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Reino Unido e UE retomam no domingo negociações para acordo pós-Brexit

Valor Econômico - Finanças As negociações entre o Reino Unido e a União Europeia sobre um acordo comercial envolvendo regulações entre as partes após o período de transição do Brexit (que termina no próximo dia 31) serão retomadas neste domingo (6) em Bruxelas. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em uma declaração conjunta. Segundo o documento, embora tenha havido progresso em diversas áreas, três pontos críticos permanecem sem solução: os direitos de pesca em águas britânicas, as regras de governança para garantir que o acordo seja cumprido após sua assinatura e mecanismos para garantir igualdade na competição entre empresas de UE e Reino Unido depois do Brexit. Na sexta-feira, representantes das duas partes já tentavam chegar a um acordo, mas o negociador-chefe da UE, Michel Barnier, e o líder da equipe do Reino Unido, David Frost, informaram que continuava o impasse em torno desses três pontos. Johnson e Leyen conversaram hoje por telefone sobre o andamento das conversas e instruíram suas equipes a retomar a negociação amanhã. "Ambos os lados sublinharam que nenhum acordo é viável se essas questões não forem resolvidas", resume a nota conjunta. "Embora reconhecendo a seriedade dessas diferenças, concordamos que um esforço adicional deve ser realizado por nossas equipes de negociação para avaliar se elas podem ser solucionadas." Veja Mais

Covid eleva disparidade de gênero em negociação salarial nos EUA

Valor Econômico - Finanças Para mulheres que conseguiram permanecer na força de trabalho, o menor poder de barganha significa menor probabilidade de ganhos salariais, mesmo com a recuperação da economia Mais mulheres do que homens disseram ter menos poder de barganha para pedir aumento salarial ou benefícios à luz da pandemia, um sinal de que o coronavírus pode ter aumentado a desigualdade de gênero na negociação salarial, segundo pesquisa da Moody’s Analytics e Morning Consult. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Futuros secretários de Paes terão que entregar cópias do Imposto de Renda e responder a questionário

Valor Econômico - Finanças A “investigação” deve se estender a parentes próximos dos escolhidos O deputado federal Marcelo Calero (Cidadania) vai deixar o Congresso para assumir uma missão das mais difíceis no Rio. Como novo secretário municipal de Governo e Integridade Pública, ele pretende implantar uma “cultura de compliance” na prefeitura. O objetivo é evitar outra “experiência ruim”, expressão que o prefeito eleito Eduardo Paes tem usado para se referir ao secretário de Obras do seu primeiro governo, Alexandre Pinto, condenado a 23 anos de prisão por fraudes na construção do BRT Transcarioca. Calero promete começar o seu trabalho no alto escalão antes mesmo da posse. Os futuros secretários vão ter que entregar cópias das últimas três declarações de Imposto de Renda e responder a um questionário para a averiguação de possíveis conflitos de interesse. A “investigação” deve se estender a parentes próximos dos escolhidos. Ruy Baron/Valor A preocupação de Calero é levantar a possível ligação de familiares com empresas que prestam serviço ao município. Ele estuda ainda medidas para monitorar a evolução patrimonial de outros servidores, mas frisa que não comandará um “tribunal de inquisição” na prefeitura: “Queria deixar muito claro que não é só caráter punitivo e persecutório, mas queremos criar cultura de integridade”. Isolado em casa porque apresentou sintomas da covid-19, Calero não foi na sexta-feira à sede da Firjan, no Centro, onde a equipe de transição está se reunindo. Ele trabalha na elaboração do Programa Carioca de Integridade Pública numa sala no segundo andar. “A grande questão é olhar a renda e o patrimônio para além da questão documental. É fácil só olhar o IR. Agora, quais são os bens de que ele usufrui? Tem algum possível conflito de interesse com atividade que vai desenvolver na prefeitura? Vamos atrás dessas informações adicionais”, diz. D Calero já foi secretário de Cultura de Paes, mas ficou conhecido quando, ao deixar o Ministério da Cultura de Michel Temer, acusou Geddel Vieira, um dos ministros mais próximos do então presidente, de ter lhe pressionado a fim de emitir “parecer técnico favorável aos seus interesses particulares”. Posteriormente, Geddel foi condenado por corrupção. No programa de Calero, estão previstos a criação do Estatuto da Integridade, um pacote de medidas a ser enviado para a Câmara Municipal e o fortalecimento da Controladoria-Geral do Município. Outros objetivos são formar Comissão de Integridade, implementar uma ouvidoria e incentivar a figura do “informante do bem”, para valorizar o servidor que denunciar atos de corrupção internos. Veja Mais

Na contramão de emergentes, juro de longo prazo segue acima de níveis pré-pandemia

Valor Econômico - Finanças Movimento no Brasil, inclusive, destoa de outros mercados emergentes, onde também os juros longos caíram desde o início da crise, mostra levantamento do J.P. Morgan Embora a curva de juros brasileira tenha passado por uma retirada consistente de prêmios de risco nos últimos dias, as taxas de longo prazo se mantêm em níveis bastante elevados e até maiores do que os observados no início de março. O movimento no Brasil, inclusive, destoa de outros mercados emergentes, onde também os juros longos caíram desde o início da crise, mostra levantamento do J.P. Morgan. A desconfiança quanto à trajetória da dívida pública é o principal fator a explicar esse movimento e, mesmo com o fluxo de capital estrangeiro para emergentes, analistas ainda apontam que a questão fiscal deve ser determinante para o comportamento dos juros. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Decisão do STF sobre reeleição de presidente deve ser estendida para legislativo estadual e municipal

Valor Econômico - Finanças Análise feita nas Constituições estaduais e regimentos internos das assembleias aponta que, em 21 casas, não há limites de mandatos para a presidência O voto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que permite a reeleição de mandatários no Congresso, estende o limite de uma recondução ao cargo de presidente em assembleias legislativas e câmaras de veradores. Esse, porém, é um cenário que já é realidade em 22 das 26 assembleias estaduais pelo país, como mostra levantamento do Globo e do professor Daniel Falcão, doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (USP). A análise feita nas Constituições estaduais e regimentos internos das assembleias aponta que, em 21 casas, não há limites de mandatos para a presidência. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Caixa abre 755 agências hoje para pagar auxílio emergencial

Valor Econômico - Finanças Além do saque, será possível transferir de forma gratuita os valores, por meio do aplicativo Caixa Tem, para outra conta, seja da Caixa ou de outras instituições financeiras A Caixa Econômica Federal abre 755 agências neste sábado (5) para o pagamento do auxílio emergencial a 7 milhões de beneficiários dos ciclos 3 e 4 nascidos em novembro e dezembro. O atendimento será das 8h ao meio-dia. Ao todo, foram creditados R$ 5,6 bilhões para esse público. Desse total, R$ 2,4 bilhões são referentes às parcelas do auxílio emergencial, de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras). O restante, R$ 3,2 bilhões, corresponde às parcelas do auxílio emergencial extensão, de R$ 300 (R$ 600 para mães solteiras). Marcelo Camargo/Agência Brasil A lista das agências está disponível no endereço www.caixa.gov.br/agenciasabado. Em comunicado, a Caixa esclareceu que todas as pessoas que procurarem as agências dentro do período de funcionamento serão atendidas. Além do saque, será possível transferir de forma gratuita os valores, por meio do aplicativo Caixa Tem, para outra conta, seja da Caixa ou de outras instituições financeiras. Do total de beneficiários, 3,6 milhões nasceram em novembro e 3,4 milhões, em dezembro. Entre os beneficiários do Ciclo 3, o dinheiro havia sido depositado na conta poupança digital em 29 de outubro, para os nascidos em novembro, e em 1º de novembro, para os nascidos em dezembro. No Ciclo 4, os depósitos na poupança digital haviam sido feitos em 18 de novembro, para os nascidos em novembro, e em 20 de novembro, para os nascidos em dezembro. Até agora, os recursos podiam ser movimentados apenas por meio do Caixa Tem, que permite compras por cartão de débito virtual, compras por QR Code (versão avançada do código de barras) em estabelecimentos parceiros e o pagamento de boletos e de contas residenciais. Desde o início do programa, em abril, o auxílio emergencial alcançou 67,8 milhões de brasileiros, num montante de R$ 270,2 bilhões creditados em cinco parcelas regulares e até três parcelas do auxílio extensão. Veja Mais

EUA suspendem programas de intercâmbio com a China, chamando-os de 'propaganda'

Valor Econômico - Finanças Departamento de Estado chama os programas de 'ferramentas de propaganda de soft power' O Departamento de Estado dos EUA disse na sexta-feira que encerrou cinco programas de intercâmbio cultural com a China, chamando-os de "ferramentas de propaganda de poder brando". Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Auxílio Emergencial: Caixa libera saques para 7 milhões de nascidos em novembro e dezembro

G1 Economia Serão liberados os saques das parcelas creditadas em poupança social digital nos ciclos 3 e 4 de pagamento do benefício. A Caixa Econômica Federal (CEF) libera neste sábado (5) os saques e transferências de novas parcelas do Auxílio Emergencial para 7 milhões de trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família. ábadoO pagamento deste s é para os trabalhadores nascidos em novembro e dezembro. Serão liberados os saques das parcelas creditadas em poupança social digital nos ciclos 3 e 4 de pagamento do benefício. Com a liberação de saques deste sábado, a Caixa conclui os ciclos 3 e 4 de pagamentos do Auxílio Emergencial. Os créditos do ciclo 5 começaram a ser feitos em 22 de novembro, e vão até 12 de dezembro. Já os pagamentos da última parcela serão feitos entre 13 e 29 de dezembro. Os saques serão liberados até 27 de janeiro. Para os trabalhadores do Bolsa Família, a ajuda será paga de 10 a 23 de dezembro. Veja o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial Veja como serão os pagamentos de R$ 300 e tire dúvidas Saiba como liberar a conta bloqueada no aplicativo Caixa Tem Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL VEJA QUEM PODE SACAR A PARTIR DESTE SÁBADO: trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app, nascidos em novembro - poderão sacar as parcelas que foram creditadas em poupança social digital nos dias 29 de outubro e 18 de novembro trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app, nascidos em dezembro - poderão sacar as parcelas que foram creditadas em poupança social digital nos dias 1º e 20 de novembro Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br. Calendários de pagamento Veja abaixo os calendários de pagamento. BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial - Beneficiários do Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Clique aqui para ver o calendário completo dos pagamentos VÍDEOS: as últimas notícias sobre o Auxílio Emergencial 2 Veja Mais

Mondial compra a fábrica da japonesa Sony em Manaus e vai produzir tevês

Valor Econômico - Finanças A Mondial, líder brasileira na fabricação de eletroportáteis, como ventiladores , batedeiras, liquidificadores, comprou a fábrica da japonesa Sony em Manaus. A empresa vai produzir micro-ondas, aparelhos de ar condicionado e televisores na unidade adquirida, já a partir do ano que vem, entrando em novos mercados e onde já estão gigantes como a LG, Samsung e Whirlpool. A informação foi antecipada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada ao jornal O Globo pelo presidente da Mondial, o empresário Giovanni Martins Cardoso. O valor do negócio não foi revelado. A japonesa Sony anunciou em setembro passado que fecharia sua fábrica no Brasil em 2021. Martins contou que então surgiu a oportunidade de aquisição do prédio e do maquinário da japonesa. A marca Sony não entrou na negociação. A Mondial já tem uma unidade menor em Manaus, onde produz DVDs e caixas de som, e vai transferir, aos poucos, a produção para a nova unidade. A empresa tem sua maior fábrica na Bahia, com 2,7 mil funcionários. "Assinamos o contrato de compra no último dia 23 de novembro. Vamos ampliar nossa produção na unidade adquirida e, a partir do segundo semestre, começamos a produção dos novos produtos. Fizemos em seis meses o que esperávamos fazer em três anos", disse Martins. Segundo ele, a Mondial planejava iniciar a produção de micro-ondas apenas em 2022, aparelhos de ar condicionado em 2023 e tevês a partir de 2024. Com a aquisição, acelerou esses planos em plena pandemia. Em nota, a Sony Brasil confirma o processo de venda de seu imóvel e outros ativos da sua planta em Manaus a empresa Mondial, negócio que "deverá ainda ser submetido para a devida anuência pelos órgãos competentes". A Sony comunicou aos varejistas, em setembro passado, que a produção de eletrônicos seria encerrada em março do ano que vem. Na sequência, no meio de 2021, a empresa também vai suspender a venda e a distribuição de seus produtos nos segmentos de TVs, aparelhos de áudio e câmeras. A decisão foi tomada, de acordo com o comunicado, “considerando o ambiente recente de mercado e a tendência esperada para os negócios”. Mas a Sony não deu detalhes sobre o cenário de mercado ou as estimativas futuras que foram considerados. 05/12/2020 15:42:28 Veja Mais

Mundo supera 66 milhões de casos de covid-19

Valor Econômico - Finanças Nos EUA, casos estão perto de 14,4 milhões Os Estados Unidos registram mais de 279 mil mortos por covid-19, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins neste sábado. Os casos da doença estão próximos de 14,4 milhões. No mundo, as mortes passam de 1,520 milhão e os casos superam os 66,1 milhões, conforme o levantamento deste sábado. Quanto aos EUA, as infecções por coronavírus seguem registrando recordes no país - na sexta-feira, foram quase 228 mil casos diários. Nam Y. Huh/AP Veja Mais

Prazo de desinvestimento da TikTok se esgota, mas negociações continuam

Valor Econômico - Finanças Administração Trump afirma que o TikTok apresenta preocupações de segurança nacional O governo Donald Trump optou na sexta-feira por não conceder à ByteDance uma nova prorrogação de um pedido que exigia que a empresa chinesa se desfizesse dos ativos do TikTok nos Estados Unidos, mas as conversas continuarão sobre o destino do aplicativo de compartilhamento de vídeos curtos, segundo duas fontes. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Sobe para 18 número de mortos em acidente com ônibus em MG

Valor Econômico - Finanças Veículo caiu na sexta-feira em João Monlevade, no km 350 da BR-381, em um trecho conhecido como "Ponte Torta" Subiu para 18 o número de mortos no acidente com o ônibus de viagem com mais de 40 passageiros em Minas Gerais. O veículo caiu na sexta-feira em João Monlevade, no km 350 da BR-381, em um trecho conhecido como "Ponte Torta". Reprodução/G1 A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), indicou que o ônibus, com placa de Alagoas, não tinha autorização para prestar esse serviço. Segundo o portal G1, o ônibus, aliás, já tinha sido autuado três vezes em 2019 por transporte irregular de passageiros. A reportagem acrescenta que a Polícia Civil de Minas Gerais instaurou inquérito para apurar as causas do acidente. Neste sábado, os corpos estavam no Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte aguardando a liberação das famílias. Veja Mais

Airbus aposta em hidrogênio para vender jatos com emissão zero

Valor Econômico - Finanças Projeto é atualmente a melhor chance de obter um voo que não polua o planeta Existem muitos obstáculos para o desenvolvimento do primeiro avião movido a hidrogênio com emissão zero. O combustível altamente inflamável é difícil de usar e ser armazenado com segurança. Não existem aeroportos equipados para reabastecer jatos com hidrogênio. E o custo em si é proibitivo, pelo menos caso a empresa queira evitar a emissão de gases de efeito estufa. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Governo vai lançar versão web do eSocial para micro e pequena empresas

Valor Econômico - Finanças Objetivo da equipe econômica com as inovações é simplificar e desburocratizar o sistema, além de reduzir os custos para o empregador O governo vai fazer uma nova rodada de ajustes no eSocial. No próximo ano, será lançada uma versão web do eSocial destinada para que as micro e pequenas empresas possam apresentar, diretamente na plataforma do governo, as informações de seus funcionários no mesmo moldes do empregador doméstico e MEI (Microempreendedor Individual). O foco é atender companhias com até 50 funcionários, o que representa 70% dos empregadores do país. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

FTSE Russell excluirá 8 empresas chinesas após entrada na lista negra dos EUA

Valor Econômico - Finanças Provedor de índices disse que agiu seguindo o retorno dos assinantes do índice e outras partes interessadas O provedor de índices FTSE Russell disse na sexta-feira que excluirá ações da Hikvision e de outras sete empresas chinesas de certos produtos após um ordem de restrição à compra de ações dessas empresas. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Governo dos EUA diz que não tem planos de obrigar ByteDance a vender TikTok, mesmo com prazo vencido

G1 Economia Departamento do Tesouro disse aos executivos chineses que não prorrogaria o prazo de venda da rede social, vencido na sexta-feira (4), mas as negociações com os os investidores norte-americanos poderão continuar, segundo Reuters. Oracle faz parte da proposta para que o aplicativo TikTok se mantenha nos EUA. Dado Ruvic/Reuters Venceu, na sexta-feira (4), o prazo para a ByteDance completar a venda das operações americanas do TikTok. Apesar de não conceder uma nova prorrogação, o Departamento do Tesouro americano não tem planos imediatos para obrigar a empresa chinesa a vender seus negócios nos Estados Unidos, segundo a agência de notícias Reuters. Assim, sem um plano que obrigue a conclusão da venda da rede social, as negociações entre a ByteDance e os investidores Oracle e Walmart podem continuar, mesmo com o prazo vencido. TikTok X Trump: entenda 'Comecei a gravar vídeos para o TikTok após ficar sem trabalho na quarentena e hoje vivo disso' Inicialmente, a data limite para a venda da rede social era 12 de novembro. Em novembro, o governo norte-americano deu uma prorrogação de 14 dias para a venda do TikTok no país. No dia 27, foi concedido um novo prazo para as negociações, que deveriam ter sido concluídas na sexta, o que não aconteceu. Conheça o TikTok, o app que incomoda Donald Trump O acordo feito até o momento entre os executivos chineses e os investidores norte-americanos para vender os ativos do TikTok e criar uma nova empresa para satisfazer as exigências do governo Trump ainda não obteve uma aprovação regulatória. A ordem inicial para que o aplicativo de vídeos fosse vendido ocorreu em agosto, após o presidente norte-americano, Donald Trump, prometer banir o TikTok, caso sua operação nos EUA não passasse a uma empresa local. O presidente americano acusa a plataforma de ser uma ferramenta de inteligência chinesa. Veja reportagens do PEGN sobre tecnologia e startups Veja Mais

Um ano após recomendação, OAB propõe mecanismo de autorregulação para impedir lavagem de dinheiro

Valor Econômico - Finanças Redação atual da minuta prevê a obrigatoriedade de advogados informarem aos órgãos de inteligência sobre as operações suspeitas dos clientes em setores específicos, como compra e venda de imóveis, gestão de fundos e aberturas de contas bancárias Mais de um ano depois da recomendação da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (Enccla), o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deve aprovar, no dia 14, um provimento que cria mecanismos de autorregulação no sentido de impedir a prática desses crimes. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Desenvolvedores de vacinas anti-Covid sofrem ciberataques

G1 Economia Quem tem uma vacina ou medicamento contra o coronavírus é rico, poderoso ou ambos. Desenvolvimento científico autônomo é caro, ciberespionagem é barato. Acumulam-se as tentativas – também por serviços secretos estatais. Funcionários da AstraZeneca receberam e-mails com ofertas de emprego falsas em que havia dispositivos de ataque digital. REUTERS/Dado Ruvic A vítima mais recente foi a firma AstraZeneca: seus funcionários receberam e-mails falsificados com atraentes ofertas de emprego. Neles, hackers haviam embutido dispositivos de ataque digital, permitindo-lhes acesso aos computadores da fabricante de vacinas sueco-britânica, relatou no fim de novembro a agência de notícias Reuters. Segundo fontes não identificadas, os métodos empregados apontam para a Coreia do Norte. Vacinas ou medicamentos contra a Covid-19 são, no momento, algo assim como o Santo Graal da indústria farmacêutica: imensos recursos foram e são investidos em seu desenvolvimento, o destino de economias, de nações inteiras dependem de que fiquem prontas. Falam por si os saltos nas bolsas de valores mundiais no início de novembro, em seguida aos comunicados das farmacêuticas Biontech e Pfizer sobre a eficácia de seu produto. Quem se surpreende que, a esta altura, certos atores procurem um atalho, procurando lucrar com o trabalho de pesquisa alheio? E, nesta era digital, o recurso preferido de espionagem industrial é o ciberataque. 5 dicas de segurança para sua vida digital Ameaça cibernética global O presidente do Departamento Federal de Segurança e Tecnologia de Informação (BSI) da Alemanha, Arne Schönbohm, avalia como alto o grau de ameaça para o setor, também para o país. Registraram-se diversas ofensivas contra empresas farmacêuticas e institutos de pesquisa ou universidades do país, e "continua existindo o risco de ataques direcionados contra centros científicos", comentou à DW. Enquanto autoridade nacional de cibersegurança, o BSI advertiu preventivamente as firmas alemãs. Ele também as assessora sobre como protegerem de ciberataques não só a si mesmas, mas também a seus fornecedores e prestadores de serviços. Embora até o momento não se saiba de nenhum ataque informático bem-sucedido a companhias da Alemanha, o caso da AstraZeneca mostra a gravidade da situação. Em meados de novembro, num blog empresarial, um alto gerente da Microsoft alertava contra ciberataques a sete fabricantes de vacinas conhecidas, do Canadá, Coreia do Sul, Estados Unidos, França e Índia. Como autores, ele citou um grupo de hackers da Rússia e dois da Coreia do Norte, todos supostamente em coordenação com repartições estatais. Em outubro, a firma americana de cibersegurança Crowdstrike detectou ataques a laboratórios de vacinas do Japão, nesse caso partindo da China. Espionagem industrial estatal é "normal" Quem tem uma vacina ou medicamento contra o coronavírus é rico, poderoso ou ambos, ciberespionagem é barato. Já em julho, numa declaração conjunta, serviços secretos dos EUA, Canadá e Inglaterra responsabilizavam hackers russos por investidas a organizações envolvidas no desenvolvimento de uma vacina contra o vírus Sars-Cov-2. Segundo o britânico National Cyber Security Centre (NCSC), o grupo de hackers denominado APT29 (Advanced Persistent Threat) visa o "roubo de propriedade intelectual valiosa". O centro de cibersegurança tem "mais de 95%" de certeza de que o grupo, também conhecido como "Cozy Bear" e "The Dukes", operaria em conivência com o serviço secreto da Rússia. Na ocasião, o ministro britânico do Exterior, Dominic Raab, condenou como "completamente inaceitável que serviços de inteligência russos estejam mirando aqueles que trabalham para combater a pandemia do coronavírus". Moscou rechaçou as acusações como injustificadas. O especialista finlandês em cibersegurança Mikko Hypponen em princípio não se espanta que ocorra espionagem industrial a mando estatal. "A missão dos serviços secretos é proteger seus países de ataques", comentou, em entrevista à DW. "Por isso não é surpreendente que eles tentem obter uma vantagem que os ajudaria a defender sua nação contra uma pandemia." O relatório mais recente do Departamento para Proteção da Constituição, sediado em Colônia, apresenta conclusões análogas: "Poderes estrangeiros empregam contra a República Federal da Alemanha todos os meios e modos disponíveis de ação oculta para perseguir seus interesses [...] Em especial os serviços de informações da Federação Russa e da República Popular da China desempenham atividades de ciberespionagem contra posições alemãs." Contudo há pelo menos um caso em que se pode estar certo de que não houve participação de hackers estatais russos: quando, em outubro, sucursais da produtora de vacinas indiana Dr. Reddy's em cinco países foram simultaneamente alvos de um ciberataque em grande escala. A firma estava encarregada de testes para a vacina anti-Covid russa Sputnik 5. Vídeos: Vacinas Veja Mais

