deve ser investigada é, claro, se o medicamento foi a causa disso. Mas também se um tratamento ineficaz prejudicou as chances de o paciente obter o melhor resultado possível contra a doença, afirma Corrêa. É preciso então analisar em casos assim se o médico agiu com imprudência, negligência ou imperícia, explica o médico e advogado Daniel Dourado, do Centro de Pesquisa em Direito Sanitário da Universidade de São Paulo (USP). Em outras palavras, se o médico assumiu um risco grande demais, se deixou de fazer algo que deveria ter feito ou se não tinha os conhecimentos e habilidades necessários para agir como agiu. No fim das contas, o que vai ser discutido é se o médico agiu com má fé, diz Dourado. "Uma coisa é o médico que receitou porque não tinha mais nada a fazer e decidiu tentar isso, e outra é quem criou canal no YouTube para fazer propaganda e cobrar por consulta particular", afirma o pesquisador. O advogado sanitarista acredita que a maioria dos médicos que receitaram o kit covid fizeram isso por causa do governo federal. "O médico lá na ponta vê o ministro falando isso, vê o Bolsonaro falando um monte de besteira e se influencia", afirma Dourado. 'Médico não pode fazer experimento em humanos' À CPI, o ministro Marcelo Queiroga esclareceu que já pediu que seja elaborado um protocolo de tratamento para a Covid-19. As recomendações que tinham sido feitas pelo governo federal até então não tinham passado pelas instâncias necessárias, e o ministro falou que está corrigindo isso. Mas esses documentos ainda constavam no site do Ministério da Saúde até a semana passada — o que um dos senadores apontou para Queiroga durante seu depoimento. Ministério da Saúde tira do site indicação de cloroquina no tratamento precoce da Covid O Ministério da Saúde tirou do ar depois disso as recomendações oficiais de tratamento precoce. Mas o termo de consentimento de paciente que os médicos devem usar ao prescrever esses remédios continua acessível. Ministério da Saúde tira do site indicação de cloroquina no tratamento precoce da Covid Aplicativo do Ministério da Saúde que recomenda 'tratamento precoce' para Covid-19 sai do ar Por meio desse documento, o doente diz que foi devidamente informado sobre os riscos, benefícios e alternativas dos medicamentos do chamado kit covid e aceita ser tratado desta forma. Daniel Dourado acredita que ter pedido esse consentimento pode ajudar o médico a mostrar que agiu com boa-fé. "Isso mostra que explicou os riscos para o paciente, que podia aceitar ou não. Quem agiu de boa-fé dificilmente vai ser responsabilizado", afirma Dourado. Mas ele ressalta que isso não vale para qualquer tipo de tratamento e dá como exemplo a nebulização com cloroquina, associada à morte de pacientes com Covid-19. "Aquilo é absurdo, não existe, é como se tivessem dado detergente", afirma o pesquisador. Paulo Almeida concorda. O advogado explica que o uso de medicamentos fora do que é prescrito em bula sempre ocorreu e é permitido, mas há limites para isso. "Não existe termo de consentimento no mundo que permita que um médico faça experimentos científicos com humanos", afirma. VÍDEOS: Vacinação contra Covid no Brasil Veja Mais

AM, MA, MS e TO têm tendência de alta de casos e mortes por Covid e de de síndrome respiratória, diz Fiocruz

Glogo - Ciência Fundação diz que dados da semana epidemiológica 18 mostram indícios de interrupção da tendência de queda nos números da Covid no Amapá, Bahia, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul e Sergipe. Um novo Boletim InfoGripe da Fiocruz divulgado nesta quinta-feira (13) aponta que quatro estados - Amazonas, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Tocantins - têm tendência de crescimento no número de casos e óbitos por Covid-19 e também na incidência de casos de Síndrome Respiratória Agudas Grave (SRAG). A análise tem como base os dados da Semana Epidemiológica (SE) 18, que equivale ao período de 2 a 8 de maio. Anvisa autoriza testes da vacina indiana Covaxin no Brasil Uso de cloroquina e hidroxicloroquina em nebulização é 'procedimento experimental' que depende de aprovação ética prévia, orienta CFM A Síndrome Respiratória Aguda (SRAG) é causada por doenças respiratórias como a Influenza H1N1, Adenovírus e o novo coronavírus. Entretanto, desde a chegada da Covid ao Brasil, os casos de SRAG são quase em sua totalidade causados pelo vírus responsável pela pandemia. Segundo a Fiocruz, entre as 27 unidades federativas do país, 16 mostram sinais de queda nesses mesmos indicadores. Entretanto, diversos estados ainda estão com valores similares ou até mesmo superiores aos picos observados ao longo de 2020. Os dados apontam que há indícios de interrupção da tendência de queda nos números da Covid-19 no Amapá, Bahia, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul e Sergipe. Já o Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte e São Paulo apresentam tendência de estabilização. O pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do sistema Infogripe, afirma que os dados reforçam a necessidade de cautela para evitar a retomada precoce de atividades. “Tal situação, caso ocorra, não apenas manterá o número de hospitalizações e óbitos em patamares altos, como também manterá a taxa de ocupação hospitalar em níveis preocupantes. Portanto, essas medidas devem ser adotadas até que a tendência de queda seja mantida por tempo suficiente para que o número de novos casos atinja valores significativamente baixos”, disse Gomes em nota enviada pela fundação. Veja Mais

Você sabe o que é um BRAÇO MORTO? #shorts

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 Minuto da Terra Como se formam as curvas dos rios? Vídeo completo: https://www.youtube.com/watch?v=frX9sTp1bM8 #shorts #MinutoDaTerra Veja Mais

'Solidão, exaustão e culpa': pandemia trouxe aumento da depressão na gravidez e no pós-parto

Glogo - Ciência Estudo britânico aponta que mães de primeira viagem com bebês pequenos têm o dobro de chances de ter depressão. Mulher grávida gestante gestação gravidez Pixabay t Uma pesquisa do College London, na Inglaterra, revela que a depressão pós-parto mais que dobrou na Europa durante o primeiro semestre de 2020 em relação ao período pré-pandemia, saltando de 23% para 47,5% os casos entre mães com bebês de até seis meses de vida. Os resultados foram publicados na terça-feira (11) na revista científica "Frontiers in Psychology". Os pesquisadores ouviram 162 mães de maneira remota. Além de responderem a um questionário, elas precisavam listar até 25 pessoas com quem podiam contar no pós-parto e descrever a forma como interagiam com elas: por telefone, por videochamada, por mensagens de aplicativos ou presencialmente. As mães que não podiam dividir os cuidados com o pai do bebê ou que não tinham uma rede de apoio para ajudá-las com os afazeres domésticos e com o filho descreveram sentir "solidão, exaustão, preocupação, inadequação, culpa e aumento do estresse", além de um sentimento de "oportunidades perdidas" e excessiva preocupação com o impacto que o isolamento social imposto pela pandemia poderá ter no desenvolvimento do bebê. As mais afetadas pelo isolamento social e pela redução dos contatos foram as mães de primeira viagem, que apresentaram o dobro de chances de terem depressão pós-parto durante a pandemia. Já as mães que tiveram mais contatos, interações e apoio de pessoas próximas relataram menos sintomas depressivos. "É realmente muito difícil criar um filho, especialmente em uma crise, quando todos estão lidando com o aumento dos afazeres, do estresse e dos eventos adversos da vida", diz a antropóloga Sarah Myers, que liderou o estudo. "Nossa pesquisa mostra que o isolamento social deixa as novas mães mais vulneráveis à depressão pós-parto (...) Os formuladores de políticas públicas devem levar isso em consideração enquanto tivermos que lidar com a Covid-19, para o bem de mães, bebês e famílias inteiras", alerta Myers. Isolamento social pode trazer medo e frustrações, mas é possível criar ferramentas para superação Ainda não há dados publicados sobre a depressão pós-parto no Brasil durante a pandemia, mas a psiquiatra perinatal do Ambulatório de Saúde Mental da Mulher do Hospital das Clínicas da USP, Arianne Melo Angelelli, relata um aumento de grávidas e puérperas com sintomas depressivos e de ansiedade desde o ano passado. "Além das preocupações com a gravidez, o parto, a chegada do filho, agora essas mulheres também têm que se preocupar com o coronavírus. Apesar disso, o isolamento social tem feito com que muitas mulheres fiquem completamente sozinhas no parto e puerpério", diz Angelli. A doula Elisângela Teixeira, a Elis, do coletivo de doulas Acolher e Cuidar, também relata um aumento de grávidas e puérperas deprimidas e ansiosas. "Atendemos, em média, 12 mulheres por mês. Cerca de 80% delas têm se mostrado ansiosas e com medo nesse momento da pandemia. Muitas têm com medo de fazer o parto no hospital, acham que vão se contaminar ou contaminar o bebê. E a ansiedade atrapalha demais o processo do trabalho de parto", diz Elis. A doula conta que é comum as mulheres ficarem mais reclusas durante o puerpério, período em que o corpo leva para voltar às condições pré-gestação, que pode durar até 60 dias. "Mas com a pandemia, o medo da Covid, a falta de contato com pessoas queridas durante a gestação, a falta da rede de apoio para ajudar a mulher no pós-parto, tudo isso piorou muito o período do puerpério", afirma. Parto solitário Foi um parto solitário, descreve Fernanda* (nome fictício, ela prefere não se identificar), que teve o seu primeiro filho durante a primeira onda de coronavírus. Por causa da pandemia, o momento tão esperado da chegada do primogênito ocorreu sem nenhum rosto familiar para segurar a mão de Fernanda durante o parto. Os rostos que ali estavam, aliás, mostravam apenas os olhos; o restante estava coberto por máscaras e toucas. "Eu sempre quis ter filhos, engravidar. Sonhava com isso, ficava planejando como seria", conta a moça, por telefone, equilibrando o celular em uma mão e o bebê em outra. Doula Elis Teixeira trabalhando em um parto feito durante a pandemia. Jeh Alves Mas o sonho da gravidez, que virou realidade no final de 2019, se transformou em pesadelo em março do ano seguinte. "A empresa onde eu trabalhava afastou as grávidas em março. Logo em seguida, terminei o meu relacionamento. Quando percebi, estava sozinha e grávida, sem poder ver ninguém, isolada em casa", lembra. Na época, ela morava em outro estado, a mais de 500 quilômetros longe da família. "Não tinha condições de ter meu primeiro filho sozinha e longe de casa durante uma pandemia", afirma. Foi aí que Fernanda decidiu se demitir do emprego para se mudar para a casa da mãe, no interior de Minas Gerais. Mesmo com a mudança, o isolamento social e as medidas de controle da Covid-19 fizeram do parto e do puerpério momentos solitários. "Eu queria um parto humanizado, em casa, mas minha família não me apoiou. Aceitei ter o bebê no hospital, mas só fui para lá quando já não aguentava mais de dor", diz. Ela entrou em trabalho de parto às 4 horas da madrugada, mas chegou no hospital somente às 18h. "Minha mãe quase derrubou o hospital para entrar comigo, mas os acompanhantes não podiam acompanhar os partos por causa do risco de contaminação por coronavírus, então eu entrei sozinha". Foram mais de quatro horas em trabalho de parto dentro do quarto de hospital, acompanhada apenas de profissionais da saúde. Quando o bebê enfim nasceu, ela não pôde pegá-lo no colo, também como medida de proteção. "O pós-parto foi pior ainda. Eu não dormia, estava exausta. Também me sentia muito sozinha. Por causa do isolamento social, recebi a visita somente de uma amiga, que também estava isolada desde o início da pandemia para cuidar da mãe doente. Fui sair de casa pela primeira vez três meses depois, para ir ao mercado", conta Fernanda, que estava desempregada até o começo de 2021. Assim como mostrou o estudo britânico, a falta de uma rede de apoio na gestação e no puerpério é um dos fatores para a depressão pós-parto, já que ela é resultado de uma combinação de questões biológicas - a mulher passa por uma mudança brusca física e hormonal -, mas também psicológicas e sociais. "A maternidade é uma transformação do papel da mulher na sociedade. Ela passa a ter novas responsabilidades, e passa a ser muito mais cobrada. É uma fase de estresse, medo, privação do sono, não é um momento de pura felicidade, como muitos dizem", afirma a psiquiatra Angelelli. "Conta muito a condição social da mulher e o ambiente em que ela vive. Se ela sofre violência, se tem uma condição econômica desfavorável, se não tem apoio do parceiro e de familiares, se vive em um ambiente de estresse, o nível de depressão pós-parto aumenta muito", explica a psiquiatra. Números da Fiocruz anteriores a pandemia mostram que 1 em cada 4 mulher tem depressão pós-parto no Brasil. 50% delas já tinham depressão durante a gravidez, mas não foram diagnosticadas. Por isso, esse tipo de depressão tem sido chamado de "periparto", já que pode começar na gestação. Com as restrições e crise geradas pela pandemia, Angelelli acredita que a taxa de ocorrência de depressão periparto no Brasil, que já era alta, tenha aumentado. Depressão pós-parto mexe com áreas do cérebro relativas ao afeto 'É preciso uma aldeia inteira' O estudo do College London cita um antigo provérbio para explicar a importância da rede de apoio em torno da mãe e do recém-nascido: "é preciso uma aldeia inteira para cuidar de uma criança". "A gente acredita [na medicina] que esse provérbio é realmente verdadeiro. Não é uma mãe sozinha que vai cuidar de um bebê", diz Angelelli. "Em toda a história da Humanidade, quando uma mulher tem um filho, ela recebe ajuda da comunidade. Ou é a mãe, ou a prima, uma amiga, uma sogra, alguém vai ajudá-la nos primeiros meses da criança. Se for o primeiro filho, alguém vai precisar ensinar os pais como dar banho, trocar etc. Toda essa rede foi interrompida pela pandemia", afirma a psiquiatra. Na pesquisa britânica, muitas mães afirmaram que, com o isolamento e sem ninguém para ajudá-las presencialmente, a maternidade havia se transformado em um "fardo constante". E embora o contato pela internet ou telefone ajudasse, ainda era insuficiente. Sem as visitas e o convívio com amigos e familiares, elas tinham que pedir ajuda ativamente, ampliando o estresse da maternidade. Após laudo apontar depressão pós-parto, Justiça decide que bebê que foi abandonado em praça fique com a mãe Durante o puerpério, a mãe com depressão pode ter muita dificuldade em amamentar, em se concentrar e cuidar do bebê. É aí que a rede de apoio a essa família se torna ainda mais essencial. "Tudo fica muito mais difícil para essa mãe. Isso gera culpa, mesmo não sendo culpa dela. Por isso é tão importante ter pessoas que sejam capazes de cuidar da mãe e do bebê até que ela possa se recuperar", afirma Angelelli. Sintomas A tristeza, exaustão extrema, reclusão, apatia, alteração de sono e apetite, irritabilidade, culpa, dificuldade de concentração, falta de esperança, medo de sair de casa e cuidado excessivo com o bebê costumam ser os sintomas mais frequentes da depressão pós-parto. "A mulher com depressão periparto tem maior chance de ter um parto prematuro. Ela também costuma sentir mais dor durante o parto, mais insegurança, mais medo. O nível de imunidade também costuma cair", complementa a psiquiatra. Angelelli explica que muitas mulheres têm o primeiro episódio de depressão na vida no periparto, mas, se tratada com acompanhamento psicológico, os sintomas podem durar de seis meses até um ano após o parto. Se não tratada, a depressão pode se transformar em crônica em 30% dos casos, alerta a especialista. Veja Mais

'Achava que não teria derrame, que só aconteciam em mais velhos'

Glogo - Ciência Três jovens que sobreviveram a AVCs compartilham seus relatos para ajudar a aumentar conscientização sobre doença. Os acidentes vasculares cerebrais (AVCs), conhecidos como derrames, são frequentemente associados a idosos, mas, de acordo com números recentes, um em cada quatro deles ocorre em pessoas mais jovens. Mortes de jovens por Covid crescem quase 150% em 2021 no RS e preocupa especialistas da saúde Mortes de jovens entre 20 e 29 anos por Covid-19 crescem quase 4 vezes no estado de SP entre fevereiro e março Um AVC ocorre quando há uma interrupção súbita do suprimento de sangue ao cérebro, normalmente causada pelo entupimento total ou parcial de artérias em consequência do acúmulo de gordura ou colesterol, mas há outros motivos relacionados, como por exemplo, estresse e outras causas nervosas que podem interromper a oxigenação do cérebro. A BBC conversou com três jovens sobreviventes que decidiram compartilhar suas histórias para ajudar a aumentar a conscientização sobre a doença. 'Pode acontecer com qualquer um de nós em qualquer fase da vida' Kayleigh Trainor tinha 27 anos quando teve um derrame "completamente inesperado". "Acordei e estava me preparando para o trabalho quando me olhei no espelho e percebi que meu rosto estava caído". "Não me importei e fui ao trabalho, e foi só quando cheguei lá que outras pessoas me perguntaram se eu estava bem". Kayleigh Trainor diz que não acreditou quando soube que teve um derrame. Kayleigh Trainor via BBC "Fui à farmácia pensando que tinha tido uma reação alérgica, mas o farmacêutico estava muito preocupado e me disse para ir ao pronto-socorro", diz Kayleigh. A professora, que mora em Harlow, na região metropolitana de Londres, foi para o hospital "acreditando que tudo era um exagero" e "pediu desculpas por desperdiçar o tempo de todos". Mas ficou chocada com o que ouviu dos médicos. "Eles me internaram imediatamente, passaram a me monitorar e fizeram exames. Finalmente, me disseram que tive um derrame", diz ela, agora com 32 anos. "Não acreditei porque, para mim, me sentia bem. Sempre associei derrame a pessoas idosas, pensei que não poderia ter sofrido um." Ela acrescenta: "Você acha que está imune a essas coisas, mas isso pode acontecer com qualquer um de nós em qualquer fase da vida." Dez dias depois, ela voltou para casa para se recuperar do derrame que sofreu, em novembro de 2015. Kayleigh diz que não apresentou sintomas desde então e os médicos nunca descobriram o que causou seu AVC. Seu avô já teve um derrame e os médicos disseram que poderia ter sido causado por estresse, mas não havia nada que eles "pudessem apontar para dizer qual era a causa". Kayleigh, que recentemente arrecadou 1,4 mil libras para Stroke Association, ONG de apoio a vítimas de derrame, caminhando 1,2 milhão de passos ao longo de 120 dias, diz que é preciso haver mais consciência do risco para os jovens. "Digo aos meus alunos na escola que tive um derrame e eles dizem 'não, você não teve, os idosos têm' e eu digo a eles que qualquer um pode ter um derrame", diz ela. 'Três médicos diferentes pensaram que eu tinha enxaqueca' Daniel Payne sempre esteve "em forma e saudável" e chegou inclusive a representar sua universidade em competições de atletismo. Mas aos 23 anos, quando trabalhava no setor de compras de uma empresa londrina, ele começou a sentir uma súbita perda de visão em um dos olhos. Daniel Payne, fotografado com seu cachorro Ollie, teve um derrame aos 23 anos. Daniel Payne via BBC Ele diz que se sentiu "muito estranho" e teve uma sensação de pulsação no braço direito - mas não experimentou nenhum dos sintomas clássicos de um derrame, como fala arrastada ou rosto caído. Payne sabia que algo estava errado, então se consultou com três médicos, mas todos pensaram que ele tinha enxaqueca. Ainda não se sentindo bem e com a perda de controle da mão direita, ele foi para o hospital, onde nenhum exame mostrou sinal de derrame, inclusive uma tomografia computadorizada. Foi só depois que ele fez uma ressonância magnética que os médicos perceberam o que lhe havia acontecido. "Eles estavam tipo 'por que diabos você teve um derrame quando está em forma e é saudável e na sua idade', então as investigações começaram", diz. Os médicos descobriram que ele tinha um grande buraco no coração, que acreditavam ter causado o derrame. Ele teve que se submeter a uma cirurgia para fechar o buraco e passou mais de uma semana no hospital. Payne diz que experimentou ataques de pânico e ansiedade após o derrame. Ele teve que fazer terapia que pagou do próprio bolso. O jovem ainda usa óculos especiais para melhorar sua visão. Sua namorada Laura McDonnell, uma fisioterapeuta, o ajudou a recuperar o controle em sua mão direita. Agora com 26 anos, ele diz que está se sentindo melhor. Payne começou a trabalhar como voluntário na ONG Different Strokes, em 2019, para ajudar a apoiar outros jovens que tiveram um derrame. "Quando as pessoas pensam em derrames, imaginam pessoas mais velhas e todo o apoio disponível quando eu tive o meu era para pessoas com mais de 60 anos", diz. "É muito diferente para um jovem ter um AVC, eles têm toda a vida pela frente e isso pode mudar completamente seus planos de vida. "É horrível para uma pessoa mais velha ter um, mas é um conjunto de circunstâncias muito diferente para uma pessoa mais jovem." 'Depois do meu derrame, me tornei a 'garota doente da escola'' Elizabeth Kiss tinha apenas 13 anos quando teve um derrame. Era o dia do casamento da prima e a família se preparava para comemorar o dia especial. "Foi bastante agitado para todos", diz. Elizabeth Kiss, agora com 20 anos, teve um derrame há sete anos. Elizabeth Kiss via BBC Agora com 20 anos, ela se lembra de que sua mãe suspeitou de um derrame "na hora, porque minha língua ficou enrolada e o lado esquerdo do meu rosto havia caído". "Ela disse aos médicos que era um derrame, mas eles não lhe deram muita importância por causa da minha idade, pensaram se tratar apenas de uma enxaqueca", conta. Mas os testes mostraram que Elizabeth sofreu um AVC e ela foi submetida a uma cirurgia que salvou sua vida. Ela havia passado por uma cirurgia no coração quando tinha oito anos e passou a sofrer enxaquecas, que se acredita terem causado seu derrame. Elizabeth ficou paralisada do lado esquerdo e, embora agora tenha movimento no ombro e no cotovelo, o uso da mão esquerda e dos dedos ainda é limitado. Sete anos depois, ela ainda apresenta fraqueza na perna esquerda. Ela sofre de depressão e ansiedade, que acredita estarem relacionadas ao derrame. Sinais e sintomas de um derrame Um em cada quatro acidentes vasculares cerebrais no Reino Unido ocorre em pessoas com menos de 65 anos, de acordo com a ONG Different Strokes. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, o número de derrames em jovens também aumentou. Para identificá-lo, as pessoas devem usar o acrônimo FAST (sigla em inglês para Rosto, Braços, Fala e Tempo) como um teste simples: Rosto - o rosto caiu para um lado? Você pode sorrir? Braços - Você pode levantar os dois braços e mantê-los erguidos? Fala - Sua fala ficou arrastada? Tempo - Em caso afirmativo, é hora de ligar para o serviço de emergência. Outros sintomas de AVC incluem perda súbita de visão, fraqueza súbita ou dormência em um lado do corpo, perda súbita de memória ou confusão, tontura súbita ou instabilidade, ou uma queda repentina. Fonte: Different Strokes Elizabeth diz que ter um derrame na adolescência foi uma "curva de aprendizado" para seus professores e também para sua família, pois eles "não sabiam como me tratar". Ela também teve dificuldades em fazer amizades. "Tive problemas em fazer amizades, não conseguia fazer todas as coisas que um adolescente normalmente faria e ninguém sabia como me tratar". "As pessoas eram muito simpáticas ou estranhas. Perdi amigos porque às vezes precisava de muita ajuda", diz. O derrame também a impediu de praticar seus esportes e atividades habituais. "Antes do meu derrame, era conhecida como a garota 'popular', mas depois disso virei a 'garota doente'. "Era cheia de vida antes, mas fiquei deprimida e as pessoas se comportavam de maneira estranha ao meu redor". "Agora estou voltando a ser a pessoa alegre que era antes." Elizabeth, que ainda faz visitas anuais ao hospital, diz que quer aumentar a conscientização de que derrames podem acontecer em jovens. "É horrível que as pessoas não se deem conta disso", diz ela. "O fato de os médicos não terem percebido que eu estava tendo um derrame me faz querer aumentar a conscientização ainda mais". "Não quero que outras pessoas passem pelo que eu passei." VÍDEOS: 10 vídeos mais vistos no G1 em abril Veja Mais

FRIO ou CALOR: qual pode te matar primeiro? | Minuto da Terra

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Brasil registra 1.018 mortes por Covid e chega a 423,4 mil na pandemia; média móvel segue acima de 2 mil

Glogo - Ciência País contabiliza 423.436 mortes e 15.214.030 casos, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com informações das secretarias de Saúde. Média segue acima de 2 mil mortos por dia há 55 dias. Brasil registra 1.018 mortes em 24 horas. Um total de 423.436 desde o início da pandemia O Brasil registrou 1.018 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta segunda-feira (10) 423.436 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 2.087. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -13%, indicando tendência de estabilidade nos óbitos decorrentes do vírus. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta segunda. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Essa é a menor média móvel de mortes registrada desde 17 de março, quando ela estava em 2.031 -- e em plena ascensão naquele momento. Apenas um estado apresenta tendência de alta nas mortes: RR. O país completa agora 55 dias seguidos com a média móvel acima dos 2 mil mortos por dia. Já são 110 dias no Brasil com a média móvel de mortes acima da marca de mil. Veja a sequência da última semana na média móvel: Evolução da média móvel de óbitos por Covid no Brasil na última semana. Ritmo da queda está lento Editoria de Arte/G1 Terça (4): 2.361 Quarta (5): 2.329 Quinta (6): 2.251 Sexta (7): 2.158 Sábado (8): 2.131 Domingo (9): 2.092 Segunda (10): 2.083 Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 15.214.030 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 31.811 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 60.371 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +7% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade também nos diagnósticos. Sem queda significativa tanto em casos quanto em mortes, o país começa a observar a formação de um platô perigoso nas duas curvas, com os números permanecendo ainda muito altos. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 10 de maio Total de mortes: 423.436 Registro de mortes em 24 horas: 1.018 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 2.087 (variação em 14 dias: -13%) Total de casos confirmados: 15.214.030 Registro de casos confirmados em 24 horas: 31.811 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 60.371 por dia (variação em 14 dias: +7%) Estados Em alta (1 estado): RR Em estabilidade (10 estados): PR, RS, MG, RJ, SP, CE, MA, PB, PI e SE Em queda (15 estados e o DF): SC, ES, DF, GO, MS, MT, AC, AM, AP, PA, RO, TO, AL, BA, PE e RN Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 desta segunda-feira (10) aponta que 35.909.617 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 16,96% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 18.073.591 pessoas (8,54% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. No total, 53.983.208 doses foram aplicadas em todo o país. Veja a variação das mortes por estado Estado com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: +7% RS: -13% SC: -22% Sudeste ES: -20% MG: -11% RJ: 0% SP: -12% Centro-Oeste DF: -18% GO: -36% MS: -22% MT: -21% Norte AC: -20% AM: -33% AP: -27% PA: -35% RO: -23% RR: +25% TO: -22% Nordeste AL: -16% BA: -20% CE: +2% MA: -12% PB: -9% PE: -23% PI: -10% RN: -40% SE: +8% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19: } Veja Mais

No Dia das Mães, vamos pensar em todas as mulheres cuidadoras?

Glogo - Ciência No Brasil e no resto do mundo, principalmente quando o trabalho não é remunerado, a tarefa continua sendo feminina Os homens já descobriram os prazeres da paternidade e não é mais tão difícil encontrar casais que dividam as atribuições relacionadas aos filhos. No entanto, o cuidado de idosos continua sendo tarefa basicamente feminina. No Brasil e no resto do mundo, quando esse trabalho não é remunerado, quase sempre se torna função de uma mulher da família – e vale muito, basta pôr no papel o que custaria se um profissional tivesse que ser contratado! Às vezes a dedicação é em tempo integral; em outras, ela tem que se desdobrar e tentar equilibrar emprego, atividades domésticas e a responsabilidade por um parente. Cuidadores: no Brasil e no resto do mundo, quando esse trabalho não é remunerado, quase sempre se torna função de uma mulher da família Alzheimer´s Association No Reino Unido, levantamento mostra que 25% das mulheres entre 50 e 64 anos são cuidadoras, enquanto o percentual não passa de 17% entre os homens. O impacto disso é enorme na vida profissional e financeira: para dar conta de tantas atribuições, é quase inviável dedicar-se à carreira de forma a conseguir promoções e melhores salários. Com frequência, quem tinha um emprego acaba abrindo mão dele para se dedicar ao idoso e compromete seu futuro financeiramente. Por volta dos 50 anos, os homens britânicos têm, em média, o dobro do que as mulheres possuem na poupança. Quem irá cuidar da cuidadora depois? Com o envelhecimento da população, essa é uma pergunta cada vez mais incômoda. Não será sustentável manter o fardo nos ombros femininos e a mudança tem que acontecer em diferentes esferas. No ambiente corporativo, será preciso que executivos e patrões entendam a necessidade de apoiar quem desempenha tal função, independentemente do sexo. São funcionários que precisarão de flexibilidade de horários para estar presentes em consultas, acompanhar tratamentos ou resolver emergências. Nos Estados Unidos, em diversos estados há programas de remuneração para os cuidadores. O Medicaid, programa voltado para famílias de baixa renda, disponibiliza recursos para a contratação de um amigo ou parente. O ritmo do envelhecimento da população brasileira, cuja pirâmide etária há tempos não tem a mais a forma de uma pirâmide com uma larga base de crianças de jovens, demanda soluções em ritmo acelerado. Veja Mais

Destroços de foguete chinês podem cair ainda neste sábado sobre a Terra; risco de danos é mínimo, segundo especialistas

Glogo - Ciência Probabilidade de impacto numa área habitada é 'ínfima, menos de um em um milhão, sem dúvida', tranquiliza Nicolas Bobrinsky, chefe do departamento de Engenharia e Inovação da Agência Espacial Europeia (ESA). Foguete Longa Marcha 5B decolando do Centro de Lançamentos de Wenchang, na China, em 29 de abril STR/AFP Um risco de estragos "baixo" ou mesmo "ínfimo", mas não zero: um foguete chinês deve retornar, sem controle, à atmosfera terrestre neste final de semana. China e muitos especialistas consideram, porém, a hipótese de danos na Terra mínima. O país asiático colocou em órbita o primeiro módulo de sua estação espacial em 29 de abril, graças a um foguete Longa Marcha 5B – o mais poderoso e imponente lançador chinês. É a primeira parte deste foguete, atualmente em órbita, que deve retornar à Terra. O objeto está perdendo altitude gradualmente e seu ponto de queda ainda é desconhecido. A China tem sido muito discreta sobre o assunto e não publicou nenhuma previsão sobre o horário que o lançador entrará na atmosfera terrestre, ou onde deveria se desintegrar total ou parcialmente. Para a agência espacial russa Roscosmos, a entrada pode acontecer neste sábado às 23h30 pelo fuso GMT (20h30 no horário de Brasília), no sul da Indonésia. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos estima que será às 23h GMT (20h de Brasília), com uma margem de erro de nove horas. VÍDEO: Destroços de foguete chinês devem cair no mar dos EUA em 8 de maio Veja perguntas e respostas sobre o caso Após um longo silêncio constrangedor das autoridades espaciais e diplomáticas chinesas, Pequim finalmente se manifestou na sexta-feira. "A maioria dos componentes (do foguete) vai queimar na reentrada na atmosfera", assegurou Wang Wenbin, porta-voz do ministério de Relações Exteriores da China. "A probabilidade de causar danos às atividades aéreas ou (a pessoas, edifícios e atividades) em solo é extremamente baixa", disse ele. Imprensa discreta A imprensa chinesa pouco falou sobre o evento, contentando-se em repetir neste sábado as declarações feitas na véspera pelo porta-voz da diplomacia. Se partes do foguete permanecerem intactas após o retorno na atmosfera, há uma boa chance de que caiam no mar, uma vez que 70% do planeta é água. "Esperamos que caiam em um lugar onde não prejudiquem ninguém", declarou na sexta Mike Howard, porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O secretário de Defesa americano, Lloyd Austin, garantiu esta semana que seu país não tem intenção de destruir o foguete. Ele deu a entender, porém, que seu lançamento não foi planejado com os devidos cuidados pela China. O risco de destroços do lançador atingirem uma área habitada existe, mas é improvável, de acordo com vários especialistas entrevistados pela AFP. "Dado o tamanho do objeto, inevitavelmente restarão pedaços grandes", antecipa Florent Delefie, astrônomo do Observatório Paris-PSL. Mas a probabilidade de impacto numa área habitada é "ínfima, menos de um em um milhão, sem dúvida", tranquiliza Nicolas Bobrinsky, chefe do departamento de Engenharia e Inovação da Agência Espacial Europeia (ESA). "Não há necessidade de se preocupar muito", observa Jonathan McDowell, astrônomo do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, nos Estados Unidos, e especialista em detritos espaciais. "Mas o fato de uma tonelada de fragmentos metálicos atingir a Terra a centenas de quilômetros por hora não é uma boa prática, e a China deveria revisar suas missões para evitar isso." Avanço espacial chinês Em 2020, destroços de outro foguete, o Longa Marcha, caíram em vilarejos na Costa do Marfim, causando danos, mas sem feridos. Em abril de 2018, o laboratório espacial chinês Tiangong-1 se desintegrou ao entrar na atmosfera, dois anos depois de parar de funcionar. A China vem investindo bilhões de dólares em seu programa espacial há várias décadas. O país asiático enviou seu primeiro astronauta ao espaço em 2003. No início de 2019, pousou um robô no lado oculto da Lua. No ano passado, trouxe amostras da Lua e finalizou o Beidou, seu sistema de navegação por satélite (concorrente do GPS americano). Pequim planeja pousar um robô em Marte nas próximas semanas e também anunciou sua intenção de construir uma base lunar com a Rússia. Veja Mais

75% afirmam que governo Bolsonaro demorou para comprar vacina e mais da metade desaprova gestão da pandemia, diz Datafolha

Glogo - Ciência 72% também acreditam que a gestão Bolsonaro agiu como se a Covid-19 não fosse grave. 51% reprovam desempenho de Bolsonaro na pandemia, segundo pesquisa Datafolha Uma nova pesquisa Datafolha publicada na noite de quinta-feira (13) pelo jornal Folha de S.Paulo mostra que cresceu a desaprovação dos brasileiros com a gestão do presidente Jair Bolsonaro na pandemia. A maior rejeição foi no tema da imunização contra a Covid-19, em que 75% afirmaram que o governo federal demorou para comprar vacinas. Em resumo, segundo o Datafolha: 75% concordam que o governo federal demorou para comprar vacinas e perdeu boas ofertas de imunizantes 51% desaprovam a gestão de Bolsonaro da pandemia; 21% aprovam 73% consideram que o governo federal transformou a pandemia em um problema político 72% afirmam que a gestão Bolsonaro agiu como se a Covid-19 não fosse grave 82% apoiam a criação da CPI da Covid A desaprovação da gestão da pandemia foi de 51%, uma oscilação negativa de três pontos percentuais em relação ao levantamento anterior do Datafolha, feito em março. Apesar de aumento da desaprovação, este não foi o percentual mais baixo, que foi de 33%, registrado entre o final de março e início de abril de 2020, quando o Datafolha fez o primeiro levantamento sobre o tema. Já o percentual dos que aprovam a gestão de Bolsonaro na pandemia é de 21%, ante 22% no levantamento de março. Os que a consideram regular são 27%, ante 24% na pesquisa anterior. Fiocruz entrega 4 milhões de doses e diz ter insumo para fabricar vacina de AstraZeneca até semana que vem Butantan entrega 1,1 milhão de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde e paralisa produção da vacina por falta de matéria-prima O Datafolha ouviu 2.071 pessoas de 146 municípios entre terça e quarta-feiras desta semana. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais. CPI da Covid Ainda segundo a pesquisa, 82% dos entrevistados apoiam a criação da CPI da Covid no Senado, mas também acredita que a investigação será apenas uma encenação: para 35%, a CPI vai levar a investigação até o fim a sério; 57%, no entanto, avaliam que a comissão vai fazer apenas uma encenação; 6% não souberam responder e 2% deram outras repostas. Apenas 11% consideraram um erro a instalação da comissão, 2% se disseram indiferentes e 5% afirmaram não saber. Vídeos: frases e imagens da CPI da Covid Veja Mais

Covid: TCU manda Ministério da Saúde explicar por que apagou nota na qual indicava cloroquina

Glogo - Ciência Defendido por Bolsonaro, remédio é comprovadamente ineficaz contra a doença. Ministro Benjamin Zymler disse que há dúvida sobre 'efeitos jurídicos' do ato do ministério. O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou nesta quinta-feira (13) que o Ministério da Saúde explique por que apagou do site oficial uma nota na qual recomendava, entre outras coisas, o uso da cloroquina contra a Covid-19. O G1 procurou o ministério e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem. Quando apagou a nota, a pasta informou que orientação seria submetida a nova análise e atualizada. O documento foi elaborado em 2020, durante a gestão do então ministro Eduardo Pazuello. Desde o ano passado, o medicamento é defendido pelo presidente Jair Bolsonaro. A cloroquina, no entanto, é cientificamente comprovada ineficaz contra a doença. A Associação Médica Brasileira (AMB) condena o uso do medicamento. No Senado, uma das linhas de investigação da CPI da Covid é justamente apurar atos do governo que incentivaram o uso do remédio. Ministério da Saúde tira do site indicação de cloroquina no tratamento precoce da Covid A determinação do TCU Autor do despacho enviado nesta quinta-feira, o ministro Benjamin Zymler deu três dias de prazo para que o ministério explique o fato de ter apagado a nota. O prazo começa a contar a partir da notificação da pasta, e o ministério pode pedir prorrogação. Segundo Zymler, há dúvida sobre os "efeitos jurídicos" da decisão do ministério de apagar a nota. Assim, o ministro questionou "qual o significado jurídico" da remoção da nota. No despacho, o ministro do TCU destacou ainda que um ato da administração pública só deixa de ter validade se for explicitamente revogado por outra publicação oficial. O TCU investiga se houve irregularidades por parte do Ministério da Saúde na alteração do protocolo para tratamento precoce da Covid a pedido de senadores e do Ministério Público Federal (MPF). Veja Mais

Anvisa autoriza uso emergencial de medicamento com anticorpos monoclonais para tratar Covid

