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Idosos e medicamentos: o difícil equilíbrio entre riscos e benefícios

Glogo - Ciência Sociedade Americana de Geriatra apresenta inúmeros trabalhos que discutem a questão Na semana passada, a Sociedade Americana de Geriatria (American Gereiatrics Society) realizou um evento on-line que originalmente estava marcado para seu encontro científico anual, abalroado pela pandemia. Na conferência virtual, foram apresentados três trabalhos relacionados a medicamentos. Idosos recebem um volume de prescrições maior do que qualquer outro grupo etário e, se remédios desempenham um papel fundamental para manter a saúde e o bem-estar dos indivíduos, também podem provocar problemas. A grande questão é: qual é o patamar seguro e benéfico? Idosos recebem um volume de prescrições de remédios maior do que qualquer outro grupo etário Steve Buissinne por Pixabay Este blog já tratou do tema em mais de uma ocasião, inclusive alertando sobre a chamada Lista de Beers, que relaciona medicamentos inapropriados ou pouco seguros. Há uma extensa relação de drogas cuja utilização está associada ao risco de quedas: benzodiazepínicos, receitados para quem tem problemas de ansiedade e insônia; antipsicóticos, para dificuldades de comportamento que ocorrem no Alzheimer e outras demências; antidepressivos; opioides; anti-hipertensivos; e aqueles para baixar as taxas de açúcar no sangue, que podem levar a um quadro de hipoglicemia. Zachary Marcum, professor de farmácia da University of Washington, em Seattle, apresentou um estudo promissor fruto do trabalho de pesquisadores dos Estados Unidos e da Holanda, que testou o motivo de alguns medicamentos para controlar a hipertensão levarem a um risco menor para demência. Esse efeito estaria associado à ação do hormônio angiotensina-II junto a receptores do organismo. Foram analisados os diagnósticos de demência de mais de 1.900 pessoas, entre 70 e 78 anos. A demência ocorreu em 5.6% dos indivíduos que utilizavam anti-hipertensivos que aumentaram a atividade do hormônio angiotensina-II, enquanto 8.2% dos diagnosticados com a doença se valiam de medicação que diminuía a atividade do mesmo hormônio. Com os ajustes de fatores de risco e histórico de saúde, os participantes que usavam medicamentos que aumentavam a atividade da angiotensina-II tinham uma taxa 44% menor de demência, ou seja, eles funcionariam como uma proteção para o cérebro. “Este é o primeiro passo para uma ´hipótese da angiotensina’, que pode se tornar uma estratégia de tratamento importante para idosos”, sintetizou. A doutora em farmácia Kristin Smith trouxe uma iniciativa de desprescrição de medicamentos a veteranos. O programa-piloto chama-se FAME (Falls Assessment of Medications in the Elderly) e se destina a indivíduos acima dos 65 anos. Através de consultas virtuais, o time de especialistas faz uma sugestão de diminuição no número de remédios e a recomendação é enviada para o médico responsável. “Em 93% dos casos, os clínicos aceitaram a desprescrição de pelo menos uma droga; no caso de psiquiatras, a concordância foi um pouco menor: 70%. Dos pacientes que participaram, 70% concordaram em retirar um medicamento e o importante é que não tivemos nenhum evento adverso”, explicou a pesquisadora. Diversos estudos foram publicados ao longo do mês de junho sobre o tema. Um desses questionava o uso de estatinas, utilizadas para controlar os níveis do colesterol e evitar doenças cardiovasculares, em pacientes no final da vida que se encontravam em instituições de longa permanência. Em pesquisas recentes, que incluíram gente acima dos 75 anos, a conclusão é de que a droga não ajudava na prevenção da doença. Na verdade, a miopatia, cujos sintomas são dores e fraqueza muscular, é um dos efeitos colaterais mais relatados das estatinas – problema que pode afetar de modo dramático idosos frágeis, que já estão num processo de declínio físico. Outro se debruçava sobre o tratamento contra o diabetes em idosos no fim da vida. Uma em cada quatro pessoas acima dos 65 anos tem a enfermidade, que com frequência leva a doenças cardiovasculares. A orientação para retardar sua progressão e complicações é manter um rígido controle dos níveis de açúcar no sangue. Os níveis normais de hemoglobina glicada (ou hemoglobina glicosilada, ou simplesmente HbA1c) não devem ultrapassar 5.7%. Em diabéticos mais jovens, o patamar não poderia ultrapassar de 6.5% a 7%. Entretanto, para idosos com baixa expectativa de vida ou que tenham demência, manter o nível de açúcar baixo embute o risco de causar mais danos do que benefícios, por causa de episódios de hipoglicemia que podem levar à perda de consciência e quedas. Especialistas têm revisto as orientações e levantado a marca para algo entre 8% e 9% para esse grupo. Resumo da ópera: nada é tão simples como parece. Veja Mais

Estudo canadense questiona eficácia de testes rápidos para Covid-19

Glogo - Ciência Pesquisa que avaliou 40 estudos preliminares sobre diagnósticos do novo coronavírus apontou que há pouca evidência que justifique a aplicação destes testes em postos de atendimento. Estudo canadense questiona eficácia de testes rápidos para Covid-19 Mauricio Vieira/Divulgação Pesquisadores do Canadá apontaram "grandes fragilidades" nos estudos que recomendam a realização de testes rápidos para o diagnóstico da Covid-19 e afirmaram não haver evidências para a aplicação de testes sorológicos em pontos de atendimento à saúde. Testes rápidos de Covid-19: quem deve fazer? Em um artigo publicado nesta quarta-feira (1º) pela revista britânica "The BMJ", os pesquisadores avaliaram que a maior parte dos estudos publicados e que tratam dos testes sorológicos para o coronavírus Sars-Cov-2 não são precisos. "Encontramos grandes fragilidades na base de evidências para testes sorológicos para a Covid-19", escreveram os pesquisadores. "A evidência não apoia o uso continuado de testes sorológicos no local de atendimento para a Covid-19." Inconsistências Para a publicação, os cientistas revisaram cerca de 40 estudos anteriores sobre o tema e identificaram inconsistências nas produções. Segundo eles, há pesquisas enviesadas e com baixo nível de amostragem. Apenas quatro, dos quarenta estudos publicados, contaram com uma análise mais completa no perfil dos pacientes. Além disso, os pesquisadores apontaram para uma diferença na sensibilidade de testes clínicos e comerciais. De acordo com o artigo, os testes "de farmácia" apresentaram resultados inferiores aos aplicados em laboratórios clínicos. Sensibilidade afetada Segundo o estudo, há também diferenças em relação à sensibilidade de cada tipo de teste aplicado para o diagnóstico da Covid-19. Os ensaios de imunoabsorção enzimática (ELISA, em inglês) se mostraram mais eficazes que os imunoensaios de fluxo lateral (LFIA). De acordo com a revisão bibliográfica, o primeiro apresentou uma resposta de confiança próxima à 84%, enquanto o segundo, de apenas 66%. Os pesquisadores recomendaram que o diagnóstico da doença seja comprovado pelo RT-PCR (que mede a presença do vírus ativo no corpo), e que os estudos devem usar esta avaliação como referência para a validação dos testes rápidos. Além disso, os pesquisadores explicaram que a amostragem de pacientes avaliados pelos estudos tem que ser ampliada e os protocolos de testagem padronizados para que não haja interferência do meio nos resultados. "A revisão ressalta a necessidade de alta qualidade clínica estudos para avaliar essas ferramentas", diz o estudo Eles reforçaram ainda a necessidade de testes de referência e uma avaliação "cega" para que não haja conflito de interesses nas pesquisas. Initial plugin text Busque pelo título do caso Veja Mais

Últimos dias

UFJF coordena iniciativa para criação de vacina contra o coronavírus

Glogo - Ciência Pesquisadores de diversas instituições do país também estudam os fatores ecológicos que possam minimizar a gravidade da doença no trato respiratório e investigam quais vírus estão em circulação em Juiz de Fora e na Zona da Mata; veja como funciona. Corrida para produzir vacina contra a Covid-19 envolve dezenas de projetos Dado Ruvic/Reuters A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) está coordenando uma rede de pesquisadores para um estudo dos aspectos clínicos e microbiológicos do novo coronavírus. Atuando em três frentes científicas, um dos focos da iniciativa é a produção de uma vacina oral segura e viável para a prevenção da Covid-19. O grupo também estuda os fatores ecológicos que possam minimizar a gravidade da doença no trato respiratório de pacientes de grupos de risco e investigam quais vírus estão em circulação em Juiz de Fora e na Zona da Mata. Projeto De acordo com o coordenador do projeto e professor do Instituto de Ciências Biológicas da UFJF, Cláudio Galuppo Diniz, o estudo da vacina funciona da seguinte maneira. "Inicialmente, bactérias benéficas aos seres humanos serão modificadas em laboratório por meio de métodos de engenharia genética. Depois, pela via oral - ou seja, ao invés de aplicada por injeção, ela será ingerida - a vacina deverá apresentar ao corpo humano as estruturas do novo coronavírus. O sucesso será observado quando, após essa introdução, o corpo desenvolver imunidade à Covid-19", explicou. Conforme o professor, a abordagem metodológica é diferente de outras estratégias, como atenuação viral ou utilização de outros vírus recombinantes. Em relação à estimativa para a conclusão do produto, Diniz reforça que "mesmo que a gente chegue com atraso, é bom ter diferentes vacinas disponíveis, pois outras variáveis, como transferência de tecnologia, custo e produção em massa também são importantes. Acreditamos que nossa estratégia pode gerar um material desenvolvido em uma Universidade Pública e com tecnologia nacional, cuja produção em massa é economicamente viável. Há também a possibilidade de a plataforma tecnológica estabelecida poder ajudar na contenção de outras doenças". Rede de Pesquisa A rede de pesquisa surgiu no Centro de Estudos em Microbiologia (Cemic), localizado no Instituto de Ciências Biológicas, um dos espaços da instituição que está habilitado para realizar os testes para diagnóstico molecular da Covid-19. O estudo tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico. A equipe também conta com parceiros da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). Na UFJF, integram a equipe os professores Aripuanã Watanabe, Alessandra Machado, Vanessa Dias e Vânia Lúcia da Silva, todos vinculados ao Cemic. O G1 entrou em contato com os locais citados pela UFJF para saber se gostariam de comentar sobre o projeto e aguarda retorno. Initial plugin text Veja Mais

Máscaras podem provocar acne, irritação, rosáceas: veja como cuidar da pele em tempos de pandemia

Glogo - Ciência Estresse causado pela tensão atual também pode contribuir para agravar quadro dermatológico. Pessoas com máscaras protetoras contra a Covid-19 andam em shopping em Bogotá, na Colômbia, nesta segunda-feira (8). Juan Barreto/AFP Uma pesquisa publicada no jornal "American Academy of Dermatology" mostrou que cerca de 83% dos profissionais da saúde que atuaram na linha de frente contra o coronavírus em Hubei, na China, relataram sofrer com o aparecimento de acne no rosto. Cerca de 70% também relataram pele seca e descamação na região do rosto coberta pela máscara. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o uso de máscaras faciais, medida necessária para conter a transmissão do coronavírus, pode causar ou piorar problemas de pele como a acne, secura e inflamações. “A oclusão [abafamento] pela máscara pode levar a um quadro inflamatório e aumento da secreção sebácea, o que pode causar a acne. Em alguns casos, pode causar dermatite seborreica [condição que causa vermelhidão, irritação e oleosidade da pele] ou até rosácea [doença que causa avermelhamento da pele do rosto]”, explica a dermatologista Sylvia Ypiranga, do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Cosmiatria é uma área da dermatologia voltada para o tratamento e prevenção de problemas de pele. O fato é que a acne causada pelo uso da máscara facial tem sido tão comentada nas redes sociais durante a pandemia que ela ganhou até um apelido: "Maskne", "termo derivado do inglês Mask's acne, que em tradução literal significa: a acne causada pela máscara", explica o médico dermatologista Gustavo Moreira Amorim, membro da SBD. Aproveitando o momento, algumas marcas de cosméticos internacionais começaram a produzir produtos para prevenir a "Maskne". Mas, segundo os dermatologistas ouvidos pelo G1, uma boa limpeza diária da pele, seguida de hidratação, podem ajudar. Cuidados com a pele Lavar o rosto com sabonete adequado a seu tipo de pele (oleosa, seca, mista ou normal) 2 vezes ao dia A pele deve estar sempre limpa e seca antes de colocar a máscara Para peles oleosas, Amorim indica o uso de um sabonete facial à base de enxofre Hidratar o rosto com um creme próprio para a região facial e de acordo com o seu tipo de pele antes de colocar a máscara ajudará a evitar o atrito e pressão Para peles oleosas, deve-se aplicar géis a base de silicone antes de colocar a máscara. "O produto é útil para a formação de um filme de proteção da pele", explica Ypiranga Não passe maquiagem quando usar a máscara para não piorar a obstrução dos poros Evitar a lavar o rosto com água quente, etanol ou produtos irritantes, como limpadores faciais Ypiranga também indica que é essencial retirar todos os resíduos da máscara caseira ao higienizá-la, para que o produto utilizado na lavagem não permaneça na máscara, levando a dermatites. Não piore o atrito A máscara facial, independentemente do tipo de material que é feita, pode causar um tipo de acne conhecida como mecânica ou oclusa, que ocorre, segundo Amorim, "pelo atrito, fricção obstrução e/ou abafamento da pele". Por isso, para não aumentar o atrito entre a máscara e a pele, o dermatologista recomenda que, uma vez colocada a máscara, a pessoa não deve retirá-la com frequência para falar, comer ou beber algo, assim como não deve ou coçar ou tocar o rosto. Para tratar a acne oclusiva, Amorim indica produtos dermatológicos a base de ácido salicílico ou peróxido de benzoíla, "mas somente após avaliação individualizada feita por um médico dermatologista", diz. Condições cutâneas que podem ser agravadas, como a dermatite seborreica, rosácea e outras dermatites, devem ser diagnosticadas e tratadas por dermatologistas. Se a pele já estiver machucada A Sociedade Brasileira de Dermatologia lançou um documento com dicas para prevenção e cuidado da pele para os profissionais de saúde que utilizam os Equipamentos de Proteção Individual, como óculos, máscara e luvas cirúrgicas. Para quem já estiver com a pele lesionada, o documento indica: Evitar limpeza facial com água quente, etanol 70-75% ou limpadores faciais Após limpeza do rosto, aplicar nas dermatites de contato leves umectantes Após usar a máscara, aplique sobre as lesões compressas com 3 a 4 camadas de gaze umedecida com água fria ou solução salina 0,9% por cerca de 20 minutos a cada vez a cada duas horas Logo após as compressas, passe um hidrante facial próprio para sua pele Estresse e acne Vale lembrar que o aumento da acne no rosto dos adultos durante a pandemia não é decorrente somente do uso de máscaras. Segundo os dermatologistas, há também o fator emocional. "A situação de insegurança e mudança de rotina gerada pela pandemia leva ao estresse, o que aumenta a produção de cortisol, hormônio que pode levar ou piorar um quadro de acne", explica a dermatologista Ypiranga. Amorim aponta que a acne não é algo tão simples de ser resolvida, pois pode ser causada por inúmeros fatores, desde um estímulo mecânico, como o fator emocional. "O estresse emocional pode atuar por meio de um desbalanço hormonal, terminando por aumentar a oleosidade na pele, favorecendo a formação de espinhas, além de atuar como gatilho em vias imunológicas inflamatórias, também importantes para o desenvolvimento de acne", aponta Amorim. Por isso, o médico orienta sempre procurar um dermatologista e não se automedicar, principalmente neste momento de pandemia, pois somente um profissional saberá identificar o efeito causador da acne ou da dermatite. Initial plugin text Veja Mais

O que é o 'ciclone bomba' que está causando estragos no Sul do Brasil

Glogo - Ciência Ventania já causou quedas de árvores também em São Paulo e deve derrubar temperatura na capital paulista a 8ºC. Ciclone bomba em Santa Catarina Reprodução Chuvas torrenciais, queda drástica nas temperaturas, ventos de mais de 100 km/h e até neve. Um ciclone extratropical, fenômeno também chamado de "ciclone bomba", vai mudar o clima nas regiões Sul e Sudeste do Brasil nos próximos dias. Principalmente nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde o fenômeno já está sendo sentido com mais força e provocando estragos, a previsão é de quedas abruptas nas temperaturas, com possibilidade até mesmo de causar neve no Sul e geada no Sudeste. No Sudeste, porém, os efeitos serão menores. O ciclone deve apenas tangenciar o Estado de São Paulo em sua passagem pela região. Ainda assim, a previsão do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) é que as temperaturas na capital paulista chegue a 8º C entre a noite de quinta e a madrugada de sexta-feira. Em cidades como Florianópolis e Balneário Camboriu, em Santa Catarina, a passagem do fenômeno deixou um rastro de destruição. Nas redes sociais, dezenas de usuários registraram em vídeo momentos de pânico com a forte ventania e a chuva intensa. Initial plugin text De acordo com o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Heráclio Alves, ciclones extratropicais são relativamente comuns e são formados por áreas de baixa pressão atmosférica. Este que passa pelo Brasil surgiu próximo ao Paraguai e vai cruzar diversas regiões continentais até chegar ao oceano, onde ainda atua por algum tempo e depois perde força. "Ele causa basicamente ventos mais fortes, muita chuva, e a partir daí que se formam as frentes frias. Entre ontem e hoje, foram registradas rajadas de vento de 50 a 100 km/ h no Rio Grande do Sul. Amanhã, ele se desloca para o oceano, quando o passa a afetar mais a costa do país", afirmou o especialista do Inmet à BBC News Brasil. As consequências, segundo ele, são ondas maiores e uma grande agitação no mar. Isso deve ocorrer na faixa que vai do Rio Grande do Sul até o Rio de Janeiro. A Marinha emitiu um comunicado para alertar que a região Sul deve ter mar agitado e ondas de até 7 metros nas próximas horas. Algumas regiões montanhosas de Santa Catarina podem ter ventos de até 140 km/h. Os vendavais que já estão sendo provocados pelo ciclone podem arrancar telhas de imóveis e causar tempestades. Segundo o especialista do Inmet há cerca de um mês ocorreu outro ciclone como este. A diferença é que o último foi mais fraco e apenas tangenciou o Rio Grande do Sul, como fará desta vez em São Paulo. 'Não é hora de pescar' O meteorologista do Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura de São Paulo (CGE) Thomaz Garcia disse que a previsão para São Paulo é uma queda nas temperaturas e chuva, mas sem a mesma intensidade das que ocorreram no último fim de semana. "Pode ocorrer chuvas isoladas nesta madrugada e início da manhã. A previsão é que ocorram ventos com rajadas de até 60 km/h, com uma grande queda da temperatura até pelo menos no fim de semana", afirmou Garcia. Ele afirmou que a principal recomendação é se proteger e não entrar no mar. "O ciclone vai causar uma grande agitação marítima com muita ressaca no litoral. Não é hora de sair para pescar. Esse ciclone causa uma queda abrupta de pressão atmosférica. No centro dele tem ar frio que gira em sentido horário causando ventos fortes e chuva", disse. Nesta terça-feira, o Corpo de Bombeiros do Estado informou que foram registrados 50 chamados para quedas de árvores nas últimas horas na cidade de São Paulo. O porta-voz dos bombeiros, o major Marcos Palumbo, disse que a provável causa são "ventos fortes de até 53 km/h". O registro mais grave, segundo ele, foi a queda de uma árvore de grande porte sobre duas casas na Vila Mariana, na capital. Ninguém ficou ferido. Veja Mais

Médico conselheiro da Casa Branca diz que novo vírus descoberto na China 'não é ameaça imediata', mas que é preciso 'ficar de olho'

Glogo - Ciência Influenza G4 EA H1N1 foi registrado em porcos após anos de estudos e ainda não há registro de transmissão entre humanos, mas descoberta gerou atenção caso o vírus sofra mutações. Anthony Fauci, médico conselheiro da Casa Branca, usa máscara ao chegar para dar declarações ao Congresso dos EUA nesta terça-feira (30) Al Drago/Pool via Reuters O médico Anthony Fauci, principal conselheiro em epidemiologia na Casa Branca, afirmou nesta terça-feira (30) que o novo vírus descoberto em porcos na China se assemelha aos vírus de gripe que causaram as pandemias de 2008 e 1918. Assim como os vírus da chamada "gripe suína" e da "gripe espanhola", esse novo influenza é uma variante do H1N1 — está sendo chamado por cientistas G4 EA H1N1. A descoberta vem de estudos que levaram anos em abatedouros chineses, e, por enquanto, NÃO há relatos de transmissão entre humanos (leia mais no fim da reportagem). Fauci explicou a parlamentares no Congresso dos Estados Unidos qual o risco desse novo vírus de gripe à saúde humana. "Em outras palavras, quando você tem um novo vírus que se torna um vírus pandêmico é porque sofreu mutações e/ou por reorganização ou mudanças de genes", afirmou. "É algo que ainda está sendo examinado, não é uma ameaça imediata em que você está vendo infecções, mas é algo que precisamos ficar de olho da mesma forma que fizemos em 2009, com a chegada da 'gripe suína'", acrescentou Fauci. Oito anos de pesquisa Cientistas chineses identificam subtipo de vírus da gripe em porcos O estudo sobre o novo vírus influenza foi publicado na segunda-feira na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences" por pesquisadores da Universidade Agricultural Chinesa com análises em mais de 30 mil porcos entre 2011 e 2018. Veja mais no VÍDEO acima. De acordo com os cientistas, não há provas de que os humanos estejam imunes a esses vírus. Porém, como já existe tratamento e vacina para outros subtipos da gripe, a descoberta pode antecipar a produção de remédios e imunização antes que a doença se torne um problema para a saúde pública. Quando o novo coronavírus causador da Covid-19 foi descoberto, por exemplo, a doença já se espalhava entre humanos — o que deu condições para que a nova doença se tornasse pandemia. Initial plugin text Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus no Brasil, 30 de junho, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência País tem 1.373.006 diagnósticos confirmados de Covid-19 e 58.406 óbitos. Brasil tem mais de 58 mil mortos por Covid-19, diz consórcio de veículos de imprensa O Brasil tem 58.406 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta terça-feira (30), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Veja os dados atualizados às 8h desta terça-feira (30): 58.406 mortes 1.373.006 casos confirmados O consórcio divulgou na segunda (29), às 20h, o 22º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, CE, GO, RN e RR divulgaram novos dados. (Na segunda, 29, às 20h, o balanço indicou: 58.385 mortes, 727 nas últimas 24 horas; e 1.370.488 casos confirmados.) De acordo com um monitoramento da universidade norte-americana Johns Hopkins, o mundo já tem mais de 10 milhões de infectados e 500 mil mortos. O Brasil responde por 11% das mortes totais no planeta. IgG e IgM: Entenda como funcionam os testes MEMORIAL: Grávidas, indígenas, profissionais de saúde... veja quem são as vítimas da Covid-19 no Brasil EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. Apenas no dia 9 de junho, o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Nesta segunda (29), o órgão divulgou um novo balanço. Segundo a pasta, houve 692 novos óbitos e 24.052 novos casos, somando 58.314 mortes e 1.368.195 casos desde o começo da pandemia – números menores que os apurados pelo consórcio. Initial plugin text CORONAVÍRUS× Veja Mais

Novo vírus da gripe com 'potencial pandêmico' é encontrado na China

Glogo - Ciência Parece ser capaz de infectar pessoas, embora os porcos sejam os hospedeiros, dizem os especialistas. Cientistas descobriram evidências de infecção recente em pessoas que trabalhavam na indústria suína na China Getty Images.BBC Uma nova cepa do vírus da gripe com potencial de causar uma pandemia foi identificada na China, segundo um novo estudo. Essa linhagem surgiu recentemente e tem os porcos como hospedeiros, mas pode infectar seres humanos, dizem os autores da pesquisa. Os cientistas estão preocupados com o fato de que ela poderia sofrer uma mutação ainda maior e se espalhar facilmente de pessoa para pessoa e desencadear assim um surto global. Eles dizem que a cepa tem "todas as características" de ser altamente adaptável para infectar seres humanos e precisa ser monitorada de perto. Como se trata de uma nova linhagem do vírus influenza, que causa a gripe, as pessoas podem ter pouca ou nenhuma imunidade a ela. Ameaça pandêmica Uma nova cepa do influenza está entre as principais ameaças que os especialistas estão monitorando, mesmo enquanto o mundo ainda tenta acabar com a atual pandemia do novo coronavírus. A última gripe pandêmica que o mundo enfrentou, o surto de gripe suína de 2009 que começou no México, foi menos mortal do que se temia inicialmente, principalmente porque muitas pessoas mais velhas tinham alguma imunidade a ela, provavelmente por causa de sua semelhança com outros vírus da gripe que circulavam anos antes. O vírus da gripe suína, chamado A/H1N1pdm09, agora é combatido pela vacina contra a gripe que é aplicada anualmente para garantir que as pessoas estejam protegidas. A nova cepa de gripe identificada na China é semelhante à da gripe suína de 2009, mas com algumas mudanças. Até o momento, não representou uma grande ameaça, mas o professor Kin-Chow Chang e colegas que o estudam dizem que devemos ficar de olho nele. Qual é o perigo? O vírus, que os pesquisadores chamam de G4 EA H1N1, pode crescer e se multiplicar nas células que revestem as vias aéreas humanas. Eles descobriram evidências de infecção recente em pessoas que trabalhavam em matadouros e na indústria suína na China. As vacinas contra a gripe atuais não parecem proteger contra isso, embora possam ser adaptadas para isso, se necessário. Kin-Chow Chang, que trabalha na Universidade de Nottingham, no Reino Unido, disse à BBC: "No momento estamos distraídos com o coronavírus e com razão. Mas não devemos perder de vista novos vírus potencialmente perigosos". Embora esse novo vírus não seja um problema imediato, ele diz: "Não devemos ignorá-lo". Os cientistas escrevem na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências britânica, que medidas para controlar o vírus em porcos e monitorar de perto as populações trabalhadoras devem ser rapidamente implementadas. O professor James Wood, chefe do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade de Cambridge, disse que o trabalho "vem como um lembrete salutar" de que estamos constantemente sob o risco do surgimento de patógenos e que animais de criação, com os quais os seres humanos têm maior contato do que com a vida selvagem, podem ser uma fonte de vírus pandêmicos. Veja Mais

Unicamp sugere novo protocolo para detectar vírus da zika em placenta

Glogo - Ciência Cientistas apontam que maior representatividade de amostras aumentaria chance de diagnóstico, e poderia esclarecer casos em que bebê nasce com microcefalia e cuja mãe não apresentou sintomas da infecção durante a gestação. Aedes aegypti fêmea é a transmissora da febre amarela, dengue, zika e chikungunya no Brasil Pixabay/Divulgação Uma pesquisa desenvolvida na Unicamp, em Campinas (SP), promete auxiliar no diagnóstico do vírus da zika em casos de bebês que nasceram com microcefalia e a mãe não apresentou sintomas da infecção durante a gestação. Em vez de analisarem uma única amostra da placenta, conforme orienta o protocolo do Ministério da Saúde, os cientistas estabeleceram um novo padrão com maior representatividade na coleta, e os resultados mostraram efetividade: em 14 amostras que testaram positivo, todas deram negativo no método atual. Diante do cenário, os autores do trabalho sugerem ao Ministério da Saúde uma readequação do protocolo, pelo menos em centros e cidades com maior estrutura médica, para um retrato mais fiel dos casos envolvendo o zika. De acordo com Maria Laura Costa do Nascimento, professora do departamento de Obstetrícia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, a testagem em placenta é essencial para o diagnóstico. "A placenta é um local de persistência viral, mesmo meses depois da infecção. Muitas vezes a paciente tem poucos sintomas clínicos, e a janela para colher no sangue é pequena, e podemos perder a oportunidade do diagnóstico nesse momento", explica. Coautor do trabalho, o professor José Luiz Proença Módena, do Instituto de Biologia da Unicamp, destaca que a ideia inicial era entender a dinâmica de infecção do vírus em diferentes regiões da placenta e eles viram que com uma maior amostragem, a capacidade de detecção do zika no órgão aumentou muito. "Foi estabelecido um protocolo de coleta sistemática das placentas, para que tivéssemos uma amostra de diferentes regiões da placenta, que é diferente do protocolo convencional, que coleta uma punção única, e divide para vários testes. Com isso, a gente acabou propondo esse novo protocolo, que vai além da coleta, mas também envolve maiores cuidados no armazenamento e envio", pontua. Vista aérea do campus da Unicamp, em Campinas (SP) Reprodução/EPTV Segundo Módena, enquanto no protocolo atual a amostra pode ser refrigerada e mantida assim até a análise, o grupo da Unicamp identificou que os resultados seriam melhor obtidos com o imediato congelamento das amostras e manutenção em freezer -80º C para a análise. "Uma das coisas que buscamos é garantir maior representatividade, porque a placenta é um órgão grande, com 400, 500 gramas. A outra é assegurar a qualidade do material, que inclui a coleta no menor tempo possível após o parto, o congelamento rápido e depois o processamento do material com qualidade", explica a professora da FCM. Novo protocolo Os cientistas apontam a eficácia do método, mas reconhecem as dificuldades de adoção dos critérios em todas as localidades brasileiras. Por isso, a proposta ao Ministério da Saúde seria para uma readequação, ou para que a proposta com coleta de mais amostras ocorra pelo menos em centros e cidades com maior estrutura, para melhor retrato e diagnósticos dos casos de zika. "Em nenhum momento nossa ideia é criar uma rixa com o Ministério da Saúde, mas a gente é a favor de garantir maior efetividade nos testes", conclui Maria Laura. O G1 entrou em contato com o Ministério da Saúde para comentar a proposta dos pesquisadores e a viabilidade de mudança no protocolo, mas a pasta não enviou as respostas até esta publicação. Veja mais notícias da região no G1 Campinas Veja Mais

Games, aplicativos e robôs para maiores de 60

Glogo - Ciência Idosos se beneficiarão com a utilização de tecnologias interativas com fins terapêuticos A Age Well é uma rede canadense voltada para aliar a tecnologia ao envelhecimento. Assisti a uma conferência da organização, há cerca de uma semana, cujo ponto alto foi a discussão sobre a ampliação do uso de games e robôs no dia a dia de idosos, em especial aqueles com algum tipo de comprometimento cognitivo. A prescrição de games com fins terapêuticos alcançou um novo patamar no dia 15, quando o FDA (Food and Drug Administration), a agência reguladora norte-americana que equivale à Anvisa brasileira, aprovou o EndeavorRx como parte de tratamento para crianças com TDAH (transtorno de déficit de atenção com hiperatividade). Criado pela empresa Akili, é indicado para a faixa etária entre 8 e 12 anos e o estudo sobre sua eficácia foi publicado na prestigiosa revista “The Lancet”. Interessante é que, enquanto a empresa trabalhava no projeto, seus desenvolvedores acreditavam que poderia ser adotado também no tratamento da Doença de Alzheimer. Há fortes indícios de que jogos e aplicativos terão lugar cativo no futuro da medicina. É aí que entra a apresentação de John Muñoz, cientista e designer de games, na conferência que citei. Seu campo é exatamente o das assistive interactive technologies, ou seja, as tecnologias interativas que são utilizadas nos cuidados com seres humanos. Idosa interage com o robô Pepper, criado em 2014 Joanneum Research “Há três frentes diferentes de ação”, explicou. “A primeira é a dos games e aplicativos com o objetivo de trazer benefícios para a saúde e o bem-estar. A segunda é a dos agentes interativos, que pode ser virtuais ou robôs, ambos capazes de criar ou participar de experiências com o usuário. E a terceira frente é a dos objetos do dia a dia conectados e capazes de realizar tarefas, a chamada internet das coisas”, enumerou. O pesquisador, que é PhD e faz pós-doutoramento na Universidade de Waterloo, no Canadá, tem atuado no campo da reabilitação de idosos com problemas neurológicos e vítimas de acidentes vasculares cerebrais, mais conhecidos como derrames. Atualmente trabalha na criação de um jogo para estimular a prática de exercício. Com o uso de óculos de realidade virtual (RV), o jogador será “transportado” para um barco e terá que remar até a praia. Ele acredita que os robôs e a RV serão os grandes diferenciais como ferramentas para melhorar a qualidade de vida dos portadores de qualquer tipo de deficiência, física ou cognitiva, como as demências: “o importante é que as iniciativas sejam centradas na pessoa, que sejam construídas com a ajuda dos usuários e de seus cuidadores, para que sejam atraentes e efetivas”. Os robôs sociais, como o Pepper, lançado em 2014, vão interagir com os indivíduos, enquanto a realidade virtual proporcionará ambientes com experiências imersivas, interativas e multissensoriais. Muñoz dá, como exemplo, a utilização dessas máquinas para fazer uma mediação intergeracional entre avôs e netos: “eles podem estimular a colaboração entre os idosos e as crianças, tornar a experiência mais excitante, e ainda gravar e compartilhar esses momentos”. Veja Mais

Coronavírus: a incrível recuperação de um homem de mais de 100 anos na Etiópia

Glogo - Ciência Aba Tilahun Woldemichael, que é um monge cristão ortodoxo, agora está sendo tratado em casa por seu neto. Aba Tilahun no hospital Arquivo pessoal-Hana Atsbeha via BBC A recuperação da Covid-19 de um homem etíope de mais de 100 anos de idade impressionou a equipe médica que o tratou. A família de Aba Tilahun Woldemichael diz que ele tem 114 anos, o que o tornaria o homem mais velho do mundo, mas não há certidão de nascimento para confirmar sua idade. Embora o hospital não possa confirmar que seu paciente tem 114 anos, a equipe médica diz que ele definitivamente tem mais de 100 anos e estima que ele tenha 109. Pessoas com mais de 80 anos são consideradas as mais vulneráveis ​​ao vírus. Woldemichael, que é um monge cristão ortodoxo, agora está sendo tratado em casa, por seu neto. "Quando eu estava no hospital, orava a Deus pedindo saúde. Eu chorava e rezava para que todo o país ficasse saudável novamente", disse ele à BBC. O monge testou positivo para o vírus quando ocorreu um processo de triagem aleatória em seu bairro na capital, Adis Abeba, e foi internado no hospital antes que os sintomas aparecessem, disse Hiluf Abate ao programa Newsday da BBC. Isso permitiu à equipe médica se adiantar com o tratamento e monitorar de perto o idoso, acrescentou. Quatro dias após sua internação na enfermaria de coronavírus do hospital Yeka Kotebe, a condição de Aba Tilahun se deteriorou, e ele passou a receber oxigênio, disse Hiluf. Ao todo, ele passou 14 dias no hospital e foi tratado com oxigênio por mais de uma semana. Ele também recebeu antibióticos e a droga anti-inflamatória dexametasona, que tem sido aclamada como um tratamento inovador para pacientes hospitalares gravemente doentes com a covid-19. A Etiópia, que tem restrições para conter o coronavírus, registrou mais de 5.000 casos confirmados e 81 mortes. Tempos conturbados Em sua juventude, Woldemichael se mudou do sul da Etiópia para Adis Abeba e viveu tempos tumultuados em seu país. Ele testemunhou a ocupação italiana entre 1935 e 1941, a derrubada do imperador Haile Selassie em 1974, o colapso do regime marxista Derg em 1991 e agora, sobreviveu à Covid-19. Durante anos, viveu uma vida simples como monge; "Aba" é um título que significa "Pai". Quando era mais novo, trabalhou como eletricista, pintor de casa e "faz-tudo", disse seu neto de 24 anos, Binyam Lulseged Tilahun, à BBC. Seu avô está indo bem e parece saudável, apesar da idade, mas os efeitos secundários do vírus enfraqueceram sua voz, acrescentou Binyam. A fim de conter a propagação do coronavírus, a Etiópia introduziu um estado de emergência em abril que fechou escolas e playgrounds, proibiu grandes reuniões e eventos esportivos e reduziu o número de passageiros no transporte público. Mas as empresas permaneceram abertas. Idosos, diabéticos e fumantes fazem parte do grupo de risco; veja cuidados essenciais Initial plugin text Veja Mais

Em teste no Brasil, vacina de Oxford contra a Covid-19 é a mais adiantada do mundo, diz OMS

Glogo - Ciência Declaração da entidade ocorreu em entrevista nesta sexta-feira. Organização também falou sobre fundo de investimentos para tratamentos e testes contra a doença. Imagem retirada de vídeo mostra voluntário recebendo injeção durante teste de vacina experimental de Covid-19 realizado pela Universidade de Oxford, em 25 de abril University of Oxford via AP A vacina em fase de testes contra a Covid-19 feita pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca é a mais adiantada no mundo e, também, a mais avançada em termos de desenvolvimento. A declaração foi dada nesta sexta-feira (26) por Soumya Swaminathan, cientista da Organização Mundial da Saúde (OMS). Vacina de Oxford deve imunizar contra Covid-19 por 1 ano, diz presidente de farmacêutica Vacina de Oxford contra Covid-19 será testada em SP e RJ; saiba quem pode ser voluntário e como serão os testes Em teste no Brasil, vacina de Oxford contra a Covid é a mais adiantada do mundo, diz OMS Segundo a pesquisadora, uma outra vacina em fase de testes, idealizada pela emprensa Moderna, "não está muito atrás" da potencial imunização da AstraZeneca. Os dois projetos estão entre as mais de 200 vacinas candidatas contra a Covid-19, das quais 15 já entraram na fase de testes clínicos, em humanos. Ainda de acordo com Swaminathan, a OMS mantém conversas com várias fabricantes chinesas, entre elas a Sinovac, sobre potenciais vacinas. Ela pediu que seja considerada uma colaboração entre os testes com potenciais contra a Covid-19, similar aos ensaios solidários que a OMS tem feito com possíveis medicamentos para tratar a doença respiratória causada pelo novo coronavírus. Testes no Brasil A vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford está na fase 3 de desenvolvimento - última fase antes da aprovação e distribuição - e começou a ser testada nesta semana em voluntários brasileiros, em um estudo liderado no país pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Vacina de Oxford contra Covid-19 começa a ser testada em profissionais de saúde de SP Em entrevista à Reuters na quarta-feira (24), a reitora da Unifesp, Soraya Smaili, disse que os ensaios clínicos com a vacina de Oxford e da AstraZeneca podem durar até um ano. Já a vacina da chinesa Sinovac deverá começar a ser testada no Brasil em julho, depois de a companhia fechar acordo com o Instituto Butantan, ligado ao governo do Estado de São Paulo, que pode levar à produção dela no Brasil, caso se mostre eficaz. Fundo contra a Covid-19 A OMS também atualizou nesta sexta-feira o status das doações para o fundo de desenvolvimento de vacinas, tratamentos, testes e pesquisas contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Em 12 meses, o esforço internacional precisa arrecadar US$ 31,3 bilhões (cerca de R$ 171,2 bilhões). Até o momento, os países membros conseguiram US$ 3,4 bilhões (cerca de R$ 18,5 bilhões). O déficit total para garantir um acesso igualitário no planeta é de US$ 27,9 bilhões (R$ 152, bilhões). Deste montante em falta, a entidade informa que US$ 13,4 bilhões (R$ 73,3 bilhões) são urgentes para o fundo. A iniciativa de colaboração entre países foi lançada em abril. Participaram do encontro o presidente da França, Emmanuel Macron, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, entre outras autoridades. Chamado de Access to Covid-19 Tools Accelerator, ou o ACT Accelerator, o fundo irá tornar as tecnologias contra a doença "acessíveis a todos que precisam delas, no mundo inteiro". "O princípio do acesso equitativo é simples de dizer, mas algo complicado de implementar. Requer colaboração ativa entre governos, indústria, organizações de saúde, organizações da sociedade civil e comunidades", disse o diretor-geral da OMS nesta sexta-feira, Tedros Adhanom Ghebreyesus. "Vacinas, diagnósticos e medicamentos são ferramentas vitais, mas, para serem realmente eficazes, devem ser administrados com outro ingrediente essencial, que é a solidariedade". Profissionais de saúde começam o teste da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford Initial plugin text Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus no Brasil, 26 de junho, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência País tem 55.102 óbitos por Covid-19 e 1.234.850 casos confirmados. Brasil passa de 55 mil mortes e registra mais de 40 mil novos casos da Covid-19 O Brasil tem 55.102 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta sexta-feira (26), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O consórcio divulgou na quinta (25), às 20h, o 18º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, AM, GO e RR divulgaram novos dados. Veja os dados atualizados às 8h desta sexta-feira (26): 55.102 mortos 1.234.850 casos confirmados (Na quinta-feira, 25, às 20h, o balanço indicou: 55.054 mortes, 1.180 em 24 horas; e 1.233.147 casos confirmados) O Brasil é o segundo país com mais vítimas no mundo, só atrás dos EUA, que registram 122,4 mil mortes. O Estado de São Paulo, que tem 20% dos casos confirmados do Brasil, conta 248.587 notificações de Covid-19, de acordo com dados do consórcio. Este número é maior que o total da Espanha (247.486) e da Itália (239.706), segundo registros da Universidade Johns Hopkins. RESPIRADORES: Estados compram 7 mil equipamentos, mas menos da metade é entregue; valores variam de R$ 40 mil a R$ 226 mil no país MEMORIAL: Grávidas, indígenas, profissionais de saúde... veja quem são as vítimas da Covid-19 no Brasil EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. Apenas no dia 9 de junho, o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Nesta quinta (25), o órgão divulgou um novo balanço. Segundo a pasta, houve 1.141 novos óbitos e 39.483 novos casos, somando 54.971 mortes e 1.228.114 casos desde o começo da pandemia – números menores que os apurados pelo consórcio. Initial plugin text CORONAVÍRUS× Veja Mais

VOCÊ PODE MUDAR A SUA PERSONALIDADE?

