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Clima ajuda e produtores comemoram safra de abacaxi

G1 Economia Safra de 2023 ainda não chegou ao fim, mas, para quem vive do plantio de abacaxi, este ano foi de ótima produção. Expectativa é de que os números deste ano sejam ainda melhores que os do ano passado. Clima ajuda e produtores comemoram safra de abacaxi Reprodução/TV TEM Para o abacaxi, quanto mais quente e úmido, melhor. A fruta gosta do calor e precisa da chuva para se desenvolver. Neste ano, o clima foi favorável para os produtores, com as chuvas e as altas temperaturas registradas ao decorrer de 2023. Por isso, eles relatam um aumento na produção da fruta em comparação com o ano passado. Mas não apenas o clima ajudou os produtores. Muitos deles optaram pela estratégia do adensamento para o aumento da produção da fruta, que consiste em reduzir o espaçamento entre plantas e entre fileiras, com consequente aumento na densidade de plantio e no número de frutos colhidos por hectare. Nesta técnica, como as mudas do abacaxi são plantadas no mesmo espaço, a disputa por água, luz e nutrientes faz com que o tamanho da fruta diminua, o que é ótimo para a comercialização dos produtores para o mercado. A qualidade do abacaxi também é mantida nessa técnica. Veja a reportagem exibida no programa em 10/12/2023: Clima ajuda e produtores comemoram safra de abacaxi Dados do instituto de Economia Agrícola mostram que a região de Andradina (SP), no noroeste paulista, é a maior produtora de abacaxi do estado. Na safra de 2022, foram mais de 66 mil toneladas da fruta colhidas, o que corresponde a mais de 85% de toda a produção paulista. A safra de 2023 ainda não chegou ao fim, mas, para quem vive do plantio de abacaxi, este ano foi de ótima produção, com frutas do tamanho ideal, e docinhas, do jeito que o consumidor gosta. A expectativa é de que os números deste ano sejam ainda melhores que os do ano passado. VÍDEOS: reveja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Veja Mais

Simental é gado bom para carne e para leite

G1 Economia Animal tem origem suíça e vem sendo o 'queridinho' de muitos pecuaristas. Isso porque o gado simental é de dupla aptidão, ou seja, pode ser usado tanto como gado de corte, quanto como gado de leite. Simental é gado bom pra carne e para leite Reprodução/TV TEM As marcas brancas na pelagem são apenas algumas das características desse animal. Suas patas, a cabeça e o seu porte também são destaque e diferenciam a raça do gado simental. O animal, que tem origem suíça e chegou ao Brasil há mais de 100 anos, vem sendo o "queridinho" de muitos pecuaristas. Isso porque o gado simental é de dupla aptidão, ou seja, pode ser usado tanto como gado de corte, quanto como gado de leite. Veja a reportagem exibida no programa em 10/12/2023: Simental é gado bom pra carne e pra leite Um pecuarista da região de São José do Rio Preto trabalha com a raça há quase 30 anos. Ele foi um dos primeiros criadores da raça na região, e destaca a paixão pelo gado simental logo de cara. Hoje, seu rebanho conta com 300 cabeças, sendo muitas delas premiadas. O foco por lá é a venda de embriões, sêmen e também animais reprodutores e matrizes. Em sua fazenda, ainda é feito o cruzamento do gado simental puro com a raça bovina nelore, e seus filhotes são vendidos para criadores do país todo. Em uma outra fazenda de Nova Aliança (SP), a raça chegou por lá há 25 anos, justamente pela qualidade do animal e pela sua qualidade no corte e no leite. Além do gado, a fazenda conta com muitos touros da raça que também são premiados. De acordo com a Associação Brasileira dos Criadores de Gado Simental, hoje no Brasil são 500 animais certificados, número que deve seguir crescendo nos próximos anos. VÍDEOS: reveja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Veja Mais

Safra de lichia agrada no interior de SP

G1 Economia Produtor do centro-oeste paulista relata que, mesmo com a baixa produtividade deste ano, a fruta conseguiu ganhar peso e sabor. Safra de lichia agrada no interior de SP Reprodução/TV TEM Com formato de coração, casca vermelha e bem docinha, a lichia, que tem origem chinesa, vem ganhando espaço no paladar dos brasileiros e ganhando força no cultivo em várias regiões de São Paulo. Apesar de ser uma fruta que gosta de frio intenso e chuva, Bruno Vendimiatti, produtor do centro-oeste paulista, relata que, mesmo com a baixa produtividade deste ano, a fruta conseguiu ganhar peso e sabor. "A lichia é uma fruta que gosta muito de frio mais intenso e chuva, mas, como esse ano a gente teve um cenário bem diferente, ela deve produzir menos. Apesar dessa situação, a fruta conseguiu ganhar peso, está graúda e docinha", diz. A plantação de Bruno, que conta com 240 árvores, teve sua colheita antecipada em decorrência do clima, e deve somar 34 toneladas até o final da safra. Veja a reportagem exibida no programa em 10/12/2023: Safra de lichia agrada no interior de SP Na produção de Bruno, tudo é em família, que se divide para conseguir fazer a plantação e a colheita. Claudemir Donizete, tio do produtor, ajuda em todos os processos da produção da lichia. Já sua irmã, Ana Carolina, fica com a parte da triagem das frutas, para evitar que passe alguma que esteja estragada. Mesmo com o tempo diminuindo a quantidade de lichias produzidas, o produtor se mostra satisfeito com relação aos preços desta safra. "É a fruta da época, né? Então eu acredito que está bom. Eu vendo a aproximadamente R$ 10 a R$ 12 o quilo dela", finaliza. Além da fruta ser consumida ao natural, existe uma grande variedade de produtos que podem ser feitos com a lichia, como doces, geleias e sorvetes. VÍDEOS: reveja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Veja Mais

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Problemas climáticos enfrentados por Peru, Equador e Espanha impulsionam exportações de frutas do Brasil, aponta USP

G1 Economia País exportou mais de 940 mil toneladas de frutas entre janeiro e novembro deste ano. Clima favorável no Nordeste (El Niño) também é apontado como um dos motivos do desempenho brasileiro. Laranja está entre as frutas mais exportadas Fábio Tito/g1 A receita obtida com a exportação de frutas frescas do Brasil atingiu a marca de US$ 1,08 bilhão entre os meses de janeiro e novembro de 2023. O país embarcou mais de 940 mil toneladas de frutas nesse ano, conforme aponta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP). O volume deve superar o recorde de 2021 que embarcou US$ 1,1 bilhão na soma do ano todo. O principal motivo para o desempenho brasileiro positivo são os problemas climáticos enfrentados por Peru, Equador e Espanha, países concorrentes que estão com produção reduzida. O montante de US$ 1,08 bilhão indica uma alta de 30,4% quando comparado ao mesmo período de 2022. O recorde, até então, havia sido o de US$ 1,1 bilhão registrado em 2021. Mais de 940 mil toneladas exportadas De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), entre janeiro de novembro de 2023, o Brasil exportou quase 940,9 mil toneladas de frutas frescas, índice 11,9% maior ao registrado no mesmo período de 2022. 10 mais exportadas De acordo com o centro de estudos do Cepea da Esalq/USP, as dez frutas frescas mais exportadas em volume pelo Brasil em 2023 são: ????Manga ????Melão ????Uva ????Lima/limões ????Melancia ????Mamão ????Abacate ????Maçã ????Banana ????Laranja Mangas produzidas no Vale do São Francisco para exportação Amanda Franco / G1 Clima favorável no Nordeste Os pesquisadores do Cepea ressaltam o desempenho de manga, uva, lima e limões, melão e melancia quanto às exportações em 2023, frutas cujo preço médio em dólar tem avançado “Para algumas frutas, como o melão e a melancia, o clima favorável no Nordeste (El Niño) está favorecendo o volume produzido e a qualidade”, afirmam os pesquisadores. Problemas climáticos de concorrentes Entretanto, o principal fator destacado são problemas relacionados ao clima enfrentados por países concorrentes. “No geral, o principal motivo para o bom desempenho brasileiro está nos problemas climáticos enfrentados por países como Peru, Equador e Espanha, que estão com produção reduzida”, aponta o Cepea. VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba Veja Mais

Relatório da LDO contorna marco fiscal e pode evitar corte de R$ 30 bilhões em 2024, segundo técnicos

G1 Economia Oficialmente, o relator, Danilo Forte, nega ter acolhido sugestão da liderança do governo, mas incluiu dispositivo com redação diferente e que, na prática, tem o mesmo efeito. Apesar de negar ter acolhido sugestão do governo para evitar um corte de cerca de R$ 30 bilhões em despesas no próximo ano, o deputado Danilo Forte (União-BA), relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), incluiu no parecer um dispositivo que, na prática, tem o mesmo efeito. O dispositivo incluído por Danilo faz uma referência à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que permite exceções para o bloqueio de algumas despesas específicas. Pela regra incluída na LDO, um corte de gastos não poderá ser feito nesta condição: se impedir que a execução de despesas do governo cresça menos que 0,6% ao ano (já descontada a inflação). O patamar de 0,6% é o mínimo previsto no arcabouço fiscal (nova regra de controle das despesas públicas). Só que o arcabouço não fala em mínimo de execução da despesa. Fala em previsão orçamentária. Na prática, o trecho incluído por Forte pode obrigar o gasto, avançando sobre o que prevê o arcabouço. O dispositivo também limita o bloqueio de despesas do próximo ano a R$ 23 bilhões O valor é muito menor do que o montante calculado considerando as regras do novo marco fiscal. Segundo cálculos da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados, o contingenciamento máximo poderia chegar a R$ 56,5 bilhões. Com a menor obrigatoriedade de fazer bloqueios, fica mais difícil para o governo atingir a meta zero de déficit fiscal -- ou seja, um equilíbrio nas contas públicas, sem resultado negativo nem positivo. Miriam Leitão comenta o relatório da Lei de Diretrizes Orçamentárias Desrespeito à LRF e ao marco fiscal Segundo analistas de Orçamento, a medida ignora tanto a LRF quanto a lei complementar do novo marco fiscal. No caso da LRF, ainda que legislação permita exceções ao bloqueio, o contingenciamento é necessário quando há risco de não cumprimento da meta. Além disso, a Lei de Responsabilidade Fiscal permite exceções de bloqueio a despesas específicas -- por exemplo, para ciência, tecnologia e inovação -- não exceções a uma regra geral, como o dispositivo incluído por Danilo Forte. Já o novo marco fiscal estabelece um limite de 25% para eventuais contingenciamentos das despesas discricionárias (não obrigatórias), como investimentos e custeio da máquina pública. Ou seja, a legislação permite que o gestor deixe de fazer contingenciamentos (ainda que necessários para o cumprimento da meta) que ultrapassem 25% do total das discricionárias. Neste caso, o descumprimento da meta não configura infração do governo. Segundo consultoria da Câmara, esse limite de 25% corresponderá em 2024 a R$ 56,5 bilhões: “Adotando-se o total das despesas discricionárias de todos os Poderes e órgãos autônomos no PLOA 2024 como base de cálculo, o contingenciamento máximo para 2024 seria de R$ 56,5 bilhões”. Ao limitar o bloqueio a R$ 23 bilhões, o dispositivo torna sem efeito a medida e, na avaliação de técnicos, fere uma lei complementar, que é superior a uma legislação anual, como a LDO. Consulta ao TCU Aliados de Forte dizem que ele optou por essa nova redação já que ela "apenas remete" ao novo marco fiscal. Mas para seguir esse entendimento, o Ministério da Fazenda pode precisar consultar o Tribunal de Contas da União (TCU) para validar a interpretação sobre a nova regra. Segundo técnicos, a inclusão do dispositivo na LDO não resolve a legalidade de um bloqueio menor em caso de descumprimento da meta. Por isso, se no próximo ano o governo precisar, por exemplo, bloquear R$ 40 bilhões para cumprir a meta fiscal, mas interpretar que o máximo do bloqueio seja de R$ 23 bilhões devido à medida da LDO, isso pode levar à punibilidade do Executivo, na avaliação destes analistas de Orçamento. Para Randolfe Rodrigues, assim que a LDO for sancionada, será "necessária" a consulta ao TCU em busca do valor limite de contingenciamento. De acordo com o senador, o Planalto se sentiu contemplado com o relatório de Danilo Forte e não pretende sugerir mudanças. Apesar de a emenda de Randolfe não ter sido formalmente aceita, a alternativa dada pelo relator atendeu, na prática, o pedido do governo - avaliação compartilhada por membros do Ministério da Fazenda. O senador afirmou que, após apresentação do texto, conversou com o ministro Fernando Haddad, que comemorou a medida. "A equipe econômica celebrou pois o parecer atende o espírito de coerência com o arcabouço fiscal. Não devemos fazer nenhuma alteração", declarou. Ele disse que a LDO será votada na próxima quinta-feira (14), em sessão do Congresso. Veja Mais

Dólar opera em baixa, após novos números de emprego nos EUA; Ibovespa sobe com Vale e Petrobras

G1 Economia No dia anterior, a moeda norte-americana avançou 0,14%, cotada a R$ 4,9089. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou com ganhos de 0,31%, aos 126.010 pontos. Cédulas de dólar John Guccione/Pexels O dólar opera em leve baixa nesta sexta-feira (8), após a divulgação do relatório payroll nos Estados Unidos, que revelaram a criação de 199 mil vagas de emprego no país, acima das projeções de mercado. Os números são observados com atenção porque podem trazer sinalizações de quais serão os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em relação aos juros no país. Já o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta, puxado pelo bom desempenho das ações da Vale e da Petrobras. Veja abaixo o dia nos mercados. Entenda o que faz o dólar subir ou descer Dólar Às 10h50, o dólar caía 0,10%, cotado a R$ 4,9039. Veja mais cotações. No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,14%, vendida a R$ 4,9089. Com o resultado, passou a acumular: alta de 0,58% na semana; queda de 0,13% no mês; recuo de 6,99% no ano. Ibovespa No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,38%, aos 126.485 pontos. As ações da Vale e da Petrobras, empresas com maior peso na composição do índice, avançavam 0,20% e 0,85%, respectivamente, acompanhando a valorização do minério de ferro e do petróleo nos mercados internacionais, Na véspera, o índice fechou em alta de 0,31%, aos 126.010 pontos. Com o resultado, passou a acumular: queda de 1,70% na semana; retração de 1,04% no mês; ganhos de 14,83% no ano. DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? O que está mexendo com os mercados? Nesta sexta-feira, os investidores repercutem os novos dados de emprego nos Estados Unidos. O relatório payroll revelou a criação de 199 mil novas vagas de trabalho em novembro, contra expectativa de 180 mil. O número também veio acima do resultado de outubro, quando o país gerou 150 mil novas vagas. O ganho médio do trabalhador por hora cresceu 0,4% no mês passado, em linha com as projeções. Já a taxa de desemprego ficou em 3,7%, de uma estimativa de 3,9%. Ao longo da semana outros dados também ficaram no radar dos investidores. Na quarta-feira, o relatório ADP de geração de empregos mostrou que a maior economia do mundo criou 103 mil novas vagas no setor privado, contra uma expectativa de 130 mil. Já na terça, o relatório Jolts registrou 8,7 milhões de vagas em aberto nos EUA, bem abaixo das expectativas do mercado, de 9,3 milhões. Esses números aumentam a percepção de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deve iniciar um ciclo de corte nas taxas de juros básicos do país em breve. Atualmente a taxa básica dos Estados Unidos está entre 5,25% e 5,50% ao ano. Isso acontece porque, em um período de inflação alta, quanto mais aquecido anda o mercado de trabalho (o que coloca mais dinheiro na mão dos trabalhadores), mais pressionados tendem a ficar os preços — o que vinha levando o Fed a promover o ciclo de alta nos juros. Em contrapartida, com números menores de emprego indicando uma desaceleração da atividade da maior economia do mundo, a visão de analistas e investidores é que o Fed possa iniciar cortes nos juros já no primeiro semestre de 2024. Taxas mais baixas por lá beneficiam os ativos de risco e impulsionam o desempenho da moeda brasileira sobre o dólar. Na próxima semana, o Fed se reúne para falar sobre política monetária e deve definir se mantém ou modifica suas taxas. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) também defini os rumos da Selic, taxa básica de juros. Também no cenário doméstico, o Banco do Brasil anunciou nesta manhã que seu Conselho de Administração aprovou uma proposta de desdobramento de 100% das ações da companhia - o que vai atribuir uma nova ação para cada ação já emitida. "O desdobramento ampliará a quantidade de ações emitidas sem alterar o patrimônio do BB e a participação percentual dos acionistas, e será efetivado após aprovação pela Assembleia Geral de Acionistas, observado os trâmites normativos vigentes", comunicou o banco. Veja Mais

Braskem: colapso das minas em Maceió demandará gastos de reparação e pode até 'melar' a venda

G1 Economia Obrigação de indenizar desabrigados e fazer reparos à cidade depois de promover um desastre ambiental deve aumentar o endividamento (já alto) da petroquímica. Incerteza sobre o tamanho do prejuízo tira o poder de negociação com potenciais compradores da empresa. Afundamento de uma mina da Braskem próximo à lagoa Mundaú, no Mutange, em Maceió, pode abrir uma enorme cratera na superfície Reprodução/TV Gazeta O desastre ambiental em Maceió, provocado pela exploração de sal-gema em uma mina da Braskem, encabeça uma lista de crises enfrentadas pela empresa. Antes, a questão era puramente financeira: as dívidas bilionárias de seu principal acionista, a Novonor (antiga Odebrecht) abriram a necessidade de levantar dinheiro para manter a operação. Para isso, a Braskem tinha uma negociação aberta para a venda de mais de 30% de suas ações para a Empresa Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (Adnoc). Em novembro, a Adnoc fez uma oferta de compra da maior parte das ações detidas pela Novonor por um valor de cerca de US$ 2,1 bilhões, ou R$ 10,3 bilhões, na atual cotação do dólar. À época, os acionistas ainda não achavam a ideal. Agora, com o risco de um colapso na região das minas em Maceió, a negociação ganhou novos contornos, já que a reparação necessária após o desastre deve aumentar expressivamente os gastos que a Braskem terá pela frente. Os riscos para o negócio O desastre causado pela Braskem acabou de gerar multas de mais de R$ 72 milhões para a empresa, aplicadas pelo Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA-AL). Segundo o IMA, a empresa já foi autuada 20 vezes, incluindo as últimas. Além dessas multas, a petroquímica responde a diversas ações judiciais — civis públicas e individuais —, além de acordos que já firmou e outros que podem ser firmados com o Ministério Público, Defensoria Pública e governos municipais, estaduais e federal. João Daronco, analista da Suno Research, comenta que, embora a oferta da Adnoc já tenha sido feita, caso seja aprovada pelos acionistas da Braskem, precisará passar por um período conhecido no mercado como "due diligence" (em tradução livre, diligência prévia). O processo envolve uma série de estudos investigativos que o investidor faz para entender se aquele negócio que ele está fechando, de fato, é uma boa oportunidade, além de mapear os possíveis riscos. Dessa forma, se a Braskem aceitar a oferta, a Adnoc terá um período para entender o tamanho do desastre antes de decidir seguir com o negócio. A principal consequência é a queda de poder de negociação da petroquímica brasileira, o que pode incluir uma severa redução do valor ofertado pelas ações da empresa para compensar as multas pelo desastre em Maceió. Para os especialistas ouvidos pela reportagem, é pouco provável que a companhia dos Emirados Árabes desista da compra. Daronco afirma que a questão principal é a insegurança jurídica que o possível comprador enfrentaria "por não saber qual o tamanho do passivo (dívidas e todas as outras obrigações financeiras de uma empresa) existente desse desastre, além da questão reputacional". "Dependendo do tamanho do passivo, podemos ver algum tipo de diminuição da liquidez financeira da companhia e, possivelmente, aumento do endividamento, mas esta é uma questão que ainda é difícil prever", destaca o analista. Os problemas financeiros da Braskem Mesmo antes de pesadas multas estarem no radar da empresa, a Braskem já passava por um momento financeiramente delicado. Daronco dá dois principais motivos: o setor petroquímico vive um período de "menores spreads", ou seja, uma menor diferença entre o preço de produção e de venda de seus produtos; a sua governança, com a Novonor, vem sendo obrigada a realizar uma série de desinvestimentos para poder pagar dívidas com seus credores. Assim, a venda da companhia é vista como uma saída para que os acionistas minoritários tenham melhores resultados, além de uma troca na gestão ter o potencial de trazer maior eficiência para os negócios da companhia. O principal acionista minoritário da Braskem é a Petrobras, que tem cerca de 36% das ações da empresa. Em outubro, o presidente da estatal, Jean Paul Prates, afirmou acreditar que a venda da fatia da Novonor (de mais de 38%) seria concluída até fevereiro de 2024 — se não houver entrave devido à situação em Maceió. Os débitos da petroquímica com seus credores (que são os grandes bancos) são multibilionários: o saldo de dívida líquida da companhia em seu último balanço, do terceiro trimestre deste ano, era de quase US$ 5 bilhões (ou R$ 24 bilhões). As ações pertencentes à Novonor estão em alienação fiduciária, ou seja, qualquer transação dessas ações só pode ser feita com a autorização dos credores, e isso significa que a própria venda da companhia depende de aprovação. Como a situação em Maceió pode agravar as dívidas Sem uma geração expressiva de caixa, o desastre em Maceió pode acabar em um aumento do endividamento da Braskem. Em um relatório divulgado pela petroquímica em setembro, antes do agravamento do afundamento em Maceió, a empresa explicou que já tem acordos em andamento e verbas separadas para arcar com danos, mas afirmou que ainda não há previsão de qual será o custo final de toda a situação. "A companhia não pode descartar futuros desdobramentos relacionados ao evento geológico de Alagoas, ao processo de realocação e ações nas áreas desocupadas e adjacentes, de modo que os custos a serem incorridos pela Braskem poderão ser diferentes de suas estimativas e provisões", aponta o relatório. Além de multas aplicadas por governos à Braskem, a empresa também deve ser responsabilizada por todos os danos causados aos moradores dos locais afetados pelo desastre ambiental. "Essas famílias têm que ser indenizadas, todo prejuízo material deve ser coberto", aponta Marcelo Tapai, especialista em direito imobiliário do Tapai Advogados. "Além disso, tem um problema emocional muito sério: você abandonar sua casa, largar tudo para trás sem saber onde vai morar — visto que muito provavelmente a empresa não vai disponibilizar um imóvel nas mesmas condições no dia seguinte —, precisando ir para casa de parentes ou hotel. Isso causa um abalo emocional muito grande. Então, o dano moral está configurado e essas pessoas têm direito a receber também uma indenização por danos morais", diz ele. Veja Mais

Dinheiro esquecido: R$ 7,5 bilhões ainda podem ser resgatados em sistema do Banco Central

G1 Economia Consulta pode ser feita por pessoas físicas e empresas no Sistema de Valores a Receber. Segundo instituição, R$ 5,3 bilhões foram resgatados até outubro. Você tem dinheiro esquecido? Saiba como consultar no Banco Central O Banco Central divulgou nesta quinta-feira (7) que cerca de R$ 7,5 bilhões ainda estão disponíveis para resgate no Sistema de Valores a Receber (SVR). Os dados são do mês de outubro. O sistema é um serviço do Banco Central no qual é possível consultar se pessoas físicas, inclusive falecidas, e empresas têm algum dinheiro esquecido em banco, consórcio ou outra instituição. Segundo o BC, desse total, estão disponíveis: R$ 6 bilhões para 40,6 milhões de CPFs R$ 1,5 bilhão para 3 milhões de CNPJs De acordo com a instituição, 62,98% dos resgastes devem ser de até R$ 10. Veja: Entre R$ 0 e R$ 10 – 62,98% Entre R$ 10,01 e R$ 100 – 25,71% Entre R$ 100,01 e R$ 1.000 – 9,64% Acima de R$ 1.000,01 – 1,68% Número de beneficiários por faixa de valor a receber: entre R$ 0,00 e R$ 10,00: 31.390.932 beneficiários entre R$ 10,01 e R$ 100,00: 12.813.948 beneficiários entre R$ 100,01 e R$ 1.000,00: 4.806.330 beneficiários acima de R$ 1.000,01: 835.394 beneficiários Segundo o BC, o beneficiário com valores a receber em mais de uma faixa é contado mais de uma vez. Até outubro, R$ 5,3 bilhões já tinham sido resgatados. Como consultar e resgatar O único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores é o https://valoresareceber.bcb.gov.br. É importante ressaltar que, via sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para aqueles que fornecerem uma chave PIX para a devolução. Caso não tenha uma chave cadastrada, você precisará entrar em contato com a instituição para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação. No caso de valores a receber de pessoas falecidas, é preciso ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal para consultá-los. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade. Após a consulta, é preciso entrar em contato com as instituições nas quais há valores a receber e verificar os procedimentos. Veja Mais

Confira as vagas de emprego disponíveis em Petrolina, Araripina e Salgueiro nesta quinta-feira (7)

G1 Economia As vagas são disponibilizadas diariamente pela Agência do Trabalho de Pernambuco. As vagas são disponibilizadas diariamente pela Agência do Trabalho de Pernambuco. Reprodução/Agência Brasil A Agência de Trabalho de Pernambuco divulgou as vagas de emprego disponibilizadas paras os municípios de Petrolina, Araripina e Salgueiro , no Sertão de Pernambuco, nesta quinta-feira (7). As oportunidades são atualizadas diariamente pelo g1 Petrolina. ? Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Sedepe através da internet. O atendimento na agência de Salgueiro é feito a partir de um agendamento prévio, feito pelo site da Secretaria. Em Petrolina e Araripina basta ir até a Agência de Trabalho. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 e (87) 9 9180-4065 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871 - 8467 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE Veja Mais

Um em cada quatro alimentos de origem vegetal tem resíduos de agrotóxicos proibidos ou acima do permitido, aponta Anvisa

G1 Economia Agência analisou 1.772 amostras de 13 alimentos, como amendoim, batata, brócolis e café em pó. Os números do ciclo 2018-2019 também foram divulgados. Uso de agrotóxicos pode causar graves riscos à saúde SES/Divulgação Um em cada quatro alimentos de origem vegetal no Brasil tem resíduos de agrotóxicos proibidos ou acima do permitido, segundo dados de 2022 do Programa de Avaliação de Resíduos de Agrotóxicos (Para), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O relatório, divulgado nesta quarta-feira (6), trouxe os números de 2018, 2019 e 2022 (a coleta foi suspensa em 2020 e 2021 por causa da pandemia). ???? O Para foi criado em 2001 para verificar a quantidade de elementos químicos em produtos importantes para a dieta do brasileiro, como alface, arroz, beterraba, cenoura, chuchu, laranja, tomate e uva. ???? Com base nele, é possível orientar a fiscalização e tomar medidas para proteger o consumidor de algum risco. Ciclo 2022 As amostras do ciclo 2022 foram coletadas em supermercados de todas as regiões do país, totalizando 79 municípios. Foram analisadas 1.772 amostras de 13 alimentos de origem vegetal: amendoim, batata, brócolis, café em pó, laranja, feijão, farinha de mandioca, maracujá, morango, pimentão, quiabo, repolho e farinha de trigo. 41,1% das amostras não tinham resíduos.? 33,9% das amostras com resíduos dentro do limite permitido.? 25% das amostras com inconformidade, que pode ser a presença de um agrotóxico não autorizado ou com resíduos acima do limite permitido.? 0,17%, equivalente a 3 amostras, apresentaram risco agudo.? Segundo a Anvisa, o risco agudo é o risco de danos à saúde pelo consumo de uma grande porção do alimento contendo resíduo de um determinado agrotóxico em curto espaço de tempo, como uma refeição ou um dia de consumo. Resultados do Para sobre agrotóxicos no Brasil Reprodução/Anvisa Ciclo 2018-2019 A Anvisa também divulgou dados de 2018 e 2019. Nos anos de 2020 e 2021, as atividades de coleta, transporte e análises de amostras foram temporariamente suspensas por causa da pandemia de Covid-19. No período, foram analisadas 3.296 amostras de 14 alimentos de origem vegetal: abobrinha, aveia, banana, cebola, couve, laranja, maçã, mamão, milho, pepino, pera, soja, trigo e uvas. As amostras foram coletadas em estabelecimentos em 84 municípios. 33,2% das amostras não tinham resíduos.? 41,2% das amostras com resíduos dentro do limite permitido.? 25,6% das amostras com inconformidade, que pode ser a presença de um agrotóxico não autorizado ou com resíduos acima do limite permitido.? 0,55%, equivalente a 18 amostras, apresentaram risco agudo.? Resultados do Para sobre agrotóxicos no Brasil Reprodução/Anvisa ???? Laranja: redução de risco agudo O relatório aponta uma redução do risco agudo na laranja: No ciclo 2013/2015, 12,1% das amostras tinham potencial de risco agudo. No ciclo 2018/2019, esse número caiu para 3%. No ciclo 2022, o risco agudo ficou em 0,6%. A Anvisa explicou que um dos principais motivos para a queda foi a proibição do uso de carbofurano no processo de reavaliação e a exclusão do uso de carbossulfano na cultura de citros. A agência também realizou restrições de uso para metidationa e o formetanato. De onde vem o Pêssego Veja Mais

Confira as vagas de emprego disponíveis em Petrolina, Araripina e Salgueiro nesta quarta-feira (6)

G1 Economia As vagas são disponibilizadas diariamente pela Agência do Trabalho de Pernambuco. As vagas são disponibilizadas diariamente pela Agência do Trabalho de Pernambuco. Reprodução Associação Nacional dos Servidores Públicos, de Previdência e da Seguridade Social (Anasps) A Agência de Trabalho de Pernambuco divulgou as vagas de emprego disponibilizadas paras os municípios de Petrolina, Araripina e Salgueiro , no Sertão de Pernambuco, nesta quarta-feira (6). As oportunidades são atualizadas diariamente pelo g1 Petrolina. ? Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Sedepe através da internet. O atendimento na agência de Salgueiro é feito a partir de um agendamento prévio, feito pelo site da Secretaria. Em Petrolina e Araripina basta ir até a Agência de Trabalho. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 e (87) 9 9180-4065 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871 - 8467 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE Veja Mais

Câmara aprova projeto que isenta de ICMS mercadoria transferida entre estados por uma mesma empresa

G1 Economia Hoje, Lei Kandir prevê aplicação do imposto mesmo se produtor for transferido para depósito de mesmo dono. Mudança teve 395 votos a favor e 20 contrários e segue para sanção. Por 395 votos a 20, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (5) um projeto de lei que acaba com a cobrança de ICMS em mercadorias transferidas pela mesma empresa de um estado para o outro. A matéria, que já foi aprovada pelo Senado, segue para sanção presidencial. O texto altera a Lei Kandir, que hoje prevê que a aplicação do imposto mesmo se o produto for transferido para o depósito de uma mesma empresa em outra unidade da federação. O projeto se adequa à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu pela inconstitucionalidade o trecho da lei original que propunha a cobrança do ICMS na transferência de mercadorias. Para o relator do assunto no STF, ministro Edson Fachin, a cobrança do imposto não fazia sentido, uma vez que não havia transferência de propriedade dos produtos. “Não incide ICMS no deslocamento de bens de um estabelecimento para outro do mesmo contribuinte localizados em estados distintos, visto não haver a transferência da titularidade ou a realização de ato de mercancia”, afirmou Fachin. Seis estados do sul e sudeste decidem aumentar ICMS Seguindo a decisão do Supremo, o projeto também prevê que a medida valerá a partir de 2024. "Se um produto fabricado em Goiás for trazido para Brasília, vai-se pagar imposto na transferência, mesmo sendo para o mesmo CNPJ, mesma loja. Ou seja, aquela loja não vendeu o produto, ela transferiu seu estoque de um Estado para outro. Então, deve-se pagar imposto na hora da venda do produto e não quando da transferência, em sendo o mesmo CNPJ. Mas isso acaba acontecendo", disse o deputado Joaquim Passarinho (PL-PA). "Esse não é problema de governo ou de oposição, trata-se de justiça fiscal com os Estados e, principalmente, com o empreendedor, principalmente com aquele obrigado a entrar na Justiça para garantir seu direito." O texto também dá a alternativa ao contribuinte de submeter à tributação as transferências de mercadorias entre estabelecimentos, nos moldes atuais para facilitar o aproveitamento dos créditos tributários. Veja Mais

B3 exclui Braskem de grupo de companhias reconhecidas por sustentabilidade empresarial

G1 Economia Decisão da bolsa de valores brasileira ocorre em meio ao afundamento de solo em Maceió (AL), em uma área de mina operada pela empresa. Imagem panorâmica mostra localização onde mina pode afundar, próximo da lagoa Mundaú, no bairro do Mutange, em Maceió Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas A bolsa de valores brasileira, a B3, anunciou nesta terça-feira (5) que irá excluir as ações da Braskem de seu Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) a partir da próxima sexta (8). A decisão ocorre em meio ao afundamento de solo e risco de colapso em Maceió (AL), em uma área de mina operada pela empresa. Desde o dia 30 de novembro, o solo já cedeu 1,86 m na região, sendo 6,5 cm nas últimas 24 horas. "Em função da situação de emergência decretada pela prefeitura de Maceió, envolvendo uma mina da Braskem, a B3 iniciou em 1 de dezembro o Plano de Resposta a Eventos ESG relacionados ao ISE B3", afirmou a empresa de infraestrutura para o mercado financeiro. O g1 entrou em contato com a Braskem, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem. Defesa Civil baixa nível de alerta para colapso de mina em Maceió Na prática, a empresa será excluída de um grupo seleto de companhias que têm "seu reconhecido comprometimento com a sustentabilidade empresarial". Segundo a B3, o objetivo do índice é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com boas ações de sustentabilidade, "uma vez que as práticas ESG (Ambiental, Social e de Governança Corporativa, na sigla em inglês) contribuem para a perenidade dos negócios". Afundamento do solo em área de mina em Maceió aumenta de novo e chega a 1,86 m Ao comunicar a decisão, a bolsa de valores brasileira também disse que considerou os quatro pilares de seu Plano de Resposta: impacto ESG da crise; gestão da crise pela companhia; impacto de imagem da crise na empresa; e resposta da companhia à crise. A B3 ponderou que a decisão não deve ser tomada como pré-julgamento das responsabilidades da companhia, mas decorre da aplicação do disposto na metodologia do ISE B3. Ritmo do afundamento do solo passa a 0,26 cm por hora em área de mina em Maceió Veja a variação no ritmo de afundamento do solo na área da mina da Braskem: 30/11 - no dia seguinte ao alerta, quando a Defesa Civil passou a fazer o monitoramento da movimentação do solo na área da mina que pode colapsar, o afundando estava a uma velocidade de 5 cm/h. 01/12 - pela manhã, a medição mostrava que o ritmo do afundamento havia caído para 2,6 cm/h. No final do dia, uma nova análise apontou uma desaceleração ainda maior, passando para 1 cm/h. 02/12 - o afundamento do solo caiu a um ritmo de 0,7 cm/hora, mantendo a tendência de desaceleração. 03/12 - ainda em queda, o ritmo da movimentação do solo na área da mina da Braskem passou a 0,3 cm/h. 04/12 - a segunda-feira começou com uma nova desaceleração, 0,25 cm/h, o que acendeu a esperança de uma possível estabilização sem o rompimento abrupto do solo. Contudo, o ritmo do afundamento voltou a subir ao final do dia, 0,26 cm/hora (último balanço divulgado de manhã). 05/12 - na manhã desta terça (5), a velocidade subiu 0,01 cm/h novamente, passando a 0,27 cm/hora. Veja Mais

Haddad diz que PIB positivo surpreendeu, reafirma previsão para 2023 e diz que BC 'precisa fazer o trabalho dele'

G1 Economia Ministro também projetou alta de 2,5% para 2024 – patamar mais alto que a previsão oficial do Ministério da Fazenda. BC começou a cortar juros em agosto; taxa está em 12,25% ao ano. PIB do Brasil cresce 0,1% no 3° trimestre de 2023, diz IBGE O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (4) que o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre surpreendeu ao mostrar crescimento. Ele também pediu ao Banco Central que siga "fazendo seu trabalho", em uma alusão ao processo de corte da taxa básica de juros da economia. Haddad está na Alemanha, junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - crítico de juros altos. O Banco Central começou a reduzir a taxa básica da economia em agosto deste ano. Desde então, forem três cortes consecutivos, para 12,25% ao ano - o menor patamar desde maio de 2022. O mercado estima nova redução neste mês, para 11,75% ao ano. O ministro reafirmou a estimativa, divulgada em novembro pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, de que a economia vai crescer 3% neste ano. E também projetou uma expansão de 2,5% para a economia em 2024 - maior do que a projeção oficial da pasta, de 2,2%. "Nós tivemos um PIB positivo, mas fraco, mas com os cortes nas taxas de juros, nós esperamos que neste ano nós fechemos o PIB em mais de 3% de crescimento e esperamos um crescimento na faixa de 2,5% no ano que vem. Mas o Banco Central precisa fazer o trabalho dele", afirmou o ministro Fernando Haddad. Mais cedo nesta terça-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB do Brasil cresceu 0,1% no 3º trimestre de 2023. O resultado surpreendeu o mercado, que projetava uma retração de 0,2%. Comparação internacional Segundo a SPE, do Ministério da Fazenda, dentre os países do G-20 que já divulgaram o resultado do PIB do terceiro trimestre, o Brasil teve o quinto melhor desempenho. Apresentação da SPE/Ministério da Fazenda SPE/Ministério da Fazenda Para o órgão, o PIB deve mostrar novo crescimento no quatro trimestre deste ano. "A indústria tende a se beneficiar com a redução nos custos do crédito, com os programas de estímulo ao investimento e de construção de moradias populares (como PAC e MCMV), e com os estímulos à atividade na China", informou. Para o crescimento do setor de serviços, ainda segundo o Ministério da Fazenda, devem contribuir a recente expansão da renda, impulsionada pela geração líquida de postos de trabalhos e pelo aumento do rendimento real. "O setor também deverá se beneficiar com a redução da inadimplência e comprometimento de renda das famílias que, junto com a melhoria recente das condições financeiras, tende a impulsionar as concessões de crédito e o ritmo de expansão do consumo nesse último trimestre", acrescentou. Veja Mais

Resultado do PIB traz alívio para governo, mas Lula quer medidas de crédito para elevar crescimento

G1 Economia O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro semestre – com crescimento de 0,1% em relação aos três meses anteriores – foi recebido com alívio pelo governo, mesmo indicando uma desaceleração da economia. Isso, porque as previsões do próprio governo apontavam o risco de uma retração de 0,3% no trimestre. Lula, no entanto, quer mais. E cobra agora que a equipe econômica lance medidas de estímulo ao crédito para elevar o crescimento em 2024. O governo ainda teme resultado negativo no quarto trimestre em razão do ritmo de desaceleração da economia. Se isso acontecesse em dois trimestres seguidos, como previam, haveria a chamada "recessão técnica". O crescimento de 0,1% no último trimestre, divulgado nesta terça-feira (5) pelo IBGE, acaba corroborando as previsões do Ministério da Fazenda de um crescimento de 3% em 2023, o que foi visto como um bom resultado. De olho em 2024 O problema, agora, está em 2024. As previsões atuais do mercado apontam para um crescimento de 1,5% – considerado muito baixo pelo presidente Lula. Por isso, o petista tem pedido à sua equipe que analise medidas para aumentar o crédito na economia e, com isso, fazer o PIB crescer mais no segundo ano do mandato. Um setor que o governo deve analisar é o da construção civil. Principalmente o segmento de habitação, que tem sempre um impacto importante para o crescimento econômico e geração de empregos. A equipe de Fernando Haddad acredita que o crédito pode aumentar nos próximos meses com a adoção do programa Desenrola Brasil – que está refinanciando dívidas de pessoas que estavam com o nome sujo na praça e estavam sem condições de tomar novos empréstimos. Veja Mais

Melhor fruta do mundo tem funções inusitadas e quilo custa até R$ 200; veja curiosidades

G1 Economia Mangostão (ou mangostin) ultrapassou a jabuticaba e ficou em 1º no ranking das 10 melhores frutas do mundo, elaborado pela TasteAtlas. A fruta é origem asiática, mas também é cultiva no Brasil. Mangostão tem origem asiática e é rica em benefícios TesteAtlas/ Reprodução Mangostão, mangustão, mangostin ou simplesmente "a fruta mais saborosa do mundo". Esses são alguns dos títulos usados para se referir à primeira colocada no ranking dos 10 melhores frutos do planeta. Com uma casca de coloração roxa escura e polpa esbranquiçada, a fruta até lembra a brasileiríssima jabuticaba, que conquistou a segunda colocação da lista elaborada pelo TasteAtlas. Mas não se engane! A origem do mangostão nada tem a ver com o Brasil, apesar de existir pequenos cultivos na região Norte do país. A fruta é nativa do Arquipélago Malaio, um grupo de ilhas localizadas no sudeste asiático. Foi por lá que a fruta passou a ser explorada de diferentes formas, para além do consumo in natura. Desde então, o mangostão "caiu no gosto" das pessoas e até da realeza britânica, ganhando um novo apelido: "a rainha das frutas". Quer saber mais sobre essa fruta? Abaixo, o g1 mostra seis curiosidades sobre o mangostão. ???? Patriarcas vivas No Brasil, as primeiras sementes de mangostão chegaram por volta de 1935. Bahia foi o primeiro estado a tentar cultivar a planta de origem asiática, mas teve dificuldades. Somente em 1942, após um navio indiano - que seguia ao Panamá - deixar 400 sementes da fruta em Belém (PA), que o Brasil passou a contar com pomares de mangostanzeiros. Das primeiras plantas do estado nortista, ao menos quatro ainda são mantidas vivas na sede da Embrapa Amazônia Oriental, que fica na capital do estado paraense. Sede da Embrapa Amazônia Oriental em Belém (PA) Embrapa/ Reprodução ???? Para poucos bolsos O mangostanzeiro demora quase dez anos para começar a frutificar. Após o nascimento dos primeiros frutos, pequenas colheitas ocorrem nos meses de março e agosto. Cada árvore produz em média 1,5 mil frutos. No Brasil, estima-se que haja 400 hectares plantados da espécie. A baixa produção reflete na pouca oferta da fruta e justificam o preço elevado de venda nos varejos, que variam entre R$120 e R$200. Na Companhia de Entreposto e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), onde acontece o repasse aos mercados varejistas, o preço é 66% menor. ???? Fruta da rainha A rainha Vitória (1819-1901), da Inglaterra, teria considerado o mangostin a fruta mais saborosa do mundo, o que lhe rendeu o apelido de "rainha das frutas", segundo o agrônomo da Embrapa Urano de Carvalho. Além disso, a aparência e o sabor tornaram a fruta uma convidada frequente nos banquetes da mais longeva monarca britânica da história, Rainha Elizabeth II, afirmou o agrônomo. "A própria princesa Diana, quando veio aqui ao estado do Pará, foi presenteada com uma caixa de mangostão dada pelos produtores", disse Urano. Mangostão ultrapassou a jabuticaba e foi eleita a melhor do mundo TasteAtlas/ Reprodução ????Mil e uma utilidades O mangostão pesa cerca 117 gramas, mas apenas 32,5% da fruta é comestível. A casca, o pericarpos (camada entre a polpa e a casca) e as sementes representam 67,5 % do fruto. Para não desperdiçar mais da metade da fruta, os produtores usaram a criatividade. Na China, extratos de pericarpos são usados no tingimento de couro. A madeira do mangostanzeiro também é aproveitada na construção de mobílias. Já o córtex (casca da fruta) contém tanino, que é usado como tinta comercial. Esse mesmo material, na forma sólida, é usado ainda no cozimento como adstringente em casos de disenteria crônica. ???? Reduz colesterol Também na casca do mangostão são encontradas oito tipos de xantonas, substância com alto poder antioxidante, que tem despertado o interesse das indústrias de alimentos e farmacêutica. O material é conhecido por agir no combate aos radicais livres e por reduzir a taxa de colesterol no plasma sanguíneo. Esses atributos explicam o fácil acesso às cápsulas contendo extrato da casca de mangostão no mercado. "É uma forma de aproveitar 67% do fruto (...) mas sempre digo que o principal benefício do mangostão é dar prazer às pessoas. Se olhar a composição, vemos que não é a fruta mais rica em vitaminas. Um exemplo é a jabuticaba, que ficou no 2º lugar", explicou Urano. ????Polpa translúcida Apaixonados pelo mangostão garantem que o jeito mais saboroso de consumi-lo é ao natural. A polpa translúcida da fruta é extremamente doce e suculenta. Isso acontece porque ela é formada por 80% de água. "A fruta na forma de suco ou geleia perde totalmente o sabor, a identidade (...) O sabor do mangostão é indescritível. Tem gosto de mangostão", completou o agrônomo da Embrapa. Leia também Assista ainda g1 explora a rota do açaí desde floresta na Amazônia até fábrica em SP De Onde Vem o tomate Veja Mais

