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Volkswagen vai suspender contratos temporariamente em São Bernardo a partir de novembro

G1 Economia Medida será implentada por falta de peças e vai afetar cerca de 1,5 mil empregados. Produção de veículos na fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP) Divulgação/Volkswagen A montadora alemã Volkswagen vai suspender temporariamente os contratos de trabalho de cerca de 1,5 mil empregados da fábrica de Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), a partir de novembro. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a montadora já havia mencionado a possibilidade dessa medida para reduzir a produção na fábrica em função da falta de peças, principalmente, semicondutores. Por que as montadoras estão suspendendo a produção no Brasil? Entenda Hoje, 4,5 mil pessoas trabalham na unidade. Ao todo, a fábrica da montadora em São Bernardo do Campo emprega 8,5 mil trabalhadores. “A empresa vai operar somente um turno de trabalho e essas pessoas se juntarão aos 450 que já estão com os contratos suspensos”, disse o diretor do sindicato, José Roberto Nogueira da Silva. Por lei, o chamado “lay-off” pode ser concedido por dois meses e se estender por até cinco. Procurada, a Volkswagen não se manifestou até a publicação desta nota. Veja Mais

Déficit da bandeira tarifária era de R$ 8 bilhões até agosto, diz Aneel

G1 Economia Sistema arrecada recursos para bancar alta do custo da energia devido ao uso mais intenso de termelétricas. Bolsonaro defendeu redução da cobrança a partir de novembro. A arrecadação das bandeiras tarifárias tem déficit acumulado de R$ 8,06 bilhões até agosto, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Isso quer dizer que o valor arrecadado com a bandeiras aplicadas às contas de luz foi insuficiente em R$ 8,06 bilhões para cobrir os custos extras de produção de energia. Essa balanço, porém, não considera os efeitos da aplicação da nova bandeira de "escassez hídrica", que passou a vigorar apenas em setembro e elevou a arrecadação desse sistema. A bandeira tarifária é um sistema criado em 2015 e que aplica uma cobrança adicional às contas de luz sempre que aumenta o custo da produção da energia no país. A crise hídrica levou o país a acionar mais usinas termelétricas e a aumentar a importação de energia para garantir o atendimento à demanda no Brasil. As usinas térmicas são as mais cara do sistema elétrico. Energia gerada pelas termelétricas é recorde no Brasil em julho, e a geração de hidrelétricas é a menor desde 2002 Normalmente, quando a conta das bandeiras tarifárias termina o ano com déficit, o custo é repassado aos consumidores no ano seguinte, junto com o reajuste de cada distribuidora de energia. Nível de reservatórios de hidrelétricas é o mais baixo para esta época do ano desde 2000 Bolsonaro Na quinta-feira (14), o presidente Jair Bolsonaro comemorou as recentes chuvas e afirmou que determinará ao ministro Bento Albuquerque, de Minas e Energia, que mude a bandeira tarifária da energia elétrica de "vermelha" para "normal" em novembro. Procurados, o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Aneel afirmaram que, "por enquanto", não vão comentar a declaração do presidente. Atualmente, a bandeira em vigor não é a "vermelha", mas a "escassez hídrica", a mais cara do sistema, que adiciona R$ 14,20 às faturas para cada 100 kW/h consumido. Somente os consumidores de baixa renda que aderiram à tarifa social são isentos da bandeira de "escassez hídrica". No caso desses consumidores, a bandeira vigente é a vermelha patamar 2, cujo custo adicional é de R$ 9,49 por 100 kWh consumidos. Bandeira pode ser insuficiente A bandeira de "escassez hídrica" entrou em vigor em setembro, justamente para tentar cobrir o déficit na conta das bandeiras tarifárias. Na época, o governo e a Aneel anunciaram que a bandeira ficaria em vigor até abril de 2022 e seria suficiente para cobrir o aumento de custos para geração de energia. Porém, especialistas e as próprias distribuidoras de energia calculam que a bandeira será insuficiente. A consultoria MegaWhat, especializada no setor elétrico, estima que o déficit na arrecadação das bandeiras tarifárias ao final do ano será de R$ 7,97 bilhões. A secretária-executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Dadald, ao participar de um evento do setor elétrico na quarta--feira (13), disse que as distribuidoras de energia já avisaram o ministério que bandeira de escassez hídrica não será suficiente para cobrir os custos de geração de energia, devido ao aumento do preço dos combustíveis. Muitas usinas termelétricas funcionam a óleo, óleo diesel e gás natural, produtos que tiveram sucessivos reajustes de preços nos últimos meses. Segundo Dadald, o governo, a Aneel e as distribuidoras estão avaliando "várias alternativas" para solucionar o descasamento entre a arrecadação das bandeiras e os custos de produção de energia. Ainda no evento, Dadald afirmou que o governo não cogita reajustar a bandeira "escassez hídrica" e reforçou que essa bandeira continua em vigor até abril de 2022. Procurada pelo g1 no começo de outubro para detalhar qual a projeção da agência para a conta das bandeiras tarifárias, a Aneel alegou não ter projeções. Veja Mais

Nível de reservatórios de hidrelétricas é o mais baixo para esta época do ano desde 2000

G1 Economia Apesar disso, presidente Jair Bolsonaro defendeu na quinta (14) baixar taxa da bandeira tarifária. Especialistas avaliam que cobrança mais cara deve continuar. Os reservatórios de hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste, que respondem por mais da metade do potencial de geração de energia do país, registram atualmente o mais baixo armazenamento médio de água para esta época do ano desde 2000, quando teve início a série histórica do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Na quinta-feira (14), o armazenamento médio nesses reservatórios era de 16,86%. Esse índice é inferior inclusive ao registado na mesma data de 2001 (21,4%), quando vigorava um racionamento de energia no país. Também na quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro defendeu a normalização da cobrança da bandeira tarifária nas contas de luz dos consumidores brasileiros. Ele afirmou que voltou a chover no país, o que ajuda na recuperação dos reservatórios, e que por isso determinará ao ministro Bento Albuquerque, de Minas e Energia, que, para novembro, mude a bandeira para "normal". Hoje vigora a bandeira de "escassez hídrica", a mais cara, anunciada em agosto e que adiciona R$ 14,20 às faturas para cada 100 kW/h consumidos. Se a bandeira voltasse, por exemplo, para o patamar 2 da vermelha, a segunda mais cara, a cobrança cairia para R$ 9,49 por 100 kWh consumidos. Ana Flor, sobre volta da bandeira da conta da luz ao patamar normal: ‘É uma fala populista do presidente’ O ministro, entretanto, não tem poder para alterar a bandeira tarifária. Essa responsabilidade é da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Um ex-diretor da Aneel e a associação das distribuidoras de energia, ouvidos pelo g1, defenderam a manutenção da bandeira "escassez hídrica". Eles apontam que os recursos são necessários para cobrir os custos mais altos de produção de energia no país e que a redução da taxa extra pode levar a aumento de consumo num momento em que a crise no setor elétrico ainda não foi solucionada (leia mais abaixo). Um dia antes da declaração de Bolsonaro, a secretária-executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Pereira, afirmou que a bandeira "escassez hídrica", em vigor, não arrecadará o suficiente para cobrir o aumento de custos no setor elétrico neste ano e que a pasta estuda uma solução para esse buraco. Arrecadação Além de sinalizar, por meio das cores, quando o custo da produção de energia no Brasil sobe, a bandeira tarifária tem a função de arrecadar, por meio de cobrança extra nas contas de luz, recursos que são usados para pagar pelo uso mais intenso de termelétricas, usinas que geram energia mais cara que as hidrelétricas. É o que ocorre atualmente. Antes da criação do sistema de bandeiras tarifárias, as distribuidoras de energia cobriam, num primeiro momento, os gastos extras com termelétricas. Esse custo, porém, era repassado aos consumidores, com juros, no ano seguinte. Em 2014, quando país viveu um cenário parecido com o atual, de escassez de chuvas e baixo nível nos reservatórios de hidrelétricas, as distribuidoras não conseguiram cobrir os custos, bilionários, do uso mais intenso de termelétricas. Ao invés de aumentar a arrecadação, na época o governo optou por fazer um empréstimo junto a um grupo de bancos para pagar, num primeiro momento, pelo uso de térmicas. Esse empréstimo foi repassado ao longo dos anos seguintes, em parcelas, às contas de luz. Em 2015, a Aneel informou que o empréstimo custaria R$ 34 bilhões aos consumidores. Desse total, R$ 12,8 bilhões se referiam a juros. Manutenção O ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Edvaldo Santana disse que discorda da avaliação feita por Bolsonaro e defendeu a manutenção da bandeira tarifária com cobrança mais alta. Ele avaliou que a bandeira mais cara tem um custo alto para a sociedade mas é necessária também para evitar um aumento no consumo de energia nesse momento, que poderia causar uma crise maior no setor elétrico. “A consequência disso [aumento do consumo de energia] é alongar a crise ou, quem sabe, aprofundar os efeitos dela até porque a perspectiva para o ano que vem é de chuva ainda abaixo da média”, disse Santana. De acordo com ele, "não há ainda sinal concreto de que os problemas", como apagões e um novo racionamento, "não acontecerão nos próximos meses." O presidente da Abradee, associação que representa as distribuidoras, Marcos Madureira, também defendeu a manutenção da cobrança mais alta da bandeira tarifária. Ele apontou que o conjunto de medidas que vêm sendo adotadas pelo governo para garantir o atendimento da demanda por energia no Brasil, além da disparada no preço de combustíveis como diesel e gás natural, que são usados em boa parte das termelétricas brasileiras, levam ao aumento de custos do setor que precisa ser coberto. "Nesse momento, nós entendemos a importância da bandeira, a importância da permanência de uma bandeira que procura trazer um recurso adicional para pagamento das contas de geração de energia, que estão mais elevadas em função dessas medidas necessárias para o enfrentamento desse cenário de escassez hídrica", disse. VÍDEOS: assista a mais notícias sobre economia Veja Mais

Governo autoriza verba extra que garante orçamento mínimo para realização do Censo em 2022, diz IBGE

G1 Economia Secretaria Especial do Tesouro e Orçamento informou à Advocacia Geral da União que 'é possível' aumentar o valor a ser repassado ao instituto para realizar a pesquisa. O governo federal vai garantir o orçamento mínimo solicitado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para realizar o Censo em 2022. A informação foi divulgada na manhã desta sexta-feira (15) pelo próprio instituto, um dia após o governo anunciar que iria ampliar a verba a ser repassada ao instituto. Serão repassados ao IBGE de R$ 2.292.907.087,00, quase R$ 300 milhões a mais do que foi inicialmente aprovado pelo Congresso no Orçamento da União para o próximo ano. O aumento do recurso se dará por meio de uma emenda ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). Essa emenda ainda precisa ser votada pelo Congresso, que tende a aprová-la tendo em vista a mudança de posicionamento expressa pelo governo após intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF). "Em ofício à Advocacia Geral da União (AGU), a Secretaria do Tesouro informa que 'é possível' a ampliação do orçamento do Censo nos termos esclarecidos pelo Instituto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os recursos complementares sairão do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), supervisionado pelo Ministério da Economia", esclareceu o IBGE em nota divulgada à imprensa. No projeto do Orçamento de 2022, o governo incluiu uma previsão menor, de R$ 2 bilhões. Veja no vídeo abaixo: IBGE: verba de R$ 2 bilhões para censo em 2022 é insuficiente Intervenção do STF A decisão do governo ocorre após o IBGE confirmar ao STF que essa é a verba necessária para a pesquisa. Partiu do ministro Gilmar Mendes a ordem para que o instituto esclarecesse qual era o valor necessário para colocar a pesquisa em campo, mediante documentação comprovatória. O ministro exigiu, ainda, que fosse apresentada documentação que comprovasse que o IBGE fez pedidos ao governo federal dos créditos orçamentários suficientes. A intervenção do STF ocorreu após o governo do estado do Maranhão informar ao judiciário que o governo federal estaria descumprindo a decisão tomada pela Corte em maio deste ano estabelecendo que a pesquisa demográfica deve ser feita em 2022. Em sua resposta ao ministro, o IBGE reafirmou "a absoluta necessidade dos recursos demandados para a realização do Censo Demográfico em 2022, no valor de R$ 2.292.907.087,00". No mesmo comunicado, o órgão enfatizou que a necessidade orçamentária já havia sido demonstrada pelos parâmetros descritos em nota técnica emitida pela Coordenação Operacional dos Censos (COC) no dia 9 de agosto deste ano. ENTENDA: a importância do Censo . Histórico A pesquisa populacional voltou a ser alvo de uma disputa judicial após o Supremo ser informado pelo estado do Maranhão que a União estaria descumprindo decisão do próprio tribunal. Em maio, o STF decidiu que o governo Jair Bolsonaro tem de fazer o Censo em 2022. Nessa decisão, o Supremo também definiu que o governo tem de reservar recursos orçamentários e tomar todas as providências administrativas para que o IBGE consiga fazer o Censo. Relembre na reportagem: STF obriga o governo a realizar o censo demográfico em 2022 A pesquisa nacional é realizada a cada 10 anos e, com base nesse cronograma, deveria ter sido feita em 2020. O Censo foi adiado inicialmente em razão da pandemia mas, nos Orçamentos de 2021 e 2022, o governo reservou valores insuficientes para a pesquisa. O governo do Maranhão afirmou ao STF que o IBGE chegou a comunicar à Junta Orçamentária que os recursos não seriam suficientes – mas não recebeu proposta de solução para esse déficit. Veja Mais

BC da China afirma que risco da Evergrande é 'controlável'

G1 Economia Com mais de US$ 300 bilhões de dívida, gigante do setor imobiliário chinês está à beira do colapso, o que gera preocupações nos mercados globais. Prédio da incorporadora Evergrande no centro de Hong Kong, em imagem de arquivo Bobby Yip/Reuters O Banco Central da China afirmou nesta sexta-feira (15) que o risco de contágio da gigante do setor imobiliário chinês Evergrande para o setor financeiro é "controlável", rompendo o silêncio sobre os problemas da empresa, ameaçada de falência, informou a imprensa estatal. As autoridades locais "estão fazendo um trabalho de eliminação de riscos e resolução de acordo com os princípios da lei e do mercado", afirmou Zou Lan, diretor do Banco Popular da China, de acordo com o Shanghai Securities News, meio de comunicação vinculado à agência oficial de notícias Xinhua. Com mais de US$ 300 bilhões de dívida, a Evergrande está à beira do colapso, o que pode ter consequências para o conjunto da segunda economia mundial. Crise na Evergrande: por que o mercado está em alerta e quais as possíveis consequências para o Brasil e o mundo A crise de liquidez acontece no momento em que o setor imobiliário chinês enfrenta um maior controle das autoridades, que adotaram novas regras para evitar a especulação e o endividamento excessivo das empresas. Zou disse que a Evergrande deve intensificar a alienação de ativos e a retomada da construção de projetos, para os quais as autoridades fornecerão apoio financeiro. Alguns credores tiveram "mal-entendidos" sobre as políticas de controle da dívida do banco central, causando tensões financeiras para algumas incorporadoras, já que alguns novos projetos não conseguiram obter empréstimos mesmo depois de pagarem os empréstimos existentes, afirmou. As incorporadoras chinesas enfrentam mais de 500 milhões de dólares em pagamentos de cupons de títulos de alto rendimento antes do final deste mês. Dados da Refinitiv mostram que os pagamentos de cupons pela Kaisa Group Holdings e Fantasia Holdings vencem neste fim de semana. Miriam Leitão comenta crise da Evergrande Veja Mais

Veja as vagas de emprego oferecidas em Petrolina, Araripina e Salgueiro nesta sexta-feira (15)

G1 Economia Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. Carteira de trabalho Divulgação/Prefeitura de Aparecida de Goiânia Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta sexta-feira (15) em Petrolina, Araripina e Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no G1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE Veja Mais

Greenpeace denuncia impacto das 'macrogranjas' na poluição da água na Espanha

G1 Economia Segundo relatório, contaminação po nitratos disparou nos últimos anos no país. Criação de porcos em Medianeira RPC Foz do Iguaçu O Greenpeace denunciou nesta quinta-feira (14) a responsabilidade das "macrogranjas", em plena expansão na Espanha, na contaminação das águas por nitratos, que disparou nos últimos anos. Em um relatório intitulado "macrogranjas, veneno para a Espanha rural", a organização ambientalista critica "a expansão descontrolada da pecuária industrial na Espanha e o seu enorme impacto ambiental", portanto, requer "uma moratória" em novos projetos nesta área. De acordo com dados citados pela ONG, o número de animais nas fazendas espanholas aumentou 33,2% entre 2015 e 2020, com mais 139,8 milhões de exemplares. O número de suínos, com destaque para a contaminação por nitrato, cresceu 21,5%. Água da louça para regar plantação: ciência dá alternativas para agricultura sobreviver com seca Seca vai deixar alimentos ainda mais caros; entenda Na visão do Greenpeace, o impacto sobre a poluição da água é imenso. Com base em dados oficiais, o Greenpeace indica que 75% das águas subterrâneas tiveram um aumento da poluição por nitratos entre 2016 e 2019 e que a taxa média de nitratos na água aumentou 51,5% no país nesse período. A organização afirma ter realizado estudos próprios das águas de todo o país entre abril e setembro, o que lhe permitiu constatar que cerca de um terço (28,7%) delas ultrapassou o nível autorizado de nitratos para serem consideradas potáveis. No documento, o Greenpeace denunciou a inércia do poder público e a "ineficácia das 'Zonas Vulneráveis ao Nitrato (ZVN)'", instituídas pelo governo para proteger os territórios da contaminação por nitrato. A área das ZVN aumentou para quatro milhões de hectares em dez anos, chegando a 12 milhões de hectares em 2021, o equivalente a 24% da superfície do país. "É um verdadeiro paradoxo declarar, por um lado, cada vez mais" ZVN e ao mesmo tempo "aumentar a pressão (...) com o aumento excessivo e descontrolado do número de animais" nas fazendas, observou o Greenpeace. Em relatório publicado na segunda-feira, a Comissão Europeia estimou que a Espanha fazia parte do grupo de países com "problema de gestão sistêmica" de resíduos agrícolas e instou-a a tomar medidas adicionais para controlar os níveis de nitrato. Nesta semana, vários meios de comunicação responsabilizaram as fazendas de suínos pela falta de oxigênio no Mar Menor, que está na origem da morte de milhares de peixes nesta enorme lagoa de água salgada em Murcia (sudeste). No início de outubro, duas ONGs denunciaram a Espanha à Comissão Europeia pela poluição do Mar Menor, produto da "saturação de químicos" na agricultura, segundo os denunciantes. Veja Mais

Itaipu pode ajudar a restabelecer energia durante apagões no Brasil, diz diretor-geral da usina

G1 Economia Durante grave crise hídrica brasileira, diretor-geral brasileiro da Itaipu disse que usina tem produzido menos energia do que poderia como forma de estratégia da ONS. Itaipu Binacional é utilizada de forma estratégica para ajudar com possíveis apagões no Brasil Rubens Fraulini/Itaipu Binacional Em meio à grave crise hídrica brasileira, a Itaipu Binacional tem trabalhado de forma estratégica para possibilitar o restabelecimento de energia durante possíveis apagões em grandes centros do Brasil. A informação foi divulgada, nesta quinta-feira (14), pelo diretor-geral brasileiro da usina, general João Francisco Ferreira. Após seis meses como diretor-geral, Ferreira explicou que a hidrelétrica tem potencial para produzir mais energia do que tem ofertado atualmente, mas segue a determinação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e, por isso, atua com uma produção menor. "Nós produzimos [energia] daquilo que nos é solicitado. Nós temos uma capacidade de produzir energia em grande quantidade em pouco tempo, então Itaipu é estratégica, porque nós estamos produzindo hoje pouco em relação ao que podemos, de acordo com a orientação que vem de cima, para equilibrar o sistema e evitar um risco de apagões ou crises dessa natureza." Os fatores que fazem disparar risco de apagão no Brasil Crise hídrica: Aneel aprova leilão para contratação emergencial de energia elétrica Doutora em engenharia química analisa atual momento da crise hídrica no Brasil e afirma: 'Devemos nos preocupar com a água' De acordo com Ferreira, em casos de apagões, por exemplo, em São Paulo (SP) ou Rio de Janeiro (RJ), a hidrelétrica binacional poderá ofertar mais energia em pouco tempo. "Itaipu pode ser demandada para que saia com uma produção 'x', para dois 'x' em questão de 7, 8, no máximo 10 minutos. Isso faz a diferença. Podemos restabelecer a energia se houver um problema em alguma região que seja grande consumidora. Itaipu é estratégica e, por isso, ela é preservada para nesse momento de crise ela atuar." A administração da produção de energia nacional ocorre por meio do ONS, que atua com um grupo de crise e com o Ministério de Minas e Energia. General João Francisco Ferreira completou seis meses como diretor-geral brasileiro da Itaipu Marcos Landim/RPC Energia mais barata O gestor brasileiro da usina destacou ainda que a Itaipu deve reduzir a tarifa da energia produzida pela hidrelétrica em 2022, após a dívida feita para construção da usina terminar. Dessa forma, é possível haver uma redução na conta de luz dos consumidores, segundo Ferreira. "Seguramente, pelas regras atuais, previstas no nosso tratado de Itaipu, é matemático, a tarifa cai e nós vamos vender energia elétrica para a Eletrobrás e para Ande muito mais barata que agora. Isso só não acontecerá se por algum motivo qualquer os negociadores, Brasil e Paraguai, decidirem alguma coisa diferente. Caso contrário, o benefício vai ser na conta de luz dos brasileiros e dos paraguaios, que vai diminuir o preço." Leilões na Vila A Durante a coletiva de imprensa, o diretor-geral mencionou ainda o andamento do processo de leilões das casas da Vila A, que pertencem à Itaipu. O primeiro leilão será apenas com casas vazias, para servir de base para o segundo, que deve leiloar 860 residências ocupadas por moradores. "Vamos fazer esse [primeiro] leilão de acordo com a lei, normal e sem afetar absolutamente ninguém. Então, após esse leilão, nós começaremos a estudar o processo para as casas subsequentes, isso demora bastante tempo. Então acreditamos que as próximas vendas, quando houverem, só ocorrerão a partir de 2022." Perimetral leste Projeto como deve ficar a Perimetral Leste, em Foz do Iguaçu Itaipu Binacional/Divulgação Com recursos da Itaipu, a obra da perimetral leste está atrasada em Foz do Iguaçu. Segundo o diretor-geral, isso ocorreu por causa das desapropriações e mudanças no projeto original. "São reajustes normais, previstos e que têm que ser pagos. Por isso houve um pequeno retardo na perimetral, que vai nos levar à conclusão da perimetral, a princípio, para 2023, mas os recursos já estão, digamos, disponibilizados." A construção começou em março de 2021 e estava prevista para ser entregue até o final de 2022, com o investimento de mais de R$ 140 milhões. O novo acesso fará a ligação entre a Ponte da Integração, que está sendo construída sobre o Rio Paraná, e a rodovia BR-277, com 15 quilômetros de extensão. O objetivo do projeto é solucionar o problema logístico do trecho. VÍDEOS: Crise hídrica no Paraná Veja mais notícias da região no g1 Oeste e Sudoeste. Veja Mais

Ao falar de privatização da Petrobras, Bolsonaro tenta atrair apoios perdidos para 2022

G1 Economia A fala do presidente Jair Bolsonaro sobre “ter vontade de privatizar a Petrobras” nada mais é do que uma tentativa de reaproximação com setores do mercado financeiro que já abandonaram o governo e procuram outra opção para apoiar em 2022. Em entrevista a uma rádio de Pernambuco nesta quinta-feira (14), Bolsonaro, questionado sobre a alta do preço dos combustíveis, afirmou ter vontade de privatizar a Petrobras. O presidente se queixou de que o aumento da gasolina é sempre apontado como culpa dele. E repetiu a argumentação de que ele pouco pode fazer frente ao preço que a Petrobras cobra nos combustíveis – atrelado ao preço internacional do petróleo. Não se engane: Bolsonaro não quer a Petrobras privatizada. Também não quer Banco do Brasil ou Caixa Econômica Federal vendidos, assim como já se opôs à privatização da Ceagesp ou às operações do porto de Santos. Bolsonaro diz em entrevista que tem vontade de privatizar a Petrobras Ex-comandante das privatizações do governo Bolsonaro, o empresário Salim Mattar já afirmou em entrevistas que, desde a montagem do governo, o presidente eleito deixava claro que era a favor de um programa de venda de ativos, desde que não se mexesse nas três jóias da coroa: Petrobras, BB e Caixa. Salim, por sinal, deixou o governo numa debandada por não conseguir tocar a agenda de privatizações. Um dos presidentes do Banco do Brasil na gestão Bolsonaro, Rubem Novaes, também deixou o banco pela impossibilidade de privatização de uma instituição, segundo ele, pronta para o processo de venda. Há poucas semanas, o ministro Paulo Guedes deu uma declaração de que o governo avaliava privatizar a Petrobras “em um segundo mandato”. Foi o primeiro sinal para aquela fatia do mercado que já está descrente da agenda do governo, cada vez mais próximo de pautas populistas que podem comprometer a agenda fiscal do país. VÍDEOS: veja mais notícias de política Veja Mais

Aeroporto de Viracopos registra em setembro maior fluxo de passageiros do ano

G1 Economia Aeroporto internacional de Campinas recebeu 917,3 mil viajantes no mês. Concessionária destaca a relação do aumento da vacinação com a retomada dos voos domésticos e internacionais. Fluxo de passageiros em Viracopos Aeroportos Brasil Viracopos O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), registrou, em setembro, a maior movimentação de passageiros em 2021. De acordo com a concessionária Aeroportos Brasil, que administra a estrutura, passaram pelo terminal durante o mês 917,3 mil pessoas. O número é 62,43% maior em relação ao ano passado, quando o fluxo foi afetado de maneira severa pela pandemia da Covid-19. O avanço da vacinação contra a doença, inclusive, coincide com a retomada dos voos internacionais e nacionais em Viracopos. Por isso, o índice registrado em setembro pela concessionária representa o sétimo aumento seguido na comparação com 2020. Já no acumulado dos nove primeiros meses de 2021, o aumento foi de 59,38%. De acordo com o levantamento, de janeiro a setembro deste ano, 7,1 milhões de pessoas transitaram pelo aeroporto em embarque, desembarque ou conexões. Já no mesmo período do ano passado, o número foi de 4,4 milhões. Ainda assim, os índices de 2021 são menores do que os registrados nos primeiros nove meses de 2019, antes da pandemia da Covid-19, quando o terminal recebeu 7,9 milhões de passageiros. O levantamento ainda apresenta uma comparação do número aferido em setembro com o fluxo registrado em agosto, que foi de 914,7 mil passageiros. Entre os meses de agosto e setembro deste ano, pelo menos 7 mil trabalhadores do aeroporto e de empresas prestadoras de serviço receberam a segunda dose da vacina contra a doença. Já nos 31 municípios da área de cobertura do g1 Campinas, 2.175.622 pessoas estão completamente imunizadas contra a Covid, o que representa 61,97% da população. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no G1 Campinas Veja Mais

Em meio à alta no preço dos combustíveis, Bolsonaro diz ter 'vontade de privatizar' a Petrobras

G1 Economia Presidente não detalhou o processo de venda da estatal seria feito, mas disse que discutirá o tema com a equipe econômica. Em meio à alta de preços dos combustíveis, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (14) que tem “vontade de privatizar a Petrobras”. Ele não deu detalhes de como seria o processo de venda da estatal e disse que discutirá o tema com a equipe econômica. Bolsonaro deu a declaração em entrevista à rádio Novas de Paz, de Pernambuco. O presidente repetiu a argumentação dos últimos meses. Ele alega que não tem culpa pela alta do preço dos combustíveis. Além disso, o presidente demonstra irritação quando é cobrado pela disparada dos preços. O preço final dos combustíveis é composto pelo preço cobrado pela Petrobras nas refinarias (atrelado ao mercado internacional, segundo o governo), mais tributos federais (PIS/Pasep, Cofins e Cide) e estadual (ICMS), além do custo de distribuição e revenda. Na gasolina, há ainda o custo do etanol anidro. No diesel, tem a incidência do biodiesel. As variações de todos esses itens é o que determina o quanto o combustível vai custar nas bombas. Só que a desvalorização do real perante o dólar encarece os derivados de petróleo para o consumidor brasileiro, já que o produto é negociado no mundo inteiro na moeda norte-americana. Para Bolsonaro, a ação dele como presidente sobre todos esse fatores é limitada. "É muito fácil. Aumentou a gasolina? Culpa do Bolsonaro. Eu tenho vontade... Já tenho vontade de privatizar a Petrobras. Tenho vontade, vou ver com a equipe econômica o que a gente pode fazer. O que acontece? Eu não posso... Não é controlar. Eu não posso melhor direcionar o preço do combustível, mas, quando aumenta, a culpa é minha. Aumenta o gás de cozinha, e a culpa é minha, apesar de ter zerado o imposto federal, coisa que não acontece por parte de muitos governadores", disse o presidente. Na campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro disse que "não gostaria" de ver a Petrobras privatizada. Na ocasião, declarou que a medida só seria feita "se não houver solução". Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu no mês passado que a Petrobras entre na "fila" das privatizações nos próximos anos. Gerson Camarotti 'Bolsonaro ‘repassa responsabilidade’ para estados e não cobra a Petrobras' Alta no preço dos combustíveis De acordo com os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados pelo IBGE, no acumulado nos últimos 12 meses até setembro, a gasolina subiu 39,6% no país e o gás de botijão avançou 34,67%. Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostrou que o preço médio da gasolina comum nas bombas atingiu R$ 6,092 por litro na última semana de setembro — na 8ª alta semanal consecutiva. No caso dos combustíveis, a explicação para o aumento dos preços está em vários fatores, mas, principalmente, no valor do petróleo e no câmbio. A alta do preço do barril e a desvalorização do real perante o dólar dificultam a redução dos valores. O dólar e a cotação do petróleo têm mais influência sobre os preços no Brasil desde 2016, quando a Petrobras passou a praticar o Preço de Paridade Internacional (PPI), que se orienta pelas flutuações do mercado internacional. ICMS Bolsonaro ainda elogiou a aprovação, na Câmara, de um projeto que muda o cálculo do ICMS para tentar diminuir o preço dos combustíveis. O texto ainda precisa do aval do Senado. A proposta determina que o ICMS cobrado em cada estado será calculado com base no preço médio dos combustíveis nos dois anos anteriores. Câmara aprova proposta que altera cobrança do ICMS sobre combustíveis Atualmente, o ICMS aplicado nos combustíveis tem como referência o preço médio da gasolina, do diesel e do etanol nos 15 dias anteriores em cada estado. Ou seja, a cada 15 dias, a base de cálculo muda – e passa a incluir a oscilação recente no preço. Bolsonaro disse que não se trata do “projeto ideal”, mas que Lira aprovou “o que foi possível”. O deputado estima que a redução nos preços pode chegar a 7% neste ano. Bolsonaro tenta há meses responsabilizar os governadores pela alta dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha, em razão da cobrança de ICMS, um tributo estadual que incide nesses produtos. Composição dos preços do combustível Economia G1 VÍDEOS: veja mais notícias de política Veja Mais

Bovespa opera em alta acompanhando mercados externos

G1 Economia Na quarta-feira, o principal índice da bolsa avançou 1,14%, a 113.456 pontos. O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em alta nesta quinta-feira (14), acompanhando o movimento positivo nos mercados externos. Às 10h12, o Ibovespa tinha alta de 0,25%, a 113.376 pontos. Veja mais cotações. Na quarta-feira, a bolsa fechou em alta de 1,14%, a 113.456 pontos. Com o resultado, passou a acumular alta de 2,24% no mês. No ano, tem queda de 4,67%. Cenário Na cena externa, as atenções estão voltadas para a divulgação de dados de preços ao produtor e pedidos de auxílio-desemprego nos EUA. Na China, o Índice de Preços ao Produtor (PPI), que mede o custo dos bens ao sair da fábrica, subiu 10,7% em ritmo anual em setembro, a maior alta em 25 anos, impactados pelo encarecimento da energia, de acordo com dados oficiais publicados nesta quinta-feira. Na Alemanha, os institutos econômicos reduziram a estimativa de crescimento em 2021 para a maior economia da Europa de 3,7% a 2,4%, devido aos problemas registrados nas redes de abastecimento mundiais de matérias-primas e componentes industriais. Em 2020, o PIB alemão tombou 4,9%. Na agenda doméstica, o IBGE divulgou mais cedo que o setor de serviços registrou alta de 0,5% em agosto, na quinta alta seguida. Apesar do crescimento, o setor ainda está 7,1% abaixo do recorde histórico, alcançado em novembro de 2014. O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, seguem em Washington, onde participam da reunião anual do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. Na véspera, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que muda o cálculo da tributação a fim de se alcançar uma redução nos preços dos combustíveis. A proposta determina que o ICMS cobrado em cada estado será calculado com base no preço médio dos combustíveis nos dois anos anteriores. FMI reduz previsão de crescimento da economia global Veja Mais

BC ajuda, e dólar volta a operar abaixo de R$ 5,50

G1 Economia Na quarta-feira, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,51%, a R$ 5,5081, após o BC injetar US$ 1 bilhão no mercado. Notas de real e dólar em casa de câmbio no Rio de Janeiro Reuters O dólar dá sequência ao movimento da véspera e opera em queda nesta quinta-feira (14), voltando a ficar abaixo dos R$ 5,50, com a ajuda do Banco Central no mercado de câmbio. Às 10h28, a moeda norte-americana recuava 0,29%, cotada a R$ 5,4919. Veja mais cotações Na quarta-feira, o dólar chegou a bater R$ 5,57 mas fechou em queda de 0,51%, a R$ 5,5081, após o Banco Central injetar US$ 1 bilhão no mercado de câmbio. Com o resultado, passou a acumular alta de 1,15% no mês e de 6,19% no ano. O volume injetado pelo Banco Central na véspera foi o dobro do colocado na última vez que o BC recorreu a esse recurso de forma extraordinária, em 30 de setembro. Nesta quinta-feira, o BC faz nova oferta de até US$ 1 bilhão em contratos de swap cambial tradicional. Além disso, faz também leilão de swap cambial para rolagem de até 15 mil contratos com vencimento em 1° de junho e 1° de setembro de 2022. Entenda as 3 formas mais comuns em que o dólar impacta a inflação Por que o dólar sobe? Assista no vídeo abaixo: Entenda a alta do dólar c Cenário Na cena externa, as atenções estão voltadas para a divulgação de dados de preços ao produtor e pedidos de auxílio-desemprego nos EUA. No China, o Índice de Preços ao Produtor (PPI), que mede o custo dos bens ao sair da fábrica, subiu 10,7% em ritmo anual em setembro, a maior alta em 25 anos, impactados pelo encarecimento da energia, de acordo com dados oficiais publicados nesta quinta-feira. Na Alemanha, os institutos econômicos reduziram a estimativa de crescimento em 2021 para a maior economia da Europa de 3,7% a 2,4%, devido aos problemas registrados nas redes de abastecimento mundiais de matérias-primas e componentes industriais. Em 2020, o PIB alemão tombou 4,9%. Na agenda doméstica, o IBGE divulgou mais cedo que o setor de serviços registrou alta de 0,5% em agosto, na quinta alta seguida. Apesar do crescimento, o setor ainda está 7,1% abaixo do recorde histórico, alcançado em novembro de 2014. O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, seguem em Washington, onde participam da reunião anual do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. Na véspera, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que muda o cálculo da tributação a fim de se alcançar uma redução nos preços dos combustíveis. A proposta determina que o ICMS cobrado em cada estado será calculado com base no preço médio dos combustíveis nos dois anos anteriores. Para economista, projeto que muda ICMS sobre combustível trará 'alívio limitado' Veja Mais

Número de beneficiários da Tarifa Social pode dobrar e chegar a 24 milhões de famílias, diz Aneel

G1 Economia Agência diz que 11,5 milhões de famílias cumprem requisitos mas não estão no programa, que dá desconto na conta de luz. Tarifa Social tem hoje 12 milhões de famílias e custa R$ 3,6 bi. O número de beneficiários da Tarifa Social de Energia Elétrica, programa que dá desconto na conta de luz de famílias de baixa renda, pode dobrar em 2022 e chegar a quase 24 milhões, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta quarta-feira (13). Atualmente 12,3 milhões de famílias são beneficiárias do programa, que custa cerca de R$ 3,6 bilhões por ano. Esse valor é pago por todos os consumidores de energia elétrica por meio de cobrança de encargo nas contas de luz. Segundo a Aneel, porém, há outras 11,5 milhões de famílias que se enquadram nos critérios para participar do Tarifa Social e que podem ser incluídas no programa a partir do ano que vem, quando as distribuidoras de energia terão que implantar o cadastrado automático de beneficiários. Desse total: 7,4 milhões de famílias são oriundas do Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal; 4,1 milhões são beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada (BPC). A Aneel aprovou nesta quarta a abertura de consulta pública para regulamentar como será feito esse cadastro automático pelas distribuidoras. O número de cadastros automáticos, contudo, pode ser menor, ressaltou Daniel Bego, especialista em regulação da Aneel, devido a dados incompletos, duplicidade de cadastro (mesmo CPF no CadÚnico e no BPC), entre outros motivos que impossibilitem a inscrição automática. A agência não informou qual a estimativa para o custo do programa em 2022 se o aumento no número de beneficiários se confirmar. Cadastro automático A lei que cria o cadastro automático das famílias na tarifa social foi aprovada pelo Congresso em agosto e sancionada em setembro. Atualmente, não há essa obrigação. As famílias precisam dirigir-se à distribuidora de energia que atua na região em que vivem para solicitar o benefício. O cadastro automático entra em vigor em 11 de janeiro de 2022 e será feito pelas próprias distribuidoras de energia, com base nos dados do CadÚnico e do BPC. Têm direito à Tarifa Social de Energia Elétrica: Famílias inscritas no Cadastro Único com renda familiar per capita menor ou igual a meio salário mínimo (R$ 550); Famílias inscritas no Cadastro Único com renda mensal de até 3 salários mínimos (R$ 3.300), que tenham no domicílio portador de doença ou deficiência (física, motora, auditiva, visual, intelectual e múltipla) cujo tratamento, procedimento médico ou terapêutico exija o uso continuado de aparelhos, equipamentos ou instrumentos que, para o seu funcionamento, demandem consumo de energia elétrica; e Idosos com 65 anos ou mais ou pessoas com deficiência que recebam o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC); O desconto da tarifa social é dado de acordo com o consumo mensal de cada família e varia de 10% a 65%, até o limite de consumo de 220 quilowatts-hora (kWh) por mês. A exceção são as famílias indígenas e quilombolas inscritas no Cadastro Único, que têm desconto de 100% até o limite de consumo de 50 kWh/mês. VÍDEOS: assista a mais notícias sobre economia Veja Mais

Moradores do Oeste Paulista podem se inscrever em concursos públicos e processos seletivos para diversas áreas

G1 Economia Há oportunidades em Adamantina, Indiana, Lucélia, Presidente Prudente, Presidente Venceslau e Teodoro Sampaio. Inscrições devem ser feitas pela internet. Prefeitura de Adamantina abre vagas para processo seletivo Reprodução/TV Fronteira Municípios da região de Presidente Prudente (SP) estão com vagas abertas para concursos públicos e processos seletivos nesta quarta-feira (13). Adamantina A Prefeitura de Adamantina (SP) tornou pública a realização de novo processo seletivo para a contratação temporária de profissionais de ensino médio e de nível superior. De acordo com o edital, os cargos disponíveis são para: auxiliar de laboratório; educador de Emei - ciclo I; farmacêutico; procurador municipal; professor de educação do ensino fundamental - PEB I; professor de educação infantil Emei - ciclo II; professor PEB II - educação artística; professor PEB II - educação especial (DM e DA); professor PEB II - educação física; professor de EJA (Educação de Jovens e Adultos) e professor PEB II - inglês. A remuneração prevista varia de R$ 1.208,55 a R$ 2.982,48. Os interessados devem se inscrever a partir do dia 21 de outubro até o dia 2 de novembro, pela internet. Escola Técnica Estadual Adamantina A Etec Engenheiro Herval Bellusci, em Adamantina (SP), abriu dois processos seletivos para contratação temporária de professores. Para docentes de ensino médio e técnico, são oferecidos R$ 18,35 por hora-aula prestada. As inscrições devem ser feitas entre os dias 1º e 15 de outubro, no site. Presidente Prudente A Etec Professor Doutor Antonio Eufrásio de Toledo, em Presidente Prudente (SP), abriu processo seletivo para a contratação de professores. Há oportunidades disponíveis entre as seguintes áreas, conforme os respectivos editais: Edital nº 032/09/2021: Sociologia (Base Nacional Comum)(Ensino Médio (BNC/ BNCC/ ETIM/ MTec/ EM com Ênfases/ Itinerários Formativos/ PD); Edital nº 032/10/2021: Filosofia (Base Nacional Comum)(Ensino Médio (BNC/ BNCC/ ETIM/ MTec/ EM com Ênfases/ Itinerários Formativos/ PD). O profissional será remunerado no valor de R$ 18,35 a cada hora-aula ministrada. Teodoro Sampaio A Etec Professora Nair Luccas Ribeiro, em Teodoro Sampaio (SP), abriu processo seletivo para a contratação de professores. Para professor de ensino médio e técnico, há oportunidades para formação de cadastro reserva com contratação temporária. A chance é para a disciplina de agricultura orgânica, incorporada ao curso de agropecuária. A remuneração oferecida é de R$ 18,35 por hora-aula ministrada. As inscrições vão até o dia 20 de outubro, no site. Indiana A Prefeitura de Indiana anunciou a abertura de novo processo seletivo para a formação de cadastro reserva para 15 estagiários de níveis médio ou superior. Segundo o edital, há vagas para os seguintes cargos: estagiário de administração (1); estagiário de direito (1); estagiário de ciências contábeis (1); estagiário de enfermagem (2); estagiário de pedagogia (5); estagiário de engenharia civil (1); estagiário de ensino médio (4). A bolsa-auxílio varia de R$ 400 a R$ 600. As inscrições devem ser feitas pela internet até o dia 17 de outubro. Lucélia A Prefeitura de Lucélia (SP) anuncia a abertura de um novo concurso público que visa a contratação de sete profissionais, de nível superior, para cargos na área da educação. Conforme o edital oficial, há vagas para os seguintes cargos: professor de educação infantil II (1); professor de educação básica I (2); professor de educação básica II - inglês (2); professor de educação básica II - história (1); professor de educação básica II - geografia (1). Os profissionais deverão exercer carga horária semanal de 18 a 33 horas e, conforme o edital oficial, receberão remunerações mensais de R$ 1.948,21 a R$ 2.381,12 ou R$ 14,43 por hora de trabalho exercido. As inscrições devem ser feitas pelo site até o dia 15 de outubro. Presidente Venceslau A Prefeitura de Presidente Venceslau (SP) anunciou a realização de um novo processo seletivo, que tem por objetivo o preenchimento de sete vagas, bem como a formação de cadastro reserva destinado à contratação de profissionais, por tempo determinado. De acordo com o edital, há oportunidades disponíveis entre os seguintes cargos: auxiliar de enfermagem (1); cirurgião dentista (1); enfermeiro (1); farmacêutico (1); médico clínico geral (1); monitor de ônibus escolar - área rural (1); monitor de ônibus escolar PEB I (1); PEB I - estudante; PEB I - educação especial; PEB II - artes; PEB II - artes - estudante; PEB II - educação física; PEB II - letras; PEB II - letras - estudante; PEB II - matemática; PEB II - matemática - estudante; professor conservatório municipal; professor de conservatório municipal - estudante e professor de creche. O profissional deve exercer funções em jornadas de 20 a 40 horas semanais, referente a remuneração mensal no valor que alterna entre R$ 940,54 a R$ 3.308,70. As inscrições devem ser feitas pela internet até o dia 14 de outubro. Unesp A Unesp de Presidente Prudente abriu vagas para a realização de novo concurso público para a contratação de profissionais com ensino fundamental. Conforme o edital oficial, há uma vaga para assistente operacional II - área de atuação: elétrica e refrigeração/climatização, em jornada de 40 horas por semana, podendo ser diurno e/ou noturno, em dias de semana, sábados, domingos e/ou feriados. O salário previsto é de R$ 2.302,18. As inscrições devem ser feitas pelo site a partir do dia 20 de outubro até o dia 24 de novembro. VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região. Veja Mais

Após Evergrande, construtora chinesa Sinic alerta sobre risco de calote

G1 Economia Empresa informou que espera não conseguir pagar um título de US$ 250 milhões com vencimento em 18 de outubro, o que pode gerar inadimplência. O Sinic Holdings Group tornou-se a mais recente empresa imobiliária chinesa a alertar para um calote iminente, já que o aumento do risco de contágio deixa os investidores adivinhando quem mais pode enfrentar uma crise de crédito. A construtora listada na Bolsa de Xangai disse em um comunicado à Bolsa de Hong Kong que espera não conseguir pagar um título de US$ 250 milhões com vencimento em 18 de outubro, o que pode gerar inadimplência cruzada em suas outras duas notas. A empresa tem US$ 694 milhões em títulos em circulação, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. A companhia deixou de fazer os pagamentos domésticos em setembro, provocando uma queda de 87% nas ações. Os problemas de Sinic são outro sinal dos riscos ocultos para os investidores no mercado de dívida imobiliária da China, já que a incerteza sobre o futuro da gigante imobiliária chinesa Evergrande Group, pesa sobre o setor. A Evergrande, que está à beira da falência, tem uma dívida acumulada de mais de US$ 300 bilhões e recentemente fez um pequeno acordo com um credor local para evitar o calote dos juros de um título. Crise na Evergrande: por que o mercado está em alerta e quais possíveis consequências para o Brasil Crise da Evergrande é ameaça em país onde 90% têm casa própria A liquidação da Sinic se acelerou desde a inadimplência surpresa da Fantasia Holdings Group Co. na semana passada, gerando preocupações sobre seus concorrentes em dificuldades. Os custos de empréstimos para dívidas com classificação de risco em dólar chinês, que são dominadas por imobiliárias, atingiram seu nível mais alto em cerca de uma década, com rendimentos de 17,5%, de acordo com um índice da Bloomberg. Isso gerou riscos de refinanciamento para o setor, à medida que o acesso a uma fonte importante de financiamento se esgota, ameaçando uma onda de inadimplência se não houver sinais de que as autoridades estejam abrandando a repressão ao setor. Nesse ínterim, as firmas imobiliárias estão lutando para evitar o inadimplemento total de suas obrigações futuras. A Modern Land (China) Co., uma incorporadora sediada em Pequim com US$ 1,35 bilhão de títulos em circulação, está pedindo aos detentores uma prorrogação de três meses para quitar uma nota com vencimento em 25 de outubro. A Xinyuan Real Estate Co., que tem US$ 760 milhões de títulos, está propondo o que a Fitch Ratings considera uma troca de dívida problemática envolvendo uma nota de dólar com vencimento na sexta-feira. Os pagamentos perdidos de empresas imobiliárias representaram 36% dos 175 bilhões de yuan (US$ 27,1 bilhões) em inadimplência de títulos corporativos domésticos neste ano, segundo dados compilados pela Bloomberg. Veja Mais

Dia das Crianças: dar mesada para os filhos é uma boa ideia?

