Meu Feed

Hoje

Governo dos EUA diz que não tem planos de obrigar ByteDance a vender TikTok, mesmo com prazo vencido

G1 Economia Departamento do Tesouro disse aos executivos chineses que não prorrogaria o prazo de venda da rede social, vencido na sexta-feira (4), mas as negociações com os os investidores norte-americanos poderão continuar, segundo Reuters. Oracle faz parte da proposta para que o aplicativo TikTok se mantenha nos EUA. Dado Ruvic/Reuters Venceu, na sexta-feira (4), o prazo para a ByteDance completar a venda das operações americanas do TikTok. Apesar de não conceder uma nova prorrogação, o Departamento do Tesouro americano não tem planos imediatos para obrigar a empresa chinesa a vender seus negócios nos Estados Unidos, segundo a agência de notícias Reuters. Assim, sem um plano que obrigue a conclusão da venda da rede social, as negociações entre a ByteDance e os investidores Oracle e Walmart podem continuar, mesmo com o prazo vencido. TikTok X Trump: entenda 'Comecei a gravar vídeos para o TikTok após ficar sem trabalho na quarentena e hoje vivo disso' Inicialmente, a data limite para a venda da rede social era 12 de novembro. Em novembro, o governo norte-americano deu uma prorrogação de 14 dias para a venda do TikTok no país. No dia 27, foi concedido um novo prazo para as negociações, que deveriam ter sido concluídas na sexta, o que não aconteceu. Conheça o TikTok, o app que incomoda Donald Trump O acordo feito até o momento entre os executivos chineses e os investidores norte-americanos para vender os ativos do TikTok e criar uma nova empresa para satisfazer as exigências do governo Trump ainda não obteve uma aprovação regulatória. A ordem inicial para que o aplicativo de vídeos fosse vendido ocorreu em agosto, após o presidente norte-americano, Donald Trump, prometer banir o TikTok, caso sua operação nos EUA não passasse a uma empresa local. O presidente americano acusa a plataforma de ser uma ferramenta de inteligência chinesa. Veja reportagens do PEGN sobre tecnologia e startups Veja Mais

Desemprego alto, juros baixos, inflação contida: veja estimativas para os indicadores econômicos em 2021

G1 Economia Apesar da provável retomada da economia, inflação, desemprego e juros dependem do controle da pandemia e da situação fiscal do país, e não devem sofrer grandes mudanças no início de 2021. Auxílio Emergencial foi principal motor do crescimento do país em 2020 Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi Apesar de as projeções para 2021 indicarem uma retomada da crise da Covid-19, os principais indicadores econômicos do país, como inflação, desemprego, juros e câmbio, o país deve entrar no próximo sem grandes solavancos - mas também sem muito boas notícias. A estimativa de economistas ouvidos pelo G1 é que, ao menos nos primeiros meses de 2021, os principais indicadores sigam trajetória semelhante à atual: PIB em recuperação, desemprego alto, inflação contida (ainda que em patamar um pouco mais elevado), juros baixos. Risco fiscal: entenda o que é e saiba por que a piora das contas públicas preocupa e pode atrapalhar a retomada da economia Com a expectativa de término dos estímulos financeiros, no entanto, o Brasil vai ter de lidar com grandes desafios em 2021: equilibrar as contas públicas e mitigar os efeitos da crise sanitária, afinal o Auxílio Emergencial concedido a 67 milhões de brasileiros se tornou o principal motor do crescimento do país em 2020. Entre as urgências, segundo os economistas, estão reduzir a taxa de desemprego — de 14,6% no trimestre encerrado em setembro — e manter a inflação dentro da meta para 2021, de 3,75%, podendo variar de 2,25% a 5,25%. Segundo o boletim Focus, do Banco Central, a expectativa é que o PIB do Brasil tenha uma alta de 3,45% em 2021, após acumular uma queda de aproximadamente 4,5% em 2020. No 3º trimestre deste ano, o PIB brasileiro registrou uma alta de 7,7%. Confira as projeções para os indicadores: Desemprego A taxa de desemprego é a relação entre as pessoas que estão procurando emprego e a população economicamente ativa. Com o fim do Auxílio Emergencial, os brasileiros devem voltar a procurar trabalho e a taxa de desemprego deve aumentar, explicou Maílson da Nóbrega, sócio da Tendências Consultoria e ex-ministro da Fazenda do governo José Sarney. "A taxa [ de desemprego] deve ficar em 16%, mas pode chegar a 20% se a crise fiscal do país se agravar, o que seria uma catástrofe para o país e para o governo Bolsonaro", disse o economista. Reforma trabalhista completa 3 anos; veja os principais efeitos Desemprego Economia G1 Sílvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Varga (FGV Ibre), acrescenta também que grande parte dos brasileiros deixou de procurar emprego por conta do chamado desalento (desistência por falta de vagas) e por causa da pandemia — fatores que podem mudar em 2021. "Se todo mundo estivesse procurando emprego desde fevereiro, a taxa de desemprego seria de 24%", calculou ela. Inflação De acordo com o ex-ministro, as previsões para a inflação deste ano ainda estão sendo revistas, mas o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2020 deve ficar entre 3,6% e 4%. "Tudo indica que a inflação vai continuar alta no início do ano também. E está concentrada nos alimentos, pelo IPCA, e no atacado, pelo IGPM", explicou. A escalada nos preços dos alimentos, como arroz, soja e milho, está relacionada ao aumento de demanda causada pelo Auxílio Emergencial, disse Nóbrega. Alimentos já subiram 9,4% este ano; veja itens com maiores altas e maiores quedas nos preços IPCA - Inflação oficial mês a mês Economia G1 "Os pobres passaram a comer mais. Não estou preocupado com a inflação de 2021. A não ser que tenhamos um problema fiscal, conseguiremos colocar a inflação dentro da meta de 3,75%", avaliou Juros Sílvia, da FGV, acredita que o BC vá manter a taxa de juros em 2% ao ano até o primeiro semestre de 2021, contanto que a inflação de preços básicos deixe de ser repassada à cadeia de produção. Ou seja, contato que a inflação básica não contamine as cadeias produtivas. "A Selic deve começar a subir a partir do quarto trimestre e pode terminar 2021 por volta de 3% ao ano", acrescentou o Nóbrega, em linha com a última projeção do Boletim Focus. Câmbio O risco fiscal, a crise econômica e uma possível nova onda da Covid-19 podem dificultar a valorização do real nos primeiros meses de 2021, analisa Sílvia. Para ela, o dólar deve ficar por volta de R$ 5,40 no ano que vem — mesmo patamar atual. "Conseguimos terminar o ano com uma crise menor do a prevista, mas vamos pagar um preço alto com problema fiscal e inflação. Se avançarmos em reformas, o câmbio pode melhorar, mas acredito que esse é um cenário otimista", disse a coordenadora do Boletim Macro. Real é a moeda com o pior desempenho no mundo em 2020; entenda as causas O ex-ministro, por outro lado, projeta o dólar cotado a R$ 5,25 em 2021, baseado na confiança do mercado nas vacinas contra a Covid-19 e na experiência dos países em lidar com a pandemia. "No Brasil, o agravamento da pandemia pode forçar medidas mais duras, o que poderia prejudicar o potencial de crescimento do país. No entanto, a forma de lidar com a Covid hoje é mais eficaz do que era em março. Pode ser que o impacto [econômico] não seja tão grande", justificou. Initial plugin text PIB DO 3º TRIMESTRE DE 2020× A estimativa de economistas ouvidos pelo G1 é que, ao menos nos primeiros meses de 2021, os principais indicadores sigam trajetória semelhante à atual: PIB em recuperação, desemprego alto, inflação o Veja Mais

Desenvolvedores de vacinas anti-Covid sofrem ciberataques

G1 Economia Quem tem uma vacina ou medicamento contra o coronavírus é rico, poderoso ou ambos. Desenvolvimento científico autônomo é caro, ciberespionagem é barato. Acumulam-se as tentativas – também por serviços secretos estatais. Funcionários da AstraZeneca receberam e-mails com ofertas de emprego falsas em que havia dispositivos de ataque digital. REUTERS/Dado Ruvic A vítima mais recente foi a firma AstraZeneca: seus funcionários receberam e-mails falsificados com atraentes ofertas de emprego. Neles, hackers haviam embutido dispositivos de ataque digital, permitindo-lhes acesso aos computadores da fabricante de vacinas sueco-britânica, relatou no fim de novembro a agência de notícias Reuters. Segundo fontes não identificadas, os métodos empregados apontam para a Coreia do Norte. Vacinas ou medicamentos contra a Covid-19 são, no momento, algo assim como o Santo Graal da indústria farmacêutica: imensos recursos foram e são investidos em seu desenvolvimento, o destino de economias, de nações inteiras dependem de que fiquem prontas. Falam por si os saltos nas bolsas de valores mundiais no início de novembro, em seguida aos comunicados das farmacêuticas Biontech e Pfizer sobre a eficácia de seu produto. Quem se surpreende que, a esta altura, certos atores procurem um atalho, procurando lucrar com o trabalho de pesquisa alheio? E, nesta era digital, o recurso preferido de espionagem industrial é o ciberataque. 5 dicas de segurança para sua vida digital Ameaça cibernética global O presidente do Departamento Federal de Segurança e Tecnologia de Informação (BSI) da Alemanha, Arne Schönbohm, avalia como alto o grau de ameaça para o setor, também para o país. Registraram-se diversas ofensivas contra empresas farmacêuticas e institutos de pesquisa ou universidades do país, e "continua existindo o risco de ataques direcionados contra centros científicos", comentou à DW. Enquanto autoridade nacional de cibersegurança, o BSI advertiu preventivamente as firmas alemãs. Ele também as assessora sobre como protegerem de ciberataques não só a si mesmas, mas também a seus fornecedores e prestadores de serviços. Embora até o momento não se saiba de nenhum ataque informático bem-sucedido a companhias da Alemanha, o caso da AstraZeneca mostra a gravidade da situação. Em meados de novembro, num blog empresarial, um alto gerente da Microsoft alertava contra ciberataques a sete fabricantes de vacinas conhecidas, do Canadá, Coreia do Sul, Estados Unidos, França e Índia. Como autores, ele citou um grupo de hackers da Rússia e dois da Coreia do Norte, todos supostamente em coordenação com repartições estatais. Em outubro, a firma americana de cibersegurança Crowdstrike detectou ataques a laboratórios de vacinas do Japão, nesse caso partindo da China. Espionagem industrial estatal é "normal" Quem tem uma vacina ou medicamento contra o coronavírus é rico, poderoso ou ambos, ciberespionagem é barato. Já em julho, numa declaração conjunta, serviços secretos dos EUA, Canadá e Inglaterra responsabilizavam hackers russos por investidas a organizações envolvidas no desenvolvimento de uma vacina contra o vírus Sars-Cov-2. Segundo o britânico National Cyber Security Centre (NCSC), o grupo de hackers denominado APT29 (Advanced Persistent Threat) visa o "roubo de propriedade intelectual valiosa". O centro de cibersegurança tem "mais de 95%" de certeza de que o grupo, também conhecido como "Cozy Bear" e "The Dukes", operaria em conivência com o serviço secreto da Rússia. Na ocasião, o ministro britânico do Exterior, Dominic Raab, condenou como "completamente inaceitável que serviços de inteligência russos estejam mirando aqueles que trabalham para combater a pandemia do coronavírus". Moscou rechaçou as acusações como injustificadas. O especialista finlandês em cibersegurança Mikko Hypponen em princípio não se espanta que ocorra espionagem industrial a mando estatal. "A missão dos serviços secretos é proteger seus países de ataques", comentou, em entrevista à DW. "Por isso não é surpreendente que eles tentem obter uma vantagem que os ajudaria a defender sua nação contra uma pandemia." O relatório mais recente do Departamento para Proteção da Constituição, sediado em Colônia, apresenta conclusões análogas: "Poderes estrangeiros empregam contra a República Federal da Alemanha todos os meios e modos disponíveis de ação oculta para perseguir seus interesses [...] Em especial os serviços de informações da Federação Russa e da República Popular da China desempenham atividades de ciberespionagem contra posições alemãs." Contudo há pelo menos um caso em que se pode estar certo de que não houve participação de hackers estatais russos: quando, em outubro, sucursais da produtora de vacinas indiana Dr. Reddy's em cinco países foram simultaneamente alvos de um ciberataque em grande escala. A firma estava encarregada de testes para a vacina anti-Covid russa Sputnik 5. Vídeos: Vacinas Veja Mais

Auxílio Emergencial: Caixa libera saques para 7 milhões de nascidos em novembro e dezembro

G1 Economia Serão liberados os saques das parcelas creditadas em poupança social digital nos ciclos 3 e 4 de pagamento do benefício. A Caixa Econômica Federal (CEF) libera neste sábado (5) os saques e transferências de novas parcelas do Auxílio Emergencial para 7 milhões de trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família. ábadoO pagamento deste s é para os trabalhadores nascidos em novembro e dezembro. Serão liberados os saques das parcelas creditadas em poupança social digital nos ciclos 3 e 4 de pagamento do benefício. Com a liberação de saques deste sábado, a Caixa conclui os ciclos 3 e 4 de pagamentos do Auxílio Emergencial. Os créditos do ciclo 5 começaram a ser feitos em 22 de novembro, e vão até 12 de dezembro. Já os pagamentos da última parcela serão feitos entre 13 e 29 de dezembro. Os saques serão liberados até 27 de janeiro. Para os trabalhadores do Bolsa Família, a ajuda será paga de 10 a 23 de dezembro. Veja o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial Veja como serão os pagamentos de R$ 300 e tire dúvidas Saiba como liberar a conta bloqueada no aplicativo Caixa Tem Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL VEJA QUEM PODE SACAR A PARTIR DESTE SÁBADO: trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app, nascidos em novembro - poderão sacar as parcelas que foram creditadas em poupança social digital nos dias 29 de outubro e 18 de novembro trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app, nascidos em dezembro - poderão sacar as parcelas que foram creditadas em poupança social digital nos dias 1º e 20 de novembro Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br. Calendários de pagamento Veja abaixo os calendários de pagamento. BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial - Beneficiários do Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Clique aqui para ver o calendário completo dos pagamentos VÍDEOS: as últimas notícias sobre o Auxílio Emergencial 2 Veja Mais

Argentina converte em lei imposto extraordinário sobre grandes fortunas

G1 Economia O objetivo de financiar a luta contra a Covid-19 e aprovar subsídios à pobreza e créditos a pequenas e médias empresas, entre outras ajudas sociais urgentes. O Congresso argentino converteu em lei um imposto extraordinário aplicado às grandes fortunas, com o objetivo de financiar a luta contra a Covid-19 e aprovar subsídios à pobreza e créditos a pequenas e médias empresas, entre outras ajudas sociais urgentes. A estimativa é que a nova lei atinja até 12 mil pessoas. A Argentina, a terceira maior economia da América Latina, está entrando em seu terceiro ano de recessão, com alta inflação e um forte aumento da pobreza. O projeto foi aprovado no Senado por 42 votos a 26. A sessão foi transmitida ao vivo pelo YouTube nesta sexta-feira (4). A aliança pró-governo fez valer sua maioria para aprovar o chamado "aporte solidário", que tentará arrecadar o equivalente a cerca de 3 bilhões de dólares. A lei é rejeitada energicamente pela maior força de oposição, a neoliberal Juntos pela Mudança, do ex-presidente Mauricio Macri, segundo a qual se trata de uma medida de confisco. A patronal mais influente, Associação Empresária Argentina (AEA), declarou que a mesma "afeta a propriedade privada e representa um golpe sobre os investimentos, a produção e o emprego, além de produzir um grande descontentamento". Estima-se que a contribuição, chamada popularmente de "imposto aos milionários", atingirá entre 9 mil e 12 mil pessoas, em um país com 40,9% de seus 44 milhões de habitantes em situação de pobreza e uma taxa de desemprego de mais de 10%. A Argentina ainda não superou a recessão, que se arrasta desde 2018 e foi agravada pela pandemia. Desigualdade social A contribuição obrigatória única tributará as pessoas cujos ativos declarados excedam 200 milhões de pesos (2,35 milhões de dólares), com uma taxa progressiva de até 3,5% para ativos na Argentina e até 5,25% sobre bens fora do país. "Há espaço fiscal para tributar os que mais têm, pela primeira vez na História, com um imposto direto. Isso não acontece apenas na Argentina. O sistema tributário regional é tremendamente desigual", declarou Adrián Falco, secretário da Rede de Justiça Fiscal da América Latina e do Caribe. "O sistema se baseia em impostos sobre o consumo, nunca nos que mais têm. Aqueles que realmente pagam impostos são muito poucos. Para fugir da taxação, são usados paraísos fiscais e empresas fantasma", assinalou Falco. Cerca de 20% da arrecadação será destinada a insumos médicos para atendimento de emergência devido à pandemia, outros 20% para pequenas e médias empresas, 15% para programas de desenvolvimento social, 20% para bolsas de estudo e 25% para programas de desenvolvimento de gás natural. "O tributo atinge 0,8% dos contribuintes. Destes, 42% possuem ativos dolarizados, dos quais 92% no exterior. Está longe de tributar a atividade produtiva", declarou o legislador governista Carlos Heller, um dos autores do projeto. No campo oposto, o presidente da Sociedade Rural Argentina (SRA), Daniel Pelegrina, advirtiu que "querem apresentá-lo como uma contribuição dos mais ricos, mas sabemos o que acontece com todos esses impostos únicos. Eles ficam para sempre." Hernán Letcher, diretor do Centro de Estudos de Política Econômica (Cepa), assinalou que "a proposta não é uma exclusividade argentina. Há pelo menos 11 países da Europa e América Latina que avançam em uma justiça tributária maior. Essas medidas de apoio à renda das famílias e de subsídios são destinadas a reduzir a desigualdade." Veja Mais

5 dicas de segurança para sua vida digital

G1 Economia Preservar informações e usar senhas fortes são medidas importantes para evitar golpes na internet. Veja como por em prática essas e outras dicas no vídeo. 5 dicas de segurança para sua vida digital Os hackers se interessam por informações de qualquer pessoa, e utilizam dados para tentar enganar vítimas na internet. Por isso, é importante preservar suas informações, criar senhas diferentes para cada serviço e ficar atento às tentativas de golpes. Neste vídeo, o G1 reuniu 5 dicas de segurança para sua vida digital. Veja mais dicas sobre segurança digital Tire outras dúvidas em VÍDEO: Veja Mais

Últimos dias

Preços de diesel, gasolina e etanol nos postos têm maior nível em ao menos 7 semanas

G1 Economia Valores dos combustíveis recuaram na semana de 22 a 28 de novembro, mas agora retomaram viés de alta e atingiram o maior patamar desde meados de outubro. Gasolina e etanol sofrem queda no preço em postos em Araçatuba e Birigui Reprodução/TV TEM Os preços médios do diesel, gasolina e etanol nos postos de combustíveis do Brasil subiram ao longo da última semana, atingindo os maiores níveis em pelo menos sete semanas, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicados nesta sexta-feira (4). Segundo a reguladora, o valor do diesel, combustível mais utilizado do Brasil, registrou alta média de 1,8% no período, atingindo 3,582 reais por litro. Já a gasolina subiu 0,88%, com o litro custando em média 4,467 reais. Os valores de ambos os combustíveis haviam recuado na semana de 22 a 28 de novembro, se comparados à semana imediatamente anterior, mas agora retomaram viés de alta e atingiram o maior patamar desde meados de outubro, quando a ANP retomou seu levantamento de preços após um período de interrupção. Petrobras aumenta em 5% valor de gás de cozinha a partir desta quinta Na última quarta-feira, a Petrobras reduziu o preço da gasolina em suas refinarias em 2%, enquanto o valor do diesel foi mantido inalterado. Em novembro, porém, a estatal havia elevado as cotações de ambos em duas ocasiões. No entanto, o repasse dos reajustes praticados pela estatal aos consumidores finais nos postos não é imediato, dependendo de uma série de fatores, como margem de distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro. Concorrente da gasolina nas bombas, o etanol hidratado engatou pelo menos sua sétima semana consecutiva de altas --consequentemente, também atingindo o maior valor para o período. O biocombustível teve, em média, alta de 1,05%, para 3,157 reais o litro, indicou a ANP. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia Veja Mais

Caixa começa a pagar abono salarial em poupança social digital

G1 Economia PIS 2020-2021 será pago a partir do dia 8 de dezembro por meio da poupança social digital para trabalhadores que não têm outro tipo de conta corrente ou poupança no banco. A Caixa Econômica Federal fará o pagamento do abono salarial PIS 2020-2021 a partir do dia 8 de dezembro por meio da poupança social digital para os trabalhadores que não têm outro tipo de conta corrente ou poupança no banco. O Pasep (destinado a servidores públicos) é pago por meio do Banco do Brasil. As contas digitais serão abertas de forma automática e gratuita para o recebimento do benefício, sem a necessidade de apresentação de documentos nem comparecimento à agência. Os trabalhadores poderão movimentar os recursos por meio do aplicativo Caixa Tem. Para quem já tem conta na Caixa, os créditos serão realizados nas contas existentes e os valores poderão ser movimentados com a utilização do cartão da conta ou pelo internet banking e app da Caixa. Nos casos em que o abono salarial não possa ser creditado em conta existente ou na poupança social digital, o trabalhador poderá realizar o saque com o Cartão do Cidadão e senha nos terminais de autoatendimento, lotéricas, nos correspondentes Caixa Aqui e nas agências. Uso da poupança Popularizada com o pagamento do Auxílio Emergencial, a poupança social digital também virou o caminho para pagamento do Bolsa Família. A partir deste mês, os beneficiários do programa passarão a receber o benefício por meio da poupança. Segundo a Caixa, a conta permitirá aos beneficiários movimentar os recursos sem necessidade de saque integral das parcelas. O banco esclarece, no entanto, que continuará sendo possível sacar o dinheiro usando o Cartão Bolsa Família ou o Cartão Cidadão. Como funciona a poupança digital A movimentação da poupança social digital é feita pelo aplicativo Caixa Tem, com limite mensal de R$ 5 mil. O trabalhador pode realizar compras em estabelecimentos com o cartão de débito virtual e QR Code, por meio de maquininhas de cartão, e pagar contas de água, luz, telefone, gás e boletos em geral pelo próprio aplicativo. Os saques podem ser realizados nos terminais de autoatendimento, lotéricas e Correspondentes Caixa Aqui a partir da geração de token diretamente no app Caixa Tem. O token também pode ser gerado nas agências, com a apresentação de documento de identificação com foto. Como usar o cartão de débito virtual Baixe e entre no aplicativo - Clique aqui para baixar o aplicativo para celulares Android - Clique aqui para baixar o aplicativo para celulares iOS (Apple) Acesse o ícone 'Cartão de Débito Virtual' Digite a senha do Caixa TEM Aparecerão os dados do beneficiário e do cartão Clique em 'gerar' Use os dados gerados para fazer o pagamento O código vale por poucos minutos, e apenas para uma compra Como fazer pagamento em maquininhas Baixe e entre no aplicativo Selecione a opção 'Pague na maquininha' A câmera do celular deve ser acionada automaticamente. Use para ler o QR Code gerado na maquininha Calendário Começam a receber o abono salarial pela poupança social digital em 8 de dezembro os trabalhadores nascidos entre julho e novembro que têm direito ao benefício mas ainda não sacaram e os que tiveram as declarações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS/eSocial) ano-base 2019 entregues fora do prazo ou retificadas pelos empregadores, conforme calendário de pagamento. Os beneficiários que são correntistas da Caixa nascidos entre julho e dezembro já receberam o benefício por meio de crédito em conta no dia 30 de junho. Cerca de 2 milhões de trabalhadores que não realizaram o saque do calendário anterior (Abono salarial 2019-2020), finalizado em 29 de maio deste ano, ainda podem sacar os valores. O prazo vai até 30 de junho de 2021. A partir do dia 15 de dezembro, começa o pagamento do abono salarial PIS-Pasep 2020-2021 para os trabalhadores que fazem aniversário em dezembro, seguindo o calendário oficial de pagamentos, baseado no mês de nascimento. Confira, a seguir, o cronograma completo: Calendário de pagamento do PIS Reprodução Quem recebe Tem direito ao Abono Salarial 2020/2021 o trabalhador inscrito no PIS há pelo menos cinco anos, que tenha trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2019, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos, e que tenha os dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Recebem o benefício na Caixa os trabalhadores vinculados a entidades e empresas privadas. As pessoas que trabalham no setor público têm inscrição Pasep e recebem o benefício no Banco do Brasil. O valor do abono salarial varia de R$ 88 a R$ 1.045, de acordo com a quantidade de meses trabalhados durante o ano-base 2019. Em todo o calendário, a Caixa irá disponibilizar R$ 15,8 bilhões para 20,5 milhões de trabalhadores. O saque pode ser realizado até 30 de junho de 2021. Assista a mais notícias de Economia: v Veja Mais

Facebook vai priorizar remoção de conteúdo de ódio contra grupos minoritários

G1 Economia Rede social está ajustando seus algoritmos para ter foco maior em publicações com mensagens ofensivas a negros, gays e outros grupos. Facebook vai ajustar seus algoritmos de detecção de conteúdo de ódio para priorizar determinados grupos. AP Photo/Jenny Kane O Facebook vai passar a priorizar o uso de seus algoritmos de moderação para remover conteúdo ofensivo contra negros, gays e outros grupos historicamente atacados. As mudanças nos sistemas que detectam xingamentos e discurso de ódio de forma pró-ativa ainda estão em estágios inicias, de acordo com documentos obtidos pelo jornal "Washington Post". O G1 confirmou com fontes que essas mudanças serão realizadas e que, por enquanto, só valem em inglês. O objetivo da alteração é que a rede social remova mais publicações ofensivas direcionadas para pessoas negras, muçulmanos, judeus e a comunidade LGBTQ+. As publicações contra os demais grupos serão mantidas nas regras, mas irão depender de denúncias feitas por usuários. Isso será feito com o uso prioritário de inteligência artificial para determinados ataques – os sistemas da companhia vão focar na remoção automática de afirmações como "pessoas gays são nojentas" em comparação com "homens são porcos", como indica o "Washington Post". As regras do Facebook e Instagram não permitem discurso de ódio, e publicações violentas ou que desumanizem grupos com base em sua raça, gênero, sexualidade e outras características estão entre as proibidas pela empresa. Até agora, os algoritmos da companhia não faziam distinções entre grupos com maior probabilidade de serem alvos de ataque. Análises internas da rede social identificaram que esse tratamento, muitas vezes, resultou na remoção de conteúdos que protestavam contra o racismo, por exemplo. Mesmo com as mudanças, publicações contra todos os grupos serão consideradas como discurso de ódio. A diferença é que a remoção de conteúdos considerados menos prejudiciais dependerá mais das denúncias dos próprios usuários. Os documentos obtidos pelo jornal americano apontam que essa decisão irá diminuir as remoções de conteúdo em cerca de 10 mil publicações por dia. "Sabemos que o discurso de ódio dirigido a grupos sub-representados pode ser o mais prejudicial, e é por isso que focamos nossa tecnologia em encontrar o discurso de ódio que os usuários e especialistas nos dizem ser o mais grave", disse a porta-voz do Facebook, Sally Aldous, em comunicado (veja íntegra abaixo). A mudança é anunciada em meio à pressão de grupos de direitos civis que há muito tempo reclamam que a empresa faz pouco contra o discurso de ódio. No início deste ano, mais de 1.000 anunciantes boicotaram o Facebook para protestar contra seu tratamento ao discurso de ódio e desinformação. Saiba mais: Por que grandes empresas decidiram boicotar o Facebook A moderação de conteúdos nas redes sociais é frequente alvo de críticas de especialistas e usuários. Há questionamentos sobre a agilidade das remoções, sobre a consistência da aplicação de regras e, em outros casos, sobre possíveis restrições à liberdade de expressão. Leia a íntegra do posicionamento da porta-voz do Facebook: "Sabemos que o discurso de ódio direcionado aos grupos sub-representados pode ser o mais danoso, e é por isso que focamos nossas tecnologias na busca do discurso de ódio que usuários e especialistas nos dizem ser os mais sérios. No último ano, nós também atualizamos nossas políticas para detectar mais discurso de ódio implícito, como conteúdos mostrando Blackface, estereótipos sobre judeus controlando o mundo, e banimos a negação do Holocausto. Graças a investimentos significativos em nossas tecnologias, detectamos de forma proativa 95% do conteúdo que removemos e vamos continuar a melhorar a maneira como aplicamos nossas regras na medida em que o discurso de ódio evolui no decorrer do tempo" - Sally Aldous, porta-voz do Facebook. VÍDEOS de tecnologia: Veja Mais

Petrobras pede propostas finais por refinaria na Bahia, incluindo ao Grupo Mubadala

G1 Economia Na quinta, estatal informou que havia recebido propostas vinculantes para outras 3 refinarias. Refinaria Landulpho Alves Petrobras Bahia Divulgação/Petrobras A Petrobras informou na noite de quinta-feira que concluiu a fase de negociação com o Mubadala sobre a venda de sua (Rlam), na Bahia, mas destacou que o processo de desinvestimentos prevê a solicitação de propostas finais dos interessados, inclusive do grupo de Abu Dhabi. Segundo a Petrobras, o processo está atualmente em fase de nova rodada de propostas vinculantes. A petroleira disse que solicitou a todos os participantes a apresentação de suas ofertas finais com base nas versões negociadas dos contratos com o Mubadala, às quais devem ser recebidas em janeiro de 2021. Na véspera, a empresa disse que havia recebido propostas vinculantes para outras três refinarias, enquanto avança com seu programa de desinvestimentos de até US$ 35 bilhões em cinco anos, que tem nas unidades de refino parcela importante. Entre os ativos incluídos no programa de vendas de ativos da estatal, destacam-se 8 refinarias, fatias na petroquímica Braskem, BR Distribuidora, na distribuidora de gás Gaspetro e térmicas, destaca a reuters. Também estão incluídos no programa de alienação ativos de produção em terra e águas rasas, além do polo Albacora, Albacora Leste, Frade e 50% no polo Marlim. Petrobras recebe propostas vinculantes de 3R e Eneva por Polo Urucu A companhia informu também nesta sexta que recebeu propostas vinculantes da 3R Petroleum Óleo e Gás e da Eneva pelo polo de Urucu, localizado na Bacia do Solimões (AM). A companhia afirmou que os valores de propostas pelo polo veiculados na mídia, de US$ 1 bilhão e de US$ 600 milhões, "guardam proximidade com as parcelas firmes". O polo Uruco compreende conjunto de sete concessões de produção terrestres --Araracanga, Arara Azul, Carapanaúba, Cupiúba, Leste do Urucu, Rio Urucu e Sudoeste Urucu-- todas localizadas no Amazonas, nos municípios de Tefé e Coari. Vídeos: veja as últimas notícias de economia Veja Mais

Bolsas da China têm terceira semana de ganhos com esperanças de recuperação

G1 Economia A atividade industrial da China expandiu no ritmo mais rápido em mais de três anos em novembro, enquanto o crescimento do setor de serviços também atingiu máxima de vários anos. Os índices acionários da China fecharam em alta nesta sexta-feira (4) e registraram o terceiro ganho semanal seguido, impulsionados por dados robustos que indicam recuperação da segunda maior economia do mundo, embora o rali tenha sido limitado pela intensificação das tensões comerciais com os Estados Unidos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,18%, enquanto o índice de Xangai teve ganho de 0,07%. Na semana, o CSI300 se fortaleceu 1,7%, enquanto o SSEC teve alta de 1,1%, ambos marcando o terceiro ganho semana seguido por dados positivos. Dados divulgados na segunda-feira mostraram que a atividade industrial da China expandiu no ritmo mais rápido em mais de três anos em novembro, enquanto o crescimento do setor de serviços também atingiu máxima de vários anos. No entanto, as tensões sino-americanas continuaram a pesar sobre o mercado. Os EUA adicionaram nesta quinta-feira a fabricante de chips chinesa SMIC e a petroleira CNOOC a uma lista de supostas empresas militares chinesas, medida que deve intensificar as tensões antes de o presidente eleito Joe Biden assumir o cargo. Veja as cotações de fechamento das bolsas da Ásia: Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,22%, a 26.751 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,40%, a 26.835 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,07%, a 3.444 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,18%, a 5.065 pontos. Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 1,31%, a 2.731 pontos. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 1,11%, a 14.132 pontos. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,62%, a 2.839 pontos. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,28%, a 6.634 pontos. Vídeos: veja últimas notícias de economia no Brasil e no mundo Veja Mais

Cenário para o ano que vem é de estagflação, diz José Roberto Mendonça de Barros

G1 Economia Na leitura do economista, ex-secretário de Política Econômica do governo Fernando Henrique, o Brasil vai chegar ao próximo ano com vários desarranjos: na inflação, nas contas públicas, sem aumento do investimento e com o consumo andando de lado. O economista José Roberto Mendonça de Barros diz que que a economia brasileira vai enfrentar um quadro de estagflação no ano que vem. Na leitura do sócio da MB Associados e ex-secretário de Política Econômica do governo Fernando Henrique Cardoso, o Brasil vai chegar ao próximo ano com vários desarranjos: na inflação, nas contas públicas, sem aumento do investimento e com o consumo andando de lado. "A estagflação é isso: você sai do buraco, começa a andar de lado e volta para aquela mediocridade do crescimento que caracterizou o período de 2016 para frente", afirma. Economista José Roberto Mendonça de Barros Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo/Arquivo O G1 e a GloboNews ouviram economistas sobre os desafios para 2021. A seguir, os principais trechos da entrevista com José Roberto Mendonça de Barros. Leia também as entrevistas com Solange Srour, economista-chefe do banco Credit Suisse; e Marcos Lisboa, presidente do Insper. Especialistas apontam os principais problemas para a recuperação econômica Como avalia o quadro da economia e a expectativa para 2021? Quando olhamos para o ano que vem, o nosso cenário é de estagflação. A recuperação (do terceiro trimestre) não será sucedida por um crescimento sustentável. A questão central é o quadro fiscal muito difícil e, além disso, o fato de que essa robustez do terceiro trimestre é filha direta da grande transferência de renda que foi feita a partir do coronavoucher (Auxílio Emergencial). Há uma redução (na transferência). Nós estamos falando que, de repente, 67 milhões de pessoas estavam recebendo R$ 600 por mês, no mínimo, até agosto. Em setembro, outubro, novembro e dezembro, essas 67 milhões de pessoas estão recebendo R$ 300. É a metade. E no ano que vem isso acabou. O que tem no Orçamento de 2021, que está no Congresso e não foi votado, são as 14 milhões de pessoas que estão com Bolsa Família recebendo R$ 187. Vai haver um impacto no consumo, então? O país enfrentou uma parada súbita em março e abril, a economia parou, o PIB desmontou, porque não tinha produção. Houve um período, de alguns meses, com uma injeção na veia de dinheiro. Foi ótimo do ponto de vista de produção, consumo e emprego. Aí, de repente, haverá uma queda abrupta, e esse cenário será substituído por um mercado de trabalho muito enfraquecido. E, no mercado de trabalho, tem uma coisa que está acontecendo no mundo inteiro, o que, do ponto de vista do emprego, é uma pena. As empresas frágeis ou saem do mercado ou diminuem. Mas as empresas fortes - há uma nata de empresas fortes Brasil - estão se saindo muito bem, vendendo mais, com mais tecnologia e produtividade. Só que elas estão avançando na área tecnológica, na direção da digitalização, da automação, da consolidação das operações à distância. O resultado disso é que você emprega menos gente. É mais eficiente, o custo fica menor, mas à custa de emprego. Então, vai ser uma dureza o mercado de trabalho no ano que vem. Por isso nós temos uma projeção para o PIB do ano que vem de 2,5%. Projetado esse cenário de estagflação, qual é a expectativa para inflação? Há pouco tempo, a projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deste ano estava um pouco acima de 2%. Hoje, a nossa projeção é de 3,4%, e tem gente muito boa que está apresentando 3,5% e 3,6%. Para o ano que vem, a nossa projeção é de 3,6%, e também tem gente competente prevendo perto de 4%. Esse é o primeiro número da inflação que preocupa. O segundo número que preocupa é o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Nós projetamos terminar em 4,1%. O INPC corrige o benefício previdenciário, então o gasto do governo vai ficar maior, e o teto vai ser mais pressionado, porque a receita sobe pelo IPCA, e a despesa previdenciária vai aumentar pelo INPC. E não é só isso. O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado, que reajusta a maioria dos contratos de aluguel) vai terminar este ano acima de 20%. Fazia anos, muitos anos, que não tínhamos nada parecido com isso. O que explica essa alta do IGP-M? Parte é por causa do câmbio, mas não é só isso. É onde aparece a mobilização da oferta. De repente, a empresa teve de acelerar a produção de muita coisa, os custos subiram e deu para fazer esse repasse. Por exemplo, no IGP-M, tem lá dentro o Índice Nacional da Construção Civil. No mês de agosto, em 12 meses, o custo do material de construção civil já subiu 12%. E tem produto faltando. E como fica a política de juros? O Banco Central está se esfalfando para tentar demostrar que não precisa mexer na Selic no ano que vem. Eu acho um erro. A inflação vai ser um pouco mais desagradável. Não é que ela vai subir e descolar. Mas ela vai subir, depois vai cair, mas deve parar mais alta de onde partiu. A inflação reforça o cenário de que a demanda subiu muito e que, depois, deve andar de lado. O custo da alimentação deve subir 12%. Então, a conta do supermercado e do armazém aumenta muito - logo, sobra menos dinheiro. O poder de compra está mais espremido. E acho que a gente já está vendo: está diminuindo a intensidade de compra nos supermercados, no varejo final, porque a comida está muito cara e isso compromete um pedaço maior do salário. Nós vamos entrar no ano que vem com um certo desarranjo da inflação e das contas públicas e com uma demanda de consumo que subiu muito, mas que agora vai andar de lado, sem que o investimento tenha aumentado. Economista José Roberto Mendonça de Barros Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo/Arquivo Em relação a esse desarranjo nas contas públicas, quão grave é a situação? Eu acho que é muito grave, eu não usaria desesperadora, porque ela é financiável. O que mais preocupa é que a gente percebe uma festa. É uma festa do gasto. O presidente da República e boa parte do governo querem gastar mais para fazer estrada, fazer isso, fazer aquilo. A maior parte do Congresso quer saber é de gastar mais mesmo, de ter projeto para gastar mais. Eu não estou dizendo se é necessário, se é meritório. Num país de renda média como o nosso, muita coisa é meritória. Mas a pergunta não é só se é meritória: dá para pagar ou não dá para pagar? Além de a gente já ter um rombo aberto, ter a perspectiva de déficit no ano que vem, nós temos um sistema de governança federal que é uma aliança a favor de aumentar o gasto, sem olhar a qualidade dele. E como fica a agenda de reformas? Ela não aconteceu e não acontecerá. Infelizmente. Não acontecerá porque o timing ficou totalmente atropelado. Por decisão do presidente da República, só vai se discutir reforma a partir de dezembro. Ora, dezembro tem uma pauta necessária: orçamento, LDO, já é tumultuado. Janeiro está na véspera da eleição das mesas da Câmara e do Senado, que atrai a atenção de tudo mundo. E a equipe econômica está muito distante do Congresso. Tem de estar muito próxima do Congresso para poder levar as pautas adiante. Não são pautas populares, são pautas difíceis. Isso não está acontecendo. E a PEC Emergencial, vai sair? Tem uma grande resistência, a conferir se ela vai sair. Deveria. Ela seria individualmente a mais importante, mas eu não tenho certeza. O executivo não está fazendo força para reforma nenhuma. Muita conversa, muito discurso, mas, na prática, força mesmo de ir lá, fazer acontecer, não tem. Volto a dizer: nunca se viu uma equipe econômica tão distante do Congresso. E a própria estatura da equipe econômica diminuiu, qualquer analista percebe. A minha sensação é que vai acabar saindo um pouquinho de cada coisa. É o mesmo que não ter nada. Vai ter um pouquinho de gatilho, um pouquinho de corte de despesa. Vai ser um pouco de tudo e o resultado disso é andar de lado. A estagflação é isso: você sai do buraco, começa a andar de lado e volta para aquela mediocridade do crescimento que caracterizou o período de 2016 para frente. E como o país chega em 2022? O que tem é um país muito desigual. Uma desigualdade entre as pessoas, no que tange a renda e o mercado de trabalho. Isso já está mais do que conhecido. Mas tem uma outra desigualdade, que é a seguinte: a gente pode classificar as milhões de empresas brasileiras em três grupos. Nós temos uma nata de grandes empresas, algumas médias, de primeira qualidade. Há um conjunto intermediário, de empresas médias e pequenas, da maior parte dos setores, que infelizmente está passando por um período dificílimo. Esse grosso de empresas está mal, muita gente quebrou, encolheu, está andando de lado. E aí embaixo de tudo, por tamanho, você tem uma coisa borbulhante, positiva, que são as chamadas startups. O problema é que essa faixa intermediária é muito maior do que as grandes e as pequenininhas embaixo. Isso é para dizer que temos um país cuja desigualdade, por qualquer critério que você olhe, aumentou. Vale para as pessoas e para as empresas. O dinamismo de crescimento se perde. Esse é o problema. Initial plugin text Vídeos: Últimas notícias de economia Veja Mais