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 Minutos Psíquicos Jogue World of Warships agora mesmo: https://wo.ws/37eEz6y e utilize o código READY4BATTLE2020 para ganhar vários brindes: ● 700 Dobrões ● 1.000.000 de Créditos ● 7 Dias de Conta Premium ● Barco USS Charleston com camuflagem da bandeira dos Estados Unidos ● Barco Premium Japonês Ishizuchi Obrigado World of Warships por patrocinar esse vídeo. Quer jogar no console? Conheça o World of Warships Legends https://wowslegends.com/ Será que você consegue mudar a sua personalidade? Hoje discutiremos algumas pesquisas recentes na psicologia sobre mudança de personalidade. VÍDEOS SUGERIDOS A TRÍADE SOMBRIA DA PERSONALIDADE: MAQUIAVELISMO, PSICOPATIA E NARCISISMO - https://youtu.be/etYS8EzAJcE O QUE É PERSONALIDADE? - https://youtu.be/ZVSTxSnKUzU TIMIDEZ - https://youtu.be/Ozf4dvma1_Q O QUE GOSTO MUSICAL TEM A VER COM PERSONALIDADE? - https://youtu.be/OjE0Mrgcurg PERSONALIDADE MÚLTIPLA - https://youtu.be/eEBH62zAA1c Agradecimento especial aos nossos apoiadores no YouTube, no Patreon e no APOIA.SE: Uriel Marx Josue Caetano Juliana Pereira Masashi Inoue Gabriel Tamassia Martinez Fernando da Silva Trevisan Cláudio Toma Angelo Thomazini Anderson Santos da Silva Mathias Gheno Azzolini Marco Aurélio Roncatti Ingrid Philigret de Brito Paulo André Batista Araújo Adinael Fernandes da Silva Tatsuo Adachi Ana Carolina Alves Feitosa Kleber Pereira Thaís Canto Renan Fernandes Elisangela de Moura Gonçalves Mônica Almeida Roger Hendryo de Oliveira Simone Souza Raquel Aquino Débora Medeiros Antonio Rosasse William Oliveira ingridpsi Ana Cláudia Tiago Cruz Jose Luis Fernandes Maísa Barbosa Brum Michel Rezende Artur Luft Gacha Trevisani Josi Silva Andre Elton Mayara Silva Rafael Haruin Nanci Cuozzo Luciana Santa Fé Antonio Neto André Timm LUCIANA SANTOS Heloisa Moura Antonia Braz Danilo Oliveira Ana Carolina Zortea Suellen Santos Vanessa Ariane Ribeiro Ana América Oliveira de Arruda rigen doragon Sawabonas Joao Freire Franca Murilo Juliana Belko Ines Cozzo Fernanda Wanderlind Leandra Garcez Sabrina Morais Adriana Araújo Bruno Andrade Nildson Loki Karen Castro Carmen Adell André Luiz Thieme Robson Tulio Furtado INCENTIVE O MINUTOS PSÍQUICOS :) Torne-se um apoiador nosso no YoutTube, Apoia.se ou Patreon: ● https://www.youtube.com/channel/UCFiEI1kDHlO9UQtxx0wj-XA/join ● https://apoia.se/minutospsiquicos ● http://www.patreon.com/minutospsiquicos REDES SOCIAIS ● Facebook: https://www.facebook.com/minutospsiquicos/ ● Twitter: https://twitter.com/minutopsiquicos ● Instagram: https://www.instagram.com/minutospsiquicos/ CRÉDITOS ● Pesquisa, roteiro, apresentação, narração e edição: André Rabelo (@oandrerabelo) ● Ilustração: Pedro Tavares (Chicão) (@pedroxicao) ● Música: Above Planets - Patrick Patrikios / Action Hero - Jingle Punks REFERÊNCIAS E INDICAÇÕES https://psycnet.apa.org/record/2018-53132-001?doi=1 https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/per.2226 https://content.apa.org/record/2017-00079-001 https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/1948550619878423 https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0092656620300192 https://www.youtube.com/watch?v=MHM3ItHd22I&feature=em-uploademail https://greatergood.berkeley.edu/article/item/can_you_change_your_personality https://www.verywellmind.com/can-you-change-your-personality-2795428 https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/per.2266 https://www.bbc.com/future/article/20200313-how-your-personality-changes-as-you-age?ocid=global_future_rss https://psycnet.apa.org/record/2019-40600-003 https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/10668348/ http://personalitychange.ucdavis.edu/ https://psyarxiv.com/qzef8/ #personalidade #psicologia Veja Mais

República Democrática do Congo, o país que enfrenta surtos de ebola, Covid-19 e sarampo ao mesmo tempo

Glogo - Ciência País tem enfrentado desafios na saúde pública e usa experiência em outras doenças no combate ao coronavírus. Kavota Mugisha Robert (esquerda), voluntário na força de resposta ao ebola, é visto com equipamento de descontaminação enquanto seus colegas se preparam para entrar em casa de paciente com suspeita da doença, em Beni, na República Democrática do Congo, em foto de 8 de outubro de 2019 Reuters/Zohra Bensemra/File Photo A República Democrática do Congo tem enfrentado graves desafios na saúde pública. Além da Covid-19, que assolou o mundo inteiro em 2020, o país africano convive com surtos recorrentes do vírus Ebola e do sarampo. Desde 2018, o governo local tenta diminuir o número de contaminados e mortos pelo ebola. De acordo com a revista científica "The Lancet", de 1º de agosto de 2018 até 28 de maio de 2020, havia 3.406 casos confirmados com 2.243 mortes pela doença. Embora a situação atual esteja mais controlada em relação a anos anteriores, quatro novas mortes pelo ebola foram confirmadas no dia 1º de junho de 2020 na cidade de Mbandaka, deixando em alerta as autoridades locais. O caso chamou a atenção do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesu, que na ocasião alertou em seu Twitter: “Esse surto é um lembrete de que a Covid-19 não é a única ameaça à saúde que as pessoas enfrentam. A OMS continua monitorando e respondendo a muitas emergências de saúde”, escreveu. O sarampo, por sua vez, apareceu com força na República Democrática do Congo em 2011 e o número de contaminados cresce ano após ano. Em 2013, por exemplo, eram 88.381 casos confirmados. Até o fim do ano passado, esse número saltou para 311.471. Covid-19 A mais nova batalha da epública Democrática do Congo é com a Covid-19. O primeiro caso confirmado foi diagnosticado no dia 10 de março de 2020. No dia 24 daquele mês, o governo já declarava estado de emergência no país. As experiências com outros surtos de doenças, como o ebola e o sarampo, foram fundamentais para o Congo lidar com o coronavírus. Líderes e instituições comunitárias fazem um trabalho de conscientização e prevenção com a população. Por já ter enfrentado situações semelhantes em outras ocasiões, o país adequou a infraestrutura e profissionais de saúde empenhados em outros surtos para auxiliar no combate à pandemia do coronavírus. Equipes de enfermeiros, médicos, estudantes de medicina e profissionais de saúde foram realocados e aproveitados para fazer atividades de sensibilização, triagem e testes da Covid-19. Há dificuldade, porém, na resposta rápida dos resultados, já que todas as amostras precisam ser enviadas para Kinshasa, capital do país. Soldados marroquinos da missão da ONU na República Democrática do Congo (Monusco) patrulham Djugu, território de devastado pela violência no leste do país. Foto de 13 de março Samir Tounsi / AFP De acordo com a Universidade Johns Hopkins, a República Democrática do Congo registrava mais de 6 mil casos e 142 mortes pelo coronavírus até a tarde desta quarta-feira. Com as dificuldades na realização de testes e nos resultados, há suspeita de que haja número considerável de subnotificação. A questão sócio-econômica do país é um fator preocupante no combate ao vírus. Grande parcela da população não tem acesso a saneamento básico e condições adequadas de higiene, como lavar as mãos, umas da maneiras de evitar o contágio do novo coronavírus. Além disso, o alto índice de comorbidades, como hipertensão, diabetes, HIV e AIDS e tuberculose, são agravantes na luta contra a mortalidade. Moradores se reúnem ao redor de funcionários do Médicos Sem Fronteiras em Goma, na República Democrática do Congo, para segunda rodada de vacinação contra o ebola em novembro de 2019. Fiston Mahamba/Reuters Veja Mais

Vacina universal contra o coronavírus seria o 'Santo Graal', mas demoraria décadas, diz OMS

Glogo - Ciência Durante a coletiva desta quarta, a OMS informou que, na última semana, o mundo registrou mais de 160 mil mortes por coronavírus por dia. 10 de junho - Pesquisadores trabalham em laboratório na província de Liaoning, nordeste da China. O local é um dos vários na China que tenta desenvolver vacina contra o coronavírus (COVID-19) Noel Celis/AFP O diretor-executivo do Programa de Emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS) Michael Ryan, afirmou nesta quarta-feira (1) que uma vacina universal contra o coronavírus seria um cenário ideal, mas demoraria décadas para ser desenvolvida. “Uma vacina universal contra patógenos do coronavírus seria um Santo Graal, mas demoraria décadas”, disse Ryan, se referindo a possibilidade de criação de uma vacina capaz de oferecer uma proteção cruzada contra outros coronavírus. "Alcançar uma vacina universal é uma mensagem positiva. Porém, é algo fácil de falar, difícil de fazer", complementou o diretor-executivo. Ryan também defendeu que a comunidade científica deve considerar a ameaça a longo prazo em toda a família do coronavírus, como Mers e Sars. Novo Influenza, G4 EA H1N1 Questionado sobre o vírus Influenza G4 EA H1N1, publicado em um estudo recente sobre abatedouros de porcos na China, Ryan disse que não é um vírus novo e está sob vigilância dos cientistas desde 2011. "Existem muitos vírus que têm o potencial de se transformarem em uma pandemia. Este não é um novo vírus, é um vírus que já está sob vigilância", informou. O estudo sobre o novo vírus influenza foi publicado na segunda-feira (29) na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences" por pesquisadores da Universidade Agricultural Chinesa com análises em mais de 30 mil porcos entre 2011 e 2018. Mais de 160 mil mortes diárias Durante a coletiva desta quarta, a OMS informou que, na última semana, o mundo registrou mais de 160 mil mortes por coronavírus por dia. "Mais de 10,3 milhões de casos de Covid-19 já foram relatados à OMS e mais de 506 mil mortes. Na semana passada, o número de novos casos excedeu 160 mil em todos os dias", disso o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Ministério da Saúde anuncia parceria para desenvolver vacina contra o coronavírus Initial plugin text Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus no Brasil, 1 de julho, de acordo com consórcio de veículos de imprensa

Glogo - Ciência País tem 1.409.693 casos confirmados de Covid-19 e 59.745 óbitos. O Brasil tem 59.745 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta quarta-feira (1), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Veja os dados atualizados às 8h desta quarta-feira (1): 59.745 mortos 1.409.693 casos confirmados O consórcio divulgou na terça-feira (30), às 20h, o 23º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, GO, RN e RR divulgaram novos dados. (Na terça-feira, 30, às 20h, o balanço indicou: 59.656 mortes, 1.271 em 24 horas; e 1.408.485 casos confirmados.) MEMORIAL: Grávidas, indígenas, profissionais de saúde... veja quem são as vítimas da Covid-19 no Brasil EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. Apenas no dia 9 de junho, o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Nesta terça (30), o órgão divulgou um novo balanço. Segundo a pasta, houve 1.280 novos óbitos e 33.846 novos casos, somando 59.594 mortes e 1.402.041 casos desde o começo da pandemia. Initial plugin text CORONAVÍRUS× Veja Mais

Brasil tem 1.271 mortes por coronavírus em 24 horas, mostra consórcio de veículos de imprensa; são 59.656 no total

Glogo - Ciência País tem 1.408.485 casos confirmados de Covid-19. O Brasil teve 1.271 mortes registradas em razão do novo coronavírus em 24 horas, mostra levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde. Com isso, são 59.656 óbitos pela Covid-19 até esta terça-feira (30) no país. Veja os dados, consolidados às 20h: 59.656 mortes; eram 58.385 até 20h desta segunda (29); uma diferença de 1.271 óbitos. 1.408.485 casos confirmados; eram 1.370.488 infectados até a noite do domingo, ou seja, houve um aumento de 37.997 infectados. Antes do balanço final do dia, o consórcio divulgou outros dois boletins. No primeiro boletim, às 8h, o Brasil contava 58.406 mortos e 1.373.006 casos confirmados. No segundo boletim, às 13h, o país tinha 58.927 mortos e 1.383.678 casos da doença. A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou que uma em cada quatro mortes pela Covid-19 acontece no Brasil. Da mesma maneira, um em cada quatro casos também acontece no país. De acordo com um monitoramento da universidade norte-americana Johns Hopkins, o mundo já tem mais de 10 milhões de infectados e 500 mil mortos. O Brasil responde por 11% das mortes totais no planeta. Editoria de Arte/G1 Editoria de Arte/G1 MEMORIAL: Grávidas, indígenas, profissionais de saúde... veja quem são as vítimas da Covid-19 no Brasil EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. Apenas no dia 9 de junho, o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Nesta terça (30), o órgão divulgou um novo balanço. Segundo a pasta, houve 1.280 novos óbitos e 33.846 novos casos, somando 59.594 mortes e 1.402.041 casos desde o começo da pandemia – números totais menores que os apurados pelo consórcio. Initial plugin text CORONAVÍRUS× Veja Mais

Como é o Dimorphos, o asteroide que a Nasa tentará desviar em sua primeira missão de defesa planetária

Glogo - Ciência Segundo a Nasa, a cada 10 mil anos existe possibilidade de que asteroides com mais de 100 metros possam atingir a Terra e causar grandes estragos; por isso, agência quer fazer teste para estar precavida. Ilustração da nave DART, da Nasa, perto do dupla Dimorphos-Didymos. NASA/Johns Hopkins APL/Steve Gribben Há anos, cientistas se preparam para enfrentar uma ameaça distante, mas que poderá, um dia, se tornar real. São asteroides que passam "perto" da Terra e que, em tese, poderiam colidir com o planeta. A Nasa diz que "não se sabe de um asteroide que represente um risco de impacto na Terra nos próximos 100 anos". Do que se sabe até agora, o asteroide mais perigoso é o 2009FD, que tem menos de 0,2% de chance de atingir a Terra em 2185. Mas os especialistas preferem ser cautelosos e estar preparados para uma ameaça real. Para isso, a Nasa, em colaboração com a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), prepara a sua primeira missão de defesa planetária, que tentará atingir um asteroide para desviar sua órbita. A missão é chamada DART, que em inglês significa dardo e, neste caso, são as iniciais em inglês de Teste de Redirecionamento Duplo de Asteroides. Esta missão histórica está planejada para algum momento entre julho e setembro de 2022, e o alvo será um recém-nomeado asteroide, Dimorphos. Dimorphos significa "duas formas", uma vez que seria o primeiro corpo celeste a ter a forma de sua órbita alterada devido à intervenção humana. Mas como será a operação e o que faz de Dimorphos uma cobaia perfeita para experimentar essa técnica de defesa planetária? Impacto cinético A missão do teste DART será a primeira tentativa de desviar um objeto espacial usando o que os especialistas chamam de "impacto cinético". A operação consistirá no lançamento da espaçonave DART para viajar pelo espaço e colidir deliberadamente com o Dimorphos. A ideia é fazer com que o impacto mude a trajetória do Dimorphos sua trajetória — como quando duas bolas de bilhar colidem. "O que queremos é alterar a velocidade do objeto em talvez um centímetro por segundo", explica o astrônomo Andy Rivkin, um dos líderes de missão, no portal DART. "Isso não é muito", diz ele, mas pensando na Terra, isso seria suficiente para desviar seu curso e evitar colisões. Entre todas as opções avaliadas, a Nasa considera o impacto cinético o método "mais simples e tecnologicamente maduro" de defender a Terra dos asteroides. Como é a nave DART O dardo que planeja atingir Dimorphos é uma embarcação que pode percorrer 6,6 km por segundo. É equipada com painéis solares que, quando implantados, medem 8,5 metros de comprimento cada. Dentro, haverá uma câmera que ajudará a navegar no espaço e identificar o alvo, além de escolher o melhor ponto de impacto. A sonda também carregará um satélite cúbico que será desconectado alguns dias antes da colisão e tentará capturar imagens do momento de impacto entre o DART e o Dimorphos. Por que Dimorphos é o alvo ideal O asteroide Dimorphos faz parte de um sistema binário, porque gira em torno de outro asteroide chamado Didymos, que em grego significa gêmeos. O Dimorphos tem um diâmetro de 160 metros e é menor que Didymos, que tem um diâmetro de 780 metros. A sonda DART atingirá Dimorphos quase de frente, encurtando o tempo que esse pequeno asteroide leva para orbitar Didymos por vários minutos. O plano em 2022 é que, com o impacto, os telescópios da Terra possam medir o quanto a órbita de Dimorphos mudou. A ideia de lançar o DART no segundo semestre de 2022 é que, nessa época, o sistema Didymos estará mais perto da Terra, a cerca de 11 milhões de quilômetros, o que permitirá melhores observações. Simplificando, o Dimorphos será o alvo perfeito para avaliar a eficácia de uma nave como o DART no desvio de um objeto celeste de outro. Defesa Planetária Os programas de defesa planetária visam proteger a Terra da ameaça de objetos cósmicos próximos. Um asteroide é considerado próximo da Terra quando sua órbita o leva a cerca de 50 milhões de quilômetros do nosso planeta. Embora a grande maioria dos objetos próximos que entram na atmosfera da Terra se desintegre antes de atingir a superfície, os maiores de cerca de 30 metros podem causar danos se conseguirem atravessar a atmosfera. Segundo a Nasa, um objeto é considerado potencialmente perigoso se orbitar 7,5 milhões de km da Terra e tiver mais de 140 km de diâmetro. Todo mês, os astrônomos conseguem detectar vários asteroides com alguns metros de diâmetro que passam entre a Terra e a Lua. Todos os dias, a atmosfera da Terra também é atingida por meteoroides, que são pequenos fragmentos de asteroides de cerca de um metro e causam rastros brilhantes que podem ser vistos à noite. Segundo a Nasa, em média, a cada 10 mil anos existe a possibilidade de que asteroides com mais de 100 metros possam atingir a Terra e causar desastres ou gerar ondas que inundem áreas costeiras. Portanto, por enquanto não há nada com que se preocupar, mas é melhor estar preparado. Veja Mais

Covid-19: depois da alta, mais desafios pela frente

Glogo - Ciência Especialistas alertam para a necessidade de cuidados de transição quando o idoso deixa o hospital Estar curado da Covid-19 é uma vitória, mas, principalmente para os mais velhos, ainda há muitos desafios pela frente depois da alta. Após um período de hospitalização, o estado geral do paciente pode ser comprometido por problemas físicos, funcionais, cognitivos e até emocionais, cuja duração pode variar de semanas a meses. Num artigo publicado no “Journal of Aging and Social Policy”, no começo do mês, três pesquisadoras da escola de enfermagem da Universidade da Pennsylvania mostram como é importante monitorar esse paciente para garantir que sua recuperação seja completa. Estar curado da Covid-19 é uma vitória, mas, principalmente para os mais velhos, ainda há muitos desafios pela frente depois da alta Gerd Altmann por Pixabay O chamado protocolo de cuidados de transição (transitional care model) deveria integrar os procedimentos de todas as unidades de saúde, mas essa não é a realidade vivida pela maior parte das pessoas. Com frequência, as orientações são dadas sem o devido detalhamento e o resultado é o risco de o paciente acabar tendo que retornar ao hospital. “Há enormes desafios para os idosos com Covid-19 em sua transição do hospital para casa”, escreveram as autoras: Mary D. Naylor, uma das maiores autoridades mundiais do assunto, Karen Hirschman e Kathleen McCauley. Basta lembrar que, em relação a complicações que podem ocorrer, cientistas já alertaram para o risco de o vírus desencadear o diabetes ou agravar uma condição preexistente, assim como não há resposta conclusiva em relação à imunidade de quem foi infectado. Por isso, as semanas e os meses seguintes à alta não devem ser vistos como uma volta à normalidade. As autoras listaram uma série de medidas que deveriam constar do rol de políticas públicas: monitoramento dos pacientes, treinamento para os cuidadores e familiares responsáveis, coordenação entre os serviços sociais e de saúde. Na prática, mais enfermeiros, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e outros profissionais da saúde envolvidos no atendimento. As especialistas lembram que, por causa do esforço heroico para salvar vidas, a grande maioria volta para casa – mas pouca atenção tem sido dedicada a esse grupo. Muitos são portadores de doenças crônicas e/ou enfrentam uma situação de vulnerabilidade social, quadro que pode ser agravado na convalescença. O ideal seria criar um clima de confiança entre os idosos, seus cuidadores e o time de saúde, para que este fosse informado imediatamente quando houvesse algum problema. O paciente também tem que ser estimulado a se manter engajado no tratamento de doenças crônicas, além de passar por avaliação emocional, uma vez que o estresse da experiência não deve ser menosprezado. Veja Mais

Brasil tem 1 a cada 4 mortes por Covid nas Américas e OMS diz que 'luta ideológica' não derrota o vírus

Glogo - Ciência 1 a cada 4 casos também está no Brasil. Diretor de emergências da entidade, Michael Ryan, alertou ainda que metade dos casos do mundo e quase metade das mortes está no continente americano. Levantamento feito por consórcio de veículos de imprensa aponta mais de 57,7 mil mortes no país, o equivalente a 11% do total mundial. 28 de junho: manifestante segura cruz simbolizando vítimas de Covid-19 em protesto contra o presidente Jair Bolsonaro em frente ao Congresso, em Brasília. Sergio Lima/AFP 1 a cada 4 mortes e por Covid-19 nas Américas ocorre em solo brasileiro, anunciou nesta segunda-feira (29) o diretor de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan. Segundo o diretor, 1 a cada 4 casos detectados no continente americano também é no Brasil. Metade dos casos e quase metade das mortes em todo o mundo está nas Américas, acrescentou Ryan. Os maiores números mundiais são de Estados Unidos e Brasil. "Não há dúvida de que o Brasil ainda está enfrentando um grande desafio. Continua a reportar mais de 30 mil casos por dia", lembrou o diretor de emergências. Segundo o levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o G1 faz parte, o Brasil tinha, às 13h desta segunda, 1,3 milhão de casos e 57.774 mortes causadas pelo novo coronavírus. O total equivale a 11% das mortes mundiais. "Há muitas situações desafiadoras no Brasil", continuou Ryan. "Existem áreas muito congestionadas e densamente habitadas nos centros urbanos com serviços precários, há pessoas vivendo em condições rurais que são difíceis de alcançar e atender. Seria bobagem subestimar o tamanho e a complexidade de um país enorme como o Brasil". Michael Ryan, diretor-executivo do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS) Christopher Black/OMS O diretor de emergências lembrou que o Brasil tem uma longa história de combate a doenças infecciosas e de fabricação de vacinas. Ainda na resposta sobre o país, ele lembrou a necessidade de os países se unirem no combate ao vírus, e disse que a luta contra a pandemia não pode ser marcada por ideologias. "Essa é a dificuldade no desafio da unidade nacional contra o inimigo comum. Quando você escolhe a unidade nacional contra o inimigo comum, às vezes não consegue escolher quem o lidera nessa luta", afirmou Ryan. 26 de junho - Vista aérea do cemitério Parque Taruma, em meio ao surto de coronavírus (COVID-19), em Manaus Bruno Kelly/Reuters "Em muitas situações, os indivíduos e a sociedade têm que oferecer incentivo e apoio a um governo que pode não ser da nossa escolha", declarou. "Eu diria apenas da minha perspectiva pessoal que não podemos continuar permitindo que a luta contra esse vírus se torne e seja sustentada como uma luta ideológica", continuou Ryan. "Não pode ser, não podemos derrotar esse vírus com ideologias. Simplesmente não podemos". Estados compram 7 mil respiradores, mas menos da metade é entregue; valor de cada equipamento varia de R$ 40 mil a R$ 226 mil no país "E acho que todo mundo agora precisa dar um passo atrás. Todo mundo precisa olhar para o espelho e dizer: estou fazendo o suficiente. Todo político precisa se olhar no espelho e dizer: estou fazendo o suficiente para parar esse vírus. Acho que precisamos ter uma grande conversa sobre isso. E agora é a hora, porque não temos tempo a perder", concluiu. Medidas preventivas O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva nesta sexta-feira (21). Reprodução/Twitter WHO O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o diretor de emergências e a líder técnica da entidade, Maria van Kerkhove, reforçaram a necessidade das medidas de prevenção ao novo coronavírus, incluindo a higiene das mãos, o distanciamento social e o rastreio de contatos. SUCESSO: 3 pontos-chave para entender como o Paraguai conseguiu conter a disseminação do coronavírus, apesar de estar no 'epicentro' da pandemia Tedros mencionou a Coreia do Sul como exemplo de sucesso nesta última estratégia: em fevereiro, afirmou o diretor-geral, o país asiático tinha o maior número de casos do mundo depois da China, mas, graças a medidas eficazes de rastreio e testagem, conseguiu conter a disseminação do vírus. Hoje, há 12,7 mil casos de Covid-19 entre os sul-coreanos e 282 mortes, segundo monitoramento da universidade americana Johns Hopkins. OMS afirma que vacina contra Covid testada no Brasil é a mais avançada até agora Initial plugin text CORONAVÍRUS× Veja Mais

Cientistas encontram duas 'superterras' próximas ao sistema solar

Glogo - Ciência Os dois planetas e sua estrela, a GJ 887, formam o sistema planetário mais compacto e mais próximo ao sistema solar de que se sabe. Por causa da proximidade à estrela GJ 887, os planetas têm órbitas mais curtas do que a que Mercúrio faz ao redor do Sol MARK GARLICK/PA WIRE Dois planetas foram encontrados por uma equipe internacional de cientistas perto da zona habitável de uma estrela que fica próxima ao Sistema Solar. E existe a possibilidade de que haja ainda um terceiro planeta. Ambos os planetas orbitam muito perto da zona habitável de GJ 887 (também conhecida como Gliese 887), uma estrela anã vermelha com cerca de metade da massa do Sol e localizada a 11 anos-luz. A proximidade entre esses planetas e sua estrela - maior que a proximidade entre Mercúrio e o Sol - transforma o grupo de GJ 887 em um conjunto "compacto" e é o sistema desse tipo mais próximo do Sistema Solar descoberto até agora. Os dois planetas cuja existência foi confirmada foram classificados como "superterras" porque possuem entre quatro e sete vezes mais massa que o nosso planeta, mas são menores que Urano e Netuno. "Eles também devem ter um núcleo sólido, como o da Terra", disse à BBC News Sandra Jeffers, da Universidade de Göttingen (Alemanha) e principal autora da pesquisa. Acredita-se que tenha uma atmosfera mais espessa que a nossa. A pesquisa foi realizada pelo projeto Red Dots, formado por várias universidades ao redor do mundo e que busca exoplanetas semelhantes à Terra e próximos ao Sistema Solar. Os resultados foram publicados nesta quinta-feira na revista Science. O que se sabe sobre esses dois planetas recém-descobertos? A Proxima Centauri é outra estrela anã vermelha que tem um exoplaneta rochoso em sua órbita, mas suas explosões solares tornam improvável que possa haver vida nos planetas ao seu redor ESO/M. KORNMESSER "Sistema compacto" Ambos os planetas, chamados GJ 887b e GJ 887c, foram detectados usando o Buscador de Planetas em Velocidade Radial de Alta Precisão (Harpa, na sigla em inglês), um instrumento do Observatório Europeu do Sul (ESO) em La Silla, no Chile. Com base no que foi observado, foi possível dizer que os dois planetas ficam relativamente "próximos" de sua estrela. O mais "remoto" da estrela, GJ 887c, leva apenas 21,8 dias terrestres para completar uma volta; e o GJ 887b leva apenas 9,3 dias terrestres. Essas órbitas são muito mais rápidas e mais curtas que a que o planeta Mercúrio faz em torno do Sol, que leva 88 dias terrestres. Os astrônomos já descobriram outros sistemas planetários mais próximos do Sistema Solar, como Proxima Centauri e Wolf359, localizados a 4,2 e 7,9 anos-luz de distância, respectivamente. Mas eles não são tão "compactos" quanto o GJ887. "Esse tipo de sistema planetário é bastante comum em outras estrelas - entre 15 e 30% das estrelas do tipo solar - mas não havíamos encontrado nenhum muito próxima do Sol", disse Guillem Anglada-Escudé, do Instituto de Ciências do Espaço (ICE-CSIC) da Universidade Autônoma de Barcelona e um dos autores da pesquisa, para a agência EFE. Mercúrio (o pontinho nessa imagem) leva 88 dias terrestres para dar a volta em torno do Sol GETTY IMAGES/BBC A "melhor estrela" Os dois planetas ficam perto do limite da chamada "zona habitável" de sua estrela, ou seja, da região em que os planetas de um sistema podem apresentar condições que permitem a existência de vida. Mas estando fora desta zona, os cientistas acreditam que o GJ 887b e o GJ 887c podem ser muito quentes. Tanto é assim que a água não pode nem ser mantida em estado líquido. A temperatura de ambos é estimada entre 70º e 200ºC, segundo o Instituto de Estudos Espaciais da Catalunha (IEEC). No entanto, os pesquisadores do projeto apontam que a estrela GJ 887 é bastante "inativa", o que é favorável para as atmosferas dos planetas próximos. "A Gliese 887 é a melhor estrela que está próxima do Sol porque é geralmente uma estrela calma. Não passa pelas explosões energéticas (por exemplo, flashes) que vemos no Sol", diz Jeffers, da Universidade de Göttingen, à BBC Mundo, serviço da BBC em espanhol. Se a GJ 887 "fosse tão ativo quanto o nosso Sol, é provável que o forte vento estelar [que produziria] simplesmente varresse a atmosfera dos planetas", explica a Universidade de Göttingen em comunicado divulgado na última quinta-feira. Mas a ausência desse vento significa que "os planetas recém-descobertos podem reter suas atmosferas ou ter atmosferas mais espessas que a Terra e potencialmente abrigar vida, mesmo que recebam mais luz que a Terra", acrescenta ele. "Os planetas recém-detectados são as melhores possibilidades (de todos os planetas conhecidos próximos ao Sol) para ver se eles têm atmosferas e estudá-los em detalhes. Ao estudá-los, os cientistas serão capazes de entender se as condições são adequadas para a vida", disse Jeffers à BBC Mundo. Ambos planetas foram encontrados por um instrumento do Observatório Europeu do Sul (ESO) em La Silla, no Chile AFP/GETTY IMAGES/BBC Um terceiro planeta? Os cientistas também detectaram sinais do que poderia ser um terceiro planeta, ainda maior que os dois anteriores, no sistema GJ 887. Este terceiro planeta estaria dentro da zona habitável. O Dr. John Barnes, astrofísico da Universidade Aberta, no Reino Unido, e outro dos autores do estudo, disse à Press Association (PA) que "se o sinal veio de um planeta, esse planeta teria uma órbita de 51 dias". "No entanto, também vemos sinais semelhantes que sabemos que devem vir da estrela. É por isso que atualmente não podemos dizer com certeza que o terceiro sinal vem realmente de um planeta. Se observações subsequentes o confirmarem como um planeta, ele estaria localizado bem dentro da zona habitável", acrescentou Barnes. Melvyn Davies, professor de astronomia da Universidade Lund, na Suécia, que não participou da pesquisa, escreveu na revista Science na sexta-feira que "se outras observações confirmarem a presença do terceiro planeta na zona habitável, então o GJ 887 poderá se tornar um dos sistemas planetários mais estudados". Veja Mais

Florestas 'artificiais' podem causar mais danos que benefícios, dizem estudos

Glogo - Ciência Dois estudos apontaram que o reflorestamento em larga escala e sem critérios quanto à biodiversidade da flora pode, na verdade, prejudicar o meio ambiente. O esquema de subsídios do Chile falhou em aumentar estoques de carbono e conter a perda de biodiversidade, diz estudo Robert Heilmayr/BBC Em vez de beneficiar o meio ambiente, o plantio em larga escala de árvores pode fazer justamente o contrário, segundo dois novos estudos publicados recentemente. Uma das pesquisas apontou que os incentivos financeiros para plantar árvores podem ter efeitos negativos ao reduzir a biodiversidade e geram pouco impacto nas emissões de carbono. Um outro estudo descobriu que a quantidade de carbono que as novas florestas podem absorver pode ser superestimada. A mensagem principal de ambos os trabalhos é de que plantar árvores não é uma solução simples para as mudanças climáticas. Solução de baixo custo e alto impacto? Nos últimos anos, a ideia de plantar árvores como uma solução de baixo custo e alto impacto para combater as mudanças climáticas realmente ganhou força. Estudos anteriores indicavam que as árvores têm um enorme potencial para absorver e armazenar carbono, e muitos países estabeleceram campanhas de plantio como um elemento-chave de seus planos. No Reino Unido, por exemplo, as promessas dos partidos políticos de plantar um número cada vez maior de árvores foram parte da campanha para as eleições gerais do ano passado. Nos Estados Unidos, até o presidente Donald Trump participou da campanha Trillion Trees — projeto que pretende plantar 1 trilhão de árvores. Outra grande iniciativa de plantio de árvores é chamada de Desafio de Bonn. Nele, os países estão sendo instados a restaurar 350 milhões de hectares de terras degradadas e desmatadas até 2030. Até o momento, cerca de 40 nações aderiram à ideia. Mas os cientistas pedem cautela na corrida para plantar novas florestas. Eles apontam para o fato de que, no Desafio de Bonn, quase 80% dos compromissos assumidos até o momento envolvem o plantio de monoculturas ou uma mistura limitada de árvores que produzem produtos específicos, como frutas ou borracha. Incentivos financeiros Um estudo analisou os incentivos financeiros dados aos proprietários privados para plantar árvores. Esses pagamentos são vistos como um elemento-chave para aumentar significativamente o número de árvores. A pesquisa analisou o exemplo do Chile, onde um decreto subsidiando o plantio de árvores ficou em vigor de 1974 a 2012, e foi amplamente visto como uma política de reflorestamento de influência global. A lei subsidiou 75% dos custos do plantio de novas florestas. Embora a legislação não se referisse às florestas existentes, a aplicação negligente e as limitações orçamentárias fizeram com que alguns proprietários de terras simplesmente substituíssem as florestas nativas por novas plantações de árvores mais lucrativas. O estudo constatou que o esquema de subsídios expandiu a área coberta por árvores, mas diminuiu a área de floresta nativa. Os autores apontam que, como as florestas nativas do Chile são ricas em biodiversidade e armazenam grandes quantidades de carbono, o esquema de subsídios fracassou em aumentar os estoques de carbono e conter a perda de biodiversidade. "Se as políticas para incentivar as plantações de árvores são mal projetadas ou mal aplicadas, há um alto risco de não apenas desperdiçar dinheiro público, mas também liberar mais carbono e perder a biodiversidade", disse o coautor da pesquisa Eric Lambin, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. "Esse é exatamente o oposto do objetivo dessas políticas." Absorção de carbono Um segundo estudo se propôs a examinar quanto carbono uma floresta recém-plantada seria capaz de absorver da atmosfera. Até agora, muitos cientistas calcularam a quantidade de carbono que as árvores podem retirar do ar usando uma proporção fixa. Suspeitando que essa proporção depende das condições locais, os pesquisadores analisaram o norte da China, onde houve um plantio intensivo de árvores pelo governo por causa das mudanças climáticas, mas também em um esforço para reduzir a poeira do deserto de Gobi. Os cientistas analisaram 11 mil amostras de solo retiradas de áreas florestadas, e descobriram que, em solos pobres em carbono, a adição de novas árvores aumentou a densidade do carbono orgânico. Mas, onde os solos já eram ricos em carbono, a adição de novas árvores diminuiu essa densidade. Os autores afirmam que suposições anteriores sobre quanto carbono pode ser absorvido com o plantio de novas árvores provavelmente são superestimadas. "Esperamos que as pessoas entendam que o reflorestamento envolve muitos detalhes técnicos e equilíbrios de diferentes partes, e não vai resolver todos os nossos problemas climáticos", disse Anping Chen, da Universidade Estadual do Colorado, nos Estados Unidos, e principal autor do estudo. Veja Mais

Cientistas brasileiros trabalham de graça para conseguir pesquisar sobre a Covid-19

Glogo - Ciência No mundo científico, há um consenso: a crise só vai acabar de fato quando houver vacina. Mas no Brasil, a verba, de tão escassa, força pesquisadores a fazerem vaquinha e tirarem dinheiro do próprio bolso para investigar. Técnica de laboratório exibe uma dose de uma candidata a vacina contra a Covid-19 pronta para ser testada em macacos Mladen Antonov/AFP Após ter seu projeto negado no edital do governo voltado para a Covid-19, o professor e pesquisador Heitor Evangelista decidiu fazer sua pesquisa por conta própria. O projeto tinha como objetivo o monitoramento de carga viral em locais de grande circulação. E, segundo o professor e pesquisador do departamento de Biofísica e Biometria da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), poderia trazer uma forma de monitorar o quanto um grupo populacional está contaminado sem precisar fazer testes individuais, escassos no Brasil. "Temos o apoio de um laboratório da Uerj, que faz nossas análises usando a estrutura deles, e vamos pegando dinheiro aqui e ali, fazendo vaquinha com dinheiro nosso e do que sobra de algum projeto”, conta o professor. O caso de Evangelista não é único no Brasil, onde a verba para pesquisa é escassa. Quando a crise do coronavírus se tornou global, vários países lançaram pacotes de ajuda econômica e, dentro deles, de investimento em ciência e pesquisa para a busca de soluções relacionadas à pandemia. O Brasil também lançou seus editais para pesquisa científica na área, mas, conforme mostra um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o valor é pequeno, mesmo quando comparado com o próprio orçamento do país para o setor. Isso faz com que os cientistas como Evangelista peregrinem para conseguir mais verba ou até toquem projetos com dinheiro do próprio bolso. Os Estados Unidos, por exemplo, destinaram 6,1 bilhões de dólares adicionais para pesquisas relacionadas ao novo coronavírus, verba extra, ou seja, além do que já era previsto para a ciência neste ano. A cifra equivale a 4,1% do orçamento total americano para o setor. Na Alemanha, um orçamento suplementar prevê o equivalente a 2,34 bilhões de dólares para pesquisa e inovação especificamente para tratamentos da Covid-19, equivalente a 6,3% do orçamento total do país para pesquisa. Já no Brasil, segundo o Ipea, foram disponibilizados 470 milhões de reais (ou 100 milhões de dólares) para pesquisa e inovação no combate à doença. O valor corresponde a 1,8% do orçamento para pesquisa do país. O levantamento do Ipea levou em consideração apenas verba federal para todos os países. "Você tem os países se mobilizando para investir em medicamento e vacina, com base no fato de que essa crise só vai acabar quando tiver uma vacina” , diz a pesquisadora do Centro de Pesquisa em Ciência, Tecnologia e Sociedade do Ipea Fernanda de Negri, uma das autoras do estudo. Segundo ela, sai mais barato investir em pesquisa para encontrar soluções do que arcar com os custos de uma economia parcialmente paralisada. Boa parte do valor vem de um crédito suplementar aprovado em favor do MCTI, de R$ 352,8 milhões de reais, sendo 307 milhões para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). No entanto, o montante não recompõe contingenciamentos. Principal fonte de financiamento de pesquisa no país, o FNDCT tem um orçamento previsto de 5,2 bilhões de reais para este ano, dos quais 4,2 bilhões estão contingenciados. "Isso significa que o Brasil está investindo pouco, muito menos do que deveria, se a gente faz essa comparação (com outros países). Estamos fazendo uma campanha para liberação integral da verba do FNDCT porque é um absurdo completo ficar um recurso congelado quando ele é essencial para enfrentar a pandemia”, diz o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro Moreira. O próprio ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, afirmou na última quarta-feira (24) que 90% dos recursos do fundo permanecem bloqueados pelo governo. "Todos os ministérios sofrem com a falta de recursos, mas o investimento em ciência e tecnologia é essencial para o desenvolvimento do país e pode ser solução para a crise”, declarou em comissão na Câmara dos Deputados. "Os pesquisadores que estão trabalhando (na pesquisa da Covid no Brasil) são os que já tem recursos de pesquisa aprovados em momentos anteriores, e que estão direcionando a verba para a Covid”, afirma, por sua vez, Fernanda de Negri. Fundações estaduais Além da verba federal, houve também dinheiro das 17 fundações estaduais de amparo à pesquisa (FAPs) direcionado para pesquisa em Covid. Segundo levantamento da Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) feito a pedido da DW Brasil, ao todo foram destinados 105 milhões de reais nestes novos editais de 15 fundações - duas não informaram valores. Do total, cerca de 16,6 milhões são de verba não prevista originalmente nos orçamentos. É preciso levar em conta também que 81% do valor se concentra em três unidades da federação: São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Nas demais, a verba é relativamente menor e se torna bastante pulverizada entre os projetos. Mesmo sem o valor total necessário, alguns pesquisadores têm tocado seus projetos. Em Santa Catarina, por exemplo, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapesc) destinou 100 mil reais para um projeto que pretende testar a vacina oral da pólio contra a Covid-19, conduzido por um grupo de professores e pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O ideal, diz o coordenador do estudo e pesquisador da UFSC Edison Fedrizzi, seria 1,5 milhão de reais. Descobrir que empresas privadas poderiam doar para o projeto e peregrinar com o pires na mão virou parte da rotina de Fedrizzi. "No Brasil, a gente tem que rebolar para fazer ciência”. Nos EUA, diz, há estudos semelhantes para a vacina BCG, e um artigo recente da revista Science, de coautoria de Robert Gallo, cientista que descobriu o HIV, fala da estimulação da imunidade inata por vacinas, citando que a oral da pólio poderia proteger temporariamente contra o Sars-Cov-2. Burocracia é entrave adicional Além da verba ser escassa, há a questão da burocracia. Segundo a pesquisadora do Ipea, em outros países, como EUA e Inglaterra, houve mecanismos de aprovação rápida das verbas para a ciência diante da emergência da pandemia. "Em meados de maio já tínhamos pesquisadores trabalhando com recursos novos para isso em outros países. O Brasil tinha lançado dois editais, e os resultados só iam sair agora, enquanto nos EUA a pesquisa já está acontecendo há meses”, diz De Negri. "O que temos acontecendo de pesquisa aqui é muito por conta da vontade dos pesquisadores”. No caso do edital do CNPq específico para a covid, lançado em abril, os 45,3 milhões de reais aprovados devem começar a chegar em agosto para os 90 projetos aprovados. Por meio de nota, o conselho afirma que "a demanda superou as expectativas, com 2.219 propostas apresentadas” e que houve um "prazo encurtado para submissão de propostas que a urgência da ação exigia (21 dias)". O grupo independente de monitoramento Ação Covid-19, criado na segunda quinzena de março, optou por ir em busca de verba privada por conta da agilidade e também por não se enquadrarem no escopo de prioridades do governo. Composto por 24 membros, entre professores e pesquisadores, o grupo procura entender como a desigualdade afeta a evolução da doença no Brasil e criou um simulador do avanço da covid no território brasileiro, dividido por bairros. "Inscrevemos o projeto para a Universidade Federal do Grande ABC (UFABC), e foi aprovado sem recursos. Fiquei sabendo que a Fundação Tide Setubal lançou um edital e apresentei o projeto”, diz o idealizador do grupo, o economista José Paulo Guedes Pinto, professor da UFABC. "Várias pessoas que são reticentes com dinheiro de fundação privada resolveram aceitar porque era um dinheiro rápido". Para ele, embora os editais tenham sido lançados com agilidade pelo governo federal, houve demora na aprovação dos projetos. Brasil conta com tropa de pesquisadores que trabalham pelo amor à ciência Cientistas do Reino Unido treinam cachorros para farejar o coronavírus Initial plugin text Veja Mais

América do Sul tenta domar gripe sazonal enquanto Covid-19 se dissemina

Glogo - Ciência Programas de vacinação tentam impedir um possível pico de gripe que poderia sobrecarregar hospitais já pressionados pela pandemia de coronavírus. Um profissional de saúde vacina uma mulher como parte do início da campanha sazonal de vacinação contra a gripe em Beccar, nos arredores de Buenos Aires, na Argentina, em 17 de junho Agustin Marcarian/Reuters Com a chegada do inverno na América do Sul, autoridades de saúde e médicos estão intensificando programas de vacinação para impedir um possível pico de gripe sazonal que poderia sobrecarregar hospitais já pressionados pela pandemia de coronavírus. Somada aos isolamentos regionais, a iniciativa de vacinação vem ajudando a manter em baixa os índices de doença respiratória sazonal em meio ao aumento dos casos de Covid-19, de acordo com médicos e dados recentes dos governos. Profissionais e autoridades de saúde de Argentina, Chile e Uruguai disseram que os esforços para conter a gripe sazonal foram essenciais para amparar os hospitais regionais agora que a América Latina está na linha de frente da batalha global contra a Covid-19. Sublinhando a importância da questão, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) disse que um aumento de casos de gripe sazonal ameaça piorar uma situação já ruim para sistemas de saúde no limite. Uma criança e sua avó usam máscaras faciais enquanto seguram os braços depois de receber uma vacina como parte do início da campanha sazonal de vacinação contra a gripe em Santiago, no Chile, em 16 de março Ivan Alvarado/Reuters "Sabemos que, em muitos países da América Latina e do Caribe, a curva epidemiológica ainda está crescendo acentuadamente", disse a Opas em comentários escritos à Reuters. "Isto significa que amanhã mais pessoas estão doentes do que ontem". Em Buenos Aires, que concentra a grande maioria dos casos de coronavírus da Argentina, autoridades converteram igrejas, escolas e creches em 82 postos de vacinação contra gripe. Agentes de saúde também realizam visitas domésticas para minimizar as multidões nos hospitais. "Isso nos ajudará a evitar o colapso do sistema de saúde", disse a doutora Vanina Miguel, especialista argentina em doenças infecciosas. As autoridades de saúde do governo esperam que o aumento da conscientização da necessidade de lavar as mãos por causa do coronavírus e o uso obrigatório de máscaras ajudem a diminuir o contágio de gripe. "(As medidas) ajudam a evitar outras doenças respiratórias, e é por isso que esperamos menos casos da gripe neste ano", disse Daniel Ferrante, subsecretário de planejamento de saúde do Ministério da Saúde da cidade de Buenos Aires. O Brasil iniciou sua campanha de vacinação contra gripe cedo, mas foi obrigado a prorrogá-la até o final de junho por não ter cumprido a meta de vacinação de grupos prioritários. Líderes regionais alertaram para a chegada do inverno, dizendo que o coronavírus pode complicar a temporada de gripe habitual devido à semelhança dos sintomas, como a tosse. Initial plugin text Veja Mais

Nuvem de poeira 'Godzilla': quais os riscos à saúde gerados pelo fenômeno que chega às Américas

Glogo - Ciência Nuvens de poeira originárias do deserto do Saara, no norte da África, geralmente afetam pessoas com problemas respiratórios crônicos; mas, neste ano, elas são mais uma preocupação em meio à pandemia de Covid-19. Turista faz selfie sob nuvem de poeira do Saara que está sobre Cancun, no México, na quinta-feira (25) Elizabeth Ruiz / AFP Em sua jornada habitual de milhares de quilômetros do norte da África, partículas de poeira do deserto do Saara já chegaram nesta semana ao sudeste do México e a vários países do Caribe. Todos os anos, mais de 100 milhões de toneladas de poeira são levadas do deserto pelo vento, de acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA, e grande parte chega à Europa e à América. Segundo Olga Mayol, especialista do Instituto de Estudos de Ecossistemas Tropicais da Universidade de Porto Rico, a nuvem atual apresenta as maiores concentrações de partículas de poeira observadas na região no último meio século. E, embora seja um fenômeno comum, que até tem efeitos benéficos em ecossistemas como o da Amazônia, este torna-se especialmente preocupante devido aos problemas respiratórios relacionados ao novo coronavírus. Qual é o perigo? Enorme nuvem de poeira viaja do norte da África para a América e Europa NOAA/BBC Ao chegar ao território mexicano, o líder da estratégia do governo para a pandemia, Hugo López-Gatell, pediu na quarta-feira à população do sudeste do país que tome medidas de precaução. "As partículas têm um tamanho entre 2,5 e 10 mícrons, que são as partículas respiráveis. Então, elas podem entrar pelo nariz e pela boca e alojar-se na traqueia, nos brônquios ou até alvéolos dos pulmões", explicou o epidemiologista. As nuvens de poeira geralmente afetam pessoas que já têm doenças respiratórias crônicas, como asma, enfisema ou bronquite crônica, que fazem parte da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). E essas pessoas são mais vulneráveis ​​a complicações se pegarem o novo coronavírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) explica que o perigo desse fenômeno "reside no conteúdo de bactérias, vírus, esporos, ferro, mercúrio e pesticidas que a poeira carrega". É que os ventos no deserto do norte da África não só levantam a areia, mas coletam poluentes quando passam por áreas desmatadas da região, principalmente de países subsaarianos. "Essas tempestades, quando são capazes de se concentrar e alcançar áreas povoadas na Europa e na América, podem provocar o aparecimento de alergias e crises asmáticas em muitas pessoas", explica a OMS. Porto de Havana, em Cuba, coberto por uma nuvem de poeira na quinta-feira (25) Yamil Lage / AFP Pessoas com problemas respiratórios ou imunossupressão, que por sua vez são as mais vulneráveis ​​à Covid-19, geralmente são as mais afetadas. "Casos de 'gripe' persistente ou alergias sem causa aparente são frequentemente mencionados, o que pode ter sido causado pelo contato com partículas de origem biológica presentes nessas névoas", diz a OMS. O que é recomendado fazer? Homem caminha perto do Castelo de Morro enquanto nuvem de poeira do Saara encobre a cidade de Havana, em Cuba, na quarta-feira (24) Yamil Lage / AFP Idealmente, evite a exposição prolongada à poeira do Saara. Portanto, a recomendação é permanecer em ambientes fechados quando essas nuvens estiverem presentes. O maior cuidado deve ser tomado por pessoas que têm problemas como DPOC, bem como por idosos, mulheres grávidas e crianças, diz a OMS. Ele recomenda o uso de protetores faciais, como máscaras ou um lenço de pano úmido que cubra completamente o nariz e a boca. "Se você sentir uma sensação de que há um corpo estranho nos olhos, lave-os com água em abundância. É preferível usar água potável, fervida ou clorada. Lave as mãos antes de iniciar o procedimento", acrescenta a OMS. Também é importante cobrir as fontes de água (poços, contêineres ou lagoas) para evitar a contaminação. Umedeça o chão antes de varrer para evitar que a poeira seja lançada de volta no ar. Veja Mais

