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Mesmo com incertezas nos concursos públicos, candidatos devem manter preparação, dizem especialistas

G1 Economia Pandemia e crise reduzem concursos públicos; mesmo com concorrência maior e incertezas sobre lançamentos de editais e adiamento de provas, tempo maior de estudo pode ser aliado na preparação. A pandemia do novo coronavírus tem diminuído consideravelmente a abertura de concursos públicos, vem adiando provas por tempo indeterminado e, ao mesmo tempo, está aumentando a concorrência, já que o desemprego cada vez mais elevado tem levado um grande número de pessoas a buscar o serviço público como uma alternativa de recolocação no mercado de trabalho. Pandemia e crise reduzem concursos públicos; especialistas veem mais concorrência e vagas em saúde e segurança pós-Covid VEJA LISTA DE CONCURSOS COM INSCRIÇÕES ABERTAS E EDITAIS PUBLICADOS Todo esse cenário traz incertezas para os candidatos, que não sabem se o concurso para o qual estão estudando lançará o tão esperado edital. Ao mesmo tempo, o tempo maior de espera pode ser um grande aliado neste momento, já que especialistas sempre aconselham a começar os estudos com base nos editais anteriores, para sair na frente na preparação. E, no lançamento do edital, se focar nas novidades e disciplinas que têm maior dificuldade. "Há um ditado popular que diz que o copo ou está meio cheio ou meio vazio, dependendo de como as pessoas veem o copo preenchido com metade da água. As exigências das provas dos concursos têm sido cada vez maiores, mas este momento pode ser bom para o concurseiro, pois há mais tempo para estudar", comenta Marcos Takao Ozaki, professor de cursos preparatórios para concursos e do curso de pós-graduação em Gestão Pública EAD da Fecap. Ele cita como exemplos as provas para vagas que exigem conhecimento de direito constitucional e tributário. "Elas têm solicitado, além do conhecimento teórico, jurisprudência dos tribunais superiores, especialmente do STF. Ou seja, ao aluno não é suficiente saber a teoria", explica. Outra dica de Ozaki é focar na banca que promoverá o concurso, fazendo exercícios de provas de concursos anteriores da mesma organizadora. "Focar em um concurso específico não é a melhor opção. O melhor é se tornar um concurseiro profissional, aquele que se inscreve em vários certames e vai prestando os concursos para adquirir experiência", indica. Marcel Guimarães, professor do Direção concursos e consultor legislativo do Senado Federal, afirma que é fundamental que os candidatos mantenham o foco e aproveitem o tempo extra que “ganharam” para intensificar os estudos. “Às vezes, é preciso saber identificar as oportunidades, sendo que as crises acabam tendo um papel importante para o nosso crescimento nesses momentos adversos. O estudo de longo prazo é o melhor caminho rumo à aprovação. Deve-se aproveitar esse tempo extra de preparo para melhorar o desempenho nas matérias mais importantes de cada certame, além daquelas em que o candidato tenha mais dificuldade”, diz. Guimarães ressalta a importância de se manter firme nos estudos, pois uma hora o concurso será realizado e somente quem não parou de estudar será aprovado. “Em algum momento, essa crise irá passar e temos todos que estar preparados para aproveitar as oportunidades. Apesar de tudo, a vida e os concursos continuam”, opina. Fernando Bentes, mestre e Doutor em Teoria do Estado e Direito Constitucional e professor-adjunto de Direito Constitucional da UFRRJ também se mantém otimista. Para ele, apesar de toda a conjuntura negativa, o Estado precisa de pessoas para operar a máquina e efetivar suas políticas públicas. “A crise fiscal e a reforma administrativa terão impacto na atratividade do cargo público. Mas é inegável que o Brasil conseguiu profissionalizar seu setor público recrutando pessoas que passaram anos estudando com afinco e que possuem alto nível de conhecimento. Isso se reflete na melhoria do serviço público. Além disso, a tradição clientelista brasileira de distribuir cargos a amigos, parentes e cabos eleitorais é combatida frontalmente com concursos sérios e idôneos”, afirma. Por isso, ele salienta que o candidato deve aproveitar ao máximo a crise para se preparar e aguardar o momento certo. “A hora de estudar é agora, não quando o edital for publicado. O candidato deve interpretar este momento de suspensão como uma bênção, uma chance, uma oportunidade de se preparar corretamente para quando a situação se normalizar”. De acordo com Bentes, o candidato deve: fazer uma análise do edital de seu cargo; saber exatamente quais matérias serão cobradas; fazer um cronograma de estudo; recorrer a bons livros e cursos preparatórios; sempre conciliar a teoria com a prática, treinando muito por meio de questões de concursos passados para testar seu conhecimento; sanar as dúvidas das matérias que não domina; desvendar a forma de pergunta e o padrão de resposta das bancas organizadoras das provas. Antônio Batist, especialista em gestão pública e empresarial, aconselha buscar fontes relevantes de informação, tanto em notícias quanto em estudos, e entender o contexto independentemente de polarizações de opinião. “Sabendo que a retomada dos concursos poderá ser lenta em alguns casos, que o número de desempregados tende a aumentar a concorrência, como já ocorreu em anos anteriores, e consciente de que muitas áreas poderão precisar de ainda mais vagas na retomada, só há duas recomendações: informe-se com qualidade e estude bem. Estudar certo não é necessariamente o mesmo que estudar muito”, alerta. Veja as dicas de Batist: aproveite para melhorar nas disciplinas que você não domina revise aquilo que já sabe resolva muitos exercícios e provas anteriores acompanhe a retomada e as mudanças dos concursos de seu interesse O especialista diz que, se não houver como investir financeiramente, há canais, fontes, apostilas e sites gratuitos na internet. “Este não é um momento fácil e continuará sendo difícil por mais algum tempo, mas isso não quer dizer que se deva perder a esperança. Não seja pego de surpresa na retomada. Busque se preparar dentro da sua realidade, seja ela qual for”, afirma. Filipe Ávila, coordenador geral do AlfaCon Concursos, também considera importante manter o foco nos estudos e continuar se preparando, mesmo com um cenário incerto para a aplicação das provas. Assim, quando a situação de pandemia se normalizar, os candidatos estarão preparados e à frente da concorrência. “O concurseiro deve aproveitar este momento e reforçar as matérias que sente maior dificuldade”, comenta. O coordenador também ressalta que todos os concursos que foram suspensos neste ano voltarão simultaneamente quando a situação melhorar. Ele cita os da Polícia Civil do Distrito Federal, de São Paulo e do Rio Grande do Norte e Polícia Militar do Paraná. “Por isso, a orientação é se preparar ao máximo para conseguir realizar vários concursos ao mesmo tempo”, indica. Aprovados em concurso público dão dicas para quem sonha com aprovação Veja Mais

Auxílio Emergencial: termina hoje prazo de cadastramento para receber benefício

G1 Economia Inscrições para receber o Auxílio Emergencial vão até 2 de julho; se governo ampliar número de parcelas, prazo poderá ser estendido. Ana Flor e Octavio Guedes analisam os impactos do auxílio emergencial no Nordeste Termina nesta quinta-feira (2) o prazo para o trabalhador se inscrever para receber o Auxílio Emergencial. Depois desta data, segundo a Caixa Econômica Federal, o site e o aplicativo serão utilizados apenas para acompanhar o pagamento do benefício ou o processamento do pedido. De acordo com o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, a partir de sexta-feira (3), o cadastramento estará fechado. "A partir desse dia, o cadastramento estará fechado e todas as pessoas que estão em análise pela Dataprev terão uma resposta. Todas as pessoas que se cadastrarem e forem validadas receberão todas as parcelas. Mesmo que sejam aprovadas lá pro meio de julho, receberão as três parcelas", disse na semana passada durante o anúncio do calendário da terceira parcela. O G1 entrou em contato com o Ministério da Cidadania para saber se após esse prazo será possível contestar a recusa do pedido do auxílio ou complementar os dados do cadastramento pelo app e site, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Veja o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial Tire suas dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL O prazo foi mantido mesmo após o governo anunciar a prorrogação do benefício para mais duas parcelas. O pagamento deverá ser feito da seguinte forma, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes: R$ 500 no início do mês; R$ 100 no fim do mês; R$ 300 no início do mês; R$ 300 no fim do mês. Bolsonaro prorroga auxílio emergencial por dois meses; Miriam Leitão analisa Como eu me cadastro? O cadastro deve ser feito pelo site ou pelo aplicativo disponibilizados pela Caixa Econômica Federal. Veja passo a passo para pedir o auxílio Clique aqui para fazer a inscrição pelo site: https://auxilio.caixa.gov.br/#/inicio Clique aqui para baixar o aplicativo para celulares Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.gov.caixa.auxilio Clique aqui para baixar o aplicativo para iOS (celulares Apple): https://apps.apple.com/br/app/caixa-aux%C3%ADlio-emergencial/id1506494331 A população mais vulnerável, sem acesso a meios digitais, que ainda não conseguiu solicitar o Auxílio Emergencial, pode ir a uma agência dos Correios para fazer o cadastramento, que será feito gratuitamente por funcionários da empesa. Com o intuito de evitar aglomerações, foi estabelecido um calendário para a solicitação do cadastro do Auxílio Emergencial nas agências dos Correios, conforme o mês de nascimento do cidadão: Segunda-feira: nascidos em janeiro e fevereiro; Terça-feira: nascidos em março e abril; Quarta-feira: nascidos em maio e junho; Quinta-feira: nascidos em julho, agosto e setembro; Sexta-feira: nascidos em outubro, novembro e dezembro. Na página dos Correios, no sistema Busca Agência, é possível obter informações sobre as unidades abertas ao público. A grande maioria dos pontos de atendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Para pedir o cadastramento numa agência dos Correios, o interessado deve apresentar os seguintes documentos: Identificação oficial com foto, em que conste também o nome da mãe do beneficiário; Cadastro de Pessoa Física (CPF) do usuário e dos membros da família que dependem da renda do titular e dados bancários ou documento de identificação (RG, CNH, passaporte, CTPS, RNE ou CIE) para solicitar abertura de Conta Social Digital, em nome do titular. Quem tem direito? Será concedido auxílio emergencial de R$ 600 ao trabalhador que cumpra todos estes requisitos: ser maior de 18 anos de idade com CPF regularizado; não ter emprego formal; não ser titular de benefício previdenciário ou assistencial, beneficiário do seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, à exceção do Bolsa Família; ter renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135); que, no ano de 2018, não tiver recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018. O auxílio será cortado caso seja constatado o descumprimento desses requisitos. E, para conseguir o auxílio, o trabalhador deve exercer atividade na condição de: microempreendedor individual (MEI) contribuinte individual do Regime Geral de Previdência Social que trabalhe por conta própria trabalhador informal empregado, autônomo ou desempregado intermitente inativo ou que se encaixe nos critérios de renda familiar mensal mencionados acima por meio de autodeclaração O programa estabelece ainda que somente duas pessoas da mesma família poderão receber o auxílio emergencial. Para quem recebe o Bolsa Família, o programa poderá ser substituído temporariamente pelo auxílio emergencial, caso o valor da ajuda seja mais vantajosa. A mulher que for mãe e chefe de família, e estiver dentro dos demais critérios, poderá receber R$ 1,2 mil (duas cotas) por mês. Na renda familiar, serão considerados todos os rendimentos obtidos por todos os membros que moram na mesma residência, exceto o dinheiro do Bolsa Família. Se, durante este período de três meses, o beneficiário do auxílio emergencial for contratado no regime CLT ou se a renda familiar ultrapassar o limite durante o período de pagamento, ele deixará de receber o auxílio. Terceira parcela O governo divulgou no dia 25 de junho o calendário de pagamentos da terceira parcela do auxílio emergencial de R$ 600. Também foi divulgado o calendário de pagamento da segunda parcela para os aprovados do segundo lote – aqueles que receberam a primeira parcela entre os dias 16 e 29 de maio - e da primeira parcela do benefício a 1,1 milhão de novos aprovados. A segunda parcela para os aprovados do terceiro lote (que receberam a primeira entre os dias 16 e 17 de junho) ainda não tem data definida. Até 4 de julho, o dinheiro será depositado nas contas da poupança social digital para pagamento de contas, boletos e compras por meio do cartão de débito digital. As transferências e os saques em dinheiro a partir dessas contas começam em 18 de julho e vão até 19 de setembro. Veja calendários abaixo: Lote 2, parcela 2 - auxílio emergencial Economia G1 parcela 1, lote 4 (novos aprovados) Economia G1 Lote 1, parcela 3 - auxílio emergencial Economia G1 Balanço dos pagamentos Defensoria Pública ajuda brasileiros que tiveram pedido do auxílio emergencial negado Pedro Guimarães informou na semana passada que 64,1 milhões de beneficiários já receberam o Auxílio Emergencial, totalizando R$ 90,8 bilhões: R$ 40,9 bilhões para inscritos no Bolsa Família, R$ 14 bilhões para inscritos no Cadúnico e R$ 35,9 bilhões para inscritos pelo app/site do auxílio. A maior parte foi paga no Nordeste (R$ 33 bilhões). Das 108,4 milhões de pessoas cadastradas no programa, 106,3 milhões de cadastros foram processados. Foram considerados elegíveis 64,1 milhões de beneficiários, outros 42,2 milhões foram considerados inelegíveis, 2 milhões estão em primeira análise e 1,3 milhão estão em reanálise. Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br. Initial plugin text Veja Mais

De onde vem o que eu como: do café ao feijão, quase metade da produção do campo passa por cooperativas

G1 Economia Organizações dão suporte para pequenos agricultores e pecuaristas ganharem mercado e muitas já se tornaram grandes líderes do agronegócio brasileiro. É o caso da Coamo, Coopersucar e Aurora. Casal de cooperados no campo, no Rio Grande do Sul Cotrijal/Divulgação O café com leite ao acordar, o arroz com feijão na hora do almoço...por trás desses eventos tão cotidianos é bem provável que exista o trabalho de uma cooperativa agropecuária. Isso porque quase metade do que vem do campo passa por produtores rurais associados a cooperativas. Hoje, elas produzem 75% do trigo do Brasil e lideram o cultivo do café (55%), milho (53%) e soja (52%), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Boa parte do leite (46%) e do feijão (43%) também passa por elas. De onde vem o que eu como: conheça a produção do trigo e do leite no Brasil Pequenos agricultores e pecuaristas fundam essas organizações com o objetivo de ganhar maior poder de negociação na compra de matérias-primas, maquinários e serviços, em meio ao mercado cada vez mais competitivo do agronegócio. Muitas delas já são grandes líderes do setor e possuem faturamentos bilionários, como é o caso da Coamo, Copersucar, Cotrijal e Cooxupé, por exemplo. Outras são marcas conhecidas entre os brasileiros, como a Aurora, Batavo e Frimesa. Ao todo, 1.613 cooperativas atuam no Brasil oferecendo suporte a 1 milhão de produtores, dos quais 71,2% estão ligados à agricultura familiar. Juntas, elas empregam 209,8 mil pessoas e faturam cerca de R$ 200 bilhões ao ano, de acordo com a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB). Como funcionam as cooperativas no campo G1 Pandemia A crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus também chegou nas cooperativas, principalmente nas menores. O analista técnico da OCB, João Prieto, conta que muitos produtores tiveram perdas relevantes, principalmente os que trabalham com produtos perecíveis, como frutas e hortaliças que precisam ser escoadas rapidamente. Cooperados da agricultura familiar que participam de políticas do governo, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), também estão tendo perdas. Logo que a pandemia começou, em março, os estados e municípios interromperam as compras com a paralisação das aulas. Para tentar amenizar os impactos, o governo promulgou, no início de abril, a lei 13.987/2020 que prevê a distribuição de alimentos para os alunos beneficiários do Pnae, em situações de emergência e calamidade pública. Porém, nem todos os governos estão aderindo à medida. Uma reportagem do Globo Rural mostrou que, em Minas Gerais, por exemplo, apenas 5% dos municípios mantiveram suas compras. No estado, 17 mil produtores fazem parte da Pnae. Produtores de MG que fornecem alimentos para merendas sentem impacto da pandemia Outro desafio atual é a contenção da disseminação de Covid-19 entre os trabalhadores de cooperativas que estão ligadas à cadeia de frigoríficos. "Essas cooperativas estão tendo que mudar toda a forma de trabalhar para poder garantir a segurança dos trabalhadores", diz Prieto. Em junho, o governo criou regras para a prevenção e controle da Covid em frigoríficos e laticínios. Saída para permanecer no campo Cooperada trabalha na produção agropecuária, no Rio Grande do Sul Divulgação Fecoagro/ Iago Carvalho O cooperativismo é uma das saídas para o pequeno produtor rural conseguir permanecer no campo, avalia o ex-ministro da Agricultura (2003-2006) e professor da FGV, Roberto Rodrigues. Ele, que vem de uma família de cooperados, já viu muito produtor ser expulso da zona rural com a crescente concentração do setor nas mãos de multinacionais. “As grandes empresas têm recursos para incorporar tecnologias que reduzem custos, aumentam a produção e agregam valor ao produto final. Já o pequeno agricultor não tem dinheiro e nem tempo de fazer isso sozinho”, afirma o ex-ministro. Segundo IBGE, 63,8% dos cooperados recebem assistência técnica no campo, enquanto somente 20,2% do montante total de produtores do país tem acesso a esse serviço. “Sem comprar tecnologia, ele não aumenta a produtividade. E sem aumentar produtividade, ele fica sem renda. É um círculo vicioso trágico que precisa ser rompido, ou com política pública, ou com cooperativismo”, enfatiza o professor. Na comunidade de Cará, em Goiás, por exemplo, o cooperativismo foi a saída para produtores locais aumentarem a produção de mandioca e polvilho e, assim, venderem mais, o que melhorou a renda de 51 famílias. Cooperativismo transforma comunidade rural em Goiás Crescer sem se afastar dos produtores Um dos desafios das cooperativas hoje é ganhar mercado sem se distanciar dos produtores. “Quanto mais as cooperativas crescem, mais elas viram uma empresa e se afastam dos produtores”, diz Ademir de Lucas, professor da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da USP (ESALQ/USP). Esse afastamento, segundo ele, acontece por diversas razões. Uma delas é que algumas cooperativas, para aumentar o lucro, começam a abrir novos negócios que não têm uma relação direta com a atividade dos produtores, distanciando-se, dessa forma, dos interesses deles. Representação A representação nas assembleias também pode ficar mais difícil. “Tomar decisões em uma organização com mais de 20 mil cooperados, por exemplo, é um desafio. Por isso, em algumas delas, os associados elegem delegados locais, que passam a representá-los nas assembleias”, diz Prieto. “Quando as cooperativas são pequenas, o produtor tem mais poder de decisão. Por outro lado, elas têm menos poder de pressão política e econômica”, afirma Ademir. Manter o engajamento Cooperados trabalham juntos no campo Cotrijal/Divulgação Outro desafio é manter o produtor engajado na cooperativa, pagando mais pela mercadoria dele do que outras empresas. “Não tem nenhuma regra que impeça o cooperado de vender para outros negócios. Mas, se ele faz isso, fica mal visto dentro da organização e participa menos da distribuição das sobras, pois quanto mais você compra e vende dentro da cooperativa, maior é a sua parcela no lucro”, explica Silvio Castro, professor da Unicesumar. Muitas cooperativas têm dificuldade de pagar mais ao produtor, porque elas precisam, ao mesmo tempo, vender as mercadorias por um preço competitivo, já incluindo os seus custos. Entre o socialismo e o capitalismo A filosofia cooperativista surgiu na primeira metade do século 19, na Europa, como uma resposta à concentração de renda e dos meios de produção, durante a primeira Revolução Industrial. No período, novas tecnologias, como a máquina a vapor e o tear mecânico, substituíram o trabalho de pequenos artesãos pela produção industrial. Com isso, quem fazia roupa em casa, por exemplo, perdeu trabalho para a crescente indústria têxtil. Algodão é o 'boi vegetal' que vira desde óleo de cozinha até dinheiro A primeira cooperativa da história foi fundada em 1844, na cidade de Rochdale-Manchester, na Inglaterra, por 28 trabalhadores (27 homens e uma mulher) que se uniram para montar o seu próprio armazém. “Nos anos de 1840, o cooperativismo era visto como a terceira via para o desenvolvimento: entre o socialismo e o capitalismo”, conta Rodrigues. O modelo foi trazido para o Brasil pelos imigrantes europeus, principalmente alemães e italianos, o que explica a concentração de cooperados nas regiões Sul (55,1%) e Sudeste (34,1%). A primeira cooperativa agropecuária do país foi fundada no Paraná, em 1847. Mas somente a partir de 1907 que o setor ganhou impulso. Apesar disso, o cooperativismo brasileiro só foi organizado por um regime jurídico em 1971, com a promulgação da lei 5.764 que instituiu regras para o setor. Atualmente, o cooperativismo é visto como uma filosofia de inserção econômica e social, segundo Rodrigues, da FGV. Econômica, porque, ao se unirem, os produtores têm mais força para sobreviver no campo e gerar renda. E social, porque ao terem recursos, acessam direitos fundamentais, como moradia, alimentação, educação e saúde. Partilhando os ganhos No final de todo o ano, geralmente, os cooperados dividem os ganhos das vendas, depois de descontar todos os custos. O que é o "lucro" de uma empresa normal, é chamado de "sobra" pelas cooperativas. Algumas delas chegam a gerar uma "bolada" para os agricultores, maior do que muito prêmio da Mega-sena. Em dezembro de 2019, agricultores de uma cooperativa de Campo Mourão (PR), por exemplo, dividiram R$ 100 milhões de sobras. Cooperativa divide R$ 100 milhões de lucro no Paraná O que é feito com o dinheiro da "sobra" tem que ser decidido em assembleia. O recurso também pode ser direcionado para investimento. A assembleia é, inclusive, o órgão máximo de todas as decisões de uma cooperativa. Ela precisa acontecer até mesmo para fundar a organização, ocasião na qual os cooperados formulam o estatuto, decidem sua sede e as cotas de contribuição de cada membro. As cotas formam o capital social da cooperativa. Sempre quando um agricultor ou pecuarista entrega o seu produto para a cooperativa, a organização precisa remunerá-lo imediatamente. Isso se chama “ato cooperativo”. Depois dessa etapa, os funcionários da associação ficam responsáveis pelo armazenamento, comercialização e/ou industrialização dos produtos. As cooperativas podem ser singulares ou centrais. Elas são “singulares” quando formadas por apenas uma cooperativa. E são “centrais” quando três ou mais cooperativas se juntam para atuar em algum ramo. Elas podem exercer uma ou mais das seguintes atividades: Compra de insumos: como sementes, fertilizantes, máquinas e equipamentos Organização da armazenagem, comercialização e processamento dos produtos Contratação de assistência técnica: veterinários e engenheiros agrônomos, por exemplo Construção de uma indústria própria Initial plugin text Veja Mais

O que fazer quando estão aparecendo propagandas demais no celular?

G1 Economia Tira-dúvidas também responde perguntas sobre mensagens enviadas sem autorização no WhatsApp e risco de ceder dados na web. Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.), envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores às quintas-feiras. Propagandas inesperadas e invasivas em apps que não usam esse tipo de publicidade (como os do Google) são indício de que smartphone pode estar contaminado com código nocivo. Altieres Rohr/G1 Propagandas no celular No meu celular, 'do nada' surge uma indicação de medição do Wi-Fi (eu não pus) e em seguida uma propaganda. Entra propaganda centenas de vezes ao dia, a cada mudança de tela ou de aplicativo, ou ainda a cada toque na tela ou no app em uso. Já limpei cache, dados, fiz reset... e nada! Voltaram as propagandas e o tal do medidor de Wi-Fi. Tem alguma ideia, por favor? – Hebe É normal receber propagandas durante o uso de certos aplicativos. Jogos, em especial, costumam mostrar propagandas em tela inteira (inclusive com áudio e vídeo). Vídeos no YouTube ou stories no Instagram também podem mostrar anúncios em tela inteira, associados à atividade que você realiza no app. Se essas propagandas aparecem em momentos inesperados, aleatórios e frequentes, inclusive durante a navegação nas telas próprias do Android, seu smartphone pode realmente estar com um app nocivo que causa a exibição dessa publicidade invasiva. Se o problema persistiu após a restauração completa das configurações de fábrica, há três possibilidades: Você estava usando um aplicativo que coloca essas propagandas e reinstalou o app problemático após realizar a restauração do sistema. Reinstalar o app fez o problema voltar. Seu celular veio de fábrica com um programa que exibe propagandas. Isso pode acontecer em alguns aparelhos de marcas menos conhecidas, especialmente os não homologados no Brasil. O seu celular é antigo ou está sem atualização e você instalou um dos raros aplicativos nocivos que conseguem persistir após a redefinição do sistema. Se quiser saber mais como isso funciona, veja aqui. Considerando essas possibilidades, veja o que você pode tentar: Antes de realizar qualquer procedimento, lembre-se de fazer backups das suas fotos e outras informações armazenadas no aparelho. Você pode sincronizar esses dados com a nuvem. Depois de fazer o backup dos dados, realize novamente a redefinição de sistema completa. Apague todos os seus dados e não use a opção de reinstalar os aplicativos nem restaurar o backup, se houver. Você vai perder dados específicos de alguns aplicativos, mas deve manter suas fotos (que estarão no serviço em nuvem que você usa, como o Google Drive, OneDrive ou outros). Verifique se as propagandas continuam e não instale nenhum outro aplicativo além dos essenciais. Caso o problema persista mesmo com o smartphone nesse estado "limpo", isso significa que você pode ter um problema permanente no firmware do seu aparelho. O firmware é o software básico do telefone e você não tem permissões para modificá-lo. Nesse caso, o ideal é buscar a assistência técnica da fabricante do seu aparelho e solicitar a reinstalação do software ou sistema original de fábrica. Existem soluções caseiras para reinstalar o firmware, mas os passos variam dependendo do modelo e isso pode ser arriscados em alguns casos. Se o problema não persistir, instale seus apps aos poucos e veja se algum deles faz o problema voltar. Lembre-se de não instalar aplicativos fora da Play Store. Consulte as instruções oficiais do Google. O Google tem instruções gerais para ajudar a remover apps indesejados. É válido conferir essas orientações, mas hoje não é incomum que apps nocivos tentem se disfarçar de programas legítimos. Em alguns casos, eles até escondem seus ícones verdadeiros, o que dificulta a desinstalação de apps. Você pode tentar usar um antivírus para Android. Se o seu smartphone estiver contaminado com um vírus realmente agressivo, é muito provável que o programa de segurança não consiga remover o aplicativo malicioso, embora seja capaz de detectá-lo. Comece tentando os produtos da aliança do Google (Eset, Zimperium e Lookout) antes de testar produtos de outras fabricantes. Evite programas patrocinados por anúncios. Entenda por que você pode receber alertas de vírus falsos no celular Se o seu telefone é de uma marca não homologada, o ideal é trocar de aparelho. Você pode instalar um firmware não oficial, mas essa prática também tem seus próprios riscos e desafios técnicos. Além de não minimizarem o risco da existência de programas de espionagem ou publicidade, alguns firmwares não oficiais podem não ser compatíveis com todos os recursos do seu smartphone. Marcas como Doogee e Leagoo são algumas das que já tiveram esse tipo de problema e são encontradas no Brasil, apesar de não serem homologadas. Mensagem de WhatsApp não reconhecida Uma pessoa me disse que recebeu uma mensagem e fotos no WhatsApp dela, e lá estavam a minha foto e o número do meu telefone, porém eu não enviei nada para essa pessoa, nem sequer tenho o número dela no meu celular. Como é possível o meu perfil do WhatsApp aparecer no telefone de uma pessoa que eu não conheço e nem sequer tenho o contato dela no meu telefone? – Anna Coelho Isso é sim possível, mas, antes de analisarmos essa situação, é importante lembrar que essa pessoa pode estar mentindo. É muito fácil falsificar "prints" e outras supostas "provas". Inclusive, essa é uma prática de intimidação comum. Quando alguém tenta intimidar ou argumentar usando um print, lembre-se de uma máxima: "print não é prova". Absolutamente tudo que está no print – inclusive sua foto de perfil aparecer no celular dela – pode ser falsificado. Conversas inteiras (inclusive "vídeos" de conversas) também podem ser fabricados. Isto dito, o que teria de acontecer para essa situação ser real? De alguma forma, alguém teria de acessar a sua conta do WhatsApp. Isso é possível de três maneiras: pelo WhatsApp Web (método mais comum), ativando o WhatsApp em outro telefone ou um programa de espionagem/controle remoto instalado em seu smartphone. Se alguém ativa o seu WhatsApp em outro telefone, o seu ficará sem acesso. Então, se você teve que reativar o seu WhatsApp (solicitar o SMS de ativação) em algum momento, essa é uma probabilidade. Se você nunca foi obrigada a reativar seu WhatsApp, não é possível que isso tenha acontecido. O meio mais provável é o WhatsApp Web. Tudo que é feito no WhatsApp aparece também no seu celular. No entanto, o invasor poderia enviar a mensagem e apagar a conversa logo em seguida. Dessa forma, a mensagem apareceria para essa outra pessoa. Isso é bem fácil: basta enviar a mensagem no WhatsApp Web e escolher a opção de "apagar para mim". Como tudo que é feito no WhatsApp Web reflete o que aparece em seu telefone, apagar a conversa no WhatsApp Web apagaria a conversa também no seu telefone, mas quem recebeu as mensagens ainda ficaria com elas. WhatsApp permite apagar mensagem só 'para mim', que vai remover vestígios da mensagem na sua conta, mas manter a mensagem para o destinatário. Ação pode ser iniciada pelo WhatsApp Web, como na imagem. Reprodução Por essa razão, confira se há alguma sessão aberta no WhatsApp Web. Isso é bem fácil: a tela do WhatsApp Web pode ser acessada da tela principal do WhatsApp, com um toque no menu "três pontos" e depois em "WhatsApp Web". Embora seja possível que um programa de controle remoto esteja instalado no seu celular e poderia ser usado para controlar o WhatsApp do seu aparelho, a probabilidade disso é menor. Se você desconfia de que esse pode ser o caso – principalmente se deixou seu smartphone sem senha de bloqueio em algum lugar – você pode usar a redefinição de sistema para tentar apagar todos os aplicativos e contatar a assistência técnica da fabricante para reinstalar o software de fábrica. Mais um detalhe: lembre-se que a sua foto de perfil pode aparecer para quem não está na sua lista de contatos. Você controla isso nas configurações de privacidade do WhatsApp. Dados cedidos para geração de boleto Eu gerei um boleto pela internet no meu CPF, porém não vou pagar pois suspeito ser golpe. Gostaria de saber se eles têm acesso ao meu CPF por esse boleto. – Eliane Qualquer informação cedida a um site falso ficará nas mãos dos criminosos. É raro que eles usem esses dados para outras fraudes, mas não é impossível. Em compras on-line, além do CPF, é normal fornecer o nome completo, data de nascimento, número de telefone e RG. Juntas, essas informações podem ser usadas em alguns tipos de golpes. O ideal é ficar atenta, especialmente se houver algum contato suspeito. Por exemplo: alguém pode ligar para você dizendo que é representante de um prestador de serviços ou banco do qual você é cliente e em seguida perguntar se você é a "Eliane" do CPF "X" e data de nascimento "Y". Dessa maneira, eles usam seus dados pessoais para construir confiança e enganar você. Caso isso aconteça, pergunte se você pode ligar de volta e use o número de contato oficial do prestador de serviços para se certificar de que você está falando com um representante verdadeiro. Se você verificar que os criminosos realizaram qualquer outra atividade em seu nome (contratação de serviços ou empréstimo, por exemplo), você pode registrar um boletim de ocorrência e um alerta de documentos, que vai deixar seu CPF "marcado" para que empresas saibam que há risco de falsidade ideológica. Dúvidas sobre segurança digital? Envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Veja Mais

Auxílio Emergencial: Caixa credita benefício a 6,8 milhões de trabalhadores nesta quinta; veja quem recebe

G1 Economia Neste grupo estão nascidos em julho e agosto. Recursos serão liberados por meio da poupança social digital. Esta quinta também é o último dia para se cadastrar no programa. A Caixa Econômica Federal (CEF) credita nesta quinta (2) o Auxílio Emergencial a mais 6,8 milhões de beneficiários, todos fora do programa Bolsa Família. Veja quem recebe: 5,1 milhões de trabalhadores do primeiro lote (que receberam a 1ª parcela até 30 de abril), nascidos em julho e agosto, recebem a terceira parcela 1,5 milhão de trabalhadores do segundo lote (que receberam a 1ª parcela entre os dias 16 e 29 de maio), nascidos em julho e agosto, recebem a segunda parcela 200 mil novos aprovados, nascidos em julho e agosto, recebem a primeira parcela Os recursos serão liberados em um primeiro momento por meio da poupança social digital, de maneira escalonada, conforme o mês de aniversário do trabalhador, para pagamento de contas, boletos e compras por meio do cartão de débito digital. Saques e transferências serão liberados em datas posteriores (veja ao final da reportagem os calendários de crédito e saque) Veja o calendário completo de pagamentos do auxílio emergencial de R$ 600 Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Esta quinta-feira também é o último dia para se cadastrar para receber o Auxílio Emergencial. "A partir desse dia, o cadastramento estará fechado e todas as pessoas que estão em análise pela Dataprev terão uma resposta. Todas as pessoas que se cadastrarem e forem validadas receberão todas as parcelas. Mesmo que sejam aprovadas lá pro meio de julho, receberão as três parcelas", disse o presidente da Caixa, Pedro Guimarães. Auxílio emergencial: 3ª parcela começa a ser paga neste sábado (26) Valores pagos No total, a Caixa disponibilizará mais R$ 19,7 bilhões para 31 milhões de pessoas para pagamento da terceira parcela. Já na segunda parcela dos contemplados no lote 2 são 8,7 milhões de beneficiários (tiveram crédito da parcela 1 realizado entre 16/05 e 29/05) que receberão R$ 5,5 bilhões. No caso da primeira parcela dos aprovados dentro do lote 4, são 1,1 milhão de beneficiários que receberão cerca de R$ 700 milhões. A segunda parcela para os aprovados do terceiro lote (que receberam a primeira entre os dias 16 e 17 de junho) ainda não tem data definida. Transferências e saque em dinheiro Para quem vai fazer o saque em dinheiro, os pagamentos começam em 18 de julho e vão até 19 de setembro. O calendário inclui a terceira parcela, a segunda parcela para os aprovados no lote 2 e a primeira parcela para os aprovados do lote 4. Veja abaixo: 18 de julho – nascidos em janeiro - 3,4 milhões de pessoas 25 de julho – nascidos em fevereiro - 3,1 milhões de pessoas 1º de agosto - nascidos em março - 3,5 milhões de pessoas 8 de agosto - nascidos em abril - 3,4 milhões de pessoas 15 de agosto – nascidos em maio - 3,5 milhões de pessoas 29 de agosto – nascidos em junho - 3,4 milhões de pessoas 1º de setembro – nascidos em julho - 3,4 milhões de pessoas 8 de setembro – nascidos em agosto - 3,4 milhões de pessoas 10 de setembro – nascidos em setembro - 3,4 milhões de pessoas 12 de setembro – nascidos em outubro - 3,4 milhões de pessoas 15 de setembro – nascidos em novembro - 3,2 milhões de pessoas 19 de setembro – nascidos em dezembro - 3,3 milhões de pessoas Lote 1, parcela 3 - auxílio emergencial Economia G1 Lote 2, parcela 2 - auxílio emergencial Economia G1 parcela 1, lote 4 (novos aprovados) Economia G1 Balanço Guimarães informou que 64,1 milhões de beneficiários já receberam o Auxílio Emergencial, totalizando R$ 90,8 bilhões: R$ 40,9 bilhões para inscritos no Bolsa Família, R$ 14 bilhões para inscritos no Cadúnico e R$ 35,9 bilhões para inscritos pelo app/site do auxílio. A maior parte foi paga no Nordeste (R$ 33 bilhões). Das 108,4 milhões de pessoas cadastradas no programa, 106,3 milhões de cadastros foram processados. Foram considerados elegíveis 64,1 milhões de beneficiários, outros 42,2 milhões foram considerados inelegíveis, 2 milhões estão em primeira análise e 1,3 milhão estão em reanálise. Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br. Initial plugin text Veja Mais

Últimos dias

Veja as vagas de emprego do Sine Macapá para 2 de julho; inscrições são pela web

G1 Economia Há oportunidades para funções como técnico em manutenção, operador de empilhadeira e encarregados de setores de hortifrúti e frios. Uma das vagas é para operador de empilhadeira TV Globo/Reprodução O Sistema Nacional de Emprego no Amapá (Sine-AP) oferta vagas de emprego para Macapá na quinta-feira (2). O atendimento ao público está suspenso na sede do órgão e os candidatos interessados devem encaminhar e-mail com currículo anexado. As inscrições e cadastros devem ser feitos pela internet, no e-mail sinetrabalhador@sete.ap.gov.br. As vagas estão disponíveis apenas para o dia divulgado. O atendimento do Sine por e-mail já era feito para as empresas que ofertam as vagas e agora o órgão estendeu para os interessados em enviar currículos. A alternativa, que visa compensar o tempo em que o Sine ficou fechado, deve durar até o fim do decreto de isolamento. Veja as vagas disponíveis de acordo com as solicitações das empresas, para quinta-feira: Auxiliar de manutenção Encarregado de setor hortifrúti Encarregado de prevenção Encarregados de setor de frios Estoquista Operador de empilhadeira Técnico de manutenção Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá Veja Mais

Cooperativas facilitam acesso de agricultores à tecnologia e são eficientes na produção de alimentos

G1 Economia Associações faturam cerca de R$ 200 bilhões por ano e geram cada vez mais empregos. Cooperativa é Agro As cooperativas facilitam o acesso de 1 milhão de agricultores à tecnologia e ao mercado consumidor, e, no Brasil, elas são responsáveis por quase metade da produção de alimentos. Faturam cerca de R$ 200 bilhões por ano e geram cada vez mais empregos, sendo que hoje são 209 mil pessoas trabalhando no setor, aumento de 50% em 10 anos. E, no mundo todo, as cooperativas crescem porque são eficientes na produção e distribuição das riquezas. Cooperativa é Agro. Veja Mais

Petróleo sobe mais de 1% após dados sobre estoque dos EUA e manufatura

G1 Economia Os estoques de petróleo dos Estados Unidos tiveram queda além do esperado na semana passada. Os preços do petróleo subiram mais de 1% nesta quarta-feira (1º), apoiados pela queda nos estoques da commoditie nos Estados Unidos após máximas recordes e por uma série de dados positivos de manufatura, embora o aumento no número de casos de coronavírus tenha limitado os ganhos. O petróleo Brent fechou em alta de 0,76 dólar, ou 1,8%, a US$ 42,03 por barril. Já o petróleo dos EUA (WTI) avançou 0,55 dólar, ou 1,4%, para US$ 39,82 o barril. Campo de petróleo em Vaudoy-en-Brie, na França Christian Hartmann/Reuters Os estoques de petróleo dos EUA tiveram queda além do esperado na semana passada, de 7,2 milhões de barris, depois de atingirem máximas históricas por três semanas consecutivas, mostraram dados da Administração de Informação sobre Energia (AIE). Analistas projetavam um recuo de 710 mil barris. "As importações provenientes da Arábia Saudita foram praticamente zeradas, e eu acredito que esse recuo (dos estoques) seja o primeiro de uma série de quedas", disse Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group em Chicago. A melhora na atividade econômica global também deu apoio aos preços. A atividade manufatureira dos EUA teve recuperação em junho, atingindo o maior nível em mais de um ano, enquanto a atividade industrial da China se expandiu em ritmo mais forte no mês passado. EUA batem novo recorde e casos disparam disparam na Califórnia Ainda assim, investidores seguem cautelosos após uma forte alta no número de casos de coronavírus nos EUA, seguida por um alerta do principal especialista em doenças infecciosas do governo norte-americano sobre a possibilidade de os casos dobrarem em breve no país. Veja Mais