Dasa compra grupo hospitalar Leforte por R$ 1,77 bilhão

G1 Economia Neste ano, empresa inaugurou o Hospital Águas Claras, em Brasília, e firmou acordo para compra do Grupo Carmo, que reúne dois hospitais no Rio de Janeiro. Leforte Morumbi Divulgação O grupo de saúde Dasa anunciou nesta quinta-feira a compra do grupo hospitalar Leforte por R$ 1,77 bilhão, fortalecendo sua entrada no setor de hospitais. O negócio inclui as unidades Morumbi, Leforte Liberdade e Hospital e Maternidade Christovão da Gama, além de clínicas gerais e uma especializada em pediatria. Neste ano, a Dasa já havia inaugurado o Hospital Águas Claras, em Brasília, e acordo para compra do Grupo Carmo, que reúne dois hospitais na cidade do Rio de Janeiro. Vídeos: Veja as últimas notícias de economia Veja Mais

Câmara aprova texto de medida que cria programa habitacional Casa Verde e Amarela

G1 Economia Programa substitui Minha Casa, Minha Vida, criado em 2009, no governo Lula. Foco do programa serão famílias com renda média mensal de até R$ 7 mil. A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (3), por 367 votos a 7, o texto-base da medida provisória que criou o programa habitacional Casa Verde e Amarela. Para concluir a votação, os deputados precisam analisar os destaques, isto é, propostas que visam modificar a redação. Esta etapa não havia sido concluída até a última atualização desta reportagem. >> Saiba mais abaixo os detalhes do programa. O programa Casa Verde e Amarela substitui o Minha Casa, Minha Vida, criado em 2009, no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por se tratar de MP, o texto entrou em vigor assim que publicado no "Diário Oficial da União". O programa passa a dividir o público-alvo em três grupos e, além de financiamento de imóveis, prevê outras ações, como reforma para melhorias da moradia e regularização fundiária. O foco são as famílias com renda média mensal de R$ 2 mil a R$ 7 mil, mas haverá incentivos maiores para as regiões Norte e Nordeste. Entenda as diferenças entre o Minha Casa Minha Vida e o Casa Verde Amarela Entenda a proposta O programa Casa Verde e Amarela prevê atender a famílias com renda mensal de até R$ 7 mil, em três grupos: Grupo 1: famílias com renda de até R$ 2 mil mensais (no caso das regiões Norte e Nordeste, até R$ 2,6 mil); Grupo 2: famílias com renda entre R$ 2 mil e R$ 4 mil mensais; Grupo 3: famílias com renda entre R$ 4 mil e R$ 7 mil mensais. Área rural: famílias com renda anual de até R$ 84 mil (desconsiderando benefícios temporários indenizatórios, assistenciais e previdenciários). Taxas de juros A menor taxa do Minha Casa Minha Vida era de 5%, para os beneficiários com renda até R$ 2,6 mil mensais. Pela proposta, os juros passam a variar de 4,25% a 8,16%, dependendo da faixa de renda, da região do país e se o beneficiário é cotista do FGTS. Compare: Minha Casa Minha Vida: Faixa 1: Não tem juros. As prestações mensais variam de R$ 80,00 a R$ 270,00, conforme a renda bruta familiar; Faixa 1,5: Taxa de juros 5% (não cotista do FGTS) e 4,5% (cotista do FGTS); Faixa 2: Taxa de juros de 5,5% a 7% (não cotista) e de 5% a 6,5% (cotista); Faixa 3: Taxa de juros de 8,16% (não cotista) e 7,66% (cotista). Casa Verde Amarela (Sudeste e Centro Oeste) Grupo 1: Taxa de juros de 5% a 5,25% (não cotista do FGTS) e de 4,5% a 4,75% (cotista do FGTS); Grupo 2: Taxa de juros de 5,5% a 7% (não cotista) e de 5% a 6,5% (cotista); Grupo 3: Taxa de juros de 8,16% (não cotista) e de 7,66% (cotista). Casa Verde Amarela (Norte e Nordeste) Grupo 1: Taxa de juros de 4,75% a 5% (não cotista do FGTS) e de 4,25% a 4,5% (cotista do FGTS); Grupo 2: Taxa de juros de 5,25% a 7% (não cotista) e de 4,75% a 6,5% (cotista); Grupo 3: Taxa de juros de 8,16% (não cotista) e de 7,66% (cotista). Segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional, as regiões Norte e Nordeste têm historicamente baixos índices de contratação de financiamento habitacional e, nos últimos cinco anos, 23% e 78% dos recursos disponibilizados, respectivamente, no Nordeste e no Norte não foram utilizados por falta de demanda. Pelo texto, estados e municípios poderão complementar o valor das operações do programa com incentivos e benefícios financeiros, tributários e creditícios. No entanto, a proposta condiciona a participação na Casa Verde e Amarela à aprovação de leis próprias. A proposta também prevê que a União poderá destinar bens imóveis para uso em políticas habitacionais. Por meio de licitação, a concessão do imóvel poderá ser cedida a entes privados mediante contrapartidas. Novas operações Apesar de não acabar com o atual programa, a MP define que, a partir de agosto, todas as novas operações com benefício habitacional geridas pelo governo federal devem ser firmadas com base no novo modelo. Segundo o governo, o programa deve “corrigir erros do passado com o aprimoramento dos programas habitacionais existentes”. Para parlamentares da oposição, contudo, a proposta piora o modelo já existente. "Como o Programa Casa Verde e Amarela é pior do que o Minha Casa, Minha Vida, que pretende substituir, votaremos contra. Se não tivéssemos uma lei que amparasse um programa habitacional, votaríamos a favor. Mas tendo uma, trocá-la por uma pior, não faz sentido”, diz o líder do PSB, deputado Alessandro Molon (RJ). A principal crítica é que o novo programa exclui as condições especiais para famílias de renda mensal inferior a R$ 1,8 mil, com prestações mensais de R$ 80 a R$ 270, previstas no Minha Casa Minha Vida. No parecer apresentado pelo relator, deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), contudo, as regras já firmadas nos contratos estabelecidos com base na lei do Minha Casa Minha Vida devem ser mantidas até o término. Bolsonaro tem reestruturado e mudado os nomes de programas que se tornaram marcas das gestões anteriores. Em 2019, o governo lançou o Médicos pelo Brasil a fim de substituir o Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Em outra frente, o governo quer criar um novo programa de transferência de renda em substituição ao Bolsa Família. Contrato em nome da mulher Assim como no Minha Casa Minha Vida, o projeto determina que os contratos sejam formalizados, preferencialmente, no nome da mulher da família. Em caso de separação ou divórcio, o título do imóvel deve ser transferido à mulher, independentemente do regime de bens, com exceção das operações de financiamento habitacional firmadas com recursos do FGTS. Caso a mulher seja a chefe familiar, a assinatura pode ser feita sem a necessidade de consenso do cônjuge. O texto prevê ainda que, se o casal tiver filhos e a guarda for exclusivamente do homem, o título da propriedade será registrado ou transferido a ele. Uma novidade é que Bulhões Jr. incluiu na proposta a possibilidade de reverter a titularidade para a mulher caso, futuramente, ela ganhe a guarda dos filhos. Emendas Durante as discussões no plenário, o relator acolheu parcialmente duas emendas. Uma delas estende ao novo programa um benefício tributário previsto para a construção de unidades habitacionais no Minha Casa Minha Vida. A outra mudança foi para estabelecer que as informações do cadastro nacional de mutuários do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) serão limitadas aos programas habitacionais oficiais subsidiados pelo poder público. O texto anterior previa que o cadastro seria alimentado com informações de todos os contratos habitacionais feitos pela pessoa, inclusive em instituições financeiras privadas. Veja Mais

Índice de preço de alimentos salta em novembro para máxima de quase 6 anos, diz FAO

G1 Economia É o sexto mês seguido que o indicador da ONU apresenta alta. Frutas e verduras Ja Ma/Unsplash Os preços mundiais dos alimentos subiram pelo sexto mês consecutivo em novembro, atingindo uma máxima de quase seis anos, com o índice registrando seu maior aumento mensal desde julho de 2012, disse a agência para agricultura e alimentos das Nações Unidas (FAO) na quinta-feira (3). O índice, que mede as variações mensais de uma cesta de cereais, oleaginosas, laticínios, carnes e açúcar, teve média de 105 pontos no mês passado, contra 101 revisados de outubro. A FAO, com sede em Roma, também disse em um comunicado que as colheitas mundiais de cereais continuam em curso para atingir um recorde anual em 2020, embora tenha reduzido sua previsão pelo terceiro mês consecutivo. Os preços do óleo vegetal lideraram o aumento no índice geral, subindo 14,5% no comparativo mensal, graças principalmente à alta nos preços do óleo de palma atrelada a uma queda acentuada nos estoques globais. O índice de preços dos cereais registrou um aumento mais modesto de 2,5% em novembro em relação ao mês anterior, cerca de 19,9% acima do valor do ano anterior. Os preços de exportação do trigo subiram como resultado das "perspectivas de colheitas reduzidas" na Argentina, enquanto os preços do milho foram elevados em parte pelas previsões de safra mais baixas nos Estados Unidos e na Ucrânia. Os preços do arroz mantiveram-se estáveis. Os preços médios do açúcar aumentaram 3,3% em relação a outubro em meio a temores de uma queda futura na produção global, já que o mau tempo afetou as perspectivas de safra na União Europeia, Rússia e Tailândia. Safra 2021 A FAO revisou para baixo sua previsão para a safra de cereais de 2020 pelo terceiro mês consecutivo, cortando-a para 2,742 bilhões de toneladas, ante os 2,75 bilhões anteriores. No entanto, isso ainda representa um recorde e está 1,3% acima do nível do ano passado. "Olhando mais adiante, o plantio da safra de trigo de inverno de 2021 no hemisfério norte está em andamento, e as semeaduras em vários dos principais países produtores devem aumentar impulsionadas por preços remuneradores, embora o recente clima seco possa conter a expansão do plantio e prejudicar a produtividade", disse a FAO. A previsão para os estoques mundiais de cereais no final da temporada em 2021 ficou em 866,4 milhões de toneladas, uma queda de 9,6 milhões de toneladas em relação à estimativa anterior publicada no mês passado. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Nova marca de cerveja conta a história do coronavírus em Wuhan

G1 Economia 'Wuhan Permaneça Forte!' recorda os 76 dias de confinamento na cidade onde a Covid-19 foi detectada pela primeira vez. Wang Fan mostra a cerveja que conta a história do coronavírus em Wuhan Hector Retamal/AFP Wang Fan, proprietário de uma pequena cervejaria de Wuhan, na China, decidiu criar uma bebida com o nome "Wuhan Permaneça Forte!", que recorda os 76 dias de confinamento na cidade chinesa onde a Covid-19 foi detectada pela primeira vez. "Para contar nossa história", explica. O empresário de 36 anos, conhecido na próspera comunidade de cervejaria artesanal da China, nasceu nesta metrópole de 11 milhões de habitantes, na região central do país, agora conhecida em todo o mundo. Wang Fan, que em 2013 fundou a "Cervejaria No. 18" e é dono de quatro bares, afirma que seu negócio ficou perto da falência durante o confinamento de Wuhan (de 23 de janeiro a 8 de abril). Desde então, a vida tenta retornar ao ritmo normal na cidade, onde o novo coronavírus foi detectado pela primeira vez em dezembro de 2019, antes de matar quase 4 mil pessoas no país, de acordo com os números oficiais. Mas as cicatrizes permanecem. O confinamento foi traumático para os wuhaneses, que enfrentaram um vírus sobre o qual os cientistas não sabiam quase nada. Foi nesta época que Wang Fan e sua equipe tiveram a ideia de uma nova cerveja: "Wuhan Jia Hazi You!" ("Wuhan Permaneça Forte!"), que foi lançada em abril. A lata, cinza e com desenhos coloridos de árvores típicas chinesas, é uma forma de "contar nossa história às pessoas", explica o empresário. O rótulo da lata pode ser retirado para revelar a cronologia das longas semanas de confinamento, com fotografias em preto e branco. As imagens mostram os profissionais da saúde com trajes de proteção, voluntários com máscara e uma ponte deserta sobre o rio Yangtsé. A "Wuhan Jia Hazi You!" é uma cerveja doce, inspirada nas flores de cerejeira que dão à cidade tons de rosa quando florescem na primavera. As bebidas da "Cervejaria No. 18", que já recebeu vários prêmios por suas cervejas, estão na vanguarda do cenário nacional e incorporam elementos de Wuhan e da China. Algumas delas são produzidas com sementes de gergelim preto, folhas de chá ou coco. Veja os vídeos mais assistidos do G1 A Covid-19 está praticamente erradicada na China, graças às quarentenas, aos testes em larga escala, à vigilância da população e ao uso generalizado de máscaras. Mas a epidemia afetou duramente os negócios da "Cervejaria No. 18", que foi obrigada durante o confinamento a despejar quase 12 mil litros de cerveja armazenados em seus tanques. "Foi um desastre. Quase afundamos. Nossos estabelecimentos ficaram fechados por mais de três meses", recorda Wang Fan. A vida foi retomada gradualmente após o fim do confinamento e, no verão, os bares da cidade retomaram as atividades. As 100 mil latas da "Wuhan Jia Hazi You!" já foram vendidas. "Venderam rápido, porque todos queriam ajudar Wuhan de uma forma ou outra", disse Wang Fan. Veja Mais

Recuperação foi forte com estímulos à economia, mas segue muito desigual, dizem economistas

G1 Economia Resultado foi de alta de 7,7% no 3º trimestre de 2020, mas pandemia ainda atrapalha setores importantes a sair do buraco. PIB avança 7,7% entre julho e setembro, diz IBGE Depois de tombo histórico, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil retomou o campo positivo e cresceu 7,7% no 3º trimestre de 2020. Economistas consultados pelo G1 ponderam, contudo, que o resultado ainda é bastante desigual e beneficiado pelos programas de distribuição de renda durante a pandemia do novo coronavírus. O setor de Serviços, novamente, é exemplo da retomada discrepante. No terceiro trimestre, houve alta de 6,3% em relação ao trimestre anterior, mas segue em queda de 4,8% em relação ao mesmo período de 2019. PIBinho com cara de PIBão: 5 pontos para entender o ritmo de recuperação da economia Dentro da rubrica, há retomadas vigorosas e outras muito lentas. Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados registra alta de 6,0%, enquanto a categoria de "Outras atividades de serviços", que engloba serviços prestados às famílias, tem redução de 14,4%. Veja abaixo a opinião dos especialistas. PIB trimestre a trimestre Guilherme Luiz Pinheiro/G1 Silvia Matos, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) Para Silvia Matos, a recuperação vista no 3º trimestre é resultado do esforço de estímulos monetários e fiscais, além do natural crescimento por conta da reabertura da economia após os fechamentos. O Ibre/FGV previa crescimento de 7,4% no trimestre. A economista afirma que a revisão do PIB de 2019 feita pelo IBGE, de 1,1% para 1,4% no ano, deixou o sarrafo mais alto para que se chegasse no número, o que faz do resultado ainda melhor. "Se a recuperação não fosse forte seria preocupante. Em termo de política fiscal, o Brasil gastou como países desenvolvidos, não como os vizinhos latino-americanos", afirma Silvia. A economista chama atenção para a retomada desbalanceada da economia e foca no comparativo com o 3º trimestre de 2019. "Os serviços prestados às famílias continuam 14% abaixo do nível do ano passado. Mas apesar de má notícia, eu esperava um resultado pior", diz Para ela, é natural que esses serviços continuem em marcha lenta porque a pandemia ainda limita o consumo pleno do setor. Ainda no 3º trimestre, houve redução da mobilidade, bastante renda distribuída, e medo de sair. A equação continuou repassando a atenção para o consumo de bens. "Além do Auxílio Emergencial, houve antecipação do 13º de R$ 50 bilhões para aposentados e pensionistas. Com menores transferências do governo e falta de recuperação do mercado de trabalho, teremos um freio de recuperação no 4º trimestre", diz a economista. Miriam Leitão comenta como deve ser o resultado do PIB do terceiro trimestre Gesner Oliveira, sócio da GO Associados O economista Gesner Oliveira acredita que o resultado confirma as expectativas de recuperação. Em sua análise, os repasses governamentais deram empuxo não só ao consumo diretamente, mas na Indústria de Transformação, que teve alta de XX%, e na Formação Bruta de Capital Fixo, que subiu XX% no 3º trimestre. "O Auxílio Emergencial foi muito importante para o crescimento da construção, que teve desempenho acima de todas as expectativas com materiais e reformas da casa", diz o economista. "Outra contribuição grande para o período foi a flexibilização de regras trabalhistas pela MP de suspensão de salários, que manteve renda com a população", prossegue. Com base no resultado, a GO Associados fez simulações para o desempenho da economia no próximo trimestre. Apenas com carrego estatístico — isto é, sem crescimento real da economia —, a queda anual ficaria em 5% em 2020. Com crescimento da ordem de 2,3%, o Brasil chegaria a uma queda de 4,5%. No radar, estão a diminuição dos estímulos, com a redução das parcelas de R$ 600 para R$ 300 do auxílio, o encaminhamento da crise fiscal no país e a aparente segunda onda de Covid-19 no país. "Claro que a voz a ser ouvida é dos epidemiologistas, mas, mesmo no exterior, os fechamentos não parecem ser tão severos quanto os do 2º trimestre", afirma Oliveira. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia Veja Mais

Bolívia injeta mais de US$ 587 milhões para reativar economia

G1 Economia Governo vai oferecer auxílio de 1.000 bolivianos, cerca de US$ 143,7 por pessoa, a mais de 4 milhões de beneficiários. Luis Arce, à direita, e o vice David Choquehuanca, em cerimônia de posse, em La Paz, na Bolívia Jorge Mamani/AP Photo O governo boliviano começou a injetar mais de US$ 587 milhões no país nesta quarta-feira (2) em bônus destinados a mais de quatro milhões de pessoas com recursos limitados, uma medida de auxílio e para reativar a economia do país, atingido pela pandemia de Covid-19. "Uma alternativa eficaz e eficiente deve ser ativada para reativar a economia boliviana", disse o ministro da Economia, Marcelo Montenegro, em entrevista coletiva. O governo entregará um auxílio de 1.000 bolivianos, cerca de US$ 143,7 por pessoa, disse Montenegro. O pagamento começou por meio dos sistemas bancários estadual e privado e vai até março do próximo ano para pessoas entre 18 e 60 anos que pertençam a grupos como gestantes, deficientes físicos, sem renda fixa e desempregados. "Acreditamos que esses 4.088.413 beneficiários vão gerar uma demanda efetiva na economia", disse o ministro. O novo presidente boliviano, o esquerdista Luis Arce, herdeiro político do ex-presidente Evo Morales, descreveu, ao tomar posse no mês passado, como "patética" a situação econômica de seu país, cujo PIB caiu 11,1% no segundo trimestre de 2020, com um déficit fiscal para este ano de 12,1%. Montenegro lembrou que durante o governo de direita de Jeanine Áñez, foram concedidos bônus de cerca de 500 bolivianos (71,8 dólares), em condições semelhantes às atuais, mas "parece que não tiveram eficácia e que seriam necessários bônus com a proporcionalidade adequada para que a economia pudesse se movimentar". A Bolívia começou a registrar em março os primeiros casos de Covid-19, que até agora deixou mais de 8.900 mortos e cerca de 144.800 infectados. O governo também anunciou, no início de seu governo, que vai administrar a suspensão temporária do pagamento da dívida externa até que a situação econômica melhore, embora ainda não se saiba quando será o início das negociações com os credores. Veja Mais

Vale diz que meta de minério para 2021 é conservadora

G1 Economia Companhia estima produção na faixa de 315-335 milhões de toneladas no ano que vem, ante 300-305 milhões de toneladas esperadas para 2020. A meta de produção de minério de ferro da Vale em 2021 é "conservadora" e haveria espaço para um aumento maior na comparação com 2020, ano em que a empresa ficará abaixo de seus objetivos, disse nesta quarta-feira (2) o diretor-executivo de Ferrosos da mineradora. Conforme as metas revisadas para este e o próximo ano reveladas mais cedo, a produção de minério de ferro da Vale poderia aumentar em até 11,7% em 2021 ante 2020. A companhia estima sua produção na faixa de 315-335 milhões de toneladas no ano que vem, ante 300-305 milhões de toneladas agora esperadas para 2020. "O racional para isso, para o ponto menor do intervalo (de 2021), consideramos a nossa capacidade hoje, com alguns possíveis riscos operacionais, de chuvas ou manutenções, considerando nenhuma evolução no plano de recuperação. É um número bem mais conservador", explicou o diretor Marcello Spinelli, durante o Vale Day. "O ponto maior do intervalo, consideramos que vamos receber algumas autorizações e os novos ativos vão entrar em operação dentro do programado. Mas também consideramos algumas contingências, algumas frustrações. Então podemos ter alguns aumentos, mas preferimos ser mais conservadores, colocando 335 milhões como produção máxima para 2021", acrescentou ele. Os volumes projetados para o próximo ano pela companhia - que já foi a maior produtora global de minério de ferro, posto perdido para a anglo-australiana Rio Tinto - ficam abaixo até mesmo do que a empresa havia estimado originalmente em 2019 para 2020. Logotipo da Vale em sede da empresa no Rio de Janeiro Ricardo Moraes/Reuters Já a produção de 2020 deve ficar abaixo da meta projetada mais cedo no ano, de 310 milhões a 330 milhões de toneladas, enquanto a companhia ainda lida para retomar capacidade em meio a efeitos do desastre de Brumadinho (MG), em janeiro de 2019, em um ano em que sofreu efeitos da pandemia e também de chuvas que reduziram a flexibilidade das operações. No Vale Day do ano passado, antes de uma revisão nas metas, a companhia havia projetado entre 340 milhões de 355 milhões de toneladas para 2020 e 375-395 milhões para 2021. Anteriormente, Spinelli havia dito que a companhia estava produzindo em um bom ritmo no quarto trimestre, "na casa de 1 milhão de toneladas ao dia", mas também tinha citado riscos de atrasos, como o caso do projeto Serra Leste. A companhia anunciou apenas ao final de novembro a obtenção da licença para retomada e expansão de Serra Leste. Analistas do Bradesco BBI afirmaram que o guidance de produção inferior foi um pouco decepcionante, mas que não justificava nenhuma mudança estrutural na visão para a companhia. O banco tem recomendação 'outperform' para os papéis da Vale, com preço-alvo de 18 dólares para os ADRs. Na mesma linha foi o analista Ilan Arbetman, da Ativa Investimentos, que reiterou a manutenção do posicionamento favorável à compra do ativo e classificou "o evento como neutro". "Embora a queda (no guidance) represente uma surpresa frente nossas expectativas de alcance ao 'lower bound' da meta anterior, acreditamos que, se a companhia atingir uma produção próxima ao 'upper side' da nova meta, a surpresa negativa pode ser compensada pelo efeito caixa causado pela redução da oferta", disse. "Ademais, o alcance adiciona uma produção residual a 2021 e 2022 para que Vale alcance os 400 mtpa (milhões de toneladas ano) requeridos pela companhia ao término de 2022." No longo prazo, a empresa espera ter capacidade de 450 milhões de toneladas, para ter maior flexibilidade de operação. Investimentos A Vale estimou investimentos de US$ 4,2 bilhões em 2020, estável ante previsão revisada anteriormente, enquanto projetou um capex de US$ 5,8 bilhões em 2021. Na média dos próximos cinco anos, o investimento anual será de US$ 5,5 bilhões. Dentro deste valor, a companhia espera investir US$ 4,5 bilhões em atividades de manutenção e US$ 1 bilhão para crescimento. A Vale também apontou desembolsos de caixa para descaracterização de barragens de US$ 400 milhões em 2021, US$ 500 milhões em 2022 e US$ 300 milhões nos próximos anos até 2025. Devidos a ajustes nos projetos de descaracterização e obras para melhorias da segurança, a Vale espera registrar uma provisão adicional de aproximadamente US$ 670 milhões (valor nominal) para a execução do plano de descaracterização nas demonstrações financeiras do quarto trimestre, disse a companhia. Com isso, o total dessas provisões somará, aproximadamente, US$ 2,7 bilhões (valor nominal) em 31 de dezembro de 2020, valor que está sujeito a revisão. Essas provisões deverão fazer frente às descaracterizações de 29 estruturas e barragens a montante até 2029. Em 2019, foram feitas três descaracterizações, em 2020 outras duas, e mais três estão esperadas para 2021. A dívida líquida expandida (considerando 100% da distribuição do fluxo de caixa) deverá fechar 2020 em US$ 10 bilhões, caindo para US$ 8,6 bilhões no próximo ano e US$ 7,4 bilhões em 2022. Para 2021, a Vale estimou impacto negativo no fluxo de caixa de US$ 640 milhões da divisão de carvão, ante US$ 1,1 bilhão em 2020, enquanto vê outros US$ 350 milhões negativos com a unidade de níquel VNC, ante US$ 380 milhões neste ano. Já a fundação Renova, criada para realizar reparações pelo desastre da Samarco, terá impacto negativo no fluxo de caixa de US$ 550 milhões em 2021, ante US$ 400 milhões em 2020. O diretor financeiro da Vale, Luciano Siani, reiterou que a empresa segue buscando um acordo global junto ao Estado para reparações pelo desastre de Brumadinho, e que a empresa separou R$ 19 bilhões. Contudo, ressaltou ele, isso não impedirá pagamentos de dividendos extraordinários referentes ao ano de 2021. A empresa apresentou também metas para melhorar a segurança, prevendo redução em 50% da exposição de empregados a riscos até 2025, e citou que terá uma abordagem mais proativa na gestão de riscos, ao suspender nove operações e projetos preventivamente para melhorar a segurança. Cobre, níquel e carbono Já a produção de cobre foi estimada em 390 mil toneladas em 2021 e em 455 mil toneladas na média de 2022 a 2024, enquanto a divisão de níquel terá 200 mil toneladas em média entre 2021 e 2023. Segundo apresentação, a empresa alcançará capacidade de 500 mil toneladas de cobre com projetos que já estão no plano, incluindo Salobo III, Alemão e Cristialino, com a região de Carajás sendo a plataforma para a companhia crescer nesse metal. Além disso, a companhia espera aumentar a produção de níquel a partir das unidades do Atlântico Norte, confiante de que o negócio apresentará forte geração de caixa, diante do potencial do metal para ser utilizado em produção de baterias. A Vale também apresentou pela primeira vez meta dentro do escopo 3 de redução de 15% as emissões líquidas relativas à sua cadeia de fornecedores e clientes, até 2035. O percentual de redução considera como base o ano de 2018, quando foram contabilizadas 586 milhões de toneladas de CO2 equivalente (MTCO2eq) oriundas da sua cadeia de valor. A meta, que já considera o aumento de capacidade de produção para 400 milhões de toneladas de minério de ferro a ser atingida ao final de 2022, será revista em 2025 e, depois, a cada cinco anos. Hoje, 98% das emissões de CO2 da Vale são provenientes de escopo 3. Vídeos: Últimas notícias de economia Veja Mais

Preços do petróleo sobem com aprovação de vacina pelo Reino Unido e sinais da Opep+

G1 Economia Reino Unido se tornou nesta quarta-feira (2) o primeiro país ocidental a aprovar uma vacina contra Covid-19. Os preços do petróleo avançaram nesta quarta-feira (2), diante da aprovação de uma vacina contra Covid-19 pelo Reino Unido, o que amplia as esperanças de uma recuperação de demanda, e das crescentes expectativas de que a Opep+ mantenha suas restrições de oferta no ano que vem. Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta de 0,83 dólar, ou 1,75%, a 48,25 dólares por barril. O petróleo dos Estados Unidos (WTI) avançou 0,73 dólar, ou 1,64%, para 45,28 dólares o barril. Operadores seguem acompanhando a Opep+, grupo formando pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Rússia e outros aliados, que adiou para quinta-feira negociações sobre a política de produção de 2021, inicialmente marcadas para terça-feira, segundo fontes. "A forte alta de hoje parece estar amplamente baseada em indicações de progresso na reunião (desta quarta-feira) da Opep, o que poderia abrir caminho para uma definição nas negociações da Opep+ marcadas para amanhã", disse Jim Ritterbusch, presidente da Ritterbusch and Associates em Galena, Illinois. Além disso, o Reino Unido se tornou nesta quarta-feira o primeiro país ocidental a aprovar uma vacina contra Covid-19, largando na frente dos EUA e da União Europeia rumo a um possível retorno à vida normal e à recuperação na demanda por petróleo. Reino Unido aprova vacina da Pfizer e BioNTech e anuncia aplicação na próxima semana "A notícia da aprovação da vacina no Reino Unido é o que o mercado do petróleo precisava mais do que qualquer outra coisa para a retomada da demanda... O resto é, em grande parte, apenas ruído", afirmou John Kilduff, sócio da Again Capital em Nova York. Vídeos: Últimas notícias de economia Veja Mais

Procon-SP quer exigir que Apple forneça carregador de iPhone para clientes que pedirem

G1 Economia Empresa deixou de incluir adaptador de tomada em seus celulares e foi notificada por órgão de defesa do consumidor em outubro. Órgão pediu mais explicações, dizendo que não foi demonstrado "ganho ambiental" com a medida. Apple não inclui mais carregador em iPhones, apenas um cabo USB-C. Fabio Tito/G1 O Procon-SP voltou a notificar a Apple nesta quarta-feira (2) para mais detalhes sobre a retirada do carregador dos iPhones. A companhia deixou de colocar o adaptador de tomada em todos os seus celulares em outubro, após anunciar os novos iPhone 12, afirmando que a decisão faz parte de "seus objetivos ambientais". Na análise do Procon-SP, "a empresa não demonstrou esse ganho ambiental" em sua primeira resposta, pois não apresentou um plano de recolhimento dos aparelhos antigos e de reciclagem. O posicionamento veio pouco depois de um mês de o Procon-SP notificar a Apple pela primeira vez sobre o caso. No final de outubro, o órgão solicitou que a empresa esclarecesse os motivos da decisão de retirar o item. Em comunicado, o órgão afirmou que "irá exigir que o equipamento [carregador] seja disponibilizado para consumidores que pedirem". Porém, a fabricante do iPhone ainda tem o prazo de 72 horas para se manifestar. "Para que seja possível vender o celular sem o carregador, é necessário que o aparelho possa ser carregado em qualquer carregador existente. Se ele só puder ser carregado no modelo específico, se torna uma venda casada", afirmou ao G1 Fernando Capez, diretor executivo do Procon-SP. A manifestação da Apple será analisada pela diretoria de fiscalização do órgão. "Caso sejam constatadas infrações à lei, poderá ser multada conforme prevê o Código de Proteção e Defesa do Consumidor", diz um comunicado. Procurada pelo G1, a Apple disse que não irá comentar o caso. Os consumidores podem comprar o item separadamente. No Brasil, um carregador custa R$ 199 na loja oficial da empresa. Em seu site, a fabricante do iPhone afirma que os consumidores podem usar carregadores que já possuem ou comprar os acessórios separadamente. No entanto, a maioria dos acessórios antigos tem entrada USB-A, enquanto todos os celulares virão com cabo USB-C. Somente o iPhone 11 Pro e 11 Pro Max eram vendidos com adaptador de tomada com porta USB-C. "O consumidor que comprar um iPhone sem carregador deve fazer uma reclamação eletrônica pelo site do Procon-SP", disse Fernando Capez. Carregador com entrada USB-A (esquerda) e carregador com entrada USB-C (direita). Reprodução/Apple Apple anuncia a nova geração do iPhone VÍDEOS de tecnologia: Veja Mais

Qualcomm anuncia processador Snapdragon 888 para smartphones

G1 Economia Empresa promete ganho de 25% no desempenho, comparado com chip anterior. Modelo deve equipar celulares Android mais potentes a partir do ano que vem. Processador Qualcomm Snapdragon 888. Divulgação/Qualcomm A Qualcomm anunciou nesta quarta-feira (2) os detalhes do seu novo chip Snapdragon 888, que vai equipar celulares Android a partir do ano que vem. A promessa da companhia é que ele tenha 25% mais desempenho geral do que o chip anterior, além de 25% menos consumo de energia. Ele é o mais avançado da Qualcomm para celulares, e a expectativa é que apareça em modelos Android da Motorola, Xiaomi e LG lançados no primeiro trimestre de 2021. O processador será fabricado pela divisão de chips da Samsung Electronics, e conta com suporte para a tecnologia 5G integrado, ao contrário do modelo anterior. O chip se concentrou em melhorar o desempenho de tarefas comuns, disse Alex Katouzian, vice-presidente sênior de dispositivos móveis, computação e infraestrutura da Qualcomm. Ele consegue processar 120 fotos de alta resolução por segundo, enquanto um novo processador de inteligência artificial embutido no chip permitirá que um software selecione as cinco melhores fotos e as combine em uma imagem final. É a primeira vez que a Samsung Electronics, que compete com a Taiwan Semiconductor Manufacturing (TSMC), produz o chip da Qualcomm por meio de seu novo processo de 5 nanômetros. A empresa sul-coreana assinou um contrato de chips 5G com a Qualcomm no início deste ano. Katouzian disse que a produção do Snapdragon 888 não será dividida entre a Samsung e a TSMC, acrescentando que a Samsung foi a mais adequada para este chip em termos de necessidades de design e prazos. VÍDEOS de tecnologia: Veja Mais