Conselho da Previdência aprova redução do teto do consignado para beneficiários do INSS

G1 Economia Ao oferecer a linha, bancos e instituições financeiras precisam respeitar os limites estabelecidos pelo CNPS. Novo teto passa a valer cinco dias úteis após publicação da decisão. O Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) aprovou nesta segunda-feira (04) a redução da taxa máxima de juros cobrada em empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O teto para o empréstimo consignado convencional, com desconto em folha de pagamento, foi reduzido de 1,84% para 1,80% ao mês. Para operações nas modalidades de cartão de crédito e cartão consignado de benefícios, a taxa máxima de juros foi ajustada de 2,73% para 2,67%, também ao mês. Ao oferecer a linha, bancos e instituições financeiras precisam respeitar os limites estabelecidos pelo CNPS. O novo teto entra em vigor cinco dias úteis após a publicação da decisão no Diário Oficial da União (DOU). INSS publica instrução que permite aos bancos retomar crédito consignado para quem recebe BPC Impasse entre governo e entidades A decisão foi tomada nesta segunda-feira depois de um impasse na última reunião do conselho sobre o ritmo de redução do teto do consignado para beneficiários do INSS. Na ocasião, o Ministério da Previdência propôs que o teto para consignado com desconto em folha fosse reduzido de 1,84% ao mês para 1,77% ao mês, acompanhando cortes da Selic -- critério utilizado nas últimas decisões e que tem sido defendido pela pasta. No início de novembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic pela terceira vez seguida, e a taxa básica de juros da economia caiu 0,5 ponto percentual, de 12,75% ao ano para 12,25% ao ano. Por outro lado, a Confederação Nacional do Comércio (CNC), um dos membros do CNPS, tinha proposto uma redução menor para o consignado convencional, de 1,84% ao mês para 1,80% ao mês. Teto do consignado e Selic Em março, o CNPS decidiu reduzir o teto dos juros do consignado convencional para beneficiários do INSS de 2,14% para 1,70%, o que gerou um impasse com os bancos. Na época, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e outros bancos privados suspenderam temporariamente a oferta desse crédito, afirmando que as taxas não cobririam os custos da operação O conselho então aprovou um 'meio termo', e o teto ficou estabelecido em 1,97%. Em agosto, houve nova redução, e o teto dos juros passou de 1,97% ao mês para 1,91% no caso do empréstimo consignado convencional. A decisão do CNPS veio dias após o Copom reduzir a Selic pela primeira vez em três anos. Em outubro, o CNPS fez nova redução na taxa máxima de juros do consignado com desconto em folha e o teto caiu de 1,91% para 1,84% - novamente, a decisão veio após novo anúncio de corte da Selic. Veja Mais

Ministério diz que área de mina em Maceió está estabilizada no momento e afundamento pode ser 'localizado'

G1 Economia Mina da Braskem é monitorada desde o último dia 28; afundamento chegou a 1,69 metro neste domingo, diz Defesa Civil. Sala de monitoramento volta a se reunir neste domingo. O Ministério de Minas e Energia afirmou neste domingo (3) que o afundamento do bairro de Mutange em Maceió está estabilizado e que, se houver desabamento, será "localizado". "Observa-se estabilização da situação, com redução do ritmo de subsidência do terreno e redução da probabilidade de deslocamentos de terra de larga escala", diz a pasta em relatório divulgado neste domingo (3). A pasta criou uma sala de situação para monitorar o risco de desabamento na capital de Alagoas, provocado pela exploração de sal-gema pela Braskem. O grupo volta a se reunir neste domingo para avaliar o quadro. Até este domingo, segundo a Defesa Civil de Maceió, o afundamento progressivo, que começou a ser monitorado desde o último dia 28 por causa do risco de colapso, já tinha chegado a 1,69 metro de profundidade. Em reunião no sábado (2), técnicos do Serviço Geológico do Brasil (SGB) afirmam que o desmoronamento pode ocorrer “de forma localizada e não generalizada”, com baixo risco de contaminação da lagoa Mundaú. Segundo o ministério, nas últimas 24 horas, a velocidade de descolamento do solo se reduziu. Foram 50 centímetros na quarta (29) e outros 50 centímetros na quinta (30), contra 15 centímetros no sábado (2). "Uma avaliação para a área demonstra que o sistema geológico está entrando em equilíbrio", diz o relatório da sala de situação. No entanto, a pasta frisa no documento deste domingo que ainda é necessário "continuar o ostensivo monitoramento da área como um todo". Maceió: Velocidade do deslocamento de terra reduziu, mas ainda é 'muito elevada', diz coordenador da Defesa Civil A instabilidade no solo foi agravada por décadas de mineração feita pela Braskem e provocou a evacuação de mais de 14 mil imóveis em cinco bairros, afetando cerca de 60 mil pessoas. Somente um ano após o primeiro tremor de terra que abriu rachaduras em ruas e imóveis, em 2018, a empresa encerrou a extração de sal-gema, minério utilizado na fabricação de soda cáustica e PVC. A região tem outras 34 minas de responsabilidade da Braskem. Na área da mina 18, que pode colapsar, o solo cede 0,7 cm/h. Nas últimas 24 horas, desde a manhã de sábado (2) até a manhã deste domingo, o deslocamento de terra foi de 10, 8 cm. Imagens aéreas feitas pela Defesa Civil de Alagoas para monitorar a mina, localizada no bairro do Mutange, região do antigo campo do CSA, mostram que a área seca está sendo cada vez mais ocupada pela água da Lagoa Mundaú. A Defesa Civil da capital alagoana permanece em alerta máximo e diz que o colapso pode acontecer "a qualquer momento". Entenda risco de colapso de mina da Braskem em Maceió Veja Mais

Produtores colhem safra da uva em Porto Feliz

G1 Economia Peso da safra pode ter alta significante, afirmam especialistas. Consequentemente, o preço poderá dobrar. Safra da uva gera boas expectativas para o produtor. Reprodução/TV TEM A safra da uva, que acontece no final do ano, é um dos eventos mais aguardados pelos produtores rurais. Considerado um período que exige cuidado e precisão, a colheita deve ser realizada minuciosamente, preservando as bagas, cuja aparência é altamente valorizada pelos consumidores. Cada cacho é escolhido de forma estratégica, levando em consideração a quantidade de frutos e a sua qualidade. O zelo ao selecionar as uvas reflete diretamente na satisfação do comprador. Veja a reportagem exibida no programa em 03/12/2023: Produtores colhem safra da uva em Porto Feliz O cenário econômico para os produtores da fruta é otimista, com remuneração média em torno de R$ 7 por quilo. A expectativa é de que este valor se mantenha nas próximas safras, proporcionando estabilidade financeira para os que cultivam a uva. Para o consumidor, a época de Natal e Réveillon promete uma experiência única ao desfrutar de cachos bem formados em bebidas como o vinho, mostrando o resultado de uma colheita bem feita. A ação também impacta os viticultores, que podem consolidar sua marca no mercado ao produzir uma safra bem sucedida. VÍDEOS: reveja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Veja Mais

VÍDEO: Veja como irão funcionar o Pix automático e o agendado

G1 Economia A partir de outubro de 2024, Pix contará com duas novas modalidades. Entenda a diferença entre PIX automático e PIX agendado recorrente O Pix ganhará duas novas modalidades em outubro de 2024: o Pix automático e o Pix agendado recorrente, informou o Banco Central na última semana. O Pix automático vai operar como um débito automático, e é mais uma opção de pagamento de contas como as de luz, água, escola, academia, condomínio, e até parcelamento de empréstimos. Novo golpe desvia Pix copia e cola em compras on-line pelo computador Na avaliação do Banco Central, o Pix automático terá a capacidade de alcançar mais pessoas. Segundo Ângelo Duarte, chefe do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do BC, para que uma empresa ofereça hoje a possibilidade de pagamento por débito automático, precisa ter um convênio com cada instituição financeira. Na prática, de acordo com Duarte, a empresa fecha esse acordo com os maiores bancos e clientes de instituições menores ficam sem a opção de pagar por débito automático, tendo que recorrer a outros bancos ou a lotéricas. Com o Pix automático, a empresa não precisará firmar um contrato com cada instituição financeira, bastará fazer um único acordo com um banco que esteja ofertando a modalidade às empresas. Com isso, a empresa poderá oferecer a possibilidade de pagamento automático via Pix para todas as pessoas que usam o Pix -- independente do banco em que têm conta. Pix agendado recorrente Outra modalidade do Pix, chamada de Pix agendado recorrente, será obrigatória a partir de outubro de 2024. Segundo Carlos Eduardo Brandt, chefe da Gerência de Gestão e Operação do Pix, o Pix agendado se assemelha a uma transferência e poderá ser utilizado para pagamento entre pessoas físicas -- diferente do Pix Automático, que só pode ser feito para pessoas jurídicas, com CNPJs ativos. O Pix agendado poderá ser usado, por exemplo, para: Doação Aluguel entre pessoas físicas Prestação de serviço recorrentes por pessoas físicas (como diarista, terapia, educador físico, etc.) Segundo o BC, hoje alguns bancos já oferecem aos clientes essa opção, mas a oferta não é obrigatória. Veja Mais

Como fazer mudas de alecrim

G1 Economia Uma telespectadora do Rio Grande do Sul escreveu ao Globo Rural para mostrar como está o pé de alecrim que ela plantou depois de assistir a uma reportagem do programa. Reveja o passo a passo. Aprenda a fazer mudas de alecrim Rosane Baz, de Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, escreveu ao Globo Rural para mostrar como está o pé de alecrim que ela plantou depois de assistir a uma reportagem sobre como fazer as mudas. No vídeo acima, reveja o passo a passo ensinado pela agrônoma Sandra Pereira, pesquisadora da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios. Mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Governo e companhias aéreas devem anunciar programa para baratear passagens no dia 20

G1 Economia Após conversas com as companhias aéreas, o governo se prepara para fazer um anúncio esperado – e que está em fase final de negociação: a criação de uma "cota" de passagens mais baratas por voo. A ideia pode ser anunciada formalmente no próximo dia 20. O plano é instituir um percentual de bilhetes por voo que não sofrerá os constantes (e pesados) reajustes de preço conforme a data da viagem se aproxima. Hoje, é possível verificar uma grande diferença de tarifas caso o passageiro faça uma cotação das passagens e, depois, refaça a operação dali a uma semana. O anúncio da nova lógica de preços deve ser feito pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e pelos representantes de duas empresas aéreas. A data escolhida, dia 20 de dezembro, coincide com o pico do movimento nos aeroportos em razão das férias escolares e da proximidade das festas de fim de ano. Inflação sobe 0,24% em outubro puxada por nova alta de preços das passagens aéreas Passagens mais baratas O ministro vem conversando com as empresas aéreas há meses, e as negociações finalmente chegaram a um ponto consensual. No mês passado, o ministro já tinha anunciado o compromisso das aéreas apresentarem um plano de redução do preço das passagens. "Fizemos uma reunião com as companhias aéreas que se comprometeram a apresentar um plano para que a gente possa buscar a redução no custo das passagens no Brasil", afirmou a jornalistas. Segundo os dados mais recentes da Anac, referentes a agosto, o preço médio das tarifas é de R$ 649,17. “Sabemos que o aumento das passagens é uma questão mundial. Na Europa e nos Estados Unidos, nós tivemos aumento nas passagens aéreas. O que nós não podemos aceitar e permitir são aumentos abusivos que têm prejudicado a população brasileira”, declarou o ministro em novembro. Veja Mais

Maior fabricante de carrocerias de ônibus do país vai produzir veículos elétricos e exportar para a América Latina

G1 Economia Marcopolo vai investir R$ 50 milhões para a produção de veículos elétricos visando o mercado externo. Número de colaboradores também deve aumentar na unidade de São Mateus, no Espírito Santo. Ônibus elétrico produzido pela Marcopolo na fábrica de São Mateus (ES) Divulgação A Marcopolo, maior fabricante de carrocerias de ônibus do Brasil, vai ampliar a sua fábrica que fica em São Mateus, Norte do Espírito Santo. Com um investimento de R$ 50 milhões ao longo de 2024, a unidade começará a montar veículos elétricos, fato histórico para a indústria capixaba. Além disso, os veículos produzidos no local serão exportados para países da América Latina, como Chile, Colômbia e México. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram Com a instalação da nova linha de produção, a empresa pretende saltar a produção de 16 para 26 veículos por dia na planta industrial capixaba. Além disso, a Marcopolo anunciou que aumentará o quadro de funcionários em 20%, saindo de 2 mil para 2,4 mil colaboradores. Em São Mateus, a empresa vai passar a produzir o Attivi Integral, primeiro ônibus da companhia com carroceria e chassi próprios e 100% elétrico. O veículo tem capacidade para 80 passageiros, autonomia de até 280 quilômetros e tempo de carga de até quatro horas. ???? Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O CEO da empresa, André Armaganijan, observou que durante o processo de eletrificação, a companhia enfrentou uma diminuição de sua presença no mercado da América Latina, onde atualmente detém aproximadamente 40% da participação. LEIA TAMBÉM: Morre jovem de 19 anos baleado na cabeça após motorista se recusar a parar o carro em assalto no ES Professora suspeita de tráfico de drogas é presa dentro de banheiro no ES Apostador que ganhou R$ 50 milhões na Mega retira prêmio, mas deixa de embolsar mais de R$ 120 mil com dinheiro parado no ES Para a empresa, os investimentos planejados para a fábrica de São Mateus têm a perspectiva de posicionar a Marcopolo de forma mais competitiva, tanto nacional quanto internacionalmente. "O Attivi Integral faz frente ao desafio global em prol da descarbonização dos sistemas de transporte de passageiros. A fabricação do veículo no Espírito Santo nos permite atender à crescente demanda do mercado nacional por veículos elétricos. Decidimos expandir a nossa produção no estado por ser uma fábrica em uma localização estratégica", pontuou André Armaganijan. Fábrica da Marcopolo em São Mateus (ES) Divulgação/Marcopolo A operação da Marcopolo no Espírito Santo está em uma localização privilegiada, com fácil conexão aos demais estados do país e até mesmo de portos. Isso permite atender ao mercado brasileiro como um todo e, de acordo com a demanda, o mercado internacional também. Atualmente, já são cerca de 700 ônibus elétricos e híbridos, desenvolvidos com chassis de parceiros, que circulam em diversos países, como Colômbia, Chile, Argentina e Austrália, além do Brasil. O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), destacou que a expansão da empresa é fundamental para a geração de emprego e renda no estado. "Durante a COP28, anunciamos a troca dos combustíveis fósseis da nossa frota de veículos leves para biocombustível. Este anúncio da Marcopolo vai ao encontro com o objetivo de atingir as metas de neutralidade de emissões até 2050", afirmou. O governo do Espírito Santo vai iniciar a compra de 50 novos veículos elétricos para começar a transição energética. A expectativa é de que esses ônibus sejam entregues em setembro de 2024. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo Veja Mais

'Tudo é prioridade', diz Haddad sobre medidas em análise no Congresso para elevar receitas

G1 Economia Ministro debateu propostas enviadas ao Legislativo com Rodrigo Pacheco. Haddad afirmou que é preciso saber quanto será possível arrecadar a mais antes de votação do Orçamento de 2024. Fernando Haddad, ministro da Fazenda, em imagem de 28 de agosto de 2023 REUTERS/Adriano Machado/File Photo O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (7) que todas as medidas de aumento de arrecadação encaminhadas pela equipe econômica ao Congresso Nacional são prioritárias pelo governo. As declarações foram dadas após reunião do ministro com o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Na proposta de Orçamento para 2024, enviado ao Legislativo no fim de agosto, a área econômica propôs zerar o déficit das contas no próximo ano – objetivo considerado ousado por economistas do mercado financeiro. Para atingir esse resultado, a equipe econômica propõe medidas com potencial para elevar a arrecadação em R$ 168 bilhões em 2024. Entre as ações para impulsionar as receitas, estão a tributação de investimentos no exterior (offshores) e de fundos exclusivos, além da retomada de regra que favorece o governo em julgamentos no Conselho Administrativo De Recursos Fiscais (Carf). Estas medidas já aprovadas pelo Legislativo. Entretanto, a proposta de orçamento também conta com medidas ainda não aprovadas pelo Congresso Nacional, como: Taxação de encomendas internacionais Mudanças nos incentivos fiscais para custeio concedidos pelos estados via ICMS, a chamada MP das subvenções Mudanças na forma de distribuição dos lucros de uma empresa de capital aberto (que tem ações na bolsa) aos seus acionistas Taxação do mercado de apostas eletrônicas em jogos esportivos. As regras já estão em vigor, mas ainda precisam do aval do Congresso Nacional para não perder validade "Tudo é prioridade, tudo é necessário para fechar o orçamento do ano que vem. Tudo isso foi encaminhado em 31 de agosto [na proposta de orçamento]. Não foi encaminhado ontem. Estou muito confiante que o Congresso vai avaliar todas as medidas e sabe da importância da gente buscar o equilíbrio das contas públicas", declarou o ministro Fernando Haddad. Haddad comenta resultado do PIB do 3° trimestre: 'surpreendeu positivamente' Reunião com Pacheco Segundo ele, Rodrigo Pacheco teria se comprometido a, se necessário, convocar sessões extraordinárias para analisar as medidas para aumento de arrecadação enviadas pela área econômica. Em entrevista, o presidente do Senado disse que a pauta do governo "está avançando", mas "nem tudo pode ser aprovado". Ele também afirmou que o Congresso tenta estabelecer o "máximo de alinhamento" possível com a equipe econômica coordenada por Haddad. "A desoneração da folha de pagamento que vai ser submetida à sessão do Congresso Nacional, então, nós estamos cuidando com muito zelo, porque essa é uma pauta que interessa ao Brasil. E o máximo de alinhamento que nós pudermos estabelecer com o Ministério da Fazenda e o governo federal, dentro desse propósito do Brasil, nos vamos fazer. E está tudo bem encaminhado até o final do ano", disse o parlamentar do PSD. Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, durante sessão em 8 de novembro de 2023 REUTERS/Adriano Machado Orçamento 2024 Haddad disse que essas propostas têm de ser analisadas pelo Legislativo antes da votação do Orçamento de 2024. "A última lei a ser aprovada é justamente o orçamento. Por que? Porque para votar o orçamento precisa saber o que vai ter de arrecadação desses setores que não pagam imposto. Precisa saber quanto que o setores que não pagam imposto vão pagar. Dai poder fechar o orçamento como a gente encaminhou ao congresso, ou com as alterações que o Congresso entender pertinentes", disse. Estratégias Durante entrevistas, o ministro Haddad também confirmou que as mudanças nos juros sobre capital próprio serão incorporadas à Medida Provisória 1185, que trata de subvenções econômicas. E disse que o governo concordou em conceder um desconto, não especificado, sobre o estoque de R$ 90 bilhões em dívidas das empresas – fruto de decisão do Superior Tribunal de Justiça. “Estamos concordando em dar um desconto sobre os R$ 90 bilhões de condenação sobre o STJ, e estamos calibrando a subvenção a investimentos, mas a investimento real. Não investimento presumido. Tem de demonstrar que investiu, não existe presunção de investimento. Tem de ser um investimento concreto para que a união possa participar”, declarou Veja Mais

De onde vem o que eu como #68: Melancia

G1 Economia Brasil é o quarto maior produtor mundial de melancia. Conheça o valor nutricional e saiba quais são os mitos e verdades em torno da fruta. CLIQUE ACIMA PARA OUVIR Você pode ouvir o "De onde vem o que eu como" no Globoplay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Deezer ou na sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga o “De onde vem” para ser avisado sempre que tiver novo episódio. A melancia é a terceira fruta mais consumida no país. Neste episódio do podcast De onde vem o que eu como, você vai saber: Qual é o valor nutricional da melancia e quais benefícios ela traz para a saúde; Mitos e verdades sobre a fruta: será que ela provoca indigestão? Como é a Festa da Melancia em Uruana (GO), conhecida como capital dessa fruta. O podcast De onde vem o que eu como é produzido por: Mônica Mariotti, Luciana de Oliveira, Carol Lorencetti e Eto Osclighter. Apresentação deste episódio: Luciana de Oliveira e Carol Lorencetti. Receitas com melancia: veja como fazer geleia, salada e outras delícias Consumo de castanha-do-brasil diminui o risco de Alzheimer; veja os cuidados ao comprar este alimento Melancia tem compostos que fazem bem para a saúde. Rens D/ Unsplash ????OUÇA OUTROS EPISÓDIOS: ????ASSISTA: De onde vem o que eu como: melancia De onde vem a manga Melancia é o tema do 68º episódio do podcast 'De onde vem o que eu como'. Comunicação/Globo Veja Mais

Desenrola renegocia R$ 29 bilhões em dívidas e governo quer estender programa até março

G1 Economia Secretário Marcos Barbosa Pinto, do Ministério da Fazenda, também informou que o governo enviará Medida Provisória ao Legislativo para eliminar a necessidade de que a população tenha cadastro na plataforma gov.br para ter acesso à plataforma online de negociações. As dívidas renegociadas por meio do programa Desenrola, do governo federal, já somou R$ 29 bilhões, atingindo um total de 10,7 milhões de pessoas, informou nesta quarta-feira (6) o Ministério da Fazenda. De acordo com Marcos Barbosa Pinto, secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, o governo federal quer estender o programa, que terminaria no fim deste ano, por mais três meses, até março de 2024. "A população está interessada em renegociar suas dívidas. A gente ainda tem uma grande oportunidade pela frente. O número de pessoas que ainda não visitaram plataforma, e tem benefícios lá, ainda é muito grande", disse o secretário Marcos Pinto. Ele informou que o governo enviará uma Medida Provisória ao Congresso Nacional nas próximas semanas para estender o programa por mais três meses e para eliminar a necessidade de que a população tenha cadastro na plataforma gov.br, em nível ouro ou prata, para ter acesso às negociações por meio da plataforma de negociações. Segundo o secretário, a equipe econômica vai trabalhar junto com os bancos, e com a B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), para desenhar uma solução que não exija mais a necessidade de ter os certificados na plataforma gov.br. Plataforma permanente de renegociação Marcos Pinto, do Ministério da Fazenda, também informou que a equipe econômica pretende manter a plataforma de renegociação disponível de forma permanente mesmo após o fim do programa Desenrola. O objetivo é facilitar as renegociações entre credores e devedores no futuro. Após o fim do Desenrola, entretanto, não haverá mais limite para a taxa de juros nas renegociações e nem um fundo garantidor - que assegure eventual inadimplência que venha a acontecer nesses financiamentos. "A gente não pretende mater o apoio do fundo garantidor, mas a gente pretende manter a plataforma disponível. Nos surpreendeu o número de renegociações à vista. Como o valor das dívidas é pequeno, muitas vezes o credor quer dar o desconto e o devedor estaria disposto a fazer o pagamento. Mas eles não se encontram e custa caro eles se encontrarem. A plataforma é o legado", explicou Marcos Pinto. Veja alguns dados do Desenrola FASE 1 (dívidas de até R$ 100 com bancos) 7 milhões de pessoas atendidas (dívidas até R$ 100) 2,7 milhões de pessoas atendidas (outras dívidas) FASE 2 (dívidas bancárias e não bancárias — como contas de luz, água, varejo, educação, entre outros, por meio de plataformas) 1 milhão de pessoas atendidas R$ 5 bilhões em dívidas renegociadas DADOS GERAIS • Ticket médio de renegociação do Desenrola: À vista R$ 248 / Parcelado R$ 791 • Média dos descontos: À vista 90% / Parcelado 85% • Média dos juros: Parcelado 1,8% • Média de quantidade de parcelas: 11 parcelas • Percentual de pagamentos (à vista): 75% Pix / 25% Boleto • Percentual de pagamentos (parcelado): 91% Boleto / 9% Débito Automático • Média de tempo para concluir a renegociação: 4 min 08s Ranking dos setores com mais renegociações Serviços financeiros (R$ 3.3 bi) Securitizadoras (R$ 513 mi) Conta de luz (R$ 143 mi) Comércio (R$ 213 mi) Construtoras / Locadora de Veículos / Cooperativas (R$ 43 mi) Educação (R$ 53 mi) Conta de telefone (R$ 28 mi) Conta de água (R$ 8 mi) Empresa de Pequeno Porte/Microempresa (R$ 4 mi) Veja Mais

Cervejas, doces e símbolo da imortalidade: pêssego tem várias funções e mais de 20 espécies; veja outras curiosidades

G1 Economia Série 'De onde vem o que eu como' mostra detalhes e curiosidades do plantio em Jarinu, no interior de São Paulo. Cidade produz, anualmente, mais de 3 mil toneladas da fruta. De onde vem o Pêssego A casca aveludada e a doçura são apenas dois entre tantos atributos do pêssego, fruta de origem asiática, que conquistou o paladar dos brasileiros. Não é à toa que ela é frequentemente usada no preparo de sobremesas. Pavê de pêssego, pêssego em calda e torta de pêssego são as formas mais comuns de consumo, mas há outras maneiras surpreendentes. Na China, a fruta já foi considerada um símbolo da imortalidade. Já nos tempos atuais, o pêssego está na fabricação de cosméticos, sucos e até cerveja. Para mostrar como funciona o cultivo e curiosidades sobre a fruta, o g1 foi até Jarinu, no interior de São Paulo. O município colhe, anualmente, mais de 3 mil toneladas de pêssegos e é o 2º maior produtor do estado. Neste neste episódio da série "De onde vem o que eu como", você descobre ainda: ???? como cultivar pêssegos; ???? a diferença entre as espécies; ???? como é feita a cerveja de pêssego; ????duas receitas inovadoras com a fruta. Créditos 'De onde vem o que eu como': Coordenação editorial: Luciana de Oliveira Edição e finalização: Gustavo Wanderley Reportagem: Rafaela Zem e Fábio Tito Narração: Marih Oliveira Produção e Roteiro: Rafaela Zem e Tatiana Caldas Coordenação de vídeo: Tatiana Caldas e Mariana Mendicelli Coordenação de arte: Guilherme Gomes Ilustrações: Wagner Magalhães, Gabs e Luisa Rivas Fotografia: Fábio Tito Motion Design: Vitória Coelho Motorista: Ricardo Américo Barbosa No Brasil, o pêssego é mais consumido nas sobremesas Fabio Tito/g1 Cerveja de pêssego demora quase um ano para ficar pronta Fábio Tito/ g1 Allan Maple deixou a carreira de cientista para fazer cervejas artesanais de pêssegos Fábio Tito/ g1 Jarinu é a segunda cidade que mais produz pêssegos no estado de São Paulo Fábio Tito/ g1 Quarta geração de uma família de produtores, Rodrigo Parise conta com o apoio da tecnologia para monitorar os negócios Fábio Tito/g1 Na fazenda de Rodrigo Parise, parte dos pêssegos é exportada Fábio Tito/g1 Ao lado do filho, Sandra Cristina de Lima completou nove anos trabalhando com a colheita de frutas Fábio Tito/ g1 Para valorizar o cultivo local, Samuel Oscar Jordão Machado criou sobremesas com pêssegos Fábio Tito/ g1 Veja como outros alimentos são produzidos De onde vem a manga Trigo espera até um ano e passa por mais de 30 processos antes de virar pão De onde vem a abóbora do Halloween Veja Mais

Febraban critica nova redução do teto do consignado e fala em 'falta de responsabilidade'

G1 Economia Para entidade, reduções na taxa máxima de juros para consignado do INSS têm levado à queda da oferta desse tipo de crédito. Governo diz que decisão é precedida por amplo debate. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) criticou nesta terça-feira (05) a decisão do Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) de reduzir novamente a taxa máxima de juros cobrada em empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do INSS. A medida foi aprovada na segunda-feira (04) pelo CNPS - conselho formado por 15 membros, incluindo o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, representantes do governo, de aposentados e pensionistas, de trabalhadores em atividades e de empregadores. Limite dos juros para empréstimo consignado cai para 1,8% O único voto contrário à redução no teto foi dado pelo representante da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), da qual faz parte a Febraban. Custos de captação Na avaliação da entidade, o critério utilizado para a redução do teto do consignado -- reduzir o limite à medida em que a taxa básica de juros (Selic) é reduzida -- não leva em consideração os custos de captação dos bancos. “Trata-se de ação marcada por falta de responsabilidade com a política de crédito, ao não levar em consideração qualquer critério economicamente razoável, como a estrutura de custos dos bancos”, diz em nota. Por conta disso, a federação argumenta que houve uma queda na oferta desse tipo de crédito. "A conduta de fixar o teto de juros em patamar economicamente inviável tem prejudicado o atendimento dos beneficiários do INSS que apresentam maior risco, caso dos aposentados com idade elevada e de mais baixa renda”, argumenta a entidade. Segundo a Febraban, entre maio e setembro de 2023, o volume de empréstimo consignado concedido para beneficiários do INSS foi de R$ 29,7 bilhões, cerca de 17% a menos do que o realizado no mesmo período do ano passado, R$ 36,1 bilhões. Em nota, o Ministério da Previdência disse que as decisões tomadas pelo CNPS são "amplamente discutidas" e "precedidas de amplos debates" tanto no conselho como em um grupo de trabalho sobre o tema. Para o órgão, a avaliação feita pela Febraban "tem natureza leviana, uma vez que os representantes das instituições financeiras participam dos dois fóruns de discussão." Relembre as reduções feitas em 2023 Março: CNPS decidiu reduzir o teto dos juros do consignado convencional para beneficiários do INSS de 2,14% para 1,70%, o que gerou um impasse com os bancos. Na época, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e outros bancos privados suspenderam temporariamente a oferta desse crédito, afirmando que as taxas não cobririam os custos da operação. O conselho então aprovou um 'meio termo', e o teto ficou estabelecido em 1,97%. Agosto: houve nova redução, e o teto dos juros passou de 1,97% ao mês para 1,91% no caso do empréstimo consignado convencional. A decisão do CNPS veio dias após o Copom reduzir a Selic pela primeira vez em três anos. Outubro: o CNPS fez nova redução na taxa máxima de juros do consignado com desconto em folha e o teto caiu de 1,91% para 1,84% - novamente, a decisão veio após novo anúncio de corte da Selic. Dezembro: conselho aprovou redução do teto para o empréstimo consignado convencional, com desconto em folha de pagamento, de 1,84% para 1,80% ao mês. A proposta foi feita pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), um dos representantes dos empregadores no CNPS, e referendada pelo Ministério da Previdência. O novo patamar só entra em vigor cinco dias úteis após a publicação da decisão no Diário Oficial da União (DOU) - o que ainda não ocorreu. Veja Mais

Frigorífico nos EUA empregava menores de idade e vai pagar acordo judicial de quase R$ 19 milhões

G1 Economia De acordo com relatos do Departamento de Trabalho dos EUA, menores de idade foram escondidos em armários e banheiros quando fiscais chegaram ao local. Imagem de aves em frigorífico Reprodução/TV Morena O frigorifico The Exclusive Poultry, da cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos, empregava crianças de até 14 anos para desossar frango com facas. Quando os fiscais apareceram no local, as pessoas menores de idade foram escondidas em armários e banheiros, segundo documentos revelados nos EUA na segunda-feira (5) pelo Departamento de Trabalho. Havia trabalhadores com idades entre 14 e 17 anos no local. A empresa aceitou pagar multas e compensações no valor de US$ 3,8 milhões (R$ 18,75 milhões) por ter contratado menores de idade. O Exclusive Poultry tem duas unidades na cidade de Los Angeles. Jessica Looman, uma representante do Departamento de Trabalho, afirmou que o dono da empresa, Tony Bran, ainda retinha parte dos salários dos funcionários. A investigação começou com denúncias de falta de pagamentos. O advogado da empresa, Anthony McClaren, afirmou à rede NBC que o caso ainda está no começo, e que os próprios donos estão tentando entender o que aconteceu –segundo o advogado, o cliente dele não sabia que havia menores de idade no frigorífico, e que firmar um acordo era a melhor opção para eles. Depois de pagar o acordo, o frigorífico deve fechar, segundo o advogado. Veja Mais

Dólar opera em alta e Ibovespa cai, após PIB surpreender mercado

G1 Economia No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 1,38%, cotada a R$ 4,9481. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou em queda de 1,08%, aos 126.803 pontos. O dólar opera em alta nesta terça-feira (5), depois da divulgação do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. No terceiro trimestre deste ano, o país cresceu 0,1%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em queda. Embora o número do PIB referente ao período de julho a setembro represente uma desaceleração em relação aos trimestres anteriores, o resultado surpreendeu analistas, que esperavam uma leve contração da economia. O setor de serviços e a indústria cresceram, ambos, 0,6% e compensaram a queda de 3,3% da agropecuária. Os principais destaques positivos, comentam especialistas, vieram, principalmente do setor de serviços e do consumo das famílias, que atingiram seus maiores patamares da série histórica. Veja abaixo o dia nos mercados. Entenda o que faz o dólar subir ou descer Dólar Às 13h56, o dólar subia 0,09%, cotado a R$ 4,9525. Veja mais cotações. No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em alta de 1,38%, vendida a R$ 4,9481, no maior patamar em quase um mês. Com o resultado, passou a acumular: alta de 1,38% na semana; avanço de 0,67% no mês; queda de 6,25% no ano. Ibovespa No mesmo horário, o Ibovespa caía 0,10%, aos 126.674 pontos. Na véspera, o índice fechou em baixa de 1,08%, aos 126.803 pontos. Com o resultado, passou a acumular: queda de 1,08% na semana; retração de 0,41% no mês; ganhos de 15,56% no ano. DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? O que está mexendo com os mercados? O mercado repercute o resultado do PIB brasileiro no terceiro trimestre deste ano - que, segundo especialistas, embora tenha vindo acima das projeções, ainda não tira do radar as preocupações com os próximos resultados. "Olhando para frente, os números mais fortes não alteram o cenário de desaceleração da atividade econômica. De um lado temos os efeitos defasados da política monetária, a dissipação do impulso no período pós-pandemia e um arrefecimento da demanda externa; por outro, ainda temos observado um mercado de trabalho aquecido, contribuindo para um crescimento da massa salarial, e a permanência de alguns estímulos governamentais", comenta Igor Cadilhac, do PicPay. Maykon Douglas, da área de pesquisa da Highpar, compartilha do mesmo ponto de vista e pontua que o resultado corrobora o que o mercado tem dito sobre a desaceleração da atividade doméstica, por conta dos juros altos e sem o efeito positivo do agronegócio. "Mas o consumo das famílias (que subiu 1,1% no trimestre) surpreendeu e reflete um mercado de trabalho ainda resiliente, amparado por uma renda média crescente, mesmo que a um delta menor. Houve de fato um 'freio' no PIB, mas menos do que se projetava", destaca Douglas. No exterior, investidores aguardam a divulgação de uma série de dados de emprego nos Estados Unidos, que trazem uma sinalização de como anda a economia e de quais poderão ser os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Outros países também divulgaram dados sobre suas economias. Na China, o índice gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços subiu de 50,4 em outubro para 51,5 em novembro, permanecendo num ritmo de aceleração. Já na zona do euro, o PMI composto (que engloba serviços e indústria) subiu de 46,5 em outubro para 47,6 em novembro. Apesar da alta, o indicador continua num ritmo de contração da economia. Veja Mais

PIB do Brasil cresce 0,1% no 3° trimestre de 2023, diz IBGE

G1 Economia Economia brasileira passa por desaceleração, já que o resultado vem depois de uma alta de 1% no segundo trimestre deste ano. PIB teve o terceiro resultado positivo consecutivo do indicador em bases trimestrais WAGNER VILAS/ESTADÃO CONTEÚDO O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,1% no 3º trimestre de 2023, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (5). A economia brasileira passa por um processo de desaceleração, já que o saldo vem depois de a atividade econômica brasileira crescer 1% no segundo trimestre. Em relação ao mesmo trimestre de 2022, o PIB brasileiro teve alta de 2%. Este é o terceiro resultado positivo consecutivo do indicador em bases trimestrais, já que o IBGE revisou os números do 4º trimestre de 2022 para uma queda de 0,1%. Já na janela anual, a alta acumulada em quatro trimestres é de 3,1%. E, no acumulado dos nove meses de 2023, o ganho foi de 3,2% contra o mesmo período do ano passado. Variação trimestral do PIB brasileiro até o 3° tri de 2023 g1 Grande destaque do primeiro semestre, a Agropecuária teve recuo de 3,3% neste trimestre por conta da saída da colheita da base de comparação. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, contudo, acumula alta de 8,8%. Os serviços, setor mais importante da economia brasileira, voltou a subir 0,6% no trimestre. A alta em relação ao mesmo período de 2022 é de 1,8%. Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 2,741 trilhões. Foram R$ 2,387 trilhões vindos de Valor Adicionado (VA) a preços básicos, e outros R$ 353,8 bilhões de Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. Principais destaques do PIB no 3º trimestre: Serviços: 0,6% Indústria: 0,6% Agropecuária: -3,3% Consumo das famílias: 1,1% Consumo do governo: 0,5% Investimentos: -2,5% Exportações: 3% Importação: -2,1% 'Prévia' do PIB indica queda de 0,06% na economia em setembro Revisão de resultados No terceiro trimestre, o IBGE costuma realizar revisões de resultados anteriores do PIB do país. Foram revistos os números de todos os trimestres do ano de 2022, além dos dois primeiros trimestres de 2023. A principal revisão foi uma queda menor da Agropecuária em 2022. O recuo passou de 1,7% para 1,1%. A mudança de base também altera os resultados em 2023, já que a base de comparação muda. Assim, o setor passou de um crescimento de 18,8% para 22,9% no primeiro trimestre, e de 17% para 20,9% no segundo. PIB brasileiro em terceiros trimestres g1 Agro e Serviços continuam fortes O terceiro trimestre de 2023 fica marcado por uma desaceleração mais clara da economia, que vinha de dois trimestres crescendo na casa de 1%. O resultado mais marcante é o da Agropecuária, com queda de 3,3%. O resultado é influenciado pela saída da supersafra de soja do 1º semestre. Ainda assim, o setor puxa a economia brasileira para cima no ano, tanto que ainda há alta de 8,8% em relação ao mesmo trimestre de 2022, apoiadas por culturas de milho (19,5%), cana (13,1%), algodão (12,5%) e café (6,9%). No acumulado do ano, o agro cresce 18,1%, líder absoluto entre os setores. Os serviços também continuaram a trajetória de crescimento, com alta de 0,6% em relação ao trimestre anterior. O IBGE destaca que seis das sete atividades analisadas registraram crescimento neste trimestre. Os maiores aumentos percentuais vieram das atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,3%) e as imobiliárias (1,3%). Destaque também para Informação e comunicação (1%). Também subiram outras atividades de serviços (0,5%), administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%) e comércio (0,3%). Quem teve queda foi o setor de transporte, armazenagem e correio (-0,9%), atividade ligada ao transporte de passageiros, mas também aos fretes da Agropecuária. Contra o mesmo período do ano passado, a alta foi de 1,8%. Os destaques são a Intermediação financeira e seguros (7%) e Atividades imobiliárias (3,6%). Os serviços totais chegam ao maior patamar da série histórica e 8% acima do pré-pandemia. A Indústria teve alta de 0,6% no trimestre e de 1% contra o mesmo trimestre do ano passado. O destaque vai para a atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos, que cresceu 3,6% no período e de 7,3% versus o terceiro trimestre do ano passado. Por outro lado, a Construção foi destaque de queda, com recuo de 3,8% e de 4,5%, respectivamente. A Indústria Extrativa também vem bem no ano. A alta no trimestre foi de 0,1%, mas de 7,2% em relação ao trimestre de 2022. Segundo o IBGE, o desempenho puxado pelo crescimento da extração de petróleo e gás. Análise do PIB sob a ótica da oferta g1 Investimento cai, consumo das famílias sobe Na ótica da demanda houve recuo importante nos Investimentos, que caíram 2,5%. Em entrevista ao g1, a economista Juliana Trece, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), indica que a ação dos juros foi determinante para o resultado. As taxas mais altas, somadas às indefinições da agenda econômica do governo, foram freios na decisão de investimentos de empresários e trouxeram impacto ao setor. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, a queda é ainda mais acentuada, de 6,8%. O IBGE destaca a influência de uma queda na produção interna de bens de capital, decréscimo na Construção e redução na importação de bens de capital. Já o consumo das familias continua crescendo, influenciado pelas políticas de transferência de renda (como o reajuste do Bolsa Família e aumento real do salário mínimo), a melhora do mercado de trabalho e a desaceleração geral da inflação. No trimestre, o consumo das famílias teve alta de 1,1%. Contra o mesmo trimestre de 2022, a alta foi de 3,3%. O segmento também está nas máximas da série histórica do IBGE e 5,8% acima do pré-pandemia. Análise do PIB sob a ótica da demanda g1 Setor externo contribui Os bons desempenhos da Agropecuária e da Indústria extrativa no ano têm relação direta com o setor externo. As Exportações de bens e serviços chegaram a 10% de alta em relação ao mesmo período do ano passado e de 9,8% no acumulado do ano. O IBGE destaca justamente os Produtos agropecuários, a indústria extrativa mineral, os derivados de petróleo e produtos alimentícios. Na ponta oposta, as Importações tiveram queda de 6,1% e de 1,3% nas mesmas janelas de tempo. A redução de vendas de máquinas e equipamentos, produtos químicos e produtos farmacêuticos são alguns dos destaques. Veja Mais

Apostas esportivas, reforma tributária e mais: propostas que o governo quer aprovar ainda este ano para aumentar arrecadação

G1 Economia Algumas dessas medidas estão na Câmara, e outras, no Senado – também há texto pendente de sanção. Meta fiscal para 2024 prevê déficit zero, mas, para isso, o governo precisa de mais receita. Diante da manutenção da meta fiscal estabelecida para 2024, que prevê déficit fiscal zero, o Palácio do Planalto e o Ministério da Fazenda passaram a focar a atuação no Congresso Nacional na aprovação de medidas que elevem as receitas. Ao enviar ao Congresso a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o governo propôs a meta de déficit zero, isto é, manter os gastos no mesmo nível da arrecadação. Uma ala do governo, porém, chegou a defender uma mudança na meta, permitindo ao governo registrar déficit de 0,50% ou de 0,25%. Prevaleceu, no entanto, o entendimento da equipe econômica. Com isso, a meta não foi alterada. Entre as medidas do governo para aumentar a arrecadação no ano que vem, estão: regulamentação das apostas esportivas; subvenção do ICMS; reforma tributária; e juros sobre capital próprio (JCP). Apostas esportivas Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprova projeto que tributa apostas esportivas Em linhas gerais, o texto define regras para o funcionamento das casas de apostas esportivas. Segundo a página oficial do Senado, o relator, senador Ângelo Coronel (PSD-BA), estima que, se aprovada, a proposta pode gerar anualmente para o governo R$ 10 bilhões em arrecadação. Entre outros pontos, o texto estabelece que as casas vão ser taxadas em 12% sobre tudo o que arrecadarem com os jogos feitos pelos clientes. Além disso, define que os apostadores vão ter que pagar uma taxa de 15% sobre os prêmios – pelo projeto, os apostadores vão pagar a taxa uma vez ao ano, no Imposto de Renda Pessoa Física, e apenas se o valor do prêmio superar R$ 2.112,00 (mesmo valor da isenção do Imposto de Renda). A proposta, que já passou na Câmara, foi aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado em 22 de novembro e está na pauta do plenário desta quarta (6). Subvenção do ICMS Na semana passada, o Congresso instalou a comissão mista que vai analisar a medida provisória que discute limitar a subvenção do ICMS das empresas. As subvenções de ICMS são incentivos concedidos pelos estados para atrair negócios e investimentos. Pela MP, esses benefícios não poderão ser usados para reduzir a base de cálculo dos impostos federais (IRPJ e CSLL) se forem aplicados nas atividades de custeio (do dia a dia) da empresa. A base de cálculo poderá ser reduzida no caso de o crédito se destinar a investimentos. O Ministério da Fazenda espera arrecadar pelo menos R$ 35 bilhões em 2024 a partir dessa MP. Isso porque, hoje, empresas utilizam a subvenção do ICMS para custeio e reduzem a base de cálculo para impostos federais. O relator, Luiz Fernando Faria (PSD-MG) afirmou que a intenção é apresentar um parecer até a próxima quarta-feira (6) e votar na comissão na quinta (7). Depois da análise da comissão, o texto ainda precisará passar pelo plenário da Câmara e do Senado. As regras valerão a partir do ano que vem. Reforma tributária Impostos: O que muda com a reforma tributária?  A proposta de emenda à Constituição (PEC) que atualiza o sistema tributário brasileiro é o principal projeto da equipe econômica do governo Lula para este ano. A reforma tributária é vista como uma sinalização do Planalto ao mercado financeiro. O governo tem articulado a aprovação integral do texto até o início do recesso parlamentar, em 23 de dezembro. A proposta já foi aprovada pela Câmara e pelo Senado, mas sofreu alterações e aguarda nova análise dos deputados. Relator da proposta na Câmara, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) se reuniu nesta segunda (4) com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o relator da proposta no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), para discutir os próximos passos do texto na Câmara. A reforma simplifica tributos federais, estaduais e municipais. E estabelece a possibilidade de tratamentos diferenciados, setores com alíquotas reduzidas como, por exemplo, serviços de educação, medicamentos, transporte coletivo de passageiros e produtos agropecuários. A proposta prevê um Imposto Seletivo — apelidado de "imposto do pecado" — para desestimular o consumo de produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente, e assegura isenção de tributos para a cesta básica. Pela PEC, cinco tributos serão substituídos por dois Impostos sobre Valor Agregado (IVAs) — um gerenciado pela União, e outro com gestão compartilhada entre estados e municípios: Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS): com gestão federal, vai unificar IPI, PIS e Cofins Imposto sobre Bens e Serviços (IBS): com gestão compartilhada estados e municípios, vai unificar o ICMS (estadual) e ISS (municipal) Nos últimos dias, Aguinaldo Ribeiro tem avaliado as mudanças feitas pelo Senado no texto, que abrangem, de forma geral, a inclusão de novos setores nos tratamentos diferenciados. Ele também avalia um possível "fatiamento" da PEC. A hipótese tem sido discutida desde a aprovação no Senado. Isso porque, para ser promulgada (ato que torna o texto parte da Constituição), uma PEC depende do consenso das duas Casas em relação ao texto. Isto é, o teor da proposta aprovada precisa ser o mesmo tanto na Câmara quanto no Senado. Com o "fatiamento", somente a parte consensual entre deputados e senadores seria promulgada. O restante do texto continuaria tramitando no Congresso. Juros sobre capital próprio O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, trabalha para aprovar ainda este ano a proposta que acaba com benefícios tributários que permitem a dedução de juros sobre capital próprio (JCP) do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A proposta, no entanto, enfrenta resistências no Congresso e em setores da indústria e do mercado financeiro. Líderes da Câmara sinalizam que o projeto pode ser votado somente em 2024. O JCP é uma forma de distribuição dos lucros de uma empresa de capital aberto (que tem ações na bolsa) aos seus acionistas, para remunerar o capital investido. Atualmente, esses valores podem ser deduzidos do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O texto, apresentado pelo governo em agosto, propõe acabar com esses benefícios tributários. Sem sucesso, o governo tentou incluir a proposta no texto que tratava da taxação de offshores e fundos exclusivos de investimentos. Mais recentemente, articulou a inclusão na MP das subvenções. A ameaça de parlamentares de travar — ainda mais — a tramitação da MP fez com que o Planalto recuasse mais uma vez. A proposta faz parte do pacote do governo para aumentar a arrecadação e tentar atingir a meta de zerar o déficit das contas públicas no ano que vem. A previsão do Ministério da Fazenda é arrecadar R$ 10,5 bilhões com a medida em 2024. Veja Mais