TCU enviará ao Ministério Público casos de quem recebeu auxílio emergencial sem ter direito

G1 Economia Plenário do tribunal aprovou envio de casos mais graves de fraude. Com isso, MP pode decidir se abre ação penal contra essas pessoas. Auditoria apontou 620 mil casos que seriam irregulares. O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu nesta quarta-feira (1º) encaminhar ao Ministério Público Federal (MPF) os casos mais graves de irregularidades no pagamento do auxílio emergencial de R$ 600, criado em razão da crise do coronavírus. Segundo o relator do processo, ministro Bruno Dantas, a lista de nomes servirá para que o MPF avalie uma possível ação penal contra pessoas que receberam o auxílio sem terem direito. “Decidi determinar que seja encaminhada a lista dessas pessoas dos casos mais graves, que denotam um dolo mais gritante, para o Ministério Público Federal, para que dentro da apreciação que lhe cabe examine a relevância penal dessas fraudes”, afirmou o ministro durante a sessão desta quarta do tribunal. O processo apresentado pelo ministro apresentou os dados da auditoria do TCU que identificou 620.299 auxílios emergenciais com indícios de irregularidades, entre os quais 134 mil servidores públicos. Os dados da auditoria foram antecipados no domingo pelo programa Fantástico. Exclusivo: TCU aponta que 620 mil pessoas receberam auxílio emergencial sem ter direito Entre as irregularidades identificadas no processo estão: 221 mil pessoas que recebem outros benefícios previdenciários 200 mil trabalhadores beneficiados pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda 134 mil servidores públicos 19 mil pessoas que estão recebendo o seguro desemprego 17 mil mortos 16 mil pessoas que recebem renda acima do limite previsto em lei Sobre os servidores públicos, o TCU determinou o envio dos nomes aos tribunais de contas estaduais. Durante a sessão, o ministro afirmou que é motivo de indignação ver aposentados de órgãos públicos que ganham bem e pessoas que ganham até R$ 50 mil se inscrevendo para receber o auxílio de R$ 600. Apesar do número de irregularidades, o ministro afirmou que o índice é baixo considerando o tamanho do programa, que paga mais de 50 milhões de benefícios. “Considerando as dificuldades que o Ministério [da Cidadania] encontrou para colocar de pé um programa desse porte, que atende mais de 50 milhões de pessoas, e sobretudo com base em auto declaração, o índice de irregularidades é muito baixo, embora o número absoluto seja alto”, disse. O auxílio emergencial foi criado em abril. A previsão inicial era que fosse pago por três meses, mas o texto deu a possibilidade de prorrogação do benefício. Nesta terça-feira (31), o governo anunciou a prorrogação do benefício por mais dois meses. Veja Mais

Maior franquedora da Pizza Hut nos Estados Unidos pede concordata em meio à crise do coronavírus

G1 Economia A NPC International é dona de 1,2 mil lojas da pizzaria e acumula quase US$ 1 bilhão em dívidas. Pizza Hut: 42% do market share da empresa está nos Estados Unidos Divulgação A empresa NPC International, maior franqueadora da Pizza Hut nos Estados Unidos, entrou com pedido de concordata nesta quarta-feira (1). A empresa tenta renegociar dívidas de US$ 903 milhões. Dona de 1,2 mil lojas da pizzaria e 385 da rede Wendy's, a empresa tenta recuperar as contas por meio do Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos. O trecho se assemelha aos processos de recuperação judicial no Brasil, e prevê que a empresa continue operando enquanto cria um plano de solução aos problemas operacionais (turnaround). Cirque du Soleil entra em recuperação judicial para tentar evitar falência Com o início da pandemia do novo coronavírus e o isolamento necessário para combater o vírus, franquias tradicionais dos Estados Unidos passaram por pedidos de concordata nos últimos meses, casos da Chuck E. Cheese e Le Pain Quotidien. A Pizza Hut sofreu impacto mais brando por conta do mercado de delivery. Ainda assim, o balanço do primeiro trimestre de 2020 da Yum! Brands, controladora da pizzaria, mostra queda de 21% do lucro operacional da rede Pizza Hut em comparação com mesmo período de 2019. A situação da franqueadora que carregava dívidas se agravou. Pedidos de falência saltam 30% em maio, aponta Boa Vista "Enquanto a NPC trabalha neste processo de recuperação, nós daremos suporte para transformar a organização com níveis de dívida menores e mais sustentáveis, excelência operacional e maior investimento na estrutura dos restaurantes", disseram representantes da Pizza Hut à Bloomberg. A NPC International tem quase 40 mil funcionários em 27 Estados norte-americanos. O primeiro restaurante da Pizza Hut aberto pela firma data de 1962. Como maior dona de lojas da marca nos Estados Unidos, a NPC é fundamental para a atuação da Pizza Hut em seu principal mercado. Segundo balando da Yum! Brands, o país representa 42% das operações. Sindicato aponta falência de mil bares e restaurantes no Rio de Janeiro Lei de Falências O Capítulo 11 da lei de falências americana (Bankrutpcty Code) permite a uma empresa com dificuldades financeiras continuar funcionando normalmente, dando-lhe um tempo para chegar a um acordo com seus credores. A legislação americana define "bankruptcy" como "procedimento legal para lidar com problemas de dívidas de indivíduos e empresas". A proteção do Capítulo 11 pode ser requerida seja pela empresa em dificuldades, seja por um de seus credores. Este procedimento significa uma vontade de reestruturação da companhia, sob o controle de um tribunal. O Capítulo 11 permite ao devedor manter todos seus ativos, se opor às demandas de seus credores, adiar os prazos de seus pagamentos e até reduzir unilateralmente sua dívida. Em contrapartida, obriga a empresa que se coloca sob sua proteção a dar ao juiz das falências informações detalhadas sobre o andamento das transações sobre seus credores. Se as transações transcorrem bem, a empresa consegue do juiz e dos credores um plano de reorganização dentro de um prazo de até vários meses. Trata-se de um contrato que estipula a forma como a companhia vai pagar suas dívidas e de onde virá o dinheiro que servirá para este fim. No Brasil No Brasil, a Pizza Hut é controlada pela IMC (International Meal Company), dona das redes KFC, Viena e Frango Assado. A empresa demitiu, recentemente, 30% de seus funcionários para reduzir custos e preservar caixa durante a pandemia. A receita líquida para o primeiro trimestre havia sido de R$ 366,6 milhões, alta de 1,1% sobre o registrado um ano antes. Mas antes da pior fase da crise, a empresa teve prejuízo operacional no trimestre de janeiro a março de R$ 35,7 milhões. Procurada pelo G1 para comentar a situação na matriz, a empresa não respondeu até a última atualização desta reportagem. Veja Mais

11,7 milhões de trabalhadores formais já tiveram redução de salário ou contrato suspenso

G1 Economia Número representa 36% dos empregados com carteira assinada no país. Setor de serviços concentra o maior número de acordos, seguido pelo comércio e indústria. Dados do Caged mostram que o país fechou 860 mil vagas em abril Chegou a 11,7 milhões o número de brasileiros que já tiveram redução de jornada e salário ou suspensão do contrato de trabalho em meio à pandemia de coronavírus. De acordo com dados do Ministério da Economia, até o dia 26 de junho, o programa criado para preservar empregos formais durante a pandemia reunia um total de 11.698.243 acordos fechados entre empresas e trabalhadores. Esse universo de 11,7 milhões de brasileiros representa 36% dos trabalhadores formais do setor privado. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua) do IBGE, o país tinha no trimestre encerrado em maio 32,5 milhões de trabalhadores formais, incluindo os domésticos. Quantidade de acordos: 11.698.243 Quantidade de empregadores: 1.348.733 Valores previstos pagos: R$ 17,4 bilhões O programa foi lançado no começo de abril. O chamado Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm) prevê a garantia provisória no emprego por um período igual ao da suspensão do contrato ou da redução da jornada. Em razão da pandemia, o governo autorizou redução de jornada e salário de 25%, 50% ou de 70% por um prazo máximo de 90 dias. A medida também permite a suspensão total do contrato de trabalho por até dois meses. Pelas regras do programa, os trabalhadores que tiveram corte na jornada e no salário vão receber do governo uma complementação financeira equivalente a uma parte do seguro-desemprego a que teriam direito se fossem demitidos. Já os com contrato suspenso vão receber o valor mensal do seguro-desemprego. O programa também prevê auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores intermitentes com contrato de trabalho formalizado. Renda menor, contas atrasadas e conformismo: os impactos da redução de jornada ou suspensão de contrato Veja perguntas e respostas As suspensões de contrato correspondiam a quase 47% dos acordos fechados entre empresas e funcionários até 26 de junho. Já a redução de 70% do salário teve o maior número de negociações entre as demais opções de 25% e 50%. Veja abaixo: Suspensão: 5.423.172 (46,4%) Redução de 25%: 1.706.748 (14,6%) Redução de 50%: 2.144.886 (18,3%) Redução de 70%: 2.256.368 (19,3%) Intermitente: 167.069 (1,4%) A maior adesão aos acordos se deu na primeira semana de vigência da medida: 2.063.672. A semana terminada em 23 de junho registrou o menor número de trabalhadores atingidos: 249.077. Veja no gráfico abaixo: Quantidade de acordos por semana Editoria de Economia/G1 Entre os setores da economia, o de serviços é o registra o maior número de acordos, seguido pelo comércio e indústria. Veja no gráfico abaixo: Acordos por setores da economia Editoria de Economia/G1 Programa será prorrogado Saiba mais sobre a suspensão e redução de contratos O secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, afirmou na segunda-feira (29) que o programa será prorrogado. De acordo com o secretário, a prorrogação será feita por meio de decreto presidencial. Segundo Bianco, a proposta é que a suspensão do contrato seja prorrogada por mais dois meses e a redução da jornada por mais um mês. Ele afirmou, no entanto, que os termos da prorrogação ainda estão em estudo. A prorrogação do programa manterá a exigência de garantia de emprego pelo tempo de uso da medida. Assim, se a empresa usar o programa por três meses, o trabalhador que teve a jornada e o salário reduzido terá a garantia de manutenção do emprego por três meses. Como aderir e acompanhar o pagamento Os pagamentos da complementação financeira do governo começaram na primeira semana de maio e estão sendo feitos pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal. Segundo o Ministério da Economia, a primeira parcela do benefício será paga ao trabalhador no prazo de 30 dias, contados a partir da data da celebração do acordo, desde que o empregador informe ao ministério em até 10 dias. Caso contrário, o benefício somente será pago 30 dias após a data da informação. "É importante esclarecer que o pagamento do Benefício Emergencial de Preservação da Renda e do Emprego (BEm) é efetuado, em parcelas sucessivas, em até 30 dias após a data de início da vigência do acordo, constante da comunicação pelo empregador ao Ministério da Economia. Também é preciso levar em conta o tempo de cada acordo. Por exemplo, se a redução ou suspensão ocorreu por 30 dias, será uma única parcela", informa o ministério. Para verificar os dados e valores, os trabalhadores devem consultar a aba de benefícios da Carteira de Trabalho Digital, no quadro posicionado acima das respectivas áreas para seguro-desemprego e abono salarial. A solicitação do benefício emergencial deve ser feita pelo empregador diretamente no portal do Ministério da Economia (https://servicos.mte.gov.br/bem/#empregador). O trabalhador pode acompanhar o processamento do pedido por meio do endereço https://servicos.mte.gov.br/#/trabalhador e pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Veja Mais

Petrobras pode adiar venda de fatias na Braskem e na BR Distribuidora, diz diretora

G1 Economia Petroleira planeja dar mais tempo para que potenciais investidores façam ofertas por ativos da companhia. A Petrobras planeja dar mais tempo para que potenciais investidores façam ofertas por ativos da companhia, incluindo por suas refinarias e fatias na petroquímica Braskem e na empresa de combustíveis BR Distribuidora, disse a diretora financeira, Andrea Almeida, em evento online nesta quarta-feira (1). O desinvestimento da participação na Braskem em 2020 seria desejável, mas "pode não ser possível" devido aos impactos do novo coronavírus sobre o cenário dos mercados, disse ela. Arrecadação com royalties do petróleo pode cair mais de R$ 12 bilhões em 2020 O mesmo racional é válido para a fatia restante da companhia na BR Distribuidora, disse a executiva, que acrescentou que a Petrobras não fará a venda de suas ações na empresa "a qualquer custo". A diretora afirmou ainda que a petroleira espera fechar a venda de ao menos parte de suas refinarias em 2021. Um ano do novo mercado de gás: ‘choque de energia barata’ ainda é distante Veja Mais

Em maio-junho, confiança empresarial recupera 61% das perdas do bimestre março-abril, diz FGV

G1 Economia Índice subiu 14,9 pontos em junho, para 80,4, após avançar 9,8 pontos em maio; começa a ganhar força percepção de que pior momento pode já ter passado. Economia brasileira encolhe 9,3% em abril, diz FGV O Índice de Confiança Empresarial (ICE) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) subiu 14,9 pontos em junho, para 80,4, após avançar 9,8 pontos no mês anterior. O índice se mantém em patamar historicamente baixo, mas, com a alta do bimestre maio-junho, recupera 61% das perdas do bimestre março-abril. Após chegar a mínimos históricos em abril, a confiança dos empresários avançou, novamente influenciada pela melhora das expectativas. O Índice de Expectativas (IE-E) subiu 19,4 pontos, para 82,4, recuperando 60% das perdas do bimestre março-abril. O índice que retrata a situação corrente dos negócios (ISA-E) subiu 8,7 pontos, para 72,6, recuperando 36% das perdas no mesmo período. Confiança da indústria registra segunda alta seguida em junho, aponta FGV O Indicador de Demanda Prevista (para três meses à frente) subiu 27,4 pontos, para 81,2, e o Indicador de Emprego Previsto (idem) subiu 16,8 pontos, para 74,5. O Indicador de Expectativas com a Situação dos Negócios - único componente do IE-E que mira o horizonte de seis meses – avançou 13,7 pontos, para 80,0. A confiança subiu nos quatro setores integrantes do ICE, com alta tanto dos índices de expectativas (mais expressiva) quanto dos índices de percepção em relação à situação atual, à exceção do setor da Construção, em que o ISA-Construção ficou praticamente estável. Na métrica de médias móveis trimestrais, a confiança continuou recuando em todos os setores. Difusão A confiança setorial, que havia recuado em todos os segmentos integrantes do ICE em abril, avançou em 78% deles em maio e em todos os 49 segmentos em junho. “A evolução tímida dos indicadores de situação atual no mês sugere que a situação econômica continuou muito fraca em junho, com destaque negativo para o setor de serviços, cujo Índice de Situação Atual (ISA) encontra-se ainda bem mais próximo do seu mínimo histórico que do nível pré-pandemia”, comenta Aloisio Campelo Jr., superintendente de estatísticas do Ibre/FGV, no relatório. Confiança de consumidor e empresa se recuperam mais lentamente no Brasil, diz FGV “Apesar dos níveis elevados de incerteza, começa a ganhar força no meio empresarial a percepção de que o pior momento pode já ter passado. Com isso, as expectativas tornaram-se menos pessimistas, formando um cenário compatível com o de uma lenta retomada do nível de atividade econômica”, acrescenta. O ICE consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pelo Ibre/FGV: Indústria, Serviços, Comércio e Construção. Veja Mais

Google adia reabertura de escritórios nos EUA após aumento de casos de Covid-19

G1 Economia Os casos de coronavírus em junho mais que dobraram em 14 Estados dos EUA, incluindo Califórnia, Flórida e Texas. Google adia reabertura de escritórios com aumento no número de casos de coronavírus nos EUA. Hannah McKay/Reuters O Google anunciou nesta terça-feira (30) que está adiando a reabertura de seus escritórios nos Estados Unidos em cerca de dois meses devido a um aumento no número de casos de coronavírus no país. Todos os escritórios do Google nos EUA agora permanecerão fechados pelo menos até 7 de setembro, disse a porta-voz da empresa, Katherine Williams, à agência Reuters. "Para todos vocês que trabalham de casa, continuem a fazê-lo, a menos que seu gerente indique o contrário", disse Chris Rackow, vice-presidente de segurança global do Google, em memorando. "Não esperamos que essa orientação mude até segunda-feira, 7 de setembro (Dia do Trabalho nos EUA), no mínimo", escreveu Rackow, acrescentando que o recente aumento de casos de coronavírus nos Estados Unidos demonstra que "o Covid-19 ainda está muito vivo". Os casos de coronavírus em junho mais que dobraram em 14 Estados dos EUA, incluindo Califórnia, Flórida e Texas, mostrou uma análise da Reuters na terça-feira. Em nível nacional, os casos aumentaram pelo menos 46% e as mortes aumentaram 21% durante o mês. Somente na terça-feira, foram registrado 47 mil novos casos de Covid-19 dos EUA, de acordo com uma contagem da Reuters, o maior pico de um dia desde o início da pandemia. Veja Mais

Bolsonaro prorroga Auxílio Emergencial por dois meses

G1 Economia Decreto foi publicado no Diário Oficial da União na madrugada desta quarta-feira (1º) Governo anuncia que vai pagar auxílio emergencial por mais dois meses O presidente Jair Bolsonaro prorrogou por mais dois meses o Auxílio Emergencial, destinado a trabalhadores informais e beneficiários do Bolsa Família. O decreto 10.412 foi publicado na edição desta quarta-feira (1º) do Diário Oficial da União (DOU). Na terça (30), o ministro da Economia, Paulo Guedes, antecipou a prorrogação da ajuda do governo. Segundo Guedes, a proposta é que sejam pagas mais quatro parcelas em dois meses, que somarão R$ 600 por mês, totalizando R$ 1,2 mil. O pagamento deverá ser feito da seguinte maneira, segundo o ministro: R$ 500 no início do mês; R$ 100 no fim do mês; R$ 300 no início do mês; R$ 300 no fim do mês. O decreto, no entanto, não especifica se será essa a fórmula antecipada pelo ministro ou simplesmente se o governo irá pagar duas parcelas de R$ 600. O anúncio foi feito em uma cerimônia no Palácio do Planalto, da qual participaram o presidente Jair Bolsonaro, ministros do governo, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), além de parlamentares e convidados (saiba mais abaixo como foram os discursos). Na cerimônia, Bolsonaro assinou um decreto sobre a prorrogação do pagamento. Após o evento, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, disse que o cronograma de pagamento das novas parcelas ainda será divulgado. Segundo ele, o calendário está pronto, mas falta autorização do ministro Paulo Guedes para anunciar. Auxílio emergencial O auxílio emergencial foi criado em abril, por meio de uma lei aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada por Bolsonaro. A previsão inicial era que o auxílio fosse pago por três meses, mas a lei deu a possibilidade de prorrogação do benefício. O texto enviado pelo governo ao Congresso previa que o auxílio fosse de R$ 200, mas o texto aprovado pelo Congresso passou o valor da parcela para R$ 600. Prorrogação Na semana passada, Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo na qual disse que a "ideia" do governo era pagar mais três parcelas do auxílio (R$ 500, R$ 400 e R$ 300). No Congresso, porém, parlamentares vinham defendendo manter o valor de R$ 600 e pagar mais duas parcelas. Mais cedo, nesta terça, a colunista do G1 e da GloboNews Ana Flor informou que o governo havia decidido aceitar a proposta do Congresso e pagar mais duas parcelas, de R$ 600 cada (veja os detalhes no vídeo abaixo). Segundo o Ministério da Economia, cada parcela do auxílio custa por mês cerca de R$ 50 bilhões. De acordo com Paulo Guedes, o programa já beneficiou 60 milhões de pessoas. Guedes afirmou ainda que os dados mostram que o "fundo do poço" da crise econômica provocada pela pandemia foi o mês de abril. Análise Ouça no podcast O Assunto a análise sobre o impacto do auxílio emergencial: Initial plugin text Veja Mais

Latam suspende voos com passageiros em Viracopos e prevê demitir 40% dos funcionários

G1 Economia Companhia interrompe rota Campinas-Brasília por causa de reflexos da pandemia. Empresa faz orientações a passageiros e diz que operações com cargas estão mantidas no terminal. Vista aérea do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas Ricardo Lima/Divulgação A companhia aérea Latam Airlines Brasil confirmou suspensão de voos com passageiros incluindo o Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), como rota de embarque ou desembarque. A empresa alega redução de demanda provocada pela pandemia do novo coronavírus e, por isso, prevê demitir 34 funcionários, o equivalente a 40% da equipe no terminal, mas mantém operações com cargas. Antes da crise, segundo a empresa, a companhia operava somente a rota Campinas-Brasília (DF). "Sua retomada será reavaliada de acordo com a demanda e os desdobramentos da pandemia", diz nota. Ao G1, a aérea informou que deve manter 51 funcionários em Campinas, incluindo profissionais que estão no terminal de cargas e os da equipe de aeroporto - neste caso responsáveis por oferecer suporte a outras bases ou atuar em situações de voos que sejam alternados para o terminal. A rota Campinas-Brasília ainda é oferecida por duas companhias aéreas em Viracopos. A assessoria da concessionária que administra o aeroporto preferiu não se manifestar sobre a decisão da Latam. O fluxo de passageiros no aeroporto em Campinas aumentou em maio, no comparativo com abril, mas não impediu o terminal de registrar o 2º menor número de viajantes para um período de 30 dias desde o início da administração realizada integralmente pela iniciativa privada. Em meio aos reflexos da pandemia do novo coronavírus, o total de viajantes diminuiu 74,7% no comparativo com 2019. Orientações aos passageiros De acordo com a Latam, viajantes que compraram passagens para a rota suspensa serão notificados por e-mail e terão a possibilidade de fazer alterações de data e/ou destino, ou solicitar um voucher de viagem pelo valor cancelado. Mais informações estão disponíveis no site da companhia aérea. Sem resposta O G1 tentou contato com o Sindicato dos Aeroviários no Estado de São Paulo (Saesp) por telefone e e-mail para um posicionamento sobre o assunto na tarde desta terça-feira , mas não houve resposta. Coronavírus em Campinas A Secretaria de Saúde em Campinas (SP) confirmou nesta terça-feira (30) mais 21 mortes provocadas pela Covid-19, o que fez o total de vítimas aumentar par 317. O número de infectados chega a 8.286. Veja o perfil de todas as vítimas da doença em Campinas Formas erradas e corretas de usar máscara de proteção contra o coronavírus Arte/G1 Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas. Veja Mais

Câmara conclui votação de MP que oferece crédito para pequenas e médias empresas

G1 Economia Matéria segue agora para o Senado. Dinheiro poderá ser usado para pagar salários de funcionários ou verbas trabalhistas em meio à crise do coronavírus. A Câmara dos Deputados concluiu nesta terça-feira (30) a votação da medida provisória que cria um programa emergencial de crédito para pequenas e médias empresas pagarem os salários de funcionários em meio à crise provocada pelo novo coronavírus. A matéria segue agora para o Senado. O texto-base já havia sido aprovado na semana passada, mas os parlamentares precisavam terminar de analisar sugestões para alterar pontos específicos do texto. Todos acabaram rejeitados. O que diz o texto aprovado: Linha de crédito vale para empresas com receita bruta anual superior a R$ 360 mil e igual ou inferior a R$ 50 milhões, calculada com base no exercício de 2019; Empresas poderão usar para pagar folha de pagamento ou verba trabalhista; Até 100% da folha de pagamento poderá ser financiada, limitada a dois salários-mínimos por funcionário (R$ 2.090), pelo período de quatro meses; Prazo de até 36 meses para pagar o empréstimo, com carência de seis meses para início do pagamento, com capitalização de juros durante esse período. A MP entrou em vigor em abril, quando foi publicada pelo governo federal no “Diário Oficial da União”. Para se tornar lei em definitivo, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado até o fim de julho. Na tramitação na Câmara, o relator, deputado Zé Vitor (PL-MG), fez diversas modificações no texto original do governo. Uma das mudanças foi a ampliação do escopo do programa para permitir o pagamento não apenas da folha salarial, mas também de verbas trabalhistas. Além disso, o período em que a folha poderá ser financiada passou dos dois meses propostos pelo governo para quatro meses. O deputado estendeu ainda o teto máximo de faturamento das empresas beneficiárias do programa - passando de R$ 10 milhões ao ano, como previsto pelo governo, para R$ 50 milhões. O texto estabelece que o governo federal responderá por 85% do dinheiro das operações, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e os demais 15% serão de recursos dos bancos que atuarem no programa. No total, o governo federal disponibilizará R$ 34 bilhões para o programa. Se somada a participação dos bancos privados, o montante da linha de crédito poderá chegar a R$ 40 bilhões. O texto aprovado pelos deputados também aumentou o rol de beneficiários, que incluem: Empresários; Sociedades empresárias e cooperativas, exceto as sociedades de crédito; Sociedades simples; Organizações da sociedade civil; Empregadores rurais. Pela proposta, os contratantes devem fazer o pagamento dos empregados por meio de transferência para suas contas bancárias. Os bancos não poderão cobrar do trabalhador tarifas por saques ou transferência a outras contas. Outros pontos Veja outros pontos da medida provisória: Condições do programa - Os juros serão de 3,75% ao ano, com seis meses de carência e prazo de 36 meses de pagamento. Os bancos participantes podem formalizar as operações de crédito até 31 de outubro de 2020. Demissão sem justa causa - As empresas que contratarem o crédito ficam proibidas de demitir sem justa causa na mesma proporção da folha de pagamento que tiver sido paga com recursos do programa. Isto é, se a empresa financiar 70% da sua folha de pagamento, só poderá demitir sem justa causa 30% de seus funcionários. A proibição vale por até dois meses após a liberação da última parcela da linha de crédito. Verbas trabalhistas - Para usar a linha de crédito no pagamento das verbas trabalhistas previstas pelo texto, os contratantes não podem estar com suas atividades encerradas, com falência decretada ou em estado de insolvência civil. Nesse caso, as linhas de crédito só podem ser usadas para acordos homologados na Justiça do Trabalho que não ultrapassem R$ 15 mil. O financiamento também não pode ser usado para pagar verbas trabalhistas de natureza exclusivamente indenizatória ou decorrentes de trabalho escravo ou o infantil. Alterações no Pronampe - O texto também altera regras do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) para permitir que o Fundo Geral do Turismo (Fungetur) utilize taxa fixa de juros de 1% ao ano e compartilhe parte do risco das operações financeiras efetuadas por seus agentes financeiros enquanto durar o estado de calamidade pública. Segundo o relator, a alteração é para “dar mais dinamismo às operações de crédito para o setor de turismo”. Veja Mais

Fome pode aumentar 269% na América Latina com pandemia, diz ONU

G1 Economia Cerca de 270 milhões de pessoas em 79 países enfrentam crescente risco de passar fome. Presidente do Banco Mundial estima que 60 milhões de pessoas vão entrar na extrema pobreza O Programa Alimentar Mundial (PAM) alertou nesta terça-feira (30) que o número de pessoas com “insegurança alimentar aguda”, ou seja, risco de sofrer por fome, aumentou 80% no mundo, no rastro da pandemia de Covid-19. Cerca de 270 milhões de pessoas em 79 países enfrentam crescente risco de passar fome. O maior impacto é na América Latina, com aumento de 269% no número de pessoas enfrentando “severa insegurança alimentar”, comparado à alta de 135% na África Central e 90% no sudoeste africano. Crise do coronavírus deve provocar aumento da pobreza no Brasil “O vírus está mudando a face da fome, afetando mais população urbana”, diz comunicado do PAM, agência humanitária ligada à ONU. A agência da ONU pede à comunidade internacional um montante de US$ 4,9 bilhões para os próximos seis meses, a fim de socorrer milhares de pessoas contra a fome. Veja Mais

Criminosos tentam manipular resultados de busca para distribuir vírus de macOS, alerta empresa

G1 Economia Campanha mira usuários de sistema da Apple com alertas falsos sobre instalação do Flash Player. Página maliciosa oferece instalação ilegítima do Flash Player. Reprodução/Intego A fabricante de antivírus Intego alertou que usuários de macOS, da Apple, podem se deparar com páginas maliciosas ao realizar pesquisas que usam termos encontrados em títulos de vídeos populares. Os sites tentam distribuir um vírus conhecido como "Shlayer". As páginas incluem palavras usadas nos títulos dos vídeos do YouTube, mas estão fora do YouTube. Por essa razão, quem utiliza a pesquisa geral do Google pode acabar vendo esses links nos resultados. Quando clicado, o link leva o usuário para uma página que oferece um suposto download do Flash Player. Embora tenha sido encontrado no Google, a Intego explicou que o truque pode funcionar em qualquer buscador. Hackers recorrem a diversas manobras para ocultar o redirecionamento, desviando de filtros que normalmente eliminam páginas sem conteúdo real dos resultados. "Pode até não ser uma tarefa impossível, mas é certamente um desafio considerável tentar evitar que todo o conteúdo prejudicial apareça nos resultados de busca", disse a empresa. A Intego não informou números específicos sobre vítimas. Como os especialistas só conseguiram encontrar os links com pesquisas muito específicas (exatamente iguais aos títulos dos vídeos), é difícil saber a dimensão do sucesso (ou fracasso) que os criminosos tiveram na tentativa de manipulação dos resultados de busca. Entenda o vírus 'Shlayer' O Shlayer é um programa malicioso conhecido. Um relatório publicado pela Kaspersky em janeiro apontou que essa família de pragas digitais já apresentou mais de 32 mil variações e é responsável por 30% de todos os alertas gerados pelos programas de segurança da empresa no Mac. De acordo com a Kaspersky, esse vírus costuma ser distribuído em downloads piratas de softwares comerciais e conteúdo de entretenimento, como séries de TV e retransmissões não autorizadas de eventos esportivos. Os links que levam ao Shlayer (sempre por meio de um download falso do Flash Player) muitas vezes aparecem em propagandas, já que os responsáveis pela praga digital pagam comissões elevadas pela exibição dos anúncios. Isso atrai sites de conteúdo ilícito, que frequentemente têm dificuldade para conseguir anunciantes. Apesar de bastante comum, o Shlayer não é tecnicamente sofisticado. O uso recorrente do Flash Player no golpe também é uma anomalia, pois muitos criadores de vírus testam iscas diferentes ao longo do tempo para aumentar o número de vítimas. Praga instrui vítima a burlar recurso de segurança do macOS para abrir programas de origem desconhecida Reprodução/Intego Criminosos faturam com publicidade No caso dos buscadores, o golpe é realizado por meio da confecção de páginas de internet contendo sequências de palavras usadas em vídeos populares do YouTube. Quando a vítima pesquisa essas mesmas sequências de palavras, a página maliciosa pode aparecer entre os resultados. Se o link malicioso aparecer nos resultados e for clicado, a página inicia redirecionamentos e acaba exibindo uma mensagem sugerindo a instalação do Flash Player. O aviso é totalmente falso, já que a página não tem nenhum conteúdo em formato Flash. Adobe recomenda desinstalar Flash Player e confirma que conteúdo será bloqueado a partir de 2021 Tendo a vítima chegado à página por uma propaganda em um site de conteúdo ilegítimo ou por um resultado de pesquisa, o ataque procede da mesma forma depois que a mensagem da instalação do Flash Player é exibida. Nos casos identificados pela Intego, o arquivo não tinha assinatura digital. Esses arquivos são normalmente bloqueados pelo macOS, o que exige que a vítima use o Controle + clique (o "clique direito" nos sistemas da Apple) e selecione a opção "Abrir". Esse não é o método normal para executar apps no macOS, mas é necessário inclusive para alguns programas legítimos, como o sistema da Receita Federal para declaração do imposto de renda. Por estarem habituados a essa forma de abrir aplicativos, é possível que alguns usuários não percebam o risco. Se a vítima seguir as instruções, o Flash Player realmente será instalado no sistema para disfarçar o golpe. Também será instalado um programa que exibe anúncios publicitários indesejados durante o uso do computador, atrapalhando a produtividade e possivelmente roubando dados pessoais. Com isso, os criminosos podem mostrar anúncios publicitários diretamente no computador da vítima e ganhar dinheiro. Os anunciantes também podem ser vítimas da fraude, já que não sabem que seus produtos estão sendo divulgados dessa maneira. Assim, o dinheiro que seria pago para a veiculação da peça em um site, por exemplo, acaba irrigando a atividade criminosa. Altieres Rohr Ilustração: G1 Veja Mais

Petrobras prorroga o teletrabalho até o fim do ano

G1 Economia Companhia informou que vai oferecer ajuda de custo no valor de R$ 1 mil para compra de equipamentos ergonômicos, como cadeira, suporte para notebook, teclado e mouse. Prédio da Petrobras no Rio de Janeiro Sergio Moraes/Reuters A Petrobras prorrogou preventivamente o teletrabalho até 31 de dezembro para os empregados que hoje estão atuando nesta modalidade. A companhia informou que vai oferecer aos que estiverem em teletrabalho ajuda de custo no valor de R$ 1 mil para compra de equipamentos ergonômicos, como cadeira, suporte para notebook, teclado e mouse. A Petrobras disse que está estudando a implantação permanente do teletrabalho até três dias por semana, observados os critérios de elegibilidade e mediante análise gerencial. O modelo permanente ainda está sendo elaborado. Determinadas atividades, por necessidade da companhia, podem voltar ao trabalho presencial antes do final do ano. Nesses casos, a transição será segura e gradual, seguindo rigorosa análise, que levará em consideração as atividades, a saúde e segurança dos empregados, a localidade e a regulação estabelecida por estados e municípios, assim como as orientações das autoridades sanitárias. "A retomada do trabalho presencial em toda a companhia está sendo planejada com todo o cuidado. Para que o retorno seja seguro, espaços físicos e áreas comuns serão adaptados e adequados" informou em nota. Representantes de diversas áreas da companhia participam da coordenação de ações de prevenção ao coronavírus para proteção aos colaboradores, monitorando os cenários interno e externo, com avaliação constante das decisões tomadas,. Em função de uma possível mudança de cenário da pandemia e dos locais em que a Petrobras atua, as datas de retorno poderão ser alteradas. Nas áreas operacionais, a estatal declara que segue com as medidas preventivas, que têm reduzido o grau de exposição das pessoas que precisam manter o trabalho presencial para garantir a prestação de serviços essenciais à sociedade. Veja Mais

Veja as vagas de emprego do Sine Macapá para 30 de junho; inscrições são apenas pela web

G1 Economia Há oportunidades para funções como técnico em manutenção, operador de empilhadeira e encarregados de setores de hortifrúti e frios. Sine Macapá oferece vaga para operador de empilhadeira Thomaz Fernandes/G1 O Sistema Nacional de Emprego no Amapá (Sine-AP) oferta vagas de emprego para Macapá na terça-feira (30). O atendimento ao público está suspenso na sede do órgão e os candidatos interessados devem encaminhar e-mail com currículo anexado. As inscrições e cadastros devem ser feitos pela internet, no e-mail sinetrabalhador@sete.ap.gov.br. As vagas estão disponíveis apenas para o dia divulgado. O atendimento do Sine por e-mail já era feito para as empresas que ofertam as vagas e agora o órgão estendeu para os interessados em enviar currículos. A alternativa, que visa compensar o tempo em que o Sine ficou fechado, deve durar até o fim do decreto de isolamento. Veja as vagas disponíveis de acordo com as solicitações das empresas, para terça-feira: Auxiliar de manutenção Encarregado de setor hortifrúti Encarregado de prevenção Encarregados de setor de frios Estoquista Operador de empilhadeira Técnico de manutenção Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá Veja Mais

Preços do petróleo sobem após dados econômicos positivos, mas coronavírus preocupa

G1 Economia Investidores ainda seguem preocupados com uma nova disparada no número de casos de coronavírus ao redor do mundo. Os preços do petróleo avançaram cerca de US$ 1 por barril nesta segunda-feira (29), na esteira de dados altistas da Ásia e da Europa, embora investidores mantenham a cautela em meio a uma nova disparada no número de casos de coronavírus ao redor do mundo. O petróleo Brent fechou em alta de 0,69 dólar, ou 1,7%, a US$ 41,71 por barril, enquanto o petróleo dos Estados Unidos (WTI) avançou US$ 1,21, ou 3,1%, para US$ 39,70 o barril. Campo de petróleo da chinesa CNPC, em Bayingol. Reuters A recuperação da confiança econômica na zona do euro se intensificou em junho, com melhora em todos os setores, mostraram dados da Comissão Europeia nesta segunda-feira. A confiança geral subiu a 75,7 pontos em junho, ante 67,5 pontos em maio, embora ainda fique abaixo de expectativas. Na China, os lucros das empresas industriais avançaram pela primeira vez em seis meses em maio, sugerindo que a recuperação econômica do país está ganhando tração. Os índices acionários dos EUA, que apresentavam alta generalizada nesta segunda-feira, também forneceram suporte aos preços do petróleo, que por vezes acompanham os mercados de ações. Por outro lado, temores de uma segunda onda da pandemia de coronavírus estão limitando as altas do petróleo. As mortes em função da Covid-19 ultrapassaram a marca de meio milhão de pessoas no domingo, segundo contagem da Reuters. Alguns Estados norte-americanos, como Califórnia, Texas e Flórida, reimpuseram restrições após um salto no número de casos. Mundo registra mais de 500 mil mortes por Covid-19 "Embora essas medidas localizadas não tenham, por si só, grande impacto imediato na demanda, elas ressaltam o risco significativo que a demanda por gasolina enfrenta", disse a JBC Energy. Veja Mais

Governo confirma incorporação da Rio-Santos pela Dutra em futura concessão

G1 Economia Projeto prevê iluminação de led na estrada, câmeras a cada 500 metros, terceira e quarta faixa e uma nova descida da Serra das Araras. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, confirmou nesta segunda-feira (29) que a futura concessão da rodovia Presidente Dutra (BR-116) vai incorporar a rodovia Rio-Santos (BR-101), com previsão investimentos desde a saída do Rio de Janeiro até a chegada em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. "Incorporamos a Rio-Santos para dentro da concessão porque tinha fôlego, caixa financeiro para isso", disse o ministro, durante live realizada pela FGV Transportes. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, concede entrevista após participação no Fórum de Líderes da Associação Latino-Americana de Transporte Aéreo (ALTA), em Brasília Laís Lis/G1 Sem especificar data, o ministro disse que o projeto da Rodovia Presidente Dutra está para ser enviado ao Tribunal de Contas da União (TCU), com previsão de investimentos de R$ 14 bilhões. O projeto prevê iluminação de led na estrada, câmeras a cada 500 metros, terceira e quarta faixa e uma nova descida da Serra das Araras. Na Rio-Santos, o projeto prevê duplicar a rodovia do Rio até o município de Angra dos Reis. O trecho restante até Ubatuba receberia obras de "adequação de capacidade". O ministro lembrou que o projeto final resulta de audiências públicas, quando sofreu uma série de modificações pelos participantes. Freitas mostrou-se otimista com a concessão da rodovia, prevista para o próximo ano. Segundo ele, nove empresas marcaram reuniões para tratar do projeto. Delas, três seriam empresas estrangeiras ainda sem investimentos no país. “Sabemos que vai ter leilão extremamente concorrido”, disse. Crise não tirou liquidez do mercado Tarcísio disse também que a crise provocada pela pandemia de Covid-19 não retirou liquidez do mercado para investimentos em infraestrutura. Segundo ele, o investidor apenas está em "compasso de espera" para identificar as melhores oportunidades. Mercado piora previsão para o PIB de 2020 e vê novo corte nos juros Boletim divulgado na semana passada pela Secretária de Política Econômica, do Ministério da Economia, mostrou que a crise desacelerou novas operações no mercado de capitais para financiamentos a projetos de infraestrutura e logística. No ano, até abril, as emissões de debêntures incentivadas somaram R$ 3,84 bilhões, queda de 40% em relação ao mesmo período de 2019. Para trazer esses investidores, o ministro afirmou que o país precisa oferecer um portfólio amplo de oportunidades de investimentos. "Ninguém se prepara para entrar num país, estudar o sistema tributário, a legislação, para participar de um único leilão. Há dispêndios nisso. Quando oferecemos portfólio, aumentamos a atratividade", disse ele. O ministro citou como exemplo a expectativa de leiloar no próximo ano 3,8 mil quilômetros de rodovias no Paraná, que devem gerar investimentos de cerca de R$ 50 bilhões. Ele também citou a expectativa da nova concessão da rodovia Presidente Dutra, que liga São Paulo e Rio de Janeiro, cujo contrato vence em 2021. "O investidor percebe que se perder um ativo, tem outro. Então, trabalha para ganhar outro leilão porque sabe que terá oportunidades de mais ativos e de sinergia", explicou Tarcísio. "O investidor pode compartilhar centros de operação, otimizar custos." O ministro reiterou ainda que espera leiloar 43 aeroportos até o final do governo Bolsonaro, incluindo relicitação de Viracopos, além do bloco que aeroportos que vai incluir o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Ao todo, o governo prevê atrair R$ 250 bilhões de investimento estrangeiro em infraestrutura nos próximos anos. Veja Mais