Glogo - Ciência Ele não é vendido em farmácias e seu uso é restrito a hospitais. A agência já aprovou o registro do antiviral experimental remdesivir e o uso emergencial do Regn-CoV2, desenvolvido pela farmacêutica Roche. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta quinta-feira (13) o uso emergencial de mais um medicamento contra a Covid-19. Desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, o medicamento usa a combinação de dois anticorpos monoclonais, o banlanivimabe e etesevimabe. Os anticorpos são versões das defesas naturais do corpo fabricadas em laboratório com o objetivo de combater infecções. Este é o terceiro medicamento aprovado pela agência. Em março, a Anvisa anunciou o registro do antiviral remdesivir. Já em abril, o Regn-CoV2, coquetel que contém a combinação de casirivimabe e imdevimabe, foi aprovado para uso emergencial no país. O que é o medicamento e como ele será administrado: Combinação de dois anticorpos monoclonais que têm como alvo a proteína espicular S do SARS-CoV-2; O tratamento é indicado para adultos e pacientes pediátricos (com 12 anos ou mais que pesem no mínimo 40 kg) que não necessitam de suplementação de oxigênio; Ele não é recomendado para pacientes graves; O tratamento deve ser iniciado assim que possível após o teste viral positivo para SARS-CoV-2 e dentro de 10 dias do início dos sintomas; Os medicamentos devem ser administrados juntos por infusão intravenosa; Uso restrito a hospitais, sob prescrição médica e sua venda é proibida ao comércio; O coquetel já foi aprovado para uso emergencial nos Estados Unidos; Não há eficácia clínica do produto contra a variante brasileira P1; O uso em mulheres grávidas deve ser feito com cautela; Ele não substitui as vacinas contra a Covid-19. A aplicação é intravenosa e o tratamento deve ser iniciado após o teste viral positivo para a Covid-19 e dentro de 10 dias do início dos sintomas. O uso é restrito a hospitais e a venda é proibida ao comércio. Já a incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS) depende da avaliação do Ministério da Saúde. Segundo a Anvisa, o tratamento é indicado para adultos e pacientes pediátricos (com 12 anos ou mais que pesem no mínimo 40 kg) que não necessitam de suplementação de oxigênio, com infecção por SARS-CoV-2 confirmada por laboratório e que apresentam alto risco de progressão para Covid-19 grave. O medicamento não é recomendado para pacientes graves. "Anticorpos monoclonais como banlanivimabe + eteasevimbe podem estar associados a piora nos desfechos clínicos quando administrados em pacientes hospitalizados com Covid-19 que necessitam de suplementação de oxigênio de alto fluxo ou ventilação mecânica", alerta a Anvisa. A diretora Meiruze Freitas, relatora do processo que concluiu por autorizar o uso emergencial da associação banlanivimabe + etesevimabe, explicou que a decisão da Anvisa se orienta pela ponderação dos potenciais benefícios para a saúde pública em comparação aos eventuais riscos decorrentes da atuação sanitária. “A expectativa com a autorização de uso emergencial e experimental de medicamentos contra a Covid-19 é sempre ampliar as opções terapêuticas e, principalmente, aliviar a carga em nosso sistema de saúde, diminuindo o agravamento das condições clínicas de pacientes com Covid-19 e o risco de morte”, afirmou a relatora. Sobre o preço do medicamento, a Anvisa explicou que ele será "objeto de discussão na reunião do Comitê Técnico-Executivo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos no dia 27/05". O pedido de uso emergencial foi feito no dia 30 de março. Imagens de microscópio mostram partículas do coronavírus que causam a Covid-19 retiradas de um paciente nos EUA NIAID-RML via AP Outros medicamentos Em março, a Anvisa anunciou o registro do primeiro medicamento para pacientes hospitalizados com Covid-19, o antiviral remdesivir. Remdesivir: entenda o que é o antiviral experimental O Remdesivir é produzido pela biofarmaceutica Gilead Sciences e o seu nome comercial é Veklury. Trata-se de um medicamento sintético administrado de forma intravenosa (injetado na veia). Ele age impedindo a replicação viral. O gerente geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, esclareceu que o remdesivir não é vendido em farmácia e pode ser utilizado apenas com supervisão médica. "É uso restrito pelos hospitais para que os pacientes possam ser adequadamente monitorados", disse. Remdesivir: o que já sabemos sobre o único remédio registrado no Brasil para tratar Covid Já em abril, outro medicamento foi aprovado em caráter emergencial. Trata-se de um coquetel que contém a combinação de casirivimabe e imdevimabe (Regn-CoV2), dois remédios experimentais desenvolvidos pela farmacêutica Roche. Regn-CoV2: entenda o que é o coquetel de anticorpos "Esses produtos são o que a gente chama de anticorpos monoclonais. A ideia dessa proposta é neutralizar o vírus para que ele não se propague nas células infectadas e assim controlar a doença", explicou o gerente geral de medicamentos e produtos biológicos, Gustavo Mendes. O Regn-CoV2 já foi aprovado para uso emergencial pela FDA, agência de saúde dos Estados Unidos, após apresentar bons resultados em pacientes com sintomas leves e moderados da Covid-19. Ele também foi usado no tratamento do ex-presidente americano Donald Trump. Regn-Cov2: entenda o coquetel de anticorpos contra a Covid-19 aprovado pela Anvisa VÍDEOS: Vacinação contra Covid no Brasil Veja Mais

Instituto Butantan inicia testes clínicos de nova vacina tetravalente contra a gripe

Glogo - Ciência Imunizante visa proteger contra quatro tipos do vírus Influenza, H3N2, H1N1, B Victoria e B Yamagata. Pesquisa acontecerá com a participação 6,5 mil voluntários em centros de pesquisa pelo Brasil. Enfermeira aplica vacina contra a gripe em criança no início da campanha 2021 em São Paulo Danilo M Yoshioka/Futura Press/Estadão Conteúdo O Instituto Butantan iniciou na quarta-feira (12) os testes de uma nova vacina contra a gripe, tetravalente e mais potente. Atualmente o centro de pesquisa fornece ao Ministério da Saúde uma vacina trivalente. Todo ano a Organização Mundial da Saúde (OMS) realiza no mês de setembro a escolha das cepas que farão parte da vacina contra o Influenza sazonal do hemisfério Sul, com base na circulação deste vírus no ano anterior. No Brasil, o imunizante em uso na rede pública protege contra três tipos do vírus Influenza, sendo dois da linhagem A e um da B - neste ano o instituto vai entregar ao governo federal um total de 80 milhões de doses da vacina trivalente para a campanha Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. A nova vacina inclui duas cepas A (H3N2 e H1N1) e outras duas linhagens do B (B Victoria e B Yamagata). O objetivo é ampliar a proteção, especialmente em populações consideradas de risco para o agravamento da doença, como crianças, adolescentes, idosos e gestantes. “Com os resultados que serão obtidos a partir deste novo estudo clínico, poderemos incluir este novo imunizante no portfólio de vacinas disponibilizadas ao Ministério da Saúde”, disse Dimas Covas, presidente do instituto. A fábrica de vacinas contra a gripe do Butantan é a maior do hemisfério sul e acaba de receber pré-qualificação da OMS, uma certificação que reafirma o reconhecimento internacional pela produção de vacinas contra a gripe sazonal e a possibilidade de o instituto fornecer o imunizante em outros países. Como será o estudo clínico O estudo contará com cerca de 6.500 participantes voluntários, com idades a partir de 3 anos. Os interessados em participar dos ensaios clínicos podem entrar em contato diretamente com os centros de pesquisa participantes para orientações e informações. Onze centros de pesquisa do Brasil vão participar nas cidades de São Paulo, São Caetano do Sul, Ribeirão Preto, Serrana, São José do Rio Preto, Belo Horizonte, Porto Alegre, Pelotas, Fortaleza, Recife e Laranjeiras. Nesta semana, o estudo começou em São Caetano do Sul, na Universidade Municipal, e em Ribeirão Preto, no Centro de Saúde Escola da Faculdade de Medicina da USP. Veja Mais

Brasil registra 2.545 mortes por Covid em 24 horas e ultrapassa 428 mil

Glogo - Ciência País contabiliza 428.256 óbitos e 15.361.686 casos, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com informações das secretarias de Saúde. Média móvel está em 1.944 mortos por dia. Brasil registra 2.545 mortes por Covid em 24 horas O Brasil registrou 2.545 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta quarta-feira (12) 428.256 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.944 --abaixo da marca de 2 mil pelo segundo dia seguido. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -23%, indicando tendência de queda nos óbitos decorrentes do vírus. É a maior queda percentual registrada desde o dia 11 de novembro. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta quarta. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Nenhum estado apresenta tendência de alta nas mortes. Já com tendência de queda aparecem 19 estados e o DF. O Brasil completa agora 112 dias com a média móvel de mortes acima da marca de 1 mil. Veja a sequência da última semana na média móvel: Evolução da média móvel de óbitos por Covid no Brasil na última semana Editoria de Arte/G1 Quinta (6): 2.251 Sexta (7): 2.158 Sábado (8): 2.131 Domingo (9): 2.092 Segunda (10): 2.083 Terça (11): 1.980 Quarta (12): 1.944 Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 15.361.686 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 76.638 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 60.746 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +1% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade também nos diagnósticos. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 12 de maio Total de mortes: 428.256 Registro de mortes em 24 horas: 2.545 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.944 (variação em 14 dias: -23%) Total de casos confirmados: 15.361.686 Registro de casos confirmados em 24 horas: 76.638 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 60.746 por dia (variação em 14 dias: +1%) Estados Em estabilidade (7 estados): RJ, RR, BA, MA, PB, PI e SE Em queda (19 estados e o DF): PR, RS, SC, ES, MG, SP, DF, GO, MS, MT, AC, AM, AP, PA, RO, TO, AL, CE, PE, e RN Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 desta quarta-feira (12) aponta que 37.197.671 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 17,57% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 18.658.972 pessoas (8,81% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. No total, 55.856.643 doses foram aplicadas em todo o país. Veja a variação das mortes por estado Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: -34% RS: -23% SC: -30% Sudeste ES: -27% MG: -18% RJ: -8% SP: -23% Centro-Oeste DF: -26% GO: -47% MS: -33% MT: -16% Norte AC: -43% AM: -40% AP: -21% PA: -38% RO: -16% RR: -14% TO: -36% Nordeste AL: -19% BA: -14% CE: -20% MA: -15% PB: -8% PE: -29% PI: -13% RN: -29% SE: +8% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19: } Veja Mais

Em carta à OCDE, 61 entidades criticam políticas do governo Bolsonaro

Glogo - Ciência Brasil busca fazer parte do grupo. Para signatários da carta, voto de confiança ao país 'passaria um duro recado àqueles que atualmente lutam pela defesa e pela garantia de direitos'. Foto mostra o presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia de liberação de recursos da Atenção Básica à Saúde no combate à Covid-19 no Palácio do Planalto, em Brasília, na terça-feira (11). Ueslei Marcelino/Reuters 61 entidades brasileiras enviaram, na manhã desta quarta-feira (12), uma carta ao novo secretário-geral nomeado da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Mathias Cormann, criticando as políticas ambientais, de direitos humanos e de enfrentamento à pandemia do governo Jair Bolsonaro. No texto, as entidades – entre ONGs, associações e redes – pedem que essas políticas sejam consideradas caso o Brasil inicie um processo de entrada na OCDE. A organização reúne 37 países e fazer parte dela tem sido meta do governo desde o primeiro ano do mandato de Bolsonaro, em 2019. O que o Brasil perde e ganha se entrar na OCDE, o 'clube dos países ricos' "As atuais políticas ambientais e de proteção de direitos humanos são incompatíveis com o que se espera de um país membro da OCDE e devem ser levadas em consideração num eventual processo de acessão do Brasil à organização", dizem as entidades na carta enviada ao novo secretário-geral nomeado. O texto afirma que um "voto de confiança ao governo brasileiro neste momento passaria um duro recado àqueles que atualmente lutam pela defesa e pela garantia de direitos no país" e "perpetuaria a situação de ofensa às normas internacionais sobre a proteção do Clima, como o Acordo de Paris". O novo secretário, Mathias Cormann, assumirá o cargo de chefe da OCDE em 1º de junho, no lugar de Angel Gurría. Entre as organizações que assinam a carta estão a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), a Comissão Pastoral da Terra, a Conectas Direitos Humanos, o Greenpeace Brasil e o Observatório do Clima. (Veja a íntegra da carta e a lista completa ao final desta reportagem). Veja principais trechos do texto por assunto: Enfrentamento à pandemia ‘Mimimi, gripezinha, e daí?’: veja declarações de Jair Bolsonaro na pandemia "A crise sanitária, desencadeada pela ausência de resposta apropriada ao enfrentamento da pandemia de Covid-19 por parte do governo federal, levou o País a atingir a marca de mais de 400 mil mortes causadas pela doença até o último dia 30 de abril", dizem as entidades. As associações pontuam que: o presidente Bolsonaro constantemente menosprezou a gravidade da doença; apoiou o uso de tratamentos ineficazes e sem comprovação científica; ignorou a urgência na compra de vacinas; atacou governantes locais que adotavam medidas de enfrentamento à pandemia; estimulou aglomerações e desencorajou a utilização de máscaras e o isolamento social como medidas de contenção do contágio. 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x 'Leis abusivas' As entidades também falam em "crise democrática" e "leis abusivas" instituídas pelo governo para "intimidar opositores e vozes críticas": "O governo desconstruiu diversos conselhos com participação social no âmbito do Executivo, como no caso do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e buscou ativamente adotar medidas que visam restringir o acesso à informação e vias de participação e controle social de políticas públicas", afirmam as entidades. "Críticos do governo vêm sendo intimidados pelo aparato estatal, como o Ministério da Justiça, Polícia Federal e pelo Gabinete de Segurança Institucional, com o uso da Lei de Segurança Nacional, herança nefasta da ditadura militar para enquadrar opositores e tratar divergências políticas como crime", dizem. 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x Política ambiental As entidades criticam a política ambiental do governo, afirmando se tratar de "um dos maiores ataques institucionais às medidas de proteção do meio ambiente, do clima, de povos indígenas, comunidades quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais no país". Elas citam cinco exemplos de projetos de lei (PLs): PL nº 191/2020: pretende permitir atividades como garimpos, instalação de hidrelétricas e exploração de gás e petróleo dentro de terras indígenas; PL nº 3.729/2004 na Câmara e sua correspondente no Senado, PL nº 168/2018: pretendem desconstituir o licenciamento ambiental e a Avaliação de Impactos Ambientais. Câmara deve votar projeto que flexibiliza licenciamento ambiental; Miriam Leitão comenta "Se aprovado, isso resultará em degradação e poluição de todos os tipos, inclusive aumento do desmatamento na Amazônia e proliferação de novos desastres ambientais, como os crimes decorrentes da ruptura de barragens de rejeitos do Rio Doce (2015) e Rio Paraopeba (2019)", afirmam as entidades. PL nº 2.633/2020 na Câmara e sua correspondente no Senado, PL nº 510/2021: pretendem legalizar ocupações irregulares de grandes áreas de terras públicas, de caráter especulativo (“grilagem”). "Tudo isso enquanto a sociedade brasileira e a comunidade global acompanham com apreensão o exponencial aumento do desmatamento e das queimadas e incêndios na Amazônia, que atingiu o patamar de 11.085 Km² em 2020, aproximadamente 100 vezes a área de Paris, sede da OCDE", pontuam as entidades. 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x Veja íntegra da carta: Aos Senhores Angel Gurría, Secretário-Geral da OCDE Mathias Cormann, Secretário-Geral nomeado da OCDE Cc.: Representantes Permanentes dos Estados Membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) Na oportunidade em que cumprimentamos cordialmente Vossas Excelências, apresentamos a presente carta para chamar atenção para a grave situação na qual se encontram os direitos humanos e socioambientais no Brasil. Atravessamos atualmente uma das maiores crises sanitárias e democráticas de nosso país com diversos ataques e destruição de proteções e garantias de direitos. A crise sanitária, desencadeada pela ausência de resposta apropriada ao enfrentamento da pandemia de Covid-19 por parte do governo federal, levou o País a atingir a marca de mais de 400 mil mortes causadas pela doença até o último dia 30 de abril. O presidente Bolsonaro constantemente menosprezou a gravidade da doença, apoiou o uso de tratamentos ineficazes e sem comprovação científica, ignorou a urgência na compra de vacinas, atacou governantes locais que adotavam medidas de enfrentamento à pandemia, estimulou aglomerações e desencorajou a utilização de máscaras e o isolamento social como medidas de contenção do contágio, conforme pesquisa1 realizada pela Conectas Direitos Humanos, em parceria com o Centro de Estudos e Pesquisas de Direito Sanitário, que analisou a atuação do governo federal e falas públicas do presidente. Enquanto enfrentamos a pandemia de Covid-19, também vivemos uma grave crise democrática, com ataques ao espaço de atuação e de participação da sociedade civil e uso de leis abusivas2 para intimidar opositores e vozes críticas ao governo. Desde o primeiro dia do governo Bolsonaro, em janeiro de 2019, a sociedade civil vem sofrendo ataques, tanto verbais como institucionais3. O governo desconstruiu diversos conselhos com participação social no âmbito do Executivo, como no caso do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e buscou ativamente adotar medidas que visam restringir o acesso à informação e vias de participação e controle social de políticas públicas. Críticos do governo vêm sendo intimidados pelo aparato estatal, como o Ministério da Justiça, Polícia Federal e pelo Gabinete de Segurança Institucional, com o uso da Lei de Segurança Nacional, herança nefasta da ditadura militar para enquadrar opositores e tratar divergências políticas como crime. Além disso, estamos lidando com um dos maiores ataques institucionais às medidas de proteção do meio ambiente, do clima, de povos indígenas, comunidades quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais no país. No início de 2021, o presidente Jair Bolsonaro entregou à presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal uma lista de Projetos de Lei (PL) elencados como prioritários para votação neste ano. Espera-se que seja aplicado um rito acelerado, de votação com urgência, o que é inapropriado para temas tão complexos. O debate público, a incidência e a participação por parte da sociedade civil junto ao Legislativo estão extremamente limitadas pelas restrições sanitárias impostas pela pandemia. Na lista de prioridades do governo, não há nenhuma proposta de ampliação da proteção socioambiental para o país. Ao contrário, há vários projetos de lei de autoria do próprio executivo e de parlamentares da bancada ruralista que podem macular por completo o direito de todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, garantido pelo artigo 225 da Constituição Federal brasileira, bem como o enfrentamento da emergência climática, principal preocupação global na atualidade. A primeira proposta, PL no 191/2020, pretende permitir atividades de significativo impacto como por exemplo garimpos e outros empreendimentos minerários, instalação de hidrelétricas e exploração de gás e petróleo dentro de Terras Indígenas, as mais preservadas do país e com maior estoque de carbono. A segunda, PL no 3.729/2004 na Câmara e sua correspondente no Senado, PL no 168/2018, pretendem desconstituir o licenciamento ambiental e a Avaliação de Impactos Ambientais, os principais e mais consolidados instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente (Lei o 6.938/1981). Se aprovado, isso resultará em degradação e poluição de todos os tipos, inclusive aumento do desmatamento na Amazônia e proliferação de novos desastres ambientais, como os crimes decorrentes da ruptura de barragens de rejeitos do Rio Doce (2015) e Rio Paraopeba (2019). A terceira, PL no 2.633/2020 na Câmara e sua correspondente no Senado, PL no 510/2021, pretendem legalizar ocupações irregulares de grandes áreas de terras públicas, de caráter especulativo (“grilagem”), inclusive os casos mais recentes. Tudo isso enquanto a sociedade brasileira e a comunidade global acompanham com apreensão o exponencial aumento do desmatamento e das queimadas e incêndios na Amazônia, que atingiu o patamar de 11.085 Km2. em 2020, aproximadamente 100 vezes a área de Paris, sede da OCDE (105.4 km2). Além dessas ameaças, avançam no Congresso Nacional outras proposições legislativas com graves ameaças aos direitos socioambientais e à estabilidade climática. O governo federal vem também aprovando proposições no Congresso e regulamentos relativos à liberação de armas no Brasil, com especial facilitação à posse de armas por grandes fazendeiros, aumentando assim o clima de tensão e violência no campo. Se a situação ambiental no Brasil se configura como absolutamente fora de controle, ante as altas taxas de desmatamento na Amazônia e o descumprimento das metas climáticas assumidas na COP de Copenhague para 2020 e no Acordo de Paris, a eventual aprovação das referidas proposições legislativas significará a pá de cal no desmantelamento de instituições e políticas de proteção socioambiental - o que inclusive já foi objeto de denúncia por parte da sociedade civil no âmbito da Revisão da Política de Conduta Empresarial Responsável (RBC) da OCDE para o Brasil em 2020. Uma das prioridades da política externa e econômica brasileira é o processo de acessão à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Nesse sentido, o governo brasileiro vem investindo na adesão aos instrumentos legais da organização e no engajamento ativo com seus diversos Comitês. No entanto, as atuais políticas ambientais e de proteção de direitos humanos são incompatíveis com o que se espera de um país membro da OCDE e devem ser levadas em consideração num eventual processo de acessão do Brasil à organização. Caros representantes, a condução atual das políticas socioambientais e de direitos humanos no Brasil não pode ser referendada por esta organização. Um voto de confiança ao governo brasileiro neste momento passaria um duro recado àqueles que atualmente lutam pela defesa e pela garantia de direitos no país, que arriscam suas vidas diariamente em nome da proteção do meio ambiente e de suas liberdades fundamentais, enquanto perpetuaria a situação de ofensa às normas internacionais sobre a proteção do Clima, como o Acordo de Paris. É preciso garantir um forte compromisso por parte do Estado no âmbito das negociações para acessão e isso pode vir através de um roadmap robusto, com avaliação de comitês-chave, que consultem a sociedade civil e comunidades afetadas por essas políticas, realizem uma rigorosa análise das legislações, políticas e a práticas governamentais do país e estabeleçam padrões altos de governança a serem implementados domesticamente. No âmbito do processo de transição do comando do Secretariado da OCDE, salientamos a importância do atual Secretário-Geral, Sr. Angel Gurría, indicar ao seu sucessor, Sr. Mathias Cormann, nossas preocupações com o desmantelamento das políticas ambientais no Brasil e da grave crise sanitária e democrática que vivemos atualmente. Desejamos ao Sr. Cormann sucesso no seu termo como Secretário-Geral e também solicitamos que sejam objeto de atenção de Vossa Excelência os temas apontados nessa comunicação como prioridade da sua agenda durante seu mandato. O processo de acessão do Brasil à OCDE, caso iniciado durante seu termo, não deve, de maneira alguma, ser uma chancela à condução das políticas socioambientais e de direitos humanos do atual governo brasileiro. Sugere-se que, caso avance o processo de acessão, seja adequadamente contemplada a garantia de proteção do meio ambiente, do clima, dos povos indígenas, comunidades quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais. Recomenda-se especial atenção no que toca à retomada das políticas públicas que lhes conferiam proteção, ao não retrocesso na legislação socioambiental brasileira, além da promoção do espaço democrático. Atenciosamente, 342 Amazonia 350.org Brasil Amigos da Terra - Amazônia Brasileira Articulação dos Povos Indígenas do Brasil - APIB Associação Alternativa Terrazul Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida - Apremavi Associação para a Gestão Socioambiental do Triângulo Mineiro - Angá Business and Human Rights Resource Centre Cáritas Brasileira Regional Minas Gerais Católicas pelo Direito de Decidir Center for Economic and Policy Research Centre for Research on Multinational Corporations - SOMO Centro Dom Helder camara de Estudos e Ação Social Centro pela Justiça e o Direito Internacional CEJIL Comissão Pastoral da Terra Comissão Socioambiental - Diocese de São José dos Campos Conectas Direitos Humanos CRIOLA Defensores do Planeta Ecologia e Ação - ECOA Federação Internacional dos Direitos Humanos - FIDH Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas - Fenatrad Fundação Grupo Esquel Brasil Greenpeace Brasil GT Infraestrutura Institute of Socioeconomic Studies - INESC Instituto 5 Elementos - Educação para a Sustentabilidade Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas - ibase Instituto Búzios Instituto Centro de Vida - ICV Instituto de Estudos Socioeconômicos Instituto de Pesquisa e Formação Indigena - Iepé Instituto de Pesquisas Ecológicas - IPÊ Instituto Internacional Arayara Instituto PACS Instituto Sociedade, População e Natureza Instituto Socioambiental - ISA Instituto Soma Brasil International Rivers Iser Assessoria Just Foreign Policy Justiça Global Justiça nos Trilhos MARCHA MUNDIAL POR JUSTIÇA CLIMÁTICA / MARCHA MUNDIAL DO CLIMA Movimento Nacional dos Direitos Humanos Observatório do Clima Plataforma Dhesca Brasil Projeto Hospitais Saudáveis Projeto Saúde e Alegria Rede Brasileira de Educação Ambiental Rede de Cooperação Amazônica - RCA Rede de Mulheres Ambientalistas da América Latina (Elo Brasil) Rede Feminista de Saude, Direitos sexuais e reprodutivos - RFS REDE gta Rede Nacional de Religiões Afro Brasileiras e Saúde - RENAFRO SP Rede Pantanal Sociedade Paraense de Defesa de Direitos Humanos UGT-BRASIL US Network for Democracy in Brazil WWF-Brasil Yanomami Veja VÍDEOS sobre natureza e meio ambiente: Veja Mais

Maior estrutura científica do Brasil, Sirius 'abre as portas' ao público com visita virtual guiada

Glogo - Ciência Evento está programado para a próxima segunda-feira (17), a partir das 10h, e celebra o Dia Internacional da Luz. Superlaboratório instalado em Campinas (SP) usa luz síncrotron para desvendar a estrutura dos mais diversos materiais em escala de átomos e moléculas. Sirius, laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, reforça a ciência no enfrentamento do novo coronavírus Nelson Kon O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), que abriga Sirius, superlaboratório de luz síncrotron de 4ª geração, em Campinas (SP), realiza na próxima segunda-feira (17) uma visita virtual guiada por dentro do maior investimento da ciência brasileira. O evento celebra o Dia Internacional da Luz, comemorado em 16 de maio. Entenda o Sirius, o novo acelerador de partículas do Brasil Os visitantes virtuais poderão conhecer o projeto e ver detalhes das primeiras estações experimentais do Sirius, que usam diferentes tipos de técnicas para desvendar a estrutura dos mais diversos materiais em escala de átomos e moléculas. A transmissão ao vivo está programada para começar às 10h, pelo canal do YouTube do CNPEM. Imagem em 3D de proteína do novo coronavírus obtida no Sirius, superlaboratório instalado em Campinas (SP) Sirius/CNPEM/Divulgação Sirius em operação Maior projeto científico brasileiro, o Sirius realizou em julho de 2020 os primeiros experimentos ao obter imagens em 3D de estruturas de uma proteína imprescindível para o ciclo de vida do novo coronavírus. Em setembro de 2020, um grupo do Instituto de Física da USP de São Carlos utilizou o acelerador na busca por uma "chave" para desativar o novo coronavírus. Foi o primeiro experimento de pesquisadores externos no Sirius. Em outubro, a linha de luz batizada de Manacá, a primeira das 14 previstas na primeira fase, passou a operar oficialmente e a aceitar propostas de outros objetos de estudo que não a Covid-19. Sirius: maior estrutura científica do país, instalada em Campinas (SP). CNPEM/Sirius/Divulgação O que é o Sirius? Principal projeto científico do governo federal, o Sirius é um laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, que atua como uma espécie de "raio X superpotente" que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas. Além do Sirius, há apenas outro laboratório de 4ª geração de luz síncrotron operando no mundo: o MAX-IV, na Suécia. Para observar as estruturas, os cientistas aceleram os elétrons quase na velocidade da luz, fazendo com que percorram o túnel de 500 metros de comprimento 600 mil vezes por segundo. Depois, os elétrons são desviados para uma das estações de pesquisa, ou linhas de luz, para realizar os experimentos. Esse desvio é realizado com a ajuda de imãs superpotentes, e eles são responsáveis por gerar a luz síncrotron. Apesar de extremamente brilhante, ela é invisível a olho nu. Segundo os cientistas, o feixe é 30 vezes mais fino que o diâmetro de um fio de cabelo. Entenda como funciona o Sirius, o Laboratório de Luz Síncrotron Infográfico: Juliane Monteiro, Igor Estrella e Rodrigo Cunha/G1 Veja mais notícias da região no G1 Campinas Veja Mais

Elon Musk: o que é a Síndrome de Asperger, que o CEO da Tesla revelou ter

Glogo - Ciência O CEO da Tesla, de 49 anos, falou sobre o tema no programa televisivo dos EUA 'Saturday Night Live'. O CEO da SpaceX também falou sobre o uso das redes sociais: 'Eu às vezes digo ou posto coisas estranhas' Reuters via BBC O empresário Elon Musk revelou que tem a síndrome de Asperger durante o programa de TV dos Estados Unidos 'Saturday Night Live'. Aos 49 anos, o CEO da Tesla disse aos telespectadores que foi "a primeira pessoa com Asperger" a apresentar o programa, e foi aplaudido pelo público. Dr. Ana Escobar: como identificar o autismo 10 coisas que pessoas autistas querem que os outros saibam sobre elas Pessoas com síndrome de Asperger interpretam o ambiente ao seu redor de forma diferente para outras pessoas. Elon Musk foi apresentador convidado do show de esquetes — uma posição cobiçada, que já foi preenchida por uma série de celebridades desde o início do programa na década de 1970, como Adele, Chris Rock, Ringo Starr e Will Ferrell. "Eu nem sempre tenho muita entonação ou variação em como eu falo... o que me disseram que é bom para fazer comédia", brincou Musk, em sua fala de abertura. "Na verdade, estou fazendo história esta noite como a primeira pessoa com Asperger a apresentar o Saturday Night Live." A fala gerou uma onda de palmas da plateia do estúdio, mas o conteúdo dela foi questionado nas redes sociais. Alguns apontaram que o comediante Dan Aykroyd, que falou publicamente sobre sua experiência com síndrome de Tourette e Asperger, já havia apresentado o programa. Musk, que tem mais de 53 milhões de seguidores no Twitter, também fez piada sobre o uso das redes sociais. Ele já enfrentou críticas e até ameaças legais por causa de seus tuítes no passado. Em 2020, ele passou a usar as redes sociais para questionar a gravidade da pandemia de coronavírus e combater as medidas de distanciamento social impostas pelas autoridades da Califórnia, onde está a sede de sua fábrica de carros. "Olha, eu sei que às vezes digo ou posto coisas estranhas, mas é assim que meu cérebro funciona", disse ele. "Para qualquer um que tenha ficado ofendido, só quero dizer que reinventei os carros elétricos e estou mandando pessoas para Marte em um foguete. Você achou que eu também seria um cara normal e tranquilo?" Outro caso recente que chamou atenção foi o da jovem ativista climática sueca Greta Thunberg, diagnosticada com a síndrome de Asperger e que demonstrou grande habilidade em galvanizar o público em torno de sua causa. Ela foi nomeada para o Prémio Nobel da Paz de 2020. O que é a síndrome de Asperger? A síndrome de Asperger é uma condição vitalícia que afeta as pessoas de muitas maneiras diferentes Alguns optam por continuar usando o termo síndrome de Asperger, enquanto outros preferem se referir a si mesmos como autistas ou no espectro autista Pessoas com a síndrome podem ter dificuldade em interpretar a linguagem verbal e não verbal e podem precisar de mais tempo para processar informações Também podem ter problemas para expressar seus sentimentos de forma convencional. Mas podem ser mais empáticos ou emocionalmente conscientes do que pessoas não autistas Muitas pessoas com síndrome de Asperger têm interesses intensos e altamente focados — alguns os direcionam para uma carreira de sucesso Fonte: Autism.org.uk Transtorno do Espectro do Autismo A Síndrome de Asperger faz parte do chamado Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, "pessoas com Asperger geralmente processam detalhes adicionais ao seu redor e possuem grandes habilidades em observação e ordem detalhadas, processando muito mais os sentidos, fazendo com que cores, sons, cheiros e sentimentos pareçam mais brilhantes, mais altos e mais fortes". Autismo: a importância da inclusão Além da Síndrome de Asperger, o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) reúne desordens do desenvolvimento neurológico presentes desde o nascimento ou começo da infância, como Autismo Infantil, Autismo de Kanner, Autismo de Alto Funcionamento, Autismo Atípico, Transtorno Global do Desenvolvimento sem outra especificação e Transtorno Desintegrativo da Infância. E quais são os sintomas de uma criança no espectro autista? O Ministério da Saúde aponta que, geralmente, a criança apresenta os seguintes sintomas: dificuldade para interagir socialmente, como manter o contato visual, expressão facial, gestos, expressar as próprias emoções e fazer amigos dificuldade na comunicação, optando pelo uso repetitivo da linguagem e bloqueios para começar e manter um diálogo alterações comportamentais, como manias, apego excessivo a rotinas, ações repetitivas, interesse intenso em coisas específicas, dificuldade de imaginação e sensibilidade sensorial O ministério aponta, ainda, que "a diferença entre os transtornos é o grau, dentro do espectro autista, já que é possível ter pessoas com TEA com apenas pequenas dificuldades de socialização até indivíduos com afastamento social, deficiência intelectual e dependência de cuidados ao longo da vida". Nome do filho: X Æ A-12 Musk Durante o programa, o bilionário também brincou sobre o nome incomum do filho — ele e a cantora canadense Grimes anunciaram o nascimento de seu primeiro filho, X Æ A-12 Musk, no ano passado. "A pronúncia é como um gato correndo pelo teclado", disse Musk. Ainda no programa de TV, o CEO da SpaceX falou sobre a criptomoeda Dogecoin. Musk e a cantora canadense Grimes anunciaram o nascimento de seu primeiro filho, X Æ A-12 Musk, no ano passado Getty Images via BBC A moeda foi criada em 2013 por dois profissionais de software e, no início deste ano, seu valor aumentou 50% depois que Musk a apelidou de "a criptomoeda do povo". Ela usa um cachorro Shiba Inu como mascote e é baseada em um meme que caracteriza o animal. Musk descreveu a moeda como "um veículo imparável que vai dominar o mundo", mas depois disse que uma "confusão" provocou uma queda quase imediata no valor. Sem nenhum valor intrínseco como ouro ou propriedade, e sem capacidade de gerar renda, as criptomoedas são extremamente voláteis e podem perder valor tão rápido quanto sobem. Isso as torna difíceis de avaliar e torna seus preços suscetíveis a falas de apoiadores como Musk. A NBC, responsável pela transmissão do programa, disse que o episódio foi transmitido ao vivo no YouTube para mais de 100 países. VÍDEOS: Mais assistidos do G1 nos últimos dias Veja Mais

Destroços de foguete chinês caem no Oceano Índico, a oeste do arquipélago das Maldivas

Glogo - Ciência A maior parte dos componentes da nave foi desintegrada na reentrada na atmosfera terrestre. Pessoas assistem ao lançamento do foguete Long March 5B no Centro de Lançamentos de Wenchang em 29 de abril STR/AFP Os destroços do foguete da China caíram no Oceano Índico, a oeste do arquipélago das Maldivas, informou a mídia estatal chinesa no início da madrugada deste domingo (9). A maior parte dos componentes da nave foi desintegrada na reentrada na atmosfera terrestre. Partes do Long March 5B, de 18 toneladas, reentraram na atmosfera às 10h24, horário de Pequim, final da noite de sábado (8) no Brasil, e caíram nas coordenadas de 72,47° de longitude leste e 2,65° de latitude norte, informou o Escritório Chinês de Engenharia Espacial em um comunicado. As coordenadas colocam o ponto de impacto no oceano, a oeste do arquipélago das Maldivas. O Space-Track, baseado em dados militares dos Estados Unidos, também confirmou a entrada na atmosfera da nave descontrolada e o local da queda. Initial plugin text As autoridades chinesas alegaram que o giro fora de controle do segmento do Long March 5B representou pouco perigo. Estação Espacial O país asiático colocou em órbita o primeiro módulo de sua estação espacial em 29 de abril, graças ao foguete Long March 5B – o mais poderoso e imponente lançador chinês. Foi a primeira parte deste foguete que retornou à Terra. Mais 10 missões semelhantes estão programadas até o fim da construção da estação, em 2022. Veja Mais

Festa virtual, comida delivery e um raro reencontro: especialistas contam como será o Dia das Mães

Glogo - Ciência O G1 conversou com cinco especialistas que trabalham no enfrentamento da Covid-19. Eles falaram sobre o Dia das Mães e também fizeram um alerta: ainda não é hora de aglomerar. Em 2020, o Dia das Mães caiu bem no início da pandemia de Covid-19 no Brasil. Na época, o país tinha cerca de 11 mil mortes confirmadas pela doença e especialistas já alertavam que as pessoas deveriam ficar em casa, sem reuniões familiares. TIRA-DÚVIDAS: Tomei a vacina. O que eu posso fazer? PERGUNTAS: Como usar a máscara PFF2? VACINA: 3 boas notícias que mostram o impacto positivo da vacinação no Brasil Um ano depois, com mais de 410 mil brasileiros mortos pelo coronavírus, as recomendações seguem as mesmas. Mesmo com a campanha de vacinação já implementada, os encontros devem ser evitados e as medidas não farmacológicas não podem ser esquecidas: ambientes ventilados, uso de máscaras, distanciamento social e higiene das mãos. O G1 perguntou a cinco especialistas como eles vão passar o Dia das Mães. Eles também fizeram um alerta sobre a pandemia: não é hora de aglomerar. 'Encontro na calçada' Lucia Pellanda, reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e professora de epidemiologia, mora com a filha de 25 anos. Os pais moram no mesmo prédio e já estão vacinados. Mesmo assim não haverá encontro com toda a família. “No ano passado a gente fez só por vídeo e esse ano será a mesma coisa. Toda a família vai se reunir por videoconferência. Eu estarei em casa, com a minha filha. Meus pais já estão vacinados e nós moramos no mesmo prédio, o que diminui a exposição, já que a mobilidade é menor. Vamos nos encontrar na rua, na calçada, de máscara e mantendo o distanciamento para conversar um pouquinho. Vou comemorar com a minha filha em casa e depois vamos encontrar a vó, mantendo a distância." A médica Lucia Pellanda com a filha, Marina, e a mãe, Nize, antes da pandemia Lucia Pellanda/Arquivo Pessoal "Eu acho bem importante entender que o final dessa pandemia também depende de nós. Usar máscara, manter o distanciamento e cuidar da ventilação são as três coisas que nós podemos fazer. Quando aglomeramos, estamos colocando a mãe em risco. É muito importante que a gente expresse o amor de outras formas, não precisa da presença física. Você pode expressar o amor à distância. Se a gente quer evitar uma piora que está se configurando, eu acho que é muito importante a gente amar à distância nesse Dia das Mães", diz. "Como mãe posso dizer que o melhor presente é ter os filhos em segurança." A professora de epidemiologia também faz um alerta sobre os idosos que já foram vacinados. "A vacina reduz muito o risco de infecção. Mas como estamos em um contexto de muita transmissão ainda, o vírus está circulando muito, a vacina não reduz o risco para zero. Quem tomou a vacina não está liberado. Às vezes, o idoso fica com a ideia de estar livre para ver a família, os netinhos... Pode ver, mas com os cuidados: máscara, distanciamento, ventilação", finaliza. Reencontro após 15 meses Jamal Suleiman, infectologista do Hospital Emílio Ribas, em São Paulo, perdeu o irmão e a cunhada para a Covid-19. Ele conta que, depois de 15 meses, vai reencontrar a mãe, de 84 anos, neste domingo (9). "Eu uso todos os EPIs, não circulo e estou imunizado. Minha mãe está isolada desde fevereiro/março do ano passado. Ela recebeu duas doses de vacina e segue mantendo o isolamento. Ela perdeu o filho mais velho, meu irmão, para a Covid-19 e não pudemos estar juntos nesse momento, como em todos os outros. Isso tem sido muito difícil para ela e eu vou ficar com ela esses dois dias. Eu estou deixando a minha mulher, que é avó também, minha neta, que será o primeiro Dia das Mães falando, mas a gente precisa fazer isso", conta o médico. "Serão dois dias, mas o suficiente para a gente poder trocar afeto, que é o que interessa." "Minha mãe faz tudo o que eu falo. Ela não tira a máscara em hipótese alguma. Ela é uma excelente cozinheira. E desde o ano passado, as amigas todas estão escondidas. Mesmo vacinadas, elas não se encontram. 'O Jamal fala que é pra ficar aqui', e elas ficam." O infectologista Jamal Suleiman e a sua mãe, Zakiha Suleiman, antes da pandemia Jamal Suleiman/Arquivo Pessoal O infectologista lembra que o Dia das Mães é um evento social, por isso devemos minimizar os riscos. "As pessoas mais velhas estão sendo imunizadas e isso reduz a chance de doença grave. Mas precisamos considerar que filhos e netos ainda não estão imunizados e é aqui que reside o risco. O Dia das Mães é um evento social, muita gente quer ver o sorriso da mãe, quer dar um beijo na mãe. Nesse contexto, você precisa entender que, se você tirar a máscara, e você for o portador do vírus, sua mãe está em risco." "Se você está isolado e sua mãe isolada e imunizada, cria uma situação de mais conforto, risco menor. Não existe risco zero, mas é mínimo. Agora, se você não está isolado, o risco é muito alto. Qualquer aglomeração que coloca duas pessoas em uma proximidade menor que um metro, já é um risco. Você vai falar, comer, rir, cantar. É um encontro social. Isso é um risco grande", completa Suleiman. O Dia das Mães pode dar início a uma nova onda de contaminações, diz o infectologista. "Todos os rituais que contam com pessoas representam riscos. Se as pessoas não entenderem a importância dessa mensagem, agora os pais vão passar a enterrar os filhos, que é tudo o que não queremos. Não se trata de restringir por restringir." "Precisamos ter responsabilidade. Está com o desejo [de encontrar sua mãe]? Ele é válido. Agora, cuide-se, se organize. Nós já sabemos qual é o período de incubação, qual a margem de segurança para fazer esse encontro. Preste atenção nos detalhes e dá para fazer isso [encontrar a mãe] de maneira adequada", finaliza o infectologista. Veja no vídeo abaixo o relato do médico sobre a morte do irmão: Infectologista se emociona ao lembrar da perda de familiares por Covid Vacina não é passe livre para encontros A infectologista do hospital Sírio Libanês, em São Paulo, Mirian Dal Ben, tem dois filhos e já está imunizada. Mas ela alerta que isso não é passe livre para os encontros. Assim como em 2020, o Dia das Mães desse ano será virtual. "Minha mãe e minha sogra já tomaram a vacina. Eu estou vacinada, mas as crianças ainda não e estão indo para a escola. A doença está circulando bastante e a gente sabe que a vacina protege contra as formas graves da doença, mas mesmo assim você pode ter Covid assintomática e transmitir. Por isso, a gente vai continuar fazendo esse isolamento social. Vamos passar o Dia das Mães só na nossa bolha, no nosso núcleo familiar", conta a infectologista. "Será mais um Dia das Mães sem ver minha mãe pessoalmente." "Vamos falar por mensagem. Já encomendei um presente pra ela com recadinho e uma foto das crianças, mas optamos por passar um Dia das Mães um pouco mais seguro e sem dar chance para o vírus ser transmitido, não dar chance para essa cadeia de transmissão se perpetuar." Ela alerta que o Dia das Mães em 2021 será em uma situação epidemiológica (os números no Brasil seguem altos) bem mais complicada do que 2020. "Não faz sentido a gente relaxar ainda, mesmo os pais já estando vacinados. Ainda temos que esperar um pouquinho." "Se a pessoa fizer questão de ver a mãe, deve tentar minimizar os riscos: ver em um ambiente aberto, respeitando o distanciamento social, usando máscara, ficando distante na hora da alimentação. O risco é maior se você optar por ir ao restaurante, onde tem mais pessoas e, geralmente, o ambiente é fechado. É uma régua do risco: tem o risco menor e assumir o maior. Cabe a nós escolher qual o risco que vamos correr, estar ciente do risco, dentro das possibilidades que temos. Dar uma festa não é correto e nem permitido. Fazer uma festa com 20, 30 pessoas não é permitido", completa Dal Ben. Comida de mãe delivery Ethel Maciel, epidemiologista da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), também vai passar com o núcleo familiar. Ela tem três filhos – dois moram com ela e outro fora do país – e ainda não foi vacinada. Os pais, maiores de 85 anos, já tomaram as duas doses. Ela conta que a família sempre foi adepta de grandes comemorações, mas que esse ano não será possível. "Sou a caçula de seis irmãos. E eu sou aquela que vai impedindo as pessoas de fazer as coisas. A família pergunta: a Ethel deixou? Não deixou. Cada um vai passar na sua casa." "Minha mãe vai fazer o almoço e os filhos vão pegar a comida gostosa da mamãe." Ethel Maciel e a mãe, Leonor, no almoço de Dia das Mães, em 2019 Ethel Maciel/Arquivo Pessoal "Meus pais sempre reuniram toda a família. Minha mãe sempre cozinha, tem 85 anos, mas sempre cozinhou e cozinha. Ela vai fazer o almoço e meus irmãos que moram próximo vão pegar a comida e levar para casa para comemorar com os filhos que moram com eles. É assim que a gente vai passar: sem aglomerar, mantendo o distanciamento físico e buscando a comida de máscara", diz a epidemiologista. Maciel diz que é hora de proteger a família, mesmo que todos estejam imunizados. "Precisamos fazer assim [sem aglomerações] para proteger os nossos familiares, mesmo os que estão vacinados. Precisamos continuar com as medidas de prevenção." Só o núcleo familiar A mãe do médico Renato Kfouri, infectologista e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), faleceu no meio da pandemia de Covid-19. Ele mora com a esposa, a sogra e com uma das filhas. Neste ano, mesmo depois de ter tomado a vacina, a comemoração será só com o núcleo familiar. "Nós já tomamos as duas doses da vacina [Kfouri, a mulher e a sogra]. Mesmo com a vacinação, não vamos aglomerar. Passaremos minha sogra, minha esposa e minhas duas filhas. Seremos só nós. Nosso núcleo doméstico e minha filha que vai vir, que está bem isolada. Ela é psicóloga e já tomou uma dose da vacina", conta. Em outros anos, a reunião familiar era maior. "Minha esposa tem uma irmã, com três filhos que estão na escola. Então não vamos juntar. Se fosse antes, o almoço seria com a família inteira - meu irmão, minha sogra, cunhada. Esse ano ficaremos separados." "Nós nos acostumamos com os números. Agora, estão morrendo três mil pessoas por dia. Em 2020, estávamos com 11mil [nessa época]." Kfouri faz um alerta: não é hora de aglomerar. "A experiência já mostrou: na hora que você fala 'podemos voltar a liberar o bar, vamos parar a restrição', isso é muito mal compreendido pela população. As pessoas enchem o bar, fazem festa, lotam as praias. Não tem uma volta escalonada e as recomendações não são obedecidas. Ainda estamos em um nível [de casos e mortes] muito alto. Daqui a pouco vamos estabilizar em um número perigoso. É muito alto para falar em relaxamento, movimentação. Tememos que o Dia das Mães seja mais um gatilho para outro crescimento de casos." VÍDEOS: Vacinação no Brasil Veja Mais