G1 Economia Episódio do podcast Educação Financeira destrinchou formas de ensinar o valor do dinheiro para os filhos e comentou se a mesada é um bom método de ensinar sobre orçamento. A mesada sempre foi assunto polêmico entre pais e filhos: dar uma quantia fixa de tempos em tempos às crianças é positivo ou negativo? Em geral, a dúvida é se a mesada pode ensiná-las a manejar um orçamento ou fará gastar em itens sem importância. O podcast Educação Financeira, do g1, ouviu dois especialistas sobre o assunto. A conclusão é que, se for bem disciplinada, a mesada pode ser bastante positiva para que a criança entenda o fluxo de entrada e saída de dinheiro, além de adquirir a noção de poupança. OUÇA AQUI Mas, antes de dar qualquer quantia aos filhos, os especialistas recomendam algumas medidas para definir o valor e orientações que devem ser dadas à criança sobre o dinheiro. Abaixo, veja o passo a passo. Defina quais gastos a criança terá que arcar (lanche na escola, lazer em geral etc.); Calcule exatamente quanto ela precisa para esses gastos "obrigatórios"; Adicione uma margem para que haja um pouco de sobra; Oriente a criança a guardar esse excedente para compras além do planejado (formar poupança); Se a criança estourar o orçamento, não complemente ou empreste, mas explique o motivo; Ao final do mês, faça um controle junto com a criança para dizer onde ela acertou e onde errou. Para Ricardo Teixeira, professor de finanças da Fundação Getulio Vargas, é preciso atenção ao momento de estabelecer que gastos que a criança pode ou não arcar com a mesada. "A mesada não pode estar atrelada a algo afetivo ou à merenda, por exemplo. Ela não pode cortar em algo que seja fundamental para o desenvolvimento para, eventualmente, ir ao cinema. Não sendo assim, é uma técnica muito válida de aprendizado", afirma. Teixeira explica ainda que crianças que têm contato desde cedo com conceitos financeiros desenvolvem habilidades essenciais para manejar bem o orçamento quando se tornarem adultas. "A criança passa a aplicar esses ensinamentos sem precisar pensar. Ocorre naturalmente", diz. Saiba como escolher a bicicleta infantil A professora de economia do Insper Juliana Inhasz também é favorável à mesada, desde que ela seja "supervisionada". Mas, por supervisionada, ela não sugere que os pais controlem os gastos, mas que participem da formulação desse orçamento. "É um bom recurso para que os pais ensinem aos filhos que não se pode gastar tudo com bala na escola, ou não terá dinheiro para mais nada. É dar a noção de gestão orçamentária", diz. Inhasz lembra ainda que a participação dos pais nesse momento é fundamental para que a criança comece a entender, na prática, os conceitos de diferenciação de produtos e de inflação. Resumidamente, os pais devem aproveitar essa oportunidade para mostrar aos filhos que dois produtos aparentemente semelhantes têm preços diferentes e que, com o passar do tempo, os produtos que eles costumavam comprar ficam mais caros. Veja Mais

Cinco dos sete reservatórios que abastecem a Grande SP operam com menos da metade da capacidade

G1 Economia Sistema Cantareira completou nesta segunda-feira (11) 74 dias seguidos sem registrar alta em seu volume de água armazenado. Reservatórios de água em SP estão em níveis críticos Cinco dos sete mananciais responsáveis pelo abastecimento de água de toda a Região Metropolitana de São Paulo estão com menos da metade da capacidade armazenada nesta segunda-feira (11), segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). De acordo com números atualizados pela estatal de saneamento às 9h, estão nessa situação os seguintes conjuntos de represas: Cantareira - 28,7% da capacidade Alto Tietê – 38,8% Guarapiranga – 45,6% Cotia – 47,8% Rio Claro – 36,3% Vista aérea da Represa Jaguari, segunda maior do Sistema Cantareira, que opera com nível de água abaixo do normal. LUIS MOURA/WPP/ESTADÃO CONTEÚDO Três desses mananciais – Cantareira, Alto Tietê e Rio Claro – operam atualmente com menos de 40% da capacidade, o que é motivo de preocupação de especialistas em recursos hídricos. O Cantareira, responsável pelo abastecimento de mais de 7 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo, é o que se encontra em situação mais crítica. Nesta segunda-feira, esse conjunto de represas registrou o 74º dia seguido sem alta em seu volume armazenado. O último aumento contabilizado por esse manancial se deu no dia 29 de julho deste ano. Na avaliação do biólogo e vice-presidente do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), João Paulo Capobianco, dadas a atual situação dos mananciais e a perspectiva de chuvas para os próximos meses, há o risco de a Região Metropolitana sofrer em breve com o desabastecimento, um quadro parecido, segundo ele, com a crise de 2015 e 2016. “Os dados meteorológicos, os estudos apresentados, mostram que a crise de redução nas chuvas vai permanecer. Claro, temos alguma chuva já, mas não na intensidade necessária para repor essa perda. Esse é uma questão fundamental de se entender. Não basta chover, tem de chover mais do que média para que os mananciais tenham uma carga maior capaz de fazer frente a essa enorme redução. Portanto, os próximos meses são meses muito graves e com risco de desabastecimento", explica Capobianco. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) nega. “A Sabesp informa que não há risco de desabastecimento neste momento na Região Metropolitana de São Paulo, mas reforça a necessidade do uso consciente da água. A projeção aponta níveis satisfatórios dos reservatórios com as perspectivas de chuvas do final da primavera e início do verão, quando a situação será reavaliada”, diz nota enviada pela estatal. “O sistema que abastece a RMSP, composto por 7 mananciais (Cantareira, Alto Tietê, Guarapiranga, Cotia, Rio Grande, Rio Claro e São Lourenço), é integrado e flexível, o que permite transferências de água entre regiões, conforme a necessidade. Visando à segurança hídrica e à preservação dos mananciais em momentos como o atual de estiagem severa, um conjunto de medidas vem sendo adotado: integração do sistema (com transferências de água rotineiras entre regiões), ampliação da infraestrutura, ampliação da gestão da pressão noturna para maior redução de perdas na rede e campanhas para o consumo consciente”, complementou a Sabesp. A Sabesp disse ainda que “vem realizando nos últimos anos ações que dão mais segurança hídrica”. “Destaque para a Interligação Jaguari-Atibainha (que traz água da bacia do Rio Paraíba do Sul para o Cantareira) e o novo Sistema São Lourenço, ambos entregues em 2018. A capacidade de transferência de água tratada entre os diversos sistemas de abastecimento foi quadruplicada em relação ao período anterior à crise hídrica de 2014/15, passando de 3 mil litros/segundo em 2013 para 12 mil l/s em 2021. Ao mesmo tempo, a capacidade de reservação de água tratada saltou de 1,7 bilhão de litros em 2013 para 2,2 bilhões de litros em 2021." VÍDEOS: Veja mais sobre SP e Região Metropolitana Veja Mais

Dólar abre em queda nesta segunda

G1 Economia Na sexta-feira (8), moeda norte-americana fechou estável, cotada a R$ 5,5151. Notas de dólar e real em casa de câmbio no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira *4) REUTERS/Bruno Domingos O dólar opera em queda nesta segunda-feira (11), dia que deverá ter poucas oscilações devido ao feriado de 12 de outubro na terça-feira. Às 9h06, a moeda norte-americana caía 0,11%, vendida a R$ 5,5091. Veja mais cotações Na sexta-feira, a moeda fechou com leve queda de 0,02%, cotada a R$ 5,5151. Na semana passada, a alta acumulada foi de 2,73%, maior avanço em sete dias desde a série finalizada em 9 de julho (+4,01%). Já o avanço no mês é de 1,27%, e no ano, de 6,32%. Por que o dólar sobe? Assista no vídeo abaixo: Entenda a alta do dólar Entenda as 3 formas mais comuns em que o dólar impacta a inflação 00:00 / 12:15 c Cenário Nesta segunda-feira, o mercado financeiro voltou a elevar as estimativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, para os anos de 2021 e 2022. As previsões do mercado constam no relatório "Focus", divulgado pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada, em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras. A expectativa para este ano do mercado para o IPCA subiu de 8,51% para 8,59%. Essa foi a vigésima sétima alta seguida no indicador. Os economistas do mercado financeiro mantiveram a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 5,04% para 2021. Para 2022, o mercado reduziu a previsão de alta do PIB de 1,57% para 1,54%. As preocupações políticas internas e adiamento de reformas e ajustes fiscais também aumentam as incertezas. A inflação oficial de setembro trouxe algum alívio aos mercados em geral na sexta-feira (8), o que ajudou a evitar que o dólar sustentasse alta, apesar de ainda bastante elevada e também do anúncio no mesmo dia do aumento no gás e na gasolina. A inflação foi a mais alta para setembro em 27 anos, enquanto o acumulado em 12 meses superou os 10%. No fim das contas, investidores entenderam que o saldo entre dados de emprego nos EUA mais brandos e uma inflação no Brasil abaixo do esperado, mas ainda pressionada, indica manutenção do cenário atual de proximidade de corte de estímulos nos EUA e prosseguimento de altas de juros pelo Banco Central. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que as expectativas para os preços neste ano devem piorar após o anúncio de sexta de aumento no gás e na gasolina. Com isso, investidores esperam mais aumento de juros por causa do efeito desses aumentos na inflação. Inflação de setembro é a mais alta em 27 anos e taxa acumulada em 12 meses atinge dois dígitos Veja Mais

Emprego: confira as 639 vagas disponíveis através da Agência do Trabalho em 23 municípios de Pernambuco nesta segunda-feira

G1 Economia Técnico mecânico, vendedor pracista e auxiliar administrativo estão entre oportunidades disponíveis. Interessados devem agendar atendimento pela internet. Oportunidades desta segunda-feira (11) foram ofertadas em 23 municípios do estado Reprodução/RPC Profissionais em busca de emprego têm 639 vagas disponíveis através das 29 unidades da Agência do Trabalho, da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação (Seteq). As oportunidades desta segunda-feira (11) foram disponibilizadas em 23 municípios. Do total, 103 vagas são temporárias e outras 28 foram reservadas para pessoas com deficiência. Conheça plataforma do Recife que oferece vagas de emprego Seleção para contratar 500 professores tem inscrições abertas Vitória de Santo Antão tem 339 vagas para vários níveis Auxiliar de estoque, repositor de mercadorias, supervisor comercial, esteticista, engenheiro de produção e pizzaiolo estão entre os postos de trabalho ofertados nos municípios (confira lista completa mais abaixo). As vagas foram disponibilizadas no Recife (211) e em Araripina (5), Arcoverde (4), Belo Jardim (1), Bezerros (6), Cabo de Santo Agostinho (137), Camaragibe (3), Caruaru (91), Escada (13), Garanhuns (11), Goiana (3), Igarassu (2), Ipojuca (115), Nazaré da Mata (7), Palmares (3), Paudalho (3), Paulista (54), Pesqueira (18), Petrolina (13), Santa Cruz do Capibaribe (29), São Lourenço da Mata (8), Serra Talhada (1) e Vitória de Santo Antão (12). Os interessados devem realizar agendamento para as unidades da Agência do Trabalho através do site da Seteq-PE. Vagas de emprego Vagas para pessoas com deficiência Vagas temporárias Carteira digital Atualmente, o trabalhador pode usar a versão digital da carteira de trabalho (veja vídeo abaixo): Veja como ter acesso à carteira de trabalho digital VÍDEOS: Mais assistidos de PE nos últimos 7 dias Veja Mais

Marcos Pontes critica corte de R$ 600 milhões no orçamento da ciência a pedido do Ministério da Economia: 'Falta de consideração'

G1 Economia Congresso aprovou projeto nesta quinta com modificações pedidas pelo governo. Verba foi repassada a outras áreas; ministro diz que corte 'precisa ser corrigido urgentemente'. Marcos Pontes diz que cortes na Ciência são ‘equivocados e ilógicos’ O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, chamou de “falta de consideração” o remanejamento de mais de R$ 600 milhões do Orçamento previstos para o financiamento de pesquisas. Apesar da crítica do ministro, o corte nas verbas da ciência foi feito a pedido do próprio governo. Em nota, o Ministério da Economia afirmou que a medida ocorreu “para cumprir decisão governamental quanto à necessidade de remanejar recursos neste momento” (leia íntegra abaixo). Em publicação em uma rede social neste domingo (10), Pontes afirmou ainda que o corte é “equivocado e ilógico” e cobrou uma correção “urgentemente”. "Falta de consideração. Os cortes de recursos sobre o pequeno orçamento de Ciência do Brasil são equivocados e ilógicos. Ainda mais quando são feitos sem ouvir a Comunidade. Científica e Setor Produtivo. Isso precisa ser corrigido urgentemente", escreveu. Na última quinta-feira (7), o Congresso remanejou mais de R$ 600 milhões do Orçamento, que anteriormente seriam utilizados para o financiamento de pesquisas, e destinou recursos para aplicações em outras áreas de sete ministérios. O projeto foi modificado no Congresso a pedido do Ministério da Economia e gerou protesto de oito entidades ligadas à ciência no país. Em uma carta endereçada ao presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), as instituições apelam aos parlamentares que revertam a retirada de recursos do setor. Ministério da Economia pede, e Congresso corta 92% da verba destinada à ciência Reação de bolsonaristas A publicação de Pontes provocou a imediata reação de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Nas redes, usuários reclamaram da posição do ministro e chegaram a dizer que ele estava desgastando o governo. “A solução foi vir a público desgastar um governo que trabalha dia e noite para amenizar os danos de governos anteriores e sanar a pandemia? Decepcionante! Sua inteligência é bem mais capaz que isso”, escreveu um seguidor do ministro. “Pontes, não nos decepcione, você tem conseguido grandes conquistas na sua pasta, resolva internamente suas questões, não se exponha nem exponha outros igualmente comprometidos com a própria pasta e com o Brasil. Pense em um projeto maior para o Brasil, encabeçado pelo PR Bolsonaro”, registrou um outro usuário. O espaço, por outro lado, também serviu para agregar críticas ao governo. “O bolsonarismo é movido a fanatismo criminoso e covarde. Cortar 90% do investimento para ciência é coerente com a missão de Paulo Guedes e Bolsonaro: afundar o país”, escreveu uma usuária. “Coragem! Foi muita inocência sua achar que aconteceria de forma diferente. O presidente é contra a ciência e o senhor é um cientista renomado”, escreveu um outro seguidor. Crítica de entidades Instituições ligadas à pesquisa, à ciência e à tecnologia no Brasil criticaram o remanejamento de recursos que, na prática, quase extinguiu o orçamento deste ano para o setor. Segundo as entidades, o projeto prejudica o desenvolvimento do país e impede iniciativas de pesquisa, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Da forma como foi aprovada, a proposta tira 90% dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e os transfere para outras áreas de sete ministérios. O FNDCT é administrado por um conselho ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. O objetivo do fundo é financiar a inovação e o desenvolvimento científico e tecnológico para promover o desenvolvimento econômico e social do país. Entenda como os recursos para pesquisa serão remanejados Veja aqui as notas divulgadas pelas entidades Ministério da Economia manda cortar 90% dos recursos da ciência Histórico de queixas Esta não é a primeira reclamação pública de Marcos Pontes sobre o baixo orçamento para a ciência e as pesquisas no Brasil. Em abril deste ano, com o Orçamento 2021 recém-aprovado, o ministro de Ciência e Tecnologia usou a palavra 'estrago' ao mencionar a situação orçamentária da pasta. "Estamos trabalhando com o orçamento do ano que vem, vendo o que que a gente vai fazer a respeito do orçamento nesse ano, um estrago, vamos chamar assim e realmente foi muito comprimido esse orçamento", disse Pontes, durante uma live em seu perfil no Instagram. "É chato falar isso, mas é fato, porque tem certos tipos de projeto que sem orçamento eles têm um hiato e esse hiato mata o projeto. Pesquisa não é uma coisa que você pode ligar e desligar a chave assim, de uma hora para a outra. Isso não existe." O que diz o Ministério da Economia "Na quinta-feira (7/10), o Ministério da Economia (ME) encaminhou ofício à presidente da Comissão Mista de Orçamento, senadora Rose de Freitas, contendo proposta de alteração do PLN 16/2021, o qual aborda crédito suplementar em favor do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Essa proposta de alteração ocorreu para cumprir decisão governamental quanto à necessidade de remanejar recursos neste momento, a qual foi referendada pela Junta de Execução Orçamentária (JEO). A alteração encaminhada pelo ME submeteu à apreciação do Congresso Nacional proposta de suplementação de diversas demandas orçamentárias, com recursos de outras fontes. Não são recursos originados da reserva de contingência do FNDCT. Entre essas demandas, consta o atendimento de R$ 89,8 milhões para o MCTI. Desse total, R$ 63 milhões serão destinados para despesas com produção e fornecimento de radiofármacos no país. Outros R$ 19 milhões vão para o funcionamento das instalações laboratoriais que dão suporte operacional às atividades de produção, prestação de serviços, desenvolvimento e pesquisa. Estão contempladas ainda despesas do Ministério da Saúde, Educação (R$ 107 milhões para a concessão de bolsas de estudo no ensino superior e outros R$ 5 milhões para o apoio ao desenvolvimento da educação básica), Cidadania, Comunicações, Desenvolvimento Regional (R$ 150 milhões para ações de proteção e Defesa Civil associadas à distribuição de água potável às populações atingidas por estiagem e seca (Operação Carro-Pipa), R$ 100 milhões para a integralização de cotas de moradia do Fundo de Arrendamento Residencial e R$ 2,2 milhões para obras de infraestrutura hídrica) e Agricultura, Pecuária e Abastecimento." Veja Mais

Seca no reservatório de Furnas prejudica agricultores e criadores de peixes

G1 Economia Apenas no município de Alfenas, em Minas Gerais, 100 famílias dependem da represa para irrigar suas plantações. Seca no reservatório de Furnas prejudica agricultores e criadores de peixes A seca afeta o reservatório de Furnas, em Minas Gerais. Agricultores e criadores de peixes calculam os prejuízos. Assista a todos os vídeos do Globo Rural No município de Alfenas, cerca de 100 famílias cadastradas no sistema de agricultura familiar dependem das águas de Furnas para irrigar as plantações. Normalmente, é entre setembro e outubro que os piscicultores investem mais e colocam mais peixes nos tanques. Porém, a represa está operando em um nível cada vez pior, registrando pouco mais de 13% do volume útil. Este é o pior dado dos últimos 20 anos. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Vídeos: mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Agricultores no Mato Grosso enfrentam falta de armazéns

G1 Economia Produtores reclamam da dificuldade para conseguir crédito para construção de silos e galpões. Agricultores no Mato Grosso enfrentam falta de armazéns Os agricultores de Mato Grosso estão com dificuldades para guardar grãos por causa da falta de armazéns. Além das taxas mais caras em depósitos de terceiros, os produtores também reclamam das barreiras para conseguir crédito para a construção de silos e galpões. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Quem libera o valor para essas obras é o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que é um dos bancos oficiais que repassam os recursos destinados ao Plano Safra. A direção afirma que o volume liberado para a construção e modernização de armazéns foi de R$ 1 bilhão, mas que o dinheiro já acabou. É a instituição que opera o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA). Nesse Plano Safra, o valor foi esgotado em cerca de 1 mês e 90% das operações desse programa foram operadas por pequenos e médios produtores rurais. Atualmente, o Mato Grosso tem capacidade para guardar 38 milhões de toneladas de grãos em silos. Contudo, somente em soja e milho, o estado deve produzir quase 70 milhões de toneladas. Além da capacidade de estocagem ser insuficiente, apenas 30% dos silos estão instalados nas propriedades. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. VÍDEOS: mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Ministério da Economia remaneja R$ 70,1 bilhões para conseguir pagar salários e aposentadorias

G1 Economia Governo usou arrecadação extra para conseguir pagar despesas obrigatórias. Agora, precisa que Congresso autorize abertura de crédito, mas projeto empacou em comissão. O Ministério da Economia editou uma portaria nesta sexta-feira (8) para remanejar R$ 70,1 bilhões do Orçamento a fim de pagar salários de servidores, aposentadorias, pensões militares e outros benefícios. O dinheiro saiu da arrecadação com tributos, que veio acima do previsto, e do superávit (saldo positivo) resgatado pela União de fundos do governo. Ou seja, para abrir o crédito suplementar destinado a pagar os gastos obrigatórios, a portaria cancelou essas dotações orçamentárias. A norma, publicada em edição extra do “Diário Oficial da União”, é assinada pelo secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal. O remanejamento é necessário para cumprir a chamada regra de ouro. Pela norma, o governo federal é proibido de se endividar para pagar despesas correntes, como salários de servidores e benefícios da Previdência Social. Porém, a equipe econômica avalia que esse remanejamento não será suficiente, e o governo ainda precisa de cerca de R$ 100 bilhões para cobrir todos os gastos obrigatórios em 2021. Quando a regra de ouro é descumprida, o Executivo necessita do aval do Congresso para abrir crédito suplementar e garantir o pagamento das despesas obrigatórias. Segundo apurou a TV Globo, a autorização é considerada “urgente” para 2021. O governo ainda precisa que o Congresso aprove um projeto de lei enviado pela pasta em junho com pedido de autorização para abrir crédito suplementar de R$ 164,05 bilhões. Porém, esse projeto sequer foi apreciado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Ao apresentar parecer na comissão sobre o projeto no final de agosto, o relator, deputado Hildo Rocha (MDB-MA), ainda reduziu o valor a ser autorizado para R$ 28,5 bilhões – bem abaixo dos R$ 100 bilhões necessários segundo projeção da equipe econômica. Diante do desempenho positivo na arrecadação federal, Rocha avaliou que seria “mais coerente” evitar a emissão de dívida neste ano. Sempre que o governo descumpre a regra de ouro, o Executivo fica “na mão” do Congresso para obter a autorização de crédito suplementar. Com o poder de barganha, uma fonte da equipe econômica avalia que a cada ano os parlamentares aproveitam a situação para pressionar o governo a ceder em questões que geram impasse. Veja Mais

Câmara criada pelo governo para gerir a crise energética alerta que situação hídrica 'ainda requer atenção'

G1 Economia Nesta quinta-feira (14), o presidente Jair Bolsonaro comemorou as recentes chuvas e afirmou que determinaria ao ministro de Minas e Energia a redução da bandeira tarifária aplicada à conta de luz. A Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (Creg) alertou, em nota, nesta sexta-feira (15) que, mesmo com o aumento das chuvas, a situação hídrica "ainda requer atenção". O alerta foi emitido um dia após o presidente Jair Bolsonaro comemorar as recentes chuvas e afirmar que determinaria ao ministro Bento Albuquerque, de Minas e Energia, que mudasse a bandeira tarifária da energia elétrica de "vermelha" para "normal" em novembro (veja mais abaixo). Bolsonaro, sobre a conta de luz: ‘Vou determinar que bandeira volte ao patamar normal’ "Apesar do aumento das chuvas, a situação [hídrica] ainda requer atenção, fato também impactado pelas atuais condições do solo, bastante seco, e, portanto, maiores dificuldades de transformação das chuvas em vazões, ou seja, em volumes significativos de água que chegam nos reservatórios do País", afirmou, em nota, a Creg. Nos últimos dias, houve aumento das chuvas, especialmente na região Sul. Além disso, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), há expectativa de chuvas em maiores volumes nas regiões Sudeste/Centro-Oeste no curto prazo. Porém, especialistas afirmam que as chuvas devem garantir um fim de ano sem racionamento de energia, mas não devem ser suficientes para recuperar os níveis de armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas no curto prazo. Os reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste, que respondem por cerca de 70% da capacidade de geração de energia do país, estão no pior nível desde 2000. Nesta quinta-feira (14), o armazenamento médio deles era de 16,86%. Esse índice é inferior inclusive ao registado na mesma data de 2001 (21,4%), quando vigorava um racionamento de energia no país. No comunicado, a Câmara destacou os baixos níveis. "Em relação ao monitoramento das chuvas verificadas, foi destacado que o biênio 2020/2021 se caracteriza como mais gravoso, em termos de déficits de chuva, em comparação inclusive ao verificado em 2000/2001", diz a nota da Creg. A Câmara afirmou também que as novas projeções apresentadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) indicam a possibilidade de uso da chamada reserva operativa para atendimento da demanda nos horários de pico em outubro, e em menor escala nos meses de novembro e dezembro. A reserva operativa existe para garantir energia em momentos de alta pressão na carga elétrica. O uso dessa reserva, dependendo do nível, pode deixar o sistema elétrico mais vulnerável a falhas. A Câmara informou também que as medidas para retenção de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas Jupiá e Porto Primavera, situadas sobre o rio Paraná, serão mantidas entre os meses de novembro e fevereiro de 2022. Bandeira 'escassez hídrica' Entenda as bandeiras tarifárias G1 Devido a falta de chuvas, atualmente, a bandeira tarifária em vigor é a de "escassez hídrica", que adiciona R$ 14,20 às faturas para cada 100 kW/h consumido. A exceção é para famílias de baixa renda incluídas na Tarifa Social de Energia Elétrica, nesses casos, a bandeira vigente é a vermelha patamar 2, cujo custo adicional é de R$ 9,49 por 100 kWh consumidos. VÍDEOS: notícias sobre política Veja Mais

Em guerra do atacarejo, o que vale é ponto, ponto, ponto, diz presidente do Assaí

G1 Economia Com a transação desta quinta-feira, rede vai elevar sua base de lojas para 300 pontos no país até 2023. Grupo Pão de Açúcar vende 71 pontos do Extra ao Assaí Divulgação / Assaí O Assaí viu uma oportunidade única de acelerar sua expansão com a aquisição de lojas do Extra Hiper no momento em que o setor de atacarejo corre para abrir lojas em um cenário inflacionário que deve se prolongar nos próximos anos, afirmou o presidente da companhia nesta sexta-feira (15). A transação de R$ 5,2 bilhões anunciada na noite da véspera vai elevar o parque do Assaí em 71 lojas, trazendo para a companhia um faturamento extra de R$ 25 bilhões, que deve fazer o Assaí atingir receita bruta de R$ 100 bilhões até 2024 com mesmo nível atual de margem de lucro (Ebitda), disse Belmiro Gomes, em teleconferência com analistas. Grupo Pão de Açúcar vende 71 pontos do Extra ao Assaí e deixa segmento de hipermercados Relembre alguns dos maiores negócios dos últimos anos envolvendo empresas brasileiras "Teve dois eventos neste ano que mudaram a geografia do mercado: o primeiro foi a aquisição do grupo BIG pelo Atacadão, principal rival do Assaí e líder do setor", disse ele. "Havia na nossa visão um distanciamento que nós precisávamos buscar uma forma de acelerar nossa expansão de forma rentável", acrescentou. "O ativo que nos parecia mais vital para isso era o parque de lojas do Extra Hipermercado", disse, citando fatores como baixa sobreposição de lojas, velocidade de incorporação dos pontos e custo de reforma para o formato de atacarejo. Compartilhe essa notícia por WhatsApp Compartilhe essa notícia por Telegram Segundo ele, outro "divisor de águas" para a transação com o GPA foram acordos com locadores de lojas que antes não permitiam que hipermercados fossem convertidos em lojas de atacarejo, que precisam de obras de reestruturação para operarem como tal. Em julho, o GPA fez acordo com a Península, family office da família Diniz, envolvendo locação de imóveis. Segundo Gomes, o Assaí precisaria ter 110 lojas para conseguir o mesmo nível de faturamento que espera obter com as 71 lojas do Extra Hiper que vai incorporar ao seu parque. E a pressa da empresa em fechar o negócio deve-se a perspectivas de inflação pressionada no próximo ano, levando clientes a buscarem preços menores em regiões onde a bandeira não está presente. "Lojas nesse nível custam mais de R$ 100 milhões para serem feitas, com todo o tempo para se fazer uma loja... A gente fala que para qualquer comércio tem três fatores importantes: o primeiro é ponto, o segundo é ponto e o terceiro é ponto." Segundo o Assaí, do valor total a ser pago pelo negócio, R$ 500 milhões serão desembolsados neste ano. As parcelas seguintes somam cerca de R$ 1,6 bilhão até o fim de 2022, R$ 1,2 bilhão até junho de 2023 e mais R$ 700 milhões até o início de 2024. Repercussão O Itaú BBA afirmou em relatório que, se o Assaí atingir a previsão de receita de R$ 25 bilhões até 2024 com as lojas compradas, ante faturamento atual de R$ 9 bilhões, a "transação provavelmente fará sentido do ponto de vista financeiro". Mas os autores do relatório se disseram "profundamente desconfortáveis" com o fato de os minoritários do grupo não terem sido ouvidos e que o Assaí está pagando "o preço mais caro por loja (mais de R$ 100 milhões cada, após investimento na reforma) que já vimos". "Não vemos outra alternativa que não seja cortar a avaliação de ASAI3 para 'market perform' até o mercado digerir a transação e tenhamos mais conforto com o racional do negócio e suas condições", acrescentou o analista Thiago Macruz do Itaú BBA. A ação do Assaí liderava perdas no Ibovespa, caindo 2,9% às 14h50 enquanto o índice subia 1,13%. As ações do GPA, enquanto isso, lideravam a alta do índice, disparando 14%. Na conferência, Macruz comentou que sua equipe mapeou abertura de quase 300 lojas abertas pelo setor de atacarejo no país nos últimos dois anos. Já, Faiçal, do GPA, mais cedo que o setor deve abrir 500 a 600 lojas no pais nos próximos 5 anos. A XP ponderou que a transação possa parecer cara à primeira vista, "agrega valor, mesmo sob premissas conservadoras". Os analistas da XP Danniela Eiger, Thiago Suedt e Gustavo Senday afirmaram que o valor implícito por loja, incluindo o investimento na conversão, é de 90 milhões a 95 milhões de reais, "valor que se compara às expansões orgânicas recentes do Assaí em grandes cidades em torno de R$ 80 milhões a R$ 90 milhões". O presidente do Assaí disse que negociou a transação diretamente com o colega do GPA, Jorge Faiçal, nos últimos meses e que não houve contato com os acionistas minoritários porque a empresa tinha pressa em ter as lojas desocupadas já em janeiro de 2022. "Havia a questão de timing", disse Gomes, ressaltando que o assunto, pelo estatuto das companhias poderia ser resolvido apenas pelo conselho de administração. Com a transação, o Assaí vai elevar sua base de lojas para 300 pontos no país até 2023, ante 187 em junho passado, já considerando no processo expansões orgânicas que não tiveram mudanças, uma vez que eles estavam sendo desenhados antes do negócio do GPA, disse o presidente da empresa. Mas ele ponderou que o ritmo de abertura orgânica de lojas em 2022 vai ficar mais lento, uma vez que o Assaí pretende abrir 40 lojas adquiridas do Extra Hiper em 2022 e outras 30 em 2023. Já o GPA se livra de um formato de loja que mantinha há mais de 30 anos e que vinha enfrentando forte competição do atacarejo e da própria explosão do comércio eletrônico, acelerada pelas medidas de isolamento social da pandemia. Falando a analistas mais cedo, o presidente do GPA afirmou que agora a empresa "fica mais leve" e "deixará de trabalhar na defensiva e partirá para o ataque, trabalhando suas fortalezas", no caso, a bandeira Pão de Açúcar, o formato de lojas de proximidade e o comércio eletrônico alimentar, onde tem parceria com o Mercado Livre. Veja Mais

Inflação acima de 10% está em 'nível muito elevado' até para histórico do Brasil, diz diretor do BC

G1 Economia Diretor de Política Monetária do BC participa de live promovida por instituição financeira. Segundo ele, O diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, avaliou nesta sexta-feira (15) que a inflação acima de 10%, conforme o registrado em doze meses até setembro, está em um "nível muito elevado, inclusive para o nosso histórico, que é de inflação elevada". A declaração foi dada em live com instituição financeira, transmitida pela internet. "Todo mundo tem falado da inflação no Brasil, dois dígitos em doze meses, nível muito elevado, inclusive para o nosso histórico, que é de inflação elevada. Vinha comportado até a pandemia, acelerou muito nos últimos 12 meses, mais do que os pares [países emergentes]", declarou ele. Veja Mais

Dólar opera em queda com nova intervenção do BC

G1 Economia Na quinta-feira (14), a moeda norte-americana fechou em alta de 0,09%, a R$ 5,5131. Nota de US$ 5 dólares REUTERS/Thomas White O dólar opera em queda nesta sexta-feira (15), com os operadores repercutindo anúncio de nova intervenção do Banco Central no mercado de câmbio, embora o cenário doméstico persistentemente incerto e expectativas de redução de estímulos no exterior mantivessem alguma cautela. Às 9h55, a moeda norte-americana recuava 0,55%, cotada a R$ 5,4829. Veja mais cotações Na quinta-feira, o dólar fechou em alta de 0,09%, a R$ 5,5131, após mais uma injeção de US$ 1 bilhão pelo Banco Central por meio de leilão de swaps cambiais. Com o resultado, passou a acumular alta de 1,24% no mês e de 6,28% no mês. Entenda as 3 formas mais comuns em que o dólar impacta a inflação O BC faz nesta sexta-feira oferta extraordinária de até US$ 1 bilhão em contratos de swap cambial tradicional, no que será o terceiro dia seguido de atuação mais firme no mercado de câmbio. Por que o dólar sobe? Assista no vídeo abaixo: Entenda a alta do dólar c Cenário Enfrentando riscos fiscais que permanecem descolando o real dos pares emergentes, o Banco Central vem reforçando uma atuação mais firme no mercado cambial. A autoridade monetária repetirá nesta sexta o leilão extraordinário de 20 mil novos contratos de swap cambial (US$ 1 bilhão). Na agenda do dia, o Banco Central divulgou que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), teve queda de 0,15% em agosto, na comparação com o mês anterior. Na cena política, o presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite de quinta-feira que determinará ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que mude a bandeira tarifária da energia elétrica de "vermelha" para "normal" em novembro. BLOG DA ANA FLOR: Fala populista de Bolsonaro pode agravar crise energética No exterior, os investidores aguardam a divulgação de dados sobre as vendas no varejo nos Estados Unidos em setembro em meio à contínua escassez de veículos e outros produtos. Bolsonaro, sobre a conta de luz: ‘Vou determinar que bandeira volte ao patamar normal’ Veja Mais

Grupo Pão de Açúcar vende 71 pontos do Extra ao Assaí e deixa segmento de hipermercados

G1 Economia Negócio é avaliado em R$ 5,2 bilhões, dos quais R$ 4 bilhões serão pagos de forma parcelada pelo Assaí até 2024. Hipermercado Extra de Araraquara, em imagem de 2018 Fabiana Assis/G1 O Grupo Pão de Açúcar (GPA) fechou a venda de 71 pontos comerciais da bandeira Extra Hiper para o Assaí e anunciou que deixará de operar com o modelo de hipermercado no Brasil. Segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira (14), a transação envolve uma valor estimado em R$ 5,2 bilhões, dos quais R$ 4 bilhões serão pagos pelo Assaí, de forma parcelada, entre dezembro deste ano e janeiro de 2024. O R$ 1,2 bilhão restante será pago ao GPA por um fundo imobiliário que tem garantia do Assaí. As lojas serão convertidas para o formato cash & carry (atacarejo) e passarão a ser operadas pelo Assaí. "A bandeira Extra Hiper será descontinuada e as lojas não abarcadas pela transação serão convertidas em formatos com maior potencial de rentabilidade", informou o GPA. Os 71 pontos comerciais representam cerca de 70% das lojas do Extra Hiper no país. Das outras 32 lojas que ficaram de fora da venda para o Assaí, 28 serão convertidas paras as bandeiras Pão de Açúcar e Mercado Extra, e 4 serão fechadas. Segundo Jorge Faiçal, CEO do GPA, a saída do segmento de hipermercado visa intensificar o foco e a aceleração da expansão dos negócios de maior rentabilidade da companhia "por meio dos segmentos premium e de proximidade", através das bandeiras Pão de Açúcar, Minuto e Mercado Extra. O Assaí abriu 150 lojas na última década, sendo 25 conversões de unidades do Extra Hiper. Tanto o GPA como o Assaí (Sendas Distribuidora) são empresas sob controle comum do grupo francês Casino. Em março, o Assaí estreou na bolsa de valores brasileira após uma reorganização e cisão dos ativos do Grupo Pão de Açúcar no Brasil. Veja Mais

Preço do ovo branco bate recorde no atacado em SP, principal produtor do país

G1 Economia Patamares máximos foram atingidos em algumas das principais regiões do estado, de onde sai um terço do alimento. Aumento da procura e custo com ração puxam cotações. Ovo branco mais caro. @ntaylor13/Unplash O preço do ovo branco no atacado está batendo recorde em algumas das principais regiões produtoras de São Paulo, estado de onde vem um terço do alimento, mostra levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. As cotações são puxadas pelo aumento do custo da ração e por uma maior procura do consumidor, diante da alta do preço da carne. Com o avanço nas granjas, os preços podem subir também nos supermercados nos próximos dias, segundo especialistas. Leia também: QUIZ: Sabe tudo sobre ovos? Teste seus conhecimentos Por que as cores dos ovos são diferentes? Veja essa e outras curiosidades De acordo com a analista de mercado de ovos do Cepea Juliana Ferraz, até o dia 13 de outubro, as cotações mensais da caixa do ovo branco com 30 dúzias atingiram, na média, seus maiores valores nominais (sem considerar inflação), nas seguintes regiões: Grande São Paulo: R$ 134,01 Grande Campinas (SP): R$ 129,36 Guararapes/Mirandópolis (SP): R$ 128,24 Bastos (SP): R$ 127,83 "A expectativa é de que essa alta seja repassada para o consumidor, do mesmo jeito que já foi possível ver esse aumento em setembro. Quando as carnes sobem muito de preço, o ovo também sobe, por causa do aumento da procura", afirma André Braz, economista da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em São Paulo, por exemplo, a dúzia de ovos brancos no varejo teve leve alta entre agosto e setembro, de R$ 8,37 para R$ 8,80. Em setembro do ano passado, essa compra saía, em média, por R$ 6,67, segundo dados do Procon-SP. A analista do Cepea não descarta também a possibilidade novos aumentos no varejo. "A tendência é fazer esses repasses [...] E, apesar de ter sido uma alta nominal, como a renda está fragilizada, qualquer aumento já é sentido pelo consumidor", diz Juliana. No Brasil, o preço do ovo para o consumidor avançou 16% em 12 meses até setembro. Em algumas regiões metropolitanas, o alimentou disparou acima de 20%, como no Rio de Janeiro, Grande Vitória, Curitiba e Recife. Veja no info abaixo: Variação de preços ao consumidor dos ovos Arte/g1 Tradicional alternativa de proteína quando os preços das carnes sobem, o alimento já não tem sido uma opção para muitos brasileiros. Com o empobrecimento da população, muitos estão recorrendo até mesmo a ossos de carnes, que também subiram de preço, assim como os cortes nobres. Leia também: 'Osso é vendido, e não dado': placa é retirada de açougue após fiscalização em SC Recordes no agronegócio e aumento da fome no Brasil: como isso acontece ao mesmo tempo? Consumo de carne no Brasil cai ao menor nível em 25 anos No campo A analista de mercado de ovos do Cepea Juliana Ferraz diz que os recordes refletem o aumento dos custos com a ração no campo, como milho e farelo de soja, que atingem máximas no mercado internacional. Para ela, a tendência é que os preços pagos ao produtor se mantenham elevados, mesmo com a expectativa de baixas na segunda quinzena de outubro. Nos últimos dias de cada mês, é normal que granjas baixem preço para não acumularem estoques. "Em relação ao ovo vermelho, nenhuma praça sinalizou preço recorde. Ainda estamos longe de atingir esse patamar", detalha, explicando que a produção de ovos brancos é maior em relação aos marrons. VÍDEO: Cortes de terceira também ficaram mais caros G1 em 1 Minuto: Carcaça temperada, pé de galinha, pescoço e outros cortes de terceira também ficaram mais caros Veja Mais

Alta dos combustíveis: mudança no ICMS não vai garantir queda de preços no longo prazo; entenda

G1 Economia Analistas consultados pelo g1 afirmam que os valores da gasolina, do diesel e do etanol podem até recuar em um primeiro momento, mas os preços seguirão dependendo da cotação internacional do petróleo e do comportamento do câmbio. Carro sendo abastecido em posto de combustíveis REUTERS/Max Rossi O projeto aprovado na Câmara dos Deputados que altera o cálculo da tributação do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) nos combustíveis não deve se traduzir em uma queda permanente de preços ao consumidor final. Os analistas consultados pelo g1 afirmam que o valor da gasolina, do diesel e do etanol pode até recuar em um primeiro momento, mas o preço dos combustíveis ainda seguirá dependendo da cotação internacional do petróleo e do comportamento do câmbio. Como é feita hoje a cobrança de ICMS: Hoje, a cobrança de ICMS é feita em porcentagem sobre o preço final do produto, e as alíquotas variam de acordo com cada estado. No caso da gasolina, por exemplo, o tributo varia de 25% a 34% do preço. Para o diesel, a cobrança vai de 12% a 25%. Atualmente, as secretarias estaduais também têm de definir o "preço médio ponderado ao consumidor final" a cada 15 dias. O ICMS é recolhido antecipadamente nas refinarias, mas engloba toda a cadeia do setor. Portanto, é preciso estimar o preço final. O que foi aprovado na Câmara dos Deputados: A proposta aprovada diz que o tributo deverá ter um preço fixo determinado em reais por litro de combustível. O projeto ainda estipula que os estados poderiam definir as alíquotas de ICMS apenas uma vez por ano, desde que não ultrapassem o valor da média dos preços "usualmente praticados no mercado" nos últimos dois anos. E o valor desse tributo deve vigorar pelos 12 meses subsequentes. O que acontece se a mudança for aprovada Se a mudança entrar em vigor na forma aprovada pela Câmara, o primeiro reajuste feito pelos estados deverá considerar o preço médio praticado entre janeiro de 2019 e dezembro de 2020. Nesse período, a cotação do barril de petróleo despencou, o que deve, inicialmente, levar a uma redução dos preços. “Os anos de 2019 e 2020 são atípicos por causa da pandemia. Em 2020, o preço do barril do petróleo ficou, na média, em torno de US$ 40 dólares”, afirma o economista Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Miriam Leitão: Bolsonaro usa ICMS dos combustíveis como bode expiatório Segundo o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a mudança no formato de tributação do ICMS permitirá a redução do preço da gasolina em 8%; do etanol em 7%; e do diesel em 3,7%. LEIA TAMBÉM: Preço médio do diesel nos postos sobe 3,3% na semana, diz ANP; gasolina avança 0,4% Entenda o que pode mudar na cobrança do ICMS estadual sobre combustíveis IPCA: inflação oficial fica em 1,16% em setembro e atinge 10,25% em 12 meses Para o professor Roberto Ellery Jr, do departamento de economia da Universidade de Brasília, a nova fórmula tem potencial para reduzir preços momentaneamente, mas é uma solução ruim, pois não resolve o cerne da questão, que é processo inflacionário pelo qual o Brasil tem passado. “Se uma caixa d’água está transbordando e alguém tira parte da água, o nível de água diminui. Mas, sem fechar a torneira, a água volta a transbordar”, diz o economista. Adriano Pires aponta, ainda, que essa queda é circunstancial: “Se o cálculo [do ICMS] for feito em dois anos em que o barril de petróleo esteja a US$ 80 e o câmbio a US$ 5,40, aí o preço não vai cair. O projeto é um avanço porque reduz a volatilidade, mas não necessariamente vai provocar redução de preço”, pondera Pires. Na semana passada, por exemplo, os preços do petróleo superaram os US$ 80 por barril e atingiram o maior patamar em anos. Dólar é o principal vilão Além de ponderar que o projeto aprovado pelos deputados não traz uma garantia de queda dos preços dos combustíveis, os analistas destacam que o avanço do dólar tem se consolidado como o principal vilão para o aumento do preço da gasolina e do diesel. No Brasil, os preços dos combustíveis são reajustados pela Petrobras de acordo com a variação do câmbio e seguindo a cotação internacional do preço do barril do petróleo. A Petrobras é dominante no mercado. E, portanto, qualquer mudança adotada pela estatal tem capacidade para produzir um impacto em toda a cadeia. Na semana passada, a estatal anunciou um novo aumento para a gasolina. “O culpado do preço (do combustível) estar alto não é o ICMS. O principal culpado é o câmbio. Então, se a gente tivesse que culpar alguém pela alta do combustível, seria a política econômica do Paulo Guedes”, afirma Pires, do CBIE. Neste ano, o dólar acumula alta de mais de 6% em relação ao real. No ano passado, subiu quase 30%. Miriam analisa mudança de cálculo do ICMS: ‘Isso não é a solução’ Impacto do câmbio na gasolina e no diesel Walter de Vitto, economista da Tendências Consultoria, fez um cálculo de impacto do câmbio no preço final da gasolina e diesel. O ponto de partida foi a formação de preço atual — desconsiderando o projeto da Câmara —, com câmbio médio de R$ 5,28 e com o barril de petróleo ao custo de US$ 74,60. Nesses critérios, usou-se o preço encontrado na bomba em levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de R$ 6,08. Partindo daí, Vitto projetou três faixas considerando a cotação do dólar a R$ 4, R$ 4,50 e R$ 5. A redução chega a 16,6% no melhor cenário. Veja abaixo: "O petróleo está subindo, sim. Mas esteve nesse nível em 2018, quando a gasolina e o diesel não custavam o que custam atualmente. A diferença está principalmente na taxa de câmbio", afirma Vitto. Por que o dólar sobe? O que dá força para esse movimento de perda de valor da moeda brasileira são as várias incertezas dos investidores com relação ao rumo da política econômica do governo Jair Bolsonaro. Nos últimos meses, o país viu um acirramento da crise institucional com ameaças feitas pelo presidente às eleições e aos demais poderes. Aliadas ao fraco quadro fiscal do Brasil e às dúvidas sobre a qualidade das reformas que o governo Bolsonaro pode aprovar no Congresso, essas incertezas afugentam os dólares do país — e impedem uma valorização do real, o que, na ponta final, poderia contribuir para uma queda do preço dos combustíveis. "O câmbio é uma variável que as pessoas têm falado pouco, mas que é o grande vilão da história, e isso tem a ver diretamente com a administração federal. O câmbio está precificando hoje a questão fiscal, a bagunça política e as perspectivas para a economia", diz de Vitto, da Tendências. Bolsonaro diz em entrevista que tem vontade de privatizar a Petrobras E o que fazer? Na avaliação de Ellery, da UnB, o foco das medidas governamentais deveria estar voltado para a política monetária, especificamente o aumento de juros. Segundo ele, a elevação dos últimos meses da taxa Selic ainda está abaixo do que economistas chamam de “taxa neutra”, o que significa que o Banco Central ainda está estimulando a economia e dando impulso à inflação. Ellery diz ainda que o “desastre maior” acontecerá se as pessoas começarem a desconfiar do compromisso do BC com o controle da inflação e um forte aumento dos juros afastaria essa impressão. “O risco país é parte da equação e o lado fiscal também é, mas isso não é do controle do BC”, diz. “No mais, o sistema tributário brasileiro é muito ruim e a tributação dos combustíveis não é exceção. A solução passa pela reforma tributária que está no Congresso, não por medidas casuísticas com essa”, afirma Ellery Jr. Embate com os estados A disparada dos preços dos combustíveis virou no centro do embate entre o presidente Jair Bolsonaro e os governadores. Bolsonaro passou a cobrar publicamente que os estados reduzam o ICMS para que, dessa forma, os preços da gasolina e do diesel recuem. Toda essa disputa se dá num quadro de inflação elevada e de perda de popularidade do presidente. No acumulado deste ano até setembro, o preço da gasolina avançou 39,6% no país e se tornou uma das principais pressões inflacionárias do país. O entrave se dá porque o ICMS é o principal tributo arrecadatório dos governadores. Na quarta-feira (13), o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda Estaduais (Comsefaz) informou que o projeto pode tirar reduzir a receita dos governadores em R$ 24 bilhões no período de um ano. Assim como Ellery Jr., o economista Raul Velloso pondera que a renúncia fiscal é temerária com a situação de endividamento dos estados. Por outro lado, lembra que o ministro da Economia, Paulo Guedes, é contrário a uma modificação de política de preços da Petrobras. “Alguém precisa pagar a conta. Eu não sou da Universidade de Chicago [escola de Guedes e berço de economistas liberais] e acho que precisaria ter uma nova política de preços, bem feita e discutida com todos os agentes”, diz Velloso. “O consumidor não precisaria receber todo o impacto de um evento que não é durável, mas faria sentido o governo agisse para que cada parte tivesse um impacto para amortecer as variações de mercado”, afirma. Pela proposta de Velloso, a média aplicada ao cálculo do ICMS poderia também ser estendida ao preço do petróleo e taxa de câmbio. Todas essas variáveis condicionadas às médias trariam menos volatilidade ao valor dos combustíveis na bomba em momentos de alta, mas também nos de baixa. Mônica analisa a proposta de Lira sobre o ICMS: Brasil vive um ‘manicômio tributário’ Acontece que qualquer modificação na política de preços da Petrobras é motivo de crise no mercado financeiro. Não custa lembrar da troca atabalhoada feita por Jair Bolsonaro na presidência da empresa, que derrubou as ações em mais de 20% em um dia. Na visão do mercado, a mudança proposta pela Câmara não interfere nos resultados da Petrobras e, portanto, é positiva. “A Petrobras é uma das maiores empresas da bolsa e uma interferência nela abre espaço para interferências em todas as estatais. Então, a medida pode ser até interessante, pois tira pressão sobre a política de preços da companhia”, diz Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos. Como os preços são formados? De fato, o ICMS é apenas um dos itens que compõe a formação do preço dos combustíveis. A conta também inclui o preço exercido pela Petrobras nas refinarias, tributos federais (PIS/Pasep, Cofins e Cide) e o custo de distribuição e revenda. Há ainda o custo do etanol anidro na gasolina, e o diesel tem a incidência do biodiesel. As variações de todos esses itens são o que determina o quanto o combustível vai custar nas bombas. Composição dos preços da gasolina e do diesel Arte/g1 * Com colaboração de Darlan Alvarenga Veja Mais