OMS declara fim do surto do ebola na República Democrática do Congo

Glogo - Ciência 'Hoje é um momento de alegria', disse diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ao divulgar notícia nas redes sociais. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, em declaração sobre fim do surto do ebola na República Democrática do Congo em 25 de junho de 2020 Reprodução/OMS A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou na manhã desta quinta-feira (25) o fim do surto do ebola na República Democrática do Congo. "Hoje é um momento de alegria. Estou feliz por comemorar o fim do surto de ebola na República Democrática do Congo. Como vocês sabem, visitei a RDC muitas e muitas vezes durante esse surto e gostaria de estar hoje com vocês e com as equipes de resposta durante este momento importante", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Acabar com novo surto de ebola na República Democrática do Congo será 'uma luta difícil', diz OMS Initial plugin text A OMS havia declarado emergência internacional devido à doença no país em 17 de julho de 2019. No início do mês, um novo surto passou a ocorrer no oeste do país, na província de Équateur, onde foram identificados dois pontos de transmissão do ebola; os primeiros casos foram detectados na cidade de Mbandaka, perto da fronteira com a República do Congo. Segundo a organização, 12 casos da doença já haviam sido confirmados; oito das vítimas, incluindo dois profissionais de saúde, morreram. Surto de ebola na República Democrática do Congo G1 Desde 2018, o governo local tem tentado diminuir o número de contaminados e mortos pelo ebola. De acordo com a revista científica "The Lancet", de 1º de agosto de 2018 até 28 de maio de 2020, havia 3.406 casos confirmados com 2.243 mortes pela doença. República Democrática do Congo, o país que enfrenta surtos de ebola, Covid-19 e sarampo Além do ebola, o sarampo apareceu com força na República Democrática do Congo em 2011 e o número de contaminados cresce ano após ano. Em 2013, por exemplo, eram 88.381 casos confirmados. Até o fim do ano passado, esse número saltou para 311.471. Entenda como o ebola é transmitido nos seres humanos Arte G1 Covid-19 no país A mais nova batalha da República Democrática do Congo é com a Covid-19. O primeiro caso confirmado foi diagnosticado no dia 10 de março de 2020. No dia 24 daquele mês, o governo já declarava estado de emergência no país. As experiências com outros surtos de doenças, como o ebola e o sarampo, foram fundamentais para o Congo lidar com o coronavírus. Líderes e instituições comunitárias fazem um trabalho de conscientização e prevenção com a população. Por já ter enfrentado situações semelhantes em outras ocasiões, o país adequou a infraestrutura e profissionais de saúde empenhados em outros surtos para auxiliar no combate à pandemia do coronavírus. Equipes de enfermeiros, médicos, estudantes de medicina e profissionais de saúde foram realocados e aproveitados para fazer atividades de sensibilização, triagem e testes da Covid-19. Há dificuldade, porém, na resposta rápida dos resultados, já que todas as amostras precisam ser enviadas para Kinshasa, capital do país. Initial plugin text De acordo com a Universidade Johns Hopkins, a República Democrática do Congo registrava mais de 6 mil casos e 142 mortes pelo coronavírus até a tarde desta quarta-feira. Com as dificuldades na realização de testes e nos resultados, há suspeita de que haja número considerável de subnotificação. A questão sócio-econômica do país é um fator preocupante no combate ao vírus. Grande parcela da população não tem acesso a saneamento básico e condições adequadas de higiene, como lavar as mãos, umas da maneiras de evitar o contágio do novo coronavírus. Além disso, o alto índice de comorbidades, como hipertensão, diabetes, HIV e AIDS e tuberculose, são agravantes na luta contra a mortalidade. Virologista fala sobre as diferenças entre o coronavírus e o ebola Veja Mais

Mundo registrou mais de 160 mil novos casos de Covid a cada dia na última semana, alerta OMS

Glogo - Ciência Mais de 506 mil mortes e 10,3 milhões de casos foram relatados desde o início da pandemia. OMS demonstrou preocupação com o avanço da doença no Oriente Médio. Tedros Adhanon informa que o mundo tem registrado mais de 160 mil mortes diárias por coronavírus. Jornal Nacional A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta quarta-feira (1) que, na última semana, o mundo registrou mais de 160 mil novos casos de coronavírus a cada dia. "Mais de 10,3 milhões de casos de Covid-19 já foram relatados à OMS e mais de 506 mil mortes. Na semana passada, o número de novos casos excedeu 160 mil em todos os dias", disso o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus "Os países devem abolir as medidas [de abertura econômica] mais abrangentes", pediu o diretor-geral. (CORREÇÃO: Ao ser publicada, esta reportagem informou erroneamente que os 160 mil registros por dia eram de mortes. O texto foi corrigido às 14h) IMUNIZAÇÃO: Vacina desenvolvida por BioNTech e Pfizer contra a Covid-19 mostra potencial em testes em humanos PROTEÇÃO: Vacina universal contra o coronavírus seria o 'Santo Graal', mas demoraria décadas, diz OMS Tedros também afirmou que a pandemia é mais que um desafio científico. "Também é um teste de caráter. Devemos agir no interesse da solidariedade global e da nossa humanidade compartilhada", disse. O diretor-geral informou que a OMS criou um fórum com mais de 1 milhão de cientistas de todo o mundo para fazer um balanço dos avanços já alcançados e definir prioridades de pesquisa para o restante de 2020. "Não entendemos ainda porque alguns são assintomáticos e outros não", exemplificou o diretor-executivo do Programa de Emergências da OMS, Michael Ryan. Coronavírus avança no Oriente Médio e norte da África Durante a coletiva desta quarta, o diretor regional da OMS para o Mediterrâneo Oriental, Ahmed Al-Mandhari, demonstrou preocupação com o avanço dos casos da Covid-19 no Oriente Médio e na África, principalmente no Irã, Iraque, Arábia Saudita e Paquistão. “Estamos vendo um aumento de casos desde o início de maio”, disse Mandhari. "Todos os países da região estão apresentando transmissão comunitária." De acordo com o diretor geral Tedros, o Oriente Médio e norte da África são "a terceira região mais afetada globalmente, depois das Américas e da Europa." A principal preocupação do avanço da Covid-19 na região está nas áreas afetadas por conflitos armados, onde a pobreza e a violação dos direitos humanos é acentuada. "A doença demorou para aparecer nas áreas afetadas por conflitos, mas isso é um caso de subnotificação", alertou o diretor regional Mandhari. OMS diz que o pior da pandemia de Covid-19 ainda está por vir OMS alerta que a transmissão de Covid-19 está crescendo de forma acelerada na África Initial plugin text Veja Mais

Pesquisas desenvolvem tecidos que inativam vírus da Covid-19; entenda a eficácia e aplicação da tecnologia

Glogo - Ciência Veja como testes foram realizados, custo do produto e qual a aplicação para o dia a dia. Tecidos são capazaes de inativar a SARS-Cov-2 Divulgação/Nanox Nos últimos meses, diversos pesquisadores vêm desenvolvendo tecidos capazes de inativar a quantidade de Sars-Cov-2, vírus responsável por causar a Covid-19, em suas superfícies. No início de junho, uma pesquisa brasileira ganhou destaque pela eficácia. A Nanox, uma Startup que já produzia tecidos que evitam a proliferação de fungos e bactérias, desenvolveu um tecido composto por poliéster, algodão e duas micropartículas de prata em busca de combater o vírus. Análise com laser e manequim que simula espirro mostra quais máscaras caseiras são mais eficazes contra a Covid-19 Seis meses depois do 1º alerta sobre o novo coronavírus: o que já sabemos e o que ainda é incerto? O produto foi mandado para testes ao Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e, em parceria com a Universitat Jaume I, da Espanha, e com o Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foi comprovado que a composição do tecido inativa até 99,9% de SARS-CoV-2 em dois minutos de contato. Na Suíça, um estudo semelhante ao realizado em São Paulo comprovou a mesma eficácia no início de junho em testes com máscaras faciais. Mas afinal, os tecidos são eficazes no combate ao coronavírus? Qual a sua aplicação? E o custo desses tecidos, é muito mais alto? O G1 ouviu os pesquisadores do projeto brasileiro e um infectologista para respoder a estas questões. Como foi comprovada a eficácia do tecido? Para testar a eficácia do tecido, os pesquisadores utilizaram uma grande quantidade do vírus em laboratório e isolaram essa amostra. Dentro de um frasco, o tecido foi enxarcado com uma enorme carga viral e foi observado se haveria a inatividade da Sars-Cov-2 (veja na imagem abaixo). Segundo Luiz Gustavo Pagotto Simões, diretor da Nanox em dois minutos de contato do tecido de poliéster, algodão e duas micropartículas de prata com o vírus, 99,9% da Sars-Cov-2 foi inativado. "Ali (na amostra) você vai ter mil unidades de vírus. Eliminando 99,9% você abaixa para cinco unidades de vírus. Então você tem uma redução drástica no vírus. O produto também é um anti fungo, antiodor e elimina a bactéria", afirmou o diretor em entrevista ao G1. O Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), responsável por isolar o SARS-Cov-2 no Brasil, realizou os testes dos tecidos, liderado pelo professor Lúcio Freitas Junior, pesquisador ICB-USP, que explica como o procedimento foi realizado: "Infectamos um tecido sem modificação, outro com as duas modificações e um com o vírus que ficou dentro de um tubinho, sem nada, durante todo esse tempo. A gente teve que assumir o caos e testar todas as possibilidades possíveis, e deu um resultado interessante. O tecido normal (sem modificação) já elimina 20% do vírus. No pano com a modificação, elimina 99,9% do vírus. Simplesmente isso", afirmou o professor. Testes de SARS-Cov-2 é realizado em tecidos Divulgação Nanox Qual a aplicação no dia a dia? Ao ir a um supermercado ou em algum comércio, por exemplo, a pessoa está constantemente em contato com vírus e bactérias. Em uma suposição em que essa pessoa encosta em um objeto contaminado com o coronavírus e logo em seguida passa a mão na camisa, o tecido com a tecnologia desenvolvida consegue desativar 99,9% do vírus em dois minutos. Com isso, o contágio através do contato pode sofrer uma redução em determinadas situações. O infectologista Alexandre Barbosa, da Sociedade de Infectologia de São Paulo, no entanto, alerta que o contato NÃO é o maior causador da transmissão do vírus da Covid-19. "Ainda que os estudos mostrem que esses tecidos realmente possam ser protetores no sentido de inativar a Covid, outros vírus, bactérias e fungos, isso tem uma aplicabilidade, uma importância menor, secundária em relação à Covid, visto que a transmissão por contato ela não é tão importante. O que eu quero dizer: não é a mais importante. Cerca de 70%, 80% das pessoas se contaminam por gotículas, forma respiratória", comenta Barbosa. Nas máscaras faciais, porém, o infectologista acredita que há uma importância maior e o tipo de tecido pode ser um aliado no combate à propagação do vírus. Tecidos com partículas de prata inativam a Covid-19 Divulgação Nanox Quais produtos podem ser confeccionados? Os tecidos podem ser utilizados na confecção de diversas roupas: jeans para a produção de calças e jaquetas, camisas sociais, uniformes de empresas, roupas de academia, jaleco médico e aparatos médicos em geral. De acordo com o professor Lúcio Freitas Junior, empresas que trabalham na confecção de madeira e plástico já o procuraram para fazer testes nesses materiais. Não há, porém, uma sinalização de que esses testes serão realizados neste momento. Qual a durabilidade do tecido? Os testes realizados mostraram que o tecido pode ser lavado até 30 vezes até que o efeito contra o vírus comece a ser prejudicado. Os pesquisadores querem aumentar essa durabilidade nas próximas confecções. SARS-Cov-2 foi inativado em contato com tecidos tecnológicos Divulgação Nanox Qual o custo do produto? Luiz Gustavo Pagotto Simões estima que os produtos feitos com o tecido de poliéster, algodão e duas micropartículas de prata sejam de 3% a 5% mais caros dos que os comuns vendidos nos comércios. Segundo Simões os tecidos tecnológicos já estão à venda na grande São Paulo e no interior do Estado. Outros testes pelo mundo Em outros países, tecnologias em tecidos para o combate ao coronavírus também estão sendo desenvolvidas. Em Indiana, nos Estados Unidos, cientistas desenvolveram um tecido capaz de inativar o coronavírus usando um campo elétrico fraco com baterias de microcéluas. O estudo mostra que a taxa de eletricidade não é prejudicial à saúde humana. Já em Israel, uma empresa desenvolveu um tecido com revestimento de nanopartículas de óxido de zinco, que também destrói bactérias, fungos e vírus. De acordo com a agência Reuters, um teste piloto com os tecidos está sendo realizado na Itália em veículos e no transporte público. Uso de máscaras: saiba quais tecidos protegem contra o coronavírus Initial plugin text Veja Mais

Em visita a Juiz de Fora, ministro Marcos Pontes detalha estudo para tratamento de Covid-19 com vermífugo

Glogo - Ciência A pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação busca 500 voluntários para tratamento precoce do coronavírus com a nitazoxanida. A cidade mineira é a segunda do Brasil a participar do estudo. Ministro da Ciência e Tecnologia Marcos Pontes em visita a Juiz de Fora Cláudia Oliveira/G1 O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, inaugurou na manhã desta terça-feira (30) o projeto de estudo clínico para tratamento precoce da Covid-19 em Juiz de Fora. O evento ocorreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santa Luzia e contou com a presença de profissionais de saúde, políticos e autoridades, como o prefeito Antônio Almas (PSDB). O estudo proposto por Pontes é para a utilização da nitazoxanida em pacientes do coronavírus com sintomas gripais, logo no início da infecção. A droga é o princípio ativo dos antivirais, vermífugos e antiparasitários mais conhecidos como Azox e Annita. Em entrevista coletiva, o ministro falou sobre a necessidade de voluntários aderirem ao ensaio clínico, agradeceu a participação da cidade no projeto e reforçou sobre o papel do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) nos esforços para o combate à pandemia do coronavírus no Brasil. Uso da nitazoxanida Inauguração do estudo clínico do Ministério da Ciência e Tecnologia em Juiz de Fora Cláudia Oliveira/G1 Pontes afirmou que o estudo do uso da nitazoxanida foi iniciado em fevereiro, logo no início da pandemia da Covid-19 no país. "Até chegar aqui, nestes ensaios clínicos, é importante ressaltar que isso tem sido feito de forma científica, muito estruturada. O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e o Laboratório de Biociência estudaram duas mil drogas diferentes, através de inteligência artificial, depois na fase in vitro, para chegarmos nesta fase e nesta substância", explicou o ministro. Conforme dados do MCTI, na segunda etapa, a substância mostrou eficiência de 94% na inibição de carga viral em células mestres in vitro. "Isso não quer dizer que funcione 100% em seres humanos, por isso é importante a gente ter estes ensaios clínicos, para que possamos comprovar sem dúvida nenhuma que essa droga é efetiva", argumentou o titular da pasta. Marcos Pontes explicou que foram estabelecidas algumas diretrizes para o Ministério da Ciência no enfrentamento à pandemia e uma delas era a busca de um medicamento já existente no Brasil que pudesse ser utilizado no tratamento de pacientes com a Covid-19. A nitazoxanida é um medicamento amplamente utilizado no país pelos nomes comerciais Azox e Annita e faz parte do grupo dos antiparasitários com ação nos helmintos como nematoides (Ascaris lumbricoides) e cestoides (Taenia) e protozoários como a Giárdia e Cryptosporidium. Além disso, o medicamento também tem ação antiviral e é receitado em casos de rotavírus. Para evitar automedicação e associação à Covid-19 sem fortes evidências científicas, a droga passou a ser vendida apenas com prescrição médica em abril deste ano. "Essa medicação é muito simples, ela é utilizada no público pediátrico, não tem perigo de efeitos colaterais. A participação no estudo só ajuda a pessoa", reforçou o ministro. Conforme as indicações da bula da nitazoxanida, o medicamento é contraindicado para pacientes que tenham doenças hepáticas e renais ou hipersensibilidade a qualquer um dos componentes da fórmula. Os efeitos colaterais existem, apesar de serem considerados leves. As reações mais comuns são dor abdominal do tipo cólica, diarreia, náusea, vômito e dor de cabeça. A nitazoxanida também pode produzir alteração da cor dos fluidos fisiológicos, como urina e esperma. Pontes sinalizou que, caso os estudos apontem a eficácia do medicamento, a maior prioridade será a alteração na bula do remédio, através de um aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). "Imagina que daqui pra frente, com esse medicamento já testado, já utilizado, e já teremos mudado a bula com esse resultado final e aval dos cientistas responsáveis. O passo final é a Anvisa mudar a bula, para que esse remédio possa ser receitado pelos médicos já no início da doença". Dois protocolos de pesquisa Marcos Pontes explicou que há dois protocolos de pesquisa com a nitazoxanida em andamento no Ministério da Ciência e Tecnologia. O primeiro foi iniciado em abril, também com o objetivo de atingir 500 voluntários, que até agora não conseguiram. Este era focado em pacientes de Covid-19 com quadros mais avançados, internados na rede hospitalar, com pneumonia ou exames de tomografia que comprovassem um comprometimento da função pulmonar. Este protocolo foi testado em alguns pacientes em Manaus (AM), durante o mês de maio no Hospital Nilton Lins. Apesar disso, o ministro não explicou se os resultados foram positivos ou negativos nesses pacientes e se esse protocolo continuará recebendo investimento de pesquisa. O segundo protocolo foi anunciado em junho e é o que está sendo realizado em Juiz de Fora, com foco nos pacientes no início da doença e com sintomas gripais leves. O município mineiro é o segundo no país a receber este teste clínico, o primeiro local foi em São Caetano do Sul (SP). Como participar Sala de triagem do projeto de estudo clínico do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação na UPA Santa Luzia em Juiz de Fora Cláudia Oliveira/G1 Para que seja validado, o ministro precisa de 500 voluntários no país com diagnóstico de Covid-19 confirmado por laboratório e que estejam com algum dos sintomas gripais na fase inicial, como febre, tosse seca e/ou fadiga. É necessário que o voluntário tenha, pelo menos, dois destes sintomas para se enquadrar no estudo. " Se tivermos esses 500 voluntários participando hoje, já teremos o resultado em 15 dias. Essa é a nossa agonia. Vemos tanta gente morrendo, tantas famílias perdendo pessoas, e temos na mão uma possibilidade. Mas precisamos da participação das pessoas, de ter esse senso de comunidade, que eu vou me ajudar tomando isso, mas vou ajudar também as outras pessoas", contou o ministro. Quem desejar participar do ensaio, deve procurar a UPA Santa Luzia, que será direcionado para um espaço de triagem e mais informações sobre o ensaio clínico. O estudo está sendo coordenado em Juiz de Fora pelo médico infectologista Marcos Moura, junto com o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ) e apoio da Prefeitura. O teste RT-PCR é feito de forma gratuita para quem desejar participar do ensaio, assim como o medicamento fornecido. O objetivo final é avaliar a carga viral, os sintomas respiratórios, a taxa de internação hospitalar e os parâmetros inflamatórios num determinado período de tempo, entre o primeiro e o oitavo dia, que abrange a procura inicial e o retorno do paciente com Covid-19, após tratamento com nitazoxanida por cinco dias comparado ao placebo. Nesta fase, o paciente tem o exame RT-PCR para confirmação da infecção pelo vírus, faz hemograma e, uma vez confirmado positivo para Covid-19, recebe a medicação para início do tratamento até o terceiro dia da primeira avaliação. Ele toma a medicação em casa e retorna no quinto dia de tratamento, quando faz nova bateria de exames. Neste prazo, o paciente tem o suporte assistencial por parte da UPA com orientação e acompanhamento médico. Ministro da Ciência e Tecnologia visita Juiz de Fora nesta terça-feira Initial plugin text Veja Mais

América Latina pode atingir 438 mil mortes por Covid até outubro se medidas não forem mantidas, diz Opas

Glogo - Ciência Organização Pan-Americana da Saúde disse nesta terça-feira (30) que o Brasil não deve atingir o pico da pandemia até agosto, assim como na Argentina, Peru e Bolívia. OPAS alertou que mortes por coronavírus devem passar de 438 mil na América Latina até outubro. Reprodução A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) afirmou nesta terça-feira (30) que, se as medidas de contenção do coronavírus recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) não forem mantidas, somente a América Latina poderá atingir 438 mil mortes de Covid-19 até outubro . A diretora da Opas, Clarissa Etienne, disse que os países em toda a América devem manter as medidas de contenção como uso de máscaras, isolamento e testagem em massa, mesmo que decidam por reabrir o comércio e serviços não essenciais. Porém, para reabrir a economia, Etienne afirmou que não basta "uma restrição de circulação e ordens para ficar em casa". "(A abertura) requer a implementação de um conjunto de medidas de saúde pública [pelos países] para rastrear novos casos e desenvolver capacidade suficiente para detectar e controlar novos surtos" - Clarissa Etienne, diretora da Opas Em relação ao Brasil, o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis da OPAS, Marcos Espinal, afirmou que a Organização tem pedido repetidamente ao país para aumentar o número de testes de coronavírus. "A OMS constantemente pediu que o Brasil aumentasse a quantidade de teste de coronavírus e que a mensagem [à população] seja consistente." "No Brasil, os governadores têm a possibilidade de implementar as medidas e estão fazendo isso, mas falta uma mensagem consistente. Sem isso, a população se confunde", afirmou Espinal. "O sistema de atenção primária no Brasil é um dos melhores da América e do mundo, e deve ser aproveitado", defendeu o diretor. Pico no Brasil não será atingido até agosto A diretora Etienne alertou que a pandemia no Brasil não deve atingir o pico até agosto, assim como na Argentina, Peru e Bolívia. Já para o Chile e Colômbia, a previsão é que o pico seja alcançado em meados de julho. Até 29 de junho, a OPAS informou que toda a América registrou 5,1 milhões de casos e mais de 247 mil mortes devido ao coronavírus. "Devemos estar preparados para ajustar rapidamente o rumo se a situação epidemiológica mudar. Se você está disposto a relaxar as medidas preventivas neste momento, precisará ter a coragem de voltar atrás se as infecções aumentarem", complementou a diretora da OPAS. "Nossa região [América] registrou mais casos de Covid-19 do que qualquer outra", alertou Etienne. Caribe não registra novos casos Segundo Etienne, algumas regiões do Caribe não registram novos casos de coronavírus há semanas, mas ainda é cedo para flexibilizarem as medidas da OMS. "Vários países e territórios do Caribe conseguiram interromper completamente a transmissão e não notificaram novos casos por várias semanas, mas devem permanecer vigilantes nos próximos meses", informou a diretora. ‘O Brasil não tem uma curva da pandemia, regiões têm curvas diferentes’, diz especialista Initial plugin text Veja Mais

Aquecimento ocorre três vezes mais rápido no Polo Sul do que no resto do mundo, diz estudo

Glogo - Ciência A maior parte da Antártica ocidental e da Península Antártida sofreram aquecimento e degelo durante a segunda metade do século 20. Pássaro avistado na Ilha Rei George, na Antártica, onde foi inaugurada a estação brasileira de pesquisas no continente gelado Reprodução/TV Globo Nos últimos 30 anos, devido a fenômenos naturais "provavelmente intensificados" pelas mudanças climáticas provocadas pelo homem, a temperatura aumentou três vezes mais rápido no Polo Sul do que a média mundial, segundo estudo publicado nesta segunda-feira (29). A Antártica é cenário de extrema variabilidade climática, com grandes diferenças entre as costas e o interior do continente, principalmente na massa congelada no qual está situado o Polo Sul, com temperatura média anual de -49 ºC. Temperatura na Antártica chega a 20,75ºC e bate novo recorde Derretimento da Antártica: uma viagem 'à geleira do fim do mundo', ameaçada pelo aquecimento global Logo, a maior parte da Antártica ocidental e da Península Antártida sofreram aquecimento e degelo durante a segunda metade do século 20. O Polo Sul, por sua vez, esfriou até ao menos a década de 1980, antes de apresentar a tendência reversa, de acordo com o estudo publicado no periódico Nature Climate Change. Com um aumento de 0,61 ºC a cada década, entre os anos de 1989 a 2018, a temperatura registrada no Polo Sul geográfico, mais precisamente na base de Amundsen-Scott, aumentou três vezes mais que a média mundial, segundo mostra a pesquisa. Este resultado surpreendeu os pesquisadores. "Acreditávamos que essa parte da Antártida estava prestes a registrar aquecimento. Mas descobrimos que esse não é mais o caso", disse à AFP um dos autores do estudo, Kyle Clem, da Universidade Victoria, na Austrália. Para tentar explicar esse fenômeno, os especialistas primeiro apontam para o aquecimento na zona tropical do Oceano Pacífico Ocidental, que levou a uma queda na pressão atmosférica no mar de Weddell e empurrou o ar quente em direção ao Polo Sul, segundo o estudo. Mas, embora não seja "impossível" que o aquecimento se deva apenas por causas naturais, é "muito improvável", segundo Clem. A cientista explica que os modelos climáticos atribuem o aumento de 1°C às mudanças climáticas causadas pelo homem, do total +1,8 ºC registrado pelo Polo Sul nos últimos 30 anos. "A mensagem (...) é que nenhum lugar está a salvo do aquecimento", ressaltam Sharon Stammerjohn e Ted Scambos, da Universidade do Colorado, preocupados principalmente com as costas da Antártica e as calotas polares. "Os efeitos das mudanças climáticas são sentidos há muito tempo" nessas regiões, e a contribuição deste continente para o aumento nas temperaturas e a elevação do nível do mar pode ser algo "catastrófico", acrescentam. O derretimento das calotas polares da Groenlândia e da Antártica já é a principal causa do aumento no nível do mar. O futuro das regiões costeiras e seus milhões de habitantes depende principalmente da enorme massa de gelo que cobre a Antártica Ocidental. Veja Mais

Ministro da Ciência e Tecnologia lança estudo para tratamento da Covid-19 com vermífugo em Juiz de Fora

Glogo - Ciência Evento é nesta terça-feira (30). Terceira fase do projeto busca voluntários na cidade para verificar os efeitos do uso precoce da medicação em pacientes que tenham o novo coronavírus com sintomas gripais. A cidade de Juiz de Fora vista da UFJF Fellype Alberto/G1 Juiz de Fora é a segunda cidade do Brasil a integrar um projeto do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) de estudo clínico para tratamento precoce da Covid-19. A substância utilizada nos testes clínicos será a nitazoxanida, princípio ativo dos antivirais, vermífugos e antiparasitários mais conhecidos como Azox e Annita. O ministro Marcos Pontes estará em Juiz de Fora nesta terça-feira (30) para participar do lançamento do estudo, cujo objetivo é verificar os efeitos do uso precoce da medicação em pacientes do coronavírus com sintomas gripais. Intitulado de “Sarita-2 #500 voluntários", o projeto tem direção do Hospital Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ), apoio da Prefeitura de Juiz de Fora e acontecerá por meio de atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santa Luzia para captação de voluntários para desenvolvimento de Terapia Clínica para enfrentamento da Covid-19. Estudo clínico De acordo com o MCTI, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) identificou cinco remédios com potencial para combater a replicação do novo coronavírus. Um deles foi a nitazoxanida. O estudo clínico foi dividido em três etapas e teve aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). A primeira foi realizada por inteligência artificial, a segunda com testes in vitro, e a terceira etapa foi autorizada em abril pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para realização de testes clínicos em 500 pacientes, internados em 21 hospitais pelo país. Conforme o Ministério da Ciência e Tecnologia, na segunda etapa, a substância mostrou eficiência de 94% na inibição de carga viral em células mestes in vitro. Essas duas etapas da pesquisa científica deram suporte para o início dos estudos clínicos com pacientes, a última fase, que busca comprovar cientificamente a eficácia deste remédio no tratamento precoce da Covid-19 A primeira cidade a receber oficialmente a terceira etapa deste estudo clínico foi São Caetano do Sul, em São Paulo, no dia 12 de junho. No entanto, o momento mais crítico da pandemia de coronavírus em Manaus, o ministro Marcos Pontes anunciou o uso da nitazoxanida em alguns pacientes no Hospital Nilton Lins, na capital do Amazonas. O HMTJ foi escolhido pelo Ministério da Ciência por atender as condições necessárias ao projeto e disponibilizou equipe para as ações que começaram na semana passada em teste piloto, estendendo-se por mais quatro semanas. O projeto global dos estudos da nitazoxanida e Covid-19 é liderado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O G1 apurou que a universidade recebeu recursos da ordem de R$6 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação no início de junho para conduzir os ensaios deste fármaco. Como funciona UPA Santa Luzia Juiz de Fora Reprodução/TV Integração O apoio da equipe da UPA será na sensibilização e preparo dos voluntários que queiram participar dos testes clínicos utilizando nitazoxanida. O objetivo final é avaliar a carga viral, os sintomas respiratórios, a taxa de internação hospitilar e os parâmetros inflamatórios num determinado período de tempo, entre o primeiro e o oitavo dia, que abrange a procura inicial e o retorno do paciente com Covid-19, após tratamento com nitazoxanida por cinco dias comparado ao placebo. Segundo a direção do projeto, uma estrutura foi montada na UPA Santa Luzia, sob coordenação do médico infectologista Marcos Moura. Os voluntários serão plenamente informados de sua participação e também em que condições clínicas se encaixam na pesquisa. O projeto é um Ensaio Clínico Intervencionista Prospectivo Randomizado controlado por placebo, duplo-cego, comparando-se nitazoxanida com o placebo em pacientes que apresentem pelo menos dois dos sintomas mais comuns de Covid-19, a febre, tosse seca e/ou fadiga, até o terceiro dia do início da apresentação dos sintomas. Nesta fase, o paciente tem o exame RT-PCR para confirmação da infecção pelo vírus, faz hemograma e, uma vez confirmado positivo para Covid-19, recebe a medicação para início do tratamento até o terceiro dia da primeira avaliação. Ele toma a medicação em casa e retorna no quinto dia de tratamento, quando faz nova bateria de exames. Neste prazo, ele tem o suporte assistencial por parte da UPA com orientação e acompanhamento médico. Nitazoxanida 77% dos brasileiros tornaram a automedicação um hábito. E as mulheres são as que mais consomem remédios por conta própria. (Dados da pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) em 2019.) Shutterstock A nitazoxanida é um medicamento amplamente utilizado no Brasil pelos nomes comerciais Azox e Annita e faz parte do grupo dos antiparasitários com ação nos helmintos como nematódeos (Ascaris lumbricoides) e cestódeos (Taenia) e protozoários como a Giárdia e Cryptosporidium. Além disso, o medicamento também tem ação antiviral. Para evitar automedicação, a droga passou a ser vendida apenas com prescrição médica em abril deste ano. O medicamento contendo nitazoxanida, disponibilizado comercialmente, não tem a indicação para o coronavírus. Considerando que a indicação do medicamento exige estudo de eficácia e segurança, o que está em andamento através de testes clínicos, ainda não há publicações com fortes evidências científicas da segurança e efetividade de seu uso em pacientes durante a manifestação da Covid-19. 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Albert Einstein: os 2 grandes erros científicos que o gênio cometeu na carreira

Glogo - Ciência Albert Einstein, exemplo de gênio visionário, se equivocou por conta de convicções que nada tinham a ver com ciência, sustenta pesquisador. Einstein é um exemplo de espírito livre e criador que, no entanto, manteve seus preconceitos Getty Images/BBC A pesquisa científica se baseia na relação entre a realidade da natureza — compreendida através de observações — e uma representação dessa realidade, formulada por uma teoria na linguagem matemática. Quando todas as consequências derivadas de uma teoria são verificadas experimentalmente, ela é validada. O que é a 'luz proibida', descoberta que pode revolucionar a física quântica O que são os exóticos 'buracos de minhoca' de Einstein e Rosen Esse enfoque, aplicado há quase quatro séculos, permitiu a construção de um conjunto coerente de conhecimentos. Mas esses avanços dependem da inteligência humana que, apesar de tudo, conserva suas crenças e preconceitos, os quais podem afetar o progresso da ciência, mesmo entre as mentes mais privilegiadas. O primeiro erro Em sua obra-prima sobre a teoria geral da relatividade, Albert Einstein escreveu a equação que descreve a evolução do Universo em função do tempo. A solução dessa equação mostra um Universo instável, no lugar de, como se acreditava anteriormente, uma enorme esfera de volume constante em que as estrelas deslizavam. No início do século 20, todos viviam com a ideia bem enraizada de um Universo estático no qual o movimento dos astros se repetia sem descanso. É provável que isso se devesse aos ensinamentos de Aristóteles, que estabelecia que o firmamento era imutável, em contraposição ao caráter perecível da Terra. Essa crença provocou uma anomalia histórica: no ano de 1054, os chineses notaram uma nova luz no céu que não é mencionada em nenhum documento europeu e que poderia ser vista em plena luz do dia durante várias semanas. Tratava-se de uma supernova, isto é, uma estrela moribunda, cujos restos ainda podem ser vistos na Nebulosa do Caranguejo. O pensamento dominante na Europa impedia aceitar um fenômeno tão contrário à ideia de um céu imutável. Uma supernova é um evento muito raro, que só pode ser visto a olho nu uma vez a cada cem anos (a última foi em 1987). Então, Aristóteles estava quase certo ao afirmar que o céu era imutável, ao menos na escala de uma vida humana. Para não contradizer a ideia de um Universo estático, Einstein introduziu em suas equações uma constante cosmológica que congelava o estado do Universo. A intuição falhou: em 1929, quando Edwin Hubble demonstrou que o Universo se expandia, Einstein admitiu que tinha cometido "seu maior erro". A aleatoriedade quântica Juntamente com a teoria da relatividade, foi desenvolvida a mecânica quântica, que descreve a física do infinitamente pequeno. Einstein fez uma contribuição notável nesse âmbito, em 1905, com sua interpretação do efeito fotoelétrico como uma colisão entre elétrons e fótons, isto é, entre partículas infinitesimais portadoras de energia. Em outras palavras, a luz, tradicionalmente descrita como uma onda, se comporta como um fluxo de partículas. Foi por esse avanço, e não pela teoria geral da relatividade, que Einstein recebeu o Prêmio Nobel em 1921. Mas, apesar dessa contribuição vital, ele persistiu em rejeitar a lição mais importante da mecânica quântica, que afirma que o mundo das partículas não está submetido ao determinismo estrito da física clássica. O mundo quântico é probabilístico, o que implica que somos capazes de prever apenas uma probabilidade de ocorrência entre um conjunto de sucessos possíveis. A obstinação de Einstein novamente sugere a influência da filosofia grega. Platão ensinou que o pensamento deveria permanecer ideal, livre das contingências da realidade, que é uma ideia nobre, mas longe dos preceitos da ciência. Assim como o conhecimento precisa de uma concordância perfeita com todos os fatos previstos, a crença se baseia na verossimilhança fruto de observações parciais. O próprio Einstein estava convencido de que o pensamento puro era capaz de abranger toda a realidade, mas a aleatoriedade quântica contradiz essa hipótese. Na prática, essa aleatoriedade não é plena, pois é regida pelo princípio da incerteza de Heisenberg. Esse princípio impõe um determinismo coletivo aos conjuntos de partículas: um elétron por si só é livre, pois sua trajetória não pode ser calculada quando se cruza uma fenda, mas um milhão de elétrons desenha uma figura de difração que mostra listras escuras e brilhantes que sim, podem ser previstos. Einstein não queria admitir esse indeterminismo elementar e o resumiu em um veredito provocador: "Deus não joga dados com o Universo". Ele propôs a existência de variáveis ​​ocultas, de magnitudes não descobertas além da massa, carga e rotação, que os físicos usam para descrever as partículas. Mas a experiência não lhe deu a razão. Devemos assumir a existência de uma realidade que transcende nossa compreensão, de que não podemos saber tudo sobre o mundo dos infinitamente pequenos. Os caprichos fortuitos da imaginação No processo do método científico, há uma etapa que não é totalmente objetiva e é o que leva à conceitualização de uma teoria. Einstein dá um exemplo ilustrativo disso com seus experimentos mentais. Assim, ele declarou: "A imaginação é mais importante que o conhecimento". De fato, a partir de observações díspares, um físico deve imaginar uma lei subjacente. Às vezes você tem que escolher entre vários possíveis modelos teóricos, momento em que a lógica assume. Portanto, o progresso das ideias é nutrido pelo que chamamos de intuição. É uma espécie de salto no conhecimento que vai além da pura racionalidade. A fronteira entre o objetivo e o subjetivo não é mais completamente fixa. Os pensamentos nascem nos neurônios sob o efeito de impulsos eletromagnéticos e, entre eles, alguns são particularmente férteis, como se causassem um curto-circuito entre as células, obra do acaso. Mas essas intuições, essas "flores" do espírito humano, não são iguais para todas as pessoas. Enquanto o cérebro de Einstein concebeu E = mc², o de Marcel Proust criou uma metáfora admirável. A intuição se manifesta aleatoriamente, mas essa chance é moldada pela experiência, cultura e conhecimento de cada pessoa. Os benefícios do acaso Não deveria nos surpreender que exista uma realidade que exceda nossa própria inteligência. Sem o acaso, somos guiados por nossos instintos, nossos costumes, tudo o que nos torna previsíveis. Nossas ações estão confinadas quase exclusivamente a esse primeiro nível de realidade, com suas preocupações comuns e suas tarefas forçadas. Mas há outro nível no qual o acaso manifesto é a marca registrada. Einstein é um exemplo de espírito livre e criador que ainda conserva, no entanto, seus preconceitos. Seu "primeiro erro" pode ser resumido na frase: "Eu me recuso a acreditar que o Universo teve um começo". Mas a experiência mostrou que ele estava errado. Sua sentença sobre Deus jogando dados significa: "Eu me recuso a acreditar no acaso". No entanto, a mecânica quântica implica uma aleatoriedade forçada. Alguém pode se perguntar se ele teria acreditado em Deus em um mundo sem o acaso, o que reduziria bastante nossa liberdade quando ao nos vermos confinados no determinismo absoluto. Einstein se mantém em sua rejeição porque, para ele, o cérebro humano deve ser capaz de entender o Universo. Com muito mais modéstia, Heisenberg responde que a física se limita a descrever as reações da natureza em determinadas circunstâncias. A teoria quântica mostra que não podemos alcançar uma compreensão total de nosso entorno. Em compensação, nos oferece o acaso com suas frustrações e perigos, mas também com seus benefícios. O lendário físico é o exemplo perfeito do ser imaginativo por excelência. Sua negação do acaso, portanto, representa um paradoxo, pois é o que possibilita a intuição, o germe do processo de criação, tanto para as ciências quanto para as artes. Veja Mais

O que sabemos sobre a gordura saturada; até que ponto ela é vilã

Glogo - Ciência O alto consumo de gordura saturada está associado ao aumento do colesterol e do risco de doenças cardíacas. Então por que algumas dietas incentivam seu consumo? Afinal, a gordura saturada é a grande vilã das dietas? Getty Images/BBC A recomendação para limitar o consumo de gordura saturada faz parte há décadas da política de saúde pública de diversos países. Mas muitas pessoas ignoram o conselho, preferindo acreditar que a gordura saturada – presente em vários alimentos, como produtos derivados da carne, laticínios, bolos e biscoitos, assim como no óleo de coco e no azeite de dendê – não faz mal à saúde, mesmo se consumida em grande quantidade. Você certamente está ingerindo mais gordura saturada do que a quantidade oficialmente recomendada se estiver fazendo uma das dietas low carb da moda, que restringem o consumo de carboidrato, como a dieta paleolítica e cetogênica. Se você come mais do que 100g de carne gordurosa, doce ou queijo diariamente, também ultrapassará facilmente o limite recomendado - segundo a Organização Panamericana de Saúde, esse consumo não deve passar de 10% da sua ingestão total de calorias de cada dia. A principal corrente da ciência da nutrição diz que a gordura saturada em excesso aumenta os níveis de colesterol no sangue, o que pode entupir as artérias e aumentar a chance de um ataque cardíaco ou derrame. Mas alguns cientistas argumentam que a gordura saturada não é o verdadeiro problema das doenças cardíacas, e sim a inflamação crônica do organismo. Os defensores do consumo de alimentos com baixo teor de carboidratos e alto teor de gordura também sugerem – de forma controversa – que as diretrizes alimentares vigentes de "baixo teor de gordura e alto teor de carboidrato" estão erradas. E afirmam que a obesidade e o diabetes seriam melhor combatidos com o consumo de gordura (incluindo gordura saturada), reduzindo carboidratos e evitando lanches entre as refeições - posição que tem sido contestada por especialistas da British Dietetic Association e outras instituições, que acreditam que as diretrizes vigentes não estão erradas, só não estão sendo seguidas. Para a população em geral, as autoridades de saúde da maioria dos países recomendam limitar a gordura, particularmente a gordura saturada. As diretrizes alimentares do Reino Unido, por exemplo, recomendam que até 35% das calorias que consumimos sejam provenientes de gordura, e cerca de 50% de carboidratos. (Vale observar que esta pode ser considerada, na verdade, uma dieta moderada em gorduras e carboidratos, e não uma dieta com baixo teor de gordura e alto consumo de carboidrato). Mas, para a gordura saturada especificamente, os números são ainda mais baixos. O Reino Unido recomenda que ela não represente mais de 11% das calorias consumidas em bebidas e alimentos; enquanto os EUA e a Organização Mundial de Saúde (OMS) aconselham menos de 10%. O óleo de coco tem mais gordura saturada que a manteiga – e uma colher de sopa tem mais da metade do limite diário recomendado para as mulheres Shutterstock Ou seja, cerca de 20g por dia para as mulheres (o equivalente a 2,5 colheres de sopa de manteiga ou quatro salsichas compradas no supermercado) e 30g por dia para os homens (um hambúrguer de 113 gramas com queijo e mais quatro colheres de sopa de creme de leite). Já a American Heart Association vai além, sugerindo um percentual de 5% a 6%. Como as notícias são muitas vezes contraditórias e os especialistas parecem discordar entre si, não é de se admirar que as pessoas não saibam em quem acreditar quando o assunto é gordura saturada. Mas, afinal, qual é a realidade? Lynne Garton, nutricionista e consultora alimentar da organização beneficente Heart UK, diz que a tendência recente de consumir mais gordura saturada em relação a outros tipos é bastante preocupante, uma vez que já estamos comendo demais. Os adultos do Reino Unido, por exemplo, excedem as recomendações ao consumir 12,5% de calorias em gordura saturada, apesar de sua ingestão total de gordura estar aproximadamente dentro da meta. Os americanos, por sua vez, obtêm em média 11% de suas calorias diárias a partir de gordura saturada, e os australianos, 12%. "Vários fatores contribuem para o aumento do colesterol no sangue, mas uma dieta rica em gordura saturada é definitivamente um deles, e isso foi confirmado em estudos desde a década de 1950", diz Garton. "Além disso, apesar de alguns afirmarem o contrário, a riqueza de evidências científicas indica que o colesterol total e o LDL (lipoproteína de baixa densidade) – chamado de 'colesterol ruim’ - contribuem comprovadamente para doenças cardíacas." Garton acrescenta que algumas pessoas podem se beneficiar ao comer menos gordura saturada do que a recomendação vigente – especificamente aquelas que têm outros fatores de risco para doenças cardíacas. Duas fatias de pizza possuem cerca de 10g de gordura saturada, metade do limite diário sugerido para as mulheres, e um terço da quantidade recomendada para os homens Philippe’s Pizza/Divulgação Substituição da gordura Dito isso, a gordura saturada não é tão vilã quanto se pensava. Isso porque ela é apenas um dos vários fatores alimentares que contribuem para o risco de doença cardíaca – e todos estão interligados. Sem mencionar que, se você tirar um pouco de gordura saturada da sua dieta, provavelmente substituirá essas calorias por outra coisa. "Alguns estudos questionam a ligação direta entre gordura saturada e doenças cardíacas, mas geralmente não consideram o que substitui a gordura saturada quando a mesma é reduzida na dieta–um ponto crucial", diz Garton. Várias organizações internacionais se baseiam em evidências científicas para recomendar a redução de gordura saturada e a substituição da mesma por gordura insaturada. Um estudo mostrou que quando 5% das calorias provenientes de gorduras saturadas foram substituídas por uma quantidade equivalente de calorias de gorduras poli-insaturadas (presentes no salmão, óleo de girassol, nozes e sementes) ou gorduras monoinsaturadas (como óleos de oliva e de canola), o risco de morte por qualquer causa foi reduzido em 19% e 11%, respectivamente. Ambos os tipos de substituição por gordura "boa" reduziram a incidência de ataques cardíacos. O mesmo aconteceu com a substituição de gorduras saturadas por carboidratos de grãos integrais, como arroz integral e pão integral. No entanto, quando o açúcar e carboidratos refinados (como farinha branca) substituem a gordura saturada, o risco de um ataque cardíaco aumenta. "A maioria das diretrizes nacionais de nutrição, incluindo do Reino Unido, Austrália e EUA, já reconhece que substituir parte da gordura saturada em nossa dieta por gordura insaturada é saudável para o coração", diz Peter Clifton, coautor do estudo e professor adjunto de nutrição da Universidade do Sul da Austrália. “Provavelmente também não há problema em substituir alguns alimentos ricos em gordura saturada por grãos integrais, mas definitivamente não é bom trocá-los por açúcar ou carboidratos refinados. Na verdade, isso pode ser pior do que não reduzir a gordura saturada." "Infelizmente, quando a indústria de alimentos começou a criar versões com menos gordura dos alimentos, como refeições prontas, sobremesas e iogurtes, o percentual de açúcar muitas vezes aumentou como resultado, o que provavelmente não reduziria o risco de doenças cardíacas”, explica. Há ainda o fato de que alguns tipos de ácidos graxos saturados, que compõem a gordura saturada, são menos prejudiciais que outros. Por exemplo, o ácido esteárico, que representa aproximadamente metade das gorduras saturadas do chocolate amargo, não aumenta o colesterol no sangue. Mas o outro ácido graxo saturado, o ácido palmítico, faz aumentar – portanto, é melhor não comer uma barra inteira. Outra pesquisa indica que a "matriz alimentar" é importante. No caso do queijo e iogurte, por exemplo, o cálcio (mineral capaz de manter a pressão arterial normal) pode ser o motivo pelo qual esses alimentos têm menos impacto no aumento do colesterol LDL do que, por exemplo, o bacon. Também poderia ajudar a explicar o fato de que o consumo de laticínios (incluindo laticínios com gordura) não parece estar associado a doenças coronarianas. No entanto, é importante analisar estudos como este com um certo grau de ceticismo, uma vez que muitas pesquisas na área de nutrição mostram correlação, e não causalidade. Em outras palavras, as pessoas que consomem mais laticínios podem simplesmente ter um estilo de vida mais saudável de uma maneira geral. Também é importante observar que estudos sobre laticínios tendem a focar em leite e iogurte, mas não tanto em manteiga ou creme de leite. É claro que um pouco de sorte e bons genes também podem ajudar. "Todo mundo conhece alguém que tem uma avó que viveu até 103 anos comendo muita manteiga e gordura", diz Garton. "Mas, em nível populacional, todas as evidências sugerem que a dieta mais saudável é aquela com muitas frutas, legumes, verduras, grãos integrais e fontes de gordura insaturada, como nozes e peixes oleosos." "Em vez de focar em nutrientes individuais, devemos olhar para a alimentação como um todo e incluir vários desses alimentos saudáveis para o coração", acrescenta. Em resumo, é mais aconselhável seguir uma dieta saudável no estilo mediterrâneo – e evitar hambúrgueres e bacon. Aviso legal Todo o conteúdo desta reportagem é fornecido apenas para informação geral e não deve ser tratado como um substituto para a orientação médica de um profissional de saúde. A BBC não é responsável por nenhum diagnóstico feito por um usuário com base no conteúdo deste site. A BBC não é responsável pelo conteúdo de quaisquer sites externos listados, nem endossa qualquer produto comercial ou serviço mencionado ou aconselhado em qualquer um dos sites. Sempre consulte um médico se estiver preocupado com sua saúde. Veja Mais

Cidades do interior do Brasil se tornam epicentro da Covid-19 e podem causar novos casos nas capitais