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Destroços de foguete chinês podem cair neste fim de semana na Terra; veja perguntas e respostas

Glogo - Ciência Há incertezas quanto à data e o local onde esses pedaços vão cair. Risco de atingir regiões habitadas é considerado baixo, dizem especialistas. Long March 5B decolou no dia 29 de abril, na China Reuters Desde abril, um foguete chinês está retornando à Terra sem saber onde ou quando chegará. A possibilidade mais provável é de que isso aconteça já neste sábado (8). Porém, embora seus destroços possam chegar a uma área habitada, o risco é extremamente limitado, dizem os especialistas. Veja abaixo perguntas e respostas sobre a queda de destroços de foguete chinês O que aconteceu com o foguete? Foguete Long March 5B decolando do Centro de Lançamentos de Wenchang, na China, em 29 de abril STR/AFP Em 29 de abril, a China lançou o primeiro módulo de sua futura estação espacial, Tianhe ("Harmonia Celestial"), com o foguete Long March 5B. O primeiro módulo deste poderoso ônibus espacial é o que agora está retornando à Terra. Sua trajetória está fora de controle porque seus designers imaginaram que ele iria se desintegrar na atmosfera naturalmente. O problema é que devido à sua enorme massa, entre 10 e 18 toneladas, o foguete dificilmente será totalmente destruído. As partes mais leves certamente vão evaporar, mas dado o tamanho do objeto, algumas peças permanecerão inteiras, de acordo com Florent Delefie, astrônomo do Observatório Paris-PSL. Além disso, se o foguete for feito de materiais que não se desintegram ao entrar na atmosfera — o que parece ser o caso — o risco é maior, disse o astrônomo. "A China deveria ter previsto um retorno controlado com um retrofoguete, como os russos fizeram quando desorbitaram a estação Mir", comentou à AFP Nicolas Brobrinsky, chefe do Departamento de Engenharia e Inovação da Agência Espacial Europeia (ESA). O que pode acontecer? Pessoas assistem ao lançamento do foguete Long March 5B no Centro de Lançamentos de Wenchang em 29 de abril STR/AFP Dada a altitude em que o objeto está, entre 150 km e 250 km, é difícil prever onde ele cairá, uma vez que as camadas inferiores da atmosfera são mais vulneráveis às variações de densidade. Na verdade, não podemos saber quando ele cairá, disse Brobrinsky. Nesta sexta-feira, estava programado para chegar à Terra entre as 18h50 de sábado e 4h de domingo (horário de Brasília) Embora as previsões sejam mais precisas com o passar das horas, mesmo uma hora antes do impacto, a incerteza será grande, acrescenta o especialista. A única certeza é que o objeto está em uma órbita inclinada de 41 graus em relação ao equador da Terra, portanto, só pode cair na faixa entre as latitudes 41 dos hemisférios Norte e Sul, que inclui, por exemplo, grande parte da América Latina, sul da Europa e África. No entanto, como afirma Pequim, o mais provável é que os restos do foguete caiam no mar, que ocupa 70% do planeta, ou em uma área deserta. A probabilidade de impacto numa área habitada é insignificante. "Menos de um milhão sem dúvida", assegura o responsável da ESA. Mesmo se os destroços caíssem sobre as casas, a velocidade do impacto seria relativamente baixa (cerca de 200 km/h). Nada a ver com o impacto de um meteorito (36 mil km/h). No entanto, para uma pessoa, o impacto pode ser fatal, de acordo com Delefie. Há antecedentes? Foto mostra foguete Longa Marcha-5 levando, em 2020, a sonda Chang'e 5, na missão lunar de trazer de volta amostras de terra da Lua. O foguete deve pousar no final de novembro e trazer as amostras no fim de dezembro. Mark Schiefelbein/AP Em 2020, os restos de outro foguete Long March atingiram várias aldeias na Costa do Marfim, causando danos, mas sem deixar feridos. De acordo com dados da NASA de janeiro de 2020, existem cerca de 20.000 objetos em órbita terrestre com tamanhos maiores que 10 cm, que são monitorados por radares e telescópios. Em 60 anos de voo espacial, cerca de 6 mil entradas descontroladas de grandes objetos feitos pelo homem na Terra foram registradas e apenas uma atingiu uma pessoa, sem feri-la, de acordo com o especialista da ESA Stijn Lemmens. VÍDEO: Destroços de foguete chinês devem cair no mar dos EUA em 8 de maio VÍDEOS: mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias Veja Mais

OMS propõe limite de sódio em alimentos para reduzir 30% do consumo de sal até 2025; veja lista

Glogo - Ciência Relatório com dados de 41 países prevê limites mais seguros para substância e que podem ajudar a atingir a meta internacional. Avisos frontais devem complementar informação da tabela nutricional, dispostas geralmente na parte de trás dos alimentos. USP Imagens A Organização Mundial da Saúde (OMS) reuniu dados de 41 países para definir os índices de sódio recomendados para a indústria de alimentos. O relatório foi publicado nesta semana e estabeleceu os limites que podem ajudar a reduzir 30% do consumo de sal do planeta até 2025. Desde 2020, a OMS começou a desenvolver essas referências das quantidades. O objetivo principal é esclarecer quais são os níveis máximos permitidos de acordo com cada categoria de alimentos. Jejum elogiado por Mayra Cardi pode estimular transtorno alimentar em adolescentes, diz entidade Quais filmes trazem mais alegria? Pesquisador investiga gêneros que melhoram o humor Neste relatório, cada quantidade estipulada está de acordo com a experiência de diferentes países, entre eles o Brasil, o Reino Unido, a Austrália e os Estados Unidos. A organização internacional recomenda que cada pessoa não ultrapasse o consumo de 5g de sal - o equivalente a 2g de sódio. Para ter uma ideia desse limite no dia a dia: uma colher de chá, rasa, tem cerca de 5g de sal. Veja abaixo alguns dos alimentos já definidos: 10 alimentos e quantidade de sódio Elcio Horiuchi/G1 O documento aponta que 11 milhões de pessoas morrem por ano devido a uma dieta pobre em nutrientes, sendo que 3 milhões delas podem ser atribuídas à alta ingestão de sódio. A OMS diz que um consumo exagerado de sal aumenta a pressão arterial e, consequentemente, o risco de problemas cardiovasculares, a principal causa de morte no planeta (32%) devido a doenças não infecciosa. Além disso, os especialistas que assinam o relatório apontam outros benefícios de uma ingestão controlada de sódio: redução da incidência de doenças renais crônicas, obesidade, câncer de estômago e outras doenças hepáticas. O abuso do sal também se reflete em sinais do corpo: sede, pressão alta, inchaço e ganho de peso. Isso acontece porque a substância faz o nosso corpo reter água para equilibrar a concentração dos íons e deixar o organismo em homeostase. "A definição das metas globais de sódio é, portanto, um passo importante para conduzir o progresso na redução do sódio. Eles ajudarão os países a definir suas políticas nacionais e atuar como base para o diálogo contínuo entre a OMS e o setor privado”, dizem os autores do documento. Vídeos: Viva Você Veja Mais

Venda de remédios do 'kit Covid' dispara até 857% na pandemia

Glogo - Ciência Maior alta nas vendas ocorreu com a ivermectina, medicamento usado para tratar doenças com parasitas, como piolho, e que não precisa de receita médica. Kit Covid: vendas de Ivermectina aumentam 857% em um ano A venda de medicamentos do chamado “kit Covid”, que não tem eficácia contra o coronavírus e oferecem riscos, dispararam durante a pandemia, assim como os casos suspeitos de intoxicação por esses remédios. Os números são de um levantamento obtido pela Globonews junto ao CFF (Conselho Federal de Farmácia) e ao Datatox - que reúne dados de 32 Centros de Informação de Assistência Toxicológica no Brasil. O CFF contabilizou o número de remédios vendidos nos 12 meses entre abril de 2020 e março de 2021 e comparou esses dados com os mesmos períodos de anos anteriores. A maior alta nas vendas ocorreu com a ivermectina, medicamento usado para tratar doenças com parasitas, como piolho, e que não precisa de receita médica. Vacina para Covid: 3 boas notícias que mostram o impacto positivo da vacinação no Brasil Entre abril de 2018 e março de 2019, foram vendidas 7,6 milhões de unidades de ivermectina. De abril de 2019 a março de 2020, 8,5 milhões – aumento de 11% em relação ao ano anterior. Já no primeiro ano da pandemia, entre abril de 2020 e março de 2021, o crescimento foi de 857% na comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 81 milhões de unidades vendidas – o equivalente a quase 40% da população brasileira. Há relatos de pacientes que tomaram ivermectina para se prevenir da Covid e acabaram tendo problemas graves no fígado. Especialistas têm alertado para o risco de hepatite medicamentosa para quem faz o uso indiscriminado da ivermectina. Hidroxicloroquina Em relação à hidroxicloroquina, foram 913 mil unidades vendidas entre abril de 2018 e março de 2019 e 1,1 milhão no ano seguinte, aumento de 23%. Na pandemia, o crescimento nas vendas foi de 126%, chegando a 2,5 milhões de unidades comercializadas. O maior estudo até agora sobre a hidroxicloroquina no tratamento para a Covid foi publicado no mês passado na revista Nature. O estudo envolveu mais de 100 cientistas de diversos países, que analisaram 28 ensaios sobre o uso da cloroquina em pacientes com o coronavírus. A conclusão é que o uso da medicação está associado ao aumento de mortes de pacientes. Entre os efeitos colaterais da cloroquina, estão arritmia cardíaca, insuficiência renal e complicações no sistema digestivo. Azitromicina e flutamida Segundo o CFF, foram vendidas 21,4 milhões de unidades de azitromicina entre entre abril de 2018 e março de 2019. O número subiu para 24,5 milhões no ano seguinte (aumento de 23%) e chegou a 41,8 milhões na pandemia (alta de 71%). O levantamento ainda constatou um incremento nas vendas da flutamida, um remédio indicado exclusivamente para homens para tratamento do câncer de próstata. Neste ano, médicos e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro compartilharam nas redes sociais informações falsas de que o uso da flutamida é capaz de curar a Covid. Não há qualquer estudo científico publicado que indique essa conclusão; Entre abril de 2018 e março de 2029 foram vendidas 2.147 unidades de flutamida. De abril de 2019 a março de 2020, 2.145. Já de abril de 2020 a março de 2021, o número subiu para 3.120, aumento de 45%. A flutamida era usada também para o tratamento de acne, mas em 2004 a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu um alerta orientando a prescrição apenas para homens, no tratamento de câncer de próstata, após o registro de quatro mortes de mulheres que usavam a medicação por hepatite fulminante. “Todas as vezes que se opta pelo uso off label (sem indicação) dos medicamentos, esse uso representa um risco a mais para quem usar o medicamento, haja visto que o uso off label não está baseado em evidências conclusivas sobre a segurança e sobre o benefício no uso dos medicamentos. A posição do conselho é sempre no sentido de priorizar o uso racional, com qualidade, o uso seguro de medicamentos. E o uso que signifique, numa relação de risco e benefício, o benefício máximo para o paciente”, afirmou o farmacêutico Wellington Barros, consultor do Conselho Federal de Farmácia. Suspeitas de intoxicação Os casos de exposição indevida, incluindo suspeitas de intoxicação, envolvendo medicações do kit covid também acompanharam o aumento das vendas desses remédios. Um levantamento feito no Datatox, que reúne informações dos 32 CIAToxs (Centros de Informação e Assistência Toxicológica) espalhados pelo país, mostra que foram 152 relatos de exposição à ivermectina em 2020, contra 35 em 2019, um aumento de 310%. Os números incluem relatos de efeitos colaterais, superdosagem e de uso acidental de crianças que ingeriram a medicação Em relação à hidroxicloroquina, o crescimento no período foi de 240%, de cinco em 2019 para 17 casos em 2020. Três dos episódios envolvem crianças de um a quatro anos de idade. Descarte Outra preocupação do Conselho Federal de Farmácias, atrelada ao aumento da venda das medicações, é o descarte desses produtos. O consumo de azitromicina gerou 21 toneladas de lixo na pandemia, segundo os cálculos da entidade. Já as embalagens e os comprimidos da hidroxicloroquina geraram mais de uma tonelada de resíduos e, no caso, da ivermectina, foram 486 quilos ao longo da pandemia. O CFF criou uma ferramenta para indicar ao público os locais para fazer o descarte adequado das medicações. A plataforma também é aberta para que farmácias que fazem esse descarte incluam suas dados. Wellington Barros alerta para o risco de o descarte inadequado estimular novas cepas de doenças. “Uma das consequências da pandemia no descarte dos medicamentos e que nos preocupa diz respeito ao adequado destino que deve ser dado a medicamentos, como, por exemplo, antimicrobianos, que tiveram um aumento nas vendas, no consumo, nesse período de pandemia. A azitromicina, por exemplo, o risco do descarte inadequado pode provocar um impacto preocupante em termos de saúde pública porque eles podem colaborar para seleção de cepas multirresistentes, o que aumenta o risco de um problema de saúde pública, que é o problema da resistência microbiana.” Veja mais vídeos sobre a Covid-19 Veja Mais

Vacina Sputnik: Rússia aprova nova versão de dose única

Glogo - Ciência Sputnik Light usa só a primeira dose do imunizante original. Pesquisa apontou eficácia de quase 80% e aplicação foi liberada, disse fundo soberano russo. Que vacina é essa? Sputnik V A Rússia anunciou na quinta-feira (6/5) o registro de uma nova versão da vacina Sputnik de uma dose só em vez de duas. O anúncio foi feito pelo Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF, na sigla em inglês), que é administrado pelo governo russo e financiou a criação do imunizante; pelo Instituto Gamaleya, que também é público e foi responsável pela pesquisa; e o Ministério da Saúde do país. Blog da Ana Flor: CPI da Covid quer ouvir representante da vacina Sputnik V O RDIF explicou que a nova vacina, batizada de Sputnik Light, usa apenas a primeira dose da Sputnik V, a original. Os testes mostraram que ela teve uma eficácia de 79,4%, de acordo com o fundo. Isso "é superior ao de muitas vacinas de duas doses", ressaltou. "O regime de dose única permite a imunização de um maior número de pessoas em um menor espaço de tempo, favorecendo o combate à pandemia na fase aguda." Nenhum evento adverso grave foi registrado na pesquisa, informou o RDIF. A Sputnik V vem sendo questionada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A agência vetou pedidos de importação da vacina russa porque diz que não pode confiar na segurança, eficácia e qualidade do imunizante diante da ausência de informações que foram requisitadas. Uma das principais questões é que não deveria haver vírus capazes de se replicar em sua composição, e, segundo a Anvisa, os dados das pesquisas mostram que a Sputnik V tem isso. Adenovírus replicante na vacina Sputnik V: entenda o que levou Anvisa a negar importação O RDIF negou e disse que mais de 20 milhões de pessoas no mundo já receberam ao menos uma dose do imunizante. O uso da Sputnik V foi aprovado em 64 países até agora, afirma o fabricante. Mas a Anvisa diz que só uma minoria deles está aplicando de fato a vacina na população. O assunto será tema da CPI da Covid-19 nesta quinta-feira (06/5), quando o presidente da Anvisa vai depor. O que se sabe sobre eficácia O fundo soberano russo disse no novo anúncio que a Sputnik Light gerou anticorpos em 96,9% dos participantes do estudo, e, em 91,67%, também produziu os anticorpos neutralizantes, que impedem a infecção das células humanas. Conheça o local onde foi desenvolvida a Sputnik V, a misteriosa vacina russa A taxa de eficácia de 79,4% foi calculada com base em dados de russos que foram vacinados com a primeira dose da Sputnik V e não receberam a segunda por algum motivo, entre 5 de dezembro de 2020 e 15 de abril de 2021. O fabricante não informou no comunicado quantas pessoas fizeram parte do grupo analisado. A vacina Sputnik original teve uma eficácia de 91,6% nos testes clínicos e de 97,6% no mundo real, de acordo com o fundo russo. O RDIF divulgou com o anúncio de hoje que um estudo com 7 mil pessoas sobre a eficácia da Sputnik Light está sendo feito desde fevereiro na Rússia, nos Emirados Árabes, em Gana e em outros países. Mas não ficou claro se os dados apresentados nesta quinta-feira fazem parte dessa pesquisa. A BBC News Brasil questionou os responsáveis, mas não recebeu uma resposta até a publicação desta reportagem. Como funciona A Sputnik V usa dois tipos de adenovírus diferentes, um em cada dose, que devem ser administrados em uma sequência certa. Esses vírus causam resfriados em humanos e foram modificados em laboratório para carregar as instruções genéticas do novo coronavírus até nossas células. Isso faz com que elas comecem a produzir uma proteína do Sars-CoV-2, disparando o processo que nos deixa imunizados. Esses adenovírus também foram alterados pelos cientistas para não serem capazes de se reproduzir. Se fizerem isso, diz a Anvisa, podem fazer mal à saúde, e esse efeito não teria sido investigado. Mas a agência afirma que só um tipo de adenovírus, o que é usado na segunda dose, teria conseguido se replicar de novo. A Sputnik Light usa o primeiro tipo, que não teria esse problema — e essa é a principal preocupação da Anvisa com a segurança da vacina russa. Isso não resolve, no entanto, as outras questões apontadas pela agência, que colocou em dúvida sua eficácia (porque faltariam dados) e sua qualidade (porque os métodos usados não seguem os padrões internacionais). Sputnik será alvo da CPI O fundo russo ameaçou processar a Anvisa por difamação, depois que a agência disse não ter testado doses da vacina russa. A Anvisa teria duvidado da Sputnik V sem fundamento, afirmou o RDIF, e manchado sua reputação. Fundo Russo diz que decisão da Anvisa de negar autorização à Sputnik V foi de 'natureza política' "Após a admissão do regulador brasileiro Anvisa de que não testou a vacina Sputnik V, a Sputnik V está iniciando um processo judicial de difamação no Brasil contra a Anvisa por espalhar informações falsas e imprecisas intencionalmente", disse o fundo russo pelo Twitter. A Anvisa reagiu convocando uma coletiva de imprensa para mostrar que a informação sobre os adenovírus replicantes estava nos relatórios do Instituto Gamaleya. Também disse ter questionado os cientistas do instituto sobre isso e exibiu trechos de um vídeo de uma reunião como prova disso. O Brasil "foi achincalhado", disse o presidente da Anvisa, Antônio Barra, para justificar a decisão inédita da agência de mostrar a gravação. O RDIF respondeu que o vídeo foi muito editado e não confirma nada. Também afirmou que a Anvisa errou e que novos testes feitos na Rússia e no Brasil mostram que não há vírus replicantes na Sputnik V. Em nota divulgada na quarta-feira (5/5), a agência voltou a se defender, afirmando que ainda faltam dados. O que está sendo pedido aos russos é o mesmo que foi solicitado a outros fabricantes das vacinas que já foram aprovadas, disse a Anvisa. "O que vem sendo exigido são questões básicas para uma vacina e não são motivos para indignação e tentativa de difamação do Brasil e dos seus servidores", afirmou a agência. O presidente da Anvisa irá depor nesta quinta-feira (6/5) na CPI da Covid-19 no Congresso Nacional e será questionado sobre o veto à importação da Sputnik V. Vários governos estaduais e prefeituras, além do próprio governo federal, já fizeram acordos para comprar milhões de doses da vacina russa, em meio ao problema crônico de falta de vacinas no Brasil. Sputnik V: consórcio de estados apresenta novo relatório e pede que Anvisa reavalie importação da vacina Veja VÍDEOS sobre a vacinação no Brasil: Veja Mais

Mulher do Mali dá à luz 9 bebês de uma vez: veja perguntas e respostas

Glogo - Ciência Gestação de múltiplos são extremamente raros e aumentam riscos à mãe e aos bebês. Berçário da maternidade com parte dos 9 irmãos do Mali nascidos no Marrocos em foto de 5 de maio de 2021 Youssef Boudlal/Reuters É incomum uma mãe ter gêmeos. Trigêmeos, mais ainda. Casos como o ocorrido com uma mulher do Mali que teve, de uma vez só, nove bebês, são extremamente raros e estão associados a maiores riscos de complicações tanto para a mãe quanto para as crianças. No caso de Halima Cissé, que virou notícia no mundo inteiro após dar à luz nove bebês de uma vez, todas as crianças nasceram com saúde e passam bem, segundo o governo do Mali e a clínica privada marroquina que fez o parto — para dar maior segurança, os dois países africanos concordaram em transferir a mulher para Casablanca, no Marrocos, para o procedimento. Entretanto, o histórico mostra que na maioria das vezes esses casos de múltiplos bebês de uma só vez geram riscos às mães e aos filhos. Nos registros anteriores de nascimento de nove crianças gêmeas, todas morreram ou no nascimento ou nas primeiras semanas de vida. Veja abaixo perguntas e respostas sobre o nascimento de nônuplos no Mali Um dos 9 recém-nascidos do Mali no Marrocos em foto de 5 de maio de 2021 Youssef Boudlal/Reuters Quão raros são esses casos? Extremamente raros. Tão incomuns que o Guinness Book — o Livro dos Recordes — está avaliando o caso para confirmar que o nascimento dos nove filhos de Halima Cissé representam um novo recorde, segundo a agência Associated Press. O anterior registrado, considerando crianças que nasceram saudáveis, era de oito bebês, em um caso ocorrido nos Estados Unidos em 2009. Nos últimos 50 anos, dois casos documentados de nônuplos terminaram com a morte de todas as crianças: 1971 — na Austrália, uma mulher de 26 anos deu à luz nove bebês no que se considerou o primeiro caso confirmado de nônuplos no mundo. Sete deles sobreviveram ao parto, mas acabaram morrendo no decorrer de uma semana. 1999 — na Malásia, uma mãe teve nove bebês de uma vez em um caso documentado pela literatura científica. Todos morreram nas horas seguintes ao parto. Quais os riscos nesse tipo de gravidez? O médico Gustavo Kröger, especialista em reprodução humana no Hospital das Clínicas de São Paulo, explicou ao G1 que, quanto mais bebês em uma mesma gestação, mais riscos correm a mãe e as crianças ao longo da gravidez e depois do parto. "Toda gravidez tem um risco. Com gêmeos, esse risco aumenta. Com nônuplos, muito mais", aponta. Entre os riscos, estão complicações no útero da mulher — inclusive com perigo de perda do órgão reprodutor — e malformações nos bebês, que poderiam trazer sequelas físicas e mentais às crianças. Segundo o médico ouvido pela agência AP Yacoub Khalaf, professor do King's College London, o risco de paralisia cerebral "é astronomicamente superior". É difícil saber se as crianças malinesas ainda correm riscos porque não foram dadas informações suficientes sobre as crianças, como peso e tamanho. Todas ainda estavam na maternidade no Marrocos nesta quarta. Até por isso, por precaução, Cissé esteve por duas semanas internada em um hospital do Mali para acompanhamento dos médicos, mas que no fim de março foi transferida para uma maternidade no Marrocos que se encarregou do procedimento de risco. Por que ficou grávida de 9 bebês? Não é possível saber isso apenas com as informações divulgadas até agora. O médico Gustavo Kröger explica que casos de gestação de múltiplos bebês são muito raras, mas, quando ocorrem, são mais frequentes nas seguintes situações: Reprodução assistida Gravidez em tardia (depois dos 35 anos) Predisposição genética Porém, a mãe Halima Cissé teve os nove bebês ainda relativamente jovem: segundo o governo do Mali, ela tem 25 anos. "Acho pouco provável também que ela tenha feito algum procedimento de reprodução assistida", analisou Kröger. "Foi um incidente da natureza. Algo extremamente raro", comentou Kröger. VÍDEOS: mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias Veja Mais

Corrida de rua: veja qual máscara usar durante o exercício, como estabelecer uma rotina e outras dicas

Glogo - Ciência Médicos especializados na área esportiva explicam como começar, manter e melhorar o desempenho com segurança, incluindo o item de proteção contra a Covid-19. Corrida na avenida da praia de Santos (SP) Matheus Tajé/ A Tribuna Jornal "O que eu mais escuto das pessoas é: eu caminho, caminho, caminho, mas quando eu tento correr vejo que eu não sirvo pra isso, eu não aguento nem 5 minutos". Pablius Staduto Braga, médico do esporte do Hospital 9 de Julho, diz que essa é a frase mais comum das pessoas que já desistiram da prática. A boa notícia é que, na maioria das vezes, o fôlego curto está relacionado à falta de direcionamento do que fazer. O começo Exames: É jogar com a sorte tentar correr sem saber como está o condicionamento físico. Marcar um cardiologista precisa ser o primeiro passo, até porque o médico dirá se a corrida é uma forma viável para determinado paciente se exercitar. Pessoas com problemas cardíacos, diabetes, colesterol desregulado, entre outros, têm restrições e podem se arriscar se começarem a correr sem fazer um checkup antes. "A primeira coisa é uma boa avaliação médica. Para ver a capacidade, a aptidão física, ou algum problema de saúde que possa ter decorrido de um período mais parado, sedentário" - Pablius Staduto Braga, médico do esporte. Aceitar o diagnóstico: Mesmo que a pessoa já tenha corrido maratonas, o ritmo e as recomendações médicas devem ser respeitadas. No caso de uma pessoa que nunca correu, o médico naturalmente recomendará um início gradativo e iniciante. Também é comum que ex-corredores fiquem por um tempo sem treinar e, depois, decidirem "voltar com tudo". "O ex-corredor pode ficar muito ligado a fevereiro do ano passado. Sem a pandemia, ele tinha os tempos, a dinâmica dele e, de repente, é muito tempo parado, mesmo que tenha treinado dentro de casa, a dinâmica ficou diferente da corrida de rua. Não tem mais o contato com rua, não tem mais a busca do objetivo e resultado com mais gente por perto. Tem que recomeçar", explicou Braga. Corredores em Ribeirão Preto, SP Aurélio Aureliano Jejum elogiado por Mayra Cardi pode estimular transtorno alimentar em adolescentes, diz entidade Corpo de Kardashian: mulheres buscam padrão e adoecem com remédio proibido A estratégia para continuar Ir atrás da sua planilha: O futuro corredor passou no teste ergométrico e no ecocardiograma. Não tem nenhuma doença secundária. É hora de não desanimar. A melhor estratégia, de acordo com os especialistas, é montar uma planilha com os treinos semanais que seja plausível. E isso é uma coisa que precisa da ajuda de um profissional, de um treinador. O acompanhamento semanal é fundamental, segundo Gustavo Magliocca, médico do esporte e Chefe do Departamento Médico da Sociedade Esportiva Palmeiras. Magliocca reconhece que a opção de um personal trainer é elitizada, com preço acessível para poucos. Ele diz que uma alternativa, mesmo que não seja gratuita, é tentar encontrar uma assessoria esportiva, uma empresa capaz de desenhar o melhor treino de corrida. Já para os iniciantes, Braga diz que a melhor opção é fazer uma planilha de treino intervalado: "eu classificaria os períodos de corrida dentro de uma caminhada como o melhor caminho para quem quem começar a correr". Ele sugere começar a caminhar por uma hora e, dentro do período, colocar 4 ou 5 corridas de 1 minuto. Garantias contra percalços: O foco deve ser em conseguir manter a frequência dos exercícios propostos e, segundo os dois especialistas, há alguns problemas comuns que podem acabar desmotivando logo no início. O exercício exaustivo, aquele em que a pessoa começa na primeira tentativa a correr sem parar, não funciona. O corredor fica cansado depois em 4, 5 minutos e com a sensação de que nunca vai conseguir manter o fôlego. Por isso, é importante seguir a planilha de exercícios. Além disso, a frequência de três treinos por semana é considerada a ideal - só assim é possível ir ganhando força aos poucos. Braga pede para não passar mais de 1 hora caminhando e correndo, porque o exercício pode ser tão cansativo a ponto de atrapalhar a agenda dos próximos treinos. A dor não pode ser subestimada. É normal sentir um pouco de dor depois de um esforço, mas ela precisa passar nos próximos dois dias. Se não aliviar, é melhor conversar com o treinador ou médico para evitar uma lesão e ter, depois, que começar tudo de novo. O mesmo vale para o lugar escolhido na corrida. Magliocca pede que a pessoa escolha um trajeto conhecido para evitar a chance de queda. Os parques ainda são a opção mais segura, mas, na pandemia, às vezes a solução é improvisar mesmo nas ruas perto de casa. Informar o treinador sobre o trajeto é fundamental - qualquer mudança pode causar um desgaste do corpo. Por fim, não esquecer da regra que vale para manter a motivação em qualquer área da vida: comer e dormir bem. Ainda melhor Escolha do tênis: o que você calça é uma ferramenta que pode facilitar ou dificultar a corrida. Magliocca diz que o momento da escolha do tênis é como comprar um carro: o melhor, mas que caiba no bolso. Opções baratas podem garantir as características que os médicos consideram essenciais: Cabedal (parte que sustenta o calcanhar) mais estruturado, mais firme Um bom amortecedor para a corrida Relação equilibrada entre retro pé e médio pé: não ficar alto demais ou baixo demais Prefira provar o tênis na loja para observar as características e o conforto A máscara: a corrida na rua precisa de máscara contra o coronavírus. Os dois especialistas dizem que a queixa do desconforto é genuína, mas precisa ser superada. Para Magliocca, a melhor máscara é aquela que o corredor consegue se adaptar sem deixar "cair no queixo". Braga afirma que chegou a pesquisar as melhores máscaras para esportistas em estudos científicos, mas que os resultados ainda são muito preliminares. Disse, ainda, que está otimista com as descobertas que devem ocorrer na Olimpíada do Japão, marcada para 23 de julho. O médico do esporte explica que a N95, apesar muito eficiente, é muito espessa para os corredores, causa uma sensação de desconforto. Por outro lado, a máscara cirúrgica é uma opção, mas molha com facilidade com o suor. Por isso, na hora de escolher, as dicas básicas são: A máscara deve cobrir o nariz e a boca com firmeza, com garantia de que não vai cair durante o treino As máscaras que não são ajustáveis, principalmente nas alças, não são boas para o esporte, acabam incomodando ainda mais Escolha uma máscara com estrutura mais firme, que evite que o tecido fique indo e voltando com a respiração Os modelos mais armados, mas com o tecido não tão espesso, podem ser uma solução segura. Importante observar quando o material ficar molhado e trocar. Vídeos: Viva Você Veja Mais

Corpo de Kardashian: mulheres buscam padrão e adoecem com remédio proibido

Glogo - Ciência Em busca de cintura fina, pernas grossas e bumbum grande, mulheres estão comprando substância que provoca efeitos colaterais preocupantes. Mulher buscam corpo ideal e se arriscam com remédio ainda sem aprovação BBC Milhares de mulheres ao redor do mundo estão tomando apetamina, um remédio estimulante de apetite que promete ser um atalho para ter um corpo parecido com o de celebridades como Kim Kardashian. Esse padrão de beleza, conhecido como "slim thick", tem como característica cinturas finas, coxas grossas e bumbum grande. O chamado "corpo ampulheta". O problema é que, apesar de poder ser encontrado facilmente on-line, trata-se de um remédio não licenciado no Reino Unido, por exemplo. E o mau uso desse medicamento pode ocasionar uma série de graves efeitos colaterais. Neste vídeo, entenda como a busca por uma forma rápida de alcançar um padrão de beleza exposto na TV, em músicas e, cada vez mais, nas redes sociais, tem adoecido mulheres. Assista. Vídeos: Viva Você Veja Mais

Agência Europeia de Medicamentos inicia revisão contínua da CoronaVac

Glogo - Ciência As revisões contínuas têm como objetivo acelerar o processo de aprovação de vacinas. EMA avaliará os dados para decidir se os benefícios superam os riscos. Que vacina é essa? Coronavac A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) anunciou nesta terça-feira (4) que deu início a uma revisão contínua da vacina CoronaVac contra a Covid-19, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac. Esse é o primeiro passo para um pedido de autorização formal de comercialização na União Europeia. A EMA avaliará os dados para decidir se os benefícios superam os riscos. A vacina de Sinovac já foi autorizada para uso no Brasil, China, Indonésia e Turquia. União Europeia pode liberar entrada de quem recebeu vacinas autorizadas pelo bloco 'Passaporte da vacina' é boa ideia ou discriminação? Estudo comprova eficácia de 62,3% da CoronaVac em intervalo maior de 21 dias entre as doses Segundo a nota, a decisão de começar a revisão contínua é baseada em resultados preliminares de estudos laboratoriais (dados não clínicos) e estudos clínicos. “Esses estudos sugerem que a vacina desencadeia a produção de anticorpos que têm como alvo o SARS-CoV-2, o vírus que causa a Covid-19, e pode ajudar a proteger contra a doença". A revisão contínua é uma ferramenta da EMA para acelerar a avalição de um medicamento promissor durante uma emergência de saúde pública. O procedimento permite à agência analisar os dados de segurança e eficácia das vacinas conforme eles são disponibilizados pelos estudos em curso. Outras três vacinas estão sendo submetidas a uma análise contínua: CureVac, Novavax e Sputnik V. VÍDEOS: Vacinação contra Covid-19 no Brasil Veja Mais

Mundo registra mais casos de Covid em 2 semanas que nos primeiros 6 meses da pandemia, diz OMS