Veja as vagas de emprego disponíveis em Petrolina, Araripina e Salgueiro nesta segunda-feira (4)

G1 Economia As vagas são disponibilizadas diariamente pela Agência do Trabalho de Pernambuco. As vagas são disponibilizadas diariamente pela Agência do Trabalho de Pernambuco. Gabriel Moreira/Secom Maceió A Agência de Trabalho de Pernambuco divulgou as vagas de emprego disponibilizadas paras os municípios de Petrolina, Araripina e Salgueiro , no Sertão de Pernambuco, nesta segunda-feira (4). As oportunidades são atualizadas diariamente pelo g1 Petrolina. ? Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Sedepe através da internet. O atendimento na agência de Salgueiro é feito a partir de um agendamento prévio, feito pelo site da Secretaria. Em Petrolina e Araripina basta ir até a Agência de Trabalho. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 e (87) 9 9180-4065 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871 - 8467 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE Veja Mais

Brasil na Opep+ e acordo Mercosul-União Europeia sob fogo: como foi a passagem de Lula pela COP28

G1 Economia Dois anúncios surpreendentes ao longo dos dois dias de agenda oficial de Lula acabaram "roubando a cena" do governo brasileiro na COP28. Lula posa para uma foto ao lado de outros líderes mundiais durante a COP28 em Dubai Reuters via BBC O governo brasileiro esperava que a passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela conferência climática da ONU (COP28) em Dubai, nos Emirados Árabes — a primeira dele como chefe de Estado em 13 anos — marcaria o retorno do Brasil ao topo da liderança mundial na questão ambiental. Mas dois anúncios surpreendentes ao longo dos dois dias de agenda oficial de Lula acabaram "roubando a cena" do governo na COP28: o ingresso do Brasil em um grupo de países aliados à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e as críticas do presidente da França, Emmanuel Macron, ao acordo Mercosul-União Europeia — que põem em risco a finalização do tratado. Ambos episódios despertaram críticas às credenciais ambientais brasileiras — justamente em um evento em que o Brasil buscava o protagonismo na agenda verde. No caso da adesão à Opep+, o Brasil foi criticado por ambientalistas, que dizem que é contraditório o país atacar o uso de combustíveis fósseis e, ao mesmo tempo, se aliar a um grupo que luta pelos interesses do setor de petróleo. Já no acordo Mercosul - União Europeia, as críticas partiram de Macron, que elogiou Lula por seu protagonismo mundial na questão do ambiente, mas disse que o tratado facilitaria a importação na França e na Europa de produtos com pegada ambiental suja produzidos em países do Mercosul — em especial do Brasil. Presidente da COP28 diz que 'não há ciência' por trás de demanda por redução de combustíveis fósseis, segundo jornal britânico Brasil e mais de 110 países prometem triplicar produção de energia renovável ?até 2030 'Sou contra o acordo Mercosul-União Europeia', diz Macron Respostas de Lula No domingo (3), poucas horas antes de embarcar para a Alemanha, Lula respondeu às duas críticas que surgiram ao Brasil na COP28. Sobre a Opep+, Lula disse que a condição de aliado à Opep não significa uma adesão ao grupo, mas sim que o país será "observador" — "eu vou para ouvir e para dar palpite", disse o presidente. Lula afirmou que o Brasil entrará no fórum para defender alternativas ao petróleo. "É verdade que nós precisamos diminuir o combustível. Mas é verdade que nós precisamos criar alternativa. Então antes de você acabar por sectarismo [com o petróleo] você precisa oferecer a humanidade uma opção. E a nossa participação na Opep+ é para discutir com a Opep a necessidade dos países que têm petróleo e que são ricos começar a investir um pouco do seu dinheiro para ajudar os países pobres do continente africano, da América Latina, da Ásia a investir em combustível." Lula disse que a Opep pode ajudar países como o Brasil a investir em projetos de etanol, energia eólica, solar e hidrogênio verde. "Não tem nenhuma contradição, não tem nada. O Brasil não será membro efetivo da Opep nunca porque nós não queremos. Agora o que nós queremos é influir." Lula também respondeu às críticas de Macron sobre a falta de cláusulas ambientais no acordo Mercosul-União Europeia. O presidente francês havia dito no sábado (3), minutos após se encontrar com Lula, que o acordo era "completamente contraditório" com a política ambiental de França e Brasil, pois ele não garante que haverá descarbonização das economias envolvidas. O presidente brasileiro disse que a verdadeira preocupação da França no acordo Mercosul-União Europeia não é o meio ambiente — mas sim garantir formas de proteger seus produtores de competição que vem do Brasil e da América do Sul. "A posição do nosso companheiro presidente da França é conhecida historicamente. A França sempre foi o país que criou obstáculo no acordo Mercosul-União Europeia porque a França tem milhares de pequenos produtores e eles querem produzir os seus produtos. Agora o que ele não sabe é que nós também temos 4,6 milhões de pequenas propriedades de até 100 hectares que produzem quase 90% do alimento que nós comemos e que são alimentos de qualidade e que nós também queremos vender." Lula disse que tentou "mexer com o coração de Macron" para que o presidente francês pensasse um pouco mais na América do Sul. "Se não tiver acordo, paciência, não foi por falta de vontade. A única coisa que tem que ficar claro é que não digam mais que é por conta do Brasil. Assumam a responsabilidade de que os países ricos não querem fazer um acordo na perspectiva de fazer qualquer concessão." Uma mulher indígena brasileira da etnia Carajá tira uma foto com uma jovem durante a COP28 Getty Images via BBC COP28 A participação de Lula na COP28 foi encerrada — mas o encontro ainda vai continuar até a semana que vem. Negociadores de todo mundo — inclusive do Brasil — seguirão debatendo temas como a meta global de limitar o aquecimento global a 1,5º C acima de níveis pré-industriais, financiamento de países ricos aos mais pobres que sofrem com eventos climáticos extremos e a transição energética de combustíveis fósseis para fontes renováveis. Lula recebeu destaque na abertura da COP28. Ele foi apenas o quinto líder a discursar — depois do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, e do rei Charles 3º do Reino Unido. Lula reforçou a agenda ambiental brasileira: de compromisso com a meta de limitar o aquecimento global a 1,5º C acima de níveis pré-industriais, de que países ricos que emitem muitos gases nocivos precisam compensar os países pobres que sofrem com eventos climáticos extremos e de que precisa haver uma transição energética — com diminuição do uso de combustíveis fósseis e adoção maior de energia renovável. "É hora de enfrentar o debate sobre o ritmo lento da descarbonização do planeta e trabalhar por uma economia menos dependente de combustíveis fósseis. Temos de fazê-lo de forma urgente e justa", disse Lula no seu discurso na sessão de abertura. "Quantos líderes mundiais estão de fato comprometidos em salvar o planeta?" Impulsionado por números recentes que mostram queda no desmatamento da Amazônia durante seu governo, Lula participou de diversos eventos na cúpula da ONU — como sobre reflorestamento, diálogo com a sociedade civil, agenda dos países não-alinhados e sessões oficiais da cúpula. Encontros de Lula no primeiro dia da COP 28 O Brasil trouxe uma grande comitiva de ministros, como os da Fazenda, Meio Ambiente e Minas e Energia, além de presidentes do BNDES, Petrobras e ApexBrasil, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos. A delegação de negociadores brasileiros segue em Dubai até o fim da cúpula. E agora os esforços do governo brasileiro se voltam para sediar a COP30 de 2025 em Belém, no Pará. Lula disse à imprensa que avisou aos líderes mundiais para "não esperarem esse luxo aqui de Dubai" em Belém, mas que lá as discussões poderão ser feitas embaixo de árvores ou na beira dos rios. Lula ergue as mãos junto com Dr. Sultan Al Jaber, o presidente da COP28 realizada em Dubai Getty Images via BBC Críticas ao Brasil Ambientalistas com quem a BBC News Brasil conversou em Dubai foram críticos à participação de Lula na cúpula. Para muitos, a aliança do Brasil à Opep+ acabou ofuscando a agenda positiva que o governo tentava apresentar ao mundo. "A eliminação progressiva dos combustíveis fósseis é a única forma de ainda cumprir os objetivos do Acordo de Paris. Qualquer novo poço perfurado, ou mesmo o esgotamento dos atuais projetos de exploração, já significaria ultrapassar os limites de emissões necessários para atingir esse objetivo", disse Javier Davalos, advogado do programa de clima da ONG Interamerican Association for Environmental Defense, sediada nos Estados Unidos. "A proposta do Brasil para a COP28 é a Missão 1.5, que defende o alcance desse objetivo comum entre as nações, e o presidente Lula comprometeu o país a liderar pelo exemplo. No entanto, as palavras parecem insuficientes, uma vez que o Estado anunciou que pretende ser o quarto maior produtor de petróleo do mundo e provavelmente irá aderir à Carta de Cooperação OPEP+." Peri Dias, porta-voz do movimento global 350.org, também sediado nos EUA, que combate o uso de combustíveis fósseis no mundo, disse que a aliança com a Opep é um "problema que o Brasil não precisava comprar, e que vai fazer mal à imagem do Brasil". "O Brasil deveria estar se afastando dos combustíveis fósseis nesse momento, investindo em energias renováveis, pelo potencial que o país possui, e não se vinculando a um clube de produtores de petróleo." Para Dias, Lula fez bons discursos na ONU, mas “esse discurso entra em contradição com as ações do governo”. “E as ações falam muito mais do que as palavras.” O que podemos esperar da COP 28? Veja Mais

Pequenos agricultores tocam a produção sem esquecer da sustentabilidade

G1 Economia Pequenos agricultores cultivam o futuro, priorizando a produção com sustentabilidade em cada passo. Sustentabilidade é assunto fundamental para o agro do futuro. Reprodução/TV TEM A sustentabilidade em propriedades rurais é um assunto fundamental para garantir a preservação ambiental e o equilíbrio dos ecossistemas. No meio agrícola, práticas sustentáveis envolvem o manejo responsável do solo e a sua preservação. Além disso, a utilização de métodos orgânicos e a redução do uso de agrotóxicos contribuem para preservar a biodiversidade e a proteção da saúde humana. A família Yassuda se destaca pelo compromisso ambiental em seu sítio, que possui sete hectares de reserva legal originados de um reflorestamento realizado há muitos anos. “Muitos pensam que a árvore é sujeira, que atrapalha a produção. Mas eu vejo de uma forma diferente, ela é uma vida, um organismo que trabalha por nós”, relata Emília, proprietária da produção. Veja a reportagem exibida no programa em 03/12/2023: Pequenos agricultores tocam a produção sem esquecer da sustentabilidade A promoção da prática natural mostrada pelos familiares exige uma atenção constante ao cultivo e à adubação. O solo bem nutrido é considerado o passo inicial, sendo recomendado o uso de matéria orgânica, a gestão consciente dos recursos hídricos e a aplicação responsável de produtos químicos. Essas práticas corroboram a necessidade de um equilíbrio entre a produtividade agrícola e a preservação dos ecossistemas locais. Outro exemplo de sustentabilidade na agricultura é outra propriedade familiar, localizada em Lins (SP). Em toda a área de cultivo, a produção é totalmente orgânica, sem o uso de defensivos químicos. O crescimento das hortaliças é fomentado pelo emprego de esterco de galinha, herbicidas biológicos e torta de mamona. Mas o grande destaque vai para a preparação cuidadosa do herbicida, realizado a partir de cepas fornecidas por um fabricante, multiplicadas e conservadas em laboratório, ressaltando a importância da inovação do agro para se adequar às questões ambientais do futuro. VÍDEOS: reveja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Veja Mais

Starbucks consegue suspensão por seis meses de ordens de despejo de unidades da franquia no Brasil

G1 Economia Desembargador da 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial de São Paulo atendeu pedido da empresa que opera a marca no Brasil, que está em recuperação judicial. Logo da rede de cafeterias Starbucks Reuters A 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial de São Paulo atendeu a um pedido da SouthRock Capital - empresa que detém os direitos da Starbucks no Brasil - e suspendeu por 180 dias os efeitos das ordens de despejo existentes contra unidades da rede de cafeteria. A decisão vale para todo o Brasil. No dia 31 de outubro, a SouthRock Capital entrou com pedido de recuperação judicial. Desde então, dezenas de unidades da franquia de cafés já foram fechadas no país, e outras estavam sob risco por falta de pagamento do aluguel. Entre as ordens de despejo recebidas pela empresa, estavam a de duas unidades da Starbucks em Belo Horizonte e uma no Center Shopping, em Uberlândia. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram Na decisão, proferida na última quinta-feira (7), o desembargador Sérgio Shimura, relator do processo, alegou que manter as ordens de despejo poderia prejudicar a recuperação judicial da empresa. "Se as agravantes forem desapossadas de suas lojas, há risco de outros danos, como a demissão em massa dos funcionários, com impacto imediato em sua capacidade de reerguimento", afirmou o relator. McDonald's lança rede de cafeterias CosMc's, nova concorrente do Starbucks Na mesma decisão, o desembagador também retirou do processo de recuperação judicial os centros gastronômicos do grupo Eataly. Nos autos, a SouthRock alegou que encontrou "uma saída mais célere, ágil e eficiente de reestruturação" da marca e optou por desistir da recuperação judicial da Eataly. Além disso, Shimura também suspendeu a decisão da 1ª Vara de Falências e Recuperações que determinava a inclusão do grupo Subway entre as marcas incluídas no processo. A reportagem procurou a SouthRock Capital e aguarda retorno. Ordem de despejo em Uberlândia Na terça-feira (5), a unidade da cafeteria Starbucks no Center Shopping tinha recebido uma ordem de despejo emitida pela juíza da 9ª Vara Cível de Uberlândia, Alessandra Leão Medeiros Parente. A sentença deu o prazo de 15 dias para a saída, mas a decisão também foi suspensa após o parecer do Tribunal de Justiça de São Paulo. Starbucks do Center Shopping em Uberlândia Redes sociais O motivo da saída era a falta de pagamento de três meses do aluguel. Caso não obedecesse à ordem judicial até dia 20 de dezembro, o Starbucks poderia sofrer despejo compulsório. A unidade do Starbucks abriu no Center Shopping em março de 2023 e estava funcionando normalmente nesta sexta (8). No Uberlândia Shopping, a cafeteria da marca já foi fechada e não recebe clientes desde novembro. Ao g1, a assessoria de imprensa do Center Shopping disse que não vai se manifestar. ???? Receba no WhatsApp notícias do Triângulo e região Recuperação judicial A empresa SouthRock Capital entrou com pedido de recuperação judicial no dia 31 de outubro deste ano. O documento foi protocolado pelo escritório Thomaz Bastos, Waisberg, Kurzweil Advogados na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A dívida registrada é de R$ 1,8 bilhão. Starbucks vai fechar? Entenda crise da marca no Brasil A companhia justificou o pedido por conta do baixo grau de confiança; alta instabilidade no país; bem como a volatilidade da taxa de juros –mercado espera que Banco Central baixe a Selic a 12,25% ao ano nesta quarta-feira (1º) –; e constantes variações cambiais, "que desequilibram o mercado e atingem fortemente o empreendedor brasileiro". Além disso, a crise econômica e o período da pandemia da Covid-19 derrubaram o lucro da empresa. Em 2020, a SouthRock teve uma queda de 95% nas vendas, além de seus parceiros comerciais ficarem inadimplentes (quando não conseguem arcar com as dívidas). Em 2021, a queda foi de 70%; 2022, 30%. Starbucks vai fechar? De quanto é a dívida? Veja perguntas e respostas sobre a crise da marca no Brasil LEIA TAMBÉM: MÚSICA: Lucas Lucco pausa a carreira para cuidar da saúde mental: 'Preciso de uns dias em casa até me recuperar' ECONOMIA: Banco Central anuncia que Pix automático estará disponível em outubro de 2024; veja como vai funcionar ???? Siga as redes sociais do g1 Triângulo: Instagram, Facebook e Twitter ???? Receba no WhatsApp as notícias do g1 Triângulo VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas Veja Mais

McDonald's lança rede de cafeterias CosMc's, nova concorrente do Starbucks

G1 Economia Com a primeira loja inaugurada em Illinois, os planos são de abrir mais 10 unidades pelos Estados Unidos até o fim de 2024. McDonald's inaugura rede de cafeterias CosMc's Divulgação/McDonald's A rede de fast food McDonald's lançou nesta quinta-feira (7) uma nova marca em seu portfólio que concorre diretamente com o Starbucks: a CosMc's, uma cafeteria que oferece frapês, cafés com especiarias e chás. A primeira unidade foi inaugurada em Bolingbrook, uma vila localizada em Illinois, Estados Unidos. A empresa diz que os planos são de abrir mais 10 lojas-piloto em estados norte-americanos até o fim de 2024. O g1 perguntou ao McDonald's Brasil se há planos de lançar a CosMc's no país, mas não teve retorno até a publicação da reportagem. LEIA TAMBÉM Starbucks vai fechar? De quanto é a dívida? Veja perguntas e respostas sobre a crise da marca no Brasil O McDonald's apostou na nostalgia para a criação da identidade visual da nova marca e se inspirou no personagem CosMc, um alienígena que foi criado pela rede na década de 80 para figurar em seus comerciais. Segundo a companhia, outra de suas apostas para a CosMc's é o modelo das lojas físicas. Elas serão menores que as tradicionais unidades do McDonald's e contarão com diferentes sistemas de drive-thru e pagamentos, para facilitar o processo de compra. Os produtos lembram bastante outras redes de cafés especiais: o cardápio conta, por exemplo, com frapê de churros, café gelado com marshmellow, chás gelados com especiarias, além de opções como cookies e brownies. Alguns lanches tradicionais da rede de fast food também estão no menu. O objetivo desse formato de lojas e tipos de produtos, de acordo com o McDonald's, é resolver a "crise das 15h", momento entre o almoço e o jantar, que atrai os consumidores para lanches mais rápidos e práticos. Starbucks vai fechar? Entenda crise da marca no Brasil Veja Mais

MacKenzie Scott, ex-esposa de Jeff Bezos, doou US$ 2,15 bilhões para instituições de caridade em 2022

G1 Economia Bilionária ajudou a fundar a gigante do varejo Amazon em 1994 e, hoje, se dedica à filantropia. Algumas ONGs brasileiras também receberam doações de Scott ao longo do ano passado. MacKenzie Scott, ex-esposa de Jeff Bezos, doou US$ 2,15 bilhões para instituições de caridade em 2022 Reuters MacKenzie Scott, ex-esposa do fundador da Amazon, Jeff Bezos, doou cerca de US$ 2,15 bilhões a 360 instituições de caridade em 2022. O anúncio foi feito nesta semana no site da Yield Giving, de Scott. Algumas ONGs brasileiras também receberam doações da filantropa no ano passado: Fundo Brasil, BrazilFoundation, Gerando Falcões, Conectas direitos humanos e Fundo Baobá são algumas (veja todas aqui). Já em 2023, Instituto Ayrton Senna, Parceiros da Educação e Associação Vaga Lume receberam doações da Yield Giving (veja os valores aqui). "Animada para chamar a atenção para essas 360 organizações de destaque (...) Estou grata a todos que tornaram possível destinar US$ 2.153.000.000 desde o meu post em dezembro passado. [Sigo] inspirada por todas as maneiras como as pessoas trabalham juntas para oferecer boa vontade e apoio umas às outras", disse Scott. MacKenzie foi casada com Bezos por 25 anos e o ajudou a fundar a Amazon em 1994. Em 2019, quando eles se divorciaram, ela ficou com cerca de US$ 35,6 bilhões. Em 2020, em um período de 4 meses, a filantropa doou mais de US$ 4 bilhões para bancos de alimentos e fundos de auxílio emergencial para ajudar vítimas da pandemia. Em junho de 2021, doou US$ 2,7 bilhões para 300 organizações focadas no que ela descreveu como "categorias e comunidades que historicamente têm sido subfinanciadas e negligenciadas". Segundo o ranking Forbes 400, MacKenzie Scott é a quarta mulher mais rica dos Estados Unidos (com fortuna de US$ 37,1 bilhões). Ela só está atrás de Alice Walton (US$ 66,4 bilhões - Walmart), Julia Koch e família (US$ 59,8 bilhões - Indústrias Koch) e Jacqueline Mars (US$ 38,9 bilhões - Mars). LEIA TAMBÉM: Biohacking: como e por que seres humanos estão implantando chips no próprio corpo WhatsApp agora permite enviar mensagem de voz de reprodução única; veja como fazer Google lança Gemini, sua inteligência artificial mais poderosa; veja como ela funciona Jovens estão trocando o Google pelo TikTok na hora fazer pesquisas Jovens estão trocando o Google pelo TikTok na hora fazer pesquisas Aprenda a criar o seu personagem 'Disney Pixar', nova trend das redes sociais Aprenda a criar o seu personagem 'Disney Pixar', nova trend das redes sociais Forbes divulga lista dos maiores influenciadores do mundo em 2023 Forbes divulga lista dos maiores influenciadores do mundo em 2023 Veja Mais

Americanas demite mais de 5,5 mil funcionários em uma semana

G1 Economia Varejista afirmou que 88% dos desligamentos eram referentes a funcionários contratados temporariamente para a Black Friday. Lojas Americanas do Resende Shopping, no Rio de Janeiro, em 2018 Emille Rodrigues/g1 A Americanas, em processo de recuperação judicial desde janeiro deste ano, desligou 5.526 funcionários na semana de 27 de novembro a 3 de dezembro, de acordo com documento regulatório divulgado pela varejista nesta quinta-feira (7). Com as demissões, a empresa encerrou o período mantendo um total de 33.861 trabalhadores ativos — quase 10 mil a menos em comparação com o início deste ano. A companhia destacou que as dispensas incluem desligamentos voluntários (306 registros) e 4.876 términos de contratos temporários. Na outra ponta, admitiu 359 funcionários. ROMBO CONTÁBIL DA AMERICANAS: A CRONOLOGIA DO CASO Após a divulgação, a Americanas afirmou, em nota, que 88% dos desligamentos eram referentes a funcionários contratados temporariamente para o período promocional da Black Friday. No documento regulatório, a empresa reforçou a sazonalidade de seu quadro de funcionários em função das oscilações do mercado de varejo. Citou os picos em épocas comemorativas, como Páscoa, Black Friday e Natal, e disse que o número absoluto de desligamentos ficou em linha com períodos anteriores à recuperação judicial. Para reforçar sua operação no Natal, a Americanas anunciou nesta semana a abertura de 7 mil vagas em funções temporárias. Veja Mais

Dólar opera em baixa, ainda com dados de emprego nos EUA no radar

G1 Economia No dia anterior, a moeda norte-americana teve uma queda de 0,48%, cotada a R$ 4,9019. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou com perdas de 1,01%, aos 125.623 pontos. Dólar opera em baixa Freepik O dólar opera em baixa nesta quinta-feira (7). Investidores ainda repercutem novos dados de emprego nos Estados Unidos, que vieram abaixo das expectativas e indicam que a economia do país pode estar começando a desacelerar. O mercado também está de olho em dados das economias chinesa e da zona do euro, que também mostram sinais de desaceleração. No Brasil, o dia é de agenda vazia. Já o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, abriu em alta. Veja abaixo o dia nos mercados. Entenda o que faz o dólar subir ou descer Dólar Às 10h10, o dólar caía 0,33%, cotado a R$ 4,8855. Veja mais cotações. No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em baixa de 0,48%, vendida a R$ 4,9019. Com o resultado, passou a acumular: alta de 0,43% na semana; queda de 0,27% no mês; recuo de 7,13% no ano. Ibovespa No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,41%, aos 126.137 pontos. Na véspera, o índice fechou em baixa de 1,01%, aos 125.623 pontos. Com o resultado, passou a acumular: queda de 1,99% na semana; retração de 1,33% no mês; ganhos de 14,49% no ano. DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? O que está mexendo com os mercados? Os investidores seguem repercutindo dados de emprego nos Estados Unidos, enquanto ainda aguardam a divulgação do relatório payroll amanhã. Ontem, saiu o relatório ADP de geração de empregos, que mostrou que a maior economia do mundo criou 103 mil novas vagas no setor provado, contra uma expectativa de 130 mil. Na terça, outra divulgação também veio abaixo das projeçõesde mercado: o relatório Jolts, também de de geração de vagas no país, revelou que, em outubro, haviam 8,7 milhões de vagas em aberto no país, bastante abaixo das expectativas de mercado, de 9,3 milhões. Esses números aumentam a percepção de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deve iniciar um ciclo de corte nas taxas de juros básicos do país em breve. Atualmente a taxa básica dos Estados Unidos está entre 5,25% e 5,50% ao ano. Isso acontece porque, em um período de inflação alta, quanto mais aquecido anda o mercado de trabalho (o que coloca mais dinheiro na mão dos trabalhadores), mais pressionados tendem a ficar os preços — o que vinha levando o Fed a promover o ciclo de alta nos juros. Em contrapartida, com números menores de emprego indicando uma desaceleração da atividade da maior economia do mundo, a visão de analistas e investidores é que o Fed possa iniciar cortes nos juros já no primeiro semestre de 2024. Taxas mais baixas por lá beneficiam os ativos de risco e impulsionam o desempenho da moeda brasileira sobre o dólar. Na próxima semana, o Fed se reúne para falar sobre política monetária e deve definir se mantém ou modifica suas taxas. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) também defini os rumos da Selic, taxa básica de juros. O mercado também olha para novos dados da economia chinesa, que teve um aumento de 0,5% em suas exportações em novembro (base anual), enquanto as importações caíram 0,6%. Na zona do euro, o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 0,1% no terceiro trimestre. Veja Mais

Ao planejar a safra, inclua Volkswagen: confiança e robustez para o trabalho no campo

G1 Economia Com conforto e segurança, Amarok, Nova Saveiro e Polo Track estão preparados para atender às necessidades do produtor rural. Amarok, Nova Saveiro e Polo Track estão prontos para jornadas intensas Volkswagen Quem trabalha no campo tem necessidades específicas ao escolher um carro, seja pelo tipo de estrada que enfrenta, carga que carrega e/ou pelos quilômetros que roda todos os dias. Vem safra, vai safra, a rotina segue exigindo modelos robustos e confiáveis, uma marca registrada da Volkswagen. Se o momento é de planejamento, é hora de incluir um carro que também seja um parceiro para as jornadas por terra ou asfalto. Para quem é do agro, a Amarok, a Nova Saveiro e o Polo Track são os modelos da marca preparados para desafios do dia a dia e, ao mesmo tempo, com o conforto e a segurança que as horas de lazer também exigem. Os diferentes carros atendem do pequeno ao grande produtor, seja para percorrer trechos do campo para a cidade ou dentro de propriedades, transportar o que for necessário, e até puxar tratores. Para quem está começando no agro ou busca o primeiro carro, deseja trocar de modelo ou aumentar a frota, a marca tem o melhor custo-benefício do mercado e condições de pagamento e ofertas especiais para produtor rural e empresa (compra CNPJ). Prontas para atender a qualquer necessidade Na hora de escolher, cabe avaliar as necessidades do dia a dia para tomar a melhor decisão. Quem precisa de uma picape com capacidade de carga, força e potência, por exemplo, tem tudo na Amarok. Mais potente da categoria (motor v6 3.0 de 258 cv), também é a picape com maior capacidade de carga da categoria, seja em peso ou espaço: 1.156kg e 1.280l, respectivamente. Já a Nova Saveiro é uma picape segura e confiável, sempre pronta para aquele vai e vem, no campo ou na cidade. Agora com novo design e itens exclusivos de série, como freio à disco nas quatro rodas, sensor traseiro de estacionamento, assistente de partida em subida e mais. A Nova Saveiro tem quatro versões, todas com mecânica conhecida e confiável, motor mais potente do segmento e suporte de pós-venda em todo o território nacional. Para quem busca um carro robusto e econômico, o Polo Track aguenta todo tipo de terreno. Oferece desempenho com economia de combustível. Melhor potência da categoria (motor 1.0 de 84cv), tem direção elétrica, assistente de partida em subida, maior espaço interno da categoria e proteção extra das caixas de rodas. Ao planejar a safra, conte com as vantagens exclusivas da Volkswagen. É só procurar a concessionária mais próxima ou acessar o site da Volks para conferir as ofertas. Volkswagen é Agro. Confiança e robustez que valem mais. Conheça melhor cada um dos modelos Amarok Com motor turbodiesel v6 3.0 de 258 cavalos, a Volkswagen Amarok é a mais potente da categoria. Com torque de 59,1 kgfm, chega de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos. Tem 4x4 permanente com exclusiva tecnologia 4Motion e transmissão automática de 8 velocidades. Força, potência, capacidade de carga com conforto e robustez. Nova Saveiro Disponível em quatro versões, a Nova Saveiro é a única picape pequena com freios a disco nas quatro rodas e sensor de ré em todas as versões. Melhor custo-benefício da categoria, tanto na versão Cabine Simples, quanto na Cabine Dupla, une robustez e confiança. Conta com o motor mais potente (116cv) e a maior força/torque (16,1kgfm) entre os modelos de entrada. Polo Track O Polo Track traz economia e robustez pro trabalho. Equipado com o motor 1.0 MPI flex, com potência máxima de 84 cavalos e 10,3 kgfm de torque máximo, é o modelo com maior espaço interno da categoria. Com a robustez e a durabilidade como características, é capaz de rodar nas mais variadas estradas do país. Veja Mais

Mais de 2,5 milhões de mulheres não trabalharam para cuidar de parentes ou das tarefas domésticas, diz IBGE

G1 Economia Mulheres são dois em cada três dos 10,8 milhões de jovens brasileiros que não estudavam e nem estavam ocupados em 2022. Situação geral é pior para pretos e pardos, de renda mais baixa. Mãe e bebê William Fortunato/Pexels Quase 7 milhões de mulheres entre 15 e 29 anos não estudavam e nem estavam ocupadas em 2022. Elas representam nada menos que 63,4% dos mais de 10,8 milhões de brasileiros da mesma faixa etária que estavam nesta situação no ano passado. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais 2023, estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta quarta-feira (6). A pesquisa faz uma análise das condições de vida da população brasileira em 2023, incluindo mercado de trabalho, indicadores de rendimentos, condições de moradia e educação. Um dos cortes traça o perfil da população conhecida popularmente como “nem-nem” (nem estuda, nem trabalha). O instituto, porém, prefere a sigla “Neno” para definir os jovens que “não estudam e nem estão ocupados”. E, apesar de uma queda de 14,3% em relação ao ano anterior, consequência de um reaquecimento do mercado de trabalho, o padrão demográfico dos Neno continua sem alteração. A ampla maioria é feminina, com 4,7 milhões de mulheres pretas ou pardas e 2,1 milhões de brancas. E o principal motivo que as tirou do mercado de trabalho foi o cuidado. Mais de 2 milhões disseram que não buscaram trabalho porque precisavam cuidar dos afazeres domésticos ou tomar conta de parentes. Outras 553 mil mulheres que procuravam emprego também mencionaram esses fatores como impeditivos. Ao todo, portanto, mais de 2,5 milhões de mulheres não trabalharam em 2022 para cuidar de parentes ou de tarefas domésticas. A título de comparação, o contingente de homens que saíram do mercado pelo mesmo motivo e não procuravam emprego foi de 80 mil — número que não representa nem 4% do total de mulheres na mesma situação. O principal motivo alegado por eles foram os problemas de saúde, com 420 mil. Entre aqueles que queriam trabalhar, apenas 17 mil mencionaram questões domésticas. A alegação mais recorrente, para 356 mil homens, é a de que não havia trabalho na localidade. Entre as mulheres, 484 mil mulheres disseram o mesmo. Vale mencionar que essa diferenciação acontece porque os jovens Neno podem estar fora da força de trabalho ou desocupados. Já quem procura emprego é considerado desocupado pelo IBGE. Em 2022, 65,9% estavam fora da força de trabalho e 34,1% desocupados. Por diferentes motivos — como estudo, falta de trabalho disponível ou cuidado — 4,7 milhões de jovens não procuraram trabalho e nem gostariam de trabalhar, segundo o instituto. Veja os números de gênero e raça: Entre os jovens de 15 a 29 anos do país, 10,8 milhões não estudavam nem estavam ocupados em 2022; Um em cada cinco jovens brasileiros desta faixa etária (22,3%) faziam parte do grupo dos Neno; Do total, 6,9 milhões são mulheres e 3,9 milhões são homens; Também do total, 7,4 milhões são pretos ou pardos (67,6%) e 3,4 milhões são brancos (31,5%); No corte de raça, o maior grupo são as mulheres pretas ou pardas, com 4,7 milhões (43,3%); Já o menor grupo são os homens brancos, com 1,2 milhão (11,4%); Mulheres brancas são 2,1 milhões (20,1%) e homens pretos ou pardos, 2,6 milhões (24,3%); Negros e mulheres têm rendimentos piores A pesquisa do IBGE evidencia também dados clássicos da desigualdade no mercado de trabalho. No quesito renda, por exemplo, os profissionais brancos continuam a ganhar 61,4% a mais por hora trabalhada que pretos e pardos. A métrica vale para todos os níveis de instrução, mas a média geral é de R$ 20 por hora para brancos e de R$ 12,40 para negros. Além disso, a série histórica do IBGE mostra que essa distorção de raça pouco se mexeu ao longo dos últimos 10 anos. Em 2012, a média de rendimentos de brancos era 69,8% maior que de negros. Dividido por instrução, a diferença mais relevante é no nível mais alto de instrução, o ensino superior. A diferença chega a 37,6%, sendo R$ 35,30 para brancos versus R$ 25,70 para pretos e pardos. Veja abaixo as demais, sempre com rendimento de brancos sendo o maior: Total: R$ 20 x R$ 12,40 Sem instrução ou fundamental incompleto: R$ 10,90 x R$ 8,40 Fundamental completo: R$ 11,60 x R$ 9,30 Médio completo: R$ 14,10 x R$ 11,10 Superior completo: R$ 35,30 x R$ 25,70 O IBGE mostra, por fim, que o país prossegue com forte diferenciação na distribuição de atividades de trabalho, que impactam nos salários. Enquanto brancos são maioria em setores como Informação e Serviços Financeiros, pretos e pardos são mais numerosos em atividades como Serviços Domésticos (66,4%), Construção (65,1%) e Agropecuária (62%). No recorte por gênero, a média de rendimentos de homens é 14,9% maior que de mulheres. No ensino superior, a relação sobe para 43,2% — diferença ainda mais agressiva que o corte interracial. Além disso, o nível de ocupação dos homens alcançou 63,3% e o das mulheres, 46,3%. Quanto à qualidade de emprego, os pretos e pardos ficam bem atrás dos brancos. As mulheres do grupo compõem o maior percentual de informalidade no mercado de trabalho, com 46,8% das profissionais. Os homens negros não ficam tão atrás, com 46,6%. Em comparação, mulheres brancas na informalidade são 34,5%. Os homens brancos, novamente no menor contingente, são 33,3% informais. Informais são empregados e trabalhadores domésticos sem carteira assinada, trabalhadores por conta própria e empregadores que não contribuem para a previdência social, além de trabalhadores familiares auxiliares. Em 2022, 40,9% dos trabalhadores do país estavam em ocupações informais. Mas há também os dados de subutilização, que são pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas ou na força de trabalho potencial — aqui se encaixam os Neno. E para a taxa composta de subutilização, os índices também mais elevados são para as mulheres e para as pessoas de cor ou raça preta ou parda. A taxa de subutilização para homens era de 16,8%, enquanto chegava a 25,9% para as mulheres. Entre os brancos, eram 16,2%. Para negros, 24,6%. Veja Mais

Sal-gema: Maior jazida do mineral na América Latina fica no ES e chegou a ser leiloada, mas nunca foi explorada

G1 Economia Em 2021, 11 áreas de sal-gema no Espírito Santo foram leiloadas pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Exploração em três áreas foi suspensa por interferir em territórios quilombolas. Sal gema Tawatchai/Freepik A maior jazida do sal-gema na América Latina fica no Norte do Espírito Santo, foi descoberta pela Petrobras, chegou a ser leiloada, mas nunca foi explorada. A exploração desse mineral pela Braskem causou o recente colapso de minas em Maceió, onde mais de 60 mil pessoas tiveram que abandonar suas casas após tremores de terras e rachaduras. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram No Espírito Santo, o sal-gema foi descoberto na década de 1970, quando a Petrobras perfurava os entornos da cidade de Conceição da Barra, no Norte do estado, em busca de petróleo. Porém, encontrou uma grande quantidade de sais na região - entre eles, o sal-gema. Como o foco da exploração da Petrobras não era os minerais, assumiu a subsidiária da mesma estatal, voltada para a mineração, a Petromisa - já extinta. Na época, os trabalhos foram abertos para pesquisar as localidades, que somam 110 mil hectares e quase 20 bilhões de toneladas. A principal jazida fica em Conceição da Barra, mas também há registros nas cidades de Ecoporanga e Vila Pavão. ???? Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Em 2021, 11 áreas de sal-gema no Espírito Santo foram leiloadas pela Agência Nacional de Mineração (ANM) e foram arrematadas por quatro empresas, por um valor de aproximadamente R$ 170 milhões. Três dessas áreas foram alvo de ação do Ministério Público Federal (MPF), que solicitou a exclusão do leilão por interferência em territórios quilombolas. Políticos se posicionam contra Após a tragédia em Maceió, representantes capixabas no legislativo têm se pronunciado contra a exploração do sal-gema no Espírito Santo. O deputado federal Helder Salomão (PT) e a deputada estadual Camila Valadão (PSol) se pronunciaram contra a exploração em território capixaba. LEIA TAMBÉM: Grávida atingida por pedaço de poste no ES passa por cirurgia na cabeça Usar guarda-sol em troca de consumação? Pagar couvert artístico? Saiba os seus direitos em quiosques, bares e restaurantes "Além dos impactos geológicos e ambientais, em virtude da exploração - afundamento de bairros inteiros, como em Maceió - nosso estado quer explorar o sal-gema em áreas de comunidades tradicionais quilombolas e de preservação ambiental, como o Parque de Itaúnas", declarou a deputada. "Esse processo por aqui, que já está em fase de estudo, não ouviu as comunidades envolvidas, descumprindo a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que estabelece a consulta 'prévia, livre e informada' a povos e comunidades tradicionais". Exploração sem legado A exploração do sal-gema é feita com uma escavação de um poço até a camada subterrânea do mineral. No caso do Espírito Santo, o produto fica a mais de 2 mil quilômetros de profundidade. Canos injetam água na mina. A pressão faz com que a salmoura suba e o sal-gema possa ser extraído na superfície. Para o professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Marcos Tadeu D'Azeredo Orlando, a tragédia em Alagoas era previsível. Além disso, o professor conta que existe tecnologia suficiente para preencher o buraco que a exploração do sal-gema deixa, sem colocar o solo e a população em risco. Porém, segundo ele, isso não foi feito, pois se tivesse sido feito não haveria colapso nas minas. "A exploração mineral pode ser feita de forma segura. O acidente em Alagoas era previsível. A economia de recursos, por parte das empresas, e a ganância são tão grandes que eles não usam parâmetros de segurança. O método correto é repor a mina com água. O que está errado é fazer isso de forma progressiva, deixar o local vazio. Existem tecnologias de monitoramento, ele é feito, mas não é efetivo. Os relatórios existem, mas na hora das decisões, a mais valia fala mais alto. É uma economia de mercado. Porém, o mercado tem que ser inteligente, não suicida", considerou o professor. Para Marcos Tadeu, na exploração do sal-gema não há investimento em tecnologia nem em processamento da matéria-prima que possa agregar valor ao produto extraído. Por isso, para ele, é uma exploração que gera pouco retorno financeiro e em conhecimento para a comunidade local. "A exploração de minério deixa como herança um buraco. É a única coisa que deixam de herança. As mineradoras exploram e retiram a matéria-prima, mas não existe o plano de transformar esse produto em um recurso tecnológico. É preciso trazer avanços: empregos proporcionais ao lucro, deixar tecnologia no local em que há exploração. Não adianta quando a cadeia produtiva está toda lá fora. É preciso transformar o produto. O processo só de exploração não nos interessa, até porque a quantidade de empregos criada só ali é muito menor do que se houvesse processamento da matéria-prima e desenvolvimento de tecnologia", descreveu. Braskem, petroquímica que fazia exploração de sal-gema em Maceió, foi apontada como causadora das rachaduras em bairros de Maceió Divulgação/Braskem Maceió Maceió está em alerta máximo pelo risco de colapso desde o dia 27 de novembro, quando o afundamento do solo sobre uma caverna onde é feita a exploração de sal-gema, do tamanho do estádio do Maracanã, deixou de ser medida por milímetros por ano e passou a ser um afundamento de centímetros por hora. Mais de 14 mil imóveis, em cinco bairros, estão sendo afetados pela instabilidade causada na exploração de sal-gema pela Braskem. Mais de 60 mil pessoas foram retiradas da região, devido ao risco de desabamento do solo. O colapso na mina 18, localizada no bairro do Mutange, pode abrir uma cratera do tamanho do estádio do Maracanã. Bairros estão afundando em Maceió Reprodução/Jornal Hoje Segundo a Defesa Civil Municipal, o afundamento agora é de 0,25 cm/hora. O solo continua cedendo em ritmo lento e já afundou desde o dia 28 de novembro 1,77 m, segundo Nobre. O ritmo do afundamento do solo caiu pela quarta vez consecutiva nesta segunda-feira (4). As primeiras rachaduras em casas e ruas que lançaram luz sobre o problema surgiram em 2018. Desde aquela época, além do bairro do Mutange, já houve evacuação também na maior parte do Bebedouro, do Bom Parto e do Pinheiro. Imagens mostram o comparatvo do avanoço da Lagoa Mundaú na região onde há grande risco de colapso em Maceió Defesa Civil de Alagoas Segundo a Defesa Civil, o colapso da mina não representa mais risco para a população porque as regiões ocupadas estão a uma distância segura. Ainda assim, o risco de colapso fez muita gente sair de casa, algumas por iniciativa própria e outras sob ordem judicial com uso da força policial. A tragédia urbana em curso transforma áreas inteiras em bairros fantasmas, um problema que ainda está longe do fim, já que o solo continua afundando lentamente. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo Veja Mais