Glogo - Ciência Depois de chegar às cidades pequenas, casos de coronavírus podem voltar com mais força às metrópoles devido à falta de UTIs, dizem especialistas. Modelo 3D do Sars-Cov-2, o novo coroavírus Reprodução/Visual Science Sem leitos de terapia intensiva ou equipamentos essenciais para tratar pacientes da Covid-19, as cidades do interior do Brasil se tornaram o epicentro da doença provocada pelo coronavírus e podem provocar um "tsunami" de novos casos nas capitais, à medida que pessoas em estado grave dependem dos grandes centros para receber atendimento, alertaram especialistas. Depois de chegar ao país pelos aeroportos das capitais e se espalhar pelas grandes cidades e suas regiões metropolitanas, o novo coronavírus passou a circular nas últimas semanas com mais força nas cidades menores, onde há profunda carência de atendimento hospitalar, aumentando os riscos de um número cada vez mais alto de óbitos em decorrência do vírus que já matou quase 55 mil brasileiros em quatro meses. "No caso brasileiro, o refluxo, o bumerangue de casos que vai voltar para as capitais, é uma tsunami", disse à Reuters o médico e neurocientista Miguel Nicolelis, que coordena o Comitê Científico de Combate ao Coronavírus do Consórcio Nordeste. "Existe um efeito bumerangue, o vírus vai para o interior, semeia pelas rodovias, você começa a ter transmissão comunitária, as pessoas ficam doentes, ficam graves, e voltam para a capital para serem atendidas", acrescentou o professor catedrático da Universidade Duke, na Carolina do Norte, no EUA, que está temporariamente morando em São Paulo durante a pandemia. Somente 9,6% dos municípios do país (536 de um total de 5.570) têm leitos de UTI, e o número cai para apenas 421 cidades quando se trata de unidades de terapia intensiva simultaneamente com equipamentos importantes para o cuidado hospitalar de alta complexidade, de acordo com estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com dados de fevereiro. Estados compram 7 mil respiradores, mas menos da metade é entregue; valor de cada equipamento varia de R$ 40 mil a R$ 226 mil no país A epidemia da Covid-19 passou a atingir o interior com mais força do que as capitais a partir da semana epidemiológica de número 21, encerrada em 23 de maio. Na semana passada, 60% de todos os casos novos da doença no país foram registrados em cidades menores, em uma brusca mudança em relação a abril, quando a epidemia estava concentrada 65% nas capitais, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Até o momento, a maior parte da mortes por Covid-19 no Brasil ainda está nas regiões metropolitanas, com 40.008 óbitos registrados até quinta-feira, ante 14.963 no interior. No entanto, a divisão de novos óbitos, que era de quase 65% a 35% em abril, fechou a semana passada praticamente em 50% para cada. Ao mesmo tempo em que mudou para o interior, a epidemia ganhou velocidade e passou a se disseminar em ritmo recorde, chegando a 89% das cidades do país. Na semana encerrada em 20 de junho foi registrado o recorde de 217.065 novas infecções, um aumento de 22% em relação à anterior -- jogando por terra uma expectativa das autoridades de um possível platô devido à uma estabilização nas grandes cidades. Com o avanço dos casos, é esperado que o número de óbitos nas cidades menores aumente dentro das próximas semanas, de acordo com Nicolelis. "Os óbitos numa pandemia como essa têm um atraso em relação ao aumento de casos. A pessoa tem que ficar doente, tem que ficar grave e infelizmente, com a gravidade, infelizmente uma fração falece. Isso leva duas semanas, 20 dias. Esse tsunami de casos... nós vamos ver esses óbitos ocorrer nas capitais e também no interior", disse. Epidemia procura por gente Segundo o pesquisador, estados das regiões Sul e Centro-Oeste, que foram poupados do pior da pandemia em um primeiro momento por não terem recebido casos diretamente do exterior, agora também serão atingidos com força, uma vez que a pandemia já avançou pela malha rodoviária brasileira. "A invasão do vírus ao Brasil se deu pelos aeroportos internacionais, e quem não tem se beneficiou. Agora serão afetadas inclusive regiões que foram poupadas da primeira explosão", afirmou. A interiorização ocorreu simultaneamente com um afrouxamento nas capitais das medidas de distanciamento social decretadas para conter o avanço da doença, com uma reabertura das atividades econômicas que levou muitas pessoas de volta às ruas. Entre elas, muitos moradores do interior que trabalham nas capitais ou viajam com frequência. O médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) e ex-presidente da Anvisa, alertou que enquanto houver pessoas em movimento, a epidemia vai se manter ativa. "O espalhamento é esperado. A doença chegou, se alimentou da densidade demográfica e agora ela está se alimentando da movimentação. Vai para o interior com os caminhoneiros, vai para o interior com os caras que vêm comprar coisas na grande cidade para revender no interior, sacoleiras e pelo comércio. É o caminho", disse. "A epidemia vai procurar gente, e onde tiver gente ela vai encontrar e se disseminar." A chamada interiorização da pandemia está entre os diversos problemas enfrentados pelo Brasil no combate à doença, como a escassez de testes, a flexibilização do isolamento ainda com casos de Covid-19 em alta, duas trocas no comando do Ministério da Saúde e uma falta de coordenação nacional, uma vez que o presidente Jair Bolsonaro costuma minimizar a doença, que já chamou de "gripezinha". Nesse cenário, o país se tornou o segundo do mundo com mais casos e mortes em decorrência da Covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos, com mais de 1,2 milhão de casos confirmados da doença e 54.971 mortes até quinta-feira. Especialistas estimam, porém, que o número real de casos seja de ao menos 3 milhões, podendo chegar a 10 milhões, devido à notória subnotificação. "A curva brasileira não para de crescer, algumas cidades deram alguns sinais de queda, mas temos curvas sobrepostas, talvez já tendo passado do pico em Rio e São Paulo, mas com cidades menores crescendo", disse o pesquisador Christovam Barcellos, do Laboratório de Informação em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fiocruz. "É como se fossem várias ondas acontecendo ao mesmo tempo no Brasil. Depois das cidades grandes vem a onda do interior, e isso não pára. A duração é muito grande, são curvas sobrepostas", acrescentou. O avanço da doença sobre as cidades menores poderia ter sido minimizado com a imposição de barreiras sanitárias, que deveriam ter sido implantadas logo no começo da pandemia, na avaliação de Vecina Neto. Agora, uma das alternativas para conter a disseminação é criar pontos nas estradas para realização de exames da Covid-19 em caminhoneiros, acrescentou. "Identificar um caminhoneiro que está com uma contaminação, pelo RT-PCR, é um bom caminho para tentar diminuir a disseminação", afirmou. "Identificar o cara que vai levar o vírus para algum lugar é uma coisa positiva, acho que é o mínimo que a gente pode fazer." Para Nicolelis, o Brasil ainda tem tempo de evitar que o vírus provoque um estrago ainda maior, mas precisa mudar de estratégia no enfrentamento. "Dá tempo, mas nós ainda não usamos a estratégia correta, que não é esperar no hospital os casos inundarem o seu hospital, é ir para o ataque, atacar o vírus onde ele nos ataca, na casa das pessoas, nos bairros, nos municípios do interior, nas periferias das grandes cidades, diagnosticando precocemente os casos, isolando as pessoas em equipamentos públicos mesmo antes de desenvolverem sintomas graves, testando as pessoas", disse. "É assim que você ganha a guerra, quebrando a replicação do vírus nas casas, e não nos hospitais. Você não ganha nenhuma guerra no hospital." Número de mortes por Covid-19 no interior de São Paulo supera ao da capital Initial plugin text Veja Mais

OMS tem déficit de US$ 13,4 bilhões em fundo urgente para vacinas, tratamentos e investimentos contra a Covid-19

Glogo - Ciência Organização internacional disse que conseguiu reunir US$ 3,4 bilhões até o momento. Em um ano, para garantir acesso igualitário entre países, serão necessários US$ 31,3 bilhões. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, durante evento nesta quinta-feira, 25 de junho Denis Balibouse/Reuters A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou nesta sexta-feira (26) o status das doações para o fundo de desenvolvimento de vacinas, tratamentos, testes e pesquisas contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. OMS lança iniciativa colaborativa para medicamentos, testes e vacinas contra a Covid-19 Em 12 meses, o esforço internacional precisa arrecadar US$ 31,3 bilhões (cerca de R$ 171,2 bilhões). Até o momento, os países membros conseguiram US$ 3,4 bilhões (cerca de R$ 18,5 bilhões). O déficit total para garantir um acesso igualitário no planeta é de US$ 27,9 bilhões (R$ 152, bilhões). Deste montante em falta, a entidade informa que US$ 13,4 bilhões (R$ 73,3 bilhões) são urgentes para o fundo. A iniciativa de colaboração entre países foi lançada em abril. Participaram do encontro o presidente da França, Emmanuel Macron, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, entre outras autoridades. Chamado de Access to Covid-19 Tools Accelerator, ou o ACT Accelerator, o fundo irá tornar as tecnologias contra a doença "acessíveis a todos que precisam delas, no mundo inteiro". "O princípio do acesso equitativo é simples de dizer, mas algo complicado de implementar. Requer colaboração ativa entre governos, indústria, organizações de saúde, organizações da sociedade civil e comunidades", disse o diretor-geral da OMS nesta sexta-feira, Tedros Adhanom Ghebreyesus. "Vacinas, diagnósticos e medicamentos são ferramentas vitais, mas, para serem realmente eficazes, devem ser administrados com outro ingrediente essencial, que é a solidariedade". O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não compareceu à cerimônia online de lançamento do fundo, ainda em abril. Ele criticou a OMS por ter demorado a reagir ao surto e ser "centrado na China", e anunciou a suspensão do financiamento. O governo americano era o maior doador da organização internacional: contribuiu, em 2019, com o equivalente a mais de 350 milhões de euros. Reforço da França e da Alemanha Nesta quinta-feira (25), a França e Alemanha anunciaram um reforço aos cofres da OMS após o corte dos Estados Unidos à instituição. Os ministros da saúde dos dois países disseram que o mundo precisa da OMS mais do que nunca. A Alemanha prometeu um recorde de mais de meio bilhão de euros à entidade de saúde internacional. A França anunciou que vai doar 50 milhões de euros, e outros 90 milhões para um centro de pesquisa da OMS. França e Alemanha anunciam doações milionárias para OMS após saída dos EUA Initial plugin text Veja Mais

UFV desenvolve equipamento que amplia proteção durante intubação de pacientes com Covid-19

Glogo - Ciência O primeiro exemplar está apto a ser utilizado e encontra-se disponível para uso no Hospital São Sebastião, em Viçosa. UFV desenvolve equipamento que amplia proteção durante intubação de pacientes com Covid-19 UFV/Divulgação Pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) desenvolveram um novo equipamento que proporciona maior segurança a profissionais de saúde durante a intubação de pacientes com Covid-19. O dispositivo amplia as barreiras que protegem a equipe de secreções e gotículas. De acordo com a UFV, o "dispositivo de proteção acrílica para uso durante o gerenciamento de vias aéreas em pacientes com coronavírus" foi desenvolvido para que os profissionais tenham menos risco de contaminação durante a intubação orotraqueal, uma das situações mais arriscadas. A caixa de acrílico criada pela Comissão de Produção de Inovações Tecnológicas para o combate ao Covid-19 tem pelo menos três os diferenciais em relação a outros modelos que vêm sendo utilizados em hospitais brasileiros desde o início da pandemia do coronavírus. O primeiro deles é o acesso simultâneo a três profissionais, já que dispõe de seis orifícios para introdução dos braços e manuseio dos equipamentos de intubação; as demais dispõem de no máximo quatro. Outro diferencial, é a presença de um dispositivo para vedação composto por uma válvula e uma manga-íris. Utilizados juntos, os itens também propiciam um ajuste ergonômico e flexível para o profissional lidar com o paciente. A terceira novidade é o emprego de uma luva descartável de látex de cano longo acoplada ao dispositivo, o que oferece aos profissionais um recurso protetor adicional. "Minimizar a dispersão de aerossol no decorrer da intubação orotraqueal é fundamental para reduzirmos a probabilidade de contaminação da equipe de saúde, que nessas circunstâncias, mesmo com todos os equipamentos de proteção que já utiliza, fica mais exposta ao contato com o vírus", explicou a professora do Departamento de Medicina e Enfermagem da UFV, Flávia Diaz. A finalização da caixa levou aproximadamente um mês para ocorrer. O primeiro exemplar está apto a ser utilizado e encontra-se, no momento, disponível para uso no Hospital São Sebastião, em Viçosa. No percurso, o projeto passou por fases como a criação de um protótipo em papelão, a modelagem computacional dos itens e a impressão 3D da válvula. As placas de acrílico são cortadas a laser, sendo possível produzir uma cápsula por hora, enquanto que as válvulas são impressas durante dez horas. Já foram montadas sete caixas, com custo em torno de R$ 700 cada. A Comissão, que vai entrar com pedido de patente para o invento, também tem atuado em outras frentes, a exemplo da criação de EPIs como o faceshield - "escudo facial", em tradução literal, estrutura protetora para a região do rosto, e máscaras cirúrgicas. Um vídeo foi feito pela UFV para mostrar o funcionamento do novo dispositivo, confira no link. Initial plugin text Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus no Brasil, 25 de junho, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência País tem 53.895 óbitos e é o 2º com mais vítimas no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. São 1.193.609 casos confirmados. Brasil tem 53.895 mortes e 1.193.609 casos de Covid, aponta consórcio O Brasil tem 53.895 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta quinta-feira (25), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O consórcio divulgou na quarta-feira (24), às 20h, o 17º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, GO e RR divulgaram novos dados. Veja os dados atualizados às 8h desta quinta-feira (25): 53.895 mortos 1.193.609 casos confirmados (Na quarta-feira, 24, às 20h, o balanço indicou: 53.874 mortes, 1.103 em 24 horas; e 1.192.474 casos confirmados.) O Brasil já é o segundo com mais vítimas no mundo e tem 10 mil óbitos a mais que o Reino Unido, terceiro colocado. O país só fica atrás dos EUA, que registram 121,9 mil mortes. MEMORIAL: Grávidas, indígenas, profissionais de saúde... veja quem são as vítimas da Covid-19 no Brasil EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados MAIS TESTES: Ministério da Saúde diz que cerca de um quarto da população será testada Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. Apenas no dia 9 de junho, o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Nesta quarta (24), o órgão divulgou um novo balanço. Segundo a pasta, houve 1.185 novos óbitos e 42.725 novos casos, somando 53.830 mortes e 1.188.631 casos desde o começo da pandemia – números totais menores que os apurados pelo consórcio. Initial plugin text CORONAVÍRUS× Veja Mais

Vacina desenvolvida por BioNTech e Pfizer para Covid-19 mostra potencial em testes em humanos

Glogo - Ciência Testes de duas dosagens em 24 voluntários saudáveis ​​mostrou que, após 28 dias, grupo desenvolveu níveis mais altos de anticorpos contra o Sars CoV-2. Corrida de farmacêuticas para produzir vacina contra a Covid-19 envolve dezenas de projetos Dado Ruvic/Reuters Uma nova vacina para Covid-19, desenvolvida pela empresa de biotecnologia BioNTech e pela farmacêutica Pfizer, mostrou potencial e foi bem tolerada no estágio inicial de testes em humanos, informaram as empresas nesta quarta-feira (1º). A vacina é uma das 17 testadas em seres humanos durante uma corrida global para encontrar uma imunização contra o novo coronavírus, que já infectou 10,5 milhões de pessoas e matou mais de meio milhão até agora. Esta é a quarta vacina contra a Covid-19 em estágio inicial com resultados promissores em testes em humanos, juntamente com os projetos da Moderna, da CanSino Biologics e da Inovio Pharmaceuticals. Há, ainda, a vacina da Universidade de Oxford com a farmacêutica AstraZeneca, chegando à fase 3 de pesquisas e em testes no Brasil (leia mais abaixo). Farmacêutica americana anunciou resultados positivos nesta quarta-feira, 1º de julho Reuters Resultados A BioNTech afirmou que os testes de duas dosagens da vacina "BNT162b1" em 24 voluntários saudáveis ​​mostraram que, após 28 dias, os pacientes desenvolveram níveis mais altos de anticorpos para Covid-19 do que os normalmente observados em pessoas infectadas. A mais alta entre as duas doses – ambas administradas em duas injeções com diferença de três semanas – foi seguida por uma febre curta em três dos quatro participantes após a segunda aplicação. Uma terceira dosagem, testada em uma concentração mais alta em um grupo separado, não foi repetida devido à dor da injeção. Os resultados foram apresentados em um pré-print, publicação ainda não revisada por outros cientistas e por revistas científicas. "Esses primeiros resultados de testes mostram que a vacina produz atividade imune e causa uma forte resposta", disse o co-fundador e CEO da BioNTech, Ugur Sahin. Sahin afirmou que estão sendo preparados ensaios mais amplos para confirmar se isso se traduz em proteção contra uma infecção real. A Pfizer diz que "caso o estudo de segurança e eficácia seja bem-sucedido e a vacina receba aprovação regulamentar, as empresas esperam fabricar até 100 milhões de doses até o final de 2020 e potencialmente mais de 1,2 bilhão de doses até o final de 2021". Vacina mais avançada O Ministério da Saúde do Brasil anunciou no último 27 de junho uma parceria para a pesquisa e produção nacional da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford, do Reino Unido, e a farmacêutica AstraZeneca. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esta é a vacina mais avançada em desenvolvimento contra a doença do Sars CoV-2. Saiba mais sobre a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford A vacina experimental "ChAdOx1 nCoV-19" iniciou os testes em humanos em estágio inicial da vacina em abril, tornando-a uma das poucas que alcançaram esse marco. Ao todo, 50 mil pessoas serão testadas em todo o planeta - 30 mil nos Estados Unidos e outras em países da África e Ásia. No Brasil, pelo menos 5 mil voluntários entre 18 e 55 anos serão vacinados. A ideia é anunciar os resultados até setembro e, se tudo correr bem, entregar as vacinas já em outubro. OMS declara que espera que o mundo consiga vacina contra a Covid-19 em um ano Initial plugin text Veja Mais

Startup japonesa cria máscara 'inteligente' conectada à rede

Glogo - Ciência Dispositivo criado no Japão amplifica volume da fala de quem veste a máscara, faz ligações e ainda pode traduzir a mensagem para oito idiomas. Taisuke Ono, CEO da Donut Robotics, apresenta aplicativo conectado a 'máscara inteligente' Kim Kyung-Hoon/Reuters A startup Donut Robotics, do Japão, desenvolveu uma "máscara inteligente" conectada à internet que pode enviar mensagens e traduzi-las do japonês a outros oito idiomas. A máscara de plástico se conecta a aplicativos de tablets ou smartphones via Bluetooth e consegue transcrever ou amplificar a fala de quem a veste. Também é possível fazer chamadas por telefone com o objeto. Em entrevista à Reuters, Taisuke Ono, chefe executivo da Donut Robotics, disse que a tecnologia vinha sendo desenvolvida para robôs. Então, a equipe decidiu aproveitá-la na pandemia de coronavírus. "Trabalhamos duro por anos para desenvolver um robô e usamos essa tecnologia para criar um produto que desse uma resposta à maneira com a qual o coronavírus remodelou a sociedade", disse Ono. Máscara conectada a aplicativo de celular desenvolvida por startup do Japão Kim Kyung-Hoon/Reuters Segundo os desenvolvedores, os engenheiros da startup chegaram ao produto ao tentar encontrar uma solução para sobreviver aos efeitos da pandemia. Quando o novo coronavírus atingiu o Japão, eles tinham acabado de fechar um contrato com o aeroporto Haneda, em Tóquio, para guias e tradutores robóticos do terminal — produto que tem agora um futuro incerto com a crise no setor aéreo. As primeiras 5 mil máscaras serão entregues a compradores no Japão ainda em setembro, mas Ono pretende ampliar as vendas para a China, os Estados Unidos e a Europa, onde há grande interesse no material, segundo os desenvolvedores. A ideia é que cada máscara custe US$ 40 (cerca de R$ 220). VÍDEO: saiba mais sobre o uso da máscara e por que não se deve usá-la no queixo Coronavírus: por que é errado usar máscara no queixo Initial plugin text Veja Mais

Novo vírus com 'potencial pandêmico' achado em porcos na China tem elo com H1N1 que causou mortes em 2009

Glogo - Ciência Características do Influenza ajudam na recombinação entre subtipos. Entenda como isso acontece, os riscos à saúde e como pode causar um novo surto. Porcos em fazenda em Harbin, na China Hallie Gu/Reuters O novo subtipo do H1N1 detectado em porcos na China é consequência de um "rearranjo genético" com o vírus que causou a pandemia em 2009. Ele conseguiu passar de porcos para humanos, mas não há registro de infecção entre pessoas. Por enquanto, os cientistas monitoram a situação. Novo vírus da gripe com 'potencial pandêmico' é encontrado na China Médico conselheiro da Casa Branca diz que novo vírus tem semelhanças com a gripe H1N1 de 2009 O que é este novo vírus? Ele é um vírus do tipo Influenza A, responsável pelas epidemias da gripe. Ele foi identificado por cientistas na China e divulgado em artigo publicado nesta segunda-feira (29) no periódico científico PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences). É um H1N1 com características genéticas do pdm/09 - o subtipo que causou a pandemia de 2009. A nomenclatura escolhida: G4 EA H1N1. “G4” é o nome do novo genótipo, grupo de genes que faz o subtipo deste vírus. Chineses acham novo vírus da gripe em porcos Como ele surgiu? Daniel Lahr, professor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em microbiologia evolutiva, diz que há um conceito fundamental para entender o que mostra o estudo. O conceito é o Rearranjo (reassortment, em inglês). Os vírus agem se apropriando das células para conseguir se multiplicar. Quando dois vírus parecidos, dois subtipos próximos, conseguem atingir a mesma célula, pode ocorrer o rearranjo, uma mistura do RNA que gera um novo subtipo viral. O Influenza tem uma capacidade maior de rearranjo. Tem 8 fitas de RNA. Ou seja: se dois vírus da gripe diferentes entram na mesma célula, são 16 fitas com sequência genética. Uma nova combinação pode surgir. "O genoma do Influenza tem 8 pedaços de RNA. O vírus sequestra os mecanismos da célula e começa a fazer mais versões dele mesmo. Sozinho, ele tem 8 fitas de RNA para fazer versões. Quando é mais de um vírus no mesmo hospedeiro, são 16 sistemas, 16 desses pedacinhos que podem se rearranjar", explicou Lahr. "Este é o principal mecanismo pelo qual o Influenza é sempre mais preocupante", completa. O vírus da gripe tem uma propensão extra de evoluir desta forma: o Sars CoV-2, o novo coronavírus, tem apenas 1 fita. Ou seja: capacidade muito mais reduzida de recombinação no mesmo hospedeiro. O vírus H1N1, que causou uma pandemia de gripe reprodução É comum achar novos vírus em porcos? Por que este chamou a atenção? Há um monitoramento constante das mudanças da Influenza, para evitar novos surtos, atualizar imunização e tratamentos. Como parte disso, os cientistas que assinam o artigo desta segunda-feira também mostram os resultados da análise de 30 mil amostras em 10 províncias chinesas em outros porcos. Apenas entre 2011 e 2018, 179 vírus da gripe em porcos foram detectados, sendo a maioria deles "G4". A China possui 500 milhões de suínos. O alerta maior neste caso específico relatado na China está no fato de o vírus ter mudado de hospedeiro - indo de porcos para humanos - e também pela quantidade de pessoas infectadas. Comumente, há o abate dos animais para conseguir barrar o vírus, mas neste caso a medida não irá exterminar novo H1N1, já que pessoas estão com a doença. Além disso, em análise da revista "Science" sobre o assunto, a variante "G4" é apontada como especialmente preocupante porque seu núcleo é um vírus da gripe aviária - ao qual os humanos não têm imunidade - com pedaços de cepas de mamíferos misturados. "A partir dos dados apresentados, parece que este é um vírus da gripe que está prestes a emergir em humanos', diz Edward Holmes, biólogo da Universidade de Sidney, em entrevista à revista. Como ele passou de porcos para humanos? O momento exato ou o mecanismo específico ainda precisam ser estudados. Há influência das características do novo vírus, de mutações, ou de outro fator ainda desconhecido. Fato é que os cientistas encontraram o novo vírus em uma população de porcos e também em 35 trabalhadores. Quando ele pode se tornar um novo surto? Por enquanto, de acordo com o estudo, o vírus foi transmitido de porcos para humanos, mas não de humanos para humanos. Isso garante que um controle local, como o abate dos animais e monitoramento dos pacientes, possa acabar com o problema. Lahr, no entanto, analisou o estudo e avalia que provavelmente não é uma disseminação em apenas um lugar. Por isso, o abate dos animais não seria o suficiente. Segundo ele, a partir de agora, o vírus pode continuar neste padrão ou mutar e passar entre os seres humanos. "O vírus existe. Ele está sendo transmitido entre porcos. E também já foi determinado que ele infecta de um porco para uma pessoa. Agora, só falta um passo e para isso precisa de modificações muito menores. Ele pode conseguir passar de humano para humano. Mas, a parte mais difícil pro vírus é mudar de hospedeiro, é ir do porco pro humano, isso ele já fez. Agora falta ele passar de humano para humano, e é um passo muito menor. Não quer dizer que vai acontecer, mas existe uma boa probabilidade." Como evitar? Existe uma comissão internacional que acompanha a evolução da Influenza para garantir atualizações nas vacinas e proteger a população. Neste caso, deverá ocorrer uma discussão: vale a pena investir em modificações tecnológicas na imunização para prevenir contra um vírus que não está em transmissão entre humanos? É uma discussão em aberto que, segundo Lahr, é importante que passe a ser feita com mais frequência e ampliada para a sociedade. O cientista defende que as vacinas sejam adaptadas antes mesmo da possibilidade de um surto entre pessoas. Segundo ele, é um investimento grande de prevenção que não tem impacto político. "No final, o vírus é barrado e ninguém ganha com isso". "Isso será discutido pelo comitê de influenza internacional que tenta determinar como vai ser a vacina de cada ano. Eu não tenho dúvida de que essa nova variedade vai ser debatida. E existem muitas variedades de Influenza por aí." "Por isso, é um trabalho de decisão muito grande. Eles se encontram duas vezes por ano até para decidir o que vale mais a pena: investir ou esperar se há uma mudança no vírus. É um negócio de puro 'timming'", disse. OMS afirma que coronavírus é dez vezes mais mortal do que a gripe H1N1 Veja Mais

Coronavírus: por que a OMS diz que o pior da pandemia de Covid-19 ainda está por vir

Glogo - Ciência Diretor da organização diz que contexto mundial de desunião piora ainda mais a pandemia de coronavírus: 'Lamento dizer, mas com esse ambiente e com essas condições, nós tememos pelo pior'. 'Lamento dizer, mas com esse ambiente e com essas condições, nós tememos pelo pior', disse diretor de Organização Mundial da Saúde Reuters O pior da pandemia do Covid-19 ainda pode estar por vir, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS), seis meses depois do começo da pandemia. O diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que o vírus infectaria mais pessoas se os governos não implementassem as políticas certas. Sua mensagem segue sendo: "teste, rastreie, isole e faça quarentena". Mais de 10 milhões de casos foram registrados no mundo todo desde o surgimento da doença na China no final do ano passado. O número de infectados que morreram está agora acima de 500 mil. Metade dos casos no mundo ocorreram nos Estados Unidos e na Europa, mas a Covid-19 está crescendo rapidamente nas Américas, sobretudo nos Estados Unidos e Brasil. O vírus também está afetando o sul da Ásia e a África, com o pico da pandemia previsto para chegar no final de julho. "Todos queremos que isso acabe. Todos queremos dar sequência às nossas vidas. Mas a realidade dura é que não estamos nem perto disso", disse Tedros. "Apesar de muitos países já terem feito progresso, globalmente a pandemia está na verdade acelerando." "Com 10 milhões de casos agora e meio milhão de mortes, a não ser que nós enfrentemos o problema que já identificamos na OMS, a falta de união nacional e a falta de solidariedade global e o mundo dividido que estão ajudando o vírus a se espalhar... o pior ainda está por vir." "Lamento dizer, mas com esse ambiente e com essas condições, nós tememos pelo pior." "Nós também fazemos um apelo para que os governos sigam os exemplos de Alemanha, Coreia do Sul e Japão, que mantiveram seus surtos sob controle através de políticas que incluíram testes e rastreios rigorosos", disse ele. Tedros não citou exemplos de países que considera problemáticos no combate ao coronavírus. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, durante evento nesta quinta-feira, 25 de junho Denis Balibouse/Reuters Quais são os países mais afetados? Estados Unidos e Brasil estão entre os países com o maior número de casos e de mortes. Em ambos, autoridades locais estão tomando decisões sobre reabrir ou não a economia. O Estados Unidos registraram mais de 2,5 milhões de casos e cerca de 126 mil mortes com o Covid-19 até agora — mais do que qualquer outro país. Os Estados americanos que abandonaram a quarentena nas últimas semanas — sobretudo no sul — têm registrado aumentos fortes no número de casos. Os novos surtos fizeram com que Texas, Flórida e outros Estados restringissem as medidas de reabertura novamente. O país com o segundo maior número de casos é o Brasil — são 1,3 milhão e mais de 58 mil mortes. Na segunda-feira (29), o Distrito Federal decretou estado de emergência. Grande parte dos estados e prefeituras do Brasil tem adotado medidas de reabertura da economia. No Reino Unido, país da Europa Ocidental com o maior número de mortes, o país se prepara para a reabertura da economia, mas uma cidade, Leicester, terá de permanecer com parte de seu comércio fechado devido ao aumento de casos. Brasil chega a 1 milhão de casos de Covid-19: veja 5 novidades sobre a pandemia Initial plugin text Veja Mais

Coronavírus: como seria o mundo se todos os vírus desaparecessem?

Glogo - Ciência Muita ênfase é dada ao poder destrutivo dos vírus, mas cientistas estão recém começando a entender o lado benéfico — e até vital — deles. As coisas boas que os vírus fazem superam as más, segundo o epidemiologista Tony Goldberg Getty Images/BBC Diante de uma pandemia, pode-se pensar que os vírus existam com o único propósito de criar caos na sociedade e de fazer a humanidade sofrer. Eles ceifaram um número incalculável de vidas durante milênios, eliminando com frequência grandes setores da população mundial, desde a epidemia de influenza de 1918 que matou entre 50 e 100 milhões de pessoas aos 200 milhões que morreram de varíola só no século 20. VACINAS TESTADAS NO BRASIL: entenda como as pesquisas funcionam ANTICORPOS: quem já teve Covid-19 pode pegar de novo? PREVENÇÃO: como evitar contaminação pelo coronavírus A atual pandemia de Covid-19 é só mais uma de uma série de contínuos e intermináveis ataques virais. Se existisse a possibilidade de fazê-los desaparecerem com uma varinha mágica, a maioria das pessoas provavelmente abraçaria essa oportunidade, ainda mais agora. No entanto, seria um erro fatal — mais letal, na verdade, do que poderia ser qualquer vírus. "Se todos os vírus desaparecessem repentinamente, o mundo seria um lugar maravilhoso por cerca de um dia e meio, e logo morreríamos. Esse seria o resultado final", diz Tony Goldberg, epidemiologista da Universidade de Wisconsin-Madison. "Todas as coisas essenciais que eles fazem no mundo superam em muito as más." Entenda algumas das expressões mais usadas na pandemia do covid-19 Visão equilibrada A grande maioria dos vírus não são agentes patogênicos para os humanos, e muitos cumprem um papel importante na manutenção dos ecossistemas. Outros mantêm a saúde de organismos individuais, desde fungos e plantas até insetos e humanos. "Vivemos em um equilíbrio perfeito" e os vírus são parte disso, diz Susana López Charretón, virologista da Universidade Nacional Autônoma do México. "Acho que estaríamos acabados sem os vírus." A maioria das pessoas não tem consciência do papel que os vírus desempenham na manutenção de grande parte da vida na Terra, porque temos a tendência de focar apenas nos problemas que eles causam à humanidade. Os vírus contribuem para manter o equilíbrio dos ecossistemas Divulgação/De Olho nos Corais Quase todos os virologistas estudam apenas os agentes patogênicos; só recentemente uns poucos pesquisadores intrépidos começaram a investigar os vírus que nos mantêm vivos e também o nosso planeta, em vez de nos matar. "É um pequeno grupo de cientistas que tentam dar uma visão justa e equilibrada do mundo dos vírus e mostrar que existem vírus bons", diz Goldberg. Cientistas têm certeza de que, sem os vírus, a vida no planeta, tal como a conhecemos, deixaria de existir. E mesmo que quiséssemos, provavelmente seria impossível aniquilar todos os vírus da Terra. Mas ao imaginar como seria o mundo sem eles, podemos entender melhor não só o quão importantes eles são para a nossa sobrevivência como também quanto temos que aprender ainda com sobre eles. Quantos existem? Para começar, não se sabe nem sequer quantos vírus existem. Milhares foram classificados formalmente, mas podem ser milhões. "Descobrimos apenas uma fração porque ainda não buscamos muito", diz Marilyn Roossinck, ecologista de vírus da Penn State University, nos Estados Unidos. "É apenas um viés — a ciência só tem se interessado por agentes patogênicos." Há milhões de vírus desconhecidos no mundo que a ciência só agora está começando a descobrir Reprodução/ICMBio/Fernando Tatagiba Os pesquisadores ainda nem sabem qual o percentual total de vírus que são problemáticos para os seres humanos. "Se você pensa numericamente, (o percentual) estaria estatisticamente perto de zero", diz Curtis Suttle, virologista ambiental da Universidade de British Columbia. "Quase todos os vírus que andam por aí não são agentes patogênicos para as coisas que mais importam." Chave para os ecossistemas O que sabemos é que os fagos — os vírus que contaminam bactérias — são extremamente importantes. Seu nome vem do grego phagein, que significa devorar. E é isso que eles fazem. "São os maiores predadores do mundo bacteriano", diz Goldberg. "Os fagos são os reguladores primários das populações bacterianas no oceano e provavelmente em muitos ecossistemas do planeta também." Se os vírus desaparecessem de repente, algumas populações bacterianas cresceriam desproporcionalmente; outras poderiam ser vencidas e deixarem de crescer por completo. Isso seria particularmente problemático nos oceanos, onde mais de 90% de toda a vida é bacteriana. Os fagos são encarregados de manter o equilíbrio da vida bacteriana nos oceanos Áthila Bertoncini Esses micróbios produzem cerca da metade do oxigênio do planeta, um processo facilitado pelos vírus. Estes vírus matam, por dia, cerca de 20% de todos os micróbios oceânicos, e cerca de 50% de todas as bactérias oceânicas. Ao eliminar os micróbios, os vírus garantem que o plâncton produtor de oxigênio tenha nutrientes suficientes para sustentar altas taxas de fotossíntese, a qual, em última instância, permite que se mantenha grande parte da vida na Terra. "Se não existe morte, então não existe vida, porque esta depende completamente da reciclagem de materiais", explica Suttle. "Os vírus são importantes em termos de reciclagem." Poucas espécies Pesquisadores que estudam pragas de insetos descobriram que os vírus são críticos para o controle de população de espécies. Se uma determinada espécie cresce em excesso "aparecerá um vírus e os eliminará", explica Roossinck. Este processo, chamado de "matar o vencedor" ("kill the winner", em inglês), é comum entre outras espécies, incluindo a nossa, como mostram as pandemias. "Quando as populações se tornam muito abundantes, os vírus precisam se replicar muito rapidamente e reduzem a população, criando espaço para que tudo mais possa viver", diz Suttle. Se os vírus desaparecessem, é provável que as espécies competitivas floresceriam em detrimento das demais. "Rapidamente perderíamos muita da biodiversidade do planeta", diz Suttle. "Umas poucas espécies tomariam controle e expulsariam o resto." Alguns organismos também dependem dos vírus para sobreviver, ou que lhes forneçam alguma vantagem em um mundo competitivo. Cientistas acreditam, por exemplo, que os vírus cumprem um papel importante em ajudar as vacas e outros ruminantes a transformar a celulose do pasto em açúcares que podem se metabolizar e, em última instância, se transformar em massa corporal e leite. Também acreditam que os vírus são fundamentais para manutenção de um microbioma são nos humanos e em outros animais. "Ainda não se entende isso muito bem, mas estamos encontrando mais e mais exemplos de que esta interação próxima é uma parte crítica dos ecossistemas, seja no sistema humano ou ambiental", explica Suttle. Roossinck e seus colegas descobriram evidências concretas que apoiam esta teoria. Em uma pesquisa, eles examinaram um fungo que coloniza um tipo específico de pasto no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos. Eles descobriram que o vírus que infecta esse fungo permite que o pasto se torne tolerante às temperaturas geotermais do solo. "Quando os três estão ali — o vírus, o fungo e a planta — a planta pode crescer em solos realmente quentes", diz Roossinck. "O fungo sozinho não faz isso. A pesquisadora e sua equipe descobriram que as plantas e o fungo passam o vírus de geração em geração. Ainda que não entendam exatamente a função que isso cumpre, eles assumem que os vírus, de alguma maneira, devem estar ajudando seus anfitriões. "Se não fosse assim, para que eles ficariam nas plantas?", pergunta Roossinck. Se todos esses vírus benignos desaparecessem, as plantas e os outros organismos que as alojam ficariam mais fracos ou morreriam. Proteção para os humanos Infecções com certos vírus benignos podem ajudar inclusive a proteger os humanos de alguns agentes patogênicos. O vírus GB-C, um agente não-patogênico que é parente próximo do vírus do Nilo Ocidental e da dengue, está ligado à progressão tardia da aids nas pessoas com HIV. Cientistas descobriram também que o vírus GB-C faz com que as pessoas contaminadas com ebola sejam menos propensas a morrer. Da mesma maneira, a herpes faz com que os ratos sejam menos suscetíveis a certas infecções bacterianas, incluindo a peste bubônica e a listeria (um tipo comum de intoxicação alimentar). Os autores suspeitam que suas descobertas em roedores se aplicam a seres humanos. Enquanto infecções com vírus de herpes "são vistas unicamente como de agentes patogênicos", dizem os pesquisadores, os dados mostram que a herpes entra na verdade em uma "relação simbiótica" com seu anfitrião, dando a ele benefícios imunológicos. Sem vírus, nós e outras espécies poderíamos ser muito mais inclinados a morrer de outras doenças. Tratamentos Os vírus são também um dos agentes terapêuticos mais promissores para tratar certas doenças. A fagoterapia utiliza o vírus para atacar infecções bacterianas. Este é um campo que agora, com a crescente resistência aos antibióticos, está começando a crescer. "Muitas vidas estão sendo salvas usando o vírus onde os antibióticos estão falhando", diz Suttle. Cientistas também estão estudando os vírus oncolíticos, aqueles que infectam e destroem seletivamente as células cancerígenas, como um tratamento menos tóxico e mais eficiente contra o câncer. Como eles se replicam e sofrem mutações constantemente, os vírus contam com um repositório massivo de inovações genéticas que outros organismos podem incorporar. Os vírus se replicam inserindo-se dentro das células anfitriãs e sequestrando suas ferramentas de replicação. Se isso acontece em uma linha germinal (óvulos e esperma), o código viral pode passar de geração para geração e se integrar permanentemente. "Todos os organismos que podem ser infectados por vírus têm a oportunidade de absorver genes virais e usá-los a seu favor", explica Goldberg. "A inserção do novo DNA em genomas é um grande modo de evolução." O desaparecimento dos vírus, em outras palavras, impactaria o potencial evolutivo de toda a vida no planeta, incluindo o Homo sapiens. Os elementos virais representam aproximadamente 8% do genoma humano e os genomas dos mamíferos em geral incluem cerca de cem mil restos de genes que se originam a partir de vírus. O código viral se manifesta em geral como peças inertes de DNA, mas às vezes cumprem funções novas e úteis — inclusive essenciais. Em 2018, por exemplo, equipes de pesquisadores fizeram, de forma independente entre si, uma descoberta fascinante. Um gene de origem viral codifica uma proteína que desempenha um papel-chave na formação da memória de longo prazo, movendo informações entre células no sistema nervoso. O exemplo mais impactante, no entanto, tem a ver com a evolução da placenta dos mamíferos e no momento em que se expressam os genes na gravidez humana. As evidências sugerem que somos vivíparos graças a um código genético que foi cooptado de antigos retrovírus que infectaram nossos antepassados há mais de 130 milhões de anos. Como disseram os autores do estudo publicado em 2018 na revista científica PLOS Biology: "É tentador especular que a gravidez humana seria muito diferente — talvez inexistente — se não fosse por eras de pandemias retrovirais que afetaram nossos ancestrais". Especialistas acreditam que estas marcas distintas ocorrem em todas as formas de vida multicelular. "Provavelmente existem muitas funções que desconhecemos", afirma Suttle. Cientistas acreditam que só começamos agora a descobrir como os vírus ajudam a sustentar a vida, porque acabamos de começar a estudá-los. Em última instância, quanto mais aprendemos sobre todos os vírus, não só dos agentes patogênicos, melhor equipados estaremos para utilizar alguns vírus em nosso benefício e desenvolver defesas contra outros que poderiam dar lugar a uma próxima pandemia. Mais que isso, aprender mais sobre a riqueza da diversidade viral nos ajudará a entender com mais profundidade como funcionam o nosso planeta, o ecossistema e nossos corpos. Como disse Suttle: "Precisamos dedicar nossos esforços para tratar de entender o que há lá fora para o nosso próprio benefício". Initial plugin text Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus no Brasil, 29 de junho, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência País tem 1.345.470 casos confirmados de Covid-19 e 57.659 mortes. O mundo já tem mais de 10 milhões de infectados e 500 mil mortos. O Brasil responde por 11% das mortes totais no planeta. Brasil tem 57,6 mil mortes e 1,3 milhão de casos de Covid, diz consórcio O Brasil tem 57.659 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta segunda-feira (29), mostra um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O consórcio divulgou no domingo (28), às 20h, o 21° balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, GO e RR divulgaram novos dados. Veja os dados atualizados às 8h desta segunda-feira (29): 57.659 mortes 1.345.470 casos confirmados (No domingo, 28, às 20h, o balanço indicou: 57.658 mortes, 555 nas últimas 24 horas; e 1.345.254 casos confirmados. Neste balanço, o Nordeste aparece com 44% do total de mortes registradas nas últimas 24 horas, seguido pelo Sudeste, com 32%). De acordo com um monitoramento da universidade norte-americana Johns Hopkins, o mundo já tem mais de 10 milhões de infectados e 500 mil mortos. O Brasil responde por 11% das mortes totais no planeta. MEMORIAL: Grávidas, indígenas, profissionais de saúde... veja quem são as vítimas da Covid-19 no Brasil EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. Apenas no dia 9 de junho, o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Neste domingo (28), o órgão divulgou um novo balanço. Segundo a pasta, houve 552 novos óbitos e 30.476 novos casos, somando 57.622 mortes e 1.344.143 casos desde o começo da pandemia – números menores que os apurados pelo consórcio. Initial plugin text CORONAVÍRUS× Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus no Brasil, 28 de junho, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência País tem 1.319.274 casos confirmados de Covid-19 e 57.149 mortes. O Brasil tem 57.149 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h deste domingo (28), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Veja os dados atualizados às 8h deste domingo (28): 57.149 mortos 1.319.274 casos confirmados O consórcio divulgou no sábado (27), às 20h, o 20º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, ES, GO, RO e RR divulgaram novos dados. (No sábado, 27, às 20h, o balanço indicou: 57.103 mortes, 994 em 24 horas; e 1.315.941 casos confirmados) 'AGORA É ASSIM?' Recuperação da economia vai depender de políticas públicas, dizem convidados MEMORIAL: Grávidas, indígenas, profissionais de saúde... veja quem são as vítimas da Covid-19 no Brasil EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. Apenas no dia 9 de junho, o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Nesta sábado (27), o órgão divulgou um novo balanço. Segundo a pasta, houve 1.109 novos óbitos e 38.693 novos casos, somando 57.070 mortes e 1.313.667 casos desde o começo da pandemia – números menores que os apurados pelo consórcio. Initial plugin text CORONAVÍRUS× Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus no Brasil, 27 de junho, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência País tem 56.121 óbitos e 1.280.335 casos confirmados de Covid-19. Brasil tem 56.121 mortes e 1.280.335 casos de Covid-19, informa consórcio de imprensa O Brasil tem 56.121 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h deste sábado (27), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O consórcio divulgou na sexta-feira (26), às 20h, o 19º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, GO, RN e RR divulgaram novos dados. Veja os dados atualizados às 8h deste sábado (27): 56.121 mortos 1.280.335 casos confirmados (Na sexta-feira, 27, às 20h, o balanço indicou: 56.109 mortes, 1.055 em 24 horas; e 1.280.054 casos confirmados) Medição de temperatura evita disseminação da Covid-19? Veja perguntas e respostas MEMORIAL: Grávidas, indígenas, profissionais de saúde... veja quem são as vítimas da Covid-19 no Brasil EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. Apenas no dia 9 de junho, o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Nesta sexta (26), o órgão divulgou um novo balanço. Segundo a pasta, houve 990 novos óbitos e 46.860 novos casos, somando 55.961 mortes e 1.274.974 casos desde o começo da pandemia – números menores que os apurados pelo consórcio. Initial plugin text CORONAVÍRUS× Veja Mais