Glogo - Ciência Alta no número de infecções é carregada pelos surtos no Brasil e na Índia – que respondem, juntos, pela metade dos novos casos registrados –, disse o chefe da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Em duas semanas, mundo registra mais casos de Covid-19 que nos primeiros seis meses de pandemia O mundo registrou mais casos de Covid-19 nas últimas duas semanas do que nos primeiros seis meses da pandemia, segundo o balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado nesta segunda-feira (3). Veja abaixo, em números absolutos, a comparação entre os dois períodos: 11.439.682 casos de coronavírus entre 19/04/2021 e 02/05/2021 11.136.596 casos de coronavírus entre janeiro e junho de 2020 O diretor-geral da agência de saúde das Nações Unidas, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse em entrevista coletiva que Brasil e Índia foram responsáveis pelo aumento no número de casos de Covid-19 em todo o mundo. Foto de 24 de fevereiro de 2021 mostra fãs de críquete na porta do Estádio Narendra Modi antes da partida entre a Índia e a Inglaterra em Ahmedabad Amit Dave/Reuters "A Índia e o Brasil respondem por mais da metade dos casos de Covid-19 da semana passada, mas há muitos outros países em todo o mundo que enfrentam uma situação muito frágil", disse Ghebreyesus. Nesta segunda, a Índia registrou mais 3,4 mil mortes e 368 mil casos, elevando o total de vítimas para 218,9 mil e o de infectados, para 19,9 milhões. LEIA TAMBÉM: Aglomerações, variantes mais infecciosas, gestão confusa: veja semelhanças entre os colapsos na pandemia na Índia e no Brasil Premiê da Índia amarga nas urnas os reflexos do negacionismo Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 1.210 mortes por Covid e total de vítimas passa de 407 mil, segundo o balanço mais recente divulgado pelo consórcio de veículos de imprensa. O diretor-geral da OMS alertou que o que acontece nesses dois países pode ocorrer em outros lugares se as medidas de saúde pública – como distanciamento social e uso correto da máscara – não forem seguidas. Explosão de casos e mortes por Covid-19 na Índia: entenda em 5 pontos Entrega de vacinas Também nesta segunda, Ghebreyesus anunciou o balanço de envios da aliança Covax Facility, consórcio liderado pela OMS para a oferta de vacinas a países pobres. Remessa de vacinas da Covax para a Nigéria WHO Segundo o chefe da iniciativa, mais de 50 milhões de doses foram enviadas para ao menos 121 países, mas a organização ainda enfrenta "sérias dificuldades de fornecimento". "Resolver esse dilema exige uma liderança corajosa das maiores economias mundiais", disse Ghebreyesus. O chefe da OMS agradeceu ao apoio do governo sueco que anunciou, nesta segunda, a doação de 1 milhão de doses da vacina de Oxford para o consórcio internacional. A doação do país europeu segue uma tendência de outras nações que já anunciaram, nas últimas semanas, apoio à OMS com a doação de vacinas já contratadas, como a França, Nova Zelândia e Noruega. Segundo mandato O site especializado em saúde Stat News noticiou nesta segunda que Ghebreyesus planeja concorrer a um segundo mandato de cinco anos como chefe da agência. As informações foram dadas com base em fontes e não foi confirmada pela equipe de Ghebreyesus. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, em entrevista coletiva na sede da agência em foto de arquivo Christopher Black/OMS/Reuters O etíope se tornou em 2017 o primeiro africano a comandar a agência das Nações Unidas sediada em Genebra, e fez da cobertura de saúde universal sua prioridade Diplomatas disseram à agência Reuters que o apoio de nações africanas a Ghebreyesus seria crucial para uma reeleição – mas que uma indicação da Etiópia seria difícil. Isso porque ele foi acusado por militares do país de apoiar e tentar obter armas e apoio diplomático ao partido político predominante do Estado de Tigré, que está enfrentando forças federais. Veja Mais

Brasil registra 1.210 mortes por Covid em 24 horas e total de vítimas passa de 407 mil

Glogo - Ciência País contabiliza 14.753.983 casos e 407.775 óbitos, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com informações das secretarias de Saúde. O país registrou 1.210 mortes pela doença nas últimas 24 horas e totalizou neste domingo (2) 407.775 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 2.407. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -16%, indicando tendência de queda nos óbitos decorrentes do vírus. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h deste domingo. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O país também completa agora 47 dias com a média móvel de óbitos acima dos 2 mil mortos por dia. Para efeito de comparação: no ano passado, o pior período da primeira onda registrou 31 dias seguidos de média móvel acima da marca de 1 mil. O recorde, na época, foi de 1.097 óbitos por dia, média registrada em 25 de julho. Veja a sequência da última semana na média móvel: Média de mortes nos últimos 7 dias Arte G1 Segunda (26): 2.451 Terça (27): 2.399 Quarta (28): 2.379 Quinta (29): 2.523 Sexta (30): 2.523 Sábado (1º): 2.422 Domingo (2): 2.407 Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 14.753.983 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 28.493 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 59.224 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de -9% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade nos diagnósticos. Um estado apresenta tendência de alta nas mortes: PE. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 2 de maio Total de mortes: 407.775 Registro de mortes em 24 horas: 1.210 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 2.407 (variação em 14 dias: -16%) Total de casos confirmados: 14.753.983 Registro de casos confirmados em 24 horas: 28.493 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 59.224 por dia (variação em 14 dias: -9%) Estados Em alta (1 estado): PE Em estabilidade (12 estados): AL, AM, CE, MG, MS, PA, PI, RJ, RR, SC, SE e TO Em queda (13 estados e o Distrito Federal): AC, AP, BA, DF, ES, GO, MA, MT, PB, PR, RN, RO, RS e SP Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 deste domingo (2) aponta que 31.875.681 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 15,05% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 15.869.985 pessoas (7,49% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. No total, 47.745.666 doses foram aplicadas em todo o país. Veja a variação das mortes por estado Estado com média móvel em alta Arte G1 Estados com estabilidade Arte G1 Estados com mortes em queda Arte G1 Sul PR: -16% RS: -25% SC: -10% Sudeste ES: -31% MG: -15% RJ: -3% SP: -20% Centro-Oeste DF: -36% GO: -19% MS: -15% MT: -30% Norte AC: -18% AM: -1% AP: -43% PA: -14% RO: -51% RR: -5% TO: -4% Nordeste AL: -15% BA: -16% CE: +4% MA: -24% PB: -20% PE: +31% PI: -9% RN: -19% SE: +3% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19: Veja Mais

Astronautas voltam à Terra após quase seis meses na Estação Espacial Internacional

Glogo - Ciência Três americanos e um japonês retornaram de uma missão científica na ISS. Viagem foi feita pela cápsula Dragon, da SpaceX, a primeira com novo meio de transporte que tira dependência dos EUA da Rússia. Michael Hopkins é retirado da cápsula Reprodução/Nasa Quatro astronautas, três americanos e um japonês, que estavam na Estação Espacial Internacional (ISS) voltaram à Terra na madrugada deste domingo (2) após quase seis meses de missão científica, informou a Nasa. A aterrisagem na costa de Panamá City, na Flórida, ocorreu às 2h56 (3h56, no horário de Brasília). Barcos se encaminharam para o local do pouso para recuperar a cápsula e seus tripulantes. Os astronautas Michael Hopkins, Victor Glover, Shannon Walker e Soichi Noguchi estavam na ISS desde 17 de novembro do ano passado, quando foram levados pela cápsula Dragon, da SpaceX. Foi a primeira viagem do novo meio de transporte, após quase uma década de dependência da Rússia. A cápsula, denominada "Resilience", foi lançada por um foguete Falcon 9. A SpaceX tem outros dois voos tripulados programados em 2021 para a Nasa e quatro missões de reabastecimento da ISS nos próximos 15 meses. Também está prevista uma viagem 100% privada, por meio da sócia Axiom Space, para o fim de 2021. A Nasa insinuou que o ator americano Tom Cruise poderia visitar a ISS, o que não foi confirmado. O vídeo abaixo mostra como foi a chegada deles em novembro: Cápsula da SpaceX chega à Estação Espacial Internacional Rumo à Lua A cápsula Dragon da SpaceX é, atualmente, o segundo dispositivo capaz de chegar à ISS, ao lado do russo Soyuz. Esta última leva todos os visitantes à estação desde 2011, depois que os Estados Unidos interromperam seus voos com ônibus espaciais há nove anos. Outro dispositivo, fabricado pela Boeing, pode estar em operação dentro de um ano. Nasa diz que encontrou moléculas de água na superfície da Lua A Nasa espera, no entanto, continuar cooperando com a Rússia. Para isso, a agência americana propôs facilitar lugares para seus cosmonautas em missões futuras e pretende que os americanos continuem a usar a Soyouz regularmente. As negociações se arrastam, porém. Mas a realidade é que os laços entre Washington e Moscou no âmbito espacial, um dos raros setores em que a parceria continua produtiva, estão perdendo força. Rompendo com mais de 20 anos de cooperação na ISS, a Rússia não participará da próxima miniestação idealizada pela Nasa em torno da Lua, a Gateway. Para o Artemis, programa americano de retorno à Lua em 2024, a Nasa estabeleceu alianças com outras agências espaciais, incluindo Japão e Europa, mas o futuro não está claro. A agência espacial ainda não recebeu do Congresso americano a verba de dezenas de bilhões de dólares para financiar o projeto. Foguete partiu da Flórida na noite de domingo (15) e chegou à ISS na terça-feira (17) Reuters/Joe Skipper VÍDEOS: mais vistos do G1 Veja Mais

A corrida por vacina contra Covid-19 capaz de vencer qualquer variante

Glogo - Ciência As vacinas contra o coronavírus foram fabricadas em tempo recorde, agora o desafio é conseguir uma que combata todas as variantes. Os pesquisadores estão otimistas. Especialistas estão otimistas com possibilidade de se obter uma vacina universal contra os coronavírus Getty/BBC aAs vacinas contra o As vacinas contra o Sars-Cov-2, o vírus que causa a Covid-19, foram desenvolvidas em tempo recorde. Essa foi uma conquista maravilhosa da ciência, mas que tem pelo menos três limitações. A primeira é que mutações que geram novas variantes do vírus podem diminuir a eficácia das vacinas ou até mesmo "driblar" a resposta imune que elas produzem. LEIA TAMBÉM: Fiocruz começa entrega de novo lote com 6,5 milhões de doses da vacina de Oxford ao ministério Capitais receberão doses da vacina da Pfizer a partir de segunda, diz ministro da saúde Em coletiva da OMS, ministro da Saúde diz ser 'possível garantir' que toda a população brasileira será vacinada até o fim de 2021 A segunda é que o Sars-Cov-2 é apenas um de pelo menos sete tipos de coronavírus conhecidos por afetar humanos. E a terceira é que situações como a destruição de habitats naturais e o avanço do homem em direção a territórios selvagens aumentam as chances de que um coronavírus de origem animal passe para as pessoas. Por razões como essas, os cientistas concordam que é altamente provável que o mundo enfrente novamente uma nova epidemia de coronavírus no futuro. Várias equipes estão trabalhando no desenvolvimento de uma vacina contra o pancoronavírus Getty/BBC Esse risco tem levado vários pesquisadores, mesmo antes dessa pandemia, a buscar uma vacina universal que possa combater diferentes tipos de coronavírus, incluindo todos os que afetam o homem, e as variantes que existem ou podem vir a existir. Em outras palavras: seria uma vacina poderosa de "pancoronavírus". Mas isso é possível? A família do coronavírus Os coronavírus são uma família de vírus que compartilham uma característica: a corona, uma proteína em forma de espícula que usam para infectar as células do corpo onde vivem. Existem quatro tipos de coronavírus: alfa, beta, gama e delta. Entre eles, há sete que podem infectar humanos, de acordo com os Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC). E entre esses sete, há três do grupo beta que causaram epidemias nos últimos anos, segundo dados da Organização de Saúde (OMS): Mers-Cov, que causa a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers). Foi identificado pela primeira vez na Arábia Saudita em 2012. Em março de 2021, 2.574 casos de MERS foram confirmados, incluindo 885 mortes. Sars-Cov, que causa a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars). Foi identificado pela primeira vez na China em 2003. Durante esse surto, 8.098 casos foram registrados, incluindo 774 mortes. Sars-Cov-2, que causa Covid-19. Identificado na China em 2019, até 28 de abril havia infectado cerca de 150 milhões de pessoas, com mais de 3,1 milhões de mortes em todo o mundo. Mulher toma vacina contra Covid-19 Osvaldo Furiatto 'Relativamente fácil' Hoje, vários laboratórios estão desenvolvendo iniciativas para fabricar vacinas universais contra o coronavírus. O rápido desenvolvimento de vacinas contra a Sars-Cov-2 mostra que pode não ser tão difícil de conseguir, de acordo com especialistas. Um dos motivos é a proteína S. Quando essa proteína ataca uma célula, ela estimula a produção de anticorpos neutralizantes que aderem ao vírus e evitam que ele infecte a célula. Até agora, era relativamente fácil para as vacinas contra SARS-CoV-2 estimularem o desenvolvimento desses anticorpos neutralizantes. Esses anticorpos têm a capacidade de agir em diferentes variantes do mesmo vírus e podem ser usados para desenvolver vacinas que atuam contra vários membros da mesma família de vírus, como os betacoronavírus. Além disso, o Sars-Cov-2 até agora não mostrou uma forte capacidade de evadir a resposta imune e a ação dos anticorpos neutralizantes, explicam Dennis Burton e Eric Topol, pesquisadores em imunologia e medicina molecular do Institute Scripps, na Califórnia (Estados Unidos), em artigo na revista científica "Nature". Imagens de microscópio mostram partículas do coronavírus que causam a Covid-19 retiradas de um paciente nos EUA NIAID-RML via AP Isso representa uma vantagem sobre outros vírus, como influenza ou HIV, que apresentam grande capacidade de produzir variantes que permitem 'driblar' a resposta imune. Essa é uma das razões pelas quais uma vacina contra o HIV ainda não foi aprovada; e para o qual todos os anos é necessário atualizar a vacina contra influenza. Outro sinal encorajador vem dos sobreviventes da Sars, de acordo com um artigo recente na revista Science. Em testes de laboratório, foi demonstrado que os anticorpos que essas pessoas desenvolveram também podem impedir a infecção por Sars-Cov-2 ao menos por um tempo. Com esse pano de fundo, em comparação com a gripe e o HIV, desenvolver uma vacina contra o pancoronavírus "será relativamente fácil", diz Barney Graham, vice-diretor de pesquisa de vacinas do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID na sigla em inglês), citado pela Science. Graham também esteve envolvido no desenvolvimento da vacina contra a Covid-19 da empresa farmacêutica Moderna. Aplicação da vacina contra a Covid-19 em Natal vacinação imunização Joana Lima/Prefeitura de Natal Um contra todos Até agora, nenhuma vacina em testes contra o pancoronavírus foi testada em humanos. No entanto, "em um ou dois anos teremos muitos resultados", diz María Elena Bottazzi, codiretora do Centro para o Desenvolvimento de Vacinas do Hospital Infantil do Texas, nos Estados Unidos, à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC. Em 2016, Bottazzi trabalhou em uma possível vacina contra o pancoronavírus, mas a essa altura o Sars e o Mers haviam deixado de ser uma emergência e outras prioridades, como o ebola e o zika, surgiram. Por isso, não teve recursos para prosseguir com suas investigações. Segundo Bottazzi, desenvolver uma vacina contra o pancoronavírus é um trabalho em etapas. Ela destaca ser importante não só criar uma vacina que cubra diferentes tipos de coronavírus, mas que funcione contra linhagens que ainda possam surgir. "O ideal seria uma vacina que cobrisse todos os coronavírus que estão presentes em humanos", diz Bottazzi, "mas também que 'prevê' o próximo coronavírus que poderia causar um surto". Em busca da vacina De acordo com Bottazzi, existem duas maneiras de se fazer uma vacina contra o pancoronavírus. Uma opção é desenvolver várias vacinas individuais, chamadas monovolantes, que atuam sobre um coronavírus específico e, a seguir, combinar várias vacinas monovalentes para obter uma única vacina polivalente, que atua sobre vários tipos de coronavírus. Essa é a tecnologia usada, por exemplo, na vacina pentavalente que protege crianças contra infecções por difteria, coqueluche, tétano, poliomielite e Haemophilus Influenzae tipo B. A outra opção é encontrar um código genético que seja suficientemente representativo dos coronavírus, a partir do qual uma vacina universal possa ser criada. Uma vez que qualquer uma dessas vacinas seja alcançada, os laboratórios e empresas farmacêuticas devem avaliar se elas as produzem e têm em estoque para quando forem necessárias. Outra possibilidade não é fabricá-las totalmente, mas avançar nos estudos de segurança e eficácia e, caso ocorra a ameaça de uma pandemia, começar a fabricá-las a partir do que já foi feito. O momento certo Dado o impacto da Covid-19, o desenvolvimento de uma vacina contra pancoronavírus se tornou muito relevante. Em novembro de 2020, o NIAID abriu uma convocação de emergência para financiamento de projetos de fabricação de vacinas contra pancoronavírus. Em março, a Coalizão para Inovações de Preparação para Epidemias (CEPI, na sigla em inglês), uma organização sem fins lucrativos que trabalha em parceria com a OMS, anunciou um fundo de US$ 200 milhões (R$ 1,1 bilhão) para acelerar a pesquisa no desenvolvimento de vacinas contra betacoronavírus. De acordo com a revista Science, existem atualmente mais de 20 equipes de pesquisa no mundo trabalhando em uma candidata para uma vacina contra o pancoronavírus. Segundo o CEPI, várias dessas iniciativas parecem promissoras em princípio. Uma delas une as britânicas Universidade de Nottingham, a Universidade Nottingham Trent e a farmacêutica Scancell. A aposta dessa coalizão é por uma vacina que atue na proteína S e em outra estrutura do vírus, a proteína N. Essa proteína N é muito menos propensa a sofrer mutação, portanto, se a vacina conseguir agir sobre ela, poderá gerar uma resposta imunológica, independentemente de a S ter sofrido mutação. Dessa forma, pode oferecer proteção contra vários tipos de coronavírus. O CEPI também destaca o projeto do Instituto de Tecnologia da Califórnia, que está trabalhando em uma vacina "tudo-em-um". Esse protótipo consiste no uso de uma nanopartícula que sustenta fragmentos da espícula de vários coronavírus. Em testes de laboratório em fevereiro, esse método mostrou que pode gerar anticorpos contra vários tipos de coronavírus. China e Cuba também estão trabalhando em um projeto conjunto para desenvolver uma vacina universal que chamaram de "Pan-Corona", de acordo com a agência de notícias EFE. A técnica consiste em combinar fragmentos de diferentes coronavírus, a fim de gerar uma resposta imunológica que atue sobre todos eles. Por enquanto, "a urgência é terminar de atacar Covid-19", diz Bottazzi, mas "não devemos pensar que resolvendo a crise do Covid-19 já estaremos fora do problema", acrescenta. "Temos que continuar procurando alternativas para qualquer emergência", conclui. VÍDEOS: quais são as principais vacinas contra a Covid Veja Mais

O que o PATO falou pra PATA? #shorts

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 Minuto da Terra Uma história de amor com a marreca-pé-na-bunda (sim, esse nome é real!) #shorts #MinutoDaTerra Veja Mais

'Pandemia no Brasil foi diferente do resto do mundo', diz diretora de Médicos Sem Fronteiras

Glogo - Ciência Com o país à beira das 400 mil mortes, diretora da ONG avalia o enfrentamento da covid-19 e critica a falta de políticas públicas centralizadas e uniformes. Na visão da diretora-executiva da ong, pandemia no Brasil teve características totalmente diferentes em relação ao que aconteceu no resto do mundo Diego Baravelli/MSF O Brasil atingiu a marca de 200 mil mortes por Covid-19 no dia 7 de janeiro de 2021. Os 300 mil óbitos foram registrados 77 dias depois, em 25/3. Para alcançar as 400 mil vítimas da infecção pelo coronavírus, o prazo foi cortado pela metade: bastaram 35 dias para que, neste 29/4, o país fatalmente se aproximasse do número e ficasse à beira de se tornar o segundo lugar do mundo a quebrar essa barreira (após os Estados Unidos). Brasil chega a 400 mil mortos pela Covid-19 Para Ana de Lemos, diretora-executiva da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) no Brasil, a pandemia no país é completamente diferente do que acontece no resto do mundo. "A situação é extrema e, um ano depois que tudo começou, ainda não temos uma resposta nacional. As unidades de saúde são deixadas à própria sorte, sem protocolos de prevenção, equipamentos de proteção, oxigênio, insumos e remédios", aponta. "Muitas vidas que perdemos poderiam ter sido salvas se tivéssemos estrutura e organização", completa. Nascida em Angola e cidadã portuguesa, Lemos é formada em Publicidade e Relações Públicas e fez pós-graduação em Gestão Ambiental, Estudos de Paz e Resolução de Conflitos, Relações Internacionais e Geopolítica. A especialista entrou para o MSF em 2000 e trabalhou em crises sanitárias e humanitárias em várias partes do mundo, com passagens por Hungria, Libéria, Moçambique, Nigéria, Palestina, Quênia, Sudão, Tanzânia e Zimbábue. Ela está desde 2017 no Brasil, quando passou a atuar como diretora de comunicação da ONG e foi promovida ao cargo de diretora-executiva a partir de 2018. Ana de Lemos já trabalhou em nove países e é diretora-executiva do MSF no Brasil desde 2018 MSF via BBC Recado que vem de fora O posicionamento de Lemos está em consonância com um manifesto internacional, que foi assinado pelas altas esferas do MSF. O texto, divulgado no site e nas mídias sociais da entidade, critica duramente a atuação do governo brasileiro durante a pandemia e classifica a situação no país como uma "catástrofe humanitária". "Mais de um ano desde o início da epidemia de covid-19 no Brasil, ainda não foi colocada em prática por parte do poder público uma resposta efetiva, centralizada e coordenada à doença. A falta de vontade política de reagir de maneira adequada à emergência sanitária está causando a morte de milhares de brasileiros", escrevem os autores. Em outro trecho, os líderes da entidade fazem um apelo urgente para que as autoridades nacionais reconheçam a gravidade da crise e organizem uma "resposta centralizada e coordenada". "O governo federal praticamente se recusou a adotar diretrizes de saúde pública de alcance amplo e com base em evidências científicas, deixando às dedicadas equipes médicas a tarefa de cuidar dos doentes em unidades de terapia intensiva, tendo que improvisar soluções na falta de disponibilidade de leitos", aponta no texto o médico grego Christos Christou, presidente internacional do MSF. "Isto colocou o Brasil em um estado de luto permanente e o sistema de saúde do país à beira do colapso", completa o especialista. Mais à frente, a carta critica a politização das medidas preventivas cientificamente comprovadas, como o uso de máscaras e o distanciamento físico. "Alimentando o ciclo de doença e morte no Brasil está o grande volume de desinformação que circula pelas comunidades do país. Uso de máscaras, distanciamento físico e restrição de movimentos e de atividades não essenciais são rejeitados e politizados". VÍDEO: Comentaristas da GloboNews analisam marca de 400 mil mortos pela Covid-19 Christou finaliza pedindo um "recomeço" no enfrentamento da pandemia: "A recusa em colocar em prática medidas de saúde pública baseadas em evidências científicas resultou na morte prematura de muitas pessoas. A resposta à pandemia precisa urgentemente de um recomeço, baseado em conhecimentos científicos e bem coordenado, para evitar mais mortes desnecessárias e a destruição de um sistema de saúde conceituado e prestigiado." Lemos revela que a carta teve uma grande repercussão internacional. "Recebemos ligações e contatos de pessoas de vários países, que se mostraram bastante preocupadas com a situação". Já no Brasil, não houve nenhuma resposta formal do Ministério da Saúde ou do Governo Federal. "Já havíamos enviado outros comunicados para o ministério e tentamos reuniões. Mas entendemos que as autoridades devem estar bastante ocupadas neste momento e esperamos que estejam trabalhando para resolver os problemas", diz. Crise sem precedentes Lemos, que acompanha de perto o trabalho dos voluntários do MSF e tem a experiência de atuar em outros nove países , diz que não consegue comparar a situação brasileira com outros lugares do planeta. "A sensação que tenho é que a pandemia no Brasil foi diferente do resto do mundo", avalia. A diretora relata que a ONG começou a reforçar o enfrentamento da covid-19 no Brasil ainda em abril de 2020, com foco na população de rua, migrantes, refugiados, usuários de drogas, idosos e pessoas privadas de liberdade da cidade de São Paulo. Em 2021, o trabalho dos voluntários está mais focado na Região Norte, especialmente em Rondônia, Roraima e Amazonas. "Damos apoio ao Sistema Único de Saúde, o SUS, especialmente em áreas de comunidades indígenas e imigrantes", diz. Nos últimos meses, um dos focos do trabalho é justamente fomentar o treinamento dos profissionais da saúde que estão na linha de frente. "Muitos médicos e enfermeiros que atuavam nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) tiveram que transformar rapidamente as instalações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Só o fato de ter uma equipe extra ajudando a organizar os fluxos, os protocolos de atendimento e toda essa estrutura, já faz toda a diferença", acredita. Oportunidades desperdiçadas Lemos é testemunha ocular de como as informações fazem toda a diferença durante uma crise sanitária. A diretora lembra que o MSF foi fundado em 1971 na França por um grupo de médicos e jornalistas. A entidade, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1999, sempre entendeu a comunicação como um dos pontos-chave de sua atuação. Ela se recorda que, durante experiências passadas, as equipes e as instalações da entidade chegaram a ser atacadas pela população local durante surtos e epidemias. "Em muitos locais, tínhamos que restringir o acesso aos centros de tratamento ou aos funerais, pois a transmissão de doenças infecciosas era dramática", relata. "Se as pessoas não forem comunicadas e não entenderem a importância daquelas medidas, fica impossível trabalhar durante essas crises", ensina. E, de acordo com a visão dela, foi justamente isso o que não ocorreu no Brasil durante os últimos meses: sem uma coordenação nacional e com tantas mensagens contraditórias, as pessoas não captaram a real gravidade da covid-19. "Ainda hoje vemos indivíduos que acreditam e usam cloroquina e ivermectina, como se elas pudessem ter algum efeito contra o coronavírus. As UTIs estão cheias de pacientes que acreditaram no kit covid", observa. "Enquanto isso, sofremos com a falta de oxigênio, sedativos e outros remédios tão necessários para os casos mais graves", lamenta. Aprendizados e próximos passos A diretora do MSF no Brasil espera que as autoridades tenham entendido que a prevenção da covid-19 depende mais de ações comunitárias do que da abertura de novos leitos hospitalares. "Não se para uma pandemia na UTI, porque os hospitais são sempre o último recurso. Precisamos atuar contra a transmissão de pessoa para pessoa, com restrição da mobilidade e fechamento de todas as atividades não essenciais", sugere. A especialista também aponta a necessidade de reforçar o uso de máscaras e de criar políticas massivas de testagem e isolamento de casos confirmados. "Boa parte do mundo já faz isso há tempos e os resultados são claros", atesta. E os exemplos positivos não vêm apenas de lugares ricos ou desenvolvidos: a diretora do MSF destaca o trabalho feito em nações africanas durante os últimos meses. "A despeito da subnotificação e da existência de outras doenças infecciosas impactantes, os países da África tiveram governos e políticas muito bem coordenadas, com o fechamento de fronteiras, o incentivo ao uso de máscaras e uma comunicação muito clara com os cidadãos", descreve. Por fim, Lemos entende que o encerramento da pandemia está necessariamente vinculado à vacinação e aposta que não há solução sem cooperação internacional. "Nós defendemos, inclusive, a quebra temporária das patentes de vacinas, tratamentos e testes de diagnóstico para que se amplie o acesso a esses recursos", revela. "Espero que as pessoas entendam que a Covid-19 só estará controlada quando houver imunidade global. Enquanto tivermos pessoas desprotegidas, ninguém estará verdadeiramente a salvo", finaliza. Veja Mais

Agência dos EUA pretende proibir cigarros com sabor menta

Glogo - Ciência A indústria do tabaco deverá judicializar a o pedido da FDA, a agência de drogas e alimentos dos EUA. No país, o mentol é mais consumido na comunidade afro-descendente. Imagem de bitucas de cigarro REUTERS/Damir Sagolj A agência que regulamenta drogas e alimentos nos Estados Unidos, a FDA, propôs, nesta quinta-feira (29) a proibição de cigarros mentolados no país. O mentol é o último cigarro com sabor que ainda é permitido. Se ele for proibido, esse tipo de produto não será mais legal nos EUA. CIGARRO E PANDEMIA: fumantes e médicos mapeiam estratégias para largar o hábito Repórter relata desafio e processo de largar o cigarro durante a pandemia Ex-fumantes contam como conseguiram parar de fumar A proibição deve demorar anos para de fato se concretizar, pois as empresas que fabricam o produto devem entrar na Justiça. Geralmente, a indústria do tabaco entra em confronto com o FDA. Nos EUA, os mentolados são mais tradicionais nas comunidades de afro-descendentes. Em 2013, foi feita uma petição ao FDA para que o órgão tomasse essa decisão. A data final para responder a esse pedido é nesta quinta-feira. A comissária da FDA, Janet Woodcock, afirmou que banir o mentol, o último sabor ainda permitido em cigarros ajudará a salvar vidas, especialmente entre aqueles que são atingidos desproporcionalmente atingidos pelo produto. Veja os vídeos mais assistidos do G1 Veja Mais

Brasil registra 2.217 novas mortes por Covid e se aproxima de 420 mil

Glogo - Ciência País contabiliza 419.393 e 15.087.360 casos, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com informações das secretarias de Saúde. Brasil registra 2.217 mortes pela Covid em 24 horas O Brasil registrou 2.217 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta sexta-feira (7) 419.393 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 2.158. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -15%, indicando tendência de estabilidade nos óbitos decorrentes do vírus. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta sexta. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Essa é a menor média móvel de mortes registrada desde 18 de março, quando ela estava em 2.096 --e em plena ascenção naquele momento. O ritmo atual, no limite da faixa da estabilidade, mesmo quando em queda não ficou abaixo de -20% nas últimas semanas. É pouco se comparado ao ritmo de crescimento que a curva apresentou em março, com altas que passaram de +50%. Apenas um estado apresenta tendência de alta nas mortes: RR. O país completa agora 52 dias seguidos com a média móvel de óbitos acima dos 2 mil mortos por dia. Já são 107 dias no Brasil com a média móvel de mortes acima da marca de mil. Veja a sequência da última semana na média móvel: Evolução da média móvel de óbitos por Covid no Brasil na última semana. Ritmo da queda segue na faixa de estabilidade em comparação com 2 semanas antes Editoria de Arte/G1 Sábado (1º): 2.422 Domingo (2): 2.407 Segunda (3): 2.375 Terça (4): 2.361 Quarta (5): 2.329 Quinta (6): 2.251 Sexta (7): 2.158 Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 15.087.360 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 78.337 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 60.200 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +3% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade nos diagnósticos. Sem queda significativa tanto em casos quanto em mortes, o país começa a observar a formação de um platô perigoso nas duas curvas, com os números permanecendo ainda muito altos. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 7 de maio Total de mortes: 419.393 Registro de mortes em 24 horas: 2.217 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 2.158 (variação em 14 dias: -15%) Total de casos confirmados: 15.087.360 Registro de casos confirmados em 24 horas: 78.337 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 60.200 por dia (variação em 14 dias: +3%) Estados Em alta (apenas 1 estado): RR Em estabilidade (11 estados): PR, RJ, SP, AP, TO, BA, CE, PB, PE, PI e SE Em queda (14 estados e o DF): RS, SC, ES, MG, DF, GO, MS, MT, AC, AM, PA, RO, AL, MA e RN Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 desta sexta-feira (7) aponta que 34.914.631 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 16,49% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 17.578.127 pessoas (8,30% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. No total, 52.492.758 doses foram aplicadas em todo o país. Veja a variação das mortes por estado Estado com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: +4% RS: -17% SC: -16% Sudeste ES: -36% MG: -16% RJ: +4% SP: -15% Centro-Oeste DF: -29% GO: -40% MS: -20% MT: -31% Norte AC: -35% AM: -38% AP: -15% PA: -33% RO: -41% RR: +22% TO: +1% Nordeste AL: -16% BA: -13% CE: -11% MA: -16% PB: -7% PE: +1% PI: -4% RN: -26% SE: +5% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19: Veja Mais

Brasil chega a 15 milhões de casos de Covid registrados, com mortes e diagnósticos apontando estabilidade

Glogo - Ciência País contabiliza 417.176 e 15.009.023 casos, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com informações das secretarias de Saúde.Foram 2.531 mortes contabilizadas em 24 horas. Brasil chega a 15 milhões de casos confirmados de Covid O Brasil passou a marca de 15 milhões de casos de Covid contabilizados e registrou 2.531 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta quinta-feira (6) 417.176 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 2.251. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -10%, indicando tendência de estabilidade nos óbitos decorrentes do vírus. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta quinta. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Essa é a menor média móvel de mortes registrada desde 20 de março, quando ela estava em 2.234 --e em plena ascenção naquele momento. O ritmo atual, na faixa da estabilidade, mesmo quando em queda não ficou abaixo de -20% nas últimas semanas. É pouco se comparado ao ritmo de crescimento que a curva apresentou em março, com altas que passaram de +50%. Dois estados apresentam tendência de alta nas mortes: PR e CE. O país completa agora 51 dias seguidos com a média móvel de óbitos acima dos 2 mil mortos por dia. Já são 106 dias no Brasil com a média móvel de mortes acima da marca de mil. Veja a sequência da última semana na média móvel: Evolução da média móvel de óbitos no Brasil na última semana Editoria de Arte/G1 Sexta (30): 2.523 Sábado (1º): 2.422 Domingo (2): 2.407 Segunda (3): 2.375 Terça (4): 2.361 Quarta (5): 2.329 Quinta (6): 2.251 Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 15.009.023 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 72.559 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 59.448 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +3% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade nos diagnósticos. Sem queda significativa tanto em casos quanto em mortes, o país começa a observar a formação de um platô perigoso nas duas curvas, com os números se mantendo ainda muito altos. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 6 de maio Total de mortes: 417.176 Registro de mortes em 24 horas: 2.531 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 2.251 (variação em 14 dias: -10%) Total de casos confirmados: 15.009.023 Registro de casos confirmados em 24 horas: 72.559 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 59.448 por dia (variação em 14 dias: +3%) Estados Em alta (2 estados): PR e CE Em estabilidade (12 estados): RS, SC, MG, RJ, SP, RR, TO, BA, PB, PE, PI e SE Em queda (12 estados e o Distrito Federal): ES, DF, GO, MS, MT, AC, AM, AP, PA, RO, AL, MA e RN Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 desta quinta-feira (6) aponta que 34.220.432 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 16,16% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 17.335.070 pessoas (8,19% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. No total, 51.555.502 doses foram aplicadas em todo o país. Veja a variação das mortes por estado Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: +26% RS: -8% SC: -12% Sudeste ES: -34% MG: -10% RJ: +2% SP: -11% Centro-Oeste DF: -28% GO: -37% MS: -22% MT: -28% Norte AC: -39% AM: -35% AP: -20% PA: -32% RO: -47% RR: -4% TO: +6% Nordeste AL: -16% BA: -12% CE: +18% MA: -16% PB: -14% PE: -1% PI: -8% RN: -27% SE: +5% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19: Veja Mais

Professor da UFTM contribui com descoberta de gênero de dinossauro que viveu há 85 milhões de anos no interior de SP

Glogo - Ciência 'Arrudatitan maximus', a única espécie do gênero, faz parte do grupo dos titanossauros. Paleontólogo Thiago Marinho, de Uberaba, orientou o principal autor da pesquisa e ajudou com a identificação do material em Monte Alto (SP). 'Arrudatitan maximus', espécie do grupo titanossauro, viveu há 85 milhões de anos no interior de São Paulo Ariel Milani Martine/Arte/Divulgação O professor e paleontólogo Thiago Marinho, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) em Uberaba, participou da descoberta do gênero de dinossauros inédito na paleontologia, o Arrudatitan, que faz parte do grupo dos titanossauros e vivia no interior de São Paulo. O estudo foi desenvolvido pelos pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto (SP), em parceria com o Museu de Paleontologia de Monte Alto (SP). O mestre em biologia Julian Junior, o principal autor da pesquisa, é egresso do Centro de Pesquisas Paleontológicas "Llewellyn Ivor Price" (CCCP) e do curso de Ciências Biológicas da UFTM. Atualmente, ele é doutorando em biologia comparada na USP. Thiago foi um dos orientadores de Julian no mestrado sobre titanossauros, mais especificamente sobre o Uberabatitan ribeiroi, o maior dinossauro já identificado em solo brasileiro, encontrado em 2008 em Uberaba. “Minha contribuição no trabalho foi a orientação do Julian, além de ajudar com a identificação do material em Monte Alto”, explicou o docente. Descoberta O gênero tem apenas uma espécie, o Arrudatitan maximus, um dino herbívoro de 22 metros, com pescoço e cauda longas, que viveu 85 milhões de anos atrás, no Cretáceo, período em que ocorreu a separação da Pangeia, uma massa continental que unia todos os continentes do planeta Terra. "A região de Monte Alto é muito produtiva, então pode ser que sejam achados novos fósseis, de espécies que sejam parentes do Arrudatitan maximus e sejam incluídas neste novo gênero, que é exclusivo de São Paulo", disse Julian Junior. A partir de descrições feitas pelos paleontólogos, artistas reconstituíram digitalmente o Arrudatitan maximus. Por uma das artes, é possível compreender a grandeza do animal, que tinha um comprimento equivalente ao espaço ocupado por cinco carros estacionados em fileira. De acordo com o professor Thiago, a metodologia para identificar o novo gênero também foi original. “Usamos uma metodologia nova para estimar o tamanho do Arrudatitan. Fizemos várias análises estatísticas comparando com titanossauros mais completos de outras partes do mundo e chegamos a um tamanho estimado”, revelou. 'Arrudatitan maximus', espécie do grupo titanossauro que viveu no interior de São Paulo, tinha 22 metros de comprimento Deverson Pepi/Arte/Divulgação O estudo conduzido por Julian indicou que, diferente do que há anos se acreditava, a espécie não pertence ao gênero Aelosaurus, cujas espécies viveram na Argentina. A principal diferença entre eles está nas articulações da cauda, mas suas ancestralidades genéticas também são distintas. "Esta descoberta dá uma cara mais regional e inédita para a paleontologia brasileira, além de refinar nosso conhecimento sobre os titanossauros, que são estes dinossauros pescoçudos", avalia o paleontólogo Fabiano Iori, do museu de Monte Alto, que participou do estudo. Os resultados da pesquisa foram publicados no dia 29 de abril em um artigo na Historical Biology, uma importante revista científica de paleobiologia. Além de Junior e Thiago Marinho, o trabalho contou com auxílio dos pesquisador Max Langer, da USP Ribeirão Preto, Fabiano Vidoi Iori, colaborador do Museu de Monte Alto, e pelos pesquisadores argentinos Agustín Martinelli e Martín Hechenleitner. Fósseis Vendedor de frutas e sobrinho encontraram por acaso fóssil do 'Arrudatitan maximus' em Cândido Rodrigues (SP) Museu de Paleontologia de Monte Alto/Arquivo Os fósseis do Arrudatitan maximus foram encontrados em 1997, na zona rural de Cândido Rodrigues (SP), pelo vendedor de frutas Ademir Frare e seu sobrinho, Luiz Augusto. A dupla avisou Antônio Celso de Arruda Campos, o professor Toninho, que foi precursor da paleontologia em Monte Alto. Foi em homenagem ao sobrenome do professor, aliás, que os pesquisadores batizaram o novo gênero. Toninho comandou diversas escavações no município, onde também foram encontrados vestígios de uma aldeia indígena que habitou a região mil anos antes da chegada dos portugueses ao Brasil. Ele também ajudou a criar o museu de Monte Alto, onde há cerca de 1,3 mil fragmentos de ossos de quatro espécies de dinossauros e seis de crocodilos, além de tartarugas e moluscos de água doce. "Até o momento, os fósseis do Arrudatitan maximus são os maiores que temos em exposição. Esse estudo amplia nossos conhecimentos sobre os titanossauros brasileiros e abrem portas para novas pesquisas", analisa Sandra Tavares, que dirige o museu. Fósseis do 'Arrudatitan maximus', um titanossauro, estão expostos no Museu de Paleontologia de Monte Alto (SP) Museu de Paleontologia de Monte Alto/Divulgação VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas Veja Mais