Argentina aprova imposto sobre grandes fortunas e debate cresce na América Latina

Valor Econômico - Finanças Outros países da região, como Chile, Peru e Bolívia, também discutem como taxar os mais ricos A Argentina aprovou na noite de sexta-feira um imposto sobre grandes fortunas, que atinge o 1% mais rico do país e deve arrecadar o equivalente a 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB). O novo tributo deve ajudar a reduzir o déficit público, mas tende a minar a confiança no governo e investimentos no médio prazo, afirmam economistas. Assim como a Argentina, outros países da região, como Chile, Peru e Bolívia, também debatem como taxar os mais ricos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Argentina converte em lei imposto extraordinário sobre grandes fortunas

G1 Economia O objetivo de financiar a luta contra a Covid-19 e aprovar subsídios à pobreza e créditos a pequenas e médias empresas, entre outras ajudas sociais urgentes. O Congresso argentino converteu em lei um imposto extraordinário aplicado às grandes fortunas, com o objetivo de financiar a luta contra a Covid-19 e aprovar subsídios à pobreza e créditos a pequenas e médias empresas, entre outras ajudas sociais urgentes. A estimativa é que a nova lei atinja até 12 mil pessoas. A Argentina, a terceira maior economia da América Latina, está entrando em seu terceiro ano de recessão, com alta inflação e um forte aumento da pobreza. O projeto foi aprovado no Senado por 42 votos a 26. A sessão foi transmitida ao vivo pelo YouTube nesta sexta-feira (4). A aliança pró-governo fez valer sua maioria para aprovar o chamado "aporte solidário", que tentará arrecadar o equivalente a cerca de 3 bilhões de dólares. A lei é rejeitada energicamente pela maior força de oposição, a neoliberal Juntos pela Mudança, do ex-presidente Mauricio Macri, segundo a qual se trata de uma medida de confisco. A patronal mais influente, Associação Empresária Argentina (AEA), declarou que a mesma "afeta a propriedade privada e representa um golpe sobre os investimentos, a produção e o emprego, além de produzir um grande descontentamento". Estima-se que a contribuição, chamada popularmente de "imposto aos milionários", atingirá entre 9 mil e 12 mil pessoas, em um país com 40,9% de seus 44 milhões de habitantes em situação de pobreza e uma taxa de desemprego de mais de 10%. A Argentina ainda não superou a recessão, que se arrasta desde 2018 e foi agravada pela pandemia. Desigualdade social A contribuição obrigatória única tributará as pessoas cujos ativos declarados excedam 200 milhões de pesos (2,35 milhões de dólares), com uma taxa progressiva de até 3,5% para ativos na Argentina e até 5,25% sobre bens fora do país. "Há espaço fiscal para tributar os que mais têm, pela primeira vez na História, com um imposto direto. Isso não acontece apenas na Argentina. O sistema tributário regional é tremendamente desigual", declarou Adrián Falco, secretário da Rede de Justiça Fiscal da América Latina e do Caribe. "O sistema se baseia em impostos sobre o consumo, nunca nos que mais têm. Aqueles que realmente pagam impostos são muito poucos. Para fugir da taxação, são usados paraísos fiscais e empresas fantasma", assinalou Falco. Cerca de 20% da arrecadação será destinada a insumos médicos para atendimento de emergência devido à pandemia, outros 20% para pequenas e médias empresas, 15% para programas de desenvolvimento social, 20% para bolsas de estudo e 25% para programas de desenvolvimento de gás natural. "O tributo atinge 0,8% dos contribuintes. Destes, 42% possuem ativos dolarizados, dos quais 92% no exterior. Está longe de tributar a atividade produtiva", declarou o legislador governista Carlos Heller, um dos autores do projeto. No campo oposto, o presidente da Sociedade Rural Argentina (SRA), Daniel Pelegrina, advirtiu que "querem apresentá-lo como uma contribuição dos mais ricos, mas sabemos o que acontece com todos esses impostos únicos. Eles ficam para sempre." Hernán Letcher, diretor do Centro de Estudos de Política Econômica (Cepa), assinalou que "a proposta não é uma exclusividade argentina. Há pelo menos 11 países da Europa e América Latina que avançam em uma justiça tributária maior. Essas medidas de apoio à renda das famílias e de subsídios são destinadas a reduzir a desigualdade." Veja Mais

5 dicas de segurança para sua vida digital

G1 Economia Preservar informações e usar senhas fortes são medidas importantes para evitar golpes na internet. Veja como por em prática essas e outras dicas no vídeo. 5 dicas de segurança para sua vida digital Os hackers se interessam por informações de qualquer pessoa, e utilizam dados para tentar enganar vítimas na internet. Por isso, é importante preservar suas informações, criar senhas diferentes para cada serviço e ficar atento às tentativas de golpes. Neste vídeo, o G1 reuniu 5 dicas de segurança para sua vida digital. Veja mais dicas sobre segurança digital Tire outras dúvidas em VÍDEO: Veja Mais

Gás mata 18 trabalhadores em mina de carvão na China

Valor Econômico - Finanças A indústria de mineração de carvão da China costumava ser a mais letal do mundo, sofrendo mais de 5 mil mortes por ano A TV estatal da China diz que pelo menos 18 mineiros de carvão foram mortos por altos níveis de monóxido de carbono no sudoeste do país. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Rússia começa a vacinar trabalhadores em Moscou contra covid-19

Valor Econômico - Finanças A Rússia começou a vacinar contra o coronavírus os trabalhadores de Moscou considerados mais expostos ao vírus. A vacinação teve início neste sábado (5) em 70 centros instalados por toda a cidade. O governo russo decidiu que a imunização será dada primeiro a assistentes sociais, trabalhadores da saúde e professores. A Rússia foi um dos primeiros países a anunciar o desenvolvimento de uma vacina - batizada de Sputnik V em homenagem ao satélite soviético - em agosto, antes mesmo do início dos testes clínicos em larga escala. A vacina está atualmente na terceira e última fase de testes clínicos com 40.000 voluntários. Seus criadores anunciaram uma taxa de eficácia de 95% no mês passado, de acordo com resultados preliminares. Por não apresentar muitos detalhes sobre a vacina e por oferecê-la à população antes da conclusão dos estudos, a Rússia é contestada pela comunidade científica e cobrada pela falta de transparência. Segundo eles, a vacina será mais barata e mais fácil de armazenar e transportar do que outras que estão sendo desenvolvidas no mundo. A vacina, administrada em duas doses com 21 dias de intervalo, é um "vetor viral" usando dois adenovírus humanos. A imunização é gratuita para os cidadãos russos e administrada de forma voluntária. Neste sábado, as autoridades de saúde disseram que durante esta primeira fase de vacinação em Moscou, a vacina não seria administrada a trabalhadores com mais de 60 anos, pessoas com doenças crônicas, mulheres grávidas ou lactantes. Ainda não há previsão de quando a vacina estará disponível para o público em geral. O prefeito de Moscou, Serguei Sobyanin, anunciou na sexta-feira (4) que 5.000 pessoas se inscreveram nas primeiras cinco horas após a abertura do registro online para a imunização. "Quero ter certeza de que o coronavírus não infectará a mim e meus parentes", disse Serguei Bouslaïev, de 42 anos e que trabalha com seguros. "Quero poder ir à academia com segurança e retomar uma vida normal", acrescentou. Neste sábado, a Rússia registrou 28.782 novas infecções em 24 horas, novo recorde diário, elevando o total para 2.431.731 casos desde o início da pandemia. O país é o quarto no mundo em número de casos. Veja Mais

Liminar mantém validade de norma coletiva que reduz direitos trabalhistas

Valor Econômico - Finanças Ministra do TST considerou voto do ministro do STF Gilmar Mendes favorável a pedido da empresa O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não concluiu o julgamento pelo qual definirá se é válida norma coletiva, ajustada com sindicato, que reduz direitos trabalhistas. Apesar disso, o voto favorável do relator, ministro Gilmar Mendes, já teve efeito sobre o Tribunal Superior do Trabalho (TST). Uma empresa conseguiu liminar na Corte trabalhista para suspender execuções em que era cobrada por diferenças em razão da redução do horário de almoço. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Região de San Francisco, nos EUA, impõe novo 'lockdown' após alta nos casos

Valor Econômico - Finanças Cabeleireiros, salões de beleza, cinemas e zoológicos devem permanecer fechados por todo o período A região da cidade de San Francisco, no norte da Califórnia, vai impor a partir deste fim de semana uma série de restrições para a circulação de pessoas e a abertura do comércio. A decisão, que deve afetar 6 milhões de pessoas, acontece em meio a uma alta no número de casos de covid-19 no estado e em todo o país. A ordem recomenda que toda a população fique em casa e saia apenas para atividades essenciais. As medidas vão começar a ser impostas entre domingo (6) e terça (8) e vão valer para cinco condados da região - Alameda, Contra Costa, Marin, Santa Clara e San Francisco (onde fica a cidade homônima)-, além da cidade de Berkley. Elas permanecerão em vigor no mínimo até o dia 4 de janeiro. David Santiago/AP Segundo as novas regras, o comércio só poderá abrir com no máximo 20% da capacidade e restaurantes e bares só poderão funcionar por delivery. Cabeleireiros, salões de beleza, cinemas e zoológicos devem permanecer fechados por todo o período. As lojas que ficarem abertas terão que obedecer regras de distanciamento social, incluindo o uso obrigatório de máscaras. O governo da Califórnia já tinha anunciado uma nova regra de quarentena para todo o estado, mas, pelo calendário inicial, as medidas só entrariam em vigor na região de San Francisco nas próximas semanas. Veja Mais

EUA e Equador abrem caminho para acordo de livre comércio

Valor Econômico - Finanças As duas partes chegaram a um acordo sobre normas para facilitação do comércio, segurança jurídica, regras para pequenas e médias empresas e medidas anticorrupção Estados Unidos e Equador assinarão um acordo preliminar para formalizar as negociações de livre comércio na próxima semana, disse o ministro de Produção e Comércio Exterior equatoriano, Iván Ontaneda. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

'Não digo uma coisa nem outra’, afirma Maia sobre novo mandato na Câmara

Valor Econômico - Finanças "No meio de um processo como esse, eu preciso me resguardar", sustenta Pivô, ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), do julgamento em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a legalidade da reeleição no comando do Legislativo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem participado de articulações sobre seu sucessor e dito, nos últimos meses, que não será candidato — o que não diminui as especulações sobre uma tentativa de um quarto mandado. Nesta entrevista, concedida na sexta-feira, primeiro dia do julgamento no plenário virtual, o deputado pela primeira vez não descartou a possibilidade, preferindo dizer que se pronunciará quando o tribunal encerrar o caso. Ele comentou ainda as perspectivas para 2022, tanto no plano nacional quanto no governo do Rio. Luis Macedo/Camara Questionado se tem planos de concorrer à Presidência da Câmara, independentemente do julgamento no Supremo, Maia disse acreditar não ser correto se manifestar sobre esse assunto enquanto ocorre o julgamento. "A única coisa que eu tenho certeza é que a Câmara precisa ter um presidente com alguma independência dentro da instituição, priorizando as agendas de reforma do país. O próximo presidente terá que ter o perfil de ser liberal na economia." "No meio de um processo como esse, eu preciso me resguardar, não digo uma coisa nem outra. Gosto de dar resposta para tudo. Mas no meio de um processo como esse, darei minha opinião sobre o assunto depois", sustentou. Veja Mais

Desemprego alto, juros baixos, inflação contida: veja estimativas para os indicadores econômicos em 2021

G1 Economia Apesar da provável retomada da economia, inflação, desemprego e juros dependem do controle da pandemia e da situação fiscal do país, e não devem sofrer grandes mudanças no início de 2021. Auxílio Emergencial foi principal motor do crescimento do país em 2020 Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi Apesar de as projeções para 2021 indicarem uma retomada da crise da Covid-19, os principais indicadores econômicos do país, como inflação, desemprego, juros e câmbio, o país deve entrar no próximo sem grandes solavancos - mas também sem muito boas notícias. A estimativa de economistas ouvidos pelo G1 é que, ao menos nos primeiros meses de 2021, os principais indicadores sigam trajetória semelhante à atual: PIB em recuperação, desemprego alto, inflação contida (ainda que em patamar um pouco mais elevado), juros baixos. Risco fiscal: entenda o que é e saiba por que a piora das contas públicas preocupa e pode atrapalhar a retomada da economia Com a expectativa de término dos estímulos financeiros, no entanto, o Brasil vai ter de lidar com grandes desafios em 2021: equilibrar as contas públicas e mitigar os efeitos da crise sanitária, afinal o Auxílio Emergencial concedido a 67 milhões de brasileiros se tornou o principal motor do crescimento do país em 2020. Entre as urgências, segundo os economistas, estão reduzir a taxa de desemprego — de 14,6% no trimestre encerrado em setembro — e manter a inflação dentro da meta para 2021, de 3,75%, podendo variar de 2,25% a 5,25%. Segundo o boletim Focus, do Banco Central, a expectativa é que o PIB do Brasil tenha uma alta de 3,45% em 2021, após acumular uma queda de aproximadamente 4,5% em 2020. No 3º trimestre deste ano, o PIB brasileiro registrou uma alta de 7,7%. Confira as projeções para os indicadores: Desemprego A taxa de desemprego é a relação entre as pessoas que estão procurando emprego e a população economicamente ativa. Com o fim do Auxílio Emergencial, os brasileiros devem voltar a procurar trabalho e a taxa de desemprego deve aumentar, explicou Maílson da Nóbrega, sócio da Tendências Consultoria e ex-ministro da Fazenda do governo José Sarney. "A taxa [ de desemprego] deve ficar em 16%, mas pode chegar a 20% se a crise fiscal do país se agravar, o que seria uma catástrofe para o país e para o governo Bolsonaro", disse o economista. Reforma trabalhista completa 3 anos; veja os principais efeitos Desemprego Economia G1 Sílvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Varga (FGV Ibre), acrescenta também que grande parte dos brasileiros deixou de procurar emprego por conta do chamado desalento (desistência por falta de vagas) e por causa da pandemia — fatores que podem mudar em 2021. "Se todo mundo estivesse procurando emprego desde fevereiro, a taxa de desemprego seria de 24%", calculou ela. Inflação De acordo com o ex-ministro, as previsões para a inflação deste ano ainda estão sendo revistas, mas o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2020 deve ficar entre 3,6% e 4%. "Tudo indica que a inflação vai continuar alta no início do ano também. E está concentrada nos alimentos, pelo IPCA, e no atacado, pelo IGPM", explicou. A escalada nos preços dos alimentos, como arroz, soja e milho, está relacionada ao aumento de demanda causada pelo Auxílio Emergencial, disse Nóbrega. Alimentos já subiram 9,4% este ano; veja itens com maiores altas e maiores quedas nos preços IPCA - Inflação oficial mês a mês Economia G1 "Os pobres passaram a comer mais. Não estou preocupado com a inflação de 2021. A não ser que tenhamos um problema fiscal, conseguiremos colocar a inflação dentro da meta de 3,75%", avaliou Juros Sílvia, da FGV, acredita que o BC vá manter a taxa de juros em 2% ao ano até o primeiro semestre de 2021, contanto que a inflação de preços básicos deixe de ser repassada à cadeia de produção. Ou seja, contato que a inflação básica não contamine as cadeias produtivas. "A Selic deve começar a subir a partir do quarto trimestre e pode terminar 2021 por volta de 3% ao ano", acrescentou o Nóbrega, em linha com a última projeção do Boletim Focus. Câmbio O risco fiscal, a crise econômica e uma possível nova onda da Covid-19 podem dificultar a valorização do real nos primeiros meses de 2021, analisa Sílvia. Para ela, o dólar deve ficar por volta de R$ 5,40 no ano que vem — mesmo patamar atual. "Conseguimos terminar o ano com uma crise menor do a prevista, mas vamos pagar um preço alto com problema fiscal e inflação. Se avançarmos em reformas, o câmbio pode melhorar, mas acredito que esse é um cenário otimista", disse a coordenadora do Boletim Macro. Real é a moeda com o pior desempenho no mundo em 2020; entenda as causas O ex-ministro, por outro lado, projeta o dólar cotado a R$ 5,25 em 2021, baseado na confiança do mercado nas vacinas contra a Covid-19 e na experiência dos países em lidar com a pandemia. "No Brasil, o agravamento da pandemia pode forçar medidas mais duras, o que poderia prejudicar o potencial de crescimento do país. No entanto, a forma de lidar com a Covid hoje é mais eficaz do que era em março. Pode ser que o impacto [econômico] não seja tão grande", justificou. Initial plugin text PIB DO 3º TRIMESTRE DE 2020× A estimativa de economistas ouvidos pelo G1 é que, ao menos nos primeiros meses de 2021, os principais indicadores sigam trajetória semelhante à atual: PIB em recuperação, desemprego alto, inflação o Veja Mais

Estado da Califórnia certifica vitória de Joe Biden nas eleições

Valor Econômico - Finanças Com isso, número de eleitores que se comprometeram a votar no democrata sobe para 279, nove a mais do que o necessário A Califórnia certificou sua eleição presidencial na sexta-feira e nomeou 55 eleitores que prometeram votar no democrata Joe Biden, dando-lhe oficialmente a maioria do Colégio Eleitoral necessária para ganhar a Casa Branca. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Últimos dias

Fundador da maior agência de comunicação do Brasil abdica do controle

Valor Econômico - Finanças Francisco Soares Brandão reduzirá sua participação na FSB de 52% para 30% nos próximos cinco anos O fundador da agência FSB, Francisco Soares Brandão, anunciou nesta sexta-feira (4) que reduzirá sua participação na empresa de 52% para 30% nos próximos cinco anos. A empresa é a maior do país no ramo de comunicação corporativa e relações públicas. Em comunicado, o grupo afirmou que Brandão irá repassar os 22% do capital a sócios e executivos em um prazo de cinco anos, mediante o cumprimento de metas de crescimento anuais e metas particulares. A agência incorporou dois novos sócios, Marcelo Diego e Gabriela Wolthers. Eles integram a liderança junto a Marcos Trindade, presidente do grupo, Alexandre Loures, Diego Ruiz, Flávio Castro, Magno Trindade e Renato Salles. Dos 22%, uma fatia será destinada aos dois novos sócios, outra aos que já ocupavam o cargo e uma terceira ficará como fundo de reserva a novas negociações ou possíveis sócios. Brandão criou a empresa, que completa 40 anos em 2020, nos anos 1980, e sua estratégia de sucessão ao negócio é desenhada há cerca de dois anos. Ele faz 72 anos em fevereiro. O sócio-fundador permanece como presidente do conselho da empresa, diz que não reduzirá seu trabalho e que está "bem cercado". Afirma ter Trindade, o presidente, como um filho. "Tive várias oportunidades de vender e colocar dinheiro no bolso, mas gostaria de passar para as pessoas que ajudaram a construir a empresa", afirmou à reportagem de seu sítio em Petrópolis, no Rio. "Espero que esse processo tenha continuidade, meu sonho é fazer uma empresa que permaneça." Criada no Rio e com braços em São Paulo e Brasília, o portfólio da FSB mescla clientes dos setores público e privado. Entre os públicos estão governo e prefeitura do Rio de Janeiro, Ministério da Infraestrutura, do Turismo e, até poucos meses, da Saúde. Ficou com a agência o trabalho de comunicação da pasta durante a crise de coronavírus, que teve três ministros. Entre as empresas privadas, o grupo presta serviço a companhias como BTG, JBS, McKinsey e B3. Há cerca de cinco anos, os contratos públicos representavam 60% do faturamento. O cenário mudou com a compra da agência Loures, em 2018, que expandiu muito as contas no mercado empresarial paulista. O faturamento de contas públicas caiu 12%, enquanto o de privadas cresceu 17%, de acordo com sócios. O faturamento anual é de R$ 250 milhões. No momento, a empresa passa por um processo de transformação liderado por Silvio Meira, que comandou a estratégia digital na Magazine Luiza. Isso é visto como um marco pela empresa. Há cerca de 50 pessoas envolvidas no projeto. Veja Mais

Aras defende que streaming não esteja submetido ao mesmo regime de TVs por assinatura

Valor Econômico - Finanças A equiparação é pleiteada pela Associação Brasileira de Produtores Independentes de Televisão (Bravi) O procurador-geral da República, Augusto Aras, defendeu no Supremo Tribunal Federal (STF) que os serviços de streaming não estão submetidos ao mesmo regime jurídico das TVs por assinatura. A equiparação é pleiteada pela Associação Brasileira de Produtores Independentes de Televisão (Bravi), em ação impetrada contra dispositivos do Marco Civil da Internet e da Lei da Liberdade Econômica. A entidade afirma que as duas normas dão margem a interpretações que violam os princípios da livre iniciativa, da livre concorrência e da garantia de promoção do acesso às fontes de cultura nacional. Ao Supremo, pede a declaração de que as plataformas de streaming e as TVs por assinatura prestam serviços concorrentes — portanto, devem ser submetidos aos mesmos procedimentos regulatórios e tributários. Aras entende que a ação questiona dispositivos de natureza infraconstitucional, o que não atrairia a competência do Supremo. Superado esse ponto, avança no mérito e se posiciona contra a demanda da Bravi. Ele cita que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) definiu que a oferta de conteúdo audiovisual em programação linear via internet não constitui serviço de telecomunicação ou de acesso condicionado. “Não cabe ao Judiciário substituir-se à agência especializada a fim de estabelecer solução técnica, sob pena de invadir campo reservado ao ente regulador e afrontar a divisão funcional de Poder”, escreveu. Veja Mais

Tráfego de veículos em rodovias da CCR cresce 6,4% de 27 de novembro a 3 de dezembro

Valor Econômico - Finanças No acumulado de 2020 até 3 de dezembro, o tráfego consolidado da CCR recuou 2,6%, ou 7,9% excluindo a ViaSul O tráfego de veículos nas rodovias administradas pela CCR subiu 6,4% no período de 27 de novembro a 3 de dezembro, em comparação com período equivalente em 2019. Excluindo o tráfego da ViaSul, cuja cobrança de pedágio começou em fevereiro, o avanço foi de 0,9%. No acumulado de 2020 até 3 de dezembro, o tráfego consolidado da CCR recuou 2,6%, ou 7,9% excluindo a ViaSul. Por operação, Autoban e ViaOeste registraram queda de 1,5% e 2,5% no fluxo, respectivamente. Já NovaDutra (+2,7%), RodoNorte (+6,3%) e MSVia (+15,8%) apontaram crescimento na circulação de veículos. A CCR Mobilidade, braço da companhia que opera o Metrô Bahia, a Linha 4 do Metrô de São Paulo e outras concessões, viu o movimento de passageiros cair 46,5% no recorte semanal. No acumulado de 2020, o fluxo caiu 46,6%. Já a CCR Aeroportos registrou queda de 55,7% na quantidade de passageiros transportados entre 27 de novembro e 3 de dezembro, e recuou de 62,1% no acumulado do ano. Veja Mais