Trombose: os mitos e verdades sobre a doença que levou Anitta à internação

Glogo - Ciência Somente mulheres têm trombose? Viajar de avião causa trombose? A doença pode matar? Dor nas pernas pode ser trombose? Respondemos estas e outras dúvidas abaixo. Anitta fala sobre internação Reprodução/Instagram/anitta A cantora Anitta foi internada na quinta-feira (25) para o tratamento de uma trombose em uma de suas pernas. Segundo a cantora, a doença foi descoberta na fase inicial e ficará “tudo bem”. "Descobrindo a doença, entra em tratamento, a minha estava em fase inicial. Então vai ficar tudo bem comigo”, disse Anitta em vídeo publicado em seu perfil no Instagram. A trombose é uma doença que ocorre quando o sangue que corre por uma veia grande do corpo, geralmente localizada nas coxas e pernas, forma um coágulo - ou um trombo, como é popularmente conhecido, que bloqueia o fluxo da sangue na região. Nos casos mais graves da doença, o coágulo pode causar lesões e sequelas (veja mais abaixo). Sintomas Classificada pelos médicos como uma doença silenciosa, já que a trombose pode ser completamente assintomática, o Ministério da Saúde alerta que é preciso ficar em atento aos sintomas nos membros inferiores: Aumento da temperatura nas pernas Dor nos membros inferiores Inchaço nas pernas Coloração vermelho-escura ou arroxeada nas pernas Endurecimento da pele/Rigidez da musculatura em alguma região Varizes Respiração curta e rápida e palpitações, podendo acontecer algum desmaio De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) os sintomas que mais merecem atenção são a dor na panturrilha e o inchaço das pernas ou de qualquer outro membro. Coronavírus e trombose: excesso de coagulação agrava casos da Covid-19 e pode levar à morte O Hospital São Luiz explica que se o coágulo for até o pulmão, "o paciente pode apresentar ainda dor no peito e nas costas, tosse com sangue e respiração curta e rápida", informa o site da instituição. Tais sintomas são extremamente graves (veja mais abaixo). O que pode causar a trombose? Inúmeros fatores podem causar uma trombose, desde uma predisposição genética, exposição aos fatores de risco ou até uma viagem longa, em que passamos muitas horas sentado. Pílula anticoncepcional tem relação com trombose? Veja mais perguntas 'Diagnóstico difícil', diz médica sobre casos de trombose após uso de pílula De maneira geral, os principais fatores de risco e causas para a trombose, segundo o Ministério da Saúde, são: Tabagismo Uso de anticoncepcional ou tratamento hormonal Hereditariedade Pacientes com insuficiência cardíaca Pacientes com tumores malignos Obesidade Gestação e pós-parto Ficar sentado ou deitado por muitas horas seguidas (como em uma viagem longa de avião ou de ônibus, por exemplo). Veja quais os fatores que aumentam o risco de trombose para quem toma anticoncepcional Cirurgia ortopédica e trombose O Ministério da Saúde também alerta que a trombose pode ocorrer depois de uma cirurgia de médio e grande porte, geralmente ortopédica, ou de uma internação em que o paciente tem que ficar por muito tempo deitado ou sem caminhar. "Os pacientes submetidos a cirurgias de joelho, quadril e trauma (como fraturas) são os principais grupos de risco. A trombose que pode ocorrer após uma cirurgia ortopédica é geralmente localizada nas pernas, provocando entupimento da veia, causando dor e inchaço", informa o verbete do Ministério da Saúde sobre a doença. Ainda segundo o órgão, muitos desses fatores de risco podem ser evitados com um estilo de vida saudável, adotando exercícios físicos, controlando o peso e ficando longe do tabaco. Saiba como identificar sintomas e evitar trombose Viajar de avião causa trombose? Segundo o Ministério da Saúde, qualquer viagem longa pode causar trombose em pessoas com fatores de risco à desenvolver a doença. "Realmente, um voo é um momento em que o risco deste problema aparecer é maior, já que a pessoa fica sem mover as pernas, o que prejudica o retorno do sangue venoso para o coração", informa o verbete da pasta sobre trombose. Por isso, durante uma viagem longa de avião ou ônibus, o recomendado: Fazer pequenas caminhadas, mesmo que seja nos corredores ou até o banheiro, de hora em hora Viajar com roupas confortáveis e largas, que não comprimam o corpo Tomar bastante água Evitar passar mais de duas horas parado na mesma posição Usar meias elásticas medicinais adequadamente calçadas, prescritas pelo seu médico. Ela ajudam na circulação sanguínea. Beber água e levantar durante o voo ajudam a prevenir trombose É possível prevenir? Evitar o ganho excessivo de peso, praticar exercícios físicos regularmente, não fumar e evitar qualquer outro fator de risco é uma forma de prevenir a trombose. Fazer pequenas caminhadas e alongamentos durante uma viagem longa ou durante o trabalho (principalmente se você fica muito tempo em pé ou sentado), evitando ficar mais que duas horas em uma mesma posição. Pode levar à morte? Segundo o Ministério da Saúde, a trombose crônica, uma forma grave da doença, pode causar a morte súbita no paciente em razão de uma embolia. A embolia acontece quando um fragmento do coágulo formado pela trombose se desprende e cai na corrente sanguínea. Ao se movimentar, ele pode ir para os pulmões, coração ou cérebro, bloqueando o fluxo do sangue nesses lugares, podendo causar a morte súbita. "A embolia pulmonar é causada pela fragmentação dos coágulos e a migração destes até os pulmões, entupindo as artérias pulmonares e gerando graves problemas cardíacos e pulmonares", explica o site da SBACV. Embolia pulmonar: conheça a doença de difícil diagnóstico e que pode levar à morte Somente mulheres têm trombose? Não! Segundo o Ministério da Saúde, a trombose realmente ocorre com maior frequência em mulheres porque estas estão mais expostas aos fatores de risco, como uso de remédios anticoncepcionais e gravidez, mas a doença pode atingir qualquer pessoa, independentemente do sexo. A trombose ocorre somente nas pernas? Não. Segundo o Hospital São Luiz, a trombose pode ocorrer em qualquer lugar do organismo que tenha veias e artérias. "Essa [trombose] é uma condição mais comum nos membros inferiores, como coxas e pernas. Mas o paciente pode também apresentar trombose nos pés e trombose nos braços", informa o Hospital São Luiz. Tem tratamento? Sim! Existem remédios capazes de dissolver os trombos já existentes e de prevenir a formação deles. "O tratamento é feito com substâncias anticoagulantes (impedem a formação do trombo e a evolução da trombose) ou fibrinolíticos (destroem o trombo). Mais modernamente, e em situações selecionadas, o tratamento da TVP [trombose venosa profunda, nome científico] pode ser feito na própria residência do paciente, usando-se as heparinas de baixo peso molecular", informa a SBACV. Em alguns casos, de acordo com o Ministério da Saúde, o médico pode optar por uma cirúrgica vascular. Veja também Alguns pacientes apresentam trombose ao contraírem Covid-19 Veja Mais

Maior raio do mundo é registrado no Brasil, com 709 km de extensão, diz Organização Meteorológica Mundial

Glogo - Ciência Raio cortou o Sul do Brasil em outubro de 2018; além deste recorde, organização também anunciou o registro do raio mais longo, em segundos, na Argentina. Imagem de satélite mostra o maior raio do mundo, em extensão: ele cortou o Sul do Brasil em outubro de 2018, percorrendo uma distância de 709 km. Divulgação/OMM A Organização Meteorológica Mundial (OMM) anunciou nesta sexta-feira (26) o registro de dois recordes de raios: o mais extenso em distância percorrida, e o mais longo em segundos. São os "megaflashes". O recorde de raio mais extenso é do Brasil: Ele percorreu 709 km em uma linha horizontal, cortando o Sul do Brasil, em 31 de outubro de 2018. É mais que o dobro do recorde anterior, registrado em Oklahoma (EUA), com 321 km. O recorde de raio com duração mais longa é da Argentina: Ele durou 16,73 segundos a partir de um flash que começou no norte da Argentina, em 4 de março de 2019. Ele também é mais que o dobro do recorde anterior, de 7,74 segundos registrado em Provence-Alpes-Côte d'Azur, França em 30 de agosto de 2012. Infográfico da OMM mostra a distância percorrida pelo maior raio do mundo, que cortou o Sul do Brasil em outubro de 2018; registro de raio com brilho mais longo foi na Argentina, em março de 2019: durou 16,730 segundos Divulgação/OMM O novo recorde foi estabelecido devido a uma nova tecnologia de imagens por satélite. Mas, segundo a OMM, tanto o registro anterior quanto o novo usaram a mesma metodologia para medir a extensão do flash. As descobertas foram publicadas pelas Cartas de Pesquisa Geofísica da American Geophysical Union, antevéspera do Dia Internacional da Segurança contra Raios, em 28 de junho. “Esses são registros extraordinários de eventos únicos de relâmpagos. Eventos climáticos extremos são medidas vivas do que a natureza é capaz, bem como o progresso científico em poder fazer essas avaliações. É provável que ainda haja extremos ainda maiores e que possamos observá-los na medida que a tecnologia de detecção de raios melhorar ”, disse o professor Randall Cerveny, relator-chefe de extremos climáticos da OMM. "Isso fornecerá informações valiosas para o estabelecimento de limites à escala de raios – incluindo megaflashes – para questões de engenharia, segurança e científicas", disse ele. Os raios representam um grande risco à vida de muitas pessoas, todos os anos. As descobertas destacam importantes preocupações de segurança pública contra raios para nuvens eletrificadas, onde os flashes podem percorrer distâncias extremamente grandes. Raios no Brasil Raio foi registrado em Ubatuba, litoral de SP, em imagem de 2015. Frederico Viebig/ELAT/INPE De acordo com o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 78 milhões de raios caem todos os anos no Brasil. Entre 2000 e 2019, 2,1 mil pessoas morreram devido à incidência de raios –a cada 50 mortes por raio no mundo, 1 é registrada no Brasil. O estado com mais mortes por raios, de 2000 a 2019, foi São Paulo, com 327 óbitos. Veja abaixo os números: 78 milhões de raios caem todos os anos no Brasil A cada 50 mortes por raio no mundo, 1 é no Brasil De 2000 a 2019, 2.194 pessoas morreram no Brasil, por incidência de raios O estado que mais registrou mortes por raios no período foi SP (327), seguido por MG (175) e PA (162) 26% das mortes ocorreram na área rural; 21% em casa; 9% próximo à água; 9% debaixo de árvores; 8% em áreas cobertas; 7% em áreas descampadas; entre outros. Segundo o Elat, a incidência de raios diminuiu 20% na cidade de São Paulo no período inicial da quarentena. Segundo o cientista Osmar Pinto Junior, coordenador do Elat, o motivo foi a queda na emissão de poluentes atmosféricos, com a redução de veículos nas ruas. Quarentena provoca redução de poluição e de raios no Brasil Veja Mais

Sede da Nasa passará a ter o nome de sua primeira engenheira negra

Glogo - Ciência A sede da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, passará a ser chamada de Edifício Mary W. Jackson. Mary W. Jackson em foto de divulgação sem data Divulgação/Nasa/Via AFP A sede da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, passará a ser chamada de Edifício Mary W. Jackson, em homenagem à primeira engenheira negra da instituição e uma cientista importante para o órgão. 'Estrelas além do tempo' tem negras subvertendo universo racista e machista O anúncio foi feito na quarta-feira (24) pelo administrador da Nasa, Jim Bridenstine. "Ela foi uma cientista, uma humanitária, uma esposa e mãe que pavimentou o caminho para milhares de outros seguirem, não só na Nasa, mas por essa nação", disse a filha de Mary Jackson, Carolyn Lewis. Jackson é uma das retratadas no filme "Estrelas além do tempo", de 2016. Nasa adota esquema de home office por causa da pandemia do coronavírus Ela se formou em 1942 na universidade de Hampton, onde estudou matemática e física. Em 1951, começou a trabalhar no órgão governamental que mais tarde se tornaria a Nasa. A cientista foi uma das responsáveis por um túnel de alta pressão construído na agência, e ela se tornaria a primeira engenheira negra do órgão em 1958. Enquanto trabalhava, ela pediu para voltar a estudar, e fez escola noturna na mesma época em que dava expediente durante o dia. Em 1985, Jackson se aposentou. Ela morreu em 2005. No ano passado, a Nasa já havia renomeado um outro prédio com o nome de uma cientista que trabalhou na instituição, Katherine Johnson, que é retratada no mesmo filme, "Estrelas além do tempo". Até mesmo a rua em frente à sede foi batizada como "Via das Figuras Escondidas" (o nome do filme em inglês é "Hidden Figures", que, traduzido literalmente, seria figuras escondidas). Veja Mais

Aproveite para adotar um animal mais velho na quarentena

Glogo - Ciência Apesar de filhotes serem adoráveis, sua personalidade é uma incógnita. Pets idosos retribuirão o acolhimento com afeição e lealdade Desde o início da pandemia, aumentou muito o número de adoções de cães e gatos. Confinadas em casa, as pessoas descobriram, ou redescobriram, como um animal de estimação colabora para amenizar o isolamento e a solidão. Apesar de ser crescente o contingente de idosos que vivem sozinhos, eles normalmente veem com reservas a experiência de ter um novo bicho, imaginando que não encontrarão energia para cuidar dele. Há uma alternativa que atende a todas essas questões: adotar um pet também idoso. Para os mais velhos, adotar um animal de estimação idoso é uma ótima opção contra a solidão StockSnap por Pixabay Apesar de filhotes serem fofos, sua personalidade é uma incógnita. No caso dos cachorros, quando são vira-latas, nunca se sabe se aquele bebê terá no futuro porte pequeno, médio ou grande. Se já é adulto, o problema desaparece. Além disso, com a energia de que dispõem, são capazes de mastigar sapatos, roer a mobília, destroçar almofadas e travesseiros – sem contar o risco de provocarem tombos nos donos ao pularem sobre eles ou se enroscarem em suas pernas. Até estarem liberados para sair, é preciso que tomem todas as vacinas. Também têm que ser adestrados, ao passo que os mais velhos podem começar a passear no mesmo dia em que chegam, ajudando a diminuir o sedentarismo. Homem com cão: pesquisas mostram que interagir com um pet diminui os níveis de cortisol, o hormônio do estresse Joenomias Menno de Jong por Pixabay As considerações valem para os gatos com 5 anos ou mais. Filhotes podem ser bastante levados, derrubando e quebrando coisas, além de rasgar rolos inteiros de papel higiênico... Felinos não acabam em abrigos porque têm má índole, e sim porque se perderam ou foram abandonados por donos que, por exemplo, acharam que o bicho era incompatível com o nascimento de um filho. Para quem precisa sair para trabalhar, gatos são a opção perfeita, porque costumam dormir muitas horas durante o dia e ficam bem sozinhos. Cães e gatos que se encontram há tempos num abrigo, ou com um cuidador, com frequência passaram por situações difíceis: fome, frio, maus tratos. Optar por um animal nessas condições vai fazer toda a diferença para a vida dele, que com certeza se mostrará “grato” pelo acolhimento e retribuirá com afeição e lealdade. Por último, mas não menos importante: pesquisas mostram que interagir com um pet diminui os níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Veja Mais

No mais...

A descoberta da 'estrela impossível' que vai mudar a astronomia

Glogo - Ciência Cientistas estão debatendo sobre o que poderia ser exatamente este objeto novo - mas tudo indica que muitas teorias terão que ser revistas A colaboração LIGO-Virgo administra alguns dos instrumentos científicos mais ousados já feitos EGO/VIRGO COLLABORATION/PERCIBALLI/BBC Cientistas descobriram um objeto astronômico que nunca havia sido observado antes. Ele tem massa maior do que estrelas colapsadas (conhecidas como "estrelas de nêutrons") mas possui menos massa que buracos negros. O novo objeto, uma espécie de "estrela de nêutrons negra", era algo que não se imaginava ser possível. Portanto, novas ideias de como se formam as estrelas de nêutrons e os buracos negros terão que ser formuladas. Neutrinos, os mensageiros cósmicos que podem explicar mistérios do Sol e dos buracos negros 'Parece que Einstein acertou mais uma vez': análise de imagem inédita de buraco negro levou 2 anos A descoberta foi feita por uma equipe internacional de pesquisadores usando detectores de ondas gravitacionais nos Estados Unidos e na Itália. Charile Hoy, um estudante de pós-doutorado da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, disse que a nova descoberta pode alterar a compreensão que temos da astronomia. Ele foi um dos pesquisadores da equipe. "Não podemos descartar nenhuma possibilidade. Nós não sabemos o que é [esse objeto] e é por isso que tudo é tão animador, porque isso realmente muda o nosso campo de estudo." Hoy é parte de uma equipe internacional trabalhando num projeto conhecido como Colaboração Científica Ligo-Virgo. Colisão de buraco negro O grupo internacional possui detectores de laser com vários quilômetros de alcance que captam pequenas ondulações no espaço-tempo causadas pela colisão de objetos massivos no Universo. A informação coletada pode ser usada para determinar a massa dos objetos envolvidos. Em agosto, os instrumentos detectaram a colisão de um buraco negro com massa 23 vezes maior do que a do Sol com outro objeto, que tinha 2,6 massas solares. Isso faz com que o objeto mais leve seja mais massivo do que o tipo mais pesado de estrela morta (ou estrela de nêutron) já observado até agora - que tinha pouco mais que duas massas solares. Mas ele também era mais leve que o buraco negro mais leve já observado - com cerca de cinco massas solares. Astrônomos têm pesquisado sobre esses objetos dentro de algo que eles costumam chamar de "buraco de massa". Escrevendo na revista científica "The Astrophysical Journal Letters", os pesquisadores dizem acreditar que, entre todas as possibilidades, o objeto provavelmente seja um buraco negro leve, mas eles não estão descartando nenhuma hipótese. Ilustração da Nasa mostra o momento em que estrela é "devorada" por buraco negro. O aro iluminado é composto por gases Reprodução/Nasa Depois de colidir com grandes buracos negros, o objeto não existe mais. No entanto, devem surgir novas oportunidades para se aprender mais sobre esses objetos de "buraco de massa" em futuras colisões, segundo o professor Stephen Fairhurst, também da Universidade de Cardiff. "É um desafio determinar o que é isso", ele disse à BBC. "Seria o mais leve dos buracos negros já encontrado, ou a estrela de nêutrons mais pesada já encontrada?" Se for mesmo um buraco negro leve, não existiria nenhuma teoria atual para descrever como esses objetos se formam. O professor Fabio Antonioni formulou uma hipótese de que em um sistema solar com três estrelas seria possível a formação de um buraco negro leve. Suas ideias começaram a receber mais atenção desde a nova descoberta. Se no entanto este novo objeto for uma estrela pesada de nêutrons, as teorias sobre sua formação também teriam de ser revisadas, segundo Bernard Schutz, do Max Planck Institute em Potsdam, na Alemanha. "Não sabemos muito sobre física nuclear das estrelas de nêutrons. Então as pessoas que estão olhando para equações exóticas que explicam o que acontece dentro delas devem estar pensando 'talvez isso seja evidência de que podemos ter estrelas de nêutrons bem mais pesadas'." Tanto buracos negros como estrelas de nêutrons se formam quando as estrelas perdem seu "combustível" e morrem, segundo as teorias atuais. Se for uma estrela muito grande, ela entra em colapso para formar um buraco negro, que é um objeto com tanta força gravitacional que nem mesmo a luz escapa de seu alcance. Se a estrela tiver massa abaixo de um determinado valor, uma opção seria que ela colapsasse em uma bola densa feita totalmente de partículas conhecidas como nêutrons, que são as mesmas que encontramos no núcleo dos átomos. O material que forma estrelas de nêutrons é tão denso que uma pequena colher de chá dele teria peso de 10 milhões de toneladas. Uma estrela de nêutron também possui gravidade potente que a mantém coesa, mas uma outra força entre os nêutrons, causada por um fenômeno de mecânica quântica conhecido como pressão de degenerescência, tenta afastar as partículas, funcionando como contraponto à força gravitacional. As teorias atuais sugerem que a força gravitacional venceria esta pressão de degenerescência se a estrela de nêutron for maior que duas massas solares - causando um colapso que formaria um buraco negro. De acordo com o professor Nils Andersson, da Universidade de Southampton, no Reino Unido, se o objeto misterioso for mais pesado que uma estrela de nêutron então os teóricos terão que repensar o que eles sabem sobre o interior destes objetos. "A física nuclear não é uma ciência precisas onde sabemos tudo. Não sabemos como forças nucleares operam sob condições extremas de dentro de uma estrela de nêutron. Então cada teoria que temos atualmente sobre o que acontece dentro de uma delas tem algum grau de incerteza." A professora Sheila Rown, diretora do Instituto de Pesquisas Gravitacionais da Universidade de Glasgow, disse que a descoberta desafia os modelos teóricos atuais. "Mais observações cósmicas e pesquisa serão necessárias para se estabelecer se esse novo objeto é mesmo algo que nunca se viu antes ou se é o buraco negro mais leve já detectado." Veja Mais

Médicos denunciam mercado clandestino de plasma sanguíneo no Paquistão, diz jornal

Glogo - Ciência O plasma sanguíneo com anticorpos de pacientes curados da Covid-19 estaria sendo comprado por novos infectados por até R$ 25 mil. O plasma do sangue de um paciente recuperado da Covid-19 é visto no Centro Nacional de Transfusão de Sangue em Bagdá, no Iraque Thaier Al-Sudani/Reuters Reportagem do jornal britânico "The Guardian" nesta quarta-feira (24) denuncia um esquema de comercialização do plasma do sangue de pacientes curados da Covid-19 no Paquistão. Com o colapso do sistema de saúde do país, o material estaria sendo vendido por ate R$ 25 mil para pacientes que buscam a cura. O plasma é a parte líquida do sangue, na qual estão anticorpos produzidos pelo organismo para combater o vírus. Essa substância, retirada de pacientes recuperados, pode ser aplicada em alguém que tenha um quadro grave da Covid-19. Essa forma de tratamento está em teste, mas não tem eficácia comprovada. Segundo o jornal, médicos testemunharam a transação entre famílias de pacientes e intermediários nos hospitais. Eles alegam que as instituições não estão envolvidas, mas que viram o negócio acontecer na frente deles. "Geralmente, um familiar de um paciente aborda alguém que se recuperou pedindo para doar sangue. Quando uma certa quantia é acordada como pagamento, geralmente entre 200.000 e 800.000 rúpias (R$ 6 mil a 25 mil), eles vão para um laboratório privado e extraem o plasma, que é então 'doado' aos pacientes." Ele acrescenta: “Conheço uma família de cinco pessoas contaminadas com a Covid-19 que gastou 3,5 milhões de rúpias (R$ 240 mil) em plasma sanguíneo no mercado ilegal. Eles acreditam que é uma cura milagrosa." Segundo o jornal, fontes da agência federal de investigação confirmaram que estavam cientes das vendas não regulamentadas do mercado clandestino de plasma sanguíneo, mas que cabia à polícia investigar os casos individuais. Um paramédico realiza coleta de material para ser testado para a doença de coronavírus (Covid-19) em Karachi, no Paquistão, nesta terça (23) Akhtar Soomro/Reuters O Paquistão está com uma das taxas de infecção mais rápidas do mundo, com 185 mil casos confirmados e mais de 5 mil novas infecções por dia. A quarentena foi suspensa pela Suprema Corte do país em 18 de maio ao dizer que o vírus "não era uma pandemia no Paquistão" e questionando porque o combate à doença estava "gastando tanto dinheiro". Além disso, o país sofre com falta de medicamentos para o tratamento da Covid-19, com o roubo de cilindros de oxigênio – que são vendidos por 25 vezes o seu valor no mercado ilegal – e com o atraso no salário de médicos de hospitais públicos. Veja Mais

Lives Psíquicas #10 - 900 mil inscritos MARAVILHOSOS S2

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 Minutos Psíquicos Agradecimento especial aos nossos apoiadores no YouTube, no Patreon e no APOIA.SE: Uriel Marx Josue Caetano Juliana Pereira Masashi Inoue Gabriel Tamassia Martinez Fernando da Silva Trevisan Cláudio Toma Angelo Thomazini Anderson Santos da Silva Mathias Gheno Azzolini Marco Aurélio Roncatti Ingrid Philigret de Brito Paulo André Batista Araújo Adinael Fernandes da Silva Tatsuo Adachi Ana Carolina Alves Feitosa Kleber Pereira Thaís Canto Renan Fernandes Elisangela de Moura Gonçalves Mônica Almeida Roger Hendryo de Oliveira Simone Souza Raquel Aquino Débora Medeiros Antonio Rosasse William Oliveira ingridpsi Ana Cláudia Tiago Cruz Jose Luis Fernandes Maísa Barbosa Brum Michel Rezende Artur Luft Gacha Trevisani Josi Silva Andre Elton Mayara Silva Rafael Haruin Nanci Cuozzo Luciana Santa Fé Antonio Neto André Timm LUCIANA SANTOS Heloisa Moura Antonia Braz Danilo Oliveira Ana Carolina Zortea Suellen Santos Vanessa Ariane Ribeiro Ana América Oliveira de Arruda rigen doragon Sawabonas Joao Freire Franca Murilo Juliana Belko Ines Cozzo Fernanda Wanderlind Leandra Garcez Sabrina Morais Adriana Araújo Bruno Andrade Nildson Loki Karen Castro Carmen Adell André Luiz Thieme Robson Tulio Furtado INCENTIVE O MINUTOS PSÍQUICOS :) Torne-se um apoiador nosso no YoutTube, Apoia.se ou Patreon: ● https://www.youtube.com/channel/UCFiEI1kDHlO9UQtxx0wj-XA/join ● https://apoia.se/minutospsiquicos ● http://www.patreon.com/minutospsiquicos REDES SOCIAIS ● Facebook: https://www.facebook.com/minutospsiquicos/ ● Twitter: https://twitter.com/minutopsiquicos ● Instagram: https://www.instagram.com/minutospsiquicos/ CRÉDITOS ● Pesquisa, roteiro e narração: André Rabelo (@oandrerabelo) ● Edição: Lucas Carvalho (@lucascarvc_) ● Ilustração: Pedro Tavares (Chicão) (@pedroxicao) ● Música: FeelinIt - Text Me Records / Bobby Renz REFERÊNCIAS E INDICAÇÕES #psicologia #saúde #ciência Veja Mais

Brasil tem 51.502 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa (atualização das 13h)

Glogo - Ciência Há 1.117.430 de casos confirmados no país. Segundo diretor da OMS, Brasil provavelmente tem mais casos de Covid-19 do que os relatados. Brasil tem 51.502 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa O Brasil tem 51.502 mortes por coronavírus confirmadas até as 13h desta terça-feira (23), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O consórcio divulgou na segunda (22), às 20h, o 15º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, CE, DF GO, MG, MS e RR divulgaram novos dados. Veja os dados atualizados às 13h desta terça-feira (23): 51.502 mortos 1.117.430 casos confirmados (Na segunda-feira, 22, às 20h, o balanço indicou: 51.407 mortes, 748 em 24 horas; e 1.111.348 casos confirmados) Grávidas, bebês, profissionais de saúde... veja quem são as vítimas da Covid-19 no Brasil Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. Na segunda-feira, o diretor de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou que, mesmo com os altos números registrados nos últimos dias, o Brasil provavelmente tem mais casos de Covid-19 do que os que são oficialmente relatados. EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Parceria A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. Na segunda (22), mais uma vez o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 654 novos óbitos e 21.432 novos casos, somando 51.271 mortes e 1.106.470 casos desde o começo da pandemia. Initial plugin text Veja Mais

Prefeitura de Viçosa usa câmeras termográficas em ações de prevenção ao coronavírus

Glogo - Ciência A nova tecnologia mede a temperatura corporal e será usada em barreiras sanitárias e pontos móveis na cidade. Uso de câmeras termográficas para a prevenção e combate ao coronavírus em Viçosa Prefeitura/Divulgação A Secretaria Municipal de Saúde iniciou nesta segunda-feira (22) o uso de câmeras termográficas para a prevenção e combate ao coronavírus em Viçosa. A nova tecnologia mede a temperatura corporal e será usada em barreiras sanitárias. De acordo com a Prefeitura, foram adquiridos cinco aparelhos, que além das barreiras, poderão ser usados também em pontos móveis da cidade. O instrumento visa trazer mais segurança aos profissionais de saúde que atuam no rastreamento epidemiológico. Entre os pontos móveis, as câmeras termográficas serão usadas em portas de hospitais e unidades de saúde, rodoviária e bairros com maior intensidade de casos notificados e confirmados. A Secretaria Municipal de Saúde lembra que “a aferição de temperatura é uma das etapas do rastreamento que auxilia no trabalho da Vigilância Epidemiológica, que ainda inclui a oximetria - medição de saturação de oxigênio no sangue”. Febre e dificuldade de respirar são sintomas que podem estar relacionados à Covid-19. As câmeras termográficas conseguem captar a presença de várias pessoas de forma simultânea. Desta forma, também serão utilizadas para comprovar aglomerações irregulares, durante as operações de fiscalização. Initial plugin text Veja Mais

Brasil provavelmente tem mais casos de Covid-19 do que os relatados, afirma diretor da OMS

Glogo - Ciência Diretor de emergências da entidade, Michael Ryan, afirmou que o número baixo de testes no país leva a uma provável subnotificação de casos. 21 de junho: foto mostra vista aérea do cemitério Nossa Senhora Aparecida em Manaus, no Amazonas. Michael Dantas/AFP O diretor de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou nesta segunda-feira (22) que o Brasil provavelmente tem mais casos de Covid-19 do que os que são oficialmente relatados, mesmo com os altos números registrados nos últimos dias. Na sexta (19), o país alcançou a marca de 1 milhão de casos da doença, conforme levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa do qual o G1 faz parte. Às 13h desta segunda-feira, o país tinha mais de 50,7 mil mortes causadas pelo novo coronavírus. Michael Ryan, diretor-executivo do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS) Christopher Black/OMS "Ainda há um número relativamente baixo de testes em relação à população. Esse alto número de casos não reflete testagem exaustiva, mas provavelmente subestima os números reais de casos", afirmou Ryan. "As taxas de positividade para os testes ainda são bem altas: na semana epidemiológica 17 [19 a 25 de abril], a taxa de positividade foi de 31% para o Brasil. Isso significa que há, provavelmente, mais casos do que os que estão sendo reportados", explicou. "Nós tendemos a ver essa taxa de positividade cair para 5% ou menos em países que estão detectando todos os casos". No boletim mais recente da OMS, que mostra um recorde de 183 mil novas infecções apenas no domingo (21), o Brasil aparece com o maior número de novos casos reportados: mais de 54 mil. Ryan pontuou, entretanto, que este número ainda precisa ser analisado para entender se foram incluídos casos represados de vários dias da semana passada, por exemplo. "Na quarta, quinta-feira da semana passada, o número de confirmações no Brasil ficou na verdade abaixo da média. Certamente houve um pico de casos nas últimas 24 horas, mas estamos analisando o quanto disso é factual e o quanto se refere à semana passada", explicou. "Se você olhar para os casos em junho, eles se mantiveram relativamente estáveis, mas o que se vê é que há um padrão de número de casos na semana e uma diminuição no fim de semana", disse Ryan. O diretor já havia apontado, na semana passada, uma tendência de estabilização no número de casos no Brasil, mas frisou que a situação no país ainda é grave. Tendência para a América Latina Ryan destacou, ainda, que a situação do Brasil reflete a tendência em toda a América Latina, que registrou um aumento de 25% no número de casos na semana passada. Segundo o diretor de emergências, outros países na região tiveram os seguintes aumentos percentuais em número de casos: Guiana Francesa: 86% Chile: 41% Guatemala: 39% Argentina e Honduras: 38% Colômbia: 35% Bolívia: 33% Costa Rica: 28% Panamá e Haiti: 26% Venezuela: 25% El Salvador: 24% "O que estamos vendo ainda na América Latina em uma pandemia evoluindo e que está afetando todos os países", disse Ryan. "Certamente, o Brasil, como o país mais populoso, está profundamente afetado, mas está entre muitos outros. Também vimos aumentos preocupantes de mortes no mesmo período em alguns desses países. Sob essa perspectiva, acho que é importante ver o Brasil no contexto regional e global", afirmou o diretor de emergências. OMS registra novo recorde diário de casos do novo coronavírus Initial plugin text CORONAVÍRUS× Veja Mais

Brasil tem 50.667 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência País ultrapassou a marca de 50 mil vítimas no sábado (20), pouco mais de três meses após o primeiro óbito. Há 1.087.185 de casos confirmados. Brasil tem 50.667 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa O Brasil tem 50.667 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta segunda-feira (22), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O consórcio divulgou no domingo (21), às 20h, o 14º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, GO e RR divulgaram novos dados. Veja os dados atualizados às 8h desta segunda-feira (22): 50.667 mortos 1.087.185 casos confirmados (No domingo, 21, às 20h, o balanço indicou: 50.659 mortes, 601 em 24 horas; e 1.086.990 casos confirmados.) A marca das 50 mil vítimas foi ultrapassada no sábado (20), pouco mais de três meses depois da primeira morte, ocorrida na cidade de São Paulo. Desde então, a doença se alastrou pelo país e, atualmente, avança pelo interior. O Brasil é o 2º país do mundo com mais casos e mortes por coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo um levantamento da Universidade Johns Hopkins. Grávidas, bebês, profissionais de saúde... veja quem são as vítimas da Covid-19 no Brasil Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Parceria A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. No domingo (21), mais uma vez o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 641 novos óbitos e 17.459 novos casos, somando 50.617 mortes e 1.085.038 casos desde o começo da pandemia. Initial plugin text Veja Mais

Brasil tem 50.090 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência País ultrapassou a marca de 50 mil vítimas no sábado (20), pouco mais de três meses após o primeiro óbito. Há 1.071.085 de casos confirmados. O Brasil tem 50.090 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h deste domingo (21), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O consórcio divulgou no sábado (20), às 20h, o 13º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, GO, RO e RR divulgaram novos dados. Veja os dados atualizados às 8h deste sábado (20): 50.090 mortes 1.071.085 casos confirmados (No sábado, 20, às 20h, o balanço indicou: 50.058 mortes, 968 em 24 horas; e 1.070.139 casos confirmados.) A marca das 50 mil vítimas foi ultrapassada pouco mais de três meses depois da primeira morte, ocorrida na cidade São Paulo. Desde então, a doença se alastrou pelo país e, atualmente, avança pelo interior. O Brasil é o 2º país do mundo com mais casos e mortes por coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo um levantamento da Universidade Johns Hopkins. Grávidas, bebês, profissionais de saúde... veja quem são as vítimas da Covid-19 no Brasil 50 mil mortos: diante de uma tragédia como esta, uma nação para, ao menos um instante Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Brasil tem 50.090 mortes e 1.071.085 casos confirmados de coronavírus Parceria A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. No sábado (20), mais uma vez o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 1.022 novos óbitos e 54.771 novos casos, somando 49.976 mortes e 1.067.579 casos desde o começo da pandemia – números menores que os apurados pelo consórcio Initial plugin text Veja Mais

Brasil tem 49.156 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa (atualização das 13h)

Glogo - Ciência Levantamento de consórcio de veículos de imprensa aponta que país tem 1.043.168 casos confirmados. Na sexta, o balanço registrou mais 1,2 mil óbitos em 24 horas pelo 4º dia consecutivo. Foi a primeira vez que isso ocorreu desde o início da pandemia. Brasil chega a 49.156 mortes por coronavírus O Brasil tem 49.156 mortes por coronavírus confirmadas até as 13h deste sábado (20), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O consórcio divulgou na sexta-feira (19), às 20h, o 12º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, CE, DF, GO, MS, PE e RR divulgaram novos dados. Veja os dados atualizados às 8h deste sábado (20): 49.156 mortes 1.043.168 casos confirmados (Na sexta, 19, às 20h, o balanço indicou: 49.090 mortes, 1.221 em 24 horas; e 1.038.568 casos confirmados. O país teve, pelo 4º dia consecutivo, mais de 1,2 mil mortes registradas no período de 24 horas. É a 1ª vez que isso acontece desde o início da pandemia.) Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Parceria A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. Na sexta (19), mais uma vez o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 1.206 novos óbitos e 54.771 novos casos, somando 48.954 mortes e 1.032.913 casos desde o começo da pandemia – números menores que os apurados pelo consórcio Initial plugin text Veja Mais

Brasil passa de 49 mil mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa; são 1.221 em 24 horas

Glogo - Ciência São 49.090 óbitos no Brasil; número se aproxima de 50 mil. País teve, pelo 4º dia consecutivo, mais de 1,2 mil mortes registradas no período de 24 horas. É a 1ª vez que isso acontece desde o início da pandemia. São mais de 1 milhão de casos confirmados da doença. Brasil ultrapassa 1 milhão de casos confirmados de coronavírus O Brasil teve 1.221 novas mortes registradas em razão do novo coronavírus em 24 horas, mostra levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde. Com isso, são 49.090 óbitos pela Covid-19 até esta sexta-feira (19) no país. Veja os dados, consolidados às 20h: 49.090 mortes; eram 47.869 até as 20h de quinta (18), uma diferença de 1.221 óbitos 1.038.568 casos confirmados; eram 983.359 até a noite de quinta, ou seja, houve 55.209 novos casos O país teve, pelo 4º dia consecutivo, mais de 1,2 mil mortes registradas no período de 24 horas. É a 1ª vez que isso acontece desde o início da pandemia. EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Mortes por coronavírus no país Arte G1 Morte por Covid-19 no Brasil e nos estados Arte G1 Consórcio de veículos de imprensa Os dados divulgados nesta quarta (17) foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa desde o dia 8 para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Brasil tem 1.038.568 casos de coronavírus e 49.090 mortes, informa consórcio de imprensa Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. Apenas na terça (9) o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Nesta sexta (19), o órgão publicou um novo balanço. Segundo a pasta, houve 1.206 novos óbitos e 54.771 novos casos, somando 48.954 mortes e 1.032.913 casos desde o começo da pandemia – números menores que os apurados pelo consórcio. Initial plugin text CORONAVÍRUS× Veja Mais

Brasil tem 47.897 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência Levantamento de consórcio de veículos de imprensa aponta que país tem 984.315 casos confirmados. Nesta quinta-feira (18), pelo 3º dia consecutivo, país teve mais de 1,2 mil mortes no período de 24 horas; é apenas a segunda vez que isso ocorre desde o início da pandemia. Região Sudeste concentra quase metade do total de óbitos. Brasil tem 47.897 mortes e 984.315 casos do novo coronavírus O Brasil tem 47.897 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta sexta-feira (19), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O consórcio divulgou na quinta (18), às 20h, o 11º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, GO, MT e RR divulgaram novos dados. Veja os dados atualizados às 8h desta sexta-feira (19): 47.897 mortes 984.315 casos confirmados (Na quinta, 18, às 20h, o balanço indicou: 47.869 mortes, 1.204 em 24 horas; e 983.359 casos confirmados. Pelo 3º dia consecutivo, país tem mais de 1,2 mil mortes no período de 24 horas; é apenas a segunda vez que isso ocorre desde o início da pandemia. Região Sudeste concentra quase metade do total de óbitos) Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Parceria A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. Nesta quinta-feira (18), mais uma vez o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 1.238 novos óbitos e 22.765 novos casos, somando 47.748 mortes e 978.142 casos desde o começo da pandemia. Initial plugin text Veja Mais

Cientistas encontram fósseis que mostram que dinossauros botavam ovos de casca mole

Glogo - Ciência Casca dura do ovo é um fator que melhora as chances de reprodução da espécie, e há indicações que ela foi desenvolvida por linhagens diferentes de dinossauros. Fóssil de um ovo de mussauro que foi encontrado na Argentina Diego Pol/Divulgação via Reuters Cientistas encontraram os primeiros fósseis de ovos de casca mole que foram postos por dinossauros de duas espécies diferentes --um na Argentina, outro na Mongólia. A descoberta sugere que os primeiros dinossauros produziam esses ovos moles antes de algumas linhagens começarem a ter a casca dura. Uma pesquisa sobre a descoberta foi publicada na revista Nature. Fósseis de dinossauro carnívoro com dentes de tubarão são encontrados na Tailândia Mais antigo fóssil de dinossauro predador do mundo é encontrado no sul do Brasil A casca calcificada, mais resistente, é uma evolução biológica que contribui para o sucesso da reprodução de uma espécie: ela protege mais o embrião de efeitos do ambiente. Os fósseis encontrados recentemente eram de ovos que tinham uma consistência semelhante à de couro, e não igual à da casca de ovos de pássaros atuais. Um dos exemplares foi encontrado na região da Patagônia, na Argentina, e era de uma espécie chamada mussauro. Tem cerca de 200 milhões de anos. O outro fóssil de ovo mole era de um protoceratops de 75 milhões de anos, achado no Deserto de Gobi, na Mongólia. Durante muito tempo, a crença dos cientistas era que todos os dinossauros sempre depositaram ovos com casca dura, como fazem seus descendentes crocodilianos e aves. Muitas tartarugas, lagartos e cobras põem ovos de casca mole. Mas poucos ovos de dinossauros já haviam sido encontrados, e de um número pequeno de espécies. Ovos de casca mole não são facilmente preservados como fósseis. A descoberta de ovos de casca mole em espécies tão diferentes, que viveram distantes no tempo e na localização, indica que muitas linhagens podem ter colocado esses ovos. Até mesmo os primeiros dinossauros, que apareceram há 230 milhões de anos atrás, podem ter tido casca mole de ovo. O mussauro, de seis metros de comprimento, foi um dos primeiros dinossauros herbívoros de pescoço longo. O ovo, de cerca de 13 centímetros, era esférico. O protoceratops, do tamanho de uma ovelha, também herbívoro, tinha um bico. Os ovos, mais alongados, tinham cerca de 10 centímetros. A descoberta dá uma nova perspectiva sobre a biologia reprodutiva dos dinossauros. Os primeiros animais eram répteis mais primitivos nos seus hábitos reprodutivos, segundo o paleontologista Mark Norell, do Museu Americano de História Natural, o principal pesquisador do estudo. "Isso significa que eles punham ovos de casca mole que provavelmente eram enterrados na areia ou na vegetação. Também explica por que ovos calcificados eram os únicos conhecidos de um pequeno número de espécies, e só apareceram muito depois da origem do grupo." Mais antigo fóssil de dinossauro predador do mundo é encontrado no sul do Brasil Veja Mais

Brasil tem 46.679 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência Levantamento de consórcio de veículos de imprensa aponta que país tem 960.640 casos confirmados. Na quarta, pelo 2º dia consecutivo, o país teve mais de 1,2 mil mortes registradas no período de um dia. O Brasil tem 46.679 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta quinta-feira (18), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O consórcio divulgou na quarta (17), às 20h, o 10º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, GO e RR divulgaram novos dados. Veja os dados atualizados às 8h desta quinta-feira (18): 46.679 mortes 960.640 casos confirmados (Na quarta, 17, às 20h, o balanço indicou: 46.665 mortes, 1.209 em 24 horas; e 960.309 casos confirmados. Pelo 2º dia consecutivo, o país teve mais de 1,2 mil mortes registradas no período de um dia. É a 7ª vez que o número passa desse patamar desde o início da pandemia) Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Parceria A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. Nesta quarta-feira (18), mais uma vez o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 1.269 novos óbitos e 32.188 novos casos, somando 46.510 mortes e 955.377 casos desde o começo da pandemia – números totais menores que os apurados pelo consórcio. Initial plugin text Veja Mais

Nova linhagem do vírus da zika está em circulação no Brasil e pode originar epidemia, diz estudo

Glogo - Ciência Cientistas detectaram, em 2019, sequências genéticas de uma linhagem africana do vírus. Como ela nunca havia circulado no país, maior parte da população não tem anticorpos para combatê-la. Estudo identifica circulação de nova linhagem do vírus da zika no Brasil Uma nova linhagem do vírus da zika está em circulação no Brasil, segundo pesquisadores do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), da Fiocruz Bahia. Por meio de uma ferramenta que monitora as sequências genéticas do vírus, os cientistas detectaram, pela primeira vez no país, um tipo africano dele, com potencial de originar uma nova epidemia. Segundo Artur Queiroz, um dos líderes do estudo, dois dados indicam que a linhagem circulou pelo Brasil em 2019: ela foi encontrada em dois Estados distantes entre si: no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro; os hospedeiros que “abrigavam” os vírus eram diferentes: um mosquito “primo” do Aedes aegypt, chamado Aedes albopictus, e uma espécie de macaco. A descoberta foi publicada no início de junho, no periódico “International Journal of Infectious Diseases”. Estudo relaciona desnutrição de mães com agravamento dos efeitos do vírus da zika na malformação de fetos Vacina contra vírus da zika protege fetos em experimento feito com macacos Diferentes linhagens São conhecidas duas linhagens do vírus da zika: a asiática e a africana (subdividida em oriental e ocidental). A ferramenta do Cidacs acompanha, desde 2015, quais circulam no Brasil. Há mudanças notáveis nas 248 sequências genéticas analisadas ao longo do período: até 2018, a maior parte era de um subtipo asiático do Camboja (90%). Em 2019, outro subtipo passou a preponderar: o da Micronésia (89,2%). O mais preocupante foi outra constatação: também em 2019, segundo o estudo, 5,4% das sequências eram inéditas no país, de linhagem africana. Para Queiroz, há o perigo de uma nova epidemia. “A maior parte da população não tem anticorpos para isso”, diz. Número de casos em 2020 De acordo com o Ministério da Saúde, em 2020, foram notificados 3.692 casos prováveis do vírus da zika - número muito inferior aos 47.105 casos de chikungunya e aos 823.738 de dengue. Segundo os cientistas, com a nova linhagem genética, a situação pode mudar. Larissa Catharina Costa, uma das autoras da pesquisa, reforça a importância de um monitoramento constante. “Atualmente, com as atenções voltadas para a Covid-19, este estudo serve de alerta para não esquecermos outras doenças, em especial, da zika. (...) Os estudos genéticos devem continuar sendo realizados a fim de evitar um surto da doença com o novo genótipo circulante”, diz. Veja Mais

Minuto da Terra Explica: UNIVERSO

Minuto da Terra Explica: UNIVERSO

 Minuto da Terra Nesse compilado de vídeos clássicos do Minuto da Terra, viajamos para além da Terra e exploramos alguns dos nossos mistérios favoritos sobre o espaço sideral. A série "Minuto da Terra Explica" foi originalmente criada para outro projeto, mas sabemos que muitos de vocês são novos por aqui e também estão procurando por conteúdo educacional online que seja BOM e DIVERTIDO - além de algo pra parar um pouco de pensar em tudo de ruim que está acontecendo. Aproveitem! Episódios dessa coletânea: 0:22 Por que tantos meteoritos vêm do mesmo lugar? https://www.youtube.com/watch?v=KJJLwGRhd1Q 3:07 Por que não é possível ver o lado oculto da Lua? https://www.youtube.com/watch?v=6OU8HeDEu_o 5:03 Como os gases de efeito estufa realmente funcionam? https://www.youtube.com/watch?v=2oxCnVUJCwQ 7:47 O que é o Paradoxo do jovem Sol fraco? https://www.youtube.com/watch?v=MShZ3DhiqUo CONTATO: contato@escarlatte.com Se torne um membro por apenas R$ 7,99 por mês! https://bit.ly/clubeyt Faça uma doação e ajude o canal a crescer: http://bit.ly/doarMDT Patrocine o Minuto da Terra! https://apoia.se/minutodaterra Vídeo anterior: Por que lobos não cantam como os pássaros? https://www.youtube.com/watch?v=P21UAu7zQiE Vídeo original: MinuteEarth Explains: Space https://www.youtube.com/watch?v=ESDUy77AmEQ Tradução e dublagem: Leonardo Gonçalves Souza Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves Souza Tradução oficial e autorizada do canal Minute Earth, criado por Henry Reich: http://www.youtube.com/user/minuteearth Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