Bolsas europeias sobem nesta segunda em sessão volátil

G1 Economia Investidores seguem com esperanças de uma rápida recuperação econômica; ações dos bancos avançaram 3,2%. As ações europeias encerraram em alta em uma sessão volátil nesta segunda-feira (29), impulsionadas por fortes ganhos em Wall Street e uma valorização das ações cíclicas, à medida que a melhora dos dados gerou esperanças de uma recuperação econômica mais rápida. Depois de rondar a estabilidade mais cedo na sessão, o índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,4%, e as ações de blue chips da zona euro subiram 0,9%. Homem usa máscara de proteção na frente da bolsa de valores de Londres Toby Melville/Reuters Os bancos da zona do euro foram os maiores ganhadores, com alta de 3,2% depois de dados mostrarem que a recuperação do sentimento econômico em todo o bloco se intensificou em junho. Um início forte em Wall Street também melhorou o sentimento, já que discussões em torno de mais estímulos ajudaram os investidores a olharem além do aumento no número de mortos no mundo pela Covid-19. Além dos bancos, outros setores sensíveis ao crescimento, como petróleo e gás, empresas industriais e montadoras, lideraram os ganhos na Europa. "Nos EUA, eles estão conversando ativamente sobre outra rodada de estímulos e isso auxiliará o mercado até certo ponto", disse Andrew Manton, gerente de portfólio de ações internacionais da Shelton Capital Management. "Mas estamos em uma posição de esperar porque todo esse estímulo foi precificado. Agora, teremos que ver se funciona na economia real." Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 1,08%, a 6.225 pontos. Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 1,18%, a 12.232 pontos. Em PARIS, o índice CAC-40 valorizou 0,73%, a 4.945 pontos. Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 1,69%, a 19.447 pontos. Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 1,39%, a 7.278 pontos. Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,77%, a 4.392 pontos. Veja Mais

Gilmar Mendes suspende ações que discutem aplicação de correção monetária em dívidas trabalhistas

G1 Economia Decisão vale para casos que questionam se valores devem ser corrigidos pela Taxa Referencial ou pelo IPCA-E. Ministro citou pandemia para justificar a decisão. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão da tramitação de todos os processos no âmbito da Justiça do Trabalho que discutam se os valores devidos deverão ser corrigidos pela Taxa Referencial (TR) ou pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E). A decisão é do sábado (27). O ministro concedeu liminar (decisão temporária) em duas ações da Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif), Confederação Nacional da Tecnologia da Informação e Comunicação (Contic) e outras duas entidades de classe. A decisão de Gilmar Mendes deve ser submetida a referendo do plenário, mas ainda não há marcada para o julgamento das ações. Enquanto isso, as ações ficam paralisadas. As entidades querem que as dívidas trabalhistas tenham valores corrigidos pela TR, índice atualmente previsto na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) alterada pela Reforma Trabalhista de 2017. E argumentam que o TST (Tribunal Superior do Trabalho) tem "sistematicamente” determinado a substituição da TR pelo IPCA, gerando “insegurança jurídica”. As ações afirmam que o TST está na iminência de decidir aplicar o índice mais favorável ao trabalhador, em análise que já conta com maioria no TST e seria retomada nesta segunda (29). Alegam ainda que a mudança no índice de correção resultará no enriquecimento sem causa do credor trabalhista e no endividamento, “também sem causa”, do devedor, sobretudo diante do estado de emergência social e econômica. A decisão do ministro ocorre às vésperas do recesso Judiciário, o que pode adiar o julgamento do caso até pelo menos agosto. Gilmar Mendes afirmou que decisões que afastam a TR contrariam precedentes no Supremo e que, “diante da magnitude da crise [provocada pela pandemia do coronavírus], a escolha do índice de correção de débitos trabalhistas ganha ainda mais importância”. “A Justiça do Trabalho terá papel fundamental no enfrentamento das consequências da crise econômica e social, com a estimulação de soluções consensuais e decisões judiciais durante o período em que perdurarem as consequências socioeconômicas da moléstia”, afirmou o ministro. Veja Mais

PF deflagra operação contra frigorífico suspeito de sonegar R$ 20 milhões em impostos

G1 Economia Mandados da Operação Reencarnação são cumpridos em Ji-Paraná e Rondonópolis (MT). Segundo PF, grupo sonegava e encerrava atividades para não pagar impostos. Operação Reencarnação é realizada em Ji-Paraná nesta segunda, 29 PF/Divulgação A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta segunda-feira (29) a Operação Reencarnação para desarticular um esquema de sonegação de impostos federais por um frigorífico de Ji-Paraná (RO), região central do estado. Cerca de R$ 20 milhões em impostos já foram sonegados pelo frigorífico, estima a PF. Ao todo, a polícia cumpre quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal. Os mandados são cumpridos em Ji-Paraná e Rondonópolis (MT). A investigação da operação Reencarnação começou depois do compartilhamento de procedimento fiscal pela Receita Federal, onde foi informado a existência de sonegação fiscal praticada por um frigorífico de Ji-Paraná. Estima-se que R$ 20 milhões foram sonegados pelo grupo investigado. "Já em fase de inquérito policial, identificou-se o uso de 'laranjas' na estrutura formal das empresas, assim como os reais proprietários e beneficiários do esquema criminoso. Utilizando de pessoas, sem quaisquer bens para arcar com as quantias sonegadas, os reais proprietários do frigorífico encerravam apenas formalmente as atividades da empresa com o fim de eximir-se das dívidas tributárias, trabalhistas e com fornecedores. No entanto, continuavam com a mesma estrutura e atividade comercial utilizando-se de nova empresa em nome de laranjas", diz a PF. Através de informações obtidas da Fazenda Nacional, a PF descobriu que o grupo investigado já tem uma dívida inscrita superior a R$ 50 milhões, somente em tributos federais. Além da participação dos investigados no esquema criminoso de sonegação, a PF investiga os bens auferidos de forma ilegal, auxiliando na recuperação dos valores sonegados à União. O nome do frigorífico investigado não foi divulgado pela PF. Operação Reencarnação A operação recebeu o nome de Reencarnação por remeter tanto ao objeto de atividades das empresas - carne bovina - quanto a criação de nova empresa sem dívidas para atuação no lugar de empresas desativadas com enormes débitos tributários, em sucessão física direta. Veja Mais

O homem que previu o fim do capitalismo e que ajuda a entender a economia de hoje

G1 Economia Para Joseph Schumpeter, o que levaria ao fim do capitalismo seria seu próprio sucesso. Joseph Schumpeter nasceu em 1883 e morreu em 1950 Getty Images "O capitalismo pode sobreviver?", se perguntou Joseph Schumpeter. "Não, acho que não", foi a resposta dele. Sua reflexão foi feita em uma de suas principais obras: Capitalismo, Socialismo e Democracia, de 1942. Mas o grande economista austríaco não acreditava na ditadura do proletariado nem na revolução de Karl Marx. De fato, ele rejeitou o que entendia como os elementos ideológicos da análise marxista. Para ele, o que levaria ao fim do capitalismo seria seu próprio sucesso. "Considero Schumpeter o analista mais penetrante do capitalismo que já existiu. Ele viu coisas que outras pessoas não viram", disse Thomas K. McCraw, professor emérito da Escola de Negócios da Universidade de Harvard, ao Working Knowledge, o site da universidade. Schumpeter "está para o capitalismo assim como Freud está para a psicologia: alguém cujas idéias se tornaram tão onipresentes e arraigadas que não podemos separar seus pensamentos fundamentais dos nossos", disse o acadêmico. Para Steven Pearlstein, professor da Universidade George Mason, nos Estados Unidos, Schumpeter "era para a economia o que Charles Darwin é para a biologia". Ele foi chamado de um dos melhores economistas do século 20, um gênio, um profeta. De fato, para vários economistas, o século 21 será o "século de Schumpeter". A tragédia Schumpeter nasceu em 1883 em uma cidade da República Tcheca, que na época fazia parte do império austro-húngaro. Schumpeter falava diversos idiomas Getty Images Ele era filho único e perdeu o pai aos 4 anos de idade. Sua educação foi deixada para sua mãe e seu novo parceiro, que tinham vínculos com a aristocracia. Embora ele estudasse direito, o tema que o atraiu foi a economia — ele se tornaria um dos alunos com mais destaque da Escola Austríaca de Economia. "Schumpeter era um excelente aluno, leitor infatigável, mente viva e curiosa, mestre em várias línguas", escreveu Gabriel Tortella, professor emérito de História e Instituições Econômicas da Universidade de Alcalá, no artigo Um profeta da social-democracia, publicado na revista Book. Ele tinha uma personalidade carismática, era mulherengo e amava cavalos. Viveu por um tempo na Inglaterra, onde teve um relacionamento com uma mulher 12 anos mais velha que ele. Sylvia Nasar, em seu livro "Grande Busca: A história do Gênio Econômico, conta que se casou com o economista, mas que, com o tempo, ambos reconheceram que o casamento havia sido um erro. Em 1913 eles se separaram e anos depois se divorciaram oficialmente. Schumpeter se casou novamente em 1925, desta vez com uma mulher muitos anos mais nova. Mas um ano depois, uma tragédia abalaria sua vida: sua esposa morreu enquanto dava à luz seu filho, que morreu pouco tempo depois. Nesse mesmo ano, sua mãe também morreria. Entre luxo e academia Schumpeter viveu em Viena após a Primeira Guerra Mundial e a queda do império austro-húngaro. Schumpeter viveu a Primeira Guerra Mundial, que causou grandes estragos na Europa Getty Images Schumpeter foi ministro da economia do governo socialista que governou a Áustria em 1919. Depois morou em sete países, em alguns dos quais ele foi professor e trabalhou como banqueiro de investimentos, o que lhe permitiu fazer uma fortuna — que depois desapareceria. Antes de seu segundo casamento, houve um tempo em que Schumpeter levou uma vida de muitos luxos e parecia não se importar de ser visto em público com prostitutas, diz Nasar. "Schumpeter era um acadêmico brilhante que falhou miseravelmente como ministro das Finanças da Áustria", escreveu Pearlstein, vencedor do prêmio Pulitzer, em uma resenha do livro de Nasar publicada no jornal americano The Washington Post. O economista se estabeleceu nos Estados Unidos em 1932, onde lecionou na Universidade de Harvard pelo resto da vida.Em sua nova casa, diz Tortella, Schumpeter se apaixonou e se casou com uma historiadora de economia chamada Elizabeth Boody, que era 15 anos mais nova que ele. Foi ela quem compilou e editou os textos dele sobre a história do pensamento econômico, publicados postumamente (ambos morreram antes da publicação do livro em 1954: ele em 1950 e ela em 1953) no monumental History of Economic Analysis (História da Análise Econômica, em inglês). Schumpeter analisou a Grande Depressão dos anos 1930 Getty Images Destruição criativa Durante a Grande Depressão da década de 1930, disse Thomas K. McCraw, "muitas pessoas inteligentes da época acreditavam que a tecnologia havia atingido seu limite e que o capitalismo atingiu seu auge ". "Schumpeter acreditava exatamente no oposto e, é claro, ele estava certo", afirmou McCraw, foi o autor do livro Profeta da Inovação: Joseph Schumpeter e Destruição Criativa. O conceito de destruição criativa foi um dos que Schumpeter ajudou a popularizar. E, segundo Fernando López, professor de Pensamento Econômico da Universidade de Granada, essa ideia é uma espécie de darwinismo social. "É a ideia de que o capitalismo destrói empresas não criativas e não competitivas", diz o professor à BBC Mundo. "O processo de acumulação de capital continuamente os leva a competir entre si e a inovar e apenas os mais poderosos sobrevivem". Uma ansiedade constante Essa dinâmica ideal do capitalismo significa que os empreendedores nunca podem relaxar. "Esta é uma lição extremamente difícil de aceitar, principalmente para pessoas de sucesso. Mas os negócios são um processo darwiniano e Schumpeter frequentemente o vincula à evolução", afirmou McCraw. Novos produtos aparecem constantemente para substituir os antigos, que se tornam obsoletos. "É um processo contínuo de aprimoramento e essa é a característica número um do capitalismo", disse à BBC Mundo Pep Ignasi Aguiló, professor de economia aplicada na Universidade das Ilhas Baleares, na Espanha. A dinâmica dos negócios leva a "a única maneira de sair da competição, que é muito dura, é através de tentativas de redução de custos, o que exige processos de inovação na produção ou através do design de novos produtos preferidos pelos consumidores em relação aos anteriores ", diz o doutor em Economia. No entanto, as tentativas de redução de custos também podem levar a superexploração de trabalhadores, lobby para resgulamentação e práticas predatórias em relação ao ambiente — temas que muitas vezes são "esquecidos" quando se fala do assunto. O fim do capitalismo e das meias femininas Ele disse que tinha dois exemplos que Schumpeter usou para explicar suas teorias foi o das meias femininas. Schumpeter explicava suas teorias dando como exemplos produtos como meias femininas Getty Images No início do século 20, apenas as mulheres da classe alta podiam comprá-las. Mas, após a Segunda Guerra Mundial, eles se tornaram mais acessíveis aos consumidores de diferentes grupos sociais. "Tornar algo acessível a todos leva a mentalidade socialista a entrar gradualmente nos poros do sistema capitalista e desacelerar sua característica essencial, que é a competição entre produtores", diz o professor. O raciocínio do austríaco era que, ao "apaziguar a concorrência e acaber gerando igualdade no acesso aos produtos", o capitalismo chegaria ao fim. Schumpeter definia uma data para isso - o final do século 20. "Ele estava errado sobre isso. Ele acreditava que até então as condições de divulgação da produção em massa e produtos entre toda a população fariam todas a pessoas viverem melhor do que o rei da França do século 18 e, portanto, o clamor por o socialismo seria grande". Vítima de seu próprio sucesso "A ideia era a de que o capitalismo leva à produção em massa, a produção em massa leva a uma riqueza extraordinária que se espalha por uma parte muito importante da população e que aumenta o desejo de igualdade", explica Aguiló. O automóvel, por exemplo, deixou de ser um produto que apenas uma elite poderia adquirir e estar disponível para milhões de pessoas. "O preço cai, as quantidades aumentam, e isso acontece repetidas vezes com todos os produtos", diz o professor. Essa circulação massiva de produtos significa que os padrões de vida dos consumidores aumentam, que há uma "demanda por mais igualdade" e que isso acabaria dificultando a essência do sistema: a concorrência", explica Aguiló. Questões como os problemas ambientais se tornaram mais proeminentes desde a época de Schumpeter Getty Images "Esse grande sucesso da abundância compartilhada,ao alcance de todos, é o que levaria ao fim do capitalismo". No entanto, embora a riqueza seja mais bem distribuída em alguns países, o que se viu no mundo desde então foi o contrário: apesar de muitos produtos estarem acessíveis para grande parte da população, o que se vê é uma concentração cada vez maior da riqueza produzida. Virtude e perigo Seguindo a lógica de Schumpeter, a concorrência se tornaria uma virtude e um problema para as empresas. Segundo López, Schumpeter acreditava que "o processo de acumulação incessante de capital levaria, em algum momento, ao que Marx chamava de tendência decrescente da taxa de lucro". "O capitalismo é um sistema incomparável em termos produtivos, é um sistema que, no nível produtivo - eu uso Marx novamente - é o mais progressista da história, mas tem o problema de que a acumulação incessante de capital o leva a competir também incessantemente. " "Essa competição força as empresas a ter uma guerra constante para inovar, obter novos mercados, novos produtos. E aí está o perigo". Harry Landreth e David C. Colander, em seu livro História do Pensamento Econômico, explicam que "onde Marx havia previsto que o declínio do capitalismo derivaria de suas contradições, Schumpeter especulou que seu fim seria o produto de seu próprio sucesso". Sua ideia de uma sociedade socialista Em seu trabalho Capitalismo, Socialismo e Democracia, Schumpeter projetou um tipo de sociedade socialista que surgiria depois que o capitalismo perecesse. Guillermo Rocafort, professor da Faculdade de Ciências Sociais e Comunicação da Universidade Europeia, coloca o pensador austríaco dentro de um grupo de economistas pessimistas ou fatalistas que estavam desencantados com o capitalismo de sua época. Enquanto Marx via uma luta de classes entre a burguesia e a classe trabalhadora, Schumpeter percebia uma grande tensão entre um grupo de empreendedores, aqueles que provocam "vendavais capitalistas que levam a um grande crescimento econômico" e outro composto de empreendedores "que implementam um capitalismo não tão pioneiro, mas calculista, mais conservador ", diz Rocafort à BBC Mundo. A sociedade que Schumpeter imaginava uma em que a distribuição da riqueza seria mais justa e na qual ainda existia mercado. Seria uma sociedade na qual a igualdade estaria acima de tudo - diz Aguiló - "na qual é alcançado um status quo em que a inovação para e, portanto, o peso do mercada na distribuição dos recursos é menor e o peso do Estado aumenta." Landreth e Colander citam Schumpeter: "Os verdadeiros promotores do socialismo não foram os intelectuais ou agitadores que o pregaram, mas os Vanderbilts, Carnegies e Rockefellers (famílias ricas do início do sécvulo 20)". Ciclos econômicos Rocafort explica que Schumpeter reforçou a teoria dos ciclos econômicos como sendo a forma pela qual o capitalismo evolui. "Como se fosse uma montanha-russa, subindo e descendo, (...) Schumpeter refere-se a ciclos econômicos que têm sua origem em inovações tecnológicas e financeiras. Elas causam momentos de grande boom, depois estabilização e depois uma depressão ou recessão", diz o professor. O especialista cita como exemplo a quebra da bolsa de 1929 e a crise financeira de 2008. Schumpeter nos faz ver o capitalismo como "um processo histórico e econômico que não tem crescimento contínuo, o que seria desejável, mas um crescimento bastante volátil, e que, em última análise, tem consequências para a sociedade em termos de, por exemplo, desemprego". No século 21 Schumpeter e John Maynard Keynes (na foto) são considerados os principais economistas do século 20 Getty Images "Vários economistas, incluindo Larry Summers e Brad DeLong, disseram que o século 21 será 'o século Schumpeter' e eu concordo", disse McCraw. "A razão é que a inovação e o empreendedorismo estão florescendo em todo o mundo de uma maneira sem precedentes, não apenas nos casos bem conhecidos da China e da Índia, mas em todos os lugares, exceto em áreas que tolamente continuam a rejeitar o capitalismo". "A destruição criativa pode acontecer em uma grande empresa inovadora (Toyota, GE, Microsoft), mas é muito mais provável que isso aconteça nas start-ups, especialmente agora que elas têm muito acesso ao capital de risco", afirmou McCraw. De fato, segundo o autor, Schumpeter foi um dos primeiros economistas a usar esse termo: ele o fez em um artigo que escreveu em 1943, no qual falava de capital de risco. Os inovadores Schumpeter, suas idéias e, acima de tudo, o conceito de destruição criativa ganharam importância especial nas últimas duas décadas. "É essencial para entender nossa economia", diz Aguiló. Essa competição de negócios nem sempre é sobre "dominar o mercado com um produto, mas com uma idéia, com um tipo ou modelo de negócios." Rocafort destaca que nessa destruição criativa, inovadores e empreendedores são os principais protagonistas. Um exemplo é como a indústria de tecnologia e seus gigantes como Google e Microsoft ocuparam um espaço de um setor que nas décadas de 20, 30, 40 e 50 era um dos principais: a indústria automotiva. "Se você observar o preço das ações, as empresas de tecnologia são as mais importantes e são todas americanas", diz ele. Hoje, muitos setores da sociedade pedem uma mudança no sistema economômico Getty Images Um alerta Especialistas como López pedem cautela ao usar as idéias de Schumpeter para tentar explicar a economia atual. "Não é conveniente usar categorias históricas porque são sociedades diferentes. As velhas teorias não funcionariam para nós ", diz ele à BBC Mundo. Schumpeter é o produto de uma época e "seu capitalismo não é o capitalismo de hoje", alerta. A acumulação de capital era diferente e não tinha nem o alcance global nem o impacto ecológico de hoje. Segundo o professor, o sistema está atravessando barreiras que antes pareciam impensáveis: se um país se industrializa, o emprego aumenta, mas o ambiente se deteriora. "Isso não estava na mente de Schumpeter, nem John Maynard Keynes. (Na época) a industrialização era o elemento fundamental do desenvolvimento." Mas López reconhece que "aspectos parciais do trabalho de Schumpeter (como destruição criativa) podem nos ajudar a entender o sistema". Em transição? Rocafort também concorda que o trabalho de Schumpeter é sua visão pessoal da realidade em que ele viveu. "Agora temos um contexto macroeconômico que não existia na época: paraísos fiscais, fundos de investimento especulativos, endividamento excessivo das nações", explica ele. No entanto, ele esclarece, dada a situação de incerteza que estamos enfrentando diante da economia mundial, faz sentido procurar explicações nos grandes clássicos da economia. "Você precisa tentar ver o que se aplica de cada teórico, porque não pode haver ortodoxia ou dogmatismo na economia. Nós idolatramos Keynes e no final, como vimos nos últimos 15 anos, ele está sendo um fracasso", diz Rocafort. O economista acredita que Schumpeter e suas ideias como "ciclos econômicos e destruição criativa" podem ajudar a esclarecer alguns pontos do momento em que vivemos. "Talvez o modelo econômico atual esteja esgotado e estejamos precisando de novas inovações tecnológicas e financeiras". "Ele fala de destruição criativa como aquele novo ciclo causado por um grande desenvolvimento tecnológico. Talvez um ciclo esteja colidindo com outro, como placas tectônicas", ele reflete. Veja Mais

Confiança da indústria registra segunda alta seguida em junho, aponta FGV

G1 Economia Indicador teve a segunda alta seguida e registrou a maior variação positiva da série histórica. As duas altas, porém, não foram suficientes para recuperar as perdas de março e abril. Melhora da confiança em todos os segmentos da indústria sugerem que o pior momento do setor tenha passado, segundo FGV Acervo O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getúlio Vargas, divulgado nesta segunda-feira (29) aumentou 16,2 pontos em junho, alcançando 77,6 pontos. De acordo com a FGV, trata-se da maior variação positiva do indicador da série histórica. Esta foi a segunda alta consecutiva do índice. Nos dois meses, o índice acumula alta de 19,4 pontos, o que recupera apenas metade dos 39,3 pontos perdidos entre março e abril. Com pandemia, produção industrial tem tombo recorde de 18,8% em abril, diz IBGE De acordo com a FGV, todos os 19 segmentos industriais pesquisados tiveram aumento da confiança em junho. Este resultado é atribuído à forte melhora da percepção dos empresários em relação ao momento presente e, principalmente, para os próximos três meses. A economista do FGV-IBRE ressaltou que todos os indicadores que compõem o índice apresentaram melhora significativa, à exceção dos estoques, que se mantiveram estáveis. No entanto, ela ponderou que todos permanecem em nível muito baixo. Segundo a economista, a maior contribuição para a alta no mês veio da produção prevista, "que sinaliza forte aceleração da produção no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre". O Índice de Expectativas subiu 21,3 pontos, para 76,2 pontos. Já o Índice de Situação Atual cresceu 10,6 pontos, para 79,2 pontos. A diferença entre ISA e IE, que chegou a ser de 17,8 pontos em maio, agora é de apenas 3,0 pontos. Renata avaliou que o índice de junho sugere que a indústria esteja saindo do seu pior momento diante da pandemia do coronavírus. "De maneira geral, os resultados sugerem que o pior momento tenha passado para a indústria, apesar de estarmos longe dos níveis anteriores ao início da pandemia e de haver elevada incerteza em relação ao ambiente de negócios para os próximos seis meses, que pode comprometer a velocidade da recuperação”, enfatizou. A maior contribuição para alta neste mês veio redução do pessimismo dos empresários sobre a produção nos próximos três meses. O indicador de produção prevista saltou de 46,9 pontos para 82,9 pontos, recuperando 48,3 pontos desde maio, ou 71% do que foi perdido entre janeiro e abril. Houve forte queda da proporção de empresas prevendo nível de produção menor para os três meses seguintes (de 63,9% para 36,4%) e aumento do percentual de empresas esperando nível maior (de 13,5% para 30,7%). Além disso, os indicadores de emprego previsto e tendência dos negócios subiram 17,8 pontos e 9,1 pontos, para 76,5 pontos e 70,5 pontos respectivamente. Ainda de acordo com o levantamento, o Nível de Utilização da Capacidade instalada teve acréscimo de 6,3, pontos percentuais, de 60,3% para 66,6%. Apesar da alta de 9,3 p.p. acumulada nos últimos dois meses, o NUCI ainda se encontra 13,2 p.p. abaixo da média de janeiro/2001 a março/2020 (79,8%). Para compor o Índice de Confiança da Indústria, a FGV coletou informações de 1.010 empresas entre os dias 01 e 25 de junho. Veja Mais

Região de Campinas oferece 273 vagas de emprego em seis cidades; veja lista de cargos

G1 Economia Oportunidades contemplam gêneros, níveis de escolaridade e tempo de experiência diversos. Atendimentos ocorrem pela internet ou com horário agendado durante a quarentena. Região de Campinas (SP) oferece 273 vagas de emprego em seis cidades nesta segunda-feira (29) Janine Brasil/G1 As unidades dos Postos de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de Americana (SP), Campinas (SP), Espírito Santo do Pinhal (SP), Indaiatuba (SP), Itapira (SP), Jaguariúna (SP) e Mogi Guaçu oferecem 273 vagas de emprego nesta segunda-feira (29). Veja a lista de cargos por município abaixo. As oportunidades são destinadas a candidatos de todos os gêneros e incluem vagas exclusivas para pessoas com deficiências (PCD). O PAT alerta que os cargos podem sofrer alterações ao longo do dia. Devido à pandemia da Covid-19, o atendimento nas unidades também pode mudar e, por isso, deve ser acompanhado nos canais oficiais do órgão. Americana O PAT de Americana contabiliza 76 oportunidades em aberto nesta segunda. De acordo com a unidade, os interessados em concorrer às vagas disponíveis devem realizar o cadastro do currículo no site da prefeitura. Ajudante de cozinha - 1 vaga Amostrista têxtil - 2 vagas Assistente de vendas - 1 vaga Auxiliar de lavanderia hospitalar - 8 vagas Auxiliar de limpeza - 2 vagas Auxiliar de limpeza hospitalar - 2 vagas (exclusivas para PCD) Auxiliar de limpeza hospitalar - 15 vagas Auxiliar de limpeza/Copeira - 1 vaga Caldeireiro (a) de chapas - 1 vaga Chefe de turno/fiação - 1 vaga Contramestre tear - 1 vaga Cozinheiro (a) de restaurante - 1 vaga Eletricista predial - 1 vaga Encanador (a) predial - 3 vagas Líder de sala de pano - 1 vaga Mecânico (a) diesel - 1 vaga Mecânico (a) manutenção de tear circular - 1 vaga Montador (a) de painel elétrico - 1 vaga Motorista carreteiro - 1 vaga Operador (a) de pá carregadeira - 20 vagas Promotor (a) de vendas - 2 vagas Revisor (a) de tecido - 2 vagas Serralheiro (a) - 1 vaga Servente de Obras - 1 vaga Soldador (a) - 2 vagas Técnico (a) de manutenção projetista - 1 vaga Técnico (a) em eletromecânico - 1 vaga Técnico (a) em manutenção/ instalação de piscinas – 1 vaga Atualizações sobre as vagas e o atendimento do posto podem ser conferidas no site da unidade. Campinas Em Campinas, o CPAT disponibiliza 13 vagas de emprego em diversas áreas de atuação. Com o objetivo de evitar aglomerações, a unida está realizando atendimento somente mediante agendamento prévio, pelo telefone 156, enquanto durar a quarentena. Auxiliar de marketing - 1 vaga Auxiliar de manutenção predial - 1 vaga Monitor (a) de sistemas eletrônicos de segurança - 1 vaga Motorista carreteiro (a) - 2 vagas Oficial de serviços gerais - 1 vaga Operador (a) de máquinas de jardinagem e florestais - 1 vaga Operador (a) de motosserra - 1 vaga Servente de obras – 2 vagas Tapeceiro (a) de móveis - 3 vagas Eventuais mudanças podem ser acompanhadas no site da unidade. Espírito Santo do Pinhal O posto de atendimento de Espírito Santo do Pinhal tem oito vagas em aberto nesta segunda. Devido à pandemia, a unidade pede que os candidatos interessados entrem em contato pelo telefone (19) 3661-2114. Assistente de enfermagem - 1 vaga Atendente de farmácia - 1 vaga Farmacêutico (a) - 1 vaga Fresador (a) - 1 vaga Operador (a) de dobradeira - 1 vaga Programador (a) de software - 1 vaga Torneiro (a) mecânico (a) - 1 vaga Vendedor (a) externo (a) - 1 vaga Alterações no atendimento da unidade serão publicadas no site do PAT. Indaiatuba O PAT de Indaiatuba oferece 27 oportunidades nesta segunda. Ainda que mantenha o atendimento presencial das 7h às 15h30, a unidade pede que os interessados em concorrer às vagas priorizem o contato pelo telefone (19) 3825-6622 durante a quarentena. Ajudante de cozinha - 1 vaga Auxiliar de limpeza - 1 vaga (exclusiva para PCD) Auxiliar de manutenção predial - 1 vaga Chefe de cozinha - 1 vaga Chefe de serviços de limpeza - 1 vaga Eletricista - 1 vaga Empregado (a) doméstico (a) - 1 vaga Encanador (a) - 1 vaga Faxineiro (a) - 1 vaga Lavador (a) de carros - 1 vaga Mecânico (a) de auto em geral - 1 vaga Mecânico (a) de refrigeração - 1 vaga Mestre de obras - 1 vaga Motorista carreteiro (a) - 1 vaga Motorista de caminhão - 2 vagas Oficial de manutenção predial - 1 vaga Oficial de serviços gerais - 1 vaga Operador (a) de maquina perfuratriz - 1 vaga Passador (a) de roupas - 1 vaga Pintor (a) de casas - 1 vaga Servente de pedreiro - 1 vaga Soldador (a) - 1 vaga Técnico (a) em mecânica de precisão - 1 vaga Técnico (a) orçamentista - 1 vaga Vendedor (a) de serviços - 1 vaga Vendedor (a) interno (a) - 1 vaga Para acompanhar eventuais mudanças, acesse a página do PAT. Itapira Itapira possui 127 vagas de emprego cadastradas no PAT. Os interessados devem enviar o currículo para postoatendimentoitapira@gmail.com, com o nome da vaga no campo "Assunto", além do número do PIS. O telefone, em caso de dúvidas, é o (19) 3843-4564. Ajudante de cozinha - 1 vaga Ajudante de eletricista - 1 vaga Alimentador (a) de linha de produção - 25 vagas Analista contábil - 1 vaga Analista de custos - 1 vaga Analista de recursos humanos - 1 vaga Analista de relacionamento - 20 vagas (exclusivas para PCD) Auxiliar de escritório - 1 vaga Auxiliar de escritório - 2 vagas (exclusivas para PCD) Auxiliar de produção - 1 vaga Comprador (a) sênior - 1 vaga Conferente de carga e descarga - 1 vaga Costureira (o) de máquina industrial - 30 vagas Eletricista industrial - 1 vaga Empregada (o) doméstica (o) - 1 vaga Modelador (a) de madeira - 1 vaga Oficial de serviços gerais na manutenção de edificações - 1 vaga Operador (a) de dobradeira - 1 vaga Operador (a) de empilhadeira - 2 vagas Operador (a) de telemarketing - 20 vagas (exclusivas para PCD) Operador (a) de utilidades - 1 vaga Pintor (a) a revólver - 1 vaga Promotor (a) de vendas - 1 vaga Rebarbador (a) de metais - 2 vagas Riscador (a) de tecidos - 2 vagas Serviços gerais - 1 vaga Técnico (a) de nutrição - 1 vaga Técnico (a) em eletromecânica - 1 vaga Torneiro (a) mecânico (a) - 1 vaga Vendedor (a) na área de alimentos - 1 vaga Vendedor (a) no comércio de mercadorias - 1 vaga Vendedor (a) no comércio varejista - 1 vaga As vagas do PAT de Itapira são disponibilizadas e atualizadas nas redes sociais da prefeitura. Jaguariúna O PAT de Jaguariúna oferece 16 vagas de emprego nesta segunda. Os interessados devem encaminhar o currículo para pat.jaguariuna@gmail.com, colocando no campo "Assunto" a oportunidade pretendida. Ajudante geral - 1 vaga Artífice civil - 1 vaga Assistente de TI - 1 vaga Atendente/caixa para sorveteria - 1 vaga Auxiliar de manutenção hidráulica - 1 vaga Balconista de farmácia - 1 vaga Chefe de cozinha - 1 vaga Cozinheiro (a) - 1 vaga Doméstica (o) - 1 vaga Estagiário (a) cursando técnico de mecânica - 1 vaga Estoquista - 1 vaga Jardineiro (a) - 1 vaga Mecânico (a) de máquinas elétricas e à combustão - 1 vaga Mecânico (a) de refrigeração - 1 vaga Meio (a) oficial de cozinha - 1 vaga Motorista de caminhão - 1 vaga Todas as vagas disponibilizadas pela unidade são divulgadas diariamente nas redes sociais da prefeitura. Mogi Guaçu O Posto de Atendimento ao Trabalhador de Mogi Guaçu (SP) oferece seis oportunidades de emprego. Interessados devem agendar o atendimento no Paço Municipal nas segundas, quartas e sextas-feiras, das 9h às 16h. Para realizar o agendamento, deve-se ligar no 3841-7323 ou no 3891-5300. Costureiro de máquina - 1 vaga Encarregado de obras - 1 vaga Mestre de obras - 1 vaga Montador automotivo - 1 vaga Pintor automotivo - 1 vaga Polidor automotivo - 1 vaga Para acompanhar eventuais mudanças, acesse o site da prefeitura. Coronavírus: Como espirrar ou tossir com a máscara? Formas erradas e corretas de usar máscara de proteção contra o coronavírus Arte/G1 Initial plugin text Veja mais oportunidades da região no G1 Campinas Veja Mais

Expocafé 2020 terá painéis online e estandes virtuais

G1 Economia Palestras acontecem entre 14 e 16 de julho, mas exposição de máquinas e insumos ficará no disponível até 14 de agosto. Plantação de café Divulgação/Epamig A edição da Expocafé deste ano será toda online diante da pandemia do novo coronavírus. O evento contará com quatro painéis temáticos entre os dias 14 e 16 de julho e estandes virtuais que ficarão abertos de 14 de julho a 14 de agosto, para permitir que agricultores negociem máquinas e insumos. As negociações serão feitas por meio de uma plataforma de atendimento online. O evento é organizado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Na programação, terá ainda dicas técnicas, lançamentos de publicações e um webinário sobre a presença das mulheres no cultivo do café. Em um dos painéis, no dia 15 de julho, serão debatidas as cafeiculturas orgânica e agroecológica. Dentre as palestrantes, está a pesquisadora da Epamig Madelaine Venzon, que falará sobre controle biológico de pragas. A programação pode ser conferida aqui. Veja Mais

Bolsas dos EUA fecham sem direção única; Nasdaq renova recorde

G1 Economia O índice tecnológico fechou em alta de 0,95%, a 10.154,63 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,50% e o Dow Jones recuou 0,30%. Os índices acionários de Nova York fecharam em alta nesta quarta-feira (1º), com o Nasdaq abrindo o trimestre renovando a sua máxima histórica, impulsionado por esperanças em torno da criação de uma vacina para a Covid-19 e por dados econômicos positivos nos Estados Unidos. O índice tecnológico fechou em alta de 0,95%, a 10.154,63 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,50%, a 3.115,86 pontos. O Dow Jones, por sua vez, recuou 0,30%, a 25.734,97 pontos. Os laboratórios Pfizer e BioNTech anunciaram, hoje, resultados positivos na primeira fase de um teste clínico de uma potencial vacina contra a doença, reportando que todos os 24 participantes do teste desenvolveram anticorpos. A ação da Pfizer encerrou o dia em alta de 3,18%. O anúncio ajuda a compensar o nervosismo com a aceleração do número de contaminações por covid-19 nos EUA, com o número diário de novos casos da doença no país ultrapassando a marca dos 40 mil pela primeira vez nos últimos dias. De acordo com dados da CNN americana, 36 Estados do país estão, agora, reportando uma aceleração do número de casos, e apenas dois deles, Connecticut e Rhode Island, reportam redução no ritmo de novos casos da doença. EUA batem novo recorde e casos disparam disparam na Califórnia Dados econômicos Além da perspectiva de uma vacina, dados econômicos recentes dos EUA surpreenderam positivamente. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do Instituto para a Gestão de Oferta (ISM) do setor manufatureiro dos Estados Unidos avançou a 52,6 pontos no mês de junho, de 43,1 pontos em maio. O número surpreendeu ao indicar uma leitura acima dos 50 pontos, indicando uma expansão da atividade, superando também a expectativa de consenso do mercado, de 49,5 pontos. O índice PMI industrial da Markit veio menos positivo, mas ainda foi revisado para cima, a 49,8 pontos, um pouco acima do número preliminar de 49,6 pontos e anotando uma alta recorde de 10 pontos percentuais em relação aos 39,8 registrados em maio. O relatório do mercado de trabalho dos EUA da Automatic Data Processing (ADP) também ajudou a animar os investidores ao indicar a criação de 2,369 milhões de vagas de emprego no setor privado em junho. O dado é considerado uma prévia do relatório oficial de emprego dos EUA, o chamado "payroll", que será divulgado na sexta-feira (3). "Achamos razoável esperar que o payroll exceda os dados da ADP; estamos esperando 4 milhões de vagas. Observe, no entanto, que os dados mais recentes da Homebase são ameaçadores, sinalizando emprego insuficiente ou mesmo caindo, em pequenas empresas em julho. Também vale ignorar a enorme revisão ascendente do número ADP de maio, para + 3,1M de -2,8M; os dados são adaptados aos números reais do payroll", afirmou o economista-chefe de Estados Unidos da Pantheon Macroeconomics, Ian Shepherdson. Veja Mais

Autoridades do Fed se comprometem a fornecer suporte para economia dos EUA, mostra ata do Fomc