Governo ignora há quase um mês ofício do Iphan sobre fábrica da Heineken onde Luzia foi achada

G1 Economia A área onde a fábrica está sendo construída fica próxima a local registrado no cadastro nacional de sítios arqueológicos sob proteção do Iphan e considerado de alta relevância científica nacional e internacional. Lapa Vermelha, região onde o fóssil Luzia foi encontrado e réplica do fóssil Governo de Minas Gerais/Divulgação; Carlos Eduardo Alvim/Globo Minas Ao saber do embargo da obra da fábrica da cervejaria Heineken, em Pedro Leopoldo, feito pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da biodiversidade (ICMBio), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) cobrou da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) participação no processo. O ofício foi enviado no dia 21 de setembro e, até esta quinta-feira (14), não teve resposta (leia na íntegra abaixo). Justiça autoriza retomada de obras de fábrica de cerveja onde 'Luzia' foi encontrada Fábrica de cerveja tem construção embargada por risco à área onde 'Luzia' foi encontrada MP investiga construção de fábrica de cerveja perto da área onde 'Luzia' foi encontrada Documento do Iphan referente à construção de fábrica da Heineken em Pedro Leopoldo Reprodução Após a inclusão no processo, o Iphan vai analisar todos os estudos de impacto da cervejaria em uma área de proteção do patrimônio brasileiro. Fiscalização e visitas técnicas serão feitas no local para mapear a área de construção. Pela legislação vigente, a obra não pode acontecer sem a liberação do Iphan, o que não ocorreu ainda. Até o mês passado, o instituto nem sequer sabia da obra. A previsão está na instrução normativa 001/2015, do Iphan. Ela foi citada inclusive, no certificado de licenciamento ambiental concomitante, concedido pela Semad à Heineken. Em uma troca de e-mails aos quais a reportagem teve acesso, no dia 17 de setembro, funcionários do Iphan demonstram preocupação com a situação da obra. Eles reportam aos superiores que não localizaram processos no Sistema Eletrônico de Informações (SEI), o que mostraria que não houve anuência para a liberação da obra. Citam também que o processo de licenciamento junto à Semad teve estudos insuficientes e em descumprimento com a área de proteção ambiental (APA CSL), como foi debatido na reunião conjunta entre o Conselho da APA Carste Lagoa Santa com os Subcomitês Carste e Ribeirão da Mata. Luzia: fóssil mais antigo das Américas teria outra origem A área onde a fábrica está sendo construída fica próxima ao sítio arqueológico onde foi encontrado o crânio de Luzia, o fóssil humano mais antigo das Américas (veja no vídeo acima). A Lapa Vermelha 4 é registrada no cadastro nacional de sítios arqueológicos sob proteção do Iphan e é considerada de alta relevância científica nacional e internacional. Fábrica da Heineken fica perto de sítio arqueológico Elcio Horiuchi/Arte g1 Na semana passada, a Heineken conseguiu uma liminar na Justiça para retomar as obras, mas a empresa disse, em nota, que, mesmo com o aval da Justiça, manteria as obras suspensas. "Acreditamos que o diálogo com os órgãos envolvidos é sempre o melhor caminho e, por isso, manteremos as conversas no sentido de reiterar todo o respaldo técnico necessário para definitiva retomada e construção da cervejaria", disse, na ocasião. O Ministério Público de Minas Gerais instaurou inquérito civil público para investigar o processo de licenciamento e os possíveis impactos a área. "A 1ª Promotoria de Justiça de Pedro Leopoldo, juntamente com a Coordenadoria das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural, instaurou Inquérito Civil Público com a finalidade de apurar eventuais impactos ao patrimônio cultural pela construção de fábrica pela cervejaria Heineken, nas proximidades da Área de Proteção Ambiental Carste Lagoa Santa, em Pedro Leopoldo", disse a nota do MP. Heineken tem obra embargada pelo ICMBio Reuters A TV Globo questionou à Heineken por que a cervejaria não procurou o Iphan durante o processo de licenciamento. A Semad também foi procurada pela reportagem. Ambas ainda não haviam se manifestado até a última atualização deste texto. Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas: Veja Mais

Honda inicia programa de demissões voluntárias de colaboradores de Sumaré durante reestruturação na pandemia

G1 Economia Montadora está transferindo parte dos funcionários para a cidade de Itirapina, distante de Sumaré cerca de 100 km, e propõe plano de demissões para os que não se adaptaram às mudanças. Linha de produção da Honda, em Sumaré, SP Caio Mattos/Divulgação Honda A montadora de veículos Honda está reestruturando suas atividades e iniciou um programa de demissões voluntárias (PDV) para colaboradores de Sumaré (SP) que estão entre as equipes em transferência para a planta de Itirapina (SP), distante cerca de 100 km da região de Campinas (SP). O plano começou nesta quarta-feira (13) e deve ser concluído em 29 de outubro; confira os detalhes abaixo. Nesta quinta (14), a multinacional de origem japonesa confirmou ao g1 que a mudança da estrutura para Itirapina envolve somente a produção de automóveis. A conclusão da transferência está prevista para dezembro deste ano e cerca de 1 mil colaboradores já efetivaram essa transição. Segundo a companhia, o PDV reflete os impactos da pandemia da Covid-19 em toda a cadeia da indústria automotiva. No início deste ano, a Honda foi a 8ª montadora no Brasil a paralisar a produção. "A última etapa do plano de transferência ocorre em um novo cenário, em que a indústria automotiva vem sendo impactada pela pandemia de covid-19. A desvalorização do real, a inflação de matérias-primas e a crise no abastecimento de componentes reduziram os volumes de produção nos anos de 2020 e 2021, criando ociosidade em toda a indústria, e o cenário futuro ainda apresenta incertezas", explicou em nota. Agora, planeja aumentar a competitividade e a sustentabilidade das suas operações a longo prazo, e informou que realiza o plano de demissões por conta de dificuldades enfrentadas por alguns funcionários envolvidos com a mudança de cidade. "Estamos concluindo a transferência da produção de Sumaré para Itirapina e existem colaboradores que estão enfrentando dificuldades para a transferência ou não se adaptaram à região de Itirapina e desejam retornar à região de origem", informou. Entenda o PDV da Honda A adesão do colaborador ao plano precisa ser autorizada pela empresa. São elegíveis nesse processo os trabalhadores também da área produtiva de Itirapina. Não foi estipulada uma meta de adesão. Entenda como o PDV funciona: O PDV garante o pagamento das verbas rescisórias legais: liberação para o saque do saldo do FGTS, multa de 40% do FGTS para fins rescisórios, aviso prévio indenizado, 13° salário proporcional, dias trabalhados do mês corrente e férias vencidas e/ou proporcionais. Inclui 12 salários nominais, sendo nove salários nominais fixos, mais três salários nominais mediante ao atendimento do cumprimento dos critérios de segurança, qualidade e produção. Pagamento do valor referente a 12 meses de plano de saúde para o titular e atuais dependentes. Garantia do cartão vale-alimentação no valor de R$ 250 ao mês por seis meses. Três meses de orientação profissional assistida. Fábrica da Honda Itirapina (SP) Gabrielle Chagas/G1 Como fica a planta de Sumaré A planta de Sumaré não será extinta. Segundo a Honda, seguirá com produção do conjunto motor, incluindo fundição e usinagem, injeção plástica, ferramentaria, engenharia de qualidade, planejamento industrial, P&D, áreas administrativas da Honda South America, Centro de Treinamento Técnico e Divisão de Peças. Atualmente, 2 mil colaboradores atuam na unidade da fábrica em Sumaré. A multinacional japonesa está no Brasil há 50 anos, sendo 24 deles atuantes na fabricação de automóveis. "A empresa reforça que as mudanças fazem parte de sua constante evolução, com o objetivo de entregar produtos e serviços da mais alta qualidade para seus clientes e garantir a sustentabilidade de seus negócios", informou em nota. Linha de produção da Honda, em Sumaré, SP Caio Mattos/Divulgação Honda VÍDEOS: veja o que é destaque na região de Campinas Veja mais notícias da região no g1 Campinas Veja Mais

B3 negocia compra da empresa catarinense de big data Neoway

G1 Economia As empresas informaram que, por enquanto, os documentos definitivos da potencial operação ainda não foram celebrados, mas que há tratativas em curso. Neoway, empresa catarinense da área de tecnologia de big data e inteligência artificial para negócios Divulgação A B3 anunciou na manhã desta quinta-feira (14) que negocia a compra de 100% do capital social da Neoway, empresa da área de tecnologia de big data e inteligência artificial para negócios, que fica em Florianópolis. As empresas informaram que, por enquanto, os documentos definitivos da potencial operação ainda não foram celebrados, mas que há tratativas em curso. “A B3 reitera que a eventual assinatura dos contratos definitivos será objeto de fato relevante, nos termos da legislação e normas aplicáveis”, diz o comunicado assinado pelo vice-presidente financeiro, corporativo e de relações com investidores da companhia, Daniel Sonder. A "B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão" é uma das principais empresas de infraestrutura de mercado financeiro no mundo, responsável por operar o ambiente de negociações de ações na Bolsa de Valores brasileira. Atua nos ambientes de bolsa e de balcão, além de oferecer produtos e serviços para a cadeia de financiamento. Com sede em São Paulo e escritórios em Londres e Xangai. A "Neoway Tecnologia Integrada Assessoria e Negócios S.A" foi fundada em 2002 na Capital catarinense e oferece soluções que transformam informação em conhecimento e geram produtividade e precisão para as estratégias de marketing, compliance, prevenção contra perdas, entre outros. A empresa catarinense recebeu investimentos de fundos como Accel Partners, Monashees, Temasek, PointBreak, Pollux, e Endeavor Catalyst. Com cerca de 450 colaboradores, atende aproximadamente 20 grandes setores, como financeiro, automotivo e transporte, bens de consumo, cobrança e recuperação, construção civil, óleo e gás, saúde e tecnologia. VÍDEOS: Confira os vídeos do Tech SC Veja todas as informações do Tech SC Veja Mais

Boeing 787 Dreamliner enfrenta novo problema de fabricação

G1 Economia Peças de titânio da aeronave não respondem às normas de resistência exigidas para os 787 construídos nos últimos três anos. A fabricante americana Boeing confirmou nesta quinta-feira (14) que detectou um defeito de fabricação no 787 Dreamliner de longa distância, um modelo já afetado por problemas técnicos. Peças de titânio da aeronave não respondem às normas de resistência exigidas para os 787 construídos nos últimos três anos. "Recebemos uma notificação de um fornecedor sobre algumas peças que não foram construídas corretamente", disse um porta-voz da Boeing à AFP. "Uma investigação está em curso, mas determinamos que não há perigo imediato para a segurança da frota de aviões em serviço", completou. O primeiro Boeing 787 Dreamliner aterissa em no aeroporto de Tóquio AFP "As aeronaves que ainda não foram entregues serão reorganizadas de maneira correta antes da entrega aos clientes", afirmou o porta-voz. Histórico de problemas Este não é o primeiro incidente com o 787 Dreamliner, que fez seu primeiro voo comercial em 2011 –após três anos de atraso causados por problemas técnicos, mas então considerado o jato comercial 'mais moderno do mundo'. Outros problemas de fabricação foram detectados no ano passado em uma parte da fuselagem e no estabilizador horizontal. Em meados de julho, a Boeing anunciou que encontrou outra falha no nariz da aeronave, o que obrigou a empresa a suspender as entregas e reduzir a produção. Em 2019, um ex-funcionário afirmou que os passageiros do 787 Dreamliner poderiam ficar sem oxigênio se a cabine sofresse uma descompressão repentina. Testes teriam indicado que até um quarto dos sistemas de oxigênio poderia estar com defeito e não funcionar quando necessário. Ainda em 2013, a Agência Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos chegou a suspender os voos com esse modelo de avião após incidentes com aeronaves similares de companhias aéreas japonesas. Segurança questionada A segurança dos aviões da Boeing é muito questionada desde os acidentes com dois modelos 737 MAX que deixaram 346 mortos em 2018 e 2019. Em março de 2019, os 737 MAX foram obrigados a ficarem no chão depois que acidentes mataram 346 pessoas na Etiópia e na Indonésia, provocando ações judiciais, investigações do Congresso e do Departamento de Justiça e cortou uma fonte importante de renda da Boeing. Um painel da Congresso dos Estados Unidos concluiu, após 18 meses de investigação, que os dois acidentes com o Boeing 737 MAX foram resultado de falhas da fabricante de aeronaves Boeing e da FAA. "Eles foram o terrível resultado de uma série de suposições técnicas incorretas dos engenheiros da Boeing, uma falta de transparência por parte da administração da Boeing e uma supervisão grosseiramente insuficiente da FAA", concluiu o relatório. Quase dois anos depois, em novembro de 2020, a Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos autorizou que o modelo voasse novamente. O chefe da FAA, Steve Dickson, assinou uma ordem suspendendo a proibição de voos e a agência divulgou uma diretriz de aeronavegabilidade detalhando as mudanças necessárias. Veja Mais

Crise energética pode ameaçar recuperação econômica global, diz IEA

G1 Economia Preços do petróleo e do gás natural dispararam recentemente para máximas em vários anos. A crise energética global deve aumentar a demanda de petróleo em meio milhão de barris por dia (bpd) e pode impulsionar a inflação e desacelerar a recuperação mundial pós-pandemia de Covid-19, afirmou a Agência Internacional de Energia (IEA) nesta quinta-feira (14). Os preços do petróleo e do gás natural dispararam recentemente para máximas em vários anos, fazendo com que os preços da energia subissem para níveis recordes à medida que a escassez generalizada de energia atinge a Ásia e a Europa. "Os preços recordes do carvão e do gás, bem como apagões contínuos, estão levando o setor de energia e as indústrias intensivas em energia a recorrer ao petróleo para manter as luzes acesas e as operações funcionando", disse a IEA em seu relatório mensal sobre o petróleo. Gasolina nas alturas: até quando o preço do combustível vai subir? Entenda: 4 motivos para disparada de preço dos combustíveis Entenda a alta nos preços dos combustíveis "Os preços mais altos da energia também aumentam as pressões inflacionárias que, junto com as quedas de energia, podem levar à redução da atividade industrial e à desaceleração da recuperação econômica." Como resultado, a demanda global de petróleo no próximo ano está projetada para se recuperar aos níveis anteriores à pandemia, acrescentou a agência com sede em Paris, que fez revisões para cima em suas previsões de demanda para este ano e 2022, aumentando-as em 170.000 bpd e 210.000 bpd, respectivamente. Um aumento na demanda no último trimestre levou à maior redução de estoques de produtos de petróleo em oito anos, disse, enquanto os níveis de armazenamento nos países da OCDE foram os mais baixos desde o início de 2015. A AIE estimou que o grupo de produtores Opep+ deve bombear 700.000 bpd abaixo da demanda estimada por seu petróleo no quarto trimestre deste ano, o que significa que a demanda ultrapassará a oferta pelo menos até o final de 2021. A capacidade de produção sobressalente do grupo deve encolher rapidamente, alertou, de 9 milhões de bpd no primeiro trimestre deste ano para apenas 4 milhões de bpd no segundo trimestre de 2022. Essa capacidade de produção está concentrada em um pequeno punhado de países do Oriente Médio, disse, e seu declínio ressalta a necessidade de aumentar o investimento para atender à demanda futura. "Um aumento nos gastos com transições de energia limpa fornece o caminho a seguir, mas isso precisa acontecer rapidamente ou os mercados globais de energia enfrentarão um caminho acidentado pela frente", informou o relatório. Veja Mais

Emprego: confira as 547 vagas disponíveis através da Agência do Trabalho em 21 municípios de Pernambuco nesta quinta-feira

G1 Economia Engenheiro de produção, ciclista de carga e copeiro de restaurante estão entre oportunidades disponíveis. Interessados devem agendar atendimento pela internet. Oportunidades desta quinta-feira (14) foram ofertadas em 21 municípios do estado Devanir Gino/EPTV O sistema público da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco (Seteq-PE) oferece 547 vagas de emprego em 21 municípios do estado, nesta quinta-feira (14). Os interessados devem se candidatar às oportunidades através das Agências do Trabalho. Serralheiro, auxiliar de estoque, operador eletromecânico, vendedor interno, supervisor comercial, marceneiro, pasteleiro e esteticista estão entre os postos de trabalho ofertados nos municípios (confira lista completa mais abaixo). As vagas foram disponibilizadas no Recife (214) e em Araripina (7), Arcoverde (4), Bezerros (5), Cabo de Santo Agostinho (35), Camaragibe (3), Caruaru (49), Garanhuns (5), Goiana (2), Ipojuca (107), Nazaré da Mata (9), Palmares (3), Paudalho (3), Paulista (40), Pesqueira (8), Petrolina (10), Salgueiro (1), Santa Cruz do Capibaribe (24), São Lourenço da Mata (8), Serra Talhada (7) e Vitória de Santo Antão (3). Os interessados devem realizar agendamento para as unidades da Agência do Trabalho através do site da Seteq-PE. Vagas de emprego Vagas para pessoas com deficiência Carteira digital Atualmente, o trabalhador pode usar a versão digital da carteira de trabalho (veja vídeo abaixo): Veja como ter acesso à carteira de trabalho digital VÍDEOS: Mais assistidos de PE nos últimos 7 dias Veja Mais

62% dos consumidores usam celular como único canal de compras on-line; veja dicas para seu negócio

G1 Economia Investir na experiência do consumidor pelo smartphone pode melhorar as vendas de pequenas empresas. 62% dos consumidores usam celular como único canal de compras on-line Reprodução PEGN A maioria dos consumidores utiliza o celular como único canal de compras on-line. Segundo estudo realizado pela MeSeems/MindMiners a pedido do Google, o número de brasileiros que consomem exclusivamente dessa forma chega a 62%. Focar em oferecer uma boa experiência para os consumidores pelo celular deve ser o foco de quem vende pela internet, de acordo com Claudia Carneiro, gerente sênior de estratégia mobile do Google Brasil. “As empresas sabem que a interação no smartphone é diferente do computador, mas ainda não se deram conta de que uma usabilidade ruim no celular impacta negativamente a receita”, explica Claudia. Para a gerente, poucos investimentos têm um potencial de retorno tão alto para as empresas. “A otimização do design para melhorar a taxa de conversão no celular deveria ser a prioridade número um das empresas”, alerta. SAIBA MAIS Pequenos negócios que aderiram às vendas on-line conseguiram reduzir queda no faturamento Como começar um negócio digital ou levar sua empresa para a internet Dificuldades Melhorar a experiência mobile é um desafio para empresas de todos os tamanhos. De acordo com Claudia, é muito comum notar vários problemas de usabilidade em sites mobile ou apps de e-commerce. "Baseado em diversas pesquisas com consumidores, podemos afirmar com muita convicção que, hoje, os grandes sites de e-commerce do Brasil ainda estão muito aquém das expectativas dos usuários e do seu potencial", afirma Claudia. Mesmo com esse cenário, Cludia garante que pequenas e médias empresas podem melhorar a experiência de seus clientes pelo celular. A pedido do g1, o Google dá dicas para aprimorar a experiência mobile dos usuários e ajudar a aumentar as vendas: 1- Permita compras sem cadastro Possibilitar que um usuário faça uma compra sem necessidade de fazer um cadastro pode impactar diretamente a taxa de conversão do negócio. Estudo do Instituto Baymard revelou que 35% dos carrinhos são abandonados quando o site obriga o usuário a se cadastrar para concluir a compra. 2- Esqueça formulários muito longos Reduzir ao máximo os campos desnecessários no formulário de compra e cadastro também pode influenciar as vendas. No mesmo estudo do Instituto Baymard, um terço de todos os carrinhos são abandonados por conta de longos e complexos formulários para realizar a compra. Pergunte-se quais dados sua empresa realmente necessita e remova as informações dispensáveis. 3- Melhore o desempenho do site Carregamento, interatividade e estabilidade são os três indicadores para avaliar o desempenho de um site. É preciso sempre monitorar esses indicadores. 4- Aprimore a experiência de busca A barra de busca deve ter um lugar de destaque no site. É importante também que toda busca feita exiba algum resultado, mesmo que de um produto similar. Muitos usuários que compram pelo celular começam o processo de pesquisa através dessa barra de busca. 5- Destaque as categorias Para oferecer uma boa usabilidade para o cliente é importante destacar as categorias de produtos que o negócio oferece acima da dobra da página. Dessa forma, o usuário consegue captar facilmente tudo o que a empresa oferece. Essa dica vale principalmente para negócios com grande variedade de produtos disponíveis. 6- Ofereça filtros Adicione o maior número de opções de filtros e de classificações dos resultados no site. Estudo do Google realizado em 2020, feito em sete países da Europa, mostrou que 88% dos usuários declaram que a condição de filtrar e ordenar os resultados ajuda a reduzir a tensão diante do excesso de informações. Os problemas mais relatados pelos usuários são as poucas opções de filtragem, design confuso da ferramenta e falta de lógica nos resultados. 7- Use imagens O site deve ter imagens de cada produto, preferencialmente em alta qualidade, com ângulos diferentes e com a possibilidade de zoom para maior nitidez. Como a tela do celular é pequena, ampliar as imagens dos produtos virou uma condição indispensável na interação do cliente. Ter boas fotos de produtos pode aumentar vendas de loja virtual 8- Valorize a opinião do usuário Disponibilizar as avaliações do produto de usuários que já compraram é uma validação importante para os consumidores, principalmente quando ainda não conhecem o produto ou a marca. 9- Informe sobre frete e entrega As informações de valor de frete devem estar de forma clara e acessível. E, sempre que possível, oferecer condições especiais. O estudo do Instituto Baymard mostrou que 55% dos usuários abandonam o carrinho por conta dos custos adicionais, como o frete. Portanto, é importante mostrar o valor o quanto antes para não frustrar o cliente no momento de finalização da compra. 10- Facilite a navegação É preciso ajudar o cliente a finalizar a comprar, tornando o mais simples possível onde clicar e onde inserir as informações. Deixe os botões visíveis e de fácil acesso, ajudando o cliente em todo o processo. Veja Mais

Bovespa opera em alta na volta do feriado

G1 Economia Na segunda-feira, o principal índice da bolsa fechou em queda de 0,58%, a 112.180 pontos. ista do painel de investimentos da Bolsa do Valores, B3, de São Paulo, SP, nesta quinta feira, 09. RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em alta nesta quarta-feira (13). Às 10h18, o Ibovespa subia 0,37% a 112.596 pontos. Veja mais cotações. Já o dólar opera com pequenas oscilações. Na segunda-feira, a Bolsa fechou em queda de 0,58%, a 112.180 pontos. Com o resultado, passou a acumular alta de 1,08% no mês. No ano, tem queda de 5,74%. i Cenário Nos EUA, a inflação subiu com força em setembro e devem subir ainda mais nos próximos meses em meio a uma alta nos custos dos produtos de energia. O índice de preços ao consumidor subiu 0,4% no mês passado, após alta de 0,3% em agosto. Nos 12 meses até setembro, o índice aumentou 5,4%, após avançar 5,3% em agosto ante o ano anterior. O dia também terá a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). Em meio a preocupações globais relacionadas ao avanço da inflação e a problemas de oferta provocados por gargalos nas cadeias de produção, os investidores monitoram também a temporada de balanços corporativos nos EUA. Na China, dados comerciais domésticos melhores do que o esperado amenizavam os temores de desaceleração econômica alimentados por uma crise de energia e pelo endividamento da Evergrande. As exportações saltaram 28,1% em setembro sobre o ano anterior, contra avanço de 25,6% em agosto. Nos mercados de energia, os preços do petróleo operam em ligeira queda, trazendo alívio para os negócios, após reportagens sugerirem que as negociações nucleares com o Irã poderiam recomeçar ainda esta semana. O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, estão em Washington, onde participam das reuniões do G-20 e do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington. Na véspera, o FMI revisou suas projeções para cima para a inflação no mundo e cortou as estimativas para o crescimento da economia global para este ano. O fundo prevê um crescimento de 5,2% no PIB brasileiro neste ano. Em 2022, a alta projetada é de 1,5%. FMI reduz previsão de crescimento da economia global Veja Mais

Moradores têm 301 vagas de trabalho disponíveis no Balcão de Empregos de Presidente Prudente

G1 Economia Há oportunidades para PCD, pessoas graduadas, para as que ainda estão estudando ou já concluíram o ensino médio, fundamental ou superior, e até mesmo para quem ainda não possui experiência profissional. Balcão de Empregos oferece vagas de trabalho em Presidente Prudente Divulgação/Prefeitura de Aparecida de Goiânia O Balcão de Empregos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico de Presidente Prudente (Sedepp) oferece 301 oportunidades de trabalho nesta terça-feira (12). Dentre os postos de trabalho vagos, há oportunidades para pessoas com deficiência, graduadas, para as que ainda estão estudando ou já concluíram o ensino médio, fundamental ou superior, e até mesmo para quem ainda não possui experiência profissional. O Balcão de Empregos reforça que os currículos serão recebidos apenas de forma virtual, no e-mail: balcao@presidenteprudente.sp.gov.br. A medida é para evitar aglomeração no espaço, como forma de prevenção ao coronavírus. Para facilitar o trabalho de distribuição dos currículos às empresas, o órgão solicita que no assunto do e-mail seja colocada a vaga desejada. Há oportunidades para PCD, pessoas graduadas, para as que ainda estão estudando ou já concluíram o ensino médio, fundamental ou superior, e até mesmo para quem ainda não possui experiência profissional. Empresa distribuidora de Bauru contrata para trabalhar em Presidente Prudente 1 vaga para estoquista temporário. É necessário ensino médio completo ou cursando; experiência na função e que já tenha trabalhado em logística, ou em separação e carregamento de veículos. Horário de trabalho de segunda a sexta das 8h às 18h; Empresa de Pirapozinho contrata 1 vaga para estágio em engenharia. É necessário ensino superior cursando a partir do 2° ano em engenharia mecânica, elétrica, produção, civil, ambiental e segurança do trabalho; conhecimento básico em informática e pacote Office; 1 vaga para inspetor. É necessário ensino médio completo ou superior; conhecimento básico em informática; pacote Office e disponibilidade para viagens; 2 vagas para inspetora de alunos. É necessário ensino médio completo; ser casada; e experiência em ambiente escolar será um diferencial; 1 vaga para auxiliar de conservação de pátio. É necessário ensino médio completo e possuir CNH B; Indústria gráfica contrata 3 vagas para produção/acabamento/impressão (setor gráfico). É necessário ensino médio completo e experiência na função; Indústria de produtos de limpeza contrata 2 vagas para auxiliar de produção. É necessário ensino fundamental completo e experiência na função. Os candidatos serão responsáveis pelo envaze de produtos de limpeza saneantes e produtor de produtos de limpeza; 1 vaga para estoquista. É necessário ensino médio completo e experiência na função; 2 vagas para atendente. É necessário ensino médio completo; experiência na função e disponibilidade de horário. Restaurante Japonês contrata 2 vagas para auxiliar de cozinha. É necessário ensino fundamental completo; experiência na função e disponibilidade de horário; 1 vaga para auxiliar de sushimam. É necessário ensino fundamental completo; experiência na função e disponibilidade de horário; 1 vaga para recepcionista. É necessário ensino médio completo e experiência na função de no mínimo um ano; 2 vagas para atendente. É necessário ensino médio completo; experiências com vendas e atendimentos em lojas, de preferência em loja de decoração e presentes; 2 vagas para atendente. É necessário ensino médio completo; experiência na função e disponibilidade de horário; 2 vagas para atendente. È necessário ensino médio completo; experiência na função e possuir conhecimento em informática. Horário de trabalho das 9h às 18h e das 16h às 23h; 1 vaga para atendente de balcão. É necessário ensino médio completo e experiência na função; 1 vaga para caixa. É necessário ensino médio completo e experiência na função; Empresa de esquadria em alumínio contrata 1 vaga para vendedor de esquadria de alumínio e vidros. É necessário ensino médio completo; experiência de no mínimo dois anos na área; possuir CNH A/B e ter veiculo próprio; 2 vagas para auxiliar administrativo. É necessário ensino médio completo; conhecimento em informática (internet, e- mail, Excel, Word e digitação); ter pro atividade, atencioso nas atividades, comunicativo, prestativo, organizado e dinâmico em realizar suas tarefas; 2 vagas para serralheiro/soldador ou montador de estrutura metálica. É necessário ensino médio completo; possuir experiência comprovada na função e possuir CNH A e B; 3 vagas para montador de esquadrias de alumínio/vidros. É necessário ensino médio completo; possuir experiência na função e CNH A e B; 3 vagas para auxiliar de montador de esquadrias de alumínio/vidros. É necessário ensino médio completo; possuir experiência na função e CNH A e B; 1 vaga para estoquista. É necessário ensino médio completo; experiência na função; ser bom de matemática, atencioso nas atividades, comunicativo, prestativo, organizado e dinâmico em realizar suas tarefas, separar mercadorias para os colaboradores e conferência de mercadorias; Companhia de gás contrata 3 vagas para motorista/vendedora motorizada. É necessário ensino fundamental completo; possuir CNH D; curso Mopp (Movimentação de produtos Perigosos) e experiência na função. As vagas são para entregas de GLP envasado; Clínica Contrata 1 vaga para psicopedagoga. É necessário ensino superior completo e pós-graduação em análise do comportamento aplicada e experiência na função; 1 vaga para terapeuta ocupacional. É necessário ensino superior completo e experiência na função. Disponibilidade para trabalhar 30 horas semanais; 1 vaga para fonoaudiólogo. É necessário ensino superior completo e experiência na função. Disponibilidade para trabalhar 30 horas semanais. 2 vagas para psicólogo. É necessário ensino superior completo e experiência na função; 1 vaga para técnico/auxiliar de enfermagem. É necessário ensino médio completo e experiência na função para atuar em consultório médico; RH contrata 1 vaga para gerente de contas. È necessário ensino médio; desejável superior completo ou cursando administração, gestão comercial, marketing, comunicação ou áreas afins; experiência acima de dois anos no setor de segurança/vigilante e em vendas consultivas a clientes jurídicos e administrativos; ter CNH A/B e carro próprio; 1 vaga para coordenador de vendas. É necessário ensino superior completo ou cursando administração de empresas, gestão comercial, marketing ou correlatas; experiência acima de dois anos na área comercial e de alimentação/bebidas e possuir CNH A/B; 1 vaga para coordenador comercial. É necessário ensino superior completo ou cursando; experiência acima de dois anos na área de alimentação/bebidas e liderança de equipe; disponibilidade de viagens na região e residir em Presidente Prudente; 2 vagas para representante comercial. É necessário ensino médio completo; experiência de no mínimo 02 anos com vendas externas em varejo, no seguimento de alimentos; conhecimento do Pacote Office; possuir habilidades na área comercial e planejamento de vendas externas; CNH categoria AB; possuir veículo próprio; disponibilidade de viagens e residir em Presidente Prudente. Área de atuação: Alfredo Marcondes; Álvares Machado; Anhumas; Caiabu; Emilianópolis; Estrela do Norte; Indiana; Martinópolis; Narandiba; Pacaembu; Piquerobi; Pirapozinho; Pres. Bernardes; Pres. Prudente; Pres. Venceslau; Regente Feijó; Ribeirão dos Índios; Sandovalina; Santo Anastácio; Santo Expedito; Taciba e Tarabai. Interessados enviar currículo atualizado em formato Word com foto 3x4; 1 vaga para gerente de contas. É necessário ensino médio completo; desejável superior completo ou cursando administração, marketing, comunicação, gestão comercial ou áreas afins; experiência acima de dois anos na área de segurança/vigilância e em vendas; possuir CNH A/B e residir em Presidente Prudente; 1 vaga para coordenador de vendas. É necessário ensino superior completo ou cursando administração, marketing, comunicação, gestão comercial ou áreas afins; experiência acima de dois anos na área comercial; conhecimento do mercado de bebidas; excelente poder de negociação; possuir CNH A/B e residir em Presidente Prudente; 1 vaga para motorista truck. È necessário ensino fundamental completo; experiência de no mínimo dois anos na função e possuir CNH D; 1 vaga para representante comercial. É necessário ensino médio completo; experiência de no mínimo 02 anos com vendas externas em varejo, no segmento de alimentos; conhecimento do Pacote Office; ter habilidades na área comercial e planejamento de vendas externas; possuir carteira de habilitação categoria AB e veículo próprio; disponibilidade de viagens e residir em Presidente Prudente. Área de atuação Teodoro Sampaio; 1 vaga para vendedor externo. É necessário ensino médio completo e experiência de no mínimo dois anos na função. Área de Atuação Teodoro Sampaio; Empresa de Bauru contrata para trabalhar em Presidente Prudente 6 vagas para vendedor porta a porta. É necessário ensino médio completo e experiência de no mínimo 1 ano com vendas. Os candidatos serão responsáveis pelas vendas de produtos da Vivo fibra e Vivo móvel, de segunda a sexta-feira das 09h às 18h e aos sábados das 09h às 13h. Benefícios: salário fixo 1358,76 e bonificação que pode variar de R$600,00 a R$10.000,00; vale transporte e vale refeição R$13,00 por dia. Interessados encaminhar currículo para ocupacionalrh@gmail.com com a sigla PAPPRUDENTE; RH contrata 1 vaga para engenharia de produção. É necessário ensino superior completo ou cursando, e experiência comprovada na área. O candidato será responsável pelo planejamento das atividades de produção; qualidade dos produtos; controle e solicitações de insumos; elaboração de relatórios; controle no armazenamento de matérias-primas, produtos e embalagens de acordo com as legislações na programação da fabricação dos produtos; 1 vaga para expedição. É necessário ensino médio completo e experiência na função; 1 vaga para auxiliar de expedição. É necessário ensino médio completo; 1 vaga para repositor. É necessário médio ensino completo; experiência na função e disponibilidade de horário; 1 vaga para estoquista. É necessário ensino médio completo; experiência na função de no mínimo seis meses e possuir conhecimento em notas fiscais; 1 vaga para estoquista. É necessário ensino médio completo e experiência em estoque de autopeças; 1 vaga para estoquista. É necessário ensino médio completo; experiência na função; saber usar o computador e ter vontade de aprender. Ir ao local da entrevista nos horários das 09h às 11h e das 14h às 17h. Local: Rodovia Comendador Alberto Bonfiglioli, 2294, Jardim Itaipu. Falar com Paulo; 1 vaga para almoxarifado. È necessário ensino médio completo e experiência na função; 1 vaga para auxiliar de armazém. É necessário ensino médio completo e experiência na função; 1 vaga para auxiliar de funilaria. È necessário ensino fundamental completo com ou sem experiência na função; Consultoria contrata 1 vaga para analista fiscal. É necessário ensino médio completo e experiência de no mínimo 1 ano na área fiscal. Responsabilidades e atribuições: escrituração de notas fiscais; conferência e apuração das retenções de tributos das NF’s; apuração de ISS (prestador/tomador); apuração de impostos; emissão das guias de recolhimento; elaboração das obrigações assessorias (declarações); prestar orientação fiscal aos clientes e acompanhar legislação pertinente a atividade; 1 vaga para analista de escrita fiscal. É necessário ensino superior completo ou cursando ciências contábeis e experiência em atuação com escrita fiscal (principalmente para lucro presumido e simples nacional); 1 vaga para analista de suporte. É necessário ensino superior completo em TI e experiência mínima de dois anos em suporte N1, N2 e N3; 1 vaga para auxiliar de escrita fiscal. É necessário ensino médio completo; experiência na função; possuir conhecimentos em escrituração fiscal e experiência nas rotinas do departamento fiscal; Cozinheira e auxiliar de cozinha 1 vaga para chapeiro. É necessário ensino médio completo e experiência na função. Trabalho noturno; 1 vaga para auxiliar de cozinha. É necessário ensino médio completo; experiência na função e disponibilidade para trabalhar das 12h às 20h; 4 vagas para auxiliar de cozinha e atendente. É necessário ensino médio completo; experiência na função e possuir curso superior em gastronomia será um diferencial; 1 vaga para auxiliar de cozinha. É necessário ensino médio completo e experiência na função. O candidato trabalhará no horário 12x36; 1 vaga para auxiliar de cozinha. É necessário ensino médio completo e experiência na função; 2 vagas para auxiliar de cozinha. É necessário ensino médio completo; experiência de no mínimo 1 ano na função e disponibilidade para trabalhar no período noturno. Horário: de Segunda á Sábado das 16 horas até as 00 horas. 2 vagas para auxiliar de cozinha. É necessário ensino médio completo e experiência na função. Os candidatos irão ajudar na cozinha, mas também fazer entregas de refeições de moto. Horário de segunda a sábado das 07:00 às 15:00 horas; 1 vaga para auxiliar de cozinha (freelance aos finais de semana). É necessário ensino médio completo. Sem necessidade de experiência; 1 vaga para cozinheiro (a). É necessário ensino médio completo; experiência na função; ter condução própria e disponibilidade para trabalhar aos fins de semanas e feriados. Horário de trabalho das 16h30 às 23h40; 1 vaga para cozinheiro (a). É necessário ensino médio completo e experiência na função. O candidato trabalha no horário 12x36; 1 vaga para açougueiro. É necessário ensino médio completo e experiência na função; 1 vaga para auxiliar de açougueiro. É necessário ensino médio completo e experiência na função; Analistas, técnicos e auxiliar técnicos 1 vaga para auxiliar de recursos humanos. É necessário ensino superior completo em recursos humanos; experiência na função; disponibilidade de horário; possuir CNH A/B e ter domínio em Pacote Office e computação; 1 vaga para auxiliar de departamento de pessoal. É necessário ensino médio completo; experiência na função de no mínimo dois anos e possuir conhecimento em rotinas de folha de pagamento e E-social; 1 vaga para auxiliar de compras. É necessário ensino superior completo ou cursando o último ano em cursos nas áreas comerciais ou exatas; possuir domínio avançado em Excel e ter conhecimento na área de compras; 1 vaga para analista tributário sênior. É necessário ensino superior em administração; ciências contábeis ou áreas afins e experiência na função; 1 vaga para analista contábil. É necessário ensino superior completo ou cursando ciências contábeis e experiência em atuação no setor contábil (principalmente para os regimes de lucro presumido e simples nacional); 1 vaga para setor de contabilidade. É necessário ensino superior completo ou cursando contabilidade e possuir experiência com rotina de departamento de pessoal, fiscal e contábil; 1 vaga para coordenador de TI. É necessário ensino superior completo em sistema de informações ou áreas afins; liderança de equipe; conhecimento de infraestruturas e conhecimento de segurança de redes; 1 vaga para técnico em informática. É necessário ensino médio completo; experiência na função; possuir CNH A/B e ter conhecimento em hardware, impressoras e rede; 1 vaga para analista fiscal. É necessário ensino médio completo e experiência na função de no mínimo 2 anos, 1 vaga para técnico em copiadoras e impressoras (analógica e digital). É necessário ensino médio completo; experiência comprovada na função e possuir CNH A/B. Disponibilidade de horários de segunda a sexta-feira; 1 vaga para auxiliar técnico. É necessário ensino médio completo; experiência de no mínimo 1 ano; possuir CNH B; ter disponibilidade para viajar; ser assíduo, comprometido, proativo e organizado. Atividades: lançamento de fibra optica; certificação de rede; cabeamento de rede estruturada e instalação de sistema de segurança; 1 vaga para técnico de suporte em T.I. É necessário ensino médio completo; experiência na função; possuir habilidades em manutenção de computadores, manutenção e configuração de redes; capacidade de diagnóstico; resolução de problemas e boa comunicação/atendimento ao cliente; Área ADM 1 vaga para estágio. È necessário ensino superior cursando em administração, gestão comercial ou tecnólogo em área administrativa e experiência com vendas será um diferencial; 1 vaga para representante comercial. É necessário médio completo; experiência na função e possuir CNH; 1 vaga para social media Junior. É necessário ensino médio completo; experiência na função; ter cursado ou estar cursando publicidade e propaganda, marketing digital ou marketing; ter conhecimento com redes sociais, Pacote Office, design gráfico e E-commerce (desejável); 1 vaga para coordenador financeiro. È necessário ensino superior completo ou cursando em administração, ciências contábeis ou economia e experiência na função; 1 vaga para estágio. É necessário ensino superior em marketing ou publicidade e propaganda; 1 vaga para jovem aprendiz. É necessário ensino médio completo ou cursando; experiência em Pacote Office; disponibilidade para cumprir seis horas diárias e residir em Presidente Prudente; 2 vagas para auxiliar administrativo. É necessário ensino médio completo; experiência na função; boa digitação e possuir conhecimento no Pacote Office e em sistemas informatizados; 1 vaga para auxiliar administrativo. É necessário ensino médio completo; experiência na função; formação em Pacote OFFICE; conhecimento em computação/redes sociais e possuir CNH A/B; 1 vaga para secretaria. É necessário ensino médio completo e experiência na função; 1 vaga para secretária (auxiliar administrativo). È necessário ensino médio completo; ensino superior será um diferencial e possuir experiência na função; 1 vaga para auxiliar de consultório. É necessário ensino médio completo e experiência na função; 1 vaga para auxiliar de saúde bucal (auxiliar de dentista). É necessário ensino médio completo e experiência na função; 1 vaga para assistente comercial. É necessário ensino médio completo; experiência na função; conhecimento em Pacote Office; rotinas sistemas Sênior e ERP será um diferencial; 1 vaga para assistente de departamento comercial. É necessário ensino médio completo; experiência na área de tecnologia e comercial (vendedor); possuir boa comunicação e experiência com marketing será um diferencial; 1 vaga para supervisor de atendimento. É necessário ensino médio completo; experiência na função; ter domínio em Excel e possuir CNH B; 1 vaga para atendente de cartão. É necessário ensino médio completo; experiência com vendas de cartão e ter disponibilidade de horário; 6 vagas para atendente de telemarketing (televendas). É necessário ensino médio completo e experiência na função; 1 vaga para balconista. É necessário ensino médio completo; experiência em farmácias, conhecimento de medicamentos e atendimento ao cliente; 1 vaga para atendente-papelaria. È necessário ensino médio completo; não é necessário experiência, somente disposição e vontade de aprender; possuir conhecimento básico de informática e ter boa comunicação; 1 vaga para auxiliar de limpeza. É necessário ensino médio completo e experiência na função; 1 vaga para auxiliar de limpeza. É necessário ensino médio completo e experiência na função; 1 vaga para faxineira. É necessário ensino fundamental completo e experiência na função; 2 vagas para faxineira. É necessário ensino fundamental completo; experiência de no mínimo 1 ano em comercio ou residência; disponibilidade de horário e residir em Presidente Prudente; 2 vagas para faxineiro. É necessário ensino fundamental completo, com ou sem experiência na função. Descrição das atividades: preparar as dependências a serem limpas, verificando a disponibilidade de equipamentos e materiais de limpeza a serem utilizados. Limpar, higienizar e conservar as áreas internas e externas, lavando, varrendo, recolhendo o lixo, permitindo condições de uso para os frequentadores do local; controlar a utilização dos materiais de limpeza e comunicar previamente ao superior imediato a necessidade de reposição. Horário trabalho das 14h40 às 22h52 e residir em Presidente Prudente, Álvares Machado ou Presidente Bernardes. Se possuir condução própria, pode ser qualquer cidade da região; 1 vaga para faxineira. É necessário ensino fundamental completo e experiência de no mínimo quatro anos; 2 vagas para controlador de acesso. É necessário ensino médio completo e experiência na função. Os candidatos irão trabalhar de acordo com a escala; 1 vaga para auxiliar/assistente. É necessário ensino médio completo e possuir experiência em instalação e manutenção de aparelhos de água, bebedouros, purificadores e troca de filtros; 2 vagas para auxiliar geral/ entregas. É necessário ensino fundamental completo e experiência na função; 1 vaga para auxiliar geral. É necessário ensino médio completo; experiência na função e residir em Presidente Prudente. Horário de trabalho 12x36; 1 vaga para auxiliar geral. É necessário ensino médio completo; experiência na função e residir em Presidente Prudente; 1 vaga para auxiliar geral. É necessário ensino médio completo; experiência na função e saber lidar diretamente com o público; 1 vaga para auxiliar geral/atendente de despacho. É necessário ensino médio completo; desejável experiência na função e possuir curso de informática; 1 vaga para auxiliar geral/ajudante de panificação. É necessário ensino médio completo; desejável experiência na função e disponibilidade de horário; 1 vaga para auxiliar geral/auxiliar de cozinha. É necessário ensino médio completo; desejável experiência na função e disponibilidade de horário; 1 vaga para serralheiro. É necessário ensino médio completo e experiência na função; 1 vaga para soldador. É necessário ensino médio completo e experiência na função; 1 vaga para ajudante. É necessário ensino médio completo e experiência/noção em solda; 1 vaga para auxiliar de serralheiro/estrutura metálica. É necessário ensino médio completo e experiência de no mínimo 6 meses com montagem de estrutura metálica; 1 vaga para marceneiro. É necessário ensino médio completo e experiência comprovada na função e em moveis planejados; 1 vaga para marceneiro. É necessário ensino médio completo; experiência em produção de cenários, manutenção e restauração de peças de cenografia em geral; conhecimento avançado na área, possuir referências e disponibilidade de horário e viagens; 1 vaga para auxiliar de marcenaria. É necessário ensino médio completo; experiência em produção de cenários, manutenção e restauração de peças de cenografia em geral; possuir conhecimento avançado na área; ter referência e disponibilidade de horário e viagens; 1 vaga para marceneiro. É necessário ensino médio completo e experiência de no mínimo 1 ano na função em marcenaria; 1 vaga para tapeceiro. É necessário ensino médio completo e experiência de no mínimo 1 ano na função em marcenaria; 1 vaga para serrador/marmoraria. É necessário ensino fundamental completo e experiência de no mínimo um ano na função; 1 vaga para acabador/marmoraria. É necessário ensino fundamental completo e experiência de no mínimo um ano na função; 1 vaga para analista de produção. È necessário ensino superior completo ou cursando administração, engenharia de produção ou áreas afins; 10 vagas para auxiliar de produção. (ser casado); É necessário ensino médio completo; sem necessidade de experiência; ter disponibilidade de horas extras, sempre quando a empresa precisar; morar próximo ao Terminal Rodoviário, Avenida Manoel Goulart ou próximo a rodovia Raposo Tavares para melhor locomoção de ônibus de Presidente Prudente à Álvares Machado; 3 vagas para auxiliar de produção. É necessário ensino médio completo; e experiência em Buffet e festas. Trabalho na linha de produção manual com peso, entre outras especialidades; 1 vaga para auxiliar de produção. É necessário ensino médio completo e experiência na função; 1 vaga para auxiliar de produção. É necessário ensino médio completo; experiência na função e residir em Presidente Prudente, Regente-Feijó, Anhumas ou Pirapozinho; 1 vaga para marmorista acabamentista. É necessário ensino médio completo e experiência na função; 1 vaga para jardineiro. É necessário ensino médio completo e experiência na função; 1 vaga para auxiliar geral. É necessário ensino médio completo; experiência na função e residir em Álvares Machado; 1 vaga para auxiliar geral. É necessário ensino médio completo e experiência na função; 1 vaga para auxiliar geral. É necessário ensino médio completo e experiência na função; 1 vaga para instalador de painéis solares. É necessário ensino médio completo; experiência na função de no mínimo um ano e possuir CNH A/B; 1 vaga para instalador de ar condicionado. É necessário ensino médio completo e experiência na função de no mínimo dois anos; Construção civil 2 vagas para pedreiro. É necessário ensino fundamental completo e experiência comprovada em carteira; 1 vaga para pedreiro. É necessário ensino fundamental completo e experiência na função; 1 vaga para pedreiro. É necessário ensino fundamental completo e experiência na função; 1 vaga para servente de pedreiro. É necessário ensino fundamental completo e experiência na função; 3 vagas para servente de pedreiro. É necessário ensino fundamental completo; experiência na função em galerias, rede de esgoto, rede de água ou obras similares e residir em Presidente Prudente; 1 vaga para encanador. É necessário ensino médio completo e experiência na função. Vaga para trabalhar na região; 2 vagas para encanador residencial e predial. É necessário ensino médio completo e experiência na função; Motorista 1 vaga para motorista. É necessário ensino médio completo; experiência profissional; possuir CNH C, D ou E, e residir em Presidente Prudente. O candidato irá trabalhar no transporte de leite com caminhão tanque; 1 vaga para motorista. É necessário ensino médio completo; possuir CNH B e ter boa comunicação. Não é necessário experiência na função; 1 vaga para motorista. É necessário ensino médio completo; experiência profissional e possuir CNH E; 2 vagas para motorista. É necessário ensino médio completo; experiência profissional; possuir CNH D ou E, e possuir curso de formação de transporte escolar e de passageiros/ transporte coletivo; 1 vaga para motorista entregador. É necessário ensino médio completo; experiência na função e possuir CNH D; 1 vaga para motorista entregador. É necessário ensino médio completo; experiência na função e possuir CNH D para prestar serviços em Presidente Prudente e região; 1 vaga para motorista entregador. É necessário ensino médio completo; experiência na função; possuir CNH D e curso Mopp; 1 vaga para auxiliar de transporte. É necessário ensino superior cursando ou completo; experiência com Pacote Office. Conhecimento em Excel avançado será um diferencial; 1 vaga para motorista entregador. É necessário ensino médio completo e experiência na função; 1 vaga para motorista entregador. É necessário ensino médio completo; experiência na função e possuir CNH D; 1 vaga para ajudante de motorista. É necessário ensino fundamental completo e experiência na função; 1 vaga de motorista para transporte coletivo de passageiros. É necessário ensino médio completo; experiência comprovada na função; possuir CNH C ou E; disponibilidade de horário e residir na cidade de Álvares Machado; 1 vaga para auxiliar de carga e descarga. É necessário ensino médio completo e experiência na função; 1 vaga para tratorista. É necessário ensino médio completo e experiência comprovada em carteira de no mínimo dois anos; Operador de máquinas 1 vaga para operador de escavadeira hidráulica. É necessário ensino médio completo; experiência comprovada em carteira e disponibilidade para viagens; 2 vagas para operador de caldeira. É necessário ensino médio completo; experiência na função e ter curso NR13; 1 vaga para operador de caldeira. É necessário ensino médio completo e experiência na função. O candidato irá trabalhar na cidade de Tarabai; 2 vagas para operador de caldeira. É necessário ensino médio completo; experiência na função; apresentar o certificado do curso; ter disponibilidade de horário e residir em Presidente Prudente; 1 vaga para operador de bate estaca. É necessário ensino médio completo e experiência em implantação de defensa metálica e seus dispositivos; 1 vaga para operador de empilhadeira. É necessário ensino médio completo; experiência mínima de um ano na função e possuir curso de operador com certificado de conclusão; 1 vaga para operador de empilhadeira. É necessário ensino médio completo; experiência na função e certificado do curso; Vendas 2 vagas para consultor comercial. É necessário ensino médio completo; experiência em vendas; ter CNH e possuir veiculo próprio será um diferencial; 1 vaga para representante de vendas. É necessário ensino médio completo; experiências com vendas; ter conhecimento no ramo de tapeçaria e possuir CNH; 1 vaga para consultor de serviços. É necessário ensino médio completo e experiência na função. A empresa é responsável pelo ramo rodoviário, peças e serviços para carretas; 1 vaga para consultor de vendas (semi-joias). É necessário ensino médio completo; experiência na função; saber trabalhar em equipe e residir em Presidente Prudente; 1 vaga para consultor de vendas (confecção infantil). É necessário ensino médio completo; experiência na função; saber trabalhar em equipe e residir em Presidente Prudente; 1 vaga para consultor de vendas. É necessário ensino médio completo. Experiência na função, empresa do ramo rodoviário, peças e serviços para carretas; 1 vaga para consultor de vendas. É necessário ensino médio completo com experiência comprovada na função; 6 vagas para vendedor PAP. É necessário ensino médio completo. Procuramos pessoas dinâmicas para vaga de vendedor no ramo de adquirência (pic pay); 1 vaga para vendedor de consórcios. É necessário ensino médio completo; experiência em consórcios e vendas no geral; possuir CNH e curso CPA será um diferencial. Vaga aberta para as cidades de Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Rancharia, Adamantina e Assis. 1 vaga para vendedor de consórcios. É necessário ensino médio completo; experiências com vendas (preferencialmente de consórcios); ter habilidade em networking; trabalho em equipe e possuir CNH; 1 vaga para vendedor de consórcios. É necessário ensino médio completo; ser proativo; focado; ter uma boa comunicação; ser criativo; facilidade com cálculos; ótimo relacionamento interpessoal; facilidade com redes sociais; possuir experiência com vendas e disposição para trabalhos internos e externos. Ter veículo próprio será um diferencial; 3 vagas para vendedor/ ramo de autopeças. É necessário ensino médio completo; experiência com vendas e o mínimo de experiência de vendas ou compras no segmento de peças automotivas; 1 vaga para vendedor interno. É necessário ensino médio completo; experiência na função e Pacote Office intermediário; 1 vaga para vendedor. É necessário ensino médio completo; experiência com vendas e negociações e desejável experiência na área assistencial ou saúde; 1 vaga para vendedor. É necessário ensino fundamental; experiência com vendas; ter veículo próprio; possuir CNH A/B e disponibilidade de viagens; 1 vaga para vendedor. É necessário ensino médio completo e experiência com vendas; 1 vaga para vendedor externo. É necessário ensino médio completo; experiência com vendas e possuir veículo próprio (moto); 1 vaga para vendedor externo. È necessário ensino médio completo; experiência na função e possuir CNH A/B; 1 vaga para vendedor externo. É necessário ensino médio completo; experiência na função preferencialmente no ramo de bebidas e possuir CNH B; 1 vaga para vendedor externo. É necessário ensino médio completo; experiência na função e no segmento de varejo e produtos de alto giro como alimentos e bebidas; 1 vaga para vendedor externo. È necessário ensino médio completo; não é necessário experiência; ter CNH B e residir em Presidente Prudente; 1 vaga para vendedor externo. É necessário ensino médio completo; experiência de no mínimo 1 ano no setor de comunicação e possuir moto; 1 vaga para vendedor externo. É necessário ensino médio completo; experiência em vendas e ter condução própria; 1 vaga para vendedor de acessórios automotivo. É necessário ensino médio completo; Pacote Office intermediário; possuir CNH B; conhecimento na área de acessórios automotivo e vivencia na área comercial; 1 vaga para vendedor (setor gráfico). É necessário ensino médio completo e experiência comprovada em vendas. Ser proativo, dinâmico e comunicativo; 1 vaga para vendedor externo. É necessário ensino médio completo e experiência na função; Mais oportunidades 1 vaga para encarregado de oficina. É necessário ensino médio completo e experiência na função. Empresa do ramo rodoviário, peças e serviços para carretas; 1 vaga para mecânico linha pesada. É necessário ensino médio completo; experiência na função e curso de mecânico; 1 vaga para mecânico linha diesel pesada (caminhões). É necessário ensino médio completo e experiência na função; 2 vagas para mecânico de automóvel. É necessário ensino médio completo e experiência em direção hidráulica, pistão e comando hidráulico. Trabalho de 44 horas semanais; 2 vagas para mecânico de suspenção e freios. É necessário ensino médio completo com experiência comprovada na função; 1 vaga para mecânico de veículos leves. É necessário ensino médio completo com experiência na função; 1 vaga para mecânico industrial. É necessário ensino médio completo com experiência na função; 1 vaga para mecânico/soldador. É necessário ensino médio completo e experiência na função. Empresa do ramo rodoviário, peças e serviços para carretas; 1 vaga para eletricista automotivo. É necessário ensino médio completo com experiência na função; 1 vaga para eletricista linha diesel pesada (caminhões). É necessário ensino médio completo com experiência na função; 1 vaga para borracheiro. É necessário ensino médio completo com experiência comprovada na função; 1 vaga para borracheiro. É necessário ensino médio completo com experiência na função; 1 vaga para mecânico de manutenção. É necessário ensino médio completo com experiência na função e curso na área de refrigeração ou gás medicinal será um diferencial; 1 vaga para técnico de manutenção. É necessário ensino médio completo e curso completo ou cursando de técnico de eletroeletrônica, e experiência de um ano na função; 1 vaga para manutenção industrial. É necessário ensino médio completo; experiência em indústria, manutenção de maquinas de indústria; possuir curso NR-10 atualizado, conhecimento em comandos elétricos e disponibilidade de horários para trabalhar em turnos de segunda a sábado; 1 vaga para montador industrial. É necessário ensino médio completo e experiência na função; PCD 1 vaga para auxiliar de limpeza PCD. Possuir laudo médico; 1 vaga para PCD. Possuir laudo médico; 1 vaga para PCD. Possuir laudo médico; 1 vaga para PCD. Possuir laudo médico; Vaga para candidatos residentes de Presidente Prudente e Pirapozinho 2 vagas para auxiliar de atendimento/ vendas. É necessário ensino médio completo e experiência na função. Atividades: atendimento ao cliente; reposição de estoque vendas de mercadoria limpeza e organização do espaço. Horário de trabalho das 11h às 20h; 2 vagas para auxiliar de atendimento. É necessário ensino médio completo; possuir CNH A/B e experiência na função. Atividades: rotinas internas com transporte e auxiliar nas rotinas administrativas como sistema, lançamento de nota, entre outras atividades. Horário de trabalho das 8h às 17h; 2 vagas para auxiliar de atendimento/restaurante. É necessário ensino médio completo e experiência na função. Atividades: atendimento ao cliente, organização e montagem do salão entre outras atividades. Horário de trabalho 6x1 das 15h às 00h; 2 vagas para auxiliar de cozinha. É necessário ensino médio completo e experiência na função. Atividades: auxiliar o cozinheiro no pré-preparo, preparo e processamento dos alimentos; fazer pequenas produções de alimentos nos vários setores da cozinha e realizar a higienização e organização do local. Horário de trabalho 6x1 das 15h às 00h; 3 vagas de auxiliar geral. É necessário ensino fundamental completo; experiência com na função e disponibilidade para trabalhar em escala de 6x1 das 8h às 17h. Atividades: manutenção, reparação e reformas na área externa do Terra Parque; 2 vagas para estagiário /esporte de aventura. É necessário estar cursando educação física ou áreas afins e disponibilidade para trabalhar 30h semanais. Atividades: manutenção e manuseio dos equipamentos; será responsável por conduzir atividades como tirolesa, caiaque, trilha, arborismo, dentre outras; 2 vagas para motorista. É necessário ensino médio completo; experiência de no mínimo 1 ano na direção de ônibus; possuir curso de transporte coletivo de passageiros atualizado; disponibilidade para trabalhar em escala de 6x1, das 7h às 17h com 2 horas de almoço. Atividades: transporte de colaboradores e atividades do setor. Serviço O telefone para mais informações é o (18) 3918-4200 e o e-mail para envio de currículos é o balcao@presidenteprudente.sp.gov.br. VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região. Veja Mais