Carga de energia deve subir 4,5% na próxima semana, diz ONS

Valor Econômico - Finanças De acordo com o órgão, o aumento reflete a manutenção da trajetória de recuperação econômica que vem sendo observada desde junho O consumo de energia deve crescer 4,5% na semana de 5 a 11 de dezembro, na comparação com igual período no ano passado, aponta o boletim do Programa Mensal de Operação (PMO) do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). De acordo com o órgão, o aumento reflete a manutenção da trajetória de recuperação econômica que vem sendo observada desde junho, após as fortes quedas no consumo de eletricidade causadas pela pandemia em abril e maio. Na sequência de altas, Sudeste e Norte devem ter crescimento no consumo de 6,3% e 6,2%, para 41.1816 MW e 5.970 MW médios, respectivamente. Em seguida, o Sul, com alta de 2,4% para 12.259 MW médios. Já o Nordeste tem redução de 0,2%, com 11.735 MW médios. O ONS estima a ocorrência de temperaturas mais amenas em relação às observadas durante a semana em curso nas capitais do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, com expectativa de ocorrência de nebulosidade e precipitação, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Para o subsistema Sul, são esperadas temperaturas estáveis em Porto Alegre, enquanto para Florianópolis e Curitiba, há previsão de declínios das temperaturas em relação às ocorridas nesta semana. Nos subsistemas Nordeste e Norte, são esperadas temperaturas elevadas, típicas para essa época do ano. Veja Mais

Conselho aprova auxílio-saúde para membros do Ministério Público

Valor Econômico - Finanças Resolução surge na esteira de norma aprovada em 2019 pelo Conselho Nacional de Justiça O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) determinou a criação de programas de auxílio-saúde para membros e servidores dos Ministérios Públicos. A provada no plenário do órgão na quarta-feira, a resolução contempla funcionários ativos e inativos, bem como seus dependentes e pensionistas. A decisão regulamenta o auxílio-saúde em lugares em que já há o benefício e estabelece a criação dele nos Ministérios Públicos em que não existe atualmente em até um ano, a contar de março de 2021. A resolução do CNMP surge na esteira da aprovada em 2019 pelo Conselho Nacional de Justiça. Na quarta-feira, como revelou o jornal “Folha de S.Paulo”, o Tribunal de Justiça de São Paulo aprovou a criação de auxílio-saúde para magistrados com base na resolução do CNJ. A norma estabelece alguns modelos possíveis de assistência: contratação de equipe médica própria pelo MP, convênio com operadoras particulares ou reembolso. Nesse último caso, o teto é de 10% do subsídio do membro. No caso dos servidores, 10% do subsídio correspondente ao cargo inicial de sua carreira. Caberá a cada Ministério Público escolher o modelo adequado segundo suas necessidades e recursos financeiros. Para além da instituição do benefício nos MPs pelo país, a resolução impõe travas a modelos que foram considerados dispendiosos e pouco transparentes. Elas foram colocadas pelo relator Luiz Fernando Bandeira. Foram identificadas evidências de pagamento de auxílio-saúde sem comprovação a respeito do valor efetivamente gasto nos Ministérios Públicos do Acre, do Amapá e do Amazonas, por exemplo. A resolução agora estabelece a obrigatoriedade de apresentar comprovantes dos gastos com saúde para que sejam ressarcidos, implementando assim um modelo de prestação de contas com reembolso exclusivo dos valores despendidos com saúde. Veja Mais

Bolsas de NY anotam novos recordes históricos e encerram semana em alta

Valor Econômico - Finanças O Dow Jones terminou a sessão desta sexta (4) em alta de 0,83%, aos 30.218,26 pontos; o S&P 500 avançou 0,88%, a 3.699,12 pontos, e o Nasdaq registrou ganhos de 0,70%, e fechou o dia aos 12.464,23 pontos Os índices acionários em Nova York encerraram a semana em alta consistente e anotaram novos recordes históricos de fechamento no pregão desta sexta-feira (4). Apesar do número de criação de vagas de emprego nos Estados Unidos em novembro ter ficado aquém das expectativas dos analistas, a perda de fôlego do mercado de trabalho aumenta a esperança de que os congressistas em Washington e o próprio Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) tomem medidas para dar novo suporte à economia. Na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), o Dow Jones terminou a sessão em alta de 0,83%, aos 30.218,26 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,88%, a 3.699,12 pontos. O índice eletrônico Nasdaq registrou ganhos de 0,70%, e fechou o dia aos 12.464,23 pontos. Os três índices anotaram novas máximas históricas de fechamento hoje. No acumulado da semana, os ganhos foram de 1,03% para o Dow Jones, 1,67% para o S&P 500 e 2,12% para o Nasdaq. O mercado de trabalho dos Estados Unidos gerou apenas 245 mil vagas em novembro, uma queda acentuada em relação a outubro, quando foram criados 610 mil empregos novos no país. O resultado ficou bem abaixo da expectativa dos analistas consultados pelo “Wall Street Journal”, de 440 mil novas vagas. A criação líquida de empregos foi a menor desde maio, quando uma onda de demissões sem precedentes se seguiu às primeiras restrições impostas para tentar frear o avanço pandemia. "Os dados de hoje ressaltam a necessidade urgente de apoio político adicional. As autoridades fiscais estão claramente melhor equipadas para oferecer ajuda e os desenvolvimentos recentes são encorajadores. Se o Congresso não chegar a um acordo na próxima semana, esperamos que o Fed intervenha. De qualquer forma, a ajuda está a caminho", afirmou Aneta Markowska, economista-chefe da Jefferies. A perspectiva de que as vacinas contra a covid-19 venham a ser aprovadas e distribuídas à população nos próximos meses também atua como um fator que limita a aversão a ativos de risco pelos agentes financeiros. "Acreditamos que os mercados continuarão a ignorar a interrupção econômica de curto prazo devido ao aumento dos casos de covid-19 e a se concentrar nas esperanças de lançamento de vacinas eficazes e uma recuperação econômica contínua no próximo ano. Como resultado, esperamos que a alta no S&P 500 continue", diz o economista-assistente da Capital Economics, Adam Hoyes. Pacote de estímulos Nos últimos dias, congressistas em Washington retomaram as negociações para a aprovação de um novo pacote de estímulos fiscais nos Estados Unidos. Hoje, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, disse que as negociações ganharam força e que o relatório de empregos de novembro mais fraco do que o esperado dá mais motivos para o Congresso agir. Ontem, o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, afirmou que chegar a um acordo é possível, desde que os democratas venham de encontro às posições republicanas. A retomada das conversas entre republicanos e democratas ocorre em meio ao crescimento de casos de covid-19 nos EUA. Mais de 2,8 mil pessoas morreram no país na quinta (3) em decorrência da covid-19 e o número de americanos hospitalizados com a doença superou os 100 mil. "Estamos diante de um longo e frio inverno, que exige que o Congresso aja rapidamente para aprovar um pacote de ajuda para ajudar a acabar com a fome, que já está crescendo nos Estados Unidos. Doe para seu banco de alimentos local", afirma a economista-chefe da Grant Thornton, Diane Swonk. No noticiário corporativo, as ações da DocuSign avançaram 5,29%, depois que a empresa forneceu orientações que superaram as expectativas dos analistas. As ações da Ulta Beauty caíram 3,45% após seu presidente executivo ter anunciado que a empresa espera que as vendas de lojas no quarto trimestre caiam entre 12% e 14%. Veja Mais

Mourão diz que governo falhou ao não dar diretriz sobre isolamento

Valor Econômico - Finanças Vice-presidente criticou “paixonite política” sobre isolamento social, hidroxicloroquina e vacina O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta sexta-feira que o governo falhou ao não ter dado uma diretriz sobre o isolamento social a Estados e municípios. Ele criticou a "paixonite política" em torno da covid-19, envolvendo temas como isolamento social e hidroxicloroquina, além de assegurar que tomaria a "vacina chinesa". A fala de Mourão, em entrevista ao canal de YouTube do jornalista Paulo Roque, vem de encontro à postura do presidente Jair Bolsonaro, que frequentemente tem dito que o Supremo Tribunal Federal (STF) retirou dele a prerrogativa de tomar decisões sobre a pandemia. Mourão exaltou as medidas tomadas na área econômica, como o auxílio emergencial e a expansão do crédito às empresas. Mas admitiu que o governo federal poderia ter orientado melhor Estados e municípios sobre uma linha de atuação em aspectos sociais e de saúde. "Foi uma falha nossa. Nós poderíamos ter feito uma diretriz. Fizemos isso de forma informal, uma disseminação de melhores práticas, mas poderia ter abordado outros aspectos, como tipos de isolamento." Hamilton Mourão: "Falha nossa. Nós poderíamos ter feito uma diretriz" Romário Cunha/VPR Mourão criticou também a politização em torno do vírus no Brasil. "Dentro deste mundo que estamos vivendo, do tribalismo excessivo, houve uma paixonite política em cima disso. Desde os aspectos mais simples", disse. "É isolamento total, é vertical; é hidroxicloroquina, não é hidroxicloroquina; é vacina da China, não é vacina da China. Algo totalmente desproporcional, ineficaz e prejudicial às necessidades que o país tinha de como combater a pandemia." O vice-presidente asseverou que não teria resistência em tomar a Coronavac, vacina que está sendo desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o governo de São Paulo, "desde que seja certificada pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]". Ele disse ainda que se considera leal e coerente na relação com Bolsonaro e não contribui mais com o governo por causa de "intrigas palacianas". "Muitas vezes há uma certa incompreensão, mas isso eu coloco assim que é fruto das intrigas palacianas que são comuns em todo e qualquer governo", afirmou. "Incompreensão de parte de alguns assessores do presidente, que procuram distorcer fatos e levar uma outra realidade às ações que tenho buscado realizar". Mourão afirmou ainda que lida da forma "mais calma possível" com o caso e considera que, hoje, Olavo de Carvalho – espécie de guru da extrema-direita brasileira que lhe dirigiu ataques no ano passado – está em um "silêncio obsequioso". Veja Mais

Presidente do México pede que população evite aglomerações no fim do ano

Valor Econômico - Finanças Apesar da recomendação, López Obrador esclareceu que não pretende decretar um toque de recolher no país O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, pediu nesta sexta-feira (4) que a população atue de maneira responsável durante as festas de fim de ano e permaneça em casa, para evitar um aumento de casos de covid-19 e a superlotação dos hospitais do país. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Importações brasileiras de soja cresceram 20 vezes em novembro

Valor Econômico - Finanças Segundo dados da Secex, volume chegou a 122,4 mil toneladas A demanda aquecida no mercado doméstico e os volumes recorde de exportação levaram o Brasil a renovar máximas também na importação de soja neste ano. A combinação desses fatores, aliada ao dólar em alta, reduziram os estoques domésticos e os volumes do grão comprado em outros países devem continuar marcantes até janeiro. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Live do Valor: Mario Mesquita, do Itaú Unibanco, fala sobre o cenário de retomada da atividade econômica nesta segunda, às 11h

Valor Econômico - Finanças A perspectiva de que a vacinação contra a covid-19 comece em breve tem gerado um forte entusiasmo no mercado financeiro no mundo e também no Brasil. Na Live do Valor desta segunda-feira, dia 7, o economista-chefe do Itaú Unibanco, Mario Mesquita, vai analisar se essa euforia das bolsas pelo mundo é compatível com o cenário de recuperação da atividade econômica. E qual o impacto desse quadro sobre a política monetária no Brasil, tema que ganha especial relevância na semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne para decidir o rumo da taxa Selic. Mario Mesquita é doutor em economia pela Universidade de Oxford e foi sócio no Banco Brasil Plural, diretor de Política Econômica no Banco Central do Brasil, economista-chefe do ABN AMRO para Brasil e América Latina, diretor de economia da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e atuou também no FMI. A Live do Valor vai ser mediada pelo editor-executivo de opinião, José Roberto Campos, e pela editora do Valor PRO, Lucinda Pinto. A transmissão será feita pelo site e redes sociais do Valor no Youtube, Facebook e LinkedIn. Arte/Valor Veja Mais

Número de brasileiros com plano de saúde volta a crescer em outubro

G1 Economia Em outubro, o país registrou 47,2 milhões de beneficiários, o que representou um leve avanço em relação a setembro. O número de brasileiros beneficiários com plano de saúde voltou a crescer em outubro, de acordo o balanço da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgado nesta sexta-feira (4). Em outubro, o país registrou 47,2 milhões de beneficiários com plano de saúde, o que representou um leve crescimento em relação ao apurado em setembro (47 milhões). Beneficiários de plano de saúde Economia G1 O desempenho verificado em outubro também é o melhor registrado neste ano, segundo a agência. Com a crise econômica provocada pela pandemia de coronavírus, o número de beneficiários chegou a recuar para 46,7 milhões em junho. Reajuste No mês passado, a ANS decidiu que os planos de saúde deverão reajustar os valores de 2020 de forma diluída em 12 meses, a partir de janeiro de 2021. Em agosto, o órgão determinou a suspensão das correções de valores pagos pelos beneficiários por 120 dias, em virtude da pandemia. ANS suspende reajuste de planos de saúde até dezembro Segundo a ANS, a suspensão das correções favoreceu mais de 20 milhões de beneficiários. Ficaram de fora, de acordo com a agência, contratos antigos – não adaptados à Lei nº 9.656/98 – e planos coletivos empresariais que já tivessem negociado reajuste até o fim de agosto ou em que a própria empresa preferiu não ter o reajuste suspenso. Vídeos: Últimas noticias de economia Veja Mais

Retomada é fato, mas recuperar investimento é fundamental para sustentação, diz Giannetti

Valor Econômico - Finanças Economista disse na Live do Valor que é possível prever alta de 3,5% a 4% para o PIB em 2021, mas faz alerta sobre incertezas Os números oficiais da atividade brasileira no terceiro trimestre, divulgados ontem pelo IBGE, mostram que a recuperação econômica é forte e real, ainda que o país continue abaixo do nível do fim de 2019 (pré-pandemia) e "muito abaixo" do pico registrado em 2014, avalia o economista e escritor Eduardo Giannetti. "A retomada é um fato concreto, estamos no início dela", disse na Live do Valor desta sexta-feira. Sem risco de otimismo exagerado, afirma ele, é possível prever um crescimento de 3,5% a 4% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2021. Só o carregamento estatístico para o próximo ano - ou seja, se o país não registrar nenhum crescimento na margem em 2021 - já garantiria um avanço ao redor de 2,5%, observa o economista. "Mas é muito importante a recuperação do investimento, é fundamental para que tenha sustentação", acrescenta Giannetti. Além disso, três incertezas ameaçam esse cenário. Uma delas é a dinâmica da pandemia, já que o Brasil vive um agravamento no número de casos de covid-19. "Temos boas notícias em relação à vacina, mas precisamos ver como isso se concretiza. Devemos saber melhor no primeiro trimestre do ano que vem. Mas é muito auspicioso", diz Giannetti. Outro risco dependerá de como o país vai reagir à suspensão dos estímulos extraordinários, como já acontece com a redução do auxílio emergencial. "Por fim, há o comportamento humano. Não sabemos como ele reage e muda depois de um trauma dessa magnitude. Será que esses consumidores vão ficar extremamente cautelosos? Vão querer poupar uma fatia maior de renda do que faziam no passado? Será que os investimentos vão voltar? Não é fácil, de antemão, saber como pode impactar uma pandemia, um susto, um pânico como o que vimos em 2020." Na avaliação de Giannetti, o desafio da sociedade brasileira a partir do próximo ano será garantir a recuperação da ancoragem fiscal - da qual foi preciso abrir mão durante a emergência da pandemia - e, ao mesmo tempo, atender "às legítimas demandas de sustentação de renda de grupos vulneráveis", afirma ele. "Foi preciso um enorme trabalho de sustentação de renda e de atividade com o auxílio a pessoas e empresas, o que fez a dívida pública saltar de algo como 75% do PIB para algo como 95% agora. Não é o abismo, não é o fim do mundo, países como Itália e Japão convivem com dívida pública acima de 100% há muito tempo. Mas vai exigir cuidado, temos que recuperar a ancoragem fiscal no Brasil, para perceber num horizonte que a dívida pública não vai continuar crescendo no próximo ano como foi neste", diz Giannetti. Ele cita como exemplos de caminhos nesse sentido os debates sobre reforma administrativa, política de reajuste do salário mínimo, privatizações e concessões e a manutenção dos juros primários baixos. "Se aumentar em 1% o juro médio sobre a dívida do setor público, gera um gasto adicional de R$ 70 bilhões por ano. São dois Bolsa Família anuais. Se houver um problema inflacionário ou a percepção de riscos agravados em relação à solvência do setor público que leve ao aumento de juros, se esse acidente acontecer, vamos estar em situação extremamente delicada", afirma. Sob essas condições, Giannetti diz que a atenção aos vulneráveis passa pela consolidação de programas sociais já existentes, com melhor focalização. "Grupos que não precisavam de auxílio emergencial capturaram, inclusive pouparam. Foram muito lenientes no critério de aceitação de quem estava habilitado para receber", diz ele. As ações do governo no campo econômico, porém, andam a passos lentos. "Estamos com dois anos de governo e o Executivo ainda não apresentou sua proposta de reforma tributária", afirma Giannetti. "O governo está se omitindo escandalosamente e não está ocupando o lugar de liderança que o Brasil precisa." Medidas consideradas importantes pelo economista, como a reforma da Previdência e a lei do saneamento, até passaram, mas "graças ao pró-ativismo do Congresso também", ele lembra. Falando sobre o campo econômico, Giannetti avalia que o governo "deixa muito a desejar" e não está "sequer cumprindo as promessas que fizeram na campanha". "Só que o tempo já passou, já estamos na metade do mandato. Daqui a pouco os hormônios da eleição aparecem. Meu temor é que, assim como já houve guinada populista na política, o próximo passo é a guinada populista fiscal", diz ele, ponderando que a figura de Paulo Guedes à frente do Ministério da Economia ainda ajuda a afastar essa possibilidade. “Mas, se ele for substituído num cenário de encaminhamento para eleição, apertem os cintos, porque a guinada populista está se erguendo.” Ana Paula Paiva/Valor A entrevista, conduzida pelo editor de Brasil, Sergio Lamucci, pode assistida na íntegra pelo site e pelas páginas do Valor no YouTube, no LinkedIn e no Facebook. Veja Mais

China se prepara para iniciar vacinação contra a covid-19

Valor Econômico - Finanças Ao contrário de países que já aprovaram vacinas, Pequim está agindo com cautela A China está realizando os preparativos finais para lançar uma vacina contra a covid-19 de uso emergencial e começar a produzi-la em massa, embora os ensaios clínicos para vários dos imunizantes desenvolvidos por empresas do país continuem localmente e no exterior. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Petrobras pede propostas finais por refinaria na Bahia, incluindo ao Grupo Mubadala

G1 Economia Na quinta, estatal informou que havia recebido propostas vinculantes para outras 3 refinarias. Refinaria Landulpho Alves Petrobras Bahia Divulgação/Petrobras A Petrobras informou na noite de quinta-feira que concluiu a fase de negociação com o Mubadala sobre a venda de sua (Rlam), na Bahia, mas destacou que o processo de desinvestimentos prevê a solicitação de propostas finais dos interessados, inclusive do grupo de Abu Dhabi. Segundo a Petrobras, o processo está atualmente em fase de nova rodada de propostas vinculantes. A petroleira disse que solicitou a todos os participantes a apresentação de suas ofertas finais com base nas versões negociadas dos contratos com o Mubadala, às quais devem ser recebidas em janeiro de 2021. Na véspera, a empresa disse que havia recebido propostas vinculantes para outras três refinarias, enquanto avança com seu programa de desinvestimentos de até US$ 35 bilhões em cinco anos, que tem nas unidades de refino parcela importante. Entre os ativos incluídos no programa de vendas de ativos da estatal, destacam-se 8 refinarias, fatias na petroquímica Braskem, BR Distribuidora, na distribuidora de gás Gaspetro e térmicas, destaca a reuters. Também estão incluídos no programa de alienação ativos de produção em terra e águas rasas, além do polo Albacora, Albacora Leste, Frade e 50% no polo Marlim. Petrobras recebe propostas vinculantes de 3R e Eneva por Polo Urucu A companhia informu também nesta sexta que recebeu propostas vinculantes da 3R Petroleum Óleo e Gás e da Eneva pelo polo de Urucu, localizado na Bacia do Solimões (AM). A companhia afirmou que os valores de propostas pelo polo veiculados na mídia, de US$ 1 bilhão e de US$ 600 milhões, "guardam proximidade com as parcelas firmes". O polo Uruco compreende conjunto de sete concessões de produção terrestres --Araracanga, Arara Azul, Carapanaúba, Cupiúba, Leste do Urucu, Rio Urucu e Sudoeste Urucu-- todas localizadas no Amazonas, nos municípios de Tefé e Coari. Vídeos: veja as últimas notícias de economia Veja Mais

Bolsas da China têm terceira semana de ganhos com esperanças de recuperação

G1 Economia A atividade industrial da China expandiu no ritmo mais rápido em mais de três anos em novembro, enquanto o crescimento do setor de serviços também atingiu máxima de vários anos. Os índices acionários da China fecharam em alta nesta sexta-feira (4) e registraram o terceiro ganho semanal seguido, impulsionados por dados robustos que indicam recuperação da segunda maior economia do mundo, embora o rali tenha sido limitado pela intensificação das tensões comerciais com os Estados Unidos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,18%, enquanto o índice de Xangai teve ganho de 0,07%. Na semana, o CSI300 se fortaleceu 1,7%, enquanto o SSEC teve alta de 1,1%, ambos marcando o terceiro ganho semana seguido por dados positivos. Dados divulgados na segunda-feira mostraram que a atividade industrial da China expandiu no ritmo mais rápido em mais de três anos em novembro, enquanto o crescimento do setor de serviços também atingiu máxima de vários anos. No entanto, as tensões sino-americanas continuaram a pesar sobre o mercado. Os EUA adicionaram nesta quinta-feira a fabricante de chips chinesa SMIC e a petroleira CNOOC a uma lista de supostas empresas militares chinesas, medida que deve intensificar as tensões antes de o presidente eleito Joe Biden assumir o cargo. Veja as cotações de fechamento das bolsas da Ásia: Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,22%, a 26.751 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,40%, a 26.835 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,07%, a 3.444 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,18%, a 5.065 pontos. Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 1,31%, a 2.731 pontos. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 1,11%, a 14.132 pontos. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,62%, a 2.839 pontos. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,28%, a 6.634 pontos. Vídeos: veja últimas notícias de economia no Brasil e no mundo Veja Mais