CCJ da Câmara aprova projeto que obriga cadastro de devedor de pensão alimentícia no e-Social

G1 Economia Objetivo é permitir continuidade dos descontos de salários dos devedores mesmo após mudança de emprego e agilizar pagamentos. Texto vai ao Senado se não houver recurso. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta terça-feira (5) um projeto que obriga o registro de pensão alimentícia no Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas , o eSocial. A proposta tramitou de forma conclusiva pela comissão, ou seja, agora será encaminhada ao Senado se não for apresentado recurso para votação no plenário da Câmara. “A partir dessa modificação legislativa, o alimentando não precisará mais fazer um novo pedido de desconto de pensão alimentícia do salário do devedor de alimentos a cada mudança de emprego deste”, explicou a relatora, deputada Ana Paula Lima (PT-SC). Autora do projeto, a deputada Denise Pessôa (PT-RS) diz que o objetivo é facilitar o recebimento da pensão. Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados Facilitar o recebimento A autora do projeto, deputada Denise Pessôa (PT-RS), afirmou que o objetivo é facilitar o recebimento de pensão alimentícia pelos alimentados, automatizando o processo. Atualmente, é necessária autorização judicial de desconto de pensão do salário ao empregador. “Ocorre que, a cada novo emprego, cabe à parte interessada fazer requerimento ao novo empregador, o que gera desgaste e resulta muitas vezes em lapso temporal sem a percepção de pensão pelos credores/alimentados”, justificou a deputada. Se o texto se tornar lei, o empregador será obrigado a realizar o registro de pensão alimentícia descontada da remuneração de seus trabalhadores no eSocial. A informação deverá constar do registro do vínculo de trabalho para permitir o conhecimento da existência da pensão alimentícia aos próximos empregadores e dar continuidade aos descontos da pensão. “O projeto entende a realidade das nossas crianças, olhamos a dificuldade de muitas mães solo que para garantirem o direito de seus filhos à pensão passam por dificuldades. Ainda mais com as trocas de emprego do devedor de pensão, elas acabam se submetem ao papel de detetive para descobrir onde o pai está trabalhando, além de todo processo judicial”, afirmou Denise. De acordo com a proposta, o governo deverá regulamentar a lei em até 90 dias, após a sua publicação. Veja Mais

Queda da inflação está encaminhada, mas exige equilíbrio das contas, diz presidente do BC

G1 Economia Para Roberto Campos Neto, ano de 2023 foi 'melhor que o esperado'. Mais cedo, nesta terça, ministro Fernando Haddad cobrou empenho do Banco Central para redução dos juros no país. Presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, no plenário do Senado Pedro França/Agência Senado O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta terça-feira (5) que o processo de queda da inflação no Brasil ainda não está "ganho", mas encaminhado. E acrescentou que as contas públicas ainda estão "desancoradas" em relação às metas propostas, e que é preciso uma sinalização de que serão equilibradas pela equipe econômica do governo. "O fiscal está desancorado, e a expectativa de inflação um pouco acima da meta [para os próximos anos]. A gente precisa trabalhar em conjunto para que melhore as expectativas para frente. É importante fazer o dever de casa, passar uma mensagem de consolidação fiscal, que estamos trabalhando juntos o fiscal e monetário. Foi um ano melhor que o esperado. É preciso um recado que o fiscal [contas públicas] está em equilíbrio", declarou Campos Neto. A declaração foi dada na Frente Parlamentar do Empreendedorismo, no mesmo dia em que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad pediu que o Banco Central que siga "fazendo seu trabalho", em uma alusão ao processo de corte da taxa básica de juros da economia. ‘Está dentro do esperado’, diz Míriam Leitão sobre PIB do terceiro trimestre Contas públicas O controle das contas públicas, citado por Campos Neto, é uma atribuição da área econômica do governo federal, que é liderado pelos Ministérios da Fazenda, sob o comando de Haddad, e do Planejamento, chefiado pela ministra Simone Tebet. No mês passado, o governo elevou sua projeção para o déficit das suas contas para R$ 177,4 bilhões neste ano. No começo do ano, a área econômica buscava um rombo próximo de R$ 100 bilhões em 2023. Para 2024, o governo propôs, na nova regra para as contas públicas e no orçamento federal, zerar o déficit das contas públicas. Para isso, tem proposto medidas de aumento de arrecadação. Apostas esportivas, reforma tributária e mais: propostas que o governo quer aprovar ainda este ano para aumentar arrecadação Em pesquisa realizada na semana passada pelo Ministério da Fazenda com o mercado financeiro, a projeção é de que as contas do governo registrem um rombo de R$ 90,2 bilhões no próximo ano. Inflação e juros O Banco Central começou a reduzir a taxa básica da economia em agosto deste ano. Desde então, forem três cortes consecutivos, para 12,25% ao ano - o menor patamar desde maio de 2022. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), colegiado do BC que define a taxa de juros, acontece na próxima semana. A expectativa do mercado financeiro é de que a taxa caia novamente, para 11,75% ao ano. Nesta terça-feira, Campos Neto reafirmou a indicação do BC de que o juro básico deve ter mesmo nova queda na semana que vem. Ele avaliou que a dinâmica da inflação no Brasil, em desaceleração, abre espaço para a continuidade da queda dos juros. Segundo ele, perseverar nas metas, na disciplina fiscal e monetária, é o que garante crescimento sustentado no longo prazo. Veja Mais

Grupo suspeito de movimentar mais de R$ 3 bilhões em contrabando de soja é alvo de operação da PF em 5 estados

G1 Economia Grupo utilizava portos clandestinos e fazia transferências em criptomoedas através de doleiros. PF cumpre 59 mandados de busca e apreensão e 16 de prisão. Grupo é investigando por contrabando bilionário de soja Um grupo suspeito de movimentar R$ 3,5 bilhões nos últimos cinco anos em contrabando de grãos, especialmente soja e milho, da Argentina para o Brasil, é alvo de operação da Polícia Federal (PF). Durante a manhã desta terça-feira (5), a PF cumpre 59 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão em cinco estados (Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina, Tocantins e Maranhão). O número de presos na operação não foi divulgado até a última atualização desta reportagem, na manhã de terça. A ação conta com apoio de Brigada Militar, Receita Federal, Receita Estadual do RS e Polícia Rodoviária Federal (PRF). Veja abaixo todas cidades em que estão sendo cumpridos mandados. De acordo com a PF, o grupo utilizava portos clandestinos para facilitar a entrada dos produtos no Brasil e fazia os pagamentos por meio de doleiros e empresas de fachada. A investigação apontou que duas das empresas utilizadas pelos supostos contrabandistas compraram cerca de R$ 1,2 bilhão em criptomoedas. Também foram cumpridas medidas de bloqueio de contas bancárias vinculadas a pessoas físicas e jurídicas, que chegaram a um total de R$ 58 milhões, além de apreensão de automóveis, imóveis de luxo e uma aeronave com valor estimado de R$ 3,6 milhões. Grupo tinha três núcleos A investigação da PF começou em 2022 e aponta que a organização é formada por três núclelos: Donos de portos clandestinos às margens do Rio Uruguai; Beneficiários e revendedores das mercadorias contrabandeadas; Operadores financeiros. Através de doleiros, o grupo realizava operações financeiras ilegais para pagar fornecedores do exterior – em alguns dos casos, as empresas de fachada utilizadas nas transações adquiriram cerca de R$ 1,2 bilhão em criptomoedas. Essas operações eram feitas com documentação fraudada, como notas de produtores rurais lançadas para justificar o grande volume de grãos contrabandeados comercializados ou emitidas por empresas de fachada. Durante o período de investigação, 11 pessoas foram presas em flagrante. Também foram apreendidas 171 toneladas de soja, farelo de soja e milho, além de caminhões, automóveis, vinhos e agrotóxicos. Segundo a PF, grupo movimentou R$ 3,5 bilhões em cinco anos com contrabando de soja Polícia Federal/Divulgação Mandados de busca e apreensão: Cerro Grande (RS) - 3 Condor (RS) - 1 Crissiumal (RS) - 1 Horizontina (RS) - 1 Palmeira das Missões (RS) - 22 Rodeio Bonito (RS) - 1 Santana do Livramento (RS) - 4 Santo Ângelo (RS) - 1 Tiradentes do Sul (RS) - 9 Três Passos (RS) - 7 Tuparendi (RS) - 2 Itapema (SC) - 1 Itaí (SP) – 2 São Luís (MA) - 1 Palmas (TO) - 3 Mandados de prisão PREVENTIVA expedidos: Palmeira das Missões (RS) - 4 Mandados de prisão TEMPORÁRIA expedidos: Cerro Grande (RS) - 1 Crissiumal (RS) - 1 Palmeira das Missões (RS) - 3 Santana do Livramento (RS) - 1 Tiradentes do Sul (RS) - 4 Três Passos (RS) - 2 VÍDEOS: Tudo sobre o RS Veja Mais

Juros bancários recuam para 42,2% ao ano em outubro, menor patamar de 2023

G1 Economia Foi o quinto corte seguido no juro médio dos bancos. Movimento ocorre em meio à redução da taxa Selic pelo Banco Central. Juros rotativos do cartão de crédito também diminuíram. Santander, Itaú e Bradesco Lucas Lacaz Ruiz/Estadão Conteúdo/Arquivo; Itaci Batista/Estadão Conteúdo/Arquivo A taxa média de juros cobrada pelos bancos em operações com pessoas físicas e empresas recuou de 43,3% para 42,2% ao ano de setembro para outubro, informou o Banco Central nesta terça-feira (5). Essa foi a quinta queda seguida do juro médio dos bancos, que levou a taxa ao menor patamar desde dezembro de 2022 (41,8% ao ano). O juro foi calculado com base em recursos livres – ou seja, não inclui os setores habitacional, rural e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O recuo da taxa bancária acontece após o Banco Central ter começado a reduzir o juro básico da economia, a Selic, em agosto deste ano. Atualmente, a taxa Selic está em 12,25% ao ano após três cortes seguidos. A taxa média de juros cobrada nas operações com empresas ficou estável em 22,8% ao ano em outubro. Este é o maior nível desde julho deste ano (23% ao ano). Já nas operações com pessoas físicas, os juros caíram de 57,3% ao ano em agosto para 55,4% ao ano em setembro. É o menor patamar desde setembro de 2022 (53,8% ao ano). No cheque especial das pessoas físicas, a taxa ficou recuou de 133,9% ao ano no mês de setembro para 126,6% ao ano em outubro - menor nível desde janeiro de 2022 (125,7% ao ano). Cartão de crédito rotativo Os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo recuaram de 441,1% ao ano, em setembro, para 431,6% ao ano em outubro. É o menor nível desde fevereiro deste ano (420,4% ao ano). O crédito rotativo do cartão de crédito é acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento. Mesmo com a queda em outubro, o patamar da taxa rotativa de juros segue proibitivo, segundo analistas. Essa é a linha de crédito mais cara do mercado e deve ser evitada. A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente. Em abril, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou que iria negociar com as instituições financeiras uma redução da taxa de juros cobrada nas operações com o cartão de crédito rotativo. Em agosto, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que uma alternativa para reduzir a alta inadimplência do cartão de crédito seria extinguir a modalidade conhecida como rotativo. Informou ainda que, em substituição ao rotativo, o BC avalia enviar o devedor diretamente para um parcelamento desse saldo – com juros de cerca de 9% ao mês, pouco acima da metade dos 15% atuais. O Senado aprovou, no começo de outubro, um projeto sobre os juros do cartão de crédito rotativo. O texto já foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O projeto sancionado não impõe o valor de um teto para juros no cartão de crédito rotativo, mas concede um prazo de 90 dias para que as emissoras de cartões apresentem uma proposta de teto, a ser aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Se uma solução não for encontrada dentro de 90 dias, o total cobrado pelos bancos não poderá exceder o valor original da dívida. No mês retrasado, o O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o crédito parcelado sem juros, por meio dos cartões de crédito, "veio para ficar", mas que mas não deve ser 'intocável'. Juros do crédito rotativo têm queda em setembro Crédito bancário O volume total do crédito bancário no mercado, segundo o Banco Central, teve alta marginal de 0,1% em outubro, para R$ 5,59 trilhões. No mês passado, houve queda de 0,8% nos empréstimos para as empresas, para R$ 2,18 trilhões, e aumento de 0,8% nas operações de crédito para as pessoas físicas – para R$ 3,41 trilhões, acrescentou a instituição. Para as pessoas físicas, o BC informou que o aumento em outubro decorreu, principalmente, da expansão das carteiras de cartão de crédito à vista (+1,6%), financiamento para aquisição de veículos (+1,3%), crédito pessoal não consignado (+1,1%) e crédito pessoal consignado para aposentados e pensionistas do INSS (+1,2%). Endividamento das famílias e inadimplência Segundo o BC, o endividamento das famílias somou de 47,7% da renda acumulada nos 12 meses até setembro desse ano, contra 48% que haviam sido registrados em agosto. Esse é o menor patamar desde setembro de 2021 (47,5%). A série histórica do BC para este indicador teve início em janeiro de 2005. Em fevereiro de 2020, antes da pandemia da Covid-19, o endividamento das famílias somava 41,8%. O governo federal lançou em julho o programa "Desenrola", para renegociar dívidas da população. Em dez semanas, os bancos renegociaram R$ 14,3 bilhões em 2 milhões contratos de dívida. Ao mesmo tempo, a taxa de inadimplência média registrada pelos bancos nas operações de crédito recuou de 3,5% em setembro para 3,4% em outubro deste ano. Este é o menor patamar desde março deste ano, quando somou 3,3%. A série do BC para este indicador começa em março de 2011. Nas operações com pessoas físicas, a inadimplência caiu de 4% em setembro para 3,9% em outubro. É o menor nível desde outubro do ano passado (3,8%). Já a inadimplência das empresas recuou de 2,7% em setembro para 2,6% em outubro. Trata-se do maior patamar desde junho desse ano, quando estava em 2,5%. Veja Mais

Renault anuncia investimentos de R$ 2 bilhões para produzir novo modelo da marca no Paraná

G1 Economia Anúncio foi feito em cerimônia que comemorou 25 anos da instalação da fábrica em São José dos Pinhais. Segundo governo, unidade gera, atualmente, cerca de 5,3 mil empregos diretos e outros 25 mil indiretos. Renault anuncia investimentos de R$ 2 bilhões no Paraná A Renault anunciou nesta segunda-feira (4) um investimento de R$ 2 bilhões no Paraná até 2025. Os executivos da montadora afirmaram que a marca realizará o investimento para produzir um novo modelo global, de utilitário, que será exportado para toda a América Latina. ? Siga o canal do g1 PR no WhatsApp ? Siga o canal do g1 PR no Telegram O anúncio foi feito em uma cerimônia que comemorou os 25 anos da instalação da fábrica no estado. No evento estavam presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin, o governador do Paraná Ratinho Junior e outras autoridades locais. Investimento em complexo Complexo Ayrton Senna da Renault, em São José dos Pinhais Renault A companhia fará um investimento de R$ 100 milhões também no Complexo Ayrton Senna, localizado em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O local abriga o conjunto de fábricas da Renault e de indústrias parceiras, além de ser o polo exportador para a América Latina. O complexo tem cerca de 2,5 milhões de metros quadrados e, segundo o governo do estado, produziu mais de 3,5 milhões de veículos nesses 25 anos. A unidade gera, atualmente, cerca de 5,3 mil empregos diretos e outros 25 mil indiretos. Caso Daniel: quinto juiz designado para julgar assassinos determina apresentação de testemunhas Médico do SUS abate dívida com Fies: entenda a lei e quem pode requerer desconto 'Louca de faceira': jovem agricultora mostra o dia a dia na roça e vira sucesso nas redes Novo modelo Renault anuncia investimentos de R$ 2 bilhões para produzir novo modelo da marca no Paraná RPC De acordo com a montadora, o novo veículo utilizará um motor produzido no complexo pela Horse, empresa do Grupo Renault dedicada ao desenvolvimento, produção e fornecimento da próxima geração de motores híbridos com baixa emissão de Co2. O novo investimento faz parte de um projeto mundial da Renault que prevê fabricar oito novos modelos, entre eles, três SUVs do segmento C, entre 2024 e 2027 para os mercados internacionais. O investimento prevê viabilizar a produção de um desses C-SUV novo sobre a Plataforma Modular do Grupo Renault, que é a mesma utilizada na linha de montagem do Kardian – veículo que será lançado para o mercado em março de 2024, segundo a empresa. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná. Veja Mais

Sem desoneração prevista para combustíveis em 2024, diesel e gás de cozinha terão alta de imposto

G1 Economia Informação consta no projeto de orçamento para o ano de 2024, e foi confirmada pela Secretaria da Receita Federal. Aumento de impostos ajudará o governo na meta de tentar zerar o rombo das contas públicas no ano que vem, mas terá impacto na inflação. A equipe econômica não prevê impostos federais reduzidos sobre combustíveis em 2024. A informação consta na proposta de Orçamento do ano que vem e foi confirmada pela Secretaria da Receita Federal ao g1. Alguns desses benefícios fiscais já acabaram, como no caso da gasolina, etanol e querosene de aviação. Mas as alíquotas ainda estão reduzidas, até o fim deste ano, para o diesel, biodiesel e para o gás de cozinha (GLP). Com o fim da desoneração, esses produtos terão impostos elevados elevados no começo de 2024 e, caso isso seja repassado, haverá aumento de preços aos consumidores — com impacto na inflação. No caso do diesel, o reajuste tende a impactar de uma forma geral os preços da economia, pois o combustível é utilizado no transporte de cargas pelo país, assim como no transporte público. O aumento da tributação do gás de cozinha, por sua vez, tende a afetar não somente a população de baixa renda, mas também a classe média e os preços cobrados pelos restaurantes. Em junho deste ano, após o governo federal ter elevado impostos federais sobre gasolina e etanol, a Petrobras anunciou redução do preço da gasolina. Lula cobra presidente da Petrobras pela demora na redução de preços dos combustíveis Aumento de até R$ 2,18 A volta dos impostos federais pode levar ao aumento de até R$ 2,18. Veja os valores para cada combustível, segundo dados do governo, do Instituto Combustível Legal (ICL) e da Associação das Distribuidoras de Combustíveis (Brasilcom) : diesel A: aproximadamente R$ 0,35 por litro; biodiesel: aproximadamente R$ 0,15 por litro; diesel B (mistura do diesel A e biodiesel): aproximadamente R$ 0,33 por litro; gás de cozinha: aproximadamente R$ 2,18 por botijão de 13 Kg. Redução em 2022 A redução dos impostos federais foi autorizada no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2022. Com a guerra na Ucrânia, e em na iminência da corrida eleitoral, o governo anterior zerou o PIS/Cofins sobre diesel, gás de cozinha e sobre biodiesel até o fim de 2022. Depois reduziu impostos federais sobre gasolina e etanol também até o final do ano passado. A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve a tributação reduzida no começo deste ano. Entretanto, começou a elevar os impostos federais sobre a gasolina e etanol em fevereiro, retomando as alíquotas cheias sobre esses combustíveis em junho de 2023, além de querosene de aviação e GNV. Já o aumento do diesel foi faseado ao longo do ano. Os impostos estiveram zerados até julho, quando aumentaram para R$ 0,11 por litro e para R$ 0,13 por litro em outubro. Contudo, a medida provisória que elevava os impostos perdeu a validade sem ser votada no Congresso, o que levou as alíquotas a zero novamente até 31 de dezembro. Meio ambiente Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na abertura da conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 28, em Dubai, nos Emirados Árabes, que gastos com armas deveriam ser usados contra fome e mudança climática. Ele também falou sobre a necessidade de ter uma economia menos dependente de combustíveis fósseis, como diesel e gás de cozinha - que terão aumento de impostos no começo do ano que vem. "O planeta está farto de acordos climáticos não cumpridos, de metas de redução de emissão de carbono negligenciadas, de discursos vazios. Precisamos de atitudes e práticas concretas. Quantos líderes mundiais estão de fato comprometidos em salvar o planeta", questionou Lula, na ocasião. Impacto nas contas públicas O aumento de impostos sobre diesel, gás de cozinha e querosene de aviação a partir de janeiro acontece em meio a um esforço da equipe econômica para tentar zerar o rombo das contas públicas em 2024 - meta que consta na proposta de orçamento do ano que vem. Para zerar o déficit fiscal, meta considerada difícil pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o objetivo do governo é de arrecadar R$ 168 bilhões a mais no próximo ano. O fim desses benefícios já está no cálculo dos Ministérios da Fazenda e do Planejamento para tentar aumentar a arrecadação em 2024. A Receita Federal confirmou que a proposta de orçamento de 2024 considera a reoneração dos combustíveis. Ou seja, caso os tributos não subam, a necessidade de aumento de arrecadação extra para tentar zerar a meta fiscal no próximo ano será maior ainda. De acordo com a Receita, a redução das alíquotas do PIS e Cofins sobre combustíveis gerou uma perda de arrecadação de R$ 28,7 bilhões nos dez primeiros meses deste ano. Além do aumento de impostos sobre diesel, querosene de aviação e GLP, também foram enviadas outras medidas ao Legislativo. São elas: taxação de "offshores" e fundos exclusivos, já aprovada; mudança nos juros sobre capital próprio (mecanismo que permite às empresas pagarem menos tributos); taxação de apostas esportivas; fim de subvenções a empresas para custeio. Veja Mais

'Se não tiver acordo, paciência, não foi por falta de vontade', diz Lula sobre negociação entre Mercosul e União Europeia

G1 Economia Blocos tentam criar área de livre comércio desde 1999, mas falta consenso. Lula e Macron se reuniram na COP; depois, francês chamou proposta de antiquada e 'mal remendada'. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (3) que, se o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia não for concluído por falta de consenso entre os blocos, a negociação terá deixado claro que a culpa "não é do Brasil", e sim do protecionismo de países europeus. "Se não tiver acordo, paciência, não foi por falta de vontade. A única coisa que tem que ficar clara é que não digam mais que é por conta do Brasil. E que não digam mais que é por conta da América do Sul", afirmou Lula em uma entrevista ao fim da Conferência do Clima (COP 28) em Dubai, nos Emirados Árabes. Lula e Macron na COP 28 Ricardo Stuckert Mercosul e União Europeia tentam fechar um acordo de livre comércio desde 1999, mas a fase de revisão dos termos segue esbarrando em diversos entraves – entre eles, disputas ambientais e resistências de alguns governos. O acordo envolve 31 países, e prevê isenção ou redução na cobrança de impostos de importação de bens e serviços produzidos nos dois blocos. No sábado, também na COP, o presidente da França, Emmanuel Macron, disse ser contra o acordo de livre comércio – chamado por ele de antiquado e “mal remendado”. Veja abaixo: 'Sou contra o acordo Mercosul-União Europeia', diz Macron Questionado sobre essas declarações, Lula afirmou que a posição da França já era conhecida – e que, se a Europa decidir não fechar o acordo, deve assumir a responsabilidade pela decisão. "Primeiro, a posição do nosso companheiro presidente da França é conhecida historicamente. A França sempre foi o país que criou obstáculo no acordo do Mercosul com a União Europeia. Porque a França tem milhares de pequenos produtores e eles querem produzir os seus produtos. É isso", disse Lula. "Agora, o que eles não sabem é que nós também temos 4,6 milhões de pequenas propriedades de até 100 hectares que produzem quase 90% do alimento que nós comemos e que são alimentos de qualidade, e que nós também queremos vender", prosseguiu. "Assumam a responsabilidade de que os países ricos não querem fazer um acordo na perspectiva de fazer qualquer concessão. É sempre ganhar mais", afirmou. "E nós não somos mais colonizados, nós somos independentes. E nós queremos ser tratados apenas com respeito de países independentes que temos coisas para vender, e as coisas que nós temos para vender têm preço. Queremos um certo equilíbrio", disse ainda o presidente brasileiro. Sequência de reuniões Lula vem se reunindo com chefes de outros países para tentar concluir o acordo desde o início do ano. Em pelo menos duas ocasiões, por exemplo, falou sobre o tema com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. Na COP 28, além de Macron, o presidente brasileiro se reuniu com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, com o acordo na pauta. No fim da próxima semana, já de volta ao Brasil, Lula também deve debater o acordo na Cúpula do Mercosul. "Tive uma grande conversa com a Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. Vamos ver como vai acontecer na sexta. Se não der acordo, pelo menos vai ficar patenteado de quem é a culpa de não ter acordo. Agora, o que a gente não vai fazer é um acordo para tomar prejuízo", declarou na entrevista ao fim da COP. Veja Mais

R$ 62 mil a garrafa: vinho Petrus vem ao Brasil com importador exclusivo e preço de carro popular

G1 Economia No primeiro lote trazido pela World Wine, a prioridade será dada a clientes antigos do setor de restaurantes. São 48 garrafas da safra 2020 para estabelecimentos selecionados. O Petrus é um dos vinhos mais icônicos do mundo, feito de uvas merlot de Bordeaux, na França. Divulgação O Petrus é um dos ícones da região de Bordeaux, na França. É o tipo de vinho que estaria bem-posicionado em qualquer lista que se faça dos rótulos mais desejados pelos entusiastas e aclamados pela crítica. Isso porque cada garrafa tem tudo o que precisa para se tornar uma joia: uvas merlot da melhor qualidade, microclima perfeito para desenvolvimento das vinhas, produção escassa e rigorosíssima, finalizada com uma boa pitada de marketing que aguça a curiosidade de quem nunca o colocou em uma taça. LEIA MAIS Vinhos: por que o mercado aposta em espumantes e brancos para reverter consumo em queda Como tudo no mercado de luxo, a equação entre escassez e demanda joga o preço do Petrus nas estrelas — e aumenta um dos maiores riscos do mercado de vinhos de alta gama, que é a falsificação. Em uma tentativa de suprir parte da demanda e dar segurança aos endinheirados brasileiros, um mercado que o Château Petrus aposta, o produtor francês fechou uma parceria de exclusividade de importação com a brasileira World Wine. Segundo Juliana La Pastina, presidente da World Wine, a ideia partiu dos franceses. “Eles nos procuraram. Já tínhamos relacionamento com a família e temos um grande trabalho em Bordeaux. Há distribuidores oficiais no mundo todo, mas não imaginávamos que nos escolheriam”, diz. Juliana La Pastina, presidente da World Wine Ricardo Dangelo A parceria começa com 48 garrafas de Petrus 2020, que serão distribuídas para restaurantes parceiros de longa data da importadora (o chamado "on-trade"). Além do relacionamento, puro e simples, o lugar precisa ter um público disposto a arcar com o preço. O preço sugerido de varejo é de R$ 62,2 mil, valor muito próximo ao de um Fiat Mobi ou Renault Kwid zero quilômetro. Mas sacar a rolha de um Petrus pode sair mais caro, a depender da margem que o estabelecimento queira obter com a venda. Um ponto importante que pode encarecer o produto final é o tempo. Parte da graça de tomar vinhos icônicos é que eles estejam mais maduros. Em outras palavras: vinhos como o Petrus são melhor apreciados depois de algumas décadas de sua safra. Projeto no Senado quer reclassificação do vinho como complemento alimentar Com algum tempo, bons vinhos desenvolvem novos aromas e ficam mais sedosos no paladar. É algo que só o tempo faz, e traz características que deixam a experiência de beber um vinho mais interessante. Assim, estocar o vinho por alguns anos é uma opção do restaurante que compra uma garrafa agora. Seja para servi-lo com alguma evolução, seja para ampliar a margem de lucro com a venda. No momento, vamos priorizar esses clientes porque a alocação é pequena e estratégica. Mas também porque é justo prestigiar quem está com a gente. A World Wine já confirma que mais 36 garrafas de Petrus 2021 devem chegar ao país no ano que vem. Mais 18 garrafas da safra 2022 estarão aqui até 2025. De safras mais antigas, a empresa terá pouquíssimos exemplares: 2011 e 2014, seis de cada. Veja Mais

Novo caso de roubo de pedra de boi: por que elas valem milhares de reais

G1 Economia Na quinta-feira (7), criminosos armados chegaram a render uma família no interior de SP para roubar pedras avaliadas em R$ 280 mil. Outras partes inusitadas do boi, como chifres e glândulas, são aproveitadas pela indústria. Pedras da vesícula de boi Reprodução/TV Integração e PRF/Divulgação As pedras da vesícula de um boi são tão valiosas que chegam a ser alvos de roubos no Brasil. O mais recente aconteceu na quinta-feira (7), quando dois criminosos armados renderam uma família em São João da Boa Vista (SP) para levar pedras avaliadas em R$ 280 mil. E já teve até caso de roubo milionário. Em setembro, por exemplo, ladrões chegaram a levar R$ 2 milhões em pedras de boi de uma empresa exportadora em Barretos (SP). No mercado asiático, as pedras retiradas da vesícula dos bovinos podem custar até US$ 50 por grama, o que, na cotação atual, corresponde a R$ 245,57. ???? Mas por que as pedras de boi são tão valiosas? Porque elas são raras, principalmente as maiores. "Elas não são encontradas em todos os bovinos. Na maioria das vezes são grãos muito pequenos, que não chegam a um grama. Pedras grandes e de alto valor são achados raríssimos", disse a pesquisadora da Clínica Médica da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Daniela Gomes da Silva, em entrevista ao g1. Além disso, o preço das pedras é muito variável e sujeito a muita especulação por ser controlado praticamente apenas pelo mercado asiático. "O tamanho, a cor, o formato e a condição da pedra, se inteira ou quebrada, influenciam o seu valor que pode chegar a 50 dólares o grama, no caso de pedras grandes e de alta qualidade", diz Daniela. ???? O que são as pedras de boi? Os cálculos são resultados do acúmulo de sais na vesícula dos animais. "Esses cálculos se formam na vesícula devido ao acúmulo de sais biliares e de cálcio, sendo encontrados somente em alguns animais. Por isso a fonte mais comum das pedras são os frigoríficos. No processo de abate, as vesículas biliares são retiradas e depois o conteúdo é peneirado para verificar a presença de cálculos. É importante ressaltar que os cálculos biliares não prejudicam a qualidade da carne para o consumo humano", diz Daniela. ???? Qual o uso mais comum? A pesquisadora afirma que a pedra de boi pode ter uso medicinal. "A pedra de boi é muito utilizada na medicina tradicional chinesa para o tratamento de convulsões, desmaios, febre e várias outras doenças. Dezenas de drogas da medicina tradicional chinesa podem utilizar as pedras de boi na sua composição", afirma. Outras partes inusitadas do ???? Além da pedra na vesícula, outras partes do boi inusitadas, como chifres e glândulas, são utilizadas na fabricação de diferentes produtos. De acordo com a Embrapa, 49 tipos de indústria dependem do boi. Abaixo, você confere como algumas partes inusitadas são aproveitadas. ????Chifres e ossos???? Dos chifres dos bovinos são extraídos componentes presentes no pó dos extintores de incêndio e na fabricação de pentes e botões. Já os ossos - fonte de cálcio e fósforo - são usados na produção de farinhas e rações para cães, gatos e aves. Uma vez calcinados, eles também podem ser aproveitados na fabricação de porcelana e cerâmica. Além disso, usinas utilizam a ossada do animal como carvão para alvejar e refinar açúcar. ????Pele?? Após ser tratada, a pele do boi passa a ser chamada de couro. A partir daí, o material é usado na fabricação de roupas, bolsas, calçados, revestimentos, bancos e em material esportivo. Da pele do boi se extrai ainda o colágeno, uma substância poderosa utilizada em cosméticos, como cremes e esmaltes. O produto também é usado na fabricação de medicamentos, de filmes radiológicos e de chicletes. ????Gordura e sebo ???? A gordura dos bovinos é aproveitada em receitas de sorvetes e produtos de confeitaria. Já o sebo, que não é comestível, serve para produção de velas, de sabão e de sabonetes perfumados. ????Glândulas ???? Das suprarrenais, da tiróide e do pâncreas são extraídas substâncias usadas em medicamentos e perfumaria. A insulina para diabéticos, por exemplo, é extraída do pâncreas bovino. Enquanto isso, do intestino, produzem-se fios usados em cirurgias. ????Pelos????? Até mesmo os pelos dos animais são aproveitados na fabricação de pincéis e escovas de cabelo, de roupa e de limpeza. Já os pelos localizados nas orelhas dos bois são produzidos por pincéis, finíssimos, de pintura. ????Sangue ???? O sangue dos bovinos também é usado na produção de plasma, de soro, de farinha de sangue ou sangue solúvel. Conforme divulgado pela Embrapa, o plasma é usado na fabricação de alimentos embutidos (como a linguiça) e, do seu soro, confeccionam-se vacinas. Por seu alto teor de nitrogênio, a farinha de sangue ainda é aplicada como fertilizante. Tendões ???? Por fim, tendões e ligamentos dos bovinos são transformados, pela indústria, em gelatina. VEJA TAMBÉM: ????DE ONDE VEM: veja os vídeos da série De onde vem o bonsai De onde vem o que eu como: flores comestíveis De onde vem a tangerina ????DE ONDE VEM: Ouça outros episódios Veja Mais

Satélite promete conectar e aumentar produtividade de fazendas sem wi-fi ou sinal de celular; entenda

G1 Economia Projeto criado por estudantes do Inatel, em Santa Rita do Sapucaí (MG), conquistou 1º lugar na Olimpíada Brasileira de Satélites. Ideia é fazer o monitoramento do plantio, medições de temperatura, PH do solo para os agricultores. Entenda como funciona satélite que promete conexão para monitorar fazendas sem wi-fi Conexão aonde quer que você estiver. É o que propõe um satélite criado por uma equipe do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), em Santa Rita do Sapucaí (MG). O projeto conquistou o 1º lugar na Olimpíada Brasileira de Satélites (OBSAT) nesta quarta-feira (6) em Natal, no Rio Grande do Norte (RN). ???? Participe do canal do g1 Sul de Minas no WhatsApp Entenda como funciona satélite criado em MG que promete conectividade pra monitorar fazendas sem wi-fi ou sinal de celular Inatel A equipe é formada pelos estudantes Matheus Reno Torres e Arielli Ajudarte da Conceição, do curso de Engenharia de Telecomunicações, sob orientação do professor Evandro César Villas Boas. ????? O CubeSat, como é denominado os pequenos satélites, propõe conectividade via Internet das Coisas (IoT) em áreas remotas. Ou seja, o estudo busca compreender as conexões baseadas em nanossatélites para grandes distâncias territoriais. “A ideia é ter fazendas para monitoramento do plantio, para medições de temperatura, PH do solo para os agricultores. [...] Para proporcionar que o agricultor consiga acessar estes dados, independente se a região onde ele esteja tenha conexão. Com um módulo IoT em uma fazenda, seja ela sem conexão wi-fi ou sinal de celular, é possível captar os dados ao conectar esses módulos inteligentes a um módulo que possui internet”, explicou a pesquisadora, Arielli Ajudarte. De acordo com os pesquisadores, o CubeSat deverá funcionar como um retransmissor de dados, ou seja, um repetidor de sinal. "Ele [produtor rural] não precisaria contratar um pacote [de internet] para mandar os dados da colheita dele para nuvem. Então, o Cubesat serviria para fornecer esta conectividade para os módulos que estão no solo, fazendo o sensoriamento. Depois, o Cubesat mandaria para a internet e estes dados chegariam na nuvem", contou o professor Evandro César Villas Boas. Entenda como funciona satélite que promete conectividade para monitorar fazendas sem wi-fi ou sinal de celular Inatel Além de auxiliar na questão de conectividade, a proposta do satélite criado pelos estudantes do Inatel é ajudar os produtores a melhoraram a produtividade e qualidade de seus produtos. "[A tecnologia] é uma ferramenta importante, porque com ela você consegue monitorar a saúde do solo, a saúde das plantas e retirar informações importantes que podem ser úteis, como saber se está na hora de colocar algum fertilizante no solo. E um dos obstáculos no Brasil para implementar tecnologia no campo é a falta de conectividade", enfatizou o professor. LEIA TAMBÉM Como a Internet das Coisas pode mudar o futuro e deixar cidades e casas mais seguras e eficientes Internet transmitida pela luz? SXSW brasileiro apresenta novidade e g1 explica ????? Como foi produzido? O CubeSat apresentado pela equipe foi produzido em alumínio aeronáutico, com encaixes, um circuito e transmissor, com placas do módulo sensorial modernas, além da inserção de um GPS e uma antena de material retrátil. Satélite produzido pelo Inatel ganha Olimpíada Brasileira de Satélites Inatel "A estrutura foi feita em alumínio 70x50, isso foi pedido pela própria organização. Antes, na terceira fase, a estrutura em 3D. Além disso, eles pediram para que fosse uma antena flexível para que não atrapalhasse, não prejudicasse em nada o processo de instalação no foguete. Além disso, ele tem três placas de módulo sensorial", disse Arielli. ????? O que são satélites? Os satélites surgiram para conectar todo o mundo. Essa tecnologia é uma das grandes responsáveis pela comunicação de rádio e TV para todo planeta, bem como pela globalização. Além dos satélites gigantes, existem os equipamentos em miniaturas, também chamados de Cubesat. A intenção destes nanossatélites é ajudar as universidades a exercerem as atividades práticas de exploração científica do espaço. Satélite criado por estudantes do Inatel ganha Olimpíada Brasileira de Satélites Inatel Segundo o Inatel, as ondas eletromagnéticas de um satélite possibilitam, por exemplo, a comunicação via sinal de internet, de TV, além de diversas informações e monitoramentos de dados que podem ser distribuídos para todo o mundo. “As tecnologias óticas e aeroespaciais, combinadas às tecnologias digitais, fazem com que a rede via satélite se torne cada vez mais atraente às verticais de inovação e próximas das demais redes de comunicação no país. Nos próximos anos, possivelmente com a introdução do 6G, presenciaremos uma rede única, que contará com dispositivos terrestres, dispositivos móveis e via satélite, que integrarão a comunicação de todo e qualquer usuário.”, explicou Carlos Nazareth Motta Martins, diretor do Inatel. ????? Como foi a competição? A OBSAT foi promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Cada projeto inscrito na Olimpíada possui uma missão de monitoramento que, além de propor a solução de problemas reais, ainda precisam atender diversos protocolos, a fim de difundir a cultura aeroespacial. Na categoria “graduação”, quatro equipes foram classificadas para essa 4ª e última disputa, sendo o Inatel a única instituição Mineira do país na competição. A primeira etapa aconteceu em 2021. Os estudantes apresentaram o planejamento da prova de conceito. Em sequência, entre os anos de 2021 e 2023, construíram o protótipo e lançaram o satélite na estratosfera. Estudantes do Inatel ganham Olimpíada Brasileira de Satélites Inatel A equipe do Sul de Minas foi a melhor colocada, dentre os competidores de todos os níveis escolares e regiões do país. Ela chegou na disputa com mais de 10 pontos de vantagem e conquistou o primeiro lugar. ???? Nesta sexta-feira (8), os estudantes lançarão às 15h o satélite em um foguete que seguirá o primeiro voo espacial orbital da competição. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas Veja Mais

Melancia provoca indigestão? Conheça mitos e verdades sobre a fruta

G1 Economia Podcast 'De onde vem o que eu como' explica como a melancia chegou ao Brasil e onde é mais produzida. Melancia é a terceira fruta mais consumida do país. Floh Keitgen/ Unsplash A melancia não é nativa do Brasil, mas caiu no gosto popular - é a terceira fruta mais consumida do país. Só fica atrás da banana e da laranja. Nesta semana, o podcast De onde vem o que eu como conta a história da fruta e do maior município produtor do país: Uruana, em Goiás. ????OUÇA (abaixo) e, na sequência, conheça mitos e verdades sobre a melancia: ????É mito que melancia provoque indigestão. O médico Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), explica que a fruta é digestiva e melhora a saúde intestinal porque contém fibras. ????É mito que melancia com leite faça mal para a saúde. O que pode acontecer é a pessoa ser intolerante à lactose e por isso ter reações no organismo ao misturar os dois alimentos. Verdades sobre a fruta: ????90% da melancia é água. Por isso, ela ajuda na hidratação e substitui o ato de tomar água; ????Uma fatia grande ou duas pequenas por dia já são suficientes; ????A fruta contém substâncias que ajudam a prevenir doenças nos olhos, como a catarata e a degeneração macular; ????A melancia tem antioxidantes que combatem doenças crônicas e degenerativas; A fruta ainda reduz a acidez do estômago e da urina. "A capacidade de reduzir a acidez da urina faz com que a melancia ajude a prevenir a formação de pedras no rim", completa o nutrólogo Durval Ribas Filho. LEIA MAIS: Consumo de castanha-do-brasil diminui o risco de Alzheimer; veja os cuidados ao comprar este alimento Pão de queijo usa derivado da mandioca; saiba quantas unidades você pode consumir por dia ????ASSISTA: De onde vem o que eu como: melancia ????OUÇA OUTROS EPISÓDIOS: Veja Mais

Banco Central anuncia que Pix automático estará disponível em outubro de 2024; veja como vai funcionar

G1 Economia Essa modalidade do Pix vai permitir o pagamento de despesas que cliente sabe que terá, como parcelas de empréstimos ou contas de luz. O Banco Central anunciou nesta quinta-feira (7) que o Pix automático vai começar a operar em 28 de outubro de 2024. Essa modalidade do Pix vai permitir que o cliente agende previamente pagamentos que ele já sabe que precisará fazer a empresas. O Pix automático poderá ser usado, por exemplo, para pagar: contas de água e luz escolas e faculdades academias, condomínios parcelamento de empréstimos Esse tipo de pagamento já pode ser feito através do débito automático, mas na avaliação do Banco Central, o Pix automático terá a capacidade de alcançar mais pessoas. PIX completa três anos com recorde de 66 bilhões de transações Segundo Ângelo Duarte, chefe do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do BC, para que uma empresa ofereça hoje a possibilidade de pagamento por débito automático, precisa ter um convênio com cada instituição financeira. Na prática, de acordo com Duarte, a empresa fecha esse acordo com os maiores bancos e clientes de instituições menores ficam sem a opção de pagar por débito automático, tendo que recorrer a outros bancos ou a lotéricas. Novo golpe desvia Pix copia e cola em compras on-line pelo computador Com o Pix automático, a empresa não precisará firmar um contrato com cada instituição financeira, bastará fazer um único acordo com um banco que esteja ofertando a modalidade às empresas. Com isso, a empresa poderá oferecer a possibilidade de pagamento automático via Pix para todas as pessoas que usam o Pix -- independente do banco em que têm conta. “Todos os usuários de todas as instituições do Pix estarão aptos a usar o Pix automático, abre possibilidade para que instituições pequenas entrem nesse mercado”, explicou o técnico do BC. Tarifa Para pessoas físicas, o Pix automático será sem cobrança de tarifa. Para empresas que vão ofertar o Pix automático, vai funcionar a livre negociação (ou seja, dependerá do acordo entre o banco e a instituição financeira). Oferta do serviço A oferta do serviço do Pix automáticos vai funcionar da seguinte forma: Para pessoas físicas: os bancos serão obrigados a ofertar a modalidade para os clientes. Para as empresas: os bancos escolhem se querem ou não ofertar esse produto para determinada empresa. Como vai funcionar? No Pix automático, as instruções de pagamento são sempre fornecidas pela empresa que vai receber o recurso. Ao cliente pessoa física cabe apenas decidir usar ou não o Pix automático como forma de pagamento. Veja abaixo o passo a passo do funcionamento da nova modalidade do Pix: A pessoa física manifesta à empresa que deseja pagar com Pix automático; A empresa envia a proposta de Pix automático ao cliente; O cliente recebe notificação para confirmar autorização de pagamento via Pix Automático. ou A empresa envia fatura do mês com a opção de pagamento Pix automático; O cliente paga a conta do mês via QR Code e confirma se quer aderir ou não ao pagamento via Pix Automático. Pix agendado recorrente Outra modalidade do Pix, chamada de Pix agendado recorrente, será obrigatória a partir de outubro de 2024. Segundo Carlos Eduardo Brandt, chefe da Gerência de Gestão e Operação do Pix, o Pix agendado se assemelha a uma transferência e poderá ser utilizado para pagamento entre pessoas físicas -- diferente do Pix Automático, que só pode ser feito para pessoas jurídicas, com CNPJs ativos. O Pix agendado poderá ser usado, por exemplo, para: Mesada Doação Aluguel entre pessoas físicas Prestação de serviço recorrentes por pessoas físicas (como diarista, terapia, educador físico, etc.) Segundo o BC, hoje alguns bancos já oferecem aos clientes essa opção, mas a oferta não é obrigatória. Veja Mais