FMI reafirma confiança na liderança de Kristalina Georgieva

G1 Economia Diretora-gerente da entidade foi acusada de favorecer a China quando ocupava um cargo no Banco Mundial. A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, fala durante uma entrevista coletiva em Washington REUTERS/Mike Theiler/File Photo O conselho de administração do Fundo Monetário Internacional (FMI) reafirmou. na noite de segunda-feira (11), sua "plena confiança" em Kristalina Georgieva, diretora-gerente da entidade. Ela é acusada de ter favorecido a China quando ocupava um cargo no Banco Mundial (BM). Os órgãos de controle da instituição com sede em Washington consideraram que as informações apresentadas durante a investigação não lhes permitiam atribuir "um papel impróprio" à economista búlgara. Georgieva aceitou imediatamente a decisão, afirmando que as acusações eram "infundadas". A permanência de Georgieva no comando do FMI era incerta desde que foram publicadas, em 16 de setembro, as conclusões de uma investigação do escritório de advocacia WilmerHale, conduzida a pedido do comitê de ética do Banco Mundial. Nessa investigação, Georgieva foi acusada de ter manipulado dados do relatório "Doing Business" para favorecer a China quando era diretora-geral do Banco Mundial. Diretora-gerente do FMI desde 1º de outubro de 2019, a búlgara sempre negou os atos de que foi acusada. Na noite desta segunda-feira (11), o FMI disse que a decisão foi tomada após a oitava reunião do conselho sobre o assunto, "como parte do compromisso do conselho de conduzir uma revisão abrangente, objetiva e precisa". "O Conselho concluiu que as informações apresentadas durante sua análise não demonstraram de forma conclusiva que a CEO desempenhou um papel inadequado em relação ao relatório 'Doing Business 2018', quando era CEO do Banco Mundial", diz o comunicado à imprensa. "Depois de examinar todas as evidências apresentadas, o Conselho de Administração reafirma sua plena confiança na liderança e capacidade da diretora-gerente para continuar a exercer suas funções com eficácia", acrescenta o texto. O Conselho declarou que está confiante "no compromisso de Georgieva" de "manter os mais altos padrões de governança e integridade no FMI". "Confiança e integridade são os pilares das organizações multinacionais que servi fielmente por mais de quatro décadas", lembrou Georgieva, que revelou ter passado por "um episódio difícil a nível pessoal" e manifestou o seu "apoio inabalável à independência e integridade" das instituições. Veja Mais

Saiba o que são os 'experimentos naturais' premiados com o Nobel de Economia

G1 Economia Os pesquisadores David Card, Joshua Angrist e Guido Imbens são os vencedores da premiação em 2021. Eles fizeram estudos para entender os efeitos de salário mínimo, imigração e educação no mercado de trabalho. Os trabalhos de David Card, Joshua Angrist e Guido Imbens, premiados nesta segunda-feira (11) com o Nobel de Economia, se baseiam em experimentos naturais, um método inovador para a pesquisa empírica nascido nos anos 1990. Os experimentos naturais são situações da vida real que os economistas estudam e analisam para determinar relações de causa e efeito. Eles se aproximam, em parte, dos ensaios clínicos que permitem aos pesquisadores avaliar a eficácia de novos medicamentos, separando de forma aleatória grupos distintos de pessoas que são submetidos a testes. "Imitamos um pouco o que poderia ser feito em um laboratório", resumiu Julien Pinter, pesquisador da Universidade do Minho, em Portugal, e economista do 'think-tank' BSI Economics. Porém, ao contrário dos cientistas nos laboratórios, os economistas não controlam os parâmetros do protocolo experimental. Além disso, o campo de aplicação desses estudos é muito amplo, como, por exemplo, educação, mercado de trabalho e imigração. David Card, Joshua Angrist e Guido Imbens ganham Nobel de Economia 2021 UC Berkeley/Redes sociais/Stanford University Salário mínimo e emprego O canadense David Card e seu colega americano Alan Krueger estudaram, por exemplo, a relação entre salário mínimo e emprego graças a um experimento natural no início dos anos 1990. Para isso, eles compararam a situação do mercado de trabalho na zona fronteiriça entre os estados de Nova Jersey e Pensilvânia, no nordeste dos EUA. Naquele momento, houve aumento do salário mínimo no primeiro, enquanto na Pensilvânia os ganhos se mantiveram estáveis. Ao focalizar a análise em uma zona geográfica homogênea, as pesquisas de Card e Krueger mostraram que o aumento do salário mínimo não havia gerado uma queda no número de pessoas empregadas. Essa conclusão representava uma contradição à teoria dominante da época, segundo a qual o aumento do salário mínimo resultaria na diminuição dos postos de trabalho. Card, por sua vez, estudou a relação entre imigração e mercado de trabalho com base em um caso concreto: a instalação em Miami, na Flórida, de dezenas de milhares de cubanos que o presidente Fidel Castro permitiu que deixassem o país em 1980. Os trabalhos do economista mostraram que a onda de novos chegados não teve impacto negativo no emprego. Já o americano-israelense Joshua Angrist, também em colaboração com Alan Krueger, se interessou pela relação entre nível de escolaridade e salário. O acadêmico comparou o tempo passado no sistema educacional por pessoas nascidas no mesmo ano, em função de seu mês de nascimento. Os nascidos nos primeiros meses do ano, que puderam deixar a escola um pouco antes dos demais, tinham estudado, em média, por um período mais curto do que os nascidos no último trimestre, e seus salários eram mais baixos. Isso permitiu que Angrist determinasse que um nível de educação mais alto leva, geralmente, a melhores salários. Mais tarde, o americano-holandês Guido Imbens colaborou com Angrist para refinar a interpretação desses resultados. 'Um prêmio formidável' Os experimentos naturais deram início ao que se chamou de "revolução de credibilidade" na economia, um campo de estudo em que os dados empíricos não eram levados a sério antes. Para a economista Esther Duflo, que dividiu o Nobel há dois anos por seu pioneirismo em outro método de experimentos econômicos no campo, a escolha da Academia Sueca deste ano foi uma decisão "formidável". "A 'revolução da credibilidade' na economia mudou tudo!", disse Duflo à AFP. No entanto, alguns economistas afirmam que os experimentos naturais devem ser usados com precaução, pois o tamanho da amostragem e a baixa frequência dos acontecimentos observados não permitem extrair sempre conclusões em grande escala. "Não podemos ter 100% de certeza que os resultados seriam exatamente os mesmos em outro contexto", frisou Julien Pinter. Veja todos os vídeos sobre o prêmio Nobel 2021: Veja Mais

Mercado financeiro volta a elevar estimativas de inflação para 2021 e 2022

G1 Economia Previsão de inflação para 2021 passou de 8,51% para 8,59%. Estimativa do crescimento do PIB permaneceu em 5,04% para este ano. O mercado financeiro voltou a elevar as estimativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, para os anos de 2021 e 2022. As previsões do mercado constam no relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada, em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras. A expectativa para este ano do mercado para o IPCA subiu de 8,51% para 8,59%. Essa foi a vigésima sétima alta seguida no indicador. A meta central do governo para a inflação em 2021 é de 3,75%, e o intervalo de tolerância varia de 2,25% a 5,25% Com isso, a projeção do mercado já está acima do dobro da meta central de inflação. A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia. Para 2022, o mercado financeiro subiu a estimativa de inflação de 4,14% para 4,17%. Foi a décima segunda alta seguida. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,50% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%. Inflação de setembro é a mais alta em 27 anos e taxa acumulada em 12 meses atinge dois dígitos PIB Os economistas do mercado financeiro mantiveram a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 5,04% para 2021. Para 2022, o mercado reduziu a previsão de alta do PIB de 1,57% para 1,54%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Taxa básica de juros O mercado financeiro também manteve em 8,25% ao ano a previsão para a Selic no fim de 2021. Com isso, os analistas seguem estimando alta dos juros neste ano. Em março, na primeira elevação em quase seis anos, a taxa básica da economia foi aumentada pelo BC para 2,75% ao ano. Em maio, o Copom elevou o juro para 3,5% ao ano e, em junho, a taxa avançou ara 4,25% ao ano. Em agosto, a taxa subiu para 5,25% ao ano e, no mês passado, foi elevada para 6,25% ao ano. Para o fim de 2022, os economistas do mercado financeiro elevaram a expectativa para a taxa Selic de 8,5% para 8,75% ao ano, o que pressupõe alta do juro básico da economia também no próximo ano. Outras estimativas Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2021 subiu de R$ 5,20 para R$ 5,25. Para o fim de 2022, a estimativa permanece em R$ 5,25 por dólar. Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2021 manteve-se em US$ 70 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado permaneceu em US$ 63 bilhões de superávit. Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano subiu de US$ 50,5 bilhões para US$ 51 bilhões. Para 2022, a estimativa reduziu de US$ 62 bilhões para US$ 60,5 bilhões. VÍDEOS: veja mais notícias de economia Veja Mais

Mais de 120 concursos abertos reúnem 15,4 mil vagas no país; veja lista

G1 Economia Cargos são em todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 28.884,20 no Ministério Público do Estado do Paraná e na Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul. Pelo menos 126 concursos públicos no país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (11) e reúnem 15,4 mil vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 28.884,20 no Ministério Público do Estado do Paraná e na Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul. CONFIRA AQUI A LISTA COMPLETA DE CONCURSOS Além das vagas abertas para preenchimento imediato, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso. Compartilhe essa notícia no WhatsApp Compartilhe essa notícia no Telegram Concursos públicos: saiba como ler editais Além dos concursos em prefeituras, há seleções abertas em tribunais, procuradorias gerais, defensorias públicas, ministérios públicos e polícias em vários estados. Nesta segunda-feira, pelo menos 6 órgãos abrem o prazo de inscrições para 582 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 13.104,96 na Prefeitura de Paranaguá (PR). Veja abaixo as informações de cada concurso: Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul Inscrições: até 09/11/2021 11 vagas Salário não informado Cargos de nível médio Veja o edital Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp) Inscrições: até 14/10/2021 1 vaga Salários de até R$ 4.461,07 Cargo de nível superior Veja o edital Prefeitura de Criciúma (SC) Inscrições: até 10/11/2021 156 vagas Salários de até R$ 12.709,23 Cargos de nível fundamental, técnico e superior Veja o edital Prefeitura de Imbé (RS) Inscrições: até 15/11/2021 33 vagas Salários de até R$ 2.500,00 Cargos de nível fundamental e médio Veja o edital Prefeitura de Paranaguá (PR) Inscrições: até 11/11/2021 128 vagas Salários de até R$ 13.104,96 Cargos de nível médio, técnico e superior Veja o edital Prefeitura de Sirinhaém (PE) Inscrições: até 11/11/2021 353 vagas Salários de até R$ 2.881,15 Cargos de nível fundamental, médio e superior Veja o edital Veja Mais

Yellen se diz 'confiante' que os EUA implementarão imposto mínimo global

G1 Economia Os 136 países signatários, que representam 90% do PIB mundial, devem gerar cerca de US$ 173,5 bilhões em receitas adicionais graças à taxa de 15% sobre as multinacionais. Janet Yellen, secretária do Tesouro dos EUA Reuters A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, disse neste domingo (10) que está confiante de que o Congresso adotará um imposto global mínimo de 15% sobre as multinacionais e mais uma vez saudou o acordo "histórico" alcançado entre 136 países. "Espero que (esse texto) seja aprovado e que possamos garantir ao mundo que os Estados Unidos farão a sua parte", disse Yellen à ABC. Os parlamentos de cada país devem agora ratificar o acordo global e adaptá-lo à sua legislação. OCDE anuncia acordo de 136 países por imposto global para multinacionais Os 136 países signatários, que representam 90% do PIB mundial, devem gerar cerca de US$ 173,5 bilhões em receitas adicionais graças a esse imposto mínimo, que deve ser implementado globalmente a partir de 2023. No entanto, algumas perguntas permanecem sem resposta, começando com a capacidade do governo Joe Biden de fazer com que a reforma seja adotada pelo Senado e pela Câmara dos Representantes. "Estou convencida de que o que tivermos de fazer para cumprir o imposto mínimo será incluído no processo de reconciliação", disse Janet Yellen, referindo-se a uma técnica parlamentar que permite a aprovação de legislação orçamental por maioria simples. Os democratas querem usá-la para adotar a gigantesca reforma social de Biden, inicialmente fixada em US$ 3,5 trilhões, e que inclui aumentos de impostos para as maiores empresas e os americanos mais ricos. O procedimento de "reconciliação" permitiria aos democratas, que detêm uma estreita maioria no Legislativo, dispensar os votos da oposição republicana. Mas a maioria é tão pequena no Senado que o partido no poder não pode se dar ao luxo das crescentes divisões internas. Dois senadores democratas consideram alto o valor dessas despesas, destinadas a reformar em profundidade o tecido social americano e combater as mudanças climáticas. As receitas adicionais geradas pelo imposto sobre as multinacionais devem permitir o financiamento parcial deste plano. Veja Mais

Veja como combater pragas que atacam as pimenteiras

G1 Economia Cartilha da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais dá dicas e disponibiliza uma lista com as principais doenças. Veja como combater pragas que atacam as pimenteiras A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) disponibilizou uma lista com as principais pragas que atacam as pimenteiras e dicas sobre como controlá-las por meio da cartilha "Identificação e manejo ecológico de pragas da cultura da pimenta". Acesse aqui o material gratuitamente. Vídeos mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Clima encarece custos de produção do morango em Piedade

G1 Economia Fruta está com boa qualidade nas plantações, mas o preço não vem compensando, segundo os agricultores. Clima encarece custos de produção do morango em Piedade Reprodução/Tv Tem Está na época de colher morango. As frutas estão com boa qualidade nas plantações do município de Piedade (SP), mas as safras têm sido marcadas pelo impacto do clima e o preço não está agradando nem um pouco. Quem vê a plantação cheia nessa época não imagina o que muitos agricultores do município passaram no início da safra. Na plantação da Rose Fortes, o inverno foi marcante. A colheita é feita todos os dias. Rose tem sete mil pés da fruta que ficam em campo aberto e outros cinco mil em estufas. Até o final da safra, em dezembro, serão, pelo menos, oito toneladas da fruta. A quantidade poderia ser até maior se não fossem os contratempos do clima. A produção só está sendo a mesma nas estufas, onde as plantas ficam protegidas. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 10/10/2021) Clima encarece custos de produção do morango em Piedade Em outro sítio, são sete mil pés de morango em produção e a situação é bem parecida. Amadeu Pereira Domingues cultiva a fruta há 25 anos e também enfrentou problemas com o clima. Além disso, tem uma reclamação que se repete: o preço pago pela fruta. A caixa de dois quilos e meio é vendida em média por R$ 6, bem menos do que os agricultores acham atraente frente aos custos. Na plantação de Vanessa Moreti, a expectativa é colher oito toneladas. A safra está sendo um pouco diferente das anteriores, porque ela não conseguiu plantar mudas que normalmente usaria. Antes da pandemia, na plantação havia cinco espécies de morango, mas o preço das mudas triplicou, então hoje são apenas dois tipos: Piedade e Sabrina. Eles são plantados em canteiros lado a lado. Isso reflete diretamente no tempo de prateleira. As variedades aguentam de três a quatro dias. Já as outras suportam até sete dias. É mais um componente para dificultar a comercialização. Apesar disso e dos custos elevados, Vanessa segue firme no cultivo do morango. Acesse + Tv Tem | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo VÍDEOS: veja as reportagens do programa Veja Mais

Toffoli diz que pedidos tinham de ser endereçados à PGR e arquiva duas notícias-crime contra Guedes

G1 Economia Um dos pedidos também tinha como alvo o presidente do BC, Roberto Campos Neto. Consórcio de jornalistas revelou que ele e Guedes têm empresas em países considerados paraísos fiscais. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto (esq.), e o ministro da Economia, Paulo Guedes, em imagem de junho Ueslei Marcelino/Reuters O ministro Dias Toffoli arquivou por razões formais nesta sexta-feira (8) duas notícias-crime apresentadas ao Supremo Tribunal Federal com pedido de abertura de investigação do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, devido à revelação de que ambos mantêm empresas "offshore" em paraísos fiscais. Uma das petições é de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e tem como alvos Guedes e Campos Neto. A outra, da Associação Brasileira de Economistas pela Democracia, diz respeito somente a Guedes. Há outro pedido, do PDT, que ainda não tinha sido analisado pelo ministro até a publicação desta reportagem. Nos casos das duas petições arquivadas, o ministro entendeu que esse tipo de pedido tem de ser endereçado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e não ao Supremo. "Em hipóteses como a presente, portanto, em respeito ao sistema acusatório, não há como o Judiciário substituir a atividade ministerial exercendo juízo valorativo sobre fatos alegadamente criminosos, atribuição exclusiva do Parquet [procurador-geral], tampouco cabe ao Judiciário que 'solicite a abertura de investigação' como constou na inicial", argumentou o ministro. Segundo Toffoli, "o requerente pode apresentar a noticia-crime diretamente à Procuradoria-Geral da República, não cabendo ao Judiciário imiscuir-se na atuação daquele órgão ou substituir o cidadão nesse encaminhamento. Consideradas essas premissas, não há qualquer providência a ser adotada na seara judicial". Para os advogados de Guedes e Campos Neto, Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, o arquivamento "é mais uma demonstração inequívoca de que não há ilegalidade em manter um veículo de investimento no exterior, declarado à Receita e demais órgãos competentes, muito antes de Paulo Guedes e Roberto Campos Neto ingressarem no governo". "Os documentos apresentados pela defesa à PGR demonstram de forma clara que o Ministro se afastou da gestão da empresa e que jamais se beneficiou, de qualquer forma, do cargo que ocupa, seguindo, sempre, as determinações da Comissão de Ética Pública, do Código de Conduta da Alta Administração Federal e da Lei de Conflito de Interesses", escreveram os advogados em nota. Na última quarta-feira (6), por 310 votos a 142, a Câmara dos Deputados aprovou requerimento de convocação de Guedes para que ele dê explicações ao plenário da Casa sobre movimentações financeiras no exterior por meio de uma empresa offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal (vídeo abaixo). Câmara convoca Guedes para dar explicações ao plenário sobre offshore em paraíso fiscal A convocação de Guedes pelo plenário é a terceira aprovada na Câmara desde esta terça-feira (5). As comissões de Trabalho e de Fiscalização e Controle aprovaram requerimentos com a mesma finalidade. Ainda não há data definida para que o ministro e o presidente do BC compareçam à Câmara. A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou convites a Guedes e Campos Neto. A existência de empresas do ministro e do presidente do Banco Central no exterior foi revelada no último fim de semana pela investigação chamada "Pandora Papers", do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos. A manutenção de empresas no exterior, mesmo em paraísos fiscais, não é ilegal, desde que declarada à Receita Federal. O questionamento da oposição diz respeito a eventual conflito de interesse no fato de o ministro da Economia eventualmente se beneficiar de políticas do governo ao manter uma empresa no exterior. Nesta sexta, durante transmissão ao vivo na internet, promovida por uma instituição financeira, Guedes afirmou que não cometeu ilegalidade (vídeo abaixo). Paulo Guedes falou hoje pela primeira vez sobre empresa em paraíso fiscal "Sobre 'offshore', elas são legais. Ela foi declarada, não houve movimento cruzando as fronteiras, trazendo dinheiro do exterior ou mandando dinheiro ao exterior. Desde que eu coloquei dinheiro lá, em 2014/2015, eu declarei legalmente", disse o ministro. Offshore é uma palavra que significa, em tradução livre, 'além da costa' – algo que está fora do território de um país. No caso das empresas, trata-se de uma companhia aberta por pessoas ou outras empresas em um país diferente daquele em que se residem. Guedes afirmou ainda que não há conflito de interesse em relação às atividades dele como ministro porque deixou a empresa antes de ingressar no governo. Segundo ele, os recursos depositados no exterior estão sob a responsabilidade de administradores independentes "em jurisdições nas quais minhas ações não tem influência de jeito nenhum". "Eu saí da companhia dias antes de vir aqui [ao governo], eu dei todos os documentos", acrescentou. Veja Mais

Bolsonaro sanciona lei que retira mais de R$ 600 milhões de verbas para ciência e pesquisa

G1 Economia Texto previa R$ 655 milhões para fundo de financiamento, mas Congresso alterou destinação do recurso a pedido do Ministério da Economia. Marcos Pontes falou em 'falta de consideração'. O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta sexta-feira (15) a lei aprovada pelo Congresso que remanejou mais de R$ 600 milhões do Orçamento 2021 previstos, originalmente, para financiamento de pesquisas e projetos científicos. O texto aprovado no Congresso abre crédito suplementar de R$ 690 milhões para sete ministérios. Inicialmente, no entanto, o projeto era outro: destinar R$ 655,4 milhões para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). A mudança foi feita já no Congresso, mas a pedido do Ministério da Economia. Até esta sexta, o governo ainda não havia enviado um novo projeto para recompor as verbas de investimento em pesquisa. O ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, chegou a chamar o remanejamento de "falta de consideração" e cobrar correção "urgentemente". Depois, afirmou que foi "pego de surpresa" e ficou "chateado", mas ouviu do Planalto uma promessa de que a verba será reposta. Veja abaixo: Marcos Pontes critica corte de 87% das verbas para pesquisas O FNDCT, que receberia a maior parte dos R$ 690 milhões e foi ignorado na versão sancionada por Bolsonaro, é a principal fonte de recursos para fomento à pesquisa e para as bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Na versão final do texto, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações é contemplado com R$ 89,8 milhões. A maior parte (R$ 82,577 milhões) será destinada à política nuclear, incluindo a produção e ao fornecimento de radiofármacos – insumos usados no tratamento de câncer e que tiveram a produção interrompida no país por falta de verba. Veja no vídeo abaixo: Sem verba, Ipen esgota insumos para tratar e diagnosticar câncer A verba para política nuclear também será usada em armazenamento de rejeitos radiativos e proteção radiológica e implantação do reator multipropósito brasileiro e do laboratório de fusão nuclear. Para onde foi o dinheiro? O restante do dinheiro previsto originalmente para ciência e tecnologia foi remanejado, por orientação do ministro Paulo Guedes, para outros seis ministérios: R$ 252,2 milhões para o Ministério do Desenvolvimento Regional, sobretudo para apoio à Política Nacional de Desenvolvimento Urbano Voltado à Implantação e Qualificação Viária e Projetos de Desenvolvimento Sustentável Local Integrado R$ 120 milhões para o Ministério da Agricultura, principalmente para fomento ao setor agropecuário; R$ 100 milhões para o Ministério das Comunicações, para apoiar iniciativas de inclusão digital; R$ 50 milhões para o Ministério da Educação, para apoio à infraestrutura para a educação básica; R$ 50 milhões para o Ministério da Saúde, para políticas de saneamento básico; R$ 28 milhões para o Ministério da Cidadania, principalmente para apoio a projetos e eventos de esporte, educação, lazer e inclusão social. De acordo com a lei sancionada, o crédito suplementar será aberto por meio da incorporação de superávit financeiro apurado no balanço patrimonial da União do exercício de 2020. Em busca de novos recursos Segundo o líder do PSDB no Senado, e presidente da Frente Parlamentar da Ciência e Tecnologia, Izalci Lucas (DF), o governo prometeu repor os recursos do FNDCT. A proposta é enviar essa recomposição em um novo pedido de crédito suplementar – que ainda não foi protocolado. "Se não fizer, não votaremos nada na Comissão Mista de Orçamento (CMO)", disse. Izalci afirma que, caso esse novo projeto não chegue, os parlamentares podem incluir verbas para o fundo de pesquisas em textos que já estão em tramitação. A ideia, diz o senador, é resolver a questão até o fim deste mês. Entidades reagem Após a aprovação do projeto pelo Congresso, entidades ligadas à ciência divulgaram manifestações contrárias ao esvaziamento do FNDCT. Em nota conjunta, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Associação Nacional de Pós-Graduandos, a Academia Nacional de Medicina (ANM) e mais quatro entidades afirmaram que, ao pedir o remanejamento dos recursos, o Ministério da Economia descumpriu uma lei complementar que proíbe o bloqueio de recursos do FNDCT a partir deste ano. “Causa justificada indignação que a equipe econômica se recuse a cumprir as leis do país, manobrando nos últimos minutos de um processo legislativo que tem seu tempo, para evitar alocar o dinheiro arrecadado para financiar a ciência, tecnologia e inovação”, lê-se na nota. “Quando mais precisamos da ciência, a equipe econômica age contra a lei, com manobras que sugerem a intenção deliberada de prejudicar o desenvolvimento científico do Brasil”, afirmam as entidades. Veja Mais

Alessandro Vieira sugere que CPI indicie Bolsonaro e mais 17 e proponha mudanças em leis

G1 Economia Alessandro Vieira sobre CPI da Covid: ‘Temos todas as condições de entregar esse relatório’ O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) vai protocolar nesta sexta-feira (15), na CPI da Covid, relatório com sugestões para o parecer final da comissão. Vieira vai propor o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro e de outros 17 integrantes e ex-integrantes do governo, gestores de saúde ou parlamentares. O blog teve acesso antecipado ao relatório de Vieira. A lista, segundo o senador, é formada por aqueles que tiveram influência direta na ação estatal que levou a um grande número de mortes evitáveis por Covid. Vieira também sugere que a comissão proponha mudanças em leis de licitação e lobby e no funcionamento de futuras CPIs – com ampliação dos poderes de investigação do Senado. Ao longo das últimas semanas, o senador se reuniu com um grupo de juristas coordenado pelo ex-ministro da Justiça e professor da USP Miguel Reale Júnior. Os crimes imputados aos indiciados foram estudados pelo grupo. Entre os indiciados estão os ministros Walter Braga Netto (Defesa e ex-coordenador de resposta à pandemia) e Paulo Guedes (Economia), o ex-ministro Eduardo Pazuello (Saúde) e seu ex-assessor Élcio Franco e os deputados federais Ricardo Barros (PP-PR) e Osmar Terra (MDB-RS). O senador sugere ainda que sejam ampliadas as investigações a respeito de crimes cometidos por outras pessoas que influenciaram na tragédia que já levou a mais de 600 mil vítimas. “A consequência objetiva da atuação estatal, comandada por Jair Bolsonaro, foi uma disseminação acelerada da pandemia, gerando sobrecarga no sistema de saúde e um número elevado de mortes evitáveis. A busca por uma imunidade de rebanho, adquirida por meio do contágio da população, está no centro da conduta. As milhares de mortes previsíveis eram tratadas como danos colaterais irrelevantes dentro da estratégia criminosa, focada em reduzir impactos políticos e facilitar a reeleição do presidente da República”, afirma Vieira no relatório. A "estratégia criminosa" do governo Bolsonaro, segundo o texto, pode ser resumida em sete pontos: minimização da gravidade da pandemia criação de uma falsa dicotomia entre saúde e economia ações deliberadas para tirar credibilidade de governadores, prefeitos e instituições disseminação de notícias falsas comportamento inadequado de líderes públicos promoção deliberada de medicamentos sem eficiência comprovada descaso com os povos indígenas A proposta protocolada irá ser avaliada pelos senadores, que votam na próxima semana o relatório final do senador Renan Calheiros (MDB-AL). O relator da CPI deve propor o indiciamento de Bolsonaro por 11 crimes – veja abaixo: Relatório final da CPI deverá pedir indiciamento de Bolsonaro por 11 crimes Veja as sugestões de indiciados: Jair Bolsonaro, presidente da República; Braga Netto, ministro da Defesa, ex-ministro da Casa Civil e ex-coordenador do "comitê de crise" do governo para a Covid; Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde; Paulo Guedes, ministro da Economia; Adolfo Sachsida, secretário de Política Econômica do Ministério da Economia; Onyx Lorenzoni, ministro do Trabalho e Previdência e ex-ministro da Cidadania e da Casa Civil; Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência da República Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores; Élcio Franco, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde; Mayra Pinheiro, secretária do Ministério da Saúde; Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara; Osmar Terra (MDB-RS), deputado federal; Heitor Freire de Abreu, ex-coordenador do Centro de Coordenação de Operações e assessor de Braga Netto; Robson Sandos da Silva, secretário especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde; Pedro Batista e Fernando Parillo, diretor e sócio da Prevent Senior, respectivamente; Paolo Zanotto, virologista listado como membro do suposto "gabinete paralelo"; Flávio Cadegiani, médico e coordenador da pesquisa Androcov para uso da proxalutamida no tratamento de pacientes com Covid Entre as sugestões, estão projetos de leis e emendas à Constituição sobre os seguintes temas: atualização da lei de vigilância epidemiológica incentivo à produção nacional de vacinas modificação na regulamentação dos planos de saúde verticais revisão dos tipos penais relacionados à saúde pública criação de programa de financiamento ao Complexo Industrial da Saúde programa de incentivo fiscal para quem fizer doações a universidades e instituições de ciência e tecnologia propostas para recuperar a perda educacional ao longo da pandemia, para combate à pobreza e também à corrupção lei para proteção do Reportante de Suspeita de Irregularidades ("whistleblower") programa de compliance para empresas que participarem de licitações de grande vulto regulamentação do lobby transparência do beneficiário final de empresas propostas para combater disseminação de notícias falsas PEC para que Senado possa instituir CPIs que investiguem fatos determinados relacionados a estados projeto de lei que amplie o alcance de CPIs, inclusive com garantia da participação feminina, das minorias e das ferramentas de investigação Veja Mais

Bovespa opera em alta acompanhando o exterior

G1 Economia Na quinta-feira, o principal índice da bolsa recuou 0,24%, a 113.185 pontos. O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em alta nesta sexta-feira (15), acompanhando o movimento positivo nos mercados externos. À 10h05, o Ibovespa subia 0,14%, a 113.344 pontos. Veja mais cotações. Na quinta-feira, a bolsa fechou em baixa de 0,24%, a 113.185 pontos. Com o resultado, passou a acumular alta de 1,98% no mês. No ano, tem queda de 4,90%. s Cenário Na agenda do dia, o Banco Central divulgou mais cedo que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), teve queda de 0,15% em agosto, na comparação com o mês anterior. Na cena política, o presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite de quinta-feira que determinará ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que mude a bandeira tarifária da energia elétrica de "vermelha" para "normal" em novembro. BLOG DA ANA FLOR: Fala populista de Bolsonaro pode agravar crise energética No exterior, os investidores aguardam a divulgação de dados sobre as vendas no varejo nos Estados Unidos em setembro em meio à contínua escassez de veículos e outros produtos.. FMI reduz previsão de crescimento da economia global Veja Mais