Doença cerebral misteriosa intriga médicos no Canadá

Glogo - Ciência Dezenas de pessoas em New Brunswick estão apresentando sintomas da nova doença que afeta fortemente o cérebro. Roger Ellis (direita) começou a apresentar sintomas da doença em 2019, diz Steve Ellis (esquerda) Cortesia Steve Ellis/via BBC Médicos no Canadá têm deparado com pacientes que apresentam sintomas semelhantes aos da doença de Creutzfeldt-Jakob, um mal raro e fatal que ataca o cérebro. Mas, quando resolveram investigar o mal em mais detalhe, o que eles descobriram os deixou perplexos. Quase dois anos atrás, Roger Ellis desmaiou em casa com uma convulsão em seu 40º aniversário de casamento. Com 60 e poucos anos, Ellis, que nasceu e foi criado na bucólica península de Acadian, em New Brunswick, era uma pessoa saudável. Ele estava aproveitando sua aposentadoria após décadas trabalhando como mecânico industrial. Seu filho, Steve Ellis, diz que depois daquele dia fatídico a saúde de seu pai piorou rapidamente. "Ele teve delírios, alucinações, perda de peso, agressividade, fala repetitiva", diz ele. "A certa altura, ele não conseguia nem andar. No intervalo de três meses, médicos disseram acreditar que ele estava morrendo— mas ninguém sabia por quê." Os médicos de Roger Ellis primeiro suspeitaram da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). Trata-se de uma doença causada por proteínas chamadas de priões. A doença cerebral degenerativa fatal e rara faz com que os pacientes apresentem sintomas como falta de memória, mudanças de comportamento e dificuldades de coordenação. A doença misteriosa que deixou centenas hospitalizados no sul da Índia Uma categoria conhecida da doença se chama Variante DCJ, que está associada à ingestão de carne contaminada com a doença da vaca louca. A DCJ também pertence a uma categoria mais ampla de doenças cerebrais como Alzheimer, Parkinson e ALS, em que as proteínas do sistema nervoso se deformam. Mas o exame de DCJ de Ellis deu negativo, assim como a enxurrada de outros testes a que seus médicos o submeteram enquanto tentavam descobrir a causa de sua doença. Seu filho diz que a equipe médica fez o possível para aliviar os diversos sintomas de seu pai, mas ainda havia um mistério: o que estava por trás da piora do quadro de Ellis? Mulher da BA com doença rara faz apelo para ser transferida para São Paulo: 'Mais nada para fazer por mim' Em março deste ano, Steve Ellis encontrou uma possível — embora parcial — resposta para o mal de seu pai. A Rádio-Canadá, a emissora pública do país, obteve uma cópia de um memorando de saúde pública que foi enviado aos profissionais médicos da província alertando sobre um grupo de pacientes exibindo uma doença cerebral degenerativa desconhecida. "A primeira coisa que eu disse foi: 'É como meu pai'", lembra ele. Roger Ellis agora é considerado um dos afetados pela doença desconhecida e está sob os cuidados do neurologista Alier Marrero. O neurologista do hospital Dr. Georges-L-Dumont University Hospital Center, da cidade de Moncton, diz que os médicos detectaram a doença pela primeira vez em 2015. Na época havia apenas um paciente — um "caso isolado e atípico", diz ele. Mas, desde então, surgiram mais pacientes como o primeiro — o suficiente para que agora os médicos pudessem identificar uma condição ou síndrome diferente "nunca vista antes". A província diz que está rastreando atualmente 48 casos, igualmente divididos entre homens e mulheres, em idades variando de 18 a 85 anos. Esses pacientes são da península Acadian e de áreas de Moncton de New Brunswick. Acredita-se que seis pessoas tenham morrido da doença. A maioria dos pacientes começou a apresentar sintomas recentemente, a partir de 2018, embora acredite-se que um deles já os tenha apresentado em 2013. O neurologista diz que os sintomas são variados. A princípio, podem ocorrer alterações comportamentais como ansiedade, depressão e irritabilidade, além de dores inexplicáveis, dores musculares e espasmos em indivíduos saudáveis. Frequentemente, os pacientes desenvolvem dificuldades para dormir — insônia grave ou hipersonia— e problemas de memória. Pode haver deficiências de linguagem que avançam rapidamente e que dificultam a comunicação e a manutenção de uma conversa fluente — problemas como gagueira ou repetição de palavras. Outro sintoma é a perda rápida de peso e atrofia muscular, bem como distúrbios visuais e problemas de coordenação e espasmos musculares involuntários. Muitos pacientes precisam da ajuda de andadores ou cadeiras de rodas. Alguns desenvolvem pesadelos ou alucinações auditivas ao acordar. Vários pacientes apresentaram a Síndrome de Capgras, um distúrbio psiquiátrico em que uma pessoa acredita que alguém próximo a ela foi substituído por um impostor. "É bastante perturbador porque, por exemplo, um paciente dizia à esposa: 'Desculpe, senhora, não podemos ir para a cama juntos, eu sou casado' e mesmo quando a esposa dizia seu nome, ele respondia: 'Você não é a verdadeira'", conta o médico. O neurologista do Canadá está liderando a investigação sobre a doença com a ajuda de uma equipe de pesquisadores e do órgão federal de saúde pública. Os pacientes suspeitos passam por testes de priões e de condições genéticas, painéis que examinam doenças auto-imunes ou formas de câncer e exames para detectar vírus, bactérias, fungos, metais pesados e anticorpos anormais. Eles são questionados sobre fatores ambientais, estilo de vida, viagens, histórico médico, comida e água. Eles são submetidos a punções espinhais para testar várias infecções e distúrbios possíveis. Não há tratamento disponível contra as causas. O único tratamento possível é ajudar a aliviar o desconforto de alguns dos sintomas. Por enquanto, a teoria é que a doença é adquirida, não genética. "Nossa primeira ideia comum é que há um elemento tóxico adquirido no ambiente desse paciente que desencadeia as mudanças degenerativas", diz o neurologista. O também neurologista da Universidade de British Columbia Neil Cashman é um dos pesquisadores que está tentando desvendar o mistério médico. Apesar de os pacientes não apresentarem vestígios de doenças por priões, a causa não foi completamente descartada, diz ele. Outra teoria é a exposição crônica ao que é chamado de "excitotoxina", como o ácido domoico. Uma excitotoxina foi associada a um incidente de intoxicação alimentar em 1987 por mexilhões contaminados com a toxina, na província vizinha da Ilha Prince Edward. Junto com problemas gastrointestinais, cerca de um terço das pessoas afetadas apresentaram sintomas como perda de memória, tontura, confusão. Alguns pacientes entraram em coma e quatro morreram. Cashman diz que eles também estão olhando para outra toxina — beta-metilamino-L-alanina (BMAA) — que foi classificada como de risco para o desenvolvimento de doenças como Alzheimer e Parkinson. Alguns pesquisadores também acreditam que esta segunda toxina esteja ligada a uma doença neurodegenerativa documentada em uma população indígena no território da ilha de Guam, no Pacífico, nos EUA, em meados do século 20, e encontrada em sementes que faziam parte da dieta do grupo. Cashman adverte que a lista atual de teorias "não está completa". "Temos que voltar aos primórdios, voltar à estaca zero", diz ele. "Neste ponto, basicamente, nada pode ser excluído." Então, quantas pessoas mais podem ser afetadas por esta doença? Marrero diz que é possível que seja um fenômeno mais amplo encontrado fora das duas regiões onde os pacientes foram identificados até agora (a península Acadian, com suas comunidades de pescadores e praias arenosas, e Moncton, um centro da cidade). "Estamos vendo a ponta do iceberg? Talvez", diz ele. "Espero que possamos entender isso rápido para que possamos impedir mais casos." Embora aqueles que vivam nas comunidades afetadas estejam compreensivelmente preocupados, Marrero exorta as pessoas a "trabalharem com esperança, não com medo. O medo paralisa". A condição de Roger Ellis se estabilizou desde a rápida progressão inicial, diz seu filho. A condição de Roger Ellis se estabilizou. Cortesia Steve Ellis/via BBC Ele está em um asilo especializado e precisa de ajuda para atividades diárias. Ele ainda tem problemas com a fala e o sono. Steve Ellis, que dirige um grupo de apoio no Facebook para famílias afetadas pela doença, pede que o governo se comprometa com a transparência sobre a doença. Acima de tudo, ele quer saber o que fez seu pai adoecer. "Eu sei que eles estão trabalhando nisso, mas como isso aconteceu?", pergunta. "Como família, estamos cientes do fato de que ele provavelmente vai morrer por causa disso." 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Túmulo mais antigo da África: pesquisadores identificam sepultura de criança de 78 mil anos atrás

Glogo - Ciência A criança, apelidada Mtoto, tinha entre 2 e 3 anos e foi enterrada em uma cova rasa dentro de caverna, segundo estudo publicado divulgado nesta quarta na revista 'Nature'. O corpo foi protegido por um pano, e a cabeça estava apoiada em um travesseiro. Concepção artística do sepultamento Fernando Fueyo/Nature O túmulo mais antigo da África pode ter cerca de 78 mil anos e ser de uma criança, afirmaram pesquisadores nesta quarta-feira (5). A descoberta, publicada na revista "Nature", pode ajudar os pesquisadores a compreenderem quando os rituais funerários começaram e no que se aproximam dos costumes atuais. “Todos esses comportamentos são, é claro, muito semelhantes aos observados em nossa própria espécie hoje, então podemos nos relacionar com esse ato mesmo que as datas de sepultamento sejam de 78 mil anos atrás", disse Nicole Boivin, arqueóloga e diretora do Instituto Max Planck para a Ciência da História Humana, na Alemanha, à Reuters. A surpreendente história por trás da 1ª múmia egípcia grávida descoberta A descoberta, feita em uma caverna em Panga ya Saidi, perto da costa do Quênia, aponta para o desenvolvimento do comportamento social do Homo sapiens, denominação científica do homem moderno, por meio de rituais. Imagem mostra a posição de Mtoto na sepultura. Jorge González / Elena Santos / Nature Os laços afetivos ficam evidentes pelo modo que foi feito o sepultamento. A criança, apelidada 'Mtoto', que significa 'criança' em suaíli, tinha entre 2 e 3 anos e foi enterrada em uma cova rasa protegida pela caverna. O corpo foi envolvido por uma pano e a cabeça apoiada em uma espécie de travesseiro. “A criança foi enterrada em um local residencial, perto de onde vivia esta comunidade, evidenciando como a vida e a morte estão intimamente relacionadas. Só os humanos tratam os mortos com o mesmo respeito, consideração e até ternura com que tratam os vivos. Mesmo quando morremos, continuamos a ser alguém para o nosso grupo", explicou María Martinón-Torres, diretora do Centro Nacional de Pesquisas em Evolução Humana (CENIEH), da Espanha. Primeiro túmulo da África Os pesquisadores não sabem dizer quando o comportamento funerário começou, mas já identificaram episódios de sepultamento entre os Homo sapiens, que surgiram há mais de 300 mil anos, e seus ancestrais, os Neandertais. Os mais antigos sepultamentos datam de 120 mil anos atrás e foram encontrados em Israel. Por enquanto, o túmulo de ‘Mtoto’ é o mais antigo já identificado no continente africano. Os cientistas conseguiram identificar que a criança foi colocada na sepultura com o corpo deitado de lado e com os joelhos flexionados em direção ao peito, semelhante à posição fetal. Os ossos, que já apresentavam um alto nível de decomposição, foram levados ao Centro de Pesquisa Humana, na Espanha, envoltos em gesso para evitar que sejam ainda mais degradados. Pela avaliação da terra retirada do chão da caverna, os pesquisadores identificaram que o corpo da criança ainda estava fresco no momento do enterro. Pela posição do crânio, ossos do pescoço, ossos do ombro e duas costelas, os cientistas acreditam que a criança teve a cabeça apoiada por um travesseiro e coberta por materiais perecíveis, que sofreram decomposição ao longo dos anos. Na mesma caverna em que foram encontrados os ossos de ‘Mtoto’, os pesquisadores também localizaram ferramentas de pedra, utilizadas para raspar e fazer buracos, e pontas de pedras, que poderiam ser usadas como lanças. Também estavam presentes restos de várias espécies de antílopes e presas. Devido aos achados e à localização da caverna, um planalto em uma floresta tropical, os cientistas acreditam que ‘Mtoto’ pertencia a uma comunidade de caçadores e coletores. Veja Mais

Brasil registra 3.025 novas mortes por Covid; curva da média móvel aponta tendência de estabilidade

Glogo - Ciência País contabiliza 411.854 óbitos e 14.860.812 casos, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com informações das secretarias de Saúde. Brasil passa de 410 mil mortes por Covid O Brasil registrou 3.025 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas e totalizou nesta terça-feira (4) 411.854 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 2.361. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -15%, indicando tendência de estabilidade nos óbitos decorrentes do vírus. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta terça. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Essa foi a menor média móvel de mortes registrada desde 25 de março, quando ela estava em 2.276 --e em plena ascenção naquele momento. O ritmo atual, no limite da estabilidade, mesmo quando em queda não ficou abaixo de -20% nas últimas semanas. É pouco se comparado ao ritmo de crescimento que a curva apresentou em março, com altas que passaram de +50%. O país completa agora 49 dias seguidos com a média móvel de óbitos acima dos 2 mil mortos por dia. Já são 104 dias no Brasil com a média móvel de mortes acima da marca de mil. Veja a sequência da última semana na média móvel: Evolução da média móvel de óbitos por Covid no Brasil na última semana. Em comparação ao dado de duas semanas atrás, tendência é de estabilidade Editoria de Arte/G1 Quarta (28): 2.379 Quinta (29): 2.523 Sexta (30): 2.523 Sábado (1º): 2.422 Domingo (2): 2.407 Segunda (3): 2.375 Terça (4): 2.361 Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 14.860.812 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 69.378 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 59.182 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de -7% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade nos diagnósticos. Apenas um estado apresenta tendência de alta nas mortes: PE. É o sexto dia seguido em que a curva de Pernambuco aponta alta. Desde 22 de abril, o país está com a grande maioria dos estados em tendência de estabilidade ou baixa, após os altos números das semanas anteriores. Nestes 13 dias, o número de estados com alta nas mortes variou entre 0 e 2. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 4 de maio Total de mortes: 411.854 Registro de mortes em 24 horas: 3.025 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 2.361 (variação em 14 dias: -15%) Total de casos confirmados: 14.860.812 Registro de casos confirmados em 24 horas: 69.378 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 59.182 por dia (variação em 14 dias: -7%) Estados Em alta (1 estado): PE Em estabilidade (11 estados): PR, RS, SC, RJ, AM, TO, BA, CE, PI, RN e SE Em queda (14 estados e o Distrito Federal): ES, MG, SP, DF, GO, MS, MT, AC, AP, PA, RO, RR, AL, MA e PB Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 desta terça-feira (4) aponta que 32.881.298 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 15,53% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 16.723.761 pessoas (7,90% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. No total, 49.605.059 doses foram aplicadas em todo o país. Veja a variação das mortes por estado Estado com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: +10% RS: -15% SC: -7% Sudeste ES: -28% MG: -19% RJ: -4% SP: -19% Centro-Oeste DF: -38% GO: -46% MS: -18% MT: -27% Norte AC: -27% AM: -14% AP: -25% PA: -25% RO: -48% RR: -20% TO: +8% Nordeste AL: -16% BA: -14% CE: 0% MA: -20% PB: -18% PE: +32% PI: -5% RN: -14% SE: +4% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19: Veja Mais

Vacina para Covid: 3 boas notícias que mostram o impacto positivo da vacinação no Brasil

Glogo - Ciência Casos confirmados e mortes caíram em grupos prioritários; só entre idosos de 80 anos ou mais, redução foi de 50%, diz estudo recente. VÍDEO: Perguntas e respostas para quem já tomou a vacina contra a Covid-19 Os benefícios da vacinação contra a Covid-19 já podem ser observados em todo o mundo, à medida que mais pessoas são imunizadas. No Brasil, não é diferente. Dados mostram evidências claras de que a vacina vem reduzindo casos de infecção e mortes. Apesar disso, o país ainda enfrenta problemas em sua campanha de imunização. A escassez de vacinas é um deles. Milhares de pessoas que tomaram a primeira dose ainda aguardam a segunda – o imunizante requer duas doses para oferecer proteção segura contra o vírus. A CoronaVac, por exemplo, está em falta em cidades de pelo menos 18 estados. Falta de vacina para aplicação da 2ª dose da CoronaVac é 'erro de estratégia' dos municípios, diz secretário da Saúde de SP Até agora, segundo dados da plataforma Our World in Data, ligada à Universidade de Oxford (Reino Unido), cerca de 30 milhões de pessoas no Brasil já receberam pelo menos uma dose da vacina contra a Covid. O número pode parecer alto, mas, na prática, significa que o país só administrou 20,7 doses para cada 100 pessoas, taxa inferior à de nações desenvolvidas, como Estados Unidos, Israel, França e Reino Unido, e também emergentes, como Chile e Uruguai. Confira três boas notícias da vacinação no Brasil: 1) Mortes de idosos acima de 80 anos caem pela metade Vacinação reduz percentual de idosos com mais de 80 anos entre mortos por Covid,diz estudo Um estudo recente realizado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Rio Grande do Sul, mostra que caiu pela metade a proporção de mortes de idosos com 80 anos ou mais no Brasil após o início da vacinação contra a Covid-19. A taxa de mortalidade era de 25% a 30% em 2020 e passou para 13% no fim de abril. Quando a vacinação começou, em janeiro deste ano, o percentual era de 28%. Segundo os responsáveis pelo estudo, os dados confirmam evidências já observadas em outros países, como Israel, mas a novidade é que, pela primeira vez, foi verificada queda de internações e mortes em um cenário com predominância da variante P1. A variante P1 foi descoberta em Manaus (Amazonas) e hoje responde pela maior parte dos casos no Brasil. Ela é até 2,4 vezes mais transmissível do que outras linhagens do coronavírus e, segundo estudos recentes, pode 'driblar' o sistema imunológico, infectando novamente quem já teve a doença e levando a quadros mais graves. Evidências associam essa nova variante ao maior número de hospitalizações e mortes, especialmente de jovens. Segundo o estudo da UFPel, pelo menos 13,8 mil mortes de brasileiros com 80 anos ou mais em um intervalo de oito semanas foram evitadas. 2) Profissionais de saúde estão morrendo menos Paciente com Covid é transportado em hospital de campanha instalado no ginásio esportivo Dell'Antonia, em Santo André, SP Reuters/Amanda Perobelli Profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros, que atuam na linha de frente do combate à Covid-19, também estão morrendo em menor número. Por causa de seu trabalho, eles foram um dos primeiros grupos a receber o imunizante. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), houve uma queda de 83% no número de médicos mortos em março, na comparação com janeiro, quando grande parte deles foi imunizada. Em janeiro, 59 profissionais morreram no país, informou o CFM. Em fevereiro, o número caiu para 24 e, em março, foram apenas 10. O mesmo se observou entre enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. O número de mortos nesse grupo caiu 71% de março, quando 83 profissionais morreram, a abril, mês em que foram registrados 24 óbitos. 3) Casos e óbitos entre indígenas diminuem Consideradas uma das populações de maior risco para a Covid-19, os indígenas foram um dos primeiros grupos a serem vacinados. Como resultado, houve uma queda acentuada no número de casos e mortes entre eles. De janeiro a março, os óbitos nesse grupo caíram 66% em Mato Grosso do Sul, segundo dados oficiais. Foram nove mortes em janeiro contra três em março. O pico foi em agosto do ano passado, quando 38 indígenas morreram de Covid-19. O mesmo aconteceu em Estados como Ceará e Minas Gerais. No entanto, como mostrou reportagem da BBC News Brasil, especialistas vêm alertando para a vulnerabilidade desse grupo às chamadas "fake news", que se espalham principalmente pelo WhatsApp nas comunidades indígenas. Veja VÍDEOS da vacinação no Brasil: Veja Mais

Projeto utiliza as músicas preferidas de pacientes com demência

Glogo - Ciência Experiência em cinco instituições australianas mostrou diminuição significativa de comportamentos agressivos No mundo todo, o aumento do número de casos de demência pressiona especialistas com uma questão que se torna cada vez mais relevante: como garantir o bem-estar físico e emocional de pacientes e cuidadores? Na Austrália, um programa parece oferecer algumas respostas. Realizado pela Flinders University em cinco instituições de longa permanência, o projeto piloto criou seleções musicais personalizadas para os residentes, ou seja, cada um podia apreciar as músicas de sua preferência. Seleção musical personalizada para os residentes de instituições diminui a incidência de comportamentos agressivos Gerd Altmann O estudo integra a iniciativa “Harmony in the bush”, com duração prevista de dois anos, cujo objetivo é identificar elementos não farmacológicos que tragam bem-estar aos doentes. Esse tipo de intervenção, amparada na arte e centrada no indivíduo, resultou em menos sintomas psicológicos e comportamentos disfuncionais entre os pacientes; e num nível menor de estresse por parte dos cuidadores. Na Austrália, entre 60% e 70% dos idosos vivendo em instituições têm demência. Desse contingente, entre 70% e 90% apresentam algum tipo de sintoma psiquiátrico. A música melhorou sua disposição, estimulou a memória e teve um efeito tranquilizador. De acordo com o doutor Vivian Isaac, especialista em epidemiologia psicossocial e autor sênior de artigo publicado na “BMC Geriatrics”, pelo menos um terço dos residentes exibia um quadro depressivo de leve a severo antes da experiência: “o modelo é eficaz. Houve queda significativa de comportamentos agressivos e agitação dos pacientes, o que, por tabela, diminui o estresse dos cuidadores”. Os pesquisadores também constataram uma redução de uso de medicamentos psicotrópicos em relação aos meses anteriores ao projeto. Veja Mais

Intervalo da vacina da Pfizer: por que o Brasil adota 3 meses entre doses e não segue indicação de 21 dias?

Glogo - Ciência Ministério da Saúde orientou estados e municípios a aplicarem a vacina com 12 semanas de intervalo. Esse, entretanto, não é o espaçamento recomendado pela fabricante. Segunda dose é essencial para garantir eficácia, alertam especialistas. Que vacina é essa? Pfizer Biontech O Ministério da Saúde começou a distribuir, nesta segunda-feira (3), 500 mil doses da vacina da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 às 27 unidades federativas. O número equivale a metade do total de 1 milhão de doses da vacina recebidas pelo Brasil na semana passada. A pasta divulgou orientações aos estados e municípios para que apliquem as duas doses da vacina com 12 semanas de intervalo. Esse, entretanto, não é o intervalo recomendado pela Pfizer. Em janeiro, a empresa afirmou que só pode garantir a eficácia da vacina se ela for dada com 21 dias de espaçamento entre as doses, conforme foi testada. O intervalo sugerido pela fabricante é o mesmo defendido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade admite uma ampliação para, no máximo, até 42 dias (6 semanas). Para justificar a orientação de 12 semanas, o Ministério da Saúde informou em nota técnica que adota o mesmo intervalo usado no Reino Unido, que ampliou o prazo com base em estudos que constataram que o imunizante confere um certo nível de proteção mesmo com apenas uma dose: Um dos estudos, feito justamente no Reino Unido, apontou para 80% de efetividade da vacina na redução do risco de hospitalização com apenas uma dose em idosos de 70 anos ou mais. Uma segunda pesquisa, publicada em fevereiro na revista científica "The Lancet", apontou que a vacina reduziu em 75% a transmissão do coronavírus e de 85% dos casos sintomáticos de Covid menos de um mês após a aplicação da primeira dose. Na época, os autores destacaram que os resultados davam suporte à possibilidade de adiar a segunda dose em cenário de escassez de vacinas. Um terceiro estudo apontou, ainda, que a transmissão da Covid-19 cai pela metade com apenas uma dose das vacinas da Pfizer ou da AstraZeneca/Oxford. Para a epidemiologista Denise Garrett, vice-presidente do Sabin Vaccine Institute, atrasar a segunda dose pode ser uma boa estratégia – desde que ela esteja garantida. "Com 80% de proteção para uma dose, pode ser uma política boa para o Brasil nesse momento, de vacinar o máximo de pessoas possível. Se for o caso de usar todas as doses e vacinar com essa proteção alta, de 80% para uma dose, poderia fazer sentido", avalia. O Ministério da Saúde informou que disponibilizaria 500 mil das 1 milhão de doses recebidas pelo Brasil para a primeira etapa de imunização – mas não deixou claro se as outras 500 mil serão destinadas para completar o esquema vacinal ou se serão usadas em um novo grupo de primeira dose. O que diz o Ministério da Saúde? O ministério recomenda que a vacina seja dada com intervalo de 12 semanas. A pasta usou como base as recomendações do Reino Unido (veja detalhes mais abaixo). Na nota técnica, o ministério cita estudos feitos nos Estados Unidos e Reino Unido, que apontam uma elevada efetividade após a primeira dose da vacina. Um intervalo maior possibilita a vacinação do maior número possível de pessoas com a primeira dose e traz maiores benefícios do ponto de vista da saúde pública, argumenta a pasta. O ministério explica que os dados epidemiológicos e de efetividade da vacina serão monitorados e que a recomendação pode ser revista. “Em cenários de maior disponibilidade da vacina, o intervalo recomendado em bula [21 dias] poderá ser utilizado”, completa a pasta. O que diz a Pfizer? Em janeiro, depois que o Reino Unido decidiu aplicar a vacina com 12 semanas de intervalo entre as doses, a Pfizer alertou que não poderia garantir a eficácia de seu imunizante com este intervalo. O G1 entrou em contato com a Pfizer Brasil questionando os seguintes pontos à farmacêutica: Qual intervalo a Pfizer considera mais adequado para aplicação das duas doses da vacina? 3 ou 12 semanas? Considerando o cenário de falta de vacinas, a farmacêutica considera aceitável aplicar o imunizante com 12 semanas de diferença? Se aplicada com 12 semanas, a vacina perde eficácia? A empresa garante resultados semelhantes aos vistos nos testes para este intervalo? A assessoria da empresa no Brasil afirmou que entraria em contato quando tivesse um posicionamento da Pfizer global, mas, até a mais recente atualização desta reportagem, ainda não havia respondido aos questionamentos. O que diz a bula? A bula da farmacêutica, disponibilizada no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), orienta um intervalo maior ou igual a 21 dias (de preferência 3 semanas) entre a primeira e a segunda dose. O documento alerta que a pessoa vacinada "pode não estar protegida até pelo menos 7 dias após a segunda dose da vacina". O que diz a OMS? Em uma sessão de "perguntas e respostas" em sua página on-line, atualizada no dia 20 de abril, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as doses sejam dadas com um intervalo de 21 a 28 dias. "Pesquisas adicionais são necessárias para entender a proteção potencial de longo prazo após uma única dose", afirma a entidade. Segundo a OMS, um "efeito protetor" da vacina "começa a se desenvolver 12 dias após a primeira dose, mas a proteção total requer duas doses". Em um manual divulgado em janeiro, entretanto, com orientações iniciais de como aplicar a vacina logo após a sua aprovação, a OMS recomendou que o intervalo entre as doses poderia ser estendido até 42 dias (6 semanas). "Se houver dados adicionais disponíveis sobre intervalos mais longos entre as doses, será considerada a revisão desta recomendação", disse a entidade. O documento também considerava as restrições no fornecimento de vacinas enfrentadas por vários países: "Os países que vivenciam circunstâncias epidemiológicas excepcionais podem considerar adiar por um curto período a administração da segunda dose como uma abordagem pragmática para maximizar o número de indivíduos que se beneficiam com a primeira dose, enquanto o fornecimento da vacina continua a aumentar. A recomendação da OMS no momento é que o intervalo entre as doses pode ser estendido até 42 dias (6 semanas), com base nos dados de ensaios clínicos atualmente disponíveis", dizia o texto, que ainda está disponível on-line. Como a aplicação é feita em outros países? Reino Unido A recomendação é que a vacina seja dada em um intervalo mínimo de 21 dias. Em seu manual de orientação sobre as vacinas, o governo britânico observa, entretanto, que, "operacionalmente, é recomendado que um intervalo consistente seja usado para todas as vacinas para evitar confusão e simplificar o registro". Por isso, o documento pontua que "um cronograma de cerca de 12 semanas está sendo seguido para permitir que mais pessoas se beneficiem da proteção fornecida com a primeira dose durante a fase de implantação. A proteção de longo prazo será então fornecida pela segunda dose". Segundo o manual, se um intervalo maior do que o recomendado for deixado entre as doses, a segunda dose ainda deve ser dada (de preferência usando a mesma vacina da primeira dose, se possível). Não é necessário reiniciar a vacinação. Estados Unidos O Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) recomenda um intervalo de 21 dias entre as doses. Israel A vacina é dada com espaçamento de 3 semanas (21 dias) entre as doses. Alemanha O Comitê Permanente de Vacinação do Instituto Robert Koch, responsável por monitorar a pandemia e a vacinação na Alemanha, recomenda um intervalo de 6 semanas entre as doses das vacinas de RNA (tanto a da Pfizer quanto a da Moderna). Infográfico mostra como funcionam vacinas de RNA contra o coronavírus Anderson Cattai/Arte G1 Veja Mais

Por que milhões de pessoas vacinadas nos EUA não retornaram para a segunda dose?

Glogo - Ciência Quase 8% dos americanos que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19 não voltaram para a segunda injeção. Quão eficaz é tomar apenas uma dose? Pessoas que tiveram Covid-19 podem descartar a segunda? Pessoas aguardam em fila da vacinação contra o coronavírus em Filadélfia, nos EUA, nesta segunda-feira (29) Matt Rourke/AP Photo Por que milhões de americanos pularam a segunda dose da vacina contra a Covid-19? Nos Estados Unidos, quase 8% das pessoas que tomaram a primeira dose das vacinas contra a Covid-19 da Pfizer-Biontech ou da Moderna não retornaram para receber a segunda dose, segundo uma reportagem recente do jornal americano "The New York Times". Especialistas acreditam haver variadas razões para explicar esse número. "Algumas pessoas podem ter lido especulações de que uma dose seria suficiente [para proteger contra o coronavírus]", afirmou à DW a virologista Angela Rasmussen, da Organização de Vacinas e Doenças Infecciosas (Vido). Segundo ela, essa ideia instigaria nas pessoas um falso senso de segurança. Outra razão que pode desencorajar alguns vacinados a tomarem a segunda dose é o medo de possíveis reações adversas da imunização. "Algumas pessoas podem ter tido efeitos colaterais relacionados à primeira dose e decidiram por si mesmos que não querem viver isso de novo com a segunda dose", diz a virologista. "Acredito que outras pessoas foram aconselhadas por seu seguro de saúde a não receber a segunda injeção, e isso se eles já tiveram uma reação alérgica ou têm um histórico ruim ao receber segundas doses – provavelmente é uma minoria de casos, mas acho que algumas pessoas por razões médicas foram aconselhadas a não tomar a segunda dose", completa Rasmussen. A especialista cita ainda outras possíveis razões, como obstáculos logísticos que fogem do controle dos vacinados, bem como horários para vacinação cancelados ou farmácias que não estocaram doses do tipo certo da vacina. Um número pequeno de pessoas pode ainda ter simplesmente esquecido que precisava tomar uma segunda injeção. Fatores sociais também podem desempenhar um papel. Segundo a médica Lisa Cooper, chefe do Centro Johns Hopkins para Equidade na Saúde, pessoas de classes mais baixas e afro-americanas enfrentam barreiras estruturais específicas para ter acesso até mesmo à primeira dose da vacina. "Se você não tem um celular sofisticado ou um computador, provavelmente se sente mais confortável usando um telefone comum – mas alguns centros de vacinação não têm número para receber ligação, e a única forma de se registrar [para se vacinar] é estando online", disse Cooper em entrevista à DW. "Mesmo que você consiga [se registrar], descobrirá que o local da vacinação fica no outro lado da cidade, e você não tem carro – você quer pegar o transporte público durante a Covid-19? E vai lhe custar um dinheiro extra para fazer todas essas coisas." Preocupações econômicas também contribuem para a hesitação em relação à vacina. Muitos trabalhadores americanos dizem que gostariam de se vacinar, mas nem sempre obtêm o apoio de seus empregadores. Para evitar isso, o presidente dos EUA, Joe Biden, pediu aos empregadores que concedessem licença remunerada para permitir que seus funcionários sejam vacinados, e ofereceu créditos fiscais a pequenas e médias empresas para cobrir os custos. Uma dose da vacina é suficiente? Especialistas têm explicado repetidamente que, a fim de obter uma proteção maior e a longo prazo contra o coronavírus, é necessário tomar duas doses da vacina – no caso dos imunizantes que exigem duas doses, é claro. Há estudos que sugerem que, ao menos em curto prazo, a primeira dose já oferece certa proteção, mas não é claro quanto tempo dura essa proteção. Dois estudos recentes do Instituto Nacional de Estatísticas do Reino Unido e da Universidade de Oxford mostraram que pessoas vacinadas apresentaram uma forte resposta imunológica após receberem qualquer uma das doses. Um dos estudos apontou uma redução de 72% em infecções sintomáticas entre as pessoas que receberam a primeira dose das vacinas da Pfizer-Biontech e da AstraZeneca-Oxford. Após duas doses da Pfizer-Biontech, contudo, houve uma redução de 90% nas infecções sintomáticas. Os dados sobre a proteção após a segunda dose da AstraZeneca ainda estavam disponíveis. Koen Pouwels, autor do estudo e pesquisador na Universidade de Oxford, frisa que tomar a segunda dose dos imunizantes leva a uma proteção muito mais eficaz e mais duradoura contra a Covid-19. "É muito importante receber a segunda dose." "Como acontece com qualquer doença infecciosa, inicialmente [após a primeira dose] você terá alta proteção e, depois, essa eficácia diminuirá", disse Pouwels à DW. "Ao observar as respostas dos anticorpos, a queda é relativamente rápida. A segunda dose é muito protetora e aumenta muito mais os níveis de anticorpos, especialmente em pessoas idosas." Segundo a virologista Angela Rasmussen, o problema não é que a segunda dose não funcionará se o paciente esperar mais tempo para recebê-la, mas que ele pode não ter a proteção que pensa ter durante aquele intervalo entre uma dose e outra. "O que as pessoas podem estar esquecendo é que essa segunda dose é considerada realmente necessária para obter essas respostas imunológicas de longo prazo", afirma ela. Saiba a importância de tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19 Quem já teve Covid-19 pode tomar apenas uma dose? Um estudo americano realizado pelo Centro Médico Cedars-Sinai com mais de 260 pessoas mostrou que "uma dose da vacina da Pfizer-Biontech em indivíduos que já tiveram Covid-19 gera uma resposta imunológica similar à dos indivíduos que receberam as duas doses recomendadas". Ou seja, segundo os pesquisadores, os dados sugerem que uma segunda dose pode não ser necessária para aqueles que se recuperaram de uma infecção pelo coronavírus. A questão é quão eficaz seria uma única dose. Funcionário dos transportes em Nova York (EUA) recebe vacina contra a Covid-19 em 10 de março Shannon Stapleton/Arquivo/Reuters "Muitos indivíduos tiveram Covid-19, e a disponibilidade da vacina ainda é limitada na maioria das regiões. Portanto, a dosagem única em indivíduos com [histórico] anterior de Covid-19 poderia acelerar significativamente o número de pessoas protegidas pela imunização e ajudar a alcançar níveis comunitários [de vacinação] que impedem a disseminação da infecção", afirmou à DW o coautor do estudo Jonathan Braun, professor de medicina no Centro Médico Cedars-Sinai. Outra pesquisa realizada pelo Instituto Penn de Imunologia, da Universidade da Pensilvânia, também descobriu que pessoas que se recuperaram de uma infecção apresentaram uma forte resposta de anticorpos após a primeira dose das vacinas que utilizam a técnica de mRNA, como o imunizante da Pfizer-Biontech. Em comunicado à imprensa, o imunologista e coautor do estudo E. John Wherry afirmou que "esses resultados são encorajadores tanto para a eficácia de curto prazo da vacina quanto para a de longo prazo". Na Alemanha, o Comitê Permanente de Vacinação (Stiko, na sigla em alemão) atualizou recentemente seus informes para incluir novos dados que recomendam que, para as pessoas que desenvolveram Covid-19, "uma única vacinação deve ser considerada, mas não antes de seis meses após a recuperação [...], devido à imunidade existente após a infecção". Veja Mais

Brasil registra 2.278 mortes por Covid em 24 horas e ultrapassa 406 mil

Glogo - Ciência País contabiliza 14.725.490 casos e 406.565 óbitos, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com informações das secretarias de Saúde. Brasil chega a 406 mil mortes por covid-19 O país registrou 2.278 mortes pela doença nas últimas 24 horas e totalizou neste sábado (1º) 406.565 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 2.422. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -16%, indicando tendência de queda nos óbitos decorrentes do vírus. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h deste sábado. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O país também completa agora 46 dias com a média móvel de óbitos acima dos 2 mil mortos por dia. Para efeito de comparação: no ano passado, o pior período da primeira onda registrou 31 dias seguidos de média móvel acima da marca de 1 mil. O recorde, na época, foi de 1.097 óbitos por dia, média registrada em 25 de julho. Veja a sequência da última semana na média móvel: Média de mortes nos últimos 7 dias Arte G1 Domingo (25): 2.498 Segunda (26): 2.451 Terça (27): 2.399 Quarta (28): 2.379 Quinta (29): 2.523 Sexta (30): 2.523 Sábado (1º): 2.422 Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 14.725.490 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 59.528 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 59.725 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de -9% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade nos diagnósticos. Um estado apresenta tendência de alta nas mortes: PE. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 1º de maio Total de mortes: 406.565 Registro de mortes em 24 horas: 2.278 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 2.422 (variação em 14 dias: -16%) Total de casos confirmados: 14.725.490 Registro de casos confirmados em 24 horas: 59.528 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 59.725 por dia (variação em 14 dias: -9%) Estados Em alta (1 estado): PE Em estabilidade (11 estados): AL, AM, CE, MG, MS, PA, PR, RJ, SC, SE e TO Em queda (14 estados e o Distrito Federal): AC, AP, BA, DF, ES, GO, MA, MT, PB, PI, RN, RO, RR, RS e SP Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 deste sábado aponta que 31.812.086 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 15,02% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 15.822.973 pessoas (7,47% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. No total, 47.635.059 doses foram aplicadas em todo o país. Veja a variação das mortes por estado Estados com alta nas mortes Arte G1 Estados com estabilidade Arte G1 Estados com queda Arte G1 Sul PR: -15% RS: -29% SC: -10% Sudeste ES: -19% MG: -11% RJ: -7% SP: -19% Centro-Oeste DF: -36% GO: -30% MS: -8% MT: -33% Norte AC: -23% AM: +14% AP: -43% PA: -4% RO: -44% RR: -21% TO: -15% Nordeste AL: -13% BA: -17% CE: +6% MA: -30% PB: -29% PE: +36% PI: -21% RN: -22% SE: +1% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19: Veja Mais

Fiocruz começa entrega de novo lote com 6,5 milhões de doses da vacina de Oxford ao ministério

Glogo - Ciência Serão duas remessas: na manhã desta sexta (30), primeira parte já foi enviada e incluiu 590 mil doses que ficaram com o Rio de Janeiro; a segunda parte está prevista para o fim do dia. Que vacina é essa? Oxford Astrazeneca A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entrega nesta sexta-feira (30) um novo lote com 6,5 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 ao Ministério da Saúde. O lote foi dividido em duas remessas: a primeira já liberada, incluindo 590 mil doses para o estado do Rio de Janeiro; a segunda está prevista para o final do dia. Saiba quem pode tomar vacina agora na sua cidade e o que fazer Capitais receberão doses da vacina da Pfizer a partir de segunda, diz ministro da saúde Com o novo lote, a Fiocruz alcança 26,5 milhões de doses da vacina despachadas para o Programa Nacional de Imunizações (PNI) por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos). Do total, 19,7 milhões de doses são de abril. Ou seja, 74% das entregas já feitas pela fundação ao governo foram realizadas neste mês. Até esta sexta, 77,8% de todas as doses aplicadas no Brasil foram da CoronaVac, contra 22,2% da vacina de Oxford/AstraZeneca. Cronograma e atrasos A Fiocruz tem contrato com ministério para entregar 104,4 milhões de doses no 1º semestre e 110 milhões no 2º semestre. A produção da Fiocruz sofreu atrasos que começaram com problemas na importação do IFA. Eram aguardados ainda em janeiro insumos suficientes para 15 milhões de doses, como disse o então ministro Eduardo Pazuello. Ele explicou que, como compensação pelo atraso, a AstraZeneca se comprometeu a entregar 12 milhões de doses prontas. Mas os atrasos continuaram em fevereiro, travando a utilização da fábrica que é capaz de produzir até 1,4 milhão de vacinas por dia e impedindo as primeiras entregas previstas já para a segunda semana daquele mês. Além disso, em março, o Instituto Serum, da Índia, que fornece o insumo, também notificou o atraso no envio das doses prontas. Das 12 milhões aguardadas, apenas 4 milhões de doses prontas foram entregues. Em abril, a entrega de 19,7 milhões de doses feita pela Fiocruz ao Ministério da Saúde superou a previsão de 18,8 milhões de doses para o mês. Após enfrentar problemas com a chegada do IFA e a regulagem de máquinas para envase, a fundação diz que, na semana passada, atingiu um recorde com 1 milhão de doses produzidas em um único dia. Veja Mais