G1 Economia Documento também mostrou que as autoridades do banco central norte-americano esperam a pior contração econômica desde a Segunda Guerra Mundial. As autoridades do Federal Reserve concordaram em fazer uso total das ferramentas à disposição do banco central norte-americano para ajudar a alimentar a recuperação da recessão provocada pela pandemia do coronavírus, mostrou a ata da última reunião do Fed. O documento - divulgado nesta quarta-feira (1º) sobre as discussões de política monetária, reunião na qual as autoridades votaram de forma unânime para manter os juros perto de zero em meio à queda econômica causada pela epidemia do coronavírus - também mostrou que as autoridades do Fed esperam a pior contração econômica desde a Segunda Guerra Mundial e não têm a intenção de desistir do fornecimento de estímulo no futuro próximo. REUTERS/Kevin Lamarque/ Sede do Federal Reserve em Washington, D.C, em imagem de arquivo "Os membros notaram que esperam manter essa meta de intervalo de juros até que estejam confiantes de que a economia superou os eventos recentes e está a caminho de cumprir as metas de emprego máximo e estabilidade de preços", disse o Fed na ata do encontro de 9 e 10 de junho. O Fed tem afirmado repetidamente que as perspectivas econômicas dos EUA permanecem altamente incertas e reiterou que uma recuperação econômica total depende de o vírus, que já matou mais de 127 mil pessoas nos Estados Unidos, ser controlado. Desde a reunião, um salto em casos de Covid-19 nos EUA levou várias autoridades a alertar que sinais de uma recuperação econômica nas últimas semanas podem já estar ameaçados uma vez que os Estados mais afetados suspendem ou revertem a reabertura de suas economias. A economia entrou em recessão em fevereiro e, apesar de uma recuperação conforme as restrições eram retiradas, a produção econômica e o emprego ainda estão muito abaixo dos níveis pré-crise. Mais de 30 milhões de pessoas estavam recebendo cheques de desemprego na primeira semana de junho, cerca de um quinto da força de trabalho. Na reunião do mês passado, o Fed sinalizou que planejava anos de suporte extraordinário para a economia, com as autoridades projetando que a atividade encolheria 6,5% em 2020 e a taxa de desemprego ficaria em 9,3% no final do ano. Além de reduzir a taxa de juros, o banco central também injetou trilhões de dólares na economia para manter o crédito a empresas e famílias. Veja Mais

Bolsas da Europa encerram em alta com esperanças de vacina

G1 Economia Vacina desenvolvida por BioNTech e Pfizer para a Covid-19 mostrou potencial em testes em humanos. As esperanças de uma vacina contra a Covid-19 ajudaram as ações europeias a sair do território negativo nesta quarta-feira (1º), depois que os temores em torno de um Brexit sem acordo e as preocupações relacionadas ao fundo de recuperação da União Europeia pesaram sobre o sentimento. Encerrando uma sessão volátil, o índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,2%, com os índices em Paris, Milão e Londres caindo cerca de 0,2%. Bolsa de Frankfurt, na Alemanha; índice DAX caiu 0,56% nesta quinta Reuters Os mercados receberam um estímulo em razão de que a vacina contra a Covid-19, desenvolvida pela Pfizer Inc. e pela empresa alemã de biotecnologia BioNTech, mostrou-se promissora e foi considerada bem tolerada no estágio inicial dos testes em humanos. Uma série de pesquisas empresariais divulgadas mais cedo mostrou amplas melhorias nos dados de produção na Europa e na Ásia à medida que as economias se abrem, com o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da zona do euro aproximando-se da marca de 50 em junho que separa o crescimento da contração. A melhora dos dados econômicos nos Estados Unidos também sustentou o sentimento. "As notícias da vacina contra o coronavírus, juntamente com os dados do ADP, estão agindo como catalisadores positivos, melhorando o sentimento dos investidores", disse Stephane Ekolo, estrategista da TFS Derivatives. Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,19%, a 6.157 pontos. Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,41%, a 12.260 pontos. Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,18%, a 4.926 pontos. Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,23%, a 19.330 pontos. Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,06%, a 7.227 pontos. Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,89%, a 4.351 pontos. Veja Mais

Petrobras elevará diesel em 6% na quinta-feira; gasolina aumentará 3%

G1 Economia É a terceira alta consecutiva no preço do diesel; gasolina sofreu o sétimo aumento. Refinaria da Petrobras em Paulínia (SP) Paulo Whitaker/Reuters A Petrobras anunciou reajuste médio de 6% para o diesel vendido em suas refinarias a partir de quinta-feira (2), enquanto a gasolina terá elevação de 3%, informou a companhia nesta quarta-feira (1º) por meio da assessoria de imprensa. O movimento é a terceira alta consecutiva no preço do diesel, combustível mais utilizado no Brasil, depois de reajustes de 7% no final de maio e de 8% em meados de junho. Para a gasolina, é o sétimo aumento seguido, em tendência vista desde o início de maio. Preços nos postos Os preços dos combustíveis nos postos voltaram a subir na semana passada, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O valor médio do litro da gasolina ao consumidor subiu 0,9%, a R$ 4,022, para o maior patamar desde 18 de abril. O preço do litro do diesel avançou 0,95% nesta semana, para R$ 3,077. Guia Prático #74: Aprenda a calcular o consumo de seu carro Já o litro do etanol teve alta de 1,04%, para R$ 2,709 o litro. Veja Mais

População ocupada na agropecuária chega ao menor nível desde 2012, diz Cepea

G1 Economia Em um ano, são 580 mil profissionais a menos no setor, ficando abaixo de 8 milhões de pessoas. Segundo pesquisadores, cenário que pode estar atrelado aos efeitos da Covid-19 na economia. Colheita café máscara coronavírus Elói Mendes Reprodução/EPTV A população ocupada na atividade agropecuária chegou ao menor nível observado para um trimestre desde 2012, de acordo com estudo divulgado nesta quarta-feira (1) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da USP. Segundo o Cepea, no período de março a maio, são 7,99 milhões de pessoas ocupadas no setor, sendo o menor número observado para um trimestre desde desde que essa avaliação começou a ser feita, em 2012. O estudo foi baseado nos números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE. “Frente ao trimestre móvel imediatamente anterior (fevereiro, março e abril), a redução foi de 2,1% ou de 173 mil pessoas (a menos). Em relação ao mesmo trimestre móvel de 2019, a queda foi de expressivos 6,8%, o equivalente a 580 mil pessoas (a menos na atividade)”, diz o Cepea. Gráfico mostra número de pessoas ocupadas na atividade agropecuária Cepea A pesquisa afirma que o cenário “deve estar atrelado” aos efeitos da pandemia da Covid-19 no setor, o que afeta também a mão de obra. Expectativa frustrada Desemprego fica em 12,9% e taxa de subutilização é de 27,5% A pesquisa diz ainda que, em relação à expectativa de ocupação no período, a queda foi de 4,4%. Ou seja, 365 mil pessoas deixaram de ser contratadas neste período. Os pesquisadores do Cepea ressaltam que é usual observar diferenças de até 200 mil pessoas entre trimestres, mas que esta foi a primeira vez que o choque ficou superior a 300 mil pessoas. Veja Mais

Economia do Chile cai 15,3% em maio, renovando mínima histórica

G1 Economia O índice de atividade econômica Imacec do Banco Central abrange cerca de 90% da economia avaliada nos números do Produto Interno Bruto. Chile atualiza número de mortos por Covid-19 para mais de 7 mil A atividade econômica do Chile caiu 15,3% em maio em relação ao mesmo mês do ano anterior, informou o banco central nesta quarta-feira (1), atingindo mais uma mínima histórica já que as medidas para conter a disseminação do coronavírus deixaram muitos sem emprego e fecharam empresas. O índice de atividade econômica Imacec do Banco Central abrange cerca de 90% da economia avaliada nos números do Produto Interno Bruto. Economia do Chile encolhe 14,1% em abril, afirma BC chileno O dado de maio segue-se a um resultado igualmente terrível de abril, quando a economia do Chile despencou 14,1%. Ambos representam as maiores quedas em base anual do índice em pelo menos 34 anos. A pandemia explodiu em grande parte da América do Sul nas últimas semanas. O Chile registrou quase 280.000 casos de coronavírus e mais de 5.500 mortes, levando as autoridades de saúde a isolar mais da metade de sua população para conter a propagação da doença. O ministro das Finanças, Ignacio Briones, considerou a queda da produção "monumental", mas disse que ainda foi melhor do que as expectativas do mercado. Uma pesquisa da Reuters previa queda de 16,6%, enquanto alguns economistas esperavam um tombo ainda mais acentuado se aproximando de 20%. Chile endurece isolamento para 8 milhões de pessoas após aumento nos casos de Covid-19 "Vamos ter uma queda muito importante, provavelmente pior que a de junho", disse Briones em uma entrevista de rádio. Até agora, o principal produtor de cobre do mundo conseguiu proteger sua produção do metal, mostraram os dados do banco. A atividade de mineração cresceu 1,2% em maio, mesmo com a produção não mineradora caindo 17%, segundo dados. "As atividades mais afetadas foram serviços e comércio e, em menor grau, manufatura e construção. Nos serviços, destacou-se a queda na educação, transporte, serviços comerciais, restaurantes e hotéis", informou o banco central em comunicado. Veja Mais

Entregadores de aplicativos fazem manifestações pelo país

G1 Economia Movimento pede aumento na remuneração e melhoria nas condições de trabalho. Associação de empresas diz estar aberta a diálogo. Entregadores ocupam a portaria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte Rodrigo Franco / TV Globo Entregadores de aplicativos fizeram protestos em cidades brasileiras nesta quarta-feira (1º). A mobilização nacional da categoria, que teve forte crescimento ao longo da pandemia do novo coronavírus, é por melhores condições de trabalho. Houve protestos no Distrito Federal e em cidades como Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG), Campinas (SP), São Paulo (SP), Piracicaba (SP), Fortaleza (CE), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Teresina (PI), Maceió (AL) e Goiânia (GO). Os manifestantes não têm uma representação sindical. No entanto, em comum, incluíram na pauta de reivindicações os seguintes itens: aumento do valor recebido por quilômetro rodado; aumento do valor mínimo de cada entrega, que é independente da distância percorrida e do tempo gasto pelo entregador; esse valor é fixado por cada empresa; fim do que os entregadores consideram bloqueios indevidos, quando eles são bloqueados dos aplicativos sem saber o motivo; auxílio pandemia (equipamentos de proteção individual - EPIs - e licença). Em nota à imprensa, as empresas que integram a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que atuam no setor de delivery, informam que desde o início da pandemia foram tomadas diversas medidas de apoio, como distribuição gratuita ou reembolso pela compra de materiais de higiene e limpeza (máscara, álcool em gel e desinfetante) e a criação de fundos para pagar auxílio financeiro a parceiros diagnosticados com Covid-19 ou em grupos de risco. Segundo a Amobitec, os entregadores cadastrados nas plataformas estão cobertos por seguro contra acidentes pessoais durante as entregas. A associação também informou estar aberta ao diálogo e que a mobilização desta quarta "não acarretará em punições ou bloqueios de qualquer natureza". Veja cidades onde houve protestos: São Paulo 1º de julho - Motoboys e entregadores protestam na Torre do Castelo, localizada na Praça 23 de Outubro, na cidade de Campinas (SP) Denny Cesare/Código19/Estadão Conteúdo Em São Paulo, até por volta de 13h, havia ocorrido protestos ao menos na capital, em Campinas e em Piracicaba. Na cidade de São Paulo, a concentração começou na região do Brooklin, Zona Sul da cidade. O ato deve ser encerrado na Ponte Estaiada, na Zona Sul. Em Campinas, manifestantes passaram pela Torre do Castelo, na Praça 23 de Outubro. Em Piracicaba, eles saíram de comboio de várias partes da cidade. Rio de Janeiro Motoboys e entregadores carregavam cartazes e faziam buzinaço na Avenida Presidente Vargas Reprodução/Redes Sociais Motoboys e entregadores de aplicativo iniciaram a manifestação no centro do Rio de Janeiro por volta das 10h30. Pouco depois das 11h, o grupo saiu do Centro e seguiu até a Zona Sul, parando nos bairros de Botafogo e Jardim Botânico. Pernambuco Em protesto, entregadores seguiram em motos pelas principais vias do Recife, nesta quarta-feira (1º), por volta das 11h Eliab Pessoa/TV Globo No Recife, manifestantes seguiram de motos e bicicletas seguiram pela Avenida Agamenon Magalhães, causando retenções no trânsito, e chegaram à Avenida Domingos Ferreira, no bairro de Boa Viagem, Zona Sul da cidade. Minas Gerais Enfileirados, motociclistas ocupam rua Rodrigues Caldas, na Região Centro-Sul de BH Rodrigo Franco / TV Globo Em Belo Horizonte, os manifestantes ocuparam vias da cidade de motocicleta e foram até a Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Ceará Fortaleza, 1º de julho, às 11h: Manifestantes reivindicam melhores condições de trabalho Isanelle Nascimento/SVM Em Fortaleza, motociclistas e ciclistas de diferentes empresas se reuniram em frente a um shopping da capital cearense. Em seguida, o grupo se dirigiu até a Praça da Imprensa, no Bairro Edson Queiroz, onde ficou concentrado. Distrito Federal Entregadores de aplicativo protestam em Brasília por melhorias na condição de trabalho PMDF/Divulgação No Distrito Federal, os manifestantes começaram o protestos por volta das 11h30 na Alameda das Bandeiras, em frente ao Congresso Nacional, e passaram por avenidas da capital federal. Piauí Entregadores por aplicativo fazem protesto em Teresina Arquivo pessoal No Piauí, os entregadores se reuniram em Teresina com o secretário estadual de Segurança Pública, Rubens Pereira, para pedir mais polícia nas ruas e garantir segurança à categoria. Nessa terça-feira (30), um assalto a um entregador no centro da capital piauiense foi registrado por câmeras de segurança, no momento em que ele fazia uma entrega. Ele teve a moto roubada. Bahia Protesto dos entregadores na Av. Tancredo Neves, em Salvador, nesta quarta-feira Arquivo pessoal Em Salvador, os manifestantes passaram por locais como Avenida Antônio Carlos Magalhães, nas proximidades de um shopping da região, e passaram pela Ligação Iguatemi x Paralela (LIP). Havia a previsão de que passassem por mais pontos da cidade, como Vila Hortência (Engomadeira), Bela Vista (Cabula) e Barra, um dos pontos turísticos da cidade. Alagoas Motoboys que fazem entrega por meio de aplicativos protestam em Maceió Carolina Sanches/TV Gazeta Em Maceió, o grupo de manifestantes percorreu, de motocicleta, diversas ruas da capital. Por volta do meio-dia, o protesto chegou à Avenida Fernandes Lima, principal via de Maceió, e bloqueou temporariamente o trânsito no sentido Tabuleiro. Sergipe Entregadores de aplicativo protestam em Aracaju nesta quarta-feira (1º) Rafael Carvalho/TV Sergipe Em Aracaju, entregadores de aplicativo se reuniram na Orla de Atalaia. Utilizando motocicletas, eles ficaram concentrados em frente aos Arcos da Orla, na Avenida Santos Dumont, por cerca de duas horas, mas foram impedidos de circular pelas ruas da capital porque, segundo a Polícia Militar e a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), a solicitação para o protesto não havia sido deferida pelos órgãos. Goiás Entregadores de delivery fazem protesto por melhorias de condições de trabalho, em Goiânia Em Goiânia, os manifestantes circularam pela Praça Cívica, passando pela Avenida T-10 e pelo Parque Vaca Brava. Veja Mais

83% das empresas precisarão de mais inovação no pós-pandemia, aponta CNI

G1 Economia Devido à pandemia, 65% das médias e grandes empresas informam que tiveram sua produção reduzida ou paralisada. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que as soluções inovadoras serão decisivas para o país enfrentar os efeitos da covid-19 sobre a saúde da população e minimizarem os prejuízos sociais e econômicos. O levantamento destaca que, em uma segunda etapa, a inovação será decisiva para acelerar a retomada da atividade e do crescimento da economia no Brasil. Entre as mais de 400 empresas ouvidas, 83% afirmam que precisarão de mais inovação para crescer ou mesmo sobreviver no mundo pós-pandemia. Os executivos das indústrias destacaram que a linha de produção é a área prioritária para receber inovações (58%), seguida pela área de vendas (19%). Na pesquisa, encomendada pela CNI ao Instituto FSB Pesquisa, 65% das médias e grandes empresas informam que tiveram sua produção reduzida ou paralisada devido à pandemia. Além disso, 69% garantem ter perdido faturamento. Para vencer essas limitações e impulsionar a cultura da inovação entre as indústrias brasileiras, a CNI anuncia nesta quarta-feira uma parceria estratégica com o SOSA, plataforma israelense com atuação global em inovação aberta, que tem centros de inovação em Tel Aviv, Nova York e Londres. Segundo a CNI, o acordo possibilitará que indústrias e startups no Brasil tenham acesso aos ecossistemas de tecnologia do SOSA, inaugurando um processo de engajamento e colaboração com as tecnologias 4.0 mais disruptivas em desenvolvimento fora do país. O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, destaca que ampliar a presença do Brasil na esfera da inovação é especialmente importante agora, no momento em que o país enfrenta a pandemia da covid-19. “Promover a inovação é crucial para fortalecermos a nossa economia. Utilizarmos a experiência de inovação em nível mundial do SOSA terá um efeito transformador para a indústria brasileira”, afirma Robson Andrade. O que já mudou Os números da pesquisa mostram ainda que, no atual cenário, mudar se tornou imperativo. Entre as empresas consultadas, 68% alteraram de alguma forma seu processo produtivo (74% nas grandes e 66% nas médias), mas só 56% dessas consideram ter inovado, de fato, após essa mudança. Entre todas as empresas pesquisadas, 39% dizem que a mudança empreendida foi uma inovação. Entre as mudanças efetuadas, a mais citada diz respeito à relação com os trabalhadores (90%), depois vêm mudanças na linha de produção (84%), nos processos de venda (82%), na gestão (75%), na logística (62%), na cadeia de fornecedores (61%) e no controle de estoques (55%). Outro dado mostra que a cultura da inovação já vem sendo praticada na maioria das empresas consultadas, entre as quais, 92% informaram que inovam. Dessas, 55% garantem que a inovação aumentou muito a produtividade — regionalmente, são as empresas do Centro-Oeste, relacionadas ao agronegócio, as que mais relatam muito ganho de produtividade (69%) em decorrência de inovações. Por outro lado, das empresas que inovam, só 37% dizem ter orçamento específico para inovação e 33% têm profissionais dedicados exclusivamente aos processos inovativos. Além disso, a falta de recursos e de pessoal qualificado para inovar foram citados pelos executivos que dizem dar importância média ou baixa à inovação. A pesquisa revelou ainda que só duas em cada dez empresas possuem programa ou estratégia de inovação aberta (30% entre as grandes empresas e 18% entre as médias). Dois terços das empresas consultadas disseram ter interesse em uma plataforma global de inovação e, dessas, 59% afirmaram que uma plataforma como essa ajudaria muito sua empresa a inovar. O Instituto FSB Pesquisa entrevistou, por telefone, entre os dias 18 e 26 de junho, executivos de 402 empresas industriais de médio e grande portes, compondo amostra proporcional em relação ao quantitativo total de empresas desses portes em todos os estados brasileiros. Dentro de cada Estado, a amostra foi controlada por porte das empresas (média e grande) e setor de atividade. Indústrias do país têm baixo investimento em inovação Veja Mais

Receita recebe 31,9 milhões de declarações

G1 Economia Órgão previa receber 32 milhões de declarações neste ano; multa para quem atrasou é de, no mínimo, R$ R$ 165,74. Imposto de renda 2020 Arte G1 A Receita Federal recebeu neste ano 31,9 milhões de declarações de Imposto de Renda - o prazo terminou às 23h59 desta terça-feira (30). A quantidade de entregas ficou um pouco abaixo do esperado pelo órgão, que previa o recebimento de 32 milhões de declarações. Quem estava obrigado a entregar o documento e perdeu o prazo, vai ter que pagar multa de, no mínimo, R$ 165,74 e, no máximo, de 20% do imposto devido. Inicialmente, o prazo final para entrega da declaração de Imposto de Renda era 30 de abril, mas por conta da pandemia provocada pelo coronavírus ele foi adiado para 30 de junho. No ano passado, a Receita recebeu 30,6 milhões de declarações. Saiba tudo sobre o Imposto de Renda Quem enviou a declaração e precisa fazer o ajuste tem até cinco anos para retificar, desde que a declaração não esteja sob procedimento de fiscalização. Só não é possível trocar a forma de tributação. Uma declaração utilizando o desconto simplificado, por exemplo, não pode ser substituída por uma que utilize deduções legais. "Para indicar que se trata se de uma declaração retificadora, deve-se responder 'Declaração Retificadora' à pergunta 'Que tipo de declaração você deseja fazer?' e informar o número do recibo da declaração a ser retificada", diz a Receita Federal. Quem é obrigado a declarar? Deve declarar o IR neste ano quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2019. O valor é o mesmo da declaração do IR do ano passado. Também devem declarar: Contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado; Quem obteve, em qualquer mês de 2019, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas; Quem teve, em 2019, receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 em atividade rural; Quem tinha, até 31 de dezembro de 2019, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil; Quem passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês do ano passado e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro de 2019; Quem optou pela isenção do imposto incidente em valor obtido na venda de imóveis residenciais cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda. Veja Mais

Cafeicultores da Costa Rica sofrem com falta de trabalhadores por Covid-19

G1 Economia Restrições de viagem podem impedir que trabalhadores provenientes do Panamá e da Nicarágua, que costumam representar dois terços da mão de obra utilizada, cheguem ao país. Agricultor nicaraguense Edifemo Bravo checa plantio de café em Santa María de Dota, Costa Rica REUTERS/Alvaro Murillo Enquanto especialistas em café de todo o mundo valorizam os grãos gourmet da Costa Rica, agricultores do país alertam que se uma escassez de mão de obra estrangeira causada pela pandemia de coronavírus não for resolvida em breve, a matéria-prima de inúmeros "lattes" e "espressos" pode simplesmente estragar. A perspectiva de uma safra abundante neste ano para o país relativamente pequeno da América Central acabou por se transformar em um panorama incerto, com crescentes temores de que a safra pode não ser colhida pelas mãos que tradicionalmente fazem esse trabalho, especialmente nicaraguenses e panamenhas. Produtores culpam as restrições a viagens impostas pelo governo para banir visitantes potencialmente infectados do Panamá, vizinho ao sul onde o vírus teve ampla disseminação, e da Nicarágua, ao norte, onde as medidas frouxas de contenção provavelmente causaram um surto muito maior que o divulgado. Trabalhadores provenientes do Panamá e da Nicarágua costumam representar dois terços da mão de obra utilizada na safra de café da Costa Rica. "Estamos extremamente preocupados. Dependemos do trabalho estrangeiro para colher nosso café, e não sabemos quando será possível contar com ele", disse Geovanny Rodriguez, produtor de Santa María de Dota, na região montanhosa de Los Santos, cerca de 64 quilômetros a sul da capital San José. Os plantios de Los Santos são responsáveis por cerca de metade da safra costarriquenha de café. O fornecimento de grãos especiais para o mercado gourmet tem uma longa história na Costa Rica, onde está a Hacienda Alsacia, da Starbucks, fazenda privada na qual a maior rede de cafés do mundo promove pesquisas sobre três variedades e práticas agrícolas. Embora as exportações de café da Costa Rica, de cerca de 1 milhão de sacas de 60 quilos, sejam uma parcela mínima das vendas globais, seus grãos de arábica de alta qualidade são um elemento básico do mercado gourmet. Isso se soma a outros problemas já enfrentados pelos agricultores, como o coronavírus, que enfraqueceu a demanda global pelo produto, resultando em uma queda nos preços. Algumas regiões do país iniciam a colheita desta temporada em agosto. O Icafé, instituto nacional do setor, estima que cerca de 74 mil trabalhadores serão necessários durante o ápice da colheita, já na reta final do ano. "Eu nunca poderia imaginar uma colheita sem as pessoas que vêm de fora do país", disse o agricultor Edifemo Bravo, apontando para um galho de árvore lotado de cerejas de café em uma área da fazenda onde trabalha. Bravo, nascido na Nicarágua, trabalha em tempo integral na mesma cooperativa de café costarriquenha há mais de uma década. Desde março, autoridades do país confirmaram mais de 3.100 casos de coronavírus, mas apenas 15 mortes, um dos índices de contágio mais baixos da América Central, onde a quantidade de infecções continua em rápida ascensão. Veja Mais

Governo prorroga por 2 meses auxílio emergencial, mas quer dividir pagamento em 4 parcelas

G1 Economia Anúncio foi feito pelo ministro Paulo Guedes (Economia). Segundo ele, primeira parcela será de R$ 500; a segunda, de R$ 100; a terceira, de R$ 300; e a quarta, de R$ 300. O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou nesta terça-feira (30) a prorrogação do auxílio emergencial, destinado a trabalhadores informais e beneficiários do Bolsa Família. Segundo Guedes, a proposta é que sejam pagas mais quatro parcelas em dois meses, que somarão R$ 600 por mês, totalizando R$ 1,2 mil. O pagamento deverá ser feito da seguinte maneira, segundo o ministro: R$ 500 no início do mês; R$ 100 no fim do mês; R$ 300 no início do mês; R$ 300 no fim do mês. O anúncio foi feito em uma cerimônia no Palácio do Planalto, da qual participaram o presidente Jair Bolsonaro, ministros do governo, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), além de parlamentares e convidados (saiba mais abaixo como foram os discursos). Na cerimônia, Bolsonaro assinou um decreto sobre a prorrogação do pagamento. Após o evento, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, disse que o cronograma de pagamento das novas parcelas ainda será divulgado. Segundo ele, o calendário está pronto, mas falta autorização do ministro Paulo Guedes para anunciar. Bolsonaro anuncia nesta terça-feira a prorrogação do auxílio emergencial Auxílio emergencial O auxílio emergencial foi criado em abril, por meio de uma lei aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada por Bolsonaro. A previsão inicial era que o auxílio fosse pago por três meses, mas a lei deu a possibilidade de prorrogação do benefício. O texto enviado pelo governo ao Congresso previa que o auxílio fosse de R$ 200, mas o texto aprovado pelo Congresso passou o valor da parcela para R$ 600. Prorrogação Na semana passada, Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo na qual disse que a "ideia" do governo era pagar mais três parcelas do auxílio (R$ 500, R$ 400 e R$ 300). No Congresso, porém, parlamentares vinham defendendo manter o valor de R$ 600 e pagar mais duas parcelas. Mais cedo, nesta terça, a colunista do G1 e da GloboNews Ana Flor informou que o governo havia decidido aceitar a proposta do Congresso e pagar mais duas parcelas, de R$ 600 cada (veja os detalhes no vídeo abaixo). Segundo o Ministério da Economia, cada parcela do auxílio custa por mês cerca de R$ 50 bilhões. Conforme Paulo Guedes, o programa já beneficiou 60 milhões de pessoas. Ana Flor: Governo vai aceitar mais duas parcelas de R$ 600 para o auxílio emergencial Discursos No discurso desta terça-feira, Paulo Guedes afirmou que o parcelamento foi pensado para fazer uma "aterrissagem inteligente" do auxílio e que o próximo passo do governo será o programa Renda Brasil, reestruturando os programas sociais já existentes. "O Bolsa Família foi a junção de dois ou três programas. Vamos fazer o mesmo. Juntar dois ou três programas e criar o Renda Brasil, Renda Cidadania. Acima desse nível que está aí", disse. Guedes afirmou ainda que os dados mostram que o "fundo do poço" da crise econômica provocada pela pandemia foi o mês de abril. Ao assinar o decreto que prorroga o auxílio emergencial, Bolsonaro afirmou que sabe que o valor de R$ 600 é "pouco", mas pode ser "muito para quem não tem nada". "Esse trabalho, esta maneira de buscar recursos no momento que a pátria necessitava é que faz com que nós nos orgulhemos de poder ajudar e dispender meios para atender a estes necessitados", disse. O presidente afirmou ainda que espera que após esses dois meses de prorrogação a economia esteja reagindo e que o país volte à realidade. “Obviamente sempre tomando cuidado com o bem maior de todos, que é a nossa vida”, disse. Análise Ouça no podcast O Assunto a análise sobre o impacto do auxílio emergencial: Initial plugin text Veja Mais

99 afirma que vai monitorar corridas e permitir que usuários gravem áudios

G1 Economia Tecnologia vai ser usada para minimizar interações inadequadas entre motoristas e passageiros, além de monitorar se houve mudanças no trajeto e no tempo da corrida. A empresa de transporte por aplicativo 99 anunciou nesta terça-feira (30) que vai fornecer aos usuários dois novos mecanismos de segurança. Uma delas é possibilidade de gravar as corridas pelo aplicativo e a outra é uma tecnologia que vai detectar anomalias no trajeto, como paradas muito longas ou viagens com tempo acima do previsto. As novidades valem para todos os usuários que usam a plataforma, que tem mais de 600 mil motoristas e 18 milhões de passageiros no Brasil. A Uber, principal concorrente da 99 no mercado de transporte por aplicativo no país, havia anunciado ferramentas semelhantes no início do ano. Uber lança ferramenta que grava conversas durante corridas A gravação de corrida pode ser utilizada tanto por passageiros como por motorista. Caso esteja sendo utilizada, o outro lado, seja passageiro ou motorista, não é notificado que está sendo gravado. Segundo a 99, "as conversas são criptografadas e armazenadas de acordo com a Política de Privacidade da plataforma e em conformidade com a legislação". Esse recurso, de acordo com a empresa, pode ser ativado pelo "kit de segurança" do aplicativo, onde estão também o compartilhamento de rota e a ligação rápida para a polícia. 99 vai permitir gravar áudios da corrida. Aplicativo também vai monitorar trajetos para detectar anomalias. Divulgação Já o monitoramento de corridas vai unir o sistema de localização GPS com inteligência artificial, para detectar mudanças de rota, paradas longas e trajetos com tempo acima do previsto. "Caso algum comportamento inadequado seja identificado, a equipe de segurança da 99 será avisada de que algo pode estar errado", disse a empresa em nota. As novidades tem como objetivo proteger usuários e motoristas de casos de assédio e tentativas de agressão. Em fevereiro, uma estudante denunciou um motorista por estupro após uma corrida em São Paulo — o tempo da corrida, na ocasião, foi maior do que 5 horas. Veja Mais

Bovespa opera em queda no último pregão do mês

G1 Economia Na véspera, Ibovespa subiu 2,03%, a 95.735 pontos. Ibovespa é o principal índice da B3, a bolsa brasileira Amanda Perobelli/Reuters O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em queda nesta terça-feira (30), mas caminha para alta acumulada de quase 10% no mês de junho. Às 10h28, o Ibovespa caía 0,53%, a 95.231 pontos. Veja mais cotações. Na véspera, o índice subiu 2,03%, a 95.735 pontos, cotação máxima do dia. Na parcial do mês, o Ibovespa acumula alta de 9,53%, mas no ano ainda registra queda de 17,21%. Cenário local e externo O mercado mantém preocupações com o risco de uma nova onda de casos de Covid-19 em meio à reabertura das economias. O recente salto no número de infectados ao redor do mundo mantém investidores em estado de alerta. No exterior, as bolsas na Ásia ainda fecharam em alta com dados melhores sobre a atividade chinesa, mas a aprovação pelo parlamento chinês da lei de segurança nacional para Hong Kong abria espaço para receios sobre aumento da tensão EUA-China. Além disso, o aumento de casos de Covid-19 continua alimentando volatilidade, enquanto dados têm respaldado as esperanças de uma recuperação econômica relativamente rápida. No Brasil, a bolsa paulista caminha para o melhor trimestre em seis anos e meio, em uma forte recuperação após o tombo nos primeiros meses do ano, quando prevaleceu a aversão a risco por causa da pandemia do novo Covid-19, destaca a Reuters. Até a véspera, o Ibovespa à vista caminhava para fechar o trimestre com elevação de mais de 30%, em movimento que teve como catalisadores a ampla liquidez global e declínio dos juros para taxas historicamente baixa no país. Variação do Ibovespa em 2020 Economia/G1 Veja Mais

Dólar opera em alta no último pregão do mês, com temores sobre nova onda de coronavírus

G1 Economia Nesta segunda-feira, moeda norte-americana recuou 0,64%, a R$ 5,4258. Notas de dólar Gary Cameron/Reuters O dólar opera em alta nesta terça-feira (30), no último pregão de junho, caminhando para alta acumulada de quase 2% no mês, diante de temores sobre uma segunda onda de Covid-19 e tensões entre Estados Unidos e China. Às 10h20, a moeda norte-americana subia 0,92%, vendida a R$ 5,4755. Veja mais cotações. Na véspera, a moeda norte-americana recuou 0,64%, a R$ 5,4258. Na parcial do mês, o avanço da moeda norte-americana é de 1,68% até segunda. No acumulado de 2020, a alta está em 35,31%. O Banco Central ofertará nesta terça-feira até 12 mil contratos de swap tradicional com vencimento em novembro de 2020 e março de 2021. Cidades em todo o país recuam sobre a decisão da abertura gradual da economia Cenário local e externo O sentimento de risco dos mercados globais piorava nesta terça-feira, com dados pessimistas de grandes economias da Europa minando as esperanças sobre uma rápida recuperação econômica global diante da crise do coronavírus, destaca a Reuters. Os números sombrios eram agravados por temores sobre uma segunda da doença, que poderia forçar a volta de lockdowns prejudiciais. O número de casos nos Estados Unidos, principalmente, "agrava as preocupações do mercado sobre o risco de as autoridades terem que voltar atrás no processo de reabertura dos negócios", disse à Reuters Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho. Ainda no radar dos investidores, o Parlamento da China sancionou uma lei de segurança nacional para Hong Kong nesta terça-feira, medida que tende a gerar resposta norte-americana, despertando incertezas sobre o futuro do acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo. Segundo Rostagno, o pessimismo compensava dados promissores da China, cuja atividade industrial cresceu a um ritmo mais forte em junho depois que o governo suspendeu restrições e ampliou o investimento. Variação do dólar em 2020 Economia G1 Veja Mais

Pandemia e crise reduzem concursos públicos; especialistas veem mais concorrência e vagas em saúde e segurança pós-Covid