'Prévia' do PIB do Banco Central indica retração de 0,15% em agosto

G1 Economia Indicador apresentou retração após dois meses de crescimento. Na parcial do ano, alta foi de 6,4% e, em doze meses até agosto, expansão somou 3,99%. Após dois meses de alta, o nível de atividade da economia brasileira registrou retração em agosto, de acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira (15) pelo Banco Central. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), teve queda de 0,15% em agosto, na comparação com o mês anterior. O número foi calculado após ajuste sazonal, uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Na comparação com agosto do ano passado, informou o Banco Central, o indicador do nível de atividade da instituição teve crescimento de 4,74%. Ainda de acordo com o Banco Central: No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, o índice de atividade econômica registrou expansão de 6,41% - sem ajuste sazonal. Já em 12 meses até agosto de 2021, houve alta de 3,99% – também sem ajuste sazonal. Entenda como a crise da Evergrande pode afetar o PIB do Brasil Nível de atividade O indicador do nível de atividade é divulgado em meio à melhora da economia, com a redução do distanciamento social - fruto do avanço do processo de vacinação em massa. Porém, a inflação alta, o risco fiscal (incerteza sobre o patamar de gastos públicos em 2022 por conta do programa social e das eleições) e tensões políticas têm freado a expansão econômica. Além disso, a crise hídrica, que atinge o Brasil, também afeta a economia em várias frentes e torna ainda mais frágil a expectativa de uma recuperação robusta da atividade econômica. Para este ano, o mercado financeiro estima uma alta de 5,04% para o PIB e, para 2022, projeta uma expansão de 1,54%. Para o Ministério da Economia, o crescimento será de 5,3% em 2021 e de 2,5% no ano que vem. PIB X IBC-Br O IBC-Br do Banco Central é um indicador criado para tentar antecipar o resultado do PIB, mas os resultados nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais divulgados pelo IBGE. O cálculo dos dois é um pouco diferente – o indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE). O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária. Em março, na primeira elevação em quase seis anos, a taxa básica da economia foi aumentada pelo BC para 2,75% ao ano. Em maio, o Copom elevou o juro para 3,5% ao ano e, em junho, a taxa avançou ara 4,25% ao ano. Em agosto, a taxa subiu para 5,25% ao ano e, no mês passado, foi elevada para 6,25% ao ano. Os analistas das instituições financeiras estimam que a taxa subirá mais nos próximos meses, atingindo 8,25% no fim de 2021, e 8,75% no fim de 2022. VÍDEOS: veja mais notícias de economia Veja Mais

QUIZ: descubra se você tem gastos desnecessários que podem virar economia

G1 Economia Você é 'gastão' ou sabe controlar suas despesas? Responda as questões e veja como você pode melhorar seu orçamento. QUIZ: descubra se você tem gastos desnecessários que podem virar economia Daniel Ivanaskas/Arte g1 QUIZ: descubra se você tem gastos desnecessários que podem virar economia Veja Mais

Dia dos professores: veja ranking com média salarial oferecida em cada estado

G1 Economia Distrito Federal (R$ 5.167,64), Pará (R$ 4.341,34) e Maranhão (R$ 4.223,44) oferecem a maior remuneração remuneração média, segundo levantamento da Catho. Médias salariais oferecidas para professores no Brasil variam de R$ 1.700 a R$ 5 mil Mayke Toscano/GCOM-MT As médias salariais oferecidas a professores no Brasil variam de R$ 1.700 a R$ 5 mil, aponta levantamento realizado pela plataforma Catho e divulgado nesta sexta-feira (15), Dia do Professor. Segundo o estudo, os estados que oferecem a maior média de remuneração atualmente são o Distrito Federal (R$ 5.167,64), Pará (R$ 4.341,34) e Maranhão (R$ 4.223,44). Em 13º lugar, São Paulo oferece uma média salarial de R$ 3.464,68. Compartilhe essa notícia no WhatsApp Compartilhe essa notícia no Telegram O Rio Grande do Norte, por outro lado, é o estado que oferece a menor remuneração para os educadores, com uma média de R$ 1.798,51 (confira ranking abaixo). Na divisão por especialidade, os professores de ensino superior são os que recebem salário acima da média: até R$ 7.130,89. Os educadores do ensino médio vêm logo depois, com ofertas de salários de R$ 3.861,64 para práticas pedagógicas e de R$ 3.749,40 para o ensino de línguas estrangeiras. Já os que atuam no ensino fundamental recebem entre R$ 2.941,3 e R$ 3.035,21 para ensinar educação física e matérias regulares, respectivamente. Dia do Professor: conheça histórias de quem mudou a vida de alunos com deficiência Veja Mais

Uber lança serviço que cobrará mais caro para passageiro ser atendido com prioridade; saiba como usar

G1 Economia Novidade começou a funcionar nesta quinta (14) em Campinas (SP), Curitiba (PR) e Belém (PA). Novidade do Uber começou a funcionar nesta quinta Tácita Muniz/G1 A Uber lançou uma nova modalidade de serviço em que o passageiro, por um custo em média 20% maior, "fura a fila" para conseguir o embarque mais rápido. A novidade começou a valer nesta quinta-feira (14) nas cidades de Campinas (SP), Curitiba (PR) e Belém (PA). Entenda como isso funciona Não é necessário baixar ou atualizar o aplicativo atual; A nova modalidade está disponível apenas para a região central das cidades atendidas, onde foi identificado que a espera por embarque tem sido mais longa; A opção 'Prioridade' aparecerá automaticamente depois que o passageiro selecionar os locais de início e destino da viagem; Segundo a empresa, em média, o custo da viagem será 20% maior que o do UberX; Não há horário de funcionamento fixo, o sistema acompanha a dinâmica de movimentação da cidade. Uber Prioridade oferece aos passageiros de Campinas (SP), Curitiba (PR) e Belém (PA) opção de 'furar a fila' pagando mais caro Reprodução/Uber De acordo com Uber, a modalidade 'Prioridade' oferece "mais uma oportunidade de ganhos para os motoristas", mas a companhia não detalhou como isso irá acontecer. "Com a nova modalidade que oferece mais ganhos para os parceiros, a expectativa é de que mais motoristas atendam aos pedidos de viagens. A escolha de usar o Uber Prioridade é opcional, ou seja, os parceiros têm liberdade para decidir se querem ou não aceitar as viagens", informa, em nota. Por ser o primeiro dia de funcionamento da nova modalidade, a empresa informar que ainda não possui dados sobre a demanda pelo serviço. A Uber prevê expansão, mas sem data definida. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas Veja Mais

Governo diz ao STF que vai enviar ao Congresso proposta que eleva recursos para o Censo

G1 Economia AGU chegou a contestar necessidade de R$ 2,3 bilhões para a pesquisa no próximo ano, mas agora diz que verba será reservada. STF mandou governo realizar Censo em 2022. O governo federal informou ao Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira (14) que o Ministério da Economia vai enviar ao Congresso um pedido para ampliar os recursos para o Censo Demográfico em 2022. Com isso, segundo a AGU, será garantida a reserva de cerca de R$ 2,3 bilhões para a realização da pesquisa no ano que vem. A mudança de posição do governo ocorre após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmar ao Supremo que essa é a verba necessária para a pesquisa. No projeto do Orçamento de 2022, o governo incluiu uma previsão menor, de R$ 2 bilhões. Veja no vídeo abaixo: IBGE: verba de R$ 2 bilhões para censo em 2022 é insuficiente ENTENDA: a importância do Censo Inicialmente, a Advocacia-Geral da União chegou a afirmar ao STF que não era possível afirmar, neste momento, que os R$ 2 bilhões seriam insuficientes para concluir o levantamento nacional. O órgão mudou o posicionamento nesta quinta. "A União, neste ato representada por seus advogados infra-assinados, vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência, em atenção às informações prestadas pelo IBGE, nos autos da ação cível originária em epígrafe, informar que, consoante ofício anexo, a União, por intermédio do Ministério da Economia, 'procederá ao encaminhamento de ofício ao Congresso Nacional, com pedido de ampliação do orçamento do IBGE, no valor de R$ 292.907.087,00 (duzentos e noventa e dois milhões, novecentos e sete mil e oitenta e sete reais), mediante emenda ao PLOA-2022'", diz o documento. Histórico A pesquisa populacional voltou a ser alvo de uma disputa judicial após o Supremo ser informado pelo estado do Maranhão que a União estaria descumprindo decisão do próprio tribunal. Em maio, o STF decidiu que o governo Jair Bolsonaro tem de fazer o Censo em 2022. Nessa decisão, o Supremo também definiu que o governo tem de reservar recursos orçamentários e tomar todas as providências administrativas para que o IBGE consiga fazer o Censo. Relembre na reportagem: STF obriga o governo a realizar o censo demográfico em 2022 A pesquisa nacional é realizada a cada 10 anos e, com base nesse cronograma, deveria ter sido feita em 2020. O Censo foi adiado inicialmente em razão da pandemia mas, nos Orçamentos de 2021 e 2022, o governo reservou valores insuficientes para a pesquisa. O governo do Maranhão afirmou ao STF que o IBGE chegou a comunicar à Junta Orçamentária que os recursos não seriam suficientes – mas não recebeu proposta de solução para esse déficit. Veja Mais

120 animais vão ser abatidos em região com foco de peste suína no Ceará

G1 Economia Animais são de propriedades vizinhas ao local do foco da doença. Produtores serão indenizados. Cidade de Marco registra foco de peste suína Após a identificação de peste suína clássica em uma criação de subsistência, 120 animais de propriedades vizinhas ao local do foco da doença serão sacrificados para conter a disseminação do vírus em Marco, no interior do Ceará. A informação foi repassada pelo gerente de gestão do meio agropecuário da Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (Adagri), Jarier Oliveira. "Inicialmente a propriedade foco é interditada, ou seja, nenhum animal pode sair da propriedade. Após isso, fizemos uma força-tarefa na região para verificar quais propriedades circunvizinhas têm vínculo com o local do foco. Dentro desse caso, 20 produtores foram notificados, totalizando 120 suínos que deverão ser abatidos", disse Jarier. A doença tem deixados os moradores da região apreensivos, porém não causa riscos à saúde humana. "É uma doença que não passa para o ser humano, mas como é questão de saúde pública, com mortalidade dos animais, é um problema muito grande e que deve ser contido", ressalta o gerente da Agência. A peste suína clássica é uma doença viral que apresenta elevada taxa de contaminação aos suínos, mas não oferece riscos a humanos TV Verdes Mares/Reprodução O foco na cidade cearense foi notificado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que divulgou um comunicado oficial sobre a ocorrência na segunda-feira (11). O caso foi identificado durante uma ação de vigilância epidemiológica de rotina, realizada pelos fiscais médicos-veterinários da Adagri. LEIA TAMBÉM Peste suína não oferece risco à saúde humana; entenda a doença Foco de peste suína clássica é registrado em Marco, no Ceará Governo brasileiro reforça vigilância após 1º caso de peste suína africana nas Américas Brasil estrutura rede de diagnóstico de peste suína africana Na propriedade foco da doença nove animais foram diagnosticados com peste suína clássica. Destes, oito porcos morreram e um teve de ser sacrificado. Os outros 120 animais dos vizinhos devem ser abatidos nesta sexta-feira (15), segundo Jarier. E, a partir da próxima semana, a vigilância na região serão aumentada para 3 quilômetros ao redor do foco. O gerente da Adagri ressalta que os produtores que terão os animais sacrificados serão indenizados através de um benefício pago parte pelo Fundo de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Fundeagro) e parte pelo Ministério da Agricultura. "O animal é avaliado e o valor é calculado em cima do peso vivo, de acordo com a cotação para cada animal", disse Jarier. Peste suína clássica A peste suína clássica (PSC), registrada no Ceará, também é conhecida como febre ou cólera suína e afeta suínos domésticos e selvagens. A doença é causada por um vírus. O vírus é encontrado nas secreções e excreções do animal infectado e pode ser transmitido pelas vias direta (contato entre animais, aerossóis, suas secreções e excreções, sangue e sêmen) ou indireta (água, alimentos, fômites, trânsito de pessoas, equipamentos, materiais, veículos, vestuários, produtos, alimentos de origem animal), entrando no organismo por via oral e oro-nasal. Zonas livres O Ceará não faz parte das zonas livres de preste suína clássica no Brasil, que é composta por 15 estados e pelo Distrito Federal. Estes locais não registram casos da doença desde janeiro de 1998. São eles: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Tocantins, Rondônia e Acre. O último caso de peste suína clássica no país ocorreu em outubro do ano passado, em uma criação de subsistência no Piauí. Assista às notícias do Ceará no g1 em 1 Minuto Veja Mais

Crescimento da América Latina até 2022 não será suficiente para recuperar da crise, diz Cepal

G1 Economia Expectativa é que PIB da região tenha altas de 5,9% e 2,9% este ano e no próximo, respectivamente. A economia da América Latina deve crescer 5,9% este ano e 2,9% em 2022, o que não será suficiente para se recuperar da crise causada pela pandemia de Covid-19, de acordo com previsão da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) divulgada nesta quinta-feira (14). O crescimento deste ano é explicado principalmente por uma baixa base de comparação, após a contração de 6,8% registrada em 2020, além dos efeitos positivos derivados da demanda externa e da alta nos preços dos produtos básicos (commodities) exportados pela região. FMI reforça riscos de inflação, mas diminui pouco a projeção de crescimento global Com redução do crescimento econômico, FMI demonstra preocupação com países emergentes A Cepal e a Organização Pan-Americana de Saúde disseram em relatório que a pandemia provocou um aumento sem precedentes no desemprego e na pobreza extrema na região. "A pandemia desencadeou a maior crise que experimentaram os mercados de trabalho da América Latina e do Caribe desde 1950", diz a Cepal em nota. "No âmbito mundial, os mercados de trabalho da região foram os mais afetados pela crise gerada pela Covid- 9 – o número de ocupados caiu 9,0% em 2020 – e a recuperação esperada para 2021 não permitirá atingir os níveis pré-crise", completou. Houve ainda uma forte queda na participação do trabalho, particularmente das mulheres: a participação feminina em 2020 atingiu 46,9%, o que representa um retrocesso aos níveis de 2002. Segundo a entidade, a crise agravou ainda problemas estruturais de longa data na região, como baixo investimento e produtividade. Veja Mais

Número de pedidos de seguro-desemprego nos EUA se aproxima do anterior à pandemia

G1 Economia Na semana que terminou na sexta-feira 9, os pedidos foram 293.000 – 36.000 a menos que na semana anterior. As solicitações de seguro-desemprego nos Estados Unidos caíram para menos de 300.000 na semana passada pela primeira vez desde o início da pandemia, que as elevou para milhões no ano passado, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta-feira (14). Na semana que terminou na sexta-feira 9, os pedidos foram 293.000 – 36.000 a menos que na semana anterior. O novo número se aproxima dos 256.000 administrados na semana de 14 de março de 2020 na qual a pandemia começou a gerar demissões em massa. A medida móvel de quatro semanas para o número de solicitações iniciais caiu na semana passada para 334,250 mil, de 344,500 mil pedidos da média registrada na semana anterior. Esse é o menor patamar para a média de quatro semanas desde 14 de março de 2020, quando o número ficou em 225,5 mil solicitações. Veja Mais

Lira defende discussão permanente sobre desoneração da folha de empresas

G1 Economia Desoneração acabaria em 2020, foi prorrogada até o fim deste ano, e Câmara analisa projeto que estende até 2026. Medida abrange os 17 setores da economia que mais empregam no país. Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), em imagem de março deste ano Luis Macedo/Câmara dos Deputados O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), defendeu nesta quinta-feira (14) que haja discussão permanente sobre a desoneração da folha de pagamento das empresas. Lira deu a declaração ao conceder entrevista à Rádio Bandeirantes. Tramita na Câmara um projeto que prorroga a desoneração até 2026 para os 17 setores da economia que mais empregam no país. O texto precisa ser votado na Comissão de Constituição e Justiça e pode ir direto ao Senado se não houver recurso para análise no plenário (veja detalhes no vídeo abaixo). "Nós estamos com essa dificuldade do espaço orçamentário. Há uma tese que diz que isso não conta [no orçamento], há uma tese que diz que isso conta, mas toda nossa boa vontade em discutir a matéria. Sensibilidade acima de tudo para que essa questão da desoneração possa ser tratada de uma maneira, inclusive, mais permanente", afirmou Lira nesta quinta. "Há um grupo muito mobilizado na frente parlamentar do empreendedorismo, que está se reunindo com mais de 200 empresários, para que se discuta no Congresso alternativas legislativas para se encontrar uma maneira permanente de se discutir a desoneração da folha mais ampla no Brasil", acrescentou o presidente da Câmara. Comissão da Câmara aprova prorrogação da desoneração da folha de pagamento dos setores que mais empregam O projeto A desoneração acabaria em 2020 e foi prorrogada até o fim deste ano. O projeto em análise no Congresso amplia a medida até 31 de dezembro de 2026, ou seja, por mais cinco anos. A desoneração da folha permite às empresas substituir a contribuição previdenciária, de 20% sobre os salários dos empregados, por uma alíquota sobre a receita bruta, que varia de 1% a 4,5%. Entre os 17 setores da economia que podem aderir a esse modelo estão: as indústrias têxtil, de calçados, máquinas e equipamentos e proteína animal, construção civil, comunicação e transporte rodoviário. Esses setores, atualmente, empregam cerca de 6 milhões de trabalhadores. O presidente da Câmara disse haver tempo para a votação da proposta ainda neste ano. Segundo ele, os deputados estão "focados" e "sensíveis à matéria". Veja Mais

Veja as vagas de emprego oferecidas em Petrolina, Araripina e Salgueiro nesta quinta-feira (14)

G1 Economia Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. Carteira de Trabalho Divulgação/prefeitura de Rio das Ostras Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta quinta-feira (14) em Petrolina, Araripina e Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no G1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE Veja Mais

Pobreza no mundo deve cair em 2021, mas segue muito acima do projetado antes da pandemia, diz FMI

G1 Economia Segundo fundo, número de pessoas na pobreza deve cair neste ano, mas ainda é entre 65 milhões e 75 milhões mais alto do que projetado antes da pandemia. "Número de pessoas na pobreza ainda é projetado para ser entre 65 milhões e 75 milhões mais alto do que (o projetado) antes da pandemia", diz FMI Getty Images via BBC A crise provocada pela pandemia de covid-19 vai deixar uma "marca duradoura" nas finanças dos governos, na desigualdade, na pobreza e no PIB de muitos países, diz o FMI (Fundo Monetário Internacional) em relatório divulgado nesta quarta-feira (13/10), em Washington. Segundo o Monitor Fiscal, documento que revisa o estado das finanças públicas ao redor do mundo, apesar de projeções de declínio na pobreza e na dívida pública neste ano em comparação a 2020, os níveis ainda permanecerão bem acima do que era esperado antes da crise. LEIA TAMBÉM: 'Grande divergência de financiamento' entre países ricos e pobres desacelera recuperação, diz FMI Empobrecimento, arrocho salarial, juros mais altos: entenda os efeitos da inflação de dois dígitos na economia e na sua vida 'Carne de ossos': carcaça temperada, pé de galinha, pescoço e outros cortes de terceira também ficaram mais caros O FMI diz que a pobreza deve cair em 2021, "parcialmente compensando o grande aumento em 2020". "Mas o número de pessoas na pobreza ainda é projetado para ser entre 65 milhões e 75 milhões mais alto do que (o projetado) antes da pandemia", diz o relatório O Fundo observa que essa estimativa tem um "alto grau de incerteza e vai depender, entre outros fatores, da força da recuperação e da eficiência de redes de proteção" No caso da dívida pública global, a projeção é de que fique em 97,8% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano. Isso representa uma redução de menos de um ponto percentual em relação ao recorde de 98,6% registrado em 2020, quando os países recorreram a ações fiscais "sem precedentes" para combater a pandemia, muitas vezes envolvendo aumento de gastos ou redução de receita. Segundo o FMI, a expectativa é de que nos próximos anos a dívida global se estabilize em torno de 97% do PIB, nível bem acima do projetado antes da pandemia. Só a partir de 2026 esse percentual deve começar a ser reduzido. "O aumento na dívida pública em 2020 foi inteiramente justificado pela necessidade de responder à covid-19 e suas consequências econômicas, sociais e financeiras", disse o diretor do Departamento de Assuntos Fiscais, Vitor Gaspar, ao apresentar o relatório. Mas o economista alertou que "níveis altos e crescentes de dívida pública e privada estão associados a riscos à estabilidade financeira e às finanças públicas". Gaspar ressaltou que a dívida global de governos, lares e corporações não-financeiras somou 226 trilhões de dólares em 2020, um salto de 27 trilhões de dólares em comparação ao ano anterior, o que representa o maior aumento já registrado. FMI calcula que dívida pública bruta deve passar de 98,9% do PIB em 2020 para 90,6% neste ano Getty Images via BBC Brasil Os economistas do Fundo ressaltam que, por trás dos números globais, "há significativa variação em desenvolvimentos fiscais e econômicos entre os países, tanto em meses recentes quanto em termos do que esperar nos próximos anos". "Essa variação depende de taxas de vacinação (contra a covid-19) locais, do estágio da pandemia e da capacidade dos governos de acessar empréstimos de baixo custo, fatores que podem exacerbar os efeitos sociais e econômicos desiguais da pandemia", diz o relatório. Em suas projeções para o Brasil, o FMI calcula que a dívida pública bruta deve passar de 98,9% do PIB em 2020 para 90,6% neste ano. O Fundo esclarece que, "pela definição nacional (do Brasil), a dívida bruta chegou a 88,8% no final de 2020". Como o FMI e o governo brasileiro usam critérios diferentes no cálculo desse indicador, não é possível fazer comparações. A projeção do FMI para a dívida pública líquida brasileira é de 60,7% neste ano. O déficit primário será de 1,6% do PIB neste ano, de 0,8% em 2022 e de 0,4% em 2023. A partir de 2024, o país deverá voltar a registrar superávit primário, segundo o FMI. O déficit nominal do Brasil, como proporção do PIB, chegará a 6,2% neste ano e 7,4% em 2022. A partir de 2023, deve começar a cair. A trajetória desses indicadores já havia sido indicada em setembro, quando o FMI atualizou projeções específicas sobre o Brasil. FMI observa que o crescimento mundial está sendo retomado, com projeção de que o PIB global avance 5,9% neste ano, após redução de -3,1% em 2020 Getty Images via BBC Desafios O FMI observa que o crescimento mundial está sendo retomado, com projeção de que o PIB global avance 5,9% neste ano, após redução de -3,1% em 2020. Mas o Fundo adverte para incertezas diante do acesso desigual a vacinas e do surgimento de novas variantes do vírus e afirma que há "divergências perigosas" nas expectativas econômicas dos países. Segundo o relatório, em mercados emergentes e países de baixa renda e em desenvolvimento a trajetória do PIB deve permanecer em níveis mais baixos que as projeções de antes da pandemia, "levando a receitas fiscais reduzidas". O FMI salienta que essas divergências entre os países na recuperação da pandemia deverão ter impacto sobre a pobreza e a desigualdade, fazendo com que seja mais difícil para os países atingirem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela ONU (entre os quais está a erradicação da pobreza). Os economistas do fundo afirmam que "políticas fiscais ágeis e agressivas permanecem sendo cruciais para conter o impacto das ondas da pandemia sobre famílias e negócios e para facilitar a recuperação e transformação econômica". O relatório diz que muitos países avançados já começam uma transição de medidas para combater a pandemia a medidas de apoio à recuperação e transformação de suas economias, com o objetivo de torná-las produtivas, justas e sustentáveis. Esse cenário contrasta com a realidade de vários países emergentes, de baixa renda e em desenvolvimento, onde a recuperação enfrenta o obstáculo "do baixo acesso a vacinas e menor espaço para apoio fiscal". Veja Mais

'Carne de ossos': carcaça temperada, pé de galinha, pescoço e outros cortes de terceira também ficaram mais caros

G1 Economia Partes que antes tinham menos procura seguiram exemplos dos cortes nobres e estão custando até 60% a mais do que há 1 ano atrás, dizem açougues consultados. Frigoríficos afirmam não ter dados sobre a venda. Família cozinha ossos Reprodução / Fantástico A alta dos preços da carne refletiu nos valores dos cortes de segunda e de terceira. Açougues relatam que carcaça temperada, pé de galinha e pescoço, entre outras partes de boi, vaca e porco, tiveram um aumento de procura e também encareceram. Não há dados nacionais sobre esses cortes. Em São Paulo, o pescoço de frango teve elevação 15,79% no preço em setembro na comparação dos 12 meses, segundo a consultoria Safras e Mercados. A carcaça temperada de frango subiu 45%, o dorso, 60%. Entre os suínos, a maior alta foi no espinhaço (23,91%), que é a "coluna" do porco, e na orelha (20%). Confira a variação dos preços de cortes menos nobres Daniel Ivanaskas “Nas lojas de São Paulo, Minas, Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo, Rio de Janeiro, todos confirmaram que essas carnes foram mais vendidas por conta da crise", diz o cofundador da Rede Mais Açougues, Diego Moscato. O pé de frango lidera, com um crescimento de 26% no consumo. A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) não disponibiliza dados sobre desses cortes e a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) se restringe a carnes de primeira e de segunda ou ao produto como um todo, no caso do frango e porco. A realidade dos açougues A Rede Mais Açougues, com unidades em 10 estados, diz que as 'carnes de ossos', como eles classificam as partes menos (ou nada) nobres, ficaram 100% mais caras entre o início da pandemia e agora. Segundo Moscato, o confundador, com a alta da procura, foi preciso equiparar o valor desses cortes com o restante das carnes. O empresário conta que a venda de carnes de primeira, como a maminha, teve uma queda de 22%. Para ele, o consumo ainda é sustentado pelas unidades que ficam em regiões de classes A e B. O abandono da carne vermelha foi a saída para 67% dos brasileiros economizarem nas refeições, de acordo com a pesquisa Datafolha divulgada em 20 de setembro. A alta acumulada no preço da carne bovina chegou a 36% entre agosto de 2020 e 2021, segundo o IBGE. O frango encareceu até mais nesse período: 40,4%. O ovos subiram 20%,. Consumo de carne no Brasil cai ao menor nível em 25 anos “Tivemos uma mudança radical depois do aumento da carne. Eu vendia boi. Muita gente migrou para porco, frango, reduziu a quantidade de carne mais cara e o pessoal começou a reduzir carne mais em conta, sim”, relata Elizangela Neres, dona de um açougue em Paiva (MG). “O salário das pessoas da minha cidade não é compatível. (Para) quem ganha salário mínimo está difícil comer carne. Vamos ser realistas, tem que migrar, reduzir gastos. Acho que esse está sendo o pensamento dos consumidores”, diz. A também açougueira Dinabi Melanias, de Várzea Grande (MT), aponta que o acém - considerado carne de segunda - , o frango e o pescoço de galinha se tornaram os carros-chefes. Na loja de Nazareth Aparecida, em Belo Horizonte, os consumidores buscaram mais suínos e pé de frango. Além disso, os miúdos, como o fígado, e os processados, como a salsicha, também tiveram uma boa procura, segundo o açougueiro Alvimar Gaspar, do Rio de Janeiro. Família de SC cozinha ossos para alimentação e distribui sopa solidária Família de SC cozinha ossos para alimentação e distribui sopa solidária NSC TV/Reprodução Ossos e a fome Imagens de pessoas buscando ossos que costumavam ser descartados por frigoríficos e açougues (veja o destino ao fim da reportagem) viraram um retrato da realidade de famílias de baixa renda nos últimos meses. Mas, não é de hoje que a carne está cara, nem é recente o consumo de ossos como única opção para a população mais pobre, de acordo com o diretor-executivo da ONG Ação Cidadania, Rodrigo “Kiko” Afonso. “R$ 170 é a média do Bolsa Família, com isso, vamos combinar, como compra comida para a família, paga o aluguel, roupa, transporte para arrumar emprego? Independente do preço da carne, já não poderiam comprar com o preço anterior”, afirma. "Já tinha uma defasagem enorme do salário dessas pessoas. Com o aumento tirou toda a possibilidade dessas pessoas se alimentarem de arroz, feijão, carne e etc”. Ossos e fragmentos de arroz e feijão entram no prato do brasileiro Além de doações, existe a venda dessa mercadoria. A prática era uma exceção para o açougueiro obter um retorno em cima do que seria descartado, mas, com a elevação generalizada dos preços, acabou se tornando uma regra e dificultando o consumo dos mais pobres, afirma o pesquisador do Instituto de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ibre) Matheus Peçanha. Em Santa Catarina, a Procuradoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) emitiu uma recomendação para que os estabelecimentos doem os ossos e não os vendam. O comunicado foi feito após um açougue em Florianópolis estampar o cartaz ''Osso é vendido, e não dado" na loja e viralizar nas redes sociais. A mensagem foi retirada após a polêmica. Comerciante colocou placa com preço do quilo de ossos de boi Caroline Borges/G1 SC A base para a recomendação do Procon é que a prática pode ferir Código de Defesa do Consumidor por exigir dele "vantagem manifesta excessiva". Recordes no agronegócio e fome no Brasil: como isso pode acontecer ao mesmo tempo? Contudo, a venda de ossos não é ilegal, segundo o Ministério da Agricultura. Mas eles devem ser inspecionados e "ter procedência de local regularizado, com inspeção federal (SIF), estadual (SIE) ou municipal (SIM)", diz a pasta, em nota ao g1. Dieta pobre Parte da população recorre aos ossos para ter uma proteína nas refeições e, de fato, esses produtos possuem resquícios de proteína animal, explica a doutora em nutrição e professora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Ingrid Dantas. Mas uma dieta restrita de ossos pode levar à desnutrição. Isso porque, além de pobres em proteína, eles são ricos em gordura. Após o cozimento, diz a especialista, esses restos de proteína grudados aos ossos se solubilizam, gerando no caldo, mas os nutrientes estão em quantidades insuficientes, já que são apenas resquícios da carne. Pessoas buscam ossos de carne na caçamba de descarte do Mercadão, centro de SP Além disso, o consumo excessivo de ossos pode acabar prejudicando a saúde, já que a medula óssea é rica em gordura. “Então, a gente vai ter duas facetas da desnutrição: a proteico energética - onde pode estar tendo um baixo consumo de proteína - e a desnutrição que pode levar à obesidade por conta de um consumo maior de gordura”, afirma. Segundo a nutricionista, este tipo de alimentação fere o artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos e o artigo 6 da Constituição Federal, que determinam que todos têm direito a uma alimentação adequada e, no caso da Constituição, que este direito deve ser protegido pelo governo. Família cozinha ossos em fogareiro sem poder comprar carne e gás em Teresina Não somente os ossos, os açougues também têm relatado um consumo maior de processados, como salsichas. A nutricionista explica que isso também faz mal à saúde. “Apesar de trazer um aporte proteico para quem está consumindo, vem com isso a ingestão exagerada de gordura e sal, além dos aditivos que estão presentes nos produtos e podem gerar um quadro de desnutrição direcionadas à obesidade”, diz. Retrato da fome: caldo de ossos alimenta família por três dias em Cuiabá O caminho dos ossos Quando não são voltados à venda, os ossos, após a desossa, seja no frigorífico ou em açougues, são direcionados para indústrias de rendering, que transformam os subprodutos do animal em novas mercadorias, explica Augusto Antoniazzi, diretor industrial do frigorífico Zimmer. Ele relata que as peças normalmente são divididas entre dianteira, traseira e costela, e, nesse processo, a indústria frigorífica é responsável pela desmontagem do animal. O direcionamento para o rendering ou, como também é conhecido, graxaria ocorre logo após serem feitos os cortes que dividem a carne que chega até a casa do consumidor, como a maminha e o coxão mole. Vão para rendering, portanto, os ossos, membranas e partes retiradas do animal durante o processo de limpeza. Na indústria, os ossos passam por um cozimento e a prensagem, onde eles são separados do sebo, que por sua vez, é usado na indústria de cosméticos e biodiesel, por exemplo. Já os ossos seguem para a moagem, onde são transformados em farinha para a alimentação animal. “É um processo de reciclagem. Em frigorífico tudo se reaproveita, desde a água até todos os pedaços do animal, não tem descarte, tudo tem um reuso”, afirma. Antoniazzi explica que esta destinação é feita porque não é costume de o brasileiro consumir ossos. Porém, o caminho para a indústria de rendering não é obrigatório. O açougue ou o frigorífico pode encaminhar o produto para lixões ou doações também, por exemplo. Em meio à crise econômica, procura por osso nos açougues cresce no Brasil Vídeos: tudo sobre agronegócios e Veja Mais

FMI reforça riscos de inflação, mas diminui pouco a projeção de crescimento global

G1 Economia Fundo demonstra preocupação com a perda de vigor da recuperação econômica e pede cooperação de países ricos para dar suporte financeiro e na distribuição de vacinas às economias mais pobres. Selo do Fundo Monetário Internacional (FMI) é visto do lado de fora de sua sede em Washington, DC Mandel Ngan/AFP O Fundo Monetário Internacional (FMI) fez uma tímida revisão para baixo de sua projeção de crescimento econômico global em seu novo relatório "World Economic Outlook", divulgado nesta terça-feira (12). A expectativa é de um avanço de 5,9% no PIB global contra 6% esperados em julho passado. Para 2022 não houve alteração e o fundo continua esperando uma alta de 4,9% no ano. O Brasil também sofreu leves reduções. Para 2021, o FMI prevê um crescimento de 5,2% no PIB brasileiro. Em 2022, a alta projetada é de 1,5%. Banco Mundial prevê fraca recuperação da América Latina em 2021 e pede reformas Brasileiros empobrecidos: PIB per capita deve fechar o ano ainda 7,5% abaixo do pico de 2013 Em relação ao relatório de julho, o PIB do Brasil previsto para este ano foi diminuído em 0,1 ponto percentual. Ao resultado do ano que vem foi aplicada uma redução de 0,4 ponto percentual. O Brasil contraria o reajuste feito na região a que pertence, da América Latina e Caribe. O grupo de países teve um ajuste para cima de 0,5 ponto percentual, chegando a crescimento projetado de 6,3% em 2021. A alta neste ano provocou redução de 0,2 ponto percentual para 2022, totalizando crescimento de 3% no ano que vem para os latinos. A região, contudo, sofreu mais do que o Brasil durante a pandemia, com queda de 7% em 2020 contra 4,1%. Nesta edição, a maior redução foi para o grupo Indonésia, Malásia, Filipinas, Tailândia e Vietnã. Houve redução de 1,4 ponto percentual para 2021, com crescimento esperado de apenas 2,9%. Das grandes economias, chama atenção a revisão dos Estados Unidos, que teve o crescimento diminuído em 1 ponto percentual, para alta de 6% em 2021. Covid ainda atrapalha O FMI demonstra preocupação com a perda de vigor da recuperação econômica global, que segue sendo atrapalhada pela pandemia do coronavírus. Entre os fatores indicados está a ampliação de contágios pela variante delta, que, além de gerar impactos nos sistemas de saúde, trouxe restrições a pólos importantes da cadeia mundial de produção e distribuição. A renovação dos efeitos da Covid-19 deu gás à inflação global e o aumento de riscos fez com que as políticas monetárias tivessem efeito mais limitado na contenção da alta de preços. “A política monetária precisará andar na linha tênue entre combater a inflação e os riscos financeiros, e apoiar a recuperação econômica”, diz o texto assinado por Gita Gopinath, economista-chefe do FMI. Assim, apesar de uma alteração modesta na média da projeção econômica neste relatório, o FMI ressalta que há revisões drásticas para baixo em alguns países em desenvolvimento e de renda mais baixa. Mercado financeiro volta a elevar estimativas de inflação para 2021 e 2022 Segundo o fundo, o grupo de economias avançadas deve recuperar o patamar pré-pandemia em 2022 e excedê-lo em 0,9% em 2024. Mas mercados emergentes e em desenvolvimento (excluindo a China) deverão permanecer 5,5% abaixo da produção pré-pandemia daqui a 2 anos. “Essas divergências econômicas são consequência de grandes disparidades no acesso às vacinas e nas políticas de suporte econômico”, diz o relatório. O FMI aponta que a vacinação em países mais pobres ainda engatinha e impede uma plena recuperação. Enquanto 96% da população de países pobres continua sem se vacinar, nos países mais ricos há cerca de 60% da população totalmente imunizada. Não bastasse, economias mais frágeis saem em desvantagem por não terem espaço fiscal para medidas de estímulo à economia, como planos de distribuição de renda e concessão de crédito para pequenas e médias empresas. Gita Gopinath, economista-chefe do FMI REUTERS/Rodrigo Garrido Quebra de cadeias globais O FMI traz no relatório uma especial preocupação com o que se chama de “quebra das cadeias globais”. Trata-se de uma interrupção de produção ou distribuição de insumos industriais, criando uma crise de oferta no mercado e, consequentemente, mais impulso à inflação. Um exemplo clássico é o que aconteceu neste ano com a produção de chips e semicondutores, que causou problemas à produção de automóveis e eletrônicos. As causas são várias, desde a interrupção das fábricas por conta de rebotes da pandemia até questões climáticas que prejudiquem a safra de insumos importantes, como as commodities. Crise financeira: um colapso que ameaçou o capitalismo Uma aliança entre crise de oferta com retomada da demanda pelo avanço da vacinação, por exemplo, pode elevar as perspectivas de inflação muito rapidamente, ressalta o relatório do FMI. “Os preços dos alimentos aumentaram na maioria em países de baixa renda, onde a insegurança alimentar é mais aguda, aumentando o fardo dos mais pobres e aumentando o risco de agitação social”, diz Gopinath. Estimativa de inflação sobe pela 27ª vez e vai para 8,59% Emergência climática O FMI dá espaço especial também à questão climática nesta edição do relatório, pedindo “maior compromisso” das nações em conter efeitos perversos das mudanças no meio ambiente. Entre medidas iniciais, o fundo pede uma estratégia única de remuneração para o mercado mundial de créditos de carbono, um investimento público verde e incentivos à pesquisa que possam “avançar a transição energética de forma equitativa”. “Tão importante quanto, os países avançados precisam cumprir suas promessas anteriores de mobilizar US$ 100 bilhões de financiamento climático, anualmente, para as nações em desenvolvimento”, afirma Gopinath. “A pandemia e as mudanças climáticas ameaçam exacerbar as divergências econômicas entre as economias mundiais”, prossegue. No relatório, Gopinath pede ainda uma ampliação dos esforços multilaterais para garantir “liquidez internacional adequada” para economias restritas e auxiliar na redução do endividamento. Gasolina e gás de cozinha estão mais caros deste sábado A economista sugere que economias desenvolvidas destinem sua parcela dos US$ 650 bilhões de repasses do FMI para o Fundo para Redução da Pobreza e Crescimento e para o estabelecimento de um Fundo de Resiliência e Sustentabilidade, que forneceria financiamento de longo prazo para apoiar o investimento dos países no crescimento sustentável. “Se a Covid-19 tiver um impacto prolongado no médio prazo, poderia reduzir o PIB global em US$ 5,3 trilhões nos próximos cinco anos em relação à nossa projeção atual. Não tem que ser assim”, diz Gopinath. “A comunidade global deve intensificar os esforços para garantir o acesso equitativo à vacina para todos os países, superar a hesitação da vacina onde houver fornecimento adequado e garantir melhores perspectivas econômicas para todos”, segue. Preparação para a Cop26 tem confusão e cobrança a favor do clima Veja Mais

Preços do petróleo fecham com alta de 1,5% e atingem máximas em anos

G1 Economia Petróleo Brent atingiu maior patamar desde 2018, enquanto o WTI tocou na máxima de 2014 ao longo do dia. Produção de petróleo no Polo Macau, no Rio Grande do Norte. Cedida/3R Petroleum Os preços do petróleo saltaram nesta segunda-feira (11) para os níveis mais altos em anos, alimentados pela recuperação da demanda global que contribuiu para a escassez de energia e gás em economias importantes, como a China. O petróleo Brent avançou 1,5%, cotado a US$ 83,65 o barril. A máxima da sessão foi de US$ 84,60, sendo também a máxima desde outubro de 2018. O petróleo dos EUA (WTI) subiu também 1,5%, para fechar em US$ 80,52. No pregão, tocou a máxima desde o fim de 2014 a US$ 82,18. Gasolina e gás de cozinha ficam mais caros a partir deste sábado O ritmo de recuperação econômica da pandemia sobrecarregou a demanda de energia em um momento em que a produção de petróleo diminuiu devido aos cortes das nações produtoras durante a pandemia, e também o foco nos dividendos das empresas petrolíferas e a pressão sobre os governos para uma transição para energias mais limpas. Um funcionário do governo dos EUA disse nesta segunda-feira que a Casa Branca mantém seus apelos para que os países produtores de petróleo "façam mais" e que estão monitorando de perto o custo do petróleo e da gasolina. Começa a valer o reajuste de 7,2% nos preços do gás de cozinha e da gasolina A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, juntos conhecidos como Opep+, evitaram aumentar a oferta mesmo com a alta dos preços. Em julho, a organização concordou em aumentar a produção em 400.000 barris por dia (bpd) para eliminar os cortes contínuos de 5,8 milhões de bpd. Os preços de energia subiram para níveis recordes nas últimas semanas, impulsionados pela escassez generalizada de energia na Ásia, Europa e Estados Unidos. A alta dos preços do gás natural encorajou os geradores de energia a mudar para petróleo. Veja Mais

Bovespa abre em alta nesta segunda

G1 Economia Na sexta-feira, o principal índice da bolsa subiu 2,03%, a 112.833 pontos. A semana anterior fechou praticamente estável, com queda de 0,06%. O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, abriu em alta nesta segunda-feira (11). Às 10h13, o Ibovespa subia 0,07%, a 112.914 pontos. Veja mais cotações. Na sexta-feira (8), o Ibovespa subiu 2,03%, a 112.833 pontos. A semana fechou praticamente estável, com queda de 0,06%. i IPCA: inflação oficial fica em 1,16% em setembro e atinge 10,25% em 12 meses Cenário Nesta segunda-feira, o mercado financeiro voltou a elevar as estimativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, para os anos de 2021 e 2022. As previsões do mercado constam no relatório "Focus", divulgado pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada, em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras. A expectativa para este ano do mercado para o IPCA subiu de 8,51% para 8,59%. Essa foi a vigésima sétima alta seguida no indicador. Os economistas do mercado financeiro mantiveram a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 5,04% para 2021. Para 2022, o mercado reduziu a previsão de alta do PIB de 1,57% para 1,54%. As preocupações políticas internas e adiamento de reformas e ajustes fiscais também aumentam as incertezas. A inflação oficial de setembro trouxe algum alívio aos mercados em geral na sexta-feira (8). A inflação foi a mais alta para setembro em 27 anos, enquanto o acumulado em 12 meses superou os 10%. No fim das contas, investidores entenderam que o saldo entre dados de emprego nos EUA mais brandos e uma inflação no Brasil abaixo do esperado, mas ainda pressionada, indica manutenção do cenário atual de proximidade de corte de estímulos nos EUA e prosseguimento de altas de juros pelo Banco Central. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que as expectativas para os preços neste ano devem piorar após o anúncio de sexta de aumento no gás e na gasolina. Com isso, investidores esperam mais aumento de juros por causa do efeito desses aumentos na inflação. Veja Mais

David Card, Joshua Angrist e Guido Imbens ganham Nobel de Economia 2021

G1 Economia Pesquisadores fizeram estudos para entender os efeitos de salário mínimo, imigração e educação no mercado de trabalho. David Card, Joshua Angrist e Guido Imbens ganham Nobel de Economia 2021 UC Berkeley/Redes sociais/Stanford University David Card, Joshua D. Angrist e Guido W. Imbens foram premiados nesta segunda-feira (11) com o prêmio Nobel de Economia 2021. Os pesquisadores foram premiados pelo uso de experimentos naturais (situações da vida real para calcular seus impactos no mundo) para entender as relações de causa e efeito em áreas como mercado de trabalho e educação. Essa abordagem dos economistas acabou se estendendo para outras áreas e revolucionou as pesquisas de campo pelo mundo. Veja as principais contribuições de cada estudo premiado: David Card: efeitos do salário mínimo, da migração e da educação no mercado de trabalho. Joshua D. Angrist e Guido W. Imbens: uso de metodologia para entender o efeito de um ano a mais na escola para os estudantes. De acordo com a Real Academia de Ciências da Suécia, "os economistas revolucionaram a pesquisa empírica nas ciências sociais e melhoraram significativamente a capacidade da comunidade de pesquisa de responder a perguntas de grande importância". David Card recebeu o prêmio por suas contribuições empíricas para a economia do trabalho. Já Joshua D. Angrist e Guido W. Imbens foram laureados por suas contribuições metodológicas para a análise das relações de causa e efeito. “Os estudos de Card sobre questões centrais para a sociedade e as contribuições metodológicas de Angrist e Imbens mostraram que experimentos naturais são uma rica fonte de conhecimento. A pesquisa deles melhorou substancialmente nossa capacidade de responder às principais questões causais, o que foi de grande benefício para a sociedade ”, disse Peter Fredriksson, presidente do Comitê do Prêmio de Ciências Econômicas. Os pesquisadores receberão um prêmio em dinheiro de 10 milhões de coroas suecas (US$ 1,1 milhão) - metade vai para David Card e a outra metade será dividida entre Joshua Angrist e Guido Imbens, porque a premiação é pelo estudo. Ilustração mostra os vencedores do Prêmio Nobel de Economia de 2021: David Card, Joshua D. Angrist e Guido W. Ibens Divuglação/Real Academia Sueca Os outros vencedores do prêmio Nobel deste ano foram: Paz: Maria Ressa e Dmitry Muratov Medicina: David Julius e Ardem Patapoutian Física: Syukuro Manabe, Klaus Hasselmann e Giorgio Parisi Química: Benjamin List e David MacMillan Literatura: Abdulrazak Gurnah Quem são os vencedores David Card, vencedor do Prêmio Nobel de Economia UC Berkeley/Divulgação David Card nasceu em 1956 em Guelph, no Canadá, e é professor de economia na Universidade da Califórnia, nos EUA. Por meio de experimentos naturais na década de 90, Card analisou os efeitos do salário mínimo, da migração e da educação no mercado de trabalho. Seus estudos mostraram, por exemplo, que o aumento do salário mínimo não leva necessariamente à redução de empregos. Outra descoberta de Card foi que os recursos das escolas são muito mais importantes para o futuro no mercado de trabalho dos alunos do que se pensava. E que a renda das pessoas que nasceram em um país pode ser melhor do que dos imigrantes que tiveram de sair de seu país para outro. Joshua Angrist, vencedor do Prêmio Nobel de Economia Reprodução/Twitter Joshua D. Angrist nasceu em 1960 em Columbus, Ohio, nos EUA, e é professor de economia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Cambridge, nos EUA. Guido W. Imbens nasceu em 1963 em Eindhoven, na Holanda, e é professor de economia na Universidade de Stanford, nos EUA. Guido Imbens, vencedor do Prêmio Nobel de Economia Stanford University/Divulgação Angrist e Imbens foram recompensados, de forma conjunta, "por suas contribuições metodológicas na análise das relações de causa e efeito". Essa metodologia foi aplicada, por exemplo, para entender o efeito de um ano a mais na escola para os estudantes. Segundo o estudo, estender a escolaridade obrigatória em um ano para um grupo de alunos, mas não para outro, não afetará todos da mesma forma. Alguns alunos teriam continuado a estudar de qualquer maneira e, para eles, o valor da educação muitas vezes não é representativo de todo o grupo. Eles concluíram ainda que um ano adicional de estudo aumentava em média o salário em 9%, ou que os americanos nascidos no último semestre do ano tinham melhores estudos. Com isso, os dois pesquisadores demonstraram em meados da década de 90 como conclusões precisas sobre causa e efeito podem ser extraídas de experimentos naturais. "Fiquei absolutamente chocado ao receber a ligação, então fiquei absolutamente empolgado ao ouvir a notícia", disse Imbens em um telefonema com repórteres em Estocolmo, acrescentando estar emocionado de compartilhar o prêmio com dois de seus bons amigos. "Josh Angrist foi meu padrinho de casamento, então ele é um bom amigo tanto pessoal quanto profissionalmente, e estou muito feliz em compartilhar o prêmio com ele e David", disse. Vencedores mais velhos e apenas duas mulheres Até agora, somente duas mulheres foram laureadas no prêmio. Em 2019, o prêmio foi atribuído a um trio de pesquisadores especializados no combate à pobreza, os americanos Abhijit Banerjee e Michael Kremer e a franco-americana Esther Duflo, segunda mulher distinguida na disciplina e a mais jovem laureada da história deste prêmio, na época com 46 anos. A primeira mulher a ganhar o Nobel de Economia foi a norte-americana Ellinor Ostrom, em 2009 (veja lista dos últimos ganhadores abaixo). Economia tem sido, até agora, o Nobel onde o perfil do futuro vencedor é o mais fácil de adivinhar: homem com mais de 55 anos de nacionalidade americana. Nos últimos 20 anos, três quartos deles se enquadram nessa descrição. A média de idade dos vencedores também é superior a 65 anos, a maior entre os seis prêmios. O prêmio O prêmio de Economia, oficialmente chamado de "Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel", foi criado em 1968 e concedido pela primeira vez em 1969. A homenagem não fazia parte do grupo original de cinco prêmios estabelecidos pelo testamento do industrialista sueco Alfred Nobel, criador da dinamite. Os outros prêmios Nobel (Medicina, Física, Química, Literatura e Paz) foram entregues pela primeira vez em 1901. O Nobel de Economia é o último concedido este ano. Os prêmios de Medicina, Física, Química, Literatura e Paz foram anunciados na semana passada. Embora seja o prêmio de maior prestígio para um pesquisador em economia, o prêmio não adquiriu o mesmo status das disciplinas escolhidas por Alfred Nobel em seu testamento de fundação (Medicina, Física, Química, Paz e Literatura) - seus detratores zombam dele como um "falso Nobel" que representa economistas ortodoxos e liberais. Últimos ganhadores do Nobel de Economia 2020: Paul R. Milgrom e Robert B. Wilson (EUA), por seus trabalhos na melhoria da teoria e invenções de novos formatos de leilões. 2019: Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer (EUA), por seus seus trabalhos no combate à pobreza. 2018: William D. Nordhaus e Paul M. Romer (EUA), por seus estudos sobre economia sustentável e crescimento econômico a longo prazo. 2017: Richard Thaler (Estados Unidos), por sua pesquisa sobre as consequências dos mecanismos psicológicos e sociais nas decisões dos consumidores e dos investidores. 2016: Oliver Hart (Reino Unido/Estados Unidos) e Bengt Holmström (Finlândia), por suas contribuições à teoria dos contratos. 2015: Angus Deaton (Reino Unido/Estados Unidos) por seus estudos sobre "o consumo, a pobreza e o bem-estar". 2014: Jean Tirole (França), por sua "análise do poder do mercado e de sua regulação". 2013: Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre os mercados financeiros. 2012: Lloyd Shapley e Alvin Roth (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre a melhor maneira de adequar a oferta e a demanda em um mercado, com aplicações nas doações de órgãos e na educação. 2011: Thomas Sargent e Christopher Sims (Estados Unidos), por trabalhos que permitem entender como acontecimentos imprevistos ou políticas programadas influenciam os indicadores macroeconômicos. 2010: Peter Diamond, Dale Mortensen (Estados Unidos) e Christopher Pissarides (Chipre/Reino Unido), um trio que melhorou a análise dos mercados nos quais a oferta e a demanda têm dificuldades para se acoplar, especialmente no mercado de trabalho. 2009: Ellinor Ostrom e Oliver Williamson (Estados Unidos), por seus trabalhos separados que mostram que a empresa e as associações de usuários são às vezes mais eficazes que o mercado. 2008: Paul Krugman (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre o comércio internacional. VEJA TAMBÉM: Prêmio Nobel: o que é, quais são as categorias e como são escolhidos os vencedores David Julius e Ardem Patapoutian ganham o Nobel de Medicina por descobertas sobre temperatura e toque Nobel Syukuro Manabe, Klaus Hasselmann e Giorgio Parisi ganham o Nobel de Física pela contribuição para modelos do aquecimento global Benjamin List e David MacMillan ganham o Nobel de Química por nova ferramenta de construção de moléculas Abdulrazak Gurnah, romancista da Tanzânia, ganha o Nobel de Literatura Veja todos os vídeos sobre o prêmio Nobel 2021: Veja Mais