Cenário para o ano que vem é de estagflação, diz José Roberto Mendonça de Barros

G1 Economia Na leitura do economista, ex-secretário de Política Econômica do governo Fernando Henrique, o Brasil vai chegar ao próximo ano com vários desarranjos: na inflação, nas contas públicas, sem aumento do investimento e com o consumo andando de lado. O economista José Roberto Mendonça de Barros diz que que a economia brasileira vai enfrentar um quadro de estagflação no ano que vem. Na leitura do sócio da MB Associados e ex-secretário de Política Econômica do governo Fernando Henrique Cardoso, o Brasil vai chegar ao próximo ano com vários desarranjos: na inflação, nas contas públicas, sem aumento do investimento e com o consumo andando de lado. "A estagflação é isso: você sai do buraco, começa a andar de lado e volta para aquela mediocridade do crescimento que caracterizou o período de 2016 para frente", afirma. Economista José Roberto Mendonça de Barros Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo/Arquivo O G1 e a GloboNews ouviram economistas sobre os desafios para 2021. A seguir, os principais trechos da entrevista com José Roberto Mendonça de Barros. Leia também as entrevistas com Solange Srour, economista-chefe do banco Credit Suisse; e Marcos Lisboa, presidente do Insper. Especialistas apontam os principais problemas para a recuperação econômica Como avalia o quadro da economia e a expectativa para 2021? Quando olhamos para o ano que vem, o nosso cenário é de estagflação. A recuperação (do terceiro trimestre) não será sucedida por um crescimento sustentável. A questão central é o quadro fiscal muito difícil e, além disso, o fato de que essa robustez do terceiro trimestre é filha direta da grande transferência de renda que foi feita a partir do coronavoucher (Auxílio Emergencial). Há uma redução (na transferência). Nós estamos falando que, de repente, 67 milhões de pessoas estavam recebendo R$ 600 por mês, no mínimo, até agosto. Em setembro, outubro, novembro e dezembro, essas 67 milhões de pessoas estão recebendo R$ 300. É a metade. E no ano que vem isso acabou. O que tem no Orçamento de 2021, que está no Congresso e não foi votado, são as 14 milhões de pessoas que estão com Bolsa Família recebendo R$ 187. Vai haver um impacto no consumo, então? O país enfrentou uma parada súbita em março e abril, a economia parou, o PIB desmontou, porque não tinha produção. Houve um período, de alguns meses, com uma injeção na veia de dinheiro. Foi ótimo do ponto de vista de produção, consumo e emprego. Aí, de repente, haverá uma queda abrupta, e esse cenário será substituído por um mercado de trabalho muito enfraquecido. E, no mercado de trabalho, tem uma coisa que está acontecendo no mundo inteiro, o que, do ponto de vista do emprego, é uma pena. As empresas frágeis ou saem do mercado ou diminuem. Mas as empresas fortes - há uma nata de empresas fortes Brasil - estão se saindo muito bem, vendendo mais, com mais tecnologia e produtividade. Só que elas estão avançando na área tecnológica, na direção da digitalização, da automação, da consolidação das operações à distância. O resultado disso é que você emprega menos gente. É mais eficiente, o custo fica menor, mas à custa de emprego. Então, vai ser uma dureza o mercado de trabalho no ano que vem. Por isso nós temos uma projeção para o PIB do ano que vem de 2,5%. Projetado esse cenário de estagflação, qual é a expectativa para inflação? Há pouco tempo, a projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deste ano estava um pouco acima de 2%. Hoje, a nossa projeção é de 3,4%, e tem gente muito boa que está apresentando 3,5% e 3,6%. Para o ano que vem, a nossa projeção é de 3,6%, e também tem gente competente prevendo perto de 4%. Esse é o primeiro número da inflação que preocupa. O segundo número que preocupa é o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Nós projetamos terminar em 4,1%. O INPC corrige o benefício previdenciário, então o gasto do governo vai ficar maior, e o teto vai ser mais pressionado, porque a receita sobe pelo IPCA, e a despesa previdenciária vai aumentar pelo INPC. E não é só isso. O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado, que reajusta a maioria dos contratos de aluguel) vai terminar este ano acima de 20%. Fazia anos, muitos anos, que não tínhamos nada parecido com isso. O que explica essa alta do IGP-M? Parte é por causa do câmbio, mas não é só isso. É onde aparece a mobilização da oferta. De repente, a empresa teve de acelerar a produção de muita coisa, os custos subiram e deu para fazer esse repasse. Por exemplo, no IGP-M, tem lá dentro o Índice Nacional da Construção Civil. No mês de agosto, em 12 meses, o custo do material de construção civil já subiu 12%. E tem produto faltando. E como fica a política de juros? O Banco Central está se esfalfando para tentar demostrar que não precisa mexer na Selic no ano que vem. Eu acho um erro. A inflação vai ser um pouco mais desagradável. Não é que ela vai subir e descolar. Mas ela vai subir, depois vai cair, mas deve parar mais alta de onde partiu. A inflação reforça o cenário de que a demanda subiu muito e que, depois, deve andar de lado. O custo da alimentação deve subir 12%. Então, a conta do supermercado e do armazém aumenta muito - logo, sobra menos dinheiro. O poder de compra está mais espremido. E acho que a gente já está vendo: está diminuindo a intensidade de compra nos supermercados, no varejo final, porque a comida está muito cara e isso compromete um pedaço maior do salário. Nós vamos entrar no ano que vem com um certo desarranjo da inflação e das contas públicas e com uma demanda de consumo que subiu muito, mas que agora vai andar de lado, sem que o investimento tenha aumentado. Economista José Roberto Mendonça de Barros Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo/Arquivo Em relação a esse desarranjo nas contas públicas, quão grave é a situação? Eu acho que é muito grave, eu não usaria desesperadora, porque ela é financiável. O que mais preocupa é que a gente percebe uma festa. É uma festa do gasto. O presidente da República e boa parte do governo querem gastar mais para fazer estrada, fazer isso, fazer aquilo. A maior parte do Congresso quer saber é de gastar mais mesmo, de ter projeto para gastar mais. Eu não estou dizendo se é necessário, se é meritório. Num país de renda média como o nosso, muita coisa é meritória. Mas a pergunta não é só se é meritória: dá para pagar ou não dá para pagar? Além de a gente já ter um rombo aberto, ter a perspectiva de déficit no ano que vem, nós temos um sistema de governança federal que é uma aliança a favor de aumentar o gasto, sem olhar a qualidade dele. E como fica a agenda de reformas? Ela não aconteceu e não acontecerá. Infelizmente. Não acontecerá porque o timing ficou totalmente atropelado. Por decisão do presidente da República, só vai se discutir reforma a partir de dezembro. Ora, dezembro tem uma pauta necessária: orçamento, LDO, já é tumultuado. Janeiro está na véspera da eleição das mesas da Câmara e do Senado, que atrai a atenção de tudo mundo. E a equipe econômica está muito distante do Congresso. Tem de estar muito próxima do Congresso para poder levar as pautas adiante. Não são pautas populares, são pautas difíceis. Isso não está acontecendo. E a PEC Emergencial, vai sair? Tem uma grande resistência, a conferir se ela vai sair. Deveria. Ela seria individualmente a mais importante, mas eu não tenho certeza. O executivo não está fazendo força para reforma nenhuma. Muita conversa, muito discurso, mas, na prática, força mesmo de ir lá, fazer acontecer, não tem. Volto a dizer: nunca se viu uma equipe econômica tão distante do Congresso. E a própria estatura da equipe econômica diminuiu, qualquer analista percebe. A minha sensação é que vai acabar saindo um pouquinho de cada coisa. É o mesmo que não ter nada. Vai ter um pouquinho de gatilho, um pouquinho de corte de despesa. Vai ser um pouco de tudo e o resultado disso é andar de lado. A estagflação é isso: você sai do buraco, começa a andar de lado e volta para aquela mediocridade do crescimento que caracterizou o período de 2016 para frente. E como o país chega em 2022? O que tem é um país muito desigual. Uma desigualdade entre as pessoas, no que tange a renda e o mercado de trabalho. Isso já está mais do que conhecido. Mas tem uma outra desigualdade, que é a seguinte: a gente pode classificar as milhões de empresas brasileiras em três grupos. Nós temos uma nata de grandes empresas, algumas médias, de primeira qualidade. Há um conjunto intermediário, de empresas médias e pequenas, da maior parte dos setores, que infelizmente está passando por um período dificílimo. Esse grosso de empresas está mal, muita gente quebrou, encolheu, está andando de lado. E aí embaixo de tudo, por tamanho, você tem uma coisa borbulhante, positiva, que são as chamadas startups. O problema é que essa faixa intermediária é muito maior do que as grandes e as pequenininhas embaixo. Isso é para dizer que temos um país cuja desigualdade, por qualquer critério que você olhe, aumentou. Vale para as pessoas e para as empresas. O dinamismo de crescimento se perde. Esse é o problema. Initial plugin text Vídeos: Últimas notícias de economia Veja Mais

Mercado de trabalho na indústria criativa encolhe 10%

Valor Econômico - Finanças Emprego na cultura O Painel de Dados do Observatório do Itaú Cultural identifica retração de quase 10% na indústria criativa na comparação de abril e junho de 2020 com o mesmo período do ano passado. Nesse intervalo foram perdidos 690 mil postos de trabalho no setor. A análise levou em consideração os últimos números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo IBGE, sobre características gerais do brasileiro. Em relação ao desempenho registrado entre outubro e dezembro, quando a economia registrava sensível recuperação, a queda é maior: 870 mil postos fechados. Até junho de 2020, o setor criativo registra 6,2 milhões postos de trabalho, o que representa encolhimento superior a 12%. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Filme premiado mostra casal em crise e o desejo reviver o amor

Valor Econômico - Finanças Comédia de Nicolas Bedas superou 1 milhão de expectadores na França Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Kalunga protocola pedido de IPO na CVM

Valor Econômico - Finanças O objetivo é a listagem da companhia no Novo Mercado da B3 A Kalunga protocolou hoje pedido de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A oferta será de distribuição primária, quando os recursos vão para o caixa da empresa, e secundária, quando o dinheiro levantado vai para os acionistas vendedores. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Preços de diesel, gasolina e etanol nos postos têm maior nível em ao menos 7 semanas

G1 Economia Valores dos combustíveis recuaram na semana de 22 a 28 de novembro, mas agora retomaram viés de alta e atingiram o maior patamar desde meados de outubro. Gasolina e etanol sofrem queda no preço em postos em Araçatuba e Birigui Reprodução/TV TEM Os preços médios do diesel, gasolina e etanol nos postos de combustíveis do Brasil subiram ao longo da última semana, atingindo os maiores níveis em pelo menos sete semanas, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicados nesta sexta-feira (4). Segundo a reguladora, o valor do diesel, combustível mais utilizado do Brasil, registrou alta média de 1,8% no período, atingindo 3,582 reais por litro. Já a gasolina subiu 0,88%, com o litro custando em média 4,467 reais. Os valores de ambos os combustíveis haviam recuado na semana de 22 a 28 de novembro, se comparados à semana imediatamente anterior, mas agora retomaram viés de alta e atingiram o maior patamar desde meados de outubro, quando a ANP retomou seu levantamento de preços após um período de interrupção. Petrobras aumenta em 5% valor de gás de cozinha a partir desta quinta Na última quarta-feira, a Petrobras reduziu o preço da gasolina em suas refinarias em 2%, enquanto o valor do diesel foi mantido inalterado. Em novembro, porém, a estatal havia elevado as cotações de ambos em duas ocasiões. No entanto, o repasse dos reajustes praticados pela estatal aos consumidores finais nos postos não é imediato, dependendo de uma série de fatores, como margem de distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro. Concorrente da gasolina nas bombas, o etanol hidratado engatou pelo menos sua sétima semana consecutiva de altas --consequentemente, também atingindo o maior valor para o período. O biocombustível teve, em média, alta de 1,05%, para 3,157 reais o litro, indicou a ANP. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia Veja Mais

BC divulga lista das 1.065 instituições que terão participação obrigatória em open banking

G1 Economia Todos os grande bancos do país entram no grupo, também composto por instituições menores e cooperativas. O Banco Central divulgou nesta sexta-feira a lista das 1.065 instituições que terão participação obrigatória no open banking, que será implementado no país a partir de 2021. Todos os grande bancos do país entram no grupo, também composto por instituições menores e cooperativas. A lista completa das instituições pode ser conferida aqui. O open banking dará aos clientes de instituições financeiras o poder sobre seus dados cadastrais e de transações como meio de fomentar a competição e acesso a serviços mais baratos e melhores. A regulamentação do open banking já havia estipulado obrigatoriedade de participação das instituições enquadradas pelo BC nos segmentos 1 (S1) e 2 (S2). Após PIX, BC mira 'open banking' para personalizar serviços bancários e ampliar competição Entram no S1 as instituições com porte igual ou superior a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) ou que exerçam atividade internacional relevante, independentemente do porte. Já o S2 é composto por instituições com porte inferior a 10%, mas superior a 1% do PIB. No fim de novembro, o BC anunciou o adiamento do pontapé inicial para a implementação do open banking para fevereiro de 2021. Antes, a primeira etapa do processo deveria ser concluída até 30 de novembro deste ano. O prazo para a última etapa do open banking --entrada em vigor do compartilhamento de dados sobre produtos e serviços e dados de transações-- era de 25 de outubro de 2021 e passou a ser 15 de dezembro do próximo ano. Conselho Monetário adia para dezembro de 2021 implementação total do 'open banking' Em nota, o BC afirmou que com os esforços necessários para o combate à pandemia da Covid-19, o governo entendeu que foram impactados os processos de trabalho nas instituições participantes do open banking. "Também foi levada em consideração a necessidade de adaptação de sistemas das instituições em razão de outras ações regulatórias, a exemplo do Pix e de registro de recebíveis de cartão", acrescentou a autoridade monetária. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia Veja Mais

Mortes por covid-19 no Brasil se aproximam de 176 mil

Valor Econômico - Finanças Segundo levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa, o país registrou 674 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total para 175.981 O Brasil registrou 674 mortes provocadas pela covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total de óbitos provocados pela doença para 175.981, segundo levantamento desta sexta-feira (4) feito pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde do país. A média móvel de novas mortes no Brasil na última semana foi de 569 por dia, uma alta de 19% em relação aos dados registrados em 14 dias. De acordo com o balanço de hoje, fechado às 20h, foram registrados 47.435 novos casos de covid-19 de ontem para hoje, chegando ao total de 6.534.951 de infectados no país. A média móvel de casos foi de 42.411 por dia, um aumento de 45% em relação aos casos registrados em 14 dias. Os dados divulgados pelo consórcio de imprensa foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, “O Globo”, “Extra”, “O Estado de S.Paulo”, “Folha de S.Paulo” e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa desde o dia 8 de junho para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. Dados do governo federal Segundo o Ministério da Saúde, o país registrou 694 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com o boletim desta sexta. Com isso, o total de óbitos provocados pela doença chegou aos 175.964, segundo as estatísticas do governo federal. De acordo com o órgão foram contabilizados 46.884 novos casos de covid-19 de ontem para hoje, elevando o número de infectados no país para 6.533.968. Segundo a pasta, o último balanço, fechado às 18h, aponta 5.744.369 pacientes recuperados da doença e 613.635 sob acompanhamento. São Paulo é o Estado com mais mortes (42.788) e casos confirmados (1.276.149) de covid-19. Minas Gerais é o segundo Estado com mais casos (433.081) e o Rio de Janeiro é o segundo com mais óbitos (23.017). Veja Mais

Wall Street atinge máximas históricas com apostas de estímulo econômico

G1 Economia As ações denominadas 'cíclicas', vistas como particularmente sensíveis à economia, tiveram grande destaque nesta sexta-feira (4). Os principais índices de Wall Street avançaram para máximas históricas nesta sexta-feira (4), com dados mostrando um crescimento mais lento no ritmo de criação de postos de trabalho nos Estados Unidos aumentando as expectativas por um novo projeto de lei de alívio fiscal para ajudar a reviver a economia, atingida pelo coronavírus. As ações denominadas "cíclicas", vistas como particularmente sensíveis à economia, como os segmentos de energia, materiais e industriais, tiveram grande destaque enquanto a maioria dos setores do S&P 500 subia. Wall Street Lucas Jackson/Reuters Analisado de perto, o relatório do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos mostrou que o país criou 245 mil postos de trabalho em novembro, ritmo abaixo da expectativa dos economistas, de 469 mil, e o menor número de empregos criados desde o início da recuperação dos postos, em maio. O presidente eleito do país, Joe Biden, afirmou que o relatório de empregos "sombrio" desta sexta-feira sinaliza que a recuperação econômica está estagnando e alertou que o "inverno sombrio" que se aproxima iria exacerbar o sofrimento, a menos que o Congresso dos EUA aprove um projeto de lei de alívio ao coronavírus de forma imediata. "A má notícia do enfraquecimento do quadro de empregos é potencialmente uma boa notícia para os investidores porque significa que o projeto de estímulo tem muito mais probabilidade de ocorrer em um período de tempo bastante curto", disse Ryan Detrick, estrategista sênior de mercado da LPL Financial na Carolina do Norte. O Dow Jones subiu 0,83%, para 30.218,26 pontos, o S&P 500 ganhou 0,88%, para 3.699,12 pontos, e o Nasdaq teve alta de 0,7%, para 12.464,23 pontos. O índice do setor de transportes do Dow Jones e o Russell 2000, de empresas de baixa capitalização de mercado também registraram máximas de fechamento. Vídeos: Últimas notícias de economia Veja Mais

Ibovespa sobe na semana e alcança maior pontuação desde fevereiro

Valor Econômico - Finanças Depois de um mês de novembro positivo — valorização de 16% —, o Ibovespa inicia dezembro com o pé direito e encerra a primeira semana com valorização de 2,87%, a quinta consecutiva de ganhos. Somente nos quatro pregões que correspondem a dezembro, a alta acumulada é de 4,46%. A euforia causada pelas vacinas, expectativa de um novo pacote de estímulos nos Estados Unidos e valorização dos preços das commodities geram uma onda de bom humor global. Neste pregão, o Ibovespa fechou em alta de 1,30%, aos 113.750 pontos — o maior patamar desde 21 de fevereiro, período anterior à crise, em 113.681 pontos. Na máxima de hoje, o índice chegou aos 113.864 pontos, uma valorização de 1,40%. O volume financeiro totalizou R$ 24,37 bilhões, acima da média diária de 2020, de R$ 20,9 bilhões, mas abaixo do giro visto desde novembro, de R$ 25,7 bilhões. O grande destaque de alta foi CSN ON, de 12,45%, favorecida pela perspectiva de retomada das economias globais e pela alta de 5,8% do preço do minério de ferro somente hoje no porto de Qingdao, a US$ 145,01 por tonelada. A empresa também começou a aplicar, desde o dia 1º, aumento de preços de aços planos e longos em até 12%. O grupo de valorização de ações de siderúrgicas e mineradora também é composto por Usiminas PNA (6,94%), Gerdau PN (2,05%), Metalúrgica Gerdau PN e Vale ON (3,82%). O avanço do preço da commodity ocorre na esteira dos cortes de produção anunciados pela Vale para 2020 e 2021. O petróleo também teve dia de ganhos um dia depois que da reunião da Opep+. O Brent para fevereiro subiu 1,20%, próximo dos US$ 50, a US$ 49,25 o barril. Como consequência, PetroRio ON avançou 8,10%, Petrobras PN (3,34%) e Petrobras ON (3,31%). Nos Estados Unidos, foi divulgado hoje o relatório de mercado de trabalho, com a criação de 245 mil vagas em novembro, uma baixa acentuada ante outubro, quando foram criados 610 mil empregos. Mesmo com o indicador, que sinaliza desaceleração da economia, a gestora Bluline enfatiza, em comentário ao mercado, que a possibilidade de aprovação de um mini pacote de estímulo fiscal ainda neste ano foi o que deu conforto ao mercado. Em Nova York, o Dow Jones subiu 0,83%, S&P 500 (0,88%) e Nasdaq (0,70%). Já o EEM, principal ETF de mercados emergentes negociado em Wall Street, subiu 1,03%. Veja Mais

Dólar tem terceira semana de queda e volta à casa dos R$ 5,12

Valor Econômico - Finanças A moeda americana ainda acumula alta de 27,78% em 2020, o que mantém o real com o terceiro pior desempenho no ano - melhor apenas que peso argentino e lira turca Depois de mostrar bastante instabilidade ao longo da sessão, o dólar comercial retomou a tendência de queda durante a tarde e garantiu a marca de R$ 5,12. Em um ambiente de abundância de liquidez e euforia com vacinas contra a covid-19, a moeda americana registra sua terceira semana consecutiva de baixa, algo que não era visto desde a virada de maio para junho. Na sexta-feira, o dólar comercial fechou em queda de 0,32%, aos R$ 5,1236, depois de oscilar entre R$ 5,1839 e R$ 5,1171. Com isso, acumulou baixa de 3,79% na semana. Vale dizer, entretanto, que a moeda americana ainda acumula alta de 27,78% em 2020, o que mantém o real com o terceiro pior desempenho no ano - melhor apenas que peso argentino e lira turca. De forma geral, os investidores têm se concentrado nas perspectivas de retomada da economia quando as vacinas chegarem à população. A despeito dos riscos e preocupações com uma segunda onda da covid-19, esse rali das vacinas tem contribuído para o bom desempenho de emergentes, que também leva investidores no Brasil a calibrarem suas posições em relação ao real. A ACE Capital, por exemplo, passou a ter uma posição vendida em dólar contra o real, de acordo com a carta do gestor referente ao mês de novembro. “Os termos de troca do país seguem melhorando com a alta das commodities, o fluxo de estrangeiros retornou para a bolsa e renda fixa e, por fim, a atuação do Banco Central deverá neutralizar parte relevante do fluxo de saída decorrente do overhedge dos bancos”, explicam os profissionais da casa. Hoje, entre os principais indicadores econômicos do dia, o relatório do mercado de trabalho dos Estados Unidos mostrou uma geração de apenas 245 mil vagas em novembro, uma queda drástica em relação a outubro, quando houve 610 mil posições novas (número revisado hoje). O resultado ficou bem abaixo da expectativa colhida pelo “The Wall Street Journal”, de 440 mil. No entanto, teve efeito limitado nos mercados globais. A taxa de desemprego veio em linha com o consenso, caindo para 6,7%, de 6,9%. A chamada taxa de desemprego U6, que mede o subemprego em toda a economia, caiu de 12,1% para 12,0%. No fim da tarde, as moedas emergentes operavam em direções mistas. O dólar caía 0,69% ante o peso mexicano e recuava 0,73% ante o rublo russo, enquanto subia 0,07% ante o rand sul-africano e 0,33% ante a lira turca. Kiyoshi Ota/Bloomberg Veja Mais

Petróleo fecha em alta e Brent se aproxima dos US$ 50 o barril

Valor Econômico - Finanças Os preços do West Texas Intermediate (WTI), a referência americana, para janeiro subiram 1,35%, a US$ 46,26 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex) Os futuros do petróleo encerraram a sexta-feira (4) em alta, com a referência global, o Brent, se aproximando da marca de US$ 50 o barril, um dia depois que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep +) concordaram em reduzir seus cortes atuais de produção gradualmente em janeiro. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Moagem de cana caiu 2,5% do início da safra até 15 de novembro em Mato Grosso do Sul

Valor Econômico - Finanças Segundo a Biosul, volume alcançou 42 milhões de toneladas A moagem de cana-de-açúcar no Mato Grosso do Sul totalizou 42 milhões de toneladas desde o início desta safra 2020/21 até 15 de novembro, 2,5% menos que no mesmo período do ciclo passado, segundo a Associação de Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul). Apesar da redução, a diferença tem ficado cada vez mais estreita Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Caixa começa a pagar abono salarial em poupança social digital