G1 Economia Entre as razões apontadas por especialistas estão a própria pandemia, corte de gastos públicos e queda na arrecadação de impostos; veja áreas que devem abrir vagas. Concurso público Divulgação A pandemia de Covid-19 alterou o cenário dos concursos públicos no país. Seleções que estavam em andamento ou com datas de prova agendadas tiveram os cronogramas adiados para o segundo semestre. Já os que estavam previstos não tiveram seus editais publicados. VEJA LISTA DE CONCURSOS COM INSCRIÇÕES ABERTAS E EDITAIS PUBLICADOS Há ainda várias prefeituras cancelando concursos com editais publicados. Além disso, muitos processos seletivos abertos – a maioria nas prefeituras – têm se restringido a contratações emergenciais e temporárias em decorrência da Covid-19. E os poucos concursos federais se limitam a cargos nas áreas de segurança e saúde. Mas como ficará esse cenário após a pandemia? O G1 conversou com especialistas para explicar a situação atual e apontar qual deverá ser o futuro dos concursos no país. Me inscrevi para um concurso que foi suspenso. E agora? Crise nos concursos Segundo o professor de cursos preparatórios e de pós-graduação em Gestão Pública EAD da Fecap, Marcos Takao Ozaki, a tendência é a diminuição da abertura de novos concursos. Para ele, influenciam nesse cenário, além da pandemia, a dificuldade de estados e municípios honrarem a folha de pagamento com a diminuição da arrecadação de impostos. Fernando Bentes, mestre e doutor em Teoria do Estado e Direito Constitucional e professor-adjunto de Direito Constitucional da UFRRJ, lembra que, com a crise econômica, a receita pública de tributos caiu, mas o aparelhamento continua de pé e o Estado precisa arcar com as despesas. Com a crise fiscal e corte de gastos, concursos necessários para as áreas judiciária, fiscal, advocacia pública, segurança pública, educação, saúde e previdência foram prejudicados. “Com a pandemia, esta conjuntura se agravou mais: a economia encolheu, a arrecadação de tributos despencou e o Estado, que já estava em crise fiscal, teve que gastar mais em ações de saúde pública. Ou seja, é uma conjuntura de crise generalizada que também afeta os concursos públicos”, opina. Antônio Batist, especialista em gestão pública e empresarial, considera a pandemia como fator principal da redução dos concursos. “A maioria dos concursos suspensos nos últimos meses foi basicamente para evitar riscos de contaminação”, diz. Para ele, em relação aos impactos da redução da arrecadação tributária, os principais termômetros para a realização de concursos serão o desempenho da economia no pós-pandemia e a capacidade de organização dos governos e gestores públicos. Apesar dessa limitação, Batist ressalta que quem está aprovado dentro das vagas do edital poderá ser convocado para posse, e novos editais poderão ser divulgados, desde que não sejam para cargos novos. Batist lembra que o cenário atual é uma continuidade do que já vinha acontecendo nos últimos anos, nos quais também houve poucos concursos para cargos novos no país em virtude do corte de gastos nos governos. “Quase todos os concursos foram apenas para repor vacâncias, ou seja, para reposição em casos de aposentadoria, falecimento etc.”, afirma. Marcel Guimarães, professor do Direção Concursos e consultor legislativo do Senado Federal, concorda com Batist. Para ele, existe um cenário de instabilidade gerado pela pandemia da Covid-19, mas a tendência de redução na oferta de vagas não é algo novo, pois já vem sendo observada nos últimos anos por conta da situação fiscal ruim no país. Para Filipe Ávila, coordenador geral do AlfaCon Concursos, a suspensão de novos concursos e criação de cargos até o fim de 2021 tem provocado dúvidas para quem almeja ingressar na carreira pública. “Com isso, estudantes temem ver o edital dos sonhos ser cancelado, suspenso, adiado ou, até mesmo, nem ser lançado”, comenta. “Não se pode ignorar o fato de que a pandemia irá afetar negativamente a economia do país, trazendo reflexos para a realização de concursos e para a nomeação de servidores. Mas, a reposição de vagas é fundamental para o funcionamento da máquina pública”, avalia Guimarães. Concursos estão suspensos até fim do ano; tempo pode ser usado para intensificar estudos E o futuro? O cenário, de acordo com os especialistas, deve trazer: maior procura e concorrência menor número de vagas e de seleções foco em reposição de vagas maior oferta de vagas em segurança e saúde crescimento nas seleções relacionadas a TI e informática fortalecimento das vagas nas áreas de controle e fiscalização Segundo os especialistas, o cenário à frente deverá ser de maior procura e maior concorrência – mas não deve desanimar quem está se preparando. Para Marcos Takao Ozaki, quando a abertura de novos concursos for retomada, a maior mudança será o número menor de vagas e de seleções. "Os reajustes de salários de servidores públicos devem ficar congelados até 2021, como contrapartida à oferta de recursos financeiros pela União no combate à Covid-19. Para diminuir ou alterar salários e benefícios, os órgãos dependem de alteração em leis, o que acho mais difícil", prevê. Já Antônio Batist considera que, na retomada, a necessidade de pessoal em algumas áreas poderá ser ainda maior do que é hoje, como segurança e saúde. “A questão é o tipo e o ritmo dessa retomada. Uma área que vinha crescendo e será ainda mais relevante é TI/informática, com várias ramificações e interligações, como digitalização, home office, inteligência artificial, EAD, etc”, analisa. Marcelo Guimarães acredita na retomada dos concursos após a pandemia. Segundo ele, há a necessidade de reposição de vacâncias em diversos órgãos públicos. Guimarães explica que, em tempos de cenário econômico expansionista, a prioridade é a área de planejamento. Já quando o cenário é contracionista, é importante o fortalecimento da área de controle. E ele acredita que haverá vagas em Tribunais de Contas da União, estaduais (SP e RJ) e municipais (BA, PA e GO), além das Controladorias-Gerais e secretarias estaduais de Fazenda. Outras áreas com muitas oportunidades serão saúde e segurança pública. Para Bentes, o setor de segurança pública e as Forças Armadas devem continuar com concursos públicos normalmente, devido ao perfil político dominante nas esferas federal e estadual. “Nas outras áreas de serviços públicos, primeiro o governo federal irá mudar as bases do recrutamento, depois os recursos serão liberados gradativamente”, afirma. Após o processo de reforma administrativa, Bentes acredita que as áreas com maior carência de recrutamento federal serão a Justiça Federal, Previdência Social, Defensoria Pública da União, Advocacia-Geral da União e Receita Federal. Concursos federais Batist afirma que concursos federais têm ocorrido com foco em segurança e saúde, como o recente edital do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e de hospitais federais (Ebserh). As Forças Armadas também têm aberto seleções. O Instituto Rio Branco também anunciou que fará concurso para 25 vagas e a banca organizadora Iades já foi escolhida para preparar o edital. Marcel Guimarães diz que há previsão de publicação de editais de alguns concursos bastante cobiçados, que já estavam autorizados, mas cujo andamento acabou sendo prejudicado em virtude da pandemia, como é o caso do Senado Federal, Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério Público Federal (MPU), além do Banco de Brasil. “Também acredito que haja concurso para a Polícia Federal em breve, já que o prazo de validade do último concurso, em 2018, que possibilita a convocação de aprovados, está para acabar”, comenta. Bentes afirma que há vários concursos federais na fila por falta de pessoal nos órgãos, como é o caso do INSS, Defensoria Pública da União, Advocacia-Geral da União e Receita Federal. Concursos estaduais e municipais “Mas há muito bons motivos para esperança, principalmente para quem está estudando para carreiras policiais”, afirma Filipe Ávila. Para o especialista, os concursos continuarão acontecendo, uma vez que, historicamente, há menos servidores do que o previsto em lei. Além disso, reposições de vagas, permitidas pela nova lei, se tornarão mais frequentes, dado ao aumento do número de servidores que pedem exoneração ou aposentadoria. Batist cita que órgãos como polícias, guardas municipais e corpos de bombeiros têm comissões formadas ou processos de licitação de banca em andamento. Entre os concursos autorizados estão a Polícia Civil do Rio de Janeiro, Ceará, Pará e Distrito Federal, Polícia Militar do Amazonas, Rio de Janeiro e Pará, Corpos de Bombeiros da Paraíba e Alagoas e Guarda Civil de São Luís (MA). Marcel Guimarães ressalta que o mais comum tem sido a abertura de concursos estaduais e municipais, principalmente na área fiscal (cargos de auditor e de analista das Secretarias de Fazenda locais) e na área de controle (cargos de auditor e de analista de Tribunais de Contas e de Controladorias-Gerais). Assembleias Legislativas, Tribunais de Justiça, Defensorias Públicas e Ministérios Públicos Estaduais também têm feito concursos com alguma frequência. Dos editais abertos no momento, segundo ele, os mais cobiçados são do Tribunal de Contas do DF e do RJ. “A área de saúde também deverá ser reforçada, ainda que por meio de contratações temporárias”, afirma. Filipe Ávila lembra que a estrutura do funcionalismo na segurança pública dos estados tem muitos servidores com direito de se aposentar, além de um grande número de funcionários que pediu baixa e menos vagas preenchidas do que a administração pública prevê. “Na polícia, os servidores costumam se aposentar mais cedo, há uma alta rotatividade daqueles que passam em outros concursos e saem, além de uma grande quantidade de cargos dentro da corporação que não são preenchidos. Não há nenhuma instituição policial hoje no Brasil que tenha todas as vagas preenchidas, ou seja, as vagas de vacância precisam ser repostas frequentemente”, garante. Bentes diz que esse reforço nos quadros da segurança pública, incluindo Forças Armadas, PRF, PF, Polícia Civil e Militar, Secretarias de Administração Penitenciária, guardas municipais e bombeiros ocorre pela necessidade estatal, pela demanda da sociedade e pelo perfil político dos governantes com prioridade ao combate à criminalidade e garantia da ordem. Ele destaca que os municípios costumam fazem concursos públicos nos dois últimos anos de mandato do prefeito. “Isso se explica tanto pela proximidade das eleições, para que o concurso se transforme em meio de conquistar votos, como para a prefeitura fazer um caixa nos primeiros anos para ter condições de gastar na parte final de uma gestão. E o momento de gastos é exatamente agora, em 2020, ano de eleições municipais”, diz. Bentes explica que os editais revelam que há um represamento e, quando o concurso é autorizado, prevê vagas para dezenas de cargos diferentes, tudo ao mesmo tempo, no mesmo edital. O professor de direito constitucional destaca ainda o aumento na abertura de vagas temporárias na pandemia. “Esses concursos devem servir a uma demanda transitória, como combate à dengue no verão ou realização de censo demográfico. Em certos casos, a contratação temporária preenche uma função necessária até que seja feito um concurso para preenchimento da vaga. Infelizmente, no Brasil, o temporário ocupa vaga que deveria ser de um servidor efetivo e acaba tendo seu contrato renovado ilegalmente, por questões político-eleitorais. Agora, com a pandemia, essas situações irregulares tendem a aumentar”, alerta. Desemprego aumenta procura Guimarães considera que a procura por um cargo público tende a aumentar nesse período de crise por conta da alta taxa de desemprego no Brasil. “As pessoas tendem a buscar a estabilidade, um dos grandes atrativos do cargo público”. Para ele, a alta na busca de cursos preparatórios se deve ao fato de que os candidatos compreenderam que o estudo de longo prazo é o melhor caminho rumo à aprovação. “Não há mais espaço para quem estuda somente após a publicação do edital. Outro fato relevante é a ampliação do mercado de cursos online no Brasil. Esse formato de estudo tem ganhado muitos adeptos, principalmente agora, em tempos de pandemia”, comenta. Batist acha que a concorrência pelas vagas vai aumentar. “A pandemia prejudicou muito a economia brasileira, gerando, entre outras consequências, desemprego ou redução de renda para milhões de pessoas. Isso tende a levar a um aumento na concorrência dos concursos que, em crises econômicas, são vistos mais frequentemente como oportunidades de trabalho e renda. Com muito mais mão de obra disponível, a tendência é que a concorrência aumente”, analisa. Aprovados em concursos dão dicas para quem sonha em conquistar uma vaga Initial plugin text Veja Mais

Financiamento imobiliário cresce 8,2% em maio sobre um ano antes, diz Abecip

G1 Economia Nos primeiros cinco meses do ano, os empréstimos destinados à aquisição e à construção de imóveis avançaram 23,2%, atingindo R$ 34,1 bilhões. O financiamento imobiliário no Brasil com recursos da poupança (SBPE) atingiu R$ 7,13 bilhões em maio, o que representa uma alta de 8,2% ante mesmo mês do ano passado, informou nesta segunda-feira (29) a entidade das financiadoras do setor, Abecip. Em relação a abril, houve alta de 6,5%. Em relação a abril, financiamento com recursos da poupança cresceu 6,5% Reprodução/TV TEM "O volume financiado em maio, segundo mês completo sob isolamento social, foi praticamente igual ao de janeiro, ou seja, no período anterior à pandemia, indicando que houve, até o momento, impacto reduzido da crise do novo coronavírus sobre o crédito imobiliário com recursos do SBPE", afirmou a Abecip. Nos primeiros cinco meses do ano, os empréstimos destinados à aquisição e à construção de imóveis avançaram 23,2%, atingindo R$ 34,1 bilhões, informou a entidade. Veja Mais

Plataforma de streaming Twitch suspende conta de Trump temporariamente

G1 Economia Reddit também baniu fóruns de discussões sobre o presidente. Empresas tomaram medidas para coibir discurso de ódio. A plataforma de streaming Twitch baniu temporariamente a conta do presidente Donald Trump nesta segunda-feira (29). Segundo o site The Verge, que recebeu um comunicado da empresa, a conta do presidente foi banida depois que "conduta de ódio" foi transmitida no canal dele. Uma das streams em questão foi a retransmissão do discurso inicial da campanha de Trump, em 2015, quando ele afirmou que o México estava enviado estupradores e traficantes de drogas para os EUA. A Twitch também marcou comentários feitos pelo presidente durante seu último comício, realizado em Tulsa, no último dia 20, segundo o The Verge. Trump faz primeiro comício desde começo da pandemia em Tulsa, Oklahoma, no sábado (20) REUTERS/Leah Millis A suspensão da conta de Trump é a última de uma série de contas banidas desde que a Twitch anunciou, na semana passada, que iria banir permanentemente usuários denunciados por abuso. A ação acontece depois de uma série de denúncias feitas nos últimos dias por dezenas de mulheres, que revelaram histórias de abuso envolvendo gamers, influenciadores, empresários e outras personalidades da indústria dos jogos e dos esportes eletrônicos. Em maio, Jair Renan Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, teve sua conta suspensa da Twitch por violar políticas de conduta de ódio da plataforma. Reddit bane r/The_Donald Também nesta segunda-feira (29) a plataforma de fóruns de discussão Reddit anunciou a remoção de 2 mil comunidades que estavam violando sua política de conteúdo. Entre elas está uma conhecida comunidade de apoiadores de Trump, chamada r/The_Donald. O fórum foi removido por estar violando as regras da plataforma há anos, de acordo com o presidente do Reddit, Steve Huffman, que falou à imprensa americana. O grupo ficou popular nos EUA durante a campanha de 2016, que elegeu Trump. Esse fórum de discussão, ao contrário da conta na Twitch, não está diretamente associado ao presidente. Veja Mais

Brasil fecha 331.901 vagas de trabalho em maio

G1 Economia Dados do Caged foram divulgados pelo Ministério da Economia. No ano, o país já acumula 1,144 milhão de postos de trabalho fechados. A economia brasileira fechou 331.901 vagas de trabalho com carteira assinada em maio, informou nesta segunda-feira (29) o Ministério da Economia. Os dados de maio refletem o avanço da pandemia de covid-19, decretada em março pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O Brasil registrou a primeira morte pelo vírus no dia 17 de março. A pandemia levou governos a adotarem medidas de restrição e isolamento social para reduzir a velocidade do avanço da doença, que levou à suspensão do funcionamento de serviços considerados não essenciais, ao fechamento de boa parte do comércio e também de fábricas. Essas medidas vêm sendo relaxadas nas últimas semanas no país, apesar do ainda crescente número de casos e de mortes provocadas pelo coronavírus. Veja Mais

Imposto de Renda 2020: a um dia do fim do prazo, 4,9 milhões ainda não enviaram declaração

G1 Economia Órgão federal recebeu 27,08 milhões de declarações. Esse número representa aproximadamente 84% do volume esperado de 32 milhões de documentos. selo IR 2020 Arte/G1 A um dia do fim do prazo, quase 5 milhões de contribuintes ainda não declararam o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2020. Até as 13h desta segunda-feira (29), 27.080.873 declarações foram recebidas pelos sistemas da Receita Federal – algo em torno de 84% de um total de 32 milhões que o órgão espera receber neste ano. Em razão da pandemia de coronavírus, o prazo para a entrega da declaração foi prorrogado do dia 30 de abril para 30 de junho. A multa para o contribuinte que não fizer a declaração ou entregá-la fora do prazo será de, no mínimo, R$ 165,74. O valor máximo será correspondente a 20% do imposto devido. O vencimento das cotas também foi prorrogado. A primeira ou única cota vence no dia 30 de junho de 2020, enquanto as demais vencem no último dia útil dos meses subsequentes. SAIBA TUDO SOBRE O IR 2020 IR 2020: veja passo a passo de como fazer uma declaração simples Receita Federal libera consulta a lote de restituição com o maior valor da história A Receita recomenda que o contribuinte não deixe de entregar a declaração. Mesmo que esteja em dúvida se os dados estão corretos ou se falta algum documento, é recomendável cumprir o prazo e fazer as correções necessárias posteriormente. Quem deixar de entregar até esta terça-feira (30) está sujeito a pagamento de multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido para quem deixar de entregar até a data final. IR 2020: prazo está acabando; entregue incompleta e retifique depois Quem precisa fazer o ajuste da declaração tem até cinco anos para retificar, desde que a declaração não esteja sob procedimento de fiscalização. Só não é possível trocar a forma de tributação. Uma declaração utilizando o desconto simplificado, por exemplo, não pode ser substituída por uma que utilize deduções legais. "Para indicar que se trata se de uma declaração retificadora, deve-se responder 'Declaração Retificadora' à pergunta 'Que tipo de declaração você deseja fazer?' e informar o número do recibo da declaração a ser retificada", diz a Receita Federal. Quem é obrigado a declarar Deve declarar o IR neste ano quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2019. O valor é o mesmo da declaração do IR do ano passado. Também devem declarar: Contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado; Quem obteve, em qualquer mês de 2019, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas; Quem teve, em 2019, receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 em atividade rural; Quem tinha, até 31 de dezembro de 2019, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil; Quem passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês do ano passado e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro de 2019; Quem optou pela isenção do imposto incidente em valor obtido na venda de imóveis residenciais cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda. IR 2020: veja passo a passo de como fazer uma declaração simples Veja Mais

Airbus mira corte de milhares de empregos; presidente confirma queda de 40% na produção

G1 Economia A empresa afirmou que anunciará seus planos de cortes de pessoal até o final de julho, mas precisa informar sindicatos e governos sobre qualquer grande reformulação antes de um "período de silêncio" de duas semanas antes da divulgação dos resultados em 30 de julho. Logotipo da Airbus Reuters A Airbus está finalizando um plano de reestruturação que deve incluir milhares de demissões, e o presidente-executivo do grupo europeu de aviação afirmou nesta segunda-feira (29) que a companhia vai manter a produção 40% abaixo do previsto por dois anos. A empresa poderá definir o maior plano de reorganização da história do grupo até quarta-feira, disseram fontes sindicais antes das reuniões no início desta semana com a Airbus, que não quis comentar. A Airbus precisa agir rapidamente para compensar os prejuízos causados pela queda de cerca de 40% de seus negócios na área de aviação durante a pandemia de coronavírus, afirmaram fontes do setor. A empresa afirmou que anunciará seus planos de cortes de pessoal até o final de julho, mas precisa informar sindicatos e governos sobre qualquer grande reformulação antes de um "período de silêncio" de duas semanas antes da divulgação dos resultados em 30 de julho. O presidente-executivo, Guillaume Faury, estabeleceu um cenário sombrio quando confirmou em uma entrevista em um jornal alemão que a Airbus está se preparando para uma queda de 40% na produção de aviões por dois anos. "Nos próximos dois anos - 2020/21 - assumimos que a produção e as entregas serão 40% menores do que o planejado originalmente", disse Faury ao Die Welt. A Reuters informou em 3 de junho que a Airbus estava prevendo uma queda de 40% na produção de jatos por dois anos em relação a planos de antes da pandemia como base para qualquer reestruturação. Até agora, a empresa afirmava que estava cortando um terço da produção, em média. Fontes previram cortes em fases de 14 mil a 20 mil empregos com base na meta de produção, que leva em conta o número de funcionários necessários para montar diferentes tipos de aviões. Faury não comentou planos de reestruturação específicos, mas disse que a empresa tentará todas as alternativas para reduzir custos. "É um fato brutal, mas devemos fazê-lo. É sobre o ajuste necessário à enorme queda na produção. É sobre garantir nosso futuro", disse Faury ao jornal Die Welt. Veja Mais

Campanha de boicote à publicidade no Facebook será global, dizem organizadores

G1 Economia Ação que pressiona por medidas contra discursos de ódio tem a adesão de Unilever, Coca-Cola, Starbucks e outras empresas. Logomarca do Facebook Dado Ruvic/Reuters/Arquivo Os organizadores de uma campanha de boicote à publicidade no Facebook, que vem conseguindo apoio de um número crescente de grandes empresas, agora estão se preparando para expandir a ação globalmente de forma a aumentar a pressão sobre a empresa de mídia social para que remova discursos de ódio. A campanha "Stop Hate for Profit" começará a pedir às grandes empresas da Europa que se juntem ao boicote, disse Jim Steyer, executivo-chefe da Common Sense Media, em entrevista à Reuters no último sábado (27). Por que gigantes suspenderam publicidade nas redes sociais Desde que a campanha foi lançada neste mês, mais de 160 empresas, incluindo a Verizon e a Unilever, firmaram compromisso para parar de comprar anúncios na maior plataforma de mídia social do mundo em julho. Respondendo às demandas por mais ação, o Facebook reconheceu neste domingo que tem muito a fazer e está se unindo a grupos de direitos civis e especialistas para desenvolver mais ferramentas para combater o discurso de ódio. A empresa afirmou que seus investimentos em inteligência artificial já o permitem encontrar 90% do discurso de ódio antes que os usuários denunciem. Próximos passos A Free Press e a Common Sense, juntamente com os grupos de direitos civis dos EUA Color of Change e a Liga Antidifamação, lançaram a campanha após a morte de George Floyd, o homem negro desarmado que foi assassinado pela polícia de Minneapolis. "A próxima fronteira é a pressão global", disse Steyer, acrescentando que a campanha espera encorajar os reguladores da Europa a adotar uma postura mais rígida diante do Facebook. A Comissão Europeia anunciou neste mês novas diretrizes para as empresas de tecnologia, incluindo o Facebook, para que enviem relatórios mensais sobre como estão lidando com o fluxo de desinformação a respeito do coronavírus. A campanha global continuará à medida que os organizadores seguirem pedindo que mais empresas dos EUA participem. Jessica Gonzalez, co-diretora executiva da Free Press, disse que entrou em contato com as principais empresas de telecomunicações e mídia dos EUA para pedir adesão. Veja Mais

Ministério da Agricultura suspende exportação de frigorífico da JBS à China

G1 Economia É o segundo frigorífico brasileiro a ter a cobiçada licença retirada por causa de casos da Covid-19 entre trabalhadores. Unidade da JBS em Passo Fundo Reprodução/RBS TV O Ministério da Agricultura suspendeu nesse fim de semana a autorização para que a carne de frango produzida no abatedouro da JBS em Passo Fundo (RS) seja exportada à China. Trata-se do segundo frigorífico brasileiro a ter a cobiçada licença retirada por causa de casos da Covid-19 entre trabalhadores. No início da última semana, o abatedouro de bovinos do mato-grossense Agra também foi suspenso. Conforme o Valor apurou, a expectativa no setor é que mais abatedouros tenham a exportação à China suspensa pelo ministério nos próximos dias. No caso da JBS de Passo Fundo, a decisão da Pasta já consta no Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF). Em comum, os abatedouros suspensos tem a incidência de casos da Covid-19 entre funcionários. Com as suspensões voluntárias, o Ministério da Agricultura tenta responder às medidas de maior controle adotadas pela China nas últimas semanas para evitar uma segunda onda de covid-19. Embora não existam evidências de que os alimentos transmitam o vírus, Pequim pediu que os diferentes governos suspendam a exportação “de produtos alimentícios cujos estabelecimentos produtores tenham identificado funcionários infectados com a covid-19, em situação que crie risco de contaminação dos alimentos”, conforme mensagem enviada pelo embaixador do Brasil na China, Paulo Estivallet de Mesquita, e transmitida aos exportadores do Brasil pelo Itamaraty. Procurada pelo Valor, a JBS não respondeu até a publicação desta reportagem. No momento, a companhia não pode produzir no abatedouro de Passo Fundo porque uma decisão desta semana do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) interditou a unidade até que o grupo comprove a adoção das medidas de proteção determinadas pelos auditores do trabalho. Initial plugin text Veja Mais

Alto Tietê tem mais de 400 vagas de emprego abertas nesta segunda

G1 Economia Ofertas estão nas cidades de Guararema, Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba. Oportunidades no Alto Tietê estão disponíveis nos postos de atendimento de Guararema, Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba Heloise Hamada/G1 Mesmo com a pandemia do novo coronavírus, o Alto Tietê tem várias oportunidades de emprego. Nesta segunda-feira (29), os programas de encaminhamento registram ao e 444 vagas abertas nas cidades de Guararema, Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba. Balcão de Emprego Com a suspensão dos atendimentos presenciais, os interessados em se candidatar a uma vaga em Guararema, devem entrar em contato pelos telefones 4693-1717 e 4693-1232. No atendimento deverá ser informado o RG e o código da vaga. Confira as 31 oportunidades disponibilizadas no programa: Estágio de controle de qualidade; Ajudante de produção PCD; Ajudante civil; Empregada doméstica; Auxiliar de produção PCD; Auxiliar de limpeza PCD; Professor de libras; Professor de barbearia; Auxiliar de departamento pessoal; Conferente (temporário); Operador de empilhadeira (temporário); Secretária; Auxiliar de serviços gerais; Auxiliar de limpeza; Técnico de informática junior; Ajudante geral; Pedreiro; Motorista de transporte de passageiros; Motorista de caminhão; Carpinteiro; Caldeireiro; Meio oficial caldeireiro; Eletromecânico; Estágio em engenharia elétrica; Líder de tingimento; Auxiliar de limpeza; Soldador; Pizzaiolo; Analista pós-venda; Recepcionista; Almoxarife. Para mais informações sobre as vagas, acesse o site da Prefeitura. PAT O Posto de Atendimento ao Trabalhador de Itaquaquecetuba oferece 13 oportunidades. Os interessados podem acessar os serviços por meio do site, ou pelos aplicativos Sine Fácil e CTPS Digital. O atendimento continua sendo realizado remotamente. Mais informações são disponibilizadas pelo e-mail suporte.sd@sde.sp.gov.br. Veja as oportunidades no PAT de Itaquaquecetuba: Repositor de mercadorias (1 vaga); Polidor de metais (2 vagas); Serralheiro (1 vaga); Ajustador mecânico (1 vaga); Operador de empilhadeira (1 vaga); Confeiteiro (1 vaga); Mecânico de manutenção de máquinas-ferramenta (1 vaga); Auxiliar geral de conservação de vias permanente (5 vagas). Emprega Mogi O programa está encaminhando para 400 vagas para trabalhar na área de telemarketing em uma empresa instalada em Mogi das Cruzes. Os interessados deverão fazer um curso on-line de atendimento ao cliente com duração de 12 dias. As inscrições podem ser realizadas no endereço disponibilizado na internet. Os candidatos devem ter mais de 18 anos, ensino médio completo, conhecimento em informática e disponibilidade de horário de trabalho. De acordo com a Prefeitura, duas turmas estão sendo programadas com 250 vagas cada uma. A primeira turma iniciará nesta terça-feira (30), já a segunda começará no dia 6 de julho. Mais informações sobre o Emprega Mogi, podem ser obtidas pelo whatsapp no número 97422-4273. Currículos podem ser enviados pelo e-mail emprega.curriculo@pmmc.com.br. Suzano Mais Emprego O programa de encaminhamento ao emprego de Suzano não está com vagas disponíveis, mas a unidade realiza atendimento presencial com foco em pedidos de seguro-desemprego, conferência de cadastros e auxílio de outras dificuldades. O atendimento presencial é feito por meio de agendamento, com horários espaçados. Os interessados devem agendar pelo telefone 4745-2264 ou pelo e-mail suzanomaisemprego@gmail.com. O agendamento é feito com tempo de intervalo entre os atendimentos para higienização do guichê. No local, é necessário o uso de máscara, álcool em gel e distanciamento médio de 2 metros. Também é verificado a possibilidade da realização do serviço pela internet, antes do agendamento presencial. Veja Mais

Agência Nacional de Aviação Civil aprova edital de leilão de 22 aeroportos

G1 Economia Edital será encaminhado para avaliação do Tribunal de Contas da União. Depois da análise do TCU, passará por nova votação na Anac. Leilão está previsto para o primeiro trimestre de 2021. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou nesta quarta-feira (1) o edital do leilão da sexta rodada de concessões, que vai licitar 22 aeroportos divididos em três blocos regionais. O edital agora será encaminhado para o Tribunal de Contas da União (TCU). Depois da análise do TCU passará por nova votação na Anac. O edital aprovado não exige mais a participação de operador aeroportuário no capital social da concessionária que disputará o leilão. O documento permite que a proponente, individualmente ou representada por consórcio, possa contratar uma empresa com qualificação técnica exigida na operação aeroportuária. A mudança, prevê a Anac, permitirá ampliar o número de participantes e a concorrência dos leilões. Assim como no último leilão, um mesmo proponente poderá vencer nos três blocos desde que ofereça a melhor proposta. Os contratos terão duração de 30 anos. Recentemente, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, afirmou que o leilão dos terminais deve ocorrer no primeiro trimestre de 2021. Blocos Os blocos regionais previstos pelo edital são os seguintes: Bloco Sul: Curitiba, Foz do Iguaçu (PR), Navegantes (SC), Londrina (PR), Joinville (SC), Bacacheri (PR), Pelotas (RS), Uruguaiana (RS) e Bagé (RS) Bloco Central: Goiânia, São Luís, Teresina, Palmas, Petrolina (PE) e Imperatriz (MA) Bloco Norte: Manaus, Porto Velho, Rio Branco, Cruzeiro do Sul (AC), Tabatinga (AM), Tefé (AM) e Boa Vista. Segundo a Anac, juntos os terminais responderam por 11% dos passageiros que voaram no Brasil. Em 2019, foram 23,9 milhões de embarques e desembarques nesses aeroportos. 2019 Veja abaixo reportagem sobre o leilão de 12 aeroportos no ano passado: Governo Federal arrecada R$ 2,3 bilhões com leilão de 12 aeroportos brasileiros Veja Mais

Quarentena com afeto: empresários investem em entrega de buquê de flores e bolo em casa

G1 Economia Empresários se reinventam e fazem sucesso entregando buquês de flores e bolo caseiro na casa dos cliente. Com a crise do coronavírus, muitos empresários estão se reinventando e, muitas vezes, buscando negócios para alegrar a vida de quem está em quarentena. Flores e bolos entregues em casa têm feito sucesso. Os buquês de flores são o novo investimento das empresárias Claudia Rodrigues, Camila Whitaker e Juliana Raimo, que trabalhavam com eventos. O setor delas ficou quase destruído com a pandemia. E elas criaram o negócio que conquistou corações. “A gente teve que se reinventar, como diversos amigos nossos, de todos os setores. Então a gente viu uma oportunidade nas flores por ser uma coisa que as três amam", conta Juliana. Camila e as sócias Claudia e Juliana investiram na venda de buquês de flores durante a pandemia Reprodução TV Globo Com R$ 300, elas encomendaram flores para fornecedores conhecidos. Primeiro enviaram as flores para amigos. Depois, montaram uma lista de transmissão para enviar por um aplicativo de mensagens. Começaram vendendo seis buquês por semana e chegaram a 200 no Dia das Mães. O ateliê funciona no quintal da casa da Camila, o que reduz custos. Os buquês têm um tema por semana, o que ajuda a negociar com o fornecedor. E preço fixo, pra fidelizar o cliente: R$ 48. O cliente também pode fazer uma assinatura mensal e receber um buquê temático por semana. “As pessoas estavam querendo presentear um ao outro, presentear pessoas que não estão conseguindo ver. Então a gente viu que não só era um presente, mas era uma coisa de afeto nesse período que estamos vivendo", conta Juliana. Confira a reportagem completa: Empresárias investem em buquês de flores temáticos Bolinho do afeto As amigas Bruna Derani e Marília Lima, que moram em São Paulo, tiveram uma ideia para tornar esse isolamento um pouco mais doce: o “bolinho de afeto”. Elas começaram como uma brincadeira entre vizinhos, mas a ideia viralizou e elas começaram a fazer bolinhos de afeto para vender. “Tinha feito o bolo e no nosso prédio moram vários amigos. Falamos: vem aqui pegar um pedaço de bolo. Foi uma forma da gente ficar junto”, conta Marília. Hoje, elas vendem de 30 a 40 bolinhos por dia. Cada um sai por R$ 20. O cliente manda retirar com serviço de aplicativo. Na embalagem, as empresárias colocam uma mensagem positiva. E agora também um QR Code. O cliente aponta o celular e vê um vídeo. É para comemorar aniversários. Veja a reportagem: 'Bolinho do afeto' torna o isolamento um pouco mais doce Veja Mais

Prefeitura abre processo seletivo para contratar médicos em Vilhena, RO

G1 Economia Inscrições podem ser feitas até o dia 3 de julho, na internet. Contratos terão duração de um ano, podendo ser prorrogado. Profissionais irão atuar no serviço de segurança do trabalho e junta médica do município Prefeitura de Vilhena/Divulgação A prefeitura de Vilhena (RO), a 700 quilômetros de Porto Velho, abriu processo seletivo para contratar sete novos médicos à rede pública de saúde. Os profissionais irão atuar na Junta Médica Oficial do Município de Vilhena e no Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho. As oportunidades são para médico clínico geral, médico do trabalho, ortopedista e médico clínico geral com experiência em saúde mental. Segundo a prefeitura, as inscrições do certame foram abertas na terça-feira (30) e podem ser feitas até 3 de julho através da internet. Os novos médicos contratados terão carga carga horária de 20 horas semanais e remuneração de R$ 3.307,50, mais benefícios legalmente cabíveis (veja o edital). Ainda de acordo com edital, os sete médicos serão admitidos em caráter emergencial e temporário pelo prazo um ano, podendo ser prorrogado uma única vez. Veja Mais

JBS de Três Passos tem até sexta-feira para testar funcionários para Covid-19, determina juiz

G1 Economia Até o momento, 165 funcionários da empresa testaram positivo para coronavírus, conforme o Ministério Público do Trabalho (MPT). Um deles faleceu, aos 48 anos, na semana passada. Justiça determina que frigorífico teste todos os funcionários até sexta em Três Passos Por decisão da Justiça do Trabalho, a JBS de Três Passos, no Norte do RS, tem até a próxima sexta-feira (3) para testar todos os funcionários da unidade para o coronavírus. Em despacho publicado na última segunda-feira (29), o juiz Ivanildo Vian, negou recurso da empresa e manteve decisão anterior, tomada em junho. Caso a empresa não cumpra a determinação, o juiz estabeleceu multa diária de R$ 100 mil. Frigoríficos continuam enfrentando surtos de Covid no Brasil e preocupam a China Até o momento, 165 funcionários da empresa testaram positivo para a doença, conforme o Ministério Público do Trabalho (MPT). Um deles faleceu, aos 48 anos, na semana passada. A JBS informou que a empresa não comenta decisões judiciais, mas garantiu que a saúde dos colaboradores é prioridade desde o início da pandemia, e que contratou uma consultoria clínica especializada para traças as ações de prevenção. Todos os funcionários com sintomas gripais e os que tenham testado positivo, além daqueles que estão no grupo de risco, foram afastados. O juiz, no entanto, salientou a importância da testagem coletiva. "Simplesmente afastar os trabalhadores sem saber se estão ou não contaminados é permitir que, mesmo aqueles já contaminados, continuem a ter vida quase que normal, sem maiores cuidados de isolamento, o que poderia ensejar uma disseminação ainda maior dos alvos de contágios futuros. A certeza acerca do contágio ou não é forma eficaz para a prevenção e adoção de maiores cuidados de isolamento, seja do trabalhador, como de seus familiares", aponta na decisão. Três Passos tem 373 casos confirmados de coronavírus e três mortes. A Justiça já havia determinado testagem coletiva na JBS de Trindade do Sul. Na AgroAraçá, os trabalhadores foram testados após assinatura de termo de ajuste de conduta (TAC). Logo da JBS Paulo Whitaker/Reuters Coronavírus: infográfico mostra principais sintomas da doença Foto: Infografia/G1 Initial plugin text Veja Mais

Documento digital de veículos está disponível em todo o Brasil; impressão pode ser feita em casa

G1 Economia Todos estados e o DF já aderiram ao sistema, afirma o Ministério da Infraestrutura. Entenda como fazer a impressão do documento e acessar offline. CRLV eletrônico está disponível em todo o país, diz Ministério Divulgação A versão digital do documento do veículo está disponível em todo o Brasil a partir desta quarta-feira (1º), informou o Ministério da Infraestrutura. Com a adesão do Pará, todos estados e o Distrito Federal passam a emitir o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), como é chamado o documento, apenas em formato digital. CNH, cadeirinha, farol: veja 10 pontos da lei de trânsito que podem mudar Saiba como tirar a CNH digital O processo de implementação do documento digital para carros, motos e outros veículos começou no fim de 2018, e existem 4.083.150 CRLVs digitais no Brasil até agora. De acordo com o ministério, a emissão do documento passa a ser inteiramente online e não é necessário ir ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran) local para obter o documento digital. CRLV físico e digital Divulgação/Detran-RR Segundo a pasta, o documento físico pode ser impresso em qualquer impressora caseira, e a autenticidade da impressão seria garantida pelo QR Code presente do CRLV. A norma, no entanto, prevê que se sair do Brasil com o carro, o motorista tem que estar portando o documento impresso. Todo o território nacional deveria aderir ao sistema para disponibilização do CLRV digital até o dia 31 de julho de 2020, aponta resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Como tirar o CRLV digital e imprimir? Do mesmo modo que a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) digital, o documento digital de veículos está disponível no aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT). O CRLV digital é atualizado no aplicativo após a quitação do IPVA e do Licenciamento. Além de acessá-lo pelo aplicativo, o documento está disponível no Portal de Serviços do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e nos sites dos Detrans — de onde o usuário pode imprimir uma cópia física. Como acessar offline? Por meio do app é gerado previamente um arquivo PDF, com uma assinatura digital, e ele pode ser acessado mesmo que o usuário não tenha acesso à internet naquele momento. Motoristas já podem baixar o documento digital do carro em nove estados Veja Mais

Petrobras vê mais de 20% do quadro aderir a planos de demissão voluntária, diz CEO

G1 Economia Plano já teve a adesão de 10 mil funcionários; meta é chegar a 30 mil no longo prazo. A Petrobras registrou a adesão de cerca de 10 mil funcionários a planos de demissão voluntária, disse o presidente-executivo da companhia, Roberto Castello Branco, ao participar de uma transmissão ao vivo nesta quarta-feira (1º). O número representa cerca de 22% do quadro da companhia, que tem mais de 45 mil empregados, segundo ele. Sede da Petrobras no Rio de Janeiro Daniel Silveira/G1 Castello Branco disse ainda que a petroleira estatal tem como meta chegar a um total de cerca de 30 mil funcionários no longo prazo. Veja Mais

Programa de encaminhamento ao emprego de Guararema oferece 32 vagas nesta quarta-feira

G1 Economia Em Suzano, o Centro Unificado de Serviços volta a receber currículos dos candidatos as oportunidades de emprego. Nesta quarta-feira (1º), o Balcão de Emprego de Guararema está oferecendo 32 oportunidades. Em Suzano, o programa de encaminhamento volta nesta quarta a recolher os currículos dos interessados no Centro Unificado de Serviços. Balcão de Emprego Com os atendimentos presenciais suspensos, os interessados em se candidatar a uma das 32 vagas, devem entrar em contato pelos telefones (11) 4693–1717 e (11) 4693–1432. No atendimento deverá ser informado o RG e o código da vaga. De acordo com o programa, serão encaminhados somente candidatos que estiverem dentro das exigências. Confira as oportunidades disponíveis no Balcão de Emprego: Estágio de controle de qualidade; Ajudante de produção PCD; Ajudante civil; Empregada doméstica; Auxiliar de produção PCD; Auxiliar de limpeza PCD; Professor de libras; Professor de barbearia; Auxiliar de departamento pessoal; Conferente (temporário); Operador de empilhadeira (temporário); Secretária; Auxiliar de serviços gerais; Auxiliar de limpeza; Técnico de informática junior; Ajudante geral; Pedreiro; Motorista de transporte de passageiros; Motorista de caminhão; Carpinteiro; Caldeireiro; Meio oficial caldeireiro; Eletromecânico; Estágio em engenharia eletrônica; Líder de tingimento; Auxiliar de limpeza; Soldador; Pizzaiolo; Analista pós-venda; Recepcionista; Almoxarife. Para mais informações sobre as vagas acesse o site da Prefeitura. Suzano Mais Emprego O programa de encaminhamento de Suzano retomará o atendimento presencial no Centro Unificado de Serviços (Centrus), a partir desta quarta-feira (1). O atendimento será das 8h às 17h, apenas para entrega de currículos, que também pode ser feita pelo endereço de e-mail suzano.vagas@gmail.com. Segundo o programa, serão retomados os contatos com as empresas para captação das vagas. As empresas interessadas em divulgar, devem enviar as informações para o e-mail suzano.vagas@gmail.com. No momento, o programa não possui vagas de emprego. O Centro Unificado de Serviços fica na Avenida Paulo Portela, 210 – Centro. No Suzano Mais Emprego, as pessoas podem receber atendimento presencial com agendamento, pelo telefone 4745-2264 ou pelo e-mail suzanomaisemprego@gamil.com. O foco do trabalho tem sido seguro-desemprego, conferência de cadastros e auxílio de outras atividades. Os horários para atendimento são espaçados para ocorrer a higienização do guichê. No local, as pessoas devem usar máscaras de proteção, álcool em gel e manter o distanciamento de 2 metros. Antes de realizar o atendimento presencial, será verificado a efetuação do serviço pela internet. PAT Nos Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs)do Alto Tietê, o atendimento continua sendo realizado pela internet. Os interessados podem acessar serviços pelos aplicativos Sine Fácil e CTPS Digital. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail suporte.sd@sde.sp.gov.br. Emprega Mogi Nas três unidades do programa de encaminhamento ao emprego de Mogi das Cruzes, não há oportunidades abertas. Os atendimentos estão sendo realizados pela internet e os interessados devem encaminhar os currículos para o e-mail emprega.vagas@pmmc.com.br. Initial plugin text Veja Mais

O dilema que o auxílio emergencial criou ao governo

G1 Economia Ana Flor e Octavio Guedes analisam os impactos do auxílio emergencial no Nordeste O governo vive um dilema trazido pelo Auxílio Emergencial de R$ 600, prorrogado nesta terça-feira (30) por mais dois meses. De um lado, há o ganho político e de popularidade do governo, em especial entre as pessoas beneficiadas pela ajuda criada para quem perdeu renda durante a pandemia do novo coronavírus. Pesquisas mostram que a aprovação do governo cresceu entre o extrato da população que recebe a ajuda. No Nordeste, região do país onde Bolsonaro não teve a maioria dos votos em 2018, sua aprovação teve crescimento acima de 10%. O efeito auxílio emergencial vai além de quem recebe: comerciantes, prefeitos e até governadores reconhecem que os recursos distribuídos aos mais vulneráveis são um alívio para a iminente recessão econômica. Em abril, mês em que a ajuda começou a ser paga, integrante da equipe econômica relatava ao blog efeitos percebidos da injeção de recursos em cidades onde boa parte da população recebia Bolsa Família. De uma média de R$ 190 de benefício, os valores saltaram para R$ 600 e até R$ 1,2 mil, no caso de mães chefe de família. Uma preocupação com a inflação de alimentos já estava no radar de economistas – apesar de o Brasil registrar dois meses seguidos de deflação, o preço dos alimentos acumula alta de 3,7% no ano, segundo o IBGE. Este indicador pesa em especial para as famílias mais pobres, que tem boa parte de sua renda comprometida com alimentação. Do outro lado da moeda está a pressão populista e política pela manutenção de um auxílio tão amplo e com impacto grande nos cofres públicos. Enquanto o Bolsa Família custa R$ 30 bilhões ao ano, cada mês do auxílio emergencial tem impacto de R$ 50 bilhões ao caixa do Tesouro Nacional, segundo estimativas da Instituição Fiscal Independente do Senado. É de esperar que a oposição peça mais um ano de auxílio emergencial de R$ 600, sem dizer de onde sairiam os recursos. O problema é o populismo germinar entre integrantes do governo. Os gastos do governo, tanto o déficit que se repete há seis anos quanto os valores extras para fazer frente à pandemia em 2020, são financiados com aumento de dívida pública. A dívida vinha em trajetória de controle, mas explodiu neste ano e deve ultrapassar os 90% do PIB – percentual altíssimo para um país emergente. Se o governo começar a ter dificuldade em financiar uma dívida explosiva, aumento de juros e a volta da inflação serão consequências inevitáveis que chegarão rápido. Mais uma vez, a parcela mais pobre e vulnerável da população seria a maior penalizada. Por isso, a equipe econômica corre para negociar com o Congresso Nacional um novo plano de renda mínima, com valores maiores que os do Bolsa Família e mais abrangente. A negociação será dura, porque outros programas de benefícios terão que ser unificados. Aumentar os gastos sem tirar de outras áreas seria obrigar os brasileiros a aceitarem um aumento de impostos – o custo do Estado hoje já é de uma carga de impostos de quase 40%. A pandemia mudou as prioridades nacionais e já deixa mais de 60 mil vidas perdidas. Que ela possa ao menos levar a uma discussão séria, sem populismos, sobre como reforçar a rede de proteção às pessoas desassistidas sem jogar fora as conquistas na estabilidade econômica dos últimos anos. Veja Mais