TIM adota home office permanente em call center próprio

G1 Economia Operadora aponta aumento nos índices de qualidade de vida e produtividade das equipes e satisfação do cliente. Loja da TIM em Mauá (SP) Divulgação A TIM decidiu manter o call center próprio em trabalho remoto de forma definitiva. A operadora tomou a decisão após os bons resultados obtidos desde 20 de março, quando começou o home office na área de atendimento ao cliente. Segundo a empresa, a nota da pesquisa de satisfação realizada após os atendimentos aumentou 37%. Também foi registrado aumento de 8% da produtividade desde o início do trabalho remoto e a redução do índice de rotatividade dos funcionários do call center - os pedidos de dispensa tiveram queda superior a um terço. A medida abrange cerca de 2 mil pessoas que trabalhavam presencialmente no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, e em Santo André (SP). "Já havíamos desenhado o ambiente de trabalho mais digital e flexível para o call center antes da pandemia, com execução gradual. A Covid-19 acelerou esse processo, que foi completado sem perda de qualidade para o cliente. Descobrimos uma incrível coragem digital e que o serviço continuou sendo entregue com excelência mesmo com a mudança quase imediata para o home office", diz Paulo Henrique Campos, Diretor de Customer Service Operation da TIM Brasil. “O home office vai muito além da transformação das nossas casas em escritórios. Trata-se de um novo conceito de gestão de tempo, respeito e comunicação, em um ambiente fluido, onde a confiança, a autonomia e a responsabilidade se destacam ainda mais. O equilíbrio entre vida pessoal e profissional também ganha relevância, com o fim das horas perdidas em engarrafamentos, maior proximidade com a família e possibilidade de inserir outras atividades na rotina”, diz a VP de Recursos Humanos da TIM, Maria Antonietta Russo. Acordo coletivo e teletrabalho Para estabelecer as bases desse novo modelo, a empresa firmou, no novo acordo coletivo, regras para o teletrabalho, como o direito de desconexão, intervalos de descanso e refeição do colaborador e o compromisso de realizar eventos periódicos para manter e reforçar a interação entre os colaboradores. Além disso, a TIM forneceu todos os equipamentos e mobiliário necessários para que os operadores desempenhassem suas funções, com desktop, monitor, teclado, mouse, sistema de biometria, mesa, conjunto de fone e microfone, conexão à internet e também uma ajuda de custo mensal de R$ 80. Os benefícios também incluem o acréscimo de 100% sobre o valor da hora regular trabalhada nos dias 4 de julho de 2021 e 2022 em homenagem ao operador de call center, além de folgas remuneradas em 24 e 31 de dezembro para a maioria dos colaboradores. Assista a mais notícias de Economia: Veja Mais

Aumenta a proporção de municípios que concedem isenções fiscais para atrair empreendimentos, aponta IBGE

G1 Economia Em 2019, 40,3% dos governos municipais ofertaram isenção de taxas para empresas e 37,1% concederam isenção do IPTU. Em 2012, estes percentuais eram de 31,6% e 29,1%, respectivamente. Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que aumentou a proporção de municípios do país que oferecem isenções fiscais para atrair empreendimentos privados. Em 2019, de acordo com a pesquisa, 40,3% das prefeituras do país ofereciam isenção de taxas públicas para incentivar empresas a instalarem novos empreendimentos no município. Em 2012, esse percentual era de 31,6%. Os dados fazem parte da Pesquisa de Informações Básicas Municipais, que investigou questões relacionadas à administração dos municípios, entre aspectos relacionados aos recursos para a gestão municipal. A concessão de benefícios fiscais e não fiscais tem como objetivo atrair investimentos para os municípios. O IBGE destacou que novos empreendimentos privados tendem a aumentar a oferta de empregos e a dinamizar o mercado de consumo local, o que acaba gerando aumento da receita própria dos municípios, por meio da cobrança de impostos e do pagamento de taxas pelos novos contribuintes. O IBGE identificou que, entre 2012 e 2019, houve “uma significativa alteração nos mecanismos utilizados” para a concessão desses incentivos. Em geral, houve aumento dos incentivos fiscais e queda dos não fiscais. Além do aumento da proporção de municípios que concediam a isenção de taxas diversas, no mesmo período também aumentou de 29,1% para 37,1% a proporção de municípios que concediam isenção do Importo Predial e Territorial Urbano (IPTU) com incentivo fiscal para novos empreendimentos. Em contrapartida, caiu de 34,3% para 29,3% a proporção de municípios que ofereciam redução do IPTU como incentivo fiscal. Também caiu de 28,8% para 16,7% a proporção de municípios que concediam isenção do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN). Já entre os benefícios não fiscais, o IBGE apontou que caiu de 41,8% para 34,0% a proporção de municípios que doavam terrenos para a instalação de novos empreendimentos, enquanto aumentou 38,5% para 40% aqueles que ofertavam a cessão de terrenos como incentivo para as novas empresas. “É natural que o município dê para o novo empreendimento o que ele está podendo dar naquele momento. Muitas vezes, não tem terreno para ceder, ou a empresa não quer um terreno, e ele tenta fazer isso de outra maneira”, apontou. Assista às últimas noticias de economia: Veja Mais

Número de pessoas ocupadas na administração pública dos estados brasileiros cai em 2019, aponta IBGE

G1 Economia Considerando todas as UFs, houve redução de 145,3 mil trabalhadores no quadro de pessoal entre 2018 e 2019, uma queda de 4,6%. Proporcionalmente, maior redução ocorreu em cargos comissionados, enquanto houve aumento de 30% no número de contratos via CLT. Dados divulgados nesta quarta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que os governos estaduais reduziram seus quadros de pessoal ocupado entre 2018 e 2019. Considerando todas as 27 Unidades da Federação (UF), incluindo o Distrito Federal, o número de pessoas trabalhando na administração pública estadual teve queda de 4,6% no período. De acordo com o IBGE, em 2019 os governos estaduais empregavam cerca de 3 milhões de pessoas, sendo que 85,4% delas atuavam na administração direta (contratadas diretamente pelo governo), enquanto outras 14,6%, na administração indireta (contratadas por entidades administrativas, como autarquias, fundações públicas, empresas públicas, etc). Na comparação com 2018, houve redução de cerca de 177,4 mil pessoas ocupadas na administração direta dos estados, enquanto aumentou em cerca de 32,4 mil o número de contratados na administração indireta. Com isso, caiu em cerca de 145,3 mil o número de pessoas ocupadas nos governos estaduais. "A gente não pesquisa porque houve essa redução no quadro de pessoal. Mas, sabemos que tem um envelhecimento dessa turma de servidores, principalmente os estatutários e, por outro lado, sabemos que os governos estão tentando enxugar um pouco mais as suas máquinas", apontou a gerente de estudos e pesquisas sociais do IBGE, Vânia Pacheco. Menos estatutários e comissionados, mais celetistas e estagiários Ao analisar o tipo de vínculo do pessoal ocupado na administração pública estadual, observa-se que houve redução de 8% do número de estatutários e de 14,4% dos cargos comissionados. A pesquisadora do IBGE ressalvou que a pesquisa considerou, ao analisar os cargos em comissão, somente aquelas pessoas que exerciam exclusivamente essa função, sem outro vínculo com a administração pública. "Ou seja, não podemos dizer que caiu o número de cargos comissionados nos estados, pois é claro que dentro da máquina de todos os órgãos públicos tem pessoas que são funcionários de carreira que também exercem cargos comissionados, e estes não entram nessa conta", ressalvou a pesquisadora Vânia Pacheco. Governos estaduais aumentaram o número de contratos via CLT e sem vínculo permanente. Economia/G1 Em contrapartida, os governos estaduais aumentaram em 30,2% o número de pessoas contratadas via CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), chamados de celetistas, que são aqueles com carteira assinada. "De uns tempos pra cá, os estatutários estão diminuindo em termos de quantidade, muito em função da aposentadoria, enquanto tem aumentado o número de celetistas. Eles podem ser contratados por um prazo determinado, mesmo que por concurso público, e essa é uma forma de contratação que vem sendo muito utilizada pela administração pública", observou a pesquisadora. Também houve aumento de 9,5% do número de estagiários atuando nos governos estaduais, e de 6% dos contratados sem vínculo permanente. Celetistas são minoria no quadro de pessoal dos governos estaduais, tanto na administração direta quanto indireta Economia/G1 O IBGE destacou que, na administração direta, os contratos regidos pela CLT eram “inexpressivos numericamente”. Em 2019, eles representavam 0,4% do total de pessoal ocupado, menos que o registrado em 2018, cujo percentual era de 0,5%. Já na administração indireta, os celetistas representavam 35,4% do quadro de pessoal, acima do registrado no ano anterior, que era de 27,9%. O IBGE destacou, ainda, que os estatutários são maioria na administração direta em todas as unidades da federação. Municípios aumentam em 0,1% o quadro de pessoal O IBGE também avaliou os recursos humanos dos municípios brasileiros. Na contramão das administrações estaduais, que reduziram o número de pessoas ocupadas, as administrações municipais aumentaram o quadro de pessoal na passagem de 2018 para 2019. De acordo com o levantamento, em 2019, a administração direta e indireta municipal ocupou 6.537.606 pessoas, 0,1% a mais do que em 2018. O IBGE destacou que com esse contingente, o país tem, em média, cerca de 3,1 servidores municipais para atender cada 100 cidadãos. Quanto maior a classe de tamanho de população do município, menor é esse percentual. Cerca de 62,5% servidores municipais da administração direta eram estatutários, com alta frente à pesquisa anterior (62,2%), enquanto a participação dos celetistas ficou praticamente estável: 7,2%, em 2018, e 7,1%, em 2019. Já na administração indireta, os estatutários também predominavam, mas sua participação recuou de 44,9% para 42,0%, no período. Já a participação dos celetistas era maior do que na administração direta, e subiu de 33,7% para 34,8%, de 2018 para 2019. Assista às últimas notícias de Economia: Veja Mais

Campanha contra desperdício de energia foi articulada entre Bento Albuquerque, Bolsonaro, e Fábio Faria

G1 Economia Desde esta terça-feira (1º) a conta de luz passou a ficar mais cara, com uma cobrança extra autorizada pela Aneel. Medida é considerada uma forma de frear o consumo doméstico de energia. Ana Flor: 'Bandeira vermelha acendeu dentro do Governo' A decisão do governo federal de realizar uma campanha contra o desperdício de energia foi tomada na segunda-feira (30), após conversa do ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, com o presidente Jair Bolsonaro. A discussão envolveu também o ministro das Comunicações, Fábio Faria, para que a campanha contra o desperdício seja coordenada pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). Na reunião, Bento informou o diagnóstico de que, além dos reservatórios já em níveis muito baixos, a previsão é de chuvas abaixo do esperado em dezembro, o que cria um risco de cortes seletivos de energia no país. Baixo nível de reservatórios faz ONS prever 'dificuldade' no fornecimento de energia Os cortes seletivos são interrupções do fornecimento de energia programadas pelas distribuidoras – a pedido dos órgãos que operam o sistema – em alguns horários e regiões do país, para garantir o abastecimento nos horários de pico. O ministro comunicou ao presidente a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de antecipar a volta do sistema de bandeiras, com a adoção imediata da vermelha. A medida estabeleceu uma cobrança extra nas contas de luz a partir desta terça-feira (1º) e tenta frear o consumo doméstico. A preocupação do governo e das agências do setor é com o aumento do consumo neste ano e a redução do nível dos reservatórios, que estão em níveis preocupantes especialmente na região sudeste. Além do consumo doméstico não ter diminuído, a recuperação econômica nos últimos meses acelerou a atividade da indústria e o consumo de energia. No final da semana passada, o diretor da Aneel, André Pepitone, conversou com especialistas do setor sobre a possibilidade de retomar, ainda em dezembro, o sistema de bandeiras, com adoção da bandeira vermelha. Nas conversas, Pepitone ouviu que o melhor seria não esperar janeiro, por conta de o sistema estar “no limite”, já com as usinas térmicas disponíveis ligadas. Veja Mais

Qual impacto a chegada da vacina terá na economia?

G1 Economia Retomada tende a ser em ritmo desigual, na medida em que o acesso ao imunizante não será o mesmo entre os países. Primeiros efeitos de chegada de vacinas na economia são esperados para o segundo trimestre de 2021 Jornal Nacional Os países aceleram os preparativos para a vacinação da população contra a Covid-19, esperada para começar de forma generalizada no fim de dezembro ou, no mais tardar, início da janeiro. Na expectativa de reverter o quanto antes os estragos provocados pela pandemia, diferentes setores da economia também já se projetam para o mundo pós-vacina – mas especialistas advertem que o efeito do imunizante não será milagroso. “A vacina com certeza mudou as perspectivas e é uma luz no fim do túnel, porém é preciso ter em mente que o caminho pela frente vai envolver grandes desafios. Nos países da OCDE, mesmo nos melhores cenários, a perspectiva é que leve de seis a oito meses para que os efeitos da vacina comecem a ser sentidos”, afirma o diretor-adjunto da Divisão de Saúde da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), o brasileiro Frederico Guanais. "É preciso administrar essa vacina em escala suficiente para contribuir para a interrupção do ciclo de transmissão do vírus, ou seja, chegar à famosa imunidade de rebanho, de 50 a 60% da população imunizada. Só que, na maioria dos países, a vacinação ocorrerá em etapas”, indica o especialista. Com a imunização em massa, o mundo poderá relançar os setores mais abalados pela crise, como o comércio, o turismo e a cultura. Reino Unido aprova vacina da Pfizer e BioNtech e anuncia que iniciará aplicação na próxima semana Vacinação no Brasil não será obrigatória e grupos de risco terão prioridade; veja o que se sabe sobre o plano do ministério Em suas perspectivas econômicas para 2021, a OCDE prevê que alta de 4,2% do PIB mundial graças à vacina, com os índices de crescimento semelhantes a antes da pandemia já no fim do ano que vem. A retomada, porém, tende a ser em ritmo desigual, na medida em que o acesso ao produto não será o mesmo entre os países. Os investimentos na compra do imunizante e na organização das futuras campanhas de vacinação serão determinantes, frisa Frédéric Bizard, economista da saúde e professor da ESCP Business School de Paris. "A vacinação não vai, em alguns dias, permitir às pessoas voltarem a viver normalmente. As medidas de proteção ainda permanecerão por um bom tempo”, ressalta o francês. "E haverá diferenças entre os países. Os Estados Unidos, que investiram US$ 2,5 bilhões na vacina da Moderna e, evidentemente, terão doses prioritárias em relação a outros países, poderão lançar rapidamente uma vacinação em massa. Eles vão sair, provavelmente, mais rapidamente da epidemia do que a Europa”, compara o professor, que também preside o think tank Institut Santé. Reino Unido é o primeiro país do ocidente a aprovar uma vacina contra a Covid-19 Disparidades mundo afora Os primeiros efeitos na economia são esperados para o segundo trimestre de 2021. Uma análise do banco Goldman Sachs projeta que 50% dos americanos e canadenses estarão vacinados em abril e, na União Europeia, Japão e Austrália, esse objetivo será alcançado, no mínimo, em maio. Dentro da Europa, o ritmo da imunização coletiva também será desigual. Alemães e belgas, que produzem a vacina da Pfizer-BioNTech, devem sair na frente em relação aos vizinhos. Nos países em desenvolvimento as disparidades serão igualmente grandes, explica Guanais. "Os cenários variam de acordo com uma série de elementos – não somente em relação à presença da vacina, como à estrutura da economia, à dependência que cada setor da economia tem do turismo e de atividades intensivas em contato. Nem todos os setores tiveram impacto da mesma forma”, pontua o vice-diretor de Saúde da OCDE. Ele destaca que iniciativas como o acelerador de vacinas da OMS devem agilizar o desenvolvimento e a distribuição do imunizante nos países de renda média e baixa. Obrigação de vacina para pegar avião? Se o avanço da vacinação é a única saída para a crise do coronavírus, as empresas devem se planejar para obrigar os clientes a se vacinar? No setor aéreo, um dos mais abalados pela pandemia, a companhia Qantas já anunciou que exigirá a imunização dos passageiros para poderem embarcar. Para Guanais, o setor privado, em especial os mais abalados pela pandemia, podem ter um papel proativo na saída da crise. "O fato de que o setor privado se movimenta com ideias e propostas é muito interessante. Mas colocá-las em prática requer uma série de outros elementos. Isso já acontece, por exemplo, com a febre amarela. Você precisa apresentar uma caderneta de vacinação e só poderá viajar para uma determinada lista de países se estiver em dia", detalha. Outra hipótese seria a adoção de uma "caderneta Covid”, na qual cada pessoa relevaria a sua situação perante a doença: se já foi infectada, vacinada ou jamais teve contato, nem com a Covid-19, nem com o imunizante. Frédéric Bizard, entretanto, avalia que qualquer obrigação vinda do setor privado pode se revelar um tiro no pé, ao acabar criando novas barreiras para a retomada. “Eu duvido um pouco disso, a começar porque vai demorar muitos meses, em especial para os economicamente ativos, que são os que mais viajam, mas que apresentam menos riscos e serão os últimos da fila da vacinação. Acho que seria um erro exigir que cada passageiro seja vacinado”, indica o economista francês. "Temos um sistema de testagem que está funcionando bem e é confiável. Exigir que um passageiro faça um teste me parece algo normal; exigir que ele seja vacinado, é algo que sequer será possível para muita gente, neste primeiro momento – e ainda pode acentuar a rejeição que muitas pessoas estão apresentando à ideia de se vacinar tão rapidamente”, observa. PIB OCDE Economia G1 Organização e transparência No Brasil, o governo federal fechou contrato com a vacina Oxford/ AstraZeneca e poderá também adquirir a chinesa Sinovac, comprada pelo governo estadual de São Paulo e conhecida no país como Coronavac. “O Brasil é uma grande economia, com um setor farmacêutico sofisticado e capacidade de produção local. O país tem a capacidade de apostar em mais de uma vacina e isso é bom para garantir que haverá opções, afinal ainda não sabemos qual será a melhor vacina”, avalia Guanais. Até o momento, entretanto, nenhum plano nacional de vacinação foi detalhado no Brasil. “Há idas e vindas no planejamento e é um caminho que deve ser fortalecido. É muito importante que a população seja comunicada, de uma forma transparente”, pontua o economista da OCDE. OCDE projeta queda de 6% do PIB do Brasil em 2020 e crescimento de 2,6% em 2021 Vídeos: veja as últimas notícias de economia no Brasil e no mundo Veja Mais

Recuperação é desigual e só parte dos setores retomou patamar pré-pandemia, aponta FGV

G1 Economia Indústria, construção civil e comércio conseguiram eliminar no 3º trimestre as perdas dos três meses anteriores. Já o setor de serviços tem recuperação mais lenta. Segundo levantamento, economia só deverá voltar ao nível pré-Covid em 2022. A economia brasileira reverteu no 3º trimestre parte significativa da forte retração de 9,7% registrada no 2º trimestre, mas a recuperação foi heterogênea e desigual, segundo levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). O estudo mostra que, entre os principais componentes do PIB (Produto Interno Bruto), setores como indústria, construção civil e comércio conseguiram eliminar as perdas da fase mais aguda da pandemia, enquanto que o setor de serviços, que possui peso de mais de 70% na economia e o que mais emprega, continuou enfrentando dificuldades para voltar à normalidade. Os dados oficiais do PIB do 3º trimestre serão divulgados nesta quinta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pelas projeções do Ibre, mesmo com a reação observada entre julho e setembro, a economia brasileira terminou o 3º trimestre ainda 3,1% abaixo do nível do 1º trimestre e só deverá voltar ao nível pré-Covid em 2022. O levantamento foi realizado pela economista Luana Miranda, considerando os dados da série do PIB trimestral do IBGE com ajuste sazonal e a projeção do Ibre/FGV de crescimento de 7,4% da economia brasileira no 3º trimestre, na comparação com o 2º trimestre. Veja quadro abaixo: PIB do 3º trimestre não elimina perdas Economia G1 "Há um descompasso entre a indústria e os serviços. Mesmo com a contribuição positiva do comércio, os serviços ainda estão longe de recuperar o que perdeu. Os outros serviços, que incluem saúde pública, saúde privada, educação, transportes e serviços prestados às famílias, ainda estão demorando muito mais para se recuperar, e isso tem puxado os serviços para baixo, dificultando a retomada”, afirma a Miranda. Pesquisa mensal do IBGE que monitora apenas parte das atividades mostrou que o volume de serviços no país encerrou setembro num patamar ainda 8% abaixo do rodava em fevereiro. Já o grupo dos serviços prestados às famílias ainda estava 36% abaixo do patamar pré-Covid. Segundo o levantamento da FGV, mesmo com as medidas de auxílio e de transferência de renda, o consumo da família – principal motor do PIB brasileiro há anos – ainda está distante do patamar pré-pandemia, da mesma forma que os investimentos, que ainda ficou quase 30% abaixo do pico registrado em 2013. "Se a nossa projeção para o PIB do terceiro trimestre se confirmar, ficaremos 5,4% abaixo do nível do quarto trimestre de 2019, e 3,1% abaixo do 1º trimestre", afirma a pesquisadora do Ibre/FGV. 'Não se trata de uma recuperação em V' O ministro da Economia, Paulo Guedes, vem reafirmando que os indicadores apontam para uma retomada do crescimento em “V” – uma forte queda seguida de recuperação igualmente acentuada. Na avaliação do Ibre, FGV, porém, o ritmo de recuperação é mais lento que o ritmo da queda. "Não se trata de uma recuperação em 'V' do PIB, mas sim de um 'V' mais longo, cuja segunda perna é menos inclinada", afirma Miranda, alertando também para a perspectiva de desaceleração da economia a partir do 4º trimestre em meio à redução e término das medidas de auxílio do governo a empresas e trabalhadores, além das incertezas sobre a evolução da pandemia no país. Confiança empresarial recua em novembro pelo segundo mês seguido, aponta FGV Brasil vive 'início de 2ª onda' por falta de testes, de política centralizada e de isolamento social, apontam pesquisadores "Não corroboro com essa ideia de recuperação em 'V', especialmente por conta do cenário para os serviços", continua. "Já estamos vendo resultados mais contidos da atividade econômica. Deve vir uma acomodação no 4º trimestre. Então, acho bastante arriscado falar em recuperação em 'V' neste momento”, acrescenta. O Ibre/FGV projeta um tombo de 5% do PIB em 2020 e crescimento de 3,5% em 2021. Confirmada a projeção, o país fechará o este ano 3,4% abaixo do nível do final de 2019 e 1% abaixo do primeiro trimestre. "Sendo assim, não recuperaríamos o que foi perdido esse ano ao longo do ano que vem, apenas em 2022", diz Miranda. Indicador do IBGE sobre desemprego na pandemia registra alta de quase 36% em outubro Perspectivas e projeções para 2020 Para o 3º trimestre, os analistas projetam uma alta entre 7% e 9%. Vale lembrar, porém, que o IBGE realiza sempre uma revisão mais abrangente da série histórica na divulgação do terceiro trimestre de cada ano, o que pode pode levar a ajustes na dimensão do tombo do PIB no 1º e 2 º trimestre de 2020, com impactos também no resultado de julho a setembro frente aos 3 meses anteriores. Em novembro, o IBGE revisou o PIB nacional de 2018 de 1,31% para 1,8%. Com base nessa revisão, o Monitor do PIB da FGV estima que o crescimento do PIB de 2019 seja revisto de 1,1% para 1,6%. O mercado financeiro passou a estimar uma retração de 4,50% para a economia brasileira neste ano e de 3,45% em 2021, segundo pesquisa Focus divulgada na segunda-feira (30) pelo Banco Central. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), do Banco Central (BC), considerado uma "prévia" do PIB apontou um crescimento de 9,47% no 3º trimestre, na comparação com os três meses anteriores. O governo brasileiro reduziu para 4,5% a expectativa de queda para o PIB de 2020. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta um tombo de 5,8% do PIB do Brasil em 2020. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) projeta uma retração de 6% do PIB do Brasil em 2020 e de 2,6% em 2021. Vídeos: veja últimas notícias de economia Veja Mais

Preços do petróleo caem após Opep+ adiar decisão sobre politica de produção

G1 Economia Possível aumento de oferta pode prejudicar o avanço recente de preços. Os preços do petróleo ampliaram as perdas da véspera nesta terça-feira (1º), após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados deixarem os mercados "no limbo" com o adiamento de um encontro formal no qual será definido se haverá um aumento de oferta a partir de janeiro. O petróleo Brent terminou a sessão em queda de 0,46 dólar, ou 1%, a US$ 47,42 por barril, enquanto o petróleo dos Estados Unidos (WTI) recuou 0,79 dólar, ou 1,7%, para US$ 44,55 o barril. Campo terrestre de exploração de petróleo da Petrobras no Nordeste Divulgação A Opep, a Rússia e outros aliados, que formam o grupo conhecido como Opep+, adiaram para quinta-feira (3) as negociações sobre a política de produção do ano que vem, que estavam marcadas para ocorrer nesta terça-feira, disseram fontes. Um aumento de oferta prejudicaria o rali recente do petróleo, que fez com que os preços disparassem cerca de 27% em novembro, e alguns países temem um nível mais baixo dos preços em momento em que a demanda permanece fraca e o número de casos de Covid-19 aumenta. "O grupo provavelmente encontrará algum meio-termo, com uma curta extensão sendo o resultado mais provável, seguida por um retorno gradual da produção", disse Helima Croft, do Royal Bank of Canada. "No entanto, este novo tumulto não soa nada bem para a coesão coletiva em 2021, já que o otimismo com a vacina é grande e os produtores antecipam uma forte recuperação", acrescentou. Vídeos: Veja as últimas notícias de economia Veja Mais

BC divulga lista das 1.065 instituições que terão participação obrigatória em open banking

G1 Economia Todos os grande bancos do país entram no grupo, também composto por instituições menores e cooperativas. O Banco Central divulgou nesta sexta-feira a lista das 1.065 instituições que terão participação obrigatória no open banking, que será implementado no país a partir de 2021. Todos os grande bancos do país entram no grupo, também composto por instituições menores e cooperativas. A lista completa das instituições pode ser conferida aqui. O open banking dará aos clientes de instituições financeiras o poder sobre seus dados cadastrais e de transações como meio de fomentar a competição e acesso a serviços mais baratos e melhores. A regulamentação do open banking já havia estipulado obrigatoriedade de participação das instituições enquadradas pelo BC nos segmentos 1 (S1) e 2 (S2). Após PIX, BC mira 'open banking' para personalizar serviços bancários e ampliar competição Entram no S1 as instituições com porte igual ou superior a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) ou que exerçam atividade internacional relevante, independentemente do porte. Já o S2 é composto por instituições com porte inferior a 10%, mas superior a 1% do PIB. No fim de novembro, o BC anunciou o adiamento do pontapé inicial para a implementação do open banking para fevereiro de 2021. Antes, a primeira etapa do processo deveria ser concluída até 30 de novembro deste ano. O prazo para a última etapa do open banking --entrada em vigor do compartilhamento de dados sobre produtos e serviços e dados de transações-- era de 25 de outubro de 2021 e passou a ser 15 de dezembro do próximo ano. Conselho Monetário adia para dezembro de 2021 implementação total do 'open banking' Em nota, o BC afirmou que com os esforços necessários para o combate à pandemia da Covid-19, o governo entendeu que foram impactados os processos de trabalho nas instituições participantes do open banking. "Também foi levada em consideração a necessidade de adaptação de sistemas das instituições em razão de outras ações regulatórias, a exemplo do Pix e de registro de recebíveis de cartão", acrescentou a autoridade monetária. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia Veja Mais

Boeing volta a cortar produção do 787 Dreamliner

G1 Economia Companhia via reduzir a produção de seis para cinco jatos por mês por causa da demanda mais fraca. A Boeing está reduzindo a produção de seu 787 Dreamliner pela quarta vez em 18 meses, após nenhuma entrega em novembro, de acordo com o vice-presidente financeiro da companhia, Greg Smith, com recentes falhas de produção agravando os atrasos oriundos da crise desencadeada pelo coronavírus. A redução de seis para cinco jatos por mês ocorrerá em 2021 e segue a queda na demanda por jatos de longo curso. "Temos um grande número de aeronaves 787 não entregues", disse Smith em uma conferência do Credit Suisse. Logo da Boeing na bolsa de Nova York (NYSE) Richard Drew/AP As entregas diminuíram ainda mais por causa das inspeções ligadas a falhas de produção do 787 nos últimos meses, que os reguladores dos Estados Unidos estão investigando. As inspeções de qualidade extra estão demorando mais do que o esperado e continuarão reduzindo as entregas em dezembro, acrescentou o executivo. A ação da Boeing caía nesta sexta-feira, após alta acentuada na véspera na esteira de um pedido do 737 MAX, que retorna ao serviço neste mês após uma proibição de segurança de 20 meses. Durante a suspensão do 737 MAX, a Boeing confiou fortemente no 787 para conter a saída de recursos do caixa, mas a demanda por esses modelos de fuselagem larga foi duramente atingida pela pandemia, piorando o excesso de oferta. A Boeing já havia cortado a produção planejada do 787 três vezes, de um pico de 14 por mês desde meados do ano passado. Anteriormente, havia aumentado a produção na esperança de chegar a um acordo para fornecer dezenas de jatos para a China, mas as perspectivas diminuíram em meio às tensões comerciais com os EUA, seguidas pela pandemia. Vídeos: Últimas notícias de economia Veja Mais

Bolsas europeias fecham em alta com ganhos do petróleo e esperanças de estímulo

G1 Economia Em Londres, o índice Financial Times avançou 0,92%, a 6.550 pontos. Ações de petróleo impulsionaram os mercados europeus nesta sexta-feira (4), com o índice de Londres atingindo máximas de nove meses, enquanto a fraca criação de empregos nos Estados Unidos fortaleceu as esperanças de um estímulo fiscal. O índice FTSE 100 de Londres subiu 0,9%, já que os preços do petróleo aumentaram após um acordo entre os membros da Opep+ para continuar a aumentar levemente a produção a partir de janeiro, apesar da continuidade da maior parte das restrições de oferta existentes. O índice de petróleo e gás da Europa saltou 3,1%. Nos Estados Unidos, dados mostraram que a economia criou o menor número de vagas de trabalho em seis meses em novembro, mas o mercado se recuperou rapidamente à medida que aumentavam as esperanças de que o governo aprove um pacote de alívio ao coronavírus de 908 bilhões de dólares. "Vacinas, o reinício das tratativas sobre estímulos e o novo governo (dos EUA) e um cenário internacional menos conflituoso ainda serão os temas que impulsionam o mercado", disse Marvin Loh, estrategista sênior para macro global da State Street Global Markets. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,6%, ajudando-o a entrar em território positivo no desempenho semanal - sua quinta semana consecutiva no azul. Dados econômicos decepcionantes e a incerteza em torno do Brexit pesaram sobre o índice esta semana. O progresso em torno de um acordo comercial pós-Brexit ainda permanecia incerto. Autoridades da União Europeia afirmaram que um acordo poderia finalmente ser alcançado neste fim de semana, mas Londres insistiu que as negociações ainda permaneciam "muito difíceis". OMS alerta que a pandemia na Europa está longe de ser controlada Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,92%, a 6.550 pontos. Em FRANKFURT, o índice DAX teve alta de 0,35%, a 13.298 pontos. Em PARIS, o índice CAC-40 valorizou-se 0,62%, a 5.609 pontos. Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve alta de 0,78%, a 22.178 pontos. Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 1,49%, a 8.322 pontos. Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 1,37%, a 4.702 pontos. 00:00 / 17:52 Assista as últimas notícias de economia Veja Mais

Bovespa opera em alta, acima dos 113 mil pontos, com exterior favorável

G1 Economia Na quinta-feira, Ibovespa fechou a 112.291 pontos, acumulando alta de 17% desde o início de novembro. O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta nesta sexta-feira (4), apoiado pelo cenário externo favorável, principalmente o noticiário promissor sobre vacinação contra o coronavírus e expectativa de estímulos nos EUA. Às 10h33, o Ibovespa subia 1,09%, a 113.511 pontos. Veja mais cotações. Na quinta-feira, a Bolsa fechou em alta de 0,37%, a 112.291 pontos, acumulando avanço de 1,55% na parcial da semana. No ano, a queda acumulada passou a ser de 2,9%. O Ibovespa já subiu 17% desde o início de novembro, com destaque para as companhias aéreas e de turismo, mais penalizadas pela pandemia, e Petrobras. A recuperação do Ibovespa nas últimas semanas tem sido impulsionada pelo maior ingresso de recursos de investidores estrangeiros. Em novembro, o estrangeiro aportou liquidamente R$ 33,3 bilhões na bolsa brasileira e, no dia 1º, o saldo foi de mais R$ 919,7 milhões, destaca o Valor Online. Especialistas apontam os principais problemas para a recuperação econômica Cenário global e local Lá fora, sinais de progresso na aprovação de um novo estímulo fiscal nos Estados Unidos ajudavam a manter um maior otimismo dos mercados na retomada da economia global em um ambiente de farta liquidez. Os preços do petróleo subiam acima de 1% após comprometimento entre os membros da OPEC+ para continuarem com alguns cortes de produção. Por aqui, a inflação dos mais pobres acelera alta a 0,95% em novembro, segundo a Fudação Getúlio Vargas. Com o resultado, o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) acumula alta de 4,85% no ano e 5,82% nos últimos 12 meses. Em Brasília, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou a favor de uma tese jurídica que, na prática, viabiliza a reeleição dos atuais presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). O foco dos mercados nesta reta final do ano segue voltado para a sustentabilidade fiscal do Brasil e as incertezas sobre a aprovação de medidas e reformas estruturais para garantir a saúde das contas públicas. Com fim do Auxílio Emergencial e piora fiscal, país lida com incertezas para 2021 Variação do Ibovespa em 2020 Economia G1 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x VÍDEOS: Últimas notícias de Economia VÍDEOS: Últimas notícias de Economia| em G1 / Economia Veja Mais

Após bater R$ 5,12, dólar muda de rumo e passa a subir

G1 Economia Na quinta-feira, moeda norte-americana fechou a R$ 5,1401, menor valor desde 22 de julho. Notas de dólar Reuters/Dado Ruvic O dólar passou a subir nesta sexta-feira (4), depois de fortes baixas nos últimos dias, mas a moeda norte-americana ainda seguia a caminho de fechar a semana em queda de mais de 3%, tendo como pano de fundo visível apetite global por risco diante da confiança na retomada econômica. Às 10h31, a moeda norte-americana subia 0,15%, a R$ 5,1477. Na mínima até o momento chegou a R$ 5,1252 e, na máxima, bateu R$ 5,1742. Veja mais cotações. Na quinta-feira, o dólar encerrou em queda de 1,93%, a R$ 5,1401 – menor valor desde 22 de julho. Na parcial de dezembro, a moeda norte-americana passou a acumular um recuo de 3,86%. No ano, porém, o avanço ainda é de 28,19%. Saiba se é hora de comprar dólar Especialistas apontam os principais problemas para a recuperação econômica Cenário local e externo A moeda brasileira tem a melhor performance entre seus pares emergentes desde 3 de novembro, data da eleição norte-americana, com expectativa de que o presidente recém-eleito, Joe Biden, amplie gastos para turbinar a retomada - o que pode fortalecer um já em curso movimento de compra de ativos emergentes. "Vemos uma janela de oportunidade para aumento de otimismo em relação aos ativos brasileiros nos próximos meses", disseram analistas do Barclays em nota. O JPMorgan projeta que o dólar subirá gradativamente para R$ 5,30 ao fim do segundo trimestre de 2021 e para R$ 5,35 e R$ 5,40 nos trimestres posteriores, taxas mais altas que a prevista para o término de março (R$ 5,15). Lá fora, sinais de progresso na aprovação de um novo estímulo fiscal nos Estados Unidos ajudavam a manter um maior otimismo dos mercados na retomada da economia global em um ambiente de farta liquidez. Os preços do petróleo subiam acima de 1% após comprometimento entre os membros da OPEC+ para continuarem com alguns cortes de produção. Por aqui, a inflação dos mais pobres acelera alta a 0,95% em novembro, segundo a Fudação Getúlio Vargas. Com o resultado, o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) acumula alta de 4,85% no ano e 5,82% nos últimos 12 meses. Em Brasília, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou a favor de uma tese jurídica que, na prática, viabiliza a reeleição dos atuais presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). O foco dos mercados nesta reta final do ano segue voltado para a sustentabilidade fiscal do Brasil e as incertezas sobre a aprovação de medidas e reformas estruturais para garantir a saúde das contas públicas. Com fim do Auxílio Emergencial e piora fiscal, país lida com incertezas para 2021 Assista às últimas notícias de economia Variação do dólar em 2020 G1 Veja Mais

Com fim do Auxílio Emergencial e piora fiscal, país lida com incertezas para 2021