Preços do café têm alta de até 7% em novembro: 'menor produção no Vietnã elevou busca por variedade brasileira', aponta USP

G1 Economia Levantamento divulgado pelo Cepea, do Campus da Universidade de São em Piracicaba (SP), ainda aponta que condições climáticas interferiram nas estimativas de colheita para safra 24/25. Grãos de café brasileiro Divulgação/Cocapec Os valores do café brasileiro registraram alta de até 7% em novembro deste ano, a depender da variedade, conforme aponta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP), em levantamento mais recente com dados divulgados nesta quarta-feira (6). Segundo pesquisadores do Cepea para o setor, a menor produção no Vietnã e, consequentemente, a redução no volume disponível para exportação elevaram a procura pelas variedades brasileiras do café. Clima Ainda de acordo com o Cepea, as condições climáticas interferiram nas estimativas de colheita para a safra. "O motivo das altas foram as “preocupações quanto ao impacto do clima sobre o volume a ser colhido na safra 2024/25”, além de “menores estoques certificados da Bolsa de Nova York (ICE Futures), que aqueceram a liquidez no spot nacional”, descrevem os pesquisadores. Frutos de café arábica da variedade Bourbon Marcos Serra Lima O centro de estudos aponta que o valor da saca de 60 quilos do café Arábica Tipo 6 chegou próximo dos R$ 945, maior volume nominal desde o dia 19 de junho. A média de novembro foi de R$ 888 a saca, índice 7% acima do registrado em outubro. Quanto ao café Robusta, as cotações chegaram próximo aos R$ 700. A média da saca de 60 kg do tipo 6 da variedade teve média de R$ 660,62, o que representa um aumento de 2,5% quando comparado a outubro. Segundo o Cepea, “a menor produção no Vietnã e, consequentemente, a redução no volume disponível para exportação elevaram a procura pela variedade brasileira”, destaca. Dezembro As cotações diárias para este início de dezembro oscilam entre altas e quedas nos valores das duas variedades, arábica e robusta. Veja, detalhes, abaixo. Arábica No mês de dezembro, o valor do café Arábica era de R$ 942,08 no dia 1º e caiu para R$ 938,55 no dia 4 de dezembro. No dia 5, houve alta, com o valor em R$ 951,85. Nova queda foi registrada no dia 6 de dezembro, com o valor em R$ 919,54. Indicador Café Arábica Cepea/Esalq - USP Piracicaba Robusta O café Robusta iniciou dezembro com valor de R$ 697,05. No dia 4, houve uma queda para R$ 686,45. Nos dias seguintes duas altas: Em 5 de dezembro, o valor chegou a R$ 697,78 e, no dia 6, R$ 704,22. Indicador Café Robusta Cepea/Esalq - USP Piracicaba Cotações em setembro As cotações do café arábica registrou baixas no mercado brasileiro, de acordo com dados do Cepea. A média da parcial de setembro, de R$ 815/saca de 60 quilos, foi a menor desde abril de 2021, em termos reais. "Apesar da baixa bienalidade, houve uma recuperação da colheita de arábica, fator que influenciou na queda das cotações", apontam os pesquisadores do setor. Segundo agentes consultados pelo Cepea, eles estiveram atentos aos possíveis impactos do clima bastante quente e seco nas regiões produtoras. "Com a forte incidência solar e a ausência de chuvas neste início de florada, já há indícios de que a próxima produção brasileira de café possa ser prejudicada de alguma forma", observaram. VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba Veja Mais

Braskem, a empresa multada por danos em Maceió e cobiçada por estatal árabe

G1 Economia Crise na capital alagoana, causada por extração de sal-gema, vem em momento importante da empresa petroquímica, que recebeu no início de novembro oferta de estatal dos Emirados Árabes Unidos. Placa da Braskem ao lado de prédio que precisou ser evacuado em Maceió (AL) MAIRA ERLICH/BLOOMBERG VIA GETTY IMAGES/BBC A crise decorrente do risco de colapso de uma mina de exploração de sal-gema em Maceió (AL) tem colocado em foco a Braskem, empresa petroquímica global com origem no Brasil. O Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA-AL) informou na terça-feira (05/12) que multou a companhia em mais de R$ 72 milhões por problemas relacionados à mina 18, no bairro do Mutange. O IMA cobra que a empresa seja punida por danos ambientais, pelo risco de colapso e pela omissão de informações relativas à mina. Em nota enviada à BBC News Brasil, a Braskem disse ser "inverídica" a acusação de que omitiu informações ao IMA. "Foram feitas comunicações imediatas aos órgãos competentes, inclusive ao IMA, a respeito das alterações captadas nos dados da rede de monitoramento, bem como as medidas de segurança adotadas pela companhia", disse a empresa. Também na terça, a bolsa de valores brasileira, a B3, anunciou que, por conta da situação em Maceió, a Braskem foi excluída de seu Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) — que acompanha o desempenho dos ativos de empresas que se comprometem com questões ambientais, sociais e de governança corporativa. A Braskem não respondeu a um pedido de posicionamento feito pela reportagem sobre a decisão da B3. A empresa — a maior da América Latina no setor petroquímico e entre as maiores do mundo — afirma que segue monitorando a situação da mina 18, cujo risco de colapso fez a Defesa Civil de Maceió emitir um alerta no último dia 29 e forçou várias famílias a evacuarem suas casas. Em boletim sobre a crise divulgado pela Braskem em seu site na segunda (4/12), a empresa afirma que segue monitorando 24h por dia a situação da mina e que a área permanece isolada. Entretanto, a empresa constatou que a velocidade de movimentação do solo vem diminuindo e diz que não foram constatados novos tremores. O desenrolar da situação, no entanto, segue indefinido tanto para os moradores quanto para os negócios da empresa. Na sexta-feira (1/12), a agência de classificação de risco Fitch afirmou que a crise em Maceió ameaça os ratings (nota que busca indicar a capacidade de empresas e países de honrarem suas dívidas) da Braskem e seu fluxo de caixa. "Outro evento geológico nas instalações da petroquímica pode aumentar substancialmente o número de novas ações judiciais contra a companhia e impactar sua capacidade de acessar aos mercados de capitais, uma vez que os investidores estão mais restritivos e preocupados com questões ambientais, sociais e governamentais (ESG, na sigla em inglês)", diz a análise da Fitch. "No momento, as consequências de um potencial incidente ainda são incertas", afirmou a agência em comentário sobre a crise em Maceió. Na sexta-feira (01/12), o ministro dos Transportes e senador licenciado de Alagoas, Renan Filho, que foi governador de Alagoas, atribuiu a responsabilidade do caso à Braskem. "A responsabilidade da Braskem é total. No Brasil, a legislação ambiental impõe o crime a quem o pratica", disse ele. Procurada na ocasião, a empresa não se manifestou sobre a declaração do ministro. Sinalização de 'rotas de fuga' em Maceió MAIRA ERLICH/BLOOMBERG VIA GETTY IMAGES/BBC Em agosto, a Fitch havia classificado a Braskem com rating BBB- em escala global e AAA em escala nacional. A perspectiva em escala global foi rebaixada de estável para negativa, enquanto a métrica nacional se manteve estável. O rebaixamento a nível internacional foi justificado pela Fitch pela "elevada vulnerabilidade da Braskem à prolongada recessão do setor petroquímico". Por outro lado, a agência afirmou que "a diversificação geográfica e de matérias-primas é importante pilar do perfil de negócios da Braskem". O relatório anual de 2022 da Braskem mostra que sua receita foi de R$ 96,5 bilhões. Desde o dia 29, com o início de um novo capítulo da crise em Maceió, as ações da Braskem na B3 estão caindo. A crise vem em um momento importante para a empresa, que tem como maiores acionistas a Novonor (antiga Odebrecht) e a Petrobras — a primeira com 38,3% do capital total da Braskem e a Petrobras com 36,1%. No início de novembro, a Adnoc, empresa petrolífera estatal dos Emirados Árabes Unidos, fez uma oferta de US$ 2,1 bilhões (R$ 10,3 bilhões) para adquirir grande parte da participação da Novonor na Braskem. O jornal O Estado de S. Paulo publicou que, de acordo com uma fonte, a oferta não empolgou as partes. Uma reportagem da BBC revelou que os Emirados Árabes pretendiam usar a COP28, a Cúpula sobre Mudanças Climáticas, para solicitar apoio à ministra do Meio Ambiente do Brasil, Marina Silva, para "garantir o alinhamento e o endosso" à oferta pela Braskem. Questionada pelo jornal Folha de S.Paulo, Marina Silva afirmou que "em hipótese alguma" tratou do assunto com representantes dos Emirados Árabes. "Não tenho controle dos assuntos que as pessoas dizem que vão tratar [comigo], mas comigo não foi tratado. E se porventura tivesse, teria sido com a pessoa errada, por que o que tenho eu a ver com a Braskem?", disse a ministra ao jornal. Ela também fez declarações sobre a mina da Braskem em Maceió. Na Alemanha, Marina Silva afirmou na terça-feira que o empreendimento na capital alagoana é "desastroso" e pediu maior rigor nos processos de licenciamento ambiental. Enquanto isso, a Braskem decidiu cancelar sua participação na COP28 por conta do "agravamento da crise em Maceió". 'Amarei eternamente minha casa', diz pichação em Bebedouro, um dos bairros afetados em Maceió THIAGO SAMPAIO/EPA-EFE/REX/SHUTTERSTOCK/BBC Em seu site para investidores, na seção "Controvérsias", a Braskem explica o seu histórico de exploração de sal-gema em Maceió. A empresa afirma que explorava o sal desde 2002, uma matéria-prima para a produção de clorossoda e dicloretano. Em 2018, foram registradas as primeiras rachaduras em prédios e casas, além de um tremor na cidade. Em 2019, foi apontada como possível causa dos incidentes a atividade da Braskem. Houve evacuação nos bairros de Pinheiro, Mutange e Bebedouro. "Em 9 de maio de 2019, a Braskem preventivamente decidiu paralisar as atividades de extração de sal-gema na região, e nesse contexto, iniciou um projeto de investimento para a aquisição de sal marinho de terceiros como matéria-prima para a planta em Alagoas", diz o site da empresa. A Braskem responde a várias ações judiciais pela situação em Maceió, incluindo ações civis públicas e ações individuais. A empresa já firmou alguns acordos com o Ministério Público e a Defensoria Pública, nos níveis estadual e federal. Segundo cálculos do portal UOL, a Braskem já desembolsou R$ 9,2 bilhões em compensações financeiras ao poder público e a moradores desde 2020. A empresa afirma que, até o fim de outubro, apresentou 19.085 propostas de compensação às famílias, das quais 18.533 foram aceitas e 17.828 foram pagas. Planta da Braskem em Duque de Caxias (RJ) MARIA MAGDALENA ARRELLAGA/BLOOMBERG VIA GETTY IMAGES/BBC Em um relatório do fim de setembro, a Braskem afirmou que, embora já tenha acordos em andamento e tenha separado verbas para isso, o custo final da situação ainda não pode ser previsto. "A companhia não pode descartar futuros desdobramentos relacionados ao evento geológico de Alagoas, ao processo de realocação e ações nas áreas desocupadas e adjacentes, de modo que os custos a serem incorridos pela Braskem poderão ser diferentes de suas estimativas e provisões", diz um trecho do documento da empresa. A Braskem foi fundada em 2002 a partir da integração de empresas dos grupos Odebrecht e Mariani, ambos brasileiros. Hoje, a empresa tem escritórios e unidades industriais em 11 países. O leque de produtos da empresa inclui solventes, resinas e outros produtos químicos usados em várias indústrias, como as de embalagens de alimentos, automobilística e de produção de tintas. Veja Mais

Dólar opera em baixa, com dados de emprego nos EUA abaixo do esperado; Ibovespa sobe

G1 Economia Na véspera, a moeda norte-americana recuou 0,45%, cotada a R$ 4,9256. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou em alta de 0,08%, aos 126.903 pontos. Cédulas de dólar bearfotos/Freepik O dólar abriu em baixa nesta quarta-feira (6), com investidores ainda repercutindo dados do mercado de trabalho americano divulgados na véspera e à espera de novos resultados. O relatório JOLTS, que mostra números de geração de emprego nos Estados Unidos, revelou que, em outubro, haviam 8,7 milhões de vagas em aberto no país, bastante abaixo das expectativas de mercado. Esses números aumentam a percepção de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve iniciar um ciclo de corte nas taxas de juros americanos ainda no primeiro semestre do próximo ano, o que beneficia o real e outros ativos de risco. Por esses mesmos motivos e puxado, também, pelo bom desempenho das ações da Vale, o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, abriu em alta. Veja abaixo o dia nos mercados. Entenda o que faz o dólar subir ou descer Dólar Às 10h20, o dólar caía 0,28%, cotado a R$ 4,9116. Veja mais cotações. No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em baixa de 0,45%, vendida a R$ 4,9256. Com o resultado, passou a acumular: alta de 0,92% na semana; avanço de 0,21% no mês; queda de 6,68% no ano. Ibovespa No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,20%, aos 127.281 pontos. As ações da Vale subia mais de 1,10%, acompanhando a valorização do minério de ferro, que tem um dia positivo com a perspectiva de boa demanda vinda da China. Na véspera, o índice fechou em alta de 0,08%, aos 126.903 pontos. Com o resultado, passou a acumular: queda de 1% na semana; retração de 0,34% no mês; ganhos de 15,65% no ano. DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? O que está mexendo com os mercados? O mercado reflete positivamente os dados de emprego divulgados nos Estados Unidos na véspera. Enquanto a expectativa era a oferta de 9,3 milhões de vagas, o resultado foi de uma oferta de 8,7 milhões. Embora pareça contraintuitivo, para os ativos de risco, neste momento, números mais fracos do mercado de trabalho são encarados com bons olhos porque indicam que o Fed pode pesar menos a mão sobre as taxas de juros americanas, hoje entre 5,25% e 5,50% ao ano. Isso acontece porque, em um período de inflação alta, quanto mais aquecido anda o mercado de trabalho (o que coloca mais dinheiro na mão dos trabalhadores), mais pressionados tendem a ficar os preços - o que vinha levando o Fed a promover o ciclo de alta nos juros. Em contrapartida, com números menores de emprego indicando uma desaceleração da atividade da maior economia do mundo, a visão de analistas e investidores é que o Fed possa iniciar cortes nos juros já no primeiro semestre de 2024. Taxas mais baixas por lá beneficiam os ativos de risco e impulsionam o desempenho da moeda brasileira sobre o dólar. William Castro Aves, estrategista-chefe da Avenue Securities, destaca que os números do relatório JOLTS já foram o suficiente para levar os rendimentos dos títulos públicos americanos caírem na última terça-feira. "A diminuição das vagas fez com que a proporção de vagas em relação aos trabalhadores disponíveis caísse de 1,3 para 1, ou seja, um emprego para cada desempregado nos Estados Unidos. Essa proporção era de cerca de 2 para 1 alguns meses atrás", comenta o epsecialista. O mercado aguarda, agora, a divulgação de outro relatório de empregos, o payroll, que acontece na sexta-feira (8). No Brasil, o destaque fica com o resultado primário do setor público consolidado de outubro, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta manhã. As estatísticas fiscais mostram que, naquele mês, o país registrou superávit de R$ 14,8 bilhões, abaixo das expectativas do mercado, que esperava um resultado positivo de R$ 17 bilhões. O número vem depois de um déficit de cerca de R$ 18 bilhões em setembro. Em outubro do ano passado, o setor público consolidado teve superávit de R$ 27,1 bilhões. Com esses resultados, o Brasil acumula um déficit de R$ 114,2 bilhões em 2023, até outubro. Veja Mais

Tamanho do agronegócio na economia brasileira ajuda a explicar desempenho do PIB

G1 Economia Com a supersafra do começo de 2023, a agropecuária carregou um crescimento de 12,5% no primeiro trimestre. Nos três meses seguintes, ainda houve espaço para mais 0,5% de alta. Tamanho do agronegócio na economia brasileira ajuda a explicar desempenho do PIB No interior do país, o produtor rural segue o tempo da terra, que só em setembro desperta para o plantio. “Já começa preparo, dissecação de lavouras para plantar. Você planta até início de novembro, até lá para o dia 10 de novembro, final de janeiro, você já está colhendo. Você termina uma safra preparando para plantar outra”, conta o produtor rural Zelir Maggioni. E a plantação cresce sem saber que dá ritmo à atividade econômica. Na cidade grande, uma massa de trabalhadores diminuiu o passo. Negócios estacionaram e comerciantes empataram as contas no terceiro trimestre do ano. Economia brasileira desacelera no 3º trimestre, mas consumo das famílias ajuda a manter PIB positivo Com a supersafra do começo de 2023, a agropecuária carregou um crescimento de 12,5% no primeiro trimestre. Nos três meses seguintes, ainda houve espaço para mais 0,5% de alta. Com a entresafra, o setor tinha pouco a entregar: queda de 3,3% no terceiro trimestre. “O movimento está caindo muito. Antigamente não dava nem para parar com isso aqui. Era lotado todo dia. Era bem corrido, não dava nem para parar para falar”, diz o carregador Ronaldo Camargo da Cunha. Na comparação com o mesmo período de 2022, a agropecuária ainda sustenta um avanço de quase 9%. Existe um grande mercado no Brasil - com representantes da indústria e dos serviços - que vive do dinamismo e dos frutos da agropecuária. É o chamado agronegócio, que passou de 18,6% a 24,3% do Produto Interno Bruto nos últimos dez anos. É por isso que quando é época de entressafra no campo, a economia também colhe pouco resultado. Ser forte na produção de alimentos é uma vantagem competitiva, mas não colocar todos os ovos na mesma cesta, seria ainda melhor na máxima dos economistas. “É importante a gente pensar que essa vantagem competitiva foi construída ao longo do tempo com pesquisa agrícola, com todo setor de inovação ali de sementes, plantio, técnicas agronômicas. Então, muito mais uma história de sucesso, uma construção e fortalecimento de uma vantagem competitiva que os outros setores não conseguiram construir. Isso que reflete esse diferencial de competitividade”, afirma André Diz, pesquisador da FGV Agro. Se a potência é o solo, a ameaça é a mudança climática. “Na Argentina, o efeito climático foi catastrófico esse ano e esse é um risco crescente para o Brasil. O Brasil precisa entrar, como está entrando, com força nessa discussão de mudança climática até por ameaça ao seu próprio negócio, porque as mudanças climáticas representam um risco considerável para o agronegócio brasileiro”, diz Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master. Um desafio desse tamanho, o produtor rural não vence sozinho. “A parte da gente, a gente tem que fazer o mais assertivo possível e bem feito. Só que o clima a gente não controla”, diz o produtor rural Sidney Flach. LEIA TAMBÉM Organismo em risco, produtividade menor e prejuízo ao agro: os impactos do calor extremo na saúde e na economia Projeto de nova lei dos agrotóxicos: veja ponto a ponto o que pode mudar Veja Mais

Primeira Turma do STF decide que não há vínculo de emprego entre empresa e motorista de aplicativo

G1 Economia Ministros analisaram uma disputa envolvendo um trabalhador de Minas Gerais e um aplicativo de transporte de passageiros. Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta terça-feira (5), que não há vínculo de emprego entre um motorista de aplicativo e a plataforma para a qual presta serviços. Os ministros analisaram uma disputa que começou em Minas Gerais, envolvendo um motorista de aplicativo e a empresa Cabify. O Tribunal Regional da 3ª Região, no estado, reconheceu o vínculo de emprego entre a empresa e o trabalhador. Por decisão do colegiado, esta decisão foi anulada. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que os magistrados da Corte, em decisões individuais, já têm decidido outros casos neste mesmo sentido. Mas, agora, a definição foi feita pela primeira vez por um colegiado do Supremo. "É uma nova forma, e uma nova forma que possibilitou o aumento de emprego e de renda", afirmou o ministro. "Um passo atrás nisso seria não só inconstitucional mas, do ponto de vista do interesse público, extremamente prejudicial à sociedade", completou. Prevaleceu o voto de Moraes, que atendeu a um pedido da empresa e derrubou a decisão do TRT mineiro. O ministro pontuou que os motoristas e entregadores têm a liberdade de aceitar as corridas que quiserem, de fazer seus horários e de ter outros vínculos. Assim, não fica caracterizada a exclusividade, um dos requisitos para identificar a relação de emprego. STF fixa tese sobre liberdade de imprensa O ministro também lembrou entendimentos anteriores do STF no sentido de que é válida a terceirização das atividades das empresas - tanto as tarefas relativas ao meio quanto à atividade-fim da empresa. Neste ponto, citou decisões da Justiça do Trabalho que não atendem a estes precedentes e geram as ações que chegam ao STF sobre o tema - as chamadas reclamações. "Voltamos àquela discussão da reiterada, do reiterado descumprimento, pela Justiça do Trabalho, das decisões do Supremo Tribunal Federal" "As reclamações já estão quase alcançando os habeas corpus. E dessas reclamações, nós temos quase 40% de reclamações contra decisões da Justiça do Trabalho. Em que pese reiteradamente nós decidamos, isso vem sendo desrespeitado, o que volta ao Supremo Tribunal Federal. a questão de teoricamente, ideologicamente, academicamente não concordar não justifica a insegurança jurídica que vem gerando diversas decisões", ressaltou. O ministro Luiz Fux também falou sobre as decisões da Justiça do Trabalho. "Sinceramente, eu acho que nós temos um trabalho insano com essas resistências dos tribunais do trabalho em não aceitar a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, e isso precisa de uma providência", afirmou. A ministra Cármen Lúcia pontuou uma preocupação com os trabalhadores chamados de "uberizados", com os impactos sociais e previdenciários da falta de um sistema específico para este segmento. "Este é um caso que nós todos, juízes brasileiros e cidadãos em geral, nos preocupamos com este modelo, o que não significa adotar o modelo da legislação trabalhista como se fosse uma forma de resolver. Não tenho dúvida que daqui a 20 anos - menos - nós vamos ter um gravíssimo problema social e previdenciário, porque essas pessoas que ficam nesse sistema de uberização não tem os direitos sociais garantidos na Constituição", afirmou a ministra. "Essa é uma preocupação da sociedade brasileira e de todas as sociedades. Mas isto não se resolve pela mera aplicação reiterada de um modelo no qual não cabe esta relação", completou. Por sugestão da ministra, um outro processo sobre o mesmo tema será destinado ao plenário, para que a Corte reitere as decisões nesta linha. O colegiado também vai oficiar o Conselho Nacional de Justiça para fazer um levantamento das decisões da Justiça do Trabalho que desrespeitaram os precedentes do Supremo neste assunto. Veja Mais

Braskem é multada em mais de R$ 72 milhões por risco de colapso de mina de sal-gema em Maceió

G1 Economia Instituto do Meio Ambiente autuou empresa por degradação ambiental e por omissão de informação sobre a mina 18. Capital alagoana está sob alerta para risco do afundamento do solo no bairro do Mutange. Braskem é responsável por minas de sal-gema em Maceió; uma das 35 cavernas de mineração corre risco de desabar no bairro do Mutange Roberta Cólen/G1 O Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA-AL) informou nesta terça-feira (5) que multou a Braskem em mais de R$ 72 milhões por causa do risco de colapso e desabamento da mina 18, no bairro do Mutange, em Maceió. O solo no local afunda a uma velocidade de 0,27 cm/h e já cedeu 1,86 m desde o dia 30 de novembro. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram A mina é uma das 35 que a empresa mantinha para extração de sal-gema, um mineral utilizado na fabricação de soda cáustica e PVC. Segundo o IMA, a Braskem foi autuada por degradação ambiental, gerando condições desfavoráveis para as atividades sociais e econômicas. A multa neste caso específico foi de R$ 70.274.316,30. A empresa também foi multada por omissão de informação sobre a obstrução da cavidade da mina 18. De acordo com o IMA, a Braskem realizou exame de sonar prévio para o início do preenchimento da mina, o que contraria a Licença de Operação. A multa aplicada por isso foi de R$ 2.027.143,92. O g1 entrou em contato com a Braskem, mas não recebeu resposta sobre o assunto até a última atualização desta reportagem. Entenda por que o solo está afundando na área de mina da Braskem no bairro do Mutange, em Maceió LEIA TAMBÉM Infográfico: entenda o risco de colapso das minas da Braskem em Maceió Entenda a variação no ritmo do afundamento do solo em área de mina Colapso de mina pode acontecer 'a qualquer momento', diz Defesa Civil A possibilidade de desabamento de uma das minas da Braskem, empresa responsável pela mineração que afetou cinco bairros de Maceió, provocou a evacuação de residências e até de um hospital na quarta-feira (29) e quinta-feira (30). A gravidade da situação levou a prefeitura a decretar situação de emergência, que foi reconhecida pelo governo federal. Após cinco anos desde que um tremor de terra abriu rachaduras em casas e crateras nas ruas, mais de 14 mil imóveis foram desocupados nos bairros do Mutange, Bebedouro, Pinheiro, Bom Parto e Farol. Afetando cerca de 60 mil pessoas. A Defesa Civil avalia que não mais há risco para a população porque as moradias ocupadas atualmente estão a uma distância segura do local da mina. As que ainda estavam ocupadas foram evacuadas sob ordem judicial. Vale esse 01/12 Mina de extração de sal-gema em Maceió cede quase 2 metros em 72 horas Arte/g1 VÍDEO: Maceió segue em alerta para risco de desabamento de mina da Braskem Maceió está em alerta para risco de desabamento de mina usada pela Braskem para a exploração de minério Veja os vídeos mais recentes do g1 AL Confira outras notícias da região no g1 AL Veja Mais

Desemprego, El Niño e juros: o que analistas observam para entender os rumos do PIB

G1 Economia Atividade econômica passou a desacelerar, mas ainda deve ter alta de 3% no ano, empurrada pela supersafra que impulsionou a Agropecuária em 2023. Agora, o trabalho é entender onde estão os riscos para que a freada não se acentue. PIB: Agropecuária pode ter crescimento de 14% em 2023, segundo projeção da SulAmérica Investimentos. Reprodução/Jaelson Lucas/AEN Sem os efeitos da supersafra que carregou o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no primeiro semestre, o novo resultado da atividade confirma a expectativa de analistas de uma desaceleração da economia. Neste terceiro trimestre, o PIB do país teve alta de apenas 0,1%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (5). Especialistas ouvidos pelo g1 esperavam um resultado entre queda de 0,5% a estabilidade em relação ao trimestre anterior. Agora, as atenções estão no futuro: quais fatores podem desencadear uma desaceleração mais intensa, e quais podem reverter a tendência e trazer um ritmo melhor em 2024? Variação trimestral do PIB brasileiro até o 3° tri de 2023 g1 Os economistas têm tido dificuldades de cravar os resultados em suas projeções — parte disso porque não é mais tão intuitivo saber os efeitos de medidas macroeconômicas no dia a dia. Alguns exemplos: A alta dos juros ainda não causou efeitos significativos no mercado de trabalho, o que ajuda o país a manter o consumo; Com consumo presente, o setor de serviços tem resistido: desacelerou, mas em ritmo mais lento que o esperado; Além disso, possíveis impulsos fiscais no futuro, como o pagamento dos precatórios atrasados, podem injetar bilhões na economia — e, consequentemente, acabar aquecendo a demanda. Por outro lado, o patamar de juros ainda é alto, e os efeitos podem se arrastar e atingir os próximos meses; Ao mesmo tempo, esses efeitos dos juros e do alto endividamento das famílias, que haviam impactado pouco o consumo, passaram a mostrar mais as caras; E um outro ponto de piora é o cenário externo: uma recessão nos Estados Unidos pode retrair os investimentos globais e complicações da China podem afetar nossas exportações; Por fim, o cenário é de incerteza sobre os efeitos do El Niño na safra de 2023/2024, e boa parte do PIB deste ano vem de commodities agrícolas. Essas dúvidas que permeiam a cabeça dos economistas são chamadas de “balanço de riscos” no jargão dos profissionais. Analistas ouvidos pela reportagem explicam o racional por trás de cada um dos tópicos. Veja a seguir. Juros altos e o consumo O Brasil iniciou um ciclo de queda da taxa básica de juros em agosto. Mas, por quase um ano, a Selic permaneceu em patamar bastante alto, de 13,75% ao ano. Juros mais altos elevam o custo do crédito, reduzindo o consumo das famílias e o investimento de empresas — ao menos na teoria. Nesse período, houve algum impulso de consumo por meio de benefícios sociais, enquanto o mercado de trabalho se aquecia. Em setembro, último mês do terceiro trimestre, o país tinha taxa de desemprego em 7,7%, a mais baixa desde o trimestre terminado em fevereiro de 2015. Também houve recorde histórico de trabalhadores ocupados, com 99,8 milhões de trabalhadores. Já o rendimento médio real foi de R$ 2.982 em setembro, um aumento de 1,7% no trimestre e de 4,2% no ano. Claro que o mercado de trabalho brasileiro ainda passa por um processo de normalização desde a destruição de vagas durante a pandemia de Covid-19, mas são números que contrariam a lógica de um país com juros altos. A melhora do mercado de trabalho ajudou muito a manter o consumo de serviços, o principal no PIB. A expectativa era de que esse setor teria sofrido muito mais até aqui. O endividamento das famílias também pesou menos do que o esperado no primeiro semestre em virtude de medidas fiscais tomadas pelo governo. São os casos do aumento real do salário mínimo e do reajuste para beneficiários do programa Bolsa Família. São medidas que injetaram capital em famílias de renda mais baixa, trazendo mais consumo de bens não-duráveis, como alimentos. É uma situação que pode não se repetir no ano que vem, pois a previsão é que os preços subam sem os efeitos de oferta da supersafra de 2023. Para o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, as travas de crédito e desaquecimento da economia por conta dos juros devem mostrar mais as caras neste segundo semestre, o que já fez economistas revisarem para baixo a projeção de fechamento do PIB para este ano. Houve surpresa no primeiro semestre, mas o segundo está decepcionando mais do que se imaginava. O efeito negativo dos juros em serviços, no varejo, na indústria está se tornando mais claro com o tempo. Vale projetava queda de 0,5% neste trimestre e aposta em um PIB na casa dos 2,7% ao final do ano. “O risco é voltarmos para um cenário de 2017 a 2019, em que as commodities não estavam com desempenho brilhante e a economia relativamente fraca.” Mas a economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Natalie Victal, coloca ainda mais uma questão no radar, que pode bagunçar o jogo: o pagamento de precatórios pelo governo federal. A equipe econômica tem planos de quitar os valores ainda neste ano. A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, quer enviar ao Congresso Nacional uma Medida Provisória para criar crédito extraordinário para permitir o pagamento do estoque de R$ 95 bilhões. “É um montante importante de recursos que, quando entrarem, têm potencial para gerar um aquecimento temporário de consumo”, diz a economista. Análise do PIB sob a ótica da oferta g1 Investimentos sentiram o peso Por outro lado, Juliana Trece, do FGV Ibre, indica que a ação dos juros foi mais determinante pelo lado do empresariado. As taxas mais altas, somadas às indefinições da agenda econômica do governo, foram freios até aqui e são pesos para os próximos trimestres. O segmento de Formação Bruta de Capital Fixo, que mede os investimentos, está em queda muito forte neste ano. Além dos juros, entram na conta a crise fiscal e a reforma tributária, que atrasam as decisões de empresários. Recentemente, o governo federal revisou sua previsão de déficit primário para mais de R$ 170 bilhões em 2023. A desconfiança do mercado sobre o governo lidar com seu próprio endividamento deixa o capital estrangeiro mais afoito. Além disso, a reforma tributária ainda está em aberto. Empresários preferem um pouco mais de visibilidade antes de botarem a mão no bolso. Essa aversão ao risco traz um efeito direto nos juros e no câmbio, e faz com que o patamar mínimo da Selic fique mais alto que o previsto. Em resumo: mais espera para destravar o cenário e água no chopp para quem planeja investimentos a longo prazo. Análise do PIB sob a ótica da demanda g1 Agro excelente, mas não sozinho O ponto pacífico entre aqueles que acompanham a atividade econômica é que a Agropecuária teve desempenho excepcional nos seis primeiros meses do ano, quando entraram nas Contas Nacionais o efeito da supersafra deste ano. O resultado reposicionou a expectativa para o PIB do Brasil em 2023, mas não se repete no segundo semestre com o fim da colheita. Natalie Victal, da SulAmérica, projeta um crescimento do setor na casa dos 14% em 2023. Mas ressalta duas questões: não foi um crescimento isolado e um desempenho especial não é o cenário-base para 2024. A economista calcula que, ao final de 2023, o PIB brasileiro terá crescimento de 2,8%. Mas teria crescimento de 1,8% excluindo a Agropecuária. É um crescimento brilhante, pensando que o agro representa um terço do PIB considerando toda a cadeia. Mas os desempenhos de serviços e da indústria extrativa, em especial de petróleo, são bem relevantes. Para o ano que vem, a SulAmérica espera crescimento de 1,5%. Para isso, contudo, o PIB Agro deve vir estável em relação a este ano. Aqui entra a incerteza vinda da safra 2023/2024, em meio ao El Niño. Uma quebra de safra de produto importante ou mesmo uma variação negativa de escoamento por conta de crise em parceiros comerciais podem gerar uma revisão dos números para baixo. “Um crescimento tão expressivo também faz com que ‘qualquer coisa’ possa diminuir um pouco o resultado do agro no ano que vem”, diz Natalie Victal. Olho no exterior As exportações também foram destaque do PIB até aqui. E o ritmo de exportações ajuda a segurar o câmbio e, por consequência, a inflação. A balança comercial registrou um superávit de US$ 71,3 bilhões de janeiro a setembro deste ano. O valor representa um aumento de 50% em relação ao mesmo período do ano passado e a projeção é terminar o ano acima dos US$ 90 bilhões. Acontece que a China, principal parceiro comercial do Brasil, passa por um momento de crescimento desafiador. O governo chinês estabeleceu uma meta de crescimento econômico de cerca de 5% para este ano. Mas as divulgações de dados ao longo do ano são mistas, e sugerem que será necessário mais estímulo para sustentar o arranque. Uma falha na engrenagem pode prejudicar o Brasil diretamente. Nos últimos três anos, o resultado do PIB está muito ligado às commodities, especialmente agrícolas. Qualquer dado econômico que se olhe, há destaque para o Centro-Oeste nesse período. Nas estimativas do economista, a expectativa é que a Agropecuária e a Indústria Extrativa, expressões do mercado de commodities no PIB, representem até 70% do crescimento do ano — e esse é o tamanho da dependência de parceiros como a China. Por fim, há receio de recessão nos Estados Unidos. É o tipo de situação que causa efeitos além do simples impacto no comércio exterior: um desarranjo da economia americana apavora investidores e os fazem buscar ativos seguros. Com isso, o Brasil perde como mercado emergente. Os dólares de investidores vão embora, trazendo impactos no câmbio e pressão sobre os juros — que precisam subir para serem mais atrativos em meio ao risco. Os últimos dados, porém, dão algum alívio: a inflação de bens nos Estados Unidos recuou e deve facilitar a convergência para a meta de 2%. Em outras palavras, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) pode pensar em reduzir os juros mais cedo, antes que venha uma crise mais agressiva. Veja Mais

Confira as vagas de emprego disponíveis em Petrolina, Araripina e Salgueiro nesta terça-feira (5)

G1 Economia As vagas são disponibilizadas diariamente pela Agência do Trabalho de Pernambuco. As vagas são disponibilizadas diariamente pela Agência do Trabalho de Pernambuco. Divulgação A Agência de Trabalho de Pernambuco divulgou as vagas de emprego disponibilizadas paras os municípios de Petrolina, Araripina e Salgueiro , no Sertão de Pernambuco, nesta terça-feira (5). As oportunidades são atualizadas diariamente pelo g1 Petrolina. ? Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Sedepe através da internet. O atendimento na agência de Salgueiro é feito a partir de um agendamento prévio, feito pelo site da Secretaria. Em Petrolina e Araripina basta ir até a Agência de Trabalho. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 e (87) 9 9180-4065 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871 - 8467 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE Veja Mais

Primeira usina de briquete de minério no mundo será inaugurada pela Vale no ES

G1 Economia A nova usina, em Vitória, promete reduzir em até 10% a emissão de gás carbônico na fabricação do aço. Unidade também não deve usar água no processo de produção. Planta de briquete da Vale, no Complexo de Tubarão, em Vitória (ES) Rafael Carvalho/Vale/Divulgação A primeira usina de briquetes no mundo ficará no Espírito Santo. A unidade será a primeira a produzir esse derivado do minério de ferro com a garantia de redução de 10% na emissão de gás carbônico durante o processo de fabricação do aço. A planta será instalada no Complexo de Tubarão, em Vitória. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram A ideia é que haja menos emissão de poluentes, por não usar água no processo de produção, e também emita menos enxofre e óxido de nitrogênio. Sua composição é feita de areia derivada do tratamento de rejeitos de mineração e é resistente a altas temperaturas. ???? Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Além da primeira usina, que será inaugurada em dezembro pela Vale, será construída uma segunda unidade, mas com início de operação previsto para 2024. Juntas, elas terão capacidade de produzir 6 milhões de toneladas por ano de briquete. LEIA TAMBÉM: Famílias de baixa renda do ES poderão receber de volta parte do valor pago de ICMS Homem tenta molestar criança, cai e morre com facada no coração, diz polícia do ES VÍDEO: Grávida é atingida na cabeça por pedaço de poste em calçadão de praia no ES A fabricação do briquete começou a ser desenvolvido há 20 anos no Centro Tecnológico de Ferrosos (CTF), em Nova Lima, Minas Gerais. Até 1960, o produto produzido era o granulado de alto teor de ferro, o "lump". Com a queda da oferta do "lump", foram implantadas as primeiras usinas de pelotização no Brasil, que fazem parte do minério fino, material importante na cadeia siderúrgica. O briquete soma-se às pelotas no portfólio de produtos da Vale. A expectativa da empresa é expandir a produção para 100 mtpa (milhões de toneladas por ano) de briquetes e pelotas após 2030. A usina de briquetes será inaugurada no dia 12 de dezembro. *Texto produzido por Leiriane Santana, aluna do 26º Curso de Residência em Jornalismo. Este conteúdo teve orientação e edição de Vitor Ferri. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo Veja Mais

Subsídios federais para combustíveis fósseis somam R$ 81 bilhões em 2022, diz estudo

G1 Economia Cálculos foram feitos pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc). O principal subsídio refere-se às desonerações de combustíveis autorizadas no ano passado em meio ao período eleitoral. O metano produzido durante a extração de petróleo normalmente é queimado, contaminando o meio ambiente Getty Images O governo federal concedeu R$ 80,95 bilhões em subsídios para auxiliar os produtores de petróleo, carvão mineral e gás natural no país em 2022, no último ano da gestão do presidente Jair Bolsonaro. Isso representou uma alta de 19,6% frente aos R$ 67,7 bilhões do ano anterior, segundo números divulgados pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) por meio de estudo. Esses são recursos que saíram diretamente do orçamento da União para incentivar o setor e também quantias que o governo deixou de arrecadar em impostos, devido a regimes de tributação especiais e programas de isenção. O objetivo foi garantir aos consumidores um preço menor na aquisição dos produtos. O principal subsídio, segundo o Inesc, refere-se às desonerações de combustíveis autorizadas no ano passado pelo governo Jair Bolsonaro como resposta ao aumento dos preços internacionais, essencialmente resultante da guerra entre a Rússia e a Ucrânia e, "notadamente, em função da disputa eleitoral". As desonerações de combustíveis fósseis, nos cálculos do Inesc, somaram R$ 40,7 bilhões em 2022, contra R$ 12,6 bilhões no ano anterior. Em 2023, as desonerações foram gradativamente revertidas pelo governo Lula no caso da gasolina e etanol, com uma alta em fevereiro e outra em junho. A tributação sobre o diesel, que seguiu zerada até junho, foi momentaneamente retomada por alguns meses para financiar o benefício para carros. Mas, depois, retornou a zero. Em busca do déficit zero nas contas públicas em 2024, meta para o qual precisa elevar a arrecadação substancialmente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem mirado o fim de incentivos fiscais. Incentivos a fósseis X renováveis De acordo com o levantamento, os benefícios fiscais aos combustíveis fósseis representam cinco vezes os incentivos concedidos em 2022 (R$ 15,6 bilhões) para fontes renováveis de energia. O Inesc lembrou que o ano de 2023 foi o mais quente da história, reforçando a urgência da transição energética dos fósseis para outras fontes de energia. “Não é justo direcionar os escassos recursos públicos do Brasil para as empresas que exploram uma fonte de energia que é responsável pela maior parte das emissões de gases de efeito estufa que agravam a crise climática global”, disse Cássio Cardoso Carvalho, assessor político do Inesc. O Instituto avaliou que as mudanças climáticas, potencializadas pelos combustíveis fósseis, "tendem a exacerbar a pobreza e as desigualdades com impactos provocados por desastres naturais, em especial inundações e secas, elevação dos preços de alimentos, perdas em saúde, redução da produtividade do trabalho". "Mesmo sendo o Brasil um ator central na geopolítica do petróleo, o problema da expansão da oferta brasileira é ainda fracamente percebido pela opinião pública como parte da crise climática global, tendo sido objeto de intensa negação por parte do governo", avaliou o Inesc. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, lançou em agosto o Plano de Transformação Ecológica para que, segundo ele, o "desenvolvimento econômico e social caminhe de mãos dadas com a preservação ambiental". Recentemente, o Brasil assumiu a liderança do G20, e informou que vai focar no combate à fome e às mudanças climáticas. Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil é um "porto seguro" para "quem quiser utilizar a energia verde para produzir aquilo que é necessário a humanidade". Nesta quinta-feira (30), o governo brasileiro brasileiro informou que analisa um convite feito pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+) para se tornar um dos "aliados" do grupo. Na sexta-feira (1º), o presidente Lula afirmou, na abertura da COP 28, em Dubai (Emirados Árabes), que gastos com armas deveriam ser usados contra fome e mudança climática. Ele também falou sobre a necessidade de ter uma economia menos dependente de combustíveis fósseis, como diesel e gás de cozinha - que terão aumento de impostos no início de 2024. Subsídios à indústria do petróleo e gás De acordo com o estudo do Inesc, os subsídios se dividem naqueles concedidos à produção, no valor de R$ 34,3 bilhões em 2022, e ao consumo - que totalizou R$ 46,7 bilhões no ano passado. Incentivos à produção Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) (fósseis): R$ 12,6 bilhões em 2022 Regime Aduaneiro Especial de Petróleo e Gás Natural (Repetro): R$ 12,2 bilhões no ano passado Dedução dos valores aplicados na exploração e produção de petróleo e gás natural para cálculo do IRPJ e da CSLL: R$ 8 bilhões em 2022 Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento de Infraestrutura (Reidi) (fóssil): R$ 730 milhões Termoeletricidade: R$ 640 milhões Incentivos ao Consumo Isenções para consumo de óleo diesel, gasolina e GLP: R$ 40,7 bilhões em 2022 Auxílio-gás dos brasileiros: R$ 2,8 bilhões no último ano Pagamento de auxílio aos transportadores autônomos de cargas: R$ 2,33 bilhões Conta de Desenvolvimento Energético (carvão mineral): R$ 900 milhões Subsídios a energias renováveis Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa): R$ 5,45 bilhões em 2022 Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento de Infraestrutura (Reidi Renovável): R$ 3,21 bilhões no ano passado Geração distribuída: R$ 2,82 bilhões em 2022 Aerogeradores: R$ 190 milhões Biodiesel: R$ 20 milhões Conta de Consumo de Combustíveis (CCC renovável): R$ 340 milhões Fontes Incentivadas - Redução de pagamento de TUST e TUSD: R$ 650 milhões Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores: R$ 310 milhões Programa Mais Luz para a Amazônia: R$ 410 milhões Isenções para consumo de etanol hidratado: 2,19 bilhões Veja Mais