O 'álibi científico' que pode inocentar os morcegos da pandemia de coronavírus

Glogo - Ciência Os morcegos passaram por um momento particularmente difícil desde o surto de coronavírus. As pessoas que estudam e admiram esses animais defendem que deveríamos reconhecer seu papel vital na natureza. Iroro Tanshi atribui o medo de morcegos aos nossos equívocos, porque sua natureza noturna os torna difíceis de observar CHIDIOGO OKOYE/SMACON/BBC Pensar sobre morcegos deixa Iroro Tanshi emocionada. "São obras de arte!", ela diz. Tanshi, doutoranda nigeriana na Texas Tech University, nos Estados Unidos, está entre um grupo considerável de cientistas que desejam corrigir a imagem negativa dos morcegos — uma reputação que foi piorada pela possibilidade de eles terem sido parte do início da pandemia de coronavírus. Relatos de matanças em massa de morcegos, da Austrália à Indonésia, alarmaram os conservacionistas em todo o mundo. Eles explicam que culpar os morcegos, na verdade, deixa os verdadeiros culpados de fora. Por que algumas pessoas culpam os morcegos? As pessoas estão culpando os morcegos porque o vírus Sars-Cov2, que causa a covid-19, é 96% semelhante a outro vírus anteriormente detectado em morcegos selvagens, explica Tanshi. Isso transformou todos os morcegos em suspeitos. Mas os morcegos têm um álibi científico. "Pesquisas evolutivas recentes mostram que, cerca de 40 a 70 anos atrás, o vírus Sars-Cov2 se separou do vírus encontrado em morcegos-ferradura", diz Tanshi, "fornecendo mais evidências de que os morcegos podem não ter transmitido diretamente o vírus Sars-Cov2 aos seres humanos. " Paul W. Webala, professor sênior de biologia da vida selvagem da Universidade Maasai Mara, no Quênia, concorda. "Em termos evolutivos, morcegos e humanos estão bem distantes um do outro e, portanto, se o SARS-CoV-2 realmente veio de morcegos, pode ter passado por algum hospedeiro intermediário." Ou seja, se de fato os morcegos foram a origem do vírus, eles ainda não foram os que nos transmitiram. A suspeita recai sobre os pangolins como potenciais intermediários. Então, quem é o 'culpado'? Dormir de cabeça para baixo é uma adaptação brilhante: competição quase zero por espaço para descanso e sempre pronto para voo em caso de emergência Getty Images via BBC Tanshi e seus colegas cientistas concordam enfaticamente que os humanos, e não os morcegos, são os culpados pelo atual surto e pela propagação do vírus. Webala diz que a atividade humana criou a "tempestade perfeita" para a pandemia. "A invasão humana de habitats silvestres e a consequente perda e degradação deles, bem como o transporte, armazenamento e comércio de animais silvestres são atividades que criam condições ideais para a transmissão de patógenos entre espécies que não tiveram contato anterior." "Várias evidências mostram que o risco de surtos zoonóticos (surtos de doenças que se originaram em animais, mas saltaram para os seres humanos) aumenta com a destruição do habitat", diz Tanshi. Matar morcegos não nos protegerá do coronavírus. Pelo contrário, destruí-los em massa e deslocá-los de seus habitats poderia piorar a situação, apontam os conservacionistas. "Cerca de 70% das mais de 14 mil espécies de morcegos são insetívoras, o que significa que se alimentam apenas de insetos e outros artrópodes", diz Webala. "Muitos dos insetos aéreos e noturnos comidos por morcegos são vetores de patógenos relevantes para a saúde humana", diz ele. Em outras palavras, eles carregam doenças que afetam os seres humanos, incluindo dengue e malária. Atacar e deslocar morcegos provavelmente aumenta o número de surtos de doenças. Como os morcegos beneficiam seres humanos? "Se você está vestindo algodão, se bebeu café ou chá, se comeu alimentos à base de milho ou um dos muitos alimentos agrícolas, seu dia já foi influenciado por morcegos", diz Webala. Os morcegos fornecem serviços vitais para o ecossistema, como polinizadores, espalhadores de sementes e controladores de pragas. Tudo, de alimentos a cosméticos, móveis e remédios, exige atuação de morcegos. Sem eles, a Indonésia não teria uma colheita bem-sucedida de durião, Madagascar perderia seus icônicos baobás e as plantações de macadâmia seriam devastadas. "Os morcegos espalham mais que o dobro de sementes que os pássaros", diz Webala, "permitindo fluxo vital e reflorestamento de florestas fragmentadas nos trópicos". Segundo vários estudos, apenas nos EUA, os morcegos representam uma economia de bilhões de dólares por ano em pesticidas e reduzem os danos às culturas. O que mais torna os morcegos tão especiais? "Os morcegos são animais surpreendentemente bem-sucedidos: são encontrados em todos os continentes, exceto na Antártica", diz Tanshi. "Como pesquisadora de morcegos, explorei cavernas, florestas, montanhas e savanas." Os morcegos se destacaram na adaptação evolutiva, acrescenta ela. "Dedos como asas, navegação por ecolocalização e visão estelar que lhes permitiu colonizar o céu noturno. Se ser mamífero é uma arte, os morcegos seriam obras-primas!" Webala compartilha esse entusiasmo e apresenta um argumento pragmático para sua conservação. "Os morcegos podem ter um ótimo sistema imunológico especialmente adaptado para tolerar patógenos e doenças. Essa notável resiliência poderia potencialmente gerar novas terapias para reforçar as defesas antivirais humanas." Initial plugin text Veja Mais

Brasil tem 51.406 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência Há 1.113.606 de casos confirmados no país. Segundo diretor da OMS, Brasil provavelmente tem mais casos de Covid-19 do que os relatados. Brasil tem mais de 51 mil mortes pela Covid-19, aponta consórcio de veículos de imprensa O Brasil tem 51.406 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta terça-feira (23), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O consórcio divulgou na segunda (22), às 20h, o 15º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, GO e RR divulgaram novos dados. Veja os dados atualizados às 8h desta terça-feira (23): 51.406 mortos 1.113.606 casos confirmados (Na segunda-feira, 22, às 20h, o balanço indicou: 51.407 mortes, 748 em 24 horas; e 1.111.348 casos confirmados. Depois disso, Roraima informou que um óbito teve a causa alterada após avaliação epidemiológica, e deixou de ser contabilizado como causado pelo coronavírus.) Grávidas, bebês, profissionais de saúde... veja quem são as vítimas da Covid-19 no Brasil Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. Na segunda-feira, o diretor de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou que, mesmo com os altos números registrados nos últimos dias, o Brasil provavelmente tem mais casos de Covid-19 do que os que são oficialmente relatados. EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Parceria A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. Na segunda (22), mais uma vez o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 654 novos óbitos e 21.432 novos casos, somando 51.271 mortes e 1.106.470 casos desde o começo da pandemia. Initial plugin text Veja Mais

Pronto-socorros dos EUA atenderam menos infartos no início da pandemia de Covid-19, diz CDC

Glogo - Ciência Pesquisadores da principal autoridade de saúde dos EUA acreditam que pacientes estão adiando ou evitando buscar cuidados com medo de se infectar com novo coronavírus em hospitais. Paramédicos cuidam de paciente em hospital no Brooklyn, em Nova York, EUA, em foto de abril REUTERS/Andrew Kelly Menos norte-americanos chegaram a pronto-socorros com problemas possivelmente fatais, como infartos, durante os primeiros meses da pandemia de Covid-19, disseram pesquisadores dos Estados Unidos nesta segunda-feira (22) O estudo leva a crer que os pacientes podem estar adiando ou evitando buscar cuidados por medo da Covid-19, segundo pesquisadores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Um estudo de maio do CDC mostrou que o número de mortes de outras causas além da Covid-19 na cidade de Nova York aumentou em mais de 5 mil na comparação com o padrão sazonal durante os dois primeiros meses da pandemia. Depois que a pandemia de Covid-19 foi declarada uma emergência nacional nos EUA, as autoridades de saúde pública recomendaram que os hospitais adiassem procedimentos médicos sem urgência, como cirurgias. Menor procura em casos urgentes Paciente com Covid-19 é tratado em UTI de hospital em Chicago, nos EUA, no dia 22 de abril. Shannon Stapleton/Reuters O uso de pronto-socorros devido a infartos diminuiu 23% dez semanas depois de a pandemia ser declarada uma emergência nacional na comparação com as dez semanas anteriores. De forma semelhante, os pronto-socorros registraram um recuo de 20% de pacientes por causa de derrames e 10% menos pacientes por crise hiperglicêmica, decorrente do diabetes descontrolado. "Uma diminuição de curto prazo desta magnitude na incidência destes problemas é biologicamente implausível", disseram os pesquisadores no relatório Semanário de Morbidez e Mortalidade do CDC. Os autores do estudo disseram que as autoridades de saúde pública deveriam conscientizar o público de que os pronto-socorros estão adotando diretrizes de controle de infecções para que as pessoas possam procurar atendimento emergencial quando necessário. Pacientes estão com medo de ir ao hospital por causa da Covid-19 Initial plugin text Veja Mais

Brasil tem 50.737 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa (atualização das 13h)

Glogo - Ciência País ultrapassou a marca de 50 mil vítimas no sábado (20), pouco mais de três meses após o primeiro óbito. Há 1.090.349 de casos confirmados. Brasil registra 50.737 mortos por coronavirus, mostra consórcio O Brasil tem 50.737 mortes por coronavírus confirmadas até as 13h desta segunda-feira (22), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O consórcio divulgou no domingo (21), às 20h, o 14º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, AC, CE, DF, GO, MG, MS, PE, RR e TO divulgaram novos dados. Veja os dados atualizados às 13h desta segunda-feira (22): 50.737 mortos 1.090.349 casos confirmados (No domingo, 21, às 20h, o balanço indicou: 50.659 mortes, 601 em 24 horas; e 1.086.990 casos confirmados.) A marca das 50 mil vítimas foi ultrapassada no sábado (20), pouco mais de três meses depois da primeira morte, ocorrida na cidade de São Paulo. Desde então, a doença se alastrou pelo país e, atualmente, avança pelo interior. O Brasil é o 2º país do mundo com mais casos e mortes por coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo um levantamento da Universidade Johns Hopkins. Grávidas, bebês, profissionais de saúde... veja quem são as vítimas da Covid-19 no Brasil Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Parceria A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. No domingo (21), mais uma vez o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 641 novos óbitos e 17.459 novos casos, somando 50.617 mortes e 1.085.038 casos desde o começo da pandemia. Initial plugin text Veja Mais

Brasil tem 50.659 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa; são 601 em 24 horas

Glogo - Ciência Levantamento de consórcio de veículos de imprensa aponta que país tem 1.086.990 casos confirmados, sendo que 16.851 foram registrados nas últimas 24 horas. Brasil registra 601 novas mortes por coronavírus e chega a 50.659 O Brasil teve 601 novas mortes registradas em razão do novo coronavírus em 24 horas, mostra levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde. Com isso, são 50.659 óbitos pela Covid-19 até este domingo (21) no país. Veja os dados, consolidados às 20h: 50.659 mortes; eram 50.058 até as 20h de sábado (20), uma diferença de 601 óbitos 1.086.990 casos confirmados; eram 1.070.139 até a noite de sábado, ou seja, houve 16.851 novos casos Mortes por coronavírus no país Arte G1 Mortes por Covid-19 no Brasil e nos estados Arte G1 Os dados divulgados neste domingo (21) foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa desde o dia 8 para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Brasil tem 50.659 mortes por Covid, aponta consórcio de veículos de imprensa Consórcio de veículos de imprensa A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. Apenas na terça (9) o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Neste domingo (21), o órgão publicou um novo balanço. Segundo a pasta, houve 641 novos óbitos e 17.459 novos casos, somando 50.617 mortes e 1.085.038 casos desde o começo da pandemia – números menores que os apurados pelo consórcio. Initial plugin text Veja Mais

O prazer de ver os filhos envelhecerem

Glogo - Ciência É tão comovente quanto poderosa a constatação de que cresceram e são capazes de lidar com as dificuldades que caracterizam a vida adulta Em tempos bicudos, essa é uma coluna sobre gratidão. Minha e, acredito, de todos os que, sortudos como eu, veem seus filhos envelhecerem. Escrevo sobre longevidade e, embora não seja obcecada pela morte, lido e convivo com a ideia da finitude – e sei que pensamentos e considerações a respeito do tema serão cada vez mais recorrentes. A morte deixa de ser um conceito remoto, embora seu horizonte ainda possa estar distante. O que torna qualquer reflexão sobre o tempo tão atraente quanto desafiadora. No entanto, esta não é uma coluna sobre mim, e sim sobre meu filho, que caminha na direção dos 40. Ele dirá que se trata de uma observação injusta, porque tem 37 anos, mas poderia lhe dizer que apenas ontem, ou anteontem, eu também tinha 37 ou 40. O simpático e envolvente filme francês “Meu bebê” retrata um pouco a armadilha do tempo no qual a maternidade está encerrada em eterno looping. Héloise (Sandrine Kiberlain), a protagonista, entra em crise quando a caçula dos três filhos, de 18 anos e a última a sair de casa, se prepara para estudar no Canadá. Para a mãe, as imagens da menina sempre se sobrepõem às da jovem mulher na iminência do voo solo. Cena do filme “Meu bebê”: mãe entra em crise quando descobre que a filha caçula vai sair de casa Divulgação Teimamos em vê-los como crianças, indefesos sem nossa proteção, como se tivéssemos algum tipo de poder mágico para remover os obstáculos do seu caminho. Por isso é tão comovente, e poderosa, a constatação de que cresceram – têm até cabelos brancos – e são seres capazes de lidar com as dificuldades que caracterizam a vida adulta. Tinha escrito “perfeitamente capazes”, mas essa é uma dimensão de difícil acesso mesmo para quem passou dos 60. Na interpretação do meu neto de 9 anos, seria uma espécie de fase do jogo que somente feras, hoje em dia os pro players, alcançam. Aliás, netos são outro presente, de magnitude estelar, que os filhos podem nos conceder. Mas não é sobre a paixão que avós e avôs alimentam por essas pequenas criaturas que quero falar, e sim sobre os nossos rebentos. Aqueles cujas febres nos deixaram sem dormir, cujas crises na adolescência nos levaram à beira da insanidade. De repente – porque há uma semana o primeiro dente tinha caído – eles passaram dos 30, dos 40, dos 50! Sobreviveram ao primeiro emprego, foram demitidos ou não, tentaram de novo, caíram e se aprumaram. Namoraram, romperam, casaram, descasaram e continuarão tentando encontrar um par. Criaram seu próprio território e às vezes fazem questão de nos manter fora dele. Desmemoriados, nos aborrecemos esquecendo que fazíamos o mesmo com nossos pais. Quando pequenos, quiseram ser médicos, bombeiros, professores, cientistas. Hoje talvez não sejam nem de longe o que imaginamos que seriam, mas esperamos ter contribuído para que tenham feito opções que lhes tragam reconhecimento e gratificação. De volta aos tempos bicudos que enfrentamos, onde há perdas, dor e insegurança, não mudou tanto: são eles que continuam nos dando um norte para seguir em frente. Veja Mais

Farmacêutica suíça encerra estudo sobre hidroxicloroquina

Glogo - Ciência Empresa citou 'graves dificuldades de contratação dos participantes' como motivo do fim da pesquisa. Uso da substância contra Covid-19 é alvo de polêmicas. Foto mostra comprimidos de hidroxicloroquina, substância usada para tratar malária e algumas doenças autoimunes, como lúpus. John Locher/AP O grupo farmacêutico suíço Novartis anunciou o fim de um teste clínico sobre a hidroxicloroquina para tratar os pacientes de Covid-19. Segundo a empresa, o motivo é a falta de participantes, informou a agência France Presse. Em um comunicado, a Novartis explica que tomou a decisão de "deter e encerrar um teste clínico com hidroxicloroquina contra a Covid-19" pelas graves dificuldades de contratação dos participantes, o que tornou "impossível" finalizar o estudo. Em 20 de abril, o grupo anunciou um acordo com a agência americana de medicamentos, a Food and Drug Administration (FDA), para organizar testes clínicos de fase 3 da hidroxicloroquina em pacientes hospitalizados por Covid-19. Os testes tinham como objetivo avaliar o uso do tratamento em 440 enfermos em uma dezena de cidades nos Estados Unidos. Mas, em 15 de junho, as autoridades de saúde americanas retiraram a autorização do uso em caráter de urgência de dois tratamentos contra a Covid-19, a cloroquina e a hidroxicloroquina, que o presidente Donald Trump chegou a defender durante algum tempo. A FDA anunciou, em 28 de março, a autorização para a prescrição destes tratamentos contra a malária, apenas no hospital, a pacientes infectados pelo novo coronavírus. FDA revoga uso de cloroquina nos EUA para tratamento de coronavírus Polêmica A polêmica sobre a eficácia da hidroxicloroquina passou da área científica e entrou no debate político. A Organização Mundial da Saúde (OMS) suspendeu pela segunda vez testes com este tratamento e chegou à conclusão de que o fármaco eficiente no tratamento contra a malária não reduz a taxa de mortalidade dos pacientes hospitalizados de Covid-19. OMS suspende pela segunda vez testes com hidroxicloroquina contra a Covid-19 No Brasil, o Ministério da Saúde informou que vai ampliar as orientações de uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para o tratamento precoce da Covid-19 em dois perfis de pacientes: crianças e grávidas. MP pede que TCU apure se houve superfaturamento na produção de cloroquina pelo Exército Questionada pelo G1 sobre se há novos estudos e evidências científicas que justificam a manutenção das orientações para uso do droga, a representante do Ministério da Saúde desqualificou a decisão dos EUA, afirmando que o FDA se baseou em trabalhos de "péssima qualidade". "Os trabalhos usados não podem ser referências utilizadas, são trabalhos de péssima qualidade metodológica, vamos continuar produzindo bons trabalhos no Brasil e vamos aguardar que o mundo produza evidências clínicas de nível A", disse a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro. Trump diz que continuará enviando hidroxicloroquina ao Brasil mesmo após EUA vetarem uso emergencial do medicamento VÍDEO Médicos relatam ameaças por não receitarem cloroquina PODCAST Initial plugin text Veja Mais

Pesquisadores da UFJF desenvolvem ventilador pulmonar para tratar Covid-19

Glogo - Ciência Projeto está em fase de testes de desenvolvimento e elaboração de design; veja como funciona. Universidade Federal de Juiz de Fora Clara Downey/UFJF Pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) desenvolvem um modelo de ventilador mecânico específico para a Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (ARDS), que acomete pacientes com a Covid-19 em estado moderado e grave. O Ventilador Mecânico Eletropneumático Simples (VMEPS), como foi denominado, foi desenvolvido por uma equipe da UFJF em parceria com profissionais de instituições de ensino e de saúde, ligadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, o projeto é coordenado pelo professor Pedro Almeida e está em fase de testes de desenvolvimento e elaboração de design. Os pesquisadores também contam com o auxílio do Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia (Critt) da UFJF, para a transferência da tecnologia do projeto, e da empresa local Protmat, para a aceleração do desenvolvimento do modelo. Ventilador mecânico Segundo o professor da Faculdade de Engenharia, Exuperry Costa, "as inovações do projeto estão no desenvolvimento de sensoriamento e atuação mais avançados em relação a alguns modelos emergenciais, com um custo mais competitivo do que o observado em modelos comerciais de mesma capacidade". De acordo com o pesquisador, este foco do ventilador mecânico simplifica a construção desse aparelho específico, aumenta a velocidade de fabricação e prioriza a indústria nacional, demonstrando os resultados de pesquisas emergenciais desenvolvidas na universidade pública. "Várias iniciativas de respiradores emergenciais são baseadas na automatização de uma bolsa de reanimação manual devido ao baixo custo. Nossa iniciativa, por outro lado, é baseada em pneumática, utilizando das linhas de oxigênio e ar hospitalar comumente disponíveis nos leitos de hospital". Outro fator agravante, como destaca a equipe de pesquisadores, "é o custo elevado dos ventiladores mecânicos que, em parte, pode ser justificado pela flexibilidade desses aparelhos: o modelo comercial atende vários sintomas pulmonares causados por diferentes cenários e enfermidades, não limitando-se às exigências de tratamento da Covid-19". O modelo proposto pelos pesquisadores é compatível somente com as necessidades do suporte ventilatório de pacientes com Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo. “Todos temos que ser criativos para enfrentar esses desafios, no âmbito público e privado. Nós, na UFJF, estamos nos esforçando bastante para entregar para sociedade respostas a esses desafios. Estamos desenvolvendo várias técnicas e equipamentos, oferecendo auxílio às pessoas, produzindo álcool gel, insumos de higiene. Outros grupos estão realizando a testagem de Covid-19 em nossos laboratórios, o que aumentou a capacidade da cidade”, finalizou o professor Exuperry Costa. Outros projetos Durante a pandemia do novo coronavírus, o G1 mostrou outros projetos realizados na instituição. Em março, pesquisadores da UFJF desenvolveram uma viseira de proteção contra o coronavírus. Já em abril, a Prefeitura e a Universidade firmaram uma parceria para reduzir os impactos do coronavírus na cidade. Em maio, dois laboratórios da UFJF receberam o certificado de qualidade da Fundação Ezequiel Dias (Funed), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Atualmente, a instituição realiza testes da doença. Initial plugin text Veja Mais

Brasil tem 1.204 mortes por coronavírus em 24 horas, mostra consórcio de veículos de imprensa; são 47.869 no total

Glogo - Ciência Pelo 3º dia consecutivo, país tem mais de 1,2 mil mortes no período de 24 horas; é apenas a segunda vez que isso ocorre desde o início da pandemia. Região Sudeste concentra quase metade do total de óbitos. O Brasil teve 1.204 novas mortes registradas em razão do novo coronavírus em 24 horas, mostra levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde. Com isso, são 47.869 óbitos pela Covid-19 até esta quinta-feira (18) no país. Veja os dados, consolidados às 20h: 47.869 mortes; eram 46.665 até as 20h de quarta (17), uma diferença de 1.204 óbitos 983.359 casos confirmados; eram 960.309 até a noite de quarta, ou seja, houve 23.050 novos casos Pelo 3º dia consecutivo, o país teve mais de 1,2 mil mortes registradas no período de um dia. É apenas a 2ª vez que isso acontece desde o início da pandemia. Antes, houve registros acima desse patamar por 3 dias seguidos em 2, 3 e 4 de junho – neste último dia, aliás, foi registrado o recorde até agora: 1.470 óbitos. A região Sudeste concentra quase metade do total dos óbitos: 22.051 vítimas. Editoria de Arte/G1 Mortes por coronavírus no Brasil e nos estados no acumulado e nas últimas 24 horas, até 18 de junho Editoria de Arte/G1 EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Consórcio de veículos de imprensa Os dados divulgados nesta quarta (17) foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa desde o dia 8 para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. Apenas na terça (9) o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Nesta quinta (18), o órgão publicou um novo balanço. Segundo a pasta, houve 1.238 novos óbitos e 22.765 novos casos, somando 47.748 mortes e 978.142 casos desde o começo da pandemia – números totais menores que os apurados pelo consórcio. Initial plugin text CORONAVÍRUS× Veja Mais

O QUE É A SÍNDROME DE BURNOUT E O QUE FAZER COM ELA?

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14 entre 18 países com uso antecipado da máscara têm as menores taxas de mortalidade da Covid-19

Glogo - Ciência Estudo analisou eficiência de medidas na contenção do Sars CoV-2 em 194 países com base no número de mortes por milhão durante a pandemia. 23 de junho - Grupo de mulheres com máscaras de proteção andam por rua comercial depois de fazer compras, em Pequim, na China Wang Zhao/AFP Seis pesquisadores de instituições dos Estados Unidos, Canadá e Polônia usaram dados de 194 países para quantificar a eficiência de políticas públicas de contenção à Covid-19. Dezoito deles incentivaram o uso das máscaras no início do surto e, com o passar do tempo, 14 são os que têm as menores taxas de mortalidade devido ao novo coronavírus. MÁSCARAS: guia definitivo mostra como montar, usar, lavar e descartar A pesquisa, divulgada em 15 de junho, precisa de revisão por pares (checagem de outros especialistas) e não foi publicada em revistas científicas. Dados da Universidade de Oxford e também informações públicas dos países foram cruzados com taxas de mortalidade para a conclusão dos cientistas. "Estes resultados apoiam o uso universal de máscaras pelo público para suprimir a disseminação do coronavírus. Baixos níveis de mortalidade foram observados em países asiáticos que adotaram o uso generalizado máscaras no início do surto", diz o artigo. Em Hong Kong, em fevereiro, 94,8% dos pedestres usavam máscara e 94,1% acreditavam que o uso ajudaria na contenção de uma epidemia. No Vietnã, em 31 de março, 99,5% das pessoas responderam dizendo que usavam a proteção ao sair de casa. Os dois têm uma taxa de mortalidade abaixo da média (veja abaixo). 18 países com uso adiantado de máscara G1 O que os autores mostram é que os países com normas claras de uso da máscara apresentaram uma alta de 8% por semana na taxa de mortalidade durante a pandemia. Aqueles que não exigiram a proteção individual, tiveram uma acréscimo de 54%. "Após 10 ciclos da Covid-19, o uso de máscara pode reduzir o nível de infecção da população em 91,7% em comparação a uma população que não usa", escrevem os autores. Desde o início de junho, a Organização Mundial da Saúde defende novas regras para o uso. A entidade ampliou as circunstâncias em que as máscaras devem ser usadas e detalhou os materiais que funcionam melhor para conter a disseminação da doença. As recomendações são: O uso de máscaras por todas as pessoas onde houver transmissão ampla da doença e em situações em que o distanciamento social não é possível, como no transporte público; Em áreas com transmissão comunitária, a recomendação é que pessoas com 60 anos ou mais ou com doenças pré-existentes usem máscara médica em situações em que o distanciamento físico não é possível; Em áreas com ampla transmissão, a OMS aconselha máscaras médicas para todas as pessoas que trabalham nas áreas clínicas de uma unidade de saúde, não apenas para os trabalhadores que lidam com pacientes com Covid-19. "Isso significa, por exemplo, que quando um médico faz uma consulta nas unidades de cardiologia ou de cuidados paliativos onde não há pacientes confirmados com Covid-19, eles ainda devem usar uma máscara médica", explicou o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus. A líder técnica da OMS, Maria van Kerkhove, também lembrou da importância do uso de acessórios especiais, como respiradores, para profissionais de saúde que estejam próximos a procedimentos que gerem aerossóis (pequenas gotículas de saliva no ar). Coronavírus: Como espirrar ou tossir com a máscara? Orientações para o uso A OMS também divulgou um vídeo (em inglês) com orientações sobre a forma adequada de usar máscaras: Antes de usar a máscara, lave as mãos com águas e sabão ou use álcool em gel; Examine a máscara antes de colocá-la: se estiver danificada ou suja, não use; Coloque a máscara de forma que ela cubra a boca, o nariz e o queixo. Se assegure de que não há espaços entre o seu rosto e a máscara; Não toque na máscara enquanto estiver usando, para evitar contaminação; Se tocar na máscara acidentalmente, limpe as mãos; Antes de retirar a máscara, limpe as mãos com álcool ou lave com água e sabão; Ao retirar a máscara, incline-se ligeiramente para a frente e pegue na máscara pelos elásticos, na parte que está atrás da orelha, sem tocar a frente; Depois de retirá-la, lave as mãos novamente; Se a máscara for de pano, lave com sabão é água, de preferência quente. Coronavírus: diferenças entre máscara cirúrgica, de pano, N95 e face shield Initial plugin text Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus no Brasil, 24 de junho, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência Levantamento aponta que país tem 52.788 mortes, mais que o dobro de Índia, China, Paquistão e Indonésia juntos; e 1.152.066 casos confirmados. Brasil registra 1.364 mortes por Covid-19 em 24 horas O Brasil tem 52.788 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta quarta-feira (24), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O consórcio divulgou na terça-feira (23), às 20h, o 16º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, GO e RR divulgaram novos dados. Veja os dados atualizados às 8h desta quarta-feira (24): 52.788 mortos 1.152.066 casos confirmados O número de mortes no Brasil é mais que o dobro de Índia (14.476), China (4.640), Paquistão (3.755) e Indonésia (2.535) somados, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. (Na terça-feira, 23, às 20h, o balanço indicou: 52.771 mortes, 1.364 em 24 horas; e 1.151.479 casos casos confirmados. Esse foi o 2º maior registro de mortes divulgadas pelas secretarias estaduais de Saúde em 24 horas desde o início da pandemia. O recorde anterior foi de 1.470 mortes no dia 4 de junho) MEMORIAL: Grávidas, indígenas, profissionais de saúde... veja quem são as vítimas da Covid-19 no Brasil EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Vitamina D contra o coronavírus? Uso indiscriminado traz riscos à saúde Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. Na segunda-feira, o diretor de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou que, mesmo com os altos números registrados nos últimos dias, o Brasil provavelmente tem mais casos de Covid-19 do que os que são oficialmente relatados. Parceria A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. Na terça (23), mais uma vez o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 1.374 novos óbitos e 39.436 novos casos, somando 52.645 mortes e 1.145.906 casos desde o começo da pandemia. Initial plugin text Veja Mais

Quem já teve Covid-19 pode pegar de novo? Cientistas ainda buscam a resposta

Glogo - Ciência Estudo com pacientes assintomáticos mostra queda nos anticorpos semanas após infecção e sugere novos caminhos para pesquisas, sem trazer uma resposta definitiva. Foto microscópica mostra célula humana sendo infectada pelo Sars Cov-2, o novo coronavírus NIAID via Nasa Uma pesquisa sobre a queda de anticorpos em pacientes assintomáticos dois meses após a infecção por Covid-19 intensificou o interesse por uma questão crucial para o controle da pandemia: quem já pegou o novo coronavírus, pode pegar de novo? Se eu já desenvolvi a doença, estou protegido? Os cientistas ainda não têm a resposta. Em artigo publicado pela "Nature Medicine", o autor Ai-Long Hua, da Universidade Médica de Chongqing, na China, descreveu as características imunológicas e clínicas de 37 pacientes assintomáticos com o Sars CoV-2. O vírus foi detectado por meio de exame coletado no nariz e garganta dos participantes. Oito semanas depois, os níveis de anticorpos neutralizantes diminuíram 81,1%. Assintomáticos podem ter uma proteção imunológica mais fraca contra o Sars CoV-2, aponta estudo Macacos infectados com coronavírus se tornam imunes após cura, indicam pesquisas dos EUA Gustavo Cabral, imunologista e coordenador de um projeto de vacina contra a Covid-19, disse que o estudo alerta para uma ineficiência dos anticorpos após a infecção, mas esclarece que o sistema imunológico do corpo humano possui outras formas de criar proteção contra os vírus. Dois outros mecanismos contra invasores não foram levados em consideração no estudo, aponta Cabral. O primeiro deles é a imunidade inata: a proteção desenvolvida pela criança no início da vida, recebida em parte como herança da mãe e também pela amamentação. Isso é um dos pontos, segundo o imunologista, que é urgente nas pesquisas e que pode responder a outras perguntas, como o fato de as crianças serem mais resistentes ao vírus. O segundo ponto, também detalhado em comentário publicado pela "Science" nesta terça-feira (23), é a importância das células T, aquelas que também agem diretamente na proteção contra a infecção nos tecidos. De acordo com Cabral, o artigo leva em consideração basicamente a nossa imunidade adaptativa, ponto importante para pesquisar vacinas e medidas contra a Covid-19, mas não o único. "Temos que levar em consideração os linfócitos e avaliar a imunidade inata. A maioria das pessoas não desenvolve a doença. Você sabe que as crianças e os jovens são um grupo de menor risco. Por isso, gente precisa olhar para a imunidade inata. A gente não pode imaginar uma vacina contra o vírus só com base nesses anticorpos [do estudo]", disse Cabral. Portanto, o caminho científico para afirmar que os seres humanos podem ter uma reinfecção pelo Sars CoV-2 ainda está em aberto. Natália Pasternak, pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da USP e presidente do Instituto Questão de Ciência, diz que este estudo com pacientes assintomáticos mostra a necessidade de novos elementos para medição da imunidade após a infecção. Segundo a cientista, a pesquisa é promissora no sentido de jogar luz sobre a necessidade de pesquisar a ação das células T e também da imunidade inata em pacientes que tiveram a Covid-19. A questão é que esses outros mecanismos do sistema imunológico não são tão fáceis de medir. Por isso, a importância de tecnologias acessíveis para avaliar a proteção contra o vírus após a cura. "Esses anticorpos são um dos marcadores, que são muito utilizados para medir a resposta. A gente também tem os linfócitos T. Ou seja: não ter os anticorpos não quer dizer que o corpo não tenha como se defender. A questão é que as células T não são fáceis de medir", disse Pasternak. Resultados iniciais de uma pesquisa que ainda está em curso mostram que em breve os cientistas podem ter mais uma evidência sobre o assunto. No final de maio, um mês após serem induzidos à infecção, macacos curados ainda estavam protegidos contra o Sars CoV-2. Os cientistas pretendem seguir com o acompanhamento na Universidade Harvard. Os primatas continuarão protegidos, dois meses depois? Pasternak disse que está ansiosa pelos resultados futuros, que podem trazer mais uma peça para responder à pergunta inicial: é possível ter a Covid-19 mais de uma vez? Por enquanto, a ciência não sabe. Initial plugin text Veja Mais

Pesquisa mostra que resiliência está vencendo a solidão na pandemia

Glogo - Ciência Capacidade de adaptação tornou pessoas mais resistentes no isolamento Há algumas semanas, publiquei coluna com as “receitas” de resiliência de idosos que, isolados por causa da quarentena, encontravam força e motivação para não se abater. Pesquisa da faculdade de medicina da Florida State University mostra que a capacidade de adaptação das pessoas é admirável e que a resiliência está vencendo a solidão nesta pandemia. Saber que esse é um desafio de toda a humanidade tem sido uma arma para seguir em frente – como se sentir completamente só se tantos estão na mesma situação? Idosa em quarentena: pesquisa afirma que isolamento social durante a pandemia não agravou solidão Sabine van Erp por Pixabay Os pesquisadores entrevistaram mais de 2 mil pessoas, nos Estados Unidos, antes e durante a quarentena imposta pela Covid-19. O estudo, publicado na revista acadêmica “American Psychologist”, apontou que houve uma mudança de percepção em relação à solidão nesse período. Na verdade, muitos tornaram os contatos com amigos e parentes mais frequentes. Além disso, os entrevistados avaliaram positivamente a rede de suporte e solidariedade criada durante a pandemia. “Havia muita preocupação de que a solidão fosse crescer dramaticamente por causa do distanciamento social e das restrições de deslocamento. No entanto, descobrimos que, de um modo geral, o sentimento de solidão não aumentou. Na verdade, as pessoas se sentiram até mais amparadas do que no período pré-pandemia. Apesar de isoladas fisicamente, o apoio de terceiros e o entendimento de que todos estão juntos nessa situação ajudaram a limitar os efeitos negativos da solidão”, afirmou Martina Luchetti, professora da universidade. O trabalho é parte de um estudo mais amplo que os pesquisadores realizam sobre os impactos na saúde mental durante a crise e de que forma os fatores psicológicos podem contribuir nas respostas para a pandemia. O painel era composto por indivíduos entre 18 e 98 anos. O grupo foi entrevistado no começo de fevereiro, quando o novo coronavírus ainda parecia um problema restrito à China. Depois houve outras duas rodadas de perguntas: no meio de março e no fim de abril. O levantamento também se debruçou sobre grupos de risco específicos, como os idosos. Entre eles, foi detectado um ligeiro aumento de solidão, sentimento que apareceu com mais força entre os jovens – esses merecem atenção de pais e responsáveis. Para os portadores de doenças crônicas, a dor de se sentir só coincidiu com o início da pandemia, diminuindo quando as medidas restritivas passaram a valer para todos. Já está bastante documentado o efeito nocivo da solidão, um fator relevante para o aumento de morbidades e mortalidade antes da pandemia. De acordo com estudos anteriores, a queixa era relatada por 35% dos adultos acima dos 45 anos; entre os acima dos 60, 43% diziam se sentir só pelo menos parte do tempo. Veja Mais

O inexplicável sinal recebido do espaço em pesquisa que busca matéria escura

Glogo - Ciência Há três possíveis explicações para o novo sinal detectado no experimento Xenon1T. Duas demandam uma nova física para explicá-lo, e a terceira consiste na existência das partículas solares axions. Detector Xenon1T foi instalado em laboratório na Itália entre 2016 e 2018 Divulgação/Universidade Purdue/BBC Um experimento que busca a matéria escura detectou um sinal inexplicável do espaço. Cientistas que atuam no experimento Xenon1T detectaram mais atividade do que esperavam. Esse “excesso de eventos” pode apontar para a existência de partículas hipotéticas chamadas de axions, entre as quais há candidatas a matéria escura. Neutrinos, mensageiros cósmicos que podem explicar mistérios O que é a 'luz proibida', descoberta que pode revolucionar a física quântica Cerca de 25% do Universo é composto de matéria escura, mas sua natureza é desconhecida. O que quer que ela seja, não reflete ou emite luz detectável. Há três possíveis explicações para o novo sinal detectado no experimento Xenon1T. Duas demandam uma nova física para explicá-lo, e a terceira consiste na existência das partículas solares axions. As descobertas foram divulgadas no servidor Arxiv de artigos não revisados por outros cientistas. Até agora, cientistas só conseguiram fazer observações indiretas de evidências de matéria escura, sem uma detecção definitiva e direta dela. Há diversas teorias que tentam dar conta de como essa partícula possa ser. A mais aceita é a WIMP (sigla em inglês para partículas maciças que interagem fracamente). Físicos que integram a série de experimentos Xenon já gastaram mais de uma década em busca de sinais desses WIMPs, mas até agora não tiveram sucesso. Ruído de fundo O experimento foi realizado nas instalações subterrâneas de Gran Sasso, na Itália, de 2016 a 2018. Seu detector foi preenchido com 3,2 toneladas de xenon líquido ultra-puro, sendo que 2 toneladas serviram de “alvo” para as interações entre átomos de xenon e outras partículas que se movimentaram ali. Quando a partícula cruzou o alvo, ela gerou pequenos flashes de luz e elétrons liberados do átomo de xenon. A maioria dessas interações, batizadas de eventos, são com partículas que já conhecemos, como múons, raios cósmicos e neutrinos. Elas constituem o que os cientistas chamam de sinais de fundo. Um possível sinal de uma partícula não descoberta precisa ser forte o suficiente para superar esse ruído de fundo. Cientistas estimaram cuidadosamente o número de eventos de fundo no Xenon1T. Eles esperavam ver 232, mas o experimento detectou 285. Uma explicação pode ser que uma nova fonte de ruído de fundo que não havia sido considerada antes, causada pela presença de pequenas amostras de trítio no detector do Xenon1T. O resultado pode ter a ver também com neutrinos, que passam aos trilhões por seu corpo por segundo. Uma explicação pode ser que o momento magnético (uma propriedade de todas as partículas) dos neutrinos seja maior do que o valor no Modelo Padrão, que categoriza as partículas elementares na física. Uma nova física Há quem acredite que só uma nova física seja capaz de explicar o fenômeno. No entanto, o excesso de eventos é mais consistente com sinais dos axions, uma classe de partículas ainda a ser detectada. Na verdade, o excesso de eventos tem um espectro de energia similar ao esperado dos axions produzidos pelo Sol. Em termos estatísticos, a hipótese de axion solar tem uma significância de 3,5 sigmas. Ainda que essa significância seja alta, ela não é grande o bastante para concluir que os axions existem. O patamar de 5 sigmas é geralmente considerado o limite para se confirmar uma descoberta como essa. A significância das hipóteses de momento magnético e de trítio correspondem a 3,2 sigmas, o que significa que elas são consistentes com os dados. Cientistas que atuam nos experimentos Xenon estão aprimorando as interações para um novo experimento, Xenon-nT. Com melhores dados dessa futura versão, os pesquisadores estão confiantes de que em breve eles poderão dizer se o excesso de eventos foi um acaso estatístico, uma contaminação do fundo, ou algo muito mais empolgante. Veja Mais

Assintomáticos podem ter uma proteção imunológica mais fraca contra o Sars CoV-2, aponta estudo

Glogo - Ciência Níveis de anticorpos de pacientes que não apresentaram os sintomas caíram mais de 80% após 8 semanas da saída do hospital. Modelo 3D do Sars-Cov-2, o novo coroavírus Reprodução/Visual Science Pacientes assintomáticos infectados pelo Sars CoV-2 podem ter uma resposta imunológica mais fraca do que aqueles que desenvolvem os sintomas – como febre, tosse, ou qualquer consequência da Covid-19 – sugerem pesquisadores chineses na revista "Nature Medicine". O estudo descreve as características imunológicas e clínicas de 37 assintomáticos na China. Eles tiveram a infecção pelo coronavírus detectada em um teste com coleta de amostras no nariz e na garganta. O monitoramento ocorreu antes de 10 de abril de 2020 no distrito de Wanzhou, localizado no município de Chongqing. Esses pacientes sem sintomas foram identificados dentro de um grupo de 178 pessoas com o teste positivo para o novo coronavírus. Entre os 37 assintomáticos, 22 eram mulheres e 15 homens, com idades entre 8 e 75 anos (média: 41 anos). O autor da pesquisa, Ai-Long Hua, da Universidade Médica de Chongqing, disse que descobriu que esses pacientes, isolados no hospital, tiveram uma duração média de excreção viral de 19 dias. Já entre os pacientes com os sintomas, o tempo médio foi de 14 dias. Essa duração da excreção não significa, no entanto, que eles possam contagiar mais outras pessoas. Essa informação e suas consequências ainda precisam ser avaliadas, segundo os cientistas. Pacientes assintomáticos são capazes de transmitir Covid-19; entenda a explicação da OMS com comentários de cientistas OMS esclarece que assintomáticos transmitem coronavírus: 'a questão é saber quanto' Diretor-geral da OMS reforça que assintomáticos podem transmitir o novo coronavírus Oito semanas após a alta hospitalar, os níveis de anticorpos neutralizantes, que a priori dão imunidade ao vírus, diminuíram 81,1% nos pacientes sem sintomas, em comparação com 62,2% nos pacientes com sintomas. Para avaliar a resposta imune, os pesquisadores mediram algumas substâncias (citocinas e quimiocinas) no sangue. Eles observaram baixos níveis em pacientes assintomáticos, o que mostrou uma resposta anti-inflamatória reduzida. Esses dados, bem como análises anteriores de anticorpos neutralizantes, destacam os riscos potenciais do uso de "passaportes de imunidade" - liberação da quarentena a pacientes já infectados - e, portanto, eles defendem a aplicação continuada de medidas preventivas comuns de saúde. Initial plugin text Veja Mais

Pesquisadores chineses lançam segunda fase de testes de vacina contra Covid-19 em seres humanos

Glogo - Ciência Atualmente, mais de dez vacinas diferentes estão sendo testadas em humanos em todo o mundo. Mas, por enquanto, nenhuma dessas progrediu para a fase 3. Imagem ilustrativa mostra vacina contra Covid-19 Dado Ruvic/Reuters/Ilustração/Arquivo Pesquisadores chineses começaram uma segunda fase de testes, em seres humanos, de uma possível vacina contra o novo coronavírus, para melhor avaliar sua eficácia e segurança, informou neste domingo (21) o Instituto de Biologia Médica da Academia Chinesa de Ciências Médicas. Atualmente, mais de dez vacinas diferentes estão sendo testadas em humanos em todo o mundo. Mas, por enquanto, nenhuma dessas progrediu para a fase 3. Veja como está a participação do Brasil na corrida pela vacina contra a Covid-19 Processo longo e resultado incerto: entenda o que mais de 140 candidatas a vacina de Covid-19 enfrentam na luta contra possível fracasso Essa almejada terceira etapa consiste em ensaios clínicos em grande escala, estágio necessário para obter uma luz verde por parte das autoridades para a disponibilização no mercado. OMS declara otimismo com possível vacina contra coronavírus nos próximos meses O estudo de fase 2 realizado atualmente na China deve determinar a dose necessária da vacina e é uma continuidade de avaliação que vem sendo feita sobre a capacidade de garantir, com segurança, as defesas imunológicas das pessoas saudáveis. A Covid-19, detectada pela primeira vez na China no final de 2019, já contaminou quase 9 milhões de pessoas em todo o mundo e deixou mais de 460.000 vítimas fatais. Initial plugin text Veja Mais

Brasil passa de 50 mil mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa

Glogo - Ciência Levantamento de consórcio de veículos de imprensa aponta que país tem 1.070.139 casos confirmados, sendo que 30.972 foram registrados nas últimas 24 horas. Brasil ultrapassa 50 mil mortos pelo coronavírus O Brasil teve 968 novas mortes registradas em razão do novo coronavírus em 24 horas, mostra levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde. Com isso, são 50.058 óbitos pela Covid-19 até este sábado (20) no país. Veja os dados, consolidados às 20h: 50.058 mortes; eram 49.094 até as 20h de sexta (19), uma diferença de 968 óbitos 1.070.139 casos confirmados; eram 1.039.167 até a noite de sexta, ou seja, houve 30.972 novos casos Apenas Rondônia não divulgou os dados a tempo de entrar no balanço. Depois de quatro dias consecutivos com 1,2 mil mortos por dia, o Brasil voltou a registrar menos de 1 mil óbitos em 24 horas. Os dados divulgados neste sábado (20) foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa desde o dia 8 para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. Mortes por coronavírus no país Arte G1 Mortes por Covid-19 no Brasil e nos estados Arte G1 EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Brasil passa de 50 mil mortes por coronavírus Consórcio de veículos de imprensa A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. Apenas na terça (9) o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Neste sábado (20), o órgão publicou um novo balanço. Segundo a pasta, houve 1.022 novos óbitos e 34.666 novos casos, somando 49.976 mortes e 1.067.579 casos desde o começo da pandemia – números menores que os apurados pelo consórcio. Initial plugin text Veja Mais

Brasil tem 49.101 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência Levantamento de consórcio de veículos de imprensa aponta que país tem 1.039.119 casos confirmados. Na sexta, o balanço registrou mais 1,2 mil óbitos em 24 horas pelo 4º dia consecutivo. Foi a primeira vez que isso ocorreu desde o início da pandemia. Brasil registra 49.101 mortes por Covid-19 O Brasil tem 49.101 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h deste sábado (18), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O consórcio divulgou na sexta-feira (19), às 20h, o 12º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, GO e RR divulgaram novos dados. Veja os dados atualizados às 8h deste sábado (20): 49.101 mortes 1.039.119 casos confirmados (Na sexta, 19, às 20h, o balanço indicou: 49.090 mortes, 1.221 em 24 horas; e 1.038.568 casos confirmados. O país teve, pelo 4º dia consecutivo, mais de 1,2 mil mortes registradas no período de 24 horas. É a 1ª vez que isso acontece desde o início da pandemia.) Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Parceria A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. Na sexta (19), mais uma vez o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 1.206 novos óbitos e 54.771 novos casos, somando 48.954 mortes e 1.032.913 casos desde o começo da pandemia – números menores que os apurados pelo consórcio Initial plugin text Veja Mais

Brasil tem mais de 1 milhão de casos confirmados de coronavírus, aponta consórcio de veículos de imprensa; veja a situação por região