Veja as vagas de emprego oferecidas em Petrolina e Araripina nesta segunda-feira (11)

G1 Economia Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco Divulgação Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta segunda-feira () em Petrolina e Araripina, no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no G1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE Veja Mais

Crise financeira: um colapso que ameaçou o capitalismo

G1 Economia As causas, o sofrimento e as consequências do terremoto econômico iniciado em 2007 A crise iniciada em 2007 derrubou os mercados e causou recessão e desemprego mundo afora Getty Images A primeira década do século XXI foi em grande medida escrita nos Estados Unidos. Começou com uma grave crise geopolítica, no coração de Nova York — o 11 de Setembro —, e terminou com uma grave crise econômica, também ambientada em Nova York, no centro financeiro de Wall Street. A crise financeira iniciada em 2007, causada pela perda de valor de ativos imobiliários, carregou a Europa, se alastrou pelo mundo e provocou uma recessão global no ano de 2009. Levou à nacionalização de bancos, derrubou governos, gerou taxas de desemprego altíssimas e causou várias ondas de protestos, muitos deles violentos. Para muitos, a maior recessão desde a década de 1930 representava a falência do modelo de capitalismo financeiro predominante a partir dos anos 1980. O resultado da crise, no entanto, fez com que nações inteiras pagassem pelas perdas econômicas causadas pela má gestão do sistema. Diante da sensação de que sociedades arcaram com o custo das ações de uma elite econômica, muitos atribuem à crise o surgimento de movimentos populistas, de esquerda e de direita, anos mais tarde. O fim do dinheiro fácil Até 2007 a vida ia muito bem nas nações ocidentais desenvolvidas, cujas economias cresciam sem olhar para trás. A inflação estava sob controle, as taxas de juros eram inofensivas, o crédito era acessível, e o desemprego era baixo. Na América do Norte e na Europa, nem o terrorismo internacional ou as guerras travadas no Oriente Médio foram suficientes para conter o otimismo geral sentido no cotidiano. Uma ambição simbolizava essa época: a casa própria. Comprar um imóvel nunca havia sido tão fácil, fosse nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Espanha ou na Irlanda, com crédito disponível mesmo para aqueles que não tinham renda ou segurança profissional suficientes. Em 2007, imóveis nos EUA eram oferecidos com desconto, depois de terem sido tomados de proprietários devedores Paul J. Richards Nos Estados Unidos, o nome dado para a dívida imobiliária, ou hipoteca, contraída por pessoas que normalmente não teriam capacidade de assumi-la era "subprime". A oferta desse tipo de dívida cresceu nos anos 1990, e a partir de 2001 avançou em ritmo mais acelerado. Com crédito fácil para aquisição de imóveis, aumentava a demanda por casa própria, o que elevava os preços. Com preços mais altos, instituições financeiras tinham de oferecer empréstimos em condições ainda mais favoráveis e atraentes para continuar conquistando novos compradores. Entre essas ofertas, estavam juros mais baixos nos primeiros meses, o que aumentava o risco de o comprador não cumprir com os pagamentos quando viesse um aumento futuro. Naturalmente, a grande maioria desses empréstimos era garantida pela própria propriedade adquirida, a conhecida hipoteca. Todos os sinais apontavam para uma bolha imobiliária nos Estados Unidos na primeira década dos anos 2000, com um aumento de preços que começara na década anterior. O valor médio de um imóvel no país, segundo dados do Censo americano, era de US$ 120 mil no primeiro trimestre de 1991. Dez anos depois, era de US$ 165,3 mil — um aumento de 38%. Após apenas sete anos, no primeiro trimestre de 2007, chegou a US$ 257,4 mil — um salto de 56%. Um estudo produzido pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), no fim de agosto de 2017, explicou o que acontecia no setor imobiliário americano. Segundo o relatório, ferramentas como ARMs, sigla em inglês para "taxas de hipoteca ajustáveis", que facilitavam a entrada de compradores de baixa renda num mercado de custo alto, não funcionavam mais. "Enquanto os preços das casas estavam subindo, o choque de novas taxas de juros, quando as primeiras taxas atraentes acabavam, podia ser evitado com um refinanciamento do imóvel com uma outra ARM ou taxa híbrida. Mas muitos credores e devedores sabiam, ou deveriam saber, que esses empréstimos não eram viáveis na taxa de juros completa." Em resumo, o mercado vivera uma arriscada fantasia, emprestando dinheiro para quem, mais cedo ou mais tarde, não teria condições de pagar de volta. A crise imobiliária continuou por anos, e muitos protestaram contra leilões de imóveis tomados de moradores Getty Images Já em 2006, aumentou significativamente a frequência de calotes em pagamentos de parcelas de hipotecas, o que começou a afetar a saúde geral do mercado imobiliário. A partir do segundo trimestre de 2007, o preço médio dos imóveis nos Estados Unidos não subiu mais. Na verdade, desabaram. Cairiam seguidamente até chegar, no primeiro trimestre de 2009, à média de US$ 208,4 mil, numa consequência da falência do modelo das hipotecas "subprime". A crise provocou uma reação em cadeia, já que toda a economia estava ligada, de uma forma ou de outra, à valorização do setor nos anos anteriores. Com a perda de valor dos ativos imobiliários, devedores presos a hipotecas que não conseguiam pagar perderam suas casas que por sua vez não eram suficientes para quitar a dívida com os bancos credores. A crise do "subprime" gerou a crise dos "foreclosures", ou da retomada dos imóveis — cerca de 10 milhões de americanos perderiam suas residências entre 2007 e 2016. E isso foi só o começo. A crise atinge a Europa Para a economia global, o problema era que as hipotecas arriscadas dos Estados Unidos não eram uma realidade restrita aos americanos. Por meio da securitização — a transformação de créditos a receber no futuro em produtos financeiros negociados no mercado —, os "subprimes" eram transacionados nos mercados internacionais. Transformados em títulos, eram comprados e vendidos como commodities, numa ciranda usada para levantar recursos e gerar liquidez. A deterioração da situação americana, portanto, não passou despercebida no exterior. Com a crise do Northern Rock, clientes britânicos formaram filas para retirar seu dinheiro Getty Images Em 9 de agosto de 2007, o banco francês BNP Paribas fez um anúncio que caiu como uma bomba nos mercados. Assustado com o que via acontecer no outro lado do Atlântico, o banco congelou 1,6 bilhão de euros — US$ 2,2 bilhões — em fundos, dizendo que a situação americana "tornava impossível determinar o valor de alguns bens de forma justa, independentemente de sua qualidade ou avaliação de crédito". Sem saber o tamanho de sua exposição a créditos ruins e o tamanho de suas futuras perdas, outras instituições europeias também decidiram reter fundos e reduzir seus riscos. O mercado sofreu um choque de liquidez, e as bolsas de valores sentiram o golpe — no dia 10 de agosto, a de Londres caiu 3,7%, sua maior queda em quatro anos. No Reino Unido, a situação foi fatal para o banco Northern Rock, um dos principais fornecedores de hipotecas do país, envolvido até o pescoço no mercado de títulos ligados ao setor imobiliário. Na noite de 13 de setembro, o jornalista Robert Peston, da BBC News, revelou que a instituição havia pedido — e obtido — ajuda financeira ao Banco da Inglaterra, o banco central do Reino Unido. Diante da notícia, na manhã seguinte correntistas fizeram filas nas agências para retirar seu dinheiro do banco — a primeira vez que isso aconteceu numa instituição britânica em 140 anos. Em apenas um dia, clientes retiraram 1 bilhão de libras da instituição, cujas ações despencaram 32%. Em fevereiro de 2008, o Northern Rock acabou nacionalizado pelo governo britânico. As financiadoras Fannie Mae e Freddie Mac foram resgatadas pelo governo, num sinal de agravamento da crise The Washington Post O final de 2007 foi tenso nos mercados internacionais. Naquela fase, as dificuldades da economia global tinham um nome: "credit crunch", ou "esmagamento do crédito", porque o problema principal era a dramática redução do dinheiro disponível nos mercados internacionais. Em março de 2008, o banco americano Bear Sterns, fortemente envolvido no mercado de securitização de hipotecas e enfrentando uma grave crise, chegou à beira da falência. Acabou sendo comprado por outro banco americano, JP Morgan, por apenas US$ 236 milhões — uma fração de menos de 10% do que o banco valia dias antes. Reportagem do jornal USA Today disse que a quebra do Bear Sterns revelava o momento delicado da crise. "No melhor cenário possível agora, o Fed [banco central americano] consegue fazer os mercados voltarem à atividade, levando a uma recuperação no mercado imobiliário e à recuperação da economia. O pior cenário: um colapso econômico em que a crise se espalha para outros bancos e além deles." Não apenas ocorreu o pior cenário, como ele se mostrou ainda mais grave e duradouro do que muitos imaginavam. Num domingo, 7 de setembro de 2008, o governo americano decidiu resgatar de uma falência certa as duas maiores financiadoras imobiliárias do país, Freddie Mac e Fannie Mae. A avaliação do governo era de que a falência de ambas paralisaria o setor completamente, talvez por anos. Segundo o então presidente George W. Bush, o risco que elas enfrentavam era "inaceitável", e por isso o governo injetaria até US$ 100 bilhões em cada uma delas — o maior resgate corporativo da história. Os mercados reagiram bem, com altas nas bolsas, mas a alegria durou pouco. Uma semana depois, o Lehman Brothers, o quarto maior banco de investimentos do país, quebrou. O governo americano recusou-se a socorrê-lo, e a instituição faliu. Pânico e recessão globais O Lehman Brothers entrou com pedido de recuperação judicial em 15 de setembro de 2008, uma segunda-feira e teve sua falência decretada. Com uma dívida de US$ 613 bilhões, o banco, fundado em 1847, empregava cerca de 25 mil pessoas no mundo todo. No mesmo dia, outro grande banco americano em dificuldades, Merrill Lynch, foi incorporado pelo Bank of America. Os acontecimentos daquele dia derrubaram os mercados de ações. O índice Dow Jones da bolsa de Nova York caiu 4,42%, o Standard & Poor's 500, 4,69%, e o Nasdaq, 3,6%. Horas antes, as bolsas europeias já haviam fechado com fortes quedas — 3,92% em Londres, 3,78% em Paris e 2,74% em Frankfurt. Estava decretado o início de uma nova fase na crise financeira, em que todos os aspectos da economia mundial foram afetados. O sistema financeiro ocidental continuava em profundas dificuldades, e governos tentavam buscar soluções. Em 29 de setembro, a Câmara dos Representantes americana rejeitou uma proposta de ajuda de US$ 700 bilhões aos bancos do país. A decisão provocou a maior queda do índice Dow Jones da história em pontos — de 777,68 pontos, um derretimento mais acentuado que o visto logo após os atentados de 11 de setembro de 2001. Foi uma queda de 7%, acompanhada por um recuo ainda maior do Standard & Poor's 500, de 8,8%, e pior ainda para o Nasdaq, de 9,1%. O momento em que funcionários do Lehman Brothers foram avisados da falência do banco tornou-se emblemático Reuters Na Europa, o pânico também se espalhava. Tanto que em 8 de outubro de 2008 o governo britânico anunciou um pacote de ajuda e nacionalização parcial dos bancos do país, no valor de £500 bilhões — cerca de US$ 700 bilhões. O Banco da Inglaterra ainda reduziu sua taxa anual de juros em 0,5 ponto percentual naquele dia, de 5% para 4,5%, o que foi pouco diante do que faria mais adiante. Em novembro, o banco central britânico baixou os juros ainda mais, para 3%, e realizou novos cortes dos meses seguintes até março de 2009, quando introduziu a incrível taxa anual de 0,5% — a mais baixa desde a fundação da instituição, em 1694. Não foi o suficiente. Com os juros praticamente a zero e a economia britânica em recessão desde 2008, o Banco da Inglaterra iniciou a chamada "flexibilização quantitativa" — uma estratégia de estímulo monetário, com o objetivo de injetar recursos na economia. Na prática, o governo recomprava antecipadamente títulos de sua dívida junto aos bancos, injetando assim, em larga escala, o dinheiro de que as instituições tanto precisavam. Começou com £75 bilhões em março, injetou mais £50 bilhões em maio, e no final de 2009 o total chegou a £200 bilhões. O PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido despencou 4,25% em 2009, após já ter caído 0,28% no ano anterior. O secretário do Tesouro, Henry Paulson, e o presidente do Fed, Ben Bernanke, comandaram as ações anticrise em 2008 Getty Images A Zona do Euro também sofreu um impacto histórico, apesar de um pacote de estímulo de 200 milhões de euros, anunciado em novembro de 2008. O PIB da região recuou 4,5% em 2009, após ter estagnado (0,4%) em 2008. Um dos primeiros dramas nacionais foi o da Islândia, pequena ilha de menos de 400 mil habitantes, fora da União Europeia, que na década anterior havia surfado numa bonança financeira. Seus bancos, sem grande experiência internacional, mergulharam nos mercados de títulos imobiliários, gerando uma riqueza que fez a economia do país crescer a uma média anual de 7,25% entre 2004 e 2007. Quando essa riqueza evaporou, o país pagou um preço alto. Em 2009, o PIB da Islândia sofreu um tombo de 6,78% e em 2010 de 3,44% — levando a protestos contra as autoridades e a elite financeira islandesa, que causaram a derrubada do governo de centro-direita. Países europeus que viviam suas próprias bolhas imobiliárias, como Irlanda e Espanha, sofreram de forma aguda com a crise. As grandes economias da Alemanha, França e Itália também entraram em recessão, fenômeno que acabou tomando o mundo todo. Isso apesar da resistência da China e das outras nações em desenvolvimento, como o Brasil, cuja economia recuou apenas 0,1% em 2009. Segundo dados do Banco Mundial, naquele ano a economia global sofreu uma queda de 1,7%, e o PIB per capita baixou 2,9%, configurando uma recessão global — a primeira desde 1993. Os anos de 2008 e 2009 entrariam para a história como a Grande Recessão. Os islandeses foram uns dos primeiros a sair às ruas para protestar contra os bancos e o governo AFP Austeridade e protestos A partir de 2010, enquanto os mercados financeiros ainda tentavam se recuperar, a economia real nos Estados Unidos e na Europa sofria. O custo social da crise econômica ficava cada vez mais claro com a disparada do desemprego. A taxa global de desemprego, medida pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), saltou de 5,4% da força de trabalho em 2008 para 6% em 2009, empurrada por algumas situações nacionais dramáticas. Entre elas, a da Espanha. Após cerca de 15 anos reduzindo sua taxa de desempregados, o país viu esse percentual aumentar de forma assustadora a partir de 2009, quando saltou de 8,2% no ano anterior para 11,25%. A taxa de desemprego da Espanha continuou subindo até atingir 26% em 2013 — entre os jovens, abaixo de 25 anos de idade, ela foi de incríveis 56%. Parte do custo social da crise econômica estava ligada ao amargo remédio adotado para contê-la. A necessidade de o Estado assumir as perdas do sistema financeiro em 2008 e 2009, que levou a medidas como nacionalização de bancos, realçou inicialmente o importante papel do poder público para salvar a economia. Entretanto, logo depois veio a necessidade de pagar por esse socorro. Políticas de austeridade foram adotadas por toda a Europa, com cortes de gastos públicos que afetaram tanto a vida das pessoas como a capacidade de cada nação acelerar a atividade econômica. Alguns países, como Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha, tiveram de recorrer à União Europeia, que fez aportes bilionários para salvar essas economias. A contrapartida eram duras medidas de austeridade, para garantir o pagamento da dívida, que foram recebidas com uma onda de protestos. Cidadãos europeus deixaram claro com suas manifestações — muitas pacíficas e outras violentas — que não concordavam em ter de pagar o preço de uma crise provocada por ações irresponsáveis de bancos. Entre os indignados estavam, especialmente, os gregos. A crise na Espanha levou os espanhóis às ruas, especialmente em Madri, no movimento dos 'indignados' Jasper Ruinen Nenhum país no mundo sofreu tanto quanto a Grécia os efeitos da crise financeira. Entre 2010 e 2015, o PIB grego desabou mais de 30%, destruindo todo o crescimento obtido desde 2003. A taxa de desemprego disparou de 7,8%, em 2008, para 27,5%, em 2013. O país não apenas estava demasiadamente vulnerável à forte redução no crédito e na liquidez pelo mundo, porque já vinha extremamente endividado, como também foi vítima da corrupção presente na elite política da época. A crise revelou que dados das finanças públicas vinham sendo maquiados havia anos, escondendo a verdadeira situação econômica do país — fato que enfraqueceu ainda mais sua economia, por abalar a confiança internacional na Grécia. A pouca credibilidade das autoridades gregas não era um problema novo. Em 15 de novembro de 2004, a BBC News noticiou: "A Grécia admitiu ter adotado o euro em 2001 com base em números que mostravam que seu déficit orçamentário era muito mais baixo do que realmente era". Segundo admitia seu ministro da Fazenda, o déficit grego — que, segundo as regras da Zona do Euro não podia ficar acima de 3% do PIB — já ultrapassara esse limite em 1999, coisa que continuaria ocorrendo nos anos seguintes, no contexto da organização dos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Naquele ano, a Grécia estava sob novo governo, do premiê Kostas Karamanlis, que substituíra o socialista Costas Simitis. A promessa era de que a partir de então o país reduziria seu déficit, e seus números seriam confiáveis. Não foram. O país continuou se endividando, mas após a quebra do banco Lehman Brothers, em 2008, não conseguiu mais renegociar sua dívida pública, que já ultrapassava o valor total de sua economia. Em 2009, ela chegou a 127% do PIB, contra 109% no ano anterior. A crise na Grécia levou a inúmeros protestos violentos no país, com seguidos confrontos com a polícia Louisa Gouliamaki Ao mesmo tempo, a comunidade internacional descobria que continuava sendo enganada pelas autoridades gregas. Como noticiou o jornal britânico Financial Times, em 12 de janeiro de 2010: "A Grécia foi criticada pela Comissão Europeia por falsificar dados sobre suas finanças públicas e permitir que pressões políticas obstruíssem a coleta de estatísticas precisas". A comissão colocava dúvidas até mesmo nos dados revisados pelo governo grego meses antes, quando Atenas mudou sua previsão de déficit orçamentário de 2009, de 3,7% para 12,5%. A cada notícia como essa, agências de avaliação de risco rebaixavam a dívida grega, enquanto subia a contrapartida que a Grécia precisava pagar para que o mercado adquirisse seus títulos. Como resultado, a dívida saltaria para 146% do PIB em 2010 e para 172% em 2011. Nesse cenário, as ruas explodiram de raiva. Os choques com a polícia começaram em 2008, como parte de protestos espontâneos contra a morte do adolescente Alexis Grigoropoulos, de 15 anos, por um policial em Atenas. Inicialmente desconectado da crise financeira, o incidente logo serviu de gatilho para protestos contra a situação econômica e a corrupção. Em setembro de 2009, o premiê Kostas Karamanlis convocou eleições antecipadas devido à crescente crise. Perdeu. O oposicionista George Papandreou tornou-se primeiro-ministro em outubro, marcando o retorno dos socialistas ao poder. Em maio de 2010, o governo de Papandreou anunciou medidas de austeridade, como cortes de gastos públicos e congelamento de salários e de aposentadorias, e com isso obteve do bloco europeu seu primeiro pacote de ajuda, de 110 bilhões de euros. As medidas levaram a uma nova onda de protestos violentos em Atenas. Cenas de confrontos com a polícia grega tornaram-se comuns no noticiário internacional, enquanto jornais e TVs abusavam do termo "tragédia grega". Um segundo pacote de ajuda europeu veio em 2011, seguido de um terceiro em 2015, elevando o total emprestado ao país a 289 bilhões de euros. Papandreou não durou muito, sendo forçado a renunciar em novembro de 2011, após um acordo político para a aprovação da ajuda europeia. Com a economia ainda em depressão, as ruas tomadas por manifestantes e a política tumultuada, a Grécia teria cinco diferentes primeiros-ministros até o fim de 2015. A alemã Angela Merkel foi a única líder europeia de destaque que continuou no governo apesar da crise Sean Gallup/Getty Images Não foi, porém, apenas na Grécia que a Grande Recessão levou a mudanças na política. Em quase todos as nações da Europa ocidental houve um preço político pela crise, com várias trocas de governos. No Reino Unido, a esquerda trabalhista foi castigada nas urnas, com a derrota do premiê Gordon Brown e sua substituição pelo conservador David Cameron, em 2010. Na Espanha, em 2011, o Partido Socialista perdeu o poder para a oposição conservadora. Já na França, em 2012, foi o presidente conservador Nicolas Sarkozy quem perdeu, em sua tentativa de reeleição, para o socialista François Hollande. Na Itália, o conservador Silvio Berlusconi foi levado a renunciar em 2011, diante da crise e de sua perda de credibilidade pessoal. A única líder europeia de destaque que continuou firme em seu posto foi a chanceler alemã, Angela Merkel. Em 2013, ela liderou seu partido, o conservador CDU — União Democrática Cristã — à expressiva vitória nas urnas, o que foi visto por analistas políticos como um reconhecimento dos eleitores alemães à liderança firme e decisiva da chanceler no combate à crise econômica. Longe dali, onde a crise toda começou, os americanos também responsabilizaram o partido do governo pela crise e colocaram o futuro do país nas mãos da oposição. Mudança e protesto nos EUA O governo do republicano George W. Bush chegou ao fim em janeiro de 2009, apenas quatro meses depois da quebra do banco Lehman Brothers. Nas eleições presidenciais de novembro de 2008, seu nome não estava na cédula, mas o candidato de seu partido, o senador John McCain, tinha uma tarefa difícil. A popularidade de Bush variava entre apenas 25% e 30%, segundo o instituto Gallup, basicamente devido à guerra no Iraque e à crise econômica. Além disso, contra ele estava a estrela ascendente do senador democrata Barack Obama, que prometia esperança numa época de imensas dificuldades. Os eleitores decidiram apostar na oposição, e em janeiro Bush entregou a Presidência a Obama, que tinha como tarefa principal lidar com a Grande Recessão. Os dois últimos anos do governo do presidente Bush foram marcados pela luta contra a crise econômica Tim Sloan/Getty Images Os Estados Unidos terminaram 2008 com uma queda de 0,14% do PIB. O Fed reduziu no fim daquele ano a taxa de juros no país para 0,25%, a menor na história, mas o novo governo precisaria tomar medidas de muito mais impacto para estimular a economia. Em fevereiro, Obama assinou um pacote de ajuda de US$ 787 bilhões. Ainda no início de 2009, o governo americano também injetou dinheiro diretamente nas três principais fabricantes de veículos — General Motors, Chrysler e Ford —, num pacote de ajuda ao setor automotivo de US$ 86 bilhões. Apesar dos esforços, o PIB dos Estados Unidos encolheu 2,54% em 2009, mas voltou a crescer a partir de 2010. Como na Europa, no entanto, o custo mais grave da crise veio na forma do aumento do desemprego. Segundo a OIT, em 2008 o desemprego americano subiu a 5,8% da população economicamente ativa, contra 4,6% no ano anterior. Em 2009, porém, o salto foi bem maior, para 9,3%. Em 2010, a taxa continuou a subir, para 9,6%, e manteve-se alta em 2011, em 9%. Esse quadro estimulou a sensação em grande parte da população de que os cidadãos, assim como os indignados europeus, estavam pagando o preço de uma crise criada por uma elite financeira. Esses americanos diziam-se "os 99%" da população que arcava com os custos dos privilégios do 1% restante. Essa foi a bandeira do movimento "Occupy Wall Street" — ou "Ocupe Wall Street". Em setembro de 2011, centenas de pessoas se organizaram e tomaram a área do Parque Zucotti, no sul da Ilha de Manhattan, em Nova York, coração do sistema financeiro americano. O movimento Occupy Wall Street tomou as ruas de Nova York em 2011, atacando o capitalismo Getty Images O protesto logo se transformou em um grande acampamento, com cerca de 200 pessoas dormindo no local. Usando o slogan "We are the 99%" — Nós somos os 99% —, os manifestantes, jovens em sua maioria, atacavam a desigualdade e condenavam a forte influência de corporações no comando da política. Apesar de motivados pela realidade americana, os envolvidos inspiravam-se também nas manifestações de países na Europa, como Grécia, Islândia e Espanha, e na Primavera Árabe, a onda de protestos no Oriente Médio iniciada naquele ano. As diferentes iniciativas, em várias partes do mundo, levaram à definição de uma data específica para uma manifestação global conjunta: sábado, 15 de outubro de 2011. Protestos de rua foram organizados em grandes cidades, num dia conhecido como a jornada dos "indignados" — nome emprestado do movimento lançado na Espanha cinco meses antes. A iniciativa "Occupy" cresceu e tornou-se muito maior que a tomada do parque em Nova York, com outras ocupações mundo afora e o estabelecimento de um movimento permanente e global por mudanças progressistas. Legado político A Grande Recessão foi acabando aos poucos, dependendo do país, ao longo da segunda década do século 21. No Reino Unido, os preços dos imóveis só retomaram uma trajetória consistente de crescimento em 2013. Portugal começou a pagar sua dívida ao FMI, após ter recebido ajuda, em março de 2015. A taxa de desemprego da Espanha começou a cair em 2014, mas em 2020 continuava em 13%, maior que os 11% de 2008. A crise das endividadas nações da Europa, que ameaçou a própria existência do euro, a moeda única europeia, começou a ser aliviada em 2013. O PIB da Grécia voltou a crescer em 2017, e em 2018 o país deixou de depender do programa de ajuda europeu — o pagamento da dívida, porém, continuaria por muitos anos. Medidas para prevenir uma crise semelhante foram introduzidas em vários países, como um aumento do controle e monitoramento do sistema financeiro. No Reino Unido, por exemplo, novas regras foram implementadas para aliviar o impacto da possível falência de uma instituição financeira. Segundo o Bank of England, nesta nova era, se um banco for à falência, "as perdas cairão sobre os investidores do banco, não sobre contribuintes". Controlar o futuro econômico, no entanto, talvez tenha sido mais fácil que lidar com o político. As reverberações da Grande Recessão para a política foram muitas, imensas e duradouras. Movimentos mais extremos, tanto à direita como à esquerda, surgiram e cresceram como reação à crise. Na Espanha, o movimento dos "indignados", também conhecido como Movimento 15-M por ter começado em 15 de maio de 2011, levou à criação do partido político de esquerda Podemos, lançado em 2014. Na Grécia, a coalizão de esquerda Syriza ganhou força com os protestos contra as medidas de austeridade e chegou ao poder nas eleições de 2015. Seu líder, Alexis Tsipras, assumiu então o cargo de primeiro-ministro, que ocupou até 2019. O líder da coalizão de esquerda Syriza, Alexis Tsipras, foi eleito primeiro-ministro em 2015 Getty Images Em outros países europeus, a reação foi conservadora. A crise econômica, combinada com uma onda de imigração vinda da África e do Oriente Médio, fortaleceu partidos de direita em nações como o Reino Unido e a Itália. Em 2016, os britânicos aprovaram num referendo o chamado Brexit, a saída do país da União Europeia, movimento que acabaria dando ao populista conservador Boris Johnson o cargo de primeiro-ministro, em 2019. No pleito de 2018, os italianos levaram ao poder o partido de extrema-direita A Liga e o movimento Cinco Estrelas, de caráter antissistema. Na França, a crise econômica fortaleceu a Frente Nacional, partido nacionalista de extrema-direita de Marine Le Pen, que chegou ao segundo turno nas eleições presidenciais de 2017. A vitória de Le Pen acabou evitada pelo surgimento de Emmanuel Macron como líder de um novo movimento centrista, o Em Marcha. A crise fortaleceu o movimento de extrema-direita de Marine Le Pen, que foi ao segundo turno na França Getty Images Já nos Estados Unidos, grande parte da população continuou descontente com a situação econômica. Mas, apesar dos protestos de 2011 de caráter progressista, o país fez uma guinada conservadora. Em 2016, os americanos deram a Presidência ao magnata populista conservador Donald Trump, que tomara o comando do Partido Republicano. Com o avanço de movimentos políticos com posições mais extremas, tanto à direita como à esquerda, o mundo tornou-se mais polarizado. A crise financeira, que poupou em grande medida os países em desenvolvimento, penalizou principalmente os assalariados das nações desenvolvidas, espalhando frustração e ressentimento. Seus efeitos continuariam a ser sentidos, por muitos anos, na economia, na política e na sociedade. O mundo nunca conseguiu voltar a ser o que era antes da Grande Recessão. Veja Mais

Covid-19 é principal causa de afastamento do trabalho em 2021; em 7 meses, concessões de auxílio-doença equivalem a 54% de 2020

G1 Economia Em 2020, doença ficou em 3º lugar no ranking de liberações do benefício – mas, nos sete primeiros meses deste ano, ultrapassou os problemas relacionados à coluna e somou 68.014 concessões. A Covid-19 foi a principal causa de afastamentos do trabalho acima de 15 dias e gerou o maior número de benefícios por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) nos primeiros sete meses de 2021. Até julho, foram 68.014 concessões, segundo dados do Ministério do Trabalho e Previdência. O número já equivale a 54,5% das liberações para segurados com a doença em todo ano passado. Em 2020, a Covid-19 foi a terceira maior causa de concessões de benefício por incapacidade temporária no país, ficando atrás apenas de problemas relacionados a coluna e ombro. No total, foram 37.045 liberações do antigo auxílio-doença devido à doença em 2019 - 1,6% do total de concessões do benefício em 2020, que foi de 2.341.029. O Ministério do Trabalho e Previdência não informou, até o fechamento desta reportagem, o número de concessões de auxílio-doença de janeiro a julho deste ano, por isso, não há como informar o que as 68.014 liberações representam em relação ao total. LEIA TAMBÉM: Veja os direitos previdenciários e trabalhistas de quem contraiu a Covid-19 INSS negou mais de 20 milhões de pedidos de auxílio-doença em 11 anos Parou de contribuir para o INSS? Veja prazos para manter os benefícios previdenciários Doenças que mais tiveram concessão de auxílio-doença em 2021 Economia g1 Sequelas devem levar a aumento de concessões Especialistas apontam que deve persistir a médio prazo o crescimento no número de concessões de benefícios por incapacidade por causa das sequelas decorrentes da Covid-19. Caso essas sequelas resultem na incapacidade de trabalhar, os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) contam com o recebimento do auxílio por incapacidade temporária. Mas é necessário comprovar que as consequências da Covid-19 comprometeram a capacidade laboral. Há ainda a possibilidade de obter o direito à aposentadoria por invalidez, quando as sequelas resultam na incapacidade definitiva para trabalhar. Nesse caso, o auxílio-doença é convertido em aposentadoria. João Badari, advogado especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados, afirma que há diversos tipos de sequelas trazidas pela Covid-19. Um exemplo é o trabalhador passar a ter dificuldades motoras, como perda da força das mãos e no movimento das pernas. Outra situação é a perda cognitiva por conta de problemas neurológicos. “O que vai caracterizar o direito ao recebimento do auxílio-doença ou da aposentadoria por invalidez não é a sequela em si, mas a incapacidade que ela traz para a sua função. Outros exemplos são um carteiro que perde a capacidade de respiração ou um enfermeiro que perde a mobilidade das pernas. A perícia deverá atestar que o trabalhador está incapaz de forma provisória ou permanente para exercer a sua função”, explica Badari. Trabalhadores que são infectados pelo coronavírus e desenvolvem sintomas têm o direito de permanecer 15 dias afastados do trabalho. Deve ser apresentado atestado médico para a empresa. Caso o funcionário não se recupere após esse período, o pagamento da sua remuneração é suspenso pela empresa e ele passa a contar com o benefício por incapacidade temporária. Badari considera que o debate em torno das sequelas da Covid-19 deve permanecer em evidência a médio prazo. "Mesmo que a pandemia esteja sendo atenuada, os reflexos dela nos trabalhadores se refletirão nos próximos anos. O número de infectados diminuiu, mas continua alto. E o número de incapacitados também. Encontramos trabalhadores, principalmente da área da saúde, que sofrem com a redução da capacidade de trabalho em razão de sequelas", diz. Nexo causal É importante analisar o nexo causal, ou seja, se o contágio tem relação com a atividade profissional. Nesse caso, o benefício seria de natureza acidentária, ou seja, relacionada ao trabalho. Caso não haja a presunção do nexo causal, deve-se avaliar a realidade enfrentada pelo trabalhador, como as medidas de segurança adotadas pela empresa, se há fornecimento de equipamentos de proteção individual, além das condições oferecidas para a atividade profissional neste contexto de pandemia. Nesses casos, cabe ao empregador comprovar que a doença não foi contraída em razão do trabalho. Em abril do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que os casos de contágio de Covid-19 por trabalhadores podem ser enquadrados como doença ocupacional. No entanto, esse reconhecimento não é automático. O funcionário precisa passar por perícia no INSS e comprovar que adquiriu a doença no trabalho. Por ser mais difícil comprovar o nexo causal, o número de concessões de auxílio-doença por acidente de trabalho é pequeno perto do total. Em 2020, das 2.341.029 concessões, apenas 72.273 foram por acidente do trabalho. Como pedir o auxílio por incapacidade A solicitação do auxílio deve ser feita por meio do site e aplicativo Meu INSS. É preciso apresentar o resultado de exames e laudos médicos que comprovem a incapacidade para retornar ao trabalho, além de passar pela perícia do INSS. O segurado também deve comprovar que está com as contribuições previdenciárias em dia, realizadas ao menos nos últimos 12 meses. Já para conseguir a aposentadoria por invalidez também são necessárias a comprovação da condição de perda permanente da capacidade laboral e a realização de perícia técnica. Trabalhador pode ser mudado de função Leandro Madureira, advogado especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Mauro Menezes & Advogados, afirma que é comum trabalhadores com sequelas de doenças retornarem ao trabalho em funções distintas das anteriores, por conta da incapacidade adquirida. “Se a Covid-19, por exemplo, gerou algum tipo de problema neurológico que fez com que um professor perdesse a voz, de modo que não tem mais condições de dar aula, ele pode ser reabilitado para exercer uma função administrativa e burocrática que não tenha a voz como principal meio de trabalho. A mera existência de sequela não gera direito ao auxílio-doença ou à aposentadoria por invalidez", aponta. Disputas judiciais Afastamento do trabalho por covid-19 aumenta Os especialistas orientam que, caso seja negado pelo INSS a concessão do auxílio-doença ou a sua conversão na aposentadoria por invalidez, o trabalhador tem a opção de ingressar com ação na Justiça para obrigar a autarquia federal a conceder os benefícios “Para isso, o segurado deve apresentar todos os laudos, exames e relatórios médicos que demonstrem a incapacidade gerada pelo coronavírus”, afirma Ruslan Stuchi, advogado previdenciário e sócio do escritório Stuchi Advogados. Outro tema que costuma ser motivo de disputas judiciais é o valor dos benefícios. O cálculo do auxílio-doença é feito a partir de um percentual de 91% do chamado salário de benefício, que corresponde à média aritmética dos 80% maiores salários de contribuição. Já a aposentadoria por invalidez, desde a entrada em vigor da reforma da Previdência em novembro de 2019, é calculada a partir de um percentual de 60% da média dos salários de contribuição somada a 2% para cada ano de contribuição no caso de mais de 15 anos de contribuição acumulados para as mulheres, e de mais 20 anos para os homens. Assim, segurados que têm o benefício convertido na aposentadoria passam a receber uma quantia menor. Trabalhadores têm questionado a diferença na Justiça e obtido o direito de receber a aposentadoria por invalidez por meio do cálculo anterior à reforma, com base em 100% do salário de benefício, correspondente à média aritmética dos 80% maiores salários de contribuição. "A aposentadoria por invalidez é menor do que o auxílio-doença, ou seja, o benefício que é permanente se tornou mais desvantajoso do que o provisório. É inconstitucional tanto pelo retrocesso social como pelo princípio constitucional da isonomia. Você está desfavorecendo alguém que está em uma situação ainda pior que o outro”, avalia o advogado João Badari. Veja Mais

Agronegócio investe em cursos de qualificação profissional para atender demanda do campo

G1 Economia Setor carece de mão de obra especializada e qualificada. Agronegócio investe em cursos de qualificação profissional para atender demanda do campo Reprodução/Tv Tem No mercado de trabalho do agronegócio, uma conta nem sempre fecha. De um lado está quem quer trabalhar. Do outro o empregador que tem a vaga, mas exige que a pessoa apresente o preparo adequado. É por isso que o investimento em qualificação pode abrir portas. No agronegócio, seja nos pomares ou nos canaviais, na pecuária ou nas plantações de grãos, todo dia tem trabalho para milhões de pessoas que ganham a vida nas diferentes atividades do agro país afora. O agronegócio representa 20,55% da população empregada no Brasil. São mais de 18 milhões de trabalhadores. No primeiro semestre deste ano, mais de 150 mil novos empregos foram criados pelo setor, mas estes números poderiam ser melhores. É que o setor carece de mão de obra especializada e qualificada. O silvicultor e diretor de uma empresa que atua em florestas de eucaliptos, Marcelo Aparecido Ramos da Silva, diz que, de alguns anos para cá, passou a ter mais dificuldades para contratar. Todo ano, a empresa também precisa de trabalhadores para cargos que não exigem qualificação. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 10/10/2021) Agronegócio investe em cursos de qualificação profissional para atender demanda do campo Com o agronegócio em plena expansão no Brasil, algumas empresas passaram a investir na mão de obra qualificada e a oferecer cursos rápidos para formar profissionais e atender à demanda do campo. O Nosso Campo acompanhou uma turma sendo treinada para a função de máquinas para extração de eucaliptos. Algumas aulas são dentro de uma carreta e o simulador reproduz todas as operações e manobras para o corte e empilhamento de árvores. Além das aulas no simulador, os alunos colocam as mãos na máquina durante atividades práticas. No mundo virtual, os alunos passam por todas as etapas do trabalho. É como se estivessem operando a máquina de verdade. Depois de pouco mais de um mês de curso, o emprego está praticamente garantido. Ao que tudo indica, o setor que anda em pleno crescimento no Brasil e que está sempre precisando de mão de obra deve contratar muita gente nos próximos anos. Acesse + Tv Tem | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo VÍDEOS: veja as reportagens do programa Veja Mais

Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (10/10/2021)

G1 Economia O programa vai mostrar projetos que pagam por serviços ambientais, gerando recuperação da vegetação e redução do risco de escassez de água. Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (10/10/2021) O Globo Rural deste domingo (10) mostra projetos que pagam por serviços ambientais, gerando recuperação da vegetação e redução do risco de escassez de água. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Tem ainda produtores trocam o feijão pela soja, a dificuldade para financiar armazéns, a seca do reservatório de Furnas e mais. Não perca, o Globo Rural começa a partir das 8h20. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

6,7 milhões de pessoas procuram emprego há mais de um ano no Brasil

G1 Economia O volume é o maior registrado em nove anos. Jovens têm mais dificuldade para encontrar trabalho Milhões de pessoas procuram emprego há mais de um ano no Brasil A quantidade de trabalhadores brasileiros procurando emprego há mais de um ano atingiu 6,749 milhões de pessoas no segundo trimestre de 2021. O volume representa 46,8% do total de desocupados (14,444 milhões) e é o mais alto desde 2012, início da série histórica. Os dados fazem parte de um levantamento feito pela Tendências Consultoria, com base nos dados da Pnad Contínua do IBGE, obtido com exclusividade pela Globonews. O levantamento mostra que o percentual de 46,8% atingido no segundo trimestre deste ano é 16 pontos percentuais maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Os dados demonstram a elevação do desemprego de longa duração. LEIA TAMBÉM: Desemprego recua para 13,7% em julho, mas ainda atinge 14,1 milhões, aponta IBGE Brasil tem recorde de 30 milhões de pessoas recebendo até um salário mínimo De acordo com o economista responsável pelo levantamento, a perda de capital humano causada por trabalhadores desempregados por tempo muito longo tende a reduzir o potencial de crescimento da economia no médio e longo prazo. Os trabalhadores, consequentemente, desaprendem tarefas, se desatualizam em relação às novas práticas e têm dificuldade em ser tão produtivos quanto antes. Jovens de 18 a 24 anos O estudo também aponta um alto volume de desempregados entre 18 e 24 anos, que já somam 4,2 milhões de desocupados nesta faixa etária. A taxa de desocupação entre os jovens ficou em 29,5% no segundo trimestre deste ano. A diferença entre a taxa de desocupação entre jovens e os trabalhadores no geral aumentou. Historicamente, essa diferença é alta em alguns países do mundo, mas no Brasil ela se agravou ainda mais durante a pandemia. A diferença percentual da taxa de desocupação entre os jovens e os demais trabalhadores era 13,8 pontos percentuais no 2º trimestre de 2019 e aumentou para 15,4 pontos percentuais no segundo trimestre deste ano. Segundo a Tendências, o atraso desses jovens para se inserir no mercado de trabalho deve gerar um "efeito cicatriz", quando a desocupação ou a permanência em posições de trabalho precário acarretam efeitos adversos à carreira futura. Como os primeiros anos de treinamento são essenciais ao desenvolvimento profissional, os jovens que iniciam suas carreiras em uma crise estarão em desvantagem duradoura, pois seus salários, oportunidades e confiança no local de trabalho podem nunca se recuperar totalmente. Miriam Leitão: 'Mercado de trabalho continua com dificuldades’ Desigualdade regional O levantamento ainda aponta que a recuperação do mercado de trabalho permanece mais lenta nos estados com maior vulnerabilidade econômica. As maiores diferenças percentuais da taxa de desocupação, entre o 4º trimestre de 2019 e o 2º trimestre de 2021, permanecem nas regiões Norte e Nordeste — quando alguns dos estados registraram nível recorde da série histórica, como Pernambuco (21,8%), Maranhão (16,9%), Ceará (15,2%), Piauí (14,6%) e Pará (13,3%). Veja Mais