Clima atrapalha safra do feijão no Sudoeste de SP

G1 Economia Neste ano, produtividade teve um declínio significativo comparado com safras anteriores. O motivo é o clima desfavorável e o excesso de umidade. Safra do feijão se encerra com resultados abaixo do esperado. Reprodução/TV TEM Com o passar do tempo, as lavouras de feijão foram se adaptando às modernidades e tecnologias desenvolvidas no setor agrícola. Hoje, o uso de máquinas otimizou o cultivo de maneira significativa, proporcionando rapidez e eficiência. As máquinas, que possuem a capacidade de cortar e limpar os grãos com grande precisão, garantem um trabalho mais eficaz e uma maior qualidade para os produtos, evitando a perda de tempo e o desgaste manual. O feijão, com um ciclo de aproximadamente 90 dias, permite até três colheitas por ano. O estado de São Paulo se destaca como um dos principais pontos de cultivo do país, com muitas plantações concentradas no sudoeste. Para enfrentar as oscilações na produção, os agricultores têm investido cada vez mais em sistemas de irrigação, uma prática fundamental que embora beneficie a produtividade, também influencia nos custos de produção e nos preços finais do produto no mercado. Veja a reportagem exibida no programa em 03/12/2023: Clima atrapalha safra do feijão no Sudoeste de SP Na safra deste ano, foi registrado um declínio na produtividade, quando comparada aos resultados de anos anteriores, com cerca de 40 a 60 quilos de feijão por hectare. Essa redução tem causa: o clima que, ao registrar ondas de calor e fortes chuvas, se tornou desfavorável. O excesso de umidade também contribuiu para a queda. Em consequência, os produtores também enfrentaram os preços baixos, situando-se na casa dos 250 a 260 reais. Esse cenário econômico acrescenta complexidade à gestão das lavouras, demandando uma análise criteriosa dos custos de produção e estratégias para manter a viabilidade financeira dos agricultores. VÍDEOS: reveja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Veja Mais

Açaí capixaba: Fruto do palmito juçara é transformado em sorvete, doces e tortas no ES

G1 Economia Palmeira juçara é uma espécie nativa da Mata Atlântica e tem sido explorada de maneira sustentável em cidade do Sul do Espírito Santo. Fruto do palmito-juçara se transforma em sorvete, doces e tortas em Rio Novo do Sul A palmeira juçara é uma espécie nativa da Mata Atlântica que no passado entrou para a lista de ameaçadas de extinção porque era explorada para extração do palmito. Como gera frutos dos quais se produzem polpa semelhante ao açaí, árvore nativa da Amazônia, ela também é conhecida como açaí capixaba. Na cidade de Rio Novo do Sul , no Espírito Santo, a juçara é transformada em sorvete, torta, doces e até macarrão. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram Apesar da semelhança entre os frutos, o juçara tem mais vitaminas e antioxidantes do que o açaí, segundo o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Na localidade de São Vicente, o casal de produtores rurais Leandro Menegardo e Driellen Perim colhe na palmeira os frutos que são a principal fonte de renda da família. A plantação teve início com o pai de Leandro. Juçara Reprodução/TV Gazeta "A gente começou colhendo na mata. Eu subia no pé quando era moleque. A gente colhia e vendia para outras pessoas. A partir daí, ao invés de colher na mata, a gente começou a fazer nosso próprio plantio, fazer uma plantação junto com banana, café e outras culturas. Daí foi surgindo a plantação", contou o agricultor. ???? Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Juçara Reprodução/TV Gazeta Pensando em agregar valor ao produto in natura, Driellen viu na fabricação de sorvete uma forma diferente de comercializar a juçara. O produto não tem corante ou qualquer outro conservante. "Hoje, a gente vende pra Iconha, Cachoeiro, Vitória. Então, tem vários lugares que estão se interessando pelo nosso produto. A gente não sabia que ia ter aceitação", contou a produtora rural. LEIA TAMBÉM: Palmito: de onde vem e como é produzido um dos principais itens da torta capixaba Sorvete de juçara Reprodução/TV Gazeta É em uma agroindústria do município onde a lavradora Deliete Wetler trabalha que a polpa do palmito juçara vira matéria-prima para o macarrão. "Se a gente já faz o macarrão de beterraba, cenoura, ora-pro-nóbis, o que que custa fazer um macarrão de juçara pra ver se dá certo? Tivemos a ideia, criamos a receita e deu certo" , contou Deliete. Macarrão feito com juçara no ES Reprodução/TV Gazeta Dona de uma confeitaria na cidade, Aparecida Thomaz sentiu que faltava um doce com sabor regional na cidade. Atualmente, ela é a única que faz a receita de torta usandoo produto em Rio Novo do Sul e conta que quem experimenta vicia. "Eu tinha essa necessidade de mostrar para os meus clientes e as pessoas de fora. Entenderem um pouquinho do que é a juçara. Marca, né? Eles dizem que se apaixonam e viciam na juçara", contou Aparecida. Torta de juçara feita por confeiteira de Rio Novo do Sul Reprodução/TV Gazeta Em 2022, o Espírito Santo lançou a Rede Juçara, com o objetivo de debater a cadeia produtiva da juçara para que os produtos derivados do fruto possam ocupar novos mercados de maneira mais competitiva e sustentável. VÍDEOS: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo Veja Mais

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Quais são as cidades mais caras e mais baratas do mundo, segundo a revista The Economist

G1 Economia Todos os anos, a revista semanal britânica The Economist faz uma lista das cidades mais caras e mais baratas para se viver. A referência monetária é o dólar e a posição de cada país na tabela depende da força da moeda local. Buenos Aires é a cidade mais barata da América Latina. GETTY IMAGES via BBC Uma pequena fortuna. É quanto podem custar alimentos, bebidas alcoólicas ou roupas em Singapura, a cidade mais cara do mundo para se viver, segundo um ranking elaborado pela revista britânica The Economist. Todos os anos, a publicação prepara a lista com base no que um dólar pode comprar em cada uma das cidades que são analisadas. Quanto mais forte for a moeda local, maior será a posição das cidades do país na lista. Isso significa que, quanto mais forte for a moeda, mais cara será a cidade. E quanto mais fraca a moeda, mais barato o local vai figurar na tabela. Em Singapura, uma coisa que tem um valor de extremo luxo é o custo de um certificado necessário para comprar um carro: a versão mais barata deste documento superou a cifra de US$ 106 mil (R$ 521 mil) no início de outubro. A cidade introduziu o sistema de certificado de titularidade (conhecido pela sigla COE) em 1990 como uma medida para aliviar os congestionamentos. Mercosul e Singapura fecham acordo comercial; anúncio será feito na cúpula do dia 7 Os potenciais proprietários de automóveis devem ter um COE antes de poderem adquirir um veículo. A validade do título expira após 10 anos. Os direitos são vendidos em leilões quinzenais e o governo controla a quantidade de certificados à venda, que depende do número de carros retirados das ruas e estradas. Apesar de ser relativamente pequena, Singapura é frequentemente classificada como um dos países com maior número de milionários no mundo e, portanto, raramente sai do primeiro lugar do ranking: a cidade-Estado ficou no topo do pódio em nove dos últimos 11 anos. Muitos bilionários vivem em Singapura. GETTY IMAGES via BBC A cidade-Estado asiática aparece empatada no ranking deste ano com Zurique. Ambos os locais são considerados capitais financeiros. A maior cidade da Suíça é sempre cara, especialmente em setores como alimentos, utensílios domésticos e entretenimento. Zurique ficou em primeiro lugar em 2020 e raramente sai das dez primeiras posições do ranking. "A ascensão [de Zurique] ao topo da lista deve-se principalmente ao fato de o franco suíço ter valorizado mais de 10% em relação ao dólar no ano passado", contextualiza a The Economist. "A cidade de referência da pesquisa é Nova York, portanto, se a moeda de um país se fortalecer, as cidades geralmente subirão no ranking”, explica a revista. A fraqueza recente do dólar fez com que as cidades americanas caíssem no ranking este ano. Nova York, a cidade mais cara do ano passado, caiu para o terceiro lugar. Nessa posição, aparece ao lado de outra cidade suíça — Genebra. Para a Unidade de Inteligência da The Economist, a crise global do custo de vida que começou em 2022 ainda persiste em 2023, apesar de os preços cobrados pela energia e os problemas da cadeia de abastecimento terem diminuído. GETTY IMAGES via BBC Mesmo assim, a inflação continua elevada em todo o mundo: os preços dos 200 produtos e serviços que foram analisados pela revista aumentaram em média 7,4% durante 2023. Este valor é ligeiramente inferior aos 8,1% de 2022, mas ainda fica bem acima da média de 2,9% dos cinco anos anteriores. As cidades mais baratas A cidade mais barata no ranking continua a ser Damasco, a capital da Síria, apesar de a média de preço na moeda local ter aumentado 321% no ano. A retirada dos subsídios governamentais e a desvalorização da moeda fizeram com que os custos de importação disparassem por lá. Nas últimas posições do ranking, também aparecem Teerã (Irã) e Trípoli (Líbia). A taxa de inflação em Teerã é elevada, quase 49%, enquanto os preços em Trípoli subiram pouco mais de 5% no ano passado. A The Economist afirmou que as três cidades são particularmente baratas em alimentos, bem como em itens domésticos e de higiene pessoal. O forte investimento interno impulsionou os preços no México. GETTY IMAGES via BBC E a América Latina? No estudo deste ano, as três cidades que mais subiram no ranking estão na América Latina. Foram Santiago de Querétaro e Aguascalientes, no México, e San José, capital da Costa Rica. ????Embora o ranking deste ano abranja 173 das principais cidades do mundo, a média global foi calculada excluindo Kiev (Ucrânia) e Caracas (Venezuela), que continuam a enfrentar um ciclo de hiperinflação acima da curva. Na América Latina, a Cidade do México é a mais cara. "Em 2023, o peso mexicano provou ser uma das moedas mais fortes dos mercados emergentes, graças aos aumentos das taxas de juro e ao forte investimento interno", detalha a revista. "Os bancos centrais de grande parte da América Latina foram os primeiros a seguir os aumentos das taxas de juros da Reserva Federal dos EUA para apoiar as moedas locais. Como resultado, o peso mexicano e o colón costarriquenho se fortaleceram", explica a publicação. Entenda por que os juros americanos afetam o mercado financeiro no mundo todo Três cidades brasileiras aparecem no ranking da The Economist: São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus. Elas têm uma posição intermediária na América Latina — são mais caras que Assunção (Paraguai) e Buenos Aires (Argentina), mas mais baratas que Quito (Equador), Santiago (Chile) e Montevidéu (Uruguai). A inflação na Argentina terminará 180% em 2023, segundo especialistas. GETTY IMAGES via BBC Buenos Aires, a mais barata da América Latina Embora as autoridades estimem que a inflação na Argentina terminará 2023 em 180% ao ano, a capital argentina é a cidade mais barata da América Latina e do Caribe. O principal motivo é a desvalorização sofrida pelo peso. Atualmente, quem tem dólares na capital argentina pode conseguir em troca muito mais pesos do que há um ano. "A Argentina tem uma trajetória fiscal insustentável, uma taxa de câmbio sobrevalorizada e uma balança comercial muito vulnerável. A inflação aumentou rapidamente, enquanto o peso argentino oficial enfraqueceu mais lentamente", afirma Mali Chivakul, economista de mercados emergentes do banco J. Safra Sarasin. "Como resultado, a taxa de câmbio real valorizou-se de forma acentuada desde 2022." "A estimativa do FMI sobre a sobrevalorização da taxa de câmbio real situa-se entre 15% e 20%. E o mercado paralelo argentino oferece um câmbio não oficial até 150% mais fraco que o oficial”, acrescenta o especialista. Por isso, embora a população da capital sofra intensamente com um ciclo de inflação, a comparação com o dólar torna Buenos Aires uma cidade relativamente barata em relação às demais. Veja Mais

Lula diz que papel do Brasil na Opep+ será o de alertar os produtores de petróleo para o fim dos combustíveis fósseis

G1 Economia O possível ingresso do Brasil na Opep+, que reúne os principais produtores de petróleo e aliados, como a Rússia, foi anunciado na quinta-feira (30). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na abertura da conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 28, em Dubai, nos Emirados Árabes, no dia 1º de dezembro de 2023 Reprodução O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (2), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, que o ingresso do Brasil na Opep+ será como observador e com o papel de convencer os países produtores de petróleo a se prepararem para o fim dos combustíveis fósseis. A Opep+ reúne os principais produtores de petróleo do mundo e aliados, como a Rússia. O anúncio de que o Brasil vai ingressar no grupo ocorreu na quinta-feira (30), em reunião com a participação do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. "O Brasil não vai participar da Opep, vai participar da Opep+. É que nem eu participar do G7. Participo do G7 desde que ganhei pra presidente da República. Eu vou lá, escuto, só falo depois que eles tomam a decisão. E venho embora. Não apito nada", disse o presidente. "A Opep+ acho importante a gente participar, porque a gente precisa convercer os países que produzem petróleo que eles precisam se preparar para o fim dos combustíveis fósseis, e se preparar significa aproveitar o dinheiro que eles lucram para fazer investimento para que os continentes como o africano e a América Latina possam produzir os combustíveis renováveis que eles precisam, sobretudo o hidrogênio verde. Porque se a gente não criar alternativa, a gente não vai poder dizer que vai acabar com os combustíveis fósseis", acrescentou Lula. Antes da fala de Lula, o presidente-executivo da Petrobras, Jean Paul Prates, afirmou que "o Brasil deverá ingressar no grupo de produtores de petróleo Opep+ com um papel de cooperação e observação das decisões, mas sem participar do sistema de cotas de produção". "Eles chamam outros países que não têm direito a voto, e não são impostas cotas a esses países. Jamais participaríamos de uma entidade que estabelecesse cota para o Brasil, ainda mais com o apoio da Petrobras, que é uma empresa aberta no mercado e não pode ter cota", afirmou o executivo. Silveira disse na reunião que o presidente Lula "confirmou nossa carta de cooperação" com o grupo de países produtores de petróleo a partir de janeiro de 2024, e que uma equipe técnica do governo analisa o convite recebido. Segundo o presidente da Petrobras, o Brasil irá analisar as regras de funcionamento da plataforma para tomar uma decisão em junho do próximo ano. "Em junho, vai ter outra reunião onde aí certamente, em Viena, o Brasil vai levar e dizer 'olha, eu topo participar, estou dentro'. E aí passar a participar das reuniões como uma espécie de membro observador". Uma das principais resistências para o Brasil participar das cotas é a Petrobras, que busca elevar sua extração no país, para ampliar a oferta de derivados no mercado interno. Além disso, a companhia obtém importantes receitas com exportações de petróleo. O Brasil é o maior produtor de petróleo da América do Sul, com uma produção de 4,66 milhões de barris de óleo equivalente ao dia (petróleo e gás) em setembro. O que são as cotas da Opep+ A Opep+, que é responsável por mais da metade da produção de petróleo no mundo, nasceu com o objetivo de coordenar e unificar as políticas de produção e exportação da commodity pelos países membros, visando sempre "salvaguardar os seus interesses, individual e coletivamente", segundo o estatuto da organização. Dessa forma, o que a Opep+ faz, na prática, é determinar quanto de petróleo será produzido para controlar os preços no mercado global. Com uma maior produção, o preço tende a ficar mais barato. Já com uma menor produção, o preço pode ficar mais caro ou se estabilizar. Quando há uma baixa demanda por petróleo no mundo, por exemplo, a tendência é que a produção seja reduzida, para que não haja muito estoque do produto (o que desvalorizaria seu preço). As decisões sobre quanto será produzido são determinadas por cotas - que é o que o presidente da Petrobras disse que o Brasil não terá. Os países membros, com base nas oscilações globais de demanda e preço, recebem cotas sobre qual a quantidade máxima que podem produzir por dia. Veja Mais

Brasil na Opep+: país deve entrar no grupo, mas sem cotas, diz presidente da Petrobras

G1 Economia O possível ingresso do Brasil na Opep+, que reúne os principais produtores de petróleo e aliados, como a Rússia, foi anunciado na quinta-feira (30). Jean Paul Prates, presidente da Petrobras, em entrevista ao Estúdio i. Reprodução/GloboNews O Brasil deverá ingressar no grupo de produtores de petróleo Opep+ com um papel de cooperação e observação das decisões, mas sem participar do sistema de cotas de produção, disse à Reuters o presidente-executivo da Petrobras, Jean Paul Prates. "Eles chamam outros países que não têm direito a voto e não são impostas cotas a esses países. Jamais participaríamos de uma entidade que estabelecesse cota para o Brasil, ainda mais com o apoio da Petrobras, que é uma empresa aberta no mercado e não pode ter cota", afirmou o executivo. O possível ingresso do Brasil na Opep+, que reúne os principais produtores de petróleo e aliados, como a Rússia, foi anunciado na quinta-feira (30) em reunião do grupo com a participação do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Silveira disse na reunião que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "confirmou nossa carta de cooperação" com o grupo de países produtores de petróleo a partir de janeiro de 2024, e que uma equipe técnica do governo analisa o convite recebido. Segundo o presidente da Petrobras, o Brasil irá analisar as regras de funcionamento da plataforma para tomar uma decisão em junho do próximo ano. "Em junho, vai ter outra reunião onde aí certamente, em Viena, o Brasil vai levar e dizer 'olha, eu topo participar, estou dentro'. E aí passar a participar das reuniões como uma espécie de membro observador". Na véspera, fontes já haviam dito à Reuters que o Brasil não deve participar de sistema de cotas de produção da Opep+, que pode levar a cortes no fornecimento de petróleo. Uma das principais resistências para o Brasil participar das cotas é a Petrobras, que busca elevar sua extração no país, para ampliar a oferta de derivados no mercado interno. Além disso, a companhia obtém importantes receitas com exportações de petróleo. O Brasil é o maior produtor de petróleo da América do Sul, com uma produção de 4,66 milhões de barris de óleo equivalente ao dia (petróleo e gás) em setembro. O que são as cotas da Opep+ A Opep+, que é responsável por mais da metade da produção de petróleo no mundo, nasceu com o objetivo de coordenar e unificar as políticas de produção e exportação da commodity pelos países membros, visando sempre "salvaguardar os seus interesses, individual e coletivamente", segundo o estatuto da organização. Dessa forma, o que a Opep+ faz, na prática, é determinar quanto de petróleo será produzido para controlar os preços no mercado global. Com uma maior produção, o preço tende a ficar mais barato. Já com uma menor produção, o preço pode ficar mais caro ou se estabilizar. Quando há uma baixa demanda por petróleo no mundo, por exemplo, a tendência é que a produção seja reduzida, para que não haja muito estoque do produto (o que desvalorizaria seu preço). As decisões sobre quanto será produzido são determinadas por cotas - que é o que o presidente da Petrobras disse que o Brasil não terá. Os países membros, com base nas oscilações globais de demanda e preço, recebem cotas sobre qual a quantidade máxima que podem produzir por dia. Veja Mais

Dólar opera em alta, com taxa de desemprego e taxação de fundos no Brasil e inflação nos EUA; Ibovespa sobe

G1 Economia No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,32%, cotada a R$ 4,8875. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou em queda de 0,29%, aos 126.166 pontos. Dólar opera em forte alta Freepik O dólar opera em alta nesta quinta-feira (30), após a divulgação da taxa de desemprego no Brasil no trimestre móvel terminado em outubro, que caiu para 7,6%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. O mercado também repercute a aprovação do projeto de lei que permite a taxação de fundos exclusivos e offshores no Brasil, enquanto aguarda a divulgação de alguns dados importantes nos Estados Unidos, com destaque para a inflação PCE - o índice de preços favorito do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Já o Ibovespa, principal índice acionário, da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta, puxado pelas ações da Vale e da Petrobras. Entenda o que faz o dólar subir ou descer Veja abaixo o dia nos mercados. Dólar Às 10h40, o dólar subia 0,85%, cotado a R$ 4,9288. Veja mais cotações. No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,32%, vendida a R$ 4,8875. Com o resultado, passou a acumular quedas de: 0,22% na semana; 3,04% no mês; 7,40% no ano. Ibovespa No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,61%, aos 126.635 pontos. As ações da Vale e da Petrobras, empresas com maior peso na composição do índice, avançavam mais de 1% cada, acompanhando a valorização do minério de ferro e petróleo. Na véspera, o índice fechou em queda de 0,29%, aos 126.166 pontos. Com o resultado, passou a acumular ganhos de: 0,52% na semana; 11,51% no mês; 14,97% no ano. DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? O que está mexendo com os mercados? A taxa de desemprego do Brasil caiu mais que o esperado no trimestre móvel terminado em outubro, chegando a 7,6%. enquanto as projeções apontavam para 7,7%. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, entre maio e julho, o período traz redução de 0,7 ponto percentual (7,9%) na taxa de desocupação. No mesmo trimestre de 2022, a taxa era de 8,3%. A taxa trimestral é a menor desde fevereiro de 2015, quando chegou a 7,5%. Com os resultados deste trimestre, o número absoluto de desocupados teve baixa de 3,1% contra o trimestre anterior, chegando a 8,3 milhões de pessoas. O país chegou ao menor contingente de desocupados em números absolutos desde o trimestre móvel encerrado em abril de 2015. Para além dos dados da Pnad, o que mexe com os ânimos do mercado no cenário interno é a aprovação, pelo Senado, do projeto de lei que prevê a taxação de offshores (investimentos no exterior) e dos fundos exclusivos (fundos de investimento personalizados para pessoas de alta renda), que segue agora para a sanção presidencial. Já no cenário internacional, o destaque é a inflação PCE nos Estados Unidos, que deve ser divulgada nesta manhã. Esse é o índice de preços mais observado pelo Fed para tomar suas decisões sobre juros no país. Hoje, as taxas na maior economia do mundo estão entre 5,25% e 5,50% ao ano e as autoridades do Fed já sinalizaram que não devem promover novos aumentos por enquanto. Se a inflação se comportar como o mercado espera, mostrando uma desaceleração, isso pode aumentar as expectativas de investidores de que a instituição pode iniciar um ciclo de corte nos juros já no primeiro semestre do ano passado. Veja Mais

TCU aprova acordo para devolução de R$ 22,6 bilhões do BNDES ao Tesouro Nacional até 2030

G1 Economia Dívida será paga em oito parcelas até 2030. Banco de desenvolvimento alegou falta de caixa para pagar o valor integral. O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (29) um acordo entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Tesouro Nacional para devolução de R$ 22,6 bilhões aos cofres do governo. O pagamento será feito em oito parcelas até 2030. A dívida teria vencimento na próxima quinta-feira (30), mas o banco pediu a prorrogação do cronograma, alegando falta de caixa para pagar a parcela. “A aprovação do novo cronograma proposto pelo BNDES não significa que a devolução dos recursos irregularmente recebidos não possa ser novamente pactuada no futuro, para devolução mais célere ainda, se as condições de conjuntura econômica e financeira do banco assim o permitirem”, afirmou o ministro Aroldo Cedraz, relator do processo. A decisão diverge o entendimento da área técnica do TCU, que recomendou aos ministros considerar o novo cronograma inadequado. Em nota nesta quarta-feira (29), o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse que o entendimento do TCU “assegura o resgate histórico do Banco como um dos grandes indutores do desenvolvimento nacional”. BNDES anuncia linhas de crédito para a indústria O banco afirmou que o pagamento integral poderia colocar em risco o caixa mínimo do BNDES, estabelecido em R$ 13,9 bilhões. Segundo o BNDES, falta liquidez para pagar a última parcela. “O aumento da demanda por crédito do banco associado à conjuntura do mercado de capitais [...] resultou em uma situação de falta de liquidez para honrar com a última parcela extraordinária de devolução de recursos ao Tesouro Nacional”, afirmou em carta ao ministro Aroldo Cedraz. Entenda A dívida existe porque, em 2021, o TCU considerou que os empréstimos feitos pela União a cinco bancos públicos federais entre 2008 e 2015 foram irregulares. O governo havia feito a emissão de títulos públicos pelo Tesouro com aporte direto na carteira dos bancos BNDES, Caixa, Banco do Brasil, BNB e Basa, no total de R$ 464 bilhões. Na ocasião, o governo buscava capitalizar os bancos para o financiamento de políticas públicas ou a concessão de crédito para segmentos da economia, visando fomentar a política de "campeões nacionais". Contudo, a Corte de Contas avaliou que as transações foram feitas fora da lei orçamentária anual, por meio de manobras contábeis, e determinou sua devolução pelos bancos. Em 2022, o BNDES pleiteou uma devolução parcelada até 2040. Mas o governo recorreu ao TCU, alegando que a devolução integral não prejudicaria a saúde financeira do banco de desenvolvimento. Ficou acordado que seria paga uma parcela em novembro de 2022 e outra em novembro de 2023, no valor de R$ 22,6 bilhões. Mas, em outubro deste ano, o BNDES pediu a prorrogação do cronograma, com um novo parcelamento da segunda parte da dívida em oito vezes. Veja Mais

Fórum da Unesco discute efeitos do racismo e da discriminação no desenvolvimento econômico dos países

G1 Economia Evento acontece em São Paulo, de 29 de novembro a 1º de dezembro; painéis podem ser acompanhados online. Emprego: a taxa de desocupação entre os brancos (5,9%) foi bem menor que para os pretos (9,6%) e pardos (8,9%). Jonathas Lins/Secom Maceió Em sua 3ª edição, o Fórum Global contra o Racismo e a Discriminação 2023, uma iniciativa da Unesco, acontece nesta semana, em São Paulo. Com o tema “Rumo ao avanço: a igualdade racial e a justiça no topo das agendas de desenvolvimento”, o evento discute o impacto do racismo, da homofobia e da discriminação contra mulheres sobre a economia mundial. Segundo a Unesco, a edição se concentrará “na importância de colocar as questões raciais no centro das estratégias de desenvolvimento e implementação, com vistas ao desenvolvimento socioeconômico”. O fórum é mais uma iniciativa do programa de Apelo Global contra o Racismo da Unesco, aprovado em 2020 pelos membros do Conselho. A ideia é criar estratégias de desenvolvimento socioeconômico, em um ambiente que sofre com efeitos da discriminação. Como descreve a Unesco, os debates tratarão de: formulação de políticas inclusivas; promoção da igualdade de gênero; fortalecimento das capacidades da sociedade civil; métodos para abordar a inteligência artificial e seu papel na perpetuação do racismo; entre outros. “O Fórum também pretende lançar uma rede de autoridades nacionais para acelerar o desenvolvimento de políticas públicas e soluções inovadoras em prol dos valores da paz, da dignidade humana, da igualdade, da não violência e não discriminação, bem como um relatório sobre as perspectivas regionais e dados sobre discriminação racial no mundo digital”, diz a Unesco. Em entrevista ao jornal "Valor Econômico", a diretora-geral adjunta do setor de Ciências Sociais e Humanas da Unesco, Gabriela Ramos, explica que o fórum se tornou referência nos debates porque foi a primeira iniciativa que conseguiu consolidar as ideias de pessoas que tomam decisões nos níveis político, acadêmico, intelectual e pessoas que vivem a discriminação. "Tivemos discussões com afrodescendentes, indígenas, comunidade LGBT. E são os participantes que apontam quais as ações a seguir. (...) Para nós, interessa que todos os países tenham suas legislações, instituições e recursos bem empregados", disse ela ao Valor. No Brasil, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral, divulgada na última semana, mostra que a taxa de desocupação entre os brancos (5,9%) foi bem menor que para os pretos (9,6%) e pardos (8,9%). A divisão de gênero mostra que os homens também tiveram taxas de desocupação significativamente menores que as mulheres, de 6,4% contra 9,3% no terceiro trimestre. Nesse sentido, o fórum da Unesco terá painel exclusivo que discutirá como os líderes brasileiros e internacionais, do movimento sindical e de outras organizações trabalhistas enfrentaram esses desafios de inclusão. Serão discutidas também as maneiras para melhorar as condições de trabalho e ajudar todos a se beneficiarem de oportunidades de emprego livres de discriminação. Mas os painéis se estendem para outros desdobramentos, como a maneira em que o racismo, junto com a classe social, gênero e sexualidade são mensuráveis no acesso à educação, à justiça e à saúde. Os painéis acontecem de 29 de novembro a 1º de dezembro, e podem ser acompanhados online. Veja Mais

Congresso instala comissão para analisar MP que limita subvenção do ICMS; Fazenda espera arrecadar R$ 35 bi

G1 Economia Senador Rogério Carvalho (PT-SE) foi eleito presidente e indicou para relatoria deputado Luiz Fernando Faria (PSD-MG). Medida faz parte do pacote do Ministério da Fazenda para melhorar a arrecadação. O Congresso instalou nesta quarta-feira (29) a comissão mista que vai analisar a medida provisória (MP) que trata da subvenção do ICMS para empresas. O texto, enviado ao Congresso em 31 de agosto, estabelece regras para as empresas usarem benefícios fiscais já concedidos pelos estados e validados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) na arrecadação de ICMS. Esses benefícios, segundo a MP defendida pelo governo, não poderão ser usados para reduzir a base de cálculo dos impostos federais (IRPJ e CSLL) se forem aplicados nas atividades de custeio da empresa. Ou seja: o benefício de ICMS só poderá reduzir a base de cálculo dos impostos federais se o crédito for usado para investimentos – e se houver comprovação dos requisitos legais. Na prática, ao fazer isso, a medida provisória eleva a base de cálculo dos tributos federais pagos por essas empresas. Com isso, aumenta também o imposto que elas terão que pagar. O Ministério da Fazenda espera arrecadar pelo menos R$ 35 bilhões em 2024 a partir dessa MP. Além disso, ao encaminhar a MP ao Congresso, o governo também aponta que a concessão desses benefícios hoje causa um impacto fiscal negativo de R$ 80 bilhões ao ano. A comissão mista é composta por deputados e senadores. A tramitação pelo colegiado marca uma das fases de tramitação da proposta no Congresso. Aprovada na comissão, a matéria ainda passará pelos plenário da Câmara e do Senado. As medidas provisórias são um instrumento usado pelo Executivo para alterar leis. Apesar de terem eficácia imediata, o texto precisa ser aprovado pelo Congresso em até 120 dias. No caso desta MP, a validade vai até o dia 7 de fevereiro, mas o governo espera sua aprovação ainda em 2023, já que o texto prevê novas regras a partir de janeiro (leia mais abaixo). Durante a reunião de instalação, foi eleito presidente o senador Rogério Carvalho (PT-SE). Ele indicou como relator o deputado Luiz Fernando Faria (PSD-MG). Medida provisória x projeto de lei O governo batalhou nas últimas semanas para que o tema fosse tratado por medida provisória, não em projeto de lei. Isso porque, por se tratar de um tema tributário, a regra precisa respeitar um período de noventena (prazo de 90 dias) para passar a valer. Editada em agosto, a medida provisória deixa claro que as novas regras só entram em vigor a partir do dia 1º de janeiro do próximo ano - respeitando, portanto, a noventena. Se o tema fosse tratado por projeto de lei, como tem sido a praxe do Legislativo, a noventena contaria a partir da sanção do texto e, com isso, a arrecadação poderia começar a valer apenas a partir de abril do próximo ano - o que reduziria a expectativa da equipe econômica com a proposta. Desde o início do ano, Câmara e Senado não chegaram a um acordo sobre o rito das medidas provisórias - instrumento essencial para o Executivo encaminhar alterações em leis. A maioria dos deputados, inclusive o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), defende que as medidas provisórias devem ser tratadas diretamente nos plenários, sem a necessidade de passar por comissões mistas, mas os senadores discordam deste rito. Por isso, o Congresso travou a tramitação da maioria das medidas provisórias e tem tratado os temas por meio de projetos de lei. Veja Mais

Starbucks tem 15 dias para sair de shopping de BH; despejo foi determinado pela Justiça

G1 Economia O motivo é a falta de pagamento de três meses de aluguel. A empresa pediu recuperação judicial. A loja da Starbucks no Boulevard Shopping, em Belo Horizonte Starbucks Brasil/Divulgação O juiz Eduardo Veloso Lago, da 25ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte, determinou o despejo da Starbucks da loja alugada no Boulevard Shopping, no bairro Santa Efigênia, na Região Centro-Sul da capital mineira. A empresa entrou com pedido de recuperação judicial. (leia mais abaixo) O motivo, segundo a ordem judicial, é a falta de pagamento de três meses de aluguel e, na decisão, Lago deu um prazo de 15 dias para a cafeteria desocupar o imóvel, a contar desta segunda-feira (27), data da expedição da sentença. "Assim, defiro a liminar, mediante caução em dinheiro, para determinar ao(s) Réu(s)-locatário(s) (e eventuais ocupantes) que desocupe(m) o imóvel no prazo de 15 dias, sob pena de desalojamento compulsório. Fixo a caução no valor equivalente a 03 (três) aluguéis vigentes, a ser prestada no prazo de 05 dias, dispensada a lavratura de termo", decidiu. O magistrado ainda mandou que a Starbucks faça o pagamento "via depósito judicial, dos aluguéis e acessórios da locação vencidos, acrescidos dos encargos moratórios devidos (...)". O Boulevard Shopping disse que não vai se pronunciar sobre o caso. A reportagem não conseguiu contato com o lojista. O g1 Minas também contatou a SouthRock Capital – que controla a Starbucks no Brasil – e aguarda retorno. Recuperação judicial A empresa SouthRock Capital entrou com pedido de recuperação judicial no dia 31 de outubro deste ano. A companhia comanda operações da Starbucks e a Eataly, via licenciamento e franquias, no Brasil. O documento foi protocolado pelo escritório Thomaz Bastos, Waisberg, Kurzweil Advogados na 1º Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A dívida registrada é de R$ 1,8 bilhão. A companhia justificou o pedido por conta do: baixo grau de confiança; alta instabilidade no país; bem como a volatilidade da taxa de juros –mercado espera que Banco Central baixe a Selic a 12,25% ao ano nesta quarta-feira (1º) –; e constantes variações cambiais, "que desequilibram o mercado e atingem fortemente o empreendedor brasileiro". Além disso, a crise econômica e o período da pandemia da Covid-19 derrubaram o lucro da empresa. Em 2020, a SouthRock teve uma queda de 95% nas vendas, além de seus parceiros comerciais ficarem inadimplentes (quando não conseguem arcar com as dívidas). Em 2021, a queda foi de 70%; 2022, 30%. LEIA TAMBÉM: Starbucks vai fechar? De quanto é a dívida? Veja perguntas e respostas sobre a crise da marca no Brasil Controladora da Starbucks e Eataly entra com pedido de recuperação judicial Vídeos mais assistidos do g1 Minas Veja Mais

Lula diz que balança comercial pode chegar a US$ 1 trilhão em 2030 durante evento com empresários na Arábia Saudita

G1 Economia Presidente participa de uma mesa redonda na Arábia Saudita, em busca de atrair investimentos para o Brasil. O evento foi promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), em conjunto com o Ministério de Investimentos da Arábia Saudita. Lula publica vídeo após fim da mesa com empresários (frame do vídeo) Reprodução/Instagram O presidente Lula (PT) participou nesta quarta-feira (29) da sessão de encerramento da Mesa Redonda Brasil-Arábia Saudita, um evento promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), em conjunto com o Ministério de Investimentos da Arábia Saudita. Durante o discurso para empresários e ministros, ele afirmou que o Brasil pode alcançar uma balança comercial na casa dos US$ 1 trilhão. "Eu acho que se o Brasil assumir a responsabilidade pelo tamanho que tem e pela importância que tem na geopolítica, eu queria dizer aos nossos ministros, aos empresários aqui, a gente pode sonhar em 2030 em ter uma balança comercial de US$ 1 trilhão", disse. "A gente só faz as coisas se a gente acreditar. E a gente não pode sonhar pequeno. Porque quem sonha pequeno, realiza pequeno. Nós temos que sonhar grande para realizar as políticas grandes do tamanho da Arábia Saudita e do tamanho do Brasil", afirmou também. Entre janeiro e novembro, a balança comercial do Brasil ficou na casa dos US$ 86,5 bilhões. No período, o país exportou cerca de US$ 300 bilhões, enquanto importou US$ 213 bilhões. A balança comercial significa os valores de importações e exportações de mercadorias de um país. Quando o valor de itens exportados supera os importados, o mercado diz haver um superávit econômico. Já que, na prática, há mais dinheiro entrando do que saindo. Para justificar os US$ 1 trilhão, Lula disse que é possível alcançar o valor "de acordo com a capacidade de trabalho (do país)". Parceria entre Brasil e Arábia Saudita O presidente também sugeriu ao longo do discurso que uma forma de potencializar a economia do Brasil é a parceria com a Arábia Saudita. "Nós queremos construir parceria de verdade, produzir as coisas juntos para que os dois países possam ganhar junto", declarou. Uma das saídas sugeridas por Lula durante o discurso foi a criação de um investimento cruzado entre a Petrobras e a Arábia Saudita para produzir fertilizantes em larga escala, visto que há uma incerteza criada pela Rússia e a Ucrânia, dois países com grande presença na exportação de commodities. Outro ponto que o presidente ressaltou é que a presença da Arábia Saudita no BRICS, bloco econômico que reúne países como Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, pode mudar a faceta dos bancos multilaterais, que funcionam como instituições que financiam projetos que contribuam para o desenvolvimento de um país. "(O objetivo é) que os bancos possam tratar de financiar o desempenho de países mais pobres, sem taxas de juros escorchantes, que termina por matar qualquer possibilidade de investimento nos países", declarou. O presidente pediu ainda para a Arábia Saudita ajudar o Brasil a organizar o G20, bem como a COP 30. Além de convidar Bin Salman, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, para visitar o Brasil. Lula está na Arábia Saudita para participar da Conferência do Clima das Nações Unidas, a COP 28. Veja Mais

Macron diz ser contra acordo entre Mercosul e União Europeia

G1 Economia Após fala do presidente francês, Lula disse que o país europeu é protecionista. Expectativa do governo brasileiro era concluir na próxima semana o acordo de livre comércio entre os blocos, que é negociado há mais de 20 anos. Macron diz ser contra acordo entre Mercosul e União Europeia As negociações entre Mercosul e União Europeia estavam avançadas, mas neste sábado (2) um dos principais líderes europeus, o presidente da França, Emmanuel Macron, disse ser contra o acordo de livre comércio entre os blocos. A expectativa do governo brasileiro era fechar o acordo na próxima semana, antes da posse do novo presidente argentino, Javier Milei, crítico do Mercosul, que está marcada para 10 de dezembro. A declaração de Macron foi feita após encontro bilateral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Dubai. Os chefes de estado participam da COP 28, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas. Em conversa com jornalistas, Macron chamou o acordo de livre comércio de antiquado e “mal remendado”. O acordo é negociado desde 1999, envolve 31 países, e prevê isenção ou redução na cobrança de impostos de importação de bens e serviços produzidos nos dois blocos. O presidente francês disse ainda que a versão atual é contraditória com políticas e ambições ambientais do Brasil (veja vídeo abaixo). “E é justamente por isso que sou contra o acordo Mercosul-UE, porque acho que é um acordo completamente contraditório com o que ele [Lula] está fazendo no Brasil e com o que nós estamos fazendo [...] Não leva em conta a biodiversidade e o clima dentro dele. É um acordo comercial antiquado que desmantela tarifas”, disse. 'Sou contra o acordo Mercosul-União Europeia', diz Macron Para Macron, o acordo não é bom para ninguém, porque não pode pedir aos agricultores e às indústrias francesas que façam esforços para reduzir a emissão de carbono, enquanto são removidas tarifas para importar produtos que não aplicam as mesmas regras. As falas foram feitas num momento em que o Brasil tenta se consolidar como um dos principais líderes da agenda verde no mundo. Em resposta, o presidente Lula disse que Macron tinha o direito de defender seu ponto de vista e citou o histórico protecionista da França. “Cada país tem o direito de ter uma posição. A França sempre foi o país mais duro para se fazer acordos, porque a França é mais protecionista. Não é a mesma posição da União Europeia.” O Brasil é o atual presidente do Mercosul até o fim de dezembro. Cada país membro, com exceção da Venezuela, assume a liderança do bloco por um período de seis meses. Lula e Macron na COP 28 Ricardo Stuckert Histórico dos entraves colocados pela França Não é a primeira vez que a França coloca entraves à negociação. A questão ambiental já apareceu em outros momentos. Em 2019, quando o acordo havia avançado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, Macron acusou Bolsonaro de mentir sobre os compromissos da sua gestão para com o Acordo de Paris —um tratado internacional sobre mudanças climáticas— e afirmou que a França iria se opor ao acordo. Em janeiro de 2022, Macron discursou no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, e criticou o Mercosul, em especial o Brasil, por não respeitar o Acordo de Paris. A declaração foi feita ao ser questionado sobre o engajamento ambiental da França. Negociações com a UE Em março deste ano, a União Europeia apresentou uma carta com novas exigências climáticas, além das previstas desde 2019, relacionadas ao cumprimento do Acordo de Paris. Na ocasião, Lula chamou os novos pedidos de agressivos, mas disse que estava otimista quanto à celebração do acordo ainda em 2023. “A carta que a Europa fez para o Mercosul era uma carta que ameaçava com punição se a gente não cumprisse determinados requisitos ambientais. E a gente disse para União Europeia que dois parceiros estratégicos não discutem com ameaças. Estou muito otimista. Pela primeira vez, eu estou otimista de que a gente vai concluir esse acordo ainda este ano”. Durante os meses de setembro e outubro, negociadores dos dois blocos se reuniram, presencial e virtualmente, e diplomatas que participam ativamente da negociação destacam que “houve avanços significativos nas últimas semanas”. Representantes do Mercosul reafirmaram aos europeus compromissos já assumidos, sobretudo a respeito do desenvolvimento sustentável e de comércio. Apesar dos avanços, dois temas eram apontados como os de maior dificuldade para um entendimento entre blocos: compras governamentais e nova lei europeia do desmatamento. A União Europeia defende a participação de empresas dos países-membros dos dois blocos, em condição de igualdade, de licitações governamentais em todos os países pertencentes ao acordo. O Brasil, a pedido do presidente Lula, defendeu a retirada desse ponto do acordo. Nesta sexta (1º), Lula conversou sobre o acordo com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Desde o início do ano, Lula e Ursula vem tratando do tema, em conversas pessoas e virtuais. Após o encontro, Ursula von der Leyen publicou em uma rede social que a União Europeia "está empenhada em concretizar esse acordo". Veja Mais

Veja 500 perguntas e respostas para começar uma criação de gado de leite

G1 Economia Material da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) ensina como fazer a cria e recria de bezerras, a alimentação, o manejo, e cuidar da saúde animal e da qualidade do leite. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) publicou um material com 500 perguntas e respostas sobre a criação de gado de leite para quem está começando. O documento traz questões básicas, como a cria e recria de bezerras, a alimentação, o manejo, a saúde animal e a qualidade do leite. >>>Acesse aqui Veja Mais