Glogo - Ciência Norte apresenta tendência decrescente, mas Centro-Oeste está com curva em ascensão. Vírus está se espalhando no interior do país e dá sinais de 'platô' em metrópoles do Sudeste. Especialistas avaliam que é cedo para comemorar. Levantamento de consórcio de veículos de imprensa aponta que país tem 48.427 mortes. Brasil chega a 1 milhão de casos de Covid-19: veja 5 novidades sobre a pandemia O Brasil chegou a 1 milhão de casos de coronavírus na tarde desta sexta-feira (19), mostra um boletim extra do levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Veja os dados atualizados às 14h no boletim extra desta sexta: 48.427 mortes 1.009.699 casos confirmados Às 20h desta quinta-feira (18), o consórcio havia divulgado o 11º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento, indicando 47.869 mortes – sendo 1.204 em 24 horas – e 983.359 casos confirmados. Desde então, AC, CE, DF, GO, MT, MS, MG, PE, RN, RR, SP e TO divulgaram novos dados. Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. Brasil supera 1 milhão de contaminados pela Covid-19 Avanço mesmo com subnotificação Embora elevados, os números de casos e de mortes estão subnotificados. O Brasil ainda faz, como apontou um especialista ouvido pelo G1, "brutalmente" menos testes para detectar a doença do que deveria: são tão poucos RT- PCR (exames laboratoriais ideais para diagnosticar a Covid-19), que o número de casos confirmados muitas vezes é secundário para cientistas que analisam a evolução da pandemia. "O Brasil está testando brutalmente menos do que deveria. Na melhor das hipóteses, 20 vezes menos do que é considerado adequado", afirmou ao G1 Daniel Lahr, professor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP). O G1 ouviu especialistas de cada uma das cinco regiões do país e traçou um panorama da situação que o Brasil enfrenta às vésperas do inverno, que começa oficialmente neste sábado (20). Veja abaixo: Norte Casos de Covid-19 no Norte, em visualização que mostra o total de contaminados confirmados por 100 mil habitantes Arte/G1 Resumo da situação: região com a menor quantidade de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e que sofre com a alta taxa de ocupação desses leitos, o Norte passou a apresentar curva descendente de notificações desde 10 de junho; apesar dessa tendência de queda, especialistas dizem que é cedo para comemorar e que não se pode considerar que pandemia já passou; o retorno de atividades econômicas leva pessoas a ruas e shoppings, por exemplo, o que pode levar a um retrocesso, com eventual novo aumento do número de casos em poucas semanas; a grande presença indígena em toda a região Amazônica influencia, já que o fato de os grupos viverem em comunidade facilita a transmissão. Com a curva descendente de notificações desde 10 de junho, a média de registros diários na região Norte ficou em 5.611 casos, sendo que os municípios mais afetados têm perto de 250 confirmações por dia. São eles: Porto Velho (RO), com 295 casos; Parauapebas (PA), com 269; Macapá (AP), com 257; Manaus (AM), com 236; e Belém (PA), com 198. Pedro Vasconcelos, professor da Universidade do Estado do Pará (Uepa) e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical diz que as movimentações recentes para abertura do comércio têm feito a população "andar onde quer e como quer". "Não dá ainda para afirmar que passou a pandemia. Há uma tendência de queda, mas não quer dizer que vá cair para sempre" , afirmou Pedro Vasconcelos, professor da Uepa e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. "Como os estágios de retorno de atividades econômicas estão favorecendo a presença das pessoas nas ruas, nos shoppings e em outros locais, isso pode trazer uma regressão da situação daqui a uma, duas semanas, com um aumento significativo de novos casos." Marília Brasil, pesquisadora do núcleo de medicina tropical da Universidade Federal do Pará (UFPA) e infectologista especializada em saúde coletiva, explica que Belém, por exemplo, apresenta uma taxa de transmissão menor. Mas, no interior, observa-se uma elevação da taxa de contaminação. "O Pará é muito irregular, ele é muito grande. Na capital, estamos mantendo uma taxa de transmissão abaixo de 1, mas na região metropolitana fica em 1,1. E, mais próximo do interior, nós temos 1,5. Tem áreas no Pará em que a taxa de reprodução está muito alta", diz a médica. De acordo com ela, a taxa de transmissão média pode mostrar uma tendência de queda ou de estabilização. Ela chama a atenção, no entanto, para áreas em que as taxas ainda estão em ascensão – caso de Santarém –, que precisam de um aumento das restrições. Pedro Vasconcelos cita também a grande presença indígena na região Amazônica e facilidade de transmissão entre esses grupos, uma vez que eles vivem em comunidade. Há mais de 6,3 mil indígenas contaminados no país, com foco no estado do Amazonas. "Podemos ter um o background genético. Vimos casos de pessoas de uma mesma família, e várias morrerem. É preciso estudar isso, o que demanda tempo. Não é uma coisa para fazer da noite para o dia. Precisamos de estudos virológicos e também da área da genética", disse. "Mas eu acho que há uma questão da origem constitucional genética no Norte e que a gente ainda não sabe. Aqui, diferente de outras regiões, o componente indígena no sangue das pessoas é muito forte." Nordeste Casos de Covid-19 no Nordeste, em visualização que mostra o total de contaminados confirmados por 100 mil habitantes Arte/G1 Resumo da situação: os números de Covid-19 continuam altos na região – e não há tendência de melhora –, afirma o professor de epidemiologia computacional Jones Albuquerque, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE); há uma tendência de interiorização do coronavírus, provocando aumento do número de casos em municípios sem infraestrutura, levando a uma sobrecarga nas capitais; com a chegada da estação em que há maior incidência de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no Nordeste, o temor é que a população se torne mais vulnerável ao coronavírus; o Nordeste tem um risco adicional nesta época do ano – as arboviroses (dengue, zika, e chikungunya) –, e um especialista alerta que ainda não se sabe o que pode ocorrer com uma pessoa que se contamine, ao mesmo tempo, com Covidd-19 e alguma dessas doenças. O professor Jones Albuquerque explica que todos os estados aparecem em vermelho nos gráficos usados no laboratório da UFPE. As tabelas levam em consideração o número de infectados, a taxa de contágio e o número de casos para cada 100 mil habitantes. "Todos os estados estão ruins. Uns ruins, outros muito ruins. Pernambuco, até umas duas semanas atrás, vinha num cenário bom em relação ao Brasil, mas retrocedeu. Piauí está terrível, Sergipe é o pior de todos", diz o Albuquerque. De acordo com ele, há uma tendência de interiorização na região, assim como no resto do país. José Luiz de Lima Filho, médico e professor também nas universidades federais de Pernambuco, afirma: "As cidades do interior não têm a mesma infraestrutura. Então, os casos acabam vindo para a capital. Havia a esperança de que, no interior, as pessoas ficassem mais espaçadas [distantes umas das outras], mas não é isso que está acontecendo". Lima Filho explica que Recife, por exemplo, conseguiu ampliar o número de leitos de UTI, assim como o Ceará. Segundo ele, no entanto, o mesmo não ocorreu em outras cidades, como Natal. O médico também sinaliza que os testes sorológicos, usados em vários municípios do país para detectar anticorpos para o vírus, podem distorcer as estatísticas, por causa da grande quantidade de falsos negativos. "Eles [os testes sorológicos] podem mostrar menos casos. Então, você imagina que está melhor. Mas o número de óbitos vai ser o mesmo. A situação não está sob controle no Nordeste", enfatiza o médico. Com relação ao risco que as arboviroses (dengue, zika e chikungunya) representa para o Nordeste, o professor Jones Albuquerque, da UFPE e da UFRPE, afirma: "Esses estados têm dengue como arbovirose séria. Vamos supor que as pessoas fiquem mais em casa – o mosquito consegue picar mais gente ao mesmo tempo. Ainda não há dados, mas vai vir uma onda de arboviroses. Vai ser algo nunca visto na história mundial". Lima Filho ressalta também que não se sabe o que pode acontecer caso as pessoas sejam infectadas, ao mesmo tempo, por Covid-19 e alguma arbovirose. Ele também avalia que a retomada das atividades na região é precipitada: "A saúde precisa entender a economia, mas a economia precisa entender a saúde. Se as pessoas começarem a morrer, a economia vai perder muito mais". Ricardo Lustosa, professor do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA), explica que, com a chegada da estação em que há maior incidência de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no Nordeste, o temor é que a população se torne mais vulnerável ao coronavírus. "É um período que deve ser visto com preocupação, porque temos uma parcela maior da população que tem o sistema respiratório fragilizado e pode ficar mais suscetível" , explica Ricardo Lustosa, professor da UFBA. "Se, concomitante à Covid, o cidadão estiver com sistema imune e respiratório em déficit, por SRAG, o corpo terá mais desafios, maior dificuldade de combater o vírus, podendo ampliar a procura [por serviços médicos] e a necessidade de internações e [provocar] sobrecarga do sistema de saúde, bem como das UTIs", descreve. Centro-Oeste Casos de Covid-19 no Centro Oeste, em visualização que mostra o total de contaminados confirmados por 100 mil habitantes Arte/G1 Resumo da situação: o Centro-Oeste está com a curva de casos em ascensão – em 14 de junho, o número de casos confirmados foi em 1.630; quatro dias depois, foram 2.482; José David Urbaéz, diretor-científico da Sociedade Brasileira de Infectologia no Distrito Federal (SBI-DF), diz que o quadro está se agravando agora porque ocorreu um relaxamento nas normas de isolamento social no início de junho; a alta circulação de voos para a capital federal influenciou o registro de uma taxa maior de infecção em Brasília –no estágio atual, no entanto, é esperado que ocorra a interiorização; em Brasília, o vírus avança pelas áreas periféricas, que vêm registrando tem mais casos e mais óbitos. Brasília é a cidade mais afetada, com 1.145 confirmações em média. Depois, vêm Goiânia (225), Rio Verde (236) Dourados (89) e Cuiabá (79). De acordo com Marcelo Gomes, do monitoramento do dados da Fundação Oswaldo Cruz, o Infogripe, a região tem um ciclo das doenças respiratórias diferente de outros lugares do Brasil. "Ela acaba ficando no meio do caminho. Quando tem um surto forte no começo do ano na regional Norte, isso muitas vezes também acaba fazendo com que o padrão da regional Centro também seja mais cedo", explica Gomes. "Quando a gente tem o volume mais forte no Sul, o pico é mais para o meio do ano" , diz Marcelo Gomes, da Fiocruz, coordenador do Infogripe. Quando ao recente aumento de casos após o relaxamento das ações de distanciamento social no início de junho, José David Urbaéz, da SBI-DF, afirma:. “Coincidentemente, Brasília e Goiânia tiveram uma política de isolamento social bem precoce. Brasília fechou as escolas em março e Goiânia teve uma política de fechamento logo na primeira semana dos casos". Ele avalia que “desde o início de junho, algumas coisas que foram abertas em toda a região Centro-Oeste". "Goiás abriu um pouco antes, na segunda quinzena de maio." O infectologista alerta para o avanço do coronavírus na periferia da capital. “E aqui em Brasília já temos o deslocamento dos casos para as áreas mais periféricas, como em São Paulo. Inicialmente, você tinha muitos casos no plano piloto. Agora, chegou a Ceilândia, Estrutural, Samambaia, que são as regiões da cidade que tem mais casos e mais óbitos", explica o diretor-científico da SBI-DF. "O vírus entra pelas áreas de classe alta, porque a nossa epidemia foi importada, e enquanto tem o isolamento horizontal você interrompe. Mas a massa que se movimenta para as regiões centrais continua transmitindo." Sudeste Casos de Covid-19 no Sudeste, em visualização que mostra o total de contaminados confirmados por 100 mil habitantes Arte/G1 Resumo da situação: desde 16 de junho, a região está em um aparente platô – uma estabilização da curva, sem uma queda ou uma alta nos registros da doença. A média dos últimos sete dias está em 7.887 casos confirmados; a cidade de São Paulo continua com a média mais elevada por dia (2.208), seguida pelo Rio (891) – os outros 3 municípios mais afetados têm perto de 184 confirmações diárias: Santos (202), Vila Velha (180) e Vitória (171); no estado de São Paulo, há dois fenômenos simultâneos – o espalhamento para o interior e o relaxamento das ações de distanciamento social, que deve aumentar o número de casos, na avaliação de Paulo Lotufo, epidemiologista da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP); as séries históricas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indicam que SP vive agora a época de maior circulação dos vírus respiratórios, que deve durar até o início de agosto; mas esse padrão não necessariamente vai se repetir para o Sars-CoV-2. O Sudeste registrou os primeiros casos da pandemia no Brasil em março deste ano, mais especificamente na cidade de São Paulo. São Paulo tem 2º maior número de mortes em um dia e casos batem recorde após atualização de sistema Paulo Lotufo, epidemiologista da Faculdade de Medicina da USP, avalia que é difícil fazer previsões para o estado de São Paulo. Na capital, por exemplo, há de fato esta estabilização (platô), mas a abertura econômica deve facilitar o aumento de casos – mesma previsão feita pelos especialistas também para a região Norte. "O platô existe, e a tendência em São Paulo seria de diminuir, mas não é possível afirmar nada. Uma questão que existe é que a capital é muito dinâmica. A quantidade de sacoleiros que vêm comprar coisas no Brás, na 25 de março, é imensa – e eles são de outros lugares", lembra. Outro fator que torna as próximas semanas incertas é a cobertura vacinal para os vírus Influenza, assim como a efetividade da vacina, que muda todo ano, explica o epidemiologista. Sobre a possibilidade de o padrão de circulação do Sars-CoV-2 ser semelhante a de outros vírus respiratórios, que registram maior incidência até o começo de agosto, Lotufo afirma: "Estamos conhecendo o coronavírus agora, não sabemos o comportamento dele. O Ministério da Saúde falava como se fosse a mesma circulação da gripe, e não é exatamente isso". Sul Casos de Covid-19 no Sul, em visualização que mostra o total de contaminados confirmados por 100 mil habitantes Arte/G1 Resumo da situação: com as medidas de restrição adotadas em março, a população do Sul demorou a ser exposta ao vírus. Mas, depois da primeiras aberturas, a partir da segunda quinzena de maio, os casos de coronavírus aumentaram, explica a infectologista Lessandra Michelin, professora da Universidade de Caxias do Sul (UCS); os inquéritos sorológicos (pesquisas feitas para descobrir quem foi exposto ao vírus conforme os anticorpos produzidos pelo corpo) já atestam o crescimento do número de casos na região. a preocupação é que ocorra, agora, uma possível sobrecarga do sistema de saúde, principalmente o público; Lessandra Michelin, da UCS, afirma que ainda há dúvidas sobre o avanço do coronavírus nos próximos meses na região Sul. "Há duas correntes – uma achando que passou o pico de SRAG e outra que estima que isso ainda possa acontecer. O nosso momento de viroses respiratórias é agora, independentemente do coronavírus. Já é sazonal" , afirma a médica. Segundo as séries históricas da Fiocruz, a época de maior incidência de SRAG na região Sul segue o mesmo padrão de São Paulo e Minas Gerais: começa no fim de maio e termina no início de agosto. Quanto a uma possível sobrecarga do sistema de saúde, a infectologista diz: "Com algumas exceções, é principalmente o sistema público que está mais sobrecarregado. O sistema de saúde suplementar tem notado um aumento, mas não é tão significativo. A gente tem receio que o SUS seja muito sobrecarregado". "Se aumentar o número de casos e sobrecarregar o sistema de saúde, a gente inevitavelmente vai para um lockdown de novo, e a gente não quer isso." Initial plugin text Região apresenta curva descendente desde o dia 10 de junho, quando teve uma média móvel de 5.611 casos confirmados em 24 horas. Na atualização de 18 de junho, foram 4.325 confirmações (média diária em relação aos últimos 7 dias) Os 5 municípios mais afetados têm uma média de 250 confirmações diárias: Porto Velho (295), Parauapebas (269), Macapá (257), Manaus (236) e Belém (198). Veja Mais

Apesar de incertezas, chefe na OMS diz esperar vacina ainda neste ano e discute forma justa de distribuição

Glogo - Ciência Cientista-chefe da organização, Soumya Swaminathan, afirmou esperar milhões de doses de uma vacina até o fim do ano, apesar de nenhuma ter sido aprovada ainda. Cerca de dez candidatas estão sendo testadas. Covid-19: OMS espera produção de milhões de doses da vacina neste ano A cientista-chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, declarou nesta quinta-feira (18) que espera ter "algumas centenas de milhões de doses" de uma vacina para a Covid-19 até o fim do ano. Nenhuma foi aprovada até agora, mas há cerca de dez sendo testadas, disse Swaminathan. "Há pelo menos 200 vacinas candidatas em algum estágio de desenvolvimento", afirmou Swaminathan. "Mas há 10 sendo testadas em humanos. Três dessas estão entrando em fase 3 [a última] nas próximas semanas". "Estamos entrando em outra fase agora, testes de fase 3, que são aqueles que vão provar definitivamente se uma vacina é eficaz e segura", explicou Swaminathan. Com os resultados da fase 3, acrescentou a cientista-chefe, é possível passar à produção em massa das vacinas. "Se nós tivermos sorte, haverá uma ou duas candidatas que darão certo antes do fim do ano. Eu estou esperançosa, estou otimista, mas o desenvolvimento de vacinas é um empreendimento complexo, vem com muita incerteza", ponderou. ANTICORPOS: Vacina em testes para Covid-19 induz produção de anticorpos em 90% dos pacientes, anuncia empresa chinesa TESTES: Rússia vai testar duas vacinas contra a Covid-19 BRASIL: Vacina de Oxford contra Covid-19 será testada em SP e RJ; saiba quem pode ser voluntário e como serão os testes "Os ensaios são difíceis de fazer, porque você tem que fazer em locais onde há infecções ocorrendo. Se um país desenvolveu uma vacina, mas conseguiu controlar os níveis de infecção, eles precisam buscar outros lugares onde testar", lembrou. A cientista também afirmou que a OMS está discutindo com os Estados-membros uma forma justa de distribuição de uma vacina: a ideia é dar prioridade a funcionários de saúde na linha de frente e a quem trabalha em ambientes com alto risco de transmissão, como prisões e casas de repouso, além de pessoas nos grupos de risco – por causa da idade ou por terem outras doenças. Hidroxicloroquina Cloroquina e Hidroxicloroquina não têm eficácia comprovada contra a Covid Reprodução/TV Globo A cientista foi questionada, durante coletiva de imprensa, sobre o uso da hidroxicloroquina, no Brasil, para tratar a Covid-19. Os ensaios clínicos da OMS com a substância foram suspensos, pela segunda vez, na quarta (17), depois de os especialistas concluírem que o uso dela não trouxe benefícios contra a doença. No Brasil, entretanto, a droga continua sendo recomendada pelo Ministério da Saúde. Nesta semana, a pasta inclusive ampliou a orientação de uso da substância, para incluir grávidas e crianças. Swaminathan reiterou que está claro que ela não reduz a mortalidade de pacientes hospitalizados com a Covid-19. "Nosso comitê de segurança de dados, independente, olhou para os dados preliminares do nosso estudo e descobriu que não havia benefício na mortalidade dos pacientes usando hidroxicloroquina comparado aos pacientes do grupo controle", afirmou a cientista. A cientista-chefe lembrou, ainda, que os ensaios "Recovery", da Universidade de Oxford, no Reino Unido, também não viram benefícios no uso da droga contra o novo coronavírus. Ela disse, também, que ainda existe uma lacuna sobre o papel desse tipo de medicamento para prevenir a infecção ou minimizar a gravidade da doença num estágio inicial. Swaminathan deixou claro que países, incluindo o Brasil, têm a liberdade de decidir seus protocolos, mas frisou que eles devem ser baseados em evidências científicas. A cientista afirmou que os especialistas da OMS agora olham para outros medicamentos, também nos ensaios coordenados pela entidade, em busca de possíveis tratamentos. Initial plugin text VACINA CONTRA A COVID-19× Veja Mais

Cientistas desenvolvem esponjas microscópicas para neutralizar o Sars CoV-2

Glogo - Ciência As 'nanosponges' são revestidas com membranas celulares e têm os mesmos receptores que fazem ligações com a proteína 'Spike' do coronavírus. Foto microscópica mostra célula humana sendo infectada pelo Sars Cov-2, o novo coronavírus NIAID via Nasa Cientistas da Universidade da Califórnia em San Diego e da Faculdade de Medicina da Universidade de Boston desenvolveram uma esponja microscópica – mil vezes menor do que a espessura de um fio de cabelo – capaz de neutralizar a ação do Sars CoV-2, causador da Covid-19. Estudo diz que tipo sanguíneo A pode ser mais suscetível à forma grave de Covid-19 Descarga de tampa aberta pode espalhar vírus, mostra estudo Os resultados do trabalho foram publicados nesta quarta-feira (17) na revista especializada "Nano Letters". As "nanosponges" são revestidas com membranas das células humanas com os receptores que se ligam à proteína Spike presente no Sars CoV-2, responsável pela entrada e infecção do vírus, explicou à agência "Reuters" o líder do estudo, Liangfang Zhang. Desta forma, as esponjas microscópicas atraem e inativam as funções do novo coronavírus, evitando a infecção das células humanas. "A princípio, as 'nanosponges' devem funcionar em qualquer parte do corpo humano', explicou Zhang. "Se administrarmos diretamente as esponjas microscópicas nos pulmões, aí elas permanecerão principalmente por lá. No entanto, se colocarmos diretamente no sangue por meio de injeções intravenosas, elas circularão e passarão por todos os órgãos". As "nanosponges" são biodegradáveis e são projetadas para a proteção das células saudáveis, independente do vírus. Zhang explica que, na teoria, elas poderiam ser usadas para neutralizar novas espécies que possam surgir no futuro. Por enquanto, os testes em camundongos se mostraram seguros, mas um longo caminho de testes clínicos é necessário. Taxa de mortalidade por Covid-19 no SUS é maior do que na rede privada Initial plugin text Veja Mais

Pandemia na América Latina ainda não chegou ao pico e deve resultar em mais casos e mortes contínuas nas próximas semanas, alerta OMS

Glogo - Ciência Afirmação foi feita pelo diretor de emergências da organização, Michael Ryan. Questionado sobre o ápice da pandemia no Brasil, ele respondeu que os picos são difíceis de prever e dependem de ações governamentais: 'não há respostas mágicas'. 22 de junho: paciente entubado por Covid-19 passa por cirurgia em hospital de Niterói, no Rio de Janeiro. Carl de Souza/AFP O diretor de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, reforçou nesta quarta-feira (24) que a pandemia de Covid-19 na América Latina ainda não chegou ao pico e que ela deve resultar em "número sustentado de casos e mortes contínuas" nas próximas semanas. "Eu caracterizaria a situação na América Latina como ainda em evolução, não atingiu seu pico. Deve resultar, provavelmente, em número sustentado de casos e morte contínua nas próximas semanas", declarou Ryan. Questionado especificamente sobre quando o ápice da pandemia ocorreria no Brasil, ele respondeu que os picos são difíceis de prever, mas a altura e a duração deles depende de ações dos próprios governos e da sociedade. "O que você faz afeta o pico: afeta a altura do pico, afeta a duração do pico. E afeta a trajetória de descida [do número de casos]. Tem tudo a ver com a intervenção do governo para responder, com a cooperação da comunidade com a intervenção e com a capacidade de atuação dos sistemas de saúde", respondeu o diretor de emergências. Michael Ryan, diretor-executivo do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS) Christopher Black/OMS "O vírus não age sozinho, o vírus explora uma vigilância fraca. O vírus explora os sistemas de saúde fracos. O vírus explora a má governança. O vírus explora falta de educação, falta de empoderamento das comunidades. Essas são as coisas que precisamos abordar", enfatizou. "Essa é a realidade dessa pandemia. Não há respostas mágicas, não existem feitiços aqui. Não podemos usar adivinhação para acabar com isso. Temos que agir em todos os níveis, temos que usar os recursos à nossa disposição. E sabemos de muitos exemplos de países: olhem para os países que tomaram medidas, olhem para os países que contiveram e controlaram esta doença. E vocês encontrarão as respostas", declarou. O levantamento do consórcio de veículos de imprensa, do qual o G1 faz parte, apontava às 13h desta quarta-feira mais de 1,1 milhão de casos e quase 53 mil mortes pela Covid-19 no Brasil. Os números estão entre os maiores do mundo, atrás apenas dos registrados nos Estados Unidos. Aumento de casos 22 de junho: agente municipal descansa depois de enterrar vítima de Covid-19 em Antiguo Cuscatlán, El Salvador. Marvin Recinos/AFP Segundo os dados mais recentes da OMS, entre a última terça-feira (16) e a desta semana (23), houve um aumento de 15% nos casos e de 10% nas mortes registradas no continente americano. Para o mundo, esse aumento foi de 13% nos casos e 8% nas mortes. Para o Brasil, o aumento foi de 25% no número de casos no mesmo período; nas mortes, houve crescimento de 17%. Nos Estados Unidos, único país com mais casos e mortes que o Brasil, o aumento percentual foi de 9% nos casos e 3,7% nas mortes. A OMS já havia sinalizado, há um mês, que a América do Sul havia se tornado o epicentro da pandemia, e que o Brasil era o país mais afetado. O mesmo alerta foi reforçado pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) na semana passada: especialistas da entidade afirmaram que não veem desaceleração dos casos no continente americano. Brasil tem 52.788 mortes e 1.152.066 casos do novo coronavírus Initial plugin text CORONAVÍRUS× Veja Mais

Brasil tem 1.364 mortes por coronavírus em 24 horas, revela consórcio de veículos de imprensa; são 52.771 no total

Glogo - Ciência É o 2º maior registro em 24 horas desde o início da pandemia. No dia 4 de junho, houve 1.470, segundo dados das secretarias totalizados pelo G1 naquele dia. Levantamento mostra que Brasil tem mais que o dobro de mortes de Índia, China, Paquistão e Indonésia juntos – quatro países mais populosos. Brasil tem 1.364 mortes em 24 horas e total chega a 52.771 O Brasil teve 1.364 novas mortes registradas em razão do novo coronavírus em 24 horas, mostra levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde. Com isso, são 52.771 óbitos pela Covid-19 até esta terça-feira (23) no país. Veja os dados, consolidados às 20h: 52.771 mortes; eram 51.407 até as 20h de segunda (22), uma diferença de 1.364 óbitos 1.151.479 casos confirmados; eram 1.111.348 até a noite de segunda, ou seja, houve 40.131 novos casos Esse é o 2º maior registro de mortes divulgadas pelas secretarias estaduais de Saúde em 24 horas desde o início da pandemia. O recorde anterior foi de 1.470 mortes no dia 4 de junho. São Paulo também teve mais uma vez o recorde diário de mortes (434). Desde o dia 8 de junho, o G1 faz parte de um consórcio de veículos de imprensa que soma os registros de casos e mortes divulgados pelas secretarias estaduais da Saúde. O balanço diário do consórcio leva em conta os dados divulgados entre as 20h de um dia e de outro. Antes do consórcio, o G1 também contabilizava os dados divulgados pelas secretarias estaduais, com balanço fechado da 0h às 23h59 de cada dia. O Brasil já tem mais que o dobro de mortes de Índia, China, Paquistão e Indonésia juntos – quatro países mais populosos –, de acordo com dados compilados pela Universidade Johns Hopkins. O país só fica atrás dos EUA em número de vítimas. Arte G1 Arte G1 EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Brasil tem 1.151.479 casos de coronavírus e 52.771 mortes, informa consórcio de imprensa Consórcio de veículos de imprensa Os dados divulgados nesta terça (23) foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa desde o dia 8 para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. Apenas na terça (9) o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Nesta terça (23), o órgão publicou um novo balanço. Segundo a pasta, houve 1.374 novos óbitos e 39.436 novos casos, somando 52.645 mortes e 1.145.906 casos desde o começo da pandemia – números totais menores que os apurados pelo consórcio. Initial plugin text CORONAVÍRUS× Veja Mais

Como o cérebro reage ao estresse gerado pela epidemia da Covid-19?

Glogo - Ciência Estado de alerta crônico pode afetar o funcionamento cerebral e o sistema imunológico, diz neurocientista francesa. Neurocientista francesa faz alerta sobre efeitos da pandemia no cérebro. Getty Images A pandemia desencadeada pelo novo coronavírus submete a população mundial a um estado de alerta crônico que pode afetar o funcionamento cerebral e o sistema imunológico, segundo a neurocientista francesa Catherine Belzung, professora da universidade de Tours. Depois quase dois meses de confinamento, a população francesa retoma aos poucos seus hábitos nas ruas, tomando cafés nos bares, passeando nos parques, fazendo compras ou indo ao cabelereiro. Mas a vida de fato voltou ao normal? Não. Foi preciso se acostumar a usar máscara de proteção, manter a distância física e limitar os contatos com pessoas próximas, como familiares, ou não.  A epidemia não chegou ao fim e o vírus ainda circula. É impossível dizer, também, se haverá ou não uma segunda onda epidêmica como a ocorrida entre março e maio, período do confinamento. Essas possibilidades ativam o cérebro de maneira nociva, o deixando constantemente em estado de alerta, lembra Catherine Belzung. As consequências desse estresse crônico a médio e longo prazo afetam o funcionamento cerebral, explica a cientista francesa. “Quando estamos diante de uma situação perigosa, temos uma série de regiões do cérebro que vão detectar esse perigo", explica. Uma delas é a amígdala, que faz parte do sistema límbico. Ele gerencia, entre outras funções, nossas emoções e comportamento social. O cérebro é ativado em permanência para sinalizar que existe um risco iminente. Há regiões, como o hipocampo, que atuam na memorização dessa situação de perigo e de sua contextualização, e outras, como a pré-frontal, que vão regular a resposta cerebral gerada pela amígdala e o hipocampo. Esse circuito de três regiões, diz a pesquisadora francesa, são essenciais para o equilíbrio cerebral. “Quando a situação se torna crônica e se repete, começamos a observar mudanças no cérebro. As regiões pré-frontais serão menos eficazes e também há uma diminuição do volume”, detalha. Em contrapartida, a atividade da amígdala aumenta, ressalta a especialista francesa. Os neurônios da região se desenvolvem ao mesmo tempo que suas conexões. Se a situação de alerta se repete, como no caso da epidemia do coronavírus, e se torna crônica, as áreas do cérebro que regulam as emoções serão menos eficazes.  O estresse permanente também desencadeia a produção de alguns tipos de hormônios, como o cortisol. “Quando o stress é crônico, o nível de cortisol não pode voltar ao estado inicial e continua elevado de forma permanente, porque não tem tempo de descer entre duas situações estressantes. Em um nível elevado de forma constante, ele é extremamente perigoso para o cérebro”, lembra a pesquisadora francesa. Essa secreção excessiva a longo prazo gera a destruição dos neurônios do hipocampo, das conexões neuronais do córtex pré-frontal e ativa a amígdala. Outra consequência desse estresse crônico, paradoxalmente, é que ele enfraquece o sistema imunológico, o que predispõe os indivíduos a infecções e, portanto, ao coronavírus. Novo estudo A neurocientista francesa, especialista na biologia das emoções, contou em entrevista  que solicitou um financiamento para um estudo sobre a atitude das pessoas durante o confinamento. “Uma coisa que podemos observar, que é muito clara, é que as reações das pessoas, diante da situação é muito variável. ” Ela cita como exemplo o fim do confinamento. “Tem pessoas que entram em pânico, se sentem bloqueadas, que não saem de casa. Nelas, o efeito do estresse é menos marcante. Minha hipótese é que quem é mais proativo está mais protegido do stress”. Ela cita como exemplo pessoas que se engajaram em programas sociais, distribuindo comida para os sem-teto, por exemplo. O pós-confinamento também é uma fonte de estresse, afirma, talvez até mais do que no período do confinamento, quando as famílias criaram uma espécie de “ninho” em casa. “Não voltamos à situação de antes. O mundo que conhecemos depois do confinamento não é o mesmo mundo de antes do confinamento. Andamos de máscara e respeitamos a distância física, além do risco que as pessoas têm de perder o emprego. Essa situação de fim de confinamento também é muito estressante”. Risco de segunda onda A pesquisadora também lembra que o retorno da epidemia na China jogou uma ducha de água fria nas pessoas que pensavam que a vida estava voltando ao normal. Segundo ela, a situação na China é preocupante, o que mais uma vez aumenta a carga de estresse. “As pessoas começam a imaginar que a crise, na verdade, não chegou ao fim”. Veja Mais

Brasil tem 51.407 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa; são 748 em 24 horas

Glogo - Ciência Levantamento mostra ainda que Brasil já tem 1.111.348 casos de Covid-19, mais que Rússia e Índia juntos, o 3º e o 4º países com mais casos no mundo. Número de mortos pela Covid-19 no Brasil chega a 51.407, segundo consórcio da imprensa O Brasil teve 748 novas mortes registradas em razão do novo coronavírus em 24 horas, mostra levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde. Com isso, são 51.407 óbitos pela Covid-19 até esta segunda-feira (22) no país. Veja os dados, consolidados às 20h: 51.407 mortes; eram 50.659 até as 20h de domingo (21), uma diferença de 748 óbitos 1.111.348 casos confirmados; eram 1.086.990 até a noite de domingo, ou seja, houve 24.358 novos casos O Brasil já tem mais casos confirmados da doença que Rússia e Índia juntos, o 3º e o 4º países com mais casos no mundo, de acordo com dados compilados pela Universidade Johns Hopkins. O país só fica atrás dos EUA em número de doentes – e também mortos. Mortes por coronavírus no país Arte G1 Mortes por Covid-19 no Brasil e nos estados Arte G1 EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Brasil tem 1.111.348 casos de coronavírus e 51.407 mortes, informa consórcio de imprensa Consórcio de veículos de imprensa Os dados divulgados nesta quarta (17) foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa desde o dia 8 para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. Apenas na terça (9) o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Nesta segunda (22), o órgão publicou um novo balanço. Segundo a pasta, houve 654 novos óbitos e 21.432 novos casos, somando 51.271 mortes e 1.106.470 casos desde o começo da pandemia – números menores que os apurados pelo consórcio. Initial plugin text CORONAVÍRUS× Veja Mais

Menores de 20 têm menos chance de serem infectados por outro familiar ou contato em casa, diz estudo

Glogo - Ciência Cientistas analisaram a transmissão do Sars CoV-2 no ambiente familiar e mostraram que crianças e adolescentes são menos suscetíveis do que adultos e idosos. Idoso de máscara anda em frente a muro com grafite de criança com máscara contra a Covid-19 no Rio de Janeiro nesta terça, 16 de junho. Pilar Olivares/Reuters Um parceria entre instituições chinesas e americanas analisou a transmissão do Sars CoV-2 dentro do ambiente familiar. O resultado aponta que as pessoas com menos de 20 anos têm uma chance menor de desenvolver a infecção após contato com parentes em casa do que os adultos e os idosos. Segundo os cientistas, a transmissibilidade entre contatos domésticos e não-domésticos ainda não havia sido desvendada - probabilidades, características e fatores desconhecidos. Eles usaram dados de rastreamento dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) na cidade de Guangzhou, na China. Mesmo com o atual estudo, escrito com base em análise estatística e publicado na "The Lancet", mais pesquisas são importantes para confirmação dos resultados, alertam os autores. Assintomáticos podem ter uma proteção imunológica mais fraca contra o Sars CoV-2, aponta estudo 'Depois de 12 semanas, continuo sem forças': a síndrome da fadiga crônica causada pelo coronavírus Neste estudo, foram considerados contatos domiciliares: indivíduos da mesma família ou parentes próximos, como pais e sogros, independente do endereço residencial, e pessoas que moravam na mesma casa, independente do grau de parentesco e nível de relacionamento. Entre 7 de janeiro e 18 de fevereiro, foram analisados 215 casos de Sars CoV-2 primários e 134 secundários ou terciários (infectados por contato com familiares). Também foram obtidas informações de 1.964 pessoas que estavam sendo observadas, mas não contraíram a doença. Após análise estatística, os pesquisadores Yang Yang, da Universidade da Flórida, e Zhi-Cong Yang, do CDC de Guangzhou, mostraram que pessoas com menos de 20 anos têm uma chance média de 5,2% de terem um infecção "caseira" pelo novo coronavírus. O índice é menor do que o encontrado nas outras faixas etárias analisadas: entre 20 e 59 anos, a possibilidade é de 14,8%; em idosos com mais de 60 anos, de 18,4%. Os pesquisadores também sugerem que as pessoas passam transmitir o vírus mesmo antes do aparecimento dos sintomas - a fase chamada de pré-sintomática. Os dados, segundo o estudo, podem servir para criar uma estratégia de proteção dentro das instalações e entre contatos familiares. OMS registra novo recorde diário de casos do novo coronavírus 1 milhão de casos em 8 dias A pandemia de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, "continua acelerando" no mundo, com um milhão de casos registrados em apenas oito dias, advertiu nesta segunda-feira (22) o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. O mundo também teve um recorde de novas infecções diárias no domingo (21): foram 183 mil novos casos. O maior número de infecções relatadas veio do Brasil. "Sabemos que a pandemia é muito mais que uma crise de saúde, é uma crise econômica, social e, em muitos países, política. Seus efeitos serão sentidos durante décadas", afirmou Tedros em uma conferência virtual organizada em Dubai. A advertência do diretor da OMS acontece no momento em que vários países entram em uma fase de flexibilização do confinamento para reativar suas economias. 22 de junho: bombeiros usam spray desinfetante em lojas fechadas de um mercado em Shiliguri, na Índia, contra a Covid-19. Diptendu Dutta / AFP Na semana passada, o diretor da OMS chamou esta nova fase de "perigosa", ao destacar que apesar da necessidade de colocar um ponto final nas restrições, o vírus prosseguia com "propagação rápida" e continuava sendo "mortal". "Foram necessários mais de três meses para alcançar o primeiro milhão de casos registrados. O último milhão de contágios aconteceu em apenas oito dias ", afirmou Tedros. Ministério da Saúde registra mais de 1 milhão de casos de Covid-19 Initial plugin text Veja Mais

Mudança climática é ‘tão urgente’ quanto coronavírus, diz Greta Thunberg

Glogo - Ciência Para ativista climática sueca, com o "desperta" sobre a saúde, o clima, e o Black Lives Matter, "as pessoas estão começando a perceber que não podemos continuar desviando o olhar". Ativista Greta Thunberg se diz cética em relação à motivação de líderes mundiais de se aproximarem dela BBC Greta Thunberg diz que o mundo precisa aprender com as lições do coronavírus e tratar as mudanças climáticas com urgência semelhante. Isso significa que o mundo deveria agir "com a força necessária", afirma a ativista climática sueca de 17 anos em entrevista exclusiva à BBC News. Ela diz achar que nenhum "plano de recuperação 'verde'" resolverá a crise sozinho. E que o mundo está passando agora por um "ponto de inflexão social" sobre o clima e questões como o Black Lives Matter. "As pessoas estão começando a perceber que não podemos continuar desviando o olhar dessas coisas", diz Greta. "Não podemos continuar varrendo essas injustiças para debaixo do tapete." Ela diz que o lockdown lhe deu tempo para relaxar e refletir longe do olhar do público. Greta compartilhou com a BBC o texto de um programa bastante pessoal que ela fez para a Rádio Sueca. No programa de rádio, que foi disponibilizado online na manhã deste sábado (20), a ativista relembra o ano em que ela se tornou uma das celebridades mais famosas do mundo. A jovem de 16 anos tirou uma licença sabática da escola para passar um ano tumultuado fazendo campanha sobre o clima. Ela também navegou pelo Atlântico em um iate de corrida para comparecer à Cúpula de Ação Climática da ONU em Nova York. Greta descreve líderes mundiais fazendo fila para tirar fotos com ela, como Angela Merkel perguntando se não havia problema em postar sua foto nas redes sociais. A ativista climática é cética em relação às motivações desses líderes mundiais. "Talvez isso os faça esquecer a vergonha de sua geração decepcionando todas as gerações futuras", diz ela. "Acho que talvez os ajude a dormir à noite." Great Thunberg diz achar que o mundo está passando por 'ponto de inflexão social' EPA 'Como se atrevem?' Foi na ONU que ela proferiu seu famoso discurso "how dare you?" ou, em português, "como se atrevem?". "Você roubou meus sonhos e minha infância com suas palavras vazias", disse ela aos líderes mundiais reunidos na Assembleia da ONU. Ela estava à beira das lágrimas enquanto dizia. "As pessoas estão morrendo, e tudo o que vocês falam é sobre dinheiro e contos de fadas do eterno crescimento econômico. Como você se atreve?" Ela sabia que aquele era um "momento único na vida" e decidiu não se conter, ela diz agora. "Vou deixar minhas emoções tomarem o controle e realmente fazer algo grande com isso, porque não poderei fazer isso novamente", foi o que pensou. Ela descreve seu trajeto de volta da ONU para o hotel no metrô, vendo as pessoas assistindo ao discurso em seus telefones. Mas diz que não sentiu vontade de comemorar. "Tudo o que resta são palavras vazias", diz ela. A frase reflete seu profundo cinismo em relação às motivações da maioria dos líderes mundiais. "O nível de conhecimento e compreensão, mesmo entre as pessoas no poder, é muito, muito baixo, muito menor do que você imagina", diz ela à BBC. Ela diz que a única maneira de reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa na escala necessária é fazer mudanças fundamentais em nosso estilo de vida, começando nos países desenvolvidos. Mas ela diz não acreditar que nenhum líder tenha coragem de fazer isso. Em vez disso, ela diz, "eles simplesmente se abstêm de relatar as emissões ou as transportam para outro lugar". Ela afirma que o Reino Unido, a Suécia e outros países fazem isso ao não contabilizarem as emissões por navios e aeronaves e ao optar por não contabilizar as emissões de bens produzidos em fábricas no exterior. Como resultado, ela diz em seu programa de rádio, toda a linguagem do debate foi degradada. "Palavras como 'verde', 'sustentável', 'consumo líquido de energia nulo', 'ambientalmente amigável', 'orgânico', 'neutro em termos de clima' e 'livre de energia fóssil' são hoje tão mal usadas e diluídas que quase perderam todo o seu significado. Elas podem implicar desde desmatamento a indústrias de aviação, carne e indústrias automotivas", diz ela. 5 momentos do discurso da Greta na ONU Pandemia Greta diz que o único ponto positivo que poderia surgir da pandemia do coronavírus seria se ela mudasse a forma como lidamos com as crises globais. "Isso mostra que em uma crise você age e age com a força necessária." Ela diz que algo que lhe encoraja é que os políticos agora enfatizem a importância de ouvir cientistas e especialistas. "De repente, as pessoas no poder estão dizendo que farão o que for preciso, já que você não pode colocar um preço na vida humana." Ela espera que isso comece uma discussão sobre a urgência de tomar medidas para ajudar as pessoas que morrem de doenças relacionadas às mudanças climáticas e à degradação ambiental, agora e no futuro. Mas ela permanece profundamente pessimista em relação à nossa capacidade de manter qualquer aumento de temperatura dentro de limites seguros. Para Greta, mesmo que os países realmente entreguem as reduções de carbono que prometeram, ainda estaremos caminhando para um aumento "catastrófico" da temperatura global de 3 a 4 graus. A adolescente diz acreditar que a única maneira de evitar uma crise climática é rescindir contratos e abandonar acordos existentes que empresas e países assinaram. "A crise climática e ecológica não pode ser resolvida nos sistemas políticos e econômicos de hoje", argumenta a ativista climática. "Isso não é uma opinião. Isso é um fato." Greta fala de maneira comovente sobre uma viagem que ela e seu pai fizeram pela América do Norte em um carro elétrico emprestado por Arnold Schwarzenegger, o ator de Hollywood que virou político e ativista climático. Ela visitou os restos carbonizados de Paradise, a cidade californiana destruída por um incêndio em novembro de 2018. Greta diz ter ficado chocada com o estilo de vida que consome muito carbono que testemunhou nos Estados Unidos. "Além de algumas usinas eólicas e painéis solares", diz ela, "não há sinais de uma transição sustentável, apesar de ser o país mais rico do mundo". Mas as desigualdades sociais a atingiram com a mesma força. Ela descreve o encontro com comunidades negras, hispânicas e indígenas pobres. "Foi muito chocante ouvir as pessoas falarem que não têm dinheiro para colocar comida na mesa", conta ela. No entanto, Greta diz que se inspirou na maneira como as pessoas têm respondido a essas injustiças, particularmente os protestos do Black Lives Matter após a morte de George Floyd, um homem negro, pelas mãos de um policial branco. Ela diz acreditar que a sociedade "passou de um ponto de inflexão social". "Não podemos mais desviar o olhar do que a nossa sociedade ignora há tanto tempo, seja igualdade, justiça ou sustentabilidade", afirma. Ela descreve sinais do que chama de "despertar", no qual "as pessoas estão começando a encontrar sua voz, para entender que podem realmente ter um impacto". É por isso que Greta diz ainda ter esperança. "A humanidade ainda não fracassou", afirma. Ela conclui seu documentário de rádio de forma poderosa. "A natureza não faz barganhas, e você não pode negociar com as leis da física", afirma a adolescente. "Fazer o nosso melhor já não é bom o suficiente. Agora devemos fazer o que é aparentemente impossível. E isso depende de você e de mim. Porque ninguém mais fará isso por nós." Greta Thurnberg participa de protestos contra mudanças climáticas, na Inglaterra Initial plugin text Veja Mais

Brasil tem 50.182 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa (atualização das 13h)

Glogo - Ciência País ultrapassou a marca de 50 mil vítimas no sábado (20), pouco mais de três meses após o primeiro óbito. Há 1.073.376 de casos confirmados. O Brasil tem 50.182 mortes por coronavírus confirmadas até as 13h deste domingo (21), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O consórcio divulgou no sábado (20), às 20h, o 13º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, CE, DF, GO, MS, PE, RO e RR divulgaram novos dados. Veja os dados atualizados às 13h deste domingo (21): 50.182 mortos 1.073.376 casos confirmados (No sábado, 20, às 20h, o balanço indicou: 50.058 mortes, 968 em 24 horas; e 1.070.139 casos confirmados.) A marca das 50 mil vítimas foi ultrapassada pouco mais de três meses depois da primeira morte, ocorrida na cidade de São Paulo. Desde então, a doença se alastrou pelo país e, atualmente, avança pelo interior. O Brasil é o 2º país do mundo com mais casos e mortes por coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo um levantamento da Universidade Johns Hopkins. Grávidas, bebês, profissionais de saúde... veja quem são as vítimas da Covid-19 no Brasil Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Parceria A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. No sábado (20), mais uma vez o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 1.022 novos óbitos e 54.771 novos casos, somando 49.976 mortes e 1.067.579 casos desde o começo da pandemia – números menores que os apurados pelo consórcio Initial plugin text Veja Mais

Solstício de verão em Stonehenge será transmitido on-line pela primeira vez

Glogo - Ciência Nascer e pôr do sol na data que marca dia mais longo do hemisfério norte estão alinhados com as pedras do monumento localizado na Inglaterra. Pandemia impediu que visitantes pudessem ver pessoalmente. Pessoas celebram o festival pagão do solstício de verão no Stonehenge, em Wiltshire, sul da Inglaterra. Riuais no local, que conta com enormes rochas dispostas em círculo, tiveram início milhares de anos atrás e comemoram o dia mais longo do ano, que marca o início do verão no Hemisfério Norte Chris J. Ratcliffe/AFP Todos os anos, milhares de pessoas vão até Stonehenge, na Inglaterra, para assistir ao solstício do verão no hemisfério norte, evento que marca o dia mais longo do ano e a noite mais curta. Mas, com a pandemia de coronavírus, o sítio arqueológico foi fechado para evitar aglomerações e, por isso, não haverá público durante o evento. Este ano, no entanto, será possível assistir ao solstício em Stonehenge on-line, a primeira vez que será transmitido. A English Heritage, fundação que ajuda a manter sítios arqueológicos no país, vai transmitir o nascer e o pôr do sol em Stonehenge em suas páginas no Facebook e no Youtube. Clique aqui para assistir. O pôr do sol será às 17h26 do horário de Brasília. Enquanto que o nascer do sol acontece mais tarde, às 00h52, do dia 21 de junho, também no horário de Brasília. Solstício de verão de Stonehenge será transmitido online pela 1ª vez O famoso monumento de pedras é um marco na história da humanidade: ele foi construído 2.500 anos antes de Cristo e ainda é um mistério como as pedras, que pesam entre 25 e 30 toneladas, foram alinhadas e arranjadas no círculo. As construção está em linha com o calendário astronômico e, todos os anos, durante os solstícios de inverno (em dezembro) e verão (em junho), o nascer e o pôr do sol ficam alinhados com uma série de pedras do monumento. Veja Mais