Chile avalia 'cartão verde' para incentivar vacinação contra Covid-19

Glogo - Ciência Medida é inspirada no exemplo de Israel, que criou um certificado para liberar imunizados para viajar sem testes e frequentar cinemas, restaurantes e locais de aglomeração sem restrições. Centro de vacinação contra a Covid-19 em Villa Alemana, Chile, em foto de 28 de abril de 2021 Rodrigo Garrido/Reuters As autoridades de saúde do Chile estudam a implementação de um "cartão verde" para as pessoas que concluíram o processo de vacinação contra a Covid-19, o que deve encorajar os cidadãos a se vacinarem, disse o ministro da Saúde do país nesta quinta-feira (29). O Chile, que nas últimas semanas sofreu uma redução no ritmo de seu programa de vacinação, se juntaria a países como Israel nesse tipo de documento que permite o acesso a academias, teatros e hotéis, entre outros locais. LEIA TAMBÉM: Chile mantém fronteiras fechadas, mas alivia lockdown em Santiago Deputados aprovam projeto de lei para legalizar a eutanásia no Chile Covid-19: jovens abaixo de 39 anos são maioria nas UTIs do Chile Está sendo analisado um "cartão que certifica que alguém está vacinado com as duas doses e com mais de 14 dias após a segunda", afirmou o ministro Enrique Paris em entrevista coletiva. “Estamos estudando e acho que deve ser um estímulo muito importante para as pessoas se vacinarem”, acrescentou, esclarecendo que não há prazo para a iniciativa. A medida é inspirada no exemplo de Israel, que criou um certificado para liberar imunizados para viajar sem testes e frequentar cinemas, restaurantes e locais de aglomeração sem restrições – o que incentivou a busca por uma vacina. Depois de um forte alcance da população idosa, as autoridades intensificaram o apelo à vacinação, de acordo com o plano por faixa etária, em meio a uma redução da porcentagem de pessoas atingidas. Até agora, por exemplo, 80,4% das pessoas de 55 anos receberam pelo menos a primeira dose, em comparação com apenas 64,1% de 47 anos. O país já vacinou mais de 8 milhões de pessoas entre as 15 milhões do grupo-alvo com a primeira dose e 6,6 milhões com as duas doses necessárias. O ministro disse que também está sendo cogitada a ideia de um passaporte verde, embora tenha ressaltado que o presidente Sebastián Piñera tem insistido que a Organização Mundial de Saúde (OMS) se encarregue de certificar as vacinas em nível mundial. VÍDEOS mais vistos do G1 S Veja Mais

Governo anuncia 4 empresas estrangeiras que irão operar no Centro de Lançamento de Alcântara, no MA

Glogo - Ciência Companhias deverão realizar operações para lançamentos de foguetes. Operacionalização do CLA é um desdobramento do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas assinado por Bolsonaro e Donald Trump, em 2019. Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) Reprodução/TV Mirante O Governo Federal anunciou nesta quinta-feira (29) quatro empresas estrangeiras que deverão realizar operações para lançamentos de foguetes a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTIC), as companhias foram selecionadas a partir de um edital de chamamento público lançado em maio de 2020 e que prevê o lançamento de veículos espaciais não militares orbitais e suborbitais no CLA, sem fins militares. Cada empresa irá operar uma unidade do Centro de Lançamento. São elas: Hyperion (EUA), que vai operar o sistema de plataforma VLS A Orion Ast (EUA), que atuará no lançador suborbital Virgin Orbit (EUA), que ficará responsável pelo aeroporto de Alcântara, que faz parte da base C6 Launch (Canadá), que vai operar a Área do Perfilador, que também é um ponto de lançamento De acordo com o governo, as quatro agora seguem para a fase de negociação contratual. Outro edital também deve selecionar empresas para atuar na Área 4 do Centro Espacial. A operacionalização do Centro de Lançamento de Alcântara é um desdobramento do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre Brasil e Estados Unidos assinado por Jair Bolsonaro e Donald Trump, em 2019. Entenda o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre Brasil e EUA Senado aprovou, em 2019, acordo com EUA que permite uso da Base de Alcântara O texto permite o uso comercial da base de Alcântara. Em troca, o Brasil receberá recursos para investir no desenvolvimento e no aperfeiçoamento do Programa Espacial Brasileiro. Em maio de 2020, o ministro Marcos Pontes, havia prometido o início de lançamentos de testes já em 2021. No entanto, segundo ele, a operação comercial só deve começar em 2022. Conflito com quilombolas Desde a sua construção, em 1989, o Centro de Lançamento de Alcântara é alvo de conflito com grupos de quilombolas, que perderam suas terras e foram remanejados, em detrimento do Programa Espacial Brasileiro. Em abril de 2020, a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) chegou a enviou uma Nota Técnica (NT) ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) pedindo explicações sobre um possível remanejamento de 792 famílias que vivem nas proximidades do CLA, após a promulgação do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com os Estados Unidos. De acordo com a Sedihpop, mais de 30 comunidades quilombolas tradicionais podem ser afetadas por conta das ações de remanejamento. Veja Mais

O polêmico experimento com células humanas cultivadas em embriões de macaco

Glogo - Ciência Embriões de macaco com células humanas são agora uma realidade de laboratório. E isso voltou a gerar um forte debate. Células humanas foram cultivadas em um embrião de macaco WEIZHI JI/KUNMING UNIV OF SCIENCE AND TECHNOLOGY Embriões de macaco contendo células humanas foram feitos em um laboratório. A pesquisa, feita por uma equipe de pesquisadores dos Estados Unidos e da China, gerou um novo debate sobre a ética de tais experimentos. Os cientistas injetaram células-tronco humanas (células que têm a capacidade de se desenvolver em muitos tecidos diferentes do corpo) em embriões de macacos. Os embriões em desenvolvimento foram estudados por até 20 dias. O que acontece quando cientistas implantam genes humanos em cérebros de macacos Macacos desenvolvem imunidade para coronavírus rapidamente, diz estudo Por que é errado dizer que viemos dos macacos e outras 4 questões sobre nossa origem Outros chamados embriões de espécies mistas, ou quimeras, foram produzidos no passado, com células humanas implantadas em embriões de ovelhas e porcos. A equipe de cientistas foi liderada pelo professor Juan Carlos Izpisua Belmonte, do Salk Institute, dos Estados Unidos, que, em 2017, ajudou a fazer o primeiro híbrido humano-porco. O trabalho pode abrir caminho para lidar com a grave escassez de órgãos transplantáveis, além de ajudar a entender mais sobre o desenvolvimento humano inicial, a progressão de doenças e o envelhecimento, disse ele. "Essas abordagens quiméricas podem ser realmente muito úteis para o avanço da pesquisa biomédica não apenas nos primeiros estágios da vida, mas também no último estágio." Ele afirmou que o estudo, publicado na revista Cell, atendeu às normas éticas e legais vigentes. "Em última análise, conduzimos esses estudos para compreender e melhorar a saúde humana", disse ele. 'Desafios éticos' Alguns cientistas, no entanto, levantaram preocupações sobre o experimento, argumentando que embora os embriões neste caso tenham sido destruídos em 20 dias, outros poderiam tentar levar o trabalho adiante. Eles estão pedindo um debate público sobre as implicações da criação de quimeras com parte humana e parte não humana. Anna Smajdor, palestrante e pesquisadora em ética biomédica na Escola de Medicina de Norwich da Universidade de East Anglia, disse, comentando sobre a pesquisa, que ela apresenta "desafios éticos e legais significativos". Ela acrescentou: "Os cientistas responsáveis por esta pesquisa afirmam que esses embriões quiméricos oferecem novas oportunidades, porque 'não somos capazes de conduzir certos tipos de experimentos em humanos'. Mas se esses embriões são humanos ou não é uma questão em aberto." Julian Savulescu, da Universidade de Oxford, disse que a pesquisa "abre a caixa de Pandora para quimeras humanas e não-humanas". "Esses embriões foram destruídos em 20 dias de desenvolvimento, mas é apenas uma questão de tempo antes que as quimeras humano e não humanas sejam desenvolvidas com sucesso, talvez como uma fonte de órgãos para os humanos. Esse é um dos objetivos de longo prazo desta pesquisa", acrescentou Savulescu. Sarah Norcross, diretora do Progress Educational Trust, disse que "avanços substanciais" estão sendo feitos na pesquisa de embriões e células-tronco, que podem trazer benefícios igualmente substanciais, mas aponta que "há uma clara necessidade de discussão pública e debate sobre as questões éticas e desafios regulatórios levantados". VÍDEOS mais vistos no G1 nos últimos dias Veja Mais

Governo anuncia R$ 6,6 bilhões para comprar mais 100 milhões de doses da vacina da Pfizer

Glogo - Ciência Valor destinado será usado no segundo contrato com a fabricante. Atualmente, o governo já tem uma acordo para a aquisição de outras 100 milhões de doses, cujo primeiro lote chegou ao país em abril. O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (6) a destinação de R$ 6,6 bilhões para comprar mais 100 milhões de doses da vacina da Pfizer/BionTech contra o coronavírus. O valor aparece em edição extraordinária do Diário Oficial da União que divulgou a dispensa de licitação para compra do imunizante. Quando for assinado, será o segundo contrato do governo federal com a fabricante. Atualmente, o Ministério da Saúde já tem uma acordo para a aquisição de 100 milhões de doses, cujo primeiro lote chegou ao país no final de abril deste ano. Covid-19: União Europeia se diz pronta a discutir suspensão de patentes de vacinas e acelerar produção Chanceler diz que Brasil mantém posição contrária à quebra de patente de vacinas contra a Covid A vacina da Pfizer já foi alvo de recusa e polêmicas dentro do governo federal: ainda no ano passado, três ofertas formais para venda de 70 milhões de doses foram feitas pela empresa e ficaram sem resposta do Ministério da Saúde. Em dezembro, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, descartou a compra da vacina por causa da exigência de armazenamento em baixas temperaturas. As doses da Pfizer precisam ser acondicionadas em caixas com temperaturas entre -25°C e -15°C por, no máximo, 14 dias. Vacina da Pfizer chega ao Brasil O primeiro lote com 1 milhão de doses da vacina da Pfizer/BioNTech comprado pelo Brasil chegou ao centro de distribuição do Ministério da Saúde em São Paulo no dia 29 de abril. O restanto do que foi acordado está previsto para ser entregue no segundo semestre deste ano. Por conta do curto espaço de tempo e das exigências de armazenamento, o Ministério da Saúde recomendou que as vacinas do primeiro lote fossem distribuídas entre as 27 capitais do país de maneira proporcional e igualitária. Que vacina é essa? Pfizer Biontech As 500 mil doses iniciais, referentes à primeira etapa da imunização já foram distribuídas entres as capitais. O restante permanecerá armazenado na central de logística do Ministério da Saúde, em Guarulhos, e servirá para a segunda dose. Quando guardada por longos períodos, a vacina da Pfizer precisa estar a – 80ºC. Mas, as entregas aos estados estão sendo feitas em caixas com bobinas de gelo seco, que mantém a temperatura entre -25ºC e – 15ºC, capazes de conservar a vacina por até duas emanas. O governo destinou a vacina ao grupo que comorbidades: a gestantes, a mães que acabaram de dar à luz e a pessoas com deficiência permanente. Mas estados e municípios poderão promover mudanças seguindo as estratégias locais. Veja mais vídeos sobre a Covid-19 Veja Mais

Não é só na mitologia grega que rios subterrâneos existem! #shorts

Não é só na mitologia grega que rios subterrâneos existem! #shorts

 Minuto da Terra Na mitologia grega, o rio Estige passa pelo subsolo, permitindo a passagem das almas da Terra para o mundo inferior. Você pode estar agora mesmo acima de um rio e nem saber disso. #shorts Vídeo relacionado: Como se formam as curvas dos rios? https://www.youtube.com/watch?v=frX9sTp1bM8 #MinutoDaTerra Veja Mais

ARC mostra o que deve ser a medicina daqui a dez anos

Glogo - Ciência Projeto focado em inovação foi desenvolvido no maior hospital de Israel Em 2018, liderados pelo médico Eyal Zimlichman, especialistas traçaram um objetivo ousado: mapear o que seria o estado da arte no atendimento em saúde em 2030. Assim foi criado o ARC (acrônimo para acelerar, redesenhar e colaborar), joia da coroa do Sheba Medical Center, o maior hospital de Israel, no qual Zimlichman é diretor de inovação. “O ARC é um ecossistema movido pela inovação”, explicou no seminário on-line Health Connections 2021, realizado no domingo. Eyal Zimlichman, diretor de inovação do Sheba Medical Center, o maior hospital de Israel YouTube Cerca de 15 parceiros internacionais que são centros de excelência – entre eles Mount Sinai e Mayo Clinic – se associaram ao projeto, que também trabalha com startups, governo, indústria e academia. O mais novo programa, batizado de Nexus, seleciona pessoas da área da tecnologia para que façam uma imersão de seis meses em cuidados de saúde, com a finalidade de buscar soluções de ponta para a medicina. “Inovação se constrói coordenando esforços, ela não acontece do nada. Quanto mais colaborativa, maior a rapidez e a escala, inclusive para conseguir financiamento”, completou o médico. O ARC se baseia em frentes interdependentes de pesquisa, chamadas de “hubs”, que se completam e que descrevo de forma breve. 1) Big data e inteligência artificial: o “oxigênio do sistema”, a compilação e análise de um grande volume de dados que facilita diagnósticos, prognósticos e tomadas de decisão; 2) Telemedicina: engloba serviços de atendimento à distância, uso de sensores, internet das coisas e hospitalização em casa – uma tendência que deve consolidar-se nos próximos anos, com o auxílio da tecnologia, e que desafogará os hospitais; 3) Medicina de precisão: utilização da genômica (que estuda o genoma do organismo), proteômica (faz o mesmo em relação às proteínas), e da análise do microbioma (conjunto dos microorganismos que nos habitam) para criar tratamentos sob medida para os pacientes; 4) Virtualização da medicina: treinamento dos profissionais com avatares de pacientes, para simular diversos tipos de situações, tais como dor e ansiedade, e uso da realidade aumentada e virtual para, por exemplo, entreter crianças durante procedimentos que causam estresse; 5) Centro cirúrgico do futuro: vai da pesquisa de anestésicos de última geração a robôs para fazer as cirurgias; 6) Reabilitação: também personalizada e até remota, como um braço da telemedicina. A visão era para 2030, mas se tornou uma realidade que começa a ser replicada em outros países, como Estados Unidos, Canadá, Austrália e África do Sul. Veja Mais

Canadá autoriza uso da vacina da Pfizer contra Covid-19 em adolescentes a partir dos 12 anos

Glogo - Ciência Decisão foi baseada nos resultados de ensaios clínicos de fase 3 da vacina, que avaliaram 2.260 adolescentes entre 12 e 15 anos de idade nos Estados Unidos. Profissional de saúde mostra frasco da vacina Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 durante vacinação no dia 20 de dezembro em Jerusalém. Menahem Kahana / AFP O Canadá autorizou nesta quarta-feira (5) o uso da vacina da Pfizer/BioNTech em adolescentes entre 12 e 15 anos no combate a pandemia de Covid-19. Até o momento, a vacina da Pfizer é a única utilizada para a imunização desta faixa etária. A Health Canadá, agência de saúde canadense, autorizou em caráter provisório o uso, a importação e a publicidade da vacina para os jovens. Vacina contra a Covid para crianças: entenda como os laboratórios testam a imunização nos pequenos A decisão foi baseada nos resultados de ensaios clínicos de fase 3 da vacina, que avaliaram 2.260 adolescentes entre 12 e 15 anos nos Estados Unidos. Em nota, a Pfizer afirmou que a autorização da vacina nesta faixa etária “representa um passo significativo para ajudar o governo canadense a ampliar seu programa de vacinação e começar a ajudar a proteger os adolescentes antes do início do próximo ano letivo.” A vacina ainda não foi autorizada em crianças. Segundo o laboratório, já existem estudos e testes em andamento em crianças de 6 meses a 11 anos de idade. Os estudos em menores de idade foram deixados, inicialmente, em segundo plano pelas farmacêuticas e universidades porque, primeiro, foi avaliada a segurança das vacinas nos adultos. Além disso, os mais jovens são o grupo que tem o menor risco de morrer por conta de complicações da Covid-19. Em dezembro de 2020, a fabricante conseguiu a autorização para uso provisório da vacina em adolescentes a partir dos 16 anos. Que vacina é essa? Pfizer Biontech Vacina da Pfizer Em março deste ano, a Pfizer anunciou que começou a testar a vacina contra a Covid em crianças menores de 12 anos na esperança de ampliar a vacinação para esta faixa etária até o início de 2022. A vacina da Pfizer/BioNTech é a única autorizada por agências reguladoras dos Estados Unidos e Europa para menores de idade: pode ser aplicada a partir dos 16 anos. O estudo conta com a participação de 144 voluntários, sendo os mais jovens bebês de seis meses de idade. Em um segundo momento, o estudo deve ser ampliado a 4,5 mil voluntários para avaliar a segurança e a qualidade da produção de anticorpos nos mais jovens. Ao todo, serão avaliadas três combinações de dosagem diferentes: com 10, 20 e 30 microgramas. Veja mais vídeos sobre a Covid-19 Veja Mais

O que é embolia gasosa disseminada, identificada em exames do ator Paulo Gustavo

Glogo - Ciência Boletim médico divulgado nesta segunda-feira (3) relata ocorrência de embolia gasosa disseminada e diz que situação clínica de Paulo Gustavo ‘é instável e de extrema gravidade’. Paulo Gustavo durante apresentação para imprensa do seriado "Divã" TV Globo/João Miguel Júnior O que é embolia gasosa disseminada? Ela é muito diferente da embolia pulmonar? Quão grave é esse tipo de embolia e o que tem a ver com a Covid-19? Dúvidas relacionadas à embolia gasosa disseminada cresceram depois que boletim médico sobre a situação do ator Paulo Gustavo, de 42 anos, mencionou esse termo e apontou que "infelizmente, a situação clínica atual é instável e de extrema gravidade". Quadro de Paulo Gustavo é irreversível, aponta boletim A nota divulgada na segunda-feira (3) diz que "houve piora acentuada do nível de consciência e dos sinais vitais" de Paulo Gustavo e aponta que "novos exames demonstraram ter havido embolia gasosa disseminada, incluindo o sistema nervoso central, em decorrência de uma fístula bronquíolo-venosa". A BBC News Brasil ouviu médicos pneumologistas e intensivistas para responder às principais dúvidas sobre a embolia causada por ar. Paulo Gustavo piora e tem quadro de 'extrema gravidade', diz boletim Embolia gasosa A embolia gasosa ocorre quando bolhas de ar entram no sistema circulatório (onde, em condições normais, só deve circular sangue), causando obstruções. "Na embolia gasosa, bolhas de ar vão para dentro do sistema circulatório, obstruem a circulação, e levam a região a uma deficiência de oxigenação, que é fundamental para as células, para elas se manterem vivas", explica o médico intensivista José Albani de Carvalho. Assim, a embolia gasosa é diferente da embolia causada por trombos, em que a obstrução da artéria ou veia ocorre devido a um coágulo. O médico pneumologista Arthur Feltrin destaca que a embolia por trombos é mais comum e tem um tratamento mais simples: os anticoagulantes, capazes de dissolver o trombo e retomar a circulação. Como esse ar entra no sistema circulatório? A nota médica diz que a embolia gasosa do ator Paulo Gustavo ocorreu "em decorrência de uma fístula bronquíolo-venosa". O que isso significa? "A fístula é como se fosse comunicação por ruptura de alguma membrana, de duas estruturas - neste caso, veia e bronquíolo, que são duas estruturas que não se comunicam de forma normal", explica Feltrin. "Com essa ruptura de membrana, conteúdo de gás sai do bronquíolo e vai para dentro da veia, e esse gás infelizmente não ficou só no pulmão, ele foi disseminado." Os médicos ouvidos pela BBC News Brasil não entraram em detalhes sobre a situação do humorista, visto que eles não participam do atendimento de Paulo Gustavo. Considerando casos de embolia gasosa de forma geral, segundo os médicos, a correção dessa fístula seria a forma de tratar. A médica pneumologista Patrícia Canto, da Fiocruz, diz que o principal tratamento para casos de embolia gasosa é "identificar o mais breve possível e corrigir esse ponto em que há escape de ar para o sistema venoso", além de medidas de suporte à vida. Feltrin lembra que, diferente da embolia por trombo, não há um medicamento capaz de retirar o gás de dentro do sistema circulatório. "O tratamento seria a correção dessa fístula, mas muitas vezes precisa ser cirúrgica, e muitas vezes os pacientes não têm condições de passar por esse procedimento, porque estão instáveis, com ventilador mecânico, circulação extracorpórea, aí não tem como parar esses dispositivos para fazer correção dessa fístula." Quão grave é a embolia gasosa disseminada? A disseminação do ar pelo sistema circulatório e os órgãos que são atingidos são os dois principais fatores para determinar a gravidade da situação, segundo os médicos. "A embolia gasosa pode ser local, afetando um órgão só. Ou pode ser uma situação mais delicada e com mortalidade maior, que é a embolia gasosa disseminada - ou seja, que começa em órgão específico e o gás é disseminado para outros órgãos", diz Feltrin. "Se tem disseminação para pulmão, coração e, principalmente, cérebro, aumenta muito a mortalidade." O que tem a ver com a Covid? Médicos apontam que casos de embolia gasosa têm relação não com a Covid em si, mas com os tratamentos muitas vezes necessários para lidar com as complicações relacionadas à doença. Patrícia Canto aponta que, quanto maior o tempo de necessidade de ventilação mecânica de uma paciente, maior é a chance de ocorrer complicações. E Feltrin diz que "a embolia gasosa muitas vezes acaba sendo consequência de complicação de uma ventilação mecânica, de circulação extracorpórea", necessárias em casos graves de Covid. "Ou seja, a Covid não causa (embolia gasosa), mas ela é consequência de dispositivos que precisamos usar em casos graves da doença", diz o médico. Veja Mais

Quais filmes trazem mais alegria? Pesquisador investiga gêneros que melhoram o humor

Glogo - Ciência Títulos como "Simplesmente amor", "O fabuloso destino de Amélie Poulain" e "Uma linda mulher" foram citados entre os 450 participantes de pesquisa alemã. Richard Gere e Julia Roberts em 'Uma linda mulher' Divulgação Quais filmes trazem bem-estar? A relação entre o gênero cinematográfico escolhido e o humor dos espectadores foi investigada por Keyvan Sarkhosh, do Max Planck Institute, na Alemanha. O artigo foi publicado pela revista especializada "Projections". Em sua análise, Sarkhosh diz que os filmes considerados alegres são muitas vezes descartados e rotulados como um "entretenimento sentimental e intelectualmente pouco exigente". Por meio de uma entrevista com 450 pessoas da Alemanha, da Áustria, da Bélgica e da Suíça, ele perguntou quais eram as características dos títulos que, segundo os participantes, traziam mais alegria e bem-estar. Em entrevista ao G1, o autor disse que, apesar da ideia de os filmes "good vibe" serem "intelectualmente pouco exigentes", eles são rejeitados por um grupo específico de pessoas. Segundo ele, esses lançamentos são populares em diferentes círculos, com gênero e idade diferentes. Ele explica que as mulheres têm uma preferência pelos filmes mais leves, mas que isso não significa que os homens não gostem de filmes românticos e alegres. Ele cita três exemplos que são particularmente adorados pelos entrevistados do sexo masculino: "Forrest Gump", "O grande Lebowski" e "Feitiço do tempo". Existem também filmes que foram uma unanimidade entre os participantes, independentemente do sexo. É o caso de "Simplesmente amor", "O Fabuloso destino de Amélie Poulain" e "Uma linda mulher". Os três, de acordo com a maioria dos entrevistados homens e mulheres, são bons títulos para trazer bem-estar. Audrey Tatou em 'O fabuloso destino de Amélie Poulain' Divulgação "O que esses filmes têm em comum é a combinação da comédia e do drama com elementos de um romance, assim como boa parte dos contos de fadas", explica Sarkhosh. "No entanto, não são inteiramente "melados", alegres e positivos com relação às respostas emocionais que são desencadeadas. Eles trazem alegria, mas também incluem uma boa parcela de sentimentos negativos. Na verdade, a mistura de comédia despreocupada com um drama emocionalmente comovente pode ser considerada uma característica-chave dos filmes que trazem bem-estar". Outro ponto importante abordado no estudo é que muitos dos espectadores disseram que, mesmo que os filmes "good vibe" possam ser sentimentais, não necessariamente eles eram bregas, e muito menos tecnicamente ruins. Vídeos: Viva Você Veja Mais

Um ano depois, pacientes que tiveram Covid grave ainda têm anticorpos, aponta estudo preliminar

Glogo - Ciência Estudo analisou 250 pacientes nos EUA. Todos que foram hospitalizados ainda apresentavam anticorpos neutralizantes, enquanto que percentual caiu para 18% entre grupo de pacientes que tiveram Covid leve ou moderada. REUTERS/Amanda Perobelli Anticorpos neutralizantes contra a Covid-19 foram identificados em amostras de pacientes um ano após contraírem a doença, de acordo com investigação realizada pela Uniformed Services University of Health Sciences, nos Estados Unidos. O estudo foi publicado no domingo (2) como um pré-print , ou seja, uma versão preliminar do trabalho ainda sem revisão de outros especialistas da área. A pesquisa também contou com a participação de mais 11 instituições militares de pesquisa em ciências médicas. Entre as conclusões, a pesquisa ainda aponta que a presença de anticorpos está associada à gravidade da doença e pode ter relação com a idade do paciente. Vacina AstraZeneca: entenda qual a proteção da 1ª dose e qual o motivo do intervalo de três meses para a 2ª Para chegar aos resultados, os médicos coletaram amostras de sangue de 250 voluntários que já tinham contraído a doença. Do total, 192 tiveram Covid em sua forma leve ou moderada, sem a necessidade de hospitalização, e 58 tiveram a forma grave da doença e precisaram de internação. A análise dos anticorpos foi feita através da coleta de sangue. Os participantes cederam amostras durante as três primeiras semanas da infecção. Após esse período, foram feitas mais três coletas: ao fim do 3°, 6° e 12° mês. Ao final do período de doze meses, 100% do grupo que havia sido hospitalizado ainda apresentava anticorpos neutralizantes, enquanto que entre os que contraíram a doença em sua forma moderada esse percentual caiu para apenas 18%. Os resultados preliminares do estudo apontam que a duração dos anticorpos pode ser maior do que o previsto em pesquisas anteriores, além de estar relacionado à gravidade da doença e à idade do paciente. Para Rodrigo Stabeli, pesquisador titular e diretor da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de São Paulo, a Covid ainda é muito recente e não deu tempo para que os cientistas pudessem compreender a plenitude dos efeitos do vírus no corpo humano. “Os estudos aconteceram e ainda acontecem no decorrer da pandemia. Essa atualização quanto à durabilidade dos anticorpos é simplesmente uma questão de tempo", aponta Stabeli. Em julho de 2020, um estudo publicado na revista científica Nature já havia apontado que o sistema de defesa do corpo humano poderia ser capaz de "lembrar" da infecção pelo coronavírus por um longo período de tempo e produzir defesas contra a Covid. Anticorpos contra a Covid-19 O estudo evidenciou que a resposta imunológica varia conforme a gravidade da doença, sendo variável e com tendência a redução em pacientes que não foram expostos a grandes cargas virais e desenvolveram apenas a forma leve e moderada da doença, sem a necessidade de hospitalização. VÍDEO: Entenda como o coronavírus age no corpo humano A presença de anticorpos neutralizantes foi medida durante os seis meses iniciais em todo o grupo. Entretanto, para seguir com o acompanhamento por um ano, os pesquisadores acompanharam apenas 8 representantes do grupo inicial que haviam contraído a forma grave da doença e 11 dos que haviam contraído a forma moderada. Todos os participantes que foram hospitalizados apresentaram anticorpos neutralizantes tanto seis meses quanto um ano após o diagnóstico inicial. Já entre o grupo que havia contraído a doença em sua forma moderada, houve uma drástica redução no percentual de participantes que possuíam anticorpos após um ano da doença. Os pesquisadores notaram que após seis meses da doença, 95% do grupo ainda possuía anticorpos neutralizantes, enquanto que um ano depois esse percentual se reduziu para apenas 18%. Entretanto, vale notar que os anticorpos não representam toda a capacidade de defesa do organismo. Nosso sistema imunológico é composto por três tipos de imunidade : a inata, a humoral e a celular. Imunidade inata: a proteção desenvolvida pela criança no início da vida, recebida em parte como herança da mãe e também pela amamentação. Imunidade humoral: a proteção desenvolvida pelos líquidos do corpo, como por exemplo os anticorpos. Imunidade celular: a proteção desenvolvida através das células. No caso da Covid-19, as células T se tornaram o foco das atenções. Ou seja, ainda que um teste não localize anticorpos, não é possível afirmar que o paciente não tem imunidade ou não seja capaz de reagir ao Sars-Cov-2. Ainda é preciso considerar que uma resposta também pode depender de como a imunidade celular irá agir diante da ameaça. Fator idade Paciente é submetido a teste RT-PCR para detectar Covid-19 Divulgação A idade, de acordo com o estudo, também tem um papel decisivo quanto à duração dos anticorpos contra a Covid-19, sendo mais baixa e variável entre os jovens. As amostras sanguíneas também foram separadas em três grupos: 18 a 44 anos, 44 a 64 anos e acima de 65 anos. A idade média dos pacientes hospitalizados era de 58 anos e dos não hospitalizados, 43 anos. A investigação aponta que, entre o grupo que foi hospitalizado, os participantes com mais de 65 anos apresentaram melhores resultados quanto à duração de anticorpos neutralizantes, se comparado com os outros dois grupos. Os pesquisadores alertam que entre os hospitalizados, os pacientes com 65 anos ou mais estavam em menor número. Por isso, os dados precisam ser interpretados com cautela e complementados futuramente. Apesar dos resultados, os cientistas não descartam a necessidade da vacinação em toda a população. “Estas descobertas sugerem que a implementação da vacinação contra a infecção por SARS-CoV-2 deve ser feita por todas as faixas etárias, incluindo aqueles indivíduos que já se recuperaram da infecção. É uma recomendação porque a imunidade induzida pela vacina provavelmente terá uma duração maior do que aquela induzida pela forma leve da doença”, afirmam os pesquisadores no estudo. Veja mais vídeos sobre a Covid-19 Veja Mais

República Democrática do Congo anuncia fim de surto de ebola

Glogo - Ciência Surto foi o 12º no país; anúncio do fim veio cerca de 3 meses após a detecção do primeiro caso. Ao todo, 12 casos foram detectados: 6 pessoas morreram e 6 se recuperaram. Surto de ebola na República Democrática do Congo OMS O Ministério da Saúde da República Democrática do Congo (RDC), na África Central, anunciou, nesta segunda-feira (3), o fim do surto de ebola que começou em fevereiro no país. Ao todo, 12 casos foram detectados: 6 pessoas morreram e 6 se recuperaram. O surto foi o 12º a atingir o território congolês – o quarto em menos de 3 anos. O anúncio do fim do surto foi repercutido pelo escritório da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a região africana, que responde por 47 dos 54 países do continente. "O último surto de ebola na República Democrática do Congo foi declarado encerrado após apenas 3 meses", publicou o escritório regional da OMS na África em sua conta na rede social Twitter. Initial plugin text . O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, elogiou as equipes de saúde do país pelo fim do surto. “A declaração de hoje sobre o fim do último surto de ebola na República Democrática do Congo é uma prova do profissionalismo, sacrifícios e colaboração de centenas de verdadeiros heróis da saúde, em particular os congoleses”, disse Tedros. “A Organização Mundial de Saúde está empenhada em ajudar as autoridades nacionais e locais, e o povo de Kivu do Norte, a prevenir o retorno deste vírus mortal e a promover a saúde geral e o bem-estar de todas as comunidades em risco", declarou o diretor. O vírus do ebola é transmitido às pessoas a partir de animais selvagens e se espalha na população humana por meio da transmissão de pessoa para pessoa. A taxa média de letalidade é de cerca de 50% – o que significa que, a cada 10 pessoas infectadas, geralmente 5 morrem. Vacinas já foram desenvolvidas e têm sido usadas para ajudar a controlar a propagação de surtos. O tratamento é de suporte e com hidratação. Surto O primeiro caso da doença na República Democrática do Congo foi detectado em fevereiro, na cidade de Butembo, província de Kivu do Norte (veja mapa mais abaixo). A cidade fica a cerca de 150 km da fronteira com Uganda e havia preocupações sobre a potencial propagação do surto pela fronteira. "No entanto, devido à resposta eficaz, o surto ficou limitado à província de Kivu do Norte", anunciou a OMS. Ebola na República Democrática do Congo: 12º surto começou em fevereiro na província de Kivu do Norte G1 "Parabéns às autoridades de saúde, profissionais de saúde e comunidades por este esforço", disse a OMS regional. Os resultados do sequenciamento do genoma conduzido pelo Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica do país descobriram que o primeiro caso de ebola deste surto estava relacionado a um surgimento anterior, do ano passado, mas a fonte da infecção ainda não foi determinada. “Grande crédito deve ser dado aos profissionais de saúde locais e às autoridades nacionais por sua pronta resposta, tenacidade, experiência e trabalho árduo que controlaram este surto”, disse Matshidiso Moeti, diretora regional da OMS para a África. Equipe da Organização Mundial de Saúde (OMS) trabalha durante surto de ebola na República Democrática do Congo. OMS Última paciente com ebola tem alta na Guiné e país começa contagem regressiva até fim de surto “Embora o surto tenha terminado, devemos ficar alertas para um possível ressurgimento e, ao mesmo tempo, usar a crescente experiência em resposta a emergências para lidar com outras ameaças à saúde que o país enfrenta”, acrescentou a diretora. Assim que o surto foi declarado, a OMS ajudou profissionais locais a rastrear contatos, fornecer tratamento, envolver as comunidades e vacinar cerca de 2 mil pessoas em alto risco, incluindo mais de 500 trabalhadores da linha de frente. Profissional de saúde aplica vacina contra o ebola na República Democrática do Congo OMS A entidade afirmou que a resposta foi frequentemente prejudicada pela insegurança causada por grupos armados e distúrbios sociais, que por vezes limitavam o movimento dos especialistas. A área onde ocorreu o surto tem grande trânsito de pessoas fazendo negócios ou visitando familiares e amigos, informou a OMS. Apesar do fim deste surgimento, a entidade alertou que "surtos potenciais são possíveis nos próximos meses". "É importante continuar com a vigilância sustentada da doença, monitorando os alertas e trabalhando com as comunidades para detectar e responder rapidamente a quaisquer novos casos, e a OMS continuará a ajudar as autoridades de saúde em seus esforços para conter rapidamente o ressurgimento repentino do ebola", disse a organização. Profissionais de saúde ajustam equipamentos de proteção durante funeral de uma pessoa com suspeita de ter morrido de ebola em Beni, na província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo, em 9 de dezembro de 2018. Goran Tomasevic/Arquivo/Reuters Além do ebola, a RDC também enfrenta – com um sistema de saúde considerado fraco pela OMS – surtos de sarampo e cólera e a pandemia de Covid-19. Segundo monitoramento da entidade, 768 pessoas já morreram de Covid no país. O último surto de ebola antes deste a atingir a RDC foi no ano passado – quando casos surgiram em Kivu do Norte e em Équateur, no oeste do território congolês. A província de Kivu do Norte – junto com as de Kivu do Sul e Ituri – também foi o local do 10º surto de ebola na República Democrática do Congo, que ocorreu entre agosto de 2018 e junho de 2020. Na época, 3.470 casos foram registrados e 2.287 pessoas morreram. Foi o maior surto da doença na história congolesa. VÍDEOS: notícias internacionais “A Organização Mundial da Saúde está empenhada em ajudar as autoridades nacionais e locais, e o povo de Kivu do Norte, a prevenir o retorno deste vírus mortal e a promover a saúde geral e o bem-estar de todas as comunidades em risco", e Veja Mais

Covid-19: o que explica mais infecções e mortes entre os jovens no Brasil

Glogo - Ciência Especialistas apontam para 'rejuvenescimento' da pandemia no Brasil; média de idade para casos novos e óbitos caiu de janeiro para março, enquanto mortes aumentaram exponencialmente. VÍDEO: Comentaristas da GloboNews analisam marca de 400 mil mortos pela Covid-19 O mês de março teve registradas quatro vezes mais mortes por Covid-19 entre pessoas de 30 a 39 anos em relação ao mês de janeiro: foram 3.449 pessoas dessa faixa etária que perderam a vida para a doença, contra 858. Também em março, o registro do número de mortes entre 20 e 29 anos pulou de 245 para 887, um aumento de 260%, segundo dados do Portal da Transparência do Registro Civil, que reúne dados dos cartórios por todo o país. 82.401 vidas perdidas: pelo segundo mês consecutivo, Brasil tem recordes de mortes por Covid em dois terços do país Especialistas apontam para 'rejuvenescimento' da pandemia no Brasil; média de idade para casos novos e óbitos caiu de janeiro para março Getty Images via BBC Embora possa haver eventuais diferenças, em parte dos casos, entre quando as mortes ocorreram e de fato foram registradas, epidemiologistas não têm dúvidas de que há um aumento na mortalidade entre pessoas não idosas por Covid-19 no Brasil, refletindo uma triste realidade: o novo coronavírus mata, proporcionalmente, muito mais jovens aqui do que no restante do mundo. Desde o início da pandemia do novo coronavírus, foram registrados cerca de 20 mil óbitos por Covid abaixo de 39 anos no Brasil, ou 5% do total de 400 mil, marca atingida na quinta-feira (29). Essa taxa é mais de três vezes maior do que nos Estados Unidos (1,5%). No Reino Unido, ela é de apenas 0,64%. Mais de um terço das mortes por Covid-19 no Brasil é de menores de 59 anos. À medida que os mais velhos estão sendo vacinados, os óbitos nessa faixa etária têm caído pela metade. Por que, então, os jovens estão morrendo mais no Brasil? A BBC News Brasil conversou com especialistas para entender os motivos. Estas são algumas das causas elencadas por eles: Comportamento mais arriscado Desde o início da pandemia de Covid, sabe-se que os mais jovens são menos susceptíveis a desenvolver os sintomas mais graves da doença e morrer por complicações dela. De maneira geral, por causa da idade, eles têm a seu favor um sistema imunológico mais forte, o que facilita o combate ao vírus. A exceção são aqueles que têm algum tipo de comorbidade (doença associada), como obesidade ou asma, por exemplo. Mas isso não quer dizer que os jovens estejam imunes à doença - e essa falsa percepção acaba encorajando uma maior exposição ao risco. Em outras palavras: aglomeram-se com mais frequência e ignoram medidas importantes de prevenção, como uso de máscaras e distanciamento social. Por todo o Brasil, imagens de festas clandestinas interrompidas pela polícia foram compartilhadas nas redes sociais e ganharam o noticiário. Volta ao trabalho Os mais jovens compõem a maior parte da população economicamente ativa. Isso quer dizer que são o grosso dos que trabalham - ou que estão procurando emprego. Se de um lado o auxílio emergencial pago pelo governo ajudou a complementar a renda das famílias brasileiras, a redução do valor do benefício obrigou muitos desses jovens a voltarem às ruas. Na última quinta-feira (29), o governo concluiu o pagamento do auxílio emergencial 2021 aos trabalhadores inscritos por meio do aplicativo e site do programa, além daqueles que fazem parte do Cadastro Único. O impacto maior acaba sendo nas classes socialmente menos privilegiadas e, mais particularmente, nos negros, aponta um estudo realizado pela consultoria global de saúde Vital Strategies em parceria com o Afro-CEBRAP (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), instituto de pesquisa em questões raciais sediado em São Paulo. A pesquisa mostrou que o excesso de mortalidade no Brasil em 2020 foi de 28% entre pretos e pardos em comparação com 18% entre pessoas de cor branca. O excesso de mortalidade significa o número de pessoas que morreram acima do esperado. Na faixa etária até 29 anos, essa taxa foi de 32,9% entre os negros e 22,6% entre os brancos. Já entre 30 e 59 anos, foi de 37% entre os negros e 32% entre os brancos. No ano passado, foram 270 mil 'mortes em excesso' (22%), em grande parte relacionadas à pandemia de Covid-19. "Enquanto os mais privilegiados - de maioria branca - dispõem de recursos que lhes possibilitam cumprir o isolamento social trabalhando em casa, os profissionais informais e precários - majoritariamente negros - continuam cada vez mais expostos", diz à BBC News Brasil Márcia Lima, coordenadora e pesquisadora do Afro-CEBRAP. A epidemiologista Fátima Marinho, da Vital Strategies, que também participou da pesquisa, reforça: "O resultado do nosso estudo mostrou que as desigualdades raciais e sociais pré-existentes foram intensificadas pela pandemia de Covid-19, levando a um número maior de mortes entre a população negra do Brasil". As duas especialistas advogam, portanto, que esse grupo seja considerado "prioritário" para a vacinação. Variante P1 foi inicialmente detectada em Manaus Sandro Pereira/Fotoarena/Estadão Conteúdo Variante P1 Desde que foi descoberta em Manaus, em janeiro deste ano, a variante P1 logo se alastrou pelo Brasil. Hoje, responde por 90% das amostras analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz no Estado de São Paulo, segundo informado na última quarta-feira (28). Ela é até 2,4 vezes mais transmissível do que outras linhagens do coronavírus e, segundo estudos recentes, pode 'driblar' o sistema imunológico, infectando novamente quem já teve a doença e levando a quadros mais graves. Evidências associam essa nova variante ao maior número de hospitalizações e mortes, especialmente jovens. Pandemia 'mais rejuvesnecida' Um boletim recente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), publicado no fim de março, alerta para o 'rejuvenescimento' da pandemia no Brasil. "O número de casos, hospitalizações e mortes entre pessoas com menos de 60 anos cresce mais rápido do que em idosos. O risco, portanto, para incidência e mortalidade vem aumentando gradativamente para quem não é idoso e é, via de regra, saudável", dizem os pesquisadores. "Este deslocamento de casos e óbitos sugere que a pandemia ganha um novo contorno no Brasil, ficando mais rejuvenescida", acrescentam. Segundo a Fiocruz, "por se tratar de população com menos comorbidades - e, portanto, com evolução mais lenta dos casos graves e fatais, frequentemente há um maior tempo de permanência na internação em terapia intensiva". Como os jovens têm um sistema imunológico mais forte, combatem melhor a doença e demoram muitos mais para se salvar ou, eventualmente, morrer. Por isso, acabam ficando mais tempo na UTI. Fato é que a média da idade de pacientes internados vem caindo. Enquanto a média da idade dos casos novos no início de janeiro era de 62 anos e de óbitos, de 71 anos, em meados de março, passou para 58 e 66 anos, respectivamente. Segundo os pesquisadores, essa maior incidência da Covid-19 entre os mais jovens bem como a manutenção da mortalidade entre os idosos "contribui para o cenário crítico da ocupação dos leitos hospitalares". Eles também destacaram que essas diferenças de incidência entre as faixas etárias "implicam num compromisso intergeracional". "Sendo a infecção mais comum entre os jovens e os óbitos mais frequentes em mais idosos e pessoas com doenças crônicas, uma geração deve procurar proteger a outra, evitando o contágio de membros da família, vizinhos, companheiros de trabalho e amigos", afirmam. Vídeos: Mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias Veja Mais