Visto EB2-NIW: Um guia completo de como morar e trabalhar nos EUA

G1 Economia O que é? Quais requisitos? Por que escolher esse visto? Quanto custa? Quanto tempo demora? Encontre todas as respostas no guia especial que preparamos. Escolhendo a SG Global Group para o Visto EB2-NIW. Divulgação Você já ouviu falar no Visto EB-2 NIW? Essa é uma categoria de visto de imigração que permite que trabalhadores com habilidades e qualificações profissionais possam emigrar permanentemente para os Estados Unidos. Brasileiros, por exemplo, têm buscado cada vez mais esse modelo. Mas o que é o Visto EB-2 NIW? Quem pode solicitar esse visto? Quais profissões? Quanto custa? Quanto tempo demora para sair o visto? Respondemos a essas e outras perguntas no guia completo que você acompanha a seguir. Ao final, temos uma dica especial para você fazer a escolha certa na assessoria imigratória. + Leia também: + Guia completo do Green Card + Morar nos EUA: Guia completo de como viver e trabalhar legalmente no país + Visto de trabalho nos EUA: O guia de como conseguir sem oferta de trabalho + Como imigrar para os EUA? Veja guia completo O que é o Visto EB-2 NIW? Os Estados Unidos continuam sendo um dos destinos mais desejados por profissionais talentosos e empreendedores em busca de oportunidades de crescimento e desenvolvimento de carreira. De acordo com os números fornecidos pelo Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS), desde 2016, ano em que essa modalidade de visto foi implementada, mais de 140 mil vistos de residência permanente foram emitidos para cidadãos brasileiros. O EB2-NIW é um tipo de visto de imigração que permite que estrangeiros com habilidades excepcionais ou grau avançado em suas áreas de atuação obtenham residência permanente nos Estados Unidos. Quais são as vantagens do EB-2 NIW? Uma das vantagens notáveis do EB-2 NIW é a dispensa do requisito de patrocínio de um empregador, bem como da necessidade de certas ofertas de trabalho específicas. Esse visto é destinado a pessoas cuja presença nos EUA beneficia o interesse nacional do país. Isso significa que o aplicante tem a oportunidade de trabalhar em áreas de importância crítica e contribuir para o avanço e o progresso do território norte-americano. Outra vantagem, como já explicamos ao longo do texto, é a elegibilidade para o Green Card: o visto EB-2 NIW é um caminho direto para o Green Card, pois é um tipo de residência permanente nos EUA e que pode levar à cidadania americana após o cumprimento dos requisitos necessários. Quais os requisitos para o visto EB-2 NIW? No entanto, é importante observar que o processo de solicitação do EB-2 NIW pode ser desafiador e requer a apresentação de evidências substanciais para comprovar sua elegibilidade. Os candidatos ao visto EB2-NIW devem atender a requisitos específicos para solicitá-lo: ? Graduação: Ser graduado é essencial para demonstrar que você possui as qualificações necessárias para uma posição de trabalho nos EUA; ? Experiência: Quanto mais bagagem, melhor. Ter mais de cinco anos de experiência comprovada como profissional é um excelente pré-requisito; ? Entidade de classe: Estar associado a uma entidade de classe como CRM ou OAB, por exemplo, podem ajudar na sua obtenção; ? Mídia: Ter artigos publicados, matérias publicadas, prêmios, entre outros destaques; ? Dupla cidadania: A dupla cidadania também pode beneficiar o processo de obtenção do Green Card; ? Recomendação: Ter cartas de recomendação pode aumentar as chances de sucesso para obtenção do visto. O processo de aplicação para o visto EB2-NIW envolve a preparação de um extenso conjunto de documentação para demonstrar o cumprimento dos critérios estabelecidos. Isso pode incluir cartas de recomendação, prêmios, publicações, patentes, comprovação de contribuições significativas em pesquisas ou projetos relevantes, entre outros documentos pertinentes. Logo, é aconselhável consultar um advogado de imigração experiente para orientação e assistência durante o processo. Quanto tempo demora o EB-2 NIW? E quanto custa? CEO da SG Global Group que é referência na área de imigração Divulgação O tempo de processamento e os custos associados ao visto EB-2 NIW podem variar de acordo com diferentes circunstâncias e fatores específicos de cada caso. Conforme explica Roberto Spighel, um dos fundadores da SG Global Group - empresa referência em imigração: "O tempo de processamento médio para o visto EB-2 NIW era de aproximadamente 12 a 18 meses. No entanto, esses prazos podem variar dependendo do volume de pedidos, de possíveis atrasos no processamento do USCIS (Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos) e de outros fatores individuais associados a cada caso", explica Roberto. "Recomendamos que os candidatos que buscam o visto EB-2 NIW preparem-se financeiramente e estejam cientes das possíveis variações de tempo e custos associados ao processo de imigração. É fundamental ter uma estratégia bem definida e contar com o suporte de consultores legais especializados para garantir que o processo transcorra da maneira mais eficiente e eficaz possível. Estamos comprometidos em apoiar nossos parceiros em todas as etapas do processo de imigração, fornecendo orientação especializada e recursos necessários para ajudar a garantir uma transição bem-sucedida para os Estados Unidos", acrescenta. Quais profissões aceitam o EB-2 NIW? A profissão certa para o EB-2 NIW. Divulgação Vale lembrar que o principal critério para se qualificar para um EB-2 NIW é demonstrar que sua presença nos Estados Unidos é do interesse nacional do país, independentemente do campo de atuação. E embora não haja uma lista oficial de profissões específicas que se qualificam para o EB-2 NIW, muitos brasileiros se encaixam nos critérios desse tipo de visto. Principalmente os que são destacados em profissões como Direito, Saúde (Odontologia, Medicina, Enfermagem, Fisioterapia etc), Engenharia, Aviação, Tecnologia da Informação, Administração, Marketing entre outras. Ciência e Pesquisa: Pesquisadores, cientistas, acadêmicos e profissionais que fazem contribuições significativas em campos como biologia, química, física, medicina, engenharia, matemática, e outros campos científicos e de pesquisa. Tecnologia: Profissionais de tecnologia da informação, engenheiros de software, desenvolvedores de software, engenheiros de hardware, especialistas em inteligência artificial, ciência de dados e outras áreas de tecnologia. Medicina e Saúde: Médicos, cirurgiões, enfermeiros, dentistas e outros profissionais de saúde que se destacam em sua área e oferecem benefícios significativos para o sistema de saúde daquele país. Empreendedorismo e Negócios: Empreendedores, empresários, investidores e proprietários de empresas que demonstram um impacto econômico nos EUA. Educação: Professores, acadêmicos, pesquisadores e especialistas em educação que contribuem para o avanço do sistema educacional. Artes e Cultura: Artistas, músicos, escritores, cineastas, designers e outros profissionais criativos que contribuem para a cena artística e cultural do país. Agricultura e Meio Ambiente: Especialistas em agricultura, conservação, sustentabilidade ambiental e outras áreas relacionadas ao meio ambiente. Ciências Sociais e Humanas: Pesquisadores e acadêmicos nas áreas de psicologia, sociologia, economia, antropologia, ciência política e outras disciplinas das ciências sociais e humanas. Engenharia e Arquitetura: Engenheiros civis, arquitetos e profissionais de design e construção que desempenham um papel fundamental em projetos de infraestrutura e desenvolvimento. Se eu aplicar EB-2 NIW, minha família tem direito? Sim, uma das vantagens do visto EB-2 NIW é que ele pode permitir que a família imediata do candidato principal também receba benefícios de imigração. Os membros da família que podem se qualificar para derivar benefícios do visto EB-2 NIW incluem o cônjuge e filhos solteiros menores de 21 anos. Quando o candidato principal é aprovado para o visto EB-2 NIW e recebe sua residência permanente nos EUA, os membros da família também podem receber a residência permanente como beneficiários derivados. É importante notar que o processo para obter a residência permanente para os membros da família imediata pode estar vinculado ao processo do candidato principal, e é crucial seguir todas as diretrizes e procedimentos necessários para garantir que todos os membros da família recebam os benefícios de imigração apropriados. Passo a passo EB-2 NIW Para solicitar o visto EB-2 NIW, é importante seguir um processo detalhado. Aqui está um passo a passo geral que pode orientar você no processo de conquista do visto EB-2 NIW, incluindo a documentação, qualificações e evidências necessárias: ? 1: Elegibilidade. Verifique se você atende aos critérios básicos do EB-2 NIW, incluindo habilidades excepcionais em sua área de atuação e a capacidade de beneficiar os interesses nacionais dos Estados Unidos; ? 2: Documentos. Reúna documentos comprobatórios de sua educação, experiência profissional, prêmios, publicações, patentes, cartas de recomendação e outras evidências que demonstrem suas contribuições e realizações excepcionais em sua área de atuação; ? 3: Petição I-140. Prepare e apresente o formulário de petição I-140 junto com os documentos de suporte necessários, que devem incluir uma carta detalhada explicando por que você atende aos critérios para o EB-2 NIW, juntamente com todas as evidências documentais relevantes; ? 4: Benefício Nacional. Forneça evidências detalhadas de como sua presença nos Estados Unidos beneficiará os interesses nacionais do país, como avanços em sua área de atuação que contribuem para a economia, saúde, educação, pesquisa ou outras áreas de importância nacional; ? 5: Revisão. Revise minuciosamente toda a documentação e certifique-se de que ela esteja completa, precisa e organizada de forma lógica e convincente; ? 6: Petição. Submeta a petição completa ao USCIS juntamente com todas as taxas devidas e documentos exigidos, seguindo todas as instruções fornecidas pelo USCIS para garantir uma submissão correta e oportuna. Como provar minha importância? Provar que sua presença nos Estados Unidos beneficiará o interesse nacional é uma parte importante do processo de solicitação do visto EB-2 NIW. Apresente publicações em revistas renomadas, patentes, citações de seu trabalho por outros especialistas, participação em conferências relevantes e qualquer outra prova de que suas pesquisas têm contribuído significativamente para avanços em seu campo de atuação. Caso suas atividades profissionais tenham um impacto econômico tangível, apresente dados que demonstrem como seus esforços têm levado ao crescimento econômico, à geração de empregos, ao avanço da indústria ou a outras contribuições positivas para a economia dos EUA. Faço sozinho ou preciso de advogado? Há diversas razões pelas quais fazer o EB2-NIW com a assistência da SG Global Group é uma ótima escolha. A SG Global Group possui uma equipe experiente de consultores de imigração altamente qualificados, familiarizados com os requisitos complexos e em constante evolução do processo de EB2-NIW. Além disso, a SG Global Group se compromete a fornecer suporte abrangente em todas as etapas do processo, desde a avaliação inicial de elegibilidade até a preparação minuciosa da documentação e a submissão precisa da petição. A SG Global Group mantém-se atualizada com as mudanças nas leis de imigração e nas políticas do USCIS, garantindo que sua aplicação esteja em conformidade com os requisitos mais recentes e atenda a todas as diretrizes em constante evolução. Podemos desenvolver uma estratégia personalizada para o seu caso específico, destacando suas realizações e contribuições de maneira convincente para demonstrar como sua presença nos EUA beneficiará o interesse nacional, aumentando assim suas chances de aprovação. Quem escolheu a SG Global Group É comum encontrar pessoas que tenham o sonho de morar nos EUA ou em um país estrangeiro, mas a burocracia e os desafios muitas vezes podem ser impeditivos na hora de agir. No entanto, a história de Bruno, Especialista em Marketing, e Rebeca, Nutricionista Materno Infantil, mostra como eles transformaram esse sonho em um plano de ação em um período surpreendentemente curto. O casal começou com uma pesquisa sobre os requisitos legais e processos de visto dos Estados Unidos. O planejamento foi fundamental para que eles pudessem enfrentar o processo, garantindo que cada passo fosse planejado e executado de maneira eficiente. “Nós conhecemos a SG Global Group através de uma propaganda nas redes sociais. Já tínhamos o interesse, então a partir daí começamos a seguir no Instagram e consumir o conteúdo até fazer a consulta com o time de especialista em planejamento de imigração..Já tínhamos pesquisado e consumido os conteúdos, então agendamos a consulta assim que deu, não esperamos”, cita o casal. “Foi um processo longo, marcado por diversos sentimentos, porque quando você deseja algo, você almeja mesmo. E a gente trabalha muito para realizar este sonho. Então, para quem quer começar tem que saber isso, que durante o processo tem trabalho, tem empenho, tem que se dedicar para fazer acontecer. Mas, é gostoso porque a gente vai sonhando junto. Por isso, foi um processo no timing certo, que demandou muita atenção e preenchimento de documentos, de conversas com as pessoas. É um processo natural de uma nova etapa que você precisa levantar toda documentação necessária para morar em outro país. Nosso processo durou um ano. Estamos em uma fase onde o Green Card já está aprovado, e essa aprovação foi feita em tempo recorde de oito dias”, completam. Escolheu a SG Global Group e conseguiu o visto. Créditos: Divulgação Quero saber mais! Se você quer aumentar as suas chances de morar legalmente nos Estados Unidos e realizar o sonho de adquirir o Green Card, entre em contato com a SG Global e agende uma consulta com um dos especialistas em imigração. O seu primeiro passo será agora! Clique aqui para agendar a sua consulta. Canais de contato ? Site oficial Veja Mais

Desemprego cai a 7,6% no trimestre terminado em outubro, diz IBGE

G1 Economia População desocupada chegou a 8,3 milhões de pessoas. Já a população ocupada é recorde da série histórica iniciada em 2012, com 100,2 milhões de trabalhadores. Carteira de Trabalho Divulgação Seteq A taxa de desemprego no Brasil foi de 7,6% no trimestre móvel terminado em outubro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao trimestre imediatamente anterior, entre maio e julho, o período traz redução de 0,3 ponto percentual (7,9%) na taxa de desocupação. No mesmo trimestre de 2022, a taxa era de 8,3%. A taxa trimestral é a menor desde fevereiro de 2015, quando chegou a 7,5%. Com os resultados deste trimestre, o número absoluto de desocupados teve baixa de 3,1% contra o trimestre anterior, chegando a 8,3 milhões de pessoas. O país chegou ao menor contingente de desocupados em números absolutos desde o trimestre móvel encerrado em abril de 2015. Em relação ao trimestre anterior, são 261 mil pessoas a menos no contingente de desocupados. Comparado ao mesmo período de 2022, o recuo é de 8,5%, ou 763 mil trabalhadores. No trimestre, houve crescimento de 0,9% na população ocupada, que chegou ao recorde de 100,2 milhões de pessoas, maior número da série histórica iniciada em 2012. No ano, o aumento foi de 0,5%, com mais 545 mil pessoas ocupadas. Assim, o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar — chamado de nível da ocupação — foi estimado em 57,2%, alta de 0,4 p.p. no trimestre. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, há estabilidade. Veja os destaques da pesquisa Taxa de desocupação: 7,6% População desocupada: 8,3 milhões de pessoas População ocupada: 100,2 milhões População fora da força de trabalho: 66,6 milhões População desalentada: 3,4 milhões Empregados com carteira assinada: 37,6 milhões Empregados sem carteira assinada: 13,3 milhões Trabalhadores por conta própria: 25,6 milhões Trabalhadores domésticos: 5,8 milhões Trabalhadores informais: 39,2 milhões Taxa de informalidade: 39,1% Desemprego cai a 7,6% no trimestre terminado em outubro, diz IBGE Carteira assinada volta a subir O IBGE também destaca o número de empregados com carteira de trabalho no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos), que chegou a 37,6 milhões de trabalhadores, no maior contingente desde junho de 2014. É um aumento de 1,7%, ou 620 mil pessoas a mais com carteira assinada, em relação ao trimestre anterior. No trimestre encerrado em outubro, houve aumento de 992 mil empregados com carteira a mais do que havia no ano passado. Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, destaca que boa parte da formação de população ocupada no trimestre veio de empregos formais. Dos mais de 860 mil novos ocupados, cerca de 600 mil foram de carteira assinada. O mercado de trabalho teve recuperação puxada por informais e conta própria no pós-pandemia. Sobretudo de 2022 para cá, começamos a acompanhar um crescimento importante do emprego com carteira. Quem também registrou melhora foi o número de trabalhadores por conta própria. No trimestre encerrado em outubro eram 25,6 milhões de pessoas, alta de 1,3% contra o trimestre anterior. Os contingentes de empregados sem carteira no setor privado, trabalhadores domésticos, de empregadores e de empregados no setor público ficaram estáveis no trimestre e na comparação interanual. Por fim, a taxa de subutilização — que faz a relação entre desocupados, quem poderia trabalhar mais e quem não quer trabalhar contra o total da força de trabalho — voltou a registrar queda. São 20 milhões de pessoas subutilizadas no país, o que gera uma taxa de 17,5% de subutilização. Essa é a menor taxa desde o trimestre móvel encerrado em dezembro de 2015. Flourish - visualisation/13577753?1142165 Rendimento em alta O rendimento real habitual teve alta de 1,7% frente ao trimestre anterior, estimado em R$ 2.999. No ano, o crescimento foi de 3,9%. O IBGE atribui o aumento à expansão continuada entre ocupados com carteira assinada, que têm rendimentos maiores. Já a massa de rendimento real habitual foi estimada em R$ 295,7 bilhões, mais um recorde da série histórica do IBGE. O resultado subiu 2,6% frente ao trimestre anterior, e cresceu 4,7% na comparação anual. Veja Mais

Câmara aprova 'agenda verde' que vai na contramão da COP-28 e incentiva usinas a carvão

G1 Economia Texto regulamenta usinas eólicas em alto-mar, amplia subsídios, eleva gastos ao consumidor e prevê incentivos a uso de carvão mineral, considerado um dos mais poluentes do mundo. A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (29) um projeto de lei que regulamenta as usinas eólicas em alto-mar, proposta que vai na linha da "agenda verde" que a Casa quer apresentar durante a COP-28, conferência mundial que discute o clima. No entanto, o projeto inclui trechos que vão na contramão dos objetivos de combate ao aquecimento global. A versão do projeto votada traz incentivos à contratação de usinas termelétricas a carvão mineral -- combustível considerado pelos especialistas como um dos mais poluentes do mundo. O que podemos esperar da COP 28? Além disso, o texto pode aumentar em mais de R$ 39 bilhões os custos aos consumidores, segundo projeção da Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia (Abrace). A proposta ainda será votado pelo Senado Federal. 'Agenda verde' Parte da “agenda verde” da Câmara dos Deputados, o texto cria um marco legal que regulamenta o processo de cessão de áreas em alto-mar e em águas interiores para geração de energia solar e eólica -- chamada de “eólica offshore”. O texto é considerado importante para viabilizar os primeiros leilões de áreas para usinas em alto-mar. Atualmente, esse tipo de geração é regulamentado por decreto presidencial. Mas a última versão do parecer do deputado Zé Vitor (PL-MG), apresentada na manhã desta quarta-feira, incluiu dispositivos estranhos ao texto original, o que no jargão parlamentar é conhecido como "jabuti". Entre eles, está a previsão de que a União dê prioridade na contratação de termelétricas movidas a carvão mineral até 2050. O texto beneficia usinas cujos contratos se encerram até 2028 e, com a medida, poderiam ser recontratadas até 2050. O deputado Zé Vitor (PL-MG), relator do texto, defendeu as alterações no plenário da Câmara. Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados R$ 5 bilhões por ano O texto prevê que essas usinas operem com 70% da sua capacidade. A Abrace estima que o custo a mais por ano, neste caso, será de R$ 5 bilhões aos consumidores. O entendimento é que a proposta equaliza os benefícios concedidos às usinas localizadas em Santa Catarina em 2022, que tiveram seus contratos renovados até 2040. Agora, todas as termelétricas podem ter seu período de operação estendido, inclusive usinas localizadas no Nordeste. Após a inclusão dos dispositivos, a Abrace emitiu uma norma afirmando que "recebeu com surpresa a imposição de mais subsídios ao carvão na conta de energia no momento em que o país deve seguir sua vocação de energia limpa, barata e segura, ampliando o uso de fontes renováveis e que deveria mostrar para o mundo que podemos ser os líderes da transição energética com menos carbono". "Lamentável que decisões como essa e das térmicas a gás na base do setor elétrico estejam sujando nossa matriz e trazendo ainda mais custos para os consumidores", diz a nota. Diante de críticas de parlamentares sobre a inclusão das medidas, o relator disse que a proposta trata apenas da renovação de contratos. "Não há nenhum subsídio, nada tratando de carbono, não há nada de novo. Pura e simplesmente a renovação dos contratos", disse. "Já é um contrato semelhante ao que foi renovado em Santa Catarina." Durante a discussão do texto, o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) disse que foi informado de que o Ministério do Meio Ambiente tem posição "completamente contrária a essa aprovação". O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), então, respondeu "não sei se [a posição do ministério] ajuda ou atrapalha". "Se a posição do Ministério do Meio Ambiente não interessa nada aos parlamentares que estão aqui presentes, eu só tenho a lamentar", respondeu Glauber. O líder interino do governo na Câmara, deputado Alencar Santana (PT-SP), disse que o governo apoia o projeto, mas não se compromete a sancioná-lo integralmente. "Logicamente que ainda tem alguns pontos, neste por exemplo o governo vota favorável, mas não assume o compromisso de sanção porque ainda tem algumas divergências a serem superadas", disse no plenário. Contratação obrigatória de usinas Hoje, o governo é obrigado a contratar 8 gigawatts (GW) de energia gerada por usinas termelétricas a gás natural. Essa obrigação está prevista na lei que permitiu a privatização da Eletrobras, em 2022. O parecer do deputado Zé Vitor reduz a contratação obrigatória para 4,25 GW, mas muda o preço mínimo de contratação e determina o valor do combustível a ser comprado para abastecimento das usinas. Operação de termelétricas Divulgação O parecer também obriga a contratação de 4,9 GW de pequenas hidrelétricas, o que pode ter um impacto de R$ 8,6 bilhões ao ano a partir de 2030. Atualmente, a contratação obrigatória é de 50 MW. Em nota, a Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel) afirmou que a redução na contratação de usinas a gás (de 8 GW para 4,25 GW) e o aumento de pequenas hidrelétricas (para 4,9 GW) não acarreta em custos. Ao contrário, haveria uma economia de R$ 4,3 bilhões. O relator também cria uma reserva de mercado para as usinas termelétricas que geram a partir do hidrogênio produzido por meio do etanol no Nordeste --o hidrogênio é um combustível obtido através de diversas rotas. A Abrace estimou um custo de R$ 2,98 bilhões para essa medida. Ampliação de subsídios O parecer também estende os descontos nas tarifas de "transporte de energia" -- linhas de transmissão e distribuição -- a usinas a biogás, biometano, biomassa e resíduos sólidos urbanos. Esses descontos são custeados pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), paga por todos os consumidores. Nesta terça-feira (28), o Fórum de Associações do Setor Elétrico (Fase) encaminhou carta ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), contra as medidas incluídas no parecer. "O relatório publicado neste fim de semana traz emendas completamente estranhas ao seu objeto, e que impactam profundamente todo o setor de energia, com graves consequências econômicas e sociais ao país e, em especial, aos consumidores de energia elétrica", escreveu o presidente do Fase, Mario Menel. Veja Mais

Governo apresenta plano para tentar diminuir dependência do Brasil por fertilizante do exterior

G1 Economia Atualmente 87% dos fertilizantes usados no país são importados. Meta é que produção nacional atenda entre 45% e 50% da demanda brasileira até 2050. O governo apresentou nesta quarta-feira (29) um programa para tentar diminuir a dependência do Brasil de fertilizantes importados. O plano foi apresentado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que preside o conselho que cuida do tema como ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Segundo o governo, as ações do Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) pretendem fazer com que a produção nacional de fertilizantes forneça entre 45% e 50% da demanda nacional até 2050. Atualmente, ainda segundo o ministério, as importações correspondem a 87% dos fertilizantes utilizados no Brasil, ao custo de US$ 25 bilhões por ano. O plano prevê, entre outras ações: reativação de fábricas; incentivos a novas plantas industriais; criação de um programa especial de fomento; criação de linhas de financiamento; parcerias público-privadas; e investimento na produção de nutrientes sustentáveis. O plano foi elaborado e aprovado pelo Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas (Confert), órgão presidido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, comandado por Alckmin. Também fazem parte do colegiado outros ministérios do governo, além das Embrapa, Petrobras, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Leia também: Lula quer que o Brasil produza mais fertilizantes; saiba se país pode deixar de ser dependente do exterior Seguindo cinco diretrizes, o plano estabeleceu 27 metas e 168 ações de curto, médio e o longo prazos. A partir de agora, serão construídos indicadores de acompanhamento para cada uma das metas e uma carteira de projetos para todas as ações previstas. Quase 25% do fertilizante importado pelo Brasil vem da Rússia De acordo com o ministério, as principais ações de curto e médio prazo visam reativar, concluir ou ampliar fábricas de fertilizantes estratégicas para o Brasil, sobretudo nitrogenados e fosfatados. O programa apresentado pelo governo também propõe medidas para aumentar a oferta de nutrientes orgânicos e organominerais, além de reaproveitamento de resíduos sólidos e dos chamados “remineralizadores”, ou pó de rocha, que podem aumentar o efeito dos fertilizantes químicos. Segundo o Confert, atualmente, as cadeias emergentes de fertilizantes, formadas por orgânicos, organominerais, resíduos sólidos e remineralizadores, têm participação pequena no consumo do país, e poucas estatísticas a respeito, mas grande potencial de crescimento. A estimativa é que investimentos nessa área possam fazer a produção crescer 500% até 2050. O PNF também prevê a criação do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (Cefenp), que deve funcionar a partir de 2025, no Rio de Janeiro. O Cefenp terá atuação central no estímulo ao uso de tecnologia brasileira tanto para fertilizantes convencionais como para fontes alternativas. A instalação do futuro centro já conta com um aporte inicial de R$ 35 milhões disponibilizados pelo estado do Rio de Janeiro. Veja Mais

Governo vai fazer 12 leilões de rodovias em 2024; 'Rodovia da Morte' em MG está na lista, diz ministro

G1 Economia Trecho da BR-381 em Minas Gerais tem alto índice de mortes e acidentes. Outras tentativas de leilão não receberam interessados. Ministro dos Transportes Renan Filho Reprodução O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou nesta quarta-feira (29) que o governo planeja realizar 12 leilões de rodovias em 2024. A chamada "Rodovia da Morte" em Minas Gerais deve ser licitada já no primeiro semestre. Trata-se de trecho da BR-381, entre Belo Horizonte (MG) e Governador Valadares (MG), conhecida com esse apelido por causa do alto índice de acidentes. O governo chegou a lançar leilão para o trecho este ano, mas não houve interessados. "Vamos trabalhar nos próximos dias para adequar o certame às expectativas mercadológicas, para que a gente encontre um interessado na concessão no primeiro semestre do ano que vem. Esse vai ser um dos leilões do primeiro semestre do ano que vem", declarou o ministro a jornalistas. Leilão para concesão da BR-381 entre BH e Valadares é adiado mais uma vez Durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), a estrada chegou a ter as obras licitadas em 11 lotes, mas a construção atrasou em vários trechos. A rodovia foi licitada novamente em 2022, mas a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) cancelou o certame por falta de interessados. Segundo o ministro, na última tentativa de leilão, neste ano, o edital foi modificado porque o Tribunal de Contas da União (TCU) considerou que os termos eram muito vantajosos para a empresa vencedora. Isso resultou em um leilão vazio, afirma. "Tivemos que fazer um entendimento com o TCU que achava que o contrato estava atrativo em demasia da maneira que o Ministério dos Transportes e a ANTT tinha apresentado. Reduziu-se a atratividade e essa redução de atratividade forçou um leilão vazio, porque aquele é um ativo complexo de administrar", disse em evento da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Primeiro leilão do ano Segundo Renan Filho, o primeiro leilão de rodovias do próximo ano será a concessão da BR-040, também em Minas Gerais, em fevereiro. "Faríamos a 040 este ano, mas ouvindo o mercado, colocamos para fevereiro do ano que vem. [...] Nós vamos fazer um leilão de abertura do ano na B3, no ano que vem, de um ano que teremos aproximadamente 12 leilões", afirmou. A intenção do ministério é fazer 35 novos leilões até o final de 2026, quando se encerra o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Readequação dos contratos Além dos novos leilões, o governo pretende renegociar contratos de rodovias com problemas para destravar investimentos estimados em R$ 80 bilhões. Em setembro, o Ministério dos Transportes publicou portaria estabelecendo prazo entre 1º de setembro e 31 de dezembro de 2023 para que as empresas manifestem interesse em mudar os termos dos acordos de concessão. Segundo o ministro Renan Filho, nesta quarta-feira (29), dos 15 contratos que o governo considera renegociar, dez entraram com pedido de adequação até o momento. O ministro afirma considerar estender o prazo "um pouco mais". Dos dez pedidos, quatro foram encaminhados ao Tribunal de Contas da União (TCU) para análise. Renan disse que o mais adiantado deles é a concessão da BR 101 no Espírito Santo, administrada pela ECO 101. "Podemos fazer em breve já a primeira otimização", declarou. Veja Mais

Milei escolhe ministro da Economia e diz que propostas para conter inflação foram bem aceitas nos EUA e no FMI

G1 Economia Presidente eleito da Argentina também decidiu manter peronista na Embaixada no Brasil. O ex-presidente do Banco Central e ex-ministro de Economia da Argentina Luis Caputo, em imagem de arquivo. Víctor R. Caivano/ AP Após fazer mistério nas eleições sobre quem seria ministro da Economia, o presidente eleito da Argentina, Javier Milei, escolheu um ex-presidente do Banco Central do país e com perfil de mercado para assumir a pasta. O nome escolhido pelo presidente eleito foi o de Luis Caputo, que comandou o BC na época do ex-presidente Mauricio Macri. Caputo é próximo a Macri, que foi considerado essencial para a eleição de Milei e vem sendo apontado como crucial para articular apoios no Congresso ao novo presidente. Milei, que visitou os Estados Unidos, disse nesta quarta-feira (29) que as propostas apresentadas por Caputo para resolver problemas econômicos do país - como a inflação na casa dos 140% foram bem recebidas nos EUA. Segundo o presidente eleito, Caputo, que participou de sua comitiva, recebeu “uma resposta extraordinariamente favorável” às propostas apresentadas durante reuniões com integrantes ??do Tesouro norte-americano. Caputo chefiou a pasta da Economia entre 2015 e 2019, durante o governo do conservador Mauricio Macri. É apontado pela imprensa argentina como bastante próximo do mercado, principalmente o dos Estados Unidos, e com relação próxima com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Ele chegou a visitar a sede do FMI em Washington durante a viagem aos EUA. Ele deverá assumir a tarefa de garantir a chegada dos recursos necessários para enfrentar o déficit fiscal, um dos problemas mais graves na Argentina atualmente. Ainda sob a gestão de Macri, Caputo trocou a pasta de Economia pela presidência do Banco Central, instituição que Milei diz que pretende fechar por considerar responsável pela emissão monetária descontrolada e pela inflação superior a 142% ao ano. Embaixada seguirá com peronista Presidente eleito da Argentina tem reunião com FMI nos EUA Milei também decidiu manter à frente da Embaixada da Argentina no Brasil o atual embaixador, Daniel Scioli, que é peronista. Pelo menos dois veículos de imprensa da Argentina afirmam que Scioli, que é um político peronista (portanto um adversário de Milei) deverá seguir em Brasil, o “La Nación” e o “Todo Notícias”. Scioli é um político importante no país: ele foi ministro e governador da província de Buenos Aires. Em 2015, ele concorreu à presidência da Argentina e perdeu para Maurício Macri. Veja Mais

Volta de aves migratórias alerta autoridades para gripe aviária; veja rotas e espécies que vêm ao Brasil

G1 Economia Migração é importante para o ecossistema, mas, na jornada, animais podem distribuir doenças. No caso da gripe aviária, a maioria dos focos no país surgiu em aves migratórias. O esforço é para que não chegue a granjas. Cinco bilhões de aves migram, anualmente, em todo o mundo. Elas desempenham um papel importante nos ecossistemas, conectando diferentes regiões e mantendo a sobrevivência de outras gerações. Mas, durante essas longas jornadas, parte desses pássaros vira hospedeira e distribuidora de doenças como a do vírus H5N1, causador da gripe aviária. Neste ano, o Brasil teve casos da doença pela primeira vez. Dos quase 150 focos até agora, a grande maioria foi em aves migratórias. O pico aconteceu em maio, no fim do ciclo migratório anterior. As aves se movimentam principalmente entre setembro e dezembro, com a chegada do outono no Hemisfério Norte e da primavera ao Hemisfério Sul. Ou seja: o Brasil está voltando agora a receber essas "visitas". E, já em setembro, registrou o segundo maior número de focos do ano. O esforço continua sendo para que essa contaminação, que aconteceu principalmente no litoral, não alcance as granjas, afetando o comércio de frango e ovos. Abaixo, veja algumas espécies que integram esses bandos e o percurso feito por elas. Por que a migração é preocupante? Até a última sexta-feira (2), o Brasil acumulava 148 focos de gripe aviária em 2023 — o primeiro ano com casos de H5N1 no país. O vírus foi identificado pela primeira vez na China, em 1996. A maioria dos focos no Brasil foi detectada em aves migratórias, a partir de maio. Os casos caíram nos meses seguintes, mas voltaram a subir em setembro. As espécies que mais migram para o país são maçaricos, batuíras e vira-pedras, mas os casos de gripe aviária no Brasil se concentram no trinta-réis de bando e no trinta-réis real. O país não registrou a doença em granjas voltadas para o comércio em larga escala. Caso a gripe aviária se disseminasse para esses estabelecimentos, os animais precisariam ser sacrificados, o que diminuiria a oferta de carne de frango e ovos. Além de isso ser um problema para o mercado interno, poderia afetar as exportações: o país é o maior exportador de carne de frango do mundo e o segundo maior produtor global, atrás dos EUA. Até agora, os três focos envolvendo aves de criação foram em pequenas propriedades, também no litoral. E nunca houve registro da contaminação em pessoas no país. Ainda não há imunizantes para humanos contra a gripe aviária. Porém, desde janeiro, o Instituto Butantan tem trabalhado no desenvolvimento de uma vacina. Os testes estão sendo realizados com cepas vacinais que foram cedidas pela OMS. A chegada da gripe à América do Sul O H5N1 chegou a lugares que, antes, estavam protegidos: desde o final de 2022, o vírus começou a se espalhar pela América, para países como Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador, Honduras, Panamá, Peru, Venezuela e Chile. Em março de 2023, a Argentina e o Uruguai também detectaram seus primeiros casos, enquanto o Paraguai e o Brasil começaram a ter ocorrências em maio, já quase no final do ciclo migratório, que recomeçou agora em setembro. Em maio houve o pico de registros da gripe no Brasil, com 44 focos. Em setembro, o segundo maior número: 30. Os focos da doença em aves migratórias foram encontrados principalmente no litoral, que costuma ser o ponto de parada delas, longe dos centros de produção de frango e ovos. Os pássaros vêm aos países do sul em busca de condições climáticas favoráveis para reprodução, troca de plumagem e alimentação. Quando aglomerados, o risco de bandos entrarem em contato com secreções e fluidos de animais infectados, sejam eles vivos ou mortos, é grande. Até o momento, já houve registros de contaminação de mamíferos no litoral do Rio Grande do Sul, em leões-marinhos e lobos-marinhos. "Existem outras doenças que as aves podem disseminar como Febre do Nilo Ocidental (West nile virus), que também podem causar embargos", afirmou biologista e virologista da USP, Jansen de Araújo. A Febre do Nilo é uma doença que atinge animais e humanos. Semelhante a dengue, ela também pode ser transmitida através da picada de mosquitos e provocar sequelas neurológicas nos infectados. Apesar do risco, as aves migratórias desempenham um papel importante nos ecossistemas, conectando diferentes regiões do mundo e mantendo a sobrevivência de outras gerações. "É um fenômeno que acontece, vai continuar acontecendo e que é muito importante para a manutenção da espécie. É importante para manter a biologia, a ecologia desses animais no ambiente", disse Jansen. Com microchipagem de aves, pesquisadores descobriram novas rotas migratórias Jansen Araújo/ USP Quais são as medidas de proteção? As granjas, as associações empresariais, o Ministério da Agricultura e os órgãos estaduais de agricultura já trabalham há muitos anos no monitoramento da gripe aviária. A indústria, por sua vez, trabalhava há muitos anos sob rígidas regras de higiene e controle, estabelecidas pelo Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), em 1994. Em março deste ano, depois de a gripe ter avançado para Argentina e Uruguai, o governo proibiu a realização de exposições, torneios, feiras e outros eventos com aglomeração de aves, além da criação de aves ao ar livre, com acesso a piquetes sem telas na parte superior, em estabelecimentos registrados no ministério. Visitas aos aviários também passaram a ser restritas. Com os primeiros casos na história do país, o Ministério da Agricultura declarou emergência zoossanitária até o mês de maio de 2024. Na prática, a medida permite adotar ações de erradicação do foco de forma rápida, a mobilização de verbas da União e a parceria com organizações estaduais para conter a disseminação da doença. A Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, por exemplo, tem feito inspeções em ilhas e recolhido materiais genéticos das aves para analisar a evolução dos casos e antecipar ações preventivas. A intenção é evitar que a doença chegue às regiões com forte presença de atividades avícolas. Em São Paulo, 98% dos focos foram registrados em cidades do litoral. Nenhum caso foi identificado próximo da região de Bastos, que é a maior produtora de ovos do estado e uma das líderes no país. Os pesquisadores brasileiros também têm unido esforços para identificar as rotas migratórias e espécies integrantes por meio do monitoramento feito a partir da microchipagem de aves. Em um projeto desenvolvido pela Universidade do Rio Grande do Sul, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, os pássaros recebem um chip de monitoramento. "Capturamos as aves, recolhemos as amostras e analisamos (...) usamos o GPS. Antes, o monitoramento era feito com manilhas. Ou seja, só sabíamos o ponto de partida e fim", contou o biologista e virologista da USP. Com o acompanhamento, os pesquisadores conseguem analisar a relação dos casos com a presença das aves migratórias. Dessa forma, medidas preventivas podem ser tomadas antes mesmo do início de um novo ciclo migratório. Créditos Coordenação editorial: Luciana de Oliveira Reportagem: Rafaela Zem Coordenação de arte: Guilherme Gomes Direção de arte e ilustrações: Bárbara Miranda, Max Francioli e Bianca Batista De onde vem o que eu como: Ovos Assista também: g1 prova peixe mais caro do mundo Veja Mais

Brasil precisa de mais de um US$ 1 trilhão nos próximos 10 anos para custear transformação ecológica, diz Haddad em Dubai

G1 Economia Recursos seriam investidos em infraestrutura para adaptação, energia, indústria e mobilidade, disse o ministro da Fazenda. Segundo ele, transformação ecológica poderia gerar de 7,5 a 10 milhões de empregos em todos os setores. Estudos do setor privado estimam que o Brasil precisa de investimentos adicionais da ordem de US$ 130 a US$ 160 bilhões por ano, ao longo da próxima década, para custear a chamada transformação ecológica — um valor total que ficaria entre US$ 1,3 trilhão e US$ 1,6 trilhão no período. Convertidos pela cotação atual do dólar (em torno de R$ 4,94), os valores representam um aporte necessário entre R$ 6,4 trilhões e R$ 7,9 trilhões nos próximos dez anos. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (1º) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em discurso na cúpula do clima da ONU, a COP 28, em Dubai (Emirados Árabes Unidos). Ele afirmou que esses recursos seriam investidos em infraestrutura para adaptação, energia, indústria e mobilidade. "A boa notícia é que temos um histórico de capacidade de mobilização de investimentos e de criação de infraestruturas sustentáveis. Se hoje somos um gigante das energias renováveis, é graças a investimentos públicos", disse Haddad após citar os valores. De acordo com Haddad, os estudos também indicam que a transformação ecológica poderia gerar de 7,5 a 10 milhões de empregos em todos os setores – com enfoque no segmento de bioeconomia, agricultura e infraestrutura. Começa em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a 28º edição da Conferência do Clima da ONU O ministro da Fazenda informou que o plano de transformação ecológica é uma proposta do Sul Global por uma nova globalização. "Uma globalização que seja ambientalmente sustentável e socialmente inclusiva. A reformulação dos fluxos financeiros globais passa pela afirmação do Sul como centro da economia verde", declarou. Ele disse ainda que é preciso unir esforços para evitar medidas protecionistas e a fragmentação geopolítica. "A prosperidade de uns poucos diante da miséria e da devastação ambiental de muitos se torna cada vez mais insustentável em um mundo em emergência climática", concluiu. Ainda durante as reuniões da COP 28, Haddad e o representante dos Estados Unidos para questões climáticas, John Kerry, assinaram um comunicado manifestando intenções de ação conjunta para o plano de transformação ecológica do Brasil. No documento, divulgado apenas em inglês, Haddad e Kerry dizem que os dois países compartilham objetivos como o de zerar a emissão líquida de gases poluentes e criar mercados inovadores em tecnologias limpas. Veja Mais

Brasil analisa convite para entrar na Opep+, 'clube' que reúne grandes exportadores de petróleo

G1 Economia Se acatar, Brasil se torna membro 'aliado', assim como Rússia, México e Malásia. Opep+ faz reuniões regulares para avaliar oferta de petróleo no mundo e influenciar preço do barril. O governo brasileiro analisa um convite feito pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+) para se tornar um dos "aliados" do grupo. A informação foi confirmada ao g1 pela Secretaria de Comunicação Social do governo, que diz que não há decisão tomada sobre o convite. Segundo interlocutores do governo, o tema está sob análise do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. O g1 pediu posicionamento oficial aos ministérios de Minas e Energia, Fazenda e Relações Exteriores sobre o convite e aguarda retorno. Opep, Opep+ e membros A Opep, criada em 1960, reúne hoje 13 grandes países ofertantes de óleo no mundo como Arábia Saudita, Irã, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Venezuela. Não participam do grupo, no entanto, outros grandes produtores como Estados Unidos, Canadá, Brasil, China e Catar. A sigla "Opep+", com o símbolo de adição, inclui também os chamados "países aliados" – que não integram a organização propriamente, mas atuam de forma conjunta em algumas políticas internacionais ligadas ao comércio de petróleo e na mediação entre membros e não membros. Entre os aliados que compõem a Opep+ estão, atualmente, países como Azerbaijão, Bahrein, Malásia, México e Rússia. Os integrantes da Opep+ fazem reuniões regulares para avaliar o cenário de oferta de petróleo no mundo e implementam cortes ou aumento de produção, exercendo influência sobre os preços do barril. O secretário-geral da Opep, Haitham Al Ghais, esteve no Brasil em outubro – confira abaixo a entrevista dada à jornalista da GloboNews Miriam Leitão: Míriam Leitão conversou com o secretário-geral da Opep Reuniões no Brasil Durante a passagem pelo Brasil em outubro, Haitham al-Ghais participou de reuniões com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com Alexandre Silveira. O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, acompanhou os encontros. Na ocasião, Silveira foi questionado por jornalistas sobre a possibilidade de o Brasil entrar na Opep+ e disse que o país não analisava o convite "a princípio". "O Brasil não analisa essa possibilidade a princípio. É claro que um país com a possibilidade produtora do Brasil interessa à Opep+, mas a nossa visão é de que a economia brasileira precisa de ser estimulada e um dos grandes estímulos é criar competitividade interna nos preços dos combustíveis", afirmou. O Brasil já havia sido convidado para participar do grupo em 2019. À época, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que o convite informal havia partido da Arábia Saudita. Outra tentativa de aproximação ocorreu em 2020, quando o então secretário-geral da Opep, Mohammad Sanusi Barkindo, convidou o Brasil para participar do acordo de cooperação do grupo e aliados. Os países retirariam 9,7 milhões de barris de petróleo por dia do mercado por causa da redução de demanda na pandemia de Covid. Veja Mais

Pela primeira vez, bilionários acumularam mais riqueza via herança do que com trabalho, aponta UBS

G1 Economia Levantamento é feito desde 2015 e, segundo a última edição, divulgada nesta quinta (30), 137 pessoas entraram para a lista de bilionários num período de 12 meses encerrados em abril. Eles conquistaram US$ 290 bilhões – US$ 150,8 bilhões por herança e US$ 140,7 bilhões a partir de atividades profissionais. "Durante os próximos 20 a 30 anos, mais de mil bilionários vão transferir cerca de US$ 5,2 trilhões aos herdeiros", diz banco suiço Pixabay Os novos bilionários acumularam mais riqueza via herança do que com trabalho pela primeira vez desde que o estudo "Ambições de Bilionários" do banco suíço UBS começou a ser produzido, em 2015. O levantamento mais recente, divulgado nesta quinta (30), mostra que 137 pessoas entraram para o rol dos bilionários num período de 12 meses encerrados em abril. Desse grupo, 53 entraram para a lista ao herdar US$ 150,8 bilhões (R$ 736 bilhões), 7% a mais que os US$ 140,7 bilhões (R$ 690 bilhões) obtidos via atividades profissionais pelos 84 outros bilionários. O UBS afirma ainda que o dinheiro recebido de herança no patrimônio dos bilionários deve crescer com o tempo. "Durante os próximos 20 a 30 anos, mais de mil bilionários vão transferir cerca de US$ 5,2 trilhões (R$ 25,51 trilhões) aos herdeiros", calcula o banco, que leva em conta o patrimônio de bilionários que já têm 70 anos ou mais. Segundo o estudo do UBS, a quantidade de bilionários pelo mundo e a riqueza total do grupo também subiu no período de 12 meses encerrados em abril. O número de pessoas foi de 2.376 para 2.544 e a riqueza saiu de US$ 11 trilhões (R$ 54,19 trilhões) para US$ 12 trilhões (R$ 58,87 trilhões). 'Efeito Rei Charles' Os novos bilionários não são necessariamente pessoas jovens como Clemente de Vecchio, que, aos 19 anos, e herdou uma fortuna estimada em US$ 9 bilhões (R$ 44,15 bilhões) após a morte do pai, Leonardo Del Vecchio, magnata fundador da Luxottica, em junho de 2022 (veja no vídeo abaixo). “Muitas vezes eles têm mais de 50 anos”, disse Michael Viana, chefe de cobertura estratégica de clientes do UBS. "Na verdade, é mais o efeito Rei Charles III, eles [os novos bilionários] também têm idade bastante avançada quando assumem (a riqueza)". Quem é o italiano de 19 anos que se tornou o bilionário mais jovem do mundo Veja Mais

Embraer fecha acordo para venda de 25 jatos em negócio de US$ 2,1 bilhões

G1 Economia Negócio fechado com a empresa Porter Airlines, que tem sede no Canadá, prevê a venda de 25 aeronaves da família E195-E2. Embraer fecha acordo para venda de até 25 jatos em negócio de US$ 2,1 bilhões. Divulgação/Embraer A Embraer anunciou, nesta quarta-feira (29), um acordo com a empresa Porter Airlines para venda de até 25 aeronaves, em um negócio avaliado em US$ 2,1 bilhões. ? Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp O acordo prevê a venda de 25 aviões da família E195-E2 e se somam aos 50 jatos já encomendados pela companhia aérea canadense. Os jatos selecionados pela empresa têm capacidade para até 146 assentos. Segundo a Embraer, a Porter Airlines tem sede no Canadá e tem como objetivo ampliar a operação em toda a América do Norte. Embraer fecha acordo para venda de 25 jatos em negócio de US$ 2,1 bilhões Recentemente, a companhia anunciou novos destinos, incluindo Las Vegas, Miami, São Francisco e Los Angeles, todos nos Estados Unidos da América, além de planejar também voar para o México e Caribe. A encomenda entrou para a carteira de pedidos firmes do quarto trimestre de 2023 da Embraer. A data de entrega das aeronaves não foi divulgada. Embraer fecha acordo para venda de 25 jatos em negócio de US$ 2,1 bilhões. Divulgação/Embraer Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina Veja Mais