Coronavírus: Receita prorroga suspensão de cobranças e limita atendimento presencial até 31 de julho

G1 Economia Prazos e processos administrativos ficam 'congelados' no período. Medidas foram tomadas para reduzir aglomerações e filas nas agências em meio ao coronavírus. A Secretaria da Receita Federal prorrogou até 31 de julho a suspensão de cobranças e os limites para o atendimento presencial nas unidades de todo o país. As medidas foram anunciadas por conta da pandemia do novo coronavírus e fazem parte dos esforços para evitar aglomerações e filas. As mudanças valeriam até 30 de junho. Porém, portaria publicada no "Diário Oficial da União" (DOU) desta terça-feira (30) prorrogou o prazo. "A restrição temporária do fluxo de contribuintes nas unidades de atendimento da Receita Federal visa à proteção dos contribuintes que procuram os serviços, bem como a proteção dos servidores que ali trabalham", informou o órgão. A Receita informou que ficam prorrogados até 31 de julho os prazos para: atendimento a intimações da malha fiscal da pessoa física; apresentação de contestação a notificações de lançamento, também da malha fiscal de pessoa física; despachos decisórios dos Pedidos de Restituição, Ressarcimento e Reembolso; declarações de compensação. Porém, nesta quarta-feira (1°) voltam a correr os prazos suspensos até 30 de junho de emissão eletrônica de notificação de lançamento da malha fiscal pessoa física. "Entretanto, o contribuinte não será prejudicado pois o prazo de impugnação desses atos estão suspensos até o dia 31 de julho", explicou a Receita. De acordo com o órgão, o atendimento presencial até o fim de julho só será feito com agendamento prévio, e para os seguintes serviços: Regularização de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF); cópia de documentos relativos à Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF) e à Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf) - beneficiário; parcelamentos e reparcelamentos não disponíveis na internet; procuração RFB. O protocolo de serviços também só será feito mediante agendamento, e restrito a: análise e liberação de certidão de regularidade fiscal perante a Fazenda Nacional; análise e liberação de certidão de regularidade fiscal de imóvel rural; análise e liberação de certidão para averbação de obra de construção civil; retificações de pagamento; e Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). O órgão informou que, caso o serviço procurado não esteja entre os relacionados, o interessado deverá efetuar o atendimento por meio do Centro Virtual de Atendimento (e-Cac), na página na internet. "Outros casos excepcionais serão avaliados e o Chefe da Unidade poderá autorizar o atendimento presencial", afirmou a Receita. Suspensão de prazos e procedimentos A Receita Federal informou ainda que também ficam suspensos, até o dia 31 de julho de 2020, os procedimentos administrativos: emissão eletrônica automatizada de aviso de cobrança e intimação para pagamento de tributos; procedimento de exclusão de contribuinte de parcelamento por inadimplência de parcelas; registro de pendência de regularização no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) motivado por ausência de declaração; registro de inaptidão no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) motivado por ausência de declaração. Veja Mais

Auxílio Emergencial: Caixa credita benefício a 6,9 milhões de trabalhadores nesta quarta; veja quem recebe

G1 Economia Neste grupo estão nascidos em maio e junho. Recursos serão liberados por meio da poupança social digital. A Caixa Econômica Federal (CEF) credita nesta quarta (1º) o Auxílio Emergencial a mais 6,9 milhões de beneficiários, todos fora do programa Bolsa Família. Veja quem recebe: 5,2 milhões de trabalhadores do primeiro lote (que receberam a 1ª parcela até 30 de abril), nascidos em maio e junho, recebem a terceira parcela 1,5 milhão de trabalhadores do segundo lote (que receberam a 1ª parcela entre os dias 16 e 29 de maio), nascidos em maio e junho, recebem a segunda parcela 200 mil novos aprovados, nascidos em maio e junho, recebem a primeira parcela Os recursos serão liberados em um primeiro momento por meio da poupança social digital, de maneira escalonada, conforme o mês de aniversário do trabalhador, para pagamento de contas, boletos e compras por meio do cartão de débito digital. Saques e transferências serão liberados em datas posteriores (veja ao final da reportagem os calendários de crédito e saque) Veja o calendário completo de pagamentos do auxílio emergencial de R$ 600 Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Auxílio emergencial: 3ª parcela começa a ser paga neste sábado (26) Valores pagos No total, a Caixa disponibilizará mais R$ 19,7 bilhões para 31 milhões de pessoas para pagamento da terceira parcela. Já na segunda parcela dos contemplados no lote 2 são 8,7 milhões de beneficiários (tiveram crédito da parcela 1 realizado entre 16/05 e 29/05) que receberão R$ 5,5 bilhões. No caso da primeira parcela dos aprovados dentro do lote 4, são 1,1 milhão de beneficiários que receberão cerca de R$ 700 milhões. A segunda parcela para os aprovados do terceiro lote (que receberam a primeira entre os dias 16 e 17 de junho) ainda não tem data definida. Transferências e saque em dinheiro Para quem vai fazer o saque em dinheiro, os pagamentos começam em 18 de julho e vão até 19 de setembro. O calendário inclui a terceira parcela, a segunda parcela para os aprovados no lote 2 e a primeira parcela para os aprovados do lote 4. Veja abaixo: 18 de julho – nascidos em janeiro - 3,4 milhões de pessoas 25 de julho – nascidos em fevereiro - 3,1 milhões de pessoas 1º de agosto - nascidos em março - 3,5 milhões de pessoas 8 de agosto - nascidos em abril - 3,4 milhões de pessoas 15 de agosto – nascidos em maio - 3,5 milhões de pessoas 29 de agosto – nascidos em junho - 3,4 milhões de pessoas 1º de setembro – nascidos em julho - 3,4 milhões de pessoas 8 de setembro – nascidos em agosto - 3,4 milhões de pessoas 10 de setembro – nascidos em setembro - 3,4 milhões de pessoas 12 de setembro – nascidos em outubro - 3,4 milhões de pessoas 15 de setembro – nascidos em novembro - 3,2 milhões de pessoas 19 de setembro – nascidos em dezembro - 3,3 milhões de pessoas Lote 1, parcela 3 - auxílio emergencial Economia G1 Lote 2, parcela 2 - auxílio emergencial Economia G1 parcela 1, lote 4 (novos aprovados) Economia G1 Cadastro encerra em 2 de julho O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, confirmou que o dia 2 de julho é a última data para pedir o Auxílio Emergencial. "A partir desse dia, o cadastramento estará fechado e todas as pessoas que estão em análise pela Dataprev terão uma resposta. Todas as pessoas que se cadastrarem e forem validadas receberão todas as parcelas. Mesmo que sejam aprovadas lá pro meio de julho, receberão as três parcelas", disse. Balanço Guimarães informou que 64,1 milhões de beneficiários já receberam o Auxílio Emergencial, totalizando R$ 90,8 bilhões: R$ 40,9 bilhões para inscritos no Bolsa Família, R$ 14 bilhões para inscritos no Cadúnico e R$ 35,9 bilhões para inscritos pelo app/site do auxílio. A maior parte foi paga no Nordeste (R$ 33 bilhões). Das 108,4 milhões de pessoas cadastradas no programa, 106,3 milhões de cadastros foram processados. Foram considerados elegíveis 64,1 milhões de beneficiários, outros 42,2 milhões foram considerados inelegíveis, 2 milhões estão em primeira análise e 1,3 milhão estão em reanálise. Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br. Initial plugin text Veja Mais

Empresária da periferia consegue empréstimo com fintech para reestruturar negócio

G1 Economia Startups do setor financeiro ajudam pequenos empresários a conseguirem crédito fora do sistema tradicional. Pesquisa do Sebrae mostra que 60% dos pequenos empresários tiveram solicitação de empréstimo negada. Um dos principais motivos é a burocracia. Uma alternativa para pequenos negócios que funcionam na periferia conseguirem crédito, fora do sistema tradicional, é usar as fintechs, startups do setor financeiro. A empresária Valéria Oliveira conseguiu empréstimo em uma dessas fintechs. Há sete anos, ela tem registro de MEI e montou em casa um pequeno negócio de sublimação, para estampar canecas e outros objetos. Ela também dá cursos. O faturamento que girava em torno de R$ 3 mil por mês, caiu pela metade com a pandemia. A empresária Valéria Oliveira conseguiu empréstimo com a ajuda de uma fintech Reprodução TV Globo Para manter o negócio, Valéria tentou empréstimo em bancos e não conseguiu. A fintech que Valéria procurou foi criada em 2017 por Fábio Takata e dois sócios. Com a pandemia, eles desenvolveram um fundo em parceria com uma escola de empreendedorismo da periferia e outras empresas. “O empreendedor consegue o crédito mais rápido e tem vantagem de ser tudo pela internet”, explica Takara. O fundo já captou R$ 350 mil e a expectativa é chegar a R$ 500 mil. O crédito de até R$ 3 mil é para micro e pequenos negócios da periferia. Quarenta empreendedores de seis estados já receberam o dinheiro. A taxa de juros é de 1% ao mês, abaixo das praticadas pelo mercado. O prazo de pagamento: 20 meses e carência de quatro meses para pagar a primeira parcela. “Temos análise de risco diferente de bancos tradicionais. Não levamos em consideração se pessoa tem nome negativado, levamos em consideração o questionário do perfil do empreendedor e a partir dele a gente consegue entender hábitos de consumo, nível de conhecimento dele e o hábito familiar. Daí conseguimos identificar o bom e o mau pagador”, explica Takara. Com R$ 1,3 mil que pegou emprestados da fintech, Valéria reestruturou o negócio. Investiu em equipamentos para migrar para o digital e criou um site. “Foi um atendimento atencioso e rápido. Eles souberam tratar com o pequeno empreendedor, foi o que me salvou”, afirma Valéria. “Quando a gente vê o crédito chegando ao pequeno empreendedor, e como podemos ajudar, é gratificante”, completa Takara. Confira a reportagem completa: Fintechs são alternativas para pequenos empresários conseguirem empréstimos Veja Mais

Queda na receita da indústria de máquinas desacelera em maio, diz Abimaq

G1 Economia Comparação anual ainda registra retração de 13,7% em relação ao mesmo mês de 2019. Projeção é de queda de 10% neste ano. A queda na produção da indústria brasileira O faturamento da indústria de máquinas e equipamentos teve uma retração de 13,7% em maio, na comparação com o mesmo mês de 2019, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). A receita no mês foi de R$ 9,5 bilhões. O resultado ainda é muito ruim, mas sinaliza uma desaceleração na queda do setor — em abril, a receita foi 27% menor que no ano anterior. Com pandemia, produção industrial tem tombo recorde de 18,8% em abril, diz IBGE No acumulado de janeiro a maio, a indústria teve redução de 7,7% em seu faturamento. A expectativa é que, até o fim de 2020, a taxa chegue a 10%. As exportações do setor, que já vinham em queda desde o fim do ano passado, seguem em baixa. Em maio, a retração foi de 34,7% e, no acumulado do ano, de 23,6%. As importações, que também diminuíram 30,6% em maio, seguem com saldo positivo no acumulado do ano, com uma alta de 14,6% de janeiro a maio. O setor de infraestrutura e indústria de base é o que mais ampliou suas compras de importados em 2020. Veja Mais

Produção de petróleo da Opep tem menor nível em duas décadas, diz pesquisa

G1 Economia A Opep e seus aliados fecharam acordo em abril para cortes recorde de oferta para compensar a queda na demanda decorrente da crise do coronavírus. Guarda saudita em frente às instalações da petroleira Saudi Aramco Amr Nabil/AP Photo A produção de petróleo da Opep atingiu o menor nível em duas décadas em junho, com a Arábia Saudita e outros membros do grupo no Golfo ampliando cortes de oferta, mostrou uma pesquisa da Reuters, o que levou o cartel a conseguir adesão de mais de 100% a seu pacto de redução de produção. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), formada por 13 membros, bombeou em média 22,62 milhões de barris por dia (bpd) em junho, segundo a pesquisa, com queda de 1,92 milhão de bpd ante o dado revisado de maio. Opep tem reunião com Brasil em meio a consultas a produtores "chave" de petróleo A Opep e seus aliados fecharam acordo em abril para cortes recorde de oferta para compensar a queda na demanda decorrente da crise do coronavírus. O alívio em medidas de isolamento contra o vírus e a menor oferta ajudaram a elevar os preços para acima de 40 dólares, contra uma mínima de 21 anos tocada em abril, abaixo de 16 dólares. "A demanda deve se recuperar no segundo semestre e há um consenso geral de que o grupo Opep+ atenderá expectativas e entregará um nível de cumprimento (dos cortes) elevado em junho e julho", disse Tamas Varga, da corretora PVM. Juliana: Queda do petróleo obrigou a Petrobras a ajustar o valor dos ativos Até o momento em junho, os membros da Opep entregaram 6,5 milhões de bpd dos cortes prometidos, ou 107% da meta, de acordo com a pesquisa. Em maio, o nível de cumprimento foi revisado para 77%. A produção de junho deve ser a menor da Opep desde ao menos o ano 2000, se desconsideradas mudanças na composição do grupo deste então. O maior corte foi da Arábia Saudita, que produziu 7,55 milhões de bpd em junho, quase 1 milhão abaixo de sua cota na Opep+. Foi o menor nível de produção para o reino desde 2002, segundo dados da Reuters. Emirados Árabes Unidos e Kuweit também promoveram cortes adicionais voluntários, segundo fontes que participaram da pesquisa. O Iraque reduziu exportações pelo sul e pelo norte, elevando sua adesão para 62%, enquanto a Nigéria aumentou o nível de cumprimento para 72%. Veja Mais

Governo vai aceitar pagar mais duas parcelas de R$ 600 do auxílio emergencial

G1 Economia Ana Flor: Governo vai aceitar mais duas parcelas de R$ 600 para o auxílio emergencial O governo federal decidiu aceitar a proposta do Congresso Nacional e vai estender o Auxilio Emergencial em duas parcelas de R$ 600. A informação foi confirmada ao blog por integrantes da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes. A decisão deve ser tomada na manhã desta terça-feira (30), em reunião no Palácio do Planalto. Inicialmente, o governo propôs pagar mais três parcelas de R$ 300. Depois, passou a defender um escalonamento decrescente, com parcelas de R$ 500, R$ 400 e R$ 300. Mas o Congresso não aderiu à ideia. Pelas contas da Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado, cada parcela do auxílio custa, por mês, R$ 50 bilhões aos cofres públicos. O benefício foi criado como forma de combater os efeitos da pandemia do novo coronavírus. Para pagar por mais meses parcelas de R$ 600, o governo não precisa enviar nova proposta ao Congresso. A lei que criou o auxílio deu ao governo o poder de renovar o benefício, mas apenas com parcelas iguais às iniciais, aprovadas em abril. A agenda do presidente Jair Bolsonaro traz um evento na tarde desta terça com a renovação do auxílio emergencial. Veja Mais

Desemprego sobe para 12,9% em maio e país tem tombo recorde no número de ocupados

G1 Economia País perdeu 7,8 milhões de postos de trabalho em relação ao trimestre anterior. Número de empregados com carteira assinada caiu para o menor nível da série histórica e, pela 1ª vez, menos da metade da população em idade de trabalhar está ocupada. A taxa oficial de desemprego no Brasil subiu para 12,9% no trimestre encerrado em maio, atingindo 12,7 milhões de pessoas, e com um fechamento de 7,8 milhões de postos de trabalho em relação ao trimestre anterior. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua) divulgada nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma alta de 1,2 ponto percentual na comparação com o trimestre encerrado em fevereiro (11,6%) e de 0,6 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre de 2019 (12,3%). Dessa forma, o número de pessoas na fila por um emprego teve aumento de 3% (368 mil pessoas a mais) frente ao trimestre móvel anterior (12,3 milhões de pessoas) e ficou estatisticamente estável frente a igual período de 2019 (13 milhões de pessoas). Evolução da taxa de desemprego Economia G1 Trata-se da maior taxa de desemprego desde o trimestre terminado em março de 2018, quando foi de 13,1%. E o desemprego só não tem sido maior porque muita gente simplesmente deixou de procurar trabalho em meio à pandemia de coronavírus. Além do impacto na taxa de desemprego, a crise da Covid-19 e o cenário de recessão também tiveram forte impacto na ocupação, informalidade, desalento e população subutilizada. Principais destaques da pesquisa do IBGE: País perdeu 7,8 milhões de postos de trabalho em 3 meses Dos 7,8 milhões de ocupados a menos, 5,8 milhões eram informais Queda de 2,5 milhões de empregados com carteira assinada Queda de 2,4 milhões de trabalhadores sem carteira assinada Queda de 2,1 milhões de trabalhadores por conta própria Ocupação no mercado de trabalho atingiu o menor nível histórico Pela 1ª vez, menos da metade da população em idade de trabalhar está ocupada A taxa de informalidade (37,6%) é a menor da série histórica Desalentados (quem desistiu de procurar trabalho) somaram 5,4 milhões, novo recorde População subutilizada atingiu o recorde de 30,4 milhões de pessoas População ocupada tem queda recorde A população ocupada no país teve queda recorde de 8,3% (7,8 milhões de pessoas a menos) em 3 meses e encolheu para um total de 85,9 milhões de brasileiros. Na comparação com maio do ano passado, a queda também foi recorde, de 7,5% (7 milhões de pessoas a menos). “É uma redução inédita na pesquisa e atinge principalmente os trabalhadores informais. Da queda de 7,8 milhões de pessoas ocupadas, 5,8 milhões eram informais”, afirmou a analista da pesquisa, Adriana Beringuy. “Tudo indica que, de fato, essas pessoas que perdem a ocupação não estão voltando para o mercado de trabalho na forma de procura por nova ocupação. Ou seja, sem pressionar o desemprego”, acrescentou. Pela primeira vez, menos da metade das pessoas em idade de trabalhar está ocupada. Em 3 meses, o recuo chegou a 5 pontos percentuais, atingindo 49,5% – mais baixo nível desde o início da pesquisa, em 2012. Com o encolhimento da população ocupada, a população fora da força de trabalho somou 75 milhões de pessoas, alta de 13,7% na comparação com o trimestre anterior. “Uma parte importante da população fora da força é formada por pessoas que até gostariam de trabalhar, mas que não estão conseguindo se inserir no mercado, muito provavelmente em função do cenário econômico, das dificuldades em encontrar emprego, seja devido ao isolamento social, seja porque o consumo das famílias está baixo e as empresas também não estão contratando. Então esse mês de maio aprofunda tudo aquilo que a gente estava vendo em abril”, disse Beringuy. 5,4 milhões de desalentados A população desalentada (pessoas que desistiram de procurar emprego) bateu um novo recorde, somando 5,4 milhões, com alta de 15,3% (mais 718 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e de 10,3% frente a igual período de 2019. Variação do número de trabalhadores ocupados, por posição na ocupação, na comparação com o trimestre terminado em fevereiro Economia/G1 Emprego formal e informal desabam O número de empregados com carteira de trabalho assinada caiu para 31,1 milhões, menor nível da série. O número representa um recuo de 7,5% (menos 2,5 milhões de pessoas) na comparação com o trimestre anterior e queda de 6,4% (menos 2,1 milhões de pessoas) na comparação anual. Já os sem carteira assinada totalizaram (9,2 milhões de pessoas), com uma redução de 20,8% (menos 2,4 milhões de pessoas) em relação ao trimestre anterior e de 19% na comparação anual. O número de trabalhadores por conta própria caiu para 22,4 milhões de pessoas, uma redução de 8,4% frente ao trimestre anterior e de 6,7% frente a igual período de 2019. O número de trabalhadores domésticos teve uma queda de 18,9% (menos 1,2 milhão de pessoas) em relação ao trimestre encerrado em fevereiro. O número de empregadores, por sua vez, recuou 8,5% (-377 mil pessoas) frente ao trimestre anterior. Já a população subutilizada atingiu o número recorde de 30,4 milhões de pessoas, com alta de 13,4%, (3,6 milhões de pessoas a mais), frente ao trimestre anterior e de 6,5% (1,8 milhão de pessoas a mais) na comparação interanual. A taxa composta de subutilização ficou em 27,5%, também recorde. Comércio lidera perda de vagas O único grupamento de atividade que teve aumento no número de ocupados foi o de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, que cresceu 4,6% em 3 meses. Isso significa um aumento de 748 mil pessoas no setor. O que apresentou a maior queda em relação ao número de pessoas ocupadas foi o comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-11,1%), com menos 2 milhões de empregados. Já a indústria perdeu 1,2 milhão de pessoas (-10,1%), serviços domésticos 1,2 milhão de pessoas (18,7%) e construção, 1,1 milhão (-16,4%). Informalidade em queda, mas isso não é necessariamente bom A taxa de informalidade da economia recuou para 37,6% da população ocupada, a menor desde 2016, quando o indicador passou a ser produzido, reunindo 32,3 milhões de trabalhadores. No trimestre anterior, a taxa havia sido 40,6% e no mesmo trimestre de 2019, 41,0%. Os trabalhadores informais somam os profissionais sem carteira assinada (empregados do setor privado e trabalhadores domésticos), sem CNPJ (empregadores e por conta própria) e sem remuneração. “Numericamente nós temos uma queda da informalidade, mas isso não necessariamente é um bom sinal. Significa que essas pessoas estão perdendo ocupação e não estão se inserindo em outro emprego. Estão ficando fora da força de trabalho”, afirmou a pesquisadora. Com a redução no número de trabalhadores informais, grupo que geralmente ganha remunerações menores, o rendimento médio teve aumento de 3,6%, chegando a R$ 2.460, o maior desde o início da série. Já a massa de rendimento real foi estimada em R$ 206,6 bilhões, uma queda de 5% frente ao trimestre anterior. Impactos da crise Na véspera, o Ministério da Economia divulgou que o país fechou 331.901 vagas com carteira assinada em maio, elevando a 1,487 milhão o número de postos de trabalho formais eliminados desde março. Outro levantamento divulgado na semana passada pelo IBGE mostrou que, entre os dias 3 de maio e 6 de junho, aumentou em cerca de 1,4 milhão o número de desempregados no país, a maioria no Sudeste. Em meio a um cenário de recessão e previsão de tombo do PIB (Produto Interno Bruto) em 2020, o Ibre/FGV projeta que a taxa média de desemprego em 2020 deva atingir 18,7%. Trabalhador menos qualificado será o mais atingido pelo desemprego; veja cenários para o mercado de trabalho pós-pandemia Por que Brasil já pode ter atingido 'fundo do poço' da recessão - e o que isso significa Mais de 300 mil vagas de trabalho são fechadas em maio Na véspera, dados divulgados pelo Ministério da Economia mostraram que a economia brasileira perdeu 1,1 milhão de vagas de trabalho com carteira assinada entre os meses de março e abril. Apenas em abril, foram fechados 860,5 mil postos de emprego formal, o pior resultado para um único mês em 29 anos, segundo dados do Caged. Veja Mais

Agora é assim?: Para retomada da economia, país não pode atrasar o resgate ao empreendedorismo

G1 Economia Live do G1 discutiu futuro da economia pós-pandemia. Economistas e influenciadora falaram sobre a importância do auxílio aos micro e pequenos empresários durante a crise; VEJA VÍDEO. Nath Finanças comenta a importância de ajudar o pequeno empreendedor Agora é assim? Live discute o futuro da economia após a pandemia A retomada da economia pós-pandemia do novo coronavírus tem relação direta com o apoio que será dado aos empreendedores, segundo especialistas que participaram da live "Agora é assim?", do G1, na última sexta-feira (26). Assista aqui ao papo na íntegra. Semanalmente, repórteres do G1 debatem com convidados, ao vivo, o legado que a pandemia deve deixar. Serão discutidas as mudanças no dia a dia, as novas formas de trabalho e lazer, a transformação na nossa relação com a tecnologia, entre outros temas. A live vai ao ar todas as sextas. Assista a todos os trechos da conversa sobre economia Live já discutiu mudanças na fé, na educação e nos relacionamentos; clique nos links para assistir Nesta sexta, a conversa foi sobre o futuro da economia após a pandemia. Participaram a economista e professora da Universidade Johns Hopkins, Monica de Bolle, a influenciadora Nathália Rodrigues, a Nath Finanças, e o economista, escritor e filósofo Eduardo Giannetti. O trio concorda que os programas de crédito e apoio à micro e pequena empresa no Brasil estão funcionando com dificuldades, o que pode tornar a retomada econômica muito mais lenta. "Se apoio que [o governo] dá às micro e pequenas empresas não for consistente, muitas delas desnecessariamente vão desaparecer", diz Gianetti. "Assim, cai a arrecadação tributária. O déficit público aumenta e a dúvida sobe em relação ao PIB. Quanto mais eficiente for o suporte que for dado agora, menos vai ser o estrago no tempo", explica o economista. "A arrecadação tributária se não voltar, não tem cenário que resolva." Como o G1 mostrou ao longo dos meses de maio e junho, o acesso a crédito por micro e pequenas empresas está represado por bancos e financeiras, deixando os empreendedores à própria sorte. Em caso de quebra generalizada, o impacto não será apenas no plano fiscal: a situação de desemprego em todo o país deve se acentuar com rapidez. Nathália Rodrigues lembra que micro e pequenas empresas são as maiores empregadoras do país e a criação de novas vagas de trabalho formais, portanto, depende dos pequenos negócios. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), micro e pequenos empreendimentos criaram 731 mil vagas formais em 2019. As grandes empresas fecharam 88 mil postos com carteira assinada no período. "Isso mostra o quanto as pequenas empresas têm a sua importância. Não é para desmerecê-las", diz Nathália Rodrigues. "Os pequenos negócio criaram emprego, dão resultado e transformam a realidade daquelas pessoas que moram ali, principalmente para quem mora na periferia. Isso gera renda e oportunidades", explica. A economista Monica de Bolle lembra que deixar pequenas empresas desassistidas gera uma concentração de grandes empresas dominando determinados setores da economia. São movimentos como esse que impactam a concorrência, competitividade e produtividade. "A concentração é muito pior para crescimento – para não falar, como disse a Nath muito corretamente, dos empregos –, vai afetar a capacidade de criação futura de emprego na economia", diz. Economistas analisam medidas tomadas pelo governo durante a pandemia Tem saída? Em um cenário de crédito difícil, Nathália Rodrigues conta como fez para que sua empresa sobrevivesse à crise. Como não seria diferente para uma conselheira de finanças, diz que só resistiu à crise pois fez desde o início um planejamento de caixa, sem misturar as despesas correntes com o que retira da empresa como salário e benefícios, como vale-refeição. "A principal dica é fazer o fluxo de caixa da sua empresa, saber o saldo que você tem ali, porque, se não souber, vai ficar perdido e vai ficar desesperado para negociar as suas dividas", diz. "Pode pedir empréstimo, mas depois de fazer a comparação dos juros e o que é mais vantajoso." A produtora de conteúdo recomenda ainda uma conversa com os colaboradores para abrir a situação que a empresa passa e o que o empreendedor está fazendo para tentar resolver. Em momento de crédito escasso, lembra que é importante reservar espaço nas contas para uma reserva de emergência. "Se eu não tivesse uma reserva na minha empresa, com certeza estaria quebrada", afirma. "Anote seu fluxo de caixa, mas também tente renegociar suas dívidas. Converse com outros pequenos [empresários], porque assim conseguem trocar informações e ajudar uns aos outros." . Veja Mais

Ford interrompe anúncios em redes sociais nos EUA, ampliando campanha de boicote

G1 Economia Montadora se junta a empresas como Unilever e Coca-Cola. A Ford informou nesta segunda-feira (29) que interromperá a veiculação de anúncios em todas as plataformas de mídia social nos Estados Unidos pelos próximos 30 dias. Por que gigantes suspenderam publicidade nas redes sociais A montadora se juntando a uma lista crescente de empresas que pararam de anunciar no Facebook e outras redes da empresa, em apoio a uma campanha que afirma que a companhia não faz o suficiente para impedir a publicação de discurso de ódio em sua plataforma. Fazem parte do boicote Unilever, Coca-Cola e Starbucks. A segunda maior montadora de veículos norte-americana disse que reavaliará sua presença em todas as plataformas de mídia social e acrescentou que discurso de ódio, violência e injustiça racial no conteúdo das redes sociais "precisam ser erradicados". Um porta-voz disse que a Ford está avaliando esses gastos em outras regiões também. Veja Mais

Decreto vai prorrogar programa de redução de jornada e salário, afirma secretário

G1 Economia Proposta é prorrogar suspensão de contratos de trabalho por mais dois meses e redução de jornada por mais um mês, afirmou secretário de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco. O secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, afirmou nesta segunda-feira (29) que o programa do governo que permite a redução de jornada e salário será prorrogado. De acordo com o secretário, a prorrogação será feita por meio de decreto presidencial. Segundo Bianco, a proposta é que a suspensão do contrato seja prorrogada por mais dois meses e a redução da jornada por mais um mês. Ele afirmou, no entanto, que os termos da prorrogação ainda estão em estudo. “O benefício de redução de salário e jornada vai ser prorrogado e vai vir por meio de decreto presidencial”, disse Bianco durante entrevista coletiva de anúncio dos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Para tentar evitar uma perda maior de empregos, o governo federal publicou em abril uma medida provisória que autorizou a redução da jornada de trabalho com corte de salário de até 70% em um período de até três meses. A MP também permitiu a suspensão do contrato de trabalho por dois meses. O Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda prevê que o trabalhador permanecerá empregado durante o tempo de vigência dos acordos e pelo mesmo período depois que o acordo acabar. Os números do Ministério da Economia mostram que, até a última sexta-feira (26), mais de 11,6 milhões de trabalhadores estavam no programa. O secretário afirmou que as empresas que optaram pela suspensão do contrato de trabalho e estão com o prazo prestes a se encerrar podem fazer um novo acordo com os trabalhadores para usar mais um mês de redução de contrato, até que o programa seja prorrogado. “Aquelas que estão com os contratos de suspensão se encerrando ainda têm um mês remanescente de redução de jornada a ser utilizada. No entanto, ainda teremos nos próximos dias o decreto de prorrogação”, explicou. A prorrogação do programa manterá a exigência de garantia de emprego pelo tempo de uso da medida. Assim, se a empresa usar o programa por três meses, o trabalhador que teve a jornada e o salário reduzido terá a garantia de manutenção do emprego por três meses. Câmara aprova MP que permite redução de jornada e salário para evitar demissões Ao comentar os números do Caged, o secretário Bianco afirmou que os números de maio mostram uma reação do mercado de trabalho e que podem ser comemorados. Os números do ministério também apontam queda de 31,9% nas demissões em maio, na comparação com abril deste ano. “É bom que se repita que qualquer emprego perdido não pode ser tido como algo positivo. Trabalhamos diariamente para que não tenha nenhum emprego a menos. No entanto, temos que deixar claro esse fator que nos parece auspicioso, que nos dá esperança, que é a reação clara do mercado de trabalho nesse mês de maio em comparação com o mês de abril”, afirmou. Veja Mais

Macron reforça agenda ambiental e diz que negociações com Mercosul estão interrompidas

G1 Economia País tem se oposto ao acordo entre UE e Mercosul por questões ambientais; no domingo, eleição municipal foi marcada por 'onda verde'. O presidente da França, Emanuel Macron, reforçou nesta segunda-feira (29) a agenda ambiental do seu governo e reiterou que as negociações com o Mercosul estão interrompidas. Emmanuel Macron, da França, durante conferência em Munique, em 15 de fevereiro de 2020 Andreas Gebert/Reuters A França tem se oposto ao acordo entre Mercosul e União Europeia – assinado em junho do ano passado - por causa das questões ambientais, como a não efetiva implementação do Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas, que inclui, entre outros assuntos, combater o desmatamento e a redução da emissão de gases do efeito estufa. O governo brasileiro tem sido o principal alvo de reclamação dos franceses. “Parei completamente as negociações (com o Mercosul) e os últimos relatórios que nos foram submetidos me asseguram da minha decisão", disse Macron. Nesta segunda, o presidente francês prometeu injetar 15 bilhões de euro em políticas ambientais, um dia depois de o país ver o crescimento dos Verdes na eleição municipal. Acordo entre Mercosul e União Europeia: o que prevê o texto O que o acordo comercial UE-Mercosul diz sobre meio ambiente Para o acordo entre os dois blocos entrar em vigor, ele tem de ser aprovado pelo parlamento de todos os países. A questão climática tem aumentado a resistência de países europeus em relação ao acordo com o Mercosul. Neste mês, cinco Organizações Não-Governamentais pediram à Defensora Pública Europeia, Emily O'Reilly, que suspenda o processo de ratificação do acordo entre a UE e o Mercosul, considerando que Bruxelas não levou em consideração o impacto ambiental do acordo. Veja Mais

Amazon pagará bônus de US$ 500 milhões a funcionários da linha de frente

G1 Economia Segundo a empresa, funcionários e parceiros que trabalharam na companhia até junho receberão bônus que variam de US$ 150 a US$ 3 mil. A Amazon anunciou nesta segunda-feira (29) que gastará US$ 500 milhões em bônus único a seus funcionários e parceiros que trabalham na linha de frente da crise do coronavírus. Funcionários e parceiros que estiveram na empresa de comércio eletrônico até junho receberão bônus que variam de US$ 150 a US$ 3 mil, informou a empresa em publicação em seu blog. Amazon proíbe uso de sua tecnologia de reconhecimento facial pela polícia por um ano Amazon vai gastar US$ 500 milhões em bônus Pascal Rossignol/Reuters A maior varejista online do mundo, que entrega cerca de 10 bilhões de itens por ano, vem enfrentando um intenso questionamento de parlamentares e sindicatos dos EUA sobre se está fazendo o suficiente para proteger seus funcionários da pandemia de Covid-19. Mais cedo, funcionários de seis instalações da Amazon na Alemanha decidiram entrar em greve como um protesto por mais segurança, depois que alguns funcionários de centros de logística testaram positivo para coronavírus, disse o sindicato Verdi no domingo. Veja Mais

Resistência a acordo com Mercosul cresce na União Europeia

G1 Economia A Alemanha é a grande defensora europeia do livre-comércio com sul-americanos. Sua indústria economizaria bilhões ao ano. O país assume agora a presidência do bloco. Mas isso pode não bastar para selar de vez o pacto. A Alemanha assume no próximo dia 1º de julho a presidência semestral do Conselho da União Europeia. E associações civis dão sinais de que vão aumentar a pressão contra um acordo comercial com o Mercosul, do qual o país da chanceler federal Angela Merkel é um dos maiores defensores. Na semana passada, cinco organizações ambientais e de direitos humanos europeias apresentaram um pedido ao ombudsman da União Europeia (UE) para que o processo de ratificação do acordo fosse interrompido. Além disso, mais de 60 ONGs chamaram a um protesto diante da sede do governo em Berlim para esta segunda-feira (29/06). A Alemanha não esconde que quer, o mais rápido possível, um acordo comercial com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Merkel tornou isso público em várias ocasiões. O Ministério do Exterior em Berlim espera que o entendimento alcançado em 2019 possa progredir logo para a ratificação. Acordo entre Mercosul e União Europeia: o que prevê o texto O que o acordo comercial UE-Mercosul diz sobre meio ambiente Segundo o Ministério do Exterior alemão, os países do Mercosul são um importante parceiro econômico e geopolítico da UE. E os alemães definitivamente querem fortalecer essa aliança. Mas o acordo precisa ainda ser aprovado por todos os 27 países-membros da UE e no Parlamento Europeu. E as chances de que isso aconteça parecem ser reduzidas no momento. Três parlamentos na Europa (Áustria, Holanda e o da região da Valônia, na Bélgica) já anunciaram que não darão seu aval ao acordo. Os argumentos para a rejeição são os mesmos que os das organizações não governamentais – e o Brasil sob o governo Jair Bolsonaro é ponto central da resistência. Um ponto de crítica é a proteção ambiental e, especificamente, da Amazônia, que não teria sido suficientemente levada em conta no tratado. Não há mecanismos de sanção, por exemplo, se o Brasil não fizer nada sobre o aumento dos incêndios amazônicos ou permitir que as empresas mineradoras destruam reservas indígenas. Os ataques ao Estado de direito, aos direitos humanos e à democracia sob o governo brasileiro atual também são argumentos na Europa contra o acordo. Outro ponto é que consumidores e agricultores na Europa estão incomodados com as cotas mais altas estipuladas no acordo para importações agrícolas da América do Sul. Padrões menos rígidos para o uso de produtos químicos em plantações e a destruição de áreas naturais por grandes agricultores são os principais argumentos. Os lobbies agrícolas também estão por trás disso. França, Irlanda e Valônia temem que seus próprios agricultores sofram perdas se os agricultores sul-americanos puderem exportar para a Europa sem tarifas. Os criadores de gado, em particular, estão exercendo pressão forte para impedir o acordo, sabendo do potencial sul-americano no setor. Há uma grande preocupação na indústria europeia de que o acordo desmoronará como o tratado TTIP planejado com os EUA. Com 780 milhões de consumidores, ele criaria o maior mercado do mundo, englobando cerca de um quarto da produção econômica mundial. O acordo com o Mercosul é o mais significativo do ponto de vista econômico que a UE já concluiu. Um mercado de 260 milhões de consumidores se abrirá para as empresas europeias na América do Sul. A indústria alemã seria especialmente beneficiada se as exportações para os países do Mercosul fossem facilitadas. As tarifas de importação até então elevadas sobre carros, máquinas ou produtos químicos, por exemplo, seriam gradualmente abolidas. Só isso geraria uma economia às empresas de cerca de 4 bilhões de euros por ano. A UE poderia reagir à resistência de seus países-membros com acordos adicionais fora do tratado propriamente dito. No acordo Ceta com o Canadá, por exemplo, questões importantes de interpretação foram registradas em uma declaração política separada em 2016. Este poderia se tornar o modelo para o acordo do Mercosul. Parlamento holandês rejeita acordo de livre comércio do Mercosul com a UE Mas, por outro lado, o tempo está se esgotando: o extenso acordo comercial está atualmente sendo aperfeiçoado legalmente e traduzido para todos os idiomas oficiais da UE. Entre o final deste ano e meados de 2021, o tratado poderia ser levado à votação. Mas é questionável que a UE seja capaz de ter espaço para isso, levando em conta que também precisa concluir de vez o Brexit. E mesmo na América do Sul, a euforia inicial deu lugar a uma nova sobriedade: sob o governo de centro-esquerda de Alberto Fernández, a Argentina está introduzindo controles de preço, câmbio, comércio e capital que são diametralmente opostos ao livre-comércio. O Brasil, por sua vez, anunciou que não se orientará pelo ritmo de parceiros mais lentos e que poderá aplicar um modelo de ratificação flexível, se necessário. De acordo com este modelo, os quatro membros do Mercosul poderiam implementar o acordo em diferentes velocidades. O Ministro da Economia brasileiro, Paulo Guedes, vê o acordo como um catalisador para reformas na economia brasileira. O Brasil espera mais do que duplicar suas exportações para a Europa, para um total de 100 bilhões de dólares, até 2035. Sem o livre-comércio, isso não poderá ser alcançado. Veja Mais