G1 Economia PIS 2020-2021 será pago a partir do dia 8 de dezembro por meio da poupança social digital para trabalhadores que não têm outro tipo de conta corrente ou poupança no banco. A Caixa Econômica Federal fará o pagamento do abono salarial PIS 2020-2021 a partir do dia 8 de dezembro por meio da poupança social digital para os trabalhadores que não têm outro tipo de conta corrente ou poupança no banco. O Pasep (destinado a servidores públicos) é pago por meio do Banco do Brasil. As contas digitais serão abertas de forma automática e gratuita para o recebimento do benefício, sem a necessidade de apresentação de documentos nem comparecimento à agência. Os trabalhadores poderão movimentar os recursos por meio do aplicativo Caixa Tem. Para quem já tem conta na Caixa, os créditos serão realizados nas contas existentes e os valores poderão ser movimentados com a utilização do cartão da conta ou pelo internet banking e app da Caixa. Nos casos em que o abono salarial não possa ser creditado em conta existente ou na poupança social digital, o trabalhador poderá realizar o saque com o Cartão do Cidadão e senha nos terminais de autoatendimento, lotéricas, nos correspondentes Caixa Aqui e nas agências. Uso da poupança Popularizada com o pagamento do Auxílio Emergencial, a poupança social digital também virou o caminho para pagamento do Bolsa Família. A partir deste mês, os beneficiários do programa passarão a receber o benefício por meio da poupança. Segundo a Caixa, a conta permitirá aos beneficiários movimentar os recursos sem necessidade de saque integral das parcelas. O banco esclarece, no entanto, que continuará sendo possível sacar o dinheiro usando o Cartão Bolsa Família ou o Cartão Cidadão. Como funciona a poupança digital A movimentação da poupança social digital é feita pelo aplicativo Caixa Tem, com limite mensal de R$ 5 mil. O trabalhador pode realizar compras em estabelecimentos com o cartão de débito virtual e QR Code, por meio de maquininhas de cartão, e pagar contas de água, luz, telefone, gás e boletos em geral pelo próprio aplicativo. Os saques podem ser realizados nos terminais de autoatendimento, lotéricas e Correspondentes Caixa Aqui a partir da geração de token diretamente no app Caixa Tem. O token também pode ser gerado nas agências, com a apresentação de documento de identificação com foto. Como usar o cartão de débito virtual Baixe e entre no aplicativo - Clique aqui para baixar o aplicativo para celulares Android - Clique aqui para baixar o aplicativo para celulares iOS (Apple) Acesse o ícone 'Cartão de Débito Virtual' Digite a senha do Caixa TEM Aparecerão os dados do beneficiário e do cartão Clique em 'gerar' Use os dados gerados para fazer o pagamento O código vale por poucos minutos, e apenas para uma compra Como fazer pagamento em maquininhas Baixe e entre no aplicativo Selecione a opção 'Pague na maquininha' A câmera do celular deve ser acionada automaticamente. Use para ler o QR Code gerado na maquininha Calendário Começam a receber o abono salarial pela poupança social digital em 8 de dezembro os trabalhadores nascidos entre julho e novembro que têm direito ao benefício mas ainda não sacaram e os que tiveram as declarações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS/eSocial) ano-base 2019 entregues fora do prazo ou retificadas pelos empregadores, conforme calendário de pagamento. Os beneficiários que são correntistas da Caixa nascidos entre julho e dezembro já receberam o benefício por meio de crédito em conta no dia 30 de junho. Cerca de 2 milhões de trabalhadores que não realizaram o saque do calendário anterior (Abono salarial 2019-2020), finalizado em 29 de maio deste ano, ainda podem sacar os valores. O prazo vai até 30 de junho de 2021. A partir do dia 15 de dezembro, começa o pagamento do abono salarial PIS-Pasep 2020-2021 para os trabalhadores que fazem aniversário em dezembro, seguindo o calendário oficial de pagamentos, baseado no mês de nascimento. Confira, a seguir, o cronograma completo: Calendário de pagamento do PIS Reprodução Quem recebe Tem direito ao Abono Salarial 2020/2021 o trabalhador inscrito no PIS há pelo menos cinco anos, que tenha trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2019, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos, e que tenha os dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Recebem o benefício na Caixa os trabalhadores vinculados a entidades e empresas privadas. As pessoas que trabalham no setor público têm inscrição Pasep e recebem o benefício no Banco do Brasil. O valor do abono salarial varia de R$ 88 a R$ 1.045, de acordo com a quantidade de meses trabalhados durante o ano-base 2019. Em todo o calendário, a Caixa irá disponibilizar R$ 15,8 bilhões para 20,5 milhões de trabalhadores. O saque pode ser realizado até 30 de junho de 2021. Assista a mais notícias de Economia: v Veja Mais

Produtividade de servidores é menor em home office, diz estudo

G1 Economia Mais afetados são os que têm filhos pequenos, aponta pesquisa realizada pela Enap em parceria com universidade dos EUA e Ministério da Economia. Especialista fala sobre o home office e a opção desse tipo de trabalho para 2021 O trabalho remoto, adotado devido à pandemia de Covid-19, afetou a produtividade dos servidores públicos, diz pesquisa realizada pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) em parceria com a Universidade de Duke, dos Estados Unidos, e o Ministério da Economia. Os profissionais mais afetados com queda no tempo produtivo são os que têm filhos pequenos, menores de cinco anos. A diminuição de rendimento não é tão expressiva quando os servidores têm crianças maiores ou adolescentes, mostram dados preliminares divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Ministério da Economia. Falta de regulamentação para home office faz disparar ações na Justiça G1 faz guia do home office em tempo de coronavírus Apesar de bancar custos e trabalhar além da jornada, trabalhador vê aumento da produtividade no home office 61% dos profissionais empregados não aceitariam proposta de trabalho que não incluísse o home office, diz pesquisa Segundo a pasta, foram registradas cerca de 36 mil respostas de servidores públicos federais do país entre maio e junho. As informações foram coletadas de forma online. O mesmo questionário foi aplicado em 88 países pela Universidade de Duke. De acordo com a pesquisa, o período de trabalho considerado produtivo está abaixo do ideal: em uma escala de 0 a 12 horas, o ideal seria 6,2 e está em 5,4. O desempenho também é inferior ao declarado antes da pandemia (5,7). As mulheres são as mais afetadas. Os principais desafios relatados pelos servidores no trabalho remoto são distrações e interrupções e a falta de interação social. Também são apontados problemas tecnológicos e falta de delimitação da fronteira entre vida pessoal e profissional. Assista a mais notícias de Economia: Veja Mais

Bovespa opera em alta, acima dos 113 mil pontos, com exterior favorável

G1 Economia Na quinta-feira, Ibovespa fechou a 112.291 pontos, acumulando alta de 17% desde o início de novembro. O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta nesta sexta-feira (4), apoiado pelo cenário externo favorável, principalmente o noticiário promissor sobre vacinação contra o coronavírus e expectativa de estímulos nos EUA. Às 10h33, o Ibovespa subia 1,09%, a 113.511 pontos. Veja mais cotações. Na quinta-feira, a Bolsa fechou em alta de 0,37%, a 112.291 pontos, acumulando avanço de 1,55% na parcial da semana. No ano, a queda acumulada passou a ser de 2,9%. O Ibovespa já subiu 17% desde o início de novembro, com destaque para as companhias aéreas e de turismo, mais penalizadas pela pandemia, e Petrobras. A recuperação do Ibovespa nas últimas semanas tem sido impulsionada pelo maior ingresso de recursos de investidores estrangeiros. Em novembro, o estrangeiro aportou liquidamente R$ 33,3 bilhões na bolsa brasileira e, no dia 1º, o saldo foi de mais R$ 919,7 milhões, destaca o Valor Online. Especialistas apontam os principais problemas para a recuperação econômica Cenário global e local Lá fora, sinais de progresso na aprovação de um novo estímulo fiscal nos Estados Unidos ajudavam a manter um maior otimismo dos mercados na retomada da economia global em um ambiente de farta liquidez. Os preços do petróleo subiam acima de 1% após comprometimento entre os membros da OPEC+ para continuarem com alguns cortes de produção. Por aqui, a inflação dos mais pobres acelera alta a 0,95% em novembro, segundo a Fudação Getúlio Vargas. Com o resultado, o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) acumula alta de 4,85% no ano e 5,82% nos últimos 12 meses. Em Brasília, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou a favor de uma tese jurídica que, na prática, viabiliza a reeleição dos atuais presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). O foco dos mercados nesta reta final do ano segue voltado para a sustentabilidade fiscal do Brasil e as incertezas sobre a aprovação de medidas e reformas estruturais para garantir a saúde das contas públicas. Com fim do Auxílio Emergencial e piora fiscal, país lida com incertezas para 2021 Variação do Ibovespa em 2020 Economia G1 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x VÍDEOS: Últimas notícias de Economia VÍDEOS: Últimas notícias de Economia| em G1 / Economia Veja Mais

Após bater R$ 5,12, dólar muda de rumo e passa a subir

G1 Economia Na quinta-feira, moeda norte-americana fechou a R$ 5,1401, menor valor desde 22 de julho. Notas de dólar Reuters/Dado Ruvic O dólar passou a subir nesta sexta-feira (4), depois de fortes baixas nos últimos dias, mas a moeda norte-americana ainda seguia a caminho de fechar a semana em queda de mais de 3%, tendo como pano de fundo visível apetite global por risco diante da confiança na retomada econômica. Às 10h31, a moeda norte-americana subia 0,15%, a R$ 5,1477. Na mínima até o momento chegou a R$ 5,1252 e, na máxima, bateu R$ 5,1742. Veja mais cotações. Na quinta-feira, o dólar encerrou em queda de 1,93%, a R$ 5,1401 – menor valor desde 22 de julho. Na parcial de dezembro, a moeda norte-americana passou a acumular um recuo de 3,86%. No ano, porém, o avanço ainda é de 28,19%. Saiba se é hora de comprar dólar Especialistas apontam os principais problemas para a recuperação econômica Cenário local e externo A moeda brasileira tem a melhor performance entre seus pares emergentes desde 3 de novembro, data da eleição norte-americana, com expectativa de que o presidente recém-eleito, Joe Biden, amplie gastos para turbinar a retomada - o que pode fortalecer um já em curso movimento de compra de ativos emergentes. "Vemos uma janela de oportunidade para aumento de otimismo em relação aos ativos brasileiros nos próximos meses", disseram analistas do Barclays em nota. O JPMorgan projeta que o dólar subirá gradativamente para R$ 5,30 ao fim do segundo trimestre de 2021 e para R$ 5,35 e R$ 5,40 nos trimestres posteriores, taxas mais altas que a prevista para o término de março (R$ 5,15). Lá fora, sinais de progresso na aprovação de um novo estímulo fiscal nos Estados Unidos ajudavam a manter um maior otimismo dos mercados na retomada da economia global em um ambiente de farta liquidez. Os preços do petróleo subiam acima de 1% após comprometimento entre os membros da OPEC+ para continuarem com alguns cortes de produção. Por aqui, a inflação dos mais pobres acelera alta a 0,95% em novembro, segundo a Fudação Getúlio Vargas. Com o resultado, o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) acumula alta de 4,85% no ano e 5,82% nos últimos 12 meses. Em Brasília, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou a favor de uma tese jurídica que, na prática, viabiliza a reeleição dos atuais presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). O foco dos mercados nesta reta final do ano segue voltado para a sustentabilidade fiscal do Brasil e as incertezas sobre a aprovação de medidas e reformas estruturais para garantir a saúde das contas públicas. Com fim do Auxílio Emergencial e piora fiscal, país lida com incertezas para 2021 Assista às últimas notícias de economia Variação do dólar em 2020 G1 Veja Mais

Com fim do Auxílio Emergencial e piora fiscal, país lida com incertezas para 2021

G1 Economia Para 2021, as projeções dos analistas são de que o país deve colher algum crescimento, mas ainda tímido. Muito do resultado esperado vai vir do chamado carrego estatístico - a herança que o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) vai deixar para o ano que vem. Especialistas apontam os principais problemas para a recuperação econômica Com a expectativa de término das transferências bilionárias, o Brasil tem uma transição difícil pela frente. Mais do que mitigar os efeitos da crise sanitária, o Auxílio Emergencial concedido a 67 milhões de brasileiros se tornou o principal motor do crescimento econômico recorde de 7,7% no terceiro trimestre. PIB do Brasil cresce 7,7% no 3º trimestre, mas não elimina perdas com pandemia PIBinho com cara de PIBão: 5 pontos para entender o ritmo de recuperação da economia Baixa eficiência no combate à pandemia atrapalha crescimento e exige mais gastos públicos Para os próximos trimestres, no entanto, o país lida com uma série de incertezas em várias frentes. Há dúvidas sobre a capacidade de o governo avançar com a agenda de reformas, em especial na área fiscal; o mercado de trabalho enfrenta uma deterioração; a inflação voltou a subir; e ainda não um há rumo definido para a criação de um programa social que caiba no orçamento do ano que vem. Economistas discutem futuro do país em 2021 Montagem/Celso Tavares Todos esses entraves devem dificultar uma retomada mais consistente da economia brasileira, dizem analistas ouvidos pelo G1 e pela GloboNews. Para 2021, as projeções dos analistas são de que o país deve colher algum crescimento, mas ainda tímido. Muito do resultado esperado vai vir do chamado carrego estatístico - a herança que o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) vai deixar para o ano que vem. Diante desse quadro, o Brasil se aproxima de 2021 com uma série de desequilíbrios. José Roberto Mendonça de Barros O economista José Roberto Mendonça de Barros prevê que a economia brasileira vai enfrentar um quadro de estagflação no ano que vem. Na leitura do sócio da MB Associados e ex-secretário de Política Econômica do governo Fernando Henrique Cardoso, o Brasil vai chegar ao próximo ano com vários desarranjos: na inflação, nas contas públicas, sem aumento do investimento e com o consumo andando de lado. "A estagflação é isso: você sai do buraco, começa a andar de lado e volta para aquela mediocridade do crescimento que caracterizou o período de 2016 para frente", afirma. Mendonça de Barros estima uma alta de 2,5% no PIB do próximo ano. E com o fim do auxílio, uma queda abrupta no consumo, em um cenário no qual o beneficio será substituído por um mercado de trabalho muito enfraquecido. "Vai ser uma dureza o mercado de trabalho no ano que vem", disse. Clique aqui para ler a entrevista completa Solange Srour A economista-chefe do Credit Suisse, Solange Srour, acredita que Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial vai funcionar como uma ponte até o fim do governo Jair Bolsonaro para que o país consiga lidar com os seus desequilíbrios fiscais. Se a PEC não for aprovada, Solange avalia que vai haver um aumento da desconfiança entre os investidores com o rumo das contas públicas e com a capacidade de o governo cumprir o teto de gastos nos próximos anos. "Se a gente não aprovar a PEC Emergencial, vamos ter uma minicrise no Brasil, ainda que o cenário internacional esteja muito favorável", afirma Solange. "Esse risco vai acabar empurrando o Congresso a aprovar a proposta." A economista, no entanto, vê expectativas mais otimistas com a proximidade de aprovação de vacinas contra o coronavírus, que pode levar a um aumento da oferta e a "uma puxada de PIB mundial importante, que tem impactos no Brasil". "Se o Brasil conseguir manter a credibilidade fiscal, a gente pode ter uma recuperação cíclica favorecida pelos juros baixos, pela volta do crédito e do emprego, ainda que os programas de sustentação do crédito, da renda e do emprego comecem a ser retirados", aponta. Clique aqui para ler a entrevista completa Marcos Lisboa O presidente do Insper, Marcos Lisboa, avalia que o Brasil optou por uma recuperação econômica mais forte no curto prazo, às custas de um agravamento da questão fiscal. Isso devido às medidas bilionárias de auxílio adotadas em meio à pandemia, que, segundo ele, acabaram se mostrando descalibradas. "Isso teve um impacto positivo e um custo negativo", afirma Lisboa, que foi secretário de Política Econômica no primeiro governo Lula. Segundo ele, o país trocou uma recuperação mais forte no terceiro trimestre por problemas à frente. Para Lisboa, o país também perdeu a oportunidade de avançar com uma agenda de reformas, no momento em que a crise econômica começou a arrefecer. O economista aponta que a inação do governo torna o cenário mais difícil, e prejudica as expectativas para o próximo ano. "O cenário para 2021 e 2022 é de extremos", diz ele. "Um dos cenários é o governo vir com uma proposta consistente para enfrentar o problema fiscal, de não aumentar gastos. (...) O segundo cenário é o governo tentar algum atalho para permitir aumento dos gastos e não enfrentar os problemas que nós temos hoje. Nesta caso (...), nós teremos problemas graves na economia em 2021", completa. Clique aqui para ler a entrevista completa Vídeos: Últimas notícias de economia Veja Mais

Se a gente não aprovar a PEC Emergencial, vamos ter uma minicrise no Brasil, diz Solange Srour

G1 Economia Economista-chefe do banco Credit Suisse avalia que a proposta que tramita no Senado é fundamental para o país conseguir manter o teto de gastos nos próximos anos. A economista-chefe do banco Credit Suisse, Solange Srour, acredita que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial vai funcionar como uma ponte até o fim do governo para que o país consiga lidar com os seus desequilíbrios fiscais. A proposta, que tramita no Senado, cria mecanismos emergenciais de controle de despesas públicas para União, estados e municípios. Ela permite, por exemplo, a redução da jornada e do salário dos servidores, abrindo espaço nos orçamentos. Se a PEC não for provada, Solange avalia que haverá um aumento da desconfiança entre os investidores, em relação ao rumo das contas públicas e à capacidade de o governo cumprir o teto de gastos nos próximos anos. "Se a gente não aprovar a PEC Emergencial, vamos ter uma minicrise no Brasil, ainda que o cenário internacional esteja muito favorável", afirma Solange. "Esse risco vai acabar empurrando o Congresso a aprovar a proposta." Economista-chefe do banco Credit Suisse, Solange Srour Wilton Junior/Estadão Conteúdo O G1 e a GloboNews ouviram economistas sobre os desafios para 2021. A seguir, os principais trechos da entrevista com Solange Srour, economista-chefe do banco Credit Suisse. Leia também as entrevistas com José Roberto Mendonça de Barros, sócio da MB Associados; e Marcos Lisboa, presidente do Insper. Especialistas apontam os principais problemas para a recuperação econômica Como será a recuperação da economia? A recuperação da economia no final de 2020 se dará pela volta da normalidade da oferta. A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus foi abrupta, porque paralisou a oferta de uma forma nunca vista antes. Essa volta se dá pelo fato de as pessoas poderem retornar aos seus trabalhos, há uma movimentação, e isso já traz uma recuperação. É claro que existe o fator do impacto fiscal. O país gastou 8% do PIB no combate ao coronavírus, com medidas de auxílio à renda, ao crédito e ao emprego. E isso está trazendo um impacto importante no segundo semestre. Então, o país teve uma recuperação expressiva no terceiro trimestre, depois do tombo no segundo. E no quarto a gente ainda espera algum crescimento diante desses dois fatores. E para 2021, qual é o quadro? Para o ano que vem, a questão é quão rapidamente a gente volta para a normalidade. Hoje, as expectativas são mais otimistas, com a aproximação da aprovação da vacina. Ela já vai ser aplicada no primeiro trimestre em vários países do mundo, mas para os grupos mais expostos, que é o pessoal de saúde e os mais idosos. E aí, no segundo e terceiro trimestres, para a população em geral. Com isso, a gente tem uma puxada de PIB mundial importante, que tem impactos no Brasil. A volta da oferta vem com mais vigor ao longo do segundo e terceiro trimestre do ano que vem. Se o Brasil conseguir manter a credibilidade fiscal, a gente pode ter uma recuperação cíclica favorecida pelos juros baixos, pela volta do crédito e do emprego, ainda que os programas de sustentação do crédito, da renda e do emprego comecem a ser retirados. Você vê esse cenário positivo mesmo que o país não consiga fazer uma aterrisagem com responsabilidade fiscal do Auxílio Emergencial para o Renda Cidadã? Não, não vejo. O meu cenário base pressupõe a aprovação de uma PEC Emergencial no primeiro trimestre do ano que vem, depois da eleição na Câmara e no Senado. Essa PEC é super importante, não só para a criação do programa Renda Cidadã, mas para a manutenção do teto de gastos em 2022. A criação do Renda Cidadã é importante por uma questão de lidar com o aumento da desigualdade social, principalmente no pós-Covid. A crise vai trazer impactos de médio e longo para o Brasil. E existe uma demanda por gasto social. E o que deve puxar a recuperação? A gente está saindo este ano de um programa de 4,5% do PIB, que foi o Auxílio Emergencial, para algo muito mais modesto, que é o Renda Brasil ou Renda Cidadã. Não é isso que vai ser o condutor do crescimento. O condutor do crescimento vai ser conseguir aprovar a PEC Emergencial, mantendo o teto de gastos até 2022 e 2023, mantendo as condições frouxas no mercado financeiro: um câmbio mais valorizado, uma taxa de juros mais baixa, e um aumento da confiança, que traz o investimento e o crescimento para o Brasil. Então, é muito mais importante manter o teto para o crescimento, para as condições financeiras, do que criar um programa fora do teto que acabe ruindo com a confiança. O estímulo do ano que vem vai vir da volta da confiança, de juros baixos e da manutenção da inflação. A inflação é um tema que preocupa para o ano que vem? Me preocupa e muito. A gente tem uma inflação para o ano que vem que é de 3,9%. Não é nenhuma projeção de inflação super elevada. Mas é um tema preocupante, porque este ano tivemos um impacto muito relevante da depreciação do câmbio e da alta de commodities nos índices de atacado. E isso vai trazer o repasse para 2021, mesmo que a atividade não tenha uma recuperação extraordinária. E a segunda questão, ainda mais importante, é a parte fiscal, porque ela impacta a inflação. Se a gente mantém a incerteza fiscal por muito tempo, se existem dúvidas de que o Brasil vai voltar para uma trajetória de sustentabilidade da dívida, esses choques de câmbio e oferta têm uma propensão a se espalhar mais para os preços da economia. A gente viu muito isso em 2015. A inflação atingiu o patamar acima de 10%, porque esses choques se propagaram para outros preços, muitas vezes não relacionados aos choques primários de oferta, porque não havia um âncora fiscal. E o teto é hoje a nossa âncora fiscal. Economista-chefe do Credit Suisse, Solange Srour Wilton Junior/Estadão Conteúdo O que leva vocês a acreditarem que o governo vai aprovar a PEC Emergencial? Dado que ele tem dificuldade em avançar na agenda de reformas fiscais... Eu não vejo a PEC Emergencial como uma reforma. Na verdade, ela é uma ponte, a única ponte que a gente tem para chegar até 2023, sem sofrer uma verdadeira crise de confiança. Sem a PEC, vai ser impossível manter o teto em 2022. Em 2021, já vai ser muito difícil, mas a gente conseguiu o acordo com estados e municípios, o governo não vai dar aumento de salário para funcionalismo público, então ainda é possível em 2021. Mas o país precisa discutir como manter o teto em 2022, no ano de 2021. Por isso que não vejo como uma reforma. Na verdade, a gente não tem uma alternativa. No final, o que faz o governo aprovar a PEC Emergencial é que a alternativa é uma situação muito ruim para a economia, uma situação de câmbio depreciado, uma inflação mais alta, queda de PIB com a puxada da taxa de juros longa... Muito provavelmente o Banco Central terá de subir mais fortemente a Selic no ano que vem. Qual será o cenário no caso de uma não aprovação da PEC Emergencial? Se a gente não aprovar a PEC Emergencial, eu acredito que a desconfiança vai voltar, assim como aconteceu há poucos meses, quando teve a história dos precatórios, de dar um furo no teto. Vimos o câmbio desvalorizar, as taxas de juros longas no mercado subirem muito. O Tesouro teve dificuldade de rolagem (trocar dívidas antigas que vencem por novas), mesmo encurtando o prazo. Se a gente não aprovar a PEC Emergencial, vamos ter uma minicrise no Brasil, ainda que o cenário internacional esteja muito favorável. Esse risco vai acabar empurrando o Congresso a aprovar a proposta. Eu digo que ela não é uma reforma, porque ela tem medidas temporárias. Todas as medidas de contenção de gastos são válidas por dois ou três anos, no máximo. E a agenda de reformas, quando deve sair? No começo do próximo governo, a gente deve ter uma agenda forte de reformas, principalmente a reforma administrativa porque, assim como a da Previdência, ela é muito importante, porque traz uma economia no médio prazo e espero, também, no curto prazo. Se a reforma administrativa só trouxer economia de muito longo prazo, não vai resolver o problema da credibilidade. Com isso, eu estou dizendo que não vejo a reforma administrativa que foi mandada sendo aprovada nos próximos dois anos. Só vejo no início de um próximo governo e valendo, em algum grau, para os atuais servidores para poder trazer economias importantes e ajudar a trazer essa trajetória da dívida para um nível mais baixo. Qual é a projeção para o mercado de trabalho em 2021? O Brasil adotou medidas muito importantes de sustentação do emprego, que vão fazer a situação ser menos dramática do que poderia ser. Todas as medidas adotadas para redução de jornada e afastamento temporário evitaram que a situação fosse mais agravada com o fechamento de empresas e postos de trabalho. Com a retomada da oferta, essas medidas de sustentação de emprego saem, e o mercado retoma lentamente. O desemprego vai subir, porque é a recuperação mais demorada. Mas a gente tem boas notícias. Você pega os dados do Caged, a contratação formal, está vindo mais forte que o esperado, assim como está vindo mais forte do que o esperado o consumo, a produção industrial, enfim, a parte da construção civil. E como a economia chega em 2022? Na verdade, a base de comparação é muito baixa. A minha projeção é de 4,1% para o ano que vem. Pode parecer um número muito forte, mas o carrego estatístico é elevado, em torno de 2,5%, mas pode chegar a 3%. Ou seja, se a economia crescer 3% no ano que vem, é como se ela tivesse estagnada no mesmo patamar do final de 2020. O desafio de crescer de forma sustentável pós-2021 é muito grande, muito elevado. E aí a manutenção do arcabouço fiscal é o mínimo necessário. Lembrando que o país fez a reforma da Previdência e nem por isso conseguiu crescer fortemente em 2019 e entrou neste ano com um ritmo gradual de recuperação, antes da crise do coronavírus. Ou seja, é preciso avançar além da questão fiscal. A agenda fiscal está incompleta, por isso a reforma administrativa é tão importante, e outras reformas que foquem no gasto obrigatório. Mas para crescer é preciso fazer reformas que aumentem a produtividade. E aí o Brasil está muito atrasado, estamos discutindo, por exemplo, a reforma tributária há séculos. E ela nunca sai do papel de verdade. 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Jairo Saddi, da FGV, destrincha fenômeno das fintechs