Governo federal faz feirão de mais de mil imóveis em SP; veja como participar

G1 Economia Venda dos ativos da União é aberta a quaisquer pessoas físicas ou jurídicas que enviem uma avaliação do imóvel e proposta de compra. Lançamento do Feirão de Imóveis SPU+ de venda de ativos da União, em São Paulo Raphael Martins/g1 O Ministério da Economia anunciou nesta sexta-feira (15) um feirão de imóveis com bens da União em São Paulo. O evento aconteceu em um hotel da zona sul da capital paulista, na abertura de uma convenção para empresas do mercado imobiliário. Foram selecionados 1.030 imóveis no estado de São Paulo, dos quais 803 de posse da Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União (SPU) e 227 do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). São terrenos, casas, prédios, fazendas e galpões sem utilização e sem entraves jurídicos para venda. Há desde lotes de tamanho grande para a construção de pólos industriais até conjuntos habitacionais em áreas residenciais. Alta dos combustíveis: mudança no ICMS não vai garantir queda de preços no longo prazo; entenda Quem conduz a liquidação é a Secretaria Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados. A venda dos ativos da União é realizada por meio da chamada Proposta de Aquisição de Imóveis (PAI), um mecanismo de desestatização em que interessados em qualquer imóvel do governo podem fazer uma tentativa de compra, seja pessoa física ou jurídica. Outras cidades O Rio de Janeiro recebeu iniciativa semelhante em agosto, que incluía imóveis históricos. Entre eles estavam o emblemático edifício A Noite, na Praça Mauá, Região Portuária do Rio, e o imponente Edifício Engenheiro Renato Feio, ao lado da Central do Brasil e que sediava a extinta Rede Ferroviária Federal. A cidade tem mais de 2,2 mil imóveis do governo elegíveis para a venda, mas só aqueles que o governo considera "pronto para venda" entraram no feirão. Assim, foram disponibilizados no feirão apenas 168. Até o momento, 21 receberam propostas de compra. Governo federal lança Feirão de Imóveis da União no Rio de Janeiro Mais três capitais terão feirões semelhantes ainda em 2021: Brasília (DF), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS). Segundo o secretário especial de Desestatização, Diogo Mac Cord, o governo identificou R$ 100 bilhões em imóveis que podem ser vendidos imediatamente, pelo modelo de PAI ou pela composição de fundos imobiliários — um novo formato que o governo pretende colocar de pé no primeiro bimestre de 2022. O número, contudo, é uma estimativa. Como o modelo de PAI pressupõe que o comprador faça a avaliação financeira, não há valores estabelecidos para cada imóvel. Lançamento do Feirão de Imóveis SPU+ de venda de ativos da União, em São Paulo Raphael Martins/g1 Como participar A PAI está disponível para qualquer pessoa física ou jurídica. O proponente precisa apresentar um laudo de avaliação do imóvel e apresentá-lo para homologação. É o que membros do governo chamam de "inversão de lógica" da venda de ativos governamentais, porque o interesse parte do comprador. A partir daí, é aberto o leilão eletrônico do imóvel em questão, em que vence o maior valor. Para habilitação, os concorrentes precisam anexar uma caução de 5% do preço sugerido do ativo. Os leilões são realizados pelo portal VendasGov. Caso o solicitante inicial da PAI não tenha oferecido o maior valor, fica à disposição uma opção de compra preferencial pelo mesmo valor ou o reembolso do gasto com o laudo de avaliação. Todos os imóveis oferecidos pelo feirão do governo estão disponíveis em https://imoveis.economia.gov.br/. Palácio Capanema, no Rio de Janeiro, reúne ícones da arte e da arquitetura Veja Mais

UFPE abre seleção simplificada para professor substituto com 50 vagas e salários de até R$ 5,8 mil

G1 Economia É possível se inscrever a partir da segunda-feira (18) até o dia 27 de outubro, pela internet. Taxa de inscrição custa R$ 75. Seleção é para professores substitutos em diversas áreas Ascom UFPE/Divulgação A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) abriu uma seleção simplificada para professor substituto em diversos cursos, com 50 vagas e salários que variam entre R$ 2.459,95 e R$ 5.831,21. As inscrições começam na segunda-feira (18) e podem ser feitas até o dia 27 de outubro, pela internet. Recife faz seleção para contratar 500 professores Jaboatão tem 35 vagas para médicos Há vagas para os regimes de trabalho de 20 e de 40 horas semanais. É preciso pagar uma taxa de inscrição de R$ 75, mas é possível pedir isenção até o dia 25 de outubro, no caso de candidatos que comprovem baixa renda. Para se inscrever, é preciso anexar no site documento de identificação, CPF, cópia do diploma do curso de graduação ou pós-graduação e currículos vitae e Lattes. Do total de vagas, 5% são destinadas a pessoas com deficiência. Além disso, 20% das oportunidades são para pessoas negras. As vagas são para disciplinas do: Centro de Artes e Comunicação (CAC) Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN) Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) Centro de Ciências Médicas (CCM) Centro de Ciências da Saúde (CCS) Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) Centro de Educação (CE) Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) Centro de Tecnologia e Geociências (CTG) Centro Acadêmico do Agreste (CAA) Centro Acadêmico de Vitória (CAV) Colégio de Aplicação (CAp) Vagas disponíveis por área de atuação O edital da seleção simplificada foi divulgado no Diário Oficial da União. O processo seletivo conta com provas escrita e didática/prática, além da análise de títulos. O prazo de validade da seleção é de 12 meses, a contar da data de publicação do resultado. Vídeos de PE mais vistos nos últimos 7 dias Veja Mais

Minério de ferro, milho e bovinos puxam deflação do IGP-DI em outubro

G1 Economia Indicador da FGV ficou em -0,31% no mês, depois de cair 0,37% em setembro. O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou deflação pelo segundo mês seguido, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (15) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador ficou em -0,31% no mês, depois de cair 0,37% em setembro. A queda foi puxada pelo minério de ferro (-19,46%), pelo milho (-4,99%) e pelos bovinos (-4,11%), cujos preços recuaram para os produtores no mês passado. "Já os preços ao consumidor seguem sob forte influência dos aumentos registrados para energia elétrica e combustíveis”, afirmou em nota André Braz, Coordenador dos Índices de Preços. Brasil tem a 3ª inflação mais alta entre os países do G20 O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. Veja Mais

Confira as 637 vagas de emprego ofertadas através da Agência do Trabalho em 22 cidades de Pernambuco nesta sexta-feira

G1 Economia Há oportunidades para auxiliar operacional de logística, pintor de paredes e marceneiro, entre outras. É necessário agendar atendimento na internet. Oportunidades desta sexta-feira (15) foram ofertadas em 22 municípios do estado Vinicius Nunes/Agência F8/Estadão Conteúdo Profissionais em busca de emprego têm 637 vagas disponíveis através das 29 unidades da Agência do Trabalho, da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco (Seteq). As oportunidades desta sexta-feira (15) foram disponibilizadas em 22 municípios. Do total, 50 vagas são temporárias e outras 27 foram reservadas para pessoas com deficiência. Eletricista, auxiliar de limpeza, repositor de mercadorias, recepcionista atendente, auxiliar de linha de produção e despachante de veículos estão entre os postos de trabalho ofertados nas cidades (confira lista completa na tabela mais abaixo). As vagas foram disponibilizadas no Recife (210) e em Araripina (9), Arcoverde (8), Belo Jardim (1), Bezerros (6), Cabo de Santo Agostinho (82), Camaragibe (3), Caruaru (88), Garanhuns (3), Goiana (2), Ipojuca (116), Nazaré da Mata (9), Palmares (3), Paudalho (5), Paulista (39), Pesqueira (8), Petrolina (11), Salgueiro (2), Santa Cruz do Capibaribe (17), São Lourenço da Mata (8), Serra Talhada (8) e Vitória de Santo Antão (3). Os interessados devem realizar agendamento para as unidades da Agência do Trabalho através do site da Seteq. Vagas de emprego Vagas para pessoas com deficiência Vagas temporárias Carteira digital Atualmente, o trabalhador pode usar a versão digital da carteira de trabalho (veja vídeo abaixo): Veja como ter acesso à carteira de trabalho digital Vídeos de PE mais vistos nos últimos 7 dias Veja Mais

Grã-Bretanha vai dar vistos de emergência para 800 açougueiros para o abate de suínos

G1 Economia Estada no país terá duração de 6 meses. Fazendeiros da região reclamaram que o êxodo de trabalhadores de matadouros e processadores de carne deixou o setor lutando pela sobrevivência. Grã-Bretanha vai dar vistos de emergência para açougueiros A Grã-Bretanha oferecerá vistos de emergência de seis meses a 800 açougueiros estrangeiros para evitar o abate em massa de suínos, depois que fazendeiros reclamaram que um êxodo de trabalhadores de matadouros e processadores de carne deixou o setor lutando pela sobrevivência. Uma combinação de Brexit e Covid-19 desencadeou um êxodo de trabalhadores do Leste Europeu, deixando cerca de 120.000 porcos em celeiros e campos em todo o país esperando para serem abatidos, de acordo com a National Pig Association. Leia também: 'Carne de ossos': cortes de terceira também ficaram mais caros Venda de carne moída: regras propostas não se aplicam a açougues e supermercados, diz governo Britânicos correm o risco de ficar sem peru de Natal por falta de trabalhadores O ministro do Meio Ambiente, George Eustice, disse que os vistos temporários resolveriam o problema que os agricultores afirmam estar colocando em risco a subsistência e causando problemas de bem-estar animal. "O que vamos fazer é permitir que açougueiros em matadouros e processadores de carne que lidam com porcos possam entrar temporariamente sob o esquema de trabalhador sazonal por até seis meses", disse Eustice aos repórteres. "Isso nos ajudará a lidar com o acúmulo de porcos que temos atualmente nas fazendas para dar a esses processadores de carne a capacidade de abater mais porcos". Eustice disse que cerca de 800 açougueiros serão necessários para limpar o acúmulo e anunciou um auxílio ao armazenamento privado para ajudar os matadouros a armazenar carne. Mas ele disse que o governo decidiu não diminuir a exigência da língua inglesa para vistos qualificados para permitir que mais açougueiros passem por esse caminho - uma exigência importante dos fazendeiros, que pedem há semanas que os ministros tomem medidas. “A indústria nos pediu para olharmos para os requisitos de idioma na rota das habilidades”, disse ele. "Nós examinamos isso, mas não achamos que isso forneça uma resposta para seu desafio específico." Veja também: Peste suína não oferece risco à saúde humana; entenda a doença 120 animais vão ser abatidos em região com foco de peste suína no Ceará A falta de açougueiros é apenas uma das várias áreas em que a Grã-Bretanha enfrenta uma grave escassez de mão de obra. No mês passado, anunciou planos de emitir vistos temporários para 5.000 motoristas de caminhão estrangeiros e 5.500 trabalhadores avícolas, mas o governo quer que as empresas invistam na força de trabalho britânica em vez de depender de mão de obra estrangeira barata. Os ministros também têm se esforçado para minimizar as sugestões de que a saída da Grã-Bretanha da União Europeia foi o principal problema que afetou os trabalhadores nas cadeias de abastecimento. Muitos trabalhadores da indústria de suínos voltaram para casa durante a pandemia e simplesmente não voltaram, disse Eustice. “É um quadro complexo: houve muitas interrupções no mercado, problemas de acesso ao mercado chinês, talvez alguma superprodução - aqui a produção aumentou cerca de 7% - e sim, a mão-de-obra foi um agravante, mas não foi o único fator ", disse Eustice. "A indústria de suínos, e em comum com muitas partes da indústria de alimentos, viu uma perda de pessoal porque muitos dos cidadãos da União Europeia (UE) que dependiam deixaram durante a pandemia - nada a ver com o Brexit." Como parte das medidas para resolver o problema da falta de motoristas de caminhão, ele disse que as regras de cabotagem para motoristas da UE seriam relaxadas para que eles pudessem fazer quantas viagens quisessem em um período de duas semanas. Vídeos: tudo sobre agronegócios Veja Mais

Aeroporto de Guarulhos anuncia reabertura do Terminal 1 em 9 de novembro

G1 Economia Ligação com os Terminais 2 e 3 e conexão com trens da CPTM também serão reativados. Expectativa é de que mais de 5 mil passageiros circulem diariamente pelo local. Terminal 1 do Aeroporto Internacional de Guarulhos suspende atividades temporariamente TV Globo/Divulgação A GRU Airport, concessionária que administra o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, anunciou nesta quinta-feira (14) a reabertura do Terminal 1 a partir do dia 9 de novembro. O terminal é usado para voos nacionais da companhia Azul. As operações no Terminal 1 estavam suspensas desde março de 2020 por conta da queda no movimento causada pela pandemia de Covid-19. A retomada das atividades vai permitir que estacionamento, lojas, restaurantes, transporte por aplicativos e demais serviços voltem a operar. A ligação com os Terminais 2 e 3 e a conexão com os trens da Companhia Paulistana De Trens Metropolitanos (CPTM) também serão reativados. A expectativa da empresa é de que mais de 5 mil passageiros circulem diariamente pelo local. “A reabertura do Terminal 1 vai aumentar a nossa eficiência operacional, permitirá que as empresas gerem empregos e trará mais conforto e comodidade a todos os usuários do aeroporto”, disse o presidente da GRU Airport, Gustavo Figueiredo, em comunicado à imprensa. Em nota, a concessionária destacou medidas adotadas para tornar as viagens mais seguras durante o período de pandemia, como o distanciamento social e uso de máscaras faciais, a instalação de mais de 300 dispensers de álcool gel e a possibilidade de consultar o painel de voos por meio de QR Code para evitar aglomerações nas áreas próximas às telas informativas. Movimentação de passageiros no saguão do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, em 24 de maio de 2021 NELSON ANTOINE/ESTADÃO CONTEÚDO VÍDEOS: Tudo sobre São Paulo e região metropolitana Veja Mais

Rede varejista Carrefour abre 20 vagas de trabalho em Presidente Prudente até o fim deste ano

G1 Economia Todas as etapas do processo seletivo acontecem de forma on-line, com exceção da entrevista com o gestor, que é realizada presencialmente, para que o candidato possa visitar a unidade e visualizar a função que será desempenhada. Carrefour, em Presidente Prudente (SP) Aline Costa/g1 A rede varejista de hipermercados Carrefour abrirá 20 vagas de trabalho em Presidente Prudente (SP) até o fim deste ano. As oportunidades são direcionadas para diversos cargos e estão distribuídas para atuar nas unidades da rede na cidade. Para se candidatar, um dos pré-requisitos é o de que o profissional se identifique com o propósito do Carrefour de contribuir para um mundo melhor, aplicando este comportamento durante todas as suas relações. Nas contratações, são levadas em conta tanto as aptidões individuais que atendem às exigências das vagas quanto a meta de diversificação do time. As vagas para trabalhar no Carrefour possuem cargas horárias distintas de acordo com a posição. Há oportunidades para diversos cargos, como recepcionista de caixa, repositores, açougueiros, padeiros, peixeiros, agentes de fiscalização, operadores de centro de distribuição, farmacêuticos, frentistas, operador de loja de conveniência e técnico de manutenção, entre outros. Todas as oportunidades são para vagas efetivas que serão gradualmente preenchidas até o mês de dezembro de 2021. Além de todos os benefícios legais, o Carrefour oferece convênio médico, odontológico e de farmácia, bem como 5% de descontos nas compras realizadas com o cartão da empresa nas unidades da rede. Todas as etapas do processo seletivo acontecem de forma on-line, com exceção da entrevista com o gestor, que é realizada presencialmente, para que o candidato possa visitar a unidade e visualizar a função que será desempenhada. Para se candidatar, as pessoas interessadas devem acessar o site de carreiras da companhia e checar quais são os requisitos de cada vaga. Somente no primeiro semestre deste ano, o Carrefour contratou mais de 5 mil empregados em todo o Brasil. VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região. Veja Mais

João Roberto Marinho será o novo presidente do Grupo Globo e Paulo Marinho assumirá a presidência da Globo

G1 Economia Os dois substituirão Jorge Nóbrega, atual presidente executivo do Grupo Globo e da Globo, a partir de fevereiro de 2022. A substituição, planejada já há algum tempo, faz parte da jornada de profunda transformação digital da empresa, que foi iniciada por Nóbrega em setembro de 2018 e que estará a cargo de Paulo Marinho a partir do ano que vem. Jorge Nóbrega e Paulo Marinho Sergio Zalis/Globo A Globo divulgou nesta quinta-feira (14) o seguinte comunicado à imprensa: "O presidente do Conselho de Administração do Grupo Globo, João Roberto Marinho, anunciou hoje que, a partir de 01 de fevereiro de 2022, o Grupo Globo e a Globo terão novas lideranças. João Roberto Marinho assumirá a presidência do Grupo Globo e Paulo Marinho, hoje diretor de Canais da Globo, comandará a Globo (que tem a ‘Globo Comunicação e Participações S.A’ como razão social). Os dois substituirão Jorge Nóbrega, atual presidente executivo do Grupo Globo e da Globo. Durante os próximos três meses, Jorge Nóbrega e Paulo Marinho conduzirão juntos o processo de transição na Globo. A substituição, planejada já há algum tempo, faz parte da jornada de profunda transformação digital da empresa, que foi iniciada por Nóbrega em setembro de 2018 e que estará a cargo de Paulo Marinho a partir do ano que vem. Jorge Nóbrega, de 67 anos, atua nas empresas do Grupo Globo desde 1996. Em 2017, assumiu a presidência do Grupo, sendo o primeiro presidente a não fazer parte da família Marinho. Com a sua saída, João Roberto Marinho passará a estar à frente do Conselho de Administração e também do Grupo Globo - hoje formado pela Globo, pela Editora Globo, pelo Sistema Globo de Rádio, pela Globo Ventures e pela Fundação Roberto Marinho. Nóbrega continuará a integrar o Conselho de Administração do Grupo Globo, que, presidido por João Roberto Marinho, é composto por Roberto Irineu Marinho e José Roberto Marinho, como vice-presidentes, e por Paulo Marinho, Roberto Marinho Neto e Alberto Pecegueiro, como conselheiros. João Roberto Marinho seguirá também no comando do Conselho Editorial, responsável por discutir e propor orientação e alinhamento em questões editoriais, e do Comitê Institucional, que tem o papel de acompanhar e propor linhas de atuação para as relações institucionais do Grupo Globo. Na Globo, a gestão de Jorge Nóbrega foi marcada pela revisão estratégica do negócio e pela adoção de um novo modelo operacional que, com o apelido de “UmaSóGlobo”, unificou, sob a marca Globo, a TV Globo, a Globosat, a Globo.com, o Globoplay, a diretoria de Gestão Corporativa e a Som Livre - recentemente vendida para a Sony Music. Sob a sua direção, a Globo transformou-se numa empresa mediatech, com a qualidade de seus conteúdos fortemente apoiada pela tecnologia e voltada para o relacionamento direto com o consumidor. Tendo promovido também um amplo processo de mudança cultural, Nóbrega alinhou ainda mais as práticas da empresa à pauta ESG, investiu em dados, estreitou o relacionamento com o mercado e as marcas através de novas práticas e formatos comerciais multiplataforma e ampliou as parcerias estratégicas. Natural sucessor de Jorge Nóbrega na presidência da Globo, Paulo Marinho é diretor de Canais da Globo desde 2020 e tem sido uma liderança importante na consolidação da estratégia D2C da empresa, que agora, sob a sua direção, ganhará novo impulso. O compromisso de continuidade e evolução estará refletido também na estrutura da empresa, que, com as oportunidades trazidas pelas movimentações, terá naturais ajustes, a serem detalhados até o fim do ano. Carioca, Paulo Marinho é formado em Administração, tem 44 anos e uma longa trajetória nos negócios do Grupo. Desde 1998, vem atuando nas diferentes empresas, tendo sido coordenador de Conteúdo e Marketing no Sistema Globo de Rádio, diretor dos canais infantis Gloob e Gloobinho, da VIU Hub, diretor-geral de Canais e Conteúdo da então Globosat e, desde 2020, é o responsável pelos canais de TV aberta e por assinatura e também pela rede de afiliadas da Globo. Em fevereiro de 2022, Paulo receberá de Nóbrega o comando de uma Globo que hoje reúne a TV Globo, seu canal de TV aberta; 26 canais de TV por assinatura; o Globoplay, maior plataforma brasileira de streaming; e serviços e produtos digitais, como o G1 no jornalismo, o GE.globo no esporte e o Gshow no entretenimento, entre outros. Seu jornalismo líder de audiência produz mais de três mil horas de notícias todos os anos e dos seus estúdios, que integram o maior e mais moderno complexo de produção de conteúdo da América Latina, saem outras três mil horas anuais de entretenimento. No esporte, é uma das maiores detentoras de direitos de transmissão do mundo. Dona de uma das maiores bases de dados sobre o consumidor brasileiro, com mais de 110 milhões de Globo IDs e mais de 10 bilhões de registros diários do que fazem em suas propriedades, a Globo tem aliado esse conhecimento sobre os hábitos de consumo dos brasileiros à relevância de seus conteúdos e às suas novas capacidades em tecnologia para explorar oportunidades estratégicas que vão além do ambiente de mídia e entretenimento. Comunicação Globo Rio de Janeiro, 14 de outubro de 2021" Veja Mais

Entenda o que pode mudar na cobrança do ICMS estadual sobre combustíveis

G1 Economia Câmara aprovou projeto que muda base de cálculo de percentual sobre preço para valor fixo a ser definido por estados; objetivo é reduzir custos ao consumidor. Texto vai o Senado. A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que muda o cálculo da tributação dos combustíveis para tentar baixar o preço cobrado ao consumidor final. Para ter validade, o texto ainda precisa passar pelo Senado. A proposta em discussão abrange somente a cobrança do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Produtos (ICMS), um imposto estadual. O governo federal avalia que essa tributação onera o consumidor final com "alíquotas excessivas". De acordo com levantamento do Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getúlio Vargas (ISAE/FGV), os combustíveis, a energia elétrica e a carne estão entre os itens que mais têm pesado no bolso do brasileiro e na inflação oficial do país. Câmara aprova proposta que altera cobrança do ICMS sobre combustíveis Como funciona atualmente Atualmente, o ICMS é cobrado em porcentagem sobre o preço final do produto, e as alíquotas variam de acordo com cada estado. No caso da gasolina, por exemplo, o tributo varia de 25% a 34% do preço. Para o diesel, a cobrança vai de 12% a 25%. No sistema atual, em um formato de "substituição tributária", o ICMS é recolhido na etapa inicial da cadeia de produção, ou seja, nas refinarias, mas o valor engloba toda cadeia do setor - abrangendo as distribuidoras e os postos de combustíveis. Como o tributo é recolhido antecipadamente nas refinarias, é preciso estimar o preço final ao consumidor em cada estado para aplicar a alíquota de ICMS. Nesse processo, cada ente da federação define o chamado "preço médio ponderado ao consumidor final", feito a cada 15 dias. Deste modo, os tributos também fazem parte da base de cálculo para o preço futuro dos combustíveis - sobre o qual incidirá a tributação. Além disso, em um cenário de alta do petróleo e do dólar (fatores que pesam para o preço de produção, definido pela Petrobras e importadoras), os estados arrecadam mais recursos mesmo sem aumentar a alíquota do ICMS. "A realidade é que a maioria dos estados sequer alterou, nos últimos anos, a alíquota de ICMS incidente sobre os combustíveis. Ocorre que o aumento do preço de comercialização pela Petrobras tem expandido a base de cálculo sobre a qual incide a alíquota de ICMS e, com isso, ocasionado também o aumento da arrecadação dos estados com o ICMS-Combustíveis", informou a Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite). Novo modelo proposto O projeto em discussão pelo Congresso Nacional estabelece que o ICMS deixará de ser cobrado como uma porcentagem sobre o preço final do produto. A proposta é o tributo passe a ser um preço fixo, em reais, por litro de combustível. Assim, se o preço ao consumidor subir por conta de custos de produção (alta do dólar e do petróleo), a tributação não ficará maior, como ocorre atualmente, pois a alíquota cobrada continuará sendo fixa em reais (R$ por litro). Pela proposta, os estados teriam autonomia para definir, uma vez por ano, as próprias alíquotas de ICMS (em R$ por litro), desde que não ultrapassem o valor da média dos preços "usualmente praticados no mercado" nos últimos dois anos. E o valor desse tributo deve vigorar pelos 12 meses subsequentes. Se o texto virar lei, o primeiro reajuste feito pelos estados deverá considerar o preço médio praticado entre janeiro de 2019 e dezembro de 2020. Ao considerar um período mais amplo (últimos dois anos) para estabelecer um teto para a alíquota, a proposta tende a reduzir a tributação cobrada do consumidor final - pois o petróleo tem subido mais intensamente nos últimos meses. Além disso, a nova alíquota não poderia ser alterada por um ano. Segundo o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) – apoiador do texto –, a mudança no formato de tributação do ICMS permitirá a redução do preço da gasolina em 8%; do etanol em 7%; e do diesel em 3,7% (vídeo abaixo). Lira, sobre alta dos combustíveis: ‘Nunca dissemos que o ICMS começa o aumento. Mas ele é um primo malvado’ Estados temem perda de receita Representantes dos governos estaduais apontam, porém, que a nova regra provocará danos à arrecadação local. Em nota divulgada nesta quarta-feira (13), o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda Estaduais (Comsefaz) afirma que, se aprovado, o projeto deve reduzir em R$ 24 bilhões as finanças dos estados – o que, consequentemente, significa perda de R$ 6 bilhões aos municípios (vídeo abaixo). Auditores preveem perda média de R$ 24,1 bilhões em um ano com alteração do ICMS Segundo os estados, o ICMS sobre combustíveis arrecadou cerca de R$ 90 bilhões em 2019, representando cerca de 18% do total de R$ 509 bilhões de arrecadação do tributo naquele ano. Os estados lembram que 25% do ICMS é repassado aos municípios. Em alguns estados, como no Piauí, diz a Febrafite, o ICMS sobre combustíveis representa mais de 30% da arrecadação do tributo. "Fica evidente, portanto, que qualquer proposta de significativa alteração da cobrança de ICMS sobre combustíveis assume grande relevância, especialmente às finanças públicas estaduais. Vale lembrar que muitos estados estão em sérias dificuldades fiscais, alguns, inclusive, negociando a entrada no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), junto à União", acrescentou. Opinião de especialistas Em audiência pública sobre a mudança no formato de cobrança do ICMS sobre combustíveis, na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara, em maio deste ano, especialistas do setor avaliaram que a proposta, se implementada, simplificaria a tributação e evitaria o acúmulo de créditos pelas empresas do setor, além de diminuir as ações na justiça, mas não evitaria a alta no preço dos combustíveis. Na ocasião, Carla Borges Ferreira, pesquisadora do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), observou que a maior parte do preço dos combustíveis, no Brasil, refere-se ao valor cobrado pela Petrobras, que varia de acordo com o preço internacional do petróleo e com a variação do dólar. "Muitas vezes a gente trata os tributos e impostos como vilão da alta dos preços, mas não consegue olhar para a estrutura como um todo", afirmou. Ela avaliou que pode ser criado um "fundo de estabilização", com recursos públicos, para impedir que as variações internacionais do petróleo sejam totalmente repassadas aos preços. Eduardo Maneira, professor da Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FND/UFRJ), avaliou, em maio deste ano, o ICMS não é fator fundamental para definir, no cenário atual, o preço dos combustíveis. "Não vai ser 'ad rem' [uma alíquota fixa como quer o governo federal] ou 'ad valorem' [percentual sobre o preço final] que vai estabelecer a estabilidade dos preços dos combustíveis. São vários fatores, variação cambial, fatores de produção, incidência de outros tributos", disse, naquele momento. Valéria Lima, diretora-executiva do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) disse não acreditar que o ICMS seja causador do aumento de preços dos combustíveis no país, mas também avaliou que a proposta do governo estabelecer uma alíquota em reais geraria maior simplificação tributária. "Ao ter uma alíquota 'ad rem' [em reais], teria um amortecedor de volatilidade, pois uma parcela dos preços não variaria. Facilitaria a fiscalização, o repasse entre os estados, e deixaria de existir um incentivo econômico à sonegação", declarou Lima, em maio deste ano. Veja Mais

Peste suína não oferece risco à saúde humana; entenda a doença

G1 Economia Foco da peste foi registrado em pequena fazenda no Ceará. Doença pode matar javalis e suínos, mas não contamina outros animais ou humanos. Cidade de Marco registra foco de peste suína A identificação de um foco de peste suína clássica em uma criação de subsistência em Marco tem causado apreensão nos moradores do município e de cidades vizinhas sobre a doença, que apresenta elevada taxa de contaminação entre animais; no entanto, ela não causa riscos à saúde humana. “Vale ressaltar que a PSC [peste suína clássica] não traz riscos à saúde humana e nem à de demais espécies de animais domésticos”, explica o diretor de Inspeção e Fiscalização da Agência, Amorim Sobreira. O foco na cidade cearense foi notificado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que divulgou um comunicado oficial sobre o ocorrido na segunda-feira (11). O caso foi identificado durante uma ação de vigilância epidemiológica de rotina, realizada pelos fiscais médicos-veterinários da Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (Adagri). A peste suína é uma doença viral que é, com frequência, mortal aos suínos e javalis. Ela pode ocorrer na forma clássica ou africana. Foco de peste suína clássica é registrado em Marco, no Ceará Governo brasileiro reforça vigilância após 1º caso de peste suína africana nas Américas Brasil estrutura rede de diagnóstico de peste suína africana A peste suína clássica (PSC), registrada no Ceará, também é conhecida como febre ou cólera suína e afeta suínos domésticos e selvagens. A doença é causada por um vírus. A peste suína africana é causada por um outro vírus. Assim como na clássica, esses microrganismos não infectam seres humanos, afetando insetos e suínos. O vírus é encontrado nas secreções e excreções do animal infectado e pode ser transmitido pelas vias direta (contato entre animais, aerossóis e suas secreções e excreções, sangue e sêmen) ou indireta (água, alimentos, fômites, trânsito de pessoas, equipamentos, materiais, veículos, vestuários, produtos, alimentos de origem animal), entrando no organismo por via oral ou nasal. Principais sintomas da peste suína: apatia, perda de apetite, febre (41°C) com amontoamento dos animais, incoordenação motora, ataxia, diarreia, conjuntivite, petéquias (pontos hemorrágicos), cianose da pele alta mortalidade em animais jovens. Diagnóstico Ambas as doenças são clinicamente semelhantes. Portanto, é preciso fazer um diagnóstico laboratorial para diferenciá-las. O que fazer em casos de animais com suspeita de peste suína? Se for identificado um caso ou suspeita da doença, é necessário que as autoridades sejam notificadas. Essa informação deve ser repassada ao Órgão Estadual de Saúde Animal ou à Superintendência Federal de Agricultura em cada estado. O site do Ministério da Agricultura disponibiliza contatos para notificação dos casos de peste suína em cada estado. No link, clique no ícone de cada estado para ver o número de contato. No Ceará, a Adagri recebe comunicados pelo telefone 0800-280-0410 ou na própria agência, no Bairro Edson Queiroz, em Fortaleza, ou em um dos 40 escritórios da Agência, distribuídos por todo o Ceará. Zonas livres O Ceará não faz parte das zonas livres de preste suína clássica no Brasil, que é composta por 15 estados e pelo Distrito Federal. Estes locais não registram casos da doença desde janeiro de 1998. São eles: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Tocantins, Rondônia e Acre. O último caso de peste suína clássica no país ocorreu em outubro de 2020, em uma criação de subsistência no Piauí. A peste suína clássica é uma doença viral que apresenta elevada taxa de contaminação aos suínos, mas não oferece riscos a humanos. Reprodução/ TV Gazeta Assista às notícias do Ceará no g1 em 1 Minuto: Veja Mais

Bilionários deveriam focar em salvar a Terra em vez de turismo espacial, diz príncipe William

G1 Economia Duque de Cambridge afirma em entrevista à BBC que grandes mentes devem se concentrar em 'tentar consertar este planeta'. 'Precisamos de alguns dos maiores cérebros e mentes do mundo concentrados em tentar consertar este planeta' Kensington Palace via PA/BBC O príncipe William, duque de Cambridge e segundo na linha de sucessão ao trono britânico, disse em entrevista para a BBC que empreendedores bilionários deveriam se concentrar em achar soluções para salvar a Terra, em vez de se dedicar ao turismo espacial. Na opinião dele, grandes mentes e cérebros deveriam estar "tentando consertar este planeta, não tentando encontrar o próximo lugar para se viver". Ele também alertou sobre o aumento da "ansiedade climática" entre as gerações mais jovens. As declarações foram dadas em entrevista ao programa Newscast, da BBC, às vésperas da primeira cerimônia de premiação do Earthshot Prize — lançado pelo príncipe para recompensar aqueles que tentam salvar o planeta. O nome do prêmio é uma referência ao termo "moonshot", usado pelos Estados Unidos para designar seu ambicioso projeto de levar a primeira pessoa à lua na década de 1960, quando John F. Kennedy era presidente. Ao comentar sobre a atual corrida espacial e o ímpeto de promover o turismo espacial, William afirmou: "Precisamos de alguns dos maiores cérebros e mentes do mundo concentrados em tentar consertar este planeta, não em tentar encontrar o próximo lugar para se viver". "Acho que, em última instância, foi isso que me convenceu dessa ideia — é realmente crucial focar neste [planeta], em vez de desistir e ir para o espaço experimentar e pensar em soluções para o futuro." Na quarta-feira (13), o ator William Shatner — que interpretou o capitão Kirk da série Jornada nas Estrelas — se tornou a pessoa mais velha a viajar ao espaço, aos 90 anos. Ele voou por 10 minutos a bordo da cápsula suborbital da empresa espacial Blue Origin, do bilionário fundador da Amazon, Jeff Bezos. Veja os melhores momentos da viagem de William Shatner, o 'Capitão Kirk', ao espaço Os empreendedores Richard Branson e Elon Musk também estão construindo suas empresas espaciais. O príncipe William disse ao jornalista Adam Fleming, do Newscast, que não tinha "absolutamente nenhum interesse" em voar no espaço, acrescentando que havia uma "questão fundamental" sobre o custo do carbono dos voos espaciais. Ele alertou ainda que há "um aumento da ansiedade climática" entre os jovens, cujo "futuro está basicamente ameaçado o tempo todo". "É muito perturbador e gera muita ansiedade". Pai de três filhos, o príncipe desafiou os demais adultos a "se conectarem com sua criança interior para lembrar o quanto significava estar ao ar livre e o que estamos roubando dessas futuras gerações". O jornalista Adam Fleming, da BBC, entrevistou o príncipe William para o programa Newscast Kensington Palace via BBC William também disse que seu pai, o príncipe Charles, enfrentou dificuldades ao alertar sobre a mudança climática: "Tem sido um caminho árduo para ele". Ele lembrou que Charles, inspirado pelo pai, o falecido duque de Edimburgo, "falou sobre as mudanças climáticas muito antes, logo no início, antes que alguém pensasse que isso era um tema". E acrescentou que "seria um desastre absoluto se [o príncipe] George estiver sentado aqui falando" sobre salvar o planeta daqui a 30 anos. Os cinco vencedores do Earthshot Prize serão anunciados em uma cerimônia no final deste mês, e cada um vai receber £ 1 milhão (cerca de R$ 7,5 milhões). VEJA TAMBÉM: Quem é Richard Branson, bilionário aventureiro criador da empresa de astro-turismo Virgin Galactic Bezos x Branson: propulsão, altitude, tripulação e o que mais diferencia os voos dos bilionários ao espaço Bezos e Branson parabenizam Elon Musk por voo orbital da SpaceX Voo de balão a 30 mil metros: conheça projeto que quer levar turistas à estratosfera VÍDEOS: as últimas notícias internacionais Veja Mais

Saiba como semente de abacate pode se transformar em plástico descartável

G1 Economia Produção evita desperdício, pois pega restos de indústrias de guacamole e óleo no México. Bioplástico pode se decompor dentro de um ano, quando em condições ideais. Semente do abacate é matéria-prima para plástico descartável Divulgação / Biofase A semente do abacate pode virar canudo, talher, prato e até marmita descartável. A iniciativa é da empresa mexicana Biofase, que desenvolveu um plástico biodegradável a partir da fruta. Uma das vantagens de usar o abacate como matéria-prima é que ele é uma fonte renovável, então para obter mais plástico, basta plantar, diferentemente do petróleo, que pode ser esgotado. Além disso, este tipo de produto se decompõem mais rapidamente. Milho e mandioca viram plástico sustentável e até comestível Abacate perde fama de vilão para saúde e produção brasileira pode até dobrar Canudo de abacate: semente da fruta é matéria-prima para plástico descartável. A promessa da Biofase é que em 240 dias, 60% do produto será decomposto - este valor corresponde à quantidade de semente na estrutura do item. Mas, para esses prazos serem cumpridos, é necessário que o material esteja em um ambiente com temperatura de 2°C a 80°C, úmido, com bactérias e fungos para a decomposição. Além disso, não é recomendado o uso por mais de uma vez, por causa de seus componentes naturais. Ainda assim, a empresa conta que o material é extremamente forte e durável. Abacate é matéria-prima para plástico descartável Divulgação / Biofase A transformação Essa metamorfose da semente em um canudo, por exemplo, foi pensada pelo pesquisador mexicano Scott Munguia em 2013. Ele viu que o abacate tem componentes que permitem que a semente seja convertida em polímeros, que são macromoléculas usadas na produção do plástico biodegradável. A empresa considera que o ciclo do produto é renovável do começo ao fim. Isso porque os grãos vêm da indústria mexicana de processamento de abacate que produzem guacamole ou óleo, assim evitando o desperdício. A organização afirma que o processo de desenvolvimento é de baixo carbono, pois nenhum cultivo e colheita de safras são necessários exclusivamente para o plástico. Evite desperdício: veja como aproveitar o resto das frutas Bioplástico no Brasil O Brasil também possui algumas pesquisas voltadas ao bioplástico, incluindo um material que pode ser comestível. São alimentos, como o milho, a laranja e até mesmo o camarão, que se transformam em sacolas, talheres, copos, entre outros itens, que podem ser, inclusive, comestíveis. Plástico de comer. Divulgação / Oka Embalagens. No mercado, o bioplástico já é usado hoje nas chamadas bioembalagens. E a ciência vê ele como uma alternativa para tratar pacientes com Covid-19. É o caso da pesquisa da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que monta películas biodegradáveis com a casca da laranja são usadas como teste de sensibilidade do paladar em pacientes de Covid-19, pois o uso de determinadas frutas gera um gosto azedo na boca ao desmanchar. De modo geral, o diferencial do bioplástico é que ele proporciona uma fonte renovável para esta produção, feita a partir de alimentos, mas ele também possui problemas. Na comparação com o plástico comum, feito a partir do petróleo, ele é menos resistente e nem todos os tipos se decompõem rapidamente. Vídeos: tudo sobre agronegócios Veja Mais

Britânicos correm o risco de ficar sem peru de Natal por falta de trabalhadores, alertam fazendeiros

G1 Economia Escassez de mão de obra - causada pelo Brexit e reforçada pela pandemia - levou a uma crise no abastecimento de combustíveis e de outros serviços. Imagem ilustrativa com um Peru de Natal Shuterstock Na fazenda "Flower Farm", no coração do interior da Inglaterra, o clima é de preocupação. Com falta generalizada de mão de obra, Patrick Deeley, proprietário, ainda não tem pessoal suficiente para distribuir os perus de Natal. "Não sei se vou encontrar o pessoal necessário para o trabalho antes das festas, a pressão vai ser forte", explica à AFP este fazendeiro de Surrey, no sul do Reino Unido. Compartilhe essa notícia por WhatsApp Compartilhe essa notícia por Telegram Ele já deveria contar agora com 12 trabalhadores temporários contratados para meados de dezembro que o ajudem a preparar, empacotar e entregar as aves no Natal. Há mais de 15 anos, contratava trabalhadores que vinham da União Europeia, mas neste ano não conseguiu encontrar nenhum, explica. Se muitos trabalhadores abandonaram o setor ou até o país durante as paralisações impostas pela pandemia, Deely se declara convencido de que "o Brexit também é um fator importante". "Porque uma das consequências é a perda em massa de mão de obra", afirma. O Brexit, que entrou plenamente em vigor em 1º de janeiro, dificulta a entrada de trabalhadores da União Europeia, que agora precisam obter um visto de trabalho caro. Falta de caminhoneiros provoca ameaça de desabastecimento no Reino Unido Diante da escassez de mão de obra no setor de aves, alguns fazendeiros multiplicaram os anúncios de trabalho, mas os candidatos são escassos. "Não é a coisa mais glamurosa do mundo, é um trabalho duro, é a agricultura, tem que trabalhar os sete dias da semana", explica Mark Gorton. Gorton é criador de perus em Norfolk, no leste da Inglaterra, e hoje em dia não possui um único trabalhador temporário, quando costumava ter entre 300 e 400 todo ano. "Estamos a seis semanas de começar a preparar os perus para o mercado natalino e, no momento, não temos trabalhadores", afirma com preocupação. Governo pode contratar açougueiros estrangeiros para evitar falta de linguiça no Natal Trabalhar 18-19 horas diárias Devido à escassez de mão de obra, alguns fazendeiros se viram obrigados a produzir menos perus este ano e os supermercados reduziram seus pedidos. "A quantidade de perus se reduziu consideravelmente", disse Deely, "não importa se você tem 10 perus ou 20 mil, o problema é basicamente o mesmo: há uma enorme escassez de mão de obra qualificada". Diante das notícias sobre essa situação, os consumidores se apressam e a demanda aumenta com muita antecedência. Imagem ilustra fazenda de perus em foto sem data Jacky Naegelen/Reuters Segundo a associação de perus frescos de fazenda tradicional, que reúne 40 fazendas, a maioria de seus membros registrou um aumento significativo dos pedidos em comparação com este período do ano passado. Algumas fazendas afirmaram inclusive que os pedidos quintuplicaram. Como a avicultura é um setor chave da economia britânica, o governo decidiu conceder 5.500 vistos excepcionais de três meses para atrair trabalhadores temporários, mas os fazendeiros temem que isso não será suficiente para virar o jogo. "Deixaria minha casa, meu país, meu trabalho, minha segurança, só para vir ajudar um país que disse que não me quer? Eu não faria isso", afirma Patrick. "Vejo que as consequências do Brexit são enormes, colossais, e uma consequência é que as pessoas com quem falei se sentem rejeitadas", explica. Veja Mais

Ex-presidente da Braskem é condenado a 20 meses de prisão nos EUA por corrupção

G1 Economia José Carlos Grubisich. de 64 anos, chegou a ser preso em 2019, acusado de desviar cerca de US$ 250 milhões para subornar funcionários públicos e partidos políticos do Brasil. O ex-presidente da Braskem José Carlos Grubisich foi condenado a 20 meses de prisão nos Estados Unidos, informou nesta terça-feira (12) o Departamento de Justiça (DoJ) americano. Segundo a acusação, Grubisich e outros funcionários da Braskem e da Odebrecht (atualmente rebatizada de Novonor) foram responsáveis pela elaboração de um fundo secreto milionário que era usado para subornar funcionários públicos e partidos políticos do Brasil, garantindo contratos com a Petrobras. O esquema teria ocorrido entre 2002 e 2014 e foi denunciado por delatores da Operação Lava Jato. O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef disseram aos investigadores que a Braskem pagou propina para ser beneficiada em contratos com a Petrobras. Tanto a Braskem quanto a Odebrecht se declararam culpadas das acusações criminais ao fechar um acordo com a Justiça norte-americana como parte do acordo. "Como parte do esquema, Grubisich e seus parceiros desviaram aproximadamente US$ 250 milhões da Braskem para um fundo secreto, que Grubisich e os demais formaram por meio de contratos fraudulentos e empresas de fachada offshore controladas secretamente pela Braskem", diz o comunicado do DoJ. No processo, Grubisich declarou-se culpado por violação da Lei de Práticas de Corrupção no Exterior (FCPA, na sigla em inglês), incluindo conspiração para forjar registros e fraude de relatórios financeiros da Braskem. Além da pena, o executivo terá confiscado US$ 2,2 milhões e pagará uma multa extra de US$ 1 milhão. Em novembro de 2019, Grubisich foi preso no aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, por conta do esquema. À época, ele foi acusado pelo tribunal federal do Brooklyn de conspiração para lavagem de dinheiro com risco de fuga. Ele foi solto em abril de 2020, depois de pagar fiança de US$ 30 milhões. Relembre a prisão de Grubisich no vídeo abaixo. Ex-presidente da Braskem é preso nos Estados Unidos Grubisich tem 64 anos e liderou a Braskem entre 2002 e 2008. O executivo ocupou vários cargos na Odebrecht, que era principal acionista da companhia. Mais tarde, ele se tornou presidente-executivo da fabricante de celulose Eldorado Brasil, de onde saiu em 2017. Como presidente da Braskem, Grubisich teria ajudado a encobrir o esquema, falsificando os livros da empresa e assinando certificações falsas à reguladora do mercado de capitais nos EUA, a SEC, disseram os promotores. Braskem e Odebrecht concordaram em 2016 em pagar um total combinado de US$ 6,9 bilhões em um acordo com autoridades dos EUA, Brasil e Suíça para resolverem as acusações de suborno. O Departamento de Justiça dos EUA disse na época que cerca de US$ 2,6 bilhões viriam da Odebrecht e US$ 957 milhões da Braskem, e que a maior parte do dinheiro seria destinado ao Brasil. Veja Mais

Macron anuncia 30 bilhões de euros para reindustrializar a França

G1 Economia A França deve 'investir em três revoluções: digital, robótica e genética', destacou o chefe de Estado. Presidente da França, Emmanuel Macron, durante pronunciamento em julho Ludovic Marin/AFP O presidente francês Emmanuel Macron anunciou nesta terça-feira (12) um investimento de 30 bilhões de euros (quase 35 bilhões de dólares) para reindustrializar a França por meio da transição ecológica e digital. "A estratégia para 2030 deve nos levar a investir 30 bilhões de euros para responder" ao que pode ser considerado "uma espécie de déficit de crescimento da França", disse Macron, apresentando seu plano 'France 2030' a seis meses das eleições presidenciais. Ao explicar o plano, que acompanha as prioridades da União Europeia (UE) para virar a página da crise econômica causada pela pandemia de coronavírus, o presidente lamentou que a França "por vezes" tenha tomado decisões "15 ou 20 anos depois dos vizinhos europeus". "Devemos aumentar a capacidade da economia francesa de crescer através da inovação", especialmente para "financiar o nosso modelo social", acrescentou Macron, em discurso a empresários e estudantes no Palácio do Eliseu com ares de pré-campanha eleitoral. Uma das principais medidas será o investimento de 1 bilhão de euros em pequenos reatores nucleares, uma energia amplamente utilizada na França que não gera gases de efeito estufa, mas cuja utilização no combate às mudanças climáticas divide países e especialistas. Os países da UE se comprometeram a atingir a neutralidade de carbono até 2050 e, nesse sentido, o chefe de Estado francês quer que a França se torne um "líder do hidrogênio verde" em 2030, o que permitirá "descarbonizar a indústria". Outros 4 bilhões irão para o transporte, especificamente para desenvolver uma aeronave de baixo carbono e para produzir cerca de 2 milhões de veículos elétricos e híbridos até 2030, um desafio ao alcance se os grandes fabricantes franceses cooperarem, segundo Macron. A agricultura também é contemplada neste plano de inovação e descarbonização, com 2 bilhões de euros em investimentos, principalmente no setor da robótica. "Vamos fazer várias apostas tecnológicas" com base numa "lógica da inovação científica" e na "organização do mercado", acrescentou o presidente liberal, explicando a "revolução cultural" que propõe em termos de pesquisa na França para 2030. A França deve "investir em três revoluções: digital, robótica e genética", destacou o chefe de Estado. Desde que assumiu o poder em 2017, Emmanuel Macron sempre defendeu uma maior autonomia europeia em nível industrial, contra rivais como a China, chegando a defender medidas para proteger o conhecimento existente e impulsionar a inovação. A situação internacional após o surgimento da covid-19 reforçou esse princípio. A indústria farmacêutica europeia precisou encarar sua dependência de insumos ativos produzidos na Ásia e o setor automotivo foi atingido pela escassez de semicondutores. O plano 'France 2030' prevê assim "quase 6 bilhões de euros" para "duplicar" a produção de compostos eletrônicos e "garantir" o fornecimento de semicondutores, disse o presidente, para quem a França "perdeu uma parte importante da sua autonomia" no setor da robótica e digital. A crise sanitária "sinalizou nossa vulnerabilidade" e "nossa dependência", reconheceu o chefe de Estado, evocando também a falta inicial de máscaras e o fracasso da França em desenvolver uma vacina contra a Covid-19. "Devemos reconstruir os termos da independência produtiva francesa e europeia", exortou Macron, cujo país assumirá a presidência pro tempore da UE em janeiro. Veja Mais