Dólar abre a semana em queda, mas segue negociado acima de R$ 5,40

G1 Economia Mercado piora previsão para o PIB de 2020 e vê novo corte nos juros. Na sexta-feira, a moeda norte-americana fechou a R$ 5,4609, acumulando alta de 2,7% na semana. Notas de dólar Gary Cameron/Reuters O dólar opera em queda nesta segunda-feira (29), após fortes ganhos na semana passada, acompanhando o movimento de queda da divisa norte-americana no exterior e refletindo o fim de semana calmo para a política brasileira, mas continuava sendo negociado acima do patamar de R$ 5,40. Às 10h43, a moeda norte-americana caía 0,33%, a R$ 5,4431. Veja mais cotações. Na sexta-feira, o dólar fechou em alta de 2,34%, a R$ 5,4609, acumulando alta de 2,7% na semana. Foi a terceira semana consecutiva de ganhos frente ao real, depois de chegar a cair abaixo de R$ 5 no início do mês. Na parcial do mês, o avanço é de 2,77%. No acumulado de 2020, a alta está em 36,77%. Nesta segunda-feira, o Banco Central fará leilão para rolagem de até 12 mil contratos de swap tradicional com vencimento em novembro de 2020 e março de 2021, destaca a Reuters. Cidades em todo o país recuam sobre a decisão da abertura gradual da economia Cenário local e externo Lá fora, prevalece a cautela nos mercados à medida que os investidores evitam apostas mais arriscadas em meio ao ressurgimento dos casos de Covid-19 nos Estados Unidos e em outros países. Dados divulgados nesta segunda-feira, porém, mostram que a recuperação da confiança econômica na zona do euro se intensificou em junho após retomada modesta em maio, com melhora em todos os setores. A confiança geral subiu a 75,7 pontos em junho de 67,5 em maio, ainda aquém das expectativas do mercado de 80,0 e bem abaixo da média de 100 desde 2000. Na cena doméstica, os economistas do mercado financeiro voltaram a piorar as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020. A projeção passou de uma retração de 6,50% para 6,54%, segundo o boletim "Focus" do Banco Central. . Os analistas também passaram a prever um novo corte na taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 2,25% ao ano. A nova estimativa é de que a taxa encerre o ano em 2%. Além da maior incerteza econômica e temores de uma segunda onda global de contágio por coronavírus, a redução da Selic a mínimas históricas é apontada por analistas como fator de impulso para o dólar, uma vez que torna rendimentos locais atrelados aos juros básicos menos atraentes. Variação do dólar em 2020 Economia G1 Veja Mais

Por que gigantes como Starbucks, Coca-Cola, Unilever e Diageo suspenderam publicidade nas redes sociais

G1 Economia Empresas estão se engajando com campanhas que pedem medidas mais drásticas contra disseminação de discursos de ódio. Logo da rede de cafeterias Starbucks Reuters Gigantes como Starbucks, Coca-Cola, Diageo e Unilever anunciaram que pretendem suspender suas propagandas em algumas plataformas de mídia social como protesto contra a falta de ação contra "discurso de ódio" nessas redes. "Nós acreditamos em unir as comunidades, tanto pessoalmente como online", afirma a Starbucks em um comunicado. A empresa disse que pretende continuar publicando material nas redes sociais, mas sem promovê-lo de forma paga. A marca disse que pretende "manter discussões internamente e com seus parceiros de mídia e organizações de direitos civis para pôr fim à disseminação do discurso de ódio". Outras multinacionais já haviam anunciado medidas semelhantes recentemente. A Coca-Cola vem pedindo "maior responsabilização" das empresas de mídia social. A Coca-Cola anunciou que vai interromper sua publicidade em todas as plataformas de mídia social em todo o mundo. Já a Unilever, dona de diversas marcas de comida e higiene, disse que reduzirá pela metade sua publicidade no Twitter, Facebook e Instagram até "pelo menos" o resto de 2020. Os anúncios das empresas foram feitos depois de o Facebook ter tomado a polêmica decisão de moderar o conteúdo postado na sua plataforma. Muitos acreditam que a medida é insuficiente para combater a disseminação dos discursos de ódio na rede. Na sexta-feira, o Facebook anunciou que começaria a rotular publicações com potencial de causar dano ou desinformação. O fundador da empresa, Mark Zuckerberg, também disse que vai proibir anúncios que digam que "pessoas de raças, etnias, nacionalidades, religiões, castas, orientações sexuais, identidades sexuais ou status de imigração específicos" são uma ameaça aos demais. Os organizadores da campanha #StopHateforProfit (Dê um Basta no Ódio por Lucro), que vem acusando o Facebook de não agir contra discursos de ódio e desinformação, disseram que "uma pequena quantidade de pequenas mudanças" não vai "nem causar um arranhão no problema". Mais de 150 empresas já se juntaram à campanha #StopHateforProfit até agora. A Starbucks e a Coca-Cola disseram que, apesar de suspender propaganda em redes, não estavam aderindo oficialmente à campanha. Zuckerberg perde R$ 39 bilhões com Coca-Cola e Unilever fora do Facebook Mark Zuckerberg, presidente do Facebook Mark Lennihan/AP Photo A campanha pede que Zuckerberg crie uma infraestrutura permanente de direitos civis dentro do Facebook, submeta conteúdo a auditorias independentes, procure e remova grupos públicos e privados que publicam conteúdos de ódio e desinformação e crie equipes especializadas em revisão de reclamações. Um dos organizadores da campanha disse à agência de notícias Reuters que empresas europeias também serão convidadas a participar do boicote. "A próxima fronteira é a pressão global", disse Jim Steyer, executivo da organização sem fins lucrativos Common Sense Media. Ele também quer que órgãos de regulação da Europa tomem medidas contra as empresas de mídia social. Em junho, a Comissão Europeia anunciou novas medidas, obrigando empresas a enviar relatórios mensais sobre como estão lidando com a desinformação em torno do coronavírus. No ano passado, o Facebook anunciou um aumento de 27% em receitas de publicidade, na comparação com o ano anterior. Veja Mais

Imposto de Renda 2020: prazo está acabando; entregue incompleta e retifique depois

G1 Economia Mesmo que o contribuinte esteja em dúvida se os dados estão corretos ou se falta algum documento, é recomendável cumprir o prazo e fazer as correções necessárias posteriormente. selo IR 2020 Arte/G1 A entrega das declarações do Imposto de Renda 2020 está na reta final, com prazo final nesta terça-feira (30). E mesmo que o contribuinte esteja em dúvida se os dados estão corretos ou se falta algum documento, é recomendável cumprir o prazo e fazer as correções necessárias posteriormente. Clique aqui para fazer o download do programa SAIBA TUDO SOBRE O IMPOSTO DE RENDA 2020 A Receita Federal estipula pagamento de multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido para quem deixar de entregar até adata final. Quem precisa fazer o ajuste da declaração tem até cinco anos para retificar, desde que a declaração não esteja sob procedimento de fiscalização. Só não é possível trocar a forma de tributação. Uma declaração utilizando o desconto simplificado, por exemplo, não pode ser substituída por uma que utilize deduções legais. "Para indicar que se trata se de uma declaração retificadora, deve-se responder 'Declaração Retificadora' à pergunta 'Que tipo de declaração você deseja fazer?' e informar o número do recibo da declaração a ser retificada", diz a Receita Federal. Receita Federal libera consulta a lote de restituição com o maior valor da história Quem deve declarar A declaração do Imposto de Renda é obrigatória para quem: Recebeu rendimentos tributáveis com soma superior a R$ 28.559,70. Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados na fonte com soma maior que R$ 40 mil. Obteve ganho de capital na alienação de bens ou direitos, operações em bolsa de valores, de mercadorias, de futuros ou semelhantes. Obteve ganho de capital e optou por isenção do imposto sobre a renda auferida da venda de imóveis residenciais e o produto da venda seja destinado a compra de imóvel no país. Passou a ter posse de bens e propriedades que somem mais que R$ 300 mil. Obteve receita bruta de atividade rural superior a R$ 142.798,50 ou pretenda compensar prejuízos de anos anteriores em 2019. Passou a ser residente do Brasil em qualquer momento de 2019. Estão dispensados de apresentação da declaração pessoas físicas que não se enquadrem em nenhuma das hipóteses de obrigatoriedade, que seja dependente em declaração apresentada por outra pessoa física, ou quando bens comuns forem declarados pelo cônjuge ou companheiro, contanto que somem menos de R$ 300 mil. Veja Mais

Facebook se reúne com anunciantes em meio a boicotes na plataforma

G1 Economia Segundo agência Reuters, reunião com executivos não foi o suficiente para dissuadir anunciantes de participar de boicote à rede social. Sede do Facebook, na Califórnia Thiago Lavado/G1 Anúncios de mais de 400 marcas, incluindo Coca-Cola e Starbucks devem desaparecer do Facebook nesta quarta-feira (1°), após o fracasso das negociações de última hora para impedir um boicote ao discurso de ódio na rede social. Gurovitz: O cerco a Google e Facebook Grupos de direitos civis dos EUA mobilizaram as multinacionais para ajudar a pressionar a gigante de mídia social a tomar medidas concretas para barrar o discurso de ódio após a morte de George Floyd e em meio a um debate nacional sobre racismo. Colgate, Best Buy, Hershey e Puma engrossam lista de boicote ao Facebook Veja empresas que pausaram anúncios em redes sociais Executivos do Facebook, incluindo Carolyn Everson, vice-presidente de soluções globais de negócios, e Neil Potts, diretor de políticas públicas, realizaram pelo menos duas reuniões com anunciantes na terça-feira (30), véspera do boicote programado para durar um mês, disseram três fontes que participaram das conversas à Reuters. Mas, segundo as fontes, os executivos não deram detalhes sobre como abordariam a polêmica de discurso de ódio, levantado pela campanha "Stop Hate for Profit"("Dê um Basta no Ódio por Lucro", em tradução livre). De acordo com a Reuters, em vez disso, eles apontaram para comunicados de imprensa recentes, frustrando os anunciantes, que acreditam que esses planos não são o suficiente. "[O Facebook] simplesmente não está se mexendo", disse um executivo de uma grande agência de publicidade sobre as conversas. O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, concordou em se reunir com os organizadores do boicote, disse um porta-voz da empresa. "Regularmente nos reunimos, escutamos e aprendemos com líderes e organizações de direitos civis. Na semana passada, procuramos as organizações NAACP, ADL e Color of Change, e oferecemos um encontro com nossos vice-presidentes de operações e de produto, pois elas fizeram pedidos específicos relacionados aos nossos produtos." "As organizações pediram para que Mark estivesse no encontro, e confirmamos que ele poderá participar. Aguardamos agora um retorno das organizações para continuarmos este diálogo", disse o Facebook em nota. O Facebook afirmou que se submeteria a uma auditoria sobre seus controles contra conteúdo de incitação ao ódio, anunciando planos para colocar alertas em conteúdo que viola suas políticas, seguindo práticas semelhantes em outras plataformas de mídia social, como o Twitter. Um representante de uma agência de publicidade digital que participou das negociações de terça disse que os executivos do Facebook se referiram repetidamente à auditoria, sem oferecer concessões adicionais. Os executivos do Facebook entraram em contato com membros de conselho de administração e diretores de marketing dos principais anunciantes para convencê-los a não participar do boicote, disseram à Reuters duas pessoas informadas sobre as discussões. Para o Facebook, é improvável que o boicote tenha um grande impacto financeiro. As 100 principais marcas no Facebook em 2019 provavelmente geraram apenas 6% da receita anual total de US$ 70 bilhões da empresa, de acordo com nota da Morningstar citando dados da Pathmatics, que faz a mensuração dos tipos de publicidade na plataforma. A rede social disse no ano passado que seus 100 principais anunciantes representavam menos de 20% da receita total de anúncios. Zuckerberg perde R$ 39 bilhões com Coca-Cola e Unilever fora do Facebook As notícias do boicote causaram uma perda US$ 56 bilhões do valor de mercado do Facebook, após uma queda de 8% em suas ações na sexta-feira. Mas as ações se recuperaram 3% na terça e fecharam em alta de 4,6% nesta quarta. Veja Mais

Sony anuncia recompensas de até US$ 50 mil para falhas no PlayStation e na PlayStation Network

G1 Economia Antes, fabricante japonesa oferecia agradecimentos e uma camiseta. PlayStation 4 Pro é mais potente que o modelo convencional e consegue rodar games em resolução 4K, segundo a Sony Divulgação / Sony A Sony anunciou uma expansão do seu programa de recompensa para pesquisadores de segurança que encontram e comunicam falhas de segurança na linha de produtos e serviços do PlayStation. De agora em diante, qualquer especialista pode comunicar falhas na plataforma de "bug bounty" hackerOne e receber entre US$ 100 e US$ 50 mil (R$ 530 a R$ 265 mil). Segundo uma publicação no blog oficial do PlayStation, o programa de recompensas em dinheiro já estava funcionando de forma particular, com ofertas pagas diretamente aos pesquisadores. A novidade é a expansão desse programa de incentivos financeiros para a plataforma hackerOne, um site que agrega programas de recompensas mantidos por várias empresas. O objetivo dos programas de recompensas (ou "bug bounty") é atrair a atenção de especialistas independentes, que vão analisar os produtos e serviços para caçar falhas de segurança. Os erros podem então ser corrigidos antes que criminosos tenham a oportunidade de realizar ataques. A Sony está oferecendo valores maiores para vulnerabilidades identificadas no próprio console PlayStation 4. Brechas no console poderiam ser usadas para a pirataria, para viabilizar trapaças em jogos on-line e para executar programas caseiros ("homebrews"). O valor do pagamento levará em conta a gravidade da falha relatada. As falhas mais graves são as "críticas", que valem no mínimo US$ 3 mil na PlayStation Network ou US$ 50 mil no PlayStation 4. Como é normal nesses programas, a Sony será a única responsável por definir a gravidade e o valor final a ser pago pelo relato. Segundo a empresa, os valores da tabela são os valores mínimos. Não foi divulgado um valor máximo. Microsoft e Nintendo já oferecem recompensas A Sony é a última das três grandes fabricantes de consoles a oferecer recompensas em dinheiro para falhas em sua linha de produtos e serviços de jogos eletrônicos. A Microsoft, que oferece recompensas em "bug bounty" desde 2013, anunciou um programa para o Xbox no início de 2020. A Nintendo, porém, não oferece recompensas por falhas em seu serviço on-line. A companhia tem apenas interesse em vulnerabilidades no Nintendo Switch. O 3DS, a linha anterior de portáteis da fabricante, foi recentemente excluído do programa. Anteriormente, a Sony não oferecia recompensas em dinheiro no hackerOne. Quem relatasse falhas válidas nos produtos da linha PlayStation receberia apenas um agradecimento público na página da empresa na plataforma e uma camiseta. Com os novos valores, a Sony parece ter ofertas competitivas para atrair a atenção de especialistas. O valor de US$ 50 mil para falhas críticas, por exemplo, é superior aos US$ 20 mil oferecidos pela Nintendo e pela Microsoft. Como cada fabricante arbitra todos os pagamentos, os valores reais e a reputação do programa entre os caçadores de falhas vão depender de como ele funciona na prática. Consoles de videogame normalmente saem de fábrica com uma configuração que impede o uso de qualquer software não autorizado pela fabricante. A violação desse mecanismo normalmente só é possível com a existência de uma vulnerabilidade. Corrigindo essas falhas preventivamente, as fabricantes de console têm mais chances de reduzir a pirataria em sua plataforma. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Veja Mais

Imposto de Renda 2020: Mais de 2,06 milhões de contribuintes do Paraná enviaram declarações no prazo, diz Receita

G1 Economia Segundo a Superintendência Regional da Receita Federal, expectativa era de receber 2,07 milhões de declarações no estado; 7,8 mil paranaenses não declararam até a data limite. Mais de 2,06 milhões de contribuintes do Paraná enviaram declarações no prazo, segundo a Receita Federal Marcello Casal Jr/Agência Brasil A Superintendência Regional da Receita Federal informou, nesta quarta-feira (1º), que 2.062.141 contribuintes do Paraná enviaram as declarações de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2020, dentro do prazo. O período limite para enviar as declarações se encerrou na terça-feira (30). A expectativa, segundo a Receita, é de que fossem recebidas 2.070.000 declarações no estado, ou seja, 7,8 mil contribuintes não entregaram no prazo. IRPF 2020: saiba o que fazer se você perdeu o prazo para declarar No Brasil, mais de 31,9 milhões declararam no prazo. No Paraná, houve aumento de 4,15% na entrega das declarações, em comparação com o ano anterior, em que 1.979.969 pessoas entregaram. Inicialmente, o prazo final para entrega da declaração de Imposto de Renda era 30 de abril, mas por conta da pandemia do coronavírus ele foi adiado para 30 de junho. Declaração com atraso As pessoas que não declararam devem regularizar a situação, enviando a declaração a partir desta quarta-feira. O envio fora do prazo prevê pagamento de multa. Segundo a Receita Federal, a multa mínima por atraso no envio da declaração é de R$ 165,74, mas pode atingir até 20% do imposto devido. Enviou a declaração com erro? Saiba como retificar VÍDEOS: veja dicas para fazer a declaração de imposto de renda Saiba tudo sobre o Imposto de Renda 2020 No ano passado, ainda conforme a Receita Federal, entre 1º de maio e 31 de dezembro, 26.923 declarações foram entregues atrasadas, por contribuintes que possuíam a obrigação de declarar, mas não haviam respeitado a data limite. Veja mais notícias do estado no G1 Paraná. Veja Mais

O pescador que descobriu um dos maiores poços de petróleo do México e morreu na pobreza

G1 Economia O pescador Rudesindo Cantarell Jiménez encontrou um dos maiores tesouros energéticos da história do México. A área que leva seu nome tornou-se o motor do desenvolvimento do país no final do século 20, mas o homem que o descobriu morreu na pobreza e no esquecimento. O Complexo Cantarell já foi o segundo maior campo de petróleo do mundo Getty Images via BBC O que Rudesindo Cantarell Jiménez guardou por quase uma década foi a localização de um dos maiores tesouros energéticos que a natureza deu ao México. Em 1958, o pescador de 44 anos viu pela primeira vez uma mancha negra no meio das águas azul-turquesa do mar Campeche, no sudeste do país. A princípio, ele não deu muita importância ou não quis dar, sabendo que isso poderia transformar a vida de Ciudad del Carmen. "Um dia fui direto para o óleo. Vi que uma enorme bolha estava se espalhando na superfície... pensei que era petróleo e tive a ideia. Um dia disse à minha esposa 'ei, acho que há petróleo em Carmen'", disse Cantarell à revista Proceso em 1983. A suspeita era verdadeira: naquele local próximo à costa, a empresa estatal Petróleos Mexicanos (Pemex) encontrou o maior campo de petróleo da história do país. Sob as águas calmas, havia 40 bilhões de barris, um tesouro enorme que, na época, estava atrás apenas do campo de petróleo de Ghawar, na Arábia Saudita. A área foi batizada de Complexo Cantarell, em homenagem ao humilde pescador que levou os engenheiros de petróleo da Pemex à sua descoberta. E também significou tragédia para muitos, incluindo o próprio descobridor. "Foi um acidente para Rudusindo Cantarell, que transformou para sempre a paisagem e a condição social de sua ilha", disse à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, o cineasta Rubén Imaz, que pesquisou a vida desse pescador para produzir o filme fictício Tormentero. Um homem do mar Rudesindo Cantarell estava a bordo do barco Centenario del Carmen quando deparou com petróleo Arquivo pessoal via BBC Como muitos habitantes da costa de Campeche, a vida de Rudesindo Cantarell (1914-1997) estava no mar e na pesca. Ele contou que seu pai o levou para trabalhar a partir dos 10 anos de idade. Desde então, trabalhou com diversas embarcações, desde pequenas canoas e barcos de pesca até grandes navios que chegaram a Cuba e aos Estados Unidos. Mas foi o Centenario del Carmen, de que ele se tornou sócio na década de 1950, que mudou sua história e a história do México. Foi a bordo desse barco que ele viu aquele local no mar que outros pescadores supunham ser restos de um naufrágio. Mas ele suspeitava que era petróleo. "Decidi jogar o equipamento de pesca lá, pensando que era um barco afundado, mas o fundo ficou limpo", disse ao jornalista Ignacio Ramírez, do Proceso. Cantarell guardou essa informação por quase uma década. Não está claro se por desinteresse ou porque os pescadores de camarão queriam impedir que a indústria do petróleo chegasse às suas águas. "Ele rapidamente intuiu que era petróleo. Mas muitas pessoas insistiram que não era, então parece que ele guardou isso por anos", diz Imaz. Somente em 1968, quando chegou ao porto de Coatzacoalcos, Veracruz, para vender peixe, ele disse a outros pescadores que havia descoberto petróleo em suas águas. Ele disse ao Proceso que seguiu o conselho daqueles homens para notificar os engenheiros de petróleo da Pemex. Confirmação Na década de 1960, no México, havia uma produção de petróleo discreta em comparação com outros grandes produtores do setor na época. Mas os estudos dos engenheiros Javier Meneses, Serafín Paz e Mario Galván, guiados por Rudensindo Cantarell, confirmaram a descoberta. Nas águas relativamente rasas, a menos de 100 km da costa de Campeche, a Pemex detectou em 1971 um campo de petróleo diferente de qualquer outro na história do país. Os poços de Bacab, Abkatun, Ku, Maloob, Akal e Nohoch elevaram a produção de petróleo a um milhão de barris por dia na década de 1980, quase 40% do que o México estava extraindo na época. "Eu não acreditei, mas várias pessoas que trabalhavam para a Pemex começaram a me procurar, para me trazer alguns presentes, para me dizer que eu era como um herói da nação", disse Cantarell em 1983. E a riqueza era promissora, pois se estimava que havia cerca de 40 bilhões de barris, o que levou o governo a realizar grandes projetos de infraestrutura e gastos públicos. "Vamos administrar a abundância", disse o então presidente José López Portillo. Para Ciudad del Carmen, no entanto, a invasão da indústria do petróleo confirmou os temores dos pescadores de camarão da região: cerca de mil barcos de pesca não podiam mais navegar por lá. "Assim que a Pemex chegou, a pesca foi encerrada. E a tradição de uma vila de pescadores de um século desapareceu. E os pescadores deram as costas a Rudesindo", diz Imaz. 'Em outro país, seria um herói' Rubén Imaz encontrou o modesto túmulo de Rudesindo Cantarell em Isla Aguada, Campeche Rubén Imaz via BBC Aquele pescador foi homenageado e seu sobrenome tornou-se sinônimo da riqueza do petróleo. A Pemex prometeu a ele um emprego e o governo mexicano concedeu-lhe uma medalha de ouro em 1978 para marcar o 40º aniversário da nacionalização do petróleo com a frase "O petróleo é nosso". "Nosso? Pertence a quem administra. Não é justo que alguns fiquem ricos à custa do petróleo", disse ele apenas cinco anos depois. Depois dos agradecimentos e aplausos, Cantarell recebeu um emprego (sem contrato fixo) como auxiliar de limpeza em um laboratório da Pemex em Campeche, com um salário muito baixo. "Foi triste saber que ele perdeu o apoio de sua comunidade. E as autoridades se aproveitaram da imagem dele inicialmente, mas lentamente ele se tornou uma figura inativa", explica Imaz. O velho pescador garantiu que as cartas que ele enviou aos executivos da Pemex e do governo federal nunca lhe trouxeram uma melhoria salarial ou um bom emprego. "Estou ferrado", disse. Hoje em Ciudad del Carmen quase ninguém se lembra de Rudesindo Cantarell. "O nome ressoa com os idosos, mas, na realidade, sua história e sua figura são conhecidas por umas três pessoas", diz Imaz. "A vida dele é desconhecida, o que me parece uma tragédia, especialmente em um país como o México, que costuma valorizar seus heróis. E ele foi tão importante e transformador", acrescenta. O homem que levou Pemex à sua maior descoberta morreu quase sem bens em maio de 1997, aos 82 anos. Mas, durante muitos anos, ele sabia que o destino do ouro negro não havia sorrido para ele: "Em outro país, seria quase um herói, mas aqui...". Veja Mais

Portos retomam atividades após paralisação devido ao mau tempo no RS

G1 Economia Operações em Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre ficaram suspensas até as 10h desta quarta (1º). 'Ciclone bomba' atingiu o estado provocando vento acima de 100km/h, estragos e falta de luz. Porto de Rio Grande tem atividades retomadas após paralisação devido ao mau tempo Portos do Rio Grande do Sul/Divulgação A Superintendência dos Portos do Rio Grande do Sul comunicou na manhã desta quarta-feira (1º) que as operações nas unidades de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre estão retomadas. A paralisação, provocada devido ao mau tempo, durou de 22h da terça-feira até 10h da manhã de quarta. FOTOS: 'Ciclone bomba' atinge o Rio Grande do Sul e causa estragos Serviços de embarque e desembarque de cargas voltaram após uma avaliação que constatou apenas danos materiais nos portos. Em Rio Grande, no Sul do estado, a CEEE está atendendo casos onde existem riscos a terceiros e vai dar prioridade ao restabelecimento da energia. Em Porto Alegre, a energia está funcionando com gerador e no Porto de Pelotas a luz já foi restabelecida. Leia a nota da Superintendência dos Portos A Portos RS comunica a todos os segmentos ligados aos Portos do Rio Grande do Sul, Porto do Rio Grande, Porto de Pelotas e Porto de Porto Alegre, Terminais localizados no Superporto, Agências Marítimas, Estação de Praticagem, Capitania dos Portos, OGMO e demais segmentos ligados à atividade marítima-portuária nessa área, que após a passagem do ciclone em nosso Estado, e segundo as avaliações realizadas na manhã de hoje, que decidiu RETOMAR as operações portuárias em seus portos à partir das 10 horas do dia 01 de julho de 2020. Pedimos que seja tomado todos os cuidados possíveis durante as operações e informamos que segundo a CEEE, a energia elétrica no porto do Rio Grande, deve ser restabelecida no início da tarde. Ciclone bomba afeta clima no Sul e no Sudeste; veja 5 curiosidades sobre esse fenômeno Ciclone bomba A chuva e o vento forte, provocados pelo ciclone bomba, deixaram estragos e moradores sem luz no Rio Grande do Sul. Às 11h30 desta quarta-feira (1º), havia mais de 630 mil residências sem energia no estado. Rajadas de vento chegaram a 116,6 km/h em Santa Vitória dos Palmar, na Região Sul, a 1h da madrugada. Segundo o boletim da Defesa Civil do estado, divulgado na manhã desta quarta, 1.119 pessoas foram afetadas e 871 casas ficaram danificadas. Veja Mais

Kawasaki Ninja ZX-10R 2020 tem recall por defeito na central eletrônica do motor

G1 Economia Falha pode causar incêndio nas unidades envolvidas no chamado. Proprietários devem levar a moto à concessionária para reparo gratuito. Kawasaki ZX-10R 2020 SE DIvulgação A Kawasaki anunciou o recall das motos Ninja ZX-10R e ZX-10R SE no Brasil, de ano/modelo 2020, por possível defeito na central eletrônica do motor. Os proprietários devem levar as unidades envolvidas no chamado à concessionária para o reparo gratuito. Veja os chassis envolvidos: Ninja ZX-10R (2020): 96PZXVE1*LFS00001 até 96PZXVE1*LFS00161 Ninja ZX-10R SE (2020): de 96PZXVH1*LFS00001 até 96PZXVH1*LFS00020 No conserto, as motos devem passar pela a reprogramação da ECU (Unidade de Controle do Motor) e substituição das válvulas de sucção de ar do cabeçote; o tempo de reparo é de 3 horas, e os agendamentos para o serviço já estão disponíveis. De acordo com a montadora, a programação de fábrica da ECU (Unidade de Controle do Motor) pode causar um atraso na queima do combustível quando usada em conjunto com o sistema de troca de marchas Quick Shifter em condições extremas de condução, resultando em deformação e/ou quebra das válvulas de sucção de ar. O uso contínuo nesta condição pode resultar em derretimento das peças ao redor pela alta temperatura do retorno dos gases de escape, podendo causar um incêndio e gerar acidentes fatais, afirma a Kawasaki. Para mais informações, a empresa disponibiliza o site www.kawasakibrasil.com e o telefone 0800 773-1210, das 9h às 17h. Veja Mais

Nuvem de gafanhotos se afasta do Brasil, e governo da Argentina prepara novo controle

G1 Economia Parte dos insetos foi encontrada na cidade de Esquina, dentro da província de Corrientes, um pouco mais longe da fronteira argentina com o Brasil e com o Uruguai. Técnico do governo argentino observa gafanhotos em árvore localizada em Esquina, na província de Corrientes Senasa/Divulgação Parte da nuvem de gafanhotos foi localizada por técnicos do governo da Argentina na tarde desta terça-feira (30) na cidade de Esquina, ainda dentro da província de Corrientes. Antes, os insetos estavam em Curuzú Cuatiá. Segundo mapa divulgado, a nuvem se afastou um pouco do Brasil e do Uruguai (veja no mapa abaixo). Mapa do governo argentino mostra afastamento da localização da nuvem do Brasil Senasa/Divulgação Para chegar localizar os insetos, os profissionais do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Alimentar da Argentina (Senasa) tiveram que chegar ao local à cavalo. Devido à dificuldade no acesso ao local onde estão os insetos, técnicos argentinos precisaram chegar à cavalo Senasa/Divulgação Segundo o governo local, se as condições climáticas desta quarta-feira (1) permitirem, serão feitas novas aplicações de inseticidas por aviões. Brasil tem plano de ação O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) afirma que entregou ao Ministério da Agricultura na terça-feira a proposta de um plano nacional permanente contra pragas de gafanhotos no Brasil. "O material vinha sendo elaborado desde a última semana, a pedido do próprio Mapa, e agora deve ser avaliado pelos técnicos do Ministério para compor uma estratégia oficial definitiva." Governo de SC afirma que nuvem de gafanhotos se afastou da fronteira com o Brasil Também na terça-feira, o Ministério da Agricultura concedeu autorizações emergenciais e temporárias para uso de alguns inseticidas biológicos contra pragas de gafanhotos. Em portaria no Diário Oficial da União, o ministério ainda estabeleceu diretrizes para a elaboração de planos de supressão da praga de gafanhotos, que deverão ser estabelecidos por órgãos estaduais a partir de diretrizes federais. Initial plugin text Veja Mais

Coronavírus eleva o patamar da filantropia no Brasil, mas apoio a empreendedores continua tímido

G1 Economia Recursos para os relief funds, fundos de auxílio a micro e pequenos negócios, representam pouco das doações de milionários e empresas durante a pandemia. Solidariedade S/A: doações para hospitais e comunidades pobres A filantropia tem sido uma das principais medidas de alívio às camadas vulneráveis durante a pandemia do novo coronavírus. No Brasil, as doações para iniciativas beneficentes passam dos R$ 5,7 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Captadores de Recursos. Os micro e pequenos empresários, contudo, ficaram desassistidos. Uma modalidade comum de filantropia nos Estados Unidos e Europa – e que ainda não ganhou musculatura no país – é a criação de "relief funds" (jargão em inglês para fundos de alívio empresarial), que dão apoio por meio de doação ou concessão de empréstimos a juros baixos para ajudar empreendedores a passarem por momentos difíceis. Como o G1 mostrou em maio e junho, pequenos empresários enfrentam sérias restrições de acesso a crédito bancário e os programas emergenciais formulados pelo governo não destravaram os cofres para financiamento do setor durante a crise. Apenas nas últimas semanas algum crédito começou a chegar com mais impulso a esse público, com a liberação de recursos do Pronampe. Daqueles R$ 5,7 bilhões doados por grandes empresas e seus donos, algo em torno de R$ 100 milhões foram mapeados pela ABCR como dirigidos aos relief funds brasileiros ou iniciativas semelhantes – menos de 2% do total arrecadado para filantropia. O número é preliminar e a entidade prepara um levantamento mais robusto sobre o assunto. Mas o que é garantido desde já é que a parte dominante dos recursos de doação serviu para ações diretas contra a crise, como compra de leitos de UTI, respiradores, testes, e adaptação de linhas de produção para fabricação de álcool em gel ou máscaras. Magic Johnson: estrela histórica da NBA formatou fundo para apoio a empresas de mulheres e negros nos Estados Unidos Jonathan Daniel/Getty Images North America/Getty Images via AFP Nos Estados Unidos, eram 400 iniciativas do tipo quando foi aberta a primeira no Brasil. A que mais repercutiu por lá foi a criação de um fundo de US$ 100 milhões, com aporte de Magic Johnson, empresário e antiga estrela da NBA, para empréstimos a negócios comandados por minorias, como mulheres e negros. Inspirado nos Estados Unidos, quem fez frente no Brasil foi o fundo Estímulo 2020. A estruturação da iniciativa foi capitaneada pelo empresário Eduardo Mufarej, fundador da iniciativa de renovação política RenovaBR e do fundo de investimento GK Ventures, focado em educação. "É fundamental que a sociedade civil se mobilize para apoiar o empreendedor no Brasil, dado que aqui há profundas dificuldades para se montar negócios – e quem quebra não se recupera", diz Mufarej. O Estímulo 2020 começou captação em abril e angariou R$ 20 milhões na primeira rodada para garantir auxílio a cerca de 300 empresas. O dinheiro passou a ser emprestado em maio para negócios que não estivessem negativadas, tivessem dois anos de atuação e receita mínima de R$ 30 mil, entre outros critérios. O aporte feito pelo Estímulo cobra juros de 4% ao ano, cerca de 20% da remuneração dos bancos tradicionais. A carência é de três meses e o prazo máximo é de 15 parcelas para quitação. A média dos empréstimos até o momento é de R$ 75 mil. O programa foi levado para Minas Gerais, e chegou a R$ 100 milhões captados no Estado. Foi firmada uma parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e sua cooperativa de crédito para alavancar os empréstimos. O fundo conseguiu angariar mais R$ 10 milhões para expansão para cidades do interior de São Paulo. A ampliação, agora, vai para o Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, que mostraram interesse em novos braços do Estímulo 2020. A captação está em curso. Empréstimos, demissões, contas atrasadas, financiamento coletivo: negócios tentam sobreviver enquanto crise do coronavírus se arrasta Nova economia Projeto parecido é comandado pelo Sistema B, entidade de incentivo à economia sustentável. O órgão costuma certificar empresas, grandes ou pequenas, que tenham boas práticas sociais e ambientais. Durante a pandemia, lidera o projeto CoVida20. Entre as ações, está um fundo de alívio que dá auxílio a novos negócios de impacto social. Entram nesse escopo construtoras de casas populares e produtoras de alimentos orgânicos, por exemplo. "Estamos querendo beneficiar empresas dentro dos parâmetros da economia de impacto social e que estavam bem antes da crise", diz Francine Lemos, diretora-executiva do Sistema B. A meta é chegar a R$ 20 milhões para cobrir três meses da folha de pagamento (salários e pró-labore de sócios) mais os fornecedores fixos dos selecionados. Até o momento, o fundo captou R$ 2,5 milhões. Francine Lemos, diretora-executiva do Sistema B Divulgação Um colchão de risco, com recursos de filantropia, foi formatado com aportes de empresas como Magazine Luiza, Gerdau e Movida. Agora, o Sistema B procura investidores institucionais, que deem quantias acima de R$ 100 mil, além de pequenos doadores, a partir de R$ 500. As duas classes de investidores terão rentabilidade de 0,5% ao mês, uma remuneração para incentivar o mercado de investimento em empresas de impacto. Segundo o Sistema B, foram 200 inscritos no programa, mas, pelos critérios de preocupação social e ambiental, apenas 100 empresas foram aprovadas. "Precisamos acelerar a transição para uma nova economia, e acreditamos que estamos ajudando a fazer essa mudança no mercado brasileiro", diz Francine Lemos. Ajuda à periferia Em apoio aos negócios de impacto na periferia foi criado o fundo Volta por Cima, conduzido pela Artemisia. A organização sem fins lucrativos tem longo histórico de apoio empresas que façam a diferença para população periférica. Com a crise, a Artemisia captou R$ 760 mil para auxílio de projetos sociais ou microempresas. Os empréstimos são de até R$ 15 mil a juros zero, com seis meses de carência e pagamento em até 12 parcelas. Caso o empreendedor não consiga devolver o dinheiro, o fundo não cobra. O que for devolvido será usado para refinanciar novos empreendimentos. Entre os projetos auxiliados estão o Jaubra, serviço de transporte por aplicativo na região da Brasilândia, zona norte de São Paulo, e o Revolusolar, que instala painéis de energia solar na comunidade da Babilônia, no Rio de Janeiro. "Muitos informais carecem de orientação e temos muitas oportunidades de desenvolver soluções adequadas. O próximo passo é criar mentorias para levar esses projetos adiante", diz Maure Pessanha, diretora da Artemisia. Para Maure, a falta de relief funds no Brasil é uma mostra de juventude do ecossistema de filantropia no país. O investimento social privado, diz ela, olhou para outros temas urgentes e de ação direta, deixando de lado as oportunidades de desenvolver a inclusão produtiva, de informais e trabalhadores rurais. "A pandemia escancarou a questão da trava de crédito e mostra como ONGs e bancos precisam desenvolver novas saídas além de uma simples nota de crédito", diz Maure. "É preciso atacar a desbancarização da população e olhar para oportunidades de investimento social estratégico nesse momento." Governo articula planos 'B' e 'C' para fazer crédito chegar às pequenas empresas, diz secretário Executivos criam grupo para emprestar dinheiro e apoiar pequenos negócios durante a crise Onde estão os milionários? O abismo que separa Brasil e Estados Unidos não termina no número de iniciativas filantrópicas. O ato de doar, em si, é muito comedido por aqui. Segundo o relatório Giving Report 2019, o montante doado pelo brasileiro anualmente equivale a 0,2% do PIB do país. Nos Estados Unidos, doa-se 1,4%. E, apesar de 70% dos brasileiros terem feito alguma doação nos 12 meses anteriores à pesquisa, a maioria a faz para igrejas e de forma não-recorrente. O número para 2020 é mais robusto por conta da pandemia, mas a luta das associações filantrópicas é justamente fazer com que as doações deixem de ser algo casuístico. De acordo com os especialistas consultados pela reportagem do G1, a dificuldade de mudar o cenário tem relação direta com fatores culturais e entraves regulatórios. A pesquisa Doação Brasil mostra que 84% dos brasileiros acredita que não se deve falar sobre as próprias doações. A má impressão teria a ver com as filosofias religiosas mais presentes no Brasil. "Religiões anglo-saxãs e protestantes vêem como obrigação participar de ações da comunidade, trabalho voluntário e doações. É motivo de orgulho", diz Paula Fabiani, presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social. "Nossa cultura majoritariamente católica acaba não percebendo de forma positiva esse posicionamento dos americanos, de mostrar o que doaram", afirma ela. "Precisamos de embaixadores que tomem a frente – ter mais artistas e figuras públicas doando – para criar uma cultura positiva. Pelo lado das ONGs, é preciso aprimorar relacionamento com filantropos e dar toda a transparência na prestação de contas." Sobre o cenário regulatório, a pesquisa Donation States compara as facilidades tributárias para quem pretende doar. A conclusão sobre o Brasil dá conta de que o sistema tributário é complexo ao ponto de não dar segurança ao doador, e montado de forma que as leis de incentivo a doações façam com que empresas tenham menos encargos que pessoas físicas para doações de quantias semelhantes. Eduardo Mufarej, fundador do fundo Estímulo 2020 Divulgação "Nos Estados Unidos, há incentivo gigantesco para doações patrimoniais, com benefício fiscal, enquanto no Brasil temos o ITCMD [Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação], que acaba comendo um pedaço da doação potencial que seria destinada à filantropia", diz Eduardo Mufarej. "Precisamos pensar nos incentivos certos para aumentar a cultura de doação." Segundo o empresário, só foi possível colocar o Estímulo 2020 de pé rapidamente porque uma entidade sem fins lucrativos estava aberta, e só foi necessário reativar. "Se entidades emergenciais pudessem ser criadas com mais agilidade seria um benefício enorme. O problema é perecível. Não adianta o dinheiro chegar no ano que vem", afirma o empresário. Falta de coordenação no combate ao coronavírus prejudica retomada da economia, apontam empresários O sistema pouco amigável, as desvantagens para pessoas físicas doarem e a discrição pedida pelo lado cultural formam a equação para que as grandes empresas dominem as grandes ações filantrópicas. Os milionários brasileiros, portanto, acabam escondidos pelo CNPJ de suas companhias ou por fundações filantrópicas montadas pelas famílias mais ricas. Há várias outras, mas entram nesta conta, por exemplo, o Instituto Península, da família Diniz, ou a Fundação Arymax, da família Feffer. O Península é um dos financiadores do Estímulo 2020. A Arymax, do CoVida20 e do Volta por Cima. Veja Mais