Valor Econômico - Finanças Obra traça futuros possíveis para o setor financeiro Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Convidado da Flip, Obioma teme que luta identitária ofusque critérios da literatura

Valor Econômico - Finanças Convidado da Flip diz temer que luta identitária embaralhe critérios Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Carrefour anuncia que vai deixar de usar seguranças terceirizados em lojas

Valor Econômico - Finanças Processo de mudança terá início em dez dias e começará pelos hipermercados do Rio Grande do Sul, segundo comunicado do grupo O Carrefour Brasil anunciou hoje que vai interromper a contratação de serviços terceirizados de segurança irá contratar profissionais próprios para atuar em suas lojas. O processo de mudança terá início em dez dias e começará pelos hipermercados do Rio Grande do Sul, segundo comunicado do grupo. Em novembro, João Alberto Silveira Freitas, um homem negro, morreu após ser espancado e asfixiado por seguranças em uma unidade do Carrefour em Porto Alegre. Hoje a Brigada Militar do Rio Grande do Sul desligou o policial temporário preso pela morte de Freitas. Ele fazia "bico" de segurança no local. A sugestão para a internalização dos serviços de segurança partiu do Comitê Externo e Independente, uma iniciativa independente criada para assessorar o Carrefour Brasil após a morte de Freitas. O time é composto por especialistas e líderes de movimentos negros e conta com nomes como Rachel Maia, Adriana Barbosa, Celso Athayde, Silvio Almeida, Anna Karla da Silva Pereira, Mariana Ferreira dos Santos, Maurício Pestana, Renato Meirelles e Ricardo Sales. "O novo modelo é o ponto inicial para transformação do seu modelo de segurança e faz parte dos compromissos anunciados pela rede. O processo de recrutamento e o treinamento dos profissionais para as lojas contará com associação que reúne empreendedores negros da região de Porto Alegre", afirmou a empresa. O Carrefour disse ainda que o processo de seleção levará em conta a representatividade da população brasileira, que conta com 50% de mulheres e 56% de negros. O hipermercado afirmou que a data de admissão dos novos colaboradores está prevista para o dia 14 nas lojas Carrefour da região. Veja Mais

TCU pede à Aneel documentos sobre obras da Cteep em subestações

Valor Econômico - Finanças O Tribunal de Contas da União requisitou documentos e informações à diretoria do órgão regulador para que encaminhe “as justificativas técnicas e econômicas” para autorizar as obras sem licitação A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) enfrenta nova pressão para rever a autorização dada à Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep) para realizar reforços na subestação de energia que atende a região metropolitana de São Paulo. Depois de grupos concorrentes entrarem com recurso administrativo na agência exigindo que os investimentos sejam contratados por licitação, o Tribunal de Contas da União (TCU) requisitou documentos e informações à diretoria do órgão regulador para que encaminhe “as justificativas técnicas e econômicas” para autorizar as obras sem licitação. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Vacina apoiada por Glaxo mostra forte resposta em ensaio inicial

Valor Econômico - Finanças A chinesa Sichuan Clover Biopharmaceuticals, que usa agentes da Glaxo, disse que sua injeção induziu anticorpos neutralizantes e provou ser segura em um estudo com 150 voluntários Um projeto de vacina contra a covid-19 com o apoio da GlaxoSmithKline vai iniciar ensaios avançados após mostrar forte resposta imunológica nos primeiros estudos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Tráfego no Aeroporto de Guarulhos sobe em novembro e metrô do Rio fica estável, diz Invepar

Valor Econômico - Finanças A Invepar informou em comunicado que registrou crescimento de 13% no tráfego de passageiros no Aeroporto de Guarulhos (SP) em novembro, na comparação com outubro, para 1,99 milhão de passageiros. Ante novembro de 2019, entretanto, a queda ainda é de 45%. O transporte de cargas cresceu 6% ante outubro, para 20,5 mil toneladas, mas caiu 15% em base anual. Nas linhas operadas do metrô do Rio, a movimentação de passageiros ficou praticamente estável ante outubro, caindo 2% nas linhas 1 e 2 e registrando estabilidade na linha 4. Em base anual, a movimentação das linhas 1 e 2 caiu 54% ante novembro de 2019. Na linha 4, o recuo foi de 56% em base anual. Nas rodovias administradas pela Invepar, foi registrado recuo em todas as concessões em novembro ante outubro. A maior queda foi na CLN, de 10%. Em base anual, CLN, CBN, CRA e Via 040 registraram alta na movimentação, enquanto CRT e ViaRio apontaram queda no tráfego. Veja Mais

Abono do PIS será pago pelo Caixa Tem a quem não é correntista

Valor Econômico - Finanças A partir da próxima terça-feira (8), as contas digitais serão abertas de forma automática e gratuita para o recebimento do benefício A Caixa Econômica Federal anunciou nesta sexta-feira (4) que passará a pagar o abono do PIS 2020/2021 dos trabalhadores que não possuem conta no banco pelo aplicativo Caixa Tem, por meio da criação de um conta-poupança digital para cada trabalhador. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Biden diz estar confiante em apoio bipartidário para aprovar mais estímulos

Valor Econômico - Finanças O presidente eleito dos EUA não quis dar detalhes sobre a articulação de sua equipe de transição com o Congresso e não revelou se já conversou com o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta sexta-feira (4) que está confiante de que há apoio bipartidário suficiente no Senado americano para aprovar mais estímulos para a economia do país. Em um evento para comentar os números mais recentes divulgados pelo Departamento do Trabalho, que indicaram uma desaceleração no ritmo de contratações, Biden disse que os dados mostram que o Congresso precisa agir de forma urgente para aprovar mais alívio para os americanos. Biden não quis dar detalhes sobre a articulação de sua equipe de transição com o Congresso e não revelou se já conversou com o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell. “O que posso dizer é que estou confiante em ter apoio bipartidário agora e depois. Há um número suficiente de republicanos e democratas no Senado para aprovar um pacote”, afirmou o democrata. Questionado sobre McConnell, Biden afirmou que o senador o conhece há anos, que sabe que ele mantém sua palavra e que não propõe acordos que constranjam a oposição. “Tenho confiança de que poderemos concordar em um grande número de coisas”, disse ele. “[O pacote] não vai satisfazer a todos.” Ao reforçar o pedido para que o Congresso e o presidente Donald Trump aprovem de maneira urgente um novo pacote de estímulos, Biden voltou a deixar claro que não espera que o projeto discutido atualmente, de cerca de US$ 900 bilhões, seja suficiente para resolver o problema. “Estamos olhando para centenas de bilhões de dólares”, disse ele ao responder uma pergunta sobre o que espera de um próximo pacote. Biden afirmou que é preciso garantir ajuda para que as pessoas não sejam despejadas de suas casas e verbas para que Estados e municípios não demitam professores, bombeiros e outros trabalhadores essenciais, como ocorreu durante novembro, segundo dados divulgados pelo Departamento de Trabalho hoje. Veja Mais

Juiz vê provas ilícitas e absolve Arthur Lira de acusação de ‘rachadinha’

Valor Econômico - Finanças Deputado é pré-candidato à presidência da Câmara, com apoio de Jair Bolsonaro O juiz Carlos Henrique Pita Duarte, da 3ª Vara Criminal de Maceió, anulou na quinta-feira as provas apresentadas pelo Ministério Público na denúncia contra o líder do PP na Câmara dos Deputados, Arthur Lira (AL), por um suposto esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa de Alagoas, absolvendo o parlamentar. Lira é pré-candidato à presidência da Câmara, eleição que ocorrerá em 1º de fevereiro, apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro. A decisão de absolvê-lo ocorreu no mesmo dia em que o jornal “O Estado de S. Paulo” divulgou documentos da acusação, que mostrariam desvios de mais de R$ 250 milhões de verbas da Assembleia entre 2001 e 2007. Oposição não descarta apoio a Lira Câmara dos Deputados Na decisão, o juiz determina que as provas são ilícitas porque foram obtidas com aval de um juiz que não era competente para julgar o caso. “Entendo que há no presente caso a nulidade absoluta ab initio, pois todas as decisões que deferiram diligências investigativas, a exemplo de interceptações telefônicas, quebras de sigilo, buscas e apreensões, foram decorrentes de autoridade judiciária absolutamente incompetente, o que atrai a imprescindível nulidade de todos os atos decisórios e de todo material probatório que deles decorreram”, diz. Em entrevista à CNN Brasil, Lira comemorou a absolvição e disse que a peça de acusação era um “monstrengo criado há 15 anos”. “É um peso que eu tiro das costas no dia de hoje. É a primeira oportunidade que a gente teve de um juiz sentar e se debruçar sobre o processo”, disse. Veja Mais

Mexicana Siete Leguas vende têxtil Santista a grupo de sócios brasileiros

Valor Econômico - Finanças Dois anos após a Camargo Corrêa ter vendido a Santista para os mexicanos da Siete Leguas, a tradicional companhia têxtil volta para as mãos de brasileiros, numa transação concluída nesta tarde com a GBPK Investimentos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Juros futuros terminam em leve alta, com realização de lucros

Valor Econômico - Finanças Os ruídos em torno da situação fiscal contribuíram para o avanço dos juros Após uma semana marcada pela compressão de prêmios de risco na curva de juros, as taxas futuras chegaram ao fim do pregão regular desta sexta-feira (4) em leve alta, em um movimento de realização de lucros. Os ruídos em torno da situação fiscal contribuíram para o avanço dos juros, embora esse ajuste tenha sido bastante tímido em relação aos níveis de queda das taxas dos últimos dias. No fim da sessão regular, às 16h, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 foi de 3,02% no ajuste anterior para 3,05% e a do DI para janeiro de 2023 passou de 4,49% para 4,51%. Já a taxa do contrato para janeiro de 2025 subiu de 6,11% para 6,15% e a do DI para janeiro de 2027 avançou de 6,90% para 6,94%. O movimento de queda intensa dos juros futuros nos três últimos pregões abriu margem para uma realização de lucros nesta sexta-feira. O recuo recente das taxas foi provocado, especialmente, por sinais do governo em relação a uma trajetória fiscal mais sustentável e pelo fluxo de capital estrangeiro que tem mirado mercados emergentes em busca de rendimento. “As preocupações fiscais permanecem elevadas, mas surgiram perspectivas para um cenário mais construtivo, uma vez que o governo e o Congresso parecem empenhados em apertar os estímulos fiscais em 2021”, avalia o economista-chefe para América Latina do ING, Gustavo Rangel. Ele avalia, ainda, que a dinâmica fiscal desafiadora do Brasil “sugere que as incertezas provavelmente não desaparecerão” e que os mercados devem ser marcados por alta volatilidade. A permissão dada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) à possibilidade de que um volume maior de gastos de 2020 seja repassado para 2021 foi o mais novo item a entrar no radar dos agentes. A iniciativa, inclusive, já acendeu o alerta em alguns agentes do mercado, que se mostram preocupados quanto à situação fiscal no ano que vem. O executivo de uma importante gestora carioca afirma que a decisão do TCU dá força à sua visão de que novos gastos fora do teto de gastos podem ser executados no ano que vem, o que acaba por ferir os princípios da regra do teto para contemplar mais gastos públicos. Veja Mais

Deutsche Bank anuncia parceria inédita com Google Cloud

Valor Econômico - Finanças Parceria de vários anos é a primeira do tipo no setor de serviços financeiros, diz banco alemão O Deutsche Bank informou nesta sexta-feira que celebrou uma parceria com a Google Cloud da Alphabet Inc. para acelerar a transição do banco para a nuvem e criar novos produtos e serviços. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Bolsas europeias fecham em alta com ganhos do petróleo e esperanças de estímulo

G1 Economia Em Londres, o índice Financial Times avançou 0,92%, a 6.550 pontos. Ações de petróleo impulsionaram os mercados europeus nesta sexta-feira (4), com o índice de Londres atingindo máximas de nove meses, enquanto a fraca criação de empregos nos Estados Unidos fortaleceu as esperanças de um estímulo fiscal. O índice FTSE 100 de Londres subiu 0,9%, já que os preços do petróleo aumentaram após um acordo entre os membros da Opep+ para continuar a aumentar levemente a produção a partir de janeiro, apesar da continuidade da maior parte das restrições de oferta existentes. O índice de petróleo e gás da Europa saltou 3,1%. Nos Estados Unidos, dados mostraram que a economia criou o menor número de vagas de trabalho em seis meses em novembro, mas o mercado se recuperou rapidamente à medida que aumentavam as esperanças de que o governo aprove um pacote de alívio ao coronavírus de 908 bilhões de dólares. "Vacinas, o reinício das tratativas sobre estímulos e o novo governo (dos EUA) e um cenário internacional menos conflituoso ainda serão os temas que impulsionam o mercado", disse Marvin Loh, estrategista sênior para macro global da State Street Global Markets. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,6%, ajudando-o a entrar em território positivo no desempenho semanal - sua quinta semana consecutiva no azul. Dados econômicos decepcionantes e a incerteza em torno do Brexit pesaram sobre o índice esta semana. O progresso em torno de um acordo comercial pós-Brexit ainda permanecia incerto. Autoridades da União Europeia afirmaram que um acordo poderia finalmente ser alcançado neste fim de semana, mas Londres insistiu que as negociações ainda permaneciam "muito difíceis". OMS alerta que a pandemia na Europa está longe de ser controlada Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,92%, a 6.550 pontos. Em FRANKFURT, o índice DAX teve alta de 0,35%, a 13.298 pontos. Em PARIS, o índice CAC-40 valorizou-se 0,62%, a 5.609 pontos. Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve alta de 0,78%, a 22.178 pontos. Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 1,49%, a 8.322 pontos. Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 1,37%, a 4.702 pontos. 00:00 / 17:52 Assista as últimas notícias de economia Veja Mais

Brasil receberá recursos internacionais para projeto de combate à fome no Nordeste

Valor Econômico - Finanças Sob pressão internacional por causa do aumento do desmatamento da Amazônia, o Brasil deverá receber US$ 99,5 milhões do Fundo Verde para o Clima (GCF, na sigla em inglês para Green Climate Fund) para um projeto de combate à seca e à fome no Nordeste. No total, o projeto contará com US$ 217,8 milhões e atenderá 250.000 famílias. O GCF foi criado em 2010 pela Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudança Climática. Atua no apoio a países em desenvolvimento com o objetivo de criar condições para o cumprimento da meta do Acordo de Paris, de redução da temperatura média do planeta em dois graus Celsius. Do valor aportado por esse fundo, US$ 34,5 milhões serão doação. Além dos recursos do GCF, o projeto receberá US$ 30 milhões do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU), que ficará responsável pela gestão do projeto. Haverá ainda US$ 73 milhões em empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aos Estados beneficiados. Estes, por sua vez, deverão aportar outros US$ 15,3 milhões como contrapartida. “Os recursos serão destinados a intervenções de manejo sustentável de água e ao aumento da resiliência da população sertaneja em relação às secas e aos efeitos das mudanças climáticas, nos estados da região Nordeste do Brasil”, informou o Ministério da Economia nesta sexta-feira (04). “Para sua implementação, o projeto depende ainda de negociações internas.” O projeto dará apoio a famílias de pequenos agricultores que enfrentam redução de produtividade por causa da mudança climática, informou por meio de nota o secretário de Assuntos Internacionais, Erivaldo Gomes. Serão transferidas novas tecnologias para coleta e armazenamento, além de reciclagem de água e estratégias de diversificação produtiva. As famílias serão selecionadas conforme o nível de pobreza. Será dada prioridade a mulheres e jovens. Comunidades tradicionais e indígenas serão incluídas como beneficiárias sempre que possível, informou o ministério. A cooperação entre o Fida e a GCF faz do projeto um marco, comentou o secretário. Veja Mais

Portaria do Incra permite que funcionários de municípios façam fiscalização para regularização de terras

G1 Economia Portaria publicada no 'Diário Oficial' cria o programa 'Titula Brasil'. Texto permite que vistoria em terras que pleiteiam a regularização poderá ser feita por funcionários dos municípios treinados pelo Incra. Uma portaria do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Secretaria Especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura permite que funcionários de municípios façam a fiscalização sobre regularização de terras públicas. A portaria foi publicada no "Diário Oficial da União" de quinta-feira (3). O texto cria o programa "Titula Brasil". De acordo com o Incra, o objetivo é aumentar a capacidade operacional do poder público de processar a regularização fundiária de terras rurais da União ou do Incra. A adesão dos municípios ao programa é voluntária. A portaria estabelece que núcleos de regularização fundiária serão criados com funcionários ligados ao municípios. Os núcleos serão ligados ao Incra, que vai formular regras sobre o funcionamento do serviço. Caberá ao Incra também treinar os funcionários. Em 60 dias, o Incra deverá também apresentar um regulamento com as regras detalhadas da nova medida e também um planejamento do trabalho. Veja Mais

Confira as vagas de emprego disponíveis nesta sexta-feira (4) em Petrolina, Araripina e Salgueiro

G1 Economia As vagas são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco. Jorge Júnior/Rede Amazônica Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta sexta-feira (04), em Petrolina, Salgueiro e Araripina, no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no G1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas disponíveis GR2 de quinta-feira, 03 de dezembro Veja Mais

PIX e segurança: o que vale a pena saber antes de usar o novo método de pagamentos e transferências