G1 Economia Para 2021, as projeções dos analistas são de que o país deve colher algum crescimento, mas ainda tímido. Muito do resultado esperado vai vir do chamado carrego estatístico - a herança que o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) vai deixar para o ano que vem. Especialistas apontam os principais problemas para a recuperação econômica Com a expectativa de término das transferências bilionárias, o Brasil tem uma transição difícil pela frente. Mais do que mitigar os efeitos da crise sanitária, o Auxílio Emergencial concedido a 67 milhões de brasileiros se tornou o principal motor do crescimento econômico recorde de 7,7% no terceiro trimestre. PIB do Brasil cresce 7,7% no 3º trimestre, mas não elimina perdas com pandemia PIBinho com cara de PIBão: 5 pontos para entender o ritmo de recuperação da economia Baixa eficiência no combate à pandemia atrapalha crescimento e exige mais gastos públicos Para os próximos trimestres, no entanto, o país lida com uma série de incertezas em várias frentes. Há dúvidas sobre a capacidade de o governo avançar com a agenda de reformas, em especial na área fiscal; o mercado de trabalho enfrenta uma deterioração; a inflação voltou a subir; e ainda não um há rumo definido para a criação de um programa social que caiba no orçamento do ano que vem. Economistas discutem futuro do país em 2021 Montagem/Celso Tavares Todos esses entraves devem dificultar uma retomada mais consistente da economia brasileira, dizem analistas ouvidos pelo G1 e pela GloboNews. Para 2021, as projeções dos analistas são de que o país deve colher algum crescimento, mas ainda tímido. Muito do resultado esperado vai vir do chamado carrego estatístico - a herança que o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) vai deixar para o ano que vem. Diante desse quadro, o Brasil se aproxima de 2021 com uma série de desequilíbrios. José Roberto Mendonça de Barros O economista José Roberto Mendonça de Barros prevê que a economia brasileira vai enfrentar um quadro de estagflação no ano que vem. Na leitura do sócio da MB Associados e ex-secretário de Política Econômica do governo Fernando Henrique Cardoso, o Brasil vai chegar ao próximo ano com vários desarranjos: na inflação, nas contas públicas, sem aumento do investimento e com o consumo andando de lado. "A estagflação é isso: você sai do buraco, começa a andar de lado e volta para aquela mediocridade do crescimento que caracterizou o período de 2016 para frente", afirma. Mendonça de Barros estima uma alta de 2,5% no PIB do próximo ano. E com o fim do auxílio, uma queda abrupta no consumo, em um cenário no qual o beneficio será substituído por um mercado de trabalho muito enfraquecido. "Vai ser uma dureza o mercado de trabalho no ano que vem", disse. Clique aqui para ler a entrevista completa Solange Srour A economista-chefe do Credit Suisse, Solange Srour, acredita que Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial vai funcionar como uma ponte até o fim do governo Jair Bolsonaro para que o país consiga lidar com os seus desequilíbrios fiscais. Se a PEC não for aprovada, Solange avalia que vai haver um aumento da desconfiança entre os investidores com o rumo das contas públicas e com a capacidade de o governo cumprir o teto de gastos nos próximos anos. "Se a gente não aprovar a PEC Emergencial, vamos ter uma minicrise no Brasil, ainda que o cenário internacional esteja muito favorável", afirma Solange. "Esse risco vai acabar empurrando o Congresso a aprovar a proposta." A economista, no entanto, vê expectativas mais otimistas com a proximidade de aprovação de vacinas contra o coronavírus, que pode levar a um aumento da oferta e a "uma puxada de PIB mundial importante, que tem impactos no Brasil". "Se o Brasil conseguir manter a credibilidade fiscal, a gente pode ter uma recuperação cíclica favorecida pelos juros baixos, pela volta do crédito e do emprego, ainda que os programas de sustentação do crédito, da renda e do emprego comecem a ser retirados", aponta. Clique aqui para ler a entrevista completa Marcos Lisboa O presidente do Insper, Marcos Lisboa, avalia que o Brasil optou por uma recuperação econômica mais forte no curto prazo, às custas de um agravamento da questão fiscal. Isso devido às medidas bilionárias de auxílio adotadas em meio à pandemia, que, segundo ele, acabaram se mostrando descalibradas. "Isso teve um impacto positivo e um custo negativo", afirma Lisboa, que foi secretário de Política Econômica no primeiro governo Lula. Segundo ele, o país trocou uma recuperação mais forte no terceiro trimestre por problemas à frente. Para Lisboa, o país também perdeu a oportunidade de avançar com uma agenda de reformas, no momento em que a crise econômica começou a arrefecer. O economista aponta que a inação do governo torna o cenário mais difícil, e prejudica as expectativas para o próximo ano. "O cenário para 2021 e 2022 é de extremos", diz ele. "Um dos cenários é o governo vir com uma proposta consistente para enfrentar o problema fiscal, de não aumentar gastos. (...) O segundo cenário é o governo tentar algum atalho para permitir aumento dos gastos e não enfrentar os problemas que nós temos hoje. Nesta caso (...), nós teremos problemas graves na economia em 2021", completa. Clique aqui para ler a entrevista completa Vídeos: Últimas notícias de economia Veja Mais

Se a gente não aprovar a PEC Emergencial, vamos ter uma minicrise no Brasil, diz Solange Srour

G1 Economia Economista-chefe do banco Credit Suisse avalia que a proposta que tramita no Senado é fundamental para o país conseguir manter o teto de gastos nos próximos anos. A economista-chefe do banco Credit Suisse, Solange Srour, acredita que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial vai funcionar como uma ponte até o fim do governo para que o país consiga lidar com os seus desequilíbrios fiscais. A proposta, que tramita no Senado, cria mecanismos emergenciais de controle de despesas públicas para União, estados e municípios. Ela permite, por exemplo, a redução da jornada e do salário dos servidores, abrindo espaço nos orçamentos. Se a PEC não for provada, Solange avalia que haverá um aumento da desconfiança entre os investidores, em relação ao rumo das contas públicas e à capacidade de o governo cumprir o teto de gastos nos próximos anos. "Se a gente não aprovar a PEC Emergencial, vamos ter uma minicrise no Brasil, ainda que o cenário internacional esteja muito favorável", afirma Solange. "Esse risco vai acabar empurrando o Congresso a aprovar a proposta." Economista-chefe do banco Credit Suisse, Solange Srour Wilton Junior/Estadão Conteúdo O G1 e a GloboNews ouviram economistas sobre os desafios para 2021. A seguir, os principais trechos da entrevista com Solange Srour, economista-chefe do banco Credit Suisse. Leia também as entrevistas com José Roberto Mendonça de Barros, sócio da MB Associados; e Marcos Lisboa, presidente do Insper. Especialistas apontam os principais problemas para a recuperação econômica Como será a recuperação da economia? A recuperação da economia no final de 2020 se dará pela volta da normalidade da oferta. A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus foi abrupta, porque paralisou a oferta de uma forma nunca vista antes. Essa volta se dá pelo fato de as pessoas poderem retornar aos seus trabalhos, há uma movimentação, e isso já traz uma recuperação. É claro que existe o fator do impacto fiscal. O país gastou 8% do PIB no combate ao coronavírus, com medidas de auxílio à renda, ao crédito e ao emprego. E isso está trazendo um impacto importante no segundo semestre. Então, o país teve uma recuperação expressiva no terceiro trimestre, depois do tombo no segundo. E no quarto a gente ainda espera algum crescimento diante desses dois fatores. E para 2021, qual é o quadro? Para o ano que vem, a questão é quão rapidamente a gente volta para a normalidade. Hoje, as expectativas são mais otimistas, com a aproximação da aprovação da vacina. Ela já vai ser aplicada no primeiro trimestre em vários países do mundo, mas para os grupos mais expostos, que é o pessoal de saúde e os mais idosos. E aí, no segundo e terceiro trimestres, para a população em geral. Com isso, a gente tem uma puxada de PIB mundial importante, que tem impactos no Brasil. A volta da oferta vem com mais vigor ao longo do segundo e terceiro trimestre do ano que vem. Se o Brasil conseguir manter a credibilidade fiscal, a gente pode ter uma recuperação cíclica favorecida pelos juros baixos, pela volta do crédito e do emprego, ainda que os programas de sustentação do crédito, da renda e do emprego comecem a ser retirados. Você vê esse cenário positivo mesmo que o país não consiga fazer uma aterrisagem com responsabilidade fiscal do Auxílio Emergencial para o Renda Cidadã? Não, não vejo. O meu cenário base pressupõe a aprovação de uma PEC Emergencial no primeiro trimestre do ano que vem, depois da eleição na Câmara e no Senado. Essa PEC é super importante, não só para a criação do programa Renda Cidadã, mas para a manutenção do teto de gastos em 2022. A criação do Renda Cidadã é importante por uma questão de lidar com o aumento da desigualdade social, principalmente no pós-Covid. A crise vai trazer impactos de médio e longo para o Brasil. E existe uma demanda por gasto social. E o que deve puxar a recuperação? A gente está saindo este ano de um programa de 4,5% do PIB, que foi o Auxílio Emergencial, para algo muito mais modesto, que é o Renda Brasil ou Renda Cidadã. Não é isso que vai ser o condutor do crescimento. O condutor do crescimento vai ser conseguir aprovar a PEC Emergencial, mantendo o teto de gastos até 2022 e 2023, mantendo as condições frouxas no mercado financeiro: um câmbio mais valorizado, uma taxa de juros mais baixa, e um aumento da confiança, que traz o investimento e o crescimento para o Brasil. Então, é muito mais importante manter o teto para o crescimento, para as condições financeiras, do que criar um programa fora do teto que acabe ruindo com a confiança. O estímulo do ano que vem vai vir da volta da confiança, de juros baixos e da manutenção da inflação. A inflação é um tema que preocupa para o ano que vem? Me preocupa e muito. A gente tem uma inflação para o ano que vem que é de 3,9%. Não é nenhuma projeção de inflação super elevada. Mas é um tema preocupante, porque este ano tivemos um impacto muito relevante da depreciação do câmbio e da alta de commodities nos índices de atacado. E isso vai trazer o repasse para 2021, mesmo que a atividade não tenha uma recuperação extraordinária. E a segunda questão, ainda mais importante, é a parte fiscal, porque ela impacta a inflação. Se a gente mantém a incerteza fiscal por muito tempo, se existem dúvidas de que o Brasil vai voltar para uma trajetória de sustentabilidade da dívida, esses choques de câmbio e oferta têm uma propensão a se espalhar mais para os preços da economia. A gente viu muito isso em 2015. A inflação atingiu o patamar acima de 10%, porque esses choques se propagaram para outros preços, muitas vezes não relacionados aos choques primários de oferta, porque não havia um âncora fiscal. E o teto é hoje a nossa âncora fiscal. Economista-chefe do Credit Suisse, Solange Srour Wilton Junior/Estadão Conteúdo O que leva vocês a acreditarem que o governo vai aprovar a PEC Emergencial? Dado que ele tem dificuldade em avançar na agenda de reformas fiscais... Eu não vejo a PEC Emergencial como uma reforma. Na verdade, ela é uma ponte, a única ponte que a gente tem para chegar até 2023, sem sofrer uma verdadeira crise de confiança. Sem a PEC, vai ser impossível manter o teto em 2022. Em 2021, já vai ser muito difícil, mas a gente conseguiu o acordo com estados e municípios, o governo não vai dar aumento de salário para funcionalismo público, então ainda é possível em 2021. Mas o país precisa discutir como manter o teto em 2022, no ano de 2021. Por isso que não vejo como uma reforma. Na verdade, a gente não tem uma alternativa. No final, o que faz o governo aprovar a PEC Emergencial é que a alternativa é uma situação muito ruim para a economia, uma situação de câmbio depreciado, uma inflação mais alta, queda de PIB com a puxada da taxa de juros longa... Muito provavelmente o Banco Central terá de subir mais fortemente a Selic no ano que vem. Qual será o cenário no caso de uma não aprovação da PEC Emergencial? Se a gente não aprovar a PEC Emergencial, eu acredito que a desconfiança vai voltar, assim como aconteceu há poucos meses, quando teve a história dos precatórios, de dar um furo no teto. Vimos o câmbio desvalorizar, as taxas de juros longas no mercado subirem muito. O Tesouro teve dificuldade de rolagem (trocar dívidas antigas que vencem por novas), mesmo encurtando o prazo. Se a gente não aprovar a PEC Emergencial, vamos ter uma minicrise no Brasil, ainda que o cenário internacional esteja muito favorável. Esse risco vai acabar empurrando o Congresso a aprovar a proposta. Eu digo que ela não é uma reforma, porque ela tem medidas temporárias. Todas as medidas de contenção de gastos são válidas por dois ou três anos, no máximo. E a agenda de reformas, quando deve sair? No começo do próximo governo, a gente deve ter uma agenda forte de reformas, principalmente a reforma administrativa porque, assim como a da Previdência, ela é muito importante, porque traz uma economia no médio prazo e espero, também, no curto prazo. Se a reforma administrativa só trouxer economia de muito longo prazo, não vai resolver o problema da credibilidade. Com isso, eu estou dizendo que não vejo a reforma administrativa que foi mandada sendo aprovada nos próximos dois anos. Só vejo no início de um próximo governo e valendo, em algum grau, para os atuais servidores para poder trazer economias importantes e ajudar a trazer essa trajetória da dívida para um nível mais baixo. Qual é a projeção para o mercado de trabalho em 2021? O Brasil adotou medidas muito importantes de sustentação do emprego, que vão fazer a situação ser menos dramática do que poderia ser. Todas as medidas adotadas para redução de jornada e afastamento temporário evitaram que a situação fosse mais agravada com o fechamento de empresas e postos de trabalho. Com a retomada da oferta, essas medidas de sustentação de emprego saem, e o mercado retoma lentamente. O desemprego vai subir, porque é a recuperação mais demorada. Mas a gente tem boas notícias. Você pega os dados do Caged, a contratação formal, está vindo mais forte que o esperado, assim como está vindo mais forte do que o esperado o consumo, a produção industrial, enfim, a parte da construção civil. E como a economia chega em 2022? Na verdade, a base de comparação é muito baixa. A minha projeção é de 4,1% para o ano que vem. Pode parecer um número muito forte, mas o carrego estatístico é elevado, em torno de 2,5%, mas pode chegar a 3%. Ou seja, se a economia crescer 3% no ano que vem, é como se ela tivesse estagnada no mesmo patamar do final de 2020. O desafio de crescer de forma sustentável pós-2021 é muito grande, muito elevado. E aí a manutenção do arcabouço fiscal é o mínimo necessário. Lembrando que o país fez a reforma da Previdência e nem por isso conseguiu crescer fortemente em 2019 e entrou neste ano com um ritmo gradual de recuperação, antes da crise do coronavírus. Ou seja, é preciso avançar além da questão fiscal. A agenda fiscal está incompleta, por isso a reforma administrativa é tão importante, e outras reformas que foquem no gasto obrigatório. Mas para crescer é preciso fazer reformas que aumentem a produtividade. E aí o Brasil está muito atrasado, estamos discutindo, por exemplo, a reforma tributária há séculos. E ela nunca sai do papel de verdade. Initial plugin text Vídeos: Últimas notícias de economia v Veja Mais

Disparam encomendas de robô brasileiro que alimenta suínos enquanto toca música clássica

G1 Economia A Roboagro, empresa de Caxias do Sul (RS) que vende a máquina, disse que os pedidos aumentaram, em média, 400% para 60 unidades por mês. Equipamento pode gerar uma economia anual de cerca de R$ 40 mil a cada lote de 1.000 animais. Roboagro, empresa de Caxias do Sul, vende um robô que alimenta os porcos enquanto toca música clássica Roboagro via Reuters A demanda por um robô brasileiro que alimenta suínos enquanto toca música clássica disparou neste ano, em um momento em que os criadores buscam cortar custos em meio à pandemia de Covid-19. A Roboagro, empresa de Caxias do Sul (RS) que vende o equipamento, disse que os pedidos aumentaram, em média, 400% para 60 unidades por mês. A máquina que alimenta os animais, acomodados em baias, garante que eles recebam a quantidade exata de ração em cada refeição. Enquanto avança entre os compartimentos, o robô toca música clássica, o que a empresa afirma aliviar o estresse dos porcos em fase de engorda. De onde vem: à frente dos carros, máquinas agrícolas já estão próximas da autonomia completa Roboagro, empresa de Caxias do Sul, vende um robô que alimenta os porcos enquanto toca música clássica Roboagro via Reuters O diretor da Roboagro, Giovani Molin, afirmou em nota que o robô reduz a presença de humanos nas criações de porcos, além de gerar dados que ajudam a melhorar o gerenciamento geral do rebanho. A ração corresponde por até 75% dos custos de produção de suínos, e cada centavo conta em meio a uma forte alta nos preços dos grãos, devido à demanda aquecida. Segundo a Roboagro, os produtores que utilizam a tecnologia podem melhorar o índice de conversão alimentar dos animais, aumentando o seu rendimento. O robô pode gerar uma economia anual de cerca de R$ 40 mil a cada lote de 1.000 animais, disse a empresa, em cálculo que não inclui custos de mão de obra. A Roboagro afirma que seu robô é utilizado em cerca de 500 granjas no Brasil, incluindo fornecedoras de grandes frigoríficos, como a JBS e a BRF, que enfrentaram surtos de Covid-19 em suas instalações. O Brasil, um grande produtor de proteína animal, aumentou o volume de exportações de carne suína em 40% nos dez primeiros meses deste ano. Esse comércio gerou 1,87 bilhão de dólares em receita, alta de quase 50%, diante da firme demanda chinesa. VÍDEOS: tudo sobre o agronegócio Veja Mais

Empresa de Campinas oferece 25 vagas de emprego na área de tecnologia; veja cargos

G1 Economia Oportunidades são para regime home office e currículos devem ser encaminhados por e-mail. Empresas de tecnologia têm recrutado profissionais durante a quarentena Reprodução/EPTV Uma empresa sediada em Campinas (SP) que atua com aplicações tecnológicas para as áreas fiscal e de logística oferece 25 vagas de emprego. As oportunidades são ofertadas nas áreas de desenvolvedor.net pleno, desenvolvedor.net sênior, scrum master, analista de infraestrutura e líder de suporte técnico e atendimento. Veja pré-requisitos abaixo. Os interessados em trabalhar na Online Applications devem encaminhar os currículos para o e-mail vagas@onlineapp.com.br ou cadastrar pela internet. Como os profissionais selecionados trabalharão de suas casas, a empresa recebe currículos de pessoas de todo o país para as posições. Além disso, a companhia oferta oportunidades tanto para candidatos que falam inglês, quanto para os que não têm a segunda língua. No caso dos cargos de desenvolvedor.net pleno e desenvolvedor.net sênior, por exemplo, são admitidas candidaturas sem a necessidade do idioma. A empresa informa que o número de contratações pode ser maior do que as 25 previstas nos próximos meses. Com isso, os candidatos que não forem escolhidos nesta etapa podem ser recrutados futuramente. Veja mais oportunidades da região no G1 Campinas Veja Mais

Facebook e Instagram vão remover alegações falsas sobre vacinas contra a Covid-19

G1 Economia Posts com afirmações que já tiverem sido desacreditadas por especialistas em saúde pública serão retirados. Medida começa a ser implementada nas próximas semanas. Foto tirada no dia 17 de novembro mostra seringa e frasco com etiqueta 'vacina Covid-19' escrita em inglês. Joel Saget/AFP O Facebook anunciou nesta quinta-feira (3) que vai começar a remover alegações falsas sobre as vacinas contra a Covid-19 de sua plataforma. A medida vale também para o Instagram e será iniciada nas próximas semanas. De acordo com a rede social, posts com afirmações que já tiverem sido desacreditadas por especialistas em saúde pública serão retirados. Vacinação contra a Covid-19: veja o que se sabe sobre os planos de cada país "Esta é mais uma aplicação da nossa política que permite remover desinformação sobre o vírus que pode causar danos físicos iminentes. Isso pode incluir alegações falsas sobre a segurança, eficácia, ingredientes ou efeitos colaterais das vacinas", disse o Facebook, em comunicado. Um dos exemplos de alegações falsas dado pela rede social são posts falando que as vacinas contém microchips ou qualquer outra coisa que não esteja na lista oficial de ingredientes da vacina. Também serão removidas teorias conspiratórias sobre as vacinas contra o coronavírus, como a afirmação de que populações específicas estariam sendo usadas sem seu consentimento para testar a segurança da vacina. "Não poderemos começar a aplicar essas políticas da noite para o dia. Como ainda é cedo e os fatos sobre as vacinas do COVID-19 continuarão a evoluir, atualizaremos regularmente as alegações que removemos com base nas orientações das autoridades de saúde pública à medida que elas souberem mais", afirmou o Facebook. A rede social também disse que continua a promover informações sobre essas vacinas, por meio de de seu Centro de Informações da Covid-19. VÍDEOS: Veja novidades sobre vacinas contra a Covid-19 Veja Mais

IBM diz que processo de transporte de vacinas contra Covid-19 é alvo de hackers

G1 Economia Cibercriminosos enviaram e-mails falsos para empresas envolvidas na logística das doses. Empresa não revelou se o ataque teve algum sucesso. Hackers tentaram obter informações sobre processo de logística da vacina contra Covid-19. REUTERS/Dado Ruvic A IBM emitiu um alerta nesta quinta-feira (3) sobre hackers que visam empresas essenciais para a distribuição de vacinas contra Covid-19. A empresa disse em publicação em seu blog que descobriu "uma campanha global de phishing" (um tipo de golpe que tenta enganar as pessoas por meio de e-mails falsos) focada em organizações associadas à "cadeia fria" da vacina contra Covid-19 – mas não indicou se ela foi bem-sucedida. A "cadeia fria" é o processo necessário para manter as doses da vacina em temperaturas extremamente baixas, enquanto são transportadas. Saiba mais: Insumos, aprovação e transporte. Veja o caminho até a vacinação contra a Covid-19 A unidade de cibersegurança da IBM afirmou ter detectado um grupo avançado de hackers trabalhando para coletar informações sobre diferentes aspectos desse processo de logística. Para isso, os hackers usaram e-mails meticulosamente elaborados com armadilhas eletrônicas enviados em nome de um executivo da Haier Biomedical, uma empresa chinesa especializada em transporte de vacinas e armazenamento de amostras biológicas. O objetivo dos criminosos era obter credenciais de login dessas companhias para ter acesso a "redes corporativas e informações sensíveis sobre a distribuição da vacina", segundo os pesquisadores. O relatório sugere que os invasores poderiam roubar informações, obter detalhes sobre tecnologia e contrato, criar confusão e desconfiança nas vacinas ou até mesmo perturbar o esquema de logística. Os hackers realizaram "um esforço excepcional", disse a analista da IBM Claire Zaboeva, que ajudou a produzir o relatório. Eles pesquisaram a marca, o modelo e o preço correto de várias unidades de refrigeração da Haier, afirmou Zaboeva. A IBM não revelou se a campanha teve algum sucesso, e disse que a coordenação do ataque sugere que houve participação de alguma nação, sem apontar para nenhum país específico. Entre os alvos do ataque estavam um órgão de fiscalização aduaneira da Comissão Europeia e empresas de diversos países. A IBM não apresentou os nomes das companhias afetadas, mas disse que todas provavelmente estavam associadas com um programa de logística liderada pela Gavi, uma aliança internacional de vacinação. A Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos Estados Unidos também publicou o relatório, alertando os membros da Warp Speed – a operação nacional de vacinação do governo dos Estados Unidos – para ficarem atentos. Vídeos: tudo sobre segurança digital o Veja Mais

Pandemia leva empresas a reduzir salários e adiar aumentos, mostra pesquisa

G1 Economia 94% das empresas ouvidas implementaram redução de 3 a 4% no salário-base neste ano. Pesquisa da consultoria organizacional Mercer mostra que 94% das empresas implementaram redução de 3 a 4% no salário-base neste ano. As reduções são referentes a novas contratações, mudanças nas referências salariais ou ligadas ao programa do governo que permite a redução da jornada de trabalho. A pesquisa teve a participação de 718 empresas, abrangendo mais de 860 mil profissionais de todos os setores econômicos. Outros dados da pesquisa mostram que 73% das empresas atrasaram os aumentos e 51% tiveram os reajustes planejados para 2020 afetados pela pandemia. Segundo o líder de produtos de carreira da Mercer Brasil, Rafael Ricarte, apesar de a redução no salário ter sido concebida como uma medida emergencial e de caráter temporário, aproximadamente 5,4% das empresas pesquisadas indicaram que essa redução será permanente. Com a pandemia, América Latina mergulha na pior crise econômica da história Reajuste menor em relação a 2019 A pesquisa da Mercer mostra ainda que, entre as empresas que concederam aumento salarial, o reajuste médio foi de 2,5%, ante um índice de 4,4% em 2019. Ainda segundo o estudo, boa parte das empresas precisou atrasar a concessão dos aumentos devido aos efeitos econômicos provocados pela pandemia. A pesquisa aponta também que 60% das empresas não planejam fazer nenhuma alteração no número de funcionários até o final do ano. Entre as 21% que deverão efetuar demissões, o maior percentual ocorrerá nos níveis operacionais e nas áreas de vendas. Benefícios Mesmo com a pandemia, as empresas pesquisadas relataram não ter a intenção de fazer grandes mudanças no pacote de benefícios oferecido aos funcionários. A grande novidade, entretanto, foi o aumento considerável na quantidade de organizações que pretende implementar o sistema de benefícios flexíveis. "A disseminação da prática do home office despertou o interesse por novas alternativas que antes não eram tão cogitadas ou valorizadas. Um plano de benefícios flexíveis oferece ao empregado a opção pela escolha daqueles que fazem mais sentido para ele e sua família", afirma Ricarte. Executivas ganham menos De acordo com a pesquisa da Mercer, os salários de homens e mulheres permanecem mais ou menos equivalentes no nível gerencial. Já nas posições de diretoria, o salário médio das mulheres é inferior ao dos homens. No setor de Tecnologia, por exemplo, uma alta executiva recebe em média 34% a menos que um homem na mesma posição. No segmento de Life Sciences (Saúde e Farma), a diferença é de 29%. Assista a mais notícias de Economia: Veja Mais

Simm tem vagas para borracheiro, recepcionista, açougueiro e outras; veja lista

G1 Economia Candidatos devem agendar atendimento através do site do serviço. Pessoas com deficiência visual podem agendar pelo telefone (71) 3202-2005. Posto do SIMM no bairro do Comércio, em Salvador Valter Pontes/Secom O Serviço Municipal de Intermediação de Mão de Obra (Simm) oferece 47 vagas de emprego, sendo 24 destinadas para pessoas com deficiência, para esta quinta-feira (3), em Salvador. [Confira oportunidades abaixo] Os interessados nos serviços do Simm serão atendidos de forma individualizada e com hora marcada. Para se candidatar, o interessado deve agendar atendimento através do site do serviço, das 7h às 16h. No caso das pessoas com deficiência visual, o agendamento será feito pelo número: (71) 3202-2005. Confira oportunidades: Motorista Ensino médio completo, 6 meses de experiência, imprescindível CNH D. Salário: 1.454,00 + benefícios 1 Vaga Auxiliar de Limpeza Ensino médio completo, com ou sem experiência, ter disponibilidade para trabalhar em Lauro de Freitas (antes de Vilas do Atlântico) e em horário de fechamento de loja. Salário: 1.108,51 + benefícios 1 vaga Empacotador Ensino médio completo, com ou sem experiência, ter disponibilidade para trabalhar em Lauro de Freitas (antes de Vilas do Atlântico) e em horário de fechamento de loja. Salário: 1.045,00 + benefícios 1 vaga Monitor de Circuito Interno de TV Ensino médio completo, 6 meses de experiência, sexo masculino, disponibilidade para trabalhar em fechamento de loja. Salário: 1.300,02 + benefícios 1 vaga Recepcionista secretária Ensino médio completo, 6 meses de experiência, desejável ter trabalhado em Oficina de veículos, disponibilidade para trabalhar em Lauro de Freitas. Salário: a combinar + benefícios 1 Vaga Gerente de açougue Ensino médio completo, 6 meses de experiência, imprescindível ter trabalhado no ramo de açougue ou frigorífico. Salário: 2.500,00 + benefícios 1 Vaga Açougueiro Fundamental incompleto, 6 meses de experiência, ter disponibilidade de horário Salário: a combinar + Benefícios 3 Vagas Representante Comercial Ensino médio completo, 6 meses de experiência, ter experiência com vendas, conforme a Nova Lei Trabalhista forma de Contratação é MEI Salário: Comissão Diferenciada + benefícios 2 vagas Barman (vaga exclusiva para pessoas com deficiência) Ensino médio completo, 6 meses de experiência. Salário a combinar + benefícios 8 Vagas Garçom (Vaga exclusiva para pessoas com deficiência) Ensino médio completo, 6 meses de experiência. Salário a combinar + benefícios 8 Vagas Camareira (Vaga exclusiva para pessoas com deficiência) Ensino médio completo, 6 meses de experiência. Salário a combinar + benefícios 8 Vagas Pintor Automotivo Ensino médio completo, 6 meses de experiência Salário: a combinar + benefícios 1 vaga Envelopador de Veículo Ensino médio incompleto, 6 meses de experiência Salário: 1.280,00 + benefícios 3 vagas Instalador de Película Ensino médio incompleto, 6 meses de experiência Salário: 1.280,00 + benefícios 3 vagas Instalador de Som e Acessórios Ensino médio incompleto, 6 meses de experiência Salário: 1.280,00 + benefícios 3 vagas Gerente de Vendas Imobiliário Ensino médio completo, com experiência comprovada, imprescindível ter Creci ativo e conhecimento informática intermediária Salário: a combinar + benefícios 1 vaga Borracheiro em Geral Fundamental incompleto, 6 meses de experiência Salário: a combinar + benefícios 1 vaga Veja mais notícias do estado no G1 Bahia. Assista aos vídeos do BATV ???? Veja Mais

Orçamento 2021 só deve ser votado em fevereiro ou março, diz líder do governo no Senado

G1 Economia Prazo regimental prevê votação no ano anterior, mas disputas políticas e pandemia atrasaram cronograma. Congresso deve votar LDO, que antecede o orçamento, no próximo dia 16. O líder do governo Jair Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), afirmou nesta quarta-feira (2) que o projeto do Orçamento de 2021 será votado somente em fevereiro ou março. O parlamentar informou a estimativa ao comentar o impacto orçamentário de um projeto, votado nesta quarta, que expande a área de atuação da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). "Nós vamos, [...] encaminhar favoravelmente ao relatório para poder cumprir um acordo que celebramos quando da votação anterior. E pedir a sensibilidade, a compreensão, a colaboração dos nossos colegas para que possamos construir novas inclusões, a partir da apreciação do projeto em fevereiro, quando da apreciação também do Orçamento do ano que vem, que deverá ser feita no mês de fevereiro, mês de março", disse. A Constituição prevê que a proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) de determinado ano deve ser enviada pelo Executivo ao Congresso até 31 de agosto do ano anterior – o que aconteceu em 2020. O Congresso, por sua vez, deveria devolver o texto para sanção presidencial até 22 de dezembro, quando termina o ano legislativo, mas a Constituição não diz o que acontece caso essa votação atrase. A pandemia de coronavírus, as eleições municipais e disputas políticas pelo comando da Comissão Mista de Orçamento (CMO) – além das articulações em torno da sucessão das cadeiras de presidentes da Câmara e do Senado – atrasaram a análise de propostas orçamentárias. Até esta quarta, a comissão mista sequer tinha sido instalada. Com isso, o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estabelece as regras básicas para a execução do orçamento do ano seguinte, também não tinha sido analisado – a votação está prevista para o dia 16. Existem, portanto, dois cenários: Se o Congresso aprovar apenas a LDO, mas deixar a LOA pendente: o governo começará 2021 podendo executar, por mês, até 1/12 do que está previsto na proposta de orçamento enviada pelo Executivo. Essa situação já ocorreu em anos anteriores. Sem o Congresso não aprovar nem a LDO: a partir de 1º de janeiro, o governo federal pode ficar sem base legal para executar até despesas obrigatórias como salários e aposentadorias. Seria a primeira vez desde a promulgação da Constituição Federal em 1988. Proposta de orçamento para 2021 tem previsão de déficit de mais de R$ 230 bilhões Direto no plenário Uma nota técnica da consultoria do Senado, elaborada após solicitação do senador Roberto Rocha (PSDB-MA), diz que a Constituição determina a participação da Comissão Mista de Orçamento na apreciação das matérias orçamentárias, antes que estas sejam submetidas ao plenário do Congresso. A nota diz que, nos anos de 1994 e 2010, os relatórios finais dos projetos de Lei Orçamentária Anual não foram votados no colegiado, tendo a votação ocorrido no plenário. “Isso não significa, entretanto, que não tenha havido qualquer discussão ou apreciação no âmbito da CMO. Ao contrário, em 2010, por exemplo, todas as fases de apreciação na Comissão foram cumpridas, exceto a aprovação do relatório geral, que acabou indo ao plenário no último dia da sessão legislativa”, diz o documento. Essa posição diverge da adotada pela consultoria da Câmara. Questionados sobre o mesmo tema, os técnicos afirmaram que tanto LDO quanto LOA poderiam ser votados diretamente no plenário do Congresso Nacional, sem passar pela comissão mista. A análise da LDO diretamente em plenário é uma possibilidade que tem sido levantada por integrantes da base governista. A equipe de Alcolumbre acredita, no entanto, que até o dia 16 será possível instalar a Comissão Mista de Orçamento e votar o texto da LDO no colegiado, antes da análise na sessão do Congresso prevista para aquela data. Veja Mais

Facebook restaura post de brasileira com fotos de mamilos que será analisado por Comitê de Supervisão

G1 Economia Postagem tinha sido retirada do Instagram. O Facebook restaurou uma das publicações selecionadas para análise pelo seu Comitê de Supervisão, após determinar que o conteúdo foi removido erroneamente do Instagram. A publicação, feita por uma usuária brasileira, consistia em fotos de mamilos femininos, que, segundo ela, tinham como objetivo aumentar a conscientização sobre os sintomas do câncer de mama. O Facebook removeu inicialmente o conteúdo, afirmando que a publicação violou sua política sobre Nudez e Atividade Sexual. "No entanto, após novas análises, determinamos que esse conteúdo foi removido erroneamente e o restauramos", informou a companhia em nota. Na terça-feira, o Comitê de Supervisão, que pode tomar decisões para anular as ações da empresa envolvendo remoção de certos conteúdos de suas plataformas, selecionou os seis primeiros casos para analisar, incluindo o da brasileira. Veja Mais

Governo prevê nove privatizações em 2021, entre as quais Correios e Eletrobras

G1 Economia Informação foi divulgada nesta terça-feira (2) pelo Ministério da Economia. Governo pretendia fazer quatro grandes vendas de estatais em 2020, porém, nenhuma delas ocorreu ainda. O governo anunciou nesta quarta-feira (2) que quer realizar nove privatizações em 2021. Entre elas, estão estatais como os Correios e a Eletrobras. A intenção faz parte do no Programa de Parceria de Investimentos (PPI), por meio do qual são feitas concessões, privatizações e parcerias com o setor privado para obras e serviços públicos. Veja a programação de privatização para 2021: Eletrobras; ABGF (Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias); Emgea (Empresa Gestora de Ativos); CeasaMinas; Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre); Companhia Brasileira de Trens Urbanos - MG; Correios; Codesa (Companhia Docas Do Espírito Santo); Nuclep (Nuclebrás Equipamentos Pesados). O Ministério da Economia já tinha listado 126 projetos no PPI. Entre eles, a privatização da Eletrobras, da Casa da Moeda, da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), dos Correios, da Telebras, do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e a venda de participações acionárias da Infraero. Nesta quarta-feira, o governo informou a ampliação da lista, que passa a contar com 201 projetos. De acordo com o Ministério da Economia, 115 deles estão previstos para 2021, com expectativa de geração de R$ 367 bilhões em investimentos. Entre os leilões previstos para 2021 estão: 16 portos, entre eles os de Santos (SP) e Paranaguá (PR); 6 rodovias; 3 ferrovias; leilão do 5G (tecnologia que promete conexões ultra-rápidas de internet e que vem sendo alvo de disputas entre Estados Unidos e China); 22 aeroportos, divididos em 3 blocos; 6 parques e florestas (como Lençóis Maranhenses e Jericoacoara), eventos de óleo e gás e direitos minerários. Guedes frustrado No mês passado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que estava "bastante frustrado" por não ter conseguido vender nenhuma empresa estatal em quase dois anos de governo. Na ocasião ele afirmou que "acordos políticos" no Congresso têm impedido as privatizações e, para superar esse obstáculo, ele avaliou que o governo precisa recompor sua base parlamentar (veja no vídeo abaixo). Paulo Guedes diz estar frustrado por não vender nenhuma estatal Para 2020, Guedes havia afirmado que pretendia fazer quatro grandes privatizações: Eletrobras, Correios, Porto de Santos e Pré-Sal Petróleo S.A. Faltando um mês para o fim do ano, porém, nenhuma delas foi a leilão. Correios e Eletrobras A secretária Especial do PPI, Martha Seillier, afirmou nesta quarta-feira que o projeto de lei que possibilitará a privatização dos Correios deve ser discutido neste mês com o presidente Jair Bolsonaro para depois ser enviado ao Congresso Nacional. O governo programa privatizar a estatal no quarto trimestre de 2021. “O projeto de lei permite que a gente tenha outras formas de prestação desse serviço, não apenas por meio de uma estatal, e traz princípios importantes para essa prestação. Mesmo que seja por meio de um investidor privado, ou de alguns investidores privados, o importante para o governo, que consta no projeto de lei, é que os serviços sigam sendo universalizados, que todos os brasileiros sigam recebendo suas correspondências, seus documentos e encomendas em casa”, disse ela. Martha Seillier acrescentou que “todas as políticas públicas” que são concretizadas por meio das entregas dos correios, como vacinação, livros didáticos, não serão prejudicadas. O secretário Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord, afirmou que o processo de privatização da Eletrobras também depende de aprovação de um projeto de lei pelo Congresso Nacional. De acordo com ele, hoje a estatal é avaliada em cerca de R$ 60 bilhões. “Hoje a participação do governo federal [na Eletrobras], somando direta, do BNDES e do BNDESpar, gira entre R$ 25 bilhões e R$ 30 bilhões. É possível esperar uma valorização de, pelo menos, 50% a partir da alienação do controle. Lembrando que a natureza do projeto é uma capitalização”, disse Mac Cord. Meio Ambiente A secretária Especial do PPI afirmou também que as concessões de florestas preveem o manejo sustentável pelos investidores. “Nesse sentido, a gente permite a extração de algumas madeiras, previamente estipuladas, e de algumas riquezas da floresta, com a garantia de que serão substituídas, replantadas, de forma que, ao longo de 40 anos de contrato, aquela floresta está perfeita e foi recomposta”, disse. Segundo Martha Seillier, esse é um projeto importante para o governo federal somar esforços com a iniciativa privada no combate a todas as atividades ilegais. De acordo com ela, os projetos contemplam, por exemplo, que os investidores evitem queimadas, incêndios e grilagem de terras. Veja Mais