Covid-19: é preciso medir a taxa de anticorpos após a vacinação? Especialistas dizem que não

Glogo - Ciência Procura por exames que medem a efetividade dos imunizantes está em alta, a despeito da falta de evidências científicas sobre a utilidade prática desses resultados. Testes que medem anticorpos contra o coronavírus não são suficientes para determinar a efetividade de uma vacina Getty Images via BBC Nas últimas semanas, profissionais da saúde observaram um aumento considerável na busca por testes que avaliam a presença de anticorpos contra o coronavírus no organismo. Apesar de não existirem estatísticas oficiais sobre o assunto, acredita-se que o aumento do interesse por esses exames esteja diretamente relacionado ao avanço da vacinação no país. Após tomarem as duas doses do imunizante, as pessoas querem saber se estão efetivamente protegidas contra a Covid-19. Mas há um problema sério nisso: os testes disponíveis no mercado atualmente não são capazes de fornecer essa resposta de forma satisfatória. E isso sem contar que a medição de anticorpos pós-vacinais não muda em nada as recomendações de cuidados e prevenção durante a pandemia. O assunto evoluiu a tal ponto que a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) precisou emitir um parecer técnico oficial em que não recomenda a realização desses exames depois da imunização. "Avaliações laboratoriais desse tipo não vão esclarecer nada e podem causar confusão. Quando o resultado dá negativo, a pessoa pode acreditar que a vacina não funcionou nela. Se der positivo, há o risco de abandono das medidas de proteção", explica a pediatra Flávia Bravo, diretora da SBIm. "E, na realidade, nenhuma dessas interpretações está correta", completa. "Esses testes são muito novos e nós não temos ainda informação suficiente sobre qual é a real aplicabilidade deles", concorda o patologista clínico Carlos Eduardo dos Santos Ferreira, presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial. Mas como os especialistas chegaram nesse posicionamento? E por que os exames de anticorpos podem mais atrapalhar que ajudar? Para responder a essas questões, é preciso antes desvendar alguns detalhes do misterioso e fascinante mundo da imunidade. Sempre alerta Vírus, bactérias, picadas de inseto, farpas… Todo corpo estranho que invade nosso organismo logo é identificado (e, se necessário, atacado) por um time de células que integram o sistema imunológico. Falamos aqui dos linfócitos, monócitos, neutrófilos, basófilos, eosinófilos, macrófagos e outras unidades responsáveis por proteger o corpo contra as mais variadas ameaças. De forma bastante resumida, essa equipe possui três formas de atuação principais. A primeira delas é a chamada imunidade inata. "Parte do sistema de defesa tem essa capacidade de agir rapidamente, em questão de minutos ou poucas horas", ensina o médico João Viola, presidente do Comitê Científico da Sociedade Brasileira de Imunologia. Essa resposta inata pode ser facilmente observada quando a gente toma uma picada de pernilongo na pele: a região fica ligeiramente inchada, avermelhada e começa a coçar. Isso significa que algumas células estão agindo ali, em tempo real, para identificar e combater aquelas substâncias que o mosquito injeta ao sugar nosso sangue. Prazo estendido Os outros dois tipos de imunidade demoram um pouquinho mais para surtir resultado. Tratam-se das respostas humoral e celular. Ambas são mediadas por um tipo de célula importantíssima do sistema de defesa: os linfócitos. Na ilustração, linfócitos B (à esquerda) liberam anticorpos (pequenas estruturas brancas) nos vírus (à direita) Getty Images via BBC "A resposta humoral é feita pelos linfócitos B, que entram em contato com partes do agente patogênico e, após dez a 20 dias, desenvolvem anticorpos conhecidos como IgA, IgG e IgM", detalha Viola, que também é pesquisador do Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro. Já a resposta celular depende dos linfócitos T, que também demoram de duas a três semanas para "aprender a lidar" com os agentes infecciosos. Eles são responsáveis por coordenar todo um batalhão de outras células que contra-atacam e destroem os vírus, bactérias, fungos, protozoários ou outros vilões que estão causando problema em alguma parte do corpo. Da teoria à prática Vale dizer que esse mesmo raciocínio se aplica às vacinas: elas trazem informações (como vírus inteiros inativados ou pedacinhos deles, por exemplo) capazes de suscitar toda essa reação imunológica sem causar a doença em si. Com isso, o sistema de defesa já constitui um verdadeiro arsenal de anticorpos e células "bem treinadas" para saber como reagir quando for exposto a um perigo real. É justamente isso que ocorre com os imunizantes desenvolvidos contra a Covid-19: por meio de diferentes plataformas tecnológicas e mecanismos de ação, eles conseguem ativar uma resposta contra o coronavírus que impede a infecção (ou ao menos as suas formas mais graves). As vacinas aprovadas foram avaliadas em dezenas de milhares de voluntários e se mostraram seguras e eficazes. E isso nos faz voltar à pergunta lá do início da reportagem: diante de todo esse conhecimento, qual seria a utilidade dos testes que medem a produção de anticorpos após a vacinação? Santos explica que os exames já disponíveis são feitos a partir da coleta de uma amostra de sangue. "Eles mensuram a quantidade de anticorpos neutralizantes ou outros anticorpos que agem especificamente em alguma parte do coronavírus, como a proteína S, que fica na superfície do agente infeccioso", diz o patologista clínico. Testes que medem anticorpos são feitos por meio de amostras de sangue Getty Images via BBC Ou seja: esses exames medem apenas uma parte muito pequena e específica da resposta imunológica humoral. Com isso, eles não mostram toda a realidade do que é desencadeado após a vacinação, algo muito mais complexo e diverso. Pode ser, portanto, que a pessoa não desenvolva muitos anticorpos específicos contra a tal proteína S após a vacinação, mas tenha obtido uma resposta humoral satisfatória contra outros pedacinhos do vírus. Uma segunda possibilidade está na imunidade celular: os seus linfócitos T podem estar muito bem treinados para extirpar a ameaça do corpo antes que ela se agrave. E não dá pra ignorar a imunidade inata: ela também tem um papel importante a cumprir no meio de toda essa confusão. Em outras palavras, fazer esses testes após a vacinação pode ser comparado a olhar um quarto através do buraquinho da fechadura: você pode até ter uma leve ideia do que ocorre lá dentro, mas isso não é suficiente para entender o que está acontecendo de verdade do outro lado daquela porta. Conclusões precipitadas Vamos supor que um indivíduo desavisado tomou as duas doses da vacina, esperou alguns dias e quis saber se suas células trabalharam direitinho e produziram os tais anticorpos protetores. Ele vai então até um laboratório, deixa um pouco de sangue lá e recebe o laudo do exame alguns dias depois. Possibilidade um: o teste não detectou um número suficiente de anticorpos para lidar com a Covid-19. Um resultado desses pode causar frustração e desembocar numa série de conclusões precipitadas sobre a efetividade das vacinas (quando sabemos que a imunidade é muito mais complexa que a simples quantidade de anticorpos). Possibilidade dois: o teste encontrou um bom nível de anticorpos contra o coronavírus. "Uma observação dessas pode até deixar a pessoa feliz, mas também representa um risco: há uma tendência de relaxarmos nas medidas de proteção quando acreditamos que estamos mais resguardados", raciocina Bravo. Além de armarem essas arapucas, os testes pós-imunização não mudam em nada o comportamento que devemos ter pelos próximos meses: vacinados e não vacinados precisam continuar a usar máscaras, manter distanciamento social, cuidar da higiene das mãos, privilegiar ambientes arejados… "Na prática, resultados positivos ou negativos não representam nada. Por isso, os testes não são recomendados nesse contexto não só pela SBIm, mas também por outras entidades como a Organização Mundial da Saúde e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos", completa a pediatra. Sem nenhuma utilidade? Na área da imunologia, os testes de anticorpos após a vacinação são utilizados apenas em situações muito específicas. Uma indicação clara deles acontece nos pacientes que precisam se vacinar contra a hepatite B e estão com o sistema imunológico suprimido por doenças ou tratamentos médicos. Nessa situação, os profissionais de saúde podem pedir esses exames para entender se os imunizantes surtiram o efeito desejado. Se os resultados estiverem abaixo do esperado, é possível tomar doses de reforço para garantir proteção contra esse vírus que afeta o fígado e pode causar cirrose ou câncer. Na atual pandemia, essas análises laboratoriais têm um papel muito importante a cumprir do ponto de vista coletivo: quando feitas em milhares de pessoas de uma determinada comunidade, elas ajudam a calcular o impacto da doença ou da vacinação naquele local. "Esses trabalhos acadêmicos nos permitem entender a epidemiologia da Covid-19 e quanto tempo dura a proteção após a infecção ou a vacinação", esclarece Viola. Esse conhecimento será essencial para determinar, num futuro próximo, qual será a periodicidade da aplicação de doses para ficar protegido do coronavírus. Esses inquéritos sorológicos populacionais, como são conhecidos, poderão indicar o tempo que a resposta do sistema de defesa (obtida com a vacinação ou a infecção) permanece ativa após a Covid-19. Estudos em andamento procuram determinar quanto tempo dura a imunidade contra a Covid-19 Getty Images via BBC Em algumas doenças infecciosas, como a febre amarela e a catapora, essa proteção dura décadas ou praticamente por toda a vida. Já em outras, como a gripe, essa imunidade se enfraquece após alguns meses — daí a necessidade, inclusive, de se vacinar todos os anos. Por ora, ainda não há uma resposta clara sobre isso para a Covid-19, mas tudo indica que será necessário fazer campanhas de imunizações de tempos em tempos. E quem vai ajudar a determinar essa periodicidade são justamente as pesquisas sobre como nosso sistema imunológico se comporta no longo prazo. "A ciência ainda está buscando meios de entender essas diferenças imunológicas entre as doenças. E quem fizer essa descoberta provavelmente ganhará um Prêmio Nobel", aponta Viola. Recomendações finais Num texto que viralizou nos grupos de WhatsApp e nas redes sociais, o biólogo Martin Bonamino, do Inca, traz uma série de recomendações e ideias relacionadas à discussão sobre os testes após a vacinação. Primeiro, ele apresenta que os efeitos da imunização são medidos do ponto de vista coletivo. "O dado que nos interessa de fato é o impacto das vacinas na população em termos de número de contágios, internações, casos graves e óbitos. E, ao que parece, todas as vacinas aprovadas têm impacto positivo nestes quesitos, inclusive as duas que são oferecidas atualmente no país". O especialista continua: "Os dados estão começando a aparecer no Brasil e indicam que ao menos a CoronaVac protegeria das variantes na mesma taxa que faz com o vírus original, o que realmente é uma ótima notícia se confirmada. Nas próximas semanas certamente teremos mais dados disponíveis para avaliarmos estes perfis de resposta e proteção. Confiemos, portanto, no efeito das vacinas. Tem pouca serventia se preocupar com a quantidade ou qualidade dos seus anticorpos." Bonamino também destaca a importância de vacinarmos as pessoas o mais rápido possível: "Mais vale pressionar para que tenhamos a maior quantidade de vacinas no menor prazo possível. Após se vacinar, siga se protegendo para não se expor e não expor os demais. E aguardemos que, assim que muita gente tenha sido vacinada, consigamos diminuir a circulação do vírus. Só então estaremos todos mais seguros." Por fim, o imunologista deixa uma orientação para todas as pessoas que estão interessadas em passar por esses testes. "Se você tem recursos financeiros sobrando e quer se sentir mais confortável com tudo o que está acontecendo à nossa volta, não gaste seu dinheiro com estes testes. Feitos desta maneira, eles não terão qualquer impacto real na evolução da doença no país e dirão pouco sobre sua chance de pegar Covid-19 após vacinado". "Doe estes recursos para as iniciativas que estão apoiando as pessoas com mais necessidades e os mais vulneráveis neste momento tão delicado. Este gesto sim ajudará a mitigar os efeitos da pandemia", completa. Vídeos: Viva Você Veja Mais

Influenciadora defende jejum de 7 dias e médico responde: 'Totalmente desprovido de evidência científica'

Glogo - Ciência Associação Brasileira de Nutrição explica que não existem evidências científicas sobre a segurança da prática e que são necessários mais 'estudos controlados e randomizados'. Post de Mayra Cardi em que defende jejum de 7 dias Reprodução/Instagram Mayra Cardi, influenciadora, publicou em sua conta no Instagram nesta quarta-feira (28) que fez um jejum de 7 dias e que "não imaginava que iria ser tão mágico" (veja imagem acima). A Associação Brasileira de Nutrição (Asbran) não recomenda a prática. "Queria ficar mais dias pois ainda não tenho fome, mas eu obedeci sendo um primeiro [jejum] de 7 dias", escreveu Cardi. O médico nutrólogo Bruno Cosme também comentou o assunto na rede social, o que acabou gerando um embate com a influenciadora. Segundo ele, o jejum é "totalmente desprovido de evidências científicas" (assista ao vídeo abaixo). O G1 entrou em contato com a equipe de Mayra Cardi para mais informações. Em resposta, disseram: "esse assunto já foi falado e está muito claro que possui médicos cuidando dela, isso foi dito desde o início e o assunto está encerrado para nós". Médico nutrólogo diz que jejum de 7 dias é ‘totalmente desprovido de evidência científica’ Mas o que é o jejum intermitente? De acordo com a Associação Brasileira de Nutrição (Asbran), a restrição pode ocorrer em dias alternados, dias inteiros ou com tempo limitado. Um comitê científico da Asbran analisou o assunto e publicou um parecer em 2019. O G1 entrou em contato e o documento foi enviado, sem alterações. A recomendação ainda é a mesma: "as alegações para sua utilização ainda são insuficientes para sua recomendação". OMAD: versão extrema do jejum intermitente, dieta Uma Refeição por Dia pode oferecer riscos à saúde De acordo com a Asbran, o "jejum intermitente ganhou popularidade ao longo da última década, apesar da prática ser mundialmente realizada desde a antiguidade, especialmente por grupos religiosos, dentre estes os budistas, cristãos, muçulmanos e hindus". Dieta do jejum intermitente prega não comer nada para emagrecer No entanto, o documento diz que a "hipótese mais aceita cientificamente" quanto à origem da obesidade e demais doenças crônicas está "fortemente associada à falta de estilo de vida saudável (alimentação inadequada e sedentarismo) e não necessariamente ao fracionamento ou intervalos menores ou maiores de alimentação". "Não há subsídios científicos suficientes para que não seja seguido um padrão alimentar baseado em alimentação diária, com refeições fracionadas em 5 ou 6 porções ao longo do dia" - Associação Brasileira de Nutrição. Os especialistas da Asbran explicam que a prática é baseada em estudos que foram feitos em animais, e também em dados do jejum religioso (particularmente o Ramadã). As diversas religiões que adotam o jejum "realizam isso de forma esporádica e sem alteração do padrão alimentar por longo tempo". Os nutricionistas defendem mais estudos controlados e randomizados, com padrão ouro, para poder chegar a uma conclusão com segurança e sem chance de desenvolvimento de distúrbios alimentares. Vídeos: Viva Você Veja Mais

Brasil registra 3.074 mortes por Covid em 24 horas; média móvel quebra sequência de queda e volta a ficar acima de 2,5 mil

Glogo - Ciência País contabiliza 14.592.886 casos e 401.417 óbitos, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com informações das secretarias de Saúde. Após 6 dias apontando queda, média de mortes aparece com tendência de estabilidade em patamar muito elevado: 2.523 vítimas por dia. Brasil chega a 400 mil mortes por Covid No dia em que bateu a triste marca de 400 mil mortes por Covid-19, o Brasil registrou 3.074 mortes pela doença nas últimas 24 horas e totalizou nesta quinta-feira (29) 401.417 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias chegou a 2.523. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -12%, indicando tendência de estabilidade nos óbitos decorrentes do vírus. Isso ocorre após 6 dias seguidos com indicativo de queda. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta quinta. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Já são 99 dias seguidos no Brasil com a média móvel de mortes acima da marca de mil; o país completa agora 44 dias com essa média acima dos 2 mil mortos por dia. Veja a sequência da última semana na média móvel: Evolução da média móvel de óbitos por Covid no Brasil na última semana. Número voltou a ficar acima de 2,5 mil após 4 dias Editoria de Arte/G1 Sexta (23): 2.514 Sábado (24): 2.531 Domingo (25): 2.498 Segunda (26): 2.451 Terça (27): 2.399 Quarta (28): 2.379 Quinta (29): 2.523 Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 14.592.886 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 69.079 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 60.107 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de -8% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade nos diagnósticos. Essa média voltou a fica acima da casa dos 60 mil após uma semana com números inferiores. Apenas um estado apresenta tendência de alta nas mortes: PE. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 29 de abril Total de mortes: 401.417 Registro de mortes em 24 horas: 3.074 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 2.523 (variação em 14 dias: -12%) Total de casos confirmados: 14.592.886 Registro de casos confirmados em 24 horas: 69.079 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 60.107 por dia (variação em 14 dias: -8%) Estados Em alta (1 estado): PE Em estabilidade (16 estados): AC, AL, AM, BA, CE, ES, GO, MG, MS, PA, PR, RJ, RN, SE, SC e SP Em queda (9 estados e o Distrito Federal): AP, DF, MA, MT, PB, PI, RO, RR, RS e TO Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 desta quinta-feira (29) aponta que 31.208.111 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 14,74% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 15.132.178 pessoas (7,15% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. No total, 46.340.289 doses foram aplicadas em todo o país. Veja a variação das mortes por estado Estado com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: -8% RS: -16% SC: -10% Sudeste ES: -11% MG: -12% RJ: -4% SP: -15% Centro-Oeste DF: -29% GO: -15% MS: -5% MT: -31% Norte AC: +10% AM: +12% AP: -48% PA: +3% RO: -27% RR: -31% TO: -28% Nordeste AL: -12% BA: -11% CE: -7% MA: -36% PB: -26% PE: +30% PI: -20% RN: +7% SE: +1% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19: Veja Mais

400 mil vidas perdidas: Brasil vê aumento em mortes de jovens, mas maioria das vítimas ainda tem mais de 60 anos

Glogo - Ciência Especialistas alertam que análise de impacto deve ser feita considerando a população como um todo e pontuam fatores comportamentais para aumento de óbitos entre jovens. Mortes por Covid-19 no Brasil por faixa etária Sivep/Ministério da Saúde (Arte: G1) Nesta quinta-feira (29), o Brasil ultrapassou a marca das 400 mil mortes registradas por Covid-19, segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa. Dados do Ministério da Saúde apurados pelo G1 e pela TV Globo mostram que, ao longo da pandemia, aumentaram, principalmente, as mortes entre jovens, mas os mais velhos continuam sendo a faixa etária mais atingida: A população acima de 60 anos registrou, de março de 2020 a abril de 2021, 270.713 mortes. Dentro desse número, a faixa etária mais afetada segue sendo a das pessoas com 60 a 79 anos: entre fevereiro e março, houve aumento de 154% nas mortes, que subiram de 13.417 para 34.805. A população de 0 a 59 anos registrou, no mesmo período, 98.014 mortes. Os dados de abril ainda são parciais. (Veja detalhes sobre os totais em "Metodologia", ao final desta reportagem). O aumento de mortes entre adultos de 40 a 59 anos foi o segundo maior, de 201%: de 5.747 mortes em fevereiro para 17.271 mortes em março. A faixa de 20 a 39 anos teve alta de 224% nas mortes, embora apresente valores absolutos mais baixos (aumento de 1.204 para 3.896 óbitos). Com essa variação percentual, a faixa etária de 40 a 59 anos superou o aumento de mortes no grupo de pessoas com 80 anos ou mais: em março, foram 13.027 mortes, um aumento de 88% em relação às 6.927 mortes de fevereiro. O percentual de mortes que cada faixa etária tem em relação ao total de óbitos no país continua semelhante ao do início da pandemia: as faixas de 60 a 69 anos e de 70 a 79 anos respondiam, em março de 2020, por 26% e 24%, respectivamente, das mortes totais do país. Em março de 2021, essas faixas etárias tinham 28% e 25% das mortes no país, respectivamente. Mais pessoas e mais exposição Para Lucia Pellanda, professora de epidemiologia e reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), é preciso cautela ao afirmar que o menor aumento das mortes entre idosos já é efeito da vacinação nessa faixa etária. "É um efeito que parece estar sendo bem consistente em vários lugares – a redução da letalidade aparente nas faixas etárias que já se vacinaram mais. Isso, em princípio é uma boa notícia, mas a gente precisa sempre cuidar na interpretação, porque existe uma correlação mas precisaria ter um estudo individual, olhar um por um quem foi vacinado e quem não foi para dizer com certeza", avalia. O epidemiologista Airton Stein, também da UFSCPA, lembra que é preciso levar em conta que a população de pessoas jovens é maior. "Em todos os indicadores de epidemiologia, se usa muito o denominador [a população inteira] – até para comparar as tendências. Não pode usar só o numerador. Tem que usar a base da população para definir se está tendo uma tendência de aumento ou diminuição em relação à faixa etária", explica Stein. Profissionais de saúde com máscaras do tipo PFF2 cuidam de paciente internada com Covid-19 em UTI de São Leopoldo (RS), no dia 16 de abril. Silvio Avila/AFP Pellanda concorda e acrescenta: "não só é um grupo maior, mas é um grupo que circula muito mais, se expõe muito mais, tem mais comportamentos de risco – e não só fora do trabalho, mas também por estar trabalhando, todas as atividades que voltaram". 'Não existe mais grupo de risco para a Covid-19': entenda por que cientistas defendem alerta amplo, sobretudo para os mais jovens Mortes de jovens entre 20 e 29 anos por Covid-19 crescem quase 4 vezes no estado de SP entre fevereiro e março "Se uma pessoa tem mais de 80 anos, ela tem um risco maior de internar. Mas, na população, tem muito mais gente se expondo nas faixas etárias mais jovens. Então, na população, acaba que os jovens são um problema maior do que os idosos, proporcionalmente, nesse momento", afirma a pesquisadora. Vela e cruz são colocadas em homenagem às vítimas da Covid-19 em frente ao Congresso, em Brasília, no dia 27 de abril. Ueslei Marcelino/Reuters Stein pontua, ainda, um outro fator comportamental que, segundo ele, veio com a chegada da vacinação. "A vacinação deixou todo mundo, mesmo os não vacinados, achando que diminuiu o risco e diminuiu a necessidade de uso de máscara e isolamento social. Isso certamente é um fator novo para essas novas ondas: as pessoas diminuíram a guarda. Uma doença infectocontagiosa requer uma mudança de comportamento individual e coletivo", diz. O epidemiologista Paulo Nadanovsky, professor do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), faz uma avaliação semelhante à dos colegas. "Eu pensaria numa primeira hipótese de que as pessoas mais velhas continuam tendo uma mobilidade menor, se expondo menos, e os mais jovens [estão] cada vez se expondo mais – ou por necessidade ou pela característica de ser mais jovem e ter mais relacionamentos sociais", pondera. "A minha interpretação é que não há nada diferente em relação ao vírus e à nossa imunidade. É muito mais uma questão de quantidade de pessoas jovens na população: a quantidade de pessoas nessa idade se contaminando aumenta o número de óbitos", explica Nadanovsky. Metodologia Somados, os números de óbitos usados nas análises etárias totalizam 368.727 mortes, e não 400 mil, porque há um atraso na notificação das mortes na base de dados analisada pela reportagem: o Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe do Ministério da Saúde (SIVEP-Gripe). O motivo de esta análise ser feita pelos números do Sivep e não do consórcio é que apenas o Sivep mantém dados sobre a idade das vítimas. Mesmo nele, mais de 369 mil mortes já foram registradas, mas os dados de abril ainda estão incompletos em relação à idade das vítimas. Além disso, o sistema usa a data da morte das pessoas, e não a data do registro de óbitos, como o consórcio de imprensa. 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x Veja VÍDEOS da vacinação no Brasil: M Veja Mais

AL é o estado do país com maior proporção de adultos que nunca tiveram relação sexual, diz IBGE

Glogo - Ciência Pesquisa estima que são 11,5% da população do estado com mais de 18 anos. Estado com menor proporção é o Rio Grande do Sul, com 3,9%. Alagoas tem o maior percentual do país de pessoas com mais de 18 anos que nunca tiveram relação sexual BBC Alagoas tem o maior percentual do país de pessoas com mais de 18 anos que nunca tiveram relação sexual. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgada nesta sexta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima que são 11,5% nesta situação. A média nacional é de 6,1%. O estado com menor proporção de adultos que nunca tiveram relação sexual é o Rio Grande do Sul, com 3,9%. Pessoas com mais de 18 anos que nunca tiveram relação sexual Entre as capitais, Aracaju fica no topo da lista entre as pessoas com mais de 18 anos que já tiveram relações sexuais, 97,3%. Maceió tem 91,4%, seguida de Fortaleza (90,1), João Pessoa (89,8%) e Rio de Janeiro (87,8%). No recorte por gênero, ainda considerando os dados de Maceió, 94,3% dos homens disseram já ter tido relações sexuais alguma vez na vida, contra 89,1% das mulheres. A pesquisa apontou ainda que a idade média para iniciação sexual em Alagoas é de 17,4 anos. A idade é menor entre os homens (16,3) que entre as mulheres (18,2). A situação se repete em Maceió, com média de 17,5 anos para iniciação sexual e também uma idade menor para os homens (16) que para as mulheres (18,6). Uso de preservativo Segundo a pesquisa, os mais jovens disseram que usam preservativo de forma mais frequente que os mais velhos. Entre a população de 18 a 29 anos, estima-se que 39,3% utilizaram o preservativo em todas as relações, enquanto a proporção observada para as pessoas com 60 anos ou mais foi de apenas 11,9%. De maneira geral, em Alagoas, uma a cada quatro pessoas maiores de idade usou preservativo em todas as relações sexuais. A estimativa é que 25,3% das pessoas maiores de idade usaram preservativo em todas as relações sexuais nos últimos 12 meses anteriores à pesquisa. Essa foi a maior proporção do Nordeste, que teve média de 21,8%. Na comparação com outras unidades da federação, apenas cinco estados da região Norte e o Mato Grosso registraram maiores taxas. 13,4% dos adultos disseram que procuram o serviço público de saúde para obter preservativos nos 12 meses anteriores à pesquisa. Os homens (17,3%) procuraram mais que as mulheres (10,1%). Entre as pessoas de 30 a 39 anos, 21% das pessoas buscaram preservativos no serviço público. Os jovens de 18 a 29 anos apareceram na sequência (17,6%). Já os grupos de 40 a 59 anos (11,2%) e 60 anos ou mais (3,8%) apresentaram as proporções mais baixas. Campanha orienta sobre importância do uso do preservativo Campanha orienta sobre importância do uso do preservativo Veja os vídeos mais recentes do G1 AL Veja mais notícias da região no G1 Alagoas Veja Mais

Ministério da Saúde libera R$ 6,6 bi para compra de 100 milhões de doses da vacina da Pfizer

Glogo - Ciência Medida foi publicada no 'Diário Oficial'. Segundo governo, expectativa é que doses comecem a chegar ao país ainda em 2021. Até agora, 15% da população foi vacinada contra Covid. O Ministério da Saúde liberou nesta quinta-feira (6) R$ 6,6 bilhões para a compra de 100 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 produzida pela farmacêutica Pfizer e a empresa de biotecnologia BioNTech. A medida foi publicada em edição extra do "Diário Oficial da União". Agora, com a liberação, a próxima etapa é a assinatura do contrato de compra entre o ministério e as empresas. O Brasil já havia comprado 100 milhões de doses da vacina da Pfizer, em distribuição no país. Segundo o consórcio de veículos de imprensa, com base em dados das secretarias estaduais de Saúde, 15,7% da população brasileira foi vacinada contra a Covid até as 20h16 desta quarta (5). VÍDEO: Queiroga diz que sucesso na campanha de vacinação é fundamental para controlar a pandemia CPI da Covid Ao prestar depoimento nesta quinta-feira à CPI da Covid, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou o novo contrato com a Pfizer. Ele também disse que a campanha de vacinação é fundamental para controlar a pandemia (veja no vídeo acima). Integrantes da CPI têm cobrado o governo pelo atraso na aquisição de vacinas. Uma das linhas de investigação é justamente apurar se houve negligência por parte do governo Jair Bolsonaro na compra de imunizantes para a população. "Em relação à Pfizer, foi feito um contrato de 100 milhões de doses da Pfizer, e nós conseguimos uma antecipação dessas doses, e estamos aqui – já adianto para vossa excelência – na iminência de fechar um novo acordo com a Pfizer de 100 milhões de doses, que já está só nas finalizações legais, então, o que seria um aporte adicional muito importante para o nosso programa de vacinação", disse Queiroga. De acordo com o Ministério da Saúde, é expectativa é que os 100 milhões de doses da vacina comecem a chegar ao Brasil ainda neste ano. Veja Mais

Jeff Bezos: os planos do homem mais rico do mundo para voo espacial turístico

Glogo - Ciência Os voos da New Shepard devem ter início em julho de 2021. Eles são projetados para levar os passageiros em uma viagem direta para cima e para baixo que ultrapasse brevemente os 100 km, ponto em que se inicia o espaço. New Shepard opera em uma zona desértica do Texas Blue Origin via BBC O fundador da Amazon, Jeff Bezos, afirma que está pronto para levar pessoas ao espaço. A empresa Blue Origin, do empresário americano detentor de uma fortuna estimada em R$ 1 trilhão, diz que lançará uma tripulação a bordo de seu sistema de foguete e cápsula New Shepard em 20 de julho de 2021. SAIBA MAIS: Jeff Bezos é considerado o homem mais rico do mundo pelo 4º ano seguido Entre os astronautas provavelmente estarão funcionários da empresa, mas um assento está sendo leiloado online. Os voos da New Shepard são projetados para levar os passageiros em uma viagem direta para cima e para baixo que ultrapassa brevemente os 100 km. Esta é a chamada Linha Kármán, que foi designada por um amplo acordo internacional como o ponto em que se inicia o espaço. "Apenas 569 pessoas já passaram pela Linha Kármán. Com nosso novo veículo Shepard, estamos prestes a mudar isso dramaticamente", disse Ariane Cornell, diretora de vendas da Blue Origin. Ela não quis comentar se o próprio Bezos pode estar no voo de 20 de julho. WEBSTORIES: A história de Bezos, o fundador da Amazon Jeff Bezos vai buscar acelerar empresa de viagens espaciais Blue Origin O anúncio da Blue Origin é mais uma prova do ressurgimento do turismo espacial após um intervalo de quase 12 anos. A proposta de Bezos é apenas uma das várias agora abertas aos super-ricos. Espera-se que o empresário Elon Musk (fundador da Tesla e da SpaceX, com fortuna de R$ 808 bilhões) lance uma de suas naves Dragons SpaceX no segundo semestre de 2021 com uma tripulação completamente civil a bordo. A cápsula permanecerá orbitando por diversos dias. Com 18m de altura e 4m de largura, o New Shepard, da Blue Origin, é um veículo espacial totalmente reutilizável, de decolagem vertical e aterrissagem vertical (VTVL na sigla em inglês). Cápsula New Shepard tem seis assentos e janelas amplas Blue Origin via BBC Ela opera em terras desérticas em Van Horn, no oeste do estado americano do Texas. Durante um voo, a unidade de propulsão eleva o compartimento de passageiros pressurizado a cerca de 76 km de altitude, onde ambos se separam. O transportador carrega até o espaço a cápsula com a tripulação, que voltará ao solo sob três paraquedas, e depois retorna de maneira controlada, fazendo uma aterrissagem propulsora em uma plataforma de concreto. A Blue Origin espera que a experiência New Shepard seja um grande atrativo econômico. Os passageiros experimentarão cerca de três minutos de ausência de peso no auge da subida. Eles também serão capazes de ver a escuridão do espaço e o horizonte curvo da Terra. Jeff Bezos tem grandes ambições na exploração espacial, com foguetes ainda maiores sendo desenvolvidos Blue Origin via BBC Atualmente, a empresa não revela informações sobre os valores envolvidos na atração, mas apenas detalhes do leilão público para uma vaga na primeira missão em julho. A Blue Origin diz que o dinheiro arrecadado com o leilão vai para uma fundação que promove a educação em ciência e tecnologia. A longo prazo, estima-se que a empresa ganhará em torno de R$ 1 milhão por assento, e talvez até mais no início da operação. "Este é um mercado nascendo", disse Cornell, da Blue Origin. "Estamos abrindo as portas e esperamos ver o que o mercado diz. Pessoalmente, acho que as pessoas vão ver que experiência legal é essa e vão querer fazer isso. E então, espero que os preços caiam e a escala suba." Ao longo dos anos 2000, várias pessoas com bastante dinheiro pagaram para visitar a Estação Espacial Internacional (ISS). Mas este turismo, organizado sob o patrocínio da agência espacial russa, acabou em 2009. Sistema para levar passageiros a zona suborbital é testado há anos Blue Origin via BBC Agora, ao que parece, o setor está se ressurgindo. Assim como Jeff Bezos e Elon Musk, o empresário britânico Sir Richard Branson continua a promover seu conceito de foguete da Virgin Galactic. Também há quem queira lançar estações espaciais privadas nesta década. Entre eles está a Axiom, uma empresa fundada por um ex-gerente de programa ISS da Nasa (agência espacial americana). O anúncio da Blue Origin foi programado para coincidir com o 60º aniversário do primeiro voo espacial feito por um astronauta americano, Alan Shepard, homenageado no nome do novo veículo turístico. Shepard conduziu um voo suborbital de 15 minutos em sua cápsula Project Mercury Freedom-7 em 5 de maio de 1961. 10 curiosidades sobre Jeff Bezos Veja Mais

Eta Aquáridas: Chuva de meteoros atinge pico nesta quinta; evento é visível no céu do Brasil

Glogo - Ciência Estimativa é que o melhor horário para observar o fenômeno seja na madrugada, entre 2h e 4h, quando a constelação de Aquário estará um pouco mais alta no céu. A chuva de meteoros é resultado dos rastros deixados pelo cometa Halley quando passou pela Terra. Arquivo pessoal/Nivardo Melo A chuva de meteoros Eta Aquáridas alcançara seu pico nesta quinta-feira (6) no Hemisfério Sul. Esses meteoros são resquícios da passagem do cometa Halley. A chuva de meteoros começou em 19 de abril e deve ser visível até 28 de maio, mas seu pico ficou concentrado entre os dias 4, 5 e 6 deste mês, sendo possível observar até 30 meteoros por hora. Túmulo mais antigo da África: pesquisadores identificam sepultura de criança de 78 mil anos atrás No Brasil, assim como nos demais países da América Latina, a visão a visão do fenômeno é favorecida devido à posição da constelação em relação aos países do hemisfério sul. A estimativa é que o melhor horário para observar o fenômeno seja entre 2h e 4h, quando a constelação de Aquário estará um pouco mais alta no céu. Como as chuvas de meteoro ocorrem A chuva de meteoros acontece quando o nosso planeta atravessa o rastro de poeira e detritos deixado por um cometa ao se aproximar do Sol. No caso da Eta Aquaridas, a Terra cruza o caminho feito pelo cometa Halley, que fez sua mais recente passagem pelo sistema solar em 1986. As partículas deixadas pelo Halley não são apenas de sua última passagem, mas também de resquícios deixados pela sua trajetória há centenas de anos. Sua próxima aparição na Terra será no ano de 2061. Quando essas partículas entram na atmosfera terrestre, elas se desintegram deixando um rastro colorido e brilhante no céu. A Terra cruza a trajetória do Halley duas vezes ao ano. A primeira ocasiona a chuva Eta Aquáridas e a segunda, a Oriónidas, que ocorre em outubro. Como observar a chuva Eta Aquáridas Cometa Halley NASA Blueshift Não é necessário nenhum equipamento para ver o fenômeno, apenas olhar para o céu. Entretanto, quanto mais escuro estiver o céu, melhor será a observação da chuva de meteoros. Por isso, é importante saber a posição da Lua e quão brilhante ela estará, além de evitar interferência luminosas artificiais, como luzes da cidade. Veja Mais

Ministério da Saúde anuncia estudo para avaliar prevalência do novo coronavírus em 274 cidades

Glogo - Ciência Ministro Marcelo Queiroga diz que governo prevê investir R$ 200 milhões no projeto. Marcelo Queiroga JN O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (5) que irá conduzir um estudo sobre a prevalência do novo coronavírus em 274 municípios por meio da coleta e análise de sangue de mais 211 mil pessoas. As amostras de soro coletadas serão analisadas na Fiocruz do Rio de Janeiro e do Ceará. A metodologia será a de detecção do IgG, que permite detectar a resposta à infecção e resposta vacinal. O Ministério vai armazenar uma amostra de cada participante para criar uma "soroteca" nacional relacionada à infecção por SARS CoV-2 e, a partir disso, fazer estudos complementares sobre o tema. "Vamos ampliar nossa campanha de vacinação e conhecer a prevalência da infecção que trará respostas essenciais. O MS está empenhado em ampliar a testagem da nossa população, entendemos que por uma estratégia de testagem conduzida de forma adequada nós poderemos promover uma reabertura segura da nossa economia" - Marcelo Queiroga, ministro da Saúde Esta não é a primeira vez que o governo federal anuncia pesquisa para verificar o nível de incidência de pessoas já infectadas pelo novo coronavírus. Três rodadas de pesquisa Epicovid19-BR, conduzida pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), foram apoiadas pelo ministério. Entretanto a parceria não foi renovada e a Epicovid19-BR chegou a anunciar uma quarta fase apoiada pela iniciativa privada. Veja Mais