G1 Economia Entenda como a associação de dados bancários e de contato pode afetar a sua privacidade e como não cair em golpes. Entenda como mandar e receber dinheiro pelo Pix O PIX é o novo método brasileiro de pagamentos digitais e transferências bancárias. Ele se parece um pouco com a TED (Transferência Eletrônica Disponível), mas também é diferente – principalmente pela ausência de taxas (ou taxas reduzidas) e por funcionar 24 horas por dia. Como sempre, criminosos já estão se aproveitando do interesse das pessoas e empresas pelo PIX, elaborando golpes e fraudes. Para esclarecer dúvidas e facilitar o uso seguro do PIX, o blog Segurança Digital preparou algumas dicas e observações importantes sobre essa tecnologia. Confira: De olho nas fraudes Fraudes envolvendo o PIX começaram a circular ainda antes da tecnologia ser disponibilizada para uso. Portanto, é preciso ficar atento a alguns pontos: Não é obrigatório cadastrar chaves no PIX: O PIX pode ser usado como uma TED, por agência e conta, sem o cadastramento de chaves. Se facilitar recebimentos não é interessante para você, saiba que sua conta já está preparada para realizar pagamentos com o PIX. O cadastro no PIX é feito pelo internet banking ou por aplicativo: Ignore qualquer e-mail que prometa cadastrar você no PIX. O cadastramento de chaves é feito pelo internet banking ou pelo aplicativo do seu banco. É simples e rápido. O banco já deve ter suas informações para o cadastro no PIX: Na maioria dos casos, você não precisa ceder novas informações ao banco para poder usar o PIX. O CPF, o endereço de e-mail e o número de telefone normalmente já fazem parte do seu cadastro como correntista. Além disso, se você não for usar o endereço de e-mail ou telefone como chave, elas não fazem parte do cadastro no PIX. O PIX não é um cartão de crédito: O PIX, sendo uma transferência bancária, não oferece a mesma proteção ao consumidor que o cartão de crédito – que pode ressarcir clientes quando produtos não são entregues, por exemplo. Essa proteção pode ser fornecida por intermediadores de pagamento, como já acontece hoje, mas não é inerente ao PIX. O PIX funciona em maquininhas: Embora não seja um cartão de crédito, é possível receber dinheiro através do PIX por meio de algumas das mesmas maquinhas que fazem cobrança por cartão. A máquina gera um QR Code que pode ser lido e pago pelo seu app bancário. Atenção para o beneficiário: Antes de confirmar uma transferência pelo PIX, é possível conferir os seguintes dados de quem vai receber o dinheiro: nome completo; seis dígitos do CPF e instituição financeira. Não prossiga com o pagamento ou transferência se essas informações estiverem diferentes do esperado. Como as chaves do PIX afetam sua privacidade Além das taxas reduzidas e a possibilidade de transferir dinheiro 24 horas por dia, o grande diferencial do PIX é o uso de "chaves". Uma transferência por TED exige que você saiba o nome e o CPF do beneficiário, além dos números de agência e conta. O PIX só exige que você saiba uma "chave", que pode ser o número de telefone, e-mail ou CPF. Talvez seja fácil entender essas "chaves" como um "resumo" ou "código de consulta". Se você cadastra o seu e-mail como chave, essas ouras informações (agência, conta, nome completo e CPF) ficam associadas a ele. Quando alguém realiza uma transferência para você, a "chave" permitirá buscar esses dados e concluir a transferência. Associar informações como o e-mail e telefone a dados bancários normalmente traz riscos. SAIBA MAIS: Errei o PIX. Posso cancelar uma transação? O Banco Central, que é responsável pela operação do PIX, afirmou ao blog que que não vê um risco adicional para o cadastramento de chaves e explicou que existem tecnologias para impedir que criminosos "raspem" esses dados da base do PIX, limitando o número de consultas que podem ser realizadas por contas específicas e instituições bancárias. SAIBA MAIS: Disparos de mensagens em massa se aproveitam de bancos de dados e informações públicas em redes sociais; entenda O BC também defendeu a exibição das informações associadas à chave no momento da transferência para resguardar o pagador. Para o Banco Central, "há um entendimento geral de que o compartilhamento dessas informações não representa risco significativo para os usuários. Pelo contrário: as informações ajudam o pagador (que normalmente é a parte mais vulnerável da transação) a confirmar a identidade do recebedor, tornando o processo mais seguro". Em outras palavras, se nenhuma informação for exibida sobre o beneficiário da transferência, um criminoso terá mais facilidade para desviar o dinheiro para uma conta diferente. Existe uma chave 'melhor'? Para quem recebe dinheiro só às vezes, é interessante usar o PIX com uma chave aleatória ou não cadastrar chave nenhuma. A chave aleatória permite receber dinheiro pelas informações completas do cadastro (agência e conta) e por QR Code, e não associa sua conta bancária aos seus dados de contato. Você também não precisa cadastrar o seu e-mail ou telefone para poder enviar dinheiro – a sua escolha de chaves só influencia os recebimentos. Se você recebe dinheiro frequentemente porque realiza serviços como autônomo ou como empresa, cadastre as chaves que seus clientes possam usar com mais facilidade. Se você faz muitos atendimentos por telefone ou WhatsApp, por exemplo, faz mais sentido que o telefone seja sua chave PIX. Já se você possui uma empresa que presta serviços para outras empresas, o cadastro do CNPJ como chave pode ser interessante, já que esse é um dado obrigatório nas notas fiscais. Qualquer cliente poderá facilmente realizar um pagamento ou conferir pagamentos anteriores pelo CNPJ. PIX: veja exemplos de como o novo sistema de pagamentos irá funcionar na vida prática Empresas normalmente já divulgam dados de contato publicamente, de modo que não há um risco adicional por cadastrar essas chaves. Mas este nem sempre é o caso para consumidores e pessoas físicas em geral. Lembre-se que uma chave só pode direcionar a uma única conta, mas uma mesma conta pode ter até cinco chaves. Se você possui várias contas bancárias, você pode cadastrar cada conta em uma chave diferente (uma para o telefone e outra no e-mail, por exemplo) para ter mais flexibilidade no uso do PIX. Nome, banco e 6 dígitos do CPF: os dados públicos do PIX Quando você cadastra uma chave no PIX, ela será associada ao seu nome completo, ao seu CPF e à instituição financeira. Qualquer pessoa que souber seu número de telefone, CPF ou endereço de e-mail – caso você cadastre um desses dados como "chave" no PIX – poderá consultar esses dados. Informações exibidas ao iniciar uma transferência do PIX: nome, parte do CPF e instituição financeira. Reprodução O CPF é parcialmente ocultado e deixará apenas seis dígitos expostos. Porém, se você cadastrar o próprio CPF como chave, ficará muito fácil associar o seu CPF ao seu nome completo e ao banco do qual você é correntista. Essa associação de informações pode permitir que criminosos "estudem" suas vítimas antes de iniciar uma tentativa de golpe. Por exemplo: se você cadastrou seu número de celular no PIX, um golpista poderia consultar seu cadastro e ver de qual banco você é cliente antes de telefonar para você e tentar se passar por um funcionário desse banco. O golpista também terá o seu número de CPF em mãos. Para evitar esse cenário, o Banco Central afirmou ao blog que criou sistemas de monitoramento e regras que verificam o número de consultas ao PIX em comparação com o número de transferências realizadas. Isso vale por banco e por cliente, de modo que um criminoso não poderia consultar diversas pessoas em sequência com facilidade. Essa medida reduz bastante as possibilidades para os golpistas. No entanto, como o sistema do PIX é novo, é difícil de afirmar até que ponto as medidas terão eficácia. Redes sociais têm adotado sistemas semelhantes há anos, mas isto não impediu por completo a raspagem e a coleta de dados. Se você cadastrar qualquer chave com dados de contato ou dados pessoais no PIX, lembre-se que você está, na prática, tornando essas informações públicas. Não temos o hábito de imaginar que qualquer pessoa possa saber em qual banco nós temos uma conta, mas o PIX permite exatamente isso se você cadastrar seu telefone, e-mail ou CPF como chave. Por determinação do Banco Central, as instituições financeiras devem exibir um aviso no momento do cadastramento das chaves que explica a associação dos dados. É importante não se esquecer disso caso você venha a receber mensagens ou telefonemas fraudulentos. O risco à nossa segurança muitas vezes deriva das nossas expectativas sobre o que outras pessoas sabem de nós; se você entender que o PIX expõe algumas informações suas e que essa exposição serve para ajudar quem está realizando as transferências, você vai conseguir perceber quando criminosos estiverem tentando usar os dados do PIX de forma ardilosa. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Vídeos: tudo sobre segurança digital Veja Mais

Emprego: oito municípios do Grande Recife e da Zona da Mata reúnem 343 vagas

G1 Economia Do total desta sexta-feira (4), 22 oportunidades ofertadas através da Agência do Trabalho são temporárias e outras 11 são reservadas para pessoas com deficiência. Homem segura carteira de trabalho enquanto procura emprego Amanda Perobelli/Reuters/Arquivo A Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação (Seteq-PE) oferece, nesta sexta-feira (4), 343 vagas de emprego em oito municípios do Grande Recife e da Zona da Mata pernambucana através da Agência do Trabalho. Do total de oportunidades, 11 são reservadas para pessoas com deficiência e 22 são temporárias. Há vagas no Recife (254), Cabo de Santo Agostinho (43), Camaragibe (4), Goiana (1), Ipojuca (24), Paudalho (1), Nazaré da Mata (1) e Vitória de Santo Antão (18). Os interessados devem procurar uma das Agências do Trabalho do estado. O atendimento ocorre apenas com agendamento prévio, feito pelo site da secretaria ou pelo Portal Cidadão. Vagas de emprego Vagas para pessoas com deficiência Vagas temporárias VÍDEOS: Concursos e emprego Veja Mais

José de Souza Martins: Polarização ideológica perdeu eleições

Valor Econômico - Finanças A polarização ideológica perdeu a eleição Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Salas de cinema enfrentam tempestade perfeita com pandemia

Valor Econômico - Finanças Salas seguem dependentes de blockbusters depois de pandemia Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Fed prepara orientação para seu programa de compras de ativos

Valor Econômico - Finanças Na reunião de dezembro, as autoridades podem decidir substituir a orientação por uma nova linguagem que vincule o prazo para o programa de compras às condições econômicas Os membros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) devem revelar, neste mês, uma nova orientação sobre quanto tempo eles esperam continuar seu programa atual de compra de ativos. A abordagem, que seria detalhada na reunião de 15 a 16 de dezembro, alinharia o programa com as condições que eles estabeleceram em setembro sobre por quanto tempo eles esperam manter as taxas de juros próximas de zero. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Fux pauta para 17 de novembro ação que discute compra de vacinas pelo governo

Valor Econômico - Finanças O julgamento começou nesta sexta-feira (4), em plenário virtual, mas foi interrompido por um pedido de destaque de Fux O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, pautou para a sessão plenária do próximo dia 17 a ação que discute a compra de vacinas contra a covid-19 pelo governo federal. O julgamento começou nesta sexta-feira (4), em plenário virtual, mas foi interrompido por um pedido de destaque de Fux, que considerou a matéria complexa demais para ser examinada sem debate público. Relator das ações, o ministro Ricardo Lewandowski votou no sentido de obrigar o Ministério da Saúde a apresentar, em até 30 dias, um detalhamento das suas estratégias para garantir "a imunização de toda a população". De acordo com o ministro, o plano deverá pormenorizar as ações, projetos e parcerias do governo e detalhar os cronogramas e os recursos financeiros necessários para ofertar as vacinas de forma "tempestiva, universal e gratuita", segundo critérios técnicos e científicos. O relator também disse que o plano deverá ser atualizado mensalmente, pelo menos até dezembro de 2021, com envios periódicos ao Congresso Nacional "para os fins de fiscalização e controle", no que será auxiliado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A futura aquisição das vacinas pelo governo foi judicializada depois que o presidente Jair Bolsonaro informou ter proibido a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. O órgão é vinculado ao governo do Estado de São Paulo, comandado por João Doria (PSDB), que tem planos de se candidatar à Presidência em 2022 e é desafeto de Bolsonaro. No voto, Lewandowski afirmou que o governo não pode rejeitar vacinas "por critérios políticos, partidários ou ideológicos, nem discriminá-las com base apenas em sua origem, não lhe sendo lícito abrir mão de qualquer imunizante que venha a mostrar-se eficaz e seguro". Lewandowski disse ainda que o Judiciário, via de regra, não deve impor a implementação de políticas públicas, mas que as "dúvidas acerca de um futuro acesso universal às vacinas" exigem do Supremo uma ação de "resistência às omissões de outros Poderes da República". "Portanto, estando em jogo a saúde de toda a população brasileira, em tempos de grande angústia e perplexidade, avulta mais do que nunca o dever que incumbe ao Estado de pautar as respectivas ações em conformidade com evidências técnicas, científicas e estratégicas." Apesar da repercussão da fala sobre a CoronaVac, o advogado-geral da União, José Levi, e o procurador-geral da República, Augusto Aras, defenderam no STF que a manifestação de Bolsonaro não foi oficial, pois foi publicada nos perfis pessoais do presidente nas redes sociais. Veja Mais

Petrobras cancela projeto de adequação da UTGCA, em Caraguatatuba (SP)

Valor Econômico - Finanças De acordo com a companhia, a decisão foi tomada “devido á perda de atratividade econômica do projeto” A Petrobras comunicou ao mercado nesta sexta-feira (4) que decidiu interromper a adequação de infraestrutura da Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA), na cidade da Caraguatatuba, em São Paulo. De acordo com a companhia, a decisão foi tomada “devido á perda de atratividade econômica do projeto”, após a análise do Plano Estratégico de 2021-2025, divulgado na última semana. Com isso, ficam suspensas as licitações associadas ao projeto. A estatal afirma ainda que possui compromisso com a geração de valor de seu portfólio, abarcando fatores como redução do custo de capital e respeito às pessoas e ao meio ambiente. Veja Mais

Preço do petróleo Brent sobe e se aproxima de US$ 50 com expectativa por estímulo nos EUA

G1 Economia Durante a sessão desta sexta-feira (4), o contrato do Brent atingiu o maior nível desde o início de março, a US$ 49,92. Os contratos futuros do petróleo Brent avançaram mais de 1% nesta sexta-feira (4), permanecendo pouco abaixo da marca de US$ 50 por barril, à medida que expectativas de um pacote de estímulos econômicos nos Estados Unidos e a possibilidade de uma vacina contra o coronavírus ofuscam os aumentos na oferta da commodity e no número de mortes por Covid-19. Um plano bipartidário de US$ 908 bilhões para auxílio em meio à pandemia ganhou força no Congresso norte-americano. O petróleo Brent fechou em alta de 0,54 dólar, ou 1,11%, a US$ 49,25 por barril. Durante a sessão, o contrato atingiu o maior nível desde o início de março, a US$ 49,92. O petróleo dos EUA (WTI) avançou 0,62 dólar, para US$ 46,26 o barril, após tocar máxima de US$ 46,68. Campo terrestre de exploração de petróleo da Petrobras no Nordeste Divulgação Ambos os valores de referência engataram a quinta semana consecutiva de ganhos, com o Brent avançando 1,7% no período, enquanto o WTI subiu 1,9%. "Estamos subindo, apesar de eventos super baixistas - tudo está relacionado aos estímulos", disse Bob Yawger, diretor de Futuros de Energia do Mizuho em Nova York. "Não dá para ir para casa vendido neste fim de semana, porque eles podem assinar um acordo (de estímulos) neste fim de semana." Vídeos: Veja as últimas notícias de economia Veja Mais

Commodities: Café cai em Nova York com nova previsão de chuvas no Brasil

Valor Econômico - Finanças Açúcar e suco de laranja também recuaram, enquanto algodão e cacau subiram Com as previsões meteorológicas indicando chuvas nas regiões produtoras brasileiras de café, os preços do grão arábica fecharam em baixa nesta sexta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em março caíram 2,08% (250 pontos), para US$ 1,1755 por libra-peso. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Commodities: Grãos registram perdas em Chicago

Valor Econômico - Finanças Cotações de milho, trigo e soja recuaram As cotações dos grãos caíram nesta sexta-feira na bolsa de Chicago, com os investidores preferindo não se arriscar antes do fim de semana e à espera de novos dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais

Boeing volta a cortar produção do 787 Dreamliner

G1 Economia Companhia via reduzir a produção de seis para cinco jatos por mês por causa da demanda mais fraca. A Boeing está reduzindo a produção de seu 787 Dreamliner pela quarta vez em 18 meses, após nenhuma entrega em novembro, de acordo com o vice-presidente financeiro da companhia, Greg Smith, com recentes falhas de produção agravando os atrasos oriundos da crise desencadeada pelo coronavírus. A redução de seis para cinco jatos por mês ocorrerá em 2021 e segue a queda na demanda por jatos de longo curso. "Temos um grande número de aeronaves 787 não entregues", disse Smith em uma conferência do Credit Suisse. Logo da Boeing na bolsa de Nova York (NYSE) Richard Drew/AP As entregas diminuíram ainda mais por causa das inspeções ligadas a falhas de produção do 787 nos últimos meses, que os reguladores dos Estados Unidos estão investigando. As inspeções de qualidade extra estão demorando mais do que o esperado e continuarão reduzindo as entregas em dezembro, acrescentou o executivo. A ação da Boeing caía nesta sexta-feira, após alta acentuada na véspera na esteira de um pedido do 737 MAX, que retorna ao serviço neste mês após uma proibição de segurança de 20 meses. Durante a suspensão do 737 MAX, a Boeing confiou fortemente no 787 para conter a saída de recursos do caixa, mas a demanda por esses modelos de fuselagem larga foi duramente atingida pela pandemia, piorando o excesso de oferta. A Boeing já havia cortado a produção planejada do 787 três vezes, de um pico de 14 por mês desde meados do ano passado. Anteriormente, havia aumentado a produção na esperança de chegar a um acordo para fornecer dezenas de jatos para a China, mas as perspectivas diminuíram em meio às tensões comerciais com os EUA, seguidas pela pandemia. Vídeos: Últimas notícias de economia Veja Mais

Tribunal define lista de 29 testemunhas em processo de impeachment de Witzel

Valor Econômico - Finanças Governador é acusado de envolvimento em esquema de desvios na saúde O tribunal misto que julga o processo de impeachment do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), decidiu, em sessão realizada nesta sexta-feira, ouvir 29 testemunhas. Os nomes foram sugeridos pela defesa, pela acusação e pelos deputados estaduais Waldeck Carneiro (PT), relator do caso, e Alexandre Freitas (Novo), um dos cinco parlamentares que compõem o colegiado. O tribunal especial tem ainda cinco desembargadores e é presidido pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Claudio de Mello Tavares. Contra cassação, Witzel rebate PGR Imagem Valor Econômico A próxima reunião está marcada para o próximo dia 17, quando serão ouvidas, primeiramente, as testemunhas de acusação, apontadas pelo deputado Luiz Paulo (sem partido). Entre elas estão o pastor Everaldo Pereira, presidente nacional do PSC; o ex-secretário estadual de Desenvolvimento Econômico Lucas Tristão, então homem forte do governador; e o ex-subsecretário de Saúde Gabriell Neves. Os três foram presos após o estouro do escândalo de corrupção, segundo o qual teria sido montado um esquema de desvio de recursos da área da saúde, por meio de contratos alegadamente superfaturados com organizações sociais, entre as quais a Iabas e a Unir Saúde. Uma das testemunhas de defesa é o empresário Mário Peixoto, um dos maiores fornecedores de serviços ao governo do Estado e epicentro do processo. O relator indicou a primeira-dama Helena Witzel como testemunha. Ela é acusada de ter usado seu escritório de advocacia para firmar contratos fictícios de prestação de serviço como forma de recebimento de propina, nos mesmo moldes da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo e ex-mulher do ex-governador Sergio Cabral, preso desde 2016 por corrupção. Para não haver atraso no julgamento, o tribunal misto não aceitou os pedidos de provas periciais, feitos pela defesa de Witzel, o que, segundo Claudio de Mello Tavares, estenderia o caso por “meses”. O prazo para a conclusão do julgamento é em janeiro. Veja Mais

Nova rodada de negociações entre Reino Unido e UE termina sem acordo

Valor Econômico - Finanças Em comunicado conjunto, o negociador-chefe da UE e o líder da equipe do Reino Unido disseram que “as condições para um acordo não foram atingidas” Apesar do otimismo expressado desde o início do dia, terminou sem resolução uma nova rodada de negociações entre representantes de Reino Unido e União Europeia (UE) sobre um acordo comercial envolvendo regulações entre as partes após o período de transição do Brexit, que termina no próximo dia 31. Em comunicado conjunto divulgado nesta sexta-feira (4), no Twitter, o negociador-chefe da UE, Michel Barnier, e líder da equipe do Reino Unido, David Frost, disseram que “as condições para um acordo não foram atingidas” porque ainda há “divergências significativas” em questões que travaram o avanço das negociações nas últimas semanas. Initial plugin text A nota cita especificamente os direitos de pesca em águas britânicas, as regras de governança para garantir que o acordo seja cumprido após sua assinatura e mecanismos para garantir igualdade na competição entre empresas de UE e Reino Unido depois do Brexit. As conversas entre Barnier e Frost foram interrompidas para que ambos relatem o que foi discutido ao longo da semana aos seus superiores. Neste sábado (5), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, discutirão o assunto. Veja Mais

Estrangeiro ingressou com R$ 532,3 milhões na B3 em 2 de dezembro

G1 Economia No ano, porém, essa classe de investidor retirou R$ 50,11 bilhões do mercado secundário da bolsa brasileira. Os investidores estrangeiros ingressaram liquidamente (ingressos menos retiradas) com R$ 532,3 milhões no segmento secundário da B3 (ações já listadas) no dia 2 de dezembro. No mês, o saldo líquido positivo está positivo em R$ 1,45 bilhão, resultado de R$ 34,81 bilhões em compras e R$ 33,36 bilhões em vendas. No ano, a saída de estrangeiros soma R$ 50,11 bilhões. Ao considerar o mercado primário (lançamentos de ações), com entrada de R$ 19,61 bilhões até setembro, o fluxo externo na bolsa está negativo em R$ 30,50 bilhões em 2020. A forte entrada de investidores estrangeiros puxou a alta do Ibovespa nos últimos dias. Na terça, a bolsa fechou em alta de 0,43%, próximo aos 112 mil pontos. Nesta sexta, ruma para o quarto pregão seguido de alta, e a quinta semana seguida de ganhos, além da maior cotação desde fevereiro. Também no dia 2, o investidor pessoa física ingressou com R$ 179,3 milhões na B3 e acumula em dezembro um fluxo negativo de R$ 146,6 milhões. No ano, o saldo está positivo, em R$ 54,72 bilhões. Já o investidor institucional aportou R$ 400,9 milhões no dia 2 de dezembro. No mês, o saldo está negativo em R$ 99,6 milhões, mas positivo em R$ 1,80 bilhão em 2020. No dia 2 de dezembro, o Ibovespa fechou com avanço de 0,43%, aos 111.879 pontos, em sessão volátil e de leve ajuste após alta de 2,30% um dia antes. Assista as últimas notícias de economia l Veja Mais

Com privatização da CEB, setor elétrico retoma agenda de venda de estatais

G1 Economia Segundo CNI, fatia do mercado de distribuição de energia elétrica sob controle privado chega a 78%. Para 2021, estão previstos os leilões da CEA (AP), CEEE-D e CEEE-GT (RS) e da Eletrobras. CEB é vendida à iniciativa privada A privatização da CEB Distribuição – braço da Companhia Energética de Brasília, realizado nesta sexta-feira (4), marcou a retomada no país dos leilões de venda de estatais do setor de energia após 2 anos sem avanços e de impasses sobre a venda da Eletrobras. A CEB foi vendida por R$ 2,515 bilhões, 76,63% acima do valor mínimo fixado pelo edital, para a Bahia Geração de Energia, do grupo Neoenergia, que será a nova responsável pela distribuição de energia na capital federal. A última privatização no setor tinha ocorrido em 2018, com a venda da Companhia Energética de Alagoas (Ceal), que fazia parte do grupo Eletrobras. 78% do setor de distribuição de energia sob controle privado Desde 2016, já foram realizados 8 leilões de distribuidoras de energia, incluindo o de 7 distribuidoras de energia elétrica federais. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com a privatização da CEB, 78% do setor de distribuição de energia elétrica no Brasil passa a estar sob controle privado, restando apenas 6 empresas controladas por estados ou municípios. Últimas privatizações do setor de energia CELG-D (Goiás) - 2016 Amazonas Energia (Amazonas) - 2018 Cepisa (Piauí) - 2018 Ceron (Rondônia) - 2018 Eletroacre (Acre) - 2018 Boa Vista Energia (Roraima) - 2018 CEAL (Alagoas) - 2018 CEB (Distrito Federal) - 2020 Segundo o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), o projeto de privatização nasceu da impossibilidade de recuperar a CEB. "O estado não deve participar de algumas atividades", disse. O valor levantado com a venda da CEB superou os R$ 2,009 bilhões levantados pelo governo do Espírito Santo com a concessão de parceria público-privada (PPP) de saneamento básico dos municípios de Cariacica e Viana, na Grande Vitória. Na avaliação da CNI, a privatização da CEB permitirá a melhoria dos serviços de distribuição de energia no Distrito Federal, sobretudo pela previsão de investimentos por parte do comprador com obras de ampliação e modernização da infraestrutura da companhia. “Em uma realidade de intensa restrição fiscal, é essencial para o país se contrapor à limitação de recursos públicos com uma maior participação da iniciativa privada, tanto nos investimentos, como na gestão da infraestrutura”, afirmou, em nota o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. Próximos leilões De acordo com a CNI, as últimas empresas de distribuição energia que ainda são estatais: Cemig (MG), CEEE (RS), Copel (PR), Celesc (SC) e CEA (AP), Demei (Ijuí -RS, e DME (Poços de Caldas - MG). Para 2021, estão previstos os leilões das empresas estaduais CEA (Tocantins), CEEE-D e CEEE-GT (Rio Grande do Sul), cujo processo de privatização está sendo estruturado sob a coordenação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que coordena projetos de privatização no país também nas áreas de saneamento, gás natural, abastecimento e tecnologia. O último cronograma divulgado pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal prevê para 2021 as privatizações das empresas estaduais MSGás, Sulgás, além das concessões das companhias estaduais de saneamento do Rio de Janeiro, Acre e Porto Alegre. Já a desestatização mais aguardada continua sendo a da Eletrobras, que de acordo com a nova previsão do governo federal deverá ter o leilão realizado até o 4º trimestre de 2021. Atualmente, a estatal é avaliada em cerca de R$ 60 bilhões. O plano de privatizar a gigante do setor de energia mediante aumento de capital e venda do controle acionário foi anunciado ainda em 2017, durante o governo de Michel Temer, mas depende de aprovação do Congresso Nacional e continua enfrentando forte resistência de parlamentares. "Acho difícil que a privatização da Eletrobras aconteça em 2021 por conta da tramitação da atualização legislativa no Congresso. Dependerá muito da capacidade do governo em impulsionar essa agenda no Congresso", avalia Fernando Vernalha, sócio do escritório VGP Advogados e especialista em infraestrutura. "Tem sido comum no Brasil a excessiva politização e a judicialização de processos de desestatização e privatização, o que traz alguma insegurança para o mercado", acrescenta. Governo prevê 9 privatizações em 2021, entre as quais Correios e Eletrobras Veja Mais