Singapura autoriza venda de carne de frango artificial

G1 Economia Autorização é a primeira para a reprodução da proteína de frango no mundo. Empresa defende que produto é alternativa para o crescente consumo de carnes dos próximos anos. Carne de frango desenvolvida pela Eat Just Divulgação Uma carne artificial de frango poderá ser oferecida em breve em restaurantes de Singapura, depois que as autoridades locais deram sinal verde para a proposta da empresa americana que criou o projeto. A Eat Just, que trabalha com essa ideia de carne de laboratório produzida de células animais, anunciou que seus pedaços de frango foram autorizados para venda pela agência de segurança alimentar da cidade-estado do Sudeste Asiático. Este é "um avanço para a indústria alimentícia mundial", destaca a empresa em um comunicado, no momento em que muitas companhias do setor buscam formas de produzir carne com menor impacto ambiental. "A Eat Just apresentou um pedido de verificação", confirmou a agência de segurança alimentar de Singapura, nesta quarta-feira (2). Seu produto "foi declarado próprio para consumo nas quantidades fornecidas e foi autorizado para venda em Singapura como ingrediente dos 'nuggets' Eat Just", acrescentou a agência. Carne de frango desenvolvida pela Eat Just Divulgação O consumo de carne no mundo deve aumentar 70% até 2050 e, segundo os cientistas, essa tendência é uma das causas das mudanças climáticas. A carne artificial pode ser uma resposta para essa demanda, defende a Eat Just. Dezenas de empresas estão trabalhando em projetos de carne artificial em todo mundo, mas a produção até agora tem sido experimental. A Eat Just afirmou ter produzido mais de 20 lotes de carne de frango artificial em biorreatores de 1.200 litros antes de submeter sua produção a testes de qualidade e segurança. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Tesouro Nacional anuncia que voltará a emitir títulos no mercado externo

G1 Economia É a primeira operação do tipo desde junho deste ano. Indicadores recentes mostram apetite maior de investidores externos por mercados emergentes. A Secretaria do Tesouro Nacional informou nesta quarta-feira (2) que retomará a emissão de títulos da dívida externa. Os papéis negociados pelas instituições financeiras terão vencimento em 2025, 2030 e 2050, ou seja, com prazo de cinco, dez e trinta anos. O resultado da operação será divulgado no final desta tarde. A última operação dessa natureza foi realizada em junho deste ano, quando o governo brasileiro emitiu US$ 3,5 bilhões em títulos da dívida externa no mercado internacional. A captação de recursos no mercado externo será feita em meio ao crescimento de casos do novo coronavírus, considerado por especialistas uma segunda onda da pandemia. "O objetivo da operação é dar continuidade à estratégia do Tesouro Nacional de promover a liquidez da curva de juros soberana em dólar no mercado externo, provendo referência para o setor corporativo, e antecipar financiamento de vencimentos", informou o Tesouro Nacional. Entretanto, também está havendo uma melhora no apetite de investidores internacionais por aplicações em países emergentes, em linha com notícias positivas sobre o desenvolvimento de vacinas e com o fim de incertezas eleitorais nos Estados Unidos. Segundo dados do Banco Central, o valor de aplicações financeiras de estrangeiros em outubro foi maior em 21 meses. Em novembro, os fluxos de portfólio para os emergentes ficaram positivos em US$ 76,5 bilhões em novembro, bem acima de outubro, segundo o Instituto Internacional de Finanças (IIF). Captações externas Os investidores que compram esses papéis da dívida pública pagam em dólar, euro, ou até em reais. Na data do chamado resgate, eles recebem de volta o valor pago ao governo brasileiro. Além disso, o Brasil paga juros a esses investidores, a cada seis meses ou um ano, dependendo do contrato. O lançamento de bônus no mercado externo funciona como um leilão: os investidores fazem suas propostas de taxa de juros e quantidade de títulos que desejam receber, e o Tesouro decide se aceita. As ofertas são feitas aos bancos contratados pelo Tesouro Nacional para liderar a operação. Veja Mais

Pandemia faz consumidores europeus usarem mais cartões e menos dinheiro vivo

G1 Economia Motivo mais comum para a mudança foi que os pagamentos eletrônicos passaram a ser mais convenientes para os varejistas, segundo pesquisa do BC europeu. Os consumidores da zona do euro têm pagado mais com cartão e menos com dinheiro desde o início da pandemia do coronavírus e planejam continuar fazendo isso após o fim da crise sanitária, à medida que as lojas facilitam o pagamento eletrônico, mostrou uma pesquisa do Banco Central Europeu nesta quarta-feira (2). Nova nota de 100 euros Yara Nardi/Reuters O surto está acelerando uma mudança existente, embora gradual, de menor uso do dinheiro à medida que novos meios de pagamento sem contato -- por meio de cartões, telefones e até relógios -- se tornam disponíveis. Cerca de 40% dos entrevistados na pesquisa do BCE disseram que usaram menos dinheiro desde o início da pandemia, e 87% deles pretendem manter esse hábito mesmo após o surto. O motivo mais comum para a mudança foi que os pagamentos eletrônicos passaram a ser mais convenientes para os varejistas, seguido pelo medo de serem infectados por meio de notas bancárias. A pesquisa foi realizada nas duas últimas semanas de julho. Em toda a zona do euro, 17.779 pessoas foram entrevistadas. Assista as últimas notícias de economia Veja Mais

Dólar opera em queda de olho em notícias sobre vacina

G1 Economia Na terça-feira, a moeda norte-americana fechou em queda de 2,21%, a R$ 5,2282, no menor patamar desde o fim de julho. Nota de US$ 5 dólares REUTERS/Thomas White O dólar opera em queda nesta quarta-feira (2), enquanto os investidores monitoravam os sinais de avanço em direção à distribuição de vacinas para a Covid-19, depois que o Reino Unido se tornou o primeiro país a aprovar sua vacina para a Covid-19. Às 10h26, a moeda norte-americana caía 0,37%, cotada a R$ 5,2091. Na abertura, foi negociado em alta e chegou a R$ 5,2543. Veja mais cotações. Na terça-feira, o dólar fechou em queda de 2,21%, a R$ 5,2282, menor patamar de fechamento desde 31 de julho (R$ 5,217). Em novembro, acumulou queda de 6,82%. No ano, o avanço ainda é de 30,39%. O Banco Central anunciou para esta quarta-feira leilão de swap tradicional para rolagem de até 16 mil contratos com vencimento em abril e agosto de 2021, destaca a Reuters. VÍDEO: Vacina da Pfizer é aprovada no Reino Unido e imunização começa na próxima semana Cenário local e externo No exterior, os mercados reagiam positivamente diante da perspectiva de chegada das primeiras vacinas contra o coronavírus. O Reino Unido aprovou nesta quarta-feira a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech e anunciou que prevê iniciar a vacinação na semana que vem. Por aqui, o IBGE divulgou mais cedo que a produção industrial cresceu 1,1% em outubro, na sexta alta mensal seguida - mas insuficiente para recuperar as perdas do ano. Na quinta, o IBGE vai apresentar os dados oficiais do PIB (Produto Interno Bruto) do 3º trimestre. Levantamento da FGV mostrou que economia brasileira reverteu no 3º trimestre parte significativa da forte retração de 9,7% registrada no 2º trimestre, mas que a recuperação foi heterogênea e desigual, com apenas parte dos setores retomando o nível pré-pandemia. Do lado mais estrutural, o foco dos mercados segue voltado para a sustentabilidade fiscal do Brasil e as incertezas sobre a aprovação de medidas de ajuste fiscal para garantir a saúde das contas públicas. O principal temor dos mercados, por ora, é de que o governo fure seu teto de gastos no ano que vem diante de um Orçamento apertado, preocupação que vem acompanhada de frustração com os atrasos na agenda de reformas estruturais. No radar dos investidores também está a perspectiva de aceleração da inflação após o anúncio da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que decidiu que haverá cobrança extra na conta de luz em dezembro. O Itaú informou na véspera que elevou a sua projeção de inflação para 4,3% em 2020, acima da meta central do governo para o ano, de 4%. Risco fiscal: entenda o que é e saiba por que a piora das contas públicas preocupa Assista às últimas notícias de economia A Variação do dólar em 2020 Economia G1 Veja Mais

Preços ao produtor na zona do euro sobem e desemprego cai para 8,4%

G1 Economia Inflação da indústria nos 19 países que usam o euro subiu 0,4% em outubro na comparação mensal. Os preços ao produtor na zona do euro subiram mais do que o esperado em outubro sobre o mês anterior e o desemprego caiu conforme a economia continuava a se recuperar antes da segunda onda de infecções por coronavírus atingir a região, mostraram dados nesta quarta-feira (2). A agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, informou que os preços nos portões das fábricas dos 19 países que usam o euro subiram 0,4% na comparação mensal e tiveram queda de 2,0% na base anual. Economistas consultados pela Reuters projetavam aumento mensal de 0,2% e queda anual de 2,4%. Os preços ao produtor são uma indicação inicial dos preços finais pagos pelos consumidores, que o Banco Central Europeu quer manter abaixo mas perto de 2% no médio prazo, mas tem falhado em alcançar essa meta há oito anos. Zona do euro: preços ao consumidor têm deflação de 0,3% em novembro Os custos de energia foram o principal peso para o índice de preços ao produtor em outubro, já que subiram 1,4% no mês e tiveram queda de 7,6% no ano. Sem esse componente volátil, os preços nos portões das fábricas subiram 0,1% na base anual e caíram 0,2% no ano. Separadamente, a Eurostat informou que o desemprego na zona do euro caiu em 86 mil pessoas, para 13,825 milhões, ou 8,4% da força de trabalho, de 8,5% em setembro. Vídeo: veja as últimas notícias de economia Veja Mais

Concurso da Prefeitura de Cacimba de Dentro, PB, inscreve até esta quarta-feira (2)

G1 Economia Certame oferece 176 vagas e salários de até R$ 12 mil. Retomado concurso da prefeitura de Cacimba de Dentro Divulgação O concurso da Prefeitura de Cacimba de Dentro, no Agreste paraibano, está com inscrições abertas até esta quarta-feira (2). As taxas de inscrição custam R$ 65 para cargos até nível fundamental completo; R$ 85 para cargos de nível médio e técnico e R$ 105 para cargos de nível superior. As inscrições devem ser feitas no site da organizadora. Veja edital retificado do concurso para a Prefeitura de Cacimba de Dentro São oferecidas 176 vagas para o certame (antes eram 71), em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários também foram alterados e agora são do salário mínimo até R$ 12 mil. O cargo com o maior número de vagas é o de gari, oferecendo 35 vagas para pessoas com ensino fundamental incompleto. Já os cargos com maior salário são os de médico ESF e médico clínico geral, com quatro vagas cada. Além destes cargos, ainda há vagas para agente de portaria, auxiliar de serviços gerais, motorista D, motorista AB, monitor de creche, operador de máquinas, pedreiro, vigia, coveiro, servente de pedreiro, agente administrativo, agente comunitário de saúde, agente de combate a endemias, auxiliar de saúde bucal, recepcionista, técnico em secretariado escolar, técnico em enfermagem, professor A - fundamental I, assistente social, assessor jurídico, assessor contábil, bioquímico, educador físico, enfermeiro, enfermeiro ESF, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, médico veterinário, nutricionista, odontólogo ESEF, psicólogo e professor B (história, português, inglês, matemática, educação física, geografia, ciências e libras). As provas escritas foram divididas em duas etapas. No dia 28 de fevereiro de 2021 serão aplicadas as provas para cargos até nível fundamental e no dia 14 de março as provas para cargos de nível médio e superior. Concurso da Prefeitura de Cacimba de Dentro Vagas: 176 Níveis: fundamental, médio, técnico e superior Salários: mínimo a R$ 12 mil Prazo de inscrição: até esta quarta-feira (2) Local de inscrição: site da organizadora, CPCon Taxas de inscrição: R$ 65 (fundamental), R$ 85 (médio/técnico) e R$ 105 (superior) Provas: 28 de fevereiro de 2021/14 de março de 2021 Edital retificado do concurso da Prefeitura de Cacimba de Dentro Concurso da Prefeitura de Cacimba de Dentro, Agreste da PB, inscreve até esta quarta-feira Vídeos mais assistidos da Paraíba Veja Mais

Salesforce vai comprar aplicativo Slack por cerca de US$ 26 bilhões

G1 Economia Objetivo é aumentar as ofertas de trabalho remoto para enfrentar a rival Microsoft. Salesforce Divulgação A Salesforce.com disse nesta terça-feira (1) que vai comprar o aplicativo de mensagens para trabalho Slack por cerca de US$ 26 bilhões, com a empresa pioneira de computação em nuvem aumentando suas ofertas de trabalho remoto para enfrentar a rival maior Microsoft. Os acionistas da Slack receberão US$ 26,79 em dinheiro e 0,0776 ação ordinária da Salesforce para cada ação da Slack, ou US$ 45,5 por papel, conforme o preço de fechamento desta terça-feira. A oferta representa um prêmio de 54% desde que a primeira notícia sobre o negócios saiu na semana passada. A transação ocorre no momento em que a Slack luta para capitalizar totalmente a mudança para o trabalho remoto durante a pandemia da Covid-19, diante da feroz competição do Teams, da Microsoft, e outros aplicativos. Espera-se que o negócio seja fechado no segundo trimestre do ano fiscal de 2022 da Salesforce. Veja Mais

Com retomada de demanda doméstica, Azul encerra redução de jornada de aeronautas

G1 Economia Acordo foi firmado em junho e era válido até dezembro de 2021. Antecipação de um ano foi aprovada pelos aeronautas em uma votação on-line. Azul encerrou acordo de redução de jornada com seus tripulantes Azul Linhas Aéreas/Divulgação A Azul encerrou acordo de redução de jornada com seus tripulantes firmado em 24 de junho para preservar o caixa durante o período de baixa demanda por conta da pandemia da Covid-19. O acordo era válido até dezembro de 2021. A antecipação de um ano foi aprovada pelos aeronautas, que participaram de uma votação on-line entre 26 e 27 de novembro. "Os tripulantes associados da Azul Linhas Aéreas deliberaram por aprovar a proposta da empresa de encerramento antecipado do Acordo Coletivo de Trabalho com medidas temporárias contra a pandemia de Covid-19 e do aditivo pactuado com os pilotos. Desta forma, a redução de jornadas e salários que iria até o fim de 2021, com a contrapartida de manutenção dos empregos, fica revogada", informou o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), em nota. Segundo a entidade, a proposta foi aprovada por mais de 89% dos copilotos, 86% comandantes e por 72% dos comissários. No acordo, a redução de salário dos era de 45% entre o terceiro trimestre de 2020 e o primeiro trimestre de 2021, quando o percentual deveria começar a cair. No quarto trimestre de 2021, a redução na remuneração seria de 25%. Em novembro, a Azul reportou prejuízo de R$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre, mas sinalizou uma recuperação mais rápida do que o esperado na demanda por viagens aéreas, prevendo que terá 80% de seus voos em operação até o final deste mês. Procurada, a Azul confirmou o encerramento do acordo um ano antes do prazo. Voos domésticos Apesar do otimismo da Azul com o mercado doméstico, ainda há incertezas no país relacionadas a uma segunda onda da Covid-19. A demanda de passageiros por voos domésticos cresceu 31,3% em outubro na comparação com setembro, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), a partir de dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Na comparação com outubro de 2019, no entanto, a demanda, medida por passageiros quilômetros transportados (RPK), teve queda de 44,7%. No mês passado, foram transportados 4,1 milhões de passageiros — 51,5% a menos que em outubro do ano passado. Veja Mais

Preço do petróleo Brent sobe e se aproxima de US$ 50 com expectativa por estímulo nos EUA

G1 Economia Durante a sessão desta sexta-feira (4), o contrato do Brent atingiu o maior nível desde o início de março, a US$ 49,92. Os contratos futuros do petróleo Brent avançaram mais de 1% nesta sexta-feira (4), permanecendo pouco abaixo da marca de US$ 50 por barril, à medida que expectativas de um pacote de estímulos econômicos nos Estados Unidos e a possibilidade de uma vacina contra o coronavírus ofuscam os aumentos na oferta da commodity e no número de mortes por Covid-19. Um plano bipartidário de US$ 908 bilhões para auxílio em meio à pandemia ganhou força no Congresso norte-americano. O petróleo Brent fechou em alta de 0,54 dólar, ou 1,11%, a US$ 49,25 por barril. Durante a sessão, o contrato atingiu o maior nível desde o início de março, a US$ 49,92. O petróleo dos EUA (WTI) avançou 0,62 dólar, para US$ 46,26 o barril, após tocar máxima de US$ 46,68. Campo terrestre de exploração de petróleo da Petrobras no Nordeste Divulgação Ambos os valores de referência engataram a quinta semana consecutiva de ganhos, com o Brent avançando 1,7% no período, enquanto o WTI subiu 1,9%. "Estamos subindo, apesar de eventos super baixistas - tudo está relacionado aos estímulos", disse Bob Yawger, diretor de Futuros de Energia do Mizuho em Nova York. "Não dá para ir para casa vendido neste fim de semana, porque eles podem assinar um acordo (de estímulos) neste fim de semana." Vídeos: Veja as últimas notícias de economia Veja Mais

Estrangeiro ingressou com R$ 532,3 milhões na B3 em 2 de dezembro

G1 Economia No ano, porém, essa classe de investidor retirou R$ 50,11 bilhões do mercado secundário da bolsa brasileira. Os investidores estrangeiros ingressaram liquidamente (ingressos menos retiradas) com R$ 532,3 milhões no segmento secundário da B3 (ações já listadas) no dia 2 de dezembro. No mês, o saldo líquido positivo está positivo em R$ 1,45 bilhão, resultado de R$ 34,81 bilhões em compras e R$ 33,36 bilhões em vendas. No ano, a saída de estrangeiros soma R$ 50,11 bilhões. Ao considerar o mercado primário (lançamentos de ações), com entrada de R$ 19,61 bilhões até setembro, o fluxo externo na bolsa está negativo em R$ 30,50 bilhões em 2020. A forte entrada de investidores estrangeiros puxou a alta do Ibovespa nos últimos dias. Na terça, a bolsa fechou em alta de 0,43%, próximo aos 112 mil pontos. Nesta sexta, ruma para o quarto pregão seguido de alta, e a quinta semana seguida de ganhos, além da maior cotação desde fevereiro. Também no dia 2, o investidor pessoa física ingressou com R$ 179,3 milhões na B3 e acumula em dezembro um fluxo negativo de R$ 146,6 milhões. No ano, o saldo está positivo, em R$ 54,72 bilhões. Já o investidor institucional aportou R$ 400,9 milhões no dia 2 de dezembro. No mês, o saldo está negativo em R$ 99,6 milhões, mas positivo em R$ 1,80 bilhão em 2020. No dia 2 de dezembro, o Ibovespa fechou com avanço de 0,43%, aos 111.879 pontos, em sessão volátil e de leve ajuste após alta de 2,30% um dia antes. Assista as últimas notícias de economia l Veja Mais

Com privatização da CEB, setor elétrico retoma agenda de venda de estatais

G1 Economia Segundo CNI, fatia do mercado de distribuição de energia elétrica sob controle privado chega a 78%. Para 2021, estão previstos os leilões da CEA (AP), CEEE-D e CEEE-GT (RS) e da Eletrobras. CEB é vendida à iniciativa privada A privatização da CEB Distribuição – braço da Companhia Energética de Brasília, realizado nesta sexta-feira (4), marcou a retomada no país dos leilões de venda de estatais do setor de energia após 2 anos sem avanços e de impasses sobre a venda da Eletrobras. A CEB foi vendida por R$ 2,515 bilhões, 76,63% acima do valor mínimo fixado pelo edital, para a Bahia Geração de Energia, do grupo Neoenergia, que será a nova responsável pela distribuição de energia na capital federal. A última privatização no setor tinha ocorrido em 2018, com a venda da Companhia Energética de Alagoas (Ceal), que fazia parte do grupo Eletrobras. 78% do setor de distribuição de energia sob controle privado Desde 2016, já foram realizados 8 leilões de distribuidoras de energia, incluindo o de 7 distribuidoras de energia elétrica federais. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com a privatização da CEB, 78% do setor de distribuição de energia elétrica no Brasil passa a estar sob controle privado, restando apenas 6 empresas controladas por estados ou municípios. Últimas privatizações do setor de energia CELG-D (Goiás) - 2016 Amazonas Energia (Amazonas) - 2018 Cepisa (Piauí) - 2018 Ceron (Rondônia) - 2018 Eletroacre (Acre) - 2018 Boa Vista Energia (Roraima) - 2018 CEAL (Alagoas) - 2018 CEB (Distrito Federal) - 2020 Segundo o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), o projeto de privatização nasceu da impossibilidade de recuperar a CEB. "O estado não deve participar de algumas atividades", disse. O valor levantado com a venda da CEB superou os R$ 2,009 bilhões levantados pelo governo do Espírito Santo com a concessão de parceria público-privada (PPP) de saneamento básico dos municípios de Cariacica e Viana, na Grande Vitória. Na avaliação da CNI, a privatização da CEB permitirá a melhoria dos serviços de distribuição de energia no Distrito Federal, sobretudo pela previsão de investimentos por parte do comprador com obras de ampliação e modernização da infraestrutura da companhia. “Em uma realidade de intensa restrição fiscal, é essencial para o país se contrapor à limitação de recursos públicos com uma maior participação da iniciativa privada, tanto nos investimentos, como na gestão da infraestrutura”, afirmou, em nota o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. Próximos leilões De acordo com a CNI, as últimas empresas de distribuição energia que ainda são estatais: Cemig (MG), CEEE (RS), Copel (PR), Celesc (SC) e CEA (AP), Demei (Ijuí -RS, e DME (Poços de Caldas - MG). Para 2021, estão previstos os leilões das empresas estaduais CEA (Tocantins), CEEE-D e CEEE-GT (Rio Grande do Sul), cujo processo de privatização está sendo estruturado sob a coordenação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que coordena projetos de privatização no país também nas áreas de saneamento, gás natural, abastecimento e tecnologia. O último cronograma divulgado pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal prevê para 2021 as privatizações das empresas estaduais MSGás, Sulgás, além das concessões das companhias estaduais de saneamento do Rio de Janeiro, Acre e Porto Alegre. Já a desestatização mais aguardada continua sendo a da Eletrobras, que de acordo com a nova previsão do governo federal deverá ter o leilão realizado até o 4º trimestre de 2021. Atualmente, a estatal é avaliada em cerca de R$ 60 bilhões. O plano de privatizar a gigante do setor de energia mediante aumento de capital e venda do controle acionário foi anunciado ainda em 2017, durante o governo de Michel Temer, mas depende de aprovação do Congresso Nacional e continua enfrentando forte resistência de parlamentares. "Acho difícil que a privatização da Eletrobras aconteça em 2021 por conta da tramitação da atualização legislativa no Congresso. Dependerá muito da capacidade do governo em impulsionar essa agenda no Congresso", avalia Fernando Vernalha, sócio do escritório VGP Advogados e especialista em infraestrutura. "Tem sido comum no Brasil a excessiva politização e a judicialização de processos de desestatização e privatização, o que traz alguma insegurança para o mercado", acrescenta. Governo prevê 9 privatizações em 2021, entre as quais Correios e Eletrobras Veja Mais

Portaria do Incra permite que funcionários de municípios façam fiscalização para regularização de terras

G1 Economia Portaria publicada no 'Diário Oficial' cria o programa 'Titula Brasil'. Texto permite que vistoria em terras que pleiteiam a regularização poderá ser feita por funcionários dos municípios treinados pelo Incra. Uma portaria do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Secretaria Especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura permite que funcionários de municípios façam a fiscalização sobre regularização de terras públicas. A portaria foi publicada no "Diário Oficial da União" de quinta-feira (3). O texto cria o programa "Titula Brasil". De acordo com o Incra, o objetivo é aumentar a capacidade operacional do poder público de processar a regularização fundiária de terras rurais da União ou do Incra. A adesão dos municípios ao programa é voluntária. A portaria estabelece que núcleos de regularização fundiária serão criados com funcionários ligados ao municípios. Os núcleos serão ligados ao Incra, que vai formular regras sobre o funcionamento do serviço. Caberá ao Incra também treinar os funcionários. Em 60 dias, o Incra deverá também apresentar um regulamento com as regras detalhadas da nova medida e também um planejamento do trabalho. Veja Mais

Confira as vagas de emprego disponíveis nesta sexta-feira (4) em Petrolina, Araripina e Salgueiro

G1 Economia As vagas são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco. Jorge Júnior/Rede Amazônica Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta sexta-feira (04), em Petrolina, Salgueiro e Araripina, no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no G1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas disponíveis GR2 de quinta-feira, 03 de dezembro Veja Mais

PIX e segurança: o que vale a pena saber antes de usar o novo método de pagamentos e transferências

G1 Economia Entenda como a associação de dados bancários e de contato pode afetar a sua privacidade e como não cair em golpes. Entenda como mandar e receber dinheiro pelo Pix O PIX é o novo método brasileiro de pagamentos digitais e transferências bancárias. Ele se parece um pouco com a TED (Transferência Eletrônica Disponível), mas também é diferente – principalmente pela ausência de taxas (ou taxas reduzidas) e por funcionar 24 horas por dia. Como sempre, criminosos já estão se aproveitando do interesse das pessoas e empresas pelo PIX, elaborando golpes e fraudes. Para esclarecer dúvidas e facilitar o uso seguro do PIX, o blog Segurança Digital preparou algumas dicas e observações importantes sobre essa tecnologia. Confira: De olho nas fraudes Fraudes envolvendo o PIX começaram a circular ainda antes da tecnologia ser disponibilizada para uso. Portanto, é preciso ficar atento a alguns pontos: Não é obrigatório cadastrar chaves no PIX: O PIX pode ser usado como uma TED, por agência e conta, sem o cadastramento de chaves. Se facilitar recebimentos não é interessante para você, saiba que sua conta já está preparada para realizar pagamentos com o PIX. O cadastro no PIX é feito pelo internet banking ou por aplicativo: Ignore qualquer e-mail que prometa cadastrar você no PIX. O cadastramento de chaves é feito pelo internet banking ou pelo aplicativo do seu banco. É simples e rápido. O banco já deve ter suas informações para o cadastro no PIX: Na maioria dos casos, você não precisa ceder novas informações ao banco para poder usar o PIX. O CPF, o endereço de e-mail e o número de telefone normalmente já fazem parte do seu cadastro como correntista. Além disso, se você não for usar o endereço de e-mail ou telefone como chave, elas não fazem parte do cadastro no PIX. O PIX não é um cartão de crédito: O PIX, sendo uma transferência bancária, não oferece a mesma proteção ao consumidor que o cartão de crédito – que pode ressarcir clientes quando produtos não são entregues, por exemplo. Essa proteção pode ser fornecida por intermediadores de pagamento, como já acontece hoje, mas não é inerente ao PIX. O PIX funciona em maquininhas: Embora não seja um cartão de crédito, é possível receber dinheiro através do PIX por meio de algumas das mesmas maquinhas que fazem cobrança por cartão. A máquina gera um QR Code que pode ser lido e pago pelo seu app bancário. Atenção para o beneficiário: Antes de confirmar uma transferência pelo PIX, é possível conferir os seguintes dados de quem vai receber o dinheiro: nome completo; seis dígitos do CPF e instituição financeira. Não prossiga com o pagamento ou transferência se essas informações estiverem diferentes do esperado. Como as chaves do PIX afetam sua privacidade Além das taxas reduzidas e a possibilidade de transferir dinheiro 24 horas por dia, o grande diferencial do PIX é o uso de "chaves". Uma transferência por TED exige que você saiba o nome e o CPF do beneficiário, além dos números de agência e conta. O PIX só exige que você saiba uma "chave", que pode ser o número de telefone, e-mail ou CPF. Talvez seja fácil entender essas "chaves" como um "resumo" ou "código de consulta". Se você cadastra o seu e-mail como chave, essas ouras informações (agência, conta, nome completo e CPF) ficam associadas a ele. Quando alguém realiza uma transferência para você, a "chave" permitirá buscar esses dados e concluir a transferência. Associar informações como o e-mail e telefone a dados bancários normalmente traz riscos. SAIBA MAIS: Errei o PIX. Posso cancelar uma transação? O Banco Central, que é responsável pela operação do PIX, afirmou ao blog que que não vê um risco adicional para o cadastramento de chaves e explicou que existem tecnologias para impedir que criminosos "raspem" esses dados da base do PIX, limitando o número de consultas que podem ser realizadas por contas específicas e instituições bancárias. SAIBA MAIS: Disparos de mensagens em massa se aproveitam de bancos de dados e informações públicas em redes sociais; entenda O BC também defendeu a exibição das informações associadas à chave no momento da transferência para resguardar o pagador. Para o Banco Central, "há um entendimento geral de que o compartilhamento dessas informações não representa risco significativo para os usuários. Pelo contrário: as informações ajudam o pagador (que normalmente é a parte mais vulnerável da transação) a confirmar a identidade do recebedor, tornando o processo mais seguro". Em outras palavras, se nenhuma informação for exibida sobre o beneficiário da transferência, um criminoso terá mais facilidade para desviar o dinheiro para uma conta diferente. Existe uma chave 'melhor'? Para quem recebe dinheiro só às vezes, é interessante usar o PIX com uma chave aleatória ou não cadastrar chave nenhuma. A chave aleatória permite receber dinheiro pelas informações completas do cadastro (agência e conta) e por QR Code, e não associa sua conta bancária aos seus dados de contato. Você também não precisa cadastrar o seu e-mail ou telefone para poder enviar dinheiro – a sua escolha de chaves só influencia os recebimentos. Se você recebe dinheiro frequentemente porque realiza serviços como autônomo ou como empresa, cadastre as chaves que seus clientes possam usar com mais facilidade. Se você faz muitos atendimentos por telefone ou WhatsApp, por exemplo, faz mais sentido que o telefone seja sua chave PIX. Já se você possui uma empresa que presta serviços para outras empresas, o cadastro do CNPJ como chave pode ser interessante, já que esse é um dado obrigatório nas notas fiscais. Qualquer cliente poderá facilmente realizar um pagamento ou conferir pagamentos anteriores pelo CNPJ. PIX: veja exemplos de como o novo sistema de pagamentos irá funcionar na vida prática Empresas normalmente já divulgam dados de contato publicamente, de modo que não há um risco adicional por cadastrar essas chaves. Mas este nem sempre é o caso para consumidores e pessoas físicas em geral. Lembre-se que uma chave só pode direcionar a uma única conta, mas uma mesma conta pode ter até cinco chaves. Se você possui várias contas bancárias, você pode cadastrar cada conta em uma chave diferente (uma para o telefone e outra no e-mail, por exemplo) para ter mais flexibilidade no uso do PIX. Nome, banco e 6 dígitos do CPF: os dados públicos do PIX Quando você cadastra uma chave no PIX, ela será associada ao seu nome completo, ao seu CPF e à instituição financeira. Qualquer pessoa que souber seu número de telefone, CPF ou endereço de e-mail – caso você cadastre um desses dados como "chave" no PIX – poderá consultar esses dados. Informações exibidas ao iniciar uma transferência do PIX: nome, parte do CPF e instituição financeira. Reprodução O CPF é parcialmente ocultado e deixará apenas seis dígitos expostos. Porém, se você cadastrar o próprio CPF como chave, ficará muito fácil associar o seu CPF ao seu nome completo e ao banco do qual você é correntista. Essa associação de informações pode permitir que criminosos "estudem" suas vítimas antes de iniciar uma tentativa de golpe. Por exemplo: se você cadastrou seu número de celular no PIX, um golpista poderia consultar seu cadastro e ver de qual banco você é cliente antes de telefonar para você e tentar se passar por um funcionário desse banco. O golpista também terá o seu número de CPF em mãos. Para evitar esse cenário, o Banco Central afirmou ao blog que criou sistemas de monitoramento e regras que verificam o número de consultas ao PIX em comparação com o número de transferências realizadas. Isso vale por banco e por cliente, de modo que um criminoso não poderia consultar diversas pessoas em sequência com facilidade. Essa medida reduz bastante as possibilidades para os golpistas. No entanto, como o sistema do PIX é novo, é difícil de afirmar até que ponto as medidas terão eficácia. Redes sociais têm adotado sistemas semelhantes há anos, mas isto não impediu por completo a raspagem e a coleta de dados. Se você cadastrar qualquer chave com dados de contato ou dados pessoais no PIX, lembre-se que você está, na prática, tornando essas informações públicas. Não temos o hábito de imaginar que qualquer pessoa possa saber em qual banco nós temos uma conta, mas o PIX permite exatamente isso se você cadastrar seu telefone, e-mail ou CPF como chave. Por determinação do Banco Central, as instituições financeiras devem exibir um aviso no momento do cadastramento das chaves que explica a associação dos dados. É importante não se esquecer disso caso você venha a receber mensagens ou telefonemas fraudulentos. O risco à nossa segurança muitas vezes deriva das nossas expectativas sobre o que outras pessoas sabem de nós; se você entender que o PIX expõe algumas informações suas e que essa exposição serve para ajudar quem está realizando as transferências, você vai conseguir perceber quando criminosos estiverem tentando usar os dados do PIX de forma ardilosa. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Vídeos: tudo sobre segurança digital Veja Mais

Emprego: oito municípios do Grande Recife e da Zona da Mata reúnem 343 vagas

G1 Economia Do total desta sexta-feira (4), 22 oportunidades ofertadas através da Agência do Trabalho são temporárias e outras 11 são reservadas para pessoas com deficiência. Homem segura carteira de trabalho enquanto procura emprego Amanda Perobelli/Reuters/Arquivo A Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação (Seteq-PE) oferece, nesta sexta-feira (4), 343 vagas de emprego em oito municípios do Grande Recife e da Zona da Mata pernambucana através da Agência do Trabalho. Do total de oportunidades, 11 são reservadas para pessoas com deficiência e 22 são temporárias. Há vagas no Recife (254), Cabo de Santo Agostinho (43), Camaragibe (4), Goiana (1), Ipojuca (24), Paudalho (1), Nazaré da Mata (1) e Vitória de Santo Antão (18). Os interessados devem procurar uma das Agências do Trabalho do estado. O atendimento ocorre apenas com agendamento prévio, feito pelo site da secretaria ou pelo Portal Cidadão. Vagas de emprego Vagas para pessoas com deficiência Vagas temporárias VÍDEOS: Concursos e emprego Veja Mais

Opep+ aumentará produção de petróleo menos do que o previsto em janeiro

G1 Economia Integrantes da organização e aliados decidiram limitar a 500 mil barris diários o aumento da produção em janeiro, em vez dos 2 milhões previstos inicialmente. Integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados decidiram limitar a 500 mil barris diários o aumento de sua produção em janeiro, em vez dos 2 milhões previstos inicialmente, anunciou nesta quarta-feira (3) o Ministério cazaque da Energia. "Decidiu-se aumentar a oferta de petróleo em janeiro de 2021, com um aumento total da produção de 500 mil barris por dia", informou o ministro após uma reunião com colegas via videoconferência. Campo de petróleo em Vaudoy-en-Brie, na França Christian Hartmann/Reuters A Opep confirmou o acordo e assinalou que o reajuste reduz os cortes a 7,2 milhões de barris diários, frente aos 7,7 milhões atuais. A decisão parece resultado de um compromisso entre os países que desejavam prorrogar os cortes atuais e os que buscavam se ajustar ao calendário decidido após duras negociações realizadas em abril de 2020. A primeira onda da pandemia levou a uma queda da demanda e dos preços do petróleo. Após negociações as negociações de abril, a Opep+, que inclui a Rússia, optou por cortes drásticos na produção, para evitar a queda dos preços. A decisão de hoje foi anunciada após uma semana de negociações formais e informais entre os 23 membros da aliança. O esforço acertado nos últimos meses, difícil para as finanças dos exportadores, freou a queda vertiginosa dos preços do óleo cru. A segunda onda da pandemia acabou com a esperança de uma recuperação rápida do crescimento mundial e dos movimentos de bens e pessoas consumidoras de combustível. Vídeos: Últimas notícias de economia Veja Mais