STF decide que efeitos da distribuição de recursos de ICMS em operações entre estados valem a partir de 2022

G1 Economia Ministros analisaram ação que discute a aplicação da Difal, mecanismo de divisão do tributo entre estados produtores e de destino de mercadorias ao consumidor. Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) concluíram nesta quarta-feira (29) o julgamento de uma disputa bilionária que envolve o momento de aplicação de um mecanismo de distribuição de recursos do ICMS entre estados. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços é um dos principais tributos recolhidos pelos governos estaduais. O caso em discussão na Corte é sobre o chamado Difal -- Diferencial de Alíquota, ligado ao imposto. À época da aprovação da regulamentação do tema, estados previam que a cobrança da Difal envolvia impacto de R$ 9,8 bilhões ao ano. O Difal é usado para equilibrar a divisão do ICMS quando há operações de compra e venda em mais de um estado -- geralmente envolvendo o consumidor final, ou seja, as compras do varejo pela internet. O mecanismo permite que o ICMS seja distribuído entre os estados que produzem as mercadorias e os locais de destino das encomendas ao consumidor final. A intenção é reduzir o desequilíbrio em relação à arrecadação do tributo nas vendas interestaduais, especialmente porque, em meio ao crescimento do comércio eletrônico, o eixo Rio-São Paulo concentra a maior parte dos e-commerces e marketplaces, ou seja, os locais de onde partem as compras. Seis estados do sul e sudeste decidem aumentar ICMS Entenda o histórico O Difal foi criado por emenda à Constituição em 2015 e, desde então, era regulamentado por um convênio do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Em 2021, o Supremo entendeu que esse mecanismo teria de ser regulamentado em lei. A legislação, aprovada pelo Congresso Nacional, passou a valer em janeiro de 2022. Com isso, surgiu a questão sobre o momento em que o Difal deveria ser aplicado, dividindo os recursos do ICMS entre os estados. A maioria dos ministros seguiu o entendimento do ministro Alexandre de Moraes, relator das três ações sobre o tema. Moraes concluiu que não há aumento ou criação de novo tributo. Mas considerou válida a determinação de que a cobrança deveria ser feita apenas 90 dias depois da publicação da lei -- com isso, o pagamento poderia ocorrer ainda em 2022. O ministro Edson Fachin divergiu, considerando que é preciso aplicar o princípio constitucional que determina a cobrança de valores apenas um ano depois da instituição do tributo. A ministra Cármen Lúcia seguiu na mesma linha. Veja Mais

Alckmin diz que 'próximo passo' do Remessa Conforme é retomar imposto de importação para compras até US$ 50

G1 Economia Ministro não detalhou os planos e a pasta afirma que a declaração não se trata de um anúncio oficial. Uma possível reversão atende à pressão das varejistas brasileiras, que se sentiram lesadas com a isenção de imposto de produtos importados. Geraldo Alckmin no Espírito Santo Ricardo Medeiros/Rede Gazeta O ministro Geraldo Alckmin (PSB), do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), disse nesta terça-feira (28) que o "próximo passo" do programa Remessa Conforme é reinstaurar o imposto de importação para varejistas estrangeiras, que estavam isentas da alíquota para compras até US$ 50 desde agosto. "Foi feito o trabalho nas plataformas digitais para formalização dos importados, já começou a tributação de ICMS e o próximo passo é o imposto de importação, mesmo para os com menos de US$ 50", disse Alckmin. O Mdic afirma que a declaração de Alckmin não se trata de um anúncio oficial. Uma possível reversão atende à pressão das varejistas brasileiras, que se sentiram lesadas com a isenção de imposto de produtos importados. A medida, anunciada pelo Ministério da Fazenda no final de junho, determina a isenção da cobrança do imposto de importação sobre compras de até US$ 50 para as empresas que aderirem voluntariamente ao programa Remessa Conforme da Receita Federal. Em suma, quem se cadastra paga apenas o recolhimento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado em compras feitas em plataformas online de varejistas internacionais, passou a ser de 17% para todo o país. O g1 mostrou que, desde então, clientes relatam que a medida reduziu o tempo de entrega dessas encomendas — o que tem incentivado a aquisição de produtos vindos do exterior. A rapidez se dá porque a prestação de contas tributárias à Receita Federal é feita de forma antecipada e reduz os processos após a chegada dos pacotes. Agora, o Fisco só precisa fazer checagens de segurança e pode liberar as encomendas para envio. Antes da criação do programa, as encomendas vinham ao país sem a prestação de informações prévias. Depois, nas palavras dos Correios, "os itens já chegam prontos para serem enviados aos destinatários". Compras internacionais de US$ 50: novas regras passam a valer nesta terça (1º) Problema para as varejistas Mesmo antes da isenção de imposto de importação, as empresas brasileiras já tinham ressalvas em relação à concorrência com os sites internacionais, afirmando que essas companhias praticavam competição desleal — já que não pagavam os mesmos impostos e custos trabalhistas — e que, por isso, conseguiam oferecer preços mais baixos. As empresas brasileiras ainda acusavam as concorrentes do exterior de praticar “contrabando digital” e evasão fiscal, ao supostamente se aproveitarem de brechas nas regras e fraudarem vendas para evitar a cobrança do imposto de importação. Com a nova regra de impostos, Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), disse recentemente ao g1 que os próximos meses serão importantes para entender como ficará a competitividade entre o mercado nacional e o internacional. "Como a medida [do governo] é supernova, não dá para saber se o impacto no mercado nacional será positivo, negativo ou neutro", afirmou, acrescentando que acredita que as novas regras podem deixar os consumidores mais seguros em comprar de lojas internacionais. Veja Mais

Dólar opera em alta à espera de PIB e inflação dos EUA

G1 Economia No dia anterior, a moeda norte-americana recuou 0,56%, cotada a R$ 4,8719. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou com um avanço de 0,64, aos 126.538 pontos. Cédulas de dólar bearfotos/Freepik O dólar abriu em leve baixa nesta quarta-feira (29), enquanto investidores aguardam diversas divulgações importantes nos Estados Unidos. Hoje, o mercado vai conhecer os mais recentes dados do Produto Interno Bruto (PIB) e inflação do país. Também está no radar o discurso de um dirigente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que aumentou as expectativas de que a instituição pode iniciar um ciclo de cortes em suas taxas de juros - hoje entre 5,25% e 5,50% ao ano - já no primeiro semestre de 2024. No Brasil, a agenda econômica só conta com o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que subiu 0,59% em novembro, segundo a FGV. Entenda o que faz o dólar subir ou descer Veja abaixo o dia nos mercados. Dólar Às 10h, o dólar subia 0,38%, cotado a R$ 4,8902. Veja mais cotações. No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,56%, vendida a R$ 4,8719. Com o resultado, passou a acumular quedas de: 0,54% na semana; 3,35% no mês; 7,69% no ano. Ibovespa O Ibovespa só começa a operar às 10h. Na véspera, o índice fechou em alta de 0,64%, aos 126.538 pontos. Com o resultado, passou a acumular ganhos de: 0,81% na semana; 11,84% no mês; 15,31% no ano. DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? O que está mexendo com os mercados? Neste pregão, os olhos estão voltados para uma série de indicadores econômicos que devem sair nos Estados Unidos ao longo dia, com destaque para o PIB do país no terceiro trimestre e a inflação pelo PCE - índice favorito do FED -, também do último trimestre. Investidores também seguem repercutindo falas de Christopher Waller, diretor do Fed. Ontem, ele disse que qualquer corte nos juros norte-americanos não teria "nada a ver com a tentativa de salvar a economia ou a recessão", mas com o objetivo de garantir que a política monetária do país não se torne excessivamente rígida à medida que a inflação recua. "Se observarmos que a desinflação continua por mais alguns meses — não sei quanto tempo pode ser, três meses, quatro meses, cinco meses — você poderia então começar a reduzir a taxa básica só porque a inflação está mais baixa", afirmou o diretor ao think tank American Enterprise Institute. O diretor do BC norte-americano destacou, no entanto, que os preços dos EUA ainda estão "muito altos" e que "é muito cedo para dizer se a desaceleração será sustentada". No Brasil, a FGV divulgou o IGP-M de novembro, que acelerou e subiu 0,59%. Com o resultado, o indicador acumula queda de 3,89% no ano e de 3,46% nos últimos 12 meses. Segundo André Braz, coordenador dos índices de preços, em novembro o índice ao produtor teve a alta puxada, sobretudo, pelos preços das commodities, com destaque para o farelo de soja (que subiu de 0,51% para 5,41%) e café em grão (de -1,60% para 6,36%). "Já a inflação ao consumidor avançou sob influência de fatores climáticos que impactaram negativamente a oferta de alimentos in natura. Entre os destaques, observa-se a variação expressiva na cebola, de -5,20% para 38,53%, e na batata-inglesa, que evoluiu de -5,40% para 20,94%", comenta o pesquisador. Veja Mais

Entenda o que a possibilidade de entrada na Opep+ significa para o Brasil e para os compromissos climáticos

G1 Economia Especialistas consultados pelo g1 apontam contradições, como rumos da produção nacional e intenção de liderar a transição energética. A possibilidade de entrada do Brasil na Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+) contradiz alguns interesses nacionais, como os rumos da produção de petróleo nacional e a intenção de liderar a transição energética, segundo a avaliação de especialistas consultados pelo g1. Lula: papel do Brasil na Opep+ será o de alertar os produtores de petróleo para o fim dos combustíveis fósseis A Opep+ corteja o Brasil há alguns anos, mas, na quinta-feira (30), o governo confirmou que analisa o convite para entrar no grupo a partir de janeiro de 2024. A confirmação veio durante viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Arábia Saudita – membro influente do grupo. Embora os especialistas consultados pelo g1 apontem contradições, há divergências em relação a quais seriam. Há também uma possível vantagem: o acesso a informações sobre o mercado de forma antecipada. Marina Silva diz não ver contradição na entrada do Brasil na Opep+ Leia nesta reportagem: Como cortes de produção afetam o Brasil Desvantagens políticas Entrada na Opep X compromissos climáticos Acesso a informações de mercado Como cortes de produção afetam o Brasil O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Luis Eduardo Duque Dutra, destaca o objetivo do Brasil em aumentar a produção nacional para algo em torno de 5 milhões de barris de petróleo por dia até 2030. Hoje, a produção é de cerca de 3,3 milhões de barris por dia. Isso vai de encontro aos interesses da Opep, que age para cortar a produção, aumentando o preço do petróleo no mercado internacional. “A Opep hoje é um cartel que age como todo monopolista reduzindo a produção para aumentar o preço e esse não é um objetivo do Brasil hoje, de diminuir a produção. Então, como o Brasil vai colaborar com cortes de produção? Contraditório. Essa para mim é a maior contradição”, afirmou. Para Duque, o grau de contradição pode ser definido pelo nível de autonomia do Brasil ao participar das decisões do grupo. “Em que medida a Opep toleraria um país que não se compromete com a política de produção da Opep?”, indagou. Na sexta, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, afirmou em entrevista que o Brasil "jamais participaria" de uma entidade que submetesse o país a cotas de produção – e que esse não é o caso da Opep+. A Opep foi criada em 1960 e reúne hoje 13 grandes produtores de petróleo, como Arábia Saudita, Irã e Emirados Árabes Unidos. Junto a países aliados, como a Rússia, a organização forma a “Opep+”. Foi para integrar o grupo de aliados que o Brasil foi convidado. Ou seja, se aceitar o convite, o país não vai integrar a organização, mas participará da discussão de políticas internacionais ligadas ao setor. Os integrantes da Opep+ fazem reuniões regulares para avaliar o cenário de oferta e demanda de petróleo no mundo, além de implementar cortes voluntários para influenciar os preços do barril. Desvantagens políticas Segundo o sócio e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Pedro Rodrigues, interessa à Opep ter como aliado um dos maiores produtores de petróleo do mundo, mas a entrada no grupo não apresenta vantagens ao Brasil. Rodrigues cita três desvantagens para o país, caso aceite o convite, dos pontos de vista: político, por causa da associação com países com regimes teocráticos, autocráticos ou monárquicos; climático, por conta da transição energética e incentivo a fontes renováveis; e do mercado interno, porque um petróleo mais caro significa mais pressão para aumentar o preço dos combustíveis, que têm impacto inflacionário. “No Brasil, temos uma questão social com a gasolina e com o diesel muito grande. Quando sobe um centavo, dois centavos, temos essa briga para baixar o preço dos combustíveis derivados de petróleo. Imagina o Brasil ser membro de um cartel, um clube, cujo trabalho é subir o preço do barril [de petróleo]”, declarou. Gerson Camarotti comenta sobre estatuto da Petrobras e Brasil na Opep+ Compromissos climáticos Segundo o secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, o anúncio é um “contrassenso”. Astrini destaca que, para liderar o debate climático no mundo, o Brasil precisa endereçar a exploração de petróleo. “Tratar da questão de petróleo significa o Brasil tomar uma posição de que o petróleo precisa acabar, os combustíveis fósseis precisam acabar, e colocar em cima da mesa uma proposta de como será esse fim, como será essa transição. Esse é o debate de liderança de clima no mundo”, enfatizou. A possibilidade de o Brasil entrar no “clube” dos países produtores de petróleo foi anunciada pouco antes da Conferência do Clima (COP) da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada nos Emirados Árabes Unidos. Questionada durante a conferência, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse nesta sexta-feira (1º) que não vê contradição na entrada do Brasil “se for para levar o debate da economia verde, da necessidade de descarbonizar o planeta”. Astrini afirma que a Opep, os países com grande produção de petróleo, as grandes petroleiras e companhias de carvão “sempre fizeram o máximo possível para sabotar a agenda de clima”. Segundo o secretário-executivo, a solução para a emergência climática não deve vir deles. “Quem cava o buraco não constrói a escada para sair dele, e esse é o caso da Opep e dos países petroleiros na questão de clima”, afirmou. O professor da UFRJ, por outro lado, não vê contradição com uma eventual entrada do Brasil no grupo. “Se existem países que podem financiar a transição energética são aqueles países que têm um fundo soberano. A Noruega é a prova disso”, afirmou. Ele também analisa que a Opep pode ter um papel ao impedir quedas abruptas no preço do petróleo com a redução do consumo global na transição energética. Acesso a informações de mercado Duque Dutra, professor da UFRJ, destaca que o acesso a informações do cartel pode ajudar o Brasil a traçar estratégias em acordo ou desacordo com a Opep. “Sem nenhuma dúvida, se existe uma vantagem de pertencer a um cartel, é exatamente a oportunidade de dividir essa informação primeiro entre os membros desse cartel. É o valor da informação que, na minha opinião, atrai ou traz vantagem em participar da Opep+”, explicou. Pelo lado da Opep+, monitorar os passos da política energética brasileira também seria importante. “O objetivo da Opep e da Opep+ é exatamente monitorar, não é pedir para o Brasil colaborar com a redução da produção, é nos monitorar”, declarou Duque. Veja Mais

Dólar opera em leve alta no primeiro pregão do último mês do ano; Ibovespa abre no zero a zero

G1 Economia No dia anterior, a moeda norte-americana teve alta de 0,57%, cotada a R$ 4,9152. Já o Ibovespa avançou 0,92%, aos 127.331 pontos, no maior patamar desde julho de 2021. No mês, acumulou ganhos de mais de 12%. Dólar opera em baixa Freepik O dólar inverteu o sinal e opera em leve alta nesta sexta-feira (1°), iniciando o último mês do ano. No radar, destaque para dados de produção industrial em diversos países. Investidores aguardam, com atenção, novos discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), em busca de mais sinalizações sobre os rumos dos juros na maior economia do mundo. Já o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, abriu perto do zero a zero, depois de registral mais de 12% de alta em novembro. Entenda o que faz o dólar subir ou descer Veja abaixo o dia nos mercados. Dólar Às 10h15, o dólar subia a 0,18%, cotado a R$ 4,9241. Veja mais cotações. No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,57%, vendida a R$ 4,9152. Com o resultado, passou a acumular: alta de 0,34% na semana; queda de 2,49% no mês; recuo de 6,87% no ano. Ibovespa No mesmo horário, o Ibovespa caía 0,01%, aos 127.319 pontos. No dia anterior, o índice fechou em alta de 0,92%, aos 127.331 pontos, maior patamar desde julho de 2021, encerrando novembro com o melhor desempenho mensal desde igual mês de 2020, quando subiu 15,90%. Com o resultado, passou a acumular ganhos de: 1,45% na semana; 12,54% no mês; 16,04% no ano. DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? O que está mexendo com os mercados? O primeiro pregão de dezembro começa com uma agenda econômica mais vazia, com destaque apenas para alguns dados de produção industrial. No Brasil, a indústria cresceu 0,1% em outubro, segundo a Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio um pouco abaixo das expectativas do mercado, que previa uma alta de 0,3% no mês. Outros países divulgaram o Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria em novembro. Na China, o índice subiu de 49,5 para 50,7 no último mês, voltando ao nível de expansão da economia. Na zona do euro o PMI industrial também cresceu, de 43,1 para 44,2, mas permanece no nível de retração. Nos Estados Unidos, a maior expectativa é por novos discurso de dirigentes do Fed. Hoje, há expectativa que o presidente e a diretora da instituição, Jerome Powell e Lisa Cook, devam falar. O mês de novembro foi marcado por um grande otimismo nos mercados que levou bolsas de valores em todo o mundo a entregarem resultados bastante positivos. No Brasil, o Ibovespa teve o melhor desempenho mensal em três anos, enquanto novembro foi o melhor mês de 2023 para as bolsas norte-americanas, destacam analistas do BTG Pactual. O otimismo se deve, sobretudo, à perspectiva de que o ciclo de alta nos juros promovido pelo Fed chegou ao fim e que os primeiros cortes nas taxas podem acontecer ainda no primeiro semestre do próximo ano. Juros mais baixos nos Estados Unidos tendem a ser benéficos para os ativos de risco em todo o mundo. Agora, o mercado segue de olho em novos dados para saber se a projeção sobre as taxas realmente deve se concretizar. Na próxima semana, números do mercado de trabalho dos Estados Unidos devem ser os mais observados. Veja Mais

Starbucks recebe segunda ordem de despejo em uma semana; dívida é de quase R$ 110 mil

G1 Economia A Justiça determinou que a cafeteria saia do Minas Shopping, no bairro União, na Região Nordeste de Belo Horizonte, dentro de 15 dias. Loja da Starbucks no Minas Shopping, em Belo Horizonte Starbucks Brasil/Divulgação A Starbucks recebeu, nesta semana, a segunda ordem judicial de despejo por falta de pagamento de aluguéis em shoppings de Belo Horizonte. No dia 31 de outubro deste ano, a empresa SouthRock Capital – que controla a cafeteria no Brasil – entrou com pedido de recuperação judicial. Desta vez, o juiz da 27ª Vara Cível, Cassio Azevedo Fontenelle, determinou que a cafeteria saia, no prazo máximo de 15 dias, da loja do Minas Shopping, no bairro União, na Região Nordeste da capital mineira. A sentença é desta terça-feira (28) e o documento aponta uma dívida de R$ 109.804,49. Fontenelle ainda mandou que os aluguéis atrasados, multas, penalidades contratuais, juros e honorários dos advogados do locador sejam pagos pela Starbucks. O Minas Shopping informou que "não comenta ações em tramitação na Justiça". O g1 Minas também contatou a SouthRock Capital e aguarda retorno. Despejo da Starbucks do Boulevard Shopping A loja da Starbucks no Boulevard Shopping, em Belo Horizonte Starbucks Brasil/Divulgação Nesta segunda-feira (27), o juiz Eduardo Veloso Lago, da 25ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte, determinou o despejo da Starbucks da loja alugada no Boulevard Shopping, no bairro Santa Efigênia, na Região Centro-Sul de BH. O motivo, segundo a ordem judicial, tammbém é a falta de pagamento de três meses de aluguel e, na decisão, Lago deu um prazo de 15 dias para a cafeteria desocupar o imóvel, a contar desta segunda-feira (27), data da expedição da sentença. Recuperação judicial A empresa SouthRock Capital entrou com pedido de recuperação judicial no dia 31 de outubro deste ano. A companhia comanda operações da Starbucks e a Eataly, via licenciamento e franquias, no Brasil. O documento foi protocolado pelo escritório Thomaz Bastos, Waisberg, Kurzweil Advogados na 1º Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A dívida registrada é de R$ 1,8 bilhão. A companhia justificou o pedido por conta do: baixo grau de confiança; alta instabilidade no país; bem como a volatilidade da taxa de juros –mercado espera que Banco Central baixe a Selic a 12,25% ao ano nesta quarta-feira (1º) –; e constantes variações cambiais, "que desequilibram o mercado e atingem fortemente o empreendedor brasileiro". Além disso, a crise econômica e o período da pandemia da Covid-19 derrubaram o lucro da empresa. Em 2020, a SouthRock teve uma queda de 95% nas vendas, além de seus parceiros comerciais ficarem inadimplentes (quando não conseguem arcar com as dívidas). Em 2021, a queda foi de 70%; 2022, 30%. LEIA TAMBÉM: Starbucks tem 15 dias para sair de shopping de BH; despejo foi determinado pela Justiça Starbucks vai fechar? De quanto é a dívida? Veja perguntas e respostas sobre a crise da marca no Brasil Controladora da Starbucks e Eataly entra com pedido de recuperação judicial Vídeos mais assistidos do g1 Minas Veja Mais

Imposto de Renda 2023: Receita paga lote residual de restituição de novembro hoje; veja se vai receber

G1 Economia Serão pagos R$ 762,9 milhões para mais de 350 mil contribuintes. Imposto de Renda 2023: prazo para declaração foi até 31 de maio. Marcos Serra/ g1 A Receita Federal começa a pagar nesta quinta-feira (30) o lote residual de restituições do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) de novembro de 2023. Serão distribuídos aproximadamente R$ 762,9 milhões para 358.737 contribuintes. Os lotes residuais são os de contribuintes que caíram na malha fina do IR, mas depois regularizaram as pendências. SAIBA TUDO SOBRE O IMPOSTO DE RENDA 2023 Do total a ser restituído pelo Fisco, cerca de R$ 524,8 milhões serão pagos a contribuintes que têm prioridade no recebimento. Ao total, são: 5.774 contribuintes idosos acima de 80 anos; 58.060 contribuintes idosos entre 60 e 79 anos; 6.654 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave; 14.863 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; 129.019 contribuintes que receberam prioridade por terem utilizado a declaração pré-preenchida ou optado por receber a restituição via PIX. Além disso, também foram contemplados 144.367 contribuintes não prioritários. Como saber se tenho algum valor a receber? Para saber se a restituição está disponível, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet e clicar na opção "Meu Imposto de Renda". Em seguida, basta clicar em "Consultar a Restituição". "A página apresenta orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou uma consulta completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC", afirmou o Fisco em nota. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificar a declaração, corrigindo as informações que estejam equivocadas. A Receita Federal ainda lembrou que disponibiliza um aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases do Fisco informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF. Como vou receber a restituição? O pagamento da restituição é realizado na conta bancária informada pelo contribuinte na declaração de Imposto de Renda, de forma direta ou por indicação de chave PIX. Vale lembrar que a conta precisa estar no nome do declarante, admitidas as exceções no caso de contribuinte falecido, menor de idade, incapaz ou com saída definitiva do país. Veja como fazer a consulta Malha fina Entenda as mudanças na dedução do imposto de renda Em setembro, a Receita Federal informou que 1.366.778 de contribuintes caíram na malha fina do Imposto de Renda 2023, ano-base 2022. Principais motivos que levaram os contribuintes à malha fina 58,1% - Deduções da base de cálculo, sendo as despesas médicas o principal motivo de retenção (42,3% do total de motivos de retenção). 27,6 % - Omissão de rendimentos sujeitos ao ajuste anual de titulares e dependentes declarados. 10% - Divergências entre os valores de IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) entre o que foi informado na Dirf e o que foi declarado pelas pessoas físicas nas DIRPF. 4,3% - Deduções do Imposto devido, recebimento de rendimentos acumulados e divergência entre os valores declarados de carnê-leão e imposto complementar e os valores efetivamente recolhidos. Ao realizar consulta às restituições do IR, os contribuintes poderão saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina". Para saber se está no grupo, os contribuintes também podem acessar o "extrato" do Imposto de Renda no site da Receita Federal, no chamado e-CAC (Centro Virtual de Atendimento). Para acessar o extrato do IR, é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal ou certificado digital emitido por autoridade habilitada. As restituições de declarações que apresentam inconsistência (em situação de malha) são liberadas apenas depois de corrigidas pelo cidadão, ou após o contribuinte apresentar comprovação de que sua declaração está correta. Veja Mais

Entenda o que são offshores e os fundos exclusivos que o governo vai tributar

G1 Economia Senado aprovou projeto nesta terça-feira; modificações no texto preveem redução de receita para 2024 de R$ 20 bilhões para R$ 13 bilhões. Proposta segue para sanção presidencial. Entenda taxação da alta renda O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (29) o projeto de lei que prevê a taxação de offshores (investimentos no exterior) e dos fundos exclusivos (fundos de investimento personalizados para pessoas de alta renda). Agora ele segue para sanção presidencial. O texto é essencial para equipe econômica do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que trabalha para aumentar a arrecadação em 2024 e zerar o déficit nas contas públicas. Apesar de as alterações feitas pelo Senado terem reduzido um pouco a previsão de arrecadação do governo, a equipe econômica ainda estima que as propostas renderão R$ 3,5 bilhões a mais nos cofres públicos ainda em 2023, R$ 20 bilhões em 2024 e R$ 7 bilhões em 2025. Nesta reportagem você vai entender: O que são fundos exclusivos? O que são offshores? O que muda na tributação de cada um? Como funcionará a taxação de quem atualizar rendimentos de forma voluntária? CAE aprova taxação do dinheiro que brasileiros aplicam fora do país e em fundos de investimento exclusivos O que são fundos exclusivos e offshores? Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), os fundos exclusivos são carteiras destinadas a investidores qualificados (entenda abaixo) e constituídas para receber aplicações de um único cotista. Investidores qualificados são aqueles que tenham pelo menos R$ 1 milhão alocados em aplicações financeiras ou que tenham alguma certificação aprovada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os fundos exclusivos ainda exigem um investimento mínimo de R$ 10 milhões e têm um custo de manutenção estimado de até R$ 150 mil por ano. O gestor desses fundos pode alocar o dinheiro em produtos como ações, multimercado ou renda fixa. O que são offshores? Offshores são rendimentos obtidos fora do Brasil, por meio de aplicações financeiras ou empresas no exterior. O que muda na tributação de cada um? Fundos exclusivos No caso dos fundos exclusivos, apesar dessas carteiras pagarem imposto de renda sobre os rendimentos, essa cobrança acontece apenas no momento do resgate. A incidência do IR no fundo, por sua vez, acontece pela tabela regressiva — o que significa que quanto maior o tempo em que os recursos ficam alocados na carteira, menor é a alíquota paga pelos investidores, até chegar a um piso. Com o projeto, a ideia é que esses fundos exclusivos sejam tributados no mesmo modelo que a maioria das carteiras abertas existentes no mercado, por meio de uma cobrança periódica semestral — também conhecida como “come-cotas”. Normalmente, essa cobrança acontece sempre no último dia útil de maio e de novembro e o valor incide em 15% para os fundos de longo prazo e 20% para os de curto prazo (com até um ano ou menos). Nesse caso, o investidor só paga no resgate a diferença do valor do imposto devido e ainda não cobrado. Estimativas do Planalto apontam que 2,5 mil brasileiros têm recursos aplicados nos chamados fundos exclusivos. Há exigência de investimento mínimo de R$ 10 milhões, com custo de manutenção de até R$ 150 mil por ano. Vale lembrar que a proposta de mudar a tributação dos fundos exclusivos não é nova: a discussão vem desde 2017, ainda no governo de Michel Temer, e foi incluída pelo ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, no projeto de reforma tributária enviado ao Congresso em 2021. O tema, no entanto, não havia avançado até o momento. Offshore Já no caso de offshores, a tributação acontece, atualmente, somente quando o lucro obtido com investimentos no exterior é transferido para a pessoa física no Brasil. Ou seja, se a pessoa decidir manter os recursos no exterior, a tributação pode ser postergada ou nunca acontecer. Com o projeto aprovado, a tributação será feita uma vez ao ano, em 31 de dezembro, e será de 15% — percentual menor do que o desejado pelo governo e ao que era previsto na primeira versão do relator, que podia chegar a 22,5%. Vale reiterar, também, que essa cobrança será feita independentemente da transferência desses recursos para o Brasil. Como funcionará a taxação de quem atualizar rendimentos de forma voluntária? Na proposta aprovada nesta quarta-feira (29) pelo Senado, o relator também reduziu de 10% (proposta do governo) para 8% a taxa para quem optar, de forma voluntária, por atualizar os rendimentos obtidos no exterior até 31 de dezembro deste ano. A medida seria vantajosa já que a taxação proposta para offshores a partir de 2024 é de 15%. No caso dos fundos exclusivos, será obrigatório o pagamento de imposto sobre o estoque de rendimentos obtidos até 31 de dezembro deste ano. O relatório propôs duas condições de pagamento: alíquota de 15%, com pagamento em até 24 parcelas mensais, sendo a primeira parcela até 31 de maio de 2024; ou alíquota menor, de 8%, sobre os ganhos acumulados até novembro deste ano, e parcelamento em 4 parcelas mensais, começando em dezembro. Já os lucros obtidos em dezembro de 2023 deverão ser pagos à vista em maio do próximo ano. Veja Mais

Anatel publica medidas para evitar fraudes com 0800; multa pode chegar a R$ 50 milhões

G1 Economia Medidas buscam evitar golpes por ligações com 0800. Oferta de novos números com o prefixo está suspensa até operadoras adotarem as recomendações da agência, em 30 dias. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou na segunda-feira (27) uma série de recomendações para que as operadoras de telefonia evitem fraudes com a numeração 0800, que vão da suspensão de novos números ao bloqueio imediato da linha em caso de irregularidades. Em entrevista ao g1, o superintendente de Outorgas e Recursos à Prestação, Vinicius Caram, afirmou que a medida foi tomada porque a agência observou a necessidade de verificar junto às operadoras quais empresas têm usado o 0800. Ligações indesejadas de telemarketing têm sido feitas sem o prefixo 0303, obrigatório por norma da Anatel vigente desde o ano passado Reprodução/Bom Dia Brasil A Anatel tem um sistema que administra a numeração dos telefones. As operadoras, por meio desse sistema, solicitam os recursos de numeração à agência para destinar os números de telefone aos seus clientes. "Quando percebemos que algumas informações, até para confirmar fraude, não conseguíamos ver qual era a empresa que estava usando o 0800, resolvemos tomar essa ação mais enérgica para que as empresas de telecomunicações nos auxiliem com esse cadastro, com informações mais assertivas contra fraudes", explicou. A publicação das recomendações se insere no conjunto de medidas tomadas pela Anatel contra o telemarketing abusivo, como a adoção do prefixo 0303 e o combate às chamadas automáticas. "A gente já vem há algum tempo em ações contra telemarketing abusivo, o spoofing que é o uso de números não atribuídos adequadamente. [...] E o 0800 a gente percebeu que de fato estava num exagero de uso por determinados grupos ilícitos para dar golpes", afirmou. ‘A senhora tá esperta’, diz falso atendente para repórter ao tentar aplicar ‘golpe do 0800’ Conheça as recomendações As empresas têm um prazo de 30 dias a partir da publicação da medida pela Anatel para fazer a regularização dos seus procedimentos. Segundo o superintendente, em caso de descumprimento, as operadoras podem pagar até R$ 50 milhões em multas. "Colocamos as recomendações dando um prazo, trabalhando com aquele modelo de regulação responsiva, para que as empresas pudessem se regularizar. As empresas não se regularizando, a gente parte para aquela forma de 'comando e controle' passível de multa de até R$ 50 milhões, caso não se cumpra esse primeiro passo", afirmou Caram. Saiba quais são as medidas: suspensão de novos números com prefixo 0800 no período de 30 dias, até que sejam adotadas as medidas; o mesmo usuário não pode ter mais de um número 0800. Se tiver, será preciso apresentar justificativa, que pode ser aceita ou não pela Anatel; proibição da revenda de números especialmente por empresas que não prestam serviços de telecomunicações; operadoras devem estabelecer procedimentos específicos para a venda de números com o código 0800; suspensão imediata do serviço 0800 quando houver indícios de irregularidades; atualização constante dos cadastros de códigos não geográficos, como o 0800; monitoramento das redes especialmente para usuários "massivos", que façam muitas ligações por dia, com códigos de acesso para o consumidor final; atualização, no prazo de 30 dias, dos cadastros no sistema da Anatel. Leia também: Anatel multa cinco empresas em R$ 28 milhões por realizar chamadas abusivas Anatel vai proibir cobrança nos primeiros 30 dias de inadimplência e dispensar operadoras de manter lojas físicas próprias; entenda Operação da Anatel bloqueia 80% dos aparelhos que transmitem ilegalmente sinal das operadoras de TV a cabo Quem está ligando Caram adianta que a Anatel planeja disponibilizar a ferramenta "Qual empresa me ligou?" também para buscas por empresas com a numeração 0800. Hoje, os consumidores podem consultar a quem pertencem os números de telefone por meio da ferramenta apenas com a numeração da ligação recebida. A ideia é que esse recurso também possa ser utilizado para números com prefixo 0800. "Vamos incluir lá no 'Qual empresa me ligou?' o 0800 para você saber quem é aquela empresa e por que ela poderia estar te ligando", declarou. Veja Mais

Subvenção do ICMS: MP deve ser votada na segunda semana de dezembro, dizem líderes

G1 Economia Governo espera R$ 35 bilhões a partir da aprovação do texto; cobrança de 'retroativo' gera discordância. MP restringe impacto na arrecadação federal de benefícios dados pelos estados. Deputados e senadores que integram a comissão mista da Medida Provisória 1.185, que trata da subvenção do ICMS para empresas (entenda abaixo), já têm uma previsão de quando votar o texto: a segunda semana de dezembro. O texto foi enviado ao Congresso em 31 de agosto, mas a comissão mista para analisar a proposta só deve ser instalada na tarde desta quarta-feira (29). A MP 1.185 define regras para as empresas usarem benefícios fiscais já concedidos pelos estados e validados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) na arrecadação de ICMS. Esses benefícios, segundo a MP defendida pelo governo, não poderão ser usados para reduzir a base de cálculo dos impostos federais (IRPJ e CSLL) se forem aplicados nas atividades de custeio da empresa. Ou seja: o benefício de ICMS só poderá reduzir a base de cálculo dos impostos federais se o crédito for usado para investimentos – e se houver comprovação dos requisitos legais. Na prática, ao fazer isso, a medida provisória eleva a base de cálculo dos tributos federais pagos por essas empresas. Com isso, aumenta também o imposto que elas terão que pagar. O presidente da comissão será o senador Rogério Carvalho (PT-SE), e o vice, o deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE). Provável relator, o deputado Luiz Fernando Farias (PSD-MG), já se reuniu com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan. Ainda nesta quarta, ambos devem se reunir novamente para afinar detalhes da proposta. O Ministério da Fazenda espera arrecadar pelo menos R$ 35 bilhões em 2024 a partir dessa MP. No início de novembro, Haddad comentou as negociações do texto e disse confiar em uma aprovação ainda este ano. Relembre abaixo: Haddad: MP das subvenções de ICMS será aprovada este ano Trechos ainda geram debate Passados quase três meses, alguns pontos ainda são alvo de disputa. Por exemplo, a intenção do governo de cobrar, retroativamente, impostos federais que teriam sido abatidos de forma indevida pelo impacto dos benefícios de ICMS. Segundo lideranças da Câmara, o governo se propôs a dar um desconto de 65% sobre o valor calculado. Deputados e senadores acham esse percentual pequeno -- e veem margem pra negociação. O governo defende a retroatividade com base nas perdas de arrecadação nos últimos anos, que só aconteceram por conta desse impacto do abatimento do ICMS nos balanços das empresas. Em 2022, segundo estimativas da Receita Federal, a perda foi de R$ 50 bilhões – e a cifra pode chegar a R$ 70 bilhões este ano. Pelas novas regras, as empresas vão poder continuar deduzindo valores de incentivos fiscais da base de cálculo do imposto de renda. Desde que sejam apenas recursos usados para investimentos, limitados a um teto de 25%. Esse percentual também poderá ser negociado na tramitação da MP, segundo técnicos da área econômica. Parlamentares afirmaram à Globonews que, após discussões, o texto da MP terá que deixar claro o que ficará caracterizado como subvenção de investimento -- e o que não poderá constar como tal. A lei que regulamenta essa questão, de 2017, não faz qualquer diferenciação e dispõe que todo benefício fiscal de ICMS seja considerado subvenção de investimento. Veja Mais

Charlie Munger, o 'Oráculo de Pasadena' e dupla de negócios de Warren Buffett, morre aos 99 anos

G1 Economia Ele completaria 100 anos em 1º de janeiro, mas faleceu pacificamente em um hospital da Califórnia, conforme informado pela Berkshire Hathaway. A causa não foi divulgada. Charles Munger, vice-presidente da Berkshire Hathaway, em Los Angeles, em 2017. REUTERS/Lucy Nicholson Charlie Munger, vice-presidente de longa data do Conselho de Administração da Berkshire Hathaway e número dois no comando do conglomerado dirigido por Warren Buffett, morreu na manhã desta terça-feira (28). Munger tinha 99 anos e completaria 100 anos em 1º de janeiro. Ele faleceu pacificamente em um hospital da Califórnia, conforme informado pela Berkshire. A causa não foi divulgada. "A Berkshire Hathaway não teria alcançado seu status atual sem a inspiração, sabedoria e participação de Charlie", disse Buffett, presidente do conselho e CEO da Berkshire, em comunicado. Munger foi vice-presidente do conselho da Berkshire desde 1978, trabalhando em estreita colaboração com Buffett na alocação de capital do conglomerado sediado em Omaha, Nebraska, e sendo rápido em apontar quando ele cometia um erro. "É um choque", disse Thomas Russo, sócio da Gardner Russo & Quinn em Lancaster, Pensilvânia, um acionista de longa data da Berkshire. "Deixará um grande vazio para os investidores que moldaram pensamentos, palavras e atividades em torno de Munger e suas ideias." A morte de Munger ocorre uma semana após Buffett doar cerca de 866 milhões de dólares em ações da Berkshire para quatro instituições de caridade de sua família, e afirmar aos acionistas que se sentia "bem", à medida que se aproxima do fim de sua ilustre carreira de investimento. União com Buffet Charles Munger chegou a ganhar 20 centavos de dólar por hora trabalhando para o avô de Warren Buffett durante a Crise de 1929, para, depois, se tornar por mais de quatro décadas o braço direito de Buffett e uma referência na Berkshire Hathaway. A união de Munger com Buffett está entre as mais bem-sucedidas da história dos negócios. Juntos, eles transformaram a Berkshire, sediada em Omaha, Nebraska, em um conglomerado multibilionário com dezenas de unidades de negócios. No entanto, a parceria que começou formalmente quando eles se juntaram em 1975 na Berkshire -- onde Buffett era presidente do conselho, com Munger sendo vice-presidente a partir de 1978 -- prosperou apesar das diferenças acentuadas de estilo e até mesmo de investimento. Conhecido quase que universalmente como Charlie, Munger apresentava uma forma mais franca de reflexões, muitas vezes em frases lacônicas, sobre investimentos, economia e as fraquezas da natureza humana. Ele comparou os banqueiros a "viciados em heroína" incontroláveis, chamou o bitcoin de "veneno de rato" e disse à CNBC que "o ouro é uma coisa ótima para costurar em suas roupas se você for uma família judia em Viena em 1939, mas acho que as pessoas civilizadas não compram ouro. Elas investem em negócios produtivos". Munger não foi menos incisivo ao falar sobre a Berkshire, que tornou ele e Buffett bilionários e também deixou muitos dos primeiros acionistas ricos. "Acho que parte da popularidade da Berkshire Hathaway se deve ao fato de parecermos pessoas que encontraram um truque", disse Munger em 2010. "Não se trata de brilhantismo. É apenas evitar a estupidez." Vice-presidente da Berkshire Hathaway Corporation Charlie Munger fala à Reuters durante entrevista em Omaha, em 2013. REUTERS/Lane Hickenbottom/File Photo Expandindo os horizontes de Buffet Munger e Buffett divergiam politicamente, sendo Munger um republicano e Buffett um democrata. Eles também tinham interesses pessoais divergentes. Por exemplo, Munger tinha uma paixão por arquitetura, tendo projetado edifícios como um enorme prédio de dormitórios para a Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, conhecido como "Dormzilla", enquanto Buffett afirmava não saber a cor do papel de parede de seu quarto. No entanto, na Berkshire, eles se tornaram inseparáveis, completando as ideias um do outro e, de acordo com Buffett, nunca tiveram uma discussão. "Sou um pouco menos otimista do que Warren", disse Munger na reunião anual de 2023 da Berkshire, provocando risos depois que Buffett expressou seu familiar otimismo em relação ao futuro dos Estados Unidos. "Acho que o melhor caminho para a felicidade humana é esperar menos." Assim como Buffett, Munger era fã do famoso economista Benjamin Graham. No entanto, Buffett atribui a Munger o fato de tê-lo incentivado a focar a Berkshire na compra de empresas maravilhosas a preços justos, em vez de empresas justas a preços maravilhosos. "Charlie me empurrou na direção de não apenas comprar pechinchas, como Ben Graham havia me ensinado", disse Buffett. "Foi o poder da mente de Charlie. Ele expandiu meus horizontes." Oráculo de Pasadena Os fãs apelidaram Buffett de "Oráculo de Omaha", mas Munger era igualmente respeitado por seus seguidores, que o chamavam de "Oráculo de Pasadena", em referência à sua cidade adotiva na Califórnia. Munger reservava muitos de seus comentários públicos para as reuniões anuais da Berkshire; seu veículo de investimento Wesco Financial, que a Berkshire comprou em 2011; e o Daily Journal, veículo de comunicação que presidiu por 45 anos. Para os admiradores, Munger era tanto o psiquiatra experiente quanto o famoso investidor. Muitas de suas observações foram reunidas no livro "Poor Charlie's Almanack: The Wit and Wisdom of Charles T. Munger" (Almanaque do Pobre Charlie: A Sagacidade e Sabedoria de Charles T. Munger), com um prefácio de Buffett. "Fui criado por pessoas que consideravam ser um dever moral ser tão racional quanto possível", disse Munger aos acionistas do Daily Journal em 2020. "Essa noção tem me servido enormemente bem." Em 2009, durante a pior recessão nos EUA desde a Grande Depressão, ele tentou tranquilizar seus seguidores. "Se você esperar até que a economia esteja funcionando corretamente para comprar ações, é quase certo que será tarde demais", disse ele na reunião anual da Wesco. Após esse encontro, a colunista do Los Angeles Times e investidora da Wesco, Kathy Kristof, escreveu sobre Munger: "Ele nos dá esperança." O vice-presidente da Berkshire Hathaway, Charlie Munger, chega para iniciar a reunião anual da empresa em Omaha, em 2013. REUTERS/Rick Wilking/File Photo Tête-à-tête Nascido em 1º de janeiro de 1924, Munger, quando criança, trabalhou meio período na mercearia de Omaha administrada pelo avô de Buffett, Ernest. Buffett também trabalhou lá, embora ele e Munger, que tinha 6 anos e meio a mais, não tenham trabalhado juntos. Mais tarde, Munger se matriculou na Universidade de Michigan, mas abandonou os estudos para trabalhar como meteorologista no Corpo Aéreo do Exército dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. Munger se formou na Faculdade de Direito de Harvard em 1948. Ele então exerceu a advocacia em Los Angeles, cofundando o escritório de advocacia agora conhecido como Munger, Tolles & Olson, antes de se voltar, na década de 1960, para a gestão de investimentos em ações e imóveis. Munger obteve sucesso, tendo com folga um desempenho melhor que o mercado em geral entre 1962 e 1975 em sua parceria de investimentos Wheeler, Munger & Co. Segundo a biógrafa de Buffett, Alice Schroeder, Munger conheceu Buffett em Omaha em 1959, onde, em uma sala privada no Omaha Club, eles "caíram em um tête-à-tête" depois de serem apresentados. Mais conversas se seguiram, e logo estavam falando ao telefone por horas a fio. "Por que você está prestando tanta atenção nele?", teria perguntado a segunda esposa de Munger, Nancy, ao marido. "Você não entende", respondeu Munger. "Ele não é um ser humano comum." Veja Mais