Veja como está a participação do Brasil na corrida pela vacina contra a Covid-19

Glogo - Ciência País terá fase de testes de duas vacinas do exterior, mas também desenvolve os seus próprios estudos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) contabiliza atualmente 136 candidatas a possíveis vacinas contra a Covid-19 -- dez delas em fase clínica, ou seja, sendo testadas em humanos. O Brasil, segundo país com mais mortes pela doença em números absolutos, consta da lista da OMS com dois estudos em fase pré-clínica. Mas o país tem ainda outras pesquisas em fases preliminares em universidades e laboratórios nacionais, além de duas parcerias importantes -- uma com a Universidade de Oxford e outra com o laboratório chinês Sinovac -- para a fase 3 em humanos, que testarão 11 mil brasileiros. No desenvolvimento de vacinas, existe a fase pré-clínica (com testes na placa e depois em animais) e três etapas de fase clínica (em humanos), que abrangem mais pessoas e metodologias diferentes em cada passo dado (1, 2 e 3) para encontrar as melhores formulações e periodicidades. Instituto Butantan é a maior fábrica de vacinas da América aia Marcos Santos/USP Imagens n A participação brasileira conta ainda com uma médica que foi convidada pela OMS para integrar o Grupo Estratégico Internacional de Experts em Vacinas e Vacinação, um núcleo de estudos com 15 especialistas da América do Sul que avalia resultados encontrados contra a Covid-19. Cristiane Toscano é epidemiologista, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Goiás (UFG) e representa o estado na Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Ela espera que a participação nacional estimule a ciência no Brasil: "É bastante promissor termos vacinas em desenvolvimento e ensaios clínicos realizados aqui, temos também profissionais participando de diversos comitês pelo mundo. Mas poderíamos ter melhores estratégias internas de colaboração a longo prazo que estimulem filantropia e doações para financiamento de pesquisa", destacou. "O fortalecimento e investimento em pesquisa são marcas registradas dos países que crescem mais em PIB e produção de produtos, já que escolhem investir em educação, ciência e inovação", completou. Embora existam boas iniciativas neste momento, a falta de investimentos coloca o Brasil mais atrás na corrida das vacinas: "A gente tem tecnologia, pessoas e conhecimento, mas não temos dinheiro e não temos alunos, já que cortaram as bolsas. Não existe ciência sem pós-graduando. Esse desmonte deixou a ciência brasileira quebrada. Não vai ter financiamento para todos os projetos. É bem capaz que alguma ideia legal morra na praia por falta de recursos", comentou a microbiologista Natalia Pasternak, fundadora do Instituto Questão de Ciência. Abaixo, veja como está a participação do Brasil em cada caso: Vacina de Oxford - Testes no Brasil (fase 3) Uma das vacinas em estágio mais avançado no mundo é a da Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com a empresa AstraZeneca, que utiliza princípios semelhantes de estudos de vacinas contra ebola e Mers (síndrome respiratória do Oriente Médio causada por outro tipo de coronavírus). Ao todo, 50 mil pessoas serão testadas em todo o mundo -- 30 mil nos Estados Unidos e outras em países da África e Ásia. No Brasil, 2 mil voluntários entre 18 e 55 anos serão vacinados. A ideia é anunciar os resultados até setembro e, se tudo correr bem, entregar as vacinas já em outubro. Em São Paulo, os testes em mil voluntários serão conduzidos pelo Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e contam com a viabilização financeira da Fundação Lemann em toda infraestrutura médica e equipamentos. No Rio de Janeiro, os testes em mil voluntários serão feitos pela Rede D’Or São Luiz, com R$ 5 milhões bancados pela própria Rede, e sob coordenação do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor). São recrutadas pessoas da linha de frente do combate à Covid-19, em situação de maior exposição à contaminação. Eles precisam ser soronegativos, ou seja, que não contraíram a doença anteriormente. A vacina utiliza uma tecnologia conhecida como vetor viral recombinante. Ela é produzida a partir de uma versão enfraquecida de um adenovírus que causa resfriado em chimpanzés -- e que não causa doença em humanos. A esse imunizante foi adicionado o material genético usado na produção da proteína "spike" do Sars-Cov-2 (a que ele usa para invadir células), induzindo os anticorpos. É considerada uma vacina moderna e "segura" por não utilizar o vírus e sim uma sequência genética. Infectologista comenta teste de vacina no Brasil feito pela Universidade de Oxford Butantan/Sinovac - Testes no Brasil (fase 3) O Governo de São Paulo e o Instituto Butantan anunciaram na última semana uma parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Biotech, que já fez testes nas fases 1 e 2 com cerca de mil pessoas -- tendo criado anticorpos em 90% dos pacientes. Pelo acordo, 9 mil voluntários brasileiros serão testados e, caso a imunização se torne segura, o país contará com doses da vacina até junho de 2021. O estudo clínico custará R$ 85 milhões. A vacina é chamada CoronaVac e, como houve controle da pandemia na Ásia, o laboratório procurou a cooperação de países que ainda contam com muitas pessoas expostas ao vírus. Como o Brasil. Especialistas dizem que se trata de uma "vacina à moda antiga", com técnica conhecida desde os anos 1960, com manipulação em laboratório de células humanas infectadas com o próprio Sars-Cov-2. A vacina é produzida com fragmentos inativados do coronavírus para introdução em humanos. Com a aplicação, o sistema imunológico passa a produzir anticorpos contra o agente causador da doença. Por trabalhar com o vírus inteiro, exige laboratórios seguros e boa logística: "É uma tecnologia que o Butantan domina. A vacina da dengue já é feita assim", explicou Dimas Tadeu, diretor do Butantan. O instituto é reconhecido como a maior fábrica de vacinas da América Latina. Em 2019, 60 milhões de vacinas contra a gripe foram fornecidas pelo Butantan ao governo federal. Diretor do Butantan fala da cooperação para testar vacina chinesa contra Covid no Brasil Iniciativas brasileiras Incor/FMUSP - (fase pré-clínica) O projeto nacional em estágio mais avançado é o liderado por cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e pelo Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor). A pesquisa é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O grupo trabalha com plataforma de vacina baseada em partículas semelhantes ao vírus (VLP, em inglês). Os testes de três formulações de vacinas diferentes já são feitos em camundongos. “Quando um vírus entra nosso corpo, o sistema imunológico ataca. Não queremos utilizar o vírus, queremos usar partículas semelhantes ao vírus. Fizemos isso com chikungunya, Streptococcus e agora Covid-19. Essas partículas são apenas uma base que estimula o sistema imunológico. Nele, a gente coloca alguns pedaços do coronavírus, fragmentos proteicos ou proteína inteira, dando estímulo ao sistema imunológico para produzir anticorpo”, explicou imunologista Gustavo Cabral, doutor pela USP e pós-doutor pela Universidade Oxford e pela Universidade de Berna, na Suíça. Fiocruz Minas - (fase pré-clínica) O INCTV (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Vacinas), que tem base técnica elaborada pelo Grupo de Imunologia de Doenças Virais da Fundação Oswaldo Cruz-MG, desenvolve neste momento outra alternativa nacional. Ele conta também com apoio do Instituto Butantan. Os pesquisadores construíram um vírus recombinante. O vírus da influenza (da gripe comum) foi modificado dentro do laboratório para que possa transportar parte da proteína do novo coronavírus para o organismo, oferecendo proteção contra a Covid-19. “Usamos o vírus influenza enfraquecido (atenuado) como vetor vacinal. Introduzimos um gene do coronavírus que codifica a proteína, que é o alvo da resposta imune protetora contra o coronavírus”, explica o pesquisador Ricardo Gazzinelli, líder do Grupo de Imunopatologia da Fiocruz Minas e coordenador do INCTV. A vacina começará a ser testada em camundongos em breve. Imagina-se que ela possa chegar à fase de produção no fim de 2021, caso ela encontre eficácia e segurança em todos os testes realizados. Vacinas não registradas na OMS Bio-Manguinhos/Fiocruz - (fase pré-clínica) O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) está conduzindo um projeto de uma vacina sintética. O modelo está prestes a ser testado em animais (fase pré-clínica). A forma sintética pode ser mais rápida, mais barata e possui estabilidade para armazenagem. Essa iniciativa, porém, não chegará ao registro antes de 2022. A vacina sintética tem como base biomoléculas ou peptídeos antigênicos de células B e T, ou seja, contém pequenas partes de proteínas do vírus Sars-CoV-2 capazes de induzir a produção de anticorpos. As biomoléculas foram produzidas por síntese química e validadas “in vitro” (na placa). Os peptídeos foram acoplados em nanopartículas, que funcionam como uma forma de entrega para ativar o sistema imunológico. A partir de agora, serão feitas formulações vacinais com essas biomoléculas acopladas em nanopartículas para avaliação em animais. "Temos que testar as condições nos animais e, se tudo der certo, avançamos para a fase 1 do teste clínico. Caso contrário, temos que voltar atrás um pouquinho para melhorar o desenho", disse Sotiris Missailidis, vice-diretor de Desenvolvimento Tecnológico de Bio-Manguinhos (veja mais no vídeo). Fiocruz começa testar vacina contra Covid-19 em animais Instituto de Ciências Biomédicas da USP (fase conceitual) Quatro pesquisas acontecem neste momento no ICB. Três delas são iniciativas do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas, coordenado por Luís Carlos de Souza Ferreira, diretor do Instituto de Ciências Biomédicas da USP. São vacinas de DNA, RNA e nanopartículas. As duas primeiras usam uma sequência genética do vírus para inseri-lo na célula humana, produzindo cópias de proteínas do vírus Sars-Cov-2. Nestes modelos, não se usa o vírus, apenas seu material genético (DNA ou RNA), o que torna a vacina mais segura. Como se trata de uma tecnologia nova, não há vacinas deste tipo no mercado ainda. Há iniciativas assim também nos Estados Unidos. A empresa Inovio Pharmaceuticals faz testes na fase 1 com o modelo de DNA. Já a Moderna usa o RNA e está na fase 2. "A maior vantagem de se trabalhar com DNA e RNA é não precisar do vírus. Trabalhamos só com sequências genéticas, não precisamos cultivar o vírus, nem de laboratórios de segurança. E essas plataformas são muito versáteis. Com ela pronta, podemos facilmente trocar por sequências genéticas de outros vírus. Por exemplo, se já tivéssemos uma vacina de DNA ou RNA pronta e aprovada para Sars ou Mers, seria rápido adaptá-la para Covid19", analisou a microbiologista Natalia Pasternak. O modelo com nanotecnologia do ICB tem fase pré-clínica (em animais) prevista para setembro. "Temos uma plataforma de montagem das nanopartículas que se formam a partir de fragmentos do vírus. Várias vacinas usam as proteínas do vírus, por ser algo mais seguro do que usar o vírus inteiro, mas elas às vezes não induzem uma resposta tão forte no organismo. Se essas proteínas estiverem montadas em uma estrutura que se parece com o vírus – que é o caso da nanopartícula –, a gente acaba tendo uma resposta mais forte", disse Mariana Favaro, pós-doutoranda do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas do ICB, ao Jornal da USP. A quarta iniciativa do Instituto de Ciências Biomédicas da USP também trabalha com nanopartículas e é coordenada pelo médico veterinário Marco Antônio Stephano, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo. Ela, porém, traz um modelo de vacina em spray nasal. Essa iniciativa já foi usada em camundongos contra a hepatite B. O spray é aplicado nas narinas e tem uma substância que conta com uma proteína do novo coronavírus dentro de uma nanopartícula. A ideia é que o organismo produza o anticorpo IgA Secretoram. Serão necessárias quatro doses de aplicação -- duas em cada narina, com intervalo de 15 dias. Os protótipos devem ficar prontos em setembro, quando testes em animais serão iniciados. Instituto Butantan (fase conceitual) Embora aposte no desenvolvimento da vacina chinesa da Sinovac, o Instituto Butantan também realiza uma pesquisa própria que é vista como um "plano B" para o caso de as vacinas que estão em estágio mais avançado não se mostrarem seguras e/ou eficazes. O estudo também tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) Segundo Luciana Cezar Cerqueira Leite, pesquisadora do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas, um trabalho que vinha sendo desenvolvido para esquistossomose pode ser adaptado. "Tivemos resultados muito bons, então redirecionei o projeto para usar a mesma plataforma, mas com as proteínas do coronavírus. Existem no mundo hoje pesquisas de vacinas mais adiantadas usando RNA, vírus inativado e adenovírus. Esperamos que algumas delas funcionem e resolva o problema. Quando estiverem saindo o resultado delas, esperamos finalizar a fase pré-clínica da nossa, para decidir se seguimos ou não com esse plano B". Neste modelo, utiliza-se OMVs (vesículas de membrana externa, na tradução) como matriz suporte dos antígenos, para que a partícula mimetize (imite) o vírus. A ideia é que partículas sejam liberadas por bactérias para distrair o sistema imune, provocando uma resposta favorável contra o vírus. "A bactéria solta pedaços de sua membrana para desviar a atenção do sistema imunológico, que fica tentando matar essas vesículas. É um mecanismo de escape da bactéria. Elas ativam muito o sistema imunológico. Já vinham misturando essas vesículas com proteínas. Agora a estratégia é grudar as proteínas do vírus em sua superfície, fazendo uma coisa que parece uma partícula viral. Contra a esquistossomose, essa indução produziu 100 vezes mais anticorpos do que a proteína sozinha. E ela ainda ativa células que vão atacar o vírus. Pode ser interessante", explicou a pesquisadora. Farmacore (fase conceitual) Uma empresa de biotecnologia de Ribeirão Preto (SP) estuda a produção de uma vacina que utiliza proteínas do próprio Sars-Cov-2. Trata-se da Farmacore, que trabalha em fase exploratória (pesquisa de antígenos) e prevê iniciar a fase pré-clínica com camundongos a partir de julho. A ideia é usar pedaços da proteína Spike (S), responsável pela entrada do coronavírus na célula quando se liga a um receptor em organismos humanos, e também outras proteínas e membranas. O objetivo é induzir anticorpos neutralizantes que impeçam a entrada do vírus. O sistema carregador, composto por micropartículas, foi elaborado pela empresa americana PDS Biotechnology, parceira nesta empreitada. O próximo passo é submeter a ideia a testes em camundongos, na fase pré-clínica. Initial plugin text Veja Mais

Brasil tem 48.029 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa (boletim das 13h)

Glogo - Ciência Levantamento de consórcio de veículos de imprensa aponta que país tem 990.164 casos confirmados. Nesta quinta-feira (18), pelo 3º dia consecutivo, país teve mais de 1,2 mil mortes no período de 24 horas; é apenas a segunda vez que isso ocorre desde o início da pandemia. Região Sudeste concentra quase metade do total de óbitos. Brasil tem 48.029 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa O Brasil tem 48.029 mortes por coronavírus confirmadas até as 13h desta sexta-feira (19), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O consórcio divulgou na quinta (18), às 20h, o 11º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, CE, DF, GO, MG, MS, MT, PE, RN e RR divulgaram novos dados. Veja os dados atualizados às 13h desta sexta-feira (19): 48.029 mortes 990.164 casos confirmados (Na quinta, 18, às 20h, o balanço indicou: 47.869 mortes, 1.204 em 24 horas; e 983.359 casos confirmados. Pelo 3º dia consecutivo, país tem mais de 1,2 mil mortes no período de 24 horas; é apenas a segunda vez que isso ocorre desde o início da pandemia. Região Sudeste concentra quase metade do total de óbitos) Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Parceria A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. Nesta quinta-feira (18), mais uma vez o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 1.238 novos óbitos e 22.765 novos casos, somando 47.748 mortes e 978.142 casos desde o começo da pandemia. Initial plugin text Veja Mais

Brasil tem 46.842 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa (atualização das 13h)

Glogo - Ciência Levantamento de consórcio de veículos de imprensa aponta que país tem 965.512 casos confirmados. Na quarta, pelo 2º dia consecutivo, o país teve mais de 1,2 mil mortes registradas no período de um dia. Coronavírus: Brasil tem 46,8 mil mortes e mais de 965 mil casos confirmados da Covid-19 O Brasil tem 46.842 mortes por coronavírus confirmadas até as 13h desta quinta-feira (18), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O consórcio divulgou na quarta (17), às 20h, o 10º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, CE, DF, GO, MG, MS, PE, RN e RR divulgaram novos dados. Veja os dados atualizados às 13h desta quinta-feira (18): 46.842 mortes 965.512 casos confirmados (Na quarta, 17, às 20h, o balanço indicou: 46.665 mortes, 1.209 em 24 horas; e 960.309 casos confirmados. Pelo 2º dia consecutivo, o país teve mais de 1,2 mil mortes registradas no período de um dia. É a 7ª vez que o número passa desse patamar desde o início da pandemia) Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Parceria A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. Nesta quarta-feira (18), mais uma vez o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 1.269 novos óbitos e 32.188 novos casos, somando 46.510 mortes e 955.377 casos desde o começo da pandemia – números totais menores que os apurados pelo consórcio. Initial plugin text Veja Mais

Em construção há 30 anos, fábrica nacional de vacina gastou milhões em verbas publicas e é ameaçada por concorrência indiana

Glogo - Ciência Fundação Ataulpho de Paiva (FAP), sediada na cidade do Rio, está construindo desde 1989 uma nova fábrica no município de Duque de Caxias (RJ) — mas ela nunca foi inaugurada; enquanto isso, problemas na fábrica atual levaram à falta de vacinas contra tuberculose para bebês e de tratamento para câncer de bexiga. Obra em Xerém, Duque de Caxias (RJ), foi iniciada em 1989 e gastou pelo menos R$ 41,9 milhões do Ministério da Saúde Reprodução/Google Street View Em 1989, a Fundação Ataulpho de Paiva (FAP), instituição centenária dedicada ao combate à tuberculose, começou a construir em Duque de Caxias (RJ) uma nova fábrica para aumentar a oferta de uma vacina que só ela produz no país: a BCG, aplicada em bebês para prevenir a doença, e também a Onco BCG, usada especificamente no tratamento de câncer de bexiga. Porém, mais de 30 anos depois do início da construção da fábrica em Xerém, bairro de Duque de Caxias, a instalação ainda não está pronta. Após sucessivos novos prazos, a fundação diz hoje que ela será inaugurada em 12 meses. Apenas nos últimos dez anos, o projeto da nova fábrica foi contemplado com pelo menos R$ 41,9 milhões em convênios com o Ministério da Saúde (confira mais detalhes sobre estes gastos públicos abaixo). Já a atual fábrica da FAP no bairro de São Cristóvão, na capital fluminense, que nas últimas décadas produziu a vacina BCG utilizada por crianças no Brasil — com recomendação de vacinação universal pelo governo brasileiro e a primeira do calendário nacional de vacinação infantil, junto com a para hepatite B — foi interditada duas vezes pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2016. O laudo da Anvisa que motivou a interdição em 2016, obtido pela BBC News Brasil via Lei de Acesso à Informação, diz que "a fabricação dos produtos Vacina BCG e Imuno BCG [a marca da Onco BCG feita pela instituição] pela Fundação Ataulpho de Paiva na fábrica localizada em São Cristóvão (Rio de Janeiro - RJ) apresenta risco à saúde da população brasileira e urge a necessidade de finalização das obras da nova fábrica da fundação localizada em Xerém". Com as interdições na fábrica de São Cristóvão e sem a nova fábrica em Xerém funcionando, problemas no abastecimento atrasaram a imunização de recém-nascidos com a BCG nas maternidades e deixaram sem tratamento pacientes com câncer de bexiga que precisam da Onco BCG, como mostrou a BBC News Brasil em reportagens de julho e novembro de 2019. No caso da BCG, comprada pelo Ministério da Saúde para ser distribuída em todo o país, o Brasil precisou recorrer emergencialmente a importações de uma fornecedora indiana, o instituto Serum. Com isso, hoje, a pasta considera que o fornecimento da BCG é regular no país, conforme afirmou na última sexta-feira (5) por nota. Neste ano, houve sinais de que a vacina BCG da Serum pode se tornar mais do que uma solução temporária. Em janeiro, servidores da Anvisa viajaram a Pune, cidade na Índia onde fica a sede da Serum, para uma inspeção das chamadas Boas Práticas de Fabricação. Em abril, foi emitido pela Anvisa um Certificado de Boas Práticas para a BCG da Serum — um primeiro passo para a participação da produtora estrangeira, através de uma empresa brasileira detentora do registro, em licitações para compra da BCG pelo Ministério da Saúde. Hoje, a FAP é a única produtora da vacina no Brasil e, por isso, as compras de lotes de BCG pelo governo federal foram feitas nos últimos anos através da modalidade "inexigibilidade de licitação" — prevista na lei das licitações quando o fornecimento só pode vir, por alguma razão, de um único produtor. Já a Onco BCG tem fornecimento descentralizado — ou seja, hospitais credenciados fazem a compra do material e depois são ressarcidos pelo Ministério da Saúde, uma vez que o acesso ao tratamento é considerado um direito no âmbito no Sistema Único de Saúde (SUS). Sem o produto nacional produzido pela FAP, hoje muitos pacientes estão sem tratamento, enquanto quem pode recorre a importações que podem custar milhares de reais. Servidores da Anvisa estiveram em Pune, onde fica a sede da Serum, para uma inspeção de práticas de fabricação Euan Rocha/Reuters Verbas do Ministério da Saúde e empréstimo do BNDES Mas, além das compras de doses pelo governo, a FAP recebeu por meio de convênios milhões de reais ao longo dos anos para construir sua nova fábrica em Xerém. Criada em 1900 como Liga Brasileira Contra a Tuberculose, a fundação, que depois passou a homenagear em seu nome seu presidente perpétuo, o magistrado Ataulpho de Paiva (1865-1955), é considerada uma entidade privada, sem fins lucrativos e filantrópica. Por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) e consultas ao Portal da Transparência, a BBC News Brasil identificou convênios do Ministério da Saúde com a entidade que somam R$ 41,9 milhões e destinados especificamente à nova fábrica em Xerém — este é valor total previsto nos contratos, mas valores celebrados em um convênio são diferentes do que foi efetivamente liberado ao longo do tempo. No caso destes convênios, R$ 19,5 milhões (46,5%) foram efetivamente liberados até hoje. Todos eles constam como ainda em vigência ou na fase de prestação de contas. Na realidade, esse montante é possivelmente maior, já que a reportagem solicitou ao ministério dados dos gastos com o projeto desde os anos 80, mas só recebeu informações sobre convênios a partir de 2012. Assim, a reportagem decidiu considerar apenas os contratos com detalhes e valores aos quais conseguiu ter acesso e que mencionam explicitamente a nova fábrica de Xerém. Há também pelo menos dois contratos, um de 1991 e outro de 2008, que foram mencionados pelo ministério em resposta à LAI como sendo destinados à nova fábrica, mas sem valores do montante concedido nem detalhes do convênio. Estes também não foram encontrados no Portal da Transparência — portanto, não foram contabilizadas na reportagem. Em uma solicitação de verbas para obras, que acabou sendo concedida por meio de um convênio de R$ 8,4 milhões (dos quais R$ 2,4 milhões já liberados), a própria instituição aponta em um documento de justificativa a data de início das obras, 1989. "Ressaltamos que, a Fundação Ataulpho de Paiva - Liga Brasileira Contra a Tuberculose, é uma instituição que dedicou 116 anos de existência ao combate à tuberculose, e tornou o Brasil sempre autossuficiente na produção da Vacina BCG, nunca tendo havido a necessidade de importação deste produto", diz a fundação na proposta de 2016 cadastrada na Plataforma Mais Brasil. Um texto de 2003 no site da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) menciona que a obra recebeu também verbas do governo estadual do RJ para ser finalizada, com previsão para funcionamento em 2005. Um convênio de R$ 5,4 milhões, segundo o texto, foi assinado naquele ano entre órgãos do governo federal e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do RJ. A reportagem pediu aos órgãos envolvidos a confirmação disto, mas não recebeu resposta. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também ajudou a financiar a obra da nova fábrica prometida. Em 2011, o banco público emprestou R$ 5,9 milhões à Fundação Ataulpho de Paiva por meio de um programa do Ministério da Saúde que visava desenvolver e modernizar o parque industrial brasileiro na área da saúde. Segundo o contrato de financiamento obtido pela reportagem, a entidade pediu o valor para finalizar a construção e comprar novos equipamentos para a produção da vacina. O dinheiro colhido com o banco representava 43% do que a fundação declarou precisar para concluir a obra. Nesse caso, a fundação deveria obrigatoriamente devolver o dinheiro ao banco em 72 vezes parcelas a partir de abril de 2013, segundo o contrato. O BNDES não informou se o empréstimo já foi pago, pois a divulgação da informação "violaria o sigilo bancário" da entidade. Em nota, o BNDES afirmou que constatou a aplicação "correta" da verba por parte da FAP. Porém, diz o banco, "para o pleno funcionamento da fábrica, foram feitas novas exigências de equipamentos pelo órgão regulador (Anvisa). Estas exigências demandam investimentos adicionais. Não houve nova solicitação de crédito ao BNDES." Na justificativa do convênio de R$ 8,4 milhões celebrado em 2016, a FAP diz ainda que não só recebeu verbas do ministério e empréstimo do BNDES, mas também recursos financeiros "com participação da JAICA - Japan International Cooperation Agency": "A Fundação Ataulpho de Paiva iniciou a construção de sua unidade fabril em Xerém, Duque de Caxias, Rio de Janeiro, em 1989, recebendo recursos financeiros do Ministério da Saúde, com participação da JAICA - Japan International Cooperation Agency e com recursos próprios". Procurada, a representação em Brasília da agência de cooperação japonesa, cuja sigla na verdade é JICA e não JAICA como diz o documento, afirmou por e-mail não ter registro de tal financiamento. A diretoria da Fundação Ataulpho de Paiva afirmou que o empréstimo obtido no BNDES "se encontra em fase final de pagamento, faltando apenas cerca de 10% do valor financiado". Já o suporte da JICA ocorreu por meio de "apoio técnico" de um médico da agência no início do projeto, "sem envolver recursos financeiros", segundo escreveu a FAP à reportagem. Readequação a novas normas sanitárias atrasaram planos de abertura da fábrica em Xerém, justifica fundação Reprodução/Google Street View Planos ambiciosos incluíram 500 empregos gerados e exportação A fundação tem em seu site uma seção dedicada à nova fábrica, afirmando que "com 9.656 m² de área construída projetada, a nova unidade fabril da Fundação Ataulpho de Paiva em Xerém tem o objetivo de produzir 60 milhões de doses anuais da Vacina BCG, além da Imuno BCG (marca da fundação para a Onco BCG) (...) Essa produção visa suprir a demanda nacional e parte da internacional, uma vez que a instituição recebe consulta de vários países." O texto de 2003 no site da Faperj expõe planos ambiciosos para a nova fábrica, erguido em terreno comprado pela fundação com recursos próprios: "Em um ano e meio, o Brasil poderá ser o segundo maior produtor mundial de BCG, a vacina contra a tuberculose, ficando atrás apenas da Dinamarca. Depois de três anos, as obras da fábrica de vacina BCG da Fundação Ataulpho de Paiva, em Xerém, na Baixada Fluminense, serão retomadas". O texto da Faperj afirma ainda que "500 empregos diretos qualificados" seriam gerados com a nova fábrica. E mais: "A produção excedente da nova fábrica poderá ser exportada para países da África, Ásia e da América Latina. (...) A unidade também poderá produzir e distribuir os 34 remédios da cesta básica de medicamentos (analgésicos, anti-inflamatórios, antiácidos) do Sistema Único de Saúde e ainda implementar a pesquisa e a produção de fitoterápicos em parceria com o Instituto Vital Brazil." No convênio firmado em 2016, a FAP justificou o pedido de mais verbas explicando o histórico de contratempos desde 1989: "Em tão longo espaço de tempo houve importantes modificações no conceito de produção e de modernização dos princípios de produção farmacêutica através da normatização de Boas Práticas de Fabricação, que determinaram várias reformulações no projeto original." No pedido de verbas — atendido —, a fundação diz que precisaria especificamente do montante para readequar equipamentos à nova planta, como um sistema de lavagem, esterilização e envase Robert Bosch adquirido em 1998. Em resposta à BBC News Brasil, a Anvisa afirmou que "é importante ressaltar que as normas da Anvisa não definem ou exigem equipamentos específicos, mas sim parâmetros e condições necessárias para a fabricação de medicamentos". A agência destacou também que a nova fábrica ainda não tem certificação de Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos, pois "este tipo de inspeção ocorre apenas em linhas de produção prontas para operar". E, mais de 30 anos depois do início das obras, este momento não chegou. Uma fonte do Executivo fluminense afirmou à reportagem que a fábrica já está em estado adiantado, mas não pôde ser concluída por "problemas financeiros da fundação". A BBC News Brasil conversou por telefone também com moradores e comerciantes da região, uma vez que a locomoção da reportagem está sendo evitada por medidas de isolamento no combate ao novo coronavírus. Fontes contaram que a obra está há anos da mesma forma — com prédios erguidos e aparência finalizada, mas sem atividade ou circulação de funcionários, com a exceção de um porteiro que faz a guarda do local. No e-mail enviado à reportagem, a diretoria da FAP afirmou que atualizações de normas sanitárias "determinaram várias reformulações no projeto original para fins de certificação GMP ("Good Manufacturing Practice", ou boas práticas de fabricação"): "Face à necessidade de adequação da unidade fabril às diversas mudanças nas normas regulatórias da Anvisa, as consultorias contratadas pela FAP fizeram modificações nos diversos fluxos de produção e sistemas de utilidades, implicando em reformas físicas". "A nova fábrica de Vacina BCG em Xerém, encontra-se em fase adiantada, com cerca de 10 mil metros quadrados construídos e a maioria dos equipamentos adquiridos", escreveu a diretoria da FAP, acrescentando que em Xerém já há operações de embalagem, armazenamento e distribuição de produtos, mas sem atividades farmacêuticas. "Para sua conclusão e operação total, é necessário a realização de instalações especiais e finalização de alguns sistemas, referentes às atividades farmacêuticas, com previsão de termino em 12 meses". 'Riscos à população' na atual fábrica Fábrica atual da FAP em São Cristóvão foi interditada pela Anvisa em 2016 e 2019 Reprodução/Google Street View Entretanto, o problema da FAP não está só na nova fábrica. A atual, chamada Instituto Viscondessa de Moraes e localizada no bairro de São Cristóvão, na capital fluminense, estava sobrecarregada quando a fundação solicitou mais verbas para finalizar a construção em Xerém, conforme indica um de seus documentos: "É mister esclarecer que a atual unidade fabril, localizada em São Cristóvão, foi planejada para 400.000 ampolas/ano e, atualmente, produzimos 2.500.000 ampolas/ano o que acarreta a possibilidade de perdas na produção (...)" "Nos últimos anos, utilizando basicamente os mesmos equipamentos adquiridos na década de 70, o Instituto Viscondessa de Moraes vem produzindo a Vacina BCG utilizando mais de 200% da sua capacidade instalada. Este fato vem provocando um desgaste excessivo", prossegue a justificativa de mais verbas cadastrada na plataforma Mais Brasil. As deficiências na fábrica atual culminaram com sua interdição pela Anvisa em dezembro de 2016. Um laudo da agência que motivou a interdição, obtido pela BBC News Brasil através da Lei de Acesso à Informação, apontou que a fábrica em São Cristóvão "apresenta risco à saúde da população Brasileira e urge a necessidade de finalização das obras da nova fábrica da Fundação localizada em Xerém (Duque de Caxias-RJ)". O documento, daquele ano, diz que "a empresa foi considerada insatisfatória, uma vez que foram constatadas 4 não conformidades críticas, 25 maiores e 14 menores". "Não conformidade crítica é uma não conformidade que provavelmente resulte em um produto em desacordo com os atributos críticos de seu registro (atributo diretamente responsável pela pureza, identidade, segurança ou eficácia de um produto) ou que possa apresentar risco latente ou imediato à saúde", explica o laudo. Há menção, por exemplo, a problemas no monitoramento do sistema de águas da fábrica em São Cristóvão e na prevenção à contaminação de luvas e vestimentas de operadores; e defasagem no documento de referência sobre origem e histórico da cepa utilizada. O documento conclui que a adequação às não conformidades críticas "somente é possível com a finalização da nova fábrica localizada em Xerém (Duque de Caxias-RJ), prevista para junho de 2018". A fábrica não foi inaugurada em 2018 e nem depois. Já a fábrica de São Cristóvão foi interditada em 2016 e depois novamente em 2019 — sendo desinterditada em 3 de abril deste ano, estando hoje autorizada a funcionar, segundo informou a Anvisa à reportagem. Com a desinterdição em São Cristóvão, a FAP informou à reportagem que "retornou com a produção da Vacina BCG e Imuno BCG, com previsão de liberação de lotes para a venda no segundo semestre/2020". Aproximação de fabricante indiana Funcionário da Serum trabalhando na fábrica em Pune; farmacêutica brasileira está negociando há três anos para ser detentora do registro do produto indiano Euan Rocha/Reuters Enquanto isso, vários Estados viveram problemas de abastecimento da BCG, com bebês saindo da maternidade sem a imunização, como mostrou a BBC News Brasil; e pacientes em tratamento para câncer de bexiga angustiados com a falta de Onco BCG. Estas demandas foram aplacadas parcialmente por importações emergenciais de vacinas, principalmente da Índia. No caso da BCG, o ministério recorreu nesse período ao Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço regional da Organização Mundial da Saúde (OMS). O fundo, criado pelos países membros da Opas, fornece diversas vacinas e insumos como seringas e imunoglobulinas a governos, locais e nacionais, da região. Como são feitas compras para vários países, isso garante melhores preços e regularidade no abastecimento. Governos recorrem ao fundo quando não há produção nacional disponível daquele item ou em momentos de demanda aumentada ou falta momentânea — como aconteceu nos últimos anos no Brasil, por problemas na FAP. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil comprou deste fundo 20 milhões de doses de BCG ao preço de US$ 0,1264 (R$ 0,6615) a dose para o período de 2019/2020; e outras 8 milhões de doses ao preço de US$ 0,1276 a dose para o período de 2020/2021. A título de comparação, o contrato mais recente encontrado no Portal da Transparência de compra de BCG da FAP pelo ministério, de 2016, mostra que cerca de 6 milhões de doses foram compradas por R$ 1,52 a unidade — o ministério confirmou à reportagem que as doses da fabricante brasileira e indiana têm quantidades equivalentes. As doses adquiridas pelo ministério via fundo rotatório são da indiana Serum, uma das quatro produtoras de BCG no mundo consideradas pré-qualificadas pela OMS, uma certificação de excelência que a torna elegível para compra a por agências das Nações Unidas, como a Unicef. As outras produtoras ficam no Japão, Bulgária e Dinamarca. Enquanto isso, a farmacêutica brasileira Hipernova vem negociando há três anos com a Serum para se tornar a detentora do registro de vacinas da produtora indiana no Brasil, segundo contou à BBC News Brasil o diretor da empresa Leonardo Chiacchio. Um primeiro passo para isso foi o pedido de análise para emissão do chamado Certificado de Boas Práticas de Fabricação (CBPF) pela Anvisa. Por isso, no início do ano, servidores da agência brasileira viajaram a Pune para uma missão de inspeção. "As certificações são solicitadas pelos laboratórios interessados e executadas de acordo com o cronograma de inspeções da Anvisa. A partir da solicitação por um determinado laboratório, a Anvisa organiza a missão de inspeção", explicou a assessoria de imprensa da Anvisa, acrescentando que os requisitos de certificação de boas práticas são semelhantes para laboratórios nacionais ou internacionais. Após a emissão do certificado, a Hipernova iniciou o passo seguinte, o pedido de registro na Anvisa para comercializar a BCG — caso aprovada, a Hipernova será a detentora do registro destas vacinas da Serum no Brasil. Chiacchio diz que espera ter o registro autorizado em meados do ano e que as vacinas importadas possam já participar de licitações de BCG — potencialmente em concorrência com a FAP — ainda no segundo semestre deste ano. O diretor da Hipernova afirmou que pretende fazer o mesmo processo para a Onco BCG. Tendo o registro aprovado, hospitais também podem fazer pedidos deste tratamento. A Hipernova deve solicitar ainda o registro de vacina contra sarampo produzida pela Serum. A Onco BCG costuma ser utilizada na quimioterapia pós-operatória do câncer superficial de bexiga, para evitar a recorrência do tumor após sua retirada. O Ministério da Saúde afirmou em nota que há ofertas alternativas a estes tratamentos, como a doxorrubicina, a mitomicina C e gemcitabina, mas médicos dizem que estas não têm resultados tão eficazes quanto a Imuno BCG. "O Onco BCG é a melhor profilaxia para a recidiva (retorno) do câncer de bexiga superficial, que ocorre em 80% dos casos. As outras drogas disponíveis não têm estudos com níveis de evidencia comprovados para uso nesse tipo de terapia", explicou à BBC News Brasil a assessoria de imprensa do Instituto Nacional do Câncer (INCA), referência nacional para estudo e tratamento do câncer localizado no Rio de Janeiro. Em nota, o INCA caracterizou como "colossal" o impacto dos problemas de abastecimento da FAP, visto ser ela "o único fornecedor desse tipo de medicamento". Hoje, o instituto não tem mais o tratamento. "Estamos desabastecidos da Onco BCG, pois a última compra foi planejada para nos atender até o início de 2020. Ocorre que, após pedirmos a entrega no mês de outubro/2019, fomos surpreendido pelo fornecedor com a informação de que a fábrica da FAP havia sido interditada pela Anvisa e só reabriria no primeiro trimestre de 2020. (...) Contudo, o problema se agravou quando a FAP enviou nova carta adiando o retorno para junho/2020, deixando todo o mercado nacional desabastecido", informou o instituto. A Onco BCG costuma ser utilizada para evitar a recorrência do tumor no tratamento do câncer de bexiga Getty Images via BBC Pacientes e fontes ouvidos pela reportagem reclamaram da falta de respostas sobre a situação de abastecimento pela FAP. Farmácias especiais que vendem o medicamento na internet também dizem não ter o produto em estoque, como a OncoExpress e a Sol Medicamentos, onde o produto, quando disponível, tem um preço médio de R$ 380 a ampola. Pacientes com condições financeiras e receita médica podem importar — como pessoa física, segundo normas da Anvisa — a Onco BCG. A World Medic, empresa sediada em São Paulo e especializada em importar medicamentos, fez a pedido da reportagem um orçamento de quanto sairia a importação de uma ampola comercializada neste caso pela Cipla, também indiana. O total sairia US$ 1.720 — US$ 20 pela ampola e US$ 1.700 pelo frete, procedimentos burocráticos na aduana, seguro e impostos e entrega no Brasil, trâmite com prazo de dez dias. O sonho da autossuficiência Nos anos 80, foi justamente a desativação da produção de vacinas por uma multinacional que fornecia doses ao Brasil que estimulou a criação do Programa de Autossuficiência Nacional em Imunobiológicos (Pasni). Naquela época, receberam investimentos para melhoria e modernização de sua produção os laboratórios nacionais a Fundação Ataulpho de Paiva (RJ); Bio-Manguinhos/Fiocruz (RJ); Butantan (SP); Instituto Vital Brazil (RJ); Instituto de Tecnologia do Paraná - Tecpar (PR); Fundação Ezequiel Dias - Funed (MG); e Instituto de Pesquisas Biológicas (IPB/RS). Segundo um relatório de 2014 do TCU sobre produtoras de vacinas no país, "a produção doméstica de vacinas cresceu substancialmente de 1992 a 2002": "em 1992, aproximadamente 60% de todas as vacinas usadas no Programa Nacional de Imunização eram importadas; em 2002, 70% eram produzidas no Brasil." "Em 2014, a autossuficiência nacional em imunobiológicos foi quase alcançada, pois 96% dos insumos foram fabricados no Brasil ou objeto de PDP (parcerias de desenvolvimento produtivo) cuja transferência de tecnologia se encontrava em andamento. Os maiores produtores foram o Instituto Butantan e a Bio-Manguinhos." Diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri avalia que a autossuficiência é o ideal a ser buscado para que não haja dependência do mercado internacional — em que, por fatores como aumento da demanda mundial e falta de interesse comercial por certos nichos, ele diz haver cada vez mais problemas de abastecimento, como, por exemplo, para vacinas de febre amarela e pólio, que precisam ser fracionadas em vários países. "Surtos exigem doses da noite para o dia. É preciso melhor gestão desse estoque mundial e também muita cooperação para quando algum país precisar", aponta. Mas, ainda que aponte a autossuficiência como o ideal — e "sem dúvida um caminho que o Brasil não deve abandonar" —, ele avalia que isto não deve ser um obstáculo para a importação, em caso de problemas de fornecimento no país. "O que não pode acontecer é não ter a vacina nacional e deixar a população desprotegida. Se temos insuficiência na produção nacional, é mais do que justo — é necessário — recorrermos ao mercado internacional. Está acima da autossuficiência, é a importância de manter a cobertura vacinal e a doença (referindo-se à tuberculose) sob controle no país." "A BCG é uma vacina antiga que protege especialmente contra formas graves de tuberculose. Controlar esta forma grave é importante pois a doença tem altíssima letalidade. E por ser a primeira vacina do calendário da criança, dada logo no nascimento, é a que tem a melhor cobertura vacinal. Sem fornecimento adequado, corremos risco de ver recrudescer formas graves de tuberculose." Vacina BCG é a primeira a ser aplicada em crianças, mas ela esteve em falta em maternidades brasileiras no último ano Getty Images via BBC A tuberculose é uma doença infecciosa bacteriana transmitida pelo ar — por exemplo, com a fala ou tosse de uma pessoa infectada. Com o tratamento adequado, ela tem cura (confira mais informações no site do ministério). Para crianças, a vacinação com a BCG previne algumas das formas mais graves da doença, como a tuberculose miliar e a tuberculose meníngea. Carlos Basília, psicólogo social e ativista do Observatório da Tuberculose, não se entusiasma com a perspectiva de consolidação de fornecedores estrangeiros da BCG. Para ele, seria um acréscimo de mais um item fundamental no combate à doença obtido do mercado internacional. Ele aponta que isto já acontece com os sais que compõem o medicamento conhecido como 4x1 (por carregar quatro princípios ativos em um comprimido), que trata a tuberculose; e com o teste PPD, de diagnóstico da doença, entre outros itens. Segundo Basília, já houve episódios de atrasos na entrega dos sais por fornecedores internacionais e faltas do PPD, levando a racionamentos e restrições no uso destes itens — e esta continua sendo uma preocupação para futuros episódios. "Temos um sério problema de dependência total da produção bioquímica internacional para o controle desta doença que, em termos de saúde pública do país, tem um peso gigantesco", diz o ativista, lembrando que o Brasil está na lista dos 20 países com maior número absoluto de casos de tuberculose e também na de 20 países com maior número de associações entre infecções por tuberculose e HIV, como mostra o relatório global da tuberculose 2019, da Organização Mundial da Saúde. "O ideal é que o Brasil produza estes insumos. Temos expertise, parque industrial, domínio de tecnologia — na maior parte dos itens referentes à tuberculose, não há mais restrição de direito de propriedade. Falta vontade política e investimento nesta produção nacional." "Se um produto internacional parar de fabricar, por qualquer motivo — uma guerra, um interesse comercial diverso ou uma epidemia como agora (a pandemia de coronavírus) — levaríamos alguns anos para organizar a produção nacional. O Brasil é apenas um comprador." A assessoria do INCA também destacou que, não só no caso da Onco BCG, imprevistos como a atual pandemia podem agravar a dependência do Brasil de produtos farmacêuticos internacionais. "Como não é uma droga sintética, necessitando de cuidados especiais para transporte e refrigeração, toda a logística de aquisição do Onco BCG demanda um processo burocrático e moroso, principalmente nesses tempos de pandemia", afirmou o instituto, destacando que o transporte do tratamento é feito por "empresas altamente especializadas". "As dificuldades que temos observado quanto ao mercado farmacêutico durante a pandemia se apresentam em duas vertentes. A primeira está relacionada à interrupção ou redução das atividades fabris das indústrias farmacêuticas presentes na China e na Índia, que são os principais fornecedores de matérias-primas farmacêuticas, inclusive biológicas, para todo o mundo", afirma a nota, destacando que nestes casos países em desenvolvimento como o Brasil podem deixar de receber itens em detrimento de países na Europa e dos EUA ou ficarem mais sujeitos a preços acima do mercado. "A segunda vertente está na logística. Especialistas também apontam dificuldades operacionais para o transporte de produtos, já que o modal aeroviário está muito limitado e o modal marítimo tem tempo muito prolongado e não consegue atender a toda demanda." Fernanda Roberto, consultora comercial da World Medic, que fez para a BBC News Brasil o orçamento de importação da Onco BCG, afirmou que por enquanto tem conseguido receber o produto no prazo. Entretanto, com a pandemia, observou um aumento de cerca de US$ 300 no transporte internacional do produto. Leonardo Chiacchio defende que anos de negociação e relação com a fábrica indiana ajudarão a garantir bons preços e o abastecimento para o Brasil, caso seus planos de compra pelo governo forem à frente. "Quero fazer um contrato de longo termo com o governo para justamente não ter problemas de abastecimento. Queremos trazer para o Brasil a estabilidade de fornecimento e o melhor preço", diz, apontando que a Serum é considerada a maior fabricante de vacina do mundo e recebe investimentos da Fundação Bill & Melinda Gates. Investigação não foi à frente no MPF A BBC News Brasil procurou também órgãos de fiscalização para saber se a situação da nova ou atual fábrica da FAP foi alvo de alguma apuração. O TCU afirmou que "as informações disponíveis que temos sobre o tema são as encontradas no relatório" de 2014 sobre produtoras de vacina do Sudeste, mencionado pela reportagem em pedido de mais informações e entrevista. O órgão afirmou que não havia auditores disponíveis para comentar o assunto. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), responsável receber a prestação de contas anual da FAP por meio de suas Promotorias de Fundações, afirmou "que há um procedimento de prestação de contas da FAP em análise. Somente com o término do referido procedimento a Promotoria irá prestar informação a respeito". O MP-RJ não respondeu a que ano a prestação de conta em análise se refere nem se há outras investigações em curso sobre a produção da FAP. Já o Ministério Público Federal (MPF) informou que sua promotoria do Rio de Janeiro abriu em 2017 um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades na produção da Onco BCG pela FAP, mas, com a pandemia de coronavírus, ficou difícil obter mais informações com a Anvisa e Ministério da Saúde. Veja Mais