Mercado europeu fecha próximo da estabilidade nesta quinta

G1 Economia Valorização dos papéis da Rolls-Royce ajudou a conter os dados pessimistas em torno da atividade empresarial local. As ações europeias encerraram praticamente estáveis nesta quinta-feira (3), com uma valorização nos papéis de materiais e da Rolls-Royce ajudando a conter os dados pessimistas em torno da atividade empresarial local e a incerteza sobre um acordo comercial do Brexit. O índice FTSEurofirst 300 caiu 0,04%, a 1.513 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 0,01%, a 392 pontos. O índice FTSE 100, de Londres, reverteu as perdas, atingindo a máxima em seis meses, com alta de 0,4%, enquanto as mineradoras Rio Tinto, Glencore e Anglo American constituíram as maiores altas diante de preços recordes do minério de ferro e ganhos do cobre. Os papéis da Rolls-Royce subiram 16%, para o topo do índice de Londres, bem como do índice pan-europeu STOXX 600, depois de informação de que a companhia estava considerando uma possível reentrada no mercado de aviões de passageiros de pequeno porte. Itália é 1º país da Europa a anunciar restrições de viagens no Natal A empresa de apostas Flutter Entertainment também esteve entre os maiores ganhadores do índice STOXX 600, subindo 6%, após um acordo de 4,18 bilhões de dólares aumentar sua participação na FanDuel para 95% e encerrar o envolvimento da Fastball na plataforma de apostas esportivas online FOX Bet. O apetite foi contido, entretanto, por comentários cautelosos em torno de um acordo comercial entre o Reino Unido e a União Europeia pós-Brexit. Ainda existem lacunas significativas a serem preenchidos em três grandes questões nas negociações, informaram autoridades da UE. Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,42%, a 6.490 pontos. Em FRANKFURT, o índice DAX teve queda de 0,45%, a 13.252 pontos. Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,16%, a 5.574 pontos. Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve alta de 0,16%, a 22.007 pontos. Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,24%, a 8.200 pontos. Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,32%, a 4.639 pontos. Vídeos: Últimas notícias de economia Veja Mais

Após baixa adesão, Caixa reabre PDV

G1 Economia Banco trabalha com o número limite de adesão de 7,2 mil empregados e informa que até o momento 2,3 mil acenaram com a possibilidade de aderir ao programa de demissão. Fachada da Caixa Econômica Federal Divulgação A Caixa Econômica Federal reabriu o Programa de Desligamento Voluntário (PDV) nesta quarta-feira (3). Os trabalhadores do banco têm até o próximo dia 11 para fazer a adesão. O PDV foi aberto de 9 a 20 de novembro para o número limite de 7,2 mil empregados. A Caixa informa que houve adesão à possibilidade de desligamento de 2,3 mil funcionários. Ou seja, parte deles ainda pode desistir. De acordo com o banco, a média de confirmação de adesões aos PDVs varia entre 1,8 mil e 2 mil. Já a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) afirma que houve adesão de 3,2 mil funcionários. Quem aceitar entrar no PDV será desligado ainda neste ano e terá direito a um incentivo financeiro equivalente a 9,5 salários, sem desconto de imposto de renda. Segundo a Caixa, podem aderir ao PDV "os empregados que atendam aos requisitos do programa e que já se planejaram para a aposentadoria ou desligamento". De acordo com o banco, a ação atende a um pleito dos próprios empregados da empresa e se dará por adesão individual e voluntária. Veja quem pode aderir ao PDV: funcionários que se aposentaram antes de 13 de novembro de 2019 (quando entrou em vigor a reforma da Previdência) funcionários aptos a se aposentar até 31 de dezembro de 2020 e que solicitaram aposentadoria após 6 de novembro de 2020 funcionários com 15 ou mais anos de casa funcionários que recebem adicional de incorporação Entidade aponta déficit de 17 mil funcionários De acordo com a Fenae, até 20 de novembro, o déficit no quadro de pessoal da Caixa superava 17 mil profissionais. O banco conta atualmente com 84,2 mil empregados. O número limite de 7,2 mil trabalhadores equivale a 8,5% do quadro atual de funcionários. O banco chegou a ter 101,5 mil trabalhadores em 2014. Para Takemoto, o déficit de trabalhadores coloca em risco a capacidade e qualidade da assistência à sociedade. “É preocupante o desligamento desses trabalhadores sem uma indicação do banco para a contratação de novos empregados. Além de piorar as condições de trabalho, a falta de bancários pode prejudicar o atendimento à população, especialmente neste momento de pandemia”, afirma. Para o presidente da Fenae, a baixa adesão ao PDV anterior motivou a Caixa a reabrir o programa. “A Caixa reabriu o PDV logo após o início de uma reestruturação, sem nenhum planejamento. O que parece é que o único intuito foi pressionar os empregados a aderirem ao plano, pois o banco não alcançou o objetivo de mais de sete mil adesões”, afirma. A Caixa informou ao G1 que não considera a adesão baixa porque está na média dos demais PDVs e que a entrada no programa é voluntária - ninguém é obrigado a sair. Além disso, a estimativa de 7,2 mil empregados é um número técnico com o qual a Caixa trabalha que resguarda a qualidade do atendimento aos clientes. E a reabertura do programa nada mais é do que uma extensão de prazo para os funcionários decidirem se querem mesmo ou não aderir ao plano de demissão voluntária. A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) orienta que os trabalhadores estejam seguros quanto à adesão ou não ao Programa de Desligamento Voluntário. "Essa é uma mudança para toda a vida. Então, os empregados devem estar seguros sobre essa mudança", alerta a coordenadora da comissão, Fabiana Uehara Proscholdt. Contratações De acordo com a Fenae, no Acordo Coletivo de Trabalho 2014/2015, a direção da empresa, após decisão judicial, se comprometeu a realizar 2 mil contratações. Trezentos bancários foram convocados no último mês de maio para atuar no Norte e no Nordeste - número longe do ideal, segundo a federação. De acordo com o balanço do terceiro trimestre, o banco fechou 796 postos de trabalho em 12 meses - 30 deles entre março e setembro. Também foram fechadas duas agências. Em fevereiro, pouco antes da pandemia, Caixa afirmou que preparava uma reformulação profunda de sua estrutura administrativa, que incluiria um PDV, a criação de centenas de superintendências menores e fechamento de agências. Assista a mais notícias de Economia: Veja Mais

Petrobras abre 236 vagas para jovens aprendizes

G1 Economia Aprendizes terão direito a remuneração de um salário-mínimo nacional (R$ 1.045), benefícios legais, capacitação e prática profissional no Senai. Prédio da Petrobras no Rio de Janeiro Sergio Moraes/Reuters A Petrobras abriu as inscrições nesta quinta-feira (3) para 236 vagas de jovens aprendizes nos municípios de Pilar (AL), São Miguel (AL), Manaus (AM), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Juiz de Fora (MG), Ipojuca (PE), Mossoró (RN), Natal (RN), Paulínia (SP), Santos (SP), Aracaju (SE), Japaratuba (SE) e Laranjeiras (SE). Veja mais vagas de emprego pelo país O programa oferecerá cursos profissionalizantes nas áreas de logística, mecânica, eletromecânica, eletrotécnica, tecnologia da informação e comunicação, segurança do trabalho e assistente administrativo. Os aprovados no processo de recrutamento e seleção receberão aulas de capacitação no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e desenvolverão atividades de prática profissional, cumprindo jornada de trabalho de 4 horas diárias, de segunda a sexta-feira. A interação com a Petrobras se dará por meio de visitas técnicas, quando os jovens participantes do programa poderão conhecer as atividades da companhia. O registro do contrato especial de aprendizagem na Carteira de Trabalho e Previdência Social dos jovens será realizado diretamente pela Petrobras e os aprendizes terão direito a salário-mínimo nacional (R$ 1.045), 13º salário, férias, vale-transporte e plano de previdência complementar opcional. O ciclo do programa terá duração de 18 meses. Para se inscrever, é necessário ter entre 14 anos e 22 anos e seis meses completos, estar cursando ou ter concluído o ensino fundamental ou médio. O participante deve estar cadastrado no CAD único do Governo Federal, ser beneficiário de programas sociais de âmbito Federal, Estadual ou Municipal. Também há vagas reservadas para pessoas com deficiência, sem limite de idade e adolescentes egressos do trabalho infantil. As inscrições devem ser realizadas pela internet, através do link https://jobs.kenoby.com/ppja, até 12 de dezembro. Mais informações sobre os requisitos para inscrição e detalhes sobre o processo de recrutamento e seleção podem ser obtidos no edital, disponível pelo seguinte endereço: https://jobs.kenoby.com/ppja, ou na página da Petrobras https://petrobras.com.br/pt/quem-somos/carreiras/jovem-aprendiz/ Assista a mais notícias de Economia: Veja Mais

Preços dos imóveis sobem 0,45% em novembro, diz Fipezap; veja cidades com metro quadrado mais caro

G1 Economia Segundo levantamento, alta nominal no acumulado no ano chegou a 3,21% nas 50 cidades pesquisadas, acima da inflação projetada para o período (2,85%). Maiores avanços em 11 meses foram observados em Brasília (9,16%), Curitiba (7,47%) e Manaus (5,95%). Os preços dos imóveis residenciais no país subiram 0,45% em novembro, após um avanço de 0,43% em outubro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (3) pela FipeZap. O indicador monitora a variação do preço médio de venda de imóveis residenciais em 50 cidades. Além de mostrar uma desaceleração, o Índice FipeZap de novembro também ficou abaixo da inflação esperada para o mês, de 0,62%. A inflação oficial de novembro será divulgada em 8 de dezembro e, se a previsão se confirmar, o valor dos imóveis terá registrado queda real (descontada a inflação) de 0,17%. No acumulado no ano, porém, os imóveis têm subido acima da inflação. Segundo o levantamento, a alta nominal no acumulado no ano até novembro nas 50 cidades pesquisadas é de 3,21%, acima da projeção do IPCA para para o período (2,85%). Os maiores avanços em 11 meses foram observados em Brasília (9,16%), Curitiba (7,47%) e Manaus (5,95%). Em São Paulo e no Rio de Janeiro, as altas acumuladas são de 3,40% e 1,30%, respectivamente. Em 12 meses, os preços ainda acumulam queda real de 0,81% (em se confirmando a expectativa para o IPCA de novembro). Sem contar a inflação, os preços acumulam alta nominal de 3,19%. A alta nos preços dos imóveis em 2020 acontece em um cenário de juros baixos e aquecimento do mercado imobiliário, com maior procura e volume de crédito imobiliário contratado no país. Com juros baixos, portabilidade de financiamento imobiliário dispara 625% no ano até julho Juros baixos fizeram a venda de imóveis disparar na pandemia Variação no ano Entre as capitais monitoradas pela FipeZap, apenas Recife não registrou alta nominal nos preços de venda no acumulado no ano. Veja os resultados nas capitais: São Paulo: 3,40% Rio de Janeiro: 1,30% Belo Horizonte: 4,23% Brasília: 9,16% Salvador: 3,23% Fortaleza: 1,61% Recife: -0,96% Porto Alegre: 1,77% Curitiba: 7,47% Florianópolis: 5,94% Vitória: 5,71% Goiânia: 3,93% João Pessoa: 3,32% Campo Grande: 5% Maceió: 5,94% Manaus: 5,95% Preço médio de venda O preço médio dos imóveis em novembro ficou em R$ 7.455 por metro quadrado (m²) entre as 50 cidades monitoradas. Rio de Janeiro se manteve como a capital monitorada com o preço do m² mais elevado (R$ 9.409/m²), seguida por São Paulo (R$ 9.294/m²) e Brasília (R$ 7.988/m²). Já entre as capitais monitoradas com menor valor médio de venda residencial por m², foram Campo Grande (R$ 4.339/m²), Goiânia (R$ 4.446/m²) e João Pessoa (R$ 4.473/m²). Vídeos: veja últimas notícias de economia Veja Mais

Congresso dos EUA aprova lei que pode banir empresas chinesas de bolsas do país

G1 Economia Lei impede que títulos de empresas estrangeiras sejam listados em qualquer bolsa dos EUA se não cumprirem auditorias do Conselho de Supervisão de Contabilidade Pública do país por três anos seguidos. A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (2) uma lei que pode impedir algumas empresas chinesas de ter ações nas bolsas dos EUA se não seguirem padrões de auditoria do país. A medida foi aprovada por unanimidade, após passar pelo Senado no início deste ano, e vai agora para a Casa Branca, onde o presidente Donald Trump deve sancioná-la. Wall Street Lucas Jackson/Reuters A lei impede que títulos de empresas estrangeiras sejam listados em qualquer bolsa dos EUA se não cumprirem auditorias do Conselho de Supervisão de Contabilidade Pública dos EUA por três anos seguidos. Embora se aplique a empresas de qualquer país, a lei se destina a empresas como Alibaba, a empresa de tecnologia Pinduoduo e a petroleira PetroChina. Vídeos: Últimas notícias de economia Veja Mais

Tesouro Nacional anuncia emissão de US$ 2,5 bilhões em títulos da dívida externa

G1 Economia Ao todo, foram emitidos US$ 500 milhões com vencimento em 5 anos; US$ 1,25 bilhão com vencimento em 10 anos; e US$ 750 milhões com vencimento em 30 anos. O Tesouro Nacional anunciou nesta quarta-feira (2) a emissão de US$ 2,5 bilhões em títulos da dívida externa no mercado internacional. Segundo o Tesouro, foram emitidos papéis com vencimento em 5 anos, 10 anos e 30 anos: US$ 500 milhões com vencimento em 6 de junho de 2025; US$ 1,25 bilhão com vencimento em 12 de junho de 2030; US$ 750 milhões com vencimento em 14 de janeiro de 2050. A última operação desse tipo foi em junho deste ano, quando o governo brasileiro emitiu US$ 3,5 bilhões em títulos da dívida externa no mercado internacional. O Tesouro Nacional informou que houve forte demanda pelos títulos ofertados no mercado externo, superando a oferta em três vezes, o que permitiu a redução do custo do título. Segundo o Ministério da Economia, a taxa de retorno de 4,5% para os títulos com vencimento em 30 anos foi a menor já obtida pelo Brasil em títulos de 30 anos e a taxa de 2,2% do título de 5 anos foi a menor já obtida pelo Brasil em emissões em dólares. Cenário internacional A captação de recursos no mercado externo será feita em meio ao crescimento de casos do novo coronavírus, considerado por especialistas uma segunda onda da pandemia. Entretanto, também está havendo melhora na busca, por investidores internacionais, de aplicações em países emergentes, em linha com notícias positivas sobre o desenvolvimento de vacinas e com o fim de incertezas eleitorais nos Estados Unidos. Segundo dados do Banco Central, o valor de aplicações financeiras de estrangeiros em outubro foi maior em 21 meses. Em novembro, os fluxos de portfólio para os emergentes ficaram positivos em US$ 76,5 bilhões em novembro, bem acima de outubro, segundo o Instituto Internacional de Finanças (IIF). Captações externas Os investidores que compram esses papéis da dívida pública pagam em dólar, euro ou real. Na data do resgate, eles recebem de volta o valor pago ao governo brasileiro. Além disso, o Brasil paga juros a esses investidores, a cada seis meses ou um ano, dependendo do contrato. O lançamento de bônus no mercado externo funciona como um leilão: os investidores fazem suas propostas de taxa de juros e quantidade de títulos que desejam receber, e o Tesouro decide se aceita. As ofertas são feitas aos bancos contratados pelo Tesouro Nacional para liderar a operação. Veja Mais

TCU libera uso de 'restos a pagar', mas alerta que recursos contam para o teto de gastos de 2021

G1 Economia Tribunal de Contas autorizou que governo use ferramenta contábil para pagar, só em 2021, despesas assumidas neste ano. Decisão atende a pedido da AGU. O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou nesta quarta-feira (2) que despesas empenhadas pelo governo federal neste ano sejam pagas apenas em 2021 – mecanismo conhecido como "restos a pagar". O TCU alertou, no entanto, que esses restos a pagar estarão sujeitos à regra do teto de gastos no próximo ano. O empenho é o compromisso do governo de que vai pagar determinada despesa. "Quaisquer 'restos a pagar' que venham a ser inscritos se sujeitam ordinariamente ao teto de gastos. O que o TCU vai dizer nesse caso é que seja cumprida a lei", declarou o relator do processo no TCU, ministro Bruno Dantas. "Se os ministérios não conseguirem realizar o gasto este ano, que seja inscrito em 'restos a pagar', mas considerando que esses valores que são transferidos de um ano para o outro estão sujeitos ao teto", prosseguiu. O teto de gastos citado por Dantas é uma regra criada em 2016 para segurar as despesas públicas do governo federal. Na prática, ele impede que os gastos do governo cresçam mais que a inflação do período, o que prejudicaria o controle da dívida brasileira. ‘Teto de gastos é como promessa de seriedade’, diz ministro Paulo Guedes O relator no TCU afirmou ainda que a pandemia alterou os prazos de análises dos contratos pelos agentes públicos. TCU pediu redução, mas não proibiu Segundo Bruno Dantas, houve uma confusão da equipe econômica sobre uma recomendação emitida pelo TCU na análise das contas de 2019 do governo. No processo, o tribunal havia recomendado que o governo reduzisse o volume de restos a pagar, mas não havia proibido o uso o mecanismo. Após a recomendação, o Ministério da Economia editou um comunicado orientando que os ministérios só efetuassem empenhos de recursos que pudessem ser pagos em 2020 – o que, na visão de alguns ministérios, atrapalha o início de obras. Alguns órgãos do governo federal, como o Ministério do Desenvolvimento Regional, recorreram à Advocacia-Geral da União (AGU), que apresentou um pedido de flexibilização ao TCU. Veja Mais

Petrobras reduz preço da gasolina nas refinarias em 2% a partir de quinta-feira

G1 Economia Queda no preço do combustível ocorre após duas altas seguidas em novembro. A Petrobras reduzirá o preço médio da gasolina nas suas refinarias em 2% a partir de quinta-feira (3), enquanto manterá inalterada a cotação do diesel, informou a assessoria de imprensa da estatal nesta quarta-feira (2). Refinaria da Petrobras em Paulínia (SP) Paulo Whitaker/Reuters A redução no preço da gasolina ocorre após duas altas seguidas em novembro, de 4% e 6%, para o combustível. O repasse dos reajustes nas refinarias aos consumidores finais nos postos não é garantido e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro e biodiesel. Vídeos: Últimas notícias de economia Veja Mais

INSS: veja calendário de pagamento de benefícios em 2021

G1 Economia Cronograma foi divulgado nesta quarta-feira (2); quem ganha até um salário mínimo recebe antes. Os segurados do INSS que recebem aposentadoria, pensão ou auxílio-doença podem conferir as datas de pagamento dos benefícios em 2021. O calendário, divulgado nesta quarta-feira (2), deve ser seguido de acordo com o número do benefício do segurado. Segundo o INSS, o calendário de depósitos seguirá a mesma sequência de anos anteriores. Atualmente são mais de 35 milhões de pessoas com direitos a benefícios do INSS no país. Calendário de pagamentos do INSS em 2021 Reprodução Para saber o dia correto do pagamento, o segurado precisa saber o número do benefício. Cada benefício pago pelo INSS é composto por uma numeração única e segue um padrão de 10 dígitos no seguinte formato: 999.999.999-9. O número a ser observado será o penúltimo, desconsiderando o dígito. Também é necessário observar se o benefício é de um salário mínimo ou acima dele. Os que ganham até um salário mínimo recebem antes. Para aqueles que recebem um salário mínimo, os depósitos referentes a janeiro, por exemplo, serão feitos entre os dias 25 de janeiro e 5 de fevereiro. Segurados com renda mensal acima do piso nacional terão seus pagamentos creditados a partir de 1 de fevereiro. Assista a mais notícias de Economia: Veja Mais

Programas de encaminhamento ao emprego do Alto Tietê reúnem 497 vagas nesta quarta-feira; veja lista

G1 Economia As vagas são para trabalhar nas cidades de Suzano, Mogi das Cruzes, Santa Isabel e Itaquaquecetuba. Ao todo são 497 vagas nos programas de encaminhamento ao emprego do Alto Tietê nesta quarta-feira (2). Reprodução / TV Globo Os programas de encaminhamento ao emprego do Alto Tietê reúnem 497 oportunidades nesta quarta-feira (2). As vagas são para trabalhar nas cidades de Suzano, Mogi das Cruzes, Santa Isabel e Itaquaquecetuba. PATs Os Postos de Atendimento ao Trabalhador de Santa Isabel e Itaquaquecetuba estão oferecendo 103 vagas. Para participar é necessário acessar os aplicativos Sine Fácil e CTPS Digital. O e-mail para mais informações é o suporte.sd@sde.sp.gov.br. Vagas em Santa Isabel: Garçom (100 vagas) Vagas em Itaquaquecetuba: Operador de caixa Agente de segurança Fiscal de loja Programa de Suzano Já no programa de encaminhamento ao emprego de Suzano há 172 oportunidades. Os interessados devem encaminhar os currículos para o e-mail suzano.vagas@gmail.com ou entregar no Centro Unificado de Serviços, localizado na Rua Paulo Portela, 210, no Centro. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail suzanomaisemprego@gmail.com ou pelo telefone 4745-2264. Ajudante geral PCD Escolaridade: ensino médio completo; Experiência: pelo menos 6 meses, com comprovação em carteira; Local de trabalho: Mogi das Cruzes/SP. Agente de Atendimento Home Office (50 vagas) Escolaridade: ensino médio completo; Experiência: não é necessário; Local de Trabalho: Calmon Viana - Poá – SP; Para candidatar-se comparecer na TMKT (Avenida Brasil, 1230 - Calmon Viana - Poá/SP) de segunda a sexta-feira às 9h ou às 14h. Frentista Escolaridade: ensino médio completo; Experiência: pelo menos 6 meses com comprovação em carteira; Local de trabalho: Suzano/SP. Auxiliar de Ferramentaria Escolaridade: ensino técnico em mecânica completo; Experiência: pelo menos 6 meses, sem comprovação em carteira; Local de trabalho: Suzano/SP. Pedreiro Escolaridade: ensino fundamental completo Experiência: pelo menos 6 meses com comprovação em carteira; Local de trabalho: Suzano/SP. Jardineiro Escolaridade: ensino médio completo; Experiência: pelo menos 2 anos com comprovação em carteira; Local de trabalho: Suzano/SP. Projetista Escolaridade: ensino superior em engenharia civil ou arquitetura e urbanismo; Experiência: não é necessário; Local de trabalho: Suzano/SP. Comprador Escolaridade: ensino superior em administração ou ciências contábeis; Experiência: não é necessário; Local de trabalho: Suzano/SP. Assistente Contábil II Escolaridade: ensino superior em administração ou ciências contábeis; Experiência: não é necessário; Local de trabalho: Suzano/SP. Mecânico Socorrista Escolaridade: ensino médio completo; Experiência: pelo menos 6 meses, com comprovação em carteira; Possuir CNH "D"; Local de trabalho: Suzano/SP. Tapeceiro Escolaridade: ensino médio completo; Experiência: pelo menos 6 meses com comprovação em carteira; Local de trabalho: Suzano/SP. Abastecedor Escolaridade: ensino médio completo; Experiência: pelo menos 6 meses, com comprovação em carteira; Local de trabalho: Suzano/SP. Borracheiro Escolaridade: ensino médio completo; Experiência: pelo menos 6 meses, com comprovação em carteira; Local de trabalho: Suzano/SP. Professor de Educação Física Escolaridade: ensino superior completo - educação física; Não é necessário experiência. Consultor de Negócio - Home office (50 vagas) Escolaridade: ensino fundamental completo; Não é necessário experiência; Local de trabalho: Calmon Viana; Para candidatar-se é preciso comparecer na TMKT (Avenida Brasil, 1230 - Calmon Viana - Poá/SP), de segunda a sexta-feira, às 9h ou às 14h. Motorista carreteiro (5 vagas) Escolaridade: ensino médio completo; Experiência: pelo menos 6 meses com comprovação em carteira; Possuir CNH "E"; Local de Trabalho: Caires/Camanducaia. Mecânico de veículos leves e diesel Escolaridade: ensino médio completo; Experiência: pelo menos 6 meses, com comprovação em carteira; Possuir CNH "B"; Local de Trabalho: Ribeirão Pires/SP. Motorista de carreta (4 vagas) Escolaridade: ensino médio completo; Experiência de pelo menos 6 meses com comprovação em carteira; Possuir CNH "E"; Local de trabalho: Suzano/SP. Estágio de produção Escolaridade: ensino superior cursando - química, produção, áreas correlatas; Não é necessário experiência; Local de Trabalho: Suzano/SP. Chapeiro Escolaridade: ensino fundamental completo; Experiência de pelo menos 6 meses, sem comprovação em carteira; Local de Trabalho: Suzano/SP. Encarregada de limpeza (2 vagas) Escolaridade: ensino médio completo; Experiência: pelo menos seis meses, com comprovação em carteira; Local de Trabalho: Suzano/SP. Emprega Mogi O programa de encaminhamento ao emprego de Mogi das Cruzes possui 222 vagas. As pessoas devem acessar a plataforma Emprega Mogi para participar. Os telefones para mais informações são 4699-1900, 4699-2784, 4798-6315 ou 97422-4273. ½ oficial marceneiro (3 vagas) 1/2 serralheiro Agente de crédito imobiliário Analista desenvolvedor VB6 C# (2 vagas) Analista desenvolvedor VB6 C#- PJ (2 vagas) Apontador de produção Assistente comercial Auxiliar comercial (2 vagas) Auxiliar odontológico Auxiliar de açougueiro Auxiliar de cozinha Auxiliar de instalação e manutenção em refrigeração e climatização Auxiliar de mecânico de caminhão Auxiliar de serviços gerais PCD (4 vagas) Bordador (2 vagas) Borracheiro Borracheiro alinhador de linha pesada Caldeireiro Carpinteiro Corretor de imóveis (10 vagas) Costureira oficina externa Cozinheira (forno e fogão) Desenvolvedor full stack (12 vagas) Desenvolvedor.NET (3 vagas) Eletricista de autos Eletricista de caminhão Especialista em infraestrutura de TI Estoquista Ferramenteiro (6 vagas) Fonoaudiólogo (5 vagas) Fresador e programador CNC (6 vagas) Gesseiro (2 vagas) Instrumentista tubista eletricista Isolador térmico Marceneiro (2 vagas) Maçariqueiro (5 vagas) Mecânico de autos (3 vagas) Mecânico de suspensão Mecânico e alinhador para centro automotivo Moleiro linha pesada Motorista caminhão Julieta Motorista de carreta (6 vagas) Operador de laminadora de pentes Operador de monitoramento Operador de perfuratriz PW 500 Operador de telemarketing (80 vagas) Operador de pá carregadeira Pedreiro (2 vagas) Perfurador de roto pneumática Pizzaiolo Product owner PO (2 vagas) Product owner PO Com Excel/Tableau (2 vagas) Recepcionista Representante comercial Retificador ferramenteiro (6 vagas) Serralheiro (2 vagas) Soldador (2 vagas) Sondador de solos (2 vagas) Supervisor de logística Tapeceiro (3 vagas) Tapeceiro de veículos Torneiro ferramenteiro (6 vagas) Técnico de piscina Técnico em manutenção de equipamentos de imagem (2) Vendedor - engenharia ocupacional Vidraceiro Zelador (2 vagas) Assista a mais matérias: Veja Mais

Energisa abre 75 vagas de emprego para Rondônia; veja lista

G1 Economia Contratações são imediatas. Há vagas para Ariquemes, Cacoal, Ji-Paraná, Rolim de Moura, Porto Velho e Vilhena. Vagas para Energisa são em várias cidades do estado Energisa A Energisa, companhia responsável pela distribuição de energia em Rondônia, abriu 75 vagas de emprego para contratação imediata. Vários perfis profissionais devem ser contratados nesta seleção, desde assistentes administrativos a engenheiros, passando por técnicos eletricistas. O objetivo da distribuidora é reforçar a segurança do sistema elétrico rondoniense. Segundo a empresa, as oportunidades de trabalho são para as cidades de Jaru, Cacoal, Ji-Paraná, Vilhena, Ariquemes, Rolim de Moura, Porto Velho. Abaixo, veja as vagas abertas na Energisa Rondônia: Eletricista de inspeção Assistente administrativo Técnico de distribuição Técnico de transmissão Médico coordenador Técnico de medição Advogado Engenheiro de estudos de sistema Eletricista Engenheiro de subestação Para se inscrever em uma das vagas, os interessados devem acessar a página exclusiva da seleção da empresa (clique aqui). Para a vaga de advogado, o link de inscrição é outro. Em nota, a empresa afirma que continua fazendo investimentos no estado e, em breve, fará mais contratações de profissionais porque pretende entregar mais 11 subestações em Rondônia. "Estamos investindo, ampliando a rede de distribuição, e buscamos profissionais com esse compromisso para reforçar nossas equipes. Em paralelo, vamos manter os projetos de capacitação das equipes atuais e de jovens interessados em atuar no setor", destacou a companhia, em nota. Veja Mais

Veja as vagas de emprego disponíveis nesta quarta-feira (2) em Petrolina, Araripina e Salgueiro

G1 Economia As vagas são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco Heloise Hamada/G1 Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta quarta-feira (02), em Petrolina, Salgueiro e Araripina, no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no G1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas disponíveis GR2 de terça, 01 de dezembro Veja Mais

Bolsas da China fecham estáveis após perdas de saúde compensarem ganhos no setor imobiliário

G1 Economia Índice de Xangai atingiu uma máxima desde fevereiro de 2018 no início da sessão, com os investidores comemorando dados de manufatura melhores do que o esperado e esperanças de recuperação econômica. As ações da China devolveram ganhos anteriores para terminar praticamente estáveis nesta quarta-feira (2), com os ganhos no setor imobiliário sendo compensados por perdas em ações de saúde, com os investidores dando uma pausa para respirar após recente rali provocado por dados positivos, apontando para uma economia em contínua recuperação. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, teve estabilidade, enquanto o índice de Xangai teve variação negativa de 0,07%. Este atingiu uma máxima desde fevereiro de 2018 no início da sessão, com os investidores comemorando dados de manufatura melhores do que o esperado e esperanças de uma recuperação econômica contínua. Liderando os ganhos, o subíndice imobiliário subiu 0,96%, com a gigante Greenland Holdings Corp ganhando 2,63%. O subíndice que acompanha as ações blue-chips de saúde cedeu 0,42%. Veja as cotações de fechamento na Ásia: Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,05%, a 26.800 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,13%, a 26.532 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,07%, a 3.449 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, teve estabilidade, a 5.067 pontos. Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 1,58%, a 2.675 pontos. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,75%, a 13.989 pontos. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,11%, a 2.810 pontos. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,03%, a 6.590 pontos. Vídeos: veja últimas notícias de economia no Brasil e no mundo Veja Mais

5 empresas abrem vagas de emprego; veja lista

G1 Economia Empresas com vagas abertas são Americanas, TEL, Senior Sistemas, BS2 e Ubots. As empresas Americanas, TEL, Senior Sistemas, BS2 e Ubots estão com vagas de emprego abertas. Veja abaixo detalhes dos processos seletivos: Veja mais vagas de emprego pelo país Americanas A Americanas seleciona profissionais para o Programa de Supervisor do Varejo no Estado de São Paulo. As oportunidades são para atuação na capital, São Paulo, e cidades como Osasco, Campinas, Carapicuíba e São Bernardo do Campo. Os candidatos devem ter ensino superior completo com até dois anos de formação. Além de salário compatível com o mercado e benefícios como vale transporte, auxílio refeição, plano de saúde e odontológico, o profissional terá acesso a descontos em academias, instituições de ensino e em compras nas unidades físicas da rede em todo o Brasil e na plataforma digital do Universo Americanas, nos sites Americanas, Submarino e Shoptime. O processo seletivo acontece 100% online e é composto por triagem curricular, provas de Matemática e Português, além de entrevistas com gestores e o time de Gente. As inscrições devem ser feitas pelos seguintes sites, de acordo com a cidade: São Paulo (http://lasa.gupy.io/jobs/500346) Carapicuíba (http://lasa.gupy.io/jobs/500331) Caraguatatuba (http://supervisordovarejolasa.gupy.io/jobs/563523) Itanhaém (http://supervisordovarejolasa.gupy.io/jobs/563556) Ubatuba (http://supervisordovarejolasa.gupy.io/jobs/563562) São Bernardo do Campo (http://supervisordovarejolasa.gupy.io/jobs/563569) Santo André (http://supervisordovarejolasa.gupy.io/jobs/563576) Osasco (http://supervisordovarejolasa.gupy.io/jobs/563588) Barueri (http://supervisordovarejolasa.gupy.io/jobs/563604) Marília (http://supervisordovarejolasa.gupy.io/jobs/563595) Araçatuba (http://supervisordovarejolasa.gupy.io/jobs/563608) São José do Rio Preto (http://supervisordovarejolasa.gupy.io/jobs/563615) Campinas (http://supervisordovarejolasa.gupy.io/jobs/563617) Piracicaba (http://supervisordovarejolasa.gupy.io/jobs/563631) Guararema (http://supervisordovarejolasa.gupy.io/jobs/580713) TEL A TEL está com processo seletivo aberto para 800 novas vagas para a área de telemarketing em São Paulo. As oportunidades são em regime CLT e oferecem salário compatível com a função, além de benefícios como VR, VT, auxílio creche, convênio com faculdades, plano de saúde e plano odontológico. Entre as oportunidades abertas há modalidades em home office e com escala 6x1. Os horários de trabalho podem variar em turnos entre 8h40 e 15h, ou 15h e 21h, totalizando 44 horas semanais. O salário inicial é de R$ 1.057 mais comissão, de acordo com as metas de desempenho para o cargo. Para participar do processo seletivo é necessário ter mais de 18 anos, ensino médio completo ou concluir até dezembro de 2020. Os profissionais serão responsáveis pelo atendimento para vendas ativas, intermediando a relação consumidor e empresa em vínculo comercial. As candidaturas podem ser feitas através dos links: Vaga home office - Operador de Telemarketing home office - Ativo de Vendas – SP: https://jobs.solides.com/tel/vaga/39394 Vaga presencial - Operador de Telemarketing - SAC - Barueri/SP: https://jobs.solides.com/tel/vaga/31472 É possível ainda encaminhar currículo pelo e-mail: rhsp@tel.inf.br. Para a vaga home office é indicado possuir computador e internet. Senior Sistemas A Senior Sistemas tem 77 vagas de emprego para profissionais de perfis diferentes para Santa Catarina, Belo Horizonte, São Paulo capital e interior. As vagas são para Desenvolvedores, Arquitetos de software, Analistas de Sistemas, Administrativo, Analista de Customer Success, Gerente de Produto, Gerente de Projetos, Executivo de contas, UX Designer, Técnico de suporte, Analista de Negócios, entre outros. Os interessados em participar dos processos seletivos podem acessar o site: https://www.senior.com.br/carreiras . BS2 O banco digital BS2 está com vagas abertas para diversas áreas em seus escritórios de São Paulo e Belo Horizonte. As oportunidades são para vários níveis, desde estagiário a gerente -em áreas como comercial, produtos, TI, financeiro e marketing, por exemplo. As oportunidades estão disponíveis e detalhadas na página de Carreira do BS2. A cada semana, novas vagas vão subindo para a plataforma e podem ser conferidas no endereço: http://www.bancobs2.com.br/carreira Ubots A Ubot está com oito vagas abertas, sendo seis vagas de emprego e duas de estágio. Para participar do processo seletivo é necessário realizar cadastro pelo site: https://ubots.com.br/oportunidades. As vagas de estágio são para Suporte N1 e UX/UI. As vagas em regime CLT são para Chatbots Designer, SDR (pré-vendas), SRE - DevOps Engineer, Customer Success Manager e Executivo de Vendas. Para mais informações acesse https://ubots.com.br/oportunidades Assista a mais notícias de Economia: Veja Mais

Yellen alerta para crise que 'se retroalimenta' e promete ajuda a necessitados

G1 Economia Indicada por Joe Biden para comandar o Tesouro dos Estados Unidos, Yellen disse que recuperação econômica não pode deixar ninguém de fora. A indicada pelo presidente eleito Joe Biden para comandar o Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, disse nesta terça-feira (1º) que os EUA estão passando por uma crise histórica devido à pandemia do coronavírus e que sua queda econômica exige ação urgente para evitar uma crise que se "retroalimenta". Yellen, que atuou como chair do Federal Reserve, falou em evento em Delaware no qual Biden apresentou formalmente seus principais assessores de política econômica, enquanto se prepara para assumir o cargo em 20 de janeiro em meio a uma economia abalada e perdas de empregos em grande escala. Janet Yellen, indicada pelo presidente eleito Joe Biden para comandar o Tesouro dos Estados Unidos Reuters É uma tragédia norte-americana e é essencial que avancemos com urgência. A inação produzirá uma crise que se retroalimentará, causando ainda mais devastação", disse Yellen. Yellen afirmou que a pandemia afetou desproporcionalmente os norte-americanos mais necessitados. Ela acrescentou ser importante garantir que a recuperação econômica não deixe ninguém de fora e prometeu "encontrar um propósito coletivo para controlar a pandemia e reconstruir nossa economia melhor do que antes". Mais cedo nesta terça-feira, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, havia exortado o Senado dos EUA a apoiar 300 bilhões de dólares em novas concessões para pequenas empresas para evitar que fechem em meio à intensificação da crise de saúde pública. "Essas empresas não podem esperar dois ou três meses" pela ajuda, disse Mnuchin. Mnuchin defendeu sua ação de encerrar alguns programas de empréstimo do Fed, uma medida que limitará as opções de Yellen em apoiar os mercados de crédito se ela for confirmada para o cargo pelo Senado após ser nomeada por Biden. Mnuchin disse que sua ação não foi uma "decisão econômica", mas sim baseada na lei de ajuda aprovada pelo Congresso. Joe Biden escolhe Janet Yellen para comandar a secretaria do Tesouro Proposta de alívio Enquanto isso, negociações paralisadas sobre um novo pacote de ajuda econômica ao coronavírus ganharam impulso, com um grupo bipartidário de parlamentares lançando uma proposta de alívio no valor de US$ 908 bilhões. O líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, também disse que estava circulando entre seus colegas republicanos esboços da legislação de alívio que o presidente Donald Trump estaria disposto a sancionar durante suas semanas restantes no cargo. "Acho que todos sabemos que depois do primeiro dia do ano provavelmente haverá uma discussão sobre algum pacote adicional de algum tamanho", proposto pelo novo governo Biden, disse McConnell. Ainda não está claro se Yellen seria a principal negociadora para a futura ajuda relacionada ao coronavírus, um papel que Mnuchin desempenhou neste ano sob o governo Trump e em negociações com a presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi. Yellen e outros conselheiros de Biden expressaram apoio ao estímulo do governo para maximizar o emprego, reduzir a desigualdade econômica e ajudar mulheres e minorias, afetadas desproporcionalmente pela crise econômica. "Prometo, como secretária do Tesouro, trabalhar todos os dias para reconstruir o sonho de todos os norte-americanos", disse Yellen. "Para o povo norte-americano, seremos uma instituição que acorda todas as manhãs pensando em você, seus empregos, seus salários, suas lutas, suas esperanças, sua dignidade e seu potencial ilimitado." Vídeos: Últimas notícias de economia Veja Mais