Facebook vai priorizar remoção de conteúdo de ódio contra grupos minoritários

G1 Economia Rede social está ajustando seus algoritmos para ter foco maior em publicações com mensagens ofensivas a negros, gays e outros grupos. Facebook vai ajustar seus algoritmos de detecção de conteúdo de ódio para priorizar determinados grupos. AP Photo/Jenny Kane O Facebook vai passar a priorizar o uso de seus algoritmos de moderação para remover conteúdo ofensivo contra negros, gays e outros grupos historicamente atacados. As mudanças nos sistemas que detectam xingamentos e discurso de ódio de forma pró-ativa ainda estão em estágios inicias, de acordo com documentos obtidos pelo jornal "Washington Post". O G1 confirmou com fontes que essas mudanças serão realizadas e que, por enquanto, só valem em inglês. O objetivo da alteração é que a rede social remova mais publicações ofensivas direcionadas para pessoas negras, muçulmanos, judeus e a comunidade LGBTQ+. As publicações contra os demais grupos serão mantidas nas regras, mas irão depender de denúncias feitas por usuários. Isso será feito com o uso prioritário de inteligência artificial para determinados ataques – os sistemas da companhia vão focar na remoção automática de afirmações como "pessoas gays são nojentas" em comparação com "homens são porcos", como indica o "Washington Post". As regras do Facebook e Instagram não permitem discurso de ódio, e publicações violentas ou que desumanizem grupos com base em sua raça, gênero, sexualidade e outras características estão entre as proibidas pela empresa. Até agora, os algoritmos da companhia não faziam distinções entre grupos com maior probabilidade de serem alvos de ataque. Análises internas da rede social identificaram que esse tratamento, muitas vezes, resultou na remoção de conteúdos que protestavam contra o racismo, por exemplo. Mesmo com as mudanças, publicações contra todos os grupos serão consideradas como discurso de ódio. A diferença é que a remoção de conteúdos considerados menos prejudiciais dependerá mais das denúncias dos próprios usuários. Os documentos obtidos pelo jornal americano apontam que essa decisão irá diminuir as remoções de conteúdo em cerca de 10 mil publicações por dia. "Sabemos que o discurso de ódio dirigido a grupos sub-representados pode ser o mais prejudicial, e é por isso que focamos nossa tecnologia em encontrar o discurso de ódio que os usuários e especialistas nos dizem ser o mais grave", disse a porta-voz do Facebook, Sally Aldous, em comunicado (veja íntegra abaixo). A mudança é anunciada em meio à pressão de grupos de direitos civis que há muito tempo reclamam que a empresa faz pouco contra o discurso de ódio. No início deste ano, mais de 1.000 anunciantes boicotaram o Facebook para protestar contra seu tratamento ao discurso de ódio e desinformação. Saiba mais: Por que grandes empresas decidiram boicotar o Facebook A moderação de conteúdos nas redes sociais é frequente alvo de críticas de especialistas e usuários. Há questionamentos sobre a agilidade das remoções, sobre a consistência da aplicação de regras e, em outros casos, sobre possíveis restrições à liberdade de expressão. Leia a íntegra do posicionamento da porta-voz do Facebook: "Sabemos que o discurso de ódio direcionado aos grupos sub-representados pode ser o mais danoso, e é por isso que focamos nossas tecnologias na busca do discurso de ódio que usuários e especialistas nos dizem ser os mais sérios. No último ano, nós também atualizamos nossas políticas para detectar mais discurso de ódio implícito, como conteúdos mostrando Blackface, estereótipos sobre judeus controlando o mundo, e banimos a negação do Holocausto. Graças a investimentos significativos em nossas tecnologias, detectamos de forma proativa 95% do conteúdo que removemos e vamos continuar a melhorar a maneira como aplicamos nossas regras na medida em que o discurso de ódio evolui no decorrer do tempo" - Sally Aldous, porta-voz do Facebook. VÍDEOS de tecnologia: Veja Mais

CEB Distribuição é privatizada no DF; lance vencedor é de R$ 2,5 bilhões

G1 Economia Valor mínimo de venda era de R$ 1,424 bilhão; Bahia Geração de Energia vai operar serviço na capital. Sessão ocorreu nesta sexta-feira (4), na Bolsa de Valores de São Paulo. Fachada da Companhia Energética de Brasília (CEB) TV Globo/Reprodução A CEB Distribuição – braço da Companhia Energética de Brasília – foi vendida à iniciativa privada na manhã desta sexta-feira (4). O leilão ocorreu na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Privatização da CEB não precisa de aval da Câmara Legislativa, decide Tribunal de Contas do DF Justiça do DF nega pedido para suspender privatização da CEB Distribuição O valor mínimo para a venda da estatal era de R$ 1,424 bilhão. A empresa foi vendida R$ 2,515 bilhões. O lance foi dado pela Bahia Geração de Energia, do grupo Neoenergia. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), comentou que o projeto de privatização nasceu da impossibilidade de recuperar a CEB. "O estado não deve participar de algumas atividades", disse. Segundo o emedebista, a distribuição de energia na capital "ficará melhor a cargo da iniciativa privada". Ibaneis Rocha (MDB), governador do DF, participa do leilão da CEB B3/Divulgação Ibaneis afirmou que, para a recuperação da CEB, seria necessário muito investimento. O governador ainda disse que outros processos de privatização serão implementados no DF, como na Companhia do Metropolitano (Metrô). Para o presidente da CEB, a desestatização é um processo que vai melhorar a qualidade da distribuição no DF. “Foi um projeto de sucesso, uma decisão corajosa, que foi muito criticada e com muita oposição. Estamos com consciência tranquila de que foi um processo técnico e juridicamente perfeito", disse Edson. Acionistas da estatal aprovaram a privatização da CEB distribuição em 13 de outubro. Atualmente, o governo do DF controla 80% das ações da companhia. De acordo com o Executivo local, a venda da empresa é necessária para pagar dívidas e garantir o equilíbrio financeiro. Segundo gestores da empresa, o débito chega a R$ 870 milhões. Vencedora A Neoenergia, vencedora do leilão, é controlada pelo grupo espanhol Iberdrola. Desde 1997, a empresa atua no Brasil. Atualmente, ela trabalha com distribuição, geração, transmissão e comercialização de energia em 18 estados brasileiros. Ao todo, são quatro distribuidoras administradas pela Neoenergia: Coelba (BA) Celpe (PE) Cosern (RN) Elektro (SP) Além disso, a Neoenergia é uma companhia de capital aberto e tem ações negociadas na bolsa de Valores de São Paulo. A Iberdrola, grupo o qual pertence a empresa, tem atuação em 31 países. Embate judicial Duas decisões divergentes sobre o leilão da CEB Distribuição tramitam na Justiça. Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a venda da empresa para esta sexta-feira, o TJDFT concedeu liminar suspendendo a sessão. As decisões são desta quinta-feira (3). O STF rejeitou ação ajuizada por cinco deputados distritais. A Corte considera que a venda da estatal pode ocorrer sem aval da CLDF. Leilão de privatização da CEB está marcado para esta sexta-feira (4) Em contrapartida, o TJDFT acatou ação impetrada por senadores, deputados distritais e federais, que pede a interrupção do leilão. De acordo com a decisão, concedida em caráter liminar (urgência), a autorização da privatização da CEB Distribuição deve ser suspendida. Apesar do impasse judicial, ocorreu o leilão. A reportagem entrou em contato com a CEB, porém, não obteve retorno até a publicação desta reportagem. VÍDEOS: veja os destaques do G1 em 1 Minuto Distrito Federal Leia mais notícias sobre a região no G1 DF. Veja Mais

Inflação dos mais pobres acelera alta a 0,95% em novembro, aponta FGV

G1 Economia Indicador acumula alta de 4,85% no ano e 5,82% nos últimos 12 meses, permanecendo em nível superior ao da inflação oficial do país. Pressionada mais uma vez pelos preços dos alimentos, a inflação sentida pela população de baixa renda acelerou em novembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (4) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) – que mede a variação de preços de produtos e serviços para famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos – ficou em 0,95% no mês passado, contra 0,71% em outubro. IPC-C1, novembro de 2020 Economia G1 Com este resultado, o indicador acumula alta de 4,85% no ano e 5,82% nos últimos 12 meses, bem acima da inflação oficial do país. Já o IPC-Br, que mede a variação de preços para famílias com renda de 1 a 33 salários mínimos mensais, ficou em 0,94% em outubro, vindo de 0,65%. Com o resultado, acumula alta de 4,06% no ano e de 4,86% em 12 meses, permanecendo em um nível abaixo da inflação sentida pelos mais pobres. Principais influências de alta no mês passagem aérea: 27,16% gasolina: 2,36% batata inglesa: 32,43% tomate: 18,81% arroz: 5,79% Inflação por componentes Segundo a FGV, 6 das oito classes de despesa componentes do IPC-C1registraram acréscimo em suas taxas em novembro: Transportes (0,29% para 0,90%), Educação, Leitura e Recreação (1,33% para 2,56%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,05% para 0,23%), Habitação (0,28% para 0,39%), Alimentação (2,08% para 2,18%) e Despesas Diversas (-0,01% para 0,11%). Os destaques de alta no mês foram gasolina (0,31% para 2,36%), passagem aérea (15,63% para 27,16%), medicamentos em geral (-0,17% para 0,34%), tarifa de eletricidade residencial (-0,19% para 0,20%), hortaliças e legumes (3,91% para 12,15%) e cigarros (-0,59% para -0,30%). Em contrapartida, os grupos Vestuário (0,24% para -0,04%) e Comunicação (0,14% para 0,12%) apresentaram recuo, com destaque para os preços de roupas (0,20% para -0,02%) e tarifa de telefone residencial (1,65% para 0,29%). Os analistas do mercado financeiro estimam uma inflação medida pelo IPCA de 3,54% em 2020, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Entre os itens que devem pressionar o índice em dezembro está a energia elétrica e o gás de cozinha. Preço do botijão de gás sobe mais uma vez Vídeos: veja últimas notícias de economia Veja Mais

Calendário da feira: dezembro tem ameixa, figo, melancia e berinjela

G1 Economia Série do G1 mostra, todo mês, quais alimentos estão na safra e, por isso, podem ficar mais em conta. Além das frutas típicas de Natal como o pêssego, também é tempo de manga, melão, pepino e abobrinha. Já a cebola, apesar de estar na época, teve o seu cultivo prejudicado pela seca. Dezembro é época de frutas típicas das festas de Natal, como ameixa, figo e pêssego. Por estarem em pleno período de colheita, elas podem ser encontradas por um preço mais baixo nos mercados do que no restante do ano. Também é época de melancia, manga e melão. No grupo dos legumes, a berinjela, o pepino e a abobrinha estão com uma boa oferta. A cebola, por sua vez, apesar de fazer parte da safra de dezembro, teve o seu cultivo prejudicado pela seca nas regiões produtoras. Com a estiagem, a qualidade e o volume disponível do alimento diminuíram, o que deve impactar preços. Na série Calendário da Feira, iniciada em julho, o G1 mostra, todo mês, quais alimentos estão na safra e, por isso, podem ficar mais em conta. Calendário de frutas de julho a dezembro Arte/G1 Calendário de legumes de julho a dezembro Arte/G1 A seguir, confira mais detalhes sobre a safra das principais frutas e legumes do mês, além de saber como comprar, conservar e outras curiosidades. Ameixa Ameixas no pé Divulgação/MNS Doce e levemente ácida, a ameixa é muito procurada em dezembro para enfeitar as mesas e as receitas da ceia de Natal. E o bom disso tudo é que, justamente nessa época, o seu preço cai e a sua qualidade sobe. Isso acontece porque de dezembro a fevereiro, a ameixa que chega ao mercado é nacional, diferentemente do restante do ano, quando ela é importada de outros países, principalmente da Espanha. Nos três meses de safra, os preços da ameixa costumam cair entre 40% a 50%, afirma Amauri Vieira, gerente de marketing do Grupo MNS. E, por ser nacional, a fruta chega mais fresca até a mesa dos brasileiros. "A ameixa importada demora de 40 a 50 dias para chegar ao Brasil. Já a nacional chega nos mercados em cerca de 5 dias", diz Vieira. Receita Nosso Campo: aprenda a fazer bolo de ameixa Segundo ele, a oferta de ameixa deve ter um aumento de 25% neste ano. "Elas estão também com um calibre maior e mais saborosa". Em dezembro, a safra de ameixa fica concentrada no Sudeste, principalmente no estado de São Paulo. Já nos meses de janeiro e fevereiro, as frutas que entram nos mercados e feiras vêm do Sul, com destaque para Santa Catarina. Auge da safra: dezembro a fevereiro. Como comprar: escolha as frutas firmes, sem rachaduras e de cor concentrada, segundo a Ceasa Minas. Como conservar: a ameixa fresca pode ser conservada na geladeira por uma semana. Figo Figo Divulgação/Benassi Outra fruta muito comum nas receitas de Natal é o figo, que acaba de entrar na safra e que já está com o preço em queda, segundo levantamento da Ceagesp. "A safra de figo esse ano deve seguir boa até março e depois a oferta no mercado nacional tende a diminuir por conta das exportações", diz Eduardo Benassi, diretor de Relacionamento da Benassi São Paulo. Chef ensina receita de torta de nozes para ceia de Natal Veja a receita do tender ao molho de figo para fazer no Natal "No entanto, apesar da boa qualidade, instabilidades climáticas no campo impactaram a produção, e esse mês haverá uma oferta 30% menor do que em dezembro do ano passado", ressalta Benassi. Mesmo assim, ele afirma que, até meados de março, o figo poderá ser encontrado até 4 vezes mais barato do que nos períodos de baixa oferta da fruta, como em junho, por exemplo. Os principais estados produtores do figo no Brasil são, atualmente, São Paulo e Rio Grande do Sul. Auge da safra: dezembro a março. Como comprar: é preciso observar bem a pequena abertura na ponta do figo. Ela deve apresentar um tom vermelho-vinho, nunca verde-musgo, e não ter a presença de larvas, de acordo com a Ceasa Minas. Como conservar: na geladeira tem duração de uma semana. Apesar de ser geralmente consumido na forma fresca, o figo pode ser utilizado para preparar doces, caldas, molhos para carnes e até aperitivos, como a receita de crostini de figo com requeijão no vídeo abaixo: Prato Feito: veja como fazer um delicioso crostini de figo com requeijão Melancia Melancia Unsplash A melancia é produzida o ano todo, mas é durante os meses de verão que a sua oferta cresce em função do aumento da demanda por frutas mais refrescantes. Segundo a Ceagesp, o período de maior disponibilidade da melancia vai de novembro a dezembro, meses em que os seus preços, geralmente, caem. Veja a receita de geleia de melancia Porém, neste mês, a safra de melancia de São Paulo, por exemplo, está menor do que em 2019 por causa seca, segundo a pesquisadora Fernanda Geraldini, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP). Apesar disso, um levantamento da Ceagesp mostra que a melancia está entre os produtos com queda de preços nesta semana. São Paulo é o 3º principal estado produtor da melancia. Em primeiro está o Rio Grande do Norte, seguido do Rio Grande do Sul, estado que deve começar a fornecer melancias para o Centro-Sul do país a partir do dia 10 de dezembro, segundo o proprietário da Agropecuária Marini, Andreo Marini. Ele conta que uma das variedades de melancia que a fazenda oferta aos mercados neste período é a pingo doce, que se diferencia das melancias tradicionais por ter um tamanho menor, o que facilita a armazenagem na geladeira. Além disso, ela tem uma polpa amarela e não tem sementes. Auge da safra: novembro a fevereiro. Como comprar: procure uma melancia de superfície uniforme, ou seja, sem cortes ou arranhões. Quanto mais pesada for a melancia em relação ao seu tamanho, mais líquido ela terá e mais madura estará. Como conservar: em local ventilado e seco. Já em ambiente refrigerado, conserva-se por até 30 dias. Veja uma receita de doce de melancia em calda e cristalizado: Artesã ensina a receita de doce de melancia em calda e cristalizado Berinjela Berinjela Reprodução/TV Globo A berinjela é um dos legumes que está com uma boa oferta em dezembro, junto com o pepino, a abobrinha e o pimentão. E na lista da Ceagesp, ela é um dos alimentos que está com o preço em queda, puxado, principalmente, pela redução do consumo do legume, diz o produtor de orgânicos de São Paulo, Alex Lee. Segundo ele, o preço da berinjela, assim como o de outros legumes que estão na safra no final do ano, poderia ter recuado mais, se não fosse a seca e a onda de calor que atingiu o país em setembro, evento que acabou prejudicando a irrigação das lavouras. Receita Nosso Campo: aprenda a fazer uma berinjela recheada Na culinária, a berinjela é bastante versátil. Além de ser consumida assada ou cozida, ela pode ser recheada com queijos e carnes ou substituir a massa de farinha usada nas lasanhas. Auge da safra: setembro a dezembro Como comprar: prefira as de coloração roxo-azulada ou quase preta. A casca deve ser lisa e firme. Se estiver opaca ou com manchas cor de ferrugem indicam amadurecimento excessivo. Como conservar: na geladeira, sem lavar e em sacos plásticos por até 5 dias. Por que consumir alimentos da safra? Frutas, legumes e verduras. Divulgação Com a modernização das técnicas agrícolas, hoje já é possível encontrar uma grande variedade de frutas, legumes e verduras o ano inteiro nos mercados e nas feiras. Porém, consumir produtos de época pode ser uma opção mais barata e saudável. Com o crescimento da oferta nos períodos de safra, a tendência é os preços caírem. Mas isso nem sempre é uma regra. Como a produção de hortaliças depende muito de fatores climáticos, qualquer mudança muito intensa na temperatura, por exemplo, pode impactar a oferta. Além disso, o consumo de alimentos de época tende a ser mais saudável, pelo menor uso de agrotóxicos em seu cultivo. Como reduzir a chance de ingerir agrotóxicos nos alimentos, segundo especialistas Por que a produção de alimentos depende tanto de agrotóxicos? "Para terem um bom desenvolvimento fora do seu ciclo natural de produção, é necessário uma intervenção mais intensa de químicos durante o preparo do solo, por exemplo", ressalta Lígia dos Santos, do São Camilo. Além disso, quando estão em seu ciclo natural de produção, sem a necessidade de tanto uso de agrotóxico, os alimentos ficam com o seu sabor natural mais acentuado. Agro é tech... veja vídeos da indústria-riqueza do Brasil Veja Mais

Escola da vida não tem diploma ou férias

Valor Econômico - Finanças O colunista Renato Bernhoeft defende que os indivíduos não devem esperar da empresa a responsabilidade sobre a aprendizagem contínua para se reinventarem A atual onda intitulada “lifelong learning” – educação ou formação continuada – tenta preencher, ou modificar, um antigo processo de reconhecimento e uma excessiva valorização da educação formal. Era bastante comum que muitos profissionais, ao concluir seus cursos de graduação ou uma pós, se considerassem preparados para toda uma vida. Descartando a ideia de que autodesenvolvimento é algo permanente, e que envolve todos os papéis que vivemos, paralelamente ao profissional. O que se constatava era uma excessiva valorização da estrutura formal de educação, baseada no diploma, também apoiada pelo conceito de ‘"férias", considerada como uma "merecida pausa" no processo de aprendizagem. Também era muito comum que profissionais, uma vez empregados, atribuíssem às corporações a responsabilidade pelo seu desenvolvimento - por meio de treinamentos, mentoria, autoajuda, eventos e outros mecanismos didáticos na oferta de conhecimento necessário aos seus colaboradores. Raras eram as metodologias, ou processos formais, que tornavam o indivíduo como o verdadeiro responsável pelo seu processo de autodesenvolvimento. A “andragogia” – método de aprendizagem do adulto - torna muito clara a importância de uma revisão do que caracterizava o universo da educação formal. Ou seja: ao invés de apenas expor conteúdo, que era considerado vital, exclusivo e importante para o indivíduo, não havia estímulo para que ele próprio desenvolvesse um espírito crítico. Um senso de curiosidade na busca de uma conduta mais reflexiva, com novas perguntas e respostas. Mais inquietude. Entre as muitas mudanças que estão ocorrendo em nossa sociedade podemos destacar duas. A primeira é o aumento do índice de longevidade. Isso exige ter um projeto de vida para esta nova etapa, especialmente se consideramos que ela está se prolongando cada dia mais. Além disso, muitas profissões ou carreiras estão desaparecendo, com o surgimento de novas áreas que exigem conhecimentos e habilidades renovadas. Diante desse cenário, um dos hábitos que deve ser desenvolvido por todos nós é o aumento no acesso aos meios de informação e comunicação. Leituras, reflexões, diálogo, consultas às mais diferentes mídias, evitando se apegar a apenas a um meio ou linha de pensamento. Registro aqui o alerta do escritor e historiador israelense Yuval Noah Harari em seu ultimo livro “21 lições para o século 21”: “Quanto mais duro se trabalhou para construir alguma coisa, mais difícil é deixá-la ir embora e abrir espaço para algo novo. Mas, no século XXI dificilmente você pode se permitir ter estabilidade. Se tentar se agarrar a alguma identidade, algum emprego ou alguma visão de mundo estável, estará se arriscando a ser deixado para trás quando o mundo passar voando por você. Como a expectativa de vida está aumentando, você poderia ter de passar muitas décadas como um fóssil. Para continuar relevante – não só economicamente, mas acima de tudo socialmente – você vai precisar aprender a se reinventar o tempo inteiro, numa idade tão jovem como a dos cinquenta anos.” Ele conclui dizendo que “para sobreviver e progredir num mundo assim, você vai precisar de muita flexibilidade mental e de grandes reservas de equilíbrio emocional.” Reitero que, se manter em dia, nos diferentes papéis que vivemos – profissional, conjugal, familiar, social, educacional, espiritual – presume que devemos voltar à Escola da Vida, sem contar com falsos e enganosos diplomas e, menos ainda, imaginando poder sair de férias. Nada muito diferente do que já pregavam os filósofos gregos. E nada disso é delegável. Cabe a cada um assumir a sua individualidade. O desenvolvimento profissional é responsabilidade do indivíduo Empresas devem priorizar o pós-carreira Veja Mais

Pedro Butcher: “Mank” aborda força do roteiro no audiovisual

Valor Econômico - Finanças Filme traz contexto político da Hollywood dos anos 1930 Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. Veja Mais