Jejum elogiado por Mayra Cardi pode estimular transtorno alimentar em adolescentes, diz entidade

Glogo - Ciência Influenciadora escreveu em suas redes sociais que ficou 7 dias sem comer e que 'não imaginava que iria ser tão mágico'. Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição diz que 'não existe na ciência nenhum respaldo' para a prática. Post de Mayra Cardi em que defende jejum de 7 dias Reprodução/Instagram "Não existe na ciência nenhum respaldo para afirmarmos que um jejum de 7 dias traga benefícios para nosso corpo no sentido nutricional. Essa prática pode até ser nociva, trazendo riscos graves relacionados à falta de nutrientes", disse a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN) . O posicionamento ocorre após a influenciadora Mayra Cardi ter publicado, na última quarta-feira (28), em sua conta no Instagram, que fez um jejum de 7 dias e que "não imaginava que iria ser tão mágico" (veja imagem acima). "Queria ficar mais dias pois ainda não tenho fome, mas eu obedeci sendo um primeiro [jejum] de 7 dias", escreveu Cardi. A SBAN disse, em nota, que "nosso metabolismo depende de nutrientes para todas as funções de funcionamento corporal". Esclareceu, ainda, "que muitos desses nutrientes não ficam estocados, por isso precisamos ingeri-los todos os dias, como é o caso da vitamina C". Além disso, a sociedade médica, criada em 1985 pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), afirma que "outro assunto que deve ser levado em consideração é o impacto que uma influenciadora tem nas redes sociais em adolescentes que buscam o 'corpo magro'". "Existem pesquisas que relacionam o tempo de uso de redes sociais a anorexia e bulimia, além de transtornos de imagem corporal. Essa apologia ao 'não comer', deixa pessoas mais suscetíveis a desenvolver um transtorno alimentar para se igualarem a blogueira". O G1 entrou em contato com a equipe de Mayra Cardi para mais informações na sexta-feira (30). Em resposta, disseram: "esse assunto já foi falado e está muito claro que possui médicos cuidando dela, isso foi dito desde o início e o assunto está encerrado para nós". Nesta terça (4), o G1 pediu posicionamento sobre a nota divulgada pela SBAN e aguarda resposta. Outras críticas Ainda na semana passada, o médico nutrólogo Bruno Cosme também comentou o assunto, o que acabou gerando um embate on-line com a influenciadora. Segundo ele, o jejum é "totalmente desprovido de evidências científicas" (assista ao vídeo abaixo). Médico nutrólogo diz que jejum de 7 dias é ‘totalmente desprovido de evidência científica’ O jejum de 7 dias é um tipo de jejum intermitente, que geralmente é feito em um prazo menor. De acordo com a SBAN, existem pesquisas relacionadas ao assunto e a "prática pode ser útil para algumas condições metabólicas sob orientação médica e nutricional". "[O jejum intermitente] é indicado para pessoas que já têm o hábito de fazer intervalos longos entre as refeições. Entretanto, ele não é mais eficaz que uma restrição calórica orientada por um profissional especializado em perda de peso". "Quando esse jejum proporciona uma restrição calórica muito severa, as chances de perder massa magra são grandes. A grande preocupação está no pós jejum intermitente, pois as chances de as pessoas compensarem na próxima refeição são altas, principalmente as que não têm o costume de ficar intervalos longos sem comer", completou. A Associação Brasileira de Nutrição (Asbran) também já se posicionou sobre o jejum intermitente. Um comitê científico da Asbran analisou o assunto e publicou um parecer em 2019. O G1 entrou em contato e o documento foi enviado, sem alterações. A recomendação ainda é a mesma: "as alegações para sua utilização ainda são insuficientes para sua recomendação". OMAD: versão extrema do jejum intermitente, dieta Uma Refeição por Dia pode oferecer riscos à saúde De acordo com a Asbran, o "jejum intermitente ganhou popularidade ao longo da última década, apesar da prática ser mundialmente realizada desde a antiguidade, especialmente por grupos religiosos, dentre estes os budistas, cristãos, muçulmanos e hindus". Dieta do jejum intermitente prega não comer nada para emagrecer No entanto, o documento diz que a "hipótese mais aceita cientificamente" quanto à origem da obesidade e demais doenças crônicas está "fortemente associada à falta de estilo de vida saudável (alimentação inadequada e sedentarismo) e não necessariamente ao fracionamento ou intervalos menores ou maiores de alimentação". "Não há subsídios científicos suficientes para que não seja seguido um padrão alimentar baseado em alimentação diária, com refeições fracionadas em 5 ou 6 porções ao longo do dia" - Associação Brasileira de Nutrição. Os especialistas da Asbran explicam que a prática é baseada em estudos que foram feitos em animais, e também em dados do jejum religioso (particularmente o Ramadã). As diversas religiões que adotam o jejum "realizam isso de forma esporádica e sem alteração do padrão alimentar por longo tempo". Os nutricionistas defendem mais estudos controlados e randomizados, com padrão ouro, para poder chegar a uma conclusão com segurança e sem chance de desenvolvimento de distúrbios alimentares. Vídeos: Viva Você Veja Mais

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Brasil tem média móvel de 2.375 mortes por Covid a cada dia; total de óbitos vai a 408,8 mil

Glogo - Ciência Com 1.054 mortes em 24 horas, país contabiliza 408.829 óbitos e 14.791.434 casos, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com informações das secretarias de Saúde. Brasil registra 1.054 mortes por Covid em 24 horas O Brasil registrou 1.054 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas e totalizou nesta segunda (3) 408.829 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 2.375. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -16%, indicando tendência de queda nos óbitos decorrentes do vírus. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta segunda. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Essa foi a menor média móvel de mortes registrada desde 25 de março, quando ela estava em 2.276 --e em plena ascenção naquele momento. O ritmo atual da queda, no entanto, está se mantendo em -16% pelo terceiro dia seguido e não ficou abaixo de -20% nas últimas semanas. É pouco se comparado ao ritmo de crescimento que a curva apresentou em março, com altas que passaram de +50%. O país completa agora 48 dias seguidos com a média móvel de óbitos acima dos 2 mil mortos por dia. Já são 103 dias no Brasil com a média móvel de mortes acima da marca de mil. Veja a sequência da última semana na média móvel: Evolução da média móvel de óbitos no Brasil na última semana Editoria de Arte/G1 Terça (27): 2.399 Quarta (28): 2.379 Quinta (29): 2.523 Sexta (30): 2.523 Sábado (1º): 2.422 Domingo (2): 2.407 Segunda (3): 2.375 Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 14.791.434 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 37.451 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 60.140 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de -6% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade nos diagnósticos. Apenas um estado apresenta tendência de alta nas mortes: PE. É o quinto dia seguido em que a curva de Pernambuco aponta alta. Desde 22 de abril, o país está com a grande maioria dos estados em tendência de estabilidade ou baixa, após os altos números das semanas anteriores. Nestes 12 dias, o número de estados com alta nas mortes variou de 0 a 2. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 3 de maio Total de mortes: 408.829 Registro de mortes em 24 horas: 1.054 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 2.375 (variação em 14 dias: -16%) Total de casos confirmados: 14.791.434 Registro de casos confirmados em 24 horas: 37.451 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 60.140 por dia (variação em 14 dias: -6%) Estados Em alta (1 estado): PE Em estabilidade (10 estados): PR, SC, RJ, AM, TO, BA, CE, PI, RN e SE Em queda (15 estados e o Distrito Federal): RS, ES, MG, SP, DF, GO, MS, MT, AC, AP, PA, RO, RR, AL, MA e PB Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 desta segunda (3) aponta que 32.316.507 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 15,26% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 16.279.037 pessoas (7,69% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. No total, 48.595.544 doses foram aplicadas em todo o país. Veja a variação das mortes por estado Estado com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: -6% RS: -20% SC: -9% Sudeste ES: -36% MG: -20% RJ: +1% SP: -17% Centro-Oeste DF: -42% GO: -45% MS: -21% MT: -31% Norte AC: -18% AM: -5% AP: -31% PA: -25% RO: -54% RR: -59% TO: +7% Nordeste AL: -16% BA: -2% CE: +2% MA: -22% PB: -20% PE: +26% PI: -7% RN: -11% SE: +3% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19: Veja Mais

Moderna vai fornecer até 500 milhões de doses de vacinas contra Covid para Covax Facility

Glogo - Ciência Vendido pelo menor preço da empresa, imunizante será distribuído até 2022. A primeira remessa deve começar a ser entregue no quarto trimestre deste ano. Lista de países contemplados ainda não inclui o Brasil. Covax Facility fecha acordo com a Moderna para 500 milhões de doses A empresa americana de biotecnologia Moderna anunciou que vai fornecer 500 milhões de doses de sua vacina contra a Covid-19 para a Covax, consórcio liderado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo o divulgado pela empresa nesta segunda-feira (3), as doses devem ser entregues até o ano que vem para 92 países considerados de média e baixa renda (veja lista ao fim da reportagem). As doses serão vendidas pelo menor preço da empresa. A primeira remessa, de 34 milhões de doses, deve começar a ser distribuída no quarto trimestre deste ano, que começa em outubro. O Brasil não está incluído entre os países contemplados porque aparece na lista da Covax como uma economia com "autofinanciamento potencial" (veja detalhes mais abaixo). A vacina da Moderna foi aprovada para uso emergencial na sexta-feira (30) pela OMS, o que abriu caminho para que fosse distribuída pela Covax. O consórcio é uma iniciativa liderada pela OMS para garantir um acesso mais igualitário às vacinas contra a Covid por países mais pobres. Que vacina é essa? Moderna Apesar de não estar na lista dos países que receberão as doses da Moderna, o Brasil faz parte da iniciativa e já recebeu doses adquiridas por meio da Covax. Neste fim de semana, a remessa que chegou ao país pertencia ao laboratório AstraZeneca. Segundo a Moderna, o acordo fechado com a Gavi, a aliança global de vacinas que negocia as doses para o consórcio, prevê a entrega das 34 milhões de doses iniciais e, depois, a opção de adquirir as outras 466 milhões. Brasil não está incluído O acordo fechado entre a Moderna e a Gavi prevê o fornecimento de doses para os 92 países considerados de média e baixa renda que fazem parte da Covax (veja os países integrantes, que foram divididos em três grupos, ao final desta reportagem). O Brasil não está incluído nesta lista por ser considerado um país com economia com "autofinanciamento potencial". Mas a empresa afirmou que está "em discussões para alocar e fornecer [vacinas] para participantes autofinanciados no futuro" (caso do Brasil e de outras 79 nações). Índice de eficácia alto Em meados de abril, a Moderna publicou novos resultados de eficácia da vacina, que apontaram para uma taxa de 90% de eficácia. O índice é um dos mais altos entre as vacinas contra a Covid-19 desenvolvidas até agora. Assim como a Pfizer, a Moderna usa a tecnologia de RNA mensageiro em sua vacina. Infográfico mostra como funcionam vacinas de RNA contra o coronavírus Anderson Cattai/Arte G1 A vacina da Moderna já foi aprovada para uso nos Estados Unidos, na União Europeia e em Israel, além de outros países. A vacina ainda não foi aprovada e não está disponível no Brasil. Países mais pobres Baixa renda: Afeganistão Benin Burkina Faso Burundi República Centro-Africana Chade República Democrática do Congo Eritreia Etiópia Gâmbia Guiné Guiné-Bissau Haiti Coreia do Norte Libéria Madagascar Malaui Mali Moçambique Nepal Níger Ruanda Serra Leoa Somália Sudão do Sul Síria Tadjiquistão Tanzânia Togo Uganda Iêmen Renda média-baixa: Angola Argélia Bangladesh Butão Bolívia Cabo Verde Camboja Camarões Comores Congo-Brazaville Costa do Marfim Djibouti Egito El Salvador Eswatini Gana Honduras Índia Indonésia Quênia Kiribati Quirguistão Laos Lesoto Mauritânia Estados Federados da Micronésia Moldávia Mongólia Marrocos Mianmar Nicarágua Nigéria Paquistão Papua Nova Guiné Filipinas São Tomé e Príncipe Senegal Ilhas Salomão Sri Lanka Sudão Timor-Leste Tunísia Ucrânia Uzbequistão Vanuatu Vietnã, Gaza e Cisjordânia Zâmbia Zimbábue Elegíveis para Associação de Desenvolvimento Internacional do Banco Mundial: Dominica Fiji Grenada Guiana Kosovo Maldivas Ilhas Marshall Samoa Santa Lúcia São Vicente e Granadinas Tonga Tuvalu Veja VÍDEOS da vacinação no Brasil: Veja Mais

O 'doutor Google' não é tão prejudicial quanto os médicos acham, avaliam pesquisadores

Glogo - Ciência Estudo mostra que pesquisas on-line podem ser aliadas no tratamento. Normalmente, médicos têm especial implicância com o chamado “doutor Google”: é a ele que muitos pacientes recorrem (me incluo no grupo), antes de marcar uma consulta, quando se sentem mal ou recebem o resultado de um exame. Pesquisadores da faculdade de medicina de Harvard decidiram estudar o impacto das buscas na internet, preocupados com a “cibercondria” – expressão que traduz um estado de ansiedade e hipocondria resultante da navegação à cata de informações sobre doenças. O trabalho contou com cinco mil participantes e cada um recebia uma breve descrição de determinados sintomas que estariam afligindo alguém próximo. Em seguida, deveriam navegar na internet à procura de um diagnóstico. Os casos variavam entre leves e severos, mas todos eram de enfermidades comuns, como as causadas por vírus, infartos e derrames. As pessoas também faziam uma espécie de triagem, avaliando a gravidade da situação, com escolhas que iam entre uns dias de descanso em casa a sair correndo para uma emergência. David Levine: médico afirma que busca de informações na internet pode ajudar pacientes Divulgação / Brigham and Women´s Hospital Conclusão: a internet não é tão prejudicial assim. Os resultados, publicados na revista científica “Jama Network Open” no fim de março, mostravam que os participantes, depois de navegar na rede, tinham mais chances de acertar o diagnóstico e na triagem. David Levine, o médico que liderou o estudo, afirmou que costuma receber pacientes que dizem que o procuraram porque uma busca na web os convencera de que tinham câncer: “a pergunta que queria ver respondida era se todos são assim e nosso trabalho sugere que não há problemas em concordar que nossos pacientes pesquisem no Google. Na verdade, pode até ser benéfico”. Em 2018, levantamento feito pelo médico australiano Anthony M. Cocco já antecipava tal cenário. Quase 80% dos que pesquisavam os sintomas e as doenças relatavam que a investigação preliminar tinha sido uma ferramenta útil para terem elementos para discorrer sobre seu problema e entender o que o médico dizia. Moral da história: será inócuo tentar impedir uma consulta ao “doutor Google”, porque as pessoas não deixarão de fazê-lo. O médico tem um papel importante como curador de informações confiáveis, indicando sites de hospitais, universidades e outros centros de excelência para auxiliar seus pacientes a entender sua condição de saúde. O resultado pode ser um engajamento mais consciente ao tratamento. Veja Mais

No auge da pandemia, Sudeste tem mais mortos do que nascimentos em abril, apontam dados dos cartórios

Glogo - Ciência Déficit populacional na região mais populosa do país foi puxado pela diferença a favor dos óbitos nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. No Brasil, fenômeno foi observado em nove capitais Covas no Cemitério da Saudade, em Mogi das Cruzes Demétrio Martins/Divulgação O número de mortes superou o de nascimentos registrados no Sudeste em abril deste ano, apontam dados preliminares do Portal da Transparência do Registro Civil. Até sexta-feira (30), os estados somavam 84.742 mortes e 79.924 nascimentos. É a primeira vez que isso acontece na região desde o início da série histórica em 2003. Se comparado ao mês anterior, houve variação de 167% na diferença entre o número de mortos e nascimentos. Em abril deste ano foram 4.818 óbitos a mais do que nascimentos. No mesmo período do ano passado foram 37.075 nascimentos a mais do que óbitos. Fiocruz diz que taxa de letalidade da Covid no Brasil aumentou para 4,4% em abril O dado expõe a alta mortalidade do mês de abril, sobretudo, pela pandemia de coronavírus. Na quinta-feira (29), a Fiocruz informou que a taxa de letalidade entre os infectados pela Covid-19 aumentou de 3% em março para 4,4% em abril. A base de dados é abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos registrados nos Cartórios de Registro Civil do País. Os números ainda podem ser alterados, uma vez que o Portal da Transparência do Registro Civil tem um prazo legal de até 14 dias para lançar os registros de óbitos na plataforma. Abril mortal no sudeste Formado por quatro estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais), o Sudeste é a região mais populosa do país, somando 85 milhões de habitantes. O número de mortos também foi superior ao de nascidos vivos nos dois estados mais populosos da região: São Paulo e Rio de Janeiro. VÍDEO: Entenda como o coronavírus age no corpo humano SP Em São Paulo, o registro é inédito. Desde o início da série histórica, em 2003, a diferença sempre foi positiva a favor dos nascimentos. Em abril deste ano, o estado registrou cerca de 3 mil óbitos (45.828) a mais do que o número de nascidos vivos (43.111). Em abril de 2020, foram 21.068 nascimentos a mais do que óbitos. Também pela primeira vez, o decréscimo populacional foi observado na cidade mais populosa do país. Ao todo, foram 12.706 óbitos e 12.196 nascimentos neste ano, enquanto que em abril de 2020 foram quase quatro mil nascimentos a mais que óbitos. MG Minas Gerais apontou, até a última atualização do Registro Civil, apenas 41 nascimentos a mais do que óbitos. Em janeiro de 2020, esta diferença era de 10.348 registros de nascimentos a mais. Na capital mineira, entretanto, o diferença mostra aumento no número de mortes. Foram registrados 2.501 óbitos e 2.115 nascimentos. RJ O fenômeno não é novidade no Rio de Janeiro, que pela terceira vez registra maior número de óbitos desde o início da pandemia. O estado já havia superado esta marca em maio e dezembro de 2020. Em abril deste ano, foram cerca de 2.453 mortes a mais do que nascimentos. Na capital do estado a situação é ainda mais grave. Será o oitavo mês com mais falecimentos do que nascidos desde que a pandemia teve início. ES Entre os estados da região, o Espírito Santo foi o único que conseguiu manter uma diferença positiva a favor dos nascimentos. Foram 311 nascimentos a mais do que óbitos. Já a capital, Vitória, registrou pela primeira vez um mês com mais óbitos neste mês. Foram 466 óbitos e 411 nascimentos. No mesmo período do ano passado, foram registrados 208 nascimentos a mais do que óbitos. Aumento de óbitos no Brasil Embora o sudeste apresente números inéditos de decréscimo populacional, o fato não se restringe a região. Além das capitais sudestinas, também foi observado diferença positiva a favor do número de mortes nas seguintes capitais: Curitiba (PR), São Luís (MA), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE) e Recife (PE). Se os números preliminares se confirmarem, será a primeira vez que Curitiba, no Paraná, registra maior número de óbitos desde o início da série histórica. Entre os estados, o Rio Grande do Sul registrou pelo segundo mês seguido mais óbitos do que nascimentos. A capital, Porto Alegre, teve o quarto mês consecutivo com mais mortes do que nascimentos, com diferença de 766 óbitos. Veja mais vídeos sobre a Covid-19 . Veja Mais

Em coletiva da OMS, ministro da Saúde diz ser 'possível garantir' que toda a população brasileira será vacinada até o fim de 2021

Glogo - Ciência Marcelo Queiroga afirmou que o Brasil terá 500 milhões de doses até o fim do ano e pediu que países que tivessem doses excedentes de vacinas fizessem doações ao país. Ativistas da ONG Rio da Paz fazem protesto usando máscaras e equipamentos de proteção individual (EPIs) e exibindo sacos pretos, representando cadáveres, na praia de Copacabana, no Rio, no dia 30 de abril. Pilar Olivares/Reuters O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta sexta-feira (30) que "é possível garantir" que toda a população brasileira vai ser vacinada contra a Covid-19 até o final de 2021. Ele deu a declaração ao participar de uma das duas coletivas de imprensa que a Organização Mundial de Saúde (OMS) promove a cada semana. Desta vez, o tema foi a situação do Brasil durante a pandemia (leia mais ao final desta reportagem). "Temos doses suficientes para o segundo semestre, e é possível se garantir que, até o final do ano de 2021, tenhamos nossa população inteiramente vacinada", afirmou o ministro. Anvisa reafirma veto à importação de vacina russa e envia a análise para OMS Queiroga disse que o país terá 500 milhões de doses de vacina até o fim do ano. "Optamos por uma estratégia diversificada, que inclui parcerias para transferência de tecnologia e produção nacional, contratos bilaterais com farmacêuticas e a participação no mecanismo Covax Facility, totalizando mais de 500 milhões de doses de vacinas contratadas". Segundo o ministro, o governo também está na "iminência de assinar" um contrato com a Pfizer para adquirir mais 100 milhões de doses. Queiroga pediu que países que tivessem doses excedentes fizessem doações ao Brasil. VÍDEO: Queiroga faz apelo para países que tiverem doses excedentes da vacina contra Covid-19 compartilhem com o Brasil "Reiteramos nosso apelo para quem tem dose extra da vacina que compartilhe com o Brasil para que a gente consiga conter a fase crítica da pandemia e evitar a proliferação de novas linhagens do vírus", disse o ministro. Vacinação lenta VÍDEO: Perguntas e respostas para quem já tomou a vacina contra a Covid-19 Até agora, o Brasil só vacinou 15 milhões de pessoas com as duas doses de alguma das duas vacinas usadas no país – a de Oxford e a CoronaVac. Segundo o vacinômetro do Ministério da Saúde, 59,8 milhões de doses já foram distribuídas aos estados. Na quinta-feira (29), chegaram em solo brasileiro 1 milhão de doses da vacina da Pfizer, a primeira remessa da farmacêutica. Tomei vacina contra Covid, devo fazer teste para saber se estou protegido? Veja dúvidas sobre o 'pós-vacinação' Para maio, o Brasil deve ter 34,5 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19, segundo o último cronograma divulgado pelo Ministério da Saúde. A previsão soma doses das vacinas de Oxford/Fiocruz, CoronaVac/Butantan, Pfizer/BioNTech e, também, as recebidas pelo consórcio Covax, iniciativa liderada pela OMS que tem como objetivo garantir um acesso mais igualitário às vacinas: Fiocruz (AstraZeneca/Oxford): 21,5 milhões Butantan (Sinovac/CoronaVac): 5,6 milhões Covax (AstraZeneca): 4 milhões Covax (Pfizer/BioNTech): 842,4 mil Pfizer/BioNTech: 2,5 milhões ‘Brasil é um dos mais afetados pela pandemia’ Vela e cruz são colocadas em homenagem às vítimas da Covid-19 em frente ao Congresso, em Brasília, no dia 27 de abril. Ueslei Marcelino/Reuters Em seu discurso de abertura coletiva, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, falou sobre a pandemia no Brasil. “Desde o início de novembro, o Brasil vive uma crise aguda, com aumento de casos de Covid-19, internações e óbitos, inclusive entre os mais jovens. Durante o mês de abril, as unidades de terapia intensiva estiveram quase lotadas em todo o país”, disse. Ele se solidarizou com o Brasil e disse que a pandemia mostrou que as pessoas não devem baixar a guarda. “O Brasil tem uma longa e orgulhosa história de saúde pública, com três décadas de investimentos, mas a pandemia de Covid-19 atingiu fortemente o sistema de saúde e ameaça desfazer esses ganhos”, lembrou. 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x VÍDEOS: aa vacinação no Brasil Veja Mais

Covid: Enquanto mundo mira Índia, 'efeito sanfona' põe Brasil na rota de 1 milhão de mortes, apontam especialistas

Glogo - Ciência BBC ouviu cientistas que previram picos de 5 mil mortes diárias no Brasil sobre queda recente em internações; para Miguel Nicolelis, elas não indicam desaceleração e, no ritmo atual, país pode chegar a 1 milhão de óbitos até 2022 Percepção de recuo da pandemia no Brasil seria precipitada, alertam cientistas EPA/BBC Nos últimos dias, boa parte do mundo desviou sua atenção para a Índia, que desponta como novo epicentro global da pandemia da Covid-19, com cenas trágicas de cremações em estacionamentos e doentes morrendo na porta de hospitais por falta de oxigênio. Enquanto os holofotes estrangeiros saem do Brasil, hospitais em alguns estados celebram quedas nas internações em UTIs. É o caso de São Paulo, que na quarta-feira (28) apontou baixa de 26,9% nas internações de pessoas com o novo coronavírus em um mês. Para muitos, os dois movimentos trazem impressão de suposto controle da doença no Brasil, mesmo com o país registrando 3.019 mortes só nas últimas 24 horas, com um total de 398.343 óbitos desde o início da pandemia. LEIA TAMBÉM: Saiba por que infecções pelo coronavírus explodiram na Índia Entenda por que a tragédia no país ameaça o mundo todo 3 efeitos para o Brasil do descontrole da pandemia na Índia Explosão de casos e mortes por Covid-19 na Índia: entenda em 5 pontos Com uma população seis vezes maior que a brasileira, a mesma Índia que agora ocupa o lugar do Brasil na imprensa internacional teve 3.645 mortes no mesmo período, com um total de 204.832 óbitos. Nos dois países, segundo especialistas, a subnotificação da doença mascara o real alcance da pandemia. A percepção de recuo da pandemia no Brasil seria não apenas precipitada e falha tecnicamente, mas também perigosa, alertam cientistas. Para membros de alguns dos principais grupos de estudos investigando a pandemia no país, a falta de uma resposta centralizada pelo governo federal e o uso de dados de internações fora de contexto estimulam o relaxamento precipitado de medidas ainda necessárias de isolamento social, o que prolonga o pico da doença no país e pode resultar em novos recordes de casos e mortes. E o problema brasileiro pode ir além, como explica o neurocientista Miguel Nicolelis, que coordenou o Comitê Científico do Nordeste, criado em março de 2020 para organizar a resposta dos nove Estados da região à pandemia. "Quando eu estava no comitê, no ano passado, apareciam números estáveis durante a semana e governadores já me ligavam dizendo que a pandemia tinha acabado", conta o cientista por telefone à BBC News Brasil. "Houve uma queda porque medidas mínimas foram adotadas em alguns lugares, (...) mas essas quedas são temporárias. Essas mudanças estão dentro da margem de variação estatística e só servem para políticos brasileiros as usarem como desculpa pra relaxarem medidas", diz. "Isso não é sustentável." No fim de março, o mesmo cientista chamou atenção ao prever que o Brasil chegaria a 500 mil mortes até junho. Semanas mais tarde, a universidade de Washington fez estimativa semelhante, levando em conta uso de máscaras pela população, mobilidade social e ritmo da vacinação, e disse que, até 30 de junho, o país chegaria a um total de 562,8 mil mortes. Ao se debruçar sobre os números atuais no Brasil, Nicolelis não só mantém a aposta, como vai além. "No ritmo atual, nós não vamos nem conseguir vacinar as pessoas antes que alguma variante brasileira, ou da África do Sul, ou da Índia, ou da Inglaterra, escape às vacinas. Essa variante indiana é assustadora. Se as variantes entrarem aqui e passarem a competir com a P-1 (variante brasileira), e as vacinas que temos não derem conta, podemos ter um milhão de óbitos até 2022", diz. Além de Nicolelis, a BBC News Brasil ouviu outros cientistas que haviam previsto nos últimos meses um cenário possível de 5 mil mortes diárias no Brasil. Todos concordam que os índices no país continuam acima de limites aceitáveis, reiteram a gravidade da pandemia no Brasil e apontam que as quedas em internações podem ser reflexo imediato de medidas de distanciamento adotadas irregularmente em alguns Estados, além dos primeiros efeitos práticos da vacinação no país. O tamanho da população na Índia e o aumento dramático de casos e mortes causam muita preocupação AFP/Via BBC "Método sanfona" Dados do boletim epidemiológico mais recente do Observatório da Covid da Fiocruz, com base em números oficiais de 19 de abril, mostram que 17 capitais brasileiras tinham taxas de ocupação de leitos de UTIs em hospitais públicos superiores a 90%. Outras cinco tinham taxas superiores a 80%. Só cinco capitais - Manaus (73%), Macapá (74%), Salvador (77%), Boa Vista (38%) e João Pessoa (59%) tinham ocupação menor do que 8 a cada 10 leitos. Em semanas anteriores, o país chegou a ter recorde de 21 capitais com mais de 90% de ocupação. Essa queda de 21 para 17 capitais, no entanto, significa pouco quando o tema é a gravidade da pandemia, já que a referência para estado considerado crítico na lotação de UTIs adotada por organismos internacionais e nacionais, como a Fiocruz, é de 80%. Assim, apesar da oscilação, o Brasil continua com 21 dos 26 Estados, mais o Distrito Federal, nesta situação considerada alarmante. Miguel Nicolelis em entrevista para a TV Bahia Reprodução/TV Bahia "Muita gente está usando esses números pra argumentar contra o lockdown, mas isso é completamente ridículo", avalia Miguel Nicolelis. "Você tem 21 de 26 capitais em nível crítico de leitos de UTI, sem medicamentos, sem médico, com gente jovem morrendo com um dia de internação." Ele continua: "O Brasil está se especializando no método sanfona de controle da pandemia. Fecham quando está altíssimo por uma, talvez duas semanas, e aí, quando cai 4 pontos, abrem tudo de novo e volta (a subir)". Para a pesquisadora Margareth Portela, especialista em políticas e administração em saúde e uma das responsáveis pelo monitoramento do Observatório Covid-19, da Fiocruz, o país "está longe de uma situação de controle real". "As últimas duas semanas mostram que estamos vivendo um cenário de desaceleração. Mas os dados em relação às taxas de ocupação de UTIs continuam muito elevados", ressalta. Em entrevista ao jornal "O Estado de São Paulo", em 25 de março, um dos colegas de Portela no Observatório da Fiocruz, o professor Carlos Machado, afirmou que "se nada for feito, nada nos impedirá de chegar a quatro ou cinco mil óbitos por dia". Ele se referia ao pior cenário e à necessidade de um lockdown mínimo de duas semanas, coordenado entre os governos federal, estadual e de municípios. "De lá pra cá, vários estados e vários municípios adotaram medidas restritivas mais rigorosas", pondera hoje a pesquisadora, "o que com certeza deve ter tido um impacto e deve explicar um pouco dessa redução que de fato se observa". Entre os estados que se destacaram com medidas de restrição, Portela destaca Bahia e São Paulo. O primeiro vem implementando medidas restritivas desde 26 de fevereiro e, depois de algumas tentativas de reabertura, prorrogou toque de recolher e proibição de eventos públicos até 3 de maio. Já o governo de São Paulo manteve o Estado em "fase emergencial" entre 15 de março e 9 de abril, o nível mais restritivo de controle da pandemia, quando locais e serviços não-essenciais como academias, salões de beleza, templos religiosos, cinemas, shoppings e lojas de rua foram fechados. O fantasma dos repiques A BBC News Brasil também conversou com o professor do departamento de Estatística da UFF (Universidade Federal Fluminense) Marcio Watanabe. Ele assina um estudo, publicado em 24 de abril, que estimava mortes diárias no Brasil a partir de um modelo matemático que analisava números de mais de 50 países afetados pela pandemia, coletados entre setembro de 2020 e março deste ano. O levantamento apontava que o pico de óbitos no Brasil aconteceria "provavelmente em abril ou início de maio, com um número calculado entre 3 mil e 5 mil mortes por dia". À época, Watanabe destacou que os números reais eram sujeitos ao ritmo de vacinação e à aplicação de medidas restritivas nos Estados. A BBC News Brasil perguntou se os novos números que sugerem desaceleração em internações surpreeendem o pesquisador. "Houve uma série de medidas ali no final de março pra tentar conter aquele aumento explosivo. As medidas, muitas, tiveram visivelmente impacto na curva de casos e de óbitos, e agora a gente vai ter que ver qual vai ser o impacto dessa reabertura que já está ocorrendo em muitos lugares", diz. Mas, ele ressalta que não é momento para relaxamento. "Pode ser que tenhamos repiques, ou seja, depois de ter essa pequena queda, que a gente volte a ter aumento de casos em alguns lugares, principalmente os mais povoados", prevê. Ele explica que o impacto das medidas de distanciamento social nas taxas de contágio depende diretamente da duração das medidas. "No caso do Brasil, as medidas foram retiradas de maneira prematura, no sentido de que a gente via uma pequena diminuição nas internações, e assim que se viu essa pequena diminuição as medidas foram retiradas. Então, existe uma tendência de o contágio voltar a aumentar." A maior parte dos países que conseguiram reduzir drasticamente o número de internações e mortes investiu em longos períodos de lockdown nacional. No Reino Unido, por exemplo, a população enfrentou no começo de janeiro o terceiro lockdown rígido desde o início da pandemia. Na época, o país tinha, proporcionalmente, quase 30% de mortes a mais que o Brasil tem hoje. Com mais de 3 meses de novo isolamento total, associado a auxílios financeiros para pessoas e empresas e um plano robusto de vacinação, o país viu as mortes despencarem para um total de 6, no último dia 26. "É muito importante que todos entendam que a redução em hospitalizações, mortes e infecções não foi por causa do programa de vacinação", justificou o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, na primeira quinzena de abril, quando uma reabertura gradual foi autorizada. "As pessoas não se dão conta que o lockdown foi extremamente importante pra que tivéssemos essa melhora." Ponto para a vacinação Para a pesquisadora da Fiocruz, Margareth Portela, o avanço da vacinação no Brasil, ainda que lento, também pode ter influenciado positivamente nas quedas em internações notadas nas últimas semanas. "No histórico brasileiro de enfrentamento à covid, não há muitas experiências de lockdown no sentido próprio da palavra, mais restritivo. Então você continua tendo circulação de pessoas, transporte público lotado. A gente nunca teve um lockdown real e não estamos em uma situação tranquila", diz. "Mas a questão da vacinação, ainda que lentamente, está avançando." Segundo a pesquisadora, o país "já começa a ver redução nas internações de pessoas mais idosas, que já estão vacinadas no Brasil". "Isso está fazendo diferença", ela comemora. "Entre pessoas mais idosas, por exemplo, a partir de 70 anos, já se observa, sim, uma queda importante." Até a publicação desta reportagem, 30,7 milhões de brasileiros (ou 14,5% da população) haviam tomado a primeira dose de vacinas, enquanto 14,6 milhões (6,6%) receberam a segunda. O ritmo da vacinação no país e a atuação do governo no combate à pandemia de modo geral, colocaram a administração do presidente Jair Bolsonaro no centro de uma CPI, que neste momento apura "ações e omissões" do governo federal na pandemia. A compra de vacinas é um dos pontos mais sensíveis da investigação. Veja Mais

Brasil quadruplica ritmo de mortes e atinge 400 mil vidas perdidas para a Covid

Glogo - Ciência Últimos 100 mil óbitos foram registrados em apenas 36 dias; até os primeiros 100 mil, foram 149. Apesar de queda nas taxas de morte no momento, após endurecimento de medidas de restrição, abril foi o mês mais letal e teve mais de 2 mil vítimas diárias. Intervalos de dias entre 100 mil mortes por Covid-19 no Brasil, segundo o consórcio de veículos de imprensa Editoria de Arte/G1 O Brasil atingiu nesta quinta-feira (29) uma nova marca da tragédia sanitária dos últimos 13 meses: ultrapassou as 400 mil vidas perdidas para a Covid-19. O assustador número, que reflete o fracasso brasileiro no combate à pandemia, traz um dado ainda mais triste e revelador: o ritmo das mortes pela doença no país quadruplicou. Ele nunca havia sido tão intenso. Entre março e abril, foram 100 mil mortes registradas em apenas 36 dias. Ou seja, UMA EM CADA QUATRO PESSOAS que morreram pela doença no Brasil perdeu a vida nos últimos TRINTA E SEIS DIAS. No início da tarde desta quinta, o total de mortos chegou 400.021, e o de casos confirmados, 14.541.806, segundo dados levantados pelo consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia no Brasil. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. A marca dos primeiros 100 mil óbitos no Brasil foi atingida quase 5 meses - 149 dias - após a primeira pessoa morrer pela doença no país. Dos 100 mil para os 200 mil, passaram-se outros 5 meses - 152 dias. Mas para chegar aos 300 mil, foram necessários somente 76 dias, número que agora caiu quase pela metade. As 400 mil vidas perdidas estão sendo registradas justamente no mês que mais matou pessoas: foram mais de 76 mil em 29 dias de abril. Março, o mês anterior mais letal da pandemia, teve 66.868 mortes em 31 dias. Brasil chega a 400 mil mortos pela Covid-19 Alta taxa de mortes e jovens internados Diferentemente do mês passado, quando a média de mortes estava com tendência de alta, neste final de abril, a média de mortes está em queda, após vários estados terem adotado medidas mais duras de restrição em meio à segunda onda da Covid. No entanto, o número diário de mortes permanece num patamar muito alto: são mais de 2 mil vítimas diárias da Covid há mais de 40 dias – a maior média do mundo entre 9 de março e 25 de abril. Dados do Ministério da Saúde apurados pelo G1 e pela TV Globo mostram que, ao longo da pandemia, aumentaram, principalmente, as mortes entre jovens, mas os mais velhos continuam sendo vítimas em maior número. Infográfico mostra a evolução das mortes por Covid por faixa etária no Brasil Editoria de Arte/G1 Alerta nos sistemas de saúde, aglomerações e CPI Os sistemas de saúde nos estados, que em grande parte viviam o auge do colapso ao longo de março, passam por uma leve folga no momento. As taxas de ocupação de leitos tiveram redução nas últimas semanas. No entanto, com a lentidão do ritmo de vacinação no país (leia detalhes mais abaixo) e a volta de medidas de flexibilização, o alerta continua. Diariamente no país são registradas aglomerações no transporte público das grandes cidades. Continuam ocorrendo festas clandestinas e encontros em estabelecimentos proibidos, como bingos, sem qualquer medida sanitária de prevenção à Covid. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que já chamou a Covid-19 de "gripezinha", participou de aglomerações, questionou as orientações dadas pela Organização Mundial de Saúde e trocou o comando do Ministério da Saúde três vezes desde o início da pandemia, segue indo contra as medidas indicadas por especialistas e aparecendo em público sem máscara, em contato com outras pessoas. No Congresso, senadores instalaram nesta semana a CPI da Covid, proposta para apontar os responsáveis pela devastadora crise de saúde que a pandemia causou no Brasil. Entre outros pontos, os parlamentares vão investigar por que a vacina está demorando tanto a chegar para os brasileiros e o que permitiu que o estado do Amazonas ficasse sem oxigênio para tratar os doentes. Veja, abaixo, gráfico com média diárias dos três países à frente do ranking: Média diária de mortes por Covid-19 Anderson Cattai/Editoria de Arte Vacinação em ritmo lento E a vacinação segue em ritmo lento: pouco mais de 14% da população tomou a primeira dose e menos de 7%, a segunda. A meta de vacinar 1 milhão de pessoas por dia estabelecida pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, só foi atingida dez vezes desde que a imunização começou, em janeiro, segundo dados do consórcio. Na quarta-feira (28), foram 1.113.247 de doses aplicadas, entre primeiras e segundas doses. A escassez de doses assusta. Nesta semana, cidades de ao menos 18 estados interromperam a aplicação 2ª dose de CoronaVac, o principal imunizante usado no país. Para Atila Iamarino, Brasil adotou estratégia insana de promover contágio. Segundo Trigueiro, "não há motivos para crer que curva irá declinar rápido". Comentaristas analisam marco. Assista: Veja Mais