Wall Street atinge máximas históricas com apostas de estímulo econômico

G1 Economia As ações denominadas 'cíclicas', vistas como particularmente sensíveis à economia, tiveram grande destaque nesta sexta-feira (4). Os principais índices de Wall Street avançaram para máximas históricas nesta sexta-feira (4), com dados mostrando um crescimento mais lento no ritmo de criação de postos de trabalho nos Estados Unidos aumentando as expectativas por um novo projeto de lei de alívio fiscal para ajudar a reviver a economia, atingida pelo coronavírus. As ações denominadas "cíclicas", vistas como particularmente sensíveis à economia, como os segmentos de energia, materiais e industriais, tiveram grande destaque enquanto a maioria dos setores do S&P 500 subia. Wall Street Lucas Jackson/Reuters Analisado de perto, o relatório do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos mostrou que o país criou 245 mil postos de trabalho em novembro, ritmo abaixo da expectativa dos economistas, de 469 mil, e o menor número de empregos criados desde o início da recuperação dos postos, em maio. O presidente eleito do país, Joe Biden, afirmou que o relatório de empregos "sombrio" desta sexta-feira sinaliza que a recuperação econômica está estagnando e alertou que o "inverno sombrio" que se aproxima iria exacerbar o sofrimento, a menos que o Congresso dos EUA aprove um projeto de lei de alívio ao coronavírus de forma imediata. "A má notícia do enfraquecimento do quadro de empregos é potencialmente uma boa notícia para os investidores porque significa que o projeto de estímulo tem muito mais probabilidade de ocorrer em um período de tempo bastante curto", disse Ryan Detrick, estrategista sênior de mercado da LPL Financial na Carolina do Norte. O Dow Jones subiu 0,83%, para 30.218,26 pontos, o S&P 500 ganhou 0,88%, para 3.699,12 pontos, e o Nasdaq teve alta de 0,7%, para 12.464,23 pontos. O índice do setor de transportes do Dow Jones e o Russell 2000, de empresas de baixa capitalização de mercado também registraram máximas de fechamento. Vídeos: Últimas notícias de economia Veja Mais

Número de brasileiros com plano de saúde volta a crescer em outubro

G1 Economia Em outubro, o país registrou 47,2 milhões de beneficiários, o que representou um leve avanço em relação a setembro. O número de brasileiros beneficiários com plano de saúde voltou a crescer em outubro, de acordo o balanço da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgado nesta sexta-feira (4). Em outubro, o país registrou 47,2 milhões de beneficiários com plano de saúde, o que representou um leve crescimento em relação ao apurado em setembro (47 milhões). Beneficiários de plano de saúde Economia G1 O desempenho verificado em outubro também é o melhor registrado neste ano, segundo a agência. Com a crise econômica provocada pela pandemia de coronavírus, o número de beneficiários chegou a recuar para 46,7 milhões em junho. Reajuste No mês passado, a ANS decidiu que os planos de saúde deverão reajustar os valores de 2020 de forma diluída em 12 meses, a partir de janeiro de 2021. Em agosto, o órgão determinou a suspensão das correções de valores pagos pelos beneficiários por 120 dias, em virtude da pandemia. ANS suspende reajuste de planos de saúde até dezembro Segundo a ANS, a suspensão das correções favoreceu mais de 20 milhões de beneficiários. Ficaram de fora, de acordo com a agência, contratos antigos – não adaptados à Lei nº 9.656/98 – e planos coletivos empresariais que já tivessem negociado reajuste até o fim de agosto ou em que a própria empresa preferiu não ter o reajuste suspenso. Vídeos: Últimas noticias de economia Veja Mais

Produtividade de servidores é menor em home office, diz estudo

G1 Economia Mais afetados são os que têm filhos pequenos, aponta pesquisa realizada pela Enap em parceria com universidade dos EUA e Ministério da Economia. Especialista fala sobre o home office e a opção desse tipo de trabalho para 2021 O trabalho remoto, adotado devido à pandemia de Covid-19, afetou a produtividade dos servidores públicos, diz pesquisa realizada pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) em parceria com a Universidade de Duke, dos Estados Unidos, e o Ministério da Economia. Os profissionais mais afetados com queda no tempo produtivo são os que têm filhos pequenos, menores de cinco anos. A diminuição de rendimento não é tão expressiva quando os servidores têm crianças maiores ou adolescentes, mostram dados preliminares divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Ministério da Economia. Falta de regulamentação para home office faz disparar ações na Justiça G1 faz guia do home office em tempo de coronavírus Apesar de bancar custos e trabalhar além da jornada, trabalhador vê aumento da produtividade no home office 61% dos profissionais empregados não aceitariam proposta de trabalho que não incluísse o home office, diz pesquisa Segundo a pasta, foram registradas cerca de 36 mil respostas de servidores públicos federais do país entre maio e junho. As informações foram coletadas de forma online. O mesmo questionário foi aplicado em 88 países pela Universidade de Duke. De acordo com a pesquisa, o período de trabalho considerado produtivo está abaixo do ideal: em uma escala de 0 a 12 horas, o ideal seria 6,2 e está em 5,4. O desempenho também é inferior ao declarado antes da pandemia (5,7). As mulheres são as mais afetadas. Os principais desafios relatados pelos servidores no trabalho remoto são distrações e interrupções e a falta de interação social. Também são apontados problemas tecnológicos e falta de delimitação da fronteira entre vida pessoal e profissional. Assista a mais notícias de Economia: Veja Mais

CEB Distribuição é privatizada no DF; lance vencedor é de R$ 2,5 bilhões

G1 Economia Valor mínimo de venda era de R$ 1,424 bilhão; Bahia Geração de Energia vai operar serviço na capital. Sessão ocorreu nesta sexta-feira (4), na Bolsa de Valores de São Paulo. Fachada da Companhia Energética de Brasília (CEB) TV Globo/Reprodução A CEB Distribuição – braço da Companhia Energética de Brasília – foi vendida à iniciativa privada na manhã desta sexta-feira (4). O leilão ocorreu na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Privatização da CEB não precisa de aval da Câmara Legislativa, decide Tribunal de Contas do DF Justiça do DF nega pedido para suspender privatização da CEB Distribuição O valor mínimo para a venda da estatal era de R$ 1,424 bilhão. A empresa foi vendida R$ 2,515 bilhões. O lance foi dado pela Bahia Geração de Energia, do grupo Neoenergia. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), comentou que o projeto de privatização nasceu da impossibilidade de recuperar a CEB. "O estado não deve participar de algumas atividades", disse. Segundo o emedebista, a distribuição de energia na capital "ficará melhor a cargo da iniciativa privada". Ibaneis Rocha (MDB), governador do DF, participa do leilão da CEB B3/Divulgação Ibaneis afirmou que, para a recuperação da CEB, seria necessário muito investimento. O governador ainda disse que outros processos de privatização serão implementados no DF, como na Companhia do Metropolitano (Metrô). Para o presidente da CEB, a desestatização é um processo que vai melhorar a qualidade da distribuição no DF. “Foi um projeto de sucesso, uma decisão corajosa, que foi muito criticada e com muita oposição. Estamos com consciência tranquila de que foi um processo técnico e juridicamente perfeito", disse Edson. Acionistas da estatal aprovaram a privatização da CEB distribuição em 13 de outubro. Atualmente, o governo do DF controla 80% das ações da companhia. De acordo com o Executivo local, a venda da empresa é necessária para pagar dívidas e garantir o equilíbrio financeiro. Segundo gestores da empresa, o débito chega a R$ 870 milhões. Vencedora A Neoenergia, vencedora do leilão, é controlada pelo grupo espanhol Iberdrola. Desde 1997, a empresa atua no Brasil. Atualmente, ela trabalha com distribuição, geração, transmissão e comercialização de energia em 18 estados brasileiros. Ao todo, são quatro distribuidoras administradas pela Neoenergia: Coelba (BA) Celpe (PE) Cosern (RN) Elektro (SP) Além disso, a Neoenergia é uma companhia de capital aberto e tem ações negociadas na bolsa de Valores de São Paulo. A Iberdrola, grupo o qual pertence a empresa, tem atuação em 31 países. Embate judicial Duas decisões divergentes sobre o leilão da CEB Distribuição tramitam na Justiça. Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a venda da empresa para esta sexta-feira, o TJDFT concedeu liminar suspendendo a sessão. As decisões são desta quinta-feira (3). O STF rejeitou ação ajuizada por cinco deputados distritais. A Corte considera que a venda da estatal pode ocorrer sem aval da CLDF. Leilão de privatização da CEB está marcado para esta sexta-feira (4) Em contrapartida, o TJDFT acatou ação impetrada por senadores, deputados distritais e federais, que pede a interrupção do leilão. De acordo com a decisão, concedida em caráter liminar (urgência), a autorização da privatização da CEB Distribuição deve ser suspendida. Apesar do impasse judicial, ocorreu o leilão. A reportagem entrou em contato com a CEB, porém, não obteve retorno até a publicação desta reportagem. VÍDEOS: veja os destaques do G1 em 1 Minuto Distrito Federal Leia mais notícias sobre a região no G1 DF. Veja Mais

Inflação dos mais pobres acelera alta a 0,95% em novembro, aponta FGV

G1 Economia Indicador acumula alta de 4,85% no ano e 5,82% nos últimos 12 meses, permanecendo em nível superior ao da inflação oficial do país. Pressionada mais uma vez pelos preços dos alimentos, a inflação sentida pela população de baixa renda acelerou em novembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (4) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) – que mede a variação de preços de produtos e serviços para famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos – ficou em 0,95% no mês passado, contra 0,71% em outubro. IPC-C1, novembro de 2020 Economia G1 Com este resultado, o indicador acumula alta de 4,85% no ano e 5,82% nos últimos 12 meses, bem acima da inflação oficial do país. Já o IPC-Br, que mede a variação de preços para famílias com renda de 1 a 33 salários mínimos mensais, ficou em 0,94% em outubro, vindo de 0,65%. Com o resultado, acumula alta de 4,06% no ano e de 4,86% em 12 meses, permanecendo em um nível abaixo da inflação sentida pelos mais pobres. Principais influências de alta no mês passagem aérea: 27,16% gasolina: 2,36% batata inglesa: 32,43% tomate: 18,81% arroz: 5,79% Inflação por componentes Segundo a FGV, 6 das oito classes de despesa componentes do IPC-C1registraram acréscimo em suas taxas em novembro: Transportes (0,29% para 0,90%), Educação, Leitura e Recreação (1,33% para 2,56%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,05% para 0,23%), Habitação (0,28% para 0,39%), Alimentação (2,08% para 2,18%) e Despesas Diversas (-0,01% para 0,11%). Os destaques de alta no mês foram gasolina (0,31% para 2,36%), passagem aérea (15,63% para 27,16%), medicamentos em geral (-0,17% para 0,34%), tarifa de eletricidade residencial (-0,19% para 0,20%), hortaliças e legumes (3,91% para 12,15%) e cigarros (-0,59% para -0,30%). Em contrapartida, os grupos Vestuário (0,24% para -0,04%) e Comunicação (0,14% para 0,12%) apresentaram recuo, com destaque para os preços de roupas (0,20% para -0,02%) e tarifa de telefone residencial (1,65% para 0,29%). Os analistas do mercado financeiro estimam uma inflação medida pelo IPCA de 3,54% em 2020, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Entre os itens que devem pressionar o índice em dezembro está a energia elétrica e o gás de cozinha. Preço do botijão de gás sobe mais uma vez Vídeos: veja últimas notícias de economia Veja Mais

Calendário da feira: dezembro tem ameixa, figo, melancia e berinjela

G1 Economia Série do G1 mostra, todo mês, quais alimentos estão na safra e, por isso, podem ficar mais em conta. Além das frutas típicas de Natal como o pêssego, também é tempo de manga, melão, pepino e abobrinha. Já a cebola, apesar de estar na época, teve o seu cultivo prejudicado pela seca. Dezembro é época de frutas típicas das festas de Natal, como ameixa, figo e pêssego. Por estarem em pleno período de colheita, elas podem ser encontradas por um preço mais baixo nos mercados do que no restante do ano. Também é época de melancia, manga e melão. No grupo dos legumes, a berinjela, o pepino e a abobrinha estão com uma boa oferta. A cebola, por sua vez, apesar de fazer parte da safra de dezembro, teve o seu cultivo prejudicado pela seca nas regiões produtoras. Com a estiagem, a qualidade e o volume disponível do alimento diminuíram, o que deve impactar preços. Na série Calendário da Feira, iniciada em julho, o G1 mostra, todo mês, quais alimentos estão na safra e, por isso, podem ficar mais em conta. Calendário de frutas de julho a dezembro Arte/G1 Calendário de legumes de julho a dezembro Arte/G1 A seguir, confira mais detalhes sobre a safra das principais frutas e legumes do mês, além de saber como comprar, conservar e outras curiosidades. Ameixa Ameixas no pé Divulgação/MNS Doce e levemente ácida, a ameixa é muito procurada em dezembro para enfeitar as mesas e as receitas da ceia de Natal. E o bom disso tudo é que, justamente nessa época, o seu preço cai e a sua qualidade sobe. Isso acontece porque de dezembro a fevereiro, a ameixa que chega ao mercado é nacional, diferentemente do restante do ano, quando ela é importada de outros países, principalmente da Espanha. Nos três meses de safra, os preços da ameixa costumam cair entre 40% a 50%, afirma Amauri Vieira, gerente de marketing do Grupo MNS. E, por ser nacional, a fruta chega mais fresca até a mesa dos brasileiros. "A ameixa importada demora de 40 a 50 dias para chegar ao Brasil. Já a nacional chega nos mercados em cerca de 5 dias", diz Vieira. Receita Nosso Campo: aprenda a fazer bolo de ameixa Segundo ele, a oferta de ameixa deve ter um aumento de 25% neste ano. "Elas estão também com um calibre maior e mais saborosa". Em dezembro, a safra de ameixa fica concentrada no Sudeste, principalmente no estado de São Paulo. Já nos meses de janeiro e fevereiro, as frutas que entram nos mercados e feiras vêm do Sul, com destaque para Santa Catarina. Auge da safra: dezembro a fevereiro. Como comprar: escolha as frutas firmes, sem rachaduras e de cor concentrada, segundo a Ceasa Minas. Como conservar: a ameixa fresca pode ser conservada na geladeira por uma semana. Figo Figo Divulgação/Benassi Outra fruta muito comum nas receitas de Natal é o figo, que acaba de entrar na safra e que já está com o preço em queda, segundo levantamento da Ceagesp. "A safra de figo esse ano deve seguir boa até março e depois a oferta no mercado nacional tende a diminuir por conta das exportações", diz Eduardo Benassi, diretor de Relacionamento da Benassi São Paulo. Chef ensina receita de torta de nozes para ceia de Natal Veja a receita do tender ao molho de figo para fazer no Natal "No entanto, apesar da boa qualidade, instabilidades climáticas no campo impactaram a produção, e esse mês haverá uma oferta 30% menor do que em dezembro do ano passado", ressalta Benassi. Mesmo assim, ele afirma que, até meados de março, o figo poderá ser encontrado até 4 vezes mais barato do que nos períodos de baixa oferta da fruta, como em junho, por exemplo. Os principais estados produtores do figo no Brasil são, atualmente, São Paulo e Rio Grande do Sul. Auge da safra: dezembro a março. Como comprar: é preciso observar bem a pequena abertura na ponta do figo. Ela deve apresentar um tom vermelho-vinho, nunca verde-musgo, e não ter a presença de larvas, de acordo com a Ceasa Minas. Como conservar: na geladeira tem duração de uma semana. Apesar de ser geralmente consumido na forma fresca, o figo pode ser utilizado para preparar doces, caldas, molhos para carnes e até aperitivos, como a receita de crostini de figo com requeijão no vídeo abaixo: Prato Feito: veja como fazer um delicioso crostini de figo com requeijão Melancia Melancia Unsplash A melancia é produzida o ano todo, mas é durante os meses de verão que a sua oferta cresce em função do aumento da demanda por frutas mais refrescantes. Segundo a Ceagesp, o período de maior disponibilidade da melancia vai de novembro a dezembro, meses em que os seus preços, geralmente, caem. Veja a receita de geleia de melancia Porém, neste mês, a safra de melancia de São Paulo, por exemplo, está menor do que em 2019 por causa seca, segundo a pesquisadora Fernanda Geraldini, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP). Apesar disso, um levantamento da Ceagesp mostra que a melancia está entre os produtos com queda de preços nesta semana. São Paulo é o 3º principal estado produtor da melancia. Em primeiro está o Rio Grande do Norte, seguido do Rio Grande do Sul, estado que deve começar a fornecer melancias para o Centro-Sul do país a partir do dia 10 de dezembro, segundo o proprietário da Agropecuária Marini, Andreo Marini. Ele conta que uma das variedades de melancia que a fazenda oferta aos mercados neste período é a pingo doce, que se diferencia das melancias tradicionais por ter um tamanho menor, o que facilita a armazenagem na geladeira. Além disso, ela tem uma polpa amarela e não tem sementes. Auge da safra: novembro a fevereiro. Como comprar: procure uma melancia de superfície uniforme, ou seja, sem cortes ou arranhões. Quanto mais pesada for a melancia em relação ao seu tamanho, mais líquido ela terá e mais madura estará. Como conservar: em local ventilado e seco. Já em ambiente refrigerado, conserva-se por até 30 dias. Veja uma receita de doce de melancia em calda e cristalizado: Artesã ensina a receita de doce de melancia em calda e cristalizado Berinjela Berinjela Reprodução/TV Globo A berinjela é um dos legumes que está com uma boa oferta em dezembro, junto com o pepino, a abobrinha e o pimentão. E na lista da Ceagesp, ela é um dos alimentos que está com o preço em queda, puxado, principalmente, pela redução do consumo do legume, diz o produtor de orgânicos de São Paulo, Alex Lee. Segundo ele, o preço da berinjela, assim como o de outros legumes que estão na safra no final do ano, poderia ter recuado mais, se não fosse a seca e a onda de calor que atingiu o país em setembro, evento que acabou prejudicando a irrigação das lavouras. Receita Nosso Campo: aprenda a fazer uma berinjela recheada Na culinária, a berinjela é bastante versátil. Além de ser consumida assada ou cozida, ela pode ser recheada com queijos e carnes ou substituir a massa de farinha usada nas lasanhas. Auge da safra: setembro a dezembro Como comprar: prefira as de coloração roxo-azulada ou quase preta. A casca deve ser lisa e firme. Se estiver opaca ou com manchas cor de ferrugem indicam amadurecimento excessivo. Como conservar: na geladeira, sem lavar e em sacos plásticos por até 5 dias. Por que consumir alimentos da safra? Frutas, legumes e verduras. Divulgação Com a modernização das técnicas agrícolas, hoje já é possível encontrar uma grande variedade de frutas, legumes e verduras o ano inteiro nos mercados e nas feiras. Porém, consumir produtos de época pode ser uma opção mais barata e saudável. Com o crescimento da oferta nos períodos de safra, a tendência é os preços caírem. Mas isso nem sempre é uma regra. Como a produção de hortaliças depende muito de fatores climáticos, qualquer mudança muito intensa na temperatura, por exemplo, pode impactar a oferta. Além disso, o consumo de alimentos de época tende a ser mais saudável, pelo menor uso de agrotóxicos em seu cultivo. Como reduzir a chance de ingerir agrotóxicos nos alimentos, segundo especialistas Por que a produção de alimentos depende tanto de agrotóxicos? "Para terem um bom desenvolvimento fora do seu ciclo natural de produção, é necessário uma intervenção mais intensa de químicos durante o preparo do solo, por exemplo", ressalta Lígia dos Santos, do São Camilo. Além disso, quando estão em seu ciclo natural de produção, sem a necessidade de tanto uso de agrotóxico, os alimentos ficam com o seu sabor natural mais acentuado. Agro é tech... veja vídeos da indústria-riqueza do Brasil Veja Mais

Auxílio Emergencial: Caixa paga nova parcela a 3,6 milhões nesta sexta

G1 Economia Pagamento é para trabalhadores fora do Bolsa Família nascidos em agosto. A Caixa Econômica Federal (CEF) paga nesta sexta-feira (4) mais uma parcela do Auxílio Emergencial a 3,6 milhões de trabalhadores que não fazem arte do Bolsa Família, nascidos em agosto. Entre os beneficiários, 3,5 milhões vão receber uma parcela do Auxílio Emergencial extensão, de R$ 300. Outros 100 mil ainda vão receber alguma das parcelas de R$ 600. Veja o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial Veja como serão os pagamentos de R$ 300 e tire dúvidas Saiba como liberar a conta bloqueada no aplicativo Caixa Tem Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Confira as datas para o pagamento da nova fase do Auxílio Emergencial de R$ 300,00 A ajuda paga nesta sexta será creditada em conta poupança social digital da Caixa, que poderá ser usada inicialmente para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual. Saques e transferências para quem receber o crédito nesta sexta serão liberados no dia 18 de janeiro (veja nos calendários mais abaixo). VEJA QUEM RECEBE NESTA SEXTA: 200 mil trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app, nascidos em julho, recebem a próxima parcela de R$ 600: - aprovados que já receberam 4 parcelas recebem a quinta parcela; - aprovados que já receberam 3 parcelas recebem a quarta parcela; - aprovados que já receberam 2 parcelas recebem a terceira parcela; - aprovados que já receberam 1 parcela recebem a segunda parcela. 3,4 milhões de trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app, nascidos em julho, recebem a próxima parcela de R$ 300: - trabalhadores que já receberam as 5 parcelas de R$ 600 recebem a primeira de R$ 300 - trabalhadores que já receberam 1 parcela de R$ 300 recebem a segunda parcela de R$ 300 - trabalhadores que já receberam 2 parcelas de R$ 300 recebem a terceira parcela de R$ 300 Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br. Calendários de pagamento Veja abaixo os calendários de pagamento. BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial - Beneficiários do Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Clique aqui para ver o calendário completo dos pagamentos VÍDEOS: as últimas notícias sobre o Auxílio Emergencial pa a 3,8 milhões de trabalhadores que nõa fazem a. Veja Mais

Governo vai cobrar por SMS que 2,6 milhões de pessoas devolvam auxílio emergencial irregular

G1 Economia Ofício do Ministério da Cidadania diz que, se cada pessoa devolver ao menos uma parcela, valor recuperado pode chegar a R$ 1,57 bilhão. Cruzamento de dados identificou irregularidades. O governo federal deve enviar, ainda este mês, mensagens de celular a 2,6 milhões de pessoas que receberam auxílio emergencial sem ter direito ao benefício. O objetivo é pedir que esses beneficiários cumpram os trâmites para devolver o dinheiro aos cofres públicos. O Ministério da Cidadania, gestor do auxílio, estima que o governo poderia reaver R$ 1,57 bilhão se cada um desses beneficiários acionados devolvesse, ao menos, uma parcela de R$ 600. Os valores constam em um ofício obtido pela TV Globo. Ao todo, o ministério prevê o envio de 4,8 milhões de mensagens de celular "considerando a possibilidade de precisarmos enviar uma mensagem de reforço para o público que não proceder com a devolução após o recebimento da 1ª SMS". A TV pediu informações adicionais ao Ministério da Cidadania e aguarda retorno. O Ministério da Economia confirmou que as mensagens serão enviadas a partir do próximo fim de semana, porque a pasta ainda aguarda a lista de contatos telefônicos. Os envios devem custar R$ 162 mil ao governo. Em novembro, o governo divulgou que a lista de beneficiários irregulares incluía pessoas com rendimentos acima do limite, com cargos eletivos, militares, servidores públicos, ou mesmo CPFs com alguma irregularidade. Em novembro, PF fez operação contra fraudes no auxílio emergencial no DF Como devolver Quem recebe o benefício indevidamente, sem se enquadrar nos critérios do governo, pode responder criminalmente pela infração. A medida está prevista no art. 2º da Lei n.º 13.982/2020, segundo o Ministério da Cidadania. Recebeu Auxílio Emergencial sem ter direito? É preciso devolver; veja como Em maio, o governo federal lançou um site para facilitar a devolução do Auxílio Emergencial: devolucaoauxilioemergencial.cidadania.gov.br. Ao acessar o sistema com o CPF, o usuário pode gerar uma Guia de Recolhimento da União (GRU) para ser paga nos canais de atendimento do Banco do Brasil ou em qualquer outro banco. Auditoria A lista de beneficiários irregulares foi formada pela "indicação de órgãos de controle" e pela "identificação de repasse indevido por meio de ações da esteira da auditoria interna", diz o ofício da Cidadania. O prazo para que esses inscritos justificassem a validade dos cadastros terminou em 16 de novembro. "Assim, esta SAGI [secretaria] planeja enviar SMS a este público, objetivando orientar o procedimento a ser adotado para proceder com a devolução do recurso, de modo a dar uma resposta à sociedade, ao mostrar o esforço do governo federal em recuperar o recurso pago indevidamente, e ainda atender à recomendação dos órgãos de controle", diz o documento. Em junho, CGU começou a apontar cadastros irregulares; relembre Initial plugin text Veja Mais

CEO da Petrobras diz que empresa pode expandir para áreas da Guiana

G1 Economia Empresa tem participações em blocos de exploração na costa norte do Brasil, que podem compartilhar uma geologia semelhante com o país vizinho. Petrobras pode expandir suas operações de exploração e produção para a Guiana Reprodução/RPC A Petrobras pode expandir suas operações de exploração e produção para a Guiana, se o ambiente regulatório não melhorar no Brasil, disse nesta quinta-feira (3) o presidente-executivo da petroleira, Roberto Castello Branco, admitindo pela primeira vez interesse no país vizinho. A empresa tem participações em blocos de exploração na costa norte do Brasil. Especula-se entre os geólogos que partes dessa área podem compartilhar uma geologia semelhante com a Guiana, que emergiu como importante província petrolífera. Executivos da Petrobras já haviam sido questionados no passado sobre um possível interessa da estatal no país. No entanto, eles diziam com frequência que preferem manter o foco na exploração e produção de petróleo no Brasil. Durante a conferência bianual Rio Oil & Gas, Castello Branco afirmou que exigências onerosas de licenciamento ambiental no Brasil estão fazendo com que a petroleira passe a considerar a Guiana. "Nós temos (no Norte do Brasil) o potencial para uma grande bacia petrolífera e somos barrados. Enquanto isso, a Guiana está se aproveitando da situação", disse Castello Branco. "(A Guiana) nos chama. Por enquanto, vamos continuar investindo no Brasil, mas é possível irmos para lá também, preferindo isso à geração de valor, geração de empregos em uma região muito pobre do Brasil", acrescentou. A exploração petrolífera no Norte do Brasil gera significativa controvérsia e pressões regulatórias, em parte por causa da presença de uma grande barreira de corais nas costas do Brasil e da vizinha Guiana. Em setembro, a francesa Total desistiu de operar cinco blocos exploratórios na Foz do Amazonas, vendendo sua participação à Petrobras, após dificuldades para obter licenças ambientais. Veja Mais

ONG afirma que grandes frigoríficos do Brasil compraram gado de áreas de desmatamento ilegal na Amazônia

G1 Economia Segundo britânica Global Witness, JBS, Marfrig e Minerva adquiriram animais para abate de 379 fazendas que teriam desmatado cerca de 17 mil hectares irregularmente. Empresas negam irregularidades. Gado pasta em meio à fumaça causada por um foco de queimada da Amazônia em Rio Pardo, Rondônia, em setembro de 2019. Ricardo Moraes/Reuters A ONG britânica Global Witness divulgou um estudo em que afirma que três grandes frigoríficos brasileiros (JBS, Marfrig e Minerva Foods) continuaram comprando gado diretamente de propriedades com desmatamento ilegal no Pará nos últimos 3 anos. Segundo o levantamento, essas empresas compraram, entre 2017 e 2019, animais de 379 fazendas com cerca de 17 mil hectares (equivalente a 20 mil campos de futebol) de desmatamento ilegal, infringindo o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre Ministério Público Federal (MPF) e os frigoríficos. Por que tem tanto gado na Amazônia? O que a pecuária faz para evitar o desmatamento O estudo da Global Witness, divulgado nessa quarta-feira (2), mostra que das 379 fazendas com desmatamento ilegal: JBS comprou de 327 delas; Marfrig, de 89; Minerva Foods, de 16. O G1 procurou as 3 empresas citadas para comentar o estudo. A Marfrig disse, em nota, que desativou sua única unidade no Pará em março deste ano e que não compra mais gado de propriedades do estado. E afirmou que, nos 89 casos indicados pela ONG, “não houve nenhum abate irregular por parte da companhia”. A Minerva disse, também em nota, que, após saber do estudo, realizou um “levantamento detalhado” e que não encontrou “qualquer irregularidade alegada pela ONG”. Ainda segundo a empresa, das 16 propriedades, 3 não estão no banco de fornecedores e que as outras 13 “atendem integralmente aos critérios de sustentabilidade” (leia as respostas completas no final do texto). A JBS não respondeu ao G1 até a última atualização deste texto. À ONG, a empresa também negou irregularidades. A investigação A Global Witness afirma que obteve todas as guias de trânsito animal (GTA) de 2014 a 2019 no site da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) para identificar os fornecedores de gado de JBS, Marfrig e Minerva nesse período. A GTA é exigida pelo governo federal para controle sanitário, pois o gado é transportado por todo o país. As guias mostram o movimento do gado desde o nascimento até o abate. Com isso, a ONG diz que usou esses documentos para determinar as fazendas de origem de todo o gado comprado pelos frigoríficos e cruzou a área com bancos de dados governamentais, como os do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Globo Rural: pecuaristas do Pará tentam manter preservação na Amazônia, mas crimes ambientais continuam O grupo britânico contou com apoio do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) para verificar se o desmatamento nas fazendas era legal ou ilegal – isso porque, de acordo com o Código Florestal, cada propriedade localizada no bioma Amazônia pode desmatar até 20% de sua área, se tiver autorização para isso. Os pesquisadores analisaram se o desmatamento das propriedades ocorreu após as datas-limite impostas pelo Termo de Ajustamento de Conduta entre as empresas e o MPF. Se foi após a data-limite, foi checado se as fazendas pediram autorização para realizar desmatamento ao governo estadual. “Nossa investigação demonstra claramente que um setor privado não regulamentado e com políticas voluntárias de não desmatamento não conseguiu lidar com a destruição da floresta”, disse em nota Chris Moye, Investigador Sênior da Amazônia na Global Witness. Além de acusar as empresas, a Global Witness afirma que houve falha nos processos de auditorias contratados pelos frigoríficos, como os das empresas norueguesa DNV-GL e da americana Grant Thornton. “Todos os envolvidos – fazendas que criam gado, gigantes da indústria da carne brasileira, auditores internacionais, financiadores tradicionais, supermercados, importadores e redes de fast-food – estão destruindo florestas tropicais, ou são cúmplices, com auditorias falhas realizadas por auditores americanos e europeus”, acrescenta. Além disso, a ONG acusa JBS e Marfrig de comprarem gado de pecuaristas acusados pelo MPF de grilagem de terras, abusos de direitos humanos de povos indígenas e ativistas dos direitos à terra, além do assassinato de representantes de movimentos de trabalhadores sem terra. Problema maior nos fornecedores indiretos Além do problema com fornecedores diretos, o estudo afirma que outros 116 mil hectares (140 mil campos de futebol) de desmatamento ilegal foram feitos por fornecedores indiretos – fazendas que criam o gado e vendem para que outras propriedades engordem o animal e o venda aos frigoríficos. O problema com fornecedores indiretos já fez o MPF afirmar ao G1 que não é possível garantir que a carne produzida na Amazônia é livre do desmatamento. Para enfrentar o problema, JBS e Marfrig anunciaram neste ano iniciativas para controlar os fornecedores indiretos. As duas empresas prometem que, até 2025, vai mapear toda sua cadeia de fornecedores na Amazônia. Pecuarista tentam manter preservação na Amazônia, mas crimes continuam Para isso, as empresas vão exigir que os pecuaristas entreguem suas GTAs para que os frigoríficos possam analisar a origem do gado. A ideia é que isso crie um “cadastro positivo” de criadores. Respostas das empresas à ONG Em resposta à Global Witness, JBS, Minerva e Marfrig alegaram que as GTA’s não são documentos disponíveis ao público. Com isso, disseram que não conseguem monitorar o movimento do gado ao longo da cadeia produtiva. Em relação às 327 de propriedades ligadas ao desmatamento ilegal, a JBS disse que que em 94% dos casos estavam cumprindo suas promessas legais e voluntárias de não desmatamento, e em 6% dos casos não tinha registros de compra de gado das fazendas em questão. Já a Marfrig afirmou que 84 das 89 fazendas cumpriram suas promessas voluntárias e legais de não desmatamento e que não foi possível identificar compras de gado de cinco delas, de acordo com as informações enviadas Por fim, a Minerva Foods alegou que 13 das fazendas cumpriam suas promessas voluntárias e legais de não desmatamento e que não tinha registros de compras de três delas. Em todos os casos, a ONG considerou as justificativas como "inválidas" e manteve a posição apresentada no estudo. Já as empresas de auditoria apontadas no relatório (DNV-GL e Grant Thornton) alegaram que restrições às auditorias podem tê-las impedido de identificar os casos encontrados pela Global Witness. Desmatamento na Amazônia cresce 9,5% A área desmatada na Amazônia foi de 11.088 km² entre agosto de 2019 e julho de 2020, de acordo com números oficiais do governo federal divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). De acordo com o Inpe, trata-se de um aumento de 9,5% em relação ao período anterior (agosto de 2018 a julho de 2019), que registrou 10.129 km² de área desmatada. É a maior área desde 2008, quando o Prodes apontou 12.911 km² desmatados. O Pará concentra quase metade do desmatamento na atual temporada. Desmatamento na Amazônia entre 2019/2020 por estados. Fernanda Garrafiel/Arte G1 Outro lado O G1 procurou diretamente os frigoríficos e as respostas foram: Resposta da Marfrig É importante esclarecer que Marfrig desativou sua única unidade no Pará, localizada na cidade de Tucumã, em março deste ano. Portanto, desde então, a companhia não compra gado de propriedades localizadas no estado. Sobre o relatório da Global Witness, a Marfrig esclarece que: Nos 89 casos indicados pela ONG, não houve nenhum abate irregular por parte da companhia. Todos estavam de acordo com os critérios sociais e ambientais adotados pela Marfrig. Em cinco dos 89 casos apontados, não foi possível identificar o produtor, uma vez que o número CAR (Cadastro Ambiental Rural) informado no relatório da Global Witness não correspondia a nenhuma fazenda presente no banco de dados da Marfrig. Os demais 84 casos foram rigorosamente avaliados e não foi identificado qualquer abate irregular, o que significa que eles estavam em conformidade com os critérios sociais e ambientais adotados pela Marfrig nas datas desses abates. Nosso sistema de geomonitoramento utiliza análises prévias a cada negociação de animais para abate, de modo que as informações relativas aos produtores e propriedades devem ser atualizadas e aderentes aos compromissos assumidos pela empresa. Anualmente, a Marfrig publica um relatório de auditoria de terceira parte sobre o Compromisso Público na Amazônia, assumido pela empresa em 2009, em vigência desde 5 de outubro de 2009. Implantamos diretrizes estratégicas e operacionais,concretizadas em planos de ação, para fortalecer o controle da origem do gado e mitigar quaisquer riscos de fornecimento de gado de zonas críticas. Uma das ferramentas utilizada é a Plataforma de Monitoramento Geoespacial para as fazendas fornecedoras de animais para abate na Marfrig. A área monitorada equivale a 30 milhões de hectares, um território maior Resposta da Minerva Foods Em relação ao estudo da ONG Global Witness relativo às compra de gado bovino pela Minerva Foods no Pará, entre 2017 e 2019, realizamos um levantamento detalhado, pixel a pixel, de cada uma das 16 fazendas citadas e não encontramos qualquer não conformidade alegada pela ONG. Nossa análise mostra que, em relação às 16 fazendas que o estudo relaciona à Minerva Foods, três delas nem sequer estão cadastradas no banco de dados da Companhia e as outras 13 atendem integralmente aos critérios de sustentabilidade. Para obter informações adicionais e detalhadas, anexamos a avaliação completa da Minerva Foods sobre o relatório da Global Witness. Inclusive, a Minerva Foods não está vinculada a 379 fazendas, como também citado no estudo. A Minerva Foods apresenta os melhores resultados entre seus pares na auditoria do Ministério Público com o estado da arte em ferramentas de monitoramento geográfico. A empresa também não recebeu nenhum feedback da Global Witness sobre a análise entregue à ONG. Estamos confiantes nos resultados de nossa ferramenta de monitoramento geográfico - confirmados pelos resultados de auditoria do Ministério Público. Além disso, a Minerva Foods é pioneira em ações concretas para o monitoramento dos fornecedores indiretos por meio de testes da ferramenta de monitoramento VISIPEC. Os resultados preliminares mostram 99,9% de conformidade em relação a fornecedores indiretos para três unidades na região amazônica. A Companhia também é pioneira no monitoramento geográfico de sua cadeia de suprimentos no Cerrado brasileiro e no Chaco Paraguaio, mais uma ação relevante. Veja mais reportagens sobre o desmatamento Initial plugin text Veja Mais