Conselho do FMI retoma ainda nesta segunda-feira debate sobre futuro de Georgieva

G1 Economia Georgieva nega veementemente as acusações de manipulação de dados do relatório Doing Business, que datam de 2017, quando ela era a executiva-chefe do Banco Mundial. Kristalina Georgieva, atual diretora-executiva do Banco Mundial Gonzalo Fuentes/Reuters O conselho executivo de 24 membros do Fundo Monetário Internacional (FMI) retomará conversas nesta segunda-feira (11) sobre as alegações de manipulação de dados envolvendo a diretora-gerente da instituição, Kristalina Georgieva. A França e outros governos europeus defenderam na sexta-feira que a economista búlgara conclua seu mandato como chefe do FMI, enquanto autoridades dos Estados Unidos e de outros países buscavam mais tempo para avaliar relatos divergentes sobre irregularidades em dados no relatório "Doing Business" (Fazendo Negócios) do Banco Mundial, agora descontinuado. Georgieva negou veementemente as acusações de manipulação de dados, que datam de 2017, quando ela era a executiva-chefe do Banco Mundial. Ela se tornou diretora-gerente do FMI em outubro de 2019. O escândalo ameaça ofuscar as reuniões de alto nível desta semana do FMI e do Banco Mundial, em que Georgieva deve assumir um papel de liderança com o presidente do Banco Mundial, David Malpass, nas discussões sobre a recuperação global diante da pandemia de Covid-19, alívio da dívida e esforços para acelerar as vacinações. Veja Mais

Senadores avaliam estender CPI para ouvir a Conitec

G1 Economia CPI pode estender os depoimentos para ouvir a Conitec Senadores do grupo majoritário da CPI da Covid avaliam estender os trabalhos da comissão até que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) se manifeste oficialmente sobre o uso do chamado kit covid para tratar pacientes leves ou em ambiente ambulatorial. O relatório sobre a eficácia do kit covid, encomendado pelo governo à Conitec, foi tirado de pauta da reunião da última semana por pressão do governo. O motivo foi a conclusão do estudo: o kit covid não é recomendado para tratar a doença, nem em casos leves. A Conitec já havia concluído, em outro estudo, que casos graves também não devem ser tratados com os medicamentos do kit. A continuidade dos trabalhos da CPI seria uma forma de pressão para que o governo não engavete o relatório da Conitec. O maior difusor da defesa do kit covid é o presidente Jair Bolsonaro, que citou os medicamentos até no recente discurso de abertura das Nações Unidas. Segundo senadores da CPI, é importante que a comissão não encerre os trabalhos sem que haja um posicionamento científico que desaconselhe o uso da medicação pelo SUS. A CPI avalia chamar um representante da Conitec para falar na comissão. Mesmo assim, segue a previsão de apresentar o relatório do senador Renan Calheiros na próxima semana. A CPI tem prazo regimental para seguir até o início de novembro. VÍDEOS: veja mais notícias sobre a CPI da Covid Veja Mais

25 empresas abrem vagas de emprego e estágio; veja lista

G1 Economia Scania, Cubo Itaú, Ticket, Jaguar Mining, Grupo MXT, Ubots, Home Agent, AoCubo, Asaas, BRy Tecnologia, CashWay, Delivery Much, DOT Digital Group, Effecti, Eyemobile, FacilitaPay, Hexagon, Involves, Mhnet Telecom, Reivax, RTM, Supero Tecnologia, Way2, Zitrus e Trinto são as empresas com seleções abertas. As empresas Scania, Cubo Itaú, Ticket, Jaguar Mining, Grupo MXT, Ubots, Home Agent, AoCubo, Asaas, BRy Tecnologia, CashWay, Delivery Much, DOT Digital Group, Effecti, Eyemobile, FacilitaPay, Hexagon, Involves, Mhnet Telecom, Reivax, RTM, Supero Tecnologia, Way2, Zitrus e Trinto estão com vagas de emprego e estágio abertas. Veja abaixo detalhes dos processos seletivos. Veja mais vagas de emprego pelo país Scania A Scania abriu o Programa de Estágio 2022, com 60 vagas para estudantes cursando a partir do primeiro semestre do curso superior ou técnico e com disponibilidade de 20 a 30 horas semanais. Além disso, conhecimento em Pacote Office e nível de inglês são diferenciais. A bolsa-auxílio vai de R$ 901 a R$ 1.820. As vagas estão abertas para São Bernardo do Campo, em São Paulo, para os cursos de Administração, Engenharias, Economia e Ciências Contábeis, Técnico Mecânico/Mecatrônico, Comércio Exterior, Técnico Logística, Direito, Técnico Cozinha, Psicologia, Nutrição, Marketing, Gastronomia, Sistema da Informação (cursos correlatos também serão aceitos) e Comunicação e Jornalismo. As vagas oferecem benefícios como recesso remunerado, convênio médico e odontológico, seguro de vida, auxílio transporte ou fretado, estacionamento e restaurante no local e desconto na compra de veículos VW. As inscrições devem ser feitas até 5 de novembro pelo link https://www.ciadeestagios.com.br/vagas/scania/ Cubo Itaú O Cubo Itaú, hub de fomento ao empreendedorismo tecnológico, está com mais de 300 vagas nas startups que fazem parte da comunidade. Na Clicksign são 30 vagas para profissionais de tecnologia: desenvolvedores, especialistas em segurança da informação, UX e engenheiro de dados são algumas das posições abertas. Na Alumia há vaga para tutoria e supervisão acadêmica, consultor, representante e coordenação de vendas. Na Insider há vagas na área de marketing para CRM e performance, além de coordenador de customer experience, designer, recrutador, entre outras. Na Looqbox, há vagas para especialistas da área de tecnologia, como desenvolvedor backend, engenheiro de dados e devOPS, e representantes para a área de vendas. As vagas dentro das startups do Cubo Itaú que podem ser acessadas em https://cubo.network/jobs . Ticket A Ticket abriu 96 vagas em diversos setores, com destaque para 75 postos na área de tecnologia, em cargos como Program Manager Sênior, Desenvolvedor de Software Pleno, Coordenador de Projetos Ágeis Júnior e Líder de Sistemas Júnior. Há ainda oportunidades para Analista de Planejamento e Controladoria Orçamentária, Analista de Produtos Pleno, Gerente de Design de Produto e Consultor de Vendas – este destinado a pessoas com deficiência (PCD). As inscrições devem ser feitas nos links dos cargos: Analista de Planejamento e Controladoria Orçamentária Analista de Produtos Pleno Gerente de Design de Produto Consultor de Vendas (Vaga PCD) Program Manager Sênior Desenvolvedor de Software Pleno Coordenador de Projetos Ágeis Júnior Líder de Sistemas Júnior Jaguar Mining A Jaguar Mining abriu vagas para profissionais de diversas áreas e níveis de experiência nas cidades de Belo Horizonte, Santa Bárbara, Caeté e Conceição do Pará, em Minas Gerais. Confira as oportunidades: Matriz (Belo Horizonte): Estágio Superior em Geoprocessamento (GIS) Analista de Negócios Pleno CCA/RG (Caeté): Engenheiro(a) Manutenção CCA/Pilar (Santa Bárbara): Mecânico(a) Eletricista Estágio Técnico em Manutenção MTL (Conceição do Pará): Coordenação de Planejamento Eletricista Infraestrutura Mina Operação de Comboio/Lubrificação Supervisão Operação Mina Operação de Jumbo Operação de Plataforma Mecânico(a) Operação de Sala de Controle (Planta) Soldador(a) Fiscal de Obras Os interessados podem acessar o link https://jobs.solides.com/jaguarmining Grupo MXT O Grupo MXT está com 19 vagas nas áreas de tecnologia e administração. Com sedes na região metropolitana de Belo Horizonte, a empresa oferece vagas para início imediato e nos formatos home office e presencial. As vagas de tecnologia são para estagiário(a) de backoffice, analista de software embarcado júnior, pessoa desenvolvedora back end, pessoa desenvolvedora flutter pleno, product owner, estagiário(a) de análise de visão computacional, analista de projetos júnior, estagiário(a) de infraestrutura, tester pleno, engenheiro(a) de software embarcado, pessoa desenvolvedora angular, pessoa desenvolvedora front end, técnico em eletrônica e eletrotécnica. Já as oportunidades na área administrativa são para assistente fiscal, analista contábil pleno e analista comercial pleno. Os interessados podem se candidatar em: https://carreiras.mxt.com.br/vagas/ Ubots A Ubots está com 8 vagas abertas, sendo sete oportunidades em regime CLT, para SRE - Devops Engineer, Desenvolvedor(a) Back-end pleno, Desenvolvedor(a) Front-end pleno, Desenvolvedor(a) Full Stack Pleno, People Development (Consultor Interno de RH), Designer de Produto e Chatbots Designer. Além de uma vaga de estágio de Customer Success. Todas as vagas são no formato remoto. Os interessados podem se candidatar acessando o link: https://menvievagas.com.br/vagas/ubots Home Agent A Home Agent está com mais de 600 vagas abertas para trabalho 100% em modelo home office e com contratos no formato CLT - 40% das posições são para colocações permanentes. Todas as vagas estão disponíveis em www.homeagent.com.br. AoCubo A AoCubo abriu seis vagas sob o regime home office para tecnologia, marketing e vendas. Para o time de tecnologia, as vagas abertas são destinadas para os cargos de Desenvolvedor Full Stack Pleno, Analista de QA, Product Designer Pleno, Desenvolvedor PHP. Os interessados devem possuir formação acadêmica em TI e possuir experiência prévia. No time de marketing, a startup busca um Copywriter. Os candidatos devem possuir experiência prévia, conhecimento em SEO e alto nível de criatividade. Já para o time de vendas, a vaga é para Analista de Negócios. Os requisitos são conhecimento do pacote Office e contar com experiência prévia na área de vendas. Os interessados podem se inscrever por meio do link: https://promocao.aocubo.com/vagas. Asaas A Asaas tem vagas para as áreas de análise e prevenção, comercial, controle interno, data science, engenharia, marketing, produto e qualidade. A empresa oferece benefícios como plano de saúde integral, vale refeição ou alimentação, auxílio home office e subsídio para educação e atividades físicas. O modelo de trabalho para os contratados poderá ser híbrido. Inscrições em https://jobs.kenoby.com/asaas. BRy Tecnologia A BRy Tecnologia está com 8 vagas abertas, uma delas para estágio, na área de desenvolvimento. As posições são para trabalho em Florianópolis (SC), com possibilidade de trabalho remoto, híbrido ou presencial. Entre os benefícios oferecidos para as vagas de estágio estão plano de carreira, vale refeição/alimentação e auxílio para transporte. As vagas para contratação CLT também têm planos de saúde e odontológico. Mais informações em bry.com.br/vagas-na-bry. CashWay A CashWay está com 16 vagas abertas, a maioria para Desenvolvedor Ruby, Delphi, Front-End e Mobile. Também há vagas para analista de suporte, de marketing, de implantação e de migração de dados e uma vaga para consultor comercial. A empresa dá preferência para o trabalho presencial. Mais informações no link https://cashway.solides.jobs/. Delivery Much A Delivery Much está com 31 vagas, a maioria para o setor de tecnologia, mas há posições também para a área Comercial, de Relacionamento e Logística. Todas as oportunidades são para trabalho remoto. Após a pandemia, os colaboradores podem optar por trabalhar presencialmente ou em modelo híbrido no escritório da empresa em Florianópolis (SC). As vagas são abertas para todos os públicos, incluindo pessoas com deficiências (PcDs), mães solos e pessoas pretas, indígenas e LGBTQIA+. Inscrições pelo link https://carreiras.deliverymuch.com.br/. DOT Digital Group A DOT Digital Group tem 31 vagas abertas para trabalho em home office nas áreas Administrativa, de Tecnologia, Comercial, para Desenvolvimento, Fornecedor Conteudista, Suporte, Marketing e na Operação EAD. Inscrições no link https://dotgroup.enlizt.me/. Effecti A Effecti está com 9 vagas abertas para Customer Success (Middle), Inside Sales (Middle), Engenheiro de Software Pleno, Engenheiro de Software Pleno (Sistema Interno), Desenvolvedor de Software, Analista Contábil, Analista Educacional, Coordenador de Pré-Vendas e Product Manager / Product Owner. As posições são para trabalho remoto e modelo híbrido. Os benefícios incluem Plano de Saúde, Plano Odontológico, Vale Alimentação, Seguro de Vida, Tarifa especial para curso de inglês, entre outros. Inscrições pelo link https://jobs.solides.com/effecti ou pelo e-mail: ruan.euler@effecti.com.br Eyemobile A Eyemobile está com 45 vagas abertas para diversos cargos e áreas, entre eles Development (Android, Full Stack, Back end e Front end), Product Owner (SaaS, Digital e ERP), Project Manager, UX/UI Designer, Brand Designer, Software Quality Assurance Tester, Analistas de Suporte, Analistas de RH, SDR, closers, farmers, vendedores externos e Analistas de Customer Success. A empresa tem sede em Florianópolis e o modelo de trabalho varia entre remoto ou híbrido. Inscrições no link https://www.linkedin.com/company/eyemobile-technologies/jobs. FacilitaPay A FacilitaPay está com 15 vagas em regime CLT para as áreas de Desenvolvimento, Comercial, Compliance e Estratégia. Com 70% do time em modelo home office, realiza contratações sem restrições geográficas. Inscrições no link facilitapay.com/careers. Hexagon A Hexagon está com 9 vagas abertas. A empresa busca estagiários para as áreas de Administração em pós-vendas, Design, Sistemas e Aplicações e Desenvolvimento de Software Cloud, em Florianópolis (SC). Já as oportunidades para profissionais formados abrangem Projeto Eletrônico, Desenvolvimento de Software Front End (JavaScript/Angular) e Desenvolvimento de Software (Pleno/C++), também na capital catarinense; Técnico de Operações Florestais, em Ipatinga (MG); e Desenvolvimento de Software Web (Pleno/Python), para home office permanente. Mais informações em https://hexagonagriculture.solides.jobs/. Involves A Involves está com 25 vagas abertas nas áreas de Desenvolvimento, Administrativo, Comercial, Gestão de Pessoas, Design, Suporte e Relacionamento, Sucesso do Cliente e Operação de Negócios. As oportunidades são para trabalho remoto. Mais informações em https://jobs.kenoby.com/involves. Mhnet Telecom A Mhnet Telecom está com 165 vagas de trabalho disponíveis em 32 cidades. As oportunidades são em regime CLT e com atuação presencial para Auxiliar Administrativo Comercial, Analista Comercial, Analista de Faturamento, Gerente de Contabilidade, Analista de Contabilidade e Assistente de Contabilidade, Analista de Produtos, Coordenador de Produtos, Consultor Externo (PME), Consultor de Canais, Consultor Comercial PME, Vendedor PAP, Vendedor Interno, Vendedor Externo (condomínios), Vendedor Líder, Estoquista, Líder de Operações, Assistente de Operações, Analista de Projetos, Técnico de Infraestrutura, Analista de Manutenção de Redes, Assistente de NOC, Técnico de Redes, Cabista, Auxiliar de Cabista e Fusor. Mais informações no link: vagas.mhnet.com.br. Reivax A Reivax está com 3 vagas abertas: uma para Gestor de Negócios, na área Comercial, uma para estágio em Engenharia e outra para estágio em Planejamento e Controle Industrial. As vagas são para atuação na sede da empresa em Florianópolis (SC), com horários flexíveis, vale alimentação ou refeição, vale transporte, convênios com farmácias, plano de saúde e odontológico, e apoio à formação continuada com cursos e treinamentos. Mais informações em https://reivax.enlizt.me/. RTM A RTM está com 8 vagas abertas nas áreas de inovação, negócios, projetos, tecnologia da informação, governança e administrativo, para trabalho no modelo híbrido (presencial e home office). Entre os benefícios oferecidos estão Plano de Previdência Privada, Assistência Médica e Odontológica, Seguro de Vida, Programa de educação corporativa, Vale-Alimentação/Vale-Refeição. Inscrições em: https://www.vagas.com.br/vagas-de-rtm. Supero Tecnologia A Supero Tecnologia tem 14 oportunidades abertas para atuação como Desenvolvedor, Analista de marketing pleno, Analista funcional pleno, Executivo de Contas e Tech Recruiter Pleno-Sênior. As posições são para home office. Inscrições em https://www.supero.com.br/oportunidades/. Way2 A Way2 tem 13 vagas abertas para Desenvolvedor(a) Front end - Júnior, Analista de Aplicações, Analista de Banco de Dados, Analista de Produto e Mercado de Geração Distribuída, Analista de Qualidade de Software, Analista de Suporte, Analista de Customer Success para Geração Distribuída, Coordenador(a) de Suporte, Estagiário(a) de Operações, Desenvolvedor(a) Back end e Desenvolvedor(a) Full Stack PHP. As vagas são para trabalho remoto. Inscrições em https://www.way2.com.br/sobre/faca-parte-do-time/. Zitrus A healthtech Zitrus está com 21 vagas abertas em modelo remoto e híbrido, principalmente, para Desenvolvedores (back-end e front-end) e Analistas de Qualidade de Software. A empresa, com sede em Joinville (SC), oferece convênio com clínica psicológica; auxílio-creche; PPR, entre outros benefícios. Os interessados podem se inscrever em https://jobs.kenoby.com/zitrushealthtech. Trinto A Trinto está com vagas para funções como gerente de projetos; programadores; analista de mídia, analista de SEO, analista de conteúdo e analista de CRM. A atuação será inicialmente no formato home office, portanto, candidatos de qualquer região do país ou do exterior podem participar. A empresa oferece benefícios como vale-transporte, plano de saúde, cartão flexível de benefícios, auxílio de 50% em cursos de especializações (MBA), auxílio home office e day off no dia do aniversário. Os candidatos devem acessar o site www.trinto.com.br, no link de vagas. Veja Mais

Facebook tentará afastar adolescentes de conteúdo prejudicial, diz VP da empresa

G1 Economia Em entrevista à CNN americana, executivo também expressou abertura à ideia de permitir que reguladores tenham acesso aos algoritmos das redes sociais, usados para amplificar conteúdo. Sede do Facebook, na Califórnia Thiago Lavado/G1 Nick Clegg, vice-presidente do Facebook para assuntos globais, disse neste domingo (10) ao programa State of the Union da emissora CNN que a empresa deve introduzir novas medidas em seus aplicativos para afastar adolescentes de "conteúdos prejudiciais". O executivo também expressou abertura à ideia de permitir que reguladores tenham acesso aos algoritmos das redes sociais, usados para amplificar conteúdo. As declarações acontecem no momento em que parlamentares norte-americanos analisam como a rede social e suas subsidiárias, como o WhatsApp e Instagram, afetam a saúde mental dos jovens. O escândalo veio à tona com aa denúncia de uma ex-funcionária que afirmou ao jornal "The Wall Street Journal" que o Facebook protegia celebridades das regras de conteúdo, que a empresa sabia que o Instagram é "tóxico" para os adolescentes. O episódio ficou conhecido como "The Facebook Files".(leia mais abaixo) Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram Na entrevista à CNN, Clegg diz que os algoritmos "têm que ser cobrados, se necessário, pela regulação, para que as pessoas possam comparar o que nossos sistemas dizem que eles devem fazer com o que realmente acontece". "Introduziremos algo que acho que fará uma diferença considerável, que seria nossos sistemas percebendo que um adolescente está vendo o mesmo conteúdo várias e várias vezes e é um conteúdo que pode não ser favorável ao seu bem-estar, e vamos incentivá-los a olhar para outro conteúdo", disse Clegg. Na semana passada, até mesmo Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, usou a rede social para se defender das acusações de que o site prioriza lucro em cima de informações e conteúdos sensíveis de seus usuários, de que prejudica crianças e de que enfraquece a democracia. O empresário disse que o Facebook se preocupa ˜profundamente com questões como segurança, bem-estar e saúde mental" e reclama da suposta "falsa imagem que está sendo pintada da empresa". "No centro dessas acusações [que está a ideia de que priorizamos o lucro em vez da segurança e do bem-estar] isso simplesmente não é verdade." O executivo se comprometeu a fazer mais pesquisas sobre o assunto e compartilhá-las com o público quando estiverem concluídas. "Em vez de ignorar isso, as empresas de tecnologia precisam criar experiências que atendam às necessidades [das crianças] enquanto mantém elas seguras". LEIA TAMBÉM: Vazamento no Facebook: o que novo escândalo revela sobre práticas da empresa Comitê de supervisão do Facebook quer explicações sobre sistema que isentaria personalidades de regras 'O poder que as plataformas digitais têm sobre o discurso é também econômico', diz pesquisadora 'Facebook põe lucros antes das pessoas' e mais frases do depoimento de ex-gerente da rede social 'Facebook files' Frances Haugen, ex-funcionária do Facebook, em entrevista à emissora americana CBS News CBS News/60MINUTES via REUTERS A ex-funcionária do Facebook Frances Haugen, de 37 anos, trabalhou como gerente de produtos na companhia e era responsável por projetos relacionados com eleições. Ela revelou sua identidade no último domingo (3) em entrevista à emissora americana "CBS News" durante o programa "60 Minutes". Foi a partir dos documentos obtidos por ela que o "Wall Street Journal" publicou reportagens em meados de setembro indicando que o Facebook protegia celebridades das regras de conteúdo, que a empresa sabia que o Instagram é "tóxico" para os adolescentes e que a resposta da empresa às preocupações dos funcionários sobre o tráfico de pessoas foi muitas vezes "fraca". Durante a entrevista à emissora de TV "CBS News", Haugen acusou o Facebook de "colocar os lucros acima da segurança" e afirmou que "agiu para ajudar a incentivar mudanças na gigante das mídias sociais, não para despertar raiva". "O Facebook ganha mais dinheiro quando você consome mais conteúdo. As pessoas gostam de se envolver com coisas que provocam uma reação emocional. E quanto mais você sentir raiva, mais vai interagir, mais vai consumir“, disse Haugen. Engenheira da computação de formação, Haugen já trabalhou para outras empresas de tecnologia, como o Google e o Pinterest, e se especializou na criação de algoritmos que decidem o que as pessoas irão visualizar em seus feeds. Segundo ela, o Facebook é "substancialmente pior" que tudo o que já viu antes. Desde setembro, quando o esquema denunciado por Haugen foi exposto pelo WSJ, as ações do Facebook colhem queda de cerca de 10%. Facebook nega acusações O Facebook reagiu às reportagens do "Wall Street Journal". Nick Clegg, vice-presidente de relações globais do Facebook, publicou uma série de tuítes em 18 de setembro apontando o que chamou de "caracterizações errôneas" das matérias. Segundo ele, as alegações de que o Facebook ignoraria de forma deliberada e sistemática pesquisas inconvenientes são "falsas". A rede também disse que os documentos vazados foram divulgados ao público "sem contexto" o suficiente e decidiu publicar os materiais com "anotações". Ao g1, o Facebook disse que: "Todos os dias, nossas equipes trabalham para proteger a capacidade de bilhões de pessoas de se expressar abertamente e, ao mesmo tempo, manter nossa plataforma um lugar seguro e positivo. Continuamos a fazer melhorias significativas para combater a desinformação e conteúdo prejudicial em nossos serviços. Sugerir que encorajamos conteúdo nocivo e não fazemos nada a respeito simplesmente não é verdade". Veja Mais

Em meio à crise hídrica, agricultores ganham dinheiro produzindo água

G1 Economia Projetos em Minas Gerais, Santa Catarina e Brasília pagam por serviços ambientais e, com isso, estão recuperando vegetação e reduzindo risco de escassez nas regiões. Em meio à crise hídrica, agricultores ganham dinheiro produzindo água Falta de chuva, rios mais fracos, reservatórios em baixa...em meio à crise hídrica, tem agricultor ganhando dinheiro produzindo água a partir da preservação do meio ambiente. É o chamado pagamento por serviços ambientais. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Uma das iniciativas pioneiras é tocada pelo município de Extrema, no estado de Minas Gerais, em um projeto chamado Conservador das Águas. Ele recebe este nome porque a recobertura vegetal é capaz de recuperar o potencial hídrico dos terrenos. Em 2008, o Globo Rural chegou a acompanhar este projeto (reveja ao fim do texto) e, na ocasião, visitou a fazenda do Sebastião Fróes, o primeiro proprietário rural a receber dinheiro da iniciativa, após ter aceitado destinar pasto degradado para a reconstituição da floresta. Quatorze anos depois, só se vê copa de árvore onde o capim dominava a cena. E a área restaurada até alcançou a mata nativa que já existia no alto da encosta. "Nós temos um manancial produzindo algo em torno de 1 litro por segundo em um momento onde nós estamos atravessando uma das piores crises hídricas dos últimos 90 anos da região Sudeste”, conta o biólogo Paulo Henrique Pereira, idealizador do projeto. TRECHO EXCLUSIVO: biólogo conta como seria possível ampliar a iniciativa Exclusivo g1: coordenador do Conservador das Águas fala sobre práticas ambientais no agro LEIA TAMBÉM: Cartilha feita pelos conservadores da Mantiqueira Nova lei que institui a política nacional de pagamento por serviços ambientais Decreto que regulamenta Cédula do Produtor Rural Verde Preservação na Serra da Mantiqueira O projeto abrange uma área de 20 mil hectares em cerca de 300 sítios e fazendas de Extrema. E já correu o mundo, sendo notícia na Alemanha, Espanha, além de ter ganhado prêmios, como um da Organização das Nações Unidas (ONU). A ideia do biólogo Pereira se expandiu para outras regiões e o que era originalmente política pública só em Extrema, virou o Conservador da Mantiqueira, com o propósito de cobrir toda a Serra da região. Com o patrocínio de Organizações não Governamentais (ONGs) e órgãos técnicos de governo, foram criados 28 núcleos de atuação, envolvendo 280 municípios. Os valores e a frequência dos pagamentos variam em cada município. Mas, na média, os agricultores têm recebido R$ 250 por hectare, por ano. Pensando só na Serra, a dimensão do projeto é grande. A Mantiqueira tem cerca de 500 quilômetros vertendo água para a formação de 5 importantes bacias hidrográficas: as dos rios Grande, Paraíba do Sul, Tietê, Piracicaba e Mogi/Pardo. Projeto pioneiro dos produtores de água de Extrema, em Minas Gerais, virou fonte de inspiração para outros lugares do brasil Risco de falta de água diminuiu em SC Em Santa Catarina, uma outra iniciativa tem diminuído o risco de falta de água nos municípios de Balneário Camboriú e Camboriú. Inspirada pelo projeto em Extrema, a administradora Kelly Dacol incentivou o pagamento por serviços ambientais nas duas cidades, em um programa que coordenou por 10 anos. E ela conseguiu dar um passo à frente, ao incluir o pagamento por serviços ambientais na tarifa que o consumidor paga. O risco de escassez de água começou a diminuir quando proprietários no entorno das nascentes toparam entrar no projeto demarcando e, em vários casos, reconstituindo áreas com investimento patrocinado. Douglas Rocha, que é diretor-geral da Empresa de Água e Saneamento de Balneário Camboriú (Emasa), explica que as áreas recuperadas agora absorvem mais água suprindo bem os 200 mil moradores das duas cidades. Água para todos Pertinho da capital federal, fica um conjunto de nascentes conhecido como Águas Emendadas. Uma dessas veredas forma o córrego do Pipiripau, que abastece 200 mil moradores e 86 propriedades rurais no entorno de Brasília. É o primeiro a fazer parte do projeto de pagamento por serviços ambientais no Brasil Central. O rio quase chegava a secar, mas, com o projeto, a situação mudou e hoje tem água para todos o ano inteiro. Em 2017, a propriedade da Dona Marta e Nascimento entraram no programa de restauração da Adasa, a empresa responsável pelos serviços de água e esgoto do Distrito Federal. Com o cercamento das minas d'água e o plantio de 2.500 mil árvores, o que antes era pasto degradado já mostra recuperação. Como pagamento pelo serviço ambiental prestado, os dois produtores receberam, em 5 anos, R$ 15 mil reais do programa. O dinheiro vem recursos públicos e de ONGs. “O projeto produtor de água é um achado, é um ganha-ganha. Ganha o produtor, porque ele pode melhorar a propriedade dele. E ganha a sociedade que vai ter água de melhor qualidade", diz Devanir Ribeiro, o coordenador do programa em Brasília. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. E reveja reportagens do Globo Rural sobre o projeto em Extrema: Em 2008, Globo Rural apresentou o projeto dos Conservadores em Extrema Ainda em 2008, o Globo Rural mostrou por que a necessidade levou Extrema a começar a pagar por serviços ambientais Em 2013, o projeto já colecionava prêmios, inclusive internacionais Vídeos: mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Produtores de São Paulo trocam o feijão pela soja

G1 Economia Plantações foram prejudicadas pela crise hídrica, causando uma oferta menor da leguminosa. Produtores de São Paulo trocam o feijão pela soja Os produtores de feijão de São Paulo estão trocando a leguminosa pela soja. A principal motivação para isso foi a crise hídrica, que fez com que houvesse uma oferta menor do que o esperado até o fim do ano. Assista a todos os vídeos do Globo Rural O cenário já era ruim para os produtores de feijão do sudoeste do estado e se agravou com a falta de chuvas do último ano. O resultado foi a redução da área plantada e produtividade. A estimativa do governo é de que, somando as três safras de 2020 e 2021, haja uma queda de 5,5% na colheita do feijão carioca. O Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (Ibrafe) tem orientado os produtores a diversificar as variedades de feijão plantadas em São Paulo, o que permite que a cultura se torne mais lucrativa. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Vídeos: mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Conhecida pelo tamanho, goiaba tailandesa pode pesar até 800 gramas

G1 Economia Fruto é carnoso e tem menos sementes na comparação com outras variedades. Conhecida pelo tamanho, goiaba tailandesa pode pesar até 800 gramas Reprodução/Tv Tem A goiaba é uma fruta tropical e bem popular entre os consumidores. Em muitos lugares dá para produzir na maior parte do ano. No noroeste de São Paulo, uma variedade que vem sendo colhida é a goiaba tailandesa. A goiaba tailandesa é conhecida pelo tamanho. Alguns frutos chegam a pesar 800 gramas. Ela também é chamada de "supreme". O fruto é carnoso e tem menos sementes na comparação com outras variedades. O clima no noroeste paulista ajuda muito. No inverno, historicamente, as geadas não ocorrem com tanta frequência. Nesse período, chove menos, mas a estiagem não é nada favorável. O que faz toda a diferença para deixar os pés carregados é a irrigação. O resultado do manejo correto é uma boa produtividade: cada pé produz em média 500 frutas. Há sete anos, Eduardo Matsunaka e a família decidiram apostar na goiaba. Esse ano, têm um motivo a mais para comemorar: o preço. Até outubro, o produtor espera vender a caixa de 20 quilos por R$ 55. Em média, R$ 10 a mais do que o preço praticado no primeiro semestre deste ano. Vários fatores contribuem para esse valor de mercado. Os frutos produzidos também são comercializados no Paraná, Mato Grosso e na Ceasa de Araçatuba (SP). O manejo correto também controlou o psilídeo, uma mosca que suga a seiva da planta. A presença dela mata as folhas e deixa a fruta preta. Isso poderia comprometer o valor na hora de comercializar, porque a goiaba tailandesa é uma fruta de mesa e o visual conta muito. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 10/10/2021) Conhecida pelo tamanho, goiaba tailandesa pode pesar até 800 gramas Além do manejo correto, a colheita da goiaba tailandesa tem de ser precisa. Tudo é manual. Como os frutos são protegidos com saquinhos de papel para que não fiquem expostos às altas temperaturas e pragas, para saber se já está no ponto de colheita, é pelo tato mesmo, um toque sutil para não machucar a fruta. Os 1.200 pés produzem praticamente o ano inteiro e o segredo é aliar as técnicas de manejo e irrigação com a poda. A cada dez meses, os pés passam pela poda drástica. Praticamente todos os galhos são eliminados e só ficam os troncos. Assim fica mais fácil controlar o tempo da próxima colheita. Daqui sete meses, todos os pés da área estarão carregados novamente. Existem outras formas de poda. Uma delas é a contínua, praticada na propriedade de Roberto, que fica em Lavínia (SP). Os galhos dos 200 pés que já deram frutos são cortados para os novos nasceram com flores. A colheita é feita três vezes na semana. Em média, o produtor colhe 20 caixas de goiaba nesse período. A produção é vendida na região mesmo. Acesse + Tv Tem | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo VÍDEOS: veja as reportagens do programa Veja Mais

Romeu e Julieta: teste seus conhecimentos sobre a sobremesa

G1 Economia Quem inventou a combinação? De onde veio o nome? Quem é quem? Responda a essas e outras perguntas. Romeu e Julieta: teste seus conhecimentos sobre a sobremesa Vivian Souza / G1 Romeu e Julieta: teste seus conhecimentos sobre a sobremesa Veja Mais

No mais...

Lideranças articulam apreciar veto de Bolsonaro à distribuição de absorventes após feriado

G1 Economia O veto do presidente Jair Bolsonaro a trecho do projeto que previa distribuição de absorventes para a população de baixa renda e prisional pode ser votado já na semana posterior ao feriado de 12 de outubro. A informação foi dada ao blog por lideranças políticas do comando do Congresso Nacional. Nesta sexta-feira (8), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou em rede social que o veto de Bolsonaro é “candidatíssimo a ser derrubado pelo Legislativo. O Congresso tem 30 dias após o veto para votar a medida, ou ela passa a valer. Veto de Bolsonaro à distribuição de absorvente para mulheres pobres gera muitas críticas As bancadas femininas da Câmara e Senado articulam o veto e têm o apoio do presidente da Câmara e do Congresso Nacional em exercício, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), que afirmou ao blog que irá conversar com Arthur Lira e Rodrigo Pacheco para articular a derrubada da proposta. Ele quer incluir o veto já na pauta da próxima sessão do Congresso Nacional, que ele tem presidido nos últimos meses, na ausência de Pacheco. Economistas refutam o argumento do governo para o veto, de que o projeto não previu fonte de custeio. A lei coloca o programa como despesa discricionária, que não é obrigatória. Aprovada pela Câmara em agosto e pelo Senado em setembro, a medida tinha como objetivo combater a precariedade menstrual, identificada como a falta de acesso ou a falta de recursos que possibilitem a aquisição de produtos de higiene e outros itens necessários ao período menstrual. Bolsonaro sancionou o projeto, criando o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual, mas vetou o artigo 1º, que previa a distribuição gratuita de absorventes higiênicos, e o artigo 3º, que estabelecia como beneficiárias estudantes de baixa renda, mulheres em situação de rua, presidiárias ou sob medida socioeducativa. Apenas em setembro, o Congresso derrubou 11 vetos de Bolsonaro, que já é o campeão de vetos derrubados em relação a outros governos. VÍDEOS: assista a mais notícias sobre política Veja Mais

Brasil e Argentina fecham acordo para reduzir tarifa do Mercosul em 10%; faltam Uruguai e Paraguai

G1 Economia Disputa envolve Tarifa Externa Comum do bloco. Em paralelo, 136 países do G20 e da OCDE firmaram acordo para tributação mínima de 15% sobre lucros enviados ao exterior. Os governos do Brasil e da Argentina entraram em acordo para reduzir em 10% a Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul – bloco econômico que também inclui os vizinhos Paraguai e Uruguai. O anúncio foi feito em conjunto pelo chanceler brasileiro, Carlos França, e pelo ministro das Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto da Argentina, Santiago Andrés Cafiero, em pronunciamento no Palácio do Itamaraty nesta sexta-feira (8). A Tarifa Externa Comum é uma alíquota de importação unificada entre os países do bloco. Essa unificação ajuda a evitar disputas tarifárias dentro do Mercosul – mas especialistas criticam a variedade de exceções impostas à regra. O governo brasileiro vem defendendo a redução da TEC porque o ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende incentivar a abertura comercial do Brasil – é uma forma de ajudar a controlar a inflação no país. Porém, a Argentina temia que a diminuição da tarifa pudesse prejudicar a produção da indústria local. Veja, na reportagem abaixo, outros temas que também geram discórdia no bloco: Reunião do Mercosul acaba em discussão entre presidentes da Argentina e do Uruguai Para a redução na TEC entrar em vigor, o Paraguai e o Uruguai também precisam concordar com a proposta. O tema pode ser debatido, por exemplo, no encontro de presidentes do Mercosul previsto para dezembro, no Brasil. Em comunicado conjunto dos chanceleres, divulgado pelo Itamaraty, os países afirmam que vão "trabalhar" com o Uruguai e o Paraguai "para a pronta aprovação" da redução tarifária. Para ser instituída, é necessário aprovar uma decisão do Conselho do Mercado Comum. 'Choque de oferta' Após o pronunciamento no Itamaraty, os chanceleres foram ao Ministério da Economia para reunião com o ministro Paulo Guedes. Na saída do encontro, Guedes comemorou o apoio da Argentina à redução da TEC. "O que nos interessa muito a curto prazo também é um choque de oferta. A inflação está começando a subir no Brasil e nós queremos reduzir as tarifas de importação. É o momento ideal para você iniciar uma abertura maior da economia brasileira", disse. "É justamente você aumentando a disponibilidade de oferta. Então, produtos que estão subindo de preços, supermercado, comida, tudo isso que está subindo, a gente começa a redução das tarifas e começa a fazer um movimento em direção à maior integração [internacional]", concluiu. Guedes ainda afirmou que a redução tarifária atingiria 87% dos produtos tarifados “como movimento inicial de modernização [da TEC]”. No Itamaraty, Cafiero afirmou que haveria uma exceção para “setores sensíveis”, como as indústrias automotiva, têxtil e de calçados. O ministro da Economia também celebrou a proposta de integração da infraestrutura energética brasileira com a da Argentina. Para o ministro, a parceria favorecerá um “choque de energia barata”, já que o Brasil teria acesso ao gás natural da região de Vaca Muerta, no país vizinho. Por fim, Guedes afirmou que serão realizadas reuniões empresariais a cada 60 dias para tratar da aproximação entre os países. Tributação mínima de 15% Na saída do encontro com os chanceleres, Guedes também comemorou um acordo do quadro inclusivo formado pelo G20 – grupo das 20 maiores economias do mundo -- e pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), da qual o Brasil pretende se tornar membro. Em reunião com representantes de 140 países, 136 apoiaram uma proposta de estabelecer uma tributação mínima de 15% sobre lucros repatriados por empresas sediadas em outros países. A medida também poderia valer para paraísos fiscais – isto é, países que têm o direito de tributar as divisas que saem do território mas decidem estabelecer alíquotas muito baixas como forma de atrair investimentos. Os 136 países também apoiaram uma proposta de realocar para nações emergentes uma parcela do lucro auferido por empresas multinacionais com faturamento superior a 20 bilhões de euros e lucratividade acima de 10%. A proposta diz respeito à margem de lucro que exceder o patamar de 10%: um quarto desse excedente seria redistribuído para países emergentes. Após sete anos, a medida também passaria a atingir empresas multinacionais com faturamento superior a 10 bilhões de euros. “É um dia histórico para os acordos internacionais do Brasil porque foi realizado com um importante papel do Brasil esse acordo de imposto mínimo de 15% sobre todas as multinacionais e redistribuição para os países emergentes de até 25% desse aumento de arrecadação que haverá no mundo”, afirmou Guedes. A previsão do Ministério da Economia é que o acordo seja implementado a partir de 2023. As discussões técnicas e negociações para evitar a chamada erosão da base tributável – ou seja, a dificuldade dos países em recolher impostos sobre rendas que deveriam sofrer tributação -- vêm ocorrendo há seis anos. Com a chamada digitalização da economia, os meios de pagamento passam a ser virtuais e os bens e serviços são comercializados de maneira digital. Porém, a legislação tributária se baseia em práticas de comércio mais tradicionais, em meio físico. Portanto, a demora na atualização das leis e a decisão das empresas de manter o dinheiro em paraísos fiscais pode causar essa perda de receitas tributárias. Veja Mais

Sicredi se destaca na implementação de novas tecnologias do mercado financeiro

G1 Economia Instituição financeira cooperativa desenvolve trabalho para atender as necessidades dos associados com novas soluções. O produtor de uva e soja Luciano Lorenzoni contou com apoio do Sicredi para contratação de uma start-up Tamires Marasca Os últimos meses foram alguns dos mais transformadores na tecnologia do setor financeiro com a regulamentação de modelos como o Pix e o Open Banking pelo Banco Central. As novidades trouxeram mais facilidade para clientes de bancos e também para associados de cooperativas de créditos, que, com filosofia de proximidade com o usuário e democratização dos serviços, saíram na frente na integração desses sistemas. O Sicredi, instituição financeira cooperativa em atividade desde 1902, iniciou ainda em 2014 um movimento de adoção de metodologias ágeis em seus processos e, em 2017, começou a realizar sua transformação digital. Além da atualização dos sistemas que processam os produtos e serviços, as iniciativas, entre outros fatores, buscaram facilitar a implementação de soluções que atendam asàs necessidades dos seus mais de cinco milhões de associados em todo Brasil. Agilidade para transações De acordo com o diretor de Tecnologia da Informação do Sicredi, Volmar Machado, o processo iniciado há alguns anos tem potencializado a conexão com novas tecnologias: “Hoje, o Pix é uma transação que opera 24 horas por dia, 7 dias por semana e se utiliza de estrutura tecnológica moderna desenvolvida de forma integrada com os sistemas legados, bem como, com a plataforma digital”, contextualiza, reforçando que o Sicredi disponibiliza outras diversas alternativas em meios de pagamento eletrônicos e atendimento. “Fomos um dos primeiros players a oferecer a opção pagamento pelo WhatsApp, sendo que hoje temos um dos aplicativos mais bem avaliados nas principais lojas.” As transações por Pix no Sicredi já ultrapassam o número de TEDs e DOCs. Foram quase 180 milhões de operações até agosto deste ano, movimentadas pelas mais de 3 milhões de chaves cadastradas. Uma delas é a do agricultor Orlando Morschel, produtor de morangos de Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul, que contou com o auxílio da instituição para integrar ao seu negócio a nova forma de pagamento. Pix na palma das mãos Orlando recebeu orientações do Sicredi sobre como usar o Pix nas vendas que faz na rua Mauro Stoffel Orlando recebeu orientações do Sicredi sobre como usar o Pix nas vendas que faz na rua Foto: Mauro Stoffel Associado do Sicredi há 25 anos, Orlando foi atendido na agência e orientado sobre as formas de utilização do Pix em suas vendas na rua. Os colaboradores também produziram um banner com QR Code direcionado para sua chave do Pix para facilitar o pagamento dos clientes no dia a dia. “Isso aumentou as minhas vendas. Tem pessoas que, se pagam pelo Pix, conseguem comprar até duas embalagens, se fosse só com dinheiro em espécie ele não conseguiria comprar ou compraria em menor quantidade”, explica Orlando. “Agora eu recebo na minha conta e já consigo pagar minhas contas pelo aplicativo”. O aplicativo e o site do Sicredi concentram 85% das transações, o que não mudou o investimento da instituição em agências físicas: são mais de 2 mil pelo país, que também funcionam como espaço de consultoria e networking, com lounges e salas de reunião, estimulando o relacionamento entre associados e colaboradores. “O gerente da minha conta é um amigo, é um parceiro. Eu me sinto em casa”, conta Orlando. Crédito facilitado e informação Luciano Lorenzoni Tamires Marasca Os canais digitais também possibilitam a conexão com empresas de crédito e tecnologia para produção e comércio. No município de Catuípe, no Rio Grande do Sul, o produtor de uva e soja Luciano Lorenzoni contou com apoio do Sicredi para contratação de uma start-up que combina dados de pesquisas, informações climatológicas e genética de cultivares para apresentar soluções para sua produção. O serviço diminui os impactos de mudanças climáticas sobre a safra, ainda que ele seja inevitável. Nesses casos, Luciano conta que também recorre à instituição: “A gente recorre ao crédito de custeio, que dá um respaldo na hora de algum fenômeno da natureza, como granizo, seca prolongada ou a própria geada.” Transformação com Open Banking A tendência é que a oferta de crédito e outros produtos financeiros seja ainda mais facilitada com a chegada do Open Banking. O modelo, que funciona por meio de compartilhamento autorizado de dados pelo usuário, possibilita muito mais facilidade para, por exemplo, receber uma proposta de crédito de uma instituição financeira com a qual o consumidor ainda não se relaciona. Para o diretor de TI do Sicredi, o Open Banking se aproxima muito da cultura do cooperativismo de crédito: “Começar a jornada na instituição das pessoas e terminar em outra instituição, tudo por interfaces de programação, gera uma competitividade saudável porque elas podem encontrar as melhores ofertas e também diminui o fator de concentração bancária que hoje é muito forte.” Veja Mais

Preço médio do diesel nos postos sobe 3,3% na semana, diz ANP; gasolina avança 0,4%

G1 Economia O etanol, por sua vez, teve um aumento de 0,8%, para R$ 4,775 por litro. Posto de gasolina Augusto César Gomes O preço médio do diesel nos postos do Brasil avançou nesta semana pela segunda vez consecutiva, apontaram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta sexta-feira (8), em meio a um aumento do valor do barril do petróleo no mercado internacional. Combustível mais comercializado do país, o diesel subiu 3,3% nesta semana nos postos, ante a semana anterior, para R$ 4,961 por litro. A Petrobras elevou em 9% o preço do diesel às distribuidoras na semana passada, após 85 dias de estabilidade. O repasse dos valores da Petrobras aos consumidores finais, nos postos, não é imediato e depende de questões como tributos e margens da distribuição e revenda. Já a gasolina teve uma alta de 0,4% nesta semana, ante a semana anterior, para R$ 6,117 por litro. A Petrobras elevará o valor médio da gasolina nas refinarias em 7,2% a partir de sábado (9), na primeira mudança dos preços em 58 dias. O etanol, concorrente da gasolina nos postos, por sua vez, teve um aumento de 0,8%, para R$ 4,775 por litro. Veja Mais