IRPF 2020: termina prazo para enviar declaração; saiba o que fazer se você perdeu

G1 Economia Prazo terminou às 23h59 de terça-feira (30). Multa para quem não entregou a declaração é de, no mínimo, R$ 165,74, mas pode atingir 20% do imposto devido. Orientação é regularizar a situação o quanto antes. Prazo para envio da declaração terminou às 23h50 de 30 de junho Arte G1 Terminou às 23h59 desta terça-feira (30) o prazo para enviar a declaração do Imposto de Renda à Receita Federal. Quem era obrigado a declarar e perdeu o prazo da entrega agora está em dívida com o Leão. A multa mínima por atraso para envio da declaração é de R$ 165,74, mas pode atingir até 20% do imposto devido. A recomendação é para que o contribuinte regularize a situação o quanto antes. Enviou a declaração com erro? Saiba como retificar Saiba tudo sobre o Imposto de Renda 2020 Além de pagar multa, quem é obrigado, mas não declara o Imposto de Renda no prazo corre o risco de ficar com o CPF “sujo”, o que pode impedir a contratação de empréstimos, tirar passaportes, obter certidão negativa para venda ou aluguel de imóvel e até prestar concurso público até a regularização da situação. “Se o contribuinte esperar o próximo exercício para enviar a declaração deste ano, muito provavelmente o valor da multa devida poderá ser acrescido de juros. Ele também corre o risco de ser autuado antes [do próximo ano] pela Receita Federal e ser obrigado a se apresentar ao Fisco”, destacou o advogado tributarista Thiago Badaró, que é professor na Escola Superior de Advocacia. IR 2020: veja passo a passo de como fazer uma declaração simples O que fazer para regularizar a situação? Quem perdeu o prazo para envio da declaração terá que baixar o programa da Receita Federal e mandar a declaração do Imposto de Renda. Assim que emitir a declaração, o contribuinte receberá a "notificação de lançamento de multa" e a Darf da multa. O contribuinte terá 30 dias para efetuar o pagamento e regularizar sua situação. Como a multa é calculada? A multa para quem faz a declaração fora do prazo é de no mínimo R$ 165,74, mas pode chegar a 20% do imposto devido. Quem não tem imposto a pagar terá R$ 165,74 descontados da eventual restituição a que teria direito. Já aqueles que terão que pagar o imposto de renda, a multa é de 1% ao mês sobre o valor do imposto devido, começando a contar a partir de maio. O valor máximo é de 20% do imposto a pagar. O que acontece com quem não faz a declaração? Além do prejuízo financeiro com a multa, o contribuinte fica com o CPF “sujo”, o que pode lhe impedir de empréstimos, tirar passaportes, obter certidão negativa para venda ou aluguel de imóvel e até prestar concurso público até a regularização da situação. Quem enviou a declaração com erro e quer retificar paga multa? Não. A declaração retificadora não está sujeita à multa por atraso na entrega. Veja Mais

Agência de comunicações dos EUA decide classificar Huawei e ZTE como ameaças à segurança nacional

G1 Economia Huawei já havido sido colocada na lista de proibições comerciais dos Estados Unidos pelo presidente Donald Trump. Huawei e ZTE foram designadas como ameaças à segurança nacional dos EUA Hannibal Hanschke/Reuters A agência de comunicações dos Estados Unidos (FCC) designou formalmente as gigantes chinesas Huawei e ZTE como ameaças à segurança nacional, uma declaração que impede empresas norte-americanas de usarem um fundo governamental de US$ 8,3 bilhões para comprar equipamentos delas. O órgão regulador de telecomunicações dos EUA aprovou em novembro uma proposta para classificar as duas empresas chinesas como ameaças ao país e também propôs que as operadoras rurais removessem e substituíssem equipamentos de Huawei e ZTE. O espectro de uma guerra fria tecnológica entre China e EUA "Não podemos e não permitiremos que o Partido Comunista chinês explore vulnerabilidades de rede e comprometa nossa infraestrutura crítica de comunicações", disse o presidente da FCC, Ajit Pai, em comunicado nesta terça-feira. Huawei e ZTE não comentaram o assunto de imediato, mas anteriormente criticaram fortemente as ações da FCC. O comissário da FCC Geoffrey Starks disse nesta terça-feira que "equipamentos não confiáveis" permanecem em funcionamento nas redes norte-americanas e disse que o Congresso dos EUA deve alocar financiamento para que as substituições dos equipamentos sejam feitas. Em maio de 2019, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma decreto estabelecendo emergência nacional e impedindo as empresas do país de usarem equipamentos de telecomunicações produzidos por empresas que representem risco à segurança nacional. O governo Trump também adicionou a Huawei à lista de proibição comercial dos EUA no ano passado. Trump proíbe empresas americanas de usar equipamentos de telecomunicação estrangeiros Veja Mais

Bolsas da Europa registram melhor trimestre desde março de 2015

G1 Economia O índice pan-europeu Stoxx 600 registrou salto de 12,6% no segundo trimestre. A Bolsa de Frankfurt, na Alemanha, cujo índice acionário DAX é o mais importante da Europa continental Reuters As ações da Europa subiram nesta terça-feira (30) para encerrar seu melhor trimestre desde março de 2015, com os investidores apostando que as piores consequências econômicas da crise do coronavírus ficaram para trás. O índice FTSEurofirst 300 subiu 0,05%, a 1.406 pontos, enquanto o índice pan-europeu Stoxx 600 ganhou 0,13%, a 360 pontos, depois de operar em território negativo. Ações de tecnologia, mineração e imobiliárias lideraram os ganhos na sessão. Bolsas da China fecham em alta após dados otimistas e esperanças de recuperação Uma recuperação em Wall Street também ajudou a elevar o sentimento, já que os investidores se concentraram em sinais de recuperação econômica, mesmo depois que vários Estados norte-americanos registraram um pico recorde de novas infecções por Covid-19. Mas o FTSE 100, do Reino Unido, teve perda acentuada depois que dados mostram que a economia britânica encolheu à maior taxa desde 1979 no início de 2020, refletindo a redução dos gastos das famílias. Autoridades da China isolam região perto de Pequim para evitar novo surto do coronavírus Os mercados financeiros nas últimas semanas ficaram divididos entre os temores sobre um ressurgimento dos casos de coronavírus em todo o mundo e dados econômicos positivos, já que muitos países estão saindo de longos bloqueios. O Stoxx 600 registrou salto de 12,6% no segundo trimestre – o melhor resultado desde março de 2015. Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,90%, a 6.169 pontos. Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,64%, a 12.310 pontos. Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,19%, a 4.935 pontos. Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,37%, a 19.375 pontos. Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,64%, a 7.231 pontos. Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,06%, a 4.390 pontos. Veja Mais

Brasil tem 4 frigoríficos com importações de carnes suspensas para a China por preocupações com a Covid-19

G1 Economia Do total, 3 unidades foram embargadas pelos chineses e uma pelo Ministério da Agricultura brasileiro. Governo do Brasil não informou, porém, quais fábricas tiveram as autorizações suspensas. 24 de abril – Funcionário de unidade da JBS em Passo Fundo (RS) tem a temperatura medida em meio à pandemia de coronavírus REUTERS/Diego Vara A China suspendeu importações de três frigoríficos brasileiros, informou o Ministério da Agricultura na noite desta segunda-feira (29). Ainda de acordo com o governo, uma outra planta teve as vendas suspensas por iniciativa do próprio ministério. No total, são 4 unidades que deixam de exportar temporariamente dos 102 frigoríficos brasileiros autorizados a vender para a China. "As autoridades sanitárias da China têm mostrado preocupação diante do registro de novo surto de Covid-19 próximo a Pequim e vêm monitorando, em todo o mundo, as empresas que exportam para a China", disse o Ministério da Agricultura, em nota. O governo não indicou, porém, quais fábricas tiveram as autorizações suspensas. A retirada de licenças de exportação para a China ocorre em meio ao aumento dos casos de covid-19 entre os trabalhadores de frigoríficos brasileiros. O Ministério da Agricultura disse que busca os motivos da suspensão junto a um órgão do governo chinês, e que negocia para que haja uma retomada das exportações de parte dessas empresas. Nas últimas semanas, os chineses vinham pedindo que os frigoríficos garantissem que a carne enviada ao país não tivesse a presença do coronavírus e que se evite o envio de alimentos de fábricas que tiveram casos da doença. As grandes empresas assumiram este compromisso. O G1 procurou a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representam as frigoríficos que exportam carnes, mas as duas entidades disseram que não vão se manifestar neste momento. O que se sabe Oficialmente, o governo brasileiro não informa quais unidades foram suspensas. A agência Reuters informou no fim de semana que o frigorífico suspenso pelo Ministério da Agricultura foi o da JBS, localizado em Passo Fundo (RS), que é um dos focos de contaminação de Covid no estado, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT) e que foi fechado pela Justiça mais uma vez. De acordo com reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico, os outros três frigoríficos suspensos estariam localizados em Várzea Grande e Rondonópolis, em Mato Grosso, e Lajeado, no Rio Grande do Sul. Um deles seria o Agra Agroindustrial De Alimentos, de Rondonópolis. A princípio, a informação do governo chinês era que as exportações foram interrompidas voluntariamente pela empresa. Porém, agora o nome da unidade não consta na lista chinesa de empresas autorizadas a vender para o país, o que seria um indicativo de que a suspensão partiu da própria China. Veja Mais

Contas do setor público têm déficit de R$ 131,4 bilhões em maio, pior resultado da história, diz BC

G1 Economia Rombo, influenciado pela pandemia do novo coronavírus, é inédito para qualquer mês da série histórica, iniciada em 2001. Dívida bruta cresceu e chegou a 81,9% do PIB. As contas do setor público consolidado, que englobam o governo federal, estados, municípios e empresas estatais, registraram um déficit primário de R$ 131,4 bilhões em maio, de acordo com informações divulgadas nesta terça-feira (30) pelo Banco Central (BC). Esse é o pior resultado para qualquer mês desde o início da série histórica do BC, que começou em dezembro de 2001. O déficit significa que as despesas do setor público superaram as receitas com impostos e contribuições. Esse valor não contabiliza as despesas com juros da dívida pública O mês de abril já havia apresentado resultado negativo nas contas públicas – um rombo de R$ 94,3 bilhões – refletindo os efeitos da pandemia de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Os efeitos se intensificaram em maio, com queda na arrecadação e aumento dos gastos. No acumulado do ano até maio, as contas do governo apresentaram déficit primário (sem considerar pagamento de juros da dívida) de R$ 214 bilhões. No mesmo período, em 2019, foi registrado um superávit de R$ 7 bilhões. Para 2020, havia uma meta de déficit para o setor público (despesas maiores que receitas) de até R$ 118,9 bilhões. Entretanto, com o decreto de calamidade pública, proposto pelo governo e aprovado pelo Congresso Nacional por conta da pandemia, não será mais necessário atingir esse valor. A Secretaria do Tesouro Nacional estima que o rombo nas contas do setor público consolidado deverá somar 708,7 bilhões em 2020, ou 9,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Se confirmado, esse será o maior valor da série histórica do BC, iniciada em 2001. Dívida bruta A dívida bruta do setor público, uma das principais formas de comparação internacional (que não considera os ativos dos países, como as reservas cambiais), subiu em maio. O indicador é acompanhado mais atentamente pelas agências de classificação de risco. A dívida, que estava em 79,7% do PIB em abril, ou R$ 5,81 trilhões, avançou para R$ 5,9 trilhões (81,9% do PIB) em maio deste ano, segundo números do Banco Central Veja Mais

Shopping de Mogi seleciona candidatos para três vagas

G1 Economia As oportunidades são para trabalhar como vendedor e auxiliar de caixa. Lojas do shopping de Mogi têm três vagas de emprego abertas Reprodução/ TV Diário O shopping de Mogi das Cruzes tem três vagas abertas nesta terça-feira (29) para a função de vendedor. Confira as oportunidades e requisitos para participar: Vendedor – Adji Man: acima de 23 anos, com experiência mínima de 1 ano e disponibilidade de horário; deixar currículo na loja. Vendedor/Auxiliar de caixa – Rivoli: entre 18 e 40 anos; deixar currículo na loja. Vendedor – Hering: acima de 18 anos, com experiência mínima de 6 meses e disponibilidade de horário; deixar currículo na loja com Amanda e Lucas. Os candidatos podem procurar o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) para deixar o currículo ou tirar dúvidas pelo telefone (11) 4798-8800. Nos shoppings de Itaquaquecetuba, as oportunidades de emprego estão suspensas, devido a pandemia do novo coronavírus. Quarentena No Alto Tietê, os shoppings ficaram fechados na primeira fase da quarentena, a vermelha. A mudança para a fase laranja do Plano São Paulo foi anunciada em 10 de junho. A reabeartura foi autorizada com restrições a partir de 15 de junho, mas a maior parte das cidades do Alto Tietê antecipou para 12 de junho. Em Mogi das Cruzes, desde 22 de junho, o horário de funcionamento foi reduzido para quatro horas por dia porque não estava de acordo com o determinado com o governo do Estado. O funcionamento do shopping agora é das 15h às 19h. Veja Mais

Imposto de Renda: prazo para declarar termina nesta terça

G1 Economia Multa para o contribuinte que não fizer a declaração ou entregá-la fora do prazo será de, no mínimo, R$ 165,74. Imposto de renda 2020 Arte G1 Termina nesta terça-feira (30), às 23h59, o prazo para entregar a declaração do Imposto de Renda 2020, referente ao ano-base 2019. A Receita Federal espera o envio de 32 milhões de declarações. Neste ano, em razão da pandemia de coronavírus, a Receita Federal adiou em dois meses o prazo para a entrega da declaração. O prazo inicial era 30 de abril. IR 2020: veja passo a passo de como fazer uma declaração simples SAIBA TUDO SOBRE O IR 2020 A multa para o contribuinte que não fizer a declaração ou entregá-la fora do prazo será de, no mínimo, R$ 165,74. O valor máximo será correspondente a 20% do imposto devido. Para os contribuintes que ainda não conseguiram reunir todos os dados e documentos necessários para enviar a declaração, uma opção é a entrega incompleta, seguida de uma declaração retificadora, ou seja, corrigindo dados ou acrescentando novas informações. O programa para fazer a declaração está disponível no site da Receita (clique aqui). Quem deve declarar? Deve declarar o IR neste ano quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2019. O valor é o mesmo da declaração do IR do ano passado; Contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado; Quem obteve, em qualquer mês de 2019, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas; Quem teve, em 2019, receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 em atividade rural; Quem tinha, até 31 de dezembro de 2019, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil; Quem passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês do ano passado e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro de 2019; Quem optou pela isenção do imposto incidente em valor obtido na venda de imóveis residenciais cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda. Veja Mais

Datafolha: 52% são contra reabertura de comércio e serviços

G1 Economia Pesquisa também apontou que 42% dizem que prefeitos e governadores estão agindo bem ao liberar a reabertura de atividades econômicas. Pesquisa Datafolha publicada pelo site do jornal "Folha de S.Paulo" nesta segunda-feira (29) aponta que a maioria da população é contra a reabertura de comércio e serviços. Segundo o levantamento, 52% dos entrevistados avaliam que prefeitos e governadores estão agindo mal ao liberar a reabertura de comércio e serviços no meio da pandemia, enquanto 42% dizem que eles estão agindo bem. 6% não souberam responder. O instituto ouviu 2.069 adultos por telefone na terça (23) e quarta (24). A margem de erro é de dois pontos percentuais. Na cidade de São Paulo, o comércio com lojas de rua reabriu em 10 de junho, depois de 82 dias fechados por conta das medidas de isolamento social impostas para conter o avanço do coronavírus na cidade. Os bares devem reabrir em 6 de julho. Na fase laranja, cidade de São Paulo tem reabertura de comércio O levantamento do Datafolha também mostrou que 65% dos entrevistados acreditam que a pandemia está piorando, e 28% avaliam que está piorando. Para 4%, a pandemia não está melhorando nem piorando, enquanto 3% não souberam opinar. Veja Mais

Índia proíbe 59 aplicativos, incluindo TikTok e WeChat

G1 Economia Governo do país citou preocupação com segurança, após conflito com a China no início do mês. aplicativo chines tiktok rede social logo smartphone Dado Ruvic/Reuters A Índia proibiu 59 aplicativos para smartphone, a maioria chineses, incluindo TikTok, UC Browser da Alibaba e WeChat da Tencent, citando preocupações de segurança, informou o governo em comunicado nesta segunda-feira (29). Os aplicativos são "prejudiciais à soberania, integridade e defesa da Índia, segurança do Estado e ordem pública", afirmou o Ministério da Tecnologia da Informação. A proibição ocorre após um conflito na fronteira entre os dois países no início deste mês, no qual 20 militares indianos morreram. China x Índia: o que é a Linha de Controle Real, pela qual as duas potências asiáticas brigam há décadas 'Confronto violento' entre China e Índia deixa 20 soldados mortos no Himalaia Veja Mais

Cirque du Soleil entra em recuperação judicial no Canadá para tentar evitar falência

G1 Economia Empresa canadense entrou em programa estatal de proteção contra credores para reestruturar negocios e tentar evitar falência. Pedido cita cancelamentos por causa da pandemia. Cirque du Soleil no 'Ovo’ Cique du Solei/Divulgação O Cirque du Soleil anunciou nesta segunda-feira (29) que entrou em um programa de recuperação judicial no Canadá para se proteger de seus credores e tentar evitar a falência. A produtora de espetáculos com sede em Montreal se encaixou em uma lei federal canadense que ajuda empresas insolventes que têm dívidas acima de US$ 5 milhões a reestruturar seus negócios. O pedido de recuperação cita os diversos espetáculos cancelados pelo mundo por causa da pandemia no novo coronavírus. A companhia de entretenimento foi fundada em 1984 no Canadá e ficou famosa no mundo com espetáculos que misturam circo, dança, música e efeitos audiovisuais. Segundo o jornal "Las Vegas Review Journal", a empresa demitiu 95% de seus funcionários em março, incluindo mais de 1,3 mil que trabalhavam em Las Vegas, sede de grande parte dos espetáculos. A empresa fechou 44 espetáculos pelo mundo em março, segundo o jornal. O acordo, segundo o jornal, inclui um investimento de US$ 200 milhões do governo canadense e mais US$ 100 milhões para tentar continuar as operações da empresa enquanto ela se reestrutura. Mãe assiste pela primeira vez apresentação do filho no espetáculo do Cirque du Soleil Veja Mais

Companhias aéreas que voam para o Brasil em meio à pandemia

G1 Economia Maioria das empresas aéreas cortou rotas internacionais para o Brasil devido ao coronavírus e fechamento de fronteiras. Porém, algumas ainda têm voos programados. Veja a lista. Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, em Alagoas Kaio Fragoso Várias companhias aéreas cortaram voos internacionais para o Brasil devido à pandemia de coronavírus e às restrições de viagens impostas por diversos países. Porém, algumas empresas continuam operando ligações entre cidades no exterior e São Paulo e Rio de Janeiro. As poucas rotas internacionais ainda em atividade estão sendo usadas por brasileiros que estão no exterior para voltar ao Brasil. O Itamaraty informou em nota que está buscando todas as opções para repatriar os nacionais residentes no Brasil que encontraram problemas com seus voos de retorno ao país. O Ministério das Relações Exteriores informa ainda que, caso seja possível o retorno ao Brasil por voo comercial, "essa opção deve ser sempre considerada tendo em vista que outras opções de repatriação podem ser inviáveis ou demoradas em alguns lugares". "A opção de voos fretados está sendo considerada para regiões em que se verificou total interrupção do tráfego aéreo e outras possibilidades de repatriação não são viáveis", diz a nota enviada à DW Brasil. "São voos pagos pelo governo brasileiro e que dependem de negociação específica com governos estrangeiros, não apenas na origem do voo, mas, em diversas ocasiões, com eventuais escalas." Veja abaixo a situação das principais empresas aéreas que operam no Brasil. O texto será atualizado constantemente com as mudanças que ocorrerem nas malhas das companhias: Azul: A empresa brasileira opera de Campinas para Fort Lauderdale (quatro vezes por semana) e para Lisboa (duas vezes por semana). GOL: A companhia aérea brasileira pretende retomar os voos internacionais progressivamente a partir de setembro, começando com as rotas de São Paulo para Assunção (Paraguai), Buenos Aires (Argentina), Lima (Peru), Montevidéu (Uruguai), Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) e Santiago (Chile); e do Rio de Janeiro para Buenos Aires, Córdoba e Rosário, todos na Argentina. A GOL ressalta que o retorno depende das restrições de viagem impostas pelas autoridades dos países nos quais a companhia opera na América do Sul, Central e no Caribe, além de recomendações das autoridades dos EUA. Latam: A empresa aérea brasileira opera de forma reduzida as rotas de São Paulo para Frankfurt, Londres, Madri, Miami e Santiago. Em julho serão adicionados quatro novos destinos: Ilhas Malvinas (a partir de 1º de julho), Lisboa (17 de julho), Cidade do México (15 de julho) e Montevidéu (14 de julho). Aerolíneas Argentinas: No final de abril, o governo da Argentina suspendeu todos os voos comerciais, tanto nacionais quanto internacionais, até 1º de setembro devido à pandemia. Somente os voos especiais de repatriação ou de carga podem circular no país durante o período. Por isso, a empresa retoma seus voos a partir do início de setembro. Aeromexico: A empresa mexicana retomará seus voos regulares entre Cidade do México e São Paulo a partir de 06 de julho (duas frequências semanais). Air Canada: A companhia canadense retoma os voos diários entre Toronto e São Paulo a partir de 1º de agosto. Air China: A companhia chinesa, que faz a rota São Paulo-Madri-Pequim, suspendeu suas operações nesta rota até 30 de julho. Ela afirma ainda que a retomada das operações dependerá da prevenção e controle da covid-19. Air Europa: A companhia espanhola retomará seus voos de Madri para São Paulo no dia 15 de julho (três frequências semanais). A rota da capital espanhola para Salvador voltará a ser operada em setembro, com duas frequências semanais. Já os trajetos para Fortaleza e Recife voltarão a receber voos de Madri a partir de novembro, ambos com duas frequências semanais. Air France: A companhia francesa opera três vezes por semana entre Paris e São Paulo; e uma vez por semana entre a capital francesa e o Rio de Janeiro. A partir de 6 de julho, ela aumenta a frequência para São Paulo (5 vezes por semana) e para o Rio de Janeiro (3 vezes por semana). Não há previsão ainda para a retomada das operações para Fortaleza. Alitalia: O sistema de reservas da companhia aérea italiana indica que os voos de Roma para São Paulo e Rio de Janeiro serão retomados a partir de 1º de setembro. Amaszonas: A empresa aérea boliviana começa a operar a rota entre Santa Cruz de la Sierra e São Paulo a partir de 15 de julho. No sistema de reservas da companhia não é indicada a retomada dos trajetos de Rio de Janeiro e Foz do Iguaçu para Santa Cruz de la Sierra. American Airlines: A companhia americana retoma a partir de 5 de agosto as rotas de Miami para São Paulo e Rio de Janeiro, além do trajeto entre Nova York e São Paulo. Em 25 de outubro serão retomadas as seguintes rotas: Dallas e Los Angeles para São Paulo; Miami para Brasília; e Miami para Manaus. O voo sazonal entre Nova York e Rio de Janeiro será realizado a partir de 17 de dezembro. Avianca: A companhia aérea colombiana afirmou que os voos de Bogotá para o Brasil devem ser retomados a partir de 1º de setembro. Não há ainda previsão para o retorno das operações regulares de Lima para São Paulo e Rio de Janeiro. Avior: A empresa venezuelana, que opera a rota entre Manaus e Caracas, suspendeu todos os voos nacionais e internacionais até 12 de maio. O sistema de reservas da companhia ainda não indica a retomada da rota. Boliviana de Aviación: A empresa retoma os voos diários entre São Paulo e Santa Cruz de la Sierra a partir de 1º de julho. Já no mês de outubro, a companhia pretende adicionar os trajetos de Guarulhos para Cochabamba e La Paz, com três e duas frequências semanais, respectivamente. British Airways: O sistema de reservas no site da companhia indica que os voos diários de Londres para São Paulo serão retomados a partir de 1º de agosto; para o Rio de Janeiro, a partir de 1º de setembro. Cabo Verde Airlines: A empresa aérea do país africano, que operava no Brasil voos para Fortaleza, Recife e Porto Alegre, suspendeu todas as suas operações. Ela retomará a rota entre Ilha do Sal e Recife a partir de 1º de outubro. O sistema de reservas não indica ainda quando serão operados novamente os trajetos para Fortaleza e Porto Alegre. Copa Airlines: A empresa iria retomar seus voos internacionais no final de junho, mas terá que adiar porque a Autoridade de Aviação Civil do Panamá prorrogou por mais 30 dias a suspensão de todos os voos internacionais no país. Agora, a companhia deve retomar suas rotas no dia 22 de julho. Delta Airlines: A empresa americana, que pretendia retomar a rota entre Atlanta e São Paulo em junho, retirou o aeroporto de Guarulhos de sua programação. Não há informações oficiais sobre quando este trajeto será reativado, como também as rotas de Nova York para São Paulo; e de Atlanta para o Rio de Janeiro. Edelweiss: A empresa aérea retoma seus voos entre Zurique e Rio de Janeiro a partir de 1º de outubro (uma vez por semana). A partir de 27 de outubro, ela acrescenta mais uma frequência semanal. Emirates: A companhia tem previsão para retomar o trajeto entre Dubai e São Paulo a partir de 2 de julho (quatro voos semanais); e para o Rio de Janeiro, a partir de 2 de agosto (quatro voos semanais). Ethiopian Airlines: A companhia nacional da Etiópia conecta São Paulo e Adis Abeba (e demais conexões) quatro vezes por semana. FlyBondi: No final de abril, o governo da Argentina suspendeu todos os voos comerciais, tanto nacionais quanto internacionais, até 1º de setembro devido à pandemia. Somente os voos especiais de repatriação ou de carga podem circular no país durante o período. Por isso, a empresa retoma seus voos a partir do início de setembro. Iberia: A companhia espanhola retoma seus voos diretos de Madri para São Paulo a partir de 1º de agosto, e para o Rio de Janeiro a partir de 1º de setembro. JetSmart: A empresa de baixo custo chilena opera voos de Santiago do Chile para Foz do Iguaçu e Salvador a partir de 25 de outubro (duas frequências semanais em cada rota). O trajeto para São Paulo será operado a partir de 16 de novembro. KLM: A companhia holandesa voa de Amsterdã para São Paulo seis vezes por semana; e, para o Rio de Janeiro, quatro vezes por semana. Não há previsão ainda para a retomada das operações em Fortaleza. Lufthansa: Atualmente, a empresa alemã voa de São Paulo para Frankfurt três vezes por semana: às segundas, quintas e sábados. Já no sentido contrário, os voos são às quartas, sextas e domingos. A partir de 1º de junho serão adicionadas mais duas frequências semanais na rota. Assim, os voos partirão de São Paulo às segundas, terças, quintas, sábados e domingos. Já os voos de Frankfurt para o aeroporto de Guarulhos serão às segundas, quartas, sextas, sábados e domingos. Adicionalmente, a empresa passará a oferecer conexões em Frankfurt para outros destinos europeus, do Oriente Médio, África e Índia. Não há previsão para a retomada das operações entre Frankfurt e Rio, e entre Munique e São Paulo. Norwegian: O site da companhia low cost, que opera o trajeto entre Londres e Rio de Janeiro, mostra voos disponíveis a partir de 26 de outubro (três vezes por semana). Qatar Airways: A empresa opera três frequências semanais entre São Paulo e Doha (e conexões para outros destinos internacionais) em junho. A companhia pretende adicionar em julho uma frequência semanal à rota e retomar seus voos diários a partir de 31 de agosto. Todas as operações serão realizadas pelo A350-1000. Royal Air Maroc: A companhia marroquina suspendeu os voos de Casablanca para São Paulo e Rio de Janeiro. O sistema de reservas da companhia ainda não mostra quando as rotas serão retomadas. Sky: A empresa de baixo custo chilena adiou o retorno das operações entre Santiago do Chile para São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis e Salvador. South African Airways (SAA): Antes do início da pandemia de coronavírus, a empresa sul-africana já havia anunciado o cancelamento de sua rota entre São Paulo e Johanesburgo. Surinam Airlines: A empresa aérea do Suriname retoma seus voos regulares entre Panamaribo e Belém a partir de 19 de julho. Swiss: A empresa suíça retoma seus voos diretos entre Zurique e São Paulo a partir de 02 de julho. TAAG – Linhas Aéreas de Angola: A companhia aérea angolana retoma seus voos diretos entre Luanda e São Paulo a partir de 1º de julho. São três frequências semanais. TAP: A companhia aérea portuguesa opera voos de Lisboa para São Paulo (3 vezes por semana), Rio de Janeiro (uma frequência semanal) e Recife (duas vezes por semana). O sistema de reservas da empresa não indica ainda a retomada das operações para Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Belém, Fortaleza e Natal, além da estreia do voo para Maceió. Turkish Airlines: A empresa aérea retoma seus voos entre Istambul e São Paulo a partir de 2 de setembro. United: A companhia americana continua voando diariamente a rota entre São Paulo e Houston. As seguintes rotas voltam a partir de 03 de agosto com voos diários: Houston – Rio de Janeiro e, ainda, para São Paulo; e Newark – São Paulo. Em 24 de outubro é a vez das seguintes rotas serem incluídas na malha da empresa, com voos diários: Chicago e Washington para São Paulo. Virgin Airways: A empresa aérea britânica, que havia adiado o lançamento da rota entre Londres e São Paulo de 29 de março para 5 de outubro, decidiu não começar a realizar o trajeto entre a capital inglesa e o aeroporto internacional de Guarulhos. Veja Mais

Onda virtual avança pelo agronegócio e leva cooperativa a promover feira online

G1 Economia A partir de um investimento de cerca de R$ 2 milhões, a Coopercitrus Expo Digital tem meta de viabilizar negócios de quase R$ 1 bilhão entre 27 e 31 de julho. Foto da Coopercitrus Expo em sua versão presencial, organizada em 2015 Reuters A onda virtual que aflora da pandemia de coronavírus, impulsionada por medidas de distanciamento social, invadiu também o agronegócio, levando a cooperativa Coopercitrus a promover uma pioneira feira online para o setor, com a reprodução em 3D de seu tradicional evento físico. Pandemia gera incerteza para feiras do agronegócio em 2020 A partir de um investimento de cerca de R$ 2 milhões, a Coopercitrus Expo Digital tem meta de viabilizar negócios de quase R$ 1 bilhão entre 27 e 31 de julho, mantendo a força da feira anual Feacoop, dessa vez em um ambiente em 360º. A recriação da feira na internet, segundo a Pixit, agência responsável pela exposição digital, ocorre por meio da captação de imagens dos espaços físicos e da computação gráfica. Os estandes, áreas de convívio e produtos, incluindo máquinas agrícolas, serão apresentados em modelos tridimensionais baseados nos formatos reais. Os visitantes, produtores de soja, milho, laranja, café, entre outros, poderão circular virtualmente pela área de exposição e realizar negócios da mesma forma que ocorre na feira comum, com a disponibilização de "botões" para que o produtor escolha entre avançar pelos estandes e realizar negociações. Além disso, poderão acompanhar mais de cem palestras. "A navegação nos espaços virtuais que criamos proporciona uma experiência muito próxima da realidade", disse o presidente-executivo da Pixit, Flávio Machado. O CEO da Coopercitrus, Fernando Degobbi, afirma que pretende fazer história, projetando que mais de 200 mil pessoas visitem o ambiente virtual e mais de R$ 800 milhões sejam movimentados em negócios. Com essas metas, a feira poderia se aproximar dos resultados vistos no ano passado, quando viabilizou negócios de 850 milhões de reais, recebendo 12 mil visitantes na Estação Experimental de Citricultura, em Bebedouro (SP), tradicional local da Feacoop. O setor do agronegócio vem sendo um dos menos afetados pela pandemia, com o país colhendo uma safra recorde em 2019/20 e sendo beneficiado pela alta do dólar frente ao real, que deixou o produto nacional competitivo. Pandemia acelerou mudanças A proposta de alterações na feira já existia, inclusive com mais inovações digitais, mas a pandemia da Covid-19 acelerou as mudanças rumo ao mundo online, em um momento em que outros eventos do setor são cancelados ou adiados --incluindo a Agrishow, uma das maiores feiras do agronegócio do mundo, que foi transferida para 2021. "No mês de maio, a gente decidiu virar essa chave e buscar parcerias para fazer uma feira digital. O nosso conceito é fazer uma feira de verdade, não uma coisa plana, não uma plataforma de compras, mas sim uma experiência virtual, visitando estandes, vendo as máquinas... Com cara e jeito de feira", disse Degobbi à Reuters na quinta-feira. Segundo a cooperativa, 133 estandes serão montados na plataforma online, que funcionará como um website. Grandes empresas do setor, como Bayer, Corteva e New Holland, estão entre os expositores --que assinaram contratos para uma feira comum, nos mesmos moldes do evento físico. O montante projetado em negociações parte especialmente dos insumos agrícolas, como fertilizantes e defensivos, e das máquinas agrícolas. A cooperativa também vê um bom momento para negócios na esteira do Plano Safra 2020/21, que foi anunciado pelo governo federal no último dia 17 e envolve um volume recorde de R$ 236,3 bilhões em créditos agrícolas. Agro mais digital Entre as principais propostas da iniciativa está a ampliação do lado digital do agronegócio. A Coopercitrus estima que 87% dos seus cooperados tenham acesso à internet. Para produtores ainda desconectados, serão montadas áreas ao acesso virtual em centros de negociações da cooperativa, que atua em São Paulo, Minas Gerais e Goiás, já que neste ano a feira "real" não existirá. Em um mundo no qual as pessoas se acostumam cada vez mais com "lives", o desejo da feira, além de promover exposições e conversas, é usar o recurso virtual para vender --o que é tido como um desafio superável. "A questão comercial (digital) sempre tem um desafio. Até agora a gente não viu ela avançar no Brasil... (Queremos oferecer) toda a possibilidade de interagir de forma simples, com a alternativa de navegar pela feira e de clicar nos botões, se você quiser só negociar", afirmou Degobbi. "Nós não vimos nada igual ao que a gente está fazendo. Nós pesquisamos, conversei com organizadoras internacionais de grandes feiras... Nós vamos fazer história", afirmou. Veja Mais

IGP-M: índice que corrige o aluguel acelera alta a 1,56% em junho, diz FGV

G1 Economia Com este resultado, indicador acumula alta de 4,39% no ano e de 7,31% em 12 meses. O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) teve alta de 1,56% em junho, contra avanço de 0,28% em maio, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira (29). Com este resultado, o índice acumula alta de 4,39% no ano e de 7,31% em 12 meses, bem acima da inflação oficial do país. Em junho de 2019, o índice havia subido 0,80% e acumulava alta de 6,51% em 12 meses. O resultado veio em linha com o esperado pelo mercado. A expectativa em pesquisa da Reuters era de uma alta de 1,51% no mês. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis. Alta de combustíveis O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral, subiu 2,25% em junho, ante 0,59% em maio. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais subiu 2,45% em junho. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de -10,52% para 22,14%, no mesmo período. “Em junho, os aumentos captados nos preços dos combustíveis responderam majoritariamente pela aceleração da taxa do IPA, índice com maior contribuição para o IGP. Entre os bens finais, cabe destacar o aumento da gasolina automotiva (-10,12% para 38,16%). Já entre os bens intermediários, a principal influência partiu do óleo Diesel (-16,08% para 11,65%)", afirmou André Braz, Coordenador dos Índices de Preços. Com peso de 30%, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,04% em junho, após cair 0,60% em maio. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram avanço em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Transportes (-2,60% para 0,21%). Nessa classe de despesa, vale citar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de -8,59% em maio para 0,40% em junho. Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Educação, Leitura e Recreação (-2,22% para -1,33%), Comunicação (0,02% para 0,41%), Vestuário (-0,25% para -0,11%), Habitação (-0,12% para -0,11%) e Despesas Diversas (0,16% para 0,21%). Nestas classes de despesa, vale mencionar os seguintes itens: passagem aérea (-16,69% para -10,08%), combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,00% para 1,06%), roupas (-0,22% para -0,06%), eletrodomésticos (-0,91% para 1,30%) e conserto de aparelho telefônico celular (0,22% para 1,21%). Em contrapartida, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,26% para 0,19%) e Alimentação (0,49% para 0,45%) registraram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, destacam-se os itens artigos de higiene e cuidado pessoal (0,20% para -0,38%) e hortaliças e legumes (4,77% para 0,95%). Com os 10% restantes, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,32% em junho, ante 0,21% no mês anterior. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de maio para junho: Materiais e Equipamentos (0,56% para 0,81%), Serviços (0,02% para 0,19%) e Mão de Obra que não variou pelo terceiro mês consecutivo. Pandemia faz aumentar negociações de contratos de aluguel Veja Mais

Bolsas da China recuam com preocupações sobre nova alta de infecções por coronavírus

G1 Economia Índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,71%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,61%. Os índices acionários da China fecharam em baixa nesta segunda-feira (29) já que o forte aumento nas infecções por coronavírus no país e em todo o mundo levantou preocupações sobre a recuperação econômica. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,71%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,61%. O índice de start-ups ChiNext Composite perdeu 0,4% diante da realização de lucros. Os investidores chineses, retornando de um fim de semana prolongado após o Festival do Barco do Dragão, reagiram a sinais de piora da pandemia conforme o número global de mortes alcançou meio milhão. Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 2,30%, a 21.995 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 1,01%, a 24.301 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,61%, a 2.961 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,71%, a 4.109 pontos. Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 1,93%, a 2.093 pontos. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 1,01%, a 11.542 pontos. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 1,17%, a 2.574 pontos. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 1,51%, a 5.815 pontos. China quer evitar novo surto de Covid-19 e impõe bloqueio a quase meio milhão de pessoas Veja Mais