Mourão diz que alta de 7,7% no PIB do terceiro trimestre é um 'bom resultado' e 'bateu na trave' das previsões

G1 Economia Resultado do PIB é o maior para um trimestre desde o início da série histórica, em 1996. Mediana das previsões do mercado estimavam uma alta de 8,8%. O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta quinta-feira (3) que considerou um “bom resultado” a alta de 7,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre de 2020, na comparação com os três meses anteriores. O crescimento do PIB, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirmou a saída do Brasil da chamada "recessão técnica". Contudo, a expansão recorde da economia em um terceiro trimestre foi insuficiente para recuperar as perdas do ápice da pandemia de coronavírus no país. Questionado sobre o resultado em entrevista no Palácio do Planalto, Mourão disse que foi um “bom resultado”. Indagado sobre o fato do resultado ter ficado abaixo do esperado (o mercado aguardava alta de 8,8%), Mourão disse que “bateu na trave”. "Expectativa é expectativa, a expectativa era oito e alguma coisa, ficou 7,7%, bateu na trave", disse. PIB do 3º trimestre Editoria de Arte/G1 Mourão também afirmou que as perdas que o país teve na economia durante a pandemia serão recuperadas no final deste ano e ao longo de 2021. "A queda do segundo trimestre foi muito grande, ela vai ser recuperada ao longo desse terceiro, mais o quarto [trimestres] e ao longo do ano que vem. Isso já era o esperado. O grande ponto é que as principais instituições davam que o Brasil ia ter uma queda grande este ano e a queda não será tão significativa", disse. Recuperação incompleta A forte reação do PIB no 3º trimestre foi sustentada principalmente pelos expressivos gastos do governo com auxílios e medidas de transferência de renda. A recuperação, no entanto, foi marcada pela heterogeneidade, com diversos segmentos ainda enfrentando dificuldades para voltar à normalidade, sobretudo atividades do setor de serviços. O resultado é similar ao verificado em outros países que também tiveram suas economias fortemente afetadas pela pandemia. Nos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a alta foi de 9% no 3º trimestre. Initial plugin text Veja Mais

Globoplay vence prêmio Caboré

G1 Economia Serviço de streaming foi eleito o melhor na categoria veículo de comunicação – plataforma de mídia. Premiação é considerada o Oscar da comunicação brasileira. GloboPlay ganha Prêmio Caboré 2020 O Globoplay recebeu o Prêmio Caboré, o mais importante da comunicação no Brasil, na categoria Veículo de Comunicação – Plataforma de Mídia. A cerimônia foi realizada nesta quarta-feira (2) em São Paulo. O serviço de streaming do Grupo Globo disputou o prêmio, considerado o Oscar da comunicação no Brasil, com Spotify e Verizon. “Que honra, que alegria. Infelizmente não estou aí com vocês, mas meu coração está com vocês. Foi um ano difícil para o Brasil, para a humanidade, mas também foi um ano de muitas conquistas para o Globoplay. Estamos terminando 2020 três vezes maior do que começamos 2019, em termos de assinantes. Estamos produzindo conteúdos cada vez mais ousados, estamos levando entretenimento de qualidade para o público brasileiro. Muito obrigado a todos”, comemorou o diretor de produtos e serviços digitais da Globo, Erick Brêtas. Pela primeira vez, o evento foi transmitido ao vivo pela internet, com sinal aberto a todo o público. Considerado um dos principais prêmios da propaganda brasileira, o Caboré consagra os profissionais e empresas que contribuem para o desenvolvimento da comunicação, marketing e mídia no país. O prêmio foi criado em 1980 pelo Grupo Meio & Mensagem. Os vencedores são escolhidos em votação aberta aos assinantes da publicação, via internet, e auditada pela PricewaterhouseCoopers. Veja Mais

Bolsas dos EUA fecham próximas da estabilidade

G1 Economia O Dow Jones encerrou o dia em alta de 0,20%, aos 29.883,79 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,18%, a 3.669,01 pontos, em uma nova máxima histórica de fechamento; o Nasdaq recuou 0,05%. Os principais índices acionários em Nova York oscilaram em torno da estabilidade, em boa parte do pregão desta quarta-feira (2). Após um novembro de ganhos relevantes para as ações em Wall Street, o avanço da pandemia de covid-19 nos Estados Unidos, as incertezas relacionadas à aprovação de estímulos fiscais no país e sinais de desaceleração econômica limitaram a demanda por risco no pregão de hoje. Na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), o Dow Jones encerrou o dia em alta de 0,20%, aos 29.883,79 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,18%, a 3.669,01 pontos, em uma nova máxima histórica de fechamento. Já o índice eletrônico Nasdaq recuou 0,05% e fechou aos 12.349,37 pontos. Em mais um capítulo positivo no noticiário relacionado às vacinas, o governo do Reino Unido concedeu, nesta quarta, uma autorização de emergência para a vacina contra a covid-19 da Pfizer e da BioNTech e deverá a começar a inocular doses do produto a partir da próxima semana. Reino Unido aprova vacina da Pfizer e BioNTech e anuncia aplicação na próxima semana Após os ganhos relevantes do mês de novembro, no entanto, a perspectiva, segundo analistas, já estava "devidamente precificada" pelo mercado. "[A aprovação] é empolgante, mas também era esperada", disse Chris Konstantinos, estrategista-chefe de investimentos do RiverFront Investment Group, à Dow Jones Newswires. "Estamos em um pequeno vácuo de informações. Já ultrapassamos a temporada de ganhos e agora o mercado está meio que esperando até o fim do ano, avaliando as notícias sobre vacinas e estímulos", afirmou. Pacote de estímulos Logo, as atenções se voltaram para Washington, onde congressistas parecem ter resgatado o ímpeto de negociar um pacote de estímulos à economia americana, que vem dando sinais de desaceleração, devido ao crescente número de casos de Covid-19 no país. A presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, e o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, disseram hoje que o projeto bipartidário de US$ 908 bilhões, apresentado ontem, deve servir como base para as negociações de um novo pacote fiscal com os republicanos. Em um comunicado conjunto, os democratas indicaram, pela primeira vez desde o início das conversas, que desistiram do projeto de US$ 2,2 trilhões já aprovado na Câmara. E pediram que o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, aceite negociar um novo pacote para atender às necessidades do país. A retomada das negociações é encarada como positiva pelos agentes financeiros, ainda que incertezas permaneçam sobre o sucesso dos congressistas em chegar a um acordo. Em meio ao impasse em Washington, sinais de que a recuperação da economia dos Estados Unidos está perdendo tração continuam surgindo. O relatório nacional de emprego da Automatic Data Processing (ADP) mostrou que a criação de empregos no setor privado desacelerou em novembro. Cerca de 307 mil novos empregos foram gerados, marcando uma queda em relação a outubro e menos do que os 475 mil que economistas consultados pelo "Wall Street Journal" previam. Livro Bege Segundo o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), a maioria dos distritos observou que a expansão da atividade econômica em novembro foi modesta ou moderada, de acordo com o Livro Bege da instituição, divulgado hoje. "No entanto, quatro distritos descreveram como pouco ou nenhum o crescimento econômico e cinco distritos observaram que a atividade permaneceu abaixo dos níveis pré-pandêmicos em pelo menos alguns setores", apontou o documento. "Em suma, este é um dos Livros Bege mais preocupantes que vimos em muito tempo", afirmou o economista de mercados monetários da Jefferies, Thomas Simons. Os destaques positivos no pregão desta quarta-feira foram as ações das empresas de energia, e o setor fechou o dia em alta de 3,15%. Os papéis da Apache subiram 5,98% e a Occidental Petroleum avançou 5,02%, com as companhias pegando carona na alta dos preços do petróleo. As ações do setor financeiro também subiram 1,05% hoje, enquanto a Pfizer avançou 3,53%, após a aprovação do governo do Reino Unido para a sua vacina. Os papéis da Salesforce.com caíram 8,52%. A empresa de computação em nuvem confirmou, ontem, que concordou em comprar a Slack Technologies por US$ 27,7 bilhões. Vídeos: Últimas notícias de economia Veja Mais

Relator no STF vota por tornar contrato intermitente inconstitucional

G1 Economia Julgamento será retomado nesta quinta com votos dos demais ministros. Modalidade consiste em trabalhador com carteira assinada ser chamado conforme necessidade do empregador. O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira (2) por tornar inconstitucional o trabalho intermitente. Fachin é relator do tema no STF, e o julgamento será retomado nesta quinta (3), com os votos dos demais ministros. O trabalho intermitente foi instituído em 2017, por meio da nova lei trabalhista. Consiste em o trabalhador ser contratado com carteira assinada, mas sem a garantia de jornada mínima de trabalho. Na modalidade, o trabalhador é chamado de acordo com a necessidade da empresa e, assim, pode ficar meses sem trabalhar e, consequentemente, sem remuneração. O STF debate se o regime viola princípios constitucionais como o da dignidade humana e se torna precárias as relações de trabalho. Ministro Edson Fachin, relator de ação no STF que discute o trabalho intermitente Rosinei Coutinho/STF Voto do relator Ao apresentar o voto, Fachin argumentou que não é possível renunciar aos direitos trabalhistas assegurados na Constituição. "É compreensível o argumento de que as especificidades do mercado do trabalho poderiam propiciar que empregados e empregadores pudessem livremente decidir sobre os temos desse contrato intermitente de trabalho. Ainda que seja compreensível e digno, não encontra guarida na orientação constitucional", afirmou. Segundo o relator, "ante a ausência de fixação de horas mínimas de trabalho e de rendimentos mínimos, é preciso reconhecer que a figura do contrato intermitente, tal como disciplinada pela legislação, não protege suficientemente os direitos fundamentais sociais trabalhistas". Entenda as regras do recolhimento para a Previdência no trabalho intermitente Números Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em dois anos, dobrou o número de trabalhadores contratados sob a modalidade de trabalho intermitente no Brasil. A Região Nordeste lidera, em proporção, esse tipo de contratação. Em 2019, foram registradas mais de 155 mil contratações sob essa modalidade, o que representou 1% de todas os contratos com carteira assinada firmados no país. Veja Mais

Cepal prevê queda de 50% do investimento estrangeiro na América Latina em 2020 devido à pandemia

G1 Economia Em 2021 o IED mundial atingirá seu valor mais baixo desde 2005 - e a América Latina e Caribe apresentarão o declínio mais acentuado. A América Latina e o Caribe apresentarão uma queda de cerca de 50% nos investimentos estrangeiros diretos (IED) durante o ano de 2020 devido ao impacto da pandemia do coronavírus, estimou um relatório divulgado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) nesta quarta-feira (2). Globalmente, os valores de investimento estrangeiro direto devem ter queda de 40% este ano, e até 10% no próximo. Com isso, em 2021 o IED mundial atingirá seu valor mais baixo desde 2005 - e a América Latina e Caribe apresentarão o declínio mais acentuado, apontou a Reuters. "A América Latina e o Caribe receberam US$ 160,7 bilhões para investimentos estrangeiros diretos em 2019, 7,8% a menos que em 2018, queda que vai se agravar em 2020, já que, em decorrência da crise derivada da pandemia da Covid-19, projeta-se um recuo entre 45% e 55%", informou a Comissão. Desde 2012, quando foi alcançado o máximo histórico, a queda dos fluxos de investimento estrangeiro tem sido quase ininterrupta na América Latina e no Caribe, segundo a Cepal. "O IED recebido pela América Latina e Caribe não catalisou mudanças relevantes na estrutura produtiva da região, em grande parte porque as políticas de atração desses fluxos não foram coordenadas com as de desenvolvimento produtivo”, afirmou a secretária executiva, Alicia Bárcena. Países Durante 2019, os ingressos de capital recuaram em 17 países e houve aumento em nove. As cinco economias que mais receberam investimentos foram Brasil (43% do total), México (18%), Colômbia (9%), Chile (7%) e Peru (6%). Mesmo sendo o principal destino do investimento estrangeiro na região, o Brasil também viu cair os ingressos no ano passado. Veja no gráfico abaixo a variação no IED nos países, em %: IED cresceu em apenas nove países em 2019 Cepal/Reprodução Quanto ao comportamento das empresas transnacionais latino-americanas, a Cepal mostrou um aumento de 75% na saída de IED da região em 2019. "Porém, se for analisada a década 2010-2019, observa-se que o investimento latino-americano perdeu força", disse ela. Grandes economias como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru foram fortemente impactadas pela disseminação da Covid-19. Assista as últimas notícias de economia Veja Mais

Venda de veículos novos no Brasil cai 7% em novembro sobre um ano antes

G1 Economia No ano, as vendas acumulam queda de 28,15%, para 1,81 milhão de unidades, segundo a Fenabrave. Os licenciamentos de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus no Brasil em novembro caíram 7,1% sobre o mesmo período do ano passado, para 225 mil unidades, informou a associação de concessionários, Fenabrave, nesta quarta-feira (2). No ano, as vendas acumulam queda de 28,15% Roosevelt Cassio/Reuters Na comparação com outubro, as vendas subiram 4,65%. No ano, as vendas acumulam queda de 28,15%, para 1,81 milhão de unidades, segundo a entidade. A Fenabrave afirmou que vai divulgar perspectivas sobre 2021 em janeiro. Para este ano, a expectativa é que as vendas de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus novos recuem 28,9%, para 1,98 milhão de unidades. Segundo a entidade, apesar da queda em novembro, as vendas do mês passado foram as melhores do ano. "Temos observado que, nos últimos meses, os clientes estão confiantes na tomada da decisão de compra, aproveitando o momento de crédito disponível e que, até os últimos dias de novembro, contou com a isenção do IOF nesse tipo de operação", disse em comunicado à imprensa o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior. Ele, porém, afirmou que as montadoras ainda não retomaram níveis normais de produção, o que "continua trazendo problemas na disponibilidade de alguns modelos, principalmente, por conta da falta de peças e componentes". Vídeos: Últimas notícias de economia Veja Mais

Recuperação robusta depende de reformas, alerta FMI em relatório anual sobre o Brasil

G1 Economia Em relatório anual sobre o país, Fundo diz que retirada esperada dos estímulos irá conter o consumo enquanto o investimento será prejudicado pela capacidade ociosa e alta incerteza. O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou nesta quarta-feira (2) que o Brasil precisa avançar com reformas estruturais para aumentar o crescimento potencial do PIB (Produto Interno Bruto) e melhorar o padrão de vida dos brasileiros. Em relatório anual sobre a economia do Brasil, chamado Artigo IV, o FMI avaliou que o pacote de estímulos fiscais do governo para combater os efeitos da pandemia de coronavírus "evitou uma desaceleração econômica mais profunda, estabilizou os mercados financeiros e amorteceu os efeitos sobre os pobres e vulneráveis". De acordo com o FMI, o Brasil precisa agora trabalhar para garantir a "sustentabilidade da dívida a médio prazo" e avançar reformas estruturais para promover uma "recuperação robusta e inclusiva". "Vários diretores também destacaram a importância de políticas para uma recuperação verde", informou o relatório. O FMI manteve a projeção de queda de 5,8% no PIB brasileiro em 2020 e de recuperação parcial em 2021, com um crescimento de 2,8% da economia em 2021. Recuperação é desigual e só parte dos setores retomou patamar pré-pandemia, aponta FGV "Os efeitos persistentes da crise de saúde e a retirada esperada do apoio fiscal conterá o consumo enquanto o investimento será prejudicado pela capacidade ociosa e alta incerteza" e riscos fiscais, destacou. Em razão do forte aumento do déficit primário, o FMI prevê que a dívida pública bruta irá saltar para 100% do PIB e que continuará elevada no médio prazo. O Banco Central informou na segunda-feira que a dívida pública subiu para o patamar de 90,7% do PIB em outubro. Necessidade de mais estímulos Na avaliação do órgão, as políticas públicas devem se concentrar a partir de agora "em limitar os efeitos marcantes da pandemia, garantindo a sustentabilidade da dívida a médio prazo". O FMI afirmou, porém, que as autoridades devem estar preparadas para fornecer "apoio direcionado adicional" e alertou sobre as consequências negativas de uma retirada abrupta das dos estímulos. O órgão recomenda, porém, a reduzir os gastos obrigatórios e a rigidez orçamentária, fortalecer a rede de seguridade social, reformar os regimes de pensões estaduais e municipais, fortalecer a estrutura fiscal subnacional e a revisão do sistema tributário. "Os diretores saudaram o compromisso das autoridades de preservar o teto de gastos constitucional como uma âncora fiscal para apoiar a confiança do mercado", acrescentou. Em outubro, o FMI havia divulgado as conclusões preliminares do relatório, no qual já afirmava que a manutenção do teto de gastos (regra que não permite o crescimento das despesas do governo acima da inflação do ano anterior) e é "fundamental para apoiar a confiança do mercado e manter contido o prêmio de risco soberano". Risco fiscal: entenda o que é e saiba por que a piora das contas públicas preocupa FMI reduz previsão de queda do PIB, em 2020 Vídeos: veja últimas notícias de economia no Brasil Veja Mais

Microsoft retira do ar extensões para o navegador Edge que injetavam anúncios indevidos em páginas web

G1 Economia Complementos usavam nomes de extensões populares para o Chrome, mas foram adulterados para incluir códigos que não existem nas versões originais. Nova versão do navegador Edge é baseada na tecnologia Chromium, a mesma do Google Chrome. Divulgação A Microsoft retirou do ar 18 extensões disponíveis no portal "Complementos para o Edge" após usuários reclamarem de propagandas e redirecionamentos indevidos dentro do navegador. A existência desse tipo de complemento malicioso mostra que a nova versão do navegador da Microsoft, baseada na mesma tecnologia do Google Chrome, já entrou na mira dos golpistas. Extensões (ou complementos) são pequenos programas que podem ser instalados no navegador web para adicionar melhorias. Apesar de serem relativamente simples e não terem autorização para modificar arquivos do computador, essas extensões têm acesso a todos os dados de navegação e podem monitorar e alterar o conteúdo das páginas da web. A criação de complementos para o Edge foi facilitada depois que a Microsoft relançou o navegador com a tecnologia Chromium – a mesma tecnologia usada pelo Google no navegador Chrome. Por essa razão, desenvolvedores podem facilmente adaptar as extensões do Chrome para funcionar no Edge. Quem se aproveitou dessa facilidade neste caso, porém, foram os golpistas. Eles clonaram as versões dos complementos para o Chrome e adicionaram códigos indesejados para exibir anúncios e redirecionar links, criando versões falsas dessas extensões. De acordo com uma publicação de uma representante da Microsoft no site "Reddit", que listou o nome das extensões removidas, as ofertas tentavam se passar por versões oficiais de complementos populares no Google Chrome e por serviços de VPN que ainda não possuem presença oficial na loja de complementos da Microsoft (confira a lista abaixo). Chrome é alvo de golpes semelhantes Apesar de serem proibidas, extensões que adulteram a navegação e violam a privacidade dos usuários têm conseguido espaço Chrome Web Store, a loja oficial do Google para os complementos do navegador. No início de 2020, o Google removeu da loja um pacote de 500 extensões. A empresa também tem endurecido as regras da loja para coibir comportamentos suspeitos, como a inclusão de códigos ofuscados (que escondem sua funcionalidade) e a solicitação excessiva de permissões. O Google também agora fiscaliza o método de divulgação das extensões e bloqueia aquelas que confundem os usuários no momento da instalação. A loja de complementos do Edge ainda está usando o rótulo de "beta" (em fase de testes) pela Microsoft. A existência de golpes nesta fase indica que a Microsoft pode enfrentar os mesmos desafios que o Google para manter esse espaço livre de conteúdo malicioso. Lista de extensões no navegador Edge pode ser acessada pelo endereço edge://extensions. Nesta tela, é possível desativar e desinstalar os complementos. Reprodução Lista de extensões removidas Importante: Essas extensões ou serviços não são necessariamente maliciosos. Os golpistas utilizaram marcas e extensões conhecidas, copiando as extensões verdadeiras. Só remova essas extensões se você utiliza o navegador Edge, pois não há versões oficiais de algumas dessas extensões para este navegador até o momento. Como gerenciar extensões: Digite edge://extensions na barra de endereço do navegador Edge. NordVPN Adguard VPN TunnelBear VPN The Great Suspender Floating Player - Picture-in-Picture Mode Ublock Adblock Plus Go Back With Backspace Wayback Machine friGate CDN - smooth access to websites Greasemonkey Full Page Screenshot One Click URL Shortener Guru Cleaner – cache and history cleaner Grammar and Spelling Checker Enable Right Click FNAF Night Shift Redux Old Layout for Facebook Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Vídeos: tudo sobre segurança digital Veja Mais

Bovespa abre em leve alta nesta quarta-feira

G1 Economia Na terça-feira, principal índice da bolsa de valores brasileira avançou 2,30%, aos 111.399 pontos. O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em leve alta nesta quarta-feira (2), de olho em notícias sobre o progresso das vacinas contra a Covid-19. Nesta terça, o Reino Unido aprovou o imunizante para a doença, e a vacinação no país pode começar já na próxima semana. Às 10h49, o Ibovespa tinha alta de 0,10%, a 111.511 pontos. Veja mais cotações. Na terça, a bolsa fechou em alta de 2,30%, aos 111.399 pontos. No ano, o Ibovespa acumula queda de 3,67%. Na semana, alta de 0,75%. Destaques do dia A cena corporativa brasileira também estava no radar, com Notre Dame Intermédica avançando mais de 2% após precificar oferta de ações, enquanto Braskem recuava após aviso sobre interrupção de fornecimento de gás no México. A Vale tinha queda ao redor de 1% após informar que a produção de minério de ferro da empresa em 2020 foi estimada entre 300 milhões e 305 milhões de toneladas, um número abaixo da meta projetada para o ano, o que enfraquecia as ações após novo recorde. VÍDEO: Vacina da Pfizer é aprovada no Reino Unido e imunização começa na próxima semana Cenário global e local No exterior, os mercados reagiam positivamente diante da perspectiva de chegada das primeiras vacinas contra o coronavírus. O Reino Unido aprovou nesta quarta-feira a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech e anunciou que prevê iniciar a vacinação na semana que vem. Por aqui, o IBGE divulgou mais cedo que a produção industrial cresceu 1,1% em outubro, na sexta alta mensal seguida - mas insuficiente para recuperar as perdas do ano. Na quinta, o IBGE vai apresentar os dados oficiais do PIB (Produto Interno Bruto) do 3º trimestre. Levantamento da FGV mostrou que economia brasileira reverteu no 3º trimestre parte significativa da forte retração de 9,7% registrada no 2º trimestre, mas que a recuperação foi heterogênea e desigual, com apenas parte dos setores retomando o nível pré-pandemia. Do lado mais estrutural, o foco dos mercados segue voltado para a sustentabilidade fiscal do Brasil e as incertezas sobre a aprovação de medidas de ajuste fiscal para garantir a saúde das contas públicas. O principal temor dos mercados, por ora, é de que o governo fure seu teto de gastos no ano que vem diante de um Orçamento apertado, preocupação que vem acompanhada de frustração com os atrasos na agenda de reformas estruturais. No radar dos investidores também está a perspectiva de aceleração da inflação após o anúncio da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que decidiu que haverá cobrança extra na conta de luz em dezembro. O Itaú informou na véspera que elevou a sua projeção de inflação para 4,3% em 2020, acima da meta central do governo para o ano, de 4%.. Risco fiscal: entenda o que é e saiba por que a piora das contas públicas preocupa Variação do Ibovespa em 2020 G1 VÍDEOS: Últimas notícias de Economia c Veja Mais

Produção industrial cresce 1,1% em outubro, mas ainda acumula queda no ano

G1 Economia Com a 6ª alta seguida, atividade industrial no país agora se encontra 1,4% acima do nível de fevereiro, mas acumula perda de 6,3% em 2020 e mostra desaceleração do ritmo de recuperação. A produção industrial brasileira cresceu 1,1% em outubro, na comparação com setembro, segundo divulgou nesta quarta-feira (2) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com o setor cravando a sexta alta seguida mas mostrando desaceleração no ritmo de recuperação. Em relação a outubro de 2019, avançou 0,3%, após crescer 3,7% em setembro, quando interrompeu 10 meses de resultados negativos seguidos nessa comparação. Com o avanço de 39% em seis meses, o setor está agora 1,4% acima do patamar de fevereiro, quando a pandemia de coronavírus ainda não havia afetado a produção do país. Em setembro, a indústria já tinha conseguido recuperar o patamar pré-crise. "Mesmo com o desempenho positivo nos últimos meses, o setor industrial ainda se encontra 14,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011", destacou o IBGE. Produção industrial mensal Economia G1 O IBGE revisou os dados da indústria dos dois meses anteriores. A alta de agosto foi de 3,4%, pouco abaixo do divulgado anteriormente, que foi de 3,6%. Já a alta de setembro foi revisada para cima, de 2,6% para 2,8%. Os dados de outubro ficaram abaixo das expectativas em pesquisa da Reuters, de aumentos de 1,4% na comparação mensal e de 1,0% na base anual. Menor alta em seis meses De acordo com o gerente da pesquisa André Macedo, o resultado de outubro, embora também no campo positivo, contrasta com os cinco meses anteriores em que o setor apresentou crescimento. Além de ser a menor taxa, não houve espalhamento de taxas positivas entre a maioria das atividades industriais. Questionado se o fim do pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 teria contribuído para desacelerar a produção industrial em outubro, Macedo disse não ter como afirmar isso ainda. Porém, ele ponderou que “intuitivamente sabemos que isso impacta o consumo e, claro, reflete na produção industrial”. Ainda segundo o pesquisador, a crise no mercado de trabalho é uma das principais influências nessa desaceleração. “Qualquer tipo de manutenção desse crescimento ou aceleração da produção passa claramente pela demanda doméstica, especialmente quando a gente considera o mercado de trabalho. Ainda temos um contingente grande de trabalhadores fora desse mercado, o que é um fator limitador para resultados positivos na indústria”, enfatizou. Indústria ainda tem queda de 6,3% no ano No acumulado no ano, porém, o setor ainda acumula queda de 6,3%. Em 12 meses, a perda é de 5,6%, ligeiramente maior do que a acumulada nos 12 meses até setembro (-5,5%). A baixa no ano tem sido puxada principalmente pela menor produção de veículos automotores, reboques e carrocerias (-34,4%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-29,1%), metalurgia (-11,2%), e máquinas e equipamentos (-9,4%). Produção industrial no acumulado em 12 meses Economia G1 Destaques de outubro Segundo o IBGE, 15 dos 26 ramos pesquisados mostraram crescimento na produção em outubro, contra 22 em setembro, apontando para um avanço menos disseminado. A influência positiva mais relevante no resultado foi a da produção de veículos automotores, reboques e carrocerias (4,7%). O segmento acumulou expansão de 1.075,8% em 6 meses, mas ainda assim se encontra 9,1% abaixo do patamar de fevereiro. Outras destaques vieram de metalurgia (3,1%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (4,5%), máquinas e equipamentos (2,2%), produtos de metal (2,8%) e couro, artigos para viagem e calçados (5,7%). Produtos alimentícios têm 1ª queda em 4 meses Na outra ponta, o ramo de produtos alimentícios caiu 2,8%, após 3 meses de altas seguidas. Também contribuíram negativamente para o resultado de outubro o setor de Indústrias extrativas (-2,4%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,2%), produtos do fumo (-18,7%) e outros produtos químicos (-2,3%). Dos 26 ramos pesquisados pelo IBGE, apenas 6 acumulam alta na produção em 2020. Veja gráfico abaixo: Dos 26 ramos da indústria pesquisados pelo IBGE, apenas 6 acumulam alta em 2020 Divulgação/IBGE Bens duráveis acumulam baixa de 24,6% no ano Duas das quatro grandes categorias econômicas apresentaram crescimento na passagem de setembro para outubro: bens de capital (7%) e bens de consumo duráveis (1,4%). Já bens intermediários (-0,2%) e bens de consumo semi e não duráveis (-0,1%) tiveram queda, interrompendo cinco meses consecutivos de crescimento. No acumulado no ano, destacam-se as quedas em bens de consumo duráveis (-24,6), pressionados pela redução na fabricação de automóveis (-40,4%), e para bens de capital (-15,6%), impactados pela queda em equipamentos de transporte (-29,2%) e para fins industriais (-10,1%). Setor que serve de parâmetro para o ritmo da indústria se adapta para atender encomendas Perspectivas Após o tombo recorde em meio à pandemia de coronavírus, a indústria mostrou uma recuperação rápida no 3º trimestre e tem sido um dos destaques da retomada da economia. Estudo divulgado na véspera pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que a produtividade do trabalho na indústria cresceu 8% no 3º trimestre, depois de duas quedas consecutivas. Outro levantamento apontou também que o uso da capacidade industrial em setembro foi o maior dos últimos 5 anos. A recuperação do setor, porém, ainda é desigual. Embora a produção e faturamento já tenham retornado aos patamares de fevereiro, continuam abaixo da média de 2019, segundo a CNI. Já o emprego industrial permanece inferior ao nível pré-crise. Recuperação é desigual e só parte dos setores retomou patamar pré-pandemia, aponta FGV O mercado financeiro passou a estimar uma retração de 4,50% para a economia brasileira neste ano e de 3,45% em 2021, segundo pesquisa Focus divulgada na segunda-feira (30) pelo Banco Central. Falta de matéria-prima atrapalha retomada da indústria Vídeos: veja as últimas notícias de economia Veja Mais

Biden diz que não vai cancelar Fase 1 de acordo comercial com a China imediatamente

G1 Economia 'Não vou adotar nenhuma medida imediata, e o mesmo se aplica às tarifas. Não vou prejudicar minhas opções', disse o presidente eleito dos EUA ao "The New York Times". Presidente da China, Xi Jinping, cumprimenta então vice-presidente dos EUA, Joe Biden, em Pequim em foto de 2013 Lintao Zhang/Pool/Reuters Joe Biden não irá cancelar imediatamente a Fase 1 do acordo que o presidente Donald Trump fechou com a China nem adotar medidas para remover tarifas sobre as exportações chinesas, disse o presidente eleito dos EUA ao jornal "The New York Times". Em entrevista ao colunista do Times Thomas Friedman, que deu pistas sobre como o novo governo vai proceder sobre a política externa, Biden disse que sua maior prioridade é conseguir um pacote de estímulo generoso no Congresso, mesmo antes de assumir. "Não vou adotar nenhuma medida imediata, e o mesmo se aplica às tarifas. Não vou prejudicar minhas opções", disse Biden a Friedman. Biden disse que vai buscar políticas que tenham como alvo "as práticas abusivas da China", como "roubo de propriedade intelectual e subsídios ilegais a corporações", além de forçar "transferências tecnológicas" de empresas dos EUA a chinesas. Mas ele também destacou a necessidade de desenvolver um consenso bipartidário no país e focar em esforços do governo para investimentos em pesquisa e desenvolvimento, infraestrutura e educação que permita às empresas competir melhor com rivais chinesas. "Quero garantir que vamos lutar como nunca investindo na América primeiro", disse Biden. Sob a Fase 1 do acordo assinado este ano, a China concordou em aumentar as compras de produtos e serviços norte-americanos em ao menos US$ 200 bilhões ao longo de 2020 e 2021. O acordo também manteve tarifas de 25% sobre um total de 250 bilhões de dólares em produtos industriais e componentes chineses usados por indústrias dos EUA, e tarifas retaliatórias da China a mais de 100 bilhões de dólares em produtos dos EUA. Vídeos: veja as últimas notícias de economia no Brasil e no mundo Veja Mais

Simm oferece 62 vagas de emprego para quarta-feira em Salvador; confira

G1 Economia Candidatos deverão agendar atendimento através do site do serviço. Pessoas com deficiência visual podem agendar pelo telefone (71) 3202-2005. Posto do SIMM no bairro do Comércio, em Salvador Valter Pontes/Secom O Serviço Municipal de Intermediação de Mão de Obra (Simm) oferece 62 vagas de emprego, sendo 34 destinadas para pessoas com deficiência, para esta quarta-feira (2), em Salvador. [Confira oportunidades abaixo] Os trabalhadores interessados nos serviços do Simm serão atendidos de forma individualizada e com hora marcada. Para se candidatar, o interessado deve agendar atendimento através do site do serviço, das 7h às 16h. No caso das pessoas com deficiência visual, o agendamento será feito pelo número: (71) 3202-2005. Confira oportunidades: Auxiliar de Limpeza Ensino médio completo, com ou sem experiência, Vaga zoneada para os bairros: Lauro de Freitas, Buraquinho, Itinga, Portão, Caji, Vida Nova, Itapuã, Mussurunga, Bairro da Paz e Alto do Coqueirinho, disponibilidade para trabalhar em fechamento de loja. Salário: 1.108,51 + benefícios 1 vaga Empacotador Ensino médio completo, com ou sem experiência, Vaga zoneada para os bairros: Lauro de Freitas, Buraquinho, Itinga, Portão, Caji, Vida Nova, Itapuã, Mussurunga, Bairro da Paz e Alto do Coqueirinho, disponibilidade para trabalhar em fechamento de loja. Salário: 1.045,00 + benefícios 1 vaga Monitor de Circuito Interno de TV Ensino médio completo, 6 meses de experiência, sexo masculino, disponibilidade para trabalhar em fechamento de loja. Salário: 1.300,02 + benefícios 1 vaga Barman Ensino médio completo, 6 meses de experiência, ter disponibilidade para trabalhar tarde/noite, vaga zoneada para o bairro imbui e região Salário: a combinar + benefícios 1 vaga Cozinheiro Líder Ensino médio completo, 6 meses de experiência, ter disponibilidade para trabalhar tarde/noite, vaga zoneada para o bairro do Imbui e região Salário: a combinar + benefícios 1 vaga Consultor de Vendas (vaga temporária 90 dias) Ensino médio completo, 6 meses de experiência, imprescindível experiência com vendas, CNH A, possuir moto, conforme a Nova Lei Trabalhista forma de Contratação é MEI Salário: Comissão + benefícios 1 vaga Recepcionista secretária Ensino médio completo, 6 meses de experiência, desejável ter trabalhado em Oficina de veículos, disponibilidade para trabalhar em Lauro de Freitas. Salário: a combinar + benefícios 1 Vaga Gerente de açougue Ensino médio completo, 6 meses de experiência, imprescindível ter trabalhado no ramo de açougue ou frigorífico. Salário: 2.500,00 + benefícios 1 Vaga Açougueiro Fundamental incompleto, 6 meses de experiência, ter disponibilidade de horário Salário: a combinar + Benefícios 3 Vagas Empacotador (vaga exclusiva para pessoas com deficiência) Fundamental completo, sem experiência, ter disponibilidade de horário Salário: a combinar + Benefícios 10 Vagas Representante Comercial Ensino médio completo, 6 meses de experiência, ter experiência com vendas, conforme a Nova Lei Trabalhista forma de Contratação é MEI Salário: Comissão Diferenciada + benefícios 5 vagas Barman (vaga exclusiva para pessoas com deficiência) Ensino médio completo, 6 meses de experiência. Salário a combinar + benefícios 8 Vagas Garçom (Vaga exclusiva para pessoas com deficiência) Ensino médio completo, 6 meses de experiência. Salário a combinar + benefícios 8 Vagas Camareira (Vaga exclusiva para pessoas com deficiência) Ensino médio completo, 6 meses de experiência. Salário a combinar + benefícios 8 Vagas Pintor Automotivo Ensino médio completo, 6 meses de experiência Salário: a combinar + benefícios 1 vaga Envelopador de Veículo Ensino médio incompleto, 6 meses de experiência Salário: 1.280,00 + benefícios 3 vagas Instalador de Película Ensino médio incompleto, 6 meses de experiência Salário: 1.280,00 + benefícios 3 vagas Instalador de Som e Acessórios Ensino médio incompleto, 6 meses de experiência Salário: 1.280,00 + benefícios 3 vagas Gerente de Vendas Imobiliário Ensino médio completo, com experiência comprovada, imprescindível ter Creci ativo e conhecimento informática intermediária Salário: a combinar + benefícios 1 vaga Borracheiro em Geral Fundamental incompleto, 6 meses de experiência Salário: a combinar + benefícios 1 vaga Veja mais notícias do estado no G1 Bahia. Assista aos vídeos do BATV ???? Veja Mais

Leite é riqueza no campo e saúde na mesa

G1 Economia Atividade é uma das que mais geram empregos no país e movimentou cerca de R$ 40 bilhões em 2020. Leite é agro O leite é um alimento rico em proteínas, cálcio e vitaminas, além de ser uma das riquezas do campo. Em 2020, os produtores receberam cerca de R$ 40 bilhões. É uma atividade que, cada vez mais, usa novas tecnologias. Desde equipamentos automáticos para a ordenha até mais conforto para os animais nos galpões. O leite movimenta a indústria de queijos, manteigas e derivados. É o setor que gera mais empregos no Brasil: 4 milhões de pessoas. Leite é riqueza no campo e saúde na mesa. Leite é agro. Veja Mais